|
|
País
desenvolve tecnologia de células de combustível
Fonte:
Agência Estado (PRISCILA NÉRI)
São
Paulo, 4 - Há cinco anos, numa salinha do Centro Incubador
de Empresas Tecnológicas (Cietec), em São Paulo,
pesquisadores brasileiros iniciaram o desenvolvimento do primeiro
protótipo de célula combustível de alta potência
do País. Hoje em fase final de testes, a célula
é projetada para ter capacidade de iluminar prédios
residenciais, escolas, hospitais e ainda, futuramente, mover carros
a hidrogênio. O projeto é desenvolvido pela Electrocell,
empresa residente no Cietec, em parceria com a Eletropaulo e com
o Fundo de Amparo a Pesquisas do Estado de São Paulo (Fapesp).
O engenheiro químico Gerhard Ett, um dos cientistas responsáveis
pela empresa, explica que a célula combustível pode
substituir o gerador. "Além de ser menor e mais fácil
de instalar, não faz barulho, produz uma qualidade excelente
de energia, sem interrupções, e não polui,
como o gerador, que é movido a diesel", explica. A
célula combina átomos de hidrogênio e oxigênio
e transforma energia química em elétrica, produzindo
apenas água como resíduo. Segundo a analista de
negócios e coordenadora do projeto na Eletropaulo, Mara
Ellern, a empresa já está preparando a implementação
de uma célula combustível em outubro deste ano,
num hospital ou numa central telefônica. Nos últimos
dois anos, diz ela, a Eletropaulo investiu cerca de R$ 1,7 milhão
no projeto. "Com esta célula podemos pensar em prédios
ecologicamente limpos, sem barulho, com maior qualidade de energia
e de vida para os moradores". acrescenta. Mara aponta que
a célula oferece ainda a vantagem de ter uma vida útil
maior em comparação com o gerador. "Enquanto
o gerador dura entre 10 e 12 anos, desde que sejam feitas manutenções
periódicas, a célula tem uma vida útil prevista
de 20 anos sem grandes interrupções", diz.
Segundo ela, a célula ainda não é economicamente
viável por estar em fase de teste. "Daqui a dois anos,
o uso da célula já será mais comum em prédios",
prevê. Quanto à utilização da célula
em automóveis, a analista acredita que em 2010 metade da
frota em uso já deverá ser de veículos a
hidrogênio. "Até 2020, a tecnologia deve chegar
a carros populares."
Fonte: Agência
Estado (PRISCILA NÉRI)
|