:: 15.06.03 :: |
Projeto Itataia vai se retomado com parceiros - Jazida tem maior teor de fosfato do país |
Suelem
Caminha O governo
do Estado pretende iniciar a revitalização do Projeto
Itataia, uma vez que a jazida localizada no Para se ter idéia da importância de investidores estrangeiros, estudos da SDE em parceria com da Indústrias Nucleares do Brasil (INB) estimam que o empreendimento de Itataia requer investimento da ordem de US$ 111 milhões por parte da iniciativa privada, enquanto a contrapartida é de US$ 20 milhões do governo estadual. Para Dias, o governo tem acompanhado as negociações da INB na busca de parceiros para Itataia, já que deseja conhecer o perfil dos investidores. JAZIDA - Segundo o chefe da Assessoria de Novos Empreendimentos da Indústrias Nucleares do Brasil (INB/RJ), Luís Felipe da Silva, a INB continua procurando parceiros, entre os produtores de fertilizantes.A iniciativa privada assumiria a produção de ácido fosfórico e derivados, enquanto o governo, através da INB, ficaria responsável pela produção de urânio. Estudos da INB revelam que a jazida de Itataia tem um potencial geológico de 142,5 mil toneladas de urânio associado ao fosfato. A reserva a ser explorada é da ordem de 79,5 milhões de toneladas de minério, 8,9 milhões de toneladas de fosfato e 80 mil toneladas de urânio. Podem ainda ser extraídos 300 milhões de metros cúbicos de mármore isento de urânio. O projeto Itataia só será viável com a exploração do fosfato para produção de ácido fosfórico, um dos insumos utilizados na fabricação de fertilizantes. Daí porque a INB está contatando com empresas ligadas a este setor para encontrar parceiros que financiem o projeto. Apesar do grande potencial das reservas de Itataia, as tentativas da INB ainda não deram resultado positivo. As negociações prosseguem e a INB busca modelos de associação para investimentos em Itataia. O projeto conta com o apoio do Governo do Estado devido à expectativa de geração de empregos, aumento da arrecadação de impostos e a atração de indústrias de fertilizantes para o Ceará. Estudos elaborados pela INB indicam que o retorno financeiro da exploração de Itataia ocorrerá dentro de cinco anos. Para chegar a esta projeção, foram realizados exercícios com diversas capacidades de produção, entre 50 mil toneladas de fosfato (P205) por ano e 240 mil toneladas. Com investimento de US$ 100 milhões, Luís da Silva explica que é possível obter produção de 100 mil toneladas de fosfato anual e da produção de ácido fosfórico é extraído o urânio. “É possível reduzir o valor do investimento através de novas tecnologias”, salientou o chefe da Assessoria de Novos Empreendimentos da INB. Um levantamento sobre o mercado de fertilizantes, realizado entre 2001 e 2002, no N/NE mostrou que a demanda é de 200 mil toneladas de fosfato por ano. A partir deste resultado, “achamos que uma planta de jazida com produção de 100 mil toneladas de fosfato anual é adequada para abastecer os estados dessas duas Regiões”, afirmou Luís da Silva. Hoje, a aplicação de fósforo é feita em culturas de cana-de-açúcar e grãos. “Nessas localidades quase não há usinas de beneficiamento em operação, já que a produção é concentrada no Centro-Oeste”, destaca os estudos da INB. No mercado
internacional, o Brasil é o 4º maior consumidor de fertilizantes,
ficando atrás apenas da China, dos Estados Unidos e da Índia.
Este segmento movimenta, em valor FOB, cerca de US$ 3 bilhões
e está em plena expansão. Dados da INB indicam que só
para atender à demanda interna de fertilizantes fosfatados, são
produzidos em torno de 1,5 milhão de toneladas anuais, representando
um déficit de 40% em relação ao consumo total.
Como as usinas de beneficiamento estão trabalhando com a capacidade
máxima, este déficit no mercado interno, torna favorável
o cenário para Itataia. Falta apenas parceiros para tocar o projeto. |
| Fonte: Jornal “O Diário do Nordeste” |