:: 26.01.09 ::

Discurso proferido por Frederico Ricardo Costa Fernandes

Vivemos um momento ímpar na história econômica mundial. Estamos todos em meio ao que chamam de “crise”, o que nos exige de todos, atenção redobrada.
Nós, empresários cearenses, conhecidos que somos por nossa saudável teimosia e resistência, por nossa criatividade e jogo de cintura, haveremos de, naturalmente, superar mais esta.
Afinal, se as crises, recuperações e posteriores expansões, fazem parte da dinâmica da economia, delas devemos tirar lições que nos fortaleçam, que nos tornem mais competentes, mais capazes, mais competitivos.
Não é por acaso que o nosso Presidente, Dr. Roberto Macêdo, em sua mensagem na última edição da Revista da FIEC, nos convoca a ousar, a ter a coragem de ser otimistas e a construir o nosso próprio futuro agora.
Dr. Roberto nos lembra, que o momento é de precaução, mas também de muito trabalho para fazer o que está ao nosso alcance, vencer os desafios que a crise coloca, e, principalmente, saber aproveitar as novas e diferentes oportunidades que ela enseja.
Apontando caminhos, chama atenção para a importância de melhorarmos os nossos produtos, aprimorarmos a nossa eficiência, aperfeiçoarmos a nossa eficácia.
E é exatamente aqui que o papel dos nossos sindicatos patronais se torna mais evidente.
Precisamos estar atentos para a necessidade de qualificação dos nossos gestores, de capacitação dos nossos colaboradores, de aprimoramento dos nossos processos de produção.
Não podemos ficar reféns do passado, nem tampouco temerosos dos problemas advindos com a tal crise. Precisamos gerar novos serviços capazes de atender às demandas atuais dos nossos filiados e da sociedade como um todo.
E agora, no momento em que assumo a presidência do UNIGRAFICA, o faço de modo muito tranquilo, pois recebo nosso sindicato das mãos de uma presidente que soube fazer da sua administração um marco de equilíbrio.
Nicolle Barbosa soube, com simplicidade e competência, com educação e empenho, muita coragem e determinação, dar uma nova imagem ao UNIGRAFICA. Sob sua gestão nosso sindicato se fez reconhecido pelos mais diferentes ambientes econômicos, sociais, políticos e culturais.
Cabe a nós dar seguimento a este trabalho, legitimando a representatividade que adquirimos sob sua liderança.
E eu, em sintonia com todos os demais companheiros que formam a Diretoria hoje empossada, tenho uma certeza: a de que o caminho para a ampliação e melhoria da nossa representatividade sindical, passa pela aceitação do que vem propondo a CNI com o Programa de Desenvolvimento Associativo.
Compreendemos a importância de uma visão compartilhada, da integração entre os nossos sindicatos, da necessidade de sinergia entre os projetos que empreendemos, da promoção e difusão de uma cultura associativista, e da catalisação de ações em defesa dos nossos interesses.
Daí porque, definimos como elemento norteador de nossas ações para o biênio 2009-2010, o marketing institucional.
E quando falo de marketing, o faço em um sentido amplo, que vai desde o processo de planejamento estratégico de cada ação a ser empreendida, até a comunicação eficiente dos resultados obtidos.
Neste sentido, dedicaremos atenção especial às nossas relações com todos os segmentos sociais: a classe empresarial em suas diferentes vertentes, o estado em suas três instâncias, a sociedade civil, os demais sindicados patronais e laborais, a classe política, o mundo acadêmico, os veículos de comunicação.
Há quem acredite que nós empresários já fazemos muito. Já cumprimos com nosso papel social quando empregamos e pagamos os nossos impostos. Mas é preciso ter ciência de que podemos fazer bem mais.
E mais que isto, é preciso dizer a todos, o que fazemos, como fazemos e porque fazemos. Quando nos comunicamos, temos a oportunidade de aprender e aperfeiçoar o nosso papel social. Bons exemplos edificam, formam, referendam.
Antes de encerrar, quero aproveitar para conclamar a todos, tanto os que fazem o UNIGRAFICA, quanto os parceiros e colaboradores do Sistema FIEC e os demais segmentos sociais aqui representados, para unir nossas forças em torno da superação desta crise, de forma criativa e conseqüente.
E quando falo em conseqüente, o faço comprometendo a todos com a construção de uma sociedade que atenda a um conceito tão em voga na atualidade que é o da sustentabilidade.
Uma sustentabilidade que atenda à necessidade de uma economia sólida e responsável, que valorize e respeite o meio ambiente, e que inclua no mundo econômico e cultural, um universo cada vez maior de pessoas.
E nós que fazemos a indústria gráfica, por estarmos presentes em todos os segmentos econômica e socialmente ativos, temos uma responsabilidade redobrada. Daí a importância de fazermos da nossa comunicação, um instrumento de conscientização e transformação social.
Sem pensar em jogo de palavras, concluo lembrando que, somente com a consciência da importância do nosso papel, seremos capazes de imprimir com qualidade a nossa marca.

Muito obrigado.

Frederico Ricardo Costa Fernandes

 

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