:: 10.02.04 :: |
Os jovens e o primeiro emprego |
Fiec apóia as iniciativas do poder público voltadas para a população jovem, pois esta representa uma fonte inesgotável de energia, talento e idéias, da qual o nosso país não pode prescindir Jorge Parente Frota Júnior O desemprego é, hoje, um dos maiores problemas relacionados ao mundo do trabalho, em escala mundial. A globalização provocou, entre as empresas, uma onda de fusões e incorporações, levando-as, com isso, a produzirem mais, em menor tempo e com menos empregados. No tocante ao nosso país, as causas do desemprego não se referem apenas à globalização, mas advêm da própria estrutura econômica brasileira, com seus baixos índices de crescimento econômico, gritante concentração de renda, grandes desequilíbrios regionais e exclusão social. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego brasileiro atinge predominantemente os jovens. A dificuldade de inserção deles no primeiro emprego não decorre apenas da falta de conhecimentos específicos para o trabalho e da baixa experiência profissional. O nível educacional se constitui importante fator que influencia as possibilidades de inserção e o tipo de ocupação. No caso de crianças e jovens de baixa renda, a entrada no mercado de trabalho, obrigatória para aumentar a renda familiar, causa, quase sempre, problemas para a continuidade dos estudos. A situação cria um ciclo vicioso, pois contribui para que estes trabalhadores tenham uma qualificação deficiente face às exigências, pelo mercado, de maior escolaridade para a obtenção de postos de trabalho qualitativamente superiores. A criação do Consórcio Social da Juventude, pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com suporte de suas Delegacias Regionais (DRTs), afigura-se, pois, como iniciativa extremamente oportuna, até urgente, pois, somente com o apoio de políticas públicas e de programas específicos, o ingresso dos jovens no nosso mercado de trabalho poderá ser facilitado. As parcerias entre poder público, setor produtivo e sociedade civil deverão dar o suporte necessário às políticas governamentais, sendo o melhor caminho para a viabilização de iniciativas específicas de geração de empregos para jovens e do fortalecimento da chamada ''educação para o empreendedorismo''. O Sistema Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), por meio de suas entidades - Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Nacional da Indústria (Senai) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL) - além do Grupo de Ação de Responsabilidade Social, dá sua efetiva parcela de contribuição ao Programa Primeiro Emprego, do governo federal. A missão do Senai, por si só, já é a própria capacitação profissional, dentro de uma ótica de formação que não se esgota na conquista de um certificado ou diploma, mas que exige educação continuada e desenvolvimento de novas habilidades, permanentemente, com ênfase, sobretudo, na elevação do nível de empregabilidade do trabalhador da indústria. O Sesi responde pela área de educação formal e, ainda, por ações esportivas, de lazer e de formação artística, previstas no Plano de Trabalho do Consórcio Social da Juventude, a ser lançado esta semana em nossa Capital. O IEL dá sua parcela de contribuição com ações na área do empreendedorismo, especialmente com a realização de cursos de formação empreendedora para o primeiro emprego, dentro do Plano Estadual de Qualificação (FAT), além de ações de capacitação e de inserção de estagiários em empresas. O Grupo de Ação de Responsabilidade Social da Fiec também trabalha nas áreas temáticas do Consórcio, especialmente as de promoção dos saberes indígena e popular, ética e cidadania e economia solidária. Ratificamos, pois, o apoio da Fiec a tão importante iniciativa, salientando que estaremos sempre dispostos a dar suporte às ações do poder público voltadas para a população jovem, pois esta representa uma fonte inesgotável de energia, talento e idéias, da qual o nosso país não pode prescindir. Jorge Parente Frota Jr. é presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec)
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| Fonte: O Povo |