Jorge Parente Frota Júnior
Presidente da Fed. da Indústrias do Ceará (Fiec)
Simbólica
''A CPMF não deve ser permanente. O seu valor deve ser simbólico,
meramente balizador de movimentação financeira - e o montante
de recursos resultante de sua arrecadação deve ser destinado
exclusivamente a áreas especificas, como o foi para a saúde
na ocasião de sua implantação, não podendo
nunca ficar à mercê dos gastos gerais do governo federal''.
Marcos Flávio Borges Pinheiro
Presidente do Centro Industrial do Ceará (CIC)
Distorção
''Nenhum governo abriria mão, a curto prazo, da famigerada CPMF,
dado que constitui num tributo com elevada capacidade de arrecadação,
e portanto, teria um impacto severo nas contas públicas. No entanto,
do ponto de vista econômico, face a cumulatividade e tamanho da
alíquota, cria distorções na formação
de preços e encarece os ativos financeiros, acarretando imperfeições
na economia. Em princípio vejo vantagens na sua permanência,
porém com uma alíquota muito inferior, e com a faculdade
de se compensar outros impostos''.