UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

 

 FACULDADE DE EDUCAÇÃO

 

 

 

 

 

 

AVALIAÇÃO DO PROGRAMA

SESI-EDUCAÇÃO DO TRABALHADOR

NO CEARÁ

 

 

 

 

AURILENE OLIVEIRA FURTADO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

JULHO - 2002

 

II

 
 


UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

 

 FACULDADE DE EDUCAÇÃO

 

 

 

 

 

 

AVALIAÇÃO DO PROGRAMA

SESI-EDUCAÇÃO DO TRABALHADOR

NO CEARÁ

 

 

 

 

AURILENE OLIVEIRA FURTADO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

JULHO - 2002

 

 

III

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


MONOGRAFIA APRESENTADA À FACULDADE DE EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA COMO REQUISITO PARCIAL PARA A OBTENÇÃO DO GRAU DE ESPECIALISTA EM FORMAÇÃO DE FORMADORES EM EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS, EM CUMPRIMENTO ÀS NORMAS DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO E DO REGIMENTO GERAL DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, SOB A ORIENTAÇÃO DA PROFESSORA DOUTORA OLGAMIR FRANCISCO DE CARVALHO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

IV

 
Esta Monografia foi orientada, lida e aprovada pela Comissão Examinadora da candidata e aceita como parte dos requisitos da Universidade de Brasília para a obtenção do grau de

 

ESPECIALISTA

Em
Formação de Formadores em Educação de Jovens e Adultos

 

 

Título da Monografia

Avaliação do Programa SESI-Educação do Trabalhador no Ceará

 

Aurilene Oliveira Furtado
Candidata

 

 

Comissão Examinadora:

 

 

Profa. Dra. Olgamir Francisco de Carvalho (orientadora)

 

 

Prof. Dr. Gilberto Lacerda Santos

 

 

 

JULHO – 2002


V

 
 


SUMÁRIO

 

 

 

 

 

Lista de Tabelas, Quadros e Gráficos ............................................................................          XI

 

Resumo  ..........................................................................................................................        XV

Introdução .......................................................................................................................           1

 

 

  1. O Problema ..........................................................................................................          2

 

  1. Os Objetivos da Pesquisa ....................................................................................          4

 

  1. A Metodologia .....................................................................................................          4

 

  1. A Abrangência da Pesquisa .................................................................................          5

 

  1. Estrutura da Monografia ......................................................................................          5

 

Capítulo I – A Criação do SESI e a Conjuntura Nacional ..............................................           8

Capítulo II – O    Programa     SESI-Educação   do   Trabalhador   como  Estratégia de Responsabilidade Social ............................................................................         28

1.        O Que é o Programa SESI-Educação do Trabalhador? ...........................         30

2.        A Visão dos Principais Atores do Programa............................................         41

2.1.                O Aluno ......................................................................................          41

2.2.                O Professor .................................................................................          52

2.3.                O Coordenador/Supervisor .........................................................          57

2.4.                As Empresas Parceiras ...............................................................          63

VI

 
 


Conclusão ......................................................................................................................           67

Bibliografia ....................................................................................................................          74      

Apêndices e/ou  Anexos  .........................................................................................         77

Questionários

Avaliação do curso na ótica do cliente (aluno) ............................................................            78

 

Avaliação de desempenho do Programa SESI-Educação do Trabalhador na ótica de

 seus colaboradores (grupo gestor e corpo docente) ....................................................            81

Avaliação do Programa SESI-Educação do Trabalhador em 2001 na ótica do cliente (empresas) ...................................................................................................................             84

 

Tabelas/Quadros

 

Tabela 1 – Analfabetismo brasileiro de 1940 a 1980 ..................................................             86

 

Tabela 2 – Índice de analfabetismo na indústria brasileira em 1998 ...........................            86

 

Tabela 3 – Metas do Programa SESI-Educação do Trabalhador de 1998 a 2002 ........           86

 

Tabela 4 – Atendimentos de Educação de Jovens e Adultos feitos pelo SESI de 1991

                  a 1998 .........................................................................................................            87

 

Quadro 5 – Profissão dos alunos do Programa SESI-Educação do Trabalhador ...........          87

 

Quadro 6 – Resultados quantitativos do Programa SESI-Educação do Trabalhador –

                  1991 a 2001. ...............................................................................................            89

 

Quadro 7 – Empresas atendidas pelo Programa SESI-Educação do Trabalhador em

                  1998 ............................................................................................................            90

 

Quadro 8 – Empresas atendidas pelo Programa SESI-Educação do Trabalhador em

                  1999 ...........................................................................................................             91

 

Quadro 9 – Empresas atendidas pelo Programa SESI-Educação do Trabalhador em

                  2000 ...........................................................................................................             92

 

Quadro 10 – Empresas atendidas pelo Programa SESI-Educação do Trabalhador em

                     2001 .........................................................................................................            93

 

Quadro 11 – Empresas atendidas pelo Programa SESI-Educação do Trabalhador em

                    2002 ..........................................................................................................            94

VII

 
 


Gráficos

 

Gráfico 1 – Atendimentos do Programa SESI-Educação do Trabalhador de 1991 a

                   1998 .........................................................................................................              95

Gráfico 2 – Atendimentos do Programa SESI-Educação do Trabalhador de 1998 a

                   2002 ..........................................................................................................             95

Gráfico 3 – Sexo dos alunos do Programa ...................................................................            96

Gráfico 4 – Faixa etária dos alunos do Programa ........................................................            97

Gráfico 5 – Serviços prestados pelo SESI ...................................................................            97

Gráfico 6 – Informações prestadas pelo SESI .............................................................             97

Gráfico 7 – Domínio do conteúdo pelos professores ..................................................             97

Gráfico 8 – Metodologia aplicada pelos professores ..................................................             97

Gráfico 9 – Recursos didáticos utilizados pelos professores ......................................             98

Gráfico 10 – Informações e explicação dadas pelos professores nas aulas ................             98

Gráfico 11 – Relacionamento professor  x  aluno  ......................................................             98

Gráfico 12 – Conteúdos do curso ................................................................................             99

Gráfico 13 – Carga horária do curso ............................................................................            99

Gráfico 14 – Qualidade do material didático das disciplinas .......................................            99

Gráfico 15 – Aprendizagem adquirida no curso ...........................................................         100

Gráfico 16 – Acompanhamento pedagógico do curso ..................................................         100

Gráfico 17 – Autonomia da equipe de gestão ...............................................................         100

Gráfico 18 – Relacionamento coordenador  x  aluno .....................................................        101

Gráfico 19 – Estrutura física da sala de aula (espaço) ....................................................       101

Gráfico 20 – Estrutura física da sala de aula (iluminação) .............................................       101

Gráfico 21 – Estrutura física  da sala de aula (mobiliário) .............................................       102

Gráfico 22 – Recursos audiovisuais ................................................................................      102

Gráfico 23 – Ganhos pessoais proporcionados pelo curso aos alunos ............................      102

VIII

 
 


Gráfico 24 – Ganhos profissionais promovidos pelo curso aos alunos  ......................          103

Gráfico 25 – Especificação dos ganhos .......................................................................          103

Gráfico 26 – Dificuldades sentidas pelos alunos durante o curso .......................           103

Gráfico 27 – Especificação das dificuldades ...............................................................          103

Gráfico 28 – Sugestões para a dinamicidade do curso e crescimento do Programa ....          104

Gráfico 29 -  Tempo de permanência do professor no Programa ................................          105

Gráfico 30 – Função que os professores desempenham no Programa ........................           105

Gráfico 31 – Metodologia com a qual os professores trabalham ................................           105

Gráfico 32 – Estrutura física das salas de aula para o professor .................................           106

Gráfico 33 – Acesso ao local de trabalho ....................................................................           106

Gráfico 34 – Recursos tecnológicos ............................................................................           106

Gráfico 35 – Informações sobre a qualidade dos serviços  .........................................           106         

Gráfico 36 – Agilidade da gestão na solução de problemas ........................................          107

Gráfico 37 – Clareza nas informações .........................................................................          107

Gráfico 38 – Organização da equipe gestora ...............................................................          107

Gráfico 39 – Relacionamento humano-profissional professor  x  aluno ......................          107

Gráfico 40 – Relacionamento professor  x coordenador x  supervisor .......................           108

Gráfico 41 – Relacionamento coordenador  x  supervisor ..........................................           108

Gráfico 42 – Reuniões pedagógicas ............................................................................           108

Gráfico 43 – Suporte pedagógico ao professor ...........................................................           108

Gráfico 44 – Organização do trabalho pedagógico ......................................................          109

Gráfico 45 – Autonomia do núcleo gestor ...................................................................          109

Gráfico 46 – Desempenho da coordenação do Programa  ...........................................          109     

Gráfico 47 – Desempenho da coordenação de área/supervisão ...................................          109

IX

 
 


Gráfico 48 – Serviços de secretaria  ...........................................................................            110

Gráfico 49 – Desempenho da função docente .............................................................           110

Gráfico 50 – Aplicação da teoria à prática pelos professores ..............................           110

Gráfico 51 – Habilitação do Professor para a função  .................................................          110

Gráfico 52 – Relacionamento interpessoal dos professores ........................................           111

Gráfico 53 – Interesse dos professores pelo aperfeiçoamento profissional ................           111

Gráfico 54 – Espírito de colaboração dos professores para o crescimento do Programa .     111

Gráfico 55 -  Equilíbrio emocional da equipe docente   ...............................................         111

Gráfico56- Competência técnico-profissional: seriedade, responsabilidade,

                    pontualidade, assiduidade ........................................................................          112

Gráfico 57 – Função da equipe gestora no Programa .................................................           113

Gráfico 58 – Metodologia pela qual são responsáveis ...............................................           113

Gráfico 59 – Local de atuação da equipe gestora ......................................................            113

Gráfico 60 – Acesso aos locais de trabalho (salas de aula) .......................................            114

Gráfico 61 – Aparatos tecnológicos ..........................................................................            114

Gráfico 62 – Informações prestadas pelo Programa aos clientes .............................             114

Gráfico 63 – Agilidade da equipe gestora na solução dos problemas ......................             114

Gráfico 64 - Organização dos serviços pela equipe gestora .....................................             115

Gráfico 65 – Relacionamento professor  x  aluno ....................................................              115

Gráfico 66 – Relacionamento professor  x  coordenação .........................................             116      

Gráfico 67 – Comunicação entre coordenador  x  supervisor ..................................             116

Gráfico 68 – Organização do trabalho pedagógico ..................................................             116

Gráfico 69 – Reuniões pedagógicas .........................................................................             117

Gráfico 70 – Acompanhamento pedagógico ............................................................             117

Gráfico 71 – Autonomia do  núcleo gestor ..............................................................             117

X

 
 


Gráfico 72 – Desempenho da coordenação do Programa ........................................              118

Gráfico 73 – Desempenho da coordenação de área/supervisão .............................                118 

Gráfico 74 – Serviços da secretaria ...................................................................             118

Gráfico 75 – Tempo da parceria com o Programa ....................................................             119

Gráfico 76 – Metodologia do Programa: Ensino Presencial, TC 2000 e SESIeduca             119

Gráfico 77 – Informações dos serviços prestados pelo SESI ...................................              119

Gráfico 78 – Agilidade da coordenação na solução de problemas ..........................              120

Gráfico 79 – Desempenho da coordenação do Programa ........................................              120

Gráfico 80 – Desempenho da coordenação de área/supervisão ...............................              120

Gráfico 81 – Desempenho da secretaria do Programa .............................................              121

Gráfico 82 – Desempenho dos professores .............................................................               121

Gráfico 83 – Desempenho dos alunos .....................................................................               121

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

XI

 
LISTA DE TABELAS, QUADROS  E GRÁFICOS

 

Tabelas

 

Tabela 1 – Analfabetismo brasileiro de 1940 a 1980.

 

Tabela 2 – Índice de analfabetismo na indústria brasileira em 1998.

 

Tabela 3 – Metas do Programa SESI-Educação do Trabalhador de 1998 a 2002

 

Tabela 4 – Atendimentos de Educação de Jovens e Adultos feitos pelo SESI de 1991 a 1998

 

Quadro 5 – Profissão dos alunos do Programa SESI-Educação do Trabalhador

 

Quadro 6 – Resultados quantitativos do Programa SESI-Educação do Trabalhador de 91/2001.

 

Quadro 7 – Empresas atendidas pelo Programa SESI-Educação do Trabalhador em 1998

 

Quadro 8 – Empresas atendidas pelo Programa SESI-Educação do Trabalhador em 1999

 

Quadro 9 – Empresas atendidas pelo Programa SESI-Educação do Trabalhador em 2000

 

Quadro 10 – Empresas atendidas pelo Programa SESI-Educação do Trabalhador em  2001

 

Quadro 11 – Empresas atendidas pelo Programa SESI-Educação do Trabalhador em 2002

 

Gráficos

 

Gráfico 1 – Atendimentos do Programa SESI-Educação do Trabalhador de 1991 a 1998

Gráfico 2 – Atendimentos do Programa SESI-Educação do Trabalhador de 1998 a 2002

Gráfico 3 – Sexo dos alunos do Programa

Gráfico 4 – Faixa etária dos alunos do Programa

Gráfico 5 – Serviços prestados pelo SESI

Gráfico 6 – Informações prestadas pelo SESI

Gráfico 7 – Domínio do conteúdo pelos professores

Gráfico 8 – Metodologia aplicada pelos professores

Gráfico 9 – Recursos didáticos utilizados pelos professores

Gráfico 10 – Informações e explicação dadas pelos professores nas aulas

Gráfico 11 – Relacionamento professor  x  aluno 

XII

 
Gráfico 12 – Conteúdos do curso

Gráfico 13 – Carga horária do curso

Gráfico 14 – Qualidade do material didático das disciplinas

Gráfico 15 – Aprendizagem adquirida no curso

Gráfico 16 – Acompanhamento pedagógico do curso

Gráfico 17 – Autonomia da equipe de gestão

Gráfico 18 – Relacionamento coordenador  x  aluno

Gráfico 19 – Estrutura física da sala de aula (espaço)

Gráfico 20 – Estrutura física da sala de aula (iluminação)

Gráfico 21 – Estrutura física  da sala de aula (mobiliário)

Gráfico 22 – Recursos audiovisuais

Gráfico 23 – Ganhos pessoais proporcionados pelo curso aos alunos

Gráfico 24 – Ganhos profissionais promovidos pelo curso aos alunos

Gráfico 25 – Especificação dos ganhos

Gráfico 26 – Dificuldades sentidas pelos alunos durante o curso

Gráfico 27 – Especificação das dificuldades

Gráfico 28 – Sugestões para a dinamicidade do curso e crescimento do Programa

Gráfico 29 -  Tempo de permanência do professor no Programa

Gráfico 30 – Função que os professores desempenham no Programa

Gráfico 31 – Metodologia com a qual os professores trabalham

Gráfico 32 – Estrutura física das salas de aula para o professor

Gráfico 33 – Acesso ao local de trabalho

Gráfico 34 – Recursos tecnológicos

Gráfico 35 – Informações sobre a qualidade dos serviços           

Gráfico 36 – Agilidade da gestão na solução de problemas

XIII

 
Gráfico 37 – Clareza nas informações

Gráfico 38 – Organização da equipe gestora

Gráfico 39 – Relacionamento humano-profissional professor  x  aluno

Gráfico 40 – Relacionamento professor  x coordenador  x  supervisor

Gráfico 41 – Relacionamento coordenador  x  supervisor

Gráfico 42 – Reuniões pedagógicas

Gráfico 43 – Suporte pedagógico ao professor

Gráfico 44 – Organização do trabalho pedagógico

Gráfico 45 – Autonomia do núcleo gestor

Gráfico 46 – Desempenho da coordenação do Programa       

Gráfico 47 – Desempenho da coordenação de área/supervisão

Gráfico 48 – Serviços de secretaria

Gráfico 49 – Desempenho da função docente

Gráfico 50 – Aplicação da teoria à prática pelos professores

Gráfico 51 – Habilitação do Professor para a função

Gráfico 52 – Relacionamento interpessoal dos professores

Gráfico 53 – Interesse dos professores pelo aperfeiçoamento profissional

Gráfico 54 – Espírito de colaboração dos professores para o crescimento do Programa

Gráfico 55 -  Equilíbrio emocional da equipe docente

Gráfico56- Competência técnico-profissional: seriedade, responsabilidade, pontualidade, assiduidade

Gráfico 57 – Função da equipe gestora no Programa

Gráfico 58 – Metodologia pela qual são responsáveis

Gráfico 59 – Local de atuação da equipe gestora

Gráfico 60 – Acesso aos locais de trabalho (salas de aula)

XIV

 
Gráfico 61 – Aparatos tecnológicos

Gráfico 62 – Informações prestadas pelo Programa aos clientes

Gráfico 63 – Agilidade da equipe gestora na solução dos problemas

Gráfico 64 - Organização dos serviços pela equipe gestora

Gráfico 65 – Relacionamento professor  x  aluno

Gráfico 66 – Relacionamento professor  x  coordenação

Gráfico 67 – Comunicação entre coordenador  x  supervisor

Gráfico 68 – Organização do trabalho pedagógico

Gráfico 69 – Reuniões pedagógicas

Gráfico 70 – Acompanhamento pedagógico

Gráfico 71 – Autonomia do núcleo gestor

Gráfico 72 – Desempenho da coordenação do Programa

Gráfico 73 – Desempenho da coordenação de área/supervisão  

Gráfico 74 – Serviços da secretaria     

Gráfico 75 – Tempo da parceria com o Programa

Gráfico 76 – Metodologia do Programa: Ensino Presencial, TC 2000 e SESIeduca

Gráfico 77 – Informações dos serviços prestados pelo SESI

Gráfico 78 – Agilidade da coordenação na solução de problemas

Gráfico 79 – Desempenho da coordenação do Programa

Gráfico 80 – Desempenho da coordenação de área/supervisão

Gráfico 81 – Desempenho da secretaria do Programa

Gráfico 82 – Desempenho dos professores

Gráfico 83 – Desempenho dos alunos

 

XV

 
 


RESUMO

 

 

O presente trabalho discorre sobre a avaliação do Programa SESI-Educação do Trabalhador no Ceará na visão dos alunos, professores, supervisores/coordenadores e representantes das empresas parceiras.  A pretensão principal dessa pesquisa foi colher informações mais precisas e fundamentadas dos impactos do Programa na vida do trabalhador e no processo produtivo. Isso significa adquirir maiores possibilidades de monitoramento das ações constitutivas do Programa, corrigindo possíveis falhas, aprimorando os fatores que necessitam de ajustes, promovendo inovações no seu gerenciamento, além de demonstrar a transparência e o compromisso social das suas ações-educativas. Cientes dessas premissas, desenvolvemos este trabalho por meio de aplicação de instrumentais de avaliação com os atores envolvidos no segundo semestre de 2001, nas empresas da capital e interior, parceiras do Programa. Para aplicação dos questionários, utilizamos meios diferenciados, conforme a realidade dos grupos focais. Com os alunos, aplicamos os questionários  em sala de aula; com os representantes das empresas, a aplicação foi em um momento de  reunião organizada para esse fim;  os professores, supervisores/coordenadores responderam o questionário no espaço de uma reunião pedagógica. Para a aplicação da avaliação com alguns grupos, contamos com a colaboração dos professores, supervisores/coordenadores, assim como também, para a tabulação dos dados. No tocante ao que alcançamos, salientamos que esta pesquisa superou as

 

XVI

 
expectativas, haja vista a adesão e empenho de todos, a ampliação de nossas concepções do Programa, as considerações e sugestões encaminhadas pelos pesquisandos, que serviram de base para as ações dos Planos de Trabalho/2002 dos professores e equipe gestora; as novas posturas administrativo-pedagógicas, a consciência humano-profissional dos professores e equipe gestora, o fortalecimento das relações administrativo-pedagógicas com os clientes, a consolidação das parcerias em termos de cumplicidade nas relações, uma vez que ambos representam uma totalidade ante à gestão democrática e participativa que buscamos implementar no Programa SESI-Educação do Trabalhador.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

 

        A educação é condição imprescindível para a vivência da autonomia, cidadania, democracia, princípios que marcam a relação homem-meio-sociedade. Embora contemplada na Constituição brasileira, não assegurada em igualdade de condições, a educação transcende a visão ideológica de moldar pessoas. Isso significa concebê-la como canal formativo do ser humano.

       

        Cônscio dos déficits educacionais no Brasil, principalmente na clientela de jovens e adultos, o Programa SESI-Educação do Trabalhador, instituído pelo Governo Federal em março de 1998, assumiu essa causa, colocando-se, diante da sociedade, em particular,  do trabalhador da indústria, como instrumento de acesso a sua cidadania e ao crescimento humano-profissional, indutor de melhoria de qualidade do trabalho e do processo produtivo.

 

        Em pleno monitoramento desde que foi implantado, reconhecido pela UNESCO[1], através de avaliação feita por esse órgão no ano de 1999, em âmbito nacional, o Programa alcançou alto grau de efetividade em relação à satisfação de seus clientes.

 

        Acompanhando a história do Programa no Ceará, sentimos a necessidade de avaliá-lo, porque compreendemos que é pela avaliação que sabemos se os objetivos e pressupostos filosófico-metodológicos estão em consonância com os princípios que o fundamentam e, se há desvio de trajetória, onde estão os fatores determinantes e como intervir neles. Faz-se necessário explicarmos  que a prática da avaliação no Programa no SESI-Ce  estava restrita ao professor aplicar perguntas ao aluno referentes ao desempenho do profissional, da disciplina, e do aspecto cognitivo.

 

        Diante dessa realidade, configura-se oportuna a implementação de uma política permanente de avaliação de resultados do Programa no Estado do Ceará, a partir de instrumental unificado, com abrangência em seus serviços, para conhecermos qual a concepção de seus atores envolvidos, a fim de que a educação de jovens e adultos desenvolvida pelo SESI seja cada vez mais referência no Estado.

 

1.      O Problema

 

Quais os impactos de qualidade provocados na vida do trabalhador e na indústria, a partir da implantação do Programa? Quais os indicadores qualitativos e quantitativos confirmadores de sua efetividade? Essas perguntas serviram para a conferição da validade da hipótese: o Programa SESI-Educação do Trabalhador é um instrumento de acesso à cidadania e ao crescimento do trabalhador, assim como, indutor da melhoria de qualidade de trabalho e da produtividade.

 

Desse modo, realizamos, nos municípios de Fortaleza, Pacajus, Sobral, Crato e Juazeiro do Norte, nas empresas dessas localidades, parceiras do Programa, uma avaliação de resultados, buscando conhecer os impactos provocados na vida humano-profissional dos trabalhadores e os efeitos produtivos causados nas empresas, construindo, assim, a performance do Programa no Ceará.  Consideramos que as necessidades de melhorias serão referências para o planejamento e monitoramento das ações a partir do ano 2002.

 

Portanto, salientamos a necessidade de avaliarmos o Programa no Ceará, para tomarmos ciência de sua capacidade instalada, sua infra-estrutura físico-pedagógica, os padrões de parcerias, as metodologias e recursos humanos, além de verificarmos também os impactos produzidos referentes ao que se esperava do Programa em termos de: formação de cidadãos mais críticos e conscientes para intervirem na realidade; profissionais com melhores condições de inserção produtiva; maior competitividade da força de trabalho. Em síntese, consideramos oportuno realizarmos essa avaliação pela visão mais ampla alcançada no tocante ao conhecimento do grau de satisfação e/ou insatisfação dos atores envolvidos para ajustes dos caminhos que levarão o Programa à excelência na prestação dos serviços.

 

Assinalamos que essa problemática suscitou as motivações para a efetivação deste trabalho, pelas possibilidades que temos de, a partir da avaliação, percebermos a que distância o Programa se encontra, entre os serviços percebidos e os serviços esperados, nas dimensões da tangibilidade e intangibilidade, englobando os aspectos físicos e estruturais e aqueles mais subjetivos, traduzidos pela confiabilidade, responsividade, segurança e empatia.

 

Ao nosso ver, essa iniciativa traz uma inovação ao Programa, pela amplitude e consistência dos resultados, pondo em prática ativa a avaliação do Programa, na perspectiva da política de resultados e de gestão de qualidade.

 

 

2.      Os objetivos da Pesquisa

 

Ao elegermos como objeto de pesquisa a avaliação do Programa SESI-Educação do Trabalhador, partimos dos pressupostos elucidados anteriormente, cujos objetivos traçados consistiram em: a) refletir acerca da atuação do Programa, verificando o grau de satisfação e/ou insatisfação dos atores envolvidos; b) validar o Programa como indutor de melhoria da qualidade do trabalho e da produtividade; c) verificar quais os impactos causados pelo Programa na vida dos trabalhadores e da indústria;  d) constatar a efetividade do Programa a partir do conhecimento de seus resultados emitidos pelos atores envolvidos; propor procedimentos para a resolução das dificuldades existentes no Programa, com base nas sugestões dos pesquisandos.

 

3.      A Metodologia

 

Tendo como referencial os objetivos propostos, para desenvolvermos esta pesquisa, fizemos menção, mais especificamente, da abordagem quantitativa, muito embora considerando que também houve contribuição do aspecto qualitativo, no sentido de que na elaboração do questionário foram consideradas questões de fato, de atitudes e comportamento.

 

A priori, os procedimentos metodológicos encetaram pelo conhecimento da bibliografia sugerida, cujos materiais consistiram em livros, jornal do trabalhador e demais documentos do Programa. Também pela elaboração dos questionários;pela articulação com os participantes, tanto no sentido de colaborarem no processo de aplicação, tabulação de dados, quanto na questão de participarem como avaliandos.

 

As estratégias para realização da avaliação foram as seguintes: a aplicação dos questionários com os alunos ocorreram nas salas de aulas, em horários cedidos pelos professores.  Os representantes das empresas foram convocados a uma reunião para que a Coordenadora do Programa apresentasse o contexto atual da educação do trabalhador, incluindo as principais ações desempenhadas e metas alcançadas. Nesse ínterim foram aplicados os questionários para que o grupo se posicionasse e avaliasse o Programa. Com o intuito de um maior alcance desse grupo, foram encaminhados, via fax e /ou  e-mail, os instrumentais àqueles que não estiveram presentes. Com os professores, supervisores e coordenadores, as avaliações foram aplicadas em reunião pedagógica no final do ano de 2001.

 

4.      Abrangência da Pesquisa

 

Para a execução da avaliação, entabulamos conversas informais, além da aplicação dos questionários, ocorridos no segundo semestre de 2001 com os atores envolvidos no Programa. Com alcance nos cinco municípios citados anteriormente, onde há educação do trabalhador, a abrangência foi de 1.023 alunos, para um universo de 2.693, correspondente a 74%; 49 professores, dos 68 existentes no Programa, 72%; 13 coordenadores/supervisores, 100%; 18 representantes das empresas parceiras na época, 70%.

 

5. Estrutura da Monografia

 

Nessas proporções, esta monografia está estruturada em dois capítulos. No primeiro, intitulado: A Criação do SESI e a Conjuntura Nacional, mostramos, numa visão panorâmica, aspectos sócio-políticos que antecederam e culminaram com a criação do Serviço Social da Indústria, discorrendo sobre os aspectos relevantes que marcaram o contexto econômico-brasileiro desde 1930, por ser um momento histórico marcado por importantes mudanças em todos os aspectos da sociedade, englobando a educação.

 

Esse capítulo compõe o quadro teórico que fundamenta e orienta a análise deste trabalho, resultando-se como bibliografia de base, Frigoto, Pilleti e Romanelli, que ajudaram a compreender as concepções entre trabalho e educação, bem como os mecanismos das representações sócio-político-econômico e educacional e de como os sujeitos percebem e controlam a realidade.

 

O segundo capítulo, cujo título é: O Programa SESI-Educação do Trabalhador como Estratégia de Responsabilidade Social, apresenta-se subdividido em: 1) O que é o Programa SESI-Educação do Trabalhador? 2) A Visão dos Principais Atores do Programa, abordando os subitens: 2.1. O Aluno; 2.2. O Professor; 2.3. O Coordenador/ Supervisor; 2.4. As Empresas Parceiras. Neles dissertamos sobre a implementação do Programa, sinalizando os aspectos referentes à estrutura e funcionamento dos cursos, metas e expansão no Ceará. Também se encontram o conjunto de concepções traduzido nos resultados da empiria  realizada com os vários atores envolvidos no Programa. Aqui estão apresentados os dados tabulados da pesquisa, demonstrativos da parte quantitativa do documento. As recomendações e sugestões de cada grupo estão apresentadas nesses subitens, servindo de norte para as mudanças e inovações das ações a serem implementadas no Programa.

 

Na conclusão, buscamos demarcar algumas questões centrais da monografia, tomando como pontos centrais as referências de cada fator sob a ótica dos atores, fazendo menção acerca do alcance dos objetivos e da problemática. Também clarificamos que, pelo fato da avaliação ter ocorrido em 2001, os resultados da pesquisa não se reportam a apenas essa época, uma vez que as reflexões dos atores do Programa advêm de suas experiências acumuladas. É importante compreendermos que instituir a avaliação de resultados no Programa SESI-Educação do Trabalhador no SESI-Ceará é um procedimento pertinente para o seu fortalecimento e expansão no Estado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO I 

A CRIAÇÃO DO SESI E A CONJUNTURA NACIONAL

 

 

         Neste capítulo, abordaremos, a priori, a criação do SESI no bojo de um processo industrial em expansão e por conseguinte, a demanda por uma mão-de-obra qualificada.

       

        O Serviço Social da Indústria é uma empresa de direito privado, criado pela Confederação Nacional da Indústria1 em 1946, cuja finalidade está voltada à prestação de serviços sociais para os trabalhadores da indústria, dos transportes, das comunicações, da pesca, estendendo essas ações assistenciais aos seus familiares e dependentes. No atual contexto, é missão do SESI “contribuir para o fortalecimento da indústria e o exercício de sua responsabilidade social, prestando serviços integrados de educação, saúde e lazer, com vistas à melhoria da qualidade de vida para o trabalho e ao desenvolvimento sustentável”.

 

Portanto, dado as exigências do momento atual, possui o intuito de se tornar referência em prestação de serviços sociais, reconhecido nacionalmente. Para isso, em seu Planejamento Estratégico traça ações para alcançar esse alvo.

 

        Como pessoa jurídica, que utiliza contribuição compulsória paga pela indústria para fins sociais, o SESI poderá passar por auditoria através da Secretaria de Controle Interno do Ministério do Trabalho, submetendo sua prestação de contas ao Tribunal de Contas da União. Como expressão de seu desenvolvimento, está disseminado nos 27 Estados da Federação através dos seus Departamentos Nacional e Regionais, tendo sido implantado no Ceará em 1948. Busca, através de sua missão, o fortalecimento na sociedade, propondo em suas metas expandir os atendimentos, a fim de ter um alcance bem maior, diante da problemática sócio-educacional brasileira. Essa política tem garantido o êxito nos seus serviços e credibilidade institucional, sendo reconhecido e premiado pela UNESCO2   em 2001.

 

No Ceará, o SESI, através do desenvolvimento de ações voltadas à cidadania, por meio de sua atuação nas áreas de educação, saúde, lazer, cultura, alimentação e cooperação social, tem alcançado resultados bastante positivos, conforme Relatório Estatístico do SESI/2001, cujos atendimentos, do ponto de vista geral, correspondem a 1.000.000/mês, sendo 15.195 matrículas na Educação Básica, 342.600 nas Bibliotecas, 573.021 na Saúde, 960.000 no Lazer, 15.000 na Cultura, 6.004 na Alimentação e 70.000 na Cooperação Social.

      

        Com foco estratégico em três dimensões, entre elas, na educação do trabalhador, o SESI mantém uma ampla atuação em seus atendimentos, demonstrando competência nas negociações, cumprimento de sua missão, capacidade de organização e de promoção da produtividade industrial, o que tem contribuído, no decorrer da trajetória institucional, para tirar muitas pessoas da situação de analfabetismo, conforme demonstra o Relatório Anual de 2000 – DR-CE, segundo o qual “foram escolarizados, em 2000, 7. 642 trabalhadores, 34% a mais que em 1999.” 

      

        Considerando-se as estatísticas de 1991 a 1998, temos o seguinte quadro de atendimentos representados no gráfico 1, em anexo, página 95.

      

       Como expressão de sua atuação, a Instituição, nos últimos três anos, tem alcançado  aspectos referentes à: credibilidade, traduzida pela facilidade de estabelecer parcerias com organizações locais, nacionais e internacionais, podendo citar, como exemplo deste último ponto, os projetos sociais desenvolvidos junto à Embaixada Britânica, ao Fundo de População das Nações Unidas (FNUAP), Van Lee Fundaction, Pathfinder/USAID e Instituto Ayrton Senna;  o desempenho, que contou com a premiação da UNESCO/2001; gestão, marcada pela racionalização, flexibilidade, planejamento estratégico e qualidade (ISO 9001/2000); avaliação, passando, em novembro de 2001, pelo crivo do IBOPE3  , o qual realizou avaliação institucional com universo de dois mil entrevistados, cujos resultados conferiram um índice de satisfação em 65% da população do Ceará, que considera os serviços prestados pelo SESI na escala de bom a ótimo.

       

       Tendo como base o período de criação do SESI, podemos alinhá-lo à questão da industrialização e do pós-guerra, bem como, à necessidade de uma política de erradicação do analfabetismo. E isso tem a ver com as estruturas econômicas que se estabeleceram no País após a Revolução de 30, ocasionada pela crise do modelo agrário-comercial exportador dependente que deu lugar para a implantação do modelo nacional desenvolvimentista, com base na industrialização.  

      

       Essa realidade causou mudanças no contexto sócio-político-econômico, uma vez que houve a necessidade de uma força de trabalho qualificada, em tempo hábil, para o mercado, haja vista a rapidez com que ocorreram as transformações nas relações de trabalho. “A educação e a formação humana terão como sujeito definidor as necessidades, as demandas do processo de acumulação de capital sob as diferentes formas históricas de sociabilidade que assumir” (Frigoto:1996, 30)

      

       Segundo Azevedo (1963:719), o Brasil contava com uma população analfabeta de 30 milhões de brasileiros, para uma População Economicamente Ativa (PEA)  de 55 milhões. Podemos dizer que isso deu início a um abandono gradativo da forma tradicional de industrialização, passando para a fase do modelo de substituição de importações. No campo político, esse fato ocasionou o levante de vários movimentos armados no País e a ruptura política e econômica com a velha ordem social oligárquica4 , culminando com a Revolução de 30 que teve como propósito implantar definitivamente o capitalismo industrial no Brasil.

    

       O Ceará, nessa década, conforme expõe Montenegro (1980:127),

 

(...) contava com índice muito elevado de analfabetismo (...) A Revolução de 30, para uns, não podia operar o milagre do rápido aperfeiçoamento da prática política. Em três anos e meio não seria possível alfabetizar as massas urbanas e rurais, conscientizá-las e elevar-lhes o nível econômico. Para outros, as classes dominantes desejavam manter o “status quo”, o que implicava na não elevação do nível mental das classes dominantes.(...)                 

       

        Analisando os antecedentes sócio-político-econômico do País, visualizamos, a partir de 30, o mercado brasileiro em crise, devido a não suportar a superprodução, uma vez que a crise de 1929 subtraiu do governo a possibilidade de continuar a obtenção dos financiamentos para compra dos estoques invendíveis e também porque esses estoques haviam atingido uma quantidade suficientemente alta para se ter a certeza de que jamais seriam distribuídos. O mercado mundial saturado cessou a entrada de capitais, resultando na diminuição da importação brasileira. As economias mundiais autônomas procuravam transferir para os países dependentes os efeitos da crise mundial.

        

        O Brasil conseguiu emergir dessa situação, utilizando seus recursos próprios, os quais, na visão de Romanelli (1991: 48)

 

 vinham de dois fatores: da acumulação primitiva de capital e da ampliação crescente do mercado interno, fatores que possibilitaram a arrancada do Brasil para seu desenvolvimento industrial, em plena crise. Isso porque, a renda aplicada no setor agrícola, responsável por essas exportações, começou a ser desviada para a produção industrial voltada para o mercado interno (...) A retirada dos capitais estrangeiros, na fase aguda da crise, provocou a mobilização dos recursos nacionais e sua livre aplicação, dentro da estrutura vigente.

     

 

        No setor econômico, o País enfrentou os efeitos da crise com agilidade; a acumulação capitalista desenvolveu-se com maior rapidez pois o crescimento do mercado interno e a queda das exportações implicaram na transferência da renda do setor agrícola para o industrial, trazendo, outrossim, conseqüências benéficas para a indústria, uma vez que passou a contar com a disponibilidade de um aproveitamento mais interno de sua capacidade já instalada e que vinha, até então, operando em regime de sub-aproveitamento, por causa da concorrência das importações.

      

        Com o Estado Novo, o Governo assumiu uma política voltada ao fortalecimento da indústria, abrindo, assim, o País, para a entrada de capital estrangeiro, favorecendo o crescimento da indústria pesada e a implantação das multinacionais.

      

        A importância que assumiu o mercado interno foi vital para o desenvolvimento econômico brasileiro; prova disso foi que o País passou a implementar o novo modelo e a industrialização desenvolveu-se em função de uma demanda, antes atendida pela importação de produtos manufaturados.

     

        A economia do início da década de 40 impunha sérias restrições às importações e, com isso, impulsionava o processo de industrialização. A nova fase de expansão da indústria exigia, portanto, que algumas medidas fossem tomadas no sentido da preparação da mão-de-obra, o que explica a criação, pelo Governo Federal, das instituições já anteriormente referendadas, cujo fim, a priori, era ministrar um ensino paralelo ao sistema oficial, organizando e administrando escolas de aprendizagem industrial e comercial em todo o País, através de cursos profissionalizantes, assim como, implementando ações de combate ao analfabetismo. Isso porque, a forma como o regime republicano se instalou no Brasil e como as elites se conduziram no poder, em nada modificando a estrutura sócio-econômica, influiu para que, de um lado, não houvesse pressão de demanda social de educação e de outro, não se ampliasse a oferta, nem se mostrasse  interesse pela educação pública e gratuita.

 

       Não é, pois, à falta de recursos materiais que se deve imputar maior soma de responsabilidade pela ausência de educação do povo, mas à estrutura sócio-econômica que sobreviveu com a República. A educação, antes não exigida pelo processo de desenvolvimento baseado no modelo agrário-exportador, naquele momento começava a se colocar num cenário político-econômico que requeria da escola uma estrutura de conformidade com as reais necessidades de qualificação profissional. Para fundamentar esse ponto, apropriamo-nos do pensamento da professora da Faculdade de Educação de Minas Gerais, Lucília Regina,  que diz: “A  nova tecnologia da informação muda as bases da produção social, pois incide sobre os processos de produção, desenvolvimento e aplicação do conhecimento, permitindo acelerar outras inovações do conhecimento no campo dos processos sociais”.

      

       Segundo Romanelli (1991:55) “enquanto a modernização econômica implicar, como é o caso brasileiro, intensificação da importação tecnológica, a escola não será chamada a desempenhar papel de relevo, a não ser num dos setores básicos da expansão econômica: o do treinamento e qualificação da mão-de-obra.”

      

       Considerando o econômico, determinante das políticas vigentes, constatamos a influência da Revolução Industrial na expansão do ensino. Desde a segunda metade do século XIX, os países mais desenvolvidos vinham implantando escolas, isso porque as exigências da sociedade industrial impunham modificações profundas na forma de se encarar a educação e, em conseqüência, na atuação do Estado, como responsável pela educação do povo. As mudanças introduzidas nas relações de produção e, sobretudo, a concentração da população em centros urbanos tornaram imperiosa a necessidade de se eliminar o analfabetismo e dar um mínimo de qualificação para o trabalho a um número maior de pessoas. O capitalismo industrial, principalmente, desenvolveu mecanismos para o fortalecimento  dos conhecimentos das camadas da população, cada vez mais numerosas, seja pelas exigências da própria produção, seja pelas necessidades do consumo que essa produção acarreta. Ampliar a área social de atuação do sistema capitalista industrial passa a ser uma condição de sobrevivência deste. Isso é possível, na concepção de Romanelli (1991:59),

 

na medida em que as populações possuem condições mínimas de concorrer no mercado de trabalho e de consumir. Onde, pois, se desenvolvem relações capitalistas, nasce a necessidade da leitura e da escrita, como pré-requisito de uma melhor condição para concorrência no mercado de trabalho. Por outro lado,  a proletarização representa um progresso em relação à vida e ao trabalho nas economias de subsistência. É que o capitalismo gera, onde predominava antes esse tipo de economia, uma ampliação da oferta de trabalho assalariado. Isso, por sua vez, representa um crescimento constante da demanda social da educação.

 

        A intensificação do capitalismo industrial no Brasil representado  pela Revolução de 30, determinou, conseqüentemente, o aparecimento de novas exigências educacionais. Se antes, na estrutura oligárquica, as necessidades de instrução não eram sentidas nem pela população, nem pelos poderes constituídos, a nova situação implantada veio modificar profundamente o quadro das aspirações sociais, em matéria de educação, e, em função disso, a ação do próprio Estado. Então, a leitura e a escrita passam a ter preço e são sentidas como úteis e benéficas, com elevação da demanda pelo ensino.

      

       Foi a partir dessa Revolução, resultado de uma crise que vinha de longe, que o monopólio do poder das velhas oligarquias começou a ser enfraquecido, favorecendo a criação de possibilidades para a implantação definitiva do capitalismo industrial no Brasil, criando também condições para que se modificasse o horizonte cultural e o nível de aspirações de parte da população brasileira, sobretudo nas áreas alcançadas pela industrialização. É então que a demanda social da educação cresce e se consubstancia numa pressão cada vez mais forte pela expansão do ensino. Mas, assim como a expansão do capitalismo industrial não se fez por todo o território nacional, a expansão da demanda escolar só se desenvolveu nas zonas onde se intensificou a industrialização, o que acabou criando uma contradição no sistema educacional brasileiro, isso porque, na ótica de Romanelli (1995:56)

 

iniciamos nossa revolução industrial e educacional com um atraso de mais de 100 anos, em relação aos países mais desenvolvidos; e mais, essa Revolução tem atingido de forma desigual o próprio território nacional. Daí resultou uma defasagem histórica e, se assim podemos exprimir-nos, geográfica, que se tem traduzido pela presença de contradições cada vez mais profundas.

 

       No final da Primeira República, que durou pouco mais de 40 anos, quase nada havia avançado em termos de educação, se compararmos ao final do Império, cuja duração foi de 67 anos. No dizer de Piletti (1987:206)

 

Continuávamos sem um sistema nacional de educação. O Governo Federal nada dizia e nada fazia em termos de ensino primário, que ficava ao encargo dos reduzidos recursos dos Estados; o ensino secundário continuava minado pelo ensino irregular, não-seriado, tendo como principal objetivo preparar para o ensino superior; quanto a este, ainda não tínhamos uma universidade funcionando.

 

       E em educação de jovens e adultos nem ao menos se falava, uma vez que o setor produtivo era alimentado por mão-de-obra que não carecia de conhecimentos formais, porque tinha base no modelo agrário-exportador, conforme já foi comentado.

      

        Com a Revolução de 1930, a educação brasileira sofreu  transformações, uma vez que os reformadores5 educacionais da década anterior, apontados por Piletti (1987: 197), passaram a ocupar cargos importantes na administração do ensino, tendo como primeira iniciativa, no campo da educação, a criação do Ministério da Educação e das Secretarias de Educação dos Estados, nomeando-se para Ministro da Educação o reformador Francisco Campos. A partir da criação desse órgão, passaram a ser objetivos do Governo Federal: ampliar sua faixa de participação no desenvolvimento da educação nacional; desenvolver os instrumentos destinados a unificar, disciplinar e proporcionar a articulação e integração aos sistemas isolados estaduais; estabelecer os mecanismos destinados a promover o relacionamento federal com os diversos sistemas, definindo-se as formas de intervenção do Ministério e de suas relações com as secretarias de educação estaduais e com as próprias escolas.

      

        A Constituição de 1934 foi a primeira a incluir um capítulo específico sobre a educação, estabelecendo alguns pontos importantes: a educação como direito de todos, a obrigatoriedade da escola primária integral; a gratuidade do ensino primário; a assistência aos estudantes necessitados.  A partir dessa Carta Magna, o Governo Federal assumiu novas atribuições educacionais: a função de integração e de planejamento global da educação brasileira. Passou a ser competência da União “fixar o primeiro ano nacional de educação, compreensivo do ensino de todos os graus e ramos, comuns e especializados; coordenar e fiscalizar a sua execução em todo o território do País.” (art. 150); a função normativa para todo o território nacional e para todos os níveis. O artigo 5º estabelecia ser competência prévia da União: – traçar as diretrizes da educação nacional, a função supletiva de estímulo e assistência técnica, onde houvesse deficiência de iniciativa ou de recursos (art. 150: XIV) a função de controle, supervisão e fiscalização do cumprimento das normas federais.

      

       Conforme afirma Piletti (1987: 208)

 

Se por um lado, tais atribuições constituíram o início da construção de um sistema nacional de educação, por outro lado assinalaram uma profunda centralização das competências. A autonomia dos Estados e dos diversos sistemas educacionais foi limitada; quase tudo passou a depender da autoridade superior, multiplicaram-se os órgãos, as leis, os regulamentos, as portarias, a imitar a ação de escolas e educadores; as funções de controle, supervisão e fiscalização tornaram-se burocráticas e rígidas, assumindo, muitas vezes, um caráter policialesco. Tal ênfase, em aspectos legais, normativos, burocráticos, muitas vezes levaram a esquecer ou relegar, a um plano secundário, o objetivo fundamental da educação, que é o de  criar condições para a formação de pessoas humanas.

 

 

       O quadro de analfabetismo brasileiro nessa época, de 1940 a 1980, notificado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE - levantados por  Romanelli (1991:75),  estava configurado de conformidade com a tabela nº 1 em anexo, página 86.

      

       No período democrático, de 1946 a 1964, permitiu-se um certo avanço dos movimentos populares. Havia eleições diretas para todos os níveis, de vereador a presidente da República, e as organizações representativas dos diversos setores sociais puderam atuar mais ou menos livremente. Tratou-se, é claro, de uma democracia limitada, com muitas restrições: o Partido Comunista foi posto em ilegalidade em 1947, apenas dois anos depois de sua legalização; os analfabetos não puderam votar; as desigualdades na distribuição de renda e da propriedade da terra tornavam quase impossível a participação dos mais pobres. Na visão de Piletti (1987:217), “O Brasil viveu quase duas décadas de regime democrático, comparando-se com a ditadura de Estado Novo e com o poder autoritário instalado em 1964.”

       

       Na educação, a participação popular também avançou: o ensino técnico profissional conseguiu ao menos legalmente, sua equivalência com o secundário; a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB Nº 4024) promulgada em 1961,foi discutida durante treze anos no Congresso Nacional, ao contrário de todas as anteriores, impostas pelo Poder Executivo, que teve rápida aprovação, desenvolveu-se intensa luta no sentido de ampliar o acesso à escola pública e gratuita; difundiram-se caminhos e movimentos de educação popular, especialmente de alfabetização de adultos, entre os quais destacou-se o educador Paulo Freire.

      

       A Constituição de 1946, que restabeleceu o regime democrático no País, em seu capítulo sobre a educação, re-introduziu alguns princípios suprimidos pela Carta ditatorial de 1937. Apesar da mudança de regime da nova Constituição, a legislação educacional, herdada pelo Estado Novo, vigorou até 1961, quando teve início a vigência da LDB Nº 4.024/61. Esse fato não impediu que numerosas campanhas fossem organizadas, visando à ampliação e melhoria do atendimento escolar, tais como: a Campanha de Aperfeiçoamento e Difusão do Ensino Secundário (Cades) , a de Aperfeiçoamento e Expansão do Ensino Comercial (Caec), a de Erradicação do Analfabetismo, a de Educação de Adultos, a de Educação Rural, a de Educação de Surdos, a de Reabilitação dos Deficientes Visuais, a da Merenda Escolar e  Material de Ensino, Progresso Nacional de Alfabetização e MEB (Movimento de Educação de Base. Além disso, a Lei delegava responsabilidades educacionais às empresas industriais, comerciais e agrícolas que tivessem  quadro de pessoal acima de 100 trabalhadores.

      

Do ponto de vista de Florestan Fernandes, citado por Romanelli (1987:183)

 

Os países subdesenvolvidos são, também, os que mais   dependem da educação como fator social construtivo. Tais países precisam da educação para mobilizar o elemento humano e inseri-lo no sistema de produção nacional; precisam  da educação para alargar o horizonte cultural do homem, adaptando-o ao presente e a uma complicada trama de aspirações, que dão sentido e continuidade às tendências de desenvolvimento e progresso social; e precisam de educação para formar novos tipos de personalidade, fomentar novos estilos de vida e incentivar novas formas de relações sociais, requeridos ou impostos pela gradual expansão da ordem social democrática. Todavia, esses países não encontram, na situação sócio-cultural herdada, condições que favoreçam, quer uma boa compreensão dos fins, quer uma boa escolha dos meios para atingi-los. Mesmo os recursos materiais, humanos e técnicos,mobilizados efetivamente, acabam sendo explorados de maneira extensamente irracional e improdutiva.

 

       A LDB representou mecanismo propício para que a sociedade brasileira organizasse o sistema de ensino, principalmente em seu aspecto formal, de acordo com o que reivindicava o momento, em termos de desenvolvimento nacional. Havia a compreensão de que a educação representa fator importante para a viabilização da democracia, não porque o  capitalista moderno se apóia em técnicas que, por mais atrasadas que sejam, dependem em grau crescente do conhecimento da leitura, da escrita e das operações elementares, mas porque, pelo menos em tese, somente com o domínio dessas técnicas, a pessoa consegue colocar-se em posição mais vantajosa no processo de criação de riquezas, beneficiando-se, ao mesmo tempo, de melhor distribuição das rendas que ajudou a construir. Ao mesmo tempo em que a educação possibilita à pessoa participar dos destinos políticos da nação, também abre leques para vivências da cidadania, colocando-a, frente ao sistema de produção, numa situação de participação mais concreta e extensa das riquezas que ajudou a criar. Daí porque se coloca a educação como seu fator de distribuição mais eqüitativa.

      

        Gryzybowski (1986:41-2) citado por  Frigoto (1996:26) concorda com a idéia de que

 

a educação é, antes de mais nada, desenvolvimento de potencialidades e a apropriação de “saber social” (conjunto de conhecimentos e habilidades, atitudes e valores que são produzidos pelas classes, em uma situação histórica dada de  relações para dar conta de seus interesses e necessidades). Trata-se de buscar na educação, conhecimentos e habilidades que permitam uma melhor compreensão da realidade e envolva a capacidade de fazer valer os próprios interesses econômicos, políticos e culturais

 

       Na medida em que a consciência desse papel da educação vai atingindo as camadas menos privilegiadas, a tendência delas é para fazer crescer a demanda efetiva por ela. Ocorre, porém, que essa conscientização não se faz espontaneamente no meio cultural das populações completamente marginalizadas do sistema de produção e afastadas dos setores modernos da economia.  Concluindo-se, pois, que o crescimento da procura por educação nesses setores resulta de dois fatores conjugados e mutuamente dependentes. O primeiro é que ela é função da expansão das oportunidades educacionais, entendidas como único caminho capaz de abrir horizonte cultural das pessoas para as vantagens da aquisição do domínio dos mecanismos elementares da leitura e da escrita, como técnicas básicas capazes de assegurar-lhes uma posição do sistema de produção. O segundo aspecto diz respeito ao crescimento da demanda efetiva, diretamente dependente do desenvolvimento da consciência coletiva para as vantagens de se possuir posição nesse sistema de produção.

        

        Essas são as razões pelas quais a instituição deve alcançar também esses segmentos da população que estão à margem das necessidades do desenvolvimento e deve alcançá-los como uma condição mesmo para instalar neles a vontade do progresso, o ânimo para reivindicarem, para si, partes maiores na renda nacional (PIB).

       

        Na opinião de Romanelli (1987:184),

 

Essa é uma tarefa que não compete à iniciativa privada, seja porque esta não possui as condições e o interesse para tanto, seja porque é finalidade mesmo do Estado e sua razão de ser assegura direitos mínimos a todos  os seus cidadãos. Pelo valor do empreendimento, só o Estado pode fazê-lo.

 

       

        Não se concebe, portanto, que o Estado deixe de atender às necessidades básicas de todos para privilegiar culturalmente poucos. Assim fazendo, ele deixa de ser um organismo democrático. E, nesse sentido, ao se privilegiar a poucos, compromete o seu próprio desenvolvimento econômico e sua essência liberal de Estado de todo povo. Oportunidades educacionais restritas significam sempre limites estreitos impostos à expansão econômica. A respeito desse contexto, Frigotto (1996:31) faz a seguinte ponderação:

 

(...) A educação também não é reduzida a fator, mas é concebida como uma prática social, uma atividade humana e histórica que se define no conjunto das relações sociais, no embate dos grupos ou classes sociais, sendo ela mesma forma específica de relação social. O sujeito dos processos educativos aqui é o homem e suas múltiplas e históricas necessidades (materiais, biológicas, psíquicas, afetivas, estéticas, lúdicas). A luta é exatamente para que a qualificação humana não seja subordinada às leis do mercado e a sua adaptabilidade e funcionalidade, seja sob a forma de adestramento e treinamento estreito da imagem do mono domesticável dos esquemas tayloristas, seja na forma da polivalência e forma abstrata, formação geral ou policognição reclamadas pelos modernos homens de negócio (Veblen,1918) e os organismos que os representam.

 

        Na visão de teóricos, como: Romanelli, Piletti, Florestan, dentre outros, o grande problema dos países subdesenvolvidos tem sido as necessidades de expansão de seu sistema econômico que acabam parando frente à elasticidade do mercado interno, criado por um sistema sócio-econômico tradicional que privilegia sempre uma pequena parte da população em detrimento de sua grande maioria. É a própria sobrevivência do sistema que se põe em xeque. Daí decorre que, ou ele cria as condições, para que se desenvolva e se expanda o mercado interno, ou ele perece. Ora, desenvolvimento e expansão estão na dependência da capacidade que o próprio sistema possua de absorver gradativamente a parcela populacional não integrada a ele. É nessa dimensão que a educação entra como fator básico, indispensável para realizar essa absorção e integração. Isso fica mais evidente a partir da compreensão de que a nova tecnologia da informação altera as próprias bases da produção social, pois incide sobre os processos de produção, desenvolvimento e aplicação do conhecimento, permitindo acelerar outras inovações.

        

        Com a flexibilidade funcional, emerge um novo perfil de qualificação da força de trabalho, atrelado à exigência de escolarização básica, de capacidade e adaptação a novas situações de compreensão global de um conjunto de tarefas e  funções conexas, o que demanda capacidade de abstração e de seleção, trato e interpretação de informações, requeridas também a atenção e responsabilidade no  manejo com os equipamentos, capacidade de comunicação grupal, estímulo no favorecimento de atitudes de abertura para novas aprendizagens e de criatividade para lidar com os imprevistos. Complementando essa idéia, Frigoto (1996:31) afirma que

 

A qualificação humana diz respeito ao desenvolvimento de condições físicas, mentais, afetivas, estéticas e lúdicas do ser humano (condições omnilaterais) capazes de ampliar a capacidade de trabalho na produção dos valores de uso em geral como condição de satisfação das múltiplas necessidades do ser humano no seu devenir histórico.(...) Nesse sentido, o trabalho é o princípio educativo e, portanto, fundamental que todo o ser humano socialize-o(...)

 

        Daí, porque, podemos dizer que, principalmente a partir da década de 40, a educação assumiu um papel importante na sociedade tecnológica. A centralidade do conhecimento nos processos de produção e organização da vida social rompeu com o paradigma segundo o qual a educação seria um instrumento de “conformação” do futuro profissional do mundo do trabalho. Disciplina, respeito restrito às regras estabelecidas, obediência, condições até então necessárias para a inclusão social via profissionalização, perdem a relevância, face às novas exigências colocadas pelo desenvolvimento tecnológico e social.

      

        A nova sociedade, decorrente da revolução tecnológica e de seus desdobramentos na produção e na área da informação, apresenta características possíveis de assegurar à educação uma autonomia ainda não alcançada. Isso ocorre na medida em que as competências cognitivas e culturais são exigidas para o desenvolvimento da pessoa. “O novo paradigma, que recoloca o papel da educação como elemento de desenvolvimento social, emana da compreensão de que, cada vez mais, as competências desejáveis ao pleno desenvolvimento humano aproximam-se das necessárias à inserção no processo produtivo” (PCNs:1999).

      

        É importante, no entanto, compreendermos que a aproximação entre as competências desejáveis em cada uma das dimensões sociais não garante uma homogeneização das oportunidades sociais; há redução dos espaços para os que vão trabalhar em atividades cujo conhecimento é o instrumento principal, e os que vão continuar atuando em atividades tradicionais; a expansão da economia pautada no conhecimento caracteriza-se também por fatos sociais que comprometem os processos de solidariedade e coesão social, tais como, a exclusão e a segmentação com todas as conseqüências hoje presentes: o desemprego, a pobreza, a violência e a intolerância.

      

        Um outro fator a considerar diz respeito à necessidade do desenvolvimento das competências básicas tanto para o exercício da cidadania quanto para o desempenho de atividades profissionais. A garantia de que desenvolvam e apliquem suas capacidades é indispensável para se combater o dualismo social que gera desigualdades cada vez maiores.

      

        Essas competências, presentes na esfera social, cultural, política, e, condições para o exercício da cidadania, dizem respeito à abstração, ao desenvolvimento do pensamento sistêmico, à criatividade, à curiosidade, ao pensar múltiplas alternativas, para a solução de um problema, ao trabalho em equipe, à disposição para aceitar críticas, aos riscos, ao desenvolvimento do pensamento crítico, ao saber se comunicar e buscar conhecimentos.

      

        Mesmo considerando-se os obstáculos a superar, a crescente presença da ciência e da tecnologia nas atividades produtivas e nas relações sociais devem ser incorporadas como eixos das tendências educacionais para o século XXI. Comparados com as mudanças significativas observadas nos séculos passados, como a máquina a vapor ou o motor à explosão, cuja difusão se dava de modo lento e por um largo período de tempo, os avanços do conhecimento, que se observam neste século, devem criar possibilidades de intervenção em áreas inexploradas.

      

        Nas sociedades tradicionais, a estabilidade da organização política, produtiva e social, garantia um ambiente educacional relevantemente estável. Agora, a velocidade do progresso científico e tecnológico e da transformação dos processos de produção torna o conhecimento rapidamente superado, exigindo-se uma atualização contínua e colocando novas exigências para a formação do cidadão.

      

        A transformação do ciclo produtivo, a partir da década de 40, provocou a migração campo-cidade; houve diminuição gradativa, mas significativa, de emprego na agricultura. Atualmente, observa-se uma situação semelhante na indústria e isso ocorre não apenas em função das novas tecnologias, como também em função do processo de abstração de mercados, que passa a exigir maior precisão produtiva e padrões de qualidade de produção dos países mais desenvolvidos.

       

        A globalização econômica, ao promover o rompimento de fronteiras, muda a geografia política e provoca, de forma acelerada, a transferência de conhecimentos, tecnologias e informação, além de recolocar as questões da sociabilidade humana em espaços cada vez mais amplos. A revolução tecnológica, por sua vez, exige novas formas de socialização nos processos de produção e, até mesmo, novas definições de identidade individual e coletiva.

      

        Diante desses múltiplos desafios, a educação é posta como condição necessária e indispensável à humanidade na sua construção da paz, da liberdade e da justiça social. É encarada, conforme Relatório da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, da UNESCO, “entre outros caminhos e para além deles, como via que conduz a um desenvolvimento mais harmonioso, mais autêntico, de modo a fazer recriar a pobreza, a exclusão social, as incompreensões, as opressões e as guerras.”

      

        Em face dessa realidade econômica, política, social, cultural e educacional, o SESI se instalou no Ceará como suporte ao trabalhador na resolução de seus problemas básicos de existência (saúde, alimentação, habitação, inclusão sóciopolítico)  tudo isso associados à inter-relação entre os princípios de valorização e bem-estar dos trabalhadores, ao aumento da produtividade industrial. Imbuídos em sua filosofia, percebemos a concepção de que a melhoria nos níveis de saúde, escolarização, nutrição, segurança no trabalho e ocupação saudável do tempo livre do trabalhador refletem na melhoria da qualidade do meio ambiente e no aumento da produtividade com baixos custos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO II

O PROGRAMA SESI-EDUCAÇÃO DO TRABALHADOR

COMO ESTRATÉGIA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL

 

 

        Ao caracterizarmos o Programa SESI-Educação do Trabalhador como política de responsabilidade social, constatamos que o mesmo se insere na declaração do Direito Social à Educação, detalhada na Constituição Federal de 1998, em seu Artigo 2º que diz “a educação, direito de todos e dever da família e do Estado, inspirada nos  princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”

       

       Especificando essa visão para a educação voltada aos maiores de 15 anos, que ao longo de suas vidas foram impossibilitados de acesso e/ou permanência na escola, o texto constitucional  ampliou a oferta de educação básica para esse contingente, inclusive aos que forem trabalhadores, “consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames” supletivos, que habilitarão ao prosseguimento de estudos em caráter regular.Essas inovações da lei somam-se à criação do Plano Nacional de Educação e do Plano Decenal de Educação para Todos (1993-2003), visando ao fm do analfabetismo, à formação para o trabalho e à promoção humanística, científica e tecnológica do País.

       

      Além disso, a Constituição vigente contribuiu também no processo de elaboração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB Nº 9394/96), que, em seu Artigo 37 reza o seguinte: “A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria”, definindo-se diretrizes para uma política nacional de educação , segundo os princípios de democratização das oportunidades e da universalização do conhecimento, garantia de qualidade no processo educativo e a concretização de uma educação pública e gratuita.

       

       Tal pensamento está alinhado à conscientização de que a educação é o maior patrimônio cultural da humanidade, e ao contexto atual, tido, por exemplo, por Rossi, presidente da Princewaterhouse Coopers, como sociedade do conhecimento, cujo ensino para jovens e adultos será o grande desafio do futuro, visto que, conforme afirmou

 

até o início deste século, a maior parte dos trabalhos eram manuais. Cinqüenta anos depois, e com pico nos anos 70, a indústria foi o grande empregador. Hoje, a força de trabalho que mais cresce, e que já é a maior em números absolutos, é a dos trabalhadores com “conhecimentos”, valorizados mais pelo conhecimento especializado do que por qualquer outra característica. Essa sociedade do conhecimento gerou então duas necessidades básicas: primeiro, a educação formal, necessária para a especialização do trabalhador e, segundo, a educação contínua, fundamental para mantê-lo atualizado no competitivo mercado de trabalho.

       

       Ao ser pensada a história da educação no Brasil destinada aos jovens e adultos, não é necessário grande esforço para detectarmos a falta de políticas educacionais nesse sentido, somente surgindo algumas ações a partir do processo de industrialização, mais especificamente na década de 40, que contou com a criação de instituições6 parceiras em cujas ações estava o compromisso com o desenvolvimento do País, tais como, o SENAI, o SENAC,  o SESI.

 

       Neste capítulo, nosso principal objetivo é tecermos algumas considerações sobre o Programa SESI-Educação do Trabalhador, criado no final da década de 90 a fim de unificar e intensificar as ações de educação de jovens e adultos que já vinham sendo realizadas pelo SESI no Brasil.

 

1 – O Que é o Programa SESI-Educação do Trabalhador?

       

       O Programa SESI-Educação do Trabalhador foi lançado em Brasília pelo Presidente da República em março de 1998, representando mais uma resposta concreta à elevação da escolaridade do jovem e adulto, ao mesmo tempo em que também assumia a responsabilidade pela minimização dos altos índices de analfabetismo na indústria brasileira, que assim se dispunham, conforme dados apresentados na tabela 2, em anexo, página 86.

       

       Essa iniciativa representou  mais um desafio na história educacional do SESI, ocasião em que os esforços foram somados e as parcerias entre o Departamento Nacional (DN) e os Departamentos Regionais (DRs) se consolidaram, posto que precisava-se reverter o quadro de

baixa escolaridade da força de trabalho da indústria. Daí, previu-se alcançar até 2000 o universo de 1 milhão de trabalhadores nos 27 Estados do País, o correspondente a 300 mil alunos em 1998 (meta atingida, cujos números superaram as expectativas, por se ter obtido 347 mil); 350 mil alunos em 1999 e 350 mil alunos em 2000.

     

         O compromisso, no sentido de colaborar para que o Brasil apresentasse modificação qualitativa e quantitativa nesse preocupante quadro, foi de toda a equipe do SESI, bem como de seus diversos parceiros7, cujos esforços foram otimizados e somados, no sentido de, não apenas atingir as metas estabelecidas, mas também de qualificação humano-profissional, garantias dadas aos trabalhadores participantes do Programa. Todos os resultados são divididos entre esses parceiros, os quais têm apoiado, acreditado na meta proposta  e investido nesse negócio, o que assegurou a certeza de que em 2003 se chegaria a 2.667,154 matrículas, valor dividido em metas para cada Regional, conforme perfil de escolaridade dos trabalhadores, levando em consideração o foco de atuação e o estudo da demanda dos Estados. Para fixação da meta de atendimento, cada Regional dispôs dos dados da RAIS/98, para análise e compatibilização, segundo previsão de metas por Estado, levantadas pelo DN.

     

        No Ceará, os dados disponibilizados pela RAIS/MT/98 corresponderam a 102 trabalhadores na Indústria Extrativa; 5.209 na Indústria de Transformação; 110 na Indústria de Serviços; 1.622 na Indústria da Construção Civil, totalizando uma demanda de 7.043 trabalhadores.

      

        Com base nessa situação, ficou definido que o SESI-Ce assumiria as metas/ano correspondentes  à educação do trabalhador de conformidade com as quantificações dispostas  na tabela 3, em anexo, página 86.

       

        Nessa dimensão, O Programa SESI-Educação do Trabalhador é um mecanismo utilizado para o cumprimento das metas, elemento de concretização do Plano  Plurianual Nacional (PPN – 1996-98), cujo contexto estava configurado nos aspectos seguintes:

 

 a globalização da economia, com fortes indícios de retomada do crescimento, representa um fenômeno positivo; a desestatização, tornando o setor privado o grande propulsor, induzirá ao aumento da competitividade do sistema produtivo nacional, abrindo perspectivas à formação de um mercado vigoroso e exigente de qualidade; a estabilização da economia, ao favorecer a previsibilidade das ações, propiciará as decisões de investimentos necessários ao aumento da produção e da produtividade; as reformas constitucionais, o crescimento da economia, informação, a terceirização e a automação, dentre outros fatores, impõem ao SESI a busca de outras fontes de recursos, para ampliação da capacidade de atendimento de sua clientela; a descentralização dos programas sociais permitirá focalizar com mais precisão as ações prioritárias a serem desenvolvidas; a nova abordagem gerencial nas empresas, com ênfase  na gestão pela qualidade total, certamente leva à maior responsabilidade social da indústria, ampliando o espaço de atuação do SESI;  o surgimento de um mercado de serviços e produtos similares aos  do SESI, demandado pela própria indústria inspirado no conceito de responsabilidade social da empresa;  o quadro sócio-econômico brasileiro, caracterizado por um dos piores índices de distribuição de renda e por considerável parcela de excluídos, situados abaixo da linha de pobreza.

 

        Na verdade, esses pontos já constituíam o norte da atuação do SESI, desde a sua fundação. Verificamos em sua história no Ceará que o final da década de 40, precisamente 1948, até o início dos anos 90, as parcerias estabelecidas entre o SESI e os demais setores: comunidade, empresários e governos foram bastante intensas em níveis de “ensino-meta: na modalidade Alfabetização e Ensino Fundamental I, com  atendimentos nas indústrias têxteis, de beneficiamento de castanha de caju, de pesca, artesanal, fábricas de torrefação de café e construção civil, como também nas unidades escolares: Escola de Educação Básica Dr.Thomaz Pompeu de Sousa Brasil e Escola de Educação Básica Euzébio Mota de Alencar, localizadas respectivamente nas Unidades de Negócio da Barra do Ceará e da Parangaba. Essas ações contribuíram para o combate aos altos índices de analfabetismo, e a conseqüente elevação da escolaridade dos trabalhadores, propiciando-lhes condições de exercerem a cidadania, e a vida com qualidade, favorecendo, também o aumento da eqüidade social.

 

        Remetendo-nos a essas cinco décadas, observamos que no Ceará, de 40 a 90,  há uma concentração de alunos nas primeiras etapas: Alfabetização e Ensino Fundamental I,  devido aos altos índices de analfabetismo na clientela acima de 15 anos, aliados à absorção de mão-de-obra sem qualificação de  conhecimento pelo mercado formal. Segundo afirma Montenegro (1980:127 e 167)

 

(...)O incremento de alfabetização do Ceará, de 1940 a 1950, foi pequeno. No primeiro censo, havia 29,81% de alfabetização, enquanto no segundo censo, se elevava para 31,19%. Entre os alfabetizados, está incluída a população escolar de mais de 10 anos. Na zona litorânea, havia 63,47% de analfabetos, enquanto na zona sertaneja, o analfabetismo era de 77,37%. Havia municípios em que os analfabetos constituíam 88% da população.

 

 

       A partir da metade da década de 90, mais precisamente em 1994, começa a aparecer no SESI as demandas de jovens e adultos para as séries terminais do Ensino Fundamental, notando-se, muito embora, que os números ainda são maiores na clientela de Alfabetização e Ensino Fundamental I. A procura pelo Ensino Médio somente  surge mais precisamente no ano 1998, com a implantação do Programa SESI-Educação do Trabalhador. Tais constatações se confirmam através dos Convênios, e dos Relatórios Estatísticos do Programa.

     

         Acompanhemos na tabela 4, em anexo, página 87, os dados referentes aos atendimentos feitos pelo SESI em educação de jovens e adultos, de 1991 a 1998, incluindo número de turmas na Alfabetização/Ensino Fundamental I e Ensino Fundamental II.

 

Na perspectiva das prioridades estratégicas do SESI, a Educação do Trabalhador representa um dos focos principais dentro da missão institucional dos tempos atuais. Isso porque pesa sobre o Brasil a segunda maior taxa de analfabetismo da América do Sul, sendo a Bolívia a que ocupa o primeiro lugar. Segundo dados estatísticos de 1997, “o índice de analfabetismo nesse ano era de 14,7% da população brasileira acima de 15 anos, ou seja, 15,8 milhões.” 

      

        Acompanhando a estatística divulgada pelo IBGE/2001, a situação ainda é desfavorável para a clientela de jovens e adultos, mesmo considerando os resultados positivos dos programas voltados ao aumento da escolaridade dessa clientela, tais como Alfabetização Solidária, Tempo de Avançar, e do próprio Programa SESI-Educação do Trabalhador. Os percentuais de analfabetismos ainda estão na media dos 29,6%, configurando-se no 3º pior índice do Brasil, junto com o Maranhão, perdendo apenas para Alagoas e Piauí. Na zona rural, essa estatística eleva-se para 48,9%. A taxa de analfabetismo funcional, caracterizada pela média de anos de estudo inferior a 4 anos,  no Estado,  nessa faixa etária,  é de 48,5% (4º pior do Brasil), chegando, na zona rural, a 75% (2º pior do Brasil, perdendo somente para o Piauí).

      

        Segundo divulgação do Boletim Informativo Nº 08, da Assembléia Legislativa do Ceará,

 

a taxa de escolaridade na idade de 7 a 14 anos é de 94,3%, concluindo-se que o Estado apresenta um quadro positivo a longo prazo, uma vez que existem hoje mais crianças na escola que antes. Porém, a continuação de tão grande defasagem escolar na idade de jovens e adultos é fator preocupante, se forem considerados o nível de defasagem escolar, seja por repetência ou abandono, que é ainda muito grande na escolarização de 7 e 14 anos, aumentando progressivamente em sentido diretamente proporcional à idade, correspondendo a 29,5%,  defasagem aos 7 anos;  de 80,1%, aos 11 anos e de 88,1% aos 14 anos.

       

 

        O mesmo artigo, divulgado no documento supracitado, dá conta de que a média de anos de estudo no Ceará também varia conforme a idade. De 1,6 anos, idade de 7 a 10;  de 2,9 anos, idade de 11 a 14; de 5,6 anos, idade de 20 a 24; de 4 anos, idade superior a 25. Essa é uma estatística bastante preocupante em termos nacionais e locais; são parâmetros baixos para o que requer o mercado de trabalho, porque sabe-se que quanto maior o nível de instrução, mais chances de obtenção de uma atividade profissional: sem instrução, há 54,3% de chances e, com instrução, 82,7%.

       

 

        Na maioria dos casos, nas regiões em que as taxas de analfabetismo são altas, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é mais baixo. Ele é calculado de acordo com os indicadores de educação (grau de escolaridade), saúde (expectativa de vida), e rendimento (renda per capita). O Brasil, segundo relatório da ONU de 1999, que teve como base os dados de 1997, está em 79º lugar entre 174 países, com IDH de 0,739. Em relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), desse mesmo ano, entre os 174 países analisados, está o Brasil com a pior classificação na distribuição de renda.

       

        Nas empresas cearenses, atendidas pelo Programa, é possível vislumbrar a institucionalização da educação de jovens e adultos como solução durável para o problema do analfabetismo, muito embora tenhamos ciência de que ainda necessitamos fazer muito mais para resolver o problema da defasagem na escolaridade dos cearenses. Nesses quatro anos do Programa muitas ações foram desenvolvidas nessa perspectiva, através da implementação de  projetos que vislumbram , através de seus métodos e práticas, o aumento da auto-estima do trabalhador, bem como a aquisição das habilidades básicas por meio do aprendizado da leitura e da escrita, da valorização da cidadania, da capacidade de mobilização dos grupos, e trabalho em equipe. Esses são fatores de legitimidade do Programa. Acompanhemos, a seguir, sua trajetória, visualizando seus atendimentos do ano de 1998 a 2002 conforme gráfico 2, em anexo, página 95.

 

Esses fatores, somados a outros tantos, foram responsáveis pelo reconhecimento do SESI, em 2001, por parte da UNESCO, através  da menção honrosa de seu Prêmio Internacional como marca da atuação do SESI na área da Educação. Segundo afirmações do representante da UNESCO no Brasil, Jorge Werthein, (divulgada no Jornal Passo a Passo, 2001:10), o Prêmio representou “um momento de reconhecimento pelo excelente trabalho da Instituição na educação de jovens e adultos. O Prêmio UNESCO 2001 distinguiu o SESI por sua condição de Instituição do setor privado que assumiu diante da sociedade brasileira a responsabilidade de investir em recursos humanos, fator fundamental para a construção de uma sociedade.”

 

       Essa manifestação da UNESCO é uma prova de credibilidade do SESI em nível nacional. Em se tratando de Ceará, nesse mesmo ano foi realizada a pesquisa de opinião, (novembro/2001) cujo fim: avaliar o desempenho do SESI, como também mensurar o nível de satisfação dos clientes. Os resultados divulgados cuja variação ficou na escala de bom e ótimo, comprovam sua atuação favorável.

       

        A trajetória do SESI nesse meio século, e do Programa SESI-Educação do Trabalhador nesses cinco anos, justifica a concessão dos aspectos mencionados, atingindo, nacionalmente, em 2001,  169,6 mil matrículas, 28,6 mil salas de aula e 4,7 mil telessalas” (Jornal Passo a Passo, 2001:10) Essa credibilidade alcançada pelo Programa junto à sociedade, além da marca de qualidade dos seus serviços, é também exemplo de adesão do Estado, Município, Empresas, Comunidade, nesse pacto  que juntos firmaram para garantirem o desenvolvimento  mais rápido da educação de jovens e adultos.

      

        Contribuindo para a escolaridade de 7.238 trabalhadores,  em seu percurso histórico, (98-2001), o Programa tem se voltado para o campo sócio-educacional, em conjunto com as empresas, baseado na constatação de que a política das alianças é fator preponderante na minimização da pobreza e da exclusão social.

       

        Desde 1998, ele tem sido a prova cabal de que a efetivação de parcerias dá resultados, e, por isso, elas têm sido seu financiador, seja por meios financeiros, ou por recursos materiais e humanos.  Beneficiando-se do reconhecimento apontado pelos parceiros, o Programa é um vetor de negócio do SESI incluso na política da auto-sustentabilidade, registrando, nesses cinco anos (1998- 2002) um crescimento em termos de educação de jovens e adultos, conforme podemos visualizar nos quadros 6 e 7, em anexo, páginas 89 e 90.

      

        A palavra-chave desse processo de crescimento é parcerias, que permitiram ao Programa um desenvolvimento consistente e firme. Assim, no Ceará, o Programa vem funcionando em regime de Ensino Presencial, através do Projeto Alfabetizar é Construir, que atende aos alunos em níveis de Alfabetização e das séries iniciais do Ensino Fundamental(1a. a 4a.), e através da Metodologia SESIeduca, implantada em 2001, com salas de aula nas Unidades de Negócio da Parangaba e de Sobral e na Empresa Iracema Indústria de Caju,  implantando, em 2002, 19 salas de aulas na Vicunha, em suas Unidades localizadas em Fortaleza e Pacajus. Em regime de Ensino Presencial, essa Empresa também mantém salas de aulas cuja Metodologia utilizada é o Telecurso 2000.

      

        Acerca dessas Metodologias de ensino, cabe aqui ressaltar aspectos relevantes concernentes às referências de cunho estrutural.  A Alfabetização e Ensino Fundamental I, que funcionam de segunda à quinta-feira, com carga horária/diária igual a 2 horas, responde pela instrução em duas etapas. A primeira, destinada à Alfabetização, 1a. e 2a. séries, a segunda etapa, concernente à 3a. e 4a. séries, cuja duração é de oito meses, sendo 4 meses para cada etapa. O aluno ao longo do processo vai passando de um nível ao outro, conforme tenha obtido as habilidades básicas necessárias.  Inicialmente, utilizada nos canteiros de obras da construção civil, com o passar dos anos foi sendo disseminada para os espaços da fábrica.  Foi bastante aplicada nas décadas de 40 a 90, existindo atualmente uma diminuição desses níveis devido à própria relação de mercado estabelecida entre os colaboradores nas fábricas. Quem está fora do mercado sem escolarização é mais difícil ter acesso ao trabalho e quem está dentro da empresa sem escolaridade precisa obter esse nível para ter acesso à inserção de mercado. Daí porque a rotatividade da demanda. Para esse nível, não há material didático já pronto em formas de livros ou apostilas. Os professores, na condição de polivalentes,  vão a cada planejamento criando as atividades, com base na Proposta Pedagógica do Curso. Esses são momentos semanais utilizados às sextas-feiras para estudos e aprofundamento das teorias pedagógicas, troca de experiências e elaboração de atividades. Podemos ressaltar que dentre as inúmeras características desse nível, a heterogeneidade, a multiseriação e a rotatividade de etapas são as mais comuns.

      

        Também esse grau de ensino pode ser desenvolvido através da Metodologia SESIeduca, designada de Primeiro Segmento. Suas bases estão firmadas no construtivismo sócio-interacionista que acredita ser o conhecimento produto da ação e reação humana, numa dimensão de construção coletiva e social, aprendizagem mediada, sendo o professor o dinamizador entre o saber e o aluno. Essa Metodologia dispõe de material elaborado em forma modular, estando organizada em 4 fases, num total de 900 horas, com 225h/fase. As disciplinas são as do Núcleo Comum segundo LDB 9394/96: Português, Matemática, Integração Social e Ciências, cujas temáticas estão definidas e associadas à Sociedade, Meio Ambiente, Contexto Cultural. Para cada disciplina, um dia/semana, sendo o 5º dia destinado aos encontros pedagógicos.

 

       Passando para as séries terminais do Ensino Fundamental, temos o uso das Metodologias Telecurso 2000 e SESIeduca. Vale acrescentar que antes do Programa ser criado, a educação de jovens e adultos era realizada por meio  das etapas: III e IV, correspondendo respectivamente à 5a. e 6a. séries e à 7a. e 8a. séries, com professor especialista. Através da implantação da Metodologia Telecurso 2000, abriu-se possibilidade para dinamizador de aprendizagem por isso o Programa dispõe de dois atendimentos: Professor-Orientador de Aprendizagem e Professor Especialista . Essa opção fica por conta das negociações entre os gestores parceiros no momento de analisar planilhas de custos e firmar convênios.     

 

Segundo Oliveira (2001), a Metodologia

 

“Telecurso 2000 surgiu de uma parceria da Fundação Roberto Marinho-FRM com o grupo de organizações associadas à Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP/ CIESP/SESI/SENAI/IRS), com base no êxito dos Telecursos de 1º e 2º graus (hoje denominados Educação Básica: Ensino Fundamental e Ensino Médio – LDB 9394/96). Iiniciado pela FRM no final da década de 70, o Telecurso, lançado no País em 1995, implantado no SESI-Ceará em 1998, apresenta-se como uma contribuição da iniciativa privada para ajudar a corrigir algumas deficiências do setor educacional brasileiro, que causam graves prejuízos à vida de milhões de pessoas e ao sistema produtivo.”

 

 

        O Telecurso 2000 está implantado em todo o Estado e tem sido apreciado pelos parceiros que encontram em seu material e nessa metodologia de ensino facilidades no processo de ensino-aprendizagem. Pelo fato do material ser auto-instrucional, constam no final dos livros as respostas das atividades propostas, o que não invalida o processo do aprender, pois os professores trabalham com os adultos os valores e princípios coletivos e individuais, a fim de que haja realmente crescimento humano cognitivo para que eles possam garantir seus direitos sociais que lhes foram negados.

       

Avaliar o Programa na sua dimensão atual é fator de necessidade mas também de responsabilidade, pois sinaliza caminhos para norteamento de ações estratégicas com base no processo dialético e princípio da didática: reflexão-ação-ação refletida, com vistas ao alcance de indicadores de eficiência, eficácia e efetividade social.

      

        Comungando com esses pressupostos, sentimos a necessidade de avaliarmos o Programa em sua trajetória no Ceará, sabendo ainda que, evidentemente, o fato de a avaliação ter ocorrido em 2001, não significa que as concepções aqui apresentadas retratem apenas essa época, ao contrário, elas trazem referências com base nas experiências de seus atores.

      

       O instrumental aplicado com os docentes, discentes, supervisores, coordenadores, parceiros apresenta a seguinte estrutura: dados dos alunos, dados dos professores, dados dos coordenadores/supervisores, dados dos parceiros. Cada ponto possui subdivisões em partes e subpartes, conforme podemos verificar nos itens que seguem, contendo a apresentação e análise dos dados colhidos na avaliação do Programa.

 

 

 

2 – A Visão dos Principais Atores do Programa

 

2.1 – O Aluno

       

        De acordo com informações do Relatório Estatístico de dezembro/2001, no Ceará, o Programa, até a data de aplicação da avaliação, contava com um universo de 2.693 alunos. Desse total, 1023 participaram da avaliação aplicada no segundo semestre desse ano, perfazendo um percentual de 74%.

 

       Visualizando os dados tabulados na avaliação aplicada com os alunos, podemos caracterizar o contingente de jovens e adultos atendidos pelo Programa, segundo a identificação de alguns perfis. Em relação aos indicadores: Sexo, constatamos que 71,9% é de homens e 29,1% de mulheres. Faixa Etária, 9,39% tem idade variando de 15 a 25 anos; 23,84%  varia de 25 a 35; 28,89%, 35 a 45; 22,30%, acima de 45 anos; 15,58% não indicou a idade.     A partir daí podemos concluir que a média etária é de 21 anos. Vejamos esses dados, visualizados nos gráficos 3 e 4, respectivamente, que se encontram em apêndice, página 96.

       

        Em relação ao atraso na escolaridade, a grande maioria dos pesquisados, 59%, alega motivos financeiros para haver deixado a escola; 30% não continuou os estudos devido a problemas familiares; 11% não especificou os motivos.

      

        Quanto à Profissão, podemos acompanhar o quadro 5, em apêndice, páginas 87-8, atentando para a ordem decrescente em que as funções vêm mencionadas, conforme a quantidade de ocorrência.

       

       Observamos na pesquisa que os alunos do Programa são arrimo de família; 67% ganha entre 1 e 3 salários mínimos; 15% entre 3 e 5 salários mínimos; 18% não quantificou a renda.

       

       Quanto à situação de emprego, cerca de 98% estava empregada, constatação óbvia, de certa forma, já que a grande maioria dos entrevistados é alunos, funcionários das empresas parceiras do Programa. Isso assegura um perfil mais homogêneo dos matriculados: a maioria empregada; as telessalas pesquisadas operam nos espaços das empresas, apesar de haver outras que funcionam nos espaços físicos do SESI; os cursos iniciam e terminam em épocas diferenciadas, conforme necessidade da empresa; e, de forma geral, há uma certa imposição da empresa em relação à escolaridade de seus funcionários e, por isso, cobram deles o comparecimento às aulas e permanência no curso até à conclusão. Faz-se necessário explicar que os números indicativos de desempregados correspondem a alunos que trabalhavam na empresa, foram desligados do emprego, porém ganharam o direito de permanecerem no curso até à conclusão.

      

       Outro ponto que percebemos é em relação à pouca prática com relação à leitura. São poucos os que lêem. E desses, apenas lêem o jornal disponibilizado no mural da empresa, interessando-se pela coluna policial e/ou pelo esporte.

      

       Dando prosseguimento à avaliação dos indicadores, em relação ao Atendimento, os alunos consideraram de qualidade, porque disseram ter conhecimento em relação aos serviços prestados pelo SESI  à Comunidade. Em média, foram 32,51% de satisfação contra 1,12% de insatisfação, lembrando que 0,14% não respondeu. Em termos de Informações, consideraram também que estão satisfeitos, pela clareza com que são passadas, ficando em torno da média de 32,38%, contra 0,19% de insatisfação. 0,42% não opinou a respeito. Essas informações podem ser mais bem visualizadas através dos gráficos 5 e 6, em apêndice, páginas 96-7.

       

       A pesquisa com os alunos  englobou ainda questões ligadas ao currículo e materiais utilizados nas metodologias do Programa. Isso implica que os pesquisandos refletiram sobre os recursos audiovisuais (tevê, vídeo, microsistem, fitas com teleaulas), impressos (livros, textos), didática dos professores, além dos serviços de informação e apoio para alunos e empresas.

 

        Indagados acerca da competência dos professores quanto ao domínio do conteúdo, 32,92% da média dos pesquisados confirmou que há preparação dos profissionais, 1,12% avaliou insatisfatório esse aspecto, conforme gráfico 7, em apêndice, página 97.     

 

        Quanto à Metodologia adotada pelos docentes, em média, a satisfação ficou em torno de 32,72%, sendo de 0,91% a média de insatisfação. O uso da estratégia adequada no desenvolvimento das aulas garante a integração entre o professor e o aluno.

      

       Para que o discente seja incentivado a participar da dinâmica da sala de aula, o professor procura apresentar atividades desafiadoras que envolvem situação-problema capaz de mobilizar os esquemas cognitivos dos alunos, de natureza operativa, por meio de atividades lúdicas, individuais e/ou em grupos. Os jogos, as oficinas, os trabalhos em equipe, por exemplo, têm servido como estímulo ao relacionamento entre docentes e discentes, promotores de aprendizagem. Nas salas de aulas, os alunos têm oportunidades para se expressarem oralmente, ouvindo e fazendo-se ouvir, falando sobre o que aprenderam; externam suas opiniões e suas dúvidas. Após a emissão da teleaula, por exemplo, o professor pede para os alunos fazerem a leitura da imagem, para que, além de ressaltarem pontos importantes apresentados, utilizem habilidades básicas imbuídas nessas ações. Isso tem despertado neles a atenção, o esforço para vencerem o cansaço e o sono.

      

        Drouet (1995:12) falando sobre metodologias de ensino, afirma que o professor deve estar sempre atento às etapas do desenvolvimento do aluno, colocando-se na posição de facilitador da aprendizagem, calcando seu trabalho no respeito mútuo, na confiança e no afeto.

 

       Essa dimensão, do ponto de vista geral, afirmaram os pesquisandos, os professores do Programa já introjetaram bem e, por isso, o processo de ensino-aprendizagem socializante é bastante notório, podendo ser percebido em muitas aulas o uso de jogos com o intuito de motivação a fim de que o aluno participe ativamente do processo. O jogo faz despertar o sentimento e emoção, assim como também a atividade artística, elo integrador dos aspectos cognitivos, afetivos e sociais. Para isso, é realizado anualmente a Mostra Cultural de Arte, Cultura e Lazer, evento de repercussão no Programa. Essas diversas formas de conduzir as aulas têm respaldo na visão do teórico Drouet (1995:13) o qual afirma que “quando um educador respeita a dignidade do aluno e trata-o com compreensão e ajuda construtiva, ele desenvolve a capacidade de procurar dentro de si mesmo as respostas para os seus problemas, tornando-o responsável e, conseqüentemente, agente do seu próprio processo de aprendizagem.Sobre isso, vejamos os resultados apresentados no gráfico 8, em apêndice, página 97.

 

 

Em relação à utilização dos Recursos Didáticos, tais como filmes, músicas, cartazes, dentre outros, apresentados no gráfico 9, em apêndice, página 98, a média de satisfação é de 33.04%, ficando em torno de 0,42% a média de insatisfação. Os alunos consideraram satisfatórias as Informações e Explicações fornecidas pelos professores, dado a clareza com que são transmitidas. Esses dados podem ser observados, em apêndice, no gráfico 10, página 98.

     

     Junto ao coordenador e alunos, o professor costuma repensar a prática pedagógica, inscrevendo a possibilidade de novos procedimentos. Esse processo de parceria tem possibilitado a aquisição de uma aprendizagem significativa e enriquecedora para o aluno, inclusive, com ganhos visíveis na sua vida pessoal e profissional, conforme podemos observar neste trecho do ex-aluno Xavier8, publicado no Informativo Passo a Passo (2/2001, Nº 32). “Para quem era um semi-analfabeto há poucos anos, e com a minha idade, concluir a próxima fase já seria uma grande conquista. Não quero parar de estudar nunca. Se todos tivessem esta consciência, a vida teria muito mais sentido."

      

       Considerando o Relacionamento entre Professor e Aluno, cujos dados estão disponibilizados no gráfico 11, em apêndice, página 98, 32,86%  opinou pelo conceito muito bom e 0,28% preferiu não omitir opinião. Fazendo menção ao Conteúdo do Curso, em média, o nível de satisfação ficou em torno de 31,88%, pois consideraram haver um direcionamento para o mundo do trabalho; 2,17% mencionou insatisfação,  Vejamos o gráfico 12, em apêndice, página 99.

        

       Concernente à Carga Horária, em média, 32,44% considerou adequada e 1,33%  afirmou  que deveria ser mais extensa, pois consideram pouco tempo para a aprendizagem dos conteúdos das disciplinas, principalmente porque levam em conta a instigante jornada de trabalho, bem como, um espaço de tempo muito grande fora da escola. Esses dados estão disponíveis no gráfico 13,  em apêndice, página 99.

       

        Em referência ao Material Didático, em média, 32,02% está satisfeito com a qualidade apresentada pelos instrumentais utilizados; 0,28% não respondeu. Acompanhemos a estatística no gráfico 14, em apêndice, página 99.

       

        No trabalho com jovens e adultos, uma das dificuldades encontradas está relacionada ao baixo desempenho de aprendizagem. Essa situação tem gerado a ampliação do trabalho em sala de aula, através da complementação de ações educativas voltadas à realização de projetos pedagógicos que valorizam a compreensão das características e necessidades de aprendizagens do aluno, utilizando a oficina pedagógica como canal de criação e mediador do ensino-aprendizagem.

 

       Perguntados sobre estes indicadores: Aprendizagem, Desempenho da Coordenação em termos de acompanhamento, autonomia e relacionamento, assim se posicionaram: Quanto à Aprendizagem,  em média, 32,81% está satisfeito, considerando, inclusive, seu padrão de qualidade; 0,56% não está satisfeito em relação a esse aspecto e 0,42% não respondeu. Indagados a respeito do trabalho da Coordenação nos aspectos: Acompanhamento Pedagógico,  a média de satisfação ficou em torno de 32,06%, contra 1,82% de insatisfação;  Autonomia da Gestão, 31,83% considerou existir, ressaltando, inclusive, a agilidade na resolução de problemas; 2,1% considerou que precisa melhorar; Relacionamento entre Coordenação e Alunos, 31,13%  considerou muito bom, contra 1,26% de insatisfeitos. A média total dos que não responderam nenhuns desses aspectos ficou em torno de 49%. A respeito desses resultados, visualizemos, respectivamente, os gráficos 15, 16, 17, 18, em apêndice, páginas 100-1.

       

        Pelas respostas e ponderações feitas, ficou explícito que os profissionais sabem que precisam trabalhar com os alunos os conteúdos de ensino relativos aos conhecimentos procedimentais (aprender a fazer), aos fatos e conceitos (aprender a conhecer), a atitudes e valores (aprender a ser e a conviver). Além de ensinar a ler, a escrever, explicar matemática e outras disciplinas, têm consciência de que é preciso ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma do educando. Isso requer do professor capacidade de ser persistente, observador e atuante, interessando-se pelo desempenho holístico do aluno, sendo sensível a ponto de perceber o vazio momentâneo que pode estar no adulto, assim como também, reconhecendo e considerando a gama de conhecimentos que o aluno traz para a sala de aula. Esse é um trabalho profissional e docente que deve ter a qualidade e a sensibilidade para detectar esses momentos e aspectos, conduzindo o ensino  para a formação de novo cidadão capaz de pensar e agir criticamente. Essa consciência dos profissionais do Programa possui bases na concepção de Drouet (1995:11), quando diz que

 

O conceito de aprendizagem não está restrito somente aos fenômenos que ocorrem na escola; o termo tem um sentido muito mais amplo: abrange os hábitos que formam os aspectos de nossa vida afetiva e a assimilação dos valores culturais. Para que a aprendizagem provoque uma efetiva mudança de comportamento e amplie cada vez mais o potencial do educando, é necessário que ele perceba a relação entre o que está aprendendo e a sua vida.

 

 

        Considerando algumas dificuldades na retenção dos conteúdos, José & Coelho (1999:10) afirmam: “para que a aprendizagem se processe, é necessário que o organismo esteja suficientemente maduro para recebê-la.” Nesse sentido, cabe fazermos algumas considerações acerca da realidade dos alunos do Programa. A grande maioria está fora da escola há muito tempo, em média, acima de dez anos; além dessa distância, a extensa jornada de trabalho não permite, muitas vezes, condições físicas favoráveis para revisarem e aprofundarem os conteúdos fora dos espaços da sala de aula; o tempo de que dispõem para o estudo é reduzido, limitando-se a 2 e/ou 3 horas/aulas/dia. Mesmo com o esforço do professor, o tempo para a aprendizagem, na visão dos educandos, é insuficiente.

      

        Ciente dessa realidade, e com base nas concepções pedagógicas pautadas nos teóricos Piaget, Vygotsky, Emília Ferreiro, Madalena Freire, Telma Weiss, Paulo Freire, Wallon, dentre outros, cujas teorias norteiam o trabalho docente, como também através do apoio da equipe pedagógica, o professor do Programa deve buscar construir um referencial didático-pedagógico que o auxilie no processo ensino-aprendizagem e apresente resultados satisfatórios.

 

        Isso é possível porque, para os profissionais do Programa, a educação é discutida numa dimensão de processo social que, embora assumindo formas diversas, é comum a todos. O que pressupõe a tentativa de compreenderem ser através dela que os jovens e adultos adquirirão aptidão favorável para viver inclusos no mercado de trabalho. A educação possui um papel transformador, dando a essas pessoas oportunidades para mudarem de vida, não necessariamente de função dentro da empresa, sendo instrumento de mudança social e autonomia individual.

      

        No bojo da educação de jovens e adultos, em discussão no Programa, há uma busca constante em se desenvolver concepções e visões de mundo, de sociedade e de homem, cujas bases se firmam conforme o contexto vigente. Nesse modelo de educação, está presente o construtivismo, pensamento introduzido no Brasil por Madalena Freire e Telma Weiss, cujo princípio para se desenvolver a inteligência está entre as inter-relações homem-meio, considerando-se que o ser humano não nasce inteligente, mas também não é passivo sob a influência do ambiente; pelo contrário, responde aos estímulos externos agindo sobre eles para construir e organizar o seu próprio conhecimento, de forma cada vez mais elaborada. Jean Piaget explicou com detalhes como, desde o nascimento, a pessoa constrói o conhecimento, sendo essa teoria usada por Emília Ferreiro para pesquisar os processos de aquisição da escrita e da leitura.

      

       Os professores do Programa, mesmo tendo em mãos materiais didáticos elaborados na linha tradicional, são orientados, capacitados e acompanhados pedagogicamente, a fim de que transformem esses meios em recursos que viabilizem a aprendizagem, daí porque se tem adotado as práticas de oficinas e projetos de trabalho na direção sócio-interacionista, da construção do conhecimento, dispondo de instrumentais de acompanhamento do desenvolvimento dos alunos, parâmetros adequados à efetivação da avaliação processual.

       

        Outra ferramenta conceitual de que dispõem é a da interdisciplinaridade9 , modelo curricular que supera a visão multidisciplinar10 e exige uma nova visão de educação criativa, ousada e com uma nova concepção de divisão do saber, pois a especificidade de cada conteúdo é garantida paralelamente à sua integração num todo harmonioso e significativo. Os professores aplicam a interdisciplinaridade na medida em que garantem a integração dos conteúdos, juntamente as suas significações para os alunos. Verificam que assim, o interesse deles cresce em busca do aprender, uma vez que as informações, percepções e conceitos compõem uma totalidade de significados, permitindo que o diálogo ocorra entre as diversas áreas do saber.

      

        Além do construtivismo e do aspecto interdisciplinar, imbuídos no ato de ensinar e aprender, há também o sócio-construtivismo, corrente teórica de Vygotsky, assim denominada

para diferenciar do conteúdo de Piaget. Essa vertente faz alusão aos aspectos culturais presentes no contexto, os quais só são aprendidos com a participação de mediadores. Todas essas bases teóricas compõem o cerne da Proposta Político-Pedagógica do Programa.

       

        Quanto à Estrutura Física do Programa, 32,42%, dos alunos, em média, considerou adequada a sala de aula, o mobiliário, a iluminação e os recursos audiovisuais. A média de insatisfação ficou em torno de 0,98%, sendo que 0,73% não opinou. Sobre esses aspectos, vejamos os gráficos 19, 20, 21, 22, respectivamente, em apêndice, páginas 101-2.

         

        Os alunos tiveram uma parte descritiva na avaliação, oportunidade para análise dos impactos pessoais e profissionais causados pelo Programa, levantando também indicadores que explicassem as escolhas. Nesse contexto, mencionaram as dificuldades que tiveram no decorrer do curso, informando sobre ex-alunos que passaram no Vestibular, indicando alguns fatores que necessitam de mudança no Programa a fim de que se tenha assegurado as ações de qualidade. Quanto aos ganhos pessoais e profissionais, 50,35% considerou a existência desse quesito, contra 22,72% que se posicionou negativamente; 26,92%  não opinou. Visualizemos esses dados, respectivamente, nos gráficos 23, 24, em apêndice, páginas 102-3.

      

        Especificando e quantificado cada aspecto, temos o seguinte: 24,54% adquiriu mais conhecimento; 20,19% melhorou o relacionamento interpessoal e profissional; 5,32% sentiu-se mais motivados a voltar aos estudos; 6,31% teve sua auto-estima elevada; 10,51% adquiriu preparo para enfrentar a concorrência do mercado competitivo; 14,16% melhorou em termos de desempenho pessoal; 7,15% obteve qualidade na leitura e escrita; 0,28% considerou que o curso enriqueceu sua cultura; 1,40% reconheceu que houve desenvolvimento de valores, tal como, o respeito, por exemplo, 3,92% sinalizou a melhoria na disciplina Língua Portuguesa; 1,68% ressaltou a ascensão profissional; 5,75% adquiriu maior garantia para permanecer no emprego; 1,40% aprendeu a preencher documentos; 8,13% apontou o crescimento humano-profissional como fator valorativo e 11,92% melhorou seu desempenho humano-profissional. Esses dados estão dispostos no gráfico 25, em apêndice, página 103.

    

        As dificuldades que mencionaram terem sentido no decorrer do curso foram assim sinalizadas em 41,37%. Desses, os que admitem terem sentido alguma dificuldade, em decorrência de muito tempo fora da escola, corresponderam a 17,11%; pela falta de domínio na disciplina Língua Portuguesa, 9,95%; pela falta de compreensão dos conteúdos trabalhados na disciplina de Matemática, 2,94%;  pelo cansaço, 15,99%;  pela timidez, 2,38%, pelo excesso de horas extras, 5,33%. O percentual daqueles que não tiveram nenhuma dificuldade no decorrer do curso foi de 57,36%, uma vez que sempre procuraram tirar as dúvidas com o professor e 1,26% não respondeu. Os gráficos 26 e 27, em apêndice, página 103, demonstram esses resultados.

        

       Quanto à questão de ex-alunos que passaram no vestibular, 93,41% não tinha conhecimento nesse aspecto, contra 6,59% que mencionou ter informações sobre colegas que após conclusão do Ensino Médio se submeteram ao Vestibular, estando atualmente em cursos superiores de Pedagogia e Tecnologia na Universidade Vale do Acaraú – UVA  e Universidade Estadual do Ceará – UECE.

         

       Como observações e sugestões, referendaram a ampliação do Programa, 29,17%; a utilização de dinâmicas em sala de aula, 23,98%; a ampliação da Mostra Cultural  para todas as turmas do Programa, 1,40%; os cursos terem conteúdos voltados para a profissionalização, 17,53%; a ampliação da carga horária das disciplinas, 6,31%, intensificar as aulas de campo, 9,95%; o fornecimento de merenda, 1,82%; atualização do material didático, 20,35; professor por disciplina, 0,14%.  Vejamos o gráfico 28, em apêndice, página 104.

 

2.2 – O Professor

 

       Tomando como base aspectos que caracterizam o professor do Programa, cuja quantidade, na época da aplicação da avaliação era de 69 professores, dos quais 49 participaram da avaliação, o correspondente a 72%, quanto ao tempo de permanência desses profissionais na Instituição, a variação geral posiciona-se em torno dos 3 a 10 anos, constatando-se que o intervalo de tempo onde está a maior parte dos professores, corresponde ao espaço de tempo entre 3 a 6 anos, sendo que 6,12% possui de 0 a 3 anos; 55,10%, de 3 a 6 anos; 18,36%, de 6 a 10. Acompanhemos informações no gráfico 29, em apêndice, página 105.

 

        Desse universo, quanto à função que desempenham no Programa, 14,29% é professor polivalente, ou seja, professoras que trabalham na Alfabetização e Ensino Fundamental I; 34,69%  é professor Orientador de Aprendizagem e 51,02% é professor especialista, ou seja, trabalha com as disciplinas segundo as áreas de conhecimento de sua formação superior. Aqui cabe uma ressalva para salientar que o nível de formação acadêmica dos profissionais do Programa está inserido na graduação ou na pós-graduação. Os cursos de Educação Continuada promovidos pelo SESI em parceria com a UnB e UFRJ têm mantido uma concorrência bem significante, apresentando-se numa escala ascendente, assim constituídos: no primeiro curso de especialização, dois técnicos da Instituição no Ceará  participaram; no segundo curso, doze profissionais incluindo professores e supervisores, contemplando capital e interior; no terceiro, 19 profissionais. Além desses, há os cursos de extensão via módulos, que vêm aderindo a preferência de muitos. Acompanhemos com mais detalhes essas informações no gráfico 30, em apêndice, página 105.

      

        Em relação à especificação da Metodologia com a qual trabalham, conforme gráfico 31, em apêndice, página 105, 79,59% dos professores atua no Telecurso 2000, 14,29% no SESIeduca.

 

        Quanto à estrutura física do Programa, os professores consideram satisfatória a infra-estrutura das salas de aula, na média de 31,31%, contra 3,06% de insatisfação. Vejamos o gráfico 32, em apêndice, página 106. O acesso aos locais de trabalho foi considerado em 32,65% a média de satisfação contra 2,04% insatisfatória. Também foi avaliada a estrutura dos cursos em termos de aparatos tecnológicos, apanhando-se como resultados os seguintes dados: uma média de 31,29% considerou satisfatória, enquanto 4,08% avaliou como insatisfatória, conforme demonstram os gráficos 33 e 34, em apêndice, página 106.

        

        Na opinião dos professores, o Programa mantém um atendimento de qualidade com seus clientes e colaboradores. No tocante às informações dos serviços prestados pelo SESI, 39,79% está satisfeito, contra 10,2% que se demonstrou insatisfeito; à agilidade para solucionar problemas, 32,65% contra 2,04% de insatisfeito, clareza nas informações, 32,65% expressou contentamento, já 2,045 considerou insatisfatória; organização da Equipe Gestora, 31,96% está satisfeito, com nível de insatisfação correspondente a 2,04%. Visualizemos os dados apresentados nos gráficos 35, 36, 37, 38, em apêndice, páginas 106-7.

 

No tocante ao aspecto do relacionamento profissional foram considerados as relações professor e aluno, professor/equipe gestora e equipe gestora ente si. Os dados tabulados dão conta de que há uma satisfação comum entre esses pontos, correspondendo-se a uma média de   46, 25% de satisfação, 7,48% satisfeito apenas parcialmente e 2,04% insatisfeito. Vejamos os gráficos 39, 40, 41, em apêndice, páginas 107-8.

 

        Quanto ao trabalho administrativo-pedagógico, também analisaram a qualidade das reuniões  e acompanhamento pedagógicos; a organização do trabalho, a autonomia da equipe gestora, o desempenho da coordenação do Programa e da equipe de coordenadores de áreas e supervisores e da secretaria. Sobre o primeiro aspecto, 47,95% considerou que os encontros pedagógicos têm sido proveitosos e enriquecidos para o crescimento do grupo; 4,08%  está parcialmente satisfeitos.  O acompanhamento pedagógico ao professor é necessário, pois o gestor ter um papel de mediador das ações de ensino-aprendizagem entre professor e alunos, representando suporte e apoio aos docentes e discentes. Sobre esse ponto, 39,79% considerou satisfatório em detrimento de 20,40% que o mencionou satisfação parcial. Em termos de organização do trabalho, 42,85% está satisfeito, contra 14,29%;  no aspecto autonomia da gestão em agilizar e resolver problemas, 36,73% considerou que a equipe dispõe desse mecanismo, estando, pois satisfeitos com a maneira com que está sendo conduzido o trabalho pedagógico no Programa; 26,53% considerou algumas falhas, conceituando como parcialmente satisfeito. Referente ao desempenho da coordenação do Programa,  46,94% considerou de satisfatório desempenho, e, apenas 6,12% mencionou satisfação parcial; o mesmo aspecto é estendido para a coordenação de área/supervisão, ficando em torno de 39,79% contra 20,40% que se posicionou parcialmente satisfeito. A secretaria do Programa desempenha a contento seu trabalho, satisfazendo a 32,65%, deixando de atingir perfil de qualidade, na visão de 2,04%. Esses aspectos estão disponibilizados nos gráficos 42, 43, 44, 45, 46, 47, 48, em apêndice, páginas 108-10.

        

       Os professores também se depararam com uma auto-avaliação, uma vez que na vivência do processo dialético, todos são sujeitos que avaliam, são avaliados e se auto-avaliam. Portanto, para 100% dos professores, o desempenho de suas funções é pautada na competência e qualidade; o conhecimento teórico-prático é a vivência diária, havendo uma interligação da teoria e da prática, isso porque também consideram serem detentores de habilidades, evidências de que dominam a função que executam, gerenciando o tempo adequadamente. Quanto ao relacionamento interpessoal, 81,63% considerou satisfatório, pois mantêm um bom relacionamento e comunicação no ambiente de trabalho; 18,37% analisou esses aspectos de forma parcialmente satisfatória. O interesse pelo aperfeiçoamento profissional, primando pela busca de conhecimento, sendo receptivos às novas tendências, teorias, métodos e técnicas educacionais, é presente na opinião de 100% dos docentes. O espírito de colaboração para o crescimento do Programa é também característica do grupo docente, atingindo um nível de 100% de satisfação. Assim também acontece com o indicador equilíbrio emocional, pois o grupo considera a maturidade como tônica da equipe, o que tem ajudado a resolver vários desafios. Sobre esse aspecto, as considerações demonstraram índices de 100%. A seriedade, responsabilidade, pontualidade e assiduidade são uma marca forte no grupo, ficando no conceito de 100% o nível de satisfação. Todos esses dados podem ser visualizados nos gráficos, em apêndice, números 49, 50, 51, 52, 53, 54, 55, 56, páginas 110-12.

       

       A parte descritiva da avaliação abordou três aspectos: o que menos estimula o profissional a desenvolver suas ações no Programa, as motivações e as contribuições para o crescimento do Programa.

 

Quanto ao primeiro ponto, os professores destacaram: desempenhar a função de Orientador de Aprendizagem em Matemática, por ser uma área que não faz parte de sua formação acadêmica; o baixo salário, (6 professores);  a freqüência irregular dos alunos às aulas  (20 professores); a auto-estima baixa (40 professores); a escassez de recursos materiais       (10 professores); o pouco acompanhamento aos alunos com dificuldades; a pouca autonomia; as reuniões pedagógicas realizadas no sábado, a falta de computadores para digitação de atividades. 

     

        Com referência às motivações, os aspectos ressaltados foram: o respeito, a integração coordenação/professor (10 professores), o suporte da coordenação/supervisão                          (13 professores), a socialização de experiências que contribuem para a vida dos profissional (15 professores), as capacitações (4 professores), a organização (4 professores);  a modalidade SESIeduca, o referencial teórico proposto pela coordenação (8 professores), a valorização profissional, a troca de conhecimento (23 prof) e o comprometimento.

      

       As contribuições do grupo para o desenvolvimento do Programa são: a disponibilidade            (15 prof.); trabalhar a evasão escolar;  participar das reuniões (7 prof); participar de programas de qualificação humano-profissional (12 professores); aplicar mais dinâmicas nas aulas; dialogar mais com a coordenação; elaborar e executar projetos e oficinas pedagógicas; promover a integração e divulgar o Programa.

 

2. 3. O Coordenador/ Supervisor

 

A equipe de Coordenação e Supervisão do Programa também participou desse processo de avaliação. Levando em conta alguns aspectos que caracterizam esse grupo de profissionais, podemos situá-lo na média de 3 anos de atuação no Programa, sendo que 83,33% exerce a função de Coordenador de Área do Conhecimento e 16,66%  executa ações de Supervisão pedagógica. O Programa também possui uma Coordenadora geral que responde pela parte administrativo-pedagógica. Vejamos esses dados demonstrados no gráfico 57, em apêndice, página 113.

       

       Considerando os tipos de metodologias que o Programa utiliza, de acordo com o gráfico 58, em apêndice, página 113,  66,66% dos Supervisores/Coordenadores é responsável pelo acompanhamento das turmas do Telecurso 2000, envolvendo o atendimento aos alunos e professores. Desse total, 50% cuida do trabalho pedagógico desenvolvido pelos professores  especialistas e 16,66% dos Orientadores de Aprendizagem; 16,66% acompanha as turmas do Telecurso 2000 e SESIeduca e 16,66% as do Telecurso 2000 . Essa equipe de profissionais tem atuação nas Unidades de Negócios do SESI da capital e interior, nas empresas e comunidades. Assim, 16,66%, é responsável pelas aulas nas empresas e Unidades de Negócios, 33,33% nas comunidades e empresas e 50% somente nas empresas. Vejamos o gráfico 59, em apêndice, página 113.

      

        A respeito da atuação dos profissionais, fazem-se necessárias algumas explicações. Cada Supervisor e Coordenador de Área são responsáveis por dez salas de aulas, as quais situam-se nos locais já anteriormente mencionados. Em relação às salas de aulas nas comunidades, é importante esclarecer que elas são oriundas do Projeto Educação para o Trabalho, implementado de 2000 a 2001 em várias comunidades da Grande Fortaleza, através da parceria que o SESI manteve com o Programa Estadual de Qualificação - PEQ, com recursos provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT. A abrangência desse Projeto, uma ação vinculada ao Programa SESI-Educação do Trabalhador, garantir a terminalidade de 20 turmas do Ensino Fundamental, envolvendo jovens e adultos, homens e mulheres, desempregados, à procura do primeiro emprego ou sob risco de desocupação.

       

        Quanto à estrutura física do Programa, na visão desses profissionais, há uma adequação favorável relativa à infra-estrutura das salas de aulas e dos cursos, considerando satisfatório o acesso ao local de trabalho e o aparato tecnológico. Apenas deixa a desejar a estrutura das salas de aulas localizadas na construção civil, pois na tentativa de improvisação, a dimensão da sala e a ventilação não são adequadas. As salas de aulas localizadas nas comunidades também, em alguns casos, não apresentaram boa estrutura, pelos mesmos motivos apontados anteriormente; além disso, a questão da falta de segurança é bastante preocupante.

     

        Pensando sobre o acesso aos locais de trabalho, reconheceram haver, em alguns casos, dificuldades, particularmente, nas comunidades, porém como as visitas são feitas com transporte disponibilizado pela Instituição, há mais facilidade para chegarem às salas de aula. A questão da satisfação parcial, correspondente a 16,66% é devido aos contratempos em relação à disponibilização do transporte em alguns momentos, conforme podemos conferir no gráfico 60, em apêndice, página 114.

      

        Em relação aos aparatos tecnológicos, apesar de o nível de satisfação ter variado entre satisfeito e muito satisfeito, percebe-se a necessidade de uma ampliação de estrutura no Programa, devido ao crescimento e à diversidade de atendimento que se têm abrangido. Os resultados no tocante a esse ponto podem ser conferidos no gráfico 61, em apêndice, página 114.

      

        O atendimento prestado aos colaboradores e clientes também é muito eficiente em termos de informações quanto à qualidade dos serviços oferecidos pelo Programa referentes à agilidade nas intervenções dos profissionais, encaminhamentos e solução de problemas, clareza nas informações e organização dos serviços. Acompanhemos o que revelam os gráficos, em apêndice, números 62, 63, 64, páginas 114-15.

 

O Relacionamento humano-profissional, fortalecido pela comunicação, é outro indicativo pelo qual a equipe gestora prima. Como resultados, podemos afirmar, a partir da visualização gráfica, que há uma satisfação bastante evidente quanto à relação professor e aluno, professor e equipe gestora, ficando caracterizada como parcialmente satisfeitos um total de 49,49%. Vejamos os gráficos, em apêndice, números 65, 66, 67, páginas 115-16.

      

        O trabalho administrativo-pedagógico também apresenta resultados promissores em termos de eficácia das reuniões pedagógicas, uma vez que 100% considerou que elas contribuem para o crescimento do corpo docente; acompanhamento pedagógico como suporte ao professor, sendo 83,33% satisfatório, contra 16,66%. É notória a organização pedagógica, considerada a satisfação do trabalho em 100%. Esses dados encontram-se disponibilizados nos gráficos  68, 69, 70, em apêndice, páginas 116-17.

       

       As reuniões pedagógicas são práticas constantes vivenciadas no Programa SESI-Educação do Trabalhador. Há um calendário anual previamente estabelecido. As reuniões ocorrem às primeiras sextas-feiras de cada mês, sendo para estudo e aprofundamento de questões pedagógicas e/ou outros assuntos em pauta na ocasião. A outra ocorre um sábado no mês, sendo por Área do Conhecimento, momento de socialização e trocas de experiências, planejamento e oficinas pedagógicas.

      

       A Coordenação e Supervisão reúnem-se semanalmente, às quintas-feiras, a fim de aprofundarem a teoria, planejarem as ações, socializarem as realidades das turmas que acompanham, para que todos sejam informados do que está acontecendo no Programa.

 

O acompanhamento pedagógico é um aspecto pelo qual a equipe prima, por entender que ele faz parte de sua função, além do que ajudará ao professor a vencer os desafios e empecilhos encontrados em seu trabalho. Por isso, as visitas às salas são realizadas constantemente, acompanhadas de intervenções e reuniões sempre que necessário.

      

       Algo que merece reflexão é quanto à questão da autonomia do núcleo gestor na solução de problemas, 83,33% está parcialmente satisfeita, contra um nível de satisfação correspondente a 16,66%. Percebemos que esse é um ponto a ser repensado, pois autonomia é algo a ser conquistado e o grupo deverá ter essa competência, buscando a descentralização das funções. Vejamos o gráfico 71, em apêndice, página 117.

      

       A Coordenação Geral/Supervisão/Coordenação de Área do Programa na visão de 83,33 é detentora de um bom desempenho, contra 16,66% que considerou excelente atuação. Toda a equipe procura a integração, a cooperação e a cada encontro semanal é refletido sobre isso, para que cada qual vá se trabalhando e se aprimorando nesse aspecto. Vejamos dados nos gráficos 72, 73, em apêndice, página 118.

 

A Secretaria também foi avaliada, apresentando-se em nível de satisfação correspondente a 66,66% contra 33,33% que concebeu estar o serviço precisando de modificações, uma vez que avaliou em parcialmente satisfeito. Podemos visualizar resultados no gráfico 74, em apêndice, página 118.

       

       A Auto-Avaliação também foi um aspecto presente nesta análise, na dimensão do desempenho das funções da gestão, contemplando a qualidade, a competência, a utilização dos conhecimentos teórico-práticos, em que se faz uma ponte entre esses dois aspectos; a detenção de habilidades condizentes com a função, inclusive possuindo capacidade de gerenciar o tempo, fazendo uso de ações criativas que primem pelo avanço do processo ensino-aprendizagem.

     

        Considerando-se o desempenho das funções, 33,33% achou que o fazem muito bem; 66,67%  considerou que há necessidade de alguns ajustes, apesar de estarem satisfeito com o que vem sendo realizado pelos profissionais. Sentimento idêntico têm em relação à aplicação da teoria à prática, pois, mesmo com falhas, fazem o possível para que o trabalho seja desenvolvido nessa dimensão. Daí porque estão sempre buscando aprofundamento teórico e se auto-avaliando, a partir também da avaliação que os alunos e professores fazem dos seus trabalhos.

      

       Perguntados a respeito da detenção de habilidades definidoras de um perfil para a função, é consenso para 100% dos pesquisandos que esse aspecto possui na totalidade. Todos têm competências quanto à função que desempenham, pois sabem otimizar o tempo com atividades significativas.

        

       A equipe analisou também sua facilidade de relacionamento interpessoal; seu interesse em ascender intelectualmente; sua disposição para colaborar com o desenvolvimento do Programa; seu equilíbrio emocional em relação à condução de questões pedagógicas; considerando a seriedade, responsabilidade, assiduidade e pontualidade com que executa sua função. Em média, esses aspectos estão no patamar de satisfação correspondente a 62,49%. O empenho para aprender novas técnicas, colaborar com o grupo e, por conseguinte, com  o desenvolvimento do Programa  é uma tônica na equipe, considerados por 100%.  Isso envolve também a detenção de equilíbrio emocional para lidar com as adversidades, sempre num clima de seriedade, responsabilidade, pontualidade e assiduidade.

       

       A equipe gestora também levantou aspectos referentes aos três indicadores que ocasionaram o baixo estímulo profissional, a motivação profissional e as contribuições para o desempenho do Programa. Sobre o primeiro aspecto, os elementos de maior sinalização estão relacionados ao baixo salário (29%), pouco reconhecimento profissional, pouca ética profissional (37,5%), escassez de recursos tecnológicos. Em face do segundo ponto, foram destaques: os cursos de capacitação, a valorização profissional, a seriedade com que o Programa conduz as questões administrativo-pedagógicas, a qualidade do Programa, as inovações, os desafios com a educação de jovens e adultos, a identificação com o trabalho, as reuniões, a filosofia e metodologia do Programa. No tocante ao terceiro fator, os mais visíveis ficaram por conta da disponibilidade, do aprofundamento nas diversas áreas do conhecimento, a realização de oficinas nas reuniões e nas turmas, a socialização dos conhecimentos interpessoais e intergrupais, a pontualidade na entrega dos relatórios às empresas, melhorar o acompanhamento ao professor e trabalhar mais integrado com o grupo.

 

 

2.4. As Empresas Parceiras

 

As empresas parceiras que participaram dessa avaliação são aquelas provenientes de convênios mais recentes, correspondente até 3 anos, 88,33%, contra 16,66% que mantém aliança com o SESI em tempo que vai dos 3 aos 5 anos. Vejamos, em apêndice, o gráfico 75, página 119.

 

Considerando a satisfação com a Metodologia aplicada nos Cursos, definidas pelo Ensino Presencial (Alfabetização/Ensino Fundamental I), Telecurso 2000 (Ensino Fundamental II e Ensino Médio) e SESIeduca,  a média de satisfação foi  de 50%, conforme demonstra o gráfico 76, em apêndice, página 119.

 

Na visão desses clientes, o Programa possui um atendimento de qualidade, em termos de informações dos serviços que presta à comunidade, à agilidade na solução de problemas, ficando em média de satisfação, 47,22% contra 5,55%, médias dos que consideraram satisfação parcial. Vejamos os gráficos 77 e 78, em apêndice, páginas 119-20.

       

       Referente ao desempenho profissional da equipe gestora o nível de satisfação está em torno de 47,21%, em média, sendo de 5,55% a média dos que se consideraram parcialmente satisfeitos. Também o serviço de secretaria ficou avaliado em 47,22% em média de satisfação, sendo de 5,55% a média dos que se posicionaram como parcialmente satisfeitos. Os gráficos 79, 80, 81, em apêndice, páginas 120-21, apresentam esses dados.

      

        Os professores também foram avaliados pelos representantes das empresas, sendo a média de satisfação igual a 41,66%, contra 16,66% que se manifestou parcialmente satisfeitos, conforme gráfico 82, em apêndice, página 121.

       

       O desempenho dos discentes foi avaliado da seguinte forma: 11,11%  considerou  muito satisfeito, 66,66% satisfeito e 22,22% parcialmente satisfeito, segundo demonstra o gráfico 83, em apêndice, página 121.

       

       Indagados sobre os aspectos positivos e negativos do Programa, os representantes elencaram vários pontos que demonstraram o grau de satisfação com os serviços desempenhados, deixando evidentes também aquilo que precisa ser ajustado.

      

       Com relação ao fator positivo do Programa, foram sinalizados: o incentivo dado pelo SESI aos operários e à empresa, com o objetivo de crescerem juntos; a aprendizagem dos funcionários; melhoria da parceria acrescida ao apoio dado pelo Programa; melhoria na comunicação entre os funcionários; satisfação dos funcionários com o ambiente de trabalho; entusiasmo dos funcionários pela escola; o impulso produtivo que a empresa recebeu a partir da educação de seus funcionários; atendimento de qualidade e organização da Coordenação de Área; envolvimento dos profissionais; desenvolvimento do potencial criador dos alunos; crescimento pessoal e profissional dos alunos; integração entre alunos e professores; acompanhamento psicológico dado pelo Programa  aos alunos mediante palestras e oficinas de auto-estima; o interesse do professor; organização e divulgação do Programa; trabalho utilizando oficinas; apresentação do calendário mensal de aulas e o relatório enviado à empresa; permanência dos alunos na salas de aulas; avaliação dos alunos nas frentes de serviços junto aos encarregados, alunos e professores; alegria de todos ao terminarem o curso; compromisso dos professores com a qualidade de ensino;  credibilidade do SESI como Instituição credenciada para ministrar educação de jovens e adultos.

       

       Com referência aos aspectos negativos do Programa as empresas apontaram: falta de adesão da empresa e dos funcionários ao Programa; alimentação fornecida aos alunos deve ser melhor balanceada, principalmente para operários da construção civil; interrupção do Programa já em andamento devido a questões internas da empresa; falta acompanhamento individual ao aluno, visto tratar de turmas heterogêneas; problemas de comunicação do SESI com a empresa em relação à falta de professor; evasão; demissões; desmotivação dos alunos; falta de pontualidade de alguns professores; custos dos cursos são altos; resistência de alguns alunos para participarem das atividades escolares; pouca qualidade do material de consumo    ( cadernos e lápis); falta de interesse dos alunos com o aprender e com os investimentos da empresa; falta repassar relatórios para à empresa; problemas com transportes de alguns alunos.

      

       Em termos de sugestões, as empresas assinalaram que os professores devem manter comunicação mais próxima com a empresa, para que forneçam dados sobre alunos faltosos e com dificuldades na aprendizagem, a fim de serem mais bem acompanhados; que haja maior agilidade da secretaria do Programa no retorno das informações; que seja melhorada a freqüência e que a evasão seja reduzida; que sejam desenvolvidos projetos que garantam a continuidade escolar, como por exemplo: cursos pré-vestibulares, atividades culturais e artísticas para valorização de talentos na empresa; que haja mais dinâmicas para o Ensino Fundamental I; que os empresários compreendam como é possível haver aprendizagem em turma tão heterogênea, pois é difícil para eles acreditarem; que sejam realizadas oficinas para trabalharem a auto-estima dos alunos, como também palestras sobre relações humanas e trabalho em equipe; que sejam priorizadas as  atividades extracurriculares; que haja conhecimento mais detalhado da Metodologia SESIeduca através de folder, palestras; que a Coordenação realize auto-avaliação e avaliação dos professores com os alunos para que eles também digam como o professor está trabalhando;  que haja visita da Coordenação do Programa às salas de aulas; que os custos do Programa sejam reduzidos, tendo em vista a   contribuição compulsória que a empresa já repassa ao SESI.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 Toda avaliação deve delimitar claramente o paradigma que a norteia, seja avaliação curricular, de programas, de projetos ou institucional, pois seu objetivo principal é demonstrar se o que foi projetado seguiu o caminho tal como se preconizou; sua finalidade é identificar os pontos relevantes e de insucesso do objeto da avaliação e promover a transformação, em benefício dos envolvidos.

 

Não há dúvida de que a avaliação é uma tarefa importante para os que gerenciam qualquer tipo de trabalho, seja empresarial ou educacional, ou até mesmo informal, pelo fato de permitir uma reflexão e uma apreciação crítica sobre os dados relevantes do que foi implantado e pela possibilidade de auxiliar o administrador a tomar decisões sobre o seu trabalho. Portanto, dentro do objetivo maior de traçar o perfil do Programa, foi aplicado um instrumento com o fim de avaliar desde os seus aspectos políticos e filosóficos, até o seu sistema organizacional. Essa iniciativa é pertinente pelo fato de, a partir da busca por conhecer a eficiência, a eficácia e a efetividade de sua dinâmica, embasada em um juízo de valor, mediante o estabelecimento de critérios. Oportuniza-se também a vivência do princípio dialético da ação-reflexão-ação refletida acerca da obtenção e elaboração do conhecimento dos serviços prestados  pelo Programa e como este vem  desenvolvendo a organização e o gerenciamento das ações administrativo-pedagógicas.

 

O trabalho, ao qual dispusemos parte de nosso tempo para concretizá-lo, mediante cumprimento do plano de pesquisa previamente delimitado, chegou ao final. Não significa, todavia, o dissecamento da temática, ao contrário, ele apresenta apenas uma visão do Programa SESI-Educação do Trabalhador em um determinado período.

 

A avaliação do Programa SESI-Educação do Trabalhador partiu necessariamente de uma análise do contexto local, ressaltando ser a mesma um valioso instrumento, pois a partir dela obtivemos informações que possibilitarão a implantação de medidas para melhorar a qualidade dos serviços, ao mesmo tempo em que oferecerá conhecimentos na perspectiva de subsidiar mudanças no interior do Programa.

 

Em decorrência da expansão significativa do Programa ano após anos, atingindo satisfatoriamente as metas fixadas nas dimensões dos Departamentos Nacional e Regional, são comuns os questionamentos: os Cursos apresentam patamares razoáveis de qualidade? Como tem sido o desempenho do Programa frente à formação dos seus profissionais? Que respostas o Programa tem dado aos seus parceiros, empresas e sociedade, quanto ao atendimento de suas necessidades e expectativas em face do desenvolvimento humano-profissional?

 

Essas indagações, uma das preocupações da equipe gestora em educação do SESI-Ce,  puderam ser clarificadas e refletidas ao realizarmos essa avaliação que, dada sua amplitude, tornou-se veículo imprescindível para o reconhecimento da identidade do Programa, ao mesmo tempo em que forneceu subsídios para seu planejamento global nos anos vindouros. Inclusive temos nos Planos de Ação/2002 as ações planejadas com base nos resultados e sugestões dessa avaliação.

 

A partir da reflexão sobre a necessidade do desenvolvimento de uma cultura avaliativa no Programa, e, compreendendo a importância e necessidade de se vivenciar continuamente a avaliação no interior e exterior do Programa, na dimensão homogênea, ultrapassando àquelas que se resumem em apenas o professor avaliar, junto ao aluno, a sua disciplina, vitalizamos os construtos dos instrumentais, elementos capazes de  propiciar um conhecimento do Programa, a partir daquilo que pensam seus atores.  Utilizando os dados, averiguamos a eficiência, eficácia e efetividade do Programa. 

 

Estamos satisfeitos pelos resultados alcançados, evidências de que foram cumpridos os objetivos que estabelecemos para a consecução deste trabalho, uma vez que pela realização da pesquisa e, de posse dos resultados  sobre a atuação do Programa, nos foi possível fazermos a aferição do grau de satisfação e/ou insatisfação dos atores envolvidos, percebendo, também,  a importância do Programa, no processo de promoção da qualidade do trabalho e da produtividade, ao mesmo tempo em que também verificamos os impactos do Programa na vida do trabalhador e da indústria. A análise das forças e das fraquezas do Programa respalda os aspectos de efetividade; ressaltamos ainda que as sugestões apresentadas pelos grupos pesquisados são contribuições concretas para o crescimento do Programa, servindo de recomendações para ajustes e inovações.

 

 Na mesma dimensão de atendimento dos objetivos propostos para este trabalho monográfico, está também a sua problemática, uma vez  que, pela vivência de uma avaliação  unificada,  validamos o Programa SESI-Educação do Trabalhador como instrumento eficiente, eficaz e efetivo na construção da cidadania do trabalhador, indutor de produtividade e qualidade de vida do trabalhador, também importante na efetivação da responsabilidade social da empresa.

 

Os dados encontrados permitiram constatar que o Programa conquistou (e continua considerado instrumento de prestígio) um espaço bastante significativo em termos de referência no Ceará em educação de jovens e adultos. Essas evidências culminaram na construção da hipótese, agora validada pela posição de alunos, professores, supervisores/coordenadores e representantes de empresas. Essas ponderações podem ser visualizadas, nos gráficos, quadros, tabelas e interpretações, analisados no capítulo II, e postos em apêndices e anexos.

 

É necessário esclarecermos que, apesar de termos  aplicado as avaliações em 2001, esse ano não é referência para construirmos o perfil do Programa, porque compreendemos serem os resultados representações não apenas correspondentes a essa época, mas é a soma das experiências vivenciadas ao longo da trajetória do Programa.

 

 Desse modo, dada a importância deste trabalho, pela necessidade e também abrangência que possui, tomamos diversos cuidados no que diz respeito aos pressupostos ontológicos, epistemológicos, axiológicos, retóricos, metodológicos da pesquisa, atentando para os paradigmas qualitativos e quantitativos norteadores desta monografia, o que nos serviu de orientação na construção dos instrumentais de avaliação, na aplicação, coleta, tabulação e análise dos dados.

 

Partindo desse horizonte, empreendemos esforços no sentido de analisarmos fidedignamente  os resultados da avaliação, procurando perceber, também nos diálogos informais e mesmo dos quesitos descritivos nos questionários, as modificações ocorridas na vida do trabalhador, da empresa e do SESI, a partir da formação da parceria, sem esquecer, é claro, do trabalho dos profissionais que atuam no Programa.

 

Como súmula da análise das várias concepções dos grupos, verificamos uma atuação positiva do Programa no Estado, considerando diversos aspectos, tais como, atendimento, desempenho profissional, informações, desempenho dos alunos, conteúdos, questões de ordem estrutural, relacionamento, ensino aprendizagem, comunicação. Os conceitos atribuídos a esses fatores, do ponto de vista geral,  variaram entre satisfeito e muito satisfeito. 

 

Verificando o teor das ponderações feitas pelos grupos, observamos uma certa coerência e unidade nas respostas. Como fatores de maior destaque, na concepção dos alunos, ficaram explícitas as questões relativas ao cansaço, à falta de unificação entre algumas ações do Programa, citando como exemplo, a Mostra Cultural, evento realizado apenas na capital, a dificuldade nas disciplinas Matemática e Português, vistas como conseqüência da falta de tempo para estudar em casa, e o fato de passarem muitos anos fora da escola, e a inadequação da carga horária do curso. Na concepção dos docentes e equipe destacou-se a necessidade de autonomia, aspecto que precisa ser refletido e conquistado no Programa. Para os representantes das empresas os altos custos dos cursos e as falhas na comunicação carecem ser melhorados.

 

Considerando a grandeza das informações coletadas, que certamente servirão de norte para as ações dos anos subseqüentes, é importante tecermos comentários sobre as repercussões de uma pesquisa dessa natureza para a Instituição que, imersa em um cotidiano de relações de poder, ligadas, concomitantemente, à dinâmica da conservação e da transformação, tem ciência de que é pelo diálogo que haverá possibilidades de construir saberes, na dimensão da dialética, pelos sujeitos participantes da história da Empresa.

 

A busca de rever estruturas físicas e humano-profissionais dá ao Programa uma validação na efetivação de suas ações na perspectiva de se pensar os propósitos educativos, coletivamente, das diversas realidades do Programa, buscando juntos a reflexão-ação-ação refletida com vistas à construção transparente e coletiva do processo ensino-aprendizagem. Esse é um suporte à superação de entraves que são gerados no próprio processo educativo, tratando as questões administrativo-pedagógicas de forma articulada e ampla, possibilitando condutas democráticas e transparentes na condução do processo educativo, requerendo a participação qualificada dos atores no funcionamento articulado de suas ações com vistas à organicidade do todo.

 

Quanto às recomendações e sugestões, esses quesitos já  foram apresentados nos subitens do capítulo II, relacionados ao grupo que contribuiu. Sem dúvida serão de grande valia para as ações futuras traçadas pelo Programa.

 

Os resultados advindos da avaliação  possibilitaram a tomada de decisões mais coerentes e objetivas por parte dos gestores, em face do conhecimento da realidade, assim como,  serviram para auto-conhecimento da unidade educacional, visando à manutenção dos pontos de êxito do Programa e para redimensionar, se necessário, os rumos da missão, dos objetivos e das metas implantadas conforme o previsto, com a finalidade de aumentar o desempenho qualitativo e quantitativo.

 

Temos certeza de que o Programa necessita, constantemente, avaliar a sua práxis educativa, cuja finalidade dessa ação reflexiva é identificar seus pontos fortes  para mantê-los e, se necessário, adequá-los ao novo vir-a-ser do desenvolvimento educativo-social. Assim, nessa perspectiva, poder-se-á averiguar, também, as dificuldades inerentes aos cursos, visando a redimensioná-los, dar-lhe rumo ou a direção apropriada a sua proposta filosófico-pedagógica, tornando-se mais oportuna, balizada na realidade, uma vez que a avaliação pressupõe adoção de valores e de critérios.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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APÊNDICES E ANEXOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AVALIAÇÃO DO CURSO NA ÓTICA DO CLIENTE (ALUNO)

 

 

Este instrumental de avaliação se destina a você, aluno(a) que tem participado dessa parceria, cujo fim é, principalmente, a aquisição de um nível de escolaridade, na perspectiva de uma educação de qualidade. Consciente de nosso papel e da importância de nos avaliarmos, fazemos uso deste instrumental para que a partir de sua opinião possamos promover o aperfeiçoamento de nossa ação e atendimento. Por isso, não fique de fora! Participe! Avalie o Curso, conforme as orientações dadas em cada parte. Faz-se necessário esclarecer que você não precisará se identificar.

 

PARTE I

 

Estas informações que seguem são importantes para que tenhamos as referências gerais do Curso. De acordo com a sua realidade, escolha a informação correta, marcando com um (X).

DADOS GERAIS DO PARCEIROS

Homem (   )

Mulher   (   )

 

Idade

(   ) 15 a 25    (   )  25 1 35

(   ) 35 a 45    (   )  a partir de 45

Profissão

______________

Situação atual no mercado

(   ) empregado

(   ) desempregado

EDUCAÇÃO BÁSICA

ENSINO FUNDAMENTAL I (   )

(   ) manhã    (   ) tarde

(    ) noite      (   ) intermediário

ENSINO FUNDAMENTAL II

(    )manhã    (   ) tarde

(    ) noite      (   ) intermediário

ENSINO MÉDIO

 manhã    (   ) tarde

( )noite(  ) intermediário

TIPO DE ATENDIMENTO PROFISSIONAL

(  ) Professor Polivalente (no caso de Ensino Fundamental I)

( ) Professor Especialista (por disciplina)

(  ) Professor-Orientador de Aprendizagem

METODOLOGIA

(  ) Telecurso 2000 -SESI

(  ) Telecurso 2000 – Tempo de Avançar

LOCAL DE FUNCIONAMENTO DA TURMA

Empresa (   ) Qual?

Centro de Atividade (   ) Qual?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PARTE II

 

 

Leia atentamente cada item, atribuindo valores de 01(um) a 05(cinco) a cada item, marcando um X no conceito que considere mais adequado, conforme tabela:

 

Muito Satisfeito

Satisfeito

Parcialmente Satisfeito

Insatisfeito

Muito Insatisfeito

5

4

3

2

1

 

O Nº 5 significa que você está muito satisfeito; o nº 1 significa que você está muito insatisfeito. Os nºs 2,3,4 são notas intermediárias.

 

1. AVALIE NOSSO ATENDIMENTO

5

4

3

2

1

A) Conhecimento dos serviços prestados pelo SESI

 

 

 

 

 

B) Clareza nas informações recebidas

 

 

 

 

 

2. AVALIE O DESEMPENHO DO(A) PROFESSOR(A)

5

4

3

2

1

A) Domínio do conteúdo

 

 

 

 

 

B) Metodologia adotada na maneira de trabalhar os conteúdos (utilização de técnicas de ensino: exposição, estudo dirigido, trabalho em grupo, aulas motivadas,)

 

 

 

 

 

C) Clareza nas informações e explicações

 

 

 

 

 

D) Relacionamento professor x aluno

 

 

 

 

 

3. AVALIE O CONTEÚDO

5

4

3

2

1

A) Direcionamento dos conteúdos para o mundo do trabalho

 

 

 

 

 

B) Adequação da carga horária (duração de cada módulo)

 

 

 

 

 

C) Qualidade do material didático utilizado (fitas, livros, textos complementares)

 

 

 

 

 

D) Qualidade na aprendizagem

 

 

 

 

 

4. AVALIE A COORDENAÇÃO

5

4

3

2

1

A) Acompanhamento pedagógico aos alunos

 

 

 

 

 

B) Atendimento às solicitações dos alunos

 

 

 

 

 

C) Relacionamento com os alunos

 

 

 

 

 

5. AVALIE A ESTRUTURA FÍSICA DO CURSO

5

4

3

2

1

A) Sala de aula

 

 

 

 

 

B) Iluminação

 

 

 

 

 

C) Mobiliário (cadeiras, quadro,)

 

 

 

 

 

D) Recursos audiovisuais (TV, Vídeo)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PARTE III

 

Este é o terceiro momento desta avaliação. Para complementação, escreva sua opinião sobre os tópicos a seguir.

 

1)     Que mudanças pessoais o Curso tem proporcionado a você?

 

2)     O Curso tem favorecido alguma mudança profissional a você?

      (  )sim (  ) não

      Seja qual for sua resposta, ponha a justificativa.

 

3)     Você tem (ou teve) alguma dificuldade no decorrer do Curso?

      (   )sim (   ) não

      Seja qual for sua resposta, ponha a justificativa.

 

4)     Você tem conhecimento de algum aluno que participou desse Curso e atualmente está na universidade?

(  ) sim  (   ) não

Em caso de resposta positiva, caso também saiba, informar o nome do curso e da universidade.

 

5)      Coloque observações e sugestões que você considere importantes para o crescimento do Curso.

 

 

Fortaleza, outubro/2001.

 

 

 

 

 

 

 

 

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DO PROGRAMA SESI-EDUCAÇÃO DO TRABALHADOR NA ÓTICA DE SEUS COLABORADORES  

         (GRUPO GESTOR E CORPO DOCENTE)

 

 

O Programa SESI-Educação do Trabalhador tem atingido respaldo  e representatividade bastante acentuada na sociedade, pela qualidade dos serviços que vem prestando aos trabalhadores em todo o Brasil, podendo ser citado como uma das maiores aquisições em 2001 a conquista do Prêmio UNESCO.

Ciente de sua missão e da necessidade de ter seus serviços avaliados, o SESI está disponibilizando este instrumental para que o Programa seja avaliado e, assim, possa haver mudanças significativas nas ações que desempenha.

É importante reforçar a importância de sua participação, assegurando, outrossim, a ausência total de identificação.

 

PARTE I – PARA SITUAR AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO, INFORME:

1) tempo de sua atuação no Programa SESI-Educação do Trabalhador: __________________

2) função que exerce no Programa:

    (   ) professor polivalente (Alfabetização/Ensino Fundamental I)

 (   ) professor especialista (por disciplina)

 (   ) professor orientador de aprendizagem

 (   ) supervisor

 (   ) coordenador

3) Metodologia:

    (   ) Telecurso 2000             (   ) SESIeduca               (    ) TC2000-Tempo de Avançar

4) Onde atua:

     (   ) Escola   (CAT __________________________)      (   )  Empresa   (   ) Comunidade

 

 

 

 

 

 

 

PARTE II – LEIA CADA FATOR E ATRIBUA VALORES DE 01(UM) A 05(CINCO), MARCANDO COM (X) SUA ESCOLHA, DE CONFORMIDADE COM A TABELA:

MUITO SATISFEITO

SATISFEITO

PARCIALMENTE SATISFEITO

INSATISFEITO

MUITO INSATISFEITO

05

04

03

02

01

 

1. Estrutura Física do Programa SESI-Educação do Trabalhador.

5

4

3

2

1

a) Infra-estrutura das salas de aulas.

 

 

 

 

 

b) Acesso aos locais de trabalho.

 

 

 

 

 

c) Infra-estrutura dos Cursos em relação aos aparatos tecnológicos.

 

 

 

 

 

2. Atendimento do Programa ao cliente / colaborador

5

4

3

2

1

a) Informações dos serviços prestados pelo SESI.

 

 

 

 

 

b) Agilidade na solução de problemas.

 

 

 

 

 

c) Clareza nas informações.

 

 

 

 

 

d) Organização dos serviços.

 

 

 

 

 

3. Relacionamento Profissional

5

4

3

2

1

a) Relacionamento entre professor e aluno.

 

 

 

 

 

b) Relacionamento entre professor, coordenador, supervisor.

 

 

 

 

 

c) Comunicação entre núcleo professor, coordenador, supervisor.

 

 

 

 

 

4. Trabalho Administrativo-Pedagógico

5

4

3

2

1

a) Reuniões Pedagógicas contribuem para o crescimento do corpo docente.

 

 

 

 

 

b) Acompanhamento pedagógico dar suporte ao trabalho do professor.

 

 

 

 

 

c) Organização do trabalho pedagógico

 

 

 

 

 

d) Autonomia do núcleo gestor na solução de problemas.

 

 

 

 

 

e) Satisfaz às expectativas do corpo docente e discente.

 

 

 

 

 

f) Desempenho da Coordenação do Programa SESI-Educação do Trabalhador.

 

 

 

 

 

g) Desempenho da Coordenação de Área/ Supervisor

 

 

 

 

 

h) Desempenho dos serviços de secretaria

 

 

 

 

 

5. Auto-Avalie seu Trabalho

5

4

3

2

1

a) Desempenho minhas funções com qualidade, executando-as com competência.

 

 

 

 

 

b) Utilizo os conhecimentos teóricos e práticos adequadamente no desempenho de minhas funções.

 

 

 

 

 

c) Possuo habilidades condizentes ao domínio da função que desempenho, pois sou capaz de utilizar o tempo com atividades significativas.

 

 

 

 

 

d) Tenho facilidade de relacionamento interpessoal e, por isso, considero satisfatórios a comunicação e relacionamento que mantenho no ambiente de trabalho.

 

 

 

 

 

e) Com relação ao aperfeiçoamento funcional, demonstro sempre interesse em progredir no aprendizado de novas teorias, métodos e técnicas educacionais.

 

 

 

 

 

f) Estou sempre disponível para colaborar no desenvolvimento do Programa SESI-Educação do trabalhador.

 

 

 

 

 

g) Meu equilíbrio emocional é excelente na condução da prática pedagógica e de minhas relações profissionais.

 

 

 

 

 

h) Executo minhas funções com seriedade, demonstrando senso de responsabilidade com pontualidade e assiduidade.

 

 

 

 

 

 

PARTE III – DESCRITIVA

1. Considerando os aspectos gerais de seu trabalho no Programa SESI-Educação do Trabalhador, pontue:

a)      O que menos lhe estimula no desenvolvimento de seu trabalho. (Reflita sobre as dificuldades que você tem encontrado no Programa, que têm sido empecilhos em seu trabalho)

__________________________________________________________________________________________________________________________________________

b)      O que motiva você a fazer parte do Programa SESI-Educação do Trabalhador. (Reflita sobre os aspectos que têm facilitado a efetivação de suas ações)

__________________________________________________________________________________________________________________________________________

c)      No que depender de você, o que fará para melhorar o desempenho do programa SESI-Educação do Trabalhador?

 __________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

 

 

 

 

 

AVALIAÇÃO DO PROGRAMA SESI-EDUCAÇÃO DO TRABALHADOR

EM 2001 NA ÓTICA DO CLIENTE (EMPRESAS)

 

 

Avaliar nossas ações deve-se constituir em hábito cotidiano.  É, sem dúvida, uma necessidade de toda organização de aprendizagem, uma vez que esse mecanismo é promissor de mudanças. Comungando com essa idéia, a Coordenação do Programa SESI-Educação do Trabalhador vem ano após ano implementando esse trabalho a fim de que possa colher uma visão geral da situação real de seu trabalho, segundo a ótica de seus colaboradores. Para tanto, disponibiliza aos senhores este instrumental de avaliação para que possa, a partir dos resultados, redimensionar suas políticas, investindo cada vez mais qualidade em seus serviços. Frisamos que a participação e a colaboração dos senhores é de suma importância para o crescimento de nosso trabalho. Dado o teor de nossa intenção na realização deste trabalho, lembramos que não será necessário pôr qualquer identificação. Desde já, antecipamos agradecimentos.

 

1.      Como parceiro desse Programa, e conforme o trabalho que ele tem desenvolvido em minha empresa neste ano de 2001, estou me vendo assim...

 

 

 


2.      Neste ano, o que me causou uma tempestade em relação ao Programa foi quando...

 

 

 

 

3.      Durante este ano, temos trabalhado nesta parceria numa relação dialética entre o ensinar e o aprender. Temos vivenciado várias experiências com os grupos (de alunos, professores, coordenadores) e o que mais me vem chamando a atenção tem sido:

 

 

 


4.      Em relação ao trabalho que o Programa tem desenvolvido em minha empresa no decurso deste ano, o que eu deixaria numa ilha deserta seria:

 

 

5.     

-

 

+

 
Também, dentro dessa mesma reflexão anterior, coloque na balança o que ficou em alta e em baixa neste ano.

 

 

6.      Tomando por base o trabalho que vem sendo desenvolvido por cada grupo neste ano, coloque dentro da caixinha o que poderia Ter sido melhor por parte:

a)      da coordenação do Programa?

 

 

 


b)      da Supervisão Pedagógica?

 

 

 


c)      da Coordenação de Área?

 

 

 


d)      da Secretaria do Programa?

 

 

 


e)      dos Professores?

 

 

 


f)        Dos alunos?

 

 

 

7. Deixe sua contribuição, anotando suas sugestões para o aprimoramento do nosso trabalho.

 

 

 

Tabela 1 – Analfabetismo brasileiro de 1940 a 1980.

 

ANO

POPULAÇÃO

DE 15 ANOS OU MAIS

ANALFABETOS

TAXAS DE ANALFABETISMO

1940

23.639.769

13. 279. 899

56, 17

1950

30.249.492

15.272. 432

50, 49

1960

40.187.590

15. 815. 903

39, 35

1970

54.336.606

17. 936. 887

33, 01

1980

74.600.285

19. 356. 092

25, 94

 

 

Tabela 2 – Índice de analfabetismo na indústria brasileira em 1998.

 

ENSINO

I.EX.MIN

IND.TRANSF

SERV.IND

CONST.CIVIL

TOTAL

ANALF.

5466

180.545

10.984

88.812

285.807

4a.INC.

21.584

577.167

54.896

625.741

1.279.388

4a.COMP

28.685

1.048.678

51.221

630.957

1.759.541

8a.INC

23.534

1.469.820

55.099

467.009

2.015.462

8a.COMP.

20.471

1.303.673

46.853

342.315

1.713.312

2º G. INC

7.404

   621.181

24.693

98.061

751.339

TOTAL

107.144

     5.201.064

   243.746

    2.252.896

7.804.849

Fonte:Relatório Anual de Informações Sociais – RAIS/Ministério do Trabalho por U.F./1998

 

Tabela 3 – Metas do Programa SESI-Educação do Trabalhador de 1998 a 2002

 

ESTATÍSITICA DO PROGRAMA SESI-EDUCAÇÃO DO TRABALHADOR

 

ANO

META

 

ACRÉSCIMO%

PLANEJADA

EXECUTADA

%

1998 – I

5.346

5.862

109,65

9,65

1999 – II

9.553

5.713

59,80

00

2000 - III

6.998

7.642

109,20

9,02

2001 – IV

7.500

8.154

108,72

8,72

2002 – V

10.000

5.577*

55,77

---

* Essa quantidade atingida corresponde ao primeiro trimestre de 2002.

 

 

 

 

 

 

 

 

Tabela 4 – Atendimentos de Educação de Jovens e Adultos feitos pelo SESI de 1991 a 1998

 

ANO

Nº DE TURMAS

ALF./E.FUND.  I

ENSINO FUNDAMENTAL  II

1991

08

08

00

1992

17

17

00

1993

17

17

00

1994

25

24

01

1995

44

31

13

1996

67

45

22

1997

46

32

14

1998

50

27

23

TOTAL

201

73

 

 

Quadro 5 – Profissão dos alunos do Programa SESI-Educação do Trabalhador

 

 

PROFISSÕES

 

TOTAL DE ALUNOS

 

PERCENTUAL %

Ajudante

92

8,99

Servente

78

7,62

Pedreiro

63

6,15

Pintor

60

5,86

Operador

58

5,66

Auxiliar de Produção

57

5,57

Mecânico

52

5,08

Comerciários

26

2,54

Operador de Máquina

23

2,24

Fiandeiro

21

2,05

Carteiro

17

1,66

Serviços Gerais

09

0,87

Motorista

07

0,68

Arreador

05

0,48

Operador de granel

04

0,39

Operador de Montagem

04

0,39

Monitor

04

0,39

Operador de Equipamento

03

0,29

 

PROFISSÕES

 

TOTAL DE ALUNOS

 

PERCENTUAL %

Empalhador

02

0,19

Organizadora

02

0,19

Reserva

02

0,19

Auxiliar de Laboratório

01

0,09

Auxiliar de Manutenção

01

0,09

Avarista

01

0,09

Borracheiro

01

0,09

Carregador

01

0,09

Costureira

01

0,09

Eletricista

01

0,09

Forneiro

01

0,09

Jardineiro

01

0,09

Lana

01

0,09

Limpador

01

0,09

Maquinista

01

0,09

Masseiro

01

0,09

Operador de Caldeira

01

0,09

Operador de Maçaroqueira

01

0,09

Operador Industrial

01

0,09

Operador de Túnel

01

0,09

Supervisor

01

0,09

Tecelão

01

0,09

Técnico Mantenedor

01

0,09

Torneiro

01

0,09

Tratorista

01

0,09

Vigilante

01

0,09

TOTAL

592

57,89

NÃO RESPONDERAM

431

42,13

 

 

 

                Quadro 6 – Resultados quantitativos do Programa SESI-Educação do Trabalhador – 1991 a 2001.

 

ANO

 

EMPRESAS

 

TURMAS

 

CURSO

 

MATRÍCULAS

 

EVASÃO

 

%

 

APROVAÇÃO

 

%

 

REPROVAÇÃO

 

%

1991

06

08

Alfabetização

249

141

56

106

43

03

01

1992

11

17

--

346

228

 

118

 

 

 

10

01

16

01

Alfabetização

E.Fundmental I

330

16

225

03

68

18

105

13

32

82

--

--

--

--

1993

12

17

--

365

135

 

230

 

--

--

11

01

15

02

Alfabetização

E.Fundamental I

313

52

111

24

35

46

202

28

65

54

--

--

--

--

1994

 

 

21

25

--

430

127

 

149

 

 

 

14

06

01

13

11

01

 

Alfabetização

E.Fundamental I

E.Fundamental II

200

197

33

84

40

03

42

20

09

107

124

30

58

60

91

--

--

--

 

--

--

1995

25

08

12

05

44

10

21

13

--

Alfabetização

E.Fundamental I

E.Fundamental II

723

141

326

256

159

41

85

33

 

---

29

26

12

564

100

241

223

 

--

71

74

87

 

--

--

--

 

--

--

--

 

1996

36

67

--

1.188

361

 

827

 

--

--

1997

28

46

--

1.058

57

 

1.001

 

 

 

10

11

07

10

22

14

Alfabetização

E.Fundamental I

E.Fundamental II

163

448

447

16

15

26

09

03

05

147

433

421

91

97

97

__

__

__

--

--

--

1998

27

50

--

1.169

267

 

902

 

 

 

07

09

11

15

12

23

Alfabetização

E.Fundamental I

E.Fundamental II

249

127

793

18

22

227

07

17

28

231

105

566

93

83

72

__

__

__

__

__

__

1999

17

37

 

887

193

 

653

 

--

--

12

12

03

04

17

14

09

06

Alfabetização

E.Fundamental I

E.Fundamental II

Ensino Médio

64

388

192

243

42

95

39

17

 

22

293

153

1851

 

--

--

--

--

--

---

--

--

20002

35

96

 

2.654

184

 

687

 

03

 

29

08

12

29

16

51

E.Fundamental I

E.Fundamental II

Ensino Médio

1.236

430

988

135

19

30

 

464

35

188

 

 

 

2001

41

87

 

2.597

118

 

924

 

 

 

12

14

15

21

30

36

E.Fundamental I

E.Fundamental I

E.Médio

426

1020

1151

73

17

28

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quadro 7 – Empresas atendidas pelo Programa SESI-Educação do Trabalhador em 1998

 

 

ANO

EMPRESA

 

MODALIDADE DE ENSINO

1998

E.Fundamental I

E.Fundamental II

Ensino Médio

1.        Construtora Caldas

X

 

 

2.        Construtora Marquise

X

 

 

3.        Reata Engenharia

X

 

 

4.        Diagonal Frei Mansueto

X

 

 

5.        COBAP

X

X

 

6.        Rigesa

 

X

 

7.        Metalonita

 

X

 

8.        Gerdau

X

X

 

9.        Metal Gráfica Cearense – Mecesa

X

X

 

10.     Companhia de Eletricidade do Ceará - Coelce

X

X

 

11.     Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos

 

X

 

12.     Iracema Indústria de Caju

X

X

 

13.     Indústria Têxtil bezerra de Menezes – TBM

X

 

X

14.     Café Santa Clara

X

 

 

15.     Diagonal Beira Mar

X

 

 

16.     Diagonal Barbalha

X

 

 

17.     Construtora Mercúrius

X

 

 

18.     Happlan Parsival

X

 

 

19.     Habplan Washington

X

 

 

20.     Idibra P. Iracema

X

 

 

21.     Idibra Antônio Sales

X

 

 

22.     EIT

X

X

 

23.     M. Dias Branco S/a - Fábrica Fortaleza

X

 

 

24.     Companhia de Transportes Coletivos - CTC

 

 

X

TOTAL

24  EMPRESAS

27 TURMAS

23 TURMAS

07 TURMAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quadro 8 – Empresas atendidas pelo Programa SESI-Educação do Trabalhador em 1999

 

ANO

EMPRESA

 

MODALIDADE DE ENSINO

1999

 

 

E.Fundamental I

E.Fundamental II

Ensino Médio

1. Construtora Idibra

X

 

 

2. Construtora Santo Amaro

X

 

 

3. Construtora Colméia

X

 

 

4. Construtora Caldas

X

 

 

5. Construtora Metrofor

X

 

 

6. Construtora Integral

X

 

 

7. M. Dias Branco S/A – Fábrica Fortaleza

X

 

 

8. Santa Clara Indústria e Comércio de Alimentos

X

 

 

9. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos -ECT

 

 

X

10. Indústria Têxtil Bezerra de Menezes - TBM

 

X

X

11. Metalgráfica Cearense S/A – Mecesa

 

 

X

12. Planos Técnicos do Brasil Ltda

X

 

 

13. Construtora Marquise

X

 

 

14. Dispa Indústria de Rações Ltda

X

 

 

15. Empresa Industrial e Técnica - EIT

X

 

 

16. Iracema Indústria de Caju Ltda

 

X

 

17. Rigesa do Nordeste S/A

 

X

X

18. Construtora Farias Brito

X

 

 

19. Plavinorte – Plavil Tntas do Nordeste

X

 

 

20. CNGB – Consultoria e Treinamento (Friribe)

X

 

 

21. Granja Regina

X

X

 

22. Esmaltec

X

X

 

23. Fábrica Estrela

X

X

 

24. Gerdau S/A

X

X

 

25. Vicunha Nordeste S/A

 

X

X

26. Companhia Brasileira de Transporte Urbano – CBTU

 

X

 

27. Masterflex

X

 

 

28. Companhia Nacional de Energia Nuclear - CNEN

X

 

 

29. Sindicato dos Comerciários

X

 

X

30. Cobap

X

 

 

31. Construtora Nossa senhora de Fátima

X

 

 

32. Companhia de Transporte Coletivo – CTC

 

 

 

33. Companhia Energética do Ceará - COELCE

 

 

 

34. Reata Engenharia Ltda

X

 

 

35. Cotece S/A

X

 

 

36. Iracema Empreeendimentos e Turismo Ltda

X

 

 

37. Metalonita Indústria brasileira Ltda

X

 

 

38. Cerâmica Torres Ltda

X

 

 

39. Consórcio Construtor Queiroz Galvão e Camargo Correia

X

 

 

40. Sert Engenharia

X

 

 

TOTAL

40 EMPRESAS

31

 

09

06

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quadro 9 – Empresas atendidas pelo Programa SESI-Educação do Trabalhador em  2000

 

ANO

EMPRESA

 

MODALIDADE DE ENSINO

2000

E.Fundamental I

E.Fundamental II

Ensino Médio

1. Consórcio Construtor Metrofor

X

 

 

2. Construtora Integral

X

 

 

3. M. Dias Branco S/A - Fábrica Fortaleza

X

X

 

4. Empresa Industrial e Técnica – EIT

X

X

X

5. Café Santa Clara

X

X

 

6. Construtora Farias Brito

X

 

 

7. Construtora Marquise (LimpezaUrbana)

X

 

 

8. Cotece

 

X

 

9. Dispa Indústria de Rações S/A

X

 

 

10. Plavinorte – Tintas Plavil do Nordeste Ltda

X

 

 

11. Indústria Têxtil Bezerra de Menezes

X

X

X

12. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos

 

 

X

22. Tecnomecânica Esmaltec

 

X

X

23. Fábrica Estrela

 

X

 

24. Siderúrgica Cearense – Gerdau

 

X

 

23. Iracema Indústria de Caju

 

X

X

24. Metalgráfica Cearense S/A – Mecesa

 

X

X

25. Sindicato dos Comerciários

 

 

X

26. Durametal S/A

 

 

X

27. Sert Engenharia

X

X

 

28. Regina Agroindustrial – Granja Regina

X

 

 

29. Rigesa do Nordeste S/A

 

X

X

30. Vicunha do Nordeste S/A

 

 

X

31. Companhia Brasileira de Transporte Urbano - CBTU

 

 

X

32. Companhia de Água e Esgoto do Estado do  Ce- Cagece

 

 

X

33. Companhia Nacional de Energia - CNEN

 

 

X

34. Construtora Caldas

X

 

 

35. Construtora Colméia

X

 

 

36. Pelágio Oliveira S/A

X

 

 

37. Planos Técnicos do Brasil S/A

X

 

 

38. Master

X

 

 

39. IBACIP

X

 

 

40. Dissopel

X

 

 

41. Cerâmica Torres

X

 

 

42. Moageira Serra Grande

X

 

X

43. Sopremol

X

 

 

44. Hill – Administração e Participação Ltda

X

 

 

TOTAL

44  EMPRESAS

32 TURMAS

20 TURMAS

23 TURMAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quadro 10 – Empresas atendidas pelo Programa SESI-Educação do Trabalhador em 2001

 

ANO

EMPRESA

 

MODALIDADE DE ENSINO

2001

E.Fundamental I

E.Fundamental II

Ensino Médio

1. M. Dias Branco S/A – Comércio e Indústria – F.Fortaleza

X

X

X

2. Santa Clara Indústria e Comércio de Alimentos Ltda

X

X

 

3. Construtora Colméia

X

 

 

4. Cotece S/A

 

X

X

5. Indústria Têxtil Bezerra de Menezes – TBM

X

X

X

6. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos

 

 

X

7. Tecnomecânica Esmaltec

 

X

X

8. Pelágio Oliveira S/A

 

X

 

9. Siderúrgica Cearense – Gerdau

 

 

X

10. Metalgráfica Cearense S/A - Mecesa

X

 

X

11. Rigesa do Nordeste S/A

 

 

X

12. Sindicato dos Empregados no Comércio de Fortaleza e          Região Metropolitana

 

 

X

22. Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU

 

 

X

23. Empresa Industrial Técnica – EIT

 

 

X

24. Master S/A

 

X

 

23. Iracema Indústria de Caju Ltda

X

X

X

24. Companhia Nacional de Energia Nuclear

 

 

X

25. Construtora Marquise

X

 

 

26. Proinco

X

 

 

27. Sert Engenharia de Instalações

X

 

 

28. Vicunha do Nordeste S/A

 

X

X

29. Construtora Reata

X

 

 

30. Consórcio Metrofor

X

 

 

31. Construtora Farias Brito

X

 

 

32. Termisa Industrial S/A

X

 

 

33. Vulcabrás

 

X

 

34. Regina Agroindustrial S/A

 

X

 

35. Petropar

 

X

 

36. Santana Têxtil

 

X

 

37. Durametal S/A

 

 

X

38. Gerdau S/A

 

 

X

TOTAL

  38 EMPRESAS

21 TURMAS

31 TURMAS

38 TURMAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quadro 11 – Empresas atendidas pelo Programa SESI-Educação do Trabalhador em 2002

 

ANO

EMPRESA

 

MODALIDADE DE ENSINO

2002

E.Fundamental I

E.Fundamental II

Ensino Médio

1. M. Dias Branco S/A – Comércio e Indústria – F.Fortaleza

X

X

X

2. Construtora Colméia

X

 

 

3. Cotece S/A

 

X

X

4. Indústria Têxtil Bezerra de Menezes – TBM

 

X

X

5. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos

 

 

X

6. Siderúrgica Cearense – Gerdau

 

 

X

7. Metalgráfica Cearense S/A – Mecesa

X

X

X

8. Rigesa do Nordeste S/A

 

 

X

9. Sindicato dos Empregados do Comércio de Fortaleza e  Região Metropolitana

 

 

X

10. Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU

 

 

X

11. Iracema Indústria de Caju Ltda

X

X

X

12. Vicunha do Nordeste S/A

 

X

X

22. Consórcio Metrofor

X

 

 

23. Construtora Farias Brito

X

 

 

24. Vulcabrás

 

X

 

23. Regina Agroindústria S/A

 

X

 

24. Petropar

 

X

 

25. Santana Têxtil

 

X

 

26. Durametal

 

 

X

TOTAL

  26 EMPRESAS

12 TURMAS

22 TURMAS

39 TURMAS

 

 

 

 

 


    GRÁFICO 1 – ATENDIMENTOS DO PROGRAMA SESI-EDUCAÇÃO DO TRABALHADOR DE 1991 A 1998

 


   GRÁFICO 2 – ATENDIMENTOS DO PROGRAMA SESI-EDUCAÇÃO DO TRABALHADOR DE 1998 A 2002.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



PESQUISA COM OS ALUNOS (GRÁFICOS DO 3 AO 28)

        GRÁFICO 3 – SEXO DOS ALUNOS DO PROGRAMA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


        GRÁFICO 4 – FAIXA ETÁRIA DOS ALUNOS DO PROGRAMA

 

 

 

 

 

 


       

 

    

         GRÁFICO 5 – SERVIÇOS PRESTADOS PELO SESI

       

 

 

 

 

 

 

 

 

 


    GRÁFICO 6 – INFORMAÇÕES PRETADAS PELO SESI

 

 

 

 

 

 

 

 

      GRÁFICO 7 – DOMÍNIO DO CONTEÚDO PELOS PROFESSORES

 

 

 

 

 

 

 

 


     GRÁFICO 8 – METODOLOGIA APLICADA PELOS PROFESSORES

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 GRÁFICO 9 – RECURSOS DIDÁTICOS UTILIZADOS PELOS PROFESSORES

 

 

 

 

 

 

 

 

 GRÁFICO 10 – INFORMAÇÕES E EXPLICAÇÃO DADAS PELOS PROFESSORES NAS AULAS

 


       

 

 

 

 

 

 

 GRÁFICO 11 – RELACIONAMENTO PROFESSOR  X  ALUNO 

 

 

 

 

 

 

 

 


   

 

 

 

GRÁFICO 12 – CONTEÚDOS DO CURSO

 

 

 

 


           

 

 

 

 

      GRÁFICO 13 – CARGA HORÁRIA DO CURSO

   

 

 

 

 

 

 


   

 

    GRÁFICO 14 – QUALIDADE DO MATERIAL DIDÁTICO DAS DISCIPLINAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


   GRÁFICO 15 – APRENDIZAGEM ADQUIRIDA NO CURSO

  

 

 

 

 

 

 

     GRÁFICO 16 – ACOMPANHAMENTO PEDAGÓGICO DO CURSO

 

 

 

 

 

 

 

    GRÁFICO 17 – AUTONOMIA DA EQUIPE DE GESTÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 


        GRÁFICO 18 – RELACIONAMENTO COORDENADOR  X  ALUNO

 

 


         

 

 

 

 

  

 

 

 

  GRÁFICO 19 – ESTRUTURA FÍSICA DA SALA DE AULA (ESPAÇO)

 

 

 

 

 

 


 

 

 

       GRÁFICO 20 – ESTRUTURA FÍSICA DA SALA DE AULA (ILUMINAÇÃO)

 

 

               

 

 

 

 

 

 

         GRÁFICO 21 – ESTRUTURA FÍSICA  DA SALA DE AULA (MOBILIÁRIO)

 

 

 

 

 

 

 

 

 


          GRÁFICO 22 – RECURSOS AUDIOVISUAIS

 

 

 

 

     

 

 

 

 

 

 

        GRÁFICO 23 – GANHOS PESSOAIS PROPORCIONADOS PELO CURSO AOS ALUNOS

 

 

 

 

 

 

 


    GRÁFICO 24 – GANHOS PROFISSIONAIS PROMOVIDOS PELO CURSO AOS ALUNOS

 

 

 

 

 


      GRÁFICO 25 – ESPECIFICAÇÃO DOS GANHOS

 

 

 

 

 

 


  

 

  GRÁFICO 26 – DIFICULDADES SENTIDAS PELOS ALUNOS DURANTE O CURSO

 

 

 

 

 

 

    

       GRÁFICO 27 – ESPECIFICAÇÃO DAS DIFICULDADES

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


        

 

 

 

 

 

 

 

GRÁFICO 28 – SUGESTÕES PARA A DINAMICIDADE DO CURSO E CRESCIMENTO DO PROGRAMA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PESQUISA COM OS PROFESSORES (GRÁFICOS DO 29 AO 56)

 

 

 

 

 


 

 GRÁFICO 29 -  TEMPO DE  PERMANÊNCIA DO PROFESSOR NO PROGRAMA

 

 

 

 

 


   

 GRÁFICO 30 – FUNÇÃO QUE OS PROFESSORES DESEMPENHAM NO PROGRAMA

 

 

 

 

 

 


     GRÁFICO 31 – METODOLOGIA COM A QUAL OS PROFESSORES TRABALHAM

 

 

 

 

 

 GRÁFICO 32 – ESTRUTURA FÍSICA DAS SALAS DE AULA PARA O PROFESSOR

 

 

 


         

 

 

 

         GRÁFICO 33 – ACESSO AO LOCAL DE  TRABALHO

 

 

 

 

 

 


       GRÁFICO 34 – RECURSOS TECNOLÓGICOS

 

 

 

 

     

  GRÁFICO 35 – INFORMAÇÕES SOBRE A QUALIDADE DOS SERVIÇOS           

 

 

 

 

 

           GRÁFICO 36 – AGILIDADE DA GESTÃO NA SOLUÇÃO DE PROBLEMAS

        

 

 

 

 

 


        

 

 

 

 

GRÁFICO 37 – CLAREZA NAS INFORMAÇÕES

 

 

 

 

 

           GRÁFICO 38 – ORGANIZAÇÃO DA EQUIPE GESTORA

 

 

 

 

         

         GRÁFICO 39 – RELACIONAMENTO HUMANO-PROFISSIONAL PROFESSOR  X  ALUNO

 

 

 

 

 

 


          GRÁFICO 40 – RELACIONAMENTO PROFESSOR  X COORDENADOR/X  SUPERVISOR

 

 

 

 

         

 

 

 

 

 


GRÁFICO 41 – RELACIONAMENTO COORDENADOR  X  SUPERVISOR

 

 

 

 

 


         

 

 GRÁFICO 42 – REUNIÕES PEDAGÓGICAS

 

 

 

 

   

         

  GRÁFICO 43 – SUPORTE PEDAGÓGICO AO PROFESSOR

 

 

 

 

 

 


      GRÁFICO 44 – ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO

 

 

 

 

 


    

 

GRÁFICO 45 – AUTONOMIA DO NÚCLEO GESTOR

 

 

 

 

 


    

  GRÁFICO 46 – DESEMPENHO DA COORDENAÇÃO DO PROGRAMA

 

 

 

 

 


        GRÁFICO 47 – DESEMPENHO DA COORDENAÇÃO DE ÁREA/SUPERVISÃO

 

 

 

 

 

 


          GRÁFICO 48 – SERVIÇOS DE SECRETARIA

 

 

 

 

 

 

 

 


      

 GRÁFICO 49 – DESEMPENHO DA FUNÇÃO DOCENTE

 

 

 

 


 

    

    GRÁFICO 50 – APLICAÇÃO DA TEORIA À PRÁTICA PELOS PROFESSORES

 

 

 

 

 

      

GRÁFICO 51 – HABILITAÇÃO DO PROFESSOR  PARA A FUNÇÃO

 

 

 

 

 

 


      

    GRÁFICO 52 – RELACIONAMENTO INTERPESSOAL DOS PROFESSORES

 

 

 

 

 

 

 


          GRÁFICO 53 – INTERESSE DOS PROFESSORES PELO APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL

 

 

 

 

 

            GRÁFICO 54 – ESPÍRITO DE COLABORAÇÃO PARA O CRESCIMENTO DO PROGRAMA

 

 

 

 

 

            

          

    GRÁFICO 55 – EQUILÍBRIO  EMOCIONAL DA EQUIPE DOCENTE

 

 

 

 

 

 

 

 


   GRÁFICO 56 – COMPETÊNCIA TÉCNICO-PROFISSIONAL: SERIEDADE, RESPONSABILIDADE, PONTUALIDADE, ASSIDUIDADE

 

 

PESQUISA COM A  COORDENAÇÃO/SUPERVISÃO (GRÁF. 57 AO 74)

 

 

 

 

 

 

 


GRÁFICO 57 – FUNÇÃO DA EQUIPE GESTORA NO PROGRAMA

 

 

 

 

 

 


 

    GRÁFICO 58 – METODOLOGIA PELA QUAL SÃO RESPONSÁVEIS

 

 

 

 

 

 

 


    GRÁFICO 59 – LOCAL DE ATUAÇÃO DA EQUIPE GESTORA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


    GRÁFICO 60 – ACESSO AOS LOCAIS DE TRABALHO (SALAS DE AULA)

 

 

 

 

 


 

 

 

GRÁFICO 61 – APARATOS TECNOLÓGICOS

 

 

 

 

 


         .

 

 

 

   GRÁFICO 62 – INFORMAÇÕES PRESTADA PELO PROGRAMA AOS CLIENTES

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


  GRÁFICO 63 – AGILIDADE DA EQUIPE GESTORA NA SOLUÇÃO DOS PROBLEMAS

 

 

 

 

 

 


 

   GRÁFICO 64 - ORGANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS PELA EQUIPE GESTORA

 

 

 

 


 

      

 

    GRÁFICO 65 – RELACIONAMENTO PROFESSOR  X  ALUNO

 

 

 

 

   

    

 

 

 

 

 

  GRÁFICO 66 – RELACIONAMENTO PROFESSOR  X  COORDENAÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

    GRÁFICO 67 – COMUNICAÇÃO ENTRE COORDENADOR  X  SUPERVISOR

 

 

 

 

 

 


          

      GRÁFICO 68 – ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 GRÁFICO 69 – REUNIÕES PEDAGÓGICAS

 

 

 

 

 


    

GRÁFICO 70 – ACOMPANHAMENTO PEDAGÓGICO

 

 

 

 

 


     

 

      

GRÁFICO 71 – AUTONOMIA DO  NÚCLEO GESTOR

 

 

 

 

 

 

 

 


     

 

 

 

 

 

GRÁFICO 72 – DESEMPENHO DA COORDENAÇÃO DO PROGRAMA

 

 

 

 

 

 

       GRÁFICO 73 –DESEMPENHO DA COORDENAÇÃO DE ÁREA/SUPERVISÃO

 

 

 

 

 


    

 

 

 

   GRÁFICO 74 – SERVIÇOS DA SECRETARIA

 

 

 

 

PESQUISA COM AS EMPRESAS (GRÁFICOS 75 AO 82)

 

 

 

 

 

 

 

      GRÁFICO 75 – TEMPO DA PARCERIA COM O PROGRAMA

 

 

 

 

 

 

 


   GRÁFICO 76 – METODOLOGIA DO PROGRAMA: ENSINO PRESENCIAL, TC 2000 E SESIeduca

 

 

 

 

 

 

 

 

 


GRÁFICO 77 – INFORMAÇÕES DOS SERVIÇOS PRESTADOS PELO SESI

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


       

         GRÁFICO 78 – AGILIDADE DA COORDENAÇÃO NA SOLUÇÃO DE PROBLEMAS

 

 

 

 

 

 


  

    GRÁFICO 79 – DESEMPENHO DA COORDENAÇÃO DO PROGRAMA

 

 

 

 

 

 

 


      

        GRÁFICO 80 – DESEMPENHO DA COORDENAÇÃO DE ÁREA/SUPERVISÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


       GRÁFICO 81 – DESEMPENHO DA SECRETARIA DO PROGRAMA

 

 

 

 

 

 

 


         GRÁFICO 82 – DESEMPENHO DOS PROFESSORES

 

 

 

 

 

 

 


        GRÁFICO 83 – DESEMPENHO DOS ALUNOS

 

 

 

 



[1] UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

1 A CNI é um órgão de representação máxima da indústria, entidade profissional, composta de federações sindicalizadas de empregadores do grupo da indústria e que, apesar de ser representativa de interesses particularizados na sociedade, “ao se constituir corpo do Estado, receberá incumbências públicas, ditas paraestaduais, mediante o uso de recursos com fontes estabelecidas pelo poder fiscal do Estado, ditos parafiscais, mas nesses casos, administrada privadamente por uma entidade de representação de classe.” (SESI, 1998. Educação e Renda Familiar – A Experiência do Serviço Social da Indústria na Realidade Brasileira. Brasília, DF. In Avaliação do Programa SESI-Educação do Trabalhador, 1999, p. 19)

2UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

3 IBOPE - Instituto Brasileiro de Opinião Pública

4 A velha ordem oligárquica é marcada pelo modelo agrário-exportador, cujos trabalhadores concentravam-se em maior parte no campo.

5 Dentre as reformas educacionais da década de 1920, destacamos: a de Sampaio Dória em São Paulo (1920), a de Lourenço Filho, no Ceará (1923), a de Anísio Teixeira, na Bahia, (1925), a de Francisco Campos e Mário Casassanta, em Minas Gerais,(1927), e a de Fernando de Azevedo, no Distrito Federal, (1928).

6 SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, criado em 04 de janeiro de 1942; SENAC – Serviço Nacional do Comércio, criado em 10 de janeiro de 1946; SESI – Serviço Social da Indústria, criado em 07 de agosto de 1946.

7 Abrimos aqui um parênteses para sinalizarmos, dentre os principais parceiros do Programa, o Sistema SESI, as empresas públicas e privadas, governo federal, os governos estaduais e municipais, por meio de suas secretarias de educação e o Fundo de Amparo ao Trabalhador-FAT, cujas atribuições estão assim definidas: gerenciar o Programa, repassando recursos financeiros e prestando assessoria aos DRs, estabelecendo parcerias com organismos nacionais e internacionais (Sistema SESI); ceder espaços físicos, equipamentos e recursos humanos (empresas); estabelecer diretrizes curriculares e legais, alocando recursos financeiros via CODEFAT (Governo Federal); conferir poder de certificação pelos Conselhos Estaduais de Educação, além de ceder espaço físico e recursos humanos (Governos Estaduais); ceder espaços físicos, recursos humanos e alocação de recursos financeiros via Secretaria do Trabalho/SINE (Governos Municipais); oferecer parcerias necessárias para trocas de experiências (Instituições Não-Governamentais).

 

8  Xavier, funcionário da empresa Metalgráfica Cearense – Mecesa, foi alfabetizado pelo Programa.  Em 2000, concluiu o Ensino Médio na Empresa.

9  A interdisciplinaridade é a divisão do saber, frisado a interdependência, a interação e a comunicação existentes entre as disciplinas e buscando a integração do conhecimento num todo harmônico e significativo.

10 A multidisciplinaridade é o modelo fragmentado em que há justaposição de disciplinas diversas, sem relação aparente entre elas; os alunos recebem informações incompletas e tem uma visão fragmentada e deformada do mundo.

1 41 alunos do Ensino Médio só concluíram o Curso em 2000.

2 637 alunos do E.Fundamental I, 374 alunos do E.Fundamental II, 769 alunos do E.Médio somente concluíram o curso no ano seguinte.