UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

 

 FACULDADE DE EDUCAÇÃO

 

 

 

 

 

 

PROTAGONISMO JUVENIL: O ESTUDO DO PROGRAMA LARGADA 2000

 

 

 

 

MEIRE CELI FREITAS DE AGUIAR

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

JULHO - 2002

 

 

 

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

 

FACULDADE DE EDUCAÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PROTAGONISMO JUVENIL: O ESTUDO DO PROGRAMA LARGADA 2000

 

 

 

 

MEIRE CELI FREITAS DE AGUIAR

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

JULHO - 2002

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MONOGRAFIA APRESENTADA À FACULDADE DE EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA COMO REQUISITO PARCIAL PARA A OBTENÇÃO DO GRAU DE ESPECIALISTA EM FORMAÇÃO DE FORMADORES EM EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS, EM CUMPRIMENTO ÀS NORMAS DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO E DO REGIMENTO GERAL DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, SOB A ORIENTAÇÃO DA PROFESSORA DOUTORA  MARIA DE FÁTIMA GUERRA DE SOUSA.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esta Monografia foi orientada, lida e aprovada pela Comissão Examinadora da candidata e aceita como parte dos requisitos da Universidade de Brasília para a obtenção do grau de

 

ESPECIALISTA

Em
Formação de Formadores em Educação de Jovens e Adultos

 

 

Título da Monografia

Protagonismo  Juvenil:  O Estudo do Programa  Largada 2000

 

Meire Celi Freitas de Aguiar
Candidata

 

 

Comissão Examinadora:

 

 

Profa. Dra. Maria de Fátima Guerra de Sousa  (orientadora)

 

 

Prof. Dr. Bernardo Kipnis

 

JULHO – 2002
 

SUMÁRIO

 

 

Lista de Tabelas, Quadros e Gráficos .............................................................................   VIII 

Resumo  ..........................................................................................................................     X

Introdução ......................................................................................................................       1

 

1.O Problema  ........................................................................................................      4

 

      2.  Os Objetivos da Pesquisa .....................................................................................     5

 

3.A Metodologia .......................................................................................................   6

 

4.A Abrangência da Pesquisa ...................................................................................   8

 

5.Estrutura da Monografia ........................................................................................   9

 

Capítulo I –  O Jovem no Contexto Social Brasileiro .......................................................  11

Capítulo II – Das Intenções às Ações: Relato de uma Experiência ..................................       27

1.O Que é o Programa Largada 2000?  ........................................................  27

2.O Programa Largada 2000 no Ceará.........................................................   38

3.Atuação do Programa em Maranguape .....................................................   43

3.1.Os Projetos Desenvolvidos Pelos Jovens de Maranguape.............          45

3.1.1. Projeto Juventude 2000 ...............................................................     46

3.1.2. Projeto Agricultura no Colégio ....................................................      48

3.1.3. Projeto Largada em Senna ............................................................    48

3.1.4. Gincana da Solidariedade .............................................................    49

3.1.5. Projeto Quem Canta, Encanta .......................................................    51

3.1.6. Projeto Companheiros da Sabedoria .............................................    53

 

 

 

 

4.A Ressonância do Programa Para os Jovens de Maranguape ...................    54

4.1.Visão dos Jovens ...........................................................................       55

4.2.Visão dos  Educadores ..................................................................       67

4.3.Visão da Família ............................................................................       72

Conclusão ..........................................................................................................................  74

Bibliografia ........................................................................................................................   79

Apêndices  e  Anexos ........................................................................................................   82

Anexo 01 - Declaração Universal dos Direitos da Criança ...............................................      83

Anexo 02 - Quadro 01 - Protagonismo Político-Social dos Jovens ..................................      87

Anexo 03 - Proposta Pedagógica do  Programa Largada 2000 .........................................    88

Anexo 04 – Formulário de Projetos do Game do Largada ................................................     96

Anexo 05 – Ficha de acompanhamento dos Projetos – Game ..........................................     97

Anexo 06 – Ficha de Acompanhamento das Ações  da Escola ........................................      98

Anexos 07/08 – Folha da Vida .........................................................................................    99

Anexo 09 – Resultados do Mês ........................................................................................    100

Anexo 10 – Ações Educativas Vivenciadas   pelos   Jovens   do    Largada   2000      de

                    Maranguape no Segundo Semestre de 2001 ................................................     101

Apêndice 11 – Questionário Aplicado com os Jovens do largada 2000 ..........................       102

Apêndice 12 – Tabela 01: Faixa Etária dos Jovens do Programa ....................................       104

Apêndice 13 – Tabela 02: Forma de Atuação dos Jovens ...............................................      104

Apêndice 14 – Quadro 03: Ações  que   Produzem   Mudanças   Comportamentais     e

                        Atitudinais ...............................................................................................     104

  Apêndice 15 – Quadro 4: Consciência de Ser Ator da Sua Vida ..................................       105

Apêndice 16 – Quadro 5: Relacionamento Interpessoal ................................................         105

Apêndice 17 -  Quadro 6: Projeto de Vida/Planos para o Futuro ...................................        105

Apêndice 18 -  Quadro 7: Importância do Programa ......................................................       106

Apêndice 19 -  Quadro 8: Mudanças Atitudinais nos Jovens .........................................         106

Apêndice 20: -  Quadro 9: Atitudes dos Educadores ......................................................       106

Apêndice 21 - Quadro 10: Como Estão se Preparando para o Futuro ...........................        106

Apêndice 22 - Quadro 11: Percepção Sobre a Juventude ...............................................      107

Apêndice 23 -  Quadro 12: Exigências para Ingresso no Mercado de Trabalho ............         107

Apêndice 24 -  Quadro 13: Contribuições do Largada  ..................................................       107

Apêndice 25 – Quadro 14: Ações para ser Protagônico (Visão dos Professores) ...........       107

Apêndice 26 – Quadro 15: Ações para Motivar os Jovens ..............................................      108

Apêndice 27 – Quadro 16: Ações Provocadoras de Mudanças Positivas

                         (Visão dos Professores)............................................................................    108

Apêndice 28 – Quadro 17: Mudanças dos Jovens (Visão dos Pais) ................................       108

Apêndice 29 – Quadro 18: O Largada para o Jovem (Visão dos Pais)   ..........................      108 

Apêndice 30 – Questionário    Aplicado    com   os    Pais    dos   Jovens  Participantes

                         do Programa Largada 2000 .....................................................................    109

Apêndice 31 – Questionário Aplicado com os Educadores do Largada 2000 .................       110

Apêndice 32 – Roteiro de Entrevista Aplicado com a Bibliotecária ...............................         111

Anexo 33 – Poema: Maranguape.....................................................................................      112

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

LISTA DE TABELAS E QUADROS

 

 

 

Anexo 02 - Quadro 01 - Protagonismo Político-Social dos Jovens

Anexo 03 - Proposta Pedagógica do  Programa Largada 2000

Anexos 07/08 – Folha da Vida

Anexo 09 – Resultados do Mês

Anexo 10 – Ações Educativas Vivenciadas pelos Jovens do Largada 2000 de

                    Maranguape no Segundo Semestre de 2001

Apêndice 12 – Tabela 01: Faixa Etária dos Jovens do Programa

Apêndice 13 – Tabela 02: Forma de Atuação dos Jovens

Apêndice 14 – Quadro 03: Ações que Produzem Mudanças Comportamentais e             Atitudinais

Apêndice 15 – Quadro 4: Consciência de Ser Ator da Sua Vida

Apêndice 16 – Quadro 5: Relacionamento Interpessoal

Apêndice 17 -  Quadro 6: Projeto de Vida/Planos para o Futuro

Apêndice 18 -  Quadro 7: Importância do Programa

Apêndice 19 -  Quadro 8: Mudanças Atitudinais nos Jovens

Apêndice 20: -  Quadro 9: Atitudes dos Educadores

Apêndice 21 - Quadro 10: Como Estão se Preparando para o Futuro

Apêndice 22 - Quadro 11: Percepção Sobre a Juventude

Apêndice 23 -  Quadro 12: Exigências para Ingresso no Mercado de Trabalho

Apêndice 24 -  Quadro 13: Contribuições do Largada 

Apêndice 25 – Quadro 14: Ações para ser Protagônico (Visão dos Professores)

Apêndice 26 – Quadro 15: Ações para Motivar os Jovens

Apêndice 27 – Quadro 16: Ações Provocadoras de Mudanças Positivas (Visão dos Prof)

Apêndice 28 – Quadro 17: Mudanças dos Jovens (Visão dos Pais)

Apêndice 29 – Quadro 18: O Largada para o Jovem (Visão dos Pais)  


 

 

                                               RESUMO

 

 

 

 

Versando sobre o Largada 2000 na perspectiva da política do Protagonismo Juvenil, este trabalho foi construído. Direcionado para os jovens da 8a. série da  Escola de Educação Básica  Francisca Gomes Fernandes Vieira, Centro de Atividades do SESI em Maranguape, nossa pesquisa intentava identificar qual o impacto do Largada na vida dos jovens, verificando em que dimensão ele forma jovens protagônicos. A decisão pelo CAT desse município foi devido às maiores possibilidades de acesso pessoal, levando em consideração o número menor de alunos, em comparação ao dos demais CATs, assim também, a maior disponibilidade dos educadores. Portanto, os sujeitos desta pesquisa foram quantificados em um universo de 30 jovens, 15% do total, escolha feita mediante sorteio na turma, 30 pais e 10 educadores, entre professores e gestores administrativo-pedagógicos. Os meios utilizados partiram de entrevistas com os gestores técnicos, e aplicação de questionários com pais, alunos e professores. O processo de coleta desses dados iniciou-se no segundo semestre de 2001, havendo articulação, reunião pedagógica e/ou utilização de espaços em sala de aula, cedidos pelos professores. Também os pais responderam aos questionários em casa, até porque, os próprios jovens foram previamente orientados no sentido de aplica-los com a família. Relativo ao

alcance dos resultados, acreditamos ter conseguido, haja vista as referências dos jovens pesquisados, cuja atuação é bastante notória na Escola. A partir das respostas colhidas, espelho das concepções dos atores do Programa, também das análises dos Projetos desenvolvidos pelos alunos, temos possibilidades de validar o Largada no município como realmente um Programa promotor do Protagonismo Juvenil.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

 

No último censo, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2001, constatou-se que mais da metade da população cearense está na faixa etária de 10 a 24 anos, sendo que, em termos nacionais, a concentração demográfica corresponde à variação dos 15 aos 45 anos. Isso resulta ao Brasil a característica de população essencialmente jovem, pensamento pertinente com os dados de Schwartz (1995), citado por Costa (2000:101) quando, ao sinalizar que no ano 2001 o mundo contaria com dois bilhões de adolescentes, afirmava que mais da metade deles situar-se-ia na América Latina.

 

Constatação desse tipo é, evidentemente, preocupante diante da sociedade na qual vivemos. Além de coabitarem em um contexto de incertezas, os jovens não recebem os amparos legais aos quais têm direitos; nem orientação adequada para enfrentarem as dificuldades desses novos tempos, seja pela família, pela escola, tampouco pela sociedade, que tenta eximir-se de suas responsabilidades.

 

A juventude é, na verdade, vítima de tudo isso, pois, além dos conflitos psico-sociais, conseqüências das metamorfoses internas e externas pelas quais está passando, enfrenta as dificuldades de acesso ao mercado de trabalho, devido às deficiências na preparação intelectual, em que há a dissociação da teoria e da prática.

 

O Programa Largada 2000 representa um dos caminhos para a mudança dessa realidade, cuja pretensão não é solucionar o problema da juventude no Brasil, porém minimizar essas distâncias entre o jovem e o mercado de trabalho, mediante ações propiciadoras de oportunidades alicerçadas nos eixos: Protagonismo Juvenil, Educação para Valores e a Política da Trabalhabilidade.

 

A tônica dessa aliança firmada em 1999, entre o Instituto Ayrton Senna, o Serviço Social da Indústria e o Centro Oeste Celular, está visível no compromisso e na responsabilidade sociais, respaldados pelo educador Paulo Freire, ao afirmar que “ninguém pode estar no mundo, com o mundo e com os outros de forma neutra.”

 

Esse pensamento também nos impulsionou a estudarmos o Programa Largada 2000 no Ceará, na perspectiva do Protagonismo Juvenil, em que buscamos informações, advindas dos atores envolvidos, sobre a atuação e benefícios do Programa na vida dos jovens da cidade de Maranguape, construindo, pois, um perfil do Largada, a partir do estabelecimento de uma avaliação, termômetro indutor das informações para verificarmos até que ponto os jovens estão sendo preparados para conviverem com as exigências deste milênio.

 

Reconhecemos ser oportuno acrescentarmos neste texto algumas ponderações  introdutórias acerca do termo Protagonismo Juvenil, princípio deste trabalho, a fim de que haja uma compreensão mais clarificada das proposições desta pesquisa.

 

Em síntese, diante da vasta explicação sobre Protagonismo, podemos defini-lo como a oportunidade que se dá a uma pessoa para que participe da sociedade onde vive e convive, dentro de um princípio de liberdade previamente definido e respeitado. Apropriando-nos das contribuições da semântica, protagonismo significa ator principal, ser agente atuante na sociedade política e civil, sujeito de uma ação.

 

No caso do Largada, o Protagonismo Juvenil é relativo aos adolescentes em idade entre os 12 aos 18 anos, conforme descrição da legislação brasileira (Lei nº 8.069/90), fase de transição, de “travessia” que implica passar por uma caminhada “biográfica (estudo, trabalho, participação em grupos, entidades e movimentos de diversas naturezas) e por uma trajetória relacional (conjunto das relações interpessoais por ele estabelecidas ao longo da sua trajetória biográfica com o mundo adulto e com seus pares, outros adolescentes) (Costa, 2000:21)”.

 

 

 

1. O Problema

 

Configuramos nossa problematização a partir da hipótese de que a formação de jovens, com orientação voltada para o Protagonismo Juvenil, é um quesito favorável ao seu bom desempenho no mundo do trabalho, uma vez que poderá propiciar o desenvolvimento da cognição, o despertar de talentos, da criatividade, da sensibilidade, da reflexão, do equilíbrio e da auto-estima, havendo a possibilidade de auxiliar o jovem na formação de competências ligadas ao pensar inteligente, à  superação de desafios, ao aprender a aprender e ao aprender a pensar. Em vista disso, indagamos sobre: quais os impactos do Largada 2000 na juventude de Maranguape? Até que ponto os resultados do Programa demonstram indicadores referentes a que os jovens reconhecem e utilizam suas potencialidades? Até que ponto as ações implementadas pelos jovens traduzem  que realmente ele exerce de fato o protagonismo? Na atuação dos jovens estão presentes os usos das habilidades básicas, específicas e de gestão, relativas ao saber fazer e aos demais saberes (conhecimento), saber-ser (atitudes) e ao saber agir (práticas no trabalho)?

 

Tal problemática direcionou nosso olhar para a juventude da 8a. série, da Escola de Educação Básica Francisca Fernandes Vieira, localizada no Centro de Atividades do SESI em Maranguape, estabelecimento de ensino conveniado com o Município, e que conta com um universo de 200 alunos.

 

A motivação, a priori, para desenvolver o trabalho foi devido ao conhecimento prévio da história de vida dessa população-alvo anterior à implantação do Largada., assim também, pela forma atuante com que vêm participando do Programa. Além desses, outros aspectos também influenciaram a escolha, tais como: a maior disponibilidade dos educadores e alunos em relação à dos atores da capital. Isso, sem dúvida, ajudou muito para a efetivação dessa pesquisa. A dimensão do Centro de Atividades, uma vez que o número de alunos cadastrados no Programa corresponde a 200, enquanto nos outros Centros, em Fortaleza, são em média 600 alunos por Centro.

 

Acreditamos na relevância do estudo proposto, porque, mediante as informações que colhemos, podemos ter uma representatividade do Programa para a juventude maranguapense, ao mesmo tempo em que há possibilidade de validarmos o Largada como ação protagônica, favorecedor de condições de possibilidades e incentivo para o jovem descobrir suas potencialidades, fortalecendo-as através do desenvolvimento de competências alinhadas à capacidade de aprender códigos, agir com liderança e criatividade, ter domínio de si e saber trabalhar em equipe. Tudo isso interagindo em situações na medida em que as vivencia.

 

2. Os objetivos da Pesquisa

 

Considerando O estudo do Programa Largada 2000 no plano do Protagonismo Juvenil como objeto desta Pesquisa, constituímos como objetivos: a) fazer um estudo do Programa Largada 2000, incluindo seus princípios norteadores, à luz das ações protagônicas dos jovens, a fim de validá-lo ou não como ação eficiente e eficaz que induz, conseqüentemente à efetividade social da juventude maranguapense; b)levantar informações que demonstrem a concepção dos atores envolvidos: jovens, família, educadores, acerca do Programa, verificando quais os impactos do Programa na vida dos jovens, e até que ponto os jovens estão sendo preparados para conviver com as exigências deste milênio. c) em que grau os resultados do Programa demonstram indicadores referentes a que os jovens reconhecem e utilizam suas potencialidades? d) checar, do ponto de vista da análise da pesquisa e dos projetos, até que ponto as ações implementadas pelos jovens traduzem  que realmente exercem de fato o Protagonismo? e) verificar, se nas diversas formas de atuação dos jovens, estão presentes os usos das habilidades básicas, específicas e de gestão, relativas ao saber fazer e aos demais saberes (conhecimento), saber-ser (atitudes) e ao saber agir (práticas no trabalho).

 

 

3. A Metodologia

 

Para alcançarmos os objetivos aos quais nos propusemos, utilizamos dois tipos de instrumentais: o questionário e a entrevista; o primeiro, aplicado com os jovens, pais e professores e o segundo, com a bibliotecária e os demais educadores: coordenadora operacional, consultora do conhecimento, diretora e supervisora educacionais e gerente do CAT.

 

Consideramos, pelo teor e formato das questões, ainda que tenhamos, além da entrevista, utilizado o questionário como um dos mecanismos para coleta dos dados, que a natureza desta pesquisa é de caráter qualitativo, uma vez que foram mencionadas nas perguntas questões de fato, de atitudes e de comportamento. Muito embora, em determinado momento, a pesquisa tenha assumido uma dimensão quantitativa, quando, por exemplo, atribuímos percentuais para respostas do tipo: faixa etária, sexo, a predominância deste trabalho monográfico é o teor qualitativo, cujo paradigma revela-se mais interpretativo do que analítico, em que partimos do pressuposto de que a realidade está introjetada nos sujeitos e somente através do discurso poderá ser percebida. Por isso, não nos detivemos a medir variáveis, diante do material coletado, e sim, entendermos a realidade do Programa construída pelos jovens, educadores e pela família dos adolescentes.

 

Por conseguinte, apesar de o questionário e a entrevista estarem previamente estruturados, a pesquisa foi além desses mecanismos, uma vez que, por nossa aproximação com o Programa, foi possível observarmos o processo, o significado do Programa atribuído pelos atores envolvidos, a interação com o ambiente, a exigência com a descrição de situações e a possibilidade indutiva. Facilitou também nosso entendimento daquilo que as pessoas falam, entretanto “distanciamo-nos” a fim de não induzirmos a realidade na perspectiva de nossas emoções e convicções.

 

Além desses recursos materiais, também utilizamos como subsídios para esta pesquisa, os projetos desenvolvidos pelos alunos, as fichas de acompanhamento dos projetos, de avaliação das atividades em sala de aula e aquelas de registro de oportunidades educativas do diário pedagógico do educador, incluindo também os depoimentos.

 

No rol dos procedimentos, adotamos vários passos, dentre os quais citamos: a escolha do CAT, elaboração dos instrumentais de coleta de dados, a decisão pela amostragem proposital, sendo que,  para escolha dos jovens, adotamos o procedimento aleatório simples, por meio do sorteio, o contato direto com o universo pesquisado, com exceção dos pais, porque, após orientarmos os alunos sobre a pesquisa com os pais, enviamos os questionários pelos jovens, e aplicação da pesquisa Tudo isso foi permeado pelo levantamento de materiais para compor anexo e pela revisão da literatura.

 

 

4. Abrangência da Pesquisa

 

Para a execução desta pesquisa, realizamos, no segundo semestre de 2001, entrevistas e aplicamos os questionários com os atores envolvidos no Programa. Adotando a amostra proposital, nosso alcance foi o CAT de Maranguape, onde está implantado o Programa Largada 2000, cuja abrangência foi de 30 alunos da 8a. série,(15%), para um universo de 200 jovens inscritos no Programa; 30 pais, dez educadores, descritos por 5 professores, 1 diretora da Escola, 1 supervisora educacional, 1 bibliotecária, 1 coordenadora operacional e 1 consultora do conhecimento. Cabe explicar que para a escolha dos alunos, utilizamos a estratégia do sorteio.

 

 

 

5. Estrutura da Monografia

 

Este trabalho está delineado em dois capítulos, assim definidos, respectivamente: O Jovem no Contexto Social Brasileiro e, Das Intenções às Ações: Relato de uma Experiência.

 

O referencial teórico encontra-se no primeiro capítulo, onde apresentamos  uma análise de conjuntura, sócio-político-econômica, da juventude brasileira, baseando-nos em dados e nas referências de Costa, bibliografia principal, porém não única, para essa parte. Podemos acrescentar que se encontram nesse capítulo os fundamentos para  a realização da pesquisa.

 

O segundo capítulo, cujo título é: Das Intenções às Ações: Relato de uma Experiência, apresenta-se dividido em: 1) O Que é o Programa Largada 2000? 2) O Programa Largada 2000 no Ceará, o qual apresenta os subitens: 2.1. A Atuação do Programa em Maranguape; 2.2. Os Projetos Desenvolvidos Pelos Jovens de Maranguape; 2.3. A Ressonância do Programa Para os Jovens de Maranguape, subdividido em: 2.3.1. Visão dos Jovens; 2.3.2.  Visão dos Educadores; 2.3.3. Visão da Família.

 

Encontramos nessa parte uma apresentação panorâmica acerca do Largada 2000, desde a sua criação até a implementação no Brasil; abordamos também aspectos referentes às linhas norteadoras da Proposta             Político-Pedagógica para atender à juventude, sua atuação no Ceará, citando alguns resultados e, por fim, o funcionamento do Largada no Município de Maranguape. É nesse ponto onde apresentamos a análise dos dados com base nos resultados das informações coletadas; é aqui onde, propriamente, apresentamos os resultados da empiria, acoplados à interpretação destes, podendo visualizar os demonstrativos da parte qualitativa e quantitativa do trabalho.

 

Em seqüência, vem a conclusão, onde apresentamos comentários sobre as questões da pesquisa, com referência sobre os reflexos do Programa na concepção dos atores, à luz dos objetivos que intentávamos alcançar no limiar da pesquisa, deixando claro nossas percepções do Programa a partir dos resultados aos quais chegamos, propondo, nesta mesma parte, alguns encaminhamentos e sugestões para que o Programa seja fator de efetividade social junto à juventude não somente de Maranguape, mas do Brasil e até mesmo do Mundo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

CAPÍTULO I

 O JOVEM NO CONTEXTO SOCIAL BRASILEIRO

 

 

 

 

 

Para introduzirmos este capítulo, utilizamos dois poemas intitulados: “No Meio do Caminho”, de Carlos Drumond de Andrade, e “Florescer como Jardins”, de Mônica Grana. Isso porque esses textos retratam uma realidade social identificada no Brasil, País que, tendenciosamente, não desenvolve um programa baseado na eqüidade social, ficando as crianças, adolescentes e adultos da terceira idade à mercê da “sorte”, esperando pelas políticas sociais que nem sempre chegam.

 

Em termos de Brasil, não é exagero falarmos em juventudes, visto que se percebe claramente a constituição de duas categorias de jovens na sociedade brasileira, determinação segundo a referência econômica de cada classe.

 

Poderíamos ser questionados sobre o porquê de mencionarmos neste trabalho esses dois poemas, diante do tema exposto. Entretanto, a relação estabelecida nos textos e em seus contextos diz respeito exatamente à exclusão sócio-política de determinadas camadas da sociedade.

 

Nossa realidade, que vive sob as interferências da sociedade do conhecimento e da tecnologia, tem características individualistas, que vem sendo disseminadas no seio das classes sociais, reflexo das ações de exclusão e/ou inclusão, de conformidade com a realidade econômica de cada grupo social. No dizer de Costa (2000:83) “a pós-modernidade aponta para um tempo sem utopias, marcado pelo individualismo e pelo culto da eficiência e da eficácia, que valoriza o consenso e relativiza a ética, como critério de julgamento das ações.”

 

Reflitamos sobre o significado implícito e explícito que trazem estes poemas abaixo e, cada leitor, procure inferir sentidos à luz do tema que nos propomos expor.

 

 

No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra

no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento

na vida de minhas retinas fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

no meio do caminho tinha uma pedra.

 

                          ...

 

Precisamos cultivar jardins

onde se possa descansar,

com muitos caminhos

para andar.

Assim, podemos conseguir,

para quem quiser,

um lugar

para semear.

Onde comecem a lançar raiz profunda

as ilusões quebradas,

onde se valorizem as mãos vazias.

Onde comecem a brotar

e germinar

todas as flores do mundo,

que um dia o homem

esqueceu-se de plantar.

Precisamos cultivar jardins

onde reine a paz,

com muitos caminhos, muitos,

por onde possamos andar.

                     

 

Reportando-nos às idéias contidas nos poemas, podemos prefigurar respectivamente a “pedra” e as “flores” como as camadas sociais desprestigiadas, e no caso do nosso tema, relacioná-las à juventude brasileira oriunda da classe popular; o “caminho” e os “jardins” representam a sociedade, cuja preocupação está concentrada no cultivo de flores belas, coloridas, que transmitem paz, serenidade, e deixa de lado as “ervas daninhas” e os “arbustos” que só possuem espinhos.

 

Vimos freqüentemente, em nossa sociedade, a valorização apenas das pessoas que tiveram a “sorte” de florescer em jardins bem cultivados, mas, e as que não tiveram a mesma “sorte”? ou melhor dizendo, as mesmas oportunidades? Essas pessoas são deixadas de lado, marginalizadas, sem direito de encontrar um outro espaço onde possam mostrar que até mesmo uma “erva daninha” ou um “arbusto com espinhos” podem se tornar de grande valia, nem que seja  para a montagem de um adorno, ou como proteção, no caso dos espinhos.

 

Será que, deixando de lado as “ervas daninhas” e os “arbustos espinhosos”, não estamos correndo o perigo de nos machucarmos ou sermos prejudicados ou até mesmo destruídos?

 

Essa reflexão fez-nos inferirmos a uma notícia publicada na Folha de São Paulo, episódio que aconteceu com uma família de classe média, e que achamos ser oportuno relatarmos aqui a título de ilustração. Um casal estacionou o carro em uma determinada loja, no bairro de Pinheiros. Logo um adolescente veio pedir para “olhar” o automóvel. O dono concordou. Ao sair da loja, imediatamente o garoto veio em direção à família, com um pacote de biscoitos na mão. A senhora deu-lhe algumas moedinhas, dizendo que era para comprar uns bombons. Em seguida, para o espanto dela, ele pediu um beijo. Após o seu pedido ser atendido, o casal entrou no carro, saiu e parou no farol. Durante todo este tempo, o menino continuava mandando beijos. A família ficou feliz, mas o que fez para tirá-lo daquela situação?! para tirá-lo da rua?! do “jardim” não cultivado?! Será que tempos mais tarde, aquele garoto, já mais velho, sendo tratado como “erva daninha”, ao encontrar essa família, vai pedir beijos ou pedirá a carteira, o relógio, o carro, ou até mesmo a vida?

 

As desigualdades sociais são percebidas ao menor contato com a sociedade. Há diferenças entre as pessoas expressas no plano das coisas materiais, da religião, da personalidade, da inteligência, do físico, da raça, do sexo, da cultura, dentre outras.

 

A um olhar mais atento à sociedade em que vivemos, logo iremos perceber que alguns moram em favelas, e outros, em mansões. Há pessoas que morrem de fome, de desnutrição, enquanto outras se alimentam em excesso, há aquelas analfabetas que nunca tiveram acesso a escolas e as que possuem a melhor formação escolar. Nossa  sociedade gera formas de desigualdades específicas, resultados de como se organiza a partir de um conjunto de elementos econômicos, políticos e culturais.

 

Ser jovem hoje, e ter acesso ao mercado de trabalho, são desafios, sobretudo porque na era pós-industrial, e na cultura pós-moderna, a produção de bens e serviços sofre os impactos do mundo globalizado e, por conseqüência, as transformações nas maneiras de ver, viver e conviver que são rápidas e exigem competências e habilidades humano-profissional não propiciadas, em condições de igualdades,  à juventude,  nem pela sociedade, nem pela escola e nem tampouco pela família. Isso tem ocasionado, cada vez mais, o distanciamento e a exclusão social, resultando na falta de perspectiva, característica, segundo Costa (2000:82) da pós-modernidade, que se afirma

 

como a era do desencanto, do fim das utopias, um tempo marcado pelo ocaso dos grandes projetos, nascidos da idéia de progresso e de otimismo técnico e científico. O desencanto resulta basicamente do não-cumprimento das grandes promessas da modernidade. Um amanhã de paz, de bem-estar e dignidade continua  ainda  um ideal inatingido para grande parte da humanidade. Apesar dos imensos avanços científicos e tecnológicos, valores como liberdade, igualdade e fraternidade continuam ausentes de um mundo cada vez mais marcado pela manipulação das massas, pelo acirramento das desigualdades e pelo individualismo levado às últimas conseqüências.

 

 

 

Não é exagero dizermos que os nossos jovens, da classe popular, estão abandonados, sem os amparos legais. É bastante comum ouvirmos afirmações do tipo: as leis do nosso País precisam deixar de ser letras mortas e passarem a letras vivas. Esse pensamento tem sentido quando lemos, por exemplo, o Princípio VIII da Declaração Universal dos Direitos da Criança, documento que originou o Estatuto da Criança e do Adolescente, o qual assegura à criança “o direito de ser protegida contra o abandono e a exploração no trabalho”. Cabe aqui salientarmos que esse último documento, há doze anos instituído, foi construído para ser um instrumento a mais na projeção do projeto de nação, expresso na Constituição vigente, conforme podemos ler no seu Artigo 3º:

 

 

I.Construir uma sociedade livre, justa e solidária; II.Garantir o desenvolvimento nacional; III.Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV.Promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

 

 

Acerca da Declaração Universal dos Direitos da Criança, podemos ler a respeito no Anexo 01.

 

No Brasil, por diversas razões, desvinculou-se a cidadania da vida cotidiana. É ensinado aos jovens que devem ser cidadãos, mas na prática não efetivam esse ideal. É dito para eles que viver em sociedade significa a capacidade de dialogar, trocar argumentos e negociar; é cobrado deles o respeito aos diferentes pontos de vista, o respeito mútuo, mas não há igualdade de oportunidades, a eqüidade social está ainda distante de acontecer.

 

Ao invés da prática desses valores, a juventude convive com o conflito interno e externo, o desajuste familiar, a pobreza, a falta de perspectivas e de projeto de vida. O banditismo permeia o cenário social, aumenta o número de jovens usuários de drogas; a prostituição infanto-juvenil; a AIDS e muitas tantas mazelas sociais.

 

 É preciso reverter esse quadro, redimensionando o papel do jovem na sociedade. Isso, independente da posição que ocupa no meio social, mas de como é, ser humano que deve interessar-se por tudo o que diz respeito ao homem, à vida em sociedade. Principalmente face à fome e à violência que destrói milhões de vidas, não podemos, e não devemos, ficar indiferentes. Precisamos encontrar caminhos que propiciem a reestrutura da sociedade para que todos possam viver condignamente. É necessário dar à juventude o direito de ser protagônica, usando seu potencial para a construção de um mundo mais justo e solidário. Como ênfase a essa análise, nos apropriamos do pensamento de José Bernardo Toro, citado por Costa (2000: 1997) quando diz que

 

 

A Democracia é como o Amor: não se pode comprar, não se pode decretar, não se pode propor. A Democracia só se pode viver e construir. Por isso,ninguém pode nos dar a Democracia. A Democracia é uma decisão, que toma toda uma sociedade, de construir e viver uma ordem social onde os Direitos Humanos e a vida digna sejam possíveis para todos. A Democracia não é um partido político, não é uma ciência nem uma religião. A Democracia é uma forma de ver o mundo, é uma cosmovisão, que parte do suposto de que fazer possíveis e cotidianos os Direitos Humanos e uma vida digna para todos é o que justifica todas as atividades de uma sociedade (políticas, econômicas, culturais, financeiras, educativas e familiares). Em outras palavras, a Democracia é uma Ética. A Ética é a capacidade de criar e escolher uma forma de viver, que consiste em fazer possível a vida digna para todos. Por isso, a Democracia é uma forma de construir a liberdade e a autonomia de uma sociedade, acentuando como  seu fundamento a diversidade e a diferença.

 

 

 

A democracia está atrelada à cidadania que, por sua vez, implica participação nas questões sociais na busca de soluções para os problemas cotidianos. Na tentativa de reforçarmos a idéia de que a juventude brasileira ainda vive distante desses princípios, citamos um texto de Pivete, músico de rap, 21 anos, que, escrevendo para a Folha de São Paulo, expôs em poucas linhas o que pensa sobre a cidadania.

 

 

Quando ando pelo bairro, onde São Paulo acaba, penso o que cidadania poderia ser: alguma coisa que não existe, ou alguma coisa que passa bem longe daqui. E, se vejo a matança no fim de semana, pais totalmente bêbados, mães irresponsáveis, crianças sem futuro, o medo, o silêncio, a descrença. E, se vejo miséria, favela, ruas sem asfaltos, sem luz, falta de hospitais, falta de escola, falta de creches, falta de oportunidades, falta de consciência, falta de respeito. E, se procuro dignidade, igualdade, direitos, deveres, valorização do ser humano (palavras bonitas em uma redação para a escola, que nem sempre funciona). Com tudo isso que penso, vejo, procuro, quando ando pelo meu bairro, periferia, onde São Paulo acaba, penso que cidadania pode ser uma pergunta: quando?

 

 

 

Temos ciência de que no Brasil, a falta de políticas públicas de atenção aos jovens, os quais somam mais da metade da população, representa um agravante em termos de direitos, eqüidade e inclusão social.

 

A grande dificuldade, que o jovem encontra para ter acesso ao mercado produtivo, é a clara falta de oportunidades, pois, como se não bastasse esse aspecto, ele ainda conta com o baixo índice de escolaridade, o despreparo humano-profissional, uma vez que, a educação que recebe é precária, desprovida de um direcionamento para galgar espaços na sociedade.

 

O crescimento tecnológico, impulsionado pelos princípios da globalização, tem deixado muitos déficits em termos de indicadores sociais no Brasil.

 

 

Somadas às altas e crescentes taxas de desemprego e                sub-emprego juvenis, a ausência de resposta para as novas exigências de qualificação para a vida e para o trabalho, além de impedirem o desenvolvimento produtivo, favorecem, ainda, o crescimento pessoal dos mais jovens, comprometendo sua auto-estima, suas motivações para constituírem projetos de vida e suas possibilidades de participar do projeto político de seu país. (Proposta do Largada 2000,1999:6)

 

 

 

Conforme dados divulgados nesse mesmo documento, a quantidade de jovens atualmente com 20 anos será uma das maiores, estimando-se que mais da metade da população brasileira encontra-se na faixa de 15 a 45 anos. Considerando ainda ser essa etapa da vida a melhor para aprender a trabalhar, esse indicador demográfico terá impactos para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à juventude, garantindo a educação e trabalho como elementos propiciadores da cidadania. Infelizmente a realidade está configurada em outros nuances e, em concordância com a Proposta do Largada 2000 (1999:6)

 

 

não existe um momento suficientemente desenvolvido e articulado das políticas públicas, nas áreas de educação, saúde, trabalho, cultura, esporte e lazer, que promovam a participação competitiva dos jovens nos paradigmas do próximo milênio, nem tampouco que minimizem os efeitos causados pela exclusão juvenil.

 

 

 

O Boletim Informativo da Assembléia Legislativa do Ceará divulgou em 2001 dados que partiram de uma análise feita com base na estatística do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística desse mesmo ano. Segundo o Boletim, as taxas de desemprego geral no Brasil subiram de 3% em 1989, para mais de 8% em 1997 e 10% em 1999. Para a População economicamente ativa -PEA- na faixa etária de 15 a 24 anos, o percentual triplicou de 5% em 1989, para mais de 14%  em 1997, passando, em 1999, para 20%, com variação significativa entre diversas idades, tais como: 17,2% para os jovens de 20 a 24 anos e 27,8% para os de 15 a 19 anos.

 

No Ceará, ainda segundo esse mesmo documento, a população jovem que está ingressando no mercado de trabalho, na faixa etária de 10 a 24 anos, é correspondente a 2.273,216, acrescido de 215.618 desempregados.

 

Esses demonstrativos são o paradoxo cabal da situação brasileira, pois ao mesmo tempo em que o Brasil é considerado País pós-industrial, a décima economia industrial do mundo, possui os piores indicadores sociais.

 

Diante desse quadro, e considerando-se que a educação de qualidade é passaporte à inclusão social, a Nação tem o grande desafio: “melhorar o nível educacional de sua população, transformando essa prática no maior investimento que o País poderá fazer em favor de sua geração de adolescentes e do próprio desenvolvimento econômico-social.” (Proposta do Largada 2000, 1999:7)

 

A juventude precisa urgentemente passar a fazer parte da agenda nacional em termos de inclusão social, considerando-se, como o fez Tony Blair, Primeiro Ministro da Inglaterra quando no seu discurso de campanha, em 1997, que

 

 

o jovem é um ator privilegiado no processo de desenvolvimento, pois só ele é capaz de decifrar os novos códigos e conteúdos que estão emergindo no atual modelo de sociedade, que, temos a esperança, conseguirá minar o imobilismo e o conservadorismo que persiste em nossa sociedade, bem como, a pobreza e a violência que sonhamos erradicar.

 

 

Essa visão está atrelada à concepção de que é na adolescência que o jovem define sua identidade e constrói o seu projeto de vida. Daí a importância da

 

 

pedagogia social complementar às atividades desenvolvidas nos âmbitos da família e da escola, bem como, o acesso a oportunidades que lhes possibilitem canalizar construtivamente, por meio de atividades estruturantes, o seu relacionamento com seus pais e com seu tempo livre. A apropriação construtiva de tempo livre deve atuar de forma convergente e complementar com a educação básica e profissional, no sentido de viabilizar o adolescente como pessoa, como cidadão e como trabalhador. (Proposta do Largada 2000, 1999:10-1)

 

 

 

 

O jovem é um agente de mudanças; basta que seja dado a ele as ferramentas básicas para a constituição de sua estrutura humano-profissional. Essa autodeterminação explicita-se no pensamento da jovem Flávia Mesquita, participante do Prêmio “O Adolescente por uma Escola Melhor”- MG – “A gente pode não ter força para mudar o Brasil, mas podemos ajudar muito. Ser cidadão é participar da sociedade e contribuir com o processo de transformação do País”.

 

 

 

As idéias da pós-modernidade estão mudando as concepções do homem, do mundo, dos valores (...) As teorias sobre o fim da história são a expressão da grande crise dos paradigmas que, até bem pouco tempo, sustenta o debate econômico, político e social que marcou o século XX. (Costa, 2000:83)

 

 

Fazendo uma trajetória histórica pela evolução da sociedade brasileira, se detendo nas décadas de 60 a 90, a começar pelos anos 60 e 70, Costa (2000:83) caracterizou essa época pela efervescência política e idéias radicais por parte de uma parcela da juventude que se opunha ao sistema vigente, ocasionando o pegar em armas na acirrada oposição ao regime militar, a clandestinidade, o rompimento com a família, com a escola, com a sociedade, gerindo alternativas de contracultura tais como os modismos importados do Primeiro Mundo, como o movimento hippie.

 

Nas décadas de 80 e 90, épocas do advento da pós-modernidade, entra em cena a adolescência globalizada, expressa pelo jeito de vestir, por certas posturas físicas, atitudes e hábitos, o gosto por certos ritmos musicais e filmes. Interessante é que os jovens dessas décadas, filhos da juventude dos anos 60/70, mostram-se carentes de utopias e de espírito de coletividade, o oposto da geração de seus pais.

 

Apesar de reconhecerem que possuem talento e podem mudar a realidade em seu entorno, como observamos nessa afirmação de Ana Maria, do Grupo União, do Projeto de Desenvolvimento Pessoal e Social de Jovens, BA, “nós, adolescentes, temos toda a garra para lutar contra as injustiças que estão acontecendo no nosso País; não devemos cruzar os braços; não devemos nos comportar como múmias; devemos lutar para alcançar os nossos objetivos e transformar o mundo”, na concepção de Costa (2000:98),  os jovens brasileiros dessas últimas décadas somente tiveram participação marcante nas Diretas Já e no Impeachment do Collor. Salvo isso, aparecem nas páginas de noticiários de jornais e televisão em envolvimentos com tráfico de drogas, acidentes de trânsitos, gangues, criminalidade, ou qualquer outro aspecto dessa natureza.

 

Informações complementares a respeito da atuação político-social dos jovens nesses diferentes períodos encontram-se no Quadro 01, Anexo 02, onde Costa (2000, 90-1) apresenta, em forma de paralelos, parâmetros correspondentes às épocas, de 60 a 90, intitulados: Protagonismo Político-Social dos Jovens.

 

É importante compreendermos que em todos esses tempos existiram aqueles jovens, distanciados do cenário político-social e alheio a essas mudanças, seguindo os caminhos traçados pelo sistema vigente. Mas, se naqueles períodos havia uma rebeldia dos jovens em relação aos adultos, hoje existe a indiferença, o desapreço e desejo de não dialogar com os adultos. Na percepção de Costa (2000:88), as famílias apenas coabitam, o que não deixa de ser uma situação preocupante dada a sua gravidade, porém possível de ser superada a partir da criação de 

 

 

espaços para que os adolescentes possam conhecer, incorporar e vivenciar valores que nossa forma de educar não se tem mostrado capaz de lhes transmitir. Nessa tarefa, o protagonismo juvenil pode ser uma importante via para o reencontro de gerações, porque propicia aquela situação especial a que os adultos e adolescentes, em vez de olhar uns para os outros, poderão voltar-se para a mesma direção.

 

 

 

Nessa reflexão sobre o jovem no contexto social, não podemos esquecer que, dado a diversidade da sociedade, cujos aspectos já mencionamos neste texto, a juventude brasileira não pode ser tratada uniformemente, uma vez que é diferenciada, seja pelo grau de autonomia legal, pode votar aos 16 anos, mas a emancipação na forma da lei somente adquire aos 21 anos; seja pelas oportunidades de vida e por uma certa segurança quanto ao futuro. O jovem que dispõe de condições financeiras que garantem seu melhor preparo educacional e profissional e aquele que “enfrenta a decadência do ensino público ou abandona os estudos devido à maternidade precoce ou frente ao imperativo de lutar desde cedo pelo seu sustento e de enfrentar a vida nas ruas”. (Maria das Graças – As políticas públicas e a juventude dos anos 90 apud Costa, 2000:96).

 

Além desses fatores econômicos e educacionais, têm relevância as categorias de gênero, raça, região, determinantes de diferenças e oportunidades de vida.

 

 Diante desses aspectos, citamos Costa (2000: 101) o qual, baseando-se em dados de Schwartz, afirma

 

os impactos da globalização econômica, das radicais transformações tecnológicas e organizacionais do mundo do trabalho e o preço social das políticas de reestruturação produtiva geram circunstâncias novas e terríveis para esses jovens: aumento dos riscos de exclusão social e de obsolência profissional; máquinas inteligentes substituindo o uso da força e da inteligência humana no mundo do trabalho; desmaterialização do trabalho, fazendo da informação e do conhecimento requisitos fundamentais para a sobrevivência profissional, entre outros. É preciso, diante desse quadro, encontrar um conjunto de soluções de tipo novo e recursos humanos para aplicá-los.

 

 

        É exatamente contra a discriminação, gerada pela forte diferenciação econômica e social, existente no Brasil que, na visão de Costa  (2000:111-14), o Estado e a sociedade devem direcionar estratégias de atuação definidas nas políticas de desenvolvimento sociais (educação, cultura, lazer e profissionalização) para os jovens que, de forma privilegiada ou subalterna, estão incluídos no sistema; e políticas de controle social (segurança pública, justiça e programas de prevenção e repressão do delito juvenil) para os jovens econômica e socialmente excluídos. As políticas de desenvolvimento social não devem dirigir-se apenas à juventude social e economicamente incluída, mas a todos os jovens, sem exceção alguma, ou seja, o desafio de torná-las universais. Por outro lado, as políticas de controle social do delito juvenil não devem restringir-se somente aos grupos de jovens mais vulneráveis à delinqüência. O desafio aqui é transformar o ato infracional em categoria jurídica, submetendo ao mesmo tratamento qualquer jovem que infrinja a lei, independente de sua condição social.

 

Esses adolescentes, mais do que problemas, devem ser vistos como parte das soluções, pois representam uma forma construtiva de socialização e uma oportunidade real de desenvolver o seu potencial como pessoas, futuros profissionais e cidadãos. Foi nessa dimensão que o Programa Largada 2000 partiu da subjetividade à objetividade. E é sobre esse aspecto que trataremos no capítulo a seguir.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO II

DAS INTENÇÕES ÀS AÇÕES: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA

 

 

 

1. O Que é o Programa Largada 2000?

 

 

O Programa Largada 2000 é uma estratégia de política social da juventude inserida no âmago dos princípios da pedagogia social, eixo norteador que põe em prática o pensamento de seu idealizador, Ayrton Senna, para quem “as pessoas precisam ter oportunidades, pelo menos as oportunidades básicas. Oportunidades de educação, alimentação, cuidados de saúde”. 

 

Contribuir para que o Brasil, que ocupa a 69a. posição no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), mude essa preocupante realidade, é um grande desafio do século XXI, ao lado do indicador do fenômeno Onda Jovem, expressa pela existência de “ 33 milhões de pessoas entre 15 e 24 anos que nasceram em uma etapa do processo civilizatório e vão viver, trabalhar e criar suas famílias em outra etapa desse processo (...) ainda não pronta para encarar o desafio de viver num mundo globalizado, tecnológico e excludente”. (Nova Geração, 2000:11).

 

Nesse sentido, esses foram alguns motivos que culminaram com a criação do Programa Largada 2000 em 1999, através de uma aliança entre o Instituto Ayrton Senna (IAS)[1], o Serviço Social da Indústria (SESI)[2] e o Centro Oeste Celular (TOC)[3]. Esses parceiros uniram-se com a finalidade de favorecer à juventude brasileira, oriunda da classe popular, oportunidades básicas para que, adquiridas as ferramentas necessárias em termos de formação humano-profissional, construa uma sociedade segundo os princípios da justiça social. Isso porque esses parceiros partem do princípio de que é emergente a criação de políticas públicas sociais de oportunidade para que os adolescentes descubram seu potencial e o transforme em competências.

 

 Essa iniciativa reflete uma nova forma de olhar a juventude brasileira, dissociando-a de atitudes pouco nobres, como a rebeldia, a baderna, o vandalismo, e associando o jovem à pessoa que carece de oportunidades, precisa de vivências em termos da eqüidade social.

 

 

O IAS acredita que as ações sociais que empreende podem e devem ser pensadas e concretizadas a partir da união de forças e de propósitos convergentes. È por isso que o Largada 2000, cujas bases pedagógicas foram desenhadas pelo Professor Antonio Carlos Gomes da Costa, da Modus Faciendi, é fruto da aliança Instituto Ayrton Senna e SESI, contando com a TCO como aliado regional. Essas duas organizações têm dividido conosco a responsabilidade e, sobretudo, o sucesso que o Programa vem alcançando junto aos jovens. Dividem, também, o desafio de ajudar a viabilizar o desenvolvimento humano das novas gerações, num país marcado pelo cenário da desigualdade social. (Viviane Senna, Presidente do Instituto Ayrton Senna)

 

 

Dessa feita,  em  consonância  com a Proposta do Largada 2000 (1999:12-3), constitui-se em objetivo geral do Programa

 

Contribuir para o processo de construção de uma política pública de juventude no Brasil, atuando em duas grandes frentes convergentes, complementares e interdependentes: 1 – atendimento de adolescentes de 14 a 19 anos, com base na educação para valores, no protagonismo juvenil e na trabalhabilidade; 2 – geração de um referencial teórico-prático de pedagogia social no campo do desenvolvimento pessoal do adolescente, dirigido aos profissionais que atuam junto ao segmento juvenil. Projeto 1 – Produção e Disseminação de uma Pedagogia Social no campo de Desenvolvimento Pessoal e Social do Adolescente. Projeto 2 – Redimensionamento das Atividades de Atenção Direta ao Adolescente.

 

 

 

Esse objetivo advêm dos princípios que regem o Programa, baseados nos três eixos de referências já expressos na citação anterior, número 1, por considerar-se que o adolescente é um ser em potencial,

 

 

fonte de iniciativa (ação), liberdade (opção) e compromisso (responsabilidade); Educação para a vida desenvolvida por meio dos três grandes eixos: educação para valores, protagonismo juvenil e promoção da trabalhabilidade; Incentivo a iniciativa e à criatividade, por parte dos educandos e educadores;  Desenvolvimento das noções de cidadania, solidariedade social, consciência ambiental e direitos humanos, como cosmovisões”. (Proposta do Largada 2000, 1999:12).

 

 

Desses princípios norteadores, o Largada 2000, com base no relatório de  Delors (1996) adotou os quatro pilares da educação: “aprender a ser, aprender a conviver, aprender a fazer e aprender a conhecer.” (Proposta do Largada 2000, 1999:12), assim como, os Códigos da Modernidade de Toro, tradução e adaptação de Costa (2000:49).

 

Para maior compreensão, e fundamentação das vertentes, que regem os princípios adotados pelo Largada 2000, apresentamos em síntese  esses códigos e pilares da educação.

 

Segundo Toro, para lidar com os desafios desse novo cenário, o ser humano em geral, mas em particular, os adolescentes e jovens, devem estar munidos dos perfis descritos pelos códigos da modernidade definidos por: domínio da leitura e da escrita, para que se possa trabalhar na sociedade urbanizada e tecnológica; habilidades para desenvolver cálculos e resolver problemas; capacidade de análise, síntese e interpretação de situações diversificadas, pois é fundamental que a pessoa possua habilidade para expressar-se, descrevendo, analisando e comparando situações; capacidade de o jovem apreender e interagir no meio em que vive, atuando como cidadão; criticidade naquilo que vê e ouve, não se deixando manipular; capacidade para localizar dados,pessoas, acessar e usar melhor as informações de redes eletrônicas; possuir manejos para planejar, trabalhar e decidir em equipe.

 

Complementando esse pensamento, Delors (1996) concebe que os pilares da educação para o século XXI, definidos pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), estão centrados nas seguintes competências: aprender a ser, firmado na competência pessoal, descrito nos valores: identidade, auto-estima, autoconceito, autodeterminação, sentido de vida e projeto de vida. O aprender a conviver, competência social, requer a consideração pelo outro, a solidariedade, a ética, a cooperação ativa e a participação. O aprender a fazer, competência produtiva, tem bases nos aspectos da polivalência, da flexibilidade e da trabalhabilidade. O aprender a conhecer, competência cognitiva, está voltado ao aprender a aprender, ensinar a ensinar e conhecer a conhecer.

 

Como estratégias de desenvolvimento do Programa Largada 2000, está em palco o desenvolvimento de várias ações voltadas, em suma, para a política de ampliação das parcerias, pedagogia de projetos, capacitação dos educadores envolvidos, acompanhamento e assessoria técnico-pedagógica e avaliação de resultados.

 

Em face de todos os aspectos relatados anteriormente, percebemos nas bases fundantes do Programa Largada 2000, os conceitos e concepções contidas no Paradigma do Desenvolvimento Humano, apresentado em doze pontos pelo professor e consultor do Programa Antonio Carlos Gomes da Costa, divulgados na Revista Nova Geração (2000:12).

 

 

1.A vida é o mais básico e universal dos valores. Respeitá-la acima de tudo é o caminho para a justiça, a solidariedade e a paz. 2. Nenhuma vida humana vale mais do que a outra. Todo ser humano tem direito ao acesso a certas condições básicas de bem-estar e de dignidade. 3. Toda pessoa nasce com um potencial e tem o direito de desenvolvê-lo. Toda condição impeditiva de que isto ocorra é, em si mesma, uma violência. 4. Para desenvolver o seu potencial, as pessoas precisam de oportunidades. As oportunidades educativas são aquelas que verdadeiramente desenvolvem o potencial humano. As demais criam condições para isto. 5. O que uma pessoa se torna ao longo da vida depende de duas coisas: das oportunidades que teve e das escolhas que fez. Nada adianta ter oportunidades e não saber fazer escolhas. Como, tampouco, adianta, saber fazer escolhas e não ter oportunidades. 6. Além de ter oportunidades, as pessoas precisam ser preparadas para fazer escolhas. As escolhas são feitas com base nas crenças, valores, postos de vista e interesses das pessoas.7. Cada geração deve legar para as gerações vindouras um ambiente igual ou melhor do que aquele recebido das gerações anteriores. Fazer isto é respeitar o direito à vida daqueles que ainda não nasceram. 8. As pessoas, as organizações, as comunidades e as sociedades devem ser dotadas de poder para participar nas decisões que as afetam. Só o poder participativo dos cidadãos poderá mudar os demais poderes: executivo, legislativo e judiciário. 9. A promoção e a defesa dos direitos humanos são os caminhos para a construção de uma vida digna para todos. A Declaração Universal dos Direitos Humanos é um projeto de humanidade a ser construído por todos e cada um dos povos ao longo da história. 10. O exercício consciente da cidadania é a melhor forma de fazer os direitos humanos transitarem da intenção à realidade. Cidadania é entendida como direito de ter direitos e dever de ter deveres. 11. A política de desenvolvimento deve basear-se em quatro pilares: liberdades democráticas, transformação produtiva, eqüidade social e sustentabilidade ambiental. Sem isso, como disse Tancredo Neves, “toda prosperidade será falsa.” 12. A ética necessária para pôr em prática o Paradigma do Desenvolvimento Humano é a ética da co-responsabilidade. Com responsabilidade entre as políticas públicas (primeiro setor), mundo empresarial (segundo setor) e organizações sociais sem fins lucrativos (terceiro setor).

 

 

 

O Largada  2000 compreende que é preciso propiciar oportunidades aos jovens para que eles participem da solução dos problemas sociais como agentes, sujeitos, cidadãos e profissionais, haja vista o imenso potencial que possuem para atuarem na mudança social, pois assim acreditam os idealizadores e atores do Programa, que a juventude poderá transformar a si mesma e a sua realidade, partindo daquele princípio contido no Paradigma do Desenvolvimento Humano, citação anterior, número 5, o qual diz, em outras palavras que a pessoa é a somatória de suas experiências ao longo da vida, estando o sucesso ou insucesso diretamente relacionado às oportunidades que teve e às escolhas que fez.

 

Nessa dimensão, o Programa insere suas ações educativas nas próprias aulas, nas atividades esportivo-culturais, de lazer, tendo como apoio preponderante à pedagogia da presença, suporte importante que conduz a um novo olhar da situação com a qual os educadores e educandos convergem, direcionando o agir para relações mais humano-profissionais. Na verdade, o Programa atua na perspectiva de minimização dos conflitos nas relações educativas e, por conseguinte, deve ser compreendido pelos atores envolvidos para que apresente uma resposta satisfatória diante das mudanças que se almeja.

 

Desse modo, na Proposta Pedagógica do Largada 2000 (1999:12) estão expressos seus princípios norteadores, partindo da precondição de

 

 

adolescente como solução e não como problema, sendo portanto fonte de iniciativa (ação), liberdade (opção) e compromisso (responsabilidade) estão fundamentados na educação para a vida desenvolvida nos eixos da educação para valores, protagonismo juvenil e promoção da trabalhabilidade, apresenta a possibilidade de incentivo à criatividade dos educandos e educadores, desenvolvimento das noções de cidadania, solidariedade social, consciência ambiental e direitos humanos, como cosmovisões. 

 

 

 

O Programa, inicialmente, foi implantado nos Departamentos Regionais do SESI nos Estados da Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rondônia e Santa Catarina, atendendo a 52.107 mil jovens, através do novo olhar e do trabalho de 853 educadores, previamente e continuamente capacitados para o desenvolvimento do trabalho. Vale referendar que temos uma superação das expectativas em 2.107 em termos de metas/atendimentos, uma vez que a abrangência estimada na implantação do Programa foi de 50.000 mil jovens. Outra questão a salientar é em relação ao número de projetos que os jovens envolvidos conseguiram pôr em prática. Somente em 2000 foram 228 projetos inscritos no Game do Largada, expressão concreta da capacidade empreendedora desse público jovem.

 

Para melhor compreensão, abrimos um parêntese oportuno para explicarmos que o Game do Largada é uma espécie de jogo constituído de várias provas. Ele é realizado mediante o desenvolvimento de projetos elaborados a partir de uma idéia surgida no seio dos adolescentes envolvidos no Programa, para melhorarem concretamente a escola, o bairro, a comunidade, a cidade. Para a Coordenadora do Programa no IAS, Simone André,

 

 

O Game é a nossa estratégia em âmbito nacional. Os jovens reúnem-se em equipes de dez ou mais participantes e inscrevem um projeto para desenvolver no Largada 2000. Cada vez que a equipe alcança maior autonomia, solidariedade e competência, ela atinge maiores pontuações no Game. As regras estão contidas em um manual e as avaliações dos avanços são feitas pelos próprios jovens, pelos educadores e coordenadores regionais. A proposta do Largada 2000, viabilizada pelo Game, é que os jovens aprendam a se transformar à medida que transformam o mundo ao redor.

 

 

 

As temáticas do Game são as mais variadas, envolvendo ações nascidas a partir das percepções dos jovens que sonham com um País de cidadãos conscientes, comprometidos consigo e com o outro, inseridos na vida da comunidade e que descobriu e acredita na sua capacidade de contribuir para a transformação da realidade.

 

Esses projetos, cujos modelos de formulário e fichas de acompanhamento e avaliação,  encontram-se nos Anexos 04 e 05, são a prova de que o jovem agindo coletivamente tem o poder de implementar mudanças. Vejamos alguns temas de projetos citados na Nova Geração (2000:20-33) nas áreas: Participação Democrática e Cidadania, Lazer e Esporte, Educação, Meio Ambiente, Arte e Comunicação e Saúde.

 

 

Eleições-Ce, Deixando Marcas-SC, Show de Calouros-RO, Aprender-RO, Luz na Lua_MG, Campanha da Fraternidade-SC, Oficina de Apoio aos Pais na Escola_MS, Colônia de Férias_RO, Sala de Jogos-BA, Feira do Livro, Comida, Diversão e Arte-MG, Estenda a Tua Mão-BA, Protagonismo Esportivo-RO, Quem Canta Encanta-CE, I Festival de Jovens Talentos do SESI-CE, Passos para o Futuro-BA, Meu Ídolo – O Poeta, Lembranças de um Poeta, e Eu, Poeta-MS, Gazeta Estudantil-MS, Estúdio Escolar_MG, Rádio Recreio-MG, Dançar e Viver_BA, Água Viva-RO, Afetividade e Sexualidade: um Projeto de Amor-MG, Meio Ambiente, Preservação do Lixo-BA,MS,RO, Núcleo de Mobilização-BA, Reciclagem: limpando e Reciclando-RO, Reconstrução dos Banheiros-RO, Jovens Solidários-CE, Informatização Escolar-O, Amigos do Conhecimento-RO, Resgate de Brincadeiras Infantis-SC.

 

 

 

 

Na trajetória do Programa Largada 2000, os resultados já são visíveis na vida dos adolescentes que dele participam. Tem havido melhorias no estudo, no relacionamento familiar e no meio social. A preocupação e compromisso dos jovens com a preservação do meio ambiente têm sido mais intensos. Tem ocorrido também uma maior participação democrática e oportunidades de lazer, melhoria da qualidade de saúde, dentre outros aspectos. Esses indicadores de eficiência, eficácia e efetividade social estão inscritos nos depoimentos dos atores envolvidos (adolescentes) que, vivendo e convivendo no Brasil que têm sonham e descrevem o Brasil que querem, e que vêem no Largada 2000 a perspectiva de se incluírem no mundo, participando ativamente de sua realidade e da construção de sua história e da história de seu País.

 

 

O Largada ampliou meus horizontes, trouxe motivação, responsabilidade, me ajudou a ter um encontro comigo mesma. Eu tirei o que tinha de melhor dentro de mim e estou me sentindo muito bem, sendo útil para a escola e à comunidade, fazendo tudo com amor e dedicação, não apenas para chamar a atenção. Tá certo que as pessoas irão olhar você com outros olhos, mas podemos chamar isso de “conseqüência natural” de nossos atos. Plantando boas sementes agora, com certeza iremos colher bons frutos no futuro. (Priscila, 17 anos)

 

 

O Largada 2000 são degraus na escala da vida, extremamente necessários para a construção de meu futuro. Criei muitas e novas amizades, conheci novos educadores, novas escolas, novas pessoas e novas experiências. Um forte abraço de um jovem que quer melhorar a qualidade do Brasil e até do mundo. (Jean, 14 anos).

 

 

Esperamos continuar sempre ativos, tentando ajudar os menos favorecidos dentro e fora de nossa comunidade. Tentando repassar o que a gente aprendeu para outros, pois o jovem de hoje é o futuro, o amanhã. (Natália, 14 anos)

 

 

Nós atuamos pra realizar um sonho: ver as pessoas bem recebidas no mercado de trabalho. Esse é o nosso maior desejo. (Eilton, 16 anos)

 

 

Praticando sempre, tendo muito interesse e persistência, com certeza teremos muito sucesso e um futuro bem melhor do que os jovens que não têm a oportunidade de participar de um projeto como este. (Ciro, 14 anos)

 

 

 

 

 

 

 

Esses depoimentos são a confirmação de que, O Programa Largada 2000, em termos nacionais, vem sendo desenvolvido a contento e de conformidade com as necessidades da juventude brasileira, uma vez que tem propiciado a ampliação de sua cosmovisão, além de fomentar também a crença em um futuro melhor, com base na solidadariedade e justiça social, a partir da consciência que adquire em relação ao grande desafio, denominado mercado de trabalho, que irá enfrentar, mas que através do Programa passa a perceber que é capaz de superar pois como cidadão do futuro, bastará apenas que seja dada a  oportunidade de que precisa.

 

 

 

 

 

 

2. O Programa Largada 2000 no Ceará

 

 

No Ceará, o Largada 2000 entrou na dinâmica das escolas, dos Centros de Atividades do SESI  e no Setor de Lazer, desafiando todos os pressupostos com a afirmação: “O jovem não é o problema, é a solução”. Portanto o ambiente escolar, desde o início de seu desenvolvimento, foi percebido como carente de uma ampla capacitação teórico-metodológica que envolvesse gestores, educadores,  educandos, funcionários e educadores familiares.

 

Foram escolhidos as metodologias e os textos adequados a cada um desses segmentos da comunidade educativa, para promover uma unidade de crenças e competências pedagógicas, de modo a provocar uma compreensão abrangente das revoluções tecnológicas, sociais e informacionais e do significado pedagógico dos eixos estruturantes do Largada 2000 e provocar a demanda de um posicionamento inovador e coerente com o momento histórico.

 

As capacitações vêm sendo realizadas segundo essa ótica e devidamente  reforçada por uma proposta pedagógica, discutida com os educadores no início de cada ano letivo, pela disponibilização de jogos de aprendizagem e material bibliográfico postos em um espaço reservado para o Largada em cada Centro de Atividade, contando com a presença de um coordenador-facilitador à disposição dos educadores e dos educandos, que apóia e serve de elo entre a coordenadora operacional e a consultora do conhecimento .

 

Ainda como forma de alimentar o processo, a coordenação operacional fornece material, propaganda educativa, para ambientação permanente nos CAT’s. No decorrer desses anos de funcionamento do Programa, foram produzidos aproximadamente 600 cartazes, 60.000 mensagens poéticas e educativas, 300 textos informativos, 200 mensagens para os pais e 20 textos para divulgação na imprensa local e na Internet, através do  Cliping  semanal da FIEC.

 

Outras ações complementares, para fortalecimento do Programa Largada 2000, vêm sendo realizadas, cujos procedimentos são: cumprimento do cronograma de visitas semanais aos CAT’s, para apoiar e acompanhar o processo de desenvolvimento do Programa; acompanhamento dos registros, das ações pedagógicas iniciais do Largada no Diário Pedagógico; realização de parcerias com a Biblioteca Circulante (revisteca) UFC, Federação Cearense de Xadrez (clube de xadrez), Academia de Dança Hugo Bianco (projeto de dança), Prefeitura Municipal de Maranguape, Prefeitura Municipal de Maracanaú; elaboração de um Plano para Capacitação de Lideranças Juvenis por CAT’s ; criação de um Conselho de Jovens por CAT’s ; aproveitamento das horas ociosas do laboratório de informática do SESINHO, para implantação do Clube de Informática no CAT Barra; elaboração de material “Atribuição do Passaporte” e apresentação do passaporte para os jovens; elaboração e distribuição de “histórias em quadrinhos”, para promover a valorização do passaporte entre os jovens e para divulgar o Largada 2000; capacitação para o uso do Caderno de Campo e acompanhamento; criação e implementação do Correio Juvenil, para promover o intercâmbio de idéias sobre o Largada entre os jovens; criação de uma proposta de trabalho para a equipe do lazer; mobilização dos jovens e preparação para trabalharem com o primeiro Game; avaliação, acompanhamento e divulgação dos resultados do Game; preparação e entrega dos passaportes, selos, brindes; avaliação do Programa junto aos pais, aos educadores, aos gerentes de CAT’s e diretores de escolas;  elaboração de relatórios para o SESI-DN, IAS e Modus Faciendi; produção de um vídeo relatório em 2000; participação em feiras da juventude; apresentações das produções dos jovens em locais públicos, empresas, escolas e comunidades.

 

Essas ações são frutos de processo de acompanhamento pedagógico propiciador de um olhar sistêmico dos atores para o desenvolvimento do Programa que, a partir das capacitações, assumem um processo criativo, de acordo com as características de cada comunidade educativa, do ambiente e das áreas de aplicação nas escolas e no lazer, culminando, assim, com as múltiplas dimensões que o Largada possui. Acerca dos instrumentais de acompanhamento e avaliação das atividades, encontramos os modelos nos Anexos 06, 07, 08, 09.

 

Um antecedente das capacitações, com os jovens, é o teste de sondagem,  denominado, “Papo Legal”. Espécie de questionário que procura levantar dados relativos à clientela, saber como os jovens se sentem no amor, na escola, na família, quais os seus sonhos, quais os valores mais importantes nas suas vidas, quais suas habilidades, que tipo de leitura fazem, qual o grau de envolvimento com as responsabilidades familiares e comunitárias, o que pensam da escola, dentre outras perguntas.

 

Os resultados desse instrumental ficam à disposição do educador como norte para a busca da harmonia e pertinência em termos de eficácia e eficiência do processo educativo.

 

Neste ano, o plano de capacitação está sendo estruturado, devido à existência de educadores recém-admitidos, a necessidade de dar continuidade ao fortalecimento dos conteúdos teórico-metodológicos e a inscrição de novas turmas de jovens nas escolas e no lazer.

 

A capacitação para educadores novatos no Programa inclui a apresentação do Largada, englobando a exposição dos resultados alcançados, dos conteúdos técnico-pedagógicos, do processo de formação do jovem autônomo, solidário e competente, enfocando os níveis de participação do educando, os pilares básicos da obra educativa do Programa Largada 2000, a mudança de atitude do educador, a importância da ambientação pedagógica, das práticas e vivências e da pedagogia da presença. Acredita-se que o conhecimento adquirido nas capacitações favorece aos educadores elementos para o desenvolvimento de oportunidades educativas para os jovens.

 

O Programa, na sua dinamicidade, constantemente oferece aos jovens situações desafiadoras e momentos de vivências provocadoras da incorporação dos princípios básicos do Largada. Exemplo disso foi a instituição do GAME,  o jogo da solidariedade, onde todos ganham. Não há perdedores. A respeito dele, já mencionamos informações no primeiro capítulo.

 

No Ceará temos atualmente  41 projetos elaborados pelos jovens das Escolas do SESI localizadas em Fortaleza, Maracanaú, Maranguape, Crato e Juazeiro do Norte. São eles: Coral: Expressão, Vida e Arte, Jovens Solidários, Banda de Música do Largada, Repórter do GAME, Esporte 2000, Atuação Jovem, Dinamização da Biblioteca, 100% Cultura, Sexo,Vida,Prevenção -  Debater é a Solução, Verde, Vida e Educação, Reforço Escolar, O Despertar de um Poeta, InfoEduca, Jornal do Largada, Agentes da Leitura, Animadores do Recreio, Horta e Farmácia Viva, Bom Aluno, Festival de Talentos Jovens, Aline Alimenta a Esperança, Jovem Solidário da Barra do Ceará, DançArte, Grupo Grutela, Conexão Mundo, Eleições – Aprendendo e Ensinando a Votar, Aprimoramento de Conteúdos, Amigo da Sala de Aula, Vendo – Aprendendo e Atuando, Juventude Solidária, Educando para a Cidadania, Leitura em Ação, Teatro é Cultura, Todos pela  Vida.

 

Pelo fato de termos realizado a pesquisa com os jovens do Largada do Município de Maranguape, deixamos para citar  os  projetos desenvolvidos por eles no próximo ponto.

 

O Programa propicia aos jovens situações desafiadoras e momentos de vivências na promoção e incorporação dos princípios do Largada 2000. Para isso, todas as escolas que implantaram o Programa possuem sua Proposta Pedagógica, uma forma de inserir nos Planos de Trabalho dos CATs uma agenda de atividades que ofereçam aos adolescentes oportunidades vinculadas à Educação para Valores, Educação para o Mundo do Trabalho e para o Protagonismo Juvenil. Acerca dessa Proposta, vejamos anexo 03.

 

 

3. Atuação do Programa em Maranguape

 

 

Maranguape é uma cidade que dista a apenas 23 Km de Fortaleza, Com uma população de aproximadamente 72.000 habitantes, é uma região bastante privilegiada pela natureza, devido às serras ao seu entorno, sendo posta no rol das cidades turísticas do Ceará, incluída no turismo rural. Também é destacada por ser a terra do poeta Capistrano de Abreu e do humorista Chico Anísio. Em termos de economia, é diversificada, vindo as fontes de renda, principalmente, da agricultura e do artesanato, por meio da produção do linho e do bordado.

 

Em recente pesquisa, realizada este ano pelo Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), foi detectado que há no município altos índices de demanda para cursos de capacitação profissional, voltados às áreas da indústria, serviços, comércio, artesanato, arte, cultura. Também foram apontadas as existências de índices elevadas de baixa escolaridade.

 

O SESI, através de seu Centro de Atividades, mantém, em convênio com o Município,  a Escola de Educação Básica Francisca Gomes Fernandes Vieira. Também no CAT, a Área de Lazer desenvolve atividades diversificadas para os trabalhadores e seus dependentes.

 

A vencedora do Concurso literário das escolas de Maranguape, aluna Francisca Nayane de Abreu Lima, também conta em versos um pouco da história desse Município. Vejamos Anexo  33.

 

Há três anos, o Programa Largada 2000 começou a funcionar  nessa Escola, atendendo a 200 jovens, a partir de um estudo de caso feito nessa localidade para conhecimento das características e necessidades dos jovens. As respostas que o grupo envolvido vem dando ao Programa são bastante motivadoras, pois tanto os educadores como os jovens, suas famílias e a comunidade, de modo geral, se engajaram no Programa de uma forma rápida, dinâmica e atuante, a ponto de hoje a  Escola ser uma referência para as demais existentes no Município.

 

Os jovens do Programa foram crescendo à medida que também o Largada se desenvolvia. Podemos afirmar que a Escola conta com uma juventude atuante e protagônica, haja vista a quantidade de Projetos que os alunos executam, tais como veremos a seguir, através de uma súmula de cada projeto. Acompanhemos um pouco do depoimento do ex-aluno Ciro Rocha, sobre o significado do Largada para a juventude desse Município que, como ele, sonha, tem talento, porém não tem oportunidade. O Programa vem concretizar um pouco dos muitos anseios que os jovens possuem.

 

 

A oportunidade de realizarmos pequenas e grandes atividades, seja entre os muros dos CATs, ou para a comunidade, nos mostrou o início que precisávamos para passar pelo meio e, no final, sermos reconhecidos por todos pelo nosso esforço; isso nos fez perder o medo, seguir em frente e não desistirmos. Foi assim que surgiu o interesse pelo Largada 2000.

 

 

 

3.1.Os Projetos Desenvolvidos pelos Jovens de Maranguape

 

 

Imbuídos dos princípios de jovens protagônicos, os participantes do Largada 2000 na cidade de Maranguape, em suas  várias formas  de atuação, têm sido reconhecidos pelos diversos projetos que vêm desenvolvendo. Essa tem sido maneira de mostrarem que são jovens cidadãos talentosos, compromissados consigo e com os outros, preocupados em encontrar soluções para problemas que impedem o crescimento da comunidade. Através dessas ações, os adolescentes têm declarado que há um novo tempo e  querem ser incluídos na construção dessa história.

 

Vejamos exemplos concretos de protagonismo juvenil, descritos nos projetos que os jovens da Escola de Educação Básica Francisca Gomes Fernandes Vieira vivenciam em Maranguape, desde o levantamento da idéia, passando pela elaboração, execução e usufruto dos resultados. Além dos professores, que apóiam os projetos, os jovens contam com a gerente do Centro de Atividades do SESI, Joésia Carneiro e da diretora da Escola, Vera Lúcia Soares.

 

No anexo 10, também podemos acompanhar as atividades desses jovens de Maranguape, de agosto a dezembro de 2001.

 

 

3.1.1.  Projeto Juventude 2000

 

 

Esse Projeto, que contou com a participação de dez jovens, nove dos quais, do sexo masculino; e três educadores, dois deles do sexo feminino, foi realizado nos bairros do Município, constituídos de diversas atrações: jogos, brincadeiras, competições, destinado à juventude que não participa do Programa;  isso para que ela possa se aproximar de atividades desportivas, adquirir o respeito humano, ao mesmo tempo em que também respeite seu semelhante.

 

A idéia de implantar o Projeto partiu do incentivo do professor Freitas,  e da vivência dos jovens do Largada em atividades de iniciação desportiva. Em reunião, com a equipe de futebol, feita na hora do recreio,  foi formado o grupo, composto pelos alunos: Adriano, André, Williame, Samuel, Iranildo, Wellington, Joel, José, Hallyson e Elizandra. O motivo que os levou a participarem desse Projeto foi a identificação com jogos e torneios, o gostar de ser jovem, de ajudar o próximo, de serem companheiros e amigos e de participarem de eventos.

 

A partir daí, iniciaram os encontros para planejamento, elaboração e execução do Projeto. A primeira atividade de lazer foi desenvolvida no Bairro Novo Maranguape. A expectativa dos jovens foi superada, pois o Projeto alcançou  um número significativo de adolescentes, operários e crianças, moradores da região.

 

 

 

3.1.2. Projeto Agricultura no Colégio

 

 

Esse Projeto contou com o apoio de três educadores, todas do sexo feminino e de uma equipe de dez alunos, nove destes, do sexo masculino, assim constituída: João, Chagas, Silvano, Jasiel, Glailson, Jailson, Silvia, Ariclenes, Elves.

 

Esses jovens, percebendo a inexistência de verduras na merenda escolar, idealizaram fazer uma horta na escola, para melhorar o sabor dos alimentos e porque acharam interessante ajudar alguém, decidiram, assim, contribuir para a redução dos custos da Escola em termos de compra de complementos para o lanche.

 

Para a elaboração do Projeto, realizaram uma reunião, que contou com a participação de outros colegas. O próximo passo foi cuidarem do espaço para o cultivo da horta, limpando, adubando, regando as sementes.

 

O Projeto beneficiou a comunidade educativa, que passou a ter um lanche mais gostoso e sadio, já que não são utilizados agrotóxicos na horta. 

 

 

 

3.1.3. Projeto Largada em “Senna”    

 

Esse Projeto é desenvolvido por dez adolescentes, quatro do sexo masculino e seis do sexo feminino. Estes alunos: Rafael, Camila, Dayane,Flávia, Bruna, Naylana, Werisleik, Érica, Alexandro e Halisson, decidiram participar dessa ação pela identificação com a arte cênica, pelo desejo de se desenvolverem e por gostarem de colaborar. Receberam apoio de duas educadoras.

 

O intuito dos adolescentes foi abordarem diversos temas para a comunidade escolar e do bairro, utilizando o teatro. Para a elaboração do Projeto houve inicialmente uma reunião, e mais outras foram surgindo conforme o aparecimento das necessidades. O Projeto já está sendo desenvolvido, através de uma peça que aborda o tema AIDS, inclusive a equipe foi solicitada para apresentação aos operários de indústrias de Maranguape.

 

Os resultados alcançados, bem como os que pretendem obter são referentes à reflexão e informação sobre assuntos sociais polêmicos, como o caso das doenças, que muitas pessoas ainda não se conscientizaram dos riscos que apresentam.

 

 

 

3.1.4. Gincana da Solidariedade 

 

 

Projeto, cuja duração foi de uma semana, envolvendo a escola e a comunidade, contou com o apoio e a participação de todos no sentido de arrecadarem alimentos para ajudar famílias carentes. A idéia surgiu a partir dos resultados de uma experiência dessa natureza, vivenciada posteriormente. 

 

Os alunos do Largada, responsáveis por essa ação, foram: André, Eline, Claylton, Jairton, Ronald, Wládson, Elvis, Willames, Danilo, os quais receberam as orientações e apoio de três educadoras. Mais uma vez, a predominância da equipe foi o sexo masculino.

 

As motivações iniciais, que culminaram com a concretização da idéia, estão relacionadas ao entusiasmo, ao interesse, ao gostar de trabalhar em equipes e à possibilidade de ajudar alguém.

 

A equipe já tinha bastante afinidade, pois formava um time de futebol. Daí não houve dificuldades em reunir o grupo e formatar o Projeto. O grupo dividiu as tarefas, inclusive com delegação de dois colegas, Elvis e Eline, à comunidade, a fim de levantar os problemas e as necessidades mais imediatas das famílias carentes.

 

A Gincana aconteceu de setembro a outubro/01, estendendo-se também para as escolas dos CATs  de Fortaleza e os resultados foram bastante promissores; muitas pessoas foram beneficiadas e, conseqüentemente, amenizaram, por algum tempo, as necessidades mais imediatas.

 

 

 

 

3.1.5. Projeto Quem Canta, Encanta

 

 

Esse Projeto conta com a participação de 50 crianças e 45 adolescentes adolescentes,  que são acompanhados por quatro educadoras. Os integrantes começaram a participar desde a época em que o Centro de Atividade do SESI, em Maranguape, lançou o festival de músicas em 2000. Após esse evento, os integrantes perceberam que seria uma boa idéia, inclusive em termos de integração dos jovens, criar um coral.

 

É uma ação voltada para a arte musical, usando o coral como estratégia. As apresentações têm sido inúmeras, dentro da Escola e fora de seus espaços, inclusive intermunicipal.

 

Os jovens, que dele fazem parte, sentiram-se motivados para colaborar na construção de um mundo melhor, pelo espírito de solidariedade, de participação, interesse, identificação com esse tipo de arte. Além desses aspectos, outras razões apontadas, foi o fato de terem sido convidados por amigos, de a namorada ser integrante.

 

As reuniões têm acontecido com freqüência, momentos em que os jovens, discutem, criam projetos e discutem ações para expansão dessa iniciativa. Apesar de o grupo ter uma liderança, tudo é decidido coletivamente.

 

Esse Projeto tem se tornado conhecido mediante participação em festivais, feiras e exposições  Num total, um público de dez mil pessoas já assistiram a apresentação do coral. Diante dos resultados, os jovens  pretendem  registrar  as músicas em cds, fitas k-7. Em 2001, de agosto a dezembro, se apresentou em vários locais, muitas vezes repetindo apresentações em um só local: Em Maranguape: Clube Cascatinha, Micrel, Escola Francisca Gomes-SESI, Escola Dr. Argeu, Dakota, Hope, Escolinha Mundo Encantado, Solar dos Bonifácios, Secretaria de Educação do Município, Comunidade, Secretaria de Agricultura do Município, Praça do Município. Em Fortaleza: Centro de Convenções, Auditório da FIEC, Escola Euzébio Mota-SESI, Escola Thomaz Pompeu-SESI, Loja Pão de Açúcar. Também em Horizonte esse coral já foi apresentado, conforme pode ser observado no Anexo 10.

 

Vejamos um trecho do depoimento de Ciro, um de seus idealizadores, que muito contribuiu para a implantação desse Projeto. Mudou-se para outro Estado, mas deixou seus frutos em Maranguape, onde participou do Largada 2000 durante muito tempo. Ele fala de como surgiu esse trabalho, como foi posta em prática e quais as repercussões que tem alcançado.

 

O Projeto Quem Canta Encanta surgiu primeiramente pelo modo como os educadores nos incentivaram, principalmente, despertando, a autoconfiança, a auto-estima, a o apoio e a segurança. Esses foram os motivos que nos levaram a ver nossa capacidade. Desde a 5a. série vinha guardando o sonho de formar um coral com crianças e adolescentes. Quando cheguei no SESI, vi o momento decisivo. Ali eu comecei a cantar solo pelos corredores, a pedido dos colegas que me ouviam sussurrar. Tomei coragem e fui até à diretoria da Escola falar do meu sonho. Daquela iniciativa, surgiu o Projeto Quem Canta Encanta; contei com a ajuda de muitos jovens; nos reuníamos para tomarmos juntos todas as decisões. Esse Projeto foi criado com o intuito de mostrar  ao jovem os valores da música e da arte em geral. Notamos que com o coral, os adolescentes se tornaram responsáveis e interessados pelas aulas, pelas coisas da Escola, da Família e da Comunidade.(...) Praticamente não houve dificuldades, pois crianças e jovens ficaram muito entusiasmados pelo Projeto, uma vez que encontraram nele algo prazeroso, pois antes, nos intervalos, corriam, suavam, brincavam e até brigavam.Nosso reconhecimento é geral, todos nos parabenizam no final de cada apresentação. E hoje, o jovem está adquirindo a consciência de que pode mudar muitas coisas, cantando, fazendo caridade ou outros exercícios. Não podemos é parar.

 

 

 

 

 

 

3.1.6. Projeto Companheiros da Sabedoria

 

 

Com o apoio de três educadoras, esse Projeto foi implantado, contando com a participação dos 20 jovens: René, Eridan, Fátima, Amauri, Eveline, Laélio, José, Ramon, João, Paula, Rafael, Leidiana, Nathália, Janaina, Adriano, Dávila, Edson, Ednardo, Karla, Silvia. Desses, a metade é do sexo masculino e a metade do feminino. Decidiram fazer parte do Projeto porque viram a  perspectiva de ajudar ao outro, trazer benefícios para a Escola e a Comunidade, acharam a idéia interessante, significativa, um desafio, uma vez que gostam de participar e de colaborar com as atividades promovidas pela Escola, os amigos convidaram, consideram que um grêmio é importante e, através dessa ação, perceberam que seria o momento de reativarem o grêmio na Escola, desativado desde 1997.

 

Foi daí que surgiu a idéia de executarem um trabalho dessa natureza, desenvolvendo atividades artístico-culturais, descritas nas gincanas e torneios de jogos nas modalidades: xadrez, futebol. Também outras atrações enriquecem o Projeto, tais como, desfile para escolha da rainha e do garoto SESI, escolha do poeta e/ou poetiza e da poesia do mês. A contribuição tem sido por meio da doação de um quilo de alimento, roupas, brinquedos, distribuídos entre as pessoas carentes

 

As reuniões para desenvolvimento do Projeto aconteceram nos intervalos de recreios, com distribuição de funções para os componentes da equipe. Muitos jovens aderiram às atividades. O acompanhamento do desenvolvimento desse trabalho foi por meio de fichas e relatórios, Anexos 05, 06 e  09.

 

4.  A  Ressonância do Programa para os Jovens de Maranguape

 

O  Programa Largada  2000, há três anos em atuação no Município de Maranguape, desde a sua implantação, tem encontrado adesão dos jovens, seja em termos de participação  ou de  desenvolvimento de projetos.

 

Pela história anterior daquela comunidade, detectada em levantamentos preliminares nos meses que antecederam à implantação do Programa, os indicadores motivadores para a realização da pesquisa, a qual culminou com este trabalho monográfico,  foi o de perceber quais os impactos do Largada para os jovens daquela cidade. Conhecer essas ressonâncias do Programa para a juventude maranguapense, na visão de cada ator que dele participa, é de grande importância, haja vista a performance do Largada que construiremos nesse Município, além das perspectivas de aperfeiçoamentos que  ele terá,  a partir dos resultados colhidos na pesquisa.

 

Para situarmos os leitores quanto aos sujeitos desta pesquisa, cabe aqui explicarmos que sua abrangência foi de 30 jovens da 8a. série, na faixa etária de 14 a 18 anos, 10 educadores e 30 pais.

 

 

4.1.Visão dos Jovens

 

De  uma amostragem de 15%, dos alunos da Escola, a abrangência desta pesquisa foi correspondente a 30 jovens, com os quais foi aplicado um questionário de dez perguntas sobre o Largada 2000, cujo modelo encontra-se no Apêndice 10. Desses participantes, 50% são do sexo masculino e 50% do sexo feminino, na faixa etária correspondente ao seguinte: 60%,  idades variando de 14  a 15 anos, 33%, idades entre 16 a 17 anos e apenas 7% tem 18 anos. Percebe-se, já nesse universo, que a maioria está na  pré-adolescência e que muitos deles estão na idade chamada “regular” em termos de conclusão do Ensino Fundamental. Na Tabela 01, Apêndice 12,   esses dados estão dispostos com mais detalhamentos.

 

Nossa pesquisa versou sobre vários pontos; cada aluno pôde optar por mais de um aspecto.  No que diz respeito à importância educativa do Programa na vida dos jovens e  as formas de atuação deles no desenvolvimento das quatro ações que elencamos, Game, atividades escolares, esportiva e da comunidade, constatamos , em média, que 74% dos jovens participa das atividades em termos de tomar iniciativas, 58% participa do planejamento das atividades, 79% executa as ações e 75% desfruta dos resultados. Mais detalhes, pode ser verificado na Tabela 02, Apêndice 13.

 

Pelos dados, percebemos em que nível protagônico os pesquisandos se encontram, uma vez que a atuação deles está expressa no decorrer do processo, indo desde a tomada de decisões até o usufruto dos resultados, inclusive podemos afirmar que há um envolvimento visível dos jovens; o que significa a concessão de espaços à juventude,  sendo estes conquistados continuamente, o que decorre também da flexibilidade que o Programa proporciona, sua validade e confirmação de que os educadores estão com um novo olhar para os jovens.

 

Visualizando a Tabela 02, de forma mais específica, notamos que, entre as atividades escolares e esportivas, a participação maior dos jovens é em relação à segunda, chegando estes a executarem e usufruírem  dos resultados em 100%. A razão de supremacia dessa em relação ás atividades escolares deve-se ao fato de que, em alguns casos, ainda há a tendência de os professores serem os principais planejadores e executores das ações, chegando os alunos a terem uma participação passiva, inclusive, na Proposta Pedagógica do DR-CE, Anexo 03, encontramos em determinadas situações algo do tipo “apresentação do Plano de Trabalho aos jovens”

 

Os referenciais apresentados na pesquisa, sobre o aspecto mencionado nas perguntas, vêm confirmar o que  apresentamos no decorrer da fundamentação teórica deste trabalho, quanto ao potencial da juventude. Isso é visível mediante a verificação das diversas ações artístico-educativas que eles desenvolvem nos mais variados locais da cidade.

 

A Campanha de Prevenção e Combate a AIDS, vivenciando-a através da arte cênica, em que dão informações sobre o sexo seguro. Esse assunto é de preferência das empresas da região, solicitantes dessa oficina para seus funcionários, operários das indústrias, cuja abrangência, em termos de atendimentos, em termos de pessoas que já assistiram à oficina, está em torno de 20 mil.

 

A  Festa do Ancião, outra atração que os jovens realizam na Casa do Idoso em Maranguape, representa um momento de encontro de gerações, propiciador de alegrias para os idosos, que assistem com expectativa às apresentações dos jovens. Com abordagens em vários temas, inclusive com envolvimento na programação das atividades comemorativas da cidade,  elas se estendem também às Escolas do SESI, envolvendo coral, dança e teatro, atividades que suplantam os espaços das escolas e chegam a outros estabelecimentos de ensino, praças, Secretaria de Educação do Município, APAE, levando alegrias e esperanças para crianças deficientes.

 

 

 

Além dessas ações, a juventude do Largada 2000 de Maranguape desenvolve campanhas para ajudar as famílias carentes da comunidade. É importante esclarecer que, nessas atividades, os jovens recebem o apoio e orientação da coordenação operacional do Programa,  da direção da escola, dos educadores e equipe de apoio, no entanto, eles próprios (jovens) se organizam, pensam, planejam, executam e se articulam em torno das parcerias que estabelecem para a realização da ação. 

 

Diante dessas experiências presentes no cotidiano dos jovens do Largada desse Município, e também, considerando os objetivos do Programa, tivemos o interesse de conhecermos um pouco sobre qual a concepção deles em relação à participação política dos jovens. A partir de inferências acerca do comportamento e atitudes juvenis, anteriores ao Programa, dos quais têm conhecimentos, buscando referências sobre ações que produzem mudanças de comportamento e de atitudes na vida do jovem. Acerca dessas indagações, e considerando também a flexibilidade que tiveram nas respostas, uma vez que um jovem podia optar por mais de uma resposta, verificamos que a questão da participação dos jovens na vida escolar, em conjunto com os educadores e serviços de apoio educativos, em que lhe propicia oportunidade de elaborarem e executarem projetos, é muito salutar para os adolescentes, o correspondente a 48%, ficando na segunda posição, mas numa dimensão quase paritária, o envolvimento do adolescente com a arte, isso para  45% dos pesquisandos.  Esses aspectos podem ser visualizados com minúcias no Quadro 03, Apêndice 14.

 

Em termos de aprofundamento do que esses dados representam, podemos fazer um link com a faixa etária dos pesquisados, cuja maioria se inclui no intervalo de 14 a 15 anos, idade em que há bastante necessidade de o adolescente se sentir útil e, por isso, o espírito de voluntarismo é muito presente nessa etapa. Inclusive, podemos verificar nos aspectos descritos no Quadro 03,  palavras-chaves de uma significação muito grande, como, a união, a cooperação,  a organização em equipe, o voluntariado, o dinamismo e alegria, além de outros.

 

Conforme já dissemos em comentários anteriores, os jovens do Município de Maranguape provêm de famílias carentes, muitos dos quais já apresentaram outrora alguns comportamentos comprometedores e que deixaram marcas em suas vidas. A partir do atendimento, acompanhamento e inserção deles no Programa, a realidade em seus entorno foi sendo por eles modificada. Nesse sentido, a fim de validarmos a atuação do Programa, decidimos perguntar ao próprio jovem protagônico, para que a sociedade tenha referências do Largada a partir dos efeitos produzidos na vida dele.

 

Em linhas teóricas, o Programa enfatiza o desenvolvimento de um processo educativo condutor do jovem ao conhecimento de si mesmo, da busca de sua identidade, e, a partir da descoberta de si mesmo, amar-se a si mesmo, passando a acreditar em suas potencialidades, e construindo um projeto de vida peculiar às suas expectativas e realidade. Nessa dimensão, há possibilidade de ele sentir-se motivado para investir em sua preparação e alcançar seus objetivos. Esses aspectos são referendados no pensamento de Costa (1995:33)

 

Todo ser humano nasce de um encontro. Um encontro que, normalmente, envolve as dimensões da afinidade, do afeto e da corporeidade.  O amor conjugal é, sem dúvida, a forma suprema de comunhão entre dois seres humanos. Daí, que, constitutivamente, nascemos vocacionados, isto é, chamado em todas as etapas da vida, a sair de nós mesmos e ir ao encontro do outro, porque é abrindo-nos para o outro que encontraremos, com toda a certeza, a nossa razão de ser, aquilo para o que nos sentimos chamados no mais profundo de nós mesmos.

 

 

Desse modo, tendo como referência as competências pessoal, social, produtiva e cognitiva, necessárias para que o jovem exerça a autonomia e a solidariedade,inquirimos dos 30 pesquisandos  sobre: 1) o grau de consciência que ele tem de ser o principal ator da sua vida;   2) qual o grau de participação dele e de outros jovens na organização de grupos na escola e na comunidade;    3) como é a relação que ele mantém consigo mesmo;   4) em quê o Largada 2000 tem contribuído para melhorar a forma de interação dele com os colegas;   5) se ele já construiu seu projeto de vida e qual seu plano para o futuro, diante do terceiro milênio; 6) que importância o Programa Largada 2000 tem para o jovem; 7) que atitudes os jovens adquiriram a partir do Programa; 8) que atitudes os jovens observam na atuação dos professores após a implantação do Largada; 9) qual a concepção de juventude brasileira que ele, jovens do Largada, possui, relacionando-as com o mercado de trabalho; 10) quais os caminhos que o Programa apontou para a vida dos jovens.  Essas questões contidas no questionário trataram mais especificamente da atitude de Protagonismo Juvenil, um dos alvos do Programa. Sobre os resultados, vejamos as explicitações que se seguem.

 

Tomando o primeiro ponto, constatamos que a maioria, equivalente a  87%, respondeu sim e, apenas 13%  respondeu não. Os porquês estão especificados no Quadro 04, apêndice 15, apresentando maiores detalhamentos. Tomando os aspectos mais fortemente ressaltados nas respostas, podemos observar que, do percentual que mencionou “sim” a justificativa da maioria, 34%, está centrada  na questão da responsabilidade, 17% ter clareza do que quer da vida, 13% é devido lutar pelo futuro. Para aqueles que optaram pelo “não”, a principal razão, para todos,  é pela ausência de consciência que têm e também porque  as pessoas que os cercam exercem influências em  suas vidas, daí, porque não se sentem atores principais dela.

 

No tocante ao segundo aspecto, que aborda sobre a participação do jovem na escola e na comunidade, os dados revelam que todos de alguma forma atuam nessas duas dimensões, porque gostam de trabalhar em equipes, estando, hoje, capacitados para conviver com as diferenças interpessoais. Eles reforçaram que o Largada muito contribuiu para chegarem a essa competência de saberem interagir e fazerem  construções coletivas.

 

Em termos do terceiro ponto, que faz menção à questão do relacionamento intrapessoal,  para 87% a relação é boa, uma vez que já se conhece e tem consciência de seus atos; apenas 13% considerou regular, pois ainda se acha novo para pensar no futuro, e ainda precisa melhorar em termos de conhecimentos gerais, conhecimentos dos limites.

 

Falando acerca das contribuições do Programa  para os jovens, ajudando-os no relacionamento interpessoal, proposto no quarto ponto, 100%  dos pesquisados considera muito positiva, porque percebe as pessoas mais legais e amigas, está mais perceptivo à comunicação, amenizou as práticas egoístas, e reconheceu que necessita uns dos outros, pela facilidade adquirida para se relacionar com  colegas, professores e amigos, pois antes de participar do Programa era bastante introspectivo. Apesar de todos concordarem que o Programa vem contribuindo no relacionamento, e apontarem em que consistem as melhorias, para 26% existe a necessidade de que alguns colegas melhorarem. Esses dados estão disponibilizados no Quadro 05, Apêndice 16.

 

Analisando o teor das respostas, bem como a faixa etária dos pesquisandos, percebemos que o Largada 2000 tem sido promotor da qualidade de vida para a juventude, pois sua pedagogia da presença, do encontro com o outro, tem favorecido a formação e transformação da juventude, por acreditar também que são nas relações entre os seres humanos que a sociedade está firmada. E, que, diante de uma sociedade individualista e exclusivista, referida no marco teórico deste trabalho, a juventude precisa fazer valer um novo modelo social, baseado nas relações com as pessoas mais próximas, com os familiares, com os colegas de escola, com aqueles que comungam e/ou  divergem dos seus projetos, numa relação de reciprocidade e compromisso sócio-humano. Também os jovens devem estar envolvidos com questões mais amplas que englobam a cidadania e a inclusão social, por meio de ações protagônicas, uma vez que, para Costa (2000:144) “ a cidadania não  se limita a uma palavra ou a uma idéia, nem está fora da vida das pessoas. Ela começa na relação do homem consigo mesmo para, a partir daí, expandir-se até ao outro, ampliando-se para o contexto social no qual esse homem está inserido.”

 

Esse pensamento encontra ligação com o ponto número 5,utilizado no questionário, o qual versou sobre qual o projeto de vida do jovem do Largada 2000. Dos entrevistados,  67%  já está pensando no seu projeto de vida; apenas para 33% é muito cedo para pensar nesse assunto. Em relação aos que optaram por “sim”, explicitam que apesar de novo, já têm seu projeto, o qual está definido atualmente pelo desejo de ser professor de educação Física; estudar muito para vencer na vida.  As outras respostas limitaram-se a apenas justificar que possuir um projeto é importante para se ter sucesso no futuro. Um aspecto necessário sinalizar diz respeito à relação que os jovens fazem da ligação entre educação e sucesso, pois 48% acredita que a educação é o viés para um futuro melhor. Vejamos mais detalhamento no Quadro 06, Apêndice 17.

 

Com referência aos planos dos jovens para o futuro, especificados também no quadro 6 no Apêndice 17, observamos que 65% apenas se limitou ao aspecto da generalidade, e subjetividade, sem mencionar concretamente uma profissão que deseja seguir, apenas dizendo que pretende estudar e ser alguém na vida. 10% foi mais explícito em relação à menção de ser músico e tocar na banda do município, ser desenhista famoso, fazer aula de canto e ser professor de educação física, ser professor de letras, ser maestro, fazer faculdade para direito, construir uma família e se formar em teologia, ser uma pessoa que saiba viver sozinho sem depender de ninguém, ser psicóloga, ser técnico em jogos eletrônicos.

 

Quanto aos aspectos de relevância do Programa para os jovens, assim como, os concernentes às atitudes adquiridos pós-inserção no Largada, os jovens se posicionaram da seguinte forma: para 70% dos pesquisandos, o Programa representa a maior experiência que o jovem teve pela valorização humana e transformação em uma pessoa protagônica, para os outros 30% ele é o caminho para o exercício da cidadania, indica percursos e trabalha o aspecto da trabalhabilidade e do relacionamento pessoal e social. Essas características postas em prática pelo Programa têm resultado em mudanças atitudinais visíveis na vida de seus integrantes, expressas através na melhoria no interesse em participar, na auto-confiança e auto-estima, diminuindo, conseqüentemente, a agressividade entre os jovens, melhoria na aprendizagem, o despertar do espírito de liderança. Os resultados mais detalhados encontram-se nos Quadros 07 e 08,  respectivamente, Apêndices 18 e 19.

 

Esses pontos de vista, demonstram que o Largada 2000 é, na verdade, um Programa de combate à exclusão social, pondo em evidência uma política social da juventude que precisa ser priorizada no Brasil. O Programa não é benéfico somente para os adolescentes, mas também trabalha concomitantemente com os educadores, no sentido de promover mudanças comportamentais e profissionais em suas vidas. Em vista disso, perguntamos aos jovens acerca das atitudes que eles observam na atuação dos professores, em comparação a outras experiências com docentes.

 

A esse respeito, 100% dos pesquisando percebe modificações profissionais pelo maior empenho e preparação dos docentes, alinhado à renovação dos métodos de ensino, sendo as aulas ministradas com mais dinamismo; outro item importante é quanto a maior atenção que estão dando aos discentes, mantendo um relacionamento mais amistoso, baseado no cultivo do respeito e do direito à participação dos jovens nas discussões e diálogos. Acompanhemos essas referências no Quadro 9, Apêndice 20.

 

Nesta pesquisa, e em se tratando dos eixos: Educação para Valores, Protagonismo Juvenil e a Política da Trabalhabilidade, buscamos conhecer que concepção de juventude brasileira os jovens do Largada possuem, relacionando-a as formas de como estão se preparando para o futuro, alinhadas ao mercado de trabalho, complementando com os caminhos que o Programa apontou  para a vida dos jovens.  O objetivo desse segundo aspecto relativo ao mundo do trabalho é colher referências quanto à noção dos jovens em termos do que se deve ser, conhecer e fazer para atuar no mercado frente às exigência do momento.

 

Nesse sentido, falando sobre o primeiro aspecto, 73% das respostas está direcionada para a falta de esperança e desconfiança quanto às formas de administração do País. Essas visões pessimistas do Brasil retratam o sofrimento, a dor, a falta de apoio, de oportunidades, a pouca perspectiva de vida, que a juventude brasileira tem em relação a sua atuação na Nação, às vezes, querendo mudar a realidade usando a força, contrastando com aqueles que se deixam levar pelo marasmo e o pessimismo. Essas ponderações explicitam palavras-chaves, tais como, o desencanto, a falta de objetivos, o desinteresse, a desconfiança, a desesperança. 27% declarou ver o jovem se qualificando, em busca da competência e do espaço, acreditando que a juventude é a solução para o País, participando de Programa como o Largada 2000, que oportuniza o Protagonismo Juvenil. Essas questões estão apresentadas detalhadamente no Quadros 10 e 11, Apêndices 21 e 22.

 

Quanto ao segundo aspecto, as respostas dão conta de que os jovens possuem entendimento em termos da preparação para o novo mundo do trabalho, e, dessa forma, 26% apontou a competência como condição básica; 19% destacou a necessidade de agilidade; 16% salientou a necessidade de possuir uma formação superior.  45%,  restante, sinalizou a seriedade a criatividade e a garra para que os jovens sejam incluídos nas questões sócio-profissionais. Vejamos mais detalhamento nos Quadro 12 , Apêndices 23.

 

No tocante aos caminhos apontados aos jovens pelo Largada, a aquisição das habilidades básicas, específicas e de gestão é  condição preponderante para a vida produtiva e, nesse sentido, o Programa tem sido eficiente, a partir do momento que tem apoiado os jovens na construção e execução de projetos, na questão das iniciativas, do incentivo sócio-cultural à exploração da criatividade, de ações protagônicas, da administração do tempo livre com atividades salutares, formando jovens solidários, autônomos e competentes. O detalhamento dos dados em torno desses aspectos encontra-se no Quadro 13, Apêndice 24. A título de destaque, os pesquisandos apontaram a formação jovem baseada na autonomia, solidariedade e competência  e o incentivo ao alcance dos objetivos como dois pontos de maior tônica no Programa, na visão de 27% e 20%, respectivamente.

 

 

 

4.2.Visão dos  Educadores

 

 

A ação educativa, competência dos educadores, é o ponto de partida para que o Programa Largada 2000 seja desenvolvido de conformidade com os princípios estabelecidos na sua Proposta Pedagógica. Por serem atores intrinsecamente ligados às ações do Programa, é importante que neste trabalho tenhamos registrado a opinião desses profissionais acerca da ressonância do Programa na vida do jovem. A abrangência dessa pesquisa girou em torno de dez profissionais envolvidos no Programa, descritos assim: o gerente do centro de Atividade de Maranguape, a diretora da Escola, supervisora pedagógica, os professores de Português, Matemática, História/Geografia, Educação Física, a bibliotecária, a coordenadora geral do Programa e a consultora do conhecimento, cuja contribuição está em capacitar os profissionais e prestar assessorias ao Programa.

 

A pesquisa junto a esses  profissionais teve a intenção de saber se eles trazem introjetados os princípios do Largada, adotando uma metodologia propícia à formação protagônica dos jovens, e como percebem a atuação dos adolescentes, hoje, uma vez que, por serem alunos  da 8a. série, os educadores possuem referências dos adolescentes anteriores ao Programa.

 

Para os professores, foram feitas três perguntas, dispostas em um questionário, Apêndice 26, que versaram sobre: 1) o que é preciso para fomentar o Protagonismo Juvenil? 2) o que é necessário o educador fazer para despertar a motivação do jovem? 3) o que é preciso na formação do adolescente de modo a gerir atitudes positivas que influenciarão no seu futuro?

 

Com a bibliotecária, foi realizada uma entrevista, conforme roteiro no Apêndice 27. Com os demais colaboradores desta pesquisa, já citados anteriormente, foi feita uma entrevista sobre a importância do Programa Largada 2000 na vida dos jovens.

 

Reportando-nos à reflexão, com os professores, referente ao primeiro ponto perguntado, 56% respondeu que é preciso conhecer e trabalhar as habilidades dos jovens, desenvolvendo atividades que invistam nas suas potencialidades; 20% acha que é necessário dar oportunidade aos jovens, ouvindo-os; 24% acredita que os jovens precisam de aceitação. Vejamos o Quadro 14, Apêndice 25. Essas ponderações levam a crer que existe no ambiente escolar uma forte presença educativa. Os jovens podem contar com os educadores pois estes sabem ouvir, investem e acreditam nas potencialidades dos adolescentes.

 

Com relação ao aspecto dois, resultados expressos no Quadro 15, Apêndice 26, 100% acredita que precisa ser desenvolvida ação dinâmica, inovadora, com profissionais criativos, que endossem a prática do diálogo com o fim de vencer as habilidades.

 

Os professores apontaram aspectos relevantes para inseri-los na formação do adolescente, uma vez que acreditam possam promover atitudes positivas, retratadas na compreensão, no diálogo, no reconhecimento de seus valores, no elogio, no amor, na quebra de paradigmas, no saber ouvir, afinidade, no envolvimento da família e na divisão das responsabilidades. Vejamos o detalhamento dos dados no Quadro 16, Apêndice 27.  

 

A contribuição da bibliotecária nesta pesquisa foi a de avaliar o Largada 2000, à luz do funcionamento, consultas e empréstimos de livros da biblioteca após a implantação do Programa. Segundo levantamento feito em relação à inscrição dos alunos, houve crescimento de 60%, com aumento de 70% nos empréstimos de livros paradidáticos. Além desses dados, foi verificada a intensificação permanente da vivência de atividades de incentivo à leitura, inclusive contando com a participação  dos agentes da leitura, utilizando histórias infantis para crianças e notícias da atualidade para os jovens. Aumentou também a demanda no setor de revistecas havendo visitas dos alunos, professores e comunidade.  A família interessou-se  pela participação no Clube dos Poetas; foram desenvolvidos os Projetos: Leia Mais e Autor do Mês, com abrangência em torno de 13 autores brasileiros. O Programa Largada 2000 foi mais divulgado, a partir da  disponibilização de sua  bibliografia e  aumentou em 50% o número de pesquisas na internet.

 

Diante desses aspectos, algumas providências foram tomadas com vistas às conquistas e melhorias na dinâmica da biblioteca, tais como, ampliação do acervo, mudanças na ambiência, inscrições no Clube dos Poetas para as famílias e a comunidade, promoção de eventos para dinamização e levantamento de interesses da comunidade educativa, realização de concursos de palavras afins, concursos de poemas, crônicas, contos.

 

Esse setor constatou que, após a implantação do Programa, houve uma maior aproximação das atividades de sala de aula com a biblioteca. Esse intercâmbio tem possibilitado à biblioteca a apoiar o jovem no processo do aprender a aprender, e compreender a necessidade de se tornar autodidata, continuar aprendendo no decorrer da vida, sempre estimulado a busca do conhecimento.

 

Sintetizando as ponderações feitas pelos outros técnicos: a coordenação operacional do Largada, e a consultora do conhecimento, a supervisora educacional e a gerente do CAT, que também contribuíram com esta pesquisa, nos aspectos que deixaram registrados  afirmaram que a aceleração do processo educativo é possível mediante a intensificação das vivências e das informações,  que a pessoa recebe. O Programa Largada 2000, como caminho à Educação para Valores, para o Protagonismo Juvenil e para o novo Mundo do Trabalho, vem cumprindo seus objetivos, conservando-se fiel a posicionamentos do jovem participar de decisões, planejamento, realizações e avaliações na esfera das construções pessoais e coletivas. As práticas e vivências propostas pelo Largada são oportunidades que favorecem aos jovens o sentir, o pensar, o criar e o realizar e, desse modo, eles estão sendo preparados para viverem em um mundo cada vez mais complexo, o qual exige respostas rápidas e criativas frente às mudanças do contexto presente.

 

Os avanços tecnológicos têm interferido nas realidades sociais, promovendo transformações no modo de produzir e conviver. Ao jovem é apresentado o mundo de uma forma mais ampla, cabendo-lhe (ao jovem) encontrar soluções apropriadas a cada situação. O Largada tem se empenhado no sentido de desenvolver na juventude habilidades de empreender mudanças, sensibilidade para uma visão crítica dos fatos, habilidades de construir com idéias novas, propositivas. Só participando ativamente dos desafios e criando soluções ele poderá desenvolver as habilidades propostas nos quatro pilares da educação: aprender a ser, a conviver, a fazer e aprender a aprender. O Programa Largada 2000 é a expressão de um processo educativo que responde a esses objetivos e, pelos resultados, é possível afirmarmos que a comunidade educativa tem seus princípios introjetados e experimentados no cotidiano das salas de aulas.

 

 

 

 

4.3.Visão da Família

 

 

Compreendendo que a família é a base da estrutura pessoal do adolescente, sendo também responsável direta pela formação desse, perguntamos a ela se, tomando como pressuposto  a postura do jovem antes de ingressar no Largada 2000, percebia mudanças substanciais em termos comportamentais e atitudinais a partir de sua participado no Programa. Também procuramos saber o que ele representa para a formação de  seus filhos. Esses foram os dois questionamentos enviados a trinta pais, cujo modelo encontra-se disposto no Apêndice 30.

 

Os questionários foram enviados à família mediante orientação prévia do documento aos alunos, para que conversassem com os pais e orientassem o preenchimento do mesmo. Essa estratégia foi possível devido ao prévio conhecimento dos pais referente ao Programa, uma vez que já haviam participado de oficinas, debates e reuniões no SESI promovidas pelos integrantes do Largada.

 

Com referência à primeira pergunta, 33% opinou que os filhos mudaram para melhor, porém não exemplificaram nenhum aspecto; 23% salientou a independência e participação como fatores visíveis na vida dos filhos; 20% ressaltou o aspecto da aquisição da responsabilidade que os jovens passaram a ter consigo mesmo e com os outros;    17% definiu que eles estão mais educados e comportados; e 7% percebe o maior interesse que eles passaram a ter pela arte.  Vejamos detalhamento desses dados no Quadro 17, Apêndice 28.

 

Acerca da concepção que têm do Programa, os pesquisandos responderam que o Largada é de grande significação para os filhos, pois tem dado uma grande contribuição em termos de formação dos jovens relativos às experiências para trabalharem com projetos, confiarem em si mesmos, enfrentarem os desafios, serem protagônicos, terem esperanças, e atuarem na sociedade com autonomia, solidariedade e competência. As especificações estão detalhadas no Quadro 18, Apêndice 29.

 

Esses conceitos referendados pelos atores envolvidos no Largada 2000 têm favorecido as trocas de experiências entre eles, bem como, a relação de cumplicidade, o compromisso e a responsabilidade social, fatores evidentes de validação e efetivação do Programa no meio jovem maranguapense.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

 

 

 

 

 

1. Atividades Agropecuárias para Qualificação. Fortaleza: Instituto de Desenvolvimento do Trabalho – IDT, 2002.

2. ABRAMO, Helena Wendel. “Considerações sobre a tematização social da juventude no Brasil”. Revista Brasileira de Educação, São Paulo, ANPED, nº 5 e 6, 1997.

3. BORAN, Jorge. O futuro tem nome: juventude – sugestões práticas para trabalhar com jovens. São Paulo: Paulinas, 1994.

4. COSTA, Antônio Carlos Gomes. Adolescentes no Papel Principal. Brasília-DF: J. Radcal, 1999.

5. ______. Encontros e Travessias: o adolescente diante de si mesmo e do mundo. São Paulo: Instituto Ayrton Senna, 1999.

6. ______. (org.) O Mundo, o Trabalho e Você. São Paulo: Instituto Ayrton Senna, 2000.

7. ______. Orientação para o Trabalho. Brasília: UNICEF, 1987.

8.______. Pedagogia da Presença: da solidão ao encontro. Belo Horizonte: Modus Faciendi, 1997.

9.______. O professor como educador: um resgate necessário e urgente. Salvador: Secretaria de Educação da Bahia, 2000.

10. _____. Protagonismo Juvenil: adolescência, educação e participação democrática. Salvador: Fundação Odebrecht, 2000.

11. _____. É preciso mudar: a criança, o adolescente e a família na política social do município. São Paulo: Malheiros, 1993.

12. _____. COSTA, Alfredo Carlos Gomes da, PIMENTEL, Antônio de Pádua Gomes. Educação e Vida: um guia para o adolescente. Belo Horizonte: Modus Faciendi, 1998.

13. _____. Mais que uma lei: pequena introdução ao novo direito da infância e da juventude. São Paulo: Instituto Ayrton Senna, 1997.

14. DELORS, Jacques et alii. Educação, um tesouro a descobrir. 2a.ed. Lisboa: Asa/UNESCO,1996.

15. Formação Profissional do Jovem Através da Arte. Fortaleza:SESI, 2002.

16. Fórum Jovem Século XXI: educação, formação profissional e empregabilidade. Brasília: OIT, 2001.

17. FREITAS, Barbosa. Educação minimiza efeitos da globalização. Jornal O Povo: Fortaleza, nov.2000.

18. Game do Largada 2000: Manual de Participante Terceiro Circuito. São Paulo: Instituto Ayrton Senna, 2000.

19. Gastaldi, Ítalo. Educar e evangelizar na pós-modernidade. São Paulo: Salesiano Dom Bosco, 1994.

20. KIPNIS, Bernardo. Elementos do Processo de Pesquisa: Módulos I e II. Brasília: UnB, 2000.

21. Proposta do Largada 2000. São Paulo:Instituto Ayrton Senna, 1999.

22. Programa Largada 2000. Nova Geração. São Paulo: Instituto Ayrton Senna, 2000.

23. TORO, José Bernardo. “Códigos da modernidade: capacidades e competências mínimas para particiapação produtiva no século XXI”. Tradução e adaptação de Antônio Carlos Gomes da Costa. Porto Alegre: Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, 1998.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

APÊNDICES E ANEXOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ANEXO 01 - DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA

 

 

 

Os direitos da criança estão resumidos nesse documento, aprovado pela Assembléia Geral da ONU, em 20/11/59, e que são:

 

- Direito à igualdade, sem distinção de raça, religião ou nacionalidade.

Princípio I: a criança desfrutará de todos os direitos enunciados nesta Declaração.

Estes direitos serão outorgados a todas as crianças, sem qualquer exceção, distinção ou discriminação por motivos de raça, cor, sexo, idioma, religião, opiniões políticas ou de outra natureza, nacionalidade ou origem social, posição econômica, nascimento ou outra condição, seja inerente à própria criança ou à sua família.

- Direito a especial proteção para o seu desenvolvimento físico, mental e social.

Princípio II: a criança gozará de proteção especial e disporá de oportunidades e serviços a serem estabelecidos em lei por outros meios, de modo que possa desenvolver-se física, mental, moral, espiritual e socialmente, de forma saudável e normal, assim como em condições de liberdade e dignidade. Ao promulgar leis com este fim, a consideração fundamental a que se atenderá será o interesse superior da criança.

- Direito a um nome e a uma nacionalidade.

Princípio III: a criança tem direito, desde o seu nascimento, a um nome e a uma nacionalidade.

- Direito a alimentação, moradia e assistência médica adequadas para a criança e a mãe.

Princípio IV: a criança deve gozar dos benefícios da previdência social. Terá direito a crescer e desenvolver-se em boa saúde; para essa finalidade, deverão ser proporcionadas, tanto a ela quanto a sua mãe, cuidados especiais, incluindo-se alimentações pré e pós-natal. A criança terá direito de desfrutar de alimentação, moradia, lazer e serviços médicos adequados.

- Direito a educação e cuidados especiais para a criança física e mentalmente deficiente.

Princípio V: a criança, física ou mentalmente deficiente, ou aquela que sofre de algum impedimento social, deve receber o tratamento, a educação e os cuidados especiais que requeira o seu caso particular.

- Direito ao amor e à compreensão por parte dos pais e da sociedade.

Princípio VI: a criança necessita de amor e compreensão para o desenvolvimento pleno e harmonioso de sua personalidade; sempre que possível, deverá crescer com o amparo e sob a responsabilidade de seus pais, mas, em qualquer caso, em um ambiente de afeto e segurança moral e material. Salvo circunstâncias excepcionais, não se deverá separar a criança de tenra idade de sua mãe. A sociedade e as autoridades públicas terão obrigação de cuidar especialmente do menor abandonado, ou daqueles que careçam de meios adequados de subsistência. Convém que se concedam subsídios governamentais, ou de outra espécie, para a manutenção dos filhos e famílias numerosas.

- Direito à educação gratuita e ao lazer infantil.

Princípio VII: a criança tem direito de receber educação escolar, a qual será gratuita e obrigatória, ao menos nas etapas elementares. Dar-se-á à criança  uma educação que favoreça sua cultura geral e lhe permita, em condições de igualdade de oportunidades, desenvolver suas aptidões e sua individualidade, seu senso de responsabilidade social e moral, para chegar a ser um membro útil à sociedade.

        O interesse superior da criança deverá ser o interesse diretor daqueles que têm a responsabilidade por sua educação e orientação; tal responsabilidade incumbe, em primeira instância, a seus pais.

        A criança deve desfrutar plenamente de jogos e brincadeiras, os quais deverão estar dirigidos para a educação. A sociedade e as autoridades públicas esforçar-se-ão para promover o exercício desse direito.

- Direito a ser socorrida, em primeiro lugar, em caso de catástrofes.

Princípio VIII: a criança deve, em todas as circunstâncias, figurar entre os primeiros a receber proteção e auxílio.

- Direito a ser protegida contra o abandono e a exploração no trabalho.

Princípio IX: a criança deve ser protegida contra toda forma de abandono, crueldade e exploração. Não será objeto de nenhum tipo de tráfico. Não se deverá permitir que a criança trabalhe antes de uma idade mínima adequada. Em caso algum será permitido que a criança se dedique ou a ela imponha qualquer ocupação ou emprego que possa prejudicar sua saúde ou sua educação, ou impedir seu desenvolvimento físico, mental ou moral.

- Direito a crescer dentro de um espírito de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.

Princípio X: a criança deve ser protegida contra as práticas que possam fomentar a discriminação racial e religiosa, ou de qualquer outra índole.

Deve ser educada dentro de um espírito de compreensão, tolerância, amizade entre os povos, paz e  fraternidade universais e com plena consciência de que deve consagrar suas energias e aptidões ao serviço de seus semelhantes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ANEXO 02 - QUADRO 01 - PROTAGONISMO POLÍTICO-SOCIAL DOS JOVENS

 

ANOS 60 E 70

ANOS 80 E 90

1. O jovem como agente de transformação do mundo.

1. O jovem como pessoa inserida numa rede de relações interagindo com seu contexto.

2. A história como horizonte de ação.

2. O cotidiano como terreno de atuação.

3. A orientação para a totalidade

3. A preocupação com determinadas dimensões ou aspectos da realidade social.

4. Utopias de desfecho.

4. Utopias de processo.

5. No limite, ruptura com o cotidiano.

5. Ação limitada à esfera da cotidianidade.

6. Representação de si mesmo como militante (engajamento).

6. Representação de si como pessoa comprometida  com  uma causa (sintonia).

7. Critério de adesão: aceitação explícita de pressupostos e de códigos definidos de conduta.

7. Critério de adesão: a ação convergente com os que atuam na mesma direção.

8. Organização em estruturas hierárquicas, verticalizadas.

8. Organização em rede, estruturas horizontalizadas.

9. unidade de pensamento e ação.

9. Pluralismo de pensamento e ação.

10. Condutas individuais controladas pelo coletivo.

10. Respeito à coletividade, autonomia e dinamismo próprio de cada pessoa.

Fonte: Costa (2000: 90-1)


ANEXO 03 - PROPOSTA PEDAGÓGICA DO  PROGRAMA LARGADA 2000

 

ABRANGÊNCIA: EUCAÇÃO PARA VALORES, PROTAGONISMO JUVENIL E CULTURA DA TRABALHABILIDADE

 

ATIVIDADES PEDAGÓGICAS

OBJETIVOS

METODOLOGIA

INDICADORES DE AVALIAÇÃO

RESPONSÁVEIS

APOIO

MATERIAIS

1. Interação e dinamização entre a biblioteca e a sala de aula

- Incentivar o intercâmbio entre biblioteca e sala de aula;

- Valorizar a pesquisa;

- Criar hábitos de leitura entre os jovens;

- Promover a aproximação entre professores e biblioteca, alunos e a biblioteca, pais e biblioteca;

- Realização da semana de reorganização funcional dos espaços da biblioteca;

- Criação da sala de leitura ligada à biblioteca;

- Multirões com pais, professores e alunos para consertos de livros;

- Realização de cursos para atendimentos em biblioteca;

- Distribuição das fotos dos autores;

- Discussão sobre o plano de trabalho;

- Leitura de textos referentes à dinamização da biblioteca;

- Acompanhamento e avaliação das ações

- Número de participantes nesses momentos, número de empréstimos realizados; participantes nos cursos

 bibliotecária, jovens, professores e pais

Diretoras, gerentes dos CATs, Coordenação do Programa

Xerox dos retratos dos autores, cartolinas, papel madeira,papel embrulho, revistas, livros, papel colorido, durex, tesouras, fita gomada.

2. Criação da Revisteca

- Facilitar o acesso à informações atuais;

- Motivar os jovens para a leitura;

- Manter o jovem informado sobre seu entorno social;

- Abrir espaço para a freqüência da família à escola;

- Formar indivíduos atentos ao seu tempo

- Organização de um espaço na biblioteca e sala de leitura para exposição de revistas;

- Disponibilização de revistas sobre vários assuntos de interesse para o crescimento pessoal e social do jovem;

- Criação  de normas de acesso às revistas;

- Organização de horários;

- Divulgação nas classes;

- Realização de campanhas para arrecadação de revistas na comunidades dos CATs;

- Distribuição de mensagens para coleta de revistas;

- Estabelecimento de parcerias entre a biblioteca circulante e os jovens;

- Discussão sobre o plano de trabalho;

- Acompanhamento e avaliação das ações

- Checagem do número de consultas, observando a procura por determinadas revistas;

- Número de revistas colocadas à disposição durante o ano letivo.

Bibliotecária, jovens, professores, pais, diretores, secretária da escola e do lazer, técnicos do CAT

Diretores, coordenadores do Modus Faciendi, coordenadora operacional-SESI, biblioteca circulante

Revstas usadas adquiridas nas campanhas de arrecadação, revistas doadas pelas distribuidoras de livros e pelos técnicos do SESI, fita gomada, papel ofício.

 

 

 

 

 

 

ATIVIDADES PEDAGÓGICAS

OBJETIVOS

METODOLOGIA

INDICADORES DE AVALIAÇÃO

RESPONSÁVEIS

APOIO

MATERIAIS

3. Elaboração do Painel do Podium ( mural colocado em

- Incentivar o crescimento individual;

- Promover a auto-estima;

- Motivar o crescimento coletivo.

- Construção do painel em lugar de destaque para expor resultados obtidos pelos jovens em atividades e aprendizado na escola, na comunidade e no lazer;

- Divulgação da importância do mural, explicando sobre seu funcionamento;

- Incentivo aos jovens para “subirem ao Podium.”

- Criação do modelo e construção dos podiuns;

- Distribuição dos pódiuns por CATs;

- Discussão sobre o plano de trabalho;

- Acompanhamento e avaliação das ações

- Número de jovens que subiram ao Podium;

- O interesse dos alunos para subirem ao Podium.

Diretores, professores, secretária escolar e do lazer, técnicos dos CATs.

Modus Faciendi, Coordenação operacional -SESI

Tintas, cartolinas, durex, pincéis, fita gomada e papel ofício.

4. Criação do Clube dos Poetas

- Estimular a criação de textos poéticos;

- valorizar a linguagem do jovem, exercitando a verbalização;

- divulgar valores

- Promoção de momentos em sala que oportunizem aos jovens escreverem sobre seus sentimentos;

- Estímulo aos jovens para que façam parte do Clube;

- Orientação aos jovens de como devem encaminhar as discussões sobre o funcionamento do Clube;

- Apresentação dos poetas mundiais, nacionais e cearenses e de suas literaturas;

- Divulgação do acervo de livros de poesias e exposição de fotografias e biografias de poetas.

- Apresentação da proposta de trabalho com os grupos de clubes na escola e lazer;

- Impactos provocados a partir da criação do Clube dos Poetas;

- Freqüência de eventos promovidos pelo Clube dos Poetas;

- Grau de participação protagônica.

jovens, bibliotecários, professores, diretores, secretária escolar e do lazer, coordenadores

biblioteca circulante, Academia Cearense de Letras, gerente dos CATs, coordenação operacional –SESI, Modus Faciendi

Livros de poesias, papel ofício, papel 40 kg,  cartolina, pincel atômico, giz de cera, tinta guache, fita gomada

 

ATIVIDADES PEDAGÓGICAS

OBJETIVOS

METODOLOGIA

INDICADORES DE AVALIAÇÃO

RESPONSÁVEIS

APOIO

MATERIAIS

5. Oficinas temáticas de Educação para Valores

- Vivenciar valores adequados ao crescimento individual e coletivo

- Realização de vivências com jogos, dramatização, reflexão de textos, exibição de vídeos, debates;

- Fornecimento de textos de apoio;

- Entrega oficial dos livros: Encontros e Travessias e Protagonismo Juvenil ;

- Promoção de uma oficina paraos educadores;

- Discussão sobre o plano de trabalho;

- Acompanhamento e avaliação das ações.

- Número de ações desenvolvidas;

- Grau de interesse dos jovens na incorporação de valores;

- mudanças de atitudes

jovens, bibliotecários, professores, diretores, secretária escolar e do lazer, coordenadores

Modus Faciendi, Coordenação operacional -SESI

Textos xerocopiados, papel ofício, cartolinas, pincel atômico, caneta hidrocor

6. Minhas Ações Nobres

- Criar ocasiões para descoberta e vivência de valores;

- Testar a capacidade de ser fiel às informações;

- Lembrar continuamente a importância de uma atitude positiva e solidária na vida de cada um

- Planejamento com os jovens;

- Distribuição, para os jovens, de cartões de marcação com indicação de ação protagônica vivida dentro de uma escolha de valores;

- Orientação sobre o uso dos cartões;

- Elaboração e distribuição das folhas da vida;

- Discussão sobre o funcionamento da  proposta com os educadores;

- Discussão sobre o plano de trabalho;

- Acompanhamento e avaliação das ações

- Pontuações conseguidas por classe;

- Atividades protagônicas dos jovens

Jovens, diretores, professores

Diretores, coordenadores, coordenação operacional – SESI, Modus Faciendi

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cartões de valores

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ATIVIDADES PEDAGÓGICAS

OBJETIVOS

METODOLOGIA

INDICADORES DE AVALIAÇÃO

RESPONSÁVEIS

APOIO

MATERIAIS

7. Jogo do Xadrez

- Estimular o raciocínio lógico;

- Preparar a mente do jovem para o raciocínio estratégico aplicável à Matemática

- Instalação de tabuleiro de xadrez nas áreas de recreação, fixos às mesas, tendo um estoque de tabuleiros móveis com peças de xadrez

- Inscrição dos jovens no Clube do Xadrez;

- Orientação aos jovens para que criem o símbolo do Clube e seu lema;

- organização do horário dos professores;

- Discussão  com  os jovens sobre o plano de trabalho do Clube;

- Estabelecimento do calendário de reuniões de encontro geral do clube e campeonato;

- Discussão a proposta com os gerentes e diretores das escolas;

- Contratação de professores;

- Solicitação de apoio da Federação de Xadrez;

- Acompanhamento e avaliação das ações

- Pontuações conseguidas por classe;

- Eventos realizados pelo clube;

- Progresso alcançado na prática do jogo de xadrez demonstrado em campeonatos

Jovens, professores do lazer, professor de xadrez, diretores, secretária da escola e do lazer, técnicos do CAT

Associação de xadrez do Ceará, gerente do Cat, coordenadora operacional SESI,Modus Faciendi, carpintaria dos CATs, gerentes dos CATs

Tabuleiros, peças de xadrez, apostilas, revistas, cartazes, fita gomada

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

8. Jornal-Mural

- Divulgar valores;

- Estimular aprendizado na redação;

- Promover intercâmbio de notícias;

- Informar sobre trabalhos criados pelos alunos;

- Facilitar a comunicação entre os jovens

- Planejamento da ação com os jovens;

- Distribuição de material;

- Eleição dos responsáveis diretos pelas matérias;

- Montagem do Jornal;

- Discussão sobre o plano de trabalho;

- Acompanhamento e avaliação das ações

- Cumprimento da agenda de jornais mensais;

- Nível de participação dos jovens;

- Qualidade estética e redacional dos jornais;

- Grau de participação dos jovens

Jovens, professores do lazer, professor de xadrez, diretores, secretária da escola e do lazer, técnicos do CAT

coordenadora operacional SESI,Modus Faciendi, carpintaria dos CATs, gerentes dos CATs

Papel 40 kg, cartolina, revista, cola, durex, fita gomada, papelões

 

 

 

 

 

 

 

 

ATIVIDADES PEDAGÓGICAS

OBJETIVOS

METODOLOGIA

INDICADORES DE AVALIAÇÃO

RESPONSÁVEIS

APOIO

MATERIAIS

9. Festival temático de pagode

- Divulgar os eixos do Largada 2000;

- Promover ações protagônicas.

- Divulgação de músicas com letras criadas pelos jovens sobre os eixos da educação;

- Apresentação das idéias aos jovens;

- Planejamento conjunto do primeiro momento;

- Orientação para que os jovens se organizem;

- Discussão sobre o plano de trabalho;

- Acompanhamento e avaliação das ações

- Qualidade das mensagens expressas nas letras das paródias;

- organização dos eventos;

- Grau de participação protagônica dos jovens

Professores do lazer e da escola, diretores

Coordenação operacional-SESI, Modus Faciendi

 

Papel ofício, xerox dos textos

10. Sistemas de Clubes de Atividades

- Criar espaços para aprendizagens complementares;

- Motivar o jovem para vivenciar sistemas de associação;

- Aprender a conviver;

- Aprender a fazer;

- Educar para o trabalho;

- Educar para a convivência em grupo

 

- Apresentação de sugestões de interesse e de propostas para a realização da atividade;

- Discussão dos temas com os jovens, com base nas sugestões do clube de jardinagem, de colecionadores, de poeta, de contistas, de ação social, de artes plásticas, de alfabetizadores, de recicladores, de recreadores, de teatro, de dança moderna;

- Orientação aos jovens para que  organizem o clube na escola;

- Discussão sobre o plano de trabalho;

- Acompanhamento e avaliação das ações

 

- Número de clubes de interesse em funcionamento;

- Nível de participação dos jovens pela escala de participação

Jovens, professores do lazer, diretores, secretária da escola e do lazer, coordenadores

Organização das áreas dos clubes de interesse, coordenação operacional-SESI, Módus Faciendi, gerentes dos CATS

Livros didáticos, textos, papel ofício, ferramentas, sementes, adubos, mangueiras, baldes, jarros e sacos plásticos, tinta guache, giz de cera, papel 40 kg, papel cartolina, papel jornal, papel embrlho, bolas, redes, som, fitas K7, cordas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ATIVIDADES PEDAGÓGICAS

OBJETIVOS

METODOLOGIA

INDICADORES DE AVALIAÇÃO

RESPONSÁVEIS

APOIO

MATERIAIS

11. Oficina de apoio à família

- Preparar a família para sua ação co-educadora do jovem;

- Promover um posicionamento crítico da família diante dos meios de comunicação;

- Ascender o compromisso da família com o jovem;

- Promover a educação para valores dentro das famílias;

- Orientar à família para seu compromisso com a pedagogia social

- Promover encontros periódicos com grupos familiares para divulgação e reflexão sobre os eixos da educação e a Proposta do Programa Largada 2000 através de leituras reflexivas de textos específicos sobre: qual o modelo de família que temos; os jovens e as opções positivas, a consciência da família, o mundo pós-industrial e as relações com o jovem e a família, uso criativo do tempo livre, criticidade sobre os meios de comunicação, princípios de solidariedade e liberdade, a família e o mundo do trabalho, soluções alternativas de trabalho;

- Exibição de vídeos, jogos de aprendizagem e de lazer. 

- Discussão sobre o plano de trabalho;

- Acompanhamento e avaliação das ações

- Número de reuniões realizadas;

- Freqüência dos pais;

- Nível de participação dos jovens.

Coordenação, professores, diretores de escolas, gerentes dos CATs

Coordenação operacional-SESI, Modus Faciendi, Grupo de educação social da comunidade

Papel ofício, fita gomada, tesoura, cola, durex, pincel, tinta guache, papel cartolina

12. Você é o show

-Promover ações protagônicas;

- Incentivar os talentos;

- Elaborar um calendário de atividades artístico-culturais;

- Intensificar o intercâmbio cultural entre as turmas no CAT;

- Divulgar talentos;

- Promover encontros com a família

- Apresentação da Proposta aos jovens;

- Orientação e incentivo para que os jovens assumam esse evento com responsabilidade;

- Divulgação;

- Discussão sobre o plano de trabalho;

- Acompanhamento e avaliação das ações

- Número de jovens envolvidos no planejamento, organização,execução e avaliação dos resultados;

- Número de pais presentes;

- Validade nas apresentações;

- Ordem e animação;

- Pontualidade no início e término das apresentações;

- Criatividade das atrações da festa;

- ornamentação do ambiente;

-Divulgação

Educadores, alunos, comunidade educativa

Gerente dos CATs; diretores das escolas, coordenação do Largada, pessoal de serviços gerais

Serviço de som, cartazes, vídeos, fitas k7, roupas, espaço físico do lazer, auditório.

ATIVIDADES PEDAGÓGICAS

OBJETIVOS

METODOLOGIA

INDICADORES DE AVALIAÇÃO

RESPONSÁVEIS

APOIO

MATERIAIS

13. Correio juvenil

- Promover um intercâmbio de idéias entre os jovens do Programa Largada em todo o Brasil;

- Facilitar a construção de um ideal nacional de educação entre os jovens;

- Oferecer aos jovens oportunidades de expressar sua interpretação do largada;

- Fomentar laços de amizade e solidariedade;

- Introspectar o Largada 2000 no ser da juventude

- Divulgação do correio juvenil;

- Distribuir cartões para o intercâmbio nacional da juventude;

- Desenvolvimento de atividades que motivem os jovens para estabelecerem correspondências com jovens de  outros Estados;

- Facilitar o processo inicial do intercâmbio, através do envio dos cartões pelo malote do SESI

- Discussão sobre o plano de trabalho;

- Acompanhamento e avaliação das ações

- Número de correspondências recebidas e enviadas;

- Atitudes criativas e protagônicas dos jovens nessa atividade;

- Repercussão da ação

Coordenação operacional

Gerentes dos CATs, diretoras das escolas do SESI, responsável pelo setor de lazer

Cartões do Largada 2000 do IAS, malote do SESI

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

14.Treinamento de lideranças jovens

- Fazer uma reflexão teórico-prática sobre os princípios básicos do Programa;

- Promover um amplo debate da liderança jovem do SESI sobre os três eixos do Largada;

- Fortalecer o papel do líder;

- Formar jovens conscientes do seu papel de educando e educador;

- Formar jovens para o exercício do voluntariado

 

- Apresentação do vídeo sobre a capacitação dos professores;

- Leitura comentada do texto inicial : cartilha do Largada;

- Reflexão com base no texto básico “Trajetória do adolescente brasileiro”;

- Discussão sobre o plano de trabalho;

- Acompanhamento e avaliação das ações

- Número de jovens treinados;

- Mudanças de atitudes entre os jovens;

- Qualidade na participação dos jovens

Consultora do conhecimento, coordenadora operacional do Programa

Gerentes dos CATs, diretoras das escolas do SESI, educadores

Pasta, apostilas, tv, vídeo, material didático

ATIVIDADES PEDAGÓGICAS

OBJETIVOS

METODOLOGIA

INDICADORES DE AVALIAÇÃO

RESPONSÁVEIS

APOIO

MATERIAIS

15. Distribuição de mensagens educativas na área da saúde

- Dar ao jovem uma atenção especial;

- Criar, no jovem, uma relação de confiança com os educadores;

- Desenvolver a pedagogia da presença

- Escolha e simplificação das mensagens;

- Confecção dos cartões;

- Divulgação e explicação dos procedimentos das correspondências;

- Entrega de mensagens ao jovem do Largada no final de cada atendimento

- Discussão sobre o plano de trabalho;

- Acompanhamento e avaliação das ações

- Número de mensagens distribuídas;

- Conteúdos das mensagens;

- Resultado do concurso: Novas Mensagens do Largada;

- Número de inscrições para o concurso: Novas Mensagens do Largada;

- Grau de protagonismo juvenil das ações

Profissionais de saúde, jovens, professores

Coordenação do largada, consultora do conhecimento, chefe do setor de saúde, jovens

Caixinha de acrílico, cartões com mensagens

 


ANEXO 04 -FORMULÁRIO DE PROJETOS DO GAME DO LARGADA

 

 

 

NOME DO PROJETO: __________________________________________________________________________________________

CAT/ESCOLA/UNIDADE: __________________________________________________________________________________________

ENDEREÇO: ______________________________________________________________________________

TELEFONE/ E-MAIL: __________________________________________________________________________________________

RESPONSÁVEL PELO CAT/ESCOLA/UNIDADE (DIIRETOR,GERENTE):

__________________________________________________________________________________________

 

1) Participantes da Equipe:

NOME

DATA DO NASCIMENTO

SEXO

POR QUE DECIDIU PARTICIPAR DESSE PROJETO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2) Educador(es) / Facilitador(es):

NOME

DATA DO NASCIMENTO

SEXO

ÁREA DE ATUAÇÃO NO CAT/ESCOLA/UNIDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3) Resumo do Projeto

4) Como surgiu a idéia que deu origem ao Projeto?

5) Como a quipe foi reunida?

6) A Equipe tem se reunido para planejar, trabalhar e decidir, em grupo, cada etapa do Projeto? explique.

7) O Projeto já está acontecendo na prática? Em caso afirmativo, relate o que tem acontecido. Em caso negativo, relate os próximos passos pensados.

8) As ações que já ocorreram foram registradas? Em caso afirmativo, anexe o registro a essa inscrição. Como vocês pretendem registrar as próximas ações e os resultados?

9) Que resultados vocês estão alcançando ou esperam alcançar com esse Projeto? quantas pessoas serão beneficiadas com esses resultados?

10) Como estão sendo avaliadas as ações que já ocorreram e como vocês pretendem avaliar as que ainda acontecerão?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ANEXO 05 -  FICHA DE ACOMPANHAMENTO DOS PROJETOS – GAME

 

SESI-CEARÁ – PROGRAMA LARGADA 2000

 

CAT: _____________________________ MÊS: ______________ DATA: _____________________________

 

1. Nome do Projeto: __________________________________________________________________________________________

 

2. Atividade realizada:

__________________________________________________________________________________________

 

3. Local de realização:

__________________________________________________________________________________________

 

 

4. Pontos positivos: (listar os pontos positivos encontrados no desenvolvimento da atividade)

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

 

5. Dificuldades encontradas ( desenvolver a atividade)

__________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

 

6. Responsáveis pela atividade (listar o nome dos responsáveis pela atividade)

______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

 

7. Observações (relatar outras informações que o grupo considere importante)

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

 

 8. Jovens responsáveis:

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ANEXO 06 - FICHA DE ACOMPANHAMENTO DAS AÇÕES DA ESCOLA

 

LARGADA 2000   -    SESI      -  IAS

 

 

CAT: ___________________________  CLASSE: ___________   MÊS: ________________

 

EDUCADOR: _______________________________________________________________

 

OPOTUNIDADE EDUCATIVA

EIXOS TRABALHADOS (Protagonismo Juvenil, Educação para Valores, Cultura da Trabalhabilidade)

METODOLOGIA

RESULTADOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Encaminhar mensalmente à coordenação do Largada do CAT.

 

 

 

 

 

ANEXO  07/08 -   FOLHA DA VIDA

 

 

 

 

 

_______

_______                               LARGADA                                   FOLHA DA VIDA

SESI                                         2000

_______

_______

DR-CE

 

MINHAS NOBRES AÇÕES

ATIVIDADE PEDAGÓGICA VI

MÊS:

ESCOLA:

NOME:                                                                                   SÉRIE:             TURNO:

VALORES VIVIDOS

ATITUDES PEDAGÓGICAS

Cordialidade

 

 

 

 

 

Auxiliei alguém

 

 

 

 

 

Companheirismo

 

 

 

 

 

Organizei trabalhos

 

 

 

 

 

Solidariedade

 

 

 

 

 

Fiz doações

 

 

 

 

 

Pontualidade

 

 

 

 

 

Participei de grupos

 

 

 

 

 

Justiça

 

 

 

 

 

Organizei campeonatos

 

 

 

 

 

Fidelidade

 

 

 

 

 

Atuei na escola

 

 

 

 

 

Visto da equipe de controle

__________________                 ___________________             __________________

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ANEXO 09  -   RESULTADO DO MÊS

 

 

 

 

 

_______                                                                                       

_______                               LARGADA                      RESULTADO DO  MÊS

                                                                                              FOLHA DA VIDA

SESI                                         2000

_______

_______

DR-CE

 

MINHAS NOBRES AÇÕES

ATIVIDADE PEDAGÓGICA VI

MÊS:

ESCOLA:

NOME:                                                                                   SÉRIE:             TURNO:

VALORES VIVIDOS                               

ATITUDES PEDAGÓGICAS             

Cordialidade

 

Auxiliei alguém

 

Companheirismo

 

Organizei trabalhos

 

Solidariedade

 

Fiz doações

 

Pontualidade

 

Participei de grupos

 

Justiça

 

Organizei campeonatos

 

Fidelidade

 

Atuei na escola

 

TOTAL

 

TOTAL

 

TOTAL GERAL

Visto da equipe de controle

__________________                 ___________________             __________________

 

ANEXO  10 -   AÇÕES EDUCATIVAS VIVENCIADAS PELOS JOVENS

 

                          DO LARGADA 2000 DE MARANGUAPE NO SEGUNDO

               

                          SEMESTRE DE 2001

 

APRESENTAÇÕES

LOCAL

GAMES/PROJETOS

MÊS

1. I Torneio de Futsal

SESI-Maranguape

Juventude 2000

maio

2. Festa das Mães

SESI-Maranguape

Largada em Senna

maio

3. II Torneio de Futsal

SESI-Maranguape

Juventude 2000

junho

4. I Campeonato Largada  x  Comunidade

SESI-Maranguape

Juventude 2000

junho

5. Feira da Juventude

Centro de Convenções - Fortaleza

Quem canta Encanta

agosto

6. Abertura do Festal

Praça - Maranguape

Quem Canta Encanta

setembro

7. Visita a um sítio de plantas e mudas

Secretaria de Agricultura - Maranguape

Agricultura na Escola

setembro

8. I Manhã de Lazer da 3a. Idade

Instituto dos Pobres - Maranguape

Quem Canta Encanta

Gincana da solidariedade

Largada em Senna

setembro

9. II Campeonato Largada  x  Comunidade

Maranguape

Juventude 2000

setembro

10. Aniversário do Secretário de Educação

Maranguape

Quem Canta Encanta

Gincana da Solidariedade

outubro

11. Encontro de Educadores

Auditório da FIEC - Fortaleza

Quem Canta Encanta

outubro

12. Apresentação para Funcionários do Pão de Açúcar

Lojas Pão de Açúcar Fortaleza

Quem Canta Encanta

Gincana da Solidariedade

outubro

13. Encontro com Vivianne Senna

Centro de Convenções - Fortaleza

Quem Canta Encanta

 

outubro

14. Solar dos Bonifácios

Maranguape

Largada em Senna

outubro

15. II Festival de Talentos

SESI - Maranguape

Quem Canta Encanta

novembro

16. Campeonato da Juventude

Maranguape

Juventude 2000

novembro

17. Apresentações

Escolinha Mundo Encantado - Maranguape

Largada em Senna

novembro

18. Combate à AIDS

Micrel, Dakota e Hope - Maranguape

Largada em Senna

novembro

19. Encontros de Empresários

Casa da Indústria - Fortaleza

Quem Canta Encanta

novembro

20. II Festival de talentos

CAT Barra - Fortaleza

Quem Canta Encanta

novembro

21. Apresentações

Escpla Dr. Argeu – Maranguape

Quem Canta Encanta

dezembro

22. Apresentação

Horizonte

Quem Canta Encanta

dezembro

23. Apresentação para Funcionários

Lojas Pão de Açúcar – Fortaleza

Quem Canta Encanta

dezembro

24. Apresentação

Maranguape

Quem Canta Encanta

dezembro

25. Apresentação

Maranguape

Quem Canta Encanta

dezembro

26. Apresentação

Maranguape

Quem Canta Encanta

dezembro

 

 

 

 

APÊNDICE 11 - QUESTIONÁRIO APLICADO COM OS JOVENS DO LARGADA 2000

 

Identificação

Nome: ____________________________________________________________________________________

Cat: ____________________________________________  Escola: ___________________________________

Série: _________   Turno: _____________   Idade: __________________________  Sexo: ________________

1)O Programa Largada 2000 tem orientado o jovem para ser o principal ator de sua vida, isto é, tornar-se um jovem protagônico, capaz de oferecer soluções para desafios de vida pessoal e social. Tendo em vista essa proposta do Largada, responda marcando com um X, de que forma você esteve atuando nas atividades explícitas no quadro abaixo:

TIPO DE PARTICIPAÇÃO

GAME1

ATIVIDADES ESCOLARES

ATIVIDADES ESPORTIVAS

ATIVIDADES NA COMUNIDADE

Iniciativa

 

 

 

 

Planejamento

 

 

 

 

Execução

 

 

 

 

Apropriação dos Resultados

 

 

 

 

 

2)Cite três ações que produzem mudanças de comportamentos e atitudes dos jovens na Escola.

__________________________________________________________________________________________________________________________________________

3)Vejamos como está sua atividade protagônica:

a)Você tem consciência de ser o principal ator da sua vida?

b)Qual o grau de participação sua e de outros jovens na organização de grupos na escola e na comunidade?

c)Como é a relação que você mantém consigo mesmo?

d)Em quê o Largada 2000 tem contribuído para melhorar a forma de interação sua com os colegas?

e)Você já construiu seu projeto de vida?

 

4)Qual seu plano para o futuro, diante do terceiro milênio?

 

5)Diga num pequeno texto, qual a importância o Programa Largada 2000 na sua vida.

 

6)Que atitudes os jovens adquiriram a partir do Programa?

 

7)Que atitudes os jovens observam na atuação dos professores após a implantação do Largada?

 

8)Qual a concepção de juventude brasileira que você possui?

 

9)Leia com atenção as categorias a seguir e escolha aquelas que, no seu entender são exigências para o novo mundo do trabalho?

(  ) boas condições financeiras        (  ) criatividade                   (  ) competência

(  ) atletas                                        (  ) alto nível  de instrução  (  ) seriedade

(  ) ágeis                                          (  ) flexíveis                        (  ) disposto

 

10)Quais os caminhos que o Largada aponta para sua vida?

 

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

APÊNDICE 12 – TABELA 01: FAIXA ETÁRIA DOS JOVENS DO PROGRAMA

IDADE

QUANTIDADE DE QUESTIONÁRIOS

%

14

15

16

17

18

08

10

05

05

02

27

33

17

17

07

TOTAL

30

100

 
APÊNDICE 13 -  TABELA 02: FORMA DE ATUAÇÃO DOS JOVENS

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

TIPOS DE PARTICIPAÇÃO

INICIATIVAS

PLANEJAMENTO

EXECUÇÃO

APROPRIAÇÃO

%

%

%

%

Game

Atividades Escolares

Atividades Desportivas

Atividades na Comunidade

20

16

10

10

67

53

33

33

25

16

19

10

83

53

63

33

25

20

30

20

83

66

100

66

20

20

30

20

66

66

100

66

 

APÊNDICE 14 – QUADRO 03: AÇÕES QUE PRODUZEM MUDANÇAS  COMPORTAMENTAIS E ATITUDINAIS

RESPOSTAS

TABULAÇÃO DOS DADOS

Nº DE VEZES EM QUE A RESPOSTA APARECEU

%

- A elaboração de projetos, atuação dos jovens na comunidade e nas atividades da escola através da execução das atividades artístico-culturais, das campanhas, das festividades,  pois propicia ao jovem tomar iniciativa, desenvolver o espírito de liderança, de equipe,  exercitar a união, a coletividade, o interesse, a participação, a responsabilidade, a  organização

125

51

- Envolvimento em campanhas beneficentes

10

7

- Mutirão para organização da biblioteca

16

12

- Exposição de trabalhos em eventos extra-escola, como por exemplo, participação na Feira da Juventude

25

20

- Participar do coral

14

10

- organizar e participar do grêmio estudantil

04

3

 

 

 

 

 

 

 

APÊNDICE 15 – QUADRO 4: CONSCIÊNCIA DE SER ATOR DA SUA VIDA

RESPOSTAS

TABULAÇÃO DOS DADOS

Nº DE VEZES EM QUE A RESPOSTA APARECEU

%

- Porque tem consciência do que quer

5

17

- Porque elabora textos e desenvolve atividades ligadas à arte cênica

1

3

- Porque no bairro é reconhecido como artista

1

3

- Porque toma decisões

2

7

- Porque tem responsabilidade

10

34

- Porque luta pelo futuro

4

13

 

APÊNDICE 16 – QUADRO 5: RELACIONAMENTO INTERPESSOAL

RESPOSTAS

TABULAÇÃO DOS DADOS

Nº DE VEZES EM QUE A RESPOSTA APARECEU

%

- Bom, pois antes do Programa as pessoas eram mais introspectivas

4

12

- Bom, pois os jovens deixaram de ser egoístas

3

9

- Bom, pois as pessoas passaram a se relacionar melhor, apesar de alguns colegas precisarem melhorar

9

26

- Bom, pois os jovens estão mais amigos e mais legais

10

29

- Bom, pois os adolescentes passaram a perceber que precisam uns dos outros

2

6

- Bom, pois melhorou o relacionamento entre os colegas, professores e amigos

06

18

 

 
APÊNDICE 17 – QUADRO 6: PROJETO DE VIDA / PLANOS PARA O FUTURO

 

RESPOSTAS

TABULAÇÃO DOS DADOS

Nº DE VEZES EM QUE A RESPOSTA APARECEU

%

- Ser professor

2

6

- Estudar muito e vencer na vida

23

48

- Pensar mais para ter sucesso

6

33

- Ser competente, autônomo e solidário

4

14

- Ser músico e tocar na banda do município

3

10

- Ser advogado

1

3

- Construir uma família e fazer Teologia

1

3

- Ser psicóloga

1

3

- Ser técnico em jogos eletrônicos

1

3

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 

APÊNDICE 18 – QUADRO 7: IMPORTÂNCIA DO PROGRAMA

 

RESPOSTAS

TABULAÇÃO DOS DADOS

Nº DE VEZES EM QUE A RESPOSTA APARECEU

%

- Deixa os jovens mais integrados na sociedade

1

3

- Dá as ferramentas para que o jovem seja protagônico

21

70

- Ensina o jovem a trabalhar em grupo

4

13

- Torna o jovem cidadão

2

7

- Dá condições para que o jovem se conheça

2

7

 

APÊNDICE 19 – QUADRO 8: MUDANÇAS ATITUDINAIS NOS JOVENS

 

RESPOSTAS

TABULAÇÃO DOS DADOS

Nº DE VEZES EM QUE A RESPOSTA APARECEU

%

- Interesse dos jovens em participar de projetos da Escola

5

17

- Crença em seu potencial

7

23

- Minimização da agressividade, aumento do respeito pelos outros e pela natureza, aprendem a trabalhar em equipe

5

17

-  Aumento da amizade, espírito de solidariedade, disciplina, conscientização e liderança

13

43

 

 

APÊNDICE 20 – QUADRO 9: ATITUDES NOS EDUCADORES

 

RESPOSTAS

TABULAÇÃO DOS DADOS

Nº DE VEZES EM QUE A RESPOSTA APARECEU

%

- Educadores mais empenhados na educação, com utilização de novos métodos e aulas mais dinâmicas

15

50

- Educadores mais voltados à compreensão dos problemas dos alunos

3

10

- Educadores mais capacitados para resolver qualquer situação

7

24

- Os educadores mais amigos, que deixam os jovem se expressarem

5

16

 

APÊNDICE 21 – QUADRO 10: COMO ESTÃO SE PREPARANDO PARA O FUTURO

 

RESPOSTAS

TABULAÇÃO DOS DADOS

Nº DE VEZES EM QUE A RESPOSTA APARECEU

%

- Através da arte

2

6

- Através do comportamento e respeito

1

3

- Pelo estudo

19

63

- Através do trabalho

4

14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

APÊNDICE 22 – QUADRO 11: PERCEPÇÃO SOBRE A JUVENTUDE

 

RESPOSTAS

TABULAÇÃO DOS DADOS

Nº DE VEZES EM QUE A RESPOSTA APARECEU

%

- Sem esperança e sem confiança no futuro

2

5

- Sem interesse, sem objetivos, acomodados

8

23

- Competentes, responsáveis e solidários, buscando aperfeiçoamento através do estudo, criativos

5

13

- Solução para o mundo, esperança de um mundo de paz

3

8

- Sem amor, envolvidos com drogas, divididos

3

8

- Precisando de apoio

3

9

 

APÊNDICE 23 – QUADRO 12: EXIGÊNCIAS PARA INGRESSO NO MERCADO DE TRABALHO

 

RESPOSTAS

TABULAÇÃO DOS DADOS

Nº DE VEZES EM QUE A RESPOSTA APARECEU

%

- Competência

20

26

- Agilidade

15

19

- Nível de instrução elevado

13

16

- Criatividade

23

30

- Seriedade

5

6

- Aguerridos

2

3

 

 

APÊNDICE 24 – QUADRO 13: CONTRIBUIÇÕES DO LARGADA

 

RESPOSTAS

TABULAÇÃO DOS DADOS

Nº DE VEZES EM QUE A RESPOSTA APARECEU

%

- Competência para trabalhar com projetos

3

10

- Incentivo

9

30

- Oportunidades para o jovem mostrar seu potencial

9

30

- Formação dentro dos valores da autonomia, d competência e da solidariedade

8

27

- Diminuindo a ociosidade do jovem

1

3

 

APÊNDICE 25 – QUADRO 14: AÇÕES PARA SER PROTAGÔNICO (VISÃO DOS PROFESSORES)

 

RESPOSTAS

TABULAÇÃO DOS DADOS

Nº DE VEZES EM QUE A RESPOSTA APARECEU

%

- Descobrir e trabalhar as habilidades dos jovens

8

28

- Dar oportunidade de falar e fazer

14

48

-  Aceitar os jovens da maneira que são

7

24

 

 

 

 

 

 

APÊNDICE 26 – QUADRO 15: AÇÕES PARA MOTIVAR OS JOVENS

 

RESPOSTAS

TABULAÇÃO DOS DADOS

Nº DE VEZES EM QUE A RESPOSTA APARECEU

%

- Criar situações motivadoras

8

26

- Educador criativo e inovador

8

26

- Diálogo entre educador-alunos

7

22

- Relacionamento professor-aluno buscando juntos superar dificuldades e encontrar caminhos

8

26

 

APÊNDICE 27 – QUADRO 16: AÇÕES PROVOCADORAS DE MUDANÇAS POSITIVAS (VISÃO DOS PROFESSORES)

 

RESPOSTAS

TABULAÇÃO DOS DADOS

Nº DE VEZES EM QUE A RESPOSTA APARECEU

%

- Compreensão e diálogo com o jovem e à família

19

37

- Valorização e elogios

6

11

- Amor

4

8

- Divisão de responsabilidades, confiança

10

20

- Quebra paradigmas

2

4

- Sentimento de jovem

2

4

 

 

APÊNDICE 28 – QUADRO 17: MUDANÇAS DOS JOVENS (VISÃO DOS PAIS)

 

RESPOSTAS

TABULAÇÃO DOS DADOS

Nº DE VEZES EM QUE A RESPOSTA APARECEU

%

- Mais responsáveis e conscientes

6

20

- Mais participativos, independentes

7

23

- Interessados pela arte

2

7

- Mais educados e comportados

5

7

 

APÊNDICE 29 – QUADRO 18: O LARGADA PARA O JOVEM (VISÃO DOS PAIS)

 

RESPOSTAS

TABULAÇÃO DOS DADOS

Nº DE VEZES EM QUE A RESPOSTA APARECEU

%

- O Programa ensinou o jovem a fazer projetos

3

10

- A partir do Programa, o jovem passou a confiar em si e a se preparar para o futuro

16

70

- O Programa ensinou ao jovem a lutar pelos sonhos

3

10

- O Programa dá uma formação voltada para a autonomia, solidariedade e competência

3

10

 

 

 

 

 

 

 

 

 

APÊNDICE 30 -    QUESTIONÁRIO APLICADO COM OS  PAIS DOS JOVENS

 

                                PARTICIPANTES DO PROGRAMA LARGADA 2000

 

 

IDENTIFICAÇÃO

Nome do pai ou da mãe: __________________________________________________________________________________________

Endereço: _________________________________________________________________________________
Nome do(a) filho(a):  __________________________________________________________________________________________

Curso: ________________________________ Série: _______________________________________________

 

Prezados pais,

 

Através dos nossos encontros e das atividades programadas pelos jovens, vocês já conhecem um pouco sobre o programa Largada 2000. Gostaríamos de saber em que ele interferiu na vida de seu/sua silho(a) Para isso, pedimos a gentileza de responder as perguntas a seguir:

Obrigado(a)

 

1.Que mudanças substanciais em termos comportamentais e atitudinais você percebe ter acontecido na vida de seu/sua filho(a) após a implantação do largada 2000 na Escola?

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

2.O que ele representa para a formação de  seus filhos o(a) seu/sua filho(a) ?

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

APÊNDICE  31 -   QUESTIONÁRIO APLICADO COM OS EDUCADORES DO LARGADA 2000

 

 

IDENTIFICAÇÃO

 

Nome: ____________________________________________________________________________________

 

Atividade que desenvolve no CAT:

 

 

Caro(a)  Educador(a)

Estamos avaliando o Largada 2000 e, por isso, gostaríamos de conhecer sua opinião em relação às atitudes e comportamentos dos jovens engajados no Programa. Portanto, pedimos a gentileza de responder este instrumental.

Agradecemos antecipadamente

 

1.O que é preciso para canalizar positivamente as ações dos jovens?

_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

2.O que é preciso para o educador animar os grupos de jovens?

_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

3.O que é preciso para a formação dos adolescentes de modo que eles possam gerar mudanças positivas para seu futuro?

_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

APÊNDICE 32 -     ROTEIRO DE ENTREVISTA APLICADO COM A     BIBLIOTECÁRIA

 

 

ENTREVISTADO: ______________________________________________________________________

 

NOME DO ENTREVISTADOR: ___________________________________________________________

 

 

Objetivo da Entrevista: Saber se ocorreram mudanças na biblioteca, depois da implantação do Programa Largada 2000.

 

Perguntas:

 

1.Aconteceu uma maior freqüência na biblioteca depois da implantação do Programa Largada 2000?

 

 

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

2.Aumentou em quanto a quantidade de pessoas que foram à biblioteca para pesquisar?

 

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

3.Melhorou em quais aspectos o intercâmbio entre biblioteca e sala de aula?

 

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

4.Que providência ocorreu para manter as conquistas e para melhorar as dinâmicas da biblioteca?

 

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ANEXO 33 – POEMA: MARANGUAPE

 

 

No começo era uma vila

No bairro de Outra Banda

Aos poucos se desenvolveu

Revelando seus encantos

 

Joaquim Lopes de Abreu

Nossa cidade fundou

Ajudado por moradores

Esta terra prosperou

 

Nosso primeiro prefeito

Manoel Paula Cavalcante

Batalhou para fazer

Esta cidade importante

Um pedaço do Ceará

Hospitaleira e cativante

 

Pedro Antunes de Alencar

Nosso primeiro vigário

Veio para abençoar

Esse lugar sagrado

Bonito por natureza

O colorido inigualável

 

Maranguape tem orgulho

De todos os filhos seus

De Chico Anísio, Manasses,

Capistrano de Abreu

Tem ainda outros nomes

Pra nessa lista constar

São músicos, historiadores

Pesquisadores, cantores

Educadores, doutores

Garis e agricultores

Quem você imaginar

Basta que faça a história

Desse bonito lugar

 

No seu sesquicentenário

Minha cidade querida

Quero homenageá-la

Nesta minha poesia

Pedindo a Deus que lhe deixe

Mais bela a cada dia

E eu mais orgulhosa

De ter sido sua cria.

 

(Poesia vencedora – 1º lugar no concurso literário das escolas de Maranguape)

 

 

 

 



[1] O Instituto Ayrton Senna é uma organização não-governamental sem fins lucrativos, com sede em São Paulo e ações de abrangência nacional, comprometida com a construção de um país onde cada criança tenha o direito a ser criança e onde cada adolescente possa olhar o futuro sem medo.

 

[2] O Serviço Social da Indústria,  um  órgão da Confederação Nacional da Indústria, foi fundado em 1º de julho de 1946 pelo Presidente da República e atua em todos os Estados brasileiros, atingindo 1.860 municípios. As sedes locais constam de instalações modernas, equipadas e confortáveis. Suas estruturas  constituem-se de escolas, creches, clubes, estádios, quadras de esportes, consultórios, laboratórios e cozinhas industriais.

 

[3] O TCO é controlado pela Splice Brasil e está presente em cerca de 70% do território nacional. Na banda A, a empresa detém 80% do mercado que inclui o Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre e Rondônia. Na banda B, onde atua por meio da NBT-Norte Brasil Telecom, há um ano e meio, a empresa já alcançou 30% dos mercados dos Estados do Maranhão, Amazonas, Amapá, Pará e Roraima.

 

1 GAME – Jogo instituído como forma de projeto elaborado pelos jovens. Forma de atualização dos resultados.