:: 20.01.04 ::

Investimento maciço na Educação

Os desafios estruturantes do Brasil estão relacionados ao desenvolvimento social e à retomada do crescimento sustentado, que se soma ao estabelecimento de rumos claros para combater a miséria, a fome e permitir que os benefícios do crescimento econômico alcancem todos os brasileiros. Empreendedorismo, Responsabilidade Social e, principalmente, Educação são facilitadores deste processo.

Um projeto de nação brasileira deve ser balizado por um processo educacional emancipatório e impulsionador da inovação. O movimento jovem empresarial defende um investimento cada vez maior nessa área para desenvolver uma geração mais capaz e apta a superar os desafios do novo mundo.

Uma nação que mudou significativamente a partir da intervenção educacional é a Coréia do Sul. Em 1960, detinha participação de 0,2% no comércio mundial. Hoje, atinge 2,4%. A diferença é que, entre 1980 e 2000, o investimento anual em pesquisa passou de U$ 480 mi para U$ 10 bi. Isso permitiu ao país desenvolver cérebros e dominar tecnologias avançadas, passando a ocupar o posto de 10ª economia mundial.

No Brasil, persiste a ausência de investimento maciço na área. No ano passado, R$ 1,4 bi foi destinado à pesquisa. Menos da metade foi utilizado. O resultado é que, em quatro décadas, o país perdeu posições no ranking das maiores economias, passando de 8o para 15o lugar, com participação de 1% no comércio mundial.

Não há dúvidas de que a Educação melhorou no Brasil, mas ainda é preciso investir em qualidade. Diploma universitário não significa qualificação profissional e intelectual. Visando suprir a lacuna deixada por escolas e faculdades no quesito empreendedorismo, estes e outros temas estarão sendo discutidos, aqui em Fortaleza, de 15 a 17 de setembro, durante o 11º Congresso de Jovens Lideranças Empresariais.

Pedro Fiúza é coordenador Geral da Associação dos Jovens Empresários de Fortaleza (AJE Fortaleza)

 

Fonte: O Povo

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