:: 06.05.04 :: |
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Como forma de compensação de metas, países ou empresas que conseguirem reduzir as emissões abaixo de suas metas poderão vender os créditos da redução de gases para outros que não atingiram o grau de diminuição. Os países industrializados também podem gerar projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), investindo em países em desenvolvimento. Mesmo não participando do Protocolo de Kyoto como país poluidor, o Brasil pode reduzir suas emissões, investindo em energias renováveis. E se beneficiar com o protocolo, que estimula a transferência de recursos de países desenvolvidos para países como o Brasil. Dentre os métodos aceitos para provocar a redução, de acordo com o livro Seqüestro de Carbono, há a possibilidade da substituição de combustíveis muito poluentes, como o diesel, por outro com menos carbono, como o gás natural, ou o uso de biocombustíveis renováveis, como o etanol da cana-de-açúcar. Outros métodos incluem as fontes de energia limpa, como a solar e a eólica. Há ainda a absorção de CO2 pela vegetação, como forma de compensar a emissão em outros países. O problema é que, à medida que o tempo passa e o protocolo não é assinado, os países industrializados aumentam as emissões de CO2, que representa mais de 85% dos gases-estufa.
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| Fonte: Jornal O Povo |