:: 06.05.04 ::

MACROALGAS: Algas são fonte de energia



Existem as macroalgas, encontradas na beira da praia e usadas para a produção de géis e pigmentos, e as microalgas, que podem ser cultivadas em piscinas

No campo das energias, diversos países europeus, e inclusive o Brasil, estão estudando as algas. ''Depois da Grande Guerra, quando as pessoas passaram por problemas de alimentação, as algas foram lembradas. A rota que mais se tem pensado é através da fermentação para produzir biogás. É limpo e teríamos metano. Hoje, existem outros processos. A partir das algas pode-se produzir gás de síntese, pode-se chegar até ao óleo combustível, inclusive'', explica o professor José Osvaldo Bezerra Carioca, que estuda algas na Universidade Federal do Ceará (UFC), autor do livro Biomassa: Fundamentos e Aplicações Tecnológicas e do livro Recycling Process For Human Food From Residues And Resources, junto com Harbans Arora (Edições UFC e BNB).

Segundo o pesquisador, alguns tipos aquáticos de biomassa (algas) são o potencial futuro da humanidade em termos de energia alternativa. Há as macroalgas, que se vê na beira das praias, usadas para produzir géis e pigmentos. Mas como a produção é limitada, com o avanço da biotecnologia, o campo se voltou para as microalgas, podendo ser produzidas em piscinas, onde a incidência da energia solar faz a microalga crescer.

''Com o desenvolvimento da biotecnologia, as microalgas avançaram, podemos produzir tanto em água doce como salgada com produção industrial'', diz o professor. Dentre as formas de biomassa, há também as plantas produtoras de amido: um conjunto extenso de batatas, sendo as mais importantes o milho, a batata inglesa e a mandioca. ''Como o amido é uma matéria-prima valiosa, é cara a produção de etanol de fontes de amido em comparação com a cana-de-açúcar''.

Existem também materiais celulósicos, na forma de gramíneas e a madeira, além de resíduos agropastoris (como esterco) e resíduos orgânicos industriais. Muitas indústrias processam matéria orgânica e sobram resíduos orgânicos. Quando se produz móveis, por exemplo, sobra madeira, e na produção de caju, sobra a casca que é rica em energia.

Ana Cecília Mesquita

Fonte: Jornal O Povo

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