:: 06.05.04 ::

Proinfa - Programa que gera energia alternativa


O Governo Federal criou o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), abrindo a discussão para o novo modelo do setor elétrico e o papel das energias alternativas no País. O Proinfa deve gerar 3.300 megawatt de energia por fontes renováveis, sendo 1.100 MW para a eólica, 1.100 MW para a biomassa e 1.100 MW para pequenas centrais hidrelétricas

Luz que vem do vento, do sol, de sementes oleaginosas. No Brasil, essas novas formas de energia ganham impulso frente aos novos desafios para o setor energético. A idéia é não perder o bonde no domínio de tecnologias limpas, reduzir os riscos de se apostar a maior parte do potencial energético em hidrelétricas, contribuir para o desenvolvimento sustentável e ampliar o atendimento energético.

As energias alternativas renováveis aparecem como solução para complementar as energias convencionais e responder de forma ecologicamente correta às demandas de populações mais distantes sem acesso à energia. Diante dessa necessidade, o governo federal criou o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), colocando em pauta o novo modelo do setor elétrico e o papel das energias alternativas no País.

O objetivo é diversificar a matriz energética brasileira, valorizando as características regi onais, além de criação de empregos e redução das emissões de gases do efeito estufa. O Proinfa deve gerar 3.300 megawatt (MW) de energia por fontes renováveis, sendo 1.100 MW para a eólica, 1.100 MW para a biomassa e 1.100 MW para pequenas centrais hidrelétricas (PCH). Segundo o Ministério de Minas e Energia, os projetos deverão ser concluídos até dezembro de 2005 e a Eletrobrás garantirá a compra da energia a ser produzida dos empreendedores, no período de 20 anos.

O programa servirá para complementar a energia sazonal da energia hidráulica, responsável por mais de 90% da geração de energia elétrica do país. Na região Nordeste, como o período de chuvas é inverso ao de ventos, a energia eólica deve complementar o abastecimento hidráulico. Já nas regiões Sul e Sudeste, as safras propícias à geração de energia elétrica (como a cana-de-açúcar) também ocorrem em período diferente do chuvoso, podendo ser usada a energia da biomassa.

Há previsão de que a pro dução de 3,3 mil MW a partir de fontes renováveis dobre a participação das fontes eólica, biomassa e PCH na matriz de energia elétrica brasileira. Atualmente, essas formas respondem por 3,1% do total produzido e, em 2006, podem chegar a 5,9% .

''Há benefícios ambientais. Existem estudos de que o País consegue evitar dois milhões e meio de toneladas de carbono por ano. Assim que o protocolo de Kyoto estiver assinado, também vamos gerar ganhos com o certificado de carbono'', disse Laura Porto, diretora de energias renováveis do Ministério de Minas e Energia.

Ana Cecília Mesquita

 

Fonte: Jornal O Povo

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