:: 06.05.04 ::

Projetos bem feitos terão êxito


O limite fixado de R$ 204,35 por Megawatt/hora que será pago aos investidores será suficiente se os projetos de energia alternativa forem bem elaborados, na visão de Laura Porto, diretora de energias renováveis do Ministério de Minas e Energia. ''Aqueles projetos que estiverem maduros é que vão ter chances para concorrer ao Proinfa. Maduros e bem estruturados'', frisou respondendo às críticas dos investidores.

A previsão da Eletrobrás para assinar os contratos foi até 30 de maio. ''Projetos com bom fator de capacidade, boa tecnologia terão êxito'', disse durante o evento Power Future. O Ceará é um dos estados mais promissores de energia eólica, mas Laura lembra que o programa federal incentivará empreendimentos em biomassa e pequenas hidrelétricas também. ''O programa foi concebido pelo governo para viabilizar os 3.300 Megawatt e o ideal é viabilizar as três fontes''.

Os investimentos destinados ao Proinfa serão pagos pelo consumidores. Mas a representante do governo federal assegura que essa conta vai ser paga somente a partir de 2007, quando terminam as cobranças pela energia emergencial, oriunda da crise de abastecimento de 2001. A diretora de energias renováveis não informa de quanto seria o impacto na tarifa de energia elétrica para o consumidor, mas garante benefícios a longo prazo.

''Vai entrar uma energia limpa e vai sair uma energia emergencial mais cara. A gente vai pagar um pouco mais pelo meio ambiente, pela complementação de energia, pela geração de empregos'', defende Laura. Durante a implantação e execução dos projetos, há a expectativa de que sejam criados 150 mil novos postos de trabalho no Brasil.

 

Fonte: Jornal O Povo

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