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Assinados contratos para expansão das malhas de gasodutos SE e NE |
Inicialmente, o projeto foi elaborado para atender à demanda das usinas incluídas no Programa Prioritário de Usinas Termelétricas - PPT. Entretanto, tornou-se a principal ferramenta para garantir o suprimento da demanda do setor industrial, além de estimular a massificação do uso do gás natural, com o aproveitamento do combustível em projetos de cogeração e geração distribuída, para processos de aquecimento e refrigeração, nos segmentos residencial e comercial. Com este projeto, a Petrobras também quer aumentar o consumo de gás natural no segmento automotivo, através da inserção do combustível nas frotas de transporte coletivo urbano, em substituição ao óleo diesel, visando a melhoria da qualidade do meio ambiente, nos grandes centros urbanos. A ampliação da rede de gasodutos Sudeste e Nordeste é o primeiro de uma série de projetos para maior inserção do gás natural na matriz energética brasileira. A ampliação da sua oferta deve estimular, também, a utilização como matéria-prima para a indústria petroquímica. Com financiamento de 40% do Japan Bank for International Cooperation - JBIC (US$ 394 milhões), o Projeto Malhas conta, ainda, com US$ 256 milhões do BNDES, além de US$ 250 milhões de um pool de bancos internacionais, com garantia da Nippon Export and Investiment Insurance - NEXI, e de uma parcela de capital de tradings japonesas. Para viabilizar o projeto foram constituídas duas empresas, a Nova Transportadora do Nordeste S.A. (NTN) e a Nova Transportadora do Sudeste S.A - (NTS), cujo controle acionário é da Mitsui&Co (40%), Itochu Corporation e Mitsubishi Corporation - com 30% cada uma. As empresas criadas serão responsáveis pela captação dos recursos financeiros e pelos investimentos necessários à construção dos gasodutos e demais instalações. A Petrobras arcará com a compra da capacidade de transporte. Estima-se que, com a implantação do projeto, sejam gerados mais de 10 mil empregos diretos, durante a construção dos gasodutos, sendo que o conteúdo nacional é superior a 70%. Os investimentos na ampliação da malha Sudeste concentram-se na construção do Gasoduto Campinas / Japeri (RJ), com 442 km de extensão, que terá capacidade para transportar 8,7 milhões de m3 /dia de gás natural. O início da construção deste gasoduto está previsto para começar ainda este ano, após a liberação do licenciamento ambiental pelo Ibama, e as obras devem estar concluídas em janeiro de 2005. O projeto prevê, ainda, a ampliação do sistema de compressão de gás da Bacia de Campos. A ampliação da Malha Nordeste prevê a implantação de sete gasodutos e alguns ramais (com 962 km de extensão), a construção de oito citygates e a instalação de duas estações de compressão na Bahia, nos municípios de Candeias e Catu. A Petrobras também está avaliando, técnica e economicamente, a construção de um outro gasoduto para interligar as malhas Sudeste-Nordeste de, aproximadamente, 1.200 km de extensão, com a função de escoar as reservas de gás boliviano e as novas descobertas da Petrobras na Bacia de Santos, recentemente reavaliadas em 400 bilhões de m³, e conectá-las ao mercado da Região Nordeste. A empresa estuda, ainda, a ampliação
da rota de gasodutos virtuais, através do transporte de gás
natural comprimido (GNC) para atendimento a consumidores localizados
num raio de cerca de 200 km dos citygates. Além disso, continua
em negociação com os Governos dos Estados do Amazonas
e Rondônia para a construção dos gasodutos Urucu-Porto
Velho (550 km) e Coari-Manaus (420 km), que permitirão o aproveitamento
dos campos de Urucu e introdução do gás natural
como alternativa para o setor industrial e para o suprimento de energia
na região. |
| Fonte: Revista Petro & Quimica |