:: 13.01.03 :: |
| Francisco Gros elogia visão do CE sobre refinaria |
O presidente da Petrobras, Francisco Gros, afirmou durante encontro na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), no mês de dezembro, que o Estado do Ceará tem uma visão avançada sobre o projeto de instalação de uma futura refinaria, por estar aberto a parcerias com o setor privado. “É preciso apenas que se monte uma equação para que isso seja concretizado”, destacou. Segundo estudo da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o país teria capacidade de abrigar três refinarias até 2007, com produção de 100 a 150 mil barris/dia. Apesar de discordar do trabalho, o presidente da Petrobras, que acha dois um número mais preciso, ressaltou que o Ceará levaria vantagem em relação a Pernambuco e Rio de Janeiro, estados que pleiteiam uma refinaria, por já ter iniciado conversas com parceiros estrangeiros. De acordo com Gros, a prioridade a ser definida agora é saber quem vai participar do empreendimento. Nesse aspecto, ele defende que a Petrobras componha o projeto, mas de uma forma minoritária. “Queremos ser sócios na refinaria, mas não queremos ser os únicos donos, e precisamos de sócios no negócio”, declarou. Mesmo citando o Ceará como tendo partido na frente, Gros fez questão de deixar claro que o aspecto mais importante não é definir aonde vai ser instalada a refinaria, mas quais as condições mercadológicas ideais para que o empreendimento se desenvolva. “Não basta fornecer e refinar petróleo, mas também saber como comercializar”, disse. Com relação ao projeto da siderúrgica, Francisco Gros foi menos otimista. Segundo ele, “hoje, não existe mercado para o gás natural estrangeiro por conta do preço do produto (US$ 3,50 a US$ 3,80 o metro cúbico). A esse preço a siderúrgica não se viabilizaria. Já o gás natural brasileiro é mais barato, mas não há em quantidade suficiente para atender a demanda”, afirmou. Atualmente, a Petrobras fornece 8 milhões
de metros cúbicos/dia de gás natural para o Nordeste.
Só para o Ceará são entregues 1,1 milhão
de metros cúbicos/dia. “A expectativa com a implantação
da siderúrgica e das empresas âncoras que se instalaram
no complexo portuário do Pecém é que esse consumo
no Estado passe para 6 milhões de metros cúbicos/dia”,
disse Francisco Gros. |
| Fonte: Jornal da FIEC - Edição de Dezembro |