:: 17.03.05 :: |
| Logística para o Nordeste |
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ANÁLISE ECONÔMICA O vertiginoso aumento da produção de grãos na região do cerrado tem influenciado positivamente a balança comercial brasileira. No entanto, o escoamento desse produto da fronteira agrícola ao consumidor e aos portos passa por entraves de cunho logístico. O Banco do Nordeste está viabilizando um estudo que indica que o caminho mais adequado para o escoamento de grãos é através dos portos localizados na Região Nordeste. O plano de transformar a Região em um corredor de exportação alternativo para o escoamento de produtos, especialmente grãos, é impulsionado pela perspectiva de investimentos em ferrovias e portos. Esse novo cenário, que coloca nos trilhos o País de Norte a Sul, contempla a interligação da malha ferroviária existente - Nordeste, Centro-Sul, Sudeste - através de dois eixos centrais: a Ferrovia Norte-Sul e a Transnordestina. Numa segunda etapa, seria feita a integração da Ferrovia Norte-Sul com a Transnordestina, possibilitando pela primeira vez na história do Brasil a integração Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. O projeto beneficia o semi-árido, criando condições para o desenvolvimento de uma ampla faixa do território nordestino, hoje carente de uma infra-estrutura mínima. Possibilita, também, o escoamento da produção do algodão, que está sendo cultivado em larga escala no Centro-Oeste e na Bahia, e da mamona, para produção do biodiesel, entre outras culturas. Uma proposta complementar está sendo estudada para o Estado da Bahia e envolve a construção de um porto de calado profundo conectado a um ramal ferroviário de cerca de 800 quilômetros de extensão, ligando a fronteira agrícola do Oeste da Bahia com esse terminal, possibilitando o escoamento não apenas de soja, mas de milho, algodão, café, frutas e fertilizantes, além de álcool combustível. O Banco do Nordeste vem participando ativamente dos estudos dessa nova logística ferroviária para a Região Nordeste e poderá participar dos financiamentos dos projetos de portos e ferrovias, complementando os aportes de recursos estrangeiros ou procedentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), porém a contribuição mais expressiva do BNB será nos investimentos ao setor produtivo por onde passará o sistema ferroviário. Victos Samuel é diretor de Promoção
de Investimentos do Banco do Nordeste do Brasil S.A. - BNB
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| Fonte: O Povo |