:: 30.03.09 ::

Pen drive e modem 3G são os novos vilões

Especialista destaca os maus hábitos dos usuários que põem em risco a segurança das informações
 
Vírus que danificam o computador, sites falsos que atraem os usuários para obter seus dados sigilosos, keyloggers (programas que capturam dados pessoais digitados), spyware (vírus espiões)... Estas são algumas das ameaças a que está sujeito quem navega pela internet. A grande rede mundial é considerada um ambiente inseguro para os usuários e esse potencial de riscos é ainda maior para quem não toma nenhum cuidado para prevenir-se de problemas online.
 
De acordo com a recente pesquisa Norton Online Living Report, realizada em 12 países, incluindo o Brasil, quase 50% dos usuários adultos da internet visitam sites pouco confiáveis, não fazem backup de seus arquivos e utilizam senhas fáceis de serem descobertas. Somando os riscos à falta de cuidados adicionais, não é de se admirar, portanto, que 30% dos 6.427 entrevistados da pesquisa afirmem já ter sido vítima de crackers - os hackers mal intensionados que aplicam seus golpes no mundo online.
 
Renato Marinho, diretor de tecnologia da empresa cearense Nettion Information Security, especializada em segurança digital, relaciona alguns hábitos que acabam criando vulnerabilidades aos usuários. O primeiro deles, no ambiente de trabalho, é o uso de modem 3G do próprio funcionário conectado à porta USB do computador da empresa. ''É uma forma de burlar a segurança da empresa. Assim, o funcionário escancara uma porta para acesso sem qualquer controle'', diz Renato Marinho.
 
Se antigamente eram os disquetes os vilões banidos do ambiente corporativo. Hoje, são os modems 3G e os pen drives que merecem a atenção da política de segurança da empresa. O especialista cita o hábito de usar pen drives de terceiros indiscriminadamente no ambiente de trabalho como um risco à segurança das informações. ''Por isso, algumas empresas adotam uma política mais rígida de não permitir o uso de pen drives'', diz Marinho. Ele recomenda o uso de programas que controlam o acesso ao computador de dispositivos como pen drives e modems 3G.
 
Além das dicas básicas de manter programas de antivírus, antispyware e firewall constantemente ativos e atualizados, a lista de recomendações, que também serve para o usuário doméstico, inclui não confiar em e-mails com links e não acessar serviços bancários e comércio eletrônico de computadores de uso público. Também é importante reforçar a segurança escolhendo senhas mais difíceis de serem descobertas. O usuário deve evitar numerações óbvias - como as datas de aniversário. O ideal é combinar números com letras e outros caracteres especiais.
 
CONSCIENTIZAÇÃO
Engenharia social dribla os sistemas de segurança
 
A constante evolução das ameaças à segurança no mundo online exige dos usuários uma conscientização e policiamento dos seus hábitos para reduzir os riscos. ''Não adianta colocar uma política de segurança se o usuário não estiver consciente'', diz o diretor de tecnologia Renato Marinho, da Nettion Information Security.
 
Um dos problemas que acabam afetando até mesmo empresas que cuidam em utilizar sistemas rígidos de segurança é a chamada ''engenharia social''. Trata-se de uma prática utilizada para obter acesso a informações da enganação ou exploração da confiança das pessoas. Para isso, o golpista pode se passar por outra pessoa, assumir outra personalidade ou fingir que é um profissional de determinada área de uma empresa, entre outras situações.
 
Renato Marinho cita um caso ocorrido com uma empresa de Fortaleza em que o roubo do MSN de um funcionário foi o suficiente para causar um grande prejuízo ao negócio. Como se fosse o funcionário, uma pessoa de fora da empresa acessou o MSN e passou a comunicar-se com outros colegas de trabalho.
 
Munido de informações pessoais do funcionário obtidas no Orkut, o cracker conseguiu se passar pelo funcionário sem levantar suspeitas e pediu a um colega a senha do sistema da empresa, que lhe foi dada prontamente. ''É preciso ter cuidado com a informação que o usuário torna pública em sites como o Orkut'', recomenda Renato Marinho.
Fonte: diariodonordeste.globo.com

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