|
O
sistema básico de transportes do Ceará é formado por uma rede
rodoviária de 52.307 km de rodovias, dos quais 2.796,3 km são federais, 10.622,1 km estaduais
e 38.886,6 km municipais; cerca de 7.073 km, cerca de 14%,
são pavimentados. A rede ferroviária apresenta uma
extensão de 1.200 km com bitola de 1,0m e, é
composta de dois eixos (linha tronco norte, que liga Fortaleza
aos estados do Piauí e Maranhão e linha tronco
sul, que liga Fortaleza à Paraíba) além
dos ramais do Crato e Mucuripe; o sistema ferroviário
cearense é operado pela Companhia Ferroviária
do Nordeste(CFN), devendo-se destacar que o Ceará é
responsável por 40% do faturamento total da empresa;
Os portos do Pecém e Mucuripe reúnem uma oferta extremamente
significativa. A rede de aeroportos é constituída pelos aeroportos,
internacional de Fortaleza, com capacidade para receber 2,5
milhões de passageiros por ano, em uma área edificada de 36.000m2,
regionais do Cariri(Juazeiro do Norte), Sobral, Iguatu, Camocim,
Aracati, Limoeiro, Quixadá, Tauá e de outros
47 campos de pouso. A rede dutoviária que serve ao Ceará
representa 8,8% da rede nacional, segundo o Anuário Estatístico
dos Transportes do Geipot - edição 2000, e conta com, além
do gasoduto principal de 383 Km que liga Guamaré(Rn) ao Pecém,
Paracurú-Fortaleza - 96 Km e a rede de distribuição
de Fortaleza com cerca de 150 Km. O sistema de trens urbanos da região metropolitana de Fortaleza conta com
46 Km de extensão e está assumindo importância cada vez maior,
principalmente com a implantação do Metrofor.Em relação ao
transporte intermunicipal de passageiros, observou-se em 1999,
que 60 empresas, em 340 linhas, com uma frota de
856 veículos, transportaram cerca de 35.697.632 passageiros
em 964.801 viagens.
O Estado do Ceará
ocupa uma área de 146,3 mil km2, equivalente a 1,7% do território
nacional, tem uma população 7,43 milhões de habitantes (15,4%
da população nordestina ou 4,4% da população brasileira e
tem uma taxa de crescimento médio anual de 1,75%, onde 71,53% vivem em áreas urbanas,
de acordo com Censo Demográfico 2000) e tem um produto
interno bruto per capita de R$2.950 (IBGE/2000), abrange 184
municípios, tem uma Taxa de urbanização da ordem de 71,50%
e por estar geograficamente mais próximo de grandes mercados
consumidores e exportadores, como os Estados Unidos e a Europa,
apresenta vantagens consideráveis no comércio internacional.
Do ponto de vista interno, a posição de meia distância entre
norte e sudeste do Brasil também favorece o escoamento da
produção e as condições de comercialização. Esses fatores,
certamente, contribuíram para que centenas de empreendimentos
industriais e agro-industriais aqui se instalassem; recebeu
nos últimos anos significativos investimentos na área de transportes:
Porto do Pecém, Aeroporto Internacional de Fortaleza, Prodetur,
Metrofor, são alguns exemplos e, apesar desta realidade, a
infra-estrutura de transportes do Estado está longe de ser
considerada preparada para os desafios intrínsecos ao processo
de globalização da economia mundial, que exige uma crescente
eficiência e custos cadentes no transporte de passageiros
e de cargas, de forma a trazer efetivos ganhos de bem-estar
social e econômico para a população.
Por
outro lado, esta globalização está trazendo, cada vez mais,
transformações radicais na organização dos processos de suprimento,
produção e comercialização, tendo como uma de suas conseqüências,
a diminuição da importância das vantagens comparativas locacionais,
anteriormente proporcionadas pela proximidade de fontes de
recursos naturais e pela mão-de-obra barata. A orientação
dos processos produtivos, buscando atender a estas demandas
de mercados consumidores, tem feito com que a eficiência do
sistema logístico se torne uma condição básica para que se
mantenha e aumente a competitividade de todos os setores da
economia. A implementação de novas tecnologias, estruturas
regulatórias e institucionais, práticas administrativas e
operacionais, no setor transportes, é indispensável para proporcionar
margens fundamentais em termos de competitividade.
Destaque-se
ainda que empresas cearenses são obrigadas a manter excesso
de estoque ao longo das cadeias produtivas como forma de se
proteger das ineficiências do transporte, conseqüência de
atrasos, acidentes e roubos de carga. No Ceará, 76% das cargas
que transitam em nossas rodovias, utilizam as rodovias federais
que estão em péssimo e inadmissível estado de conservação.Um
setor de transportes mais confiável e eficiente poderia diminuir
esta deseconomia, liberando recursos extremamente significativos
para serem reinvestidos em atividades produtivas.
A falta de um Plano de Transportes de longo prazo(20 anos
com atualizações em períodos máximos de 5 anos), compatível
com as estratégias de desenvolvimento econômico, social e
ambiental do Estado, que abranja o setor como um todo, observando-se
as peculiaridades e complexidades de cada modalidade de transportes,
os aspectos logísticos, incluindo as rodovias, ferrovias,
dutovias e o transporte aéreo e marítimo é um erro grave,
que tem como conseqüência a alocação deficiente dos escassos
recursos disponíveis para o setor, trazendo prejuízos em termos
de desenvolvimento econômico, meio-ambiente, segurança e mobilidade.
O
Ceará possui a 10ª maior economia do Brasil e a 3ª maior do
Nordeste. No período 1985/99, a economia cearense cresceu
62,5%, enquanto a economia nacional aumentou 37,5%. A taxa
média anual de crescimento do período é de 3,3% para o Ceará
e 2,1% para o Brasil. É preciso ter consciência de que taxas
anuais mais elevadas de crescimento do Produto Interno Bruto
previstas para o Ceará e que no curto prazo deverão ser superiores
a 5%, terão como conseqüência um aumento forte no tráfego
de pessoas e cargas, e que as ineficiências do sistema de
transporte contribuem para aumentar o processo de concentração
de renda, na medida que impedem uma redução maior de preços
de bens e serviços e dificultam o acesso, especialmente dos
pequenos e médios produtores e das populações mais pobres,
aos mercados e aos serviços básicos de educação e saúde. Para
os pobres melhores condições de transporte significam melhores
oportunidades e expectativas de melhoria de qualidade de suas
vidas.

O Atraso que se registra na área
de transportes cearense reflete a própria situação nacional
trazendo amplas externalidades, afetando diretamente a segurança,
a qualidade de vida e o desenvolvimento econômico do país;
os indicadores nacionais abaixo relacionados, apesar da carência
de informações, não diferem basicamente, dos encontrados no
Ceará.
-
·
Distribuição intermodal de cargas com
forte ênfase no transporte rodoviário, cujos preços de
transporte são, em geral, reconhecidamente mais elevados

Fonte:
Anuário Estatístico dos Transportes do Geipot – 2000

·
Segundo
estimativas do Programa de Redução de Acidentes nas Estradas,
do Ministério dos Transportes, os acidentes de trânsito no
Brasil são o segundo maior problema de saúde pública do País,
só perdendo para a desnutrição. Além disso, 62% dos leitos
de traumatologia dos hospitais são ocupados por acidentados
no trânsito. Análises realizadas indicam, adicionalmente,
que o número de mortes por quilômetro em estradas brasileiras
é de 10 a 70 vezes superior aquele dos países desenvolvidos.
Deve-se observar ainda que cerca de 95% dos passageiros que
viajam em nosso país, trafegam em rodovias(Geipot-1996/Coppead).

·
Com
relação ao consumo de energia, estima-se que para cada dólar
gerado em nosso PIB sejam gastos cerca de 84. 000 BTUs(British thermal unit) no setor de transporte. Nos
Estados Unidos, este índice é da ordem de 65. 000 BTUs.
·
A
produtividade do transporte de carga no Brasil, medida a partir
da quantidade de toneladas quilômetro útil produzida por mão-
de- obra empregada no setor, é de apenas 22% daquela apresentada
no sistema norte-americano.
·
Outros
indicadores da falta de planejamento e controle do setor de
transportes nacional se traduzem por uma frota rodoviária
com idade média de cerca de 17,5 anos e locomotivas com idade
média de 25 anos, sendo que no Ceará a idade média é da ordem
de 39 anos, sem que tenham recebido, na maior parte do tempo,
as manutenções preventivas devidas; estradas com condições
péssima, ruim ou deficiente em 78% dos casos; baixa disponibilidade
de infra-estrutura ferroviária; baixíssima disponibilidade
de terminais multimodais; entre outros.
·
Roubo
de Carga - O número de ocorrências de roubo de carga tem crescido
sobremaneira nos últimos 8 anos (Fonte: Coppead).

Rodovias
A rede rodoviária cearense é de 53.012,17 km, dos quais 2.627,1 km são federais, 10.622,1 km estaduais e
38.886,6 km municipais; cerca de 7.604,4 km são pavimentados.
Deve-se destacar que, de acordo com informação do Dert, cerca de 76%
das cargas que transitam nas rodovias cearenses, utilizam
as rodovias federais.
| Rede |
Total |
Federal |
Estadual |
Municipal |
| Pavimentada |
7.604,4 |
2.627,1 |
4.604,2 |
373,1 |
| Não Pavimentada |
44.213,4 |
393,0 |
5.640,9 |
38.179,5 |
| Planejadas |
1.194,9 |
481,9 |
377,0 |
336,0 |
| Total |
53.012,7 |
3.502,0 |
10.622,1 |
38.888,6 |
| Fonte:
DNIT/DERT |
Em termos de acessibilidade, a rede rodoviária
cearense poderia ser considerada boa, caso estivesse em boas condições de trafegabilidade, dentro dos padrões aceitos mundialmente, pois tem uma densidade
da ordem de 51,97 Km(asfaltados) de rodovias por 1.000 Km2,
onde o Canadá e o México têm uma densidade da ordem de 39,6
e 45,3, respectivamente, bem acima da média brasileira que
é de 17,3.

Obs - Considerando-se somente as rodovias asfaltadas
Por outro lado, outra medida de densidade de transporte – Km de estradas asfaltadas
por milhões de habitantes, 1.022,88 para o Ceará e cerca de
11.111 para o Canadá, mostra que, em princípio, é grande ainda
a perspectiva de crescimento da rede rodoviária asfaltada
em nosso estado.
A frota de veículos motorizados do Ceará, detalhada
no quadro abaixo, juntamente com a população do estado define uma densidade
de utilização (habitantes/veículos) atual de 10,16 que quando comparada
com os dados de 1995, mostra que houve um crescimento dos
níveis de motorização da ordem de 56% no período citado. A
leitura deste indicador para regiões mais desenvolvidas como
o Rio de Janeiro e São Paulo, da ordem de 4,81 e 2,96 respectivamente,
conforme se observa no quadro abaixo, sugerem uma clara necessidade
de investimento neste setor.
| TIPO |
Ceará |
| NUMERO |
% |
| AUTOMÓVEL |
376.737 |
51,54 |
| CAM. TRATOR |
71.245 |
9,75 |
| CAMINHÃO |
3.207 |
0,44 |
| CAMIONETA |
6.416 |
0,88 |
| MICRO-ONIBUS |
6.054 |
0,83 |
| MOTOCICLETA |
3.375 |
0,46 |
| MOTONETA |
207.607 |
28,40 |
| ONIBUS |
14.695 |
2,01 |
| REBOQUE |
32.405 |
4,43 |
| SEMI-REBOQUE |
2.516 |
0,34 |
| OUTROS |
6.760 |
0,92 |
| TOTAL |
731.017 |
100,00 |
| Fonte
- Detran/Ce (Junho/2002) |
| Densidades de Utilização - 1995-99
habitantes/veículos |
| Região e unidade da Federação |
1995 |
1996 |
1997 |
1998 |
1999 |
|
|
| Brasil |
6,15 |
5,75 |
5,55 |
5,28 |
5,13 |
|
|
Norte |
19,88 |
16,96 |
15,66 |
14,60 |
13,69 |
|
|
Nordeste |
17,16 |
15,66 |
14,27 |
13,58 |
12,68 |
|
|
Ceará
|
15,86 |
14,69 |
13,37 |
12,04 |
11,30 |
|
|
Pernambuco
|
11,81 |
10,85 |
9,91 |
9,93 |
9,30 |
|
|
Bahia
|
19,64 |
18,20 |
16,90 |
15,59 |
14,58 |
|
|
Sudeste |
4,27 |
4,05 |
4,01 |
3,82 |
3,78 |
|
|
Sul |
4,76 |
4,49 |
4,18 |
3,95 |
3,77 |
|
|
Centro-Oeste |
5,80 |
5,23 |
4,99 |
4,80 |
4,56 |
| Fontes: GEIPOT, DETRAN's e IBGE. |
|
|
|
|
Rodovias
Federais
A malha rodoviária federal do Ceará compreende
uma extensão total de 3.502,0 Km, representa 6,6% da malha
total do estado, e está distribuída por 10 rodovias: Br(s)
– 020/116/122/222/226/230/304/402/403/404. A extensão pavimentada,
quase que unicamente em pista simples, é de 2.627,1 Km, implantada(não
pavimentada) de 393,0 Km e planejada de 481,9 Km.

O
quadro abaixo mostra a condição de superfície das principais
rodovias federais, devendo-se destacar que cerca de 430
Km estão em péssimas condições de conservação, entre os quais,
absolutamente prioritários, se encontram 107 na Br –116 (principal
rodovia), 75 na Br – 222(acesso ao porto do Pecém), 190 na
Br –020 e 26,3 no Anel Rodoviário de Fortaleza (acesso ao
principal distrito industrial do Estado).
Condição de superfície – principais rodovias federais
– maio/2002 |
| Rodovias |
Trecho |
Extensão(Km) |
Condição(%) |
| Boa |
Regular |
Ruim |
| Br - 116 |
Fort-Div.Ce/Pe |
547,3 |
19,70 |
60,73 |
19,57 |
| Br - 222 |
Fort-Div.Ce/Pi |
370,8 |
32,31 |
47,46 |
20,23 |
| Br - 304 |
Br-116-Div.Ce/Rn |
102,5 |
100,0 |
- |
- |
| Br - 020 |
Div.Ce/Pi-
Fort |
437,5 |
16,85 |
44,85 |
38,31 |
| Br - 230 |
Div.Pb/Ce-Farias
B. |
116 |
116 |
38,84 |
43,57 |
Totais |
1.574,1 |
26,95 |
47,62 |
25,43 |
| Fonte:
DNIT |
Como
fator agravante o órgão rodoviário federal do Ceará não conta
sequer com uma balança de pesagem de carga, esta omissão,
distorce os "verdadeiros" custos de viagens, fazendo
com que os custos do transporte rodoviário, em princípio,
sejam artificialmente mais baixos (economias de escala obtidas
pelo uso de caminhões maiores) - e mais atraentes economicamente,
em prejuízo de modalidades mais eficientes, gerando um tráfego
de cargas incompatível com a capacidade de suporte dos pavimentos,
e ao lado da escassez de recursos, são determinantes do descalabro
que atinge a rede rodoviária federal, trazendo prejuízos econômicos
e sociais generalizados para o estado e para o próprio país.
Os postos de contagem de tráfego foram desativados e, com
certeza estão fazendo falta ao planejamento que deveria priorizar
a aplicação dos minguados e insuficientes recursos disponíveis.
A qualidade das estradas, por sua vez, agrava problemas de
acidentes e de roubos de carga, além de ser um dos fatores
que leva ao aumento do tempo total necessário para que uma
entrega seja realizada. O quadro abaixo demonstra as intervenções
de conservação necessárias nas três principais rodovias federais
do Ceará bem como no anel rodoviário de Fortaleza:
| Conservação Rod. Federais - Intervenções
Urgentes – Extensão(Km) |
| |
Anel-Fortaleza |
BR - 116 |
BR - 222 |
BR
– 020 |
BR-304(1) |
| Extensão |
26,3 |
546,7 |
337,3 |
422,7 |
102,5 |
| Restauração |
26,3 |
47,4 |
115,6 |
186,7 |
- |
| Recapeamento |
- |
341,9 |
233,2 |
164,4 |
- |
| Recuperação |
- |
- |
- |
- |
102,5 |
| Sinalização |
26,3 |
389,3 |
309,8 |
411,20 |
102,5 |
| Roço |
26,3 |
389,3 |
249,8 |
411,20 |
102,5 |
| Fonte:
Dert – Dezembro 2000 (1) Trecho: Entr. BR-116 – Div.
Ce/Rn |
Rodovias
Estaduais
A malha rodoviária estadual do Ceará compreende
uma extensão total de 10.622,1 Km, representa 6,6% da malha
total do estado. A extensão pavimentada, quase que unicamente
em pista simples, é de 4.604,2
Km, implantada (não pavimentada)
de 5.640,9 Km e planejada
de 377,0 Km.
A situação física da malha pavimentada estadual do Ceará
está apresentada no quadro a seguir:
Estado de Conservação |
% |
Ótimo |
54,0 |
Bom |
21,0 |
| Regular |
9,0 |
| Ruim |
9,0 |
| Péssimo |
7,0 |
| Fonte:
Dert – 2.000 |
Principais
Rodovias estaduais com os volumes médios diários de tráfego
medido(VMD) e que merecem receber atenção especial, principalmente
em termos de pavimento, capacidade, segurança e operação
de tráfego.
| Rodovia |
Início |
Final |
VMD |
| Ce-040 |
Av.
Washington Soares |
25.097 |
| Br-020 |
Entr.
Br-222 |
Tabapuá
(p/caucaia) |
15.647 |
| Ce-060 |
Mondubim
(Av. Perimetral) |
Anel
Viário |
14.996 |
| Ce-065 |
Anel
Viário |
Entr.
Ce-241(Cágado) |
14.787 |
| Ce-040 |
Messejana(Av.
Perimetral) |
Anel
Viário |
12.993 |
| Anel
Viário |
Entr.
Br-020 |
Entr.
Ce-065 |
10.337 |
| Anel
Viário |
Entr.
Br-116 |
Entr.
Ce-040 |
10.337 |
| Anel
Viário |
Entr.
Ce-065 |
Entr.
Ce-060 |
10.337 |
| Anel
Viário |
Entr.
Ce-060 |
Entr.
Br-116 |
10.337 |
| Ce-040 |
Anel
Viário |
Entr.
Ce-251(Eusébio) |
10.221 |
| Ce-292 |
Entr.
Ce-060(Juazeiro do Norte) |
Entr.
Ce-386/492(Crato) |
10.003 |
| Anel
Viário |
Entr.
Br-020 |
Entr.
Ce-065 |
9.045 |
| Anel
Viário |
Entr.
Br-116 |
Entr.
Ce-040 |
9.045 |
| Anel
Viário |
Entr.
Ce-065 |
Entr.
Ce-060 |
9.045 |
| Anel
Viário |
Entr.
Ce-060 |
Entr.
Br-116 |
9.045 |
| Ce-251 |
Maracanaú |
Entr.
Ce-065(Cágado) |
8.832 |
| Ce-251 |
Entr.
Ce-060 |
Maracanaú |
6.470 |
| Fonte:
Dert – 2.000 |
Recomendações
na área Rodoviária:
· Recuperação imediata do sistema rodoviário federal para níveis aceitáveis
·
Estadualização de trechos de rodovias federais considerados pertinentes
·
Instalação de postos de pesagem nas rodovias federais
·
Implementação de medidas indispensáveis à segurança e apoio a acidentados nas rodovias federais, estaduais e municipais, inclusive de eliminação de pontos críticos, destacando-se, que a Avenida Washington Soares(Ce-040), é a rodovia com maior nº de acidentes na região metropolitana de Fortaleza
·
Privatização de trechos rodoviários considerados
viáveis
·
Utilização plena de mecanismos de tecnologia de informação, especialmente em termos de operação do sistema
·
Elaboração e implantação de um plano estratégico de apoio ao escoamento dos principais produtos do estado, especialmente para a produção agroindustrial da chapada do Apodi, inclusive da área potiguar, e baixo Acaraú.
· Extensão
imediata do atual anel rodoviário federal metropolitano
de forma a permitir que o tráfego de carga gerado
pelo Porto do Mucuripe minimize os traumas e transtornos
ocasionados ao sistema viário de Fortaleza.
· Estudos
de viabilidade técnica e econômica da duplicação
e privatização do trecho do atualanel rodoviário
federal metropolitano entre as BRs 116 e 222
·
Implantação de anel rodoviário periférico(5º
anel rodoviário) à região metropolitana
de Fortaleza, se viável de forma privatizada, para
facilitar o acesso ao Porto do Pecém e descongestionar
o sistema de transporte metropolitano
·
Ampliação do Prodetur e Elaboração de um plano estratégico complementar de apoio às atividades turísticas
·
Estudo de viabilidade técnica e econômica de asfaltamento da rodovia da Confiança entre as regiões da Ibiapaba, Inhamuns e Cariri
·
Adoção de padrões mais elevados de elaboração de projetos rodoviários, especialmente em termos de segurança, capacidade e pavimento
·
Implementação de medidas enérgicas e urgentes contra o roubo
de carga
·
Implantação de vias de pedestres e ciclovias, integradas adequadamente com o sistema rodoviário, em apoio aos pólos de turismo religioso, particularmente às romarias com destino a Canindé e Juazeiro do Norte.
·
Re-estabelecimento de um programa de contagem de tráfego nas rodovias federais
Ferrovias
A rede ferroviária no Ceará tem uma extensão
de 1.200 km com bitola de 1,0m e, é composta de dois eixos
(linha tronco norte, que liga Fortaleza aos estados do Piauí
e Maranhão e linha tronco sul, que liga Fortaleza à Paraíba)
além dos ramais do Crato e Mucuripe, é operada pela CFN –
Companhia Ferroviária do Nordeste, empresa constituída com
o “propósito específico” de explorar o transporte de cargas;
entre 1996 e 1999, foi registrado, na estação ferroviária
de Fortaleza um crescimento na movimentação de carga útil
de 659.638 para 1.717.149 toneladas, tendo o índice tonelada/km
aumentado de 405.318.311 para 918.758.000 (t/km); em ralação
ao material rodante entre 1998 e 1999, enquanto o nº de vagões
passou de 2.150 para 1.980, o de locomotivas permaneceu em
112. A frota de locomotivas tem uma idade média da ordem de
39 anos e um índice de disponibilidade aproximado de 57%.
A CFN recebeu em 1998, o sistema ferroviário do Nordeste da
Rede Ferroviária Federal com baixos níveis de eficiência,
e hoje funciona com cerca de 1600 servidores (próprios e terceirizados)
enquanto que a rede chegou a ter 22.000 funcionários. Entretanto
embora se tenha observado um aumento do volume transportado
e da produtividade com a privatização, constata-se a necessidade
de substanciais melhorias no sistema. Os indicadores abaixo
comparam a CFN com ferrovia de Carajás, considerada internacionalmente
de excelente padrão.
| |
TKU/TKB |
Vmédia (Km/h) |
| CFN (Nordeste) |
0,50 |
15 |
| CFC (Carajás) |
0,75 |
50 |
| TKU = Tons.útil x Km; TKB = Tons. Bruta x Km – Fonte: CFN - 2002 |
A densidade ferroviária do Ceará (1,22 km de
trilhos para cada 100 km2 de área), embora superior à brasileira
(0,3) e da Argentina (1,0), ainda é inferior à Índia (1,5),
Bélgica (17,0) e EUA (3,5).
Recomendações
na área Ferroviária:
·
Adaptação
do pátio ferroviário do Aracapé no Distrito Industrial de
Maracanã
para servir como Terminal de Containeres permitindo-se a redução
substancial custos de logística terrestre em relação aos Portos
de Pecém e Mucuripe. A ova e desova de containeres poderia
ser feita dentro do próprio terminal. Concomitantemente
é importante a implantação de um acesso ferroviário através
de um triângulo diretamente ao Pátio de Containeres do porto.
·
Acesso
da Ferrovia ao futuro Centro Atacadista bem como a EADI -
Estação Aduaneira Interior(Porto Seco), criando-se
assim um ponto de integração intermodal, permitindo – se a
conexão, com trens expressos entre Fortaleza e as demais capitais
do Nordeste bem como São Paulo, ensejando-se a redução substancial
custos de logística. Destaque-se que os atuais estudos não
preveêm acesso ferroviário para este complexo.
·
Urbanização
da faixa de segurança da ferrovia na área urbana de Fortaleza
(Mucuripe - Parangaba), minimizando os problemas de segurança,
inclusive de vandalismo, induzindo-se uma redução de frete
no trecho, e alavancando-se um projeto de grande alcance social.
·
Recuperação
do trecho "Vala da Coca-Cola" em Juazeiro do Norte,
através de canalização de esgotos pluvial e cloacal, reduzindo-se
o risco para a operação ferroviária e para os habitantes
das áreas lindeiras.
·
Estudo
de viabilidade e implantação de projetos de variantes das
maiores cidades do Ceará, tais como Sobral, Iguatu, Crateús
e Quixadá. Além de melhorar significativamente as operações
ferroviárias, eliminando-se transtornos e deseconomias, seriam
liberadas as atuais faixas de domínio para projetos de valorização
urbana.
·
Implantação
da terceira fase da ferrovia transnordestina, trecho de cerca
de 180 km (Piquet Carneiro – Crateús), que além de possibilitar
o acesso ferroviário às áreas de reserva de calcários da região
de Independência, seria a chave para o descongestionamento
do sistema ferroviário da Grande Fortaleza.
·
Elaboração
e implantação de um plano estratégico de apoio ao escoamento
de produtos do estado, como por exemplo, um sistema de embarque
de rochas ornamentais em Sobral.
·
Melhorias da via permanente e modernização
da frota de vagões e locomotivas, de forma a aumentar
a segurança, confiabilidade e o uso mais abrangente
do trnsporte ferroviário, inclusive para o transporte
de passageiros, onde houver viabilidade.
·
Estudo
de viabilidade técnica e econômica de transporte de gás natural
liquefeito
Aerovias
A rede de aeroportos é constituída pelo aeroporto internacional de Fortaleza
e de outros 55 aeroportos/campos de pouso, entre os quais,
14 homologados. O Aeroporto Internacional Pinto Martins, Inaugurado
em fevereiro de 1998,tem capacidade de movimentação e movimento
atual de 2,5 e 2.0 milhões de passageiros por ano respectivamente,
em uma área edificada de 36.000m2. São considerados
aeroportos regionais: Cariri(Juazeiro do Norte), Sobral, Iguatu,
Camocim, Aracati, Limoeiro, Quixadá e Tauá.
| Aeroportos(Ce) |
| Estado de Conservação |
% |
| Bom |
40 |
| Regular |
32 |
| Mau |
28 |
| |
| Tipo
de Pavimentação |
% |
| Asfaltadas |
26 |
| Não
Asfaltadas |
66 |
| Sem
Revestimento |
8 |
| Fonte: Seinfra – 2.000 |

Recomendações
na área Aeroviária:
·
Elaboração de Plano de Curto, Médio e
Longo Prazo de expansão do aeroporto Pinto Martins
que consolide a sua condição de competitividade
·
Expansão e melhoramento da malha estratégica
de aeroportos regionais que observe a necessidade dos pólos
regionais de desenvolvimento, do turismo e exportação
·
Consolidação de terminais intermodais de transporte,
como por exemplo Pecém e Aeroporto Pinto Martins.
· Melhoramento
doaeroporto regional de Limoeiro do Norte de forma a compatibiliza
-lo com o Programa de desenvolvimento da Chapada do Apodi
Dutovias
A
rede dutoviária que serve ao Ceará representa
cerca de 8,8% da rede nacional, segundo o Anuário Estatístico
dos Transportes do Geipot - edição 2000, e conta
com, além do gasoduto principal de 383 Km que liga
Guamaré(Rn) ao Pecém, Paracurú-Fortaleza
- 96 Km e a rede de distribuição de Fortaleza
com cerca de 150 Km.
O suprimento do gás natural distribuído pela
CEGÁS para o Estado do Ceará é feito
através de duas fontes independentes e distintas: Plataformas
de produção de gás em Paracurú
e Guamaré(Rn); a construção do Gasoduto
Guamaré-Fortaleza-Pecém proporcionou a conexão
com o gasoduto Nordestão, uma rede de distribuição
com interligação desde Salvador, no Estado da
Bahia, até Pecém, no Estado do Ceará,
aumentando ainda mais a segurança do sistema.
A distribuição do gás natural na Região
Metropolitana de Fortaleza atende consumidores em 07 (sete)
municípios: Fortaleza, Euzébio, Maracanaú,
Pacatuba, Caucaia, Horizonte e Pacajus
Com o desenvolvimento previsto para o estado do Ceará,
e já estão contratados os fornecimentos de gás
para as duas termo-elétricas do Pecém, se prevendo
assim, um incremento de cerca de 10 vezes no seu volume atualmente
distribuído já a partir do próximo ano,
havendo necessidade de se viabilizar fontes alternativas de
suprimento.
Recomendações
na área Dutoviária:
·
Implantação
de um programa de implantação de dutovias para interiorização
do gás natural, com atendimento a novos municípios especialmente,
Aquiraz, Aracati, Caucaia, São Gonçalo do Amarante, Sobral
e Limoeiro do Norte/Iguatu.
·
Incentivo
ao uso Industrial, Cogeração, Geração energia elétrica
·
Implantação
de um terminal de regazeificação no Pecém
·
Estudo
de viabilidade para o transporte de gás natural liquefeito
por rodovia e ferrovia como etapa precursora de novas redes
de dutos

Transporte
Intermunicipal de Passageiros
O transporte intermunicipal de passageiros, com
a extinção do transporte ferroviário de passageiros, passou
a ser feito fundamentalmente através de ônibus, tendo se observado
em 1999, que 60 empresas, em 340 linhas, com uma
frota de 856 veículos, transportaram cerca de 35.697.632 passageiros
em 964.801 viagens. Os dados abaixo mostram alguns indicadores
da frota de ônibus:
|
|
|
Interior |
| Idade média(anos) |
3,6 |
6,8 |
| Índice (passageiros/viagem) |
37 |
26 |
| Fonte:
Dert - 1999 |
Nos 184 municípios cearenses existem, além dos terminais
rodoviários João Tomé e de Antonio Bezerra em
Fortaleza, outras 57 unidades. O transporte
alternativo continua sendo uma questão não resolvida.
Recomendações
na área de Transportes Intermunicipais de Passageiros:
·
Estabelecimento
de um programa de renovação da frota de ônibus
·
Definição
e regulamentação do transporte alternativo, como forma complementar
e integrada
·
Realização
de estudo de viabilidade técnica e econômica do transporte
de passageiros através de VLT (veículos leves sobre trilhos)
·
Estabelecimento
de um programa de implantação de terminais no restante dos
municípios
·
Melhorias
no Terminal João Tomé em Fortaleza
·
Melhorias
nos Terminais da Região Metropolitana de Fortaleza
Transporte
Metropolitano de Fortaleza
A
Região Metropolitana de Fortaleza é composta
de 13 municípios, dentre os treze municípios da RMF, Fortaleza concentra 72,96%
de sua população, ocupa uma área de 336 km², tem uma população 2,14 milhões de habitantes (29,9% da população
cearense), sendo ainda o 5º município brasileiro, tendo ainda
uma taxa de crescimento médio anual de 2,13%, conforme se observa na tabela abaixo.
| |
Área
(2002) - km² |
População
Resid.(2000) - habitantes |
Densidade demogr.(2000) - hab/km² |
T.urbaniz. (2000) – (%) |
PIB per capita -98 (R$) |
IDM(1) |
T(%) cresc.anual
96-00 |
| Fortaleza |
313,80 |
2.141.402 |
6.844,54 |
100 |
3.514,53 |
0,792 |
2,13 |
| Aquiraz |
482,80 |
60.469 |
126,01 |
90,44 |
2.674,63 |
0,446 |
3,75 |
| Caucaia |
195,60 |
250.479 |
210,22 |
90,25 |
1.927,80 |
0,437 |
4,59 |
| Chorozinho |
308,30 |
18.707 |
60,97 |
50,65 |
1.694,96 |
0,254 |
3,94 |
| Eusébio |
78 |
31.500 |
405,47 |
100 |
8.020,95 |
0,501 |
3,72 |
| Guaiuba |
271,30 |
19.884 |
73,61 |
78,51 |
2.063,28 |
0,425 |
2,13 |
| Horizonte |
191,90 |
33.790 |
176,91 |
83,24 |
12.393,82 |
0,501 |
3,90 |
| Itaitinga |
155,30 |
29.217 |
188,98 |
90,86 |
1.934,28 |
0,323 |
3,07 |
| Maracanaú |
98,60 |
179.732 |
1.779,81 |
99,68 |
16.391,78 |
0,631 |
2,12 |
| Maranguape |
654,80 |
88.135 |
134,64 |
74,21 |
1.818,90 |
0,389 |
1,58 |
| Pacajus |
241,90 |
44.070 |
181,94 |
77,78 |
7.754,15 |
0,476 |
4,27 |
| Pacatuba |
138 |
51.696 |
377,36 |
91,17 |
1.236,56 |
0,312 |
4,36 |
| S. G. Amar. |
845,80 |
35.608 |
42,20 |
62,05 |
1.736,75 |
0,330 |
1,93 |
| Total |
|
2.984.689 |
600,67 |
|
|
|
2,4/91/00 |
| Ceará - Cresc. dem.: 1,7% ao ano (1991-2000); IDH
de 0, 5905, Brasil: 1,63 e 0,830, respectivamente |
(1)
– Fonte; Instituto de Pesquisa e Informação do Ceará (Iplance)
- Índice de Desenvolvimento Municipal (IDM) 2000, que classifica
os municípios cearenses de acordo com indicadores sociais
e econômicos.
Obs - o IDM utiliza metodologia semelhante à do Índice
de Desenvolvimento Humano (IDH), do Programa das Nações Unidas
para Desenvolvimento (Pnud).O IDH é medido pela ONU desde
1960. Mostra a qualidade de vida nos países-membros, com base
em renda, educação, expectativa de vida. Mostra também de
Estados, regiões e municípios brasileiros. As notas são de
zero a 1; abaixo de 0,499 indicam baixo desenvolvimento humano;
de 0,500 a 0,799 marcam estágio intermediário e de 0,8 em
diante, alto desenvolvimento humano.
Fortaleza recebeu a partir da década de quarenta e, um fluxo
migratório significativo, modificando rapidamente a feição
da estrutura urbana da cidade. Como conseqüência da migração
e tendo em vista a baixa qualificação profissional e o empobrecimento
da população, houve uma ocupação desordenada do espaço urbano
(favelas, invasões), que ocupam solos inapropriados, como
as dunas e as margens dos cursos d’água, inclusive áreas de
preservação permanente, agravando ainda mais os significativos
problemas urbanos existentes na cidade. O processo de urbanização
acelerada que vem ocorrendo na Região Metropolitana de Fortaleza,
nas últimas décadas, desencadeou uma série de problemas e
carências na infra-estrutura viária. A rede viária de Fortaleza
apresenta atualmente uma forte concentração de viagens ao
longo de vias que convergem para a área central e leste do
município, correspondendo às áreas mais densas da região metropolitana
e, conseqüentemente, as que concentram os principais problemas
relacionados ao trânsito. A configuração radial da malha viária
ressalta a ausência de ligações perimetrais e transversais,
obrigando o usuário a utilizar os eixos rodoviários que penetram
a área urbana, entre os quais destacam-se as rodovias BR-116,
BR-222 e CE-060. O transporte público em geral, não apresenta
um nível de serviço satisfatório. O mapa abaixo mostra um
alto número de vias, principalmente no centro de Fortaleza
e seu entorno, com velocidades médias de transporte individual
inferiores a 30 Km/h, com significativas conseqüências em
termos de deseconomias e meio ambiente.

O centro de Fortaleza, apesar de estar servido por uma infra-estrutura
importante, tem sido esvaziado progressivamente, em particular
pelo poder público, que mesmo bem intencionado, ao longo das
últimas décadas transferiu a Assembléia Legislativa, Palácio
do Governo, Câmara de Vereadores, Fórum e o Paço Municipal,
desconsiderando que a atividade de Governo deveria se localizar
na área que tem acessibilidade idêntica para a maioria dos
cidadãos.
Demanda por Transporte na Região Metropolitana de Fortaleza
Fonte: (CBTU/1996)
Viagens Diárias
1) Total de Viagens - 3.452.747
2) Viagens a pé - 1.411.490 (40,88%)
3) Outros modos de viagens - 2.041.257 (59,12%)
Distribuição de viagens diárias
segundo o modo principal (excetuando-se viagens a pé)


Como
se observa cerca de metade das viagens que se realizam diariamente
na Região Metropolitana de Fortaleza são realizadas
a pé e de bicicletas e que o investimento em vias de
pedestres e ciclovias, além de incentivar modalidades
de transportes baratas, saudáveis e harmoniosas com
o meio ambiente, atende a milhares de colaboradores do segmento
industrial e a população de uma forma geral
e, em particular a mais desfavorecida.
A frota de veículos Fortaleza está crescendo
em ritmo acentuado, a densidade de ocupação atual
(veículos/km2) é da ordem de 1.160 demonstrando que houve um crescimento superior
a 36% em relação a 1995 e comparada aos municípios mais desenvolvidos
da região Sudeste, 2.226,43, observa-se que nossa capital caminha para uma situação insustentável,
caso não sejam tomadas providencias imediatas.
| TIPO |
Fortaleza |
| NUMERO |
% |
| AUTOMÓVEL |
265.210 |
68,05 |
| CAM. TRATOR |
35.471 |
9,10 |
| CAMINHÃO |
1.443 |
0,37 |
| CAMIONETA |
3.989 |
1,02 |
| MICRO-ONIBUS |
4.867 |
1,25 |
| MOTOCICLETA |
2.365 |
0,61 |
| MOTONETA |
53.818 |
13,81 |
| ONIBUS |
1.421 |
0,36 |
| REBOQUE |
14.656 |
3,76 |
| SEMI-REBOQUE |
1.720 |
0,44 |
| OUTROS |
4.746 |
1,22 |
| TOTAL |
389.706 |
100,00 |
| Densidade de Ocupação nos Municípios das Capitais - 1995-99 - veículos/km2 |
| Região/ Capitais |
1995 |
1996 |
1997 |
1998 |
1999 |
| |
| Capitais |
83,12 |
82,86 |
84,37 |
86,73 |
88,76 |
| |
Norte |
3,27 |
3,90 |
4,20 |
4,41 |
4,66 |
| |
Nordeste |
291,30 |
311,85 |
338,91 |
347,88 |
361,70 |
| |
Fortaleza |
850,52 |
917,85 |
993,22 |
1.089,68 |
1.126,49 |
| |
Recife |
1.422,76 |
1.467,87 |
1.522,38 |
1.425,44 |
1.462,15 |
| |
Sudeste |
2.312,20 |
2.189,11 |
2.147,70 |
2.202,56 |
2.226,43 |
| |
São Paulo |
2.927,53 |
3.019,22 |
3.057,56 |
3.123,01 |
3.175,57 |
| |
SUL |
870,74 |
903,63 |
967,92 |
1.002,45 |
1.027,77 |
| |
Curitiba |
1.214,25 |
1.272,11 |
1.391,23 |
1.472,90 |
1.550,93 |
| |
Centro Oeste |
65,37 |
72,96 |
77,68 |
79,79 |
83,90 |
| Fontes:
GEIPOT, DETRAN's e IBGE |
|
|
|
|
| Densidades de Utilização nos Municípios das Capitais - 1995-99 - habitantes/veículos |
| Região/Capitais |
1995 |
1996 |
1997 |
1998 |
1999 |
| Capitais |
3,20 |
3,21 |
3,19 |
3,14 |
3,11 |
| |
Norte |
8,89 |
7,55 |
7,19 |
7,03 |
6,81 |
| |
Nordeste |
31,17 |
6,03 |
5,66 |
5,60 |
5,48 |
| |
Fortaleza |
25,16 |
6,82 |
6,46 |
6,01 |
5,93 |
| |
Recife |
23,93 |
4,19 |
4,08 |
4,39 |
4,31 |
| |
Sudeste |
8,92 |
2,52 |
2,58 |
2,53 |
2,51 |
| |
São Paulo |
7,53 |
2,13 |
2,12 |
2,08 |
2,05 |
| |
Sul |
19,39 |
2,45 |
2,33 |
2,28 |
2,26 |
| |
Curitiba |
16,65 |
2,69 |
2,53 |
2,44 |
2,37 |
| |
CENTRO OESTE |
8,40 |
2,83 |
2,72 |
2,71 |
2,63 |
| Fontes:
GEIPOT, DETRAN's e IBGE |
O
sistema de trens urbanos da região metropolitana de Fortaleza
conta com 46 Km de extensão e está assumindo importância cada
vez maior, principalmente com a implantação do Metrofor, e
tem aumentado sua produtividade, pois embora, o Nº de passageiros
transportados (em milhões) tenha passado de 7,689 para 7,924
entre 1995 e 1999, o no Nº de locomotivas em tráfego passou
de 7 para 6, de carros de passageiros de 37 para 30, o consumo
de óleo diesel passou de 1.564 para 1.292 toneladas e o Nº
de pessoas empregadas passou de 450 para 345 e, em milhões
de reais, receita operacional cresceu de 2,195 para 3,492,
a despesa operacional decresceu de 14,345 para 14,065 e os
investimentos passaram de 1,113 para 11,066; entre 1996 e
1999, a movimentação de passageiros na estação ferroviária
de Fortaleza passou de 7.783.618 para 7.922.766(Fonte: Anuário
Estatístico do Geipot - 2000).
A
Região Metropolitana de Fortaleza está recebendo investimentos
na área de transportes da ordem de 0,8 bilhão de dólares e
mesmo assim ainda não tem um plano compreensivo que assegure
condições para que o transporte urbano venha a ser elemento
de competitividade, e que propicie
condições para aumento da acessibilidade dos bens e serviços
públicos ofertados à população, a conseqüente redução dos
custos das atividades, e o uso mais eficiente e democrático
do espaço urbano.
Como se observa nas tabelas e nos fatos mostrados anteriormente,
a população metropolitana ainda é pobre e os municípios mal
servidos de infra-estrutura, entretanto com a perspectiva
de desenvolvimento e a óbvia necessidade de desconcentração
de renda, pode-se prever com segurança que será forte a pressão
da demanda futura de transportes, o que acentua mais ainda
a necessidade de investimentos significativos dentro de uma
visão integrada.
Recomendações
na área de Transportes Metropolitanos de Fortaleza:
- Elaboração urgente de um Plano de Transportes e Uso do Solo de Longo
Prazo para a Região Metropolitana de Fortaleza,que seja
atualizado periodicamente, em parceria com os municípios
envolvidos, com a preocupação especial de integração do
Metrofor com os demais sistemas de transportes
- Estudo de viabilidade técnica e econômica de um sistema ferroviário regional
de transporte de passageiros em especial para a nova região
industrial do Pecém
- Estudo de viabilidade técnica e econômica do uso do ramal do mucuripe
para o transporte ferroviário de passageiros combinado com
o transporte de carga
- Implantação imediata de trechos do anel rodoviário de Fortaleza, em especial
de conexão com o Porto do Mucuripe, de forma a minimizar
a entrada de tráfego pesado de cargas na rede viária urbana,
e o estudo de viabilidade técnica e econômica da duplicação
do trecho entre as Brs 116 e 222
- Estímulo aos municípios para melhoria dos sistemas de transporte
coletivo, aumentando a sua atratividade e tornando-o mais rápido,
confortável, acessível, seguro e adequado às necessidades
de deslocamento da população, reduzindo-se os impactos econômicos
e sociais das viagens urbanas, em termos de tempos de viagem
e custos operacionais do transporte coletivo, acidentes
no trânsito (especialmente com pedestres e ciclistas) e
poluição atmosférica
- Planejamento,
implantação e manutenção de
infra-estrutura de circulação adequada e segura
para pedestres e ciclistas inclusive com a elaboração
de planos diretores tanto para a Região Metropolitana
de Fortaleza como para os demais aglomerações
e cidades de médio porte
- Apoio a estudos e ações de modernização das relações entre órgãos
gestores e empresas concessionárias do transporte público
- Incentivo a elaboração de planos multi-setoriais, como transporte
– habitação – emprego etc e a coordenação das ações voltadas
ao transporte urbano com as demais ações de gestão urbana
- Incentivo a formas cooperativas na gestão do transporte e trânsito
e outras funções urbanas, notadamente na gestão das aglomerações
urbanas, como consórcio ou associação de municípios
- Estímulo ao envolvimento de representantes da comunidade e do
setor privado no processo de formulação e decisão relativos
a problemas de circulação urbana e à construção de parcerias
entre os setores público, privado, organizações não governamentais
e a comunidade envolvida
- Desenvolvimento institucional e capacitação contínua dos agentes
públicos e privados em novas técnicas de gestão, e no uso
de instrumentos de planejamento urbano adequados
- Implementação de sistema de avaliação da política de desenvolvimento
urbano
- Estimular a modernização tecnológica
do transporte coletivo, para torná-lo mais eficiente
- Estímulo à utilização do transporte urbano como um instrumento
da promoção do desenvolvimento sustentável das cidades
- Definição e regulamentação do transporte alternativo, como forma
complementar
- Promoção de medidas de redução acidentes de trânsito, em especial
através da educação e engenharia de tráfego
- Estabelecimento de uma política de valorização do centro e de
sua periferia
- Reurbanização da área a ser desativada na estação João Felipe
como indutora de valorização do centro
- Adequação
de mecanismos institucionais e legislativos, através
de parcerias Metrofor/PMF/Setor Privado, de fortalecimento
da faixa lindeira, que deverá ser responsável
por 65% da demanda do Metrofor
- Aceleração das obras de duplicação da Br – 116 no segmento metropolitano
e estudo de viabilidade de privatização
- Adoção
de padrões mais elevados de elaboração de projetos rodoviários
em corredores de tráfego e vias arteriais, especialmente
em termos de segurança, capacidade e pavimento
Recomendações
Gerais
·
Elaboração
urgente de um Plano Diretor de Transportes que considere o
sistema como um todo, observando-se as projeções e planos
de desenvolvimento das diversas regiões do Ceará, inclusive
os aspectos logísticos, aproveitando-se em todas suas
potencialidades, as vantagens comparativas de cada modalidade
de transporte e permitindo-se dar mais eficiência ao uso dos
escassos recursos disponíveis
·
Estabelecimento
de um programa de construção e melhoria de terminais intermodais
de carga
·
Garantir
que recursos da CIDE (Contribuição
de Intervenção no Domínio Econômico) sejam utilizados para melhoria da infra-estrutura de transportes
do Ceará
·
Incentivo
à formação de parcerias com a iniciativa privada
·
Criação
de bases de dados confiáveis sobre os transportes no Ceará
·
Apoio
à articulação dos interesses comuns tanto a nível metropolitano
com também em outros aglomerados urbanos em especial, no Cariri,
Maciço da Ibiapaba e na região de Sobral, através de câmaras
temática, permitindo que os municípios conversem sobre projetos
comuns, visando maior eficácia no aproveitamento dos recursos.
·
Uso
intensivo de sistemas de tecnologia de informação
·
Ênfase
aos programas de manutenção preventiva
·
Atenção especial às modalidades
de transportes que trazem maior eficiência em termos
de uso da energia e meio ambiente |