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Porto do Mucuripe receberá estaleiro
A instalação de mais um estaleiro no Ceará vai movimentar vários setores da O Porto do Mucuripe foi o local escolhido pelo Governo do Estado para abrigar um estaleiro de médio porte com capacidade para construir navios gaseiros (destinados ao transporte de gases liquefeitos) e de carga geral. O custo da obra pode chegar a R$ 180 milhões, segundo Sérgio Machado, presidente da Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras. O Estado vai arcar com a infraestrutura do projeto, que custará inicialmente R$ 60 milhões e contemplará um aterro no local, dragagem, sistema viário e energia elétrica em uma área de 300 mil metros quadrados. O investimento vai gerar 1,5 mil empregos diretos, tanto nas obras como na parte operacional, e mais seis mil indiretos.
Durante reunião no Palácio Iracema, ontem, o executivo da empresa PJMR e ex-ministro da Fazenda e do Planejamento, Paulo Haddad, discutiu com o governador Cid Gomes e cerca de 20 investidores cearenses a importância do projeto de construção do estaleiro. Sérgio Machado também destacou a obra. “Já temos uma encomenda de oito navios gaseiros que não são para uso no pré-sal. O Ceará tem tudo para se tornar um grande polo da construção naval. Viemos aqui trazer oportunidades para os empresários”, ressaltou e disse que o Fundo da Marinha Mercante poderá financiar os recursos através do BNDES, com prazo de 20 anos.
A PJMR é a empresa que atraiu as empreiteiras Camargo Correia e Queiroz Galvão, além da sul-coreana Samsung Heavy Industries (SHI), para a implantação do Estaleiro Atlântico Sul, no Porto de Suape, em Pernambuco, hoje o maior do hemisfério sul.
Também estiveram no encontro os presidentes do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Roberto Smith, e da Federação das Industrias do Estado do Ceará (Fiec), Roberto Macedo. Representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Fundo da Marinha Mercante (FMM) também compareceram à reunião de ontem.
Propostas
O edital de licitação para a construção das embarcações gasoeiras no Porto do Pecém será lançado no próximo mês. Em outubro, a Transpetro receberá as propostas e até dezembro será feito o contrato. “É importante lembrar que qualquer empresa pode participar da concorrência. Quem oferecer o menor preço para construir o estaleiro sairá vencedor, independente de ser uma empreiteira cearense ou não”, avisa.
Sérgio Machado esclareceu que não é indispensável que o estaleiro já esteja instalado. Ele citou o exemplo do Atlântico Sul, que começou como “estaleiro virtual”, e que capacitou-se de acordo com as exigências da Transpetro.
O presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Antonio Balhmann, afirmou que a escolha do Porto do Mucuripe como sede do estaleiro deve-se à infraestrutura já alocada. “A área é ideal para a implantação de um empreendimento de médio porte pela estrutura que já está lá. Principalmente no tocante aos acessos, o Mucuripe se destaca”, analisa.
Balhmann disse que a implantação do estaleiro é uma realidade e que é uma tarefa do empresariado local tornar o empreendimento legitimamente cearense. “A decisão de instalação já está tomada. Só depende dos grupos cearenses fazê-lo 100% nosso”, afirma o presidente da Adece.
Fonte: Jornal O Povo - 03/07/09
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Potencial da economia de Angola atrai empresas do CE
E
Angola se recupera de três décadas de uma sangrenta guerra civil. Em termos comerciais, o Ceará faz parte dessa reconstrução e já tem data marcada para oportunizar negócios por lá. Para fortalecer e ampliar as relações, a Ceará vai levar produtos de 14 empresas cearenses, até agora, e uma pernambucana à 20ª Feita Internacional de Luanda (Filda), que acontece do dia 14 a 19 de julho na capital angolana, Luanda.
A Ceará Trade Brasil - única selecionada no Norte e Nordeste -, será a representante das 15 empresas nacionais no país africano de língua portuguesa com cerca de 17 milhões de habitante. É a primeira vez que o Estado participa do considerado maior evento comercial no país.
A expectativa da empresa cearense é de que as exportações para Angola cheguem à cifra média de R$ 800 mil por mês até o final do ano. “É o primeiro passo para levar os produtos cearenses para Angola. Ainda engatinha, mas o Estado está investindo lá. São 17 milhões de pessoas querendo consumir”, comenta Roberto Marinho, diretor da Ceará Trade Brasil.
A produção cearense já chega ao país africano, mas em proporções pequenas. A demanda angolana para o Ceará é maior para material de construção, alimentos e bebidas, além de cosméticos. “O evento é um passo para uma parceria certa. A gente já sabe que eles precisam. Eles já sabem que a gente leva. A expectativa é boa, mas demanda trabalho”, diz otimista.
Concorrência
O Ceará não é o único que vai compor Pavilhão Brasileiro na feira multissetorial. Junto com a representante do Estado, mais cerca de 49 empresas de todo o País montam a disputa pelo mercado de Angola. “Temos uma concorrência pesada só mesmo com São Paulo, que vence no quesito logístico. Mas nós temos os preços mais competitivos”, afirma o diretor.
A aposta de bons negócios também leva em consideração a proximidade com a Copa da África do Sul e a Copa seguinte que será no Brasil, com jogos em Fortaleza.
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), ligado ao Governo Federal, coordena a participação nacional na Filda.
Um estudo de oportunidade foi desenvolvido pela agência, no qual foram identificadas boas possibilidades de negócio em Angola para produtos como frutas, carnes, peixes, aparelhos e instrumentos mecânicos, ferramentas eletromecânicas, máquinas para a industrialização de alimentos e bebidas, aparelhos para trabalhar pedra e minério, produtos de metais não-ferrosos, plásticos, produtos cerâmicos, vidros, embarcações, veículos automotores.
Fonte: Jornal O Povo - 03/07/09
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Fluxo cambial fica negativo em US$ 1,2 bilhão
O saldo da entrada e saída de dólares do país, o chamado fluxo cambial, ficou negativo em US$ 1,227 bilhão em junho, até o dia 26 (19 dias úteis), segundo dados divulgados nesta quarta-feira (1º) pelo Banco Central (BC). No mesmo período do ano passado, as saídas maiores do que as entradas da moeda geraram saldo, também negativo, de US$ 1,581 bilhão.
O resultado negativo registrado nos dados preliminares de junho vem depois de dois meses seguidos de saldos positivos (em abril de US$ 1,430 bilhões e em maio de US$ 3,134 bilhões). O saldo registrado em junho, até o dia 26, foi puxado pelo fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) negativo em US$ 1,140 bilhão no período. O fluxo comercial (exportações, importações e financiamento ao comércio exterior) teve saldo negativo de US$ 88 milhões.
De janeiro até 26 de junho deste ano, o fluxo cambial é US$ 363 milhões, contra US$ 14,231 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. No período, o fluxo financeiro ficou negativo em US$ 12,525 bilhões, e o comercial, positivo em US$ 12,888 bilhões.
O BC também informou que em junho, até o dia 26, foram liquidadas compras da moeda americana no mercada à vista no valor total de US$ 1,689 bilhão.
Fonte: Export News - 03/07/09 |
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Queda nas exportações para a Argentina preocupa o Brasil
O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Welber Barral, afirmou nesta quarta-feira que o governo brasileiro está preocupado com a queda nas exportações para a Argentina. No primeiro semestre de 2009, as vendas para o parceiro argentino caiu 42,5% na comparação com o mesmo período de 2008
“O Brasil tem interesse em contribuir para o desenvolvimento harmônico com seus parceiros do Mercosul, mas qualquer parceiro que queira acesso ao mercado brasileiro deve garantir acesso ao seu mercado”, disse. Porém, Barral evitou falar em ações em relação à Argentina.
O país vizinho impôs medidas restritivas aos produtos brasileiros que estariam prejudicando a resultado comercial com o Brasil. Barral destacou que é preciso cautela na tomada de decisões sobre o tema, uma vez que a retração nas exportações não está relacionada apenas às medidas argentinas.
Barral destacou problemas de demanda na Argentina, provocada pela crise econômica mundial. Este seria o caso da exportação de automóveis, que apresentou a maior queda entre os produtos vendidos para a Argentina. "Qualquer decisão sobre o comércio com o Mercosul não será tomada de afogadilho", disse.
No próximo dia 14 de julho haverá um encontro bilateral em Brasília onde o tema poderá ser debatido.
Fonte: Export News - 03/07/09 |
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Balança comercial tem saldo de US$ 13,987 bilhões no 1º semestre
A balança comercial do primeiro semestre de 2009 apresentou um superávit (diferença entre os valores exportados e importados) de US$ 13,987 bilhões (média diária de US$ 114,6 milhões). Em valores, o número é 23,8% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o saldo comercial semestral ficou em US$ 11,301 bilhões. De janeiro a junho deste ano, as exportações ficaram em US$ 69,952 bilhões (média diária de US$ 573,4 milhões) e as importações chegaram a US$ 55,965 bilhões (média diária de US$ 458,7 milhões). No mesmo período de 2008, as exportações fecharam em US$ 90,645 bilhões e as importações atingiram US$ 79,295 bilhões.
No acumulado do mês de junho, com 21 dias úteis, a balança comercial ficou superavitária em US$ 4,625 bilhões, com média diária de US$ 220,2 milhões. O valor mensal é o maior desde dezembro de 2006, quando a balança apresentou superávit de US$ 5,052 bilhões. Comparado com junho de 2008, quando o saldo foi de US$ 2,728 bilhões, houve um crescimento de 69,5% pela média diária.
A corrente de comércio do mês de junho ficou em US$ 24,311 bilhões (média diária de US$ 1,158 bilhão). As exportações ficaram em US$ 14,468 bilhões (média diária de US$ 689 milhões) e as importações atingiram o montante de US$ 9,843 bilhões (média diária 468,7 milhões).
Quarta e quinta semanas
A balança comercial da quarta semana de junho de 2009 (dos dias 22 a 28), com cinco dias úteis, apresentou um superávit de US$ 1,249 bilhão (média diária de US$ 249,8 milhões). A corrente de comércio no período foi de US$ 6,247 bilhões (média diária de US$ 1,249 bilhão).Os valores resultam de exportações de US$ 3,748 bilhões (média diária de US$ 749,6 milhões) e importações de US$ 2,499 bilhões (média diária de US$ 499,8 milhões).
A quinta e última semana de junho (dos dias 29 a 30), com dois dias úteis, apresentou saldo de US$ 300 milhões (média diária de US$ 150 milhões). O número é conseqüência de exportações de US$ 1,243 bilhão (média diária de US$ 621,5 milhões) e importações de US$ 943 milhões (média diária de US$ 471,5 milhões). A corrente de comércio no período foi de US$ 2,186 bilhões (média diária de US$ 1,093 bilhão).
Fonte: Export News - 03/07/09 |
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Uso de moeda local nas trocas com a China anima o governo
A retirada do dólar no comércio entre Brasil e China será positiva, como está ficando claro na experiência que está sendo feita pelos dois países. Quem garante é Ivan Ramalho, secretário-geral do Ministério do Planejamento, que está otimista: "O Sistema de Moeda Local (SML) que está em teste nas negociações ajudará a aumentar a corrente comercial".
De acordo com ele, esse método é benéfico para os dois países, por isso, está sendo implantado: "Caso não seja benéfico para algum dos países, não deve ocorrer".
Ramalho esclareceu ainda que o processo é lento, mas já está no início e deve trazer inúmeras vantagens para os empresários brasileiros. "Podemos utilizar o exemplo do SML com a Argentina, é lento, tem poucas empresas que utilizam o método ainda, contudo ele é mais vantajoso economicamente para o comércio bilateral. O mesmo que ocorreu com a Argentina tende a acontecer no comércio entre o Brasil e a China. Levará tempo, mas as empresas irão aderir ao SML", relatou Ivan. O governo brasileiro pretende investir de maneira mais intensiva no comércio bilateral com a China, assegurou Ramalho. Durante a terceira conferência internacional - Presença da China na América Latina, na Feira de Xangai, que acontece no início do próximo ano, o espaço do Brasil no evento será maior e contará com a presença de empresas de diversos setores como: petrolífero, têxtil, papel e celulose, alimentício e industrial.
Para Ramalho o País deve expandir a pauta comercial de produtos com maior valor agregado, sem deixar de crescer também nas vendas de produtos básicos. Quando questionado pelo DCI, o secretário afirmou que o crescimento comercial brasileiro está ligado ao avanço chinês.
"Não há dúvidas de que estamos diante de uma nova fase do relacionamento com o gigante asiático em que investimentos chineses no Brasil permitirão aprofundar ainda mais o relacionamento bilateral, bem como permitirá avançar na desejada diversificação da pauta exportadora do País", analisa Rodrigo Maciel, secretário executivo do Conselho Empresarial Brasil-China.
"O Brasil até o mês de maio aumentou em 34,3% as exportações para a China e recuou apenas 20,9% nas importações provenientes do mesmo país, estes dados resultam numa corrente de comércio com crescimento de 3,4% a favor do Brasil. Fora que as vendas para a China estão possibilitando que nossa balança comercial fique positiva", explicou Ramalho.
"Mesmo com as estatísticas anteriores [de correntes de comércio] crescentes em média 30% por ano, desde 2001, esse pequeno crescimento em épocas de crise é muito favorável para o Brasil. Todos os países estão em retração, não podemos esperar os mesmos resultados obtidos no passado, devemos ficar otimistas com o crescimento, mesmo que ele seja pequeno", acrescentou o secretário.
O embaixador chinês no Brasil, Qiu Xiaoqi relatou ainda que o crescimento chinês irá favorecer o Brasil. Além de enfatizar que ambos os países tem como objetivo serem os primeiros a saírem da crise. "Nosso crescimento para este ano está em 8%, segundo nossas projeções [chinesas], e como principal parceiro comercial do Brasil, iremos ajudar e ter grande influência nos valores positivos do PIB [Produto Interno Bruto] do Brasil. Quando compramos produtos brasileiros ajudamos a economia do País. Nosso objetivo é sair primeiro da crise, e o do Brasil também", argumentou Xiaoqi.
Segundo o secretário de relações internacionais do agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Célio Porto, se a China investir mais em infraestrutura no Brasil, principalmente no Mato Grosso, a logística, o preço e o acesso para as exportações de soja ficarão mais fáceis, e resultará ao aumento nas vendas.
Porto disse ainda que a China é importante para o agronegócio brasileiro. "O valor exportado para eles [chineses] em abril e maio deste ano, foi três vezes superior do que o vendido pelo Brasil para o segundo colocado no ranking de comércio exterior do País."
Ivan Ramalho, contudo, disse que a China não deixará de comprar produtos brasileiros, pois necessita de soja para alimentar sua população e do minério de ferro para manter seu crescimento estrutural. "Eles vão continuar comprando bastante, não posso afirmar se fizeram estoques, mas, mesmo assim, os chineses necessitam dos nossos produtos. A balança tende a continuar positiva."
Fonte: Export News - 03/07/09 |
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Preço de carne ainda pressionado no mercado externo
As exportações de carnes in natura do país em junho já mostraram recuperação em volume na comparação com o mesmo mês do ano passado, mas as receitas ainda sofreram já que os preços de venda estão bem abaixo dos vistos naquele período.
Dados do Ministério do Desenvolvimento mostram que os embarques de carne bovina in natura em junho somaram 89,9 mil toneladas, 14% mais que em maio e 9,3% acima de igual intervalo de 2008. A receita subiu para US$ 289,2 milhões - 17,5% mais que em maio, mas 13,6% abaixo de junho de 2008. A razão é o preço de venda - US$ 3.216,80 a tonelada - ainda 21% inferior ao de 12 meses antes. A demanda internacional ainda hesitante - principalmente da União Europeia, que compra cortes mais caros - é uma das razões para esse cenário.
Já as exportações de frango subiram 8,4% em relação a maio, para 301,8 mil toneladas e 3% sobre junho de 2008. A receita foi de US$ 458,4 milhões no mês passado, alta de 14,6% sobre maio, mas 15% inferior ao faturamento de junho de 2008. Para o frango, o recuo nas cotações foi de 17,5% em relação a junho do ano passado, para US$ 1.519 por tonelada.
Analistas e exportadores acreditam que os volumes devem seguir avançado principalmente com a abertura do mercado da China, em maio deste ano, para o frango brasileiro.
A maior queda nos preços de exportação foi na carne suína. Na comparação entre junho do ano passado e o mesmo mês de 2009, a redução foi de 32,7%. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, a cotação média foi de US$ 1.992 por tonelada. Em relação a maio, a queda foi bem menor, de 1,8%. Os volumes somaram 47,5 mil toneladas em junho, 2,5% a menos que em maio e 2% acima de igual mês de 2008. A receita foi de US$ 94,6 milhões, queda de 4,3% sobre maio e de 31,4% em relação a junho do ano passado.
A gripe A (H1N1), também chamada de gripe suína, ainda não afeta as exportações brasileiras, mas o aumento do número de casos de pessoas infectadas no país no últimos dias já levanta temores de possíveis restrições por parte de importadores. (AAR)
Fonte: Valor Econômico - 03/07/09
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Para EUA e Alemanha, peso político do G20 supera o do G8
EUA e Alemanha põem G20 em plano superior ao G8
Posição vai ao encontro dos anseios do Brasil, que quer ter mais voz em decisões globais
Aumento do protagonismo, porém, traz também à tona divergências em temas como ações contra o Irã e combate ao aquecimento global
A uma semana da 35ª cúpula do G8 (os sete países mais ricos do mundo e a Rússia), os EUA e a Alemanha cravaram os últimos pregos no caixão do grupo, cuja morte o chanceler brasileiro Celso Amorim já decretara há 15 dias.
A chanceler (premiê) Angela Merkel foi simples e direta, em depoimento ontem ao Parlamento alemão: insinuou que o G8 se tornara "obsoleto" e definiu o G20, formado pelas maiores economias do planeta, como o "formato ideal" para cuidar do futuro do mundo.
A cúpula do G8 na Itália seria apenas uma "sessão preparatória" para o encontro do G20 nos EUA, em setembro, a terceira cúpula do conglomerado.
Os americanos foram algo mais sutis: Michael Froman, conselheiro para Assuntos Econômicos Internacionais da Casa Branca, caracterizou o encontro na Itália como uma espécie de "talk show".
"Será mais um troca de pontos de vista entre as duas cúpulas do G20 [a de abril em Londres e a de Pittsburgh em setembro] do que uma oportunidade para produzir deliberações específicas", afirmou, no "briefing" (sessão informativa) a respeito da participação do presidente Barack Obama.
A morte do G8 e a promoção do G20 coincidem plenamente com os desejos da diplomacia brasileira. Com isso, o Brasil passa a sentar-se no banco da frente da condução informal dos negócios planetários.
É um ganho mas é também um desafio, que já estará presente na Itália, em dois diferentes momentos. Primeiro, na cúpula entre o G8 e o G5+1 (Brasil, China, Índia, México e África do Sul, que vêm participando desse formato nos anos recentes, agora em companhia do Egito, convidado italiano).
Neste momento, o desafio para o Brasil será a questão do Irã. O americano Froman deixou claro que o Irã é um tema central em todos os encontros de Obama (ele irá antes à Rússia). E Merkel cobrou "um forte sinal" do G8 a respeito do Irã.
Como o G8 propriamente dito se reúne um dia antes do G8+G5+1, o sinal pode sair daí, mas terá que ser discutido depois com os parceiros emergentes. Lula minimizou os protestos da oposição iraniana, comparando-os com choradeira de torcedores de futebol derrotados, o que está longe de ser a visão de EUA e seus parceiros europeus no G8.
Já no G5+1, o Irã pode contar com o apoio da China, pelo menos. Resta ver como Obama e os russos encaminharão a questão, já que se reunirão bilateralmente na véspera do encontro na Itália.
O segundo momento de tensão será na reunião do MEM (sigla em inglês para Encontro das Grandes Economias), grupo criado em 2007 e rebatizado, já no governo Obama, para Fórum das Grandes Economias sobre Energia e Clima.
São 17 países que respondem por 80% das emissões globais de gases, e o tema óbvio é a preparação para a reunião de dezembro em Copenhague sobre mudança climática, tema que o governo Obama colocou no topo de sua lista de prioridades.
Na Itália, a discussão estará centrada num tópico que divide ricos de emergentes: as metas de cada qual para a redução na emissão de gases.
O mundo rico quer que os grandes emergentes (Brasil, China e Índia) tenham metas ambiciosas; estes retrucam que foram os ricos que criaram o problema da poluição e, portanto, cabe a eles assumir a dianteira na questão.
Fonte : Folha de São Paulo - 03/07/09
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UE diz que todo exportador terá acesso à sua nova cota
A União Europeia (UE) garantiu ontem na Organização Mundial do Comércio (OMC) que a nova cota de importação de carne bovina, aberta para resolver uma disputa com os Estados Unidos, estará disponível para todos os exportadores e, portanto, os brasileiros terão acesso a ela.
Os europeus enfrentaram, porém, mais suspeitas do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Australia, Nova Zelândia e África do Sul, de que estariam discriminando em relação às cotas atualmente existentes.
É que a cota aberta para atender os americanos é livre de tarifas, enquanto as já existentes, específicas para para exportação de determinados países para a UE, pagam taxa de 20%.
Mas os europeus rejeitaram a reclamação, alegando que a "única distorção" seria no mercado doméstico europeu, sem entrar em detalhes.
Alguns exportadores se queixam de que, apesar das garantias europeias, a nova cota foi desenhada para atender aos produtores dos EUA. O embaixador brasileiro Roberto Azevedo reafirmou que o Brasil vai monitorar com os parceiros como a nova cota será implementada.
A UE e os Estados Unidos foram alvos também de críticas pela reintrodução de subsídios à exportação de lácteos, mesmo se as subvenções estão nos limites dos compromissos assumidos na OMC.
Os americanos se defenderam dizendo que foram "forçados" a reintroduzir os subsídios em maio deste ano porque subvenções de outros países estavam deprimindo os preços e anulando a competitividade da indústria americana de lácteos.
O Brasil, China, Argentina, Austrália e Nova Zelândia reclamaram que os EUA deveriam com outros países lutar contra subsídios em vez de usá-los e distorcer a concorrência nos mercados internacionais.
Fonte: Valor Econômico - 03/07/09
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Bolsas despencam
Da mesma forma que em maio, o relatório do mercado de trabalho norte-americano também surpreendeu. Só que desta vez negativamente: foi fechado um número maior do que o previsto de vagas de trabalho e isso teve um único sentido às bolsas, o de baixa. Esse efeito foi ainda mais forte na Europa, já que os dados de emprego na região também não agradaram. A Bovespa, embora também tenha sentido, perdeu bem menos, já que os investidores estão um pouco ´paralisados´, à procura de rumo depois do bom primeiro semestre.
Porém, esta aversão ao risco propiciou uma recuperação da moeda americana, que subiu ontem 1,19%, fechando a R$ 1,952. O Ibovespa terminou a sessão em queda de 1,01%, aos 51 024,94 pontos. Na mínima pontuação do dia, atingiu os 50.608 pontos (-1,82%) e, na máxima, os 51.538 pontos (-0,01%). Nas duas sessões de julho, acumula -0,86% e, no ano, +35,89%. O giro financeiro totalizou R$ 4,090 bilhões.
Em Wall Street, o Dow Jones terminou com baixa de 2,63%, aos 8.280,74 pontos, o S&P recuou 2,90%, aos 896,55 pontos, e o Nasdaq perdeu 2,67%, aos 1.796,52 pontos. Na Europa, as perdas foram maiores: o índice FTSE-100 da Bolsa de Londres recuou 2,45%; em Frankfurt, o Xetra-DAX caiu 3,81%; na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve queda de 3,13%.
Fonte: Diário do Nordeste - 03/07/09
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Ano
10 - Edição 2382 |
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| PROSPECÇÃO DE MERCADOS PARA O COMPLEXO INDUMENTÁRIO |
O Centro Internacional de Negócios vai prospectar mercados no leste europeu, com foco na Polônia e República Tcheca, para pequenas e médias empresas dos setores têxteis, confecções, calçados, couros e acessórios de moda.
Trata-se do Prospect, projeto que vai propiciar às empresas participantes informações para facilitar a entrada nesses mercados.
Marcada para outubro, a prospecção será conduzida por analistas em comércio exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com apoio técnico de um consultor especializado nos mercados-alvo do projeto.
Para participar, as empresas interessadas terão de passar por uma seleção, onde será avaliada a capacidade exportadora para o mercado-alvo.
As empresas cearenses interessadas em participar da prospecção devem procurar o CIN por meio dos telefones (85) 3421-5419 e 3421-5421.
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02/07
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| Bovespa |
-1,01%
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| Dow Jones |
-2,63%
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| Nasdaq |
-2,66% |
| Merval - ARG |
-2,99% |
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| Risco Brasil |
289pts |
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| DÓLAR |
| Venda |
R$1,929
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R$1,950
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| EURO
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| Venda |
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| Compra |
R$2,732 |
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Desenvolvimento e criação: Centro Internacional de Negócios do Ceará
Jornalista responsável: Luís Carlos Cabral de Morais
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