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Déficit comercial do CE em 2009 recua 47%
A balança comercial cearense fechou 2009 com déficit de US$ 150,22 milhões. As importações (US$ 1,23 bilhão) superaram as exportações (US$ 1,08 bilhão) por mais um ano seguido, apesar de ambas terem caído em relação aos dados de 2008, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).
Naquele ano, a diferença entre importações (US$ 1,56 bilhão) e exportações (US$ 1,27 bilhão) gerou um saldo comercial negativo de US$ 283,53 milhões. Na comparação do saldo da balança comercial cearense de 2009 frente ao de 2008, o déficit caiu 47,10%. Já as vendas dos produtos do Ceará para o exterior foram reduzidas em torno 15% e a entrada de mercadorias importadas no Estado recuou cerca de 21%.
Segundo Eduardo Bezerra, superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), a retração é considerada natural por conta do cenário de crise, mas foi inferior ao que, a princípio, se esperava. "Eu imaginava uma queda entre 18% e 20%. O Brasil como um todo caiu 22%. Isso demonstra que a economia do Ceará sofreu menos do que a média dos estados brasileiros", afirmou Bezerra. Na opinião dele, a economia bem estruturada do Brasil ajudou o mercado interno a suprir a redução das vendas para o mercado externo, absorvendo parte da produção, que seria destinada ao exterior, dentro do próprio País.
Principais mercados
Entre os mais importantes parceiros comerciais do Ceará, em 2009, destacaram-se China, Índia, Argentina e Alemanha, que destinaram ao Estado, especialmente, produtos ligados ao setor eólico e metalmecânico. Além disso, foram importadas substancias necessárias na composição do asfalto.
Já no outro lado da balança, o setor de calçados e couro puxou as exportações para o Reino Unido, Holanda, Argentina e, sobretudo, Estados Unidos, que voltaram ao mesmo patamar pré-crise: o de principal destino das mercadorias cearenses. "Há seis meses, se exportava mais para a Europa do que para os Estados Unidos, que retomou a liderança. Essa recuperação é boa para gente e para o presidente Obama, pois significa que a economia de lá ganhou mais vitalidade e que o pior já passou", resumiu Bezerra.
Fonte: Diário do Nordeste - 14/01/10
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Agronegócio: Ceará reduz, mas é o segundo do país
As exportações do agronegócio cearense em 2009 ficaram em US$ 105.250,378 milhões. No ano anterior foram de US$ 131.586,079 milhões. A queda foi de -20,01%. Mas nada de inusitado. Todos os Estados exportadores sofreram algum baque no desempenho. Em nível nacional as vendas para outros países murcharam -22,80%.
A Bahia sofreu baque de -24,91%. Já Pernambuco, cuja produção em grande medida é integrada à Bahia, no Vale do São Francisco, viu encolher -32,76%. O vizinho Rio Grande do Norte registrou queda de -22,53%. A despeito da redução, repare num detalhe: o Ceará já é o segundo no País na exportação de frutas frescas. Há 10 anos era o 12º.
QUEDA DE GIGANTE AMAINOU
A leitura média do mercado para o desempenho do Ceará no ano passado é de que, assim como os demais Estados, enfrentamos os amargos efeitos da crise financeira internacional. Europa e EUA importando menos, menos verdinhas na nossa colheita. Todavia, houve uma praga que acabou resultando num defensivo natural.
A quebra da Nolem em 2009, uma gigante exportadora de melão e melancia (com atuação no Ceará e no Rio Grande do Norte), serviu para amainar os efeitos da crise. ``Se tivesse continuado teria sido ano péssimo para todo mundo``, confessa um exportador.
Com um jogador a menos (o principal), quem estava em campo correu para ocupar o espaço. Uma fonte do setor estima o vácuo da Nolem em 35% de todas as vendas cearenses. Juntas as empresas teriam encestado algo em torno de 15%. Há um sentimento médio entre os empresários de que 2010 será um ano fértil na balança comercial do setor.
Fonte: O Povo (Vertical S/A) - 14/01/10 |
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China quer estrutura portuária para minério
A primeira exportação de minério de ferro do Ceará está prevista para a segunda quinzena de fevereiro, sendo toda a carga levada para a China. Segundo Mário Lima Júnior, diretor de Desenvolvimento Comercial da Ceará Portos, responsável pelo Porto do Pecém, serão 70 mil toneladas. "Atualmente, já existem 32 mil toneladas de minério de ferro estocadas no Porto do Pecém, que estão vindo de Sobral por via férrea. Diariamente, chegam duas mil toneladas ao Porto, totalizando, até o dia 15 do próximo mês, 70 mil toneladas", fala. A previsão inicial era de que seriam comercializadas 75 mil toneladas.
Entretanto, a expectativa é elevar este volume e, para isso, a China já tem grandes planos para investimentos no Estado: a construção de uma nova estrutura portuária para escoar toda essa produção. Para discutir este e outros projetos, o embaixador do gigante asiático no Brasil, Qui Xiaoqi, reuniu-se ontem com o governo estadual.
"Existe a perspectiva, e é uma prospecção que não está fechada ainda, que é a parceria de uma segunda estrutura portuária aqui no Pecém operada pela China. Mas isso está sendo discutido ainda, está em negociação", informou o governador em exercício, Francisco Pinheiro, após a reunião com o embaixador, ressaltando que o projeto ainda não está posto no papel, mas que foi pauta do encontro de ontem.
"O Pecém está chegando à sua capacidade, e nós estamos inclusive o ampliando. Só a siderúrgica e a refinaria vão ser um grande impacto no porto. Hoje ele é o maior exportador de frutas do Brasil, e há uma tendência grande da economia, especialmente da região Centro-Oeste, de tirar o foco do Porto de Santos e vir para o Ceará, por questões simples, de distância e de economia. O Pecém é um porto moderno, o de Santos é um porto que ainda tem uma tradição antiga e que ainda não se modernizou, então estamos ganhando algumas economias importantes do Centro-Oeste", justifica Pinheiro.
Alternativas
De acordo com o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado (Adece), Antonio Balhmann, existem duas possibilidades analisadas para o investimento: fazer uma estrutura portuária paralela ao terminal de Pecém, ou dentro do próprio porto, com a construção de mais um píer de atração. "Hoje o porto se adequa à exportação de minério de ferro. Então, do mesmo jeito que o Estado investe para importar minério de ferro pra siderúrgica, há uma necessidade hoje de uma infraestrutura pra sair minério de ferro pra China", explica. A própria China, fala, é que bancaria o investimento.
O presidente da Adece adianta que o Ceará vem trabalhando em uma nova estratégia para o minério de ferro àquela adotada em Carajás, a maior mina do mineral no País. "O Ceará tem pequenas e diversas ocorrências de minério de ferro superficiais e de muito boa qualidade, e com a logística ferroviária passando entre elas. Então, não precisa de grande investimento. O nosso minério se torna competitivo exatamente porque a logística é barata, e o porto tá pronto, não precisa fazer uma grande ferrovia como foi feita em Carajás. É por isso que o Ceará hoje pode se tornar ator importante na exportação de minério de ferro", garante.
Balhmann acredita ainda que possa ser feito o escoamento da produção em outros estados próximos, como o Piauí, onde há ocorrências. O mineral seria, dessa forma, transportado pelo modal ferroviário até o Pecém. "Mas o mais importante é que o Ceará vai ter um fluxo de minério de ferro de grande quantidade, que pode gerar outras consequências na área da siderurgia no interior do Estado", disse, sem detalhar que consequências poderiam ser.
A exploração de minério de ferro no Ceará está sendo feita em Sobral, pela empresa chinesa Globest, que deveria ter escoado a primeira carga ainda no ano passado, mas acabou adiando o prazo para fevereiro deste ano. Espera-se que, ainda em 2010, o volume exportado seja de 150 mil toneladas. A mineradora começou a operar no município em março de 2009, e toda a sua produção já foi vendida à China. Parte dessa produção já se encontra estocada no complexo portuário do Pecém, à espera do navio transportador.
O presidente da Adece, já afirmou, por várias vezes, que o Ceará tem capacidade para produzir 12 milhões de toneladas anuais do minério. Contudo, a atual estrutura portuária ainda não permite.
EMBAIXADOR CONFIRMA
Montadoras têm interesse no Ceará
Entre as oportunidades de negócios existentes entre China e Ceará, o embaixador Qui Xiaoqi destaca investimentos no setor automobilístico, algo que já vem sendo buscado desde o início do governo Cid Gomes. Comitivas cearenses já visitaram países asiáticos em busca de trazer montadoras para solo cearense. As possibilidades, acredita-se, são reforçadas com a instalação da siderúrgica de Pecém.
"Algumas fábricas de automóveis da China tem muito interesse em se instalar aqui", confirma o embaixador. Mas, assim como o Ceará, vários outros estados e mesmo países - a exemplo do Paraguai, Uruguai e Venezuela - também passaram a brigar por estas unidades.
"É uma guerra tremenda, todos os percursos que nós fizemos na China na área de planta de automóveis, inclusive o governador, foram depois percorridos os mesmos caminhos por outros governadores de Estado. Então, mantemos em reserva, mas podemos dizer que há um avanço muito grande em ter uma possibilidade concreta de implantação de uma planta automobilística no Ceará", confirma Balhmann.
O governo do Estado não informa o nome das empresas prospectadas, por questões estratégicas, mas as chinesas Chery (a maior do País) e JAC já anunciaram o interesse em instalar uma unidade no Brasil, sem entretanto definir onde. Ao anunciar o interesse em construir uma fábrica no País, o presidente da Chery no Brasil, Luís Curi, citou o Ceará como possibilidade, sendo o único do Nordeste a ser apontado. A planta teria capacidade para produzir 150 mil carros/ano, com investimento de US$ 500 milhões e podendo empregar mais de 10 mil pessoas. Além destas, também se fala no interesse da BYD, que dedica-se hoje à produção de automóveis híbridos (movidos a gasolina e baterias elétricas).
Segundo Balhmann, a ideia é que a montadora esteja em funcionamento até 2015. "Portanto, temos que começar uma planta dessas no máximo até 2011, pra em 2015 estar operando", diz. Caso o governo consiga atrair a usina de laminados, como segunda etapa da siderúrgica, o aço produzido aqui poderia subsidiar um polo metal-mecânico no Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste -14/01/10 |
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Eximbank deverá financiar US$ 1,5 bi em projetos da China ao Brasil
O Export-Import Bank of China (Eximbank China) deverá financiar projetos de empresas chinesas no Brasil, e o Ceará espera ter uma fatia de cerca de 15% desses recursos. A estimativa é de que o Estado receba investimentos que somem US$ 1,5 bilhão em áreas distintas, como portuária, mineração, infraestrutura, entre outros. O governo estadual já esteve reunido com a presidência do banco e garante a potencialidade dos aportes.
"O Ceará hoje tem um ´desk´, uma carteira no Eximbank, ou seja, não é um nome desconhecido no Eximbank chinês. Não tem ainda uma definição de qual é o fim desses recursos, mas temos alguns projetos em andamento, na área de mineração certamente, na siderúrgica, certamente, na área portuária", adianta o presidente da Adece, Antonio Balhmann. Ele explica que essa parceria é fruto do trabalho do presidente Lula no seminário China-Brasil, ocorrido em 2009, no qual o governo cearense também esteve.
As possibilidades de investimento foram discutidas ontem com o embaixador da China no Brasil, Qui Xiaoqi. "Vim para uma visita oficial, convidado pelo governador, com o objetivo de estreitar um pouco mais as relações que existem já em muitas áreas entre China e Ceará, como econômica, comercial, na construção de infraestruturas e no desenvolvimento de muitos projetos. Acabo de ter um encontro muito amistoso e confirmamos mais uma vez mais que ambas as partes têm grande interesse em estreitar a cooperação. Todos pensamos que muitas possibilidades existem".
O governador em exercício, Francisco Pinheiro, afirma que o governo estuda mais uma visita ao país asiático em breve para fechar alguns contratos com empresas. "Eles prospectaram quais as possibilidades de empresas chinesas virem ao Ceará, principalmente na área de infraestrutura, de agricultura, e nós expusemos sobre as nossas ações na China", disse.
Entre os investimentos, Pinheiro destaca a possibilidade de serem fechados contratos com empresas na área de fármacos, para instalação de laboratórios no Estado. Além desta, há projetos para fábricas ligadas à energia solar, que forneceriam os painéis fotovoltaicos. Tauá, município dos Inhamuns, abrigará a primaria usina solar comercial do País, e deverá ser cliente dessa nova fábrica.
Outro potencial investimento chinês no Ceará é na siderurgia. "A siderúrgica é uma planta industrial na qual uma grande parte das máquinas deve vir da China. Cada vez essa interação comercial se aproxima mais", destaca o presidente da Adece.
Energia nuclear
Apesar de o foco do governo do Estado ser as energias solar e eólica, por considerá-las as grandes fontes do Ceará, há também o interesse por outras, de origem alternativa, como a nuclear. "Todas as outras alternativas a gente tem interesse, porque precisamos contar com outras tecnologias para obter o propósito e o objetivo do governo, que é ser autossuficiente em geração de energia elétrica. A energia nuclear é um investimento importante e muito grande que não podemos desprezar e que exige uma grande qualificação de mão-de-obra", afirma Balhmann. (SS)
EM PARCERIA
Lavoura e piscicultura na mira
China deve investir em laboratórios de melhoria da produção estadual e na pesca em águas ainda não exploradas no Ceará
A agricultura e a piscicultura também devem receber investimentos chineses. De acordo com o presidente da Adece, há a possibilidade de instalação de laboratórios de melhoramento da produção de produtos cearenses, como mamona e algodão. Já em relação à piscicultura, uma parceria pode dar início à pesca em águas ainda não exploradas no Estado.
"Já houve cientistas e empresários chineses que visitaram o Ceará, e nós visitamos laboratórios chineses de biotecnologia no sentido de a gente avançar na solução de alguns problemas típicos nossos. Em relação ao algodão, a China venceu isso. Tem variedades de grande produtividade. A mamona precisa resolver a questão hoje crucial que é relação produtividade e baixa toxicidade, para que o programa de biodiesel se transforme realmente em beneficio das famílias de baixa renda, dos assentamentos e de outras regiões rurais menos desenvolvidas", esclarece Balhmann.
Articulação
Neste sentido, o presidente da Adece aponta que já há uma articulação de cooperação de empresas chinesas. "O embaixador coloca à disposição a empresa correspondente à Embrapa da China", diz. Essa cooperação, afirma, seria não somente para desenvolver um plantio de mamona mais eficiente, mas também para trabalhar em outra área considerada estratégica para o Estado, e que deverá ganhar maior atenção do governo este ano: a piscicultura.
A intenção é trabalhar tanto a pesca marítima, de profundidade, como aquela feita em água continental, segundo observa.
"Isso certamente é o grande gerador de emprego na China, o grande gerador em países pesqueiros no mundo, e o Brasil não pode ficar fora disso. E o Ceará é um importante Estado com essa vocação econômica".
Para que essa pesca seja trabalhada em maior escala, Balhmann informa que um convênio está sendo trabalhado com a China para a vinda de um barco de arrasto.
"É um termo técnico, mas significa dizer que são barcos que vão capturar pescado que hoje a gente não acessa ainda. E nós estamos fechando esse convênio pra ter o primeiro barco, depois o segundo no próximo ano", assinala.
Fonte: Diário do Nordeste - 14/01/10 |
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MDIC divulga balanço das exportações de 2009 por regiões
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou nesta quarta-feira (13) os números da balança comercial de 2009 por unidades da federação e municípios, sem nenhuma novidade em termos de alternância de peso entre as regiões. O MDIC verificou, porém, que todas as regiões venderam menos que em 2008.
Ao longo do ano, empresas de 2.362 cidades de todas as regiões brasileiras venderam para mercados estrangeiros produtos equivalentes a US$ 152,994 bilhões, contra US$ 197,942 bilhões no ano anterior, com queda de 29,38%.
A Região Sudeste foi responsável por 53,6% de tudo que o Brasil exportou, mas a receita de US$ 82,011 bilhões foi 25,81% menor que no ano anterior. O destaque, mais uma vez, foram as vendas de São Paulo (US$ 42,463 bilhões), seguidas pelas exportações de Minas Gerais (US$ 19,518 bilhões), Rio de Janeiro (US$ 13,519 bilhões) e Espírito Santo (US$ 6,510 bilhões).
A Região Sul exportou, em 2009, US$ 32,886 bilhões, o que significou participação de 21,5% no total brasileiro. O Rio Grande do Sul foi responsável por exportações de US$ 15,236 bilhões, o Paraná por US$ 11,222 bilhões e Santa Catarina por US$ 6,427 bilhões.
As empresas do Nordeste embarcaram US$ 11,616 bilhões, com desempenho 24,78% menor que o de 2008. A Bahia vendeu US$ 7,010 bilhões, o Maranhão US$ 1,232 bilhão, o Ceará US$ 1,080 bilhão, Alagoas US$ 824,053 milhões, Pernambuco US$ 823,971 milhões, Rio Grande do Norte US$ 258,103 milhões, Piauí US$ 167,466 milhões, Paraíba US$ 158,200 milhões e Sergipe US$ 60,729 milhões.
O Centro-Oeste apresentou a menor queda das exportações em relação a 2008. Os três estados e o Distrito Federal exportaram US$ 14,025 bilhões, 0,97% a menos que no ano anterior (US$ 14,163 bilhões). O Mato Grosso vendeu US$ 8,495 bilhões, Goiás US$ 3,614 bilhões, Mato Grosso do Sul US$ 1,785 bilhão e o Distrito Federal US$ 130,080 milhões.
Os estados da Região Norte venderam US$ 110,111 bilhões ao mercado internacional, com desempenho 22,51% menor que em 2008. O Pará exportou US$ 8,345 bilhões, o Amapá US$ 883,865 milhões, Rondônia US$ 391,236 milhões e Amazonas US$ 182,838 milhões.
Os dez municípios que mais venderam, pela ordem, foram: a capital paulista com US$ 5,913 bilhões, Angra dos Reis (RJ) com US$ 5,542 bilhões, São José dos Campos (SP) com US$ 4,858 bilhões, Parauapebas (PA) com US$ 3,839 bilhões, Paranaguá (PR) com US$ 3,712 bilhões, Santos (SP) com US$ 3,514 bilhões, Rio de Janeiro com US$ 3,201 bilhões, Itabira (MG) com 2,959 bilhões, São Bernardo do Campo (SP) com US$ 2,934 bilhões e Macaé (RJ) com 2,672 bilhões.
Fonte:
MDIC - 14/01/10
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Para resolver pendências, Brasil quer facilitar exportação para a Argentina
O governo brasileiro pretende reduzir o número de produtos submetidos a licenças prévias nas vendas para a Argentina e deve levar o tema à próxima reunião de autoridade dos dois países, nos dias 4 e 5 de fevereiro, segundo informou ao Valor uma autoridade que acompanha o assunto.
"O que posso dizer é que faremos uma avaliação e buscaremos um aperfeiçoamento do sistema para acelerar a emissão de licenças de importação", disse o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, ao ser consultado sobre o assunto.
Como combinado entre os presidentes dos dois países, Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Kirchner, negociadores do Brasil e da Argentina se reunirão no dia 4 de fevereiro, no Brasil, para discutir as pendências comerciais entre os dois países.
Cerca de 14% dos produtos vendidos pelo Brasil à Argentina são submetidos a licença prévia, o que provocou, no ano passado, retenção de exportações brasileiras para aquele país, em alguns casos beneficiando competidores dos produtores brasileiros, como a China.
Welber Barral garante que, depois do encontro entre Lula e Cristina, em novembro, foi regularizada a emissão de licenças e praticamente acabaram os problemas com as vendas do Brasil ao país vizinho.
"Há problemas pontuais, que sempre ocorrem, mas acabaram as retenções como houve no ano passado", afirma Barral. Ele informou que o governo deve discutir com os argentinos outras medidas para beneficiar os produtores brasileiros, como possíveis mudanças na lista de exceções da Tarifa Externa Comum.
Os argentinos colocaram na lista produtos químicos que passaram a ser importados de fora da região sem necessidade de pagamento de imposto de importação. Mas as empresas brasileiras passaram a fabricar os mesmos produtos e a retirada dessas mercadorias da lista de exceções da Tarifa Externa Comum beneficiaria os sócios brasileiros, garantindo maior competitividade aos concorrentes estrangeiros.
Os técnicos, como Welber Barral, devem encontrar-se em 4 de fevereiro, e, no dia seguinte, ministros argentinos se reunirão com os ministros brasileiros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, da Fazenda, Guido Mantega, e de Relações Exteriores, Celso Amorim.
Se depender da vontade do Ministério da Fazenda, a reunião serviria para retomar discussões de uma coordenação macroeconômica entre os países do Mercosul - objetivo tentado em todas as reuniões do bloco mas, até agora, com poucos avanços, devido às diferenças nas situações econômicas de cada país.
Os dois governos deverão realizar uma avaliação do acordo automotivo, que tem se beneficiado da atual situação de crescimento do Brasil. O mercado brasileiro vem absorvendo boa parte da produção das montadoras nacionais e aumentou a importação de produtos da Argentina, o que acabou com as queixas e temores dos argentinos em relação à competição das indústrias do Brasil.
Os argentinos estão interessados, ainda, na possibilidade de beneficiar-se dos programas de investimento impulsionados pela Petrobras, para exploração do petróleo no pré-sal. O governo brasileiro já acenou com a possibilidade de abrir espaço aos argentinos entre os futuros fornecedores da cadeia produtiva da indústria naval, que tende a crescer com as demandas da Petrobras.
Fonte: Valor Econômico
- 14/01/10 |
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Armadores aumentam taxas para cobrir crise de 2009
O ano começa com os armadores de contêineres apresentando medidas urgentes para restauração de seus lucros, considerados inexistentes no ano passado. A ELAA (European Liner Affairs Association), que representa a maioria das linhas marítimas, está relatando uma recuperação significante em relação aos volumes e valores para o começo de 2009.
A associação diz que o comércio entre Europa e Ásia está se fortificando, apresentando um crescimento de 30% em novembro, se comparado ao mesmo período em 2008.
"Não devemos ignorar o fato de que os comércios estão se recuperando bem em comparação com o ano passado", comenta a ELAA em seu último boletim, embora reconheça que os índices ainda não são satisfatórios.
Buscando sintonizar a capacidade das frotas com a demanda e melhores condições de mercado, as companhias estão tentando adequar suas taxas por diferentes meios, como aumentos de tarifas e bunker.
A MSC (Mediterranean Shipping Co) por exemplo, deve elevar o preço do bunker para US$ 505 dólares por Teu (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) em fevereiro, nas rotas que abrangem as mercadorias vindas da Ásia com destino a portos do Mar Vermelho, Mediterrâneo, Mar Negro, norte da Europa e norte Africano.
A linha também avisou os clientes que têm planos de impor uma taxa de congestionamento de US$ 200 por Teu sobre todas as cargas carregadas na Ásia para Dar es Salaam e Mombaça.
A Zim, por sua vez, anunciou um aumento geral a ser aplicado no início do próximo mês, de US$ 200 por Teu em seus serviços entre Ásia e Europa, enquanto a Hapag-Lloyd estipulou para fevereiro um aumento de US$ 150 por Teu para cargas deslocadas do leste da Ásia (com exceção do Japão) para o norte da Europa e Mediterrâneo.
A francesa CMA CGM é outra empresa que está pressionando elevações em seus valores, anunciando uma taxa de emergência que abrange os serviços entre Ásia, Índia e Canadá, de US$ 320 por contêiner de 20 pés e US$ 400 por contêiner de 40 pés. A nova tarifa será aplicada a partir de 15 de janeiro até 30 de abril.
Estas medidas devem fazer com que as companhias marítimas cheguem perto da estabilidade operacional após "as grandes perdas altamente destrutivas de 2009", disse, em nota, a CMA CGM.
A Maersk também está forçando taxas mais altas, avisando seus embarcadores de um aumento de US$100 por Teu no comércio de cargas na Europa para o Meio leste e Ásia do sul, onde as taxas atuais são descritas como "inaceitáveis" e a situação é "insustentável a longo prazo".
Fonte: Guia Marítimo News - 14/01/10
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Portos miram tráfego de contêineres em 2010 com esperança
O ano de 2010 poderá ser o primeiro de incremento no volume de importações de contêineres nos próximos 31 meses, segundo relatório do Port Tracker, publicado pela National Retail Federation and Global Insight.
As previsões se baseiam nos resultados dos últimos meses deste ano. O relatório indica que os maiores portos dos Estados Unidos alcançarão 1,09 milhão de Teus (unidade de medida que equivale a um contêiner de 20 pés) em novembro, registrando decréscimo de 11% ao ano; 1,06 milhão de Teus em dezembro - o mesmo que em 2008 -; e 1,03 milhão de Teus em janeiro, com queda de apenas 3%.
Entretanto, a expectativa para fevereiro é que os volumes alcancem 973.800 Teus, o que representaria um aumento de 16% ao ano. "Esta poderia ser a reviravolta que estamos esperando para ver há um longo tempo", afirmou o vice-presidente de Supply Chain e Política Aduaneira da NRF, Jonathan Gold. "Não há dados suficientes para estabelecer uma clara tendência, mas estamos confiantes de que é um sinal de recuperação".
Os volumes no segundo semestre deste ano têm melhorado marginalmente. "No segundo semestre, os volumes continuaram declinando aos níveis de 2008, mas não de forma tão acentuada como se viu no primeiro semestre", observou o economista da IHS Global Insight, Paul Bingham, que acrescentou: "esses números ‘menos piores’ são evidências de que a indústria está vendo os primeiros sinais de recuperação".
Em setembro, o mais recente mês avaliado, os portos dos Estados Unidos pesquisados movimentaram 1,4 milhão de Teus, registrando queda de 3% quando comparado a agosto e 16% em relação a setembro. Os volumes para o pico tradicional de outubro são estimados em 1,17 milhão de Teus, com redução de 15% ao ano.
O Port Tracker abrange os portos de Los Angeles/Long Beach, Oakland, Seattle e Tacoma na costa oeste, Nova Iorque/New Jersey, Virginia, Charleston e Savannah na costa leste e Houston na costa do Golfo.
Fonte: Guia Marítimo News - 14/01/10 |
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China e sua moeda ' depreciada'
No artigo "Criando condições para a China", publicado no Valor de 15/12/2009, Dani Rodrik pratica a tradicional arte de economistas ocidentais de emitir sugestões para a China, especialmente sobre o que a China deveria fazer com sua política cambial. Segundo o autor, a China deveria abrir mão de sua "política de câmbio desvalorizado" e adotar uma política industrial que estimule a indústria, mas sem gerar megassuperávits comerciais com os Estados Unidos e Europa. Mesmo pouco agradável, essa seria a única saída para o desequilíbrio global supostamente provocado pela China.
O assunto "desequilíbrios globais" ("global imbalance") ganhou repercussão a partir de meados dos anos 2000, porque os EUA acumulavam déficits em transações correntes inimagináveis para períodos de paz, somados a grandes déficits fiscais, enquanto países asiáticos, principalmente a China, acumulavam reservas cambiais. Logo, muitos economistas acusaram a China por tais desequilíbrios.
Enquanto isso, os Estados Unidos exploravam seu estranho hábito de viver além de seus meios; a poupança das famílias chegava a praticamente zero; e o governo acumulava déficits fiscais. Compravam muito além do que podiam pagar. Financiavam-se na crença de que seu crédito seria ilimitado junto aos países asiáticos dinâmicos aos quais se somou, por um breve momento, o Brasil com os superávits em conta corrente que realizou em meados desta década. Os déficits externos americanos seriam financiáveis porque o dólar continuava a ser a grande moeda reserva mundial. Se havia um desequilíbrio externo, sua causa seria a política cambial inadequada adotada pela China; o problema estaria fora dos Estados Unidos.
Sem dúvida que os saldos comerciais da China frente os Estados Unidos têm sido elevados. Dos atuais US$ 600 bilhões de déficits comerciais, pouco mais de 30% advêm de transações comerciais com a China. Será mesmo que os outros 70% advêm de economias também com moedas desvalorizadas? É fato que a China promoveu grandes desvalorizações cambiais ao longo dos anos 1980 e 1990, assim como que, a partir de 2005 até 2008, promoveu a revalorização de sua moeda, o Yuan. Para se ter uma ideia da intensidade dessa revalorização, de julho de 2005 a setembro de 2008, o Yuan passou por mais de 20% de valorização, em termos reais efetivos, ou seja, em cesta de moeda.
Curiosamente, em 2005, quando do alarde sobre a difícil sustentabilidade dos déficits externos americanos, muitos economistas calculavam que a moeda chinesa deveria se valorizar algo em torno de 25%. Naquele momento, tais déficits chegavam a US$ 860 bilhões, 6% do PIB dos Estados Unidos. Passados os anos, os Estados Unidos seguiam acumulando déficits comerciais com a China, mesmo com a revalorização do Yuan. Pode-se até alegar que as autoridades chinesas estejam ancorando sua moeda ao dólar americano e deixando-a flexível perante uma cesta de moedas. Mas eles têm boas razões para isso. Para agradar os ocidentais, a China não pode entrar em déficit com seus vizinhos. Contudo, jogar o peso dos desequilíbrios externos da economia americana para a China parece desconhecer que tais déficits estão fortemente associados a desequilíbrios no interior da própria economia americana. Os Estados Unidos são amplamente conhecidos por seus "déficits gêmeos", ou seja, déficits externos e fiscais, um contra face do outro, fortemente ampliados a partir de 2001.
De outro lado, se a taxa de câmbio da China estivesse mesmo "desvalorizada" artificialmente, a ponto de ser a causa dos "desequilíbrios globais", a China deveria também gerar superávits comerciais com os demais países asiáticos. Não é isso que acontece. O gráfico mostra o saldo comercial das economias dinâmicas asiáticas, a saber, Japão, Coreia, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã, com a China. Dados de taxa de câmbio real efetiva mostram que o Yuan tem sido uma das raras moedas asiáticas a se valorizar. Todas as demais têm se mantido estáveis ou se desvalorizado, por vezes fortemente, como a moeda coreana.
Será então que todos os países asiáticos dinâmicos estariam com suas moedas desvalorizadas? É possível argumentar nessa direção, mas nos parece mais razoável reconhecer que o problema está no consumismo dos Estados Unidos - um consumo duplamente perverso porque além de alimentar o déficit comercial, não tinha base em salários crescentes, mas em dívida crescente das famílias. Depois da crise, o excesso de demanda deriva da política monetária do Federal Reserve Board (Fed) de baixas taxas de juros e dos déficits fiscais do império - duas políticas corretas mas que mostram o tamanho da armadilha em que está metida a maior economia do mundo.
A política americana de gastar mais do que produz era viável enquanto os países em desenvolvimento dependentes ouviam os "sábios conselhos" externos, aceitavam perder o controle sobre a entrada de capitais, se endividavam para "crescer com poupança externa", e deixavam que sua taxa de câmbio se tornasse cronicamente sobreapreciada. Não é mais porque a China e os demais países asiáticos dinâmicos deixaram de ouvir conselhos, controlaram a entrada de capitais, e assim impediram a sobreapreciação crônica de sua taxa de câmbio. Esta, em consequência, mantém-se equilibrada, ou seja, em um nível no qual suas indústrias usando tecnologia no estado da arte mundial são competitivas internacionalmente.
Fonte: Valor Econômico - 14/01/10
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A China pisa no freio
Terça-feira, afinal, o Banco do Povo da China (banco central) anunciou o aumento de 0,5% do recolhimento compulsório dos bancos sob sua tutela. É uma providência que põe em marcha uma freada na atividade econômica chinesa e adverte que o resto do mundo não pode esperar demais da alavancagem produzida pelo consumo chinês.
Apenas para quem não está familiarizado com as manhas da política monetária, recolhimento compulsório é o mesmo que formação de reservas bancárias. É o volume dos depósitos (passivo) que os bancos não podem usar para reemprestar (ativo) a seus clientes. Tem de ficar depositado no banco central para impedir um aumento exagerado de meios de pagamento (dinheiro) que desembocam na inflação.
Fácil entender por quê. Se fosse logo reemprestado aos clientes, todo depósito feito num banco voltaria quase instantaneamente a se transformar em depósito no mesmo banco ou em outro, para novamente se transformar em crédito, em depósito, em crédito... numa multiplicação de dinheiro de consequências desastrosas. A decisão anunciada pelo banco central chinês aumenta a trava da multiplicação do dinheiro e reduz a velocidade do crescimento do crédito.
No final de dezembro, o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, já tinha advertido que os bancos chineses estavam agressivos demais na concessão de créditos, a ponto de desbalancear a economia chinesa e de provocar focos inadmissíveis de inflação.
Os dados mais recentes que chegaram ao Ocidente foram de que o volume de crédito na China subiu mais de 100% em apenas um ano. Estava em 4,3 trilhões de yuans ao final de 2008 e saltou para 9 trilhões ao final de 2009.
Um dos efeitos dessa exuberância é a escalada dos preços dos imóveis. Não dá ainda para dizer que já se trata de uma bolha na iminência de estourar, porque é a partir de providências como as que acabam de ser tomadas que o problema pode ser contido.
Em todo o caso, ficam evidenciados os limites da mudança estratégica na condução da política econômica da China.
Até recentemente, seu sistema produtivo estava quase todo voltado para as exportações, dentro de um arranjo bem conhecido, em que a China entra com mercadorias baratas e os Estados Unidos, com o mercado consumidor. Esse jogo produz enormes superávits (sobra de dólares) na economia da China, que se encarrega de comprar títulos do Tesouro dos Estados Unidos (reservas externas), operação que, por sua vez, financia o consumo americano e, portanto, a compra de produtos chineses.
Mesmo antes da crise global, a China entendeu que esse arranjo com os Estados Unidos não era sustentável a longo prazo, porque exigia alargamento indefinido do déficit americano e, ao mesmo tempo, crescimento do superávit (e das reservas) da China.
Por isso o governo de Beijing deu a partida para uma guinada nessa política, por meio do fortalecimento do consumo interno. O risco de formação de bolhas e de disparada da inflação mostra que essa transformação não pode acontecer da noite para o dia.
Não dá, também, para contar tão cedo com a plena potência da nova economia mundial. Isso significa que qualquer recuperação consistente da economia mundial passa pela recuperação dos Estados Unidos.
Confira
Na mosca - Foi 4,5% a meta de inflação determinada pelo governo para 2009. Ontem o IBGE apontou o número final: 4,31%, obtido não só com a política de juros do Banco Central, mas, também, com a contenção do consumo pela crise global.
Fonte: O Estado de S. Paulo - 14/01/10 |
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Ano
11 - Edição 2504 |
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O investimento é de R$350,00 podendo ser parcelado em 2 vezes. As inscrições estão disponíveis no site, clicando aqui.
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Jornalista responsável: Luís Carlos Cabral de Morais
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