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Fortaleza, CE - terça-feira, 17 de agosto de 2010 |
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| AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
17 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA | |
| Egídio Serpa - Livre Mercado | |
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Começou a eleição na Federação das Indústrias do Ceará (Fiec). A votação desenvolve-se em sindicatos da indústria sediados no interior do Estado. Quinta-feira, 19, o pleito será aqui em Fortaleza, mobilizando - das 10 às 16 horas, na Casa da Indústria, sede da Fiec - os quase 1.400 associados dos mais de 30 sindicatos vinculados à entidade. Será a primeira vez que essa eleição mobiliza tanta gente. Será a primeira vez, também, que se utilizará o voto individual, direto, sem a interferência de delegados. Estes apenas ratificarão a decisão do universo eleitoral de cada sindicato. É uma mudança radical que merece elogios, pois democratiza mesmo o processo de escolha do presidente, dos diretores e dos conselheiros da Fiec. Há duas chapas concorrendo - uma encabeçada pela atual presidente, Roberto Macedo, que tenta a reeleição com muitas chances de êxito, outra liderada por Orlando Siqueira, que congrega, digamos assim, as forças oposicionistas, que estavam ontem muito otimistas com o que as urnas revelarão. O cli
ma é de tranquilidade. | |
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| O POVO, O ESTADO, DIÁRIO DO NORDESTE |
17 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA | |
| Fiec - Edital de Convocação | |
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Fiec - Edital de Convocação
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
17 de agosto de 2010 |
| CHINA | |
| Compras da China pelo Estado saltam 86% | |
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País asiático se distancia da participação norte-americana na pauta das compras externas do Estado
Entre as importações do Ceará, o volume negociado com a China cresceu 86,1% nos sete primeiros meses deste ano, ante igual período do ano passado, somando US$ 206,6 milhões. Com isso, o país asiático, que já vinha liderando o ranking de países de origem das compras do Estado, se distancia do segundo maior exportador, os Estados Unidos. A participação do produtos chineses é de 26,8% nas importações no acumulado do ano até julho, o dobro ante o desempenho dos EUA (13,4%). As informações são do estudo Ceará em Comex, divulgado ontem pelo Centro Internacional de Negócios (CIN), órgão ligado a Fiec (Federação das Indústrias do Estado). As importações totais do Estado, nos sete meses, registra US$ 940,1 milhões alta de 29,7%. O desempenho chinês confirma o ritmo de crescimento da economia do país, que no segundo trimestre deste ano se tornou a segunda maior economia mundial, superando o Japão. O superintendente do CIN, Eduardo Bezerra, compara o efeito China como uma "invasão" no Ceará, que acontece, principalmente nos setores de construção civil, confecção e indústria química. "O século XXI é o século da Ásia", afirma. "Outro que vai aparecer aí é a Coreia". As compras de produtos dos EUA cresceram 240,9%, totalizando US$ 103,5 milhões. O terceiro lugar, entre os países que vendem para o Ceará, é da Argentina, que recebeu US$ 78,6 milhões participação de 10,2% e crescimento de 16,6%, ante os sete primeiros meses do ano passado. Em quarta posição, está a Alemanha que enviou US$ 57,6 milhões em produtos, o que representa uma fatia de 7,5% na pauta de importação e expansão de 48,1%. Dentre os principais países-origem, destacam-se Rússia e Nigéria, respectivamente, o quinto e sexto lugares. O país africano cresceu 1.779,8% na pauta de importações do Estado. A participação é 4,5% e o volume negociado é de US$ 34,3 milhões, no primeiro semestre do ano. A pauta da importação cearense da Nigéria é composta por gás natural liquefeito. Laminados de ferro e aço são os produtos importados da Rússia, que apresentaram incremento de 554,5%, nos sete meses, somando US$ 53,9 milhões e alcançado uma participação de 7,0%. Na sequência, aparecem Itália, com alta de 84,4%, Turquia (501,4%), Canadá (290,0%) e Uruguai (-3,2%). Setores Dentre os principais setores importadores, destacam-se os combustíveis e óleos minerais, que registrou a maior variação com um crescimento de 150,6% em relação ao período de janeiro a julho do ano anterior. Entre os valores negociados, os maiores pagamentos são para compras de ferro e aço (US$ 285,1 milhões), trigo (US$ 104,3 milhões), máquinas e metal mecânico (US$ 102,8 milhões), têxteis (US$ 99 milhões) e produtos químicos (US$ 66,9 milhões). Exportações O número de produtos exportados apresentou uma queda de 38,3% em relação a julho do ano passado. Mas, Eduardo Bezerra comemora os números de valores das vendas do Ceará para o mercado externo. Somente em julho, somou US$ 112,3 milhões, o segundo melhor resultado do ano. "É o primeiro sinal de recuperação após o desempenho nem tanto satisfatório do primeiro semestre", analisa. "A atividade se mostra mais forte". No acumulado do ano, totalizou US$ 707,6 milhões, alta de 20%, frente a igual intervalo de 2009. CAROL DE CASTRO REPÓRTER | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
17 de agosto de 2010 |
| SENAI - MAXI MODA | |
| Maxi Moda - 3° Seminário de Marketing de Moda do Nordeste | |
Maxi Moda - 3° Seminário de Marketing de Moda do Nordeste
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| O ESTADO |
17 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÃO NA FIEC | |
| Fiec promove eleição para renovar diretoria | |
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Pleito começa hoje e segue até dia 19 tendo dois candidatos na disputa
Na próxima quinta-feira (19), a Casa da Indústria elegerá sua nova diretoria para atuar no quadriênio 2010-2014. Passado o prazo de inscrição dos candidatos ao pleito, duas chapas estão oficialmente na disputa. A chapa 1, denominada Fiec 60 Anos, tem à frente o empresário Roberto Proença de Macêdo, atual presidente da Fiec, que busca a reeleição. O outro candidato à presidência pela chapa 2 (Participação para Inovar) é o industrial Orlando Carneiro de Siqueira, titular da OCS Minerais e Empreendimentos. Apesar de os dois nomes também terem disputado o processo sucessório da Fiec em 2006, um fato torna esta eleição inédita: a participação direta dos industriais na escolha do dirigente máximo da Federação, uma inovação que só foi possível com a reforma de seu estatuto social e do regulamento eleitoral implementada no fim do ano passado. Pelas novas regras vigentes no processo eleitoral, todas as empresas associadas que estiverem em dia com os sindicatos ligados à Fiec terão direito a escolher democraticamente o candidato oficial do seu sindicato à presidência da federação. O nome vitorioso na urna de cada uma das 39 unidades classistas será levado pelo delegado do sindicato e apresentado à Assembleia Geral do Conselho de Representantes. Desse modo, os delegados dos sindicatos passam a ser portadores da decisão nas urnas de seus respectivos sindicatos e deixam de concentrar o poder de escolha do nome de quem irá comandar a instituição. A votação interna nos sindicatos ocorrerá no mesmo dia do pleito eleitoral da Fiec. No antigo regimento eleitoral, semelhante ao que ocorre nas demais federações do país, os industriais não tomavam parte no processo eleitoral. Portanto, não interferiam na escolha do presidente. Os sindicatos participavam simbolicamente das eleições, já que os delegados titulares é que realmente votavam, muitas vezes com base em sua escolha pessoal e não na vontade de seu sindicato. Segundo o presidente das comissões de reforma do estatuto e do regulamento eleitoral da Fiec, Affonso Taboza Pereira, a adoção do voto direto para eleger o presidente da entidade consolida a instituição, de fato e de direito, como legítima representante da indústria cearense. “Se a Fiec é dos industriais, nada mais natural que eles escolham quem vai presidi-la”, afirma. Affonso Taboza destaca que a comissão de reforma do regulamento eleitoral foi composta de 12 pessoas representantes de todas as correntes de opinião existentes na FIEC. Para ele, dois pontos principais marcam a mudança histórica no processo eleitoral. “Houve duas alterações importantes que revolucionaram essa reforma estatutária. Uma delas é o voto direto para presidente da FIEC. A segunda foi a eleição de uma comissão eleitoral para presidir o pleito”. Todos os integrantes da comissão eleitoral pertencem a sindicatos filiados à FIEC e não estão disputando cargos eletivos nas eleições. O mandato dessa entidade vai do dia da eleição de seus nomes para compor a comissão até o fim do processo. Na presidência da comissão está a empresária Vivian Nicolle Barbosa de Alcântara, integrante do Sindicato da Indústria Editorial de Formulários Contínuos e de Embalagens Gráficas no Estado do Ceará (Unigrafica). Os outros dois titulares são André Montenegro de Holanda, do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon), e Dário Pereira Aragão, do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Elétricos no Estado do Ceará (Simec). Nicolle Barbosa diz que o papel da comissão se justifica pelo caráter inovador trazido pelo novo modelo de eleição. “Era necessária uma célula que pudesse conduzir o processo pedagógico de construção e implantação do estatuto eleitoral”, diz. Para ela, a mudança traz ganhos para toda a classe industrial, à medida que amplia o universo eleitoral de 39 para mais de 1 200 empresas. “Esse modelo inaugura um novo conceito de relacionamento empresa/sindicato/Fiec a partir do momento em que o voto do empresário é capaz de definir o voto do sindicato, estreitando o relacionamento entre a Federação e as empresas, papel antes reservado aos delegados. Esse é o principal objetivo de toda essa mudança: trazer os empresários para dentro da Casa da Indústria. Assim, o setor industrial se fortalece cada vez mais”, sublinha Nicolle Barbosa. | |
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| O ESTADO |
17 de agosto de 2010 |
| EXPORTAÇÕES CEARENSES | |
| Exportações crescem no primeiro semestre | |
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Estado apresenta crescimento de 20% no período em relação a 2009
Dados do estudo Ceará em Comex, realizado pelo Cin (Centro Internacional de Negócios) da Fiec (Federação das Indústrias do Ceará), divulgados ontem, apontam que o acumulado das exportações cearenses, de janeiro a julho deste ano, apresentou crescimento de 20% na comparação com igual período de 2009. Apesar do desempenho, a balança comercial local segue deficitária em US$ 232,5 milhões, enquanto a balança comercial brasileira permanece superavitária em US$ 9,2 bilhões. O percentual das vendas do estado é também inferior às taxas de crescimento das exportações brasileiras (27,1%) e nordestinas (43,9%). De acordo com o levantamento, o número de produtos exportados pelo Ceará em julho deste ano apresentou queda de 38,3% em relação a mesmo mês de 2009. Com esses resultados, o estado manteve sua posição de 14º lugar no ranking dos estados exportadores. Em relação ao Nordeste, o Ceará é o terceiro colocado. A região apresenta a maior taxa de crescimento nas exportações brasileiras no período janeiro-julho de 2010 em relação ao mesmo período do ano passado. Setores exportadores No Ceará, os principais setores exportadores em julho foram os de ceras vegetais (75,8%) e couros (62,7%). As exportações de rochas ornamentais também apresentam crescimento considerável de 58,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O principal destaque quanto ao destino dos produtos cearenses foi a República Tcheca, com aumento de 843,1% na compra de couro bovino. As exportações pelo porto de Salvador/BA apresentam crescimento de 7,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Os principais produtos exportados por lá foram castanha de caju e calçados. Quanto às importações de julho de 2010, o resultado foi 29,7% maior ante o mesmo período do ano anterior. Entre os principais setores compradores destacam-se combustíveis e óleos minerais, com um crescimento de 150,6% em relação ao período janeiro-julho de 2009. Destacam-se, entre os principais países-origem, Nigéria (gás natural liquefeito) e Rússia (laminados de ferro e aço). Indicativos favoráveis Para o economista Eduardo Bezerra Neto, superintendente do Cin (Centro Internacional de Negócios) da Fiec, durante o primeiro semestre de 2010 as maiores marcas das nossas exportações ocorreram em março (US$ 113 milhões) e julho (US$ 112 milhões). Os demais meses ficaram abaixo dos USR 100 milhões. “Apesar disso, há indicativos de que o segundo semestre, como historicamente apresenta maior volume de consumo,, é possível que a partir de agora todos os meses superem a marca de US$ 100 milhões, podendo o Ceará fechar o ano com um montante acima de US$ 1,2 bilhão, atingindo a maior marca da histórica de nossas exportações. Se alcançarmos esse desempenho pós saída da crise econômica mundial já será um grande feito. Mas é uma expectativa, uma esperança”, avaliou. O representante do Cin considera que os indicativos mostram que a demanda mundial está se aquecendo o que vislumbra um 2011 bastante promissor. “Vamos torcer para que os países importadores dos nossos produtos continuem consumindo para que as metas de exportações do Ceará sejam atingidas”, completou. | |
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| O POVO |
17 de agosto de 2010 |
| CIN - INDÚSTRIA NO CEARÁ | |
| Indústria no CE cresce 20% no semestre | |
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O setor industrial cearense exportou U$ 707,6 milhões entre janeiro e julho. Comparado com o mesmo período do ano passado, quando foram exportados U$ 589,56 milhões, é um crescimento de 20%, segundo informações do Centro Internacional de Negócios (CIN) do Ceará.
Esse resultado é o terceiro melhor da região e o décimo quarto no País. O Estado detém 8% de participação nas exportações do Nordeste, atrás apenas da Bahia (U$ 4,89 bilhões) e Maranhão (U$ 1,77 bilhão), com respectivamente 55,1% e 20% na região. Foram 226 produtos exportados, uma queda de 38,3% se comparado com 2009, quando 366 produtos estavam na pauta de exportação. Os que registraram maior aumento foram as ceras vegetais, de 75,8%; couros, com 62,7% e rochas ornamentais, com 58,5%. No período comparado, as exportações no País cresceram 27,1%, passando de U$ 84 bilhões para U$ 106,86 bilhões. No Nordeste, o crescimento foi de 43,9% - de U$ 6,17 bilhões para U$ 8,9 bilhões - passando de 7,3% na participação do ranking nacional em 2009 para 8,3% neste ano. Já a balança comercial apresentou resultado negativo: as importações do Estado foram de U$ 940,18 milhões, ou R$ 232,5 milhões além da exportação. Em 2009, foram importados U$ 724,67 milhões no primeiro semestre, uma elevação de 29,7%. Porém o superintende do CIN, Eduardo Bezerra, minimiza o déficit, porque essas importações a mais se revertem em investimentos para as indústrias locais. “As importações do Ceará são todas de natureza produtiva ou alimentos de primeira necessidade, como o trigo, por exemplo. Nada é supérfluo, são investimentos por meio de importações”. | |
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| O ESTADO |
17 de agosto de 2010 |
| SINDIVERDE - INOVA 2010 | |
| Sustentável | |
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Concreto translúcido, incinerador de resíduos orgânicos, poste à base de energias eólica e solar... Cresce a tecnologia que pensa na saúde humana
Por Tarik Otoch Há algumas semanas, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) anunciou o Prêmio Sindiverde de Jornalismo, em conjunto com o Sindicato das Empresas de Reciclagem de Resíduos Sólidos Domésticos e Industriais do Estado (Sindiverde). Pouco depois a Feira do Empreendedor 2010 apresentaria um espaço inteiro dedicado ao meio ambiente, o Eixo Mercado Ambiental. Na semana passada, foi a vez do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará (Indi) mostrar sua veia verde, através do Inova 2010. Dos 24 trabalhos inovadores em diversas áreas expostos no VI Seminário de Gestão da Inovação Tecnológica no Nordeste, o Inova 2010, pelo menos oito apresentaram algum traço sustentável. A própria organização do evento deu exemplo de conformidade ambiental: “Todas as nossas estruturas foram feitas com material reciclado”, disse o coordenador do Inova 2010, Ferrer Bezerra. “Esse é um dos caminhos da inovação, a preservação do ambiente”. Ferrer não tem dúvidas: “Com certeza, a preservação ambiental traz benefícios econômicos”. Mas para o desenvolvimento acontecer da maneira correta na indústria, é preciso seduzir o empresariado. Inovação, afinal, pressupõe pioneirismo, ousadia. E o trunfo do Inova 2010, para Ferrer, é justamente esse. “Estamos melhorando a cultura do empresário, porque só ele, o dono da empresa, tem a decisão política. As tecnologias estão aí, sendo desenvolvidas por nossos pesquisadores”. | |
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| AGÊNCIA CNI |
17 de agosto de 2010 |
| SINDITÊXTIL/CE - SINDROUPAS | |
| Sindicato têxtil e federação cearense promovem concurso | |
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Fortaleza - O Sindicato da Indústria de Fiação e Tecelagem em Geral do Estado do Ceará (Sinditêxtil/CE), filiado à Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), está com inscrições abertas para o 2º Concurso Sinditêxtil de Costura, Modelagem e Design. A iniciativa visa valorizar os trabalhadores e mostrar à sociedade sua relevância na indústria da moda cearense. Serão premiados estudantes e profissionais da cadeia produtiva têxtil.
Assim como na primeira edição, o concurso terá as seguintes categorias: Designer (individual), Modelista e Piloteira (dupla) e Costureira (individual). Podem participar profissionais, estudantes de moda e autodidatas. Todos os trabalhos finalistas serão apresentados em um desfile que será realizado em 4 de novembro. O concurso é resultado de uma parceria entre a FIEC, Sindicato da Indústria de Confecções de Roupas de Homem e Vestuário do Estado do Ceará (Sindroupas), Sindicato das Indústrias de Confecção de Roupas e Chapéus de Senhoras do Ceará (Sindconfecções), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Ceará (SENAI/CE), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/CE) , Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC/CE), Polomoda, Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece) e governo estadual. A cadeia têxtil do Ceará representa 16% do Produto Interno Bruto (PIB) e consome mais de 40% da energia industrial. O estado tem um parque industrial moderno, com cerca de 2.600 confecções e 50 indústrias de fiação, malharia e tecelagem. Mais informações pelos telefones (85) 3421-5456 e 3224-1478. O edital do 2º Concurso Sinditêxtil de Costura, Modelagem e Design e a ficha de inscrição para cada modalidade estão disponíveis no site http://www.sinditextilce.org.br. | |
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| O ESTADO |
17 de agosto de 2010 |
| DIA NACIONAL DA CONSTRUÇÃO SOCIAL | |
| Economia - Mutirão solidário | |
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Por Rubens Frota
Na 4a edição do Dia Nacional da Construção Social, o Sindicato da Construção Civil do Ceará, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), vão ofertar gratuitamente serviços de saúde, lazer e cidadania a mais de três mil operários da construção civil e seus familiares. O evento acontece simultaneamente em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal. Nacionalmente, a expectativa é que, nesta edição, sejam feitos 500 mil atendimentos. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
17 de agosto de 2010 |
| BB E CAIXA | |
| BB e Caixa privilegiam dez empresas | |
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Grandes credores detêm 10% do crédito, taxa acima dos bancos privados; concentração aumentou a partir de 2008
Petrobras fica com 4% dos recursos da Caixa, com dívida de R$ 6 bi; BB diz que número está abaixo de regra do BC EDUARDO CUCOLO DE BRASÍLIA Os dois maiores bancos federais destinam cerca de 10% dos empréstimos para dez empresas, uma concentração acima da verificada no setor privado. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, direciona quase 4% de todos os seus recursos para uma única empresa, a Petrobras. Antes da piora na crise financeira de setembro de 2008, o principal devedor do banco ficava com menos de 1%, mesmo patamar de hoje nos grandes bancos privados. O aumento nesse período se deve a dois empréstimos no valor de R$ 2 bi, feitos no final de 2008 e em junho deste ano, à empresa estatal, que possui hoje dívida de quase R$ 6 bi no banco. Nos dois maiores privados, o maior devedor tem empréstimos pouco acima de R$ 2 bi. O balanço da Caixa mostra que os dez maiores devedores do banco respondiam por 10% da sua carteira em junho deste ano, mais que os 4,4% verificados antes da crise. Em termos absolutos, o valor está pouco acima do verificado no setor privado, pois a carteira da Caixa é menor. O Banco do Brasil, mesmo antes da crise, já possuía uma concentração alta de recursos em uma única empresa. Hoje, o maior devedor tem uma dívida de quase R$ 10 bilhões, cerca de 3% da carteira total. Os dez maiores ficam com quase R$ 30 bilhões, quase o dobro dos maiores bancos privados. Reportagem da Folha mostrou que duas estatais e dez grupos privados ficaram com grande parte do crédito do BNDES desde 2008. Segundo o banco, 28% do crédito foi para os dez maiores clientes. Caixa e BB negam política para privilegiar poucas empresas, atribuem o aumento de concentração à crise e dizem que isso não prejudicou companhias de menor porte. "As pequenas empresas têm a sua demanda de crédito atendida, dentro da análise de risco", disse o vice-presidente de controle e risco da Caixa, Marcos Vasconcelos. Segundo ele, os empréstimos à Petrobras foram baseados em critérios técnicos, com taxas de mercado, e não há problema em ter operações concentradas em uma empresa com uma das melhores classificações de risco. Vasconcelos disse também que a Caixa possuía uma carteira de crédito para pessoas jurídicas incipiente até 2007 e que, após o primeiro empréstimo à Petrobras, outras grandes empresas passaram a procurar a instituição. Além disso, diz, os recursos emprestados foram captados no mercado. O diretor de Crédito do BB, Walter Malieni, diz que os percentuais de concentração estão abaixo do fixado pelo BC, mesmo no caso de empresas que tiveram os limites elevados nos últimos anos. Segundo Luiz Miguel Santacreu, da Austin Rating, concentração não é saudável. "Todo mundo trabalha com Petrobras, mas não nessa magnitude." BB lucra 26% mais apesar de concorrência alta BB comemora manutenção de liderança em meio à agressividade de Itaú e Bradesco TONI SCIARRETTA DE SÃO PAULO Maior instituição financeira brasileira, o Banco do Brasil apostou no aquecimento da economia, reduziu a inadimplência e elevou seus ganhos no primeiro semestre. O banco, que atuou como indutor do destravamento do crédito ainda em 2009, conseguiu manter sua posição de liderança e crescer no crédito em ritmo superior a Itaú Unibanco e Bradesco. No BB, a carteira de empréstimos chegou em inéditos R$ 326,5 bilhões em junho -29,3% mais do que em junho do ano passado. No Bradesco e no Itaú, as carteiras atingiram R$ 263,5 bilhões e R$ 208,6 bilhões -salto 12,4% e 16,3% maiores do que em junho de 2009. O BB encerrou a safra de balanços dos bancos com lucro de R$ 5,1 bilhões no semestre (+26,5%), atrás de Itaú Unibanco e à frente de Bradesco, que lucraram R$ 6,4 bilhões e R$ 4,5 bilhões, respectivamente. Por outro lado, o BB abriu espaço sobre a concorrência como instituição de maior rentabilidade patrimonial, indicador de retorno ao acionista, de 28,7% -Bradesco teve rentabilidade de 23,2%, e Itaú, de 20,4%, segundo a consultoria Austing Rating. O presidente do BB, Aldemir Bendine, afirma que a instituição sentiu um acirramento da concorrência, mas manteve uma participação de mercado de 20,1% no crédito ganha à época da crise -em junho de 2009, a participação era de 18,8%. "De fato, ocorreu esse acirramento, mas a gente comemora o fato de que mantivemos a participação de mercado. Se a gente conseguir manter isso até o fim do ano, vai ser uma grande vitória." O BB planeja investir pesado no financiamento de imóveis. O banco tem como meta se tornar o terceiro maior financiador da casa própria em três anos, atrás de CEF e de Itaú Unibanco. Segundo Paulo Caffarelli, vice-presidente de varejo, a ideia é elevar a carteira de R$ 2,1 bilhões para R$ 3 bilhões até o final deste ano. ANÁLISE Bom clima econômico do país provoca boa safra de balanços A MELHORA DA ECONOMIA ELEVOU A DEMANDA POR CRÉDITO ROBERTO LUIS TROSTER ESPECIAL PARA A FOLHA A atividade bancária é pró-cíclica e os balanços dos grandes bancos refletem o quadro conjuntural mais vigoroso. Nos últimos 12 meses, houve aceleração na atividade econômica e melhora nas expectativas, em parte resultado da estratégia dos próprios bancos. O crédito teve expansão de 20%, com destaque para os bancos públicos (crescimento de 31%), os privados nacionais (16%) e os estrangeiros (7%). Os cinco maiores bancos -Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Caixa e Santander- respondem por 75% do sistema e vivem momentos especiais. O Itaú Unibanco e o Santander estão focados na integração de operações; o Bradesco, com nova administração, em aumentar a clientela na base da pirâmide; e os dois bancos públicos, na expansão do crédito como instrumento de política econômica e para aumentar sua participação no mercado. Todas as estratégias se mostraram lucrativas, conforme os balanços divulgados nas últimas semanas. A melhora no clima econômico aumentou a demanda por crédito e reduziu a inadimplência, com reflexo positivo no resultado de todas as instituições. Os lucros apresentados foram recordes. O maior foi o do Itaú Unibanco, com R$ 6,4 bilhões, seguido pelo Banco do Brasil, com R$ 5,1 bilhões, e o Bradesco, com R$ 4,5 bilhões. Os demais bancos, incluindo os pequenos e médios, também têm resultados em sintonia com a realidade econômica. Há dois senões nesse quadro: um é a composição do crédito, com proporção alta de recursos direcionados e baixa de pequenos tomadores; o outro é na cunha de intermediação, que é inconsistente com a sofisticação do sistema. A questão é o que esperar para os próximos semestres. Há demanda por outros produtos e serviços financeiros, bem como espaço para uma internacionalização maior de alguns. Além disso, existe capacidade ociosa para emprestar. O índice de Basileia médio para os cinco maiores é de 19%; para os demais, é maior ainda, bem acima dos 11% regulamentares. A estratégia que cada banco vai adotar será o fator diferenciador. ROBERTO LUIS TROSTER, 59, da S/A M, é doutor em economia pela USP e foi economista-chefe da Febraban, da ABBC e do Banco Itamarati. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
17 de agosto de 2010 |
| SUPERMERCADOS - CEARÁ | |
| Supermercados entram com força no Interior cearense | |
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Amparado pelo avanço das classes C, D e E, segmento avança nas fronteiras interioranas para crescer ainda mais
O setor supermercadista, o qual se encontra em franca expansão na Capital, mira agora mais fortemente no Interior. Motivado pelo crescimento do poder aquisitivo das classes C, D e E; e pelo incremento de 9,8% no faturamento do primeiro semestre deste ano, ante igual período de 2009, o segmento passa a direcionar parte de sua estratégia de expansão para os outros municípios cearenses, enxergando o vasto potencial de compra desses consumidores. Atenta a essas transformações no mercado, a Super Rede, da qual fazem parte nove estabelecimentos, inaugura no próximo dia 20 de agosto uma loja do Pinheiro Supermercado em Limoeiro do Norte. Com investimentos de R$ 6 milhões, o novo estabelecimento atenderá a cerca de 285 mil pessoas da região do Baixo Jaguaribe, que abrange municípios como Russas, Morada Nova e Tabuleiro do Norte. De acordo com o superintendente da Super Rede, Paulo Ângelo Cardillo, a abertura da 50ª loja une a necessidade de um empreendimento do tipo na região ao aumento da renda da população. "A região é carente de um supermercado desse porte, que vai levar um sortimento para atender a maioria das cidades próximas", afirma. Espaço para lazer O novo Pinheiro Supermercado, o qual terá 1.800 m² de área de venda, ficará encravado em um terreno de 8.000 m² que abrigará ainda duas salas de cinema, totalizando 194 lugares; parque infantil; restaurante; farmácia; bancos e cabeleireiro. A previsão é de que sejam criados 150 postos de trabalho diretos e 450 indiretos, com capacitação realizada em parceria com o Sine/IDT. O Pinheiro de Limoeiro do Norte será a 13ª loja da Super Rede no Interior. Atualmente, existem duas filiais em Juazeiro do Norte e Sobral, e uma nos municípios de Crato, Quixadá, Itapipoca, Aracati, Guaiuba, Itaitinga, Pacatuba e Maracanaú. Apesar de não revelar detalhes, o superintendente da Super Rede adianta que até o fim do ano outra loja do grupo também será aberta no Interior, além de outras duas em Fortaleza, sem mencionar outros estabelecimentos que já se encontram em estudo. Outras grandes redes também apostam no mercado do Interior. O Walmart se prepara para inaugurar até o fim do ano o Hiper Bompreço de Juazeiro do Norte, que está recebendo investimentos de R$ 30 milhões. A loja está sendo construída em uma área de 22,4 mil m², com 7.500 m² de área construída, na Avenida Padre Cícero, no bairro Triângulo. DIEGO BORGES ESPECIAL PARA ECONOMIA ACESU APONTA Setor contabiliza faturamento de R$ 4,5 bi Dados da Associação Cearense dos Supermercados (Acesu) contabilizam um faturamento de R$ 4,5 bilhões para o setor supermercadista em 2009, nas 1.700 unidades do Estado. Em Fortaleza, onde está a maioria das lojas (cerca de mil), o presidente da Acesu, Aníbal Feijó, informa que há 35 mil empregos diretos e mais de 60 mil indiretos. Segundo ele, o esperado pela Acesu é de que o faturamento do setor cresça entre 10 e 15% até o fim do ano. No Ceará, foram formadas 28 centrais de negócios, ou seja, as associações entre os supermercados locais para a formação de uma rede que faça frente às grandes lojas nacionais e internacionais de supermercados, onde se destacam a Super Rede e a Uniforça. 7% do PIB Atualmente, de acordo com a associação, o setor de supermercados representa 7% do PIB nacional e, no ano passado, teve um faturamento de R$ 177 bilhões nas 78 mil lojas, as quais criaram 1900 mil empregos diretos e mais de dois milhões indiretamente em todo Brasil. "Hoje, o Ceará é o estado mais procurado das grandes redes", entusiasma Aníbal. A previsão da associação é de que, até dezembro, sejam inauguradas entre oito e dez lojas de redes nacionais em Fortaleza. Entre as novas unidades esperadas, a mais próxima na Região Metropolitana de Fortaleza é a inauguração do Assaí de Messejana. No entanto, sobre os investimentos das grandes redes, o presidente ressalta o impacto delas no faturamento dos supermercados locais, como em Juazeiro, onde a chegada do Atacadão, pertencente ao grupo Carrefour, reduziu em 30% o faturamento das lojas da cidade. "As grandes multinacionais quando chegam, botam pra quebrar", lamenta o presidente da Acesu. Em contraponto, ele afirma que a vinda dessas grandes redes ajudou o setor cearense a se modernizar. "A chegada das grandes lojas, ensinou a gente a criar boas lojas, com estrutura. E assim, a gente espera fazer no interior", argumenta. De acordo com Feijó, a instalação de grandes supermercados cearenses em cidades do interior, como a de Limoeiro, viria a ajudar os comerciantes locais a se estruturarem e oferecerem melhores serviços aos consumidores do local. A isso, também é creditado pelo presidente da Acesu às inovações implantadas nos supermercados cearenses, como lanchonete, padaria e sushibar, que agregam outros serviços aos supermercados no Ceará. Capacitação Em parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), a Acesu destaca 12 cursos de capacitação para profissionais do setor que já qualificaram cerca de 1500 funcionários de supermercados cearenses, só na Capital. Segundo Aníbal, até o fim do ano, a associação espera abrir turmas no Interior, que vem concentrando investimentos das redes locais. NOVOS INVESTIMENTOS Walmart terá Centro de Distribuição na RMF Grupo, que possui oito lojas no Ceará, fará mais um investimento para a Capital, ainda sem prazo para chegar São Paulo As cifras e os prazos ainda são mantidos em sigilo, mas o Walmart confirma o início de uma nova fase de crescimento no Ceará. Além da construção da primeira unidade do Hiper Bompreço em Juazeiro do Norte, recentemente iniciada, o grupo varejista incluiu nos investimentos a construção de um centro de distribuição na Grande Fortaleza e o começo das operações da bandeira TodoDia, voltada à classe C. Nesse processo, a expansão não se limitará apenas à Capital e seu entorno. Assim como outras redes, o Walmart também vislumbra estender o atendimento em direção ao Interior do Ceará. Atualmente, o grupo possui oito lojas no Estado, sendo duas no formato Hiper Bompreço, três supermercados Bompreço, um Sam´s Club e dois Maxxi Atacado, empregando aproximadamente 1.200 pessoas. "O Ceará, assim como o Nordeste, é um mercado importante para o Walmart. O Brasil está crescendo e esse crescimento se concentra, sobretudo, nessa região. Basta ver o aumento do consumo. De modo que o grupo anuncia uma nova fase de crescimento orgânico no Estado. Não só em Fortaleza, mas também no Interior. Serão mais lojas do Hiper Bompreço, do Bompreço, vamos continuar expandindo o Maxxi, construir um centro de distribuição e iniciar ainda as operações do TodoDia no Estado. Mais do que isso, ainda não dá para adiantar", antecipou o presidente do Walmart Brasil, Héctor Núñez. Segundo ele, o ritmo de inaugurações de lojas em todo o País deverá ser acelerado já a partir deste semestre. Até agora, foram abertas cerca de 30 unidades, do total de até 110 previstas para 2010, que devem consumir investimentos aproximados de R$ 2 bilhões. "Para se ter uma ideia da importância do Nordeste para nós, cerca de 50% desses investimentos continuam indo para esta região", afirmou. Para 2011, o executivo ressaltou que os apo rtes destinados à abertura de lojas "continuarão agressivos", mas sem dar mais detalhes. EM DEBATE Tendências e sustentabilidade São Paulo Sustentabilidade, perspectivas da economia, panorama, tendências e inovação no varejo. Para abordar estes entre outros assuntos, o Walmart promoveu, na última quarta-feira,11, na Federação de Comércio (Fecomércio), em São Paulo, seu 4º Fórum de Varejo, comemorando ainda os 15 anos da empresa no Brasil. Como convidados, o economista e professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Eduardo Giannetti da Fonseca; o economista-chefe da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcelo Neri; o diretor da Nilsen Brasil, João Carlos Lazzarini; e Nicholas Stern, professor da London School of Economics, onde preside o Instituto de Pesquisa Grantham sobre Alterações Climáticas e Meio Ambiente, além de executivos do Walmart Brasil e dos EUA. Estrela máxima do Fórum, Stern produziu, em 2006, um relatório de repercussão mundial por ter sido o primeiro a mensurar os riscos, as perdas e os custos decorrentes do aumento desenfreado dos gases de efeito estufa. Segundo ele, vencer a pobreza e gerenciar as mudanças climáticas são os principais desafios que o mundo terá de enfrentar nas próximas décadas, para dar conta da enorme responsabilidade planetária diante do aquecimento global. O professor, que também foi economista chefe do Banco Mundial, conclamou ainda o setor privado a pressionar os governos por políticas públicas que estimulam a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologia "verde", encaminhando o planeta para uma economia de baixo carbono. ANCHIETA DANTAS JR REPÓRTER * O repórter viajou a convite do Walmart Brasil | |
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| O POVO |
17 de agosto de 2010 |
| LIQUIDA FORTALEZA 2011 - CDL | |
| Vertical - QUEM MADRUGA... | |
| A CDL Fortaleza não está de olho apenas no tempo do b-r-o-bró em matéria de vendas. O presidente da entidade, Freitas Cordeiro, anuncia que os preparativos de olho no Liquida Fortaleza 2011 - período de liquidação no setor, já começaram. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
17 de agosto de 2010 |
| BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA | |
| Balança tem saldo de US$ 1,3 bi | |
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A balança comercial brasileira registrou um saldo positivo de US$ 427 milhões na segunda semana de agosto, informou ontem o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). O superavit foi provocado por exportações de US$ 4,099 bilhões menos importações de US$ 3,672 bilhões. O resultado ficou abaixo do superávit da primeira semana do mês, quando as exportações superaram as importações em US$ 943 milhões. Com o dado da segunda semana, a balança acumula no mês saldo positivo de US$ 1,37 bilhão.
No ano até a segunda semana de agosto, a balança comercial brasileira acumula um superavit de US$ 10,603 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 115,377 bilhões menos importações de US$ 104,774 bilhões. O resultado representa uma retração de 42,5% ante mesmo período do ano passado, quando o superavit era de US$ 18,433 bilhões. Contudo, a corrente de comércio (soma das importações com as exportações) teve alta de 35,3% até agosto de 2010 ante mesmo período do ano passado, o que demonstra uma recuperação mais forte do comércio global. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
17 de agosto de 2010 |
| CÂMARA BRASIL PORTUGAL - CEARÁ | |
| Lêda Maria - Passarelas | |
| Depois do candidato Lúcio Alcântara, agora será o tucano Marcos Cals que falará aos membros da Câmara Brasil Portugal - Ceará. Será na próxima quinta-feira. Ele irá participar do "Café com Política: Repensando o Ceará". | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
17 de agosto de 2010 |
| INVESTIMENTOS NO NORDESTE - BNB | |
| Edilmar Norões - Investindo no Nordeste | |
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O presidente Lula tem ressaltado a posição do BNB por sua participação no Sistema Financeiro do Nordeste. Nos últimos 12 meses, segundo fonte do Banco, "as contratações globais somaram R$ 19,8 bilhões, contra R$ 17,1 bilhões do período anterior".
Programas sociais Até por sintonizar com os programas sociais do governo Lula, para o banco e seu presidente Roberto Smith, é importante que "o BNB tenha contratado 168,4 mil operações com agricultores familiares, correspondentes a R$ 4.698 milhões". | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
17 de agosto de 2010 |
| PARTICIPAÇÃO NO PIB GLOBAL | |
| 2,92% x 2,9% do PIB mundial | |
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Fernando Henrique entregou o governo ao presidente Lula com uma participação no PIB global maior do que a que Lula entregará a seu sucessor
O Fundo Monetário Internacional prevê que, em 2010, o Brasil terá 2,9% de participação na produção de riqueza mundial, vale dizer, 2,9% do PIB (Produto Interno Bruto) do globo, mesmo considerando crescimento previsto, neste ano, de 7,1%, contra 4,6% do planeta. Todos os economistas mais conscientes do país sabem que este crescimento de 7,1% não é sustentável por falta de infraestrutura e que será menor em 2011. O governo tem aplicado pouco mais de 1% do PIB em investimentos e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), apesar das disponibilidades financeiras, ficou muito aquém do planejado e previsto, amarrando o desenvolvimento nacional. O próprio aquecimento do mercado preocupa, pois a inflação pode retornar, sendo o aumento de juros a única arma de que dispõe o governo federal, visto que o peso da máquina estatal cresceu assustadoramente na era Lula. Foram contratados, entre administração direta e indireta, mais de 350 mil servidores públicos, concursados ou não. Só para se ter ideia do peso burocrático, pouco mais dos 900 mil servidores aposentados da União geram um deficit na Previdência de R$ 47 bilhões, enquanto 27 milhões de aposentados do setor privado geram apenas R$ 3 bilhões! Por outro lado, no ano de 2010, nas transações correntes, o deficit será de quase US$ 50 bilhões, o que vale dizer: com a queda do saldo previsto da balança comercial, o saldo negativo do balanço de pagamentos será, talvez, o maior da história brasileira. Acrescente-se que, nas exportações, voltamos aos mesmos índices de produtos de valor agregado da década de 80, ou seja, exportamos em torno de 45% de produtos industrializados contra mais de 50% na década de 90. E começamos a importar de tudo por conta do real supervalorizado. Estou convencido de que o governo federal nunca desejou uma reforma tributária, pois, detendo 70% do bolo tributário, e quase 60%, após as transferências para Estados e municípios, não pretende correr o risco de perder tal participação na arrecadação global. O certo é que o quadro para o futuro não é brilhante, havendo pontos de estrangulamento notórios, não passíveis de análise neste curto artigo, o que levará, qualquer que seja o futuro presidente, a ter que colocar a casa em ordem. O mais curioso, todavia, é que, em 2002, último ano do governo Fernando Henrique, a participação do Brasil no PIB global era de 2,92%, vale dizer, 0,2% a mais do que no último ano do governo Lula. Isso significa que, apesar de o Brasil ter crescido, o mundo cresceu mais. De rigor, Fernando Henrique entregou o governo ao presidente Lula com uma participação no PIB global maior do que a que Lula entregará a seu sucessor. É de se lembrar que, em 2000, a China tinha uma participação no PIB global de 7%, e a Índia, de 4%. Os indianos pularão, em 2010, para 5% e a China para 13%, enquanto o Brasil regredirá para 2,9%. Em outras palavras, nada obstante o aumento do PIB per capita, o Brasil cresceu apenas pelo "efeito maré" da economia mundial, que, apesar da monumental crise de 2008 e 2009 e da crise europeia de 2010, se comportou melhor que a economia brasileira. Roberto Campos, ao prefaciar meu livro "Desenvolvimento Econômico e Segurança Nacional -Teoria do Limite Crítico", disse que a melhor forma de "evitar-se a fatalidade é conhecer os fatos". Infelizmente, o mundo da fantasia raramente se coaduna com a realidade do mundo. -------------------------------------------------------------------------------- IVES GANDRA DA SILVA MARTINS 75, advogado, professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra, é presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
17 de agosto de 2010 |
| PROJEÇÕES PARA PIB E PRODUÇÃO INDUSTRIAL | |
| Inflação pode ter "soluço" com nova alta de commodities | |
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Após dois meses consecutivos de inflação zerada, uma frente fria pode chegar entre setembro e outubro. Não seria um choque oriundo de condições internas, como uma demanda que avança sobre a capacidade de oferta, mas o contágio de uma alta nos preços de commodities agrícolas. A trajetória de declínio do CRB, principal índice de preços das commodities, negociado em Chicago (EUA), foi interrompida em julho. Com oscilações para cima e para baixo no meio do caminho, o índice saiu de 281 pontos em janeiro e caiu até 255 pontos em junho, para voltar a subir, encerrar julho com média de 261,6 pontos, e apontar nova alta em agosto.
O contágio é rápido. Estudo realizado pelo economista-chefe para América Latina do BNP Paribas, Marcelo Carvalho, avalia que, em média, o peso dos alimentos na inflação dos países latino-americanos é de 71%. No Brasil, o peso é de 45%. O economista levou em conta o peso dos diferentes insumos, como grãos e farinha, e seus desdobramentos na cadeia, que atinge desde pães até comida industrializada. Tudo levado em conta, os alimentos representam quase metade da inflação no país. "A inflação hoje está calmíssima. Os dados de agosto devem chancelar as baixas de junho e julho. Mas se a alta no CRB persistir, teremos um reflexo instantâneo nos preços entre setembro e outubro", afirma Carvalho, que avalia que o Banco Central deve interromper a alta de juros já na próxima reunião, no mês que vem. A perspectiva de aumento de preços das commodities vem embasada por complicações naturais. Um dos principais fornecedores de trigo do mercado, a Rússia, passa por sua pior estiagem em 150 anos. Os preços de um alqueire de trigo ultrapassaram US$ 7 na semana passada, patamar mais elevado desde setembro de 2008. Além disso, tanto Rússia quanto Ucrânia, outro importante fornecedor de trigo, restringiram as exportações do cereal. Os preços em alta do trigo pressionam também o milho, seu substituto imediato. "Isso tem um efeito em cascata porque encarece ração animal e, consequentemente, chega nas carnes", raciocina Carvalho. Nos últimos 30 dias, diferentes commodities agrícolas subiram de preço, como açúcar (10%), algodão (7%), milho (6%) e café (6%). Esses aumentos refletem na alta do CRB médio de agosto (273) em relação ao patamar médio de 261 de julho, embora nos últimos dias de agosto o índice tenha voltado a recuar, movimento que os analistas brasileiros veem como transitório. A RC Consultores, que desenvolve modelos próprios de estimativa para o índice avalia que o CRB pode saltar mais 21 pontos até setembro, atingindo o nível mais elevado desde o pré-crise. O CRB, que no início da década oscilava em patamares próximos a 190 pontos, chegou a 440 pontos em meados de 2008, fenômeno que elevou os preços dos alimentos à patamares recordes no mundo e gerou debates, à época, em torno de uma possível "bolha de commodities". A explosão da crise mundial em setembro daquele ano desinflou esse processo, levando o CRB mergulhar 52% em pouco meses chegando em fevereiro de 2009 com 213 pontos. A melhora da economia global desanuviou o quadro, ampliando as possibilidades de alta de preços - e de especulação. O Banco Mundial divulgou, por meio de nota no começo de agosto, a avaliação de que "os especuladores podem estar por trás da volatilidade de curto prazo nos preços dos alimentos". Para Carvalho, há uma relação muito próxima entre preços de commodities agrícolas e liquidez mundial. "Sempre que aumenta a liquidez, com investidores tomando empréstimos a taxas de juros baixas, os preços das commodities agrícolas sobem, porque viram foco de rendimentos altos", diz ele. "Trata-se de um processo duplo", explica Fábio Silveira, sócio-diretor da RC Consultores, "que ficou claro em 2007 e 2008 e volta a ficar claro agora, que envolve demanda por grãos e especulação financeira". Segundo Silveira, a alta de preços de commodities ocorre primeiro por fatores naturais, como a combinação entre demanda mais elevada de países compradores e problemas de safra nos países produtores. A partir daí, os preços podem ser inflados por aplicações e especulações financeiras. A alta de preços em decorrência de movimentos naturais foi observado já no fim de 2009, quando problemas na safra de arroz da Índia provocaram a alta de preços que repercutiu no Brasil no primeiro trimestre de 2010, quando os alimentos foram o principal foco de elevação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). "As pessoas não estavam comendo mais depois do reveillon, não era um problema de demanda, mas sim de oferta", diz Silveira. O CRB repercutiu aquela alta, quando passou do vale de 213 pontos de fevereiro de 2009 para a máxima de 281 pontos em janeiro de 2010. Analistas temem influência em decisão sobre juro Ao longo de 2008, com a alta no índice CRB, os preços de itens como leite e ovos chegaram a subir 26% e 40%, respectivamente, nos Estados Unidos. Processo semelhante passou o Brasil, que viu o preço do conjunto dos alimentos aumentar 10,8% e 11,1% em 2007 e 2008, respectivamente, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - evoluções muito superiores aos 4,5% e 5,9% registrados no IPCA nos dois anos. Em 2010, a inflação oficial acumulou 3,1% até julho, tendo os alimentos - puxados pela alta de commodities verificada no início do ano - registrado variação superior, de 3,7%. "A alta que veremos, agora, não será dramática, mas mais uma frente fria, que passa logo. O problema é que ela virá justamente quando o Banco Central estiver terminando o aperto monetário, o que vai deixar os analistas com uma pulga atrás da orelha", avalia Fábio Silveira, da RC Consultores. Tal como em 2008, o Banco Central iniciou a elevação da Selic em abril para combater o aumento da inflação mensal. Há dois anos, o BC elevou a Selic em 2,5 pontos percentuais até setembro, quando as turbulências mundiais abortaram a trajetória de alta. Já em 2010, o BC elevou a Selic, a partir de abril, em dois pontos percentuais. Marcelo Carvalho, economista-chefe para América Latina do BNP Paribas, avalia que o BC não deve elevar a Selic na reunião de setembro, uma vez que todas as informações de curto prazo indicam tranquilidade. "Os indicadores de inflação estão zerados, a atividade teve um segundo trimestre mais fraco que o primeiro e o avanço não é mais tão acelerado", elenca. Tanto Silveira como Carvalho veem com pessimismo uma recuperação global mais forte. Os dados de desemprego nos Estados Unidos continuam avançando, bem como a demanda por auxílio-desemprego. Ao mesmo tempo, as condições financeiras dos países europeus permanecem sob atenção. "Os juros vão continuar muito baixos nos países ricos, então é razoável esperar maior liquidez mundial, com fluxos de capitais saindo dos países ricos e migrando para os emergentes", diz Carvalho, para quem os preços de commodities serão um dos primeiros a sofrer esses efeitos. A maior entrada de capital em emergentes, como o Brasil, reflete em maior valorização cambial. Dessa forma, parte do efeito de alta nos preços dos alimentos poderia ser neutralizada por meio de valorização cambial. Em 2008, enquanto o índice CRB saltava de 364 pontos para 440 pontos entre janeiro e agosto, o dólar fez o trajeto inverso, passando de R$ 1,90 até atingir R$ 1,56, em igual período. Carvalho, no entanto, acredita que isso não deve se repetir. "Os sinais que o governo dá, como a efetivação do IOF no ano passado e as compras de grandes volumes de dólares promovida pelo BC, são de que o câmbio já está próximo do piso. Não acho que haverá uma valorização adicional, que compense a alta de preços das commodities agrícolas", diz ele. (JV) Mercado reduz projeções para PIB e produção industrial Os analistas e economistas que respondem ao Boletim Focus, do Banco Central, voltaram a reduzir, pela segunda semana consecutiva, a expectativa para o PIB. A mediana das projeções passou de 7,2%, há 15 dias, para 7,09%. Os números refletem as indicações de estabilização da atividade econômica medida no segundo trimestre pelos indicadores tanto do BC quanto do Ministério da Fazenda. Na mesma linha, o crescimento da produção industrial esperada pelo mercado para este ano também recuou, passando de 11,70% para 11,57%. Esta é a quarta queda seguida. Há um mês, o valor estimado era de 12,12% para o fechamento do ano. Para 2011, o PIB estimado continua estável em 4,5%, há 36 semanas, enquanto a produção da indústria deve avançar 5%, também sem alteração. A estimativa média para o superávit da balança comercial neste ano manteve-se em US$ 15 bilhões. Para 2011, caiu de US$ 9,11 bilhões para US$ 8,68 bilhões. A previsão para as transações correntes em 2010 também ficou inalterada, em déficit de US$ 49 bilhões. O déficit esperado para 2011 continua sendo de US$ 58 bilhões. Já a inflação se manteve no mesmo patamar da semana passada. Conforme destaca o departamento econômico do Bradesco, a mediana do IPCA para 2010, indicador oficial para o sistema de metas, permaneceu em 5,19%, após série de recuos nas pesquisas anteriores. A média, no entanto, manteve a tendência de queda e se contraiu levemente de 5,20% para 5,18%. Para o próximo ano, a mediana se manteve em 4,80%, enquanto a média também teve leve queda de 4,94% para 4,92%. Preços recuam em agosto O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) manteve o ritmo de queda na segunda quadrissemana de agosto, apresentando deflação de 0,19%. A variação ficou quase em linha com o recuo de 0,18% registrado na primeira semana do mês, informou hoje a Fundação Getulio Vargas (FGV). Entre as sete classes de despesa avaliadas na semana encerrada em 15 de agosto, cinco apresentaram recuo nas taxas ante a primeira semana do mês. O grupo que mais colaborou para a desaceleração do IPC-S foi habitação (0,27% para 0,20%), puxado pela queda na tarifa de energia residencial. A menor deflação na categoria de alimentação (-1,20% para -1,09%) foi influenciada especialmente por carnes bovinas (0,99% para 1,72%) e laticínios (-1,51% para -0,95%). | |
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| UOL ÚLTIMAS NOTÍCIAS |
17 de agosto de 2010 |
| COTAÇÃO | |
| Indicadores Econômicos | |
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Dólar (16/08 - 16h30)
Comercial Compra 1,7550 Venda 1,7570 Turismo Compra 1,6900 Venda 1,8300 Paralelo Compra 1,8400 Venda 1,9400 Dólar (17/08 - 09h59) Comercial Compra 1,7490 Venda 1,7510 Turismo Compra 1,6900 Venda 1,8300 Paralelo Compra 1,8400 Venda 1,9400 Outros indicadores TR 0,042% CDI 10,630% SELIC 10,75% IPCA 0,01% jul.10 | |
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| O POVO |
17 de agosto de 2010 |
| LEI DO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL | |
| Votação será ainda este mês | |
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O titular da Secretaria de Finanças de Fortaleza (Sefin), Alexandre Cialdini, anunciou ontem que os projetos de lei municipais que complementam na Capital da Lei do Empreendedor Individual e o Estatuto da Microempresa devem ser votados esta semana, na Câmara Municipal. As matérias devem ser apreciadas em duas votações e a Sefin prevê que a tramitação seja terminada ainda este mês.
O anúncio foi feito na tarde de ontem, em reunião na sede do Serviço de Apoio as Micros e Pequenas Empresas do Estado do Ceará (Sebrae). Os projetos visam reduzir a burocracias, no âmbito do Município, para a abertura de empresas e, ainda, dar maior celeridade ao processo, entre outros benefícios. Participaram da reunião representantes do comércio, como a Associação dos Empresários do Centro e a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL). As principais dúvidas por parte das entidades era sobre a possibilidade de a formalização elevar ainda mais a desordem urbana causada pela informalidade na Capital. Cialdini lembrou que a Prefeitura de Fortaleza fez concurso para 300 fiscais e disse que as leis devem dar mais oportunidade de o Município conhecer os empreendedores. | |
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| O ESTADO |
17 de agosto de 2010 |
| ENERGIA SOLAR | |
| Usina de energia solar construída em Tauá | |
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As obras começam começa este mês pela empresa MPX Solar, de Eike Batista
O mega-empresário Eike Batista anunciou que a usina geradora de energia solar da empresa MPX Solar em Tauá terá as obras iniciadas ainda este mês. A unidade será a primeira da América do Sul e terá capacidade suficiente para abastecer até 1.500 residências. A potência instalada será de 1MW, mas com possibilidade de expansão para 5MW de energia, já autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Serão 4.400 painéis numa área de 12 mil metros quadrados. A luz solar incide sobre estes painéis, que são responsáveis pela transformação da radiação em energia. A energia elétrica é então conduzida por cabos até caixas de controle e monitoramento. Após concentrada, toda essa energia é enviada por cabos subterrâneos para uma sala onde ocorre a transformação da energia de corrente contínua para corrente alternada. Localização propícia A cidade de Tauá foi escolhida para sediar a usina porque possui os melhores índices solares do Nordeste. O município está localizado bem próximo à Linha do Equador, fator levado em consideração pelos técnicos da MPX para a escolha do local. Além do baixo impacto ambiental e de manutenção a energia solar é viável em praticamente todo o território brasileiro, principalmente no Nordeste. O investimento no projeto é de R$ 12 milhões, com apoio do Governo do Estado, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Prefeitura de Tauá. O Ceará é o único estado da Federação a possuir uma legislação exclusiva para a energia solar. (Amaury Alencar, especial para O Estado) | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
17 de agosto de 2010 |
| PECÉM ENERGIA | |
| Egídio Serpa - Termelétrica Pecém tem agenda | |
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Sem embargo da surpreendente greve que funcionários das empresas terceirizadas promovem na obra, o cronograma de implantação da Pecém Energia - usina termelétrica em construção pela brasileira MPX com a portuguesa EDP - mantém-se sem alteração. Esse cronograma prevê para o fim deste ano os testes da esteira que transportará carvão mineral do píer número um do porto de Pecém até a usina; em fevereiro de 2011, começará a montagem das duas turbinas, que gerarão, cada uma, 360 MW; em abril, chegará ao Pecém o primeiro navio com carvão, cuja carga será transportada pela correia até o pátio de estocagem a céu aberto, cuja área é de 4,8 hectares; em agosto, haverá a primeira queima de carvão em turbina, gerando energia elétrica; entre novembro e dezembro, serão feitos os testes finais das turbinas, que gerarão, juntas, 720 MW, consumindo 130 toneladas de carvão térmico por hora. Em janeiro de 2012, a Usina Termelétrica do Pecém entrará em operação comercial. Quando foi projetada, a estimativa era de que ela operaria
apenas quatro meses do ano para compensar a queda dos níveis de água das hidrelétricas. Como a economia do País cresce a mais de 5% ao ano, a nova estimativa é de que a Pecém Energia operará durante seis meses do ano, pelo menos, com expectativa de oito meses. A segunda etapa da usina (mais 720 MW) operará até dezembro de 2012. | |
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| O POVO |
17 de agosto de 2010 |
| ENERGIA PECÉM | |
| Obras da termelétrica voltam a ser paralisadas | |
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Segundo o sindicato dos trabalhadores, a categoria não concordou com o resultado do acordo fechado com os patrões e voltou a suspender o trabalho no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Acordo havia sido firmado na última sexta-feira
A construção da usina termelétrica Porto do Pecém I, em São Gonçalo do Amarante, voltou a sofrer paralisação ontem. Os operários suspenderam as atividades e organizaram uma manifestação no local. A rodovia CE-085 foi fechada durante o protesto. Os trabalhadores estão em busca de melhorias salariais e outros benefícios. Na semana passada houve uma greve. Já na sexta-feira foi fechado um acordo entre o sindicato dos operários e as empresas que foram subcontratadas para a execução da obra. A previsão era de que o trabalho voltasse ao normal ontem. A paralisação de ontem teve início com a ida de uma comissão de trabalhadores ao local para comunicar sobre o resultado do acordo, firmado durante uma mediação com o Ministério Público do Trabalho (MPT) na sexta-feira passada. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção, Pavimentação e Obras de Terraplenagem do Ceará (Sintepav), os operários não concordaram com o acordo e deram início à manifestação na estrada. O protesto na rodovia CE-085 aconteceu entre 7 horas e 10h30min, aproximadamente, segundo informações do Pelotão da Polícia Militar em São Gonçalo do Amarante. De acordo com o soldado Alairton Andrade, uma das medidas tomadas foi fazer um desvio no trânsito. O PM explicou que os motoristas que trafegavam pela rodovia acabam sendo hostilizados. O policiamento local foi reforçado com viaturas do Comando Tático Motorizado (Cotam), Polícia Rodoviária Estadual (PRE) e do Ronda do Quarteirão. A assessoria de imprensa do Sintepav explicou que a Justiça havia decretado a greve como abusiva e impôs multa diária de R$ 30 mil em caso de descumprimento. A entidade afirma que não pode mais conduzir uma greve e enfatiza que o movimento de ontem foi feito sem a sua orientação. O Sintepav enfatizou ainda que, durante negociações entre patrões e trabalhadores, todos os lados tendem a ceder - e nem todas as reivindicações dos empregados acabam sendo atendidas. Mesmo com a discordância da categoria o Sintepav considera que o resultado do acordo foi um avanço. Entre os pontos avançados foi o pagamento referente à Participação sobre Lucros e Rendimentos (PLR) aos operários ainda na folha de agosto. Os trabalhadores que moram no Interior ou fora do Ceará também devem ter benefícios para visitar suas famílias - como passagens e intervalo de dias dependendo da distância. O POVO tentou entrar em contato ontem com o presidente do Sintepav, Raimundo Nonato Gomes. O telefone celular estava desligado. A entidade informou que ele está em viagem a Recife. A empresa responsável pela obra, Energia Pecém, disse que não se manifestaria sobre o fato. EMAIS O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção, Pavimentação e Obras de Terraplenagem do Ceará (Sintepav) aponta que uma das reivindicações da categoria era de plano de saúde totalmente custeado pelas empresas para os trabalhadores e seus familiares. Mas, ao fim das negociações, foi concedido somente para os próprios funcionários. Uma reivindicação salarial da categoria, conforme ainda o sindicato, é a equiparação salarial. A obra é feita por mais de uma empresa subcontratada e a categoria quer que seja fixado um valor equiparado, tomando como base o valor mais alto. A usina termelétrica Porto do Pecém I é executado por meio da parceria entre a EDP e MPX Geração de Energia, controlada pelo empresário Eike Batista. O investimento total é de R$ 3,4 bilhões, aproximadamente. NÚMEROS 3.200 OPERÁRIOS APROXIMADAMENTE PARTICIPAM DAS OBRAS DE CONSTRUÇÃO DA USINA TERMELÉTRICA | |
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| O POVO |
17 de agosto de 2010 |
| ACESSIBILIDADE | |
| Fortaleza, uma cidade carente de acessibilidade | |
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Desde 2004, a Lei da Acessibilidade prevê a utilização, com segurança e autonomia, dos espaços urbanos das cidades por idosos e pessoas com deficiência física. Fortaleza pouco avançou
Em um rápido passeio pela cidade é possível constatar: é difícil caminhar em Fortaleza, ainda mais quando se é idoso ou pessoa com deficiência física. As calçadas, quando existem, são irregulares. Os pisos são lisos ou esburacados. Muitas praças e canteiros centrais de avenidas estão cheios de pedras portuguesas que, além de tornar o piso irregular, se soltam com facilidade, provocando quedas. Desde que a Lei da Acessibilidade (decreto federal nº 5.296/2004) entrou em vigor, em 2004, pouco se avançou. Para tornar o caminhar acessível em Fortaleza, muitas mudanças ainda são necessárias. O aposentado Aloísio Nogueira Lima, 87, para andar pela cidade, por exemplo, tateia o chão com a bengala de madeira, procurando os “melhores lugares”. “Ando até a rampa para atravessar na faixa de pedestres e tento olhar bem para onde piso”, dá a dica, com bom humor. Mesmo assim, reclama das pedras portuguesas soltas e dos pisos de calçadas muito lisos, que facilitam os escorregões. Já o professor Leonardo Feitosa, 31, que desde os sete anos precisa de cadeiras de rodas para se locomover, por conta de um acidente com arma de fogo, não consegue ultrapassar as barreiras sozinho. Na maioria dos lugares, precisa de alguém para ajudá-lo. “Passeando pela Praça da Polícia (Civil), por exemplo, precisei do meu ajudante. Lá não tinha uma rampa”. Na tentativa de tornar os caminhos de Fortaleza acessíveis, o promotor de Justiça de Defesa do Idoso e do Portador de Deficiência, Francisco Nildo Façanha de Abreu, informa que o Ministério Público Estadual tem trabalhado de forma “incisiva”. “Oficiamos os órgãos públicos estaduais e municipais, objetivando adequação da acessibilidade às normas existentes”. Entre as recentes recomendações está a adequação de todas as praças de Fortaleza pela Prefeitura, em dois anos. De acordo com o promotor, das 437 praças existentes, apenas 24 apresentam condições de acessibilidade. A recomendação consiste em evitar usar pedras portuguesas em locais de passeio, trocar o piso por um mais uniforme e áspero e construir rampas de acesso. Para a engenheira civil Nadja Dutra Montenegro, membro do Grupo de Trabalho em Planejamento e Acessibilidade do Conselho Regional de Engenharia, Agronomia e Arquitetura do Ceará (Crea –CE), Fortaleza ainda precisa de muito esforço para tornar o caminhar acessível. Ela enumera modificações, como piso nivelado, áspero e tátil, para evitar quedas e facilitar o deslocamento de pessoas em cadeira de rodas ou com deficiência visual, travessia de pedestre no mesmo nível da calçada, rampas de acesso que sigam às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e desobstrução e nivelamento das calçadas. Além disso, a coordenadora especial da Coordenadoria de Pessoas com Deficiência (Copedef), da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Nadja de Pinho Pessôa, ressalta a importância de uma campanha educativa para que a população compreenda a importância de manter as calçadas niveladas, livres de obstáculos e com rebaixamentos de meio-fio nas esquinas e faixas de pedestres. “Os habitantes de Fortaleza certamente evitariam obstruir os passeios com a exposição de produtos que deveriam estar no interior das lojas, por exemplo”. O QUE DIZ A LEI Decreto nº 5.296/2004 – Lei da Acessibilidade > A construção, a reforma ou a ampliação de edificações de uso público ou coletivo devem ser executadas para se tornarem acessíveis às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. > No planejamento e na urbanização das vias, praças, ruas, parques e demais espaços de uso públicos, estão previstos a construção ou a adaptação de calçadas para circulação de pedestres, o rebaixamento de calçadas com rampa acessível ou elevação da via para travessia de pedestre em nível e a instalação de piso tátil direcional e de alerta. > As exigências devem ser cumpridas de acordo com as normas técnicas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) BARREIRA > De acordo com o decreto 5296/2004, acessibilidade é a “condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamento urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação” por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida. > Barreira é “qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso, a liberdade de movimento, a circulação com segurança e a possibilidade de as pessoas de comunicarem ou terem acesso à informação”. E-MAIS ÔNIBUS ADAPTADOS E TERMINAIS >O promotor de Justiça de Defesa do Idoso e do Portador de Deficiência, Francisco Nildo Façanha de Abreu, destacou o crescimento da frota de ônibus adaptados, mas lembrou que é preciso uma ação conjunta. Além da frota, é necessário tornar os terminais de integração e as paradas de ônibus acessíveis. >No próximo dia 27 de agosto, o Ministério Público Estadual realiza uma audiência pública para monitorar e fiscalizar a acessibilidade de idosos e pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida nas obras do Metrô de Fortaleza (Metrofor). >Todas as seis Secretarias Regionais informaram que receberam a recomendação do Ministério Público Estadual para adequar as praças. As reformas já iniciaram nos espaços das regionais II, IV, V e VI. >Nadja de Pinho Pessôa lembrou ainda que a Prefeitura já iniciou a padronização das calçadas nos corredores do Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor). >Apesar de ainda precisar de muitas mudanças, Fortaleza já tem espaços públicos em processo de adaptação, como o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e o Terminal Rodoviário Engenheiro João Thomé. Centro precisa de mudanças Por ser um local de grande movimento e por receber uma quantidade expressiva de idosos diariamente, o Centro é um dos locais que mais precisam passar por mudanças. No último dia 5, o Ministério Público Estadual firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Secretaria Executiva Regional do Centro (Sercefor) e a Semam na tentativa de iniciar mudanças no espaço que fica entre a rua Pedro Pereira, avenida Duque de Caxias, rua Visconde do Rio Branco e rua Floriano Peixoto. O chefe de gabinete da Semam, José Weldmar Oliveira, presente na assinatura do TAC, adiantou que será feita a desobstrução das calçadas, a partir da retirada das publicidades colocadas indevidamente no passeio. Já a secretária executiva da Sercefor, Ana Nery Azevedo Duffy, informou que a secretaria ainda não definiu o que será feito no espaço delimitado. No próximo dia 2, as secretarias apresentam ao Ministério Público soluções que possam garantir a acessibilidade na área. (GM) Dificuldades Doralice Pereira, 86, e Lúcia Pereira, 67, são mãe e filha. Na hora de caminhar pelas ruas da Capital, uma ajuda a outra a vencer os obstáculos das calçadas. “Sempre tem um batente alto, uma pedra solta...”, a filha enumera os perigos. No dia de ir ao médico no Centro agitado, as duas dão o braço uma a outra e vão andando devagarinho, superando as dificuldades do caminhar, cheio de barreiras. MOBILIDADE Simpático e muito bem arrumado, o aposentado Tenesi Ferreira, 69, caminha com frequência nas ruas do Centro. Além da mobilidade reduzida, por conta da idade, ele tem uma deficiência na perna e no braço que dificulta o caminhar. “Eu já caí algumas vezes por aqui (no Centro)”, conta o aposentado, mostrando a perna machucada. Mesmo assim, ele não deixa de passear pelo lugar. “Se eu cair, o povo me ajuda”. | |
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| O POVO |
17 de agosto de 2010 |
| VICUNHA | |
| Vertical S/A - Depois de guinada, Vicunha festeja recuperação | |
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Por Jocélio Leal
A Vicunha Têxtil, gigante na produção de índigos e brins na América Latina e com forte presença no Ceará, declara lucro líquido consolidado de R$ 40,2 milhões no primeiro semestre de 2010. O resultado significa melhora expressiva se comparada ao mesmo período de 2009, quando apresentou prejuízo líquido de R$ 226,3 milhões. De janeiro a junho, em índigo e brim, a receita líquida atingiu R$ 380,7 milhões, crescimento de 21% (R$ 315,5 milhões), isso na comparação com igual intervalo do exercício anterior. A empresa avalia que o desempenho é fruto da estratégia iniciada no ano passado: foco restrito na fabricação de índigo e brim. Em resumo: além da alienação dos ativos no segmento de malharia, realizada no ano passado, a empresa alienou, neste ano, para holding do grupo, o segmento de viscose e deixou de atuar no segmento de poliéster. A dívida líquida de R$ 491 milhões registrada no final do ano de 2009 caiu para R$ 291 milhões ao fim do primeiro semestre. Em parte, por conta do aporte de 37,5% do capital total da Textília, controladora da Vicunha, pelo BTG Pactual. | |
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| O POVO |
17 de agosto de 2010 |
| MARACANAÚ E PACAJUS | |
| Vertical S/A - R$ 240 MILHÕES EM 3 FÁBRICAS, MAS NOVA FICA LONGE | |
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Por Jocélio Leal
Nos próximos três anos pretende investir R$ 240 milhões na modernização das fábricas no Nordeste. No Ceará, Maracanaú e Pacajus. Uma no Rio Grande do Norte. Da montanha, R$ 90 milhões já serão aplicados até dezembro. Vai renovar o maquinário e os processos. Mas a nova unidade a ser instalada pela empresa ficará longe daqui. Assina Protocolo de Intenções com o Governo do Mato Grosso e Prefeitura de Cuiabá para uma unidade de fiação, tinturaria, tecelagem e acabamento. O investimento projetado é de R$ 350 milhões, com previsão de geração de dois mil empregos diretos e seis mil indiretos. Ficará, portanto, perto da matéria prima. Estima processamento anual de 65 mil toneladas de algodão. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
17 de agosto de 2010 |
| METROFOR | |
| Metrofor só ficará pronto no fim de 2011 | |
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Nova licitação para sistemas elétricos e atrasos nas obras civis são os motivos para mais um adiamento no metrô
O cearense ainda terá de esperar "um pouco" mais para circular nos trens da linha sul do Metro de Fortaleza (Metrofor), que interligará o centro da Capital a Maracanaú. Comercialmente, o metrô só deverá entrar em operação em dezembro de 2011 e não mais no meio do próximo ano, como previsto. A nova data, mais uma, foi confirmada na tarde de ontem, pelo presidente do Metrofor, Rômulo Fortes. "O inicio da operação comercial só se dará em dezembro de 2011", confirmou Fortes, direto de Juazeiro do Norte, onde se encontra mostrando ao ministro dos Transportes, Paulo Sérgio de Oliveira, o metro de superfície do Cariri. Segundo ele, dois seriam os motivos para mais um atraso à inauguração do metrô de Fortaleza. O primeiro seria a necessidade do Metrofor realizar nova licitação para contratação da empresa que irá fornecer e instalar os sistemas fixos e móveis que irão permitir a integração, operacionalização e controle elétricos e eletrônicos dos trens nos trilhos, nas estações de passageiros e nos terminais. "A Siemens, Alston e Adtranz (empresas responsáveis pelo fornecimento e a montagem de sistemas elétricos) não mais fornecerão os equipamentos", declarou o presidente do Metrofor. Segundo ele, a orientação para realizar nova licitação é do Ministério Público Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU), diante da negativa das empresas em abrir os preços dos serviços, para que o Metrofor pudesse aditiva-los. "Como não houve acordo, vamos partir para nova licitação", sinalizou. Fortes informou que um novo edital licitatório está sendo elaborado para, em breve, ser apresentado à Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra) e à Companhia Brasileiras de Trens Urbanos (CBTU) para análise e consequente aprovação. Sem antecipar os valores da licitação pública, ele disse apenas que será um processo de abrangência internacional. Conforme disse, o edital irá contemplar todos os serviços de instalação e fornecimento dos equipamentos elétricos e eletrônicos para os trens e estações. Novo certame Além da necessidade de nova licitação, o outro motivo, no caso as obras civis, também em atraso, só deverão estar prontas entre agosto e setembro do próximo ano. "A licitação não deverá atrasar (o metro), até porque as obras civis só vão ficar prontas no próximo ano", justificou Rômulo Fortes. Em julho de 2011, sinaliza o presidente do Metrofor, ficam prontos os trechos que interligam Pacatuba à Estação João Felipe (futura Xica da Silva), a exceção deste trecho à Praça da Lagoinha, que tende a ser concluído somente em setembro do ano que vem. "A expectativa é a de que as duas coisas (licitação e conclusão das obras andem juntas", espera. Novos trens Segundo Fortes, os dois primeiros trens, de um total de 20 que irão compor as dez composições do metro, chegam ao Porto do Pecém, entre os dias 19 e 21 próximos. De acordo com ele, os equipamentos começarão a ser montados no próprio porto e de lá serão transferidos rodando, nos trilhos, até o Centro de Manutenção em Pacatuba, onde passarão por testes estáticos e dinâmicos. "Vamos testar a energia, o acionamentos dos motores, os sistemas de freios, tudo com os trens parados, depois com os trens em movimento", explica. "Após os trens serem aprovados nos testes, será realizada, então, a operação assistida", nos trilhos, entre as estações de Pacatuba e da Pajuçara. "Essa operação deve ocorrer entre outubro, novembro e dezembro próximos", prevê o presidente do Metrofor. CARLOS EUGÊNIO REPÓRTER | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
17 de agosto de 2010 |
| TRANSNORDESTINA | |
| Transnordestina tem mais um trecho iniciado no CE | |
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O novo percurso, de 50 km de extensão, ligará Missão Velha à cidade de Aurora. A obra será realizada pela Odebrecht
A execução das obras da Ferrovia Transnordestina será iniciada, de fato, no Ceará. Os primeiros 50 km dos três trechos do projeto a serem concluídos no Estado devem começar a ser construídos a partir de Ordem de Serviço assinada hoje, na cidade de Missão Velha, a 535km de Fortaleza. O trecho liga o município à cidade de Aurora. A ordem será assinada pelo presidente da Transnordestina Tufi Daher Filho, juntamente com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, acompanhado do Secretário da Infraestrutura do Estado, Adail Fontenele e do presidente do Metrofor, Rômulo Fortes. A execução neste trecho será realizada pela Odebrecht, de acordo com Adail Fontenele. Para ele, o momento representa uma retomada do projeto. "Esse é o primeiro trecho para a retomada da Transnordestina. A ferrovia tem 80km já prontos. Faltam 527km para o Porto do Pecém. Essa obra vai acontecer em várias frentes de serviço", afirma. No Ceará, a Transnordestina será dividida em três partes:Missão Velha-Acopiara, Acopiara-Quixadá e Quixadá-São Gonçalo do Amarante (Complexo Industrial e Portuário do Pecém). Desapropriações Um ponto importante na obra está a cargo da Seinfra: as desapropriações das terras onde a ferrovia passará. De acordo com Adail Fontenele, esse processo já está bem adiantado. "O Governo do Estado atende o pedido do presidente Lula. Dos 527 km do projeto no Ceará já se tem 200km em posse do Governo. Esse não vai ser um motivo de atraso", avalia o Secretário estadual de Infraestrutura. No entanto, a falta de algumas liberações ainda dificultam a execução das obras e dificultam previsões de conclusão. "Hoje, há alguns impasses por conta de mudanças no projeto inicial, então ainda tem algumas questões ambientais para resolver. Ainda estão aguardando liberações. Um deles é em Quixadá, na região dos monólitos", diz. A execução das obras no Ceará deve gerar, segundo o secretário, cerca de sete mil postos de trabalho. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
17 de agosto de 2010 |
| ICID+18 | |
| ONU alerta para a urgência de agir contra a degradação | |
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Representante da ONU destaca gravidade do problema da degradação, mas acha possível uma saída
A realidade é alarmante mas, o clima, de otimismo. Na abertura oficial da Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (Icid+18), ontem, em Fortaleza, o tom dos discursos foi de esperança. Com os números batendo à porta - como os 45% de índice de desmatamento na Caatinga, principal bioma do semiárido brasileiro -, as autoridades presentes à solenidade destacaram que não adianta apenas colocar metas no papel. Apesar dos discursos, o baixo nível de comprometimento dos políticos regionais foi visível, tendo em vista que apenas o governador anfitrião, Cid Gomes (PSB), compareceu. Os ministros previstos (Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário e Ciência e Tecnologia) mandaram seus secretários-executivos. É preciso agir, e rápido, para livrar dos efeitos da desertificação uma população de dois milhões de pessoas espalhadas pelo planeta. A agenda de discussões, aberta ontem em Fortaleza, e que prossegue até sexta-feira, no Centro de Convenções, será levada à Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente, a ser realizada na Capital carioca em 2012, duas décadas após a Rio 92. "Que a agenda contemple fortemente as ações de sustentabilidade das regiões secas do Planeta e isso possa corrigir as distorções e descasos com as regiões que possuem mais pobres no País", resumiu Antonio Rocha Magalhães, diretor da Icid+18. Reflexos na década Para Luc Gnacdja, secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação - que lançou ontem a Década Sobre Desertos e Combate à Desertificação -, a expectativa é de que a Icid+18 mude o paradigma de como as questões referentes ao semiárido são tratadas. "Se colocarmos cálculos e matemática em ação, a partir de hoje, haverá uma reversão (no problema da desertificação), afirmou. As pessoas, conforme Gnacdja, têm de compreender que, "se nada for feito, em dez anos, teremos 120 milhões de hectares destruídos. Ou até mais que isso porque, em três anos, talvez tenhamos uma devastação superior a 50 mil hectares por ano, causando mais migração, insegurança alimentar, perda da biodiversidade, piora na questão das mudanças climáticas e causando comoção mundial". De acordo com Gnacdja, em 50 anos, cerca de 45% do Planeta terão pelo menos uma área onde um ecossistema deixe de existir. "Os cientistas precisam de informações e dados para a mudança de paradigma, para atingir o coração e a mente das pessoas", destacou, ressaltando que a conferência possibilitará parcerias para que os Objetivos do Milênio sejam alcançados. Compromisso político O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, José Machado, afirmou que espera ver brotar da Conferência um pacto político para que o Nordeste possa vencer as vicissitudes de uma região que tem um milhão de metros quadrados suscetíveis à desertificação. "Precisamos inverter prioridades. Precisamos tomar decisões políticas para além do conhecimento técnico. O que está faltando (para mudar a situação), sobretudo, é compromisso do parlamento e dos poderes executivos", frisou. Machado vai levar ao governo Lula a proposta de que o Brasil seja signatário da Década de Combate à Desertificação da ONU, assim como o é do Pacto da Água. Para ele, depois de um hiato de 18 anos, a Icid supre uma significativa oportunidade da ciência, técnicos, políticos e formadores de opinião reverem e contribuírem com novos conceitos sobre o combate aos problemas que prejudicam a região nordestina. "Temos que fazer a lição de casa hoje, pensando nas futuras gerações". O prefeito mirim de Maracanaú, o estudante Davi Santos, 13 anos, teve o discurso mais aplaudido da abertura do evento. Com a simplicidade peculiar a uma criança, ele destacou a importância de a conferência apontar saídas capazes de garantir a continuidade da vida no mundo, sobretudo na sua terra: "O que for decidido seja para meus filhos e netos. Possamos dizer não à desertificação e desmatamento, e sim à vida". COMO PRIORIDADE Deputado defende fortalecer a região O fortalecimento institucional da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a reestruturação do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), o aumento de capital do Banco do Nordeste (BNB), a autonomia da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e o reforço da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) foram apontadas pelo deputado federal Zezéu Ribeiro (PT/BA) como políticas capazes de inserir o Nordeste e, em especial o semiárido, na agenda de prioridades do governo brasileiro. "O Dnocs deve estar à frente da coordenação do combate à desertificação na região", disse. O coordenador da bancada nordestina no Congresso defendeu que os parlamentares precisam trabalhar para a vinculação de recursos nos projetos voltados à região. "Se é prioridade, tem de estar explícito no orçamento para que as políticas se implementem", disse, destacando, particularmente, que os fundos setoriais das áreas de ciência e tecnologia sejam geridos por instituições de pesquisa do próprio Nordeste. Pelo menos três projetos de lei tramitam no Congresso, com o objetivo de reduzir os impactos da desertificação no Semiárido. Segundo o deputado Zezéu Ribeiro, uma das iniciativas prevê transformar em patrimônio nacional os biomas do Cerrado e da Caatinga, garantindo-lhes políticas públicas específicas e apoio à conservação, a exemplo do que acontece hoje com o Pantanal e a Amazônia. Já a PEC 524/2002 cria um fundo de R$ 300 milhões anuais para obras de revitalização do Rio São Francisco nos próximos 20 anos. De autoria do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), o fundo financiaria projetos de reflorestamento das margens do rio, recuperação do leito e combate à erosão e ao assoreamento. Estão previstas obras de saneamento, tratamento de esgotos e projetos de desenvolvimento sustentável para atender às populações ribeirinhas. Há também o Fundo Caatinga, que aguarda publicação. Ele busca captar recursos para ações de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca, além de ampliar a oferta e despoluir os recursos hídricos com a recuperação e revitalização de áreas degradadas. O fundo será gerenciado pelo BNB. O Fundo Caatinga ainda não foi estruturado por indefinição da fonte financiadora. A ideia é de que seja conjugado com o Fundo Nacional sobre Mudanças Climáticas". POPULAÇÕES SEMIÁRIDAS Falta compromisso com a educação As mudanças climáticas vão aumentar as regiões semiáridas do Planeta, que concentram mais pobreza Os efeitos das mudanças climáticas serão mais drásticos nas populações pobres do planeta, admitiu Heitor Matallo, representante para a América Latina e Caribe da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), considerando ser fundamental investir na educação das populações que habitam as áreas semiáridas. "Falta compromisso do mundo inteiro", afirmou, acrescentando que as áreas secas serão as mais afetadas, o que significa períodos de estiagens mais intensos: "As áreas semiáridas vão aumentar no Planeta". Conforme Matallo, mais de 2 bilhões de pessoas vivem nas regiões semiáridas no mundo, o que significa que vivem abaixo do nível recomendado e não têm como se proteger. "Muitos migram ou morrem", reconheceu. O mais grave, afirmou, é que, na luta pela sobrevivência, acabam degradando o meio ambiente. Outro dado que chama a atenção é a baixa produtividade agrícola dessas regiões, que, com as mudanças climáticas irão aumentar ainda mais. Os efeitos serão sentidos na expectativa de vida dessas populações, uma vez que a degradação e a seca contribuem para o enfraquecimento da resistência dessas pessoas. Heitor Matallo esclareceu que os planos nacionais contra a desertificação constituem importantes instrumentos neste sentido. Atualmente, dos 33 países latino-americanos, 23 possuem planos de desertificação, a exemplo do Brasil. Uma das preocupações é a difusão da desertificação. O bioma Caatinga apresenta 45% de sua área degradada, conforme dados de Egon Krakhecke, da secretaria de Extrativismo e Desenvolmento Rural do Ministério do Meio Ambiente. SAMIRA CASTRO/IRACEMA SALES REPÓRTERES | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
17 de agosto de 2010 |
| ICID+18 | |
| Egídio Serpa - ICID, clima e ameaça | |
| Aberta ontem no Centro de Convenções de Fortaleza, a II ICID - coordenada pelo cearense Antonio Rocha Magalhães - reúne a inteligência do mundo que debate sobre a vida na Terra, ameaçado pelo homem predador. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
17 de agosto de 2010 |
| ICID+18 | |
| CE pode ser autossuficiente | |
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Estudo estima que o consumo de energia do Estado será sanado com energia renovável, principalmente eólica
A estimativa estadual é que a matriz de geração elétrica do Ceará em 2025 tenha mais de 80% de sua energia gerada por fontes renováveis. O estudo de 2008 foi realizado pela Secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinf), com base em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a estimava é de que parte do produzido será através de energia solar, usinas eólicas e termoelétricas. Os dados foram apresentados ontem, durante a palestra "Energia sustentável para o desenvolvimento do semiárido", na convenção Icid+18, pelo coordenador de energia e comunicação da Seinf, Renato Rolim. De acordo com ele, o Estado irá rever o uso de termoelétricas na geração de energia por conta dos impactos delas no meio ambiente. Rolim ainda ressaltou o pioneirismo cearense, que desde 1990 investe no setor, e apontou a busca por soluções para reduzir o impacto do custo e da insegurança do abastecimento de energia por fontes renováveis. Segundo ele, o potencial eólico brasileiro (143,5 GW) tem mais de 50% localizado na região Nordeste (75 GW). "Hoje, pela interligação do sistema, podemos dizer que consumimos energia de qualquer fonte, em qualquer lugar", afirma Rolim. O parque eólico que o Ceará dispõe na atualidade tem capacidade de produzir, segundo dados da Seinf, 517,93 MW de energia, o que, comparado aos custos na produção de energia em hidrelétricas, economizaria um volume anual de 2,1 bilhões de metros cúbicos de água, 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano, além de poupar os investimentos em linha de transmissão (R$ 163 milhões) e geração de energia (R$ 336 milhões). Dificuldades Uma das principais dificuldades enfrentadas por esses tipos de energia, apontada pelo professor estadunidense Larry Simpson, está na sazonalidade dos recursos. "Tem de haver uma capacidade de armazenamento para ser utilizada quando há mais necessidade, pois só é energia solar quando o sol está forte e só é energia eólica quando o vento está forte", enfatiza. Para Emílio Revere, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a metodologia de trabalho empreendida ao longo do anos no Semiárido brasileiro, além de não contemplar o pequeno agricultor familiar, implantou "técnicas obsoletas". "É muito difícil um agricultor pequeno, familiar acessar crédito no setor quando as políticas públicas não são integradas e não o ajudam", enfatiza Revere. Segundo dados do projeto Adapta Sertão, apresentado por ele na palestra, há de se desenvolver uma estratégia de adaptação da mudança climática com os habitantes das regiões semiáridas, que preparem as pessoas para um futuro com temperatura mais elevadas e secas mais recorrentes. No projeto apresentado por Revere, o método empregado no sertão baiano fez com que os moradores da cidade desenvolvessem uma consciência socioambiental, com eles desempenhando um papel de produtores e fornecedores, além de conquistarem acesso ao crédito e comercialização da produção. Desse modo, enquanto os produtores não envolvidos no Adapta Sertão amargavam 50% de redução na produção durante o período de seca, a cooperativa perdia 10%, segundo Revere. Desenvolvimento Marcelo Poppe, do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE),ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, ressalta a importância de desenvolver tecnologias apropriadas para a geração de energias renováveis o suficiente para suprir a necessidade do País. De acordo ele, atualmente, apenas 3% da demanda nacional por energia é suprida por fontes renováveis. "Em geral a produção com essas fontes custa mais caro que com (usinas) termoelétrica e hidrelétrica, quando não era pra ser assim", lamenta Marcelo. ARMANDO DE OLIVEIRA LIMA, LINA MOSCOSO E IRACEMA SALES ESPECIAL PARA ECONOMIA E REPÓRTERES Ceará vem sofrendo com o processo de desertificação Segundo especialistas, é preciso investir em políticas públicas que dialoguem, observando as distinções das áreas Uma das questões tratadas ontem, durante a Icid + 18, foi o combate à desertificação, processo que vem atingindo o Ceará. Para o professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Guilhermo Gamarra, o Estado tem várias áreas sofrendo esse fenômeno. O professor destaca que, na realidade, o processo se caracteriza como a modificação da Caatinga. "Temos o empobrecimento do solo e a perda da biodiversidade". De acordo com Guilhermo, o deserto humano é consequência do processo de degradação, já que o local se torna improdutivo e sem condições de sobrevivência. Conforme o professor, é possível reverter os processos de degradação, mas o desafio está em investir numa educação contextualizada no semiárido. "Por meio da agricultura familiar é possível evitar a desertificação", sugere. Outro ponto de destaque é que as políticas públicas criadas propõem soluções iguais para espaços diferenciados, o que se caracteriza como um problema que vem intensificado o processo de degradação, segundo a pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Edineida Cavalcanti. "Precisamos de políticas que dialoguem, ações preventivas e de combate com adaptação ao cenário de mudanças climáticas a que está sujeito o Nordeste brasileiro", observa. Para que pesquisas sejam aplicadas na prática, ajudando a prevenir processos de desertificação, por exemplo, é preciso o envolvimento de órgãos públicos e instituições, e não só das universidades. Assim colocou o diretor do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Antônio Divino Moura, que disse, ainda, que a previsão e a informação são extremamente úteis, sobretudo no Ceará, onde as mudanças climáticas estão presentes. Segundo ele, a previsão serve para preparar ações preventivas, mapeando áreas e conhecendo suas vulnerabilidades. "Além disso, a sociedade pode se preparar para enfrentar o problema. Quando é possível unir a previsão com a preparação se tem um benefício maior". Planos são necessários nos Estados do semiárido Conciliar desenvolvimento com preservação ambiental. Este é um dos maiores desafios dos países, independentemente da sua condição socioeconômica. No Ceará, 85% da população se encontra em zonas urbanas e 25% sobrevive do setor primário, sendo necessário diversificar a economia. "O processo de urbanização é irreversível", afirmou o governador do Estado, Cid Gomes, durante entrevista coletiva concedida, ontem, após a abertura da Icid + 18. "Quero criar uma classe média rural no campo", afirmou. Sobre o zoneamento ecológico do Ceará, prometeu que vai ficar pronto até o fim do ano, devendo ser encaminhado, sob forma de Decreto à Assembleia Legislativa. Será um meio termo entre a vocação turística do Estado e a preservação ambiental. A necessidade de criar mecanismos para conter a degradação ambiental é urgente. Entre projetos e ações, está a falta de verbas. "A questão ambiental ultrapassa a linha da repressão", afirmou José Machado, secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente. Marco Dal Fabbro, coordenador do Programa Nacional de Combate à Desertificação, disse que a Caatinga ainda é muito utilizada como matriz energética. Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte possuem prontos os seus planos. Ele espera que, até o fim do ano, 80% dos Estados do semiárido concluam os seus. Reciclagem na EcoNegócios 2010 A EcoNegócios Nordeste 2010: negócios com sustentabilidade, organizada pela Universidade de Fortaleza (Unifor) junto à Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (Icid +18), foi aberta, na noite de ontem, com palestra magna e lançamento do livro "Fortaleza: 15 anos à procura da coleta seletiva do lixo", do professor Albert Brasil Gradvohl, no Teatro Celina Queiroz. "O livro consolida aspectos qualitativos da história do lixo de Fortaleza que não têm registro", destacou o professor, ressaltando a importância de investimento na coleta seletiva na cidade de Fortaleza. Professor de Gestão Econômica Ambiental da graduação e pós-graduação da Unifor, Albert Gradvohl aproveitou a oportunidade para relembrar a sua trajetória na área, que começou antes mesmo de ele assumir cargo executivo na área de meio ambiente e o acompanha até os dias atuais. Gradvohl é economista, mestre em Administração de Empresas, foi ouvidor geral e secretário do meio ambiente do Estado e hoje é diretor administrativo do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs). A EcoNegócios prossegue hoje, em seminário paralelo, com painel "Econegócios como fator de competitividade empresarial", do diretor da LCB Consultoria Empresarial, Luiz Carlos Barboza, às 8h30. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
17 de agosto de 2010 |
| ICID+18 | |
| Editorial - Desenvolver o semiárido | |
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A Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (Icid+18) realiza-se desde ontem em Fortaleza. O evento no Centro de Convenções Edson Queiroz reúne dois mil participantes, entre conferencistas, ambientalistas, professores, meteorologistas, especialistas em desenvolvimento sustentável e universitários, numa troca de ideias sobre como compatibilizar o crescimento ordenado sem destruir a natureza.
A Capital do Ceará sediou, também, a Primeira Conferência, em 1992, com a participação de 600 convidados de 45 países. Na oportunidade, foram expostos 74 trabalhos técnicos utilizados como subsídio para fundamentar a "Declaração de Fortaleza", documento influente na Carta da Terra, na Agenda 21 e na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, a Rio 92. Os ensinamentos recolhidos serviram, ainda, como subsídio à Convenção de Combate à Desertificação. A aridez é um fenômeno recorrente em várias partes do mundo, especialmente nos países africanos, em alguns asiáticos e na América Latina. Semiárida é a região com pluviosidade anual inferior a 400 mm. No Brasil, o semiárido se estende pela maior parte dos Estados do Nordeste (86,48), a região setentrional do Estado de Minas Gerais (11,01%) e o norte do Espírito Santo (2,51%), com área total de 974.752 km². A Embrapa mapeou os tipos distintos de caatinga. As condições climáticas têm agravado a sobrevivência humana e material nessas regiões, em decorrência das secas periódicas, da destruição do meio ambiente pela exploração econômica desordenada e falta de adequação de culturas exóticas ao meio natural, em lugar da riqueza de sua flora. Até agora, esse modelo de ocupação e uso do solo, destruindo a vegetação nativa para a produção de lenha, da derrubada das matas ciliares e do esgotamento dos cursos d´água, trouxe a consequência nefasta da desertificação em mais de 100 países encravados nessas regiões, com baixos índices de pluviosidade, limitada produção de alimentos e alta incidência de fome crônica. Esse quadro, no entanto, é reversível. Na sequência das conferências programadas até sexta-feira, os especialistas irão mostrar experiências como a mudança da desertificação para o desenvolvimento sustentável; o uso racional de água no semiárido; a energia para desenvolver terras secas; a educação e a mudança estrutural de regiões semiáridas; a ciência e a tecnologia para os desertos e a transferência de água em regiões de aridez, entre outras. A "Declaração de Fortaleza II", a exemplo da primeira, trará recomendações percucientes aos organismos internacionais e aos gestores de programas de desenvolvimento. A preocupação maior é com a desertificação provocada pelo desmatamento. A Conferência alia conhecimento científico, experiências bem-sucedidas, tecnologia de recuperação de áreas degradadas e promoção da sustentabilidade dos recursos hídricos. O reflorestamento de regiões da África mostrará como modificar a prática da destruição do verde, da diversidade e do comprometimento do solo e da água, como prenúncio do que ocorrerá na Rio+20, em 2012, no Rio de Janeiro. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
17 de agosto de 2010 |
| ICID+18 - JORGE PARENTE | |
| Lêda Maria - O líder JORGE PARENTE... | |
| ... foi homenageado pelo governador Cid Gomes, quando da abertura da ICID+18, evento que concentra em Fortaleza autoridades e técnicos do mundo. Cid saudou os empresários e os presidentes de instituições de classe, na pessoa de Jorge, ali presente e ganhando os aplausos da platéia | |
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| O POVO |
17 de agosto de 2010 |
| ICID+18 | |
| A década de combate à desertificação | |
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Durante a abertura do ICID%2b18 foi lançada a década para os Desertos e Combate à Desertificação. A meta é alcançar mais consciência da população e apoio político na luta contra a desertificação. Mas de acordo com um dos especialistas presente no evento, o Nordeste é uma das regiões menos atingidas
Preservar milhares de hectares e reduzir a pobreza de um terço da população. A segunda Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (ICID+18) vem com a missão de discutir alternativas para a redução dos impactos ambientais nos ecossistemas do semiárido e da desertificação no planeta. “É um problema global que exige uma resposta global”, resume o secretário-executivo da Convenção de Combate à Desertificação da ONU (UNCCD), Luc Gnacadja. Cerca de dois bilhões de pessoas em todo mundo moram em áreas secas e não tem acesso à água. O elevado nível de desertificação e a carência em gestão de recursos acabam contribuindo para a maior incidência de problemas sociais nessas regiões. Mas o Nordeste brasileiro teve boas notícias do pesquisador e geógrafo Hervé Thery, que apresentou o estudo “Desertos e desertificação”. Ele apontou dados sobre a desertificação em diversas regiões do mundo. De acordo com o pesquisador, o Nordeste brasileiro, apesar de ter problemas com o clima, não está entre os locais que vão estar no limite dentro de 50 anos. “A principal área atingida está nos continentes africano e asiático”, afirmou. Para o governador Cid Gomes a preocupação não é menor por causa disso. “Não tem nada que degrade mais o meio ambiente do que a miséria”, declarou. Para ele, não é razoável que 27% da população cearense tenha sua sobrevivência baseada no setor primário. O diretor de Gestão de Desenvolvimento do Banco do Nordeste, José Sydrião Alencar, acredita que as áreas degradas do Nordeste devem ser cuidadas através do reflorestamento de espécies nativas, do gerenciamento de recursos hídricos e aprofundamento de políticas sociais. A massificação do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) é outro exemplo. De acordo com Alencar, dois terços dos financiamentos estão garantidos. “Isso implica na recuperação econômica do semi-árido. É o crescimento através da auto-sustentabilidade”. Futuro Durante a abertura do ICID+18, a ONU lançou a década para os Desertos e Combate à Desertificação. Segundo Luc Gnacadja, existem dois caminhos a serem trilhados. “Um deles é prejudicando o meio ambiente e o outro, é a abertura de um canal de coletividade para minimizar os efeitos devastadores no semiárido”. A partir do cenário atual, a expectativa é de que um terço das colheitas produtivas deixem de existir até 2050. Por isso, o ICID+18 ganha força no legado de criar um novo paradigma, com o cumprimento das metas do milênio. Para Luc, o Brasil tem sido um importante instrumento de formação do pacto contra a desertificação do semiárido. O diretor do ICID+18, Antônio Rocha Magalhães lembra que a realização do evento em uma das regiões mais secas do planeta, como é o semi-árido brasileiro, promove uma maior reflexão sobre o conjunto de recomendações técnicas que devem ser estipuladas durante os quatro dias do evento. “A nossa meta é influenciar a agenda do Rio+20, em 2012, para que seja contemplada a questão de desenvolvimento e sustentabilidade das regiões secas. É preciso corrigir a falta de prioridades nessas regiões onde os efeitos climáticos podem ser mais drásticos”, afirmou. Após o hiato de 18 anos, o ICID+18 é uma oportunidade de rever conceitos e ir além da boa técnica, através do estabelecimento de novas metas. O secretário executivo do Meio Ambiente, José Machado, ressalta a importância política do evento. “Temos que inverter prioridades, tomar decisões políticas e ir além do conhecimento técnico-científico. O que falta é compromisso e vontade política”, opinou. Ações Pesquisa O presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins, destacou o envolvimento nas questões climáticas e do semi-árido. “Desde a primeira ICID, o Estado vem replicando conhecimentos através de eventos preparatórios”. Para ele, a valorização se dá pelo fortalecimento de políticas públicas. ANA O presidente da Agência Nacional das Águas, Vicente Andreu, avalia que o ICID promove avanço em duas direções, na segurança das obras e na gestão de recursos. “O ICID ajudou a fortalecer os órgãos através do fornecimento de equipamentos, projetos de abastecimento de água e programas de infra-estrutura”, afirma. Alternativas “Através do ICID+18 vão surgir novas alternativas de sustentabilidade no semiárido. O tema será amplamente debatido e terá uma influência direta na Rio+20”, declarou o secretário de Ciência e tecnologia, René Barreira durante a abertura oficial do evento em Fortaleza na manhã de ontem. Exemplos O primeiro ICID criou três convenções das Nações Unidas relacionadas ao meio ambiente: Combate à Desertificação, Biodiversidade da Biologia e Mudanças Climáticas. Para o presidente do Instituto Nacional do Semiárido, Roberto Germano, esse foi um dos exemplos práticos do evento. Trabalho voltado agricultura sustentável Para o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, José Machado, o trabalho de combate à desertificação deve ser voltado para a agricultura sustentável. Ele afirma que o Brasil tem se destacado no planejamento de combate à desertificação. “Foram estabelecidos conjuntos de medidas não só de alocação de recursos, mas de fortalecimento da consciência para boas práticas no combate ao desmatamento indiscriminado. Através do ICID, José Machado acredita que será possível buscar novas práticas e criar novas técnicas no combate à degradação ambiental e valorização da auto-sustentabilidade. Com o reconhecimento de que vivemos um alto grau de desertificação no semi-árido, a expectativa para os próximos anos é de que sejam estabelecidas providencias urgentes e busca de novas parcerias. José Machado lembra de ações práticas realizadas após a primeira edição do ICID, como a criação do Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAN-Brasil) e do Instituto Nacional do Semi-Árido (Insa). (VG) Futuras gerações O prefeito-mirim de Maracanaú, Davi Santos, 13, fez um discurso emocionante sobre o futuro do meio ambiente para as próximas gerações. Ele pediu que os gestores públicos de todo o mundo tenham o olhar voltado para a discussão sobre melhorias e redução de impactos no semi-árido. “Vamos dizer não ao desmatamento e sim à vida”, ressaltou. Cid Gomes gostou tanto do discurso do menino que pediu a ele que informasse quando fosse a época da reeleição, para que ele mudasse seu domicílio eleitoral para votar nele. Governos devem ter atuação integrada Para o secretário do Ministério do Meio Ambiente, José Machado, falta integração no planejamento e na atuação dos diversos ministérios e órgãos dos governos estaduais, municipais e federais, cujo trabalho se volta para a preservação e desenvolvimento do semiárido O combate à desertificação no semiárido brasileiro e o desenvolvimento da região não dependem exclusivamente da realização de pesquisas científicas, elaboração de projetos e execução de ações que tenham impacto na vida das famílias e que modifiquem, para melhor, as técnicas de produção agrícola, mas também da forma como os órgãos públicos trabalham para que tudo isso aconteça. Segundo o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), José Machado, falta integração no planejamento e na atuação dos diversos ministérios e órgãos cujo trabalho se volta para a preservação e desenvolvimento do semiárido. O diagnóstico dado pelo representante do MMA foi feito na presença de assessores técnicos do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Ministério da Integração Nacional (MIN). Uma verdadeira bancada de representantes do Governo Federal que se reuniu ontem, no primeiro dia Segunda Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (ICID+18) para falar sobre as políticas públicas federais voltadas para a região e que se estende por 11 estados brasileiros, ocupando cerca de 1 milhão de quilômetros quadrados. Em sua apresentação, abrindo os trabalhos da mesa que discutiu essas e outras políticas públicas, José Machado não deixou de citar algumas iniciativas de integração entre órgãos que atuam a favor do semiárido, como a formação de uma comissão especial para discutir os processos de desertificação. Segundo ele, é necessário efetivar essa integração. “Temos investimentos grandes em planejamento e consultoria, mas nos falta essa integração. Ao pegar o microfone, antes de fazer sua apresentação, o assessor técnico do MDA, Adonirar Peraci, reforçou a necessidade de integração entre os órgãos. No pacote de políticas públicas para o semi-árido apresentadas ontem, está a instalação da mesma tecnologia usada na região amazônica para o monitoramento dos desmatamentos no semi-árido. Assim como faz no Norte do País, o MMA identifica por meio de satélite, os pontos de desmatamento na região - o que permite o acompanhamento da intensidade do desmatamento e o levantamento de maiores informações sobre a ocorrência. Outro ponto destacado foi a construção de cisternas no quintal de famílias que, antes, tinham acesso precário à água. Nesse ponto, ainda existe uma longa estrada pela frente, já que de acordo com levantamento feito em 2008, ainda existe 1,3 milhão de famílias no semiárido brasileiro, cujo acesso à água ou é precário ou sequer existe. BASTIDORES ENCONTRO 1. Em um evento internacional para discutir meio ambiente, chamou a atenção o uso indiscriminado de copos descartáveis – feitos de plástico, que demoram centenas de anos para se decompor na natureza. 2. A cada bebedouro instalado, uma porção de copinhos poluentes estava à disposição do público. 3. As lixeiras também eram poucas. Em alguns casos, era necessário sair do auditório para encontrar uma lixeira. Conservação A responsabilização da agricultura nesses processo de desertificação do semiárido é justa e necessária. Adoniran Peraci. Assessor técnico do Ministério do Desenvolvimento Agrário A forma como os problemas são combatidos depende do nível cultural das pessoas que lidam com eles. Antônio Gomes Pereira. Fundação Alda (Paraguai) Se você diz que a região é um ambiente sem possibilidades, isso vai ter um efeito na vida das pessoas. Guilhermo Gamarra. UFRPE Educação no combate à desertificação A educação é um dos itens mais importantes para o combate à desertificação do semiárido e para o desenvolvimento de um modo sustentável de vida na região. Quem fez a avaliação foi Antônio Gomes Pereira, assessor da Fundação Alda, instituição que investe e apoia projetos de educação no Paraguai.“Na medida em que você muda a cabeça de uma pessoa, pela educação, ela começa a entender as mensagens e isso tem efeito em casa”. Antônio veio a Fortaleza para falar, hoje, sobre os desafios dos processos educacionais. Ontem, em conversa O POVO, que, em na sua visão, o poder público precisa dedicar mais atenção, principalmente, à qualidade da educação que se verifica no Nordeste. (PA) | |
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| O ESTADO |
17 de agosto de 2010 |
| PRÊMIO SOCIOAMBIENTAL CHICO MENDES 2010 | |
| Sustentabilidade | |
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Empresa cearense agraciada com Prêmio Socioambiental Chico Mendes 2010
O Ecoelce – programa da empresa Endesa Brasil, que propõe a troca de materiais recicláveis por descontos na conta de energia – vai receber o Prêmio Socioambiental Chico Mendes 2010. O projeto é um bom exemplo de responsabilidade socioambiental empresarial e de forma efetiva contribui para um futuro mais justo, promissor e sustentável. Para José Nunes, diretor institucional da Endesa, “ o Ecoelce tem sido bastante reconhecido tanto nacional como internacionalmente e o prêmio, por tudo que representa Chico Mendes para a sustentabilidade e preservação da natureza, é muito importante para a Coelce, pois sintetiza o trabalho que a empresa realiza em três dimensoes: social, econômica e ambiental”. O evento de entrega da premiação será realizado no próximo dia 24 de agosto, no Espaço Paço Artes, na USP, São Paulo, com início às 20h. Além disso, o Anuário da Responsabilidade Socioambiental Chico Mendes – Por um Fio vai dedicar algumas páginas ao programa, contando a história dessa iniciativa reconhecida internacionalmente como exemplo de compromisso com a sustentabilidade pela Organização das Nações Unidas (ONU). A premiação destaca ações tanto da gestão privada como pública, com homenagens a instituições, empresas e personalidades brasileiras que desenvolvem os melhores cases socioambientais, conforme Andréa Monteiro, da diretoria do Instituto Chico Mendes. Reconhecimento Público Por seus resultados, o Ecoelce já recebeu reconhecimentos nacionais e internacionais. Entre outros, foi eleito, pela revista Exame como uma das 25 melhores inovações brasileiras da última década e foi um dos dez ganhadores do World Business and Development Awards (WBDA), premiação da Organização das Nações Unidas (ONU), como um dos projetos mais importantes quanto ao seu alinhamento com os princípios do Pacto Global (United Nations - Global Compact), estando entre os 20 mais relevantes no mundo. Além disso, foi eleito um dos mais importantes projetos da América Latina. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
17 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 | |
| Dilma e Serra disputam na TV "continuidade" de Lula | |
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Petista aposta na simbiose com presidente e tucano se diz mais preparado
Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) estreiam hoje na propaganda eleitoral gratuita tentando se apresentar como os mais preparados para continuar as conquistas de Luiz Inácio Lula da Silva, cujo governo tem 77% de aprovação, segundo o Datafolha. Num antídoto à associação entre Lula e a petista, que será mostrada na propaganda do PT, o tucano não fará ataques ao presidente -que é citado em seu jingle-, e dirá que é a "certeza", e a adversária, uma "dúvida". Dilma usará o primeiro programa para mostrar sua biografia e, logo de cara, tratará de sua prisão durante a ditadura militar, tema que pode ser usado contra ela pelos rivais. Serra também aposta num início ameno, mas já tem pronto comercial em que ataca a petista, lançando dúvidas sobre sua capacidade de governar. Com a propaganda eleitoral, imagem substitui a política LUIZ GUILHERME PIVA ESPECIAL PARA A FOLHA Com o início da propaganda na TV e no rádio, os candidatos entram no que tende a ser a reta final da campanha. Embora seja relativamente longa (de 17 de agosto a 30 de setembro), nessa reta não costuma haver ultrapassagem na disputa pela primeira posição, a julgar pelas eleições presidenciais anteriores. Por isso, a vantagem com que Dilma chega à última curva -8 pontos, no último Datafolha, a apenas 3 pontos da vitória em primeiro turno- é muito importante. Para ela, que vem crescendo à medida que se torna conhecida e, mais do que isso, identificada como candidata de Lula, a propaganda eleitoral permitirá apresentar-se à fatia do eleitorado que ainda não a conhece. Depoimentos e cenas em que ela e Lula surgirão juntos, massivamente, aos olhos e ouvidos do público poderão arrebanhar os votos de que ela precisa para vencer no primeiro turno. Para Serra, que largou na frente, segurou a ponta muito tempo e agora está numa situação de risco, atrás de Dilma, a propaganda eleitoral é a última chance para recuperar velocidade e ao menos forçar o segundo turno. Seus programas deverão tentar confrontar seu nome com o de Dilma, evitando o discurso relativo a Lula. O tema da experiência governativa deve ser preponderante, explícita ou liminarmente. O período de propaganda eleitoral pode ser visto como uma fase pós-política da campanha. O jogo real de alianças, composições, estruturações internas e posicionamentos segundo posições ideológicas ou partidárias -a política propriamente dita-, que foi o combustível até aqui, cede quase todo o espaço à guerrilha virtual de imagens, tanto visuais quanto verbais (daí a importância de clipes e jingles). Dadas a popularidade de Lula e a forma como ele deverá se fundir à imagem de Dilma, parece mais factível que Dilma seja beneficiada pela propaganda eleitoral. A chance de Serra desmontar a imagem de Dilma era bem maior antes do período que se abre agora, quando ela era menos conhecida e menos identificada com Lula. A propaganda eleitoral também abriga a tentação de fazer uso de denúncias e escândalos, cuja repercussão é imensa por rádio e TV. Mas trata-se de recurso de alto risco, por poder se voltar contra quem o usa. Mesmo assim, nem sempre os candidatos têm resistido a usá-lo. LUIZ GUILHERME PIVA, economista e cientista político, é diretor da LCA Consultores e autor de "A Miséria da Economia e da Política" (Manole). Na TV, Dilma usa "vacina" e fala da prisão Primeiro programa disseca biografia da petista, e propaganda da noite explora "simbiose" da candidata com Lula Realizações do governo são creditadas a "Lula e Dilma"; em tom ameno, petista fala sobre "arte de aguentar a cadeia" ANA FLOR ENVIADA ESPECIAL A BRASÍLIA Na estreia da propaganda eleitoral, hoje, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, narra durante dez minutos sua biografia e trata de um tema-tabu: a prisão por ter feito parte de um grupo que atuou na luta armada na ditadura militar. "Ninguém faz as coisas quando não tem paixão nem crença", diz ela, na fala que abre o programa. A Folha apurou que, no programa de apresentação, Dilma conta sobre como entrou no movimento estudantil na escola secundária, em Belo Horizonte, onde ingressou em 1964. "Eu era um peixe dentro d"água", diz, numa tentativa de mostrar que, na época, o engajamento era comum na juventude. Ela procura falar em tom leve da prisão na década de 70. "A arte de aguentar uma cadeia é viver a cadeia", diz. A forma amena serve de vacina contra ataques da oposição sobre sua atuação na clandestinidade no combate à ditadura militar. Duas amigas da época dão depoimentos sobre a prisão e o "amor de Dilma pelo Brasil". Ela também dirá que lutou pela redemocratização, em outra forma de desarmar eventuais ataques. O programa da hora do almoço terá presença discreta de Lula. Serão repetidas as falas da Convenção Nacional do PT, quando disse que queria "entregar a faixa presidencial para uma companheira mulher", e o relato de como conheceu a candidata. Numa gravação nova, Lula diz que "não há ninguém mais preparado para governar o Brasil" do que Dilma. Mas o foco será a candidata, em especial sua biografia -já que a oposição tem repetido que ela tem menos experiência para governar o país. As cenas da infância e de seu cotidiano como mãe serão mostradas para quebrar a imagem da ministra executiva e dura. Dilma relata uma passagem em que, criança, ouviu um menino pedir dinheiro para comer. Diz que rasgou a única nota que tinha para dividir com ele. Aparecem o ex-marido Carlos Araújo, o ex-governador Olívio Dutra (RS), de quem ela foi secretária, e um engenheiro do Ministério de Minas e Energia. No final, ela diz que a desigualdade no país a incomoda "afetivamente". E aparece brincando com seu cachorro, com roupa de caminhada. DILMA E LULA No programa da noite, o marqueteiro João Santana tenta mostrar uma simbiose entre o presidente e a candidata, tanto em projetos quanto nas biografias. As mudanças no país são atribuídas ao "governo de Lula e Dilma". Os dois aparecem em extremos do país: Dilma no Chuí (RS) e Lula em Porto Velho (RO). Na conversa, Lula anuncia "o início de um novo tempo", enquanto Dilma fala do futuro. "O Brasil não quer nem pode parar", discursa. Segue com um giro por diversas cidades do país, nas quais Dilma fala de promessas. No Vale do Jequitinhonha, lugar visitado por Lula e seus ministros ao tomar posse, em 2003, a candidata renova o compromisso de acabar com a pobreza extrema. O pré-sal também é citado e explicado com gráficos. Lula afirma que sua ex-ministra "foi a grande responsável pelas maiores conquistas do governo". E pede voto. Dilma veste o figurino de "mãe do povo", ensaiado por Lula em comícios. "Quero fazer, com cuidado de mãe, o que ainda precisa ser feito." O programa se encerra em tom emotivo, com uma música de despedida de Lula, em meio a imagens dele na posse e no Palácio da Alvorada. "Deixo em tuas mãos o meu povo", diz a música, como se o próprio Lula cantasse. Serra tem prontos comerciais em que ataca petista e afirma que ela trará "radicais" CATIA SEABRA DE SÃO PAULO O comando da campanha de José Serra (PSDB) produziu artilharia pesada contra a adversária e hoje líder nas pesquisas, Dilma Rousseff (PT). O comitê de Serra tem prontos um jingle de rádio e um comercial de TV, para ataque contra a petista. Dedicado ao eleitor nordestino, o jingle cita o ex-ministro José Dirceu. Em ritmo de forró, diz que o governo Lula vai acabar e Dilma trará de volta o ex-ministro da Casa Civil e os "radicais". Concluído nesta semana, o comercial de TV lança dúvidas sobre a capacidade administrativa da ex-ministra. Na peça, uma apresentadora lista medidas encampadas por Serra, como os genéricos e a luta contra a Aids. Ao mostrar o rosto de Dilma, pergunta se o eleitor lembra algo que ela tenha feito de benéfico. E conclui dizendo algo como "Serra é certeza. Dilma é dúvida" (o texto ainda estava sendo trabalhado nos últimos dias). Reservadas para rádio e para as inserções comerciais, as críticas mais ácidas podem ir ao ar nos próximos dias, mas devem ficar longe do programa de estreia. O programa, que vai ao ar hoje, será destinado à apresentação do candidato em contato com o povo e dizendo que seu foco são pessoas. Na tentativa de mostrar sensibilidade social, Serra apresentará quatro beneficiários de políticas públicas defendidas por ele, na Paraíba, em Minas e no Maranhão. Nesse esforço de humanização do candidato, o tucano transitará por cerca de 30 silhuetas de pessoas. Então, dançará "puladinho", num cenário que reproduz um churrasco numa laje, ao som de "quando o Lula da Silva sair, é o Zé que eu quero lá". Por fim, aparecerá jogando futebol com crianças. Em ritmo de pagode, o novo jingle bate na tecla de que Lula não é mais o presidente: "Para o Brasil seguir em frente, sai o Silva e entra o Zé". Como o uso do primeiro nome e a opção pela manga da camisa arregaçada, dando ideia de dinamismo, fizeram parte da campanha de Geraldo Alckmin em 2006, a repetição da fórmula tem causado apreensão no tucanato. Ontem, líderes do PSDB insistiam para que Serra fosse, desde já, mais agressivo. DÚVIDA A dúvida sobre a capacidade de Dilma e a exaltação da biografia de Serra estarão nas inserções. A cargo do publicitário Átila Francucci, serão reduzidas, em sua maioria, a 15 segundos. Com menor tempo de TV, o comitê Serra investe na ideia de volume, dividindo os 30 segundos convencionais à metade. Com isso, o número de aparições passa dos 3,5 diários para 5 ou 6. Para garantir maior presença, Serra deverá ocupar ainda o tempo dedicado às inserções dos candidatos a deputados. Em São Paulo, protagonizará todas as inserções, pedindo voto no 45. A intenção é ocupar ao menos um terço do tempo destinado aos deputados nos outros Estados. Serra também terá aparições no programa dos candidatos a senador. Tucano diz que "300 picaretas" estão com Dilma DE PORTO ALEGRE Ultrapassado pela petista Dilma Rousseff na pesquisa Datafolha, o tucano José Serra voltou a fazer críticas à adversária e ao presidente Lula, sem citá-lo nominalmente. No Rio Grande do Sul, ele atacou a distribuição de cargos em estatais entre aliados do Planalto e relembrou a frase de Lula, dita em 1993, segundo a qual havia "300 picaretas" no Congresso. "Não sou daqueles que dizem que o Congresso tem 300 vigaristas ou picaretas. Hoje estão todos [os "picaretas'] com a outra candidata. Tem gente muito boa no Congresso, mas tem uma dominação excessiva [de políticos sobre estatais]", discursou. Serra voltou a prometer cortar o loteamento de cargos em estatais. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
17 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 | |
| Ibope aponta petista com 43%, 11 pontos à frente de Serra | |
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DE SÃO PAULO - Pesquisa Ibope divulgada ontem aponta que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ampliou sua vantagem para José Serra (PSDB) para 11 pontos percentuais. Segundo o instituto, a petista tem 43% das intenções de voto, contra 32% do tucano. Marina Silva (PV) tem 8%.
Segundo o Ibope, se considerado o percentual de votos válidos, Dilma poderia vencer a eleição no primeiro turno, no limite da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O índice dos que votarão em branco ou nulo é de 7%. Há 9% de indecisos. Os demais candidatos não atingiram 1%. Em relação à rodada anterior, feita pelo instituto de 2 a 5 de agosto, a petista cresceu quatro pontos. O tucano caiu dois. Na simulação de um eventual segundo turno, Dilma aparece com 48%, ante 37% de Serra. O levantamento foi contratado pela Rede Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo". Os números do Ibope são similares aos do último Datafolha, segundo o qual Dilma lidera com 41%, contra 33% de Serra. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
17 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 | |
| Propaganda tem início hoje | |
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Os candidatos ao Governo do Estado do Ceará só aparecerão nos programas de amanhã, segundo o calendário
A campanha eleitoral ganha novos rumos, a partir de hoje, com a exibição dos candidatos no rádio e na televisão. Até 30 de setembro os partidos políticos e coligações terão direito a utilizar 100 minutos, divididos em dois programas de 50 minutos cada, para propaganda em bloco, de segunda a sábado, além de 30 minutos diários para propaganda por inserções diariamente. A distribuição do tempo a que tem direito cada partido ou coligação é definida por lei, cabendo à Justiça Eleitoral apenas a aplicação. A propaganda dos candidatos a governador, senador e deputado estadual, em bloco, será exibida às segundas, quartas e sextas-feiras das 7 horas às 7 horas e 50 minutos e, das 12 horas às 12 horas e 50 minutos no rádio. Na televisão será das 13 horas às 13 horas e 50 minutos e, das 20 horas e 30 minutos às 21 horas e 20 minutos. Os mesmos horários também serão utilizados para a propaganda dos candidatos à Presidência da República e Câmara dos Deputados às terças-feiras, quintas-feiras e sábados. Tanto no rádio quanto na televisão não é permitida propaganda eleitoral paga, sendo o único espaço disponível o da propaganda eleitoral gratuita. De conformidade com a Lei das Eleições (Lei 9.504/97) os partidos e coligações com candidatos à Presidência da República terão direito a 25 minutos para propaganda gratuita em cada bloco, sendo o mesmo tempo destinado à propaganda para deputado federal. Para a campanha dos candidatos a governador são reservados 18 minutos em cada programa, para senador são 15 minutos e para deputado estadual 17 minutos. Apresentação A ordem de apresentação dos candidatos foi definida mediante sorteio realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para presidente da República e pelo Tribunal Regional Eleitoral para os demais cargos. Como o sorteio é feito entre os partidos e coligações para as campanhas presidencial e de governador é possível antecipar os nomes de quem primeiro vai aparecer na propaganda eleitoral gratuita. Para deputado federal e deputado estadual a decisão caberá ao partido ou coligação. O primeiro candidato a aparecer na propaganda eleitoral gratuita, este ano, é o ex-governador de São Paulo, José Serra, candidato à Presidência da República pela coligação "O Brasil Pode Mais, com direito a sete minutos, 18 segundos e 54 centésimos. O segundo candidato a se apresentar é Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) com um minuto, um segundo e 94 centésimos. Pela ordem do sorteio, apresentam-se, em seguida, Rui Costa Pimenta (PCO) e José Maria de Almeida (PSTU), cada um com direito a 55 segundos e 56 centésimos. A programação terá seguimento com a candidata da coligação "Para o Brasil seguir mudando", Dilma Rousseff, com direito a 10 minutos, 38 segundos e 54 centésimos. José Maria Eymael (PSDC) e Levi Fidelix (PRTB) dão continuidade com direito a 55 segundos e 56 centésimos cada, aparecendo depois a candidata do PV, Marina Silva, com um minuto, 23 segundos e 22 centésimos. O programa presidencial será encerrado pelo candidato do PCB, Ivan Pinheiro, com direito a 55 segundos e 56 centésimos. A ordem de apresentação obedece a um critério de rodízio para os demais dias. Proporcional Para deputado federal a ordem de apresentação dos partidos e coligações com os respectivos tempos de cada um é a seguinte: coligação "Por um Ceará Moderno e Forte" (PSDB/DEM) - cinco minutos, cinco segundos e 36 centésimos; coligação "Novo Tempo" (PRP/PSDC) - 50 segundos; coligação "Para fazer bilhar o Ceará" (PR/PPS) - dois minutos, 21 segundos e 62 décimos; coligação PP/PTB/PSL/PTN/PRTB/PHS/PMN/PTdoB - três minutos, seis segundos e 45 centésimos; coligação PRB/PDT/PT/PMDB/PSC/PSB/PCdoB - oito minutos, 49 segundos e 53 centésimos; PSTU - 50 segundos; PCB - 50 segundos; PTC - 55 segundos e 85 centésimos; PV - um minuto, 15 segundos e 34 centésimos e, por último o PSOL com direito a 55 segundos e 85 centésimos. O tempo e a ordem de apresentação é igual para os programas de rádio e de televisão. Majoritário estadual No segundo dia de apresentação da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão (quarta-feira) será a vez dos candidatos a governador começarem a apresentar as suas propostas. Os programas em rede terão os candidatos a governador, deputado estadual e senador, nesta ordem. Para governador o primeiro candidato a se apresentar é Marcos Cals da coligação "Por um Ceará Moderno e Forte", com direito a quatro minutos, 25 segundos e 79 centésimos; Lúcio Alcântara da coligação "Para Fazer Brilhar o Ceará", com direito a dois minutos, oito segundos e 34 centésimos é o segundo a se apresentar, vindo em seguida Cid Gomes da coligação "Por um Ceará melhor pra todos" com direito a sete minutos, 33 segundos e 98 centésimos. A ordem de apresentação prossegue com Francisco das Chagas Gonzaga (PSTU) com direito a 51 segundos e 43 centésimos e, Maria da Natividade (PCB) também com 51 segundos e 43 centésimos. Os dois últimos candidatos a se apresentarem, pela ordem, são: Marcelo Silva do PV com um minuto, 12 segundos e 70 centésimos e, Soraya Tupinambá do PSOL com 56 segundos e 34 centésimos. Para deputado estadual o sorteio definiu a seguinte ordem: coligação "Frente da cidadania" (PTN/PTdoB/PRTB) - 24 segundos; coligação "Novo Tempo" (PSDC/PRP) - 22 segundos e 67 centésimos; coligação "Para fazer brilhar o Ceará" (PR/PPS) - um minuto, 24 segundos e 97 centésimos; PCdoB/PSC - 51 segundos e 83 centésimos; PP/PTB/PSL/PHS - um minuto, 50 segundos e 16 centésimos; PRB/PT/PMDB/PSB - quatro minutos, 47 segundos e 78 centésimos; PDT - 54 segundos e 48 centésimos; PSTU - 22 segundos e 67 centésimos; PCB - 22 segundos e 67 centésimos; DEM - um minuto, 48 segundos e 83 centésimos; PMN - 26 segundos e 65 centésimos; PTC - 26 segundos e 65 centésimos; PV - 39 segundos e 90 centésimos; PSDB - um minuto, 50 segundos e 16 centésimos e, por último o PSOL com 26 segundos e 65 centésimos. Para senador quem primeiro se apresenta é Tasso Jereissati, com direito a três minutos, 41 segundos e 50 centésimos pela coligação "Por um Ceará moderno e forte"; Alexandre Pereira da coligação "Para fazer brilhar o Ceará" deve ser o segundo a se apresentar, com um minuto, 46 segundos e 95 décimos; vindo depois a coligação "Por um Ceará melhor pra todos, com seis minutos, 18 segundos e 31 centésimos para os candidatos Eunício Oliveira e José Pimentel. Outros A distribuição do tempo realizada pelo TRE destinou ainda 42 segundos e 86 centésimos para o PSTU; para o PCB também coube 42 segundos e 86 centésimos; para o PV foi um minuto e 59 centésimos e; para o PSOL fazer a sua campanha de senador foram destinados 46 segundos e 95 centésimos. No Estado do Ceará a geração do programa eleitoral gratuito em rede de televisão será a TV Cidade e o programa gratuito de rádio terá como geradora a Rádio FM da Assembleia Legislativa. A escolha da televisão foi feita através de um sorteio provocado pelo juiz da propaganda eleitoral, em razão da falta de acordo entre as emissoras para ser cabeça de rede, em razão do trabalho que dá se relacionar com os partidos. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
17 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 | |
| Dilma venceria no 1º turno, diz pesquisa Ibope | |
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A petista conseguiu ultrapassar Serra no eleitorado feminino e, entre os homens, ampliou de 10 para 17%
São Paulo - A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, abriu 11 pontos de vantagem sobre o tucano José Serra. Com 43% das intenções de voto, ela poderia vencer no primeiro turno se eleição fosse realizada hoje, segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. Serra tem 32% e Marina Silva (PV), 8%. Juntos, outros candidatos chegam a 1%. Ou seja, a petista (43%) e os adversários somados (41%) estão empatados dentro da margem de erro. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa ter mais votos do que a soma dos adversários. Na simulação de um eventual segundo turno, Dilma aparece com 48%, ante 37% de Serra. A pesquisa Ibope, concluída às vésperas do início do horário eleitoral, é a primeira a captar inteiramente os efeitos da série de entrevistas do Jornal Nacional com os candidatos, entre os dias 9 e 11 de agosto. No dia 5, data do levantamento anterior do Ibope, a petista tinha 39% e o tucano, 34%. "Dilma se consolidou como favorita e tem na pesquisa espontânea o que Serra só alcança na estimulada", disse Márcia Cavallari, diretora-executiva do Ibope. "Aumentaram as chances de vitória no primeiro turno, mas é preciso fazer a ressalva de que o horário eleitoral nem começou". A candidata petista deve a liderança ao eleitorado mais pobre. Entre os que têm renda familiar de até um salário mínimo, a vantagem sobre Serra chega a 22 pontos porcentuais (48% a 26%). Na faixa de um a dois salários mínimos, a diferença entre os dois é de 15 pontos (45% a 30%). Já nos segmentos de renda maior, de cinco a dez salários mínimos e acima de dez, Serra empata e lidera (41% a 41% e 48% a 29%, respectivamente). Dilma conseguiu ultrapassar Serra no eleitorado feminino (39% a 33%) e, entre os homens, ampliou de 10 para 17 pontos porcentuais sua vantagem sobre o tucano. A petista estava em desvantagem entre as mulheres até junho. Em julho, empatou com o adversário, situação que perdurou até a pesquisa do início de agosto. A pesquisa também avaliou o grau de aprovação ao governo do presidente Lula. Para 78% da população, a administração é boa ou ótima. Para 4%, é ruim ou péssima, e para 18%, regular. Foram entrevistados 2.506 eleitores em 174 municípios, entre 12 e 15 de agosto. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 23548/2010.
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| VALOR ECONÔMICO |
17 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 | |
| Pela 1ª vez na oposição local e federal, Tasso enfrenta eleição mais difícil | |
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Dezenas de motos abriam caminho, buzinando sem parar. Liderando a fila de carros, a pick up apinhada de políticos avançava devagar pela "Boulevard do Arco", como é chamada a avenida que leva ao Arco de Nossa Senhora de Fátima (mais conhecido como Arco do Triunfo, pela semelhança com o monumento de Paris).
Para o morador de Sobral, principal cidade do norte do Ceará, seria apenas mais uma carreata banal nesta campanha eleitoral, não fosse o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) entrando no berço político do governador Cid Gomes (PSB) pela primeira vez como seu adversário. Foi no Becco do Cotovelo (assim mesmo, com dois "c") - pitoresca ruazinha cheia de bares, lojas, casas lotéricas e camelôs, tradicional ponto de encontro político da cidade -, que em um mini comício Tasso apresentou ao sobralense seu candidato a governador, deputado estadual do PSDB Marcos Cals (os aliados falam "Cales", para evitar associação com "caos"). "Sou eleitor do Tasso, mas para governador vou votar no sobralense [Cid]. Cals é homem de bem, mas sou muito bairrista", disse Luiz Torquato, presidente do time de futebol da cidade, o Guarani, após tomar café com o senador, ambos espremidos entre militantes e curiosos, no primeiro bar em que a comitiva tucana parou. Duas vezes prefeito (1997 a 2004), Cid pôs fim à dobradinha entre as famílias Prado e Barreto no comando de Sobral e fez uma gestão bem avaliada. Após caminhar ao lado de Cals e políticos aliados pelos cem metros do beco, parando para abraçar e conversar com eleitores, o senador tomou outro café e, num palanque apertado e improvisado, cumpriu a tarefa desta campanha: pedir votos para a candidatura de José Serra (PSDB) e explicar a razão pela qual lançou um candidato a governador contra Cid, com quem mantinha relação política histórica, reforçada pela amizade pessoal com o irmão, deputado Ciro Gomes (PSB). Apelando para o que chamou de alto nível de "politização" do morador de Sobral, o senador disse que não seria bom para a democracia haver apenas um candidato a governador. "Isso não é eleição. É tirar do povo o direito de escolha. Seria a primeira vez que aconteceria no Ceará. Não poderíamos abaixar a cabeça e aceitar", disse. Cals, o candidato da "renovação", é filho do ex-ministro César Cals, um dos "coronéis" que comandavam a política do Ceará e foram derrotados por Tasso em 86. "Isso é irônico. Mas Marcos é um jovem que não tem absolutamente nada a ver com aquela política que derrotamos. Ele entrou na política não em função da carreira do pai. E logo me apoiou, no primeiro governo. É irônico nesse sentido, mas desde então sempre estivemos juntos", diz Tasso. Embora conte com 63% das intenções de voto para senador, Tasso considera esta a eleição mais difícil de sua vida. Ex-governador do Ceará por três vezes e exercendo o primeiro mandato de senador, pela primeira vez está lutando contra a máquina federal, a estadual e, no caso da disputa para o governo do Estado, a maioria das municipais. O senador tem apoio de 160 dos 184 prefeitos do Estado para sua própria eleição, mas apenas 26 estão com Cals para governador. O restante apoia Cid. Até no PSDB há defecção: dos 54 prefeitos tucanos, mais da metade está com o governador. "É a primeira vez que estou nessa situação. Em 1986 (quando se elegeu para o primeiro dos três mandatos de governador), não tinha a máquina federal contra. O vento político era a favor, porque o PMDB era do presidente José Sarney e do Plano Cruzado e eu era PMDB. Os prefeitos eram contra, mas o vento de popularidade do PMDB era favorável." Um dos desafios de Tasso é convencer o eleitorado cearense de que ele está realmente rompido com Cid e empenhado na eleição de outro candidato. A última vez em que havia estado em Sobral, em 5 de março, o senador estava acompanhado do governador. Daquela vez, defendeu a reeleição de Cid, que, por sua vez, chamou Tasso de "o maior político vivo do Ceará". Naquela época, o governador era pré-candidato a reeleição sem adversário e tinha a expectativa de contar com apoio de Tasso. Em troca, lançaria apenas um candidato a senador em sua chapa, facilitando a reeleição do tucano. De lá para cá, muita água passou pelo rio Acaraú, que corta Sobral. O presidente Lula atuou, Cid demorou a confirmar o compromisso e Tasso, sentindo-se traído, rompeu com o governo e lançou candidato a governador pelo PSDB. Foi o princípio de uma reviravolta na política cearense. Cid continua favorito na disputa, com índices de intenção de voto que variam de 47% a 49%. Mas enfrenta, além de Cals (7% a 9%), o ex-governador que derrotou em 2006, Lúcio Alcântara, do PR (23% a 27%). A torcida dos adversários é para levar a disputa para o segundo turno. Embora apoie Dilma Rousseff (PT) para presidente, como Cid, Lúcio é o candidato que, para o eleitor, mais representa a oposição. Em 2006, ele era governador pelo PSDB e disputou a reeleição à revelia de Tasso, principal liderança do seu partido. O senador preferia apoiar Cid e, contrariado, ficou distante da campanha estadual. Marcos Cals, 46 anos, deputado estadual por seis mandatos e presidente da Assembleia Legislativa do Estado por três vezes, ainda precisa justificar sua oposição a Cid, de cujo governo foi secretário de Justiça com aval do PSDB. O partido dava "apoio administrativo" à gestão estadual até o rompimento de Tasso. Ele que era responsável por um "pequeno setor do governo" e agora percebe os problemas. "O governo está muito focado em obra, prédio e cal. Tem que humanizar", afirma. "Torço para o êxito dele", diz Ciro Sem fumar há quase um ano e com oito quilos a mais, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) é hoje o administrador de uma grande "indústria", que tem mais de 2 mil funcionários contratados (temporariamente), uma sede em Fortaleza que ocupa duas casas alugadas, coladas entre si, e 68 filiais pelo Ceará. Essa empresa, ou melhor, esse comitê eleitoral, é responsável pelas campanhas de Dilma Rousseff (PT) a presidente, do governador Cid Gomes (PSB) à reeleição e dos deputados Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT) para as duas vagas de senador. Ciro, que trocou o cigarro pelo narguilê, cachimbo de água comum no norte da África, no Oriente Médio e no sul da Ásia, está à vontade no comando da estrutura, que ele mesmo diz funcionar como uma indústria. "Pela primeira vez temos um comitê unificado, dos candidatos a presidente, a governador e às duas vagas de senador. Todas as tarefas são unificadas e tudo é decidido aqui, em conjunto", afirma. A foto de Dilma estampada no material que lota o almoxarifado comprova que Ciro está, ao menos formalmente, empenhado na campanha dela a presidente. Ontem, eram 8 milhões de santinhos, oito tipo de cartazes (150 mil de cada tipo), 60 mil adesivos, botons e bandeiras. Tem Dilma sozinha, Dilma com Cid e Dilma com os candidatos a senador. Para não haver ciúme, há fotos dos candidatos a senador tanto no lado esquerdo quanto no direito de Dilma. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também aparece em parte do material, assim como o próprio Ciro. Em alguns modelos, estão todos juntos, os seis. Ciro também pede voto para Dilma nos comerciais do programa horário eleitoral gratuito, que já gravou e vão ao ar a partir de hoje. Pede voto sem destacar suas qualidades, como faz com o irmão Cid. "Estou engajado na campanha da Dilma no Ceará. Sou muito amigo dela e acho importantísssmo que ganhe. Apenas perdi a magia com a questão do PT, da aliança com PMDB", diz o deputado, referindo ao fato de o PSB tê-lo feito desistir da candidatura a presidente. "Fiquei machucado, me senti feito bobo. Não por Lula, mas pelo meu partido, que cometeu um erro. Não esqueço jamais. Mas não sou de toldar [misturar] a água para beber. Você deixa decantar e toma a de cima, que está limpa. Deixa a parte suja embaixo em baixo a parte pior." Com orgulho, Ciro mostra a estrutura na qual funciona o comitê central da campanha majoritária em Fortaleza. De lá, saem as orientações e o material para todos os 68 comitês espalhados pelo Estado. Os 2.145 funcionários (militantes profissionais) são contratados por 80 dias. Somente na capital, são 300 militantes. A maioria ganhando salário mínimo. Menos 30% deles, segundo Ciro. Ele não assina nada. Não é o coordenador formal da campanha. Mas é quem define estratégias da campanha e se reúne com aliados. Diariamente, é realizada uma reunião geral às 8h30 para tratar de mobilização, estratégia e distribuição de material. "É quando cada um diz o que está fazendo. O objetivo é que ela dure cada vez menos", diz Ciro. A campanha declarou que irá gastar R$ 39 milhões. No comitê, há salas para os comitês feminino, da juventude, empreendedores e movimento comunitário. Há gerador de energia próprio e dois servidores de internet, funcionando de forma sincronizada, de tal forma a nunca deixar o sistema fora do ar. Em Fortaleza, a "indústria" conta com 70 carros nas ruas. Estão acomodados na sede a assessoria jurídica, a coordenação política, a imprensa, a tesouraria, a contabilidade, a equipe que cuida dos eventos, a que cuida das viagens e o grupo encarregado da campanha nas redes sociais. Ciro Gomes chama a atenção para duas salas, cada uma reservada para um dos candidatos ao Senado, Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT). O material em conjunto, as salas no comitê e os pedidos de voto feitos por Ciro não escondem o que todo cearense diz: haverá vaga para apenas um deles, já que a reeleição do senador Tasso Jereissati (PSDB) é considerada certa. Amigo de Tasso há mais de 24 anos, período em que foram aliados políticos - a ponto de o senador tucano apoiá-lo para presidente em 2002 e não ao então candidato do PSDB, José Serra -, Ciro reconhece o afastamento político, que atribui apenas às circunstâncias nacionais. Mas não esconde: "Não sou só amigo do Tasso. Torço para o êxito dele. Torço pelo sucesso dele. Mas a campanha que estou ajudando a fazer é para Dilma, Cid e para os dois senadores da chapa". (RU) | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
17 de agosto de 2010 |
| SINDPAN - SINDTRIGO | |
| Alta do pão não está descartada | |
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Se aumento no trigo continuar, Sindpan diz que valor deve ser repassado para pães, massas e biscoitos
São Paulo/Fortaleza - A consequência da quebra de safra do trigo pode ser o reajuste no preço do pão, massas, biscoitos e de outros produtos fabricados à base da farinha de trigo. O percentual de aumento, segundo o Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Estado do Ceará (Sindpan), dependerá do que for anunciado na coletiva do Sindicato da Indústria do Trigo (Sindtrigo) no Ceará que está marcada para essa quarta-feira (18). As informações são do presidente do Sindpan, Lauro Martins de Oliveira Filho. "Se esse aumento do trigo durar, lógico que vamos ter que repassar (para os produtos)", disse. De acordo com o Sindtrigo, o trigo no Brasil já teve dois reajustes nos últimos trinta dias. Os aumentos de 20% e, depois, o de 10% significam que a commodity está chegando com preço 37,5% maior. "A crise internacional do trigo é grave e não sabemos o limite disso. A especulação acelera o processo inflacionário", avaliou o presidente do Sindtrigo e diretor corporativo do Grupo M. Dias Branco, Luiz Eugênio Pontes. Segundo Pontes, o Sindtrigo convocou a entrevista para explicar a crise do setor. Até ontem, não estava previsto o anúncio de um novo reajuste, que também não está descartado. A maior parte do trigo importado no Ceará vem do Canadá e dos Estados Unidos. Rússia Apesar de a cotação internacional do trigo ter subido, motivada pela quebra da safra na Rússia devido ao forte calor, os efeitos deste choque de oferta sobre a inflação brasileira em 2010 serão modestos. De acordo com economistas, como o peso do cereal no IPCA é de 2%, o impacto da alta no índice de inflação deve ficar próximo a 0,1 ponto percentual neste ano. A LCA estima que o indicador suba 5% neste ano mas, se não fosse a alta da commodity, a taxa teria alta de 4,9%. O Bradesco projeta alta de 5,3% para o IPCA neste ano, que poderia ser de 5,2% sem a elevação do trigo. Na avaliação do departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, o impacto no Brasil do avanço da cotação do trigo precisa ser relativizado. Segundo a instituição, 90% da commodity importada vem da Argentina e do Uruguai e a produção deles apresentou bom desempenho neste ano, o que deve minimizar o impacto da alta registrada na Rússia. | |
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| O ESTADO |
17 de agosto de 2010 |
| SIMEC | |
| Coluna Verde - Petral e a aplicação dos 5Rs | |
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Por Tarcília Rego
Estou curiosa para conhecer as instalações e o modelo da Petral, empresa cearense dirigida por Ricard Pereira, também presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas Mecânicas e de Materiais Elétricos no Estado do Ceará (Simec). A sede e todo o modelo de negócio do grupo empresarial, tem como base a aplicação de 5Rs (Repensar, Recusar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar). Em breve vamos apresentar para os leitores do “O estado Verde”, como é possível montar uma empresa atendendo tais princípios. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
17 de agosto de 2010 |
| PROGRAMA CERTIFIC | |
| Programa reconhece qualificação de trabalhador | |
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Trabalhadores sem diploma de educação formal deverão ser certificados
Conhecimentos obtidos por meio da experiência profissional poderão valer para cargo de auxiliar ou de técnico FELIPE LUCHETE DE SÃO PAULO Trabalhadores sem diploma de educação formal podem se inscrever desde ontem em um programa para conseguir reconhecimento de suas qualificações. A rede Certific, dos ministérios da Educação e do Trabalho e Emprego, tem inscrições abertas e gratuitas até 10 de setembro. Na fase inicial, participam institutos federais de 13 Estados, mais o Distrito Federal, em cinco áreas: pesca e aquicultura, turismo e hospitalidade, construção civil, eletroeletrônica e música. O objetivo é certificar conhecimentos adquiridos com a experiência profissional. "Não é nenhum favor isso. É reconhecer aquilo que ele [o trabalhador] sabe", afirma Eliezer Pacheco, secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC. COMO FUNCIONA Padeiros, camareiras e regentes de coral, por exemplo, poderão procurar os institutos federais que aderiram ao programa e verificar quais perfis são oferecidos. Cada instituição terá seu processo de avaliação, com uma banca multidisciplinar, formada por um especialista da área e pedagogos, psicólogos e assistentes sociais. O profissional deve ter pelo menos 18 anos, e não é preciso comprovar experiência. Se passar na avaliação, ganhará o certificado -que valerá como cargo de auxiliar, caso tenha nível fundamental, ou de técnico, para quem concluiu o ensino médio. Se não tiver algum conhecimento técnico, será convidado a fazer disciplinas nos institutos. Caso a deficiência seja escolar, poderá completar a formação no EJA (Educação para Jovens e Adultos). | |
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| O POVO |
17 de agosto de 2010 |
| NOTA FISCAL ELETRÔNICA | |
| Vertical S/A - NOTA ELETRÔNICA GARANTE CONCORRÊNCIA MAIS LEAL | |
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Por Jocélio Leal
A advogada tributarista Tiziane Machado, do Machado Advogados e Consultores Associados, alerta aos contribuintes: com a implementação da Nota Fiscal Eletrônica, as fiscalizações se tornam mais eficientes, o que só reforça a necessidade de planejamento tributário. Fazer o planejamento é a única forma legal de baixar os custos tributários. “Sem riscos de comprometerem seu lucro para pagamento de vultosas autuações fiscais que, certamente, também se tornarão mais frequentes”. A Nota Eletrônica encurta mais ainda o espaço para as espertezas, que, noutros termos, significa concorrência desleal. A nova Nota garante aos Fiscos a atuação integrada, por meio do compartilhamento de informações nas três esferas. Ademais, torna mais rápida a identificação de ilícitos tributários. “Com a recepção dos lançamentos contábeis da empresa e com o acesso facilitado de informações, serão naturais os cruzamentos entre as declarações e as informações entregues pelos contribuintes e sua contabilidade”. Entre os municípios, São Paulo foi o primeiro. A Lei 14.087/2005 criou a chamada Nota Fiscal Eletrônica de Serviços (NF-e), utilizada exclusivamente pelos contribuintes do ISS estabelecidos na cidade. “Tornou, inclusive, os tomadores dos serviços coadjuvantes ativos no sistema de migração das notas fiscais de papel para a eletrônica instituindo conjuntamente o sistema de geração de créditos do ISS, que poderá ser utilizado para abatimento do valor do IPTU”, explica. Em tempo, adverte Tiziane: os tomadores de serviços (pessoas físicas e jurídicas) passaram a cobrar do prestador a utilização do sistema, já que somente o ISS registrado na NF-e gera crédito para o IPTU. | |
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