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Fortaleza, CE - quinta-feira, 19 de agosto de 2010 |
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| AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
19 de agosto de 2010 |
| AVISO DE LICITAÇÃO | |
| Fiec - Aviso de Licitação | |
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Fiec - Aviso de Licitação
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
19 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA | |
| Egídio Serpa - Eleição na Fiec | |
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Hoje é um dia histórico para a Federação das Indústrias do Ceará. Pela primeira vez, o universo dos associados dos seus 39 sindicatos mobiliza-se para, pelo voto direto, individual, eleger o presidente, os diretores e os conselheiros da Fiec. Na verdade, a eleição começou terça-feira, 17, no interior do Estado. Houve lá um registro espetacular: 100% dos industriais eleitores de Iguatu, no Centro Sul, e do Cariri, no Sul do Estado, compareceram às urnas; em Sobral, apenas dois deixaram de votar. Isto sugere que, ao longo desta quinta-feira, a Casa da Indústria, sede da Fiec, será invadida por centenas de empresários de todos os segmentos da indústria. As duas chapas concorrentes - uma liderada pelo atual presidente Roberto Macedo, que tenta a reeleição, outra da oposição comandada por Orlando Siqueira - estão mobilizadas para o pleito, que, até ontem, se desenrolava em clima de cordialidade. Do ponto de vista político, a Fiec - cujo orçamento anual passa dos R$ 50 milhões - é a maior e mais importante entidade
sindical da classe empresarial do Ceará, razão por que seu presidente é constantemente consultado sobre variados temas por autoridades de diferentes níveis. Há um grupo de oposição na Fiec que tenta alcançar o seu posto de comando. As tentativas anteriores foram em vão. Desta vez, os oposicionistas mostram-se mais entusiasmados. Até propaganda na mídia eles estão fazendo. Macedo e a reeleição Roberto Macedo, presidente da Federação das Indústrias do Ceará, que tenta hoje reeleger-se no histórico pleito direto da maior entidade empresarial do Ceará. Ele tem o apoio da maioria dos 39 sindicatos da Fiec. Siqueira quer inovar Orlando Siqueira, candidato da oposição à presidência da Fiec, quer mudar a gestão da entidade, para que ela opere nos mesmos moldes de uma sociedade anônima. "Precisamos inovar", ele diz. A eleição na Fiec é hoje.
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| O POVO |
19 de agosto de 2010 |
| SIGRACE - ELEIÇÃO NA FIEC | |
| SIGRACE - NOTA DE APOIO | |
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APOIO À CANDIDATURA DE ROBERTO MACÊDO
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| O POVO |
19 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA | |
| Fiec inicia escolha de nova diretoria | |
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Duas chapas estão na disputa. A eleição terá a participação direta de empresários filiados aos 39 sindicatos ligados à Fiec
Helaine Oliveira A nova diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) será escolhida hoje em um processo diferente do realizado anteriormente. Este ano, por causa da reforma do estatuto social e do regulamento eleitoral, empresários filiados aos 39 sindicatos ligados à Federação poderão escolher a diretoria que irá comandar a entidade durante o quadriênio 2010 - 2014. Duas chapas disputam o comando da Federação, que hoje soma 1.273 sindicalizados em todo o Estado. A chapa 1 (Fiec 60 anos), que tem à frente o empresário Roberto Macêdo (candidato à reeleição) e a chapa 2 (Participação para inovar), é liderada pelo engenheiro civil Orlando Carneiro. A eleição terá duas etapas que ocorrem hoje. Na primeira, as empresas associadas e adimplentes escolherão o candidato oficial do respectivo sindicato à presidência da Fiec. Em seguida, o nome que tiver mais votos de cada unidade classista será levado à Assembleia Geral do Conselho de Representantes pelo delegado do sindicato. Propostas Segundo o empresário Roberto Macêdo, que encabeça a chapa 1, entre as principais propostas está a expansão das exportações cearenses. “Queremos expandir as exportações este ano para R$ 1,2 bilhão e em 2014 para R$ 2 bilhões”, destacou. Já o líder da chapa 2, Orlando Carneiro, defende uma mudança no modelo de gestão. “Em linhas gerais, a sugestão é que o modelo de gestão seja copiado das estruturas das S/A, modelo consagrado em todo o mundo, com Conselhos de Administração, de Fiscalização e Consultivo, que possam dar mais independência e movimento aos sindicatos que fazem a Fiec”, explicou. Segundo Vivian Barbosa, presidente da comissão eleitoral criada este ano junto com o novo processo de pleito, a escolha da nova diretoria representa um avanço democrático. “Era necessária uma célula que pudesse conduzir o processo pedagógico de construção e implantação do estatuto eleitoral. Isso por si só já representa um avanço muito positivo”, comentou. Para o presidente das comissões de reforma do estatuto e do regulamento eleitoral da Fiec, Affonso Taboza, a adoção do voto direto dos empresários consolida a democracia. “Se a Fiec é dos industriais, nada mais natural que eles escolham que vai presidi-la”, disse. EMAIS Antes da reforma do estatuto social e do regulamento eleitoral, a escolha da diretoria era semelhante ao que acontece nas demais federações do País. Os sindicatos participavam simbolicamente das eleições, pois os delegados titulares é que realmente votavam. O horário de votação será das 8 às 14 horas (as urnas por sindicato ficarão distribuídas no pátio da Casa da Indústria - sede da Fiec). A partir das 15 horas inicia o processo de apuração no auditório Waldyr Diogo (térreo da Fiec). A apuração do resultado por sindicato ocorre simultaneamente e será presidida pelo presidente da sessão. Após o resultado, o presidente da sessão entrega a ata com o resultado para o delegado do respectivo sindicato. Concluída a apuração de todos os sindicatos, inicia a assembleia geral na qual cada delegado de sindicato anuncia o voto da entidade com base no que definiram as empresas filiadas. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
19 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA | |
| Curtas - Fiec elege hoje nova diretoria da entidade | |
| O setor industrial cearense conhecerá hoje a nova diretoria que comandará a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) durante o quadriênio 2010-2014. Duas chapas estão na disputa: a 1 tem à frente o empresário Roberto Macêdo. A 2 é liderada por Orlando Carneiro de Siqueira. | |
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| TV VERDES MARES |
19 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA | |
| CEVT 2ª edição - FIEC: Roberto Macêdo é reeleito | |
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Na eleição, industrial ganhou em 37 dos 39 sindicatos
O industrial Roberto Macêdo foi reeleito nesta quinta-feira (19), para a presidência da Federação das Indústrias do Estado do Ceará. Ele concorreu com o empresário Orlando Siqueira. Roberto Macêdo ganhou em 37 dos 39 sindicatos que participaram da eleição. O mandato é de 4 anos. | |
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| O POVO |
19 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA | |
| Vertical S/A - Fiec: razão e sensibilidade | |
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Por Jocélio Leal
A Federação das Indústrias do Ceará é a principal liderança privada do Estado. Não apenas pelo tamanho do orçamento e do PIB a ela filiado. Tampouco por conta de personagens isoladas. Ou ainda em função apenas da força da máquina, composta pelos briosos Serviço Social da Indústria (Sesi) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), integrantes do chamado Sistema “S” e referências nacionais em eficiência. A importância da Fiec vem do valor para sociedade de tê-la como instância de poder (e voz) não-estatal. Quando a Fiec brada, ouvem-se suas falas. Governos escutam e respeitam. Tem sido assim ao longo da história, a despeito de afinidades ou divergências partidárias eventuais. Neste ano, uma feliz coincidência. O pleito da Federação acontece em plena sucessão estadual e federal no Poder Público. E numa conjuntura em que se julgam duas gestões. A agenda do público e do privado precisa de forte intersecção. E de bom relacionamento também. Nos últimos anos, a atual gestão conseguiu o que parecia imprová vel: amainou os ânimos, apaziguou a Casa. O julgamento agora está aberto. Ora mais avançada, ora mais conservadora, a Federação reflete o pensamento médio dos industriais cearenses. Para o bem e para o mal. Na média, para o bem do Ceará. As eleições de hoje marcam a ampliação do universo votante. Cada industrial filiado poderá apontar quem considera o melhor nome para comandar a Federação pelos próximos quatro anos. Que o binômio infalível dos negócios, razão e sensibilidade, prevaleça na decisão. | |
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| BLOG DO LAURIBERTO |
19 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA | |
| Eleição da FIEC | |
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O setor industrial cearense conhecerá amanhã, 19 de agosto, a nova diretoria que comandará a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) durante o quadriênio 2010-2014. A principal novidade desta eleição é a participação direta dos empresários filiados aos 39 sindicatos ligados à FIEC na escolha do presidente da entidade. A inovação é pioneira no âmbito das federações de indústria do país e foi possível graças às reformas do estatuto social e do regulamento eleitoral implementadas no fim do ano passado.
Duas chapas estão na disputa pelo comando da maior entidade de classe do estado: a chapa 1 (FIEC 60 Anos) tem à frente o empresário Roberto Proença de Macêdo, que busca a reeleição. A chapa 2 (Participação para Inovar) é liderada por Orlando Carneiro de Siqueira, titular da OCS Minerais e Empreendimentos. No antigo regimento eleitoral, semelhante ao das demais federações do país, os sindicatos participavam simbolicamente das eleições, pois os delegados titulares é que realmente votavam, muitas vezes com base em sua escolha pessoal. Segundo o presidente das comissões de reforma do estatuto e do regulamento eleitoral da FIEC, Affonso Taboza, a adoção do voto direto consolida a instituição, de fato e de direito, como legítima representante da indústria cearense. “Se a FIEC é dos industriais, nada mais natural que eles escolham quem vai presidi-la”, reforça. A eleição terá duas etapas. Primeiro, as empresas associadas e adimplentes escolhem o candidato oficial do seu respectivo sindicato à presidência da FIEC. Em seguida, o nome vitorioso na urna de cada unidade classista será levado à Assembleia Geral do Conselho de Representantes pelo delegado do sindicato. A votação interna nos sindicatos será realizada no mesmo dia do pleito da FIEC: 19 de agosto. Nos sindicatos localizados no interior a votação ocorreu ontem, 17 de agosto. As urnas foram transportadas para a sede da FIEC e serão abertas no dia 19. Outra novidade desta eleição é a criação de uma comissão eleitoral para presidir o pleito. Os integrantes da comissão pertencem a sindicatos filiados à FIEC e não estão disputando cargos eletivos. Presidindo a atual comissão está a empresária Vivian Nicolle Barbosa de Alcântara, integrante do Sindicato da Indústria Editorial de Formulários Contínuos e de Embalagens Gráficas no Ceará (Unigrafica). Nicolle Barbosa diz que o papel da comissão se justifica pelo caráter inovador do novo modelo eleitoral. “Era necessária uma célula que pudesse conduzir o processo pedagógico de construção e implantação do estatuto eleitoral. Aliás, o próprio modelo de escolha dos membros da comissão já demonstra o avanço democrático. Tivemos eleição direta entre os delegados representantes para eleger os membros da comissão, em contraponto ao modelo anterior, quando o presidente tinha liberdade total na escolha”, compara. A FIEC - Composta por 39 sindicatos patronais, a FIEC atua na representação e defesa dos interesses das indústrias do estado. A federação contribui ainda para elevar a competitividade das empresas a partir da atuação das entidades a ela ligadas em áreas como educação profissional, inovação, valorização da qualidade de vida do trabalhador, responsabilidade social e apoio à exportação. São elas: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI/CE), Serviço Social da Indústria (SESI/CE), Instituto Euvaldo Lodi (IEL/CE), Instituto de Desenvolvimento Industrial (INDI), Instituto FIEC de Responsabilidade Social (Fireso) e Centro Internacional de Negócios (CIN). Como será o processo eleitoral - Horário de votação: 8h às 14h (urnas por sindicato ficarão distribuídas no pátio da Casa da Indústria). - A partir das 15 horas tem início no auditório Waldyr Diogo, no térreo da FIEC, o processo de apuração. - A apuração do resultado por sindicato ocorre simultaneamente e será presidida pelo presidente da sessão. Após a obtenção do resultado, o presidente da sessão entrega a ata com o resultado ao delegado do respectivo sindicato. - Concluída a apuração de todos os sindicatos, tem início assembleia geral na qual cada delegado de sindicato anuncia o voto da entidade com base no que definiram as empresas filiadas. Postado por Lauriberto Carneiro Braga | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
19 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA | |
| Lêda Maria - Todos as atenções... | |
| ...estão voltadas,hoje, para a Fiec, cujos membros escolherão a nova diretoria da entidade para o quadriênio 2010-2014. Na disputa pela presidência, os industriais Roberto Macêdo, buscando reeleição, e Orlando Siqueira. Voto direto consolida a Fiec como legítima representante da indústria cearense. | |
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| O ESTADO |
19 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA | |
| Diário Político - Pleito | |
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Por Fernando Maia
A Fiec inaugura hoje, o sistema de eleição direta para a escolha da nova Diretoria. Os membros de todos os 29 sindicatos terão direito ao voto. Confronto No pleito de hoje, da Fiec, a disputa pela presidência será entre Orlando Carneiro e Roberto Macêdo, tido como favorito para se reeleger. | |
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| O ESTADO |
19 de agosto de 2010 |
| PALESTRA DE FELIPE FAGUNDES | |
| Esportes - PALESTRA | |
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Por Lauriberto Braga
“Os valores do esporte e os impactos na construção da cidadania”. Esta foi a palestra que o coordenador nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi), Felipe Fagundes, ministrou ontem, na Estácio Fic. Saúde A palestra de Fagundes, que aconteceu no auditório da Unidade Via Corpvs (Água Fria), foi uma promoção do Programa de Responsabilidade Social da Estácio Fic, em parceria com o Instituto Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) de Responsabilidade Social, voltada, principalmente, para profissionais e estudantes da área de saúde. | |
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| O ESTADO |
19 de agosto de 2010 |
| SINDPAN/CE - SINDTRIGO | |
| Desabastecimento de trigo pode atingir o CE | |
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Queimadas na Rússia e Ucrânia provocam especulação e alta no preço
Os empresários cearenses com atuação no setor de panificação mostram-se bastante preocupados com a falta de trigo nos grandes centros produtores e a especulação verificada no mercado externo. O assunto foi colocado em pauta ontem na Fiec (Federação das Indústrias do Ceará) durante coletiva de imprensa do Sindpan/CE (Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Ceará) e Sindtrigo (Sindicato das Indústrias do Trigo nos estados do Pará, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. Durante o encontro, o presidente do Sindpan, Lauro Martins de Oliveira Filho, e do Sindtrigo, Luiz Eugênio, falaram sobre os constantes aumentos no preço da farinha de trigo e suas conseqüências no preço do pão, massas, biscoitos e outros produtos fabricados à base da farinha. De acordo com o presidente do Sindpan, Lauro Martins, o trigo no Ceará (grão) já sofreu reajuste de 40% na compra e os moinhos repassaram um aumento de 35% para as panificadoras no início deste mês. Isso significa que o impacto no custo de produção vai ser repassado ao consumidor final. “A alta é em decorrência da queda de 30% na safra da Rússia e da Ucrânia, por conta das queimadas, o que causou especulação no mercado. A Rússia até já cancelou as exportações de trigo. Isso faz que até os investidores estejam comprando trigo visando lucrar com a escassez do produto”, justificou. Reajuste dos produtos Lauro Martins prevê que a partir da próxima semana o impacto de 18% nos custos deve ser repassado ao preço final de todos os produtos derivados do trigo, afetando diretamente os consumidores. Conforme explicou, essa instabilidade deve continuar até dezembro, quando começam as safras da Argentina e Austrália. “Até a volta da estabilidade vamos ficar pressionados e a alternativa para amenizar o problema é procurar sensibilizar as autoridades para que reduzam os impostos de importação do trigo. Não há outra saída”, completou o empresário. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
19 de agosto de 2010 |
| SIMEC | |
| Egídio Serpa - Para comprar melhor | |
| Toda a cadeia produtiva do setor eletrometalmeânico do Ceará será reunido pelo Sindicato da Indústria Metal Mecânica em café da manhã na Fiec, no próximo dia 24. Objetivo: ensinar a cada empresa industrial a comprar mais e melhor. Para o presidente do Simec, Ricard Pereira, é preciso criar uma estratégia inovadora na questão de suprimentos e um dos caminhos é construir uma rede de comunicação entre compradores de grandes empresas. | |
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| O ESTADO |
19 de agosto de 2010 |
| HOMENAGEM AO EXÉRCITO BRASILEIRO | |
| Social - Homenagem ao Exército Brasileiro | |
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Por Flávio Tôrres
Várias entidades como FACIC, Fiec, Fecomércio, Abrasel, Aje, Sindilojas entre outras empresas e entidades, convidam para homenagem ao Exército Brasileiro e seu patrono Duque de Caxias, para a 52º Edição da solenidade que acontecerá dia 26 de agosto, no Auditório Fiúza Pequeno, às 19 horas. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
19 de agosto de 2010 |
| MEDALHA ADVOGADO PADRÃO | |
| Regina Marshall - Curto-circuito | |
| Na solenidade de entrega da Medalha Advogado Padrão, na Fiec, Zenilo Almada, um dos treze advogados agraciados, recebeu demonstrações de apreço dos participantes. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
19 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA | |
| Edilmar Norões - Empresários vão às urnas | |
| A eleição de hoje na Fiec será marcada pela participação direta dos empresários filiados aos 39 sindicatos ligados ao órgão. A medida, pioneira no âmbito das Fiecs em todo o País, ocorre porque a atual diretoria reformou o estatuto social e o regulamento eleitoral. Roberto Macedo, que disputa a reeleição com o também empresário Orlando de Siqueira, comemora por esse avanço democrático no âmbito da instituição. | |
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| O POVO, O ESTADO, DIÁRIO DO NORDESTE |
19 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA | |
| Eleições na FIEC - Chapa 1 | |
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Eleições na FIEC - Chapa 1
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| CEARÁ AGORA |
19 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA | |
| Empresário Roberto Macêdo reconduzido à presidência da Fiec | |
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Por: Luciano Augusto
O empresário Roberto Proença de Macêdo foi reconduzido ao cargo de presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), após eleição realizada nesta quinta-feira (19). A principal novidade desta eleição foi a participação direta dos empresários filiados aos 39 sindicatos ligados à FIEC na escolha do presidente da entidade. A inovação é pioneira no âmbito das federações de indústria do país e foi possível graças às reformas do estatuto social e do regulamento eleitoral implementadas no fim do ano passado. Duas chapas disputaram o comando da maior entidade de classe do estado: a chapa 1 (FIEC 60 Anos) teve à frente o empresário Roberto Proença de Macêdo, que buscava a reeleição. A chapa 2 (Participação para Inovar) foi liderada por Orlando Carneiro de Siqueira, titular da OCS Minerais e Empreendimentos. A nova diretoria comandará a intituição durante o quadriênio 2010-2014. (Informações da assessoria de imprensa da FIEC) | |
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| BLOG ELIOMAR DE LIMA |
19 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA | |
| Roberto Macedo é reconduzido para o comando da Federação das Indústrias do Ceará | |
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Roberto Macedo, atual presidente da Federação das Indústria do Ceará (Fiec), foi reeleito, nesta quinta-feira. À frente da chapa 1 (Fiec 60 anos), ele derrotou seu adversário, o empresário Orlando Siqueira por 37 a 1.
Ou seja, recebeu os votos de 37 sindicatos filiados, devendo responder por um novo mandatgo que irá de 2010 a 2014. | |
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| BLOG ELIOMAR DE LIMA |
19 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA | |
| Eleições na Fiec – Confiante na vitória, Roberto Macedo já votou | |
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O presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Roberto Macedo), já votou bem cedinho. Ele tenta, nesta quinta-feira, com votação até as 14 horas, a reeleição. Estão aptos a votar 1.200 industriais.
Roberto Macedo se disse confiante na vitória “pelo trabalho que estamos realizando”. Ele disputa o comando da entidade com o empresário Orlando Siqueira. O resultado do pleito sai no fim da tarde, segundo a comissão eleitoral. (Foto – Divulgação)
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| BLOG ELIOMAR DE LIMA |
19 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA | |
| Fiec em clima eleitoral | |
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Tudo pronto para o início das eleições que escolherão a nova diretoria da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec). Cerca de 1.200 industriais estão aptos a votar na disputa que envolve duas chapas: Roberto Macedo, que postula reeleição, e Orlando Siqueira.
A votação conta com urnas no hall do prédio da Fiec e vai se estender até as 14 horas. Em seguida, haverá a apuração. A expectativa da comissão eleitoral é divulgar no fim da tarde o resultado. | |
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| BLOG ELIOMAR DE LIMA |
19 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA | |
| Fiec terá eleições nesta 5ª feira | |
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A nova diretoria da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), que cumprirá o quadriênio 2010-2014, será eleita nesta quinta-feira. A principal novidade desta eleição é a participação direta dos empresários filiados aos 39 sindicatos ligados à entidade nesse pleito. Duas chapas estão na disputa: a chapa 1 – Fiec 60 Anos, que tem à frente o atual presidente, Roberto Macêdo; e a chapa 2 – Participação para Inovar, liderada por Orlando Carneiro de Siqueira, titular da OCS Minerais e Empreendimentos.
A eleição terá duas etapas. Primeiro, as empresas associadas e adimplentes escolhem o candidato oficial do seu respectivo sindicato à presidência da FIEC. Em seguida, o nome vitorioso na urna de cada unidade classista será levado à Assembleia Geral do Conselho de Representantes pelo delegado do sindicato. A votação interna nos sindicatos será realizada nesta mesma quinta-feira. Nos sindicatos localizados no interior a votação ocorreu na terça-feira. As urnas foram transportadas para a sede da FIEC e serão abertas nesta quinta-feira. | |
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| CEARÁ É NOTÍCIA |
19 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA | |
| Roberto Macêdo ganha eleição da Fiec | |
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" A Federação das Indústria do Estado do Ceará (Fiec) conheceu, no final da tarde desta quinta-feira (19), a nova diretoria. A chapa 1 (Fiec 60 anos), que é encabeçada pelo candidato à reeleição, Roberto Macêdo, se sagrou a grande vencedora.
Roberto Macêdo recebeu os votos de 37 sindicatos filiados, enquanto o candidato da chapa 2 (participação para inovar), Orlando Carneiro, obteve voto de um. A diretoria eleita vai comandar a entidade durante o quadriênio 2010-2014. A principal novidade desta eleição foi a participação direta dos empresários filiados nos sindicatos ligados à FIEC. A inovação é pioneira no âmbito das federações de indústria do país." Fonte: Portal Jangadeiro Online Postado por Marcellus Rocha às 21:30
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| BLOG DA JANGA |
19 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA | |
| Roberto Macêdo ganha eleição da Fiec | |
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Por Janes Souza - Da Redação em: Fortaleza | 19:35
A Federação das Indústria do Estado do Ceará (Fiec) conheceu, no final da tarde desta quinta-feira (19), a nova diretoria. A chapa 1 (Fiec 60 anos), que é encabeçada pelo candidato à reeleição, Roberto Macêdo, se sagrou a grande vencedora. Roberto Macêdo recebeu os votos de 37 sindicatos filiados, enquanto o candidato da chapa 2 (participação para inovar), Orlando Carneiro, obteve voto de um. A diretoria eleita vai comandar a entidade durante o quadriênio 2010-2014. A principal novidade desta eleição foi a participação direta dos empresários filiados nos sindicatos ligados à FIEC. A inovação é pioneira no âmbito das federações de indústria do país.
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| BLOG DA JANGA |
19 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA | |
| Eleição da nova diretoria da Fiec ocorre nesta quinta-feira | |
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A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) deve conhecer sua nova diretoria nesta quinta-feira (19). Duas chapas disputam os votos dos 1.273 sindicalizados, reunidos em a 39 sindicatos. A chapa 1 (Fiec 60 anos) é encabeçada pelo candidato à reeleição, Roberto Macêdo, enquanto a chapa 2 (Participação para inovar) tem como candidato o engenheiro civil Orlando Carneiro.
Por causa da reforma do estatuto social e do regulamento eleitoral da Fiec, vão poder escolher, em duas etapas, a diretoria que irá comandar a entidade durante o quadriênio 2010 – 2014. Primeiro as empresas associadas e adimplentes escolhem o candidato oficial do respectivo sindicato à presidência. Depois disso, aquele que tiver mais votos de cada unidade classista será levado à Assembleia Geral do Conselho de Representantes pelo delegado do sindicato. O horário de votação será das 8 às 14 horas. Já a apuração ocorre a partir das 15 horas no auditório Waldyr Diogo, na sede da Fiec, em Fortaleza. Concluída a apuração de todos os sindicatos, inicia a assembleia geral na qual cada delegado de sindicato anuncia o voto da entidade com base no que definiram as empresas filiadas. Com informações do jornal O Povo e da Fiec | |
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| CEARÁ É NOTÍCIA |
19 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA | |
| Eleições na FIEC têm participação maciça | |
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" Em clima festivo e com a participação maciça de representantes de empresas filiadas aos sindicatos ligados à Federeação das Indústrias do estado do Ceará (FIEC), a entidade encerrou às 14 horas o processo de votação para a escolha do novo presidente da instituição. Concorrem ao pleito o atual presidente, Roberto Proença de Macêdo (foto, à direita), pela chapa 1, e Orlando Siqueira (chapa 2 - foto, à esquerda). A eleição teve início às 8h30 e o primeiro a votar foi o empresário Jaime Aquino, filiado ao Sindcaju. Aos 87 anos, Aquino, que é o maior produtor de caju do mundo, destacou que estava presente ao pleito por acreditar no processo democrático, ressaltando que a eleição deste ano trouxe uma revitalização à entidade da indústria.
Dos candidatos à presidência, Roberto Macêdo foi o primeiro a votar. Votou às 9h10 e se disse recompensando por fazer parte de um pleito com esse nível de participação. O candidato lembrou que a eleição por meio de voto direto nos sindicatos era a realização de um sonho que se concretizava, permitindo ampliar a presença dos filiados na escolha da diretoria da FIEC. Roberto Macêdo também aproveitou para agradecer a todos os que colaboraram com a realização da eleição. Candidato a presidente na chapa 2, Orlando Siqueira votou às 10h20. Ele afirmou que independente do resultado do pleito já se sentia vitorioso pela abrangência das eleições. "Conseguimos que a eleição saísse dos muros da FIEC e envolvesse a sociedade”, arrematou." Fonte: Portal Fiec Online | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
19 de agosto de 2010 |
| AVISO DE LICITAÇÃO | |
| Sesi - Aviso de Licitação | |
Sesi - Aviso de Licitação
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| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
19 de agosto de 2010 |
| SINDSUSCON - DIA NACIONAL DA CONSTRUÇÃO | |
| Stand - Data | |
| O Dia Nacional da Construção Social será realizado neste sábado, 21 de agosto, das 8h às 15h, no Sesi da Parangaba. A ação, que conta com iniciativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e Sinduscon-CE, está baseada no conceito de construção social e em seus pilares, que são saúde, lazer e cidadania. | |
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| O ESTADO |
19 de agosto de 2010 |
| SINDUSCON-CE | |
| Dia Nacional da Construção Social | |
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O Sindicato da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), realiza neste sábado, dia 21 de agosto, das 9h às 15h, no SESI da Parangaba, o Dia Nacional da Construção Social. A ação é uma iniciativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) com o Sinduscon-CE, que acontece simultaneamente em 24 Estados. O evento trata-se de um mutirão solidário em prol da cidadania para todos os funcionários da construção e do mercado imobiliário e seus familiares. De acordo com a vice-presidente do Sinduscon-CE, Paula Frota, a meta é de prestar 40 mil atendimentos durante todo o dia da ação.
Entre os serviços ofertados gratuitamente, estão: Saúde: será ofertado atendimento de dentista, pediatra, ginecologista, fisioterapeuta e clínico geral, com aferição de pressão arterial, aplicação de flúor, avaliação física e nutricional, glicemia, drenagem linfática e aferição de pressão arterial. Cidadania: Lá o participante vai poder tirar a certidão de nascimento, carteira de identidade, carteira de trabalho e CPF, além de orientações jurídicas, de serviço militar, além de palestras sobre prevenção a acidentes de trabalho. Lazer: para diversão de toda a família, serão realizados jogos cooperativos de futsal e natação, circuito de brincadeiras com cama elástica, recreação e gincana, além de sorteios de brindes. | |
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| O ESTADO |
19 de agosto de 2010 |
| SINDUSCON-CE | |
| Sinduscon firma convênio com Senai sobre sistema de avaliação na construção civil | |
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O Sindicato da Indústria e da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) firmaram um convênio, em junho deste ano, para a implementação do Sistema de Avaliação de Conformidade das Empresas de Serviços de Obras da Construção Civil (SIAC) em empresas de Fortaleza, região metropolitana, Sobral e região do Cariri.
De acordo com a superintendente do Sinduscon, Fátima Santana, o sistema tem o objetivo de adequar as instituições à norma ISO 9001:9002, para o Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade – Habitat (PBQP-H) que tem a finalidade de difundir novos conceitos de qualidade, gestão e organização da produção de habitações no país. Segundo Fátima, a formação, que tem como meta realizar o treinamento de 40 empresas no Ceará para implantação do sistema, iniciou em junho, quando foram realizadas pelo Senai oficinas de consultoria do PBQP- H. “O desenvolvimento do convênio é assim: inicialmente as empresas participam de oficinas que são uma espécie de consultoria realizada pelo Senai. Em seguida, representantes do Senai vão até as empresas para certificarem-se sobre a realização correta dos procedimentos apresentados. Então, o curso ocorre na sede do Senai e também nas próprias empresas”, explicou. A implementação do sistema, de acordo com a superintendente, tem por objetivo elevar os patamares da qualidade e produtividade da construção civil, além de ter como meta assegurar a qualidade de materiais, promover o aperfeiçoamento da estrutura de elaboração e difusão de normas técnicas, combater a não-conformidade intencional dos materiais, apoiar a introdução de inovações tecnológicas, coletar e disponibilizar informações do setor e estimular o inter-relacionamento entre seus agentes. As oficinas de consultoria reúnem 10 empresas por vez, sendo ofertadas para as instituições associadas ao sindicato. Segundo Fátima, já estão inscritas nas atividades do convênio, 23 empresas. Até o final do ano o sindicato pretende alcançar a meta das 40 empresas. “Essa certificação também diz respeito às edificações do programa Minha Casa, Minha Vida que exige o selo de qualidade das empresas”, completou. INSCRIÇÃO E DESCONTOS Fátima disse ainda que por entender a importância deste projeto para o setor da construção civil do Estado, o Sinduscon ampliou os benefícios para as construtoras que desejam participar da capacitação. A essas empresas será concedido desconto no ato da inscrição, permitindo que o custo da consultoria para a aquisição dos níveis A, B, C ou D do programa fique mais econômico. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
19 de agosto de 2010 |
| BNDES | |
| O BNDES e a eficácia da política monetária | |
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Expansão do crédito direcionado impulsiona a economia rumo ao crescimento acelerado e não inflacionário
Os economistas Márcio Nakane e Alexandre Andrade, em artigo publicado em 04/08, trouxeram à baila a importante e recorrente discussão acerca da influência do crédito direcionado, em geral, e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em particular, sobre a eficácia da política monetária. Segundo os autores, como as taxas de juros cobradas pelos empréstimos do BNDES não são formadas no mercado, mas por decisão de política econômica, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) decide elevar a taxa Selic, ocorre "... o deslocamento das operações de crédito do segmento livre para as linhas do BNDES". A partir desse argumento, fundamentado em estudo sobre a demanda de crédito no Brasil, concluem que a recente expansão dos empréstimos do BNDES, motivada pela necessidade de combater os efeitos da crise internacional, reduz, em contrapartida, a eficácia da política monetária ao enfraquecer o canal do crédito. Por essa razão, o Banco Central (BC) se vê obrigado, neste momento, a afixar maiores aumentos na taxa Selic do que o necessário caso não houvesse o efeito substituição entre o crédito livre e o direcionado. Essa é uma conclusão viesada, precisamente pela pressuposição de que há um efeito substituição relevante entre as linhas do BNDES e do segmento livre. Como se sabe, o BNDES atua primordialmente no financiamento de longo prazo. Não seria correto dizer, então, que o BNDES concorre com as linhas de crédito livres dos bancos comerciais privados, que as tem canalizado, historicamente, para as operações de curto prazo. É claro que se deve reconhecer que, durante o ano de 2009, como os bancos privados mostraram-se reticentes em realizar quaisquer operações de crédito, até mesmo as de curto prazo, coube ao setor público sustentar o volume total de crédito. Por essa razão, o BNDES ampliou fortemente o financiamento ao investimento; e os demais bancos públicos aumentaram a escala de seus empréstimos para a habitação e agricultura, com créditos direcionados, e para as demais operações, com créditos livres. No entanto, o ponto é que, em regra, a fatia do crédito direcionado em geral, e do BNDES, em particular, não concorre com os segmentos de interesse do setor bancário privado na aplicação do crédito livre. Essa configuração especial do sistema financeiro brasileiro, em que o crédito livre tem sido direcionado primordialmente para operações de curto e curtíssimo prazo, implica que o aumento da taxa Selic reflete-se, fundamentalmente, no custo do financiamento das operações de curto prazo. Já o custo do financiamento de operações de longo prazo, com crédito direcionado, pode ser mantido estável por decisão política. Essa distinção entre as funções econômicas do crédito direcionado e do crédito livre é crucial para interpretar os efeitos da atual política monetária e permite mesmo argumentar, como se faz em seguida, que a política de crédito direcionado vigente favorece a eficácia da política monetária. No regime de metas de inflação, o BC emprega a fixação da taxa de juros básica, a Selic, para regular o compasso entre demanda e oferta agregada. Quando identifica pressões consistentes do lado da demanda, o BC aumenta a Selic. Espera, com isso, encarecer o custo do crédito, reduzindo o crescimento da demanda até adequá-lo ao crescimento da oferta. Quanto mais facilmente atinge esse objetivo, mais eficaz é a política adotada. É claro que esse ajuste não é trivial, especialmente nos momentos de pouca clareza quanto ao futuro da economia, tal como o que vivemos hoje. Caso o aumento da Selic impactasse todas as operações de crédito, os investimentos poderiam ser mais duramente afetados do que as decisões de consumo e de produção. Isso porque a efetivação do investimento depende da conjugação das decisões dos banqueiros, de financiar a longo prazo, e dos empresários, de contrair dívida para investir e ampliar sua capacidade produtiva. Ambas as decisões, normalmente presididas pela incerteza, especialmente neste momento em que a economia mundial se mostra bastante combalida, poderiam ser duramente atingidas pela elevação da taxa Selic. Assim sendo, não fosse a atual política de crédito direcionado, que mantém estáveis os custos do financiamento do investimento, o aumento da Selic prejudicaria desproporcionalmente a formação de capital. Isso precisamente no momento em que há uma unanimidade em torno do objetivo de ampliar a participação dos investimentos no PIB. É claro que a demanda agregada poderia sofrer maior contração caso os investimentos também sofressem maior redução, mas o ritmo de crescimento da oferta seria duramente desacelerado bem como seria elevado o desemprego. A política de controle da inflação, dessa forma, comprometeria a recuperação da atividade econômica, condenando o crescimento da economia brasileira a um futuro decepcionante. No entanto, ao fortalecer as instituições financeiras públicas e determinar a expansão do crédito direcionado com taxas estáveis, o governo preserva as condições de financiamento da agricultura, do saneamento, da construção habitacional e, mais especificamente, no caso do crédito do BNDES, do investimento em máquinas, equipamentos e instalações produtivas. Todos reconhecem que essa política foi fundamental para a rápida recuperação da economia brasileira diante da crise financeira internacional. Mas, além disso, deve-se sublinhar que a expansão do crédito direcionado contribui também para o ajustamento mais rápido e perene entre a demanda e a oferta agregadas ao tornar o custo financeiro do investimento mais independente da política monetária. O efeito do aumento da Selic, ao ser canalizado pelo crédito livre, pode ser empregado para ajustar os gastos em bens de consumo, cujos preços formam o IPCA, enquanto o crédito direcionado, ofertado em condições estáveis, contribui para a manutenção do nível dos investi mentos. Dessa forma, a expansão do crédito direcionado, neste momento de incerteza, impulsiona a economia brasileira rumo ao crescimento acelerado e não inflacionário. Antonio José Alves Junior é professor do Departamento de Economia da UFRuralRJ e Chefe do Departamento de Relações com o Governo do BNDES | |
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| O POVO |
19 de agosto de 2010 |
| PONTO ELETRÔNICO | |
| Ponto eletrônico em vigor só em março | |
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Governo Federal adiou início das regras do ponto eletrônico argumentando falta de equipamento disponíveis no mercado
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, informou, ontem, que assinará nova portaria para que a regra do ponto eletrônico passe a valer apenas no dia 1º de março do ano que vem. De acordo como MTE, a portaria com a ampliação do prazo será publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 19. Por falta de equipamentos disponíveis no mercado, o governo teve que adiar o início da vigência da medida que obriga as empresas com mais de dez funcionário que adotam o ponto eletrônico a imprimirem recibos a cada ponto batido por seus funcionários. Lupi disse que o alargamento do prazo não tem conotação eleitoral. “Nunca me baseio nisso”, afirmou. Conforme o MTE, estudo da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) apresentou uma possibilidade de haver falta de equipamentos necessários para atender à nova determinação, prevista na portaria 1.510 de 2009. A secretaria identificou que a média mensal de relógios eletrônicos de ponto produzidos no Brasil é de 184 mil. Os números da Relação Anual de Índices Sociais (RAIS) mostram que pelo menos 700 mil empresas em todo Brasil já utilizam sistema de ponto eletrônico, disse o ministério. Ainda de acordo com o estudo, os fabricantes teriam capacidade de produzir, em três meses, até 550 mil equipamentos, o que não seria suficiente para abastecer todas as empresas até a data prevista para o novo ponto eletrônico vigorar. Terça-feira, 17, o ministro Carlos Lupi havia dito que as multas para quem descumprisse a regra só seriam aplicadas 90 dias após o novo ponto vigorar. Em julho passado, no entanto, o próprio ministério havia determinado que o fiscal do trabalho teria entre 30 a 90 dias após a primeira visita para retornar à empresa irregular e aplicar a multa caso ela continuasse em desacordo com as novas normas. O novo ponto eletrônico, que passaria a valer dia 26 de agosto, foi alvo de críticas de associações empresariais e de sindicatos. Mudança A principal mudança no ponto eletrônico é a emissão de comprovante impresso a toda vez que o colaborador bate o ponto, além de o relógio não poder ser bloqueado nem ter os dados editados. (com agências) EMAIS RESISTÊNCIA Entidade criticam e fazem resistência à nova legislação para o ponto eletrônico: A Força Sindical, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), haviam pedido ao governo mudanças nas novas regras. Dentre outras coisas, a obrigação de impressão do comprovante, o custo para adquirir os novos relógios e a possibilidade de demora e geração de filas enquanto os trabalhadores aguardassem para a emissão do papel. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em São Paulo divulgou no último dia 10, que havia obtido liminar que isenta 2 mil associados na capital paulista de cumprirem a nova portaria. A Justiça do Trabalho considerou, entre outros aspectos, que o sistema exigido dobraria o tempo gasto para registrar as entradas e saídas dos trabalhadores. | |
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| O POVO |
19 de agosto de 2010 |
| MELHOR EMPRESA DO PAÍS | |
| Coelce recebe prêmio de melhor empresa do País | |
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A edição 2010 da premiação destacou a Coelce como a melhor distribuidora de energia do País e também a melhor na avaliação do cliente. Pelo quinto ano consecutivo, a empresa levou o título de melhor distribuidora de energia do Nordeste
A Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) conferiu à Coelce o primeiro lugar em duas categorias nacionais do Prêmio Abrade pela segunda vez consecutiva. A edição 2010 da premiação destacou a companhia como a Melhor Distribuidora de Energia do País, junto com a Elektro e a RGE, e também a Melhor na Avaliação do Cliente. Além disto, a empresa também conquistou o primeiro lugar na categoria “Gestão Operacional”. Pelo quinto ano consecutivo, a empresa levou também o título de Melhor Distribuidora de Energia da Região Nordeste. O resultado foi anunciado ontem pela Abradee em cerimônia realizada na Confederação Nacional de Indústria (CNI), em Brasília. De acordo com o presidente da Coelce, Abel Rochinha, este foi o melhor desempenho de toda história da companhia. “Já é gratificante receber prêmios tão importantes da Abradee, quanto mais receber, pela segunda vez, o prêmio de melhor do Brasil”. A Coelce foi destaque também na categoria Responsabilidade Social. Segundo resultados da pesquisa de satisfação, realizada pelo Instituto Innovare entre os meses de março e abril deste ano, a concessionária cearense alcançou o melhor Índice de Satisfação com a Qualidade Percebida (ISQP) entre todas as distribuidoras de energia brasileiras, com 92,2%. A companhia superou a média nacional em todos os indicadores da pesquisa de satisfação do cliente promovida pela Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), que foi de 77,3%. Informação A Coelce também é referência para o setor no quesito “Informação e Comunicação com o Cliente”, medido pelo Índice de Desempenho da Área de Qualidade (IDAR). Entre as empresas com mais de 500 mil clientes, a instituição alcançou um índice de 92,1% em 2010, contra 67,9% da média nacional. A companhia também foi destaque com relação ao Índice de Aprovação do Cliente (IAC), com 86,7%; Índice de Satisfação Geral (ISG), com 93,4%; e Fornecimento de Energia, com 93%. NÚMEROS 92% FOI O ÍNDICE DE SATISFAÇÃO COM A QUALIDADE CONFERIDA À COELCE | |
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| VALOR ECONÔMICO |
19 de agosto de 2010 |
| IMPORTAÇÃO DA CHINA | |
| Indústria quer punição a importado da China | |
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Indústrias do setor de calçados e do segmento elétrico e eletrônico devem apresentar seus pleitos para aplicação da nova resolução da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que estabelece punições para os casos em que a importação de produtos burla a aplicação do direito antidumping. Os pedidos de investigação serão apresentados assim que houver uma regulamentação da resolução pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Heitor Klein, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados), acredita que o setor passou a ser alvo de triangulação de produtos acabados e de partes de calçados quando a sobretaxa antidumping começou a ser imposta sobre a importação de calçados chineses. Desde setembro, alguns calçados chineses passaram a sofrer uma sobretaxa provisória de US$ 12,47 o par na importação. Em março, o direito antidumping tornou-se definitivo, com cobrança de US$ 13,85 por par vindo da China. Klein conta que no início da aplicação da medida de proteção os efeitos foram favoráveis para os fabricantes nacionais, com significativa redução dos desembarques originados da China. "Houve grande crescimento do mercado doméstico, principalmente até março. Os exportadores chineses, porém, foram muito ágeis e rapidamente o país passou a receber importações dos calçados por outros países." Segundo levantamento da Abicalçados, de janeiro a julho deste ano houve uma redução de 60% nos volumes de pares importadores da China na comparação com os primeiros sete meses de 2009. No mesmo período, porém, houve elevação de 127% no número de pares originados do Vietnã e de 77% nos calçados comprados da Indonésia. Da Malásia, houve importação de 12 mil pares de janeiro a julho do ano passado. Nos primeiros sete meses deste ano, essas compras saltaram para 3 milhões de pares. Para Klein, esses números indicam que houve triangulação na comercialização de calçados chineses. "A Malásia, por exemplo, não tem tradição e não é conhecida por ser grande produtora de calçados", argumenta. Além da importação de calçados acabados por terceiros países, o setor também acredita que vem sendo alvo da importação de partes de calçados da China, que são apenas montados no Brasil. "O cabedal chega pronto e costurado, e o solado também. O que se faz no Brasil é somente colar uma parte na outra", diz Klein. A Resolução nº 63 da Camex também prevê a aplicação da punição antidumping nesses casos. Pela medida, é necessário que a agregação no país seja superior a 25% do custo da manufatura. Caso contrário, a montagem de partes e peças importadas pode ser considerada como uma forma de burlar o direito antidumping. Para Klein, o percentual de 25% é suficiente para enquadrar, nas medidas de proteção, os casos que o setor tem detectado. A indústria de calçados não é a única que está na expectativa de uma rápida regulamentação da nova medida da Camex. "Os fabricantes devem fazer uso da resolução o mais rápido possível", prevê Mário Roberto Branco, gerente de relações internacionais da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Dentro do segmento estão em vigor medidas de direito antidumping para ventiladores de mesa, ferros de passar e alto-falantes. Nos três casos, a proteção é aplicada para produtos originados da China. Segundo ele, a entidade já recebeu queixas da importação de partes e peças de ferros de passar roupa chinesas unicamente para montagem no Brasil. Outra reclamação que chegou à associação, conta Branco, foi de fabricantes que detectaram um grande crescimento da compra de alto-falantes de Hong Kong e de Taiwan. Segundo ele, foi verificado que em Taiwan não há produção de alto-falantes. "A resolução vem a calhar e deve ampliar a proteção para a indústria brasileira." Vera Kanas, advogada do escritório TozziniFreire, lembra que a medida antidumping, porém, não deverá ser estendida em toda e qualquer situação. Ela acredita que a futura regulamentação da nova resolução deverá estabelecer os procedimentos necessários, dando também aos importadores oportunidade de defesa. "Esperamos que a regulamentação garanta uma aplicação equilibrada dos direitos", diz. Para ela, o limite de 25% estabelecido para agregação nacional, nos casos de partes, peças e componentes importados, pode ser muito ou pouco, dependendo do produto ou do setor. "É necessário que haja bom senso na aplicação da medida." | |
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| VALOR ECONÔMICO |
19 de agosto de 2010 |
| REGRAS ANTICORRUPÇÃO PARA EXPORTADOR | |
| Resolução define regras anticorrupção para exportador | |
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O governo federal vai passar a condicionar a liberação de financiamento às exportações de produtos brasileiros ao comprometimento das empresas com o combate à corrupção de funcionários públicos estrangeiros nas transações comerciais. A partir de agora, para conseguir acesso à linha de crédito dos bancos oficiais (BNDES e Banco do Brasil) ou equalização de taxas de juros e seguro de crédito, os exportadores terão que assinar a Declaração de Compromisso do Exportador, onde garantem respeito à convenção anticorrupção da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE), a qual o Brasil aderiu.
De acordo com resolução da Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicada na edição de hoje do "Diário Oficial da União", a empresa que descumprir o compromisso, diretamente ou por meio de representante, perderá acesso aos programas do governo e dos bancos oficiais voltados à exportação. É considerado crime passível de punição o ato de prometer, oferecer ou dar, direta ou indiretamente, vantagem indevida a agente público estrangeiro, além dos crimes contra a administração pública estrangeira. Ao assinar a declaração a empresa também afirma que nenhuma das pessoas envolvidas na negociação da exportação responde a processo ou já foi condenada por crime de corrupção. Se compromete ainda a informar, caso solicitado, nomes dos envolvidos no negócio, além do valor de comissões e taxas que foram pagas eles. O documento exige também que a empresa assuma compromisso de implantar um "sistema de controle interno com políticas contábeis claras e precisas que permitam mecanismos internos de verificação e comprovação da proporcionalidade e razoabilidade dos pagamentos feitos a representantes, agentes, mandatárias e outras pessoas ou organizações com as quais mantenham vínculos." | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
19 de agosto de 2010 |
| ECONOMIA BRASILEIRA | |
| Meirelles diz que economia voltou a crescer | |
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MACROECONOMIA
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ontem que a economia brasileira voltou a crescer no terceiro trimestre deste ano, depois da estabilidade verificada entre os meses de abril e junho. Em relação às próximas decisões do órgão sobre a taxa básica de juros, afirmou que elas só terão efeito sobre a economia no próximo ano. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
19 de agosto de 2010 |
| CHINA | |
| "Mundo está só com um motor, a China" | |
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Para diretor da consultoria da "Economist", potência asiática compensa desaceleração global, mas tem risco de bolha
"Brasil desperdiçou chance de atacar problemas estruturais", critica consultor da britânica EIU ÉRICA FRAGA DE SÃO PAULO Com crescimento baixo nos principais países avançados, a China se tornou o único motor importante da economia global. Mas há riscos importantes associados a bolhas de ativos formadas em anos recentes, principalmente no mercado imobiliário chinês. Um deles é que o nível de inadimplência na China comece a subir. Isso poderia causar problemas no setor bancário, provocando uma desaceleração mais forte do que o esperado da economia chinesa e levando o mundo a reboque. Essas são as opiniões de Leo Abruzzese, diretor de pesquisas para o hemisfério Ocidental da consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU). Em entrevista à Folha, ele disse que o Brasil perdeu a oportunidade de fazer reformas importantes em 2010, quando a economia crescerá, segundo a EIU, pouco abaixo de 8%, e que, dificilmente, haverá vontade política para isso a partir de 2011, quando a trajetória de expansão voltará para cerca de 4.5%. Leia os principais trechos da entrevista de Abruzzese. Dependência da China Os EUA terão crescimento reduzido por muitos anos, a Europa e o Japão também. Todos estão contando com a China para compensar essa fraqueza. Sem a China, é quase como ter um avião em que nenhum dos motores funcione bem. Teríamos um período sustentado de baixo crescimento global, não uma recessão, mas uma taxa de crescimento não muito acima do nível de uma recessão. Risco de bolha Nossa visão é que a China será capaz de promover uma desaceleração controlada. Mas há um risco de que ao longo dos próximos três anos o nível de inadimplência comece a subir, colocando algum estresse no sistema bancário. Isso reduziria investimentos na China e a taxa de crescimento econômico. Isso poderia colocar alguma pressão na economia chinesa. A China tem bolhas de ativos muito grandes, principalmente no setor imobiliário. Grandes bolhas de ativos são muito perigosas e é incomum que um país supere uma bolha sem algum tipo de dano para a economia. Deficiências do Brasil O Brasil avançou nos últimos anos, mas ainda há muitos problemas. A taxa de investimento é muito baixa. Eu ouço muitas reclamações de empresários sobre o sistema tributário e a qualidade da infraestrutura. Algumas mudanças têm ocorrido. Mas nenhum dos empresários com quem tenho conversado aqui pensa que o país está atacando esses problemas de forma agressiva. E, com a economia crescendo a quase 8%....este era o ano quando isso deveria estar sendo feito. Quando a economia se desacelerar para 4,5% no próximo ano, a vontade política para promover reformas diminuirá. Crise nos EUA Nós acabamos de reduzir a projeção de crescimento nos EUA. Os dados recentemente divulgados têm sido piores do que esperávamos. Mas isso não muda nossa visão geral. Já esperávamos que 2011 seria muito fraco à medida que os estímulos e o processo de recomposição de estoques expirassem. "Duplo mergulho" Não estamos esperando uma nova recessão. Em parte isso se explica porque o estímulo da política monetária nos EUA ainda é muito forte. Além disso, os lucros das empresas têm sido fortes nos EUA por conta de cortes de gastos agressivos, demissões. Ainda que o crescimento em si não venha sendo muito forte, o investimento em equipamentos e software tem sido elevado. Parece que as empresas estão aproveitando essa fase de baixas taxas de juros e menores custos de capital para começar a investir. China fortalece América Latina, diz americano FABIANO MAISONNAVE DE PEQUIM Em visita a Pequim, o número um do Departamento de Estado dos EUA para a América Latina, Arturo Valenzuela, elogiou ontem a crescente presença econômica chinesa na região e disse que Washington não a considera uma ameaça. "Nós recebemos bem o contínuo envolvimento da China em investimento e comércio com os países do hemisfério Ocidental. Isso ajuda a fortalecer as economias, a gerar empregos", disse, na embaixada americana, ao responder a uma repórter da agência estatal Xinhua sobre se os EUA consideravam o gigante asiático uma "ameaça, uma preocupação ou um competidor" ao "seu quintal". O diplomata está em Pequim para a quarta sessão dos diálogos entre China e Estados Unidos sobre o hemisfério Ocidental, iniciados em 2006. Ele afirmou que se trata de uma prática normal da diplomacia internacional e que Washington adota a mesma prática com países latino-americanos. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
19 de agosto de 2010 |
| MPE BRASIL | |
| Curtas - Mais de 86 mil empresas inscritas no MPE Brasil | |
| Com inscrições encerradas na última segunda-feira, 6, o MPE Brasil - Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas atingiu seu recorde de inscrições este ano. Mais de 86 mil empresas de Agronegócio, Comércio, Indústria, Serviços de Educação, Serviços de Saúde, Serviços de Tecnologia de Informação, Serviços de Turismo e Serviços concorrem ao reconhecimento. O Paraná lidera o número de inscrições, com cerca de 18 mil. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
19 de agosto de 2010 |
| ENERGIA ELÉTRICA | |
| Coelce é melhor do País pelo segundo ano | |
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A concessionária cearense atingiu um Índice de Satisfação Geral dos consumidores de 92,2% este ano
Brasília (Sucursal) - Com quatro prêmios de reconhecimento sobre o desempenho da empresa, a Coelce (Companhia Energética do Ceará) sagrou-se ontem, em cerimônia em Brasília, a maior vencedora do Prêmio Abradee (Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica). A companhia cearense foi reconhecida pela segunda vez consecutiva como a melhor distribuidora do energia do Brasil, além de ter recebido o inédito prêmio de gestão operacional. A Coelce também abocanhou os prêmios de melhor empresa distribuidora de energia do Nordeste, pela quinta vez consecutiva e ficou em primeiro lugar no quesito satisfação do consumidor. Instituído em 1999 o Prêmio Abradee é o maior reconhecimento nacional para as empresas prestadoras de serviço de distribuição de energia elétrica. De acordo com o presidente da Coelce, Abel Rochinha, este foi o melhor resultado de toda história da companhia. "Já é gratificante receber prêmios tão importantes da Abradee, quanto mais receber, pela segunda vez, o prêmio de melhor do Brasil". A Coelce foi destaque ainda na categoria Responsabilidade Social, o que vem ratificar o seu compromisso com o meio ambiente com práticas sustentáveis e a preocupação com o progresso econômico em relação ao crescimento do Estado. Consistência Segundo resultados da pesquisa de satisfação, realizada pelo Instituto Innovare entre os meses de março e abril deste ano, a concessionária cearense alcançou o melhor Índice de Satisfação com a Qualidade Percebida (ISQP) entre todas as distribuidoras de energia brasileiras. A Coelce superou significativamente a média nacional em todos os indicadores da pesquisa de satisfação do cliente promovida pela Abradee. Os resultados do levantamento mostram que a concessionária cearense atingiu um Índice de Satisfação Geral dos consumidores de 92,2% este ano, apresentando um percentual superior à média nacional, de 77,3%. A companhia também é referência para o setor no quesito "Informação e Comunicação com o Cliente", medido pelo Índice de Desempenho da Área de Qualidade (Idar). Entre as empresas com mais de 500 mil clientes, a companhia alcançou 92,1% em 2010, contra 86,2% da segunda colocada - Copel - e 67,9% da média nacional. ANE FURTADO REPÓRTER | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
19 de agosto de 2010 |
| FIRJAN - TRIBUTOS SOBRE O SALÁRIO | |
| Maioria ignora o peso dos tributos sobre o salário | |
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Pesquisa da Firjan aponta que índice chega a 65,8% na cidade de São Paulo
Cálculo da federação aponta que um corte de tributos que eleve em 10% a renda injetaria R$ 108 bi na economia JANAINA LAGE DO RIO Pesquisa realizada pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) mostra que 65,8% dos paulistanos não sabem qual é o peso dos tributos que recaem sobre o salário, como Imposto de Renda e contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Em Porto Alegre esse percentual sobe para 80,2%. O levantamento foi realizado em seis capitais. Além de São Paulo, inclui Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Recife. A pesquisa procurou medir a percepção da população quanto ao uso dos tributos. Em São Paulo, os itens menos lembrados pelos entrevistados foram segurança (7,4%) e habitação (6,9%). O mais citado foi saúde (20%). A maioria afirmou que gostaria que o tema da carga tributária fosse discutido na eleição. Na média das seis capitais, os entrevistados deram nota 8,4 para o grau de importância do assunto. O presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, destacou que é preciso discutir a busca por um Estado mais eficiente. Nos cálculos da Firjan, um corte de tributos que resulte em aumento de 10% na renda injetaria R$ 108 bilhões na economia. Questionados sobre o que fariam com uma sobra de 10% da renda, os entrevistados, em sua maioria, disseram que poupariam mais. O aumento no consumo é a segunda opção mais citada, seguido da quitação de dívidas. Para 97,1% dos entrevistados, a carga tributária é alta quando se considera a qualidade dos serviços oferecidos. Para 80,3%, seria importante ter o tributo pago discriminado na nota fiscal. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
19 de agosto de 2010 |
| CAPACIDADE INSTALADA - NUCI | |
| Investimento alivia uso da capacidade | |
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A indústria de transformação produziu no primeiro semestre deste ano 1,1% a mais que no mesmo período de 2008, quando a economia também avançava a um ritmo forte, mas com um uso menor de sua capacidade produtiva. De janeiro a junho, a média do nível de utilização de capacidade instalada (Nuci) ficou em 84,6%, abaixo dos 86% dos primeiros seis meses de 2008, na série com ajuste sazonal da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
A maturação de investimentos e a recuperação mais modesta das exportações são fundamentais para explicar o comportamento mais moderado do uso da capacidade instalada, assim como a própria perda de fôlego da indústria a partir de abril. A trajetória mais tranquila do indicador é uma boa notícia para a inflação, por indicar que não há grandes gargalos produtivos na indústria. O coordenador de sondagens da FGV, Aloisio Campelo, acredita que o Nuci mais baixo neste ano em relação ao de 2008 se deve, em sua maior parte, à expansão da capacidade produtiva da indústria. Depois de um primeiro semestre de 2009 fraco, marcado pela freada nos investimentos, muitas empresas retomaram os projetos para ampliar a oferta. Com a maturação de parte dos investimentos, o volume de produção cresceu sem que a utilização de capacidade voltasse aos picos atingidos em 2008. Depois de aumentar de 79,4% em junho de 2009 para 83,8% em dezembro do ano passado, o Nuci passou a avançar a um ritmo mais moderado em 2010. Nos últimos meses, tem oscilado na casa de 85%. É mais do que a média de 83,1% registrada desde 2003, mas ainda assim menor que os patamares atingidos em 2008. Para Campelo, parte da indústria tratou de antecipar investimentos ao vislumbrar a perspectiva de crescimento mais forte da demanda em 2010. Ele considera que o Programa de Sustentação de Investimentos (PSI) do BNDES, com taxas bastante baixas para padrões brasileiros, ajudou a estimular um movimento de antecipação de projetos de aumento da capacidade instalada. "A sondagem trimestral de investimentos da FGV apontou uma forte concentração da intenção das empresas de investir neste ano", diz Campelo. . O economista Rafael Bacciotti, da Tendências Consultoria Integrada, também vê a maturação de investimentos como uma das principais responsáveis pelo comportamento mais tranquilo do Nuci, mesmo num cenário em que o volume produzido está em níveis elevados. "A formação bruta de capital fixo [FBCF, medida do que se investe na construção civil e em máquinas e equipamentos] tem crescido com força", observa ele, que estima uma alta no segundo trimestre para a FBCF de 26,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Para 2010, a aposta de boa parte dos analistas é de um crescimento da FBCF de 20%. Para Bacciotti, o arrefecimento da produção industrial a partir de abril também contribui para explicar o comportamento do nível de utilização. Depois de atingir o patamar mais alto da série em março deste ano, a indústria de transformação recuou nos três meses seguintes. Na série com ajuste sazonal, está 2,6% abaixo do nível do fim do primeiro trimestre. Mesmo com esse desempenho, a alta acumulada de janeiro a junho é de 16,2% sobre igual período de 2009. A recuperação ainda fraca das exportações também tem peso na trajetória recente do uso da capacidade. Campelo chama a atenção para o comportamento distinto da utilização de capacidade entre as empresas voltadas para o mercado interno e as que exportam muito. No caso das primeiras, em que as vendas externas equivalem a no máximo 10% do faturamento, a ocupação dos recursos disponíveis atingiu 83,4% em julho, mais do que a média de 82,1% registrada a partir de 2003, segundo números da FGV. No entanto, a capacidade instalada nessas companhias está em queda nos últimos meses, possivelmente pela maturação de investimentos feitos para atender a expectativa de uma demanda mais robusta. No caso das empresas em que as vendas externas respondem por mais de 50% do faturamento, o uso da capacidade ficou em 81,3% em julho, abaixo da média histórica de 84,5%. A partir de junho, porém, o nível passou a subir nessas companhias. Para Campelo, é possível que isso se deva ao fato de que elas pouco investiram na ampliação da oferta, dadas as incertezas em relação à demanda externa. A recuperação das exportações, ainda que modesta, também pode explicar parte desse movimento de alta nos últimos dois meses. Os números de utilização de recursos para a média da indústria de transformação parecem tranquilos, mas há setores com sinais de pressão. É o caso do segmento de material para construção, em que este nível fechou julho em 91,7%, o mais alto da série iniciada em 1993, indicando o risco de que gargalos.
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| VALOR ECONÔMICO |
19 de agosto de 2010 |
| TRIGO | |
| Perduram as turbulências no mercado de trigo | |
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A quebra da produção de trigo na Rússia e em outros países europeus continua a provocar turbulências e fortes oscilações de preços no mercado internacional e a alimentar expectativas e incertezas em outros exportadores como a Argentina e em países importadores como o Brasil, que abastece mais da metade de sua demanda doméstica com cereal de fora.
Apesar do nervosismo, ainda prevalece entre analistas a convicção de que o quadro global de oferta e demanda da commodity é mais confortável do que entre 2007 e 2008, quando as cotações, também impulsionadas por apostas especulativas, chegaram às alturas e ajudaram a alimentar uma "agroinflação" mundial com reflexos negativos principalmente em países menos desenvolvidos. Não é por isso, contudo, que os produtores argentinos deixaram de pedir ao governo uma ampliação de 100% na cota oficial de exportações, que assim chegaria a 6 milhões de toneladas este ano. O ministro da Agricultura do vizinho, Julián Domínguez, já sinalizara essa possibilidade desde que a safra local fosse suficiente para garantir as 6,5 milhões de toneladas consumidas no país, segundo informou a Bloomberg. Mas, agora, o movimento ganhou fôlego. Também os moinhos instalados no Brasil já reajustaram a farinha de trigo para cima para tentar recompor suas margens, o que colocou em xeque as projeções que indicavam quedas de preços domésticos nesse mercado. "Passamos a ter uma pressão de alta que não havia antes", concorda Renata Alves, analista setorial da consultoria Lafis. Renata ressalva que nem todos os derivados subirão por causa disso, mas, como já informou o Valor, as massas, por exemplo, ainda deverão ficar mais caras. Antes da crise deflagrada pela quebra da produção global, a Lafis estimava para 2010 uma redução de quase 6% dos preços da farinha de trigo no país em relação ao ano passado, em parte em virtude de um previsto aumento da produção local. A projeção da Lafis para as cotações internacionais também era de baixa na comparação com 2009, mas, em meio às turbulências, a valorização resiste. Na bolsa de Chicago, uma das principais referências para o comércio do cereal mundo afora, a alta de ontem - a primeira após três sessões de baixas que "corrigiram" as disparadas de julho e do início deste mês - levou os contratos futuros de segunda posição a acumularem ganhos de 24,1% em 2010, de acordo com cálculos do Valor Data. Para traders de Chicago consultados pela agência Dow Jones Newswires, a alta de ontem foi outra "correção", já que os contratos chegaram a perder US$ 2 por bushel após atingirem máximas em dois anos. Sobrou a sensação de que, apesar de o clima na Rússia ter dado claros sinais de melhora, nem todas as incertezas do mercado se dissiparam. Na visão dos traders, prova disso é o fortalecimento da demanda externa pelo trigo produzido nos Estados Unidos. Ontem foi a vez do Egito, outro grande importador, encomendar mais um carregamento. Daí o interesse argentino. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
19 de agosto de 2010 |
| MAXIMODA | |
| MaxiModa agita setor na Capital | |
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Renomados estilistas e profissionais do marketing de moda falam para empresários e confeccionistas
De um lado, o da plateia, empresários do setor moda, confeccionistas, lojistas, estilistas, publicitários, estudantes e professores. De outro, o da apresentação, a estilista brasileira veterana nas passarelas da São Paulo Fashion Week, Gloria Coelho, o vice-presidente da Arezzo e criador da Shutz, Alexandre Birman, o jornalista e profissional de marketing da grife Espaço Fashion, Crib Tanaka, e o criador das marcas Zoomp, Zapping e RK Denim, Renato Kherlakian. O evento é o 3º Seminário de Marketing de Moda do Nordeste (MaxiModa), que acontece amanhã, no UCI Severiano Ribeiro, no shopping Iguatemi, a partir das 8 horas. A ideia é proporcionar troca de experiências. Crib Tanaka adianta um pouco do seu conhecimento: "Quando uma marca resolve definir o seu posicionamento no mercado, ela traça metas e estratégias para se destacar e para atingir o seu público-alvo. Uma marca que foca bem no trabalho de posicionamento, termina gerando desejo por parte dos consumidores", explica. Segundo a publicitária Márcia Travessoni, idealizadora do encontro, o MaxiModa representa uma oportunidade para que os participantes conheçam mais de perto como são elaboradas e aplicadas a estratégias de posicionamento de negócios. "Outra novidade é uma palestra específica para o segmento de acessórios, já que o Ceará é, atualmente, o terceiro maior polo calçadista do Brasil", afirma. O tema da edição deste ano é "Além do Produto". A intenção é apontar rumos e reunir conhecimentos que revelem os fatores de sucesso de grandes marcas que souberam avançar. "Vamos tentar, junto com o público, descobrir as estratégias de posicionamento responsáveis por questões tão pertinentes ao mercado neste momento", afirma. "Em um único dia, o MaxiModa consegue oxigenar algumas das principais cabeças pensantes do mercado de moda cearense e de outras praças. A participação de outros estados é cada vez maior". As inscrições ainda podem ser feitas pelo site www.maximoda.com.br. Nesta 3ª edição, serão realizados quatro seminários, com duração de uma hora cada, com tempo adicional de 30 minutos para perguntas e respostas. Entre os temas a serem apresentados pelos palestrantes estão estratégias de marketing para a nova década, novos públicos e mídias; além de alternativas para os segmentos de produção, varejo e atacado de moda. Nas duas primeiras edições, em 2008 e 2009, o evento levou 450 participantes, com presença de profissionais e estudantes do Ceará e de outras localidades do País. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
19 de agosto de 2010 |
| VICUNHA | |
| Egídio Serpa - Vicunha atira em todas as frentes | |
| Notícias do Grupo Vicunha: 1) está comprando uma indústria têxtil na Argentina, onde a cearense Santana Textiles opera a pleno; 2) vai comprar 400 mil hectares de terras no Piauí, a cujo Governo pediu incentivos fiscais para criar boi e plantar algodão, soja, milho, cana de açúcar e capim para a produção de energia; 3) abrirá uma distribuidora no México. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
19 de agosto de 2010 |
| PORTO DO PECÉM | |
| Porto do Pecém terá novo pátio de cabotagem em 2011 | |
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A licitação para construção do pátio de cabotagem entra na segunda fase, com nove empresas concorrentes
Aos poucos o Porto do Pecém ganha envergadura para prestar novos serviços e aumentar a competitividade no setor de movimentação de cargas marítimas no País. Com as obras do Terminal de Múltiplas utilidades (Tmut) em andamento, o terminal portuário vai receber um novo pátio de cabotagem, como forma de ampliar a capacidade de estocagem e movimentação de contêineres de cargas e mercadorias diversas. Ontem, nove empresas foram habilitadas documentalmente à segunda fase da licitação para construção do novo pátio de cabotagem do Porto. Orçado em R$ 2,3 milhões, a nova área de 20 mil metros quadrados será pavimentada, sinalizada horizontal e verticalmente, além do que será iluminada e receberá reforço na segurança, para operar 24 horas por dia. Para apresentação das propostas comerciais na segunda fase do certame, foram selecionadas pela Comissão Central de Concorrências (CCC), da Procuradoria Geral do Estado (PGE), as construtoras Ângulo, Cobol, CHC, LM, Platô, Lomacon, MPA, Paconol e Tecnocon. O resultado da primeira fase do processo licitatório foi divulgado na tarde de ontem. A previsão é a de que as obras serão concluídas em cinco meses após a assinatura do contrato com a empresa vencedora da licitação. "Nossa expectativa é começar 2011 com o novo pátio de cabotagem funcionando", conta o diretor de Desenvolvimento Comercial da Cearáportos, Mário Lima Júnior. Segundo ele, o pátio é uma necessidade do porto, que vem registrando crescimento contínuo do fluxo de cabotagem (cargas movimentadas entre os portos de um mesmo país). Conforme disse, no período de janeiro a julho de 2008, o terminal do Pecém movimentou 180 mil toneladas de cargas de cabotagem; no ano passado subiu para 227 mil toneladas e nos sete primeiros meses deste ano, para 359 mil toneladas, o que representa crescimento de 99% no volume de mercadorias nos últimos dois anos. Porta a porta Conforme explicou, Lima Júnior, o transporte marítimo de cabotagem vem crescendo muito no Brasil, a partir do incremento do mercado de serviços porta a porta e do sistema de unitização (agrupamento) de cargas em contêineres, pelas empresas de distribuição e logística. "Para 2011, a projeção é chegarmos a 450 mil toneladas nesse segmento", projeta Lima Júnior. Atualmente, o Porto do Pecém mantém três serviços de cabotagem por semana. CARLOS EUGÊNIO REPÓRTER | |
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| O ESTADO |
19 de agosto de 2010 |
| TRANSNORDESTINA | |
| Sai ordem de serviço da Transnordestina no CE | |
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O trecho, entre Missão Velha e Aurora, tem 50 quilômetros de extensão
O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, assinou, na última terça-feira, no local, a ordem de serviço para a construção do trecho Missão Velha a Aurora da Ferrovia Transnordestina. A informação é de Tufi Daher Filho, diretor presidente da Transnordestina Logística S.A., que retornou a Fortaleza depois de conferir o evento. “Já assinamos a ordem de serviços desse trecho, as obras já foram iniciadas, os recursos estão garantidos e agora é esperar que ela seja concluída até o fim de 2012”, comentou. O trecho ferroviário tem 50 quilômetros de extensão e um custo de cerca de R$ 1,6 bilhão. Lembra que a ferrovia vem de Salgueiro ( Pernambuco) e vai até o Porto do Pecém. Tufi, em Salgueiro, esteve com o presidente Lula que na oportunidade fez a inauguração ali da maior fábrica de dormentes de concreto do mundo. “O presidente Lula fez a inauguração dessa fábrica e, através de helicóptero, fez a vistoria das obras da Ferrovia Transnordestina, num evento que teve mais de 2500 pessoas”, informa. Lembrou que o presidente estava muito alegre e feliz, porque a Ferrovia Transnordestina é uma das maiores obras do seu governo, desbravando o interior nordestino, no valor de mais de R$ 5,4 bilhões. O trecho cearense da ferrovia de Missão Velha a Aurora, segundo Tufi, está no centro da programação, devendo ser continuado sem nenhum problema até a conclusão em 2012. Tufi Daher informou que a Ferrovia Transnordestina ficará totalmente concluída até o final de 2012, como está previsto no calendário. Estive com o presidente Lula em toda a tarde da última terça-feira, a agenda dele foi intensa, porque além de vistoriar as obras da Transnordestina encontrou com as principais lideranças políticas da região”. infoma. | |
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| O POVO |
19 de agosto de 2010 |
| METROFOR | |
| Moradores reclamam de atraso | |
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A avenida Wenefrido Melo está sendo escavada para a construção de uma passagem subterrânea do Metrofor. Para os moradores do Mondubim, a obra está atrasada
Mariana Lazari O vigilante Francisco Cleiton da Silva, 37, já se acostumou com o cenário que encontra assim que sai de casa. Morador da avenida Wenefrido Melo, no Mondubim, ele acompanha diariamente o desenrolar de uma das obras do Metrô de Fortaleza (Metrofor). No local, está sendo construída uma passagem subterrânea para carros e pedestres sobre a qual passará a linha sul do metrô. Segundo o Metrofor, a construção no Mondubim - onde também está sendo erguida uma estação -, começou em janeiro de 2009, mas Francisco e outros moradores encontrados pelo O POVO na manhã de ontem dizem que ela acontece há mais tempo. “Se desenrola há muitos anos. Começou em 2006 e a previsão de conclusão era 2010. Mas, pelo ritmo da obra, tenho certeza que não vai acabar”, lamenta Francisco. Para o auxiliar de servente Edmundo Oliveira, 38, o prazo não está sendo cumprido. “Já era pra ter terminado, mas creio que está muito devagar”. Enquanto O POVO esteve no local, muitos homens trabalhavam no trecho subterrâneo. A atendente Cristina Dutra, 26, que trabalha em uma sorveteria na avenida, diz que “as pessoas comentam” que a finalização da obra vai atrasar. “Era pra ter terminado faz tempo”, diz. Enquanto a construção acontece, os moradores, que perderam o transporte ferroviário no começo do ano, precisam pegar ônibus. Segundo o Metrofor, a construção acontece “dentro do cronograma estabelecido”, mas o prazo para entrega foi descumprido. Em 2008, começaram as desapropriações do terreno. Só que a obra só começou mesmo em janeiro de 2009, com previsão de finalização em 30 de dezembro daquele ano. A mudança ocorreu porque o projeto inicial previa a construção de um viaduto, sob o qual passaria o metrô. Porém, para proteger a Igreja do Mondubim, que fica em uma praça no meio da avenida, o projeto precisou ser alterado. Com a mudança, modificou-se o prazo de entrega. A data agora é 15 de novembro. O atraso da conclusão, de acordo com o Metrofor, aconteceu ainda por “questões técnicas”, como interferências de postes e tubulação de água e esgoto. Além disso, em 2009, houve paralisação dos trabalhos durante 45 dias. Este ano, a construção dos 24 quilômetros e das 11 estações da linha-sul, que ligará a estação Vila das Flores, em Pacatuba, à estação da Parangaba completa 11 anos. E MAIS - Por causa da interdição do trecho da Carapinima, nove linhas de ônibus tiveram o itinerário alterado. São elas: Corujão/Cj. Ceará, Corujão/José Bastos/Genibaú, Demócrito Rocha, Cj. Ceará/Centro I, Cj. Ceará/Centro II, Av. José Bastos, Siqueira/José Bastos, Parangaba/Centro e Cj. Ceará/Centro. - Durante a interdição, os ônibus que trafegam pela avenida José Bastos, desviarão pela rua João Sorongo, avenida João Pessoa, avenida da Universidade e Juvenal Galeno Carapinima interditada no Benfica Para que sejam realizadas intervenções que facilitarão o acesso de passageiros à estação do Benfica, a avenida Carapinima foi bloqueada ontem, entre a avenida 13 de maio e a rua Juvenal Galeno. O trecho, que fica em frente ao Shopping Benfica, foi interditado no sentido Parangaba-Centro. Segundo o Metrofor, será demolido o canteiro central, sinalizada a via e reconstruída a calçada do local, que ficará mais larga. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, a estação, que é subterrânea, é uma das mais adiantadas. A via deve ser liberada no final de setembro. O cobrador de ônibus, Régis Teixeira, 26, que costuma passar pela avenida à caminho do trabalho, gostou da interdição. “Está ótimo porque não passa carro. A gente se sente mais seguro”, diz. Para Douglas de Lima Costa, 26, que vende água em frente ao shopping, trabalhar no local com a obra do metrô acontecendo - o que já provocou o bloqueio da outra faixa da avenida - exige jogo de cintura. “Esperamos que melhore as vendas. Mas aqui a gente sempre arranja um jeito de vender, sempre dribla os obstáculos”, diverte-se o ambulante. (ML) O cidadao Esperança O comerciante José Ribamar dos Santos, 57, mora e trabalha nas proximidades da obra do Metrofor no Mondubim. Ele acredita que a finalização da construção deve acontecer ainda em 2010. “Pelo menos estão trabalhando noite e dia. Estou achando adiantada”, diz. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
19 de agosto de 2010 |
| ICID+18 | |
| Fome é uma ameaça mundial | |
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A segurança alimentar entrou para a ordem do dia na agenda dos países mundo afora e pode se tornar uma ameaça
Para alimentar os nove bilhões de pessoas, estimativa da população do Planeta até 2050, não basta apenas produzir alimentos. É preciso produzir mais e de forma diversificada, garantindo o direito do homem a se alimentar, no contexto da globalização e das mudanças climáticas, fenômeno que não atingirá apenas as regiões áridas e semiáridas do mundo. Daí a preocupação crescente de autoridades e da comunidade científica com o problema, que poderá causar um efeito dominó. "A Europa será afetada", alertou Patrick Caron, diretor geral do Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agropecuária para o Desenvolvimento (Cirad), instituição francesa que trabalha em regiões tropicais para a geração de novos conhecimentos. "As mudanças climáticas vão trazer muitas transformações para toda a sociedade", destacou. As mudanças climáticas podem desencadear conflitos das mais diversas ordens. "Vão surgir conflitos de terra, novas doenças e aumentar os fluxos migratórios", atentou Patrick Caron. Dessa forma, as mudanças climáticas trazem à tona, um novo momento histórico, ou seja, não existe espaço para colonização, mas sim, a cooperação entre as nações. Não existem mais paraísos. Nem tropicais e nem glaciais, o que significa que todos estão no mesmo barco. "A Europa não é de todo maravilhosa. Existem pessoas que sofrem, não por causa da produção, mas devido à pobreza urbana", acentuou. Produção afetada Embora os efeitos das mudanças climáticas sejam sentidos em todo o mundo, nas regiões áridas e semiáridas, serão mais graves porque atingem a produção. Até mesmo ó Canadá que pensava ser beneficiado pelas mudanças climáticas, teve que rever sua posição a partir do surgimento de pragas. Com relação às regiões áridas e semiáridas, Patrick Caron defendeu que a cooperação constitui "uma obrigação ética e política", pelo caráter de urgência. Chamou a atenção também para o fato de que a produção requer energia e de melhor qualidade, demonstrando a complexidade do problema. O assunto foi tema de mesa-redonda, ontem, terceiro dia da Icid + 18, reunindo pesquisadores franceses, brasileiros, africanos e autoridades. A iniciativa foi da Embaixada da França, único evento a tratar sobre o assunto cujas proposições serão usadas na declaração de Fortaleza, documento oficial da Icid, que será apresentado no encerramento da Conferência. Pela gravidade, o tema faz parte, hoje, da agenda mundial, tendo sido discutido na Cúpula de Roma, em novembro de 2009 e conduzida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Incertezas Para Ghani Cheihbouni, representante do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD) no Egito, "apenas a pesquisa não será suficiente para resolver o problema". Defendendo que o trabalho não pode ser isolado, provocou: "Precisamos ser honestos e dizer que não entendemos bem as mudanças climáticas e essa incerteza precisa ser mantida em mente". A imprecisão se concentra nas regiões intratropicais, sendo complexos os impactos complexos nas regiões áridas e semiáridas. A colaboração entre os países é fundamental. "Nenhum país ou laboratório é capaz de elaborar soluções sozinho. Tem que ser em rede", enfatizou. Os impactos serão em cadeia, fazendo alusão ao comércio internacional que também será afetado. Trigo e milho são culturas afetadas e bastante estudadas, sendo necessário fazer adaptações. "É preciso pensar na saúde vegetal", disse, afirmando que os efeitos são sentidos direto e indiretamente. A cooperação de governança é outra atitude que precisa ser adotada, uma vez que apesar de toda a riqueza do mundo, a insegurança alimentar e a fome assustam a humanidade. MUDANÇAS CLIMÁTICAS Brasil precisa definir novos rumos da produção agrícola O semiárido da região Nordeste deverá investir em culturas nativas que não dependam dos processos de irrigação As mudanças climáticas obrigam o Brasil a fazer um novo desenho para a sua produção agrícola. Pelo novo "mapa", cuja palavra de ordem é a "diversificação" as culturas mais afetadas serão: milho, café e soja. O Semiárido Nordestino será uma das regiões mais afetadas devido à vulnerabilidade, que não fica restrita apenas ao aspecto hídrico e de clima. "O semiárido não pode ficar cultivando apenas milho", afirmou Eduardo Delgado Assad, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), sugerindo a diversificação na agricultura da região. Para o pesquisador "a revolução verde está esgotada", justificando que o problema atual não é de aumento de produção. Como se pensou, nos anos 1970, quando o movimento surgiu para redimir o mundo da fome. As mudanças climáticas vieram pôr em xeque soluções únicas e que prometem resultados uniformes. "Vamos plantar imbu, siriguela, cajá, palma forrageira e xique-xique no Semiárido", convidou o pesquisador. Sobre as inovações de culturas, como o plantio de flores e frutas diferentes da região, considera uma ação "limitada porque depende da irrigação", pontuou. Pelo novo desenho da geografia da agricultura brasileira, algumas culturas, como a mandioca poderão migrar do Semiárido Nordestino para os pampas do Rio Grande do Sul. O pesquisador alertou que a situação pode ser "revertida". Faltam pesquisas sobre, por exemplo, quanto custa o sequestro de carbono na Caatinga e na Amazônia. "Não temos informação sobre isso", disse, destacando que os dados sobre o aquecimento global não são catastróficos, mas realistas. MIGRAÇÕES TRANSNACIONAIS África será um das regiões mais afetadas Os reflexos das transformações ocasionadas pelo clima - o aquecimento global - é uma realidade, o que se discute é apenas de quantos graus será a mudança, de dois a cinco - serão sentidos no campo social. As migrações, sejam nacionais ou transnacionais, são apontadas como uma das principais consequências das mudanças climáticas. A África será um dos continentes mais afetados, principalmente na região do Saara. "Há um crescimento demográfico bastante acelerado na África", admitiu ontem Cheikh Oumar Bá, sociólogo da Iniciativa e Prospectiva Agrícola e Rural (Ipar), do Senegal, atentando para a situação dos jovens: "Falta trabalho para essa parcela da população". Os jovens africanos são justamente os mais tentados a engrossar a fileira dos migrantes. Ele afirmou que as mudanças climáticas irão provocar baixa produtividade, deixando muitos sem trabalho. O sociólogo rural lembrou que, hoje, a agricultura concentra metade das pessoas que tinha há 20 anos. "Na África, o setor agrícola é muito importante", afirmou Cheikh Bá, projetando que o aquecimento global poderá repercutir numa queda substancial nos países africanos. Não esconde o temor em relação ao futuro dos jovens que não terão mais a agricultura como fonte de trabalho. Faltam perspectivas para as novas gerações. Migrações Os países da África do Saara são os mais suscetíveis a estas "explosões" de migrações devido à falta de água. "Esta será uma das principais consequências". O mais grave é que esses fluxos migratórios acontecem no momento em que a Europa não precisa mais de mão de obra, fechando, cada vez, mais as suas fronteiras. Pelo contrário, a população urbana é vítima do desemprego também. Além de estar ressentida com a fragilidade do Estado e um conjunto de benefícios sociais e previdenciários. O sociólogo senegalês teme o aumento da migração "clandestina", os chamados "sans papiers" ou sem documentos. A situação pode levar ameaça à seguridade mundial. Considera o Brasil um exemplo interessante para alguns países africanos. Aposta em parcerias de cooperação e de ajuda, como fazem também alguns países da Europa, a exemplo da França. Não se trata mais de colonização, mas de troca de experiências entre países do mundo todo. "O desafio, hoje, da África é olhar para dentro de si mesma", refutando a ideia de que a ajuda dos países do Norte significa um "obrigado" pela ajuda prestada, tanto pelos países do Sul quanto pelos demais países subdesenvolvidos ou emergentes. "Hoje, os países têm possibilidade de elaborar suas próprias políticas", observa o sociólogo. IRACEMA SALES REPÓRTER Sachs defende aliança entre países atingidos A união, para Jeffrey Sachs, é a saída para garantir a sobrevivência das pessoas no cenário de mudanças climáticas A formação de uma aliança entre os países que possuem grandes regiões áridas no Planeta foi a principal proposta do economista estadunidense Jeffrey Sachs, que ministrou aula magna na Icid + 18 ontem. De acordo com Sachs, a ideia é que seja formada uma aliança entre os líderes governamentais para o desenvolvimento dessas regiões, proporcionando condições para a sobrevivência das pessoas diante das severas mudanças climáticas previstas para os próximos anos. "O objetivo é esclarecer para esses líderes o que está em jogo nas zonas áridas para que eles entendam os riscos e os benefícios de investir nelas", argumentou o economista. Sachs ainda apontou a maior incidência de conflitos nas zonas áridas e ressalta a importância de identificar o que realmente aflige as populações nessas regiões. Para ele, a presença de países desenvolvidos na África, onde ele desenvolve um trabalho de amparo às populações locais, e no Oriente Médio, não representa uma ajuda. O fato de que as chamadas missões de paz não são acompanhada de programas que trabalhem outros aspectos das populações ocupadas, é o que ressalta o economista estadunidense: "O que queremos dos militares são os engenheiros deles para fazermos poços e outras obras de importância", reivindicou. Sobre as reais necessidades das comunidades áridas com as quais trabalha na África, analisou: "A seca tem um impacto muito forte no desenvolvimento local, mas nós podemos usar a ciência para trabalhar vários aspectos de forma integrada para trazer o progresso dessas regiões", analisou o economista." Informação Outro tema bastante mencionado por Sachs se deu quando o economista argumentou sobre a atuação da imprensa, principalmente a dos Estados Unidos, ao tratar de temas recorrentes às regiões secas do Planeta sem a devida importância. "É tudo uma grande mentira. O que está acontecendo é um jogo de relações públicas financiadas por algumas indústrias", denunciou Sachs, que apontou a Fox Television e o Wall Street Journal como enunciadores de falsas possibilidades a respeito de países ocupados e sobre a condição climática do planeta. "Os Estados Unidos não conseguem entender isso, mas as populações áridas do mundo estão entendendo e estão desenvolvendo um projeto para essas regiões", afirma. Como solução, ele aponta novamente a integração dos países que possuem regiões áridas e a conscientização da população que habita esses lugares para que, assim, haja um reconhecimento das dificuldades. Carta de Fortaleza John Redwood III, diretor de Desenvolvimento Sustentável Ambiental e Social do Banco Mundial e uma das pessoas que redigirá o documento intitulado Carta de Fortaleza, ao término da Icid+18, garantiu que todas as considerações de Sachs serão discutidas na plenária final de amanhã. Sobre os apontamentos do economista, Redwood III analisou: "realmente é uma situação muito difícil nessas regiões, sobretudo na África, mas também na América Latina, sobretudo no Nordeste do Brasil, que, felizmente, escapa dessa tendência a muita violência, mas que sofre as mesmas pressões e as mesmas dificuldades". Para Redwood III, a ideia de uma aliança entre os países cujos territórios sejam zonas áridas foi o principal apontamento de Sachs na Icid. DESENVOLVIMENTO HIDROAMBIENTAL Faltam financiamentos para pequenos agricultores Programa necessita de apoio para garantir segurança hídrica aos pequenos produtores, segundo secretário Programas exclusivos para o financiamento de pequenos agricultores do Semiárido Cearense foi a principal reivindicação de Hypérides Macêdo, secretário de Infraestrutura do Ministério da Integração Nacional, na mesa que apresentou o Programa de Desenvolvimento Hidroambiental do Ceará (Prodham). "É importante que se faça um programa de financiamento com o objetivo de ajudar os pequenos agricultores do Semiárido", enfatizou ele, que foi um dos responsáveis pela implantação do programa, em 1992, quando era secretário de recursos hídricos do Estado do Ceará. Atualmente, com recursos do Banco Mundial, o Prodham atende comunidades do interior do Estado, capacitando a população local para atuar na conservação do solo, recuperando as áreas degradadas com barragens de pedra. Além do trabalho rural, a população também é alfabetizada, "configurando o programa como uma ação integrada ambiental, social, econômica e do conhecimento". "Você transforma aquele homem agricultor em um conservador da natureza", argumentou Macêdo, que também atentou para a participação de novas entidades nas ações desenvolvidas no Semiárido com as pequenas comunidades. Ao término da conferência, foi pré-anunciada uma indicação do Prodham a um prêmio de desenvolvimento regional das Nações Unidas, que será oficializado ao término da Icid + 18. IGNACY SACHS Economista defende um novo curso para o mundo Aos 83 anos, o ecossocioeconomista polonês, naturalizado francês Ignacy Sachs não pôde comparecer à Icid + 18, mas enviou um documento de seis páginas, em Inglês. Nele, destaca dois desafios simultâneos a serem enfrentados: a mudança climática, que ameaça, a longo prazo, o próprio futuro da humanidade, e o escândalo da pobreza. "Como muitos, entre os passageiros da espaçonave Terra, vão para a cama com fome, apesar do fato de que a produção mundial atual poderá satisfazer as necessidades de todos, se a distribuição da riqueza for menos enviesada?" Referindo-se à Rio +20, Sachs destaca que não podemos desperdiçar a ocasião para dirigir um novo curso na economia e política mundiais. Ele sugere que todos os Estados-membros da ONU apresentem, em dois anos, estratégias globais de desenvolvimento a longo prazo. Essas estratégias, a seu ver, devem estar embutidas em planos que contemplem o reforço da biocapacidade; novos paradigmas para a energia, com maior sobriedade, eficiência e substituição de combustíveis fósseis por energias renováveis; geração de oportunidades de trabalho decente, com ênfase na segurança alimentar e energética e a perspectiva de sistemas agroflorestais, para avançar à economia de baixa emissão de carbono; habitação, urbanização e transporte adaptados aos ecossistemas. ESTRATÉGIAS DE FINANCIAMENTO União destinará R$ 200 mi à mitigação O orçamento da União destinará R$ 200 milhões, em 2011, para desenvolver estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climática no País. Até o fim de 2010 será regulamentado o Fundo de Mudanças Climáticas, que será responsável pela alocação dos recursos a serem administrados por um Comitê Gestor, em fase de instalação. O anúncio foi feito pela secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Branca Bastos Americano, ontem, na Icid + 18. Segundo ela, os recursos não são novos, advém da receita prevista na Lei do Petróleo (Nº 9.478/1997). "Esses recursos normalmente são destinados para tratar questões de desastre e impactos do petróleo, mas, a partir de uma modificação no Parágrafo 2 do Artigo 50, será possível pegar parte desse dinheiro para investir na questão do clima", disse. Parte da verba, antecipou, será reembolsável, cabendo ao BNDES administrar a liberação de financiamentos. A parcela não reembolsável caberá ao próprio MMA. Ao Comitê Gestor do Fundo de Mudanças Climáticas caberá estabelecer, anualmente, a proporção destinada ao crédito com reembolso e não reembolsável. Para ela, a expectativa é que o Fundo contribua também para implementar a Política de Mudança do Clima. "Precisamos continuar buscando crescimento econômico com redução das desigualdades. Esse fundo tem o propósito de ajudar o Brasil a fazer a transição para a "descarbonização" de forma mais positiva", frisou. Ela alertou que as mudanças climáticas tendem a aumentar a vulnerabilidade do Nordeste e a economia precisa ser adequada, por ações que ofereçam maior possibilidade para os pequenos produtores enfrentarem as adversidades que surgirão. ARMANDO OLIVEIRA LIMA, MARISTELA CRISPIM E ÂNGELA CAVALCANTE ESPECIAL PARA ECONOMIA, EDITORA E REPÓRTER | |
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19 de agosto de 2010 |
| ICID+18 | |
| País terá fundo contra impactos do clima | |
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Recursos são assegurados para redução dos impactos das mudanças climáticas. O Fundo Nacional sobre Mudança do Clima terá R$200 milhões e os representantes de instituições financeiras internacionais presentes na Icid%2b18, realizada em Fortaleza até amanhã, prometem mais
Henriette de Salvi A geógrafa Branca Bastos Americano, diretora de Mudanças Climáticas da Secretaria de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), foi objetiva. Ela afirmou que o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima já tem R$ 200 milhões assegurados para 2011. O fundo é o primeiro no mundo a utilizar recursos do lucro da atividade petroleira para pesquisas e ações de redução e adaptação às mudanças climáticas. Quando a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), instituída pela Lei Nº 12.187/09, foi sancionada, em dezembro do ano passado, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que o fundo (um dos dispositivos que ainda aguarda normatização) teria orçamento de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão por ano, proveniente de 10% do lucro do petróleo. Branca Americano afirmou que as pendências legais devem ser resolvidas até o final deste ano. O Fundo deve virar um projeto de lei ou um decreto presidencial . A notícia foi apenas uma entre as colocações da mesa redonda que reuniu ainda o diretor de Gestão do Desenvolvimento do Banco do Nordeste, José Sydrião de Alencar; Mark Lundell, coordenador do Banco Mundial para a área ambiental no Brasil; Rommel Acevedo, secretário-geral da Associação Latino Americana de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (Alide); e o chefe de Operações do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Jaime Mano, ontem pela manhã no Icid+18, a Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas. Alencar ressaltou que, há 10 anos, um encontro entre representantes de bancos discutindo o clima era impensável. Mais do que discutir, os representantes das instituições deixaram claro que as questões climáticas e de sustentabilidade são prioridades no que diz respeito aos investimentos, principalmente em infraestrutura. “Uma nova estratégia está sendo desenhada pelo banco e claramente o problema de campo climático, a energia sustentável e a sustentabilidade serão áreas prioritárias. Teremos novas autoridades federais e um País crescente com dinamismo. Com demanda por investimento e banco capitalizado, criam-se as condições mais favoráveis”, avisou Jaime Mano, do BID. “Os bancos sofreram mudanças nos últimos 20 anos”, confirmou Rommel Acevedo, da Alide, explicando que uma das vertentes hoje trata de financiamentos para regiões áridas e semi-áridas. Inovação Mark Lundell, do Banco Mundial, lembrou ainda que, dentre as ações de redução dos impactos climáticos está o incentivo ao aumento da renda. “Queremos assegurar que as pessoas estejam sendo beneficiadas pela gestão dos recursos hídricos”. Lundell citou programas como o Crediamigo, do Banco do Nordeste, como uma das inovações na geração de emprego e renda para a população rural. SAIBA MAIS 1. Em Burkina Faso, no oeste da África, para deixar o solo fértil e protegê-lo contra a desertificação, a população tem sido incentivada a fazer uso de alternativas simples. Uma delas é a construção de um cordão de pedras ao redor dos terrenos. No período chuvoso, o cordão ajuda a reter a água da chuva. 2. No México, para garantir o desenvolvimento na região semiárida durante o período mais seco, na estação chuvosa é feita a coleta de água, em uma grande piscina revestida de uma gel membrana que protege contra a evaporação e a contaminação da água. 3. Nos países da Ásia, um dos grandes problemas da região semiárida do continente é a grande quantidade de areia, em forma de dunas. Ou seja, uma grande quantidade de solos pouco férteis e desérticos. A população tem trabalhado na tentativa de fixar a terra, evitando que as dunas se formem. São plantadas árvores em círculos para impedir que o vento acumule a areia. NÚMEROS 1. Branca Bastos Americano, diretora de Mudanças Climáticas da Secretaria de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente (MMA) assegurou que o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima já tem R$200 milhões para 2011. 2. O recurso será proveniente de 10% do lucro do petróleo, de acordo com um dos dispositivos da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), instituída pela Lei Nº 12.187/09. 3. O chefe de Operações do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Jaime Mano também citou valores. Ele começou sua fala na mesa redonda sobre financiamentos dizendo que o “envelope” do BID para o Brasil é da ordem de US$3 bilhões. 4. Mark Lundell, coordenador do Banco Mundial para a área ambiental no Brasil, apresentou os investimentos da instituição em termos de irrigação. De acordo com ele, nos últimos 20 anos foram aportados US$678 milhões em dez projetos. 5. Lundell afirmou ainda que os investimentos resultaram em 3,5 milhões de hectares irrigados. Segundo o coordenador, a proporção de empregos de uma área irrigada para uma não irrigada é seis vezes superior. Pesquisadores apresentam técnicas agrícolas para regiões semiáridas Técnicas simples para preservar a fertilidade do solo ou uma grande piscina para armazenamento de água. Nas regiões semiáridas, presentes em todos os continentes do planeta, gestores, cientistas e a própria população têm buscado formas de recuperar a capacidade produtiva do ecossistema. Ao todo, essas áreas, de acordo com dados da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (Uncc), representam 33% da superfície terrestre e abrigam cerca de dois bilhões de habitantes. O pesquisador associado do Instituto Francês de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), instituição que trabalha nas regiões do semiárido africano, Edmond Hien, destacou a importância de se preservar o solo. No país africano, as famílias, que vivem da agricultura, têm construído cordões de pedra ao redor dos terrenos para armazenar na terra os nutrientes que vêm com a água da chuva. Em Niger e Mali, no oeste africano, ele contou que as pessoas preservam o solo, utilizando a técnica do Zaï, termo do dialeto local que significa levantar cedo. Em um terreno pobre, são cavados buracos que vão armazenar palha, fezes de animais e outros materiais que deixam o solo fértil. Com o tempo, os animais que costumam cavar a terra vão abrir outros buracos, por baixo do solo, para se alimentar do material. Esse buracos permitem que, durante o período chuvoso, os nutrientes se infiltrem junto com a água, preservando, dessa forma, o solo. Algumas das alternativas, podem inclusive ser adaptadas à realidade do semiárido brasileiro. O representante Unccd na América Latina e no Caribe, Heitor Matallo, sugeriu, como uma outra opção para o Brasil, no lugar da construção de cisternas - prática já comum no semiárido brasileiro -, a coleta de água em grandes piscinas, feita no México, durante o período chuvoso. Essas piscinas são revestidas por um gel membrana, uma espécie de lona grossa que protege contra a evaporação e a contaminação da água. Além disso, quando construídas junto com um sistema de purificação de água, podem ser úteis para gerar renda. ''Pode-se armazenar até um milhão de litros. A cisterna só suporta uns 15 mil litros. As pessoas podem tratar toda essa água, engarrafar e vender”. Ele citou ainda a experiência do Peru de plantar em curvas de nível, permitindo o armazenamento de água em cada “degrau”, evitando a erosão do solo. Ásia Na Ásia, a maior preocupação, conforme Heitor Matallo, são as dunas, que formam um solo pouco fértil e desértico. Por isso, a população tem trabalhado na tentativa de fixar a terra, evitando a formação de dunas. Para prevenir, são plantadas árvores em círculos ou são feitas plantações em cima das dunas. (Gabriela Meneses) Agricultura pode ser reduzida em R$ 7 bi Embrapa aponta que o Brasil pode ter a produção agrícola reduzida em R$ 7,4 bilhões, no prazo de dez anos, em função das alterações climáticas. Os prejuízos se concentrariam nas regiões Nordeste e Sul. Pesquisas para a criação de vegetais resistentes ao aquecimento global avançam no Brasil Pedro Alves Se o cenário atual de aquecimento global e os atuais modos de produção agrícolas forem mantidos, o Brasil poderá reduzir em R$ 7,4 bilhões a produção agrícola nacional, dentro dos próximos dez anos. Quem faz o alerta é o assessor técnico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Eduardo Delgado, que discorreu sobre o assunto ontem durante o terceiro dia da Segunda Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (Icid+18), que acontece em Fortaleza desde a última segunda-feira. Segundo ele, a redução da produção agrícola significaria prejuízos para a economia do País e acentuaria o problema da má distribuição alimentar que o Brasil já enfrenta. A Embrapa acumula uma década de pesquisas que identificam a vulnerabilidade brasileira ao processo de aquecimento global, em termos de produção de alimentos. Os estudos, realizados em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), apontam que as atuais alterações climáticas devem criar condições difíceis para a produção agrícola, principalmente nas regiões Sul e Nordeste do Brasil, o que prejudicaria as lavouras de algodão, cana-de-açúcar, mandioca, feijão, arroz, milho, soja e café. As alternativas que o governo brasileiro estuda para amenizar os impactos desse fenômeno foram apresentadas ontem por Eduardo: “Para evitar uma forte redução na produção de alimentos, precisamos desenvolver a adaptação dessas culturas ao novo clima”. Essa adaptação deve acontecer, segundo o pesquisador, através de alterações no DNA dos vegetais. “As alterações genéticas são feitas no objetivo de produzir plantas mais resistentes às temperaturas mais altas e à deficiência hídrica”, conta ele. As pesquisas científicas no Brasil não estão distantes dessa realidade. “O Brasil já possui quatro cultivos de feijão resistente às altas temperaturas, feitas no Paraná. Brevemente vai sair um cultivo de café tolerante às temperaturas mais altas. Também está para ficar pronto um cultivo de soja resistente”. O pesquisador falou sobre o risco alimentar brasileiro, ontem, para dirigentes de governos e instituições francesas, nigerianas, egípcias e senegais. Juntos, os representantes desses países discutiram sobre a segurança alimentar em termos mundiais. Na discussão, segundo ele, foi apontada a necessidade de mudança no atual estilo de vida das populações. BASTIDORES 1. Segundo Patrick Caron, diretor do Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (CIRAD), da França, a situação da segurança alimentar, em termos mundiais, hoje em dia é “péssima”. A França, segundo ele, tem aumentado cada vez mais a quantidade de pessoas que não têm acesso à alimentação. O que é preciso, de acordo com Caron, é estudar a segurança alimentar enxergando todas as suas peculiaridades. 2. No fim da tarde de ontem, quando encerravam-se as atividades no terceiro dia do ICID+18, uma grupo de dança e música invadiu o espaço no Centro de Convenções para animar os participantes. Durante cerca de 15 minutos eles cantaram e dançaram, fazendo muito barulho com osinstrumentos de percussão. 3. Segundo Eduardo Delgado, da Embrapa, existem algumas espécies de milhos aqui no Ceará que já enfrentam dificuldade na região do semiárido, mas que se adaptam bem a outras regiões, como em Minas Gerais. ''A gente quer pegar esses milhos e colocar eles na região onde eles se adaptam melhor'', diz Delgado. CURIOSIDADES Uma das principais atrações da Conferência Estadual sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento no Semiárido do Ceará (Icid +18) ontem, em Fortaleza, era a aula do economista norte-americano Jeffrey Sachs, no principal auditório do Centro de Convenções. Pouco antes do início da aula, por volta de 17h30min, a ativista política do Crítica Radical e ex-vereadora Rosa da Fonseca entregava uma cartilha do grupo especificamente elaborada para o Icid. A mensagem era em capa preta e, entre outros pontos, alertava para o colapso do sistema capitalista. Rosa da Fonseca e outra militante do Crítica Radical distribuíram o material antes do início da aula. Logo em seguida Rosa assistiu à aula e, na saída do Centro de Convenções, também distribuiu o material. Em nenhum momento ela e a colega do Crítica Radical foram importunadas pela organização do evento. Um dos pontos negativos da aula do professor Jeffrey Sachs foi a tradução. A organização entregou fones de ouvido para que os presentes acompanhassem a fala do norte-americano. A tradução apresentou problemas e atrapalhou o bom entendimento. O áudio não era de boa qualidade e a tradutora falava com um sotaque bastante acentuado de inglês, além de pausar em vários momentos a tradução. Somente no final, um tradutor brasileiro assumiu a função e melhorou a traduçãoaos presentes. O local estava bem policiado. Durante o evento o Centro de Convenções recebeu até reforço de um dos grupos de elite da Polícia Militar, o Raio. Economista sugere novas alianças O economista norte-americano Jeffrey Sachs, que dirige o Earth Institute (Instituto da Terra), na Universidade Columbia, nos Estados Unidos, conclamou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os líderes de estados a formar uma aliança em torno dos problemas das regiões áridas. Jeffrey ministrou uma aula com o tema “O enfoque da pobreza na discussão das regiões secas do mundo” e explicou que a união de líderes de estados e de países como Brasil, México, Paquistão e outras nações da África serviria como uma forma para serem entendidos os riscos e futuros benefícios para o semiárido. Jeffrey enfatizou que as regiões mais secas do mundo são as mais vulneráveis às mudanças climáticas e, também, onde há mais pobreza. “E isso não é coincidência”, apontou. Além disso, conforme o economista, os conflitos tendem a se evidenciar mais ainda nestas regiões do mundo. “Os Estados Unidos culpam a Al Qaeda, mas porque eles não entendem o que é crise alimentar”, criticou Jeffrey, após falar sobre os conflitos em países como o Iêmen. Ele também teceu críticas ao uso de forças militares. “O que a gente quer dos militares são os engenheiros militares. São os engenheiros que fazem poços”, disse. Um dos momentos em que a aula de Jeffrey esteve diretamente relacionada com o Ceará foi sobre energia. De acordo com o economista, um dos investimentos que deveriam ser feitos nas regiões áridas era em energias renováveis. Entre os pontos principais ele apontou a energia solar. “Lá o sol é o dia todo”, ressaltou, apontando ainda que as energias renováveis poderiam favorecer na recuperação ambiental. Jeffrey também vinha criticando durante a aula os repasses de dinheiro por parte de países ricos a países carentes porque, na sua visão, o fato está ligado a “relações públicas e enfeite”. (DL) | |
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| O POVO |
19 de agosto de 2010 |
| APA DAS DUNAS DA SABIAGUABA | |
| Editorial - Sistema Cocó | |
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A implementação da APA de Sabiaguaba é um passo adiante no esforço - que deve ser muito mais amplo - em defesa do patrimônio natural de Fortaleza
A Área de Proteção Ambiental (APA) das Dunas da Sabiaguaba, criada em 20 de fevereiro de 2006, vai ganhar um plano de manejo e ocupação, conforme anuncia a Prefeitura de Fortaleza, que mandou para o local equipes da Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor) e da Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam) para realizar levantamento fundiário e do número de famílias que vivem no local. A notícia é animadora para os que vinham se preocupando com os riscos de degradação da área. Como se sabe, a legislação ambiental brasileira atribui à APA a preservação dos recursos ambientais (fauna, flora, solo e recursos hídricos) de uma determinada área. Seu objetivo principal é conservar a diversidade de ambientes, de espécies e de processos naturais pela adequação das atividades humanas às características ambientais da área, seus potenciais e limitações. Seu uso deve ser sempre sustentável, o que significa que seu acesso, ocupação e exploração devem ser controlados para não prejudicar o ecossistema da área. Para isso deve contar, além da regulamentação legal, com um complexo sistema de gestão ambiental no qual se incluem o zoneamento ambiental, o plano de gestão e os instrumentos fiscais e financeiros para garantir o cumprimento dos objetivos básicos da APA. A APA de Sabiaguaba é um fragmento do que restou do patrimônio natural exuberante, existente no passado, no perímetro de Fortaleza, junto com toda a área de preservação do Parque do Cocó. O espaço vinha sendo ocupado desordenadamente e ficaria ainda mais vulnerável depois da construção da ponte sobre o rio Cocó que, ao ser anunciada, gerou grande polêmica, na época. Hoje, a obra tornou-se um ponto privilegiado de observação de uma bela paisagem acessível aos visitantes. Contudo, sem as providências decorrentes do disciplinamento promovido por uma APA poderia tornar-se um facilitador da destruição ambiental. O levantamento das famílias que residem na área das dunas servirá para se ter um controle da ocupação. Esta já compreende a instalação de bares e restaurantes, de forma desordenada, comprometendo o meio ambiente. Aliás, é chegado o momento de se pensar com mais amplitude o problema de toda a região que faz parte do sistema do Cocó, aí compreendendo-se, a área da lagoa de Sapiranga, em mãos de uma instituição privada. É necessário estreitar a cooperação entre os vários agentes que atuam na bacia do Cocó para que surja uma parceria mais atuante em favor de um patrimônio natural cada vez mais acossado por interesses predatórios. Fortaleza não tem o direito de ser permissiva, quando se trata de zelar por uma relíquia natural que continua a ser assediada impiedosamente pela voracidade de apetites nada solidários com a qualidade de vida da cidade. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
19 de agosto de 2010 |
| SUCESSÃO PRESIDENCIAL | |
| Aliados estaduais deixam Serra fora de propaganda | |
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PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010
Em ao menos 5 locais, candidatos não citam nem mostram o tucano na TV Candidato só aparece de forma discreta nas propagandas exibidas nos Estados; Lula é destaque em programas DE SÃO PAULO Na estreia da propaganda gratuita dos candidatos a governador, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, foi deixado de lado ou fez apenas aparições discretas nos programas de rádio e TV de seus aliados nos Estados. Já na propaganda dos candidatos da base do governo federal, o presidente Lula foi a principal estrela -e a presidenciável petista Dilma Rousseff, sua coadjuvante. Serra não teve sua imagem mostrada nem seu nome citado nas propagandas dos candidatos a governador Yeda Crusius (PSDB-RS), Joaquim Roriz (PSC-DF), Marcos Cals (PSDB-CE), Paulo Souto (DEM-BA) e Rosalba Ciarlini (DEM-RN). Em Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB) só mostrou imagens do tucano no programa da noite. O início da propaganda na TV coincide com o momento em que Serra aparece pela primeira vez atrás de Dilma em pesquisa Datafolha. No último levantamento do instituto, a petista teve 41% das intenções de voto, contra 33% do tucano. Ele contava com o apoio nos Estados para reverter a vantagem da adversária. Em Minas, segundo maior colégio eleitoral do país, Dilma chegou a falar três vezes nos programas dos aliados, inclusive pedindo voto para Hélio Costa (PMDB). Serra ficou em clara desvantagem. Nos programas dos tucanos Aécio Neves, para o Senado, e Antonio Anastasia, para o governo, Serra não fala nem é citado. Mas a imagem dele aparece. No de Anastasia, Serra é visto de relance em quatro ocasiões. Em apenas uma Serra está em primeiro plano. Em outra está de costas. Em São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin não mostrou a imagem de Serra na TV e só citou duas vezes o nome do presidenciável. Na TV, Mercadante ignorou Dilma -não apareceu nem foi citada-, mas exibiu depoimento de Lula. Em sua fala, Mercadante colou sua candidatura ao governo Lula, colocando-se como participante das realizações federais. No Paraná, o programa da tarde de Beto Richa (PSDB) só mostrou Serra em imagens de campanha. Mas, no programa da noite, exibiu depoimento do presidenciável. No Ceará, nem o nome nem a imagem de Serra apareceram no programa de Cals e do candidato tucano ao Senado, Tasso Jereissati. No Rio, o TRE determinou que o senador Marcelo Crivella (PRB) não utilize o depoimento de Lula em seu programa de TV. O pedido foi feito pela coligação Juntos Pelo Rio, da qual o próprio PT faz parte, minutos depois do horário eleitoral da tarde. Mas, à noite, Crivella usou novamente o depoimento de Lula. O presidente gravou depoimento para Crivella, que não faz parte da coligação do PT, e para Lindberg Farias (PT). Alijou assim Jorge Picciani (PMDB), candidato apoiado pelo governador Sérgio Cabral Filho (PMDB). SERRA É CITADO No Rio Grande do Norte, o apoio de Serra foi usado contra a candidata ao governo Rosalba Ciarlini (DEM). O atual governador e candidato à reeleição Iberê Ferreira (PSB) usou parte de seu programa de rádio para ressaltar que a candidata do DEM é apoiada por Serra. "A candidata do DEM é apoiada por Serra", dizem os locutores. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
19 de agosto de 2010 |
| SUCESSÃO PRESIDENCIAL | |
| Serra e Dilma protagonizam embate mais duro; Marina centra críticas em tucano | |
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PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010
Candidato do PSDB diz que PT aposta no "quanto pior, melhor'; petista afirma que FHC não investiu em saneamento Atrás nas pesquisas, tucano tenta mostrar diferenças com Dilma; estratégia da verde mira votos das classes A e B DE SÃO PAULO Principais adversários na disputa pela Presidência, o tucano José Serra e a petista Dilma Rousseff protagonizaram ontem, no debate online Folha/UOL, o mais duro embate da corrida eleitoral. Adotando tom mais agressivo, Serra, oito pontos atrás da petista no Datafolha, a chamou de "ingrata" e a acusou de mentir. Ela revidou, acusando-o de "calúnia". Os dois trocaram insultos e farpas nas quase três horas de debate. Dilma chegou a pedir direito de resposta quando Serra afirmou que o governo era marcado por um "troca-troca desavergonhado". Não obteve. Já na primeira questão a Serra, Dilma afirmou que o DEM entrara na Justiça contra o ProUni. E questionou: "Se a Justiça aceitasse o pedido do PFL, partido do seu vice, como você explicaria essa atitude para 704 mil estudantes?". Serra, que chegou ao Tuca (teatro da PUC onde foi o evento), preparado para um debate ácido, subiu o tom. Lembrando que o PT se opôs ao Plano Real, à Lei de Responsabilidade Fiscal e até à eleição de Tancredo Neves, disse que os petistas são imbatíveis no "torneio do quanto pior melhor". "FIXAÇÃO NO PASSADO" "Você tem fixação no passado, no Fernando Henrique Cardoso. Muito ingrata com FHC. Você é ingrata com o Itamar e com FHC, porque eles fizeram Plano Real, LRF, Fundef", atacou Serra. Num mesmo disparo, o tucano disse que Dilma copiou sua proposta de implantação de AMEs (Ambulatório Médico Especializado) e insinuou que o PT deixava o trabalho sujo a cargo de sindicalistas. Mais uma vez, Serra lançou dúvidas sobre a competência de Dilma."Esse negócio do DEM parece brincadeira. Você também não está preocupada. Aí, algum assessor te deu isso e você vem querer criar dificuldade." A discussão invadiu o segundo bloco, quando Serra disse que, após o vazamento da prova e de dados, o Enem estava "desmoralizado". "Acho um absurdo um candidato à Presidência vir aqui dizer que o Enem está desmoralizado", reagiu ela. Como a petista repetiu que uma lei impedia investimento em saneamento sem que houvesse custeio de Estados e municípios, Serra disse que ela divulgava uma "mentira". Valendo-se do termo "vazamento", voltou à carga: "Vocês quebraram o sigilo bancário de um vice-presidente do PSDB [Eduardo Jorge]. Você disse que não tinha acontecido, chegou até ameaçar a processar e depois isso aconteceu", disse. Dilma rebateu: "A gente tem que ter cuidado para que o termo de calúnia não seja aquele que recaia sobre aqueles que caluniam e não provam. Nós processamos em todos os casos aqueles que falaram que vazamos qualquer coisa. Não se pode caluniar". A petista rompeu a estratégia de manter-se calma quando o assunto foi carga tributária em contraposição à falta de investimentos em saneamento. Dilma disse que os números de Serra eram antigos, de 2008. "É bom atualizar o número para saber se de fato essa afirmação tem consistência", ironizou ela, evitando olhar para o adversário. Em resposta, Serra disse que ela estava desinformada sobre o que acontecia no próprio governo: "PIS/Cofins sobre saneamento aumentou de 3% para 7,6%. Isso foi feito no seu governo e com você, segundo se diz, coordenando o governo". A petista reagiu: "Discutir saneamento é algo que você não deveria tentar porque vocês não fizeram nada no Brasil nesse período [FHC]". ESTRATÉGIA TUCANA A adoção de um tom mais incisivo era a estratégia do comando da campanha de Serra, que avalia que chegou a hora de reforçar as diferenças entre as candidaturas. Embora a posição agrade ao PSDB, o tucano subiu uns decibéis além do planejado. A escalada é atribuída ao nervosismo do candidato e também ao fato de ter sido surpreendido por ataques da verde Marina Silva. Mais incisiva que o habitual, Marina atacou Serra duas vezes. Criticou a qualidade do ensino em São Paulo, que o PSDB governa há 16 anos, e ironizou o uso de uma favela cenográfica no programa de TV do tucano. Ela lembrou visita a uma comunidade em Diadema (SP). "Não entendi, já que no seu programa ontem teve uma favela virtual, quando temos uma favela tão real". A mudança foi incentivada por assessores de Marina, que ficou apagada na Band. Além disso, o PV avaliou que a queda de Serra nas pesquisas abriu um flanco para crescimento, especialmente nas classes A e B. Preservada pelos oponentes, Marina só atacou Dilma no fim do debate, ao lamentar a falta de infraestrutura, "mesmo com essa história de pai, de mãe, de tio, de avô" -a petista é sempre chamada por Lula de "mãe do PAC". Mais tarde, Serra negou em evento que tenha sido agressivo e disse que foi "gentil como sempre". | |
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| VALOR ECONÔMICO |
19 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 - CEARÁ | |
| Adversários usam lulismo contra Tasso | |
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O programa eleitoral destinado à campanha dos candidatos ao Senado da coligação que apoia a reeleição do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), foi explícito no recado. "Essa eleição tem dois lados. O lado que está com o presidente Lula e o lado que não está", afirma um dos apresentadores. O objetivo era atacar a candidatura do senador Tasso Jereissati (PSDB) à reeleição, que lidera a corrida para o Senado com mais de 60% das intenções de voto.
No horário reservado aos candidatos a governador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o maior cabo eleitoral de Cid, favorito para o governo com cerca de 47% a 49% das intenções de voto, segundo as pesquisas. Lula defende a reeleição de Cid e faz campanha para sua candidata a presidente, Dilma Rousseff. "Meu governo está fazendo grandes investimentos no Ceará, em parceria com Cid. Esse trabalho vai mudar para sempre a vida do cearense, com obras como a transposição do São Francisco, a Transnordestina, a siderúrgica e a refinaria da Petrobras. Dilma e Cid são a certeza de que essa parceria vai continuar, para fazer ainda mais. Para isso é preciso que você dê mais um voto de confiança no Cid", diz Lula. O deputado Ciro Gomes (PSB), disse que seu irmão Cid está fazendo o melhor governo da "história moderna" do Ceará e declara: "São mais 3,8 mil obras, gerando neste momento mais de 31 mil novos empregos diretos. E, para o Ceará seguir crescendo, peço seu voto para Cid governador e Dilma presidente". Os deputados federais e ex-ministros Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT), candidatos ao Senado na chapa de Cid, são apresentados como "os senadores do Lula" e importantes em um próximo governo petista. Em seu programa, o "galeguim" Tasso lembra realizações como ex-governador por três vezes - como o Porto de Pecém, o açude do Castanhão e a redução da mortalidade infantil - e propostas apresentadas no Senado, como a ampliação do bolsa família. Cearenses de diferentes municípios aparecem citando Tasso como o governador que mudou o perfil social e econômico do Estado. O senador tucano não pede voto para o candidato do PSDB a presidente, José Serra, que só não esteve completamente ausente do programa todo porque o PMN exibiu rapidamente um selo com o nome dele. No horário dos candidatos a governador, Cid fez uma rápida prestação de contas de programas e obras de seu governo em várias áreas, que prometeu detalhar ao longo do horário eleitoral. Cid não sofreu ataques dos principais adversários - Marcos Cals (PSDB) e o ex-governador Lúcio Alcântara (PR). Cals preferiu se apresentar ao eleitor (foi seis vezes deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa três vezes e secretário da Justiça e Cidadania do governo Cid). Lúcio usou disse que estará novamente à disposição para ajudar o povo do Ceará a voltar a trabalhar com alegria. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
19 de agosto de 2010 |
| SINDPAN | |
| Pão vai ficar até 17% mais caro, diz Sindipan | |
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Além do pão, outros derivados do trigo deverão registrar majoração nos preços, avisa o setor
Após sucessivas altas no valor da tonelada do trigo, o preço de todos os derivados do cereal sofrerá aumento. O mais afetado será o pão, cujo valor será acrescido em até 17%, conforme projeção do presidente do Sindipan (Sindicato das Panificadoras e Confeitarias do Estado do Ceará), Lauro Martins de Oliveira Filho. De acordo com ele, o tempo para que o repasse chegue aos consumidores é relativo, levando-se em conta o estoque de cada estabelecimento. Segundo Martins, alguns já deverão efetuar o ajuste de preços imediatamente, mas, a partir da semana que vem, conforme ele, os impactos serão sentidos com maior vigor. "O pão será mais afetado, porque a farinha é o nosso principal ingrediente. Os recentes aumentos (em torno de 40% na tonelada do insumo) são muito grandes para a gente suportar sem subir os preços", explicou. Estabilidade por três anos Martins lembra que há três anos os valores do pãozinho vinham sendo mantidos, mesmo com reajustes salariais dos funcionários e contínuas altas nos preços do trigo. Outros produtos que possuem o insumo em sua composição, como biscoitos, bolos e macarrão, também serão majorados, mas o presidente do Sinditrigo (Sindicato das Indústrias do Trigo dos Estados do Pará, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte), Luiz Eugênio Pontes, não projetou percentual de alta. Adiantou, que os itens que necessitarem de maior quantidade da matéria-prima, subirão de modo mais acentuado. Impacto violento "Haverá um impacto violento nas massas, como o macarrão", adverte. De acordo com Pontes, as possibilidades de queda no valor do insumo são remotas. "É preciso que nos preparemos para esses aumentos até o fim do ano", alerta. Segundo ele, o produto não está em escassez global: "é caro, mas tem de onde comprar". Ele afirmou ainda que uma série de fatores externos exerceram influência sobre o aumento. O Ceará, assim como o Brasil, não tem autossuficiência na produção de trigo, logo, depende de mercados internacionais. Conforme Pontes, desde junho, os Estados Unidos tiveram problemas com safras de milho e trigo e os países do leste europeu, como Rússia e Ucrânia - fontes cruciais para o abastecimento brasileiro - lamentaram 20 milhões de toneladas comprometidas por secas e incêndios. De junho para cá, o valor da tonelada pulou de US$ 225 para US$ 300. Para amortecer O presidente do Sinditrigo acredita que o mercado nacional precisa de medidas governamentais para subjugar as complicações das importações. "Seria fundamental reduzir a TEC (Tarifa Externa Comum), o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) e zerar o PIS/Cofins até o fim do ano como forma de apoio", solicita. "Com a intervenção do governo e investimentos, a médio e longo prazo, é possível nos tornamos independentes da matéria-prima internacional", completa. ENQUETE População reage Liliane Vasconcelos Ribeiro Advogada Acho válido procurar outra alternativa para substituir o pão, que é um alimento diário e vai encarecer bastante Norberto Mesquita Servidor Público É pior para a população de baixa renda, para quem é mais significativa a alta. Cabe ao governo procurar soluções Márlio Farias Estudante de Direito Vai haver redução no consumo, com certeza. Vou procurar alternar com bolacha outros tipos de alimentos para compensar VICTOR XIMENES ESPECIAL PARA ECONOMIA ENTRE 5% E 7% Algumas já fizeram repasse As panificadoras da Região Metropolitana de Fortaleza, aos poucos, já estão repassando o aumento para o consumidor final. A reportagem pesquisou o preço do quilo do pão francês em 25 bairros da Capital e constatou que em apenas 8% delas o alimento já estava sendo comercializado com valor modificado. A boa notícia é que (pelos menos, por enquanto) a variação ainda está longe de atingir os 17%. A alta fica entre 5% e 7%, o que representa cerca de R$ 0,40 e R$ 0,50 centavos no valor do carioquinha. "Depois do aumento que o trigo já sofreu, hoje isso impactaria em 17% o custo do pão. Mas não há um percentual definido para o reajuste. Vai depender de cada padaria. Eu não acredito que o repasse seja todo de uma vez. Muitos irão procurar subir o preço gradativamente", comentou Lauro Martins, presidente do Sindipan/ CE. Ele justificou que a alteração se deve a fatores externos, fora do controle do setor local, e que o problema não se restringe somente ao Ceará, e sim a todos os estados, pelo fato do País ser obrigado a importar boa parte do insumo consumido no mercado interno. "A Rússia (de onde estava vindo o trigo) suspendeu as exportações e não há outra alternativa para suprir a demanda. A tendência é de que até dezembro o preço da farinha continue aumentando. Só a partir daí, com a nova safra, entrará o trig o da Argentina e Austrália, que deverá estabilizar o mercado", projetou Martins. Na opinião dele, outros fatores também incidem para que haja a renovação no preço do pãozinho. "Há quase três anos não há reajuste. Mas houve na tarifa de energia elétrica e de água. Além de incremento no salário dos funcionários, que representa até 5% no custo do pão", disse. ILO SANTIAGO JR. REPÓRTER Variação no quilo do ´carioca´ chega a 208% A pesquisa feita pela reportagem em 25 padarias espalhadas pela RMF identificou que a variação no valor do quilo do pão francês chega a representar uma inflação de 208,49%. O menor preço encontrado na Cidade foi de R$ 2,59/ kg. Em contrapartida, o mais caro saiu por R$ 7,99/ kg. A localização ainda é determinante para essa grande diferença. O levantamento foi realizado nos bairros Aldeota, Meireles, Centro, Papicu, Fátima, José Bonifácio, Dionísio Torres, Montese, Barra do Ceará, Jardim Iracema, Conjunto dos Bancários, Parangaba, Jóquei Clube, Cocó, Cidade dos Funcionários, Messejana, Maraponga, Água Fria, Vicente Pinzon, Mucuripe, Parquelândia, Sumaré, Passaré,Siqueira e Bom Jardim. Na maioria dos locais pesquisados, ainda não houve mudança no valor negociado do produto. Peso no orçamento Para a economista do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Eloísa Bezerra, o reajuste vai causar maior impacto no bolso das famílias de um a seis salários mínimos. A variação dos preços dos itens de consumo deste grupo, medido pelo INPC, pode mostrar este peso. Ela diz ainda que não deve haver tanta diferença sobre o IPCA, a inflação para famílias que recebem até 40 salários mínimos. "A indicação é que as pessoas comprem menos pão ou façam alguma troca, ou até, preparem um pão caseiro", sugeriu. Para a coordenadora do Núcleo de Educação do Consumidor e Administração Familiar, do Departamento de Economia da UFC, Shandra Carmen de Aguiar, não resta dúvida que haverá peso maior no orçamento das famílias de baixa renda. Mas, segundo ela, nada impede que haja mudança no hábito alimentar, se necessário. "Há opções mais em conta e que não estão muito longe da nossa cultura alimentar, como cuscuz e tapioca", citou Shandra. O presidente do Sindipan, Lauro Martins, disse que vai recorrer à Secretaria da Fazenda para reduzir ou até isentar (se for o caso) as alíquotas que recaem sobre o setor. "Isso poderia ajudar a manter o preço enquanto o trigo continua subindo", afirmou. Ilo Santiago Jr. Repórter | |
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| O POVO |
19 de agosto de 2010 |
| SINDITRIGO - SINDIPAN | |
| Seu pãozinho ficará mais caro | |
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Em um mês, o valor do trigo aumentou 40% no mercado mundial por causa da diminuição na oferta e do ataque do capital especulativo. No Ceará, derivados do trigo, como pães, massas e biscoitos, devem ficar de 8% a 20% mais caros. Reajustes, porém, não devem parar por aí
Luar Maria Brandão O aumento do preço do milho lá nos Estados Unidos, as secas e os incêndios na Rússia e a procura do Oriente Médio e da Europa por novos fornecedores de trigo vão aumentar em média 17% o preço do pãozinho que você come todo santo dia por aqui. Isso porque o trigo, principal ingrediente do pão, está 40% mais caro no mercado mundial e o Brasil importa 60% de todo o trigo que consome. Lá fora, o clima está tenso. A Rússia, responsável por 20% da exportação mundial de trigo, cortou o abastecimento até dezembro deste ano. As secas e os incêndios no País comprometeram 20 milhões de toneladas do grão e o jeito foi parar de vender para o Exterior e salvaguardar o mercado interno, com a ajuda da Ucrânia que também suspendeu as exportações para outros países. Desabastecidos, Europa e Oriente Médio - entre eles o Egito, maior importador mundial de trigo - foram atrás de novos fornecedores, como Estados Unidos e Canadá - que também vendem para o Brasil. Com a procura maior, os produtores aproveitaram para aumentar os preços, que, nos EUA, já vinham subindo impulsionados pelo aumento do preço do milho. Commoditie em processo inflacionário é prato cheio para especulador. Só nos EUA, cerca de 12 milhões de toneladas de trigo foram comprados a título de especulação. Fundos de investimento compram agora o produto que está encarecendo para vender ainda mais caro no futuro, aumentando ainda mais a procura e os preços. Com essa onda, o fato é que, de julho para agosto, o trigo processado aumentou 30%, ou seja, 50 kg de farinha de trigo, que antes custavam R$ 58, agora valem R$ 86. Reajustes De acordo com presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria (Sindipan-CE), Lauro Martins Filho, as padarias não vão repassar tudo para o consumidor. O preço do quilo do pão, que hoje, em Fortaleza, varia entre R$ 4,50 e R$ 7,60, deve ficar, no mínimo, 17% mais caro. Fatores como a concorrência, o poder aquisitivo do consumidor, o custo operacional da padaria vão influenciar. ''Evitamos ao máximo repassar o preço para o consumidor, porque as vendas caem muito. Foram três anos sem reajuste, mas com um aperto desse vai ser impossível segurar'', afirma Lauro. Estoque No Papicu, o gerente da padaria Romana, Germano Queiroz, disse que o aumento ainda não foi repassado porque tem estoque com preço antigo. “Estamos primeiro analisando como a concorrência vai se comportar”, diz. Mas, a partir de 1º de setembro, os preços podem aumentar até 20%, como adiantou Germano. Na Aldeota, o proprietário da padaria Pão no Ponto,Airton Pitombeira, também engrossa o coro do 1º de setembro, mas aposta numa variação de 10% a 20%. “Vai depender do produto. O pão vai sofrer mais porque leva 80% de trigo. Mas os bolos levam metade dessa quantidade”, explica. No Vicente Pizón, no entanto, já tem estabelecimento sofrendo os impactos. Segundo o gerente do Hiper Bom preço, Jocélio Cabral, a venda dos ‘pães de pacote’ caíram 50% nas últimas duas semanas. “Para gente pobre, trinta centavos faz diferença. As pessoas preferem comprar em padaria menor, onde pode comprar só a unidade”, explica. A cliente Neuza Vieira, 38, confirma: “Vou continuar comprando os mesmos R$ 5 de pão na semana. Se vai aumentar o preço, vou é diminuir a quantidade de pão”. EMAIS Massas e biscoitos, também derivados do pão, vão sofrer reajustes menores. Os produtos da M. Dias Branco já tiveram aumento inicial de 8%, segundo informa o diretor executivo do Grupo, Luiz Eugênio. Menos impostos O cenário é de incertezas. De acordo, com presidente do Sindicato da Indústria do Trigo do Norte e Nordeste (Sinditrigo), Luiz Eugênio Pontes, de repente os fundos de investimentos podem migrar para outra commoditie e melhorar a situação do trigo, mas como as variáveis são muitas é bom sempre se preparar para o pior. Ele afirma que não há risco de desabastecimento de trigo para este ano, já que o mundo tem estoque de 50 milhões de toneladas, mas se as safras não melhorarem, o problema será de 2011. A expectativa é que o cenário melhore com as boas safras que prometem Argentina e Austrália, dois grandes produtores de trigo (veja infográfico). Mas o Governo pode ajudar, diminuindo os impostos, segundo o presidente do Sinditrigo. Ele sugere cortar a tarifa cobrada sobre o trigo não exportado do Mercosul. “Já que hoje a Argentina não é suficiente para abastecer o Brasil e precisamos dos EUA e do Canadá”, explica. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) também é alvo. “Já que o Governo está arrecadando 30% a mais com um produto que está aumentando artificialmente (por especulação), ele pode dividir os ganhos com o consumidor, reduzindo o ICMS, como vez com o IPI dos carros”, avalia Luiz Eugênio. (LMB) | |
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| O POVO |
19 de agosto de 2010 |
| SINDINDÚSTRIA | |
| Layout - JUAZEIRO | |
| A equipe da Eco Assessoria de Comunicação e Eventos coordenou a solenidade de posse da diretoria do Sindicato das Indústrias de Calçados e Vestuários de Juazeiro do Norte e Região (Sindindústria). A empresa foi responsável pela divulgação do evento e pela edição do jornal InforSind. A Síntese Comunicação e Marketing que mantém a conta do Sindindústria foi responsável pela elaboração do material gráfico do evento. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
19 de agosto de 2010 |
| SINDUSCON | |
| Coração Solidário - Responsabilidade Social | |
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Coração Solidário - Responsabilidade Social
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
19 de agosto de 2010 |
| PONTO ELETRÔNICO | |
| Governo adia para ano que vem adoção do novo ponto eletrônico | |
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Falta de equipamento disponível motivou a mudança de data
THAIS BILENKY DE BRASÍLIA O governo adiou novamente o prazo para que o novo ponto eletrônico entre em vigor. Antes prevista para o próximo dia 26, a medida passará a valer em 1º de março de 2011. A partir daí, as empresas terão 90 dias para se adequar à norma. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse que a falta de equipamento disponível no mercado causou a mudança. Segundo ele, será necessário mais de 1 milhão de máquinas de ponto com impressoras agregadas. A portaria 1.510, de 2009, prevê a impressão do recibo cada vez que o funcionário bater ponto. O ministério calculou que, nos últimos dois meses, foram fabricados, em média, 184.500 equipamentos, quantidade que não atende a demanda das empresas. Lupi afirmou que não há conotação eleitoral. "Nunca me baseio nisso", disse à Folha. "Não tem nada a ver com reivindicações sindicais" -com cujas lideranças ele se reuniu na terça-feira. O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade, desaprova a portaria, por criar, na sua visão, muita burocracia para o trabalhador, custos altos para as empresas e não aumentar o controle das horas trabalhadas. Serão gastos R$ 5 bilhões para fabricação dos equipamentos, calcula a CNI. As centrais sindicais também contestam a medida. Para a Força Sindical, é um "desperdício" eliminar acordos entre sindicatos e empresas. Algumas categorias já tiraram a hora do almoço do ponto. Outras só batem cartão quando atrasam, faltam ou fazem horas extras. As regras da portaria só valem para as empresas que adotam o registro de ponto eletrônico, que não será obrigatório. Continuará sendo possível utilizar o ponto manual e o mecânico. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
19 de agosto de 2010 |
| SALÁRIO MÍNIMO | |
| Uma decisão que dará o perfil do gasto | |
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Até dezembro, o presidente eleito terá que definir a nova política para o salário mínimo
Uma decisão que deverá ser tomada pelo futuro presidente da República antes mesmo de assumir o cargo poderá definir o perfil da política fiscal dos próximos anos. Até dezembro, o presidente eleito terá que definir a nova política para o salário mínimo. Isto porque a lei de diretrizes orçamentárias (LDO) não fixou o valor do mínimo que entrará em vigor a partir de janeiro de 2011. Apenas determinou que a política de aumento real do piso salarial será definida pelo governo em articulação com as centrais sindicais. Como entrará em vigor no dia da posse, o valor do piso salarial para 2011 terá que ser fixado por medida provisória a ser assinada pelo presidente Lula. Parece razoável acreditar que uma decisão dessa natureza será tomada por Lula depois de ouvir o novo mandatário, mesmo porque as despesas decorrentes desta decisão serão pagas por aquele que ocupará o Palácio do Planalto nos próximos quatro anos. A proposta orçamentária que será encaminhada pelo Ministério do Planejamento ao Congresso no próximo dia 31 de agosto terá um valor para o piso salarial apenas com a correção da inflação (medida pelo INPC) do período, sem aumento real. O relator da LDO, senador Tião Viana (PT-AC), chegou a anunciar que o mínimo em 2011 seria de R$ 550, o que representaria um aumento nominal de 7,8%. O governo achou o valor elevado demais para caber no orçamento do ano que vem, principalmente depois que o senador Paulo Paim (PT-RS) e o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) tentaram incluir na LDO um aumento real também para os aposentados que ganham mais do que o piso salarial. Para evitar esse novo gasto, o líder do PT na Comissão Mista de Orçamento do Congresso, deputado Gilmar Machado (MG) propôs uma redação genérica sobre o aumento real do mínimo e das aposentadorias, condicionando a decisão às negociações com as centrais sindicais. Na verdade, se a regra de reajuste do salário mínimo que valeu para todo o segundo mandato do presidente Lula fosse utilizada, o salário mínimo não teria aumento real em 2011. A regra, negociada por Lula com as centrais sindicais, previa que o piso teria um aumento real igual ao crescimento real da economia de dois anos antes. Como em 2009, o Produto Interno Bruto PIB) brasileiro registrou uma queda real de 0,2%, segundo o IBGE, o aumento real do mínimo seria de zero em 2011. O senador Tião Viana propôs nova fórmula, que previa um aumento real para o mínimo igual à média do crescimento real da economia de 2008 e 2009, que não foi aprovada. A nova regra será definida, portanto, em negociação com as centrais. É preciso observar que, em 2007, o presidente Lula comprometeu-se com uma política de valorização do salário mínimo até 2023. Lula definiu também que haveria uma avaliação da política executada até agora. Tudo indica que o principal ponto dessa avaliação será saber se o ritmo da recuperação do salário mínimo que predominou durante o governo Lula será mantido no próximo governo. De acordo com o DIEESE, o aumento real do salário mínimo de 2003 a 2010 foi de 53,67%, com ritmo mais acelerado durante o segundo mandato do presidente Lula, como mostra a tabela abaixo. Essa trajetória de recuperação do salário mínimo modulou o perfil do gasto público durante o governo Lula, em que as transferências de renda para as famílias absorveram uma parcela substancial do crescimento da arrecadação do governo federal no período. O aumento do piso salarial tem um forte impacto sobre o gasto público, pois repercute sobre as despesas da Previdência Social e dos programas de assistência social, que têm o salário mínimo como referência. Dados do Ministério da Fazenda mostram que as transferências de renda para as famílias cresceram 2,4 pontos percentuais do PIB de 2003 a 2009. O aumento foi maior pois nesse cálculo a Fazenda não incluiu os benefícios previdenciários para os servidores públicos federais. As despesas com os benefícios previdenciários do regime geral, mais conhecido como INSS, aumentaram 1,18 pontos percentuais do PIB no mesmo período. Os benefícios assistenciais (Loas e renda mensal vitalícia) subiram 0,6 ponto percentual do PIB, o abono e seguro desemprego subiram 0,3 ponto percentual e o Bolsa família, 0,3 ponto percentual. As demais despesas do governo, incluindo educação e saúde, subiram muito pouco, em proporção do PIB. Ou seja, a marca do governo Lula foi a transferência de renda às famílias. Ao definir a política de recuperação do salário mínimo que valerá para os próximos quatros anos, o futuro presidente decidirá se a marca de seu governo continuará sendo a transferência de renda às famílias ou se a prioridade passará a ser educação, saúde e investimento público. Tudo indica que, qualquer que seja o futuro presidente, o ritmo de recuperação do mínimo será reduzido. Ribamar Oliveira é repórter especial e escreve às quintas-feiras E-mail: ribamar.oliveira@valor.com.br
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| O ESTADO |
19 de agosto de 2010 |
| APRENDIZ LEGAL | |
| Programa forma 1ª turma | |
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Resultado da parceria entre inserção de jovens no mercado de trabalho e responsabilidade social empresarial, 362 participantes do programa Aprendiz Legal tiveram, ontem, sua formatura oficializada. A solenidade reuniu representantes de várias instituições, incluindo as protagonistas da iniciativa: Fundação Roberto Marinho e Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE).
O Aprendiz Legal vem contemplar a execução da lei 10.097/2000, que obriga empresas de médio e grande porte a contratar jovens de 14 a 24 anos como aprendizes, cumprindo cotas que variam de 5% a 15% do número de funcionários efetivos qualificados. Atualmente, mais de 6,5 mil empresas adotam o programa e cerca de 20 mil jovens são beneficiados em todo o Brasil. Porém, essa realidade poderia ser ainda mais positiva. Uma pesquisa feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego constatou que o potencial para contratação de aprendizes no País chega a quase 1,3 milhão, mas apenas 206.735 estão empregados. FORMAÇÃO PROFISSIONAL O programa oferece formação em cursos de Comércio e Varejo, Ocupações Administrativas, Práticas Bancárias, Telesserviços, Logística e Turismo. O contrato com o aprendiz tem duração de até dois anos com salário mínimo/hora, mas o empregador pode pagar um salário maior do que o previsto em lei. O aprendiz cumpre parte do tempo de seu contrato no CIEE, onde realiza o aprendizado teórico, e a outra parte do tempo na empresa, trabalhando. INCLUSÃO O Aprendiz Legal torna acessível o material didático a jovens portadores de deficiência visual e auditiva. O módulo básico do programa foi transcrito e impresso em Braille e os vídeos foram traduzidos em Libras, a língua brasileira de sinais. Os vídeos do programa são exibidos também pelo Canal Futura e têm espaço em um ambiente virtual para ser uma ferramenta de articulação, monitoramento, mediação pedagógica e comunicação de todos os agentes envolvidos. Os interessados em obter mais informações devem acessar o site www.aprendizlegal.org.br. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
19 de agosto de 2010 |
| TRIBUTOS SOBRE OS SALÁRIOS | |
| Maioria ignora peso dos tributos sobre os salários | |
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Pesquisa mediu a percepção da população quanto à aplicação dos tributos nos salários e mercadorias
Rio/Fortaleza - Pesquisa realizada pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) mostra que 65,8% dos paulistanos não sabem qual é o peso dos tributos que recaem sobre o salário, como Imposto de Renda e contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Em Porto Alegre esse percentual sobe para 80,2%. O levantamento foi realizado em seis capitais. Além de São Paulo, inclui Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Recife. A pesquisa procurou medir a percepção da população quanto ao uso dos tributos. Em São Paulo, os itens menos lembrados pelos entrevistados foram segurança (7,4%) e habitação (6,9%). O mais citado foi saúde (20%). A maioria afirmou que gostaria que o tema da carga tributária fosse discutido na eleição. Na média das seis capitais, os entrevistados deram nota 8,4 para o grau de importância do assunto para a sociedade. O presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, destacou que é preciso discutir a busca por um Estado mais eficiente. Nos cálculos da Firjan, um corte de tributos que resulte em aumento de 10% na renda injetaria R$ 108 bilhões na economia brasileira. Questionados sobre o que fariam com uma sobra de 10% da renda, os entrevistados, em sua maioria, disseram que poupariam mais. O aumento no consumo é a segunda opção mais citada, seguido da quitação de dívidas. A carga tributária no Brasil é percebida como alta ou muito alta por mais de 95% da população das seis principais regiões metropolitanas do Brasil. A redução da carga é vista como melhor para a população por 89,2% das pessoas, embora 69,9% reconheçam que poderia faltar recursos para investimentos públicos. Embora a imensa maioria (89,4%)saiba da incidência de impostos nos produtos, mais da metade não tem ideia sobre quais são os percentuais. Perguntados sobre a importância de se tratar do tema na campanha eleitoral, 85,1 % responderam que é importante ou muito importante. A Firjan lançou nesta quarta, 18, a campanha "Dieta do Impostão" de conscientização da população sobre a alta carga tributária do País, a falta de transparência do sistema e o baixo retorno. O brasileiro já pagou em tributos no ano de 2010, para a União, Estados e Municípios, até o momento, mais de R$ 770 bilhões, ou cerca de R$ 2 bilhões por dia, ou perto de R$ 140 milhões por hora, segundo o Impostômetro (www.impostometro.org.br ), site que informa em tempo real o valor pago pelo contribuinte. O medidor é apoiado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). No Ceará No Ceará, o valor total de impostos pagos pelos contribuintes neste ano já ultrapassa R$ 3,7 bi. Em Fortaleza, o valor é superior a R$ 477 milhões. Opinião do Especialista Falta noção de custeio do Estado A grande maioria não tem ideia de quanto o empregador paga de tributos sobre o valor do salário. O custo é grande tanto no salário, como no peso das mercadorias. Você compra um produto e não tem ideia de quanto imposto está embutido naquele preço. Acho que haveria um duplo efeito se a população tivesse noção da contribuição. Primeiro, se teria a ideia de estar contribuindo para o País, já que algumas pessoas não tem ideia que são contribuintes. Essa noção que você está custeando o estado ficaria mais clara. Em segundo lugar, haveria uma maior regularização da atividade do fornecedor. É a questão de exigir a nota fiscal. Sobre o nível do desconhecimento, é diretamente proporcional à instrução das pessoas. Essa é uma questão complexa, mas no Nordeste esse problema deve ser maior no pelo desnível de instrução e a menor quantidade de informação. SCHUBERT MACHADO Tributarista | |
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