Fortaleza, CE - sexta-feira, 20 de agosto de 2010

AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- Fiec: Roberto Macêdo é reeleito presidente
- Maxi Moda - 3° Seminário de Marketing de Moda do Nordeste
- Roberto Macêdo é reeleito na Fiec
- Vertical - VOTO DO CAJU
- Diário Político - NOVO MANDATO
- Solange Palhano - FIEC
- MEDALHA ADVOGADO PADRÃO
- Fiec - Roberto Macêdo é reeleito presidente
- Macêdo é reeleito presidente da Fiec

AGRICULTURA
- MPT recebe dossiê sobre uso de agrotóxicos no Apodi

AGRONEGÓCIO
- Egídio Serpa - Flor na Universidade

BANCOS
- Dinheiro ao BNDES gerará metade do PIB, diz Mantega
- Bradesco e BB associam-se

CIÊNCIA E TECNOLOGIA
- Egídio Serpa - Unifor ouve presidente do CNPQ
- Redes sociais oferecem as melhores oportunidades

CNI
- Confiança do empresário tem crescimento tímido
- Empresas devem continuar a questionar o ponto eletrônico

COMBUSTÍVEL
- Vertical S/A - A REVOLUÇÃO DOS MICRO E PEQUENOS NA PETROBRAS
- Vertical S/A - CEARÁ TEM 42 NO TIME

COMÉRCIO EXTERIOR - BRASIL
- Mercado Aberto - Câmbio e minério estimulam importação brasileira de aço

ECONOMIA
- Indicadores Econômicos

EDUCAÇÃO
- Vertical S/A - Justiça barra conceito ''pública, porém privada''

EMPRESAS
- Esmaltec apresenta lançamentos ao mercado

ENERGIA
- Egídio Serpa - Servtec está no leilão
- Editorial - Luz para remanescentes

FONTES ALTERNATIVAS DE ENERGIA
- Egídio Serpa - Eólica: Ceará derrotado de novo

INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL
- Egídio Serpa - Cimento: Votorantim quer mais

INDÚSTRIA DE BEBIDAS
- Curtas - Ceará terá nova fábrica de cerveja em Pindoretama

INFRA-ESTRUTURA
- PWE fará obra de saneamento
- Fluxo de cargas salta 63%
- Cearense José Abner toma posse hoje do Dnit

MEIO AMBIENTE
- Semiárido sofre devastação de 0,4% da sua área ao ano
- Ceará e Mendoza firmam acordo
- Inventos ecológicos apresentados na Icid

POLÍTICA
- Serra agora gruda em Lula na TV, e PT recorre ao TSE
- Serra usa imagem do presidente e se compara a Lula
- Política - A pesquisa é o cacique da política
- Política - NO PAÍS DOS TIRIRICAS
- Cals minimiza mudança e diz: quem cuida é Tasso
- Cals propõe criação de assessoria internacional
- Cid reedita promessa de siderúrgica e refinaria

SINDICATO
- Sociais - Feira Itinerante

TRABALHO
- Egídio Serpa - Bom
- Julho tem melhor saldo do emprego formal no Estado
- Julho registra desaceleração na geração de vagas
- Emprego cresce menos, mas indústria puxa alta
- Quase 8 mil novas vagas no Ceará
- Vertical S/A - FISCALIZAÇÃO BOAZINHA

TRIBUTAÇÃO
- Alta do ICMS recupera caixa dos Estados


DIÁRIO DO NORDESTE

20 de agosto de 2010

 
ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA
Fiec: Roberto Macêdo é reeleito presidente
Meta do mandatário reeleito da Fiec é elevar as exportações cearenses a US$ 2 bilhões anuais até 2014

Em um clima de confraternização e otimismo quanto à indústria cearense, foi reeleito ontem, para o quadriênio 2010/2014, o presidente da Fiec-CE (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), Roberto Macêdo, com 34 votos a favor. O concorrente, o empresário Orlando Carneiro de Siqueira, obteve apenas um voto.

Segundo o vencedor, o principal objetivo é elevar as exportações anuais cearenses de US$ 1,2 bilhão para US$ 2 bilhões em 2014. Para impulsionar as cifras, o presidente afirma que "temos que continuar criando uma mentalidade exportadora, incluindo os pequenos, médios e microempresários. Será um trabalho largo, duro, mas, com as iniciativas corretas, vai ser possível atingir metas imaginadas antes como inalcançáveis".

Macêdo avalia ainda que, em seus anos à frente da federação, houve um grande investimento em formação profissional, gerando uma estrutura a ser mais explorada nos anos que estão por vir. Ele enaltece o fato de a Fiec estar preparando profissionais para setores que ganharão força no Estado com a chegada de novos empreendimentos, exemplificando o segmento petroquímico, com a refinaria; e o metal-mecânico, com o advindo da siderúrgica.

Inovação é foco

Macêdo ressalta a necessidade de inovar para "quebrar a parede invisível que ainda separa os empresários, o setor produtivo, da academia e das universidades". "Há uma parede invisível que ainda separa os dois setores, que precisa ser rompida", frisa Macedo, defendendo a maior aproximação do setor industrial às inovações e conhecimentos gerados nas universidades, e dos acadêmicos ao mercado. "Nosso foco central será a formação, a reciclagem dos empresários e dos trabalhadores, para que saibam operar com as novas máquinas, com as novas tecnologias, para que estejam sempre prontos para o que o mercado requer", ressalta.

Ante os pleitos anteriores, a eleição atual diferiu na forma da escolha dos candidatos. Até a última disputa, o presidente da Casa era apontado pelos líderes dos 39 sindicatos filiados. Dessa vez, o titular da Casa da Indústria foi definido com a participação direta dos empresários sindicalizados e ligados à Fiec.

Desenvolvimento

Uma das principais funções da entidade é promover o desenvolvimento e a competitividade das empresas. No Ceará, atualmente, 95% do setor é formado por micro e pequenas. Já as grandes indústrias, apesar de representarem menos de 1% do setor, respondem por mais de 40% dos empregos formais.

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DIÁRIO DO NORDESTE

20 de agosto de 2010

 
SENAI - MAXI MODA
Maxi Moda - 3° Seminário de Marketing de Moda do Nordeste
Maxi Moda - 3° Seminário de Marketing de Moda do Nordeste

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O POVO

20 de agosto de 2010

 
ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA
Roberto Macêdo é reeleito na Fiec
O atual presidente continua à frente da entidade para o quadriênio 2010-2014, após vencer Orlando Carneiro de Siqueira por 37 votos a um. Eleição foi conduzida sem nenhum incidente, em clima amistoso e de confraternização entre as chapas

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Roberto Macêdo, do Grupo J. Macêdo, foi reeleito ontem para mais quatro anos à frente da entidade. Ele teve como adversário o empresário Orlando Carneiro de Siqueira, da OCS Minerais e Empreendimentos, e venceu com 97,3% dos votos. Mais de 1,2 mil industriais cearenses estavam aptos a votar.

A eleição começou ainda na manhã, às 8 horas, com o processo de votação na sede da federação. Já as 15 horas teve início a apuração. Por volta de 18 horas foi anunciado o resultado.

Cada um dos 39 sindicatos filiados tinha o poder de um voto. O atual presidente teve 37 votos, contra um voto do adversário. O Sindicato das Indústrias da Extração de Minerais Não Metálicos e de Diamantes e Pedras Preciosas, de Areias, Barreiras e Calcários no Estado do Ceará (Sindminerais) não votou.

Todo o processo ontem foi conduzido de forma tranquila. Nenhum incidente foi registrado. Roberto e Orlando mantiveram o clima amistoso e de civilidade, assim como os apoiadores. Ambos se cumprimentaram antes, durante e após a votação. Na fase de apuração os adversários se sentaram em cadeiras vizinhas. Assim que houve a divulgação do resultado final os concorrentes voltaram a se confraternizar.

Roberto encabeçou a chapa Fiec 60 anos e, entre suas metas, apontou a necessidade de a federação e seus filiados acompanharem o desenvolvimento socioeconômico e industrial do Ceará. O industrial também ressaltou como princípio a capitação de mão de obra. O fortalecimento no apoio aos sindicatos e na aproximação entre os filiados também foram pontos destacados.

O presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Ceará (Sinduscon), Roberto Sérgio, é um dos vice-presidentes de Roberto Macêdo e também enfatizou como necessidade estabelecer uma maior integração entre os filiados de diferentes sindicatos.

O discurso do presidente reeleito, logo após o resultado, foi aberto com um agradecimento ao adversário. “O Orlando é obstinado. Quando ele quer, vai até o fim”, disse Roberto Macêdo, referindo-se ao fato de que o concorrente manteve firme a ideia de lançar sua candidatura, mesmo após conversas entre ambos.

Página virada
Orlando Carneiro de Siqueira recebeu somente o voto do Sindicato das Indústrias de Mármores e Granitos do Estado do Ceará (Simagran). “Depois da eleição a gente vira essa página e vai trabalhar pela federação. Ficamos disponíveis para isso”, assegurou Orlando. “Não me sentirei excluído do processo”, completou.

EMAIS

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) comemorou 60 anos de fundação em maio passado.

O setor industrial no Ceará é formado por aproximadamente 12 mil estabelecimentos. Cerca de 310 mil pessoas são empregadas.

Cerca de 95% dos estabelecimentos são de micros e pequenas empresas.

As grandes indústrias, embora representem menos de 1% do setor, respondem
por mais de 40% dos empregos formais.


A federação contribui ainda para elevar a competitividade das empresas a partir da atuação das entidades a ela ligadas em áreas como educação profissional, inovação, valorização da qualidade de vida do trabalhador, responsabilidade social e apoio à exportação. São elas: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Social da Indústria (Sesi), Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Instituto de Desenvolvimento Industrial (INDI), Instituto Fiec de Responsabilidade Social (Fireso) e Centro Internacional de Negócios (CIN).

Federação inova no processo eleitoral deste ano e adota o sistema de votação direta

A eleição da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) teve caráter pioneiro. A entidade adotou, pela primeira vez em seus 60 anos, o sistema de voto direto. Nenhuma federação no País segue o modelo - elogiado por ambas as chapas e demais líderes industriais.

Cada industrial adimplente teve direito a voto, de modo a eleger dentro de cada sindicato um candidato vencedor. O atual presidente, Roberto Macêdo, teve a maioria dos votos em 37 sindicatos, enquanto o adversário Orlando Carneiro de Siqueira venceu somente no Sindicato das Indústrias de Mármores e Granitos do Estado do Ceará (Simagran).

“Essa eleição representa um marco em uma entidade de classe. Foi um momento muito importante de transparência e democracia”, ressaltou Orlando Siqueira.

Roberto Macêdo recebeu uma série de cumprimentos por ter sido o presidente que implantou o processo, mas apontou como autor da ideia o próprio adversário.

A presidente do Instituto Fiec de Responsabilidade Social (Fireso), jornalista Wânia Dummar, ressaltou a importância do modelo adotado este ano e o caráter amistoso da votação de ontem. “Estamos vendo aqui uma inovação, um momento histórico, fazendo um bem à democracia”, lembrou.

Wânia enfatizou ainda que o modelo serve como exemplo para as demais federações do País.


Ela ressaltou ainda o espírito de gestor do presidente Roberto Macêdo. “Essa eleição reflete o perfil dele: um homem tranquilo, decidido, que sabe acolher a todos os filiados. É um homem muito aberto”, detalhou.

O modelo antigo previa que o voto do sindicato cabia a seu respectivo delegado. E o voto do delegado poderia ser tomado com base em sua escolha pessoal, alheia à maioria do sindicato. (DL)

Frases:

"Vivemos hoje uma grande eleição. Foi um processo calmo desde o início da coleta de votos. E cheio de amizade".

Roberto Macêdo. Presidente da Fiec

"Foi uma eleição de um nível alto. Não tivemos qualquer problema. Todo o processo foi feito com muita civilidade".

Orlando Carneiro de Siqueira. Adversário de Roberto Macêdo

"Essa eleição foi uma coisa inédita em todo o País. Demora um pouco mais (resultado), mas é muito bom participar disso".

Roberto Ramos. Vice-presidente do Sindiembalagens


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O POVO

20 de agosto de 2010

 
ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA
Vertical - VOTO DO CAJU
O primeiro a votar na eleição que escolheu a nova diretoria da Fiec ontem, foi um senhor de 87 anos: o empresário Jaime Aquino, um dos maiores plantadores de caju do mundo.
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O ESTADO

20 de agosto de 2010

 
ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA
Diário Político - NOVO MANDATO
Por Fernando Maia

Confirmando o seu anunciado favoritismo, o presidente da Fiec, Roberto Macêdo, foi reeleito ontem, com a participação de mais de 1.000 votantes, consagração da sua gestão à frente da Casa da Indústria.
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O ESTADO

20 de agosto de 2010

 
ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA
Solange Palhano - FIEC
Em um clima bem democrático, com a participação de todos os empresários filiados aos 39 sindicatos ligados à Federação, foi reeleito para presidência da FIEC, Roberto Macêdo. Duas chapas disputaram o comando da Federação, que hoje soma 1.273 sindicalizados em todo o Estado, a chapa 1 Roberto e a chapa 2 liderada pelo engenheiro civil, Orlando Carneiro.
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O ESTADO

20 de agosto de 2010

 
MEDALHA ADVOGADO PADRÃO
MEDALHA ADVOGADO PADRÃO
A Ordem dos Advogados do Brasil secção Ceará, como faz todos os anos, realizou na sede da FIEC a entrega de mais 13 Medalhas Advogado Padrão em comemoração ao Dia do Advogado. O buffet Palácio das Festas grifou o coquetel.

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O ESTADO

20 de agosto de 2010

 
ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA
Fiec - Roberto Macêdo é reeleito presidente
Industrial foi reeleito para mais um mandato de quatro anos, na primeira eleição por voto direto da entidade de classe.

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O ESTADO

20 de agosto de 2010

 
ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA
Macêdo é reeleito presidente da Fiec
Chapa 1 (Fiec 60 anos) foi eleita ontem de forma quase unânime

O empresário Roberto Proênça de Macêdo foi reeleito presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), de forma quase unânime, para mais quatro anos de mandato. Em eleição realizada ontem na sede da entidade, a Chapa 1 (Fiec 60 anos) obteve 37 votos a favor, dos 38 possíveis. O pleito entrou para história do País como a primeira eleição por voto direto para presidente de uma entidade de classe. A Chapa 2 foi encabeçada pelo candidato de oposição Orlando Carneiro de Siqueira, titular da OCS Minerais e Empreendimentos.

Macêdo, após ser reeleito, salientou que o pleito foi o início de um processo mais participativo de todo o setor industrial de Ceará. Segundo ele, os resultados positivos desta nova maneira eleitoral serão obtidos com o “passar do tempo”. O empresário ressaltou ainda que a diretoria vencedora é formada por uma equipe comprometida com o trabalho e com o fortalecimento do setor industrial cearense.

“Estamos a postos para começar este novo trabalho. Vamos continuar os projetos desenvolvidos nos últimos quatro anos, com as adaptações necessárias para que os rendimentos sejam melhores e os objetivos alcançados. É animador ver este resultado. O desafio e a responsabilidade aumentam. Estamos felizes com esta completa abertura democrática. É uma coisa nova e estamos felizes de realizá-la”, ressaltou ele.

Apesar de não ter conseguido desbancar a atual administração, Orlando de Siqueira fez questão de parabenizar a nova diretoria e destacou a forma cristalina com a qual foi norteado o pleito. De acordo com ele, estas eleições vão ficar na história do Estado, valorizando o processo democrático. “As pessoas que vão liderar a entidade no futuro, têm a responsabilidade de aumentar e engrandecer a Fiec. Tenho certeza que isso está começando a partir de hoje. Roberto Macêdo fez uma boa administração e acredito que fará uma melhor ainda nos próximos quatro anos. Ele pode contar comigo para qualquer contribuição”, pontuou ele.

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O POVO

20 de agosto de 2010

 
USO DE AGROTÓXICOS NO APODI
MPT recebe dossiê sobre uso de agrotóxicos no Apodi
O Ministério Público do Trabalho recebeu dossiê elaborado pela Universidade Federal do Ceará (UFC) que aponta malefícios à população da Chapada do Apodi causados pelo uso de agrotóxicos na região. A apresentação do estudo serviu de palco para manifestações pela memória do ambientalista José Maria Filho, morto em abril

A professora explanava sobre os impactos do agrotóxico nas comunidades da Chapada do Apodi. Mas foi interrompida por uma homenagem - a um protagonista da luta contra o agrotóxico. Era um grupo de manifestantes que adentrava o auditório, lembrando os quatro meses de morte do ambientalista José Maria Filho - assassinado com 19 tiros em abril, em Limoeiro do Norte.

Os gritos eram de “Companheiro Zé Maria, aqui estamos nós, falando por você, já que calaram a sua voz”. E foram repetidos várias e várias vezes por membros dos movimentos sociais que foram ao auditório da Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos (Fafidam), em Limoeiro. A professora Raquel Rigotto, que comandava a apresentação, também participou da homenagem.

Raquel Rigotto, médica e professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), descrevia a pesquisa, iniciada há três anos. É um estudo epidemiológico da população do Baixo Jaguaribe exposta a contaminação ambiental em área de uso de agrotóxico. Foram estudadas oito comunidades, que abrigam cerca de mil moradores cada. São oito mil pessoas, no total, expostas ao veneno, segundo ela.

Populações de Limoeiro do Norte, Quixeré e Russas foram analisadas, além da cultura de abacaxi, melão e banana, maiores responsáveis pelo agronegócio na região. Em uma das comunidades estudadas, cita a professora, foi constatada a presença do endossulfam, substância tóxica que teve uso banido pelo Ministério da Saúde nesta semana.

Foram achados ainda sete tipos de veneno na comunidade Cabeça Preta. “E esse veneno é na água que é oferecida à comunidade, naquela que vai servir pra fazer a mamadeira do neném”, cita ela.

Um dado preocupante foi a quantidade de agrotóxico que é pulverizada na região - 73.750 litros de calda tóxica a cada pulverização aérea, ou seja, a cada vez que o avião joga nas plantações. Como as casas da região são próximas aos bananais, a situação é ainda mais problemática, porque o contato aumenta.

Durante a apresentação de ontem, um dossiê do estudo foi entregue ontem a representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), presentes no auditório da Fafidam. Receberam o dossiê Geórgia Aragão, procuradora do Trabalho, e Bianca Leal, promotora de justiça de Limoeiro do Norte. “Vamos analisar o documento e constatar se há subsídios para uma ação civil pública”, declarou a representante do MPT.

Morte sob suspeita
Rigotto apresentou também um estudo feito com um agricultor de 29 anos, empregado da cultura do abacaxi. Em agosto de 2008, ele era considerado sadio. Três meses depois, morreu de uma doença hepática grave. Depois de o caso ter sido estudado por especialistas do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), foi constatado que a hepatite foi induzida por substâncias tóxicas.

Segundo a professora, que é médica do Trabalho, mestre em Educação e doutora em Sociologia, o Ceará é o quarto estado do País em número de estabelecimentos que usam agrotóxicos. Na pesquisa, foram entrevistados 496 trabalhadores do agronegócio, moradores de assentamentos e pequenos e médios produtores.

ENTENDA O CASO

Em 21 de abril, Zé Maria foi assassinado. Ele denunciou a desapropriação dos agricultores devido à implantação de grandes projetos de irrigação e o uso de agrotóxicos e a pulverização aérea na região.

Em maio, uma audiência pública em Limoeiro discutiu a pulverização aérea das lavouras da Chapada do Apodi. A lei municipal que proibia as pulverizações acabou revogada.

No dia 21 de julho, em protesto em Fortaleza, manifestantes pediam agilidade nas investigações do assassinato do ambientalista. Familiares e amigos participaram da passeata. Até o momento, não foram apontados os mandantes ou executores do crime.

Manifestantes fecham trecho da BR-116

As manifestações começaram cedo em Russas. Por volta das 6 horas de ontem, trabalhadores da agricultura e membros de movimentos sociais fecharam a BR-116, em frente ao assentamento dos trabalhadores rurais sem-terra Bernardo Marin II. A reivindicação é quanto ao reassentamento de 350 famílias da região, que serão desapropriadas por conta das obras do
Projeto de Irrigação Tabuleiro de Russas.

Osarina da Silva Lima, da Comunidade Lagoa dos Cavalos, conta que tem sido difícil a negociação com o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). "Faz dois meses desde a última negociação com o Dnocs e não tem previsão. O que nós queremos é garantir a terra para produção", explica. Segundo ela, os integrantes das seis comunidades desapropriadas são agricultores. Portanto, além da casa, eles precisam de terra.

Os manifestantes queixaram-se da atitude de policiais civis. Segundo eles, alguns policiais, que tentaram passar pelo local e foram impedidos, saíram do carro e dispararam alguns tiros. "Eles foram intolerantes, desrespeitosos, porque o nosso movimento é pacífico", citou uma agricultora. Às 8 horas, ainda era possível ver, de longe, a fumaça que invadia a estrada. Os manifestantes atearam fogo em objetos no acostamento da rodovia, o que dificultava a visão dos motoristas.

Conforme o engenheiro Felipe Cordeiro, da comissão de fiscalização do Dnocs são 60 as famílias reassentadas. A obra de construção das casas, segundo ele, foi dividida em duas fases - 40 famílias serão atendidas no primeiro momento e 20 na segunda fase. Cordeiro disse que foi apresentado e discutido com a comunidade o projeto urbanístico das novas moradias, e pelo que tem conhecimento, não existe nenhuma queixa. "Estamos dando a eles o que eles tinham, ou seja, todas as condições que essas pessoas tinham nos seus locais de origem estão sendo respeitadas pelo Dnocs", garantiu.

O POVO fez contato com o diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), delegado Thales Franco para ouvir o relato sobre a ação dos policiais civis. No entanto, o celular dele estava desligado ou fora de área. (Daniela Nogueira, colaborou Rosa Sá)

Eu quero terra!

A agricultora Maria Ferreira de Araújo, mais conhecida por Lúcia, mora na Comunidade de Bananeiras, na Chapada do Apodi. Ela narra que foi a primeira comunidade a ser atingida pelo projeto do Tabuleiro de Russas. Dona Lúcia, que tem 55 anos, mora com o marido e o filho. Todos vivem do que plantam. "São 52 famílias e só 18 vão ser reassentadas. Mas reassentamento, para eles, é só a casa. O povo precisa de terra para plantar. Nós estamos nessa luta há dois anos e oito meses", cita ela. A agricultora enfatiza que os trabalhadores rurais da região não podem atuar no projeto de irrigação do Dnocs e justifica: "É caríssimo para nós".
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DIÁRIO DO NORDESTE

20 de agosto de 2010

 
CÂMARA SETORIAL DA FLORICULTURA
Egídio Serpa - Flor na Universidade
Gilson Gondim, presidente da Câmara Setorial da Floricultura, celebra a decisão da reitoria da Unilab de incluir no seu Curso de Agronomia a floricultura como uma de suas disciplinas. "É ótima notícia", diz Gondim.
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FOLHA DE SÃO PAULO

20 de agosto de 2010

 
BNDES
Dinheiro ao BNDES gerará metade do PIB, diz Mantega
Maior parte do crescimento econômico terá como fonte indireta o Tesouro

Segundo o ministro, PIB teria caído 3% em 2009 caso o BNDES não tivesse compensado a escassez de crédito

JANAINA LAGE
DO RIO

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que os empréstimos concedidos pelo Tesouro ao BNDES terão impacto positivo de quatro pontos percentuais no crescimento da economia neste ano.
Na prática, significa que mais da metade da taxa de expansão do PIB será decorrente de empréstimos que somam R$ 180 bilhões ao banco de fomento, considerando a projeção de alta de 7% para a economia neste ano.
Os empréstimos do Tesouro ao BNDES são alvo de críticas por elevar a dívida bruta.
Segundo Mantega, em 2009 o PIB teria registrado queda de cerca de 3% caso o BNDES não tivesse compensado o cenário de escassez de crédito no setor privado.
O banco divulgou ontem um estudo que afirma que os empréstimos geraram efeito positivo de R$ 79 bilhões nas contas públicas, descontados custos da operação.
O cálculo considera que em 2018 a Selic (taxa básica) e a TJLP, usada pelo BNDES na concessão de empréstimos, vão convergir. Ou seja, não haverá diferença entre a taxa de captação de recursos e a de concessão de crédito.
O banco considera lucro adicional de R$ 37,1 bilhões, com o retorno dos financiamentos a empresas, e aumento de R$ 41,9 bilhões na arrecadação, devido a maior volume de investimentos.
Mantega disse que em um mês o governo deve lançar um pacote de medidas para estimular maior presença do setor privado na concessão de empréstimo de longo prazo. Ele citou como possibilidades redução de tributos, alterações no compulsório e estímulos para o mercado de recebíveis imobiliários.
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DIÁRIO DO NORDESTE

20 de agosto de 2010

 
BRADESCO E BB
Bradesco e BB associam-se
Bancos estabelecem parceria no setor de seguros odontológicos para ampliar a participação no mercado

São Paulo - Banco do Brasil e Bradesco voltam a se encontrar como "sócios". Desta vez, no setor de seguro odontológico.

A BB Seguros vai ter 10% de participação indireta na OdontoPrev. A Bradesco Saúde atualmente possui 43,5% da companhia. Segundo Samuel Monteiro dos Santos Júnior, vice-presidente do Grupo Bradesco de Seguros e Previdência, a Bradesco Saúde terá 70% da holding que será formada para controlar a OdontoPrev.

Da participação restante, 20% ficarão com a BB Seguros, e 10% filiados a ZNT.

A BB Seguros também vai criar, em parceria com a OdontoPrev, a "BB Dental" (nome provisório), empresa de seguro odontológico.

A ideia é que a BB Seguros tenha uma fatia de 75% na "BB Dental", e a OdontoPrev, 25% de participação.

Mas, segundo o vice-presidente de negócios de varejo do BB, Paulo Rogério Caffarelli, a parcela do banco pode aumentar durante o processo de análise da operação, que deve durar aproximadamente três meses.

Ainda de acordo com o executivo, durante esse período vão ser divulgados os valores envolvidos na operação, e também as formas de pagamento.

Caffarelli acrescenta que o fato dos bancos serem concorrentes não prejudica a parceria. "BB e Bradesco são grandes competidores. Mas, no que diz respeito à eficiência operacional, não medimos esforços"

Outras parcerias

No início deste mês de agosto, BB e Bradesco anunciaram, junto com o Banco do Espírito Santo (BES), parceria para operar na África. O BES já atua em países do continente.

Em julho, a Cielo passou a ser controlada por Bradesco e Banco do Brasil, que compraram participações do grupo espanhol Santander.

Em abril deste ano, Bradesco e BB anunciaram a criação conjunta de uma bandeira brasileira de cartão- a ELO- que tem como público-alvo pessoas sem conta em banco. E, em fevereiro, Bradesco e BB, junto com o Santander, iniciaram estudos para compartilhar caixas eletrônicos das instituições.

Base de clientes

Em relação ao mercado de seguro odontológico, o Banco do Brasil disse que tem capacidade para agregar cerca de 3,5 milhões de clientes à base da OdontoPrev em cinco anos.

Isso representa quase dobrar o número de pessoas atualmente atendidas pela empresa, aproximadamente 4,4 milhões.

O BB tem hoje cinco mil agências, 18,9 mil pontos de atendimento em todo o país e 53 milhões de clientes.

"A plataforma tecnológica e o time da OdontoPrev - que inclui 25 mil dentistas no Brasil inteiro- são mais que capazes de atender a esse crescimento", afirmou Randal Zanetti, diretor-presidente da companhia.

Destaque global

O executivo disse ainda que a empresa está "em posição de competir em escala global no segmento".

Segundo Zanetti, a companhia prospecta expansão no México e "não vai fechar os olhos" para oportunidades em outros países do globo.

Mas o executivo destacou que o foco é a consolidação no mercado doméstico. "Estamos capitalizados para fazer novas aquisições no Brasil", completou Zanetti.
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DIÁRIO DO NORDESTE

20 de agosto de 2010

 
UNIFOR - CNPQ
Egídio Serpa - Unifor ouve presidente do CNPQ
Hoje, às 10 horas, a Unifor recebe o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Carlos Aragão, que pronunciará palestra subordinada ao tema "Ciência para todos os cearenses". Sua visita coincide com o lançamento, na ICID, do edital do CNPQ, no valor de R$ 12,5 milhões, para financiamento de pesquisas no semiárido.
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O POVO

20 de agosto de 2010

 
REDES SOCIAIS
Redes sociais oferecem as melhores oportunidades
O cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistema Avançados do Recife (Cesar), Silvio Meira, falou ao O POVO sobre o mercado digital. Meira condena ao ''cemitério dos CNPJ'' as empresas que não estiveram amplamente integradas às redes sociais

''se você é uma empresa e não tiver uma presença razoável em redes sociais, prepare-se para se transportar, em breve, para o grande cemitério do CNPJ”, ironizou o especialista em produção de software e cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistema Avançados do Recife (Cesar), Silvio Meira.

Ele falou ao O POVO, ontem, antes de palestrar Universo Totvs, seminário direcionado para empresários e profissionais de Tecnologia da Informação (TI). O assunto: oportunidades para empresas na Internet. Conforme Meira, o mercado digital, hoje, abre uma infinidade de perspectivas profissionais, principalmente, ligadas à utilização de mídias sociais - como twitter, facebook, myspace e orkut.

“A maior oportunidade do mercado de coisas digitais está relacionada a serviços e aplicações em rede, tanto os serviços oriundos e montados em cima de redes sociais quanto você botar integralmente sua empresa em rede”, comenta. Corporativista, ou não, explica: “Você vai precisar de programadores e de informática pelo resto de suas vidas, amém! Não significa que, se você souber fazer software, você vai ficar rico. Mas é uma profissão boa hoje e daqui a quinhentos anos”, analisa.

Competitividade
O pesquisador afirma que as redes equalizam os patamares de competitividade. “Posso ter a mesma qualidade de sofisticação e, eventualmente, a complexidade e funcionalidade da informática da Johnson & Johnson”. Aprender na prática é a forma mais adequada hoje de desenvolver os negócios via digital. Meira avalia que a própria formação para uso das redes é uma oportunidade de mercado.

''Eu acabei aprendendo muito sobre sistemas pra rede, mas fora das disciplinas acadêmicas. Acabei sentindo a necessidade de sistematizar conhecimento e prover formação para as pessoas, porque a gente não tinha ninguém para usar. Você não sabe como fazer, começa a aprender, sistematiza e ensina”, diz.

Não há regra para ser bem-sucedido nas também chamadas mídias sociais, mas o especialista afirma que o bom senso é a principal ferramenta para não destruir a própria imagem. Meira decreta: “Se você não existe em rede, você não existe mais. Fim de papo!”.

EMAIS


TRECHOS DA ENTREVISTA EXCLUSIVA

BOM SENSO
“Bom senso é aquela coisa que todo mundo acha que tem. Nas redes, tanto se pode construir como destruir uma imagem na Internet. E destruir, como sempre, é muito mais fácil. Antigamente, você colocava alguma coisa no jornal, imprimia, eu pegava o direito de resposta e obrigava você a tirar de lá. Agora, boto na rede uma vez, alguém copia, guarda em um lugar e fica pra sempre.
Não tem volta.”

INCLUSÃO DIGITAL
''Nós estamos com 25% das casas com rede, mais ou menos contínua, de baixa velocidade. A tendência é que nos próximos dez anos, a gente vá para alguma coisa entre 50% e 75% do Brasil permanentemente conectado. Eu acho que isso vai ter um impacto monumental sobre a forma da gente articular, fazer negócio, vender, comprar, se relacionar”, disse Meira.

DICIONÁRIO


MÍDIAS SOCIAIS. Sistemas online que permitem a interação colaborativa em diversos formatos, como fotos e vídeos.

SOFTWARE. De forma simplificada, é um programa de computador.

CONHEÇA
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Twitter: @srlm
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VALOR ECONÔMICO

20 de agosto de 2010

 
CONFIANÇA DO EMPRESÁRIO INDUSTRIAL
Confiança do empresário tem crescimento tímido
O otimismo dos empresários brasileiros registrou um ligeiro crescimento este mês, informou ontem a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), apurado mensalmente pela entidade, passou de 63,4 pontos em julho para 64 pontos em agosto. Segundo a CNI, a estabilidade nas expectativas do empresário industrial reflete o crescimento econômico mais moderado após a intensa atividade econômica registrada do início de 2010. O Índice de Confiança do Empresário Industrial varia de zero a cem. Valores acima de 50 indicam empresários confiantes.

Entre os 26 setores industriais analisados, 12 registraram aumento no ICEI maior do que um ponto na comparação com julho. Os setores de edição e impressão, limpeza e perfumaria e material eletrônico e de comunicação, por exemplo, cresceram acima de cinco pontos. O índice de expectativas para os próximos seis meses também apresentou estabilidade ao atingir 66,8 pontos no mês de agosto. O resultado ficou 0,4 ponto acima do indicador de julho.

Na pesquisa mensal de confiança do setor industrial a Confederação Nacional da Indústria consultou um universo de 1.910 empresas, em 24 Estados e no Distrito Federal, entre os dias 2 e 18 do mês de agosto.
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VALOR ECONÔMICO

20 de agosto de 2010

 
PONTO ELETRÔNICO
Empresas devem continuar a questionar o ponto eletrônico
O adiamento do prazo para a entrada em vigor do novo ponto eletrônico não deve reduzir o número de demandas na Justiça. Mas derruba um dos argumentos apresentados nos processos: a falta de equipamentos no mercado para as mais de 700 mil empresas que devem seguir a Portaria nº 1.510, de 2009. O problema levou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a alterar a data para o início de vigência da norma, que passou do próximo dia 26 para 1º de março de 2011.

A nova data está na Portaria nº 1.987, publicada ontem no Diário Oficial da União. A partir de 1º de março, as empresas terão ainda mais 90 dias para se adequar à norma. As mudanças no ponto eletrônico, que obrigarão os empregadores a adquirir novas máquinas, têm por objetivo evitar fraudes no controle da jornada de trabalho, segundo o ministério. O novo relógio emitirá comprovantes em papel em todas as entradas e saídas dos trabalhadores, que podem servir de provas em futuras ações judiciais. O equipamento deve conter ainda uma espécie de "caixa preta" para o registro de toda a movimentação de empregados, sem que haja - pelo menos em tese - a possibilidade de alteração. A máquina também deve conter uma entrada USB para que o fiscal do trabalho tenha acesso às informações.

As mudanças levaram diversas empresas e entidades de classe à Justiça. Nas ações, argumentam que a Portaria 1.510, de 26 de agosto de 2009, seria inconstitucional por estabelecer requisitos formais de validade para o registro eletrônico que não estão previstos em lei. Há liminares concedidas em diversos Estados, que adiam temporariamente a entrada em vigor da norma ou impedem sua aplicação. O Sindicato dos Lojistas (Sindilojas) de Porto Alegre, que congrega aproximadamente 16 mil estabelecimentos, obteve decisão que só obriga a adoção do novo ponto eletrônico a partir de 28 de junho de 2011. Para o juiz da 23ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, as empresas não tiveram o prazo de um ano estipulado pela norma para adquirir o novo relógio.

No Paraná e no Espírito Santo, as federações das indústrias também conseguiram liminares contra a norma. No caso paranaense, o prazo passa para 12 de março de 2011. E é ainda maior para as micro e pequenas empresas, que terão até 12 de março de 2012 para se adequar à portaria. Já a decisão capixaba não estabeleceu uma nova data para as empresas filiadas à entidade.

No Rio Grande do Sul, no entanto, o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon-RS) teve pedido negado em primeira instância. O juiz entendeu que, como a norma ainda não estava em vigor e as empresas não foram autuadas, não haveria porque conceder a medida.

Para o advogado do Sindilojas e do Sescon-RS, Luiz Fernando Moreira, sócio do Flávio Obino Filho Advogados, a prorrogação de prazo não prejudica a tese principal das ações, que é tentar derrubar a nova exigência pelo princípio da legalidade. Segundo ele, o Ministério do Trabalho extrapolou seu poder de regulamentar ao editar essa portaria, que criou obrigações não previstas em lei. Isso porque, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) apenas obriga as empresas com mais de dez empregados por estabelecimento a registrar respectivos horários de trabalho, seja de forma manual, mecânica ou eletrônica. "A concessão de um novo prazo é apenas um paliativo e não é motivo para desistência das ações", afirma.

O advogado afirma ter entrado com mais duas ações. Uma delas reúne oito sindicatos varejistas de Porto Alegre. A outra é do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado do Rio Grande do Sul. Já o advogado Marcelo Ricardo Grünwald, do Grünwald e Giraudeau Advogados Associados, que obteve liminar que favorece a CBS Companhia Brasileira de Sandálias - conhecida como Dupé - diz que pretende prosseguir com as cerca de 40 ações judiciais que entrou nas últimas semanas. " A ideia é derrubar a exigência do novo ponto eletrônico", afirma. Na liminar que beneficia a CBS, o juiz Ibrahim Filho, da Vara do Trabalho de Carpina (PE), entendeu que a portaria extrapolou todos os limites da lei que trata do tema.

Cálculo da CNI mostra que empregadores terão gasto de R$ 6 bilhões


O novo ponto eletrônico é criticado por empresários e centrais sindicais, que pedem a revogação ou a suspensão da Portaria nº 1.510 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em nota técnica, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga contas que mostram "aumento de custos, desconforto para o trabalhador e retrocesso tecnológico, sem nenhuma contrapartida de melhoria das relações trabalhistas ou de diminuição de fraudes". A entidade estima que com a aquisição de equipamentos e instalação, as empresas do país terão que desembolsar cerca de R$ 6 bilhões.

Os novos registros eletrônicos de ponto são comercializados com valores entre R$ 2,5 mil e R$ 5 mil. Para evitar prejuízos com grandes filas de trabalhadores na entradas e saídas, os fabricantes estimam que o cálculo deve ser de uma máquina para cada 70 funcionários, de acordo com a CNI. Com isso, será necessário aproximadamente um milhão de novos equipamentos - troca de 600 mil mais 400 mil nas empresas que utilizam sistemas computacionais para marcar o ponto. A entidade calcula que cada companhia irá gastar cerca de R$ 6 mil, incluindo instalação e adaptação de sistemas de recursos humanos.

A CNI mostra ainda que cada trabalhador poderá gastar dez minutos na fila por dia para registrar o ponto. Ou 40 horas por ano. Os dez minutos são estimados considerando uma fila com 60 pessoas. O tempo para um empregado registrar, pegar o tíquete e sair é de, em média, dez segundos, o que representa, ao fim, cinco minutos gastos na entrada e outros cinco na saída.

Além disso, cada trabalhador, segundo a entidade, deverá guardar seus registros em pedaços de papel de cinco centímetros, que totalizam pelo menos 25 metros de papel por ano. Para a CNI, "sem dúvida, a impressão de comprovantes significa um consumo desnecessário de recursos como energia, papel e produtos químicos, que estão na contramão das tendências de racionalidade ambiental". Por esses motivos, a entidade entende que muitas empresas, especialmente as pequenas, serão desestimuladas a utilizar o registro eletrônico. (AR)
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O POVO

20 de agosto de 2010

 
PROMINP - QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL
Vertical S/A - A REVOLUÇÃO DOS MICRO E PEQUENOS NA PETROBRAS
Por Jocélio Leal

Terça-feira acaba o prazo para pedido de isenção da taxa de inscrição no processo seletivo dos cursos oferecidos pelo Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp). Ao todo são cerca de 28 mil vagas em cursos gratuitos de qualificação profissional para o setor de petróleo e gás. Para ter isenção, é preciso comprovar renda de até três salários mínimos. O público-alvo dos cursos entrega o foco. O Programa é de fundamental importância para economias como a cearense. Gera a possibilidade de micro e pequenos empresários entrarem (ou pelo menos se manterem) no time de fornecedores da maior empresa do País.

Desde o primeiro ano de mandato, o Governo Lula vem priorizando a contratação de empresas nacionais no setor de petróleo e gás natural. Segundo a Petrobras, após mais de 10 anos de volumes de investimentos mais modestos no setor e de baixo nível de compras de bens e serviços no mercado doméstico.
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O POVO

20 de agosto de 2010

 
PETROBRAS
Vertical S/A - CEARÁ TEM 42 NO TIME
Por Jocélio Leal

Cada estado onde a Petrobras atua formou o que se batizou de rede Petro. No Ceará a rede tem 42 empresas filiadas. Não, não são de grande porte. Todas micro e pequenas, integrantes do Simples, portanto, como faturamento de até R$ 2 milhões por ano. Embora com produção no Estado – a Lubnor é uma minirrefinaria – a estatal compra aqui muito menos do que poderia. Ou seja, irriga menos as empresas locais do que a sua capacidade. Em todo caso, a situação local já melhorou bastante. A Coluna apurou que hoje 10% das compras da Petrobras no Ceará já são feitas da Rede Petro. Antes, quase nada.

As componentes da rede atendem não apenas à Petrobras, mas outras empresas afins, como a estatal cearense Cegas. O diretor técnico do Sebrae-CE, Alci Porto, conta que com a orientação da Petrobras para que as redes fossem formadas nos estados, o Sebrae entrou coma missão de organizá-las e qualificar as empresas.


Das 42 integrantes da Rede Petro no Ceará, 5 atendem aos parâmetros de qualidade das demais companhias petrolíferas do mundo todo. As 5 estão na Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip). Estão, pois, aptas a concorrer em qualquer disputa do setor no mundo. Os especiais da lista experimentam a interação com experiências de outros países. “Integram programas de capacitação e intercâmbio com outras redes no País e já trocaram informações com Chile e Argentina”, diz Alci. Detalhe: o Sebrae-CE prepara hoje 28 micro e pequenos para entrar na Rede Petro.
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FOLHA DE SÃO PAULO

20 de agosto de 2010

 
IMPORTAÇÃO BRASILEIRA DE AÇO
Mercado Aberto - Câmbio e minério estimulam importação brasileira de aço
A importação brasileira de aço deve bater recorde em 2010. A projeção é de alta de até 40% no final deste ano no caso do aço longo, segundo estudo da consultoria Lafis.
As compras externas de aço bruto devem atingir 2,8 milhões de toneladas, com aumento de 18% sobre o ano passado, segundo projeções.
Dois fatores estão desestimulando a produção nacional de aço: o dólar desvalorizado e o aumento do preço do minério de ferro no mercado internacional.
"Com o real valorizado, a indústria brasileira está com grande desvantagem cambial, o que desestimula a produção nacional. As próprias siderúrgicas estão importando", diz Cristiane Mancini, analista da Lafis.
Um dos principais problemas da indústria de base brasileira é o alto custo de energia. "Acaba sendo mais vantajoso importar do que fabricar. O produto brasileiro ainda não é competitivo."
A medida do governo de reduzir a alíquota de importação de dois tipos de chapas de aço irá agravar a questão das importações brasileiras, segundo Mancini. "O aço é um dos produtos mais importantes para a balança comercial brasileira", afirma.
A produção brasileira de aço bruto deve fechar este ano com alta de 25%, em 33,3 milhões de toneladas, segundo a Lafis. Esse aumento é estimulado pelas exportações.
"A produção continua sendo muito exportada. Existe a expectativa de uma mudança desse cenário com a expansão do Minha Casa, Minha Vida, com a Copa e a Olimpíada", diz Mancini.
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UOL ÚLTIMAS NOTÍCIAS

20 de agosto de 2010

 
COTAÇÃO
Indicadores Econômicos
Dólar (19/08 - 16h30)

Comercial
Compra 1,7550
Venda 1,7570

Turismo
Compra 1,6700
Venda 1,8100

Paralelo
Compra 1,8500
Venda 1,9500

Dólar (20/08 - 10h12)

Comercial
Compra 1,7600
Venda 1,7620

Turismo
Compra 1,7600
Venda 1,8600

Paralelo
Compra 1,8500
Venda 1,9500

Outros indicadores
TR 0,093%
CDI 10,620%
SELIC 10,75%
IPCA 0,01% jul.10
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O POVO

20 de agosto de 2010

 
UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ
Vertical S/A - Justiça barra conceito ''pública, porém privada''
Por Jocélio Leal

A Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), com sede em Sobral, é mesmo um caso inusitado. Parece pública, mas age como instituição privada. Possui diversos cursos em oferta em diversas sedes - também em Fortaleza. Muitos pagos. Mas eis que a Justiça, embora tardia, manifestou-se. A UVA não pode mais cobrar taxas referentes a matrículas de alunos do ensino superior. Decisão unânime que preserva sentença do 1º Grau após denúncia do Ministério Público estadual. Conforme o MP, entre 1º a 5 de março de 2004, a UVA abriu período para requerimento de matrícula dos alunos mediante o pagamento de R$ 50,00. Depois baixou para R$ 40,00. Alguns alunos não aceitaram pagar. Resultado: foram notificados. Receberam a ameaça de serem desligados do curso.

O entendimento do MP fora o de que a UVA infringia a Constituição Federal por violar a gratuidade do ensino público em escolas públicas, nos três níveis. Naquele 2004, em abril, as matrículas houve mesmo sem pagamento por conta da decisão de 1º grau. Ademais vetou o desligamento por “inadimplência”. O argumento da UVA não foi aceito. Dissera que a Lei Estadual nº 12.077 a transformara em fundação, ganhando a personalidade jurídica de direito privado. Alegou ainda que o artigo 208 da Constituição Federal restringe a gratuidade somente ao ensino fundamental. O relator do processo, desembargador Ademar Mendes Bezerra, não foi convencido. Citou a súmula nº 12 do Supremo Tribunal Federal (STF). Pela súmula, “a cobrança de taxa de matrícula em universidades públicas viola o disposto no artigo 206 da Constituição Federal”.
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DIÁRIO DO NORDESTE

20 de agosto de 2010

 
ESMALTEC
Esmaltec apresenta lançamentos ao mercado
Aumento no poder de compra da população e a ascensão sustentada da Esmaltec contribuem para empresa avançar

Marca com maior participação de mercado em fogões e bebedouros no Brasil, a Esmaltec lança nova linha de produtos para manter a competitividade em um varejo cada vez mais disputado no País. Novos designs e funcionalidades em refrigeradores, fogões e o lançamento de um purificador de água serão apresentados nesta sexta-feira em evento, na Capital cearense, com participação dos 30 maiores varejistas do Brasil.

Em um momento positivo, após expansão de 10% no ano passado, impulsionado pela redução no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a empresa acompanha com cuidado o movimento de fusões no varejo. "Ao longo dos últimos anos, a Esmaltec vem crescendo cerca de 15% ao ano. Performance acima do crescimento da linha branca", avalia a superintendente da empresa, Annette Reeves de Castro.

Para ela, o mercado está cada vez mais competitivo, mas também se apresenta positivo pelo crescimento do poder de compra da população. "O desafio é manter as margens de comercialização para continuar investindo", diz a executiva.

Com 27 modelos, sendo 22 deles voltados ao mercado brasileiro, a nova linha de fogões promete manter a liderança por marca da empresa na venda do produto em território nacional, o que já se repete há três anos.

A Esmaltec tem 24% de participação de mercado nacional, de acordo com Annette de Castro. "Toda a linha de fogão se modificou para ter um design mais arrojado, robusto e dar maior visibilidade ao consumidor com modelos e opcionais adicionais", afirma a executiva.

Entre as novas funções dos fogões, destaca-se novidade do produto com cinco queimadores. Além disso, modelos apresentam tripla chama, tampa de vidro total, e alguns opcionais, como por exemplo, a luz automática na abertura da porta do forno.

Os refrigeradores, que também passam por momento positivo nas vendas, ganharam novos designs e opções para o consumidor. De acordo com Annette de Castro, o produto vem avançando no mercado em uma média de 25% ao ano. Quatro modelos brancos e três na linha inox oferecem novidades ao consumidor, como a iluminação do eletrodoméstico que valoriza o espaço interno com posicionamento no topo.

Além disso, os produtos vêm com termostato externo e puxadores ergonômicos. O selo Procel também atesta economia de energia e por respeito ao seu consumidor e meio ambiente, a Esmaltec assegura a classificação A, o mais econômico em consumo energético.

Purificador

As lavadoras completam a participação da Esmaltec como empresa de linha branca. O produto vem preencher um nicho de mercado no qual a indústria ainda não atuava e com demanda reprimida ainda muito forte em todo o País onde a penetração é de apenas 40% , avalia a executiva. Já os bebedouros, representam participação importante da empresa no mercado nacional. De acordo com Annette de Castro, a Esmaltec tem mais de 50% de market share no Brasil.

Para assegurar a sua liderança em produtos para cuidados com água, a Esmaltec entra no mercado de purificadores de água com o purificador refrigerado Purágua Acqua 7. O modelo não deve ser vendido inicialmente ao mercado do Norte e Nordeste . "A venda deste purificador será destinada às regiões Sul e Sudeste", revela a executiva, pois esse novo segmento tem maior potencial de crescimento nessas áreas.

A nova linha "Purágua Acqua 7" apresenta teclas easy touch e indicador luminoso de troca do filtro refil com saída de água direcionável. São sete estágios de filtragem, entre eles carvão ativado com prata coloidal para tirar o gosto de cloro e cristais de quartzo e dolomita que adicionam naturalmente sais minerais à água. O lançamento dos novos produtos da Esmaltec está ancorado em uma nova campanha intitulada "Você pode contar", que estreita os laços da empresa com o consumidor através de entrevistas reais. "A campanha revela um sentimento que a empresa oferece aos seus consumidores, no sentido de ele poder contar com a marca em todos os momentos. Pretende-se trabalhar os valores da empresa: coerência, respeito, transparência, compromisso e ética", revela a executiva. A nova linha oferece mais possibilidades aos consumidores e com maior sofisticação. De acordo com a executiva, o desenvolvimento de produtos duráveis, práticos, eficientes e acessíveis explica o sucesso da marca.
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DIÁRIO DO NORDESTE

20 de agosto de 2010

 
LEILÃO DE ENERGIA
Egídio Serpa - Servtec está no leilão
Lauro Fiúza Jr, controlador da Servtec Energia, confirmou ontem: sua empresa participará do próximo leilão de energia, na semana que vem, com 14 projetos já habilitados para o Piauí, o Ceará e o Rio Grande do Norte.
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DIÁRIO DO NORDESTE

20 de agosto de 2010

 
ENERGIA ELÉTRICA
Editorial - Luz para remanescentes
A recente experiência do suprimento com energia elétrica de todos os lares situados nas zonas rurais mostrou o elevado sentido econômico e social dessa política. Populações do campo continuavam vivendo em pleno século XXI sem provar dos benefícios proporcionados pela eletricidade, depois de mais de 130 anos do anúncio desse invento e de sua aplicação prática, viabilizando uma nova etapa no desenvolvimento industrial e sofisticações no estilo de vida.

Nos primeiros anos deste século, haviam sido identificadas, no País, 10 milhões de pessoas sem acesso a esse insumo básico, em razão da ausência de redes elétricas próximas às suas moradias, a maior parte delas em condições precárias, pulverizadas pelo espaço rural. O suprimento energético para eliminar esse déficit implicaria num investimento elevado, sem retorno, a curto e médio prazos, decorrente do baixo poder aquisitivo dos grupos excluídos.

O lançamento do Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica, em 2005, com vigência prevista para cinco anos, começou a promover transformações substanciais, bem acima das expectativas esperadas. A energia residencial abriu pequenos nichos de negócios relacionados com a produção rural, atingindo, assim, um dos objetivos da iniciativa. Paralelamente, estimulou o consumo de aparelhos eletroeletrônicos, especialmente geladeiras, televisores e equipamentos de som.

Esse mundo novo, descoberto pelos excluídos das vantagens do consumo da eletricidade, repercutiu na produção industrial e, por consequência, na sua comercialização, transformando centenas de regiões outrora ausentes das vantagens desse meio. A renda gerada pela incipiente indústria caseira foi o motor das mudanças ambientais, excluindo de vez as condições de vida características do século XIX.

A meta estabelecida pelo governo de alcançar 10 milhões de famílias foi conseguida em 2009, um ano depois do previsto. Constatou-se, então, uma demanda remanescente de dois milhões de consumidores em potencial, motivando a continuidade do programa. Bolsões isolados do Norte e do Nordeste não teriam sido incluídos na programação inicial, bem assim, algumas áreas remanescentes de moradias não contempladas pelas redes supridoras iniciais.

Coordenada pelo Ministério das Minas e Energia e operacionalizada pela Eletrobras, a iniciativa de proporcionar luz para todos usou a infraestrutura das concessionárias de energia elétrica para reduzir custos e adequar as novas redes aos sistemas de distribuição existentes. A engenharia financeira de seu custeio vem utilizando recursos dos fundos setoriais de energia, tais como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e a Reserva Global de Reversão (RGR), dos governos estaduais e das empresas de energia elétrica.

No Ceará, a meta de 144 mil ligações, correspondente a um investimento de R$ 900 milhões, encontra-se na fase final. As últimas 35 mil ligações domiciliares para cobrir todo o Estado estão em andamento, prevendo-se sua conclusão para o fim do ano, quando, efetivamente, a luz chegará para todos.
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DIÁRIO DO NORDESTE

20 de agosto de 2010

 
ENERGIA EÓLICA
Egídio Serpa - Eólica: Ceará derrotado de novo
Outra vez, o Ceará perderá para o Rio Grande do Norte a corrida pela conquista de novos projetos de geração de energia eólica. O segundo leilão de energia renovável a ser promovido pelo Governo Federal na próxima quarta-feira - para o qual estão habilitados projetos com potência de 8.900 MW - revelará a preferência dos investidores pela geografia potiguar, que, embora tenha três vezes menos ventos do que a cearense, dispõe, digamos assim, de um colchão político e institucional mais ativo e mais atrativo. No primeiro leilão, em novembro de 2009, essa preferência já houve. Em busca das causas que pintam esse cenário, esta coluna ouviu ontem Lauro Fiúza Júnior, ex-presidente da Associação Brasileira das Empresas de Energia Eólica (Abeeólica) e controlador da Servtec Engenharia, que apontou um único e contundente detalhe: "O Governo do Rio Grande do Norte tem uma Secretaria de Energia, ponto. No Ceará, além de não existir essa secretaria, falta um interlocutor que ligue o investidor ao Governo". A opinião de Fiúz
a coincide com a de outras fontes do setor, algumas com ramificações no próprio Governo cearense, para as quais falta ajustar o interesse das instituições, aí incluídos o Ministério Público, o Ibama e a Semace, ao interesse do Estado. "É como se o Ceará não desse importância à geração de energia eólica, a mais limpa do mundo", completou Lauro Fiúza.
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DIÁRIO DO NORDESTE

20 de agosto de 2010

 
GRUPO VOTORANTIM
Egídio Serpa - Cimento: Votorantim quer mais
Quando setembro vier, virá também o novo plano de investimentos do Grupo Votorantim, que prevê a construção de uma nova fábrica de cimento no Nordeste. Será no Ceará? Renato Delmanto, gerente corporativo de relações com a mídia, não abre a guarda, mesmo severamente pressionado: "É uma decisão ainda não tomada", disse e repetiu ele a esta coluna.
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DIÁRIO DO NORDESTE

20 de agosto de 2010

 
CBBP
Curtas - Ceará terá nova fábrica de cerveja em Pindoretama
O mercado cervejeiro do Ceará ganhará uma nova fábrica. Localizada no município de Pindoretama, a Companhia Brasileira de Bebidas Premium (CBBP) terá capacidade para produzir 1,5 milhão de hectolitros de cerveja por ano. A CBBP reuniu um time de talentos com experiência no mercado cervejeiro e treinamentos na Europa e nos EUA.
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DIÁRIO DO NORDESTE

20 de agosto de 2010

 
SANEAMENTO - CUMBUCO
PWE fará obra de saneamento
A construtora PWE Engenharia irá realizar a obra que foi orçada em R$ 34, 2 milhões no Cumbuco

A Comissão de Licitações do Governo do Estado do Ceará divulgou, ontem, o resultado da empresa vencedora para realizar a implantação dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário no Cumbuco, localizado no município de Caucaia, no litoral Oeste do Ceará.

A construtora PWE Engenharia irá realizar a obra - orçada em R$ 34.222.109,09 -, e que deverá ser concluída em 450 dias, contados a partir da assinatura da ordem de serviço. O objetivo é atender as necessidades do crescimento populacional e desenvolvimento urbano aos padrões sanitários previstos na legislação ambiental.

Serão implantados os serviços de sistema de captação e tratamento de água, sistema de adução de água tratada, estações elevatórias de água tratada, sistema de reserva, rede de distribuição e ligações prediais. Quanto ao esgotamento sanitário, devem ser realizados o dimensionamento de estações elevatórias, emissários e estação de tratamento, além do dimensionamento da rede coletora de esgotos do Cumbuco.

Hoje, a maioria dos moradores usam fossas sépticas, construídas no quintal das casas.

Outras obras

Para melhorar a infraestrutura da região e apoiar os investimentos do Cumbuco Golf Resort, a Setur realiza, ainda, obra de pavimentação de acesso às praias do Cumbuco. O investimento, da ordem de R$ 10.371.577,80, permitirá a construção de três novos acessos, ligando a região à CE-085 (estruturante). A soma dos trechos é de 9km.
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DIÁRIO DO NORDESTE

20 de agosto de 2010

 
PORTO DO PECÉM
Fluxo de cargas salta 63%
A movimentação de produtos siderúrgicos contribuiu fortemente para o incremento no fluxo de cargas do porto

O fluxo de cargas de longo curso (importações e exportações) e de cabotagem (entre portos brasileiros) voltou a crescer este ano no terminal portuário do Pecém. Nos primeiros sete meses de 2010, o porto movimentou 1,41 milhão de toneladas de cargas gerais, em contêineres e a granel, líquidas e sólidas, volume 63% superior às 871 mil toneladas, registradas em igual período de 2009.

O "peso"maior da movimentação ficou por conta dos produtos siderúrgicos, que anotaram fluxo de 448 mil toneladas, quase um terço (31,5%) de tudo que o porto operou de janeiro a julho últimos, e uma vez e meia (146%), maior do que as 182 mil toneladas verificadas em igual período do ano passado. "Este ano, já operamos quase o dobro do que movimentamos durante todo o ano de 2008", comemora Mário Lima , diretor de Desenvolvimento Comercial da CearáPortos, empresa que administra o Porto do Pecém.

Segundo ele, a movimentação de longo curso cresceu 65%, saltando de 644 mil toneladas, nos primeiros sete meses de 2009, para 1,06 milhão de toneladas transportadas este ano; enquanto a cabotagem contribuiu com 358 mil toneladas, com acréscimo de 58%.

A movimentação de calçados também avançou a "passos largos", saltando de 8.304 toneladas no intervalo de janeiro a julho do ano passado, para 13 mil toneladas em 2010, com incremento de 57,3% na comparação entre os dois períodos em estudo. Nesse item, o Pecém mantém a liderança, com 38% de participação, seguido do porto do Rio grande do sul, com 32%, de movimentação.

"Azedou"

Já a movimentação de frutas "azedou", ou seja, registrou redução de 15% , caindo de 103,2 mil toneladas nos primeiros sete meses de 2009, para 87,7 mil toneladas este ano. "Com a crise financeira, o mercado europeu cresceu apenas 0,6%, e isso repercutiu nos preços o que terminou por afetar a comercialização", explicou Lima Júnior. Conforme disse, 85% das frutas transportadas através do Porto do Pecém, são exportadas para a Europa e os 15%, restantes para os Estados Unidos. "O maior importador (de frutas) com 22% do total é a Bélgica", acrescentou o diretor comercial. Ele ressalta no entanto, que, apesar da retração no volume de frutas exportadas, o terminal do Pecém ainda mantém-se em primeiro lugar entre todos os portos do País, com 86,5 mil toneladas. Desse total, 46% são produzidas no Ceará , 47%, no Rio Grande do Norte , 5% em Pernambuco e 2%, na Bahia. Esse volume não inclui as frutas que são transportadas, a partir do Porto do Mucuripe. Entre as frutas de maior demanda externa estão a banana, o melão, c
astanha de caju e a manga.

No segmento das importações destacaram-se, além dos produtos siderúrgicos, a movimentação de clínquer e escória, insumos à indústria cimenteira, com 70,8 mil toneladas. Os plásticos também registraram índices altamente positivos, com o transporte de 2.482 toneladas na exportação e 18.180 na importação.

CARLOS EUGÊNIO
REPÓRTER
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DIÁRIO DO NORDESTE

20 de agosto de 2010

 
DNIT
Cearense José Abner toma posse hoje do Dnit
Órgão diz que precisa organizar-se para que as suas ações administrativas não sofram descontinuidade

A direção do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), em Brasília, nomeou, ontem, o cearense José Abner de Oliveira Filho como novo superintendente do Departamento no Ceará. A posse será realizada, hoje, às 8h30, na sede do órgão em Fortaleza.

O motivo para a entrada de José Abner - que já trabalha no Dnit desde 2003, só que na sede em Brasília - é devido às investigações da Polícia Federal (PF) sob o nome da operação "Mão Dupla", que descobriu a participação de 25 pessoas do órgão envolvidas no desvio de verbas de obras aqui no Estado.

Todos os suspeitos foram presos, inclusive o ex-superintendente do Departamento no Ceará, Guedes Neto. A operação foi desencadeada no último dia 5. Logo em seguida, as obras foram paralisadas.

A respeito da retomada dessas construções, a assessoria de imprensa do Departamento informou que não houve qualquer determinação do Dnit para a paralisação de obras no Estado.

Acrescentou também que, apesar do afastamento dos servidores, o Departamento se organiza para que a suas ações administrativas não sofram descontinuidade nem haja prejuízos aos trabalhos executados ou ao interesse público. Sobre o caso, a Justiça pediu, ainda, o afastamento cautelar de oito funcionários e determinou o sequestro de bens imóveis na Capital e no Interior do Estado.

Doze empresas estão envolvidas, entre as quais a "Delta Construções", além de outras de pequeno porte e organizações que prestavam assessoria ao Dnit na fiscalização de obras.

Consequências

O prejuízo estimado aos cofres da União é de R$ 5 milhões. Os envolvidos vão responder por crimes como corrupção ativa e passiva, prevaricação, peculato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Com relação ao andamento da situação dentro do Dnit, a assessoria informou que o Departamento trabalha em conjunto com os órgãos de controle do Governo Federal como a Controladoria Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU). Isso para dar, acrescentou a assessoria de imprensa, maior garantia de transparência das ações.

Sem detalhes

A assessoria de imprensa do órgão informou que mais informações acerca do novo superintendente do Dnit no Ceará só serão possíveis na próxima quarta-feira, dia 25. Isso porque ele vai necessitar de um prazo para resolver questões pessoais e também para conhecer um pouco mais da situação interna da superintendência no Estado.

Por enquanto, o que se sabe do novo diretor é que José Abner tem experiência em elaboração de orçamentos de obras e serviços, propostas técnicas e habilitação em licitações de infraestrutura de transportes. Além disso, objetiva o aperfeiçoamento de todas as etapas do ciclo dos empreendimentos gerenciados pelo órgão. Isso no sentido de atuar no desenvolvimento, na integração e na compatibilização de todas as fases: concepção, projeto, planejamento-programação, custo de implantação e controle da execução do empreendimento.

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Perfil

Formado em Engenharia Civil pela UFC, o novo superintendente trabalha no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes desde 2003. Lá, atuou na Coordenação Geral de Manutenção e Restauração da Diretoria de Infraestrutura Rodoviária. Possui especialização em Engenharia de Produção e Engenharia de Custo, além de conhecimentos de técnicas e ferramentas de gestão da qualidade em obras.

THAYS LAVOR
REPÓRTER
TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

20 de agosto de 2010

 
ICID+18
Semiárido sofre devastação de 0,4% da sua área ao ano
O problema da devastação agrava-se porque as ações humanas são pulverizadas na região

Estudo do Ministério do Meio Ambiente (MMA) mostra que, anualmente, o Semiárido Brasileiro sofre uma devastação de 0,4% de sua área total. Levando-se em conta que 11% do território nacional é formado pela região semiárida, o percentual ganha proporções devastadoras, pelo fato de ser pulverizado, como salientou a analista da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Vanderlise Gingo Petrelli.

Em sua apresentação sobre "Tecnologias para o Desenvolvimento do Semiárido: o caso da Embrapa", na Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (Icid+18), Vanderlise disse que um dos principais prejuízos para o desenvolvimento é a perda constante de carbono.

"Temos que saber quais são os reflexos que causamos no bioma Caatinga. Temos os fatores característicos, com baixos teores naturais, baixa capacidade de retenção de água e o aumento dos efeitos da entropia nesses ecossistemas", explicou. "É importante estabelecer um sistema de manejo, mantendo o aumento do estoque de carbono. Mas só iremos conseguir isso a partir do momento em que aumentarmos a variabilidade da flora. Temos que propor novos sistemas", afirmou.

Para Vanderlise, também é importante, é debate o desmatamento em outras regiões do País, não ficando limitado somente a um determinado espaço, porque as relações do ecossistema estão interligadas: "Deve-se pensar também numa redução do desmatamento na Amazônia, o que corresponde a 80%; e no Cerrado, com 40%". Disse, ainda, que é importante colocar em prática as metas estabelecidas pela NAMA 2020.

O analista e pesquisador da Embrapa, Iêdo Bezerra Sá, pensa da mesma forma. Ele acredita que a mudança só é possível se o combate à desertificação da Caatinga for realizado de forma intensa e responsável. "É importante que haja uma recuperação da mata ciliar e também uma efetivação da política das Áreas de Preservação Permanente (APPs), como as alternativas energéticas para o Semiárido e um trabalho de preservação das áreas degradadas", destacou.

Um estudo realizado por ele, com apoio da Embrapa Semiárido, empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), revelou que na região semiárida já são mais de 20 milhões de hectares o tamanho da área atingida por processos de degradação em níveis que variam entre baixo, acentuado, moderado e severo. A maior parte dessa área, cerca de 62%, encontra-se na situação mais intensa de deterioração ambiental.

As áreas afetadas mais seriamente estão localizadas nos núcleos de Cabrobó (PE), Gilbués (PI), Irauçuba (CE) e Seridó (RN). Os objetivos gerais que se pretende alcançar com o estudo são a implantação e a minimização dos efeitos da seca em função da transferência de tecnologias de convivência com o Semiárido, além da construção de indicadores de sustentabilidade ambiental.

Atualmente, as áreas degradadas no mundo se estendem por cerca de 61,3 milhões de quilômetros quadrados - algo em torno de um terço da superfície da Terra. Conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU), este fenômeno coloca fora de produção cerca de 60.000 km de terras férteis a cada ano.

Fique por dentro
Efeito negativo

NAMA (Acesso aos mercados para os produtos não agrícolas) é uma das áreas mais contenciosas após a rodada de negociações de Doha porque propõe eliminar barreiras ao comércio em todos os produtos não cobertos pelo acordo da OMC Agricultura. O Nama aponta também para a redução ou eliminação das barreiras não-tarifárias (NTBs), que podem incluir medidas para o desenvolvimento da proteção ambiental e da comunidade. Ele minaria o desenvolvimento sustentável, intensificando a exploração dos sistemas naturais. Reduzir tarifas na ausência de proteções ambientais novas é uma promessa de intensificar a exploração. Além disso, os governos fariam proteções ambientais novas, mesmo mais difíceis, se eliminassem NTBs, que conservam recursos naturais e protegem comunidades tradicionais. Muitos governos, especialmente os das nações mais pobres, são fortemente contra o Nama porque prejudicaria os esforços para proteger negócios pequenos dos competidores estrangeiros.

INTERNACIONAL
Parceria entre CE e província argentina é anunciada

Gestor de um estado de 148 mil m², onde só 3% da terra é cultivável, e o restante passa por um processo de desertificação maior que o do Nordeste brasileiro, o governador Celso Jaque, da província de Mendoza, na Argentina, esteve, ontem, com o governador Cid Gomes para assinar um protocolo de intenções que visa a uma futura parceria entre os estados dos diferentes países.

De acordo com o vice-governador cearense, Francisco Pinheiro, experiências nas áreas de educação, tecnologia, recursos hídricos e agricultura familiar serão privilegiadas nesse primeiro contato. Ele ainda destacou o Programa de Desenvolvimento Hidroambiental (Prodham) como a principal contribuição do Ceará na parceria.

O governante argentino ressaltou as atividades educacionais desenvolvidas na província que gere, onde há disciplinas obrigatórias sobre o meio ambiente desde o ensino primário até o secundário.

Celso Jaque ainda enfatizou a importância do investimento em organizações sociais no trabalho com as populações dos locais áridos. De acordo com ele, além do trabalho feito nas escolas, ainda há programas de férias e capacitação de docentes. Para ele, a expectativa é de que as trocas de experiências entre os estados aconteça até o fim de 2010.

FALTA ORGANIZAÇÃO
Algodão tem potencial não explorado

O Estado do Ceará não produz todo algodão do qual necessita. A informação foi dada pelo analista da Empresa de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Waltermilton Vieira Cartaxo, enquanto apresentava uma miniusina de processamento de algodão ecológico na EcoNegócios 2010, feira organizada pela Universidade de Fortaleza (Unifor), na Icid+18, no Centro de Convenções Edson Queiroz.

De acordo com ele, o Ceará consome 180 mil toneladas de fibra de algodão por ano e não possui nem 10 mil hectares para a sua produção. "Antes, o Estado tinha quase um milhão de hectares, mas reduziu muito sua área de produzir algodão", contou o pesquisador.

Esta queda, no entanto, está associada ao fato de que há uma carência organizacional. Ou seja, como se dá a venda de algodão pelas comunidade envolvidas no processo de produção. "Antes, a produção era controlada apenas por um único produtor. Hoje tem uma dificuldade para organizar os assentamentos e direcionar melhor a produção", avalia. Este seria, aparentemente, o único problema a ser enfrentado pelos agricultores, visto que existem equipamentos suficientes para suprir a demanda do Estado.

"O aspecto técnico está resolvido. O que falta é organizar a base. Temos tecnologia de sobra para o agricultor e é preciso ter uma cadeia estruturada para manter o setor em funcionamento pleno", disse. De acordo com o analista da Embrapa, a produção de algodão ecológico colorido também é destaque para o setor empresarial, porque evita a degradação do meio ambiente com o tingimento da fibra.

Um exemplo de processamento de algodão está em exposição na EcoNegócios. Uma mini-usina, no valor de R$ 40 mil, mostra como é realizado o trabalho de produção da fibra com uma descarroçadeira de algodão de 25 serras e uma prensa manual de pequeno porte.

A mini-usina é de baixo custo de investimento na aquisição dos equipamentos e instalações, além de promover a comercialização da pluma diretamente com a indústria de fiação, agregando valor ao produto, produção de sementes de boa qualidade no município ou região de instalação, resolvendo definitivamente os problemas de falta de sementes para plantio no início do inverno, uso da semente em forma de caroço para alimentar o rebanho local e geração de cinco empregos no manuseio da usina.

"Os agricultores podem aproveitar as sementes para o abastecimento e alimentar as vacas com até três quilos do produto para aumentar a produção de leite, algo bastante promissor para a economia no semiárido", disse.

ECONEGÓCIOS
Feira reconhece atitudes "limpas"

Da discussão à prática. Assim pode ser classificada a EcoNegócios, feira promovida pela Universidade de Fortaleza (Unifor), paralela à Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (Icid+18). Ontem pela manhã, em solenidade que contou com a participação dos organizadores do evento e do diretor da Icid, Antonio Rocha Magalhães, foi realizada a solenidade de entrega do certificado de Ecoeficiência a 70 empresas e instituições.

Conforme o coordenador da EcoNegócios, Albert Brasil Gradvohl, professor de Gestão Econômica Ambiental da Universidade de Fortaleza (Unifor), o certificado foi conferido às empresas que "realizam algum processo ou tecnologia para a produção de energia limpa". Atentou para o momento, referindo-se às consequências das mudanças climáticas no Semiárido.

As iniciativas desenvolvidas pelas 70 empresas e instituições agraciadas é uma "demonstração do que estamos fazendo", em defesa do Planeta. A situação é ainda mais delicada no Semiárido, uma das regiões mais afetadas pelas mudanças. Destacou ser este um dos principais objetivos da feira que se encerrada hoje, ao meio-dia.

"A EcoNegócios atingiu mais do que o seu objetivo, que era sensibilizar as pessoas para as questões climáticas". Mas não basta apenas sensibilizar, disse, acrescentando ser necessário exigir "o compromisso por parte do poder público". O momento é oportuno, citando a Lei dos resíduos sólidos. "Será fundamental para o clima", disse, justificando que vai solucionar o problema da emissão de CO2 pelos lixões. "Precisamos cobrar dos governantes processos mais limpos e políticas de proteção ao meio ambiente".

Governo propõe criar fundo

Gestão transversal do programa, através das instâncias sociais do Estado, é implantada a partir de estudos

O Governo do Estado do Ceará apresentou ontem, na Icid +18, a proposta de formulação do Fundo Estadual de Combate à Desertificação no Estado do Ceará, para congregar recursos de diversas fontes em prol das ações no Semiárido Cearense. Como esse fundo, outros, como o Fundo Caatinga, para Liduína Carvalho, da Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará (SRH), têm a intenção de combater as dificuldades na região.

Parafazer com que o Programa de Ação Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAE-CE) possa congregar ações que já trabalham para amenizar as dificuldades dos habitantes do Semiárido Cearense, foi lançado o livro e o DVD do programa, contendo o estudo e as ações previstas até 2013. Quem regeu a cerimônia foi o vice-governador do Ceará, Francisco Pinheiro, na presença do governador argentino, Celso Jaque.

"Esse programa é algo muito importante porque hoje nós temos um diagnóstico do processo de desertificação do Estado: delimitamos as áreas, sabemos quais delas têm problemas e, agora, é o momento de corrermos atrás de recursos para recuperarmos as áreas degradadas, que hoje representam quase 23% do Estado do Ceará", argumentou Pinheiro.

Para Liduína Carvalho, que é representante do governo no Ponto Focal estadual que regerá as ações do PAE-CE, "na presença do vice-governador do Estado, a expectativa é que ele se torne um programa do governo estadual".

Os pontos focais cearenses, com representantes do governo do Estado, da sociedade civil organizada e do parlamento, irão atuar na linha de frente do PAE, segundo o vice-governador. Ele ressalta, no entanto, a transversalidade do PAE-CE, com mais de uma instância estadual responsável pelas ações.

De acordo com o estudo que resultou no PAE-CE, um dos principais aspectos observados foi a necessidade de criação de fontes de recursos que possam financiar os projetos direcionados ao Semiárido Cearense.

"Nós identificamos programas de governo que podem ser direcionados para essas áreas", garantiu o vice-governador. Buscando atender essa carência, foi formulada a proposta de criação do Fundo.

TROCA DE EXPERIÊNCIAS
Permanência do homem garante vida no Semiárido

O Semiárido concentra apenas 5% das reservas hídricas do País. Para sua conservação é necessário o respeito às tradições

A identificação das potencialidades locais, tanto territoriais quanto suas manifestações culturais, respeitando as habilidades e o conhecimento de cada grupo, constitui o primeiro passo para fechar a equação: desenvolvimento sustentável e conservação ambiental no Semiárido.

Neste início de século, a conta ganhou mais uma parcela com a entrada em cena das mudanças climáticas, tornando ainda mais difícil a vida das populações pobres desta região, que concentra apenas 5% das reservas hídricas do País. "As populações mais pobres são as que mais sofrem", admitiu Mônica Amorim, professora de Economia da Universidade Federal do Ceará (UFC) e consultora do Banco Mundial (Bird), defendendo a organização dessas pessoas em conjuntos para que possam ter acesso às instituições.

Destacou o acesso a uma boa educação, ressalvado que "não seja apenas transmissão de informações", com a necessária inclusão digital dessas comunidades. Para a pesquisadora, que coordenou a mesa "Alívio da Pobreza e Conservação Ambiental", no penúltimo dia da Icid + 18, "é preciso buscar apoio e articular conhecimentos.

Na mesa foram apresentadas experiências produtivas em regiões do Semiárido nordestino, cada uma explorando o potencial local. Todas levavam em conta a organização das populações e o respeito à cultura.

A professora de Administração da UFC, Vilma Maria Coelho Faria, destacou o cultivo do algodão, em Tauá, que perdeu o seu apogeu nos 1980, devido à praga do bicudo, e foi retomado, a partir de 1986, com a Associação de Desenvolvimento Educacional e Cultural de Tauá (Adec). Francisco Oliveira, professor de Economia da Universidade de Fortaleza (Unifor), destacou a importância da retomada da mamona na recuperação do Semiárido.

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
MCT investe na inserção digital do Semiárido

A compreensão de que o desenvolvimento do Semiárido requer a presença do ser humano faz com que o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) lance mão a uma série de projetos que levam em consideração a inclusão social.

Conforme José Mesquita, assistente de Tecnologia do MCT, a Secretaria de Ciência e Tecnologia lançou um "pacote" com vários projetos, destacando dentre outros, os arranjos produtivos, os Centros de Vocação Tecnológica (CVT) e de inclusão digital: "Nosso objetivo é proporcionar a inclusão social dessas populações".

Antes, nos períodos de secas, tanto as pessoas quanto os animais "comiam palma", lembrou José Mesquita. Hoje, a situação mudou, citando como um dos mais importantes programas do MCT, o de inclusão digital. Sem saber precisar o número de pessoas beneficiadas, afirmou: "Os computadores estão chegando às regiões mais distantes do País".

Como resposta, populações estão retomando atividades e culturas a partir da compreensão de que é necessário investir em tecnologia. "É preciso não esquecer da organização desses processos", afirmou o professor Francisco Oliveira da Universidade de Fortaleza (Unifor), que lamentou a Cop-15 não ter falando nada sobre o Semiárido. O professor vê na mamona uma forma de geração de renda para a região do Semiárido.

CONSERVAÇÃO AMBIENTAL
Pesquisador defende "cidades polos"

"A conservação ambiental não é feita retirando as pessoas dos seus territórios", reforçou José Antonio Puppim de Oliveira, diretor assistente e pesquisador da Universidade das Nações Unidas do Instituto de Estudos Avançados (UNU-IAS), justificando que a Amazônia tentou essa experiência. "Não resolveu e a destruição continuou", disse, defendendo a formação de "cidades polos". A urbanização, afirmou, é um fenômeno, é um processo irreversível. "Hoje, mais de 50% da população mundial está nos centros urbanos. Precisamos nos acostumar a essa transformação", justificou. Por isso, concorda com a criação de "cidades polos" como forma de evitar a migração para as grandes cidades. "Estive em Quixadá ontem e vi uma classe média", disse.

Realidade oposta constatou na região da Ibiapaba, destacando Ubajara, que necessita de uma universidade. "Cabe ao Estado criar esses polos para receber as populações, principalmente aquelas que melhoram a renda. "Elas começam a criar novas necessidades que vão além da subsistência".

Na realidade, o pesquisador defende a permanência do homem nas regiões semiáridas. No entanto, um ponto é fundamental: o acesso às tecnologias. "Não se trata de querer criar qualquer uma, é preciso ter acesso a uma boa tecnologia". No primeiro momento, pode ser de terceiros. Depois, a tecnologia pode ser adaptada e se tornar pública. O caminho é uma base educacional, sugeriu.
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O POVO

20 de agosto de 2010

 
ICID+18
Ceará e Mendoza firmam acordo
Governo de Mendoza, na Argentina, assinou convênio de cooperação técnica com o Estado do Ceará, em particular com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), para trocar experiências sobre o desenvolvimento das regiões semiáridas e aproveitamento dos recursos hídricos

Similaridades climáticas e culturais. Para o governador da província de Mendoza, na Argentina (distante 1.040 quilômetros de Buenos Aires), o Ceará pode ser um parceiro em diversas atividades. “A cooperação abre possibilidades de fazer intercâmbio com tudo que tem a ver com o tema de educação, água, agricultura, produção e comércio”, declarou Celso Alejandro Jaque, que veio à Fortaleza assinar convênio de cooperação técnica com o Estado do Ceará, em particular com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), e participar da Icid+18, a Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas.

Jaque afirmou que questões, como a troca de experiências sobre irrigação, são urgentes, já que ambas as localidades dependem de um sistema hídrico desenvolvido para manter a produção. “É também um processo de avanço na discussão e de tomada de consciência sobre o tema. Queremos ainda ampliar a formação de docentes e que essas experiências possam agregar na administração do ensino básico”, disse.

Ele ressaltou que é necessário um esforço contínuo para que a província de Mendoza possa continuar com a 4º potência a nível nacional. “Acredito que a experiência do intercâmbio possa ser incorporada na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos”, disse.

Pioneirismo
Mendoza já conseguiu romper algumas dificuldades em relação ao clima seco da região. Com cinco rios formados a partir das águas do degelo da Cordilheira dos Andes, que emoldura a cidade, foram construídos canais pelas ruas da província. Celso Alejandro Jaque explica que foi criado o departamento de água que controla todo o uso e distribuição da água no local. “Os canais garantem a produção quando a água acaba, e também a irrigação das árvores da cidade”, diz. Mendoza realmente é muito arborizada. De acordo com o governador, elas tem função importante na manutenção da saúde da população, já que Mendoza, num bom ano de chuvas, tem apenas 400 milímetros registrados.

Jaque lembra ainda que a região de Mendoza é responsável pela produção de 70% dos vinhos argentinos e que a alta produtividade da fruticultura local, se deve a eficiência do sistema de irrigação, mas que a aplicação de políticas públicas, como a que regulamenta o uso do solo, é fundamental para o desenvolvimento desse índices. “É preciso ter a certeza de que o solo está apto para o cultivo daquela determinada cultura”, especifica.

O diretor de Conservação do Solo da Argentina, Octávio Perez, que também veio à Fortaleza, afirmou que, no contexto nacional do País, Mendoza é pioneira e que as questões ligadas ao solo e a água estão na agenda política.

NÚMEROS
400 MILÍMETROS É A MÉDIA DE CHUVAS EM MENDOZA EM UM BOM ANO

CURIOSIDADES
Depois de citar as semelhanças entre o Ceará e Mendoza, o governador da província, Celso Alejandro Jaque, citou as diferenças como uma forma importante de colaboração. “Lá nós temos as montanhas e a neve, aqui vocês tem o sol e a caipirinha”, brincou.

Com representantes de cerca de 100 países participando do Icid+18, a diversidade cultural pelo Centro de Convenções é grande. Em todos os cantos vários idiomas podem ser ouvidos e hábitos culturais variados convivem harmonicamente.

Pesquisador destaca a necessidade de contenção do desmatamento no Nordeste

Com tantos painéis e temas falando de sistemas, tecnologias e políticas avançadas no combate a desertificação, são algumas lições aprendidas nos livros de ciências do ensino fundamental que deveriam ser seguidas. O engenheiro florestal com atuação na área de Sensoriamento Remoto, Iêdo Bezerra Sá, da Embrapa Semiárido, participou de um painel, onde apontou necessidades urgentes e básicas para evitar o desmatamento no Nordeste.

O pesquisador percorreu o Ceará e fez um mapeamento das queimadas ocorridas por aqui. Disse que o estado é um dos que mais adota a prática, tão prejudicial para a manutenção do solo. “Na maioria das vezes o produtor não tem recursos para optar por outra forma”, justifica. Mas ele explica que, embora os agricultores acreditem que as cinzas produzidas na queimada sejam benéficas para o plantio, isso só ocorre na primeira produção, prejudicando as seguintes. E mais do que isso, quando o solo fica inviável para o plantio, a saída é desmatar outra área e repetir a prática danosa.


Para Iêdo, o caminho é tentar conciliar o conhecimento técnico científico aos saberes locais e as políticas públicas. “Se tratarmos essas questões de forma dissociadas a gente não vai pra lugar nenhum”, reforça. “Somos uma empresa de pesquisa e não de fomento. Temos que criar conhecimento e transferi-lo, o que a academia faz para o campo. Esse é o elo que está faltando”, conclui.

Degradação
É consenso na comunidade científica que o processo esta bastante avançado no Piauí, Ceará, divisa da Paraíba e Rio Grande do Norte, e em Cabrobó, em Pernambuco. “Essas são as áreas mais alarmantes”, cita. No Ceará, o pesquisador destaca a região norte do estado, pela área do município de Irauçuba.

Conhecimento
Para o pesquisador Natoniel Franklin de Melo, chefe geral da Embrapa Semiárido, ainda é preciso conhecimento sobre temas como o mercado de carbono. “Temos 280 toneladas de carbono no bioma caatinga, isso é o que conseguimos estocar naquele ambiente. Está na biomassa daquele ambiente. Esses dados são importantes para o Brasil poder entrar definitivamente nesse mercado”, explica.

Ele disse ainda que regiões como o Araripe, onde há a segunda maior mineração de gesso do País, se utiliza muito o carvão vegetal retirado da caatinga. “Há proposta é de florestas energéticas onde se mostra que é possível nas áreas degradada encontrar alternativas sustentáveis”, diz.
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O POVO

20 de agosto de 2010

 
ICID+18
Inventos ecológicos apresentados na Icid
O pneu velho vira matéria-prima para a elaboração de sandálias. Uma bicicleta acoplada a um triturador pode descascar 50 quilos de mamona em até uma hora. A garrafa pet se transforma em fio para a fabricação de redes e cadeiras. Ideias inovadoras e auto-sustentáveis são destaque no ICID%2b18

Ao invés de deixar amontoar dezenas de pneus velhos, o borracheiro Pedro dos Santos, 42, decidiu usar a criatividade e cuidar do meio ambiente. Ele não tenta se desfazer dos pneus queimando-os. Nas horas vagas, o borracheiro se transforma em artesão e confecciona sandálias, utilizando o pneu como matéria-prima. O par custa R$ 10. A iniciativa tem multiplicado a renda familiar, com o lucro de R$1.500 por mês. O borracheiro artesão é um dos expositores da feira que ocorre no Icid+18, no Centro de Convenções. São dezenas de ideias inovadoras e auto-sustentáveis que contribuem para um meio ambiente mais saudável.

Pequenos produtores, instituições científicas, empresas públicas e privadas. Todas estão buscando estratégias para potencializar o uso de materiais que passam décadas para se decompor. A agricultura familiar também tem ganhado atenção com a fabricação de equipamentos que reduzem a mão-de-obra e aumentam a produção.

Os equipamentos e as novas ideias têm conquistado investidores e novos parceiros. O inventor Expedito Mariano, da Universidade Patativa do Assaré (UPA), criou dois equipamentos que prometem implementar e revolucionar a prática de reciclagem de garrafa pet. As máquinas transformam a garrafa pet em fio e, depois, em cordas. A partir daí, é só usar a criatividade. Pode ser cadeira de balanço, rede de futebol, bolsa ou vassoura, por exemplo.

De acordo com o secretário-executivo da UPA, Cícero Anderson, a intenção criar uma rede de pequenos produtores para otimizar e agregar mais valor ao produto, chamado de Eco-cidadania. “Não queremos vender o maquinário, mas instalar oficinas básicas de ocupação e renda. A previsão é que mais 15 kits com maquinário para o curso de capacitação estejam disponíveis até o fim do mês”, disse. O projeto foi finalizado há seis meses em Barbalha e pretende firmar parcerias através do Icid+18. Segundo o representante da UPA, associações de Osasco e Espírito Santo, além do BNB e Coelce, já mostraram interesse.

Agora imagine uma casa toda feita de plástico? Isso já é possível e aguarda apenas o licenciamento para começar a ser produzido em escala industrial. Após alguns ajustes, a casa feita apenas de plástico e estrutura metálica estará disponível no mercado. A estrutura é feita por encaixes. A casa ecológica foi criada pelo engenheiro civil Joaquim Caracas e conta com um sistema de isolamento térmico.

EMAIS
O borracheiro artesão trabalha há quatro anos com a fabricação de sandálias a partir de pneus velhos. Ele mora no município de Jardins, e costuma vender seus calçados reciclados em Juazeiro, Barbalha e Crato. Outras regiões do País também conhecem o trabalho dele, como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais.


O pneu de caminhão e de carros de grande porte são os mais indicados para a fabricação da sandália. Com um pneu dá para produzir quatro sandálias e uma tina, que serve de suporte para alimento e água dos animas. A tina custa R$ 40.

A secretaria do Meio Ambiente do Piauí ficou interessada pelo trabalho de Pedro dos Santos, que o convidou para ministrar um mini-curso sobre o assunto.

O projeto de ocupação e renda da UPA, Eco-cidadania, conta com a instalação de oficina básica com quatro equipamentos, um de corte de fundo de garrafa, de corte de garrafa transformando em fio, de enrolamento de fios e de tecer cordas. É ofertado também o treinamento de manuseio de equipamentos, produção de fios e cortes, legalização do empreendimento e gestão estratégica.


A partir da decisão da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que indica o uso do isolamento acústico em toda construção, foi pensado uma forma de não poluir o meio ambiente. O isolamento acústico de polietileno é 100% reciclável – já que a sobra é reutilizada.

EXPOSIÇÃO


CARRO

O carro elétrico chamava a atenção na feira do Icid+18. O veículo é um dos três pertencentes à Coelce e é utilizado, geralmente, nas visitas de manutenção. O carro elétrico não emite gás carbônico e chega a uma velocidade de 80 quilômetros por hora. Com a carga elétrica de seis horas, chega a percorrer até 80 quilômetros.

PRODUTOS

Vários produtos a base de palha de carnaúba estão em exposição. Peças decorativas, caixas para presentes, relógios de parede e blocos de anotações são alguns dos itens. O Instituto Centec e a Secretaria de Ciência e tecnologia do Ensino Superior promovem cursos de capacitação sobre a fabricação de produtos reutilizáveis e recicláveis.

SANDÁLIAS
Das 60 sandálias que o borracheiro/artesão Pedro dos Santos levou para a exposição, mais da metade já foram vendidas. O professor Eynard freire, 60, comprou uma sandália. Fez tanto sucesso que, no dia seguinte, decidiu levar mais uma para presente. “Acho muito interessante porque dá nova vida ao material que poderia estar poluindo.

Agricultura familiar ganha nova perspectiva

É só sair pedalando por uma hora que cerca de 50 quilos de mamona são descascadas. A engenhoca, batizada de batedeira de mamona, foi fabricada pela Embrapa, em parceria com a Metalúrgica Barros, e, em breve, deve começar a ser comercializada.

O rendimento é de 95%. O custo é de aproximadamente R$ 600. O protótipo está sendo apresentado com exclusividade na feira do Icid+18. “O equipamento promove maior eficiência do processo de baixo custo e economiza mão de obra. Esperamos que esta se torne na nova ferramenta da agricultura familiar”, destaca o analista da Embrapa, Waltenilto Cartaxo.

O triturador de amendoim também foi fruto dessa parceria público-privada. O equipamento descasca de 25 a 30 quilos por hora e já está disponível no mercado. Custa R$ 120. “Antes desse triturador, o agricultor não manejava mais de um quilo e já estava com a mão toda machucada”. O analista da Embrapa ressalta ainda que o triturador de amendoim, assim como a batedeira de mamona, são indicados para pequenos produtores e industrias caseiras.

Outra boa ideia foi a criação da peneira rotativa de mucilagem de sisal, que garante alimento de baixo custo para os rebanhos do semi-árido. (Viviane Gonçalves)

Parceria pode melhorar qualidade dos serviços

Já a parceria entre o Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec) e a Bioclone pode auxiliar diretamente na melhor qualidade dos serviços oferecidos pelos pequenos e grandes agricultores.

Através da produção de mudas in vitro, há menor risco de doenças e pragas no campo. São mudas de bananeiras, cana de açúcar, abacaxi e flores tropicais.


A técnica de micropropagação in vitro promove a padronização do desenvolvimento de mudas, permitindo a uniformização do plantio e sincronização da colheita. Com a obtenção de plantas sadias, evita-se a disseminação de pragas e doenças.


Há dados também sobre a maior sobrevivência, crescimento e produção das mudas nos campos. “Elas crescem mais rapidamente no primeiro estágio de desenvolvimento do que as plantas convencionais”, explica o representante da Centec, Gerardo Newton.

Uma pesquisa mostrou que, enquanto o método natural, produz de 20 a 30 mudas por ano; o método in vitro por propagação cria de 150 mudas em um intervalo de tempo ainda menor, entre seis a oito meses. (VG)
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FOLHA DE SÃO PAULO

20 de agosto de 2010

 
SUCESSÃO PRESIDENCIAL
Serra agora gruda em Lula na TV, e PT recorre ao TSE
PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010

Se recurso for aceito, coligação serrista perderá tempo no horário gratuito

Iniciativa do marketing tucano veio casada com ataques a Dilma para tentar conter a queda de Serra nas pesquisas

DE SÃO PAULO

No horário nobre do programa eleitoral gratuito na TV, ontem à noite, a campanha de José Serra (PSDB) repetiu o que já fizera a sua adversária Dilma Rousseff: grudou o tucano no presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Serra e Lula, dois homens de história. Dois líderes experientes", disse o locutor logo na abertura da propaganda, enquanto eram mostradas três cenas dos dois juntos -numa, o tucano afaga o ombro do petista; noutra, eles cochicham.
Aproximar Serra de Lula de forma tão escancarada e logo no início da propaganda eleitoral contrariou a ala do PSDB que defende uma oposição mais contundente.
O PT anunciou que entrará com representação no Tribunal Superior Eleitoral contra a coligação de Serra pela utilização de imagens de Lula.
O pedido terá como base o artigo 54 da Lei eleitoral (9.504), que permite a participação, nos programas de rádio e televisão gratuitos, de "qualquer cidadão não filiado a outra agremiação partidária ou a partido integrante de outra coligação".
Caso seja aceita, poderá acarretar perda de tempo na TV da coligação serrista.
A iniciativa do marketing tucano veio casada com ataques a Dilma, no rádio e, em menor intensidade, na TV, numa estratégia para tentar conter perda de votos e apatia entre os aliados.
Na avaliação de integrantes da cúpula tucana, para garantir um segundo turno, Serra terá que investir na ideia de que Dilma não tem experiência e depende somente do prestígio de Lula.
No programa de TV, após a descrição de ações do tucano na carreira, o locutor afirmou: "Serra, a vivência que a Dilma não tem".

TIRA A MÃO
Os programas de rádio foram mais críticos à adversária. Incluíram jingle que aponta Dilma como usurpadora das realizações de Lula.
"Tira a mão do trabalho do Lula/ tá pegando mal/ que o Brasil tá olhando/ Tudo o que o Lula criou/ ela diz:/ fui eu, fui eu/ Tudo o que é coisa do Lula/ a Dilma diz:/ é meu, é meu", afirma um trecho.
A investida busca aplacar o desânimo de parcela do tucanato com a possibilidade de derrota. E acontece num momento em que, oito pontos atrás de Dilma, Serra corre risco de perda de votos no próprio eleitorado.
A tentativa de desconstrução da imagem de Dilma vai ganhar corpo, gradualmente, na campanha. Pelo cronograma original, as peças seriam exibidas a partir de sábado. Mas, com crescimento da petista nas pesquisas, a estratégia foi antecipada.
Dilma também atacou Serra, sinalizando que a cada dia aumenta a animosidade entre os adversários. "Ao mesmo tempo em que o candidato tenta, muitas vezes de forma patética, ligar seu nome ao do presidente Lula, ele fez oposição o tempo todo. Tem dia que ele faz crítica, tem dia que ele quer ligar seu nome ao projeto do presidente Lula. O candidato Serra é assim". (leia na pág. A12).
Ontem à noite, pelo Twitter, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, um dos coordenadores da campanha de Dilma, comentou via Twitter: "De dia o Serra esculhamba o governo, o PT e os petistas. De noite bota o Lula no seu programa. Na minha terra o nome disso é .. deixa pra lá".
Mais cedo, em entrevista sobre o ataque no rádio, Dutra descartou um revide no horário eleitoral e disse que o PT não mudará "em nem um milímetro" a sua estratégia.
"Isso me lembra um jingle do [petista Marcelo] Déda em 2006: "Eita que eles estão aperreados". Mas não vamos entrar em baixaria. É a lei da política: quem está atrás, bate." (FABIO VICTOR, CATIA SEABRA E ANA FLOR)
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O POVO

20 de agosto de 2010

 
ELEIÇÕES 2010
Serra usa imagem do presidente e se compara a Lula
Candidato do PSDB adota tom bem mais agressivo em seu segundo dia no horário eleitoral de rádio e televisão. Mostrou imagens suas ao lado do presidente Lula, comparou sua história e sua experiência à do presidente e usou isso para atacar a candidata que, de fato, Lula apoia: ''A vivência que Dilma não tem'', disse o programa

O candidato do PSDB à sucessão presidencial, José Serra, abriu seu programa no horário gratuito veiculado na noite de ontem com imagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o principal cabo eleitoral da sua adversária na disputa, Dilma Rousseff (PT). Nos 5 primeiros segundos da inserção de 7min18, Serra e Lula foram chamados de “homens de história” e “líderes experientes”, em contraponto à critica a Dilma que veio logo a seguir, na voz do locutor: “Serra, o mais preparado para comandar o País. A vivência que Dilma não tem.”


A inserção do tucano focou-se na área de saúde e no combate às drogas. Serra foi apresentado como o melhor ministro da saúde que o País já teve e listou mais uma vez, como tem feito nas outras peças do PSDB, as iniciativas das quais foi responsável pela implementação na pasta e no governo de São Paulo, como o lançamento dos genéricos no País. O presidenciável foi mostrado como um estadista de coragem que “peitou os grandes laboratórios” e diminuiu o preço dos coquetéis para melhora do quadro clínico de portadores do vírus da aids. “O Serra enfrentou os laboratórios e o medicamento caiu de preço.”


O candidato do PSDB prometeu em um eventual governo instituir uma política nacional de combate às drogas, com destaque ao crack. O tucano criticou o Governo Federal por não oferecer prevenção ou tratamento público aos viciados. “Essa deve ser uma responsabilidade do presidente”, cobrou.

A propaganda mostrou a história de Maria Regina, uma ex-viciada que atribuiu sua cura às clínicas de reabilitação criadas por Serra em São Paulo. ''Se o Serra não tivesse viabilizado o tratamento, não estaria aqui contando essa história.''

Além de Serra, outra candidata que apresentou uma nova inserção na noite de ontem foi Marina Silva, do PV. Diferentemente da propaganda anterior, em que mostrava na maior parte do momento imagens dos efeitos do aquecimento global, a veiculada nesta noite apresentou a trajetória da presidenciável do PV de forma criativa. Em vez de imagens, o PV utilizou eleitores para contar a história de Marina, que foi apresentada como uma menina pobre que venceu na vida graças à educação.

A candidata do PT, Dilma Rousseff, também veiculou uma espécie de resumo de sua biografia, a mesma inserção transmitida no primeiro dia do programa eleitoral gratuito, em 17 de agosto.
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O POVO

20 de agosto de 2010

 
ELEIÇÕES 2010
Política - A pesquisa é o cacique da política
Por Fábio Campos

Em breve, mas duas novas pesquisas nacionais de intenção de voto. Na quarta-feira passada, o Datafolha registrou a sua nova consulta e pode divulgá-la segunda-feira. O instituto deverá fazer apenas um dia de campo (hoje). Serão 2.750 entrevistas em 174 cidades. Já a Confederação Nacional do Transporte divulga sua pesquisa de intenção de votos CNT/Sensus na próxima terça-feira. A consulta restringe-se às intenções espontâneas e estimuladas de votos para presidente da República. Não haverá nova avaliação do presidente Lula. De novidade apenas a avaliação que os eleitores fazem das propagandas eleitorais nas TVs e rádios e a expectativa de vitória. Entre hoje e domingo, o Sensus entrevistará 2 mil eleitores em 136 municípios de 24 estados. Há um componente nefasto envolvendo as pesquisas. Com o esfacelamento do sistema partidário, elas se tornam, mais do que nunca, as grandes protagonistas do processo político brasileiro. Com uma eleição sem componentes ideológicos, com partidos frágeis e promíscuos, o processo
político acaba se moldando aos resultados das pesquisas. Não por culpa delas. Elas existem em todo o mundo democrático onde compõem a paisagem das disputas políticas, mas em nenhum lugar as pesquisas influenciam tanto o rumo dos acontecimentos como no Brasil. SEM

A ÂNCORA DO PARTIDO, A TRAIÇÃO
Até recentemente, diante de um embate partidário interno, era comum ouvirmos dirigentes políticos respeitáveis sugerirem a realização de uma pesquisa para definir a escolha de um candidato. Ou seja, na prática, era a sugestão para que a pesquisa substituísse a animação partidária. Algo medíocre e preguiçoso que transferia para os eleitores, não filiados, a responsabilidade por uma escolha que deve ser fruto da vivência e democracia interna do partido. O que está acontecendo agora é até pior. Sempre ressaltando: as pesquisas não têm nada a ver com o problema. O que vemos no momento é o seguinte: os partidos se tornaram um detalhe no cenário político nacional. São apenas siglas que servem para legitimar as candidaturas. Aécio Neves, por exemplo, uma referência nacional do PSDB, em nada se constrange em não fazer campanha para o candidato a presidente do partido. O mesmo vale para os tucanos cearenses. Assim, prevalece o cada um por si. Vigoram os interesses individuais. Quando o líder age assim imaginem o que a
contece na base. Junte-se a isso o clima criado pelas pesquisas que mostram José Serra, o candidato tucano, começando a comer poeira. Sem a âncora do partido e de seus líderes, Serra já começa a ser abandonado de uma forma cruel e injusta. Os resultados das pesquisas são os estimulantes para a traição.


NO FIM DAS CONTAS, O ATRASO
Do outro lado, o absurdo uso da imagem do presidente Lula. Os políticos mimetizam-se. É Dilma, a presidente do Lula. É o governador do Lula. É o senador do Lula. Cada candidato a deputado federal ou estadual se esforça para mostrar sua imagem colada à do presidente. Não têm personalidade própria. Anulam-se de uma forma oportunista. O sujeito vai lá na TV e diz que ajudou a construir o Governo Lula. O outro afirma que é velho companheiro do presidente. Quanta mediocridade. São arremedos de líderes. Não têm luz própria e se postam à sombra de outro maior. Nesse ponto, a nossa esquerda se faz velha e repete traços marcantes do varguismo que via e tratava a política como um embate de personalidades, onde Vargas se colocava como o pai da Nação. É tudo muito despolitizado. Saíram da cultura da contestação direto para o culto à personalidade. É o atraso.
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O POVO

20 de agosto de 2010

 
ELEIÇÕES 2010
Política - NO PAÍS DOS TIRIRICAS
Por Fábio Campos

Quantos homens de qualidade estão se dispondo a disputar cargos eletivos? São poucos. Em meio à despolitização, abre-se um imenso vácuo para certos personagens. Não são folclóricos. São espertos. Não têm nada a oferecer, mas usam o fato de serem muito conhecidos para puxar votos. Um deles é cearense. Chama-se Tiririca. É candidato a deputado federal por São Paulo pelo PR. O partido parece ter percebido que o palhaço pode se tornar um puxador de votos e deu-lhe a legenda e o melhor número (2222). Tiririca já virou um sucesso na internet e está na lista mundial de menções no twitter. Vejam a seguir a sua plataforma eleitoral: “Vote no Tiririca. Pior que tá não fica”. Outra: “Mais um motivo para reclamar da política no Brasil, Tiririca se elegendo”. Mais uma: “O que faz um deputado federal? Na realidade, não sei, mas vote em mim que eu te conto”. Em breve, teremos o deputado federal Tiririca, de terno e gravata a perambular pelos corredores do Congresso. Será mais um. Pelo menos é um palhaço legítimo e se aprese
nta como tal. Não engana ninguém.
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O POVO

20 de agosto de 2010

 
ELEIÇÕES 2010
Cals minimiza mudança e diz: quem cuida é Tasso
Candidato do PSDB diz que mudança no comando de seu marketing é aperfeiçoamento. À Câmara Brasil-Portugal, disse que quer aquário, mas sem dinheiro público

O candidato ao Governo do Estado pelo PSDB, Marcos Cals, minimizou, ontem, o impacto da saída da cúpula do marketing político da campanha tucana, que era responsável também pela candidatura de Tasso Jereissati (PSDB) à reeleição no Senado.

O coordenador de comunicação, Marcos Martinelli, e o diretor de criação, Antônio Costa Neto, vinham se desentendendo sobre os rumos da campanha. Em conflito, os dois acabaram, na última quarta-feira, 18, deixando a campanha. Quem assume é o posto é a publicitária Sandra Kraucher. A troca ocorreu no primeiro dia de propaganda eleitoral no rádio e na TV para candidatos ao Governo e ao Senado.


No café da manhã promovido pela Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBP-CE), Cals classificou a mudança como “um aperfeiçoamento”, e disse que “não irá alterar o rumo da campanha”. “Essa questão quem cuida é o Tasso (Jereissati)”, disse encerrando o assunto.


Nessa nova fase, a meta de Cals é se tornar mais conhecido no Interior do Estado. Para isso, ele considera “fundamental o apoio (que vem recebendo) de Tasso”. E afirmou não ter “nenhuma dúvida” de que haverá segundo turno. “Eu vou para o segundo turno, não sei com quem”.

Turismo
Quando questionado pelos membros da CBP-CE sobre investimentos no setor turístico, Marcos Cals mais uma vez falou do projeto do Acquario. “Claro que eu quero o aquário, não sou maluco”. Mas deixou claro que esse tipo de equipamento “só se faz com investimento privado”, porque “não é essencial”. Ele aproveitou para criticar a atual gestão do candidato a reeleição Cid Gomes (PSB): “Não há interiorização do turismo no Ceará”.

Para o candidato tucano, o governo Cid gasta muito em marketing, mas não apresenta resultado. “O que me entristece é a publicidade, mostrando que aqui está às mil maravilhas. Nunca se gastou tanto em publicidade e o número de desembarques caiu”.

Sobre a construção de empreendimentos para o setor, Marcos Cals fez questão de citar as realizações de seu pai, César Cals, quando foi governador do Ceará (entre 1971 e 1975). “Quem mais investiu em turismo no Ceará foi meu pai. Os principais equipamentos turísticos (que existem hoje) foram construídos por ele, como o Centro de Convenções, Bondinho de Ubajara e Encetur”, afirmou.
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O ESTADO

20 de agosto de 2010

 
ELEIÇÕES 2010
Cals propõe criação de assessoria internacional
Os demais candidatos optaram por dedicar-se à preparação ao debate da TV Jangadeiro, que aconteceu à noite.

O candidato do PSDB ao governo, Marcos Cals, anunciou, durante reunião com empresários portugueses, que irá criar, caso seja eleito, a assessoria de assuntos internacionais para cuidar das políticas públicas voltadas para este setor. Cals foi o único a cumprir agenda de campanha, na manhã de ontem. Os demais candidatos optaram por dedicar-se à preparação ao debate da TV Jangadeiro, que aconteceu à noite.

Ao deixar o café da manhã promovido pela Câmara Brasil-Portugal no Ceará (CBP-CE), Cals disse aos jornalistas que o Ceará precisa atrair novos investimentos internacionais. Atualmente, o governo não possui um órgão especializado para tratar deste assunto e, sendo assim, Cals assumiu o compromisso, caso eleito, de oferecer subsídios necessários, como infraestrutura, para instalação de novos investimentos no Estado.

A ideia, segundo o tucano, é que o órgão atue na coordenação e mediação de ações estruturais e acessibilidade fiscal para atrair mais aplicações ao Estado. Isso porque o presidente da CBP-CE, Jorge Chaskelmann, questionou principais entraves, hoje, dos empresários para investir em novos negócios no Ceará, referindo-se à liberação de licenças ambientais, além da aprovação da Junta Comercial devido à burocracia dos órgãos.
Ao final, questionado sobre Segurança Pública, o tucano tornou a tecer críticas ao atual governo, focando que, se eleito for, criará mais 72 delegacias 24 horas, “pois é preciso combater a violência”, salientou.

Novamente, Cals citou que trocará os R$ 250 milhões do Acquario por escolas de tempo integral e de qualidade, o que, segundo ele, proporcionará melhores índices educacionais ao Estado. Sobre turismo, o tucano criticou os altos investimentos em propaganda pela Secretaria de Turismo do Estado, contrariando os indicadores que indicam que o número de desembarques não teve o retorno esperado.

Café
Cals foi o segundo candidato ao governo a participar do “Café com política: Repensando o Ceará”, promovido pela CBP-CE. A Câmara também irá ouvir o governador Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição, no dia 24. Assim, como já o fez com Lúcio Alcântara (PR) - primeiro candidato a apresentar suas propostas ao grupo de empresários. O objetivo do evento é debater com os principais candidatos ao governo propostas sobre insegurança jurídica; excesso de burocracia na Junta Comercial, licenciamento ambiental para os empreendimentos além dos investimentos em turismo e infraestrutura.
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O ESTADO

20 de agosto de 2010

 
ELEIÇÕES 2010
Cid reedita promessa de siderúrgica e refinaria
Candidato à reeleição destaca a importância dos empreendimentos no CE

As instalações da siderúrgica e da refinaria Premium no Ceará atrairão mais indústrias e permitirão que o Ceará conheça uma nova fase de desenvolvimento. A avaliação é do candidato à reeleição ao Governo do Estado, Cid Gomes (PSB), que, na manhã ontem, fez uma caminhada em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza, uma das cidades que seriam supostamente beneficiadas com o funcionamento dos empreendimentos. Cid andou pelas ruas da cidade, acompanhado dos candidatos ao Senado, Eunício (PMDB) e Pimentel (PT), e foi seguido por moradores. Estavam presentes também alguns parlamentares estaduais e prefeitos de cidades próximas.
Em seu pronunciamento, Cid citou o município como um ponto-chave para o desenvolvimento do Ceará, pois sediará a siderúrgica, a refinaria e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE), o que tornará o Estado um polo atrativo de indústrias de beneficiamento, gerando emprego e renda. “Somente para a construção da siderúrgica, serão criados cerca de cinco mil empregos, fora as milhares de pessoas que trabalharão no dia a dia, após o início do seu funcionamento”, afirmou.
Cid lembrou aos moradores sobre a regularização fundiária, que contemplará o município. “Todos os produtores terão asseguradas as documentações das suas terras. Com isso, num futuro próximo, poderão realizar investimentos e fazer financiamentos”, lembrou. A construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) foi outro ponto abordado. Será erguida no Pecém e também atenderá a demanda de São Gonçalo do Amarante.

Velhas promessas
Essa não é a primeira vez esses empreendimentos são utilizados como promessa de campanha eleitoral por Cid Gomes. Na eleição passada, o candidato utilizou-se da suposta vinda das indústrias ao Ceará para pleitear votos, incluindo-os entre os pontos de seu futuro governo. Quatro anos depois, as realizações ainda não deixaram de ser fonte de promessas e razão para atrair votos. O próprio presidente Lula, em visitas ao Ceará, prometeu os investimentos no complexo industrial do Pecém.
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O ESTADO

20 de agosto de 2010

 
SINDINDÚSTRIA - FETECC
Sociais - Feira Itinerante
Por Flávio Tôrres

O presidente Antonio Mendonça lançou a Feira Itinerante do Polo Calçadista do Cariri que consiste nas vendas diretas aos lojistas, representantes e distribuidores. O evento será realizado em diversas capitais brasileiras, começando por Fortaleza ainda neste semestre. Anunciou também a retomada da XIII Feira de Tecnologia e Calçados do Ceará – FETECC.

Homenagem
Na ocasião foi entregue a comenda “Mérito Sindindústria”, que nesta primeira edição, homenageou o governador do Estado, Cid Gomes, o empresário e político, Adauto Bezerra; o ex-prefeito de Juazeiro do Norte, Mauro Sampaio; e o superintendente Estadual do BNB, Isidro de Moraes de Siqueira.
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DIÁRIO DO NORDESTE

20 de agosto de 2010

 
NOVO PONTO ELETRÔNICO
Egídio Serpa - Bom
Foi transferido para 1º de março de 2011 o início de vigência das novas regras do ponto eletrônico. O Governo usou o bom senso, pois a coisa estava virando um caos.
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DIÁRIO DO NORDESTE

20 de agosto de 2010

 
EMPREGO FORMAL - CEARÁ
Julho tem melhor saldo do emprego formal no Estado
O saldo é o terceiro melhor da região Nordeste, atrás de Pernambuco (9.946) e Bahia (10.629)

Julho registrou o melhor resultado do ano para o saldo de empregos gerados no Ceará. Foram criadas 7.946 novas vagas, o que representa a diferença entre 39.425 admissões e 31.479 desligamentos, no mês. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho (MTE).

O saldo é o terceiro melhor da região Nordeste, atrás de Pernambuco (9.946) e Bahia (10.629). Entre todos os meses de julho, da série histórica, iniciada em 1999, este é o terceiro melhor resultado, perdendo para igual mês em 2009 (9.523) e 2008 (10.629). No País, é o oitavo maior desempenho.

O presidente do IDT (Instituto de Desenvolvimento do Trabalho), Francisco de Assis Diniz, diz que o mercado de trabalho em julho "consolida o crescimento da economia".

Ele explica que julho, frente aos dois anos anteriores, sofreu impacto da "antecipação de contratação". "Em 2008, abril, maio e junho não tiveram taxas superiores a de 2010". Ele diz ainda que o "padrão vai ser manter" para o meses seguintes, o que significa continuidade do aquecimento do mercado.

Nos sete primeiros meses do ano, o mercado de trabalho formal no Estado acumula saldo de 38.056. É o melhor resultado, para o período, na série histórica do Caged. No Nordeste, é o segundo melhor saldo, atrás da Bahia (69.471). No País, é o nono maior. O saldo dos sete primeiros meses do ano no Estado corresponde à diferença entre 255.886 admissões e 217.830 demissões.

Nos 12 meses, encerrados em julho, o Estado registra 87.796 novas vagas, recorde para o período na série histórica. É o segundo melhor saldo do Nordeste (Bahia lidera com 107.751) e o oitavo do País.

Entre os setores, a indústria de transformação registrou o maior saldo em julho (2.840 novos empregos), seguido pelos serviços (2.482), construção civil (1.453), agropecuária (544), comércio (439), administração pública (152), extrativismo mineral (44). Na análise dos sete primeiros meses, o setor de serviços lidera o saldo do emprego (14.898), seguido pela construção civil (12.599), indústria (9.010), comércio (4.096), administração pública (698) e extrativismo mineral (126).

O presidente do IDT afirma que, na indústria, os setores têxtil, calçados e vestuário estão, preparando estoque para o fim do ano. Além disso, o mercado está aquecido pelo adiantamento do 13º salário, reajustes salariais acima da inflação, favorecendo a ampliação do consumo.

Fortaleza

Entre nove regiões metropolitanas, Fortaleza é o quarto maior saldo em julho (6.135), o melhor do Nordeste.

NÚMEROS ROBUSTOS
País também anota recorde no ano

A meta do governo é chegar a 2,5 milhões de vagas com carteira neste ano, já descontadas as demissões

Brasília - O Ministério do Trabalho informou ontem que o saldo líquido de empregos criados com carteira assinada no País em julho foi de 181.796 vagas, de acordo com o Caged. Com o resultado de julho, a geração de vagas de emprego superou as demissões em 1.655.116 postos formais de trabalho desde janeiro de 2010, valor recorde para os primeiros sete meses de um ano desde o início da série histórica, em 1992. A meta do governo é atingir 2,5 milhões de empregos novos com carteira assinada este ano, já descontadas as demissões.

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse que prevê números robustos para o mercado de trabalho formal até o final deste ano. "Teremos recordes sucessivos (na geração de emprego) para o mês até o final do ano", afirmou. Segundo ele, os números serão positivos porque a indústria já está superando a capacidade de produção e o mercado consumidor também continua forte. Habitualmente, Lupi costuma fazer críticas a elevações de juros pelo Banco Central, mas dessa vez ele fez referência direta ao presidente da autoridade monetária. "Até Henrique Meirelles está otimista. Se ele está otimista, estou no céu", comparou.

Lupi avaliou que os números de julho mostram uma certa acomodação do setor em um patamar elevado. Em números absolutos, o montante de 181.796 de vagas em julho é superior ao registrado em idêntico mês do ano passado (138 mil vagas líquidas), mas inferior ao saldo de empregos formais verificados em junho (213 mil). "Mesmo não sendo um recorde para o mês, é um número muito próximo aos recordes", afirmou. Ele se referia ao saldo de 203 mil vagas criadas em julho de 2008 e de 202 mil postos de trabalho obtidos em julho de 2004 - os números mais robustos para o mês da série histórica.

Destaque nos setores

No mês passado, o setor de serviços foi o que registrou o maior saldo de criação de empregos formais, com 61 606 novas vagas, recorde para julho. "O bom resultado está ligado ao período de férias, que tem grande contratação em serviços como restaurantes e hotelaria", disse Lupi.

No período, o saldo de contratações da indústria de transformação, que paga os melhores salários, foi de 41.530 vagas. "O emprego no setor de serviços está crescendo mais porque, ao contrário da indústria, normalmente demanda menor especialização", acrescentou.

Segundo o ministro, as 38.382 vagas criadas em julho na construção civil, também recorde para o mês, refletem a demanda do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, além do PAC e outros investimentos privados.

CAROL DE CASTRO
REPÓRTER

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FOLHA DE SÃO PAULO

20 de agosto de 2010

 
EMPREGOS
Julho registra desaceleração na geração de vagas
EMPREGO

DE BRASÍLIA - Em julho, a geração de empregos se desacelerou pelo segundo mês consecutivo. De acordo com o governo, os 181.796 novos postos estão abaixo do recorde de 2008, quando mais de 200 mil brasileiros foram empregados.
O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) registrou 1.655.116 de admissões com carteira assinada no acumulado do ano, o maior número da série histórica iniciada em 1992. Os primeiros cinco meses de 2010 tiveram as maiores taxas de contratação formal.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse que o resultado é positivo. "É que nós estamos mal-acostumados. Mas nós vamos voltar aos números recordes a partir de agosto."
A pasta manteve a meta de 2,5 milhões de contratações até o final do ano. A Fazenda, "sempre mais conservadora", de acordo com Lupi, prevê 2,2 milhões de contratações.
O Ministério do Trabalho não informou a evolução dos salários. Mas Lupi reconhece que o desempenho do setor de serviços disfarça uma debilidade. "É uma mão de obra que não exige tanta especialização. A metalurgia exige e tem, por isso, um salário melhor."
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VALOR ECONÔMICO

20 de agosto de 2010

 
EMPREGO
Emprego cresce menos, mas indústria puxa alta
O ritmo mensal de geração de postos de trabalho caiu, de novo, em julho. O saldo entre demitidos e admitidos no mercado formal resultou em 181 mil novas vagas, número inferior ao recorde de contratações para este mês registrado em 2008. Embora menos intenso no total, o ritmo de novas contratações segue forte na indústria. De janeiro a julho deste ano, 26,3% das vagas novas foram abertas nesse setor, percentual superior aos 22,7% de participação em 2008. O setor que está criando menos vagas - sempre em relação ao ano de 2008 - é o agropecuário: foram 182 mil neste ano e 272 mil em igual período de 2008, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.

Julho foi o segundo mês de retração no ritmo do nível de emprego. Na comparação com 2008, o país havia criado, até maio, 20% mais empregos, crescimento que encolheu para 6% na comparação do acumulado até julho. No acumulado do ano até julho foram contabilizados 1,655 milhão de empregos, o que corresponde a 66,2% da meta do governo para o ano, de 2,5 milhões de novas vagas.

Para o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, o movimento menos intenso de vagas é passageiro. Ele espera novos recordes nos próximos meses. "Nós estamos mal acostumados com recordes sempre, mas vamos voltar a estes índices a partir de agosto. O que tinha que adequar da economia, já adequou", afirmou Lupi, após a divulgação dos números mensais do Caged.

O ministro disse que sua avaliação é sustentada pela expectativa para os próximos meses de redução da taxa de juros e evolução no crescimento da economia. "O parque industrial do Brasil continua crescendo, aumentando assim a capacidade de produção; o consumo está se mantendo em alta; temos impulsos por conta de investimentos do governo e da iniciativa privada. Por tudo isso, estimo novos recordes para os meses de agosto, setembro, outubro e novembro", analisou o ministro

Em julho, o Caged registrou 1,6 milhão de contratações e 1,4 milhão de demissões, com saldo positivo de 181.796 novos postos com carteira assinada. São Paulo esteve a frente com 62,4 mil novos postos, seguido do Rio de janeiro (14 mil), Minas Gerais (13,3 mil) e Paraná (12,7 mil). Os únicos Estados que tiveram queda na geração foram Roraima (menos 120 postos), Distrito Federal (queda de 78) e Amapá (menos 23).

Por setor, o crescimento do emprego com carteira assinada em julho foi puxado pela alta de 1,54% na construção civil, segundo os dados do Caged apresentados ontem. O setor foi responsável pela criação de 38.382 postos de trabalho no último mês, número 9,42% superior ao saldo recorde do setor, registrado em julho de 2008. O aumento de vagas na indústria, na mesma comparação, foi de 10,7% em relação a 2008. (Com agências noticiosas)
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O POVO

20 de agosto de 2010

 
EMPREGO FORMAL - CEARÁ
Quase 8 mil novas vagas no Ceará
Resultado é o terceiro melhor na história para o mês de julho e o segundo maior do Nordeste, atrás da Bahia. No Brasil, foram gerados 181,7 mil empregos no mês. MTE afirma que este ano foi registrado recorde, com 1,65 milhão de novos postos

Julho registrou o terceiro melhor resultado na geração de empregos formais no Estado, dentro da série histórica para este mês, com 7.946 novas vagas. Contudo, a geração de empregos para o mês foi maior ano passado, com 9.523 e em 2008, com 10.629 empregos.

Na comparação com junho, houve um crescimento de 0,84%, próximo aos 0,85% de alta em Fortaleza, responsável por 77,2% do resultado, ou 6.135 novas contratações. Os números são da pesquisa do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e do Emprego.

Os setores que mais empregaram foram indústria, com 2,84 mil; serviços, 2,48 mil e construção civil, com 1,45 mil. Para o presidente do Instituto do Trabalho e do Emprego do Ceará (IDT), Francisco de Assis Diniz, “esse resultado é uma demonstração da crescimento da nossa economia”.

O resultado da indústria no período, principalmente a de calçados e de vestuário, segundo Assis, é decorrente da expansão do comércio propiciada pelo bom momento da macroeconomia e da facilidade de crédito, da melhoria do poder de compra da população e do aumento de consumo nos meses de novembro e dezembro. “As indústrias estão mantendo o padrão e se preparando para manter os estoques e atender a demanda do fim do ano”, comenta.

Excetuando a Capital, entre as cidades cearenses com mais de 100 mil habitantes, a maior variação positiva percentual foi em Santa Quitéria (9,23%), na região Norte, cujo saldo entre admissões e demissões foi de 145 vagas. Já o crescimento absoluto foi maior em Russas, com crescimento relativo de 2,15%, mas saldo positivo de 367 vagas.

Entre janeiro e junho, foram criadas no Ceará 38.056 vagas, um crescimento acumulado de 4,14% em relação ao mesmo período de 2009. Segundo o texto da pesquisa, é “o melhor de toda a série histórica em termos absolutos e relativos, e o segundo maior saldo do Nordeste, sendo superado pelo ocorrido no estado da Bahia”. Lá, foram gerados 69.471 postos de trabalho.

EMAIS


SEGUNDO MAIOR NÚMERO DE CONTRATAÇÕES NO NORDESTE
No acumulado entre os meses de julho de 2009 e 2010, foram gerados no Ceará 87.796 vagas, um crescimento de 10,1% na comparação com os 12 meses anteriores.

Dentro do Nordeste, novamente esse resultado foi inferior apenas ao registrado na Bahia, onde foram geradas 107,7 mil vagas.

Para o mês passado, o melhor resultado regional foi em Pernambuco, com 9.946 novos empregos.

O acumulado do ano chegou a 19.878 e dos últimos 12 meses, 86.182 vagas, o terceiro melhor da região.

Considerando todo o País, este ano tem sido o de maior geração de empregos segundo o MTE.


1.655.116 empregos foram criados entre janeiro e julho, sendo somente 181.796 em julho.


Nos últimos 12 meses, são 2.212.318 vagas.
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O POVO

20 de agosto de 2010

 
NOVO PONTO ELETRÔNICO
Vertical S/A - FISCALIZAÇÃO BOAZINHA
Por Jocélio Leal

A garantia do ministro Carlos Lupi (Trabalho e Emprego) de que os primeiros 90 dias da fiscalização do novo ponto eletrônico serão apenas para orientação e esclarecimentos, já era esperada. Alguém acreditava que o Governo iria tomar uma medida tão marcada pela rejeição e antipatia dos empresários em pleno ano eleitoral de 2010? A fiscalização boazinha (sem autuação) começa na próxima quinta-feira. As multas não serão aplicadas nos primeiros três meses, apesar de a instrução normativa (IN nº 85) - responsável por regulamentar a portaria 1.510 – ser clara: as multas podem acontecer de 30 a 90 dias após a primeira visita do fiscal.
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VALOR ECONÔMICO

20 de agosto de 2010

 
ICMS
Alta do ICMS recupera caixa dos Estados
Luciana Otoni, de Brasília

O consumo elevado combinado com a recuperação da atividade industrial e com uma safra agrícola recorde ampliou a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no primeiro semestre e recompôs o caixa dos Estados após as perdas de 2009. Esse bom resultado motivou parte dos governos a rever para cima as projeções de arrecadação para 2010. Por outro lado, levou os secretários estaduais da Fazenda a advertir que a segunda metade do ano não repetirá a performance do primeiro.

Entre janeiro e junho, as 27 unidades da federação arrecadaram R$ 125 bilhões com o ICMS, com alta nominal de 16% em relação a igual período do ano passado, a mesma taxa de expansão apurada pelo governo federal.

A avaliação dos secretários é que a retirada dos estímulos ao consumo na virada do primeiro para o segundo trimestre não enfraqueceu o comércio e atividade industrial e não prejudicou a cobrança do imposto estadual, que se manteve em expansão entre abril e junho.

O coordenador do Conselho Nacional de Política Fazendária Confaz), Carlos Martins, analisa que a receita com o ICMS nos seis primeiros meses é consequência dos estímulos adotados no período da crise para fomentar o crédito e o consumo. "A arrecadação dos Estados no primeiro semestre reflete a política macroeconômica adotada para enfrentar a crise. O consumo continua aquecido e não existe ainda impacto no varejo da retirada de parte dos benefícios tributários", disse.

Ao citar os fatores que agiram sobre a receita, Martins avaliou que a taxa de expansão de 16% dificilmente se repetirá. "Ainda neste semestre começaremos a ver uma desaceleração."

O coordenador explica que a redução de ritmo será sentida entre julho e setembro e que entre outubro e dezembro a base de comparação com o último trimestre de 2009 será maior. De maneira geral, a indicação dos secretários é que o recolhimento do ICMS em 2010 ficará 9,5% acima do apurado no ano passado.

Minas Gerais é um dos Estados que revisaram as projeções para cima. Após o baque sentido em 2009, a economia mineira reagiu positivamente à retomada do Produto Interno Bruto (PIB) e gerou R$ 12,4 bilhões em ICMS entre janeiro e junho ante R$ 10,4 bilhões contabilizados igual período do ano passado. Cerca de 45% dessa receita advém da cobrança de 25% de ICMS sobre a venda de combustíveis e lubrificantes, 25% sobre os serviços de telefonia e 30% sobre o fornecimento de energia.

A despeito dessa concentração, a Secretaria da Fazenda de Minas informa que o comércio e a venda de veículos e de bebidas contribuíram fortemente. Em junho, especificamente, somente as vendas no varejo proporcionaram R$ 330 milhões, cerca de 30% acima do verificado em igual mês de 2009.

O governo do Rio Grande do Sul também celebra bons resultados. Nos seis primeiros meses, a economia gaúcha gerou R$ 8,5 bilhões em ICMS, 16% acima do verificado no primeiro semestre do ano passado. O secretário Ricardo Englert atribui a maior parte dessa expansão ao crescimento econômico, particularmente aos efeitos da safra agrícola e da recuperação do setor industrial, e lembrou que medidas de combate à sonegação reforçaram o caixa em cerca de R$ 40 milhões ao mês.

O bom desempenho levou a Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul a elevar de R$ 17 bilhões para R$ 17,4 bilhões a previsão anual de arrecadação com o ICMS. Ainda assim, Englert é um dos secretários que enfatizam que a taxa de expansão da primeira metade do ano não se manterá. "Será difícil crescer 16% entre julho e dezembro", disse.

Na Bahia, a combinação do maior ritmo industrial com o maior consumo das famílias proporcionou alta de 24% na arrecadação, que encerrou junho em R$ 6 bilhões. Martins, coordenador do Confaz e secretário da Fazenda da Bahia, comentou que esse percentual destoa da média nacional, juntamente com o de Goiás e do Amazonas. Ele informou que o forte incremento na arrecadação é resultado da alta de 18% da atividade industrial na Bahia e do maior consumo de combustíveis. Ele cita ainda o comércio atacadista como um dos subsetores que reforçaram a receita.

O governo da Bahia também deverá elevar as projeções da receita anual. Por outro lado, a secretaria da Fazenda indica que dificilmente o período entre julho e dezembro repetirá a expansão verificada na primeira metade do ano.

No Amazonas, a atividade fabril na Zona Franca de Manaus direcionada ao mercado interno e ao mercado externo, sustentou a expansão da receita com ICMS, que atingiu R$ 2,6 bilhões ante R$ 1,9 bilhão entre janeiro e junho de 2009.

Em Goiás, o imposto estadual proporcionou R$ 4 bilhões, bem acima dos R$ 3,1 bilhões contabilizados nos seis primeiros meses do ano passado. O secretário Célio Campos Jr. atribuiu o bom resultado ao dinamismo do PIB. Ele acrescentou que o desempenho decorreu, também, do programa de refinanciamento de ICMS atrasado que concedeu desconto de até 90% nos pagamentos de dívidas.

Diante dos bons números do primeiro semestre, Campos adota uma postura mais conservadora para o restante do ano, por considerar que daqui para a frente as comparações serão feitas com bases mais elevadas. "Historicamente, o segundo semestre é melhor que o primeiro. Mas não sabemos até que ponto as eleições e a Companhia Energética de Goiás (Celg) podem impedir um crescimento maior", afirma. A Celg deve ao governo de Goiás cerca de R$ 740 milhões, cujo abatimento depende de negociações de venda da companhia.

O Estado de São Paulo, que isoladamente responde por 35,2% da arrecadação nacional do ICMS, registrou recolhimento de R$ 44 bilhões entre janeiro e junho ante R$ 43,9 bilhões registrados em igual período de 2009.
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