Fortaleza, CE - sábado, 21 de agosto de 2010

AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- Sonia Pinheiro - VITÓRIA
- Vertical - ELEVADOR
- Egídio Serpa - Um cearense no frio
- Negócios & Mercado - Roberto Macêdo é reeleito na Fiec
- Roberto Macêdo vence eleições na Fiec
- Roberto Macêdo vence eleições na FIEC
- Montanhista cearense fala sobre Expedição McKinley

BANCOS
- Distorções são várias e grandes como o banco

CIÊNCIA E TECNOLOGIA
- Presidente do CNPq participa de aula inaugural de curso

COMÉRCIO
- Cartilha traça diretrizes no comércio eletrônico

ECONOMIA
- Prévia do IPCA registra deflação pelo 2º mês seguido

INDUSTRIALIZAÇÃO - CEARÁ
- Egídio Serpa - Começa capacitação para Malwee

INFRA-ESTRUTURA
- Centro quase pronto no Cariri
- Trens do Metrofor chegam hoje ao Ceará
- Dnit garante retomada imediata das obras

MEIO AMBIENTE
- Crescimento ao ritmo chinês
- Turismo: tecnologia para o semiárido
- Egídio Serpa - Louvor a Magalhães
- Icid ainda não acaba por aqui

NEGÓCIOS
- Vertical S/A - Missão concreta

POLÍTICA
- Dilma abre 17 pontos sobre Serra e venceria no 1º turno

PRÊMIO
- Vertical S/A - PRATA DA CASA DO IPECE LEVA OURO

RESÍDUOS
- 44% do lixo produzido vão parar no lixão

ROBERTO MACÊDO
- Reportagem - FITAS

SINDICATO
- Fortaleza foi a 3ª cidade que mais criou vagas dentre 50

TRABALHO
- Como reconhecer

TRIBUTAÇÃO
- Brasil: campeão de preço alto


O POVO

21 de agosto de 2010

 
ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA
Sonia Pinheiro - VITÓRIA
Dia D na Fiec reelegeu Roberto Macêdo presidente, que tem como 1°. vice Ivan Bezerra (ambos na foto)

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O POVO

21 de agosto de 2010

 
ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA
Vertical - ELEVADOR
SOBE - Roberto Macedo (Fiec), que foi reeleito por 37 votos a 1. Sem contestação.
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DIÁRIO DO NORDESTE

21 de agosto de 2010

 
ROSIER ALEXANDRE
Egídio Serpa - Um cearense no frio
Segunda-feira, 23, às 19 horas, na Fiec, o consultor organizacional e alpinista cearense Rosier Alexandre fará palestra - com fotos e vídeos - sobre sua aventura na montanha mais fria do mundo, a Mckinley, de 6194 m.

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DIÁRIO DO NORDESTE

21 de agosto de 2010

 
ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA
Negócios & Mercado - Roberto Macêdo é reeleito na Fiec
Por João Ferreira

O industrial Roberto Proença de Macêdo foi reeleito, na última quinta-feira, presidente da Fiec (Federação das Indústrias do Ceará). Ele vai dirigir os destinos da entidade nos próximos quatro anos. Sua vitória foi por 37 votos a l dos sindicatos representativos da categoria. Macêdo, tão logo conhecido o resultado da apuração da eleição, afirmou que o voto direto dos empresários foi a marca inovadora desse pleito eleitoral, dando maior transparência ao processo. "Vamos continuar trabalhando para integrar e valorizar o empresariado em suas demandas", reforçou.

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INVEST NE

21 de agosto de 2010

 
ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA
Roberto Macêdo vence eleições na Fiec
Principal novidade desta eleição foi participação direta dos empresários filiados aos 39 sindicatos ligados à Fiec na escolha do presidente da entidade

Com trinta e sete votos a favor e um contra, o empresário Roberto Proença de Macêdo foi reconduzido ao cargo de presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) nessa quinta-feira (19). A nova diretoria comandará a intituição durante o quadriênio 2010-2014. A principal novidade desta eleição foi a participação direta dos empresários filiados aos 39 sindicatos ligados à Fiec na escolha do presidente da entidade. A inovação é pioneira no âmbito das federações de indústria do País e foi possível graças às reformas do estatuto social e do regulamento eleitoral implementadas no fim do ano passado.




Duas chapas disputaram o comando da maior entidade de classe do Estado: a chapa 1 (Fiec 60 Anos) teve à frente o empresário Roberto Proença de Macêdo, que buscava a reeleição. A chapa 2 (Participação para Inovar) foi liderada por Orlando Carneiro de Siqueira, titular da OCS Minerais e Empreendimentos.

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ANTÔNIO VIANA ON LINE

21 de agosto de 2010

 
ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA
Roberto Macêdo vence eleições na FIEC
Duas chapas disputaram o comando da maior entidade de classe do estado


Com trinta e sete votos a favor e um contra, o empresário Roberto Proença de Macêdo foi reconduzido ao cargo de presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) na tarde de ontem, quinta-feira 19 de agosto. A nova diretoria comandará a intituição durante o quadriênio 2010-2014. A principal novidade desta eleição foi a participação direta dos empresários filiados aos 39 sindicatos ligados à FIEC na escolha do presidente da entidade. A inovação é pioneira no âmbito das federações de indústria do país e foi possível graças às reformas do estatuto social e do regulamento eleitoral implementadas no fim do ano passado.

Duas chapas disputaram o comando da maior entidade de classe do estado: a chapa 1 (FIEC 60 Anos) teve à frente o empresário Roberto Proença de Macêdo, que buscava a reeleição. A chapa 2 (Participação para Inovar) foi liderada por Orlando Carneiro de Siqueira, titular da OCS Minerais e Empreendimentos.
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BLOG ELIOMAR DE LIMA

21 de agosto de 2010

 
MONTANHISTA ROSIER ALEXANDRE
Montanhista cearense fala sobre Expedição McKinley
O consultor organizacional e montanhista Rosier Alexandre fará palestra aberta ao público nesta segunda-feira, a partir das 19 horas, no auditório da Federçaão das Indústrias do Ceará (Fiec). Na ocasião, ele apresentará fotos e vídeo contendo os momentos mais marcantes da expedição que fez a McKinley, a montanha mais fria da Terra e a mais alta da América do Norte. incluindo algumas tempestades de vento e neve.

Na oportunidade Rosier apresentará detalhes sobre a Expedição McKinley (6.194m), a montanha mais fria da Terra e a mais alta da América do Norte.

Após a palestra, Rosier estará expondo todos os equipamentos utilizados na expedição. Rosier fez essa expedição contando com apoio do Distribuidor Cummins Diesel do Nordeste (www.dcdn.com.br), EIM – Instalações Industriais (www.eim.ind.br), Fiec e SESI www.sfiec.org.br).

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FOLHA DE SÃO PAULO

21 de agosto de 2010

 
BNDES
Distorções são várias e grandes como o banco
TENDÊNCIAS/DEBATES

A atuação do BNDES causa distorções na economia?

SIM

ROBERTO MACEDO

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ganhou maior atenção desde que o Tesouro Nacional lhe transferiu enormes recursos (R$ 180 bilhões), levantados com mais dívida pública a juros maiores que os cobrados das empresas que o banco financia.
Vi cifras perto de R$ 9 bilhões por ano em cálculos desse subsídio, o que é uma enormidade. Com prazos até 30 anos, uma calamidade.
Com razão, o pacote chamou a atenção para novas distorções da ação do BNDES, e para outras já conhecidas.
Na macroeconomia, o aporte, em parte já no período pós-crise, significou um estímulo imediato à demanda agregada, do qual o próprio presidente do Banco Central se queixou ao defender uma Selic maior, confirmando assim que o time do governo não joga em equipe.
No mercado de capitais, essa dívida maior absorveu recursos e deu um "chega pra lá" em tomadores fora do BNDES, restringindo-lhes o crédito e ampliando o custo dele.
No setor produtivo, o BNDES abençoa algumas empresas, aumentando-lhes o poder de mercado, em mal explicada estratégia de seleção, e sem ponderar o impacto sobre as excluídas, que sofrem com competidores reforçados.
E não financia apenas investimentos produtivos, mas também fusões e aquisições. Na selva do mercado, grandes que se tornam maiores costumam comer mais os pequenos, que nem aparecem para reclamar. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deveria atuar contra isso.
Politicamente, o aporte distorceu o sistema político, passando o banco a gerir imenso orçamento paralelo, em que o destino de recursos públicos escapa ao crivo "a priori" do Congresso Nacional. Este precisa ser aperfeiçoado, e não atropelado por esse orçamento não democraticamente sancionado, que passou à tecnocracia do BNDES. Lembra o reforçado papel do banco no governo Geisel.
O efeito deletério dos subsídios na distribuição de renda não aparece nos dados usuais, limitados a rendimentos do trabalho, sem ganhos financeiros e de capital. Mas é enorme, e deveria ser comparado ao de programas como o Bolsa Família, para saber seu impacto sobre a tal dívida social, num balanço que não pode escapar a um governo que sempre se diz empenhado em resgatá-la.
O estudo deveria ser do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), cujo presidente, Marcio Pochmann, tem agudo interesse por questões distributivas, como no seu último artigo nesta página ("São Paulo desigual", 18/8), sobre desigualdades entre grandes e pequenos municípios paulistas e entre suas áreas rurais e urbanas.
Caberia também esclarecer o papel do BNDES nessas desigualdades, e de que forma poderia contribuir para atenuá-las.
Responderia também com um sim se questionado quanto a manter o BNDES e sobre a importância do seu papel num sistema financeiro em que bancos privados evitam financiamentos de longo prazo.
Ele mesmo deveria reagir, pelos seus quadros, à submissão a que é submetido por vontades governamentais, as quais lhe atribuíram até o papel de financiar parte dos estádios, com desenho de elefantes brancos, que virão para a Copa do Mundo de 2014.
Deveria depender menos de recursos governamentais, ser muito mais transparente em suas práticas e estudar para valer essas e outras distorções de sua ação, em lugar de apenas desprezar sua menção com argumentos superficiais.
Precisaria voltar-se mais para empresas menores, e sempre exigir das grandes forte contrapartida de recursos levantados nos mercados de títulos privados e de ações. As exigências desses mercados serviriam para chancelar escolhas, ao lado de permitir o atendimento de mais clientes com os recursos disponíveis, ao reduzir o volume alocado e os subsídios de cada projeto.
ROBERTO MACEDO é economista (USP), doutor em economia pela Universidade Harvard (EUA), professor associado à Faap e vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo.

NÃO

Bancos públicos para o desenvolvimento

ANTONIO CORRÊA DE LACERDA

Os bancos públicos sempre tiveram papel histórico relevante, desde o século passado, no financiamento da transformação da economia brasileira em uma das dez economias mais industrializadas do planeta. Especialmente nos dois últimos anos, tiveram atuação ainda mais relevante ao contraporem-se à escassez de crédito imposta pela maior crise do capitalismo mundial dos últimos 80 anos.
No Brasil, o efeito da crise não decorreu apenas devido à quebra das linhas internacionais de financiamento que abasteciam parcela relevante do crédito doméstico.
Isso limitou a oferta de crédito, mas a manutenção de uma taxa de juros reais elevada também levou a uma exacerbação da "preferência pela liquidez", dado o elevado prêmio oferecido pelos títulos públicos para as aplicações de curto prazo.
Os dois impactos, o externo e o interno, provocaram uma paralisação da atividade econômica doméstica, o que foi contrabalançado com a atuação anticíclica dos bancos públicos, principalmente BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, associada a outras medidas, como a redução de impostos sobre alguns bens. Isso impediu que a economia brasileira tivesse queda expressiva do PIB, como ocorreu em outros "emergentes", como México e Rússia.
Há ainda um problema estrutural no Brasil, decorrente dos fatores de competitividade sistêmica desvantajosos -basicamente tudo o que afeta nosso poder de competir-, mas que independe da microeconomia das empresas.
Questões como tributação elevada, excessiva burocracia, falhas de logística e de infraestrutura, entre outros, e ainda um fator crucial, a valorização cambial.
O debate sobre a atuação do BNDES tem sido distorcido por, além dos fatores já enumerados, uma visão míope do seu custo para a sociedade, sem levar em conta os benefícios do investimento feito.
As diferenças entre custo de captação, no caso dos aportes do Tesouro Nacional ao banco, são mais que compensadas pelos dividendos gerados e ainda pela receita tributária decorrente das atividades proporcionadas pelo efeito multiplicador dos investimentos.
Há ainda o equívoco no argumento de que a maior parte das empresas demandantes de parcela expressiva dos financiamentos teria outras opções, como o acesso ao mercado internacional de capitais.
Ocorre que, para isso, partindo do princípio de que seriam bem-sucedidas na obtenção de crédito externo, as empresas precisariam, muitas por exigência de estatuto, se proteger, via operações de "hedge" (seguro contra volatilidade cambial) excessivamente onerosas, tornando o custo do financiamento inviável para quem precisa competir no mercado global.
O grande fator inibidor do financiamento de longo prazo no Brasil é a elevada taxa de juros praticada.
É preciso diminuir a remuneração das aplicações de curto prazo, rever a tributação e estimular a concorrência bancária para reduzir os "spreads" (taxas de risco cobradas), bem como fomentar o mercado de capitais como instrumento de "funding" para os investimentos produtivos.
Não deixa de ser estranho que, justamente no momento em que a atuação dos bancos públicos tenha ganhado ainda mais relevância, dadas as circunstâncias citadas, sejam objeto de tanta contestação.
Há, para isso, motivações ideológicas, mercadológicas e ainda, claro, o calor do ambiente eleitoral. Mas é importante que não se perca de vista a questão fundamental: como financiar o desenvolvimento.
ANTONIO CORRÊA DE LACERDA é professor-doutor do departamento de economia da PUC-SP e autor, entre outros livros, de "Economia Brasileira". Foi presidente do Conselho Federal de Economia e da Sobeet (Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica).

E mail: aclacerda@pucsp.br.
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O POVO

21 de agosto de 2010

 
CAPACITAÇÃO
Presidente do CNPq participa de aula inaugural de curso
A oferta de capacitação pelos Centros de Inclusão Tecnológica resultam da parceria entre o CNPq, Instituto Centec, e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia

Rosa Sá

“Estou deliciado de ver que somos um dos parceiros nesse esforço que está sendo feito aqui. O Inglês hoje tornou-se a língua franca da ciência, tendo grande importância científica e econômica. E o Brasil vai sediar a Copa do Mundo em 2014, e os Jogos Olímpicos em 2016, por isso precisamos estar preparados para mostrar do que esse País é capaz”.



Assim o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Carlos Aragão de Carvalho Filho, falou aos jovens que participaram ontem à tarde da aula inaugural do curso de Inglês Básico que começou a ser ministrado para alunos dos sete Centros de Inclusão Tecnológica e Social (Cits) do Estado, situados nos bairros Mucuripe, Lagamar, Parque São José, Messejana, José Walter, Conjunto Ceará e Jangurussu. A fala foi transmitida ao público alvo da sala de vídeo-conferência do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).

Os Cits são os antigos ABCs (Aprender, Brincar, Crescer) criados em comunidades carentes de Fortaleza. Nas unidades que são mantidas pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) do Estado, serão beneficiados cerca de 140 jovens com o ensino da Língua Inglesa. A formação será ministrada à distância, na modalidade de vídeo-conferências. As aulas começam a partir do próximo dia 28 e se estenderão até 10 de outubro.

Além deste, outros cursos são ministrados nos Cits, todos voltados a formação de mão de obra qualificada para setores da economia, como serviços e turismo. Todo o programa será executado com a parceria do Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec) , IFCE e CNPq, que garante bolsas de extensão tecnológica aos professores.

Ontem mesmo foi entregue a certificação a 76 jovens do Conjunto Ceará capacitados em Eletricidade predial, manutenção de Hardware e Informática Básica. Telemarketing, produção de alimentos, serviços domésticos, confecção e moda são as outras áreas de formação disponíveis nos Cits.
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DIÁRIO DO NORDESTE

21 de agosto de 2010

 
COMÉRCIO ELETRÔNICO
Cartilha traça diretrizes no comércio eletrônico
Documento prevê, por exemplo, possibilidade de desistir da compra, sem justificar motivo e gerar custos

Rio/Fortaleza - O aumento das compras pela internet vem gerando mais reclamações nos últimos anos. Em função disso, o Ministério da Justiça e os Procons divulgaram ontem documento com diretrizes para garantir os direitos do consumidor nos negócios na rede mundial de computadores.

Um dos principais focos do documento, divulgado na 65ª reunião do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, é garantir ao consumidor o direito de desistir de uma compra, sem justificar motivo e sem geração de custos. O documento prevê ainda proteção contra práticas abusivas e acesso prévio do consumidor às condições gerais de contratação. O objetivo é transpor os direitos do consumidor para as compras na internet.

De outubro de 2004 a janeiro de 2010, foram geradas 22 mil reclamações sobre comércio eletrônico nos Procons de todo o Brasil. "Queremos garantir mais segurança ao consumidor. Por isso, estamos exigindo mais documentação nas compras pela internet", afirmou a secretária de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Mariana Tavares de Araújo. De acordo com os números da e-bit, empresa especializada em informações sobre o setor, os consumidores brasileiros movimentaram R$ 6,7 bilhões em compras na internet no primeiro semestre. O valor - que não inclui vendas de veículos, passagens aéreas e leilões virtuais - representa um crescimento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 20 milhões de pessoas que compraram pela internet ao menos uma vez, nos primeiros seis meses do ano. Segundo o levantamento, a expectativa é de que até o fim do ano, as vendas online atinjam a marca de R$ 14,3 bilhões, o que representa uma expansão de 35% em relação ao ano passado. Outra pesquisa, desta vez da consultoria ev
eris, também comprova este crescimento, mostrando o Brasil como líder no ranking de comércio eletrônico entre os países da América Latina. No mundo, os Estados Unidos aparecem como país de maior volume de comercialização virtual, com a marca de US$ 134,9 bilhões em transações em 2009, sendo seguido pelo Japão (US$ 51,2 bilhões) e China (US$ 36,9 bilhões).

Tempo na internet

A cartilha divulgada pelo Ministério da Justiça surge em um momento de destaque do Brasil com relação ao tempo gasto navegando na internet.

O País é o primeiro do mundo no ranking de horas gastas em navegação na rede.

Os 67,7 milhões de internautas brasileiros ficam em média 45 horas por mês na web, ou cerca de 1h30 por dia. Os dados são do Ibope/Nielsen
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FOLHA DE SÃO PAULO

21 de agosto de 2010

 
IPCA-15
Prévia do IPCA registra deflação pelo 2º mês seguido
DA REUTERS - O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15) registrou deflação pelo segundo mês seguido em agosto, devido à continuidade da queda dos alimentos, colocando a taxa de 12 meses abaixo da meta prevista para o ano.
O ministro da Fazenda Guido Mantega disse que essa variação negativa não deve se repetir no IPCA de agosto -que cobre o mês inteiro, enquanto o IPCA-15 cobre o período de 30 dias-, mas que a inflação seguirá contida.
O indicador recuou 0,05% em agosto, após queda de 0,09% em julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"[Deflação] não é permanente. O efeito da redução dos preços agrícolas deve estar terminando. A previsão é que o IPCA de agosto suba um pouquinho, mas o importante é que estamos com a inflação sobre controle dentro daquilo que estava previsto", afirmou Mantega.
O IBGE acrescentou que, no ano, o IPCA-15 acumulou alta de 3,21% e, nos últimos 12 meses, de 4,44%. O governo persegue uma meta de inflação em 2010 de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
Analistas disseram que o dado mostra um cenário de inflação controlada, o que apoia a tese de manutenção da taxa básica de juros em setembro, após três altas consecutivas.
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DIÁRIO DO NORDESTE

21 de agosto de 2010

 
MALWEE
Egídio Serpa - Começa capacitação para Malwee
No próximo dia 27, será inaugurada a unidade industrial cearense da catarinense Malwee, uma das maiores malharias do Brasil. Ela dará emprego direto a três mil - repita-se: três mil - pessoas. Problema: a Malwee precisa de 640 costureiros qualificados para operar suas modernas máquinas. Esse contingente não existe. Mas existirá no curto prazo, graças ao Programa de Capacitação em Rede (PCR), criado e desenvolvido pelo Instituto de Educação Portal (IEP), uma ONG que se dedica à capacitação e inserção de jovens, oriundos da escola pública e das faixas de baixa renda. Para atender à urgente necessidade da Malwee, o Governo do Estado e a empresa convocaram o IEP e com ele celebraram parceria. E os parceiros dividiram suas tarefas: a Malwee emprestou 80 máquinas de costura da mais alta tecnologia, o Governo concedeu o material didático e o IEP fará o acompanhamento pedagógico de todo o processo de qualificação. Está combinado que 100% do pessoal capacitado serão empregados pela Malwee. Essa experiência é tão inter
essante e, ao mesmo tempo, simples, que a Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece) a quer estendida a outras indústrias já instaladas ou em processo de instalação na área de Pacajus, Horizonte, Chorozinho e Eusébio. A diretora executiva do IEP, Mônica Rabelo, e sua gestora acadêmica, Larissa Oliveira, não têm dúvida: "A mudança se faz assim".
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DIÁRIO DO NORDESTE

21 de agosto de 2010

 
CENTRO DE CONVENÇÕES DO CARIRI
Centro quase pronto no Cariri
Construção beneficiará 28 municípios da região, às margens da CE-292, que liga Juazeiro, Crato e Barbalha

Iniciada em julho de 2009, a construção do Centro de Convenções do Cariri já está em fase de finalização, com 90% das obras concluídas. Projetado para impulsionar ainda mais a vocação para eventos agropecuários e industriais da região, além de servir para eventos de lazer e religiosos, o equipamento está orçado em R$ 7.776.538,38 milhões.

Construído às margens da CE-292, na ligação entre Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha, o local deverá contemplar diversas atividades culturais e sociais, atraindo para a região, seminários, cursos profissionalizantes, exposições, feiras, teatro, entre outros eventos.

No prédio, cuja área construída será de 5,7 mil m², serão instalados um auditório com capacidade para abrigar 600 pessoas, além de outros três, com 160 lugares cada, recepções, subsolo para depósito e casa de máquinas, quatro salas de reunião e multiuso, e estacionamento com 208 vagas. Também vão ser construídos espaços cobertos e ao ar livre para exposições, e jardins paisagísticos dotados de espelhos d´água.

Segundo o Secretário do Turismo do Estado, Bismarck Maia, a necessidade de um centro de convenções no Cariri é uma realidade, tendo em vista a grande demanda da região para a realização de eventos, principalmente na área de feiras agropecuárias.

Municípios beneficiados

De acordo com os dados disponibilizados, em 2007, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o montante habitacional da região está estipulado em 870 mil pessoas, distribuídas nos 28 municípios do Cariri. Com a construção do Centro de Convenções do Cariri, serão beneficiadas as localidades de Abaiara, Altaneira, Antonina do Norte, Araripe, Assaré, Aurora, Barbalha, Barro, Brejo Santo, Campos Sales, Caririaçu, Crato, Farias Brito, Granjeiro, Jardim, Jati, Juazeiro do Norte, Mauriti, Milagres, Missão Velha, Nova Olinda, Penaforte, Porteiras, Potengi, Saboeiro, Salitre, Santana do Cariri e Tarrafas. Sonho antigo das cidades da Região do Cariri, o novo Centro de Negócios e Convenções atende a uma demanda de mais investimentos em turismo e eventos na região.

O empreendimento incrementará os negócios no Sul do Estado, que poderá receber grandes feiras e encontros dos mais variados negócios.

A comodidade para os usuários do Centro de Negócios também será sentida por aqueles que necessitam de acessos especiais. Todos os blocos, pavimentos, palcos e banheiros contarão com rampas para cadeirantes.

Outras obras

A localização do Centro de Negócios e Convenções do Cariri, na cidade do Crato, contempla o desejo do Governo do Estado de distribuir equipamentos públicos pelas principais cidades da região. Também está sendo construída em Barbalha a nova Ceasa do Cariri e em Juazeiro está em obras o novo Hospital Regional do Cariri, além de outros investimentos.
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DIÁRIO DO NORDESTE

21 de agosto de 2010

 
TRENS DO METROFOR
Trens do Metrofor chegam hoje ao Ceará
Navio com os dois primeiros carros, de um total de 20, do metrô, atraca às 8h no Terminal Portuário do Pecém

Um ponto no horizonte acende a luz no fim do túnel. Os primeiros dois trens, de um total de 20, que irão formar as dez composições do Metrô de Fortaleza (Metrofor), chegam definitivamente, às 8h de hoje, no Terminal Portuário do Pecém. Após as manobras de atracação do navio Nanuk, os trens começam a ser descarregados a partir das 13h, em uma operação que deve durar, pelo menos, cinco horas e terminar somente à noite.

A informação da chegada dos trens, encomendados pelo Governo do Estado à empresa italiana Ansaldobreda, foi confirmada na noite de ontem pelo diretor de operações e infraestrutura da CearáPortos, Humberto Castelo Branco. Segundo ele, contatos vinham sendo feitos com o comandante do navio, como forma de monitorar a hora exata de chegada dos trens, aguardados com grande expectativa, diante dos atrasos consecutivos e problemas registrados no Metrofor.

De acordo com o secretário Estadual de Infraestrutura, Adail Fontenele, os trens chegam em partes e serão compostos, inicialmente, em uma área reservada do pátio de cargas do porto. Inicialmente serão montados os ´trucks´ (eixos) sobre as rodas, para depois serem acoplados os carros.

Após a montagem, que deverá levar cerca de dez dias, explica o diretor de operações, os trens seguem, rodando nos trilhos, até o Centro de Manutenção do Metrofor, na estação Vila das Flores, em Pacatuba, onde será concluída a arrumação das peças. Depois desta fase, que deverá levar uns 20 dias, explica o secretário, os trens serão submetidos, um a um, a testes estáticos e dinâmicos.

Conforme disse, após os testes de motores, de freios e de estrutura, com os trens parados, eles serão testados sobre os trilhos, mas em apenas uma das linhas do Metrofor, no trecho de dois quilômetros que interliga Pacatuba à Pajuçara.

Ainda em obras, esse trecho só deve ficar pronto nos próximos 30 dias. "Vamos aproveitar os testes dos trens para avaliar também as linhas", explicou o secretário. "Caso detectemos algum problema, poderemos corrigir antes de iniciar os testes com os outros trens", acrescentou Fontenele.

Mais otimista diante dos graves problemas diários enfrentados nos últimos dez anos pelo Metrofor, Fontenele avalia a chegada dos primeiros trens como uma "conquista grande".

Ele reconhece, no entanto, que até o metrô entrar definitivamente nos trilhos muito ainda há que ser feito.

Ele cita, por exemplo, a nova licitação para contratação da empresa que irá prestar os equipamentos elétricos e eletrônicos e os serviços de integração dos sistemas em toda a linha, nos trens e nas estações do metrô. "Nossa expectativa é de que entre agosto e setembro - do próximo ano - teremos condições de iniciar as operações comerciais", almeja.

CARLOS EUGÊNIO
REPÓRTER
TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

21 de agosto de 2010

 
NOVO SUPERINTENDENTE
Dnit garante retomada imediata das obras
Direção geral pede que a sociedade esqueça o que passou e que é preciso união e trabalho para um novo tempo

Falar pouco, ouvir mais e agir com rapidez. São essas as palavras de ordem do novo superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Ceará (Dnit-CE), José Abner de Oliveira Filho. Ele tomou posse na manhã de ontem, em cerimônia da sede do órgão, na BR-116.

José Abner evitou dar entrevistas à imprensa e seu discurso inicial teve como alvo os servidores do Dnit, principalmente os engenheiros presentes. Segundo ele, a prioridade zero é a retomada das obras paradas há 15 dias, desde que a operação "Mão Dupla", da Polícia Federal, prendeu a cúpula da autarquia no Ceará.

Abner pediu apoio de todos, afirmando que não haverá distanciamento entre ele e os funcionários de carreira do órgão. Sua primeira medida foi, logo após a posse, ainda no auditório, reunir a equipe e conversar com a diretoria da Delta Construções S/A, vencedora da licitação para as obras na BR-116.

A intenção é que operários e máquinas voltem ao canteiro de obras imediatamente. Abner admitiu que foi surpreendido com o convite para assumir o Dnit no Ceará e disse que superar desafios faz parte de sua trajetória. "Vamos resgatar o orgulho de servir a essa Casa e seguir adiante", destacou o novo gestor.

Avaliação

O diretor executivo do Dnit, José Henrique Sadok de Sá, deu posse ao novo comandante regional e integrará a força-tarefa que passará um verdadeiro "pente-fino" para saber exatamente a situação da autarquia no Estado. O chefe da auditoria, Heder Silva e Noronha, passará as primeiras informações colhidas desde o último dia 6 para a equipe. "Com o Abner à frente, os trabalhos serão recomeçados de forma urgente".

Já José Henrique Sadok negou que o Dnit esteja sucateado, como denunciou um manifesto de servidores do órgão no Ceará. De acordo com ele, a autarquia é uma das mais atuantes do governo Lula, inclusive 70% dos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) passam por ali. Também negou que a demora na nomeação do novo superintendente tivesse atrapalhado ainda mais o andamento de obras. "Não houve isso, o tempo dentro do serviço público é normal e o Abner escolhido por sua competência e seriedade".

Sadok afirmou que "é hora de tocar a vida e esquecer o que se passou com a antiga direção. Temos um corpo técnico compromissado e, por isso, precisamos agora de união e trabalho".

José Abner de Oliveira Filho assume a Regional do DNIT aos 37 anos de idade, é cearense de Quixadá e engenheiro civil graduado pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Tem Pós-graduação em Engenharia de Custos de Infraestrutura e em Engenharia de Produção. Estava no Dnit de Brasília há sete anos, onde atuava na Coordenação Geral de Manutenção e Restauração da Diretoria de Infraestrutura Rodoviária.

LÊDA GONÇALVES
REPÓRTER
TOPO

O POVO

21 de agosto de 2010

 
ICID+18
Crescimento ao ritmo chinês
Segundo o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Carlos Aragão, o Brasil vem apresentando crescimento do conhecimento global ao ritmo chinês. Ele destacou que os estados do Ceará e Pernambuco são exemplos desse desenvolvimento

Henrique Araújo

O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Carlos Aragão, mostrou durante apresentação no último dia da Icid+18 que o Brasil tem “crescimento chinês” na produção de conhecimento global. “São 5% ao ano”, demonstra. Atualmente, o País participa com 2,18% da manufatura do conteúdo científico.

No Brasil, segundo o presidente do CNPq, agência de fomento ligada ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), o Ceará tem papel especial. “Aqui se vê uma dinâmica de desenvolvimento que é muito positiva. Ceará e Pernambuco são exemplos de crescimento”, analisa. Convidado a explicar os fatores que tornam o Ceará um dos grandes exemplos a serem estudados, Aragão disse que a “área de energia é uma das mais importantes” para a ciência produzida em terras de cá. Ele também menciona a “participação ativa do Ceará nos principais programas do CNPq”. E finaliza: “Para nós, é (o Estado) de certa forma um modelo de estrutura de difusão de conhecimento e potencial atração de jovens para a carreira científica”.

Logo após haver questionado as cotas para o Norte e Nordeste em editais promovidos por agências de fomento nacionais, como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o presidente do CNPq cedeu a palavra ao presidente da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico (Funcap), Tarcísio Pequeno. Em tom ameno, Tarcísio rebateu: concordava que cotas de 30% das verbas destinas à pesquisa poderiam ser subtilizadas, mas eram importantes.

Críticas à parte, o presidente da Funcap destacou a parceria entre a instituição que dirige e o CNPq. “No ano passado, por exemplo, foi lançado edital de R$ 10,5 milhões. Parte desse dinheiro vem do CNPq. A cada um real que colocamos, eles colocam dois. É um edital voltado para todas as áreas do conhecimento.”

O edital integra o Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex). No mapa exibido por Aragão, o Ceará tem quatro pontos de destaque que representam a distribuição dos INCTs no País (um total de 122). Aqui, os polos se dedicam a projetos na área de biologia e botânica; médica; farmacologia; e geologia costeira. Cada um deles recebe aporte de R$ 4 milhões por três anos.

E-MAIS

>O presidente da Funcap destacou outra iniciativa que conta com parceria entre a agência estadual e o CNPq. É o programa de fixação de doutores no Nordeste, que pretende trazer doutores de outras instituições para desenvolver pesquisas no Ceará.

>Outro programa, desenvolvido unicamente pela Funcap, navega em sentido contrário, e busca manter aqui os doutores formados no Ceará.

>Entre as parcerias anunciadas com o CNPq, o presidente da Funcap, Tarcísio Pequeno, falou em adendo ao Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex).

>Assinado por Carlos Aragão, o presidente do CNPq, um dia antes, o complemento seria da ordem de R$ 2 milhões. Além do Pronex, o Ceará também participa do Projeto para Núcleos Emergentes.

>No Ceará, segundo o presidente da Funcap, há 2,5 mil doutores. O Estado ocupa o terceiro lugar no Nordeste, logo atrás de Bahia (5 mil) e Pernambuco (4 mil).
>Segundo o presidente do CNPq, apenas no ano passado, foram investidos R$ 1,5 bilhão em bolsas e fomento em pesquisa no Brasil. A meta é atingir o patamar de 90 mil bolsas até o ano que vem. No início da década, o CNPq distribuiu 42.538 bolsas. Hoje, são ofertadas 80 mil.

Agência Nacional de Águas cobra aplicação de recursos prometidos

Esperança no momento presente, mas com críticas ao que vem sendo realizado. Esse é o sentimento do diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Dalvino Troccoli Franca, quanto às novidades no setor de recursos hídricos no País. “Já ouvimos os representantes de instituições financeiras mundiais dizerem que têm recursos. Gostaríamos que isso fosse realidade e que as ações previstas se concretizassem e não ficassem somente nos discursos. Nas convenções se fala em muito dinheiro, mas no dia a dia não recebemos um centavo para aplicação”, revela.

Franca contou que depois de 10 anos de criação da ANA, e de ter um grande corte orçamentário, recebeu há uma semana a noticia de que a agência teve um aumento de R$100 milhões em recursos. “O governo eliminou o contingenciamento que vinha fazendo”, explica. Para ele o dinheiro vai ajudar na execução de projetos como o gerado em parceria com a Unicef, que pretende construir escolas públicas com água, banheiros, refeitório e cozinha para todas as crianças. “São cerca de 400 escolas identificadas. Algumas não têm água nem para
beber”, explica.

O diretor da ANA também falou da importância da nova lei de segurança das barragens e açudes, que aguarda sanção do presidente Luís Inácio Lula da Silva para esta semana. “A lei estabelece que a responsabilidade pelo sistema de alerta, monitoramento e manutenção dos equipamentos são do dono, seja uma companhia como a Chesf ou Cemig ou um fazendeiro”, afirma.

Ele se diz preocupado com a situação dos açudes e barragens no Ceará que foram construídos há muitos anos sem que tenha sido feita qualquer manutenção. “Desde que o Castanhão foi inaugurado, nenhum centavo foi liberado ao Dnocs para que ele fizesse a conservação”, observa. (Henriette de Salvi)

NÚMEROS

100
MILHÕES DE REAIS EM RECURSOS FORAM ANUNCIADOS PARA O ORÇAMENTO DA ANA

Documento propõe participação política

No encerramento da Icid%2b18, cientistas formularam um documento com as principais necessidades para a consolidação de uma cultura de desenvolvimento sustentável. Entre os principais pontos abordados estão maior participação política e informação aos povos que vivem no semiárido

Pedro Alves

Fundamental para a consolidação de uma cultura de desenvolvimento sustentável nas terras semiáridas é levar mais informação e poder político às populações que nelas vivem, para que possam participar mais diretamente dos processos educacionais, econômicos e de saúde – por exemplo.

Encerrada a Segunda Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (Icid+18) essa foi uma das necessidades mais comentadas entre pesquisadores e representantes governamentais que participaram do evento.

O assunto virou o primeiro item da Declaração de Fortaleza, apresentada ontem em uma solenidade em que diversos pesquisadores, representantes de instituições e governos puderam debater as ideias apresentadas.

Documento
A Declaração de Fortaleza é composto por 23 itens que, em tese, reúnem as conclusões tiradas de uma semana inteira de discussões. Uma outra conclusão é a necessidade “inovações financeiras” para “avançar” no desenvolvimento sustentável. Na prática, a Carta de Fortaleza – que pode acabar virando pauta na próxima reunião do conselho-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) – afirma a necessidade de criação de novos fundos financeiros para investir em atividades ligadas ao desenvolvimento sustentável das terras semiáridas.



O coordenador do grupo de trabalho que está desenvolvendo a Declaração de Fortaleza, John Ledwood, conversou com O POVO após o encerramento da Icid e avisou que um ponto - considerado “importantíssimo” por ele - acabou ficando de fora da Declaração. “A gente precisa destacar que as regiões semiáridas são mais vítimas das mudanças climáticas do que causadores das alterações na temperatura. Isso acabou ficando de fora da Declaração, mas em seguida vamos acrescentar essa informação”. A Carta apresentada ontem é, na verdade, apenas um rascunho de uma versão final que está para ser publicada.

Sobre o documento, o diretor do evento, professor Antônio Rocha Magalhães, reconheceu: “Nenhuma dessas ideias são novas”. Para ele, mais importante que as informações e conclusões apresentadas, foi a conscientização mútua da necessidade de criação de redes nacionais e internacionais de cooperação a favor das regiões semiáridas.

E-MAIS

> O diretor da Icid+18, Antônio Rocha Magalhães, também fez questão de ressaltar a importância das propostas apresentadas na Carta de Fortaleza. Ele afirmou o conhecimento que é levantado é importante para a mobilização de órgãos, instituições e governos.
> O encerramento da Icid+18 contou com a participação do estudante João Pedro Gurgel, de 16 anos, aluno do ensino médio. Ele falou em nome da juventude cearense e destacou a importância da mudança de pequenos hábitos do cotidiano para se chegar a uma efetiva preservação do meio ambiente. “Temos que começar deixando de jogar lixo nas ruas”, disse.

Em busca de soluções triplamente vitoriosas

A segunda Conferência Mundial, programada para 2012, reunir-se-á novamente no Rio de Janeiro no limiar da terceira grande transição na longa coevolução da espécie humana com a biosfera. A primeira transição, conhecida como a “revolução neolítica” (Gordon Childe ), começou há doze mil anos e foi marcada pela domesticação de várias espécies vegetais e animais, pela sedentarização das populações humanas e pelo surgimento das primeiras cidades. A segunda transição, associada ao aumento de combustíveis fósseis, teve início no final do século XVII e conduziu à Revolução Industrial, que mudou completamente a face da nossa civilização. A atual transição deveria libertar-nos tão rapidamente quanto possível da nossa dependência excessiva do petróleo e do carvão, de modo a reduzirem-se as emissões de dióxido de carbono responsáveis pelo aquecimento da atmosfera e pelas consequentes mudanças climáticas deletérias. De acordo com Paul Clutzen, ganhador do Prêmio Nobel, entramos numa nova era geológica — o Antropoceno — na
medida em que as atividades humanas têm crescido a um ponto em que elas têm um impacto significativo sobre os ecossistemas da Terra. Cabe a nós, os passageiros da “espaçonave Terra”, mostrar que somos capazes de agir como autênticos “geonautas” para preparar uma saída ordenada no século XXI fora da idade do petróleo e, possivelmente, da era da energia fóssil por completo. (...) Quanto mais justa a distribuição da renda, menor será o nível de GNP em que será possível parar o crescimento do rendimento de material; não existem limites para o crescimento não-material — serviços, atividades culturais etc. A capacidade de antecipar é uma característica específica do cérebro humano e o planejamento é uma ferramenta importante nas mãos das sociedades modernas que desejam ser revividas nas circunstâncias do presente, além do fato de que saímos da era do ábaco para a era dos computadores, e que o planejamento pode ser conduzido por meio de um diálogo democrático quadripartido entre o Estado, os empresários, os trabalha
dores e a sociedade civil organizada.

Ignacy Sachs. Professor Honorário da École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris
TOPO

O POVO

21 de agosto de 2010

 
ICID-18
Turismo: tecnologia para o semiárido
A Icid-18, conferência sobre sustentabilidade e semiárido realizada em Fortaleza esta semana, é um evento que faz parte das estratégias para ajudar a atingir os objetivos do milênio, ou seja, combater a desertificação e a degradação ambiental das regiões secas e semiáridas. Mas como disse o governador Cid Gomes na abertura do conclave todos estes esforços visam o homem, o que significa combater a pobreza extrema e as desigualdades sociais.

Grande parte do território cearense se inclui no semiárido e detém os piores indicadores sociais. Há décadas animais e homens morrem de sede em

épocas de estiagens. Pensar o semiárido é pensar sua sustentabilidade e estimular atividades que independam da climatologia é um atalho para o seu desenvolvimento econômico.

Neste contexto surge o turismo como uma grande opção que se pode promover, pois aproveita o rico potencial material e imaterial. A própria seca pode se constituir um fato diferencial (Fuster em oferta heterogênea do turismo) e atrativo para aqueles que desconhecem este tipo de fenômeno. O homem deste habitat produziu ao longo de décadas uma cultura própria cheia de atratividade turística (artesanato, gastronomia, folclore, religião, arquitetura, pecuária e agricultura típica, etc...), além disto as áreas naturais (fauna e flora) e as antrópicas formam paisagens exuberantes, principalmente quando emolduradas pelo cristalino rochoso formando figuras bizarras (galinha choca, frade de pedra, cemitério de mastodontes; absaber em referência ao conjunto monolítico de Quixadá). O clima quente e seco é medicinal e quando amenizado pelos espelhos d´água oferece o conforto térmico ideal para o ser humano.

O turismo tem tecnologias sustentáveis para o semiárido que se trabalhadas poderiam transformar o seco em verdes dólares para aqueles que sofrem de pobreza extrema e são vítimas das desigualdades sociais.

Dárdano Nunes de Melo - Prof. do IFCE e diretor do Sindicaturismo
TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

21 de agosto de 2010

 
ICID+18
Egídio Serpa - Louvor a Magalhães
Antonio Rocha Magalhães, que coordenou a ICID, ontem encerrada, colhe hoje os aplausos pelo sucesso da conferência internacional que reforçou a tese de que: 1) o planeta está aquecendo, 2) o semiárido está ameaçado.
TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

21 de agosto de 2010

 
ICID+18
Icid ainda não acaba por aqui
Com a leitura da minuta de Declaração de Fortaleza, terminou a Icid+18, preparação para a Rio+20

"A Icid não termina aqui. Ela é um processo" em torno das discussões das mudanças climáticas, tema que, segundo o diretor da Icid+18, Antonio Rocha Magalhães, pode desencadear conflitos ou servir para promover a união do Planeta. A depender dos dois mil participantes, de mais de 100 países, que discutiram durante cinco dias estratégias, o momento será de união.

Prova dessa disposição está expressa na Declaração de Fortaleza. Fruto de 300 trabalhos e 72 sessões, sintetiza, em sete páginas e 22 itens, a preocupação de que algo precisa ser feito para reverter a situação. Declaração de Fortaleza coloca, pela primeira vez, o problema das regiões secas e semiáridas no centro das discussões das mudanças climáticas. O calcanhar de Aquiles é como promover o desenvolvimento sustentável nessas regiões, sem perder de vista o ser humano e a preservação do meio ambiente.

"Países do terceiro mundo são mais vítimas do que causadores do que está acontecendo ao meio ambiente", destacou o coordenador do grupo de trabalho da Declaração de Fortaleza, John Redwood.

A versão preliminar da Declaração de Fortaleza foi lida, no começo da tarde, e discutida com os participantes, que sugeriram modificações, como a inclusão da referência às condições de trabalho e impactos econômicos nas regiões secas e a presença mais forte do legislativo nas discussões. Além disso, foi solicitado que o documento seja oficial e referendado, não apenas um protocolo de intenções.

"É uma carta simples", disse Magalhães, lamentando a falta de compromisso das autoridades, fazendo alusão à ausência de ministros e governadores, afirmando não ser desculpa "agenda cheia". O documento, intitulado "O semiárido em evidência", será encaminhado para a Organização das Nações Unidas (ONU) e deve percorrer Cancun (Cop 16) e Japão, além de servir de base para a Rio+20, em 2012. (IS e LM)

O QUE ELES PENSAM 2010
Como avalia a Conferência Internacional?

Os governos poderão organizar-se melhor em suas políticas públicas para o meio ambiente e questões climáticas e pudemos atualizar conhecimentos.

Marcos Dal Fabbro
Coord. do Prog. Nac. de Combate à Desertificação

Possibilitou a união de cientistas e políticos de vários países. Por abranger vários campos de pesquisa, sob diferentes perspectivas é tão importante para o mundo.

Richard Escadafal
Dir. de pesq. do Inst. de Pesq. para o Desenvolvimento (IRD)

Gerou, consolidou e sintetizou os conhecimentos, traduzindo em recomendações para políticas públicas efetivas; possibilitou a integração de vários olhares.

Ndeye Yacine Nbour
Inst. de Pesq. Agron. / Senegal

ABASTECIMENTO
Populações difusas são o grande desafio

O Ceará é apontado como modelo no que diz respeito à gestão e fortalecimento dos recursos hídricos, como reconheceu Dalvino Troccoli Franca, diretor da Agência Nacional de Águas (Ana). O esforço, no entanto, é insuficiente para aliviar a vida das populações difusas do Semiárido, que ainda dependem da distribuição do carro-pipa.

Dos cinco milhões de pessoas inscritas no programa de cisternas, três milhões foram atendidas. "Este é o grande avanço", festejou Dalvino Franca, embora tenha ressalvado ser pouca a quantidade de água diária por habitante, estimada em nove litros. A Organização das Nações Unidas (ONU) estipula em 20 litros diários por habitante, em casos de emergência.

Historicamente, a água no Nordeste foi moeda de troca. "Não tem água privatizada", rebateu Dalvino Franca, justificando que, desde a Constituição de 1988, "as águas são públicas". Esta é a base para a Ana realizar as outorgas. Reconheceu o papel do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), afirmando que "graças aos deuses" obras centenárias se sustentam até hoje. Ele aposta na sanção da Lei que garante a segurança de barragens, prevista para a próxima semana.

Destacou o trabalho para "incrementar as ações da Década da Água e da Cultura" e, agora, a da Desertificação, de 2005 a 2015, considerando importante a assinatura de convênio com o Instituto Nacional do Semiárido (Insa) e o edital de R$ 12,5 milhões do Fundo Setorial de Recursos Hídricos, parceria entra a Ana e o Ministério da Ciência e Tecnologia. "O fundo é para a efetivar ações em recursos hídricos". Para ele, ainda preocupa 400 escolas sem água no nosso Semiárido.

VIDA NO CAMPO
Sertanejo continua enfrentando dificuldades

"A vida no sertão melhorou, mas ainda não é boa", desabafou João Ventura dos Santos, 75 anos, natural de Ibaretama, município do sertão central que participou, ativamente, das discussões da Icid + 18. "Achei meio aburguesada e muita discussão", afirmou quando deixava o Centro de Convenções.

"Gosto mesmo é do sertão", disse, apesar de lamentar o ano seco, um dos principais tormentos das populações rurais do Semiárido Nordestino. "Não houve legumes e os trabalhadores estão esperando pelo seguro-safra", disse, lamentando a situação do rebanho. "São dez rezes e a gente se apega, não quer ver morrer de fome e sede".

A água, neste período de estiagem, constitui objeto de desejo dos sertanejos: "Os carros-pipas não resolvem. Tem sempre problema". Estima que vai gastar R$ 5 mil para alimentar o pequeno rebanho até janeiro, preço equivalente ao valor das dez rezes: "Querem pagar R$ 300,00 ou R$ 400,00 por uma em tempo seco."

O agricultor mostrou um discurso articulado quanto às mudanças climáticas. "Quero ver algum americano fazer uma máquina para consertar o rompimento da camada de ozônio". Consciente, afirmou que nem todos seus amigos pensam assim e continuam a fazer queimadas, praticando a monocultura e migrando.

Juventude

Outra geração presente na Icid + 18 foi a dos jovens, representada pelo estudante de 16 anos João Pedro Gurgel, engajado na causa ambiental. Para ele, é importante ser passado para as crianças o conhecimento sobre as regiões semiáridas, que ainda é restrito, já que meio ambiente remete à Amazônia: "A educação ambiental começa cedo. Tirem seus filhos da frente do computador e da televisão e os levem aos parques porque só se defende aquilo que se conhece".

BIOMA CAATINGA
Semiárido precisa de políticas concretas

Conscientizar a sociedade para os riscos da degradação das terras do Semiárido, território estimado em 1 milhão de quilômetros quadrados, com 23 milhões de habitantes, distribuídos em 1.133 municípios. Este é o principal objetivo do Instituto Nacional do Semiárido (Insa) que espera melhor atenção por parte das autoridades nacionais e internacionais sobre o problema do Bioma Caatinga.

"Até agora, as atenções estavam concentradas na Amazônia, que corre o risco de savanização", lamentou Roberto Germano Costa, presidente do Insa. Destacou que a situação do Semiárido é também preocupante porque será uma das áreas mais prejudicadas com as mudanças climáticas.

O aumento da temperatura entre dois e cinco graus na região vai causar impactos tanto sociais quanto ambientais. Ele ressaltou a importância de investir em inovações tecnológicas e de traçar política específica para enfrentar as consequências do aquecimento na região, que concentra as populações mais pobres do País. "A educação é outro desafio", destacou, chamando a atenção para as áreas degradadas. Germano Costa espera que seja feito um plano de ação capaz de enfrentar o problema, que não se resume apenas à escassez de água.

Um dos principais problemas do Bioma Caatinga é o desmatamento para a retirada de lenha como fonte energética, observou. "O Bioma Caatinga merece ser preservado assim como a Amazônia", disse, reclamando da ausência de políticas públicas para a região. "É um patrimônio que precisa ser preservado".

Dalvino Franca, diretor da Agência Nacional de Águas (Ana), ressaltou o acordo feito com o Insa para a implantação do Observatório do Semiárido, com sede em Campina Grande (PB), onde fica o Insa. O objetivo é sensibilizar as autoridades e a sociedade em geral sobre a situação desta região. Criticou a falta de compromisso das autoridades, lamentando que as discussões acabam ficando apenas nas atas dos encontros.

"Vamos fazer com que essas ações saiam das convenções", reiterou. Germano defendeu a educação como ferramenta de combate à desertificação: "As crianças devem ser agentes dessa mudança".

IRACEMA SALES, LÊDA GONÇALVES E LINA MOSCOSO
REPÓRTERES
TOPO

O POVO

21 de agosto de 2010

 
PDE DO CEARÁ
Vertical S/A - Missão concreta
Por Jocélio Leal

Uma comitiva formada por 40 profissionais do Programa de Desenvolvimento Empresarial (PDE) do Ceará participa de uma missão técnica para São Paulo, entre os dias 25 e 27. Vão à Concrete Show South America, no Transamérica Expo Center.
TOPO

FOLHA DE SÃO PAULO

21 de agosto de 2010

 
ELEIÇÕES 2010
Dilma abre 17 pontos sobre Serra e venceria no 1º turno
Petista vai a 47%, e tucano tem 30% após horário eleitoral, aponta Datafolha

Marina oscilou de 10% para 9%; candidata do PT tem 54% dos votos válidos; 34% dizem ter assistido propaganda

FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA

Na primeira pesquisa Datafolha depois do início da propaganda eleitoral no rádio e na TV, a candidata a presidente Dilma Rousseff (PT) dobrou sua vantagem sobre seu principal adversário, José Serra (PSDB), e seria eleita no primeiro turno se a eleição fosse hoje.
Segundo pesquisa Datafolha realizada ontem em todo o país, com 2.727 entrevistas, Dilma tem 47%, contra 30% de Serra. No levantamento anterior, feito entre os dias 9 e 12, a petista estava com 41% contra 33% do tucano.
A diferença de 8 pontos subiu para 17 pontos. Marina Silva (PV) oscilou negativamente um ponto e está com 9%. A margem de erro máxima do levantamento é de dois pontos percentuais.
Os outros candidatos não pontuaram. Os que votam em branco, nulo ou nenhum são 4% e os indecisos, 8%.
Nos votos válidos (em que são distribuídos proporcionalmente os dos indecisos entre os candidatos e desconsiderados brancos e nulos), Dilma vai a 54%. Ou seja, teria acima de 50% e ganharia a disputa em 3 de outubro.
Os que viram o horário eleitoral alguma vez desde que começou, na terça-feira, são 34%. Entre os que assistiram a propaganda, Dilma tem 53% e Serra, 29%.
Nos primeiros programas, Dilma apostou na associação com Lula, que tem 77% de aprovação, segundo o último Datafolha (leia texto sobre propaganda na pág. A6).
A petista cresceu ou oscilou positivamente em todos os segmentos, exceto entre os de maior renda (acima de dez salários mínimos).
Dilma tinha 28% de intenção de voto entre os mais ricos e manteve esse percentual. Mas sua distância para Serra caiu porque o tucano recuou de 44% para 41% nesse grupo, que representa apenas 5% do eleitorado.

MULHERES E SUL
Já entre as mulheres, Dilma lidera pela primeira vez. Na semana anterior, havia empate entre ela e Serra, em 35%. Agora, a petista abriu 12 pontos de frente nesse grupo: 43% contra 31% de Serra.
Marina tinha 11% e está com 10% entre as mulheres. A verde continua estável desde março no Datafolha. Tem mostrado alguma reação só entre os mais ricos, faixa em que tinha 14% há um mês, foi a 17% e agora atingiu 20%.
A liderança de Dilma no eleitorado masculino é maior do que entre o feminino: tem 52% contra 30% de Serra. A candidata do PV tem 8%.
Outro número bom para Dilma é o empate técnico no Sul. Ela chegou a 38% contra 40% de Serra. Há um mês, ele vencia por 45% a 32%.
Serra não lidera de forma isolada em nenhuma região. No Sudeste, perde de 42% a 33%. No Norte/Centro-Oeste, Dilma tem 50%, e ele, 27%.
No Nordeste a petista teve uma alta de 11 pontos e foi a 60% contra 22% do tucano.
Houve também um distanciamento de Dilma na disputa de um eventual segundo turno. Se a eleição fosse hoje, ela teria 53% contra 39% de Serra. Há uma semana, ela tinha 49% e ele, 41%.
Na pesquisa espontânea, em que eleitores declaram voto sem ver lista de candidatos, Dilma foi de 26% para 31%. Serra foi de 16% a 17%.

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ANÁLISE DATAFOLHA

Palco da TV explica disparada de Dilma

Exposição em programas de grande audiência e horário eleitoral atraem os que usam o meio para decidir voto


PROPAGANDA DA PETISTA É A MAIS BEM AVALIADA; ENTRE QUEM VIU, ELA TEM 24 PONTOS A MAIS QUE SERRA

MAURO PAULINO
DIRETOR-GERAL DO DATAFOLHA
ALESSANDRO JANONI
DIRETOR DE PESQUISAS DO DATAFOLHA

Em um mês, o cenário da disputa pela Presidência da República sofreu alterações importantes. Estável desde maio, com o empate entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), o quadro passou a apontar nova tendência há uma semana.
A ex-ministra de Lula disparou na liderança e passou a figurar como grande favorita, com possibilidade de vitória já no primeiro turno.
Como já demonstrado pelo Datafolha, o papel de Lula foi essencial para a evolução de sua pupila, mas é impossível negar a força de mais uma protagonista nesse roteiro.
A TV prova mais uma vez seu poder de alcance e penetração nos mais diversos estratos da população brasileira, inclusive naqueles onde o acesso à informação é raro.
Oficializadas as candidaturas, a cobertura das eleições na mídia, especialmente na TV, se intensificou.
A agenda dos candidatos, entrevistas em programas de grande audiência e o início do horário eleitoral atingiu segmentos que até então encontravam-se distantes do processo eleitoral.
Para ilustrar o peso da TV na composição do voto do brasileiro, pesquisa Datafolha feita há um mês mostrou que 88% dos eleitores costumam utilizá-la para se informar sobre os candidatos.
A segunda mídia mais acessada para este fim são os jornais, só que com uma participação bem menor 54%.
Ainda na mesma pesquisa, se tivessem que escolher apenas um meio para acompanhar a eleição, 61% dos brasileiros optariam pela TV.
Mais interessante do que observar esse resultado no total da amostra é verificá-lo nos subconjuntos nos quais Dilma mais cresceu. Entre os habitantes do Nordeste de baixa renda, por exemplo, os que se informam exclusivamente pela TV são 71%.
A taxa de indecisos na região caiu cinco pontos, igualando-se à média nacional.
A petista, na avaliação dos entrevistados, foi a candidata de melhor desempenho no horário eleitoral até aqui. Entre os que já assistiram ao programa, a vantagem da ex-ministra sobre o tucano é de 24 pontos percentuais. Entre os que ainda não o fizeram, ela cai para 13 pontos.
O registro histórico do momento exato em que variáveis relevantes -como a cobertura da TV e o horário eleitoral- passam a agir sobre a composição do voto é essencial para a compreensão do contexto em que as mudanças ocorreram. A pesquisa do Datafolha divulgada hoje representa mais um fotograma do filme desta eleição, tendo a TV como principal difusor.
TOPO

O POVO

21 de agosto de 2010

 
IPECE
Vertical S/A - PRATA DA CASA DO IPECE LEVA OURO
Por Jocélio Leal

Com o Projeto Wikipece, o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) foi o ganhador do Prêmio Ceará de Cidadania Eletrônica - 2010, na categoria Software Livre. Recebeu durante o 38º Seminário Nacional de TIC para Gestão Pública (Secop 2010), o maior evento de informática para a gestão pública do Brasil. Este ano, o Secop foi realizado em Fortaleza, na Fábrica de Negócios (Hotel Praia Centro). O projeto foi desenvolvido por Mário César Alves Aragão, analista de TI do Ipece.
Usando software livre, o Wikipece permite maior rapidez, eficiência, economia e um melhor trabalho em equipe, com controle de versões, correção de erros, complementação e ideias e troca de informações em tempo real, sem deslocamento físico e sem gasto de material. Antes do Projeto, a elaboração de documentos coletivos eram enviados ou impressos diferentes arquivos, até chegar ao produto final. Na mesma categoria também foram premiados a Cagece, Pelo Centro de Monitoramento de Red-Noc, e a Prefeitura de Fortaleza, pelo Sistema de Gestão de Frotas.
TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

21 de agosto de 2010

 
RESÍDUOS SÓLIDOS
44% do lixo produzido vão parar no lixão
O número corresponde a 82 municípios, dos 184 do Estado. Dados foram divulgados, ontem, pelo IBGE

O destino dado aos resíduos sólidos no Estado do Ceará é, em 44,56% dos municípios, os vazadouros a céu aberto, conhecidos como "lixões", segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número corresponde a 82 municípios, dos 184 do Estado. O dado, divulgado ontem, faz parte da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, realizada pelo órgão em 2008, em parceria com o Ministério das Cidades.

De acordo com a pesquisa, 17% dos municípios cearenses destinam os resíduos sólidos para aterros sanitários, solução mais adequada. São 32 em todo o Estado. Desses, dez convencionais; 18 de Prefeituras, para resíduos especiais - pilhas, lixo hospitalar, resíduos radioativos e provenientes de indústrias, principalmente metais pesados; e quatro em aterros de terceiros, também específicos para resíduos especiais.

Entretanto, para o professor da disciplina de Gestão Econômica Ambiental, da Universidade de Fortaleza (Unifor), Alberto Gradvohl, os dados do IBGE estão bastante otimistas. Segundo o especialista, de seu conhecimento, só existem no Ceará quatro: Sobral, Maracanaú, Aquiraz e Caucaia. "O Ceará, como todos os estados brasileiros, não possui nenhuma tecnologia moderna de tratamento de lixo, seja ele doméstico, hospitalar ou industrial", afirma.

O especialista esclarece que essa situação não se justifica, uma vez que já existem tecnologias limpas, com viabilidade econômica, que conseguem destruir o resíduo, evitando um impacto ambiental no solo. "O lixo pode ser transformado em vários tipos de energia, como biogás, metano, energia solar. Ele deve ser transformado, mas nunca jogado no solo, porque isso irá gerar problemas ambientais súbitos. Nesse ponto, ainda temos de evoluir muito".

Ao invés de aterros sanitários, o professor Alberto Gradvohl diz que deveríamos estar pensando em Centros de Tratamento, onde os resíduos são transformados em um outro produto. "Para isso, precisamos ter uma coleta seletiva profissionalizada, que gere volume. Ela tem de ser ecoeficiente, o que significa dizer que a gestão dos resíduos sólidos tem de ser integrada, na qual se trabalhe com coleta seletiva, tratamento para resíduos industriais, de saúde e perigosos, com um polo industrial reciclador e programas de educação ambiental", defende.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), que informou que a titular do órgão, Lúcia Teixeira, estava em uma viagem e seu celular encontrava-se desligado.

Destino final

No Brasil, os "lixões" são o destino final dos resíduos sólidos em 50,8% dos municípios brasileiros, mas o quadro apresentou uma mudança significativa nos últimos 20 anos. Em 1989, eles representavam o destino final em 88,2% dos municípios.

A pesquisa aponta, ainda, que houve uma expansão no destino dos resíduos para os aterros sanitários, que passou de 17,3% dos municípios, em 2000, para 27,7%, em 2008.

Aterros Sanitários

17% Dos municípios cearenses destinam os resíduos sólidos produzidos pela população para aterros sanitários, solução mais adequada. São 32 no Estado

RESIDÊNCIAS

26% com acesso à rede de esgoto

Apesar dos investimentos na área de esgotamento sanitário, o Ceará tem apenas 26,98% dos seus domicílios com acesso à rede geral de esgoto. Ou seja, das 2,377 milhões de habitações, apenas 641.536 têm o serviço. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) 2008, divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo fez um comparativo entre os anos 2000 e 2008, quando, na primeira coleta de dados, o Estado tinha apenas 399.257 domicílios com acesso à rede de esgoto, o que representava apenas 22,71% dos 1,757 milhões de domicílios.

Para o professor doutor em recursos hídricos Rogério Campos, o Estado deve ficar atento à expansão desse serviço, "isso porque a falta de esgotamento sanitário é um indutor geral de epidemias. É uma questão de saúde pública".

O diretor de operações da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), André Facó, informou que R$ 340 milhões estão sendo investidos no sentido de aumentar a abrangência do serviço no Estado. "A meta é universalizar essa cobertura em dez anos na Capital".

Segundo o IBGE, 35 milhões de brasileiros não têm rede coletora de esgoto.

LUANA LIMA
ESPECIAL PARA CIDADE
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O POVO

21 de agosto de 2010

 
TÂNIA-ROBERTO MACEDO
Reportagem - FITAS
Por Lúcio Brasileiro

Tânia-Roberto Macedo ocuparam mesa Medit mediante sobremesa filho patisseiro Rodrigo.
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DIÁRIO DO NORDESTE

21 de agosto de 2010

 
SINDUSCON-CE
Fortaleza foi a 3ª cidade que mais criou vagas dentre 50
A Capital cearense registrou 4.777 novos postos no mês passado e ficou atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro

Fortaleza ficou em terceiro lugar no Brasil entre os 50 municípios que obtiveram saldo positivo de empregos (diferença entre admissões e demissões) de julho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado esta semana pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O impacto do turismo na rede hoteleira e alimentação, a administração e comércio de imóveis e a construção civil foram os segmentos que mais colaboraram para esse desempenho.

A Capital cearense registrou 4.777 novas vagas no mês passado e ficou atrás de São Paulo (19.335) e Rio de Janeiro (7.006), que, no período, ocuparam o primeiro e segundo lugares da lista, respectivamente.

"O impacto da atividade turística fez a diferença nas férias. Na Capital, o setor de serviços, com 2.342 empregos, teve um peso bem maior do que o da indústria de transformação, com 1.203 de vagas abertas. Isso é quase o dobro", considera Mardônio Costa, diretor de Estudos e Pesquisas do IDT, órgão ligado ao Sine e à Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS).

Conforme o Caged, o comércio também respondeu positivamente, mas não no mesmo ritmo dos demais setores em relação a contratação de funcionários. O saldo de julho foi de apenas 439 oportunidades de trabalho no varejo fortalezense.

Na opinião do representante do IDT, um conjunto de fatores acarretou esse resultado. "Isso está associado às obras de infraestrutura turística em todo o Estado, às taxas de juros mais baixas, ao acesso ao crédito mais facilitado e à retomada do crescimento da construção civil, que vem se recuperando este ano", acredita Mardônio.

Ocupação foi boa

No mês anterior, a ocupação da rede hoteleira de Fortaleza foi de 83,37% contra 80,25% de similar intervalo do ano passado, de acordo com Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-CE). "Foi muito bom. Tivemos um movimento acima da expectativa inicial da hotelaria como um todo", afirma Régis Medeiros, presidente na entidade. "Não tenha dúvida de que isso contribuiu sobremaneira para geração de empregos. São 54 setores ligados economicamente ao turismo, que mexe com transporte, alimentação, artesanato e outros", acrescenta o presidente da entidade.

Atípico

Para o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Ceará (Sinduscon-CE), os 969 postos de trabalho criados em julho se devem a dois fatores distintos e atípicos.

"Considero anômalo esse desempenho na geração de vagas na construção civil. O que ocorreu, na verdade, em julho último, foi um maior número de assinaturas de contratos do Minha Casa, Minha Vida, com mais projetos aprovados e obras iniciadas de forma mais rápida. Além disso, o trabalho no Centro de Eventos acelerou muito, o que resultou na absorção de mais mão-de-obra", explica Roberto Sérgio.

ILO SANTIAGO JR.
REPÓRTER
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O POVO

21 de agosto de 2010

 
ASSÉDIO MORAL
Como reconhecer
No mundo do trabalho muitos princípios têm sido descartados em nome da competitividade, da globalização e do neoliberalismo para atender as leis de mercado. A cultura das metas sem critérios e a cobrança de alta produtividade e de resultados genéricos de forma aleatória são extremamente perniciosas, pois sequer consideram a individualidade do empregado.



As diversas formas de cobrança de produtividade por meio da manipulação,
cobranças constantes e pressão psicológica, têm levado tanto nas empresas privadas como no serviço público a remanejamentos, rebaixamentos, marginalização, perseguições, desrespeitos, em completo atentado aos direitos fundamentais à dignidade humana, à saúde e à vida. Todos
direitos constitucionalizados, garantidos na Constituição Brasileira.

A reestruturação produtiva, a organização do trabalho, os avanços tecnológicos e os modelos de gestão utilizados não devem expor o trabalhador de tal forma que possa atingir a sua dignidade, honra, imagem, privacidade e saúde. Num ambiente degradante de trabalho facilmente o assédio moral se instala expondo os trabalhadores a diversas situações ofensivas e vexatórias, em total menoscabo à dignidade humana.

Em breve resumo, o assédio moral pode ser classificado como vertical ascendente quando realizado por superior hierárquico; vertical descendente quando realizado por um subordinado ou mais contra o chefe; horizontal quando é efetivado entre empregados de mesmo nível hierárquico; estratégico ou organizacional quando visa à redução de custo, enxugamento da folha de pagamento, encargos trabalhistas e números de trabalhadores com escolhas de estratégias para forçar trabalhadores a pedir demissões; institucional é ligado à forma de organização do trabalho que determina objetivos, metas e produtividade inatingíveis com sobrecarga no trabalho e aumento do estresse que pode ocasionar danos a saúde física e mental.

O assédio moral no ambiente de trabalho pode ocorrer por meio de palavras, gestos, escritos, diferentes tipos de condutas abusivas, pelo uso de diversas técnicas de desestabilização empregadas de formas distintas, desde menções e sugestões maldosas que podem ser diretas ou indiretas quanto ao desempenho do profissional, bem como o descrédito e o preconceito em razão de determinadas situações específicas, como quando possui estabilidade provisória, sofre acidente do trabalho e doença profissional e passa a usufruir licença médica, benefício previdenciário ou quando retorna precisando ser readaptado em novas funções, uma vez que a crescente necessidade de produtividade e competitividade muitas vezes leva ao completo desrespeito ao direito fundamental à dignidade
e à saúde do trabalhador.

Uma das maiores crueldades que podemos observar ocorre quando o trabalhador é descartado por adoecer pelas próprias condições do ambiente degradante de trabalho.

O pior é que essa violência pode se dar sorrateiramente e silenciosamente ou por meio de palavras aparentemente inofensivas, mas que podem desequilibrar um ser humano, levando o trabalhador a um estado de desconforto psíquico que pode evoluir para a irritação, estresse, diversos tipos de doenças e patologias, ou até destruí-lo totalmente em casos mais graves, como na hipótese de suicídio.

O assédio moral é capaz de devastar um homem sem que haja uma gota de sangue sequer e sem gestos brutais, empregando somente o que se denomina chamar de violência invisível, cujo potencial de crueldade é capaz de destruir fisicamente e moralmente suas vítimas.



Claudia Regina R. Pinheiro -Juíza do Tribunal Regional do Trabalho – 1ª Região (RJ) e mestra em Direitos Fundamentais, Justiça e Cidadania

Exceção e regra no trabalho

Para a empresa, a existência do assédio moral causa uma degradação no clima organizacional, um aumento na rotatividade da mão de obra e no absenteísmo, uma perda de respeito pela administração, uma diminuição da motivação do pessoal, implicando, assim, num declínio acentuado da produtividade, da eficiência e da qualidade do trabalho.



O assédio moral deve ser compreendido não como um fenômeno isolado, episódico, pontual e acidental, mas como o resultado da convergência de várias tendências existentes nos “mundos do trabalho”: práticas gerenciais orientadas para uma redução dos efetivos que “corrói o caráter” dos indivíduos; aumento das injustiças organizacionais; intensificação e precarização do trabalho que afetam o âmago da organização do trabalho e
que trazem em si o germe da violência provocando uma desagregação das relações sociais no trabalho e fora do trabalho.

Por exemplo, as novas formas de organização do trabalho acentuam a individualização e o isolamento dos indivíduos no tempo (e.g.: através do trabalho a tempo parcial) e no espaço (e.g.: subcontratação, teletrabalho a domicílio), tornando frágil ou impossível a coesão dos grupos informais no trabalho. As possibilidades de cooperação, de comunicação, de resistência tornam-se, assim, cada vez mais difíceis, reforçando, sobremaneira, o sofrimento, a frustração e o medo no trabalho, que passam a ser vivenciados no isolamento e na solidão afetiva do trabalho.

Esta guerra de nervos no trabalho tem ganhado muito espaço nas organizações e como o assédio moral ainda não é reconhecido pela legislação brasileira, as trabalhadoras e os trabalhadores estão ainda mais vulneráveis a esta forma de violência insidiosa.

Mesmo sendo muito difícil a prescrição de “receitas mágicas” que resolvam todos os casos de assédio moral, alguns aspectos nos parecem importantes. A sociedade deve se dotar de leis que proíbam e enquadrem o assédio moral no trabalho, pois toda sociedade democrática deve repudiar e reprovar qualquer forma de violência.

Para as empresas torna-se imperativa a criação de políticas organizacionais que enquadrem e proíbam todas as formas de violência, pois organizações eficientes e produtivas não coabitam com o assédio

moral no trabalho.

Finalmente, o indivíduo alvo de um assédio moral não deve sofrer em silêncio, deixando que ele roube a sua autoestima e sua saúde física e mental. Deve procurar ajuda psicológica, ter consciência de que muitas pessoas passam por esse tipo de violência no trabalho e que é importante denunciar, sempre que possível, junto aos sindicatos e ao Ministério Publico, e exigir soluções para o caso.

É também importante não acreditar que o assédio moral faz parte do seu trabalho, que todo esse sofrimento é natural, afim de que mais uma forma de violência no trabalho não seja vista como imutável e inevitável.

Angelo Soares - Ph.D. em Sociologia do Trabalho
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DIÁRIO DO NORDESTE

21 de agosto de 2010

 
CARGA TRIBUTÁRIA
Brasil: campeão de preço alto
A carga tributária é indicada como a principal vilã dos preços no País, conforme levantamento do IBPT

São Paulo - Você sabia que o brasileiro tem uma das dores de cabeça mais caras do mundo? É o que indica o preço pago no País pela aspirina - em comparação com o valor cobrado pelo mesmo produto no exterior.

A caixa com 40 comprimidos do medicamento - um dos mais populares para o tratamento desse mal - sai no Brasil por R$ 45, em média, segundo levantamento feito pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário). O preço é quase quatro vezes o praticado na Argentina e o triplo do cobrado nos Estados Unidos e na China. Também é mais de uma vez e meia o observado na Alemanha -o único país da pesquisa que tem carga tributária ligeiramente maior que a brasileira.

"Além dos impostos, os custos de produção - que envolvem gastos com matéria-prima, mão-de-obra e logística - pesam na composição de preços. E esses custos no Brasil são muito altos", diz Letícia do Amaral, vice-presidente do IBPT.

Diferença gritante

A diferença de valores é gritante em produtos com os mais variados graus de necessidade para o consumidor -sem esquecer, claro, que o conceito de urgência é sempre relativo. Uma geladeira no mercado doméstico é quase uma vez mais cara que na Argentina. Assim como uma camisa da grife Lacoste.

E, no país vizinho, um automóvel Toyota Corolla XEI 2.0 sai por 62% do valor cobrado no Brasil. "Impressiona constatar que estamos em um país com os preços mais altos entre os pesquisados e com uma das menores médias de renda por habitante", diz Amaral.

"É por isso que as pessoas que podem preferem comprar produtos quando viajam para o exterior. Mesmo com o imposto de importação, acaba compensando", completa.

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