Fortaleza, CE - segunda-feira, 23 de agosto de 2010

AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- Montanhista Rosier Alexandre realiza palestra sobre expedições
- Democracia: a grande vencedora da eleição da FIEC

SESI
- Uma grande oportunidade

ADMINISTRAÇÃO FEDERAL
- Déficit da Previdência sobe 9% no 1ºsemestre
- Reajustes do mínimo elevam gastos da União
- Diário Político - Desperdício

ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL
- Atuação do TCM

AGRICULTURA
- Egídio Serpa - Ceará tem 150 variedades de rosa

BANCOS
- Egídio Serpa - Bom
- País deve ser menos dependente do BNDES, propõe Armínio Fraga

CIÊNCIA E TECNOLOGIA
- Perfil do Ceará atrai investimentos em TI

ECONOMIA
- Indicadores Econômicos

EDUCAÇÃO
- Egídio Serpa - Melhora a educação no Nordeste

EMPRESAS
- Egídio Serpa - Cultura na indústria

FACIC
- Vertical - CAXIAS

FONTES ALTERNATIVAS DE ENERGIA
- Egídio Serpa - Avião cearense produz 2 energias
- Usinas eólicas podem custar até 17% a mais

INDÚSTRIA
- Novas políticas industriais

INDÚSTRIA DE BEBIDAS
- Norsa vai aplicar R$ 160 mi no Ceará

INDÚSTRIA DE JÓIAS
- Setor de joias entre os maiores do País

INFRA-ESTRUTURA
- Licenciamento de obras terá novas regras
- Trens italianos desembarcam no Porto do Pecém

MEIO AMBIENTE
- Egídio Serpa - Cid quer bom senso
- Faltam investimentos em capacitação e tecnologia

POLÍTICA
- Dilma quer ajuste fiscal no início de eventual governo
- Dilma já discute ministério com Lula
- Lúcio: "Cid decepcionou pobre"
- Debate da TV O POVO esquenta o clima

SINDICATO
- Mesmo com pão mais caro, setor projeta bom resultado

TRIBUTAÇÃO
- Materiais de construção sobem e anulam efeito do IPI menor


O ESTADO

23 de agosto de 2010

 
ROSIER ALEXANDRE
Montanhista Rosier Alexandre realiza palestra sobre expedições
Tudo na vida começa com um sonho e a vontade, o lado emocional. Depois vem a fase de projeto e planejamento, o lado racional. Rosier Alexandre nasceu na zona rural e cresceu sonhando com grandes montanhas. O tempo foi passando e ele entendeu que devia sonhar e mais que isso, estudar um meio de realizar seus sonhos.

No dia 29 de maio de 2010 Rosier partiu do Ceará para a maior expedição da vida dele: o monte McKinley. Vale lembrar que antes ele já havia escalado quatro montanhas acima de 5.500 metros: Cerro Vallecitos (5.500m), Huayna Potosi (6.088m), Ojos del Salado (6.893m) e o Aconcágua (6.962m).

Escalar montanhas é muito mais que ganhar alturas fazendo algum esforço físico, é um exercício de planejamento seguido de ações estratégicas que visam otimizar os recursos e esforços e progredir com segurança. É com esse pensamento que o montanhista quer repassar todo aprendizado para os participantes hoje, às 19h, onde, fará palestra aberta ao público, apresentando fotos, vídeo contendo os momentos mais marcantes da expedição. Na oportunidade Rosier apresentará detalhes sobre a Expedição McKinley (6.194m), a montanha mais fria da Terra e a mais alta da América do Norte. Local: Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). Endereço: av. Barão de Studart, 1980 – Fortaleza/CE. Contatos: 3246.2310 - 8814.0751.

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O POVO, O ESTADO, DIÁRIO DO NORDESTE

23 de agosto de 2010

 
ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA
Democracia: a grande vencedora da eleição da FIEC
Democracia: a grande vencedora da eleição da FIEC

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O POVO

23 de agosto de 2010

 
SESI NACIONAL - PROMINP
Uma grande oportunidade
O Programa de Mobilização da Indústria Nacional do Petróleo e do Gás (Prominp), coordenado pela Petrobras, busca qualificar trabalhadores para o setor. As inscrições para participar do processo seletivo para os cursos estão abertas até o dia 12 de setembro.

Quem está incluído no Cadastro Único tem isenção na taxa de R$ 24 se fizer a inscrição até o dia 24 de agosto. A inscrição é feita pela internet (www.prominp.com.br). As provas, de português e matemática, serão aplicadas na última semana de outubro.

São 28 mil vagas para quem tem mais de 18 anos e pelo menos a quarta série do ensino fundamental. Um dos grandes atrativos é que a Petrobras vai pagar um auxílio por mês para quem estiver desempregado. São ofertados ótimos cursos, como de soldador, encanador industrial e operador de sonda de perfuração. Trata-se de oportunidade ímpar, que pode mudar radicalmente a vida de quem conseguir passar nas provas, concluir o curso e se empregar em uma das empresas do setor de petróleo e gás.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) organizou, junto com as prefeituras e os estados onde os cursos serão realizados, com o apoio do Sesi/Nacional e do Ministério da Educação, reforço escolar em português, matemática e raciocínio lógico para 31 mil beneficiários do Programa Bolsa Família. Esperamos que assim eles possam disputar as vagas em melhores condições e conseguir um lugar na economia do petróleo, que cresce rapidamente, paga ótimos salários e concede várias vantagens aos trabalhadores.

É necessário, agora, que as prefeituras, por meio de suas secretarias de assistência social, educação e trabalho mobilizem os que estão no Bolsa Família ou no Cadastro Único para que se inscrevam. Papel importante também exercem as lideranças sociais, comunitárias, religiosas, difundindo informações e motivando as inscrições. Não podemos perder essa chance de garantir uma vida muito melhor.

Ronaldo Garcia - Sec. de Articulação para Inclusão Produtiva do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à fome
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DIÁRIO DO NORDESTE

23 de agosto de 2010

 
PREVIDÊNCIA SOCIAL - CEARÁ
Déficit da Previdência sobe 9% no 1ºsemestre
Para o INSS, o reajuste das aposentadorias em 2009 e o aumento dos favorecidos contribuíram para saturar a receita

Com uma arrecadação bem inferior ao montante dispensado todos os meses para o pagamento de benefícios a aposentados e pensionistas, a Previdência Social no Ceará já amarga um déficit de R$ 2,13 bilhões no Estado apenas no acumulado dos seis primeiros meses do ano. Conforme dados extraídos do Boletim Estatístico do órgão, esse valor é superior em 9,2% ao prejuízo conferido em igual período de 2009, quando o déficit somava R$ 1,95 bilhão.

De janeiro a junho de 2010, foram pagos R$ 3,83 bilhões em benefícios no Estado a 1.208.102 pessoas, entretanto a Previdência só obteve R$ 1,7 bilhão advindos da contribuição dos trabalhadores e de transferências da União.

Em junho

O déficit da Previdência em junho no Ceará foi de 361,3 milhões; superior em 13,7% ao registrado em igual mês do ano passado. No mês, foram pagos R$ 643,8 milhões aos aposentados e pensionista. O montante corresponde a 3,42% do total de benefícios pagos no período em todo o País. O Estado ocupa ainda a terceira colocação no ranking dos estados nordestinos que mais possuem dispêndios com o INSS, na retaguarda de, respectivamente, Bahia e Pernambuco. Ainda no sexto mês do ano, os gastos com previdência cresceram 0,27% com relação ao mês anterior. Já a arrecadação do órgão, sofreu retração de 5,55%.

Segundo o chefe da divisão de benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Jorge Luiz de Oliveira Queiroz, o reajuste das aposentadorias em 2009 e o crescimento do número de favorecidos contribuíram para saturar a receita. "O reajuste do salário mínimo, o aumento na quantidade de pessoas que se aposentam a cada ano e o maior acesso às informações foram os responsáveis por essa diferença. Se por um lado, é muito bom que mais pessoas possam estar sendo beneficiadas, por outro, pressiona o saldo", explica Oliveira Queiroz.

Reajustes

No ano passado, os aposentados e pensionistas do INSS que recebiam valor equivalente ao salário mínimo, tiveram reajuste 11,86%. Para os que obtiveram importância acima dessa quantia, a alta foi de 5,92%. Além disso, em um ano, o número de beneficiários subiu de 1.158.556 para 1.208.102. Ou seja, quase 50 mil pessoas passaram a receber pela Previdência.

Apesar do déficit assinalado no Estado, o chefe de divisão de benefícios do INSS chama atenção para a expansão da arrecadação durante o primeiro semestre deste ano. No período, o crescimento foi de 22,24%, ante os seis primeiros meses de 2009. "A Previdência está tomando medidas para aumentar a arrecadação, com o desenvolvimento de tecnologias que aumentam a efetividade das fiscalizações, e de novas normas, como a que obriga às empresas que contratam trabalhadores terceirizados a fazerem a inscrição deles e recolherem a contribuição", elucida Queiroz. Mesmo sem previsão de valor, a dívida previdenciária deverá crescer ainda mais até o fim do ano, já que a partir deste mês de agosto incidirá o reajuste de 7,72% sobre as aposentadorias, sancionado pelo presidente Lula da Silva em junho.

A PARTIR DE DEZEMBRO
Leitura da mão evita recadastramento

O INSS vai dispensar, a partir de dezembro, os aposentados e pensionistas que recebem pelo Bradesco de fazer todos os anos a "prova de vida". A novidade só vale para quem aderir à tecnologia biométrica de leitura da palma da mão do banco, que já está presente em pelo menos um dos caixas eletrônicos de todas as agências do Bradesco no País. Para utilizar o leitor, o aposentado tem de cadastrar a palma da mão na agência do banco.

Todos os anos, os aposentados e pensionistas precisam fazer um recadastramento nos bancos ou no INSS para provar que estão vivos, sob pena de ter o pagamento do seu benefício suspenso.

O leitor de mão é um scanner que emite raios infravermelhos, que penetram a pele e identificam a pessoa pelo desenho das veias da palma da mão. Nenhuma pessoa tem o mesmo desenho da mão; nem gêmeos idênticos. O desenho das veias também não muda com a idade.

No caso, o raio infravermelho localiza a hemoglobina do sangue, proteína responsável pelo transporte de oxigênio, que funciona como elemento de contraste natural.

"Colocou a mão no leitor, eu sei que o aposentado está vivo e que não se trata de um fantasma", disse Renan Mascarenhas, superintendente do Bradesco.

O INSS confirma que aceitou a tecnologia de leitura da mão como prova irrefutável de que o aposentado está vivo. Para isso, o Bradesco enviará ao INSS um arquivo contendo a fotografia das veias de cada aposentado cadastrado.

O próprio INSS estuda adotar a tecnologia de leitura da mão, vendida pela japonesa Fujitsu, em seus postos de atendimento.

DIEGO BORGES
ESPECIAL PARA ECONOMIA
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VALOR ECONÔMICO

23 de agosto de 2010

 
SALÁRIO MÍNIMO
Reajustes do mínimo elevam gastos da União
A política de valorização do salário mínimo teve forte impacto sobre o gasto público durante o governo Lula. De 2003 a 2009, as despesas primárias do governo federal (não consideram o pagamento de juros ou amortizações de dívidas) subiram 2,5 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB) e 80% desse total decorreu da elevação do piso salarial, segundo levantamento feito pelos economistas Samuel Pessoa, da Fundação Getulio Vargas (FGV), e Mansueto Almeida, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Quando se aumenta o valor do mínimo, os gastos com benefícios previdenciários e com vários programas sociais - que usam o piso como referência -, como o abono salarial e o seguro-desemprego, sobem na mesma proporção. Somente as despesas do regime geral de Previdência Social, mais conhecido como INSS, foram responsáveis por 47% da elevação das despesas do governo federal, como proporção do PIB, no período considerado.

Outro dado expressivo do levantamento feito pelos dois economistas é que 90% do aumento das despesas do governo federal de 2003 a 2009 decorreu dos benefícios previdenciários e dos programas sociais, não apenas os vinculados ao salário mínimo, mas também o Bolsa Família. Os gastos com saúde e educação aumentaram no governo Lula, em proporção do PIB, mas em menor intensidade. As despesas de custeio, no seu conceito restrito, ou seja, apenas os gastos com a máquina pública (luz, água, telefone, viagens, diárias etc.), excluídas as despesas com pessoal e o custeio com educação e saúde, caíram, como mostra a tabela abaixo.

Os gastos com pessoal e encargos sociais, por sua vez, mantiveram-se estáveis, em proporção do PIB. "O perfil das despesas públicas durante o governo Lula mostra que não houve gastança, pois não se pode dizer que transferência de renda para as famílias seja gastança", disse Pessoa.

Na avaliação de Almeida, o aumento das transferências no ritmo verificado durante o governo Lula teve um lado positivo e outro negativo. "A sociedade quis essa despesa, pois considerou que era importante uma intervenção do governo no sentido de melhorar a distribuição de renda do país e de prover serviços públicos essenciais que as pessoas mais pobres utilizam", explicou. O lado ruim, observou o economista, é que o financiamento desse gasto foi feito por uma estrutura tributária altamente regressiva, o que reduziu os efeitos sobre a distribuição de renda.

Segundo Almeida, os países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) gastam mais ou menos a mesma coisa que o Brasil em programas sociais, mas os efeitos sobre a distribuição de renda são maiores, porque o sistema tributário nesses países é menos regressivo. Os mais pobres são os que mais pagam impostos no Brasil, proporcionalmente, pois o peso dos tributos que incidem sobre o consumo é muito grande.

Nos últimos dez anos (1999 a 2009), a despesa do governo federal cresceu 4,3 pontos percentuais do PIB, o que dá uma média de 0,4 ponto percentual ao ano. Essa elevação das despesas resultou em aumento na mesma proporção da carga tributária. "A sociedade aceitou um aumento anual médio da despesa em 0,4 ponto percentual, pois tinha a expectativa da melhoria na distribuição de renda e dos serviços públicos oferecidos à população", analisou Pessoa. Ele lembrou, no entanto, que a manutenção desse contrato social requer, daqui para frente, uma carga tributária crescente.

Essa elevação da carga poderá ser feita por um aumento puro e simples dos tributos em vigor, pela criação de outro ainda inexistente ou decorrer de um aumento da formalização da economia e da eficiência da máquina arrecadadora, como tem ocorrido nos últimos anos. Há no Congresso um movimento, liderado pelos parlamentares da frente da saúde, no sentido de criação da Contribuição Social da Saúde (CSS), nos mesmos moldes da extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), mas com alíquota mais reduzida, de 0,1%.

As principais lideranças do PMDB já manifestaram a concordância com a criação da CSS, que conta também com apoio do PT e dos outros partidos de esquerda. Mas é improvável que, após aprovada a CSS, o novo governo consiga manter os gastos com a saúde no patamar atual, desviando os recursos já destinados à área para outras finalidades, como ocorreu no passado. Por isso, a questão do financiamento da expansão do gasto público permanecerá, mesmo com a instituição da CSS.

Para Almeida, o futuro governo terá que ampliar os investimentos públicos, porque serão realizados no Brasil eventos de grande repercussão mundial, como a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016. Mas ele disse que não será possível ampliar o espaço para o investimento com o corte de gastos de custeio da máquina pública. "A conta do custeio é muito pequena para fazer um choque fiscal e aumentar o investimento público", afirmou. Para aumentar os investimentos, o economista acha que o governo terá que decidir entre a elevação da carga tributária ou a redução do ritmo de alta do salário mínimo.

Os economistas fizeram o levantamento sobre a evolução dos gastos públicos no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). Esses dados se referem às despesas pagas pelo Tesouro no ano. A elevação ocorrida nos gastos com saúde e educação, em proporção do PIB, resultou principalmente das transferências feitas pelo governo federal para Estados e municípios, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
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O ESTADO

23 de agosto de 2010

 
NOVA ESTATAL
Diário Político - Desperdício
Por Fernando Maia


Para o engenheiro Cássio Borges, em vez de criar mais uma estatal gastadora de dinheiro para gerir a Integração de Bacias do S. Francisco, o governo deveria delegar tal tarefa ao DNOCS, que tem estrutura e experiência.
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DIÁRIO DO NORDESTE

23 de agosto de 2010

 
TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS
Atuação do TCM
O Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará, do qual existem três congêneres - no Rio de Janeiro, Bahia e Pará - exerce função das mais importantes no contexto da fiscalização das contas públicas, com atuação dirigida para os 184 municípios, incluindo as Câmaras.

É um trabalho de natureza técnica, nem sempre compreendido, pois ninguém gosta de ser fiscalizado, principalmente os políticos, detentores de mandato ou ocupantes de cargos comissionados. Assim, é sempre fácil criticar a ação do Tribunal, sob título os mais diversos, desde a propalada morosidade ao exorbitamento de suas funções. O TCM se transforma na "geni", à semelhança de outros órgãos públicos como o INSS, criticados por setores sem conhecimento de causa.

O Tribunal do Ceará padece, como de resto o serviço público, de carências múltiplas, inclusive quanto ao pequeno quadro de pessoal, agora com perspectivas de ampliação graças a concurso recentemente realizado. Dispõe de funcionários dedicados, muitos dos quais trabalham aos sábados e domingos, como forma de atender aos muitos processos em trâmite nas Inspetorias de Controle Externo. Outro fato digno de registro: o TCM alia à sua atividade de fiscalização a salutar missão de orientar e instruir os gestores municipais, realizando cursos e simpósios e publicando cartilhas de orientação e de informação nas áreas de contabilidade pública e administração financeira e orçamentária, além de publicar sistematicamente revista especializada e um informativo com temática voltada para os municípios.

O Tribunal de Contas dos Municípios exerce, portanto, duas funções das mais nobres: a de fiscalizar os jurisdicionados e a de promover a instrução e orientação e capacitação dos quadros funcionais, com o objetivo de melhor qualificá-los, treinando também os próprios servidores da Casa.

Incentiva, igualmente, junto às comunidades a difusão do conceito de cidadania, visando fazer de cada habitante um fiscal diligente e atento das contas do seu município.

Eduardo Fontes - jornalista
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DIÁRIO DO NORDESTE

23 de agosto de 2010

 
FLORICULTURA
Egídio Serpa - Ceará tem 150 variedades de rosa
Neste momento, as fazendas cearenses de produção de rosas estão cultivando - em fase experimental - 150 variedades de rosas, das quais 20 já vingaram e já se incluíram no mercado da floricultura nacional e estrangeira. Maior exportador brasileiro de rosas - são 9 toneladas exportadas por semana - o Ceará paga royalty pela apropriação dessas inovações. Gol!
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DIÁRIO DO NORDESTE

23 de agosto de 2010

 
BNB
Egídio Serpa - Bom
Hoje, às 9 horas, o BNB promove em sua sede no Passaré mesa redonda para debater as Perspectivas de Desenvolvimento para o Brasil e a América Latina. Aberto ao público.
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VALOR ECONÔMICO

23 de agosto de 2010

 
BNDES
País deve ser menos dependente do BNDES, propõe Armínio Fraga
O BNDES pode começar desde já a trabalhar na transição de uma política de financiamento de longo prazo no país - hoje totalmente dependente de recursos públicos - para um novo modelo onde o sistema financeiro privado participe através dos fundos de pensão, das seguradoras, dos investimentos em previdência complementar (PGBLs e VGBLs) e de investidores externos, entre outros.

Para Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e sócio da Gávea Investimentos, de imediato o banco deveria "racionar" os empréstimos subsidiados, evitando concedê-los para grandes empresas - "para que emprestar para a Petrobras?" - e exigir maior contrapartida de recursos privados e mais ênfase nas boas práticas de governança das companhias que baterem às portas da instituição.

Esse é um debate "complexo" que não comporta respostas "óbvias", ressalta ele. O retrato do momento é que o país não pode prescindir das operações do banco de desenvolvimento, mas precisa começar a criar instrumentos que o livrem dessa estreita dependência. Até porque o banco, que mais do que dobrou de tamanho no pós-crise global de 2008, provavelmente tenha que sofrer um encolhimento. Ao governo, diz, cabe um papel ativo na indução desse processo e na definição de como ambas estruturas devem coexistir.

Armínio defende que os recursos para fomentar o BNDES deveriam constar do bolo total do orçamento público, e não especificamente do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). "É antidemocrático ter espaços orçamentários que não se sujeitam à decisão maior da sociedade", observa. Seria na discussão do Orçamento anual no Congresso que se faria a escolha entre aportar dinheiro no BNDES ou aumentar a verba para a educação ou a saúde, por exemplo. "Isso iria forçar a ordenação de prioridades, o que é bom".

Não há como fugir de um outro tema - o elevado nível da taxa de juros real. Para se criar mecanismos de financiamento de longo prazo é preciso ter juros normais, adianta Armínio. "As taxas têm caído, mas precisam cair muito mais. Hoje, um título indexado, uma NTNB de longo prazo, tem juros de 6%. Ainda é elevado. Quando cair para uns 3% a 4% ao ano, vai ter um impacto imenso sobre a taxa de investimento da economia", diz. Aliás, a própria existência de bancos públicos é fator de pressão sobre a taxa de juros, lembra ele, referindo-se ao fato de as instituições estatais operarem com credito direcionado a juros pré-definidos, deixando apenas o segmento do crédito livre ao alcance da política monetária.

O setor bancário nunca será o principal fornecedor de crédito de longo prazo para investimentos, pois suas captações são, por natureza, de prazos mais curtos, explica. Os bancos vão cuidar mais do crédito ao consumo e para capital de giro. O longo prazo terá que ser suprido por outros participantes do sistema financeiro, como os fundos de previdência, que têm que ter seus ativos casados com seus passivos também de longo prazo. Mas o mercado só começará a buscar soluções independentes do BNDES quando os recursos da instituição estatal se tornarem mais escassos e, portanto, mais caros, indica Armínio.

Por mais dinheiro que o governo coloque no banco - foram R$ 208 bilhões desde 2008, e muito provavelmente o Tesouro ainda tenha que fazer algum reforço no Orçamento para 2011 - não haverá crédito suficiente para a enorme demanda do país por investimentos. "Com uma dívida bruta respeitável, da ordem de 60% do PIB, o governo, a meu ver, não vai poder resolver essas questões. Já não resolve hoje, quando o país está investindo muito pouco, imagina quando o investimento deslanchar!", diz Armínio.

Outros elementos importantes do debate emergem nesse momento, em meio à controvérsia sobre o papel do BNDES, a dimensão dos gastos com os subsídios das suas operações e o grau de concentração de grandes empréstimos em poucas empresas.

A polêmica é recorrente e são imensas as dúvidas sobre a boa alocação dos recursos do banco. Questionamentos que remetem aos anos 70, quando o então presidente Ernesto Geisel patrocinou a política de substituição de importações injetando dinheiro barato, fortemente subsidiado (ao custo de 20% da correção monetária de então) em algumas poucas companhias. Os empresários que receberiam o benefício foram escolhidos a dedo pelo governo. Nunca ficou claro para o Brasil se aquelas escolhas valeram a pena.

Armínio diz que o país carece mesmo de um estudo mais acurado sobre o "benefício social" dos financiamentos subsidiados do BNDES, instituição que está completando quase 60 anos. "Acho que a pergunta correta é se isso contribuiu para o desenvolvimento do país, que significa tanto o crescimento econômico quanto seus aspectos distributivos, na medida em que um país desigual como o nosso só vai se desenvolver quando a desigualdade for menor."

O assunto é premente. O Ministério da Fazenda criou há vários anos um grupo de mercado de capitais - que começou ainda no governo de FHC e foi retomado pelo governo Lula - exatamente para tentar desenhar novas maneiras de arranjar recursos para investimentos com prazos de 10, 20, 30 anos de maturação. Na quinta feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que em 45 dias o resultado desses trabalhos e as medidas necessárias serão divulgados. O grupo prepara sugestões para o BNDES, para o setor imobiliário e sobre como estimular a colocação de papéis de longo prazo no mercado, mapeando ainda quanto que o país demandará de empréstimos de prazos mais largos até 2014, período do novo governo que será eleito este ano.
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DIÁRIO DO NORDESTE

23 de agosto de 2010

 
INVESTIMENTOS EM TI
Perfil do Ceará atrai investimentos em TI
O Estado é destaque com o crescimento de 13% ao ano nos investimentos em tecnologia da informação

O Ceará está entre os quatro estados brasileiros cujos governos mais investem na modernização da máquina pública através da tecnologia da informação (TI). Dados do governo mostram que os investimentos em TI no Ceará vêm crescendo a uma taxa anual de 13%. Só em 2009, o Estado contou com um orçamento de mais de R$ 150 milhões.

Números como esses, acompanhados de outros dados sobre o crescimento da economia cearense e do fato de haver no Estado "uma mão de obra extremamente qualificada", são justificativas para a empresa Cast inserir o Ceará em seu planejamento estratégico, que inclui instalar uma unidade comercial e posteriormente uma fábrica de software no Nordeste. "A favor, temos também o fato de o governo do Ceará ter definido uma política eficiente de gestão fiscal e desenhado um planejamento estratégico exclusivo para o setor de TI", comenta Eduardo Rocha, gerente de inteligência e marketing da Cast.

A empresa, com sede em São Paulo e unidades em Brasília e Rio de Janeiro, aporta no Ceará ainda neste semestre. "Antecipamos de 2011 para 2010 a vinda para o Ceará", afirma Marcus Edrisse, diretor de negócios para a área de governo.

A Cast, que já tem o Banco do Nordeste como cliente desde 2009, segue o caminho traçado por outras empresas do setor, que apostam em polos de tecnologia com custos menores de operação. Essas empresas veem na economia cearense um mercado potencial para seus serviços e no aproveitamento da mão de obra local uma oportunidade para alcançar ainda outros mercados externos. "O Ceará está entre os centros com forte vocação em TI", argumenta Marcus Edrisse.

Uma desses empresas que já têm fincado os pés no Estado, a BRQ IT Services, chegou a fechar no ano passado, com o Banco do Nordeste, o maior contrato de prestação de serviços em TI no Ceará, no valor de R$ 26,5 milhões. A empresa abriu uma fábrica de software na capital cearense, ampliando seus pontos de presença que incluem Nova York e Madri.

Outra companhia, a iFactory, também montou sua fábrica de software em Fortaleza e também trabalha no projeto de uma unidade em Quixadá, para transformar a cidade do sertão central cearense em um polo de profissionais de tecnologia.

Oportunidades como essas têm criado mais vagas de empregos na área do que o próprio mercado local estava preparado para suprir. No ano passado, quando o mundo ainda se ressentia de uma crise econômica em escala mundial, o segmento de TI no Ceará contabilizava pelo menos 1.200 vagas não preenchidas para profissionais qualificados, segundo estimativa do Instituto Titan - que congrega as principais empresas cearenses de tecnologia. O quadro não mudou. "A procura por profissionais qualificados tem sido maior do que a oferta", diz Edrisse.

EMPREGOS EM TECNOLOGIA
Empresa oferece vagas em Fortaleza

Especializada em serviços de tecnologia da informação (TI), a empresa brasileira iFactory iniciou um novo processo de seleção de profissionais para a sua fábrica de software em Fortaleza. Ao todo, são mais de 25 oportunidades, sendo 12 para desenvolvedores Java e 16 para desenvolvedores .NET. Há também oportunidades de trabalho na área comercial.

A iFactory foi reconhecida pela consultoria norte-americana Great Place to Work Institute como uma das 70 melhores do Brasil para se trabalhar no segmento de TI e telecomunicações. Os interessados em trabalhar na empresa, nas vagas de desenvolvedor Java, precisam ter domínio desta linguagem de programação e experiência em criação de software para Web na plataforma J2EE. Já os desenvolvedores para a plataforma .NET devem possuir habilidades para trabalhar com a linguagem C#.NET. Para a área comercial, a companhia exige que os candidatos tenham experiência no desenvolvimento de relacionamento com gerência de grandes empresas.

Para todas as funções, a empresa exige nível superior na área de atuação, completo ou em andamento. O domínio do idioma inglês ou espanhol é considerado um diferencial, assim como o conhecimento avançado de outras linguagens de programação. Entre os benefícios oferecidos aos funcionários estão bônus de apoio aos estudos, investimento em certificações e descontos em cursos e faculdades. Os interessados devem enviar currículo com pretensão salarial e nome da vaga no título do e-mail para selecao@ifactory.com.
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UOL ÚLTIMAS NOTÍCIAS

23 de agosto de 2010

 
COTAÇÃO
Indicadores Econômicos
Dólar (20/08 - 16h30)

Comercial
Compra 1,7580
Venda 1,7600

Turismo
Compra 1,6700
Venda 1,8100

Paralelo
Compra 1,7500
Venda 1,8500

Dólar (21/08 - 09h53)

Comercial
Compra 1,7530
Venda 1,7550

Turismo
Compra 1,6700
Venda 1,8100

Paralelo
Compra 1,7500
Venda 1,8500

Outros indicadores
TR 0,085%
CDI 10,620%
SELIC 10,75%
IPCA 0,01% jul.10
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DIÁRIO DO NORDESTE

23 de agosto de 2010

 
EDUCAÇÃO NO NORDESTE
Egídio Serpa - Melhora a educação no Nordeste
Carlos Aragão, presidente do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPQ), que visitou a Universidade de Fortaleza (Unifor) na última sexta-feira, disse a esta coluna que o Nordeste tem melhorado a qualidade de sua educação superior. E mostrou uma prova: "Estão no Nordeste 10% dos doutores do País. Ainda é pouco, mas há menos de 10 anos era só 1,5%".
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DIÁRIO DO NORDESTE

23 de agosto de 2010

 
ESMALTEC
Egídio Serpa - Cultura na indústria
Francisco Auto Filho, secretário de Cultura do Governo do Estado, presente sexta-feira, 20, à festa de lançamento dos novos produtos Esmaltec, comentou: "Esta é a prova da capacidade inovadora da indústria cearense".
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O POVO

23 de agosto de 2010

 
HOMENAGEM - DUQUE DE CAXIAS
Vertical - CAXIAS
A Facic realizará quinta-feira, em sua sede, a partir das 19 horas, ato em homenagem à memória de Duque de Caixas, o patrono do Exército Brasileiro. À frente dessa 56ª edição, o presidente Francisco Barreto e o diretor Hermeto de Paula.
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DIÁRIO DO NORDESTE

23 de agosto de 2010

 
ENERGIA EÓLICA
Egídio Serpa - Avião cearense produz 2 energias
Criado e desenvolvido pelo cearense Fernando Ximenes, o poste de iluminação autossuficiente - considerado pela engenharia brasileira um caso de sucesso - acaba de ganhar um aliado duplamente poderoso, tanto do ponto de vista tecnológico, quanto do ambiental: um aviãozinho híbrido, que gera, ao mesmo tempo, energia eólica e solar. Fincado sobre um poste galvanizado de iluminação de até 24 metros de altura, o aviãozinho, fabricado com material de aeronaves, tem células solares instaladas nas asas e na hélice eólica frontal que gira 360 graus, de acordo com a direção do vento. A energia que produz é armazenada em uma bateria suspensa, cuja autonomia - no caso de faltar vento ou insolação - é capaz de manter acesa uma lâmpada do tipo LED por 70 horas ou seis noites. O invento de Fernando Ximenes começa a ganhar mercado. Nesta semana, a concessionária de uma rodovia no Estado de São Paulo encomendou à Gram-Eollic, empresa de Ximenes, com sede em Fortaleza - o kit completo: um poste galvanizado de 24 metros de altu
ra, o aviãozinho, o gerador e a bateria. Esse kit, sozinho, pode fornecer energia para outros seis postes de iluminação. "Nós fabricamos, instalamos e colocamos para funcionar todo o sistema", informa ele, adiantando outra novidade: a Gram-Eollic está instalando em Natal um kit que iluminará, com seis postes, a praça de um dos bairros daquela capital.
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DIÁRIO DO NORDESTE

23 de agosto de 2010

 
ENERGIA EÓLICA
Usinas eólicas podem custar até 17% a mais
A falta da regulação pode prejudicar os novos projetos que participarão do leilão de energia a ser realizado nesta semana

Já na semana da realização do Leilão de Reserva de Fontes Alternativas de energia elétrica, que ocorrerá nos próximos dias 25 e 26 deste mês, investidores que atuam no ramo eólico correm o risco de terem o custo de seus empreendimentos aumentado em até 17%, devido a falta de marco regulatório para as energias alternativas no Brasil. Quem alerta é a jurista Marília Bugalho Pioli, coordenadora jurídica da área de energia eólica do escritório Becker, Pizzato & Advogados Associados.

Segundo ela, quem vencer terá que entregar o projeto em 2013, porém o Convênio 101 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que assegura a isenção de ICMS para operações com equipamentos e componentes destinados ao aproveitamento de energia solar e eólica, tem vigência prevista até 31 de janeiro de 2012. "Esse convênio vem sendo prorrogado sucessivamente desde 1998, mas não se sabe se será prorrogado de novo, quando, nem até que data ele será validado. Ou seja, ninguém sabe como será no futuro", explica.

Conforme a advogada, tirando a isenção do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias) hoje, o custo de um parque eólico pode aumentar até 17%. "E olhe que estamos falando em milhões. Significa que se o investidor estiver preparado para desembolsar R$ 200 milhões, ele poderá ter que gastar mais R$ 34 milhões", exemplifica.

De acordo com a especialista, que é também representante legal no Brasil do grupo espanhol Gestamp - um dos maiores investidores mundiais em energia eólica, a insegurança em relação a tributação se estende também a outras áreas, como na legislação ambiental, que prevê diferentes procedimentos em cada estado brasileiro. "Não existe um marco regulatório comum em todo o Brasil para energias alternativas. Isso gera insegurança para o investidor, especialmente os estrangeiros".

A insegurança jurídica, segundo ela, ameaça a competitividade brasileira no âmbito das energias. "Hoje, o Brasil tem dois grandes competidores em potencial de geração de energia eólica no mundo: China e Índia, que são países sem tantos entraves burocráticos e incertezas jurídicas, embora sejam considerados grandes expoentes nessa área. Mesmo com o privilegiado potencial brasileiro, o investidor pode acabar optando pelos concorrentes porque lá é mais fácil", pondera.

Dados da EPE (Empresa de Pesquisa Energética) indicam que 96 projetos no Ceará estão habilitados a participar do Leilão, que objetiva a contratação de energia além da demanda existente para ampliar a garantia de fornecimento de energia elétrica em todo o País. Em nível nacional a disputa no leilão de reserva reúne mais de 500 empreendimentos, envolvendo também termelétricas movidas à biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). Para a jurista Marília Pioli, o número de competidores poderia ser maior, se houvesse mais segurança no Brasil para investimentos em energias alternativas.

ÂNGELA CAVALCANTE
REPÓRTER
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VALOR ECONÔMICO

23 de agosto de 2010

 
NOVAS POLÍTICAS INDUSTRIAIS
Novas políticas industriais
Economias bem-sucedidas sempre contaram com políticas públicas promotoras do crescimento

A temática da política industrial voltou ao debate internacional. Diversos pensadores, entre eles Ha-Joon Chang, Dani Rodrik e Justin Lin, apontam a atualidade desse tema. Lançada pouco antes da crise de 2008, a Política de Desenvolvimento Produtivo brasileira procurou recuperar o terreno da ação política nesse campo.

Com a crise de 2008, Keynes seria revisitado e o Estado seria chamado a intervir na arena econômica de forma intensa e heterodoxa. Não se pode deixar de citar a "nacionalização" da General Motors nos EUA. Keynes era contrário a nacionalizações. Pode-se dizer que o Estado de bem-estar tem pouco a ver com a concepção minimalista de Keynes. Ele foi, entretanto, o primeiro a perceber que uma moeda apreciada seria uma moeda fraca e não forte.

Políticas industriais nunca deixaram de ser efetivamente praticadas nos países mais desenvolvidos. Economias bem-sucedidas sempre contaram com políticas públicas promotoras do crescimento mediante a aceleração de transformações estruturais. A simplória separação entre Estado e mercado não se sustenta como um fato nas sociedades mais desenvolvidas. Observa-se, em muitos casos, a cooperação pelo desenvolvimento econômico e o bem-estar.

Em defesa das políticas industriais deve-se ressaltar que, além da complementariedade entre manufaturas e serviços, a produtividade costuma ser mais elevada nas manufaturas, tendendo a aumentar mais rapidamente do que na agricultura ou nos serviços. Portanto, sem um setor de manufatura forte, trata-se de algo muito difícil desenvolver serviços de alta produtividade.

Países como Japão, Coreia do Sul, Taiwan e China compreenderam essa questão na segunda metade do século XX. Suas extraordinárias capacidades produtivas adquiridas assentam-se, em grande parte, no apoio governamental a novos setores produtivos. Facilidades de acesso a crédito e exigências de conteúdo local na produção resultaram no nascimento de fornecedoras de produtos sofisticados. Incentivos à exportação ajudaram suas empresas a penetrar em mercados mais exigentes e competitivos.

Na parte desenvolvida do mundo, o departamento de energia dos EUA planeja gastar mais de US$ 40 bilhões em financiamentos e subsídios para estimular empresas privadas a desenvolver tecnologias verdes - carros elétricos, novas baterias, turbinas eólicas e painéis solares. A nacionalização da GM integra essas ações, pois inovações desse porte não podem ser simplesmente confiadas a pequenas e médias empresas.

O desenvolvimento de novos setores produtivos em muitos momentos demanda um "empurrãozinho" governamental e a existência de grandes empresas. Esse empurrão pode assumir formas distintas - subsídios, empréstimos, oferta de infraestrutura e outros tipos de apoio. Do ponto de vista da transparência e da eficácia da política pública desejada, metas de desempenho e contrapartidas empresariais são necessárias.

Praticantes de políticas industriais bem-sucedidas compreendem ser importante criar um clima de colaboração entre governo e setor privado. Conselhos deliberativos, fóruns de desenvolvimento de fornecedores, conselhos consultivos para investimentos, mesas-redondas setoriais ou fundos público-privados para investimentos de risco ajudam a aglutinar esforços e estreitam a colaboração sobre as oportunidades de investimento nos pontos de estrangulamento da economia.

Receitas para o desenvolvimento das sociedades organizadas são muitas. As sociedades precisam estar abertas à experimentação. Em uma análise econométrica empreendida por Rodrik, chama a atenção o fato de que os países que conseguiram sustentar o processo de crescimento econômico após a Segunda Guerra foram capazes de articular uma ambiciosa política de investimentos produtivos com instituições capazes de lidar com os choques externos adversos, não os que confiaram na mobilidade do capital e na redução indiscriminada de suas barreiras alfandegárias.

No início da década de 1960, a renda per capita sul-coreana era menor do que a do Sudão e não ultrapassava 33% da renda mexicana. Sua rápida industrialização derivou em grande parte do emparelhamento tecnológico e no desenvolvimento de aptidões tecnológicas. O Estado jogou um papel-chave ao longo do processo de mudança econômica no momento em que os agentes econômicos nacionais mostravam-se frágeis frente aos riscos e às incertezas do desafio do desenvolvimento.

Hyundai e Kia são realidades na indústria automobilística mundial. A Kia iniciou suas operações, em 1944, como fabricante de bicicletas em Seul. Atualmente ela se faz presente em mais de 170 países vendendo automóveis. Essas empresas sul-coreanas evoluíram tecnologicamente desde sua constituição e elas buscam atualmente convergir esforços no desenvolvimento de tecnologias mais limpas do ponto de vista ambiental. Os chineses, por sua vez, apontam para a estratégia de desenvolvimento e popularização do carro elétrico a partir da constituição de marcas nacionais.

As grandes empresas não estão presas à "disciplina do mercado". Elas não ficam expostas a um ambiente próximo à competição perfeita, onde a receita marginal tenderia ao custo marginal de produção e o lucro seria praticamente nulo.

Oligopólios não são males a serem combatidos a todo custo, pois eles constituem as estruturas que reúnem excelentes condições para inovar e criar novas oportunidades de negócios, inclusive para as firmas menores. Compreende-se, portanto, como os campeões nacionais são bem tratados pelos governos dos países mais desenvolvidos.

Alguns podem alegar ideologicamente e de forma reducionista que esse debate versa sobre a escolha dos vencedores na arena econômica. Essa discussão costuma ser mais complexa porque as políticas públicas, incluindo os direcionamentos de crédito e gasto público, afetam a renda e as possibilidades das pessoas mais humildes em uma sociedade emergente.

Rodrigo L. Medeiros é professor da Universidade Federal do Espírito Santo - Ufes (medrodrigo@gmail.com)
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O POVO

23 de agosto de 2010

 
GRUPO NORSA
Norsa vai aplicar R$ 160 mi no Ceará
O grupo que fabrica refrigerantes da Coca Cola e distribui a cerveja Heineken deve investir R$ 160 milhões até 2014 nos quatro estados nordestinos onde atua

Tunay Peixoto

O Ceará deve receber investimentos de R$ 160 milhões nos próximos quatro anos da Norsa, responsável pela produção dos refrigerantes e envase de águas e sucos da gama Coca Cola e distribuição da cerveja Heineken. “Vamos investir R$ 100 milhões ao ano até 2014, e cerca de 40% dos nossos investimentos são no Ceará”, afirma o diretor financeiro e regional Bahia da Norsa, Luiz Pollier.

Para o executivo, o Ceará é o mercado mais rentável para a Norsa e possui uma “operação extremamente eficiente”. Isso resulta em uma média de 80% da rentabilidade do grupo oriundos do Estado.

Os investimentos fazem parte de um projeto de ampliação da capacidade produtiva da empresa, líder de mercado no Nordeste, com 56,7% de participação em junho.

O objetivo é passar dos atuais 800 milhões de litros produzidos águas e refrigerantes para um bilhão até o fim de 2011. Mesmo sem números precisos, Pollier afirma que a produção de água mineral é irrisória se comparada com a de refrigerantes.

Mesmo não passando por ampliações físicas das plantas fabris, a expansão deve gerar 500 novos empregos em um ano. Atualmente, as cinco fábricas - em Teresina (PI), Macaíba (RN), Maracanaú (CE), Simões Filho e Vitória da Conquista (BA) – mais os centros de distribuição, empregam diretamente 4.000 pessoas. O executivo estima que para cada vaga dessas, haja mais nove indiretas. No Ceará, trabalham 1,5 mil pessoas, número que deve crescer em média 30% até 2014, passando para cerca de 1,9 mil pessoas.

Clientes
A Norsa faturou no ano passado R$ 1,3 bilhão, sendo 45% oriundos de produtos voltados para as classes C, D e E. Este percentual era de 15% há cinco anos.

Os produtos para esta fatia são as embalagens retornáveis, que voltaram a ser vendidas também em garrafas de um litro, e tamanhos diferenciados, como a lata de 250 ml e a garrafa de 1,5 litro.

O lucro operacional chegou a 400% no primeiro semestre, além de um aumento de 29% na receita liquida.

Segundo Pollier, o grupo desenvolve outras ações para se aproximar deste público, como por exemplo, microcrédito para pequenos comerciantes. “Temos cerca de 150 mil clientes em todo o Nordeste, o que aumenta o potencial de atuação de um programa assim”, disse.

EMAIS

O grupo pretende continuar a redução de água para produzir refrigerante. Segundo Pollier, para cada litro de Coca Cola produzido, são necessários dois de água.


Este percentual já foi maior: em 2008, a relação era de três para um, uma redução de 35%.

Quando concluído o projeto de expansão da capacidade produtiva, as cinco fábricas vão consumir dois bilhões de litros de água/ano.

A Norsa atua no Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Bahia e detém até junho, 56,7% de participação de mercado no Nordeste.
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O POVO

23 de agosto de 2010

 
SEGMENTO DE JOIAS FOLHEADAS
Setor de joias entre os maiores do País
Mesmo com problemas mercado de joias folheadas de Juazeiro do Norte se mantém forte e está aquecido em 2010. É considerado hoje um dos cinco maiores do País. Entretanto, já chegou a ocupar a terceira posição no ranking nacional

Artumira Dutra


O segmento de joias folheadas de Juazeiro do Norte, que vem passando por altos e baixos, deve voltar a crescer este ano. Mesmo com as dificuldades mercadológicas, técnicas, profissionais e até ambientais, o mercado se mantém entre os cinco maiores do Brasil. Mas já chegou a ocupar a terceira ocupação no ranking.

No trabalho “Nem Tudo que Reluz é ouro”: O Arranjo de Joias folheadas de Juazeiro do Norte-CE” apresentado, em 2009, na Universidade Regional do Cariri (Urca), foram identificados os principais problemas do setor. Um dos principais são os altos custos. Foi constatado que nas indústrias o custo de produção é elevado devido a falta de matérias-primas e os insumos serem adquiridos em outras regiões, principalmente em São Paulo. “Esse problema é evidenciado por não existir cadeia produtiva do setor, que possibilitasse um poder de barganha por melhores preços, prazos de pagamento e entrega dos mesmos”, diz um dos autores do trabalho e analista do Escritório Regional do Cariri em Juazeiro do Norte, Frederico Feitosa.

Quanto aos produtos confeccionados nas indústrias, foi verificado que não possuem um profissional responsável pela criação de design com um diferencial, modelos exclusivos e que acompanhem as tendências do mercado. “Essa iniciativa promoveria a valorização dos produtos, o que ampliaria a margem de lucros dos produtores. O mercado informal é crescente e o alto índice de terceirização levam o empresário a retrair investimentos na aquisição de máquinas e na busca de novos modelos e inovação”, completa.

A pesquisa conclui também que as indústrias com média de 20 trabalhadores não se preocupam em capacitar essas pessoas “até porque, dependendo do período de maior ou menor comercialização, eles contratam ou demitem, além da forte tendência a terceirizar.

“Hoje o que se observa, mesmo em empresas rentáveis, é a crescente perda de mercado ocasionado principalmente pela estagnação tecnológica em função da produção ultrapassada. No quesito ambiental, as empresas na sua maioria possuem estações de tratamento de efluentes, onde através de processos químicos e por decantação a água tratada é reutilizada. Em alguns casos o resíduo é incinerado e na sua maioria fica à disposição de órgãos ambientais para darem uma solução.

Para Frederico Feitosa, todos esses fatores foram peças fundamentais para declínio do setor produtivo de joias folheadas de Juazeiro do Norte. “A retomada do crescimento do setor se dará quando houver espírito associativo, que leve a ações conjuntas de compra e venda de

produtos, baixa dependência de fornecedores e ações de marketing que viabilizem o setor e proporcione a criação da marca do produto”, conclui, destacando que as indústrias de joias folheadas têm um papel relevante na economia e desenvolvimento do daquele Município. A pesquisa foi feita em 38 indústrias de joias folheadas da região.

EMAIS

PRODUÇÃO NO PAÍS

Dados do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM -2008), mostram que o Brasil é 27º colocado no ranking dos principais fabricantes de joias e folheados do mundo e é responsável por um pouco mais de 1 % das exportações mundiais. Possui indústrias presentes em quase todo o território do país, gerando aproximadamente 500 mil empregos diretos neste setor, em 2.170 indústrias: 850 na lapidação, 730 na joalheria de ouro e prata, 590 folheados e metais preciosos.

No mercado externo, as peças brasileiras de folheados venderam US$ 134 milhões no ano de 2007, superando pela primeira vez as vendas de joalheria (peças produzidas a partir de ouro 18 quilates ou prata de lei), que somaram US$ 129,1 milhões lá fora. Em comparação a 2006, a alta dos folheados de metais preciosos foi de 34%.

As indústrias de joias folheadas brasileiras se concentram principalmente nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Ceará. Os polos de Limeira e São José do Rio Preto em São Paulo, de Caxias e Guaporé no Rio Grande do Sul e da Região do Cariri, no Ceará, criaram as condições necessárias para seu crescimento. Belo Horizonte e o Rio de Janeiro também se destacam pela grande concentração de indústrias joalheiras, bem como Petrópolis no segmento de bijuteria (IBGM, 2009 a).

O primeiro pólo na produção e venda de folheados é a cidade de Limeira (SP), também conhecida como a “capital dos folheados” que responde por 60% da produção naciona.

Guaporé (RS) vem em seguida com quase 150 empresas e empreendimentos que atendem as diversas regiões do país.

No Ceará, a cidade de Juazeiro do Norte ocupa hoje a quinta posição no ranking nacional de vendas e fabricação de joias folheadas. No ano de 2006, segundo dados dos Sebrae, Juazeiro do Norte era considerada a terceira maior cidade produtora de folheados no Brasil, com produção mensal de cerca de 2,5 milhões de peças.

Uma joia folheada é caracterizada por ser um material não nobre, geralmente latão, revestido por ouro ou prata.

O processo produtivo inicia-se com a montagem das peças como cordões, brincos, pulseiras, e é nessa fase que envolve-se o maior número de pessoas.

Venda porta a porta

A concorrência com os produtos em aço vindos da China é outro sério problema enfrentado pelas indústrias de Juazeiro do Norte. O empresário Cláudio Samuel Pereira da Silva, conta que o primeiro semestre de 2010 teve um crescimento atípico.

E lembra que no segundo semestre sempre se vende mais. Ele considera que o mercado está em ascensão apesar de continuar com os problemas identificados no trabalho científico.

Para ele, a intensificação na distribuição direta, do tipo porta a porta, está fazendo esse comércio reagir e crescer.

Segundo Cláudio Samuel, que é dono da MS joias folheadas, a venda é semelhante à da Avon, Natura e outras empresas que adotaram a comercialização direta com o consumidor. O empresário calcula que hoje existam cerca de 20 indústrias formais e por volta de 30 na

informalidade. No mercado há dez anos, ele diz que o mercado de folheados de Juazeiro do Norte era concentrado mas depois ocorreu uma descentralização fazendo surgir dezenas de micro e pequenas empresas. (Artumira Dutra)
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FOLHA DE SÃO PAULO

23 de agosto de 2010

 
LICENCIAMENTO DE OBRAS
Licenciamento de obras terá novas regras
Ministério do Meio Ambiente promete trâmites mais rápidos e fim de exigências "desnecessárias'; ambientalista reclama

Governo apresenta amanhã propostas de mudanças para agilizar aval a grandes projetos, "sem flexibilizá-los"

ESTELITA HASS CARAZZAI
DE SÃO PAULO

O governo federal vai rever o processo de licenciamento ambiental para obras de infraestrutura no país.
A ideia, diz o Ministério do Meio Ambiente, é tornar os licenciamentos mais rápidos e eliminar exigências consideradas desnecessárias. O resultado do trabalho feito pela pasta será apresentado amanhã a entidades estaduais de licenciamento, em Brasília.
O governo nega que queira flexibilizar os procedimentos para empreendedores.
Hoje, segundo Ana Lucia Leite, técnica do ministério que está à frente de 4 dos 6 grupos de estudos criados para propor mudanças, os projetos devem cumprir exigências que, em alguns casos, "não fazem sentido".
"Quem quiser fazer uma linha de transmissão de energia não precisa estudar a incidência de radiação solar na região. O que é necessário [saber] é se tem muito vento, por exemplo", afirma ela.
Mas ambientalistas se mostram receosos. "Como um governo que não respeita as atuais regras vai ter credibilidade para revê-las?", questiona a antropóloga Cecília Mello, da ONG Rede Brasileira de Justiça Ambiental.
Impedimentos ambientais recentes em obras de infraestrutura provocaram reclamações públicas do presidente Lula, que critica exigências de órgãos licenciadores.
O caso mais emblemático foi o da usina de Belo Monte, cujo longo processo de licenciamento foi marcado por pressões diretas do governo e pela demissão de funcionários ligados ao processo.
Segundo o último balanço do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), uma das vitrines da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ao menos nove obras importantes estão atrasadas ou paralisadas devido a problemas ambientais.
O ministério trabalha nas novas regras desde março, quando seis grupos foram montados para debater o licenciamento de portos, hidrovias, hidrelétricas, linhas de transmissão de energia, rodovias e parques eólicos.
Órgãos estaduais de licenciamento e empreendedores participaram dos debates.
O objetivo é alterar os termos de referência desses projetos -uma espécie de sumário dos estudos que precisam ser feitos pelo empreendedor para o licenciamento.
Segundo Ana Lucia Leite, a retirada de "sobre-exigências" não quer dizer que o licenciamento será mais flexível, já que outros tópicos serão acrescentados. "De jeito nenhum. Ele vai ser bastante exigente", diz.

PATINHO FEIO
"Nós, órgãos licenciadores, sempre somos o patinho feio da história", diz a presidente da Associação das Entidades Estaduais de Meio Ambiente, Maria da Glória Abaurre, que participou das discussões.
"Dizem que nós somos contra o desenvolvimento, que atrapalhamos. Na verdade, a gente reconhece que precisa ser mais eficiente."

Ambientalistas dizem temer efeito da mudança
Um dos receios é o da "pressa eleitoral" para liberar obras de grande impacto

Para Carlos Young, da UFRJ, simplificar o licenciamento nos torna mais vulneráveis a problemas futuros

DE SÃO PAULO

A alteração das normas de licenciamento ambiental de grandes obras, como hidrelétricas, apesar de considerada necessária, é vista com desconfiança por ambientalistas ouvidos pela Folha.
Baseados no histórico recente do governo, eles temem que as mudanças sejam para pior.
"Simplificar o licenciamento como se ele fosse um entrave burocrático é uma estupidez, porque nos torna mais vulneráveis a problemas", afirma o economista da UFRJ Carlos Eduardo Young, especialista em ambiente.
Para Young, há uma "pressa eleitoral" no governo para que grandes projetos de infraestrutura saiam do papel.
Assim, o licenciamento ambiental, pelo tempo que exige, acaba sendo visto como um "inimigo", e não como forma de evitar futuros problemas, diz ele.
"Não existe isso de acelerar [o licenciamento], porque a natureza do impacto precisa ser estudada", diz.
Para ele, mudar as regras é "tapar o sol com a peneira", já que o necessário é melhorar a estrutura dos órgãos licenciadores, que estão "depreciados" e têm poucos técnicos para a demanda atual.
Para o também economista Henri Acselrad, o atual governo dá a entender que o licenciamento "é algo a ser removido" e que o interesse é "flexibilizar a regra".
A antropóloga Cecília Mello, da ONG Rede Brasileira de Justiça Ambiental, diz que as populações atingidas pelas obras deveriam ter prioridade no processo de licenciamento e ser consultadas sobre os possíveis impactos.

"COISA ARCAICA"
Já o especialista em direito ambiental Nivar Gobbi acha a iniciativa boa. "A legislação é uma coisa arcaica, que precisa ser mexida."
Formado em biologia e consultor na área, Gobbi afirma que a influência eleitoral é pequena. "Se não for num ano eleitoral, sabe quando isso vai mudar? Nunca."
Há um ano, o presidente Lula disse que gostaria de poder "anunciar uma obra e ela acontecer". "É preciso que a gente encontre um jeito de permitir que as coisas aconteçam neste país", disse na ocasião. (EHC)
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DIÁRIO DO NORDESTE

23 de agosto de 2010

 
METROFOR
Trens italianos desembarcam no Porto do Pecém
Ao todo, serão 20 trens construídos na cidade de Nápoles, na Itália, adquiridos por R$ 240 milhões

O desembarque dos dois primeiros trens que vão operar na linha sul do metrô de Fortaleza aconteceu, na manhã e tarde ontem, no Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante. Na ocasião, o presidente da Companhia Cearense de Trens Metropolitanos (Metrofor), Rômulo Fortes, disse que a ação comprova "cumprimento dos prazos e a aproximação de um sonho de dez anos em virar realidade".

A operação mobilizou transportadores e técnicos da empresa italiana, além de engenheiros do Metrofor. O equipamento saiu de Nápoles, da cidade do Sul da Itália em 19 de julho, no navio Nanuk, que chegou ao Pecém no último sábado.

Segundo informou Rômulo Fortes, os trens deverão ser montados ainda no Pecém. Um desses será levado para a Estação Engenheiro João Felipe, onde ficará exposto para a visitação pública, e um outro para a estação Carlito Benevides, em Pacatuba, antes denominada de estação Vila das Flores.

Os veículos serão rebocados por uma locomotiva do Metrofor, tanto para a Estação João Felipe, quanto para a Carlito Benevides. Lá, os trens serão testados nos estágios estáticos e dinâmicos.

"O nosso cronograma prevê que novos trens cheguem a partir de abril do próximo ano. Assim, serão dois trens que chegarão todos os meses ao Pecém", afirmou o presidente do Metrofor. Ele lembrou que a ideia inicial era recorrer a indústria nacional, mas essa não esteve presente nos dois editais de licitação, promovidos pelo Estado.

Os trens são fabricados pela empresa italiana Ansaldo Breda. O gerente de projetos, Raffael Evangelista, informou que estão assegurados o cronograma da entrega, além do treinamento dos operadores e das equipes de manutenção.

Os trens são elétricos com 40 metros de comprimento cada um e capacidade para 445 passageiros, sendo 50 sentados. Os veículos fabricados em alumínio desenvolvem alta velocidade: chega até 120 km por hora em menos de um minuto. A mesma empresa já forneceu trens elétricos para Itália, Espanha e Estados Unidos.

Os trens vão operar na linha sul do metrô de Fortaleza, que vai ligar o Centro da Capital à Maracanaú e Pacatuba. O trecho é utilizado por 350 mil passageiros por dia. A expectativa é que a linha comece a operar no final do próximo ano.
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DIÁRIO DO NORDESTE

23 de agosto de 2010

 
SEMACE - LICENÇAS AMBIENTAIS
Egídio Serpa - Cid quer bom senso
Uma fonte do Governo do Estado revelou que o governador Cid Gomes está insatisfeito com a atuação da Semace. A demora excessiva na emissão de licenças ambientais para projetos do agronegócio é só uma das causas dessa insatisfação. "Não quero xiitas no meio ambiente, pois não somos a Suécia, onde tudo está resolvido. Quero o bom senso", disse o governador em recente reunião das câmaras setoriais da floricultura, fruticultura e carcinicultura.
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O POVO

23 de agosto de 2010

 
ICID + 18
Faltam investimentos em capacitação e tecnologia
A presidente do Conpam, Maria Tereza Farias, lamentou ainda haver desinformação quanto ao potencial do semiárido durante o Icid %2b 18. Ela defendeu investimentos em capacitação e tecnologia para desenvolver o semiárido cearense

Marcos Sampaio

Num folheto de cordel distribuído na entrada do Centro de Convenções do Ceará na última quinta-feira, trazia o verso: “É o encontro de cultura, de clima, de idioma que para o meu Ceará muita vantagem se soma, pois o semiárido é quase todo o seu bioma”. O encontro citado pelo poeta é a ferramenta principal do evento que reuniu na semana passada pesquisadores, estudiosos, trabalhadores, gestores públicos e vários outros personagens interessados em proporcionar soluções para o problema da desertificação em diversas regiões, entre elas o nordeste brasileiro.

“Os intercâmbios têm sido proveitosos porque são zonas com problemas iguais e aqui é possível trocar experiências”, afirma Maria Tereza Farias, presidente do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente do Estado do Ceará (Conpam). Ela cita como exemplo a discussão entre os governos de Mendonza, na Argentina, e do Ceará para trabalharem áreas que sofrem com problemas similares. Na conversa, entraram temas relacionados a áreas de turismo, áreas protegidas, resíduos sólidos, monitoramento climático, entre outros.

Na análise de Maria Tereza, o Ceará tem melhorado em muitos pontos, mas ainda falta avançar em questões como capacitação e energia. “O Ceará não tem dificuldades de orçamento. O problema maior é a capacitação para práticas ambientais corretas e a disponibilidade de tecnologias aplicáveis”. Quanto à energia, ela defende que os prédios públicos e obras financiadas pelo governo deveriam aproveitar melhor a iluminação e ventilação natural.

Entre os pontos abordados durante o Icid + 18, Maria Tereza destacou o aumento das áreas protegidas para uso sustentável, para que o assunto “área protegida” não seja visto como um entrave para a atividade econômica. “Quantos produtos da caatinga podem agregar valor e ninguém vê?”, questiona citando como exemplo o artesanato usando cascas e sementes, entre outros.

Esquecida em relação a outras regiões brasileiras, como a Amazônia, a caatinga deixa de receber incentivos para o desenvolvimento de outras atividades diferentes das agrícolas. “Por que só levar agricultura para o homem do campo? É preciso gerar um pensamento de valorização da caatinga com atividades de teatro, dança, vídeo, cinema, folclore. A cultura é uma das melhores formas de educar os mais velhos. É difícil mobilizar as pessoas para a preservação da caatinga. Só quem valoriza aqui somos nós mesmos. É como se a Amazônia fosse para preservar e a caatinga e o cerrado para degradar”, finalizou a presidente do Conpam.
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FOLHA DE SÃO PAULO

23 de agosto de 2010

 
SUCESSÃO PRESIDENCIAL - DILMA ROUSSEFF
Dilma quer ajuste fiscal no início de eventual governo
PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010

Ideia é repetir a estratégia do presidente Lula quando ele assumiu em 2003

Avaliação da petista é que as novas medidas poderão ter intensidade menor por causa da situação econômica

KENNEDY ALENCAR
VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, já discute com auxiliares e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva medidas econômicas duras, sobretudo na área fiscal, para adotar no início de um eventual governo.
Segundo a Folha apurou, a intenção é repetir a estratégia do começo do governo Lula, em 2003, quando o novo presidente fez ajuste fiscal e monetário mais duro que o esperado pelo mercado.
A avaliação de Dilma e auxiliares é que esse ajuste não precisará ter a intensidade do adotado por Lula, porque ela herdará situação econômica melhor. No entanto, serão necessárias medidas para dar sinais mais concretos ao mercado de que a eventual gestão Dilma reduzirá o ritmo de gastos dos últimos dois anos do governo Lula.
As medidas em análise se concentram na área fiscal, mas há também estudo sobre a área monetária. A Folha apurou que uma medida será reduzir drasticamente a política de reajuste salarial para o funcionalismo público.
Isso não significa que não haja reajustes, mas que, sobretudo no primeiro ano do eventual governo, eles sejam mais parcimoniosos.
Neste ano, Lula cedeu a um reajuste para o conjunto das aposentadorias maior do que o previsto inicialmente. Dilma deverá ter posição mais austera nesse assunto.

META
Será feita uma execução do Orçamento da União mais dura a fim de cumprir a meta atual de superavit primário, de 3,3% do PIB ao ano.
Com a hipótese concreta de vitória no primeiro turno, apontada pela última pesquisa Datafolha, Dilma deixará claro que manterá o tripé da atual política econômica: câmbio flutuante, meta de inflação e superavit primário. Mas vai enfatizar cada vez mais em declarações públicas que não haverá descontrole das contas públicas.
A intenção é frisar principalmente o aspecto fiscal, no qual o governo petista tem sido criticado recentemente.
Dilma tem discutido o tema com Lula e principalmente com o seu coordenador de campanha e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci Filho e com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.

"TRAVESSIA DURA"
Quando Lula foi eleito pela primeira vez, em 2002, Palocci defendeu uma "travessia dura". Hoje, Lula e Palocci avaliam que parte dos êxitos econômicos dos dois governos petistas se deve a esse aperto de cintos em 2003 e 2004. Palocci defende a mesma estratégia para Dilma. Informado das discussões, Lula concorda com a estratégia, segundo a Folha apurou.
Além das medidas específicas de ajuste fiscal, há um estudo de mudança na política de metas de inflação. Seria uma alteração para dar ao país uma meta mais baixa.
Ou seja, uma redução do centro da meta de inflação para que o país passe, na segunda metade de seu eventual mandato, a conviver com taxas menores de reajuste de preços. Hoje, o centro da meta de inflação é de 4,5%, com variação de dois pontos percentuais para cima e para baixo.
A ideia é estipular uma meta para 2012 na casa dos 4%, para sinalizar que o próximo governo batalhará por uma inflação menor, hoje considerada alta para padrões mundiais. Em 2009, ela foi de 4,31%, pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o indicador oficial da meta. Neste ano, deverá ficar em torno de 5%.
A adoção de medidas econômicas duras não significará cortar recursos dos principais programas sociais e das obras prioritárias do PAC. Além disso, auxiliares dizem que ela investirá paulatinamente em saúde, educação e segurança pública.

Tamanho do PMDB na equipe dependerá da eleição
DE BRASÍLIA

Um capítulo à parte na futura montagem de um eventual governo Dilma será o PMDB. A petista gostaria de não ficar tão dependente do partido, como ocorreu com o presidente Lula no segundo mandato, mas sabe que a legenda de seu vice Michel Temer pode sair da eleição mais forte e querer ampliar seu espaço no governo.
Segundo um assessor, tudo dependerá do tamanho das bancadas dos partidos no Congresso Nacional. Como o PMDB pode ficar com o maior número de deputados e senadores, o partido terá poder na hora de negociar.
O PMDB deseja não só ampliar seu espaço como também consumar seu projeto de ter representante diário nas reuniões de coordenação de um futuro governo Dilma.
O partido, contudo, não irá discutir o assunto com a candidata antes da eleição.
No governo Lula, a sigla comandou seis pastas. Numa eventual equipe de Dilma, cobiça também o Ministério das Cidades, hoje com o PP.
Ganhando, a candidata gostaria que, na lista de ministeriáveis do PMDB estivesse o ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão.
Ele conquistou a confiança da ex-ministra da Casa Civil durante a montagem do novo marco regulatório do petróleo no país.
Henrique Meirelles, recém filiado ao PMDB, deve estar na lista do partido para a área econômica. Meirelles não gostaria de ficar no BC.
Para diminuir sua dependências dos aliados, Dilma pretende estabelecer canais de negociação com a oposição, inclusive o PSDB. Para isso, conta com o bom relacionamento com o ex-governador de Minas Aécio Neves.
Presidente do PMDB, Michel Temer deverá ajudar Dilma na articulação política. PT e PMDB já têm candidatos para comandar a Câmara.
Por ora, o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), seria candidato a cumprir um mandato de dois anos. Na sequência ou antes de Alves, a depender do acerto para o Senado, o líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), é cotado para o cargo.0 (KA e VC)
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FOLHA DE SÃO PAULO

23 de agosto de 2010

 
SUCESSÃO PRESIDENCIAL - DILMA ROUSSEFF
Dilma já discute ministério com Lula
Vantagem no Datafolha dá início, ainda discreto, à temporada de articulações para a composição do governo

Candidata diz a aliados que ainda não é hora de pensar na equipe, mas reservadamente iniciou debate com o presidente

DE BRASÍLIA

Diante da possibilidade de ganhar já no primeiro turno, a candidata do PT, Dilma Rousseff, sabe que será alvo de pressões de PT e PMDB por espaço num eventual governo, mas vai insistir numa frase que gosta de repetir: "Discutir isso agora dá azar".
Dilma não quer repetir, segundo ela, o episódio em que Fernando Henrique Cardoso se sentou na cadeira de prefeito paulista na eleição de 1985 antes da hora. Perdeu a eleição para Jânio Quadros.
Nos próximos dias, a petista irá dizer aos aliados que formação de governo é assunto "proibido" na campanha para evitar transmitir sinais de "arrogância" e criar um clima de "já ganhou".
Apesar do recado, Dilma já discute o assunto reservadamente com uma pessoa, o presidente Lula, e seguirá a linha de seu criador de colocar em postos-chaves nomes de sua total confiança.
Ela sabe que terá de enfrentar o apetite do PMDB e contemplar o partido em eventual governo, mas vai esperar a definição da eleição para discutir o tema com os aliados. Se ganhar mesmo no primeiro turno, por exemplo, acredita que terá mais força para montar seu ministério mais livremente.
Lula dará mais do que palpites na escolha de eventuais futuros ministros de Dilma, mas tem insistido que ela tem de ter liberdade para montar um governo com sua cara.
O presidente, por exemplo, é defensor da ida de Antonio Palocci Filho, ex-ministro da Fazenda e coordenador de sua campanha, para a Casa Civil. Lá, coordenaria as ações de governo e faria uma dobradinha com o eventual vice-presidente, Michel Temer, para tratar da articulação política do governo.

VISIBILIDADE
Palocci também é visto como bom nome para a Saúde, obtendo assim visibilidade para disputar o governo paulista em 2014, caso Aloizio Mercadante perca a eleição.
Outro petista é apontado como certo na equipe: o presidente do PT, José Eduardo Dutra, também coordenador de sua campanha e que desistiu de disputar a eleição a pedido da candidata.
O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel também é tido como nome de uma futura equipe.
Dilma também vai dar mais espaço no governo para mulheres. Nesse grupo, dois nomes são fortes e contam com a confiança da candidata. A atual ministra Erenice Guerra (Casa Civil), que a substituiu no posto, e Maria das Graças Foster, diretora da Petrobras.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, tende a ser deslocado para a área social. No governo, há quem defenda sua ida para a pasta de Desenvolvimento Social e Combate à Fome. O ministro Franklin Martins (Comunicações) e o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, também devem ficar se desejarem, mas em outros postos.
Um ministro deverá perder o lugar: Nelson Jobim (Defesa). Dilma pretende escolher um nome com maior capacidade gerencial para comandar as obras de infraestrutura nos aeroportos do pais, vitais para a Copa do Mundo.
Dois postos sensíveis deverão gerar especulações por conta da importância para o mercado: Ministério da Fazenda e Banco Central. Lula já disse em conversa reservada que Guido Mantega poderia seguir na Fazenda e Henrique Meirelles no BC, mas foi apenas um cenário eventual aventado pelo presidente.

FAZENDA
Dilma, contudo, gostaria de indicar o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, para comandar a Fazenda, posto desejado por Meirelles por indicação do PMDB.
Coutinho, contudo, vai bem no BNDES e pode ficar. O mesmo pode acontecer com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.
Ainda na área econômica, um nome considerado certo é o do atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. Ele pode integrar um grupo de conselheiros que a ministra deve criar dentro do Palácio do Planalto. É cotado também para a Fazenda ou o Planejamento, esta, por ora, a hipótese mais plausível.
(VALDO CRUZ E KENNEDY ALENCAR)
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O ESTADO

23 de agosto de 2010

 
ELEIÇÕES 2010
Lúcio: "Cid decepcionou pobre"
"Hoje, o número de homicídios é muito maior do que em meu tempo, e vem aumentando mais e mais"

No fim de semana de campanha, o candidato do PR ao Governo do Estado, Lúcio Alcântara, visitou os municípios de Aiuaba, Saboeiro, Tarrafas e Jucás, em companhia do seu candidato a vice-governador, Claúdio Vale, e do candidato ao Senado, Alexandre Pereira (ambos do PPS).

Em entrevista concedida no município de Tarrafas, o ex-governador enfatizou que quem prometer uma melhora na área da Segurança Pública está enganando o povo, e que isto tem sido o “grande mal” que o atual governador fez. “Ele [Cid Gomes] elegeu-se prometendo que ia acabar com a violência e o seu programa fracassou. Hoje, o numero de homicídios é muito maior do que em meu tempo, e vem aumentando mais e mais”, disse Lúcio.

“Além disso, a Polícia está desorganizada, sem liderança, desestimulada. O treinamento é insuficiente. Os novos policiais tiveram treinamento pela metade da carga horária do meu tempo, sem mencionar que ele [Cid Gomes] gastou uma fortuna para a Segurança ele comprou carros caros que estão funcionando com autdos no meio da rua, e esqueceu totalmente do homem”.

O candidato do PR criticou também a decisão tomada pelo secretário de Segurança, Roberto Monteiro, que proibiu a exibição na imprensa dos rostos de suspeitos de crimes. “Os assaltos a bancos aumentaram quatro vezes, e passamos a ver uma coisa que o Ceará nunca tinha visto: cidades inteiras sendo assaltadas. Os bandidos estão cercando as cidades e fazendo a farra. E o pior é que a cara deles não pode aparecer na televisão e nos jornais porque o secretário de Segurança proibiu, enquanto o rosto da vítima aparece”.

Lúcio prometeu, se eleito, “reorganizar e fazer uma política de segurança global”, que envolveria a melhor capacitação dos policiais, novas escalas de serviços e novos salários. “Digo isto porque fui o melhor governador que a Policia Militar teve nos últimos anos”.

“PERSEGUIÇÃO”
Em Tarrafas, Lúcio também abordou o que considera a “perseguição” movida pelo Comando de Policiamento Rodoviário (CPRV) do Ceará às pessoas mais carentes. “A lei tem que ser cumprida, mas dando oportunidade a todo mundo, treinando as pessoas, ajudando a emplacar carros e motos na concessão da carteira de habilitação”, afirmou Lúcio, que prometeu medidas também nessa área.

“Vamos dar um tempo para as pessoas se organizarem, porque o que este governo está fazendo com estas pessoas é uma perseguição e um massacre. Ele [Cid Gomes] deu uma rasteira no pobre. Para baixo ele pisa e para cima ele puxa o saco. É um governador que decepcionou o pobre”.

COOPTAÇÃO DE PREFEITOS
O candidato ao Senado Alexandre Pereira seguiu a linha e comparou a “experiência exitosa” dos governos Tasso Jereissati e Lúcio Alcântara com a atual gestão estadual.

“É um governo fechado, prepotente, que não tem conversado com as pessoas. Persegue os motociclistas e o pequeno comerciante. Em vez de construir um aquário em Fortaleza, o governador deveria investir o dinheiro em educação, saúde, infraestrutura”, declarou, referindo-se ao aquário que Cid deseja construir na Praia de Iracema. A obra também tem sido atacada pelo candidato do PSDB ao governo, Marcos Cals.

Para Alexandre, o senador Tasso Jereissati agiu bem ao virar-se contra Cid Gomes neste pleito. De acordo com o candidato do PPS, prefeitos do interior do Estado estão declarando apoio ao governador por medo de represálias.

“Acho que o senador Tasso Jereissati, que apoiou este governo, fez uma análise e passou a perceber que o seu apoio tinha sido errado. O troco que estão dando ao senador é a cooptação de votos com estas 25 prefeituras do PSDB. Mesmo assim não adianta o prefeito querer votar no Cid, quando o povo não quer.

Eles estão encontrando resistências nos municípios. Um prefeito, cujo nome não vou dizer para não prejudicá-lo, me disse: ‘Alexandre, eu voto no governador porque senão ele corta as verbas que vêm para o meu município’”. (com informações de Amaury
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O POVO

23 de agosto de 2010

 
ELEIÇÕES 2010
Debate da TV O POVO esquenta o clima
O clima esquentou entre os candidatos ao Governo do Estado, no primeiro debate promovido pela TV O POVO. Os candidatos Marcos Cals (PSDB), Cid Gomes (PSB) e Lúcio Alcântara (PR) ''relembraram'' apoios mútuos. Cid não se intimidou com os constantes ataques e partiu para cima dos adversários

Giselle Dutra
giselledutra@opovo.com.br
Robson Braga
robsonbraga@opovo.com.br

O passado veio à tona e, com ele, comparações entre os três últimos governadores. No primeiro debate da história da TV O POVO, ocorrido ontem à noite, o clima esquentou a disputa pelo Governo do Estado, com direito a cobranças por coerência, “acusações” de apoios mútuos passados e confronto de dados, principalmente entre os três candidatos com história ligada ao PSDB: o governador Cid Gomes (PSB), que concorre à reeleição, o ex-governador Lúcio Alcântara (PR) e o candidato Marcos Cals (PSDB).

A surpresa maior ficou por conta de Cid que, depois de não comparecer ao debate da última quinta-feira promovido pela TV Jangadeiro, ontem adotou postura agressiva para rebater os ataques.

O golpe mais incisivo foi para cima do candidato tucano - direcionado, também, ao ex-governador e hoje senador Tasso Jereissati (PSDB). A pergunta era sobre turismo, feita por Soraya Tupinambá, do Psol. Mas Cid utilizou o tema para comparar seu governo ao último de Tasso: “O governo, o último do PSDB, sem ser o anterior a mim, gerou 71 mil empregos. Nós geramos só este ano, 87 mil”.

Daí, foi um bate-rebate. Cals afirmou que os números estão errados e que, ao contrário do que Cid disse, o número de empregos caiu este ano. Cid volta a comparar os números aos do “governo que o senhor defende”, olhando para Cals. E o tucano responde “que nós defendemos”.

Aí foi a vez de Cals se voltar para Lúcio e questionar propostas objetivas do candidato do PR para Segurança Pública, com a provocação de que no último debate, Lúcio “falou, falou”.

Também em tom irônico, Lúcio respondeu “eu falei, falei e você não ouviu, não ouviu”. E fez críticas ao atual governo e lembrou ações de sua administração.

Já em suas considerações finais, Cid provocou mais uma vez os adversários ao lembrar que “o Ceará não começou há três anos e meio”. Mas ponderou que herdou coisas boas e ruins.

Depois, Cid voltou a criticar “governos do PSDB” alegando que não concederam nem reajuste da inflação aos servidores públicos. Cals se despediu na sequência, mas optou por não responder a provocação.

A primeira provocação por coerência do debate também partiu da candidata do Psol a Marcos Cals. Ao tecer críticas à política para a educação pelo atual Governo, ouviu de Cals a concordância. Daí, ela reclamou de onde “ele parte”, uma vez que há poucos meses, o tucano integrava o atual Governo. “Agora você se posiciona como se não tivesse nada a ver com isso”.

Soraya foi além e citou a aliança que se chegou a cogitar entre o senador e candidato à reeleição, Tassso Jereissati (PSDB), com a candidatura de Cid. “Se talvez nós tivéssemos três vagas para o Senado nas coligações, sua candidatura não se expressaria”, atacou.

Cals pediu direito de resposta, mas não foi atendido porque a comissão julgadora do debate considerou que não houve ofensa pessoal ao candidato na afirmação de que ele participou do Governo Cid Gomes.

Na contramão das provocações, o candidato do PV, Marcelo Silva, optou por ressaltar o desenvolvimento sustentável do Estado e reforçou sua campanha ligada à da candidata a presidente do PV, Marina Silva.

BASTIDORES

Notinhas e curiosidades sobre os bastidores do primeiro debate da história da TV O POVO

Logo no primeiro bloco, quando Lúcio Alcântara (PR) respondia à pergunta feita pela produção do debate, faltou energia na sede do jornal - que fica em local diferente do da TV O POVO. A equipe que fazia a cobertura a partir da Redação, então, passou a ouvir o debate por rádio, e fazer as anotações sob a luz dos telefones celulares. Mas logo a energia voltou.

Durante todo o debate, assessores e marqueteiros acompanharam a transmissão em um estúdio ao lado. Cada grupo em seu canto, muitos não largavam o Twitter. Nos intervalos entre um bloco e outro, assessores de comunicação e marqueteiros conversavam com os candidatos. Segundo Júlio Filgueira, da equipe de marketing de Lúcio Alcântara (PR), as palavras levadas ao candidato nos intervalos são de apoio e avaliação positiva.


RETIFICAÇÃO
Ao fim do debate, o candidato Lúcio Alcântara (PR) fez questão de esclarecer à imprensa que se enganou ao dizer que a delegacia de Guaraciaba do Norte não tem delegado. “Eu me enganei. Delegado tem, mas não tem escrivão nem inspetor”, disse o candidato, que aproveitou a oportunidade para dizer que, na sua gestão, fez cinco concursos nessa área, enquanto o governo Cid Gomes fez apenas um.
LOTAÇÃO
Do lado de fora da TV O POVO, as torcidas de Cid Gomes (PSB), Lúcio Alcântara (PR) e Marcos Cals (PSDB) lotaram a rua Dragão do Mar. A via foi fechada para tráfego de veículo pela AMC a pedido do Grupo O POVO de Comunicação. As três equipes somaram 893 militantes, segundo dados dos coordenadores de campanha de cada candidato. Soraya Tupinambá (Psol) e Marcelo Silva (PV) contavam com um pequeno grupo de militantes.

PROVOCAÇÕES
As torcidas de Cid Gomes e Cals ficaram frente a frente e trocaram provocações durante todo o debate. “Eu quero Eunício e Pimentel pra acabar com o coronel”, gritava o grupo de Cid. A torcida de Cals respondia: “Ão, ão, ão, só ganha no mensalão”. Os militantes de Lúcio Alcântara foram instruídos a não se influenciar pelas provocações e ficaram mais atentos ao debate, transmitido ao vivo em telão. Eles aplaudiam as manifestações do candidato.

SORTEIO
No segundo bloco do debate, quando Soraya Tupinambá (Psol) foi a primeira sorteada para escolher um candidato e formular sua pergunta, seus assessores comemoraram e anteciparam sua escolha. “Vai ser para o Cid”. Soraya perguntou sobre segurança, e enquanto Cid Gomes respondia, os assessores liam o jornal O POVO de domingo. No quarto bloco, ela foi novamente a primeira a ser sorteada. Escolheu Cid de novo.

Polêmica prossegue no pós-debate

Ao deixar o estúdio da TV O POVO, Marcos Cals (PSDB) deu declarações justificando a postura ofensiva contra Cid Gomes (PSB) e, ao mesmo tempo, procuram distanciar o debate eleitoral da gestão do ex-governador Tasso Jereissati (PSDB) – assunto levantado por Cid, ao falar sobre a geração de empregos no último mandato de Tasso. “Eu fui muito em cima do governador porque é ele quem tem de ser avaliado. É ele quem está pleiteando a reeleição. Tem coisa na vida que a gente só resolve se for indo pra cima”. Destacou ainda que o Cid recebeu o Estado em boas condições dos antecessores. “Ele recebeu só o filé”.

Apesar de ter sido alvo comum na discussão, Cid demonstrou tranquilidade após o encerramento da transmissão. Ainda no estúdio, ele comentou que o fato de Cals ter dito ao público que, no passado, ele também apoiou o governo de Tasso Jereissati não configura um problema. “Eu não tenho problema nenhum em relação a isso. Já fui do PSDB e cito isso em todo lugar”.

Na sequencia, ele fez questão de comparar os resultados. “Eu não estou criticando o governo anterior. Ele só não pode criticar o meu governo se o governo que ele prega como referencia gerou um terço dos empregos que o meu governo vai gerar”.

Mais até que durante o debate, Lúcio Alcântara (PR) soltou o verbo com veemência, contra Cid, em entrevista coletiva após o programa. Seus ataques abordaram da viajem do governador com a sogra à licitação para a compra das Hilux do Ronda do Quarteirão. “Foi uma licitação completamente dirigida”.

A candidata do Psol, Soraya Tupinambá, foi a única que teve a chance de formular perguntas ao governador. Ela teve duas oportunidades, mas disse não ter ficado satisfeita com as repostas. Sobre seus questionamentos defendeu que “não se trata de fustigar por fustigar, mas de tratar de temas que ainda não estou resolvidos”.

Para Marcelo Silva (PV), que considerou o clima do debate “tranqüilo”, a principal vantagem do debate é a “igualdade de tempo” que os candidatos dispõem para expor idéias. Ele elogiou a diversidade de temas e considerou o clima “normal”. (Pedro Alves - pedroalves@opovo.com.br)

Candidatos propõem ''vales'' e Soraya ironiza

Na esteira do Bolsa Família, Lúcio Alcântara e Marcos Cals prometeram, durante o debate, a criação de programas de transferência de renda, ampliando ou alterando o Fundo de Combate à Pobreza (Fecop). Em contrapartida, Soraya Tupinambá teceu ironia sobre as propostas, alegando que os dois candidatos apresentavam “variações sobre o mesmo tema”.


Lúcio prometeu criar o “Vale Sonho”: o governo depositaria R$ 1.000 reais por ano aos jovens que cursassem todo o Ensino Médio em escola pública de cidades de baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Ao concluir o Ensino Médio, os jovens poderiam investir o valor e ter os estudos universitários financiados pelo Estado.


Em resposta, Cals negou o ineditismo da proposta de Lúcio, afirmando que o Fecop já prevê financiamento dos estudos universitários de jovens carentes, o que Lúcio rebateu. Em contrapartida, Cals prometeu “pulverizar” os recursos do Fecop, criando um cartão através do qual famílias em situação de extrema pobreza receberão R$ 50 por mês.

Nas considerações finais, Soraya disse que seu partido iria criar o “Vale Mais”. “Vale mais rejeição às campanhas milionárias, vale mais rejeição à militância paga, vale mais à organização da sociedade cearense à produção de suas próprias saídas”, concluiu.

Embate entre irmãos

Kamila Fernandes
kamilafernandes@opovo.com.br

Aceitar ir a debates deveria ser pressuposto de todo aquele que pleiteie concorrer a um cargo majoritário. Afinal, é cara-a-cara que as inconsistências vêm à tona, as incoerências, os problemas, sem a maquiagem proporcionada pela propaganda eleitoral. E nesse debate da TV O POVO foi isso o que aconteceu. Finalmente houve o embate sobre o passado comum dos três principais candidatos ao Governo do Estado, Cid Gomes (PSB), Marcos Cals (PSDB) e Lúcio Alcântara (PR), todos nascidos e criados pelo mesmo “pai”, Tasso Jereissati (PSDB), e que agora tentam de todas as formas provar que são muito diferentes.

A cobrança por coerência política de parte a parte dá transparência a esse processo eleitoral, tirando do vazio todas as críticas trocadas até agora entre eles. Isso porque não dá para simplesmente um apontar o dedo para o outro sem falar de si mesmo. Há uma corresponsabilidade inerente à candidatura dos três, tanto em relação aos problemas como em relação às soluções, e isso ninguém pode negar.

Nesse sentido, Soraya Tupinambá (Psol) soube bem como expor o paradoxo dos três principais candidatos, ao dizer que concordava com a fala de Cals sobre problemas na educação, mas que eles tinham uma grande diferença: o lugar de onde eles saíram, Cals do PSDB e do próprio Governo Cid, e Soraya, da esquerda/oposição.

Não é que o local do nascedouro vá determinar para sempre os caminhos de um ou outro ator político: todo mundo tem o direito de mudar. O que não dá para fazer é apagar o passado ou fingir que ele não foi bem daquele jeito.

Detalhes que fazem a diferença

Roberta Fontelles Philomeno
roberta@opovo.com.br

Engenheiro Cid Gomes, ótimo de número e uma memória de elefante, foi o primeiro a chegar e se dirigiu imediatamente ao camarim da televisão. Precisar de retoques, a pele bronzeada de Cid não precisa, mas diante das câmeras é sempre bom passar um pozinho para controlar o brilho. Cuidados seguidos religiosamente pelos outros candidatos: Marcos Cals, que apresenta uma pele naturalmente oleosa, Lúcio Alcântara, Marcelo Silva e Soraya Tupinamba. “Eles nos deixaram bem à vontade e não fizeram exigências”, diz a make up artist Cynthia Cunha.

Maquiagem em dia é hora de entrar nos estúdio. No trajeto, Cid e Lúcio se esbarraram pelas salinhas vips e fizeram de conta que um nunca tinha visto o outro na vida. Engraçado, em 2002 eles pertenciam ao mesmo grupo político. O clima de animosidade prosseguiu no estúdio.

Desconcertado ficou mesmo Marcos Cals quando a também candidata Soraya Tupinambá, única mulher na corrida eleitoral, o indagou como ele se submete a uma campanha para servir de palanque para senador. A voz de Cals tremeu, seu semblante pesou e cor azul bebê de sua gravata atrapalhou e muito. A cor da tal gravata transmitia ao eleitor uma imagem frágil que não combina com a postura real de “cabra macho” do candidato do PSDB.

E Soraya seguiu segura de si no debate. O único probleminha foi o look escolhido para brilhar diante das câmeras. Um vestido estampado em preto e branco, bem decotado, diga-se de passagem, por cima de uma segunda pele preta. A derrapada de Soraya na escolha do “visu” foi bastante criticada no Twitter (micro-blog). “Por gentileza, não tire foto do meu decote”, solicitou a candidata, no momento do click para captar detalhes de seu boton do Psol, delicadamente preso ao seu vestido.

Derrapadas à parte, Lúcio Alcântara muito bem vestido em seu costume Brans’k, sem gravata. Ele adotou o look, mais informal, após os vários elogios que ganhou dos participantes do programa Roda Viva, na TV O POVO, onde foi entrevistado. “Dr. Lúcio tem um espírito jovem e gosta de se sentir à vontade”, adianta a assessora de imprensa, Kelly de Castro.

No quesito elegância, não tem muita graça falar do governador Cid Gomes. Sempre nota 10. Muito bem num terno cinza e gravata rouge. Pena que o governador e seus assessores não revelarem a grife. Será que é segredo de Estado? Ah! Muito charmosa também a fitinha verde, de São Francisco de Assis, que Cid exibia.

Boa sorte não só a Cid, como a todos os candidatos!!!
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DIÁRIO DO NORDESTE

23 de agosto de 2010

 
SINDPAN
Mesmo com pão mais caro, setor projeta bom resultado
A modernização da produção e a oferta de novos serviços têm diversificado o consumo nas padarias

Apesar do forte reajuste no valor do pão nesse mês de agosto, que aumentou em até 17% no Ceará, de acordo com o Sindipan (Sindicato das Panificadoras e Confeitarias do Estado do Ceará), a expectativa do setor de panificação no Estado em 2010 é manter ou ampliar os bons números atingidos no ano passado. Em 2009, o avanço de 13,6% animou os panificadores e fornecedores, que esperam, esse ano, apesar da alta, garantir números positivos no mercado. O incremento de produtos e a oferta de novos serviços, não se restringindo apenas à venda do pão e os seus derivados, são armas do setor para alcançar o objetivo.

De acordo com José Antônio Nogueira, presidente da Associação Cearense da Indústria de Panificação (Acip), o aumento do pão foi um processo inevitável. "Não estávamos contando com esse aumento do trigo. Há três anos não há qualquer tipo de reajuste. Seguramos, mas chegou em um ponto final que não deu mais", revela.

Todavia, o empresário avalia o momento atual como positivo. "As vendas do setor estão relativamente boas, não temos do que reclamar. Em todo o contexto da panificação, o cenário tem sido de crescimento", acrescenta Nogueira.

O processo de modernização da produção e o oferecimento de novos serviços nas padarias tem diversificado o consumo, que não fica totalmente preso às vendas do pão. "As lojas estão se modernizando. Os clientes a cada dia estão procurando mais coisas. Temos que continuar vendendo pão e mais outros serviços que temos condições de oferecer, como um bom café da manhã, uma boa sopa, um bom jantar. Aproveitamos a presença do consumidor todos os dias no estabelecimento", explica o presidente da Acip.

Cenário atual

Assim como o Brasil, o Ceará precisa importar trigo no mercado internacional. Os Estados Unidos, um dos principais exportadores, tiveram problemas com safras de milho e trigo e os países do leste europeu, como Rússia e Ucrânia - fontes cruciais para o abastecimento brasileiro - lamentaram os 20 milhões de toneladas comprometidas por secas e incêndios. De junho para cá, o valor da tonelada do insumo pulou de US$ 225 para US$ 300.

A Rússia (de onde estava vindo o trigo) suspendeu as exportações e não há outra alternativa para suprir a demanda. A tendência é de que até dezembro o preço da farinha continue aumentando. Só a partir daí, com a nova safra, entrará o trigo da Argentina e Austrália, que deverá estabilizar o mercado. Outros fatores também incidem para que haja a renovação no preço do pãozinho.

As panificadoras da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), aos poucos, já estão repassando o aumento para o consumidor final, no entanto os valores ainda andam longe da elevação de 17% que foi projetada pelo segmento .

CEARAPÃO
Evento traz novas ideias e tecnologias para o setor

Para situar o setor de panificação no contexto das novas tecnologias e ideias que podem proporcionar crescimento, a Acip promove encontro entre os empresários empreendedores, padeiros, confeiteiros, cozinheiros, doceiros, fornecedores de produtos e serviços da área da panificação no Ceará. A Feira da Indústria da Panificação - CearaPão será realizada de 24 a 26 de agosto de 2010 no hotel Praia Centro, em Fortaleza.

Para José Antônio Nogueira, o evento dará contribuição importante ao setor. "Vamos mostrar a todos os presentes panificadores o que há de moderno, o que pode se encaixar na coletividade de panificação. Empresas farão demonstrações e palestras, mostrando ideias para manter a qualidade dos produtos", avalia. A CearaPão contará com a presença de profissionais da Capital e do Interior que terão a oportunidade de participar de atividades, tais como: cursos, palestras, feira, concurso de culinária nas modalidades de pães, tortas e sanduíches.

Premiação

Além disso, o Sistema Verdes Mares será premiado no evento com a medalha Top 1000 da panificação. "O Sistema foi um grande parceiro que tivemos na panificação quando, por exemplo, incrementamos a venda do pão com o jornal. Foi uma abertura para que a panificação estivesse nos lares do cidadão cearense", afirma Nogueira.

O evento terá ainda palestra do fundador da Cacau Show, Alexandre Tadeu da Costa.
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VALOR ECONÔMICO

23 de agosto de 2010

 
IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS
Materiais de construção sobem e anulam efeito do IPI menor
Quando anunciou a prorrogação final do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido às fabricantes de materiais de construção, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a decisão visava evitar pressão inflacionária sobre os produtos. A alta de preços, no entanto, ocorreu mesmo assim. Pagando menos impostos desde abril do ano passado, as empresas do setor têm aumentado preços em 2010, depois da queda em 2009.

Principal componente na construção civil, exigido em qualquer obra ou reforma, o preço do cimento aumentou 4,65% nos primeiros sete meses do ano, praticamente recuperando a queda de 4,97% em 2009 após o IPI ser reduzido de 4% para zero em abril. A elevação deste ano superou inclusive os 3,3% apurados nos primeiros sete meses de 2008, quando a economia também passava por crescimento elevado, mas não contava com IPI reduzido.

O fenômeno se repete com praticamente todos os materiais que tiveram a cobrança do IPI reduzida - a queda nos preços em 2009 cedeu lugar a novos reajustes desde o início do ano. Os fabricantes de pias, cubas e louças sanitárias, que estão com seu IPI de 5% zerado há 15 meses, aumentaram seus preços em 4,44% neste ano, depois de os terem reduzido 0,73% no ano passado. O segmento de tintas, que observou as maiores quedas de preços após a redução do IPI, praticamente já recuperou o patamar perdido. Em outros produtos importantes para o setor, como massa de concreto e argamassa, os preços também caíram num ano e subiram no outro.

Representantes do setor justificam o aumento de preços pelo aquecimento da economia. O discurso, dividido com especialistas em inflação, é de que o "efeito IPI" já esgotou. Nas palavras de Melvyn Fox, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Abramat), o IPI reduzido já foi "completamente incorporado pelo setor", que em 2010 já passa a responder às oscilações da atividade.

Segundo a Abramat, as vendas de materiais de construção foram 18,1% maiores entre janeiro e julho deste ano sobre igual período do ano passado, quando, a partir de abril, as empresas já não pagavam IPI. Na indústria, o nível de utilização da capacidade instalada dos produtores de materiais já supera os patamares recordes, alcançados em 2008, fazendo com que grandes empresas, como Votorantim Cimentos e CSN, importem cimento do Vietnã e da China, respectivamente, para fazer frente aos pedidos dos consumidores.

O caso do cimento é mais específico, uma vez que o material não pode ser estocado por mais que três meses. Segundo estimativa de José Otavio Carvalho, vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento, as fábricas do setor têm capacidade de produzir 67 milhões de toneladas, frente a um consumo de 58 milhões de toneladas de cimento ao longo do ano. "As empresas importaram 300 mil toneladas. Isso é quase irrelevante quando olhamos o consumo total", diz Carvalho.

As fábricas do setor de materiais, ocupam, há três meses, 91,7% do total de sua capacidade, o maior da série histórica. "Quando o governo cortou ou diminuiu o IPI para os fabricantes, o efeito nos preços foi imediato. Mas a partir de certo ponto, ele passa a ser incorporado na conta, deixando de ser um fator que reduz preços", explica Ana Maria Castelo, economista da FGV Projetos, que coordena o cálculo do Índice Nacional de Custos da Construção (INCC).

No acumulado do ano passado, os materiais de construção registraram deflação de 0,54%. Já em 2010, o movimento é o inverso. Apenas nos primeiros sete meses do ano, os preços dos materiais de construção tiveram elevação de 4,21% - alta inferior, no entanto, aos 15,1% registrados em 2008.

A perspectiva, no entanto, não é favorável ao consumidor. "O crescimento da economia e o impulso que o setor vai ter, com obras de infraestrutura e por meio de programas federais de habitação, são coisas ótimas, mas que acarretam aumento de preços", diz Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). "Mas há uma perversidade pouco lembrada", diz o empresário: "a péssima ideia de substituição tributária implementada no Estado de São Paulo".

Segundo Conz, o IPI representa o equivalente a 8% dos preços dos materiais de construção. Isso quer dizer que, quando a redução do IPI vencer em dezembro, os preços automaticamente ficarão 8% mais caros. "No fundo, a redução do IPI serviu para amenizar os custos que a indústria têm com a política de substituição tributária implementada em São Paulo desde 2007".

Ao todo, 126 materiais de construção pagam diferentes alíquotas em São Paulo - a de cimento é 20%, de lata de tinta é 35%, fios e cabos elétricos pagam 37%, e cerâmica, 38%. Desde 1º de julho, no entanto, o governo de São Paulo ampliou as taxas em 8%, em média. "Isso, de cara, já elevou os preços de todos os materiais", diz Conz, que estimou em 2,5% o aumento médio de preços ao consumidor.

Para Otavio Fineis, coordenador de administração tributária da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, a substituição tributária "só onera quem sonega". "Ao invés de repassar a cobrança do ICMS por toda a cadeia, nós concentramos no fabricante, que paga sobre um preço médio que é calculado pela Fipe, contratada pela Anamaco e pela Abramat", diz Fineis.

Setor pressiona o governo para prorrogar o benefício
Prevista para acabar em quatro meses, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) virou motivo de pressão dos empresários do setor sobre o governo. "Se em 2009, quando reduziu o IPI, o governo queria incentivar as famílias e o setor, agora ele precisa nos ajudar a fazer frente ao ritmo do consumo, que vai continuar muito forte", diz Melvyn Fox, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Abramat). O empresário afirmou ao Valor que se reunirá com membros do governo em Brasília no fim de setembro para pleitear nova prorrogação do IPI reduzido, além de reduções para PIS/Cofins. "Se o governo quer de fato implementar seus programas de habitação popular, terá de manter a redução de impostos", afirma Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco).

"A redução do IPI foi e tem sido importantíssima para o crescimento das vendas de materiais de construção. Além de impulsionar a demanda, num primeiro momento, agora o IPI reduzido serve às fábricas como estímulo para acompanhar o consumo das famílias e empresas", diz Fox, que, no entanto, admite ser "difícil" isolar o efeito do IPI no ritmo do setor desde o ano passado.

Além de reduzir o IPI, o governo federal lançou o programa Minha Casa, Minha Vida, que prevê a construção de 1 milhão de casas populares e também incrementou as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em 2010, o governo já divulgou a segunda versão dos dois programas, que tiveram sua duração estendida até 2014. Há também a perspectiva de grandes obras envolvendo a realização da Copa do Mundo, em 2014, e dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em 2016.

"As obras do Minha Casa, Minha Vida só começarão agora a demandar materiais de acabamento, como pias, fechaduras e chuveiros. Até agora a demanda estava concentrada em materiais de base, como cimento, massa de concreto e argamassa", diz Conz. "Não faz sentido retirar o IPI se uma parcela importante dos produtos ainda não foi demandada".

Além disso, diz o empresário, os contratos firmados pelo governo federal com as construtoras impedem reajustes de preços dentro do prazo de um ano. "O IPI representa, em média, 8% dos preços dos materiais de construção. Se ele voltar, terá um impacto relevante sobre as margens das construtoras que entraram no programa, que não poderão repassar seus custos", afirma Conz, para quem a margem de lucro média de 6% que as construtoras obtém nas obras do Minha Casa, Minha Vida, cairá pela metade com o retorno do IPI. O aumento de preços resultante da cobrança do IPI também terá impacto direto sobre o governo, dizem os empresários, pois os custos das habitações para quem recebe até três salários mínimos são integralmente cobertos pelo Estado. (JV)
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