Fortaleza, CE - terça-feira, 24 de agosto de 2010

AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- CCE quer facilitar exportações
- Lêda Maria - Passarelas
- Vertical - PÓS-ELEIÇÃO
- Comissão de Comércio Exterior do Ceará comemora dez anos de atividade
- CCE do Ceará aguarda aprovação do Exporta + Marítimo
- Pequenas terão estímulo para ampliar exportação
- Diário Político - Um setor preocupado
- Fiec – Posse formal de Roberto Macedo será em setembro

ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL
- Ceará recebe empresários de SC, RS e Espanha

ADMINISTRAÇÃO FEDERAL
- Visita de Lula e Dilma é prevista

AGRICULTURA
- Egídio Serpa - Para o mamão, faltam só aviões

BANCOS
- Bancos brasileiros ficam mais resistentes
- Lula diz que crítica ao BNDES é descabida
- Comunicado - 110

COMÉRCIO EXTERIOR - CEARÁ
- Estrangeiros investem US$ 8,3 mi no Estado

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO - CEARÁ
- Vertical S/A - PROSPECÇÃO S/A

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO - NORDESTE
- Campinas quer negócios com o Nordeste
- Vertical S/A - INDÚSTRIA DE GERADORES MIRA NO NORDESTE

ECONOMIA
- Deficit com o exterior volta ao nível de 2002
- STJ vota se banco deve indenizar poupadores
- Especialistas alertam para uma nova crise
- Indicadores Econômicos

EMPRESAS: MICRO-PEQUENA-MÉDIA
- Empresários querem parcelar dívida

ENERGIA
- Energia: consumo no CE sobe 13,7%
- Imposto menor e retorno maior elevam interesse por eólicas

FACIC
- Sônia Pinheiro - CERIMÔNIA

INDÚSTRIA
- Consumo de energia da indústria bate recorde em julho

INDÚSTRIA DE PANIFICAÇÃO
- Edilmar Norões - Em dose dupla

INFRA-ESTRUTURA
- ´Estrutura do Pecém precisa ser repensada´
- Licitação continua em fase de análise
- Três engenheiros fiscalizarão obras
- Aeroporto de Aracati deve estar concluído em 60 dias

MEIO AMBIENTE
- Egídio Serpa - A Semace sai da Idade da Pedra
- Editorial - SOS soldadinho
- OS NOVOS PARADIGMAS DO SÉCULO XXI

PESCA
- Aquicultores discutem gargalos do setor no NE

POLÍTICA
- PSDB vai focar em 4 Estados para garantir "sobrevivência"

SINDICATO
- Tendências em calçados na pauta

TRABALHO
- Denúncias de assédio moral aumentam no CE
- Vertical S/A - Dez razões contra o ponto eletrônico


DIÁRIO DO NORDESTE

24 de agosto de 2010

 
COMISSÃO DE COMÉRCIO EXTERIOR
CCE quer facilitar exportações
Comissão de Comércio Exterior (CCE) do Ceará completa amanhã dez anos de criação, em meio a avanços e desafios

Promover a integração das cadeias produtivas, lutar por melhorias na infraestrutura de transportes e de logística e, sobretudo, simplificar o sistema de exportação, como forma de oferecer maiores facilidades às micros, pequenas e médias empresas (MPEs), além de incrementar as vendas externas do Estado. Estes são alguns dos desafios que norteiam as ações da Comissão de Comércio Exterior (CCE) do Ceará elencados, ontem, pelo secretário executivo da CCE e gerente de Operações de Câmbio do Banco do Nordeste, Ernesto Pereira Leite Filho.

Segundo ele, apesar das dificuldades, a comissão terá muito o que comemorar amanhã, quando completa dez anos de atuação no Estado.

De acordo com Leite Filho, em 2000, quando foi instituída a CCE no Ceará, as exportações giravam e torno de US$ 450 milhões e hoje, já superam US$ 1 bilhão. "Esses resultados devem em grande parte à atuação da Comissão", avalia o secretário da entidade, ao destacar a integração das nove instituições que a compõem: Aprece, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Correios, Faec, Fiec, Governo do Estado, por meio da Adece, Nutec e STDS, o Instituto Agropolos e o Sebrae.

Exporta + Marítimo

Outra grande tarefa, aponta Leite Filho, será aprovar na Coordenadoria Geral do Sistema Aduaneiro (Coana), o projeto Exporta + Marítimo, que pretende simplificar as exportações por meio do modal marítimo.

O projeto, explica, prevê a possibilidade do uso da Declaração Simplificada de Exportação (DSE)em embarques sem limitação de peso ou volume de cargas, com valores de até US$ 50 mil ou o equivalente em outras moedas, por operação. Conforme disse, a aprovação da proposta reduziria a burocracia nas vendas externas, sobretudo às MPEs, ainda muito reticentes ao comércio exterior. "Mais do que alavancar as exportações, o objetivo é inserir as micros nesse processo, é abrir nova porta, novos mercados para as MPEs atuarem". Acrescenta que o projeto já foi apresentado ao Ministério da Indústria e Comércio (Mdic), mas aguarda adequações por parte dos portos - Pecém e Mucuripe - para que possa ser implementado. "Hoje, vamos nos reunir com eles (direção da CearáPortos) para discutir a criação de uma área específica para o projeto", sinaliza o secretário da CCE no Ceará.

CARLOS EUGÊNIO
REPÓRTER
TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

24 de agosto de 2010

 
ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA
Lêda Maria - Passarelas
Investiremos em formação de mão de obra, em todas as nossas unidades, para atender a demanda de empregos, ora oferecidos. E mais, centralizaremos nossa administração na cultura da inovação. A declaração é do presidente Roberto Macedo reeleito para presidir a Fiec, formada por 39 sindicatos.
TOPO

O POVO

24 de agosto de 2010

 
ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA
Vertical - PÓS-ELEIÇÃO
Reeleito presidente da Fiec, Roberto Macedo marcou para o dia 20 de setembro a sua posse formal. Já a posse festiva, só depois das eleições. Ele espera que Armando Monteiro, licenciado do comando da CNI, seja eleito senador por Pernambuco.
TOPO

INVEST NE

24 de agosto de 2010

 
COMISSÃO DE COMÉRCIO EXTERIOR DO CEARÁ
Comissão de Comércio Exterior do Ceará comemora dez anos de atividade
Comissão cearense objetiva integrar entidades para promover comércio internacional no Ceará sendo a única do gênero em atividade ininterrupta no país.

A Comissão de Comércio Exterior do Ceará (CCE) vai realizar workshop, palestras e debate em comemoração aos seus dez anos, na próxima quarta-feira, dia 25. As atividades ocorrerão, a partir das 9 horas, no auditório Luis Esteves Neto, da Casa da Indústria.

No workshop “Aspectos relevantes para expansão do comércio exterior cearense”, serão realizadas palestras sobre os temas “As Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) como fator de desenvolvimento” e “A cooperação internacional como fator de alavancagem de negócios”. Em seguida haverá debate e solenidade comemorativa.

Criada em agosto de 2000, a Comissão objetiva integrar entidades, visando a promoção dos negócios internacionais do Estado, com foco no desenvolvimento da cultura exportadora. Integram a CCE o Banco do Nordeste, Associação dos Municípios e Prefeitos do Estado do Ceará, Banco do Brasil, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará, Federação das Indústrias do Estado do Ceará, Governo do Estado do Ceará, Instituto Agropolos do Ceará e Sebrae-CE.

Segundo o secretário executivo da CCE e gerente de Operações de Câmbio do Banco do Nordeste, Ernesto Pereira Leite Filho, os dez anos de atividade da Comissão, única do gênero em atividade ininterrupta no país, constituem um marco para o comércio exterior cearense. “A Comissão tem permitido a criação de ambiente institucional favorável à soma de esforços e competências, possibilitando as entidades participantes integrarem ações, atividades e projetos de atendimento empresarial e fortalecimento de geração de negócios no Estado”, diz Ernesto.

A secretaria executiva da Comissão é comandada pelo Banco do Nordeste que possui linha de crédito para promover as exportações da Região. As condições de acesso ao crédito estão disponíveis no site www.bnb.gov.br. Para acessá-las, deve-se clicar nos links Cresce Nordeste e Exportação, ou digitar o endereço http://www.bnb.gov.br/content/aplicacao/produtos_e_servicos/operacoes_internacionais/gerados/nordeste_exportacao.asp

Casa Da Indústria - Fortaleza-CE (Avenida Barão de Studart, 1980, 5.º andar).
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ANTÔNIO VIANA ON LINE

24 de agosto de 2010

 
COMISSÃO DE COMÉRCIO EXTERIOR DO CEARÁ
CCE do Ceará aguarda aprovação do Exporta + Marítimo
Comissão comemora nessa quarta-feira, 25/8, dez anos de atuação no estado

A Comissão de Comércio Exterior (CCE) realizará na próxima quarta-feira, 25/8, a partir das 9h, na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), solenidade comemorativa aos dez anos de atuação. A comissão (formada por nove instituições: Aprece, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Correios, Faec, FIEC, Governo do Estado – Adece/Nutec/STDS; Instituto Agropolos e Sebrae) promoveu nesse período várias iniciativas aos exportadores cearenses.

No momento, está tramitando na Coordenadoria-Geral do Sistema Aduaneiro (Coana), com o acompanhamento da CCE, o projeto Exporta + Marítimo, que pretende a simplificação das exportações por meio do modal marítimo. Pelo projeto, o objetivo é realizar embarques sem limitação de peso ou volume para a carga a ser exportada ao amparo de Declaração Simplificada de Exportação (DSE) para operações com valores até US$ 50.000 ou equivalente em outras moedas, por cada operação.

A sistemática da exportação simplificada trata-se de um conjunto de serviços que oferece facilidades para empresas e pessoas físicas (artesãos, agricultores e profissionais autônomos) que desejam exportar seus produtos de maneira mais simples no que diz respeito à burocracia. Nesse sentido, a pessoa física ou jurídica contrata a logística de sua mercadoria até o país-destino e os operadores cuidam do registro da operação no Sistema de Comércio Exterior (Siscomex) da Receita Federal. Tudo sem custos adicionais ou burocracia. O processo simplificado é registrado pela DSE, que pode ser obtida por meio da empresa operadora de logística (Correios, por exemplo).

Em 2007, 855 empresas exportadoras brasileiras responderam uma pesquisa sobre Os Problemas da Empresa Exportadora Brasileira 2008, onde destacaram as principais dificuldades enfrentadas por elas para aumentar suas exportações. Dentre os principais entraves à expansão das exportações, a burocracia alfandegária e os custos portuários e aeroportuários figuram entre os três primeiros – em primeiro lugar ficou a taxa de câmbio. Se para médias e grandes empresas estes entraves atravancam suas exportações, o que dizer quando se trata de micro e pequenas empresas? Uma saída para micro e pequenas empresas veio com a simplificação do processo de exportação operado pelos correios com muita eficiência, porém com um limitador de peso (máximo 30 quilos) e volume (máximo de 1,5 metro cúbico).

De acordo com dados estatísticos do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – Secretaria de Comércio Exterior – Departamento de Planejamento e Desenvolvimento de Comércio Exterior, em 2008, 23.032 estabelecimentos exportaram, representando retração de 505 exportadores (-2,1%) em comparação a 2007, quando 23.537 empresas realizaram exportações. As micro e pequenas empresas continuam a ser o grupo preponderante no comércio exterior, com participação de 48,3% no total de estabelecimentos, correspondendo a 11.120 empresas. Em seguida, estão as empresas médias, com participação de 25,2% – 5.793 empresas – e as grandes, que participaram com 23,9% – 5.508 empresas. As pessoas físicas responderam por 2,7% (611) do total de exportadores.
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O ESTADO

24 de agosto de 2010

 
INCENTIVOS PARA EXPORTAÇÃO
Pequenas terão estímulo para ampliar exportação
Parceria franco-brasileira incentiva desenvolvimento no Ceará

Por Dháfine Mazza
Da Redação

As micro e pequenas empresas cearenses ganharão, até o início de 2011, mais um incentivo para ampliarem sua atuação e exportarem seus produtos para o mercado europeu. Com o projeto Exporta Marítimo, as exportações pelo modal marítimo serão simplificadas e os empresários poderão realizar embarques para outros países sem limitação de peso ou volume para a carga a ser exportada ao amparo de Declaração Simplificada de Exportação (DSE) em operações com valor até US$ 50 mil.

De acordo com o coordenador técnico da Associação dos Prefeitos e Municípios do Ceará (Aprece), Tales Gomes, o projeto é fruto da cooperação franco-brasileira, envolvendo lideranças dos estados do Ceará, Espírito Santo e Goiás e da Comunidade Urbana de Dunkerque, na França. “O projeto está focado no desenvolvimento econômico e portuário, com o objetivo de eliminar os obstáculos para a exportação das micro e pequenas empresas. No momento, o projeto está tramitando no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) para adaptação à legislação brasileira. A expectativa é que até dezembro deste ano esse trâmite legal seja concluído”, explica.

Pela sistemática da exportação simplificada, a pessoa física ou jurídica contrata a logística de sua mercadoria até o país-destino e os operadores cuidam do registro da operação no Sistema de Comércio Exterior (Siscomex) da Receita Federal. Tudo sem custos adicionais ou burocracia. O processo simplificado é registrado pela DSE, que pode ser obtido por meio da empresa operadora de logística, como os Correios, por exemplo.

TREINAMENTO
A fim de treinar os secretários municipais de desenvolvimento econômico ou função similar a identificarem em suas cidades empresas com potencial exportador, a Aprece realiza hoje (24) e amanhã (25) o primeiro módulo do curso Formação de Agentes Exportadores. Cerca de 20 municípios participarão do treinamento, que terá o segundo módulo ministrado nos dias 14 e 15 de setembro. “Sabemos que as micro e pequenas empresas têm um papel muito importante no processo de desenvolvimento dos municípios. Dessa forma, queremos capacitar os gestores municipais a identificarem os empreendimentos propensos à exportação. Conhecemos a importância do mercado interno, mas esses empresários devem expandir sua visão de mercado”, afirma Tales Gomes, acrescentando que ainda não há previsão para a realização de novos cursos com outros municípios.

ENTRAVES
Dados do MDIC mostram que as micro e pequenas empresas são o grupo preponderante no comércio exterior, com participação de 48,3% no total de estabelecimentos, correspondendo a 11.120 empresas, das 23.032 que exportaram em 2008. Em seguida, estão as empresas de porte médio, com participação de 25,2% – 5.793 empresas – e as grandes, que participaram com 23,9% – 5.508 empresas. As pessoas físicas responderam por 2,7% (611) do total de exportadores. Conforme uma pesquisa realizada em 2007, entre os maiores entraves para as empresas exportadoras brasileiras expandirem as exportações, estão: taxa de câmbio, burocracia alfandegária, custos portuários e aeroportuários.

CANAL DE INTEGRAÇÃO
Segundo o coordenador técnico da Aprece, a cooperação franco-brasileira resultou, ainda, na elaboração de um projeto para a criação de canais de integração entre Brasil e França. A ideia é implantar um ponto de apoio para pequenos empreendedores em portos dos dois países a fim de orientá-los sobre dúvidas relativas à exportação. “Queremos orientar, capacitar e esclarecer os micro e pequenos exportadores sobre como adaptar produtos para o mercado europeu, o processo de exportação etc.”, diz.

EVENTO
Na próxima quarta-feira (25), a Comissão de Comércio Exterior do Ceará irá comemorar dez anos de atuação no Estado. Para marcar a data, será realizada uma solenidade, a partir das 9 horas, na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). Na ocasião, a assessora de Relações Internacionais da Comunidade Urbana de Dunkerque, Pauline Dubois, ministrará palestra sobre as possibilidades de investimentos e projetos realizados entre Brasil e França. Atualmente, a CCE-Ceará é formada por nove instituições: Aprece, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Correios, Faec, Fiec, Governo do Estado – Adece/Nutec/STDS, Instituto Agropolos e Sebrae.
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O ESTADO

24 de agosto de 2010

 
CNI - BNDES
Diário Político - Um setor preocupado
Por Fernando Maia

O presidente da Fiec, Roberto Macêdo, mesmo que ainda embalado pela consagradora vitória, com que conquistou a reeleição para aquele importante cargo, alinha, entre as suas novas preocupações, uma que está hoje na agenda das prioridades da Confederação Nacional da Indústria, da qual é um dos principais pilares. Trata-se da maneira como o BNDES, o maior agente financeiro a longo prazo, do País, vem tratando a indústria, setor fundamental para o desenvolvimento econômico. O BNDES, que acaba de receber do Tesouro Nacional um gigantesco aporte de R$ 180 bilhões, destinado a fomentar a economia através de financiamentos para empresas, tem agido de forma no mínimo reparável, priorizando empresas pouco conhecidas, mas de amigos do governo, e por isso mesmo sem muitos compromissos, já que o Planalto garante que o retorno desses empréstimos virá em forma de tributos e de 5 milhões de empregos. Mesmo assim, trata-se de um procedimento de altos riscos, principalmente para os futuros governos. A CNI e suas afiliadas, apo
iadas em fortes argumentos, vão entrar em campo, alegando que, se há tantas garantias de retorno dos bilhões emprestados a longo prazo, por que o Tesouro, em vez de R$ 180 bilhões, não libera R$ 500 bilhões ou R$ 1 trilhão para o BNDES? Com isso, argumenta a instituição, seria mais viável ao grande banco ser mais justo para com a indústria, colocada em segundo plano, mesmo sendo a maior empregadora e fonte geradora de renda do País.
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BLOG ELIOMAR DE LIMA

24 de agosto de 2010

 
ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA
Fiec – Posse formal de Roberto Macedo será em setembro
Reeleito presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Roberto Macedo marcou para o dia 20 de setembro a sua posse formal. O ato ocorrerá na cobetura da federação com a participação dos novos diretores. Roberto foi reeleito na última semana, após derrotar o oposicionista Orlando Siqueira

Já a posse festiva, segundo adiantou, só depois das eleições. Ele espera que Armando Monteiro, licenciado do comando da Confederação Nacional da Indústria, seja eleito senador por Pernambuco e aqui esteve, portando, em clima de festa dobrada.

Categoria(s): Ceará, Economia por Eliomar de Lima

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O ESTADO

24 de agosto de 2010

 
ADECE
Ceará recebe empresários de SC, RS e Espanha
A fim de conhecer melhor as potencialidades econômicas do Ceará e conversar com representantes das cadeias produtivas de energias alternativas, construção naval, comércio e exportação, frigorífico de frangos, turismo e construção civil, uma comitiva de empresários de Santa Catarina, Paraná e Espanha chegou ao Estado e está sendo acompanhada por uma equipe técnica da Agência de Desenvolvimento do Ceará. Hoje, pela manhã, o grupo participará de reunião com o presidente da Adece, Francisco Zuza de Oliveira, o diretor de Infraestrutura do órgão, Eduardo Neves, o conselheiro da Associação Brasileira de Energia Eólica, Adão Linhares, o prefeito de Sobral, Leônidas Cristino, o vice-presidente do Sinduscon, Ricardo Nóbrega Teixeira, e um dos diretores da Associação Brasileira de Zonas de Processamento de Exportação.

Na sequência, o grupo tem encontro com representantes da Secretaria de Turismo do Estado (Setur) e, à tarde, visitará o Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Para o presidente da Adece, Francisco Zuza, a visita de empresários de outros estados brasileiros e de outro país mostra que o Ceará tornou-se um estado atrativo para a realização de novos negócios. “Essa solicitação espontânea de empresários de outros lugares para conhecer as potencialidades do Ceará é um bom sinal, mostra que o Estado está cumprindo a sua parte e atraindo novos investidores. Nos últimos 15 anos, o Ceará desenvolveu uma infraestrutura adequada para atrair investimentos, com portos, gestão de água e energia, incentivos fiscais etc”, afirma.

Ontem (23) pela manhã, a comitiva visitou Sobral, onde se reuniu com o secretário de Infraestrutura do município, Irismar Azevedo, e com o coordenador de Extensão e Relações Empresariais do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE-Sobral), professor Valério Fernandes. À tarde, os empresários conheceram o parque eólico Volta do Rio, em Acaraú. “Essa é a primeira viagem de prospecção de negócios desse grupo de empresários. Estamos apresentando os segmentos de negócios de maior interesse deles, mas, a partir dessa visita, podem surgir novos interesses e outros encontros para estudar investimentos diversos”, diz Francisco Zuza, acrescentando que, no momento, ainda não há negociação para a implantação de nenhum empreendimento no Ceará pelos empresários da comitiva.
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DIÁRIO DO NORDESTE

24 de agosto de 2010

 
LULA NO CEARÁ
Visita de Lula e Dilma é prevista
Campanha de Cid garante visita, mas não tem a agenda confirmada. Em Brasília, a agenda não está programada

O presidente Luís Inácio Lula da Silva e a candidata do PT à presidência, Dilma Roussef, devem visitar o Ceará nesta sexta-feira (27). A assessoria de imprensa da campanha de Cid Gomes, candidato à reeleição ao governo do Estado, confirma a agenda do presidente e sua candidata. Foi informado que a programação de visitas pelo Estado ainda é, no entanto, preliminar, aguardando confirmação.

Estão previstos a inauguração do IFCE (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, antigo Cefet) de Crateús, e comícios em Sobral e em Messejana, em Fortaleza.

Por outro lado, a assessoria de imprensa de Lula, em Brasília, não confirma a agenda no Ceará nesta semana e diz que, na sexta-feira, Lula deve estar em Pernambuco.

Campanha

Esta é a primeira vez que a petista Dilma Rousseff, ex-ministra do Governo Lula, vem ao Ceará em campanha política. A última visita de Dilma, quando ainda era pré-candidata, ocorreu em abril. Ela veio receber título de cidadã fortalezense e participou de um almoço com empresários e políticos.
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DIÁRIO DO NORDESTE

24 de agosto de 2010

 
FRUTICULTURA
Egídio Serpa - Para o mamão, faltam só aviões
Há um gargalo impedindo que se expandam as exportações cearenses de rosas e de mamão do tipo Formosa: a falta de voos regulares daqui para a Europa, o insaciável mercado consumidor desses produtos. O presidente da Adece, Zuza de Oliveira, admite: "Se tivéssemos esses voos, poderíamos exportar, semanalmente, 100 toneladas de mamão Formosa".
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FOLHA DE SÃO PAULO

24 de agosto de 2010

 
BANCOS BRASILEIROS
Bancos brasileiros ficam mais resistentes
Indicador de solidez, capital próprio de Itaú, Bradesco, BB e CEF cresce 3 vezes mais que o dos 30 maiores bancos do mundo

Combinação de real forte, lucros altos e regras especiais do BC na crise contribui para o desempenho

ÉRICA FRAGA
SÃO PAULO

Importante indicador de solidez, o capital próprio de Itaú, Bradesco, BB (Banco do Brasil) e CEF (Caixa Econômica Federal) aumentou em média 68% em 2009.
Esse crescimento foi mais do que três vezes superior à expansão média de 14,5% dos 30 maiores bancos do mundo ordenados pelo valor de seu capital próprio.
O capital próprio (que é principalmente o dinheiro dos acionistas de um banco) é uma medida da capacidade de uma instituição financeira de realizar empréstimos e resistir a choques.
Os dados que revelam o forte aumento do capital próprio dos bancos brasileiros são da revista britânica "The Banker", respeitada fonte de dados do setor bancário.
A "Banker" publica anualmente um ranking dos 5,000 maiores bancos do mundo, de acordo com o valor de seu capital próprio (também conhecido como "capital de nível um").
Segundo o último ranking, que compara dados de dezembro de 2009 com o fim de 2008, o Banco do Brasil foi a instituição brasileira que teve o maior aumento de seu capital próprio (76,7%).
O banco deu um salto expressivo em sua colocação, passando do 93º para o 45º lugar, com capital próprio de US$ 23,6 bilhões.
A CEF passou do 179º para o 114º posto. O Bradesco, do 45º para o 40º lugar.
E o Itaú, que já era o banco brasileiro mais bem colocado, ficou estável na 33ª posição, com US$ 33,2 bilhões.

REAL FORTE AJUDOU
A combinação de real forte, lucros altos e regras especiais do Banco Central durante a crise global contribuiu para o desempenho dos bancos brasileiros.
O real esteve entre as moedas que mais se valorizaram no ano passado, com alta de 26% entre o fim de 2008 e de 2009. Isso explicou em boa medida o forte crescimento do capital próprio dos bancos brasileiros em dólares.
Mas, mesmo descontando a valorização da moeda, segundo cálculos da Folha, o aumento médio do capital próprio dos quatro bancos brasileiros ainda foi elevado, próximo a 25%.
Percentual ainda bem acima da alta mediana (média que desconta variações bruscas) de 14,5% do capital próprio dos 30 bancos mais bem colocados para os quais havia dados disponíveis.

LUCROS ALTOS
Segundo Domingos Figueiredo de Abreu, vice-presidente do Bradesco, descontado o efeito da valorização do real, o aumento do capital próprio do banco em 2009 é explicado principalmente pela transformação de parte do lucro em capital.
A parcela do lucro que não é distribuída aos acionistas vira capita próprio.
"Os bons resultados dos bancos brasileiros mesmo durante a crise contribuíram para o aumento significativo do capital próprio", diz Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating.
Segundo informações dadas por Bradesco, CEF e BB à Folha, o Banco Central permitiu aos bancos em 2009, devido à crise global, considerar provisões adicionais contra calote como capital próprio, contribuindo -ainda que não significativamente- para o aumento do indicador. Essa resolução expirou em abril deste ano.
As aquisições do IBI pelo Bradesco e da Nossa Caixa e do Banco Votorantim pelo BB também tiveram impacto positivo modesto no aumento de capital próprio dos bancos em 2009.
Procurado pela Folha, o Itaú Unibanco não concedeu entrevista.
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FOLHA DE SÃO PAULO

24 de agosto de 2010

 
BNDES
Lula diz que crítica ao BNDES é descabida
DE SÃO PAULO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu os financiamentos liberados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e classificou como descabidas as críticas feitas ao banco em relação à concessão de crédito às grandes empresas.
Em encontro na Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), o presidente afirmou que as críticas omitem "deliberadamente" o benefício econômico que esses investimentos dão ao país.
"São críticas descabidas dirigidas aos investimentos financiados pelo BNDES, [feitos] graças aos aportes de R$ 180 bilhões concedidos pelo governo federal", disse.
Lula disse que parte do país menospreza o que chamou de "inter-relações estratégicas" que juntam políticas públicas aos incentivos privados.
(AGNALDO BRITO)
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DIÁRIO DO NORDESTE

24 de agosto de 2010

 
BNB
Comunicado - 110
Milhões de reais foi o lucro líquido apresentado pelo Banco do Nordeste no primeiro semestre deste ano. O BNB chegou, ainda, a um patrimônio líquido de R$ 2 bilhões.

1,2

Milhão de operações de crédito foi o volume de contratações feitas pelo BNB nos primeiros seis meses de 2010, somando R$ 8,4 bilhões em aplicações.
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DIÁRIO DO NORDESTE

24 de agosto de 2010

 
INVESTIMENTO ESTRANGEIRO - CEARÁ
Estrangeiros investem US$ 8,3 mi no Estado
Mais estrangeiros pedem autorização para trabalhar e investir no Brasil, com crescimento econômico do País

No primeiro semestre do ano, 183 estrangeiros obtiveram do governo brasileiro autorização para trabalhar ou investir no Ceará. O Estado foi o segundo na Região Nordeste que mais recebeu profissionais de outros países nos primeiros seis meses de 2010, ficando atrás apenas da Bahia, onde foram concedidas 249 permissões de trabalho entre permanentes e temporárias. Os números foram divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), produzidos pela Coordenação Geral de Imigração (CGI). No ranking nacional, o Ceará aparece na nona posição entre todas as unidades da Federação.

Segundo o MTE, junto com esse contingente de estrangeiros, o Estado se beneficiou ainda com a injeção de aproximadamente US$ 8,36 milhões (cerca R$ 14,71 milhões), oriundos de investimentos efetuados por estrangeiros pessoa física, que obtiveram, no período, visto de trabalho ou permanência no Ceará. A cifra foi também a segunda maior registrada no Nordeste e a terceira maior contabilizada entre os todos os estados brasileiros. A primeira colocação ficou com o vizinho Rio Grande do Norte, cujos os investimentos realizados por estrangeiros pessoa física somaram US$ 8,41 milhões (em torno de R$ 14,80 milhões). Já a Bahia, que liderou o número de concessões para trabalho na região, contabilizou, por outro lado, o ingresso de apenas US$ 6,29 milhões (ou R$ 11,07 milhões), ocupando a terceira posição.

Nos últimos quatro anos, o contingente de mão-de-obra estrangeira no Ceará cresceu a uma taxa média anual de 22,87%, com 1.454 profissionais aportando, no Estado, provenientes dos cinco continentes. No ano passado, por exemplo, o Ceará foi quem liderou as concessões de visto de trabalho no Nordeste e ocupou o sétimo lugar no País. Nessa conta, ao contrário do que vem sendo registrado no País, foram os investidores pessoa física que mais pediram visto de permanência e trabalho no Estado nos últimos nos (65,19%). Isto significa que de 2006 a março de 2010, o Estado recebeu o aporte de recursos de 948 estrangeiros pessoa física interessados em desenvolver alguma atividade econômica em solo cearense.

No País

Já em âmbito nacional, o número de estrangeiros empregados no Brasil cresceu 18,85% no primeiro semestre do ano em relação ao mesmo período de 2009, com 3.519 concessões a mais que no ano anterior. Foram concedidas 22.188 autorizações de trabalho. Deste total, 20.760 foram temporárias e 1.428 de caráter permanentes.

De acordo com o presidente do Conselho Nacional de Imigração, do MTE, Paulo Sérgio de Almeida, o crescimento não tem relação com uma possível falta de mão-de-obra qualificada, e sim é reflexo do aumento dos investimentos no Brasil. "A vinda desses profissionais está relacionada com a implementação de investimentos seja pela aquisição de máquinas e equipamentos importados, que demandam a vinda de técnicos para a montagem, instalação ou repasse da tecnologia; seja pela instalação de novas empresas estrangeiras, que demanda a vinda de profissionais estrangeiros para a fase de instalação; seja pela vinda de embarcações e plataformas estrangeiras para exploração de petróleo, que vêm ao Brasil com suas tripulações estrangeiras, e gradativamente contrata brasileiros para trabalho a bordo", justifica.

Entre as autorizações temporárias concedidas, 8.244 foram para trabalhadores estrangeiros que atuam a borde de embarcações ou plataforma estrangeira; 3.724 para assistência técnica por prazo de 90 dias, sem vínculo empregatício; 3.270 para artistas e desportistas; 2.532 para assistência técnica, cooperação técnica e transferência de tecnologia, sem vínculo empregatício; e 770 para marítimos estrangeiros empregados a bordo de embarcação de turismo estrangeira que opera em águas brasileiras. Apenas 1.714 autorizações foram concedidas a especialistas com vínculo empregatício. Já as concessões permanentes, a maioria foi dada para administradores, diretores, gerentes e executivos com poderes de gestão e concomitância, num total de 711. Investidores pessoa física somaram 431.

Origem

Por país de origem, os Estados Unidos lideram as concessões, com 3.622 autorizações, seguido do Reino Unido (1.921) e Filipinas (1.737). Entre os países da América do Sul, a Colômbia puxa a lista (335), seguida da Argentina (297), e da Venezuela (255).

POR OPORTUNIDADES

Espanhóis e brasileiros são atraídos

Empresários do Paraná, de Santa Catarina e da Espanha visitam o Pecém, Sobral e Acaraú

Interessados em investir em setores como os de energias complementares - eólica, solar e biomassa -, construção naval; exportação; abate de frangos; turismo e construção civil, empresários de Santa Catarina, do Paraná e ainda da Espanha estão desde ontem no Ceará visitando o Complexo Industrial e Portuário do Pecém e os municípios de Sobral e Acaraú. Ainda na agenda, encontros com a equipe técnica da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado (Adece).

O espanhol Francisco Ortiz, presidente da Itec Co., veio ao Estado acompanhado de Raphael Thiesen, diretor da empresa no Brasil, de olho no potencial eólico e solar das usinas do Ceará, apresentando interesse ainda na construção de uma usina para produção de energia obtida com a queima de lixo (biodigestores), projeto que deve receber 40 milhões (aproximadamente R$ 91,2 milhões). A Itec tem também tem planos na área da construção civil. É que a empresa procura parceria para a construção de 10 mil casas no Irã, onde a Itec ganhou concorrência internacional.

Ainda com interesse no setor de energia, o diretor comercial da construtora Confer, Fábio Fernandes, desembarcou no Ceará à procura de empresa parceira para trabalhar nos 105 projetos eólicos apresentados na Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), em junho deste ano, no Rio de Janeiro. A Confer está se associando a Itec do Brasil na empreitada.

Já empresa argentina Ativa Comissaria de Despachos Aduaneiros Ltda., com escritórios no Brasil em Dionísio Cerqueira, Itajaí, Navegante e Foz do Iguaçu , representada por seu diretor presidente, Adenor Pereira, prospecta a possibilidade de montar uma base para dez empresas do Sul, Sudeste e ainda da Argentina. O objetivo seria fazer exportação para Europa e África. O executivo procura por área próxima ao Porto do Pecém que o permita montar a logística e um condomínio para essas empresas que já fazem parte de sua carteira de clientes.

Ainda na comitiva, o presidente da Pressoto Estruturas Metálicas - empresa catarinense especializada em tecnologias de pré-fabricados, lajes treliçadas, estruturas metálicas e pré-moldadas -, Jandir Pressotto, que tem interesse em montar frigorífico de abate de aves, com capacidade para processar inicialmente 125 mil animais/dia. A empresa também procura área para uma indústria de pré-moldados e perfilados.

Programação

Ontem, o grupo visitou Sobral onde, pela manhã, teve encontro com o secretário de Infraestrutura do Município e com o coordenador de Extensão e Relações Empresariais do IFCE, professor Valério Fernandes. À tarde, conheceram o parque eólico Volta do Rio, em Acaraú.

Já hoje, a programação inclui reunião na Adece, com o presidente do órgão, Francisco Zuza de Oliveira; com o diretor de Infraestrutura, Eduardo Neves; Adão Linhares, conselheiro da Abeeólica; Ricardo Nóbrega Teixeira, vice-presidente Administrativo do Sinduscon; e com o prefeito de Sobral, Leônidas Cristino. Em seguida, os empresários têm encontro com representantes da Secretaria de Turismo do Estado (Setur) e no período da tarde visitam o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP).

ANCHIETA DANTAS JR.
REPÓRTER

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O POVO

24 de agosto de 2010

 
INVESTIMENTOS - CEARÁ
Vertical S/A - PROSPECÇÃO S/A
Por Jocélio Leal

Empresários de Santa Catarina, Paraná e Espanha estão em Fortaleza para uma série de encontros com técnicos da Adece. Vão visitar o Pecém, Sobral (IFCE,ex-Centec) e o parque eólico Volta do Rio (Acaraú). Estudam investimentos. Por enquanto, só estudam. Na lista de potenciais: energia alternativa (eólica, solar, biomassa), construção naval, comércio exportação (aduana), frigorífico de frangos, turismo e construção civil.
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O POVO

24 de agosto de 2010

 
INVESTIMENTO DE EMPRESAS NO NORDESTE
Campinas quer negócios com o Nordeste
Através do turismo, cidade visa estabelecer relações bilaterais com o Ceará

Turismo e hotelaria, indústria e construção civil devem ser os eixos para estreitamento de relações comerciais entre a cidade de Campinas e o Ceará. O secretário de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo de Campinas, Rui Rabelo, apresentou ontem as potencialidades em palestra para empresários locais.

Para o secretário, o intuito da missão oficial é, através do fomento ao turismo, “divulgar a marca de Campinas, buscar projetos conjuntos de cooperação científica e tecnológica e o estreitamento de relações bilaterais”.

Segundo Rabelo, as modalidades de turismo em Campinas são o científico - incentivado por 11 institutos de pesquisa e indústrias de tecnologia - e o de eventos. Apenas nesta última, são R$ 680 milhões ao ano, de renda gerada.

Podem ser fechados acordos de cooperação técnica para a instalação e desenvolvimento de turismo de negócios, indústria e agropecuária, e levar daqui a experiência em hotelaria, “ainda deficiente em Campinas”.

“O Nordeste cresceu muito, a renda melhorou e as classes C e D ascenderam. O turismo interno ainda é muito pequeno diante deste potencial, tanto de cá para lá como o contrário, o Brasil ainda não entendeu isso”, avalia Rabelo. Para ele, “o Nordeste é um mercado autônomo” com demanda crescente para eventos e lazer.

O vice prefeito de Campinas, Demétrio Vilagra, avalia que a instalação do trem bala entre o Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, a ampliação do Aeroporto de Viracopos com um terminal industrial e o fato de abrigar o rub da companhia área Azul deve atrair tanto voos domésticos, tornando a cidade alternativa para São Paulo, quanto investimentos privados em indústria.

Ele adianta que a cidade, cuja economia baseia-se em tecnologia, autopeças e indústria de telefonia, vai ter toda a produção nacional da Samsung, em uma área de um milhão de metros quadrados, atraindo para lá o que é produzido atualmente na Zona Franca de Manaus; além do comando e operacionalização do banco Santander para a América Latina e Caribe.

“Já somos a décima maior economia do País, com quase 3,5% do PIB (Produto Interno Bruto) e R$ 23 mil de renda per capita, enquanto na capital é de R$ 12 mil. Agora, pra continuar a crescer, a saída é o mercado interno, a última crise indicou isso”, afirma.
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O POVO

24 de agosto de 2010

 
ETENE - NORDESTE
Vertical S/A - INDÚSTRIA DE GERADORES MIRA NO NORDESTE
Por Jocélio Leal

Ligada nos números auspiciosos da economia do Nordeste - tem em mãos os estudos do Etene - a Distribuidora Cummins Diesel do NE Ltda (DCDN) fala em aumento das metas para a região. Após fechar 2009 com participação de mercado (market share) de declarados 30% do Nordeste, pretende superar os resultados em 35% neste ano. A demanda por energia no Ceará se concentra, sobretudo, em áreas como a construção civil. A Cummins foca no fornecimento de geradores usados em projetos de menor complexidade como prédios residenciais que precisam de energia de back up (suporte) e também novos presídios, aeroportos e hospitais construídos pelo Governo do Estado. Quinta-feira, a companhia promove em Fortaleza o Open Energy Day. No evento, apresentam o portfólio ao mercado.
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FOLHA DE SÃO PAULO

24 de agosto de 2010

 
DEFICIT COM O EXTERIOR
Deficit com o exterior volta ao nível de 2002
DE BRASÍLIA

O deficit nas transações do Brasil com o exterior voltou aos níveis registrados no final do governo FHC (1995-2002).
Nos 12 meses encerrados em julho -indicador utilizado em comparações internacionais-, o deficit chegou a 2,24% do PIB, maior valor verificado desde setembro de 2002.
Em termos absolutos, os resultados de 2010 alcançaram novos recordes negativos. No mês passado, por exemplo, o deficit ficou em US$ 4,5 bilhões, pior resultado para meses de julho da série iniciada em 1947 pelo BC.
O resultado negativo deste ano vem sendo puxado pelo aumento nas remessas de lucros e dividendos para o exterior, pelos gastos com turismo e outros serviços e pelas importações.
Os investimentos estrangeiros diretos no Brasil, por outro lado, continuam financiando uma parte cada vez menor desse resultado negativo. Desde janeiro, os investimentos acumulados em 12 meses estão abaixo do deficit registrado no mesmo período. Em julho, essa diferença chegou a 65%.
Com o aumento nessa diferença, o país fica cada vez mais dependente de investimentos em ações e títulos públicos, considerados mais voláteis.
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O POVO

24 de agosto de 2010

 
PLANOS ECONÔMICOS
STJ vota se banco deve indenizar poupadores
Serão julgadas amanhã duas ações que definirão sobre a responsabilidade de os bancos pagarem a diferença monetária aos poupadores durantes planos econômicos. A decisão servirá de precedente para outras ações que aguardam julgamento no STJ

Ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) deverão julgar amanhã duas ações que definirão a posição da Corte sobre a responsabilidade ou não de os bancos arcarem com as diferenças de correção monetária dos valores depositados nas cadernetas de poupança durante os planos econômicos Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2.

Relator das ações, o ministro Sidnei Benetti decidiu levar o assunto a julgamento na 2ª Seção do tribunal por considerar importante um posicionamento definitivo da Corte sobre o assunto De acordo com Benetti, os recursos “abrangem as mais frequentes questões atinentes aos principais planos econômicos ocorridos no Pais” e que deram origem a milhares de processos que tramitam no STJ e em outros tribunais do País.

A decisão deverá servir de precedente para as outras ações que aguardam julgamento no STJ. “São dois recursos especiais, referentes, ambos, a teses relativas a ações de cobrança de diferenças de correção monetária de valores depositados em cadernetas de poupança, decorrentes de planos econômicos. Os recursos são notoriamente repetitivos e de caráter multitudinário, já havendo chegado a este tribunal milhares de casos idênticos”, afirmou Benetti num despacho do ano passado no qual ele decidiu submeter as duas ações a julgamento pela 2ª Seção.

Basicamente quatro dúvidas relativas à correção dos planos econômicos deverão ser esclarecidas pelo STJ: quais os índices de correção devem ser aplicados a cada um dos planos; quem deve arcar com os custos (os bancos ou o Banco Central); como deve ser a capitalização dos juros (mensal ou anual) e se é possível discutir na Justiça as diferenças de correção ou já ocorreu a prescrição.

Uma das principais preocupações dos órgãos de defesa do consumidor, como o Idec, é com o prazo de prescrição. Isso porque, numa decisão de abril deste ano, o STJ concluiu que o prazo para ingressar com ações civis públicas deve ser de 5 anos e não de 20, como reconheciam entendimentos anteriores do tribunal.

Além das ações que estão no STJ, há uma outra, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), e que também trata da reposição das alegadas perdas decorrentes dos planos Cruzado, Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2.


NÚMEROS

4
DÚVIDAS SOBRE CORREÇÃO DOS PLANOS DEVERÃO SER ESCLARECIDAS


E-Mais

Na ação que tramita mo STF, a Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif) pede o reconhecimento da constitucionalidade dos planos.

Segundo a entidade, estariam tramitando na Justiça mais de 550 mil ações, entre processos individuais e coletivos, nas quais é pedido o pagamento de diferenças de correção de cadernetas de poupança

Em abril, o STF recebeu um parecer do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, sobre a ação.

No parecer, Gurgel opinou que o pedido deve ser negado. O procurador questiona até a legitimidade da Consif para propor esse tipo de ação. “Ela trata dos planos econômicos em sua globalidade - quando não tem legitimidade para tanto - e faz uso daquela outra jurisprudência, de que não há direito adquirido a padrão monetário”, afirmou. Não há previsão de quando o julgamento ocorrerá.
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O POVO

24 de agosto de 2010

 
NOVA CRISE ECONÔMICA
Especialistas alertam para uma nova crise
O tema da discussão eram as perspectivas de desenvolvimento para o Brasil e América Latina, e os dois especialistas presentes no evento do Banco do Nordeste estavam com o discurso afinado. “Há a perspectiva de uma retomada da crise internacional e se a crise chegar de novo haverá um impacto bastante forte em muitos países, inclusive no Brasil. A possibilidade para o País é o impulso do mercado interno”, declarou o professor da
Universidade de Paris, o economista Pierre Salama.

Antônio Barros de Castro, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro fez coro. “Há uma acentuação muito forte ao estímulo do consumo de massa. Isso significa que o mercado doméstico passa a ser o foco”, disse. “A demanda é copiosa, ela está represadíssima. O retorno é garantido”.

Castro disse que o Brasil hoje “vai bem”. “É unânime a apresentação positiva do Brasil no mundo”, explica. O professor acredita que as empresas enxergam o Brasil atualmente como um lugar em que elas não pode não estar. “Ou estou aqui ou não existo mais”, cita. Mas há também preocupações, já que, de acordo com o especialista, o maior problema é não se saber para onde o Brasil vai.

O receio é baseado em experiências ocorridas em outros países, como é o caso da Espanha. “Há cerca de três anos a Espanha era uma festa. Somente a construção civil no País era maior do que a que ocorria na França, Alemanha e Itália juntas”, lembra. Ele esclarece que hoje o que a Espanha vive, em termos de crise econômica, é uma espécie de prova de que o avanço no desenvolvimento era uma “espuma”, ou seja, não era real.

Antônio Barros de Castro também falou sobre a forma com que as economias são avaliadas. Ele acredita que é preciso rever os índices que compões o Produto Interno Bruto (PIB) e que grandes crescimentos precisam ser observados. “Desalavancagem é um processo. Até pouco tempo não se considerava a existência de um ciclo grande com expansão acumulativa espetacular de crédito, com resultados de crescimento de 300% do PIB. É válido, permanente e incorporado?”, questionou. Para Castro, pode ser gerada uma sensação de crescimento irreal. (Henriette de Salvi)
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UOL ÚLTIMAS NOTÍCIAS

24 de agosto de 2010

 
COTAÇÃO
Indicadores Econômicos
Dólar (23/08 - 16h23)

Comercial
Compra 1,7650
Venda 1,7670

Turismo
Compra 1,7500
Venda 1,8500

Paralelo
Compra 1,7500
Venda 1,8500

Dólar (24/08 - 09h40)

Comercial
Compra 1,7770
Venda 1,7790

Turismo
Compra 1,7500
Venda 1,8500

Paralelo
Compra 1,7500
Venda 1,8500

Outros indicadores
TR 0,034%
CDI 10,620%
SELIC 10,75%
IPCA 0,01% jul.10
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O POVO

24 de agosto de 2010

 
SIMPLES NACIONAL
Empresários querem parcelar dívida
Parcelamento de dívidas de impostos federais pode ser estendido para optantes deste sistema de tributação

Micros e pequenas empresas que aderiram ao Simples Nacional começam a entrar na Justiça para conseguir parcelar dívidas com o Fisco. No sistema unificado de tributação, o pagamento à vista dos débitos é um dos requisitos para que o empresário seja beneficiado pelo programa. Se estiver em atraso, ele pode ser excluído do sistema.

No fim de julho, uma das empresas de Wellington Morgado, que atua no segmento de água mineral, obteve na 25ª Vara Federal de São Paulo uma liminar inédita que permite o parcelamento da dívida em até 60 vezes. O argumento usado pela empresa está baseado numa lei anterior, a 10.522, de 2002, que regulamenta o parcelamento de dívidas e não especifica a proibição no Simples.

“A Constituição Federal prevê tratamento diferenciado às micro e pequenas e o que vemos são empresas maiores sendo favorecidas pelo parcelamento em outros regimes tributários”, diz Thiago Carlone Figueiredo, advogado responsável pela ação. A Receita Federal disse, em nota, que não comenta demandas judiciais.

Morgado explica ter recorrido ao parcelamento para permanecer no sistema - o mais vantajoso para sua empresa, que fatura cerca de R$ 2 milhões. A dívida dele, que se arrasta desde o ano passado, é de R$ 300 mil. “Não sou sonegador, mas um empresário que trabalha na legalidade”, diz. “Quero pagar o que devo, mas preciso negociar porque, nos últimos anos, o segmento em que atuo vem passando por dificuldades.”

Para Julio Durante, consultor do Sebrae, pedir o parcelamento na Justiça para é uma alternativa para empresas que estão no Simples Nacional, mas não é uma medida definitiva. “Convém que o empresário crie uma poupança porque, se a decisão for revertida, será obrigado a pagar.” A liminar obtida em São Paulo, por exemplo, é de primeira instância e a Receita pode recorrer.

Entre tributaristas, a medida divide opiniões. O advogado e consultor do Cenofisco, Fauler Lanzo Pedrecca, diz que a liminar é injusta já que prejudica quem não aderiu ao Simples justamente por não poder fazer o parcelamento. “O sistema unificado por si só já é um excelente benefício e tem suas contrapartidas.” Durante, do Sebrae, entende que o aprimoramento do Simples exigiria uma mudança em relação ao tema. “Seria adequado que micro e pequenas também pudessem pleitear parcelamento, e que os casos fossem analisado individualmente.” (das agências)


E-Mais

O Simples Nacional é um regime tributário diferenciado, simplificado e favorecido previsto na Lei Complementar nº 123, de 14/12/2006, aplicável às microempresas e às emp resas de pequeno porte, a partir de 01º/7/2007.


Considera-se microempresário, para efeito do Simples Nacional, o empresário, a pessoa jurídica, ou a ela equiparada, que tenha, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 240.000.


Considera-se empresário de pequeno porte, para efeito do Simples Nacional, o empresário, a pessoa jurídica, ou a ela equiparada, que aufira, em cada ano-calendário, receita bruta superior a R$ 240.000,00 e igual ou inferior a R$ 2.400.000,00.

O acesso aos serviços do Simples Nacional se dá mediante duas formas: certificado digital ou código de acesso. Caso você não tenha o Código de Acesso, precise alterá-lo ou se esqueceu, acesse o Portal do Simples Nacional, opção “Contribuintes” e, na seqüência, “Simples Nacional”.
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DIÁRIO DO NORDESTE

24 de agosto de 2010

 
ENERGIA ELÉTRICA - CONSUMO NO CEARÁ
Energia: consumo no CE sobe 13,7%
Acima da média nacional, alta no Estado teve como principal motor as classes rural e residencial

O consumo de energia elétrica no Ceará registrou um total de 743,6 GWh (gigawatts/hora) em julho, anotando crescimento de 13,7% ante igual mês de 2009. Com o resultado, de janeiro a julho, o Estado acumula alta de 15,9% em comparação com os sete primeiros meses de 2009. No acumulado dos últimos 12 meses, a expansão ficou em 10,9%, de acordo com dados da Coelce (Companhia Energética do Ceará).

No mês, a classe rural foi a que obteve a maior elevação dentre os segmentos de mercado, com 67,1%, em virtude da ausência do período chuvoso em 2010, aliada a uma base baixa em 2009. O grupo residencial também registrou expressiva alta de 20,4%. Juntas, as duas classes foram responsáveis por 70% do crescimento total do mercado. A ascensão do consumo residencial, que fechou o mês em 247 GWh, ocorreu em virtude das altas temperaturas no Estado, atreladas à amplificação do uso de aparelhos eletrodomésticos. No mês, o consumo médio fixou-se em 108 kWh por cliente, com alta de 14,5%.

Seguindo forte tendência de consumo, a classe comercial anotou acréscimo de 14,4% em julho, amparada pela criação de novos pontos varejistas.

A indústria registrou taxa de crescimento de 5,1%, com 182 GWh, menor índice porcentual do ano, em virtude da alta base comparativa - julho de 2009 - quando a crise econômica mundial já dava sinais de arrefecimento. Pelo mesmo motivo, o índice deve se manter estável nos próximos meses. Ainda assim, a evolução reflete o desempenho da produção física industrial no Estado que, em junho, cresceu 20,6%, acumulando no ano ganho.

País atinge recorde

O consumo total de energia elétrica no País atingiu 34.382 GWh em julho, alta de 8,4% na comparação com igual período do ano passado, e de 6% em taxa acumulada de 12 meses, segundo relatório da EPE (Empresa de Pesquisa Energética). No período de janeiro a julho, houve elevação de 9,7% no consumo de energia, ante igual período de 2009.

Entre os setores abrangidos pelo levantamento, a indústria registrou maior aumento de consumo em julho, com 13,7% frente o mesmo mês do ano anterior. O segmento residencial cresceu 4,2% e o comercial 4,5%, na mesma comparação.

No caso do segmento industrial, a EPE informou que os 15.915 GWh do mês passado representam recorde histórico para a classe, que havia registrado o seu valor máximo em agosto de 2008 (15.823 GWh).
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VALOR ECONÔMICO

24 de agosto de 2010

 
ENERGIA EÓLICA
Imposto menor e retorno maior elevam interesse por eólicas
Novatos e tradicionais geradores estão entrando pesado nos investimentos em energia eólica em busca dos retornos promissores, que chegam a ser quase o dobro do que alguns investimentos em hidrelétricas. Mais de 300 projetos de energia eólica, que somam cerca de 8,5 mil megawatts, estão inscritos para os leilões de fontes alternativas que acontecem nesta semana. A disputa deve ser acirrada não só entre os empreendedores, mas também entre fornecedores internacionais de equipamentos, como a Wobben, que já tem unidade no país, e Alstom, Siemens e GE, que começam a erguer fábricas no Brasil e disputam clientes com políticas agressivas de preços.

A competição deste ano contará com grandes geradores internacionais que ficaram de fora do leilão do ano passado. É o caso da Tractebel, empresa do grupo GDF Suez, e da Iberdrola, que fez associação com a Neoenergia para a disputa. Entre os novatos do setor, o apetite é por conta da Coomex e da Renova Energia, a primeira empresa de energias renováveis a ter ações cotadas na Bolsa de Valores e a maior vendedora de energia em 2009.

A Renova vendeu no ano passado 13 parques com capacidade de gerar 270 MW de energia eólica, onde vai investir mais de R$ 1 bilhão. O retorno sobre o investimento desses parques chega a 16%, segundo estudo feito pela consultoria PSR , que consta do prospecto definitivo da oferta inicial de ações que a companhia fez neste ano. É quase o dobro do que é esperado com Belo Monte. E neste ano, os fornecedores baixaram os preços, segundo o diretor financeiro da Renova, Roberto Honczar.

A CPFL Energia, que tem ficado de fora dos grandes projetos hidrelétricos, vendeu sete parques eólicos em 2009 e vai investir R$ 780 milhões nos projetos que começaram a ser construídos neste ano. O presidente da empresa, Wilson Ferreira Junior, está confiante em investir um montante parecido com os parques eólicos que estão na disputa neste ano.

A Tractebel é outra que ficou de fora de Belo Monte e está em busca desses retornos. O presidente, Manoel Zaroni, conta que não participou no ano passado, porque no dia do leilão ainda não tinha sido renovado o convênio do Conselho Nacional de Política Fazendária, que assegurava isenção de ICMS para operações com equipamentos destinados ao aproveitamento de energia eólica. O convênio foi renovado até 2012 e por isso a Tractebel quer participar.

Por outro lado, uma das maiores empresas de energias alternativas do mundo, a portuguesa EDP de novo está fora do leilão. Talvez pelo baixo fator de capacidade de seus projetos. Esse fator mede o percentual da capacidade instalada que de fato produz energia durante todo o ano. Quando esse fator está acima de 40%, os projetos eólicos são considerados excelentes. Belo Monte, por exemplo, tem esses mesmos 40%, mas para hidrelétrica é um percentual baixo. Dos projetos cadastrados no leilão deste ano, 263 tem fator maior que 40%. Cerca de 40 projetos têm capacidade superior a 50%.

Como toda indústria novata, os riscos em torno desses investimentos ainda são elevados. Uma fonte de uma assessoria financeira que estrutura projetos para leilões de energia conta que a medição dos ventos ainda é nova, tem apenas três anos no caso do Brasil. Isso pode significar que os cálculos da energia assegurada, aquela que é de fato remunerada, podem ser refeitos no futuro. Muitos estrangeiros questionavam justamente este ponto no leilão brasileiro, já que na Europa e nos Estados Unidos os fatores de capacidade dos melhores projetos de captação de ventos não chegavam a 30%.

Esse fator de risco pode também ser observado nas condições de financiamento do BNDES, que exige muito mais capital próprio dos investidores do que em projetos de hidrelétricas. O governo até colocou algumas vantagens, como por exemplo, um sistema de bandas que permite que em quatro anos a energia assegurada seja revista, sem multa para os empreendedores, se a produção for até 10% menor. Mas essa regra só valerá para o leilão de energia de reserva, que acontece amanhã, explica o diretor executivo da ABEeólica, Paulo Perrelli. Para a energia que será vendida no A-3, na quinta-feira - em que a energia é entregue em três anos - essa regra não é observada. A vantagem é que os empreendedores podem antecipar a geração e vender livremente o que produzirem a mais.

Para este leilão, a percepção do presidente da Wobben, Pedro Vial, é que os empreendedores estão arriscando mais e indo ao leilão sem contratos pré-fechados com os fornecedores. "Vão tentar baixar preço depois do leilão", diz Vial. Isso hoje é possível, porque mesmo a Wobben, instalada no Brasil há 15 anos, ainda está longe de ter capacidade tomada com os dois leilões. E outras empresas que estão só agora se instalando, muito menos. "Mas precisamos que o governo continue realizando leilões nos próximos anos", diz Vial.
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O POVO

24 de agosto de 2010

 
HOMENAGEM AO EXÉRCITO BRASILEIRO
Sônia Pinheiro - CERIMÔNIA
A Facic convida para o ato solene - edição 52- em homenagem ao Exército Brasileiro e seu Patrono, Duque de Caxias, dia 26, às 19 horas, no Auditório Antônio Fiuza Pequeno do Palácio do Comércio.
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VALOR ECONÔMICO

24 de agosto de 2010

 
CONSUMO DE ENERGIA DA INDÚSTRIA
Consumo de energia da indústria bate recorde em julho
O consumo de energia elétrica na indústria brasileira atingiu a marca recorde de 15.915 gigawatts hora (GWh) em julho, superando os 15.823 GWh registrados em agosto de 2008. A demanda ficou 13,7% acima do volume do mesmo período do ano passado, informou ontem a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Segundo o órgão, o resultado reflete uma aceleração da atividade econômica. O destaque no balanço é o consumo industrial na região Sudeste, que teve expansão de 18,3% na comparação anual. No total, a demanda por energia elétrica no país cresceu 8,4% em julho em relação ao mesmo período de 2009, alcançando 34.382 GWh. No segmento residencial, a alta foi de 4,2%, enquanto no comercial, a expansão foi de 4,5%.

De acordo com a EPE, o consumo residencial tem crescido a taxas robustas desde 2007, como reflexo de um quadro de aumento na base de consumidores e evolução da renda. A EPE ainda aponta que a demanda residencial não foi abalada pela crise financeira e recebeu forte influência do aumento das temperaturas neste ano.

Nos sete primeiros meses do ano, o consumo médio por residência - de 157,2 quilowatts hora (KWh) - marcou o maior nível desde 2001, quando a média foi de 163 KWh/mês. Em relação ao período de janeiro a julho de 2009, a demanda por residência subiu 3,9%. Em 12 meses finalizados em julho, a demanda residencial consolidada cresceu 7,4%, com destaque para a região Nordeste, cujo consumo marcou alta de 13,5% nessa base de comparação.

Segundo o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, o consumo recorde de energia na indústria e a alta do consumo médio residencial não representam ameaças ao abastecimento, pois o sistema está trabalhando com folga e sem gargalos ao crescimento. "Nós estamos com excedente grande de energia elétrica. Com as obras contratadas até 2014, temos um excedente de 5 mil megawatts médios, que permite ao Brasil crescer 7% ao ano. A situação está totalmente sob controle e não há nenhum risco de desabastecimento", disse Tolmasquim.

Segundo ele, a construção de grandes hidrelétricas na região Amazônica - Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, e Belo Monte, no Rio Xingu - são garantia de abastecimento futuro. "Essas hidrelétricas estão tendo as obras antecipadas. O início da operação comercial de Santo Antônio será em dezembro de 2011 e Jirau vai ser antecipada em um ano. A tendência é de que Belo Monte adiante também e antecipe a geração."

Para Tolmasquim, a expansão em 2010 não pode ser creditada apenas à comparação sobre 2009, que teve reflexos da crise econômica mundial, mas também à aceleração do crescimento econômico do país e ao maior número de brasileiros que passam a fazer parte do sistema, por meio do Luz para Todos, que até abril incorporou ao sistema 2,4 milhões de famílias.

"O país está num período de crescimento robusto da indústria e de aumento de renda da população, o que gera aumento do consumo. O número de ligações também aumentou muito. Havia no país um contingente grande da população que não tinha energia elétrica e o Luz para Todos permitiu ligar essas pessoas à rede." (Com Agência Brasil, do Rio)
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DIÁRIO DO NORDESTE

24 de agosto de 2010

 
ACIP - TOP 1000 DA PANIFICAÇÃO
Edilmar Norões - Em dose dupla
Ao mesmo tempo em que é homenageada pela Câmara de Fortaleza, pelos 30 anos de criação, a Associação Cearense da Indústria de Panificação homenageia o Diário do Nordeste com a Medalha Top 1000 da Panificação. Nesta terça-feira.
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DIÁRIO DO NORDESTE

24 de agosto de 2010

 
PORTO DO PECÉM
´Estrutura do Pecém precisa ser repensada´
Para o professor da UFRJ, Antônio Barros de Castro, conceito do empreendimento precisa ser debatido

Na perspectiva de uma mudança para pensar o futuro do desenvolvimento brasileiro, o professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Antonio Barros de Castro, defendeu, ontem, novas estratégias para redefinir fronteiras próprias de desenvolvimento tecnológico no País. Para ele, o projeto do Estado do Ceará em relação aos investimentos no Pecém é "concebido em um mundo que já desapareceu".

"Ele (o projeto do Pecém) tem que ser repensado. Não tenho dúvida sobre isso. Agora, em que medida isso vai reforçá-lo ou enfraquecê-lo, isso tem que ser trabalhado, um resultado de um sério e profundo debate. Mas certamente você não pode importar a realidade daquele passado que morreu para um futuro que está nascendo sem repensá-lo", decreta.

Já o superintendente do escritório técnico de estudos econômicos do Nordeste (Etene), José Narciso Sobrinho, mediador da mesa na qual o professor carioca palestrou, contra argumentou ressaltando a importância dos investimentos por conta da necessidade de escoamento da produção brasileira: "é uma oportunidade que o País tem e precisa dessa infraestrutura dentro dessa perspectiva de escoamento. Claro que o mercado Europeu se enfraqueceu por conta da crise, mas nós temos ainda a oportunidade de exportar aquilo que os outros países não produzem".

Ao examinar o desenvolvimento da China, na ruptura pós-crise de 2008, Barros analisa: "estamos numa situação na qual precisamos de uma série de decisões estratégicas, tendo em conta um novo presente e um futuro próximo e procurando também saber o que os outros países estão fazendo".

Conceito

Ele ainda menciona a mudança no "conceito de Brasil", que, para manter os bons resultados obtidos enquanto os outros países passavam por dificuldades, está começando a adotar uma característica da política econômica chinesa, "que é as empresas verem o Brasil como um lugar onde elas não podem deixar de estar".

Para o professor, no caso da China, é a primeira vez que um país com diferenças e problemas semelhantes a um país fraco economicamente (com salário médio baixo e desigualdades sociais) desponta como uma liderança mundial.

Frente à concorrência internacional, a alternativa apontada por Barros para alavancar um desenvolvimento nacional é empreender esforços em áreas (ou fronteiras, a fim de usar as palavras do professor) nas quais o País domina a produção/extração de matéria prima e tem experiência. Como exemplo, ele cita, principalmente, as áreas dos biocombustíveis e do pré-sal.

PARA ECONOMISTA

Política social foi a saída para crise

O professor da Universidade de Paris, Pierre Salama esteve na sede do Banco do Nordeste, ontem

"Para superar uma crise estrutural, não implica somente mudanças na forma de crescimento, mas na forma de regime político", afirma o economista e professor da Universidade de Paris, Pierre Salama, que esteve em palestra sobre as perspectivas para o desenvolvimento do Brasil e América Latina, ontem, na sede do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

Na defesa de sua tese, Salama argumenta que a crise de 2008 foi forte em todos os aspectos, mas que a percepção se deu de maneira diferente em cada país. A isso ele atribui à implantação de novas políticas sociais, as quais agiram amenizando os efeitos gerados e expandidos pelos processos da "globalização financeira".

Nesse cenário, há também uma valorização do mercado interno com o aumento do salário mínimo e programas de apoio social que ajudam na diminuição das desigualdades sociais, como ocorreu no Brasil, principalmente durante o último governo Lula, de acordo com o economista.

"Do ponto de vista ético, se você não investe nas políticas sociais, em educação, em saúde, a situação dos mais pobres não pode ser superada. Do ponto de vista econômico, há uma necessidade de fazer um desenvolvimento do mercado interno e para isso há de ser mais forte um investimento nas políticas sociais", argumenta Salama.

Livro

Na mesma ocasião, Pierre Salama lançou seu novo livro, "Viver juntos em igual dignidade: migrantes e luta contra as discriminações na Europa", que trata de aspectos sobre o trabalho de migrantes em países desenvolvidos europeus, como a mudança do fluxo migratório, diferenças culturais e, no pós-fácil, traz a situação dos migrantes brasileiros, especificando a experiência de nordestinos.

ARMANDO DE OLIVEIRA LIMA
ESPECIAL PARA ECONOMIA
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DIÁRIO DO NORDESTE

24 de agosto de 2010

 
CASTELÃO
Licitação continua em fase de análise
O presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), em Recife, desembargador Federal Luiz Alberto Gurgel de Faria, julgou extinto, na última quinta-feira, o pedido de suspensão de liminar e prejudicado o agravo regimental, ambos ajuizados pelo consórcio Novo Castelão, formado pelas empresas Somague, Fujita Engenharia, Carioca Christiani e Queiroz Galvão.

A decisão não modifica o andamento da licitação. Apenas direciona o agravo sobre o pedido de suspensão para o julgador natural do processo, o relator da 4ª Turma do TRF5, desembargador Federal, Edilson Pereira Nobre. Após o prazo de contrarrazão do consórcio Novo Castelão, o mérito deverá ser julgado pelo relator e mais dois desembargadores.

Segundo a vice-presidente da Comissão Central de Licitações do Estado, Maria Betânia Saboia, da Procuradoria Geral da União (PGE), o processo licitatório da Parceria Público e Privada (PPP) do Castelão continua na fase de análise das propostas técnica e de preço, sem prazo definido para divulgação do consórcio vencedor.
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O POVO

24 de agosto de 2010

 
BR-116
Três engenheiros fiscalizarão obras
A partir de agora, equipes de três engenheiros fiscalizarão as obras de responsabilidade do Dnit-CE. Antes, apenas um profissional fazia o serviço. Manobra atende a pedido de servidores e foi adotada para evitar novos escândalos de desvio de verbas

Mudança no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Ceará (Dnit-CE). A partir de agora, equipes formadas por três engenheiros fiscalizarão as obras de responsabilidade do órgão executadas por empresas privadas.
A decisão foi tomada na última sexta-feira, 20, logo após a solenidade de posse do novo superintendente da instituição, José Abner de Oliveira Filho. Antes, apenas um profissional era responsável pelo serviço.

Com isso, o Dnit tenta diminuir brechas para a criação de esquemas similares ao descoberto pela Polícia Federal, no último dia 5. Após um ano de investigação, a PF deflagrou a operação “Mão Dupla” em seis estados brasileiros e prendeu 24 pessoas suspeitas de desviarem verbas destinadas a projetos financiados pelo Tesouro da União. Cerca de R$ 5 milhões já teriam sido desvirtuados por funcionários públicos e de empreiteiras vencedoras de processos licitatórios.

O POVO apurou que José Abner ampliou o número de fiscais a pedido dos próprios servidores da entidade. Estes mesmos funcionários formularam um manifesto denunciando a impossibilidade de assumirem os projetos por desconhecerem o andamento das obras, até então acompanhadas por pessoas presas na ação da Polícia.

Eles reclamaram também da falta de equipamentos para a realização de medições e a inexistência de laboratórios. O documento foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), Ministério dos Transportes (MT), Diretoria-geral do Dnit (em Brasília) e Controladoria-geral da União (CGU).

Apesar de consensual, a implementação do novo sistema esbarra na escassez de pessoal da superintendência cearense. Segundo o chefe do serviço de administração e finanças do Dnit-CE, Fernando Azevedo, o órgão possui cerca de 25 engenheiros - o que viabiliza a criação de apenas oito equipes para todo o Ceará. “Antes, tinha caso de um (engenheiro) pegar 22 projetos. Aí, o resto ficava sem saber o que acontecia. Agora, a possibilidade de irregularidades acontecerem será bem menor”, disse um servidor que pediu para não ser identificado.

Transferências
Uma saída para colocar as equipes na rua seria deslocar quadros de outros estados, especialmente de Brasília, de onde José Abner saiu para substituir Guedes Neto - preso na operação da PF, solto uma semana depois e exonerado no quinto dia subsequente.
Essa possibilidade foi admitida pelo diretor-executivo do Dnit, José Henrique Coelho Sadok de Sá, em entrevista coletiva depois da posse do novo superintendente. “Caso seja necessário, a gente manda sem problema nenhum”, disse.

Hoje, o superintendente passa o dia em Brasília, onde receberá orientações sobre os projetos do Departamento - em destaque os parados há 19 dias, por conta das prisões.
E-MAIS
>Procurado pelo O POVO, o Dnit nacional disse não ter uma lista das obras paralisadas pelas empresas logo após a deflagração da operação “Mão Dupla”, 19 dias atrás.
>A assessoria do órgão informou que o novo superintendente, José Abner de Oliveira Filho, empossado na sexta-feira, 20, ainda está tomando conhecimento da situação da instituição e, após isto, vai elaborar o material.
>O Dnit afirmou ainda que as empresas serão obrigadas a entregar os projetos dentro do prazo estabelecido em edital.
>José Abner visitou as obras da BR-116 no sábado, 21, um dia após ser empossado e reunir-se com os engenheiros do Dnit-CE.
>O POVO apurou que toda a sinalização do projeto terá de ser refeita, pois não teria sido fixada de forma adequada pela empresa Delta Construção S/A.

Não há previsão para a retomada das obras

Apesar da recomendação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para a retomada imediata das obras paradas desde odia 5, alguns projetos seguem interrompidos. É o caso da BR-116.

Na última sexta-feira, 20, o diretor-executivo do órgão, José Henrique Coelho Sadok de Sá, disse que havia a previsão de reinício dos trabalhos no sábado por conta de reuniões que seriam realizadas com as empresas responsáveis pela execução das reformas/construções.

Contudo, não foi o que aconteceu. Ao O POVO, um servidor do Dnit-CE revelou que a retenção das plantas pela Polícia Federal para a realização de perícias impede a volta dos serviços.

Na PF, não há previsão de liberação dos documentos. O POVO apurou que a demora se dá pela necessidade da feitura de perícias de campo (comparação entre o que está no papel e o que efetivamente foi feito). A exemplo de outras operações similares, esse é o tipo de trabalho que pode durar meses.

Já outro engenheiro do Departamento disse que há chances de retomada em alguns pontos por eles serem considerados críticos. As alças dos viadutos do Makro (aeroporto) e da avenida Oliveira Paiva, por exemplo.

Nesses dois locais, segundo ele, o retorno poderia ocorrer ainda esta semana. Enquanto isso não acontece, os terrenos estão largados e, onde havia maquinário e operários à espera de ordens, só se vê buracos e montes de areia. O cenário é o mesmo nas alças e entre os quilômetros zero e 12 da BR-116.

Em nota enviada ao O POVO, a Delta Construção S/A, responsável pelo serviço, limitou se a dizer que “está montando um cronograma para a retomada das obras o mais rapidamente possível”. (BC)
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O POVO

24 de agosto de 2010

 
AEROPORTO DE ARACATI
Aeroporto de Aracati deve estar concluído em 60 dias
O titular da Secretaria do Turismo do Estado (Setur), Bismarck Maia, anuncia a retomada das obras para a construção da coberta do terminal de passageiros. A expectativa é que os primeiros voos charters em Aracati sejam recebidos ainda este ano

O novo aeroporto de Aracati, no Litoral Leste, deve ter suas obras concluídas em 60 dias, anunciou ontem o titular da Secretaria do Turismo (Setur), Bismarck Maia. Os investimentos são da ordem de R$ 21 milhões.

As obras de reconstrução do aeroporto foram iniciadas ainda em 2008, no primeiro semestre. A pista de pouso e decolagem foi ampliada. Já o terminal de passageiros está em fase de conclusão.

De acordo com Bismarck Maia, as obras na pista foram concluídas, ampliando seu comprimento de 1,2 mil para 1,8 mil metros. A intervenção teve autorização por parte da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A Setur hoje aguarda a nova homologação da pista.

O terminal de passageiros, por sua vez, sofreu um atraso em no cronograma inicial de obras. A Setur precisou fazer um realinhamento de preços para a construção da coberta do equipamento, conforme ainda Bismarck. O secretário anunciou, também ontem, a retomada das obras neste setor do aeroporto.

A construção de um novo aeroporto em Aracati deve dar maiores condições para o desenvolvimento do turismo na região do Litoral Leste. De acordo ainda com Bismarck, o tamanho atual pista de pouso e decolagem permite o recebimento de qualquer avião hoje em operação no Brasil.

A nova pista de Aracati, por exemplo, tem extensão similar à pista do aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, em Juazeiro do Norte, conforme informações da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

Voos em Aracati
O secretário Bismarck Maia também anunciou ontem os detalhes sobre as operações de pouso e decolagem para o novo aeroporto de Aracati.

De acordo com Bismarck, o terminal deve receber, ainda no verão, seus primeiros voos charters. Ele indicou que existe o compromisso de apoiar estes voos por parte da operadora turística CVC.

O aeroporto é localizado a aproximadamente 140 quilômetros de Fortaleza. Um dos destinos turísticos a serem explorados é Canoa Quebrada. Outras cidades do Litoral Leste, como Fortim Icapuí e Beberibe, também devem ter impactos positivos no setor turístico. O aeroporto também deve atender cidades da região do Jaguaribe.


PROJETO DO NOVO AEROPORTO

PISTA. A nova pista tem 1,8 mil metros de extensão e permite o recebimento de aeronaves de maior porte.

VOOS. A expectativa da Secretaria do Turismo (Setur) é ter os primeiros voos charters ainda este ano.

TERMINAL. O terminal de passageiros segue características da arquitetura local e deve dar conforto aos usuários.


E-Mais

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) aponta que este ano, entre janeiro e julho, as passagens aéreas tiveram uma deflação de 16% em Fortaleza.


O IPCA-15 foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira. >Já no acumulado dos últimos 12 meses, em Fortaleza, as passagens aéreas sofreram uma inflação de 8,58%.

A maior deflação de passagens aéreas entre janeiro e agosto deste ano foi verificada em Brasília, com um percentual de -22,23%. Ao todo são pesquisadas 11 capitais.


Nos sete primeiros meses não houve percentuais positivos em nenhuma capital pesquisada pelo IBGE.

O percentual nacional foi negativo, de -13,06%. A menor deflação do período aconteceu em Porto Alegre: -4%

TAM deve criar novos voos entre Fortaleza e Salvador

A TAM Linhas Aéreas continua em ritmo de ampliação de operações em Fortaleza. O Aeroporto Internacional Pinto Martins deve receber novos voos por parte da companhia.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a TAM pediu autorização para operar dois voos entre o Pinto Martins, em Fortaleza, e o Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães, em Salvador.

Os pedidos foram feitos na última quinta-feira. De acordo ainda com a Anac, o prazo para a análise do pedido é 19 de setembro.

De acordo com o titular da Secretaria do Turismo do Estado (Setur), Bismarck Maia, um dos setores a serem beneficiados com os novos voos é o chamado turismo de negócios.

De acordo com os pedidos, um voo deve sair do Pinto Martins, às 2h35min, com desembarque previsto em Salvador às 4h05min. O pedido estabelece que a rota será cumprida diariamente, exceto aos domingos.

O sentido inverso, de Salvador para Fortaleza, também seria diário, exceto aos sábado. Um avião deve partir de Salvador às 0h35min, desembarcando em Fortaleza às 2h05min.

A TAM deve utilizar nas duas rotas uma aeronave Airbus A320. Ao todo são 174 assentos.

O POVO entrou em contato com a companhia aérea. De acordo com a assessoria de imprensa, a TAM, “ainda aguarda a aprovação da agência reguladora para divulgar detalhes da nova rota”. (DL)
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DIÁRIO DO NORDESTE

24 de agosto de 2010

 
SEMACE - LICENÇAS AMBIENTAIS
Egídio Serpa - A Semace sai da Idade da Pedra
Rápida no gatilho, a titular a superintendente da Semace, Lúcia Teixeira, responde à nota desta coluna, segundo a qual o governador Cid Gomes está insatisfeito com a demora na emissão de licenças ambientais para o agronegócio: "Em primeiro lugar, não acredito que o governador tenha feito esse comentário falando para terceiros, pois o faria diretamente a mim, e ele não o fez. Em segundo lugar, esclareço: 1 - Completado o primeiro ano da atual gestão, fez-se o primeiro concurso público após a criação da Semace; 2 - Criou-se a Coordenação de Tecnologia da Informação e Geoprocessamento, cujos resultados técnicos são agora confiáveis; 3 - Criou-se a Coordenação de Fiscalização com 62 fiscais, deixando livres os gestores ambientais para o seu trabalho, inclusive o de licenciamento; 4 - Implantam-se o agendamento eletrônico e o redesenho do novo licenciamento, cujo tempo se reduzirá em mais de 50%; 5 - A Procuradoria da Semace está saindo da Idade da Pedra para a contemporaneidade com a ajuda da TI, que informatiza
os milhares de processos judiciais e administrativos - aposto que ninguém sabe disso. Agora, vamos poder cobrar os autos de infração; 6 - A Coordenação Florestal, que tem tanta ou mais importância, tanto ou mais processos que o setor de licenciamento, especialmente para o agronegócio e para a fruticultura, sequer foi citada na coluna, talvez por desconhecimento".
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O POVO

24 de agosto de 2010

 
EXTINÇÃO - SOLDADINHO-DO-ARARIPE
Editorial - SOS soldadinho
O Soldadinho-do-araripe, espécie única do Ceará, está arriscado de desaparecer devido ao desmatamento de seu habitat na Chapada do Araripe

O desmatamento em uma das áreas mais importantes para o equilíbrio climático da região – a Chapada do Araripe – e a consequente extinção de uma ave que só existe no Ceará (soldadinho-do-araripe) constam da pauta do 25º Congresso Internacional de Ornitologia, que ora está sendo realizado, pela primeira vez, no Brasil, em Campos do Jordão (SP). Ambos os problemas estão correlacionados, pois não se pode evitar a extinção da pequena ave sem cuidar da manutenção do ecossistema que permite sua existência.

O desaparecimento de espécies da fauna e da flora é um fenômeno crescente no mundo inteiro, desde que a humanidade se entregou a um desenvolvimento irresponsável e predatório que, na verdade, não deveria ser chamado de desenvolvimento, pois este implica num avanço nos vários domínios da atividade humana, sem sacrifício do seu entorno, sobretudo o meio ambiente. Quando uma espécie desaparece, com ela vai embora uma cadeia de interconexões que dão equilíbrio à existência como um todo, tornando o mundo mais pobre e menos harmônico.


O Ceará é um desses locais, no planeta, possuidores de espécies resultantes de um ecossistema específico. No seu caso, trata-se de um passarinho de plumagem muito bela, encimada por um capacete púrpura: o soldadinho-do-araripe (Antilophia bokermanni), que mede aproximadamente 15 centímetros e está ameaçado de extinção em decorrência da destruição do seu habitat. Este se circunscreve a uma área de 30 quilômetros quadrados, nas escarpas da chapada e no entorno dos rios que escorrem da Serra do Araripe. Ou seja, faixas de matas úmidas que se distribuem por parte dos municípios cearenses de Crato, Barbalha e Missão Velha. Só nessa área é possível encontrá-lo. Na verdade, sua efígie deveria constar como um dos ícones do Ceará se houvesse maior percepção de sua importância.


O alerta sobre os perigos que rondam o soldadinho-do-Araripe foi dado pelo pesquisador Weber Girão, que estuda o passarinho a 14 anos, através da Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis), entidade que mantém no município do Crato uma base de observação da espécie, graças ao apoio recebido da BirdLife - instituição que trabalha com a preservação de aves.

A providência mais imediata é a criação de uma unidade de preservação ambiental na área correspondente ao habitat do soldadinho-do-araripe. Isso significa deter o processo de desmatamento e degradação da área e com isso garantir a qualidade de vida da região. O Ceará é extremamente vulnerável a processos de desertificação, por estar no semiárido e, sobretudo, quase inteiramente no Polígono das Secas. Salvar o soldadinho-do-araripe é salvar os próprios cearenses e seus vizinhos das consequências do desmatamento (que inclui a desertificação) num dos pontos mais estratégicos de sua conformação climática.
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O ESTADO

24 de agosto de 2010

 
ICID+18
OS NOVOS PARADIGMAS DO SÉCULO XXI
O novo século exige um novo modelo de desenvolvimento sustentável em termos ambientais, sociais e culturais, pautado pelo conhecimento

Por Tarik Otoch

Carlos Nobre é um dos grandes meteorologistas brasileiros e foi uma das personalidades de destaque da ICID 18. Se o grande tema de fundo da conferência foi o aquecimento global e o desafio que já dá às terras secas do planeta, nada mais justo do que aproveitar a oportunidade para saber de uma referência no assunto como anda nossa luta por futuro habitável no planeta. Confira, tem muita coisa interessante!

[OEV] Um das principais necessidades detectadas na ICID 18 é o alinhamento urgente de ciência e política. Como fazer a ciência influenciar tomadores de decisão num modelo econômico atual?
[Carlos Nobre] O Brasil teve amadurecimento científico tardio. É realização dos últimos 50 anos e deu os melhores frutos nos últimos dez, vinte anos. Mas, ainda estamos muito distantes de avançar na invenção de soluções para nossos problemas de desenvolvimento. Começamos a acordar para a importância da invenção, da inovação, e precisamos de um novo modelo de desenvolvimento, apropriado às regiões tropicais do planeta. O Brasil nunca se viu como país tropical. Nosso modelo de desenvolvimento no século XX foi copiado de países de outras regiões e, hoje, mostra-se inadequado. Começamos a entender que nosso desenvolvimento depende muito de nós. Ao contrário de países mais pobres das regiões secas, o Brasil adquiriu uma versatilidade econômica e uma força de capital humano que o permitem inventar seu próprio modelo de desenvolvimento.

[OEV] Por que precisamos mudar o modelo de desenvolvimento e qual é a nova tendência?
[CN] As contradições do desenvolvimento começam a ficar muito evidentes. O Brasil é o terceiro país mais desigual do mundo. E precisa se desenvolver dentro do paradigma do século XXI, que é o da sustentabilidade, uma maneira de criar condições de qualidade de vida para os brasileiros sem que isso signifique degradação ambiental, social e cultural. Sim, pois a degradação não é só ambiental, mas muito forte em termos culturais. Temos que manter a diversidade não só biológica, mas sociocultural do Brasil.

Eu, particularmente, não acredito em nenhum modelo de desenvolvimento que não seja através de um salto quântico educacional. Não podemos mais falar em progressos incrementais, em índices de educação que vão aumentando aos poucos. Temos que fazer uma coisa revolucionária, dar um salto quântico na educação básica e na qualidade da educação para convivência com os recursos naturais. E isso tem que vir junto com a inovação tecnológica. Os institutos de pesquisa e universidades têm que inventar novos usos dos recursos. Voltar um pouco o relógio no tempo e procurar qual é, mesmo, o potencial de desenvolvimento numa região semiárida.

[OEV] Isso implicaria um alinhamento entre ciência e política? O quão longe estamos dessa realidade?
[CN] O Brasil está começando a trilhar um caminho em que o conhecimento científico passa a ser importante na formatação de políticas públicas. Em sociedades democráticas mais desenvolvidas, o mecanismo que transforma conhecimento científico em qualidade de vida já é melhor conhecido, mas mesmo os países desenvolvidos têm dificuldade de dar ao conhecimento o poder que, por exemplo, grupos econômicos têm. E em países em desenvolvimento, com comunidades científicas jovens, ainda buscando seu espaço, o trânsito é mais difícil, como é o caso do Brasil. Transferir o conhecimento científico a políticas públicas efetivas é um caminho que a própria sociedade ainda nem aprendeu a reconhecer, muito menos a classe política. Porque aceitar a existência de outro interlocutor é, de certo modo, transferir poder. Você dá poder ao conhecimento. E o paradigma do século XXI, além da sustentabilidade ambiental, social e cultural é o da sociedade do conhecimento. Ela impõe uma série de mudanças estruturais, culturais e até filosóf
icas, inclusive, impondo um questionamento básico sobre fronteiras nacionais. O conhecimento não pode ser restringido por fronteiras, ele tem que ser global.

[OEV] Nessa nova civilização, as novas matrizes energéticas terão papéis fundamentais...
[CN] O Brasil é um dos países que mais têm recursos naturais, mas precisamos acordar para a energia. Temos um potencial enorme de energias renováveis, como eólica, solar, de biomassa, água, enfim, todas as formas. Mas aproveitamos muito pouco. O exemplo mais óbvio é a energia solar. O sertão nordestino tem tanta energia solar quanto o deserto do Saara. Lá tem menos nuvem, mas a latitude é mais alta e quando você soma tudo, vê que o sertão tem uma quantidade boçal de energia solar. E os europeus já estão planejando uma megausina solar no Saara, com um cabo de eletricidade atravessando o deserto e o mar mediterrâneo, para virar a sua principal fonte de energia renovável na segunda metade do século. Isso não é sonho ou ficção, é um plano concreto que os europeus estão desenvolvendo! Por que o Brasil não desenvolve planos concretos? Eles terão um prazo de maturação de uma década, mas por que não imaginar, no futuro, o enorme aproveitamento de energia solar aqui no semiárido, que pode ser uma região que se desenvo
lva a partir daí?

[OEV] Dizem que a energia solar é cara...
[CN] Mas amanhã vai ser barata! Por que ninguém propôs isso? Digo, num evento como esse, duzentas pessoas propõem, mas ainda não sensibilizamos a classe política. Estamos perdendo o bonde da história! No Saara, os países estão negociando com os europeus. É coisa para daqui a 20, 30, 40 anos, mas eles já estão conversando. Aqui ainda não passa de uma discussão acadêmica... E isso é perfeitamente viável! Não há uma pessoa que analise o setor de energia que não diga que, na segunda metade deste século, a principal fonte de energia será a solar. Todos os analistas dizem isso, é um caminho natural! A Espanha já está se preparando, produzindo enorme quantidade de energia solar. É cara? É, mas estão se preparando, dando um salto para o futuro. E o setor de energia do Brasil nem quer ouvir falar disso.

[OEV] A energia solar é parte da solução para o desenvolvimento do sertão nordestino?
[CN] As questões básicas do semiárido foram identificadas no século XIX e, de lá pra cá, nada mudou fundamentalmente. E naquela época a densidade populacional era muito baixa. Hoje, o semiárido brasileiro tem uma das maiores densidades dentre todas as regiões semiáridas. O diagnóstico é antigo e não podemos fugir da conclusão de Celso Furtado, da década de 1950, que era – com um terço da população que tem hoje – de que o sertão não pode manter um grande contingente populacional. Essa questão ainda não foi resolvida em nenhuma região semiárida tropical pobre do planeta. Qual é a população que aquela região pode sustentar com qualidade de vida? Não é só usar agricultura sustentável, técnico-científica. Sim, melhora, mas não resolve o problema dos semiáridos. O que tem que ser pensado para essas regiões é o modelo de desenvolvimento. Não podemos imaginar que o semiárido conseguirá sair da pobreza, mesmo com o conhecimento científico, se o contingente populacional for muito alto. Porque não há como tirar riqueza
da agricultura de uma região que tem déficits hídricos consideráveis.

[OEV] Pelo visto, só começamos uma batalha contra o aquecimento global que parece nos reservar muito sofrimento. Qual o balanço que o senhor faz dos avanços nessa discussão desde a Cúpula da Terra de 1992, a Rio-92?
[CN] O balanço dos 20 anos entre as conferências do Rio (1992-2012) é muito ruim. O que aconteceu na questão das mudanças climáticas? Praticamente nenhum progresso. O documento final dessa reunião (a ICID 18), com a riqueza de idéias apresentadas – que ainda levarão alguns meses para serem sistematizadas – é um manual de boas ideias e práticas para o desenvolvimento sustentável dos semiáridos. Acho que terá um impacto muito positivo em 2012. Será uma discussão dura, no sentido de que não estamos progredindo em nenhuma área. Essa reunião vai apresentar, no Rio de Janeiro, ideias concretas, como os mecanismos que deviam ser utilizados para que houvesse um desenvolvimento legítimo nas regiões semiáridas. Então, eu estou otimista, mas não exageradamente, pois estamos vendo que a dificuldade que nos separam do modelo de desenvolvimento do século XX é maior do que imaginávamos.

Perfil

Formado em engenharia eletrônica pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e Doutor em Meteorologia pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, Carlos Nobre trabalhou com meteorologia dinâmica da região tropical, juntamente com o professor Jule Charney e o Dr. J. Shukla.

Em 1988, como pesquisador visitante na Universidade de Maryland, Carlos Nobre, desenvolveu estudos pioneiros sobre os impactos climáticos dos desmatamentos amazônicos. Desde 1993, atua como coordenador científico e liderou a implementação do Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia
(LBA), complexo conjunto de mais de 100 estudos multidisciplinares e integrados, voltados para entender o funcionamento dos ecossistemas amazônicos em função das alterações do clima e das provocadas pelo uso da terra. Em 1991, foi convidado a assumir a chefia do então projeto de implantação do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
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O ESTADO

24 de agosto de 2010

 
AQUICULTURA
Aquicultores discutem gargalos do setor no NE
Lideranças elaboram diagnóstico para conhecer realidade na região

A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) realizou ontem, em Fortaleza, o terceiro Encontro de Lideranças para a elaboração de diagnóstico nacional sobre a atividade aquícola. O objetivo da CNA é conhecer a realidade da atividade aquícola no Nordeste e com esses resultados criar subsídios para a elaboração de um relatório de diagnóstico da atividade no Brasil. O evento conta com o apoio do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Regional do Ceará), Faec (Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará) e das demais 26 federações de agricultura espalhadas pelo País.

“A ideia é fazer uma fotografia da aquicultura não só no Ceará, mas em todo o Nordeste. Estamos fazendo esses encontros em todas as regiões brasileiras, cujo resultado será compilado em um documento mostrando as diferentes realidades regionais. A partir deste documento, vamos iniciar algumas ações, seja de pleito junto ao Governo ou de organização do próprio setor, sejam quais as ações necessárias para contribuir com o desenvolvimento deste segmento”, explicou o vice-presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, Eduardo Ono, lembrando que a comissão vem contribuindo com a criação de uma legislação específica no Brasil.

Para Livino José Sales, que é produtor de camarão na Costa Negra, em Acaraú, o Ceará pode ser impedido de exportar seus produtos por conta do licenciamento. Segundo ele, os produtores estão reclamando do demorado processo de emissão da licença ambiental. São mais de 10 mil empregos gerados pela carcinicultura, em cinco pólos produtores que congregam 21 municípios cearenses. Em 2008, o Ceará produziu 21 mil toneladas de camarão, o que garantiu a segunda posição estadual no ranking brasileiro das exportações. Para 2010, a projeção é de 30 mil toneladas, são quatro mil toneladas a mais que em 2009.

EXPORTAÇÃO DE CAMARÃO
Até 2003, cerca de 80% da produção de camarão era destinada a exportação. Após o dumping americano o mercado se inverteu, além das doenças nos cultivos, preço pago pelo comprador, queda da moeda americana e absorção do mercado interno que contribuíram também para a redução das exportações. “O mercado de destaque agora é o interno, consome cerca de 95% da produção. Os 5% restantes são destinados ao mercado francês”, ressaltou Cristiano Maia, presidente da ACCC (Associação dos Criadores de Camarão do Ceará).

Para o representante do IFCE (Instituto Federal do Ceará), Márcio Bezerra, o diagnóstico já está elaborado há algum tempo, mas desta vez, o diferencial é a entrada da CNA ao problema. Ele ressaltou que as pessoas devem avançar mais quanto a qualificação do produto e a elaboração de um programa de extensão agrícola voltado para os produtos aquícolas. Além disso, de acordo com Bezerra, os produtores sofrem com a baixa mobilização do setor no Ceará, dificultando a organização.

PRODUÇÃO DE TILÁPIA
Por sua vez, o representante da SDA (Secretaria do Desenvolvimento Agrário), Osvaldo Segundo, destacou que o Ceará é o maior consumidor e também produtor de tilápia do Nordeste. Contudo, de acordo com ele, a piscicultura é a atividade que é mais irregular. Para ele, cada estado deve contar com a sua própria legislação respeitando as peculiaridades regionais. “E é esse fator que irá refletir diretamente no desenvolvimento da atividade”, completou.

Atualmente, a Semace que é órgão responsável pela emissão do licenciamento ambiental no Ceará, está notificando os carcinicultores em operação para fazer, em até 30 dias, a regularização da propriedade. A informação partiu da representante do órgão, Ervania Guerra, que atua no departamento de licenciamento da Semace. “Após 30 dias da notificação, o proprietário poderá ser multado”, advertiu.

Hoje, os participantes do encontro irão conhecer duas propriedades que trabalham com piscicultura, em Caucaia, e uma fazenda de camarão, em Acaraú.
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FOLHA DE SÃO PAULO

24 de agosto de 2010

 
SUCESSÃO PRESIDENCIAL
PSDB vai focar em 4 Estados para garantir "sobrevivência"
PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010


No plano nacional, foco é conseguir levar candidatura de Serra ao 2º turno

Cúpula do partido se reúne amanhã em SP, com Aécio, para traçar mudanças na campanha nacional e nas estaduais


CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO
VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA

Preocupado com a queda do candidato José Serra nas pesquisas de opinião, o comando do PSDB já discute ajustes na campanha nacional e uma estratégia de sobrevivência da oposição em caso de derrota na corrida presidencial. O partido apostará suas fichas na eleição de governadores de quatro Estados: São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás.
Além da correção de rumo para a Presidência, a cúpula tucana se reúne, amanhã em São Paulo, para discutir o futuro da campanha e o destino do partido.
Chamado a São Paulo a pretexto de gravar sua participação na propaganda de Serra, o ex-governador de Minas Aécio Neves tem encontro marcado com o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE).
Segundo tucanos, está prevista ainda a participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na conversa. A assessoria de FHC afirma, porém, que "até o momento, não consta nada do tipo na agenda dele".
Serra deve estar no Rio Grande do Norte amanhã, dia da reunião.
A partir de agora, o partido deverá concentrar seus esforços na manutenção do governo de Minas, onde o peemedebista Hélio Costa lidera a disputa. Apesar de remotas, há expectativa de vitórias no Pará e no Piauí.
O tucanato conta ainda com a eleição de pelo menos oito senadores, entre eles Aécio e Tasso Jereissati (CE).
No plano nacional, todo o movimento será para garantir a chegada de Serra ao segundo turno -o foco deve ficar nos nove maiores colégios eleitorais do país.
Nos Estados, as candidaturas nos quatro locais-chave onde o partido tem boas chances devem receber um impulso financeiro extra.
Além de Aécio, que lidera a disputa pelo Senado em Minas, todos os candidatos a governador com chance de vitória - entre eles, Beto Richa (PR) e Marconi Perillo (GO) - vão participar do programa de Serra na TV.

SEM LULA NA TV
Segundo Guerra, a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deverá ser usada novamente. Semana passada, causou tremores no PSDB a exibição de fotos de Serra ao lado de Lula.
"A presença do presidente Lula não mudou nada. Não teve nenhum impacto. Não valeu nada. E por isso não deve se repetir", disse Guerra, após reunião com o coordenador de comunicação da campanha, Luiz Gonzalez.
Tucanos esperam, a partir de hoje, um programa mais agressivo. O comando da campanha tem pronto um jingle que cita o nome do ex-ministro José Dirceu.
Guerra estará hoje em Porto Alegre e Santa Catarina ao lado do presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ), e do ex-presidente Jorge Bornhausen. Na viagem, o trio trabalhará para aplacar abalos na aliança nos Sul.
Na noite de domingo, Guerra se reuniu com coordenadores da campanha, na área de mobilização, infraestrutura e arrecadação.
Apesar de o comando da campanha descartar dificuldades de arrecadação, integrantes da equipe se queixaram da carência material.
Sob pressão, o coordenador administrativo da campanha, José Henrique Reis Lobo, disse que seria temerário gastar além do cronograma, sob pena de estourar o orçamento da campanha.
Guerra argumentou que dois programas não eram suficientes para se aferir a eficácia da propaganda. Serra está 17 pontos atrás de Dilma Rousseff (PT) no Datafolha.
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DIÁRIO DO NORDESTE

24 de agosto de 2010

 
SINDINDÚSTRIA
Tendências em calçados na pauta
Evento adiantará as novidades para a estação fria do ano que vem e ainda as tendências para o verão de 2012

Para manter a segunda colocação no ranking de exportações nacionais - com US$ 202,7 milhões em vendas somente no primeiro semestre de 2010, atrás apenas do Rio Grande do Sul - ou até superá-la, o setor calçadista do Ceará precisa estar sintonizado com as tendências dos próximos anos. Visando conhecer essas novidades, empresários e profissionais do segmento reúnem-se hoje, a partir das 19h, no Hotel Blue Tree, para participar do lançamento do Fórum de Inspirações para Couro, Calçados e Artefatos Inverno 2011.

No evento, o estilista e coordenador do núcleo de Design da Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Walter Rodrigues, adiantará, em palestra gratuita, as novidades que estarão nos pés dos brasileiros na estação fria do ano que vem, apresentando protótipos de calçados e acessórios essenciais para a estação, além de já antecipar os itens indispensáveis para o verão 2012. Os participantes também vão receber cartela com as cores que estarão em evidência na estação invernosa de 2011.

No ano que vem, os conceitos utilizados para os modelos devem refletir a "imagem das ruas" e agregar um espírito inovador e liberto de convenções, dando vida a coleções compostas por pluralidades de desejos e informações.

Um dos maiores destaques na produção calçadista local, o Polo Calçadista do Cariri, que congrega 250 indústrias, não estará presente ao lançamento do Fórum em Fortaleza. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados e Vestuário de Juazeiro do Norte e Região (Sindindústria), Antônio Barbosa Mendonça, o mesmo evento já ocorreu na cidade no último mês de maio.
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DIÁRIO DO NORDESTE

24 de agosto de 2010

 
ASSÉDIO MORAL
Denúncias de assédio moral aumentam no CE
O problema, muito comum em ambientes de trabalho, causa sérios danos à saúde do trabalhador

Um tipo muito comum de violência registrada no ambiente de trabalho, mas que nem todos se dão conta que sofrem, é o assédio moral. Apesar de ser um problema recorrente, o número de denúncias ainda é pequeno, mas tem crescido a cada ano.

Em 2010, até 31 de julho, foram registradas, junto à Procuradoria Regional do Trabalho 7ª Região, 22 denúncias referentes ao problema. Número igual ao contabilizado em todo o ano de 2009. O que significa dizer que, se continuar nesse ritmo, poderemos terminar o ano com o dobro de procedimentos abertos. Nos últimos oito anos, a Procuradoria recebeu 131 denúncias sobre a violência.

Apesar do assédio moral no trabalho não ser um fenômeno novo, não existe nenhuma lei específica regida pela Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) referente a este problema. O procurador-chefe da 7ª Procuradoria Regional do Trabalho, Gérson Marques Lima, explica que no Ceará, o que temos é a construção de uma jurisprudência dos Tribunais, que aos poucos vão definindo o que é assédio moral, quais as suas consequências e indenizações.

São várias as formas de assédio que o trabalhador pode sofrer no trabalho. Segundo o procurador, a mais comum é o empregador deixar o empregado no ostracismo. Ou seja, ele continua ocupando a mesma função, mas sem nenhuma atividade prática, o que faz com que o profissional se sinta inútil, incapaz, afetando a sua auto estima. Outro tipo bastante comum é o estabelecimento de metas impossíveis de serem alcançadas, muito comum em agências bancárias. A descriminação pela opção sexual do trabalhador é outro fato bastante recorrente.

Nesses casos, a primeira coisa que o trabalhador deve fazer, recomenda o procurador, é procurar o superior hierárquico de quem o está assediando. Entretanto, se ainda assim o problema continuar, ele poderá entrar com uma ação trabalhista contra a empresa e contra quem praticou o assédio, cobrando uma indenização.

Contudo, esta saída jurídica, sob o ponto de vista social, não resolve muito o problema, porque se o empregado ajuíza uma ação contra a empresa, ele será demitido. Além disso, terá de provar o assédio moral. Segundo o procurador, o principal modo é através de uma testemunha, neste caso, outro empregado teria que testemunhar contra a empresa. Mensagens eletrônicas ou internas também servem como prova.

O procurador explica que o valor da indenização vai depender do cargo que a pessoa ocupa e da capacidade financeira da empresa. Ele aponta uma média aproximada em R$ 50 mil.

Humilhação

Violência psicológica ou psico-terrorismo, são algumas nomenclaturas dadas a assédio moral. De acordo com a psicóloga Rosenary Cavalcante, professora da Universidade de Fortaleza (Unifor), trata-se de pequenas ações humilhantes e constrangedoras, que separadamente não causariam transtorno, mas que repetidamente e de forma prolongada, pode causar sérios danos a saúde do trabalhador.

Nas mulheres, os sintomas são: estresse, crises de choro, alterações no sono e depressão. Já os homens ficam mais agressivos, começam a usar bebidas alcoólica e alguns cometem até o suicídio. "A violência não é só física ou psíquica, mas também social", explicou Rosenary.

O assunto foi tema de debate no seminário "Assédio moral e suas consequências para a saúde dos trabalhadores", realizado esse final de semana, no auditório do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador.

Saiba mais
Efeitos somáticos

Pressão que o empregador faz no empregado, a ponto de abalar sua estrutura psicológica, com efeitos somáticos. A depressão é a consequência mais comum, além disso, problemas estomacais e no coração. Os grupos mais afetados são: mulheres, pessoas de cor, com opção sexual diferente e aqueles com muitas ideias novas, que se destacam na empresa. Normalmente, o agressor tem intenção de afastar o profissional do ambiente de trabalho, através da estratégia de atingir o seu psíquico.

LUANA LIMA
ESPECIAL PARA CIDADE
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O POVO

24 de agosto de 2010

 
NOVO PONTO ELETRÔNICO
Vertical S/A - Dez razões contra o ponto eletrônico
Por Jocélio Leal

A Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse), entidade que reúne 80 federações, confederações, sindicatos e empresas prestadoras de serviços, elaborou 10 motivos que justificam posição absolutamente contrária ao Sistema de Registro Eletrônico de Ponto, cuja exigência foi adiada para 1º de março de 2011 pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Adiada, mas não cancelada.

1 - É caro
O equipamento custa entre R$ 3,5 e R$ 7 mil – e será preciso ter mais de um a cada 200 funcionários. A empresa terá custos com treinamento, adequações diárias, software, certificações, tinta, papel e manutenção.

2 - É inútil
Os equipamentos atuais servem para sua finalidade. Os que praticam fraudes poderão continuar a cometê-las da mesma forma, bastando, para isso, imprimir os comprovantes a qualquer hora, como se correspondessem à verdade.

3 - É retrocesso
Fará com que milhares de empresas voltem para o ponto mecânico e manual, para evitar tanto custo e burocracia.

4 - É injusto
Está sendo imposto sob a alegação que há empresas que fraudam os horários dos trabalhadores. Em vez de fiscalizar e punir essas empresas, o Ministério resolveu punir todas;

5 - É ambientalmente perverso
Implica uso de matéria-prima para a produção dos novos equipamentos - com baterias, impressoras, tintas. E também o uso de papel. O descarte do equipamento antigo gerará lixo industrial.

6 - É desperdício criminoso
Verdadeiro crime contra o País, que deveria estar usando os parcos recursos de que dispõe para qualificação, produtividade, pesquisa, produção de mais e melhores bens e serviços por menores preços;

7 - É ilegal
Não se pode, por meio de Portarias, criar tantas obrigações e custos não previstos em lei.

8 - Prejudica trabalhadores e consumidores
O cumprimento da medida e a compra de equipamento prejudicam os trabalhadores, pois haverá menos recursos para atender reivindicações, além de obrigá-los a ficar mais tempo na fila do ponto. As empresas sempre acabarão transferindo o custo para os produtos e serviços.

9 - Prejudica pequenas empresas
As que já usam ou querem usar o ponto eletrônico terão que pagar pelo ponto o equivalente ao aluguel da sede ou a folha de pagamento, além dos gastos inerentes ao sistema; ou terão que voltar atrás na evolução tecnológica. Beneficia, e muito, umas poucas empresas fabricantes.

10 - Prejudica o País
Por consequência, mais uma vez prejudica o País, que sofre retrocesso em virtude do poder que os burocratas exercem na máquina pública.
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