![]() |
|
|
Fortaleza, CE - quarta-feira, 25 de agosto de 2010 |
|
| AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
25 de agosto de 2010 |
| QUALIDADE DE VIDA E SUSTENTABILIDADE | |
| Egídio Serpa - Bom | |
| Amanhã, às 9h30min, na Fiec, o Sesi fará o workshop Qualidade de Vida e Sustentabilidade. Alvo: profissionais de recursos humanos de empresas públicas e privadas. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
25 de agosto de 2010 |
| COMITIVA DE GUINÉ BISSAU VISITA A FIEC | |
| Egídio Serpa - Livre Mercado | |
| Acompanhado de oito ministros, chegará amanhã a Fortaleza o presidente da Guiné Bissau, Malon Macay Sanha. Ele e sua comitiva de 20 pessoas serão recebidos às 16 horas pelo presidente da Federação das Indústrias do Ceara (Fiec), Roberto Macêdo, com quem tratará de negócios. A Guiné Bissau quer atrair investidores cearenses do setor industrial da castanha de caju, principal produto de sua pauta de exportação. A Guiné Bissau exporta castanha in natura, razão pela qual deseja a participação de capital brasileiro na construção de um parque industrial que agregue valor ao produto. Ontem e hoje, o presidente Bacay cumpre agenda em Brasília, onde trata com o presidente Lula da concessão de financiamento para projetos de seu Governo. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
25 de agosto de 2010 |
| COMISSÃO DE COMÉRCIO EXTERIOR DO CEARÁ | |
| Egídio Serpa - Livre Mercado | |
| Hoje, às 9 horas, na Fiec, a ZPE do Ceará será tema de um debate que celebrará os 10 anos da Comissão de Comércio Exterior do Ceará. A Comissão é formada por representantes do BNB, Associação dos Municípios e Prefeitos do Ceará, Banco do Brasil, ECT, Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará, Fiec, Governo do Ceará, Instituto Agropolos e Sebrae-CE. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
25 de agosto de 2010 |
| ROBERTO MACÊDO | |
| Vaivém - Jatinhas | |
|
Por José Maria Melo
O presidente Fiec, Roberto Macêdo, encontra-se em SP. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
25 de agosto de 2010 |
| MEDALHA ADVOGADO PADRÃO | |
| 12 advogados dignos de nossa homenagem | |
12 advogados dignos de nossa homenagem
| |
| TOPO | |
| O ESTADO |
25 de agosto de 2010 |
| POSSE DA NOVA DIRETORIA | |
| Diário Político - POSSE | |
|
Por Fernando Maia
O presidente reeleito da Fiec, Roberto Macêdo e demais diretores, tomam posse, apenas formalmente, no dia 20 de setembro. FESTANÇA A grande festa da vitória de Macêdo ficou mesmo para depois das eleições, quando ele espera contar com a presença do presidente da CNI, Armando Monteiro, com o pé dentro do Senado. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
25 de agosto de 2010 |
| COMISSÃO DE COMÉRCIO EXTERIOR DO CEARÁ | |
| Lêda Maria - Passarelas | |
| Comissão de Comércio Exterior do Ceará (CCE) comemora dez anos, hoje, com realização de workshop, palestras e debate. As atividades ocorrerão, a partir das 9 horas, no auditório Luís Esteves Neto, da Casa da Indústria. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
25 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA | |
| Satélite - Bussiness | |
|
Por Marcos Peixoto
O presidente do Sindindústria Cariri, empresário Antonio Mendonça, reuniu grande número de colegas no Verdes Vales Lazer Hotel de Juazeiro do Norte, para receber o colega industrial Roberto Macêdo, reconduzido semana depois para a presidência da importante Federação das Indústria do Estado do Ceará (Fiec). | |
| TOPO | |
| O POVO |
25 de agosto de 2010 |
| FERNANDO CIRINO | |
| Vertical - Síndrome de "Regina Duarte"? | |
| Quem tem medo de uma vitória de Dilma Rousseff aqui no Ceará? Bem, poucos são os que falam abertamente de suas preocupações nos espaços da mídia. Há, no entanto, um líder empresarial que expõe seus temores, no caso o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiec) e também membro da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Fernando Cirino. Ele teme que a petista, caso seja eleita, possa seguir caminhos “tortuosos” e que não cumpra ditames da Democracia. Cirino, claro, diz torcer pelo sucesso de quem substituir Lula, mas avalia: Dilma é um partido que tem simpatias com governos questionáveis como os de Hugo Chávez (Venezuela) e Evo Morales (Colômbia). Ele diz que Dilma não tem o carisma de Lula que, mesmo com suas preferências ou contradições, soube conviver com os contrários. | |
| TOPO | |
| AGÊNCIA CNI |
25 de agosto de 2010 |
| COMISSÃO DE COMÉRCIO EXTERIOR (CCE) | |
| Comissão de Comércio Exterior do Ceará comemora dez anos de atuação | |
|
Fortaleza - A Comissão de Comércio Exterior (CCE) realizará em 25 de agosto, a partir das 9h00, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), a solenidade em comemoração aos seus dez anos de atividades. Na oportunidade, a assessora de Relações Internacionais da Comunidade Urbana de Dunkerque, Pauline Dubois, apresentará uma palestra sobre as possibilidades de investimentos e projetos entre o Brasil e a França.
A Comissão de Comércio Exterior do Ceará (CCE-Ceará), um grupo formado pelo Banco do Brasil, Banco do Nordeste, FIEC, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, governo estadual, Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas do Ceará (Sebrae/CE) e Universidade de Fortaleza (UNIFOR), cuja missão é desenvolver a cultura exportadora e fomentar os negócios internacionais no estado, promoveu durante esse período várias iniciativas para apoiar os exportadores cearenses. Entre os projetos desenvolvidos pela CCE-Ceará figuram promoção da capacitação e informação sobre comércio exterior e da competitividade dos setores exportadores, realização de rodadas de negócios, atração de investimentos, articulação com entidades nacionais e internacionais e melhoria dos serviços de apoio à exportação. Atualmente está tramitando na Coordenadoria-Geral do Sistema Aduaneiro (Coana), com o acompanhamento da CCE, o projeto Exporta + Marítimo, para simplificar as exportações por meio do modal marítimo. Pelo projeto, deverão ser feitos embarques sem limitação de peso ou volume para a carga exportada amparados pela Declaração Simplificada de Exportação (DSE) para operações com valores até US$ 50.000 ou equivalente em outras moedas, por cada operação. A exportação simplificada abrange um conjunto de serviços que oferece facilidades para empresas e pessoas físicas como artesãos, agricultores e profissionais autônomos que desejam exportar da maneira mais simples possível no que se refere à burocracia. Nesse sentido, a pessoa física ou jurídica contrata a logística de sua mercadoria até o destino e os operadores cuidam do registro da operação no Sistema de Comércio Exterior (Siscomex) da Receita Federal. Tudo sem custos adicionais ou burocracia. O processo simplificado é registrado pela DSE, que pode ser obtida por meio da empresa operadora de logística, como os Correios. | |
| TOPO | |
| O POVO |
25 de agosto de 2010 |
| ROBERTO MACÊDO - FORTALECIMENTO SINDICAL | |
| Fortalecimento sindical para a democracia | |
|
A eleição para a escolha da diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), realizada na semana passada, atendeu a aspirações que transcendem o âmbito da nossa instituição. Ela revelou um desejo de participação dos empresários industriais, que coincide certamente com o de membros de outros setores da sociedade brasileira, no que se refere a determinar os rumos a serem seguidos pelas organizações que os representam.
De fato, a questão da representatividade nas diversas associações da cidadania em nosso País é muito baixa. É geral o sentimento de que sindicatos, entidades profissionais, organizações não governamentais e partidos políticos carecem de maior participação. É certo que existem muitas razões para explicar essa realidade, mas uma delas me despertou especialmente a atenção, quando propus o voto direto dos empresários na escolha da diretoria da Fiec e fui advertido por não poucas pessoas de que com isso eu correria o risco de perder o controle da situação. Lembrei-me de que minha motivação para aceitar ser candidato à presidência da Federação em 2006, não foi a de controlá-la, mas a de buscar sua unidade, por meio da reunificação das correntes que então disputavam o seu poder. No dia 19 de agosto passado, ao ver a dinâmica leve, festiva, cordial e colaborativa dos nossos associados, dirigentes e funcionários, senti que a missão fora cumprida. Em seis horas de votação, 67,2% dos 1.046 eleitores credenciados exerceram pela primeira vez em plenitude o seu direito de voto para a escolha da diretoria da Fiec. Este elevado percentual foi atingido por termos fomentado a confiança dos eleitores, ao migrarmos de uma situação onde a Comissão Eleitoral era nomeada pelo Presidente da Federação, para um modelo em que a escolha foi feita pelo Conselho de Representantes de todos os sindicatos. Com isso, foi também possível realizar um pleito sem qualquer contestação quanto ao processo e ao resultado. É claro que fiquei feliz por minha chapa ser vitoriosa com uma votação muito expressiva. Entretanto, o que mais me alegrou nesse processo eleitoral foi ter podido contribuir para o fortalecimento sindical em sua dimensão democrática. Percebi que aquele processo havia criado um ambiente propício para o surgimento de novas lideranças comprometidas com os propósitos da coletividade e não com interesses pessoais contrastantes com as necessidades da Federação. Agora, mais do que no mandato anterior, sinto que poderei gerenciar o sistema da nossa Federação, compartilhando tarefas relevantes, não só com uma diretoria criteriosamente composta de pessoas com alta representatividade e compromisso, mas adicionando líderes que estão sendo revelados por essa oportunidade inédita de participação. Vendo isso, entendo que nesta eleição a grande vitoriosa não foi uma chapa, mas a própria Fiec, que se torna ainda mais capaz de cumprir sua finalidade, que é contribuir para o desenvolvimento das nossas empresas e do nosso Estado. Roberto Macêdo - Empresário roberto@pmacedo.com.br | |
| TOPO | |
| O POVO |
25 de agosto de 2010 |
| CÂMARA DO COMÉRCIO EXTERIOR | |
| Vertical - 10 anos | |
| A Câmara do Comércio Exterior (CEE), que envolve órgãos públicos e privados do Estado, comemora hoje, às 9 horas, na sede da Fiec, seus 10 anos de atividades. | |
| TOPO | |
| BLOG ELIOMAR DE LIMA |
25 de agosto de 2010 |
| FERNANDO CIRINO - ELEIÇÕES 2010 | |
| Síndrome de “Regina Duarte”? | |
|
“Quem tem medo de uma vitória de Dilma Rousseff aqui no Ceará? Bem, poucos são os que falam abertamente de suas preocupações nos espaços da mídia. Há, no entanto, um líder empresarial que expõe seus temores, no caso o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiec) e também membro da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Fernando Cirino.
Ele teme que a petista, caso seja eleita, possa seguir caminhos “tortuosos” e que não cumpra ditames da Democracia. Cirino, claro, diz torcer pelo sucesso de quem substituir Lula, mas avalia: Dilma é um partido que tem simpatias com governos questionáveis como os de Hugo Chávez (Venezuela) e Evo Morales (Colômbia). Cirino diz que Dilma não tem o carisma de Lula que, mesmo com suas preferências ou contradições, soube conviver com os contrários. DETALHE – Na campanha pró-Lula, quem chegou a ocupar a mídia e dizer que temia uma vitória de Lula foi a atriz Regina Duarte, então “Namoradinha do Brasil”. A declaração dela criou a maior polêmica na época. | |
| TOPO | |
| BLOG ELIOMAR DE LIMA |
25 de agosto de 2010 |
| COMISSÃO DE COMÉRCIO EXTERIOR (CCE) | |
| Comissão de Comércio exterior da Fiec vai comemorar 10 anos de atividades | |
|
A Comissão de Comércio Exterior (CCE) vai comemorar nesta quarta-feira, a partir das 9 horas, na sede da Federação das Indústrias do Estado (Fiec), 10 anos de atividades. Formada por nove instituições (Aprece, BB, BNB, ECT, Faec, Fiec, Governo do Estado – Adece/Nutec/STDS; Instituto Agropolos, e Sebrae) promoveu, ao longo dess período, várias iniciativas em favor dos exportadores cearenses.
No momento, tramita na Coordenadoria-Geral do Sistema Aduaneiro (Coana), com o acompanhamento dessa Comissão, o projeto Exporta + Marítimo, que pretende a simplificação das exportações por meio do modal marítimo. Pelo projeto, o objetivo é realizar embarques sem limitação de peso ou volume para a carga a ser exportada ao amparo de Declaração Simplificada de Exportação (DSE) para operações com valores até US$ 50.000 ou equivalente em outras moedas, por cada operação. A sistemática da exportação simplificada trata-se de um conjunto de serviços que oferece facilidades para empresas e pessoas físicas (artesãos, agricultores e profissionais autônomos) que desejam exportar seus produtos de maneira mais simples no que diz respeito à burocracia. Nesse sentido, a pessoa física ou jurídica contrata a logística de sua mercadoria até o país-destino e os operadores cuidam do registro da operação no Sistema de Comércio Exterior (Siscomex) da Receita Federal. Tudo sem custos adicionais ou burocracia. O processo simplificado é registrado pela DSE, que pode ser obtida por meio da empresa operadora de logística (Correios, por exemplo). (Com Portal Fiec) | |
| TOPO | |
| INVEST NE |
25 de agosto de 2010 |
| PROJETO VIRAVIDA | |
| Projeto ViraVida realiza aula inaugural de novas turmas em Fortaleza | |
|
ViraVida foi lançado pelo Conselho Nacional do Sesi sob o nome de Projeto de Profissionalização para o Enfrentamento da Exploração Sexual e Comercial de Adolescentes
O Projeto ViraVida em Fortaleza realiza nesta terça-feira (24), às 16h, no Núcleo de Negócio do Serviço Social da Indústria (Sesi/CE) no bairro da Parangaba, auditório Jair Meneguelli, a aula inaugural de três novas turmas: Gastronomia (em parceria com Senac – 23 alunos); Costura Industrial em Jeans (em parceria com Senai Parangaba – 32 alunos – modalidade Aprendizagem, com a empresa Guararapes) e Costura Industrial em Tecido Plano e Malha (também em parceria com Senai Parangaba – 17 alunos – modalidade Qualificação). No total, são 72 novos alunos. A solenidade contará com a presença do presidente do Conselho Nacional do Sesi, Jair Meneguelli. O ViraVida foi lançado em 2008 pelo Conselho Nacional do Sesi sob o nome de Projeto de Profissionalização para o Enfrentamento da Exploração Sexual e Comercial de Adolescentes. A iniciativa é uma resposta às estatísticas de exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil. O projeto-piloto iniciou sua aplicação no Ceará em junho de 2008, sob a coordenação do Sesi/CE. Além de receberem qualificação profissional e educação integrada, os alunos contam com uma bolsa mensal no valor de R$ 500 e intermediação para inserção no mercado de trabalho. O programa contempla ainda formação em empreendedorismo e cooperativismo, bem como atendimento psicossocial e apoio às famílias. No Ceará, o ViraVida já formou 158 jovens. Outras instituições do Sistema S também participam do projeto como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), Serviço Social do Comércio (Sesc), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). Encontro De 24 a 27 de agosto, o núcleo de negócio sediará o Encontro dos Coordenadores Estaduais e Operacionais do Projeto ViraVida, do qual participam representantes das capitais onde é realizado o projeto: Recife, Natal, Belém, Teresina, Brasília, João Pessoa, Campina Grande e Curitiba. O evento visa integrar os gestores, avaliar os indicadores de resultado obtidos pelo projeto em nível nacional e consolidar os procedimentos. Técnicos e docentes Já nos dias 27 de agosto (13h às 17h) e 28 (8h às 14h), será levada a efeito a Formação dos Técnicos e Docentes envolvidos no projeto ViraVida. Tomarão parte profissionais do Sesi, Senai, Senac, Sebrae, Sescoop e Sesc. A professora Fátima Leal, coordenadora do Projeto Violes (UNB), realizará palestra a respeito da Temática da Exploração Sexual. No dia 28, haverá uma oficina sobre Metodologia da Pedagogia Inclusiva com o professor Romerito do Senai de Brasília. | |
| TOPO | |
| BLOG ELIOMAR DE LIMA |
25 de agosto de 2010 |
| PROJETO VIRA VIDA | |
| Projeto Vira Vida – Jair Meneghelli dará aula inaugural em Fortaleza | |
|
Com a presença do presidente do Conselho Nacional do SESI, Jair Meneghelli, será realizada nesta terça-feira, a partir das 16 horas, no Núcleo de Negócios do SESI (Bairro Parangaba), a aula inaugural de três novas turmas do Projeto ViraVida em Fortaleza. São elas: Gastronomia (em parceria com Senac – 23 alunos); Costura Industrial em Jeans (em parceria com SENAI Parangaba – 32 alunos – modalidade Aprendizagem, com a empresa Guararapes) e Costura Industrial em Tecido Plano e Malha (também em parceria com SENAI Parangaba – 17 alunos – modalidade Qualificação). No total, são 72 novos alunos. A solenidade contará com a presença do presidente do Conselho Nacional do SESI, Jair Meneguelli.
O ViraVida foi lançado em 2008 pelo Conselho Nacional do SESI sob o nome de Projeto de Profissionalização para o Enfrentamento da Exploração Sexual e Comercial de Adolescentes. A iniciativa é uma resposta às estatísticas de exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil. O projeto-piloto iniciou sua aplicação no Ceará em junho de 2008, sob a coordenação do SESI/CE. Além de receberem qualificação profissional e educação integrada, os alunos contam com uma bolsa mensal no valor de R$ 500 e intermediação para inserção no mercado de trabalho. O programa contempla ainda formação em empreendedorismo e cooperativismo, bem como atendimento psicossocial e apoio às famílias. No Ceará, o ViraVida já formou 158 jovens.
| |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
25 de agosto de 2010 |
| ADECE - CÂMARAS SETORIAIS | |
| Egídio Serpa - Adece atrai a Semace | |
| Uma fonte da Agência de Desenvolvimento do Ceará usa esta coluna para transmitir uma sugestão à Superintendência Estadual do Meio Ambiente: "Que tal a Semace participar de cada uma das 13 Câmaras Setoriais da Adece?" A ideia é boa, pois os técnicos da Semace, no âmbito da cadeia produtiva de cada um dos setores industrial, comercial e agropecuário representado nas Câmaras, orientariam na solução das questão ambientais. Gol! | |
| TOPO | |
| O POVO |
25 de agosto de 2010 |
| GOVERNO CID GOMES | |
| Cid Gomes supera Lúcio e Tasso na geração de empregos | |
|
No último governo Tasso Jereissati foram gerados 71,6 mil postos de trabalho. Na gestão Lúcio Alcântara, o total foi 114,3 mil. Até julho, a administração Cid Gomes praticamente superou os dois governo juntos: foram 183,6 mil novos empregos criados
Ítalo Coriolano coriolano@opovo.com.br No primeiro debate realizado pela TV O POVO com os candidatos ao Governo do Estado, o governador Cid Gomes (PSB) surpreendeu ao ir para cima da última gestão de Tasso Jereissati (PSDB) – 1999 a 2002 - e garantir que a sua administração já criou mais empregos que a do tucano. Nas contas de Cid, nos quatro anos de governo Tasso foram gerados 71 mil empregos, contra 87 mil de seu governo até julho. Marcos Cals – candidato do PSDB ao Palácio Iracema - sem apresentar números, afirmou que os dados de Cid estavam errados. Para ajudar o eleitor a ter uma noção clara sobre esse tema crucial para a vida da população – geração de empregos -, O POVO decidiu fazer o “tira-teima” sobre os dados com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). E constatou que o governador Cid Gomes estava certo. Segundo o Caged, de 1999 a 2002 – período em que Tasso governou pela última vez o Ceará – foram gerados, entre admissões e desligamentos, 71.514 empregos. O governo Cid, que ainda não terminou, já superou em mais de duas vezes o número de empregos gerados na última gestão Tasso Jereissati. Até julho deste ano, 183.655 novos postos de trabalho com carteira assinada surgiram no Ceará. Nos últimos 12 meses, foram criados exatamente 87.796 empregos. Nesse mesmo intervalo de tempo, o Brasil – que vive bons tempos de crescimento econômico – teve mais 5,71 milhões vagas de trabalho. Lúcio também perde A administração de Cid Gomes também já superou a do ex-governador Lúcio Alcântara (PR) no quesito geração de empregos. Entre os anos de 2002 a 2006 foram gerados no Ceará 114.320 postos de trabalho. Somando esse número com a quantidade de empregos do último governo de Tasso, chega-se a 185.834 novas vagas de trabalho. Número que, até o final do ano, deverá ser batido por Cid Gomes. Até julho deste ano, seu governo já gerou 183,6 mil novos empregos. Segurança No último dia 13, O POVO trouxe dados sobre a área de Segurança Pública nos governos Tasso, Lúcio e Cid Gomes, revelando que, nesse setor, o atual governo saiu-se pior que os anteriores. Cid é o governador que mais investiu em Segurança na última década, mas amarga em sua gestão o registro do maior índice de homicídios dolosos dos últimos anos. E-MAIS SAIBA COMO CHEcAR AO DADOS Você pode conferir os dados apresentados hoje pelo O POVO no site do Ministério do Trabalho e Emprego. Veja como: 1. Primeiro acesse o site www.mte.gov.br 2. Em seguida, clique no linque “dados e estatísticas”, indo para “Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)”. 3. Uma nova página irá abrir e lá você clica em “estatísticas”. Uma outra página irá aparecer e lá você pode escolher o ano e o mês a ser pesquisado. 4. No linque “níveis geográficos” escolha a opção ‘todas as atividades e clique em “ok”. Uma planilha detalhada irá aparecer com os dados nacionais e de cada estado, região por região. Propaganda eleitoral explora números Com dados tão positivos, a geração de empregos vem sendo constantemente explorada pela propaganda eleitoral do governador Cid Gomes (PSB), que tenta mais quatro anos à frente do Palácio Iracema. Associadas à evolução dos números, estão as obras tocadas pela atual gestão. O próprio irmão do governador, deputado federal Ciro Gomes (PSB), aparece no horário eleitoral para enaltecer o feito. Segundo informa a propaganda no horário eleitoral e nas inserções, são 1,8 mil obras gerando mais de 31 mil empregos diretos no momento, ou seja, a força de trabalho que estaria sendo mobilizada. Entre as obras destacadas estão o Centro de Feiras e Evento, os hospitais regionais de Juazeiro do Norte e Sobral, o Eixão das Águas e os Centros de Especialidades Odontológicas. A propaganda da candidata do PT à Presidência da República, ex-ministra Dilma Rousseff (PT) - que apoia a reeleição de Cid Gomes, também tem como tema principal a geração de empregos. Segundo as peças publicitárias, foram 14 milhões de empregos gerados no Governo Lula (PT). Empregos que surgiram, em parte, graças ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). (IC) | |
| TOPO | |
| FOLHA DE SÃO PAULO |
25 de agosto de 2010 |
| PRÉ-SAL | |
| Petrobras e governo agora divergem sobre reservas do pré-sal | |
|
Divergência pode atrasar capitalização
Diferença na estimativa dos reservatórios se soma à discordância sobre preço dos barris como entrave à operação Para o governo, divergência sobre reservas é mais grave que a sobre o cálculo do valor do barril VALDO CRUZ DE BRASÍLIA A principal divergência entre governo e Petrobras não é mais o valor do preço do barril de petróleo que será usado na capitalização da empresa, mas o cálculo do tamanho das futuras reservas de óleo da União que entrarão no negócio. Laudo contratado pela Petrobras aponta volume bem menor de petróleo nas áreas que a União entregará à empresa como sua parte na capitalização da petroleira em relação ao da ANP (Agência Nacional do Petróleo). Segundo a Folha apurou, no reservatório de Franco (bacia de Santos), um dos que entrariam no negócio, a ANP calcula uma reserva de 4,5 bilhões de barris de petróleo na camada do pré-sal. O laudo da Petrobras indica menos de 4 bilhões de barris. Em outra área vizinha ao futuro campo de Tupi (bacia de Santos), a diferença entre os dois laudos chegaria a ser de até 30% -sempre com o estatal calculando valor menor do que o da ANP. Segundo um técnico, está havendo uma "queda de braço" com a estatal, que terá de fazer um "esforço para avançar nas negociações" sobre a cessão de 5 bilhões de barris de petróleo de propriedade da União. Caso a estatal não ceda, o mesmo técnico disse que há risco de não ser fechado o acordo com a União a tempo de realizar a capitalização no final de setembro. CONVENIÊNCIA POLÍTICA Além dessa disputa, a operação pode ser adiada também por uma decisão do presidente Lula. Ele vai avaliar se politicamente é conveniente fazê-la às vésperas da eleição presidencial. O problema é que, sem a capitalização, a estatal não terá recursos para bancar seu plano de investimentos, que incluem obras que o presidente tem usado como bandeira para alavancar a candidatura de Dilma Rousseff a presidente. A divergência sobre o tamanho dos reservatórios é considerada pelo governo mais grave do que a encontrada no cálculo do valor do barril de petróleo dessas futuras reservas que seriam cedidas à Petrobras. Isso porque, quanto menor o volume das áreas escolhidas previamente para a capitalização, mais reservatórios a União teria de colocar na operação para atingir os 5 bilhões de barris de petróleo -volume aprovado pelo Congresso- como sua parte no negócio. As divergências de tamanho e de preço se devem a metodologias diferentes usadas pelas certificadoras contratadas pela estatal e pela ANP para fazer a avaliação e renderam momentos de tensão nas últimas reuniões entre técnicos dos dois lados. CONSERVADORA O governo considera a metodologia do laudo da ANP mais apropriada e classifica a da Petrobras de "conservadora". Os dados da agência são mais favoráveis à União, já que tanto o valor do barril -entre US$ 10 e US$ 12- como o volume de petróleo são maiores. A Petrobras alega que usou uma metodologia mais avançada e mais adequada para o cálculo das reservas do pré-sal. Os técnicos da empresa se defendem dizendo que eles têm mais conhecimento sobre a área. Para chegar a um consenso, o governo determinou que as certificadoras refizessem seus cálculos, desta vez, cada uma usando a metodologia da outra para um cruzamento de avaliações. | |
| TOPO | |
| O ESTADO |
25 de agosto de 2010 |
| AGRICULTURA IRRIGADA | |
| Agricultura irrigada do CE desperta interesse | |
|
Em 10 anos, valor da produção saltou de R$ 131,9 mi para R$ 909,4 mi
Por Dháfine Mazza dhafine@oestadoce.com.br Da Redação A agricultura irrigada no Ceará avançou consideravelmente nos últimos dez anos. Prova disso é que a área cultivada nos perímetros irrigados passou de 53.822 hectares, em 1999, para 84.031 hectares, em 2009, proporcionando que o valor da produção saltasse de R$ 131,9 milhões para R$ 909,4 milhões no mesmo período. O crescimento da área plantada foi maior para o setor de flores (1752%), que passou de 25 hectares para 438 em dez anos. Já a área da fruticultura cresceu, em igual intervalo, 55% (de 17.959 ha para 39.832 ha) e a de hortaliças teve ampliação de 57,16% (de 3.069 ha para 7.163 ha). “Essa expansão possibilitou que o Ceará saísse da 15a posição no ranking dos estados exportadores de frutas para a 2a colocação, atrás apenas da Bahia. Além disso, o Estado é hoje o maior exportador de rosas do País”, afirma o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), Francisco Zuza de Oliveira, acrescentando que o avanço da agricultura irrigada no Estado só foi possível devido aos investimentos em novas tecnologias, à atração de investimentos, contratação de mão de obra especializada e à ousadia dos produtores, que acreditaram na agriculta irrigada e contraíram empréstimos junto às instituições financeiras para investirem em inovação e capacitação. Os resultados positivos alcançados pela agricultura irrigada no Ceará têm despertado o interesse dos governantes de outros estados brasileiros, como o Rio Grande do Sul, que enviou o seu secretário extraordinário da Irrigação e Usos Múltiplos da Água, Rogério Porto, para conhecer, hoje (25) e amanhã (26), os avanços do setor cearense. “Há alguns anos, ninguém de outro estado procurava o Ceará para conhecer a nossa experiência, mas hoje, há um grande interesse. Isso não quer dizer que a agricultura irrigada no Ceará esteja indo muito bem, mas ela está dentro do equilíbrio de negócio e os indicadores mostram que estamos indo no caminho certo”, diz Francisco Zuza. NÚMEROS Atualmente, a agricultura irrigada emprega aproximadamente de 58.448 pessoas em todo o Estado, 24.934 a mais que em 1999. Do total de postos de trabalho, 23.360 são gerados pela fruticultura, 13.028 pela produção de hortaliças, 3.974 pela floricultura e 18.086 na produção de outros produtos. Dados da Adece mostram que as exportações dos produtos oriundos das áreas irrigadas cearenses somaram, em 2009, US$ 109,2 milhões. A maior parte desse valor é proveniente da exportação de frutas (US$ 105,2 milhões), já a exportação de flores alcançou a marca de US$ 4 milhões. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
25 de agosto de 2010 |
| FAEC | |
| Egídio Serpa - As propostas da Faec | |
| José Ramos Torres de Melo, presidente da Federação da Agricultura (Faec), mobilizou os líderes do seu setor, que elaboraram um plano com propostas do agronegócio para os candidatos ao Governo do Ceará. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
25 de agosto de 2010 |
| PRODUÇÃO INDUSTRIAL - BRASIL | |
| Produção industrial volta a crescer em julho | |
|
Perspectivas em relação às exportações estão mais conservadoras, conforme a CNI
Brasília - A produção industrial brasileira voltou a crescer de forma disseminada em julho, de acordo com Sondagem Industrial divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em uma escala onde valores acima dos 50 pontos apontam crescimento, o indicador que mede a evolução da atividade no setor chegou a 53,4 pontos, ante 51,8 pontos em junho. Segundo a CNI, apesar do aumento na produção, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) em julho ainda ficou abaixo do usual para o mês. Uso da capacidade Seguindo a mesma metodologia, o uso do parque instalado ficou em 49,1 pontos, ante 48,4 pontos registrados no mês anterior. A sondagem também revela que, pela primeira vez no ano, os estoques ficaram acima do planejado pelos empresários, com indicador em 51,3 pontos. "Esse dado mostra que a produção da indústria foi mais do que suficiente para atender a demanda no período", afirmou o documento. Realizada com 1.472 empresas entre os dias 2 e 18 de agosto, a pesquisa também indica que as expectativas na indústria continuam positivas. O indicador sobre a perspectiva dos empresários para a demanda nos próximos seis meses situou-se em 63,1 pontos. Já as perspectivas em relação às exportações permanecem mais conservadoras, com índice em 51,8 pontos. Para o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, depois de pisar no freio do segundo trimestre de 2010, a produção industrial deve voltar a crescer em ritmo acelerado no segundo semestre do ano. "O segundo trimestre foi de uma acomodação até um pouco acima do esperado, mas a produção volta a crescer e as expectativas sobre a demanda estão bastante altas", concluiu. | |
| TOPO | |
| FOLHA DE SÃO PAULO |
25 de agosto de 2010 |
| PRODUÇÃO INDUSTRIAL | |
| Produção industrial ganha força em julho | |
|
Sondagem da CNI aponta crescimento mais acentuado no mês em relação a junho
DE BRASÍLIA A produção industrial voltou a crescer de forma mais acentuada em julho, aponta a Sondagem Industrial da CNI (Confederação Nacional da Indústria). O índice que mede a produção avançou de 51,8 em junho para 53,4 em julho. Índices acima de 50 indicam crescimento da produção, enquanto números abaixo desse patamar apontam redução. Contudo, a sondagem apontou ainda que, embora o ritmo de crescimento tenha aumentado, a utilização da capacidade instalada ficou um pouco abaixo do que é usualmente registrado para meses de julho, situando-se aos 49,1 pontos. A sondagem também mostrou que os estoques da indústria situaram-se acima do nível planejado pela primeira vez no ano. Em julho, o índice que mede os estoques ficou em 51,3 pontos. Resultados acima de 50 pontos indicam que o nível dos estoques está acima do equilíbrio. Em junho, o resultado foi de 49,2 pontos. De acordo com o levantamento, os empresários seguem otimistas em relação aos negócios para os próximos seis meses. Em agosto (as expectativas referem-se ao mês em curso), o indicador de expectativa para demanda ficou em 63,1 pontos, um pouco abaixo do registrado em julho, de 63,5 pontos. Os empresários também planejam aumentar as compras de matérias-primas: o índice de expectativa referente a essas aquisições ficou em 60,7 pontos, ante 60,9 pontos em julho. Já as perspectivas quanto às exportações seguem positivas, embora de forma mais modesta. O índice ficou em 51,8 em agosto ante 52,2 pontos no mês anterior, um pouco acima do patamar de 50 pontos, que indica otimismo ou pessimismo. A pesquisa foi feita entre 2 e 18 de agosto com 1.472 empresas,sendo 817 pequenas, 449 médias e 206 grandes. | |
| TOPO | |
| O ESTADO |
25 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 | |
| Fecomércio apresenta propostas para o setor | |
|
A ideia, garante a Fecomércio, é entregá-lo a cada um dos candidatos ao Governo do Estado
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), junto a uma comitiva de empresários do setor, entregará hoje, às 15 horas, o documento intitulado “Pauta do Comércio” para o candidato a governador pelo PR, Lúcio Alcântara. A ideia, garante a Fecomércio, é entregá-lo a cada um dos candidatos ao Governo do Estado. O documento identifica as políticas públicas que mais afetam o comércio de bens e serviços e apresenta uma série de propostas de interesse para este setor, contemplando os seguintes temas: Segurança Pública, Política Tributária, Política de Promoção Social, Capacitação e Formação Profissional e Geração de Emprego e Renda e Estímulos para o Setor Terciário. A Fecomércio-CE representa os interesses de mais de 110 mil empresas do ramo do comércio de bens, serviços e turismo estadual. No Ceará, o setor de comércio de bens e serviços é responsável por 70,2% do PIB estadual, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
25 de agosto de 2010 |
| TAXAS DE JUROS - EMPRESAS | |
| Taxas de juros para empresas voltam a subir | |
|
Segundo o BC, a taxa média paga aos bancos subiu para 28,7% ao ano, a maior desde abril de 2009
Brasília - As empresas sem acesso ao crédito subsidiado do BNDES (banco estatal de desenvolvimento) foram as que mais sofreram com a alta dos juros bancários em julho. Segundo dados do Banco Central, a taxa média paga pelas empresas aos bancos comerciais subiu para 28,7% ao ano, a maior desde abril de 2009. As maiores altas foram verificadas nas modalidades desconto de duplicata e conta garantida. Nessa última, a taxa anual de 91,8% é a maior desde abril de 1999. O custo do crédito no BNDES, por outro lado, tem como referência a TJLP, que está hoje em 6% ao ano. O crédito ao consumidor também ficou mais caro no mês passado. Apesar de a taxa média anual ter ficado praticamente estável, houve alta no cheque especial (167,3%, a maior em um ano), no crédito pessoal (42,2%) e no financiamento de veículos (24%). A alta dos juros se deve à elevação do "spread" bancário - parcela que embute custos, riscos e o lucro das instituições financeiras. O BC avalia, no entanto, que esse aumento não está relacionado ao comportamento dos bancos, mas à piora no perfil dos seus clientes. "Às vezes as taxas sobem por razões justificadas. As grandes empresas liquidaram seu endividamento no crédito livre e foram para o direcionado. As empresas que estão buscando empréstimos no segmento livre hoje têm risco mais elevado", disse Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do BC. A avaliação do governo é de que a alta dos juros é pontual e que a inadimplência, que ficou estável em julho, voltará a cair. O economista Alexandre Andrade, da consultoria Tendências, discorda. Para ele, os juros devem subir nos próximos meses para consumidores e empresas, reflexo da alta da taxa básica (Selic) promovida pelo BC desde abril. Com o encarecimento do crédito, a inadimplência deve aumentar.
| |
| TOPO | |
| FOLHA DE SÃO PAULO |
25 de agosto de 2010 |
| PLANOS ECONÔMICOS | |
| STJ define prazo sobre planos econômicos | |
|
Tribunal julga correção de perdas da poupança entre 1987 e 1991; Febraban diz que há 840 mil ações individuais
Se perderem, bancos dizem que terão de pagar mais de R$ 180 bi; Idec diz que valor é bem menor, de R$ 13,4 bi TONI SCIARRETTA DA REPORTAGEM LOCAL O STJ (Superior Tribunal de Justiça) pode definir hoje sobre a redução do prazo de prescrição de 20 anos para 5 anos das ações civis públicas que pedem, coletivamente, a correção indevida das poupanças nos planos Bresser (1987), Verão (1989) e Collor 1 (1990) e 2 (1991). A maioria é de ações movidas por entidades de defesa do consumidor, sindicatos e associações de classe. Para as ações individuais, o prazo de prescrição continua em 20 anos e não é questionado neste momento. Segundo a Febraban, há hoje cerca de 840 mil ações individuais em curso na Justiça. Para o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), se a redução do prazo de prescrição for aprovada, os bancos derrubam, em uma só tacada, 1.015 das 1.030 ações coletivas que correm na Justiça. Essas ações representam 99% dos 70 milhões de contas de poupanças que teriam direito à correção indevida. "Não tem cabimento mudar o prazo. Há entendimento no próprio STJ sobre isso", disse Maria Elisa Novaes, gerente jurídica do Idec. O questionamento ocorreu após uma decisão do próprio STJ ter aceitado a redução de prazo de prescrição em um julgamento sobre a correção dos planos econômicos. Agora, o STJ terá de uniformizar a decisão. NINGUÉM SABE VALOR A disputa em torno dos planos econômicos é o embate de maior valor já analisado pelo Judiciário brasileiro. Os bancos afirmam que as ações podem custar mais de R$ 180 bilhões. Além da decisão sobre o prazo de prescrição, o STJ pode definir o índice que deveria ter sido aplicado para corrigir os saldos das poupanças em cada um dos planos econômicos. Também pode entrar na pauta a discussão sobre o regime de capitalização dos juros (mensal ou anual) e se os bancos têm legitimidade para responder pela eventual correção errada das poupanças -eles alegam que seguiam instruções do Banco Central e do governo. "Além de estarem seguindo regras, os bancos não ganharam nada com isso; eles fizeram empréstimos imobiliários com o mesmo índice de correção", disse Antonio Carlos Negrão, gerente jurídico da Febraban. As ações reivindicam a diferença de índice de correção das cadernetas no mês em que entraram em vigor esses planos. No Bresser e no Verão, teriam direito as poupanças com aniversário na primeira quinzena, porque ambos os planos entraram em vigor no dia 16. Os bancos, porém, aplicaram o novo índice de correção (que era menor) para todos os aniversários do mês, incluindo os com data anterior ao plano. As entidades de defesa do consumidor afirmam que os bancos só deveriam aplicar o novo índice a partir do dia 16, porque a regra não retroage. GOVERNO COM BANCOS A causa dos bancos tem apoio do BC e do próprio governo, controlador do BB e da Caixa, banco que mais perde com as correções. Em 2009, os bancos entraram no STF com uma ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), pedindo liminar que suste todos os processos em curso e que emita pronunciamento definitivo sobre o assunto. Para eles, a disputa causa instabilidade jurídica e ameaça a solvência do sistema financeiro. Os bancos falam em perdas potenciais de R$ 180 bilhões se todos os 70 milhões de poupadores tiverem direito à correção. Já o Idec e outras entidades afirmam que apenas quem entrou com ação no prazo teria direito à correção, o que somaria cerca de R$ 13,4 bilhões -valor de provisões que os bancos teriam reservado para arcar com esses contenciosos. Decisão pode afetar maioria dos poupadores com saldo a corrigir DE SÃO PAULO A decisão sobre o prazo de prescrição das ações pode afetar a maioria das pessoas com saldo de poupança passível de correção entre o fim dos anos 80 e o início dos 90, segundo as entidades de defesa do consumidor. Se for aprovada a redução de 20 para 5 anos, caducarão todas as ações coletivas que chegaram à Justiça após 1996, cinco anos após o Plano Collor 2. Caso não seja aprovada a prescrição em cinco anos, o poupador pode ainda se beneficiar de uma eventual decisão favorável a cada um dos planos econômicos, desde que seja representado por uma entidade ou associação que esteja na Justiça. Individualmente, o poupador só pode reclamar a correção do Plano Collor 2, cujo prazo acaba em janeiro de 2011. Nas ações individuais, a prescrição é de 20 anos. Quem já entrou na Justiça -individual ou coletivamente- e teve decisão desfavorável pode recorrer se a ação não caducar. Quem já ganhou em primeira instância ainda deve esperar pela decisão final. Normalmente, o banco recorre. | |
| TOPO | |
| UOL ÚLTIMAS NOTÍCIAS |
25 de agosto de 2010 |
| COTAÇÃO | |
| Indicadores Econômicos | |
|
Dólar (24/08 - 16h30)
Comercial Compra 1,7630 Venda 1,7650 Turismo Compra 1,7000 Venda 1,8400 Paralelo Compra 1,7500 Venda 1,8500 Dólar (25/08 - 09h30) Comercial Compra 1,7730 Venda 1,7750 Turismo Compra 1,7000 Venda 1,8400 Paralelo Compra 1,7500 Venda 1,8500 Outros indicadores TR 0,103% CDI 10,620% SELIC 10,75% IPCA 0,01% jul.10 | |
| TOPO | |
| O POVO |
25 de agosto de 2010 |
| EMPREENDER 2010 | |
| Vertical S/A - Empreender vai ao interior | |
|
Por Jocélio Leal
O tema explica: “Agora é Tempo de Crescer” e o Empreender deste ano dá continuidade à versão itinerante. Depois de Fortaleza e Itapipoca, o encontro será realizado sexta-feira, em Quixadá. Já na terça, será a vez de Sobral, receber a caravana. Durante todo o dia são realizadas oficinas e palestras focadas na capacitação do pequeno empresário. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site www.vceventos.com.br/empreender | |
| TOPO | |
| FOLHA DE SÃO PAULO |
25 de agosto de 2010 |
| PETROBRAS | |
| Petrobras perde 28% do valor de mercado | |
|
DE SÃO PAULO
Petrobras e Eletrobras foram as empresas que tiveram a maior perda nominal em valor de mercado em 2010 na América Latina, mostra levantamento da Economatica. Segundo a consultoria, a Petrobras valia US$ 143,1 bilhões na segunda-feira, ou US$ 56,2 bilhões a menos do que no final de 2009 (queda de 28,2%). Considerando também empresas americanas, a queda do valor de mercado da Petrobras só fica atrás das perdas da Microsoft (US$ 60,5 bilhões). Segundo o economista da Legan Asset Management Fausto Gouveia, o risco de aumento da ingerência política na estatal preocupa os investidores. "Há muitas incertezas sobre a capitalização da Petrobras. Se o preço do barril cedido pelo Estado na operação for muito alto, o governo terá participação maior na empresa." A Eletrobras, que também planeja uma capitalização, perdeu US$ 8,3 bilhões do seu valor. | |
| TOPO | |
| FOLHA DE SÃO PAULO |
25 de agosto de 2010 |
| ALTA DOS JUROS BANCÁRIOS | |
| Empresa "sem BNDES" tem juro maior | |
|
Taxa paga por pessoas jurídicas a bancos comerciais sobe para 28,7% em julho, diz BC; banco estatal cobra 6%
Crédito ao consumidor também fica mais caro; taxa de 167,3% no cheque especial é a maior em um ano EDUARDO CUCOLO DE BRASÍLIA As empresas sem acesso ao crédito subsidiado do BNDES (banco estatal de desenvolvimento) foram as que mais sofreram com a alta dos juros bancários em julho. Segundo dados do Banco Central, a taxa média paga pelas empresas aos bancos comerciais subiu para 28,7% ao ano, a maior desde abril de 2009. As maiores altas foram verificadas nas modalidades desconto de duplicata e conta garantida. Nessa última, a taxa anual de 91,8% é a maior desde abril de 1999. O custo do crédito no BNDES, por outro lado, tem como referência a TJLP, que está hoje em 6% ao ano. O crédito ao consumidor também ficou mais caro no mês passado. Apesar de a taxa média anual ter ficado praticamente estável, houve alta no cheque especial (167,3%, a maior em um ano), no crédito pessoal (42,2%) e no financiamento de veículos (24%). A alta dos juros se deve à elevação do "spread" bancário -parcela que embute custos, riscos e o lucro das instituições financeiras. O BC afirma, no entanto, que esse aumento não está relacionado ao comportamento dos bancos, mas à piora no perfil dos seus clientes. "Às vezes as taxas sobem por razões justificadas. As grandes empresas liquidaram seu endividamento no crédito livre e foram para o direcionado [do BNDES]. As empresas que estão buscando empréstimos no segmento livre hoje têm risco mais elevado", disse Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do BC. DIVERGÊNCIA A avaliação do governo é que a alta dos juros é pontual e que a inadimplência, que ficou estável em julho, voltará a cair. O economista Alexandre Andrade, da consultoria Tendências, discorda. Para ele, os juros devem subir nos próximos meses para consumidores e empresas, reflexo da alta da taxa básica (Selic) promovida pelo BC desde abril. Com o encarecimento do crédito, a inadimplência deve aumentar. Andrade diz ainda que a recuperação do crédito sem subsídios para as empresas vai depender do comportamento do BNDES, já que as taxas cobradas pela instituição estão abaixo do custo de captação dos bancos. "Ao conceder essas linhas de capital de giro, o banco atrai os melhores tomadores. E as empresas que não têm as mesmas condições acabam ficando à mercê do crédito livre", afirmou Andrade. Reportagem da Folha mostrou que o BNDES concentrou suas operações de empréstimos desde a crise de 2008 em 12 grandes empresas, como a Petrobras. Banco do Brasil e Caixa também possuem concentração de empréstimos acima do verificado no setor privado. | |
| TOPO | |
| FOLHA DE SÃO PAULO |
25 de agosto de 2010 |
| VALE - MAIOR EMPRESA EXPORTADORA | |
| Vale supera a Petrobras e vira a maior exportadora brasileira | |
|
Mineradora vende ao exterior US$ 10,143 bi no ano até julho, ante US$ 10,139 bi da petroleira
Vale é favorecida pela alta do minério de ferro, devido ao forte ritmo do comércio global; Bunge ficou em terceiro lugar MÁRIO SÉRGIO LIMA DE BRASÍLIA A Vale passou a Petrobras no mês passado e assumiu o posto de maior empresa exportadora brasileira. No acumulado do ano até julho, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a mineradora exportou US$ 10,143 bilhões, ante US$ 10,139 bilhões em vendas externas da estatal petroleira. Essa é a primeira vez que a mineradora conseguiu ocupar a liderança no ranking das empresas brasileiras exportadoras. A Vale já ocupava a segunda posição desde 2005. O resultado de 2010 tem sido positivamente influenciado pela alta dos preços das commodities do setor de minérios. No resultado consolidado do primeiro semestre deste ano, a Vale ainda aparecia quase US$ 1,5 bilhão abaixo da Petrobras em volume exportado. Enquanto a estatal tinha vendido para o exterior valor equivalente a US$ 9,175 bilhões, ou 10,29% das exportações totais do Brasil, a mineradora havia exportado US$ 7,829 bilhões, uma fatia de 8,78%. AQUECIMENTO A Vale tem sido uma das empresas brasileiras mais favorecidas pela volta do ritmo mais forte no comércio global. O resultado da mineradora até julho está apenas um pouco abaixo do total de vendas obtidas pela companhia em todo o ano de 2009, período ainda bastante afetado pela crise econômica mundial. A mineradora havia terminado o ano de 2009 com exportações de US$ 10,826 bilhões. O melhor resultado já obtido pela Vale no encerramento de um ano foi observado em 2008, quando exportou um volume de US$ 13,531 bilhões. Em termos percentuais, Petrobras e Vale são responsáveis, cada uma, por 9,49% das exportações brasileiras, de acordo com os dados atualizados até julho pelo ministério. No final do ano passado, a estatal detinha uma parcela de 8,04% das exportações do Brasil, enquanto a mineradora era responsável por uma fatia de 7,08% do total. EMBRAER A Petrobras mantinha a primeira posição entre as empresas exportadoras brasileiras desde 2002. Na ocasião, ultrapassou a companhia de aviação Embraer, que liderava desde 1999, quando teve início a série histórica compilada pelo ministério. De acordo com o levantamento do ministério, o terceiro lugar até julho deste ano ficou com a Bunge, que mantém a posição obtida no encerramento de 2009. Também não houve alteração em relação ao resultado de dezembro do ano passado na quarta e quinta posições, ocupadas, respectivamente, por Embraer e ADM do Brasil. Governo lista mineradora entre inadimplentes JANAINA LAGE DO RIO A Vale, segunda maior mineradora do mundo, entrou para a lista de empresas inadimplentes com órgãos e entidades federais. O DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) incluiu a empresa no banco de dados de pessoas físicas e jurídicas em débito com a União, o Cadin (Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados do Setor Público Federal). Segundo o DNPM, há uma discussão na Justiça sobre o pagamento dos royalties do setor (chamados de Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) na exploração do Complexo de Carajás. O órgão cobra uma dívida de cerca de R$ 360 milhões. A Vale informou que "tem recolhido os valores incontroversos de forma regular e exercido seu direito de defesa contra cobranças que considera indevidas". Levantamento realizado pela ONG Contas Abertas mostra que, em julho, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional incluiu outras três inscrições da Vale no Cadin. No dia 17 de agosto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária também listou a mineradora no cadastro como devedora. Pessoas jurídicas que constam no Cadin podem enfrentar restrições para financiamentos públicos e licitações. Procurada, a Vale não se manifestou pelas inscrições feitas pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e pela Anvisa. A empresa disse que está pesquisando a que casos as inscrições no Cadin se referem. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional informou que não comenta casos de inscritos no Cadin. | |
| TOPO | |
| O ESTADO |
25 de agosto de 2010 |
| GERAÇÃO DE EMPREGOS | |
| Economia - Micros geram mais empregos | |
|
Por Rubens Frota
Pequenos negócios mantêm a liderança na geração de postos de trabalho sendo que a maior parte se deve àqueles com até quatro empregados. As micro e pequenas empresas, principalmente as menores, mantêm a liderança na geração de empregos com carteira assinada, ultrapassando com larga vantagem os médios e grandes empreendimentos. Dos 181.796 empregos criados no mês de julho, 135,5 mil (74,5%) foram gerados pelo segmento. Em junho essa participação foi de 71,8% do saldo total de empregos gerados. Só as microempresas com até quatro empregados geraram 68,6% dos empregos criados em julho, respondendo por 124,7 mil do total. As pequenas empresas, com 20 a 99 trabalhadores, geraram 8,1% dos postos de trabalho. As microempresas com cinco a 19 trabalhadores tiveram saldo negativo de 2,2% do saldo total. Já as médias e grandes responderam por pouco mais de 25,5% dos postos de trabalho criados no período. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
25 de agosto de 2010 |
| FIESP - JORGE PARENTE | |
| Egídio Serpa - Parente fala na Fiesp | |
| Jorge Parente, vice-presidente da CNI e presidente do seu Conselho de Responsabilidade Social, fez palestra ontem na Fiesp sobre o tema. Ele disse que só são viáveis hoje no mundo projetos ambientalmente corretos. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
25 de agosto de 2010 |
| ENERGIA EÓLICA | |
| Endesa mira energia eólica no Estado | |
|
Desde 2007, a empresa monitora ventos no Ceará, com o objetivo de desenvolver projetos para geração
Com uma participação ainda incipiente no mercado de energia no Brasil - 5% na distribuição e apenas 1% na geração -, o Grupo Endesa, controlador da Companhia Energética do Ceará (Coelce), já olha com atenção o potencial que representa o território nacional para futuros investimentos. No rol de oportunidades, a produção de energia eólica ganha destaque, com o Estado na mira dos projetos, segundo apurou com exclusividade o Diário do Nordeste. De acordo com André Moragas da Costa, da Diretoria de Comunicação e Relações Institucionais, a Endesa já mantém, desde 2007, 15 torres de medição de ventos no estados do Ceará, do Rio Grande do Norte e do Rio Grande do Sul. Diariamente, técnicos da companhia fazem o monitoramento nessas localidades, com o objetivo de desenvolver projetos para geração deste tipo de energia complementar, tendo em vista os leilões de energia eólica promovidos no País. "O mercado de distribuição já está consolidado. Dessa forma, crescer nesse segmento só ocorreria por meio de fusão ou aquisição de outras empresas, o que é mais difícil. Porém, no caso do mercado de geração, são vários os projetos de energia nova, estimulados pelos leilões promovidos pelo governo federal", destaca. Mercado promissor O que coloca o Brasil, afirma da Costa, como o País com as maiores oportunidades de crescimento para a empresa, pois além do estímulo ao setor, a Endesa ainda detém baixa inserção no mercado de energia nacional - 5% na distribuição e apenas 1% na geração -, diferentemente dos demais países da América do Sul nos quais a companhia também atua, onde atinge índices superiores a 30% em ambos os segmentos. Isto, apesar de o Brasil concentrar, atualmente, 25% dos ativos da Endesa em toda a América Latina. Na mercado chileno, a Endesa detém 35% na distribuição de energia e 34% na geração. No Peru, a proporção chega a 21% e 33%, respectivamente. Já na Colômbia a empresa se destaca com 15% na distribuição e 22% na geração. Enquanto que no mercado argentino ela participa com 15% e 22%, nessa ordem. Perfil No mercado brasileiro, além da Coelce, a Endesa é detentora da Ampla, no Rio de Janeiro; da Endesa Cachoeira, em Goiás; e da Endesa Cien, no Rio Grande do Sul. A companhia, holding pertencente à espanhola Endesa, foi criada em 2005 para administrar os negócios de distribuição, geração, transmissão e comercialização da energia no País. Na área de distribuição, com as empresas Ampla e Coelce, ela atende a um total de 15 milhões de pessoas nos Estados do Rio de Janeiro e do Ceará. Atualmente, 92% do capital do Grupo Endesa pertence à italiana Enel, que desde 2007 já era acionária da companhia, à época juntamente com a Acciona, com os 8% restantes pulverizados entre outros acionistas. Atuação Em geração, por meio da Endesa Fortaleza e da Endesa Cachoeira, a companhia possui capacidade de 1.004 MW de energia. Em transmissão, ela atua na conexão de 2.200 MW entre Brasil e Argentina, feita pela Endesa Cien. Ao todo, a Endesa Brasil possui 16.709 funcionários diretos e colaboradores. No caso da unidade cearense, a capacidade instalada é de 346,63 MW, o suficiente para o fornecimento de 1/3 da energia consumida em todo o Ceará. Localizada entre Caucaia e São Gonçalo do Amarante, a empresa está abrigada dentro do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). Em 2009, a termelétrica gerou 528,64 GWh de energia totalizando receita bruta de R$ 664,2 milhões e lucro líquido de R$ 254,7 milhões. Neste ano, só nos três primeiros dias de agosto, a geração já atingiu 168 MW médios. Continua na página 2 ANCHIETA DANTAS JR. REPÓRTER Expectativa com leilões é de 2.000 MW Com a expectativa de contratação reduzida de 2.500 para 2.000 MW, segundo o diretor executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Pedro Perrelli, o preço da energia nos leilões de contratação de projetos para a geração de energia com base nos ventos será de R$ 167/MWh para ambos os leilões: de reserva e de A-3. Os leilões, incluindo os de biomassa e PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) estão previstos para hoje e amanhã, e ambas as categorias apresentam características específicas no que diz respeito ao destino da energia gerada, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que habilitou tecnicamente as empresas que manifestaram interesse em participar do certame. O leilão de reserva tem como objetivo garantir o fornecimento de energia elétrica no País nos casos em que ocorrer aumento da demanda. Outro objetivo é o de contribuir na recuperação dos reservatórios hídricos, responsáveis pela maioria esmagadora da energia gerada no País. A energia adquirida com o leilão de A-3, no qual todos os empreendimentos devem ser entregues em até três anos depois da conquista da licença, é destinada ao suprimento da demanda do mercado. Essa demanda deve ser indicada pelas distribuidoras de energia em programações previamente apresentadas à EPE e que estejam de acordo com o Plano de Desenvolvimento Energético estabelecido para o período de 2010 a 2019. Prazos Desde 13 de agosto, as empresas habilitadas pela EPE tiveram que depositar as garantias, na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), para participarem nos leilões. Ao todo, foram habilitados 316 projetos eólicos para o leilão de reserva, num total de 8.202 MW, que deverão estar em plena operação em setembro de 2013. Na oferta de A-3, 320 projetos eólicos foram habilitados, com 8.034 MW e devem estar em geração em outubro de 2013, dentro do prazo previsto para esse tipo de certame, que é de três anos a partir da licença. Ceará Correspondendo ao potencial eólico do Estado, os empreendimentos cearenses destacam-se na disputa. Ao todo, o Ceará conta 96 projetos habilitados para participar do Leilão de Reserva de Fontes Alternativas. No de A-3, são 92 empreendimentos cearenses habilitados. Os projetos deixam o Estado em segundo lugar, perdendo apenas para Rio Grande do Norte, que lidera em número de empreendimentos. DIAGNÓSTICO Arce realiza a 1ª fiscalização do parque da Prainha A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará (Arce) realiza, hoje, a primeira fiscalização prevista pelo convênio de descentralização acordado com a Agência Nacional de Energia Elétrica. A visita dos técnicos da Arce ocorrerá na usina da praia da Prainha, em Aquiraz. No convênio, a Arce foi licenciada para regular o funcionamento de 10 usinas cearenses. "Lá, vamos fazer um diagnóstico da usina. Vamos para saber se ela está cumprindo aquilo para que foi pensada", declara Eugênio Bittencourt, coordenador de energia da Arce. De acordo com ele, será avaliada a licença ambiental de operação, o registro de ocorrência e os boletins diários de operação, assim como as normas e os contratos de concessão que regem a usina, "entre outros aspectos". As próximas usinas a serem fiscalizadas serão Lagoa do Mato e Canoa Quebrada, em Aracati, ambas em setembro. | |
| TOPO | |
| VALOR ECONÔMICO |
25 de agosto de 2010 |
| DESINDUSTRIALIZAÇÃO | |
| O debate da desindustrialização | |
|
Vários dados desmentem a tese de desindustrialização, mas é importante ficar atento à indústria do pós-crise
Há sinais de que a indústria brasileira vem perdendo competitividade no pós-crise. Aparentemente, as exportações subsidiadas da China, principalmente para mercados tradicionais do Brasil na América Latina, e a valorização do real frente ao dólar explicam parte do problema. É cedo, no entanto, para falar em desindustrialização e, portanto, na necessidade de adoção de medidas anacrônicas, como o fechamento do mercado nacional sugerido pelo presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch. Dados compilados pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) mostram que, depois de gerar superávits comerciais por cinco anos consecutivos, a indústria começou a acumular déficits em 2008. No primeiro semestre daquele ano, o resultado negativo foi de US$ 997 milhões. No mesmo período de 2009, o déficit ampliou-se para US$ 2,1 bilhões e, entre janeiro e junho deste ano, saltou para US$ 14,3 bilhões, o maior desde 1989. Estudiosos do assunto, os economistas Régis Bonelli e Samuel Pessoa, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas, afirmam que não dá para falar em desindustrialização no período que vai até 2008, ano em que o país sofreu os efeitos da crise financeira internacional. O processo de redução da participação da indústria no Produto Interno Bruto (PIB) resultou, nos últimos 40 anos, de fatores conjunturais e, especialmente, das transformações estruturais ocorridas na economia - aqui e no mundo. Em 1947, a indústria de transformação respondia por 20% do PIB no Brasil. Em 1985, essa participação chegou ao pico - 36%. Em 2008, caiu para 16% do PIB. Para entender o contexto dessa mudança, Bonelli e Pessoa estudaram, de forma meticulosa, as experiências brasileira e internacional e constataram que o encolhimento da indústria é um fenômeno global. Considerando um grupo de 185 países, portanto, quase a totalidade das nações, observa-se que, em 1970, o produto industrial era responsável por 25% do PIB mundial. Em 2007, a participação caiu para pouco menos de 17%. Ao analisar o que ocorreu em 16 países semelhantes ao Brasil, Bonelli e Pessoa concluíram que o país estava "sobreindustrializado" no início dos anos 70 do século passado, ou seja, tinha uma participação da indústria no PIB bem superior, na média, à das outras economias. Um das razões para isso foi o aprofundamento do modelo de substituição de importações nos anos 70 e 80. No período 1970-1972, a indústria representava 25,3% do PIB brasileiro, face a uma média de 20,4% nos 16 países avaliados. Já em 2005-2007, os percentuais caíram, respectivamente, para 15,7% e 14,6% do PIB. É verdade que o recuo da indústria foi mais intenso no Brasil, mas o que Bonelli e Pessoa sustentam é que, enquanto esteve acima da média nos anos 70 e 80, o Brasil voltou à "normalidade" em termos de produção industrial nos anos 90, levando-se em conta suas características socio-econômicas e tecnológicas. Quando se observa o comportamento recente, vê-se que o emprego industrial cresceu de 12,8% do total em 1992 para 14,4% em 2008, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). A Pesquisa Industrial Anual (PIA), feita também pelo IBGE, revela, por sua vez, que o emprego na indústria aumentou de 7,44% da população ocupada total em 1996 para 8,35% em 2008. No mesmo período, a participação do investimento da indústria na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) pulou de 14,4% para 18,5%. Tudo isso desmente a tese da desindustrialização. Bonelli e Pessoa, que tratam do tema na Carta do Ibre que será divulgada nos próximos dias, reconhecem que é preciso examinar de forma rigorosa a tendência daqui em diante, ou seja, do pós-crise de 2008. No ciclo de crescimento iniciado em 2003 e interrompido em 2008 pela turbulência mundial, a economia brasileira acelerou puxada principalmente pela demanda externa. No ciclo atual, é o mercado interno que está liderando a alta do PIB. Nesse contexto, o déficit em transações correntes está crescendo de forma acelerada - de 1,72% do PIB em 2008 para 2,5% do PIB em 2010, segundo projeção do Banco Central. Com déficits externos crescentes e com a valorização do câmbio, que permite o financiamento internacional do excesso de consumo e investimento, é "natural", assinalam os dois economistas da FGV, "que ressurjam preocupações sobre o impacto da moeda forte no setor industrial". Bonelli e Pessoa lembram que, no pós-crise, a exportação brasileira de produtos manufaturados não retornou ao padrão de 2008, "o que é preocupante". "Como se sabe, a China reagiu à crise mantendo o nível do seu câmbio nominal, tanto no momento inicial de desvalorização das moedas em geral em relação ao dólar, quanto na subsequente reapreciação. À medida que os efeitos da turbulência foram se dissipando, processo particularmente rápido no mundo emergente, as moedas desses países - e, especialmente a daqueles, como o Brasil, que se beneficiam da alta das commodities - valorizaram-se ante o dólar, e, consequentemente, diante do yuan", explicam os economistas. "Por outro lado, com a retração do consumo nos países ricos, cujo tecido econômico foi danificado de forma mais duradoura pela crise, a China tende naturalmente a voltar suas baterias exportadoras para países emergentes." O "efeito China" pode estar por trás da "primarização" da pauta de exportações do Brasil. A perda de competitividade, medida pelo déficit comercial no primeiro semestre, é maior nos bens de média-alta tecnologia e naqueles fabricados por atividades consideradas de alta intensidade. É prematuro, no entanto, afirmar que o Brasil sofre de desindustrialização. "Não se trata de uma sangria desatada, e reações precipitadas - especialmente no sentido de alterar o regime macroeconômico e o cambial - seriam certamente equivocadas", comentam Bonelli e Pessoa. O câmbio, como se sabe, é mais um sintoma do que a causa dos problemas estruturais da economia brasileira. Cristiano Romero é editor-executivo e escreve às quartas-feiras. E-mail: cristiano.romero@valor.com.br | |
| TOPO | |
| VALOR ECONÔMICO |
25 de agosto de 2010 |
| ESTOQUES DA INDÚSTRIA | |
| Com o fim dos estímulos tributários, estoques da indústria sobem em julho | |
|
A retirada de parte dos estímulos tributários ao consumo e o arrefecimento da demanda interna provocaram elevação dos estoques em 16 dos 26 subsetores industriais em julho. Nem todo esse aumento, contudo, foi considerado ruim pelas empresas. Entre os setores, 14 classificaram o acumulo de produtos acabados como superior ao planejado e, portanto, indesejado. Em uma escala de zero a cem, na qual a pontuação superior a 50 é considerada elevada, a acumulação de produtos nas fábricas atingiu 51,3 pontos no último mês frente a 49,2 em junho. Foi a primeira vez em 2010 que o indicador superou a marca de 50 pontos.
A constatação faz parte da Sondagem Industrial apresentada ontem a partir de consultas a 1.472 empresas entre os dias 2 e 18 de agosto. De acordo com esse levantamento, a acumulação indesejável de estoques está concentrada nas grandes e médias empresas. Entre os setores (ver tabela) que informaram acúmulo de produtos por vendas que não se concretizaram. figuram montadoras de veículos, fábricas de vestuário, de limpeza e perfumaria, de móveis, indústria de refino de petróleo, metalúrgicas e fabricantes de máquinas elétricas, de comunicação e de transporte. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classifica como "transitória" a ampliação indesejável de estoques. Mas lembra, por outro lado, que se a acumulação persistir em agosto será preocupante. Para a entidade, o movimento de acomodação do nível de atividade no parque fabril está sendo maior que o projetado. Em meio a esse período de incerteza, em que a indústria tateia para detectar o ritmo de produção mais condizente com a demanda, o gerente-executivo da unidade de política econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, avalia que a probabilidade maior é que os estoques não sigam em nível superior ao desejado. A maioria dos industriais consultados respondeu que a demanda se manterá aquecida. Responderam ainda que pretendem ampliar as compras de matérias-primas. Para o economista, são duas informações que sinalizam que os empresários não veem obstáculos à desova das mercadorias. Especificamente sobre a perspectiva para a demanda, o índice para agosto continua elevado em 63,1. Em relação a insumos para a produção, a pontuação também ficou alta, 60,7. Em termos de produção, a média das respostas foi de 53,4 pontos. As projeções otimistas para demanda doméstica, compra de insumos e produção, em meio a um período em que os estoques estão elevados, se justificam, analisa Castelo Branco. Segundo ele, o segundo semestre é usualmente mais dinâmico que o primeiro e os fatores que estimulam o consumo interno se mantêm presentes na economia. "A acomodação do nível de atividade é temporária, o mercado de trabalho continua forte, a inflação voltou a baixar e o crédito não foi afetado pela elevação dos juros, processo que acreditamos ter chegado ao fim", diz. Em contrapartida, os empresários continuam cautelosos em relação às exportações. A pontuação para as vendas feitas no exterior baixou de 52,2, em julho, para 51,8 pontos em agosto.
| |
| TOPO | |
| O POVO |
25 de agosto de 2010 |
| LYCRA - MODA ÍNTIMA | |
| Vertical S/A - Cores | |
|
Por Jocélio Leal
A Lycra apresenta hoje em Fortaleza a nova cartela de cores moda íntima inverno 2011 e as novas tecnologias para o segmento. O Ceará é importante para a marca por conta de sua indústria de lingeries e moda praia. | |
| TOPO | |
| O ESTADO |
25 de agosto de 2010 |
| MINA DE ITATAIA | |
| Exploração de mina gera discórdia entre deputados | |
|
Mina de Itataia concentra a maior jazida de urânio do País
O deputado Tomás Figueiredo (PSDB) foi à tribuna ontem, na Assembléia Legislativa, para expressar desapontamento pela falta de produção na mina de Itataia, no município de Santa Quitéria. Ele culpa o governo Cid Gomes (PSB) pela situação. Localizada a 252 quilômetros de Fortaleza, a mina de Itataia concentra a maior jazida de urânio do País e será explorada pelas INB (Indústrias Nucleares do Brasil) e pela empresa Galvani. O investimento total é da ordem de R$ 800 milhões, cerca de 80% assegurados por financiamento junto ao Banco do Nordeste. O contrato de exploração da mina foi assinado por Cid Gomes em julho do ano passado. “É um projeto importantíssimo para o Ceará, mas não há nada funcionando”, lamentou Figueiredo. Segundo o deputado tucano, a empresa Galvani tentou renovar a licença ambiental do projeto, mas o processo emperrou na Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). “É interesse do Estado que a gente tenha essa indústria aqui, para explorar uma riqueza que é nossa, em vez de ficar prometendo uma refinaria que nunca chega”, condenou Figueiredo. Segundo o parlamentar, caso a Galvani não obtenha a licença ambiental em breve, a empresa não terá mais condições de tocar o projeto. “A exploração da mina, que estava a ponto de começar, pode não acontecer por negligência do governo do Estado e por falta de compromisso do governador Cid Gomes. O Ceará corre o risco de não ver esse investimento”. TORCIDA CONTRA O CEARÁ Foi só Figueiredo descer da tribuna para que o vice-líder do governo, Roberto Cláudio (PSB), assumisse o microfone. Visivelmente irritado, medindo as palavras e sem citar nominalmente o tucano, ele declarou que esclareceria a questão “em nome da honestidade intelectual”. Para o deputado socialista, “alguns setores políticos estão incomodados” com o programa de obras da gestão Cid Gomes. “A gente compreende isso. Estamos na véspera da eleição”. Como exemplos desses empreendimentos, Cláudio tornou a citar a refinaria e a siderúrgica, cuja terraplanagem, como disse, foi iniciada. “A siderúrgica e a refinaria têm potencial de impactar em 70% o PIB do Ceará e gerar, juntas, mais de 100 mil empregos para o povo cearense, e essas coisas só passaram a se concretizar no governo Cid Gomes”. Conforme o vice-líder do governo, o projeto de exploração da mina de Itataia estão obedecendo aos trâmites legais inerentes a uma empreitada desse tipo. “Não podemos passar por cima das leis. Precisamos respeitar todo o procedimento para que o empreendimento se concretize”. Após destacar números da administração Cid em áreas como educação e saúde, Cláudio encerrou o pronunciamento afirmando que certos deputados parecem estar “torcendo contra o Ceará”. “Eu realmente não entendo a razão desses discursos. Ou é cegueira ou é má-vontade de motivação eleitoreira”. ÚLTIMO ROUND A peleja continuou nos pronunciamentos a título de explicação pessoal, feitos ao final da sessão. Para Tomás Figueiredo, “não é caindo de pára-quedas na história e dizendo que o governador é operoso que a gente vai resolver o problema” da mina de Itataia, o qual, segundo o tucano, deve-se à “incompetência” de Cid. Reagindo outra vez, Roberto Cláudio tornou a acusar o tucano de emitir vibrações negativas pelo fracasso do Estado. “Às vezes penso que o deputado que me antecedeu [na tribuna] torce contra o Ceará”. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
25 de agosto de 2010 |
| BNB - ACIP | |
| Linha de crédito para o panificador | |
|
Banco do Nordeste fechou acordo de cooperação técnica e financeira para o setor de panificação
Empresários do setor de panificação no Ceará tem agora um incentivo a mais para buscar desenvolver o negócio, a partir da obtenção de crédito. A Associação Cearense das Indústrias da Panificação (Acip) e o Banco do Nordeste (BNB) firmaram ontem - durante a abertura da Feira da Indústria da Panificação - Cearapão, um acordo de cooperação técnica e financeira para o setor. De acordo com o superintendente do BNB no Ceará, Isidro Moraes de Siqueira, o acordo deve desburocratizar o acesso a financiamentos e empréstimos aos panificadores associados e, dessa forma, desenvolver o setor no Estado. O recurso para os panificadores partirá do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). O BNB não estipulará limite de crédito por empresa, nem mesmo a quantidade de beneficiados pelo recurso. "O tamanho do recurso dependerá da demanda do setor da panificação. Individualmente, também vai variar com fatores como receita, patrimônio e lucro da empresa", explica o superintendente. O acordo entre os panificadores e o banco tem como meta principal, além de desenvolver ainda o setor com recursos destinados à aquisição isolada de matérias-primas, insumos, mercadorias, máquinas, veículos e equipamentos, tornar cada vez mais fácil o acesso dos empresários do ramo aos empréstimos e financiamentos. "A empresa será beneficiada com as facilidades do FNE. Quando não existe um termo como este que estamos firmando com a Acip, a panificadora demora a chegar ao banco por que há necessidade de um período maior na obtenção de documentos", avalia Siqueira. Atendimento exclusivo Para facilitar o acesso ao crédito ao setor, o convênio firmado prevê também a disponibilização de espaço físico para atendimento exclusivo a empresários da indústria de panificação na sede da Acip. "O BNB terá gerentes de plantão para atender e treinar o empresário que busca crédito. Com este auxílio, o banco já receberá o processo com meio caminho andado, facilitando a operação", explica Siqueira. O presidente da Acip, José Antônio Nogueira, comemorou a parceria. "Nós precisávamos disso. Esse projeto é de muita valia para o Ceará. A indústria da panificação deve e pode se desenvolver mais", afirma. Nogueira também salientou a importância de o empresariado se unir para que o setor esteja cada vez mais preparado para atender a demanda. "As lojas têm de se modernizar. Os clientes a cada dia estão procurando mais coisas. Temos que continuar vendendo pão e mais outros serviços, explica. Diário homenageado Com a presença de empreendedores, padeiros, confeiteiros, cozinheiros, doceiros, fornecedores de produtos e serviços da área no Estado, a Feira da Indústria da Panificação, Cearapão, teve início ontem, no Hotel Praia Centro, onde se estende até amanhã. A abertura contou com a presença de representantes do poder público e lideranças do setor. No evento, o Diário do Nordeste foi premiado com a medalha Top 1000 da Panificação pelo trabalho desenvolvido em prol da sociedade cearense e o apoio prestado ao setor. "O Diário foi sempre um grande parceiro que tivemos no setor quando, por exemplo, incrementamos a venda do pão com o jornal. Foi uma abertura para que a panificação estivesse nos lares do cidadão cearense", lembra Nogueira. Além do Jornal, o panificador Pelagio de Oliveira Brandão também foi agraciado. O empresário chegou ao Ceará com 16 anos e escreveu uma história de mais de 70 anos no setor. A CearaPão conta com a presença de profissionais da Capital e Interior que poderão participar de atividades como cursos, palestras, feira, concurso de culinária nas modalidades de pães, tortas e sanduíches. | |
| TOPO | |
| O POVO |
25 de agosto de 2010 |
| FINANCIAMENTO DO BNB | |
| Panificadores terão financiamento do BNB | |
|
Panificadores terão financiamento facilitado pelo Banco do Nordeste. Para o presidente da Associação Cearense da Indústria de Panificação (Acip) os recursos não devem refletir no preço final do pão, mas darão alívio para o setor
Henriette de Salvi Financiamento com prazos longos, juros baixos e sem burocracia. Esse é o objetivo do acordo de cooperação técnica firmado entre o Banco do Nordeste e a Associação Cearense da Indústria de Panificação (Acip) durante a abertura da Feira da Indústria de Panificação - Cearápão 2010, que começou ontem e segue até amanhã na Fábrica de Negócios, no Hotel Praia Centro. De acordo com o superintendente estadual do BNB no Ceará, Isidro Moraes de Siqueira, os recursos não são limitados e devem ser liberados de acordo com a demanda. “Nós acreditamos que para esse ano ainda deva ter uma demanda de R$ 10 milhões em todo o Estado, porque o setor não demanda crédito em valor significativo. A maioria são pequenos e microempresários que precisam de recursos de valores não muito altos”, explica. De acordo com José Antônio Nogueira, presidente da Acip, os recursos devem ser utilizados pelos empresários do setor com reformas, aumento de mão-de-obra, melhorias gerais e modernização nos ambientes das panificadoras, principalmente as que ficam pelo interior do Estado. Nogueira disse que o financiamento não deve influir diretamente numa redução nos preços dos pães. Entretanto, para Isidro Moraes de Siqueira, do BNB, os recursos facilitam os negócios e podem sim, evitar o aceleramento nos aumentos. “Embora haja a questão da dependência da matéria-prima, que é o trigo, que é dolarizado e vem de fora, os recursos tomados a um custo adequado oferecem condições de comprar a matéria-prima à vista com prazo bom para pagar, já que tem baixos juros”, acredita. Para ele, o empresário vai ter condições de ter um diferencial de preço e competir melhor no mercado. SERVIÇO Cearapão - Feira da Indústria de Panificação Fábrica de Negócios – Hotel Praia Centro. Endereço: Av. Monsenhor Tabosa, 740 – Praia de Iracema. Hoje e amanhã a partir das 14 horas palestras, oficinas, concursos de tortas e sanduíches e a instalação de uma padaria modelo. O tema da feira é “Tendências da Padaria no Mundo Gastronômico”. Recursos virão do FNE O financiamento destinando aos panificadores vai funcionar com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), que oferece prazos esticados e taxas de juros para investimentos e para capital de giro. De acordo com Siqueira, a novidade neste modelo de financiamento é que a Associação será a responsável pelos trâmites legais do processo de liberação do crédito. “O panificador vai procurar a Associação e é ela quem vai instruir todo o processo e entregar o cadastro e a proposta”. Ele aposta que, desta forma, o acesso aos recursos será facilitado e evitará “idas e vindas” dos clientes até as agências bancárias. Segundo José Antônio Nogueira, presidente da Acip, que congrega 70 associados, o setor teve um crescimento no ano passado de 13%. Para ele, o financiamento e a feira vem proporcionar maior abertura para o panificador do Interior. “Teremos alguns cursos e estamos fortalecendo os relacionamentos entre as entidades”, conta. (Henriette de Salvi) | |
| TOPO | |
| O POVO |
25 de agosto de 2010 |
| AEROPORTO INTERNACIONAL PINTO MARTINS | |
| Licitação do aeroporto sai em novembro | |
|
Obras de modernização e construção de novo terminal devem custar R$ 279,5 milhões, com conclusão em junho de 2013
Diego Lage A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) se prepara para abrir a licitação das obras de ampliação e modernização do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza. A intervenção deve elevar em 45% a capacidade operacional e, também, dar maior conforto aos usuários. Um novo terminal será construído. O superintendente da Infraero em Pernambuco, Fernando Nicácio, explicou o andamento do processo e os detalhes da obra ao O POVO, ontem, em visita a Fortaleza. Ele também conversou sobre o assunto com secretária do Turismo do Estado (Setur), Bismarck Maia. A Superintendência Regional da Infraero em Pernambuco é a responsável pelo Pinto Martins. Nicácio detalhou que, atualmente, os projetos básico e executivo para as obras estão em fase final de elaboração. “Até novembro deve ser concluído”, adiantou. Logo em seguida a ampliação será licitada. “Em novembro o projeto completo fica pronto. E a licitação é imediata”, reiterou Bismarck Maia. A Infraero quer dar início às obras do novo Pinto Martins em junho do próximo ano, com finalização estabelecida para 2013, em junho. A empresa deve investir R$ 279,5 milhões nos serviços. A capacidade do Pinto Martins é para 6,2 milhões de passageiros ao ano. Em 2009 o terminal fechou o ano com 4,2 milhões de pessoas, conforme o superintendente do aeroporto, Sérgio Baltoré. O problema é que, em horários de pico, o fluxo cresce e há uma saturação da capacidade. “Acontece uma diminuição do nível de conforto com o movimento maior”, reconhece Nicácio. E, em 2014, a Infraero prevê um movimento de até 7,5 mil milhões de passageiros em Fortaleza. “Não vamos esperar entrar em caos para dizer que o aeroporto está saturado e começar as obras”, reforçou Bismarck. “Se há hoje saturação nos principais horários é porque o aeroporto tá saturado como um todo. Não aceito essa desculpa que a saturação é só nos horários de pico”, completou o secretário. A ampliação deve elevar a capacidade para nove milhões de passageiros ao ano. Um novo terminal de passageiros será construído, no setor leste do aeroporto, e funcionará de forma integrada com o atual terminal. Já o atual terminal será modernizado. De acordo ainda com Nicácio, a área atual é de 38 mil metros quadrado e será ampliada para 86 mil m². A ampliação posterior do Pinto Martins, projetada para 2018, deve elevar a capacidade operacional para 14,2 milhões de passageiros ao ano. E-MAIS O atual terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Pinto Martins foi inaugurado em 1998. As obras de modernização o atual terminal e construção de um novo terminal no Pinto Martins devem ser feitas por etapa, conforme o superintendente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) em Pernambuco, Fernando Nicácio. Dados da Infraero apontam que, em 2005, o movimento operacional no Pinto Martins foi de 2.774.240 passageiros. Já no ano passado o número saltou para 4.211.399 pessoas. De acordo ainda com a Infraero, entre janeiro e junho deste ano o Pinto Martins teve um movimento operacional de 2.331.387 passageiros. O titular da Secretaria do Turismo do Estado (Setur), Bismarck Maia, prevê um fluxo de 5 milhões de passageiros até o fim do ano. As obras de ampliação e modernização do aeroporto incluem, por exemplo, melhorias no serviço de check in, maior estacionamento,. infraestrutura viária e mais esteiras, entre outras melhorias. Obra está no pacote para a Copa de 2014 A ampliação do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, faz parte do pacote de obras para a Copa do Mundo de 2014. Já o secretário do Turismo do Estado (Setur), Bismarck Maia, ressalta que essa intervenção é necessária independentemente da competição. ''Independentemente de Copa do Mundo já existia uma luta no sentido de ampliar o Pinto Martins”, explicou o secretário, lembrando que o Governo do Estado se ofereceu à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) para auxiliar na elaboração do projeto. Bismarck Maia detalha ainda que Fortaleza não deve se preocupar somente com a Copa do Mundo. Em 2013, ele lembra, será realizada a Copa das Confederações. Trata-se de uma competição mundial, envolvendo as seleções campeãs de cada continente – além da atual campeã mundial, Espanha, e do anfitrião, Brasil. Fortaleza está na luta para sediar, também, a Copa das Confederações – um ano antes da Copa do Mundo. Nas últimas edições foram quatro subsedes. O torneio é usado como um teste de preparação para a Copa do Mundo. (DL) | |
| TOPO | |
| O POVO |
25 de agosto de 2010 |
| PORTO DO PECÉM | |
| Vertical - PORTO DA FRUTA | |
| Com incremento de 68% em movimentação de cargas no primeiro semestre, o Porto do Pecém deve fechar o ano com recorde, segundo o diretor comercial da Ceara Portos, Mário Lima. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
25 de agosto de 2010 |
| PRÊMIO CHICO MENDES | |
| Vaivém - Prêmio | |
|
Por José Maria Melo
O secretário Marcos Vieira, do Meio Ambiente de Maracanaú, embarcou, ontem muito cedo, para SP, para receber o Prêmio Chico Mendes, em solenidade na USP, concedido para casos reais de âmbito social e ambiental, que se destacam pela importância, criatividade, contemporaneirade, através de pesquisa feita pelo Instituto CM. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
25 de agosto de 2010 |
| ORÇAMENTO NATURAL | |
| Fomos além da capacidade | |
|
A humanidade levou menos de nove meses para esgotar o orçamento natural, segundo ONG americana
No sábado passado, 21 de agosto - "Earth Overshoot Day" ("Dia do Excesso") - os habitantes da Terra esgotaram todos os recursos que o Planeta lhes proporciona para o período de um ano, passando a viver dos créditos relativos ao próximo ano, segundo cálculos da organização não governamental (ONG) Global Footprint Network (GFN). A GFN calcula o estoque da natureza sob a forma de biocapacidade - o montante de recursos que o Planeta regenera a cada ano - e o compara à demanda humana: o montante necessário para produzir todos os recursos vivos que consumimos e absorver nossas emissões de gás carbônico (CO2). Já desperdiçamos o capital que o Planeta colocou à nossa disposição neste ano. Ao mesmo tempo, exaurimos o espaço útil para amontoar os nossos detritos, começando pelo CO2, que vem desencadeando as mudanças climáticas. Visto que parar é impossível, como sempre, resolvemos o problema repassando a conta para os nossos descendentes. Consumo O alarme da GFN, que há anos calcula a pegada ecológica que corresponde aos vários estilos de vida, nos mostra que, se todos vivêssemos como os cidadãos dos Estados Unidos, precisaríamos de outros quatro planetas para satisfazer as nossas exigências. Os indianos, ao contrário, usam aquilo que precisam e deixam os recursos de mais de meio planeta à disposição de outras espécies. Mas, considerando as somas globais, hoje já são consumidos os recursos de um Planeta e meio. Por milhares de anos, os seres humanos satisfizeram suas necessidades utilizando só os juros do "capital natureza". O limite crítico - momento em que a demanda de serviços ecológicos superou a taxa com a qual a natureza os regenera - foi tocado no dia 31 de dezembro de 1986. Em 1987, atingiu-se o vermelho no dia 19 de dezembro. Em 2008, zeramos os recursos no dia 23 de setembro, enquanto, em 2009, o "Earth Overshoot Day" foi alcançado no dia 25 de setembro. Neste ano - por força de um cálculo mais sistemático dos campos efetivamente disponíveis -, começamos a pedir empréstimos às gerações futuras já no dia 21 de agosto. "Se uma pessoa gastasse o seu salário anual inteiro em oito meses, teria que estar muito preocupada", comentou Mathis Wackernagel, presidente da GFN, que continuou: "A situação não é menos alarmante quando tudo isso ocorre com o nosso crédito ecológico: as mudanças climáticas, a perda da biodiversidade, a falta de alimentos e de água demonstram que não podemos continuar financiando os nossos consumos endividando-nos. A natureza está prestes a perder a confiança na nossa conta ambiental". Para inverter a tendência, segundo ele, é preciso "que a população mundial comece a diminuir" -um tabu que começa a ser desmistificado entre os demógrafos e os defensores do meio ambiente. "As pessoas pensam que seria terrível mas, para nós, representaria uma vantagem econômica. É uma escolha", comentou. Durante a maior parte da história, a humanidade foi capaz de viver às custas dos juros da natureza - consumindo recursos e produzindo CO2 a uma taxa menor do que o Planeta era capaz de regenerar e reabsorver. Mas há cerca de três décadas, nós cruzamos um limiar crítico e a taxa de demanda humana por serviços ecológicos passou a superar a taxa em que a natureza podia fornecê-los. Esta lacuna entre oferta e demanda - conhecida como "overshoot ecológico" - tem crescido a cada ano. Agora é preciso um ano e seis meses para regenerar os recursos que a humanidade requer em um ano. Mudanças Climáticas A mudança climática é talvez o sinal mais importante do nosso gasto ecológico excessivo. Nossa pegada de carbono (calculada pela GFN, como a quantidade de terra e área marítima que seria necessária para absorver todo o CO2 que emitimos) é a maior parcela da pegada ecológica humana, e a que cresce mais rápido. Ela mais do que duplicou desde 1970. Durante esse tempo, tem aumentado três vezes mais rápido do que a segunda parcela da pegada humana que mais cresce; a de áreas construídas. As emissões de CO2 agora são responsáveis por mais de metade da demanda humana sobre a natureza. Com muito mais emissão do que os ecossistemas podem absorver, se acumula na atmosfera e contribui para as alterações climáticas. "Esperamos que as nossas estimativas de ´overshoot´ sejam, no mínimo, conservadoras", disse Wackernagel: "Sabemos que estamos longe de viver apenas com os recursos de um Planeta. A boa notícia é que grande parte da tecnologia que temos para começar a tratar desse problema está disponível, como design compacto urbano, habitações energeticamente eficientes, reforma da tributação ecológica, eliminação dos subsídios de recursos, planejamento familiar seguro e acessível, bicicletas, as dietas com pouca carne e o custeio do ciclo de vida." MARISTELA CRISPIM EDITORA DE REPORTAGEM A opinião do especialista Reflexões e ações Uma rede de cooperação (a "Global Footprint Network") calcula, todo ano, o consumo de recursos naturais por nossa civilização. De acordo com essa rede, no último sábado, dia 21, ou seja, em menos de oito meses, esgotamos os recursos que a Terra precisa de um ano para repor. Se preferirem, podemos pensar que seriam necessários 17 meses para serem renovados os recursos que consumimos em um ano, ou ainda que precisaríamos de 1,4 planetas para saciar o consumo desenfreado de nossa civilização. Nesse contexto sem nenhuma sustentabilidade estão incluídas a destruição de florestas, a poluição, o esgotamento de aquíferos, a extinção de espécies. Mas não há como negar que a principal marca global é a emissão de gases de efeito estufa num ritmo que não podem ser absorvidos pelo oceano e pela biosfera, com as consequências já visíveis sobre o clima. No primeiro semestre de 2010 o planeta ficou quase 0,7 graus acima da média do século XX, com episódios que sugerem que os extremos do clima estão mudando: onda de calor na Rússia, enchente no Paquistão e seca, seguida de cheia fora de época em Niger, na África, onde o drama climático enlaçou-se à tragédia da miséria. É assim que a atmosfera do Planeta reage, ao ultrapassar a 390 partes por milhão (ppm) de dióxido de carbono (CO2) (quando na era pré-industrial eram somente 280 ppm). Desse modo, é necessário um conjunto de reflexões e, sobretudo, de ações. Em nossa casa, precisamos diariamente praticar pequenas atitudes quanto à água, lixo e energia. Em nosso País, precisamos combater o desmatamento e as queimadas e impedir a revisão do Código Florestal. Na escala do Planeta, precisamos reduzir urgentemente as emissões de dióxido de carbono e reorganizar, da geração de energia ao transporte, apostando em transporte público de qualidade e energias renováveis (como solar e eólica, sempre obedecendo critérios rigorosos quanto aos impactos ambientais).Sobretudo, é preciso superar essa sociedade cujo consumo desenfreado por muitos assegura o lucro astronômico de poucos, num ritmo cada vez mais incompatível com os ciclos naturais em nossa Terra. Alexandre Araújo Costa - Dr. Ciências Atmosféricas e Prof. UECE | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
25 de agosto de 2010 |
| LICENCIAMENTOS AMBIENTAIS | |
| Editorial - Destravar investimentos | |
|
Depois de um semestre de estudos revisionistas, feitos por seis grupos setoriais, o governo prepara-se para anunciar a simplificação das normas de licenciamento das obras de infraestrutura. Essa providência vem sendo reclamada, tanto pelos gestores públicos, como por investidores privados, em face do engessamento resultante de uma legislação arcaica e dos embaraços muitas vezes originados dentro da máquina administrativa, sob pretexto da proteção ao meio ambiente.
Os obstáculos seguiriam uma escala ascendente, de tal modo a bombardear qualquer empreendimento significativo, levando o próprio presidente da República, há alguns meses, a afirmar que gostaria de poder anunciar uma obra e ela acontecer. Essa é a medida dos entraves que retardam o desenvolvimento nacional, alimentados por bolsões de resistência ao progresso em nome de equivocada proteção da natureza. O desenvolvimento pode ser desencadeado sem afetar a riqueza ambiental, especialmente em regiões preservadas. Esse equilíbrio é possível e já poderia ser objeto de compromisso formal incluído nos contratos celebrados por projetistas, executores e controladores das obras, excluindo, "a priori", a conotação da luta ideológica ensaiada, a cada empreendimento, por grupos radicais. O Ministério do Meio Ambiente, como resultado desses estudos, promoverá mudanças nos termos de referência das obras, incluindo um sumário dos estudos e levantamentos exigidos dos empreendedores para efeito de liberação dos licenciamentos. O País oferece segmentos atrativos para exploração econômica. Contudo, o difícil é vencer a montanha de obstáculos legais, sobretudo para a construção de hidrelétricas, portos, rodovias, hidrovias, parques eólicos e linhas de transmissão de energia elétrica. A União e os Estados atuam na área do licenciamento. Essa pluralidade de competências serve apenas para diversificar a natureza das exigências, retardando o cronograma dos projetos, encarecendo os custos e dando margem para toda sorte de questionamentos. Atualmente, para a construção de uma linha de transmissão, exige-se até estudos sobre a incidência de radiação solar. Governo e empreendedores enfrentaram despautérios como este em projetos como o das Usinas do Rio Madeira, por conta da suposta ameaça à população de bagres; no projeto da Usina de Belo Monte, em face do alagamento de áreas da floresta, com possível alteração da fauna e flora locais; no Arco Metropolitano do Rio de Janeiro, diante da ameaça à população de pererecas de seu entorno; e na Linha de Transmissão Desterro-Palhoça, em Santa Catarina, sob pretexto da proteção ambiental. Esses projetos são essenciais ao País. É compromisso inerente à cidadania proteger a natureza. Quanto ao gestor público, transforma-se em dever. Por isso, o governo decidiu simplificar as normas para os licenciamentos futuros, reduzindo o tempo de coleta de informações; exigindo ações do empreendedor para diminuir o impacto às populações atingidas; e retirando do caderno de encargos estudos desnecessários. A remoção do entulho é exemplar. | |
| TOPO | |
| O POVO |
25 de agosto de 2010 |
| SEMACE | |
| Vertical - SERIEDADE | |
| Há grupo do agronegócio querendo ver a técnica Lúcia Teixeira fora do comando da Semace. A alegativa é de que ela protela a liberação de licenças ambientais. Lúcia, no entanto, vem cumprindo tarefas a contento e apenas seguindo o que manda a lei, garantem ambientalistas. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
25 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 | |
| Egídio Serpa - Um plano de Governo, por favor! | |
|
Faltando pouco mais de um mês para a eleição do governador do Ceará, esta coluna repete a pergunta: qual é mesmo o plano estratégico que os vários candidatos têm para orientar o desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental do Estado? O programa eleitoral que, de dois em dois dias, mostra as promessas de cada um, é desestimulante. O que se vê e ouve são frases de efeito especial do tipo "temos de repensar o modelo de educação", "a saúde precisa de um choque de gestão", "nunca se investiu tanto na Segurança Pública". Por falta de tempo, alguns candidatos estão a dizer só seu nome e o do seu partido e, no máximo, a condenar o processo eleitoral, que privilegia "os candidatos dos ricos". É muito pouco para o esclarecimento do eleitor, que gostaria de saber mais a respeito do que pretendem fazer - de 2011 em diante - os candidatos a governador. Cid Gomes, Lúcio Alcântara e Marcos Cals ainda não têm um plano de Governo. O primeiro, candidato à reeleição, ainda trabalha na elaboração de um, mobilizando pa
ra isso seu comitê de campanha; os seus adversários simplesmente não têm plano. Se o têm, pregaram nele o carimbo de confidencial. Assim, o eleitorado cearense fará um voo cego no dia da eleição, correndo o sério risco de erro na hora de pousar seu voto na pista mal iluminada pelas promessas enganosas. Um apelo à torre de controle: um Plano de Governo, por favor! | |
| TOPO | |
| FOLHA DE SÃO PAULO |
25 de agosto de 2010 |
| SUCESSÃO PRESIDENCIAL | |
| Dilma aparece com 18 pontos à frente de Serra em pesquisa | |
|
CNT/SENSUS
DE BRASÍLIA - Pesquisa CNT/ Sensus divulgada ontem mostra vitória da candidata Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno da disputa presidencial. A candidata do PT recebeu 46% das intenções de votos na pesquisa estimulada, contra 28,1% de José Serra (PSDB) e 8,1% de Marina Silva (PV). A petista somou 55,3% dos votos válidos, enquanto os demais candidatos juntos alcançaram 44,7%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Os demais candidatos, incluindo Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), não atingiram 1% das intenções de votos. Os indecisos e os votos nulos/brancos somam 16,8%. Na pesquisa espontânea, em que a lista de candidatos não é apresentada aos eleitores, Dilma também aparece em primeiro lugar, com 37,2% das intenções de votos. Ela é seguida por Serra, com 21,2% e Marina Silva, com 6%. A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 22 de agosto, com 2.000 pessoas e registrada no TSE com o número 24.903/2010. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
25 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 - SUCESSÃO ESTADUAL | |
| Cid diz que as críticas são demagógicas | |
|
Para o governador, a construção do Acquario tem a finalidade de atrair para o Estado do Ceará o turismo familiar
O governador e candidato à reeleição, Cid Gomes (PSB), minimizou a insatisfação de setores do Partido dos Trabalhadores (PT) em torno da manifestação do prefeito de Iguatu, Agenor Neto (PMDB), ao declarar, publicamente, apoio para as candidaturas ao Senado Federal de Eunício Oliveira (PMDB) e Tasso Jereissati (PSDB). Cid declarou que voto se conquista, não se impõe, embora reitere que todo o objetivo da campanha tem sido para ó êxito da dobradinha Eunício e Pimentel. José Pimentel esteve ao lado de Eunício durante toda a reunião, mas ao fim do encontro foi embora antes de Cid e Eunício. As declarações do governador ocorreram após participar do evento chamado "Café com Política", promovido pela Câmara de Comércio Brasil - Portugal no Ceará, que, nas duas últimas semanas, tem questionado os principais candidatos ao Governo do Estado (Lúcio Alcântara - PR e Marcos Cals - PSDB já haviam participado), a fim de exporem suas propostas nos setores de turismo, comércio exterior, infraestrutura em um eventual Governo. Cid defendeu os projetos que vem implementando e, mais uma vez, tachou de "demagógicas" as críticas de Cals e Alcântara sobre a construção do Acquario Oceânico e a suposta ausência de uma assessoria de assuntos internacionais na atual estrutura administrativa do Governo do governo. Compromisso Indagado se o 1º vice-presidente do PT, deputado federal José Guimarães, o procurou ou entrou em contato com o coordenador político de sua campanha, o deputado federal Ciro Gomes (PSB), Cid disse que não, mas respondeu sobre o mal estar gerado pelo fato do prefeito de Iguatu, Agenor Neto, ter pedido votos para Tasso Jereissati (PSDB) e Eunício Oliveira (PMDB) ao Senado Federal e não para José Pimentel. "Eu gosto muito do Guimarães, mas ninguém pode impor a ninguém voto não. Voto é conquista. Não é impondo que a gente vai conseguir alguma coisa não. E, certamente, as pessoas terão direito a votar do jeito que quiserem", colocou, citando o fato de que há municípios que votam de diferentes formas. Sobre o adiamento da vinda de Dilma Rousseff e do presidente Lula (ambos PT) para realizarem eventos de campanha no Ceará, Cid Gomes descartou que o episódio de Iguatu tenha gerado tal fato, dizendo apenas que houve um mal entendido entre as coordenações da Presidência da República e da campanha da petista. Cid informou que, há duas semanas, o chefe de Gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, colocou que a data inicialmente marcada para vinda de ambos era 10 de setembro. Na terça-feira passada, Gilles, que coordena agenda da Dilma, teria confirmado ao governador que Lula e Dilma viriam nesta sexta, sendo que, posteriormente, acabou dando informação diversa. "Depois ele (Gilles) disse que não, que não era a data acertada. Houve mal entendido e está previsto pro dia 10", reiterou. Demagogia Durante o evento da Câmara de Comércio Brasil - Portugal, Cid Gomes foi questionado sobre uma proposta de criação de uma assessoria de assuntos internacionais. Ele reiterou o que já vinha abordado. "Eu, pessoalmente, tenho cuidado desta questão, ajudado a buscar os investimentos internacionais para o Ceará. Tenho sido criticado, por uma visão demagógica tupiniquim, o fato é que o empenho pessoal nessa missão tem gerado resultados".Sobre o Acquario, ele ressaltou que a obra visa atrair o turismo familiar. | |
| TOPO | |
| VALOR ECONÔMICO |
25 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 - CID GOMES - CEARÁ | |
| Para Cid, só aliança do PT com tucanos conterá PMDB | |
|
Ceará: Governador vê Aécio como padrinho dessa aproximação
O governador Cid Gomes (PSB) defende a reaproximação do PT com o PSDB num eventual governo de Dilma Rousseff (PT), como estratégia para reduzir o peso do PMDB - partido do vice, deputado Michel Temer (SP). Num cenário de vitória da candidata petista a presidente, Cid prevê que o ex-governador Aécio Neves, sendo eleito senador por Minas Gerais, torne-se o principal líder do PSDB e faça a ponte com o PT. "Para o Brasil ter mais estabilidade no governo, se faz necessário que essa polarização, esse acirramento de ânimos entre PT e PSDB, arrefeça . Isso foi tentado no governo do PSDB, mas houve intransigência do PT. Depois, foi tentado no governo [Luiz Inácio] Lula [da Silva], e aí houve intransigência do PSDB. Acho que o Aécio deve assumir a condição de líder absoluto do PSDB e ele é sensível a essa estratégia", afirma Cid. Para o governador, candidato à reeleição numa aliança que conta com PT e PMDB, a reaproximação com os tucanos será importante caso Dilma vença, para "atenuar o risco" de o governo ficar refém dos pemedebistas, especialmente pelo perfil do vice, que preside o PMDB e a Câmara dos Deputados. "Ter um vice com aspirações, ambições, é um risco sempre. Eu tive aqui uma grande sorte de ter um vice absolutamente leal (Francisco Pinheiro, do PT), como o Lula teve o José Alencar (PRB). Michel tem outro perfil. É um cara de ambições, não tão discreto. Não sei se compreenderá o papel." Por meio da assessoria, Temer afirmou que seu perfil pode ser considerado menos discreto do que o de Alencar em decorrência da própria carreira e do fato de ser presidente da Câmara e do partido. Quanto ao exercício da Vice-Presidência, lembrou que as atribuições são definidas pela Constituição (substituir o presidente em caso de impedimento e sucedê-lo, em caso de vaga, além de "missões especiais" para as quais seja convocado pelo presidente). Cid lembra que a afinidade histórica entre PT e PSDB é maior que a existente entre esses partidos e seus respectivos maiores aliados, PMDB e DEM. Diz que a disputa entre petistas e tucanos tem origem em São Paulo, na briga entre suas principais lideranças, que estimulariam o acirramento nacional. "Essa disputa com o PSDB é que valoriza a importância do PMDB. Essa intransigência obriga qualquer partido que esteja no governo a buscar apoio no PMDB", avalia Cid. Sob o aspecto ideológico, o peso do PMDB num futuro governo Dilma não preocupa o governador, porque ele considera o partido dividido em núcleos regionais e sem "uma linha hegemônica". Além disso, ele aposta no "diálogo maior" com o PSDB e no fortalecimento do seu próprio partido, o PSB, para equilibrar as forças. A se manter o cenário apontado pelas pesquisas para os governos estaduais, o PSB tende a reeleger o próprio Cid e o governador Eduardo Campos em Pernambuco, e a eleger o senador Renato Casagrande no Espírito Santo. Também tem candidatos competitivos no Piauí (o governador Wilson Martins) e na Paraíba, Ricardo Coutinho. "Podemos também dobrar nossa bancada na Câmara e no Senado. Isso aumenta o peso do PSB, que pode ampliar sua participação [no governo]. Não por generosidade. Vamos nos fortalecer pelas urnas, que é o melhor caminho", diz. Cid evita criticar o PSB por ter impedido a candidatura do seu irmão, o deputado federal Ciro Gomes, à Presidência da República. Considera ter sido uma decisão pragmática, para facilitar alianças com o PT em torno das candidaturas de Campos, Casagrande e Martins. "O PSB valorizou mais as questões regionais em detrimento da possibilidade de o partido crescer por uma candidatura nacional. Vai ser sempre difícil diagnosticar se a decisão foi certa ou errada. Para o Casagrande foi certíssima. Para o próprio Eduardo, deu mais tranquilidade para consolidar a aliança com o PT", afirma. Ele próprio não se considera beneficiário da decisão já que, acredita, poderia contar com o PT independentemente do quadro nacional. Governador acumula embates com prefeita Como coordenador da campanha do irmão, o governador Cid Gomes (PSB), à reeleição, o deputado Ciro Gomes (PSB) reaproximou-se da prefeita Luizianne Lins (PT), a quem classificara no passado de "coronel de saia". Chamado para uma conversa, ele visitou-a em casa, há poucos dias. Como presidente estadual do PT, ela queria garantir que o programa eleitoral reservado aos candidatos do seu partido no horário gratuito tivesse estética diferenciada do restante da coligação. Ciro concordou e mudaram de assunto. Conversaram sobre as antigas divergências. "Você foi a única pessoa na minha história que conseguiu me calar", disse o deputado. Na sua campanha à reeleição, em 2008, Luizianne recorreu à Justiça Eleitoral e conseguiu impedir que Ciro desse declaração de apoio à ex-mulher, a senadora Patrícia Saboya (PDT), então candidata à Prefeitura. O PSB estava coligado ao PT. O encontro terminou com aparente trégua, já que Ciro e Luizianne são aliados na eleição estadual e na nacional. A prefeita está encarregada de coordenar a campanha da candidata do PT a presidente, Dilma Rousseff. A reaproximação com Ciro não esconde uma insatisfação existente no PSB cearense com relação à prefeita. Luizianne e o governador têm boa relação pessoal, mas tiveram forte divergência administrativa, com relação à instalação de um estaleiro em Fortaleza. Cid defendeu o empreendimento, principalmente porque geraria 1,2 mil empregos, mas a prefeita foi contra. "Seria preciso fazer um aterro de 1 milhão de metros quadrados na praia. O estaleiro seria o assassinato da orla marítima de Fortaleza", diz ela. Luizianne levou o problema ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e venceu. O estaleiro foi para Pernambuco. Na montagem de sua chapa à reeleição, Cid também teve problemas com Luizianne, dessa vez de natureza política. Como presidente do PT, a prefeita encabeçou a pressão para que o partido tivesse duas vagas, uma de senador e a de vice-governador. O PT conseguiu emplacar José Pimentel como candidato a senador, mas a vaga de vice foi dada ao PMDB. Luizianne contabiliza o desfecho como "vitória", já que impediu um eventual apoio branco de Cid à reeleição do senador Tasso Jereissati (PSDB). "Temos interesse em derrotar o tucanato", afirma ela. Luizianne coleciona vitórias políticas desde 2004, quando foi candidata a prefeita à revelia do PT e do próprio Lula e venceu. Ciro a considera uma "política absolutamente extraordinária". Aliados dela temem, no entanto, que os enfrentamentos políticos dificultem seus projetos eleitorais futuros, como uma eventual candidatura ao governo do Estado em 2014. Na própria coligação de Cid (PSB-PT-PMDB e outros 13 siglas menores), há quem amplifique críticas de adversários à segunda gestão de Luizianne, reeleita em 2008. Falam em "abandono" da cidade, falta de obras e projetos inacabados. Luizianne rebate as críticas. "O que obtive foram vitórias. O pior no governo passou. Assumi a prefeitura com uma dívida de R$ 278 milhões, que hoje está toda paga. Agora estamos avançando com grandes obras", diz, citando, entre outras, a revitalização da Praia de Iracema e o Hospital da Mulher. "Estou preparada para eleger meu sucessor", diz Luizianne. Com relação aos projetos eleitorais, Luizianne diz que não sente dificuldade política - que afirma ter enfrentado em 2004 e na reeleição. "Encontrei resistências desde que nasci", diz. Ela não confirma nem nega a intenção de disputar o governo do Estado. "Não posso dizer que não vou. Mas não é coisa que me preocupe agora." Encarregada da campanha de Dilma no Estado, Luizianne afirma que ela vai participar de atos de campanha de Cid e também do candidato a governador do PR, Lúcio Alcântara - ex-governador derrotado por Cid em 2006. Aliado de Dilma, Lúcio reivindica a participação da candidata em sua campanha. Publicamente, Cid diz não ter problemas. "Ela fique absolutamente à vontade. Por mim, não há nenhum problema", afirma o governador. Lula, no entanto, deve participar apenas de eventos de Cid. (RU) Campanha ao Senado expõe conflito entre aliados A visita do deputado Michel Temer (PMDB-SP), candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT), ao município de Iguatu, a 384 quilômetros de Fortaleza, no domingo, expôs a tensão existente entre PMDB e PT no Ceará em torno da disputa pelo Senado. No evento com Temer, o prefeito de Iguatu, Agenor Neto (PMDB), pediu voto para o candidato do seu partido a senador, o deputado Eunício Oliveira, e também para o senador Tasso Jereissati (PSDB), candidato à reeleição, maior opositor do governo Luiz Inácio Lula da Silva no Estado. Dirigentes do PT saíram a público para explicitar a queixa, até então reservada, de que o PMDB está rompendo a estratégia de campanha conjunta entre Eunício e o deputado José Pimentel (PT), o outro candidato a senador na chapa do governador Cid Gomes (PSB), que disputa a reeleição. "Essa atitude é inaceitável", diz o deputado José Guimarães (PT). Eunício e Pimentel estão juntos nas fotos do material de campanha da coligação de Cid, têm jingle em comum e são apresentados no programa eleitoral como "os senadores do Lula". A dupla ganhou da prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), até slogan: "Para derrotar o coronel, vote Eunício e Pimentel", diz ela. O "coronel" a ser derrotado é Tasso, favorito nas pesquisas de intenção de voto, com mais de 60%. Com apoio de cerca de 160 dos 184 prefeitos do Estado (independentemente de partido), Tasso é considerado dono de uma das duas vagas em disputa para o Senado. Por isso, embora façam campanha juntos, Eunício e Pimentel estariam, de fato, disputando a mesma vaga. Seus aliados se digladiam. Eunício confirma a intenção em manter a dobradinha com Pimentel, mas dirigentes do PT cearense já vinham reclamando, nos bastidores, que Eunício está fazendo campanha autônoma e articulando com prefeitos do PSDB voto também a ele. Em vários municípios, há comitês com os nomes de Eunício, de Cid e de Dilma. Sem Pimentel. No dia 8 de agosto, em evento de campanha conjunto de Eunício e Pimentel no município de Acopiara, o pemedebista Vilmar Félix Martins afirmou no palanque já tinha compromisso em votar em Tasso para uma das vagas de senador. Causou constrangimento no palanque. Aliados do deputado do PMDB por sua vez, fazem a mesma acusação ao PT: de articular com prefeitos que votam em Tasso para também apoiarem Pimentel. Dizem haver prefeitos de pelo menos 12 municípios que pedem voto para Tasso e Pimentel. A irritação maior dos aliados de Eunício deve-se ao fato de o PT ter imposto a candidatura de Pimentel. Cid tinha compromisso de lançar em sua chapa apenas Eunício. Sua intenção era apoiar a reeleição de Tasso, ainda que sem aliança formal. No acerto, caberia ao PT a vaga de vice-governador. O partido não quis e ameaçou abandonar a aliança de Cid. Os pemedebistas argumentam que, como havia esse acordo, é mais coerente a aliança entre aqueles que votam em Eunício e em Tasso. Ironizam o apoio de petistas ao tucano, já que um dos argumentos apresentados pelo PT para reivindicar uma vaga de Senador é que não poderiam aceitar um acordo que beneficasse um dos maiores opositores de Lula no Senado, como Cid pensava em fazer. Eunício não faz ataques a Tasso. "Não vou brigar com ninguém. Vou conquistar o eleitorado", afirma, seguro do apoio de Lula, Cid e o irmão Ciro Gomes (PSB), deputado federal que coordena informalmente a campanha. Pimentel, no programa eleitoral, criticou diretamente a oposição, citando a derrubada da CPMF. Apesar de as pesquisas mostrarem o favoritismo de Tasso, os próprios tucanos temem o impacto da participação do presidente na campanha na campanha de Tasso. Lula já aparece no programa eleitoral e prepara viagem ao Ceará para os próximos dias. (RU) | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
25 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 - SUCESSÃO FEDERAL | |
| Dilma venceria no 1º turno, diz CNT/Sensus | |
|
A petista também aparece com a menor rejeição entre o eleitorado brasileiro, de acordo com a pesquisa
Brasília. Pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem mostra vitória da candidata Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno na disputa pela Presidência da República. A candidata do PT recebeu 46% das intenções de votos na pesquisa estimulada, contra 28,1% para José Serra (PSDB) e 8,1% para Marina Silva (PV). A petista somou 55,3% dos votos válidos. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Os demais candidatos, incluindo Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), não atingiram 1% das intenções de votos. Os indecisos e votos nulos/brancos somam 16,8%. Na pesquisa espontânea, em que a lista de candidatos não é apresentada aos eleitores, Dilma também aparece em primeiro lugar com 37,2% das intenções de votos. Ela é seguida por Serra, com 21,2% e Marina Silva, com 6%. Os demais candidatos também não somaram 1% dos votos. Num eventual segundo turno, Dilma venceria com 52,9% contra 34% de Serra. Nulos, brancos e indecisos somariam 13,2%. A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 20 e 22 de agosto, com duas mil entrevistas em 136 municípios. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 24.903/2010. Pesquisa Datafolha divulgada no último sábado também mostrou vitória de Dilma no primeiro turno, com 47%, contra 30% de Serra. No levantamento anterior, feito entre os dias 9 e 12, a petista estava com 41% contra 33% do tucano. Na última edição da pesquisa CNT/Sensus, divulgada dia 5 de agosto, Dilma apareceu 10 pontos percentuais à frente de Serra. Na ocasião, a petista recebeu 41,6% das intenções de voto, enquanto o tucano ficou com 31,6%. Marina Silva (PV) apareceu em terceiro lugar, com 8,5% dos votos. Por região A pesquisa CNT/Sensus, divulgada ontem, mostra que Dilma venceria em todas as regiões do País, com exceção do Sul - onde Serra atingiu 47,8% dos votos e a candidata do PT, 35,7%. Marina recebeu 6,9% dos votos no Sul e os indecisos, brancos e nulos somam 9,3% na região. A maior vantagem da petista está no Nordeste, onde atingiu 62,1% das intenções de voto. Serra obteve na região 19,8% e Marina, 6,4%. Os demais votos somam 11,1%. No Sudeste, onde o tucano chegou a ser líder no início da corrida eleitoral, Dilma virou o jogo. Serra registrou 27,6% dos votos contra 39,2% alcançados por Dilma. Marina atingiu 9,7% dos votos no Sudeste, e os demais votos somam 21,8%. Nas regiões Norte e Centro-Oeste, Dilma lidera com 45% dos votos. Serra registrou na região 25,5% e Marina, 7,6%. Os indecisos, brancos e nulos chegam a 20,5%. Por gênero Dilma também ganha a disputa entre o eleitorado feminino e masculino, segundo a CNT/Sensus. A petista recebeu 49,4% dos votos dos homens e 42,9% das mulheres. Serra, por sua vez, obteve 27,4% dos votos do eleitorado feminino e 28,7% do masculino. Marina Silva recebeu 7,6% dos votos entre os homens e 8,4% entre as mulheres. Rejeição A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, aparece com a menor margem de rejeição entre os presidenciáveis segundo pesquisa CNT/Sensus. Entre os três candidatos mais bem colocados na pesquisa, Dilma registra rejeição de 28,9%. Marina Silva (PV) tem a maior rejeição entre os eleitores brasileiros de acordo com a pesquisa. No total, 47,9% dos eleitores não votariam na candidata do PV, que é seguida por José Serra (PSDB) no quesito rejeição, com 40,7%. Os demais candidatos não tiveram a rejeição mensurada pela pesquisa. Para Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus, Dilma é considerada "tecnicamente" eleita em outubro. "Em 23 anos de pesquisa, numericamente, nunca vimos se eleger quem tem mais de 40% de rejeição", afirmou em referência a Serra. A pesquisa mostra que Marina também é a candidata mais desconhecida, com 14,2% dos eleitores que não ouviram falar na candidata do PV. Apenas 2,7% dizem não conhecer Serra e 3,3% desconhecem Dilma. Segundo a CNT/Sensus, Dilma tem expectativa de vitória de 61,8%, enquanto Serra tem 21,9%. Marina, por sua vez, tem chance de vitória de apenas 1,3%. Os demais candidatos não chegam a registrar 1% de possibilidade de vitória.
| |
| TOPO | |
| O POVO |
25 de agosto de 2010 |
| NOVO REGISTRO ELETRÔNICO DE PONTO | |
| Vertical S/A - ÀS 8 EM PONTO | |
|
Por Jocélio Leal
A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (antiga DRT) no Ceará realiza hoje, às 8 horas, debate sobre o Novo Sistema de Registro Eletrônico de Ponto. O auditor fiscal do Trabalho e Chefe da Seção de Inspeção do Trabalho, Giuseppe Lima vai explicar a Portaria 1510, de 21.09.2010, e a Instrução Normativa Nº 85, de 26/07/2010. Ambas disciplinam o registro eletrônico de ponto e a utilização do Sistema de Registro Eletrônico de Ponto. O início da fiscalização foi adiado para 1º de março de 2011. Neste eleitoral ano de 2010, o Governo foi compreensivo e adiou alegando dar tempo para as empresas se adaptarem a nova regulamentação. A data inicial de vigência estava prevista para amanhã. A demanda pelos registradores supera a oferta. Há cerca de 700 mil empresas utilizando o registro eletrônico e a capacidade de produção industrial no prazo anterior de 90 dias é de apenas 500 mil unidades. | |
| TOPO | |