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Fortaleza, CE - sexta-feira, 27 de agosto de 2010 |
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| AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| O POVO |
27 de agosto de 2010 |
| INCENTIVOS FISCAIS | |
| Fiec - Incentivos Fiscais | |
Fiec - Incentivos Fiscais
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| O ESTADO |
27 de agosto de 2010 |
| INCENTIVOS FISCAIS | |
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Fiec - Incentivos Fiscais
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| BLOG ELIOMAR DE LIMA |
27 de agosto de 2010 |
| PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU | |
| Presidente da Guiné-Bissau visita Embrapa | |
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O presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, visita hoje o Ceará. O primeiro local a ser visitado é a sede daEmbrapa Agroindústria Tropical, no Campus do Pici, às 11horas. O presidente Malam Bacai vem acompanhado de uma comitiva de 25 pessoas, que inclui oito ministros e diversas autoridades do primeiro escalão do governo guineense. O objetivo da visita é conhecer os trabalhos desenvolvidos pela Embrapa no agronegócio caju. Na ocasião, serão apresentados os trabalhos de cooperação técnica em cajucultura na Guiné-Bissau e a Unidade Móvel de Transferência de Tecnologia Agroindustrial – uma parceria entre o Sesi e a Embrapa.
Segundo Vitor Hugo de Oliveira, chefe-geral da Embrapa, a empresa vem desenvolvendo ações na área de fruticultura tropical em países da África. Em sua avaliação, esses países possuem algumas semelhanças com a Região Nordeste, não só no que diz respeito às condições de clima e solo, mas também no que se refere às dificuldades econômicas e sociais. Vitor Hugo vê nessa cooperação uma ampliação da atuação da Unidade e de oportunidade de negócios para empresas nacionais, “principalmente metalúrgicas que produzem equipamentos para a agroindústria”. | |
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| O POVO |
27 de agosto de 2010 |
| PAC 2 | |
| Governo prevê recursos de R$ 20 bilhões no PAC 2 | |
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O Ceará deverá ser beneficiados com a cifra de R$ 20 bilhões na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Entre os principais projetos já garantidos estão a a primeira fase do Cinturão das Águas do Ceará (CAC) e a refinaria
O Ceará deverá angariar um montante de R$ 20 bilhões na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Alguns projetos, como a primeira fase do Cinturão das Águas do Ceará (CAC) e a refinaria já estão assegurados e está sendo feita a discussão acerca dos recursos para saneamento básico. Até o dia 20 de setembro todos os projetos serão analisados. O PAC 2 prevê investimento de R$ 1,59 trilhão entre 2011 e 2014 em todo o País em áreas de alta sensibilidade social, como moradia e saúde. Serão seis áreas principiais, com forte apelo social: Cidade Melhor, Comunidade Cidadão, Minha casa Minha vida, Água e Luz para todos, Transportes e Energia. O governador Cid Gomes explicou que do montante total, R$ 17 bilhões correspondem à refinaria, R$ 1,3 bilhão será destinado ao cinturão das águas e R$ 500 milhões vão para as obras de saneamento básico. Os recursos para habitação ainda estão em discussão. Gomes concedeu entrevista à imprensa ontem na residência oficial. Na área de saneamento básico foram encaminhados projetos para as bacias do Siqueira, do rio Maranguapinho e do Cocó. “A meta é de que alcancemos 70%, 80% de saneamento em Fortaleza”, destacou o governador. O cinturão das águas, segundo o governador, deverá ser licitado ainda este ano. O projeto deverá captar águas da transposição do rio São Francisco. O objetivo é garantir com segurança de 99% o suprimento de água para 93% da população do Estado. “O projeto pretende perenizar rios como Acarau, o Coreau, Poti, bacias do Curu, Aracatiaçu, os rios da região metropolitana e chega até o açude do Cedro, em ''Quixadá'', destacou o governador Cid Gomes. Habitação Os projetos na área de habitação ainda estão sendo discutidos, segundo Cid Gomes. O governador explicou que estão viabilizadas 41 mil unidades habitacionais para a faixa de renda de zero a três salários mínimos dentro do programa Minha Casa, Minha Vida. A pretensão é de que esse número dobre nos próximos anos. O governo está buscando financiamento para o projeto de uma ponte ligando a região do Cocó à Cidade 2000 pelas avenidas Santos Dumont e Washington Soares. “Isso desafogaria o nosso estrangulamento que já está muito forte na Sebastião de Abreu e na Washington Soares”, destacou o governador. Além disso, deverão ser viabilizados pelodo PAC 2 investimentos para a conclusão da linha leste do metrô de Fortaleza. EMAIS OUTROS PROJETOS ESTUDO Cid Gome disse ainda que estão sendo discutidos estudos de mobilidade urbana com monorails, trens sobre trilhos elevados. O transporte poderá ser implantado com foco na Copa do Mundo ligando a Parangaba, o aeroporto e o Castelão, chegando à Unifor. “Representantes da empresa Odebrech vieram nos consultar. Demonstramos interesse”, explicou. ICMS O governador anunciou desoneração de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de dez novos produtos. o anúncio deverá acontecer próxima semana. ZPE Sobre a escolha da empresa gestora da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Ceará até o dia 16 de setembro, o governador garantiu que o prazo está mantido. ''Está sendo providenciado''. NÚMEROS 1,59 TRILHÃO É O MONTANTE PREVISTO PARA O PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO (PAC 2) EM TODO O PAÍS Prefeitura apresenta projetos Além do volume destinado para o Estado, a Prefeitura de Fortaleza também está apresentando projetos para angariar recursos dentro do PAC 2. O montante estimado é de R$ 200 milhões em quatro projetos na primeira fase do programa. Outros R$ 200 milhões poderão ser viabilizados na segundo fase. A Capital terá direito a recursos para pelo menos cinco projetos em cada fase. O presidente da Habitafor, Roberto Gomes, explicou em entrevista à imprensa no último dia 14 de agosto que já estão pré-aprovados três projetos de habitação com montante de R$ 130 milhões e um de saneamento básico. Está prevista a construção de cinco mil unidades habitacionais na Capital. Em Fortaleza, segundo ele, o déficit habitacional é de quase 80 mil unidades. “As principais áreas são saneamento pavimentação e habitação. Apresentamos 14 projetos e já estão pré-aprovados quatro. Se algum estado não conseguir aprovar projetos suficientes, nós poderemos angariar mais recursos”, destacou Gomes. | |
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| O POVO |
27 de agosto de 2010 |
| HOSPITAL DA MULHER | |
| Vertical - Dinheiro para o Hospital da Mulher | |
| O secretário da Saúde de Fortaleza, Alex Mont’Alverne, está feliz. Conseguiu em Brasília, junto ao Ministério da Saúde, liberar parcela de R$ 46 milhões para as obras do futuro Hospital da Mulher. Essa verba, segundo informa, é a parcela final e dará para concluir o empreendimento. Mont’Alverne disse que o hospital já está com mais de 50% pronto e que será equipado com o que há de mais moderno. Sobre quando ocorrerá a inauguração, por parte da prefeita Luizianne Lins, ele evita dar prazos. Diz apenas que a prefeita vai entregar a obra antes de concluir seu mandato, que vai até 2012. Esse hospital foi uma das promessas da primeira campanha de Luizianne Lins. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
27 de agosto de 2010 |
| CASTANHA DO CAJU | |
| Egídio Serpa - Indústria inova o caju | |
| Está no forno um Protocolo de Intenções - a ser celebrado pelo conjunto de todas as empresas industriais cearenses do setor - por meio do qual serão desenvolvidas novas tecnologias de despeliculamento (a palavra é esta mesma) da castanha do caju. Trata-se do maior gargalo da indústria de beneficiamento da castanha de caju. Os signatários do protocolo usarão recursos próprios para vencer o que eles próprios chamam de "cruzada tecnológica". | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
27 de agosto de 2010 |
| CÂMARA SETORIAL DO MEIO AMBIENTE | |
| Egídio Serpa - Agronegócio quer a nova Câmara | |
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Repercutiu positivamente junto às lideranças cearenses do agronegócio a informação, divulgada com exclusividade por esta coluna, de que a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) e a Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece) caminham para a implementação de uma ideia inédita no País: a criação de uma exclusiva Câmara Setorial do Meio Ambiente. Esse organismo será - se a ideia vingar, e pelo andar da carruagem isso acontecerá no curto prazo - o espaço adequado para que os projetos privados da indústria, da agropecuária e dos serviços, incluindo o turismo, sejam, do ponto de vista ambiental, corretamente elaborados e igualmente implementados. O licenciamento ambiental, tarefa de responsabilidade da Semace , tem sido apontado como um dos gargalos do agronegócio. Já se sabe que a Semace - que um ano atrás desconhecia a Tecnologia da Informação - moderniza-se agora. Sob o comando da procuradora Maria Lúcia Teixeira, ela investe na informatização de seus processos e de suas rotinas para que o prazo de
licenciamento seja reduzido à metade do que é hoje. Para os fruticultores João Teixeira, produtor de mamão Formosa, Luiz Roberto Barcelos, da Agrícola Famosa, maior produtora cearense de melão, e Carlos Prado, da Itaueira, também produtora e exportadora dessa fruta, a criação da Câmara Setorial do Meio Ambiente "é excelente e deve vir logo". | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
27 de agosto de 2010 |
| FAEC | |
| Egídio Serpa - Livre Mercado | |
| Da proposta que a Federação da Agricultura do Estado do Ceará (Faec) encaminhou aos candidatos a governador, consta a de criação da Secretaria de Desenvolvimento do Agronegócio e de um Conselho Estadual de Desenvolvimento do Agronegócio, ao qual caberá fixar as políticas para o setor. Esta, diz uma fonte oficial, também é a ideia de Cid Gomes. | |
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| O POVO |
27 de agosto de 2010 |
| CÂMARA SETORIAL DA FRUTICULTURA | |
| Vertical S/A - AGRONEGÓCIO DE BEM COM A SEMACE | |
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Por Jocélio Leal
Pelo menos entre as lideranças do agronegócio no Ceará a Semace vai bem. O presidente da Câmara Setorial da Fruticultura, Newton Assunção, saiu em defesa da atual gestão da Superintendência Estadual do Meio Ambiente, órgão responsável pela emissão de licenças ambientais no Estado. Embora se declarando cientes de atrasos nos processos de permissões ambientais, Newton diz que os integrantes da Câmara se dão por convencidos das razões dos atrasos. Ele reconhece ser parte de “ousado e positivo plano de reestruturação da autarquia”. Para ele, o atraso de hoje vai garantir agilidade e no futuro. Há um mês ele esteve na sede da Semace com um grupo de empresários. Foram recebidos pela superintendente Lúcia Teixeira e saíram de lá felizes. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
27 de agosto de 2010 |
| BNB | |
| Egídio Serpa - BNB só para o fomento regional | |
| Circula em Brasília a informação de que o Palácio do Planalto - leia-se o presidente Lula - analisa proposta de transformar o Banco do Nordeste em uma instituição forte quanto o BNDES, para fomentar o crescimento econômico e social da região nordestina. Para isso, o BNB perderia sua carteira comercial. Detalhe: a ideia partiu do governador Cid Gomes. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
27 de agosto de 2010 |
| BNB | |
| R$ 100 mi disponíveis para empreendedores | |
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BNB estuda programa para financiar empreendedores individuais. Recursos são provenientes do FNE
Os empreendedores individuais, formalizados pelo EI, terão disponíveis R$ 100 milhões para investimento no negócio, como para aquisição de móveis, utensílios, máquinas e equipamentos e construção/reforma de instalações físicas. A proposta foi apresentada pelo Banco do Nordeste, em reunião na Sudene, na última quarta-feira, quando foi tratado o "Programa de Financiamento ao Microempreendedor Individual". Os recursos serão provenientes do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). A reunião contou com participação de representantes da Sudene, Sudam, Sebraes, BNB, Banco da Amazônia, Ministérios da Integração Nacional, Fazenda e Planejamento, Orçamento e Gestão. Garantias Segundo o gerente do Ambiente de Políticas Territoriais Ambientais e de Inovação do BNB, Carlos Alberto Pinto Barreto, o limite de financiamento por mutuário será de R$ 15 mil. "As garantias serão as usualmente exigidas pelos bancos, tais como fiança ou aval, alienação fiduciária e outras garantias aceitas pelo BNB", acrescentou. "As prestações são mensais. Os juros serão de 6,75% ao ano e está prevista a incidência de bônus de adimplência de 25% sobre os juros para empreendimentos localizados no semiárido e de 15% para os que ficarem localizados fora do semiárido". Somente terão direito ao bônus os mutuários que pagarem as prestações (juros e principal) até as datas dos respectivos vencimentos. Elaboração Barreto explicou que o programa FNE-EI ainda está em fase de elaboração. "A ideia é que esteja no mercado a partir de 2 janeiro de 2011", projetou. "Enquanto não for lançado, os empreendedores podem procurar o banco e ser atendido via Crediamigo". Crediamigo O programa de microcrédito produtivo orientado libera valores iniciais, que variam de R$ 100 a 4.000, de acordo com a necessidade e o porte do negócio. Os empréstimos podem ser renovados e evoluir até R$ 15.000, dependendo da capacidade de pagamento e estrutura do negócio, permanecendo esse valor como endividamento máximo do cliente. Barreto explica que esta linha é uma opção para quem quer contratar recursos para giro. | |
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| O POVO |
27 de agosto de 2010 |
| SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO MULTIMÍDIA - ETIC | |
| Cinturão | |
| A Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice) recebeu a licença para Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) para operar o Cinturão Digital do Ceará. A conclusão da rede de cabos óticos do CDC está prevista para segunda-feira, quando se iniciará a ativação das fibras. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concedeu a licença SCM, que permite o fornecimento de serviços digitais em todo o território nacional, conforme publicado no Diário Oficial da União de 10 de agosto de 2010. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
27 de agosto de 2010 |
| BARREIRAS PARA CONTER IMPORTAÇÃO | |
| Governo descarta adotar novas barreiras para conter importação | |
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Deve ficar entre US$ 16 bilhões e US$ 18 bilhões neste ano o saldo comercial brasileiro - a diferença entre exportações e importações do país, previu o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, ao comentar, para o Valor, a demanda do presidente em exercício da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, de novas barreiras a produtos importados. "São estimativas extra-oficiais", alertou o ministro, que não costuma fazer previsões sobre o saldo do comércio exterior. Ele rejeitou enfaticamente o pedido de "fechamento" da economia.
Jorge diz que os empresários preocupados com a concorrência desleal estrangeira deveriam questionar na Justiça o que ele considera "uma aberração": as vantagens fiscais concedidas por Estados como Santa Catarina e Espírito Santo para importação de mercadorias. É a decisão de reduzir o ICMS para 2% a responsável pelo acúmulo de estoques de aço em Santa Catarina, motivo de queixas de Steinbruch, comentou Jorge. "Os empresários deveriam se organizar e combater essa guerra fiscal que favorece importados, inclusive com medidas judiciais", critica o ministro. Para o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, as queixas da Fiesp juntam problemas diferentes enfrentados pelos produtores brasileiros, nenhum deles solucionável com o aumento de tarifas de importação. "Não adianta fechar a economia", diz Barral. "Contrabando não se resolve com tarifa mais alta; fraudes, subfaturamento, contrabando se combatem com fiscalização", enumerou o secretário. "Tem, ainda, distorção tributária nos Estados que reduzem o ICMS e um problema grave, que é o acúmulo de créditos não devolvidos aos exportadores", acrescentou Barral. Nesta semana, uma empresa do setor de papel comunicou ao Ministério do Desenvolvimento ter desistido de um investimento de US$ 500 milhões devido ao alto custo do ICMS. Os custos para levar uma tonelada de papel da Europa à Argentina chegam a US$ 40; para levar a mesma quantidade aos portos argentinos, saindo do Paraná, os custos sobem para US$ 120, compara Barral, citando dados levados pelos industriais ao governo. Miguel Jorge e Welber Barral reconhecem que a valorização do real em relação ao dólar também desequilibra a competição em prejuízo aos produtores nacionais. "Apesar disso, se pegarmos o coeficiente de importação do Brasil, ele ainda é mais baixo que em países comparáveis", argumenta Miguel Jorge, exibindo um gráfico montado pelo ministério, segundo o qual as importações representaram, nos últimos anos, entre 9% a pouco mais de 11% do Produto Interno Bruto. Mesmo a Argentina, após passar de 14,7% em 2004 para 17,5% em 2008, chegou a 12,6% com a crise no ano passado, nota o ministro. No México, está acima de 27,5% a proporção de importações em relação ao PIB, relação considerada um indicador importante da abertura da economia. E, na África do Sul, esse indicador ficou acima de 25%, após chegar a 36% em 2008. "Temos o problema do câmbio", admitiu Barral. "Mas a proporção de bens de consumo importados é pequena, 17% do total", argumenta. "Não temos número significativo de setores ameaçados pelo aumento de importação", garante Miguel Jorge. "Quando vem aqui um setor ameaçado, em geral é subfaturamento ou fraude", complementou Barral, lembrando o caso de produtos como escova de cabelo ou óculos (estes últimos contrabandeados em quantidade equivalente a 70% do mercado nacional). "Ou falta de competitividade", critica o ministro. Miguel Jorge nega que a competição estrangeira esteja gerando estoques de produtos sem mercado no país. O ministro e o secretário de Comércio Exterior garantem que, em novembro, deve entrar em funcionamento o novo sistema integrado de registro de exportações, que dará maior agilidade e reduzirá custos burocráticos nas vendas ao exterior. O governo, lembram eles, acelerou as barreiras anti-dumping, reforçou as alfândegas para fazer "valoração aduaneira" (estabelecimento de preços mínimos para tributar importações), aumentou gradativamente as alíquotas das autopeças e editou medida para reprimir a circunvenção - fraude para contornar barreiras anti-dumping, vendendo produtos chineses ao Brasil, por exemplo, como se fossem fabricados no Vietnã. "Agora há importadores reclamando da medida anti-circunvenção; se estiverem importando mesmo de fábricas do Vietnã, não têm do que se preocupar", diz o ministro. "Mas quem estiver trazendo produto da China como se fosse da Malásia tem de se preocupar mesmo, vai sair do mercado". Barral cita o exemplo do gradualismo nas autopeças como demonstração de que o governo dá prioridade à "previsibilidade" nas ações de comércio exterior. "O Brasil não entra em aventuras", diz ele. "É uma decisão do presidente da República; não cogitamos medidas fora de nossos compromissos com os tratados internacionais e a Organização Mundial de Comércio", endossa o ministro. O diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, diz que Steinbruch foi mal interpretado pelos que o acusam de defender o protecionismo. "Benjamin não fala em voltar ao protecionismo geriátrico dos anos 80, faz uma defesa da industria por não estarmos em uma conjuntura competitiva, de cambio, tributos, logística e capital", argumenta Giannetti, que acusa o Ministério da Fazenda de impedir medidas de redução de tributos que prejudicam os produtores nacionais na competição com os importados. A Fiesp apoia algumas reivindicações de aumento de tarifas, como a dos fabricantes de máquinas e equipamentos para a indústria, que querem elevar as tarifas de 16% para 35%, como forma de se proteger dos concorrentes chineses. "Teremos um déficit no setor de manufaturados de US$ 60 bilhões neste ano; em 2006 era um superávit de US$ 5,9 bilhões", critica, em referência ao estudo da Fiesp que considera o total das exportações e importações do setor industrial. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
27 de agosto de 2010 |
| GUINÉ-BISSAU | |
| Guiné-Bissau amplia laços com o Estado | |
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Cid Gomes libera R$ 3 milhões para a Unilab. O Ceará busca incentivar as relações bilaterais com o governo da Guiné
Em visita a Fortaleza, o presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, foi recebido na tarde de ontem, pelo governador Cid Gomes, com quem ampliou os laços diplomáticos para incremento das relações sociais e econômicas bilaterais, entre o Ceará e o país africano. Na pauta do encontro, a estruturação da Universidade de Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), para quem o governo do Estado liberou cerca de R$ 3 milhões, para compra de equipamentos e reforma do prédio da Prefeitura de Redenção, que irá recepcionar, provisoriamente, a instituição. A perspectiva é a de que o campus definitivo, que será em Redenção, mas ainda com local incerto, deve ser construído até julho de 2011, para que, em agosto, os 350 primeiros alunos dos oito países de língua portuguesa iniciem as atividades na instituição. "Nossa dívida com a África é muito grande e uma contribuição que podemos dar é na área de informação de pessoal", destacou Cid Gomes. "Fortaleza é uma cidade que tem um relacionamento particular com a Guiné-Bissau, com mais de 400 estudantes e, ao vir visitá-los viemos dizer nosso muito obrigado às autoridades", explicou o presidente Malam Bacai. Pela manhã, ele visitou a sede da Embrapa, onde conheceu trabalhos desenvolvidos no agronegócio do caju. CARLOS EUGÊNIO REPÓRTER | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
27 de agosto de 2010 |
| ZPE DO CEARÁ | |
| Egídio Serpa - ZPE com deputados | |
| Domingos Filho, presidente da Assembleia Legislativa, tem um desafio: aprovar, até 16 de setembro, a criação da empresa gestora da ZPE do Ceará. Problema: Domingos e seus colegas estão em campanha eleitoral. | |
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| O POVO |
27 de agosto de 2010 |
| BENEFICIAMENTO DO CAJU | |
| Presidente da Guiné-Bissau quer fechar parceria com Ceará | |
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Presidente da Guiné-Bissau visita o Ceará e quer estabelecer parceria técnica para o beneficiamento do pedúnculo do caju. No País são produzidas cerca de 170 mil toneladas de castanhas ao ano
Henriette de Salvi Uma produção de 160 mil toneladas de castanha de caju ao ano, mas nenhum projeto de aproveitamento do pedúnculo do caju, a parte que se conhece como o fruto. Essa é a realidade atual da Guiné-Bissau, país africano que quer estabelecer parceria técnica com o Brasil. Para conhecer o que é feito por aqui em relação ao beneficiamento do caju, o presidente Malam Bacai Sanhá, acompanhado de uma comitiva de 25 pessoas, esteve visitando as instalações da Embrapa Agroindústria Tropical, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Sanhá se declarou impressionado após a visita. Para ele, a unidade móvel apresentada pelo chefe-geral da Embrapa Agroindústria Tropical, Vitor Hugo de Oliveira, seria o equipamento ideal para incrementar a economia do País. “O próximo passo é estabelecer a cooperação para transformar a parceria numa coisa concreta”, declarou antes de seguir para um encontro com o governador do estado do Ceará, Cid Gomes. Para aproveitar a produção da Guiné-Bissau, muitas opções foram mostradas ao presidente Malam Bacai Sinhá. Ele provou cajuína, doce de caju, geleia de caju, biscoito de caju e outros produtos alimentícios. Sinhá e sua comitiva provaram as especiarias e se mostraram empolgados para começar a produção na volta ao país natal. Cooperação Segundo Vitor Hugo de Oliveira, as possibilidades de cooperação entre o Ceará e os países africanos, especialmente a Guiné-Bissau cujo produto é o caju, são muito amplas. “Até porque o sistema de tecnologia que eles empregam é muito rudimentar e o foco lá é essencialmente a venda da castanha de caju. Eles veem o cajueiro apenas como um produtor de castanha”, explicou. Oliveira ressaltou que há um grande leque de opções para agregar valor ao negócio. Ele lembra ainda que um país como a Guiné-Bissau, que tem como único produto na pauta da exportação a castanha de caju, a ajuda da Embrapa se torna ainda mais relevante. Para o chefe da Embrapa, esse modelo de parceria pode ainda gerar outros contatos importantes, já que o maquinário utilizado no beneficiamento do caju é produzido no Ceará e as compras devem ser feitas diretamente daqui. “Além disso, tem outras áreas de estudo e até culturais que pode ser exploradas”, disse. EMAIS Localização: África Ocidental, estabelecendo um limite a ocidente com o Oceano Atlântico, a sul e leste com a Guiné-Conakry e a norte com o Senegal. Clima: tropical; quente e úmido; estação das chuvas de Maio a Outubro com ventos de sudoeste; estação seca de novembro a abril com ventos de nordeste. População da Guiné-Bissau: 1.416.027 (estimativa em Julho 2005) Tipo de Governo: Republica, multipartidária desde meados de 1991 Capital: Bissau Economia: a Guiné-Bissau depende sobretudo da pesca e da agricultura. A produção de castanha de caju aumentou consideravelmente nos últimos anos, sendo hoje o 6º exportador mundial de castanha de caju Exportação: O país exporta ainda peixe, óleo de palma e madeira. O arroz é o principal alimento nacional. A desigualdade na distribuição de renda é uma das maiores do mundo. Estado vai importar castanha O Ceará começará a importar castanha de Guiné-Bissau. O objetivo é resolver os conflitos entre produtores e beneficiadores e manter o preço do produto. De acordo com o governador Cid Gomes, a importação já foi autorizada, mas ainda estão sendo discutidos os detalhes. O governador se reuniu ontem na residência oficial com o o presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai. Bacai reafirmou que estão sendo estudadas alternativas para concretizar melhorias na cajucultura do país, mas preferiu não adiantar nenhuma ação concreta. “Está prevista uma cooperação multisetorial, mas ainda não podemos adiantar nada”, completou o presidente. Nenhum acordo econômico foi discutido diretamente com o governador Cid Gomes na tarde de ontem. Segundo Bacai, a visita à residência oficial foi apenas cortesia. “Aqui (na residência oficial) foi apenas uma visita de cortesia. O que tinha de ser discutido já foi discutido anteriormente”. O presidente destacou a importância da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), que deverá atrair 2,5 mil estudantes africanos. Atualmente são mais de 400 estudantes do nosso país no Ceará. “É uma grande oportunidade passar por um processo de formação”. (Teresa Fernandes) | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
27 de agosto de 2010 |
| ECONOMIA | |
| Uma lição prática de economia | |
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Os ganhos sistêmicos com a maior penetração de importações são muito superiores às perdas -------------------------------------------------------------------------------- A EVOLUÇÃO da economia ao longo dos mandatos de FHC e de Lula é uma lição prática sobre o funcionamento de uma economia de mercado. Esse período de 16 anos permite ao analista mais cuidadoso confrontar ensinamentos teóricos com o desenrolar de fatos reais dentro de nossa sociedade. Uma primeira lição, que não é contestada hoje nem mesmo por aqueles que a negaram por muitos anos, está relacionada com o controle da inflação. Ela é a base inquestionável para que uma sociedade possa se desenvolver e levar o cidadão a níveis de bem-estar econômico crescentes. Mas o controle da inflação é apenas uma condição para que o desenvolvimento possa ocorrer. Para chegar ao pleno potencial de geração de renda para o cidadão, um longo caminho precisa ser trilhado, principalmente quando se parte de uma situação de crise como era o caso do Brasil em 1994. É o que vem acontecendo ao longo de todos estes anos. Uma das últimas etapas desse verdadeiro caminho de São Tiago está ocorrendo agora com o aprofundamento da abertura da economia às importações. Sei que é um tema polêmico mesmo no universo de meus leitores da Folha. Mas estou convencido de que os ganhos sistêmicos da sociedade com a maior penetração de importações são muito superiores às perdas pontuais que possam ocorrer. Principalmente se o governo seguir uma política eficiente no enfrentamento dos problemas microeconômicos que nos afligem. Vou tratar neste nosso encontro da evolução de uma cadeia produtiva importante -a indústria automobilística- e de como ela foi afetada positivamente pela abertura econômica. Até bem recentemente, o mercado de automóveis no Brasil era um dos mais fechados entre os de bens de consumo duráveis. Uma vigorosa barreira tributária faz com que um automóvel, entre o porto de origem e o consumidor brasileiro, tenha seu preço multiplicado por dois. Com essa proteção não havia estímulo para que ganhos de produtividade ocorressem ao longo da cadeia produtiva e chegassem ao consumidor. Os preços dos automóveis produzidos no Brasil ficavam sempre ligeiramente abaixo daqueles dos importados, refletindo uma política racional de uma empresa privada em uma economia de mercado com proteção elevada. Essa estrutura, que permaneceu por várias décadas, começou a ruir com o aumento do poder aquisitivo dos brasileiros e o alongamento, pelos bancos, dos prazos de financiamento da compra de bens duráveis. Mesmo com preços elevados, a participação dos importados começou a crescer à medida que sua qualidade superior passou a pesar no comportamento do consumidor brasileiro. Nos primeiros momentos desse processo, essa mudança não foi devidamente percebida, inclusive porque a indústria brasileira trabalhava a plena carga. Mais recentemente, outro fenômeno começou a ocorrer nesse mercado. A indústria brasileira de aço -que também goza de proteção tarifária- iniciou um processo de elevação de preços com o claro objetivo de aumentar a parcela de seus lucros em um momento de excitação de demanda. Afinal, isso já havia acontecido várias vezes no passado. Só que agora, pressionada pelas importações, a indústria automobilística não podia repassar ao consumidor esse aumento de preços. Como os produtores de veículos no exterior usam em suas cadeias de produção um aço que custa entre 30% e 40% menos do que seus concorrentes no Brasil, a batalha pelo consumidor ficou mais acirrada. Nessas condições, de forma racional, as montadoras decidiram usar o aço mais barato -mas de mesma qualidade- que estava disponível no exterior. As siderúrgicas brasileiras não tiveram alternativa senão reduzir seus preços e alinhá-los com os praticados no exterior. Uma vez quebrado o padrão anterior, daqui para a frente o preço do aço no Brasil seguirá mais perto os praticados no exterior. E o grande ganhador com isso será certamente o consumidor brasileiro. -------------------------------------------------------------------------------- LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS, 67, engenheiro e economista, é economista-chefe da Quest Investimentos. Foi presidente do BNDES e ministro das Comunicações (governo Fernando Henrique Cardoso). Escreve às sextas, quinzenalmente, nesta coluna. lcmb2@terra.com.br AMANHÃ EM MERCADO: Roberto Rodrigues | |
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| UOL ÚLTIMAS NOTÍCIAS |
27 de agosto de 2010 |
| COTAÇÃO | |
| Indicadores Econômicos | |
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Dólar (26/08 - 16h30)
Comercial Compra 1,7600 Venda 1,7620 Turismo Compra 1,6900 Venda 1,8300 Paralelo Compra 1,7500 Venda 1,8500 Dólar (27/08 - 10h23) Comercial Compra 1,7540 Venda 1,7560 Turismo Compra 1,6900 Venda 1,8300 Paralelo Compra 1,7500 Venda 1,8500 Outros indicadores TR 0,088% CDI 10,620% SELIC 10,75% IPCA 0,01% jul.10 | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
27 de agosto de 2010 |
| ENERGIA EÓLICA | |
| Eólica já compete com biomassa e domina leilão de alternativa | |
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DE SÃO PAULO - As fontes de geração de energia eólica dominaram ontem o segundo Leilão de Fontes Alternativas, organizado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
O resultado confirmou a tendência de redução dos preços por megawatt-hora para esse tipo de fonte de energia. O leilão ocorreu em São Paulo. O preço médio de venda dessa fonte para contratos de 20 anos foi de R$ 134,23/MWh, deságio de 19,6% sobre o preço-teto. Nesse tipo de contrato, os projetos de eólicas competiram com as usinas de açúcar e álcool e venceram de longe. Dos 51 projetos, apenas 1 térmica, localizada na região Sudeste, conseguiu vender energia nesse leilão, a R$ 137,92. As demais 50 usinas são eólicas. A maior parte fica na região Nordeste. O restante será instalado na região Sul. O preço também foi menor do que os de projetos de PCHs (pequenas centrais hidrelétricas). Os contratos de 30 anos fechados por empreendedores de PCHs tiveram preço preço médio de R$ 146,99/MWh, deságio de apenas 5,17%. No leilão de energias alternativas, a venda alcançou cifra de R$ 17,5 bilhões. Esse valor corresponde ao volume de energia que será entregue aos consumidores ao longo da vigência dos contratos, de 20 a 30 anos. Todas essas usinas terão de iniciar o fornecimento em 2013, segundo a Aneel. A principal empresa a negociar energia eólica no leilão de fontes alternativas foi a espanhola Iberdrola. A estatal Chesf veio em seguida. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
27 de agosto de 2010 |
| FIESP - INDÚSTRIA PAULISTA | |
| Produção da indústria de SP volta a crescer em julho | |
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As vendas reais da indústria paulista registraram alta de 1,2% em julho frente ao mês anterior, com ajuste sazonal. O resultado reverte parte do recuo de 1,9% de junho na comparação com maio. O indicador de nível de atividade (INA) da indústria de São Paulo deve continuar registrando crescimento até o final do ano, o que resultará em uma alta de cerca de 11% para o acumulado de 2010 frente a 2009, segundo projeção feita pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
"O primeiro trimestre foi exuberante, o segundo foi de acomodação, o terceiro volta a taxas de crescimento, mas menores", afirmou o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, Paulo Francini. O empresário afirma que as projeções para a indústria em 2010 não devem ser alteradas mesmo diante da decisão do Banco Central de manter o patamar atual da taxa básica de juros. Francini qualifica o nível da atividade no setor como "bastante agradável" e ressalta que diversos setores já superaram os níveis pré-crise. Dos 17 segmentos analisados pela Fiesp, seis já estão nesta condição: fabricação de outros equipamentos de transporte, produtos químicos, máquinas, aparelhos e materiais elétricos, alimentos e bebidas, celulose, papel e produção de papel e produtos minerais não-metais. Por outro lado, setores como máquinas e equipamentos de escritório e informática e metalurgia básica ainda estão bem abaixo dos níveis anteriores à crise. A pesquisa mostrou que os estoques estão excessivos na indústria paulista, mas devem voltar a níveis equilibrados até o fim do ano. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
27 de agosto de 2010 |
| ENERGIA EÓLICA | |
| Eólicas dominam 2º leilão | |
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Eólica já compete com biomassa e domina leilão. Das 56 vencedo- ras, 50 são eólicas, cinco PCH e uma de biomassa
São Paulo/Brasília - As fontes de geração de energia eólica dominaram ontem o 2º Leilão de Fontes Alternativas, organizado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). O resultado confirmou a tendência de redução dos preços por mega-watt/hora para esse tipo de fonte de energia. O leilão ocorreu na sede da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), em São Paulo. Das 56 usinas vencedoras do leilão, 50 são eólicas, cinco pequenas centrais hidroelétricas (PCH) e uma usina de bagaço de cana (biomassa). O valor transacionado no leilão A-3, com entrega da energia a partir de 2013, foi de R$ 17,5 bilhões. Esse valor corresponde ao volume de energia que será entregue aos consumidores ao longo da vigência dos contratos de 20 a 30 anos. Todas essas usinas terão de iniciar o fornecimento de energia em 2013, segundo a Aneel. O volume de energia total, nas três fontes, foi de 129,4 milhões de megawatts-hora (MWh). O preço médio de venda dessa fonte para contratos de vinte anos foi de R$ 134,23/ MWh, deságio de 19,6% sobre o preço-teto. Nesse tipo de contrato, os projetos de eólicas competiram com as usinas de açúcar e álcool e venceram de longe. Dos 51 projetos, apenas uma térmica, localizada na região Sudeste, conseguiu vender energia nesse leilão, a R$ 137,92. As demais 50 usinas são eólicas. A maior parte fica na região Nordeste. O restante será instalado na região Sul do país. Pequenas hidrelétricas O preço também foi menor do que os projetos de PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas). Os contratos de 30 anos fechados por empreendedores de PCHs tiveram preço preço médio de R$ 146,99/ MWh, deságio de apenas 5,17%. Cinco pequenas centrais venceram esse leilão. Empresas A principal empresa a negociar energia eólica no leilão de fontes alternativas foi a espanhola Iberdrola. A estatal Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco), subsidiária da Eletrobras, veio em seguida. O leilão teve início às 10 horas de ontem e foi concluído às 15h29min. Entre as vendedoras de energia eólica estão a espanhola Iberdrola, com nove usinas no Nordeste, a Galvão Engenharia (Dreen), com quatro usinas, e a Chesf, do sistema Eletrobras, com uma usina. As usinas eólicas Costa Branca e Preta Preta ofereceram os menores preços, de 130,42 reais por MWh. A Dreen conquistou quatro projetos no Rio Grande do Norte, que terão um potencial instalado de 94 MW. O investimento previsto é de R$ 400 milhões. Já entre as PCHs está a Copel, por meio da usina Cavernoso II, no Paraná. Com potência de 19 MW, o preço oferecido pela estatal paranaense foi de 146,99 reais por MWh. 3ª fase do leilão de reserva O primeiro dia do leilão de energia de reserva registrou venda de energia de oito usinas de biomassa, movidas a bagaço de cana-de-açúcar, nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás. A terceira fase do leilão seguia em disputa acirrada na noite de ontem, sem previsão de encerramento, até o horário de fechamento desta edição. Na primeira fase com início de suprimento em 2011, seis usinas venderam energia ao preço médio de 154,18 reais por MWh, o que representou um deságio ligeiramente acima de 1 por cento. Na segunda fase, duas usinas venderam energia ao preço médio de 145,37 reais por MWh, um deságio de 6,81 por cento. O preço-teto inicial de venda de energia das usinas de biomassa, nesse caso, era de 156 reais por MWh. | |
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| O POVO |
27 de agosto de 2010 |
| ENERGIA EÓLICA | |
| Rio Grande do Norte vence o leilão de energia eólica | |
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Ceará voltou a ver o estado vizinho ter mais empreendimentos de energia eólica contratados no leilão nacional - assim como aconteceu no ano passado. Dados extraoficiais indicam que o Ceará perdeu, também, para o Rio Grande do Sul
O Ceará perdeu para o Rio Grande do Norte no leilão promovido ontem para a contratação de energia gerada a partir de fontes alternativas. Ambos estavam concorrendo com projetos de energia eólica. O processo também envolvia empreendimentos de outras fontes, como biomassa e pequenas centrais hidrelétricas. Dois leilões foram feitos ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O leilão de A-3 estabelece que os projetos contratados iniciem operações em janeiro de 2013. Já o leilão de reserva é para projetos com início em setembro de 2013. O POVO apurou que, no leilão de A-3, o Rio Grande do Norte venceu em número de projetos contratados: 32. Já o Rio Grande do Sul terminou com nove empreendimentos. O Ceará teve cinco projetos. Logo atrás ficou a Bahia, com quatro empreendimentos. Os números são extraoficiais. O resultado do leilão, divulgado pela Aneel, não informava a capacidade instalada de cada projeto, assim como o valor do investimento. No leilão de A3, conforme a Aneel, foram contratados 51 projetos. A agência aponta que eram 50 projetos eólicos e uma usina de biomassa, na região Sudeste. O Rio Grande do Norte tinha uma vantagem antes mesmo de o leilão ser aberto. O estado vizinho habilitou 115 projetos para o leilão, contra 92 do Ceará. Esta é a segunda vez que o Ceará é derrotado pelo Rio Grande do Norte em leilão de energia eólica. Ainda no ano passado, em dezembro, foi feito o primeiro leilão de energia eólica do Brasil. E o Rio Grande do Norte acabou com 23 projetos contratados. O Ceará, por sua vez, ficou com 21 projetos. O leilão do ano passado terminou com um preço médio de R$ 148,39 por megawatt-hora (MWh) contratado. O valor representou um deságio de 21,49% em relação ao preço estabelecido pelo governo, de R$ 189. Em 2010, porém, o deságio foi menor, de 19,6%. O preço previsto pelo governo era de R$ 167, mas acabou em R$ 134,23. O POVO também apurou, extraoficialmente, os nomes dos projetos contratados no Ceará e suas localizações: Vento Formoso e Vento do Parazinho, em Ubajara; Ventos do Morro do Chapéu, Ventos de Tianguá e Ventos de Tianguá Norte, em Tianguá - todos na Ibiapaba. Todas os projetos do Ceará obtiveram um valor pouco acima da média. Quatro empreendimentos terminaram com o preço de R$ 133,40. Somente o projeto Ventos do Parazinho acabou com valor outro: R$ 133,32. Na noite de ontem estava sendo promovido o leilão de energia de reserva. Até o fechamento da edição ,o certame ainda não havia sido encerrado, conforme informações da Aneel. EMAIS O Ceará começou o leilão de energia em desvantagem para o Rio Grande do Norte em vários aspectos. O estado vizinho, além de ter conseguido habilitar um maior número de projetos eólicos, concorria ao leilão com 3.224 MW. E o Ceará, por sua vez, tinha 2.180 MW concorrendo. Os dados são do leilão de energia de reserva. No leilão de A-3 a vantagem do Rio Grande do Norte era ainda maior sobre o Ceará. Enquanto os projetos do Rio Grande do Norte somavam 3.353 MW, o Ceará tinha um total de 2.077 MW. No leilão de energia de reserva, o Rio Grande do Norte concorria com 110 projetos eólicos, contra 96 do Ceará. Já no leilão de A-3 o Rio Grande do Norte tinha 115 projetos concorrendo, contra 92 do Ceará. De acordo com informações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Ceará é líder nacional atualmente em geração de energia eólica, com 476.934 kW instalados em 16 parques. O Rio Grande do Sul é o segundo colocado, com 150mil kW instalados em três parques. O Rio Grande do Norte tem cerca de 51 mil kW. Oito usinas de biomassa O leilão de energia chamado de A-3, promovido ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê que a energia adquirida seja destinada de forma específica para o suprimento da demanda do mercado nacional por parte das companhias distribuidoras. Já o leilão de reserva, realizado ontem e anteontem, tem como objetivo a contratação de energia além do necessário, a fim servir de garantia para casos como aumento da demanda acima do normal, baixa dos níveis de armazenamento de água nos reservatórios de hidrelétricas e, também, outros casos imprevistos. O primeiro leilão de energia de reserva envolveu, anteontem, somente usinas de biomassa. Foram contratados seis projetos, das regiões Sudeste e Centro-Oeste. O valor do investimento deve chegar a R$ 155,8 milhões, conforme informações da Aneel. O fornecimento de energia deve ter início em 2011. Já o leilão de biomassa com início de fornecimento em 2012, também promovido anteontem, terminou com a contratação de duas usinas de São Paulo. De acordo ainda com informações da Aneel, o volume de investimento deve ser de R$ 202,6 milhões. NÚMEROS 320 PROJETOS EÓLICOS DE TODO O BRASIL CONCORRIAM NO LEILÃO DE A-3. 316 PROJETOS EÓLICOS CONCORRIAM NO LEILÃO DE RESERVA | |
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| O POVO |
27 de agosto de 2010 |
| USINA DE BIOMASSA | |
| Endesa terá usina de biomassa à capim no Ceará | |
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Usina vai utilizar como matéria básica uma espécie de capim parecido com a cana, mas de produção mais rápida e processo simplificado. Grupo também estuda expandir atividades com energia eólica, com 17 torres de estudos em três estados
Tunay Peixoto A Endesa, multinacional de energia elétrica detentora do controle acionário da Companhia Energética do Ceará (Coelce), vai investir em uma usina de biomassa a partir de vegetais no Complexo Portuário e Industrial do Pecém. A produção da energia a partir do capim limão deve ser iniciada até novembro, segundo o diretor de Comunicação e Relações Institucionais André Moragas. Já a usina deve operar plenamente dentro de seis ou sete anos, segundo o executivo. “Estamos em prospecção de terreno para a produção, mas iniciamos até o fim do ano”, garante o diretor. Segundo ele, são necessários cerca de 10 mil hectares, contínuos ou não, para o cultivo da matéria prima. A Endesa vai ser responsável por toda a cadeia, desde o plantio do capim até a distribuição da energia gerada. Moragas ainda não possui estimativas de investimentos nem de quantos empregos devem ser gerados. Esse vegetal, semelhante à cana de açúcar, não gera bagaço, o que o torna mais vantajoso porque diminui as etapas do processo. De acordo com o diretor, “o consumo de energia no Brasil vai subir”, e é nesta perspectiva que o grupo quer crescer no Brasil. “Detemos apenas 4% de geração e 1% de distribuição. Esta não dá pra aumentar, depende de todo um sistema, mas a possibilidade de crescimento é na geração”. Esses números e o grande potencial natural para geração de energias alternativas tornam o Brasil o principal mercado para a expansão do grupo, recentemente adquirido pela estatal italiana Enel. “O Brasil é a bola da vez na economia mundial e a menina dos olhos da Endesa”, comenta Moragas. Além da usina de biomassa a ser instalada, o Grupo tem no Brasil a Coelce; a usina térmica a gás Endesa Fortaleza, “que já opera na sua totalidade”, segundo o diretor; a Ampla, responsável pela distribuição de energia em 66 municípios do Rio de Janeiro; a hidrelétrica Cachoeira em Goiás e a transmissora Endesa Cien, no Rio Grande do Sul. Somente as duas distribuidoras possuem 15 milhões de consumidores. Na América Latina, o Grupo atua na Argentina, Chile, Colômbia e Peru, onde detém entre 16% e 33% de participação na geração de energia. SAIBA MAIS 100% DO CEARÁ COM ENERGIA ATÉ DEZEMBRO COBERTURA O Estado vai ter energia elétrica na totalidade do seu território até dezembro. Segundo a Coelce, o Ceará possui 97% de cobertura, um dos índices mais elevados do País. Para localizar os imóveis, ou unidades consumidoras mais afastadas, a empresa utiliza o sistema de georrefereciamento para localizar as unidades via satélite. O Governo Federal determinou que até o fim do ano, todos os imóveis do Brasil devem ter o serviço. EÓLICA Além da biomassa, a Endesa visa ampliar a participação também em energia eólica. Segundo Moragas, o grupo faz atualmente “medição de mercados”, por meio de 17 torres de estudos da capacidade energética dos ventos nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. EXPANSÃO O diretor também afirmou que mesmo com as mudanças no controle acionário em âmbito mundial, que antes era de capital espanhol, “não há a menos possibilidade de venda da Coelce”. “Estamos muito bem posicionados e estruturados, o nosso crescimento vai ser a partir dos ativos já existentes”, assegura. | |
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| O POVO |
27 de agosto de 2010 |
| SUZLON | |
| Vertical S/A - Suzlon prevê R$ 30 milhões no Ceará | |
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Por Jocélio Leal
O presidente da Suzlon, Tulsi Tanti, que esteve com o governador Cid Gomes em julho, está perto de confirmar investimento no Ceará. A intenção é instalar uma fábrica de pás destinadas a aerogeradores. Hoje no Estado a empresa já tem 180 turbinas em operação. O Investimento na primeira fase – apenas as pás – seria de R$ 30 milhões, segundo a diretora de atração de investimentos da Adece, Cristiane Peres. A Adece é a agência estadual encarregada de atrair investidores. A urgência da Suzlon é tanta que já procuram um galpão para produzir em lugar provisório. “Depois veriam o terreno”, disse Cristiane. Segundo ela, não necessariamente o local escolhido será o Complexo do Pecém, como seria o mais indicado. A meta da empresa, segundo ela, é atender o mercado já em 2012, mirando nos leilões de energia eólica. A propósito, não foi surpresa o predomínio absoluto da matriz eólica no leilão A-3, exclusivo para empreendedores de fontes alternativas. As 50 usinas eólicas, ante cinco pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e uma usina a biomassa ratificou a expectativa. Ao todo, vendidos 714,3 MW médios de 56 usinas. A Iberdrola foi quem mais vendeu: 109,5 MW médios, de nove parques. A Asa Branca Energia Renováveis foi destaque com 108,3 MW médios de oito parques. A estatal Chesf foi campeã em venda individualizada por parque eólico. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
27 de agosto de 2010 |
| REFINARIA | |
| Ceará quer assegurar R$ 20 bilhões do PAC 2 | |
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Governo do Estado irá submeter uma série de projetos, incluindo o Metrofor, à aprovação federal para o PAC 2
Em disputa por todos os estados brasileiros, os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) estão na mira do governo do Ceará, que espera contar com uma fatia de R$ 20 bilhões, para aplicação em uma série de projetos, nos próximos quatro anos. Somente a refinaria Premium II, da Petrobras, projetada para ser instalada em São Gonçalo do Amarante, deverá absorver R$ 17 bilhões, o equivalente a 85% do "bolo" pleiteado pelo Estado do Ceará. A projeção dos recursos foi antecipada na tarde de ontem, pelo governador Cid Gomes, segundo quem o governo estaria elaborando um banco de projetos para ser submetido à União, no próximo dia 20 de setembro, data em que serão apreciados para inclusão, ou não, no PAC 2. No rol de projetos, constam ainda o Cinturão das Águas, que deverá absorver R$ 1,3 bilhão, obras de saneamento básico, em que o Estado planeja aplicar R$ 500 milhões, como forma de garantir esgotamento sanitário para 70% da população; além da duplicação de 41 mil para 82 mil moradias populares, por meio do Minha Casa Minha Vida . A linha leste do Metrofor, interligando Fortaleza a Caucaia, é outro projeto com o qual o Ceará espera conquistar recursos do PAC-II. Até uma nova ponte, sobre o Rio Cocó, também está na relação de projetos previstos para a segunda etapa do programa. "Essa ponte vai permitir maior acesso da Avenida Washington Soares à Cidade 2000 e à Avenida Santos Dumont, o que deverá contribuir para resolver o problema do trânsito já conturbado naquela área", justificou Cid. "Monorails" De olho na Copa do Mundo de 2014, o governador disse que conversou, recentemente, com representantes da empreiteira Norberto Odebrecht, para implantação de "monorails", trens suspensos, por meio de uma Parceria Público Privada (PPP). Conforme explicou, os novos trens irão interligar os bairros da Parangaba, Aeroporto, Castelão, Messejana até a Unifor, no Bairro Edson Queiroz, onde seria a estação final. "Eles (empresários) vieram aqui consultar o nosso interesse e eu confirmei. Agora eles irão concluir os estudos para voltar a discutir com o Estado", resumiu. Sem atrasos na ZPE Consultado sobre o andamento do projeto da ZPE, o governador garantiu que as eleições - período em que governadores e parlamentares estão empenhados na campanha eleitoral - não serão motivo para atrasos na constituição da empresa que irá gerir a Zona de Processamento das Exportações (ZPE) no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). O governo tem até o dia 16 de setembro próximo, para homologar e aprovar a criação da nova empresa na Assembleia Legislativa do Ceará. "Podem ficar tranquilos, que o prazo está sendo observado e que será cumprido", assegurou Cid. Segundo ele, "a Adece está tomando todas as providências" à criação da empresa gestora, bem como à captação de novas indústrias para se instalarem na ZPE. "Têm sido feitos muitos contatos, mas nessa área só tem sentido anunciar quando já estiver consolidado e, enquanto isso não acontece, é melhor mantermos reservas", justificou o governador. Como antecipou com exclusividade o Diário do Nordeste, na edição de ontem, o Estado aguarda a visita de 50 empresários da Coreia do Sul, nos próximos dias 2 e 3 de setembro, com quem espera negociar a instalação de novas indústrias na área. A ZPE foi aprovada pelo presidente Lula em 16 de junho último, e tem área prevista de 3.700 hectares. | |
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| FOLHA.COM |
27 de agosto de 2010 |
| COPA-2014 | |
| TCU exige plano de obras para aeroportos das cidades da Copa-2014 | |
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DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA O TCU (Tribunal de Contas da União) exigiu que a Infraero apresente em 15 dias um plano para solucionar pendências de contratos antigos e iniciar as obras dos aeroportos das cidades que serão sedes da Copa de 2014. A intenção do tribunal é evitar ser responsabilizado no caso de as obras não ficarem prontas para o evento. É necessário construir ou reformar 12 terminais em três anos e meio. O custo previsto das obras é de R$ 4,5 bilhões. A Infraero informou que já tem um cronograma de projetos e obras capaz de cumprir os prazos estabelecidos. A decisão foi tomada em meio a uma enxurrada de críticas. O ministro Raimundo Carreiro levou para o plenário a sugestão de manter bloqueados os repasses de recursos para obras em Garulhos (SP), Vitória e Goiânia. Nos três casos, as obras começaram sem projeto executivo. O TCU encontrou superfaturamento e sobrepreço e determinou o rompimento dos contratos e liberação de recursos depois de perícia. No entanto, o tribunal permitiu a liberação de verbas caso as obras sejam feitas por novos contratados e baseadas em projetos executivos. A manutenção do bloqueio de verbas foi aceita, e o ministro Valmir Campelo, responsável pela fiscalização das obras da Copa, pediu ainda a inclusão de ordem para que a Infraero encaminhe o planejamento de solução dos problemas antigos e o plano das novas obras em 15 dias. A Infraero afirma que já está resolvendo os passivos das obras nos três aeroportos. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
27 de agosto de 2010 |
| SEMACE | |
| Egídio Serpa - Semace tecnológica | |
| Maria Lúcia Teixeira, superintendente da Semace, está dedicada, neste momento, a concluir o projeto de modernização de sua repartição, que agora sai da Idade da Pedra e mergulha na Tecnologia da Informação. | |
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| O POVO |
27 de agosto de 2010 |
| CERTIFICADO "PRAIA LIMPA" | |
| Certificado Praia Limpa incentiva preservação da orla | |
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As cidades localizadas na orla cearense estão sendo convocadas a se inscrever para o certificado "Praia Limpa", até o próximo dia 3 de setembro. Para realizar a inscrição basta acessar o site do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam)
Rita Célia Faheina Incentivar os municípios a adotar medidas de proteção das praias aplicando instrumentos da política ambiental para garantir a preservação e restauração do patrimônio natural. É a proposta da Certificação Praia Limpa, instituída por lei estadual há 3 anos. Os municípios costeiros do Ceará estão sendo chamados a obter o certificado pelo Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam). As inscrições estão abertas até o próximo dia 3 de setembro. As fichas de adesão ao programa, segundo a coordenador de Políticas Ambientais do Conpam, Maria Dias, estão disponíveis para os gestores municipais pela Internet. Basta acessar o site do órgão (www.conpam.ce.gov.br) preencher o questionário, enviar o cadastro do coordenador do programa no município e também mandar a ficha de adesão ao Projeto Orla. Esse projeto - ligado à Certificação Praia Limpa - busca a articulação entre os governos federal, estadual e municipal no planejamento das ações que evitem a degradação ambiental e regularizem o uso e ocupação da faixa de praia nos 572 quilômetros do litoral cearense. Vinte municípios compõem a orla marítima do Estado: Icapuí, Aracati, Beberibe, Cascavel, Fortim, Aquiraz, Fortaleza, Caucaia, São Gonçalo do Amarante, Paracuru, Paraipaba, Trairi, Itapipoca, Amontada, Itarema, Acaraú, Cruz, Jijoca de Jericoacoara, Camocim e Barroquinha. No início deste mês, o Conpam realizou o primeiro encontro ds gestores municipais e representantes dessas cidades, em Fortaleza, para sensibilizá-los sobre o Projeto Orla. As prefeituras que enviam as fichas demonstrando interesse em aderir ao projeto (devidamente assinados pelos gestores) são avaliadas pelo Comissão Técnica Estadual do projeto. O grupo envia um parecer técnico para o Ministério do Meio Ambiente que é responsável por referendar a adesão. Mais informações no Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam) pelo telefone (85) 3101.1234 E-Mais A criação do certificado “Praia Limpa” foi em maio de 2007 através da lei estadual de número 13.892. No primeiro artigo diz que “O Estado, para formalizar instrumento de convênio ou similar com municípios que detenham jurisdição costeira, poderá exigir certificado ou documento hábil que ateste a adequado conservação e limpeza de suas praias, de acordo com os parâmetros estabelecidos na legislação ambiental vigente. O terceiro artigo da mesma lei, sancionada pelo governador Cid Gomes, cita que “qualquer cidadão, pessoa jurídica de direito público ou privado, entidade civis sem fins lucrativos e organizações não governamentais, poderão denunciar as autoridades competentes para a adoção das providências cabíveis, os municípios que não mantenham a correta conservação de suas praias”. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
27 de agosto de 2010 |
| SUCESSÃO PRESIDENCIAL | |
| Nova quebra de sigilo abrem guerra judicial PSDB-PT | |
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PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010
Tucanos vão ao TSE contra Dilma; PT aciona Serra por declaração de "espionagem" Em nota, Receita afirma que tema "está sendo tratado como prioridade institucional" para "dar resposta à sociedade" DE BRASÍLIA As campanhas dos candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) deflagraram ontem uma guerra judicial com trocas de acusações sobre a violação, dentro da Receita Federal, do sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB. Os tucanos, aliados ao DEM e ao PPS, pediram à Procuradoria-Geral da República para identificar os responsáveis pelo acesso aos dados. Os três partidos também vão ingressar com uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra Dilma por abuso de poder político e uso da Receita para "fins eleitorais". O PT vai responder à oposição com uma ação civil e outra criminal contra Serra. Segundo o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, os processos foram motivados pela declaração de Serra de que o "pessoal do PT faz espionagem". Os petistas querem que Serra responda judicialmente por injúria, difamação e danos morais. Dutra voltou a negar ligação do partido com as quebras. "Não aceitamos a continuidade dessas ilações. Não encomendamos, não determinamos a quem quer que seja construir ou elaborar dossiês contra pessoas." Os petistas ainda vão pedir que a Polícia Federal investigue o vazamento do resultado das investigações da Corregedoria da Receita que apontaram a violação de dados fiscais dos outros tucanos. "Se está em sigilo, como foi parar nos jornais?", questionou o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo. A oposição responsabiliza a campanha de Dilma pela quebra dos sigilos fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, do ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, do ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira e de Gregorio Marin Preciado, casado com uma prima de Serra. As cópias das declarações do imposto de Eduardo Jorge (dos exercícios de 2005 a 2009) integravam um dossiê organizado por um "grupo de inteligência" que atuou na pré-campanha de Dilma. A Corregedoria-Geral da Receita abriu investigação interna, que ainda não terminou, para apurar a quebra do sigilo de Eduardo Jorge, revelada pela Folha em junho. No documento entregue ao subprocurador-geral da República, Eugênio Aragão, a oposição pede a abertura de um inquérito civil público para apurar o caso. Caberá ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, dar continuidade ao processo. "Levamos a sério todos os crimes que dizem respeito aos direitos individuais. Uma acusação como essa, se for comprovada, é muito grave", disse o subprocurador Eugênio Aragão. Em nota divulgada ontem, a Receita Federal afirmou que as investigações sobre a quebra do sigilo de EJ "seguem com celeridade e total convergência de esforços" com a Polícia Federal. "O assunto está sendo tratado como prioridade institucional, de forma que se possam dar as devidas respostas à sociedade no menor prazo possível", afirma a nota da Receita. (GABRIELA GUERREIRO, NANCY DUTRA E MÁRCIO FALCÃO) | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
27 de agosto de 2010 |
| SUCESSÃO PRESIDENCIAL | |
| Dilma diz que acusação de Serra é prova de "desespero" | |
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Petista defende, porém, investigação sobre as quebras de sigilo na Receita
PSDB tenta reeditar o que ocorreu em 2006, quando o escândalo dos aloprados garantiu o 2º turno presidencial DE SALVADOR DE SÃO PAULO DO ENVIADO A MARINGÁ (PR) A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou ontem que o rival José Serra (PSDB) cometeu "calúnia" ao atribuir a ela a responsabilidade sobre o vazamento dos dados fiscais de pessoas ligadas ao PSDB. "É uma acusação sistemática que ele [Serra] tem feito e que somente prova o desespero [da campanha tucana]", afirmou a candidata em Salvador (BA). Dilma disse, porém, que defende a investigação. Ela afirmou que o PT pediu à Polícia Federal que investigue os vazamentos na Receita. "Pode vir crítica, pode vir mentira, pode vir falsidade, que a nossa força está no fato de que nós estamos com a verdade do povo", afirmou a petista à noite, durante comício comício do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição, e ao lado do presidente Lula. PSDB ATACA Os tucanos consideram Dilma responsável pela quebra de sigilo do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, e de outras três pessoas próximas a Serra e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em outubro do ano passado, foram impressas as declarações de Imposto de Renda de EJ, do ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, do ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira e de Gregorio Marin Preciado, casado com uma prima de Serra. A quebra de sigilo de EJ foi revelada pela Folha em junho. As cópias das declarações do imposto dele (dos exercícios de 2005 a 2009) faziam parte de um dossiê organizado por um "grupo de inteligência" que atuou na pré-campanha de Dilma. SERRA Na tentativa de caracterizar a eleição da adversária como uma ameaça às instituições, Serra disse ontem que Dilma deve explicações sobre as violações de sigilo. Segundo ele, a quebra "é um crime contra a Constituição, com finalidade eleitoral". "É uma transgressão gravíssima [...] É o peso do Estado, do governo entrando na vida privada das pessoas e utilizando informações para finalidades eleitorais, como instrumento de chantagem." Com a intenção de reeditar 2006 -quando o escândalo dos aloprados foi o empurrão que garantiu o segundo turno presidencial-, a coordenação da campanha do PSDB levou ontem mesmo o caso ao programa de TV. Candidata do PV à Presidência, Marina da Silva criticou ontem em Maringá o uso informações obtidas por meios ilícitos. "É preciso energia das autoridades, pois se estão bisbilhotando, entre aspas, com arapongagem, a vida das pessoas, tem que haver punição", disse. (MATHEUS MAGENTA, CATIA SEABRA e JOSÉ MASCHIO) Frases É uma transgressão gravíssima [...] É o peso do Estado, do governo, entrando na vida privada das pessoas e utilizando informações para finalidades eleitorais, como instrumento de chantagem JOSÉ SERRA candidato do PSDB à Presidência É uma acusação sistemática que ele [Serra] tem feito e que somente prova o desespero [da campanha tucana] DILMA ROUSSEFF candidata do PT à Presidência Eles [PT] não precisam disso. Parecem estar em situação confortável MARCO AURÉLIO MELLO ministro do TSE e do STF | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
27 de agosto de 2010 |
| SUCESSÃO PRESIDENCIAL | |
| Um a cada 5 eleitores de Serra prefere o programa de Dilma | |
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Horário eleitoral do PT é o melhor para 77% daqueles que votam na petista e para 22% dos eleitores do tucano
Programa da candidata de Lula é aprovado por 54% dos que viram o horário eleitoral na TV, contra 26% de Serra DE SÃO PAULO Um quinto dos eleitores de José Serra (PSDB) avalia que o melhor programa de TV é o de Dilma Rousseff (PT). Dos que declaram voto no tucano e viram o horário eleitoral, 61% afirmam que seu programa é o melhor, mas 22% preferem o de Dilma, e outros 4%, o de Marina Silva (PV). Entre os eleitores que simpatizam com o PSDB, essa proporção é ainda mais alta: 36% dos tucanos apreciam o programa de Dilma, contra apenas 48% que preferem o de Serra, e 7%, o de Marina. Dos eleitores de Dilma, três quartos (77%) preferem o horário de sua candidata, ante 9% que elogiam o de Serra, e 4% o de Marina. Dos simpatizantes do PT, o programa de Dilma tem a preferência de 76%; 11% apreciam o programa tucano, e 4%, o do PV. Ao todo, o programa de Dilma (que é também o mais assistido) é aprovado por 54% dos eleitores que viram o horário eleitoral, contra 26% de Serra e 7% de Marina. Criada pelo marqueteiro João Santana, a campanha de Dilma é considerada a melhor por 32% dos eleitores de Marina (contra 37% que preferem o programa da senadora ) e por 31% dos eleitores de Plínio de Arruda Sampaio (contra 34% que elogiam o horário de seu candidato). O programa do PT é ainda o mais elogiado entre aqueles que pretendem votar nulo ou em branco (46%). | |
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| LE MONDE |
27 de agosto de 2010 |
| SUCESSÃO PRESIDENCIAL | |
| Brasil: as afinidades eletivas de Lula e Dilma Rousseff | |
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A disputa prometia ser incerta entre os dois principais candidatos à eleição presidencial de 3 de outubro no Brasil. Pelo menos em teoria.
Do lado do governo, Dilma Rousseff, 62 anos. Essa mulher de bastidores, competente e trabalhadora, fez a maior parte de sua carreira em cargos administrativos, antes de ser notada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e depois promovida a chefe da Casa Civil, uma espécie de primeira-ministra não-oficial. Absorvida por essa função crucial, mas discreta, e nunca tendo enfrentado as urnas, “Dilma” era, até seis meses atrás, desconhecida da maioria dos brasileiros. Do lado da oposição, José Serra, 68 anos. Esse político de longa experiência, à vontade nos palanques e diante das câmeras, tem a vantagem de uma trajetória com saldo muitas vezes favorável, como ministro da Saúde (1998-2002) e como governador (2007-2010) do Estado de São Paulo, que abriga a maior cidade da América do Sul. Para esse homem, enfrentar e vencer uma adversária novata em política parecia uma aposta razoável. Hoje, a cinco semanas do pleito, a neófita se encontra bem à frente de seu rival. As pesquisas lhe dão uma vantagem de 10 a 15 pontos e chegam a prever a vitória logo no primeiro turno. A terceira candidata mais importante, a ambientalista Marina Silva, está estagnada com cerca de 10% das intenções de voto. A menos que haja uma reviravolta, Dilma Rousseff se tornará, no dia 1º de janeiro de 2011, o 40º presidente da República do Brasil, e a primeira mulher a ocupar essa função. Por que se está vendo um cenário como esse, que tira o suspense da campanha? A resposta reside em uma palavra: Lula. Pela primeira vez em 21 anos, o ex-metalúrgico não participa de uma disputa presidencial, uma vez que a Constituição lhe impede de concorrer a um terceiro mandato de quatro anos. Mas o chefe do Estado continua sendo o principal personagem da competição. Ele envolveu a fundo na campanha para conseguir a vitória daquela que ele escolheu secretamente para ser sua sucessora já há dois anos, que em seguida a apresentou ao público ao dividir com ela os palanques de seus comícios, e que ele impôs à sua própria família política, argumentando que ela era a melhor para sucedê-lo. Dirigindo-se aos hesitantes, Lula está sempre elogiando “Dilma”, especialmente durante a propaganda eleitoral na TV, onde ele aparece para apoiar sua favorita. Ele mostra a mesma “generosidade” para com todos aqueles que, em seu partido, bem como nos partidos aliados, conseguiram sua simpatia: deputados federais, senadores, membros das assembleias legislativas do Estado, que buscam ser eleitos ou reeleitos em 3 de outubro. Lula tem cedido a Dilma Rousseff grande parte dos méritos que até hoje ele costumava atribuir a si mesmo, ao conduzir uma política econômica e social de sucessos inegáveis. Ele a chama de “mãe do povo” após tê-la batizado de “mãe do PAC” – um programa de grandes obras visando estimular o crescimento - ou ainda “mãe do programa Luz para Todos”. Daí a ironia de Marina Silva, que lamenta assim a “infantilização” dos cidadãos. Lula costuma contar que aos poucos foi descobrindo na administradora e técnica Dilma Rousseff “um animal político” de personalidade forte. Estranha confissão, considerando se tratar de uma mulher que ele sabia ter sido, aos 20 anos, ativista revolucionária sob a ditadura militar e que pagou caro por sua militância: 22 dias de tortura e três anos de prisão. O presidente brasileiro está prestes a conseguir um feito raríssimo na política: ele deixará o cargo com mais popularidade do que quando entrou na presidência, com cerca de 80% de opiniões favoráveis, um número estável há muitos meses. Ele investiu esse enorme capital de simpatia em benefício de sua herdeira política. A operação hoje está dando frutos. No início de 2010, os analistas se perguntavam se Lula conseguiria transferir a Dilma uma parte suficiente de sua popularidade. Hoje não há mais dúvidas. A provável futura presidente, entretanto, não possui nem o carisma nem o dom da oratória que fizeram o sucesso de Lula. Seu batismo de fogo, durante o primeiro debate televisionado, há três semanas, só foi parcialmente bem sucedido. Desde então, com a ajuda das pesquisas, ela parece ter adquirido confiança em si mesma. Mas o principal está em outro lugar, para a maioria dos brasileiros que amam o presidente e só acompanham a vida política de longe: Dilma Rousseff é “a candidata de Lula”. É garantia suficiente. São muitos os eleitores que poderiam dizer, como esse pedreiro do Nordeste contou à revista “Veja”: “Se Lula apoiasse Serra, eu votaria no Serra”. José Serra não tem chance. Mais uma vez, esse veterano social-democrata, respeitado e competente, encontra Lula em seu caminho. Perdeu para ele em 2002, e preferiu não enfrentá-lo em 2006, certo de que seria derrotado. Essa campanha é sua última oportunidade para se tornar presidente, um objetivo para o qual ele diz “ter se preparado a vida inteira”. E novamente é Lula, mais do que Dilma Rousseff, que o impedirá de atingi-lo. Não só o líder da oposição toma cuidado para nunca criticar Lula, como ele tenta se aproveitar do prestígio do presidente. Algumas de suas propagandas o mostram ao lado de Lula, e seu jingle eleitoral proclama, em ritmo de samba, uma mensagem deliberadamente ambígua: “Quando o Lula da Silva sair/É o Zé que eu quero lá”. Para José Serra, é importante mostrar que “Dilma não é Lula”, que ela não tem mais direito do que qualquer outro de sucedê-lo. O presidente, que sentiu o perigo, tem feito cada vez mais elogios à sua candidata. Ele chega a anunciar que, se ela for eleita, ele viajará pelo Brasil e, se for preciso, lhe telefonará dizendo: “Pode fazer, minha filha, que eu não consegui fazer”. Ninguém deve duvidar que votar em Dilma Rousseff, em 3 de outubro, é satisfazer a vontade de Lula. Assim, José Serra corre o risco de ser vítima de um fenômeno talvez inédito em uma grande democracia, e que deverá empolgar os cientistas políticos: a eleição de um chefe de Estado graças ao brilho da glória que seu antecessor projeta sobre sua candidatura. Tradução: Lana Lim | |
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| VALOR ECONÔMICO |
27 de agosto de 2010 |
| SUCESSÃO PRESIDENCIAL | |
| PSDB aciona TSE contra Dilma por sigilo | |
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Na tentativa de comprometer a campanha de Dilma Rousseff (PT) com a violação do sigilo fiscal de aliados do presidenciável José Serra (PSDB), para a suposta montagem de um dossiê com finalidade eleitoral, o PSDB decidiu propor ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) representação contra a candidata petista e a coligação que a apoia por abuso de poder político. A ação baseia-se na suspeita de uso da estrutura do Estado - no caso, a Receita Federal - por agentes públicos a favor da campanha.
Em uma iniciativa paralela, as lideranças dos partidos de oposição na Câmara dos Deputados (PSDB, DEM e PPS) protocolaram ontem na Procuradoria Geral da República (PGR) representação pedindo abertura de inquérito para investigar a violação do sigilo fiscal do vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, e outras três pessoas ligadas a Serra, por parte de funcionários da Receita. Segundo investigação da Corregedoria Geral da Receita, além de quebrar o sigilo de Eduardo Jorge, servidores do órgão acessaram, sem objetivo funcional, as declarações de Imposto de Renda do ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, do ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio e do marido de uma prima de Serra, Gregorio Marin Preciado. As violações ocorreram em agência da Receita em Mauá (SP), entre os dias 5 e 8 de outubro de 2009. O líder do PSDB, João Almeida (BA), afirma que a quebra de outros sigilos mostra o interesse eleitoral. "A quebra do sigilo fiscal é um atentado contra o alicerce democrático. Com uma transgressão nesse campo não se brinca. Enquanto era só com Eduardo Jorge, poderiam dizer que era perseguição. Mas agora vimos que tem interesse eleitoral, tem um foco", diz. O caso teve início com a publicação de uma reportagem pelo jornal 'Folha de S.Paulo', em junho, segundo a qual integrantes do comitê de campanha de Dilma produziram um dossiê com dados fiscais e financeiros sigilosos de Eduardo Jorge. A Receita Federal instaurou processo administrativo para investigar a quebra de sigilo. Eduardo Jorge obteve em juízo autorização para ter acesso aos documentos da investigação. Os documentos reveleram que outros três sigilos fiscais foram quebrados por meio do mesmo computador e da mesma senha. "O quadro que de início caracterizava um crime individual alterou-se para uma situação de crime coletivo, dirigido não a causar danos a um indivíduo, mas sim a um conjunto de pessoas, (...) ligadas a uma campanha oposicionista à Presidência da República", diz a ação, assinada por Almeida, Raul Jugmann (PPS-PE) e Cassio Taniguchi (DEM-PR). "O produto do crime foi parar no comitê da campanha da Dilma. O PT e a candidata devem uma explicação. Até porque o crime tem mando", diz Jungmann. O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, divulgou nota na qual afirma que a entidade está "perplexa e indignada" com a nova denúncia. "O Estado brasileiro deve uma explicação convincente e rápida para demonstrar que não está conivente com esse tipo de procedimento ilegal e que fere o princípio constitucional do sigilo, essencial à segurança do próprio Estado Democrático de Direito", diz a nota. O Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (Sindireceita) entregou aos coordenadores das campanhas presidenciais proposta de controle externo da Receita Federal. O presidente, Hélio Bernades, diz que a Receita tem dado sinais de descontrole administrativo, perda de eficiência e falta de credibilidade. "São episódios seguidos que reforçam a necessidade de controle externo, que possa se contrapor ao corporativismo que se formou e se reforça a cada dia na alta cúpula do órgão e se espalha por unidades em todo o país." Para o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), o episódio pode ser uma oportunidade para a campanha de Serra reagir, no momento em que as pesquisas de intenção de voto mostram aumento da vantagem de Dilma sobre o candidato tucano. "Essa bisbilhotice coletiva é assunto sobre o qual o brasileiro vai refletir. Quebra de sigilo para formar dossiê é a ditadura pelos meios burocráticos do aparelho estatal. É um defeito de governo inaceitável." | |
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| VALOR ECONÔMICO |
27 de agosto de 2010 |
| SUCESSÃO PRESIDENCIAL | |
| PT entra com processos criminal e civil contra Serra | |
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O PT vai entrar com duas ações - uma criminal, por calúnia e difamação, e outra civil, por danos morais - contra o PSDB e o candidato a presidente José Serra. Serra afirmou que o PT e a campanha de Dilma têm ligação com a quebra e o vazamento do sigilo fiscal de dirigentes e filiados do partido, como o vice Eduardo Jorge, o ex-ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, o ex-diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira e Gregório Marin Preciado. "Reiteramos que não encomendamos, solicitamos, pedimos a ninguém para investigar, elaborar, confeccionar ou fazer dossiês contra quem quer seja", afirmou o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra (SE).
Dutra afirmou que partiu do PT o pedido para que a Polícia Federal investigue a quebra de sigilo dos filiados ao PSDB: "O mais curioso é que eles não pediram nada, pois só querem usar esse tema como combustível eleitoral." Para o presidente do PT, é leviano afirmar que o partido tem alguma ligação com o episódio. "Os vazamentos ocorreram em outubro. Nessa época, estávamos em debate interno para eleição da nova diretoria do partido, não existia pré-candidatura nem coordenação de campanha", reforçou. "Queríamos uma campanha para discutir projetos e programas, mas a oposição insiste em criar factóides". Dutra manteve o nível de ataques à oposição, afirmando, que se fosse "irresponsável como são o PSDB e o candidato deles poderia reclamar também do vazamento do sigilo de alguns petistas e estatais para turbinar a CPI da Petrobras". Citou a divulgação da manobra contábil da Petrobras, em maio de 2009 e a declaração de bens do diretor da Petrobras, Guilherme Estrela, em junho do mesmo ano. "Ou, mais atrás ainda, quando, em 1996, divulgaram os extratos de banco de deputados do PPB (atual PP) para forçá-los a votar a favor da emenda da reeleição." O secretário-geral do PT e assessor jurídico da campanha de Dilma Rousseff, deputado José Eduardo Cardozo (SP), afirmou ainda que o partido vai questionar na Justiça as razões para o vazamento dos dados envolvendo outros nomes ligados ao PSDB. "Se existe uma investigação sigilosa em curso, por que esses novos dados surgiram agora? A quem interessa isso?" | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
27 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 | |
| Cid Gomes venceria em 1º turno, diz Vox Populi | |
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Para o Senado, Tasso Jereissati continua liderando com 31%. Eunício e Pimentel aparecem com 14%, cada
Se a eleição fosse hoje, o governador Cid Gomes (PSB), com 51% das intenções de votos, estaria reeleito em primeiro turno. Isso foi o que apontou a pesquisa Vox Populi/IG divulgada na noite de ontem. Segundo os números da sondagem, o candidato Lúcio Alcântara (PR) aparece na segunda colocação com 20%, enquanto Marcos Cals (PSDB) tem 10%. A pesquisa, encomendada pelo Portal IG, apontou 4% de brancos e nulos e 14% de indecisos. O instituto Vox Populi questionou os eleitores sobre as chances de vitória de cada candidato. Cid Gomes lidera. Para 68% dos entrevistados, ele ganhará a eleição. Lúcio Alcântara foi apontado por 13%. Em termos de rejeição, entretanto, a de Cid Gomes é a maior: 20%. Lúcio Alcântara aparece em seguida com 19%. A menor rejeição é a Marcos Cals, 8%. O instituto realizou sondagem para o cargo de senador. Tasso Jereissati (PSDB) lidera com 31%. Os candidatos José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB) aparecem empatados com 14%, cada um. Tarcísio Leitão (PCB), Alexandre Pereira (PPS) e Marilene Torres (PSOL) tiveram 1%. Indecisos são 25%. Brancos e nulos, 7%. Os dados consideram a soma das votações para as duas vagas. Declararam dar o primeiro voto a Tasso, 47% dos entrevistados. 13% indicaram Eunício e 10%, Pimentel. Nacional A pesquisa, realizada entre os dias 21 e 23 de agosto, após o início do horário eleitoral no rádio e televisão, mostrou vantagem da candidata Dilma Rousseff (PT) na disputa pela Presidência, entre os eleitores cearenses. A petista soma 67% das intenções de voto contra 20% de José Serra (PSDB), o segundo colocado. Marina Silva (PV) aparece com 5%. Brancos e nulos 4%, o mesmo percentual de indecisos. A avaliação positiva do governo Cid Gomes registra 54%, regular 34% e negativa, 10%. O governo Lula tem 90% de avaliação positiva, 10% de regular. Não há registro de avaliação negativa da gestão federal. A pesquisa ouviu 800 eleitores durante três dias. Foi registrada no TSE sob o número 25593/2010. Vagas 47% DOS ENTREVISTADOS declararam dar seu primeiro voto para o senador Tasso Jereissati (PSDB), na disputa pelas duas vagas cearenses para o Senado Federal nas eleições de 2010
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
27 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 | |
| Cid suspende compromissos | |
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O candidato à reeleição ao Governo do Estado, Cid Gomes (PSB), não participou dos eventos de campanha programados para ontem. Depois de um compromisso oficial, no início da tarde, o governador se dirigiu à residência oficial, onde permaneceu o restante do dia. A exemplo de outros atos políticos no Interior, o presidente da Assembleia Legislativa e postulante a vice-governador, deputado Domingos Filho (PMDB), comandou as caminhadas e minicomícios fora da Capital, acompanhado dos candidatos ao Senado Federal da coligação "Por Um Ceará Melhor Para Todos", os deputados federais Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT). Eunício e Pimentel aproveitaram o evento de Apuiarés para demonstrar união entre ambos na disputa pelo Senado.
Durante à tarde de ontem, Cid Gomes cumpriu agenda institucional de governador no Palácio Iracema recebendo representantes de Guiné Bissau. No início da tarde, havia a expectativa do postulante do PSB retomar os compromissos de campanha, participando de minicomícios em Aracoiaba e Pacatuba, mas isso não aconteceu, fato confirmado pela assessoria de imprensa da coligação. Hoje, os aliados de Cid Gomes realizarão atividades de campanha exclusivamente no Interior. Pela manhã eles participam de caminhada em Ibaretama. À noite, realizam minicomícios em Bela Cruz e Itarema. Segundo a assessoria, a princípio, Cid deve se juntar à comitiva e participar dos eventos de hoje, salvo se ele não melhorar da indisposição. Caminhada Depois de aterrissarem no estádio municipal de Apuiarés, Domingos Filho, Eunício Oliveira e José Pimentel, acompanhado de candidatos proporcionais apoiados por lideranças políticas daquela Região, caminharam pelo Centro da cidade e fizeram discursos. Eunício e Pimentel destacaram que não há desavenças entre os dois e estão trabalhando juntos pela vitória de ambos. O candidato a vice-governador endossou o pedido de votos para os postulantes ao Senado da coligação Por Um Ceará Melhor Para Todos. José Pimentel declarou que "não há disputa entre nós (ele e Eunício), estamos juntos, fomos ministros de Lula e o presidente Lula, na televisão, pediu aos cearenses que votem em nós dois para senadores, os senadores do Lula, Eunício e Pimentel o Pimentel e Eunício. Precisamos de uma forte bancada para ajudar a presidente Dilma Rousseff (PT)", ressaltou o petista. Eunício Oliveira afirmou que ele e Pimentel foram deputados e ministros amigos de Lula, que defenderam o Governo do petista nas horas mais difíceis, além de destacarem suas respectivas participações nos ministérios da Comunicações e Previdência Social. "Tem muita gente querendo fazer intriga, mas quero pedir voto para José Pimentel e Eunício Oliveira, os senadores da turma do Lula", reforçou. Domingos Filho disse que não bastava eleger somente Dilma Rousseff (PT) para presidente da República e Cid Gomes (PSB) para governador, citando que "é indispensável eleger os nossos dois senadores, os senadores do Lula, do Ciro e do Cid, Eunício Oliveira e José Pimentel", colocou. | |
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| O POVO |
27 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 | |
| Cals cobra visita e compromisso de Serra no CE | |
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O candidato do PSDB disse estar satisfeito com a campanha e o empenho de Tasso Jereissati
Em vista à sede da Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), para receber a agenda de propostas da entidade, o candidato ao Governo do Estado pelo PSDB, Marcos Cals, disse que se José Serra, candidato à Presidência do seu partido, “tiver a pretensão de ter mais votos no Ceará, ele precisa vir aqui assumir compromisso com o povo, porque quem vai ser presidente é ele”. A declaração do tucano aconteceu na manhã de ontem, horas após o instituto Datafolha mostrar que a diferença pró-Dilma Rousseff (PT) sobe Serra foi ampliada para 20 pontos percentuais.. “Sou muito claro. Nós vamos trabalhar pra ele (Serra), mas é importante para o candidato vir aqui”. Segundo Cals, havia uma visita de Serra prevista para essa semana, mas “não sei por conta de que adiou”, disse. Ao ser perguntado se está satisfeito com o apoio que vem recebendo do senador e candidato à reeleição, Tasso Jereissati (PSDB), Cals, mais uma vez, fez questão de reforçar seu contentamento. “Eu não posso cobrar do senador mais do que ele está fazendo. Acho que ele esta sendo um gigante. A disposição dele está me surpreendendo”. Ele disse ainda que quando vai ao Interior do Estado ao lado de Tasso, “é uma outra campanha, (...) dá um outro astral”. Confiança Mesmo em terceiro lugar, de acordo com as pesquisas para o Governo do Estado, Cals acredita que vá ao segundo turno. Para ele, o governador e candidato à reeleição, Cid Gomes (PSB) “não aguenta disputar comigo, porque a rejeição dele é grande. (...). O governador prometeu um grande salto de qualidade. Se ele não tivesse prometido nada ele tava no céu, porque ele fez muito, mas não fez aquilo que disse pro povo. (...) Ele está rezando para eu não ir para o segundo turno com ele”. Marcos Cals foi o segundo candidato ao Palácio Iracema a receber a “Pauta do Comércio” da Fecomércio-CE. O primeiro foi Lúcio Alcântara (PR). Segundo o presidente da entidade, Luiz Gastão Bittencourt, uma das principais reivindicações da Fecomério-CE é que o próximo governador diminua “a carga tributária, principalmente do pequeno e do micro empresário” que, de acordo com ele, “tiveram a carga extremamente aumentada” na atual gestão de Cid Gomes. AGENDA DE PROPOSTAS POLÍTICA TRIBUTÁRIA Redução da base tributária do ICMS Fim do ICMS antecipado. Redução de alíquotas que tributam medicamentos. SEGURANÇA PÚBLICA Aumento do efetivo das polícias. Integração da política de segurança pública com políticas sociais. Investimentos na formação e capacitação do policial. Maior presença da polícia no interior do Estado. CAPACITAÇÃO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL Ampliação do número de universidades e faculdades no interior do Estado. GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA Redução da burocracia e melhoria da qualidade dos serviços públicos. Maior participação das entidades do comércio na gestão do Fundo de Desenvolvimento do Comércio Varejista. | |
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| O POVO |
27 de agosto de 2010 |
| RESERVAS HÍDRICAS DO ESTADO | |
| Vertical - OBA! | |
| 1 O abastecimento d’água de Fortaleza está garantido por mais dois anos, mesmo com estiagem. Segundo o presidente da Cogerh, Francisco Teixeira, o nível das reservas hídricas do Estado chega a 67%, o que assegura situação de conforto. Mesmo assim, nada de desperdícios. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
27 de agosto de 2010 |
| SINDUSCON-CE | |
| Faz bem ser solidário | |
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DESDE 2009 campanha beneficia entidades assistenciais do Ceará com o apoio de construtoras
Para se ter sucesso, é preciso fazer o bem. Parece slogan, mas a tese é de Ricardo Bezerra, diretor executivo de uma imobiliária de Fortaleza. Desde que entrou no mercado, há 20 anos, Ricardo busca maneiras de ajudar entidades assistenciais. Para isso, idealizou a campanha Coração Solidário, com apoio do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), uma agência de publicidade e construtoras parceiras. "Fazer o bem é obrigação de todos. E como empresário, temos de participar de iniciativas positivas, que ajudem a diminuir a desigualdade social", diz Ricardo Bezerra. Na campanha, que começou em janeiro 2009 e já arrecadou cerca de R$ 80 mil, as construtoras participantes repassam a cada semestre uma porcentagem das vendas - de 0,05% a 0,1% - diretamente para instituições beneficentes. As empresas participantes usam o selo da campanha nos empreendimentos. Tara quem fatura alto, a quantia é irrisória. Mas para quem precisa, é muito", diz Ricardo Bezerra. "Às vezes, reclamamos da violência e dos problemas sociais, mas o que podemos fazer para colaborar é participar de ações como essa", defende o executivo. A cada semestre, três entidades assistenciais do Ceará são beneficiadas. Desta vez, foram contempladas a Associação Peter Pan, a Casa de Apoio Sol Nascente e a Associação dos Missionários da Solidariedade. | |
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| O ESTADO |
27 de agosto de 2010 |
| SINDUSCON-CE | |
| Qual a importância do corretor de imóveis para a sociedade? | |
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O corretor é aquele profissional que cria alternativas para a realização da compra do imóvel tirando dúvidas, apresentando produtos e dando sugestões com o objetivo de viabilizar para os seus clientes o sonho de ter seu imóvel próprio.
O corretor é aquele profissional que cria alternativas para a realização da compra do imóvel tirando dúvidas, apresentando produtos e dando sugestões com o objetivo de viabilizar para os seus clientes o sonho de ter seu imóvel próprio. Apollo Scherer Presidente Creci-CE O corretor tem uma significância especial, pois ele trabalha com a realização de um sonho maior que é a casa própria. O brasileiro tem a casa como um grande sonho por isso a atuação desses profissionais é tão determinante. O negocio imobiliário é quase sempre o negocio da vida de cada pessoa e o corretor interfere nesse processo. João Teodoro da Silva Presidente do Cofeci Por ser um profissional que lida com uma relação de credibilidade conquistada, torna-se de suma importância para a sociedade ao reconhecer seu real papel de cultivar uma relação de prudência, domínio do produto oferecido, diligência no andamento da negociação, vários aspectos que resultam numa empatia traduzida em confiança e tranqüilidade imprescindíveis entre as partes envolvidas no processo do mercado imobiliário. Valeria Camara Diretora Comercial da Cameron Construtora O corretor facilita os processos de comercialização de imóveis, intermediando as negociações e dando o suporte necessário para que o cliente adquira o imóvel de forma segura, simplificando a burocracia. Deda Studart Presidente da Magis Incorporações O trabalho do profissional corretor de imóveis é inestimável. Principalmente após a lei que regulamentou a profissão, o conjunto da sociedade passou a perceber que o que antes podia ser caracterizado como uma atividade meio, se tornou uma atividade fim de extrema importância e relevância, com profissionais mais bem preparados, mais motivados e, sobretudo, com uma postura ética mais acentuada. Carlos Alberto Schmitt Presidente da Fenaci Eles aproximam as partes, comprador e vendedor, na busca da realização de um dos maiores sonhos de qualquer pessoa: a compra da casa própria. José Carlos Gama Sócio Administrador da Construtora Placic O corretor de imóveis é um é profissional importante, pois atua em todo o processo de comercialização, tanto como vendedor quanto consultor, orientado o consumidor na decisão mais importante de sua vida. Roberto Sergio Ferreira Presidente do Sinduscon Baseado no carisma, na influência e na competência, o corretor de imóveis é a pessoa mais capacitada para facilitar as transações diretamente com o cliente, para que ele possa, acima de tudo, realizar o sonho de quem quer possuir a casa própria. Dessa forma, a credibilidade e o profissionalismo são as principais ferramentas que o corretor precisa passar ao cliente, assim levando também o nome da empresa a qual representa. Beto Studart Presidente da BSPAR Incorporações Como o trabalho do corretor colabora para o desenvolvimento da área imobiliária? Através do trabalho do corretor, buscando o cliente adequado para cada imóvel, o êxito da cadeia produtiva do seguimento imobiliário é coroado, ou seja, no exato momento em que ele fecha uma venda, ele está fechando um ciclo que iniciou lá trás, em que o construtor, procurava o terreno e estudava o melhor projeto a ser implantado. Por tanto, o trabalho do corretor de imóveis é muito importante para o setor imobiliário e, por conseguinte para a sociedade. Apollo Scherer Presidente Creci-CE Nós corretores temos participação hoje em cerca de 20% da cadeia produtiva da construção civil. Com isso a atuação dos corretores tem um peso muito grande, pois se não promovermos as vendas e facilitarmos. João Teodoro da Silva Presidente do Cofeci Por ser exigido um conhecimento de mercado e muita sensibilidade humana o trabalho do corretor auxilia os clientes na análise e identificação das melhores soluções em imóveis para as necessidades de sua família, tirando partido de um olhar clínico e visão de futuro necessários para garantir ao comprador que o imóvel pretendido está isento de vícios construtivos e se trata de investimento com grande possibilidade de valorização. Desta forma é infinitamente salutar a colaboração do corretor para o incremento do mercado de imóveis, sendo um forte indicador de um ciclo virtuoso - o corretor de imóveis e área imobiliária. Valeria Camara Diretora Comercial da Cameron Construtora Esses profissionais movimentam o mercado e garantem que cheguemos aos clientes, levando informações precisas de nossos empreendimentos, além de agregarem credibilidade ao setor e oferecerem ganhos aos envolvidos nas negociações. Deda Studart Presidente da Magis Incorporações Se hoje o mercado imobiliário brasileiro é o terceiro maior do mundo em termos de valorização anual, muito desse progresso se deve a atuação dos corretores de imóveis. Afinal, não adianta nada a indústria despejar milhões de novas unidades habitacionais na praça se não houver, lá no fim do processo, a figura do corretor de imóveis. É esse profissional especializado e devidamente qualificado, o responsável pela realização do sonho maior de dez entre dez brasileiros, ou seja, a aquisição da casa própria, sem sustos ou sobressaltos. Carlos Alberto Schmitt Presidente da Fenaci Eles, conhecedores do mercado, através de um trabalho sério, auxiliam na escolha do terreno, do desenvolvimento do projeto adequado, conseguem regular o preço do mercado, viabilizam vendas desde a fase de lançamento, o conhecido imóvel na planta e orientam o potencial comprador nos aspectos técnicos e jurídicos do empreendimento sendo um elo forte na cadeia produtiva imobiliária.. José Carlos Gama Sócio Administrador da Construtora Placic O corretor é responsável por captar, vistoriar e realizar a corretagem de imóveis, conduzindo o processo documental para compra e venda de imóveis e prestando consultoria para o consumidor final. Nessa perspectiva, sua atuação é muito relevante por ser um agente catalisador das vendas para o setor imobiliário.. Roberto Sergio Ferreira Presidente do Sinduscon Para a BSPAR Incorporações, o corretor é a figura responsável por intermediar os negócios e obter êxito para fortalecer o nome da empresa e valorizar o cada vez mais o setor e sua eficiência no mercado. Beto Studart Presidente da BSPAR Incorporações | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
27 de agosto de 2010 |
| SINDUSCON-CE | |
| Lopes Immobilis | |
Lopes Immobilis
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| O POVO |
27 de agosto de 2010 |
| SINDIMÓVEIS | |
| Vertical S/A - HORIZONTAIS | |
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Por Jocélio Leal
A CRD Engenharia foi eleita a melhor construtora de 2010 pelos corretores que votaram em eleição do Sindimóveis (CE). O melhor corretor é José Juarez de Prado Filho, a melhor Imobiliária a Única Lançamentos Imobiliários e o melhor cartório Alexandre Rolim. Vencedores levam o Troféu Colibri. A votação é pela Internet. | |
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| O ESTADO |
27 de agosto de 2010 |
| SINDUSCON-CE | |
| Dia do Corretor de Imóveis | |
Dia do Corretor de Imóveis
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
27 de agosto de 2010 |
| DESEMPREGO | |
| Desemprego é o mais baixo para julho | |
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Taxa de 6,9% apurada pelo IBGE é a menor para o mês desde o início da série histórica do instituto, em 2002
Rendimento dos trabalhadores cresce 2,2% na comparação com junho e 5,1% em relação a julho de 2009 VERENA FORNETTI DO RIO A taxa de desemprego no país recuou, em julho, ao menor nível para o mês desde março de 2002, quando o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) deu início à série histórica. O resultado do mês passado foi de 6,9%, ante 8% registrados no mesmo mês do ano passado, quando a taxa de desocupação no país foi afetada pela crise global. O rendimento dos trabalhadores também se expandiu em julho. Nas seis regiões metropolitanas pesquisadas a média foi de R$ 1.452,50, avanço de 2,2% na comparação com o mês anterior e de 5,1% em relação a julho de 2009. Cimar Azeredo, gerente da Pesquisa Mensal do Emprego do IBGE, afirma que os dados apontam que o mercado de trabalho retomou o vigor. "A crise fez com que o emprego deixasse de melhorar. Agora tudo indica que voltamos a ter a evolução positiva de 2007 e de 2008", diz ele. O analista também afirma que a tendência é que o desemprego continue a cair. No segundo semestre, com a contratação de temporários, tradicionalmente a taxa de desemprego cai para os menores índices do ano. Fábio Romão, da LCA Consultores, projeta que a taxa de desemprego do país feche este ano com a menor média da série histórica. Romão estima, entretanto, um leve aumento da taxa em agosto, por razões sazonais. Ele também ressalva que o ajuste no crescimento da economia, que avançava em ritmo muito forte nos primeiros quatro meses do ano, reflete-se na renda e na taxa de desemprego. Ainda assim, diz o analista, o mercado de trabalho deve registrar taxas importantes de crescimento. A previsão da LCA é que a taxa de desocupação recue para 6,5% em dezembro. INDÚSTRIA PAULISTA Para o analista do IBGE, o desempenho da indústria paulista em julho comprova a tendência positiva. O setor foi o mais afetado pela crise internacional graças à queda nas exportações brasileiras e ao recuo da demanda interna em alguns segmentos. Segundo o IBGE, o contingente de trabalhadores ocupados na indústria de São Paulo cresceu 4,1% em julho em relação ao mês anterior. Foi o maior aumento mensal do segmento desde agosto de 2009. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a alta foi de 7,4% "Os dados referentes a São Paulo são positivos porque [a região metropolitana] tem efeito de farol. Tudo que acontece ali vai se refletir nas outras metrópoles", afirma Azeredo. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
27 de agosto de 2010 |
| REAJUSTE DE SALÁRIO | |
| 97% têm reajuste igual ou maior que a inflação | |
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DE SÃO PAULO
A quase totalidade (97%) de 290 categorias profissionais conseguiu reajuste de salário igual ou superior à inflação em negociações ocorridas durante o primeiro semestre, aponta levantamento feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Além disso, notam os pesquisadores, os reajustes obtidos foram melhores que os ganhos salariais negociados em 2008 (ano de crescimento econômico) e em 2009 (ano de crise, em que a economia encolheu). A taxa de 97% é mais alta que a verificada em 2008 e 2009, quando 87% e 93% dos grupos de trabalhadores tiveram sucessos semelhantes, respectivamente. O instituto leva em conta o índice de inflação INPC, considerando o período entre os dois reajustes de salário. Segundo a instituição, uma parcela de 88% dos grupos de trabalhadores monitorados conseguiu obter reajuste acima da inflação, sendo que boa parte (40% desses grupos) obteve um ganho salarial de até 1% sobre a inflação do período. A minoria (5% das categorias) conseguiu reajustes com ganho de ao menos 5% sobre o INPC do período. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
27 de agosto de 2010 |
| REAJUSTES DE SALÁRIO | |
| 97% conseguem repor INPC | |
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No Ceará, dados acompanham a tendência nacional, segundo supervisor técnico do Dieese-CE
São Paulo/Fortaleza - A quase totalidade (97%) de 290 categorias profissionais conseguiu reajustes de salário igual ou superior à inflação em negociações ocorridas durante o primeiro semestre deste ano, aponta levantamento feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Além disso, notam os pesquisadores, os reajustes obtidos foram melhores do que os ganhos salariais negociados em 2008 (ano de crescimento econômico) e em 2009 (ano de plena crise, que o país não cresceu). A taxa de 97% é mais alta que a verificada nos anos de 2008 e 2009, quando 87% e 93% dos grupos de trabalhadores tiveram sucessos semelhantes. O instituto leva em conta o índice de inflação INPC (medido pelo IBGE), considerando o período entre os dois reajustes salariais. O INPC reflete o custo de vida das famílias com renda mensal até seis salários mínimos. Segundo a instituição, uma parcela de 88% dos grupos de trabalhadores monitorados conseguiu obter reajustes acima da inflação, sendo que boa parte (40% desses grupos) obteve um ganho salarial de até 1% sobre a inflação do período. Uma minoria (5% das categorias) conseguiu reajustes com ganho de 5% (ou mais) sobre o INPC medido para o período. Ganho real No ano passado, somente 1,7% das categorias havia conseguido um ganho real (acima da inflação) de 5% ou mais em suas negociações salariais. Uma parcela de 3,1% dos grupos de trabalhadores negociou reajustes abaixo da inflação, no primeiro semestre de 2010. Em 2009, essa parcela foi calculada em 7,2%. Conforme cálculo da instituição, a inflação acumulada em 12 meses para cada data-base no primeiro semestre foi de 4,89%. Nos primeiros seis meses de 2008 e de 2009 essa variação foi de 5,67% e 6,06%, respectivamente. Desempenho Os pesquisadores do Dieese apontam vários fatores para explicar o desempenho desses grupos nas negociações salariais, como a retomada "vigorosa" do crescimento econômico, o aumento da contratação de trabalhadores com registro em carteira, a queda nas taxas de desemprego, os aumentos reais do salário mínimo (com impacto direto nas categorias de pior remuneração), entre outros. De acordo com Reginaldo Aguiar, supervisor técnico do Dieese-CE, os dados divulgados ainda estão sendo analisados e apenas no segundo semestre serão divulgados números mais sólidos. Ceará segue tendência No entanto, ele afirma que o Estado do Ceará acompanha a tendência nacional: "Nos últimos anos, o Ceará tem registrado um resultado muito semelhante ao do Brasil". Um aspecto local destacado por Reginaldo na pesquisa é sobre o ganho real. Para ele, o que está sendo evidenciado no Estado é a reposição da renda "dilapidada ao longo dos anos". Outro ponto referente ao Ceará ressaltado pelo superintendente técnico é o "descompasso" entre o desempenho dos setores locais, principalmente a indústria, comparado ao ganho real dos trabalhadores. "O desempenho está muito bom, ao passo que as relações de trabalho estão ruins, o que dificulta a reposição salarial", analisa Reginaldo. Segundo ele, o bom resultado obtido com a produtividade não é repassado para o trabalhador cearense a contento, o que chega a acontecer com setores como comércio e serviços. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
27 de agosto de 2010 |
| DESEMPREGO | |
| Menor desemprego em 8 anos | |
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Na série histórica, taxa de desemprego de julho, no patamar de 6,9%, chegou ao menor nível desde 2002
São Paulo - A taxa de desemprego no País recuou, em julho, ao menor nível para o mês desde março de 2002, quando o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) deu início à série histórica. O resultado do mês passado foi de 6,9%, ante 8% registrados no mesmo mês do ano passado, quando a taxa de desocupação no país foi afetada pela crise global. O rendimento dos trabalhadores também se expandiu em julho. A média nas seis regiões metropolitanas pesquisadas foi de R$ 1.452,50, avanço de 2,2% na comparação com o mês anterior e de 5,1% em relação a julho de 2009. Cimar Azeredo, gerente da Pesquisa Mensal do Emprego do IBGE, afirma que os dados apontam que o mercado de trabalho retomou o vigor. "A crise fez com que o emprego deixasse de melhorar. Agora tudo indica que voltamos a ter a evolução positiva de 2007 e de 2008", diz ele. O analista afirma que a tendência é de que o desemprego continue a cair. No segundo semestre, com a contratação de temporários, tradicionalmente a taxa de desemprego cai para os menores índices do ano. Fábio Romão, da LCA Consultores, projeta que a taxa de desemprego do país fechará este ano com a menor média da série histórica. Romão estima, entretanto, um leve aumento da taxa em agosto, por razões sazonais. Ele também ressalva que o ajuste no crescimento da economia, que avançava em ritmo muito forte nos primeiros quatro meses do ano, reflete-se na renda e na taxa de desemprego. Ainda assim, diz o analista, o mercado de trabalho deve registrar taxas importantes de crescimento. A previsão da LCA é que a taxa de desocupação recue para 6,5% em dezembro. Indústria paulista Para o analista do IBGE, o desempenho da indústria paulista em julho comprova a tendência positiva. O setor foi o mais afetado pela crise internacional graças à queda nas exportações brasileiras e ao recuo da demanda interna em alguns segmentos. Segundo o IBGE, o contingente de trabalhadores ocupados na indústria de São Paulo cresceu 4,1% em julho em relação ao mês anterior. Foi o maior aumento mensal do segmento desde agosto de 2009. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a alta foi de 7,4% "Os dados referentes a São Paulo são positivos porque tem efeito de farol. Tudo que acontece ali vai se refletir nas outras metrópoles", afirma Azeredo. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
27 de agosto de 2010 |
| ALÍQUOTA DO IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO | |
| Mercado Aberto - Imposto maior é abuso, diz importador de máquinas | |
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Por: MARIA CRISTINA FRIAS - cristina.frias@uol.com.br
As empresas importadoras de máquinas e equipamentos consideram abusiva a decisão da Abimaq (associação da indústria nacional) de pedir ao governo o aumento da alíquota do Imposto de Importação, de 14% para 35%, dos equipamentos que tenham similares nacionais. "A indústria pleiteia um protecionismo que não faz sentido. É um retrocesso", diz Ennio Crispino, presidente da Abimei (associação de importadores de máquinas). A Abimei afirma que a alíquota maior irá impactar diretamente no preço, causando prejuízos para empresas e para projetos em execução. "As obras de infraestrutura, como portos, aeroportos, e as do pré-sal, amplamente alardeadas pelo governo serão paradas", diz Crispino. Com o aumento da alíquota, o custo da máquina importada irá subir de 25% a 30%, segundo a Abimei. "O grande problema é que a indústria nacional não consegue atender a demanda das empresas", diz Crispino. A Abimaq afirma que as condições de competição no Brasil são desfavoráveis para a indústria nacional. "Os custos de financiamento, a carga tributária e o câmbio valorizado tiram a competitividade da indústria", diz Mário Bernardini, diretor da Abimaq. Segundo ele, está havendo substituição de máquinas nacionais por importadas. "Em julho, houve o maior volume de importação de máquinas e equipamentos da história, acima de US$ 2 bilhões, e a produção nacional recuou 3%", diz Bernardini. | |
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