Fortaleza, CE - sábado, 28 de agosto de 2010

AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- Vertical - OUTRAS URNAS
- Crédito para inovação é tema de seminário
- Roberto Macedo avalia bem Gestão Cid Gomes

BANCOS
- Governo dá nova ajuda a bancos públicos
- Agigantar BNDES não é desejável nem sustentável, diz Coutinho
- BNB ´abre o cofre´ para projetos de hospedagem

COMBUSTÍVEL
- Editoriais - A confusão do pré-sal

EMPREENDEDORISMO
- Negócios e formalização são debatidos em Quixadá

EMPRESARIADO
- Lêda Maria - Medalha do Pacificador entregue...

EVENTOS
- Edilmar Norões - Redes de dormir

FONTES ALTERNATIVAS DE ENERGIA
- Ceará garante 5 de 92 projetos habilitados

INDÚSTRIA DE LACTICÍNIOS
- Ceará fará leite com proteína humana

INDÚSTRIA TÊXTIL
- Luizianne prioriza vagas na Guararapes para o Bolsa Família

INFRA-ESTRUTURA
- Governo aumenta controle sobre portos estratégicos
- Vertical S/A - O PRIMEIRO AEROPORTO SOB CONCESSÃO
- Como está a preparação do CE para o Mundial de futebol?
- Editorial - Projeto Orla

NEGÓCIOS
- Egídio Serpa - A Embrapa na Guiné

POLÍTICA
- Violação não teve objetivo político, afirma Receita
- Em cinco estados, eleição poderia acabar no 1º turno
- Tasso cai; Eunício e Pimentel sobem mas ainda não ameaçam
- Cid cresce no Interior mas ainda se sai melhor na RMF
- Prefeitos do PSDB abdicam de Cals e lançam apoio a Cid

SINDICATO
- Egídio Serpa - Caju: novas parcerias

TRABALHO
- Primeiro passo
- MTE vai capacitar 150 mil pessoas até 2014


O POVO

28 de agosto de 2010

 
ELEIÇÕES NA FIEC
Vertical - OUTRAS URNAS
O presidente da Fiec, Roberto Macedo, confirmou ontem que toma posse oficial em um novo mandato dia 20 de setembro. Em ato simples, pois o festivo ficará só para depois do pleito. Ele não diz, mas boa parte do empresariado está de olho na campanha eleitoral.
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DIÁRIO DO NORDESTE

28 de agosto de 2010

 
INSTRUMENTOS DE FINANCIAMENTO
Crédito para inovação é tema de seminário
A Casa da Indústria realiza terça-feira seminário "Instrumentos de Financiamento para Inovação e Incentivos Fiscais às Empresas com Potencial Inovador". O evento, que será realizado no Auditório Luiz Esteves Neto, das 14h30 às 18 horas.
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BLOG ELIOMAR DE LIMA

28 de agosto de 2010

 
ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA - POSSE
Roberto Macedo avalia bem Gestão Cid Gomes
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Roberto Macedo, confirma: tomará posse oficialmente em um novo mandato à frente da entidade no dia 20 de setembro. Em ato simples, pois o festivo ficará só para depois do pleito. Roberto derrotou Orlando Siqueira em pleito recente da entidade.

O dirigente da Fiec não diz, mas evita fazer festa agora porque boa parte do empresariado está de olho na campanha eleitoral.

Roberto, claro, não pode falar de preferências eleitorais, mas como cidadão não esconde avaliação positiva que faz da gestão do governador Cid Gomes (PSB).

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FOLHA DE SÃO PAULO

28 de agosto de 2010

 
BANCOS PÚBLICOS
Governo dá nova ajuda a bancos públicos
BNDES e Caixa receberão mais R$ 7 bilhões para manter a capacidade de empréstimo pelos próximos dois anos

Serão R$ 4,5 bi para o BNDES e R$ 2,5 bi para a Caixa; aporte vai ser feito via transferência de ações da Petrobras

EDUARDO CUCOLO
DE BRASÍLIA

O governo federal liberou uma ajuda de mais R$ 7 bilhões para manter a capacidade de empréstimo do BNDES (banco estatal de desenvolvimento) e da Caixa Econômica Federal nos próximos dois anos.
O objetivo é garantir que os bancos públicos possam manter o ritmo de desembolso no crédito para habitação e empresas e também financiar obras relacionadas à Copa do Mundo de 2014, aos Jogos Olímpicos de 2016 e ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Serão R$ 4,5 bilhões para o BNDES e R$ 2,5 bilhões para a Caixa. O aporte vai ser feito via transferência de ações da Petrobras que pertencem à União. Sem o dinheiro, os bancos ficariam impedidos de fazer novos empréstimos a partir do próximo ano, pois alcançariam o limite mínimo de capital fixado pelo BC.
Para cada R$ 100 emprestados aos clientes, o banco precisa ter R$ 11 de capital (o valor varia de acordo com as características do capital e dos empréstimos).
A Caixa tinha R$ 17,10 no final de junho. O valor sobe agora para R$ 18,60.
Esse é o quarto aporte de recursos para a Caixa desde 2005, no total de R$ 17 bilhões que foram incorporados ao seu capital.
O BNDES já recebeu R$ 180 bilhões do governo nos últimos dois anos, não para reforçar seu capital, mas sim para repassar a empresas.
No caso da Caixa, a soma dos novos recursos com a folga de capital que o banco ainda possui permite dobrar o valor da carteira de crédito da instituição até o final de 2012, de R$ 150 bilhões para R$ 300 bilhões.
No final de 2009, o banco já havia recebido R$ 6 bilhões do Tesouro. Na época, previa aumento de 30% no crédito para este ano. Agora, já projeta expansão de quase 50%, o que levou à necessidade de reforçar seu capital.

MAIS CRÉDITO
Desde a crise de 2008, o governo vem usando os bancos estatais para garantir a liberação de crédito no país, para consumo e investimentos. O crédito nos bancos públicos cresceu 66% no período e representa 42% do total. Nos privados, avançou 18%.
Para bancar esse crescimento, foi preciso capitalizar as instituições. O Banco do Brasil, por exemplo, aumentou seu capital em cerca de R$ 10 bilhões por meio de operações no Brasil e no exterior, com o governo e o setor privado.
No caso do BNDES, o Tesouro Nacional optou por transferir o dinheiro diretamente para empréstimos, já que o banco não tinha problema de capital.
Com o capital reforçado, a Caixa busca agora diversificar as fontes de recursos para aumentar seu "funding" para empréstimos.
O banco obteve R$ 1 bilhão no ano com a emissão de letras financeiras de longo prazo. Deve obter mais R$ 500 milhões até novembro, com a emissão de certificados de recebíveis imobiliários.
De acordo com o vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival, o banco se prepara ainda para fazer, em 2011, a primeira captação da sua história no exterior.
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FOLHA DE SÃO PAULO

28 de agosto de 2010

 
BNDES
Agigantar BNDES não é desejável nem sustentável, diz Coutinho
RICARDO BALTHAZAR
DE SÃO PAULO

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, reconheceu ontem que há limites para a expansão do banco, mas disse que sua substituição como maior fonte de financiamento para projetos de longo prazo do país será um processo demorado.
"Agigantar o BNDES não é desejável nem sustentável", afirmou Coutinho, durante almoço com associados do Ibef (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças), em que defendeu reformas para ampliar a participação do mercado de capitais e dos bancos comerciais no financiamento de investimentos.
Os economistas do BNDES estimam que a instituição tenha sido responsável, no ano passado, pelo financiamento de 40% dos investimentos feitos pela indústria e na área de infraestrutura. Lucros retidos pelas próprias empresas teriam coberto outros 44% desses investimentos.
O Ministério da Fazenda promete apresentar em algumas semanas um pacote de incentivos tributários e mudanças nas normas do sistema financeiro para estimular o desenvolvimento de mecanismos de financiamento de longo prazo no mercado.
Sobre o tempo necessário para que essas reformas deem resultado e o BNDES reduza seu papel, Coutinho recorreu a uma frase que atribuiu ao senador Pinheiro Machado (1851-1915), um político influente na República Velha: "Vamos sair, mas nem tão rápido que pareça covardia nem tão devagar que pareça provocação".
No início da semana, o chefe do departamento econômico do Banco Central, Altamir Lopes, atribuiu à expansão do BNDES um recente aumento nas taxas de juros cobradas pelos bancos comerciais de empresas de pequeno e médio porte.
Os bancos teriam feito isso para compensar a perda de grandes clientes que tomaram empréstimos do BNDES nos últimos meses, diz o BC.
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DIÁRIO DO NORDESTE

28 de agosto de 2010

 
BNB - FINANCIAMENTOS
BNB ´abre o cofre´ para projetos de hospedagem
Até dezembro, o BNB projeta financiar R$ 500 milhões para construção e reformas de hotéis, resorts e pousadas

Com a Copa do Mundo de 2014 cada vez mais perto, o Banco do Nordeste "abre o cofre" para o financiamento de novos projetos de construção e reformas da rede de hospedagem (resorts, hotéis e pousadas) no Nordeste, como forma de viabilizar instalações apropriadas para turistas e amantes do futebol. Por meio do Programa de Apoio ao Turismo (Proatur), agora denominado ProCopa Turismo, o banco financiou no primeiro semestre deste ano, 12 projetos no valor total de R$ 53,9 milhões.

Desses empreendimentos, três são do setor hoteleiro no Ceará, que sozinhos serão beneficiados com R$ 35 milhões, o equivalente a 65% do valor total aplicado até junho último. Em análise de propostas e em carta consulta, encontram-se na carteira do banco mais R$ 73 milhões, sendo R$ 25,8 milhões de demandas do setor de hospedagem do Estado.

FNE

Bancadas com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), as propostas são para financiamento de projetos de construção, reforma, ampliação e modernização de hotéis e pousadas, em todos os Estados, mas sobretudo para o Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia, estados sedes dos jogos da Copa. "Essa (o ProCopa Turismo) é uma oportunidade para que as empresas, inclusive as pequenas pousadas, possam se preparar para garantir competitividade na Copa", destaca o diretor de Negócios do BNB, Paulo Sérgio Rebouças Ferraro.

Segundo ele, o ProCopa Turismo é o mesmo Proatur, mas que foi remodelado com a expansão dos prazos para pagamento e de carência dos financiamentos, com o objetivo de estimular a implantação e modernização da rede hoteleira, com a vistas à Copa de 2014. Com a remodelagem, os prazos de pagamento dos empréstimos para construção de novos hotéis e pousadas foram alongados de 15 para 20 anos e o de carência de dois para cinco anos, além do que o reembolso pós-carência será cobrado em parcelas proporcionais ao período de alta estação turística do respectivo empreendimento.

De acordo ainda com Ferraro, os prazos dos financiamentos para reformas, modernização e ampliação também foram aumentados de dez para 15 anos, com carência elevada de dois para cinco anos e o mesmo benefício da sazonalidade, concedido a quem pretende construir. Conforme disse, podem ser contemplados grandes, médias e pequenas empresas, que gozarão de taxas de juros diferenciadas em 10%, 8,5% e 6%, ao ano, respectivamente, para cada faixa de faturamento financeiro anual.

Todos os segmentos serão beneficiadas ainda com algumas prerrogativas do FNE, como o bônus por pontualidade, o que permite a redução de 15% a 25% das taxas de juros, respectivamente, às empresas instaladas fora ou dentro das áreas semiáridas, que pagarem as prestações em dia.

De acordo com o diretor de negócios, em 2009, o BNB contratou R$ 85 milhões por meio do Proatur. Para este ano, ele informa que o BNB já projeta financiar R$ 500 milhões, até dezembro.

Além dos recursos para reestruturação da rede hoteleira no Nordeste, o Banco anuncia que já provisionou no FNE, para 2011, R$ 150 milhões às reformas do Estádio Plácido Castelo, o Castelão, em Fortaleza, e para construção de uma nova arena esportiva em Natal, no Rio Grande do Norte. Ferrado ressalta, no entanto, que até o momento a empresa vencedora da licitação para recuperação e modernização do Castelão, ainda não procurou o banco para requerer quaisquer tipo de financiamento para tal.

Bahia na frente

Entretanto, se no Ceará ainda não se verifica nem sinal de obras à copa do mundo, as capitais baiana e pernambucana já têm assegurados, respectivamente, recursos da ordem de R$ 638 milhões e R$ 400 milhões para reformas de arenas esportivas, sendo parte no BNB e parte no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES).

Segundo Ferraro, à demolição e reconstrução do Estádio Vila Nova, em Salvador, o BNB já disponibilizou R$ 238 milhões e o BNDES, mais R$ 400 milhões. À construção do novo estádio, Cidade da Copa, em Recife, o BNB garantiu R$ 150 milhões, o mesmo valor disponibilizado para Fortaleza e Natal, juntos; enquanto o BNDES já teria reservado outros R$ 240 milhões, à nova arena pernambucana. De acordo com ele, os investidores privados entram com 20% de capital próprio.

COM FINANCIAMENTO
Três propostas para reabrir o Esplanada

Hotel encontra-se hipotecado ao banco, em garantia por empréstimos contraídos e não pagos

Localizado em uma das áreas mais nobres da cidade, no bairro do Meireles e à Beira Mar, o Hotel Esplanada - fechado a alguns anos, por problemas financeiros - pode ser um dos empreendimentos a ser contemplado por meio do ProCopa Turismo. Segundo o diretor de Negócios do BNB, Paulo Ferraro, há três propostas, sendo duas de grupos brasileiros e uma de estrangeiros para negociação da dívida do hotel junto ao banco e consequente financiamento às reformas do equipamento.

"Há três grupos interessados em assumir o hotel", confirmou Ferraro, ao revelar que a expectativa da instituição é fechar o negócio até o fim deste ano. "A nossa expectativa é a de que o negócio vai vingar e que irá aparecer um interessado ainda este ano", sinaliza o executivo.

Conforme disse, as propostas e os proponentes estão sendo apresentados ao banco pelos próprios sócios do Hotel Esplanada, que se encontra hipotecado ao banco, em garantia por empréstimos contraídos e não pagos. Ele ressalta, todavia, que tanto as propostas, quanto o risco da operação, bem como a capacidade do novo investidor vir a contrair outro financiamento para soerguer o hotel, têm de ser muito bem avaliadas, antes do fechamento do negócio. O Esplanada Praia Hotel fechou as portas em abril de 2002. Pouco mais de dois anos depois, o empreendimento foi adquirido pelo grupo português Dorisol, que ensaiou uma reforma para uma possível reabertura, mas as sucessivas promessas não vingaram até hoje.

CARLOS EUGÊNIO
REPÓRTER
TOPO

FOLHA DE SÃO PAULO

28 de agosto de 2010

 
PRÉ-SAL
Editoriais - A confusão do pré-sal
Capitalização da Petrobras para explorar novas reservas segue roteiro problemático que pode ser prejudicial aos acionistas e ao próprio país

No processo de capitalização da Petrobras, o governo politiza a definição de preços de mercado e do regime de propriedade de uma empresa que, embora sob controle estatal, tem suas ações negociadas na Bolsa. A União ao que tudo indica quer aproveitar a ocasião para aumentar sua presença na Petrobras. Para tanto, pretende trocar barris de petróleo das reservas do pré-sal por novas ações.
Há incertezas sobre o tamanho das reservas do pré-sal, mas é plausível que cheguem a 100 bilhões de barris. O desafio de explorar estes recursos é colossal e demandará US$ 224 bilhões (cerca de R$ 390 bilhões) até 2014, segundo o plano da Petrobras. Como a empresa não tem recursos para tanto, será preciso promover uma capitalização, que já havia sido decidida desde o ano passado.
O usual num caso como esse seria fazer uma chamada de capital em dinheiro, a ser subscrita pelos acionistas na proporção de sua participação, sob pena de diluição -ou seja, de perda de posição em relação ao conjunto.
Os problemas começam pelo fato de a União, que possui 32% do capital, não dispor de recursos para subscrever sua parte.
Para contornar essa dificuldade o governo decidiu utilizar a chamada cessão onerosa, pela qual a União transferiria à empresa o equivalente 5 bilhões de barris na forma de títulos públicos, que seriam resgatados ao longo do tempo em troca da produção. É um caminho cercado de riscos jurídicos e conflitos de interesse.
A Petrobras vinha indicando um preço de US$ 5 por barril, a ser confirmado por uma consultoria externa -o que permitiria a União subscrever até US$ 25 bilhões. Por extensão, os acionistas minoritários teriam que entrar com até US$ 50 bilhões em dinheiro para manter sua participação, o que não é nada trivial. Para que se tenha uma base de comparação, a maior operação de abertura de capital do mundo, feita pelo Agricultural Bank of China em julho último, levantou US$ 22 bilhões.
Ocorre que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) divulgou estudo realizado por uma consultoria com preço diferente, entre US$ 10 e US$ 12 por barril. Neste caso, os 5 bilhões de barris da União valeriam de US$ 50 bilhões a US$ 60 bilhões, o que demandaria correspondente aumento na subscrição privada para valores ainda mais proibitivos. O risco de fracasso da operação neste caso seria maior.
A divergência de preços não é estranha -as hipóteses técnicas variam em cada estudo. O que ela mostra de mais importante são os diferentes interesses envolvidos. Do lado da Petrobras busca-se obter o dinheiro para realizar os investimentos. Logo, um preço alto demais que espante o setor privado não deve ser bem visto.
Do lado do governo, o objetivo, naturalmente, é maximizar o valor para a União, ampliando sua presença na empresa.
No geral, a condução do processo tem sido confusa, e a proximidade da eleição só fez aumentar as dúvidas sobre o que realmente será feito. Enquanto o governo não se decide, a empresa, premida por falta de caixa, perde valor e vai levantando dinheiro onde pode -só em junho foram mais R$ 4,2 bilhões obtidos de bancos públicos.
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O POVO

28 de agosto de 2010

 
EMPREENDER 2010
Negócios e formalização são debatidos em Quixadá
Cerca de 200 pessoas acompanharam o Empreender Ceará, em Quixadá. Palestrantes falaram sobre compras governamentais e negócios sustentáveis

Daqui a dois anos, Victor Oliveira, 19, será um gestor agrônomo, formado pelo Instituto Federal Tecnológico do Ceará (IFCE). Para realizar uma atividade extracurricular e “ampliar as ideias”, ele participou ontem, em Quixadá, do Empreender Ceará, evento realizado pelo Grupo de Comunicação O POVO. “Eu quero aprender a lidar com as pessoas. Aqui, eu posso ver com mais clareza a forma de realizar”, declarou.

O encontro ocorreu no auditório da Câmara Municipal da cidade e contou com a presença de cerca de 200 pessoas, entre pequenos e microempreendedores e estudantes.

A representante do Conselho Regional de Contabilidade do Ceará (CRC-CE), Joana Lúcia de Lima, falou sobre as vantagens de se formalizar. “Temos visto, nas palestras, que há grande interesse do público em conhecer as vantagens da formalização, que são, por exemplo, o acesso ao crédito; vendas governamentais, aposentadoria, auxílio doença e auxílio maternidade”, comentou Lúcia.

Para Stênio Lima, analista de negócios do Instituto Atlântico e palestrante no evento, o empreendedorismo tem uma relação direta com a inclusão digital. “O universo digital era visto como uma atividade quase como de lazer. Havia muito amadorismo. Quando passa a ser algo que faz parte do seu dia a dia, começa a expandir as suas fronteiras. O relacionamento passa a ser diferente. O mundo descobre o seu trabalho”, comentou.

Lima diz acreditar em uma mudança na relação das pessoas com a Internet. “A realidade no Interior com relação à banda larga vai sofrer uma mudança muito forte em curto espaço de tempo.”

Oportunidades
Historicamente, Quixadá é forte no setor de comércio. Atualmente, o ramo de serviços também está bastante desenvolvido, em função de grandes empreendimentos que chegaram no município, como a Usina de Biodiesel da Petrobras. Além disso, universidades também fortaleceram os serviços da cidade, conforme conta Henrique Jorge Lélis Rabelo, chefe de gabinete da Prefeitura.

Ele comenta que também o turismo histórico, religioso e de aventura, oferece boas oportunidades para recentes e novos negócios, garante. “O Empreender estimula e mostra que o conhecimento é necessário. Hoje, você busca esse conhecimento, planejamento”, avaliou Rabelo.

SERVIÇO

Sobral recebe o Empreender Ceará no dia 31 de agosto, terça feira. Na mesma semana, o evento vai a Juazeiro do Norte, 3 de setembro. O Empreender vai ainda para cinco municípios até o final de setembro.

Contatos

Maria do Carmo Freire, 47, e Francisco Freire Ricardo, 61, são artesãos de Itarema. Chegam a faturar “até três salários”. Mas explica que o negócios de artesanato é de temporada. E por meio de cursos sobre empreendedorismo aprendeu a fazer contatos e divulgar o trabalho que faz com a esposa. “Hoje tenho casa própria”, diz.

Divulgação

''Vendo na rodoviária. Masquero vender para outros municípios”, conta a bordadeira Aurenice da Silva Sousa, 55. Enquanto todos assistiam às palestras no auditório, a comerciante contava sobre o trabalho. ''Faço com a minha mãe de 76 anos. Eu costuro e ela borda”, diz. Os preços das peças variam de R$ 15 a R$ 120.

Vendas

O secretário de Finanças de Fortaleza, Alexandre Cialdini, ministrou uma palestra sobre o Empreendedor Individual (EI) e as compras governamentais. Ele falou sobre como vender para o Governo. Para isso, explicou que é necessário estar formalizado, ou seja, estar legalizado como empresa.
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DIÁRIO DO NORDESTE

28 de agosto de 2010

 
MEDALHA DO PACIFICADOR
Lêda Maria - Medalha do Pacificador entregue...
...para o banqueiro Adauto Bezerra Jr. , assinalou a realização de um jantar anfitrionado pelo pai do agraciado. Ivan Bezerra e os generais Júlio Limaverde e Théo Basto lá estavam junto aos dois amigos

Também Binho Bezerra...

...e Carlos Fujita ficaram orgulhosos por receber a Medalha do Pacificador, entregue pelo Exército Brasileiro, no 23 BC

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DIÁRIO DO NORDESTE

28 de agosto de 2010

 
EXPOSIÇÃO
Edilmar Norões - Redes de dormir
Para demonstrar toda a cultura da fabricação das redes de dormir, uma prática secular e uma das principais fontes de renda em Jaguaruana, será ali realizada I Exposição onde toda a cultura desse setor será mostrada: 4 a 7 de setembro.
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DIÁRIO DO NORDESTE

28 de agosto de 2010

 
GERAÇÃO DE ENERGIA EÓLICA
Ceará garante 5 de 92 projetos habilitados
Foram contratadas 70 centrais eólicas, 12 termelétricas à biomassa e 7 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs)

O estado que já apresentou o maior potencial eólico instalado no Brasil saiu dos leilões de energia alternativa e de reserva com uma participação de apenas 7,3% entre a potência total contratada. Este foi o desempenho do Ceará, pioneiro no aproveitamento dos ventos para geração de energia elétrica. Os dois certames somam 2.047,8 MW (megawatts) de potência negociada. Os cinco projetos do Estado totalizam 150 MW e foram contratados pelo 2º leilão de fontes alternativas (A-3). No A-3, o Ceará concorria com 92 projetos habilitados. No 3º leilão de energia de reserva, nenhum projeto do Estado venceu. Neste, o Ceará tinha 96 projetos habilitados na categoria energia eólica.

Os projetos contratados são Vento Formoso e Vento do Parazinho, em Ubajara, Ventos do Morro do Chapéu, Ventos de Tianguá e Ventos de Tianguá Norte, em Tianguá, municípios na região da Ibiapaba.

O presidente da Câmara Setorial de Energia Eólica, ligada a Agência de Desenvolvimento do Estado (Adece), e também diretor da RM Energia, Adão Linhares Muniz, sentencia o resultado dos leilões como "o fracasso do Ceará". Para ele, representa um descuido do governo do Estado na continuidade do trabalho de atração de projetos eólicos. "O Estado ficou nessa de ser o pioneiro, de ter os melhores ventos, o maior potencial eólico, mas faltou o trabalho de formiguinha de atração de investidores, de consolidação de custos, de capacitação de mão-de-obra, de oferecer incentivos". Muniz destaca que o principal motivo que desmotivou o investidor no Estado foi o custo da conexão da usina eólica com a rede de distribuição de energia elétrica. "O alto custo das linhas de transmissão requer um incentivo do governo para melhorar a infraestrutura para interligar a usina à rede".

Outro ponto que precisa ser trabalho pelo governo, segundo Muniz, é atualizar o Pro-eólica, que prevê leis de incentivos para desenvolver o setor. "O Rio Grande do Norte soube fazer o trabalho, um estado que era segundo lugar em atração. O Ceará partiu na frente, é pioneiro, se destacou, fez o atlas eólico, mostrou que tem potencial eólico, mas faltou a persistência desse trabalho por parte do governo. Não adianta ter feito tudo isso e sentar. É preciso atualizar e melhorar os incentivos em atração de energia renovável".

De acordo com ele, a grande dificuldade não é o meio ambiente. Ele, no entanto, reconhece: "O Ceará é o único lugar no mundo com resistência do Ministério Público local em relação a eólica".

O diretor executivo da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), Pedro Perrelli, prefere não comentar o resultado do Ceará e diz apenas que cada estado tem "situações diferenciadas". Entre o Ceará e o Rio Grande do Norte, ele aponta como diferenças as áreas dos estados e as condições de licenciamento ambiental.

"A área do Rio Grande do Norte é menor, ou seja, a distância para linhas de transmissão é menor, o que baixa o custo para interligar", compara Pedro Perrelli. "Cada estado é soberano para definir o licenciamento. No Ceará, há movimentos transmitem insegurança ou até medo ao investidor".

O estado potiguar liderou os resultados dos dois leilões. No A-3 garantiu 30 projetos, que somam 817,4 MW. No de reserva, foram nove projetos que totalizam 247,2 MW. Juntos, a participação é de 52%.

A Bahia saiu em segundo lugar com 16 projetos nos dois certames, somando 587,4 MW e uma fatia de 28,7% no resultado total. O Rio Grande do Sul ficou em terceiro, com 10 projetos, 245,8 MW e 12% de participação. Goiás é o quarto (191 MW), seguido por Ceará (150 MW), São Paulo (356,9 MW), Mato Grosso do Sul (126 MW), Tocantins (80 MW), Santa Catarina (29,9 MW), Minas Gerais (21 MW), Mato Grosso (20,6 MW), e Paraná (19 MW).

Os leilões, realizados na quarta e quinta-feira passadas, resultaram na contratação de 2.892,2 MW de potência instalada. Em volume de energia, essa capacidade corresponde a 1.159,4 MWmédios.

No geral, foram contratadas 70 centrais eólicas, 12 termelétricas à biomassa e 7 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Os 89 projetos receberão investimentos de aproximadamente R$ 9,7 bilhões.

CAROL DE CASTRO
REPÓRTER
TOPO

FOLHA DE SÃO PAULO

28 de agosto de 2010

 
LEITE COM PROTEÍNA HUMANA
Ceará fará leite com proteína humana
Pesquisas envolvem técnicas de clonagem e transgenia e devem chegar a leite que combate a diarreia infantil

Pesquisadores do Ceará aguardavam aprovação para a importação de sêmen e produção de bichos transgênicos


SABINE RIGHETTI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Pesquisadores brasileiros acabam de dar dois passos importantes rumo ao objetivo de produzir um tipo de leite "fortificado" com proteínas humanas, capaz de combater a diarreia infantil.
A doença é a sexta principal causa de mortes de crianças de 1 a 5 anos no Brasil. A intenção dos cientistas da Unifor (Universidade de Fortaleza) é usar cabras transgênicas para obter o leite.

SINAL VERDE
O grupo da Unifor conseguiu sinal verde da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) para criar linhagens transgênicas de bovinos e caprinos.
Esses animais serão capazes de produzir, nas glândulas mamárias, as proteínas humanas lisozima e lactoferrina. Elas são encontradas no leite materno humano e têm propriedades antibióticas e antimicrobianas.
Os cientistas também obtiveram, após um ano de negociação, permissão do Ministério da Agricultura para importação de sêmen de caprinos transgênicos da Universidade da Califórnia em Davis, parceira do projeto.
"Importar o sêmen é parte importante da pesquisa", explica a bióloga Luciana Bertolini, da Unifor. As fêmeas de cabras no Brasil servirão de "mães de aluguel" para produção de clones dos animais americanos, que já possuem transgenia para produção da proteína lisozima.
Os pesquisadores querem desenvolver caprinos transgênicos que carreguem o gene de outra proteína, a lactoferrina humana.

DNA RECOMBINANTE
A produção será feita por meio de DNA recombinante -mesma metodologia de fabricação de alguns medicamentos. Na indústria farmacêutica, o DNA recombinante costuma ser inserido em bactérias ou leveduras, que funcionam como biofábricas. "Já proteínas muito complexas, como a lactoferrina, precisam ser produzidas em animais", explica Bertolini.
A Unifor pretende construir o primeiro laboratório de animais transgênicos capazes de produzir as duas proteínas humanas. A ideia é ter um rebanho em dois anos.
A universidade usará, no laboratório, parte dos R$ 6 milhões liberados pelo Ministério de Ciência e Tecnologia para as pesquisas, que envolvem outras duas universidades cearenses: a Uece, estadual, e a UFC, federal.
TOPO

O POVO

28 de agosto de 2010

 
GUARARAPES
Luizianne prioriza vagas na Guararapes para o Bolsa Família
Prefeitura de Fortaleza deve fornecer qualificação profissional em áreas como costura e alfaiataria

A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), revelou ontem que a ampliação da fábrica têxtil do Grupo Guararapes na Barra do Ceará deve criar empregos de forma prioritária para os beneficiários do Bolsa Família no bairro Serviluz. De acordo com a Guararapes, mil vagas de trabalho serão criadas com o crescimento da unidade.

Metade das vagas a serem criadas com a ampliação da fábrica da Guararapes serão direcionadas à comunidade do Serviluz, conforme um acordo feito entre Luizianne e o empresário Flávio Rocha.

Luizianne explicou ontem que o foco inicial no preenchimento das vagas será centrado nos beneficiários do Bolsa Família no bairro. Ela ressaltou que a Prefeitura de Fortaleza fornece qualificação profissional a cadastrados no programa e deve fazer este mesmo trabalho no Serviluz.

A maior parte das vagas a serem ofertadas pela fábrica é de costura e alfaiataria.

“A gente pega o pessoal do Bolsa Família e faz qualificação profissional”, reiterou a prefeita. Ontem mesmo, como ela lembrou, a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) entregou certificados de formação a beneficiários em Fortaleza.

O acordo estabeleceu, além da qualificação, a cessão de uma via pública ao Grupo Guararapes, permitindo assim as obras de ampliação. Luizianne Lins aponta que era uma via pública “morta” e a sua desafetação foi aprovada pela Câmara Municipal.

A Guararapes, por sua vez, entrou no acordo com a garantia de vagas para a comunidade do Serviluz. Segundo Luizianne, o grupo também cedeu uma área na avenida Sargento Hermínio para obras do Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor).

A ampliação da fábrica da Guararapes deve ter um investimentos de R$ 16 milhões, conforme o grupo detalhou ao O POVO. Será ampliada a chamada Fábrica 1, do setor de jeans. De acordo ainda com a Guararapes, a obra deve durar cerca de seis meses. A previsão de início de funcionamento é para o começo do primeiro semestre do próximo ano.

Estaleiro
A criação de empregos para o Serviluz, por meio da ampliação da Guararapes, foi negociada pela prefeita em meio ao impasse envolvendo o estaleiro Promar. O projeto teria a sua instalação na Praia do Titanzinho, em Fortaleza, conforme defendia o Governo do Estado e seus investidores. Já Luizianne Lins foi contrária à localização.

Um dos argumentos do do Palácio Iracema era de que o estaleiro naval geraria emprego para a comunidade da área. Luizianne discordou alegando que as vagas poderiam ser criadas de outra forma, sem comprometer a orla.

FÁBRICA

A ampliação da fábrica têxtil do Grupo Guararapes deve representar um crescimento de 30% na produção local. De acordo ainda com o grupo, a produção de 50 mil peças por dia deve ser elevada para 65 mil.

De acordo ainda com o Grupo Guararapes, cerca de 7,7 mil empregos atualmente são gerados em suas unidades. Trata-se do maior grupo de confecção de vestuário da América Latina. A rede de lojas Riachuelo e a marca Pool fazem parte do grupo.

O estaleiro Promar Ceará (sic) deveria gerar aproximadamente 1,2 mil empregos diretos. A prefeita Luizianne Lins (PT), por sua vez, a estimava era que somente a metade seria destinada à comunidade do Serviluz, em razão da necessidade de mão- de- obra com qualificação específica.

A negociação de Luizianne com o Grupo Guararapes se deu em meio às declarações da prefeita de que a cidade não poderia ver o “assassinato da orla” com a construção do estaleiro e, ainda, que Fortaleza tinha potencial e características para gerar empregos sem a necessidade de aterramento da orla marítima, como o turismo.

O Promar Ceará (sic) acabou indo para o Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco.
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FOLHA DE SÃO PAULO

28 de agosto de 2010

 
PORTOS ESTRATÉGICOS
Governo aumenta controle sobre portos estratégicos
Decisão autoriza a União a retomar gestão de cinco portos do Estado do Amazonas

DE BRASÍLIA

O governo tomou uma série de medidas para aumentar o controle federal sobre alguns portos estratégicos do Brasil.
A principal decisão foi uma portaria, publicada em 5 de agosto pelo Ministério dos Transportes, que autoriza a União a retomar os portos de Manaus, Tabatinga, Coari, Itacoatiara e Parintins, todos do Estado do Amazonas.
A portaria determina a constituição de uma comissão especial para definir as condições, os parâmetros técnicos e a metodologia a ser adotada para o retorno à União desses portos amazonenses.
A comissão está encarregada de fazer um levantamento de eventuais passivos dos contratos firmados e do estado de conservação das instalações e dos bens portuários, entre outras tarefas.
Além de tomar a gestão desses cinco portos, o governo irá intensificar o controle de dois portos no Sul: o de Paranaguá (PR) e o de Rio Grande (RS).
De acordo com a assessoria de imprensa da SEP (Secretaria Especial de Portos), não se trata de federalizar esses portos, mas sim de estreitar o relacionamento e a fiscalização com os estabelecimentos, que recebem forte investimento do governo federal.
O porto de Rio Grande tem um total estimado de investimento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) de R$ 193,1 milhões, quantia recorde entre os portos contemplados pelo programa. Paranaguá terá investimento de R$ 53 milhões.
A medida para estreitar relações faz parte, segundo a SEP, de um plano diretor para o setor portuário brasileiro, que prevê estímulo ao investimento em portos estratégicos.
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O POVO

28 de agosto de 2010

 
AEROPORTO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE
Vertical S/A - O PRIMEIRO AEROPORTO SOB CONCESSÃO
Por Jocélio Leal

A concessão do aeroporto internacional de São Gonçalo do Amarante (RN) caminha no estado vizinho. O tema entrou em audiência pública, que segue até o dia 24 de setembro. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) programou duas audiências públicas presenciais em Brasília e em Natal. Os documentos referentes ao processo estão abertos à consulta pública no site da agência reguladora. Em formulários, é possível mandar sugestões. Em junho o presidente Lula assinou o decreto que prevê a concessão do aeroporto, o primeiro a ser concedido à iniciativa privada. A intenção do Governo é fazer do Aeroporto um piloto. Dando certo, fará o mesmo como modelo de concessão aeroportuária.

Antes de lançar o edital de licitação, o Tribunal de Contas da União (TCU) vai analisar. O aeroporto faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e foi incluído no Programa Nacional de Desestatização (PND) em fevereiro de 2008. A minuta do contrato está aberta na consulta pública. Pela minuta, concessão por 28 anos, com investimentos no período estimados em R$ 650,29 milhões.

O aeroporto fica a 11 km do Centro de Natal e está em obras desde 1997 (Governo Fernando Henrique). Quando pronto deverá ser o quarto hub (base para conexões) do País. Terá caráter intermodal – para passageiros e cargas. Tudo o que o Ceará sonha...
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O POVO

28 de agosto de 2010

 
COPA DO MUNDO DE 2014
Como está a preparação do CE para o Mundial de futebol?
O calendário para elaboração e execução de projetos e obras para a Copa do Mundo de 2014 está bem apertado. Algumas exigências da Fifa precisam ser cumpridas até 2012. E como está o andamento do Ceará? Nesta páginam, os secretários de Esportes de Fortaleza e do Estado ressaltam as propostas de melhoria da mobilidade urbana e de criação de núcleos de Esporte de Base. As reformas dos estádios também são pauta neste espaço. Confira na edição de amanhã do O Povo matéria completa sobre o que de concreto está sendo feito para preparar a cidade e o Estado para a Copa de 2014.

Políticas públicas de esporte e lazer

Ao longo dos próximos dez anos, o Brasil vai estar no centro das atenções do mundo esportivo, com a realização da Copa do Mundo Fifa 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Nesse contexto, a Prefeitura de Fortaleza, através da Secretaria de Esporte e Lazer (Secel), em parceria com o Governo Federal e demais órgãos públicos, está se preparando para garantir uma boa inserção em ambos os megaeventos esportivos.
O primeiro passo foi dado com a realização da I Conferência Municipal do Esporte, em abril deste ano, onde a população e o poder público definiram de forma democrática e participativa as metas da política municipal de esporte para a próxima década.

Focados nisso, realizamos e apoiamos várias manifestações e modalidades esportivas de natureza inclusiva, a exemplo dos programas Espaço Oriental, Esporte na Comunidade, Academia na Comunidade, Salão de Tabuleiro, o Rua da Criança e o Programa de Esporte e Lazer na Cidade (Pelc). O desafio permanente é ampliar o acesso ao esporte e lazer como afirmação de direito social e instância da dignidade humana para crianças, jovens, pessoas idosas ou com deficiência.

Além disso, a ação combinada dos programas de esporte com eventos marcantes no calendário turístico e cultural da cidade tem nos trazido importantes avanços. A Copa 2014, para além da competição futebolística em si, envolve ações e projetos com o poder de transformar nossa cidade e deixar uma série de legados sociais importantes, como a universalização do acesso às práticas de esporte e lazer.

O Estádio Presidente Vargas (PV), tombado pelo patrimônio histórico-cultural e local de afeto dos fortalezenses, está passando por uma importante reforma que irá adequá-lo às normas de segurança e conforto determinadas pelo Estatuto do Torcedor.

Com relação à preparação para os Jogos Olímpicos, o desafio é implantar uma política municipal de apoio ao esporte de alto rendimento em Fortaleza. Uma das propostas em desenvolvimento pela Secel, em parceria com o Ministério do Esporte, prevê a criação de Núcleos de Esporte de Base (NEB) na Capital, voltados para modalidades em que o Ceará já possui relativa inserção nacional e internacional, como tênis de mesa, vôlei de praia, triatlo e atletismo.

Vale salientar ainda que a realização de programas e projetos nas áreas de esporte e de participação educacional, como o Programa Segundo Tempo, são essenciais para o sucesso de uma política de esporte de alto nível, pois amplia a base que possibilita a revelação de novos talentos para a excelência esportiva.
EVALDO LIMA
Secretário de Esporte e Lazer de Fortaleza evaldosecel@hotmail.com

PV: entre o moderno e o tradicional

A reforma do Estádio Presidente Vargas, o PV, e a sua devolução à população como instalação esportiva estão inseridas no conjunto de investimentos necessários à cidade de Fortaleza para sediar a Copa do Mundo de 2014. Ainda que o PV não vá receber jogos da competição, estará disponível para receber eventos correlatos, incluindo treinos de equipes participantes.

O PV passa por uma ampla reforma em que suas estruturas de concreto são recuperadas, instalações novas são introduzidas, assim como acessos internos e externos - com construção de rampas e eliminação das antigas escadas -, bilheterias, cobertura parcial, cabines de imprensa com acesso por elevador e a colocação de vinte mil assentos individuais.

O projeto atende às recomendações da Fifa para segurança e dispõe de facilidades recomendadas por essa entidade no Caderno de Encargos específico para a Copa de 2014. Como também não poderia deixar de ser, inclui as determinações da legislação brasileira para a acessibilidade.


Será um PV atualizado, mas perfeitamente reconhecido pelos torcedores e mais integrado ao bairro do Benfica. Estará mais visível para quem passa em seu entorno. Houve uma preocupação especial em valorizar os arredores do estádio, incluindo a substituição dos atuais muros por grades que possibilitam a visualização do interior do terreno. Assim, esse interior, que receberá tratamento paisagístico, será integrado ao sítio urbano onde se localiza o estádio, o que valorizará as ruas adjacentes.

O estádio será ainda mais incorporado ao bairro do Benfica; e seus bares e espaços externos poderão ser utilizados pela população nos dias e horas em que não houver jogos. As quatro quinas do estádio, pontos de sua maior visibilidade a partir das ruas adjacentes, foram tratadas no projeto como marcos de referência e concentram as principais saídas do público.

Serão três novas bilheterias e um conjunto de quatro acessos setorizados: dois para as torcidas e dois especiais (dotados de cadeiras de espaldar). A tradicional entrada principal será mantida e recuperada como marco de referência.


O PV será uma instalação esportiva que contribuirá para o salto qualitativo da estrutura urbana da cidade de Fortaleza decorrente dos investimentos para a Copa do Mundo de 2014.
ARMANDO MENDES
Arquiteto e urbanista responsável pelo projeto de reforma do Estádio Presidente Vargasalm.arquitetura@uol.com.br

Uma Copa para todos

Vivemos dias que irão marcar para sempre a história de desenvolvimento do nosso Estado. Muito além da preparação para receber a Copa do Mundo em Fortaleza, testemunharemos aceleração dos indicadores socioeconômicos que irão trazer impactos diretos na vida de cada um dos cearenses, melhorando nossa qualidade de vida e gerando renda nos mais diversos setores da economia.
Nos próximos anos, iremos vivenciar não só a transformação física de um Estado - que ganhará novo sistema de transporte, melhorias nos sistemas de segurança, rede hoteleira, saneamento básico, saúde, turismo, melhores estradas, energia e telecomunicações, sem falar na reforma do estádio -, mas o surgimento de oportunidades que chegarão a cada um daqueles que souber aproveitá-las. Um grande legado que mudará definitivamente o cenário econômico, esportivo e social de todo o País.

Bem mais do que os jogos, a Copa do Mundo traz consigo um calendário intenso que abrange desde o período dos preparativos até os anos seguintes, que serão impactados pela grande exposição mundial da nossa cultura e costumes. É a transformação de vidas que começa desde a multiplicação de cursos de capacitação, passando pelo aumento de oportunidades de emprego, até a melhoria do dia-a-dia na cidade, graças aos projetos desenvolvidos para preparar o Ceará para o mundial.

É o caso das obras de mobilidade urbana, ampliação do acesso da população à internet banda larga gratuita e da qualidade no atendimento desde serviços públicos até bares e restaurantes, sem falar na ampliação das opções de lazer para a população em todo o Estado.

Com a reforma e modernização do Estádio Castelão, teremos em Fortaleza uma arena completa, que não perderá em nada para os grandes estádios internacionais e nos credencia como o único no Nordeste com capacidade para receber jogos de semifinal. Além disso, o projeto transformará nosso estádio em um palco perfeito para receber grandes eventos e até turnês musicais mundiais, resultando assim em mais negócios, mais investimentos e mais emprego para os cearenses.

Além disso, temos uma oportunidade única nas mãos. Ao recebermos o maior evento midiático do planeta, teremos a chance de mostrar que somos muito mais do que nossas belezas naturais e do que a capital nacional do humor. Com a Copa, receberemos não só turistas dos quatro cantos do mundo, mas também a imprensa mundial, o que dará uma maior visibilidade nacional e internacional das festas típicas e manifestações culturais que constroem a nossa identidade.


É por isso e muito mais que tenho a certeza de que não só realizaremos juntos uma grande obra, mas também cumpriremos essa tarefa mostrando toda a garra, alegria e hospitalidade de um povo que, com criatividade, sabe transformar os desafios em grandes marcos de nossa história.

Não tenho dúvida de que, assim como os africanos criaram as vuvuzelas que se tornou a cara da Copa de 2010, nós cearenses iremos criar algo que identifique não só o nosso Estado, mas o Brasil como um todo!
FERRUCCIO PETRI FEITOSA
Secretário do Esporte do Estado

A Prefeitura de Fortaleza e a Copa de 2014

Desde 2009, em reuniões com o Comitê Gestor da Copa 2014 (CGCopa) do Governo Federal, as cidades-sede do Mundial têm definido suas prioridades dentro dos eixos de preparação para o evento. No caso da Prefeitura de Fortaleza, essas discussões resultaram na definição de cinco obras prioritárias na área de mobilidade urbana: a requalificação da Via Expressa - que será realizada a partir da implantação, pelo Governo do Estado, do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que ligará o Mucuripe à Estação da Parangaba - e a implantação do Bus Rapid Transit (BRTs), sistema de corredores exclusivos de ônibus, nas avenidas Alberto Craveiro, Raul Barbosa, Dedé Brasil e Paulino Rocha.

O total de recursos investidos nessas cinco vias chegará a quase R$ 260 milhões, já garantidos pelo Governo Federal e pactuados com a Prefeitura na forma de financiamento através de uma Matriz de Responsabilidade, documento assinado pela prefeita Luizianne Lins, pelo governador Cid Gomes e pelo presidente Lula e que define as atribuições dos entes federativos e o cronograma das ações de preparativo para o Mundial de 2014.

Com essas obras, previstas para serem concluídas até dezembro de 2012, Fortaleza ganhará maior fluidez em dois importantes corredores de tráfego: uma ligação Norte-Sul (Mucuripe-Castelão) e outra Leste-Oeste (Estação da Parangaba-BR116). Em alguns trechos essas obras implicarão em desapropriações e indenizações, que serão feitas com muito critério e através da negociação com as comunidades atingidas. Apenas com desapropriações, a Prefeitura irá gastar cerca de R$ 50 milhões.


Nossas ações também se estendem por outras áreas. Entre elas, podemos destacar a reforma do Estádio Presidente Vargas; os projetos de revitalização da nossa orla inseridos no Prodetur Fortaleza; os

programas de capacitação desenvolvidos pelo Instituto Municipal de Pesquisas, Administração e Recursos Humanos (Imparh); e as ações de requalificação urbana como o projeto Vila do Mar - que está revitalizando um trecho de 5,5 km de nosso litoral entre o Rio Ceará e a Praia da Marinha -, e o Programa de Requalificação Urbana com Inclusão Social(Preurbis) - que prevê investimentos em infraestrutura urbana e geração de emprego e renda em 16 áreas de risco.


Nas câmaras técnicas temáticas criadas pelo Governo Federal, temos discutido ações nos demais eixos de estruturação do mundial (meio ambiente, segurança, saúde, cultura e educação, etc). Também estamos cadastrados no sistema federal de monitoramento criado para fiscalizar o andamento das obras. Além disso, temos dialogado com instituições como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Ministério da Cultura para captar recursos para projetos de coleta seletiva e difusão cultural.


Recentemente estivemos na África do Sul, onde, ao lado do gerente do projeto Copa 2014 da Prefeitura Municipal, Felipe Araújo, participamos do Programa de Observadores da Fifa. A troca de experiências com os organizadores da Copa na África serviu para aprendermos com seus erros e seus acertos.

Não faremos uma Copa como a da Alemanha nem como a da África. Faremos, sim, uma Copa bem brasileira, com nossa cara, com toda alegria e paixão que nos são peculiares, mas também com toda nossa capacidade de trabalho e realização.
GERALDO BANDEIRA ACCIOLY
Coordenador de Projetos Especiais, Relações Institucionais e Internacionais da Prefeitura de Fortaleza
cooperipmf@gmail.com
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O POVO

28 de agosto de 2010

 
PROJETO ORLA
Editorial - Projeto Orla
Municípios costeiros estão sendo convocados a se inscreverem para a obtenção do certificado praia limpa

Em boa hora o Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam) convoca as cidades localizadas na orla cearense a aderirem ao Projeto Orla, inscrevendo-se para a obtenção do Certificado Praia Limpa. Com isso, não apenas se habilitam a receber recursos do governo estadual e do governo federal, mas estarão cuidando da qualidade de vida de seus cidadãos e fortalecendo a indústria turística.

Ter praia sem lixo e qualquer outra forma de poluição não é um luxo, mas uma necessidade básica para a saúde das pessoas. Contudo, é muito mais: é a forma de garantir emprego e renda no município que tem o privilégio de estar localizado à beira mar e poder transformar isso em vantagem econômica. Essa percepção é exigida de governos municipais bem informados e em sintonia com a contemporaneidade. Sobretudo, de quem dirige comunidades que desfrutam do acesso ao mar, fazendo parte dos 570 quilômetros de praias banhadas de sol e desenhada por ricas paisagens, no Ceará. Isso é ouro puro, no mundo de hoje. Não é à toa que milhares de turistas de países frios se sentem cada vez mais atraídos pelo litoral cearense.

Não basta, porém, ter a oferta de lugares paradisíacos, é preciso cuidar para que eles se apresentem com toda a sua beleza original. Isso significa zelar para mantê-los imune à degradação ambiental. E a primeira providência é não permitir a sujeira das praias.

Visando isso, o Ministério do Meio Ambiente criou o Projeto Orla e incentiva as prefeituras desses municípios a fazer parte dele, participando de uma parceria com o Estado e a União. Só no Ceará são 20 municípios (Icapuí, Aracati, Beberibe, Cascavel, Fortim, Aquiraz, Fortaleza, Caucaia, São Gonçalo do Amarante, Paracuru, Paraipaba, Trairi, Itapipoca, Amontada, Itarema, Acaraú, Cruz, Jijoca de Jericoacoara, Camocim e Barroquinha). Para isso, é preciso tirar a Certificação Praia Limpa, estabelecida por lei estadual, em maio de 2007, atendendo à convocação feita pelo Conpam. E não custa fazê-lo: basta acessar o site do órgão.

De que se trata, especificamente? De adotar medidas de proteção das praias aplicando instrumentos da política ambiental para garantir a preservação e restauração do patrimônio natural. Com o certificado em mãos, o município passará a desfrutar dos benefícios ofertados pelo Projeto Orla. A preservação desse patrimônio natural, por si só, já seria um grande ganho para a população. No entanto, virá muito mais do que isso: ele será uma fonte de trabalho e de renda para seus habitantes, ao ser compartilhado com visitantes, através de um turismo sustentável. Eis aí um ovo de Colombo que os prefeitos desses municípios precisam perceber. O resultado será benéfico não apenas para cada comunidade municipal, em particular, mas para todo o Ceará. Mãos à obra, pois.
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DIÁRIO DO NORDESTE

28 de agosto de 2010

 
BRASIL - GUINÉ BISSAU
Egídio Serpa - A Embrapa na Guiné
Malam Bacai, presidente da Guiné Bissau, retornou ontem ao seu País levando na bagagem alguns produtos feitos do pedúnculo do caju. Guiné, maior produtor africano de caju, exporta a castanha e não usa a fruta.
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FOLHA DE SÃO PAULO

28 de agosto de 2010

 
SUCESSÃO PRESIDENCIAL
Violação não teve objetivo político, afirma Receita
Em tentativa de despolitizar o caso, cúpula diz que havia "balcão de negócios"

Investigação sobre o vazamento de dados sigilosos de pessoas ligadas a Serra não deve acabar antes do 1º turno

LEONARDO SOUZA
MÁRIO SÉRGIO LIMA
DE BRASÍLIA

O secretário da Receita, Otacílio Cartaxo, e o corregedor-geral do órgão, Antônio Carlos D'Ávila, tentaram ontem despolitizar a quebra dos dados fiscais de quatro pessoas ligadas ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra, e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
De acordo com os dirigentes do fisco, a violação do sigilo dos tucanos ocorreu a partir de um esquema criminoso mais amplo de compra e venda de informações que funcionava dentro da agência da Receita em Mauá (SP).
"Realmente esse fato preocupa [a quebra dos dados das pessoas ligadas a Serra]. Mas, se nós analisarmos todos os acessos feitos na agência, verificamos que foram indistintamente realizados. Não acredito que tenha havido fins específicos de natureza político-partidária", disse Cartaxo, em entrevista para explicar o caso.
Conforme a Folha revelou, os dados do vice-presidente tucano, Eduardo Jorge, estavam em um dossiê feito pela chamada "equipe de inteligência" da campanha de Dilma Rousseff (PT). Os outros alvos da quebra tiveram seus nomes citados em outro dossiê do mesmo grupo.
Segundo o corregedor do órgão, foram levantados indícios de que um intermediário de fora da Receita encomendava dados sigilosos de contribuintes diversos a duas servidoras de Mauá, mediante "pagamento de propina".
D'Ávila não informou quem seria o intermediário. "Nas investigações, que poderão ser ratificadas pela Polícia Federal, há indícios de um balcão de compra e venda de dados sigilosos", disse.
Já Cartaxo afirmou que o episódio "não só nos deixa extremamente constrangidos como instituição mas também traumatizados".
Em outubro do ano passado, foram acessados e impressos irregularmente declarações do Imposto de Renda de Eduardo Jorge, do ex-ministro de FHC Luiz Carlos Mendonça de Barros, do ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio e de Gregorio Marin Preciado, casado com uma prima de Serra.
Além desses casos, a corregedoria listou outros 320 acessos a informações de contribuintes realizados na agência de Mauá entre agosto e dezembro do ano passado, incluindo dados da apresentadora de TV Ana Maria Braga e de empresários. Não se sabe quantos desses acessos foram irregulares.

"PURA ENROLAÇÃO"
"Essa investigação da Receita é pura enrolação. Eu tenho cópia de todo o procedimento da corregedoria. Não há nem uma menção sequer à venda de dados. Por que o secretário Cartaxo vem a público agora falar sobre essa hipótese? Ele está protegendo o PT", afirmou EJ.
O corregedor disse que na segunda-feira a comissão de inquérito encarregada do caso vai entregar ao Ministério Público Federal representação criminal recomendando o indiciamento da analista fiscal Antonia Aparecida Neves Silva e da funcionária do Serpro cedida ao fisco Adeildda Ferreira dos Santos.
Todos os acessos irregulares ocorreram no computador de Adeildda, mas a partir da senha de Antonia. As representações são por violação do sigilo funcional.
O corregedor do fisco ressaltou que as representações encerram apenas a primeira parte da investigação. Segundo ele, não será possível concluir a apuração num prazo inferior a 60 dias, ou seja, antes do primeiro turno.
"Não estamos preocupados com o calendário eleitoral", disse Cartaxo.
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O POVO

28 de agosto de 2010

 
ELEIÇÕES 2010
Em cinco estados, eleição poderia acabar no 1º turno
Além do Ceará, o instituto Datafolha divulgou ontem números sobre a sucessão ao governo de outros sete estados e no Distrito Federal: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Bahia. Em pelo menos cinco deles, o resultado poderia sair ainda no primeiro turno se a eleição fosse hoje (SP, RJ, PR, BA e PE).

Em São Paulo, Aloizio Mercadante (PT) passou de 16%, de pesquisa feita antes do horário eleitoral, para 20% das intenções de voto. Na liderança segue o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que manteve 54% da sondagem passada.

No Rio de Janeiro, segundo o Datafolha, caiu a diferença entre o governador Sérgio Cabral (PMDB) e Fernando Gabeira (PV). Cabral oscilou de 57%, resultado conquistado há 15 dias, para 56%, e Gabeira subiu três pontos percentuais, chegando a 17%.

No Paraná, Beto Richa (PSDB) lidera com 47% das intenções de voto (tinha 46% na pesquisa passada), enquanto seu principal adversário, Osmar Dias (PDT) aparece com 34%, mesmo índice da sondagem anterior.

Na Bahia, o governador Jaques Wagner osculou dois pontos, passando de 45%, de antes da propaganda eleitoral, para 47% das intenções de voto, contra Paulo Souto (DEM), que manteve 23%, e Geddel Vieira Lima (PMDB), que tem 11% (tinha 10%).

Em Pernambuco, a vantagem do governador Eduardo Campos (PSB) só aumenta: ele chegou a 67% das intenções de voto, contra 19% de Jarbas Vasconcelos (PMDB).

No Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT) ampliou em quatro pontos percentuais a vantagem em relação a seu principal adversário, José Fogaça (PMDB), e agora aparece com 42% das intenções de voto, segundo o Datafolha (ele tinha 38% no levantamento passado). O peemedebista manteve 27%, enquanto a governadora Yeda Crusius (PSDB) passou de 16% para 14% das intenções de voto.

Em Minas Gerais, o candidato apoiado pelo ex-governador e candidato ao Senado Aécio Neves (PSDB), Antônio Anastasia (PSDB), melhorou seu desempenho: desde o começo do horário eleitoral, ele cresceu 12 pontos, passando de 17% para 29% das intenções de voto.

Ainda líder, Hélio Costa (PMDB) manteve 43% da pesquisa anterior.


A situação está mais acirrada até aqui é no Distrito Federal, onde o petista Agnelo Queiroz aparece em situação de empate técnico com Joaquim Roriz (PSC): Queiroz tem 35%, contra 41% de Roriz. (das agências)

DATAFOLHA PELO PAÍS

SÃO PAULO
Geraldo Alckmin (PSDB) - 54%
Aloizio Mercadante (PT) - 20%

RIO DE JANEIRO
Sérgio Cabral (PMDB) - 56%
Fernando Gabeira (PV) - 17%

PARANÁ
Beto Richa (PSDB) - 47%
Osmar Dias (PDT) - 34%

RIO GRANDE DO SUL
Tarso Genro (PT) - 42%
José Fogaça (PMDB) - 27%

MINAS GERAIS
Hélio Costa (PMDB) - 43%
Antônio Anastasia (PSDB) - 29%

BAHIA
Jaques Wagner (PT) - 47%
Paulo Souto (DEM) - 23%

PERNAMBUCO
Eduardo Campos (PSB) - 67%
Jarbas Vasconcelos (PMDB) - 19%

DISTRITO FEDERAL
Joaquim Roriz (PSC) - 41%
Agnelo Queiroz (PT) - 35%

FONTE: Instituto Datafolha, com pesquisas registradas nos tribunais regionais eleitorais dos estados e no Tribunal Superior Eleitoral
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O POVO

28 de agosto de 2010

 
ELEIÇÕES 2010
Tasso cai; Eunício e Pimentel sobem mas ainda não ameaçam
Enquanto o candidato à reeleição no Senado pelo PSDB caiu sete pontos, o postulante do PMDB ganhou os mesmos sete pontos. Pimentel subiu três e permanece tecnicamente empatado com o candidato do PMDB

Érico Firmo
ericofirmo@opovo.com.br


Embora ainda lidere com bastante folga a eleição para o Senado no Ceará, Tasso Jereissati (PSDB) caiu sete pontos percentuais desde julho e agora tem 52% das intenções de voto na primeira pesquisa O POVO/Datafolha realizada após o início do horário eleitoral de rádio e televisão.

Eunício Oliveira (PMDB) cresceu os mesmos sete pontos que Tasso perdeu e tem agora 31%. José Pimentel (PT) tem 27% e está tecnicamente empatado com o peemedebista na disputa pela segunda vaga de senador pelo Ceará que está em disputa. Na pesquisa anterior, os dois apareciam com 24% das intenções de voto, segundo levantamento O POVO/Datafolha. Pimentel e Eunício estão na mesma coligação. A margem de erro máxima da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Nessas eleições, são duas as vagas de senador que serão preenchidas. Cada eleitor pode votar em dois candidatos. Por isso, se forem somados os percentuais, o total será 200%. No entanto, como não é possível votar duas vezes no mesmo nome, o máximo que um candidato pode obter é 100% das intenções de voto.

A pesquisa foi realizada nos dias 24 e 25 de agosto, após a primeira semana de horário eleitoral no rádio e na televisão. Foram ouvidos 937 eleitores em 41 municípios.

Indecisos
Ainda há 42% de eleitores que declararam não saber em quem votar em relação a uma das duas vagas. E outros 20% estão indecisos em relação às duas vagas.

Declararam intenção de votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos 12% dos eleitores ouvidos pelo Datafolha. Já 6% disseram que votarão em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos para as duas vagas.

Entre os demais candidatos, equilíbrio. Raquel Dias (PSTU) alcançou 3%, metade dos 6% que havia obtido em julho, segundo apontou o Datafolha. Tarcísio Leitão (PCB), que o Datafolha também dizia ter 6%, agora alcança 2%.

Os mesmos 2% têm os candidatos Marilene Torres (Psol), que tem 2% - antes tinha 4% - e Alexandre Pereira (PPS), que havia aparecido com 2%.

Reginaldo (PSTU) caiu de 3% para 1%. Benedito Oliveira (PCB) oscilou de 2% para 1%. Polô (PV) foi, dentre todos, o único candidato que não caiu nem subiu: ficou com 1%.


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O POVO

28 de agosto de 2010

 
ELEIÇÕES 2010
Cid cresce no Interior mas ainda se sai melhor na RMF
O crescimento do governador na pesquisa O POVO/Datafolha foi puxado pelos votos do Interior. Ainda assim, resultado em Fortaleza e Região Metropolitana ainda é melhor, enquanto rejeição permanece maior no resto do Estado

O crescimento de Cid Gomes (PSB) na pesquisa O POVO/Datafolha foi puxado, principalmente, pelos votos do Interior do Estado. Apesar disso, o desempenho do governador e candidato à reeleição ainda é melhor na Capital e Região Metropolitana (RMF). Além disso, a rejeição do candidato do PSB permanece sendo maior entre o eleitorado interiorano.

Na rodada anterior da pesquisa O POVO/Datafolha, realizada entre os dias 14 e 15 de julho, Cid aparecia com 42% no Interior. Agora, cresceu oito pontos percentuais e chegou a 50%.

Já em Fortaleza e demais municípios da RMF, Cid tinha 54%. Ganhou três e foi a 57%. No total do Estado, Cid, que tinha 47%, tem agora 53%.

Já Lúcio Alcântara (PR) caiu mais entre os eleitores de Fortaleza e municípios de seu entorno. Na pesquisa anterior, tinha 25%. Agora, teve 10 pontos percentuais a menos: 15%.

No restante do Estado, a queda do candidato do PR foi mais sutil: cinco pontos percentuais – de 27% para 22%.

Marcos Cals (PSDB) foi de 7% para 10% Na Capital e RMF. No Interior foi de 7% para 8%.

Rejeição
A melhora do desempenho de Cid ocorre simultaneamente à queda da rejeição. Na Capital e Região Metropolitana, o percentual de eleitores que disse que não votaria no governador em hipótese alguma foi de 17% para 13%. No resto do Estado, a queda foi maior: 27% para 18%.

Já a rejeição de Lúcio em Fortaleza e Região Metropolitana passou de 32% para 31%. No Interior, oscilou de 18% para 19%.

Marcos Cals, na proporção em que se tornou mais conhecido e ganhou votos, também viu sua rejeição subir. Na Capital e RMF, a oscilação foi de 17% para 19%. No resto do Ceará, alta mais expressiva: 14% para 20%.

EMAIS


ONDE ESTÃO OS VOTOS DELES
Os dois principais adversários na corrida presidencial, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) andam em lados opostos até no quesito “distribuição da popularidade no Ceará”.


Enquanto a petista se sai melhor com o eleitorado do Interior do Estado, Serra tem melhores números na Capital e Região Metropolitana.

Segundo o Datafolha, Dilma tem 58% das intenções de voto em Fortaleza e 66% nas demais regiões. Já Serra tem 19% na Capital e 14% no restante do Ceará.

A candidata Marina Silva (PV) também é mais popular na Capital: 7%, contra 4% do Interior.

A porcentagem dos que não sabem em quem votar é maior no Interior: 12% dos entrevistados, contra 9% na Capital.
METODOLOGIA

1. A pesquisa do Datafolha é um levantamento por amostragem estratificada por sexo e idade com sorteio aleatório dos entrevistados. O universo da pesquisa é composto pelos eleitores com 16 anos ou mais do Estado do Ceará.

2. Nesse levantamento realizado do dia 24 ao dia 25 de agosto de 2010, foram realizadas 937 entrevistas em 41 municípios, com margem de erro máxima 3 pontos percentuais para mais ou para menos considerando um nível de confiança de 95%. Isto significa que se fossem realizados 100 levantamentos com a mesma metodologia, em 95 os resultados estariam dentro da margem de erro prevista.

3. Essa pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número – 47801/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral com o número – 25472/2010.

DÊ SUA OPINIÃO
Por que o governador Cid Gomes está se saindo melhor na Regiâo Metropolitana de Fortaleza que no Interior? E por que, desde o início da campanha, seu desempenho vem melhorando no Interior? Dê sua opinião no Blog Política (blog.opovo.com.br/politica)

Eunício recebe mais votos de eleitores tanto de Tasso quanto de Pimentel

A pesquisa O POVO/Datafolha deixa explícito o motivo pelo qual a chapa Eunício Oliveira (PMDB)-José Pimentel (PT) atravessa uma crise de infidelidade.

Um total de 45% dos eleitores aponta o candidato à reeleição Tasso Jereissati (PSDB) como primeira opção para o Senado.

Outros 20% não sabem em quem votar para nenhuma das duas vagas que serão preenchidas este ano. Os eleitores que têm Eunício como primeiro nome para o Senado são 14%. Já os que têm Pimentel como primeiro nome, 12%.

O que os números mostram claramente é o que as rodas políticas apontavam: quase a metade dos eleitores está escolhendo Tasso e mais um. Aí reside a dificuldade em viabilizar uma chapa do anti-tassismo: os outros candidatos estão de olho no segundo voto de quem está com o tucano.

Até agora, Eunício é quem tem se dado bem ao buscar esse segundo voto: 29% dos eleitores de Tasso votam também em Eunício, contra 19% que optam por Pimentel.

Já os eleitores de Pimentel dão 43% de votos para Eunício para a outra vaga. Outros 37% dos eleitores do petista votam também em Tasso.

Os que optam, todavia, pelo peemedebista distribuem o outro voto assim: 49% com Tasso e 38% para Pimentel.

Como é a eleição
O Senado tem um modelo de eleição único na política brasileira. É o único caso de eleição majoritária para um cargo Legislativo. Tanto para deputado federal, estadual quanto para vereador, a eleição é proporcional. Nesse caso, a eleição depende não apenas do voto individual recebido pelo candidato, mas da votação de todos os postulantes do partido ou coligação.

Além disso, é o único caso no Brasil no qual o eleitor escolhe não um, mas dois candidatos. Isso ocorre de oito em oito anos. No intervalo, a eleição é apenas para uma vaga de senador. Cada estado tem três representantes na Casa.

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O POVO

28 de agosto de 2010

 
ELEIÇÕES 2010
Prefeitos do PSDB abdicam de Cals e lançam apoio a Cid
Nem mesmo Tasso Jereissati conseguiu convencê-los. Ao menos 14 prefeitos do PSDB de Marcos Cals apoiam Cid, que ainda conta com apoio de um do PR de Lúcio Alcântara. Já 2 do PCdoB abdicam de Cid e apoiam Cals. Apoio não é ilegal

Robson Braga
robsonbraga@opovo.com.br

Constantes mudanças de partido, política personalista e pouco atrelada a ideologias e programas. Segundo especialistas, esses seriam os principais motivos para as infidelidades partidárias a que se assiste hoje no Ceará. Na linha de frente, estão os prefeitos do PSDB. Ao menos 14 deles, de um total de 54, abdicaram de Marcos Cals (PSDB), em quem deveriam votar naturalmente, para apoiar o candidato à reeleição, Cid Gomes (PSB).

O problema conjuntural, contudo, tem raízes históricas. Os irmãos Ciro e Cid Gomes já foram tucanos, passaram pelo PPS e agora são do PSB, sendo tratados hoje como “socialistas”. Apoiados desde os anos 1990 até junho deste ano pelo principal cacique tucano do Estado,senador Tasso Jereissati, ambos chegaram ao poder. Agora, Tasso demonstra rancor pela “ingratidão” dos irmãos, que não estão apoiando sua reeleição ao Senado por conta da aliança, principalmente, com o PT.

“Eles (Ciro e Cid) mudaram de partido, mas não mudaram de grupo político”, avalia Rejane Vasconcelos, do departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Contra a reeleição de Cid, Tasso lançou Cals e quis que os 54 prefeitos tucanos o seguissem na empreitada. Mas a estratégia parece não ter funcionado tão bem.

Foi Ciro, coordenador da campanha do irmão, quem costurou a maioria dos apoios tucanos pelo Estado. Tasso tentou descosturar, mas o alinhavado conjuntural se mostrou mais forte do que seu histórico político. “Sendo bem generoso, só uns 50% dos prefeitos do PSDB devem votar no Cals”, diz um dos prefeitos tucanos que votam no PSB. Cid também conta com apoio de ao menos um prefeito do PR de Lúcio Alcântara: Fontenele Viana, de Martinópole.

Explicação
“Uma mistura desgraçada”. É assim que o prefeito de Itaiçaba, Frank Gomes (PSDB), define as alianças em seu município. Por questão pessoal, ele negou apoio a Cals e vai votar em Cid. Frank explica que, nas eleições municipais de 2000, 2004 e 2008, Cals apoiou seu principal adversário,. “Ele não teve fidelidade partidária comigo, por que eu teria?”, disse. Cals confirma a dissidência, mas nega problema pessoal. “A questão é estritamente da política local.”

Os casos apontados não se enquadram na lei da fidelidade partidária (PEC 182/07), que estabelece perda de mandato para políticos do executivo e legislativo que mudarem de partido, uma vez que o mandato pertence à legenda, e não ao candidato.

EMAIS

O PSDB assistiu à debandada dos prefeitos tucanos de Novo Oriente, Russas, Beberibe, Itaiçaba, Palhano, Granja, Nova Olinda, Aiuaba, Altaneira, Santana do Cariri, Araripe, Assaré, Campos Sales e Hidrolândia. Apesar do apoio a Tasso, todos votam em Cid.

Na contramão, Tasso e Cals receberam, ao menos, dois apoios de quem deveria apoiar Cid: o prefeito de Jucás, Helânio Facundo, e o ex-prefeito de São Benedito, Haroldo Maciel, ambos do PCdoB. Em nota, o PCdoB chamou o caso de “isolado” e se reafirmou fiel a seu programa comunista.

OUTROS APOIOS
O prefeito de Beberibe, Odivar Facó (PSDB), explica seu apoio a Cid como “retribuição”. “O PSB estava com a gente nas últimas eleições municipais”, diz. Na carreata de Tasso e Cals pela cidade, Odivar estava viajando.

O prefeito de Hidrolândia, Afrânio Martins (PSDB), vota em Cid e “em vários partidos, desde o PT até o PSDB”. “Os partidos são feitos por pessoas”, diz Afrânio, que também votará em Tasso e no deputado estadual Nelson Martins (PT), que é de sua cidade.

Ausência de ideologia e programas

Vazios ideológica e programaticamente, os partidos políticos atualmente se fundam no “personalismo” de seus líderes, o que resulta em “infidelidades”. A avaliação é do professor Rui Martinho Rodrigues, do departamento de Fundamentos da Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC). “Sem programas bem definidos, as alianças se tornam uma coisa de compadres, questão pessoal”, considera.

Para Rui, os prefeitos são muito atrelados à relação institucional com o Estado e a União porque ainda “são muito vulneráveis do ponto de vista tributário e orçamentário”.

Na avaliação da professora da UFC Rejane Vasconcelos, “a política cearense tem um eixo organizador centrado mais em grupos políticos do que em partidos”. Na avaliação da socióloga, há uma “tendência situacionista” que cria dependência entre os políticos locais e os governos estadual e federal. (RB)
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DIÁRIO DO NORDESTE

28 de agosto de 2010

 
SINDICAJU
Egídio Serpa - Caju: novas parcerias
Lúcio Carneiro, presidente do Sindicato da Indústria do Caju, está entusiasmado com a união do seu setor em torno de novas parcerias com instituições nacionais e estrangeiras para o avanço tecnológico das empresas.

Livre Mercado

Mais de R$ 80 mil foram investidos pela Fundação Banco do Brasil na compra de máquinas e equipamentos para a minifábrica de beneficiamento de castanha de caju do município de Ocara, onde 45 produtores rurais trabalham em uma área de 200 ha no assentamento Che Guevara. Segundo Marco Antônio Caixeta, assessor da Fundação, o novo investimento permitirá a criação de 20 novos postos de trabalho. As minifábricas que funcionam em Tururu, Aracati, Aquiráz e Chorozinho também receberão investimentos da Fundação Banco do Brasil.

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DIÁRIO DO NORDESTE

28 de agosto de 2010

 
PROJETO PRIMEIRO PASSO
Primeiro passo
O Projeto Primeiro Passo, coordenado pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social do Estado do Ceará - STDS chega até a juventude cearense como uma grande oportunidade de adquirir experiência para quem necessita entrar no competitivo mercado de trabalho. Dividido em três modalidades: jovem bolsista, jovem estagiário e jovem aprendiz, esse projeto visa propiciar aos jovens a oferta de cursos de capacitação, nas mais diversas áreas do conhecimento, objetivando prepará-los para um futuro estágio e inseri-los nas empresas que atuam no Estado do Ceará, na condição de jovem aprendiz. A participação nesse projeto é algo encantador tanto para quem é beneficiado, como para equipe que o desenvolve; eu diria que dentro do funcionamento dos programas e projetos mantidos pela STDS, este projeto conseguiu congregar a competência e o compromisso de cada um dos servidores que faz parte dessa equipe de trabalho. Um exemplo disso, são os encaminhamentos de cada ação desenvolvida por essa equipe, seja na capital ou no i
nterior, onde se percebe claramente que todos estão comprometidos com os resultados alcançados, tanto em termos quantitativos como qualitativos, especialmente, em relação ao futuro profissional desses jovens. É gratificante saber que estamos gerando oportunidades para jovens de todo o Estado, que se esforçaram para concluir ensino médio (sabemos das dificuldades enfrentadas por esses jovens nos municípios do nosso estado) e que esperam uma chance para ingressar no mercado de trabalho. No entanto, é importante ressaltar que o êxito desse projeto depende não só do esforço e compromisso da equipe que o coordena, mas também da responsabilidade social do empresariado cearense, em contribuir com a inserção desses jovens no mercado de trabalho, na medida em que lhes recebem como jovens aprendizes em suas empresas. Todos ganham com o êxito do projeto: empresários, Estado e sociedade, pois a geração de políticas publicas que visem formar técnico-profissionais mais capacitados para as atuais exigências do mercado de pr
omovem a cidadania e a inclusão social.

Paulo Henrique Araújo Lima - historiador e professor
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DIÁRIO DO NORDESTE

28 de agosto de 2010

 
CURSOS DE CAPACITAÇÃO
MTE vai capacitar 150 mil pessoas até 2014
As vagas para os cursos de capacitação serão divididas de acordo com as demandas das 12 cidades sedes da Copa

À medida em que se aproxima a Copa do Mundo e crescem as expectativas quanto ao início das obras de construção e modernização dos Estádios e da infraestrutura urbana nas 12 cidades sedes do evento, eis que um primeiro passo começa a ser dado. O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, lançou ontem, no Rio de Janeiro, o Plano Setorial de Qualificação (Planseq) Copa do Mundo, com o que pretende qualificar nos próximos quatro anos, 150 mil trabalhadores em 12 estados.

Orçado em R$ 124,26 milhões, provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), o Planseq Copa do Mundo prevê a capacitação gratuita em 25 áreas, que envolverá desde bilheteiro de metrô e de trem, cobrador de ônibus, frentista e motoristas de ambulância, de ônibus urbano e de taxi. Para atender a demanda de mão de obra no setor de hospedagem, ainda carente até de hotéis para abrigar os milhares de turistas e visitantes aguardados, serão capacitados camareiros, cozinheiro, garçom, guia de turismo, manobrista, mensageiro, telefonista e recepcionista.

Segundo o MTE, o número de capacitações para cada uma das cidades sedes ainda não foi definido, e deve atender às deficiências específicas de cada Estado. No Ceará, além da qualificação de trabalhadores à construção civil, serão ministradas aulas de línguas estrangeiras (Inglês e Espanhol) e cursos para habilitar as pessoas para servirem de guias aos turistas que vierem ao Estado. "Vamos transformar o nosso trabalhador em um agente da Copa", sinalizou a titular da Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social, Fátima Catunda, ao destacar que o ministro cumpre agora, com o que prometeu dias atrás.

Ela lembrou que um projeto semelhante foi apresentado pela STDS e Secretaria de Esportes do Ceará em outubro do ano passado. À época, o governo do Estado pleiteou ao MTE, recursos para formação de trabalhadores, prioritariamente, nas áreas de turismo e serviços.

Sorriso brasileiro

"Mais de 1,5 bilhão de pessoas assistiram a última Copa do Mundo. A imagem do país sede que vai pela TV para todo o planeta é avassaladora, além dos turistas que estarão presentes pessoalmente para assistir os jogos. Por isso, precisamos estar bem preparados não só em infraestrutura, que já vem sendo feita pelo Governo Federal, mas também em mão de obra qualificada", destacou o ministro Carlos Lupi, ao lançar o novo Planseq Copa do Mundo.

"Ouvimos falar sempre da necessidade de infraestrutura, mas o que fica na memória é a impressão de como somos recebidos em um país que visitamos. Isso é o que faz o turista voltar ao país em outras oportunidades", acrescentou o presidente do Instituto João Havelange, César Braga, parceiro do Planseq Copa do Mundo, para quem o programa irá qualificar o "sorriso brasileiro".

Próximo passo

O próximo passo, aponta o MPE, será definir o número de vagas para cada uma das 12 cidades sedes, tarefa que será realizada por uma comissão tripartite, formada por representantes dos governos Estaduais, do setor empresarial e dos trabalhadores. Definidas as vagas e áreas que serão contempladas em cada cidade, os governos Estaduais farão chamadas públicas às entidades executoras que irão ministrar os cursos.
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