![]() |
|
|
Fortaleza, CE - segunda-feira, 30 de agosto de 2010 |
|
| AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de agosto de 2010 |
| CIC - ROSEANE MEDEIROS | |
| Egídio Serpa - CIC de novo no trilho | |
Roseane Medeiros, presidente do Centro Industrial do Ceará, recebe elogios da nova diretoria da Fiec por ter recolocado o CIC no trilho do discurso do desenvolvimento econômico do Estado, sem política partidária.
| |
| TOPO | |
| O POVO, O ESTADO, DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de agosto de 2010 |
| RESULTADO DAS ELEIÇÕES 2010 | |
| Resultado das Eleições 2010 | |
|
Resultado das Eleições 2010
| |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de agosto de 2010 |
| DIA DO SOLDADO - ROBERTO MACÊDO | |
| Lêda Maria - Passarelas | |
| Presidente da Facic, Francisco Barreto reuniu muitos quando da comemoração do Dia do Soldado. Lá se encontravam o comandante da 10ª Região Militar - Gen. -de -Divisão Hélio Chagas de Macedo; Roberto Macedo, presidente da FIEC; Jorge Parente, vice-presidente da CNI e presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/CE. Mais João Porto Guimarães, presidente da Associação do Comércio do Estado do Ceará, Soraya Victor, conselheira do TCE e Hermeto de Paula, um dos líderes do comércio. | |
| TOPO | |
| O ESTADO |
30 de agosto de 2010 |
| NOVA UNIADE DO PINHEIRO SUPERMERCADO | |
| Interior - Troféu “Bom Vizinho” | |
|
Por Antônio Viana
Durante a inauguração da oitava unidade do Pinheiro Supermercado, em Limoeiro do Norte, semana passada, o presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith (foto), o empresário Ivens Dias Branco, representado por seu filho, Marcos e o prefeito João Dilmar receberam o Troféu “Amigo do Bom Vizinho”. Em seu discurso, agradecendo a homenagem em nome dos demais agraciados, Roberto Smith destacou a importância do comércio não apenas como distribuidor do que a indústria fabrica e produz, mas, como maior gerador de oportunidades de serviço, de emprego e renda. “Como andariam as indústrias se não tivessem os revendedores, distribuidores, o comércio?”, indagou, enfaticamente. Festa prestigiada A inauguração do Pinheiro Supermercado em Limoeiro do Norte (que além da grande loja em si, tem lojinhas de apoio, cinema, restaurante, etc...), estiveram presentes, dentre outros, o vice-governador Francisco Pinheiro (que representou o governador Cid Gomes), presidente do Banco do Nordeste, Professor Roberto Smith, secretário da Fazenda, dr. João Marcos Maia, secretário de Cultura do Estado, professor Auto Filho, deputados Mauro Filho, Dedé Teixeira; prefeitos de Limoeiro (anfitrião, João Dilmar de Sousa, José Carlos (São João do Jaguaribe), Adelmo Aquino (Alto Santo), Chico Adelmo (Potiretama), Pitiúba (Quixeré), afora lideranças empresariais, culturais, religiosas e políticas de Russas e do Vale Jaguaribano. Fizemos a cobertura para o Política Especial (Cidade AM 860). Comércio em peso À frente o presidente da CDL, Francisco Freitas Cordeiro, anotamos a presença de inúmeros outros líderes empresariais da Fiec, ClC, Fecomércio, Sindilojas e do setor de churrascarias e bares da capital e região, representados por Genil Camelo, do Grupo Parque Recreio. Coube a dom José Henrique, bispo de Limoeiro, abençoar as novas instalações do Bom Vizinho naquela praça e a dupla Ítalo e Renno traduzir, através da música, a alegria dos convidados. Honório e Bosco Pinheiro, com familiares e equipes comandaram a festa com apoio logístico das autoridades locais. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de agosto de 2010 |
| SELEÇÃO - RECURSOS HUMANOS | |
| Sesi está recrutando: Assistente Técnico Administrativo | |
Sesi está recrutando: Assistente Técnico Administrativo
| |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de agosto de 2010 |
| ORÇAMENTO PARTICIPATIVO | |
| Execução depende do desempenho do caixa | |
|
Em 2009, Fortaleza esperava investir R$ 742,8 milhões, mas conseguiu aplicar apenas um terço do previsto
O bom desempenho do Orçamento Participativo (OP), com a execução das demandas aprovadas como prioritárias pela população, depende, diretamente, do comportamento do caixa da Prefeitura. Se o dinheiro não chega como planejado, não sai como previsto. A gestão assumiu o compromisso de realizar todas as obras deliberadas no OP, desde que se cumpra a previsão orçamentária. Se, no exercício anual, houver queda nos repasses federais e estaduais, ou uma arrecadação menor dos tributos locais - IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), ISS (Imposto sobre Serviços) e ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imobiliários), além de taxas e contribuições - será necessário "engavetar" alguma demanda do Orçamento Participativo. E mais: como há propostas que foram aprovadas com a condição de que se adquirisse créditos externos, se este financiamento de fora não for acessado pelo Município, o projeto acaba tendo de ser inviabilizado. Transferências Para 2010, planeja-se avançar na execução dos projetos. A Lei Orçamentária Anual (LOA) prevê uma receita de R$ 3,8 bilhões nos caixas municipais, entre os recursos advindos dos tributos de competência local e aqueles chegados via transferências estaduais e federais. Deste total, a LOA prevê que R$ 866,8 milhões sejam reservados a investimentos, incluindo neste montante aquilo que a população demandou no OP. Previsões alteradas O que acontece é que, na prática, o planejado não é o que se vê consolidado ao fim do ano. Prova disso são as previsões dos quatro últimos anos em Fortaleza. Em 2009, por exemplo, a gestão municipal previa investimentos de R$ 742,8 milhões e, no consolidado do ano, registrou-se que foram gastos com este fim R$ 246,5 milhões, apenas um terço do que foi planejado inicialmente. Este quadro foi semelhante nos anos anteriores. Em 2008, projetou-se investir R$ 669,2 milhões e foram consolidados R$ 214,2 milhões. "O orçamento é uma peça que se fecha entre previsão e fixação. Essa peça, quando se manda pro parlamento, é igualitária, o que você previu para o orçamento é o que você fixou. Entretanto, a vida real demonstra que essa previsão não acontece no decorrer do tempo, porque existem variáveis que você não controla", reforça o secretário de Finanças do Município de Fortaleza, Alexandre Cialdini. Líder no NE Entretanto, apesar da baixa execução em relação ao programado, Fortaleza ainda conseguiu liderar o ranking de investimentos públicos entre as capitais nordestinas nos anos de 2007 e 2008, conforme dados divulgados pela Frente Nacionais de Prefeitos (FNP), por meio do anuário Multi Cidades - Finanças dos Municípios do Brasil. A capital cearense vem seguida por Recife e Natal. No país, Fortaleza está na 6ª posição entre as capitais com maior volume de capital investido. Além dos atrasos nos investimentos ocasionados por processos licitatórios lentos, e por burocracia nos trâmites do governo federal para que se possa viabilizar operações de crédito com organismos internacionais, também a não concretização das fontes de recursos planejadas, como as transferências, explica o investimento menor que o previsto. OPERAÇÕES DE CRÉDITO Processo para financiamentos de projetos é demorado Além da receita dos tributos e das transferências dos governos federal e estadual, o Município conta com outra fonte de recursos: as operações de crédito. Estas operações são convênios com organismos internacionais, como BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Bird (Banco Mundial), Ex-Im Bank (Import-Export Bank), entre outros. "Operação de crédito é o nome técnico para financiamento e empréstimo. Quando a gente faz isso, o dinheiro vem pra investimento, na grande maioria", explica Cialdini. Entretanto, ele reclama que existe uma burocracia muito grande na análise do pleito de um município para que este receba um empréstimos destes organismos. "A gente quer que o trâmite de análise tenha mais celeridade por parte da Secretaria do Tesouro Nacional, porque a exigência e a burocracia excessiva na análise e no trâmite desse processo gera uma dificuldade tremenda pra que o recurso possa chegar em um ano, dois anos. Às vezes, passa quatro anos trabalhando isso aí para que o recurso venha", diz. Exemplo dessa demora é a operação feita para a construção do Cuca (Centro Urbano de Cultura e Arte). Por conta da lentidão desse processo, o primeiro equipamento, instalado na Regional I, foi todo erguido com recursos próprios do Município, somando R$ 11,2 milhões. Quando a operação se concretizar, a Prefeitura será restituída com a parcela do organismo internacional. Para que haja maior celeridade nesse processo, portanto, o secretário afirma que seria preciso uma revisão da legislação que trata das operações de crédito. "O Senado Federal é o órgão estabelecido pela Constituição pra analisar o endividamento e a capacidade de investimento dos municípios e dos estados. E a análise técnica disso precisa ser submetida à Secretaria do Tesouro Nacional. O problema é que há uma demora desse trâmite muito grande. O que tinha que acontecer era estabelecer mecanismos de redesenho desse processo". Além disso, ele admite que também é preciso melhorar a elaboração dos projetos, da carta de credito, por parte da gestão. "É preciso aperfeiçoar, mas já melhorou muito com a coordenação dos projetos especiais", diz. SÉRGIO DE SOUSA REPÓRTER | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de agosto de 2010 |
| ORÇAMENTO PARTICIPATIVO | |
| O que faz uma experiência ser bem-sucedida? | |
|
O OP Criança e Adolescente de Fortaleza é citado como experiência positiva pela Rede Brasileira de OP
Não existe uma "experiência-base" de Orçamento Participativo no Brasil, acredita a coordenadora da Rede Brasileira de OP, Verônica Campos Sales. Segundo ela, as metodologias realizadas nos cerca de 300 municípios brasileiros que contam com o programa são as mais diversas possíveis, mas, afirma, existem alguns princípios básicos que tornam as experiências bem-sucedidas. Descontinuidade "Penso que têm êxito se adotadas como se deve: indicação e escolha dos empreendimentos pela população, critérios técnicos para distribuição dos recursos financeiros, compromisso dos dirigentes e gestores em acatar as deliberações e rigor para execução dos projetos, serviços etc. com qualidade. O problema é a descontinuidade da experiência em função de mudança de mandato político, principalmente", destaca. Segundo ela, existem algumas cidades que já trabalham com o Orçamento Participativo há bastante tempo que têm mais "chances para propor e implementar inovações, diversificações procurando sempre estimular mais segmentos da sociedade a participarem efetivamente, e ´radicalizar a democracia´. "Porque o amadurecimento é sempre um aliado", ressalta. Entre estas cidades, pode-se destacar Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, entre outros. Contudo, ela afirma que algumas experiências mais recentes também têm ganho notoriedade nacional. Verônica cita o OP Criança e Adolescente (OPCA) de Fortaleza, que trata o orçamento com metodologias e linguagens específicas para estes grupos da comunidade. "De acordo com a experiência em vigor no Brasil nos últimos 20 anos e respectivas avaliações, análises e publicações teóricas e institucionais, qualquer município pode implementar OP, mas garantindo-se certos pré-requisitos considerados essenciais para o êxito desse empreendimento, como vontade política do Prefeito e demais tomadores de decisão do município, a fim de sustentar todo o processo, principalmente com os compromissos se concretizando em investimentos tangíveis. A presença e interesse das organizações da sociedade civil e, melhor ainda, dos cidadãos em geral, condição que é decisiva para a sustentabilidade do exercício", completa. Para ela, também é preciso que haja uma definição clara e compartilhada das "regras do jogo" para a tomada de decisão e sobre método de delegar responsabilidades, autoridade e recursos entre os bairros e áreas diferentes da cidade. Outra coisa necessária, pontua, é a capacitação da população e também das autoridades municipais sobre o orçamento público em geral, assim como sobre o Orçamento Participativo, em particular. "E propiciar ampla divulgação das informações, através de todas as formas possíveis. A população deve ser informada sobre as datas e locais das reuniões, bem como sobre as regras do jogo que já foram decididas; priorizar as reivindicações para facilitar uma distribuição mais justa dos recursos. Deve ser feita pela população e ligada a critérios técnicos, na minha opinião", explica Verônica. PARA INVESTIR Fortaleza depende de transferências No ano passado, 64% do total da receita de Fortaleza vieram das transferências da União e do Governo do Estado A arrecadação tributária própria da Prefeitura de Fortaleza vem crescendo nos últimos anos. De 2008 para 2009, houve um acréscimo de 10% no caixa através desta fonte. Entretanto, mesmo arrecadando mais com os tributos municipais, a capital cearense ainda é muito dependente do dinheiro recebido através de transferências constitucionais. Essas transferências definem, na prática, se a cidade terá, ou não, maior capacidade para investir nas demandas da população. Repasses Em 2009, de uma receita total de R$ 1,78 bilhão, com valores corrigidos pela inflação, 64% vieram das transferências da União e do Governo do Estado. Um total de R$ 1,14 bilhão foi recebido por meio dos repasses, dos quais, R$ 529 milhões vieram somente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), repasse federal que é a principal fonte de recursos de Fortaleza e da maioria dos municípios brasileiros. "Boa parte do que a Prefeitura de Fortaleza investe - e não só aqui, mas todos os municípios brasileiros, excluindo os de potencial enorme de arrecadação, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte -, depende muito dessas fontes de recursos de transferências conveniadas, e de convênios com organismos multilaterais. Então, não tem uma garantia. Você tem restrições quando boa parte desses investimentos depende dessas outras fontes de recursos", analisa o secretário municipal de Finanças, Alexandre Cialdini. Ele cita a frustração sofrida este ano com os repasses do FPM. "Quando já tínhamos elaborado o orçamento de 2010, uma decisão da Justiça Federal dos estados do Piauí e de Roraima estabeleceu uma ação cautelar para revisar coeficientes populacionais das capitais Teresina e Boa Vista, respectivamente, que gerou queda acumulada de mais de R$ 13 milhões só para o município de Fortaleza, que possui o maior coeficiente entre todas as capitais, de 12,5%", explica. Caixa extra Para tentar reduzir danos com acontecimentos como este, imprevisíveis, Cialdini diz que a Prefeitura tem feito ações para elevar o seu caixa, como o reajuste do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), realizado em 2009, além de medidas de maior controle fiscal e monitoramento dos contribuintes. "Entretanto, é extremamente importante destacar que o crescimento na receita própria é muito pequeno considerado o grau de dependência das transferências constitucionais e voluntárias, bem como as demandas por políticas públicas essencialmente relativas à saúde, saneamento, educação, infraestrutura básica e limpeza urbana, por exemplo", pondera. | |
| TOPO | |
| O POVO |
30 de agosto de 2010 |
| TRANSPORTE PÚBLICO | |
| Política - A PREFEITURA E O TRANSPORTE PÚBLICO | |
|
Por Érico Firmo
Da assessoria de comunicação da Etufor, a coluna recebeu resposta para nota publicada na semana passada acerca do impasse entre trabalhadores e empresas de ônibus: “A Prefeitura de Fortaleza, como concedente dos serviços de transporte público, buscou dentro da legalidade usar de todos os meios e do melhor diálogo para proporcionar resultibilidade ao conflito. A extinção de uma permissão seria improvável, já que não houve descumprimento de cláusulas contratuais. Durante todo o movimento grevista, as empresas disponibilizaram seus veículos para aqueles que quisessem trabalhar. Portanto, a precariedade da prestação do serviço, como indica a coluna, não foi causada por parte do contratado (empresas), mas dos motoristas de ônibus que não cumpriram os percentuais definidos pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT)”. Vamos nós: a extinção da concessão seria, de fato, improvável. Mas poderia render boa discussão jurídica, uma vez que as empresas não estariam garantindo trabalhadores para prestação do serviço, por não oferecessem condições que lhes agradasse. E as empresas não recebem concessão para disponibilizar condições para o serviço ser oferecido, mas para efetivamente oferecê-lo. A questão não era extinguir a concessão, necessariamente, mas utilizar os mecanismos institucionais dos quais só a Prefeitura, como representante do interesse público em detrimento dos múltiplos interesses privados, poderia dispor para pressionar por um acordo. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de agosto de 2010 |
| BNB | |
| Egídio Serpa - BNB manterá a carteira comercial | |
| Uma fonte do da presidência do Banco do Nordeste, a propósito de nota desta coluna, garante: o BNB, pelo menos no Governo Lula, manterá intacta sua carteira comercial, que cresce mais rapidamente do que a de fomento, cujos recursos são do FNE. Corre a informação de que o BNB poderá transformar-se numa instituição de fomento, igualzinho ao BNDES. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de agosto de 2010 |
| MOB TELECOM - DATA CENTER | |
| Empresa cearense investe em data center | |
|
A cearense Mob Telecom será a primeira empresa da região a utilizar container como estrutura de data center
Ao acessar um e-mail ou consultar o saldo da conta bancária através da internet, o usuário não costuma pensar que, em algum lugar do mundo, aquelas informações estão sendo gravadas em mais de uma máquina remota, para estar à sua disposição sempre que precisar. São os data centers que abrigam essa infraestrutura que não pode falhar e da qual dependem tanto transações de grandes empresas quanto mensagens postadas por usuários de sites de relacionamentos e redes sociais. Como se trata de um serviço de missão crítica, a tendência é que as empresas e usuários contem cada vez mais com a ajuda de serviços de data centers terceirizados para armazenar e proteger seus dados - além de contar com o bom e velho backup em suas próprias dependências. No Brasil, cerca de 80% dos provedores de serviços de data center se concentram em São Paulo. Como solução remota, via internet - seguindo o conceito de "computação em nuvem" -, a prestação desse tipo de serviço não tem barreiras geográficas. Esse fator foi o que fez a empresa cearense BaydeNet, um dos primeiros provedores de acesso à internet no Estado, expandir seus serviços e, agora sob o nome de Mob Telecom, investir também no mercado de data center. Para concorrer em um campo de grandes nomes como Alog, Locaweb e UOL - além da Synapsis, no Ceará, dona do maior data center do Estado -, a Mob Telecom está investindo mais de R$ 1 milhão numa solução inédita no País: o data center modular, cuja infraestrutura funciona dentro de um container inteligente. O equipamento, desenvolvido pela empresa espanhola AST Global, é blindado e conta sistema de automação para a entrada de pessoas, controle de ar quente e frio, além de sistemas anti-incêndio e de eficiência energética. O container comporta até 17 racks - cada rack tem espaço para 22 servidores. Além de contar com sistema que reduz o consumo de energia, a solução adotada pela Mob Telecom possibilita ainda uma maior vida útil aos servidores. "Em um data center sem estar bem preparado, um servidor dura cinco anos. Se estiver num ambiente adequado, dura até dez anos", diz Sayde Bayde, diretor comercial da Mob Telecom. Segundo Bayde, o mercado cearense está começando a apresentar uma demanda por data centers bem preparados como é o caso do container da AST Global. "Aqui não existe local 100% apropriado", diz. Empresas com grandes bancos de dados e clientes que necessitem de soluções de computação em nuvem e hosting (hospedagem) são os focos da Mob. "Se uma empresa fosse comprar servidor para um data center próprio, gastaria de R$ 80 mil a R$ 120 mil e ainda teria de investir num espaço apropriado. Se usar o serviço de computação em nuvem, o gasto é 5% do valor mensal", afirma Sayde Bayde. SERVIÇOS NA WEB HP, Dell e Microsoft de olho na "nuvem" As grandes empresas de tecnologia HP e Dell, conhecidas por seus equipamentos como computadores e impressoras, estão travando uma briga acirrada. Mas não é no mercado de PCs onde acontece essa batalha. Nos últimos dias, as duas companhias têm se revezado no objetivo de cobrir a oferta uma da outra pela compra da empresa 3PAR, especialista em produtos de armazenamento de dados, um componente fundamental para a chamada "computação em nuvem". A briga pela posto de quem dá mais para ficar com a 3PAR - as ofertas já superaram a casa de US$ 2 bilhões - mostra o quanto tem ganhado importância os serviços de data center. "O futuro do mercado de tecnologia vai ser serviço de fibra ótica e data center", diz Sayde Bayde, diretor comercial da Mob Telecom. Outro indicador de que os serviços baseados na internet - na "nuvem", como se costuma dizer - estão em alta é o projeto da Microsoft que cria uma nova plataforma para execução de serviços via web. O data center da Microsoft responsável pela infraestrutura do Windows Azure, localizado em Chicago, nos Estados Unidos, é um dos maiores do mundo. Todo o equipamento empregado neste data center funciona dentro de containers, solução semelhante à adotada no Ceará pela Mob Telecom. No data center utilizado para abrigar a infraestrutura do Azure, cada container tem entre 1.800 e 2.500 servidores. Essa estrutura modular dá mais agilidade à configuração de soluções de processamento e armazenamento. Cada grupo de servidores pode ser instalado em menos de um dia, quando normalmente levaria meses para configurar e instalar esses equipamentos. | |
| TOPO | |
| O POVO |
30 de agosto de 2010 |
| CTTC | |
| Vertical - ESCOLA DE FUTURO | |
| O Centro de Treinamento Tecnológico do Ceará (CTTC), em construção na área do Porto do Pecém, deve ficar pronto dentro de dez meses. A previsão é do secretário René Barreira (Ciência e Tecnologia). O CTTC promete capacitar profissionais para grandes projetos do Estado como siderúrgica. LEGAL A Fundação Paulo Bonavides, da Faculdade de Direito da UFC, está sendo reativada. O advogado Cândido Albuquerque assumiu a presidência e mostra serviço. A FPB já inscreve para curso de especialização em Direito Público (www.acep.com.br). | |
| TOPO | |
| FOLHA DE SÃO PAULO |
30 de agosto de 2010 |
| PIB BRASILEIRO | |
| Crescimento no 2º tri é destaque na semana | |
|
Agenda tem também decisão do Copom
DE SÃO PAULO O PIB (Produto Interno Brasileiro) brasileiro vai mostrar, na sexta-feira, se os analistas acertaram as previsões de desaceleração para o segundo trimestre. A expectativa dos analistas é de um crescimento inferior a 1% na comparação com o trimestre anterior, no qual foi registrada uma expansão de 2,7%. A decisão do Copom (Cômite de Política Monetária) do Banco Central pode acompanhar o resultado de um PIB mais fraco para o segundo semestre, com uma dose mais branda no aperto fiscal. As previsões do mercado sugerem manutenção da taxa básica de juros em 10,75% ao ano. O resultado da produção industrial de julho, que sai na terça-feira, deve apresentar prospecto mais positivo e um indicativo de recuperação da atividade, segundo o relatório do Santader. A semana também está recheada de indicadores internacionais. Os Estados Unidos informa desde números de mercado de trabalho até a ata da reunião do Fomc (Comitê de Mercado Aberto, na sigla em inglês). As informações americanas devem se juntar aos dados de produção na China e ao PIB da Zona do Euro e reiterar o cenário de moderação da atividade nos países desenvolvidos e no motor asiático do crescimento mundial. | |
| TOPO | |
| VALOR ECONÔMICO |
30 de agosto de 2010 |
| PIB BRASILEIRO | |
| Depois do ajuste, PIB já evolui mais forte no 3º trimestre | |
|
Após o crescimento da economia brasileira desacelerar no segundo trimestre - algo entre 0,4% e 0,9% de expansão sobre o primeiro trimestre na série com ajuste sazonal, segundo analistas - a previsão é que o Produto Interno Bruto (PIB) volte a crescer em um ritmo mais robusto no segundo semestre, mas longe ainda do resultado verificado nos primeiros três meses do ano, de 2,7% na comparação com os últimos meses de 2009. Os economistas calculam um crescimento médio do PIB nos dois últimos trimestre entre 0,8% e 1,3%.
Segundo analistas ouvidos pelo Valor, o freio do segundo trimestre decorreu do fim dos incentivos ao consumo, como a redução de impostos sobre automóveis e eletrodomésticos, e também pelo início do aumento de juros em abril. O comportamento da política fiscal, pro outro lado, deve ter mais impacto contracionista sobre a atividade no segundo semestre, pois os governos anteciparam gastos para o começo do ano por conta de exigências do período eleitoral. O resultado do segundo trimestre, no entanto, não deve impedir um crescimento forte do PIB no ano, projetado entre 6,5% e 7,8%, desempenho no limite da capacidade da economia brasileira, segundo os analistas. A retomada que se desenha já no começo do terceiro trimestre é verificada em vários indicadores mensais importantes da atividade econômica. Na indústria, a produção de veículos saiu de um desempenho negativo de 5,5% em junho para crescer 5% no mês seguinte. Em São Paulo, a produção industrial (INA) também se recuperou em igual intervalo, saindo de menos 1,9% para 1,2%. Aurélio Bicalho, economista do Itaú Unibanco, destaca o avanço da massa salarial, que registrou avanço de 3% em julho sobre uma base de 0,3% no mês anterior. "A retirada dos incentivos fiscais, que determinou o desempenho bem mais fraco da economia no segundo trimestre, não terá efeito contracionista daqui para frente. Temos forte acesso à renda e confiança no crédito e no emprego, o que trará novos consumidores para o mercado, claro que sem o impulso do primeiro trimestre", pondera. Para Bernardo Wjuniski, economista da Tendências Consultoria Integrada, o segundo trimestre foi um período de ajuste, já que nos primeiros meses do ano o consumo robusto das famílias impulsionou a atividade e, ao mesmo tempo, comprometeu a renda no médio prazo, já que há uma participação importante de financiamentos nessas compras. "É natural ter um resultado mais baixo após um primeiro trimestre tão puxado", diz. Para a Tendências, o PIB deve ter crescido 0,4% no segundo trimestre, e nos dois próximos períodos o avanço deve ser entre 0,8% e 0,9%, impulsionado principalmente pelo o incremento da renda. Um dos indicativos para a queda do PIB no segundo trimestre é a produção industrial, que caiu por três meses seguidos: 0,8% em abril, 0,2% em maio e 1% em junho, sempre na comparação com o mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. Nas contas da economista do Santander Luiza Rodrigues, a redução do número de horas efetivamente trabalhadas na indústria brasileira teve peso no desempenho negativo nestes três meses. "Questões temporárias afetaram vários setores. Alguns feriados no trimestre e as interrupções de produção durante a Copa do Mundo contribuíram." Bráulio Borges, economista-chefe da LCA Consultores, explica que as vendas do comércio varejista, levantadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ilustram bem a freada da economia durante o segundo trimestre. Enquanto nos primeiros três meses as vendas subiram 4,4%, no segundo a alta foi de apenas 0,1%. "Foi uma redução de ritmo generalizada, com um impacto mais forte nos bens duráveis", explica Borges. Entre as quedas mais expressivas, estão as de móveis e eletroeletrônicos (0,5%) e de automóveis (9,2%). Segundo as projeções da LCA, o PIB cresceu 0,7% no segundo trimestre, e deve crescer na média 0,8% nos próximos dois trimestres. Para Borges, esse desempenho traz tranquilidade em relação ao risco de aumento da inflação. "Não temos mais risco inflacionário. Seria preocupante para a economia se a taxa de crescimento do PIB mantivesse o ritmo do primeiro trimestre", diz ele. Roberto Padovani, estrategista-chefe do banco WestLB do Brasil, também alerta para a insustentabilidade do crescimento no começo do ano. Segundo ele, o que ocorreu no primeiro trimestre foi o reflexo de políticas de incentivo ao consumo, e no segundo semestre a atividade deve chegar a um patamar mais próximo da realidade do país. "Um crescimento do PIB no ano acima de 5% gera gargalos na economia", diz ele. No curto prazo, retomada não deve provocar inflação Os economistas não veem riscos de forte aceleração da inflação no curto prazo por conta da retomada de um ritmo mais acelerado da atividade econômica. No primeiro trimestre, o IPCA acumulou alta de 2,06%, que recuou para 1% nos três meses seguintes. O Santander calcula que o PIB cresceu 0,9% entre abril e junho, o que significa um resultado anualizado de 3,7%, dentro do limite - entre 4% e 4,5% - de crescimento potencial considerado sustentado pelo banco, sem riscos de repique inflacionário. O problema, diz Luiza Rodrigues, economista da instituição, está na retomada da atividade nos próximos meses. "Projetamos crescimento de 1,3% para o terceiro trimestre, o que vai representar taxa anualizada de 5,3%. Isso leva a crer que a inflação tende a acelerar, ainda mais em um quadro de taxa de juro ainda baixa, crédito abundante e massa salarial fortíssima", diz. Mesmo assim, ela aposta que o Banco Central (BC) manterá a taxa Selic inalterada em 10,75% até o fim do ano, iniciando um ciclo de aperto monetário somente a partir do início do ano que vem. O diretor do departamento de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco, Octavio de Barros, avalia que os primeiros indicadores relativos ao terceiro trimestre apontam para uma recuperação moderada e não inflacionária. "Os estoques elevados de produtos como carros e aço, geram algumas restrições relevantes para um crescimento mais explosivo da produção industrial nos próximos meses", acredita. Barros projeta alta de 1,1% do PIB no terceiro trimestre. "Taxa compatível com a expansão potencial da economia." (LM) | |
| TOPO | |
| VALOR ECONÔMICO |
30 de agosto de 2010 |
| CRESCIMENTO ECONÔMICO | |
| Crescimento ajuda menos a trajetória da dívida | |
|
Um fantasma muito presente nos rumos da política econômica perdeu a urgência que tinha desde a instituição do Plano Real. Depois que a crise mundial interrompeu a queda do endividamento público como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, revertendo um processo iniciado em 2003, a dívida líquida do setor público deve encerrar o ano em torno de 40% do PIB, o resultado mais baixo em 12 anos - exceção feita aos 38,4% de 2008, patamar contagiado pelos efeitos da crise mundial que explodiu em setembro daquele ano.
Importante por demonstrar as necessidades de financiamento de um país, a relação entre dívida líquida e PIB está no centro dos debates econômicos nos países ricos desde o ano passado. Para fazer frente à recessão, governantes mundiais expandiram os gastos públicos e a estatização de instituições financeiras com problemas, o que ampliou o endividamento do setor público mundo à fora, ao mesmo tempo em que o PIB perdia força. A relação entre dívida e PIB chega a beirar os 200%, como no caso do Japão. No Brasil, por outro lado, o endividamento público se elevou em 2009, quando o PIB registrou retração de 0,2%, mas desde o início de 2010 aponta para recuperação acelerada. O forte crescimento esperado para o PIB deste ano, contudo, trará uma ajuda à redução da dívida como proporção do tamanho da economia menor que o registrado em outros anos de forte crescimento da atividade. Em 2004, a proporção caiu 4,3 pontos em relação a 2003, enquanto entre 2007 e 2008 essa queda chegou a 6,7 pontos. Agora, o recuo com relação a 2009 ficará pouco acima de dois pontos. A forte aceleração do PIB, que sai do terreno negativo para um dos dados mais fortes da economia mundial em apenas um ano, não derruba mais a relação entre dívida e PIB porque parte relevante do endividamento público - quase 80% - é balizado pela Selic, que hoje está fixada em 10,75% ao ano. Há também, como destaca Fernando Rocha, economista da JGP Gestão de Recursos, "a condição de credor externo adquirida pelo país nos últimos anos, que permite que mesmo um repique cambial seja positivo para nosso endividamento". O economista se refere ao processo iniciado em 2005, quando o país quitou suas dívidas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Clube de Paris. Ao mesmo tempo, o Banco Central iniciava a compra agressiva de dólares para formar reservas internacionais, que estavam em US$ 53,8 bilhões naquele ano e hoje já superam US$ 251 bilhões - um incremento nominal de 78,5% em cinco anos. "A forte desvalorização que o câmbio teve no fim de 2008, quando estourou a crise, foi benéfica para o endividamento, um fato inédito, que nos deixa em boa posição para eventuais choques cambiais", diz Rocha. A relação dívida/PIB oscilava em torno de 43% ao longo de 2008, antes de despencar a 38,4% apenas três meses, após a explosão das turbulências mundiais. "Então, se ocorrer um problema externo no médio prazo que desvalorize o câmbio, a dívida deve cair mais rápido ainda", avalia o economista. Em 2002, quando o dólar saltou dos R$ 2,80 de janeiro para R$ 3,99 em setembro, a dívida líquida do setor público saltou onze pontos percentuais, chegando a atingir 63,1% em setembro. "A crise global terminou por tornar-nos uma beleza", avalia Fernando Montero, economista-chefe da Convenção. Para ele, o avanço do denominador desta relação - o PIB - acaba por "absorver" erros que são feitos na condução do numerador - a dívida pública. "O problema fiscal é que o fiscal não é mais problema, uma vez que a relação dívida/PIB não preocupa", afirma. As cerca de cem instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central por meio do boletim Focus avaliam que a dívida pública fechará o ano equivalendo 40,7% do PIB, a previsão mais otimista desde o início de 2010, quando o mercado chegou a estimar essa relação em 43%. Diante do resultado aquecido da economia no primeiro trimestre - que levou as previsões de PIB para algo entre 6,5% e 7,5% de alta - a dívida foi diminuindo seu espaço. "Para voltar a subir e se constituir num problema, a dívida pública teria que crescer de maneira muito forte, algo que não está colocado para os próximos três ou quatro anos", avalia José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Fator. "Em 2009, o PIB ficou zerado, o que permitiu um leve avanço do endividamento. Agora, com alta de 7% e no próximo ano de 4% ou 4,5%, fica muito difícil imaginar que a dívida vá se elevar", diz o economista. | |
| TOPO | |
| UOL ÚLTIMAS NOTÍCIAS |
30 de agosto de 2010 |
| COTAÇÃO | |
| Indicadores Econômicos | |
|
Dólar (27/08 - 16h01)
Comercial Compra 1,7510 Venda 1,7530 Turismo Compra 1,6800 Venda 1,8200 Paralelo Compra 1,7500 Venda 1,8500 Dólar (30/08 - 09h59) Comercial Compra 1,7530 Venda 1,7550 Turismo Compra 1,6800 Venda 1,8200 Paralelo Compra 1,7500 Venda 1,8500 Outros indicadores TR 0,072% CDI 10,630% SELIC 10,75% IPCA 0,01% jul.10 | |
| TOPO | |
| O POVO |
30 de agosto de 2010 |
| COELCE, IVIA E INEC | |
| Empresas cearenses entre as melhores | |
|
Coelce, Ivia e Inec estão entre as 100 melhores empresas para trabalhar no País, segundo avaliação 2010-2011 do Instituto Great Place to Work. A Coelce está no ranking da América Latina. Já a lista das melhores do Estado será divulgada em outubro
Neste ano, foram três as empresas cearenses que entraram na lista das melhores para trabalhar no Brasil - ranking elaborado pelo Instituto Great Place to Work (GPTW). A Companhia Energética do Ceará (Coelce) lista o ranking pela terceira vez consecutiva e o ineditismo fica por conta da fábrica de softwares Ivia e do Instituto Nordeste Cidadania (Inec). A avaliação que valoriza as práticas de responsabilidade social e boa relação com os funcionários foi divulgada no dia 18 de agosto pela revista Época e traz as empresas cearenses fora do ranking das 25 melhores, mas entre as 100. A Coelce caiu da 14ª posição ocupada em 2009 para a 55ª, neste ano. Segundo o presidente da companhia, Abel Rochinha, no entanto, a “colocação ainda sim é excelente, diante da concorrência acirrada”. Duas características da empresa destacadas pelo GPTW foram o entusiasmo dos funcionários e o orgulho que eles têm de fazer parte da empresa. Com a posição de 2009, a empresa também entrou no ranking das cem melhores da América Latina em 2010. A Coelce ganhou ainda vários títulos concedidos pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee): o de melhor concessionária de energia elétrica do Brasil, em 2009 e 2010, e o de melhor distribuidora na satisfação do cliente. “Há clara relação entre profissional disposto e motivado a fazer o melhor e os resultados positivos que alcançamos”, afirma. Pela primeira vez na lista das cem melhores, a empresa de softwares e serviços de tecnologia da informação (TI), Ivia, ocupou posição acima da Coelce. Com o 45º lugar no ranking nacional, a empresa se destacou pela verba anual reservada a cursos e certificações para os funcionários. A Ivia alcançou o 12º lugar na lista nacional do setor de TI e telecomunicação e o primeiro lugar do Norte e Nordeste. Entre as vantagens do reconhecimento, o diretor da fábrica de softwares, Alexandre Menezes, destaca a procura de profissionais gabaritados. “Fazemos um esforço de captação e retenção de novos talentos. Com o prêmio, recebemos muitos currículos e o quem já trabalha aqui se sentiu muito mais valorizado”. E-MAIS > No ranking das 75 melhores empresas para trabalhar, no setor de tecnologia da informação e telecomunicações, além da Ivia, se destacaram outras duas cearenses, a Ibyte Computadores e a IFactory Solutions. NÚMEROS 25 EMPRESAS ESTARÃO NO RANKING FEITO NO ESTADO DO CEARÁ EM OUTUBRO PERFIS >Ivia – 45º no ranking Atividade: Fabricante de software Faturamento em 2009: R$ 8,4 milhões Funcionários: 207 Cargos de chefia: 13 >Inec – 52º no ranking Atividade: Serviços Sociais Faturamento em 2009: R$ 90, 3 milhões Funcionários: 3.800 Cargos de chefia: 404 >Coelce – 55º no ranking Atividade: Energia Faturamento em 2009: R$ 3 bilhões Funcionários: 1.532 Cargos de chefia: 77 Primeira ONG reconhecida Entidade civil sem fins lucrativos, o Instituto Nordeste Cidadania (Inec) é a 52º melhor empresa para se trabalhar no Brasil, de acordo com o Instituto Great Place to Work. Fundada em 1996, em Fortaleza, sob iniciativa dos funcionários do Banco do Nordeste do Brasil, hoje desenvolve ações de educação, cultura e inclusão social e bancária em quase dois mil municípios da Região Nordeste, parte do Espírito Santo, Minas Gerais e Distrito Federal. De acordo com a diretora administrativo-financeira do Inec, Helda Pereira, é a primeira ONG a lista o ranking. “Trabalhamos com gestão de pessoas, valorizando vida e viabilizando sonhos, para isso temos que ter muita motivação, transcender os valores enquanto empresa para a sociedade”, afirma. Quase metade dos 3.800 funcionários do instituto são jovens menores de 25 anos, o que faz do Inec polo de atração em busca do primeiro emprego, informa o a revista Época. A diretora Helda lembra ainda que 260 bolsas de estudos para funcionários são bancadas por parcerias com universidades. Em outubro sai lista feita no Estado O Ceará, em breve, também terá uma lista das melhores empresas para trabalhar. O ranking de 25 posições está sendo elaborado pelo Instituto Great Place to Work, em parceria com o Grupo de Comunicação O POVO e apoio técnico do Instituto FA7, e será divulgado no dia 7 de outubro, em ocasião da premiação das melhores empresas. Com a mesma metodologia aplicada em mais de 40 países, o GPTW também vai fornecer a lista das melhores indústrias e das melhores empresas do comércio e do setor de serviço. Para a avaliação, se inscreveram 75 empresas – número considerado relevante, visto que o Rio de Janeiro, com economia bem maior, inscreveu 100. | |
| TOPO | |
| O ESTADO |
30 de agosto de 2010 |
| ABERTURA DE EMPRESAS NO BRASIL | |
| Economia - Muito Caro | |
|
Por Rubens Frota
O custo médio de abertura de empresas no Brasil é de R$ 2.038, contra R$ 1.213 na Colômbia, R$ 315 no Canadá e R$ 559 na Rússia. Esse valor varia 274% entre os estados brasilienses, sendo o mínimo na Paraíba (R$ 963) e o máximo em Sergipe (R$ 3.597). No estudo da Firjan, uma autenticação de cópias de documentação em cartórios varia 307% no país, sendo mais caro (R$ 183) no Rio de Janeiro e mais barato na Bahia (R$ 45). | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de agosto de 2010 |
| ENERGIA EÓLICA | |
| Egídio Serpa - Energia eólica: o Ceará fracassou! | |
|
Fracasso! Esta é, mais do que qualquer outra, a palavra apropriada para resumir a derrota do Estado do Ceará no leilão de energia feito quinta-feira passada, 26, pela Aneel. Usou-a, no Diário do Nordeste, o engenheiro Adão Linhares, presidente da Câmara Setorial de Energia Eólica. Dos 2 mil MW contratados no leilão, apenas 7,5% serão gerados no Ceará. O vizinho Rio Grande do Norte, cujos bancos de vento são raquíticos em relação aos cearenses, gerará 54%. Por que esse fracasso? Os empresários respondem: por causa do medo que os investidores passaram a ter de investir aqui. "Hoje, com o Governo do Estado está ausente do processo e com a ostensiva posição contrária do Ministério Público Federal, contam-se nos dedos os que se dispõem a entrar no negócio de geração de energia eólica no Ceará, pois isso virou uma aventura" - disse, pedindo o anonimato, um empreendedor que, a muito custo financeiro e de tempo, instalou um parque eólico no litoral do Estado. A mesma fonte afirmou que, no Governo do Ceará, "deixou de
existir, como existia até o inicio deste ano, o responsável por levar e trazer, solucionadas ou bem encaminhadas, as demandas dos empreendedores, inclusive na área do Ministério Público". O fracasso do Ceará será tema de conversas do Brazil Wind, maior evento do setor de energia eólica da América Latina, que se abrirá amanhã, 31, no Rio de Janeiro. | |
| TOPO | |
| O POVO |
30 de agosto de 2010 |
| ENERGIA EÓLICA | |
| Vertical S/A - VENTOS | |
|
Por Jocélio Leal
A Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), com o Conselho Mundial de Energia Eólica (GWEC - Global Wind Energy Council) e o Grupo CanalEnergia de amanhã a quinta-feira, no Rio de Janeiro, o Brazil Windpower 2010, congresso e feira mundial com foco no mercado latino-americano. A cerimônia de abertura terá a participação de Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o presidente da ABEEólica, Ricardo Simões. | |
| TOPO | |
| VALOR ECONÔMICO |
30 de agosto de 2010 |
| GENOMA DO TRIGO | |
| Cientistas sequenciam o genoma do trigo | |
|
Cientistas concluíram uma primeira versão preliminar do genoma do trigo - o maior e mais complexo elenco de instruções genéticas jamais abordado mediante sequenciamento de DNA. Os dados brutos do DNA, divulgados na sexta-feira na internet, ajudarão imediatamente os melhoradores de plantas a desenvolver variedades melhoradas de trigo, embora mais anos de pesquisas sejam necessários para compreender as complexidades do genoma e aproveitar plenamente as informações.
"Disponibilizamos a maior parte das sequências necessárias para que os melhoradores de plantas identifiquem diferenças genéticas no trigo", disse Keith Edwards, da Universidade de Bristol. "Os dados melhorarão a eficiência da criação de novas variedades de safras". O trabalho foi realizado nas Universidades de Liverpool e Bristol e no Centro John Innes em Norwich, bancado por uma dotação de 1,7 milhão de libras do Conselho de Pesquisas em Ciências Biotecnológicas e Biológicas. O código genético do trigo contêm 16 bilhões de letras químicas e um número de genes estimados em 80 mil. "O genoma do trigo é cinco vezes maior do que o genoma humano e representa um enorme desafio para os cientistas", disse Edwards. A complexidade e a dimensão do genoma do trigo retardou sua análise, em relação a outros cereais importantes do ponto de vista econômico. Só nos últimos dois anos a tecnologia de sequenciamento de DNA avançou a um ponto em que o trigo é uma meta economicamente viável. Ao mesmo tempo, a ausência de informações genéticas retardou a criação de melhores variedades de trigo. Os melhoradores poderão recuperar o tempo perdido, não mediante o desenvolvimento de trigo geneticamente modificado, mas incrementando a produtividade de variedades convencionais. Os cientistas britânicos usaram uma variedade do trigo de primavera chinês para seu projeto. "Os dados do sequenciamento dessa variedade de referência nos permitirão investigar as diferenças entre as variedades com características diferentes", disse Neil Hall, da Liverpool University. "Quando entendermos as diferenças genéticas entre as variedades com traços distintos, poderemos desenvolver novos tipos de trigo mais resistentes a secas e salinidade ou capazes de proporcionar safras maiores". Coincidentemente, a Monsanto anunciou intercâmbio tecnológico e acordo de investimentos com a InterGrain, empresa de desenvolvimento de variedades de trigo. | |
| TOPO | |
| VALOR ECONÔMICO |
30 de agosto de 2010 |
| TRIBUTAÇÃO - AÇO BRASILEIRO | |
| Tributação é maior no aço brasileiro, diz estudo global | |
|
A siderurgia brasileira vai mostrar ao governo, em números, o que diz ter alertado em palavras há muito tempo sobre o impacto dos tributos na competitividade do setor. Contratou há quatro meses um estudo de análise comparativa da carga tributária na cadeia do aço em seis países - Estados Unidos, Brasil, Alemanha, Turquia, Rússia e China. O resultado do trabalho que acaba de ser entregue pela Booz & Company aponta que o aço brasileiro está entre os mais competitivos do mundo quando se avalia apenas o custo direto de produção, mas perde força e fica em último lugar ao sofrer o peso da carga de tributos brasileira.
E a sobrecarga maior da tributação existente no país, identifica o estudo, concentra-se em quatro tipos de impostos bem conhecidos: o ICMS, aplicado sobre vendas, o IPI (sobre o processo de industrialização), o PIS e a Cofins (contribuições sociais). O percentual atinge o dobro e , em alguns casos, até o triplo, do montante cobrado nos demais países selecionados para a pesquisa realizada pela consultoria americana. O levantamento encomendado pelo Instituto Aço Brasil (IABr), entidade que representa as siderúrgicas no país, considerou dois produtos que são referência na indústria siderúrgica mundial: bobina laminada a quente e vergalhões. O aço laminado é usado em diversas aplicações, como fabricação de autopeças, e como matéria-prima de produtos mais nobres do aço, caso das chapas utilizadas para fazer carrocerias de automóveis, geladeiras e fogões. O vergalhão é tradicionalmente conhecido pelo seu uso em obras na construção civil em geral - desde uma pequena casa à barragem de uma hidrelétrica. "O estudo identificou todos os impostos relevantes na cadeia do aço", diz Marco Polo de Mello Lopes, presidente-executivo do IABr. Inclusive aqueles aplicados sobre os novos investimentos, na compra equipamentos e serviços, bem como a incidência de despesas financeiras e taxas de juros nesses projetos. "O Brasil tem a mais elevada taxa do mundo", observa Lopes. "Enquanto o efeito do tributo aqui é de 50% sobre o investimento das empresas, a média dos índices dos outros cinco países é 13%", acrescenta. A vice-campeã é a Rússia, com 22% (menos da metade do Brasil), e quem onera menos sãos os EUA, com 10%. O estudo completo abrangeu toda a cadeia de tributos que atinge a produção siderúrgica nos países escolhidos para a pesquisa. São nações das regiões desenvolvidas (Europa e América do Norte) e integrantes dos Bric, a região dos emergentes formada por Brasil, Rússia, Índia e China. A China lidera disparadamente a produção de aço no mundo, com quase metade do total fabricado - deve fazer mais de 600 milhões de toneladas este ano. O Brasil é o quinto entre os seis países-alvo da pesquisa e com mercado interno aquecido. A Turquia desponta como nova potência para figurar entre os dez maiores produtores. Já EUA, Alemanha e Rússia, com a crise, sofreram forte baque. No Brasil, a Booz analisou o impacto do imposto de renda (IRPJ), CSLL, PIS e Cofins, ICMS, IPI, encargos trabalhistas, como fundo de garantia (FGTS), previdência (INSS), SAT e outros. Incluiu também IPTU (territorial urbano), IOF (sobre operações financeiras), AFRMM (taxa da Marinha Mercante) e ISS (taxa sobre serviços). "A lista é imensa", afirma o presidente do IABr. Ao se comparar apenas o custo de produção, sem os impostos equivalentes nos seis países, o Brasil detém o terceiro melhor custo na bobina laminada. Só perde ligeiramente para a China. No vergalhão, é o quarto, a atrás de Rússia, EUA e China. Isso é explicado por deter aqui matéria-prima próxima (minério de ferro), usinas e processos de produção modernos, gestão qualificada, a despeito de enfrentar gargalos na infraestrutura de transporte e portuária, observa o executivo. Até aí, diz Lopes, o setor resiste à competição com o aço dos seus concorrentes. O problema, aponta ele, vem quando se adiciona o peso de toda a carga de impostos existente no Brasil na cadeia produtiva. O custo da bobina laminada tem aumento de 47,7% e o do vergalhão, de 41,2%. "Ao comparar com os outros cinco países, ficamos bem acima da média de 24,1% e 28,7%, respectivamente", explica o executivo. No caso da bobina, o aço russo é o mais próximo, com 29,9%, e o alemão tem a menor tributação, enquanto o chinês é praticamente metade do brasileiro. No vergalhão, a China - que tem um consumo interno gigante - aplica o menor índice: 19,3%. Por conta disso, a competitividade do aço brasileiro, conforme a pesquisa da Booz, cai para último lugar nos dois produtos, com alta de 51% sobre uma base 100 na chapa laminada e de 46% no vergalhão. Ao se considerar o impacto de tributos associados a investimentos (expansões e novas unidades industriais), o índice de competitividade vai a 153 e 147%, respectivamente, nos dois produtos, "Sofremos uma carga enorme", afirma Lopes, que deseja levar essa radiografia tributária a todas as instâncias de governo no país. "Atingimos um custo tributário total, somando impostos sobre produção, vendas e investimentos, de 51% na bobina e de 42,7% no vergalhão", informa, ressaltando que o Brasil encontra-se muito desalinhado em relação aos seus concorrentes. "O peso maior vem de quatro impostos - ICMS, IPI, PIS e Cofins -, com cerca de três quartos da carga tributária total sobre o setor". A pesquisa identificou ainda o impacto na exportação de produtos siderúrgicos nos seis países. No caso brasileiro, abrange resíduos de ICMS e outros impostos. O custo tributário para venda de bobina a quente ao exterior chega a 12,7%, bem superior à média de 7,2% dos demais países. China e EUA são os que menos taxam. No primeiro semestre, as importações brasileiras de aço atingiram, 2,73 milhões de toneladas, alta de 148% sobre o mesmo período de 2009. Mais de 70% desse volume é de aços laminados planos. Para o ano, a previsão do IABr é de 4,2 milhões de toneladas. "Somando importação direta de aço e bens fabricados com aço, como uma autopeça, vamos bater 8 milhões de toneladas. Esse volume corresponde a uma siderúrgica como Usiminas", afirma Lopes. O fundamental para o país, diz o executivo, é preservar seu mercado interno, hoje alvo de cobiça de produtores de todo o mundo. "A demanda aqui está aquecida, batendo recordes, enquanto em outros países ainda não houve recuperação da economia. E há um excesso de oferta de aço no mundo". A reforma tributária do país, ao seu ver, é fundamental, pois no mundo se pratica apenas dois modelos de cobrança de impostos - o "Sale Tax" (imposto sobre venda final) nos EUA, e o IVA (sobre valor agregado) na Europa e outros país. "A redução dos custos tributários no Brasil é questão crítica para a competitividade da indústria do aço e para seus clientes diretos e indiretos", afirma. Empresários reúnem-se com Dilma e José Serra Empresários e executivos graduados da indústria do aço no país estiveram reunidos este mês com os dois principais candidatos à presidência da República - Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) - e também estava nos planos agendar um encontro com a candidata Marina Silva (PV). No cardápio, levar ao conhecimento dos postulantes à sucessão do presidente Lula [Luis Inácio da Silva] a importância do setor para a indústria e a economia do país, além de de uma longa série de preocupações sobre questões que podem afetar a competitividade das fabricantes locais. Um exemplo é a moeda brasileira sobrevalorizada, que contribui para a entrada de material importado, ao mesmo tempo que reduz a competição para exportar. Não ficou de fora o tradicional tema da reforma tributária do país. O encontro com Serra foi em São Paulo, na residência de Benjamin Steinbruch, principal acionista da Cia. Siderúrgica Nacional (CSN) e presidente em exercício da Fiesp, durante um jantar oferecido pelo empresário. A reunião com Dilma se deu Porto Alegre, em um almoço. Nos eventos estiveram presentes Steinbruch, Jorge Gerdau, Wilson Brumer (Usiminas), André Gerdau, presidente do conselho diretor do Instituto Aço Brasil (IABr), Marco Polo de Mello Lopes, presidente-executivo da entidade, dentre outros dirigentes. "A receptividade foi muito boa, com reconhecimento pelos candidatos da importância estratégica do setor para o país", comentou Lopes. "Fizemos uma apresentação e entregamos um documento que mostra o perfil do parque industrial, que tem sobra de capacidade e produção para suprir o consumo interno e para exportar, seu peso na balança comercial e o programa de investimentos em curso, de US$ 40 bilhões, que vai adicionar 35 milhões de toneladas à capacidade atual das usinas até 2016, quase dobrando seu volume". Para crescer e poder competir, o setor mostrou aos candidatos quais condições necessita. "Resumidamente, buscamos isonomia competitiva, desenvolvimento econômico para aumentar o consumo de aço no país e estabilidade de regras", afirmou Lopes. Na pauta de temas estão a manutenção da TEC (tarifa externa comum) e o fim dos incentivos estaduais à importação de produtos siderúrgicos, redução do impacto dos tributos e encargos na tarifa de energia elétrica, estímulo à expansão da capacidade do setor em bases sustentáveis de mercado [ou seja, sem ingerência política para criar siderúrgicas, como as pressões feitas à Vale] e reciprocidade de tratamento da China em relação à política comercial e de investimentos (compra pelos chineses de ativos de minério de ferro, carvão e aço, ao mesmo tempo que dificultam atuação no seu mercado). O Brasil, atualmente, é o nomo maior produtor mundial de aço, com capacidade prevista de 48 milhões de toneladas até o fim do ano. Tem 27 usinas controladas por nove grupos e prevê produzir 33 milhões de toneladas este ano. O setor emprega 116 mil pessoas. Distribuidor vende menos em julho e infla os estoques Acendeu na semana passada uma luz vermelha nas empresas que comercializam aços planos no país. O nível elevado de estoques nos armazéns das associadas do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda) atingiu um novo recorde - 1,25 milhão de toneladas. A relação material estocado na rede e as vendas em julho alcançou quatro meses, bem acima dos 2,5 meses considerados com padrão do setor. A rede de distribuição responde por um terço das vendas de aços planos (chapas laminadas a quente e a frio, zincadas, chapas grossas) no mercado brasileiro. Algumas empresas desse segmento são coligadas dos grandes grupos siderúrgicos - Gerdau, Usiminas, CSN e ArcelorMittal e respondem por cerca da metade do volume comercializado. Outro tanto é vendido via distribuidores independentes, muitos deles recém-chegados ao setor buscando surfar na onda do mercado de aço importado. Os estoques tiveram um crescimento acelerado a partir de abril. Em março, com 815 mil toneladas, representavam 2,1 meses de vendas, informa Carlos Loureiro, presidente do Inda. Naquele mês, as vendas da rede bateram o recorde neste ano, com 381 mil toneladas. "Todo mundo achava que o mercado estava melhor do que realmente estava", afirma. Em julho, as vendas totalizaram 316 mil toneladas, com retração de 3% comparado a junho. Diante de um cenário de mercado aquecido, que desde o fim de 2009 estimulou as importações de aço pelo país, as empresas da rede acabaram também comprando mais material do que seria natural, observa, inflando o estoque. "Também houve importações na rede, mas os distribuidores associados do Inda não foram os responsáveis por essa enxurrada, ao contrário do que aponta o IABr [Instituto Aço Brasil, entidade das siderúrgicas locais]", diz Loureiro. Segundo o dirigente, do atual nível de estoques na rede, no máximo 250 mil toneladas é material importado. 80% são adquiridos nas usinas locais. "Isso é fogo amigo, pois não existe siderurgia sem canal de distribuição em qualquer lugar do mundo", afirma. Para Loureiro, o IABr deveria centrar sua mira no dólar depreciado (que favorece importação), no elevado prêmio cobrado pelas siderúrgicas e nos incentivos tributários, principalmente ICMS, concedidos aos importadores por vários Estados, como Santa Catarina, Espírito Santo, Pernambuco e Ceará. Ele lembra que no fim do ano passado as usinas locais praticavam prêmios no mercado interno de até 30% sobre aço importado. Isso levou a uma avalanche de compras que durou até fim de julho, pois a expectativa, com reajustes do minério e do carvão, era que os preços do aço subissem ainda mais no país. Em função dessa euforia, muito material importado ainda deve chegar até novembro ou dezembro, impondo corte nas compras futuras de aço local pelas distribuidoras. De janeiro a julho, segundo Loureiro, as importações responderam por 21% do consumo interno do país, depois de 6% em 2008 e 12% no ano passado. "Só devemos voltar à normalidade nos estoques de 2,5 meses de vendas em janeiro", diz. Para agosto, o Inda prevê que as vendas devem ficar em torno de 320 mil toneladas, volume semelhante ao de um ano atrás. "Os próximos três meses serão de redução nas compras", diz um distribuidor, que não enxerga mais estímulo para importação. Desde o início do mês, diz ele, as siderúrgicas que produzem no país baixaram significativamente seus prêmios e algumas já até praticam preços similares ao do produto importado posto Brasil. (IR) | |
| TOPO | |
| O POVO |
30 de agosto de 2010 |
| MOBILIDADE URBANA | |
| Pesquisa diz que cidades vão parar em até 12 anos | |
|
Uma pesquisa da Fundação Dom Cabral mostra que cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte ficarão intransitáveis em no máximo 12 anos. Especialistas dizem que o compromisso público é fundamental para resolver o problema
Centros urbanos brasileiros estão à beira de um apagão no seu sistema de transporte. Uma pesquisa da Fundação Dom Cabral (FDC) aponta que, sem investimentos, São Paulo vai praticamente parar daqui a quatro anos; avenidas do Rio de Janeiro ficarão intransitáveis em oito; e Belo Horizonte e Porto Alegre terão lentidão permanente em suas vias daqui a 12 anos. A solução dos problemas da mobilidade urbana é um dos desafios do próximo presidente da República e governadores, que serão eleitos este ano, e dos atuais prefeitos. Durante os quatro anos de mandato, os governantes terão de colaborar para minimizar falhas no transporte coletivo e no sistema viário das principais cidades brasileiras. Para a solução definitiva do problema, porém, compromissos a longo prazo serão essenciais. Especialistas em mobilidade urbana afirmam que só com o investimento em obras de longa maturação será possível desafogar o trânsito das metrópoles. “Precisamos de compromisso”, diz o coordenador do núcleo de Infraestrutura e Logística da FDC, Paulo Resende. “No Brasil, o político acha que tem que desconstruir o que seu antecessor fez. Isso prejudicou os investimentos em transporte durante a década de 90 inteira”, disse. Resende afirmou que a frota das regiões metropolitanas aumenta cerca de 15% por ano. Em cinco anos, o número de carros nessas áreas dobra. Para ele, só obras de grande porte podem acomodar toda essa demanda ou criar alternativas para que a população possa deixar seu carro em casa. O problema é que essas obras levam tempo para serem concluídas e, por isso, acabam deixadas de lado. “O político não quer iniciar uma linha de metrô, por exemplo, que só será inaugurada depois que ele não estiver mais no cargo”, disse. “Acaba investindo em pequenas intervenções, que melhoram algumas coisas, mas não resolvem o problema definitivamente”, completou. O arquiteto e urbanista Jorge Wilheim, que participou da elaboração do plano diretor dos municípios de São Paulo e Curitiba, ressaltou que a reorganização do sistema de transporte público nas grandes cidades é fundamental. Segundo ele, estações de metrô têm de ter estacionamento para bicicletas e carros e devem ser interligadas a linhas de ônibus que trafegam por corredores exclusivos. “Isso não é fácil, custa caro e demanda tempo. Pelo menos 15 anos. Mas é preciso que os governantes assumam o compromisso de pelo menos iniciar as obras”, disse. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de agosto de 2010 |
| PACTO AMBIENTAL DOS INHAMUNS | |
| Prêmio internacional ao sertão | |
|
Pacto Ambiental dos Inhamuns recebe premiação internacional pelas ações em prol do semiárido cearense
Crateús. "Instituição Ecoeficiente do Semiárido Brasileiro". Este foi o título conquistado pelo Pacto Ambiental da Região dos Inhamuns e Sertões de Crateús (Parisc) durante a realização da Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (Icid+18), realizada recentemente em Fortaleza. O reconhecimento é uma das premiações mais importantes internacionalmente na área e vem coroar o trabalho iniciado há quatro anos na região, com o carro-chefe do Pacto, o Programa Aduba Sertão. Criado em Independência, numa iniciativa da Prefeitura Municipal em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), o Programa hoje é replicado em vários outros municípios da região, como Quiterianópolis, Tauá, Crateús, Novo Oriente e Parambu. Para o presidente do Pacto, Valdi Coutinho, prefeito de Independência, o Programa "é o milagre da transformação no semiárido". Ao se conhecer um pouco do Programa, percebe-se a sua importância na produção, na conservação dos solos e preservação ambiental. O programa é o principal objeto de trabalho sustentável e ecologicamente correto nos Inhamuns e Sertões de Crateús. O objetivo central é "conseguir produzir em harmonia com a natureza", como declara o prefeito em suas palestras pelos municípios da região, desde que viu os resultados positivos do Programa em seu município. Com a implantação do Pacto Ambiental da Região dos Inhamuns e Sertões de Crateús (Parisc), o Programa foi disseminado na região. "O município de Independência conseguiu uma produção recorde sem desmatamentos ou queimadas", declara o secretário executivo do Pacto, Jorge Moura. Seguindo orientações emanadas do Programa Aduba Sertão, vários municípios replicaram os procedimentos contabilizando o aumento da produtividade, do poder aquisitivo dos agricultores, evitando práticas destrutivas como desmatamentos e queimadas e abolindo o uso de agrotóxicos, herbicidas e venenos, numa postura em benefício da coletividade e da sustentabilidade do planeta. Experiência A experiência é apontada como a solução em curto prazo para a recuperação de áreas degradadas do semiárido, transformando-as em terras produtivas. "Trabalhando a excelência no campo e mudando radicalmente a concepção do pensar e agir dos agricultores, conseguindo incorporar uma mudança cultural em benefício do meio ambiente e com forte impacto social no setor econômico do município é que o Programa teve visibilidade não só na região, mas em todo o Estado e agora recebe o reconhecimento na Conferência. Este é o coroamento de todos estes esforços", diz Jorge Moura. O secretário ressalta ainda que o Pacto possui outras vertentes de trabalho, além da execução do Programa Aduba Sertão, voltadas para a sustentabilidade ambiental, unindo poder público, sociedade civil e iniciativa privada em um trabalho harmônico pelo fortalecimento ambiental, econômico, social e cultural. A interligação entre as Secretarias Municipais de Meio Ambiente e os Conselhos de Desenvolvimento do Meio Ambiente (Condema) têm sido outra vertente forte do Pacto e que é também a responsável pelos êxitos do próprio Programa e de outras ações que o Pacto vem discutindo e envidando esforços na consolidação nas regiões. Moura ressalta também que para o êxito do Pacto foi importante a adesão imediata e envolvimento dos gestores dos municípios de Tauá e Independência. Potencial O potencial ecoturístico das regiões também é outra ação desenvolvida. Segundo Jorge Moura, "muitos municípios não tinham a real noção da importância deste setor e agora já estão vislumbrando estes potenciais: os sítios arqueológicos existentes em Independência é um destes exemplos e que já está sendo trabalhado com apoio do Projeto Mata Branca", diz. De acordo com o secretário, o êxito do Programa trouxe também, para o Pacto e para a região, credibilidade junto aos órgãos e instituições: "a Associação dos Prefeitos do Estado do ceará (Aprece) em recente contato conosco nos informou que pretende implantar o Programa em todas as regiões do Estado". Isso demonstra que o sucesso do programa serve de exemplo que outras cidades possam também desenvolver ações em prol do meio ambiente. As reuniões do Pacto Ambiental ocorrem trimestralmente, no Município escolhido pela assembleia presente no encontro. A próxima reunião acontecerá no mês de setembro em Monsenhor Tabosa. Na pauta, discussão sobre o destino dos resíduos sólidos, grande preocupação e problema ambiental dos municípios da região. A ideia é que, mais uma vez, com a união dos municípios seja encontrada solução conjunta para a instalação de aterros sanitários, com o fim de acabar em definitivo com os atuais lixões. Desta vez, Crateús está na linha de frente das discussões: "Aterros Sanitários Consorciados é a nossa proposta e paralelo a isso os municípios vão trabalhando a coleta seletiva", declara Wanderley Marques, técnico da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Crateús e um dos representantes do Município no Pacto. RESULTADOS Programa melhora áreas degradadas Crateús. Nesta cidade, o Programa Aduba Sertão tem outro nome: é o Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas. A diferença está somente na nomenclatura, pois a filosofia e os métodos são os mesmos, replicados do Programa que iniciou no Município de Independência e chegou a Crateús por meio do Pacto Ambiental da Região dos Inhamuns e Sertões de Crateús, o Aduba Sertão. Os êxitos também são similares, apesar da área plantada ser menor, por enquanto. Aqui, o projeto foi implantado no início deste ano, por intermédio da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, em parceria com a Ematerce. E o mesmo grupo será trabalhado ano que vem. De acordo com a Secretaria, foram trabalhados 45 hectares nas localidades de Estação, Monte Nebo, Barra do Simião, Valente, Apuí, Assentamento São Gonçalo, Várzea Grande e Jardim, beneficiando, no total, 31 agricultores. Investimento Eles receberam R$ 800,00 de incentivo por meio do Projeto e sob sua responsabilidade ficou o preparo da terra (roço, limpeza, arado), além do compromisso em plantar 100 mudas de espécie nativa ou frutífera. A maioria deles escolheu muda de cajueiro. Em algumas áreas não chegou a haver plantio devido ao escasso volume de chuvas. O destaque ficou para a localidade de Estação, onde houve o maior aproveitamento. Orlando Soares, agricultor da localidade, se tornou um grande defensor do Projeto, pois produziu, em seus 2,5 hectares, 45 sacas de feijão, que está consumindo com a família e vendeu uma parte. Além do feijão, já está comercializando o caju na cidade. "Se todos tivessem a oportunidade de trabalhar assim era muito bom, pois a gente produz, apura dinheiro e preserva a terra", diz. "No final, o aproveitamento foi de 38 hectares e a grande maioria produziu, tirou uma boa quantidade de feijão e agora já começou a colher o caju", comemora um dos técnicos da Secretaria que acompanhou o trabalho, Wanderley Marques. Dentro da mesma concepção de conservar e recuperar o solo degradado no sertão, plantando sem desmatar ou fazer uso de queimadas, está prestes a iniciar no Município os projetos agroflorestas e quintais produtivos, estes executados em áreas menores, beneficiando agricultores da bacia do riacho São Francisco. MAIS INFORMAÇÕES Pacto Ambiental dos Inhamuns e Sertões de Crateús: (88) 8816.2943 Prefeitura de Independência (88) 3675.1244 Silvania Claudino Especial para o Regional | |
| TOPO | |
| FOLHA DE SÃO PAULO |
30 de agosto de 2010 |
| SUCESSÃO PRESIDENCIAL | |
| Se eleita, Dilma deve manter diretrizes da política externa | |
|
Patriota, mais discreto que Amorim, é cotado para assumir Itamaraty
Marco Aurélio Garcia diz que orientação não mudaria, mas analistas apostam em mais peso da agenda econômica CLAUDIA ANTUNES DO RIO Um eventual governo Dilma Rousseff deverá manter as linhas gerais da política externa atual, mas haverá um freio ao menos temporário em iniciativas ambiciosas como as capitaneadas pelo presidente Lula e o chanceler Celso Amorim. Sem o rol de afinidades internacionais que Lula acumulou, Dilma tenderia, de acordo com analistas, a ter atuação mais contida. "É uma mudança inevitável, que tem a ver com o fato de a política externa hoje ser muito dependente da figura do presidente", diz Sandra Rios, do Cindes (Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento). Existe também a avaliação de que a ex-ministra da Casa Civil, pelas áreas em que atuou e pelo perfil dos ex-auxiliares em quem confia -como Luciano Coutinho, do BNDES, e Alessandro Teixeira, da Apex (agência de promoção de exportações)- poderá privilegiar o eixo econômico da inserção do Brasil. Nesse caso, ficaria em segundo plano o viés mais político, de questionamento aberto da distribuição do poder nas instituições globais -caso da mediação sobre o projeto nuclear do Irã. Dois fatores pesarão nessa definição: a manutenção do cenário interno positivo, base para qualquer passo externo menos convencional, e o perfil do novo ministro das Relações Exteriores. Outra escolha chave será a chefia da assessoria internacional do Planalto, hoje ocupada por Marco Aurélio Garcia. Quadro do PT, ele teve mais protagonismo que seus antecessores, quase todos diplomatas de carreira. Garcia, um dos responsáveis pelo programa de governo da candidata, diz que não conversou com ela sobre ficar no cargo. Afirma que Dilma "não é uma tecnocrata", ao discordar que possa se revelar pouco ativista. E aponta as circunstâncias imprevistas como determinantes da ênfase da diplomacia. Lembra que Lula, logo depois de assumir em 2003, já articulava com França e Alemanha movimento contra a invasão do Iraque, que ocorreria em seguida. No Itamaraty, o secretário-geral Antonio Patriota é considerado candidato natural a substituir Amorim, embora se cogite um "mandato-tampão" do atual chanceler. Amorim diz que já cumpriu seu papel: "Agora, ninguém pode ser tão arrogante que diga: "Não, não quero dar colaboração". Se me pedirem um conselho, eu posso". Outros embaixadores em alta são Carlos Alfredo Teixeira (ex-assessor de Dilma na Casa Civil), Roberto Jaguaribe (Londres), Clodoaldo Hugueney (Pequim), Luiz Alberto Figueiredo, negociador do clima, e Antônio Simões, subsecretário-geral para a América do Sul. Patriota, 56, não é dado a frases bombásticas. É descrito como consolidador, não inovador. Tem menos experiência que Amorim, 68, que já havia sido chanceler de Itamar Franco, embaixador na ONU e chefe da delegação em Genebra, sede da Organização Mundial do Comércio. O secretário-geral fez carreira nos mesmos órgãos multilaterais, mas sua primeira titularidade foi em Washington (2007-2009). Ricardo Sennes, da consultoria Prospectiva, avalia que ele é menos "antidesenvolvidos, entre aspas", que o chefe: "Já abriu conversas com o Canadá e os EUA". Em artigo na revista "Política Externa", Patriota reafirma três eixos da diplomacia -América do Sul e demais parceiros "tradicionais", como Europa e EUA; cooperação Sul-Sul, e democratização da governança global. Mas se refere à atuação em "questões de paz e segurança" (Irã). Isso, diz, cria chance de diálogo para a "construção de consensos -ou, mais realisticamente, de maiorias- que legitimam um processo coletivo". Prioridade seria América do Sul, dizem aliados DO RIO Questionados sobre quais seriam as prioridades da política externa num eventual governo Dilma Rousseff, tanto Marco Aurélio Garcia quanto Celso Amorim citam a consolidação da integração sul-americana. Mas ambos negam que isso signifique evitar voos altos em outras áreas. "O Brasil é um país grande, destinado a ter uma forte presença no mundo. Mas, em termos econômico-comerciais, as grandes lides do século 21 vão envolver grandes blocos. A América Latina, ou pelo menos a América do Sul, pode ser um bloco com muito peso", disse Amorim. Os desafios são tirar o Mercosul da paralisia institucional, fruto de prolongado período de desavenças, e consolidar a a Unasul (União de Nações Sul-Americana), criada em 2008. No Mercosul, Amorim cê avanços possíveis na liberalização de serviços e proteção de investimentos. Nos temas globais, o presidente eleito deve acompanhar Lula na reunião do G20 financeiro, em 11 e 12 de novembro, na Coreia do Sul, e na Cop-16, que continua as discussões sobre mudança climática, em dezembro, no México. (CA) | |
| TOPO | |
| VALOR ECONÔMICO |
30 de agosto de 2010 |
| SUCESSÃO PRESIDENCIAL | |
| Dilma tem rejeição menor do que Lula | |
|
A comparação entre os resultados de pesquisas do Ibope das eleições de 2010, 2006 e 2002, divulgadas no fim de agosto, mostra um cenário semelhante. A diferença de 24 pontos percentuais entre Dilma Rousseff (PT) e seu principal adversário na disputa pela Presidência, José Serra (PSDB), revelada no fim de semana, é parecida com a de quatro anos atrás (27 pontos), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputou com Geraldo Alckmin (PSDB) e maior em relação a de 2002 (18 pontos percentuais), quando Lula e Serra eram os candidatos. A rejeição, no entanto, apresenta diferenças e sinaliza uma vantagem à candidata Dilma Rousseff (PT). Dos entrevistados, 18% disseram que não votariam na petista de forma nenhuma e 27% não escolheriam o tucano nas urnas. Há quatro anos, a rejeição de Lula era de 24% e há oito anos era ainda maior, de 30%.
As pesquisas comparadas foram realizadas após o início da propaganda eleitoral gratuita. Os levantamentos do mesmo período, das três eleições mais recentes, indicam que aumentou a rejeição de Serra em relação a 2002. Naquela eleição, 22% dos entrevistados não votariam no tucano em nenhuma hipótese. Geraldo Alckmin manteve o percentual em 2006, com 21% de rejeição. Agora a rejeição de Serra aumentou cinco pontos percentuais em relação à primeira vez em que ele se candidatou à Presidência. Em 2006, na pesquisa de 27 de agosto, a avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva era de 44% de ótimo ou bom e 17% de ruim ou péssimo. Na pesquisa de 27 de agosto deste ano a avaliação positiva foi para 78% e a negativa, para 4%. A margem de erro da pesquisa divulgada pelo Ibope no fim de semana é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Dilma tem 51% dos votos e Serra, 27%. A petista poderia vencer no primeiro turno, com 59% dos votos válidos. Marina Silva, do PV, tem 7% das intenções de voto e os outros candidatos, 1%. A vantagem de Dilma parece ter se refletido também nas eleições estaduais e indica vantagem aos candidatos apoiados pelo governo federal, tanto na disputa pelos governos dos Estados quanto para o Senado. As pesquisas do Ibope e do instituto Datafolha, que também divulgou resultados no fim de semana, indicam que no Senado a oposição ficaria com um terço das vagas nos colégios eleitorais onde foram realizados os levantamentos. Os institutos ouviram eleitores de sete Estados e do Distrito Federal. O melhor cenário na disputa estadual para a oposição é em São Paulo, com Geraldo Alckmin com 47% das intenções de voto. A diferença entre o tucano e o candidato do PT, Aloizio Mercadante, no entanto, caiu 12 pontos. Os tucanos têm chance de vitória também em Minas. O governador e candidato à reeleição, Antonio Anastasia (PSDB), cresceu oito pontos e está em empatado tecnicamente com o ex-ministro Helio Costa (PMDB). A pesquisa Ibope reforça o descolamento do voto entre Serra e Alckmin em São Paulo. Dilma está à frente de Serra no Estado, com 42% dos votos a 35%, apesar de Alckmin liderar a disputa estadual. | |
| TOPO | |
| O ESTADO |
30 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 | |
| Diário Político - OUVINDO | |
|
Por Fernando Maia
O governador Cid ouve hoje, na CDL, as reivindicações daquela e de outras entidades da classe, como FCDL, Fecomércio e Facic. | |
| TOPO | |
| O POVO |
30 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 | |
| Política - O que os números revelam | |
|
Por Érico Firmo
Era previsível que Tasso Jereissati (PSDB) cairia nas pesquisas. Incomparavelmente mais conhecido que os adversários, ele largaria com natural vantagem sobre todos os demais, novatos em eleições majoritárias. Era de se esperar que, a medida que os outros nomes aparecessem e se tornassem mais conhecidos, os números do tucano retornassem a um patamar mais real. A questão é: a queda de sete pontos percentuais em um mês de campanha se trata de uma natural acomodação dos números, ou aponta tendência de queda de Tasso? E mais: até onde Tasso pode cair até outubro? A resposta que Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT), que disputam a segunda colocação, imaginarão para essas perguntas definirá o futuro da aliança governista no Ceará. PESQUISA PODE EVITAR, OU ADIAR, IMPLOSÃO DA ALIANÇA A queda de Tasso e o crescimento de Eunício e, em menor grau, de Pimentel são um possível alento para a coligação reunida em torno do governador Cid Gomes (PSB). Com pouco mais de um mês pela frente, a vantagem do tucano caiu 14 pontos em relação ao peemedebista e dez na comparação com o petista. Surge aí uma chance para abafar a guerra interna que foi tornada pública na última semana nas páginas do O POVO. Mas será suficiente para fazer com que os dois candidatos, hoje tecnicamente empatados na busca pela segunda vaga, acreditem ter chances de ambos superarem o adversário tucano? A confiança dos dois em tal hipótese é a única chance de evitar uma guerra interna ainda mais aberta. Para tanto, a próxima pesquisa se tornou crucial. Se confirmar tendência de queda de Tasso, poderá impulsionar a estratégia conjunta de Pimentel e Eunício. Se não, o racha se consolidará como inevitável. GOVERNISTAS PRECISAM ACELERAR Uma queda de sete pontos é algo considerável. O problema para Eunício e Pimentel é que, para vencer Tasso, eles precisarão reverter a vantagem do tucano em ritmo bem mais acelerado do que aconteceu até agora. O peemedebista tirou 14 pontos percentuais de vantagem em pouco mais de um mês. Pimentel está agora dez pontos mais perto de Tasso. Mas o senador que busca a reeleição tem ainda 21 pontos de frente sobre Eunício e 25 sobre Pimentel. Falta pouco mais de um mês para a eleição. Se a diferença continuar a cair no mesmo ritmo, Tasso ainda assim será reeleito em primeiro lugar e com alguma folga para o segundo colocado. A sobrevivência da chapa Eunício-Pimentel depende não apenas da crença na hipótese de Tasso continuar a cair, mas na confiança em que a queda do adversário e o crescimento de ambos ocorrerá em ritmo mais acelerado. | |
| TOPO | |
| O POVO |
30 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 | |
| Apenas 15% admitem mudar de voto | |
|
Segundo a última pesquisa O POVO/Datafolha, 81% dos entrevistados estão totalmente decididos sobre em quem votar para o comando do Palácio Iracema. O percentual acaba por beneficiar Cid Gomes, que lidera a corrida eleitoral, e é desafio para a oposição
É pequeno o número de eleitores que ainda admite mudar de voto na disputa pelo Governo do Estado. De acordo com a segunda pesquisa O POVO/Datafolha – a primeira após o início do horário eleitoral – 81% dos entrevistados estão totalmente decididos em relação aos seus candidatos, enquanto apenas 15% deles afirmam que podem trocar de voto. Outros 5% não souberam responder. Esse cenário de votos consolidados acaba por beneficiar o governador Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição, que lidera as duas últimas pesquisas de intenção de voto. E representa um desafio para os candidatos de oposição, que precisarão encontrar novas estratégias para abalar a certeza do eleitor. Entre os eleitores que estão seguros da escolha, há empate técnico entre os três candidatos mais bem posicionados segundo a pesquisa: 84% dos que dizem votar tanto no governador Cid Gomes (PSB) quanto no deputado Marcos Cals (PSDB) garantem que não mudam de voto. Já entre os que optaram por Lúcio Alcântara (PR), 80% deles confirmam que votarão no ex-governador no próximo dia 3 de outubro. Como a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, os três candidatos estão tecnicamente empatados em relação aos votos, em tese, assegurados. Lúcio, afinal, pode ter entre 77% e 83% de eleitores consolidados. Cid e Cals podem variar de 81% a 87%. Igualdade também entre os que possuem eleitores cujos votos podem migrar: Cid tem 13% de eleitores nessa situação; Lúcio, 18% e Cals, 16%. Além daqueles que podem mudar de voto, os candidatos ao Governo têm ainda outra fatia importante de eleitores para focarem seus esforços: os indecisos. Como mostrou a última pesquisa O POVO/Datafolha, o percentual de entrevistados que ainda não sabem em quem votar chega a 12%. A mais recente pesquisa O POVO/Datafolha foi realizada nos dias 24 e 25 de agosto. Até então haviam sido exibidos três dias de propaganda eleitoral dos candidatos ao Governo. Ela mostrou que Cid Gomes passou de 47% - segundo a primeira pesquisa – para 53%, abrindo 23 pontos percentuais de vantagem para os outros candidatos. Lúcio Alcântara, por sua vez, caiu de 26% para 19%, e Marcos Cals foi 7% para 9%. Desconsiderando votos em branco, nulos e eleitores indecisos, Cid tem 63% dos votos válidos, o que daria a ele vitória no primeiro turno. A pesquisa for registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número 47801/2010, e no Tribunal Superior Eleitoral com o número 25472. Foram realizadas 937 entrevistas em 41 municípios. | |
| TOPO | |
| O POVO |
30 de agosto de 2010 |
| CANAL DO TRABALHADOR | |
| Vertical - O canal financeiro | |
| Tramitam no Tribunal de Justiça três processos em que 12 empreiteiras responsáveis pela construção do Canal do Trabalhador cobram dívidas ainda não pagas pelo Estado por conta da obra. Um deles entrando na fase de execução, mas com recursos do Estado no Superior Tribunal de Justiça, e dois em questionamento. O Canal foi obra emergencial construída em 1993 durante o governo de Ciro Gomes. Serviu com os seus 113 quilômetros de extensão para trazer água do rio Jaguaribe - proveniente do açude Orós, para o açude Pacajus, garantindo o abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza. Um dos advogados nesses processos é Meton César Vasconcelos, que não adianta valores cobrados pelas empreiteiras. Atualmente, a Cogerh responde pelo empreendimento. | |
| TOPO | |
| O ESTADO |
30 de agosto de 2010 |
| SITE DE DADOS | |
| Sebrae lança site de dados para micro e pequenas empresas | |
|
O Sebrae lança amanhã (31) o novo ambiente de dados sobre as micro e pequenas empresas brasileiras, o MPE Data (www.mpedata.com.br). A ferramenta é simples e única. Trata-se de uma base de informações elaborada para facilitar a busca de números dos pequenos negócios no País. O lançamento será às 11 horas na Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), localizado na SGAS 902, Bloco C, Auditório, 1o andar, em Brasília.
Para a elaboração do MPE Data foram selecionados os indicadores mais demandados, como taxa de sobrevivência das empresas, número de exportadoras, empresas optantes pelo Simples, empreendimentos informais e empreendedores individuais formalizados. Classificados nacionalmente ou por estado, os indicadores serão atualizados a cada15 dias e podem ser exportados em planilhas de Excel ou em arquivos PDF. Além do MPE Data, também será lançada terceira edição impressa do Anuário do Trabalho na Micro e Pequena Empresa, com números de 2008 e 2009. O anuário foi produzido pelo Sebrae em parceria com o DIEESE. O lançamento será feito pelo presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, pelos diretores Técnico e de Administração e Finanças da instituição, respectivamente Carlos Alberto dos Santos e José Cláudio dos Santos. | |
| TOPO | |
| O ESTADO |
30 de agosto de 2010 |
| SISTEMA FECOMÉRCIO NA BAHIA | |
| Economia - De Olho no Cofre | |
|
Por Rubens Frota
A briga pelo comando do Sistema Fecomércio na Bahia, que já descambou da Justiça para ofensas públicas, não significa somente luta pelo poder. O presidente decide, todo mês, o destino de centenas de milhões que entram no caixa do Sesc e Senac, dois dos bilionários “Cinco S”. | |
| TOPO | |
| FOLHA DE SÃO PAULO |
30 de agosto de 2010 |
| REFORMA TRIBUTÁRIA | |
| Editoriais - Reforma possível | |
|
Reformulação do sistema tributário pode ser iniciada com medidas pontuais, mas não será viável sem redução do custo do Estado brasileiro
Entre as reformas necessárias para assegurar o crescimento de longo prazo da economia brasileira, a tributária é fundamental. O sistema brasileiro, formatado em 1965, sofreu uma série de remendos ao longo do tempo e deixou de atender a requisitos básicos de eficiência e equidade. Um dos principais problemas do regime atual é sua extrema regressividade, que pune os mais pobres. O Brasil arrecada 35% do PIB, muito acima da média dos países em desenvolvimento, mas não tem base de renda ampla o suficiente para gerar essa carga. A saída encontrada é abusar de contribuições e impostos cumulativos que incidem sobre a folha de pagamento, o faturamento das empresas e o consumo de bens e serviços. No geral, a chamada tributação indireta representa quase a metade da receita tributária no país, contra média mundial inferior a 40%. Se os impostos incidissem principalmente sobre a renda (trabalho e lucros) e o patrimônio, ficariam minimizadas as distorções. É assim que ocorre nos países mais desenvolvidos, que arrecadam duas vezes mais que o Brasil com Imposto de Renda (média de 15% do PIB, contra cerca de 7%, no caso brasileiro). O resultado é uma tributação final altíssima sobre o consumo, inclusive o de primeira necessidade, que pode representar até mais da metade do preço final do produto. É aí que reside a grande injustiça do sistema, infelizmente invisível para a maioria: os mais pobres pagam proporcionalmente mais. É preciso, aliás, que a população conheça o quanto gasta em tributos. A publicação do valor dos impostos na nota fiscal da compra é proposta antiga e necessária, mas nunca implementada. O nó górdio que tem bloqueado todas as tentativas de reforma é a dificuldade de coordenação entre os entes federativos. A complexa legislação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e a guerra fiscal entre os Estados tornam muito difícil o redesenho do sistema para unificar o cipoal de impostos indiretos em um único IVA (Imposto sobre Valor Agregado) nacional, que sempre foi uma prioridade dos frustrados ensaios de reforma. Ressalte-se que essa unificação, se buscada isoladamente, deve ser vista com cautela, pois na prática poderia resultar em tributo com alíquota proibitiva. O que fazer então? A experiência demonstra que uma grande reforma corre o risco de esbarrar em problemas políticos insolúveis. Por outro lado, não se deve abdicar de mudanças ambiciosas, mesmo que obtidas de modo incremental, com avanços que se acumulem no tempo. Um aperfeiçoamento dentro da atual moldura legal, que não implique mudança na Constituição, seria um bom começo. A real eliminação da tributação sobre exportações e bens de capital é prioritária, em lugar da proliferação de regimes especiais e de créditos nunca pagos que vemos hoje. O mesmo vale para um programa de desoneração da folha salarial. Mas nenhuma mudança bastará enquanto o Estado brasileiro não couber no PIB. A carga excessiva decorre do tamanho da despesa, razão primeira das distorções que se acumularam. | |
| TOPO | |