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Fortaleza, CE - terça-feira, 31 de agosto de 2010 |
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| AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| O POVO |
31 de agosto de 2010 |
| INCENTIVOS FISCAIS | |
| Fiec - Incentivos Fiscais | |
Fiec - Incentivos Fiscais
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| TOPO | |
| INVEST NE |
31 de agosto de 2010 |
| CRÉDITO PARA INOVAÇÃO | |
| Crédito para inovação é tema de seminário na Fiec | |
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Objetivo é esclarecer dúvidas sobre condições de financiamento e incentivos para empresas que desejam investir em inovação
A Casa da Indústria do Ceará será sede, nesta terça-feira (31), do seminário Instrumentos de Financiamento para Inovação e Incentivos Fiscais às Empresas com Potencial Inovador, cujo propósito é esclarecer dúvidas sobre condições de financiamento e incentivos para empresas que desejam investir em inovação. O evento, que será realizado no Auditório Luiz Esteves Neto, em Fortaleza, das 14h30 às 18 horas, conta com a parceria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL/CE), da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco do Nordeste (BNB), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). A abertura da programação será feita pela Fiec e ABDI, das 14h30 às 15h. Entre 15h e 16h, será a apresentação da Finep. Das 16h às 17h, ocorrerá a palestra do BNDES. O BNB apresentará seus produtos no horário de 17h às 17h20. A Sudene abordará o tema incentivos fiscais de 17h20 às 17h40, quando está previsto o encerramento que deverá se estender até às 18 horas. Os interessados devem procurar Manuela Ermila Coêlho para informações e inscrições nos telefones (85) 3421-5415 e 3421-5417. As vagas são limitadas e a participação é gratuita. Serviço Seminário Instrumentos de Financiamento para Inovação e Incentivos Fiscais às Empresas com Potencial Inovador Data: 31/8/2010 Horário: 14h30 às 18h Local: Auditório Luiz Esteves Neto, 5° andar da Fiec | |
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| O ESTADO |
31 de agosto de 2010 |
| CRÉDITO PARA INOVAÇÃO | |
| Seminário aborda crédito para inovação tecnológica nas empresas | |
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A Casa da Indústria, presidida pelo industrial Roberto Macêdo, realiza hoje o seminário Instrumentos de Financiamento para Inovação e Incentivos Fiscais às Empresas com Potencial Inovador, que tem o objetivo de esclarecer dúvidas sobre condições de financiamento e incentivos para empresas que desejam investir em inovação.
O evento será realizado no Auditório Luiz Esteves Neto, das 14h30 às 18h e conta com a parceria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL/CE), da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco do Nordeste (BNB), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Além de saber mais sobre os principais pontos do financiamento para a inovação, os participantes do seminário poderão conhecer produtos para o setor e também incentivos fiscais ofertados para as empresas que investem na área. A participação no seminário é gratuita e os interessados devem inscrever-se por meio dos telefones: (85) 3421-5415 e 3421-5417. As vagas são limitadas. | |
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| O ESTADO |
31 de agosto de 2010 |
| SINDIVERDE - RECICLA NORDESTE | |
| Embala em Pernambuco e recicla no Ceará | |
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Por Tarcilia Rego
O Sindicato das Empresas de Reciclagem de Resíduos Sólidos Domésticos e Industriais do Estado do Ceará (Sindiverde) participou da Embala Nordeste 2010 – Feira Internacional de Embalagens e Processos Industriais. Entre os dias 23 e 26 de agosto, em Olinda (PE), o evento reuniu os principais fornecedores da cadeia de equipamentos, produtos e soluções em embalagens. A feira é o grande encontro de compradores, técnicos e empreendedores das principais cadeias produtivas instaladas no Norte e Nordeste do País, e a maioria elegeu a Embala como ponto de atualização tecnológica e palco de inovações para a expansão de suas atividades. O elevado nível dos visitantes e as tecnologias fazem da feira um grande evento comercial. O Ceará não poderia ficar à margem desse movimento. “Valeu à pena comparecer. É nosso terceiro ano e a grande parte dos associados convidados, vieram”, declara Marcos Albuquerque, presidente do Sindiverde. O empresário cearense Waldísio Fernandes participou pela primeira vez da feira, “embalado” pelo entusiasmado propósito do sindicato de levar o maior número de associados. Retorna para o Ceará com novos fornecedores, clientes e tecnologia. Fernandes destaca a rica experiência decorrente dos contatos com empreendedores de outras partes do País. “Novos diálogos foram estabelecidos, negociações iniciadas. Isso vai gerar bons resultados para a empresa”, disse Waldísio. Francisco Ricardo Monteiro, dirigente da Placel, indústria de transformação e reciclagem, foi à Embala para buscar novos negócios, especialmente com fornecedores de matéria prima. “Temos dificuldades para conseguir material no Ceará, por isso vim em busca de máquina para produzir minha própria matéria prima”, explica. Ricardo beneficia material plástico reciclável, produz e comercializa peças de plástico como baldes para a construção civil. Números da Embala O evento está muito maior do que no ano passado, reflexo do crescimento da indústria e comércio do Nordeste, explica Luiz Fernando Pereira, diretor da Greenfield Business Promotion, empresa organizadora da feira. “Cerca de R$ 900 milhões em negócios foram gerados. Muitos efetivados aqui, outros de 90 a 120 dias. Com 400 expositores e 20 mil visitantes, crescemos 60% em relação a 2009”, afirma. “Pelo menos, 72 empresas do setor de reciclagem e transformação estão expondo, um crescimento de 100% entre 2009 e 2010. O tema meio ambiente cresce nesse ramo de plásticos”, finaliza o executivo.
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| BLOG ELIOMAR DE LIMA |
31 de agosto de 2010 |
| CRÉDITO PARA INOVAÇÃO | |
| Fiec promove encontro sobre incentivos fiscais | |
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“A Casa da Indústria será sede, nesta terça-feira, do seminário “Instrumentos de Financiamento para Inovação e Incentivos Fiscais às Empresas com Potencial Inovador”. O objetivo é esclarecer dúvidas sobre condições de financiamento e incentivos para empresas que desejam investir em inovação.
O evento ocorrerá no auditório Luiz Esteves Neto, das 14h30min às 18 horas e é resultado de uma parceria da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL/CE), com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), BNDES, BNB, Finep e Sudene. SERVIÇO * Os interessados devem procurar Manuela Ermila Coêlho para informações e inscrições nos telefones (85) 3421-5415 e 3421-5417. As vagas são limitadas e a participação é gratuita. (Com site da Fiec) | |
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| O POVO |
31 de agosto de 2010 |
| ESTUDO APEX BRASIL | |
| Vertical S/A - COMO E PARA ONDE EXPORTAR | |
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Por Jocélio Leal
Um estudo inédito no País sobre principais setores exportadores do Ceará, com direito a indicação dos mercados potenciais para negócios. O trabalho, intitulado Estudo de Oportunidades dos principais setores cearenses, contempla os segmentos de melões, bananas frescas ou secas, camarão congelado, lagosta congelada, castanhas de caju, massas alimentícias e preparações alimentícias, fios de algodão, tecidos de algodão, couro, produtos do couro, calçados, obras de trançaria, obras de pedras e semelhantes. Foi elaborado pela A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e será apresentado na Fiec. O gerente da Unidade de Inteligência Comercial da Apex, Marcos Lélis, mostra os resultados no dia 8 de setembro (uma quarta-feira) às 18 horas. Marca os dois anos de convênio entre a Apex-Brasil e Fiec. A união gerou Unidade de Atendimento Apex-Brasil no Centro Internacional de Negócios (CIN). Além de Fortaleza, o estudo também será apresentado em Juazeiro do Norte, dia 9 de setembro, às 18 horas, no Senai. Unidades da Apex-Brasil, a exemplo da cearense, estão em mais nove estados. Somente em 2009, a unidade promoveu 230 atendimentos a empresários, entidades setoriais, instituições de apoio, investidores estrangeiros e até estudantes. Do total, 150 empresas foram cadastradas e qualificadas na ferramenta de Gestão de Relacionamento com o Cliente (CRM) colocada à disposição pela Apex. Dessas, 58% são micros e pequenas; 17% são de porte médio e 12% são indústrias de grande porte. O percentual restante (13%) foi composto por empresas/investidores estrangeiros e entidades setoriais. | |
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| O ESTADO |
31 de agosto de 2010 |
| ESTUDO APEX BRASIL | |
| Apex-Brasil aponta mercados potenciais para exportação e negócios no Ceará | |
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A Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) vai apresentar na Fiec (Federação das Indústrias do Ceará) um estudo inédito no País que abrange os principais setores exportadores do estado e indica mercados potenciais para negócios. O trabalho, intitulado Estudo de Oportunidades dos principais setores cearenses, contempla os segmentos de melões, bananas frescas ou secas, camarão congelado, lagosta congelada, castanhas de caju, massas alimentícias e preparações alimentícias, fios de algodão, tecidos de algodão, couro, produtos do couro, calçados, obras de trançaria, obras de pedras e semelhantes.
O estudo será apresentado pelo gerente da Unidade de Inteligência Comercial da Apex, Marcos Lélis, no próximo dia 8 de setembro, às 18 horas, no auditório Luiz Esteves Neto, da Casa da Indústria. A iniciativa marca os dois anos de convênio entre a Apex-Brasil e Fiec e a consequente instalação de uma Unidade de Atendimento Apex-Brasil no Cin (Centro Internacional de Negócios). Além de Fortaleza, o estudo também será apresentado em Juazeiro do Norte, dia 9 de setembro, às 18 horas, no auditório do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). O evento em Fortaleza contará também com a presença do gerente geral de negócios da Apex-Brasil, Sérgio Costa. Fomento às exportações As unidades de atendimento Apex-Brasil, que contam com a parceria da rede Cin, da CNI (Confederação Nacional da Indústria), estão presentes em dez estados (Amazonas, Ceará, Pernambuco, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul) e visam fomentar as exportações brasileiras. No Ceará, a unidade fica no Cin (Centro Internacional de Negócios) da Fiec e complementa o conjunto de serviços de inteligência e promoção comercial que o centro presta às pequenas e médias empresas cearenses. INFORMAÇÕES TÉCNICAS Os empresários que procuram a unidade na Fiec têm acesso a informações técnicas e objetivas sobre oportunidades de negócios, como participar de projetos conjuntos da CNI e Apex-Brasil, acesso a dados de pesquisas e prospecções de mercados, permitindo a ampliação da base exportadora do Estado. Somente em 2009, a unidade promoveu 230 atendimentos a empresários, entidades setoriais, instituições de apoio, investidores estrangeiros e até estudantes. Desse total, aproximadamente 150 empresas foram cadastradas e qualificadas na ferramenta de CRM (Gestão de Relacionamento com o Cliente) colocada à disposição pela Apex. Dessas, 58% são micro e pequenas; 17% são de porte médio e 12% são indústrias de grande porte. O percentual restante (13%) foi composto por empresas/investidores estrangeiros e entidades setoriais. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
31 de agosto de 2010 |
| PROJETO VIRAVIDA | |
| Sustentabilidade | |
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Sempre que possível, reiteramos o Princípio Cooperativista que trata da "Preocupação com a Comunidade". A responsabilidade social das cooperativas não é algo suplementar como o é para as empresas mercantis comuns, mas a sua própria razão de ser. Exemplo cearense bem recente é o lançamento da Cooperativa de Fardamento de Jovens Empresários de Fortaleza, ou, simplesmente, Cooperativa Caxangá. Primeiro negócio incubado pelo projeto ViraVida do Conselho Nacional do Sesi, que proporciona alternativa profissionalizante a jovens com histórico de exploração sexual, a Caxangá teve apoio do Sistema OCB/Sescoop-CE na sua constituição, na forma de organização que os 22 sócios fundadores escolheram para viabilizar o negócio da confecção. O bom êxito do empreendimento se completa com o processo de profissionalização da gestão dos negócios da cooperativa, o investimento em recursos humanos e a formação de lideranças com visões estratégicas. A esse respeito, tomando-se a educação cooperativista por alicerce de toda mudança,
saiamos deste singelo exemplo e ampliemos a discussão para o cooperativismo brasileiro, no ofício da sustentabilidade. É tempo de buscar formas de aprimorar as diretrizes da relação política e institucional do sistema; identificar, à luz do futuro e frente à sustentabilidade, novos modelos de gestão das cooperativas; definir propostas para o fortalecimento, conformidade e sustentação das cooperativas e das organizações nos Estados e Distrito Federal. São esses os objetivos do XIII Congresso Brasileiro do Cooperativismo, a ser realizado em setembro pela Organização das Cooperativas Brasileiras, em Brasília, com o tema "Cooperativismo é sustentabilidade: o desafio da inovação". Aprimorar mecanismos que fortaleçam e promovam a sustentabilidade do Sistema OCB e da representação política do cooperativismo é tarefa inadiável. Do Ceará participarão 12 delegados, dos 5 principais ramos. É o nosso sistema se integrando ao movimento nacional na busca de identificar mecanismos de promoção à sustentabilidade do cooperati vismo, e outras Caxangás possam surgir, a bem da justiça social, da felicidade geral. João Nicédio Alves Nogueira - presidente do Sistema OCB/Sescoop-CE | |
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| ANTÔNIO VIANA ON LINE |
31 de agosto de 2010 |
| WORKSHOP PARA AVALIAR OS ESTAGIÁRIOS | |
| Maracanaú: Município inicia workshop para avaliar os estagiários | |
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A Prefeitura de Maracanaú iniciou hoje, 30, pela manhã, o Workshop de Acompanhamento e Avaliação para os participantes de nível médio e técnico do Programa Estagiar
O secretário de Recursos Humanos e Patrimoniais, José Aldir de Sousa Cavalcante, fez a abertura do evento, que terá continuidade amanhã, 31, e no dia 2 de setembro, no Auditório do Departamento de Treinamento – Detre, no Sesi, da Pajuçara. O Workshop, que acontece das 9 às 12 horas, e das 13 às 17 horas, reúne cerca de 600 estagiários. PROGRAMAÇÃO – A programação inclui oficinas sobre “Mercado de Trabalho e oportunidades”, “Noções de Empreendedorismo” e “Redes de Relacionamento”, bem como palestras sobre “A importância da ética e da moralidade no serviço público” e “Apresentação, imagem, vestimenta e higiene pessoal”, entre outras atividades. A participação no Workshop é obrigatória, pois, na oportunidade, será realizada a avaliação desses estagiários, conforme determina a legislação. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
31 de agosto de 2010 |
| REDENIT-CE | |
| Unifor adere à Rede de Núcleos de Inovação | |
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A Universidade tem 400 projetos em andamento, algumas patentes já concedidas e outras em processo
A Universidade de Fortaleza (Unifor) aderiu, ontem, à Rede de Núcleos de Inovação Tecnológica do Ceará (Redenit-CE). Mais outras nove instituições também se tornaram integrantes da rede, que é um arranjo estrutural com vistas a unir e apoiar os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) e Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) públicas e privadas. Hoje, 16 instituições fazem parte da rede, no total. A Redenit, que é coordenada pela Universidade Estadual do Ceará (Uece), tem o papel de contribuir para o desenvolvimento, a proteção e a transferência da inovação tecnológica para o mercado, contribuindo para o desenvolvimento do Ceará. "Estamos fazendo com que o mercado enxergue a potencialidade do valor mercadológico daquilo que é produzido nas instituições de pesquisa", ressaltou o presidente da Redenit, Vladimir Spinelli. A Unifor participa ativamente da elaboração de projetos científicos e tecnológicos que serão transformados em produtos. Atualmente, são 400 projetos em andamento, algumas patentes já concedidas e outras em processo. Segundo a coordenadora do NIT da Uece, Aloma Pessoa, a Universidade tem expertise e visão de futuro. Para o diretor do Centro de Ciências Tecnológicas da Unifor, Ricardo Colares, a parceira fortalece a rede. "A Unifor tem representatividade forte na área de pesquisa. Os projetos são realizados pelos programas de pós-graduação que estão se fortalecendo. O trabalho em rede é a realidade no mundo moderno", destacou. Segundo o diretor, a união dos núcleos vai dar, de fato, uma dimensão maior à produção científica. A Redenit identificou, neste ano, no Ceará, 40 projetos potenciais para proteção. Essas criações, que estão entre patentes, registros de software, identificações geográficas e direitos autorais, serão protegidas e, em seguida, transformadas em inovações até o fim de 2010. De acordo com Vladimir Spinelli, a Redenit vai facilitar o trabalho dos núcleos isoladamente. "A preocupação de uma instituição de transformar pesquisa em produto será amenizada com o trabalho em rede". Além disso, a importância da rede está também em possibilitar o desenvolvimento de um produto a custo reduzido. A Redenit ajuda a identificar o potencial de cada instituição e a tornar conhecidas suas criações pelo mercado e pela sociedade. E também ajuda o pesquisador a conhecer o que a população precisa. A proposta é beneficiar a sociedade com as invenções e valorizar o pesquisador que criou o projeto. Quando a pesquisa não tem potencial mercadológico, torna-se conhecida por meio da publicação em artigos científicos. "Desenvolver um invento e não passar para a sociedade não é inovação", disse Aloma Pessoa. Proteção No entanto, essa inovação tem de ser protegida para garantir a autoria dos projetos. Segundo o presidente da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico (Funcap), Tarcísio Pequeno, o papel dos NITs é pactuar, de preferência de antemão, as regras de partilhamento dos resultados do produto a fim de evitar que haja briga entre empresários e pesquisadores pelos direitos autorais. Conforme o presidente da Redenit, a rede está começando a se consolidar de fato. "É o momento de darmos boas-vindas aos novos integrantes e permitir que recursos sejam carreados em benefício da sociedade". | |
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| ANTÔNIO VIANA ON LINE |
31 de agosto de 2010 |
| REDENIT-CE | |
| UECE apresenta REDENIT-CE | |
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O Reitor da UECE, professor Assis Araripe, presidiu a solenidade.
Para apresentar a sua Rede de Núcleos de Inovação do Ceará (Redenit-CE) ao público e a adesão de dez novas instituições, a Universidade Estadual do Ceará (UECE) promoveu ontem uma solenidade no Auditório Paulo Petrola, localizado no prédio da Reitora, no Campus do Itaperi. A apresentação desse órgão foi realizada pela vice-diretora do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília (UnB), Ednalva Fernandes de Morais, que na ocasião, fará palestra sobre o tema "NIT e a sua influência no desenvolvimento local". Criada em janeiro de 2010, a Redenit-CE tem como objetivos, identificar e gerar estratégias para que as pesquisas desenvolvidas pelas Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) se transformem em inovação e negócios, visando à proteção do conhecimento e à transferência da inovação tecnológica para o mercado. Contribui, dessa maneira, com o desenvolvimento tecnológico do Estado do Ceará, através do apoio à estruturação dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) de cada ICT envolvida, em conformidade com as Leis de Inovação Federal n° 10.973 e Estadual n° 14.220. Dentre as ações desenvolvidas pela Redenit-CE, desde sua criação, destacam-se a realização de Roadmap (mapeamento)Tecnológico, que auxilia as ICTs em sua relação com o mercado, através do levantamento e divulgação das competências e capacidades das instituições, bem como das potenciais demandas da sociedade; realização de três cursos básicos de Propriedade Intelectual, estes abrangendo mais de 120 participantes; oficinas quinzenais de Marco Legal; participação em eventos e promoção de palestras divulgando a cultura da inovação e proteção do conhecimento, além do apoio, orientação e demais ações junto aos pesquisadores das ICTs envolvidas, quanto à busca de anterioridade, redação de patentes, negociação e transferência tecnológica. Coordenada pela UECE, A Redenit-CE foi formada inicialmente pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), a Universidade Regional do Cariri (URCA), a Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (NUTEC), o Instituto Centro de Ensino Tecnológico (CENTEC) e a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME). As dez novas instituições que passam a fazer parte da Redenit-CE e que assinaram o documento de adesão, são as seguintes: Universidade de Fortaleza (UNIFOR); Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação (ITIC); Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE); Empresa Brasileira de Agroindústria Tropical (EMBRAPA); Empresa Brasileira de Ovinos e Caprinos (EMBRAPA); Universidade Federal do Ceará (UFC); Parque de Desenvolvimento Tecnológico (PADETEC); Instituto Atlântico; Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ); e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Informações: REDENIT-CE ? (85) 3101 9667 / redenitce@uece.br Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. | |
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| O ESTADO |
31 de agosto de 2010 |
| REDENIT-CE | |
| Ceará ganha Rede de Inovação Tecnológica | |
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Dez instituições aderiram à iniciativa, que pretende aliar pesquisas e negócios
Conhecimento teórico valorizado e transferência de inovação tecnológica para o mercado, no sentido de saciar demandas sociais. Ultrapassando as barreiras tradicionais que impõem aos pesquisadores científicos um isolamento do mundo dos negócios, a Rede de Núcleos de Inovação do Ceará (Redenit-CE) reuniu dez Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT) para articular o mercado e a sociedade, solucionando problemas através de estratégias de difusão do conhecimento. A solenidade de adesão aconteceu na tarde de ontem na Universidade Estadual do Ceará (Uece), entidade responsável pela coordenação da rede. Cerca de 40 criações potenciais serão identificadas para proteção. “A rede facilitará o trabalho entre os 16 Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), levando tecnologia ao mercado. A intenção é somar esforços para fortalecer os núcleos e incentivar a criação. Tal atitude multiplica oportunidades de mais experimentos científicos a baixo custo”, explicou o coordenador da Redenit, Vladimir Spinelli Chagas. O professor ressaltou a importância da visão mercadológica das empresas junto às pesquisas e da proteção ao conhecimento e trabalho dos pesquisadores. “Além do incentivo, a certeza do cumprimento da propriedade intelectual é fundamental, assim, a instituição está embasada dos resultados de cada criação”, disse. A duração de uma patente é de aproximadamente 20 anos. Para as negociações do processo para patenteação das criações devem ser levadas em consideração todas as minúcias do processo, como o número de instituições e pesquisadores envolvidos e o volume financeiro a ser requerido. “Nesse contexto, as parcerias devem evidenciar também a visão de risco e viabilidades do investimento. Outro fator relevante é que cada negociação é individual, ou seja, há particularidades em cada criação”, destacou. ÁGUA DE COCO EM PÓ A captação de projetos decorre das áreas de biotecnologia, física, registro de software, indicação geográfica, proteção de mapa e agronegócio. Exemplo dessa iniciação da relação entre capacidade tecnologia e potenciais demandas da sociedade, o projeto de tecnologia de água de coco em pó. “Primeiramente, é feito o encaminhamento do processo de patente do projeto e depois, para os produtos derivados, existem novas patentes. São outras pesquisas e utilidades”, explicou o coordenador da Redenit. VALORIZAÇÃO A coordenadora do NIT da Uece, Aloma Pessoa, deu ênfase à valorização do profissional e da pesquisa, ressaltando a propriedade intelectual. “É preciso considerar o tempo de pesquisa e os esforços do profissional, isso tudo estará dentro da valorização. Porém, além de proteger, é preciso que a sociedade tenha acesso às criações”, avaliou. De acordo com Aloma, algumas pesquisas não são efetivadas no mercado e o destino dos estudos será a produção de artigos científicos. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
31 de agosto de 2010 |
| EQUIPE DE TRANSIÇÃO | |
| Equipe de transição terá verba de R$ 2,8 mi | |
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Presidente eleito poderá contratar até 50 servidores para a sua equipe
Paulo Bernardo diz que será feita uma agenda com as medidas de curto prazo para que sucessor não seja surpreendido SIMONE IGLESIAS VALDO CRUZ DE BRASÍLIA O presidente eleito terá uma verba de R$ 2,8 milhões e poderá contratar 50 funcionários para o governo de transição, que vai da proclamação da eleição (que em geral ocorre dois dias após o pleito) até 31 de dezembro. O custo da transição, caso o presidente seja eleito no primeiro turno, será de R$ 32,1 mil ao dia e, se eleito no segundo, de R$ 42,4 mil/dia. Ontem, o Ministério do Planejamento criou um grupo de trabalho formado por 30 servidores de vários órgãos que ficarão responsáveis por fornecer à transição as informações necessárias sobre o governo federal. Com esses dados, será formada a "agenda dos 120 dias", com todos as medidas de curto prazo, como contratos, pagamentos a serem feitos, ações institucionais que precisam ser cumpridas. Segundo o ministro Paulo Bernardo (Planejamento), a ideia da agenda é garantir que o próximo presidente não seja surpreendido por prazos e para dar continuidade a ações em andamento. "Nosso objetivo é garantir que o presidente tenha todas as condições de dar continuidade às ações do governo." O grupo de trabalho ficará responsável por fazer um levantamento do que foi prometido pelo presidente Lula na campanha de 2006 e comparar com o que foi realizado. O governo de transição será instalada no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil). Entidades da educação cobram candidatos Carta defende que políticos se comprometam a dobrar o investimento no setor até 2014 DE BRASÍLIA Entidades ligadas à educação querem que os candidatos que disputam as eleições deste ano se comprometam a mais do que dobrar o investimento no setor até 2014. A medida é uma das elencadas em uma carta endereçada aos futuros governantes e parlamentares, que será divulgada hoje em Brasília. O objetivo é fazer com que os candidatos assinem o documento e se comprometam com ações prioritárias para construção de um "projeto nacional de educação". Entre as instituições que elaboraram o texto estão o Conselho Nacional de Educação, a Unesco e o Unicef (órgãos da ONU para educação e infância), a OAB, o Movimento Todos pela Educação, a UNE, sindicatos, ONGs e grupos de pesquisa. A carta elenca sete desafios que deverão ser prioridades dos eleitos. O primeiro deles é a inclusão de todas as crianças e adolescentes de 4 a 17 anos na escola até 2016. Atualmente, 91% das pessoas nessa faixa estão estudando. Outros objetivos são a universalização do atendimento em creche quando da vontade da família; a superação do analfabetismo, que hoje atinge 10% dos brasileiros com mais de 15 anos; a promoção da aprendizagem "ao longo da vida"; a garantia de que até 2014 todas as crianças de até oito anos estejam alfabetizadas; o estabelecimento de padrões mínimos de qualidade para as escolas; e a ampliação das matrículas no ensino profissionalizante. A carta sugere um roteiro para essa melhoria na educação, como a ampliação do financiamento público dos atuais 4,7% do PIB para 10%, e a valorização dos profissionais da área. (ANGELA PINHO) | |
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| VALOR ECONÔMICO |
31 de agosto de 2010 |
| AUTORIZAÇÕES DE EMPRÉSTIMO EXTERNO | |
| Senado vota 11 autorizações de empréstimo | |
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O Senado vota nesta semana pelo menos 11 autorizações de empréstimo externo - dez deles para Estados e um para a União -, que somam mais de US$ 750 milhões. Desse total, US$ 404 milhões destinam-se ao governo de São Paulo, beneficiário de três das operações que serão analisadas hoje pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e depois irão ao plenário.
De hoje a quinta-feira os senadores realizam o último esforço concentrado antes da eleição. Na primeira semana de agosto, o Senado já havia aprovado oito empréstimos externos para três Estados e dois municípios e um para a União, em um valor global de US$ 2,06 bilhões. A pauta de votações do plenário desta semana será definida pelos líderes partidários hoje. Estava prevista a votação no Senado de três medidas provisórias que terão prazos de tramitação vencidos até a eleição (uma amplia o aporte de recursos do Tesouro para o BNDES). Mas, como a Câmara não conseguiu acordo para votá-las elas não foram enviadas ao Senado e devem perder a validade. Os pedidos de autorização para empréstimo externo devem tomar boa parte da reunião da CAE desta manhã. Três destinam-se ao Estado de São Paulo: US$ 130 milhões, do Japan Bank for Internacional Cooperation (JBIC) e um consórcio de bancos japoneses, para financiar parte da Linha 4 do Metrô de São Paulo, em cofinanciamento com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird); US$ 112,9 milhões do Bird destinados a financiar a Linha 11 do metrô; e US$ 162,5 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a recuperação da Serra do Mar. Também receberão financiamentos externos a Bahia - US$ 10 milhões do BID para o programa de desenvolvimento ambiental e US$ 30 milhões do Bird para um projeto de combate à pobreza rural; Pernambuco - US$ 10 milhões do BID para um programa de difusão de inovação e US$ 75 milhões, também do BID, para um programa de turismo; Santa Catarina - US$ 90 milhões do Bird para o projeto Santa Catarina Rural-Microbacias; Rio Grande do Sul - US$ 60 milhões do BID para o programa de fortalecimento da atividade de melhoria fiscal (Pró-Fisco); e Rio de Janeiro - US$ 18,673 milhões do Bird para o programa Pró-Gestão. Uma das operações beneficia a União. São US$ 67 milhões destinados a financiar, em parte, o "Programa Estruturando a Governança para a Resposta Nacional ao HIV/AIDS e outras DST-AIDS SUS". No primeiro esforço concentrado de agosto, o maior financiamento aprovado foi para a cidade do Rio de Janeiro (US$ 1,04 bilhão junto ao Banco Mundial). Também tiveram projetos aprovados os Estados de São Paulo, Ceará, Mato Grosso do Sul. Além da CAE, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) também está com a pauta cheia. A reunião ordinária, de quarta-feira, tem 83 itens. Hoje haverá audiência pública para ouvir o depoimento de Demétrius Sampaio Felinto. Em 2009 ele controlava o sistema de câmeras da Presidência da República e foi convidado para falar sobre suposta gravação de vídeos que comprovariam o encontro da então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, com Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal. Na suposta reunião, negada por Dilma, elas teriam conversado sobre a auditoria nas empresas da família do presidente do Senado. O corregedor-geral da Receita Federal, Antônio Carlos Costa D'Ávila, foi convidado a falar na CCJ sobre o vazamento de dados fiscais do vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, mas enviou ofício cancelando o depoimento. O ex-gerente de Planejamento da Previ Geraldo Xavier Santiago também negou-se a comparecer à CCJ. Ele falaria sobre suposta "fábrica de dossiês" montada no fundo. Ontem, a CCJ aguardava confirmação do ex-dirigente da Previ, Sérgio Rosa, convidado a tratar do mesmo assunto. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
31 de agosto de 2010 |
| ORÇAMENTO PARTICIPATIVO | |
| OP traz mudança de cultura | |
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A prefeita Luizianne Lins concedeu entrevista ao Diário do Nordeste, na qual defende o Orçamento Participativo (OP). Além da execução das demandas, o programa tem como trunfo a mudança na cultura política de Fortaleza, diz a prefeita.
Este é o sexto ano do Orçamento Participativo em Fortaleza. Como avalia o programa? Os resultados são os esperados? O Orçamento Participativo (OP) é um instrumento de um importante processo de participação popular na gestão pública que está em curso na Cidade. Desde 2005, mais de 110 mil fortalezenses já participaram das assembleias do OP de Fortaleza. E, a cada ano, a decisão sobre como devem ser aplicados os recursos públicos é dividida com a população presente das assembleias. Dúvida não há de que Fortaleza vivencia hoje transformações possibilitadas pela participação popular. Através das deliberações populares, concretizamos reivindicações históricas, como construção de escolas - a exemplo da comunidade do Luxou (escola Dom Aloisio Lorscheider, na Praia do Futuro), Sabiaguaba (escola Professor Eduardo Campos) e Autran Nunes (escola Bergson Gurjão) - todas no padrão MEC; pavimentação de ruas; conjuntos habitacionais. Acrescente-se, ainda, os serviços que melhoram a qualidade de vida da nossa população, como cursos profissionalizantes nas comunidades, melhoria da merenda escolar, postos de saúde funcionando no terceiro turno e muitos outros. Chegamos até aqui com 79% das demandas em execução. Isso quer dizer que a cada dez demandas aprovadas, oito já foram realizadas ou estão em andamento. Um cálculo aproximado feito por técnicos da Prefeitura aponta que, nos anos de 2008 a 2010, já foi investido um montante de quase de R$ 466 milhões em ações decididas pela população através do OP e outras demandas similares. De fato, temos um processo participativo onde a população decide os investimentos e as ações prioritárias. Com o OP, mudou também a lógica dos investimentos, já que os recursos financeiros apontam as reais necessidades do povo que mais precisa. Assim, além de democrática, construímos, também, uma cidade mais justa. Mas, além de obras e serviços prioritários, o maior legado desse processo de participação popular é, de fato, a mudança na cultura política da cidade. Ações como: fiscalização das demandas do OP pelos representantes da população, os quais chamamos de delegados do OP; encontros periódicos de prestação de contas entre população e g estores municipais; disponibilização na internet do andamento das obras e serviços aprovados, são exemplos de transparência e democracia. Assim, rompemos com antigas práticas de clientelismo e acomodação que marcavam a relação entre governos e população. Entendemos o aprofundamento da democracia como um processo e sabemos que muito se avançou nos últimos anos. Agora, Fortaleza encontra-se no importante posto de uma cidade participativa, tendo, inclusive, recebido a premiação do Observatório Internacional de Democracia Participativa, como "Boa prática de participação cidadã", em Barcelona (Espanha). Qual o peso do OP na definição do orçamento anual? Nossa política não está baseada em um percentual restrito de recursos do orçamento municipal para o OP, mas sim num diálogo que busca combinar o Programa de Governo, aprovado no processo eleitoral; as políticas públicas executadas a nível nacional com reflexos em nosso município; os interesses representados no Poder Legislativo; e as demandas debatidas nas assembleias do Orçamento Participativo. O peso do OP expressa-se na quantidade de demandas já executadas nesses anos, totalizando 1094 ações concluídas ou em andamento. A população está preparada para demandar o necessário, para atuar diretamente na gestão? A população é seguramente quem melhor conhece as necessidades mais urgentes, em especial, das políticas sociais de nossa cidade. De outro lado, o orçamento municipal tem restrições legais e financeiras que são fatores que limitam a resolução de problemas históricos. Vários desses problemas como moradia, trabalho, segurança, saúde, exigem, para sua solução, um aporte de recursos que o município não possui. O conhecimento dessas necessidades e os limites do orçamento são um aprendizado para a população que participa do OP, elevando seu nível de consciência como cidadão, passando a enxergar os problemas com maior profundidade e reconhecendo na sociedade que temos, com grande concentração de renda e riqueza, que os governos não possuem a condição para resolver tudo. Além disso, temos a formação cidadã como um dos nossos princípios. Por esse motivo, investimos muito em momentos de formação, nos quais a equipe de mobilizadores e formadores do OP vai às comunidades apresentar temas fundamentais para a compreensão do planejamento público. Os atrasos em algumas obras motivaram a mudança na metodologia do programa para este ano. Pode-se esperar, agora, um OP mais eficaz? A cada ano, há possibilidade de alterações na metodologia do OP, propondo melhorias ao processo. Em Fortaleza, temos um OP que é autorregulamentado. Por isso, as mudanças metodológicas são discutidas e aprovadas no Conselho do Orçamento Participativo (COP). Duas ideias, em especial, motivaram as alterações deste ano: ampliar o poder de decisão da população nas assembleias e aumentar a participação. Nos ciclos deliberativos de 2005 a 2008, as propostas das assembleias eram negociadas, entre gestores e representantes da população, em uma rodada de negociação. Este ano, apostamos em um novo formato, no qual essa definição acontece com um maior número de pessoas, em assembleias públicas. As propostas são avaliadas pelos técnicos e retornam para a assembleia para que a população delibere, com base no orçamento e no valor de cada demanda, o que será de fato realizado. Com as informações orçamentárias sendo apresentadas de forma mais clara e com a população ciente das suas deliberações, acreditamos, sim, que essas mudanças trarão bons frutos, tanto para a participação, como para a execução. A Prefeitura conta com recursos suficientes para dar conta das demandas da população? Como é a resolução da questão entre o que se quer e o que se pode fazer? Temos clareza de que o orçamento de Fortaleza não é capaz de absorver de uma só vez toda a demanda da cidade. Por isso, precisamos tomar decisões do que deve ser feito primeiro. Essa decisão é tomada com a população. Nos marcos de uma sociedade capitalista, temos compreensão do que é possível realizar. Propomos um orçamento que inverte a lógica de prioridades e beneficia as pessoas que mais precisam. Até que ponto a execução é prejudicada por falta de recursos e burocracia nas licitações ? Ao trabalharmos com o orçamento, estamos lidando com uma previsão de arrecadação para o ano seguinte, sendo assim, sabemos que durante a execução há um trajeto a percorrer até que a demanda seja atendida. Por exemplo, a previsão orçamentária deve se concretizar, os trâmites legais devem ser seguidos, as condições técnicas necessárias para execução, dentre outros. Desde 2005, todo esse processo é dividido com a população que acompanha o OP. Por isso, mais do que um prejuízo, acreditamos que esse conhecimento da máquina pública por parte da população pode ser um aprendizado. Cada entrave encontrado para concretização de alguma demanda, seja orçamentário, jurídico ou técnico, é dividido com os participantes. Temos trabalhado para diminuir cada vez mais a diferença entre o tempo da urgência da população e o tempo de execução, sem comprometer o processo. Uma importante ação que tomamos ao final de 2009, foi o decreto que oficializa o Grupo de Trabalho (GT) da Participação. O GT reúne representantes de cada órgão da Prefeitura responsável pela execução de obras ou serviços aprovados no OP. A criação do GT pretende otimizar a execução das obras e facilitar o acesso à população, tornando as ações da Prefeitura ainda mais transparentes. O OP é prioridade da gestão. Todas as demandas aprovadas serão, de fato, executadas? A prefeita assume o compromisso de fazer cumprir todas as demandas aprovadas no OP? O cumprimento das decisões populares são um compromisso da nossa Gestão. Por esse motivo, os termos das deliberações entre governo e população são transparentes e a cada alteração durante a execução, as decisões são divididas com representantes da população (conselheiros e delegados) que acompanham o OP durante todo o ano. As ações são aprovadas tendo em vista a previsão orçamentária. Confirmando-se a previsão, há um compromisso político de que elas serão executadas. Estamos, agora, em um processo de revisão dos Planos de Ações do OP (documento que reúne todas as obras e serviços aprovados). Conselheiros(as) e gestores estão avaliando cada demanda pendente e dando encaminhamentos a cada uma. Passada esta revisão, teremos a configuração de todas as obras e os serviços que estão pendentes e serão executados. Representantes das comunidades no OP querem transformar o Orçamento Participativo em lei, por meio de aprovação de projeto na Câmara. Qual a sua posição sobre isso? Esta é uma discussão com muitos aspectos a se avaliar. E estamos motivados a fazer esse debate. Por um lado, já temos leis que asseguram a realização de processos participativos, como a Constituição Federal, a Lei Orgânica do Município e o Estatuto das Cidades. Mas o quadro que temos encontrado, é que muitas vezes é necessária pressão popular para que esses processos realmente ocorram. Nem todas as administrações são comprometidas com a deliberação popular. A nossa Gestão, logo que assumimos, por exemplo, retirou o Plano Diretor da Câmara para assegurar o que determina o Estatuto das Cidades quanto à participação na elaboração do Plano. Por outro lado, a formalização dos mecanismos de participação em uma Lei pode engessar esses instrumentos quanto à sua forma. Se definirmos quantidade de assembleias, reuniões de conselhos e fóruns, terminamos por retirar dos participantes o direito de definir e alterar as regras conforme a do processo. Hoje, essas regras são feitas pelos representantes da população eleitos no OP, com uma flexibilidade maior para rever e aprimorar o nosso regimento. No entanto, sabemos que há diretrizes amplas que precisamos garantir em todos os processos participativos, independente da Gestão, talvez isto possa estar assegurado em Lei: universalidade da participação, efetivação das deliberações populares, dentre outros. Há pesos e contrapesos que precisamos avaliar. Certamente, conselheiros e conselheiras do OP farão parte deste debate. Lideranças comunitárias paralisaram as atividades do OP afirmando que demandas não estão sendo respondidas completamente. Elas reclamam que os percentuais de execução do OP (79%) apresentados pela coordenação do programa estariam inflados. Eles dizem que isso só é possível com a inclusão de demandas genéricas, o que não representa, de fato, o que as comunidades reclamam. O que pensa disso? Hoje, de cada dez demandas do OP, oito estão concluídas ou em andamento. Esse número é animador para o processo de participação popular na nossa cidade. Os números da execução do OP que divulgamos foram confirmados com o Conselho do Orçamento Participativo (COP). Os conselheiros estão revisando todos os Planos de Ações do OP, que é o documento que reúne as ações a serem realizadas. Tudo que está pendente foi avaliado entre gestores e representantes da população e eles definiram os encaminhamentos necessários a cada uma. Durante a revisão, as demandas "genéricas" foram designadas como concluídas a partir dos dados alcançados que foram apresentados aos conselheiros. E nessa ocasião, não foram questionadas por nenhum dos participantes das reuniões do COP. As demandas "genéricas" representam um número inexpressivo. Veja só, se a população pede "Melhoria na merenda escolar" e nós incluímos comida fresca, como frutas e verduras, fizemos parceria com os cursos de nutrição e economia doméstica, qualificamos o pessoal da distribuição, além disso asseguramos merenda diariamente. É possível dizer então que a demanda está atendida. No Ciclo do OP 2010, em atenção a essa questão metodológica, solicitamos aos participantes, durante o cadastro da proposta, o acréscimo de dados objetivos. Agora, eles informam local, meta, informações que nos permitam aferir quando uma ação estiver concluída. Além do mais, caso demandas "genéricas" fossem retiradas do rol de ações do OP, o percentual de execução não sofreria grandes alterações, tendo em vista que o total considerado também iria mudar. Outro fator relevante para uma avaliação criteriosa do atendimento das demandas do OP foi a constituição do Grupo de Trabalho da Participação com vários órgãos do governo. Pudemos identificar ações que haviam sido cumpridas e constavam no relatório como pendentes. Luizianne Lins Prefeita de Fortaleza | |
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| O ESTADO |
31 de agosto de 2010 |
| CAJUCULTURA | |
| Curtas - Projeto contribui para a melhoria na qualidade de vida dos pequenos produtores | |
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A Fundação Banco do Brasil (FBB) investiu mais de R$ 80 mil na expansão e na compra de máquinas e equipamentos para a Unidade de Processamento de Castanha de Caju de Ocara/ CE, distante 95 km de Fortaleza. Com o valor aplicado, 0 volume de beneficiamento aumentará em 100%, gerando mais postos de trabalho e mais rentabilidade para os trabalhadores.
A Minifábrica Castanha de Caju de Ocara está instalada no Assentamento Che Guevara e foi inaugurada em 2005. Na época, foram investidos quase 170 mil, provenientes da FBB, Sebrae, Embrapa, Conab e Incra. Hoje, quarenta e cinco produtores rurais trabalham em uma área de 200 ha no assentamento. As minifábricas de Tururu, Aracati, Aquiraz e Chorozinho também receberão investimentos. Em Ocara, as mulheres que antes não tinham renda, hoje representam 80% dos trabalhadores, com ganho mensal de R$ 400,00. Ainda segundo Marco, a meta agora é que todos recebam um salário mínimo (R$ 510,00) por mês. Com recursos próprios, os trabalhadores construíram um refeitório, um local para corte da castanha e um lugar de descanso. A Fábrica Central, que fica em Pacajus/CE é composta por dez mini-fábricas de beneficiamento de castanha e uma unidade que trata da embalagem e comercialização do produto. No Ceará, principal produtor de castanhas de caju no Brasil, ações de fomento da atividade atendem cerca de três mil pessoas, direta-mente, e outras quatro mil de forma indireta. São agricultores de Barreira, Pacajus, Icapuí, Fortim, Tururu, Granja, Aracati, Aquiraz, Chorozinho e Ocara. | |
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| O ESTADO |
31 de agosto de 2010 |
| BNB | |
| Diário Político - MÉRITO | |
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Por Fernando Maia
Essa é quente: o Banco do Nordeste do Brasil, tendo em vista o seu êxito na administração e aplicação dos recursos do FNE, deverá passar ao mesmo nível do BNDES, como banco de fomento. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
31 de agosto de 2010 |
| PLANEJAMENTO | |
| País precisa retomar planejamento, diz Ipea | |
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Para catedráticos do Ipea, o Brasil precisa fazer mais do que está fazendo para alterar quadro de injustiça Social
A necessidade de se ter um país com padrão de desigualdade compatível com o tamanho de sua população e com o fato de este ser a 8ª economia do mundo pautou a reunião dos catedráticos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), realizada na última semana, em Brasília, onde o grupo de pesquisadores apontou a direção para o Brasil que se quer nos próximos anos. Nesse sentido, destaca o economista Flávio Ataliba Barreto, catedrático do Ipea e professor do Curso de Pós-Graduação em Economia da Universidade Federal do Ceará (Caen/UFC) e ainda Coordenador Executivo do Laboratório de Estudos da Pobreza (LEP), a ideia é resgatar o pensamento nacional sobre planejamento econômico, trazendo de volta o estado desenvolvimentista que marcou a condução da política brasileira dos anos 1950 até meados da década de 1980, com o governo indutor desse processo. "Perdeu-se aquele País que se viu até meados dos anos 1980 e não se retomou mais. Mesmo com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), isso não aconteceu, pois este ficou restrito a obras. Então, temos a necessidade de retomar o planejamento econômico no Brasil", afirma o economista, lembrando ainda a importância dessa discussão nos níveis regional e dos estados. De acordo com Ataliba, os 11 catedráticos do Ipea, se aprofundaram, nos últimos 12 meses, desde que foram criadas as Cátedras, na contribuição deixada por expoentes do pensamento brasileiro sobre desenvolvimento, no esforço de trazer para a atualidade suas ideias, a fim de auxiliar o próximo governo a resgatar o estado desenvolvimentista e alterar radicalmente o quadro de injustiça social. À frente da Cátedra Josué de Castro, um dos primeiros pensadores sobre a questão da fome e pobreza no Brasil, Ataliba avaliou os efeitos da expansão da renda e redução da desigualdade sobre a pobreza no País, a partir de indicadores monetários e não monetários. Como resultado, ele aponta que a condução de políticas públicas para a redução das desigualdades têm impacto superior na diminuição da pobreza, sobretudo quando se avalia essa condição a partir de variáveis não monetárias, como esperança de vida ao nascer, taxas de mortalidade infantil e analfabetismo e abastecimento de água e esgoto. ANCHIETA DANTAS JR. REPÓRTER | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
31 de agosto de 2010 |
| BRISANET | |
| Egídio Serpa - Tecnologia no meio da caatinga | |
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Na comunidade de lagoa nova, bem no coração do semiárido, em Pereiro, 18 Km além da sede municipal, opera, na ponta da modernidade, uma empresa de Tecnologia da Informação genuinamente cearense - a Brisanet. No meio da caatinga, ocupando um prédio de construção moderna cercado de torres, antenas e parabólicas, a Brisanet usa o talento de 220 qualificados funcionários para dar suporte aos seus serviços de Internet, utilizados, direta ou indiretamente, por 400 mil pessoas que vivem ou trabalham em 120 municípios do Ceará, do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Controlada por um empreendedor pereirense de forte sotaque nordestino, Roberto Nogueira, especialista em TI, a Brisanet e seu cardápio de facilidades foram um dos temas do encontro que reuniu ontem, em um restaurante de Fortaleza, 15 empresários do agronegócio cearense da fruticultura e da floricultura. A empresa conseguiu o que era um sonho do empresariado com negócios no interior: conectou os perímetros irrigados do Vale do Jaguaribe à rede mundial de com
putadores. E fez o mesmo com as principais fazendas de produção de frutas. Tudo por banda larga. Agora, os fruticultores do Ceará acessam, do meio de suas plantações, as bolsas de mercadorias que lhes interessam, vendo a subida e descida dos preços. O governador Cid Gomes promete visitar a Brisanet depois da eleição. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
31 de agosto de 2010 |
| INCLUSÃO DIGITAL | |
| Tauá conquista prêmios pela inclusão digital | |
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Projetos na área da Tecnologia da Informação garantem prêmios à administração pública da Tauá
Tauá. Dois projetos desenvolvidos neste Município foram reconhecidos pelo Prêmio Ceará de Cidadania Eletrônica. Um deles foi o trabalho de recondicionamento de computadores e eletrônicos, conhecido por Projeto de Metareciclagem. O outro é o projeto Ambiente Virtual de Aprendizagem de Tauá (Avant). Ambos conquistaram os primeiros lugares nas categorias Inclusão Digital e Tecnologia da Informação Verde (TI Verde). A solenidade de premiação ocorreu no último dia 20 de agosto, durante a realização do 38º Seminário Nacional de TIC para Gestão Pública (Secop 2010), que é o maior evento de informática para a gestão pública do Brasil. No entanto, esta não é a primeira vez que o município de Tauá se destaca no Prêmio. Em 2008 ganhou o primeiro lugar com o Programa Cidade Digital, ma categoria Inclusão Digital. "Este reconhecimento é mais especial ainda porque é na área de tecnologia da informação verde, ou seja, destaca a preservação ambiental que deve ser uma luta e obrigação de todos nós", comemora Elvis Naciel, secretário de ciência e tecnologia do Município. Ele destaca ainda a importância do jornal Diário do Nordeste ter divulgado o projeto de metareciclagem, pois "deu visibilidade ao nosso trabalho e nos incentivou ainda mais a trabalhar no projeto", diz. O secretário destaca ainda que o projeto de metareciclagem beneficia diretamente à comunidade, já que os computadores recuperados são aproveitados nas "lan houses" existentes nos bairros da cidade, implantadas por meio do Programa Cidade Digital. "Muitos computadores destes quiosques já precisavam ser trocados e com o projeto nós estamos renovando estes equipamentos, devolvendo benefícios à população". O projeto Avant, que também foi premiado é utilizado pela Secretaria de Educação. Atualmente, oito escolas do Município participam do projeto, que oferece espaço multimídia com acesso às aulas virtuais, apresentando um conteúdo dinâmico, alegre e divertido. Com o projeto, os alunos aprendem brincando, em contato direto com conteúdos virtuais, pela rede mundial de computadores. Prêmio O Prêmio Cidadania Eletrônica, que está em sua 5ª edição, foi instituído pelo Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag), e tem o objetivo de fomentar, divulgar e reconhecer a qualidade dos projetos públicos, assim como os benefícios advindos da aplicação da Tecnologia da Informação e Comunicação na Administração Pública Municipal. O Prêmio objetiva incentivar a transparência, a agilidade nos processos, facilitar a comunicação e a integração com a comunidade, gerando melhorias na qualidade dos serviços prestados. Para esta edição foram inscritos 45 projetos e selecionados somente 31 para a 2ª fase: TI Verde, Inclusão Digital, Inovação e Software Livre. Na categoria Inclusão Digital participam iniciativas que possibilitam maiores e melhores oportunidades aos cidadãos em obter conhecimentos de informática em parceria com o Governo do Estado. A categoria de TI Verde são projetos que visam a sustentabilidade e o equilíbrio do planeta, por meio do uso consciente da Tecnologia da Informação. As demais categorias do Prêmio são Inovação e Software Livre. A primeira contemplou projetos com proposta de novos produtos, processos ou serviços, baseados na aplicação de conhecimentos científicos e tecnológicos e utilização de técnicas avançadas ou pioneiras. Já na categoria de Software Livre foram inscritos projetos que têm como objetivo soluções baseadas em software livre, estimulando o ambiente de colaboração entre as organizações públicas e privadas, entidades de ensino e pesquisa, além de gerar oportunidades para profissionais e empresas locais, possibilitando, dessa maneira, a redução significativa de gastos com softwares. Destaque "Este reconhecimento é mais especial ainda porque destaca a preservação do meio ambiental" Elvis Naciel Titular da Secretaria de Ciência e Tecnologia de Tauá MAIS INFORMAÇÕES Secretaria de Ciência e Tecnologia de Tauá (88) 3437.3259 www.taua.ce.gov Silvania Claudino Repórter | |
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| VALOR ECONÔMICO |
31 de agosto de 2010 |
| SONDAGEM DA CONSTRUÇÃO CIVIL | |
| Construção civil cresce pelo sexto mês seguido | |
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O nível de atividade na construção civil aumentou em julho frente a junho, configurando a sexta expansão consecutiva. Com o ritmo de produção elevado, os empresários continuam confiantes para os próximos seis meses, embora esse otimismo seja ligeiramente menor que o verificado nos primeiros meses do ano.
As constatações fazem parte da Sondagem da Construção Civil, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) entre 2 e 18 de agosto com dirigentes de 438 empresas. Nesse levantamento, que vem sendo feito desde dezembro do ano passado, a pontuação superior a 50 pontos para os itens da sondagem indica aumento em relação ao mês anterior. Em julho, o nível de atividade ficou em 54,9 pontos, ante 53,8 pontos em junho. "A atividade continua se expandindo e, em julho, isso ocorreu em todos os portes de empresas e em todos os segmentos", salienta Danilo Garcia, analista de política e indústria da CNI. Além da expansão frente a junho, a produção na construção civil no sétimo mês do ano também se manteve acima do patamar usual. Esse dado consta da variável "nível de atividade efetivo em relação ao usual", cuja pontuação ficou em 55,4 pontos. Como esse item ficou maior que 50 pontos, indica aumento. As expectativas dos empresários continuam a refletir otimismo, embora em menor intensidade. Sobre a evolução do nível de atividade para os próximos seis meses, a pontuação passou de 65,2 pontos em julho para 63,7 pontos em agosto. Garcia diz que a retração é pequena e que o importante é que o indicador se mantém superior aos 50 pontos. Ele destaca que a confiança dos empresários da construção civil é maior no início do ano. As intenções de compra de insumos e matérias-primas manifestadas em agosto para os próximos seis meses continuam elevadas. Registraram, porém, pequeno recuo frente às expectativas traçadas em junho. A pontuação para a compra de compras passou de 63,9 pontos em julho para 63,1 pontos em agosto. Os planos para lançamento de empreendimentos nos próximos seis meses se mantêm em nível alto, com 64 pontos em agosto. Ainda assim, com ligeiro retração na comparação com as intenções manifestadas em julho, quando a pontuação foi 66. Para 2010, a CNI projeta expansão de 12,3% para a indústria em geral e 14% para o segmento da construção civil. | |
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| O POVO |
31 de agosto de 2010 |
| JORGE PARENTE | |
| Reportagem - ESPECIAL & EFETIVO | |
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Por Lúcio Brasileiro
Jorge Parente que hoje participa da regular da CNI em Brasília esteve ontem na posse do reitor Paulo Speller e diretoria da Unilab (Universidade Luso-Afro-Brasileira) convidado do prof. Jesualdo Farias. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
31 de agosto de 2010 |
| ATACADO | |
| Cidade do Atacado é 1º porto seco da RMF | |
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Empreendimento localizado no município de Caucaia facilitará os negócios no fluxo de cargas do Ceará
A grandiosidade estrutural da Cidade do Atacado, espaço com 1,6 milhão de m² que está sendo construído no entroncamento da BR-020 com BR-222, no município de Caucaia, está no centro das atenções do segmento logístico nacional. O centro facilitará os negócios no transporte de cargas do Estado, já que intermediará os procedimentos de distribuição dos produtos. Classificado como o primeiro porto seco do Ceará por profissionais do setor, o empreendimento estará no foco das discussões do 1ª Transmodal, evento que ocorrerá entre os dias 1º e 3 de setembro no Centro de Negócios do Sebrae. "O governo vem em um processo de reformulação da questão dos portos secos, que são esses terminais de armazenagem. A partir deles, tudo é redistribuído para a região de entorno, agilizando a disposição através de uma estrutura moderna em que se poderá encontrar todo tipo de processo, podendo colocar todas as ferramentas necessárias para uma operação customizada, dentro das normas atuais. Poderei abastecer minha central de acordo com a demanda do lugar", explica Feliciano Ramos, diretor da Montte Empreendimentos, promotora da feira de negócios. Segundo Ramos, o modal rodoviário perde cada vez mais espaço para as outras modalidades, como a cabotagem, a aérea e a ferroviária, a qual é a grande aposta do governo com o advento da Transnordestina. "O Brasil, por característica histórica, transporta carga por caminhão, mas isso tem mudado, tem a cabotagem e mesmo a questão aérea, mas o governo espera mesmo é que a ferrovia seja um fator determinante no futuro. A ideia é transformá-la no primeiro meio, com mais de 50% das cargas sendo transportadas pelos trilhos, porque teremos diminuição dos custos dos processos logísticos", afirma Ramos. Durante o Transmodal, os participantes terão a oportunidade de conhecer os principais pontos a serem observados na escolha do melhor meio de enviar as cargas para outros estados e países. Entre as nuances, é importante atentar-se para as estrutura de armazenagem do modal, a velocidade de entrega e a precisão. "Hoje, quando você pensa em mandar alguma coisa que produz para algum lugar, tem que estudar as opções. Qual é o custo, quais são os operadores, que necessidades esses operadores têm e quais são as soluções para desenvolver um bom trabalho? O tempo é fundamental. Quanto mais rápida e com qualidade é a entrega, mais se economiza", alerta. Temas como a infraestrutura dos modais, como a situação precária das rodovias federais que encarecem ainda mais o processo de transporte; e a modernização dos portos e dos aeroportos também estarão em pauta, inclusive com visita técnica ao terminal de cargas do Aeroporto Internacional Pinto Martins, referência em modernidade no País, de acordo com Feliciano Ramos. Os operadores logísticos também estão atentos à Copa de 2014. "Não tem como pensar no futuro sem pensar em um plano estratégico nesse sentido. Os planejamentos da Copa terão a logística como base para muita coisa", garante. DIEGO BORGES ESPECIAL PARA ECONOMIA | |
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| VALOR ECONÔMICO |
31 de agosto de 2010 |
| DÉFICIT DAS CONTAS EXTERNAS | |
| Déficit externo do país pode chegar a 10% do PIB em 2015 | |
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O déficit das contas externas, que nos 12 meses completados em julho, chegou a 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB), aumentará fortemente nos próximos anos caso o país continue crescendo 5% ao ano. A depender da taxa de investimento e da evolução da poupança doméstica nesse período, o déficit poderá atingir, em 2015, até 10,1% do PIB.
Depois de gerar durante um breve período (entre 2003 e 2007) saldos positivos em transações correntes, a economia brasileira voltou a produzir déficits em 2008. Naquele ano, com a aceleração da atividade, o déficit chegou a 1,7% do PIB. No ano seguinte, recuou, por causa da crise internacional, para 1,5% do PIB e, em 2010, deve fechar, segundo estimativa do Banco Central (BC), em 2,5% do PIB. O tamanho do déficit depende, basicamente, do volume de investimentos da economia e da taxa de poupança doméstica. Como no atual ciclo econômico, os investimentos estão crescendo numa velocidade superior à de expansão do PIB e, além disso, a economia poupa pouco, o país será obrigado a importar mais capitais do que já vem fazendo para financiar o crescimento. A tendência de produzir déficits é crescente. Simulações feitas com exclusividade para o Valor pelo economista-chefe do banco Credit Suisse, Nilson Teixeira, mostram que, se o PIB crescer 5% ao ano, a taxa de poupança doméstica tiver expansão constante de 8% ao ano a partir de 2011 e o investimento se mover apenas 5% ao ano, o déficit em conta corrente chegará a 2015 menor do que é hoje - em 1,4% do PIB. No entanto, se a taxa de investimento, no mesmo cenário, for de 10% ao ano, portanto, o dobro do crescimento do PIB, a poupança externa requerida pelo país será de 5,5% do PIB daqui a cinco anos. Na hipótese de o investimento avançar 15% ao ano, o déficit externo em 2015 irá a 10,1% do PIB. No primeiro trimestre deste ano, a taxa de investimento real da economia, medida pela evolução da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), avançou 25,95% em relação ao mesmo período de 2009. Foi uma variação atípica, puxada principalmente pelos incentivos tributários concedidos pelo governo a alguns setores da economia - e já retirados. De qualquer forma, antes da crise de 2008, a taxa de investimento vinha crescendo até 2,5 vezes acima do PIB. Nilson Teixeira montou um cenário alternativo, baseado no comportamento recente da economia. Nele, os investimentos cresceriam 10% ao ano entre 2011 e 2015. Para taxas distintas de poupança doméstica no mesmo período, o déficit em conta corrente variaria de 4% (para uma poupança doméstica crescendo 10% ao ano) a 7,4% do PIB (poupança subindo 5% ao ano). No caso de a poupança crescer 8% ao ano, o déficit seria de 5,5% do PIB. "Quanto maior o crescimento dos investimentos e menor o crescimento da poupança doméstica, maior seria a contribuição da poupança externa e, logo, maior seria o aumento do déficit em transações correntes", explica o economista-chefe do Credit Suisse. O Brasil é um país com baixa geração de poupança doméstica. Segundo dados do Banco Mundial compilados pela equipe do Credit Suisse, entre 2002 e 2007, a poupança doméstica média do país foi de 19,7% do PIB, muito abaixo de países como China (48,7% do PIB), Rússia (33,2% do PIB), Coreia do Sul (32,1% do PIB) e Argentina (27,4% do PIB). Nos últimos três anos, a poupança ficou abaixo da média dos cinco anos anteriores. Em 2008, ficou em 18% do PIB e, no ano seguinte, recuou para 14,6% do PIB. Teixeira acredita, porém, que a recuperação da atividade econômica e da renda elevará a taxa de poupança em 2010 para 16,2% do PIB. Nos próximos anos, ela deve continuar a crescer. "O aumento do nível de renda tende a ser a principal justificativa para o aumento da taxa de poupança no Brasil nos próximos anos. Utilizando o crescimento do PIB como 'proxy' para o aumento da renda, os dados da economia brasileira a partir de 2000 indicam que uma aceleração do crescimento eleva a taxa de poupança. Tudo mais constante, o aumento de 1 ponto percentual do crescimento do PIB eleva o crescimento real da poupança doméstica em 2,6 p.p.", calcula o economista. Teixeira não teme a convivência do país com déficits em conta corrente elevados nesse período. Na sua avaliação, são baixos os riscos para o financiamento do déficit. Uma das razões para acreditar nisso diz respeito à composição do chamado passivo externo do país. Em 2001, o Brasil registrou em déficit em transações correntes de 4,2% do PIB. No ano seguinte, o país sofreu uma forte crise de confiança que, por pouco, não colapsou o financiamento externo. Ocorre que, naquela época, a composição do passivo externo era muito diferente da de hoje. Em 2002, os investimentos de estrangeiros em ações de empresas brasileiras representavam apenas 5,4% do total do passivo externo. Em junho de 2010, já eram 17,6%. Há oito anos, os títulos em renda fixa no exterior equivaliam a 21,3% do passivo. Agora, respondem por apenas 4,8% do total. Os empréstimos e créditos de fornecedores representavam, em 2002, 16,2% do passivo brasileiro; hoje, uma parcela de apenas 6,7%. No caso do investimento estrangeiro direto (IED), a participação relativa no total do passivo não se alterou de forma significativa: respectivamente, 20% e 21%. Essa mudança, aliada ao fato de o país ter acumulado reservas cambiais em volume expressivo (mais de US$ 200 bilhões), deu sustentabilidade às contas externas do país. A prova disso foi dada durante a crise de 2008. "Ao contrário do observado em 2002, o passivo externo do país em dólares recuou 24,9% entre 2008 e 2007, sobretudo pelo seu componente de ações (em 2008, o Ibovespa em dólares recuou 55%)", observa Teixeira. "Nesse cenário, atribuímos baixo probabilidade de ocorrer uma recessão longa na eventualidade de uma crise no balanço de pagamentos. Esse baixo risco deve-se, principalmente, ao elevado nível das reservas internacionais e às importantes alterações na composição do resultado em transações correntes e do passivo externo nos últimos anos", acrescenta o economista. "Entendemos que um aumento do déficit em transações correntes no Brasil para patamares próximos a 5,5% do PIB em 2015 em um cenário de baixo risco de insolvência fiscal não seria um fator determinante para a interrupção do ciclo de forte crescimento econômico do país." | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
31 de agosto de 2010 |
| BRASIL - ARGENTINA | |
| Argentina ameaça bater EUA como 2º maior importador | |
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Vizinhos já superam americanos em alguns meses na compra de itens brasileiros
Para Rubens Ricupero, produções argentina e brasileira se tornaram mais concorrentes do que complementares ÁLVARO FAGUNDES DE SÃO PAULO VERENA FORNETTI DO RIO Diz a anedota que, no início do século passado, o barão do Rio Branco falou a diplomatas argentinos que eles não poderiam esperar o mesmo tratamento dado aos norte-americanos, que compravam mais trigo do Brasil. No mês passado, a situação se inverteu. A Argentina ficou com 9,2% das vendas do Brasil ao exterior (ante 8,9% dos norte-americanos) e ameaça se tornar o segundo maior mercado comprador dos produtos brasileiros -a China é o primeiro. De dezembro para cá, o Brasil vendeu em três meses mais para a Argentina que para os EUA, algo impensável em outros anos. Em 2002, por exemplo, um quarto das exportações brasileiras foram para os EUA, enquanto 4% tiveram como destino o país vizinho, que vivia grave crise, com queda de 10,9% no PIB. Mas, mesmo depois que a economia argentina melhorou, os EUA mantiveram sempre boa vantagem. Esse cenário, porém, foi sendo corroído aos poucos pela China, que, em 2009, ganhou o posto de maior importador brasileiro. De 25%, em 2002, a exportação aos EUA foi reduzida a 10% em 2009. Enquanto isso, as vendas para a Argentina ficaram praticamente estáveis, oscilando em torno de 8% e 9%. CRISE GLOBAL O professor Antônio Correa de Lacerda, da PUC-SP, afirma que a situação se relaciona com a recuperação frágil dos Estados Unidos e da Europa após a crise. "A tendência é que não só a Argentina mas também outros países emergentes ganhem espaço na pauta de exportações brasileiras." O embaixador Rubens Ricupero tem dúvidas de que a Argentina se manterá como segundo maior comprador do Brasil. A China tem ampliado as vendas para o país vizinho e, segundo Ricupero, nos últimos anos, as produções argentina e brasileira se tornaram mais concorrentes que complementares. Os dois países são grandes exportadores de commodities, e a Argentina está buscando a reindustrialização após sucessivas crises. "Os argentinos dizem que não querem trocar trigo por aço. E que não querem ser a granja da América do Sul", afirma o embaixador. Para ele, uma relação comercial mais profícua depende de um aprofundamento do Mercosul, com a criação de órgão de solução de controvérsias e maior integração das cadeias produtivas. PERSPECTIVAS Segundo relatório do Morgan Stanley, a Argentina caminha para ser um dos países com maior crescimento na América Latina neste ano. A análise do banco aponta o aquecimento da economia brasileira como uma das razões mais importantes para a recuperação do país vizinho após a crise internacional. "A recuperação das exportações agrícolas e industriais para o Brasil é um importante motor da expansão argentina", diz o relatório. Os outros fatores são a demanda por commodities no mercado internacional e o avanço do consumo interno. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
31 de agosto de 2010 |
| CRESCIMENTO ECONÔMICO | |
| Novo "modelo Nakano" para crescer | |
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Crise deu cabo do modelo de crescimento exportador e no baseado em financiamento externo, afirma economista
A CRISE no mundo rico deu cabo de duas antigas concepções de desenvolvimento econômico antagônicas, teoriza Yoshiaki Nakano, diretor da escola de economia da Fundação Getulio Vargas, de São Paulo. Uma delas, o "modelo asiático", é a do crescimento impulsionado por exportações e superavit comerciais. Na outra, mais ou menos adotada no Brasil dos últimos 20 anos, um país carente de capital financiaria seus deficit externos crônicos por meio do capital estrangeiro. Isto é, desde que o fluxo de capital fosse livre e houvesse "disciplina macroeconômica" (de mercado): contas públicas em ordem, câmbio flutuante e juros suficientemente altos. A lenta digestão da crise nos EUA e na Europa, além do papel agora central de China e cia., teria tornado obsoletos tais "modelos". Nakano apresentou o argumento no 7º Fórum da Economia da FGV, rodada anual de debates "neodesenvolvimentistas" de política econômica. Segundo Nakano, o crescimento será baixo ou nulo por um período longo nos EUA e na Europa. Juros baixos e injeção de dinheiro não estimulariam o crédito. Ainda levará tempo para que bancos, empresas e consumidores reduzam suas dívidas e recomponham patrimônio. Além do mais, há no mundo rico cada vez mais oposição ao estímulo da economia via gastos do governo. Logo, os superavit comerciais, exportar mais que importar, seriam a fonte restante de dinamismo das economias centrais do Ocidente. As importações americanas, pois, deixam de ser um fator de impulso do comércio e do PIB mundiais. China e cia., em parte, tomam o lugar dos EUA, no comércio do Brasil em especial, mas apenas no que diz respeito a commodities (recursos naturais). O fluxo mundial de capital, de resto, será menor. Os bancos dos países centrais precisam reduzir a "alavancagem" e recompor capital. A própria ideia de que o mercado financeiro seria capaz de bancar de modo seguro a carência de capital emergente foi à breca. A crise mostrou quão irracional, ineficiente, instável e descolada dos "fundamentos" pode ser a alocação de capital da grande finança. Acaba assim o "fetiche do financiamento externo". O perigo desse cenário para o Brasil é a "armadilha da especialização regressiva". EUA em baixa e China em alta provocam o aumento inadvertido e relativo da importância do setor de recursos naturais na economia brasileira, processo chamado por alguns de "desindustrialização", termo evitado por Nakano. O que nos resta? Planejar o aumento do consumo e do investimento, administrar a entrada de capitais e o câmbio. Não se trata de fechar a economia, aumentar o superavit comercial ou mesmo as exportações. O relevante é elevar o investimento e incentivar o capital a dirigir-se ao setor de produtividade mais alta: o de bens industrializados exportáveis. Como? Aumentando a lucratividade desse setor (câmbio mais favorável: real mais fraco) e o tamanho do mercado doméstico. Para tanto, é preciso reduzir o gasto público de modo a deixar mais espaço ao investimento e ao consumo privado. E reformar o sistema de financiamento da dívida pública, herdado do tempo da inflação, que dá grande liquidez, segurança e alta rentabilidade de quem empresta ao governo, bonança perdulária nos dias de economia mais estável. vinit@uol.com.br | |
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| VALOR ECONÔMICO |
31 de agosto de 2010 |
| FÓRUM DE ECONOMIA DA FGV | |
| Analistas discutem sustentabilidade do crescimento | |
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Num evento marcado por críticas à valorização do câmbio, ao aumento do déficit em transações correntes e ao baixo nível de investimento, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o secretário de Política Econômica (SPE), Nelson Barbosa, defenderam a ideia de que o atual ciclo de crescimento é sustentável e que as contas externas estão sólidas, dados os patamares confortáveis de reservas internacionais e de endividamento externo. Os dois participaram ontem do 7º Fórum de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), no qual economistas e empresários como Geraldo Biasoto, Yoshiaki Nakano, José Luis Oreiro e Benjamin Steinbruch apontaram as fragilidades acima, que, segundo eles, podem impedir uma expansão consistente da economia.
Mantega disse apostar num crescimento de 7% neste ano, com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre 5% e 5,2%. Segundo ele, fatores como a criação expressiva de empregos, a expansão acelerada da classe média e a recuperação do investimento tornam o ciclo em curso sustentável. Mantega estimou para o segundo trimestre uma alta do PIB de 0,5% a 1% em relação ao primeiro, feito o ajuste sazonal, número a ser divulgado na sexta-feira pelo IBGE. No primeiro trimestre, o crescimento foi de 2,7%. Mantega tratou o aumento do déficit em conta corrente como um fenômeno passageiro. Segundo previsões da Fazenda, o rombo da transações de bens, serviços e rendas do país com o exterior deve alcançar US$ 46 bilhões neste ano, ou 2,3% do PIB, um salto em relação aos US$ 24 bilhões de 2009, ou 1,5% do PIB. Para ele, o déficit se deve "fundamentalmente" à crise mundial. O menor crescimento global teve um impacto sobre as exportações, e as remessas de lucros e dividendos das multinacionais saltaram. Também houve forte alta dos gastos de brasileiros no exterior. "Ainda teremos essa situação por mais dois anos, para, em seguida, retomar uma moeda mais desvalorizada, com mais exportações de manufaturados", disse Mantega. "O câmbio vai permanecer valorizado no próximo governo, mas é natural que, em dois anos, ele se desvalorize, conforme a situação externa melhore." Presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e presidente em exercício da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Steinbruch disse que o governo não pode ficar esperando para agir. "Se deixar passar dois anos, não haverá mais o que ser feito com a indústria. A hora de efetuar mudanças que reduzam as importações e ampliem nossas exportações é agora." Steinbruch criticou o nível do câmbio, destacando o déficit comercial na balança de manufaturados, "mascarado", segundo ele, pelas vendas de "combustíveis, grãos e minérios". Diretor-executivo da Fundação para o Desenvolvimento Administrativo (Fundap) , Geraldo Biasoto mostrou preocupação com o câmbio valorizado. Além de afetar a competitividade das exportações, o dólar barato tem levado a uma alta forte das importações não apenas de componentes, mas também de bens finais, afirmou. "Há um desadensamento da cadeia industrial". Próximo do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, Biasoto atacou o que considera o uso dos juros como "instrumento exclusivo de política econômica". Em sua apresentação, Barbosa fez uma defesa do regime de câmbio flutuante, "desde que complementado pela manutenção de um alto estoque de reservas internacionais." Segundo ele, o impacto da valorização do câmbio sobre o crescimento no longo prazo depende do nível inicial em que se encontra a moeda. A apreciação do real ocorrida a partir de 2003, por exemplo, teria causado um efeito positivo sobre a expansão da economia, por partir de um patamar desvalorizado. Além do aumento dos salários reais, a apreciação do câmbio leva a um barateamento relativo dos investimentos, ao reduzir os preços dos bens de capital, o que tende a predominar sobre a redução na margem de lucro das empresas que produzem bens comercializáveis. Para Barbosa, porém, uma valorização adicional do câmbio tenderia hoje a ser prejudicial. "É por causa disso que o governo toma medidas para evitar uma apreciação maior, sem definir necessariamente um piso informal ou uma meta para a taxa", afirmou ele, que destacou os níveis confortáveis das reservas e da dívida externa como proporção do PIB como sinais de que o país resistiria bem a uma piora externa - como ocorreu no fim de 2008 e no começo de 2009. Diretor da Escola de Economia da FGV-SP, Nakano criticou, além do nível do câmbio e dos juros, o baixo nível de investimento. O país tem que investir o equivalente a 25% do PIB para conseguir crescer sustentadamente na casa de 5% ao ano, disse ele. Neste ano, a taxa deve ficar por volta de 19% do PIB. Oreiro, da Universidade de Brasília (UnB), traçou o quadro mais pessimista, embora tenha apontado pontos positivos nos últimos anos, como a aceleração do crescimento, a manutenção da estabilidade e a redução moderada da dívida pública como proporção do PIB. Para ele, "se o Brasil tiver sorte", haverá uma crise no balanço de pagamentos em 2012, que poderá resultar na mudança na orientação econômica. Oreiro diz que o atual modelo tem levado à desindustrialização e à reprimarização da pauta de exportações. Mudar esse quadro passa por uma política cambial mais ativa, um regime de metas de inflação mais flexível, uma alteração no regime fiscal e uma reforma do sistema financeiro e de gestão da dívida pública. Queda da desigualdade de renda no país coloca mais 31, 9 milhões no mercado "No futuro, as pessoas não olharão Lula como o novo Getúlio Vargas. Mas entenderão Vargas como o Lula do passado. O presidente encarna a principal mudança por que passou o Brasil nos últimos anos, ele é a nova classe média. Lula é o Nelson Mandela tupiniquim". A análise é de Marcelo Néri, economista da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ) e um dos maiores especialistas em política social do país. "Na última década, a desigualdade de renda caiu como nunca em nossa história. O equivalente a 31,9 milhões de pessoas ascenderam à classe C, ingressando no mercado consumidor, ampliando a capacidade de nossa economia crescer", avalia Neri, para quem, no entanto, o futuro do país está nas classes A e B. "Quando terminarmos o processo de transferir pessoas das classes D e E para a C, passaremos a transferi-las da C para cima, o que gerará maior pressão sobre os ricos." A percepção de Neri não é isolada. Durante seminário realizado ontem pela Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, economistas e cientistas políticos configuraram o atual momento da economia brasileira como "privilegiado". Para o cientista político André Singer, as condições econômicas e sociais estão próximas do período do New Deal, nos Estados Unidos, quando o governo americano, por meio de gastos em programas de amparo social e em obras de infraestrutura, impulsionou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) após o "crash" de 1929. "Para ir além", disse Singer, "é indispensável manter a elevação do salário mínimo". O processo virtuoso, conforme avaliação dos participantes do debate, está assentado em "pontos-chave", como denominou Neri. Segundo números do economista da FGV, a renda oriunda do trabalho respondeu por 67% da redução na desigualdade, a frente dos 17% oriundos de programas de transferência direta de renda, como Bolsa Família, e dos 15,7% provenientes da Previdência Social . "O tripé é este", diz Singer, "quer dizer, aumento do emprego, seguido de gastos com pobreza extrema e aposentadorias". Este quadro, no entanto, também revela problemas. "Do ponto de vista do crescimento acelerado combinado com redução da desigualdade, o jogo como está colocado hoje é preocupante", avalia Mariano Laplane, economista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Ficamos por quase 30 anos completamente à margem do desenvolvimento. O mundo moveu seu eixo tecnológico e industrial para os países asiáticos, ao longo dos anos 1970, e nós ficamos parados, assistindo isso tudo", afirma. A lógica de Laplane, compartilhada por outros economistas da FGV, é que o ritmo acelerado do PIB - que neste ano, segundo estimativas do governo, deve passar por ampliação de 7%, a maior em 24 anos - não se sustentará, uma vez que o parque industrial brasileiro é pouco desenvolvido tecnologicamente, quando comparado com outros países, como a China. "Os ganhos de produtividade que nossa indústria fez após a abertura comercial, em 1990, são claramente incapazes de fazer frente aos competidores externos", avalia Laplane, para quem a ampliação do mercado de trabalho passa, principalmente, por maior oferta de empregos no setor industrial. "Nos próximos dez anos, nosso crescimento será focado no mercado interno. Se não quisermos que a renda que estamos dividindo vaze para o exterior, por meio do consumo de importados, é preciso atenção maior com a indústria", raciocina Paulo Gala, economista da FGV-SP. A pressão por mudanças, no entanto, ocorrerá de forma difusa, avaliam Neri e Singer. Para este, a nova classe média é "parcialmente conservadora", uma vez que quer continuar ascendendo socialmente, mas deseja que isso ocorra dentro da ordem, sem radicalizações. "Seja para fortalecer o processo de redução da pobreza, seja para efetuar mudanças do lado econômico, como alterar o câmbio e reduzir os juros, o Estado têm diante de si um novo proletariado, que está no setor de serviços, como os operadores de telemarketing", diz Singer. Para Neri, a nova classe média "não precisa tanto do Estado quanto os mais pobres", assim, passa a ser natural que o Estado "foque mais em políticas sociais aos mais necessitados, deixando a classe ascendente com margem para desenvolvimento próprio". Fazenda eleva projeção do PIB de 2010 para 7% O Ministério da Fazenda elevou de 6,5% para 7% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2010. O ajuste é baseado na constatação de que o investimento, o consumo das famílias e as exportações avançarão neste ano em um nível maior que o projetado inicialmente. Na demanda externa, a equipe econômica revisou também a perspectiva de alta das importações. Na nova estimativa para o PIB de 2010, a Fazenda informou que a projeção para 2011 será de 5,5% e elevou de 5,7% para 5,8% a média de expansão da economia para o período entre 2010 e 2014. Os ajustes foram apresentados ontem pelo ministro Guido Mantega, 20 dias após a divulgação do relatório "Economia Brasileira em Perspectiva", no qual a pasta havia indicado 6,5%. O aumento para 7% se deve ao recálculo de quatro variáveis que compõem o PIB. O maior ajuste foi feito na estimativa da Formação Bruta de Capital Fixo, o indicador que afere o nível de investimentos, cuja previsão de alta passa de 20,4% para 22,1%. Para as exportações, a taxa de aumento passa de 6,9% para 7,7%. No consumo das famílias, a projeção de ampliação de 6,6% foi revista para 6,9%. No lado da demanda externa, o percentual de expansão das importações passou de 29,6% para 30,5%. Nesse ajuste das estimativas, a equipe econômica considerou a realização do superávit primário de 3,3% do PIB, o pagamento de juros da dívida pública de 5,2% do PIB e a apuração de déficit nominal de 2,1%. No dia 3, o IBGE divulga o desempenho da economia no segundo trimestre do ano. Ao apresentar as novas projeções, o ministério destacou o conceito do neodesenvolvimentismo como um dos paradigmas que ajudaram o país a enfrentar a crise e a retomar o crescimento. Para a equipe do ministro Mantega, o objetivo do neodesenvolvimento é perseguir crescimento "forte e sustentável"; geração de emprego e transferência de renda; mercado de massa; ampliação do investimento e redução da vulnerabilidade externa. Ao listar as tarefas do próximo governo, a Fazenda salientou que a economia precisará rever a estrutura de tributação a fim de reduzir os custos de produção. Entre as modificações previstas constam a desoneração da folha de pagamento e a redução da quantidade de licenças necessárias para a liberação dos investimentos públicos. | |
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| UOL ÚLTIMAS NOTÍCIAS |
31 de agosto de 2010 |
| COTAÇÃO | |
| Indicadores Econômicos | |
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Dólar (30/08 - 16h08)
Comercial Compra 1,7580 Venda 1,7600 Turismo Compra 1,7000 Venda 1,8800 Paralelo Compra 1,7500 Venda 1,8500 Dólar (31/08 - 09h34) Comercial Compra 1,7590 Venda 1,7610 Turismo Compra 1,7000 Venda 1,8800 Paralelo Compra 1,7500 Venda 1,8500 Outros indicadores TR 0,034% CDI 10,600% SELIC 10,75% IPCA 0,01% jul.10 | |
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| VALOR ECONÔMICO |
31 de agosto de 2010 |
| USINAS TÉRMICAS | |
| Governo vai reduzir uso de usinas térmicas | |
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Os meses sem chuva não forçarão o governo a ligar as turbinas das usinas térmicas para o fornecimento de energia. Segundo o ministro de Minas e Energia (MME), Márcio Zimmermann, que participou ontem da reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), o cenário atual é "bastante tranquilo". O governo irá reduzir a quantidade de uso das térmicas a gás e carvão na primeira semana de setembro.
"Em agosto, nós geramos 4 mil megawatts (MW) médios. Agora, há uma previsão de que esse nível será de 2,5 mil MW", disse o ministro. Os reservatórios de água, comentou, estão com volume superior a 90% na região Sudeste. "No Nordeste, o nível está mais baixo, mas não haverá problema." A expectativa do MME é que o preço da energia caia, já que o custo de geração das hidrelétricas é bem menor. A queda de preço também foi lembrada pelo ministro para falar sobre o leilão de fontes alternativas, que aconteceu na semana passada. "O preço médio do leilão foi R$ 133,96. Houve diminuição muito forte dos preços", disse. "A contratação de eólica teve custo de R$ 130,61. No último leilão foi R$ 148. É um resultado bastante interessante." Os leilões de fontes alternativas devem ganhar regularidade. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica, um novo leilão ocorrerá em 2011. Questionado sobre a definição do preço do barril de petróleo que será usado como referência na capitalização da Petrobras, Zimmermann disse apenas que, se os estudos sobre o contrato forem concluídos, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve divulgar a decisão amanhã. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
31 de agosto de 2010 |
| SETOR ELÉTRICO | |
| Avanços na viabilização da expansão do setor elétrico | |
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É salutar que o arcabouço regulatório e demais instrumentos legais tenham a capacidade de induzir investimentos com segurança jurídica no setor elétrico
A Lei nº 11.943/09, que autorizou a participação da União, dos Estados e do Distrito Federal no Fundo de Garantia a Empreendimentos de Energia Elétrica (FGEE) e a autorização do Conselho Monetário Nacional (CMN) para aumentar o limite de colocação de garantias por parte das estatais representam avanços significativos no sentido de viabilizar a expansão e a segurança do setor elétrico brasileiro. O Fundo é destinado a prestar garantias proporcionais a participações minoritárias, diretas ou indiretas, de empresa estatal do setor elétrico, em sociedades de propósito específico (SPE), constituídas para empreendimentos de exploração da produção ou transmissão de energia elétrica, constantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Empreendimentos de energia demandam investimento de monta e são essenciais para o desenvolvimento social e econômico. E os desafios que se apresentam atualmente no Brasil tanto na geração quanto na transmissão de energia elétrica são colossais. Se o "novo modelo do setor elétrico" adotado, em 2004, não foi capaz de atrair os investimentos privados necessários para garantir a expansão e a segurança do sistema, o Estado tem a obrigação de criar novos mecanismos para viabilizar projetos, ou de fazê-los diretamente, por meio de investimentos diretos ou indiretos. E foi a postura adotada no megaprojeto de geração de energia de fonte hídrica na Bacia Amazônica, Belo Monte, no qual a Eletrobrás assumiu a liderança no consórcio formado. Nesse sentido, o Fundo surge como uma importante ferramenta para o fim da implantação de novos empreendimentos no setor ao tornar possível às empresas estatais conceder garantias contratuais. Os grandes projetos de geração têm sido capitaneados por consórcios que reúnem investidores privados, empreiteiras e empresas de energia, privadas e públicas, que precisam atender às mais diferentes demandas que são intrínsecas a empreendimento estruturantes, normalmente seguindo os moldes de um "project finance". Os últimos projetos com participação do BNDES, como Jirau e Santo Antônio, no complexo hidrelétrico do Rio Madeira, exigiram a contratação de diversas garantias em benefício dos financiadores em face dos riscos do projeto. Também foi assim na Parceria Público Privada (PPP) da Linha 4 do metrô de São Paulo, no qual títulos do governo que foram alocados em um fundo separado, o qual foi empenhado em favor da SPE, para garantir os pagamentos devidos pelo Estado de São Paulo. Em projetos estruturantes na área de energia, portanto, o FGEE pode ser de grande valia, em vista da efetiva participação das estatais, com destaque para a Eletrobrás e suas subsidiárias, na expansão do sistema elétrico. É importante lembrar que as empresas estatais controlam, atualmente, mais da metade da capacidade instalada, em termos de geração e transmissão de energia, e não seria razoável imaginar que a expansão do sistema ficasse à margem da sua participação, especialmente se considerarmos as mais recentes declarações e iniciativas do governo federal. Note-se que não se está aqui propondo a perpetuação ou preponderância absoluta de um modelo dirigista, mas apenas reconhecendo a importância do Estado no desenvolvimento do setor e a necessidade de compatibilizar os interesses privados e públicos, com o objetivo de perseguir a segurança do sistema elétrico. O Fundo tem o condão de harmonizar tais relações, a fim de conferir mais segurança e viabilizar outros novos e gigantescos projetos de geração e transmissão, para a exploração do potencial de geração de energia elétrica na Bacia Amazônica. Apesar de existirem questionamentos jurídicos quanto à legalidade da constituição de fundos garantidores, em vista da afetação de bens públicos que não seriam suscetíveis de penhora, muitos projetos de financiamento com participação estatal dependerão de tal mecanismo para sair do papel. No caso de Belo Monte, os estudos e inventários iniciais foram elaborados há mais de 20 anos sem que a efetiva estruturação do projeto fosse realizada. A negociação do pacote de garantias constitui uma parte bastante intrincada no contexto do financiamento de um projeto, podendo acarretar o aumento ou a diminuição significativa dos seus custos e, em última análise, afetando a modicidade tarifária, que constitui um dos principais objetivos dos leilões de energia nova, segundo as diretrizes do novo modelo do setor elétrico. Com efeito, o governo federal insistiu no modelo de leilão, competitivo por excelência, para o projeto de Belo Monte, apesar de a participação da iniciativa privada ter sido fragmentada e menos relevante do que a estatal. Tais técnicas contratuais servem ao objetivo de encorajar empreendedores privados a tomar os elevados riscos e captar os investimentos necessários para empreendimentos em infraestrutura. O Direito deve servir ao desenvolvimento do país e normas que garantam o retorno e estimulem os investimentos são imprescindíveis. Nesse contexto, é de vital importância a autorização legal concedida às estatais, facilitando a concessão de garantias, para o fim de mitigar riscos de projeto ou de governo. Nos próximos anos o Brasil deve vivenciar uma nova fase no tocante à sua infraestrutura, com um grande número de novos projetos de financiamento, segundo as estimativas do BNDES, que devem incluir a participação de estatais, como a Eletrobrás, especialmente nos maiores projetos do setor elétrico. Com efeito, é salutar que o arcabouço regulatório e demais instrumentos legais tenham a capacidade de induzir investimentos com segurança jurídica, afastando riscos políticos e institucionais, garantindo ao País posição de destaque no cenário internacional. Sem dúvida, a expansão e segurança do sistema elétrico agradecem. Caio de Queiroz é advogado em São Paulo, graduado e especialista em Direito Empresarial pela PUC-SP | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
31 de agosto de 2010 |
| ENERGIA EÓLICA | |
| Egídio Serpa - Dona da Coelce vê o RG do Norte | |
| Interessada em investir na geração de energia eólica e sabendo das dificuldades existentes no Ceará para esse tipo de empreendimento, a espanhola Endesa, dona da Coelce, instalou também no Rio Grande do Norte e no Rio Grande do Sul torres de até 100 m de altura com equipamentos de precisão para medir ventos. Em 2011, a Endesa gerará energia eólica. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
31 de agosto de 2010 |
| ENERGIA EÓLICA | |
| Estado reduz capacidade de atrair projetos | |
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Até evento do setor, o Estado não conseguiu captar e perdeu para o Rio de Janeiro que tem pequeno potencial eólico
O Ceará tem mais um motivo que mostra o declínio de sua capacidade de atrair investimentos em energia eólica. Além dos resultados dos leilões de fontes alternativa e de energia de reserva, realizados na semana passada, o Estado também deixou de sediar o Brazil Windpower, congresso e feira inserido no padrão mundial de eventos voltados à energia eólica, com foco no mercado latino-americano que tem início hoje, no Rio de Janeiro. A revelação, e indignação, é do vice-presidente da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), Lauro Fiuza. "Era nosso desejo, trazê-lo [o Windpower] para nossa terra, o Ceará. Porém, como santo de casa não obra milagres, estamos levando este evento para o Rio de Janeiro. Incrível, o Rio de Janeiro tem um potencial [de energia eólica] bem pequeno", afirma o dirigente, por e-mail direcionado a reportagem. Para ele, o Ceará perdeu "total atratividade do setor eólico". "O Ceará está em uma "situação triste", no aproveitamento do potencial de energia eólica, diante dos demais estados brasileiros. "Somos o Estado de maior potencial de energia eólica do Brasil, porém estamos perdendo feio na disputa de contratos de venda de energia, que possibilita o desenvolvimento de parques em nosso território, trazendo além da segurança energética, grandes investimentos na implementação das usinas, com geração de emprego e renda para nosso povo", dispara Fiuza, ao comentar os resultados dos leilões. "O Ceará, pioneiro no estudo e investimento nesta área, tendo três vezes mais potencial que o estado vizinho do Rio Grande do Norte, nos últimos três anos, ficou para trás no desenvolvimento deste potencial, conseguindo somente 5,4% dos parques habilitados neste leilão, ficando portanto muito atrás do Rio Grande do Norte, da Bahia e do Rio Grande do Sul". No leilão de fontes alternativas, foram cinco parques de 92 habilitados. No de energia de reserva, nenhum entre 96. Para ele, o Ceará está indo na contramão do resto do mundo. "Vamos continuar desperdiçando esta riqueza que dispomos, perdendo este aproveitamento de tão grande importância para nosso desenvolvimento?". Fiuza diz que, no caso do Windpower, a Abeeólica conseguiu garantir um evento internacional no Brasil, mas o Ceará não demonstrou interesse. "Pedíamos audiência com o governo do Estado e não éramos atendidos", relembra. "Daí, levamos para o Rio de Janeiro". Tendências A programação do evento prevê debate entre especialistas sobre as tendências para o futuro do setor eólico no México, na América Central e na América do Sul; a perspectiva global, o cenário político regulatório do mercado brasileiro; e benefícios energéticos e macro-econômicos da energia eólica. O financiamento de projetos eólicos, as questões ambientais no desenvolvimento da energia eólica no Brasil, a inserção do setor na transmissão e distribuição, e os próximos passos para gerenciar o crescimento e superar obstáculos, são os destaques da programação na sexta-feira. Para o presidente da Abeeólica, Ricardo de Maya Simões, a realização do Brazil Windpower 2010 coloca o País no mapa global do desenvolvimento da energia eólica. A feira terá a presença de mais de 20 patrocinadores e 50 expositores, apresentando novidades técnicas e projetos dos principais atuantes dos segmentos de engenharia, consultoria e construção; além dos fabricantes de aerogeradores de grande porte, de peças e componentes. Praticamente to dos os profissionais empreendedores, desenvolvedores e geradores de energia eólica confirmaram presença, tanto no congresso quanto na visita à feira. Expectativa de público é de 1.200 pessoas. CAROL DE CASTRO REPÓRTER | |
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| O POVO |
31 de agosto de 2010 |
| ENERGIAS RENOVÁVEIS | |
| Vertical S/A - CONTRATOS AO VENTO | |
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Por Jocélio Leal
O resultado de Leilão de Energias Renováveis promovido pela Empresa de Planejamento Energético (EPE), órgão do Ministério de Minas e Energia, jogou luzes sobre um cenário tenebroso do setor de energia eólica no Ceará. O estado de maior potencial para obter energia eólica no Brasil, está vendo o vento levar os contratos de venda de energia. São os contratos que permitem a criação dos parques para o Estado. No dizer do vice-presidente da Associação brasileira do Setor, o empresário cearense Lauro Fiúza, garantem segurança energética e grandes investimentos na implementação, com geração de emprego e renda. Há um ângulo para o resultado do leilão que traduz bem o quão pífio foi o desempenho: apenas 5 dos 92 projetos habilitados no leilão vêm para o Ceará. O Estado foi pioneiro em pesquisa e investimentos no setor. O parque do Mucuripe fora o piloto do que se tem hoje. O potencial do Ceará é três vezes maior do que o Rio Grande do Norte. Todavia, vem comendo poeira. A marca do Ceará no leilão da EPE foi de 5,4% dos parques habilitados. Perdeu para Rio Grande do Norte, Bahia e também do Rio Grande do Sul. Não foi a primeira. No leilão do ano passado o Ceará já perdera para os vizinhos potiguares a liderança em quantidade de projetos habilitados. A propósito, a Abeólica, nasceu no Ceará, por iniciativa de seu primeiro presidente, o engenheiro Adão Linhares. Depois dele veio Lauro Fiúza. VENTO A FAVOR O Ministério de Minas e Energia deu o aval para a Eólica Faísa I operar como produtora independente. Vai implantar e funcionar com a central geradora eólica Faísa I, em Trairi (CE). Ao todo, 12 torres aerogeradores, num total de 25,2 MW de capacidade instalada e 9,37 MW médios de garantia física. Terá subestação elevadora de 34,5/230 kV e linha de transmissão em 230 kV. Serão 60 quilômetros de extensão, em circuito simples. | |
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| O POVO |
31 de agosto de 2010 |
| GRENDENE | |
| Vertical S/A - Grendene, made in Ceará | |
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Por Jocélio Leal
Pelo 6º ano seguido, a Grendene se destaca no rol das marcas brasileiras de calçados mais vendidas no Exterior. No primeiro semestre de 2010, a companhia foi responsável por declarados 40% do volume total de calçados nacionais exportados. Isso dá 31,4 milhões de pares e US$ 110.764 milhões de receita bruta. Melhor impossível: os preços em dólares no 2º trimestre aumentaram 12,6%. As marcas Rider, Grendha e Ipanema são as mais vendidas. 100% da produção saem do Ceará. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
31 de agosto de 2010 |
| DISTRITOS INDUSTRIAIS | |
| PPPs para revitalizar distritos industriais | |
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BNB e Prefeitura de Maracanaú assinam Acordo de Cooperação Técnica para estruturação de PPPs
A iniciativa privada de Maracanaú vai contar com crédito e apoio técnico do BNB para projetos de Parceria Público-Privada (PPP). O acordo para desenvolvimento de PPPS será firmado entre a Prefeitura de Maracanaú e o Banco do Nordeste, nesta quinta-feira, às 15 horas, no Palácio do Jenipapeiro. Por meio do acordo, serão contemplados projetos para a cidade relacionados à revitalização dos distritos industriais, à implantação do condomínio industrial e à criação de um entreposto comercial. Segundo o diretor da Unidade de Gestão de Projetos de Maracanaú, João Osmar, esses projetos permitirão aumento da produtividade das empresas e redução dos impactos ambientais. Os financiamentos apoiarão as empresas em relação à logística, sustentabilidade, acessibilidade, segurança e gestão. A Prefeitura irá garantir, principalmente, a infraestrutura urbana para concretização dos projetos privados. Com a assinatura do termo, o banco disponibilizará recursos destinados para contratação de consultoria especializada na elaboração de estudos necessários a revitalização dos espaços urbanos dos distritos industriais e a estruturação de condomínio industrial. Estão contemplados a viabilização de terminal intermodal, porto seco e docas, que contarão com serviços de vídeo monitoramento e patrulhamento móvel. Segundo o coordenador de PPPs do BNB, Ocione Mendonça, a iniciativa atenderá a padrões de eficiência energética, esgotamento sanitário e tratamento de resíduos sólidos. O acordo prevê duas etapas. A primeira fase, com duração estimada de seis meses, abrange estudo de demanda, análise técnica e jurídica, contato com investidores e modelagem financeira. A segunda fase, que dura aproximadamente três meses, inclui preparação de edital e contratos, implementação do procedimento licitatório e acompanhamento da licitação. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
31 de agosto de 2010 |
| PORTO DO PECÉM | |
| Egídio Serpa - TMUT está no prazo | |
| Estarão prontas até junho de 2011 a construção do Terminal de Múltiplo Uso do Porto do Pecém, garante José Carlos Pontes, presidente financeiro do Grupo Marquise, que as executa em parceria com a Ivaí, do Paraná. | |
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| O POVO |
31 de agosto de 2010 |
| CENTRO DE EVENTOS DO CEARÁ | |
| Desvios devem começar na segunda | |
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Até o início da próxima semana, o trânsito da avenida Washington Soares deve ser desviado. A mudança ocorrerá por conta das obras de construção de quatro túneis na avenida, próximo ao Centro de Feiras e Eventos
Angélica Feitosa A avenida Washington Soares no sentido Messejana/ Aldeota terá o trânsito desviado a partir do início da próxima semana, em frente às obras do novo Centro de Eventos do Ceará. A secretarias do Turismo (Setur) e da Infraestrutura do Estado (Seinfra) aguardam a finalização dos caminhos alternativos construídos como opção para o tráfego de veículos. De acordo com o titular da Setur, Bismarck Maia, no trecho, falta apenas incluir uma passagem asfáltica pela via, já aberta. A previsão é de que os serviços sejam finalizados até o início da próxima semana. “Na avenida, serão construídos dois acessos auxiliares temporários, no trecho entre a saída do viaduto e a Unifor, comportando a mesma quantidade de veículos que a Washington Soares”, complementa Maia, acrescentando que, dessa forma, não haverá prejuízos com o aumento dos engarrafamentos. Os desvios têm por finalidade dar início à construção de quatro túneis subterrâneos que servirão como corredor de acesso ao Centro de Eventos do Ceará. Orçado em R$ 77 milhões, a obra de construção dos túneis deve durar, aproximadamente, um ano. Nesse primeiro momento, somente o trecho sertão-praia será interditado. Após liberado o primeiro acesso, o outro trecho no sentido praia-sertão será interrompido, sendo disponibilizado um novo desvio temporário no lado oposto ao CEC. As alternativas de tráfego serão realizadas para que o fluxo de trânsito na região não seja afetado no período de construção dos túneis. 60 mil veículos Como importante via de acesso do Litoral Leste, a avenida Washington Soares congrega até 60 mil veículos por dia, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). A obra na via é realizada em conjunto com a Seinfra e a Setur. No primeiro momento, os veículos que vierem da avenida Engenheiro Santana Júnior, sentido Messejana, vão entrar na rua Carlota Pinheiro e sair na avenida Firmino Rocha Aguiar, onde há um semáforo que vai ser eliminado quando os túneis estiverem prontos. Para chegar na Universidade de Fortaleza (Unifor), devem seguir na via e contornar a área do CEC e Centro de Convenções Edson Queiroz, saindo na lateral deste e seguindo na avenida provisória, que vai passar dentro da área do CEC, para ir rumo ao Cocó. A segunda etapa vai obstruir o cruzamento com a avenida Desembargador Manuel Sales de Andrade - de onde também vai ser retirado um semáforo - utilizando a rua Alberto Feitosa para chegar aos retornos na Firmino Aguiar e rua Geraldo Magalhães, para chegar à região de Messejana. Será construído mais um trecho auxiliar, entre as ruas Romeu Aldigueri e Geraldo Magalhães. Quem for para o Cocó, vai utilizar a primeira via temporária. Já na terceira etapa, a interdição será na esquina da Firmino Aguiar e o primeiro trecho temporário, mais longo, será eliminado. Quem vier da avenida Engenheiro Santana Júnior, deve entrar na rua paralela à rua Firmino Aguiar e sair na Manoel Sales para seguir, tanto para a Unifor, quanto para Messejana. E-MAIS >Cada um dos túneis deverá ter 5,5m de altura, 8 metros de largura de pista, mais 75 centímetros de lateral de apoio. O primeiro túnel terá extensão de 860m; o segundo, 640m; o terceiro, 500m e o quarto, 360m. > Inicialmente, o projeto previa a construção de viadutos, que foram substituídos por túneis. > O Centro de Eventos do Ceará será construído entre o Centro de Convenções e o Shopping Salinas (na avenida Washington Soares), na área onde funcionava a Academia da Polícia Militar e uma pizzaria. >A área do empreendimento é de 173 mil metros quadrados, com 73 mil metros quadrados direcionados para exposição. >Um túnel ligará a Washington Soares (como quem vem do shopping Iguatemi) ao estacionamento do Centro de Eventos. Outro ligará a via à rua Desembargador Manoel Sales, que dá acesso à Unifor. > O terceiro túnel transpassará a Desembargador Manoel Sales pela Washington Soares - no sentido Concessionária Mito - Unifor. >O quarto equipamento terá saída dupla: uma que ligará o estacionamento do CEC à Washington Soares, para quem vai no sentido do Cambeba e outra que dará acesso da rua Firmino Rocha Aguiar para quem vai em direção à avenida Rogaciano Leite. >O CEC é uma construção da Setur. Por conta disso, as obras no tráfego da avenida tem uma ligação entre a secretaria e a Seinfra. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
31 de agosto de 2010 |
| CERTIFICAÇÕES AMBIENTAIS | |
| ONGs e setor privado buscam avanços em certificações ambientais | |
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O crescimento do interesse das empresas por certificados que mostrem a responsabilidade econômica e ambiental de seus produtos levantou o questionamento da comunidade acadêmica sobre até que ponto essas políticas trazem resultados efetivos. Qual seria o alcance desse envolvimento voluntário do setor privado com práticas sustentáveis?
Para Ricardo Abramovay, professor de economia da FEA-USP, o envolvimento das companhias e das Organizações Não Governamentais (ONGs) nas discussões sobre novas práticas do mercado trazem mudanças reais no processo produtivo. "Há uma transformação cultural dos dois lados. Das empresas, que abrem processos significativos de negociação, e das organizações sociais, que se preparam tecnicamente para participar das negociações", diz Abramovay. O professor considera que os movimentos sociais estão tornando-se mais capazes de fazer proposições a partir do conhecimento técnico exigido para negociar com as empresas. "Há dez anos, não havia no Brasil qualquer experiência dos movimentos sociais em discutir com a gestão administrativa das empresas a forma com que os mercados vão funcionar", diz. Para Tim Bartley, sociólogo e especialista americano em novos parâmetros para o desenvolvimento sustentável, no entanto, o engajamento das empresas na busca de certificados pode, por outro lado, trazer impactos negativos sobre a ação dos movimentos populares, na medida que ela tem um efeito de diminuir o poder de mobilização desses grupos. Nesse sentido, ele chama atenção para o fato de que a certificação virou um campo especializado, com regras próprias e dinâmicas de poder. Michael Conroy, diretor da Colibri Consulting, empresa de certificação e desenvolvimento sustentável, por sua vez, defende que o sistema de certificação promove uma transformação nos processos globais de governança, respondendo às pressões da sociedade. "Não é um movimento restrito", diz. Leda Paulani, professora da FEA/USP, considera que sem haver um controle do Estado, a certificação pode virar algo frágil. "Se essas questões ficarem restritas ao voluntarismo, pode faltar uma melhora expressiva nas ações das empresas", diz Leda. Abramovay não classifica o movimento como algo alheio ao Estado, mas complementar. Segundo ele, a política de certificação só é válida se for para ir além do que o Estado exige, ou para legitimar a legislação. "Não é uma discussão de inspiração neoliberal, que retira o papel do Estado. O certificado se propõe a ser mais efetivo que a legislação, já que é fruto de um processo de negociação." Roberto Smeraldi, presidente da ONG Amigos da Terra Brasil, diz que é essencial que as certificações se antecipem à legislação. "As empresas não podem utilizar as certificações para provar o cumprimento da legislação, mas sim como estratégia para se antecipar a futuras exigências", diz. Para realizar tal esforço, as empresas precisam estar motivadas a fazer algo que por vezes significa o aumento de seus custos. Thierry Hommel, pesquisador francês da Fondation Nationale des Sciences Politiques, explica que as empresas buscam eficiência ambiental e econômica, além de uma justificativa ao seu público. No momento atual, porém, o debate já estaria enraizado na sociedade, dificultando uma atitude indiferente das empresas em relação às pressões por uma postura sustentável na condução de seus negócios, diz Abramovay. "A atividade econômica hoje está profundamente enraizada na vida social, e por isso não há como a empresa ficar indiferente." O ganho mais perceptível hoje, segundo o professor da FEA-USP, é a maior transparência sobre a atividade das companhias. "Estamos caminhando numa escala inédita de conhecimento de quanto as empresas emitem de poluição, o impacto da sua atividade sobre a biodiversidade", diz. Os especialistas estiveram reunidos ontem em São Paulo no evento "Oficina sobre Governança Corporativa Conduzida pela Sociedade Civil na América Latina: Questões de Pesquisa Crítica e Oportunidades para Colaboração", organizado pelo Núcleo de Economia Socioambiental da USP, juntamente com a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade e o Instituto Lozano Long de Estudos Latino-Americanos da Universidade do Texas. O evento termina hoje. | |
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| O ESTADO |
31 de agosto de 2010 |
| ICID+18 | |
| Fortaleza declarou, mas e agora? | |
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Há pouco mais de uma semana foi produzida a segunda Declaração de Fortaleza, na ICID 18. Certo, mas para que serve isso?
Ele foi o coordenador do trabalho que resultou na Declaração de Fortaleza, que envolveu compilar os temas mais importantes debatidos na ICID 18 e redigir um documento ao mesmo tempo sintético e completo. John Redwood III é aposentado do Banco Mundial e, apesar de seus colegas acusarem-no, no encerramento da conferência, de não dormir por dias a fio, atolado na confecção da Declaração (ou Carta), ele se disse disposto e com tempo para mais trabalhos. “Estou aposentado, tenho tempo de sobra”, defendeu-se. Vinte e três tópicos, 10 páginas e muito suor depois, a Declaração ficou pronta e você pôde ver um relance dela em nossa edição passada. Mas qual será o uso da Declaração, qual é a sua importância efetiva no mundo real? Para que ela serve? Antônio Rocha Magalhães, diretor da ICID 18, disse, ao término do evento: “A ICID não acabou, ela é um processo”. Sim, a conferência em Fortaleza pode ter chegado ao fim semanas atrás, mas ela continua mundo afora, pela internet e pela ciência, num processo de construção. Esse processo é norteado pela Declaração, que acaba por servir como um guia. Tanto é que, no próprio site da ICID 18 (www.icid18.org), o internauta encontra um calendário que prevê, para o período entre setembro de 2010 e dezembro de 2011, uma segunda fase, pós-ICID, que é a de acompanhamento, publicações e disseminação do conhecimento produzido e compilado em Fortaleza. Para o secretário do Ministério do Meio Ambiente, Egon Krakhecke, as recomendações da Declaração servem a governos, sociedade e setores produtivos. “A declaração serve como um guia de trabalhos para os cuidados com as áreas semiáridas”, explicou. Segundo ele, os governos podem usar o documento para a elaboração de políticas. “E é enfatizada a necessidade e a possibilidade de o setor produtivo trilhar o caminho da sustentabilidade”, disse, conforme veiculado pela assessoria da ICID 18. De acordo com Redwood, o objetivo mais formal da Carta é servir como insumo para a Rio 20 e outras conferências internacionais. Uma discussão de grandes proporções, como a climática, não se constrói num encontro só, mas é construída ao longo do tempo através de intercâmbios científicos. A ICID 18 serviu para isso, como uma oportunidade de aglutinar pesquisas e pesquisadores para fortalecer o coro político em prol das regiões secas do planeta. Foi, digamos assim, um pé de apoio para fundamentar o grande debate esperado para 2012, no Rio. Nesse processo de formação da opinião científica, política e pública, os meios de comunicação – como este jornal que você lê – têm papel fundamental, na visão de Redwood. “Gostei muito das palavras de Renée Barreira (secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará), que quer enviar a Carta a todos os candidatos às eleições. O mais importante é o compromisso político de implementar medidas. E os meios de comunicação têm um papel extremamente importante, de comunicar as mensagens principais e ajudar a disseminar os resultados da conferência”. A Carta, por motivos físicos, não pôde contemplar tudo o que foi apresentado na ICID 18, muita coisa importante ficou de fora. John Redwood vê a internet como principal meio para propagação dos dados. “Todos os relatórios serão colocados na internet. Deve haver, também, uma publicação maior com os trabalhos. Acredito que tudo será colocado o mais rapidamente na internet em sua forma original”. DUAS PERGUNTAS PARA JOHN REDWOOD O que ainda precisamos aprender sobre as mudanças climáticas? É importante que se diga que os problemas das terras secas associados às mudanças climáticas não são causados por essas regiões. A responsabilidade maior é dos países que geram emissão de carbono, inclusive meu próprio país (os Estados Unidos) a China e outros. Da mesma maneira, os países do terceiro mundo, os que têm regiões secas pobres, são mais vítimas que causadores. Apesar de a pesquisa climática ter avançado muito, ainda precisa avançar mais em ciências sociais para estudar causas subjacentes, para avaliar efeitos das políticas que são implementados e para agir nas regiões secas. Muitas vezes vemos ciência e política separadas pela economia. Como enxergar viabilidade de um modelo político-científico no sistema econômico mundo atual? Isso não implicaria numa reformulação dos alicerces da sociedade como a conhecemos? Acho que a própria crise ambiental pode forçar isso, porque é uma questão de sobrevivência do planeta. Na verdade, o planeta vai sobreviver, o que pode não sobreviver somos nós. De uma forma ou de outra, o planeta vai continuar. A questão da sobrevivência vai forçar mudanças em relação ao consumo, ao desperdício. Meu país (EUA), que creio ser o maior culpado disso, ainda tem muito o que mudar em relação ao uso de recursos. E não vai haver solução tecnológica para tudo. Evidentemente, avanços tecnológicos irão ajudar, mas é preciso mudar os padrões de comportamento das pessoas e da sociedade. Como mudar a política em 8 perguntas Professor PhD do departamento de Geografia da Universidade de Illinois (EUA), Jesse Ribot foi o escolhido para, no último dia, dar o resumo da ICID 18 aos participantes. Ao elencar os “melhores momentos” da conferência, Ribot propôs uma visão em que as mudanças climáticas fossem ambas causa e consequência de uma mesma realidade. “Temos que inverter a equação, temos que ver as causas múltiplas de um único resultado (o quadro atual de crise global). O clima é apenas uma das variáveis dentro dessa equação. Ainda temos muito a percorrer. Precisamos manter esse diálogo em andamento, não considerar apenas as causas próximas, mas também as distantes que vem de políticas e acordos internacionais”. Jesse ainda identificou perguntas que precisam ser respondidas para que a ciência passe a desempenhar um papel central na política mundial. “Nós temos a ciência e a tecnologia que precisamos para muitos dos problemas que enfrentamos. E porque os tomadores de opinião não as conhecem? E por que, quando eles as conhecem, não as traduzem para as leis? E por que, quando eles traduzem para as leis, elas não são praticadas? E porque, quando elas são praticadas, não produzem os resultados que as pessoas que as idealizaram esperavam? Essas são as questões sociais do processo político. As pessoas nem sempre sabem quais são suas necessidades e aspirações. Nem os pesquisadores. E os políticos nem sempre ouvem essas necessidades e mesmo quando ouvem, nem sempre sabem como interpretá-las. Mas mesmo se soubessem, eles teriam as habilidades necessárias para transformá-las em mandatos? E, uma vez com mandatos, saberiam eles como transformá-los em políticas? E uma vez feito isso, saberiam como transformar políticas em práticas, ações? Saberiam como avaliar seus resultados e reler as necessidades e aspirações e voz dos afetados?”. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
31 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 - SUCESSÃO ESTADUAL | |
| Cid Gomes promete não aumentar impostos | |
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Na reunião com lojistas, o candidato do PSB foi cobrado por políticas para o Centro de Fortaleza
O candidato à reeleição ao Governo do Estado, Cid Gomes (PSB), esteve, ontem à noite, na sede da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza, para expor suas propostas e ouvir sugestões em torno das demandas para o comércio, em um eventual segundo mandato. A CDL pretende discutir sobre o referido tema com os candidatos com melhor pontuação nas pesquisas de intenção de voto. Na próxima semana, dia 8 de setembro, o postulante que vai expor suas propostas para o comércio é Marcos Cals (PSDB). A coordenação de campanha de Lúcio Alcântara (PR) ainda está acertando a data da participação do republicano. Além de expor sobre os projetos que vem implementando no Governo do Estado, Cid Gomes (PSB) se comprometeu a não aumentar um "milésimo" de tributos, de prometer procurar um melhor sistema para desburocratização no comércio em geral. Ele também abordou sobre suas ideias para a revitalização do Centro de Fortaleza, entre as quais a construção de uma Escola de Hotelaria. Um dos lojistas da CDL cobrou do atual governador uma ação efetiva em torno do comércio no Centro de Fortaleza. Segundo ele, o mesmo tem sido esquecido tanto pelo Governo do Estado como pela Prefeitura da Capital cearense, pois a informalidade está gerando maiores lucros do que o comércio formal. "Em um dia, a informalidade ganha R$ 4,5 milhões, enquanto nós estamos passando por problemas", ressaltou citando, inclusive, o fato dos comerciantes serem inseridos no Serasa, quando estes não pagam seus tributos. Sensibilidade Cid Gomes declarou que está sensibilizado e tem disposição em resolver o problema do Centro, mas reconhece que a informalidade é algo difícil de ser eliminada. O postulante do PSB afirmou que, entre suas ideias para o Centro da cidade, está determinado em fazer uma Escola de Hotelaria no prédio obtido em permuta com a Prefeitura de Fortaleza, assim como a tentativa de se criar um túnel na Avenida Monsenhor Tabosa. "Quanto a questão do formal e informal o que podemos fazer é mediar as soluções", ressaltou, citando outra alternativa como a central atacadista de Caucaia. O presidente da CDL de Fortaleza, Francisco Freitas Cordeiro, afirmou que a entidade, em parceria com a Prefeitura, está elaborando um projeto de lei, a ser encaminhado à Câmara Municipal para disciplinar a ocupação do espaço do Centro. Burocracia Dirigentes da CDL questionaram Cid Gomes sobre a burocratização na abertura e fechamento de empresas no Ceará e sobre a carga tributária. No primeiro ponto, Cid se comprometeu a viajar em pontos do mundo onde existem modelos menos burocráticos. Já em relação a política tributária, Gomes respondeu que "não aumentarei um décimo ou milésimo", ressaltou. Indagado sobre quando vai inserir sua participação nos programas dos candidatos ao Senado Federal de sua coligação, Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT), Cid respondeu que "assim que eles pedirem, mas o apoio do presidente Lula é muito importante", colocou. Pimentel não compareceu ao evento de ontem da CDL. | |
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| O POVO |
31 de agosto de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 - SUCESSÃO ESTADUAL | |
| Cid diz "respeitar" quem o considera autoritário | |
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Para o governador, aqueles que o consideram o mais autoritário entre os candidatos ao Governo podem estar confundindo "autoritarismo" com "autoridade". Ontem, Cid disse que respeita a opinião desse grupo de eleitores
Cid Gomes (PSB) disse ontem que respeita a opinião da parcela da população que o considera o mais autoritário dos candidatos ao Governo do Ceará, mas acredita que esse grupo de eleitores esteja entendendo como autoritarismo o seu patamar de autoridade, natural de sua condição de governador. Ao chegar ao prédio da Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL) para conversa com empresários do comércio do Ceará, Cid comentou a pesquisa O POVO/Datafolha que mostra que, na visão do cearense, o atual governador e candidato à reeleição é o mais autoritário, tendo sido assim apontado por 30% dos 937 entrevistados. Ainda de acordo com a pesquisa, 36% dos eleitores do governador também o consideram o mais autoritário. “Eu não me incomodo em ser visto assim (o mais autoritário). Não me incomodo porque tenho respeito pela opinião dos eleitores. Mas acredito que estejam confundindo com a autoridade”, justificou-se Cid, que fez questão de ressaltar que, sob sua gestão, o Governo do Estado foi levado ao Interior através do projeto Governo Itinerante, e que isso é sinal de abertura para o diálogo com a população. Comércio O presidente do CDL de Fortaleza, Francisco Freitas Cordeiro e o governador Cid Gomes trocaram simpatias no encontro de ontem - promovido pela CDL para apresentar ao candidato as demandas do setor para a próxima gestão. O presidente da entidade afirmou que Cid Gomes atendeu todas as demandas do setor do comércio nos últimos quatro anos. Já o governador disse que o comércio é o setor mais importante no Ceará, sendo responsável pela maior criação de empregos e pela maior parcela de arrecadação de tributos. Mas nem tudo foram flores na passagem de Cid pela CDL. Honório Pinheiro, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL), exigiu do governador ações no sentido de melhorar o acesso ao crédito, principalmente para pequenos empresários. Outra exigência foi uma reforma tributárias. “Não houve aumento de tributo no governo do Cid, mas hoje as taxas são muito elevadas”, disse o presidente da FCDL. | |
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| O POVO |
31 de agosto de 2010 |
| SUCESSÃO ESTADUAL | |
| Tasso compra briga sobre atração de indústrias | |
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Além de questionar a existência da siderúrgica e da refinaria do Ceará, o tucano disse que Cid não atraiu grandes indústrias. Em valores proporcionais, Tasso obteve melhor desempenho na geração de empregos
Hébely Rebouças hebely@opovo.com.br O senador Tasso Jereissati (PSDB) nem está na disputa pelo Governo do Estado, mas aproveitou os palanques do fim de semana para disparar críticas contra a atual gestão do Palácio Iracema. O tucano escolheu como alvo alguns dos pontos mais explorados positivamente na propaganda do governador Cid Gomes (PSB): os projetos da siderúrgica e da refinaria e a geração de emprego e renda. “Nos últimos cinco anos, não tem nenhuma indústria nova, de porte, no Ceará. Meu Deus do céu, eu não sei o que está acontecendo. As pessoas anunciam uma refinaria que não existe. Uma siderúrgica que não existe. O Ceará está parado”, reclamou Tasso, no último sábado, durante comício em Aracati, a 148 quilômetros de Fortaleza. No dia seguinte, o senador voltou a falar sobre o assunto durante entrevista coletiva no município de Canindé – distante 120 quilômetros da Capital –, quando acusou o atual Governo de “enganar o povo do Ceará” e repetiu que “tudo está parado no Ceará”. Ao falar mal da gestão cidista, Tasso fez referência ao debate na TV O POVO, com os participantes da disputa pelo topo do Executivo, realizado no último dia 22. Naquela ocasião, o candidato do PSDB, Marcos Cals, reclamou da suposta “falta de indústrias” no Ceará – em resposta à comparação que Cid fez acerca da geração de empregos no atual Governo e durante a última administração de Tasso (1999 a 2002). O atual governador questionou o tucano afirmando que o Ceará criou mais postos de trabalho nos últimos quatro anos do que na época de Tasso. Cals rebateu os dados. Conforme O POVO publicou na última quarta-feira, as contas do governador até estavam certas. Entretanto, em comparação com o Brasil e o Nordeste, o Ceará esteve em melhor situação no Governo Tasso. Cálculo proporcional O POVO consultou os dados disponíveis no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e verificou que as 71,5 mil vagas de trabalho criadas de 1999 a 2002 no Ceará correspondem a 3,93% da taxa de geração de empregos no Brasil, àquela época. Já as 183,6 mil vagas criadas no mandato de Cid até julho deste ano equivalem a 3,21% do total nacional. Em 1999, ano de crise financeira internacional, o Ceará foi um dos dois únicos estados do Nordeste – o outro foi a Bahia – a conseguir gerar emprego, num momento em que o País registrou déficit de 196 mil vagas. Quando se compara os números do Ceará com os da região, também se observa que, até agora, o governo Tasso obteve melhor desempenho proporcional. A participação do Estado no crescimento do Nordeste foi de 26,21%. Com Cid, o Ceará terminou o mês de julho deste ano com uma taxa de participação calculada em 23,27%. A administração do ex-governador Lúcio Alcântara (PR) alcançou resultados proporcionalmente mais modestos. Embora tenha superado Tasso Jereissati em números brutos, Lúcio não conseguiu ultrapassar os 3% de participação cearense na taxa brasileira. NÚMEROS 3,9% PARTICIPAÇÃO DO CEARÁ NA TAXA DE CRESCIMENTO DE EMPREGOS DO BRASIL, NO ÚLTIMO GOVERNO TASSO 3,2% PARTICIPAÇÃO DO CEARÁ NA TAXA NACIONAL, AO LONGO DO GOVERNO CID Temperatura do horário eleitoral O horário eleitoral esquentou ontem com o “diálogo” entre os programas dos candidatos ao Senado Tasso Jereissati (PSDB) e os aliados Eunício (PMDB) e Pimentel (PT). Sem citar o nome do principal opositor, dois apresentadores do programa casado de Eunício e Pimentel disseram, indiretamente, que o tucano votou, no Senado, contra projetos do governo Lula. “Teve senador que votou contra tudo: votou contra o Prouni, o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida”, iniciou um. “Daqui a pouco vai dizer que é eleitor da Dilma e do Lula”, concluiu o outro. Na sequência, o programa de Tasso afirmava que ele teria defendido, no Senado, a “ampliação do Bolsa Família”. Parafraseando o slogan da 1ª campanha da filha Luizianne - “Por amor a Fortaleza”-, a candidata a deputada estadual Luiza Lins pediu voto para si “por amor ao Ceará”. O finado deputado Enéas também teve o bordão “Meu nome é Enéas” parafraseado por um xará seu, candidato a estadual pelo PRB. | |
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| O POVO |
31 de agosto de 2010 |
| PROJETO DO SEBRAE NEGÓCIO A NEGÓCIO | |
| Comerciantes aprendem como manter seus negócios | |
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Pequenos comerciantes receberão orientação gratuita na empresa. O projeto do Sebrae Negócio a Negócio vai criar plano de desenvolvimento para os comércios e incentivar a formalização
Há cinco anos Geuza Sales da Silva mantém um mercadinho em uma das ruas principais do bairro João XXIII. Ela conta que no começo tudo ia bem e as vendas chegaram a dar lucro. “Mas de uns dois anos para cá as coisas pioraram e agora só dá mesmo para pagar as contas”, reclama. Apesar de perceber que o negócio está perto de quebrar, a pequena empresária não tomou nenhuma atitude. “Acho que precisava mesmo fazer alguma coisa”, declara. As pequenas lojas, como a da Geuza, são parte importante do desenvolvimento econômico de bairros periféricos nas grandes cidades. Mas muitos comerciantes não sabem como agir para superar as dificuldades que surgem ao longo da jornada. Percebendo que os empresários não procuravam o Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas do Ceará (Sebrae-CE) para conseguir ajuda, a instituição resolveu ir até os próprios comércios e conversar com os proprietários para oferecer orientação. O projeto Negócio a Negócio está sendo executado de forma pioneira em Fortaleza e deve ter os resultados avaliados para implantação no resto do País. O objetivo é que jovens treinados pelo Sebrae, chamados de Agentes de Orientação Empresarial (AOE), batam de porta em porta para conversar com os empresários e identificar as dificuldades. O trabalho é árduo. Em cada porta os agentes encontram uma história diferente, mas com objetivos em comum. Alexandre Rodolpho tentava explicar para o empresário Michel Wilton - que tem uma loja de comunicação visual onde faz adesivos -, que é preciso investir em atendimento. Wilton confessa que tem dois funcionários e tenta orientar da melhor forma possível, mas que não acompanha os atendimentos para saber como está sendo feito. No caso dele, uma das barreiras já foi vencida. “Me formalizei há cerca de três meses e agora as coisas melhoraram porque consigo melhores prazos com os fornecedores e também posso ter clientes maiores, que precisam de nota fiscal para contratar”, explica. De acordo com Remigio Freitas Neto, analista técnico do Sebrae, o objetivo é que nos bairros João XXIII e Henrique Jorge sejam visitados mais de 160 comércios. “Temos 20 agentes treinados que fazem aproximadamente quatro atendimentos por dia”, calcula. No total, a estimativa é que nesses dois bairros estejam reunidos 500 comércios dentro dos padrões atendidos pelo projeto, que são as empresas formais, com até quatro empregados. “Quando chegamos até uma empresa que ainda está na informalidade, procuramos orientar para que aquele empresário se enquadre no programa EI (Empreendedor Individual)”. SERVIÇO As empresas interessadas em participar do Negócio a Negócio podem ligar para o 0800-570.0800 PROJETO 1ª VISITA: os Agentes de Orientação Empresarial (AOE) conhecem o empreendimento, apresentam o Sebrae e confirmam o interesse do cliente em participar do projeto, sempre ressaltando que é gratuito. 2ª VISITA: os agentes coletam informações da empresa para diagnosticar problemas na gestão de negócios. A partir daí eles traçam um plano de ações, que deve ser colocado em prática pelo empresário. 3ª VISITA: O plano de desenvolvimento é apresentado ao empresário, com sugestões de melhoria para auxiliar a profissionalização da gestão no negócio. Atenção Luciene Lima Lemos, conhecida como Nena, tem uma loja de moda intima há dois anos. Ela já cursou cinco meses do curso de estatística, mantém as contas todas bem organizadas num caderno. Mesmo vendo na prática a importância do conhecimento teórico, Nena acha que não precisa de mais cursos, mas aceitou ouvir as orientações da agente do Sebrae. | |
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| O ESTADO |
31 de agosto de 2010 |
| NORDESTE | |
| Diário Político - Meio tarde, mas oportuno | |
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Por Fernando Maia
A divulgação das atrações turísticas do Nordeste para o exterior e demais regiões do País, feita há décadas de forma desordenada e com os estados numa correria destrutiva em busca de conquistar mercados, cada qual defendendo a sua parcela, começa a chegar ao fim, por inspiração do titular da Secretaria de Turismo do Ceará, Bismark Maia, que juntamente com Adail Fontenelle, da Seinfra e Marcos Cals, da Sejus, são três “crias” do PSDB que deram certo no governo de Cid Gomes. Na presidência da Coordenadoria de Turismo Integrada do Nordeste – CTI-NE, Bismark comandará gigantesca campanha promocional do turismo da região, a começar pelos Estados Unidos da América, e depois para a Europa e resto do mundo. Desse modo, a publicidade, antes feita de forma isolada, com cada estado usando da força que tinha para projetar os seus atrativos turísticos, será toda enfeixada num grande, moderno e minucioso “pacote único”, que colocará ponto final em determinados privilégios, que resultavam em prejuízos para estados mais humi ldes e sem grande força política. Sabe-se, de antemão, que a iniciativa deverá contar, de início, com o apoio da Embratur. Mas isso é pouco. Projeto dessa magnitude e importância terá que ser colocado é como prioridades para instituições como a SUDENE, Banco do Nordeste, Banco do Brasil e BNDES. Se isso se concretizar, são palpáveis as possibilidades do NE brasileiro virar a verdadeira Meca do turismo em nível nacional e internacional. | |
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