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Fortaleza, CE - quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006 |
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| AIRM - ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
22 de fevereiro de 2006 |
| PNUD | |
| Gente de Empresas - Com gabarito | |
| O presidente da Fiec, Jorge Parente, participa, hoje, em Brasília, de almoço com o administrador geral do PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Kermal Dervis. O Senai/CE vai dar curso em Cabo Verde nas áreas de informática, mecânica geral, eletricidade, alimentos e construção civil, financiados pelo PNUD. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
22 de fevereiro de 2006 |
| INDÚSTRIA CEARENSE | |
| Vaivém - "Vamos superar" | |
| O presidente da Fiec, Jorge Parente, que foi participar de reunião na CNI, disse que a indústria no Ceará teve crescimento de 1,9%, em 2005, “claro, que foi um crescimento pequeno, mas nós vamos superar em 2006”. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
22 de fevereiro de 2006 |
| REUNIÃO DA CNI | |
| Vaivém - Jatinhas - Reunião da CNI | |
| O ex-presidente Fernando Cirino e o diretor Manoel Cesário, da Fiec, foram tomar parte de reunião da CNI, no DF | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
22 de fevereiro de 2006 |
| PREVENÇÃO ÀS DST/AIDS | |
| Conselho de prevenção à Aids é empossado | |
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A posse do Conselho Empresarial Estadual de Prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis DST/AIDS (CEE), aconteceu, ontem à noite, em solenidade realizada na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), no auditório José Flávio Costa Lima.
O evento marcou a posse dos 14 membros do conselho, que irão trabalhar no sentido de ampliar o debate e discutir dentro das empresas ações referentes à transmissão, prevenção e tratamento de DST/AIDS. Antes da solenidade de posse, o público assistiu à apresentação do Coral das Águas, da Cagece, empresa que também faz parte do conselho. O presidente eleito do Comitê Executivo do CEE é o representante do Café Santa Clara, Jefferson Cavalcante Martins. Para o secretário de Saúde do Estado, Jurandir Frutuoso. O secretário esclareceu que o conselho trabalhará em parceria com a secretaria, garantindo todo o suporte de informações, inclusive na distribuição de material preventivo como o preservativo. ‘‘É um processo de mobilização fundamental para realizarmos um trabalho de promoção à saúde e ocupar os espaços nas empresas debatendo e refletindo sobre segurança, prevenção e tudo que possa ajudar a controlar essa epidemia mundial’’, disse. CONSELHO — O Ceará é o quarto Estado no Brasil a criar o seu Conselho. O órgão surgiu da carência de ampliar as ações do já existente Conselho Empresarial Nacional (CEN), e aumentar a participação do setor privado na implementação de políticas de prevenção à AIDS. | |
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| O POVO |
22 de fevereiro de 2006 |
| COMBATE A AIDS E DSTS | |
| DST/AIDS - Conselho é empossado na Fiec | |
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O Ceará registra cerca de 50 novos casos de Aids a cada mês, e uma média de 600 por ano. Atualmente, é o terceiro estado do Nordeste em quantidade de notificações positivas da doença. É nesse cenário que surge o Conselho Empresarial Estadual de Combate a Aids e DSTs, um colegiado composto por 14 empresas que se comprometem a trabalhar interna e externamente em favor da prevenção contra o HIV. Em solenidade realizada ontem à noite na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), foram empossados os conselheiros que representarão cada uma das firmas envolvidas na ação, os quais terão um mandato de dois anos.
O grupo é integrado por membros do Café Santa Clara, Adecol Química Ltda, Agripec, Cagece, O POVO, Delegacia Regional do Trabalho (DRT), Serviço Social da Indústria (Sesi), Sand Beach, Termoceará Ltda, Santana Têxtil do Brasil, Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza (SMS), Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), Vicunha Têxtil S/A, e sistema Sest/Senat. O Ceará é o quarto estado brasileiro a implantar um conselho empresarial. Colegiados semelhantes já existem no Maranhão, Santa Catarina e São Paulo, além de um Conselho Nacional. A primeira reunião dos conselheiros do Ceará está marcada para março próximo, na sede da Cagece. O POVO tem como representantes no grupo as jornalistas Wânia Dummar, Juliana Matos Brito e Ana Cecília Mesquita. Presente na posse dos conselheiros, José Fernando Assone, do Ministério da Saúde, destacou a importância da parceria em torno da prevenção contra a Aids nos ambientes de trabalho, lembrando que essa é uma tendência mundial. Assone ressaltou que o Sistema Único de Saúde (SUS) precisa da ajuda do setor privado para enfrentar a gradiosidade que representa a Aids no momento atual. Ressaltando que o Brasil tem o melhor programa de Aids no mundo, sendo um País que disponibiliza todos os medicamentos antiretrovirais e tem uma política de saúde que é eficiente e responsável, o secretário de Saúde do Estado, Jurandi Frutuoso, destacou que pela dimensão que o problema da Aids representa hoje para o mundo, se torna essencial a consciência de toda a sociedade de que a luta contra a doença precisa ser assumida por todos, e desse modo, enfatizou ser essencial o envolvimento do maior número possível de empresas nesse propósito. O CIDADÃO Unindo forças Conselheira representante da Secretaria de Saúde de Fortaleza, Isabel Chagas, coordenadora do Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST´s) e Aids no órgão, disse que a iniciativa do Conselho Empresarial voltado a trabalhar a prevenção é de extrema importância diante da magnitude que a doença assume na cidade. Fortaleza é a 12ª cidade do País em casos, e diante dessa realidade, nada melhor que a sociedade unir forças com o Poder Público para combater o avanço da enfermidade, lembrou, salientando que a situação exige a conscientização de todos.
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| TOPO | |
| O POVO |
22 de fevereiro de 2006 |
| PROGRAMA TEXBRASIL | |
| Setor têxtil quer vender 5% mais para o Exterior | |
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Aumentar as exportações em 5% e duplicá-las em cinco anos, ultrapassando os US$ 4 bilhões em 2010. Essas são as metas do Programa Estratégico da Cadeia Têxtil Brasileira (TexBrasil 2006/2007) lançado na segunda-feira passada na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).
O diretor de operações da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Rossildo Faria, afirmou que a vinda a Fortaleza serve para dar continuidade ao trabalho que vem sendo feito desde 2000, primeiro ano do TexBrasil. O programa, que recebe o apoio da Agência de Promoções de Exportações (Apex-Brasil), tem a missão de organizar a oferta dos produtos nacionais para levá-los ao mercado estrangeiro. "Estamos aqui para discutir as principais ações para esses dois anos. Nós procuramos sensibilizar os empresários mostrando a importância das exportações para a geração de empregos e de divisas internacionais", disse. Segundo ele, as ações são: dar continuidade à regimentação e à sensibilização das empresas, incentivando a parceria com as entidades; fazer pesquisas de mercado no exterior; executar ações de promoção comercial para dar maior visibilidade aos produtos brasileiros fora do país e fazer um trabalho de imagem no Exterior. O diretor da Abit informou que, em cinco anos, o Brasil duplicou as exportações do setor e encerrou 2005 com US$ 2,2 bilhões exportados. "Conseguimos esse resultado apesar das dificuldades provocadas pela paridade cambial, pela elevada carga tributária, pela burocracia, pelos altos juros e pela logística deficiente. Mas nós não podemos esperar um Brasil pronto, temos que investir, já que buscamos espaço perene no mercado internacional", continuou. "Nós somos a sexta maior cadeia têxtil do mundo com faturamento de US$ 30 bilhões. O nosso setor representa 8% nas exportações do País, mas a nossa participação é de apenas 0,5% no mercado mundial porque 92% da nossa produção atende ao mercado interno e porque só ganhamos estabilidade macroeconômica há poucos anos", explicou. Em relação ao Ceará, Faria afirmou que o Estado é um ponto estratégico para o setor já que possui em grande pólo produtor. "O Ceará é um estado que tem forte vocação para o setor têxtil", completou. Já Verônica Perdigão, presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis do Ceará (Sinditêxtil-CE), e José Moreira Sobrinho, presidente do Sindicato das Indústrias de Confecção do Ceará (Sindiconfecções-CE), afirmaram que o trabalho será voltado para agregar tecnologia e capacitação às empresas locais. "No Ceará, vamos fazer um trabalho de base para depois exportar", resumiu a presidente do Sinditêxtil-CE. | |
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| O POVO |
22 de fevereiro de 2006 |
| DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO - CEARÁ | |
| Vertical - Lamentos | |
| Ciro Gomes voltou a lamentar que o Ceará, pelos números recentes do IBGE, foi o Estado que menos cresceu no Nordeste. Falou isso para, em seguida, receber cumprimentos do presidente da Fiec, Jorge Parente. Jorge que estava, assim como Ciro, viajando para Brasília, não ouviu a queixa do ministro. | |
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| O POVO |
22 de fevereiro de 2006 |
| PRESIDÊNCIA DO CIC - FRANCISCO BALTAZAR | |
| Vertical - CIC | |
| Francisco Baltazar assumirá o comando do Centro Industrial do Ceará no dia 9 próximo, durante ato na Federação das Indústrias do Estado. | |
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| AGÊNCIA CNI |
22 de fevereiro de 2006 |
| CIPA | |
| SESI do Ceará ministra curso para componentes de Cipa | |
| Fortaleza - O Serviço Social da Indústria do Ceará (SESI-CE) está com inscrições abertas para o Curso de Prevenção de Acidentes, dirigido a membros de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). O treinamento, que será ministrado de 6 a 10 de março, de 14h às 18h, no Núcleo de Referência em Saúde do SESI-CE, apresentará conceitos e práticas para que os participantes previnam acidentes e doenças de trabalho. O curso será ministrado por profissionais de Saúde e Segurança do Trabalho do SESI-CE. Mais informações pelos telefones (85) 3452-8301, 3452-8315 e mguerra@sfiec.org.br | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
22 de fevereiro de 2006 |
| OFICINA ´CRIE SUA MÁSCARA DE CARNAVAL | |
| Comunicado - Alem disso ... Arlequins | |
| ARLEQUINS - O Sesi promove hoje a oficina ´Crie sua Máscara de Carnaval e Caia na Folia´. Será na unidade da Barra do Ceará, começando às 15h. Informações (85) 3485 7922. | |
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| AGÊNCIA CNI |
22 de fevereiro de 2006 |
| OFICINA CRIE SUA MÁSCARA DE CARNAVAL | |
| SESI do Ceará promove oficina de máscaras de carnaval | |
| Fortaleza – O Serviço Social da Indústria do Ceará (SESI-CE), promove hoje, a partir das 15h, em sua unidade de Barra do Ceará, a oficina Crie sua Máscara de Carnaval e Caia na Folia. Segundo a coordenadora de lazer da unidade, Ângela Martins Leal, será fornecido o material para a confecção das máscaras. No encerramento da oficina, a banda do SESI-CE tocará antigas marchinhas de carnaval. Mais informações pelo telefone (85) 3485-7922. | |
| TOPO | |
| AGÊNCIA CNI |
22 de fevereiro de 2006 |
| CURSO MECÂNICA DE VEÍCULOS AUTOMOTORES | |
| SENAI cearense ministra treinamento automotivo | |
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Fortaleza - O Centro de Formação Profissional Waldyr Diogo de Siqueira, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Ceará (SENAI-CE), em Barra do Ceará, está ministrando, para membros da Associação de Moradores do São João do Tauape, o curso Mecânica de Veículos Automotores Leves.
O treinamento, com 200 horas de duração, ensina a manter e consertar injeção eletrônica, motores a álcool e gasolina e parte elétrica automotiva. Também são abordadas noções de cidadania, meio ambiente, empreendedorismo, saúde e segurança do trabalho. O curso é uma iniciativa do governo estadual em parceria com o governo federal e SENAI-CE por meio do Plano Nacional de Qualificação (PNQ), que é implantado no âmbito do Plano Territorial de Qualificação (Planteq-CE). O centro, em parceria com a Ford, também está desenvolvendo um treinamento para apresentação técnica da picape F-250 4x4 Max Power. Os alunos conhecerão o novo motor Max Power, com tração nas quatro rodas e sistemas eletrônicos que são ferramentas de diagnóstico que ajudam a identificar as falhas. Durante o curso também será apresentado o Equipamento de Diagnóstico Ford (EDF), com detalhamento de sua instalação, uso e utilização. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
22 de fevereiro de 2006 |
| OFICINAS DE ORIENTAÇÃO DE JOVENS | |
| Gente de Empresas - Força jovem I | |
| O Instituto Euvaldo Lodi do Ceará e a Microlins Centro de Formação Profissional de Fortaleza vão iniciar, em março, uma série de oficinas de orientação de jovens para o mundo do trabalho. Informações pelo fone 3466.6510. | |
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| AGÊNCIA CNI |
22 de fevereiro de 2006 |
| PROGRAMA DE ESTÁGIO DO IEL-CE | |
| IEL do Ceará realizará oficinas para preparar estagiários | |
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Fortaleza - O Instituto Euvaldo Lodi do Ceará (IEL-CE) e a Microlins Centro de Formação Profissional de Fortaleza iniciarão em março uma série de oficinas de orientação de jovens para o mundo do trabalho, com o objetivo de agregar conhecimento, capacitar e dar competitividade aos estudantes e estagiários integrantes do Programa de Estágio do IEL-CE. As oficinas, sempre gratuitas, abordarão temas diversos de interesse dos jovens e voltados para a formação ao mercado de trabalho.
Os encontros ocorrerão quinzenalmente, sempre nas quintas-feiras, com duração de duas horas. Para sua realização, o IEL-CE disponibilizou uma de suas salas de treinamento, na sobreloja da Casa da Indústria, na avenida Barão de Studart, 1980. Estudantes cadastrados e estagiários do programa de estágio do IEL-CE serão os principais beneficiados com as oficinas. No dia 9 de março, será realizada a oficina inaugural, sobre o tema Marketing Pessoal. Na ocasião, a superintendente do IEL-CE, Vera Ilka Meireles, e o diretor da Microlins Fortaleza, José Renato dos Santos Pinto, assinarão formalmente um acordo de cooperação técnica, onde as duas instituições se comprometem a viabilizar as oficinas. Outros temas já confirmados que serão trabalhados nas próximas oficinas são:Comportamento Profissional, Qualidade no Atendimento e Conhecimentos Bancários. Inscrições ou informações: (85) 3466-6510/3466-6511. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
22 de fevereiro de 2006 |
| RESPONSABILIDADE SOCIAL | |
| Mercado valoriza ações responsáveis | |
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ÍNDICE DE SUSTENTABILIDADE
Já há alguns anos, iniciou-se uma tendência mundial de os investidores procurarem empresas socialmente responsáveis, sustentáveis e rentáveis para aplicar seus recursos. Tais aplicações, denominadas “Investimentos Socialmente Responsáveis” (SRI), consideram que empresas sustentáveis geram valor para o acionista no longo prazo, pois estão mais preparadas para enfrentar riscos econômicos, sociais e ambientais. Essa demanda veio se fortalecendo ao longo do tempo e hoje é amplamente atendida por vários instrumentos financeiros no mercado internacional. Maristela Crispim editoria de Cidade No Brasil, o processo já teve início e há expectativa de que cresça e se consolide rapidamente. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), em conjunto com várias instituições - Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Privada (Abrapp), Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), International Finance Corporation (IFC), Instituto Ethos e Ministério do Meio Ambiente (MMA) - criou um índice de ações como referencial para os investimentos socialmente responsáveis, o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). Para isso, foi formado um Conselho Deliberativo, presidido pela Bovespa, que assumiu o cálculo e a gestão técnica do índice. O ISE tem por objetivo refletir o retorno de uma carteira composta por ações de empresas com reconhecido comprometimento com a responsabilidade social e a sustentabilidade empresarial, e também atuar como promotor das boas práticas no meio empresarial brasileiro. DESENVOLVIMENTO — Criado a partir de metodologia desenvolvida pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade (CES), da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Eaesp), com o apoio financeiro do IFC, o ISE reúne em sua primeira carteira 34 ações de 28 empresas. O índice foi formulado com base no conceito internacional “Triple Botton Line” (TBL) que avalia, de forma integrada, dimensões econômico-financeiras, sociais e ambientais das empresas. Aos princípios do TBL, foram adicionados critérios e indicadores de governança corporativa, a exemplo do índice da Bolsa de Joanesburgo. Os quatro blocos temáticos são precedidos por um grupo de indicadores gerais básicos e de natureza do produto. As dimensões econômico-financeiras, sociais e ambientais das empresas são abordadas no questionário a partir de quatro conjuntos de critérios: Políticas (indicadores de comprometimento); Gestão (indicam planos, programas, metas e monitoramento); Desempenho (indicadores de performance); e Cumprimento Legal (avaliam o cumprimento de normas nas áreas de concorrência, consumidor, trabalhista, ambiental, entre outras). SERVIÇO: Informações: www.bovespa.com.br ARTIGO Importância da moeda social para as empresas A responsabilidade social vem evoluindo e se transformando num parâmetro de excelência pelo menos para um conjunto de lúcidas organizações corporativas. No entanto, por muito tempo, o tema não empolgava qualquer empresário, normalmente defensores de um desenvolvimento econômico sem limites. Esse comportamento pró-passivo vem, a cada dia, perdendo forças, se exaurindo do ambiente mercadológico. Uma nova cultura organizacional, motivada pelo que denominamos de gestão com responsabilidade social, fomentou muitas organizações estrangeiras a invadir o mercado local de nações possuidoras de uma visão eco-estratégica curta, assim como, evitou concorrentes em seus mercados internos. Ou seja, seus lucros foram protegidos por estratégias sociais. Para mensurar benefícios num ambiente global é fundamental que as empresas tenham um novo comportamento. Organizações que não assumem exercício de cidadania, que não reconhecem os impactos ambientais causados por seus produtos, processos e instalações, que não lideram questões de interesse da comunidade, são empresas fadadas a não mais encontrar mercado no exterior. Será, então, que existe prejuízo maior para uma organização que a sua impossibilidade técnica em participar de um determinado mercado? A cada dia vem aumentando a visão de que a continuidade das empresas está melhor assegurada naquelas organizações cuja gestão está centrada na consideração de oportunidades e riscos econômico, social e ambiental. Trata-se do “Triple Bottom Line” ou “Triple-P” (“people, planet, profit”), cujos benefícios gerados por uma organização devem garantir resultado para a própria empresa, sociedade e o ecossistema. Esse princípio pragmático de gestão, originou o “Socially Responsible Investing” (SRI), fundo de investimento que objetiva atrair investidores a partir de empresas com critérios socioambientais definidos. Logo, as evidências de maior rentabilidade a longo prazo das empresas socialmente responsáveis bem que poderiam servir para que alguma empresa assumisse um macro programa de educação ambiental com coleta seletiva de lixo para a cidade de Fortaleza. Certamente, esbanjaria postura social, equilíbrio ambiental, assim como um invejável marketing verde a partir de pragmáticos índices de referência. É possível. Albert Gradvohl Professor de Gestão Econômica Ambiental da Unifor | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
22 de fevereiro de 2006 |
| GOVERNO LULA | |
| Desempenho pessoal de Lula recebe avaliação melhor que a do governo | |
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Não foi a melhora do nível de avaliação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva que levou o presidente de volta à liderança da corrida eleitoral. Em relação à pesquisa Datafolha realizada há três semanas, ficou praticamente inalterada a proporção de eleitores que considera seu governo ótimo ou bom (37%), regular (39%) ou péssimo (22%).
A imagem pessoal do presidente melhorou muito. O desempenho pessoal de Lula é tido hoje como ótimo ou bom por 53% dos eleitores. Não houve avaliação pessoal de Lula na pesquisa do início do mês. Em outubro de 2005, Lula ele mesmo era ótimo ou bom para 40% dos eleitores. O índice de avaliação pessoal do presidente, a diferença entre "ótimos" e "péssimos", subiu nesses meses de 20 pontos positivos para 39 pontos positivos. Em outubro, o índice de avaliação de seu governo era zero: havia tantos eleitores que consideravam a gestão Lula péssima quanto aqueles que a tinham como ótima. Na pesquisa realizada anteontem e ontem, o índice do governo subira para 15 pontos. Lula é mais bem visto que seu governo. Entre as duas últimas pesquisas, o índice de avaliação do governo quase estagnou. Como o presidente subiu muito na tabela eleitoral, a explicação para a alta da boa vontade do eleitorado com Lula deve estar em outro lugar. O sentimento de otimismo com a economia cresceu em relação ao último levantamento deste tipo do Datafolha, em meados de 2005. Mais eleitores consideram que a inflação cairá, que haverá mais emprego e consumo. Mas não há uma relação direta, precisa e constante entre popularidade, voto e expectativas econômicas. De certo é que a percepção positiva de Lula, seu governo e sua candidatura continuam a crescer no eleitorado que o recolocara na disputa eleitoral, no início de fevereiro: o do Nordeste, do Centro-Oeste e pobre. Entre os eleitores que votam no Sudeste ocorreram as menores variações na popularidade e na votação de Lula. Praticamente empatado com Alckmin nessa região, Lula superaria o governador por 70% a 19% em um segundo turno no Nordeste, aumentando em 13 pontos a diferença para o tucano. Serra bate Lula por 48% a 42% no Sudeste e é derrotado por 63% a 28% no Nordeste, região em que Lula amplia sua diferença em 22 pontos sobre o tucano. Neste levantamento do Datafolha, foram entrevistadas 2.651 pessoas em 164 cidades das unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
22 de fevereiro de 2006 |
| GOVERNO LULA | |
| Lula ataca "elite" e diz que seu governo está fazendo história | |
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ELEIÇÕES 2006/PRESIDÊNCIA
Em viagem ao Nordeste, presidente afirma que quatro anos é pouco, e que "reparte com os pobres o dinheiro arrecadado com os ricos" EDUARDO SCOLESE ENVIADO ESPECIAL A JUAZEIRO E PETROLINA Em plena campanha não declarada à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que não está preocupado com pesquisas nem com seus adversários políticos. Na prática, porém, em eventos oficiais em Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), comportou-se como candidato. Lula falou duas vezes de improviso e ainda concedeu uma rápida entrevista. Afirmou que quatro anos são insuficientes para mudar o país, atacou a "elite" que o antecedeu no Palácio do Planalto, disse que seu governo está fazendo história ao "repartir com os pobres o dinheiro arrecadado com os ricos" e voltou a anunciar uma peregrinação pelo país. "Vou percorrer cada obra que anunciamos para saber se ela está andando." Os eventos de ontem nos municípios vizinhos abriram a série de visitas que o presidente fará até hoje em obras de novos campi de universidades federais. Em dois dias, Lula percorrerá sete cidades de seis Estados. Ao comentar a possibilidade de um boiadeiro se formar nesses campi, o presidente Lula atacou o que chama de elite: "Quem é que disse a ele que o destino lhe reservou montar num cavalo a vida inteira para correr atrás de uma rês perdida pela caatinga afora? Esse, na verdade, é o destino provocado por uma elite que nunca se lembrou dos pobres e, muito menos, que tinha vaqueiro no meio de pobre". A recuperação do presidente Lula nas pesquisas eleitorais está em grande parte sedimentada entre os eleitores de faixas de renda mais baixas, como a população a que o presidente se dirigiu ontem em seus discursos. Baianidade Ontem pela manhã, em Juazeiro, por alguns momentos Lula se esqueceu do tema do evento e, no lugar disso, ele narrou ações do governo e impressões pessoais sobre si mesmo. Diante do governador baiano Paulo Souto (PFL), primeiro se declarou com o "coração transbordando de alegria" por estar na "querida Bahia" e que o "sangue de matuto do Nordeste brasileiro" corre em suas veias. Depois, ao sugerir que deve ter sido baiano em outra encarnação, Lula conseguiu o inusitado: arrancou aplausos de pefelistas e petistas que se misturavam diante do palanque. A declaração lembrou um comentário do governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência, Geraldo Alckmin (PSDB). Um mês atrás, em Recife (PE), o governador, nascido em Pindamonhangaba (SP), afirmou ser baiano e ter "raízes nordestinas". Ontem, Lula disse que sua gestão está fazendo história. "Duvido que desde o dia em que o Brasil foi descoberto teve algum governo que cuidou mais dos pobres da Bahia do que nós estamos cuidando neste governo. Duvido." Mais tarde, prosseguiu o sermão em Petrolina, ao citar as ações do governo na área da educação. Os eventos reuniram poucos estudantes. A maioria dos presentes -cerca de 500 pessoas em cada um dos eventos- era composta de militantes políticos e de trabalhadores sem terra. No município pernambucano, o presidente ainda posou para fotos ao lado de vaqueiros vestidos à caráter antes de dar um recado indireto aos tucanos, envoltos na disputa entre Alckmin e José Serra pela candidatura ao Planalto. "A única coisa que eu peço a Deus e peço aos políticos é que quem quiser brigar que brigue, mas me permitam governar o país até o final do meu mandato", afirmou o presidente. Lula também fez comparações com o governo anterior. O presidente citou créditos da agricultura familiar, a construção da ferrovia transnordestina e as extensões das universidades federais -ações que deseja ver em maio nas inserções petistas no rádio e na TV e na campanha eleitoral. | |
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| JORNAL DO BRASIL |
22 de fevereiro de 2006 |
| GOVERNO LULA | |
| Lula reclama de políticos que faturam obras federais | |
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Presidente critica ''desfaçatez'' dos que tentam assumir paternidade dos gastos
RECIFE - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a viagem ao Nordeste para mandar um recado aos tucanos que criticaram as viagens destinadas a inaugurar obras. Lula disse que o PSDB pode brigar à vontade desde que o deixe governar, ''porque tem muita coisa boa para acontecer''. Como de outras vezes, o presidente deu sinais claros de que é candidato ao afirmar que quatro anos de mandato é pouco. - Ainda falta muito para a gente fazer. Estamos tentando realizar, em pouco tempo, aquilo que não foi feito em 30 anos, em 40 anos. Leva tempo para a gente consertar este país - afirmou Lula, em visita às instalações do campus de uma universidade, em Petrolina (PE). Repetindo o mesmo tom dos últimos discursos, Lula reafirmou que não está preocupado em oficializar logo a candidatura. - Não tenho que estar preocupado com eleição, não tenho que estar preocupado com os adversários, não tenho que estar preocupado com partido político. Neste momento eu tenho que estar preocupado em governar o Brasil. Em Arapircaca, Alagoas, Lula cobrou a paternidade das obras que está inaugurando pelo país e criticou a ''desfaçatez''' de políticos que tentam capitalizar gastos feitos pela União em suas regiões. - Muitas vezes você passa por uma cidade ou um Estado, a obra está sendo feita com o dinheiro do governo federal e, com a maior desfaçatez, o político vai para a TV dizer que a obra é dele. As declarações foram feitas a cerca de 4 mil pessoas, durante o lançamento da pedra fundamental da unidade da Universidade Federal de Alagoas na cidade. O governo já liberou cerca de R$ 6,2 milhões para as obras, que integram o programa de Interiorização do ensino superior. Lula cobrou os opositores após ouvir elogios nos discursos do prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa (PMDB), que foi ministro da Integração Nacional no governo FHC, e do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), por conta das liberações de verba para o Estado e a cidade. - Ninguém, em nenhum momento da história, ajudou Alagoas como o presidente Lula - disse Renan, da ala governista do PMDB. Às vezes interrompido por gritos de apoio à reeleição, Lula afirmou, sem citar nomes, que soube de um deputado que, em carta a um prefeito, dizia ter conseguido verbas do programa Luz para Todos para a cidade. - Ele não dizia que 85% do dinheiro do programa é federal. Só poderemos fazer mais coisas se não houver mentiras entre a gente. Além das viagens do presidente pelo país, nas quais tenta reforçar a imagem de programas e obras bancados pela União, o governo investiu em propagandas regionalizadas sobre suas realizações. No discurso, o presidente afirmou que pretende voltar a Arapiraca para o início das aulas em agosto, ''se a legislação eleitoral não proibir''. Questionado após o discurso se teme uma ação da Justiça Eleitoral por conta dos eventos dos quais está participando, o presidente alegou estar agindo dentro da lei. Com Folhapress | |
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| O POVO |
22 de fevereiro de 2006 |
| BNDES | |
| Vertical S/A - Nada mudou | |
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O Sudeste detém 61% do bolo de empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, captaram 61% R$ 28,74 bilhões) dos financiamentos no ano passado, contra 53% em 2004. O bolo do BNDES foi de R$ 47 bilhões.
NA MESMA O Nordeste deu só um cangapé. Pulou de 7% em 2004 para 8% em 2005, ou R$ 3,8 bilhões. Ao Valor, o superintendente de Planejamento do BNDES, Aluysio Asti, disse que a razão é a incapacidade de competir com o dinheiro do FNE em se tratando de pequenas e médias. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
22 de fevereiro de 2006 |
| INDÚSTRIA DE PANIFICAÇÃO - ALEXANDRE | |
| Vaivém - Único | |
| O empresário Alexandre Pereira, presidente do CIC, é o candidato único à presidência da Associação Brasileira da Indústria de Panificação, em eleição programada para o mês de maio. Ontem, ele foi a Brasília: reunião na CNI. | |
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| O POVO |
22 de fevereiro de 2006 |
| ALEXANDRE PEREIRA - ABIP | |
| Vertical - Pão quentinho | |
| Ex-presidente do CIC, Alexandre Pereira, deverá ser o próximo presidente da Associação Brasileira da Indústria da Panificação (Abip). Consensual, a eleição apenas deve ocorrer no final de maio, com posse prevista para agosto próximo. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
22 de fevereiro de 2006 |
| INSTITUTO ATLÂNTICO | |
| Lêda Maria - Talento | |
| O deputado Ariosto Holanda parabeniza o Instituto Atlântico, que viu nascer em novembro de 2001, pela qualificação CMMI Nível 3 dada pela ISD Brasil. ´A conquista coloca a tecnologia cearense em alta para todo o País. O Atlântico cumpre a sua missão de disseminar o conhecimento no Ceará, atingindo cada vez níveis mais elevados de maturidade na gestão do desenvolvimento de software. É a expressão do talento de 130 jovens das universidades cearenses´, disse ele. Até então, apenas três empresas de São Paulo tinham este grau de qualificação. | |
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| O POVO |
22 de fevereiro de 2006 |
| BIODIESEL | |
| Vertical - UFC quer ser a casa do biodiesel | |
| Universidade Federal do Ceará quer ser sede do Centro Nacional de Estudos e Pesquisas sobre o Biodiesel, que o governo federal, através do Ministério da Ciência e Tecnologia, implantará ainda neste ano. O reitor da UFC, René Barreira, iniciou ontem articulações políticas em Brasília, pois considera que o local escolhido para sede do projeto, acabará obtendo avanços significativos no plano da energia alternativa em todos os sentidos. ''Estamos mobilizando a bancada federal e a Secretaria da Ciência e Tecnologia do Estado já trabalha nesse sentido'', informa Barreira, defendendo que o núcleo fique instalado no Campus do Pici, explicando que a UFC possui pesquisadores e laboratórios em condições de atenderem às expectativas do governo, aberto ao desenvolvimento do programa do biodiesel. Há outros Estados nessa briga, conforme o reitor. A estimativa é de que o Centro se instale a partir do próximo semestre. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
22 de fevereiro de 2006 |
| INVESTIMENTOS ESPANHÓIS NO CEARÁ | |
| PROCONSOL - Espanhóis avaliam negócios em várias frentes no Estado | |
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Depois do grupo espanhol Iberostar, o Ceará recebe a visita de mais um investidor daquele País interessado na prospecção de negócios no Estado. Ontem, o diretor presidente do Grupo Proconsol, Jose Luis Carasa, esteve reunido com o secretário da Infra-estrutura do Ceará, Luís Eduardo Barbosa de Moraes.
Segundo o secretário, o Proconsol avalia a possibilidade de investir no ramo hoteleiro, em empreendimentos de infra-estrutura com o estabelecimento de parcerias público privadas com o governo do Ceará. Além de Moraes, Carasa manteve conversa com os secretários do Turismo, Allan Aguiar, e do Planejamento, Maia Júnior. A princípio, o interesse está voltado para a geração de energia eólica. Porém, Moraes adiantou que outras possibilidades foram apresentadas para o investidor, como projetos para construção de rodovias, investimentos no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, assim como a construção do novo Centro Multifuncional de Eventos e Feiras do Estado. O Proconsol possui forte atuação na Espanha, nos ramos hoteleiro, de construção, restaurantes e produção de vinhos. | |
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| O ESTADO |
22 de fevereiro de 2006 |
| SUDENE | |
| Afinal, a nova SUDENE | |
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Mauro Benevides
Deputado Federal Nesta semana, a Comissão Especial da Câmara dos Deputados, incumbida de apreciar o Substitutivo do Senado sobre a proposição que recria a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, reúne-se para concluir o exame da importante matéria, remetendo-a ao plenário, para a sua manifestação conclusiva, após tramitação que se arrasta, no Congresso, por mais de dois anos, gerando insatisfação no seio das lideranças mais representativas do chamado Poligono das Secas. Convém destacar que, a 28 de julho de 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após ouvir a abalizada opinião do saudoso Celso Furtado, anunciou que proporia o ressurgimento da SUDENE, como forma de impulsionar o crescimento econômico daquela faixa territorial do País. Coube ao deputado Zezéu Ribeiro empreender uma série de contactos com órgãos representativos das nove Unidades Federa1, recolhendo sugestões que, inseridas formalmente, vieram a debate na Câmara dos Deputados, seguindo, para o Senado, por imposição a nossa estrutura bi-cameral. Na Casa Revisora do nosso parlamento, a redação sofreu alterações substanciais, dando lugar a que novamente a Câmara tivesse que opinar a respeito posicionando-se definitiva e terminativamente sobre o acolhimento da oportuna iniciativa. Em face disso, a esta cabe reexaminar as modificações ocorridas no texto aludido, ajustando-as à realidade vivenciada por nossa área geográfica, que continua situada num quadro de evidente carência, que reclama o retorno da SUDENE ao nosso modelo organizacional, como peça básica, ao lado do Banco do Nordeste, do DNOCS e da CODEVASF. É certo que, durante a sua existência, aquela Autarquia enfrentou enormes obstáculos, o maior dos quais incidindo sobre a política de incentivos, com distorções que buscaram descaracterizar os seus objetivos institucionais. Há plena consciência, porém, de que os desvios registrados num passado recente, devem ser coibidos energicamente, desestimulando todos quantos pretendam beneficiar-se de um instrumento desenvolvimentista, que não pode servir para ilicitudes de qualquer natureza. Como integrante que fui do Conselho Deliberativo da SUDENE, posso oferecer o meu testemunho de que grandes debates foram ali travados por Governadores, Ministros, Parlamentares e Técnicos de todas as graduações, na tentativa de se estabelecerem políticas públicas capazes de reduzir as desigualdades tradicionais, sempre identificadas, mas sem que consigamos corrigi-las, na plenitude dos nossos anseios. Seria ideal que, na Câmara, no inicio de março, já tivéssemos adotado uma postura definitiva, como reivindicam milhões de nordestinos, ensejando a que a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste esteja reposicionada para enfrentar os novos desafios da presente conjuntura. Daí o apelo que me senti no dever de transmitir ao deputado Aldo Rebelo e a todos os líderes partidários, a fim de que se cumpra o compromisso da atual gestão, dentro de uma nova configuração, bem mais ágil e blindada para impedir a repetição dos vícios que, anteriormente, alcançavam a sua imagem e prestígio diante da mídia e dos próprios nordestinos. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
22 de fevereiro de 2006 |
| SUDENE | |
| Falta de quórum adia votação da Sudene | |
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A comissão especial que analisa a recriação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) teve sua reunião cancelada, ontem, por falta de quórum. Estava na pauta a votação final do relatório. O novo encontro entre os parlamentares foi marcado para o dia 8 de março.
O projeto já foi aprovado pela Câmara e, em dezembro, foi modificado pelo Senado. Na nova tramitação na Câmara, o relator, Zezéu Ribeiro (PT-BA), rejeitou 20 itens incluídos pelo Senado. A maioria desses itens faz referência à criação do BNB-Par (empresa de participações do Banco do Nordeste do Brasil), aos recursos destinados do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), às regras que regulamentariam outras superintendência de desenvolvimento, como a Sudam (Norte) e Sudeco (Centro-oeste) e à composição do Conselho Deliberativo da Sudene. RECRIAÇÃO - Em torno da recriação da Sudene, o BNB destaca alguns traços: complementaridade de investimentos e estabelecimento de uma inteligência capaz de planejar mais amplamente o desenvolvimento nordestino. Para o diretor de Gestão do Desenvolvimento do BNB, Pedro Eugênio Cabral, o ideal seria que a oferta de uma linha de financiamento. “Um novo fundo, somado em FNE, mas com propósitos diferentes. Ao invés de financiar, esses recursos seriam aplicáveis em ações de criação e melhorias em infra-estrutura e capacitação”, defende. Ele lamenta as restrições que foram feitas ao projeto inicial durante a sua tramitação, que culminaram em restrições fiscais que inviabilizaram, pelo menos de pronto, a criação desse fundo. “No decorrer de sua nova existência há possibilidade de que a Sudene obtenha as condições de administrar um fundo próprio”, prevê. Ele avalia ainda que “é muito importante a existência de uma autarquia com a missão de pensar o Nordeste como um todo, de elaborar estratégias e acompanhar os programas governamentais, tentando dar a eles um caráter mais regional”. O supertintendente do BNB no Ceará, Isaías Matos Dantas, acredita no estabelecimento de uma “relação sinérgica” entre a Sudene e o banco. “As instituições estarão pensando conjuntamente estratégias de desenvolvimento e elaborando planos de longo prazo”, afirma. | |
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| O POVO |
22 de fevereiro de 2006 |
| SUDENE | |
| Vertical S/A - Sudene, só depois do carnaval | |
| O projeto que recria a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), aprovado no Senado em dezembro do ano passado, e que seria votado ontem na comissão especial criada especialmente para discutir o tema na Câmara, ficará mais uns dias na gaveta. Ou melhor, em discussão. Não houve conversa o bastante para amadurecer um acordo Governo e Oposição. Assim, depois do carnaval será definida uma nova data. Apesar do adiamento, não há maiores temores quanto a um acordo. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
22 de fevereiro de 2006 |
| IEDI | |
| Os juros já podem ter uma queda significativa | |
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OPINIÃO ECONÔMICA
JULIO GOMES DE ALMEIDA Não houve discordância quanto a um ponto central no seminário promovido no último dia 16 em São Paulo e que reuniu economistas, políticos e empresários para debater o tema "Política Monetária e Crescimento Econômico no Brasil": as taxas de juros podem e devem cair no país. Em outras palavras, ninguém discordou da tese de que os juros estão em patamar errado, embora cada um dos seis palestrantes (dentre outros, os ex-presidentes do Banco Central Ibrahim Eris e Armínio Fraga) tivesse a sua própria avaliação quanto à magnitude do erro, assim como quanto às medidas de ajuste da política monetária que se fazem necessárias para facilitar o processo de queda das taxas de juros. Ou seja: a redução dos juros pode ser feita incondicionalmente, sendo, porém, mais consistente se for acompanhada de outras medidas. O Iedi vem alertando precisamente sobre esse ponto, vale dizer, que a queda da taxa de juros pode ter início desde já, sem condicionalidades, pois importantes mudanças na economia a tornaram muito menos propensa a surtos inflacionários. Vamos citar apenas alguns dentre muitos exemplos. No nível empresarial, os avanços quanto à produtividade, à logística e à gestão permitem que o setor produtivo tenha muito maior flexibilidade no ajuste de capacidade produtiva, o que o torna capaz de abastecer os mercados de bens e serviços mesmo na hipótese de significativa reativação da demanda. No nível macroeconômico, os elevados superávits comerciais e a acumulação de reservas dos últimos anos já permitem baixos níveis de risco, para os quais, cedo ou tarde, deverá convergir a taxa de juros interna. Contudo, é necessário assegurar que a redução da nossa taxa de juros para um nível semelhante ao das economias emergentes de maior êxito econômico (em torno a 2% a 5% reais) tenha sustentação a médio e longo prazos e, para isso, será preciso que o país venha a promover uma expressiva redução do gasto público que atualmente já supera 40% do PIB e que vem crescendo a uma taxa muito alta (10% em termos reais). O agravante em nossa situação é que não devemos seguir à risca certos exemplos de ajuste público em países desenvolvidos apontados como modelos de referência, pois, ao contrário desses casos, o Brasil não pode sacrificar os gastos sociais. Teremos que ser mais criativos e, como alternativa aos cortes dramáticos na área social, devemos dar grande ênfase ao desenvolvimento gerencial do setor público, à supressão de privilégios e ao combate à informalidade, além de aprofundar as reformas (da previdência, tributária etc.). Ademais, será importante fazer com que a capacidade de produção cresça à frente do consumo. O objetivo é aumentar a taxa de investimento da economia e afastar de vez o fantasma inflacionário derivado de uma insuficiente evolução da capacidade produtiva diante de uma reativação da demanda. Um programa de investimento é sugerido para incentivar por pelo menos três anos o investimento privado por meio da redução dos elevados custos tributário e de financiamento do investimento que vigoram no Brasil. E, ao nível do setor público, são imprescindíveis um programa de sustentação dos recursos para inversões em infra-estrutura, educação e inovação, além de ações para desenvolver a regulação para atrair investimentos privados em infra-estrutura. Maior arrojo na redução da taxa de juros o que é perfeitamente factível nas condições atuais e a execução de planos audaciosos de ajuste do setor público e de retomada de investimentos serão as garantias de que a economia enfim deixará para trás o longo período de sacrifícios impostos pelos juros excessivos para retomar o caminho do desenvolvimento. -------------------------------------------------------------------------------- Julio Gomes de Almeida é diretor-executivo do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial). | |
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| GAZETA MERCANTIL |
22 de fevereiro de 2006 |
| LEI DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL - INPI | |
| Marcas e a proteção à propriedade industrial no direito brasileiro | |
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22 de Fevereiro de 2006 - Dentro da esfera protetiva da Lei de Propriedade Industrial - nº 9.279/96 - encontra-se a proteção às marcas, definidas como os sinais distintivos visualmente perceptíveis, não compreendidos nas proibições legais. Na exata medida da definição legal, portanto, marcas são todas as expressões e símbolos utilizados com a finalidade de distinguir produtos e serviços de outros, semelhantes ou afins, ou ainda de atestar a conformidade de produtos ou serviços com determinadas normas ou especificações.
Via de regra, com a finalidade de garantir a exclusividade da utilização da marca em determinado ramo de atuação, seu titular deve requerer o registro perante o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que é feito por meio do depósito da marca em procedimento administrativo. Não havendo oposição ao pedido, e sendo este deferido, o certificado de registro é expedido, passando a contar a partir desse momento o prazo de 10 anos - prorrogáveis por períodos iguais e sucessivos - dentro do qual o titular terá exclusividade na utilização da marca. Desta forma, as marcas registradas são protegidas contra a utilização de terceiros tão somente no ramo de atuação correspondente à classe em que o registro foi expedido, de modo que a exploração da marca por terceiro, em ramo de atividade diverso, não pode deixar de ser impedida. Como exceção a essa regra, contudo, a própria Lei de Propriedade Industrial disciplina, em seu artigo 125, a proteção especial às "marcas de alto renome", as que são facilmente identificáveis pelo grande público pela sua tradição e qualificação no mercado - ampliando a esfera protetiva a todos os ramos de atividade desde que essa condição seja comprovada ao INPI no momento da formulação do pedido na esfera administrativa. Para fins de comprovação da condição de alto renome da marca, seu titular pode produzir qualquer elemento de prova lícita, podendo ainda apresentar informações relevantes que justifiquem a proteção especial, tais como: posicionamento e market share dos produtos ou serviços identificados pela marca e identificação da marca pelo público consumidor, mediante pesquisas de mercado do tipo top of mind. Vale frisar que, muito embora a proteção especial às marcas de alto renome esteja prevista na legislação atinente à propriedade industrial desde o ano de 1996, até o início de 2004 a condição de alto renome somente poderia ser reconhecida na esfera judicial, em virtude da ausência de regulamentação administrativa da norma legal. A partir de janeiro de 2004, com a regulamentação da matéria pelo INPI por meio da Resolução nº 110/04, o reconhecimento do alto renome da marca passou a ser efetivado por intermédio dos seguintes procedimentos administrativos: (1) como matéria de defesa quando da oposição a pedido de registro de marca por terceiro; (2) em processo administrativo de nulidade do registro de marca de terceiro. A análise da condição de alto renome da marca será levada a efeito previamente ao exame da oposição ou do mérito da nulidade, e, uma vez reconhecida a presença dos requisitos ensejadores da proteção especial, o INPI poderá, conforme o caso, indeferir o pedido de registro da marca colidente com a de alto renome ou anular o registro da primeira, decisões contra as quais caberão recursos administrativos. Ressalte-se, porém, que o prazo de validade da condição de alto renome da marca é de cinco anos, sendo que, após o referido período, o titular da marca deve submeter novo pedido de reconhecimento ao INPI. Como conseqüência do reconhecimento do alto renome, o titular da marca ficará dispensado da apresentação de novas provas dessa condição nos processos administrativos visando à outorga de direitos de marcas. Ademais, a Fapesp, entidade responsável pelo registro de nomes de domínio no Brasil, será informada para que impeça o registro de domínios colidentes com marcas cuja condição de alto renome tenha sido reconhecida pelo INPI. Nessa medida, o reconhecimento do alto renome da marca pelo INPI implica na condição de nome de domínio não registrável perante a Fapesp por aquele que não seja titular da marca, nos termos da Resolução 1/98 do Comitê Gestor da Internet no Brasil. Nota-se, portanto, que o direito brasileiro confere ampla proteção às marcas de alto renome, cabendo aos interessados buscá-la junto ao INPI. kicker: Marcas são todas as expressões e símbolos utilizados com a finalidade de distinguir produtos de semelhantes ou afins (Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 12)(Bruno Silveira - Bruno Silveira, advogado da Manhães Moreira Advogados Associados) | |
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| GAZETA MERCANTIL |
22 de fevereiro de 2006 |
| INPI | |
| INPI é usado para espionar concorrência | |
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São Paulo, 22 de Fevereiro de 2006 - O advogado Rodrigo Bonan, do escritório Daniel Advogados, explica que pelo site do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) é possível saber quais serão os novos produtos do concorrente, a ampliação do mercado, investimento, entre muitas outras informações. Para ele, o ideal é que a periodicidade seja mensal para acompanhar com exatidão os passos do concorrente.
Após 18 meses que o pedido de patente é feito, as informações sobre o produto se tornam públicas. "É possível antecipar o que o concorrente vai fazer pelo site do INPI" comenta Sérgio Emerenciano, do escritório Emerenciano, Baggio e Associados. Neste pedido é feito um resumo de todas as informações do produto que será lançado. "Nos primeiros 18 meses, as informações são sigilosos. Depois desse período elas se tornam públicas", diz o advogado Franco Mauro Brugioni, Moreau Advogados. Há cerca de 10 anos, essa prática ocorre no mercado. No entanto, ele se acentuou depois da globalização. "De cinco anos para cá a concorrência está mais acirrada e, portanto, aumentou a demanda por esse serviço", diz Emerenciano, afirmando que em seu escritório há uma equipe de 12 pessoas responsável por acompanhar os pedidos de concorrentes de seus clientes no INPI. Segundo Emerenciano, pelo site do INPI é possível encontrar mais de 20 milhões de referências de documentos originados nos principais países indutrializados, organizações internacionais e a própria documentação brasileira. O advogado lembra ainda que, além de monitorar o que a concorrência está fazendo, pelo relatório descritivo do INPI é possível economizar em pesquisas. "Se a empresa tem a intenção de lançar um produto, ela pode verificar no banco de dados do INPI o que já existe de semelhante tirar as informações para si e criar o seu novo produto", explica Emerenciano, afirmando que o objetivo não é plagiar um produto já existe e, sim, agregar informações disponíveis no mercado no seu novo produto. (Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 12)(Gilmara Santos) | |
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| GAZETA MERCANTIL |
22 de fevereiro de 2006 |
| INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL | |
| Cooperativa reduz custos em até 30% | |
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Fortaleza, 22 de Fevereiro de 2006 - A Cooperativa da Construção Civil do Estado do Ceará (Coopercon-CE ) chega ao mercado com um novo serviço, formatado via sistema de Solução Integrada em Estrutura de Concreto (Siec), que pode representar economia de até 30% nos custos da obra. A estratégia, pioneira no País, leva a assinatura de empresas do porte da Belgo Pronto, do grupo Arcelor, Nordmix, Impacto Protensão e Rolim Machado Estruturas de Concreto, parceiras na investida e que atualmente compartilham a execução das obras no Estado, suprindo as demandas de aço, concreto, tecnologia e mão-de-obra, respectivamente. A cooperativa é a coordenara dos trabalhos.
"O sistema é inovador por integrar todos os processos desta parte da obra, simplificar a gestão e reduzir os custos fixos da construtora, que compra apenas a solução em concreto", resume Raimundo Bezerra de Sousa, gestor de negócios da Coopercon-CE, ao projetar para os próximos 3 meses, o fechamento de 30 novos contratos. A cooperativa reúne 47 construtoras que representam cerca de 60% do Produto Interno Bruto do setor no Estado. Economia em Natal Na prática, o resultado pode ser conferido no Home Club, prédio residencial de duas torres, com total de 168 apartamentos de 114m² a 125m², e preço médio por unidade de R$ 220 mil. O projeto da Construtora Nossa Senhora de Fátima, fica no bairro Aldeota, na Capital, e a primeira torre deverá ser entregue em 2007 e em 2008 a segunda. O edifício residencial Vancouver, construído em Natal, Rio Grande do Norte, prédio com 18 unidades, distribuídas em 10 andares e já concluído, primeira experiência da Coopercon nesses moldes, iniciou após 3 anos de estudos e pesquisa, e garantiu economia da ordem de 20% no preço final da obra. "Trabalhamos com uma visão ordenada, buscando a gestão de negócios de longo prazo, o que possibilita ganhos para todos os envolvidos no processo", assinala. A investida se propõe ainda a eliminar custos por ociosidade, desperdícios e riscos financeiros do empreendimento. As construtoras sabem, desde o início o valor da obra, que é estabelecido em contrato. "Como temos certo domínio do processo e dos insumos fica mais fácil definir o custo, até projetando eventuais possibilidades de variação de preço", esclarece Bezerra. O prazo pagamento pode exceder em até 4 meses o prazo de execução da obra. A construtora também fica liberada de custos com pessoal para o segmento de estrutura de concreto - engenheiros, mestres-de-obra e serventes. O sistema Siec, no Ceará, conta com uma equipe de 10 engenheiros, que trabalham em parceria com as empresas associadas. A proposta, segundo Bezerra, busca maximizar as informações, com acompanhamento da evolução da obra, via relatórios gerenciais atualizados. "Os ganhos vêm da economia de escala e otimização dos processos de comercialização", observa Sousa, para quem a investida busca fomentar o negócio como um todo. O sistema, desenvolvido desde 2002, contemplou estudos, avaliações e simulações de da Coopercon no Ceará e no Rio Grande do Norte. A proposta da Coopercon já chegou a Pernambuco e será disseminada, em breve, nas demais regiões. A Câmara Brasileira da Indústria de Construção (CBIC), interessada na idéia que surgiu no Ceará. (Gazeta Mercantil/Gazeta do Brasil - Pág. 15)(Adriana Thomasi) | |
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| O POVO |
22 de fevereiro de 2006 |
| CACHAÇA YPIÓCA | |
| Vertical S/A - Empalhada | |
| A Ypióca foi convidada para representar a indústria de cachaça no desfile da Portela no Rio, cujo samba-enredo de 2006 é "Brasil marca tua cara e mostra para o mundo". Será na madrugada da próxima terça-feira (28 de fevereiro). Saem duas réplicas gigantes das garrafas. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
22 de fevereiro de 2006 |
| INDÚSTRIA DE CALÇADOS | |
| Calçadistas prevêem 25 mil demissões em 2006 | |
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Sérgio Bueno De Porto Alegre
Depois da crise provocada pelo impacto do câmbio valorizado sobre as exportações de calçados e pela concorrência crescente dos produtos chineses, tanto no mercado externo quanto no interno em 2005, as indústrias calçadistas brasileiras prevêem um ano ainda pior em 2006. Para a Abicalçados, que reúne os fabricantes nacionais do setor, o cenário é de mais 25 mil demissões no ano, queda nas vendas externas e retração de quase 12% sobre a produção de 725 milhões de pares, estimada pela entidade em 2005, o equivalente a 85 milhões de pares a menos no país. Segundo a Abicalçados, as exportações brasileiras caíram de 212 milhões para 189,3 milhões de pares entre 2004 e 2005, enquanto as importações subiram de 8,8 milhões para 16,9 milhões de pares, sendo 81% originários da China. O balanço entre a queda nos embarques e o aumento das compras no exterior indica redução de 39 milhões de pares na produção das indústrias brasileiras em 2005. No acumulado do ano passado, a retração nos volumes exportados foi compensada pelo aumento dos preços médios, o que permitiu um incremento de 4,5% nas receitas, para US$ 1,886 bilhão. Em janeiro deste ano, entretanto, o faturamento com os embarques caiu 7%, para US$ 151 milhões. Na comparação entre janeiro de 2005 e janeiro de 2004, houve alta de 14%. Em nota divulgada ontem, o presidente da Abicalçados, Elcio Jacometti, disse que a crise de 2005 já havia provocado a demissão de 20 mil trabalhadores do setor e o fechamento de 60 fábricas só no Rio Grande do Sul, principal pólo exportador de calçados do Brasil. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho, o saldo entre contratações de demissões de trabalhadores com carteira assinada no setor calçadista fechou negativo em 15,7 mil no ano passado. As indústrias gaúchas encerraram o ano com 16,2 mil postos a menos. "Estamos desapontados e frustrados com a falta de reação por parte dos órgãos do governo aos nossos apelos de ajuda", disse Jacometti na nota. No fim do ano passado, as indústrias brasileiras conversaram sobre a crise com o presidente Lula, de quem receberam promessa de mudanças no custo dos financiamentos às exportações concedidos pelo BNDES e mais recursos para capital de giro. Os calçadistas também pretendiam pedir a aplicação de salvaguardas e de medidas antidumping contra os calçados chineses. Até agora, porém, nenhum dos pedidos seguiu adiante devido às dificuldades para comprovar danos provocados à produção nacional. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
22 de fevereiro de 2006 |
| INDÚSTRIA CEARENSE | |
| Vaivém - “Estou preocupado com o CE” | |
| O ministro Ciro Gomes, da Integração, dormiu de anteontem para ontem em Fortaleza, depois de um ato de apoio à transposição do São Francisco, em PE, e do lançamento do Guia de Frentes Parlamentares pela Criança, coordenado pela senadora Patrícia Saboya, em Fortaleza. Quando indagamos se postularia a vice-presidência, lembrou que o presidente Lula tem um vice muito bom, que é o José Alencar. E aproveitou para ressaltar que “se eu for candidato e, penso muito em não ser, postularia um mandato de deputado federal”. Desmentiu que esteja “batendo” no governador Lúcio e ressaltou “eu estou preocupado com o Estado do Ceará” e comentou a queda da indústria, “no NE, só o Ceará caiu”. | |
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| O ESTADO |
22 de fevereiro de 2006 |
| PORTO DO PECÉM | |
| Estudo mostra a viabilidade da expansão do Complexo do Pecém | |
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Expandir o Complexo Portuário de Pécém para poder garantir o escoamento da produção do estado através do Porto, que vive fase de crescimento, principalmente com a chegada da siderúrgica. Este é um dos priricipais projetos, e a curto prazo, apresentados ontem com os resultados do Estudo do Plano de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIIP), realizado pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), que doou R$ 2 milhões para o projeto como previa o acordo de cooperação com o Estado, realizado em 2004.
O estudo teve por objetivo avaliar o potencial do complexo, realizando uma estratégia básica para seu desenvolvimento industrial e de seus arredores. Dar embasamento técnico para que a área se torne um espaço de desenvolvimento econômico e transferir tecnologia para as equipes que irão realizar a implementação do. estudo também são objetivos do plano. O plano está dividido em duas partes: a primeira de curto prazo, engloba o planejamento até 2012, já a segunda, de longo prazo, traça o cenário até 2022. A primeira identificou as ações de desenvolvimento do porto para os próximos 6 anos destacando aspectos como a operação de cargas, transporte de volumes e, inclusive, o número necessário e tamanho dos estabelecimentos portuários para atender às de m mandas. Enquanto isso, a segunda estabeleceu prioridade do plano com pesquisa sobre as condições naturais do terminal, sistema de operação portuária, a construções, previsões de custos, e estratégias administrativas e operacionais de marketing. "Um equipamento como este precisa de estratégia de desenvolvimento, para garantir os investimentos e atrair novos", explica o secretário de Infra-Estrutura do Estado (Seinfra), Luiz Ediardo Barbosa de Moraes. Segundo ele, o porto é um grande p instrumento para o desenvolvimento econômico do Estado e que precisa se preparar para consolidar o nível de serviço com o aumento da demanda. “Estamos nos preparamos para o escoamento da siderúrgica e também para a Transnordestina, que irá aumentar o fluxo de cargas no Porto", comenta. De acordo com o estudo, para concluir o projeto de ampliação são e necessários R$ 616 milhões, a um prazo que vai até 2012. Atualmente, R$ 300 milhões já estão destinados ao projeto, sendo a metade deste valor obtido pelo Estado por meio de empréstimo ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o restante por investimento do próprio tesouro do Estado. No ano passado, o porto obteve um crescimento de 25% na movimentação de contêineres em relação a 2004 e com a siderúrgica, que tem produção de 1,5 toneladas de carga por ano, este aumento deverá subir. Por conta deste crescimento, um outro píer, um Terminal de Múltiplo Uso, será construído. Atualmente, o complexo possui dois píeres da atracação, cada um com dois berços. Com a construção do novo, um deles será destinado somente para a produção da siderúrgica. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
22 de fevereiro de 2006 |
| PORTO DO PECÉM | |
| Pecém projeta quintuplicar movimentação | |
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Para alcançar os resultados planejados, o Complexo Portuário necessita de obras de melhorias estruturais, ampliações e construção de novos equipamentos. Requer ainda mais quebra-mares, além da extensão do existente, canais de acesso marítimo, ramais ferroviários e outra ponte.
Luís Carlos de Freitas A movimentação de cargas no Porto do Pecém deverá ser cinco vezes maior daqui a seis anos e 25 vezes superior até 2022. As estimativas são do Plano de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém elaborado pela agência de cooperação japonesa Jica e apresentado ontem pela Secretaria da Infra-estrutura do Estado (Seinfra). O trabalho propõe estratégias básicas de curto e longo prazo, sugerindo investimentos da ordem de R$ 616 milhões e R$ 1,4 bilhão nesses períodos, respectivamente. Para alcançar tais resultados, obras de melhorias estruturais, ampliações e construção de novos equipamentos já estão listadas. Mais quebra-mares, além da extensão do existente, canais de acesso marítimo, ramais ferroviários e outra ponte são propostos. A instalação de quatro novos terminais (para contêineres, frutas, grãos/fertilizantes e múltiplo uso) estão entre os itens mais importantes e urgentes na avaliação dos especialistas da Jica. LICITAÇÃO - Destes terminais, o de múltiplo uso, no valor de R$ 300 milhões, já está assegurado, com a entrega dos envelopes com propostas para licitação do píer - o terceiro do Pecém - marcada para 2 de março. O terminal de múltiplo uso abrigará as operações das cargas em geral, atualmente realizadas no terminal siderúrgico que, com a construção da Usina Siderúrgica Ceará Steel, servirá exclusivamente a este empreendimento. “É preciso ter estratégias de ações para um complexo como o do Pecém, tanto pensando a curto como longo prazo, como apresenta o estudo”, entende o titular da Seinfra, Luiz Eduardo Barbosa de Moraes. “Podem acontecer alterações naturais, mas a linha mestra para acompanharmos o desenvolvimento já está montada”, complementa. Na opinião do secretário, devido aos resultados do cenário atual do Pecém, a tendência apontada pelo estudo deverá ser concretizada elevando significativamente a economia local. Em 2005, quase 1,1 milhão de toneladas de carga geral foram movimentadas no terminal. Para 2012, estão previstas 5,7 milhões de toneladas e, dez anos depois, 27,4 milhões de toneladas. O plano tem como princípio maximizar a capacidade do porto, abrindo perspectivas de ampliação. Busca apoiar indústrias locais instaladas ou não no complexo, servir de portão do mercado internacional para outros estados brasileiros e promover serviço logístico. Além disso, há gargalos a serem solucionados para tornar eficientes as estratégias. Cita a inexistência de berços especializados para a movimentação de contêineres e pequena agitação do mar em um dos píers do porto, o que não compromete a produtividade do equipamento, mas, uma vez solucionado o problema, poderá elevar a capacidade operacional. As condições socioambientais também estão destacadas no plano, que sugere a seleção de alternativas com menores impactos e a busca de soluções para os mesmos. | |
| TOPO | |
| O POVO |
22 de fevereiro de 2006 |
| SIDERÚRGICA CEARÁ STEEL | |
| Obras da siderúrgica Ceará Steel avançam | |
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A tão aguardada licitação para o início da II Etapa do Projeto de Terraplenagem da siderúrgica Ceará Steel, no Complexo Portuário do Pecém, será anunciada em março, no Rio de Janeiro
Já começa a tomar forma o projeto de construção da usina Siderúrgica Ceará Steel, que será construída no Complexo Portuário do Pecém, cujo investimento estimado é da ordem de US$ 759 milhões. No próximo dia 3 a Ceará Steel anuncia, no Rio de Janeiro, a empresa que irá realizar a II Etapa do Projeto de Terraplenagem. Várias empresas cearenses estão na disputa. A primeira etapa do Projeto de Terraplenagem começou no dia 5 de fevereiro e está sendo executado pela Lomacon Locação e Construção. "Devemos entregar o trabalho dentro de 60 dias, apesar do prazo final encerrar somente em maio", afirma Alexandre Ribeiro, dono da Lomacon. Segundo Ribeiro, o trabalho de terraplenagem corresponde a uma área de oito hectares e consumirá um volume de 84 mil metros cúbicos de areia. Para esta etapa, a Ceará Steel investiu R$ 800 mil. Em dezembro passado, foram entregues dois galpões, cada um com 300 m2, construídos por outra empresa cearense, a Mercurius Construções Ltda. O coordenador de Transporte e Obras da Secretaria de Infra-estrutura do Estado do Ceará (Seinfra), Marcírio Rocha, afirma que a obra não depende do Governo Estadual, pois está atrelado ao cronograma da Ceará Steel. Ele informa que os acessos rodoviário e terrestre já foram concluídos. O secretário do Desenvolvimento Econômico do Ceará, Régis Dias, conta que a siderúrgica possibilitará uma expansão de 41% nas exportações cearenses. Espera-se também que a siderúrgica proporcione um incremento de 2% na produção de riquezas do Estado, contribuindo para que o PIB estadual chegue à casa dos R$ 32 bilhões. Em 2022, o Porto do Pecém deverá movimentar 27,487 milhões de toneladas de carga. É o que prevê estudo elaborado pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) sobre o Plano de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém. O documento foi apresentado ontem e é resultado de um acordo de cooperação assinado em outubro de 2004, entre a Agência e o Governo do Estado. O documento se divide em duas partes: a primeira, de curto prazo, que vai até 2012, e a segunda, de longo prazo, que traça um cenário até o ano de 2022. Para o secretário de Infra-Estrutura do Estado, Luiz Eduardo de Moraes, o estudo é bastante amplo e mostra aspectos importantes como operação de cargas. A previsão é de que o Pecém movimente, até 2012, um volume quatro vezes maior do que o atual. Com relação à movimentação de cargas em geral os consultores japoneses são bastante otimistas. Em 2005, o porto movimentou 1,1 milhão de toneladas. Em 2012, a movimentação passaria para 5,734 milhões de toneladas, segundo o estudo. "Para chegarmos a esse número e darmos conta de toda essa movimentação, será necessário aumentar o quebra-mar e construir um píer de multiuso, terminal de frutas e terminal de contêiner", observa Luiz Eduardo. As propostas para a construção do terceiro píer e ampliação do quebra-mar deverão ser entregues no próximo dia 2. O investimento previsto está orçado em R$ 300 milhões. | |
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| O POVO |
22 de fevereiro de 2006 |
| SIDERÚRGICA EM PERNAMBUCO | |
| Vertical S/A - Siderúrgica | |
| As negociações entre Pernambuco e o grupo russo TMK para a instalação de uma siderúrgica de US$ 1,8 bilhão no Complexo Industrial e Portuário de Suape, estão gorando. A Câmara de Comércio Brasil-Rússia, que fazia a intermediação, tirou o time. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
22 de fevereiro de 2006 |
| JORGE PARENTE | |
| Lêda Maria - Celebration III | |
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Celebration
Gerações se encontraram na festividade. Entre os jovens casais: Graça e Jorinho da Escóssia, Micheline Sampaio e Edilson Pinheiro, Claudiana e Rodrigo Loureiro, Nestor Silva e Rosângela de Francesco. No grupo dos mais dançantes: Deusmar Queirós e Auricélia; Raimundo Viana e Irene; Tane Albuquerque e Francisco de Matos Brito; Maria Wanda e Valdélio Leite; Têca e Petrônio Leitão; Aldenísia e Epitácio Oliveira; Socorrro e Glauco Magalhães; Cristina e Fernando Bezerra; Siridião Montenegro e Luizianne. Celebration II E os sorrisos bordavam todos, no cenário do Lulla´s Palace, na festa Celebration, registrando as alegrias e atraindo sobre a colunista os melhores votos de muitas amizades longas e outras recentes, mas igualmente semeadas entre flores e frutos de um trabalho jornalístico exercido com seriedade e muito entusiasmo. É impossível descrever tanta beleza e tantas alegrias. Mas, se naquela noite de sexta-feira, 17, celebrava-se mais vida, também acordava-se a infância cultivada e expressada nos muitos beijos e abraços, na descontração da dança, no saborear dos doces e chocolates, nas cores vibrantes das roupas bonitas, ocupando a grande passarela. E tudo isso dividimos em preces e agradecimentos para Lucília Loureiro, Virgínia de Morais, Ana Melo, Mafrense, Marilza Pessoa, Carol Belchior, Jacaúna Aguiar, Luisinho e todos os membros de sua banda. Com o maestro da Camerata da Unifor, Marcos Vinícius Cardoso, e de todos os jovens músicos. Com Frank Borges (que linda iluminação e efeitos) e Jovonni Fábio; com Aurora Batista Pinto (Hertz Filmagens); com os fotógrafos Máximo Moura, João Batista e Auston. Com Danilo Nutto que, seguindo o projeto de Jacaúna, levou as bonitas colheitas de sua Flora Tropical. Dividimos com José Rangel e Walney Haidar, filmando tudo para exibir na TV Diário. Celebration III ...E se a gratidão é dom, é partilha, é amor, está na hora de regá-la. Foram muitos os amigos festejando e garantindo a beleza da noite: os Cláudio Targino, os Gastão Bittencourt, os Jorge Parente, os Humberto Bezerra, os Adauto Bezerra, os Newton Freitas, os Ricardo Saad, os Ronaldo Otoch, os Marcelo Teixeira, os Lavanery Wanderley, os Beto Studart, os Epitácio Oliveira, os Marcelo Freitas, os Alberto Oliveira, os Tin Gomes, os Paulo Bezerra, os Vicente Belchior. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
22 de fevereiro de 2006 |
| PSDB | |
| Editorial - O PSDB e a difícil arte de ceder à democracia interna | |
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Ao exigir apoio unânime do PSDB para disputar a Presidência da República contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o prefeito de São Paulo, José Serra, parece ter assimilado a lição das eleições de 2002. Naquela época, disputando internamente a legenda com Tasso Jereissati, então governador do Ceará, Serra ganhou a luta nos bastidores, numa disputa considerada pouco leal por seu adversário e seguidores. Tasso desistiu. E Serra ganhou, mas não levou, pois foi para as urnas com um partido dividido.
Quando o prefeito afirma que só é candidato por consenso, está dizendo que não enfrentará uma outra eleição presidencial com um partido dividido. A cúpula partidária, no entanto, parece não conseguir conciliar o interesse de todos - o partido unido nas eleições presidenciais - com os interesses individuais - as partes em disputa pela legenda do partido. A forma como a escolha do candidato tucano está sendo conduzida produzirá outro Jereissati - desta vez, pelas mãos do próprio Tasso, presidente do PSDB e um dos cardeais que arrogou a si o papel de decidir por todo o partido. Na hora em que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, resolveu afrontar a cúpula tucana e manteve a sua candidatura, apesar de todos os sinais de que não era o preferido dos deuses reunidos em triunvirato, colocou o partido numa situação historicamente nunca vivida. O PSDB está na iminência de expor publicamente uma disputa interna sem dispor de mecanismos partidários para resolvê-la. Acostumado a decisões de bastidores, a legenda não desenvolveu práticas de consulta que envolvam mais de uma dúzia de líderes. A lei partidária define a Convenção Nacional como instância máxima de decisão sobre candidaturas. Teoricamente é ela quem escolhe o candidato - embora, no caso tucano, a escolha referendada pela convenção sempre tenha ocorrido antes, nas reuniões privadas, escondidas do público. Nada impede que o partido se manifeste, de fato, nas instâncias partidárias. O PMDB, o menos orgânico do país, dá-se ao direito de brigar a cada véspera de eleição para resolver inclusive se vai ter ou não candidato à Presidência. O PT, que nunca teve um outro candidato a presidente que não Lula, enfrentou prévias em 2002, que escolheram o Lula de sempre e preteriram o senador Eduardo Suplicy. E o mundo não caiu. O problema é que a cúpula do PSDB, se for cumprir a condição de Serra de não enfrentar nenhum tucano, terá que passar como um trator sobre o grupo que apóia Alckmin. E aí criará dois cenários possíveis. Num primeiro, Alckmin reivindicaria seu direito de concorrer à legenda e disputaria com Serra na convenção, enfrentando a decisão dos dirigentes. O derrotado, seja quem for, nesse clima de radicalização tende a voltar as costas para o candidato oficial. Num segundo cenário, Alckmin, reconhecendo o poder da cúpula tucana, desiste de se candidatar. Nesse caso, a exposição pública da disputa e de sua preterição pelo triunvirato não permite saída honrosa para o governador. Não seria uma desistência, mas capitulação. Convencer o derrotado, nessa circunstância, a se empenhar numa disputa presidencial a favor do vitorioso, vai ser difícil. Ainda mais se tratando dos dois contendores em questão. Não fosse a disputa interna, pública e ampla, considerada uma prática condenável, talvez o partido não tivesse se partido ao meio nas eleições de 2002, reduzindo substancialmente as chances de vitória de Serra. Pela mesma razão, o partido de FHC, Tasso Jereissati e Aécio Neves corre o risco de ir para as urnas novamente dividido. Prova de que a prática oligárquica causa incômodos internos são as recentes manifestações de governadores tucanos alijados do processo de escolha. E também o desagrado de figuras menos cotadas na vida partidária, como a viúva do ex-governador Mário Covas, dona Lila. Isso pode parecer uma subversão para o partido, mas dona Lila, que não é dirigente, se colocou como parte da contenda. Deixou claro o seu direito à opinião. "Nosso partido não é pipoca para ficar pulando de um lugar para outro", afirmou, cobrando de Serra seu compromisso de administrar a capital paulista até o último dia de governo. E também o seu direito à discordância: "Na minha região, se Alckmin não for candidato, tod os vão votar em branco". | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
22 de fevereiro de 2006 |
| ELEIÇÕES 2006 - SUCESSÃO PRESIDENCIAL | |
| SUCESSÃO PRESIDENCIAL - Tasso já admite prévias no PSDB | |
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São Paulo - A cúpula do PSDB já admite a realização de prévias para escolher o candidato do partido à Presidência da República. O presidente nacional do partido, Tasso Jereissati (CE), disse ontem que as prévias podem acontecer se não houver consenso em torno de um nome único.
‘‘Se não houver entendimento, se poderia discutir critérios para alguma disputa (interna)’’, disse Tasso após almoço com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Também participaram do encontro o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de Minas, Aécio Neves. Tasso foi o segundo integrante do trio a admitir a possibilidade de realização de prévias --ferramenta que era defendida por Alckmin para driblar a preferência da cúpula pelo prefeito de São Paulo, José Serra. Anteontem, FHC também cogitou a realização de prévias. O senador, no entanto, também mostra que deve utilizar a solução somente em um caso limite. ‘‘Para mim, vai ser um fracasso pessoal muito grande não conseguir esse entendimento’’, afirma ele. A mudança de tom em relação às prévias ocorreu após os ‘‘excluídos’’ do PSDB, liderados pelo governador de Goiás, Marconi Perillo, criticarem o processo de escolha do candidato tucano. Perillo disse que a escolha não poderia ficar na mão de poucos e defendeu as prévias. Apesar de admitir as prévias, Tasso disse que continuará buscando um entendimento entre Alckmin e Serra. ‘‘O problema é que queremos chegar a um entendimento que abranja perfeitamente os dois [possíveis candidatos]’’. Segundo ele, a cúpula continuará se reunindo com Alckmin e Serra para chegar a uma definição. ‘‘Esse entendimento passa por uma série de conversas que continuarão a acontecer entre nós, dirigentes do partido, o governador Alckmin e o prefeito Serra’’. Tasso marcou uma data para encerrar essa definição: a 1ª quinzena de março. O encontro de ontem foi marcado após o mal-estar gerado pelo jantar da semana passada entre a cúpula e Serra num restaurante de São Paulo. | |
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| O POVO |
22 de fevereiro de 2006 |
| DÓLARES NA CUECA - JOSÉ GUIMARÃES | |
| ESCÂNDALO DA CUECA - Guimarães na mira de um novo processo disciplinar | |
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Depois de ser absolvido pela Assembléia por uso de caixa 2 em campanha, o petista José Guimarães está novamente no alvo. A Mesa Diretora da Assembléia decidirá se encaminha o caso dos "dólares na cueca" para o Conselho de Ética
Em meio ao tiroteio entre PSDB e PT na Assembléia Legislativa, a Mesa Diretora da Casa deverá definir hoje à tarde, em sorteio, o nome do deputado que vai analisar o inquérito do Ministério Público Federal (MPF) sobre a suposta participação do deputado José Nobre Guimarães (PT) no "escândalo da cueca". Caberá ao deputado sorteado, integrante da Mesa, decidir se o caso vai para o Conselho de Ética. A decisão será votada pelos membros da Mesa. Então assessor parlamentar de Guimarães e ex-dirigente petista, Adalberto Vieira foi preso em São Paulo, em julho de 2005, com mais de R$ 200 mil na bagagem e US$ 100 mil escondidos na cueca. No ano passado, uma representação foi apresentada contra o parlamentar no Conselho de Ética. O ouvidor Antônio Granja (PSB) não encontrou indícios da participação do deputado no episódio e pediu arquivamento do caso. As investigações do MPF, no entanto, apontaram indícios de que o dinheiro encontrado com Adalberto seria fruto de propina de contrato do Banco do Nordeste (BNB) com o Sistema de Transmissão do Nordeste (STN), no valor de R$ 300 milhões. Um dos envolvidos seria o ex-assessor da Presidência do BNB, Kennedy Moura, então apadrinhado de Guimarães. O POVO apurou que são grandes as chances de a representação contra Guimarães, desta vez, vingar no Conselho de Ética. A começar pela definição do deputado que decidirá sobre o caso. O sorteio será realizado entre seis deputados da Mesa - três deles do PSDB. E a posição será submetida a todos os membros do colegiado. Se o caso for encaminhado, o Conselho de Ética vai decidir se o processo disciplinar será aberto. O que deverá pesar mais para a retomada do caso é o acirramento entre tucanos e petistas nos últimos dias. Um deputado do PSDB disse ao O POVO que o ambiente político favorece a abertura do processo. O critério, tecnicamente, é a existência de algum fato novo no inquérito do MPF. "Qualquer faisquinha pega fogo", admite uma fonte. A decisão política na abertura do processo é admitida até pelo presidente do Conselho de Ética da Casa, deputado Marcos Tavares (PP). "É inevitável que se coloque muito tempero político na coisa", disse. O pedido de abertura de processo contra um deputado pode ser encaminhado pela Mesa Diretora e também por um partido político. O presidente do PSDB no Ceará, Raimundo Viana, afirma que o partido poderá seguir esse caminho. "O que a executiva decidir, eu vou apoiar", disse. Segundo ele, as denúncias contra o PT são "muito mais graves" do que "pequenos deslizes". (Erivaldo Carvalho) ENTENDA O CASO - Em setembro de 2003, o consórcio Sistema de Transmissão Nordeste (STN) vence licitação para a construção da linha de transmissão de energia elétrica que liga Teresina (PI) a Fortaleza, no valor de R$ 408,46 milhões. - Em 30 de janeiro de 2004 começam negociações formais entre o BNB e a STN para a concessão do empréstimo. - Em 6 de julho de 2005, Kennedy Moura participou, em São Paulo, de reunião no escritório de advocacia Leite, Tosto e Barros, que presta assessoria jurídica ao STN. Segundo a comissão de sindicância do BNB, sem conhecimento do banco. - Adalberto chega a São Paulo em 7 de julho e faz uma ligação para o celular de Kennedy Moura. - O então assessor petista é preso na manhã do dia 8 de julho, tentando embarcar no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, rumo a Fortaleza, com R$ 209 mil em uma mala e US$ 100 mil na cueca. - No dia seguinte à prisão, Guimarães, em São Paulo para reunião do diretório nacional do PT, pede para que Kennedy vá ao seu encontro alegando "razão de Estado". Kennedy chega a São Paulo no dia 10, e se reúne com Guimarães. Segundo ele, Guimarães lhe pediu para assumir que era o dono do dinheiro. O deputado nega. - No dia 11 de julho, Kennedy pede exoneração. - No dia 7 de outubro, a sindicância do BNB constatou que Kennedy atuou além de suas atribuições para liberar R$ 299,95 milhões ao STN. - No dia 7 de dezembro, o Ministério Público Federal entra com uma ação de improbidade contra Kennedy. Guimarães foi acusado como "possível beneficiado". O presidente do BNB, Roberto Smith, e outros três assessores foram acusados de facilitar a liberação do empréstimo. Petista se diz "indignado" [22 Fevereiro 02h13min 2006] O deputado José Nobre Guimarães (PT) reage com indignação à tentativa de reabertura do processo contra ele no Conselho de Ética. Ele acredita que seja uma manobra tucana para tentar criminalizar o PT e suas lideranças. O petista argumentou que o processo já havia sido arquivado por falta de provas e que não existe fato novo para tal procedimento. Guimarães considera "muito esquisito" que os tucanos queiram reabrir o processo no momento em que o senador Tasso Jereissati (PSDB) faz ataques ao PT. "Acho que é ruim para a Assembléia Legislativa", afirmou. Ele disse que a bancada do PT já procurou o presidente Marcos Cals (PSDB) para dizer que os petistas "não aceitam esse jogo político". O parlamentar argumentou ainda que o processo corre em segredo de justiça e que "meia dúzia" de deputados não podem ter acesso às informações. "Os advogados vão tratar disso", avisou. Questionado se a situação prejudicaria seu retorno à liderança da bancada petista na Assembléia, Guimarães desconversou. "Não quero tratar de liderança na mídia", afirmou. Nos bastidores ele admite que quer voltar a ser líder. A bancada, no entanto, está rachada. (Daniel Sampaio) | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
22 de fevereiro de 2006 |
| ELEIÇÕES 2006 - SUCESSÃO PRESIDENCIAL | |
| Lula sobe e supera Serra por 5 pontos no segundo turno | |
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ELEIÇÕES 2006/PRESIDÊNCIA
Presidente dobrou votação entre os que ganham mais de 10 salários mínimos, mostra Datafolha DA REDAÇÃO O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a ser o candidato favorito na eleição presidencial de outubro deste ano. Lula hoje venceria o prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), tanto no primeiro como no segundo turno de votação. Essa dupla vitória do presidente petista não era registrada pela série de pesquisas do Datafolha desde agosto do ano passado. No Datafolha anterior, realizado há três semanas, o presidente Lula saíra da condição de candidato derrotado já no primeiro turno em especial graças aos eleitores que votam no Nordeste e aos mais pobres (que ganham menos de R$ 1.500 por mês). O presidente assumiu a liderança da corrida eleitoral ainda devido aos votos dessas fatias do eleitorado. Mas foi entre os mais ricos que se registrou a maior reviravolta na opinião do eleitor: Lula dobrou sua votação entre os entrevistados que ganham mais de dez salários mínimos mensais (R$ 3.000). Na pesquisa de intenção de voto espontânea, na qual não são apresentados os nomes dos candidatos ao eleitor entrevistado, Lula subiu de 23% das preferências para 30%, contra 11% de Serra (que tinha 9%) e 4% de Alckmin (que ficou na mesma). Na corrida para a reeleição, o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) atingia 19% das intenções de votos no mês de março de 1998. A vantagem de Lula Na pesquisa Datafolha realizada na segunda e na terça-feira, 39% dos eleitores votariam em Lula, contra 31% dos que escolheriam Serra, considerado o cenário de candidaturas mais disputado, no qual o candidato do PMDB é Anthony Garotinho, com 8% das preferências. O adversário de Garotinho no PMDB, Germano Rigotto, governador do Rio Grande do Sul, não passa de 3% em nenhum cenário do levantamento. Na pesquisa anterior, realizada há três semanas, Lula e Serra empatavam no primeiro turno. No segundo turno, o prefeito ainda batia o presidente por 49% a 41%. Lula agora vence a rodada decisiva da eleição por 48% a 43% das intenções de voto. O governador paulista, Geraldo Alckmin, o outro presidenciável tucano, que já chegou a empatar a disputa com Lula no segundo turno, em dezembro do ano passado, seria hoje derrotado por 53% a 35%. A vantagem do presidente sobre Alckmin no primeiro turno, que havia chegado ao mínimo de oito pontos percentuais em dezembro, é agora de 43% a 17% das intenções de voto. Votos e renda O eleitorado mais rico, aquele de renda superior a R$ 3.000, é minoria no país e, portanto, na amostra de eleitores do Datafolha, em que representa cerca de 5% dos entrevistados. Neste universo, o desempenho dos tucanos ainda é melhor que o do presidente petista. Serra bate Lula por 35% a 31% das intenções de voto no primeiro turno, um quase empate se considerada a margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Mas há apenas três semanas, a vantagem do tucano era oito vezes maior, 49% a 16%. Alckmin também vence Lula entre o eleitor de renda mais alta. Mas o governador paulista decaiu de uma vitória por 45% a 15% para uma vantagem agora mínima sobre o presidente, de 36% a 30% O presidente da República supera Alckmin no primeiro turno por 29 pontos percentuais entre os mais pobres, cerca de 86% dos eleitores da amostra do Datafolha. Serra perde de 40% a 31%. Garotinho, um dos postulantes peemedebistas, se beneficia marginalmente caso o candidato tucano seja Alckmin, situação em que teria 11% dos votos. (VINICIUS TORRES FREIRE) | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
22 de fevereiro de 2006 |
| ELEIÇÕES 2006 - SUCESSÃO PRESIDENCIAL | |
| Ciro recomenda PMDB para vaga de vice de Lula | |
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DA AGÊNCIA FOLHA, EM FORTALEZA
Um dos nomes cotados para ser o vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas eleições, Ciro Gomes (PSB), ministro da Integração Nacional, disse ontem que pode ser candidato a deputado federal pelo Ceará e que o presidente deveria procurar alguém do PMDB de Minas ou do Sul para a vaga de vice. Antes de recomendar que Lula procure o PMDB para preencher a função de vice, Ciro, que ontem seguia do aeroporto de Fortaleza a Brasília, fez elogios ao atual, José Alencar, a quem ele considera um homem "de altíssima qualidade moral e intelectual e líder empresarial importante". "Se ele não puder ou não quiser, o que se recomenda é que o presidente procure recrutar alguém do PMDB, de preferência de Minas ou do Sul, onde há um pouco mais de deficiências eleitorais para sua eventual candidatura." Sobre seu próprio destino político, Ciro disse que há a hipótese até de não se candidatar a nada. Aliado do PT no plano nacional e de Tasso Jereissati (PSDB) no Ceará, Ciro disse que as "balizas nacionais" devem influenciar as decisões de seu grupo no Estado. Um de seus irmãos mais novos, Cid Gomes (PSB), é pré-candidato a governador, em oposição a Lúcio Alcântara (PSDB), que mantém o apoio de Tasso. (KAMILA FERNANDES) | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
22 de fevereiro de 2006 |
| PT - FERNANDO HENRIQUE CARDOSO | |
| PT entra com ação penal contra FHC | |
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O PT entrou ontem com uma ação penal contra Fernando Henrique Cardoso, acusando o ex-presidente de difamação quando afirmou que "a ética do PT é roubar". A ação é baseada em uma entrevista que o tucano deu à revista "IstoÉ" em 8 de fevereiro deste ano, na qual acusa o atual governo de corrupção.
Os papéis, hoje, se invertem em relação a junho de 2004, quando Fernando Henrique processou Luiz Inácio Lula da Silva por ter dito em um discurso que, se os tucanos abrissem uma escola de governo, não matricularia seus filhos pois "o máximo que aprenderiam é roubar". Os dois eram candidatos à Presidência. Segundo o advogado João Piza, representante do PT no processo, o partido entrará ainda com outra ação contra o ex-presidente, desta vez cível e por danos morais. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
22 de fevereiro de 2006 |
| MP DO SIMPLES | |
| Relator consegue adiar votação da MP do Simples | |
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Em uma batalha que incluiu até bate-boca entre o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e o líder do PFL na Câmara, Rodrigo Maia (RJ), o governo conseguiu ontem derrubar o substitutivo à MP 275, elaborado pelo deputado Milton Barbosa (PSC-BA), que alterava as regras do Simples e corrigia as alíquotas das micro e pequenas empresas, e aprovou a preferência para votar a proposta original. Só que o relator deu o troco, apresentou requerimento solicitando que a MP do governo fosse analisada artigo por artigo. Ganhou tempo, a oposição pediu verificação de quorum, derrubou a sessão e a votação foi transferida para hoje.
Rescaldo da chamada MP do Bem, que ampliou os limites de enquadramento das micro e pequenas empresas, a MP 275 estabeleceu novas alíquotas para o pagamento do IRPJ, CSLL, Cofins, PIS/Pasep e INSS dos pequenos e micro empresários. Pelos cálculos da Receita, a nova medida provisória, que estabelece uma alíquota máxima de 12,6% para as empresas situadas na maior faixa de cobrança, com faturamento entre R$ 2,28 milhões a R$ 2,4 milhões, a renúncia fiscal seria de R$ 768 milhões. O relator, contudo, diminuiu o percentual de todas as alíquotas. A maior delas caiu dos 12,6% originais para 8,6%. Com isso, as perdas do governo aumentariam para R$ 1,7 bilhão. "Hoje, quem investe capital em novos empreendimentos é um herói. As micro e pequenas empresas detém 60% dos empregos de carteira assinada. Elas não podem ser mais penalizadas do que já são", defendeu o relator. O líder do PFL na Câmara, Rodrigo Maia (RJ), acusou o governo de chantagem. "O Executivo, não só o atual, jamais corrigiu a tabela do Simples. Agora, que resolve fazer isso, inclui um contrabando aumentando impostos", acusou Maia. O pefelista também bateu boca com o presidente da Câmara. Maia chamou Aldo de mentiroso ao prolongar além dos 40 minutos a espera para que houvesse quorum em plenário. Normalmente calmo, Aldo reagiu. "Vossa Excelência não vai impor sua vontade à Casa. Deixe que a Casa decida se vai ter ou não quórum", retrucou Aldo. O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), ainda comemorava a vitória parcial quando a sessão caiu. Segundo ele, a MP do governo traz benefícios jamais concedidos às micro e pequenas empresas. Os líderes governistas também lembraram que a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas trará novas vantagens para o setor. "Emperrar a aprovação da MP 275 significa atropelar todas as negociações da Lei Geral", lamentou o líder do PSB na Câmara, Renato Casagrande (ES). A base governista não deve votar unida hoje. Dois partidos - PTB e PL - estão extremamente reticentes. O ex-líder do PL na Casa, Sandro Mabel (GO), aproveitou para cutucar a equipe econômica. "Ela não sabe fazer o bem, sempre tem um mal contrabandeado. É como o pai que dá o presente com uma mão e um sarrafo com a outra", brincou o parlamentar. Para ele, a MP 275 é um avanço, mas poderia oferecer muito mais para os pequenos empreendedores. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
22 de fevereiro de 2006 |
| TURISMO NO CEARÁ | |
| Ceará recebeu 9,6% menos estrangeiros na alta estação | |
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Ângela Cavalcante
A vocação do Ceará para o turismo se confirma a cada alta estação com aumento de 8,5% na demanda de visitantes via Fortaleza. Foram 627.093 entre dezembro de 2005 e a metade do corrente mês de fevereiro, contra 578.133 em igual período de 2004/2005. No entanto, apesar do crescimento de 10,9% no turismo doméstico na última alta temporada, há um ponto negativo e preocupante: a redução do número de visitantes vindos do exterior. Um fato que pode afetar a economia do Estado, que tem na atividade um de seus pilares. Estrangeiros continuaram buscando o Estado, mas em menor número, resultando em uma queda de 9,6% contra o período anterior. De dezembro de 2005 à metade de fevereiro deste ano, a quantidade de turistas internacionais que estiveram em Fortaleza sofreu um declínio, passando de 69.376 para 62.709. A razão seria o avanço do Rio Grande do Norte na captação de turistas. “Fortaleza perdeu competitividade diante de Natal, que tem se revelado um competidor feroz. Dos 100% que antes desembarcavam aqui, parte está indo para Natal. Isso gera frustração na geração de empregos do principal negócio da cidade, que é o turismo”, justificou, ontem, o secretário Estadual de Turismo, Allan Aguiar. PÓLOS - Fortaleza não perdeu visitantes apenas para Natal. Considerando os 82 municípios tidos como pólos turísticos do Estado, a Capital foi superada pelo interior. Lá, o crescimento da movimentação turística chegou ao dobro da variação observada na Capital (14,8% e 7,1%, respectivamente). Aguiar voltou a criticar a falta de investimentos do Município de Fortaleza no turismo, a que atribui responsabilidade pela retração na Capital cearense. “Fortaleza está perdendo competitividade para Natal. É preciso uma ação rápida, para que o destino Ceará não venha a ser afetado. Afinal, Fortaleza é o nosso portão de entrada”, argumenta. RESPOSTA - Em resposta, o secretário de Turismo de Fortaleza (Setfor), Henrique Sérgio, lembrou que enquanto Natal teve uma seqüência de “boas administrações” desde o início da década de 80, Fortaleza tem um histórico de más administrações. Para ele “a retomada do controle social, envolvendo os aspectos urbano, ambiental e econômico, é um processo que precisa ser trabalhado, observando as diferentes camadas sociais envolvidas”, avalia o secretário para quem os problemas de Fortaleza não estão restritos a questões turísticas. RECEITA - Para Allan Aguiar, se não for retomada a competitividade do município, os turistas não irão mais deixar receita aqui, passando a criar empregos em outras regiões. Para se ter uma idéia do que a atividade representa para o Ceará, basta atentar para a receita turística. Os resultados econômicos observados no período apontam para uma receita de R$ 689,8 milhões, superando em 24,3% o verificado na temporada de 2004/2005 (R$ 555 milhões). O ganho gerou uma renda de R$ 1.207,2 milhão, também superior em 24,3% à capitalizada anteriormente (R$ 971,3 milhões). O impacto provocado no Produto Interno Bruto (PIB) foi de 15,1%. O gasto per capita por visitante na estação chegou a R$ 1.100, portanto, 14,6% maior que o valor desembolsado pelos turistas em 2004/2005 (R$ 960,00). NACIONAIS - Apesar da queda na visitação de estrangeiros, os dados positivos foram impulsionados pelos turistas nacionais, que ampliaram em 10,9% a procura pela Capital cearense como destino. Foram 564.384 visitantes contra de 508.757 na alta temporada do fim do ano anterior. A demanda hoteleira de Fortaleza foi ampliada em 9,6% entre dezembro de 2005 e fevereiro de 2006, passando a atender 328.492 visitantes contra de 299.695 no ano passado. Já a oferta de leitos nos hotéis na Capital cearense foi ampliada em 3,4% no mesmo período, passando de 10.258 para 10.605 apartamentos. Apesar de positivos, os números contrastam com a ocupação hoteleira, com ligeira queda de 0,67% — 73,1 contra 73,6 vagas ocupadas. | |
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| O POVO |
22 de fevereiro de 2006 |
| TURISMO NO CEARÁ | |
| Projeto quer melhorar imagem do Ceará junto aos turistas italianos | |
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Mostrar um outro Ceará para os italianos é o objetivo do projeto "Um olhar italiano sobre o Ceará", lançado ontem no Hotel Gran Marquise Meliá. A ação de desenvolvimento sustentável, organizada pelo Conselho Euro Brasileiro de Desenvolvimento Sustentado (Eubra), visa atrair grupos de italianos ligados a organizações não-governamentais e universidades para conhecer e entender melhor o Ceará. "Os italianos vêem o Ceará como um destino que só tem praia e turismo sexual. Pretendemos criar mais roteiros turísticos, fomentar o turismo comunitário e familiar e atuar em áreas que tenham carência de desenvolvimento econômico", explica Robson de Oliveira, coordenador do Eubra.
Segundo ele, em agosto deste ano, o Eubra vai trazer um grupo de 50 italianos, entre eles, jornalistas, fotógrafos e empresários, para conhecer novas possibilidades de turismo sustentável no Ceará e divulgar as informações em seu país de origem. "Em setembro, na Itália, os fotógrafos vão expor fotos feitas no Ceará durante o Festival da Cultura Brasileira em Bologna", comenta Oliveira. Ele informa que Tejuçuoca, Cariri, Icapuí, Guaramiranga/Pacoti e Maracanaú serão visitados dentro deste projeto. Pegando carona com esta iniciativa, quatro jovens cearenses (dois de Maracanaú e dois da Capital) já estão arrumando as malas para serem capacitados na Itália, a partir do dia 13 de março, em Hotelaria e Gastronomia, além de aprenderem o idioma italiano. Eles fazem parte de um projeto de Inclusão e Capacitação Turística, também organizado pelo Eubra, com a participação da Secretaria de Turismo do Ceará (Setur) e as prefeituras de Fortaleza e Maracanaú, e serão agentes multiplicadores de conhecimento no Estado, quando retornarem da Itália. A idéia é aperfeiçoar a qualidade de oferta de profissionais para o setor turístico do Ceará e contribuir para melhorar os serviços disponibilizados aos turistas. De acordo com dados da Setur, a Itália é o segundo mercado emissor de turistas para o Ceará, perdendo apenas para Portugal. "Em 2005, 26 mil italianos visitaram o Estado, o que representa um aumento de 15% em relação a 2004", afirma Pedro Capibaribe, coordenador de Marketing da Setur. | |
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