Fortaleza, CE - segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

AIRM - ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- Edilmar Norões - Sudene na berlinda
- Hora de repensar a Sudene
- Diário Político - Favorável
- Social - Reunião com a Classe Industrial Cearense
- Empresários do Ceará criticam lei que recria a Sudene
- Vertical S/A - CALÇADOS: FÓRUM DE DESIGN VEM A FORTALEZA
- Sônia Pinheiro - CLIC

SESI
- Target - Qualidade

ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL
- Política - O segundo Round do Plano Diretor

AGRICULTURA
- Indústria já importou metade do volumede algodão de 2006

AGROINDÚSTRIA
- Criação de usina em discussão
- Entidade quer ampliar negócios no Estado

AGRONEGÓCIO
- Egídio Serpa - Uma história de sucesso

BANCOS
- Vertical - Em alta
- BNB busca novas fontes de recursos

BRASIL
- Fênix

COMBUSTÍVEL
- Lêda Maria - Perdemos
- Edilmar Norões - Destaque cearense

COMÉRCIO EXTERIOR
- Indústria uruguaia desconfia do pacote de promessas de Lula

EMPRESAS
- Vertical - Operação Mateus

EMPRESAS: MICRO-PEQUENA-MÉDIA
- Egídio Serpa - Junta Comercial

GÁS NATURAL
- Semana decisiva para Ceara Steel

INDÚSTRIA
- Produção industrial deve ter quarta alta

INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL
- Emprego na construção civil cresce 7%

INDÚSTRIA DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS
- Moinhos buscam trigo fora da Argentina

INDÚSTRIA METAL- MECÂNICA
- Produção brasileira de aço bruto aumenta 4,9% em janeiro

INFRA-ESTRUTURA
- Transfor sai do papel em março
- Lêda Maria - Triste sina
- Economia - Pecém I

PESCA
- BNB financia pescadores artesanais

RECURSOS HÍDRICOS
- Comunicado - Pacotão

ROBERTO MACÊDO
- Lustosa da Costa - Sem gravidade

TRABALHO
- Curtas - RAIS - Declaração deve ser entregue até 16 de março

TRIBUTAÇÃO
- Empresas têm até dia 28 para apresentar comprovante


DIÁRIO DO NORDESTE

26 de fevereiro de 2007

 
SUDENE
Edilmar Norões - Sudene na berlinda
Debater a recriação da Sudene constitui iniciativa das mais oportunas e, por que não dizer, das mais louváveis. Daí, portanto, a positiva repercussão pela iniciativa da Federação das Indústrias do Ceará levantando, para discussão, a relevante e, por que não dizer, oportuna questão. Marcada para as 18 horas desta segunda-feira, a reunião convocada pelo presidente Roberto Macêdo na medida em que se propõe a ´discutir a recriação da Sudene, avaliando a trajetória de atuação esperada, e as implicações de ordem prática referentes aos artigos vetados pelo presidente Lula´, mais interesse deve despertar junto aos que fazem a Fiec e seus convidados.

Efeitos da Sudene

Ao reunir em seu auditório, além de seus dirigentes, presidentes de sindicatos, empresários e a imprensa, a Fiec demonstra a preocupação da instituição para com uma questão de tanta relevância para o Ceará. Afinal, a discussão permitirá a exposição, como diz o presidente Roberto Macêdo, ´sobre quais efeitos a Sudene pode trazer para a região´. Daí, então, mais se justifica o apoio de todos a mais essa iniciativa da Fiec de interesse regional.

Frustração

Roberto Macêdo lembrou o encontro realizado em junho de 2003, quando Lula, reunido com governadores da região, inclusive os de Minas e Espírito Santo, anunciou o envio do projeto da nova Sudene ao Congresso Nacional. Interpretando, por certo, a frustração dos que alimentam esperança em sua realização, o presidente da Fiec fez uma advertência: “O que poderia significar o retorno tão esperado da Sudene não pôde ainda ser comemorado”.
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DIÁRIO DO NORDESTE

26 de fevereiro de 2007

 
SUDENE
Hora de repensar a Sudene
Apenas o financiamento público ao setor privado é suficiente para reduzir as desigualdades regionais?

A assinatura da lei que cria a Política Nacional para o Desenvolvimento Regional (PNDR) — na última quinta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva —, reacende a discussão da importância de reformatar e reativar a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Para o economista e pós-doutor em desenvolvimento pela Universidade de Harvard, Flávio Ataliba, a retomada do financiamento feito pelo poder público para a iniciativa privada no Nordeste não é bastante para reduzir as disparidades regionais.

´Desde a década de 70, nos moldes da Sudene antiga, a participação do Nordeste na composição do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro se manteve estável, evidenciando a ineficácia do modelo anterior´, argumenta. Ele reconhece que a situação poderia ter se agravado sem a ação da autarquia, mas afirma que aspectos importantes para o desenvolvimento da região eram deixados praticamente de lado.

´O Nordeste tem seu potencial de crescimento limitado por problemas de infra-estrutura e de falta de capacitação de sua mão-de-obra´, argumenta. Como as duas variáveis dependem fundamentalmente de investimentos e políticas desenvolvidas pelo poder público, Ataliba defende que os mecanismos previstos pela nova Sudene contemplem incentivos para estes gargalos.

Apesar de contar com recursos provenientes dos fundos constitucionais e de financiamento do Nordeste (FNE), Norte (FNO) e do Centro-Oeste (FCO) para a implementação da PNDR, o governo aposta na criação de um novo fundo para viabilizar obras públicas. Mas como esse novo instrumento de financiamento seria formado com a transferência de 2% dos recursos arrecadados com IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e Imposto de Renda, a sua criação dependeria de aprovação do Congresso.

Por enquanto, o orçamento dos fundos constitucionais deste ano prevê financiamentos de R$ 9,3 bilhões para o setor produtivo, e mais R$ 2 bilhões dos fundos de desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e da Amazônia (FDA). Segundo o Ministério da Integração, estes mecanismos serão destinados a financiar projetos estruturadores, especialmente de infra-estrutura, com prioridade para os inseridos no Programas de Aceleração do Crescimento (PAC).

A Sudene foi extinta no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso por conta de denúncias de corrupção. Ao chegar ao Palácio do Planalto, Lula reiterou seu compromisso de reativar a autarquia. As leis que recriam o órgão foram publicadas no Diário Oficial da União no dia 4 de janeiro deste ano, mas sem o escopo funcional. O Ministro da Integração Nacional, Pedro Brito, já sinalizou a conclusão do documento ainda no mês de março.

DEBATE NA FIEC
Vetos do presidente fragilizam novo órgão

A recriação da Sudene está na ordem do dia. Hoje, ás 18 horas, na Casa da Indústria, empresários cearenses avaliam a trajetória de atuação esperada da autarquia e as implicações de ordem prática referentes aos artigos vetados pelo presidente Lula. O evento, promovido pela Federação das Indústrias do Estado (Fiec) contará com a participação de Firmo de Castro, ex-superintendente do órgão, e de Alcântara Macedo, economista e diretor do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará (Indi).

Ambos irão expor aos diretores da Fiec, presidentes de sindicatos, empresários e à imprensa quais efeitos a Sudene pode trazer para a região. Segundo Macedo, sem sustentabilidade financeira, o órgão causará grande frustração, pois não terá condições de promover os projetos de desenvolvimento a que se propõe.

Na opinião do empresário, a importância da instituição, que na década de 50 chegou a ser decisiva para o destino do Nordeste e pode vir a ser um dos sustentáculos à retomada do crescimento sustentado da região, foi reduzida com os vetos do presidente Lula à Lei Complementar n° 125, de 3 de janeiro de 2007, que recria a autarquia federal.

Em junho de 2003, o presidente Lula da Silva reuniu, na sede do BNB, no Passaré, em Fortaleza, governadores do Nordeste, de Minas Gerais e do Espírito Santo para marcar o envio do projeto da nova Sudene ao Congresso Nacional. ´Mas o que poderia significar o retorno tão esperado da Sudene não pôde ainda ser comemorado´, avalia Macedo.

O projeto aprovado no dia 29 de novembro acabou sendo sancionado com vetos pelo presidente, no dia 4 de janeiro. Para que a autarquia volte a funcionar, o governo terá que editar decretos regulamentando a nova Sudene. O resultado do veto não agradou a diversos especialistas, os quais apontam que o órgão já nasce fragilizado, com bem menos força do que na época de sua criação.

Um dos principais vetos se refere à origem das verbas para a nova Sudene. A intenção de defensores da proposta inicial era de que uma parte dos recursos originários do FNDE, garantidos via orçamento da União, fosse depositada no Banco do Nordeste e estivesse disponível para o órgão, que teria, assim, renda garantida.
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O ESTADO

26 de fevereiro de 2007

 
CODES
Diário Político - Favorável
O empresário Ivan Bezerra, presidente do CODES (ex-SDE), órgão responsável pelo desenvolvimento econômico do Estado, criou um clima altamente favorável, no âmbito da política, assim como no seio da FIEC, ao assegurar que a sua pasta vai fazer da FIEC seu principal aliado e referência para alcançar seus objetivos.
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O ESTADO

26 de fevereiro de 2007

 
SUDENE
Social - Reunião com a Classe Industrial Cearense
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, Roberto Proença de Macêdo, está convocando a classe industrial cearense para participar, hoje, às 18 horas na sede da Fiec, da reunião que irá avaliar a recriação da Sudene.

O evento contará com a participação de Firmo de Castro, ex-superintendente da Sudene, e de Alcântara Macêdo, economista e diretor do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará.
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O POVO

26 de fevereiro de 2007

 
SUDENE
Empresários do Ceará criticam lei que recria a Sudene
A lei de recriação da Sudene, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva só no início deste ano, não agrada a maioria dos empresários. A Fiec, que considera a instituição essencial para o desenvolvimento do Nordeste, promove hoje um debate

Artumira Dutra
da Redação

Os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos artigos que garantiriam os incentivos fiscais e a regionalização das dotações orçamentárias, além de outros, fragiliza a recriação da Superintendência do Desenvolvimento Regional do Nordeste (Sudene). Empresários criticam a dotação proposta (pouco mais de R$ 1 bilhão), que dependerá dos contingenciamentos e ainda terá que ser dividida com obras de infra-estrutura na região.

Para discutir a recriação da Sudene, avaliando a trajetória de atuação esperada e as implicações de ordem prática referentes aos artigos vetados pelo presidente Lula, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), realiza um debate nesta hoje, a partir das 18 horas, durante reunião semanal da sua diretoria plena, no auditório Luiz Esteves Neto.

O ex-superintendente da Sudene, Firmo de Castro, vai traçar cenários em relação à política de desenvolvimento regional que, segundo ele, nesses tempos de globalização e estabilização está fora de foco. Para ele, a iniciativa do governo Lula em recriar a Sudene é mais para dar uma satisfação política à região mas está longe de dar a importância que órgão merece. "O modelo proposto carece de densidade política e instrumentos operacionais que permitam um mínimo de ações", diz, lamentando que o uso dos incentivos fiscais através de percentuais do Imposto de Renda (IR) e Imposto sobre Propriedade Industrial (IPI), como era no passado, não tenha sido retomado.

Castro afirma que os recursos propostos são insignificantes e, mesmo assim, nem a dotação e liberação deles é garantida. Avalia que a questão regional está fora da agenda e o governo Lula usa uma tática diversionista para enganar, ludibriar a população. "A Sudene só foi criada no último mês do primeiro mandato do governo e mesmo o projeto enviado ao Congresso é ridículo", comenta, acrescentando que até as melhorias feitas pelo Senado foram retiradas.

O especialista critica o fato do Governo federal não tratar lado a lado as questões da integração trazida pela globalização e a regionalização. "A Nação tem que ser moderna, tem que se integrar internacionalmente mas com um mínimo de desigualdade interna", afirma, ressaltando que é preciso ter a consciência de que a globalização não pode levar à internacionalização da Amazônia nem ao agravamento das desigualdades no Nordeste, por exemplo.

O presidente do Sindicato das Indústria de Embalagens e diretor da Fiec, Álvaro de Castro Correia, considera que o problema mais grave da lei que recriou a Sudene é a falta de definição específica de onde virá o dinheiro. Avalia que sem uma fonte certa, sem definir um valor, um percentual anual que será aportado independente da vontade do governo, fica difícil trabalhar. "É preciso regras mais claras", completa.

Outro que faz críticas á lei que recria à Sudene é o presidente do Conselho de Economia, Finanças e Tributação da Fiec e membro do Conselho de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Fernando Castelo Branco Ponte. Explica que foi prejudicial à região o veto à criação do BNB-Par (fundo semelhante ao BNDES-Par) que supriria a deficiência de poupança privada alavancando empreendimentos.

O empresário também lamenta o veto ao artigo que garantiria que os incentivos ao Nordeste seriam mantidos até que a renda per capita da região atingisse o equivalente a 80% da renda per capita nacional. Entende que seria importante manter esse ponto como uma meta em relação ao desnível regional existente. "A essencialidade da Sudene é indiscutível mas os governos não têm sido sensíveis na medida da necessidade dos recursos para que as desigualdades possam ser reduzidas", conclui.

Sem verba, órgão nasce enfraquecido

O projeto de recriação da Sudene - de autoria do poder Executivo - esteve em discussão no Congresso desde agosto de 2003 e sua aprovação era uma das promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já no primeiro mandato. Aprovado no dia 29 de novembro acabou sendo sancionado com vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 4 de janeiro de 2007.

Mas isso não é tudo. Para que a instituição volte a funcionar o governo ainda terá que editar decretos regulamentando a nova Sudene. O resultado do veto não agradou a diversos especialistas, os quais apontam que o órgão já nasce fragilizado, com bem menos força do que na época de sua criação. Um dos principais vetos se refere à origem das verbas que deveriam formar a nova Sudene.

A intenção de defensores da proposta inicial era de que os recursos originários do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FNDE) não fossem contingenciados pelo governo. A cada mês, uma parte desses recursos, previstos anualmente no orçamento da União, seria depositada no Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e estaria disponível para o órgão. Com o veto a essa emenda, a Sudene deixa de ter uma renda garantida.

A nova Sudene terá em caixa R$ 1 bilhão para emprestar a empresários que querem investir em nove estados do Nordeste (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia) e no norte de Minas Gerais e no semi-árido do Espírito Santo. O dinheiro é do FDNE e o fundo será irrigado todos os anos com mais R$ 30 milhões dos fundos setoriais. A Adene será extinta. (AD)

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O POVO

26 de fevereiro de 2007

 
INDÚSTRIA DE CALÇADOS E ACESSÓRIOS
Vertical S/A - CALÇADOS: FÓRUM DE DESIGN VEM A FORTALEZA
O Sindicato da Indústria de Calçados de Fortaleza (Sindcalf) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-CE) promovem no dia 13 de março, na Fiec, o 12º Fórum de Design e Tecnologia de Materiais para Calçados e Acessórios. O evento acontece duas vezes ao ano, numa agenda itinerante, em 19 pólos calçadistas. Passa por 10 estados nas cinco regiões do País. No Ceará, o encontro também percorre Juazeiro do Norte, no dia 15 do mesmo mês. O pontapé foi em 27 de fevereiro, em São Paulo, e o bota-fora será em 26 de abril, no Rio de Janeiro. Quem promove é a Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), junto com Sebrae e Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

O Fórum antecipa informação sobre inspirações, cores e formas. O fórum também inclui a exposição de componentes em um show-room, com 115 empresas distribuindo catálogos de produtos e cartelas de cores. O Núcleo de Design Assintecal, coordenado pelo estilista Walter Rodrigues, define os temas, cores e inspirações para a próxima estação. Ele fará palestra sobre design.
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O POVO

26 de fevereiro de 2007

 
COMUNIDADES INDÍGENAS DO CE
Sônia Pinheiro - CLIC
Valéria Cavacante, diretora da VC Eventos, Wânia Dummar, diretora de Responsabilidade Social da FIEC, e Silva de Melo Cunha, presidente da Comissão de Marketing do 52° Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia.
Palco do meeting: atelier dos índios tremembés, tendo como anfitriã Wânia Dummar. O conclave, que receberá 6 mil participantes, em novembro, tenciona mimar os convencionais com peças artesanais feitas pelas comunidades indígenas do CE, contribuindo, assim, pela sobrevivência de seu povo e o fortalecimento de suas manifestações culturais.

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DIÁRIO DO NORDESTE

26 de fevereiro de 2007

 
PRÊMIO SESI DE QUALIDADE NO TRABALHO
Target - Qualidade
Novidades na edição 2007 do Prêmio Sesi de Qualidade no Trabalho (PSQT). Será concedido um selo de qualidade às empresas que comprovarem boas práticas de gestão, propiciando-lhes um diferencial competitivo no mercado. Podem concorrer empresas do setor industrial, tanto contribuintes adimplentes do Sesi quanto as que optarem pelo Simples, nas categorias Micro; Pequena; Média; e Grande Empresa. O lançamento estadual ocorrerá dia 1º de março, na Fiec.
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O POVO

26 de fevereiro de 2007

 
PLANO DIRETOR DE FORTALEZA
Política - O segundo Round do Plano Diretor
O embate em torno do novo Plano Diretor de Fortaleza está longe de acabar. O presidente da Câmara Municipal, Tin Gomes (PHS) pretende criar uma comissão de 9 vereadores para analisar, artigo por artigo, a proposta aprovada no Congresso do Plano Diretor. Tin quer ainda que cinco técnicos acompanhem a discussão e não esconde que quer mudanças na proposta já aprovada. “O plano está cheio de problemas”, diz. A Prefeitura segue outra linha. Passará os próximos meses discutindo se envia alguma emenda à proposta aprovada no Congresso. O núcleo político da administração avalia que o melhor cenário seria alterar a proposta o mínimo possível, mas para isso ainda terá de superar as divergências entre os secretários Olinda Marques (Habitafor) e José Meneleu (Planejamento) de um lado; e Luciano Feijão (Infra-estrutura) e Daniele Valente (Meio Ambiente), de outro.

Na avaliação de Tin Gomes, a Câmara levará pelo menos três meses para analisar o assunto. “Se a proposta não chegar até agosto, poderemos até discutir não teremos tempo para votar este ano”. É um sinal de que a tensão que permeou todo processo deve voltar com força total.
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GAZETA MERCANTIL

26 de fevereiro de 2007

 
ALGODÃO
Indústria já importou metade do volumede algodão de 2006
São Paulo, 26 de Fevereiro de 2007 - Em menos de dois meses as indústrias brasileiras já importaram o equivalente à metade do algodão adquirido no exterior em todo o ano passado. A diferença de até US$ 0,10 centavos por libra peso entre o preço no Brasil e no exterior é que está estimulando a compra.
Estimativas da Safras & Mercado é de que 43 mil toneladas foram registradas para o ingresso no País até a semana passada. No ano passado foram 81 mil toneladas entre janeiro e dezembro. Diferente de 2006, as importações não estão ocorrendo apenas entre as indústrias do Nordeste, que tradicionalmente trazem algodão dos Estados Unidos - a US$ 0,54 a libra-peso. Empresas do Sul e Sudeste também estão comprando, mas do Paraguai - cujo preço é de US$ 0,59 a libra-peso. A valorização do real deixa o produto nacional mais caro que os demais países - US$ 0,68 a libra-peso.
A movimentação das importações fez com que o mercado interno se comportasse de modo atípico para a entressafra. Mesmo com a menor oferta de produto nacional, as cotações do algodão caíram. Entre 14 e 21 de fevereiro, o Indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) teve queda de 0,44%, fechando o período em R$ 1,4389 a libra-peso. Na primeira quinzena do mês, a desvalorização foi de 0,86%, segundo a pesquisa da instituição.
"O preço está fazendo valer a pena trazer algodão de fora", diz Miguel Biegai Júnior, analista da Safras & Mercado. Além de o dólar encarecer o produto nacional, Biegai Júnior acrescenta que a qualidade da fibra estimularia a indústria local a comprar o algodão brasileiro e, por isso, pagar mais caro. O analista diz ainda que a fibra do exterior custa mais barato porque os preços internacionais do algodão recuaram, em virtude de uma menor demanda chinesa.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 7)(Neila Baldi)
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DIÁRIO DO NORDESTE

26 de fevereiro de 2007

 
SETOR CANAVIEIRO
Criação de usina em discussão
Hoje, uma reunião, no Crato, discutirá a viabilidade da instalação de uma usina de US$ 60 milhões, no Cariri.

Missão Velha. A promessa de incentivos do governo do Estado para melhorias do setor canavieiro desperta a atenção para a busca de empreendimentos no setor. As discussões se detêm à instalação de uma usina no valor de US$ 60 milhões, empreendimento da Embracon, empresa consorciada de São Paulo, que atua com várias usinas no sul do País. Hoje, será realizada reunião, no Crato, para retomada do assunto. Por outro lado, os mais precavidos vêem as condições hídricas e de produtividade com mais reservas. A meta inicial dos empreendedores é de produzir cana-de-açúcar em 12 mil hectares e gerar de 4 a 5 mil empregos diretos.

A Usina Manoel Costa Filho, por quase 30 anos, com sede em Barbalha, absorveu a produção no Cariri, com mais de 3 mil empregos direitos e indiretos. No auge, foram processadas cerca de 310 toneladas de cana, com a industrialização de 650 mil sacas de açúcar e 7 milhões de litros de álcool. Se chegou a comprar cana de outros estados.

Desativada

Há cerca de 3 anos desativada e mergulhada em dívidas com os produtores e funcionários parados, técnicos da região e representantes políticos admitem a necessidade de uma empresa moderna, com tecnologia de ponta para dar incentivo aos produtores de voltarem a cultivar a cana nas áreas de aluvião.

Recentemente, foi realizada reunião em Missão Velha com o objetivo de suscitar discussões em torno da viabilidade de investimento no setor, com técnicos agrícolas, secretários municipais de agricultura e prefeitos. O objetivo foi tirar, inicialmente, uma comissão para elaboração de estudos mostrando o potencial do Cariri para alavancar o desenvolvimento do setor. Três cidades da região poderão ser sede da usina: Crato, Missão Velha ou Barbalha.

Por enquanto, apenas Barbalha se antecipa. Segundo o secretário de Agricultura do município, Tadeu Macedo, prova disso é a Usina Manoel Costa Filho. Sua instalação foi determinada por critérios técnicos. Além disso, a área de aluvião é ligada a Missão. Já o secretário de Agricultura de Missão Velha, Francisco Francivaldo Cruz, diz que o município já foi responsável pelo plantio de mais de 4. 200 mil ha de cana, hoje atingindo uma área de 1.200 ha. “Somos ainda os maiores produtores de cana e isso tem se confirmado historicamente”. Mas é precavido as discussões técnicas apenas são iniciadas, em prol da região.

Ele ressalta a necessidade mundial do mercado, para a fabricação de combustíveis não poluentes, principalmente a partir do Tratado de Kioto. Cita a diluição do álcool na gasolina como exemplo. No caso do grupo paulista, Francivaldo diz que eles entrarão com investimentos próprios e financiamentos bancários.

As discussões não levam em consideração a Usina Manoel Costa Filho, segundo o secretário, por não se saber do tamanho do endividamento. “A nossa discussão é para instalarmos algo novo, moderno e que não esteja ultrapassado”. O funcionamento das usinas modernas, conforme ele, é com energia elétrica própria, podendo ceder até para as cidades de pequeno porte, de até 40 mil habitantes. “Temos que trabalhar nessa perspectiva”, diz, ao ver como solução a nova usina.

Sucesso para o empreendimento

Missão Velha. A base de desenvolvimento tecnológico é vista pelo professor do curso de Economia, da Universidade Regional do Cariri (Urca), Marcos Eliano Tavares Ribeiro, como o caminho do sucesso para o empreendimento em discussão. Ele tem suas reservas, quando se fala na cana como a ´salvação da lavoura´. “Acho preocupante. A cana pode ser um ingrediente para ajudar o desenvolvimento regional. Ela pode muito, mas não pode tudo”. Cita como exemplo investimentos nas culturas do arroz, farinha, fruticultura irrigada. Destaca Missão Velha como maior produtor de banana.

O professor ressalta pontos importantes para serem analisados. Primeiro, a cultura da cana como do agronegócio, com apropriação de tecnologias modernas e de desenvolvimento. “A história da cana-de-açúcar se confunde com a própria história de desenvolvimento regional, com os antigos engenhos, com uma força motriz de trabalho muito grande”.

Outro aspecto é a geração de emprego. Segundo o docente, esse é um dos grandes problemas enfrentados na região. Para ele, qualquer tentativa de provocar novos postos de trabalho é bem-vinda.

O coordenador regional da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), o geólogo Yarlei Brito, destaca a necessidade de maiores estudos na área hídrica. “Não sei se temos água suficiente no subsolo para irrigar cerca de 12 mil ha”, argumenta. Além disso, ressalta áreas como a de São Paulo e a zona da Mata de Pernambuco, onde estão grandes propriedades de terra voltadas para o cultivo da cana. “O Cariri não tem essas características. A nossa realidade fundiária é diferente. Temos pequenos fornecedores e isso tem de ser observado”. Mesmo assim, é otimista como a perspectiva da vinda de uma nova usina.

Visão técnica

O assunto começou a ser suscitado com o Renova Cana Cariri. Faltava uma visão técnica para o setor. A quantidade do produto extraída por ha duplica com as novas tecnologias, de 45 toneladas por ha para até 90 toneladas. Para o agente rural, João Everson de Lima, é uma nova realidade.

Implantado em 2005, já foram cultivados por meio do programa 280 ha de cana. Para 2007, se pretende incluir mais 150 ha, com expansão para 20 municípios da região.

Reativação de indústria é incentivada

Missão Velha. O engenheiro químico e gerente industrial da Usina Manoel Costa Filho, Jaildo Ribeiro Gorgonha, defende a reativação da indústria, inaugurada em 1976. “Hoje a usina está pronta para funcionar, dependendo apenas de manutenção durante seis meses”, diz. A falta de incentivo levou ao fechamento da empresa, principalmente da matéria-prima, ponto crucial.

“Em termos de tecnologia, esta usina é o suficiente em tudo”, diz. O engenheiro destaca a moagem, em 1987, de 310 mil toneladas de cana. Isso poderá chegar a 500 mil toneladas, beneficiando e incentivando o pequeno produtor. “Não temos como comportar duas grandes usinas na região”, afirma.

Com a paralisação da usina deixam de ser gerados 3 mil empregos diretos e indiretos. Produtores amargam o prejuízo da cana-de-açúcar. Jaildo ressalta que a falta de apoio governamental do Estado para o setor ao longo dos anos provocou toda a defasagem, ao contrário do que acontece no Pernambuco, Alagoas e Paraíba, com mais incentivos.

A Usina Manoel Costa Filho chegou a contar com mais de 1.100 fornecedores, incluindo localidades do Estado da Paraíba e, também, das cidade de Icó e Jaguaribe.
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DIÁRIO DO NORDESTE

26 de fevereiro de 2007

 
APICULTURA
Entidade quer ampliar negócios no Estado
Nova diretoria da Federação Cearense de Apicultura quer tornar o Estado ´imensa colméia de empreendimentos´.

Quixadá. Uma das principais metas da Federação Cearense de Apicultura (Fecap) para este ano é o fortalecimento associativo do setor produtivo melífero. A nova diretoria da Fecap, empossada no início deste mês, pretende arregimentar mais associados e ampliar seu campo de atuação. Atualmente, o maior número de produtores de mel silvícola do Estado se concentra no Sertão Central e região Jaguaribana. A idéia é transformar o Ceará em uma imensa colméia de empreendimentos no setor.

Para tanto, o presidente eleito, o agropecuarista Rocky Almeida Siqueira, atual secretário de Agricultura de Mombaça, pretende criar Núcleos da Fecap em todas as macro-regiões do Estado.

Com a medida espera triplicar o número de Associações engajadas nas ações da entidade representativa. Hoje, 24 municípios estão associados. A maior representatividade é encontrada no Sertão Central: Quixadá, Boa Viagem, Ibicuitinga, Pedra Branca, Senador Pompeu, Solonópole e Mombaça, onde funciona a sede da entidade. Neste ano pretendem chegar a, no mínimo, 60 associados na Federação.

História recente

Constituída em março de 2002, a Fecap já conta com considerada experiência em ações tecnológicas e de mercado. Quem garante é seu presidente. A Fedração tem atuado na elaboração de projetos para compra antecipada do mel, por meio da Conab, no incentivo e introdução do produto na culinária, principalmente escolar, e no segmento de panificação.

Outra importante atuação vem ocorrendo na realização de cursos para melhoria da qualidade do mel, o aumento da produtividade das colméias e produção de rainhas em pequena escala. Os processos são acessíveis a todos os produtores. Não importa o porte do empreendimento.

Explicam os associados que as referências favoráveis à Fecap se estendem a participação em congressos nacionais e realização de encontros do setor no Estado. No último deles, realizado em outubro do ano passado, representantes de 25 municípios estiveram presentes. Ainda criaram o embrião da Câmara Setorial do Mel. A formação viabilizará avanços na intersetorialidade e ajudará na conquista de recursos e empreendimentos tecnológicos para o setor produtivo melífero no Estado.

Coordenadores da nova administração ressaltam que a busca pelo fortalecimento da federação apícola se desenvolve graças à excelente atuação do engenheiro Paulo Airton de Macedo, presidente da organização na gestão anterior. Foram conquistadas, nesse período, parcerias com o Sebrae, Fundação Mussambê, Flor da Terra, Conab, Faec, Sindpan e Prefeitura de Mombaça.
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DIÁRIO DO NORDESTE

26 de fevereiro de 2007

 
MONOCULTURA DO CÔCO
Egídio Serpa - Uma história de sucesso
Eliezer Souto é um administrador de empresas que se tornou, pela prática diária, um especialista na monocultura do côco. Ele tem um sítio — o Ouro Verde — no município praiano de Trairi, no litoral Norte do Ceará. São 187 hectares, dos quais 54 estão totalmente ocupados pela variedade anão verde do Jiqui, desenvovida nos cultivares da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), com assistência técnica e selo da Embrapa. É uma variedade semelhante ao africano PB-121 que a Costa do Marfim produz e exporta. (Em 1982, a Agropecuária Jereissati importou 800 mil mudas do PB-121 com as quais implantou uma floresta de coqueiros em terras próximas da praia de Itapipoca). Em cada hectare, Eliezer plantou 205 coqueiros, que produzem 49.200 côcos por hectare/ano — uma produtividade considerada excelente pela Embrapa. Toda a sua produção tem comprador certo: o Beach Park e uma extensa rede de hotéis e restaurantes de Fortaleza e de sua região Metropolitana. Por que essa clientela prefere os seus côco
s? ´Porque eu os cultivo, exclusivamente, com adubos orgânicos´, responde Eliezer, listando o que utiliza: ´Uso esterco bovino (coco do boi), ovino e caprino e a manipueira (gororoba da prensa da mandioca). E, para melhorar a qualidade do solo, uso o MB-4, um corretivo extraido de rochas naturais pela Mineração Barreto, de Alagoas´. Como provar que seu côco é orgânico e ambientalmente correto? ´Desde 2000, tenho certificação do Instituto Biodinâmico (IBD), de Botucatu (SP), que é o certificador nacional de produtos orgânicos. Anualmente, os técnicos do IBD vão ao Ouro Verde, fiscalizam a minha plantação de côco e emitem novo certificado´. Côco orgânico dá lucro: sexta-feira, Eliezer trocou, outra vez, seu carro velho por um novo.
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O POVO

26 de fevereiro de 2007

 
BNB
Vertical - Em alta
O presidente do BNB, Roberto Smith, está com viagem agendada para a Guatemala onde, dia 15 próximo, participará do encontro anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Bom lembrar: o BNB é atualmente a melhor instituição da América Latina no quesito microcrédito.
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VALOR ECONÔMICO

26 de fevereiro de 2007

 
BNB
BNB busca novas fontes de recursos
O Banco do Nordeste (BNB) terá como um de seus focos neste ano reduzir a dependência do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para viabilizar suas operações de crédito. A instituição aumentará a busca por capital por meio de operações como captações externas, emissões de certificados de depósito bancário (CDBs) e utilização de recursos do BNDES e até do Fundo da Marinha Mercante (FMM), diz João Francisco Peixoto, superintendente de controle financeiro do banco.


O presidente do BNB, Roberto Smith, tem dito que a instituição está no limite da oferta de crédito com recursos do FNE. No ano passado, os novos contratos de crédito fechados com dinheiro do fundo somaram R$ 4,6 bilhões, montante recorde na história do banco - em estoque, são R$ 15,5 bilhões. Os contratos fechados em 2006 com recursos de outras fontes atingiram R$ 2,7 bilhões, mas, em estoque, eles são R$ 3,6 bilhões.


"É um volume quase cinco vezes menor (que o crédito em estoque do FNE). Precisamos aumentar", disse Peixoto.


Permanece em curso o projeto que prepara o BNB para um aporte de capital da União - a última operação do gênero foi realizada em 2001.


Segundo o superintendente, entretanto, é possível que esse aumento ocorra apenas em 2008, o que aumenta a necessidade do banco de buscar em outras fontes recursos para suas operações de financiamento. O BNB fechou 2006 com lucro líquido de R$ 202,7 milhões, volume 28,8% maior que o apurado no ano anterior. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio também avançou: entre 2005 e o ano passado, subiu de 12,2% para 13,8%.
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O POVO

26 de fevereiro de 2007

 
NORDESTE
Fênix
O diagnóstico da situação do Nordeste realizado por Celso Furtado assinala a inviabilidade da federação sob condições de extrema concentração da riqueza no Centro-Sul - expressão que ele cunhou, melhor que simplesmente Sudeste -, com uma acentuada polarização entre a região em desenvolvimento e o Nordeste, mergulhado numa crescente letargia que vinha desde os tempos da última grande fase de crescimento, quando dos engenhos centrais estruturaram-se as usinas e em sincronia com estas as grandes indústrias têxteis.

Furtado percebera o risco de um conflito federativo, que se constituía precisamente pela industrialização, na medida em que a migração dos trabalhadores nordestinos instalava uma dura competição com os trabalhadores do próprio Centro-Sul, rebaixando a taxa de salários.

O que sempre esteve correto na análise furtadiana foi o risco do conflito federativo. A Sudene foi a única iniciativa republicana de reforma e fortalecimento da Federação. Furtado propôs uma reformulação da Federação nos moldes de um federalismo regional cooperativo.

O Conselho da Sudene expressava essa proposição: formado pelos representantes de todos os Estados e dos organismos federais com atuação na Região, esse organismo deveria funcionar como uma espécie de síntese da Câmara dos Deputados e do Senado da República, realizando simultaneamente a representação do povo e a representação dos Estados.

Furtado pretendia evitar a disputa por recursos, na visão estreita de uma federação oligárquica. A visão de Furtado permitia articular de modo eficaz, e não competitivamente como presenciamos atualmente, os recursos federais com os estaduais com vista a anular o jogo de soma zero, de efeitos líquidos contraproducentes para a economia regional como um todo.

O renascimento da Sudene deve cuidar dos riscos antecipados pelo economista brasileiro mais importante.

ALBERTO AMADEI é administrador público
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DIÁRIO DO NORDESTE

26 de fevereiro de 2007

 
BIODIESEL
Lêda Maria - Perdemos
Poucos sabem, mas o grupo português Tavfer, aqui representado por Rodrigo Azevedo, juntamente com o diretor João Videira, apresentou ao governo Lúcio Alcântara projeto relacionado ao Biodiesel. Recebendo o silêncio como resposta, agora o projeto entra no Piauí, com a aprovação total do governador Wellington Dias e equipe, cedendo 22 mil hectares para plantio de oleoginosas, no local denominado Canto do Buriti.
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DIÁRIO DO NORDESTE

26 de fevereiro de 2007

 
BIODIESEL
Edilmar Norões - Destaque cearense
Até pelas manifestações do presidente Lula exaltando o Projeto Biodiesel, cresce no Ceará o movimento em defesa da ampliação da produção da mamona. Projeto que tem tudo para prosperar pelos objetivos a que se propõe, bem como pelos incentivos garantidos pelo governo federal. Por sua estreita ligação com o nascedouro da campanha, ligando a mamona ao biodiesel, o deputado Ariosto Holanda se constitui numa das peças mais eficientes em favor desse programa. Inclusive, porque o presidente, reconhecendo essa sua posição, o tem consultado quando o assunto é biodiesel. A Ariosto e, claro, a outro cearense, Expedito Parente, por todos reconhecido como responsável pela posição alcançada pelo aproveitamento das oleaginosas para o biodiesel.

Apoio indispensável

Em recente pronunciamento na Assembléia, o deputado Ferreira Aragão levantou a questão do biodiesel, oportunidade em que defendeu ações do governo Cid Gomes no sentido de que o Ceará tenha uma efetiva participação para o maior êxito desse programa. Na avaliação de Ferreira Aragão, o governo cearense ´deveria investir na criação de dois parques de produção de mamona no Ceará: um instalado na região sul e outro na região norte´. Por entender que o biodiesel será a saída para muitos problemas sociais e financeiros do Estado, Aragão espera que Cid apóie sua sugestão.
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VALOR ECONÔMICO

26 de fevereiro de 2007

 
BRASIL E URUGUAI
Indústria uruguaia desconfia do pacote de promessas de Lula
A indústria uruguaia vê com ceticismo as ofertas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está trazendo na bagagem nesta segunda-feira, para o encontro oficial bilateral com o presidente Tabaré Vazquez. Lula promete novos investimentos e financiamentos, além de obras de infra-estrutura . E também garante que vai agilizar a derrubada de obstáculos ao comércio de bens e serviços uruguaios ao mercado brasileiro.


"Perdemos a fé no Mercosul", afirma o presidente da Câmara da Indústria do Uruguai (CIU), Diego Balestra, para quem o bloco não conseguiu até hoje resolver a questão das assimetrias comerciais entre os quatro sócios principais (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai).


Lula chega às 11h30 a Montevidéu e parte na mesma hora em helicóptero, da base aérea de Carrasco para a Estância Anchorena, casa de campo da presidência uruguaia, que fica a 20 quilômetros da cidade histórica de Colônia do Sacramento (200 quilômetros de Montevidéu).


A delegação brasileira inclui os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, de Minas e Energia, Silas Rondeau, e o assessor especial da presidência, Marco Aurélio Garcia. Os presidentes têm uma reunião primeiro com os respectivos chanceleres e embaixadores e depois com os ministros.


Além de cumprir uma promessa feita logo depois da reeleição, a visita a Tabaré Vazquez tem como missão aliviar a pressão do Uruguai sobre o Mercosul. Vazquez voltou atrás na ameaça de fechar um Tratado de Livre Comércio com os Estados Unidos - não aceito por Brasil e Argentina -, mas está cada vez mais próximo dos americanos, depois de assinar um Tratado de Investimentos com o país em dezembro. No próximo dia 10, receberá a visita do presidente George W. Bush, no mesmo local onde está recebendo Lula.


Acordos de livre comércio com outros países são reivindicados e defendidos pela indústria uruguaia. Diego Balestra disse ao Valor que não acha que seu país deva sair do Mercosul. "Mas temos que fazer entender a nossos vizinhos que uma economia pequena como a do Uruguai, com apenas 3 milhões de habitantes, não pode depender exclusivamente de seu mercado interno, precisa fazer acordos bilaterais com outros países para garantir mercado para sua produção."


Para o argumento dos governos argentino e brasileiro de que TLCs ferem o "coração" do Mercosul, a Tarifa Externa Comum (TEC), Balestra responde que o Uruguai já mantém um acordo de livre comércio com outros países, como o México por exemplo, que não ferem em nada a união aduaneira.


Em uma entrevista concedida ao "El País", o principal jornal local, publicada ontem, Lula disse que "o Brasil tem dado claros exemplos de sua intenção de contribuir para que se resolva o problema das assimetrias dentro do Mercosul", citando o Fundo para Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), criado em janeiro, que visa financiar 11 projetos na região, sendo cinco no Paraguai, três no Uruguai e três regionais. E garante que estão sendo adotadas medidas para estimular a integração, como a eliminação da TEC em dobro em alguns setores e a eliminação de barreiras ao comércio. "Na visão do Brasil, todos os membros do Mercosul devem estar satisfeitos com os benefícios e vantagens obtidas dentro do bloco", afirmou Lula ao "El País".


Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse em entrevista ao jornal inglês "Financial Times" que as diferenças apontadas pelos sócios menores do Mercosul são resultado inevitável do "aprofundamento" das relações entre os membros do bloco. Mas os esforços diplomáticos não têm sido suficientes para aliviar a sensação de que só Brasil e Argentina ganham com a integração.


No ano passado, o Uruguai só conseguiu exportar mais que importar do Paraguai. A balança comercial do país registrou um déficit total de US$ 570 milhões, resultado de exportações de US$ 3,9 bilhões e importações de US$ 4,5 bilhões. Só com o Brasil, o país registrou déficit de US$ 388 milhões.


"Se as condições reais do Mercosul fossem aquelas estabelecidas desde o início (no Tratado de Assunção de 1991), não haveria problema. Mas a realidade é que há restrições ao livre trânsito não só de bens e serviços mas também de pessoas", afirma o presidente da CIU.


A única barreira que está mais concretamente próxima de ser levantada, segundo Balestra, é a que beneficia o setor de autopeças com uma redução do índice de nacionalização de componentes, dos atuais 70% nacionais e 30% importados para uma relação de 60% a 40%.


A medida vai permitir elevar as vendas da indústria uruguaia de autopeças para o Brasil e reduzir o enorme déficit bilateral - enquanto o setor automotivo brasileiro exporta US$ 128 milhões para o Uruguai (que não tem montadoras de automóveis), compra apenas US$ 8 milhões. "Acreditamos que em alguns meses estará funcionando", disse Balestra.
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O POVO

26 de fevereiro de 2007

 
SONEGAÇÃO FISCAL
Vertical - Operação Mateus
Sefaz inicia hoje cerco a empresas suspeitas de falsificarem cupons fiscais. São 803 na mira do órgão, que precisa arrecadar. Pra não voltar a atrasar o desembolso do servidor, é claro.
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DIÁRIO DO NORDESTE

26 de fevereiro de 2007

 
MICRO E PEQUENA EMPRESA
Egídio Serpa - Junta Comercial
Segundo a Junta Comercial do Ceará, operam no Estado 364.652 empresas, das quais 224.936 (62%) foram constituidas e estão registradas como Micro Empresa (ME) e só 2.444 (6,7%) como Empresa de Pequeno Porte (EPP). Como no Brasil sete em cada 10 empregos são gerados por ME e por EPP, está provada a sua importância econômica e social.
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DIÁRIO DO NORDESTE

26 de fevereiro de 2007

 
FORNECIMENTO DE GÁS NATURAL
Semana decisiva para Ceara Steel
Governo do Estado, Petrobras e investidores entram, essa semana, na reta final das negociações em torno da Ceara Steel.

MÔNICA LUCAS
Repórter

Na próxima quarta-feira, dia 28, chega ao fim o prazo estipulado pelo consórcio da Ceara Steel para que seja resolvido o impasse do fornecimento de gás natural pela Petrobras. Duas reuniões decisivas estão marcadas para serem realizadas em Brasília.

De acordo com o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico (Codes), Ivan Bezerra, o primeiro encontro deve ser amanhã, entre governo do Estado, investidores e a estatal. Já o segundo será no dia seguinte, reforçado pela presença de políticos cearenses e do ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau. As discussões referem-se ao preço do gás natural, insumo considerado essencial ao funcionamento da siderúrgica.

Mobilização

Além da movimentação cearense no Congresso, a Assembléia Legislativa também pretende pressionar politicamente o governo federal por uma posição. Uma reunião da Comissão Especial Suprapartidária em Defesa da Siderúrgica foi realizada na manhã de quinta-feira passada, na presidência da Casa. Na ocasião, foi definida como prioridade a ida dos parlamentares à reunião em Brasília. ´Dependemos da confirmação do agendamento´, esclarece o deputado Heitor Férrer (PDT), um dos integrantes da Comissão parlamentar.

Caso isso não aconteça, será realizada uma audiência pública na sexta-feira. Devem ser convidados representantes da bancada cearense, dos investidores e lideranças empresariais. Há também a possibilidade de um café-da-manhã, na segunda-feira da semana que vem. Férrer acredita que não há problemas nessa mobilização após a data colocada como limite pelos investidores.

´Não é uma data irrevogável. Se o governo (federal) sinalizar positivamente de forma mais efetiva, a data não será mais um ultimato. Não se trata de um prazo legal, mas de uma forma encontrada pelos investidores para pressionar por uma solução mais urgente´, argumenta. Em encontro anterior, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) já havia pedido ´mais paciência´ aos investidores (Companhia Vale do Rio Doce, Danielli e DongKuk).

Até agora, a Petrobras não abriu mão de cobrar novos valores pelo gás, alegando que terá prejuízo se mantiver promessa feita no fim da década de 90. Na época, foi acordada a venda do combustível a pouco mais de US$ 1 por milhão de BTU, com desconto com relação ao preço vigente no mercado, em torno dos US$ 2,44. Especula-se que os investidores podem desistir do projeto no País, caso a estatal insista em cobrar um valor entre US$ 5,90 e US$ 7,90 pelo milhão de BTU.

Apesar de intensificada a movimentação política, o deputado Lula Moraes (PC do B), que também faz parte da Comissão, acredita que se trata de uma discussão no campo técnico, em torno apenas do preço do gás. ´Acredito numa solução favorável, até porque é um compromisso do presidente Lula, já reafirmado em sua última visita ao Ceará´, disse.

Ivan Bezerra afirma que o Estado já investiu mais de R$ 160 milhões em incentivos fiscais e obras de infra-estrutura em projetos da Petrobras, nos últimos 11 anos. ´A siderúrgica já foi subsidiada com infra-estrutura, terreno, água, logística. O que mais é necessário?´, questiona Lula Moraes
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GAZETA MERCANTIL

26 de fevereiro de 2007

 
PRODUÇÃO INDUSTRIAL
Produção industrial deve ter quarta alta
26 de Fevereiro de 2007 - O indicador mais esperado para confirmar as primeiras previsões do ano é a produção industrial de janeiro a ser divulgada pelo IBGE no início de março. As expectativas são de que os números venham positivos uma vez que indicadores antecedentes ? como produção de papelão ondulado, veículos e movimento nas rodovias ? apontam para uma expansão moderada da produção industrial de janeiro. Se o dado for confirmado será o quarto mês consecutivo de crescimento da indústria.

A economista-chefe da Mellon Global Investment, Solange Srour, prevê um aumento de 0,2% da produção industrial em janeiro ante dezembro e de 6,1% na comparação com o primeiro mês do ano passado. "Apesar de termos o mesmo número de dias úteis nos primeiros meses de janeiro de 2006 e 2007, a base do ano passado é muito fraca, houve retração de 1,71%". Na mesma linha a economista-chefe do ABNAmro Real, Zeina Latif, aposta em alta de 0,5% do indicador na comparação mensal e de 6,3% na anual.

(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 4)
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O POVO

26 de fevereiro de 2007

 
EMPREGO NA CONSTRUÇÃO CIVIL
Emprego na construção civil cresce 7%
O nível de emprego na construção civil brasileira cresceu 7% em 2006 na comparação com 2005. Segundo dados do Sindicato da Construção de São Paulo (SindusCon-SP) e da FGV Projetos, no ano passado foram criados 98,1 mil postos de trabalho na construção civil com carteira assinada no País. Segundo o levantamento, que tem como base dados do Ministério do Trabalho e Emprego, a construção brasileira fechou o ano empregando 1,49 milhão de trabalhadores.
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VALOR ECONÔMICO

26 de fevereiro de 2007

 
TRIGO
Moinhos buscam trigo fora da Argentina
Com previsão de importação recorde de trigo este ano, em torno de 8 milhões de toneladas, os moinhos do Brasil, que se abasteciam basicamente na Argentina, terão de buscar o produto em outras origens. Nos últimos anos, a Argentina respondeu por cerca de 90% a 95% do volume comprado pelas indústrias brasileiras, mas essa participação poderá cair para até 65%, segundo analistas.


Relatório da Secretaria de Agricultura da Argentina, divulgado na primeira quinzena de fevereiro, mostra que o país tem um volume exportável de 9 milhões de toneladas este ano, ante 7,6 milhões do ano passado. Do total, 8,7 milhões de toneladas já estão comprometidas no exterior, dos quais 3,3 milhões para o Brasil. "Esse relatório deverá ser revisto, e os volumes exportados para o Brasil poderão aumentar. Mesmo assim, os volumes não deverão superar 5,2 milhões de toneladas", acredita Élcio Bento, analista da Safras&Mercado.


A Argentina é o principal supridor de trigo para o Brasil. Mas este ano deve ampliar seus clientes, já que há menos oferta de trigo no mercado internacional por causa da seca que afetou países produtores, entre eles a Austrália, um dos maiores exportadores mundiais.


Os EUA e o Canadá despontam como principais opções de origem para as indústrias moageiras brasileiras, segundo Bento. Leste Europeu também é outra possibilidade, mas a safra daquela região foi prejudicada, afetando a qualidade do produto, segundo o analista.


Antenor de Barros Leal, presidente do Moinho Predileto, e vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), lembra que a importação de outros mercados, como os EUA e Canadá, tem um custo pelo menos 30% maior, considerando o frete e a tarifa de marinha mercante.


O frete do trigo da Argentina está em torno de US$ 26 por tonelada. Dos EUA, em US$ 35. A taxa de renovação de marinha mercante é de 25% sobre o valor do frete. A cotação do trigo americano sai por US$ 215 a tonelada (FOB), enquanto o canadense está em US$ 238, e o argentino, US$ 190. Além disso, o trigo de fora do Mercosul paga tarifa de 10%.


Fontes de mercado acreditam que os volumes que serão embarcados da Argentina para o Brasil deverão ser maiores que o previsto até agora, uma vez que o relatório indica o volume de exportação comprometido, mas não toda venda efetivada. Até o momento, a Argentina exportou 5 milhões de toneladas, dos quais 2,5 milhões para o Brasil.


"Quando o governo argentino decidiu interferir nas exportações do cereal, muitas tradings internacionais declararam interesse de compra anunciando como destino seu país de origem. Muito desses volumes serão redirecionados ao Brasil", diz um comprador de trigo de um dos principais moinhos.


Em maio de 2006, o governo da Argentina ameaçou suspender as exportações para garantir a oferta no mercado interno. Depois, estabeleceu preço de garantia de US$ 120/tonelada para o produto no mercado local. Meses mais tarde, decidiu reduzir a tarifa de exportação da farinha de trigo de 20% para 10%, igualando-a com a da pré-mistura. A taxa para o trigo em grão manteve-se em 20%, o que provocou revolta dos moinhos brasileiros, que alegam que os argentinos inundam o Brasil com farinha de trigo e tirando a competitividade dos moinhos locais.


Nesta safra, a 2006/07, a colheita de trigo do Brasil ficou em torno de 2,25 milhões de toneladas, quebra de 54% sobre a safra anterior, por conta de problemas climáticos no Paraná e Rio Grande do Sul, os dois principais produtores. No Paraná, maior produtor do país, a tonelada do grão sai entre R$ 460 e R$ 490, alta média de 30% sobre igual período de 2006. No Rio Grande do Sul, está entre R$ 430 e R$ 450, elevação média de 30% sobre janeiro passado, segundo a Safras&Mercado. Na bolsa de Kansas, o trigo fechou a US$ 5,15 o bushel, na sexta-feira, com alta acumulada de 17,31% em 12 meses.
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GAZETA MERCANTIL

26 de fevereiro de 2007

 
PRODUÇÃO DE AÇO BRUTO
Produção brasileira de aço bruto aumenta 4,9% em janeiro
São Paulo, 26 de Fevereiro de 2007 - A produção de aço bruto cresceu 4,9% em janeiro, para 2,7 milhões de toneladas em relação a igual período de 2006, informou o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS). Somente a produção de laminados subiu 4%, para 2,04 milhões de toneladas, com destaque para o aumento de 4,6% da produção de laminados planos, que totalizou 1,29 milhão de toneladas. Já a produção de semi-acabados teve queda de 13,7%, para 427 mil toneladas.
O IBS destacou que a performance dos setores naval, da construção civil, e de máquinas industriais propiciou que as vendas internas crescessem 9,3% e atingissem 1,45 milhão de toneladas. Segundo a entidade, tal movimento mostra a continuidade no processo de recuperação iniciado em 2006. A venda de longos subiu 6%, enquanto a de planos teve alta de 11%. "Ainda que os dados refiram-se apenas ao primeiro mês do ano, podem ser considerados animadores.", afirmou o IBS em comunicado.
Já as vendas externas faturadas em janeiro caíram 30,2% em volume, para 790 mil toneladas, e 6,7% em valores, para US$ 484 milhões, informou a entidade. O instituto prevê, porém, que as exportações aumentarão durante o ano devido à entrada em operação de novos projetos de expansão.
Produção mundial sobe 13%
O crescimento da siderurgia brasileira mantém-se abaixo da alta na produção mundial de ação bruto, de 13,5%, segundo o Instituto Internacional do Ferro e Aço (IISI) com base em dados de 64 países, que representam 98% da produção mundial de aço. Em janeiro, as principais siderúrgicas do mundo produziram juntas 107,9 milhões de toneladas métricas (mmt), ante o mesmo mês de 2006.
Mais uma vez, a China puxou o crescimento, com alta de 27,3% em sua produção de janeiro, para 38,4 mmt de aço, ante igual período de 2006. A Alemanha também registrou aumento expressivo, de 25,6%, para 4,3 mmt de aço. Turquia, Rússia e Ucrânia também tiveram crescimento de dois dígitos em suas produções, de 13,7%, 11,5% e 11,1%, respectivamente.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 4)(Luciana Collet)
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O POVO

26 de fevereiro de 2007

 
TRANSFOR - BIDFOR
Transfor sai do papel em março
Os primeiros editais saem já no próximo mês e a perspectiva é de que as obras comecem em julho. As fortes interferências na estrutura urbana de Fortaleza prometem se transformar na principal bandeira de reeleição da prefeita Luizianne Lins, apesar de, com lembra o antecessor dela, Juraci Magalhães, tudo já estar previsto desde a administração anterior. Viadutos e túneis devem transformar a feição da cidade

Clovis Holanda
da Redação
O Transfor (Bidfor, no original) vai finalmente sair do papel. A Prefeitura de Fortaleza se prepara para lançar no mês que vem os editais de licitação das obras, que prometem ser a grande bandeira da prefeita Luizianne Lins (PT) na disputa pela reeleição. O intuito é que em julho a cidade já comece a ser cortada por avenidas, viadutos, ciclovias e todo um sistema que promete aumentar o fluxo de trânsito e tornar eficaz o transporte público na Capital. Ironia do destino, o projeto é herança da gestão do ex-prefeito Juraci Magalhães (PR), legado tão criticado por Luizianne. Não houve nenhuma alteração no projeto original, apenas foi acrescentada a possibilidade de "integração temporal", ou seja, a implementação do bilhete único. O instrumento permitirá que os passageiros dos ônibus possam com uma única passagem trocar de transporte em qualquer ponto da cidade, sem a necessidade de se deslocar a um terminal. Até os editais dos processos licitatórios para a contratação das empresas de gerenciamento e supervisão d
as obras são os mesmos iniciados por Juraci.

Antes de deixar a Prefeitura, o ex-prefeito Juraci Magalhães tentou fechar com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bid) um convênio de US$ 142 milhões para implementar o então Bidfor. O valor seria usado para financiar os quatro lotes do projeto, sendo 40% desta cifra a contrapartida do Município. O projeto foi barrado por uma briga judicial encabeçada pelo deputado estadual Heitor Férrer (PDT). Já em ritmo de eleição, em julho de 2004, Luizianne criticou o alto valor do convênio e julgou o momento - final do mandato - impróprio para a transação.

"Achamos muito prematuro a Prefeitura fazer um convênio internacional no momento que não será o atual prefeito (Juraci) que irá executá-lo. De uma hora para outra, apareceu esse convênio, milagrosamente, de milhões de dólares", disse ela, à época, em entrevista ao Portal Verdes Mares.

O Transfor, marca dada pela atual gestão ao projeto deixado por Juraci, vai para a realidade das ruas com o mesmo traçado deixado pelos técnicos do ex-prefeito. "É um projeto técnico, bem elaborado, que foi casado com a concepção da gestão de humanizar e democratizar o acesso ao transporte", explica o atual coordenador do Transfor, engenheiro Daniel Lustosa.

Saiba mais


26/02/2007 01:43


O Transfor, que era conhecido como Bidfor, foi idealizado na gestão passada e terá um custo total de US$ 142 milhões, sendo 40% desembolsado pela Prefeitura. A duração prevista das obras é de cinco anos. No projeto, serão construídos 44,6 km de corredores de ônibus em três linhas, modernização de quatro terminais de ônibus, compra de 200 ônibus articulados com capacidade para 180 passageiros, instalação de 120 semáforos inteligentes e aplicação do “Bilhete Único”, passagem com integração temporal, que permitirá aos passageiros se deslocarem pela cidade pegando quantos ônibus necessitarem e pagando uma única tarifa. Também serão feitos três corredores para ônibus ligando os principais pontos da cidade.


CORREDOR BEZERRA DE MENEZES / ANTÔNIO SALES
Vias: Mister Hull, Av. Bezerra de Menezes, Rua Justiniano de Serpa, Av. Domingos Olímpio, Av. Antônio Sales, Av. Engenheiro Santana Júnior, Av. dos Jangadeiros, Rua Lauro Nogueira, Rua Beni Carvalho, Rua Padre Valdevino e Av. Aguanambi.
* Extensão: 17,38 km
* Ciclovia: 4,80 km
* Terminais de integração: Antônio Bezerra e Papicu
* Pontos de parada de ônibus: 45
* Semáforos do Ctafor: 35
* Conjunto de câmeras: 3
* Transposição em desnível: Av Mister Hull x Humberto Monte (trincheira ou túnel); Av. Antônio Sales x Engenheiro Santana Júnior (viaduto); Av. Engenheiro Santana Júnior x Padre Antônio Tomás (trincheira ou túnel).


CORREDOR SENADOR FERNANDES TÁVORA/ EXPEDICIONÁRIOS
Vias: Rua Dr. Perílio Teixeira, Av. Senador Fernandes Távora, Av. Professor Gomes Brasil, Rua Eduardo Perdigão, Av. Dedé Brasil, Rua Germano Frank, Rua Almirante Rubim, Rua César Rosas, Av. 15 de Novembro, Av. Carlos Jereissati, Av. do Aeroporto, Av. dos Expedicionários, Rua Barão do Rio Branco, Rua Senador Pompeu e Rua José Mendonça.
* Extensão: 15,64 km
* Ciclovia: 4,24 km
* Terminal de integração: Parangaba
* Pontos de parada de ônibus: 48
* Semáforos do CTA-FOR: 45
* Conjunto de câmeras: 1
* Painéis de mensagens: 2
* Transposição em desnível: Av. Osório de Paiva x Rua Eduardo Perdigão (trincheira ou túnel) e Av. 15 de novembro x Av. Carlos Jereissati (viaduto).


CORREDOR AUGUSTO DOS ANJOS/JOSÉ BASTOS
Vias: Av. Augusto dos Anjos, Av. José Bastos, Av. Carapinima, Av. do Imperador, Av. Senador Alencar, Av. Tristão Gonçalves e Av. Padre Cícero.
* Extensão: 11,59 km
* Ciclovia: 6,83 km
* Terminal de integração: Siqueira
* Pontos de parada de ônibus: 36
* Semáforos do Ctafor: 42
* Conjunto de câmeras: 1
Serão construídos 44,6 km de corredores de ônibus; Serão alargados 14,3 km de vias; Serão restaurados 22,5 km de vias;
Total: 81,517 km de vias.
* Implantação de 29,672 km de ciclovias
* Modernização de 4 terminais de integração: Antônio Bezerra, Papicu, Parangaba e Siqueira.
* Aquisição de 200 novos ônibus articulados com capacidade para 180 passageiros, adaptados para o transporte de pessoas com dificuldade de locomoção.
* Ampliação do Ctafor (sistema de controle dos semáforos por computador): 122 câmeras monitorando o trânsito

Investimentos:
* Engenharia e administração: US$ 3,90 milhões
* Custos diretos: US$ 82,80 milhões
* Fortalecimento institucional: US$ 4,38 milhões
* Despesas concorrentes: US$ 38,45 milhões
* Gastos financeiros: US$ 12,47 milhões
* Custo total da obra: US$ 142 milhões - com o investimento de US$ 57 milhões em cinco anos pela Prefeitura. em 22/12/2006 16:03:45


TRANSFOR
Prefeitura divide projeto e define prioridades
As primeiras obras do projeto já foram definidas pela Prefeitura, que quer desafogar o trânsito para depois começar a construir os corredores por onde circularão os ônibus. Também este ano deve vigorar o sistema de integração temporal, por meio do qual o usuário poderá com uma passagem pegar vários ônibus sem passar por terminais



26/02/2007 01:43

O projeto do Transfor é dividido em quatro partes e está previsto para ser concluído em cinco anos, mas as prioridades para 2007 já estão definidas: a ampliação dos terminais do Antônio Bezerra e Papicu, a construção de um viaduto no cruzamento da Engenheiro Santana Júnior com Antônio Sales, um túnel no encontro entre a Padre Antônio Tomás e a avenida Engenheiro Santana Júnior e um outro túnel no cruzamento da avenida Bezerra de Menezes com Humberto Monte. Também devem ser alargadas, neste primeiro momento, a avenida Sargento Hermínio e a rua Justiniano de Serpa. Estas obras fazem parte dos primeiros dois lotes do Transfor.

A Prefeitura também pretende implantar em 2007 o sistema de integração temporal, o conhecido "bilhete único". Por meio do novo instrumento, o passageiro poderá, durante um determinado período de tempo - ainda não estipulado -, e com o mesmo bilhete, trocar de ônibus sem a necessidade de se deslocar a um terminal ou de pagar, como ocorre hoje, outra passagem.

Segundo o coordenador da Transfor, engenheiro Daniel Lustosa, cerca de 20 trechos, abrangendo as principais vias da cidade, estão sendo escolhidos para a implementação do sistema. "A partir deste piloto veremos quais são as demandas e os ajustes necessários para então fazer valer para todas as linhas", informa Daniel.

Uma das prioridades na reforma e ampliação dos terminais, segundo o engenheiro, será o acesso para pessoas com dificuldades de locomoção, como idosos e deficientes físicos. "Tudo está sendo pensado dentro e um conceito de humanização e democratização do transporte público", ressalta.

Sob o viaduto que será construído na Engenheiro Santana Júnior, no encontro com a Antônio Sales, haverá uma rotatória. Também haverá uma rotatória no cruzamento da Engenheiro Santana Júnior com a Padre Antônio Tomás. Só que, neste segundo caso, a rotatório ficará sobre o túnel a ser construído na Engenheiro. A Humberto Monte ganhará um túnel que atravessará a Bezerra de Menezes. Todas estas obras servisão para desafogar o trânsito e possbilitar que, no futuro, a Prefeitura possa cosntruir os corredores para a passagem dos transportes coletivos. "Queremos primeiro acabar com os gargalos, dar fluxo ao tráfego, para depois fazer os corredores", diz Daniel. (Clovis Holanda)

Obra sai após verdadeira guerra judicial


26/02/2007 01:43


Para conseguir desengavetar o Bidfor e nomeá-lo de Transfor a Prefeitura de Fortaleza teve de enfrentar uma batalha judicial. Isso porque quando o ex-prefeito Juraci Magalhães quis firmar o contrato com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bid) e abrir os dois processos licitatórios para as empresas que ficariam responsáveis pelo gerenciamento e supervisão do programa, o deputado estadual Heitor Férrer (PDT) entrou com uma ação na Vara da Fazenda Pública pedindo a suspensão do trâmite.

Heitor não encontrou irregularidade no projeto ou no edital de licitação, mas julgou o final do mandato um momento impropício para a Prefeitura firmar um convênio de milhões de dólares. A atual administração entrou com ação pedindo que fosse revogada a suspensão do processo licitatório e conseguiu, no ano passado, retomar o trâmite. Algumas empresas concorrentes na disputa ainda ingressaram com os já tradicionais recursos questionando itens dos editais, que foram negados pela comissão especial de licitação aberta só para o Transfor. A presidente da comissão, Daisy Christine Montenegro, diz que não houve necessidade de novos editais porque os deixados por Juraci estavam bem formulados.

As primeiras tentativas de pôr o projeto em prática datam de 1998. Na época, após entrar com pedido de financiamento internacional junto ao BID, a Prefeitura conseguiu a aprovação da Carta Consulta, validando o valor do financiamento. Os recursos eram para o então Bidfor. Em outubro daquele ano, a primeira missão do BID veio à Fortaleza para realizar os primeiros estudos. A partir de então, as missões se intensificaram, mas só em 2003 veio o parecer favorável. Em 2004, o pedido foi aprovado pela Diretoria Executiva do Banco Interamericano, mas a Prefeitura de Fortaleza tinha contas a pagar com o Governo Federal. A gestão de Luizianne pagou as dívidas com a União para conseguir o empréstimo. (Clovis Holanda)
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DIÁRIO DO NORDESTE

26 de fevereiro de 2007

 
SIDERÚRGICA
Lêda Maria - Triste sina
Deputado Cirilo Pimenta está descrente com a Siderúrgica para o Ceará. O prazo dado pelos amigos sul-coreanos e italianos é a próxima quarta-feira. Com a palavra o presidente Lula. O impasse é o contrato para fornecimento de gás pela Petrobras.
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O ESTADO

26 de fevereiro de 2007

 
COMPLEXO INDUSTRIAL E PORTUÁRIO DO PECÉM
Economia - Pecém I
Nada definitivo ainda acerca do futuro da Ceará Steel. O empreendimento de R$ 800 milhões a ser instalado no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, Pode até ser interrompido. A questão principal gira em torno do preço do gás natural para a usina, a ser fornecido pela Petrobras.


Pecém II

A estatal cobra entre US$ 5,90 a US$ 7,90 pelo milhão de BTU (unidade britânica para a medição) pelo gás nacional para a siderúrgica. Pelo contrato que estabelecia o suprimento da usina, assinado em 2006, a Petrobras deveria ofertar 1,8 milhão de metros cúbicos por dia, cobrando cerca de US$ 3,10 pelo insumo.
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GAZETA MERCANTIL

26 de fevereiro de 2007

 
PESCADORES ARTESANAIS DE LAGOSTA
BNB financia pescadores artesanais
26 de Fevereiro de 2007 - Pescadores artesanais de lagosta do Nordeste devem contar com recursos entre R$ 11 milhões e R$ 15 milhões do Banco do Nordeste (BNB). As taxas de juros para os investimentos ficam em 3% ao ano e financiamentos de até R$ 10 mil dispensam garantias.

O crédito, no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) ? grupos C e D, vai ser destinado à compra de manzuás, instrumentos adequados à pesca sustentável da lagosta. Para o presidente do BNB, economista Roberto Smith, a pesca é extremamente importante devido ao potencial da região e precisa ser desenvolvida.

De acordo com a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap), do governo federal, a pesca predatória vem provocando nos últimos anos queda acentuada na produção nacional de lagosta, que recuou de 11 mil toneladas em 1991 para 6,9 mil toneladas em 2005. Seap e BNB criaram um grupo de trabalho para ampliar os financiamentos ao setor e sinalizaram a formalização de convênio para discutir estratégias de desenvolvimento da pesca.

Conforme o titular da Seap, Altemir Gregolin, que esteve em Fortaleza para tratar do assunto, a parceria com o BNB é estratégica em função da capilaridade da instituição, que chega à maioria das comunidades de pescadores.

O governo pretende implementar cursos de capacitação para outras alternativas de renda, como pesca de atum, cultivo de algas, produção de ostras, artesanato e turismo.

(Gazeta Mercantil/Gazeta do Brasil - Pág. 12)(Fortaleza)
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DIÁRIO DO NORDESTE

26 de fevereiro de 2007

 
RIO SÃO FRANCISCO
Comunicado - Pacotão
Somam R$ 3,384 bilhões os pacotes de obras e supervisão do projeto de integração do Rio São Francisco com as bacias hidrográficas do nordeste setentrional - a chamada ´transposição´. Pode-se deduzir daí porque tanta gente anda torcendo o nariz - por bem ou por mal - para o investimento.
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DIÁRIO DO NORDESTE

26 de fevereiro de 2007

 
ROBERTO MACÊDO
Lustosa da Costa - Sem gravidade
Roberto Macedo, acordado de madrugado, por telefonema do Hospital Distrital. Muito gentil, a moça o tranqüiliza: ´Não é nada demais não´. Ele pensa com seus botões, receber ligação de hospital a esta hora e não é nada demais? Será então engano ou trote? Aí ela explica: ´Seu filho sofreu um pequeno problema e está aqui na seção de politraumatizados. Esta bem e não tem maior problema, não´. Ele pensou ´politraumatizado não tem maior problema. Pois sim´. Felizmente, porém, o herdeiro não sofreu seqüelas.
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DIÁRIO DO NORDESTE

26 de fevereiro de 2007

 
RAIS
Curtas - RAIS - Declaração deve ser entregue até 16 de março
O prazo para entrega da declaração da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), ano-base 2006, termina em 16 de março. A entrega é obrigatória e deve ser providenciada por todos os empregadores. Com os dados declarados, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) calcula o número de pessoas, com renda até dois salários mínimos, que têm direito ao abono salarial anual concedido pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
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O POVO

26 de fevereiro de 2007

 
DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA
Empresas têm até dia 28 para apresentar comprovante
As empresas têm até a próxima quarta-feira, dia 28, para enviar a seus funcionário o comprovante de rendimentos que será utilizado na declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física 2007 (ano base 2006). O prazo é o mesmo para as pessoas físicas que fizeram pagamentos com retenção de imposto no ano passado.

De acordo com a Receita Federal, o documento é necessário também para o trabalho de fiscalização. Os dados que constam do comprovante de rendimento são cruzados pelos prestados pelos trabalhadores na declaração do IR. A empresa que não cumprir esse prazo pagará uma multa de R$ 41,43 por documento não entregue. Neste ano, o prazo de entrega começa em 1º de março e termina em 30 de abril. Ela é obrigatória para o contribuinte que recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 14.992,32; ou que recebeu rendimentos isentos, não-tributáveis -como indenização trabalhista ou FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço)- ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil; e ainda para quem tinha posse ou propriedade em 31 de dezembro com valor superior a R$ 80 mil.

Também estão obrigados a fazer a entrega o contribuinte que teve receita bruta com atividade rural acima de R$ 74.961,60; que fez operações em Bolsa; participou do quadro societário de uma empresa (com cota mínima de R$ 1000); e alienou bens em que foi apurado ganho de capital com incidência do imposto. A expectativa é receber 23,5 milhões de declarações neste ano, contra 22 milhões em 2006. (da Folhapress)
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