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Fortaleza, CE - terça-feira, 02 de fevereiro de 2010 |
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| AIRM - ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| O POVO |
02 de fevereiro de 2010 |
| ALMOÇO DOS JORNALISTAS | |
| Economia - Crescimento de 7% no setor industrial do Ceará | |
| Fiec espera crescimento de 7% no setor industrial do Ceará em 2010. | |
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| O POVO |
02 de fevereiro de 2010 |
| ALMOÇO DOS JORNALISTAS | |
| Indústria cearense aposta em "crescimento chinês" | |
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A estimativa é de que em 2010 a indústria cearense alcance o patamar de 6 a 7% de crescimento. Os números foram apresentados pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) durante balanço anual do setor. As lideranças do segmento apostam nas obras previstas para o Estado.
O ano de 2010 deve ser o ano do crescimento econômico do Ceará. É o que aposta o setor industrial. Em 2009 o Estado atingiu o patamar de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,8% contra o índice do País, que foi de 0,2%. ``Este ano, podemos apostar em um crescimento -chinês- para o Estado, com aumento de 6% a 7%``, destacou o presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Roberto Macêdo, durante apresentação do balanço anual do setor na Casa da Indústria. Segundo Macêdo, a aposta está nos investimentos federais, estaduais e privados aqui no Ceará, que irão alavancar os setores da construção civil e metalmecânico, com a realização de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de projetos estruturantes como a refinaria e a siderúrgica, além das obras voltadas para a Copa do Mundo de 2014 como a ampliação do Aeroporto Internacional Pinto Martins e a construção do Centro de Eventos. Além disso, a construção civil cearense deve continuar com taxas elevadas de crescimento este ano, pois o Estado garantiu 8% do total de residências do programa Minha Casa, Minha Vida, com investimentos de R$ 75 milhões nos municípios cearenses. Com relação às exportações, o Ceará também apresentou saldo positivo se comparado com o total no País. Enquanto o número nacional foi de 22,7% de queda, o Estado apresentou 15,3% em 2009. O crescimento industrial também foi positivo, apesar de tímido. Apenas 1%. ``Mas mesmo assim é um número significativo, já que no Brasil o setor industrial sofreu uma contração de 4,5%``, explica o presidente da Fiec. Entraves A burocracia, a alta carga tributária e até a falta de mão de obra qualificada nos setores metal mecânico e da construção civil foram apontados como barreiras para o crescimento industrial no Ceará. ``Já que não conseguimos diminuir os altos encargos, estamos apostando em capacitação, com um investimento de R$ 12 milhões na construção do Centro Integrado Sesi/Senai no município de Sobral (Zona Norte)``, destacou Roberto Macêdo. Já o Senai investirá R$ 1 milhão em qualificação voltada principalmente para a construção civil (pedreiros, carpinteiros e mestres de obras), além da criação do curso de siderurgia, ministrado em Maracanaú a partir do segundo semestre de 2010. NÚMEROS 2,8% O PIB CEARENSE CRESCEU 2,8% EM 2009, MAIS DO QUE O PIB NACIONAL, QUE FOI DE 0,2% 7% A EXPECTATIVA DE CRESCIMENTO ECONÔMICO DO CEARÁ EM 2010 É DE ATÉ 7% EM FUNÇÃO DAS OBRAS DO PAC 1% O SETOR INDUSTRIAL CEARENSE CRESCEU 1%, ENQUANTO QUE NO BRASIL HOUVE UMA RETRAÇÃO DE 4,5% E-Mais > O presidente da Fiec falou sobre a mudança no processo eleitoral da nova diretoria. Apenas os 39 delegados dos sindicatos vinculados poderiam votar. Agora o direito a escolha foi ampliado para todos os associados. "O programa é Minha Casa, Minha Vida, mas a turma está chamando de "Minha Casa, Minha Dilma". "Esperamos que o crescimento se dê também no setor de confecção. Queremos recuperar a época em que tinhamos participação mais forte no mercado externo e em feiras como a Fenit".
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| O POVO |
02 de fevereiro de 2010 |
| INDI - SINDITÊXTIL | |
| TV O Povo | |
O programa Economia & Finanças, apresentado pela jornalista Neila Fontenele, recebe hoje, às 21h, na TV O POVO, canal 22 (Net), 48 (tv aberta), o presidente do Sindicato da Indústria Têxtil (Sindtêxtil), Ivan Bezerra Filho, e o diretor do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará (Indi), Pedro Jorge Viana, para uma conversa sobre o fortalecimento da indústria têxtil. No segundo bloco, o tema será corrupção versus crescimento econômico.
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| O POVO |
02 de fevereiro de 2010 |
| ALMOÇO DOS JORNALISTAS | |
| Vertical S/A - AS ``DIRETAS JÁ`` DA FIEC | |
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Por Jocélio Leal
A decisão da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) de ampliar o universo de eleitores já na sucessão do atual presidente, Roberto Macêdo, representa uma revolução no âmbito da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade, a propósito, não gostou da mudança. E no que ela consiste? Historicamente tinham direito a voto apenas os delegados & no mais das vezes os presidentes dos sindicatos filiados. Trinta e nove no Ceará. Eles votavam. Só eles precisavam ser convencidos. A partir das eleições de agosto, cada sindicato fará a escolha do candidato por meio de voto direto de seus filiados. Ou seja, cerca de 1.500 eleitores estarão aptos a participar do processo, e não mais apenas os líderes de cada setor. Uma mudança e tanto. A ousadia cearense significa democratizar a eleição. Torna todos os empresários co-responsáveis pela gestão. Tira a decisão da cobertura e leva para as bases. É bem verdade, que o processo mais democrático aumenta o risco de uma eventual candidatura oportunista, ancorada num, digamos, ``populismo de elite``. Mas, desse risco, a Federação está, a preços de hoje, imune. A mudança no processo acontece numa gestão marcada por uma habilidosa reunificação. Não há espaço para aventuras. A Fiec caminha para um tranquilo consenso. | |
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| O POVO |
02 de fevereiro de 2010 |
| INCENTIVOS FISCAIS | |
| Fiec - Incentivos Fiscais | |
Fiec - Incentivos Fiscais
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
02 de fevereiro de 2010 |
| ALMOÇO DOS JORNALISTAS | |
| CE projeta crescimento acima de 7% | |
| O presidente da Federação das Indústrias do Ceará, Roberto Macêdo, avalia que o Estado pode alcançar, em 2010, crescimento "chinês", acima dos 7%. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
02 de fevereiro de 2010 |
| ALMOÇO DOS JORNALISTAS | |
| Lêda Maria - Roberto Macêdo... | |
...presidente do otimismo, teve a primeira comemoração do aniversário, ontem, no almoço com os jornalistas. Hoje, a data é festejada com a amada Tânia e os filhos Melissa, Roberto Macêdo Júnior, Natasha e Rodrigo
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| AGÊNCIA CNI |
02 de fevereiro de 2010 |
| ALMOÇO DOS JORNALISTAS | |
| Federação cearense prevê um 2010 promissor | |
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Fortaleza - O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Roberto Proença de Macêdo, disse, na última segunda-feira (1/2), que espera um crescimento “chinês” para a indústria cearense em 2010. Na ocasião, um almoço oferecido à imprensa, Macêdo também expôs dados relativos à atuação do Sistema FIEC em 2009.
“O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) cearense é estimado entre 6% e 7%”, disse. Entre os fatores que justificam o otimismo, o presidente da FIEC aponta o vasto portfólio de obras previsto para o estado. Ele citou a ampliação do porto do Pecém, aceleração das obras do Metrofor, construção e ampliação de aeroportos, conclusão da instalação de duas termelétricas e a construção de resorts. Macêdo também fez alusão ao início da implantação, em 2010, da Siderúrgica do Pecém. “É um projeto que mudará definitivamente o perfil socioeconômico do nosso estado, viabilizando a instalação de novas indústrias que formam a cadeia produtiva do setor metal-mecânico, inclusive a indústria automobilística”, disse. Os jornalistas presentes também puderam conhecer o balanço da atuação das instituições do Sistema FIEC em 2009. O Serviço Social da Indústria do Ceará (SESI/CE) realizou mais de 21.000 matrículas em educação básica e continuada para o trabalhador. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Ceará (SENAI/CE) superou a marca de 25.000 matrículas em cursos de educação profissional, o Instituto Euvaldo Lodi do Ceará (IEL/CE) intermediou a inserção de 3.532 estagiários em mais de 300 empresas cearenses, o Instituto de Desenvolvimento Industrial (INDI) lançou o Guia Industrial 2009 e realizou mais uma edição do Seminário de Gestão da Inovação Tecnológica (Inova) e o Instituto FIEC de Responsabilidade Social (Fireso) deu continuidade a programas como o Difusão da Cultura Indígena e o Formação Cidadã. Para 2010, o Sistema FIEC pretende desenvolver ações voltadas para o desenvolvimento da indústria, sobretudo por meio do SESI e do SENAI, em função da concretização de projetos estruturantes e obras do governo estadual. Entre as novidades programadas para as duas instituições estão os investimentos em novos equipamentos e a reforma de unidades, como a implantação do Centro Integrado SESI/SENAI em Sobral, no valor de R$ 12 milhões. Ainda está prevista a oferta de novos cursos de educação profissional – inclusive na área de siderurgia –, aumento no número de matrículas em educação para o trabalhador e em cursos profissionalizantes para formação de mão de obra. Fonte: FIEC | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
02 de fevereiro de 2010 |
| AVISO DE LICITAÇÃO | |
| Fiec - Aviso de Licitação | |
Fiec - Aviso de Licitação
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| BLOG ELIOMAR DE LIMA |
02 de fevereiro de 2010 |
| ALMOÇO DOS JORNALISTAS | |
| Presidente da Fiec: “Economia cearense terá crescimento chinês neste ano” | |
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‘”A economia cearense terá neste ano um crescimento chinês!”, afirmou, nesta segunda-feira, o presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Roberto Macêdo, ao apresentar, durante almoço com a imprensa, na Casa da Indústria, o balanço 2009 do setor e os planos para 2010.
Roberto Macêdo quis dizer, ao falar sobre incremento chinês, que a ecomomia do Estado deve crescer de 6 a 7 por cento neste ano. Em 2009, cresceu 3%. Para ele, o otimismo não é exagerado porque vários projetos estruturantes estão sendo tocados pelo Governo do Estado como Cinturão Digital e Centro de Eventos. Já indústria cearense cresceu perto de 1% e neste ano deve melhorar o quadro. O Sistema Fiec, segundo Macedo, deverá aplicar R$ 12 milhões na construção do Centro Integrado Sesi/Senai no município de Sobral (Zona Norte), com objetivo de capacitar mão-de-obra para atender essa região do Estado. Já o Senai investirá R$ 1 milhão em capacitação voltada principalmente para a construção civil onde mão de obra como pedreiro está em falta. O almoço reuniu também vários dirigentes de sindicatos da indústria e contou com a presença do presidente do Conselho Estadual do Sebrae, Jorge Parente, vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria.
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
02 de fevereiro de 2010 |
| ALMOÇO DOS JORNALISTAS | |
| Ceará pode ter crescimento chinês em 2010, diz Macêdo | |
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Indicador promissor depende do andamento do PAC, do aumento do consumo das famílias e de investimentos
Ancorado na alavancagem dos grandes empreendimentos estruturantes em desenvolvimento no Estado, no cumprimento do cronograma do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e no otimismo peculiar que norteia o dia a dia da indústria cearense, o empresário e presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Roberto Macêdo, avalia que "podemos perseguir para 2010 um crescimento "chinês" para o Ceará", acima dos 7%. O otimismo tem por base ainda, o ano eleitoral, período em que normalmente os líderes dos governos estaduais e Federal carreiam para estados e municípios grandes somas de recursos. "O atual panorama de recuperação da economia, em 2010,aponta um crescimento do PIB do Brasil, rompendo a barreira dos 5%. O crescimento do PIB cearense é estimado entre 6% e 7%", sinaliza Macêdo. Ele ressalta que esses índices dependem, em grande parte, do andamento do PAC, do aumento do consumo das famílias e de maciços investimentos públicos e privados, nacionais e estrangeiros. " Para se ter uma ideia do que já está acontecendo, o setor da construção civil deve continuar com taxas elevadas de crescimento, uma vez que o governador Cid Gomes, além do seu programa de investimentos em estradas, escolas e hospitais, conseguiu a garantia de que o Ceará construirá 8% do total de residências do Programa Minha Casa Minha Vida, com investimentos de R$ 75 milhões, nos municípios cearenses", declarou o presidente da Fiec. Para consolidar os resultados almejados, Macêdo aposta no início, ainda este ano, das obras estruturantes no Estado, a exemplo da Refinaria da Petrobras e Siderúrgica de Pecém. Ele cita, ainda, a ampliação do Porto do Pecém, a dragagem e construção de um pier de passageiros no Porto do Mucuripe, a aceleração das obras do Pecém e da Ferrovia Transnordestina, bem como a conclusão do Centro de Feiras e Eventos e o funcionamento de usinas termelétricas e eólicas - "que colocarão o Estado na condição de auto suficiência, na geração, e de exportador de energia". Estaleiro "Quanto ao Estaleiro(Promar Ceará), Macêdo afirma defender a instalação no empreendimento no Estado, mas prefere se abster de opinar sobre a localização, "antes de conhecer o projeto". No âmbito nacional, ele aposta no incremento dos investimentos em torno de 14%, em 2010, determinados pela utilização da capacidade instalada da indústria, na confiança do empresariado e na disponibilidade de financiamentos. Dados do Banco Central corroboram o otimismo, a partir da perspectiva de aumento de 50%, ou seja de US$ 25 bilhões para US$ 37 bilhões nos investimentos estrangeiros no País, este ano. Pé no Chão Ao discursar para um grupo de jornalistas, para empresários e representantes de empresas de comunicação no Estado, durante confraternização anual na Casa da Indústria, Macêdo ressalta que não está deslumbrado com o crescimento do Estado e do País. "Para que tudo isso aconteça na dimensão e dentro do cronograma previsto, nós empresários, juntamente com o governo e as instituições de ensino, temos que superar as deficiências no que se refere à qualidade da educação e à qualificação da mão-de-obra", adverte. "Já estamos com deficiência de mão-de-obra especializada em vários setores", alerta Macêdo, lembrando que já faltam no mercado operários para os setores meta mecânico (soldadores, funileiros, operadores de máquinas) e da construção civil (pedreiros, carpinteiros, ferreiros e mestres de obras). "Temos consciência da urgência das medidas a serem adotadas para suprirmos a demanda de mão-de-obra especializada", reconhece o titular da Fiec, ao cobrar do segmento empresarial maiores responsabilidades e iniciativa nesse sentido. APESAR DA CRISE Indústria do Estado se expandiu 1% em 2009 A expectativa positiva para o crescimento do Estado em 2010 não está baseada apenas no que há por vir, mas também nos resultados auferidos no ano passado. Apesar de o setor industrial brasileiro amargar contração de 4,5% e queda de 26,61% nas exportações, a indústria cearense registrou crescimento de 1%. "Parece pouco, mas é de grande significado, diante do que se constatou nos demais estados", ponderou Roberto Macedo, ao fazer um balanço sobre os resultados do setor e da economia do Ceará, em 2009. "Enquanto o PIB (Produto Interno Bruto) do Ceará cresceu 2,8%, o do País foi de 0,2%, em 2009", registrou o presidente da Fiec, lembrando das dificuldades enfrentadas no fim de 2008 e início do passado. Para Macedo, o acerto nas políticas monetárias, creditícias e fiscais possibilitou a recuperação no segundo semestre, sustentada pelo consumo interno. Ele reconhece que as exportações cearenses caíram 15,3%, em 2009, ante 2008, mas em níveis menores do que o verificado no âmbito nacional, que recuaram 22,7%, no mesmo período. Em contrapartida a queda nas exportações, a pauta de produtos exportados elevou-se 19%, no ano passado, em relação ao ano anterior. Comparando as vendas totais da indústria de transformação, entre os período de janeiro a novembro de 2009, ante o mesmo intervalo em 2008, o setor registrou crescimento de 17,59%. Paralelamente, o total de pessoal empregado cresceu 7,67%, as horas trabalhadas, 10,48% e a remuneração paga aos trabalhadores, 12,22%, no período em análise. Capacitação Para fortalecer o setor industrial e apoiar a concretização dos empreendimentos no Estado, Macêdo informa que o Sistema Fiec vai ampliar os investimentos em novos equipamentos e na reforma de unidades de treinamento e capacitação. "Vamos implantar o Centro Integrado Sesi/Senai de Sobral, com investimentos de R$ 12 milhões e ampliar a escola Senai de Maracanaú, com recursos da ordem de R$ 1,5 milhão", sinalizou. O Senai anuncia a matrícula de 35.996 pessoas em educação profissional e Sesi promete atender a 35.535 em educação básica. (CE) CARLOS EUGÊNIO REPÓRTER
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
02 de fevereiro de 2010 |
| CIC - PALESTRA COM MAÍLSON DA NOBREGA | |
| Ano será de emprego e mais crédito | |
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O ex-ministro criticou o presidente Lula por não ter promovido as reformas tributária,
fiscal e trabalhista Passada a crise financeira global e "feito o dever de casa corretamente", a economia brasileira segue estável e deve crescer em 2010, entre 5,5% e 6%. A expectativa ainda é de registrar inflação em torno de 4,5% e fechar o ano, com o dólar a R$ 1,75 e taxa de juros Selic, entre 10% e 11,25%. A avaliação é do economista, ex-ministro da Fazenda nos anos 1998-2000 (período do governo José Sarney), Mailson da Nóbrega, para quem o ano será de ampliação das taxas de emprego e renda e de expansão do crédito em cerca de 15%, acima da inflação. Em Fortaleza, onde ministrou palestra na noite de ontem, para empresários cearenses, na sede da Fiec, Mailson da Nóbrega tranquilizou os ouvintes dizendo que, seja quem for o futuro ou futura presidente, a política econômica do Brasil se manterá a mesma. Mas sinalizou com aumento da inflação em 2011, o que deverá ser corrigido com elevação, pelo Banco Central, das taxas de juros. "Quando o Banco Central elevar a taxa de juros ele estará mirando na inflação de 2011", explicou Mailson, para quem a elevação das taxas começarão a ocorrer a partir do segundo semestre deste ano. "Já há pressão inflacionária para 2011", avisa. Atualmente atuando como consultor internacional e à frente da empresa Tendências - Consultoria Integrada, Mailson da Nóbrega avalia ainda que o Brasil tende a fechar 2010 com balança comercial superavitária em torno de US$ 20 bilhões, mas com déficit, em contas correntes, da ordem de US$ 35,4 bilhões. Para ele, porém, isso não será de todo ruim, já que o governo está usando parte desse déficit para investir e não para gastar à toa. Ele aponta ainda, para a perspectiva de investimentos estrangeiros no País, este ano, entre US$ 38 bilhões e US$ 40 bilhões, o que poderá manter estável o câmbio, a exceção do período eleitoral, quando aposta em elevação da volatilidade do câmbio. Defensor da manutenção da atual política econômica, a qual atribui ser uma "herança" do governo de Fernando Henrique Cardoso, o economista não poupa críticas ao presidente Lula, apesar de reconhecê-lo como "um líder de massa carismático e de altíssima popularidade". "O cabo eleitoral de Dilma (Rousseff) é um fenômeno infernal, carismático e que sabe falar a língua do povo", alerta Mailson da Nóbrega, para uma plateia de simpatizantes de José Serra, candidato do PSDB. Ao falar para integrantes do Centro Industrial do Ceará (CIC), o ex-ministro criticou Lula por não ter promovido as reformas tributária, fiscal e trabalhista. " Mas Lula teve a coragem de não mudar a política econômica de FHC, mesmo ante as posições contrárias do PT. E isso já foi muito", ironizou. Ressaltou porém, que na campanha eleitoral, o PSDB terá de esconder o FHC, que não soube assumir os programas que criou". (CE). | |
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| O ESTADO |
02 de fevereiro de 2010 |
| ALMOÇO DOS JORNALISTAS | |
| Sistema Fiec vai investir em mão-de-obra | |
| A Fiec pretende fortalecer seu apoio a indústria, este ano, como forma de suprir a demanda de mão-de-obra qualificada, informou Roberto Macêdo. | |
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| O ESTADO |
02 de fevereiro de 2010 |
| ALMOÇO DOS JORNALISTAS | |
| Diário Político - OTIMISMO | |
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Por Fernando Maia
Durante o almoço em que apresentou a prestação de contas de 2009, o presidente da Fiec, Roberto Macêdo, externou a confiança de que o Brasil, graças à competência do seu empresariado, crescerá em ritmo de China. | |
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| O ESTADO |
02 de fevereiro de 2010 |
| ALMOÇO DOS JORNALISTAS | |
| Esportes - SESI | |
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Por Lauriberto Braga
O presidente da Fiec, Roberto Macêdo, em concorrido almoço com a imprensa ontem. Informou que em 2009, o Sesi atendeu mais de 23 mil trabalhadores no programa Ginástica Sesi. COPA 2014 Roberto Macêdo está otimista com o cronograma previsto para Fortaleza sediar a Copa de Futebol de 2014. "As obras já começaram agora em 2010". O que preocupar o industrial é a qualificação da mão de obra. | |
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| O ESTADO |
02 de fevereiro de 2010 |
| ALMOÇO DOS JORNALISTAS | |
| Economia - Em 2010 | |
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Por Rubens Frota
Ao receber ontem os jornalistas cearenses para um almoço de confraternização, o presidente da Federação das Indústrias do Ceará, Roberto Macêdo, ao falar de economia, foi otimista e disse: "grandes investimentos públicos e privados consolidam-se no Ceará. A economia nacional está em franco crescimento e o mercado internacional já caminha para os patamares anteriores à crise". Continuou: "O atual panorama de recuperação da economia, em 2010, aponta um crescimento do PIB do Brasil, rompendo a barreira dos 5%. Esse índice depende, em grande parte, do cumprimento do cronograma do PAC, do aumento do consumo das famílias e de maciços investimentos públicos e privados, nacionais e estrangeiros, devendo-se levar em conta, também, o fato de ser este um ano eleitoral". CRESCIMENTO O presidente Roberto Macêdo prosseguiu falando: "O Crescimento do PIB cearense é estimado entre 6% e 7%. Na verdade, eu não gostaria de arriscar um número, mas acho que podemos perseguir para 2010 um crescimento "chinês" para o Ceará e, em particular, para o setor industrial do nosso estado. Temos alguns dados que me levam ao otimismo. CONSTRUÇÃO CIVIL... "Para se ter uma ideia do que já está acontecendo, o setor de construção civil deve continuar com taxas elevadas de crescimento, uma vez que o governador Cid Gomes, além do seu programa de investimentos em estradas, escolas e hospitais, conseguiu a garantia de que o Ceará construirá 8% do total de residências do programa "Minha Casa, Minha Vida". AS OBRAS... Temos também iniciadas as obras de ampliação do Porto do Pecém, e estão planejadas a dragagem do Porto do Mucuripe e a construção de uma nova estação de passageiros para aquele porto; e ainda, o muito importante cinturão digital, a construção e ampliação de aeroportos, com a duplicação do Pinto Martins; a aceleração das obras do Metrofor; o andamento da obra da Transnordestina; a construção de resorts; a conclusão do Centro de Eventos; o início da construção do Acquario da Praia de Iracema; a conclusão da instalação de duas Termoelétricas e a instalação de vários Parques Eólicos, que colocarão o Ceará na condição de auto suficiência, na geração, e de estado exportador de energia." | |
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| O ESTADO |
02 de fevereiro de 2010 |
| ALMOÇO DOS JORNALISTAS | |
| Sociedade - Almoço dos Jornalistas | |
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Por Flávio Tôrres
Presidente Roberto Macêdo da FIEC, recebeu a imprensa cearense na cobertura da Casa da Indústria para almoço, no clic com Solange e Wanda Palhano.
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| TOPO | |
| O ESTADO |
02 de fevereiro de 2010 |
| ALMOÇO DOS JORNALISTAS | |
| Sociedade - NUMERADAS | |
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Por Flávio Tôrres
1- A cobertura da Casa da Indústria foi palco do almoço para a imprensa oferecido pela FIEC. Os deliciosos petiscos, almoço, bebidas e serviço teve a assinatura do La Maison Buffet. 2- Na ocasião o presidente da entidade, industrial Roberto Macêdo, falou aos presentes, sobre o trabalho da indústria cearense no ano de 2009, principalmente no que se refere a superação da crise econômica mundial. 3- Roberto deu destaque a mudança estatutária que ocorreu, recentemente, na entidade. Antes, só os diretores dos sindicatos votavam para a escolha da diretoria da FIEC, com a mudança, todos os associados de todos os sindicatos votam. 4- Roberto afirmou ainda que, com essas modificações, os associados estarão cada vez mais próximos da presidência da nossa FIEC, que é a única no Brasil a adotar essa postura. 5- Damos destaque também, ao excelente trabalho do cerimonial da Casa, que trata a todos com igualdade, respeito, seguindo as regras mais básicas da etiqueta e também ao excelente trabalho do jornalista Luís Carlos Morais, que tão bem comanda a assessoria de imprensa e relações com a mídia. 6- Prestigiando o evento: Carlos Fujita, Marcos Oliveira, Francisco Esteves, Fernando António Esteves, Wanda Palhano, Wânnia Dummar, Pádua Lopes, Deborah Lima, Ivonete Maia, Dummar Neto, Cesário Mendes, Jorge Parente, Ivan Bezerra e Ivan Filho, Narcélio Lima Verde, Solange Palhano, Maryllene Freitas e mais... 7- Hélio Rocha Lima, Fernando Maia, Pedro Gomes de Matos, Tarcília Rego, Caroline Milanez, Mário Pinho, José Carlos Araújo, Capibaribe, Luís Sérgio Santos e Isabela Martin, Henriette de Salvi, Afonso Taboza, Ricardo Sales e somente para citar. | |
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| AGENCIA DA BOA NOTÍCIA |
02 de fevereiro de 2010 |
| ALMOÇO DOS JORNALISTAS | |
| FIEC aposta no crescimento econômico do Ceará em 2010 | |
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O presidente da Federação das Indústrias do Estado Ceará, Roberto Macedo, fez um balanço positivo da economia cearense em 2009 e se mostrou otimista com relação às perspectivas para 2010. Ele apresentou a análise durante confraternização com jornalistas cearenses realizada nessa segunda-feira (1º). “Apesar das dificuldades do final de 2008 e do ano de 2009, o Ceará se destacou no desempenho de sua economia como um todo, ao atingir o patamar de crescimento do PIB de 2,8% contra o índice do País, que foi de 0,2%. Iniciamos o ano com uma forte queda em todos os setores, mas tivemos uma recuperação acentuada no segundo semestre”, resumiu.
O “destemor e dinamismo dos nossos empresários”, que encontraram alternativas, muito contribuíram, segundo Roberto Macedo, para o Ceará enfrentar bem a crise econômica mundial. Aliado a isso, ele destacou que “o aumento no poder aquisitivo gerado pelos programas de transferência de renda; o aumento do salário mínimo e o fato de o nosso parque fabril ter se voltado mais para o mercado interno possibilitaram esse maior dinamismo da economia cearense, em comparação com dinamismo da economia nacional”. O Presidente da FIEC ressaltou que, em consequência da crise, no Brasil, o setor industrial foi o mais afetado, com uma redução de 4,5% em seu crescimento, mesmo diante desse quadro, a indústria no Ceará cresceu 1%. “Parece pouco mas é de grande significado diante do que se constatou nos demais estados”, disse. Para 2010, as expectativas são otimistas. “Grandes investimentos públicos e privados consolidam-se no Ceará. A economia nacional está em franco crescimento e o mercado internacional já caminha para os patamares anteriores à crise”, afirmou Macedo. Ele lembrou que o fato de Fortaleza ter sido escolhida como uma das sedes da Copa do Mundo de Futebol de 2014, parte dos R$ 9,4 bilhões de investimentos planejados já serão aplicados este ano. As obras e ações previstas, que significarão incremento para a economia, envolvem as áreas de construção civil, transporte, turismo, segurança e saneamento. Roberto Macedo enfatizou a necessidade do esforço conjunto do empresariado, governo e instituições de ensino para superar as deficiências quanto a qualidade da educação e formação de mão-de-obra. Ele informou que através do Senai e do Sesi, o sistema FIEC tem atuado na ampliação da capacidade das unidades de ensino voltadas à formação e especialização de mão-de-obra. Para demonstrar esse esforço, ele citou números. Ano passado, o Sesi registrou mais de 21 mil matrículas, sendo 17 mil gratuitas, na ação voltada à educação básica e continuada para o trabalhador. No Senai, até novembro do ano passado, foram efetuadas 25.294 matrículas em cursos de aprendizagem industrial básica, qualificação profissional e habilitação técnica. Além dessa formação, Roberto Macedo disse que a FIEC, através do Instituto Euvaldo Lodi, promove a capacitação de gestores em convênio com instituições acadêmicas. Já o Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará (INDI), sede do posto de atendimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também integrante do sistema, atendeu a 1030 empresas, entre outras ações. Enfatizou ainda que a FIEC, através do Centro Internacional de Negócios (CIN), tem incentivado o ingresso de empresas cearenses no mercado exterior. E graças à atuação do Instituto FIEC de Responsabilidade Social (Fireso), Roberto Macedo disse que a entidade desenvolve uma série de programas, em parceria com 22 instituições de Ensino Superior. Ele citou o Programa de Formação Cidadã, do qual faz parte o Programa de Segurança Pública que capacita policiais do Estado. Um outro programa do Fireso que ganhou destaque na fala do presidente da FIEC foi o de Difusão da Cultura Indígena. Ao final, ele agradeceu a colaboração da imprensa cearense que dá visibilidade as atividades do setor industrial cearense e não esqueceu de agradecer à assessoria de imprensa da entidade que “contribui para colocar o Sistema FIEC entre as entidades mais citadas na imprensa no Estado”. Mais informações: Federação das Indústrias do Estado do Ceará – (fone: 85 3421.5400) Fonte: Agência da Boa Notícia – (fone: 85 3224 550) | |
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| O ESTADO |
02 de fevereiro de 2010 |
| ALMOÇO DOS JORNALISTAS | |
| Sociedade - Almoço dos Jornalistas | |
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Por Flávio Tôrres
Dummar Neto e Wânnia Dummar também foram a FIEC prestigiar o almoço anual da entidade.
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| TOPO | |
| O ESTADO |
02 de fevereiro de 2010 |
| ALMOÇO DOS JORNALISTAS | |
| Sistema Fiec vai formar mão-de-obra no Ceará | |
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De olho nos grandes empreendimentos públicos e privados que começam a ser implantados no Ceará, como siderúrgica e refinaria, além de obras estruturantes como ampliação do Porto do Pecém, duplicação do Aeroporto Internacional Pinto Martins, novo Centro de Eventos, e outros, o setor industrial esbanja otimismo com relação à economia cearense em 2010, apostando, inclusive, em um "crescimento chinês", entre 6% e 7%. Para atingir esse objetivo, o Sistema Fiec pretende fortalecer seu apoio à indústria, como forma de suprir a demanda de mão-de-obra qualificada, que já começa a ser sentida em alguns setores.
O anúncio da ampliação das ações para incrementar o desenvolvimento da economia feito ontem, na Casa da Indústria, pelo presidente da Fiec (Federação das Indústrias do Ceará), Roberto Proença de Macêdo, durante almoço de confraternização anual oferecido à imprensa local. Segundo Macêdo, Sesi ( Serviço Social da Indústria) e Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), órgãos do Sistema Fiec, serão os grandes aliados nessa empreitada. Entre as novidades programadas para as duas casas, neste ano, estão os investimentos em novos equipamentos e a reforma de unidades. SOBRAL Na implantação do Centro Integrado Sesi/Senai em Sobral serão investidos RS 12 milhões. Ainda está prevista a oferta de novos cursos de educação profissional, incluindo a área de siderurgia, aumento no número de matrículas em educação para o trabalhador e em cursos profissionalizantes para a formação de mão-de-obra destinadas à indústria, O Senai vai ampliar a oferta de matrículas para 35 mil em educação profissional, sendo 33 mil gratuitas. CRISE SUPERADA Ao comentar o desempenho da economia em 2009, o representante da Fiec considera que os números alcançados pelo Brasil e o Ceará, embora modestos são significativos, levado-se em conta que a estabilidade do PIB do Brasil (variação próxima de zero) aconteceu em um ambiente de retra-cão da economia global, enquanto o Ceará teve variação positiva de 3%, figurando entre os três estados com maior crescimento do PIB em 2009. O MAIS AFETADO Conforme ainda Roberto Macedo, os indicadores industriais apontam que, no ano passado, o setor industrial foi o mais afetado pela crise econômica, com recuo de 4,5%. Por outro lado, a redução da demanda externa levou a uma queda de 26,61% nas exportações de produtos industrializados. Entretanto, a eficácia das políticas monetárias, creditícias e fiscais viabilizou a rápida recuperação, puxada pela demanda interna. "O crescimento de 1% da economia cearense em 2009 é alentador, se compararmos com o desempenho de outros estados. E, para 2010, nossas expectativas são as melhores possíveis, respaldados pelas,grandes obras . em andamento, que nos levam a acreditar em um crescimento chinês", completou o presidente da Fiec.
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
02 de fevereiro de 2010 |
| SINDUSCON - PROGRAMA QUALIDADE DE VIDA | |
| Oficina virtual no 1º PQVC de 2010 | |
| Abrindo o calendário de atividades do Programa Qualidade de Vida na Construção (PQVC) de 2010, será lançado hoje a oficina Construção Virtual. O projeto é promovido pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Ceará (Sinduscon/CE), em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi). | |
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| BLOG ELIOMAR DE LIMA |
02 de fevereiro de 2010 |
| PROGRAMA QUALIDADE DE VIDA NA CONSTRUÇÃO | |
| Sinduscon e Sesi iniciam Programa Qualidade de Vida na Construção 2010 | |
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O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon) e Sesi lança nesta terça-feira, às 7h30min, no canteiro do Condomínio Acqua, o projeto”Qualidade de Vida na Construção 2010. A abertura contará com oficina de construção virtual, onde operários, por meio da informática, aprenderão a manusear plantas de obras.
Segundo o presidente do Sinduscon-CE, Roberto Sérgio, o programa contará também com atendimento médico, conhecimeno de saúde e higiene e aulas de educação física. A primeira oficina, de plantas de obras, envolverá 50 operários. SERVIÇO Condomínio Acqua - Rua Carolina Sucupira, 735 – Aldeota. | |
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| SENAI HOJE |
02 de fevereiro de 2010 |
| SENAI DE SOBRAL | |
| Expansão - Senai terá novas instalações em Sobral | |
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O prédio que abrigava o SENAI de Sobral, a 238 quilômetros de Fortaleza, está sendo demolido para dar lugar às novas instalações, para ampliar o atendimento às empresas da região.
“Nossa indústria cresceu muito. Sobral abriga a maior indústria calçadista do Brasil – a Grendene, que gera 27 mil postos de trabalho. Temos também a Votorantin, a Serra Grande e a Del Rio", destaca Jocely Dantas de Andrade Filho, diretor regional da Federação das Indústrias do estado na zona norte. "Além disso, abrigamos um importante polo de confecções e temos até empresas de móveis e metalurgia. Somos, dessa forma, um centro em constante desenvolvimento", explica Andrade Filho, ressaltando o novo prédio também vai ampliar serviços do Serviço Social da Indústria (Sesi) e a integração dos sindicatos industriais com empresas da região. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
02 de fevereiro de 2010 |
| GOVERNO LULA | |
| Lula retoma agenda e diz que vai "viajar, visitar e inaugurar" | |
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Presidente trabalha quase 12 horas e afirma que mudou paradigma, que "era nivelado por baixo'
Petista diz que o "corpo humano é uma máquina" que pode funcionar bem muitos anos, mas um dia pode apresentar problema SIMONE IGLESIAS DA SUCURSAL DE BRASÍLIA O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou ontem dos primeiros compromissos públicos após a crise de hipertensão e deixou de seguir recomendação para que reduzisse a carga de trabalho: sua agenda teve quase 12 horas e deixou claro em seu programa de rádio que não vai parar. À noite, durante evento do Ministério da Educação, alfinetou a oposição, autoelogiou sua gestão, dizendo que até os protestos pelo país diminuíram, e que precisa "correr" até o fim do mandato para " fazer mais": "Deus queira que, daqui para frente, eu seja o paradigma para quem vier depois de mim. Mudamos o paradigma, que era nivelado por baixo", disse. Pela manhã, bem-humorado e comemorando a vitória do Corinthians sobre o Palmeiras, esteve no STF (Supremo Tribunal Federal) para a reabertura dos trabalhos do Judiciário. Na cerimônia de pouco mais de uma hora, ouviu quatro discursos e falou por dez minutos. Em tom de despedida, já que está no último ano de mandato, afirmou: "É a última vez que venho nesta Casa para celebrar a abertura do ano do Judiciário". No evento, Lula também ouviu críticas de um aliado. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), classificou as medidas provisórias do Executivo de "instrumentos monstruosos". A seguir, Lula se reuniu com ministros e, à tarde, assistiu à apresentação de credenciais de novos embaixadores. Assustado com a crise de hipertensão, Lula deixou de fumar cigarrilhas desde quinta-feira. Assessores disseram que ele estava fumando demais. Os exames feitos no sábado no InCor não apontaram nenhum problema: a pressão voltou ao normal: entre 11 por 7 e 11 por 8. Mesmo que Lula não aceite diminuir a carga de trabalho, sua assessoria tentará evitar três situações: agendar compromissos para o começo da manhã seguinte ao retorno de viagens em que chega em Brasília na madrugada; incluir compromissos de última hora, como na segunda-feira passada, quando estava no Rio e acabou indo tarde da noite ao aniversário do governador Sérgio Cabral (PMDB); e agendar vários eventos seguidos no mesmo dia nas viagens pelo país. Em seu programa semanal de rádio "Café com o Presidente", Lula disse que a crise de hipertensão foi "um aviso de que o corpo humano é uma máquina, ou seja, ela pode funcionar bem 80 anos, 40 anos, 30 anos, mas um dia ela pode ter um problema", segundo ele, "talvez por excesso de trabalho". Mas deixou claro que não vai parar. "Eu sou carro-chefe, eu tenho que trabalhar mesmo... Um presidente da República não pode ficar em Brasília, tem que viajar o Brasil mesmo e percorrer o Brasil, visitar as obras, inaugurar, dar as ordens de serviço. É esse meu papel", disse. | |
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| O POVO |
02 de fevereiro de 2010 |
| IPTU | |
| Qual a melhor forma de pagamento? | |
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O pagamento do IPTU em cota única com 10% de desconto pode ser feito apenas até a próxima sexta-feira. No entanto, com a polêmica em torno da legalidade do reajuste do imposto, especialistas se dividem sobre o pagamento
Todo início de ano a história se repete. O contribuinte já se prepara para o pagamento dos impostos fixos normalmente cobrados nessa época. Alguns preferem pagar à vista e receber o desconto, enquanto outros optam por parcelar. Com a polêmica em torno da legalidade do reajuste do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), muitos estão divididos. Com o prazo máximo para a cota única com desconto de 10% se vencendo na próxima sexta-feira, o debate em torno do tema fica ainda mais acalorado e os próprios especialistas se dividem. Pagar parcelado é o melhor diante dessa questão, segundo o advogado tributarista Hugo de Britto. Ele explicou que caso o reajuste seja considerado inconstitucional, será muito difícil reaver os montantes pagos. ``Receber qualquer dinheiro pago indevidamente ao poder público é uma novela sem fim``, acrescentou. Britto defendeu que, com o parcelamento, caso a decisão saia ainda durante o período de pagamento, o contribuinte terá apenas que descontar o valor pago nas prestações subsequentes. O advogado não quis emitir opinião se o Judiciário deverá dar ou não ganho de causa às entidades que recorreram contra a prefeitura. ``Cada cabeça, uma sentença``, completou lembrando o dito popular. ``Como cidadão, eu procuraria cumprir minha obrigação e ainda gozaria de um desconto``, defendeu o também advogado tributarista e secretário de Finanças de Eusébio, Edmo Linhares, contrariando a opinião de Britto. Ele disse ainda que não é bom para o consumidor ficar nessa expectativa esperando pela decisão da Justiça. Linhares defendeu que o reajuste não foi absurdo porque a planta de valores de Fortaleza está de fato muito desvalorizada. ``Foi até conservadora a atualização porque em qualquer zona está abaixo do preço de mercado. Acho a polêmica um pouco sem sentido``, destacou. O advogado disse ainda que caso o aumento seja considerado inconstitucional, o contribuinte tem o direito de receber os valores pagos. Ele lembrou que, entre 1992 e 1996, quando foi secretário de finanças do Governo do prefeito Cambraia, um reajuste na planta de valores foi questionado judicialmente e, depois disso, os fortalezenses receberam ``de forma desburocratizada`` os montantes pagos. Pagar em cota única e aproveitar o desconto é uma boa alternativa para o contribuinte, confirmou o presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Ceará (CRC-CE), Cassius Coelho. Coelho acrescentou que aparentemente não há nenhum problema com o aumento na planta de valores porque os montantes cobrados hoje ainda ``estão bem abaixo da realidade de mercado``. O presidente do CRC criticou apenas o pouco tempo de discussão acerca do tema com a sociedade para que os critérios utilizados pela prefeitura ``com base em um estudo`` fossem entendidos facilmente pela população em geral. ``Da forma como foi feito houve aumentos diferenciados e isso traz uma indefinição e abre um precedente para essas questões``, destacou. ``O contribuinte que se sentir lesado de alguma forma tem o direito de procurar a prefeitura para ter explicação``. E-Mais ENTENDA O CASO > 1/12/9 - Prefeita Luizianne Lins declarou durante a cerimônia de abertura da 56ª Reunião da Frente Nacional de Prefeitos que a Planta Genérica de Valores Imobiliários do IPTU de Fortaleza deveria sofrer reajuste de 30% a 50% para este ano. Ela justificou que a defasagem da planta de valores era de 130%. - 5/12/9 - Alexandre Cialdini, titular da Secretaria de Finanças do Município, apontou os detalhes do projeto para reajuste do IPTU que foi enviado à Câmara Municipal. A proposta não previa uma revisão de alíquotas e faixas de arrecadação, mas um reajuste linear de 30% do valor de todos os imóveis. - 7/12/9 - Projeto de lei entra em Discussão na Câmara Municipal. Representantes dos setores imobiliários já contestam a medida. - 22/12/9 - Aumento do IPTU de Fortaleza é aprovado na Câmara. Dos 37 vereadores presentes no plenário, 30 votaram a favor e sete contra. De acordo com emendas, os reajustes votados foram de 25%, 27,5% ou 30% dependendo do valor do imóvel. Além disso, deveriam ser concedidos descontos de 5% para os imóveis que fazem coleta seletiva e de 50% para microempreendedores individuais. 19/01/2010 - Os órgãos ligados ao setor de imóveis entraram com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) junto ao Tribunal de Justiça para contestar os reajustes votados pela Câmara Municipal. >25/01/2010- OAB-CE também ingressa com Adin contra reajuste do IPTU no Tribunal de Justiça E-Mais > O prazo máximo para a cota única com desconto de 10% se vence na próxima sexta-feira. Quem perder o prazo de cinco de fevereiro conta com a opção do cinco de março, mas com desconto menor, 5%. O valor pode ser parcelado em três vezes (cinco de fevereiro, de março e de abril). Desconto Optando pelo desconto, a professora de educação física Karine Freitas já pagou o IPTU. Ao lado da filha Lara de 10 anos, ela disse que o aumento do valor do imposto foi abusivo. ``Você tem que pagar um imóvel caro, tem um imposto abusivo e ainda não vê melhorias na cidade``, reclamou. (TF) | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
02 de fevereiro de 2010 |
| FRUTICULTURA - FRUIT LOGÍSTICA | |
| Egídio Serpa - Fruticultores têm nova entidade | |
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Berlim (Alemanha) - Na véspera da abertura de mais uma Fruit Logística, maior feira mundial de frutas frescas e hortaliças, que se realiza anualmente, em fevereiro, nesta capital, será oficialmente constituida hoje a Brazil Fresh Products. Trata-se da associação de 10 grandes empresas brasileiras produtoras e exportadoras de frutas, que se apartaram do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), com cujo gestão - mais voltada para a comercialização de espaços de feiras e exposições do que para o interesse do setor - romperam. Essas 10 empresas respondem por mais de US$ 100 milhões das exportações brasileiras de frutas. Elas são líderes nacionais na produção e na exportação de melão, melancia, mamão, limão, uva e manga. Duas delas são do Ceará - a Agrícola Famosa e a Itaueira. Hoje, às 19 horas, aqui em Berlim, os controladores e executivos dessa dezena de empresas reúnem-se em jantar no restaurante Reinhards, no hotel Kempinski, na avenida Kurfürstendamm, 27. Na ocasião, o nome da entidade poderá ser confirmado o
u trocado por outro, em português. O grupo que a lidera não contou, até agora, com incentivo de governos para implementar seu esforço para exportação de suas frutas. Apesar disso, mantém-se bem posicionado no mercado internacional, oferecendo produtos de alta qualidade, de acordo com os rígidos padrões exigidos pelo consumidor da União Europeia e dos EUA. Balhmann na surdina Discretamente, como manda o manual do bom negociador, o presidente da Adece, Antonio Balhmann, chega hoje a Berlim. Liderará a comitiva cearense que veio participar da maior feira de frutas do mundo. Pecém e a nova tarifa Exportadores usuários do porto do Pecém tomaram um susto. A Ceará Portos, que administra aquela terminal, decidiu, sem qualquer aviso prévio ou consulta aos interessados, criar uma tarifa que será cobrada sobre a movimentação de contêineres ou de carga geral na linha férrea do Pecém. O diretor comercial da Ceará Portos, Mário Lima, que está aqui em Berlim, será pressionado hoje pelos exportadores cearenses presentes à Fruit Logistica. Frutal na Alemanha Euvaldo Bringel, presidente do Instituto Frutal, está feliz com a beleza do estande do Ceará na Fruit Logística. Em 2011, ele promete, o estande será bem maior para abrigar não só fruticultores, mas floricultores também. Livre Mercado Há cinco anos, o Ceará e sua fruticultura ainda engatinhavam, embora já caminhando no rumo certo. Hoje, esse ramo do agronegócio deu um salto de qualidade, apropriando-se da tecnologia de ponta, investindo em pesquisa e participando de eventos como a Fruit Logística, que amanhã será aberta aqui em Berlim. Desta vez, quase 30 cearenses estão na capital da Alemanha com o intuito de fazer negócios. A Ceará Portos, que administra o porto do Pecém, pelo qual são embarcados 70% das frutas produzidas no Ceará e em outros estados, ocupa um espaço destacado no estande que o Instituto Frutal - com o apoio da Adece, do Banco do Nordeste e do Sebrae - instalou no Messe Berlim, que é o gigantesco centro de convenções da capital alemã. O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae do Ceará, Jorge Parente, que liderou o esforço para o Estado do Ceará e seus fruticultores tivesse, como agora tem, um espaço exclusivo para expor seus produtos, promete que, em 2011, o estande cearense será bem maior do que de agora. E terá de ter assim, porque a perspectiva na Fruit Logística 2010 é da realização de bons negócios para a próxima safra que começará a ser plantada em maio. este colunista viajou a Berlim a convite do Sebrae do Ceará e da Brazil Fresh Products | |
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| O POVO |
02 de fevereiro de 2010 |
| PALESTRA - MAÍLSON DA NÓBREGA | |
| 90 anos do CIC - Maílson | |
| Encerrando as comemorações dos 90 anos do Centro Industrial do Ceará (CIC), apresentou palestra ontem na sede da entidade, em Fortaleza, o ex-ministro da Fazenda na era Sarney, Maílson da Nóbrega. O economista abordou o tema "Perspectivas da Economia Brasileira", e falou sobre o cenário financeiro atual do País e sobre as medidas adotadas pelo governo federal para sair da crise mundial. | |
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| O ESTADO |
02 de fevereiro de 2010 |
| PALESTRA COM MAÍLSON DA NOBREGA | |
| Ex-ministro prevê economia "robusta" | |
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Brasil saiu bem da crise econômica mundial e deve crescer consideravelmente em 2010 como resultado de um trabalho realizado ao longo de vários governos, que tornaram o País estável, previsível e transparente na gestão de sua política econômica. A avaliação foi feita pelo ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, durante a palestra "Perspectivas da Economia Brasileira", realizada na noite de ontem no auditório do Centro Industrial do Ceará (CIC).
Para o ex-ministro, outros fatores que contribuíram para que o Brasil não sofresse tanto com a crise foram a inflação baixa e sob controle, o nível de reservas internacionais superior à dívida externa e o fato de o Banco Central possuir autonomia para decidir. "Hoje, o Brasil é internacionalmente reconhecido como um País que se saiu bem dessa crise e deve crescer bastante este ano. Nossa previsão é de um crescimento robusto da ordem de mais de 5%, embora alguns já falem em 6% ou mais", afirma. Segundo Nóbrega, todos os segmentos da economia brasileira devem crescer em 2010, com destaque para o setor da Construção Civil, que deve ter um incremento maior que os demais setores, puxado pelo aumento da renda da população e pela grande demanda de crédito habitacional. Outro segmento que deve ter destaque é o Comerei» ao aumento da renda. INFLAÇÃO No período em que foi ministro da Fazenda, no final da década de 1980 e início da década de 1990, Maílson da Nóbrega pegou a inflação beirando 300% e, quando saiu, ela estava em mais de 900%. De acordo com o ex-ministro a baixa inflação registrada hoje no Brasil é uma importante conquista e dificilmente ela voltará a ser tão alta como no passado. "O País se convenceu de que estabilidade é melhor do que a inflação. Essa é uma grande mudança mental que ocorreu no Brasil. Durante muito tempo se acreditou que a inflação tinha um papel no desenvolvimento, mas isso é um grande equívoco", afirma. Para Nóbrega, o País sofreu com a alta inflação registrada no final do governo Sarney, quando ele era ministro. "Pagamos um preço alto por isso, conduzindo o Brasil a um processo de inflação praticamente sem controle, no final do governo Sarney, quando eu estava lá, onde ninguém podia fazer nada, pois era resultado de um complexo conjunto de causas de difícil solução. Hoje, ser politicamente esperto é adotar as medidas para manter a inflação sob controle, uma vez que os pobres brasileiros se convenceram que a inflação é ruim para eles", diz. ELEIÇÕES O ex-ministro avalia haver receios no mercado de que a eleição de Dilma ou Serra possa trazer de volta nível de intervenção estatal, risco de volta da inflação e ordem para o Banco Central fazer o que politicamente é considerado adequado, mas pondera que isso não deve ocorrer e, se ocorrer, recuará rapidamente. "Por conta das transformações pelas quais o Brasil passa, tanto do ponto de vista mental, quanto político e institucional, qualquer que seja o eleito, Serra ou Dilma, não haverá mudança na política econômica do País. Essa política econômica veio para ficar", explica. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
02 de fevereiro de 2010 |
| BRASIL E EUA | |
| Brasil recusa primeiras propostas dos EUA para evitar retaliação comercial | |
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Assis Moreira, de Genebra
O Brasil recusou as primeiras propostas feitas pelos Estados Unidos, e também por setores da indústria, para suspender a retaliação de quase US$ 900 milhões que planeja impor sobre produtos americanos no caso do conflito do algodão. Brasília espera agora novas propostas de Washington para solução pacífica da disputa, que demorou anos para ser julgada na Organização Mundial do Comércio (OMC). A entidade condenou subsídios ilegais dados aos cotonicultores americanos, que até hoje não foram totalmente eliminados. O Brasil está aprontando a lista de produtos a serem retaliados. O governo admite aplicar as sanções inicialmente só contra mercadorias, e mais tarde estendê-las sobre patentes farmacêuticas e direitos autorais, entre outras. Para a segunda parte, precisa que a Casa Civil decida por um projeto de lei ou medida provisória que possibilite retaliação na área de propriedade intelectual. Somente há cerca de dez dias é que o texto chegou ao Palácio do Planalto, no longo processo burocrático de assinatura por vários ministros, férias de fim de ano etc. A pressão interna aumenta sobre o governo de Barack Obama para buscar uma solução pacífica com o Brasil. Cinco grandes associações, incluindo a Associação Nacional de Manufaturas (NAM) e o Conselho Empresarial americano, escreveram carta ao negociador comercial, Ron Kirk, conclamando os EUA a negociar com o Brasil para evitar a retaliação. Eles alertaram a Casa Branca para o fato de que a retaliação brasileira pode ter efeitos prolongados, ameaçando empregos e negócios difíceis a serem recuperados. É que os importadores brasileiros rapidamente mudarão de fornecedor. Outro temor é de que a retaliação cruzada brasileira, atingindo tanto mercadorias como serviços e propriedade intelectual, resultem numa bola de neve, com outros países, incluindo a China, tomando o mesmo rumo contra produtos americanos. Os sinais brasileiros de que o país vai realmente aplicar a retaliação se multiplicam. O governo recusou, inclusive, demandas do setor privado brasileiro para ter mais tempo para comentar a lista de produtos americanos submetidos a eventual sanção. O embaixador brasileiro na OMC, Roberto Azevedo, tem dado a mesma mensagem: "O Brasil quer o fim dos subsídios americanos ao algodão para ontem". Ou seja, uma mudança na legislação deve vir logo e não embutida numa futura Farm Bill, a lei agrícola americana, que ninguém sabe quando e como será aprovada. A expectativa é que Washington poderá agir, porque a pressão da indústria, e não especificamente do setor de algodão, vem aumentando. A indústria farmacêutica não quer correr o risco de ter patentes quebradas no Brasil, um dos mercados mais promissores do mundo. "O Brasil não precisa esperar mudanças que os Estados Unidos estão cogitando na Farm Bill para retaliar", tem afirmado Azevedo. "Se o Brasil retaliar e os EUA retirarem os subsídios, as sanções então podem ser também retiradas." Os EUA têm insistido, por sua vez, em alguma solução que atenda o Brasil, mas que também seja depois incluída no acordo da Rodada Doha. Ou seja, não quer reduzir duas vezes os subsídios para um setor politicamente poderoso. O problema é que a Rodada Doha está prostrada. Em Davos, no fim de semana, pela primeira vez um ministro, o australiano Simon Crean, se declarou disposto a "tirar a tomada" da negociação, se o bloqueio persistir. Foi o único a dizer isso, entre os mais de 20 países presentes. Por sua vez, os trabalhos técnicos no Brasil avançam para abrir uma denúncia contra a União Europeia por apreensão a produtos genéricos em seus portos. Só falta a Índia aprontar também sua parte. Enquanto isso, o Parlamento Europeu discute medidas para rever apreensões de genéricos. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
02 de fevereiro de 2010 |
| BRASIL E ARGENTINA | |
| Indústria argentina quer manter barreiras | |
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Daniel Rittner, de Buenos Aires
Às vésperas de mais uma rodada de discussões bilaterais, empresários argentinos reforçaram o lobby para pedir a manutenção das barreiras que frearam a importação de produtos brasileiros no ano passado. Setores como o têxtil, a indústria de couro e o de material eletrônico levaram ao Ministério da Produção da Argentina seus pedidos para que as licenças não automáticas de importação sejam mantidas, apesar da pressão contrária do governo brasileiro. "Manifestamos as nossas preocupações sobre a possibilidade de o Brasil insistir com o pedido de liberar licenças. Não queremos que se fechem as importações, mas que se administre o comércio", disse o presidente da Câmara de Manufaturas de Couro, Raúl Zylbersztein, depois de encontro com a ministra Débora Giorgi. O representante da indústria de vestuário para bebês e crianças, Hugo Benyakar, adotou um tom mais dramático. "Graças a esse mecanismo, pudemos manter os postos de trabalho. É devido à política comercial deste governo. Se tivéssemos continuado como nos anos 90, ninguém existiria." O lobby parece ter surtido efeito. A ministra Débora Giorgi, em entrevista ao jornal "Página/12", defendeu a aplicação da medida e sinalizou que o governo argentino não pretende abrir mão das licenças neste ano. Segundo ela, no entanto, a "situação melhorou" e a emissão das licenças está ocorrendo em prazo inferior a 60 dias, como informou o Valor no mês passado. Uma das principais reclamações da indústria brasileira era que a análise dos pedidos de licenças vinha superando esse prazo - o máximo permitido pela Organização Mundial do Comércio (OMC) - e chegando a 240 dias, como no caso de calçados. Por causa dos atrasos, o Brasil resolver dar o troco e incluiu produtos argentinos no mesmo mecanismo de licenciamento, em outubro de 2009. "Pudemos reduzir as tensões", afirmou Débora Giorgi, comentando as medidas adotadas pelos dois lados depois da última reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Kirchner, em novembro. Nesta quinta e sexta-feiras, uma delegação brasileira composta pelos ministros Celso Amorim (Relações Exteriores), Miguel Jorge (Desenvolvimento) e Guido Mantega (Fazenda) dará continuidade às negociações comerciais, em Buenos Aires. Se confirmou a normalização dos procedimentos de análise das licenças, Débora Giorgi defendeu os acordos "voluntários" de exportações, pelos quais fabricantes brasileiros concordam em restringir seus embarques à Argentina para não enfrentar uma barreira oficial. Setores como o de calçados e de têxteis têm entendimentos válidos até o fim de 2010 e as declarações da ministra soaram como uma tomada de posição a favor da renovação dos acordos entre empresários. "Há setores onde a necessidade de acordos é a ferramenta fundamental para eliminar a assimetria. Há outros que não precisam de acordos, mas da aplicação de licenças como [uma forma de] monitoramento, que estarão [liberadas] em menos de 60 dias", afirmou Giorgi. Para ela, o objetivo das políticas implementadas pelo governo é construir "uma indústria mais forte e mais integrada". "Quando isso ocorrer, o déficit [para a Argentina], que é a manifestação dessa situação, tenderá ao equilíbrio", completou. Para o economista Dante Sica, diretor da Abeceb.com e ex-secretário de Indústria, o déficit da Argentina com o Brasil voltará a crescer este ano e estimulará a manutenção do mecanismo das licenças não automáticas. "O governo está liberando as licenças e cumprindo os prazos, mas a minha sensação é de que não vai mudar essencialmente a forma de administrar o comércio exterior", disse Sica, lembrando uma regra tácita entre os sócios do Mercosul, segundo a qual um não complica a vida do outro em período de eleições. Por isso, ele acredita que a Argentina não atrasará mais a emissão das licenças, o que criaria um constrangimento para o governo Lula, mas também não reduzirá substancialmente a lista de produtos sujeitos ao mecanismo. Levantamento feito pela consultoria do ex-secretário revela que, a partir do segundo semestre, o Brasil voltou a recuperar a fatia do mercado argentino perdida para a China, nos setores atingidos pelas licenças. De janeiro a junho, quando elas começaram a ser aplicadas, o recuo das importações argentinas de calçados brasileiros foi de 32% e de calçados chineses foi de apenas 9%. Depois das represálias do Brasil, a situação se inverteu. Embora tenha continuado a haver queda das importações, devido à contração da economia, a queda foi bem maior no caso da China (54%) do que no do Brasil (21%). O mesmo movimento se repetiu nos setores de móveis, têxteis, freios e na linha branca. "Quando o Brasil levantou a voz e começou a protestar mais, o principal alvo da Argentina passou a ser a China e houve liberação mais rápida das licenças ao Brasil", afirmou Sica. | |
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| O POVO |
02 de fevereiro de 2010 |
| CEDE - MANUEL HIGGINO | |
| Vertical - ANGOLA | |
| O ministro de Obras Públicas de Angola, Manuel Higgino, chega hoje à Fortaleza. Aqui, audiências com o presidente do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico (Cede), Ivan Bezerra, e com o secretário Bismarck Maia (Turismo). | |
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| O POVO |
02 de fevereiro de 2010 |
| CEDE - IVAN BEZERRA - ANGOLA | |
| Angolanos querem investir no Ceará | |
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Empresários angolanos chegam ao Ceará hoje interessados em investir em fruticultura, turismo, além de energia eólica e solar. A missão empresarial acompanha o ministro de Obras Públicas de Angola, general Manuel Higgino Carneiro. Eles tem agenda para conhecer as políticas públicas de incentivo ao desenvolvimento econômico do Estado. Amanhã, o grupo vai se reunir com o presidente do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Cede-CE), Ivan Bezerra.
Criado em 2007 para executar realizar a política de desenvolvimento econômico, o CEDE-CE executou no exercício passado 70% das metas estabelecidas. Em relação à atração de novos empreendimentos previstos para 2009, o conselho trouxe 59 empresas, superando as 40 previstos na meta de governo. Neste caso, foram 23,6 bilhões em investimentos para criar 9.618 empregos diretos em 26 municípios do Estado, como Aquiraz, Acaraú, Barbalha, Caucaia, Canindé, Cariré, Chorozinho, Eusébio, Fortaleza, Guaiúba, Horizonte, Iguatu, Juazeiro do Norte, Jaguaribe, Jaguaribara, Limoeiro do Norte, Maracanaú, Maranguape, Pacatuba, Pacajús, Palhano, Quixadá, Quixeré, Sobral, São Gonçalo do Amarante e Trairi. As empresas focaram principalmente no setor têxtil, mineração, farmacêuticos, metalmecânica, embalagens, bebidas e alimentos, estamparias, automotivos, moagem de trigo, produção de vidro e artigos de vestuários, eletrônicos, higiênicos e limpeza, calçados e componentes, refino de óleo e de petróleo e fertilizantes agrícolas. Para 2010, o presidente do Cede destaca que as propostas são mais ousadas: ``Queremos superar as dificuldades e abrir novas perspectivas sócio-econômicas para tornar a economia local mais forte na geração de renda e empregos``, disse Ivan Bezerra. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
02 de fevereiro de 2010 |
| CURSOS TÉCNICOS | |
| Cursos técnicos já respondem por 10% do ensino médio | |
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Enquanto autoridades da área educacional em todo o país penam para estabelecer políticas públicas efetivas para atrair e manter o jovem brasileiro na escola e impedir quedas seguidas da taxa de matrícula no ensino médio, a procura por cursos profissionalizantes cresceu 86% em pouco menos de dez anos e pode fechar 2010 com mais de 1 milhão de estudantes nas redes federal, estaduais, municipais e particular, graças à aceleração dos investimentos para inaugurações de colégios técnicos.
Em 2001, o Brasil contabilizava 462,2 mil matrículas no ciclo profissional de ensino, número que representava 5% dos 8,398 milhões de alunos no nível médio regular, que registrou pico de 9,169 milhões de matriculados em 2004. A educação profissional sustentou expansão bastante superior, fechando 2009 com 861,1 mil estudantes, uma participação de mais de 10% na taxa de matrículas do ensino médio (8,337 milhões), de acordo com o censo escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). No âmbito federal, onde os cursos técnicos são integrados ao ensino médio regular, as matrículas saltaram 53% no período, para 86,6 mil. Nos Estados, onde há integração e também cursos técnicos de mais curta duração que dependem do diploma do médio, foram registradas 271,1 mil inscrições - crescimento de 69% em igual intervalo. Em todas as esferas, governos perceberam que o ensino profissional é o caminho mais curto para combater o desemprego entre os jovens, que atinge quase 5 milhões de pessoas entre 16 e 29 anos - 60% do total de desocupados no país, conforme estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado em janeiro. Levantamento feito com 2.657 recém-formados nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia mostra que 72% dos entrevistados estão empregados e 65% trabalham na área de formação. No Estado de São Paulo, pesquisa semelhante respondida pelos egressos das 179 unidades das escolas técnicas (Etecs) do Centro Paula Souza aponta índice de empregabilidade de 73%. Na avaliação do economista especializado em educação Naercio Aquino Menezes Filho, professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), os dados positivos do emprego entre alunos do nível técnico estão associados ao processo de seleção das escolas técnicas. "Diferente das escolas públicas tradicionais de ensino médio, as unidades de educação profissional são reconhecidas pela qualidade do ensino e acabam atraindo os melhores alunos, com as melhores notas. O mercado vai apostar suas fichas neles", resume. O secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec-MEC), Eliezer Pacheco, classifica como "surpreendente" a demanda do mercado de trabalho pelos técnicos formados em algum dos 185 cursos técnicos catalogados em 12 eixos, conforme características científicas e tecnológicas: ambiente, saúde e segurança; apoio educacional; controle e processos industriais; gestão e negócios; hospitalidade e lazer; infraestrutura; informação e comunicação; produção alimentícia; recursos naturais; produção industrial; militar; e produção cultural e design. "No Fórum Social Mundial em Porto Alegre, o presidente Lula brincou: 'Antes costumava ver faixas contra o FMI, agora vejo prefeitos e movimentos sociais pedindo escolas técnicas'. Como secretário, aonde quer que eu vá, prefeitos sempre cobram a mesma coisa. O ensino profissional talvez seja a principal agenda em educação hoje, despertou o interesse de diferentes comunidades porque resolve a questão do desemprego", afirma Pacheco. Segundo ele, o MEC vai gastar R$ 4,6 bilhões com educação profissional este ano, mais de três vezes o orçamento do setor em 2003. Os recursos serão destinados para cumprir o plano de expansão do governo, que prevê 380 escolas técnicas em funcionamento até o fim de 2010 - em 2002, havia 140 unidades, outras 62 foram entregues até o ano passado. Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, em Brasília, a abertura de 78 novas instituições em 19 Estados, com capacidade para atender a até 100 mil jovens em cursos técnicos de nível médio, licenciaturas e superiores de tecnologia. Para bater a meta, há outras cem escolas em obras. Os investimentos em construção e equipamentos somam R$ 1,1 bilhão. Com aval do Congresso Nacional, o Ministério do Planejamento autorizou o lançamento de concurso público para a contratação de 5 mil professores e 3,9 mil técnicos administrativos. Pacheco explica os critérios para a abertura das escolas: "Os cursos são definidos a partir das matrizes culturais e produtivas da região, são realizadas audiências publicas com participação da comunidade. Foi assim que desenvolvemos os programas nas áreas de biocombustíveis e pesca e aquicultura e de formação de técnicos em edificações, uma espécie de mestre de obras com formação, um dos mais procurados, assim como os cursos das áreas de saúde e informática", destaca o secretário. Outra fatia dos recursos do MEC para o setor vai para o Brasil Profissionalizado, de 2007. O programa prevê destinar R$ 900 milhões até o ano que vem para governos estaduais e prefeituras adotarem o ensino médio integrado à educação profissional. O dinheiro é liberado para obras de infraestrutura, melhorias na gestão, práticas pedagógicas e formação de professores. O Paraná aparece como o maior recebedor de repasses do Brasil Profissionalizado: foram R$ 126 milhões em 2009 e 2010. Sandra Regina de Oliveira Garcia, chefe do Departamento de Educação e Trabalho do governo paranaense, diz que, entre 2003 e 2009, as matrículas no ensino profissionalizante aumentaram de 30 mil para 80 mil. "Vamos usar os recursos para 16 centros profissionais nos 13 arranjos produtivos em que está dividido o Paraná. O objetivo maior é terminar 2010 com 100 mil alunos matriculados", revela Sandra. Ela acrescenta que as novas unidades serão dedicadas a cursos relacionados à indústria e ao setor de serviços e contratação de professores. Mas Sandra diz que a expansão da rede profissional não pode depender unicamente da liberação de recursos federais. "O Brasil Profissionalizado não é uma fonte de financiamento de longo prazo, em 2011 acaba, por isso temos metas para nossos projetos." Em Alagoas, toda a oferta de cursos profissionalizantes é de responsabilidade do governo federal, que mantém quatro escolas e prevê a construção de outras cinco. "O governo estadual tem apenas uma escola técnica voltada para a área da saúde, nove cursos de magistério e os colégios do Senai, que pertencem à iniciativa privada. Mas tudo somado não dá conta da demanda, da quantidade de jovens fora da escola", relata Stela Albuquerque, superintendente de gestão da educação profissional da Secretaria Estadual da Educação de Alagoas. Sem mencionar valores, ela diz que o governo alagoano vai contar com recursos do orçamento e do Brasil Profissionalizado para inaugurar 11 escolas técnicas de nível médio até o ano que vem. Os cursos foram escolhidos de acordo com os empreendimentos que estão chegando no Estado. "Dividimos o território em polos de desenvolvimento econômico. Em Arapiraca, na região central do Estado, a mineradora Vale Verde está terminando a construção e vai precisar de mão de obra qualificada em mecânica, metalurgia, fabricação automotiva, fundição, além de cursos no setor de serviços, como administração de empresas, informática e RH", diz Stela. Ela complementa: "Antes de definir os investimentos tivemos reunião com os responsáveis pela empresa para identificar o perfil do profissional, e quando a escola estiver pronta, a empresa ajudar a elaborar o currículo, vai abrir vagas de estágio e mandar profissionais para dar aula e palestras." Em Coruripe, região de belas praias e caracterizada pela atividade sucroalcooleira de seis grandes usinas, o foco dos programas escolares será turismo, hotelaria e biocombustíveis. | |
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| O POVO |
02 de fevereiro de 2010 |
| FORNECIMENTO DE ENERGIA - ARCE | |
| Fornecimento de energia será fiscalizado pela Arce | |
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Uma fiscalização documental da qualidade do fornecimento de energia elétrica no Estado será realizada pela Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará (Arce). A base para o desenvolvimento da ação serão os dados fornecidos pela Companhia Energética do Ceará (Coelce).
Serão entregues informações sobre a Frequência Equivalente de Interrupção (FEC), uma média do número de vezes em que houve interrupção na unidade consumidora. Também serão fornecidas informações sobre a Duração Equivalente de Interrupção (DEC), indicador do número médio de horas que um consumidor fica sem energia elétrica. Segundo a Coordenadoria de Energia da Arce, a ação de fiscalização vai ocorrer durante a primeira quinzena de fevereiro, com avaliação dos índices mensais, trimestrais e anual referentes ao exercício de 2009. Em 2009, de 16 de janeiro a 20 de fevereiro, a Arce realizou fiscalização documental dos índices de 2008. Na ocasião, a Arce não constatou violação às metas estabelecidas pela Aneel. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
02 de fevereiro de 2010 |
| CAJUÍNA SABOR TROPICAL | |
| Cajuína com certificado de produto orgânico | |
| A Cajuína Sabor Tropical, de São Gonçalo do Amarante é a primeira a produzir cajuína com certificado orgânico. A empresa também já firmou contrato de venda para lojas de orgânicos de São Paulo. O próximo passo será a exportação. | |
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| O POVO |
02 de fevereiro de 2010 |
| ESTALEIRO | |
| "Tem prefeita na cidade", diz Luizianne sobre estaleiro | |
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Afirmando ter interrompido as férias para prestigiar o início dos trabalhos na Câmara, Luizianne transpareceu que seu maior objetivo era demarcar posição sobre o estaleiro
Se depender da prefeita Luizianne Lins (PT), os planos do governador Cid Gomes (PSB) de viabilizar a construção de um estaleiro na praia do Titanzinho não irão adiante. Ontem, na Câmara Municipal, ela falou publicamente sobre o assunto pela primeira vez desde que Cid se reuniu com vereadores de Fortaleza em busca de apoio para o empreendimento. E disse ser ``terminantemente contra`` o estaleiro no local. E caso o governador insista, ela avisa que haverá resistência. ``Num é assim não, tem prefeita na cidade. A prefeita vai cuidar dos interesses da cidade, pode ter certeza``, declarou, destacando que o estaleiro precisa de licença da Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Questionada sobre a hipótese de o assunto se tornar uma crise entre ela e Cid, Luizianne afirmou: ``Não pretendo que se torne (uma crise). Por que eu divirjo do lugar em que o Sérgio Machado, presidente da Transpetro, quer botar (o estaleiro), eu vou ter crise política com o governador? Só se ele (Cid) quiser``. Para substituir o projeto, Luizianne afirma já estar trabalhando em duas frentes. A primeira seria uma alternativa para compensar os 1,2 mil empregos diretos que não seriam mais criados. Ela revela que vem em negociação com a empresa têxtil Guararapes para que sua filial na Barra do Ceará seja ampliada, gerando 1,5 mil postos de trabalhos. Desse total, mil seriam direcionados para os moradores do Titanzinho, que teriam transporte de ida e volta. Os outros 200 empregos poderiam ser viabilizados com a criação de um parque turístico na região. ``Pra não dizerem que eu não estou preocupada com os empregos``, disse. A outra tática é acelerar um projeto de revitalização para o bairro Serviluz, batizado de ``Aldeia da Praia``. ``Como tá se pretendendo um empreendimento de qualquer maneira, nós vamos avançar para criar o parque de contemplação, um parque marítimo naquela região, que é muito preciosa pra virar um estaleiro``. A prefeita classificou ainda como ``esquisito`` e ``estranho`` o encontro que o governador teve, no último dia 21, com o presidente da Câmara, Salmito Filho (PT), e com sete dos vereadores mais bem votados no Serviluz. ``Imagina eu ter posição sobre uma coisa, o governador discordar da minha posição, aí eu ir procurar os deputados pra poder confrontar a posição dele. Eu achei estranho, e manifestei isso pro governador``, relatou. Já Salmito afirmou que a intenção do governador era incentivar os parlamentares a convencer os moradores da região sobre a importância do estaleiro. ``A prefeita e o governador são grandes aliados e vão tratar dessa questão pra ser resolvida da melhor forma``, avalia. BASTIDORES DA CERIMÔNIA > 1. A prefeita Luizianne Lins só deixou a sala da presidência no momento em que foi chamada para compor a mesa da solenidade de abertura dos trabalhos legislativos, e não falou com a imprensa. Ao fim da cerimônia, a petista ficou assustada com a quantidade de repórteres que estava à sua espera. ``Vamos com calma que é pra eu não me atrapalhar``, pediu. > 2. Enquanto caminhava para a inauguração da nova Sala do Empreendedor, Luizianne segurou no braço de Salmito Filho e disse: ``Quero ver alguém dizer agora que nós somos desafetos``. Com o outro braço, segurava o ministro da Previdência, José Pimentel (PT). > 3. O coordenador de Articulação Política da Prefeitura, Waldemir Catanho, confirmou a realização de uma reunião, no ano passado, entre ele, empresários e o governador Cid Gomes. Entretanto, na ocasião, Catanho não teria se posicionado sobre a construção do estaleiro porque, segundo ele, ainda não estava clara qual seria a localização do empreendimento. ``Não tínhamos claro nem que o projeto vinha para o Ceará``. >4. A visita de Luizianne à Câmara terminou com a inauguração da nova Sala do Empreendedor. Sorridente, ela desamarrou a fita, deu uma breve olhada no local e parabenizou Salmito e o ministro da Previdência Social, José Pimentel. Este, questionado se gostaria de concorrer a uma vaga ao Senado, disse apenas que tem o desejo de continuar no Partido dos Trabalhadores. E-Mais > Em um momento de bom humor, a prefeita Luizianne Lins explicou por que a revitalização da orla de Fortaleza é um projeto demorado: ``Não dá para resolver tudo em um passe de mágica. Eu não tenho vocação para ser fada, graças a Deus. É mais fácil eu ter vocação para bruxa. Pegar minha vassoura e sair voando``. > Hoje, o governador Cid Gomes (PSB) terá reunião com representantes do Instituto de Arquitetos do Brasil & Departamento Ceará (IAB-CE). O objetivo é apresentar o projeto de construção do estaleiro na praia do Titanzinho. > O líder do Governo na Assembleia Legislativa, Nelson Martins (PT) solicitou ontem a realização de uma audiência pública na Casa para debater o mesmo assunto. > O líder do Executivo na Câmara, Acrísio Sena, disse que uma das primeiras mensagens da Prefeitura a ser apreciada pelos vereadores será a que propõe uma reforma administrativa. Segundo Acrísio, a mensagem, que vai chegar nos próximos dias, propões a criação de algumas coordenadorias e altera a nomenclatura de alguns cargos comissionados. A assessoria de imprensa informou que os cargos que sofrerão alterações são ligados ao Gabinete da Prefeita. Salmito nega problema com prefeita Apesar de viver um momento de divergência com a prefeita Luizianne Lins (PT) & por defender a construção do estaleiro no Titanzinho, ao contrário do que quer a prefeita - Salmito Filho (PT), presidente da Câmara Municipal, abriu os trabalhos do ano afirmando que não existe nenhum ``desafeto`` entre ele e Luizianne & que, no início de 2009, lutou para evitar sua eleição para a presidência da Casa. ``Não existe nenhum desafeto entre eu e a prefeita Luizianne``, disse Salmito, ontem, em discurso na sessão de abertura do ano legislativo. Ele lembrou, porém, que ambos trabalham de forma diferenciada. ``Ela trabalha do jeito dela, muito firme, e é por isso que ela é prefeita de Fortaleza, e eu trabalho do meu jeito``. Os embates, segundo Salmito, se restringem ao ambiente partidário. ``Os embates que existem são dentro do PT``. O clima de entendimento externado aos olhos do público, porém, não evitou que a divergência sobre a polêmica do estaleiro repercutisse nos bastidores da Câmara. O próprio Salmito, que já declarou concordar com a posição do governador Cid Gomes (PSB), disse que desconhece o projeto da Prefeitura de Fortaleza para a orla do Serviluz. Mesmo assim, Salmito defendeu uma conciliação entre os interesses da Prefeitura e do Governo do Estado. ``Acho que o projeto do estaleiro pode ser conciliado com o projeto da Prefeitura para aquela área. Aliás, esse é o ideal, porque assim a comunidade ganha duas vezes``. O líder da Prefeitura na Câmara, Acrísio Sena (PT), criticou o posicionamento de seu correligionário, Salmito Filho. Segundo Acrísio, a posição do Salmito vai de encontro ao que defende a bancada do PT. ``O PT local ainda não se reuniu para discutir esse assunto, mas eu tenho certeza que vamos fechar uma posição contrária à instalação do estaleiro no Titanzinho, assim como defende a prefeita``, disse Acrísio. Ele ressaltou que, ao defender a construção de um estaleiro na área do Serviluz, Salmito está, também, adotando uma postura que vai de encontro ao próprio partido. (Pedro Alves, especial para O POVO - pedroalves@opovo.com.br) | |
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| O POVO |
02 de fevereiro de 2010 |
| ESTALEIRO | |
| Vertical S/A - Governo escala dupla para defender estaleiro | |
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Por Jocélio Leal
O Governo do Estado escalou uma dupla do primeiro time para defender o projeto do estaleiro no Titanzinho. O secretário do Turismo, Bismarck Maia, e o presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Antônio Balhmann, ganharam a missão de ir ao público fazer o convencimento. A primeira ação será na próxima terça-feira, dia 9, no Centro de Convenções. Assistindo Bismarck e Balhmann estará o chamado trade turístico. Estão sendo convidados empresários ligados às principais entidades do setor. Um vai listar a importância do negócio para o Ceará. O outro demonstrar que o estaleiro não será visível a partir da costa - o principal temor alegado pelo presidente da Associação dos hotéis (Abih), Régis Medeiros. No discurso dos escudeiros da proposta, um argumento baseado na oportunidade. Dirão que o estaleiro, ao contrário de outros projetos - como o Aquário, por exemplo, fruto de uma decisão do Governo - significa uma concorrência com outros estados. Noutros termos: vão apelar para o risco da perda. Ademais, vão argumentar que a Transpetro (autora da encomenda) não poderá esperar muito. O encontro só não será já esta semana, no calor da reação da prefeita Luizianne Lins, porque o trade está em São Paulo, em evento anual da operadora CVC. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
02 de fevereiro de 2010 |
| ESTALEIRO | |
| Edilmar Norões - Apoio de peso | |
| O governador Cid Gomes defende o estaleiro, por sua importância para o desenvolvimento socioeconômico do Ceará. E sua localização no Titanzinho, pelos benefícios que o notável empreendimento trará para as famílias ali residentes. Cid ganhou um aliado de peso nessa discussão, pois depois de se reunir com um grupo de influentes vereadores, a quem expôs seus argumentos, destes recebeu integral apoio. | |
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| O POVO |
02 de fevereiro de 2010 |
| PORTO DO PECÉM | |
| Porto do Pecém vai ter novos equipamentos de operação | |
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O Porto do Pecém está em fase de ampliação. O equipamento vai experimentar mudanças na atuação, quando for concluído o Terminal de Múltiplo Uso (TMUT). Novos equipamentos devem ser implantados em médio prazo, conforme informou o diretor de Desenvolvimento Comercial da Cearáportos, Mário Lima Júnior. Ele esteve ontem no Porto do Hamburgo, na Alemanha.
A proposta da visita foi atualizar as informações sobre a operação de conteineres. ``É uma visão de médio prazo. São aspectos operacionais e comerciais. Tem muita coisa nova em termos de equipamento aqui, o que dá mais rapidez na operação``, comentou ao O POVO. O diretor explicou que a tendência é que o porto se transforme em um entreposto comercial, além da comercialização local que já ocorre. ``Como o porto tem muita profundidade (18 metros), podemos passar a atuar como -hub port- (porto de transbordo)``, comentou. Lima Júnior informou que o TMUT tem previsão para iniciar operação, em caráter experimental, em setembro deste ano. Conforme afirmou, o mercado local é pequeno comparado com que o porto pode atuar. Por isso, trabalha também com a conexão nacional e internacional, que transborda cargas de navios maiores para embarcações de menores porte. Produtos Siderúrgicos A importação de produtos siderúrgicos pelo Porto do Pecém deve fechar o mês de janeiro. Até então, está confirmada a chegada de 106 mil toneladas de mercadorias relacionadas à siderurgia. Trata-se do melhor resultado de importação deste tipo de mercadoria para um mês, informou. O recorde é o reflexo do crescimento de setores da economia produtiva, como indústrias e fábricas de transformação, aço para a construção civil, móveis tubulares. (Andreh Jonathas) | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
02 de fevereiro de 2010 |
| ESTALEIRO | |
| Cid em maratona para defender local do estaleiro | |
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Cid Gomes deve responder à imprensa hoje sobre comentários da prefeita e, também, apresenta projeto ao IAB
O governador do Estado, Cid Gomes, deve continuar hoje com sua agenda em defesa do estaleiro na praia do Titanzinho, no Serviluz. De manhã, ele participa da sessão de abertura do ano legislativo na Assembleia, às 10 horas. À tarde, recebe comissão de diretores e conselheiros do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-CE) para apresentar o projeto de construção do estaleiro Promar Ceará, em Fortaleza. O empreendimento tem sido alvo de questionamentos por parte de diversos segmentos. O estaleiro deve "entrar na pauta" da sessão legislativa, principalmente, por estímulo da imprensa local para que o governador comente o posicionamento da prefeita sobre a localização do empreendimento em Fortaleza. Luizianne Lins disse ontem, após solenidade de abertura dos trabalhos na Câmara Municipal, que não gostou da iniciativa de Cid Gomes de conversar diretamente com alguns vereadores sobre a construção do estaleiro no Serviluz. O líder do Executivo, há duas semanas, convidou os vereadores mais bem votados naquele bairro para apresentar o projeto do estaleiro e contar com apoio. IAB quer se posicionar O IAB-CE enviou pedido de audiência por meio de ofício na última quinta-feira, 28, ao gabinete do governador. O encontro está previsto para iniciar às 16h30min, hoje. Para o presidente da entidade, Odilo Almeida, trata-se de uma intervenção urbanística de grande porte. "O IAB-CE se sente na obrigação de tomar uma posição pública sobre o projeto, como já faz habitualmente com relação a grandes projetos de interesse público", afirma Almeida. Para ele, a entidade só pode se manifestar oficialmente a partir de conhecimento técnico sobre o projeto. "É um assunto em pauta no Estado, e temos sido provocados para tomar uma posição por parte da categoria dos arquitetos, vereadores, imprensa", afirma. "A preocupação é porque é uma obra impactante. Temos que estudar alternativas vocacionais e as reais possibilidade da execução do projeto no local pretendido", argumenta. O historiador Raimundo de Farias demonstra sua opinião claramente. Contra a localização proposta, ele rebate os argumentos já apresentados pelo governador. "Os impactos provocados pela construção de um estaleiro são numerosos e fazem-se sentir no local de implantação e em suas imediações, degradando o meio ambiente e a qualidade de vida dos cidadãos", afirma Farias. Audiências públicas A Assembleia Legislativa deve sediar mais um debate sobre a obra. Os deputados estaduais Nelson Martins e Heitor Ferrer solicitam a realização de audiência pública para discutir a instalação do estaleiro no Serviluz. A Câmara também deve promover audiência sobre o tema, pedido pelo vereador João Alfredo. O Promar Ceará é um "estaleiro virtual" criado pela PJMR a mesma que criou o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), hoje o maior do hemisfério para participar da licitação da Transpetro. Em dezembro passado, a Transpetro confirmou a vantagem da empresa Promar Ceará na licitação para a construção de oito gaseiros pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). A partir daí, começou a fase de negociação de um preço dentro dos interesses da subsidiária da Petrobras. A expectativa inicial era que em janeiro fosse anunciado um vencedor. Mas não há um prazo legal para este anúncio. Uma nova expectativa é fevereiro. O estaleiro representa um investimento, somente na construção, de R$ 110 milhões. Deve gerar 1.200 empregos diretos e mais de cinco mil indiretos. Terá capacidade de converter 15 mil toneladas de aço que virão da Companhia Siderúrgica de Pecém. O empreendimento também representa um investimento de R$ 60 milhões em infraestrutura pelo governo do Estado e na ampliação em 700 metros do quebra-mar do Tit anzinho. Risco A indústria naval no Brasil deve ganhar impulso com a exploração de óleo e gás na camada pré-sal. O projeto do estaleiro cearense deve contar com financiamento do BNDES. Para o banco, apesar da camada pré-sal estimular este tipo de equipamento há risco de ociosidade. "O risco é ter excesso de capacidade", disse o gerente do Departamento de Gás, Petróleo e Cadeia Produtiva do BNDES, Vinicius Samu de Figueiredo. Priscila Branquinho, que possui o mesmo cargo no banco, complementou: "Haverá um pico de produção, e uma vez que o pólo já esteja desenvolvido, a tendência é que a demanda se reduza". Os dois deram entrevista ao portal iG. Com menor demanda por produtos e excesso de capacidade instalada, a indústria naval pode experimentar forte queda nos preços de navios e afins. "Vamos prevenir a competição predatória", afirmou Branquinho ao portal. Leia mais em Política CAROL DE CASTRO REPÓRTER | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
02 de fevereiro de 2010 |
| ESTALEIRO | |
| Egídio Serpa - Luiz Cidrão desiste do estaleiro | |
| Uma fonte desta coluna, que acompanha os entendimentos para a instalação do Estaleiro Promar Ceará, revelou que o empresário financeiro Luiz Cidrão desistiu de ser sócio do empreendimento. A mesma fonte contou que Cidrão examinou a engenharia financeira do projeto e se sentiu desestimulado a prosseguir nele. O Governo do Estado entrará no seu lugar. | |
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| O POVO |
02 de fevereiro de 2010 |
| PARQUE ECOLÓGICO DO COCÓ | |
| Parque Ecológico do Cocó: um espaço verde para Fortaleza | |
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Com a área reduzida em relação ao plano apresentado em 2008, a proposta para a nova delimitação do Parque Ecológico do Coco é apresentada pela Semace como mais viável para ser implantada ainda este ano. A sugestão, que será apreciada pelo governador, gera polêmica na cidade. Algumas vozes do debate estão nesta página temática publicada pelo O POVO abordando os impactos ambientais, sociais e econômicos da definição da área do Parque..
O Parque pleno Delimitar a área do Parque do Cocó, levando em conta todos os ecossistemas que ainda resistem, é uma obrigação do Estado. Exigir sua plena delimitação é um dever de todas e todos da cidade! É plenamente possível desde que levados em conta o princípio da precaução, as aspirações da coletividade e as necessidades de melhoria da qualidade dos sistemas ambientais e de vida dos fortalezenses. Isto deve ser feito, ao invés de disponibilizar e ampliar áreas provavelmente destinadas ao mercado imobiliário, que poderão ter seus componentes ambientais de preservação permanente substituídos por mais um edifício, ao lado de outro que privatizou o vento, a diversidade de paisagens e que afetou a disponibilidade de habitats para a biodiversidade. A delimitação & incluindo todas as áreas de preservação permanente (manguezal, lagoas, dunas e praias) ocupadas de forma ilegal & é agora uma ação urgente, diante das consequências ambientais acumuladas com a má gestão dos ecossistemas urbanos. Os sistemas ambientais a serem preservados pela demarcação do Parque irão atuar como provedores de serviços básicos à nossa sobrevivência, como a geração de alimentos, água potável, recursos bioquímicos e genéticos, a manutenção da biodiversidade, a formação de solos, o controle de enchentes e erosão. Irão proporcionar as teleconexões entre o continente, o oceano e a atmosfera para regular as condições climáticas & minimizar as ilhas de calor & e a produção e a reciclagem de nutrientes para uma complexa cadeia alimentar. Uma área de pleno domínio público para o direito ao lazer e à contemplação da natureza. A perda contínua e acumulada destes serviços providos pelos ecossistemas constitui uma grave barreira para se alcançar índices mais adequados de qualidade de vida. O crescimento da nossa cidade não levou em conta a preservação, a conservação e a proteção dos mananciais de água cristalina, solo fértil e de fauna e flora. A capacidade do rio Cocó de sustentar e promover a qualidade de vida de uma população de mais de três milhões de habitantes & a importância ambiental de sua bacia hidrográfica & foi amplamente comprometida. Simultaneamente, a especulação imobiliária suprimiu áreas de manguezal para construir edifícios e centros comerciais. Demarcar o parque com todos seus componentes ambientais é o ponto de partida. A interconexão entre as dunas fixas, as lagoas, o manguezal, a elevada quantidade de canais de maré e a faixa de praia, não pode ser mais fragmentada. Estamos diante do risco de extinção da paisagem e da biodiversidade. Definir o Parque do Cocó em sua plenitude de ambientes & exigência dos ambientalistas há mais de 20 anos! & será exemplo da ampliação de funções e serviços ambientais que ainda resistem perante a voracidade dos especuladores imobiliários. Estamos vivenciando um desafio que move a humanidade: sustentabilidade com equidade e justiça ambiental para as atuais e futuras gerações. Jeovah Meireles - Professor do Depto. de Geografia da UFC e do Programa de Pós-graduação em Geografia/UFC meireles@ufc.br Enfrentar o capital imobiliário e salvar o Cocó No dia 31/5/2008, O POVO anunciava para a alegria não só dos ambientalistas, mas de todos os fortalezenses, que o Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente do Estado aprovara, por unanimidade, o acréscimo de mais de 266 hectares ao Parque Ecológico do Cocó, que passaria dos atuais 1.046,22 para 1.312,30 ha. Tal decisão fora resultado de um Grupo de Trabalho criado com a finalidade de regulamentar e formalizar a adequação do Parque do Cocó à legislação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc). Ali, ao tempo em que foram retiradas da poligonal original áreas densamente ocupadas, foram incorporadas novas áreas de preservação permanente, dentre as quais as terras hoje sujeitas à alta pressão do capital imobiliário, dentre as quais se destacam o cordão de dunas a oeste e sul da Cidade 2000 (objeto de lei municipal de nossa autoria, suspensa temporariamente pelo Tribunal de Justiça), o campo de dunas ao sul da Praia do Futuro e a foz do Rio Cocó, ampliada até o limite da maré baixa. Daí o meu espanto, quando, ainda no fim do ano passado, a atual superintendente Estadual do Meio Ambiente & a eminente procuradora Lúcia Teixeira, profissional séria e devotada à causa pública & anunciou que, ao invés da ampliação, o parque poderia ser reduzido, através de uma proposta mais ``realista``. Essa área menor seria a ``poligonal possível`` com ``o mínimo de desapropriações e o máximo de proteção ambiental``. Para ela, as indenizações poderiam alcançar o vulto de R$ 2 bilhões (a despeito da nova visão jus-ambiental não reconhecer valor de mercado a terrenos, que, por serem de preservação, não são edificáveis, como tem sustentado o eminente Procurador Alessander Sales). Além disso, o próprio Estado é responsabilizado, porque, em governos passados, não teria nem consumado as desapropriações, nem tampouco resguardado, através de fiscalização e controle, a integridade do Parque (governos esses & acrescente-se & que sempre & inclusive na página atual da própria Semace & fizeram propaganda do Cocó, como á rea protegida legalmente). Não podemos aqui deixar de reconhecer o mérito da determinação da Semace de, após 20 anos, regulamentar, de forma definitiva, a principal unidade de conservação de nossa cidade. No entanto, entendemos que, para tanto, se faz necessário enfrentar, com firmeza, os interesses do capital imobiliário, que tem asfixiado o Parque do Cocó, sobrepondo o direito individual de propriedade ao direito coletivo ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, consagrado, em nossa Constituição, como bem de uso comum de todos. Em uma cidade que sofre pela perda de quase 90% de sua cobertura vegetal nos últimos 40 anos (segundo o Inventário Ambiental de Fortaleza, de 2003), a cidadania não pode aceitar, passivamente, a diminuição de nosso principal parque ecológico. Ainda mais em tempos de aquecimento global e mudanças climáticas. João Alfredo Telles Melo - Advogado, professor de Direito Ambiental e vereador pelo PSOL em Fortaleza. joaoalfredotellesmelo@gmail.com De fato e de direito Para se criar um Parque Estadual, unidade de conservação do tipo proteção integral, é preciso a prévia desapropriação das áreas. O que conhecemos como Parque do Cocó ainda não existe juridicamente. Temos decretos estaduais, cuja finalidade era declarar determinadas áreas como de interesse social para que, após expropriadas, fossem destinadas à criação do parque. Tais decretos não criaram juridicamente a unidade de conservação, já que sua finalidade era apenas efetivar desapropriações. Decorridos quase 21 anos, os decretos caducaram, as desapropriações não foram realizadas e o parque estadual não foi regulamentado. Nesse ínterim, nossa cidade mudou. Extensas áreas da várzea do rio Cocó foram invadidas, a pressão imobiliária cresceu e, a cada dia, a área possível para criação do Parque Estadual do Cocó diminui. A despeito da inviabilidade de determinados espaços, grande parte das áreas previstas nos decretos são ``pacíficas`` e ainda podem ser protegidas. Para que finalmente o Parque do Cocó seja juridicamente criado, a Semace iniciou estudos técnicos para apresentar ao governador as possibilidades de poligonais possíveis. Uma das propostas, por estar sendo mal compreendida, acabou gerando polêmica. A ideia é que, excluindo-se as áreas ocupadas ou em litígio, tenha-se uma poligonal mais enxuta, porém juridicamente mais segura. Em paralelo, a luta pela incorporação das áreas em litígio ou mesmo aquelas ocupadas, à área do parque, continua. A diferença é que, enquanto essa luta ocorre, o Parque do Cocó já existe, com uma área definida, garantindo à sociedade ecossistemas relevantes e protegidos de forma juridicamente segura. Na medida em que os litígios forem sendo sanados, tais espaços serão incorporados à área pacífica, que já estará desapropriada e definida como unidade de conservação. A expectativa judicial da desapropriação de áreas em litígio ou já edificadas, estas pelo custo da remoção e aquelas pelo próprio fato estarem em litígio, não é animadora. Se a criação do Parque Estadual for depender da desapropriação das áreas em litígio ou ocupadas, talvez se passem mais 21 anos sem que se crie o Cocó. A ausência de proteção jurídica nas áreas pacíficas é extremamente temerária, na medida em que tais espaços podem vir a sofrer invasões, ocupações ou serem objeto de litígios. A intenção da Semace não é diminuir a área do Parque do Cocó. Queremos evitar que mais anos se passem sem que a população tenha garantido juridicamente algo que já existe na sua cultura, no seu cotidiano. Hoje, existem áreas pertencentes ao ecossistema do Rio Cocó no bairros da Aerolândia, Mata Galinha que, por sua relevância, podem ser incorporadas à área do Parque, ampliando-a. Em breve, serão entregues ao governador Cid Gomes três propostas de poligonal, ficando a cargo dele decidir qual a solução cabível ao assunto. O que se busca é concretizar aquilo que se apresenta juridicamente possível e seguro, para que finalmente se tenha algo básico, elementar: onde começa e onde termina o Parque do Cocó. Lúcia Teixeira - Superintendente da Semace Sustentabilidade ambiental e socioeconômica O rio Cocó como a maioria dos rios brasileiros tem sofrido muitas intervenções antrópicas, resultando em mudanças nas suas características naturais. Em seu leito médio, desde que cruza as áreas urbanizadas da região Metropolitana de Fortaleza, o rio passa a sofrer atentados à qualidade. Os fatores que mais concorrem para as alterações físicas no rio Cocó são os aterramentos realizados com construções irregulares, o que se observa ao longo de todo seu percurso, principal mento no estuário. Todas estas agressões ambientais têm mudado a sistemática hidráulica do rio, ocasionando um grande processo de assoreamento, resultando na elevação dos fundos, modificando o prisma de maré e consequentemente mudando o comportamento da movimentação das águas durante a subida e descida das marés. Tais ocorrências hidráulicas comprometem o avanço da água salgada e a necessária mistura com a água doce, fundamentalmente necessária à manutenção da vida do mangue, compreendendo flora e fauna. Com a finalidade de proteger esse ecossistema, o Governo do Estado instituiu por meio de decreto, um Grupo de Trabalho com representação das instituições envolvidas com o processo, a exemplo da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) que gerencia o Parque e da Prefeitura Municipal de Fortaleza, além de representantes da sociedade civil e universidade, com o objetivo de desenvolver uma proposta de poligonal com vistas à regularização legal do trecho hoje compreendido como Parque do Cocó. A definição da nova poligonal partiu da situação atual, englobando-se a maior parte do traçado anterior, excluindo-se as ocupações que surgiram no intervalo de tempo da instalação do parque aos dias de hoje, estendendo-se às novas áreas passíveis de preservação com fins de proteção da unidade. Ressalte-se que alternativas de poligonais foram elaboradas e todas serão oportunamente apresentadas ao governador do Estado para definição do projeto que mais atenda sob a ótica da sustentabilidade ambiental e socioeconômica. Maria Tereza Bezerra Farias Sales - Geóloga e pres. em exercício do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente mterezafarias@yahoo.com.br | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
02 de fevereiro de 2010 |
| SUCESSÃO PRESIDENCIAL - ELEIÇÕES 2010 | |
| Coalizão lulista dá a Dilma mais palanques estaduais | |
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Na pré-campanha, 35 possíveis alianças estão com a ministra, contra 25 de Serra
Para compensar defasagem quantitativa em relação à ministra, tucanos contam com liderança em São Paulo, que tem 22% do eleitorado RANIER BRAGON DA SUCURSAL DE BRASÍLIA A oito meses das eleições de outubro, o mapeamento das principais candidaturas ao governo das 27 unidades da Federação mostra que a coalizão de partidos que apoia o presidente Lula dá à ministra Dilma Rousseff (PT) um número de palanques estaduais 40% superior aos até agora alinhados ao governador José Serra (PSDB). A petista tem hoje 35 palanques que tendem a trabalhar majoritariamente por sua candidatura à Presidência, contra 25 já fechados com Serra. Dos palanques pró-Dilma, mais da metade lidera as pesquisas de intenção de voto disponíveis, sendo dez em Estados grandes ou médios. Dos 25 palanques que tendem a apoiar Serra, 10 lideram as respectivas disputas, sendo dois nos maiores Estados do país. A base de sustentação do governo Lula conta hoje com 14 partidos políticos, mas nem todos devem aderir a Dilma. A candidatura Serra conta com o trio PSDB-DEM-PPS, que busca obter o apoio oficial do PTB, até agora na base governista. A vantagem estatística de Dilma nos palanques estaduais aumenta caso o deputado federal Ciro Gomes (PSB) desista da corrida à sucessão de Lula, algo que vem sendo costurado pelo Palácio do Planalto. Ciro tem hoje sete palanques relevantes de sustentação, sendo que dois desses candidatos lideram as pesquisas em Estados médios -os governadores Cid Gomes, no Ceará, e Eduardo Campos, em Pernambuco. Mesmo que permaneça na disputa, quase todos esses palanques têm "células" que prometem pedir votos para Dilma -a exceção é a Paraíba, onde o prefeito Ricardo Coutinho (PSB), pré-candidato ao governo, é alinhado com o PSDB. Serra terá apoio de integrantes da aliança de Fernando Gabeira (PV) no Rio, embora ela seja a principal base regional de sustentação da pré-candidata Marina Silva (PV). Apesar da vantagem quantitativa pró-Dilma, os números devem ser cotejados com pelo menos quatro fatores. O primeiro é que mudanças ocorrerão até a oficialização das candidaturas, em junho. Além disso, há exemplos históricos de palanques fortes nos Estados que não renderam os votos esperados para presidenciáveis. Há que se levar em conta, ainda, que os tucanos têm a candidatura líder em São Paulo (Geraldo Alckmin), Estado que reúne sozinho 22,4% do eleitorado nacional. Em Minas, o segundo colégio do país, o governador Aécio Neves promete jogar todas as fichas para eleger o sucessor, o vice Antonio Anastasia, hoje com 10,7% de intenções de voto, pelo Datafolha. Os dados levantados pela reportagem mostram também dificuldades distintas, no momento, para PT e PSDB. No lado tucano, há problemas em Estados importantes. No Rio Grande do Sul, Serra poderá ter suporte de aliados do prefeito José Fogaça (PMDB), mas Yeda Crusius (PSDB), a candidata do partido, é a governadora com pior avaliação no país, segundo o Datafolha. No Ceará, o senador Tasso Jereissatti, principal nome da legenda, deve tentar a reeleição ao Senado. Em Pernambuco, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) ainda resiste em ser o nome da oposição contra Eduardo Campos (PSB). Dirigentes tucanos sustentam que terão um palanque sólido em cada um dos Estados. Eles citam como prováveis "adesões" oficiais ou extraoficiais à candidatura Serra Jackson Lago (PDT), no Maranhão, e André Puccinelli (PMDB), em Mato Grosso do Sul. Negociam, ainda, a neutralidade de Osmar Dias (PDT) no Paraná. Já a pré-candidatura Dilma terá como um dos principais desafios regionais administrar a disputa de pré-candidaturas aliadas nos Estados, principalmente entre PT e PMDB. Entre outros, encontram-se nessa situação Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pará, Bahia, Piauí e Santa Catarina. Além disso, falta definir um candidato competitivo em São Paulo, já que Ciro Gomes hesita em disputar o governo. | |
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02 de fevereiro de 2010 |
| SUCESSÃO PRESIDENCIAL - ELEIÇÕES 2010 | |
| PT tenta superar conflitos; PSDB vê racha | |
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Jutahy Júnior (PSDB-BA), deputado federal próximo a Serra, afirma que "quem tem dois palanques não tem nenhum'
PSB diz não ver problema em ter só 7 palanques estaduais fortes; PV afirma que tentará lançar candidato próprio em 26 das 27 disputas regionais DA SUCURSAL DE BRASÍLIA Os dirigentes partidários de PT, PSDB, PSB e PV, as legendas que até agora encabeçam as principais pré-candidaturas à Presidência, fazem análises distintas ao falar da sustentação regional das chapas. O PSDB ressalta que em vários Estados a coalizão de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em disputa interna e pode lançar mais de um palanque, o que considera sinal de problema para o adversário. "Quem tem dois palanques não tem nenhum. Isso gera um conflito que não raro inviabiliza a própria ida do candidato ao Estado", afirma o deputado federal Jutahy Júnior (BA), um dos tucanos mais próximos ao governador José Serra (SP). Segundo ele, o partido trabalha para ter um único palanque por Estado. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), afirma que muito dos palanques pró-Dilma são de fachada. E cita o próprio caso: "Em 2006, tínhamos palanques majoritários em todo o Nordeste, mas tivemos desempenho deplorável. Isso porque não era real o grau de adesão. Eram palanques fortes, mas com campanha fraca". Outro exemplo de popularidade regional que não se transferiu no montante esperado ao candidato à Presidência ocorreu em Minas Gerais, também na campanha de 2006. O governador Aécio Neves (PSDB) foi reeleito com 77% dos votos válidos, mas o candidato da legenda ao Palácio do Planalto, Geraldo Alckmin, obteve no Estado um desempenho abaixo de sua média nacional. Divergências O presidente do PT, deputado federal Ricardo Berzoini (SP), afirma que o partido trabalha para solucionar as divergências entre aliados nos Estados e unificar as candidaturas, mas reconhece que isso não será possível em alguns casos, como em Mato Grosso do Sul, onde o lançamento de Zeca do PT deve levar o governador André Puccinelli (PMDB) para a campanha tucana. "Às vezes, as divergências regionais se sobrepõem. O que temos de fazer é tentar administrar e evitar que isso contamine a candidatura presidencial", disse. O secretário-geral do PSB, senador Renato Casagrande (ES), diz não ver problema no fato de a candidatura Ciro -que pode desistir da disputa- ter apenas sete palanques estaduais fortes de sustentação: "Não haverá palanque exclusivo. Mesmo onde não tenhamos candidato, teremos candidato a vice, ao Senado, e, ao negociarmos as coligações, vamos exigir que o palanque receba o Ciro". O PV reafirmou que tentará lançar candidato próprio em pelo menos 26 das 27 disputas regionais -no Acre, já definiu que apoiará Tião Viana (PT). "Os nossos candidatos têm agora um percentual baixo nas pesquisas, mas acreditamos que eles serão puxados para cima pela Marina", afirmou Alfredo Sirkis, que coordena a pré-candidatura de Marina. | |
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02 de fevereiro de 2010 |
| SUCESSÃO PRESIDENCIAL - ELEIÇÕES 2010 | |
| Dilma encosta em Serra, diz pesquisa | |
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Lula festeja o resultado da CNT/Sensus e afirma que "não há pressão que consiga subir"
Com Ciro, ministra chega a 27,8%, contra 33,2% do tucano; sem candidato do PSB, governador tem 40,7%, contra 28,5% da petista DA FOLHA ONLINE, EM BRASÍLIA Com o deputado Ciro Gomes (PSB) na disputa à Presidência, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) encosta no tucano José Serra, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem. Neste cenário, Serra recebeu 33,2% das intenções de voto, seguido por Dilma, com 27,8%, e por Ciro, com 11,9%. Marina Silva (PV) aparece em quarto lugar, com 6,8% das intenções de votos. Os indecisos, brancos e nulos somam 20,4%. Em novembro, última edição da pesquisa CNT/Sensus, Serra tinha 31,8% de votos, enquanto Dilma ficava com 21,7%. Ciro recebeu em novembro 17,5% dos votos, e Marina, 5,9%. Na CNT/Sensus, a margem de erro é de 3 pontos percentuais quando o candidato tem entre 30% e 70% das intenções de voto. Quando o candidato está na faixa entre 10% e 30%, a margem é de dois pontos. Em razão dessa diferença, a CNT/ Sensus não considera empate técnico entre Serra e Dilma. A presença de Ciro, portanto, assegura a realização de segundo turno, hoje. Apesar disso, o presidente Lula negocia para que o candidato do PSB abandone a disputa para se candidatar ao governo de São Paulo -hipótese à qual ele resiste. Sem a presença de Ciro, a pesquisa mostra que Serra abre vantagem: o tucano recebeu 40,7% das intenções de voto, enquanto a petista, 28,5%. Em novembro, Serra tinha 40,5% dos votos, e Dilma, 23,5%. A pesquisa mostra que Serra venceria Dilma no segundo turno com 44% das intenções de voto, contra 37,1% da petista. Dilma aparece empatada com Serra na pesquisa espontânea (tem 9,5%, contra 9,3% do tucano). Lula comentou com auxiliares que vê "cristalização" de votos para Dilma entre os que apoiam seu governo. Ontem à noite, Lula comentou a pesquisa e fez uma piada com a crise de hipertensão que sofreu na semana passada: "Não sou de comentar pesquisa, mas não há pressão que consiga subir com pesquisa de hoje. Estamos mostrando que as pessoas estão compreendendo o que está acontecendo no Brasil". Dilma evitou comemorar: "É só uma pesquisa". A aprovação da população ao governo subiu de 70% em novembro para 71,4% em janeiro; já a avaliação positiva de Lula subiu de 78,9% para 81,7%. -------------------------------------------------------------------------------- Colaborou a Sucursal de Brasília | |
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02 de fevereiro de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 | |
| Para Dirceu, Dilma logo passará Serra | |
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Em Fortaleza, o ex-ministro José Dirceu afirmou que a ministra irá crescer até a Semana Santa
Em viagem relâmpago a Fortaleza, o ex-ministro-chefe da Casa Cívil, José Dirceu, afirmou ontem que a pré-candidata do PT, ao Planalto, Dilma Rousseff, vai passar seu adversário José Serra (PSDB) nas pesquisas de intenção de voto até a Semana Santa e que uma candidatura de Ciro Gomes (PSB) é improvável, pela inexistência de alianças. Dirceu falou em entrevista ao jornalista Fábio Campos no programa Jogo Político, da TV O POVO. O ex-ministro disse estar na cidade para visitar a prefeita Luizianne Lins (PT) e o Cuca (Centro Urbano de Cultura, Ciência, Arte e Esporte), ``e para conversar sobre o País e sobre conjuntura``. Pouco antes do programa, ele esteve com vereadores aliados da prefeita no Paço Municipal. Ele negou que Dilma seja uma neófita na política, alegando que ela tem uma longa trajetória de militância. Para ele, Dilma apenas não é ainda tão conhecida da população. ``Ela não é conhecida ainda de mais de um terço do País. Ela só tinha a metade dos votos dos eleitores do PT. A tendência é ela ter 80% ou 90% dos votos (desses eleitores)``, opinou. Segundo ele, o PT deve anunciar o lançamento da candidatura de Dilma no dia 3 de abril. Para Dirceu, a candidatura de Ciro nasce enfraquecida por não ter aliança nacional nem ter formado palanques novos nos estados. ``Não encontro uma razão``, concluiu Dirceu, sobre a possibilidade de o deputado insistir em lançar sua candidatura. | |
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| O POVO |
02 de fevereiro de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 | |
| Dilma sobe, mas é Ciro quem garante segundo turno | |
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Pré-candidata do PT à Presidência sobe em pesquisa e encosta em Serra, mas só haveria segundo turno, no cenário atual, na hipótese de Ciro Gomes sair como candidato
A oito meses da eleição presidencial, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), encontram-se em situação de empate técnico, segundo pesquisa Sensus, divulgada ontem. O levantamento, que tem margem de erro de três pontos, mostra o tucano com 33,2% das intenções de voto, contra 27,8% da petista. Esse cenário, entretanto, ainda depende da entrada do deputado Ciro Gomes (PSB) na disputa. Na pesquisa, ele aparece com 11,9%, seguido da pré-candidata do PV, a senadora Marina Silva (AC), que tem 6,8%. Dilma aproximou-se de Serra depois de ganhar 6,1 pontos, na comparação com o levantamento anterior, feito em novembro. Na época, Dilma tinha 21,7%. Já o tucano, que saiu de 31,8%, oscilou 1,4 ponto para cima. Dilma ultrapassou Serra, por exemplo, na região Nordeste - 38% das intenções de voto, contra 25,4% do tucano. Na pesquisa anterior, a ministra tinha 29,5% na região, enquanto o tucano, 30,7%. Dilma cresceu também em São Paulo - estado comandado por Serra. Foi de 17,4% para 22,7%. Serra mantém-se na dianteira no Sudeste, oscilando de 34,4% para 34,7%. Afastado da mídia desde o fim do ano passado, Ciro perdeu espaço, apesar de ainda aparecer como fator determinante para estreitar a distância entre Serra e Dilma. Em novembro, o deputado do PSB contava 17,5% das intenções de voto e Marina tinha 5,9%. Dilma e Serra também aparecem tecnicamente empatados na pesquisa espontânea. Mas, pela primeira vez, a petista aparece à frente do tucano em números absolutos. O empate técnico entre Dilma e Serra desaparece quando Ciro sai da disputa. No cenário sem a candidatura do deputado, a diferença entre o tucano e a petista passa a ser de 12,2 pontos. Serra vai a 40,7%, enquanto Dilma aparece com 28,5% e Marina com 9,5%. Lula O presidente Lula comemorou os números. ``Não há pressão que consiga subir com a pesquisa de hoje``, brincou, em solenidade de comemoração pelo número de escolas técnicas federais inauguradas. ``Isso está mostrando que as pessoas estão compreendendo o que está acontecendo no Brasil``, completou. (das agências de notícias) | |
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02 de fevereiro de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 | |
| PT rejeita acordo entre Cid e Tasso | |
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Um dos nomes fortes do PT cearense, o deputado federal José Nobre Guimarães afirmou ontem que se o governador Cid Gomes (PSB) der qualquer tipo de apoio à reeleição do senador Tasso Jereissati (PSDB), ainda que ``por debaixo dos panos``, o PT deixará a aliança. Segundo Guimarães, ``mesmo que chova canivetes o partido terá nome próprio para o Senado, o do ministro José Pimentel (Previdência).
``Essa será a eleição da vida, tanto para o PT, para manter o projeto do presidente Lula, como para o PSDB, que quer voltar. Ninguém vai querer sacrificar um palanque, nem mesmo em nome da amizade``, disse, referindo-se à proximidade de Cid com o senador tucano. Guimarães falou nos Debates do Povo, apresentado pelo jornalista Erivaldo Carvalho na rádio AM do POVO/CBN, no início da tarde de ontem. Segundo o deputado, isso vale até mesmo para o PT, que não irá sacrificar o palanque da ministra Dilma Rousseff (PT) caso Ciro Gomes (PSB) saia mesmo candidato a presidente - o que poderá levar o partido a lançar um candidato ao Governo do Estado contra Cid. Como a hipótese mais provável é a de manter a aliança com o PSB, o PT estuda qual nome indicar para a vice do governador. Dessa vez, segundo Guimarães, a decisão não caberá apenas à prefeita Luizianne Lins (PT). ``Será do PT, de consenso``, disse. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
02 de fevereiro de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 | |
| Tarcísio Holanda - A influência pessoal de Lula em favor de Dilma | |
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O empenho do presidente Lula em fortalecer a candidatura da ministra Dilma Rousseff produziu resultados concretos, a julgar pela última pesquisa do Instituto Vox Populi: a vantagem do governador José Serra sobre a chefe da Casa Civil reduziu-se de 21 para apenas sete pontos percentuais. Consoante a sondagem, divulgada sexta-feira última, o governador de São Paulo caiu cinco pontos, de 39% para 34%, enquanto a candidata de Lula e do PT experimentou uma ascensão de nove pontos, subindo de 18% para 27%, o que é uma notícia alentadora para o presidente.
"Não posso deixar o Antonio Anastasia (vice-governador) sozinho. Preciso ficar por aqui para elegê-lo governador" Aécio Neves, Governador de Minas, para justificar a recusa de ser vice de Serra Influência expressiva A pesquisa confirma que o presidente Lula detém, nessa campanha eleitoral, expressiva influência sobre uma parcela importante do eleitorado, na verdade 30%. Foi esse o percentual dos entrevistados que manifestou a disposição de votar em quem Lula indicar. O que significa que um terço do eleitorado vai votar na ministra-chefe da Casa Civil, que nunca disputou uma eleição em sua vida. Ciro Gomes perdeu seis pontos percentuais, caindo de 17%, um ponto a menos que Dilma, segundo a pesquisa anterior, para 11%. Marina Silva, do PV, caiu de 8% para 6%. O fator Ciro Na simulação em que aparece o deputado Ciro Gomes, Serra tem 34%, Dilma 27%, Ciro 11% e Marina 6%. Sem a presença de Ciro, como o presidente Lula deseja, a vantagem de Serra para a candidata do PT aumenta de 7 para 9 pontos: Serra tem 38%, Dilma 29% e Marina 8%. Os analistas do Vox Populi acreditam que a maior parte dos votos de Ciro Gomes tende a engrossar o rol dos eleitores indecisos, o que significaria que a desistência do ex-ministro da Integração Nacional traria maiores benefícios para Serra do que para a ministra Dilma Rousseff. Osso duro Retirar a candidatura de Ciro em favor da eleição plebiscitária, como deseja o presidente Lula, tem seus custos. Gorou a ideia de Lula de transformá-lo em candidato a governador de São Paulo. Como retirar a candidatura do ex-governador do Ceará, sem melindrá-lo - ele que é conhecido por não levar desaforo para casa? O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que detém influência decisiva no PSB, mostra-se constrangido quando se levanta a hipótese de retirar a candidatura de Ciro. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
02 de fevereiro de 2010 |
| BARRAGEM DO CASTANHÃO | |
| Comportas serão abertas no sábado | |
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Jaguaribara. Por pelo menos 20 dias, até o início da estação chuvosa, a barragem do Castanhão, neste município, terá suas comportas abertas para aumentar a capacidade de armazenamento de água das chuvas deste ano. Para isso, escoarão para o Rio Jaguaribe e, daí, ao mar, 500 milhões de metros cúbicos de água (ou cinco bilhões de litros). A abertura se dará no próximo sábado, com vazão total de 100 metros cúbicos por segundo, através de quatro comportas. A ideia é reduzir o nível do açude de 102,1 para 101 metros acima do nível do mar.
A decisão foi tomada na última quinta-feira, numa reunião entre a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme) e Defesa Civil. Numa reunião realizada, no mês passado, em Limoeiro do Norte, o presidente da Cogerh, Francisco Teixeira, já havia anunciado a importância de se liberar água do Castanhão para que houvesse suporte às águas das precipitações deste ano. "O Castanhão é um regulador de cheias", justificou Teixeira. O fechamento das comportas deve acontecer no dia 26 de fevereiro, cerca de uma semana após o novo prognóstico da Funceme para o verão chuvoso deste ano, que será dado em 20 de fevereiro. Mesmo com as comportas ainda fechadas, o açude libera 23 metros cúbicos por segundo para a calha do rio Jaguaribe. Até ontem, o Castanhão acumulava 5,2 bilhões de metros cúbicos (a capacidade total é de 6,7 bilhões), com 78% de reserva de água. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
02 de fevereiro de 2010 |
| ANIVERSÁRIO - ROBERTO MACÊDO | |
| Regina Marshall - Birthdays | |
| Eduardo Figueiredo, Alessandro Belchior, Geraldina Amaral, Roberto Macêdo, Samir Jereissati, Mirian Leite e o médico José Carlos Godeiro são os aniversariantes de hoje. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
02 de fevereiro de 2010 |
| FGTS | |
| FGTS terá crédito adicional | |
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A Caixa Econômica Federal começa no próximo dia 12 a efetuar os créditos adicionais para os trabalhadores que optaram pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) antes de 23/09/1971 e que ainda não tiveram a correção das taxas de juros referentes ao período.
No Ceará, a medida, prevista na Resolução 608/2009, do Conselho Curador do FGTS, beneficia 1.512 titulares de contas vinculadas que já, a partir de hoje poderão obter informações e acessar o formulário Termo de Habilitação no site www.caixa.gov.br (opção "download), no www.fgts.gov.br ou em qualquer agência da Caixa. No País, o benefício atinge 70 mil trabalhadores. "O crédito adicional é um direito dos trabalhadores já reconhecido pela Justiça e que agora está disponível para os que entraram ou não com ação judicial", afirmou o vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias Moreira Franco. Os interessados poderão verificar se têm direito à correção, preencher o termo e preparar a documentação especificada. Para se beneficiar com os créditos adicionais é preciso que os trabalhadores possuam conta vinculada do FGTS, com vínculo empregatício firmado sob regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) até 22/09/1971; e que efetuaram opção pelo FGTS nos termos da Lei 5.958/73, com efeito retroativo à data anterior a 23/09/1971; e permaneceram no mesmo emprego, relativo ao vínculo alvo de aplicação da progressividade da taxa, por mais de 2 anos; e não tenham sido beneficiados com o crédito da aplicação da taxa progressiva em sua conta vinculada, por determinação judicial ou administrativamente; e o saque do saldo da conta vinculada, alvo de aplicação da progressão, tenha ocorrido em data igual ou posterior a 12 de novembro de 1979; e que assinem o Termo de Habilitação à Progressão da Taxa, na forma a ser estipulada pela Caixa. Quem ingressou com pedido na justiça para correção das taxas de juros referentes ao período deverão desistir da ação para habilitação aos créditos. O crédito adicional refere-se aos juros remuneratórios crescentes sobre o saldo das contas vinculadas do FGTS, em razão do tempo de trabalho do empregado, em um mesmo vínculo empregatício, e que tenha optado pelo regime do FGTS antes de 1971. | |
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| O POVO |
02 de fevereiro de 2010 |
| RESTRIÇÃO AO TRÁFEGO DE CAMINHÕES | |
| Orientação marca início da restrição ao tráfego de caminhões | |
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O primeiro dia da restrição ao tráfego de caminhões na Zona Leste de Fortaleza foi considerado tranquilo pela Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC). Dezoito agentes de trânsito se dividiram em três duplas por turno, posicionadas nos principais corredores de acesso à Aldeota. Segundo a AMC, a prioridade nesta semana é a orientação, mas a multa já pode ser cobrada, dependendo da reincidência do motorista.
O POVO flagrou a abordagem a um motorista ainda na saída da Via Expressa, em direção à avenida Desembargador Moreira. O caminhão, de tara equivalente a 7 toneladas, descarregou caixas de papelão em uma loja de roupas na rua Coronel Linhares, esquina com a avenida Padre Antônio Tomás. O local está dentro da área onde a AMC proibiu o tráfego de veículos com tara acima de 2,5 toneladas. ``Se for pra levar multa, a gente não vai. Vamos ver com as empresas que recebem a carga se elas aceitam mudar o horário``, ponderou o motorista Jocélio Domingos. Como ele, muitos estavam preocupados, sem saber se poderão fazer as entregas durante a noite. ``Não querem deixar a gente trabalhar``, desabafou o motorista Carlos Alberto de Oliveira, que transporta peças de ferro para construção civil. Quem foi abordado recebeu mapa indicando as rotas que devem evitar e tiveram a placa do veículo anotada. A diferença no tráfego, no entanto, foi sentida por poucos. O taxista Sebastião Matias, que costuma circular pela Aldeota, avaliou que o trânsito estava normal para a segunda-feira. A assistente comercial Lani Silva costuma andar a pé e de ônibus pela Aldeota todas as manhãs e conta que percebeu que havia menos caminhões nas ruas. A AMC determina que, entre 6 e 20 horas, de segunda a sexta-feira, caminhões com peso próprio acima de 2,5 toneladas não podem percorrer 16 corredores, como as avenidas Antônio Sales, Desembargador Moreira, Santos Dumont e Pontes Vieira. O motorista Isaque Guimarães dirige um caminhão com tara de 2,5 toneladas, o tamanho máximo permitido pela AMC. A distribuidora transporta alimentos. Ele relata que a empresa já está adaptada, com uma frota de veículos menores para circular nas áreas centrais da Cidade. NÚMEROS 2,5 TONELADAS. VEÍCULOS A PARTIR DESTE PESO ESTÃO PROIBIDOS DE CIRCULAR NAS VIAS DETERMINADAS PELA AMC. Melhorou O economista Lúcio Telmo, 58, trafega diariamente pela Aldeota e relata que os caminhões causavam engarrafamento em vários trechos. Na manhã de ontem, ele percebeu que o trânsito estava mais fluido. Lúcio acredita na adequação. ``As empresas mudam os horários, não é difícil. É um benefício para o trânsito``. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
02 de fevereiro de 2010 |
| RECEITA FEDERAL - FISCALIZAÇÃO | |
| Autuações da Receita têm 2º maior resultado | |
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Brasília Para fazer frente à queda de arrecadação registrada em 2009, a Receita Federal apertou a fiscalização - principalmente no último trimestre - e fechou o ano passado com R$ 90,4 bilhões em autuações a contribuintes. O valor (tributos devidos, multas e juros) é 20% superior ao verificado em 2008 e representa o segundo maior resultado da série histórica do fisco federal.
Embora 474.813 pessoas físicas e jurídicas tenham sido autuadas ao longo de 2009 - 3.800 a mais do que em 2008 -, foi o cerco aos grandes contribuintes, segundo a Receita, o que garantiu o maior volume de crédito tributários: R$ 55,4 bilhões. O grupo de grandes contribuintes é formado por 10.561 empresas, que têm receita bruta anual superior a R$ 65 milhões. Além disso, para classificação, o fisco considera critérios como o número de funcionários. "No último trimestre, a fiscalização aos grandes contribuintes deu um salto . Isso é normal todos os anos, mas, em 2009, houve uma orientação forte para isso. Botamos o bloco na rua. A economia vinha dando sinais de melhora e isso não se refletia na arrecadação. Houve um esforço para aumentar a fiscalização, pois gera efeitos na arrecadação", afirmou o subsecretário de fiscalização, Marcus Vinicius Neder. Em julho do ano passado, a então secretária da Receita Federal, Lina Vieira, foi demitida sob o argumento oficial de que a fiscalização vinha apresentando resultados insatisfatórios. Depois de deixar o cargo, ela declarou que sua gestão incomodou grandes empresas, que passaram a ser alvo de maior fiscalização por parte do fisco. No primeiro semestre de 2009, as autuações a esse grupo de empresas totalizaram R$ 12,3 bilhões. Apesar do elevado valor das autuações, muitos contribuintes não concordaram com a decisão do fisco e recorreram administrativamente. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
02 de fevereiro de 2010 |
| CRUZEIRO | |
| Cruzeiro traz 1.200 turistas hoje a Fortaleza | |
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A estimativa da Abremar é que 40 mil pessoas cheguem à Capital nos 29 cruzeiros da temporada 2009/10
O transatlântico MSC Melody atraca, hoje, em Fortaleza, em mais um roteiro de oito noites e sete dias pelo litoral nordestino, Segundo a Be Happy Turismo, operadora oficial da MSC Cruzeiros, cerca de 1.200 passageiros desembarcarão na cidade, que, de acordo com estimativas da Associação Brasileira dos Representantes de Empresas Marítimas (Abremar), deve receber cerca de 40 mil turistas nos 29 cruzeiros marítimos da temporada 2009/2010. Um avanço de 71% em relação ao período anterior, que registrou 23,4 mil turistas em 20 cruzeiros. Conforme a programação disponibilizada no site da Companhia Docas do Ceará, outras 15 embarcações de passageiros irão aportar na Capital cearense nos próximos dois meses. Entre elas, além do MSC Melody, que irá retornar mais cinco vezes, outros dois navios considerados de mesmo porte: o Costa Mágica (para 3.470 passageiros e 1.027 tripulantes) e o CVC Orient Queen (com capacidade para 1.232 pessoas, sendo 912 turistas). A maior parte dos turistas do MSC Melody é de origem brasileira. Os embarques são feitos em uma das seis capitais nordestinas que fazem parte da rota de navegação (Fortaleza, João Pessoa, Recife, Maceió e Salvador). Durante a viagem são vendidos pacotes turísticos para um passeio nos principais atrativos da Capital cearense. Mas, o turista também pode optar por realizar a visita sem a necessidade de um passeio guiado. A demanda de táxis (do lado de fora do Porto do Mucuripe) praticamente dobra nessas ocasiões. Conforme a Secretaria de Turismo do Município (Setfor), o comércio e o setor de serviços frequentados por esses visitantes recebe um incremento econômico de 40%. Estima-se que o gasto diário de cada visitante seja em torno de R$ 150. O MSC Melody, considerado de médio porte, pesa cerca de 35 mil toneladas e sua capacidade é de aproximadamente 1.500 passageiros e 530 tripulantes. Entre as atrações do navio destacam-se as piscinas, lojas, restaurantes, discoteca, academia, cinema e biblioteca. Tudo espalhado em oito andares. Pacotes no Ceará De acordo com a Be Happy Turismo, desta vez, 100 passageiros deverão embarcar no navio, pelo Porto Mucuripe. Ao todo, nesta temporada, 440 pessoas (boa parte de cearenses) saíram de Fortaleza para curtir a viagem pelo litoral nordestino. Destes, 200 no período natalino e outros 160 no Réveillon. | |
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