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Fortaleza, CE - sexta-feira, 05 de fevereiro de 2010 |
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| AIRM - ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| O ESTADO |
05 de fevereiro de 2010 |
| POSSE DA NOVA DIRETORIA DA AJE | |
| Nova diretoria da AJE promete resgatar valores | |
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Foi empossada na noite de ontem, no auditório do Sebrae, a nova diretoria da Associação de Jovens Empresários de Fortaleza (AJE), eleita no final do ano passado para o período de 2010/2011. Na ocasião, o coordenador geral da Associação, Allan Beserra Sankey, destacou a importância da organização dos jovens empresários cearenses e afirmou que a nova gestão irá resgatar os princípios e valores da AJE, como estreitar ainda mais as relações entre os associados e o empresariado local.
POSSE A solenidade de posse contou com a participação de personalidades do setor, como o presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Roberto Macedo, a senadora Patrícia Saboya, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Domingos Filho (PMDB), dentre outros. "A articulação dos jovens empresários é imprescindível para a inovação do segmento, pois motiva novos interesses e debates, além de contribuir com novas ideias e sonhos empreendedores", afirmou o deputado. Além do coordenador geral Allan Sankey, compõem a nova diretoria os jovens empresários Ricardo Dreher de Palhano Xavier (coordenador de Comunicações), André M. Laprovitera Teixeira (coordenador de Intercâmbio), Adolfo B. Ferrer Bezerra de Menezes (coordenador de Desenvolvimento Sustentável), Felipe Sampaio de Couto Melo (coordenador de Estudos e Pesquisas), Cláudio Acciolly Ary (coordenador Administrativo Financeiro), Carlos Ernesto A. de Holanda (coordenador de Integração), Jéssika Cavalcanti Moreira (coordenadora de Eventos) e Nilson Luiz de Aguiar Júnior (representante junto à Federação das AJEs do Ceará – Fajece). Na oportunidade, foram homenageados o diretor geral da organização educacional Farias Brito, professor Tales de Sá Cavalcante, e o presidente do Iprede (Instituto de Prevenção a Desnutrição e a Excepcionalidade), dr. Sulivan Mota, que receberam as comendas Jovem Mentalidade Empreendedora e Jovem Mentalidade Empreendedora Social. "É uma grande felicidade receber essa comenda, pois indica que o trabalho que estamos realizando está rendendo bons frutos", afirmou Tales de Sá Cavalcante. A AJE montou um estande na faculdade Farias Brito a fim de estimular os estudantes, sobretudo de administração, a interagirem com o mercado e participarem de palestras e capacitações. Para o médico Sulivan Mota, a homenagem significa o reconhecimento da sociedade e também do segmento dos jovens empresários do Ceará. O médico ressaltou a importância do empreende-dorismo tanto para instituições que têm como fim recursos financeiros, como para as que objetivam como resultado o fator social. "A AJE está sempre presente no Iprede, participando, conhecendo e compreendendo a realidade do segmento social que está à margem da sociedade Isso é muito importante, pois o crescimento e a consolidação da sociedade sustentável se fará pela solidariedade e fraternidade", disse. | |
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05 de fevereiro de 2010 |
| EMBAIXADOR DO BRASIL NO JAPÃO | |
| Embaixador do Brasil no Japão fará palestra no Ceará sobre oportunidades do mercado asiático | |
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Segundo dados do Centro Internacional de Negócios da Fiec, exportações do Ceará para o Japão tiveram retração de 59,5% em 2009
O embaixador do Brasil no Japão, Luiz Augusto de Castro Neves, fará palestra para industriais cearenses na próxima segunda-feira (8), às 18 horas, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), durante reunião da diretoria da entidade. Ele vai falar ao empresariado do Estado sobre o cenário pós-crise no Japão e a respeito das características e oportunidades de incremento nas relações comerciais com esse país asiático e também com a China, onde foi embaixador. Luiz Augusto comanda a embaixada brasileira no Japão desde 2008. O diplomata possui vasta experiência quanto à realidade do continente asiático, pois foi embaixador na China por quatro anos. Neves também esteve à frente da embaixada do Brasil no Paraguai, de onde saiu para a capital chinesa. Segundo dados do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fiec, as exportações do Ceará para o Japão tiveram retração de 59,5% em 2009, caindo de US$ 16,8 bilhões em 2008 para R$ 6,8 bilhões. A queda nas importações foi ainda maior (- 65,7%), passando de US$ 33,3 bilhões em 2008 para US$ 11,4 bilhões no ano passado. Os principais produtos cearenses exportados para o Japão foram ceras vegetais, lagostas e calçados. O destaque nas importações foram as máquinas para fiação de materiais têxteis. Serviço Palestra do embaixador do Brasil no Japão Data: 8/2, às 18h Local: auditório Luiz Esteves Neto. 5º andar da sede da Fiec (Barão de Studart, 1980, Fortaleza, Ceará) | |
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05 de fevereiro de 2010 |
| PROJETO PROMOÇÃO COMERCIAL | |
| Instituição cearense orienta indústrias do Estado a venderem mais | |
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Parceria entre Fiec/IEL e MDIC beneficia 120 empresas de seis setores
Micro e pequenas empresas de seis setores industriais do Ceará estão tendo orientação para aumentar a competitividade de seus produtos e promover a sua inserção comercial em novos mercados a partir do projeto Promoção Comercial. A iniciativa, que tem a meta de atender 120 indústrias, é executada no Estado numa parceria entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL/CE), órgão da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). O projeto contempla cerca de 20 empresas em cada setor envolvido: sorvetes, confecções e cosméticos, perfumaria e saneantes – todos na região metropolitana de Fortaleza – e redes de dormir, cerâmica vermelha e laticínios – na região do Baixo Jaguaribe. Estão sendo desenvolvidas ações de treinamento na área de vendas, pesquisa de mercado e elaboração de plano de marketing específico para cada setor. As atividades irão até o final de setembro. Segundo a superintendente do IEL/CE, Vera Ilka Meireles Sales, a promoção comercial é um gargalo para muitas MPEs em função da própria estrutura dessas empresas. “Muitas vezes o proprietário é quase o 'faz-tudo' na empresa, tendo de cuidar das finanças, produção e vendas. Falta uma estrutura adequada”, diz. Outro obstáculo apontado por Vera Ilka é a limitação de recursos que as MPEs enfrentam na hora de investir em promoção comercial. “Fica difícil para essas indústrias realizarem, por exemplo, uma pesquisa visando descobrir qual o melhor mercado para seus produtos. Eles têm de partir do conhecimento boca a boca ou do feeling do empresário”, constata. No decorrer do projeto Promoção Comercial, as empresas de cada setor vão priorizar uma ação a ser desenvolvida. No caso dos fabricantes de redes de dormir da cidade de Jaguaruana, por exemplo, o IEL/CE está orientando os empresários na estruturação de uma loja-piloto no município, que vai comercializar a produção das empresas. No futuro, a intenção dos empresários é replicar o modelo em outras cidades ou instituir sistema de franquias pelo País, ampliando o mercado para as redes produzidas no município. | |
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| O ESTADO |
05 de fevereiro de 2010 |
| PALESTRA COM LUIZ AUGUSTO DE CASTRO | |
| Embaixador do Brasil no Japão fala na Fiec sobre oportunidades | |
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O embaixador do Brasil no Japão, Luiz Augusto de Castro Neves, fará palestra para industriais cearenses na próxima segunda-feira, às 18 horas, na sede da Fiec (Federação das Indústrias do Ceará), durante reunião da diretoria da entidade, Ele vai falar ao empresariado do estado sobre o cenário pós-crise no Japão e a respeito das características e oportunidades de incremento nas relações comerciais com esse país asiático e também com a China, país onde foi embaixador.
Luiz Augusto de Castro Neves comanda a embaixada brasileira no Japão desde 2008. O diplomata possui vasta experiência quanto à realidade do continente asiático, pois foi embaixador na China por quatro anos. Neves também esteve à frente da embaixada do Brasil no Paraguai, de onde saiu para a capital chinesa. Segundo dados do CIN (Centro Internacional de Negócios) da Fiec, as exportações do Ceará para o Japão tiveram retração de 59,5% em 2009, caindo de US$ 16,8 bilhões em 2008 para R$ 6,8 bilhões. A queda nas importações foi ainda maior (- 65,7%), passando de US$ 33.3 bilhões em 2008 para US$ 11.4 bilhões no ano passado. Os principais produtos cearenses exportados para o Japão foram ceras vegetais, lagostas e calçados. O destaque nas importações foram as máquinas para fiação de materiais têxteis. | |
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| ANTÔNIO VIANA ON LINE |
05 de fevereiro de 2010 |
| PROJETO PROMOÇÃO COMERCIAL | |
| FIEC desenvolve projeto para orientar indústrias cearenses a venderem mais | |
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Parceria entre FIEC/IEL e MDIC beneficia 120 empresas de seis setores
Micro e pequenas empresas de seis setores industriais do Ceará estão tendo orientação para aumentar a competitividade de seus produtos e promover a sua inserção comercial em novos mercados a partir do projeto Promoção Comercial. A iniciativa, que tem a meta de atender 120 indústrias, é executada no estado numa parceria entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL/CE), órgão da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC). O projeto contempla cerca de 20 empresas em cada setor envolvido: sorvetes, confecções e cosméticos, perfumaria e saneantes – todos na região metropolitana de Fortaleza – e redes de dormir, cerâmica vermelha e laticínios – na região do Baixo Jaguaribe. Estão sendo desenvolvidas ações de treinamento na área de vendas, pesquisa de mercado e elaboração de plano de marketing específico para cada setor. As atividades irão até o final de setembro. Segundo a superintendente do IEL/CE, Vera Ilka Meireles Sales, a promoção comercial é um gargalo para muitas MPEs em função da própria estrutura dessas empresas. “Muitas vezes o proprietário é quase o faz-tudo na empresa, tendo de cuidar das finanças, produção e vendas. Falta uma estrutura adequada”, diz. Outro obstáculo apontado por Vera Ilka é a limitação de recursos que as MPEs enfrentam na hora de investir em promoção comercial. “Fica difícil para essas indústrias realizarem, por exemplo, uma pesquisa visando descobrir qual o melhor mercado para seus produtos. Eles têm de partir do conhecimento boca a boca ou do feeling do empresário”, constata. No decorrer do projeto Promoção Comercial, as empresas de cada setor vão priorizar uma ação a ser desenvolvida. No caso dos fabricantes de redes de dormir da cidade de Jaguaruana, por exemplo, o IEL/CE está orientando os empresários na estruturação de uma loja-piloto no município, que vai comercializar a produção das empresas. No futuro, a intenção dos empresários é replicar o modelo em outras cidades ou instituir sistema de franquias pelo país, ampliando o mercado para as redes produzidas no município. | |
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| ANTÔNIO VIANA ON LINE |
05 de fevereiro de 2010 |
| EMBAIXADOR DO BRASIL NO JAPÃO | |
| Embaixador do Brasil no Japão fala na FIEC sobre oportunidades do mercado asiático | |
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Luiz Augusto de Castro Neves também comandou a embaixada brasileira na China
O embaixador do Brasil no Japão, Luiz Augusto de Castro Neves, fará palestra para industriais cearenses na próxima segunda-feira (8/2), às 18 horas, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), durante reunião da diretoria da entidade. Ele vai falar ao empresariado do estado sobre o cenário pós-crise no Japão e a respeito das características e oportunidades de incremento nas relações comerciais com esse país asiático e também com a China, país onde foi embaixador. Luiz Augusto de Castro Neves comanda a embaixada brasileira no Japão desde 2008. O diplomata possui vasta experiência quanto à realidade do continente asiático, pois foi embaixador na China por quatro anos. Neves também esteve à frente da embaixada do Brasil no Paraguai, de onde saiu para a capital chinesa. Segundo dados do Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEC, as exportações do Ceará para o Japão tiveram retração de 59,5% em 2009, caindo de US$ 16,8 bilhões em 2008 para R$ 6,8 bilhões. A queda nas importações foi ainda maior (- 65,7%), passando de US$ 33.3 bilhões em 2008 para US$ 11.4 bilhões no ano passado. Os principais produtos cearenses exportados para o Japão foram ceras vegetais, lagostas e calçados. O destaque nas importações foram as máquinas para fiação de materiais têxteis. Serviço Palestra do embaixador do Brasil no Japão Data: 8/2, às 18h Local: auditório Luiz Esteves Neto. 5o. andar da sede da FIEC (Barão de Studart, 1980) Informações à imprensa: 3421-5420 (Eduardo Bezerra – CIN/FIEC) ou 3421-5435 (Assessoria de Comunicação do Sistema FIEC). | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
05 de fevereiro de 2010 |
| PALESTRA COM LUIZ AUGUSTO DE CASTRO | |
| Embaixador fala sobre oportunidades | |
| O embaixador do Brasil no Japão, Luiz Augusto de Castro Neves, fará palestra para industriais cearenses na próxima segunda-feira, às 18 h, na Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), durante reunião da diretoria da entidade. Ele vai falar ao empresariado sobre o cenário pós-crise no Japão e a respeito das características e oportunidades de incremento nas relações comerciais com esse país asiático e também com a China, país onde foi embaixador. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
05 de fevereiro de 2010 |
| SINDITÊXTIL - MAQUINTEX | |
| Capacitação agrega valor ao produto têxtil | |
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A partir de fevereiro, cerca de mil costureiras começam a ser qualificadas pelo Planseq no Ceará
De alguns anos para cá, o setor têxtil cearense vem tentando se reerguer, apostando em um produto com melhor perfil. Capacitações, como a que ocorrerá a partir de fevereiro com mil costureiras do Plano Setorial de Qualificação (Planseq), fazem grandes indústrias voltarem seus olhares para o Ceará. Assim ocorre com a gaúcha Zanotti, que atua no mercado de elásticos e deve abrir sua planta fabril em Pacatuba ainda neste ano; e com a Malwee, que começará a operar em Pacajus. "Investiu-se em qualidade, em produtos com maior valor agregado, para que desta forma pudéssemos fugir da concorrência com os produtos asiáticos, que são muito baratos e sem qualidade", analisa o presidente do Sindicato da Indústria de Fiação e Tecelagem em Geral do Estado do Ceará (Sinditêxtil/CE), Ivan Bezerra Filho. É com esse cenário que o Ceará será palco Feira de Máquinas e Equipamentos para a Indústria Têxtil (Maquintex 2011) e o Congresso Nacional de Técnicos Têxteis no Ceará (XXIV CNTT). Apesar dos dois eventos estarem marcados para acontecer entre os dias 9 e 12 de agosto do ano que vem, o lançamento oficial ocorreu, ontem, na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). Pelo porte do evento, que reunirá cerca de 600 expositores e projeta receber 20 mil pessoas, a promotora da feira, Sílvia Miebach diz que é primordial que o novo Centro de Eventos esteja funcionando. Com relação a negócios gerados, a Maquintex, estima uma alta de 20% ante os R$ 270 milhões contabilizados na edição de 2009, ou seja, R$ 324 milhões movimentados. Uma das novidades será o espaço destinado aos expositores de tecelagem. Na edição 2007, foram mais de 320 marcas expositoras, distribuídas em 80 estandes de empresas nacionais e internacionais, e que receberam a visita de mais de 12 mil pessoas. Em 2009, foram 400 marcas, em 120 estandes e 16.440 mil visitantes. "Esta feira já se consolidou como uma grande referência dentro do calendário têxtil do País, tendo sido vendidas máquinas para todo o Norte e Nordeste", comemorou o presidente da Maquintex, Hélvio Roberto Pompeo Madeira. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Técnicos Têxteis (ABTT), Reinaldo Rozzatti, o CNTT tem perspectiva de superar os 6 mil participantes da última edição do evento em Fortaleza, em 2000. Informações sobre o Congresso no www.abtt.org.br e sobre a Feira no www.maquintex.com.br. | |
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05 de fevereiro de 2010 |
| PROGRAMA QUALIDADE DE VIDA NA CONSTRUÇÃO | |
| Sindicato da Construção Civil do CE seleciona melhor projeto nesta sexta-feira | |
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Programa Qualidade de Vida na Construção tem como objetivo levar saúde, segurança, educação, capacitação, cultura e lazer aos trabalhadores do setor
Será encerrada nesta sexta-feira (5) a primeira turma da oficina Construção Virtual, que marca o início da oitava edição do Programa Qualidade de Vida na Construção (PQVC). Os projetos desenvolvidos pelos operários durante a oficina serão publicados na internet, na página do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-Ce). Ao final da primeira oficina, uma comissão irá escolher o melhor projeto, cujo autor será premiado com um notebook. Promovida pelo Sinduscon-Ce, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), a oficina Construção Virtual propõe nova abordagem para que o trabalhador da construção civil possa adquirir conhecimentos básicos de leitura, projeção e construção da planta baixa de um imóvel através de um programa de computador especialmente adaptado para a realidade do setor. A oficina Construção Virtual oferece aos operários a oportunidade de adquirir os conhecimentos básicos de leitura, projeção e construção da planta baixa de um imóvel usando os recursos do BrOffice Draw. Ela aborda desde a divisão dos cômodos, através do design interno da casa, até a colocação de mobílias, de forma que os alunos explorem as ferramentas do software e estendam, virtualmente, a noção do plano ao espaço. Cada oficina, com turmas em média de 50 operários, terá cinco horas de duração, durante o horário de trabalho, desenvolvida ao longo de uma semana. “Além de possibilitar que o operário passe a compreender as plantas e projetos, aprimorando mais um conhecimento referente à sua profissão, a oficina promove também uma maior familiaridade do manuseio da informática, visto que desde o ano passado estamos trabalhando oficinas de matemática e português nos canteiros de obras com professores do Sesi através da utilização de notebooks e internet”, afirma a vice-presidente de sustentabilidade do Sinduscon-Ce, Paula Frota. PQVC Criado em 2003, o PQVC tem como objetivo levar saúde, segurança, educação, capacitação, cultura e lazer aos trabalhadores da construção civil. Visa ainda valorizar os operários, desenvolvendo sua autoestima através de ações focadas na melhoria da qualidade de vida. Desde o início do programa, já foram beneficiados cerca de 20 mil operários. Em 2006, o programa conquistou o Prêmio CBIC de Responsabilidade Social, e desde 2008 as oficinas de educação desenvolvidas nos canteiros de obras foram escolhidas pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) como referência nacional e difundidas como seu projeto de educação para o trabalhador da construção. Para 2010, o Programa Qualidade de Vida na Construção tem como meta trabalhar as oficinas de construção virtual e ativação atingindo um número maior de operários atendidos, com uma maior participação e colaboração das mais de 300 construtoras associadas ao Sinduscon-Ce. Serviço Encerramento Oficina Construção Virtual 5 de fevereiro Horário: 7h30min Canteiro Condomínio Acqua. Rua Carolina Sucupira, 735 (esquina com Rua Leonardo Mota) | |
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05 de fevereiro de 2010 |
| RECONSTRUÇÃO DO HAITI | |
| CNI e Senai participam da reconstrução do Haiti | |
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Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial construirá um centro de formação profissional em Porto Príncipe
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) participarão dos esforços internacionais para a reconstrução do Haiti. A ajuda ao país, devastado pelo terremoto que deixou cerca de 200 mil mortos e mais de um milhão de desabrigados, é um ato de solidariedade que mobiliza todas as nações. “A CNI e o Senai não podem deixar de contribuir com o mutirão humanitário que, desde a primeira hora, sensibilizou e teve total apoio da população e do governo brasileiros”, disse o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto. Em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação, do Ministério das Relações Exteriores, o Senai construirá um centro de formação profissional em Porto Príncipe. Esse centro, que inicialmente deverá se concentrar na qualificação de recursos humanos na área de construção civil, terá capacidade para formar mil pessoas por ano. Com essa ação, a indústria brasileira levará para o Haiti o modelo de formação profissional de muito êxito no Brasil. “A nossa expectativa é de que esse modelo, adaptado às necessidades do Haiti, ofereça melhores condições de vida e trabalho aos haitianos”, destacou Monteiro Neto. | |
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| O POVO |
05 de fevereiro de 2010 |
| PROJETO CIDADES DO CEARÁ/CARIRI | |
| Projeto prevê melhorias no Cariri | |
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O projeto Cidades do Ceará/Cariri Central pretende dar um ``banho de loja`` no Cariri. Nove cidades devem ser beneficiadas pelo acordo firmado ontem entre o Governo do Estado e o Banco Mundial (Burd)
A implantação do Roteiro da Fé, em Juazeiro do Norte, e a requalificação das praças centrais do Crato serão as primeiras obras do projeto Cidades do Ceará/Cariri Central que começa a ser desenvolvido no Sul do Estado. O chamado Roteiro da Fé vai permitir o melhor deslocamento dos romeiros que visitam Juazeiro do Norte pelas igrejas e a casa onde viveu o padre Cícero. Já no Crato, as praças centrais, que são pontos turísticos, vão passar por reformas paisagística e de infraestrutura. Outras ações para os nove municípios da Região Metropolitana do Cariri estão incluídas no projeto que terá recursos de R$ 92 milhões do Banco Mundial (Bird). Para a assinatura do financiamento estiveram, ontem, em Juazeiro do Norte, o governador Cid Gomes, o secretário estadual das Cidades, Joaquim Cartaxo e o representante do Bird, Samel Wahba. ``O projeto -Cidades do Ceará- busca o desenvolvimento econômico das regiões. No Cariri , os dois principais focos serão o turismo religioso e o setor de calçados já que a região é o quarto polo produtor``, disse Joaquim Cartaxo. O Estado entrará com uma contrapartida equivalente a R$ 40 milhões e o prazo para a implantação de todo o projeto é de cinco anos. O ``Roteiro da Fé`` será realizado de forma a interligar as igrejas e a casa do padre Cícero. De lá, retornando à Basílica. ``Será um grande calçadão em forma de rosário``, define o secretário municipal de Turismo e Romarias, José Carlos dos Santos. O projeto prevê ainda a construção do Aterro Consorciado do Cariri; a construção da Avenida de Contorno, em Juazeiro do Norte; a Requalificação Urbana e Ambiental do Bairro do Seminário, a restauração do antigo Engenho Tupinambá para implantação de Museu, em Barbalha., a construção do Centro Multiuso, em Juazeiro do Norte, onde ficará o Centro de Inovação Tecnológica para o setor de calçados e a requalificação da área central no município de Farias Brito. A equipe do Banco Mundial encerra hoje a visita ao Cariri. E-MAIS > Oito técnicos do Banco Mundial estão no Cariri desde a última sexta-feira, visitando os locais onde serão desenvolvidos os projetos, participando de reuniões com técnicos locais e representantes da sociedade civil. > Nove municípios que fazem parte da Região Metropolitana do Cariri será beneficiados com o Projeto Cidades do Ceará. Algumas melhorias começam ainda este ano. CONHEÇA O PROJETO Aterro sanitário consorciado - Ficará em área de Juazeiro do Norte e atenderá ainda Crato, Barbalha, Milagres, Farias Brito, Santana do Cariri, Missão Velha, Caririaçu e Jardim. Requalificação de praças do Crato - As obras serão licitadas no próximo mês. Infraestrutura para o Geopark Araripe - A primeira etapa será no contorno, entre os municípios de Crato, Barbalha e Juazeiro do Norte. Requalificação do bairro do Seminário - A encosta do seminário sofre com um grave problema de erosão. A ideia do projeto é promover a recuperação ambiental da área, por meio de ações de drenagem, recuperação do solo e reflorestamento. Roteiro da Fé - Melhoria da infraestrutura de ícones religiosos de Juazeiro do Norte. Obra será licitada no próximo mês de março. Requalificação do Centro do Crato e Farias Brito - A licitação das obras está prevista para o próximo mês de março. Restauro do Engenho Tupinambá - Instalações do Engenho Tupinambá, em Barbalha, serão transformadas em museu. Complementação do Centro Multiuso - Já foi retomada da construção do praça onde ficarão os vendedores ambulantes, e no mesmo local, fica o Centro de Apoio aos Romeiros. Construção da Avenida do Contorno em Juazeiro | |
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| O POVO |
05 de fevereiro de 2010 |
| AGENDA POLÍTICA DO CEARÁ | |
| Política - Na cabeça e com o monopólio da agenda | |
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Por Fábio Campos
Praticamente sem oposição, o governador Cid Gomes (PSB) detém o controle da agenda política do Ceará. Todos esperam por sua decisão pessoal de chamar os aliados para as conversas que vão dar início às articulações. Com o monopólio da agenda, o governador vai esperar que o quadro nacional se configure primeiro para, na sequência, começar os arranjos políticos e partidários locais. Porém, não há nenhuma garantia de que a agenda nacional vai se impor a tempo de permitir que o processo local possa se desenvolver com tranquilidade. É possível que as duas agendas se atropelem. Não duvidem se os acertos cearenses ficarem para a última hora, obrigando os caciques a vararem madrugadas tensas. Na chapa majoritária, há lugar para quatro nomes: governador, vice e dois senadores. A cabeça da chapa fica com Cid Gomes. As articulações vão se restringir a compor o restante. Resguardados possíveis manifestações da dinâmica política, um dos candidatos a senador da aliança será o deputado federal Eunício Oliveira (PMDB). Restar iam então o lugar de candidato a vice-governador e o outro lugar de candidato a senador. Problema: o PT sustenta que tem direito adquirido para indicar os dois nomes. Como em política, querer não é poder, é nesse ponto que a tensão vai se dar. PEDE-SE MUITO PARA LEVAR O JUSTO O fato é que a agenda está com o governador e caberá a Cid Gomes, em algum momento, inaugurar a rodada de negociações. Para ele, quanto mais próximo da data limite definida pela legislação eleitoral, melhor. Alguém acredita que o PT terá condições de bancar dentro da aliança o candidato a vice governador e a candidatura de José Pimentel para o Senado? Em negociações de qualquer tipo, inclusive as políticas, costuma-se pedir mais para levar algo próximo do que se considera justo. Na prática, o PT já está fazendo isso. O PCdoB também já colocou suas cartas, afirmando que tem um nome para disputar o Senado. O PMDB se mantém quieto e, por enquanto, apenas trata como intocável a vaga destinada a Eunício Oliveira. Pelo PSB, encurta-se o caminho. Falará em nome do partido o próprio Cid Gomes, que é seu presidente. Pouco se comenta de uma outra força nessa aliança: os pequenos partidos. Há informações dando conta de que esse grupo, ou parte dele, vai se unir formando um bloco para ganhar mais peso nas negociações. De toda forma, um importante petista disse o seguinte à Coluna: ``Se nos restar o direito de indicar apenas um cargo e nos for dado a escolha entre a vice o Senado, não há dúvidas de que o PT vai optar pela candidatura de José Pimentel``. Por fim, não nos esqueçamos: a preço de hoje, há outro jogador nessa história. Chama-se PSDB, que é governista e, certamente, será convidado por Cid para uma conversa. EM POLÍTICA, NÃO HÁ COINCIDÊNCIAS Ciro Gomes está dizendo que não arreda o pé de sua decisão de candidatar-se a presidente da República. É óbvio que haverá repercussões no jogo político do Ceará. Cid e Ciro passaram parte de suas férias juntos, na Europa. O governador disse para um grupo de jornalistas do O POVO que os dois nada conversaram sobre política. Acreditam? Independentemente disso, mesmo que seja por telepatia, a agenda de Cid se colará à agenda de Ciro. José Dirceu esteve no Ceará na segunda-feira. Influente no PT, a fala do ex-ministro buscou reforçar os laços que unem o partido à aliança com Cid. Porém, atentem para um detalhe: Dirceu tentou uma reunião com o governador. Não conseguiu. O Palácio Iracema alegou que não havia como fazer uma brecha na agenda de Cid. O fato é que o governador recusou a conversa, que certamente teria forte relação com a questão cearense. No dia seguinte, Ciro Gomes decidiu abrir suas baterias contra Dirceu. Chamou-o de ``golpista``. | |
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| O POVO |
05 de fevereiro de 2010 |
| OBRAS DO PAC | |
| Vertical - ÁGUAS DE MARÇO | |
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Lula deve vir ao Ceará em meados de março. Na agenda, inauguração da barragem Taquara, em Cariré (Zona Norte), obra do PAC no Estado. Neste mês, Cid e a imprensa conhecerão o projeto levados pela cúpula do Dnocs.
ÁGUAS DE MARÇO 2 A barragem Taquara será a primeira de cinco obras do PAC a serem entregues neste ano. Ainda há a barragem Figueiredo, em Alto Santo, e a inauguração da primeira etapa dos perímetros irrigados Baixo Acaraú e Tabuleiro de Russas. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
05 de fevereiro de 2010 |
| PAC | |
| PAC concluiu só 40% das obras previstas em 3 anos | |
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Em recursos liberados, índice foi de 63,3%, segundo balanço feito por Dilma
Para cumprir o planejado no lançamento do programa, em 2007, o governo Lula terá que aplicar, até o final deste ano, R$ 235 bilhões LEILA COIMBRA RANIER BRAGON DA SUCURSAL DE BRASÍLIA Três anos depois do seu lançamento, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) teve 63,3% de seus recursos liberados, um total de R$ 403,8 bilhões, segundo dados divulgados ontem pelo governo. Segundo o governo, 40,3% das ações previstas foram concluídas, mas levantamento do site Contas Abertas aponta que, quando se leva em conta o número de obras prontas -dado que não consta do balanço-, o índice de conclusão chega a 10% dos cerca de 1.230 empreendimentos. O balanço de três anos do programa -criado em 2007 e provavelmente o último apresentado pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência da República- mostra um avanço em relação à divulgação anterior, em outubro, que apontava o cumprimento de apenas 32,9% do planejado, com investimento de R$ 208,9 bilhões. Apesar do avanço, para cumprir o planejado o governo terá que chegar até o final do ano com um investimento no PAC de R$ 638 bilhões -R$ 235 bilhões, ou 36,7% do total, teriam que ser aplicados nos próximos 11 meses. Significa um desembolso 74% maior do que foi realizado, em média, nos primeiros três anos do programa. No início deste ano, de eleições presidenciais, os investimentos aceleraram: números do Orçamento da União mostram que em janeiro o ritmo do chamado PAC "orçamentário" -o programa também inclui recursos privados- foi bem mais forte do que no mesmo período do ano passado. Nos primeiros 31 dias de 2010, o governo federal desembolsou quase R$ 1,2 bilhão em empreendimentos do programa, duas vezes mais do que o mesmo período de 2009. Ontem, Dilma adotou um tom de realizações, voltou a rebater as críticas da oposição e disse que o governo Lula deixará com o PAC um "legado", um "horizonte para o futuro". A ministra disse que estava satisfeita com o andamento das obras, mas evitou prever em quantos anos o governo atingirá 100%. Nas áreas de habitação e saneamento, disse Dilma, o total de investimentos liberados superou a programação. Do volume total aplicado em todo o programa, R$ 126,3 bilhões foram investimentos do governo e R$ 88,8 bilhões, do setor privado. O setor mais adiantado é o de habitação e saneamento, com obras concluídas que representam 66,4% dos recursos previstos. Para a área de logística e de energia, esse índice foi de apenas 27,6% O governo espera lançar a segunda fase do programa no final de março. Na prática, o PAC 2 será um pacote que vai amarrar projetos novos e velhos. Terá foco em grandes cidades. Prática antiga O balanço divulgado ontem mantém a prática dos anúncios anteriores de incluir no PAC obras que já estavam em fase avançada ou quase concluídas quando o programa foi lançado, em 2007. Além disso, recorre a uma antiga maquiagem (a prorrogação dos cronogramas) para colocar obras atrasadas na categoria das que estão no prazo. A construção do trem de alta velocidade entre Campinas (SP) e Rio, por exemplo, tinha leilão previsto em fevereiro de 2009 de acordo com o balanço do início de 2008. Ontem, o leilão estava previsto para o segundo trimestre deste ano. Dilma disse que o trem-bala está garantido para as Olimpíadas de 2016, mas que pode ter apenas trechos concluídos na Copa de 2014. "Seguramente [estará pronto] para a Olimpíada. Para a Copa, depende de quem ganhar a licitação. Os asiáticos têm uma prática, uma cultura de fazer em tempo menor. Então, depende de quem ganhar", afirmou a ministra. | |
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05 de fevereiro de 2010 |
| OBRAS DO PAC | |
| Em evento do PAC, Dilma defende "remontagem" de Estado | |
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A pré-candidata à Presidência da República admitiu frustração com a falta de estrutura para o País tocar obras. Oposição minimiza avanço de projetos e diz que ministra é ``madrasta`` do PAC
A ministra da Casa Civil e pré-candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou ontem, durante a apresentação do balanço de três anos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que sua maior frustração desde que está no governo é a falta de estrutura do Estado brasileiro para tocar obras como as deste programa. Segundo Dilma, nos últimos 25 anos, o Estado foi desmontado, e isso causou problemas ao governo, quando começou a tocar as obras do PAC. ``Nós estamos remontando o Estado. O Estado tem que ter bons engenheiros, bons arquitetos, que sejam capazes de responder demanda. Nós não podemos fazer uma obra de infraestrutura sem fiscalizar, sem planejar, não tem como``, afirmou. A pré-candidata disse que seu maior orgulho no governo foi a resposta rápida à crise financeira internacional. ``Nós provamos que podemos enfrentar a crise com recursos próprios. Nós mostramos que temos capacidade, que não é sorte``, completou. Madrasta Líderes de partidos de oposição afirmaram que Dilma mostrou que é ineficiente ao não conseguir executar a maior parte das obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Para a oposição, o programa é eleitoreiro, além de ser apenas uma junção de vários projetos que estavam em andamento no âmbito dos estados e municípios. ``A Dilma é a verdadeira madrasta do PAC``, ironizou o líder do DEM na Câmara, deputado Paulo Bornhausen (SC). ``Ela vai ter que responder pelo fracasso do PAC``, completou. Ele argumentou que o ``grosso`` do programa são investimentos feitos pela iniciativa privada e pela Petrobrás. ``Dinheiro do orçamento da União é muito pouco``, disse. Na avaliação do líder do PSDB na Câmara, João Almeida (BA), o PAC é um programa eleitoreiro elaborado pelo governo com o intuito de promover a candidatura da ministra Dilma à presidência da República. ``O Governo Federal pegou uma série de ações dos três entes federativos e pôs em um pacote e colocou o nome de PAC``, disse. Segundo o tucano, os investimentos no PAC não estão sendo executados e a maioria das grandes obras está com o cronograma atrasado. (das agências de notícias) NÚMEROS 63,3% É O AVANÇO OFICIAL DO PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO 403,8 BI É O VOLUME DE RECURSOS JÁ INVESTIDO NO CONJUNTO DE PROJETOS 126,3 BI SAÍRAM DOS COFRES DE EMPRESAS ESTATAIS, SEGUNDO O GOVERNO 88,8 BI FORAM BANCADOS PELO SETOR PRIVADO, DE ACORDO COM O BALANÇO 11,1 BI DO MONTANTE FORAM DE RUBRICAS ORÇAMENTÁRIAS FEDERAIS 7,1 BI ESTÃO EM CONTRATAÇÃO, DE ACORDO COM O RELATÓRIO OFICIAL | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
05 de fevereiro de 2010 |
| IPTU | |
| Pagar parcelado é orientação | |
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Ação ajuizada pelo Sindicato da Habitação só deve ser votada na semana que vem pelo Tribunal de Justiça
Hoje é o último dia para pagar a cota única do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) 2010 com desconto. Até agora, segundo a Secretaria de Finanças do município (Sefin), um total de R$ 13,2 milhões já foram arrecadados pela Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF) entre os dias 1º de janeiro e 1º de fevereiro, representando um aumento de 41,9% na arrecadação do tributo, em relação a igual período de 2009. Entretanto, o assessor jurídico do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis do Ceará (Secovi/CE), Erinaldo Dantas, orienta a população a optar pelo pagamento parcelado, uma vez que a votação da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) ajuizada pela entidade no Tribunal de Justiça do Ceará (TJ/CE), está prevista para ocorrer na reunião do Pleno da próxima semana, ainda antes da folia do Carnaval. "Para quem pagar parcelado, quando sair a liminar, as próximas parcelas devem vir com correção no saldo devedor. Neste acaso, o contribuinte não sairia perdendo. Já se pagar à vista vai ter que aguardar até que a prefeitura faça a restituição", orienta o advogado. Votação adiada "O processo só não entrou na pauta do Pleno de hoje [ontem], porque a manifestação da Prefeitura foi volumosa e chegou em última hora na mãos do relator [Francisco Gurgel Holanda]", explica Dantas. O município de Fortaleza, dispôs de um prazo de cinco dias corridos para prestar as informações devidas sobre a lei complementar nº 73, de 28 de dezembro de 2009. Erinaldo Dantas lembrou ainda que não se pode discutir legislação tributária em uma Ação Civil Pública, como foi o caso da que foi ajuizada pelo Sindicato do Comércio Varejista e Lojista de Fortaleza (Sindilojas). "No caso do Secovi é diferente, já que o órgão tem competência para ingressar com uma Adin", frisa o advogado, que é ex-presidente da Comissão de Estudos Tributários da OAB/CE. Na última semana, o relator do processo, o desembargador Francisco Gurgel Holanda, já havia manifestado posição favorável para que a votação ocorresse o quanto antes. "Há urgência no trâmite do processo, pois o conhecimento, por parte do contribuinte, de que o tributo está questionado, gera um certo abalo, que queremos dissipar", declarou Holanda, na edição de 28 de janeiro do Diário do Nordeste. LÍVIA BARREIRA REPÓRTER | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
05 de fevereiro de 2010 |
| FRUTICULTURA - FRUIT LOGÍSTICA | |
| Egídio Serpa - Ceará já tem a rainha das águas | |
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Berlim (Alemanha) - Ela se chama Janete e é a rainha das águas do Estado. É assim que o presidente da Agência de Desenvolvimento (Adece), Antonio Balhmann, se refere à personagem que lidera o projeto de aferição da qualidade das águas dos grandes açudes cearenses. Por que só agora se cuida disso? Balhmann responde: "O diretor de uma grande empresa de pesca e de beneficiamento e exportação de pescado da região da Galícia, na Espanha, procurou-me há um ano e meio. Expus a ele a potencialidade da aquicultura do Ceará. Ele me fez uma pergunta simples: ´Qual é a qualidade da água desses açudes?´ Naquele momento, a Adece não tinha resposta. Mas agora já tem. Para isso, contratamos especialistas liderados pela doutora Janete. As primeiras pesquisas, que envolveram o monitoramente das águas durante um ano a profundidades de 20 centímetros, 5 metros e 10 metros, foram feitas nos açudes Orós e Castanhão. E sua conclusão foi a seguinte: a qualidade da água é excelente, e o espanhol já foi informado". Balhmann e a Adece
querem que, dentro de três anos, o Ceará esteja produzindo 200 mil toneladas de tilápia no espelho d´água dos seus reservatórios. Além do esperado investimento da empresa galega, Balhmann quer mobilizar milhares de agricultores na atividade de criação de tilápia em gaiolas dentro dos açudes, gerando emprego e renda no sertão do Ceará. Viva! Balhmann em Lisboa Ontem, à noite, o presidente da Adece, Antonio Balhmann, viajou de Berlim para Lisboa. Hoje, reúne-se com diretores de uma grande siderúrgica europeia. Ele jura que a reunião não tratará da Siderúrgica do Pecém. Maersk faz ameaça Gigante multinacional dos mares, a companhia de navegação Maersk avisou ontem, com todas as letras, aos exportadores cearenses de frutas: "Só lhes daremos o novo preço do frete dos nossos navios no próximo mês de julho. Se quiserem agora, são US$ 4.800 por contêiner". Isso é um absurdo, é coisa de cartel, protestaram sem êxito os empresários. Há exportadores pensando em trocar a Maersk por outra companhia. Mas isso não será fácil. A vantagem comparativa No estande do Ceará na Fruit Logística, um livreto, em inglês, mostra as virtudes que o Estado tem para atrair investimentos, do vento da energia eólica ao porto do Pecém para a exportação do que se produz. Mas há uma grande vantagem comparativa: o limão da Argentina precisa de 18 dias para chegar de navio à Europa; o melão cearense requer apenas 7 dias. Jorge Parente ligado Pelo telefone, o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae do Ceará, Jorge Parente, parabenizou ontem os empresários cearenses presentes na Fruit Logística de Berlim. "Em 2011, teremos mais gente aí", disse ele. Aspargo cearense chega às lojas já está sendo comercializado o aspargo produzido pela empresa Agrícola Famosa em uma área de 9 hectares de sua fazenda de Icapuí. Uma das maiores produtoras e exportadoras cearenses de melão, a empresa controladas pelos sócios José Roberto Barcelos e Carlos Porro abastece de aspargos as padarias Dell´Itália e Plazza e o supermercado Frangolândia. Ruim Também para os empresários cearenses presentes na Fruit Logística de Berlim, a briga política em que se transformou a localização do Estaleiro Promar Ceará é lamentável. Livre Mercado Fruticultores cearenses presentes na Fruit Logística, em Berlim, jantaram quarta-feira no 44, um excelente restaurante da capital alemã, com o presidente da Adece, Antonio Balhmann. No meio da conversa, Balhmann disse: "A liderança política e a população da serra da Ibiapaba deveriam instalar na entrada da cidade de Tianguá uma estátua para homenagear o ex-governador César Cals, em cuja gestão se implantou toda a infraestrutura daquela região. César Cals foi o grande governador para a Ibiapaba". a propósito de Balhmann: ele é tão entusiasmado com o futuro próximo da mineração cearense, que já está chamando a Ferrovia Transnordestina - por enquanto um sonho distante - de Ferrovia do Aço. consultor Especializado em negócios com a Alemanha, onde reside há mais de 20 anos, o cearense Artur de Melo, que tem um site na Internet (www.de-melo.de), está interessado em aproximar empresas cearenses do mercado europeu. Poliglota, ele foi por vários anos assessor comercial da Embaixada do Brasil na Alemanha. um número da Fruit Logística 2010: há 2.230 empresas dos cinco continentes expondo frutas e hortaliças no Berlin Messe (maior centro de feiras e eventos da Alemanha). E 50 mil pessoas a terão visitado até as 18 horas de hoje. | |
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05 de fevereiro de 2010 |
| JOVEM MENTALIDADE EMPREENDEDORA | |
| Homenagem a Tales de Sá Cavalcante | |
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O empresário Tales de Sá Cavalcante, 60 anos, foi homenageado ontem com a comenda Jovem Mentalidade Empreendedora, durante a posse da nova coordenação geral da Associação dos Jovens Empresários de Fortaleza (AJE).
Desde 2001 ele é diretor superintendente da organização educacional Farias Brito, que agrega educação infantil, os ensinos fundamental e médio, cursinho pré-vestibular e a Faculdade Farias Brito. Além de atuar como gestor educacional, Tales é diretor da Construtora Farias Brito desde 1979. ``É muito gratificante ser reconhecido pela juventude como uma referência na educação. Sempre digo aos jovens que nunca desistam e sonhem alto para realizar grandes feitos``, disse, sobre a homenagem. | |
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| O POVO |
05 de fevereiro de 2010 |
| DEBATE SOBRE O PROJETO ESTALEIRO | |
| Vertical - HORIZONTAIS | |
| > CIC marcou para quarta-feira debate sobre o projeto estaleiro do Ceará. | |
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| O POVO |
05 de fevereiro de 2010 |
| FUNDO DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA | |
| Vertical S/A - 88 querem R$ 6 milhões | |
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Por Jocélio Leal
O primeiro Edital do Fundo de Inovação Tecnológica (FIT) da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), com R$ 6 milhões em oferta, recebeu 88 projetos de 88 empresas diferentes, diz o presidente Tarcísio Pequeno. O prazo para apresentação de propostas acabou às 17 horas do domingo passado. O valor total dos projetos apresentados é de cerca de R$ 40 milhões. Destes, cerca de R$ 28 milhões correspondem aos valores solicitados e cerca de R$ 12 milhões às contrapartidas oferecidas pelas empresas interessadas. Diante da procura e do valor disponível para o Edital, Pequeno vê proporção saudável na disputa: cinco para um. Na prática, decerto, a procura representa o interesse dos empresários do Ceará em investir na inovação e contar com a inteligência acadêmica para tanto. Embora, como reconheça Pequeno, a leitura preliminar é estritamente quantitativa. Não há avaliação da qualidade das propostas ainda. O coordenador de Inovação da Funcap, Augusto Guimarães, diz que o primeiro edital do FIT foi apresentado com recursos 100% cearenses. ``O Ceará dá o exemplo ao Brasil ao sair na frente com esta iniciativa ao criar um fundo específico para investimento em inovação tecnológica nas empresas em cooperação com os pesquisadores``. | |
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05 de fevereiro de 2010 |
| REDUÇÃO DO CIDE | |
| Redução de taxa não terá efeito a longo prazo | |
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O efeito líquido da redução da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) cobrada sobre o preço da gasolina será nulo ao longo do ano, segundo estimativas de especialistas consultados pelo AE Projeções. A intenção do governo, mais especificamente do Ministério da Fazenda, segundo os especialistas, é dar algum alívio à inflação no curto prazo, principalmente em fevereiro, e, com isso, evitar que a taxa básica de juros, a Selic, seja aumentada em março. Para tanto, conforme anunciou ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o governo decidiu reduzir a Cide em R$ 0,08 por litro no valor da Cide-combustível, o que equivale a uma perda de R$ 91 milhões em 2010.
A medida terá vigência até 30 de abril, período em que a situação da oferta de álcool já deverá ter se estabilizado com a safra de cana-de-açúcar. A desoneração da Cide tem como objetivo evitar que o preço da gasolina suba em torno de 3% nos postos de combustíveis como consequência da redução de 25% para 20% da adição de álcool anidro na gasolina. A diminuição da mistura de álcool na gasolina, implementada há quatro dias, teve como objetivo impedir que as usinas continuassem a aumentar o preço do álcool, em elevação desde julho do ano passado em resposta à quebra da safra cana-de-açúcar na Índia, maior exportador mundial de açúcar. Como o preço do produto disparou no mercado mundial, os usineiros brasileiros reduziram a produção de álcool para aumentar a fabricação de açúcar para abastecer a Índia e os mercados anteriormente atendidos pelos indianos. Isso levou à disparada do preço do álcool combustível, que por tabela pressionou o preço da gasolina. Ocorre que, com a redução da participação do álcool na gasolina, o combustível derivado de petróleo passou a aumentar. Ou seja, o governo acertou uma ponta e desorganizou a outra. A previsão no mercado é de que preço da gasolina, por causa da redução do álcool na sua composição, pudesse subir cerca de 2,5% nos postos de combustíveis. | |
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| O POVO |
05 de fevereiro de 2010 |
| FCDL - HONÓRIO PINHEIRO | |
| Vertical S/A - BOM VIZINHO | |
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Por Jocélio Leal
O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), Honório Pinheiro, terá audiência com o secretário Mauro Filho. Ele vai em nome de 15 representantes do setor moveleiro. O segmento sonha em fazer parte do regime de substituição tributária. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
05 de fevereiro de 2010 |
| JUROS | |
| Editoriais - Risco de alta | |
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Ata do Copom sugere que o BC está pronto para aumentar os juros e evidencia a necessidade de controle de gastos
A ATA RELATIVA à reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom), quando foi mantida a taxa de juros em 8,75% ao ano, deixa claro que o Banco Central vê riscos crescentes para o cumprimento da meta de inflação e está pronto para iniciar um novo ciclo de alta da Selic. A dúvida resume-se ao momento: março ou abril. A avaliação apresentada ontem pelo BC está ancorada no forte ritmo de crescimento da economia esperado para 2010, que ameaçaria o controle da inflação dentro da meta anual de 4,5%. Os efeitos defasados da queda de juros do ano passado, o enorme aumento dos gastos do governo e o dinamismo do crédito público são os principais fatores de risco elencados. A alta de algumas commodities e a recente desvalorização do real são fatores adicionais de incerteza. É claro que há riscos de inflação e o BC está, como sempre, preparado para responder caso se manifestem com mais intensidade. Mas é preciso cautela, pois o momento ainda é de indefinição. Por várias razões. A principal é que o ritmo da economia esperado para 2010, apesar de forte, pode não se mostrar excessivo. A rápida retomada do segundo semestre do ano passado refletiu em parte uma compensação do colapso do final de 2008, fase mais aguda da crise global. Foi ainda impulsionada pelos incentivos fiscais, que agora serão encerrados. É possível que haja alguma acomodação, como sugere a queda na produção industrial nos últimos dois meses de 2009. As indicações preliminares da indústria automobilística e de outros setores são de que janeiro não foi muito diferente. A inflação de commodities, grande vilã do último ciclo de alta, é bem mais tímida desta vez. Os dados de emprego mostraram também algum arrefecimento em dezembro. O crédito para as empresas -exceção aos empréstimos bilionários do BNDES para grandes corporações eleitas pelo governo- tem tido crescimento tímido e há ainda folga de capacidade ociosa da indústria. Aguardar até depois de março seria recomendável para não impor custos desnecessários ao país. As incertezas quanto ao rumo da política de juros colocam em evidência um dos grandes problemas da gestão econômica do atual governo: a falta de coordenação entre as decisões fiscais e monetárias -desencontro que já vem de longe, mas foi agravado no contexto pós-crise. O governo usou a ameaça recessiva como argumento para agigantar a já inflada máquina pública e para estender os tentáculos do Estado a numerosos setores da economia. Agora o ministro da Fazenda tenta, talvez tardiamente, convencer o BC de que haverá mais responsabilidade com os gastos públicos. O anúncio de que cumprirá a meta de 3,3% de superavit primário para 2010 tem o claro objetivo de adiar o aumento de juros. Mais do que tática de curto prazo, é de esperar que o aceno da Fazenda reflita a consciência de que a principal dificuldade para manter os juros baixos de forma sustentável é o apetite insaciável do governo. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
05 de fevereiro de 2010 |
| JUROS | |
| BC reforça expectativa de que vai aumentar os juros | |
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Para Copom, sinais de retomada se intensificam e elevam os riscos de inflação
Órgão diz na ata da reunião da semana passada que, se houver piora no cenário para a inflação, vai adequar sua "estratégia" às circunstâncias EDUARDO CUCOLO DA SUCURSAL DE BRASÍLIA Em um dos documentos mais pessimistas desde a piora na crise econômica, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) reforçou as expectativas de que a taxa básica de juros deve subir em breve. Para o órgão, os sinais de recuperação da economia se intensificaram. Com isso, cresceram também os riscos de que a inflação possa terminar o ano acima do centro da meta de 4,5%. Essas análises fazem parte da ata da última reunião do Copom, que na semana passada manteve os juros em 8,75% ao ano. As apostas da maioria do mercado são que a Selic comece a subir em abril. Alguns economistas, no entanto, já trabalham com a possibilidade de que isso ocorra já no próximo encontro do BC, em março. Para a instituição, os principais riscos para a inflação são uma eventual elevação dos preços de commodities no exterior e os efeitos defasados dos incentivos para recuperação da economia anunciados em 2009, o chamado "impulso fiscal e creditício". O próprio Ministério da Fazenda já começou a retirar parte desses "impulsos" com o fim de benefícios fiscais para a compra de eletrodomésticos, uma forma de tentar adiar o aumento dos juros. O BC diz, no entanto, que qualquer mudança realizada neste momento só afetará a economia em meados de 2010. Por isso, "decisões alternativas de política monetária" (leia-se, alta dos juros) serão tomadas com base nas expectativas para a inflação, ao invés de "privilegiar" dados já divulgados. A instituição ressalta ainda que a tendência nas economias menos afetadas pela crise, e que se recuperam mais rapidamente, é hoje a adoção de uma política monetária mais restritiva. Diz ainda que, se houver piora no cenário para a inflação, vai adequar a sua "estratégia" às circunstâncias. Essa expressão não era utilizada desde as atas do início de 2008, quando o Banco Central iniciou o último ciclo de alta dos juros, segundo Guilherme da Nóbrega, economista do Itaú Unibanco. "O comitê voltou a se preocupar com a inflação, um território que, até recentemente, era considerado seguro pelo Banco Central." Preocupação O Copom também diz estar preocupado com as previsões de inflação feitas pelo mercado, que já aposta em taxa acima do centro da meta. Disse que irá monitorar "com particular atenção" o comportamento dessas expectativas. Mesmo com essa preocupação adicional, o economista-chefe do banco Schahin, Silvio Campos Neto, diz que o aumento dos juros só deve ser adiado para o segundo semestre se houver um movimento muito forte de deterioração da economia mundial. Roberto Padovani, do Banco WestLB, também mantém as apostas de alta da Selic em abril. Ele destaca que as projeções de inflação do próprio BC estão "ao redor da meta", o que significa que o banco enxerga que não há necessidade de mexer na taxa imediatamente. Em relação às expectativas de que fatores externos afetem a inflação, Jankiel Santos, economista-chefe do BES Investimento, diz que a principal preocupação apontada pelo BC são as commodities. Sobre as tarifas e itens regulados, que têm um peso de quase 30% nos índices de inflação, o Copom manteve a previsão de estabilidade de preços para a gasolina e o gás de botijão. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
05 de fevereiro de 2010 |
| ECONOMIA BRASILEIRA | |
| Mantega diz que está em sintonia com Meirelles | |
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DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que está em sintonia com o BC sobre o ritmo de recuperação da economia brasileira e o avanço da inflação, a despeito das declarações divergentes dadas recentemente por ele e pelo presidente da instituição, Henrique Meirelles. O ministro afirmou que a economia já cresce a um ritmo anual de 5% a 5,5% e que não vê pressão inflacionária, mas fatores sazonais, como o aumento das mensalidades escolares. "Mas essa pressão não se mantém ao longo do ano." "Nós estamos sintonizados com o BC. Ontem [quarta] conversei com o Meirelles e ele está tranquilo com a possibilidade de crescermos 5,8%, que é a previsão do BC, sem pressões inflacionárias." Porém, o BC já deu sinais de que não irá ignorar um possível avanço da inflação. Na ata da última reunião do Copom, divulgada ontem, o BC disse que a recuperação da demanda doméstica pode aumentar os riscos de não se concretizar "um cenário inflacionário benigno". Mantega disse não ter lido o documento. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
05 de fevereiro de 2010 |
| COPOM - JUROS | |
| Editorial: Ata do Copom vê riscos inflacionários crescentes | |
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A ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) mostra maior possibilidade de que haja um aumento da taxa básica de juros no curto prazo. O BC continua trabalhando com um cenário básico em que os preços poderão se comportar dentro da meta de 4,5%, mas sinalizou que os riscos inflacionários continuam à espreita e podem se intensificar daqui para a frente. O Copom indicou que uma de suas tarefas será a de evitar que os índices elevados de inflação em janeiro, mês em que eles são tradicionalmente mais altos, influam nas expectativas e levem a uma onda de repasses para o consumidor. Ainda que isso possa não se materializar, o rápido crescimento da economia torna plausível algum movimento nessa direção.
O BC aponta as ameaças que poderão fazer os preços se desviarem da rota prevista. Uma delas é a evolução dos preços dos serviços, que fecharam 2009 acima da média e com uma redução ínfima em relação a 2008 - 6,37% ante 6,39%. A dinâmica da inflação de serviços, segundo o Copom, "tende a exibir mais persistência". Em dezembro havia mais sinais de agitação altista nos índices de preços. Todas as medidas de núcleo de inflação se elevaram. As explicações para isso vão bem além dos serviços e tocam no avançado grau de ocupação da capacidade ociosa industrial. Os bens industriais, medidos pelos IGPs, tiveram acentuada deflação em 2009. Em dezembro, o nível de utilização da capacidade instalada (FGV com ajuste sazonal) atingiu 83,8%, superior à média observada nos últimos cinco anos, aponta a ata. Também ultrapassaram a média no mesmo período o nível de produção dos bens de consumo e material de construção. É no setor industrial que o BC enxerga o maior perigo inflacionário, já que são grandes as chances de que o esgotamento da capacidade de produção vença a corrida do tempo sobre os investimentos que estão sendo feitos para ampliar a oferta de bens industriais. Como as importações estão crescendo e o saldo comercial diminuindo, boa parte da demanda interna será suprida por bens comprados no exterior. A recuperação econômica mundial, no entanto, parece ter deixado para trás os efeitos baixistas das importações. A partir do quarto trimestre, eles entraram em alta, ainda que modesta (Valor, 1 de fevereiro). No período, os bens não duráveis vindos de fora aumentaram 2,98% e os duráveis, 0,92%. Esses efeitos provavelmente não serão mais neutralizados por uma valorização acentuada do real, como em 2009, que contribuiu para colocar a inflação abaixo da meta. Embora uma desvalorização forte do real seja descartada, é bem possível que no ano ocorra uma depreciação suave. Parece difícil contar com o câmbio como arma auxiliar na luta contra a elevação dos preços. Além disso, o BC já enxerga "retomada incipiente de pressões inflacionárias externas" que poderá vir do aumento das cotações das commodities. Vários fatores determinam o risco de a economia produzir mais inflação ou não. A massa salarial continua crescendo e seu efeito sobre o consumo é potencializado pela expansão do crédito para pessoas físicas. Mesmo em um ano difícil como 2009, esse tipo de crédito avançou 19,4% e deve avançar mais em 2010. Os robustos números exibidos pelas vendas no varejo mostram forte demanda doméstica que não dá sinais de arrefecimento. Há forças suficientes impulsionando a demanda, o que torna agora descartáveis estímulos fiscais. O Copom aponta que a meta de superávit primário será de 3,3% do PIB no ano, e que dela poderá ser abatido até 1,12 ponto percentual, a maior parte composta por investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento e 0,44 ponto pelos restos a pagar que migraram de 2009 . O BC não avalia efeitos dessa meta, mas ela é tudo menos contracionista. Em anos eleitorais sabe-se que a preocupação com gastos públicos, em todas as esferas do governo, está longe de ser prioritária. O Copom indica, assim, que a preocupação com o aquecimento da economia é crescente e que, para contê-lo, poderá ser necessário aumentar os juros. Até porque as expectativas pioraram, segundo o BC. "Cabe à política monetária manter-se especialmente vigilante para evitar que a maior incerteza detectada em horizontes mais curtos se propague para horizontes mais longos", registra a ata. | |
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| O POVO |
05 de fevereiro de 2010 |
| BOLSA DE VALORES | |
| Bolsa tem menor nível em três meses e dólar sobe | |
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A Bovespa amargou perdas de 6,79% em 2010. No pregão desta quinta-feira, o recuo foi de 4,73%. Já o dólar subiu 2,17% e terminou cotado a R$ 1,88. A moeda americana passou a acumular apreciação de 8,09% no ano
ABM&FBovespa perdeu ontem os ganhos acumulados no mês e passou a amargar perdas de 6,79% em 2010. Após sofrer recuo de 4,73% no pregão de ontem, o índice Ibovespa foi a 63.934 pontos, mais baixo nível desde novembro de 2009. As perspectivas animadoras para a economia brasileira neste ano não seguraram o mercado brasileiro. O dólar saltou 2,17% e terminou cotado a R$ 1,884. A moeda americana passou a acumular apreciação de 8,09% no ano. No teto das operações no dia, o dólar chegou a bater em R$ 1,90. No segmento de mercado futuro da BM&FBovespa, o contrato de dólar com vencimento em junho fechou hoje cotado a R$ 1,93, o que indica que a moeda deve se manter em patamares elevados. Como a bolsa brasileira conta com grande participação de capital externo, o impacto da fuga dos estrangeiros em busca de segurança tem sido elevado. Em janeiro, os estrangeiros já haviam retirado importante volume de capital da Bolsa: R$ 2,1 bilhões. No mês passado, a participação da categoria nos pregões recuou para 28,03%, vindo de 31,57% em dezembro. "Podemos estar em condições econômicas melhores que a de muitos países, mas o mercado não vai levar isso em consideração em um momento em que a aversão ao risco voltou a piorar no exterior. E o que vemos é o estrangeiro retirando dinheiro da nossa Bolsa--, disse José Francisco Gonçalves, economista-chefe do banco Fator. Com os preços das commodities em queda diante das incertezas globais, a atratividade de muitas das maiores ações de empresas brasileiras ligadas às matérias-primas diminui. Dentre as gigantes, houve queda de 5,21% em Vale PNA no pregão de hoje; para Petrobras PN, o resultado foi de baixa de 5,11%. A queda do petróleo ilustra bem a tensão no mercado internacional. O barril do produto encerrou o dia em Nova York com depreciação de 4,99%, cotado a US$ 73,14. A Bolsa de Valores de São Paulo operou no vermelho durante todo o pregão. Todas as 63 ações que formam o índice Ibovespa terminaram as operações em baixa. Na lista das maiores quedas registradas, apareceram as ações MMX Mineração ON, com perdas de 7,82%, e OGX ON, que recuou 7,10%. Forte baixa também sofreu o papel ON da BM&FBovespa, com recuo de -7,26%. ``A Bolsa e o câmbio no Brasil estão ligados ao desempenho das commodities. Em um dia como hoje, de queda expressiva do petróleo, não há como escapar--, afirma Alexandre Lintz, estrategista-chefe para América Latina do banco BNP Paribas. Para Lintz, o pacote fiscal anunciado pela Grécia é de difícil implementação e sucesso. ``O Brasil já passou por muitas dessas crises fiscais, soltava um pacote, parecia que estava tudo certo e, no final, sabemos que não era bem assim.-- Amanhã a apresentação do relatório do mercado de trabalho norte-americano pode trazer ainda mais agitação às Bolsas. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
05 de fevereiro de 2010 |
| SETOR SIDERÚRGICO | |
| Lula reclama da "timidez" da siderurgia | |
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou ontem, durante reunião com representantes do setor siderúrgico, que eles estavam "muito tímidos" diante do crescimento da demanda interna brasileira por aço. Na semana passada, Lula já havia reclamado com a Votorantim , porque o país está importando aço longo da China para atender à indústria naval nacional. O presidente indagou sobre a baixa produção de casas de aço no país. Os empresários reclamaram que não há "cultura" da Caixa Econômica Federal (CEF) para autorizar financiamentos desta natureza. "Eles questionam, por exemplo, a durabilidade das casas feitas de aço", disse o presidente da Usiminas, Marco Antônio Castelo Branco.
Ficou acertada para a próxima semana uma reunião dos empresários com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e representantes da CEF e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para estudar linhas de financiamento para a produção de casas de aço. "Elas podem ser construídas em um prazo muito mais rápido que as casas normais, o que daria escala na produção", confirmou o presidente da Usiminas. O presidente do Instituto Aço Brasil, Flávio Azevedo, afirmou que a demanda interna nacional é de 22 milhões de toneladas e que o setor produz 41 milhões. Com todos os grandes eventos previstos para os próximos anos - investimentos no pré-sal e na construção naval, programa Minha Casa, Minha Vida, Copa do Mundo e Olimpíada - a necessidade de aço atingirá o patamar de 41 milhões. "Apresentamos ao presidente Lula uma estimativa de investimentos de US$ 40 bilhões até 2016, o que nos permitirá ampliar nossa produção para 77 milhões de toneladas", disse Azevedo. Ele lembrou que o setor enfrentou com dificuldades a crise internacional. Na virada de 2008 para 2009, foram fechados 6 dos 14 alto-fornos. "Recuperamos nossa produção e temos apenas um alto-forno paralisado no momento", afirmou Azevedo. O empresário também rebateu as acusações de que o setor siderúrgico é inflacionário. "O aço representa 50% do peso de um carro, mas apenas 5% a 6% do valor final do veículo. No caso das casas populares, o custo do aço no preço final é de apenas 2%, de 10% a 15% no caso de fogões e geladeiras", completou o empresário. | |
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| O POVO |
05 de fevereiro de 2010 |
| ESTALEIRO | |
| Na AL, governo Cid mostra força sobre projeto de estaleiro | |
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Na primeira sessão ordinária do ano, a base do governador Cid Gomes na Assembleia mostrou que continua unida
Nem mesmo a polêmica proposta de se construir um estaleiro na praia do Titanzinho foi capaz de dividir a base do governador Cid Gomes(PSB) na Assembleia Legislativa. Durante o debate que abriu a sessão de ontem, a ampla maioria dos parlamentares aderiu à tese defendida por Cid de que o empreendimento só pode ser construído no Titanzinho. De volta ao Legislativo após um ano de afastamento por conta de problemas de saúde, o deputado Carlomano Marques (PMDB) mostrou que deve ser um dos parlamentares mais ativos em defesa do estaleiro. Procurando demonstrar intimidade com a praia do Titanzinho, onde afirma já ter surfado durante a juventude, o peemedebista afirmou que a discussão em torno do local para o equipamento naval deve ser feita ``sem ranços e sem maniqueismos``. Já o deputado Roberto Cláudio (PSB), um dos vice-líderes do Governo, reproduziu o discurso do governador Cid Gomes. Para ele, a localização do estaleiro não é uma decisão pessoal de Cid. ``Se o Estado e a Prefeitura desejam uma indústria extremamente importante para o Ceará, terá que ser no Titanzinho. O local reúne vantagens econômicas e geográficas para os investidores``, argumentou. A defesa do empreendimento também partiu da bancada tucana. O deputado Luiz Pontes (PSDB), ao criticar a postura irredutível da prefeita Luizianne Lins (PT), sugeriu que a ``politicagem barata`` seja colocada de lado. ``As picuinhas não devem interferir na discussão``, opina. O único que disse ser contra o projeto foi o deputado Adahil Barreto (PR). Tendo o mesmo pensamento do ex-governador Lúcio Alcântara (PR), ele lembrou que a Assembleia já realizou uma audiência pública no ano passado e que os moradores do Serviluz não aceitaram o equipamento. Fala, internauta ``No início das discussões, a Prefeitura alegou ser contra a instalação do estaleiro porque a comunidade do Titanzinho é contra. Agora, a Prefeitura alega que é toda a cidade de Fortaleza``. José Expedito Madeira ``Sugiro ao governador Cid Gomes e a prefeita Luizianne Lins que iniciem um grande debate, não só com a população, mas com a comunidade técnica, organização sociais, políticos etc``. Paulo Mendonça ``Se depender de meu voto, ele será lá (no Serviluz), pois, é melhor emprego para mil que surfe pra dez !`` Gustavo Simplicio ``Sim, porém, se 50% dos empregos forem destinados aos moradores da comunidade``. Jambert Mascarenhas ``Não vejo obstáculos intransponíveis para a instalação do estaleiro. Entretanto, um rigoroso estudo de impacto ambiental deve ser realizado para garantir que não haverão danos sérios ao meio ambiente do litoral cearense``. Everton Sousa ``Qualquer projeto da envergadura desse Promar, requer estudos e análises de impacto ambiental, dentre outros``. Jefferson Jorge Na Câmara, base segue rachada sobre local de obra Enquanto na Assembleia Legislativa a polêmica sobre a possível construção de um estaleiro na praia do Titanzinho não foi o suficiente para causar divergências de opinião na ampla base do Executivo, na Câmara Municipal de Fortaleza a polêmica sobre o estaleiro no Serviluz colocou membros da base da prefeita Luizianne Lins (PT) em posições opostas. Durante a sessão plenária de ontem, o assunto voltou a ser tema de debate entre os vereadores. O líder do Executivo, Acrísio Sena (PT), se manifestou contra a construção de uma fábrica naval na praia do Titanzinho e cobrou que os ``reais`` impactos do estaleiro sejam apresentados à sociedade. O presidente da Câmara, Salmito Filho (PT) - que não participou do debate de ontem -, porém, já se manifestou favorável ao estaleiro na praia do Titanzinho. Ele é o único na base petista cuja opinião destoa da posição defendida por Luizianne. Os petistas Guilherme Sampaio e Ronivaldo Maia, assim como Acrísio, também são contrários à instalação do estaleiro no Titanzinho. Até a oposição se dividiu em relação ao estaleiro. O vereador Roberto Mesquita (PV), crítico de Luizianne, se manifestou ontem contrário aos estaleiro no Titanzinho, dizendo que seria como colocar ``um vaso sanitário no meio da sala``. Já o vereador Plácido Filho (PDT), líder da oposição, discursou em prol do estaleiro e disse, em entrevista ao O POVO, que a Prefeitura não está fazendo um ``debate aprofundado``. O vereador João Alfredo (PSol), já declarou concordar com Luizianne no objetivo de evitar que o estaleiro seja construído no local. (Pedro Alves, especial para O POVO - pedroalves@opovo.com.br) | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
05 de fevereiro de 2010 |
| ESTALEIRO | |
| Deputados insistem na ampliação do debate | |
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Carlomano Marques diz que conhece bem a Praia do Titanzinho, por isso quer a construção do estaleiro naquele local
Na primeira sessão ordinária da Assembleia Legislativa deste ano, realizada ontem, o assunto que mais ganhou destaque entre os parlamentares foi a discussão sobre a construção de um estaleiro na Praia do Titanzinho, no bairro Serviluz. Durante 45 minutos o deputado Carlomano Marques (PMDB), o primeiro a levar o assunto a plenário, debateu a questão com os demais parlamentares. O peemedebista não escondeu ser a favor da vinda do estaleiro para o Estado e da possibilidade do empreendimento ser instalado na Praia do Titanzinho, enfatizando: "creio que o Ceará não está tão forte para desprezar um empreendimento como esse". Contudo ele deixou claro que é importante promover um amplo debate. "É preciso trazer todos os segmentos para o debate. Não quero estabelecer o maniqueísmo de quem é a favor é do bem e quem é contra é do mal. É preciso dirimir equívocos e dúvidas, não deixar que a contra informação permeie", defendeu. Carlomano Marques pontuou que nenhuma casa será derrubada ou remanejada do bairro para que o estaleiro seja instalado, como segundo ele, estava sendo informado em panfleto distribuído na Praia do Titanzinho. O parlamentar ainda pondera que não haverá qualquer tipo de poluição para aquela área com a vinda do empreendimento. "Meu interesse é debater", acentuou. Requerimentos Assim como Carlomano Marques os deputados que se pronunciaram sobre o assunto também disseram ser totalmente a favor de uma discussão profunda sobre o assunto. Os deputados Heitor Férrer (PDT), Fernando Hugo (PSDB), Artur Bruno (PT) e o líder do Governo, deputado Nelson Martins (PT), já apresentaram requerimentos pedindo a realização de audiência pública para debater o estaleiro. A intenção é realizar a audiência antes do feriado do Carnaval. O deputado Luiz Pontes (PSDB) afirmou que é totalmente a favor em relação à vinda de um estaleiro sobre o Ceará, pois argumenta que o Estado não pode "se dar ao luxo de perder um empreendimento desse porte". Mas sobre a localização desse empreendimento, o tucano afirma que não tem opinião formada, por isso, a importância de um debate completo. O deputado Dedé Teixeira (PT) concorda que do ponto de vista econômico a vinda de um estaleiro para o Ceará é de extrema importância, contudo acredita que é preciso fazer um estudo sobre o impacto ambiental que um equipamento desse porte pode gerar. Já o vice-líder do Governo na Casa, deputado Roberto Cláudio (PHS) afirmou que o estaleiro não será bom somente para o Serviluz, que de acordo com ele, é um bairro esquecido pelas gestões do poder público, mas também atesta que será salutar para complementar a indústria do Estado. E o mais importante, ressalta, é estratégico para o Ceará devido a nova política industrial do Governo Federal que é fortificar a indústria naval. O deputado Artur Bruno (PT) destaca que a grande discussão que se pretende fazer não é pela vinda do estaleiro, mas sobre a sua localização. O governador Cid Gomes por reiteradas vezes disse que não há outro local no Estado. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
05 de fevereiro de 2010 |
| PORTO DO PECÉM | |
| Pecém vai ganhar novo portão de entrada | |
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Previsão é de que a medida seja implementada no próximo semestre, reduzindo atrasos e prejuízos
Berlim Todo ano, a história é a mesma: quando chega a época da safra, os empresários do agronegócio que comercializam seus produtos com o mercado exterior, em especial os da fruticultura, sempre reclamam da fila de caminhões que se forma em frente ao "gate" de entrada do porto, para vistoria da carga a ser escoada. Uma solução definitiva ainda não está em curso, mas uma medida que começará a ser implantada no terminal portuário no próximo semestre deverá desafogar, em parte, essa passagem, reduzindo os atrasos e, por consequência, os prejuízos dos empresários. De acordo com Waldir Frota Sampaio, assessor executivo e coordenador da área de Operações da Cearáportos - empresa que administra o terminal -, um novo portão começará a ser utilizado para a entrada de contêineres vazios, deixando a entrada principal apenas para aqueles com carga. "Só essa mudança reduzirá em 30% a 40% a movimentação no atual portão de entrada do porto", garante Sampaio. Hoje, um novo acesso, vindo pela praia e entrando pelo pátio de ar mazenamento, vem sendo utilizado para toda a movimentação decorrente das obras de ampliação do terminal, com a construção do Terminal de Múltiplo Uso (Tmut). Vazios Segundo o coordenador da Cearáportos, a partir do segundo semestre desse ano a entrada de vazios deverá ser feita por este acesso, dividindo espaço com as máquinas e caminhões envolvidos na obra do novo píer. Como o Tmut está previsto para ser entregue até dezembro deste ano, a partir daí, o acesso será exclusivo dos caminhões com contêineres sem carga, instalando-se, assim, o "gate" de vazios. "O vazio, apesar de estar sem carga, tem que passar por conferência do contêiner. O operador ainda analisa se existe alguma avaria, e isso toma tempo. Com o novo "gate", a movimentação no porto será facilitada", aponta. Como a safra começa em agosto, estendendo-se até dezembro, Sampaio, que está presente à Fruit Logística, em Berlim, acredita que a medida ainda não terá forte efeito para este ano, mas somente no próximo. Uma outra mudança que vai ocorrer, esta por determinação da Receita Federal, é que toda a parte de manutenção de contêineres vazios, feita dentro do terminal, deverá ser realizada em outro local. "A Receita determinou que a manutenção não pode mais ficar em área alfandegada. mas o local onde isso será feito ainda não está definido, quem vai decidir são os empresários", explica. A alteração deve ser feita em até dois anos. Pátio de cabotagem Uma área ainda sem utilização, face àquela onde está sendo armazenado provisoriamente o minério de ferro de Sobral para exportação, deverá ser o novo pátio de estocagem de contêineres para cabotagem (transporte entre os portos do país) do Porto do Pecém. A mudança é uma resposta à mesma determinação da Receita Federal, que exigiu, então, que toda a carga a ser exportada deve ficar isolada daquela que será enviada a outros estados brasileiros. Atualmente, todos os contêineres de carga cheia são estocados no mesmo pátio. De acordo com Sampaio, as obras do novo pátio, que incluem a terraplanagem da área e posterior cobertura com piso de concreto, estão estimadas em R$ 2,5 milhões. Apesar de só ser criado por conta da determinação da Receita - que vistoria as cargas de importação e exportação, deixando a cabotagem às vistas da Secretaria da Fazenda -, o novo pátio deverá trazer benefícios ao porto. "Ele vai aumentar a área de armazenamento para cabotagem e para importação e exportação. A cabotagem hoje possui espaço entre 12 e 15 mil metros quadrados, e passará, com o novo pátio, para 20 mil metros quadrados", justifica o assessor executivo da Cearáportos. A mudança deverá estar pronta em dois anos. EXPORTAÇÃO Diferencial do CE deve ser cada vez mais a logística Em 16 anos, o Ceará saiu de uma exportação de frutas equivalente a US$ 874 mil para 105,6 milhões. Ou seja, de uma posição insignificante (0,5% do total nacional na época), o Ceará hoje é o segundo maior exportador do Brasil. Esse crescimento, segundo o presidente do Instituto Frutal, Euvaldo Bringel, foi conseguido com investimentos em capacitação, tecnologia e atração de novos negócios. Entretanto, outros estados já têm conseguido alcançar isto. Para ele, portanto, o diferencial, cada vez mais, está na logística. A expansão do Porto do Pecém e os investimentos em melhores mecanismos de operação no terminal têm garantido a posição privilegiada do Ceará, mas, segundo Bringel, serão necessários ainda mais investimentos no terminal para atender às futuras demandas. "O Ceará construiu uma Petrolina em 16 anos. E, em cinco anos, o Ceará deverá dobrar a sua produção. O Tmut vai elevar em 50% a capacidade de armazenamento de contêineres, mas será preciso mais até esse período", diz. "O conhecimento que nós adquirimos na fruticultura todos os estados do Nordeste já têm alcançado. Todos já têm tecnologia de produção. Agora, na logística é que ´o bicho pega´", destaca. "Quem tiver as melhores condições logísticas, ganha o jogo", garante. Hoje, Petrolina, em Pernambuco, um dos maiores polos de fruticultura do País, exporta pelo Pecém ou por Suape, em seu próprio estado, já que da localidade a ambos os portos, a distância média é a mesma: 800 quilômetros. "Já quem produz no Ceará, tem uma distância que varia de 150 a 200 quilômetros de Pecém, então, estamos com mais mercados. Mas, para garantir isso, é preciso a logística adequada", diz. (SS) SÉRGIO DE SOUSA REPÓRTER* * O repórter viajou a Berlim a convite da Adece | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
05 de fevereiro de 2010 |
| ESTALEIRO | |
| Única área para navio de porte | |
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Para Cearáportos, análise técnica e de custos apontam apenas o Titanzinho como opção para o estaleiro
O litoral do Ceará não tem vocação natural para porto, o que dificulta a localização para um estaleiro. Esses equipamentos, que exigem acesso marítimo, devem ser situados em área de proteção natural, ou seja, livre da batida das ondas. "Observe que os portos do Mucuripe e do Pecém são em áreas artificiais", explica o presidente da Companhia de Integração Portuária do Ceará (Cearáportos), Erasmo Pitombeira, professor de engenharia hidráulica da Universidade Federal do Ceará (UFC). Pitombeira reforça o posicionamento do governador do Estado, Cid Gomes, de que a Praia do Titanzinho, no Serviluz, é o único lugar para receber o estaleiro Promar Ceará. O projeto é encabeçado pela PJMR, empresa que constrói o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco, hoje o maior do Hemisfério Sul. O Promar Ceará aguarda o resultado da licitação da Transpetro para construir oito navios gaseiros. Em vantagem neste certame, a empresa negocia preço com a estatal. O resultado deve sair ainda em fevereiro. "Para que se construa um estaleiro naqueles moldes [do projeto do Promar Ceará], com aquele tamanho, para a condição de construir navios gaseiros, com o calado e a tonelagem exigidas, só temos aquela área disponível", diz Pitombeira, em referência ao Titanzinho. O gestor cita algumas opções e explica porque não são viáveis. "Camocim não tem condição porque não tem acesso. Acaraú não tem condição porque tem uma embocadura (local onde o rio deságua no mar), o que não dá acesso. Mundaú tem embocadura. Pecém tem grande profundidade, acima de 15 metros. Não dá para aterrar essa profundidade. É caríssimo. Estaríamos estragando o filet em termos de área portuária. Não tem outro ponto de entrada. O problema da Barra do Ceará é a ponte", enumera. Pitombeira é enfático ao dizer que o Titanzinho é a única opção viável para receber o estaleiro do posto de vista da engenharia e de custos. "Esta é uma avaliação técnica", afirma. "É o único lugar disponível em relação aos valores que se imagina gastar para construir o estaleiro". Por outro lado, o presidente do IAB-CE (Instituto de Arquitetos do Ceará), Odilo Almeida, pondera: "Existindo uma alternativa de localização, mesmo com ônus maior, essa alternativa não pode ser descartada. Depois de todas as análises, se ficar claro que te m que ser no Titanzinho, teriam ser feitas intervenções urbanas no entorno para diminuir os impactos sociais". Pitombeira, da Cearaportos, minimiza os possíveis impactos ambientais, que, para ele, "não seriam problema". Ele ressalta que há o controle dos meios ambientais. Cita o Ibama, que, na sua opinião, "é muito rigoroso". "O Estudo ambiental é para isso. Faz uma matriz com o que é benefício e o que não é". Na análise do engenheiro, o que não for benefício poderá ser revertido com compensações". Com outro ponto de vista, o surfista e treinador da modalida, João Carlos Sobrinho, o Fera, fala em prejuízos ambientais e impacto no turismo, com a instalação de um estaleiro no Serviluz. Ele chama atenção para o desequilíbrio da cadeia alimentar, aumento no fluxo de sedimentos na corrente marítima e poluição. CAROL DE CASTRO REPÓRTER | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
05 de fevereiro de 2010 |
| PESCADORES IRREGULARES - CEARÁ | |
| 1.990 pescadores estão irregulares no Ceará | |
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Dos dias 9 a 11 deste mês, lagosteiros terão que atualizar lista de seus pescadores aptos ao seguro-defeso
O Ministério da Pesca suspendeu a carteira de 1.990 pescadores do Ceará por detectar distorções ao cruzar informações com os bancos de dados dos ministérios da Previdência e do Trabalho. Em todo o Brasil estão em igual situação 70 mil pescadores. Conforme o superintendente estadual do Ministério da Pesca e Aquicultura, Melquíades Ribeiro Carneiro, a notícia já está disponível no site do Ministério. A relação com os nomes dos pescadores suspensos no Ceará está afixada na sede da Superintendência. Segundo Carneiro, dentre os 1.990 pescadores em situação irregular existem casos que podem ser regularizados. "Se um pescador trabalhou com carteira assinada há 10 anos numa empresa e ela não deu baixa do seu desligamento no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o cruzamento de informações naturalmente evidenciará essa incompatibilidade. Em casos como esse, os pescadores devem nos procurar para que iremos orienta-los na solução do problema", assegura. Seguro-defeso Outra medida do governo Federal para atualizar as estatísticas sobre a atividade pesqueira no País é a declaração dos beneficiários do seguro-defeso. Entre os dias 9 e 11 de fevereiro os donos de embarcações de pesca de lagosta no Ceará terão que entregar na 7ª Região da Procuradoria Regional do Trabalho, avenida Padre Antônio Tomás 2110, a relação de nomes dos seus pescadores que estão aptos a receber o seguro-defeso. Os formulários para declaração dos beneficiários foram entregues na manhã de ontem, na sede da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (Seap) da Presidência da República. Na ocasião, representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Sine/IDT informaram aos permissionários sobre as novas regras para obtenção do seguro-defeso. A partir de 2010 não compete mais a colônias de pescadores fornecer a declaração com os nomes de quem atua na pesca da lagosta. A responsabilidade agora é dos permissionários de barcos lagosteiros. Segundo o procurador do Trabalho, Francisco José Parente Vasconcelos Júnior, a mudança se deve a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que alegou inconstitucionalidade do sistema vigente até o ano passado. "Pela Constituição nenhum trabalhador no Brasil é obrigado a se sindicalizar. E no entendimento do STF, as colônias de pescadores são similares às associações e sindicatos", explica. Para identificar os pescadores com direito ao benefício foi firmada parceria entre o Ministério Público do Trabalho e o Ministério Público Estadual para atingir todos os municípios cearenses. Só quatro municípios (Crateús, Juazeiro, Sobral e Limoeiro) possuem escritório do Ministério Público do Trabalho. Nos demais, o controle ficará sob a responsabilidade do Ministério Público Estadual. Segundo o procurador, entre as consequências legais da apresentação de declarações inverídicas estão a suspensão por dois anos do registro de pescador, a suspensão por cinco anos da permissão da embarcação, a devolução dos recursos apropriados indevidamente e o indiciamento judicial por crime de falsidade ideológica. No caso do seguro-defeso da piracema, os trabalhadores declararão responsabilidade jurídica pela comprovação de que atuou na captura das espécies protegidas. ÂNGELA CAVALCANTE REPÓRTER | |
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05 de fevereiro de 2010 |
| CARCINICULTURA | |
| MPA quer pacto pela carcinicultura | |
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A regularização dos viveiros de camarão é o primeiro passo apontado pelo MPA, para soerguer o setor no Brasil
Com produção em torno de 65 mil toneladas, por ano, de camarão de cativeiro, 35% a menos do que já que registrou no início desta década, o Brasil parte, enfim, em busca da solução dos conflitos ambientais, entre órgãos reguladores do meio ambiente, carcinicultores e pescadores, numa tentativa de soerguer o setor. Para tanto, o recém criado Ministério da Pesca e da Aquicultura (MPA) vem buscando reunir os diversos segmentos, para formulação de um pacto de cooperação que viabilize uma produção sustentável, mas sem agressões ao meio ambiente, a exemplo do que fez o Equador. Hoje, Rio Grande do Norte e Ceará são os maiores produtores de camarão do País, com produções de 27 mil e 22 mil toneladas, respectivamente. "O Equador foi um grande produtor, teve a sua produção de camarão praticamente dizimada, reduzida a 10%, mas conseguiu se reerguer por completo, a partir da regularização fundiária dos produtores", explicou o secretário de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura, do Ministério da Pesca (MPA), Felipe Matias. Para ele, esse é o caminho por onde deve trilhar o Brasil, que viu sua carcinicultura quase se acabar, diante de acusações de dumpping pelos Estados Unidos, da desvalorização do dólar frente ao real, da elevação dos custos de produção, decorrentes do aumento real do salário mínimo, além de enfermidades no camarão e problemas de meio ambiente. Em Fortaleza, onde participou na tarde de ontem, de palestra ministrada pelo Subsecretátio de Aquicultura do Equador, José Centanauro, Matias explicou que o Ceará e o Brasil têm muito a aprender com os carcinicultores equatorianos. "Eles vivenciaram e superaram os mesmos conflitos que hoje vivemos", disse Matias. "Primeiro, eles atacaram as enfermidades, com investimento em pesquisa e controle de doenças, porque não se acaba com as enfermidades, mas pode-se conviver com elas, a partir de ações de profilaxia", contou Matias. Daí, acrescenta, partiram para a regularização das terras e solução dos conflitos ambientais, o que, conforme disse, permitiu o Equador retomar a produção, estimada, hoje, em cerca de 165 mil toneladas, por ano. "Hoje o Equador se reergueu por completo, está fazendo um amplo programa de regularização dos produtores de camarão", confirmou José Centanauro. Ele conta que em seu país, áreas de até 80 hectares com granjas de camarão são consideradas pequenas propriedades enquanto no Brasil, são consideradas grandes criatórios. Para equacionar os problemas ambientais, explicou Centanaro, uma das ações do governo equatoriano, que antes cobrava até U$$ 5,2 mil, para regularização das terras, foi exigir contrapartidas de 5%, 10% e 20% das áreas dos viveiros, para fins de criação de mangues e correção dos impactos ambientais. Rede de Aquicultura No Brasil, aponta Matias, além de buscar mediações entre os diversos setores, o MPA está apoiando à formação da Rede de Aquicultura das Américas. Criada em junho passado, a entidade será formalizada no próximo dia 25 de março, em Brasília, com a adesão de 35 países membros, que agora se unem para desenvolver o setor. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
05 de fevereiro de 2010 |
| SUCESSÃO PRESIDENCIAL - CIRO GOMES | |
| Candidatura Ciro é legítima, diz Tarso Genro | |
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O ministro da Justiça, Tarso Genro, negou ontem que a candidatura do deputado Ciro Gomes à Presidência nas eleições de outubro possa fragilizar o desempenho da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff na campanha.
"É óbvio que queremos que ele (Ciro) esteja conosco desde o primeiro turno. Mas eu entendo que isso não implica em fragilização da candidatura de Dilma. Agora, sua presença junto da ministra fortaleceria a candidatura do governo", afirmou Genro, em evento da 33ª Caravana da Anistia A Comissão de Anistia, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Genro, no entanto, ponderou que considera legítima a pretensão de Ciro de concorrer ao Palácio do Planalto e ressaltou que o PT deve respeitar a sua vontade. "Não temos no campo da esquerda um partido monolítico que feche os demais". Depois de passar por um período de férias fora do país, Ciro retornou nesta semana às atividades legislativas no Congresso e reiterou sua pretensão de disputar as eleições presidenciais. Lula pretende conversar com o deputado para tentar convencê-lo a concorrer ao governo paulista para não dividir a base aliada na campanha presidencial. Genro também comentou que a escolha de Dilma para sucessão do presidente foi feita exclusivamente por Lula. A decisão, acrescentou o ministro, serviu para pacificar o partido em um momento em que não havia candidatos fortes para a disputa após ter se tornado público o escândalo do mensalão, em 2005. O ministro ainda negou que falte popularidade e simpatia à Dilma e avaliou que "ninguém consegue ter o mesmo carisma do presidente Lula". Sobre o impasse em torno do vice, Genro observou que caberá somente ao PMDB a escolha e assinalou que o PT não deve se manifestar sobre o assunto. O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), é o nome mais cotado no momento. Ele, contudo, tem sido preterido por algumas correntes do PT. No evento, Tarso Genro defendeu a punição de militares que cometeram crimes hediondos durante a ditadura militar (1964-1985). Segundo ele, não se trata de reaver o ódio e promover o revanchismo. "Queremos apenas afirmar e alertar o que aconteceu no passado para que não se repita novamente", afirmou Genro. A Caravana da Anistia foi criada em 2001 para julgar processos de reparação econômica por danos morais ou materiais. A comissão já julgou 55 mil processos, sendo 35 mil deferidos. Genro admitiu que o evento representa o ato final de sua permanência à frente da pasta. O ministro deixará o cargo na quarta-feira para disputar o governo do Rio Grande do Sul. Ele não quis revelar quem irá sucedê-lo. Disputam a vaga o secretário executivo do ministério, Luiz Paulo Teles Barreto, e o secretário geral do PT, deputado José Eduardo Cardozo (SP). Genro também negou divergências com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, em torno do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3), que entre suas principais diretrizes pretende criar a "comissão da verdade" para investigar violações e torturas praticadas no contexto da repressão política. Para Genro, as diferenças de opinião refletem um governo democrático e plural. "O presidente vai mediar a situação. De qualquer maneira, o decreto não vai ser revogado, mas ajustado conceitualmente, de forma que não ocorra mais divergências públicas", explicou. O PNDH despertou a ira das tropas militares, que divulgaram uma mensagem contra o programa, além de ter colocado em lados opostos Jobim e o ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
05 de fevereiro de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 - CIRO GOMES | |
| Tarcísio Holanda - Ciro não sai e ataca aliança PT-PMDB | |
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O deputado Ciro Gomes afastou, de forma categórica, a hipótese de ser candidato a governador de São Paulo, reafirmando a firme disposição de manter a sua candidatura. O ex-governador do Ceará observa que a sua exclusão da disputa presidencial importaria à ministra Dilma Rousseff correr o sério risco de ser derrotada, já no primeiro turno das eleições presidenciais, pelo seu adversário e candidato do PSDB a presidente da República, o governador de São Paulo, José Serra.
"Lula está errado ao querer que eu seja candidato a governador de São Paulo" Ciro Gomes Deputado federal Quem avisa... Ciro sustenta que a retirada de sua candidatura só interessa a José Serra e avisa que, inviabilizada sua candidatura a presidente da República, prefere abandonar a vida pública por certo período, explicando: "Para mim, a política não é meio de vida". A avaliação que Ciro faz da união de forças criada em torno da candidatura da ministra Dilma Rousseff e que se sustenta na aliança do PT com o PMDB, "tem moral frouxa". Ciro acredita que a coligação PT-PMDB é um "roçado semeado de escândalos" e que muitos acontecimentos nada edificantes ainda deverão acontecer, em breve". O golpista Zé Dirceu O ex-ministro não enxerga com bons olhos a intensa articulação política em que voltou a se envolver o ex-todo-poderoso-chefe da Casa Civil de Lula, José Dirceu, que acaba de ser reentronizado no PT. Classificou de golpista a ação a que se entrega Dirceu, dentro do PT, como que o identificando como um dos principais articuladores da retirada de sua candidatura. Ciro contou que José Dirceu o procurou para uma conversa, mas ele mandou dizer que estava "ocupado". Quando se indaga em que ele estaria tão ocupado, Ciro diz que estava simplesmente "de férias". Firmeza Já não podem pairar dúvidas sobre a firmeza de Ciro quanto à sua permanência no páreo presidencial. Indaga-se se o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, resistirá à pressão de Lula pela retirada da candidatura de Ciro. Até agora, o governador de Pernambuco tem demonstrado firmeza na defesa dessa candidatura. Tanto que, coincidência ou não, Lula teve a crise hipertensiva depois de um almoço com o governador de Pernambuco, quando o assunto foi longamente debatido. Lula continua convencido de que a eleição presidencial deve ser plebiscitária. Plebiscito O atual presidente quer comparar seu governo ao de seu antecessor, o tucano Fernando Henrique Cardoso, para exibir diferenças marcantes que o favoreceriam. Deseja fazer um paralelo definitivo entre a atitude do governo Fernando Henrique Cardoso e a de seu governo em face de crises conhecidas - a do final da década de 90, quando caiu Chico Lopes da presidência do Banco Central, em circunstâncias suspeitas, e FHC recebeu 47 bilhões de dólares do FMI, e a crise financeira internacional que acaba de sacudir os Estados Unidos (o colapso dos financiamentos habitacionais). Diferenças Diante da crise dos anos 90, Fernando Henrique reduziu a oferta de crédito, conteve o investimento e o consumo e promoveu o aumento de impostos e dos preços administrados". Em sua mensagem, na reabertura do Congresso, o presidente Lula observa que seu governo enfrentou a crise mundial aumentando a oferta de crédito dos bancos públicos, ampliando os investimentos (Programa de Aceleração do Crescimento) e os programas sociais, desonerando importantes ramos da economia e renegociando as dívidas contraídas pelo setor privado para a sobrevivência das empresas. Lula acredita que lhe favorece o paralelo entre os dois governos - o seu e o do tucano Fernando Henrique Cardoso. E está disposto a levar para as ruas os dois balanços, lembrando que, nos oito anos de sua administração, foram oferecidos 11 milhões e 800 mil empregos, 596 mil bolsas universitárias (Prouni) e o programa Minha Casa, Minha Vida já resultou na contratação de 248 mil habitações. Não há dúvida de que, sob seu governo, o país conheceu inegáveis mome ntos de expansão econômica, a ponto de ser saudado pela imprensa mundial como a nova potência econômica. A quem interessar Essa comparação serve aos interesses do presidente Lula, não aos de José Serra e da oposição. Tanto que o governador de São Paulo, atento para o alto nível de popularidade de Lula, evita partir para o confronto com ele. Quanto a Ciro Gomes, tudo indica que permanecerá. Ainda não se sabe se isolado no PSB ou se conseguirá atrair outros partidos para a sua candidatura. Enfim, Ciro ainda é uma incógnita. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
05 de fevereiro de 2010 |
| MISSÃO NA ALEMANHA | |
| Missão do Sebrae vê logística na Europa | |
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Berlim Uma missão nacional do sistema Sebrae, integrada por 18 técnicos de vários estados, incluindo o Ceará, está na Alemanha mantendo contatos com empresas de logística de transporte e de redes de distribuidores da Europa para identificar novas oportunidades que possam ser apropriadas pelos pequenos empresários brasileiros. Raimundo Reginaldo Braga, assessor técnico da diretoria do Sebrae do Ceará, informou ao Diário do Nordeste que a missão já visitou o Porto de Rotterdam, na Holanda, detendo-se na operação das empresas de logísticas. Lá, os técnicos do Sebrae visitaram também redes de supermercados, potenciais compradores de produtos de micro e pequenos empreendedores do Brasil. Na Fruit Logística, que se realiza em Berlim, o time de técnicos do Sebrae dividiu-se para contatar as empresas internacionais da área de logística, buscando conhecer novos conceitos e tecnologias, adequando a instituição às exigências do mercado globalizado.
Reginaldo Braga revelou que a equipe de técnicos do Sebrae viajará amanhã para Frankfurt, onde cumprirá agenda de visitas a empresas locais. No próximo dia 9, os técnicos do Sebrae irão para Londres, onde, durante dois das, farão visitas a empresas do Reino Unido. "Além de adquirirmos novos conhecimentos, estamos também identificando, nesta viagem, as características de cada mercado. E já observamos algumas diferenças, principalmente por parte do consumidor europeu, que agora está a exigir frutas frescas que possam ser consumidas rapidamente. Orgânicos certificados Por exemplo: ele não quer comprar mais o melão inteiro, mas uma porção dele já pronta para consumir enquanto caminha na rua", disse o assessor técnico do Sebrae. Os técnicos do Sebrae constataram, igualmente, que os produtos orgânicos certificados ganham rapidamente mais espaço nas gôndolas dos supermercados de grandes redes internacionais. "Isto tanto é verdade, que já há gôndolas de vinhos produzidos de uvas orgânicas", finalizou Reginaldo Braga. DIVERGÊNCIAS DE INTERESSES Brazil Fresh Produce rompe com Ibraf Em reunião com o diretor de fruticultura da Apex, a nova associação informou que ´não estará´ com o instituto Berlim Menos de 24 horas depois de constituírem a Brazil Fresh Produce, sua nova associação, os controladores e executivos das 10 empresas fundadoras da entidade reuniram-se com o diretor da área de fruticultura da Agência de Promoção de Exportações (Apex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Marcos Soares, ao qual disseram: "Onde estiver o Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), nós não estaremos". O Ibraf cindiu-se e acaba de perder algumas das maiores empresas de frutas do País. O diretor da Apex declarou-se preocupado com a situação criada pela fundação da nova entidade. Falando com exclusividade ao Diário do Nordeste, Marcos Soares explicou que, há 12 anos, a Agência de Promoção de Exportações trabalha com o Ibraf para dinamizar as vendas de frutas para o estrangeiro. "Vamos ter dificuldades agora", disse ele. Durante a reunião com os associados da Brazil Fresh Produce, Marcos Soares foi informado de que o atual presidente do Ibraf, Moacyr Fernandes, no cargo há mais de 10 anos, tem conduzido sua gestão na direção contrária à dos interesses dos produtores de frutas. Ele "privilegia a indústria e descarta os fruticultores", como declarou, em discurso inflamado, o secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte e produtor e exportador de melão, Cipriano Segundo. O que mais surpreendeu o diretor da Apex foi o estande que a nova associação dos exportadores brasileiros de frutas instalou na Fruit Logística, em Berlim. O estande ocupa um grande espaço no Hall 25 do Berlim Messe e nele, todas as empresas montaram micro escritórios para fazer negócios com os importadores europeus. Marcos Soares também ficou surpreendido com a informação de que, dentro de mais 60 dias, o número de associados da Brazil Fresh Produce deverá dobrar. (ES) EGÍDIO SERPA COLUNISTA | |
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| O ESTADO |
05 de fevereiro de 2010 |
| SINDUSCON | |
| Economia - SINDICATO DA CONSTRUÇÃO CIVIL | |
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Por Rubens Frota
Será encerrada hoje a primeira turma da oficina Construção Virtual, que marca o início da oitava edição do Programa Qualidade de Vida na Construção (PQVC). Os projetos desenvolvidos pelos operários durante a oficina serão publicados na internet, na página do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE). Ao final da primeira oficina, uma comissão irá escolher o melhor projeto, cujo autor será premiado com um notebook. SELEÇÃO DO MELHOR PROJETO HOJE A oficina Construção Virtual oferece aos operários a oportunidade de adquirir os conhecimentos básicos de leitura, projeção e construção da planta baixa de um imóvel usando os recursos do BrOffice Draw. Ela aborda desde a divisão dos cômodos, através do design interno da casa, até a colocação de mobílias, de forma que os alunos explorem as ferramentas do software e estendam, virtualmente, a noção do plano ao espaço. | |
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| O ESTADO |
05 de fevereiro de 2010 |
| SINDUSCON - PACOTE HABITACIONAL | |
| Ceará perde recursos do Minha casa, Minha vida | |
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O Programa Minha Casa, Minha Vida no Ceará vai de mal a pior, porque recursos destinados à construção de unidades populares estão indo para outros Estados devido Fortaleza não corresponder com as exigências de saneamento básico da Caixa Econômica Federal.
A observação é do vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon), Heitor Studart, lembrando que Fortaleza tem 47% de saneamento básico e exigência da CEF é de no mínimo 50. Segundo ele, o Centro de Feiras que está sendo lançado agora perto do Centro de Convenções não tem saneamento. "O programa Minha Casa, Minha Vida, não deslancha no Ceará, principalmente Fortaleza, porque a exigência de saneamento só existe nos terrenos mais caros que não é o objetivo do programa que é na área popular", adverte. Lembra que recursos do Ceará do programa foram transferidos para Maranhão e Bahia. O dinheiro que saiu daqui do programa para esses estados foi da ordem de R$ 70 milhões, o que equivalia à construção de 30 mil unidades. Informa que até hoje no Ceará o programa só contratou quatro projetos que significam mil unidades enquanto o projeto previa 250 mil. Ele informa que a Caixa Econômica tem 70 projetos em análises, mas que eles esbarram nas condições dos terrenos que não atendem as exigências de saneamento. Ele foi à Brasília participar de reunião da Confederação Nacional da Indústria e da Câmara da Indústria da Construção para discutir os problemas do Ceará no Programa Minha Casa, Minha Vida. | |
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| O POVO |
05 de fevereiro de 2010 |
| SINDITÊXTIL | |
| Congresso | |
| O presidente do Sindicato da Industria Têxtil do Ceará (Sinditêxtil), Ivan Bezerra Filho, fez ontem palestra sobre Tendências e sua Aplicabilidade com Produtos Têxteis do Ceará. Na ocasião, foi feito o lançamento oficial do XXIV Congresso Nacional de Técnicos Têxteis e Maquintex 2011. | |
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| O POVO |
05 de fevereiro de 2010 |
| EMPREGO FORMAL | |
| Número de empregos nas pequenas empresas cresce 103% | |
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Em 2008, o Ceará empregou 1,29 milhão de pessoas em pequenas empresas. Na comparação com 1989, segundo o Ipea, o aumento foi de 103%
A atendente de caixa é o primeiro emprego de Soraia Barbosa. Ela trabalha há um ano e um mês com carteira assinada no mercadinho Mesa Farta no bairro Parangaba e tudo que aprendeu na profissão até agora foi com a prática diária. Segundo ela, trabalhar em uma microempresa é bem melhor que começar em um lugar já estabelecido. ``Eu acho que é melhor porque a gente consegue conhecer mais pessoas, consegue fazer mais amizade. Em uma empresa grande eu acho que não conseguiria``, explicou. O mercadinho existe há 16 anos e emprega mais dez pessoas. A empresa possui outra filial também na Parangaba com doze funcionários. Como Soraia, 1,29 milhão de pessoas estavam empregadas em pequenas empresas em 2008. O número, que consta no estudo ``Atualidade e perspectiva das ocupações nos pequenos empreendimentos no Brasil`` do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), representa um aumento de 103% se compararmos a 1989, quando havia 637,08 mil empregados nesse tipo de empresa. O nível de empregos do Ceará representa 4,3% do total de postos de trabalhos gerados no País em 2008 (38,4 milhões), percentual parecido com o observado em 1989 (4,4%). Apesar do aumento do número de empregados, o valor médio recebido em salário reduziu. Em 1989, o valor era de R$ 503,1, enquanto em 2008 a média caiu para R$ 496. O estudo aponta ainda que, com relação à distribuição da massa de rendimentos, o Ceará continua com um percentual muito pequeno (2,2%), mas com pequena diferença de outros estados do Nordeste, como Bahia (3,9%), Pernambuco (2,5%) e Paraíba (1,2%). O presidente do Ipea, Marcio Pochmann explicou que entre as regiões há uma disparidade entre o nível de ocupação e o percentual de renda. Enquanto no Nordeste há 28,2% dos empregados, a renda total representa apenas 16,3%. No Sudeste, ao contrário, enquanto o percentual de empregados é de 39,6%, a renda sobe para 45,4%. Ele atribui a diferença ao baixo nível de escolaridade dos trabalhadores. Em 2008, o Brasil registrou a presença de 92,4 milhões de ocupados. Desse total, 60,8 milhões (65,8%) estavam submetidos ao emprego assalariado, sendo 40,1 milhões com carteira assinada (66%) e 20,7 milhões sem contrato de trabalho formal (34%). Entre as empresas do setor privado, 38,4 milhões de ocupados pertenciam a empreendimentos com até dez ocupações, equivalendo a 54,4% de todos os postos de trabalho e a 57,2% do total da massa de rendimento. Apesar disso, somente 29,4% do total das vagas em negócios com até dez ocupados encontravam-se submetidos a algum grau de proteção pela atual legislação social e trabalhista. No segmento de pequenos empreendimentos (de até dez postos de trabalho), as ocupações se dividiam em 18,7 milhões de trabalhadores por conta própria (48,7%), em 16,5 milhões de empregados assalariados (43%) e em 3,2 milhões de empregadores (8,3%). Enquanto os empregados em pequenos negócios representavam 27,1% do total de trabalhadores assalariados do País, os empregadores respondiam por 78% do total de empresários e os postos de trabalho por conta própria eram pequenos negócios. EMAIS 1. Segundo o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, a escolha por 1989 como referência diz respeito às características próprias daquele ano. ``É um ano que está se tornando referência. É um ano interessante representou a implantação da Constituição Federal de 1988, um ano de problemas em termo de inflação, um ano de organização fiscal``, explicou durante coletiva à imprensa que foi transmitida ao vivo pelo site do Instituto 2. A análise das micro e pequenas empresas é referente ao aumento de participação do setor. ``Nós observamos uma presença crescente dos pequenos empreendimentos em termo de ocupação e renda e também no número de empresas``. Boa opção "Eu acho que é melhor. É menos puxado. A amizade é muito boa``, explicou a repositora Antonia Rejane Alves sobre as vantagens de trabalhar em uma pequena empresa. Trabalhando há um ano e quatro meses em um mercadinho, ela não troca a vaga por outra empresa maior. ``Eu espero ficar aqui muito tempo``, declarou. | |
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