Fortaleza, CE - sábado, 27 de fevereiro de 2010

AIRM - ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- Estaleiro: uma necessidade estratégica
- Posição de Macêdo
- Vertical - Tasso e um pinheiro de natal antecipado
- Lêda Maria - Em noite prestigiadíssima...
- Lêda Maria - Apoiando
- Fiec - Sindcafé
- Fiec: estaleiro é necessidade estratégica

ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL
- Cid quer área de lazer na Praia Mansa

ADMINISTRAÇÃO FEDERAL
- Lula diz que segunda fase do PAC terá mais 1 milhão de casas

AGRICULTURA
- Perímetros receberão incubadoras

CIC
- Regina Marshall - Uma mulher no comando

CIÊNCIA E TECNOLOGIA
- Vertical S/A - Incuba

COMBUSTÍVEL
- Virada pró-agroenergia

COMÉRCIO EXTERIOR
- Flores para conquistar o mercado

COMÉRCIO EXTERIOR - CEARÁ
- Operação poderá abrir caminhos

ECONOMIA
- ATIVOS - Strauss-Kahn, do FMI, vê risco de bolha no mercado brasileiro
- Baixa renda também contemplada

EMPRESARIADO
- Vertical S/A - Ivens: mais importante que ser dono é perpetuar empresa

EMPRESAS: MICRO-PEQUENA-MÉDIA
- MPE: mais crédito na praça

FEDERAÇÕES DAS INDÚSTRIAS (BRASIL)
- Skaf prepara saída da Fiesp e volta a criticar bancos

HABITAÇÃO
- Egídio Serpa - Livre Mercado

INDÚSTRIA
- INDÚSTRIA: RECUPERAÇÃO DA DEMANDA EXTERNA FOI INTERROMPIDA NESTE MÊS
- Nível de otimismo dos empresários bate recorde

INDÚSTRIA DO MOBILIÁRIO
- Vertical S/A - MARCO NOS MÓVEIS

INDUSTRIALIZAÇÃO - CEARÁ
- Egídio Serpa - No Ceará, sulista prefere sulista

INFRA-ESTRUTURA
- Companhia Docas nega precariedade
- Petistas acertam defesa do projeto
- Egídio Serpa - Têm e querem mais
- Egídio Serpa - Suape: 600 ha para estaleiros

MEIO AMBIENTE
- Mil pedidos para licenças tramitam na Semace

POLÍTICA
- Tasso não descarta ser vice de Serra
- PR admite que não terá apoio tucano

SINDICATO
- Estado projeta centro comercial de rochas
- Vaivém - Dentro do prazo

TRABALHO
- Registro sindical
- O Congresso Nacional deve aprovar projeto que reduz a jornada de trabalho semanal?
- O Congresso Nacional deve aprovar projeto que reduz a jornada de trabalho semanal?


O POVO

27 de fevereiro de 2010

 
ESTALEIRO DO CEARÁ
Estaleiro: uma necessidade estratégica
O debate sobre a construção de um estaleiro na Praia do Titanzinho precisa considerar, antes de tudo, a importância estratégica desse projeto para o desenvolvimento do Ceará. Não pode haver qualquer dúvida sobre a sua necessidade. Eventuais carências no projeto apresentado não devem ser apontadas como obstáculos à sua execução, mas apenas como tarefas a serem cumpridas para a sua viabilização, de modo a minimizar qualquer impacto negativo sobre a vida da cidade. A dimensão estratégica a que me refiro decorre, entre outros, do fato de que 95% do comércio mundial é realizado por via marítima ou por hidrovias, dependendo, portanto, da produção contínua de navios dos mais variados portes e tipos. Essa relevância torna-se assustadora quando se observa que mais de 70% da produção mundial de navios está concentrada na pequena área geográfica circunscrita ao litoral chinês, sul-coreano e japonês.

Na economia naval do mundo, o Brasil representa hoje menos de 1%, o que significa que existe um enorme potencial para a indústria de construção de navios no nosso País e, nela, o Nordeste, enquanto esquina continental, tem tudo para ocupar uma posição de destaque. Para se ter uma ideia da consistência desta oportunidade, basta que se considerem as estimativas de investimentos em navios relacionados à indústria petrolífera, no montante de cerca de R$ 20 bilhões, com garantia de utilização de pelo menos 65% de componentes nacionais na fabricação dessas embarcações.

Para nós, cearenses, iniciar imediatamente o desenvolvimento de uma indústria naval com um estaleiro de médio porte é lançar uma plataforma de integração com o projeto da siderúrgica do Pecém. Se fizermos o uso correto do tempo, agilizando a construção do estaleiro do Titanzinho, quando a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) estiver na segunda etapa do seu projeto, tendo evoluído da produção de placas para a de chapas de aço, já estaremos preparados para avançar no processo de construção naval, em outros pontos do nosso litoral, fabricando navios de grande porte. Quando isto ocorrer já teremos o domínio de parte da tecnologia e mão de obra qualificada.

Em apresentação feita na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), no dia 18 de fevereiro, pelo presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Antônio Balhmann, os industriais cearenses tiveram a oportunidade de conhecer dados e fundamentos que justificam o propósito do governador Cid Gomes, quando defende, com muita determinação, que o Ceará não pode perder a oportunidade de construção desse estaleiro na Praia do Titanzinho, sobretudo porque, diante das demandas do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef ), da Petrobras, os investidores estão prontos para concretizar o empreendimento.

É certo que teremos que encontrar soluções para a mobilidade urbana, pois além das interferências que advirão do estaleiro teremos aquelas resultantes do aumento do fluxo do turismo por via marítima, decorrente da construção da nova estação de passageiros, e do maior volume de cargas, por conta do natural crescimento das exportações e importações, através do Porto do Mucuripe.

Do ponto de vista do turismo, do meio ambiente e do visual da nossa Fortaleza, não teremos prejuízos insuperáveis com a construção do estaleiro do Titanzinho. Pelo contrário, a pujança de indústrias limpas em uma cidade pode ser bem vista pelos que nela moram e pelos que a visitam. Além disso, a construção do estaleiro enseja que Estado e Município se unam em ações de urbanização que resolvam os graves problemas há tanto tempo sofridos pela comunidade do Serviluz.

Roberto Macêdo - Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec)

TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

27 de fevereiro de 2010

 
ESTALEIRO
Posição de Macêdo
Estaleiro é necessário, afirma Fiec.
TOPO

O POVO

27 de fevereiro de 2010

 
POSSE NO CIC
Vertical - Tasso e um pinheiro de natal antecipado
Depois do governador Cid Gomes (PSB), eis que o senador Tasso Jereissati PSDB) acabou ganhando mais elogios oriundos do olimpo estadual. Dessa vez, do vice-governador petista Francisco Pinheiro. Ao falar na noite da última quinta-feira no ato de posse de Roseane Medeiros como presidente do CIC, em clima de Fiec lotada, Pinheiro parabenizou Tasso pela ``postura de oposição vigilante`` que ele está adotando no Senado como fez no passado o PT. O vice-governador considerou importante o papel desempenhado por Tasso que, ao ouvir tal loa, fez cara de surpresa. Também com surpresa reagiram lideranças políticas que estavam na cerimônia como a prefeita Luizianne Lins (PT), o ex-governador Lúcio Alcântara e Heitor Férrer, opositor cidista na Assembleia, que não poupou: ``Hum, parece que baixou o espírito do Cid no Pinheiro``.

PORTA ABERTA
Do senador Tasso Jereissati, ao ler nesta Vertical loas (``O maior político vivo do Ceará``) que ganhou de Cid Gomes: ``O Cid tem sido extremamente cordial e generoso. Acho ele um governador bem intencionado, que faz gestão correta, mas, às vezes, as circunstâncias nos levam a caminhos diferentes. Por isso, temos que avaliar o quadro até o fim do mês``.
TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

27 de fevereiro de 2010

 
POSSE NO CIC
Lêda Maria - Em noite prestigiadíssima...
...a nova diretoria do Centro Industrial do Ceará tomou posse, quinta-feira última, no auditório Waldir Diogo, na Casa da Indústria. O grupo liderado por Roseane Medeiros reúne muitos líderes que elegeram o empreendedorismo e o amor ao Ceará como credo e compromisso

A posse de...

...roseane medeiros à frente do Centro Industrial do Ceará (CIC), noite da quinta-feira última, na Casa da Indústria, foi marcada pelas muitas presenças de personalidades dos meios político e empresarial, que lotaram o auditório Waldir Diogo. Compondo a mesa, os senadores Tasso Jereissati e Patrícia Saboya, o vice-governador Francisco Pinheiro, a prefeita Luizianne Lins e os presidentes da Fiec e da Câmara Municipal de Fortaleza, Roberto Macêdo e João Salmito Filho, mais Gony Arruda, Tin Gomes, Adauto Bezerra, Lúcio Alcântara e Jorge Parente.

Primeira mulher a assumir o comando da entidade, Roseane enalteceu os familiares e a contribuição deles para sua formação como mulher empreendedora. Em especial ao pai, o saudoso Marcílio Browne de Oliveira. "Reconheço que, se hoje estou aqui, assumindo a presidência da entidade, devo a ele, além de algumas características genéticas, uma enorme rede de relacionamentos que me transferiram a amizade e o afeto que lhe dedicavam".

Concluindo, ainda ressaltou a importância da sustentabilidade para tornar os cidadãos mais otimistas. "Afinal, não é a felicidade o nosso objetivo maior nessa vida?", indagou.

Passarelas

Políticos sabem bem o peso do CIC. Noite da posse cercaram os seus integrantes os senadores Tasso Jereissati e Patrícia Sabóia; o vice-governador Francisco Pinheiro; a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, o presidente da CMF Salmito Filho e o deputado Gony Arruda. Mais Lúcio Alcântara, Adauto Bezerra e vereadores.

Vice-governador ao falar à platéia do CIC jogou lantejoulas em Tasso dizendo" É importante senador que haja oposição ao governo Lula. O sr. faz isso muito bem, te m sido permanentemente, um vigilante, às nossas ações. Isso mostra a sua força política e o seu direito de opinar"... Aplausos, invadiram.

Muitas lideranças presentes ao evento, inclusive o ex-presidente do Centro Industrial, Fernando Cirino Gurgel, acompanhado de companheiros antigos da entidade. Presidente da Fiec Roberto Macedo e muitos diretores souberam valorizar a festa.

TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

27 de fevereiro de 2010

 
POSSE NO CIC
Lêda Maria - Apoiando
Beto e Ana Studart com a nova presidente do CIC, Roseane Medeiros. O casal integrou-se aos muitos que foram à Fiec levar os votos de mais prosperidade, entusiasmo e ação à nova diretoria de uma das mais importantes entidades cearenses, integrada à política industrial

TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

27 de fevereiro de 2010

 
SINDCAFÉ
Fiec - Sindcafé
Fiec - Sindcafé

TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

27 de fevereiro de 2010

 
ESTALEIRO
Fiec: estaleiro é necessidade estratégica
Presidente da entidade decidiu apoiar a constru- ção do estaleiro no Titanzinho e apresentou as oportunidades

Fiec bate o martelo e apoia a construção do estaleiro Promar Ceará na Praia do Titazinho. A decisão foi anunciada ontem pelo presidente da entidade, Roberto Macêdo, e circula nesta segunda-feira, na Revista da Fiec. O posicionamento define o que se esperava no último dia 18 deste mês, quando o presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Antônio Balhmann, apresentou o projeto do empreendimento aos industriais ligados à Fiec.

Naquele dia, o setor industrial permaneceu sem convicção para apoiar a obra.

Ontem, no entanto, Roberto Macêdo expressou sua opinião e apresentou argumentos para defender o estaleiro como "uma necessidade estratégica". O empresário observou que o debate sobre a construção de um estaleiro na Praia do Titanzinho precisa considerar, antes de tudo, a importância estratégica desse projeto para o desenvolvimento do Ceará. "Não pode haver qualquer dúvida sobre a sua necessidade", esclareceu seu comunicado. "Eventuais carências no projeto apresentado não devem ser apontadas como obstáculos à sua execução, mas apenas como tarefas a serem cumpridas para a sua viabilização, de modo a minimizar qualquer impacto negativo sobre a vida da cidade".

Oportunidade

Para ele, a dimensão estratégica decorre, entre outros, do fato de que 95% do comércio mundial é realizado por via marítima ou por hidrovias, dependendo, portanto, da produção contínua de navios dos mais variados portes e tipos. "Essa relevância torna-se assustadora quando se observa que mais de 70% da produção mundial de navios está concentrada na pequena área geográfica circunscrita ao litoral chinês, sul-coreano e japonês", colocou. "Na economia naval do mundo, o Brasil representa hoje menos de 1%, o que significa que existe um enorme potencial para a indústria de construção de navios no nosso País e, nela, o Nordeste, enquanto esquina continental, tem tudo para ocupar posição de destaque. Para se ter uma ideia da consistência desta oportunidade, basta que se considere as estimativas de investimentos em navios relacionados à indústria petrolífera, no montante de cerca de R$ 20 bilhões, com garantia de utilização de pelo menos 65% de componentes nacionais na fabricação dessas embarcações".

De acordo com o gestor, iniciar imediatamente o desenvolvimento de uma indústria naval com um estaleiro de médio porte significa lançar uma plataforma de integração com o projeto da siderúrgica do Pecém. "Se fizermos o uso correto do tempo, agilizando a construção do estaleiro do Titanzinho, quando a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) estiver na segunda etapa do seu projeto, tendo evoluído da produção de placas para a de chapas de aço, já estaremos preparados para avançar no processo de construção naval, em outros pontos do nosso litoral, fabricando navios de grande porte. Quando isto ocorrer já teremos o domínio de parte da tecnologia e mão-de-obra qualificada". Macêdo ressaltou que o governador Cid Gomes defende, com determinação, que o Ceará não pode perder a oportunidade de construção do estaleiro no Titanzinho, sobretudo porque, diante das demandas do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), da Petrobras, os investidores estão prontos para concretizar o empreendimento.

Ele destacou ainda que "é certo que teremos que encontrar soluções para a mobilidade urbana, pois além das interferências que advirão do estaleiro, teremos aquelas resultantes do aumento do fluxo do turismo por via marítima, decorrente da construção da nova estação de passageiros, e do maior volume de cargas, por conta do natural crescimento das exportações e importações, através do Porto do Mucuripe".

O presidente da Fiec reconheceu também que "do ponto de vista do turismo, do meio ambiente e do visual de Fortaleza, não teremos prejuízos insuperáveis com a construção do estaleiro do Titanzinho. Pelo contrário, a pujança de indústrias limpas em uma cidade pode ser bem vista pelos que nela moram e pelos que a visitam. A construção do estaleiro enseja que Estado e Município se unam em ações de urbanização que resolvam os graves problemas sofridos pela comunidade do Serviluz".

Sem obstáculos

"Eventuais carências no projeto apresentado não devem ser obstáculos à execução"
"Na economia naval do mundo, o Brasil representa hoje menos de 1%"
"Estaleiro enseja que Estado e Município se unam em ações de urbanização"
"É certo que teremos que encontrar soluções para a mobilidade urbana"

Roberto Macêdo
Presidente da Fiec

Cessão depende de licitação

Pelo menos mais duas "pedras" no meio do caminho, ou seja, no meio da Praia do Titanzinho terão de ser transpostas pelo governo do Estado, para viabilizar a instalação do Estaleiro Promar Ceará, no bairro do Serviluz: a concessão de uma nova licença ambiental pelo Ibama e a realização de uma licitação para cessão da área do empreendimento para o Estado e para o dono do projeto, no caso a Promar Ceará. Além, claro, da anuência da Prefeitura de Fortaleza, como já a visou a prefeita Luizianne Lins, e da aceitação da comunidade local.

As observações são do superintende do Patrimônio da União no Ceará (SPU), Clésio Jean de Almeida Saraiva, para quem o governo do Estado já deveria ter solicitado a realização, pelo Ibama, dos estudos de impactos ambientais do empreendimento na área do Serviluz e na cidade de Fortaleza.

Licença prescreveu

Segundo ele, o licenciamento ambiental apresentado pela Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece) já prescreveu, há mais de 20 anos. Além disso, explica, o licenciamento de que o Estado dispõe é para expansão do Porto do Mucuripe, um organismo público, do governo do Estado e não para a implantação de um empreendimento privado.

De acordo ainda, com Jean Saraiva, como trata-se de uma cessão de área pública para a construção de um empreendimento privado, a lei federal exige a realização de uma licitação pública, sem a qual nenhum terreno ou bem público pode ser cedido. "Como se vai privatizar uma área pública, deve-se fazer uma licitação a ser promovida pela SPU. Saraiva explicou que a SPU estuda a possibilidade de cessão, a pedido do presidente da Adece, Antônio Balhmann, que o procurou, a cerca de duas semanas, para saber como esse processo pode se dar.

"Ele (Balhmann) nos procurou, mas ainda nos falta saber detalhes do projeto, como área específica, área do aterro hidráulico, localização, o EIA-Rima etc., para que comecemos os estudos", explicou o titular da SPU. De acordo com ele, somente após o licenciamento ambiental serão iniciados os estudos para se verificar a viabilidade da licitação da área.

Brecha na lei

O superintendente da SPU informou ainda que há uma tese de que a cessão pode até ser feita, sem a realização de licitação, no caso do Estado entrar como sócio do empreendimento. "Essa é uma possibilidade, uma brecha na lei que iremos estudar, mas não antes de termos as licenças ambientais definidas", acrescentou Saraiva. Ressaltou que independentemente do tipo de cessão, ela será onerosa para o beneficiário.

COM EMPREENDIMENTO
Ciro defende acesso à indústria naval

Pré-candidato declarado à Presidência da República, o deputado federal Ciro Gomes defendeu ontem, com veemência, a instalação do Estaleiro no Serviluz. Ele ressaltou a oportunidade de geração de empregos na área e de incremento tecnológico do Estado, com a implantação da indústria naval no Ceará.

"Avalio essa discussão com muita preocupação, porque a indústria naval brasileira está sendo retomada com uma força extraordinária. "É uma indústria que adensa mão-de-obra de forma bastante volumosa e que não gera impactos negativos", porque os insumos chegam pelo mar", respondeu. Ele criticou quem aponta a quebra de identidade cultural da comunidade do Titanzinho, caso o estaleiro seja instalado lá. "E ai? Vamos deixar todos que essa identidade pobre, doente, sofrida para sempre? Que identidade é essa que querem preservar?, questionou Ciro Gomes, lembrando que as últimas benfeitorias feitas no bairro foram em seu governo. (CE)


CARLOS EUGÊNIO
REPÓRTER

TOPO

O POVO

27 de fevereiro de 2010

 
PRAIA MANSA
Cid quer área de lazer na Praia Mansa
A Praia Mansa, uma faixa de areia próximo ao porto do Mucuripe, é o novo ponto de discórdia entre Prefeitura e Governo

Henrique Araújo
henriquearaujo@opovo.com.br

Governo do Estado e Prefeitura parecem mesmo haver declarado guerra. O novo objeto de disputa envolvendo Cid Gomes e Luizianne Lins é uma área de praia formada por um dos espigões da praia do Titanzinho e o Porto do Mucuripe. São aproximadamente 14 hectares e apenas um quilômetro de faixa de areia. E um nome aprazível: Praia Mansa. O POVO apurou que tanto Governo quanto Prefeitura têm projetos parecidos para o mesmo espaço: uma área de lazer.

Em visita à construção da barragem do rio Maranguapinho, na última terça-feira, 23, Cid confirmou ter solicitado à Secretaria Especial dos Portos a região da Praia Mansa, no litoral de Fortaleza. Enquanto inspecionava as obras, ele declarou: ``Será uma área de contemplação. Você já foi lá? A Praia Mansa tem uma das vistas mais bonitas da Capital``. De acordo com o governador, o projeto não tem nenhuma relação com o estaleiro Promar Ceará, previsto para a praia do Titanzinho.

A Casa Civil do Palácio Iracema deu detalhes do projeto. Segundo a assessoria do órgão, a Praia Mansa deverá ser urbanizada e, em seguida, receber uma área de lazer. O Governo do Estado, também por meio de assessoria, informou ter como ``objetivo revitalizar aquela área, que hoje encontra-se pouco utilizada. O Estado está neste momento analisando os potenciais da área e entorno``.

Lazer
No dia seguinte ao da visita de Cid à barragem, O POVO publicou reportagem em que a prefeita Luizianne Lins afirmava: o projeto da Prefeitura destinado ao Titanzinho inclui também a Praia Mansa. Na entrevista, Luizianne garantiu ter um plano de construir um parque marítimo naquele pedaço de litoral. Trocando em miúdos: Estado e Município querem novamente dispor do mesmo espaço, mas, agora, para finalidades semelhantes.

Procurada, a Secretaria da Infraestrutura de Fortaleza (Seinf) limitou-se a informar que detalhes do projeto destinado à Praia Mansa não poderiam ser antecipados. Por meio de assessoria, a Seinf disse que a iniciativa será apresentada integralmente na tarde da próxima terça-feira, 2 de março, na Câmara Municipal.


E-Mais

> O POVO procurou Sérgio Novais, presidente da Companhia Docas do Ceará,
para confirmar o pedido da Praia Mansa feito pelo Governo do Estado. Até o fechamento da edição, Novais não havia sido localizado.

> A Praia Mansa formou-se após a construção do Porto do Mucuripe, ainda na década de 1930. A faixa de praia é resultado do acúmulo de sedimentos, que se depositaram ali em virtude da alteração do movimento das correntes provocada pela construção de espigões.

> Na edição de ontem, O POVO divulgou, com exclusividade, que o Governo do Estado solicitou a cessão da área do Titanzinho, no Serviluz, à Superintendência do Patrimônio da União.
TOPO

FOLHA DE SÃO PAULO

27 de fevereiro de 2010

 
PAC
Lula diz que segunda fase do PAC terá mais 1 milhão de casas
SIMONE IGLESIAS
ENVIADA ESPECIAL A EL SALVADOR

Em visita ao presidente salvadorenho, Maurício Funes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que anunciará a construção de mais 1 milhão de casas dentro da segunda fase do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), obras cuja execução deverá ficar para o seu sucessor na Presidência da República.
Lula disse que o anúncio, no ano passado, do programa Minha Casa, Minha Vida foi exitoso e que se comprometerá com mais 1 milhão "para não parar mais" o investimento no setor. Não deu, porém, prazo para a construção dessas moradias.
Para Funes e uma plateia de empresários brasileiros e salvadorenhos, Lula disse que a forma de fazer com que o programa funcionasse foi negociar a redução de taxas e seguros para a construção da casa própria e não ter medo de falar em subsídio.
"Assumimos o compromisso de que, para fazer casa popular, tem que ter subsídio. A gente não tem que ter medo da palavra subsídio para resolver um problema crônico, que é o problema habitacional dos países de toda a América Latina."
Para Lula, "esse é um programa exitoso". "Já temos mais de 30 mil casas em construção, já temos mais de 730 mil casas com projetos aprovados na Caixa Econômica Federal e, agora, estou anunciando um próximo passo. Vamos anunciar mais 1 milhão de casas no próximo período, que é para não parar mais", afirmou.
Apesar de o governo alardear os números referentes a propostas apresentadas por empresas para a construção de casas, o volume de contratações efetivas -após praticamente um ano do lançamento do programa- ainda é baixo. No final de 2009, a CEF contabilizava 656 mil propostas, mas apenas 275,5 mil foram contratadas. No último dia 19, o total de contratações era de 312,7 mil.
O próprio governo foi o grande responsável pelo atraso no andamento do Minha Casa, Minha Vida porque demorou para regulamentá-lo, o que prejudicou, sobretudo, as obras para a faixa de renda até R$ 1.395.
Segundo dados do Ministério das Cidades, das 400 mil unidades prometidas, 184.810 foram contratadas.



--------------------------------------------------------------------------------
Colaborou SHEILA D'AMORIM , da Sucursal de Brasília
TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

27 de fevereiro de 2010

 
PERÍMETROS IRRIGADOS
Perímetros receberão incubadoras
Perímetros Irrigados de Tabuleiros de Russas e Jaguaribe Apodi vão receber incubadoras agrícolas de tecnólogos

Fortaleza. Os perímetros irrigados de Tabuleiros de Russas e Jaguaribe Apodi vão implantar incubadoras de empreendimentos agrícolas para tecnólogos de nível superior do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) associados a pequenos produtores.

O diretor geral do Dnocs, Elias Fernandes, autorizou ontem a cessão de duas áreas com 500 hectares cada ao IFCE para a instalação das incubadoras nos dois perímetros, em áreas de Russas e Limoeiro do Norte.

A decisão foi tomada em reunião realizada ontem pela manhã na sede do Dnocs, em Fortaleza, com os prefeitos dos dois municípios, Raimundo Cordeiro e João Dilmar, respectivamente. Na ocasião, o diretor de Gestão do Desenvolvimento do BNB, José Sydrião de Alencar Júnior, garantiu recursos não reembolsáveis do Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do BNB (Fundeci) para capacitação dos empreendedores das incubadoras rurais e difusão de tecnologia pelo IFCE para a incubadora.

O Fundeci poderá financiar também 20% a 30% dos equipamentos. Estes recursos estarão disponíveis em 60 dias.

As empresas incubadas, segundo ele, poderão ser atendidas pelo FNE Inovação, com financiamento a ser pago em 10 a 15 anos com quatro anos de carência e juro de 3% ao ano. A reunião foi articulada pelo deputado Ariosto Holanda (PSB), que, na reunião, anunciou o interesse do Conselho de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) de apoiar as duas incubadora agrícolas como piloto para a expansão do modelo a outros perímetros no País. Para o acesso ao FNE Inovação, Alencar explicou que as duas Prefeituras terão de constituir um fundo de aval, no qual, para cada R$ 1,00 colocado, o BNB entra com R$ 10,00.

O diretor do campus do IFCE em Limoeiro do Norte, José Façanha Gadelha, informou que será realizado estudo de solo para definição das aptidões agrícolas e determinação das culturas a serem implantadas, acompanhados de cuidados ambientais e apoio para inserção da produção conforme as demandas do mercado.

Façanha destacou a importância da parceria do Sebrae na fase de capacitação em empreendedorismo e para a elaboração dos planos de negócios das empresas incubadas. O presidente da Associação dos Pequenos Produtores da Chapada do Apodi, José Maria Filho, defendeu a implantação de uma fábrica de processamento de frutas para aproveitar o desperdício de banana, goiaba, mamão e outras frutas no perímetro e uma trituradora para a produção de adubo orgânico. "O desperdício na produção do perímetro gira em torno de 70 a 80 toneladas por mês", calculou.

Fernandes determinou a formação de um grupo de trabalho para preparar o convênio de instalação da incubadora e fixou 10 de março, às 9h, para reunião de aprovação e assinatura do documento. O grupo é formado por Rubens Dutra Mota (BNB), Douglas Augusto Pinto Júnior (Dnocs), e José Façanha Gadelha (IFCE).
TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

27 de fevereiro de 2010

 
POSSE NO CIC
Regina Marshall - Uma mulher no comando
Em 90 anos de história do CIC, Roseane Medeiros, filha de Marilea e do saudoso Marcílio Browne é a primeira mulher a assumir a presidência da entidade. A posse, anteontem, na Casa da Indústria, foi prestigiada por nomes como: Lúcio Alcântara, Nicole Barbosa e o filho Lúcio Neto (foto), os Tasso Jereissati, os Adauto Bezerra, os Ricardo Bacelar, os Roberto Macedo, Patrícia Saboya, Luizianne Lins, Irismar Linhares, os Jorge Parente, os Beto Studart, Dito Machado e Guedes Neto

TOPO

O POVO

27 de fevereiro de 2010

 
FÓRUM DE INCUBADORAS
Vertical S/A - Incuba
Por Jocélio Leal

Na pauta da 7ª Reunião do Fórum de Incubadoras e Empresas Incubadas haverá apresentação de programas que fomentam o desenvolvimento de incubadoras. O evento reunirá Finep, Sebrae e da Rede de Incubadoras do Ceará (RIC). Será terça-feira, 2 de março, 9 horas, na Secitece.
TOPO

FOLHA DE SÃO PAULO

27 de fevereiro de 2010

 
ETANOL - BIOCOMBUSTÍVEL
Virada pró-agroenergia
ROBERTO RODRIGUES
--------------------------------------------------------------------------------
A novidade mais importante do ano é o reconhecimento dos EUA de que nosso etanol é um "biocombustível avançado"
--------------------------------------------------------------------------------


DESDE O princípio deste ano, tem sido muito intenso o noticiário sobre biocombustíveis na imprensa brasileira e internacional. Não é para menos: o preço do etanol subiu bastante no período, levando o consumidor, acertadamente, a reduzir o seu consumo, trocando-o pela gasolina. A principal razão para isso foi a grande quebra na produção da safra passada, quando se produziram 4 bilhões de litros a menos, por causa da chuvarada que perturbou a colheita e do baixo rendimento industrial: quanto mais chuva, menos álcool.
Só esse aumento de preços já é motivo suficiente para noticiário e especulação, até porque os preços mundiais de açúcar são os mais altos em quase 30 anos, devido à seca na Índia, que de exportador se tornou importador do produto. A antecipação da safra deste ano logo normalizará tudo isso.
Mas tem muito mais coisa acontecendo: a grande movimentação pós-crise no setor é inédita: a compra da Santa Elisa/Vale pela Dreyfus, que se transformará numa gigante global; a Bunge crescendo também, com a compra do Grupo Moema; a ETH (sociedade da Odebrecht com um forte grupo japonês) comprando a Brenco; a parceria da Cosan (maior produtora do mundo) com a Shell, que muda o paradigma da distribuição de biocombustíveis, alem de a mesma Cosan, no ano passado, ter adquirido a distribuição nacional da Esso; a parceria da grande Usina São Martinho em sua unidade de Goiás com a Amyris, empresa americana de tecnologia, que fará diesel a partir da garapa; a gigante indiana Shree Renuka Sugar comprando a Equipav; enfim, há uma agitação sem precedentes no mercado sucroalcooleiro com o que se sabia que ocorreria: concentração, consolidação e internacionalização.
Mas não é só aqui: empresas europeias começaram a negociar terras na África para produzir etanol exportável à União Europeia sem tarifas. A suíça Addax Bioenergy já está em Serra Leoa; a sueca Sekalb, que importa etanol brasileiro, está negociando investir na Tanzânia; o Brasil também se prepara para fazer propostas no Senegal e em Guiné-Bissau nos mesmos moldes da parceria que temos com os Estados Unidos para produzir na América Central e no Caribe. Houve um seminário em janeiro no Japão para reavaliar a entrada do produto nos países asiáticos. Enfim, muita agitação.
A chegada de poderosas multinacionais sinaliza a criação do mercado global, finalmente. Ninguém se arriscaria a investimentos tão grandes pensando apenas no nosso mercado interno. Mesmo as recorrentes preocupações sobre o efeito do uso incorreto de terra pela cana estão sendo esclarecidas e tranquilizam.
Mas, sem dúvida, a mais importante novidade deste ano é o reconhecimento, pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, de que nosso etanol de cana é um "biocombustível avançado".
De acordo com estudos da EPA, as emissões de CO2 do etanol de cana-de-açúcar correspondem a 39% das emissões da gasolina.
Esse fato possibilita a abertura do mercado americano mais cedo do que se esperava, inclusive com a possível redução de tarifa imposta ao nosso etanol -e apenas ao nosso!-, que hoje dificulta as exportações para lá. Nunca é demais lembrar que em 2022 os Estados Unidos consumirão 136 bilhões de litros de biocombustível avançado. Já estamos na fila. Não é à toa que tanto gigante está de olho no produto.



--------------------------------------------------------------------------------
ROBERTO RODRIGUES , 67, coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp e professor do Departamento de Economia Rural da Unesp - Jaboticabal, foi ministro da Agricultura (governo Lula). Escreve aos sábados, a cada 15 dias, nesta coluna.
rr.ceres@uol.com.br
TOPO

O POVO

27 de fevereiro de 2010

 
FLORES CEARENSES
Flores para conquistar o mercado
Com o apoio do Ministério da Agricultura e do Instituto Frutal, produtores de flores cearenses estão criando um consórcio para incrementar a comercialização. O foco das ações discutidas até agora está no mercado interno

Teresa Fernandes
teresafernandes@opovo.com.br

Não são os entraves para exportar as maiores preocupações definidas pelos empresários do setor de flores no Estado. Na segunda reunião para criar um consórcio no setor, os pontos definidos foram voltados para incrementar o mercado interno. ``Pensamos que o foco ia ser a exportação, mas os empresários estão identificando que o mercado interno não está adequadamente abastecido``, explicou o presidente do Instituto Frutal, Euvaldo Bringel.

Entre 80% e 90% da produção do Estado é voltada para o mercado externo, enquanto boa parte da demanda do País é suprida por estados do Centro Sul. No ano passado, foram contabilizados US$ 5 milhões com as vendas externas.

Ações do Consórcio
Os três pilares para o consórcio foram definidos a priori como compra de insumos, produção e venda. Entre as ações dentro desses pontos que deverão nortear e entidade estão a criação de um centro de distribuição integrado de flores, esforço conjunto para compra de insumos, distribuição e venda de produtos, além de assistência técnica integrada.

Além disso, os planejamentos estratégicos das empresas poderão ser feitos em conjunto para ``evitar saturar um mercado e faltar outros tipos``, explicou Bringel. A pretensão é de diversificar os tipos de flores no Estado para abastecer o máximo possível o mercado. ``O consumidor precisa ser atendido em um número grande de itens``, apontou Bringel.

Outra questão discutida durante a reunião foi a viabilização de linhas de comercialização em conjunto que partiriam com os produtos e retornariam com insumos. Além disso, através do consórcio pode ser possível a compra de produtos no Exterior em países como a Noruega.

Para impulsionar a comercialização fora das datas comemorativas, como dia das mães e dos namorados, estão sendo pensadas feiras para a baixa estação.
``Precisamos estimular o consumo interno durante todo o ano``, destacou o presidente do Instituto Agropolos, Marcelo Pinheiro. Ele adiantou que estão sendo formatadas feiras para meses de baixa estação como março e dezembro.

Passos
O consórcio está sendo formatado entre os empresários do setor com o apoio do Instituto Frutal e do Ministério da Agricultura. Depois da reunião de ontem, o próximo passo para a criação do consórcio é montar um projeto a partir das prioridades definidas pelos empresários. As cláusulas serão definidas e, depois de ajustadas, as empresas interessadas poderão aderir. A expectativa é de adesão de dez.


ESTRATÉGIA

CULTURA
Para aumentar a comercialização de flores no País é necessário criar uma cultura de que é importante dar flores em todos os momentos e não apenas no Dia das Mães ou dos Namorados, de acordo com os empresários. ``Que evento é esse? De que trata esse evento? De flores, né? Cadê as flores aqui?``, provocou um dos empresários presentes pontuando que a mudança de cultura deve começar a partir deles mesmos.

INSTITUCIONAL
Outra grande promessa para incremento no setor é buscar parcerias com instituições públicas e privadas para que os eventos possam ser enfeitados com flores locais.

RESTAURANTES
Estão sendo projetadas ainda parcerias com restaurantes para exposição de arranjos.

AEROPORTO
O consórcio pretende ainda mostrar as produções de flores do estado a turistas que cheguem a cidade através do aeroporto.


EMAIS

CONSÓRCIO X CÂMARA SETORIAL

Depois de criado, o consórcio não conflitará com a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Floricultura, já que as duas instâncias têm atividades diferenciadas.

- O consórcio é uma entidade totalmente privada. Enquanto a Câmara, ligada ao Governo do Estado, trata de políticas públicas e de reivindicações dos proprietários do setor.

- Por não ter personalidade jurídica, as ações definidas para o consórcio não podem ser tomadas diretamente pela entidade. Ou seja, não pode realizar compras ou vendas. Cada uma das empresas se responsabiliza por isso.

- A vantagem do consórcio sobre outras formas de associação, segundo Euvaldo Bringel do Instituto Frutal, é a possibilidade de agir em conjunto com cada um arcando com suas responsabilidades financeiras.

Exportação com entraves para empresários do setor

Embora a exportação ainda responda por boa parte da produção do estado, o mercado está começando a se voltar para o mercado interno.

Os empresários reclamam dos entraves na hora de exportar. ``Para exportar você tem muita dificuldade, por isso eu acredito demais no mercado nacional``, destacou o produtor de rosas de São Benedito, na Região da Ibiapaba, Paulo Selbach.

Paulo produz 30 mil hastes de rosas por dia. O empresário já trabalha no setor há dez anos e comercializa para todos os estados do País. ``Eu comecei exportando, mas hoje estou comercializando para o mercado interno``, disse destacando que ainda há muitos mercados inexplorados no País.

Entre os entraves para a exportação de flores, segundo ele, estão a obrigatoriedade de uma fitossanidade zero, ou seja, as flores não podem ter qualquer tipo de irregularidade ou enfermidade. Além disso, existem as dificuldades logísticas para o transporte, já que falta estrutura aeroportuária adequada para o setor. Além disso, de acordo com Bringel, nem sempre há técnicos do Ministério da Agricultura no Aeroporto para referendar a qualidade dos produtos antes do embarque.
TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

27 de fevereiro de 2010

 
EXPORTAÇÃO DE MINÉRIO DE FERRO
Operação poderá abrir caminhos
De acordo com a Cearáportos, a operação de carregamento está correndo bem, dentro do prazo estipulado

O maior carregamento já realizado em portos do Ceará - a exportação de 70 mil toneladas de minério de ferro para a China - está sendo observado de forma atenciosa por empresários cearenses e de outras unidades federativas vizinhas. A operação teve início esta semana com a atracação do navio Apostolos no Porto do Pecém, e pode abrir as portas para a negociação de outros tipos de ocorrências minerais da região, como o manganês, por exemplo, utilizado na fabricação de aço especial.

"Está sendo, acima de tudo, uma grande experiência a concretização da 1ª exportação do Estado dessa ordem. O fato é que o Porto do Pecém se torna uma infraestrutura fundamental. Isso tem despertado novas oportunidades de empresários interessados em ocorrências de outros tipos de minérios, como o manganês , por exemplo", disse o diretor de Desenvolvimento Comercial da Cearáportos, Mário Lima Júnior.

Uma fonte da Globest, que não quis se identificar, afirmou que a empresa chinesa está focada, a priori, na exploração do minério de ferro, que será utilizado nas siderúrgicas da China. "A gente torce bastante para que dê tudo certo, afinal é o resultado de vários meses de trabalho até culminar neste momento", afirma a fonte.

O Apostolos deve deixar o Ceará no dia 1º de março
TOPO

FOLHA DE SÃO PAULO

27 de fevereiro de 2010

 
ATIVOS
ATIVOS - Strauss-Kahn, do FMI, vê risco de bolha no mercado brasileiro
DA REDAÇÃO

O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, disse que o Brasil sofre "risco real" de uma bolha no preço de ativos por causa da entrada massiva de capital externo. "Grandes quantidades de capital vão para Brasil, Indonésia e outros países, que correm risco real de ter bolhas", afirmou o executivo.
Strauss-Kahn não é o primeiro dirigente a fazer esse alerta. No mês passado, em entrevista à Folha, o diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), Pascal Lamy, fez previsão semelhante. Antes ainda, o Banco Mundial também falou sobre o risco de bolhas de preço de ativos no Brasil devido ao fluxo de entrada de capital estrangeiro.
Além do risco de bolhas, o dirigente do Fundo falou que é "intelectualmente saudável" explorar a ideia da criação de uma moeda de reserva global, em substituição ao dólar. Porém, ressaltou que o sistema atual mostrou resistência durante a crise.
TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

27 de fevereiro de 2010

 
FINANCIAMENTOS - BAIXA RENDA
Baixa renda também contemplada
Financiamento para o público de baixa renda varia de R$ 100 R$ 15 mil, para grupos de até 30 participantes

Rosa Maria de Jesus e Silva é uma carioca que encontrou seu espaço no Ceará. Era gerente de papelaria no Rio de Janeiro, mas casou com um cearense e veio morar aqui. Encontrando dificuldades para conseguir emprego, resolveu fazer um curso de pintura em calcinha e daí começou uma história de etapas bem sucedidas. Pintava a mão os dias da semana nas peças e vendia de porta a porta. Em seguida, passou a receber encomendas para pintar também os nomes das meninas.

O próximo passo foi expor em feiras e vender para a Emcetur, Monsenhor Tabosa e Mercado Central. "Os lojistas apreciavam muito porque era um trabalho artesanal e agradava aos turistas. O meu produto saía facilmente", comenta.

Um determinado dia, ouviu no rádio um comercial sobre o lançamento do Crediamigo e resolveu conferir. Juntou as amigas e fez seu primeiro empréstimo, no valor de R$ 200, para pagar em três meses.

"Éramos três vizinhas. Eu com confecção e pintura de calcinha, outra era sacoleira e uma tinha um mercadinho". "Comecei a fazer em grupo e agora já tenho crédito individual", conta. Com estoque já formado, Rosa Maria precisou de um cantinho para montar sua loja. Adquiriu uma casa, separou um espaço de 3,5 x 2 metros e expôs seus produtos. Hoje, o local tem sete metros quadrados, onde comercializa sapato, perfume, confecção, bolsa, sandálias e artesanato. Seu foco continua sendo o público infantil e a venda das calcinhas continua sendo o carro-chefe do negócio.

Quanto ao número de empréstimos junto ao Crediamigo, já perdeu as contas. "Acho que sou campeã de crédito desse tipo. Eu vejo o pessoal do banco como se fosse minha família. Se preocupam com o comércio da gente, dão assistência. Sempre que quero renovar meu crédito, o consultor vem ver o que está acontecendo e qual a minha real necessidade", diz.

"Uma das minhas grandes alegrias ocorreu recentemente, quando recebi um quadro de congratulações no Banco do Nordeste na inauguração do posto de atendimento do Crediamigo no Conjunto Ceará, onde moro", pontua.

Modalidades

No BNB, é oferecido como opção aos microempreendedores o Giro Popular Solidário, para a compra de matéria-prima e/ou mercadorias. Empréstimos de R$ 100 a R$ 1.000, para grupo de três a 10 pessoas e juros de 1,32% ao mês, além da Taxa de Abertura de Crédito (TAC) de até 3% sobre o valor liberado. Já o Crediamigo Comunidade, financia capital de giro e pequenos equipamentos para a população de mais baixa renda nas áreas semi-urbanas e urbanas. As ofertas de crédito são de R$ 100 a R$ 1.000, para grupos de 15 a 30 participantes e taxas semelhantes à modalidade anterior. No Giro Solidário, os empréstimos para a compra de matéria-prima ou mercadorias são acima de R$ 1.000, que podem ser renovados e evoluir até R$ 10.000, para grupos de três a 10 pessoas e com juros de 3% ao mês e TAC de até 3% sobre o valor liberado. O Giro Individual pode chegar a R$ 15.000, nas mesmas condições. (IM).
TOPO

O POVO

27 de fevereiro de 2010

 
IVENS DIAS BRANCO
Vertical S/A - Ivens: mais importante que ser dono é perpetuar empresa
Por Jocélio Leal

O líder nacional na produção de massas e biscoitos, o industrial cearense Ivens Dias Branco (M. Dias Branco) fez uma reflexão cheia de simbologia no Vertical S/A Especial: ele fala sem meias palavras que ser dono de empresa é menor do que a importância de perpetuar a companhia. ``Hoje você tem esquecer esse negócio de dono de empresa. Você tem que ser é um elemento que presta sua colaboração à empresa. Seja um bom profissional. Mas que olhe sempre a empresa de uma maneira que ela se perpetue ao longo dos anos``. O programa, com uma hora de duração, será reexibido neste domingo, às 19 horas, na TV O POVO (Canal 48 UHF, 23 NET e 11 TV Show).

"MESMO SEM A FAMÍLIA, EMPRESA PERMANECE"
Na entrevista, ele defende que a empresa não seja algo só para si ou para a família. ``Que ela sirva para a comunidade de uma maneira geral``. Para ele, decisão de lançar as ações de uma empresa na Bolsa cumpre essa função: ``A abertura de capital é a democratização do capital``. E afirmou: ``Amanhã mesmo se a família quiser sair vende as suas ações e a empresa permanece. A minha preocupação foi que em qualquer circunstância, mesmo com família ou sem família, comigo ou sem que eu esteja mais aqui, mas que a empresa sempre perdure ao longo dos anos. Para que todo o contingente de colaboradores tenha sempre segurança que é uma empresa que estará para sempre``.

OTIMISTA DESDE O COMEÇO, MANTÉM APOIO
No começo do Governo Lula, Ivens já se declarava otimista com o Governo do PT. Hoje fala contente que estava certo. Vejam o que ele diz: ``O Brasil hoje está a atravessar um momento com afluxo enorme de capital estrangeiro porque tem duas coisas básicas: condições econômico-financeiras bastante rígidas e seguras, além de boa condição política``. Ele elenca uma série de indícios da estabilidade. ``O Brasil está demonstrando ao mundo que respeita sua Constituição e tem uma Democracia que valoriza os três poderes``. Ele lembra que a receita é essencial para conquistar a confiança do investidor estrangeiro.

A SOLUÇÃO PELO NÍVEL MÉDIO
Apesar de estar afastado do cotidiano operacional da empresa, Ivens fala com experiência sobre uma realidade das empresas de diversos ramos: a falta de gente qualificada disponível no mercado. No caso dele, revela que têm de preparar pessoal em casa. ``Se você chega para pegar no mercado não encontra. Tem dificuldade de encontrar bom ferramenteiros, bons soldadores. Todos os técnicos você encontra com dificuldade``. E ele filosofa: ``O grande elo entre a força de trabalho e o capital é o homem estar preparado``. Ele conta que o grupo sempre foi ``sensível`` à formação de pessoal. ``Acho que a grande solução do Brasil será pensar no nível médio``. Faz todo o sentido.
TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

27 de fevereiro de 2010

 
CRÉDITO PARA MPES - BANCOS
MPE: mais crédito na praça
Linhas de financiamento dão opções que vão da compra de mercadorias até reforma de imóveis

Aliado às atuais facilidades de formalização, o microempreendedor pode contar hoje com as várias modalidades de crédito disponibilizadas pelas instituições financeiras para que possam tocar seu negócio.

Os bancos ofertam empréstimos para compra de mercadorias, aquisição/reforma de móveis, utensílios, máquinas e equipamentos e melhoria de imóveis. O tomador ainda conta com acompanhamento e orientação de assessores para melhorar os controles das vendas e aumentar a clientela. Para Marcelo Azevedo, gerente do Ambiente de Microfinança Urbana do BNB (Banco do Nordeste), "o Crediamigo é a porta de entrada para os informais regularizarem seu negócio". "Atendemos desde a pequena sacoleira aos que estão iniciando, até os que estão no mercado há algum tempo". Para obter um empréstimo, o interessado precisa possuir uma atividade econômica e ter a capacidade de oferecer garantia por meio de aval ou participar de um grupo solidário, constituído voluntariamente de três a 30 pessoas. "Antes do cliente pagar a última parcela, pode ser definido um novo crédito com aumento de até 50% do valor negociado anteriormente", reforça. Azevedo informou que atualmente existem 2.400 assessores que visitam os clientes, entendem suas nece
ssidades, definem as condições individuais, avaliam o fluxo de caixa e capacidade de endividamento.

O Banco do Brasil vem implementando, nos últimos anos, uma série de ações para atender às micro e pequenas empresas, com revisão das linhas de crédito e a redução da exigência de garantias, a exemplo do Fundo Garantidor de Operações (FGO), facilitando o acesso ao microcrédito e reduzindo a taxa final para o cliente.

Desde o primeiro semestre do ano passado passou a disponibilizar soluções para atender, de forma diferenciada, às necessidades do Empreendedor Individual (EI). Ao formalizar seu negócio, o empreendedor poderá abrir conta corrente pessoa jurídica no BB e passar a ter acesso a produtos e serviços próprios para empresas, muito mais atrativos quando comparados aos custos que tem como pessoa física. O atendimento aos micro e pequenos empreendedores é realizado por toda a rede do BB, incluindo os canais eletrônicos e autoatendimento.

A Caixa Econômica também dispõe de linhas de crédito para os pequenos empreendedores. De acordo com Roger da Silva Martins, gerente de Relacionamento Pessoa Jurídica do banco, as contratações são enquadradas de acordo com a capacidade de pagamento após análise de risco de crédito.

Podem ser solicitadas em qualquer agência. No caso do Empreendedor Individual, os pedidos podem ser feitos através do Correspondente Caixa Aqui Negocial. O banco não tem linha de crédito para empresa informal.

OFERTA MAIOR
Organizar e pagar em dia garantem o bom negócio

A pequena empresária Cláudia Magalhães também soube aproveitar as oportunidades de crédito para sair da informalidade e conquistar sua fatia no mercado de vendas de novos e usados. Atuando na comercialização de equipamentos para frigoríficos, restaurantes, lanchonetes, padaria e mercadinhos, auxilia os que estão iniciando a montar seu próprio negócio.

Sua trajetória começou em 1996, vendendo mercadoria usada, por meio de consignação, já que não tinha dinheiro para comprar os artigos. Mantinha o negócio com a ajuda de uma funcionária. Fazia o atendimento ao cliente e entregava o item comprado. Foi quando os próprios clientes começaram a cobrar a disponibilidade de equipamentos novos, em função da garantia e do aspecto.

Na ocasião, já com a loja formalizada resolveu procurar o Banco do Brasil. O primeiro crédito foi de R$ 20 mil - valor que utilizou para abrir a primeira loja de equipamentos novos. "Como sempre paguei em dia, ao quitar contratei outro empréstimo, desta vez de R$ 50 mil. Atualmente, posso contratar valores que variam de R$200 mil a R$ 300 mil", relata.

"A partir daí, conseguimos grande expansão. Temos a maior loja de seminovos do Estado, a ´Seminovos & Cia´ e duas unidades que comercializam somente produtos novos, a ´Cia dos Novos´. Compramos um ponto próprio, onde em breve abriremos nossa terceira loja", menciona a lojista.

A bem sucedida empresária, que saiu da informalidade para a modalidade de pequena empresa, conta com 25 funcionários diretos. "O crédito do Banco do Brasil foi fundamental para o crescimento da empresa e veio a calhar no momento que mais precisava", pontua.(IM)


ISILDENE MUNIZ
REPÓRTER
TOPO

FOLHA DE SÃO PAULO

27 de fevereiro de 2010

 
FIESP - PAULO SKAF
Skaf prepara saída da Fiesp e volta a criticar bancos
AGNALDO BRITO
DA REPORTAGEM LOCAL

O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, chamou de "absurdo" o rumor de que o Banco Central poderá elevar a taxa básica de juros na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). Essa pressão pode crescer com o fechamento do IPCA deste mês, cuja prévia do IPCA-15 registrou aceleração.
Skaf, cuja licença para a disputar ao governo de São Paulo já começa a ser redigida, avalia que uma elevação dos juros neste momento atingirá em cheio os planos de investimento da indústria. Ele voltou a criticar os bancos privados. Disse que a banca privada precisa imitar os bancos oficiais e questiona: "Se não existe crédito, para que existe então uma casa bancária?".



FOLHA - Prévia do IPCA deste mês mostrou aceleração da inflação. A indústria teme nova alta de juros?
PAULO SKAF - Lamentavelmente, alguns acham que a Selic deve voltar a subir. Acho isso totalmente desnecessário. Seria uma irresponsabilidade voltar a aumentar a taxa de juros por três razões. A dívida [mobiliária] bruta do governo federal, que é de R$ 1,9 trilhão, é, em grande parte, "selicada". A alta de 1% na Selic eleva em R$ 19 bilhões o gasto público com juros. A Selic mais alta desestimula os investimentos. Além disso, cria uma situação de comodismo, ou seja, o interesse em aplicar em Letras do Tesouro em vez de expandir o crédito. Há também o problema da valorização do câmbio, gerada pela alta dos juros. Só vejo pontos negativos com juros altos. É para esfriar a demanda? Isso é nocivo ao país. Temos capacidade produtiva e temos investimento. O que vai acontecer com os investimentos se houver risco de queda de demanda?

FOLHA - O sr. vê risco de pressão inflacionária por demanda?
SKAF - Nenhum. A indústria está com uma produção 6,2% menor do que estava em setembro de 2008, o último mês antes da crise. No entanto, a indústria investiu em 2009, aumentando em 10% a capacidade produtiva. E está com investimento para 2010, com estimativa de crescimento de 15% da sua capacidade. Ou seja, quem defende a tese de que a taxa Selic tem de subir porque pode haver pressão inflacionária ou não sabe o que está acontecendo ou tem algum outro interesse que não o interesse do país. A prévia do IPCA deste mês foi influenciada por questões sazonais; não tem nada com a demanda.

FOLHA - A oferta de crédito tem atendido a indústria?
SKAF - Houve crescimento significativo na oferta de crédito, e aí o mérito é do governo federal. Em 2009, em meio à crise, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal deram um exemplo, aumentando o crédito e reduzindo os juros. O problema são os bancos privados, que ainda cobram "spreads" elevadíssimos.

FOLHA - Mas por que o governo não consegue convencer os bancos privados a fazer o mesmo?
SKAF - Não se trata de convencimento, mas de concorrência. O que os bancos privados precisam fazer é o que o BB e a CEF fizeram: ofertaram mais crédito, baixaram os juros e tiveram bons resultados em seus balanços. Os bancos públicos mostraram que o sistema financeiro tem a obrigação de fomentar a economia. Não é favor dar crédito. Se não existe crédito, para que existe então uma casa bancária?

FOLHA - Após sete anos, que avaliação o sr. faz do governo Lula?
SKAF - Muito coisa avançou, mas acho que faltaram as reformas estruturais. As reformas tributária, trabalhista e política acabaram não acontecendo. Não acho que por falta de vontade do presidente Lula. Por diversas vezes, houve iniciativa do Executivo em mandar propostas de reforma, mas acredito que o momento para promover reformas é o início do governo. Quando o tempo vai passando, a situação fica mais complicada.

FOLHA - O sr. ainda acredita nas reformas?
SKAF - O momento para as reformas tem de ser o primeiro semestre de 2011, de preferência primeiro trimestre de 2011. Quando o novo governo for eleito e tomar posse, terá de fazer as reformas. Essas reformas já foram discutidas em demasia, é preciso fazê-las agora.

FOLHA - O sr. acha que o presidente Lula fará seu sucessor?
SKAF - Acho que o crescimento econômico favorece o governo que está aí. O momento atual é diferente. O presidente Lula teve um desempenho muito bom, é reconhecido pela população e a economia em 2010 está bem, deve atingir crescimento de 6%. A somatória disso cria um ambiente favorável [para a candidatura Dilma]. Não quero personalizar a questão, mas isso é histórico.

Frase

"Quem defende a tese de que a taxa Selic tem de subir porque pode haver pressão inflacionária ou não sabe o que está acontecendo ou tem algum outro interesse"
PAULO SKAF
presidente da Fiesp


Ciro Gomes define rumo de Skaf
DA REPORTAGEM LOCAL

Pré-candidato do PSB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf aguarda o destino do colega de partido, Ciro Gomes, para definir o próprio rumo. Afirma que, em caso de não ser candidato ao Palácio dos Bandeirantes, não aceitará outra candidatura.
"Se o Ciro decidir ser candidato em São Paulo, ele será. Não serei candidato a nada. Não serei candidato a senador, por exemplo. Meu compromisso com o partido é ser candidato a governador de São Paulo. Se não for isso, continuo meu trabalho aqui na Fiesp", disse.
Mesmo diante da indefinição, prepara o terreno para a campanha eleitoral. Já pediu informações sobre como e quando deve pedir licença do cargo de presidente da federação. Em princípio, o departamento jurídico da Fiesp informa que ele deverá pedir licença em junho, a quatro meses da eleição. Nesse caso, assume o primeiro vice-presidente, o empresário controlador da CSN Benjamin Steinbruch.
Outra providência é a busca do apoio político do presidente Lula. "Se o presidente Lula estiver no nosso palanque, vai me honrar muito", afirmou. Para a campanha, já definiu o marqueteiro. Será Duda Mendonça. (AB)
TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

27 de fevereiro de 2010

 
PACOTE HABITACIONAL
Egídio Serpa - Livre Mercado
Por causa do programa Minha Casa Minha Vida, anima-se a já muito animada indústria da construção civil do Ceará. Exemplo: no bairro da Maraponga, a construtora CRD Engenharia lançou, em novembro de 2007, o empreendimento Giardini di Milano, com 336 unidades residenciais, entre apartamentos e casas. Foram necessários 18 meses para a venda total das unidades. Pois bem: a mesma CRD lançou, há três meses, na mesma Maraponga, o Giardini di Padova, com 252 unidades residenciais, projetadas e precificadas para o público-alvo do Minha Casa Minha Gente - o trabalhador que tem renda mensal entre 3 e 10 salários mínimos. Em 15 dias, a CRD vendeu 153 unidades. Há duas explicações, segundo os corretores: 1) o programa tem financiamento rápido e barato da Caixa Econômica Federal; 2) a renda do trabalhador aumentou e ele, agora melhor informado, usa-a de forma mais correta, aplicando uma parte dela na compra de sua casa própria, sonho de todo mundo. A velocidade do Minha Casa no Ceará só não é maior porque a CEF é severa, c
omo deve ser, na análise das garantias apresentadas pelas construtoras.
TOPO

FOLHA DE SÃO PAULO

27 de fevereiro de 2010

 
RECUPERAÇÃO DA DEMANDA EXTERNA
INDÚSTRIA: RECUPERAÇÃO DA DEMANDA EXTERNA FOI INTERROMPIDA NESTE MÊS
A demanda externa da indústria de transformação interrompeu o processo de recuperação no mês de fevereiro, disse Aloisio Campelo, da Fundação Getulio Vargas. O nível de demanda caiu de 89,5 pontos, em janeiro, para 84,3 pontos em fevereiro e voltou ao patamar de setembro de 2009, indica pesquisa da fundação. " Isso pode ser um primeiro sinal de que os problemas que estão sendo verificados na Europa já estão tendo algum impacto aqui", avaliou.
TOPO

O POVO

27 de fevereiro de 2010

 
ÍNDICE DE CONFIANÇA DA INDÚSTRIA
Nível de otimismo dos empresários bate recorde
O Índice de Confiança da Indústria fechou fevereiro em 115,8 pontos. Das 1.056 empresas consultadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em fevereiro, 31,3% pretendem aumentar o total de pessoal ocupado na empresa

O Índice de Confiança da Indústria (ICI), indicador-síntese da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, subiu 1,9% em fevereiro em relação a janeiro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa, que fechou em 115,8 pontos, é bem mais intensa do que a apurada no mês passado, quando o ICI subiu 0,2% ante dezembro de 2009.

De acordo com a FGV, o otimismo dos empresários quanto ao futuro, aliado à satisfação das empresas quanto à situação atual dos negócios foram determinantes para a evolução do indicador. O nível das expectativas do empresariado atingiu, em fevereiro, o maior patamar da série histórica do ICI, iniciada em abril de 1995.

Em seu comunicado, a FGV informou que as previsões das indústrias para os próximos meses são favoráveis em todos os quesitos que tratam do futuro. O destaque ficou por conta das previsões de emprego, que alcançaram o melhor nível desde julho de 1986. Das 1.056 empresas consultadas em fevereiro, 31,3% pretendem aumentar o total de pessoal ocupado na empresa no trimestre fevereiro-abril; e apenas 3,0% preveem demissões.

A FGV informou ainda que o indicador que mede o grau de satisfação das empresas com o ambiente atual dos negócios também ajudou a formar o resultado de elevação do ICI. De acordo com a fundação, a fatia de empresas pesquisadas que avaliam a atual situação dos negócios como boa passou de 35% para 32%, de janeiro para fevereiro.

Mas o porcentual de empresas entrevistadas que consideram como fraco o momento atual de negócios diminuiu em maior magnitude, de 11,5% para 8%, no mesmo período.

De acordo com a FGV, o Nível de Utilização de Capacidade Instalada (Nuci) da indústria com ajuste sazonal alcançou 84% em fevereiro, maior nível que o registrado em janeiro, de 83,8%, na série com ajuste sazonal.

Categorias
Segundo a FGV, o Nuci de fevereiro na série com ajuste é o maior desde outubro de 2008, quando o patamar de uso de capacidade da indústria alcançou 85,1%. A fundação também informou que, entre as categorias de uso, os bens de consumo e os intermediários tiveram ligeiras quedas em seus Nucis de fevereiro.

A entidade não revelou os patamares de utilização de capacidade destes dois segmentos, em fevereiro. Já o nível de uso de capacidade do setor de bens de capital continuou avançando, ao passar de 82% para 82,9%, de janeiro para fevereiro deste ano.

Na série de dados sem ajuste sazonal, o nível de uso de capacidade em fevereiro foi de 83,1%, patamar superior ao apurado em janeiro, quando atingiu 82,1%. (das agências)


EMAIS

METODOLOGIA

- O ICI é um indicador cujo cálculo é baseado em cinco tópicos da Sondagem da Indústria. A partir das respostas destes tópicos, a FGV elabora o resultado do índice dentro de uma escala que vai de 0 a 200 pontos, sendo que o desempenho do indicador é de queda ou de elevação se a pontuação total das respostas fica abaixo ou acima de 100 pontos.

- O ICI é composto por dois indicadores. O primeiro é o Índice da Situação Atual (ISA), que teve alta de 0,7% em fevereiro, em comparação com a alta de 0,6% em janeiro, nos dados atualizados na série com ajuste sazonal.

- O segundo componente do ICI é o Índice de Expectativas (IE), que apresentou aumento de 3,3% em fevereiro, em comparação com a queda de 0,3% no 1º mês do ano.


NÚMEROS

1,9%
É O PERCENTUAL DE AUMENTO DO ÍNDICE DE CONFIANÇA DA INDÚSTRIA (ICI) NO MÊS DE FEVEREIRO, EM RELAÇÃO A JANEIRO DESTE ANO

1.056
EMPRESAS FORAM CONSULTADAS PELA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS PARA A PESQUISA DO ICI
TOPO

O POVO

27 de fevereiro de 2010

 
OSTERNO MÓVEIS
Vertical S/A - MARCO NOS MÓVEIS
Por Jocélio Leal

A empresa Osterno Móveis fechou contrato com o Vila Galé do Cumbuco para mobiliar os 462 leitos e fazer as portas do futuro cinco estrelas. A empresa tem até julho para fazer a entrega. Um detalhe: a Osterno Móveis é da pequena cidade de Marco, a 230 quilômetros de Fortaleza. Lá em Marco funciona há 13 anos um polo moveleiro cuja oferta de empregos chega hoje a cerca de 1.700 pessoas. À frente da empresa está o empresário Geraldo Bastos Osterno Júnior. Ele já havia mobiliado parte do Vila Galé da Praia do Futuro e tem em vista contratos com empreendimentos hoteleiros no litoral carioca e na Bahia. A Osterno Móveis se declara também a primeira empresa cearense do setor a desbravar o mercado externo. Ele já vende para Portugal, México e Porto Rico. No histórico tem vendas feitas para a Itália.
TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

27 de fevereiro de 2010

 
EMPRESAS DO SUL - INCENTIVOS FISCAIS
Egídio Serpa - No Ceará, sulista prefere sulista
Empresas do Sul do País que se transferem para o Ceará atraídas pelos incentivos fiscais que o Governo do Estado oferece, estão, digamos assim, dando um chute na canela de quem os acolhe. Exemplo 1: a multinacional francesa Danone, que moderniza sua antiga fábrica no Distrito Industrial de Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, contratou duas empresas de São Paulo - uma construtora para as obras civis, outra para a instalação de um galpão metálico; Exemplo 2: a Zanotti Elásticos, empresa industrial de Santa Catarina que se implantará em Pacatuba, consultou várias construtoras cearenses, mas optou por uma catarinense, que já subcontratou uma metalúrgica conterrânea para construir seu galpão, devendo chamar outra para fazer as instalações hidráulicas e elétricas; Exemplo 3: a Cotece Têxtil, diante de uma diferença de apenas 1% entre o orçamento de uma metalúrgica cearenses e o de uma concorrente gaúcha, optou pela segunda, sem se dar o trabalho natural - e próprio da atividade empresarial - de negocia
r uma redução de preço com o fornecedor local; Exemplo 4: sabem como é em Pernambuco? Lá, a prioridade são as empresas locais. Metalúrgicas de São Paulo queixam-se de que só ganham obras em Pernambuco quando oferecem pelo menos 30% a menos do que o preço oferecido pelos concorrentes pernambucanos. Está na hora de o Ceará reagir.
TOPO

O POVO

27 de fevereiro de 2010

 
PORTOS DO NORDESTE
Companhia Docas nega precariedade
Empresa MSC Cruzeiros alega falta de infraestrutura nos portos do Nordeste para embarque e desembarque de passageiros

Helaine Oliveira
helaineoliveira@opovo.com.br

O cancelamento da temporada 2010/2011 do cruzeiro MSC Melody, que realiza passeios marítimos pela costa nordestina desde 2009, pela empresa MSC Cruzeiros alerta sobre a falta de infraestrutura dos portos do Nordeste. A Companhia Docas do Ceará, por sua vez, nega a precariedade do Porto do Mucuripe.

Segundo o diretor comercial da MSC Cruzeiros, Adrian Ursilli, nenhum dos portos da região possui espaço adequado para receber os passageiros. ``Eles foram feitos para receber carga, só agora começam a receber pessoas. É tudo ainda muito precário, com passageiros tendo que esperar para entrar no navio sem local para sentar, fazer refeições ou simplesmente se abrigar``, alerta.

Ainda de acordo com Ursilli, os altos custos cobrados pelos portos para a realização de cruzeiros também foi ponto decisivo para a decisão. ``Entendemos que as taxas devem ser cobradas, mas o mínimo que esperávamos era a contrapartida com relação a investimentos nos espaços físicos``, reclamou.

A MSC Cruzeiros chegou a alertar sobre os problemas junto à Associação Brasileira de Empresas Marítimas (Abremar), que repassou a situação às administradoras dos portos. ``Nós estávamos com uma boa procura mas as reclamações vieram também dos operadores internacionais, que visitaram os locais e condenaram a infraestrutura``, destacou.

A empresa já realizou 17 cruzeiros para o Nordeste, cada um com cerca de 800 passageiros. ``É uma pena, já que víamos o interesse nesses novos polos turísticos, mas se a estrutura dos portos já é precária para receber cargas, imagine para receber passageiros?``, destacou o diretor.

Investimentos
A Companhia Docas, através de nota, lamentou a decisão da MSC Cruzeiros e não reconheceu a falta de estrutura no Porto do Mucuripe, em Fortaleza. ``O Porto recebe em média 40 navios de passageiros por temporada e todas as operações de embarque e desembarque de passageiros ocorrem normalmente, com segurança e tranquilidade``, informou o comunicado.

A companhia disse ainda que já existe um projeto da Secretaria Especial de Portos para construção de um terminal exclusivo para a atracação de navios passageiros. O projeto está orçado em R$ 98 milhões, sendo R$ 33 milhões para o terminal, R$ 50 milhões à construção do berço de atracação de transatlânticos e mais R$ 15 milhões para urbanização do entorno do Porto. ``O empreendimento integra o PAC dos Portos que prevê injeção de R$ 500 milhões na reestruturação portuária de sete terminais marítimos, com vistas à Copa do Mundo de Futebol de 2014``, destacou a companhia.


EMAIS

- Segundo o diretor comercial da MSC Cruzeiros, com exceção dos roteiros do MSC Melody, os outros ficam mantidos. ``Não temos outro navio que faça escala de embarque e desembarque de hóspedes no Nordeste. Temos apenas escalas de trânsito, como é o caso do MSC Orchestra, em Salvador``, destacou.

- Escalas de trânsito são aquelas nas quais o navio passa pelo destino e os hóspedes descem pela manhã para fazer compras, excursões e passeios, voltando ao final da tarde. Não há necessidade de permanecer no porto.

- O navio MSC Melody possui 204 metros de comprimento, 532 cabines, duas piscinas, shopping, sauna, cinema, cassino, academia, biblioteca, discoteca, dois restaurantes e capacidade para 1.500 passageiros.


NÚMEROS

500
MILHÕES DE REAIS É O CUSTO PARA A REESTRUTURAÇÃO PORTUÁRIA DE SETE TERMINAIS MARÍTIMOS PREVISTO PELO PAC DOS PORTOS

98
MILHÕES DE REAIS É O CUSTO DO PROJETO PARA A CONSTRUÇÃO DE UM TERMINAL EXCLUSIVO PARA A ATRACAÇÃO DE NAVIOS PASSAGEIROS NO PORTO DO MUCURIPE

50
MILHÕES DE REAIS PREVISTOS PARA A CONSTRUÇÃO DO BERÇO DE ATRACAÇÃO DE TRANSATLÂNTICOS

15
MILHÕES DE REAIS PARA URBANIZAÇÃO DO ENTORNO DO PORTO

Passageiros à espera

No dia 16 de Fevereiro deste ano o navio MSC Melody embarcou do Porto do Mucuripe antes do horário previsto, deixando cerca de 100 turistas à espera. O cruzeiro chegou à capital cearense por volta das 7h30 e tinha saída prevista para 16h. A embarcação deixou o porto, no entanto, às 10h30.

Segundo o diretor comercial da MSC Cruzeiros, Adrian Ursilli, o navio não atracou devido aos fortes ventos. ``Esse evento foi atípico e não é a causa de deixarmos de operar no Nordeste. Ressalto mais uma vez que a questão é falta de estrutura dos portos``, destacou.

A analista de vendas Vanja Barbosa esteve a bordo do MSC Melody no dia e concorda com a precariedade na infraestrutura dos portos, mas acredita que isso não seja motivo para o cancelamento de cruzeiros no Nordeste. ``Já fiz dois outros cruzeiros além desse e na maioria a gente descia do navio já com um ônibus à nossa espera. Bonitos (os portos) não são, reconheço que precisam melhorar muito para o turismo marítimo crescer, mas isso não é motivo para cancelar a rota nordestina``, disse.

Ela chegou a desembolsar R$ 3.490 para um pacote de sete dias para duas pessoas, saindo de Fortaleza e passando por João Pessoa, Recife, Salvador e Maceió, retornando a capital cearense. ``Tinham aproximadamente 1.470 pessoas a bordo. Pela procura deviam investir mais``, informou.
TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

27 de fevereiro de 2010

 
ESTALEIRO
Petistas acertam defesa do projeto
Para dar subsídios ao líder do Governo, a favor do estaleiro, Salmito esclarece sobre o Plano Diretor de Fortaleza

O presidente da Câmara municipal de Fortaleza, vereador Salmito Filho (PT), deu sequência ontem a um esforço pessoal que está empreendendo para que tenha êxito o projeto de instalação de um estaleiro na Praia do Titanzinho. No início da tarde ele foi à Assembleia Legislativa mostrar ao líder do Governo, deputado Nelson Martins (PT)que não procede a argumentação de que aquela comunidade pertence a uma Zona Especial de Interesse Social (Zeis), conforme mostrou na edição de ontem, o Diário do Nordeste.

Desde que comandou um grupo de vereadores em encontro com o governador Cid Gomes (PSB) para tomar conhecimento do projeto do estaleiro, que o presidente da Câmara está imbuído no propósito de viabilizar a iniciativa, mesmo contra a vontade da sua correligionária, a prefeita Luizianne Lins (PT).

Salmito levou informações e mapas para mostrar a outro correligionário seu, o deputado Nelson Martins, que tem feito a defesa do projeto na tribuna da Casa, que aquela área da cidade de Fortaleza não está coberta por uma Zeis e, portanto, este não será um empecilho à instalação da indústria naval.

Polêmica

Segundo ele, a Capital cearense, diferente de outras do Nordeste, não possui residências, provenientes de invasões, que são os alvos das Zeis, dentro da areia da praia e isso as distancia do local previsto para a implantação do estaleiro.

Ao mostrar o mapa das Zeis, Salmito adiantou que só um projeto de autoria do Executivo poderá demarcar oficialmente a área de interesse social, mas garante que a aprovação do Plano diretor da Cidade, aprovado no fim de 2008, não inclui a faixa litorânea por não haver moradias irregulares nesses locais da Capital.

Para evitar polêmica, o presidente da Câmara informou que o Parlamento está aberto a todas as opiniões e que irá receber na próxima terça-feira, o secretário de Infra-Estrutura do Município, Luciano Feijão, que vai levar o projeto de urbanização que a Prefeitura tem para o local. Mesmo assim, foi irredutível: "a população, assim, ganha duas vezes. Com a instalação do estaleiro, que trará emprego e renda, e com o projeto de urbanização que a Prefeitura tem para o local", acrescenta.

Impasse

Salmito disse não acreditar que o projeto trará retrocesso político para a aliança entre o governador Cid Gomes e a prefeita Luizianne Lins. "A prefeita e o governador são aliados, trabalham juntos e a cidade ganha com isso. Porque isso mudaria agora?", enfatizou, reforçando que o diálogo irá esclarecer todos os benefícios da obra.

Com relação ao fato de Luizianne ter criticado a reunião dos vereadores com o governador e de Salmito estar engajado no projeto, ele argumentou com posições da própria prefeita: "quando era deputada, a prefeita votou contra algumas deliberações da bancada do PT. E a bancada toda respeitou.

Eu tenho um entendimento sobre o assunto, respeito as opiniões, e quero ter as minhas respeitadas. É natural e legítimo que ela defenda o seu projeto como gestora, como também é legítimo que eu tenha a minha opinião. Ela deve respeitar. Isso é do nosso partido", disse.
TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

27 de fevereiro de 2010

 
COPA 2014 - CASTELÃO
Egídio Serpa - Têm e querem mais
Das mais de 10 empresas que manifestaram à Secretaria de Esportes do Governo do Ceará o desejo de participar da licitação de constituição da PPP para a modernização do estádio Castelão, pelo menos três - a Odebrecht, a OAS e a Carioca Engenharia- já estão engajadas em projetos semelhantes em Salvador, no Rio e em outras capitais que sediarão jogos da Copa de 2014. A abertura das propostas dessa licitação será no dia 16 de março.
TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

27 de fevereiro de 2010

 
ESTALEIRO
Egídio Serpa - Suape: 600 ha para estaleiros
Enquanto o ceará transforma em crise política a localização do Estaleiro Promar Ceará, o Conselho da Autoridade Portuária de Suape, em Pernambuco, acaba de aprovar a cessão de uma área de 600 hectares para receber novos estaleiros, inclusive o Promar Ceará, que criará, na primeira fase, 1.200 empregos diretos, com os quais sonham os pernambucanos.
TOPO

O POVO

27 de fevereiro de 2010

 
LICENCIAMENTOS AMBIENTAIS
Mil pedidos para licenças tramitam na Semace
Um dos temas recorrentes quando se trata da chegada de empreendimentos no Ceará é a dificuldade com licenciamento ambiental. A Semace propôs o debate

Henriette de Salvi
henriette@opovo.com.br

Os gargalos dos licenciamentos ambientais no Ceará são complexos e precisam ser discutidos. A realidade é admitida até mesmo pela titular da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), Lúcia Teixeira, que ocupa o cargo há 8 meses. São aproximadamente mil pedidos de licenciamento que tramitam atualmente pelo órgão e cerca de 30 novos pedidos ao dia. ``Temos um governo empreendedor e por isso muita demanda, mas a Semace tem técnicos de 1977 e muitos são pessoas que vieram de outros órgãos``, explica Lúcia, destacando apenas um dos problemas que a superintendência enfrenta.

Para discutir essa e outras questões, estiveram reunidos ontem consultores ambientais, geólogos, sociólogos, arquitetos, engenheiros, empreendedores e juristas com o objetivo de encontrar soluções e promover a qualificação dos envolvidos. Para Lúcia Teixeira é necessário que ocorra uma descentralização, além de um acréscimo de mais de 100% no efetivo técnico do órgão. ``Já existem projetos nesta direção``, antecipa a superintendente.

De acordo com o geólogo Ricardo Teófilo o aspecto técnico é um dos mais importantes. Ele declarou que existem empreendimentos na Semace que estimam investimentos de R$2,8 bilhões que são analisados por técnicos que estão na função há dois meses. ``O Estado tem que buscar condições técnicas sobre o que e como fazer``, afirma.

Os aspectos jurídicos também foram amplamente debatidos no primeiro dia do seminário, que prevê um novo encontro no dia 5 de março. Para o primeiro painel estiveram a procuradora de Justiça do Ministério Público Estadual, Sheila Pitombeira; o advogado Aloísio Pereira; e o presidente da Câmara Brasil Portugal no Ceará, Rômulo Alexandre Soares. ``Em 30 anos tivemos um processo de globalização e não nos atentamos que nossa estrutura não estava adequada para a demanda``, disse a procuradora sobre a legislação atual.

Pereira ressaltou que é preciso definir de quem é a competência para que as licenças sejam emitidas. ``Há discrepância tanto na esfera administrativa como na esfera judicial``, explica. Ele sugeriu que a divisão de competências (órgão federal, estadual ou municipal) seja feita de acordo com o projeto. ``Pode não ser justo, mas tem que ser claro``, argumenta. Soares ratificou dizendo que não há segurança jurídica para os empreendedores, já que ocorre sobreposição de competências.


Saiba mais

1º Seminário sobre Licenciamento Ambiental no Ceará

Data: 5 de março

Horário: das 8 às 17 horas

Local: Auditório da Cogerh

Temas:
- Estudos ambientais (avaliação e propostas para o aprimoramento da sua elaboração e análise; responsabilidade civil e funcional).

- Prazos de concessão e renovação de licenças.


NÚMEROS

300
TÉCNICOS SERIAM NECESSÁRIOS PARA QUE OS PROCESSOS FOSSES AGILIZADOS

110
NOVOS TÉCNICOS VÃO ASSUMIR CARGOS NA SEMACE.
TOPO

O POVO

27 de fevereiro de 2010

 
ELEIÇÕES 2010
Tasso não descarta ser vice de Serra
Senador disse que "não descarta nem carta" possibilidade de ser candidato a vice-presidente

Thiago Paiva
Especial para O POVO
thiagopaiva@opovo.com.br

O senador cearense Tasso Jereissati (PSDB) deixou em aberto a possibilidade de vir a ser candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por José Serra & governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB. O principal líder do partido no Ceará passou a ser cotado para o cargo depois que o governador mineiro Aécio Neves (PSDB) disse, repetidas vezes, que não aceita ser vice de Serra.

``Eu aprendi uma coisa em política: a gente não descarta nem carta, porque, de repente, a coisa muda e a gente fica com a palavra lá embaixo``, declarou o senador ao blog do jornalista Eliomar de Lima, no portal O POVO Online.

O próprio Tasso fez questão de ressaltar, no entanto, que a expectativa do PSDB ainda é ter Aécio como vice. Até dezembro, Aécio era também pré-candidato à Presidência, mas decidiu se retirar da disputa, afirmando que será candidato a senador. Tasso, por sua vez, enfatizou que seu interesse é mesmo disputar a reeleição no Senado. Mas o próprio Tasso considera ``improvável`` que Aécio Neves venha a ser o vice de Serra.

``Eu acho difícil. Acho difícil (Aécio aceitar ser vice). Não acho provável porque ele está muito empenhado na questão dele lá de Minas Gerais e ele acha que, nas circunstâncias, fica difícil fazer campanha pelo Brasil e vai ter que ficar concentrado em Minas Gerais``.

Dúvida
Líder do PSDB na Assembleia, o deputado João Jaime duvida que Tasso tope a empreitada nacional. ``O senador tem nos dito que o projeto dele é no Ceará. Em defesa do Ceará. Ele servirá muito mais ao Estado no Senado``, disse, acrescentando: ``Ele quer manter sua candidatura à reeleição no Senado. E, dentro do partido, existem outros nomes e possibilidades (para ser vice de Serra)``, disse.

Porém, João Jaime reiterou que ``politicamente`` nenhuma possibilidade está descartada. ``Pelo que conheço dele, não creio que isso vá acontecer (ser candidato a vice-presidente), mas, se tiver de ser, ele não se omitirá. Seria uma honra``, disse o deputado.


EMAIS

FHC CRÊ EM CHAPA PURA MESMO SEM AÉCIO

- O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou ontem que uma chapa puro sangue do PSDB à Presidência da República não teria ``necessariamente`` o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, como candidato a vice do tucano José Serra.

- Questionado sobre uma chapa presidencial exclusiva do PSDB, o ex-presidente respondeu: ``Sempre é possível. Não necessariamente o Aécio. Puro sangue depende da circunstância``. FHC lembrou que o eleitor é mais motivado pela figura dos candidatos do que por ideologia. "A população hoje não está acreditando em partidos, siglas, legendas``.

Uma verdade e várias mentiras

Guálter George. Editor-executivo de Conjuntura

O pré-candidato Ciro Gomes considera que a imprensa não está sabendo entender os bastidores do jogo sucessório presidencial. Foi o que nos disse ontem, a mim, à jornalista Kamila Fernandes e ao jornalista Erivaldo Carvalho, enquanto esperávamos começar o programa ``Debates do Povo``, na rádio O POVO/CBN.

Admita-se que ele esteja certo na sua análise, de viés negativo como sempre, sobre como atuam jornalistas e veículos de comunicação no acompanhamento da dinâmica eleitoral de 2010. Uma situação que pode nos levar a propor ao parlamentar, como aos seus colegas políticos, que parem de jogo de cena e passem a agir de maneira mais clara e transparente. Não para facilitar o nosso trabalho, o que seria um objetivo menor. Muito mais para que a população não seja obrigada a entender que quando alguém renuncia a uma candidatura está querendo se dizer mais candidato. É o que fez o tucano mineiro Aécio Neves, segundo nos ``ensinou`` o próprio Ciro durante a conversa. Vamos entender, então: Aécio mostrou-se mais candidato quando disse que não é mais candidato. Ou seja, fechou o caminho do colega paulista José Serra ao anunciar que ele estava livre. Na mesma lógica, quando o nosso deputado, agora eleitor de São Paulo, assegura que é mesmo candidato à sucessão do presidente Lula devemos acreditar que ele não é? Ou é? O pro
blema da nossa política é que a verdade só existe para ser escondida.
TOPO

O POVO

27 de fevereiro de 2010

 
ELEIÇÕES 2010
PR admite que não terá apoio tucano
O PSDB, principal partido que poderia compor o arco de aliança da chapa de oposição ao governador Cid Gomes decidiu que terá candidato próprio na sucessão estadual, segundo informou o próprio Roberto Pessoa, pré-candidato do PR

Ítalo Coriolano
coriolano@opovo.com.br

O prefeito de Maracanaú e pré-candidato ao Governo do Estado, Roberto Pessoa (PR), já articula sua campanha eleitoral ciente de que não contará com o apoio do PSDB. Ontem, durante encontro realizado na Assembleia Legislativa para apresentação do primeiro balanço da chamada ``Caravana 22`` & campanha itinerante de filiação do PR que percorre cidades do Interior -, Pessoa informou que o senador Tasso Jereissati (PSDB) deseja que a sigla tucana tenha candidato próprio. ``Eu já conversei com o senador umas quatro vezes. A última está com três semanas, e ouvi dele a vontade última, agora, de o PSDB ter candidato``, afirmou.

Com isso, foram praticamente enterradas as esperanças de Roberto Pessoa de ter um partido forte no seu arco de alianças para fazer frente à candidatura do governador Cid Gomes (PSB), que deverá postular a reeleição. Mas, apesar da baixa, o prefeito de Maracanaú ainda consegue enxergar um lado positivo. Ele defende que, caso o PSDB tenha um candidato forte, as chances de enfrentar Cid num eventual segundo turno são ainda maiores.

``Eu acho muito bom isso, porque, se o PSDB tiver candidato próprio, botar um candidato bom, com perspectiva de votos, uma vida limpa, e o PSDB com a sua estrutura, que é o maior partido no Ceará, ele pode chegar de 15% a 20% dos votos. E, chegando a isso, teremos segundo turno, o que eu acho uma beleza. Se o PSDB me apoiar bom, se o PSDB não me apoiar, ótimo``, analisou.

Roberto Pessoa também não acredita que a falta de apoio partidário irá prejudicar ou até inviabilizar a sua candidatura. ``Meu amigo, quem tem Deus e Padre Cícero do lado, e o povo, não tá só``, ponderou. Fora essa ajuda do além, o pré-candidato afirma que ainda continua sendo apoiado pelo PPS, mesmo com a decisão do PSDB de ter candidato próprio. Em nível nacional, a sigla socialista já fechou apoio ao candidato definido pelo PSDB para a Presidência da República, que, ao que tudo indica, deverá ser o governador de São Paulo, José Serra. ``A verticalização caiu``, alega Pessoa.

Apoio incerto
O presidente estadual do PPS, Alexandre Pereira, entretanto, não coloca como certa a aliança com o PR de Roberto Pessoa. Apesar de as negociações estarem ``muito avançadas``, ele afirma que tudo ainda depende das definições nacionais. ``A preço de hoje, nós estamos absolutamente com o PR. Mas se o PR apoiar a Dilma, será que fará palanque pra ela aqui no Ceará?``, questionou, acrescentando que a prioridade do partido é eleger um nome tucano para a sucessão do presidente Lula.

Alexandre Pereira também afirma que, se o candidato ao Governo do Estado fosse o senador Tasso Jereissati, o PPS não pensaria duas vezes em apoiá-lo.


NÚMEROS

10
MIL É O NÚMERO DE NOVOS FILIADOS CONQUISTADOS PELO PR DURANTE A CARAVANA 22, QUE COMEÇOU A PERCORRER O INTERIOR EM NOVEMBRO

55
É O NÚMERO DE MUNICÍPIOS QUE JÁ FORAM VISITADOS PELA CARAVANA DO PR, COMANDADA POR ROBERTO PESSOA E LÚCIO ALCÂNTARA

47
É O NÚMERO DE CIDADES DO INTERIOR QUE AINDA SERÃO VISITADAS PELA COMITIVA DE POLÍTICOS DO PR CEARENSE ATÉ O PRÓXIMO DIA 22 DE MARÇO

4
MESES É O PERÍODO QUE O PRÉ-CANDIDATO AO GOVERNO DO ESTADO, PREFEITO ROBERTO PESSOA, FICARÁ VIAJANDO EM BUSCA DE NOVOS FILIADOS

Lúcio critica gestão de Cid na segurança

Principal cabo eleitoral do prefeito Roberto Pessoa (PR), o ex-governador Lúcio Alcântara (PR) não perdeu a chance de alfinetar o governador Cid Gomes (PSB). Ele atacou uma das áreas mais sensíveis do atual Governo & a segurança & afirmando que Cid investiu muito mais recursos do que ele, mas não conseguiu diminuir os índices de violência. Pelo contrário. ``Ele diz que está gastando muito em segurança, e está realmente, ninguém pode negar isso. Mas o resultado é péssimo, porque o número de homicídios só faz aumentar``, disse o ex-governador, deixando transparecer que essa deverá ser a principal bandeira da oposição para atingir, nas eleições, a gestão de Cid.

Lúcio também declarou que Pessoa será eleito para promover o que ele classificou como ``insurreição democrática`` no Estado. ``Não é uma luta contra ninguém, mas uma luta a favor do Ceará, contra um estilo político que não aceitamos``.

Para responder às críticas de Lúcio, o líder governista, deputado Nelson Martins (PT), alegou que os atuais problemas na segurança são uma herança da gestão passada. ``Durante o governo dele (Lúcio) não foi construída uma única delegacia, não foi contratado nenhum policial, não foi reformada nenhuma delegacia. Não foi feito nada, absolutamente nada``.

Ele garantiu ainda que a gestão Cid Gomes é a mais democrática da história. ``Não existia instrumentos de participação. No governo Cid são inúmeros. O Plano Plurianual, por exemplo, é feito desde 2007 com ampla participação
da sociedade``. (IC)
TOPO

O POVO

27 de fevereiro de 2010

 
SIMAGRAN
Estado projeta centro comercial de rochas
Na próxima semana, o Governo do Estado deve receber o terreno para a construção do Centro de Comercialização de Rochas Ornamentais. O objetivo é reunir exploradores do Ceará e dos estados vizinhos em um parque comercial

Camille Soares
camillesoares@opovo.com.br

No atual processo de descoberta (ou reestruturação) de cadeias produtivas no Ceará, um setor que avança é o de rochas ornamentais. Desde o ano passado, o Governo dá indícios da construção de um Centro de Comercialização de Rochas Ornamentais. A partir da próxima semana, o Governo do Estado, segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de Caucaia, Eliseu Santos, terá a área necessária para a construção do Centro.

De acordo com Santos, o terreno, localizado na BR 222, tem 30 hectares e já foi desapropriado. ``O terreno está em fase de doação para a Adece (Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará)``, explica. Ignorando a lentidão das obras públicas, o secretário diz que o Centro estará pronto em junho. A ideia é reunir na área exploradores de rochas do Ceará e estados vizinhos, formando um polo concorrente ao do Espírito Santo.

A segunda fase, como define o secretário, é atrair investidores que venham beneficiar o produto e vender para o mercado externo. ``Quando o comprador chegar, vai fazer tudo em um lugar só``, diz. Para a comercialização internacional, Governo e empresários já se movimentam. ``Estivemos em Portugal e fomos para uma feira de granito na Itália``, observa, referindo-se a um grupo formado por ele, membros da Adece e do sindicato.

Para o presidente do Sindicato da Indústria de Mármores e Granitos do Estado do Ceará (Simagran), Roberto Ribeiro, a exploração das rochas ornamentais é uma das vocações da economia cearense. ``O que nós temos, alinhado com o Governo do Estado, é a ideia de criarmos condições diferenciadas para atrair investimentos e implantar um cluster de rochas ornamentais``, anuncia.

Ribeiro descarta comparações com o polo criado em 1993, em que a maioria das empresas foi à falência. ``As seis empresas que sobraram são o embrião para esse momento``, observa, dizendo que hoje existe uma estratégia pensada e bem articulada.


NÚMEROS

6
INDÚSTRIAS ESTÃO INSTALADAS NO CEARÁ. META É AUMENTAR NÚMERO

7
POR CENTO É O IMPACTO DO SETOR NA ECONOMIA DO ESPÍRITO SANTO
TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

27 de fevereiro de 2010

 
SINDUSCON
Vaivém - Dentro do prazo
Por José Maria Melo

OS IRMÃOS Lisandro e Carlos Fujita, este, ex-presidente do Sinduscon, embarcaram ontem a SP, onde passaram grande parte do dia, participando de uma reunião de interesse da Construtora Fujita. A propósito, eles viajaram rindo à toa, "porque estamos entregando as obras de nossa responsabilidade dentro dos prazos previstos". Primeiramente, o Hospital Regional do Cariri e as obras do Estádio Presidente Vargas, mais conhecido por PV, "estão obedecendo ao cronograma. Serão entregues de acordo com o contrato firmado com a Prefeitura. E o Cuca 5, na Maraponga, no Brisa do Lago, está em ritmo acelerado. Ah ! A Fujita participará de uma grande obra em Fortaleza.

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Ubiratan Aguiar, receberá, no dia 25 de março, a Medalha da Abolição. Será a terceira concedida no Governo Cid Gomes. As duas primeiras foram para o ministro Cesar Asfor Rocha, presidente do STJ e para o cantor Raimundo Fagner.
TOPO

FOLHA DE SÃO PAULO

27 de fevereiro de 2010

 
REGISTRO SINDICAL
Registro sindical
BRASÍLIA - Afirmar que Lula anestesiou o sindicalismo no país talvez seja precipitado. Mas no PT certamente isso aconteceu. É notável que as questões do emprego tenham ficado em segundo plano, quando não de fora, do discurso de Dilma Rousseff e do documento final do congresso do partido.
A palavra sindicato (ou suas variantes) não aparece entre as quase 7.500 do texto que apresenta as diretrizes do PT para o próximo quadriênio. No relatório do congresso de 2007, havia 50 menções.
A agenda trabalhista do PT pós-Lula resume-se ao "compromisso com a defesa da jornada de 40 horas semanais, sem redução de salários".
Proposta, sabe-se, que não recebe o endosso do presidente, de sua candidata e da cúpula partidária. Foi incluída "só para constar".
(Como também é insincera a defesa da diminuição da jornada de trabalho que governistas têm feito no Congresso, manobra que visa tirar o foco dos projetos de lei que atrelam a remuneração das aposentadorias ao salário mínimo.)
Lula domesticou as centrais, e sobretudo a petista CUT, com a distribuição de dinheiro público. Desfalcou-as, nomeando seus líderes para cargos no governo. E tirou-lhes as principais bandeiras (garantiu ganhos reais para o mínimo, valorizou o funcionalismo, engavetou a reforma trabalhista etc.).
Daí que no partido só vozes isoladas hoje puxem o samba trabalhista -como Paulo Paim (RS), que do Senado berra reivindicações no passado vindas dos sindicatos.
Até esses espasmos, porém, têm prazo de validade. A geração sindicalista de Paim -e de Lula, Olívio Dutra, Luís Gushiken, Luiz Dulci, Jacó Bittar etc.- aos poucos deixa a cena. Mesmo nas regiões industriais que os petistas controlam politicamente, como o Vale dos Sinos (RS), não têm surgido substitutos à altura. O PT do futuro parece pertencer à burocracia formada dentro do governo e fundos de pensão.

melchiades.filho@grupofolha.com.br

MELCHIADES FILHO
TOPO

FOLHA DE SÃO PAULO

27 de fevereiro de 2010

 
REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO
O Congresso Nacional deve aprovar projeto que reduz a jornada de trabalho semanal?
TENDÊNCIAS/DEBATES


NÃO

Menos trabalho significa mais desemprego

PAULO SKAF

RECENTES estatísticas que apontam a ascensão à classe média de 30 milhões de brasileiros referendam o peso de nosso mercado interno na vitória contra a crise. Mas propõem uma pergunta: como essas pessoas conseguiram subir de patamar de renda? Dentre todos os fatores conjunturais e macroeconômicos, há uma causa inequívoca: o trabalho.
Bastaria esse exemplo para desqualificar a proposta de emenda constitucional 231/1995, que prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e o aumento da hora extra de 50% para 75%.
Tal matéria visa à criação de mais empregos, mas contraria a lógica matemática e experiências práticas semelhantes, malsucedidas, de outros países. Afinal, menos (horas trabalhadas) com mais (custos) continua dando menos resultado.
A realidade, como a aritmética, é implacável: de 2003 a 2009, o Brasil reduziu a taxa de desemprego de 12,3% para 8,1% por meio do crescimento econômico, não por trabalhar menos tempo. Em contrapartida, a redução da jornada de 48 para 44 horas, estabelecida pela Constituição de 1988, não criou um emprego sequer.
Ou seja, além de não criar postos de trabalho, essa PEC diminuiria a produtividade, comprometeria a competitividade, poderia reduzir exportações e provocar o aumento de inúmeros produtos, bens e serviços. Portanto, é contra a geração de empregos.
O caso mais parecido com o que se pretende fazer no Brasil é o da França, que realizou um longo processo de redução de jornada em duas etapas.
A primeira, iniciada em 1982, impôs diminuição repentina, sem medidas preventivas governamentais de manutenção dos empregos. Ocorreu queda de até 4% nos postos de trabalho. Os grupos de trabalhadores mais prejudicados foram os que recebiam salário mínimo. As autoridades diagnosticaram que a maior parte das empresas afetadas não tinha condições de arcar com o aumento de custos, o que as levou a reduzir quadros.
A segunda etapa, em 1998, foi elaborada com base nos erros da primeira, e o governo francês adotou um pacote de incentivos (flexibilidade e redução fiscal) para as empresas mais afetadas, preservando empregos. Importante: a adesão ao programa era voluntária.
No Brasil, a realidade é diferente da Europa. Aqui, a jornada média já é de 41,4 horas semanais, segundo a Organização Internacional do Trabalho. O índice está abaixo do de países que concorrem conosco: Coreia (43,4), México (43,5), Argentina (41,5), Turquia (49) e Malásia (46,9).
Além disso, 99% das empresas brasileiras são de pequeno e médio porte e respondem por 56% do emprego.
Para as grandes empresas, que já praticam jornadas iguais ou inferiores a 40 horas, a redução não traria efeito algum. Porém, para as pequenas e micros, a obrigatoriedade seria inviável.
Ademais, a jornada de trabalho no Brasil já está alinhada à da maioria das nações, inclusive desenvolvidas, e nossa Constituição permite o moderno entendimento entre empresas e trabalhadores para estabelecer o regime mais adequado a cada atividade e/ou segmento. Não é prudente nivelar organizações diferentes, ramos distintos e peculiaridades produtivas e trabalhistas. Seria anacrônico e autoritário, além de inoportuno. Foi trabalhando que vencemos a crise.
Em vez de uma legislação impositiva, é mais eficaz que empregadores e trabalhadores unam-se na meta do crescimento sustentado, do aumento da produção e das exportações e da consequente criação de empregos.
O diálogo democrático estabelecerá, como já vem ocorrendo, a melhor jornada para cada empresa e setor, promovendo sinergia entre capital e trabalho. Sem dúvida, é por meio dessa atitude madura e avançada, congruente com as demandas da economia mundial, que pavimentaremos nosso caminho ao desenvolvimento.
Assim, por mais que o tema seja atraente ao marketing político, é preciso estar alerta para evitar que os apelos eleitorais deste ano acabem fazendo prevalecer algo insensato para a nação.



--------------------------------------------------------------------------------
PAULO SKAF , 54, empresário, é presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br
TOPO

FOLHA DE SÃO PAULO

27 de fevereiro de 2010

 
REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO
O Congresso Nacional deve aprovar projeto que reduz a jornada de trabalho semanal?
SIM

Ampliar direitos

PAULO PEREIRA DA SILVA

A PEC 231/1995, de autoria dos senadores Inácio Arruda (PC do B-CE) e Paulo Paim (PT-RS), e relatada na Câmara pelo deputado Vicentinho (PT-SP), que propõe a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e que também aumenta o valor adicional da hora extra de 50% para 75%, é importante instrumento de distribuição de renda e ampliação dos direitos dos trabalhadores.
Com a redução da jornada todos ganham. A redução, por exemplo, vai gerar mais empregos, contribuindo para o crescimento do mercado interno, fator importante para o crescimento econômico. De acordo com o Dieese, a implementação da medida tem o potencial de criar cerca de 2 milhões de postos de trabalho.
Há ainda as vantagens sociais, já que o trabalhador terá mais tempo para a família, o lazer e sua própria qualificação profissional. A medida também vai contribuir para a diminuição dos acidentes de trabalho, resultado das jornadas exaustivas.
Como percebemos acima, os benefícios para a sociedade são tantos que diversos países registram uma carga menor do que a brasileira. Exemplos: Espanha (35,3 horas semanais), Alemanha (37,6), Reino Unido (40,7).
Nas últimas décadas, as inovações tecnológicas e organizacionais, as várias formas de arranjos produtivos, o aumento substancial da educação e um maior nível de qualificação dos trabalhadores resultaram num excepcional aumento de produtividade para as empresas. Dados do IBGE, por exemplo, revelam que a indústria da transformação registrou um aumento da produtividade de 84% entre 1988 e 2008.
Percebemos claramente que houve grande ganho por parte do setor patronal e que a redução da jornada é uma forma justa de distribuir entre os trabalhadores parte dos ganhos acumulados. O custo da implantação da redução da jornada para 40 horas semanais é de 1,99%. Como a produtividade na indústria tem crescido constantemente, em pouquíssimo tempo o aumento de custo já estaria mais do que compensado. Aliás, estudo da Fiesp recém-divulgado dá conta de que a expansão da produção em boa parte é sustentada pelo aumento da produtividade dos trabalhadores.
Como todas as grandes conquistas são resultados de lutas árduas, as centrais sindicais (Força Sindical, CUT, CGTB, CTB, UGT e Nova Central), na chamada Unidade de Ação, estão com suas agendas centradas na mobilização nos locais de trabalho e nas ruas e na aprovação da medida no Congresso Nacional, visando esclarecer a nação e sensibilizar os parlamentares sobre a importância de reduzirmos a jornada de trabalho.
Vale lembrar que, em 2008, as centrais sindicais entregaram ao Congresso, como símbolo da vontade popular, 1,5 milhão de assinaturas pela redução da jornada.
A luta pela redução da jornada acontece desde os primórdios do capitalismo. No início era uma questão da própria sobrevivência dos trabalhadores, que tinham jornadas que chegavam a 18 horas por dia.
No Brasil, duas reduções aconteceram devido à organização e à mobilização dos trabalhadores. A luta dos trabalhadores resultou na promulgação da Constituição Federal, em 1988, quando a carga horária de trabalho no país, que era de 48 horas/semana desde 1934, foi oficialmente fixada em 44 horas semanais. Hoje, muitas categorias têm carga menor, fruto da negociação dos sindicatos e da pressão na hora de fechar os acordos coletivos.
Recentemente o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), apresentou uma proposta de reduzir a jornada em 2011 para 42 horas, com a perspectiva de nova redução, negociada entre capital e trabalho, a partir de 2013. A Força Sindical está consultando suas entidades filiadas e os trabalhadores sobre essa proposta.
Em princípio entendemos que houve avanço na negociação e elogiamos a atitude e o bom senso do presidente da Câmara em buscar um equilíbrio entre as relações capital-trabalho.
Não há a menor dúvida de que essa importante mudança na legislação é extremamente necessária e interessa aos trabalhadores e à sociedade em geral, porque gera empregos, melhora a qualidade de vida, fortalece o crescimento econômico e consolida os direitos dos trabalhadores.



--------------------------------------------------------------------------------
PAULO PEREIRA DA SILVA , o Paulinho, 54, é presidente da Força Sindical e deputado federal (PDT-SP).

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br
TOPO