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Fortaleza, CE - domingo, 24 de janeiro de 2010 |
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| AIRM - ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de janeiro de 2010 |
| SELEÇÃO - RECURSOS HUMANOS | |
| Fiec recruta: Analista | |
Fiec recruta: Analista
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de janeiro de 2010 |
| SELEÇÃO - RECURSOS HUMANOS | |
| Sesi recruta: Agente Administrativo Operacional | |
Sesi recruta: Agente Administrativo Operacional
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de janeiro de 2010 |
| SELEÇÃO - RECURSOS HUMANOS | |
| Sesi recruta: Professor Educação Física | |
Sesi recruta: Professor Educação Física
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| O POVO |
24 de janeiro de 2010 |
| CURSOS | |
| Pop Cursos - OPORTUNIDADES NO SENAI/AUA | |
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Cursos técnico nas áreas de metalmecânica, automação, informática e gráfica estão sendo oferecidos pelo Senai, com sede no bairro Jacarecanga. Para a maioria deles, as inscrições começam em março, e o investimento varia de R$ 105 a R$ 640. Para outras informações, ligue para os telefones (85) 3421.5300 ou 3421.5303.
SERVIÇO SENAI Rua Padre Ibiapina, 1280 - Jacarecanga Telefone: (85) 3421.5300/ 3421.5303 | |
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| O POVO |
24 de janeiro de 2010 |
| CURSOS | |
| Pop Cursos - SENAI/CETAE | |
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Rua Júlio Pinto, 1873 - Jacarecanga. Telefone: (85) 3421.5200
> Capacitação para Instrutores de Treinamento (80h) Período: 25/1 a 24/2 - Horário: 18h as 22h - Investimento: R$ 325 >Administração de Pessoal (40h) Período: 25/1 a 10/2 - Horário: 18h30 as 21h30 - Investimento: R$ 145 > Treinamento de CIPA (20h) Período: 1 a 5/2 - Horário: 13h as 17h - Investimento: R$ 80 >Interpretação da NBR ISO 9001 (20h) Período: 1 a 5/2 - Horário: 18h as 22h - Investimento: R$ 145 | |
| TOPO | |
| O POVO |
24 de janeiro de 2010 |
| CURSOS | |
| Pop Cursos - SENAI - CFP AUA | |
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Av. Padre Ibiapina, 1280 - Jacarecanga. Telefone: (85) 3421.5300/ 3421.5303 - Email: senai-aua@sfiec.org.br - Site: www.senai-ce.org.br
> Soldador – (Solda elétrica e Oxiacetileno) (160 h) Período: 3/2 a 6/4 - Horário: 7h30 as 11h30 Período: 3/2 a 6/4 - Horário: 13h as 17h Investimento: R$ 640 > Mecânico de Manutenção de Máquinas Industriais (160 h) Período: 8/2 a 9/4 - Horário: 7h30 as 11h30 - Investimento: R$498 > Comandos Pneumáticos (40h) Período: 22/2 a 11/3 - Horário: 18h30 as 21h30 - Investimento: R$105 > Informática Básica (60h) Período: 1 a 29/3 - Horário: 18h30 as 21h30 - Período: 22/3 a 19/4 - Horário: 18h30 as 21h30 - Investimento: R$190 | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de janeiro de 2010 |
| MÃO-DE-OBRA QUALIFICADA | |
| Onde está a mão-de-obra qualificada? | |
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Com a economia sinalizando crescimento, volta à tona o velho problema da escassez de profissionais qualificados
Recuperado do furacão que varreu a economia mundial, o Brasil corre atrás do prejuízo por índices mais promissores de crescimento. Não é por menos, que, a cada dia, aumentam as previsões de que o País crescerá acima de 5% em 2010. Diante dos primeiros sinais de ascensão da economia, entre as muitas feridas expostas pelo País, volta à tona o velho problema da escassez de profissionais qualificados no mercado de trabalho. Mais investimentos públicos e privados, pré-sal e os eventos da Copa do Mundo e Olimpíadas, por exemplo, vão aumentar a oferta de vagas. Só para 2010, o ministro do Trabalho, Carlos Luppi, não esconde a expectativa do governo de que dois milhões de empregos com carteira assinada sejam gerados no País, com a economia crescendo com mais vigor no Nordeste. Mas onde está a mão-de-obra? Esse pessoal está de fato preparado para atender aos novos desafios e suprir as necessidades do mercado? Unânimes, os especialistas respondem que não. "Com o ritmo de desenvolvimento aumentando, empresas dos mais diversos ramos encontram dificuldades de contratar profissionais qualificados", afirma Fernando Augusto Trevisan, diretor da Trevisan Escola de Negócios. Assim como acontece no País, o Ceará não foge à regra. Apesar do excesso de oferta, falta qualificação. "Essa mão-de-obra existe, pois no momento há um excesso de oferta em vários níveis. Cerca de 172 mil pessoas, segundo dados do IDT de novembro último, estão desempregadas no Estado", lembra a diretora geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Estado (Ipece), Eveline Barbosa. Porém, apesar da quantidade disponível, ressalva o diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial no Ceará (Senai-CE), Francisco das Chagas Magalhães, "ainda não temos pessoal qualificado para atender à demanda". A priori, os setores mais atingidos, seriam os que estão com a demanda aquecida, como as indústrias do petróleo, mineração, construção civil, naval, tecnologia da informação, siderurgia, confecções, varejo, alimentos e bebidas. Segundo Magalhães, estudo em vias de finalização, conduzido pelo Senai-CE, para identificar a demanda de formação profissional no período que vai de 2010 a 2014, tendo em vista os principais investimentos previstos para o Estado, a projeção inicial sinaliza para a necessidade de quase 166 mil profissionais devidamente qualificados para trabalhar, nos próximos seis anos, em áreas como a fabricação de calçados, construção civil, confecção, alimentos e bebidas, móveis, minerais não metálicos e produtos de metais. Sem contar os profissionais que serão demandados pelo setor de serviços, por conta do turismo. "Esse é um desafio colossal para o sistema educacional, em geral, e para as escolas de formação profissional, em particular. Apesar dos reconhecidos avanços quantitativos dessas instituições, a defasagem qualitativa ainda é enorme. A qualidade do pessoal formado por essas escolas, inclusive pelas faculdades, está muito atrás das exigências da produção", dispara o professor de Relações do Trabalho da FEA/USP, José Pastore. ANCHIETA DANTAS JR. REPÓRTER MARCO HISTÓRICO PIB do Ceará deve alcançar fatia de 2% Mesmo sem os projetos estruturantes estarem prontos - como a siderúrgica e a refinaria -, o Ceará está prestes a registrar um feito histórico em sua economia. De acordo com o governador Cid Gomes, tudo indica que, ao fim deste ano, o Estado passe a representar 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. "O Estado nunca chegou a esta marca: sempre ficamos com uma participação histórica um pouco acima de 1%. O máximo de representação que marcamos foi 1,96%", comparou ele. O chefe do Executivo estadual reconhece, entretanto, que a participação do Ceará no total da riqueza gerada no País ainda é muito pequena, mesmo chegando a 2%. "Somos 4,4% do total da população brasileira. Se não houvesse desigualdade regional, nossa participação no PIB brasileiro era para ser desta ordem", completou. No último trimestre encerrado em setembro, o PIB cearense cresceu 3,5%, contra um desempenho negativo de 1% para a economia brasileira. "Isto significa que o caminho que a gente tem de trilhar está a pleno vapor", declarou o governador, destacando que os projetos como a siderúrgica e a refinaria têm um peso capaz de transformar completamente a economia local, a partir de 2013. A Capital cearense ocupa a 2ª posição dentre as nove capitais do Nordeste, perdendo apenas para Salvador (BA), no PIB Municipal para os anos de 2002-2007. No último ano do levantamento, a economia de Fortaleza gerou R$ 24,47 bilhões e um PIB per capita de R$ 10.066,00, superior ao per capita do Estado, que chegou a R$ 6.149,00, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo Eveline Barbosa, diretora geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), os resultados do levantamento mostram uma ligeira desconcentração da riqueza, haja vista que alguns municípios importantes e pertencentes à Região Metropolitana de Fortaleza tiveram suas participações reduzidas, como a própria Capital, que perdeu participação na economia cearense e na da Região Metropolitana. O PIB dos Municípios representa o rateio da renda gerada, no Ceará, entre 184 cidades, mediante metodologia do IBGE. EDUCAÇÃO Números atestam baixa qualificação Os números da educação no Brasil comprovam as barreiras que o País ainda tem a superar. Pesquisa do Instituto de Economia Aplicada (Ipea), divulgada na última semana, mostra que, apesar do acesso ao ensino ter melhorado - 82% dos jovens de 15 a 17 anos frequentavam a escola em 2007-, menos da metade desse contingente cursava o ensino médio e apenas 13% dos que tinham entre 18 a 24 anos cursavam o ensino superior. No Ceará, segundo a economista Eveline Barbosa, diretora geral do o Ipece, as estatísticas revelam que cerca de 47% da população tem apenas o ensino fundamental completo, com 27% dos adultos com ensino médio concluído e só 6% deles com curso superior. "Contudo o número médio de anos de estudo vem evoluindo. A média em 2008, último dado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, foi de sete anos de estudo para o País, semelhante ao número médio de anos de estudo na Região Metropolitana de Fortaleza, 7,5 anos", ressalva. Diante dessa realidade, a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) detecta que 56% da empresas brasileiras têm problemas por falta de mão-de-obra qualificada. Os setores que mais sofrem são, não por mera coincidência, os que mais têm contribuído para a expansão econômica do País. Para corroborar esse número, o Ipea calcula que a reserva de mão-de-obra no Brasil é de 9,1 milhões de profissionais, mas apenas 18% têm qualificação. (ADJ) SAMIRA DE CASTRO REPÓRTER TURISMO COMO VOCAÇÃO Faltam profissionais no lazer Num momento em que o trade turístico cearense comemora os resultados da alta estação, a mão-de-obra menos qualificada também é fator limitante ao crescimento dos negócios. De acordo com Rodolphe Trindade, vice-presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel-CE), o segmento necessita de profissionais para atuar como garçons, cumins (ajudante de garçom) cozinheiros, barmans e até gerentes de empreendimentos. "Virou igual a jogador de Seleção Brasileira: a gente tem de contratar a peso de ouro", comenta Trindade, que é proprietário da casa de shows Pirata. Segundo ele, uma das regiões com maior demanda por pessoal é a Praia do Futuro. "Se você chegar ali com 200 garçons, contrata todos". Agora, é preciso ter experiência e saber atuar com disposição. De acordo com representantes do trade, o que falta é pessoal com qualificação para atuar. "Eu precisei de 15 garçons na segunda-feira, que é um dia que todos estão de folga, e não tinha um sequer disponível", conta. O Ceará tem bons profissionais na área de restaurantes que não ficam no Estado. Muitos vão para o Rio de Janeiro e São Paulo. Após atuar em praças com salários mais altos, dificilmente querem retornar ao mercado cearense. Hotel Escola Na tentativa de sanar o problema de mão de obra qualificada, a Prefeitura de Fortaleza, em parceria com o Governo do Estado, está negociando a construção de uma escola de hotelaria. Ficaria num terreno já desapropriado em frente ao Hotel Marina Park, no Moura Brasil. "Na verdade, a Abrasel-CE já pleiteava a criação de uma escola de gastronomia mas a Prefeitura manifestou o interesse em ampliar a ideia e criar uma escola para a formação de outros profissionais e não só garçons e chefs", relata o presidente da entidade, Augusto Mesquita. De acordo com ele, a iniciativa é bem-vinda porque amplia o leque de trabalhadores a serem qualificados, incluindo camareiras, recepcionistas etc. (SS) INVESTIR EM PESSOAL Governo sabe do desafio e promete agir Para o secretário executivo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), André Figueiredo, embora o País disponha da quantidade de mão-de-obra necessária para atender a demanda criada pelas obras do PAC e pelo turismo e atividades afins, a qualificação ainda é um grande desafio para o governo. "A mão-de-obra existe, mas boa parte dela não é qualificada, daí a nossa preocupação", reconhece. Não é à toa, destaca, que assim como para suportar o crescimento econômico que se projeta para o Brasil, neste e nos próximos anos, o governo federal apostou no extenso rol de infraestruturas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) - cujos investimentos envolvem verbas da ordem de R$ 502 bilhões -, à educação profissional também tem sido reservada parcela considerável de recursos. "Nunca se investiu tanto em educação profissional como se investiu no Brasil nos últimos três anos. O desembolso chegou a R$ 2 bilhões só com recursos do governo federal", destaca. Programas Nesse sentido, afirma o secretário executivo do MTE, o ministério opera com diversos programas avançados de qualificação. "O Ministério trabalha com duas vertentes. Uma mais especializada e outra para os beneficiários do Bolsa Família, ciente de que a qualificação profissional é o melhor caminho para a inclusão social. O próximo passo é triplicar o número de jovens nas salas de aula no Brasil, hoje em 110 mil", fala. Entre os programas mais especializados, no âmbito do Plano Nacional de Qualificação (PNQ), Figueiredo cita a qualificação de 300 mil pessoas, em todo o País, por meio do Programa Jovem Trabalhador e de mais 120 mil referentes aos Planos Setoriais de Qualificação (PlanSeqs), em parceria com sindicatos, empresas, movimentos sociais, governos municipais e estaduais. De acordo com ele, no Ceará, o número de alunos em sala de aula e em vias de ingressar, por meio do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem), chega a um total de 13 mil. Já contemplados pelos PlanSeqs, existem cerca de dois mil no segmento têxtil, um mil no setor de comércio e serviços, cinco mil na construção civil, dois mil no turismo, cerca de 800 pessoas na área de educação física, sem contar mais 3,4 mil beneficiados com o microcrédito. "E agora vamos criar no Ceará, assim, como fizemos com o setor de petróleo e gás em Pernambuco, programas específicos voltados para a siderurgia e o refino de petróleo. São cursos que serão implementados em momentos diferentes, ou seja, durante a construção dos empreendimentos e depois durante a sua operação, pois serão demandados perfis distintos de trabalhadores em cada uma dessas fases", adianta Figueiredo. Copa do Mundo Além desses esforços, acrescenta o secretário, o ministério investe ainda em programas de qualificação para o turismo, tendo em vista a realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas em 2016, que vão ser implantados ao longo dos próximos quatro anos. Um outro ponto que merece destaque nas iniciativas do governo, ressalta, é com relação à qualidade da profissionalização ofertada. "Há a preocupação de incluir, mas também de qualificar e certificar as entidades qualificadoras, que passaram a ser rigorosamente selecionadas e para quais também passou a ser concedido um selo de qualificação", diz Figueiredo. "Não estamos preocupados apenas em gerar mais postos de trabalho, mas também em manter os atuais, evitando, assim, uma grande rotatividade. Até porque é importante que sobrem mais recursos para continuar a qualificar", acrescenta. "Com todos esses programas, nossa meta de inserção no mercado de trabalho é de pelo menos 30% do total de pessoal treinado", afirma. (ADJ) ESTRUTURA E PROFESSORES Ensino superior se articula Diante desse universodeoportunidades e em meio a uma série de iniciativas individuais para contornar a carência de pessoal qualificado, a articulação surge como palavra de ordem. Prova disso é que universidades, governos e empresas começam a unir forças para atender às atuais exigências de qualificação. Novos cursos de graduação e pós-graduação, o aumento do quadro de docentes, a melhoria das instalações e a ampliação da estrutura física em direção ao Interior do Estado compõem o rol de medidas tomadas nessa direção para reforçar o ensino superior no Ceará. “Atentas a esse cenário, empresas e universidades começam a sintonizar suas ofertas de cursos com as necessidades do mercado como é o caso da Unifor [Universidade de Fortaleza] que criou os cursos de graduação em Engenharia Ambiental, Engenharia de Produção, de Telecomunicações, Engenharia Elétrica e Eletrônica, Audiovisual e Novas Mídias”, destaca a professora de Recursos Humanos Ana Maria Cavalcante de Vasconcelos, do Curso de Administração da Unifor, que também atua como assessora pedagócica. Segundo ela, a pós-graduaçãocaminha na mesma direção. “A Uniforvemofertado ainda cursos de especialização em diversas áreas do conhecimento, como o de Processo e Refino de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, para atender os setores em ascensão noCeará.Semcontar o mestrado em Administração de Empresas, Informática Aplicada, Saúde Coletiva, Psicologia, Direito e agora o doutorado em Administração de Empresas, Direito Constitucional e Biotecnologia”, destaca. Com isso, a Unifor já oferta 31 cursos de graduação, mais de 80 cursos de especialização e MBA e cursos de mestrado e de doutorado. Já quase 77% do corpo docente é formado por mestres e doutores. Para o professor Custódio Almeida, pró-reitor de graduação da Universidade Federal do Ceará (UFC), apesar das muitas respostas que a UFC já pode dar para o mercado de trabalho, na formação de mão-de-obra e conhecimento, muitas outras estão a caminho. “A UFC já conta com uma enorme infraestrutura e está a caminho de completar um planejamento que responderá substancialmente os desafios do mercado de trabalho nos próximos anos”, afirma. Segundo ele, o planejamento da instituição prevê a criação de 27 cursos de graduação até 2012 e a ampliação da pós-graduaçãocommais cursos de mestrado e doutorado. “De 2007 para cá já criamos 22cursos de graduação, 13 mestrados e 13doutorados.Aumentamos a quantidade de docentes, com o número de professores efetivos doutores já se aproximandode 1.200, muitos servidores técnico-administrativos também foram incorporados ao quadro efetivo. Expansão de cursos e renovando os equipamentos de laboratório, para ensino e pesquisa”, fala. “Desse modo, já temos na UFC 100 modalidades de cursos de graduação, 54 mestrados e 35 doutorados”, destaca Custódio Almeida. Ainda de acordo com ele, o planejamento também estendeu mais a universidade para o Interior do Ceará – região Sul/Cariri, região Norte/Sobral e região Central/Quixadá. “Já contamos, em 2010, com 20 cursos de graduação no interior e três mestrados. Além disso, na área de formação para a escola básica temos oito cursos semi-presenciais em funcionamento, em 28 municípios do Estado”, completa Almeida. “O Ceará precisa dar respostas para um mercado em ebulição. Penso que ele ainda não está pronto para responder tamanho desafio do mundo do trabalho é preciso ótima articulação entre diferentes entidades e instituições que devem formar parcerias. É um verdadeiro esforço coletivo para que as oportunidades históricas não sejam desperdiçadas e, sim, muito bem aproveitadas. Isso pode significar um grande salto de emancipação social no estado”, avalia o professor. (ADJ) EDUCAÇÃO PROFISSIONALIZANTE Esforço para garantir técnicos Assim como no ensino superior, ações planejadas e articuladas envolvendo instituições públicas e privadas para garantir a educação profissionalizante também estão acontecendo na expectativa de elevar o número de profissionais técnicos no Ceará. Quantidade que, segundo o diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial no Estado (Senai-CE), Francisco Magalhães, ainda deixa a desejar em relação à média nacional e ainda à de nações mais industrializadas. "A proporção de alunos do ensino médio matriculados no ensino técnico no Ceará é de apenas 7%, índice abaixo do registrado no País, em torno de 8,5%, o que por sua vez está bem abaixo daquele registrado em países mais industrializados como a China, onde chega a 41%", pontua. "Esta é uma questão crítica. Estamos super defasados", argumenta o diretor. Dessa forma, avalia Magalhães, torna-se necessário que o capital institucional passe a atuar conjuntamente, ao invés de cada entidade apresentar projetos individuais. "Precisamos de uma atitude de cooperação, de interlocução", expõe. Nesse sentido, "a principal arma do governo cearense para garantir a mão de obra que será demandada tanto nas fases de construção como de operação dos grandes projetos estruturantes que serão instalados no Estado é o Centro de Treinamento Técnico Corporativo do Pecém (CTTC)", afirma a coordenadora de Educação Profissional da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará (Secitece), Hortência Sucupira. "O CTTC é coordenado pela Secitece, tendo como parceiros instituições como o Senai, o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), o antigo Cefet, complementado com o apoio da Secretaria de Educação do Estado (Seduc), que está disponibilizando escolas de ensino médio integradas à educação profissional. Esse é o foco da nossa capacitação". Segundo Hortência, a expectativa é treinar 12 mil pessoas por ano, a partir do fim de 2010. Serão investidos recursos superiores a R$ 27 milhões com obra e equipamentos para funcionamento do Centro, que terá uma área de 9,1 mil metros quadrados e uma área projetada total de 16 mil metros quadrados, contemplando as áreas administrativas e de ensino, cozinha semi-industrial, três laboratórios - petroquímica, eletrome-cânica e construção civil -, assim como um auditório com capacidade para 275 pessoas. Com relação ao turismo, outro setor que deverá demandar uma quantidade considerável de mão de obra qualificada por conta da realização do mundial de futebol, tendo Fortaleza como uma das cidades-sedes, a coordenadora de Educação Profissional da Secitece fala que existe o projeto "Agente da Copa do Mundo Fifa 2014", cuja a expectativa é capacitar cerca de 10 mil profissionais a cada ano até 2014, totalizando 40 mil pessoas treinadas. "O investimento é de R$ 73 mil e envolve a preparação nas áreas de hotelaria, esportes, cultura, lazer e idiomas", conta. Ainda de acordo com ela, o governo também está iniciando a construção de mais duas faculdade tecnológicas no Interior do Estado, as chamadas Fatec, sendo uma em Itapipoca e a outra em Iguatu. "O que chama a atenção é que as empresas atraídas para o Ceará também têm procurado o governo estadual para formar parcerias na capacitação de pessoal, até porque a expectativa é de que elas contratem mão de obra local". "O importante é que já iniciamos a implantação de uma estrutura de ensino profissionalizante no Ceará para evitar que venha a acontecer o chamado ´apagão´ de mão de obra. O Estado de São Paulo já passou por isso e hoje não tem mais esse problema, pois já tem essa estrutura toda montada", argumenta Hortência. "A Secitece está responsável pela reestruturação desse sistema de ensino, em pareceria com os Instituto Centec, com os Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs) e as Fatecs, reforçando ainda a sua interiorização", completa. (ADJ) Artigo Falta gente preparada? Paulo Meyer Nascimento e Divonzir Gusso - Técnicos de Planejamento e Pesquisa do Ipea Alertas sobre uma possível carência de pessoal qualificado no Brasil têm sido recorrentes em vários setores empresariais, sobretudo no meio industrial. E isso, naturalmente, repercute em alguns segmentos da academia e nas áreas de governo relacionadas ao problema. Tem-se utilizado, inclusive, como é de costume, um neologismo: "apagão da mão-de-obra qualificada" - uma aguda insuficiência de sua oferta em face das preponderantes perspectivas de a economia brasileira retomar uma trajetória de forte crescimento no pós-crise. Sem desmerecer esses alertas, é preciso, contudo, estudar com cuidado essas tendências no setor produtivo e na oferta de e demanda por mão-de-obra qualificada no Brasil. Embora esses alarmes mencionem a economia de modo mais generalizado, as evidências surgidas até o momento referem-se a carências localizadas em situações que exigem formação bastante específica. É o caso, por exemplo, de relatórios acerca das demandas do Pré-Sal, como um do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Pet róleo e Gás Natural (Promimp) sinalizando possíveis carências na área de engenharia para Transportes Marítimos (TM) e outros segmentos da exploração e produção de petróleo e gás; ou de um estudo lançado em 2009 por uma entidade ligada ao setor de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), que aponta uma série de possíveis outras carências para aquele setor nos próximos anos. Vale ressaltar, mais uma vez, que tais resultados remetem a setores e ocupações específicos. Quanto a vir a ocorrer, futuramente, um "apagão" da mão-de-obra especializada no Brasil, comprometendo o crescimento da economia, é preciso usar de muita cautela. Num primeiro momento, o que se consegue observar é ter havido, de fato, uma aceleração de demandas por trabalhadores com qualificações mais elevadas ao longo de 2002-2008; tanto que, com a crise iniciada em setembro de 2008, houve uma certa novidade: muitas empresas fizeram redobrados esforços para preservar seus quadros de maior capacitação. Tampouco se pode desconhecer que vários ramos já estavam encontrando dificuldades para recrutar engenheiros e outros profissionais especializados. Por outro lado, se a economia brasileira crescer entre 5% a 7% ao ano, na década que se inicia, a dinâmica atual da formação de engenheiros nos cursos de graduação daria conta, em princípio, de atender as demandas decorrentes por esses profissionais. Claro que poderia haver excessos em alguns ramos e escassez em outros, pois o perfil de oferta de graduados de hoje resulta das opções de admissão nos vestibulares de cinco a sete anos atrás. Neste nível muito geral, para se ter uma ideia, o total de diplomados em engenharias, entre 2000 e 2008, segundo os dados do MEC, chega a pouco mais de 300 mil. Por conseguinte, o estoque de diplomados em engenharias teria aumentado, neste período, de 527,7 mil - conforme os dados do Censo Demográfico de 2000 - para cerca de 750 mil pessoas, ao se computarem os novos engenheiros formados e os eventuais falecimentos e aposentadorias ocorridos nesta categoria. Uma hipótes e com a qual trabalhamos é a de que certas áreas de formação não são exatamente prejudicadas por falta de profissionais, mas por configurações de nossas estruturas de produção e emprego e, ainda, dos incentivos que o próprio mercado dá ao indivíduo em áreas específicas, como as engenharias, e em determinados momentos. Para ilustrar esse argumento, vejamos alguns dados e conjecturas: da disponibilidade de 750 mil diplomados em engenharia, somente algo em torno de 200 mil encontram-se desempenhando funções propriamente de engenheiros. Se o mercado não o "premia" a contento por seu engajamento nas atividades profissionais que a princípio escolheu, é bem possível - e na prática muito frequente - que opte por outras ocupações para as quais suas competências técnicas igualmente lhe abrem as portas, como as do setor financeiro, de serviços a empresas, ou mesmo em diferentes funções no setor público. NESTE ANO Senai vai investir R$ 40 milhões em capacitação Considerada uma das mais importantes instituições de educação profissional do País, nos últimos dois anos, o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) capacitou mais de 30 mil trabalhadores em diversas áreas no Ceará. Mas a expectativa é aumentar ainda mais esse contingente, dada a certeza de que os projetos atraídos para o Estado começam a sair do papel. "As empresas estão imensamente preocupadas com essa realidade. Elas estão vendo que investir em qualificação dá retorno. Então, é inevitável buscar mais produtividade por meio dos recursos humanos, tendo em vista a evolução tecnológica, de processos e de inovação", destaca o diretor regional do Senai-CE, Francisco das Chagas Magalhães. De olho nessa tendência, explica, é que a entidade já projeta investimento de R$ 40 milhões na educação em 2010, que se somados ao valor previsto pelo Serviço Social da Indústria (Sesi), a cifra chega a R$ 50 milhões. "Hoje em dia é compulsório o profissional estar mais qualificado. A mão de obra nessa condição é essencial para garantir a qualidade e a conformidade dos produtos", fala. Isto porque, detalha Magalhães, em empresas com grande densidade tecnológica, como as que estão vindo para o Ceará, o perfil do profissional a cada dia se eleva mais. "Hoje, no mínimo, o trabalhador precisa ter o ensino médio e ter conhecimento para lidar com a tecnologia da informação, com outros idiomas, cálculos, robótica, entre outras áreas. Então, temos que formar agora, tendo em vista que já temos a certeza de que tudo vai realmente acontecer. Ainda não temos pessoal qualificado para atender a essa demanda, mas o que posso dizer é que o Estado, articulado com as instituições de ensino, está consertando essa realidade", afirma. Para isso, reforça, o Senai-CE está investindo em novos laboratórios, em oficinas e ampliando o quadro de formadores. "O grande desafio é alinhar todo esse esforço com a necessidade do mercado. Por isso, é importante o diálogo entre os atores envolvidos no processo, sejam empresas, governos, instituições de ensino, para identificar qual o real contingente de mão de obra necessário para ocupação", conclui. (ADJ) Opinião do especialista Ceará está atento às oportunidades Eveline Barbosa Diretora do Ipece Diria que o Ceará está se preparando bem e as oportunidades são bem vindas. A criação de novos postos de trabalho na indústria na construção civil e no comércio já é uma realidade e em 2010 as oportunidades irão aumentar em decorrência de investimentos do Estado em projetos estruturantes e na educação, que por sua vez tem representado maior atratividade para a vinda de empreendimentos ao Estado. O governo tem investido na capacitação de mão-de-obra a partir das escolas de educação profissional. Além disso, os Centecs cumprem importante papel na formação de pessoal qualificado. A qualidade da educação básica é fundamental e as escolas profissionalizantes favorecem o ensino de qualidade. Ao mesmo tempo, o Programa Alfabetização na Idade Certa (PAIC), instituído em 2007, cujo principal objetivo é que todos os alunos do Estado dominem na idade certa a leitura, a escrita e a habilidade de cálculo é um grande propulsor da educação de qualidade. Ademais, como resposta ao crescimento econômico existem diversos cursos sendo ofertados pela iniciativa privada em diferen- tes áreas. Hoje, são oferecidos cursos de formação profis- sional voltados para as áreas sobre as quais recairá a maior demanda e que registram os maiores avanços em termos de crescimento do PIB, como as áreas de tecnologia e aquelas voltadas ao turismo receptivo. Veja que em 2009 houve um aumento de quase 25% no saldo de emprego em relação a 2008 só na indústria de calcados, 11% na indústria metalúrgica e de 6% no saldo de emprego em alojamento e alimentação que é utilizada como proxy do setor turístico.
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Senai recruta: Intrutor (a) Educacional Superior
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Senai - Invista no seu futuro profissional
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Av. do Contorno, 1395, Distrito Industrial, Maracanaú-CE
Tel.: (85) 3421-5005 Pneumática Período: 01/02 a 12/02/2010 Investimento: R$ 103,00 Informações: é requisito ter, no mínimo, 16 anos e Ensino Fundamental completo. Turma das 8h às 12h; carga de 40 horas / aula. Eletricidade Básica Período: 01/02 a 24/02/2010 Investimento: R$ 160,00 Informações: é requisito ter, no mínimo, 16 anos e Ensino Fundamental completo. Turma das 8h às 12h; carga de 60 horas / aula. Comandos Elétricos Período: 22/02 a 29/03/2010 Investimento: R$ 300,00 Informações: é requisito ter, no mínimo, 16 anos, Ensino Fundamental completo e curso de Eletricidade Básica. Turma das 18h às 21h; carga de 80 horas / aula. Eletrônica Linear Período: 01/02 a 03/03/2010 Investimento: R$ 290,00 Informações: é requisito ter, no mínimo, 16 anos, Ensino Fundamental completo e curso de Eletricidade Básica. Turma das 8h às 12h; carga de 80 horas / aula. Lubrificação Período: 01/02 a 08/03/2010 Investimento: R$ 45,00 Informações: é requisito ter, no mínimo, 16 anos e Ensino Fundamental completo. Turma das 8h às 12h; carga de 21 horas / aula. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de janeiro de 2010 |
| CURSOS | |
| Cursos - Senai Certrem | |
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Núcleo de Atendimento ao Cliente (NAC) - Tel.: (85) 3421-5104
Boas Práticas de Fabricação (BPF) Período: 08/02 a 11/02/2010 Investimento: R$ 65,00 Informações: é requisito ser profissional ou acadêmico dos cursos de Nutrição, Engenharia de Alimentos, Economia Doméstica ou áreas afins. Turma das 13h às 17h; carga de 16 horas / aula. Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) Período: 22/02 a 26/02/2010 Investimento: R$ 75,00 Informações: é requisito ao candidato curso de Boas Práticas de Fabricação (BPF). O horário da turma é de 13h às 17h; carga de 20 horas / aula. Interpretando a Norma ISO 22000 Período: 22/03 a 25/03/2010 Investimento: R$ 98,00 Informações: é requisito ao candidato cursos na área de alimentos e/ou experiência. Também é necessário possuir curso de Boas Práticas de Fabricação (BPF) e Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC). Técnicas de Fabricação de Sorvetes e Picolés Período: 09/02 a 12/02/2010 Investimento: R$ 195,00 Informações: é requisito ao candidato interessado possuir cursos na área de alimentos e/ou experiência. Turma das 8h às 12h; carga de 16 horas / aula. | |
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24 de janeiro de 2010 |
| CURSOS | |
| Cursos - Senai - Cetae | |
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Rua Júlio Pinto, 1873, Jacarecanga
Tel.: (85) 3421-5200 Capacitação para Instrutores de Treinamento Período: 25/01 a 24/02/2010 Investimento: R$ 325,00 Informações: aos interessados na oportunidade, turma das 18h às 22h. A carga total é de 80 horas / aula. Administração de Pessoal Período: 25/01 a 10/02/2010 Investimento: R$ 145,00 Informações: aos interessados na oportunidade, turma das 18h30 às 21h30. A carga total é de 40 horas / aula. Treinamento de Cipa Período: 01/02 a 05/02/2010 Investimento: R$ 80,00 Informações: aos interessados, turma das 13h às 17h. A carga total é de 20 horas / aula. Interpretação da NBR ISO 9001 Período: 01/02 a 05/02/2010 Investimento: R$ 145,00 Informações: aos interessados, turma das 18h às 22h. A carga total é de 20 horas / aula. | |
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| O POVO |
24 de janeiro de 2010 |
| ESTÁGIOS | |
| Pop Estágios - IEL | |
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Telefones para contato: (85) 3421.6511/ 3421.6510/ 3421.6514 - Site: www.iel.org.br/estagio -
www.mundoiel.org.br > Administração ou Secretariado (Para PNE com necessidades especiais) Código: 5910 - Vaga: 1 - Semestre: 50% dos créditos concluídos - Carga horária: 20h/semana - Horário: 7h30 as 11h30 ou 13h30 as 17h30 - Bolsa: R$ 564 + Auxílio Transporte (R$6 por dia estagiado) - Requisitos: Informática > Administração (Prouni) Código: 5917 - Vaga: 1 - Semestre: 50% dos Créditos já cursados - Carga horária: 25h/semana – Horário: 12h as 17h - Bolsa: R$ 581 + Auxílio Transporte (R$ 66) - Requisitos: Informática e ter Prouni > Direito (Prouni) Código: 5918 - Vagas: 2 - Semestre: 50% dos créditos já cursados - Carga horária: 20h/semana – Horário: 7h30 as 11h30 ou 13h30 as 17h30 - Bolsa: R$ 581 + Auxílio Transporte (R$ 66) - Requisitos: Informática Básica > Psicologia Código: 5921 - Vaga: 1 - Semestre: 5º semestre - Carga horária: 30h/semana – Horário: 8h as 14h - Bolsa: R$ 465 + Auxílio Transporte + Almoço - Requisitos: Ter cursado as disciplinas de testes 1 e 2 ou está cursando organizacional 1 > Ciências Atuariais Código: 5938 - Vaga: 1 - Semestre: A partir do 5º semestre - Carga horária: 30h/semana - Bolsa: R$ 543 + Auxílio Transporte + Almoço no local - Requisitos: Excel intermediário e SPSS - Local: Eusébio > Administração, Contabilidade, Economia e áreas afins. Código: 5954 - Vaga: 1 - Semestre: A partir do 5º semestre - Carga horária: 20h/semana - Horário: 13h30 as 17h30 - Bolsa: R$ 423 + Auxílio Transporte + plano de saúde da Camed - Requisitos: Pacote Office intermediário, Matemática Financeira Intermediária e desejável ter vivência na área administrativa (mínimo 6 meses) > Secretariado Código: 001-1101-2010-CE - Vagas: 2 - Semestre: A partir do 4º semestre - Horário: 8h as 12h ou de 13h30 as 17h30 - Bolsa: R$ 400 + Auxílio Transporte (R$1,60) - Requisitos: Excel avançado > Engenharia de produção Código: 0005022 - Vaga: 1 - Bolsa: R$ 510 + VT - Requisitos: Cursar entre o 4º e 8º semestres - Carga horária: 30h/semana > Técnico em Mecatrônica Código: 001176 - Vaga: 1 - Bolsa: R$ 2.50p/hora + VT - Requisitos: Cursar entre o 2º e 3º semestre - Carga horária: 20h/semana > Técnico em Eletrotécnica Código: 006273 - Vaga: 1 - Bolsa: R$ 510 + VT - Requisitos: Cursar entre o 2º e 5º semestres - Carga horária: 30h/semana | |
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24 de janeiro de 2010 |
| ESTÁGIOS | |
| Estágios - IEL | |
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Biblioteconomia
Vagas: 01 Remuneração: R$ 400,00 Seleção: IEL Informações: é requisito cursar a partir do 7º semestre e conhecimento comprovado em informática. Vaga é para atuar das 8h30 às 12h30, empresa localizada na Barra do Ceará; ainda dá direito a auxílio transporte. Contábeis Vagas: 01 Remuneração: R$ 465,00 Seleção: IEL Informações: é requisito vivência em contas a pagar e receber. Também é necessário que o candidato interessado curse a partir do 6º semestre. Vaga ainda oferece auxílio transporte. Secretariado Executivo Vagas: 01 Remuneração: R$ 564,00 Seleção: IEL Informações: vaga para portador de necessidades especiais. É requisito possuir 50% dos créditos concluídos. Estágio das 7h30 às 11h30 ou das 13h30 às 17h30. Oportunidade ainda dá direito a auxílio transporte no valor de R$ 6,00 por dia estagiado. Vagas: 02 Remuneração: R$ 400,00 Seleção: IEL Informações: é requisito conhecimento avançado em Excel e cursar a partir do 4º semestre. Vaga das 8h às 12h ou das 13h30 às 17h30; oportunidade ainda dá direito a auxílio transporte no valor de R$ 1,60. Psicologia Vagas: 01 Remuneração: R$ 465,00 Seleção: IEL Informações: é requisito ter cursado as disciplinas de testes I e II ou estar cursando Organizacional I. Oportunidade é das 8h às 14h e oferece auxílio transporte, além de almoço no local. Direito Vagas: 02 Remuneração: R$ 581,00 Seleção: IEL Informações: vaga destinada a estudantes do ProUni. É requisito possuir, no mínimo, 50% dos créditos cursados e informática básica. Oportunidade ainda oferece auxílio transporte no valor de R$ 66,00. Física Vagas: 01 Remuneração: R$ 300,00 Seleção: IEL Informações: candidatos do 1º semestre já podem participar da seleção. A carga é de 25 horas semanais. Oportunidade ainda dá direito a auxílio transporte. IEL Av. Barão de Studart, 1980, Sobreloja, Aldeota - Tel: (85) 3421- 6511 | |
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| O POVO |
24 de janeiro de 2010 |
| PALESTRA COM MAÍLSON DA NÓBREGA | |
| Alan Neto - PISADA DE BOLA | |
| CIC encerra comemoração dos 90 anos, trazendo Maílson da Nóbrega para falar sobre ``Perspectiva da Economia Brasileira``. Que pisada de bola! Vem a ser aquele que, no desastrado governo Sarney, levou a inflação brasileira a estratosférica casa dos 85%. Ainda bem Lula não ouve conselhos deste Aladim. | |
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24 de janeiro de 2010 |
| BIODIESEL | |
| Biodiesel: 10 mil litros por hectare | |
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Para o presidente do Cenea, Osvaldo Carioca, o cultivo de micro algas é nova oportunidade para a economia do Nordeste
O Centro de Energias Alternativas e Meio Ambiente do Ceará (Cenea) está, há seis meses, realizando pesquisas em torno do uso de microalgas para a produção de biocombustíveis. Nos Estados Unidos - onde essas pesquisas estão mais avançadas - o setor industrial já obtém produção equivalente a 15 mil litros de óleos vegetais por hectare. O professor e cientista Osvaldo Carioca, presidente do Cenea e coordenador das pesquisas aqui, afirma que esse resultado viabiliza, economicamente, a produção de biodiesel para os mais diferentes usos. "Entretanto, vários problemas ainda exigem da pesquisa melhorias visando à redução das áreas utilizadas e a utilização do CO2 como importante insumo do processo foto-sintético", explicou o professor Carioca. Nas pesquisas do Cenea está mobilizada uma equipe de três doutores das áreas correlatas e vários estudantes de pós graduação nos níveis de doutorado e mestrado. Dentro de um ano e meio, o Cenea disporá do conhecimento básico relacionado com os tipos de micro algas mais adequados para a produção em escala para o mercado do Nordeste. Condições A região nordestina apresenta-se - na opinião do professor Osvaldo Carioca - como a melhor região do País para a produção de microalgas pela alta insolação e pela disponibilidade de terras não adequadas para a agricultura convencional, fato que tem motivado a Embrapa/Cenpat a envolver-se nessa nova fronteira agrícola regional. | |
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24 de janeiro de 2010 |
| PRÉ-SAL | |
| Pré-sal: ´Precisamos atenuar as diferenças´ | |
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*Deputado federal (PMDB-RS)
Autor de emenda que propõe tratamento equânime a estados e municípios na divisão de recursos de royalties e participações especiais da produção de petróleo no mar, incluindo a camada de pré-sal, o deputado federal Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), defende os 25 estados não contemplados, incluindo o Ceará O senhor pode explicar a emenda que prevê a divisão dos recursos de royalties e participações especiais do petróleo produzido na plataforma continental brasileira, incluindo a exploração da camada de pré-sal? A emenda contempla não só o pré-sal, mas toda a produção de petróleo no mar, inclusive a atual. São duas diferenças entre a proposta minha e do deputado Humberto Souto (PPS-MG) e a do governo, que dá um tratamento privilegiado a alguns estados, considerando-os produtores. Primeiro, nós entendemos que esse conceito de produtos só se aplica para poços em terra porque a Constituição, no Artigo 20, permite compensação para a produção de poços no respectivo território. É o caso de alguns poços da Bahia e, se não me engano, do Rio Grande do Norte, mas com uma produção que não tem significação. A significação está no mar, a partir das 6.300 milhas, pertencentes à União Federal. Não há diferença entre estados litorâneos e interioranos. No Artigo 20 da Constituição o Distrito Federal está junto e nada mais interiorano que o Distrito Federal. A Constituição diz que os estados, o Distrito Federal e os municípios terão uma participação e é essa participação que a emenda regula de modo direto. A segunda diferença está na destinação dos royalties e participações especiais, que atualmente é desigual conforme o estado seja litorâneo ou não. Pela nossa proposta, todo o produto dos royalties e da participação especial que couber aos estados e municípios, ressalvada a parcela da União, será dividido em fundos iguais, meio a meio para os estados e para os municípios; e o critério de distribuição entre eles - o FPE para os estados e o DF; e o FPM para os municípios - é equânime, federativo, não reconhece nenhum privilégio, até porque a produção no mar não tem dano ambiental, só tem vantagens, não exigindo compensação. Por ser justa, a proposta tem grande apoio. A não aceitação colocaria em xeque os critérios dos fundos de participação dos estados e municípios? Eu não acho que vá tão longe. Mas acredito que o governo federal está com uma dificuldade. De um lado ele quer agradar dois aliados importantes - o Sérgio Cabral (RJ) e o Paulo Hartung (ES) - que são os maiores beneficiados do atual modelo. Mas do outro lado está a maioria absoluta dos deputados e senadores que são dos estados que não têm o benefício, inclusive o Ceará. E, para o governo, não tem importância para onde é que vão os royalties, por que a alíquota que incide sai da mão da Petrobras, do governo. Na verdade, a motivação é por causa dos aliados, um deles muito poderoso, que é o governador do Rio de Janeiro. Mesmo a maioria estando do outro lado, qual é a estratégia de negociação para lidar com essa tendência do Executivo? A negociação já se esgotou. Agora a nossa estratégia, como autores da emenda, é singela: votação nominal em plenário. Cada um chega lá, senta e aperta o botão e o que der vai ser a vontade da maioria. Se eles têm tanta clareza da justeza da proposta, que levem a votação. A votação simbólica é para os líderes. O PMDB, o PT e a mesa se acertaram e aí têm o apoio do PP, do PTB e do PR. Mas esqueceram a lição do Garrincha. Não combinaram com os russos e os russos são 400 deputados na Câmara fora dos estados privilegiados. Conforme o deputado federal Chico Lopes (PCdoB-CE), os mais envolvidos com o governo Lula não apoiam a emenda para não se indispor? A proposta não representa enfrentamento direto neste período pré-eleitoral? Eu acho que, se não houvesse interesse direto de cada estado, o governo não perderia essa batalha. Mas essa não é uma questão dos partidos, de governo ou de oposição. É uma questão federativa. Nisto a nossa convicção, dos autores da emenda, é que os deputados vão votar com os seus estados. Até porque é justo. Quando conjuga esses valores - justiça e maioria - fica imbatível. Tanto que toda estratégia do líder do PMDB, do líder do PT, é não deixar votar. Se chegou ao ponto que a obstrução vem sendo feita pela maioria quando, consagradamente, nos parlamentos, a obstrução é ferramenta de minoria. O deputado federal Marcelo Castro (PMDB-PI) defende que o petróleo é patrimônio da União, mas afirma que sem definir o percentual dos estados produtores é difícil chegar ao consenso. Que tipo de consenso seria possível? A distribuição que propomos não é igualitária. Se é igualitária, é injusta. Ela é equânime. Trata de modo diverso os desiguais. Isso é equanimidade. E por um critério universal, no caso, FPE / FPM. Uma negociação intermediária teria sido possível se as duas lideranças - PMDB e PT - não tivessem, desde o começo, imaginado que podiam resolver sozinhas. Esse foi o erro. A comissão especial que preparou os pareceres do deputado Henrique Alves (PMDB-RN) foi aparelhada. Os estados beneficiários tinham maioria absoluta, quase a totalidade. Foi estabelecido um abismo tão grande que não dava para alternativa moderada. A nossa emenda equânime é uma resposta adequada a uma emenda iníqua. Se, no começo, tivesse sido aberta uma negociação com os 513 deputados presentes, talvez se discutisse primeiro uma transição pro Rio de Janeiro e o Espírito Santo; segundo: uma alíquota diferenciada, ainda que injusta, moderada ou modesta. Agora uma injustiça enorme é a que propõe: R$ 19 bilhões para o Rio de Janeiro e R$ 190 milhões p ara o Piauí. Esses números são expressivos: o estado que tem a menor renda per capta do País, que é o Piauí, vai ver agravada a diferença em vez de atenuada. O que nós precisamos é atenuar as diferenças e não agravá-las. E como o governo, a mesa e os líderes dos grandes partidos geraram uma proposta radical, só tinha uma alternativa: radicalizar também. Hoje as alternativas são: a injustiça ou a justiça plena. Se tivesse havido uma negociação linear, aberta, talvez surgisse uma transição, sem alíquota para os estados litorâneos, uma diferença de 1% a 3% e não 70%. Se a sua emenda for aprovada, que país que o senhor vislumbra daqui a alguns anos? Eu acredito que essa alteração pode ser a matriz de uma reforma tributária. O nosso modelo tributário é também concentrador. O ICMS é destinado hoje ao chamado estado produtor. Quando um cidadão do Ceará compra um carro brasileiro, o ICMS dele vai para São Paulo. Por que se o comprador é um cidadão do Ceará que comprou e fez o ato de circulação aí no Ceará? Se nós mudarmos os royalties e a participação especial no petróleo, isso será matriz para uma reforma tributária que não anda porque os privilegiados não querem mexer e os prejudicados não querem se mobilizar. Nessa questão do petróleo a singeleza, a clareza da nossa emenda mobilizou os prejudicados e isolou os beneficiados. Nós vamos ter uma votação em que provavelmente serão derrotados o PT, o PMDB, o PV, o PR e o PTB mais a mesa e o governo pelo PLENÁRIO. Uma vitória do baixo clero será a vitória do País. Como o governo vai se posicionar diante dessa polarização? Eu tenho a impressão de que o governo como um todo pode até formalmente apoiar a proposta do relator, mas não vai ter instrumentos e, a rigor, nem mesmo entusiasmo porque essa questão não diz respeito ao governo. Para ele não faz diferença. A distribuição entre os estados e municípios é um assunto que o governo entrou porque foi induzido pelos líderes do PT e do PMDB. Esse embate deve interferir no processo eleitoral... Claro! Se o governo conseguir uma vitória dessa natureza, vai conseguir uma derrota porque vai ter que explicar na campanha eleitoral em 25 estados porque que o Rio de Janeiro recebe R$ 19 bilhões e o Piauí, R$ 190 milhões. MARISTELA CRISPIM REPÓRTER | |
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| O POVO |
24 de janeiro de 2010 |
| BIODIESEL - MAMONA | |
| Ceará ainda aposta na mamona | |
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O secretário de Desenvolvimento Agrário, Camilo Santana, reforça a mamona como a matéria-prima ideal para o Ceará, quando o assunto é a produção de biodiesel. Apesar disso, ele reforça que o Estado busca identificar e reforçar novas culturas
Restringir o Programa Biodiesel do Ceará a municípios que já apresentaram capacidade de produção e desenvolver uma cesta de produtos que levem à produção do biodiesel. Essas são duas medidas que a Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) já definiu como importantes para o programa cearense de incentivo à produção do combustível. O titular da pasta, Camilo Santana, não esconde sua animação com os resultados que o Estado vem alcançando, mesmo que eles não sigam a velocidade desejada pelo órgão. Segundo Santana, o programa tem avançado a cada ano. Em 2010, começa "peneirando`` os municípios que participam do programa, mas já comprovaram não dar bons resultados. Como exemplo, o secretário cita Aracati, onde há somente um produtor cadastrado. ``Não compensa ter uma assistência técnica``, observa. Mesmo reduzindo a atenção, o secretário diz que o Estado não vai deixar de comprar ou garantir o subsídio & que este ano será de R$ 200 por produtor & a quem queira participar. Quando o assunto são as críticas que a mamona tem recebido por diversos pesquisadores, Santana parte em defesa da oleaginosa que tem 40 mil hectares plantados no Estado e reúne 22 mil produtores. ``O carro-chefe da produção no Ceará é a mamona``, assegura, rebatendo às críticas de que a oleaginosa não é tão rentável quanto outras sementes, como o dendê ou o pinhão manso. Um dos motivos para a defesa é a tradição que o Ceará tem no assunto. O outro é a adaptabilidade da planta ao semiárido. ``No sul do País tem mamona irrigada. Em Israel, o maior centro de tecnologia nessa área, estão estudando 200 variedades de mamona. Se a mamona não fosse uma cultura que tivesse um caminho importante, o mundo não estaria pesquisando``, ressalta. Mesmo que a mamona não seja a matéria-prima que substitua a soja na produção de biodiesel, o secretário acredita que ela pode ser usada para outros fins e, de uma forma ou de outra, ser rentável para o pequeno produtor cearense. Mas investir na mamona não significa que outras culturas não estejam sendo testadas. Na lista, amendoim, gergelim, girassol e algodão orgânico. "Estamos apostando em uma cesta de oleaginosas``, defende. Por enquanto, o entrave é ter a liberação dessas culturas que são voltadas para a produção de alimentos para a produção energética. Para Santana, a certeza de todo esse programa é que o Ceará tem condições sim de produzir o ``ingrediente`` que vai ser o grande negócio na produção de biodiesel. ``Hoje se estudam e se buscam outras alternativas para que a gente possa avançar, mas o que temos de mais viável para o Ceará hoje é a mamona``, pontua. (Camille Soares) NÚMEROS 28,5 mil PRODUTORES ESTÃO CADASTRADOS NO PROGRAMA BIODIESEL DO CEARÁ, DO GOVERNO DO ESTADO. SÃO AGRICULTORES DE DIVERSAS REGIÕES DO CEARÁ 5 mil HECTARES SÃO DESTINADOS AO GIRASSOL, SEGUNDA CULTURA OLEAGINOSA COM MAIOR ÁREA CULTIVADA NO ESTADO 20 milhões DE REAIS FORAM INVESTIDOS NO PROGRAMA BIODIESEL NO CEARÁ. PARTE DO INVESTIMENTO VEIO DO GOVERNO DO ESTADO E PARTE DA PETROBRAS Petrobras quer tornar negócio rentável Seja na mamona, no girassol, na microalga ou no dendê, não há como falar em biodiesel sem ouvir uma menção à Petrobras. A estatal, por meio da Petrobras Biocombustível, está acompanhando as pesquisas e os avanços em cada uma das modalidades em que se cogita produzir biodiesel. O diretor na área da estatal, Alberto Fontes, explica que, independentemente da descoberta do petróleo na camada pré-sal e do que isso significa para a economia brasileira, o biocombustível é também uma prioridade da empresa. "Descobrir o pré-sal vai tornar ela (Petrobras) cada vez mais sólida na energia antiga. O desenvolvimento de energias limpas é um segmento que continua seu caminho normal``, observa Fontes. INVESTIMENTOS EM 2009 ``Em janeiro de 2009 iniciamos uma terceira planta em Minas Gerais (a empresa já contava com uma usina em Quixadá e outra em Candeias, na Bahia). São três projetos iguais, os originais tinham capacidade de 57 mil metros cúbicos (m³) por ano. 2009 foi um ano de ouro graças a um trabalho de engenharia. Fechamos o ano com capacidade ampliada em 90%, em cada uma das três plantas. Fechamos o ano com 305 mil m³/ano de capacidade instalada``. O QUE ESPERAR DE 2010 "Ao longo de 2010 vamos dar mais um salto e alcançar capacidade máxima aprovada pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Já no próximo leilão (de biocombustíveis), a gente vai ter mais volume. A gente está caminhando para, o mais rápido possível, ter a capacidade aprovada". NOVAS PLANTAS "A gente está trabalhando para adequar a planta experimental de biodiesel que fica no Rio Grande do Norte, em Guamaré. Isso está em processo junto à ANP. Estamos trabalhando para fazer a conversão, adaptação da planta em caráter de pesquisa para que a gente consiga operá-la comercialmente, vendendo nos leilões da ANP. A capacidade dela deve ser de 15 mil m³/ano. Ela cumpriu, terminou sua campanha de pesquisa e agora tem que ser adequada para ser operada comercialmente``. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO "Nosso planejamento estratégico aponta que chegaríamos em 2013 com a capacidade instalada de 60 mil m³/ano de capacidade. Isso é o que aponta nossa visão estratégica da empresa. Começamos em 2008 com três plantas industriais e já vendemos a produção de duas delas. (...) Devemos antecipar a meta de 2013 para 2010 ou 2011``. MATÉRIA-PRIMA "O nosso foco é para diversificação de matéria-prima. Boa parte do biodiesel produzido é a partir da soja. Nosso desenvolvimento tecnológico aponta que a gente pode rodar a maior gama possível de oleaginosas disponível no Brasil. Nós temos mais de 100 tipos de oleaginosas, o grande desafio é tornar essas oleaginosas economicamente viáveis. (...) Nossa tecnologia consegue processar uma gama enorme de oleaginosas. Nossas plantas já processam óleo de dendê, algodão, soja, animais. A cesta básica que atende a agricultura familiar está dominada``. Os caminhos para o biodiesel A produção de biodiesel é hoje um caminho sem volta. Instituições diversas se dividem à procura da cultura mais adequada Promessa certa de um mundo sustentável, a produção de biodiesel ainda não chegou a um consenso no País. O cultivo das oleaginosas que podem se transformar no óleo biodegradável é ainda uma dúvida. Cada região faz sua aposta. O Ceará já escolheu a mamona como a sua. Recentemente, entrou em vigor o chamado B5, medida que adiciona 5% de biodiesel ao óleo diesel, o que deve dar mais uma impulsionada à produção do biocombustível. Mas o País - e o Ceará - está mesmo no caminho certo? Para o professor do departamento de Engenharia de Biossistemas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz ligada à Universidade de São Paulo (Esalq-USP), Thiago Romanelli, os problemas dessa produção parecem maiores que as vantagens. Em primeiro lugar, o custo do produto não é competitivo com o diesel e seu uso só ocorre em virtude de uma exigência legal, com uma série de redução de impostos. Além disso, as medidas governamentais tomadas para incentivar a produção não são das mais eficazes. ``A única medida política que eu vi, foi com a produção de mamona, e foi ridícula, muito mal pensada``, afirma. A medida a que Tomanelli se refere é a ideia da inclusão social a partir da produção de mamona. ``Desde a década de 70 já se sabia que a mamona não era boa por causa de sua viscosidade``, questiona. O resultado foi que o produto foi vendido pelo agricultor familiar a baixo custo e comercializado no mercado internacional como uma commodity, rendendo bons lucros. Perdeu o pequeno produtor, ganhou o grande empresário. Culturas O pesquisador do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), Luciano Basto, defende que o País está no caminho certo. Porém, aponta uma série de correções que devem ser feitas para que o País avance nessa produção. A primeira delas diz respeito às culturas trabalhadas. Para o pesquisador, é fundamental que a matéria-prima utilizada seja fruto de uma cultura perene, a exemplo do dendê e do pinhão manso. A primeira a ser explorada no Norte e a segunda, no Nordeste. Somente essa mudança traria uma melhor condição ``para todos os elos da cadeia``, principalmente, para o pequeno produtor. ``O problema da agricultura familiar com culturas de ciclo curto é que há sempre uma incerteza. Com culturas perenes, é possível ele se preparar para viver com aquilo por muito tempo. Se não, você acaba jogando a responsabilidade em cima do mais fraco``, defende. Basto diz ainda que o Brasil já demonstrou ter competência para o desenvolvimento de cultivares agrícolas. ``Há 30 anos não tínhamos soja e hoje o Brasil é um dos maiores agentes da soja``, compara. Com o biodiesel, para o pesquisador, o País será um destaque internacional no assunto logo que aplique mais recurso no tema e faça uma adequação de cultivo para cada região. O que é biodiesel? É um combustível desenvolvido a partir de plantas (óleos vegetais) ou animais (gordura animal). O produto ganha destaque nesse processo de busca pela energia limpa e promete, há algum tempo, colocar o Brasil em posição de destaque. O que determina hoje a ANP? A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estabeleceu, desde 1° de janeiro, a adição de 5% de biodiesel na composição do óleo diesel. É a chamada B5. A mistura deve gerar US$ 1,4 bilhão de economia por ano com a redução da importação do óleo. A proposta agora é para a produção do B20. Até novembro de 2009, segundo a ANP, o consumo de biodiesel no País foi de aproximadamente 3,43 milhões de litros. Ele pode ser feito a partir de: 1> Mamona A oleaginosa é a principal aposta cearense para a produção do biodiesel. No Estado, sua produção, em 2009, foi de 26,7 mil toneladas, em um total de 53 mil hectares plantados. Hoje, especialistas, incluindo aí a Embrapa, criticam que essa semente é muito cara, uma vez que sua rentabilidade é baixa. Mas, para o Governo do Estado, essa é a opção viável para o Ceará. 2> Soja Este é hoje a principal matéria-prima na produção do biodiesel. Com avançado desenvolvimento tecnológico e industrial, a soja recebe críticas por ser a base do biocombustível ao mesmo tempo em que é utilizado como alimento. A tendência é que outras oleaginosas substituam a soja ao longo dos tempos. 3> Pinhão manso Todos os especialistas no tema biodiesel incluem o pinhão manso em seus discursos. A planta é da mesma família da mamona e da mandioca e, por isso, está sendo considerada uma opção agrícola para o Nordeste. Sua rentabilidade é maior que a da mamona e sua idade reprodutiva pode se estender por 40 anos. Assim como a mamona, o pinhão manso pode ser utilizado na agricultura familiar. 4> Girassol Apesar de ser utilizado como alimento, o girassol não divide opiniões quanto a sua utilização também na produção de biodiesel. A oleaginosa também tem sido vista como promissora nessa produção. A rentabilidade é de 350 quilos de óleo para uma tonelada de sementes. 5> Tilápia Essa é uma exclusividade do Ceará, segundo a Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec). A ideia é aproveitar as vísceras & parte descartada no beneficiamento do peixe & para a produção de biodiesel e glicerina. 6> Microalgas Essa é uma pesquisa ainda em fase embrionária, que promete, a longo prazo, render bons resultados. O que já se sabe é que as microalgas se reproduzem de 50 a 100 vezes mais rápido que as sementes comumente utilizadas para a produção do biodiesel. A solução nas microalgas O professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Osvaldo Carioca, vai de encontro à produção de biodiesel, independentemente de qual seja a oleaginosa utilizada. Mas, para ele, a grande saída do biocombustível está nas microalgas Entre tanta discussão sobre o futuro das oleaginosas para a produção do biodiesel, uma voz soa dissonante. É o professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e presidente do Centro de Energias Alternativas e Meio Ambiente (Cenea), Osvaldo Carioca, quem fala. O professor lembra de quando ele discutiu o tema biodiesel com o então ministro das Minas e Energia, César Cals, lá pelos anos de 1980. ``Mostramos (as tecnologias existentes) e dissemos que nada daquilo tinha economicidade``, aponta Carioca. Trinta anos depois, apesar de reconhecer um salto de tecnologia na extração de óleo e até mesmo na rentabilidade das oleaginosas, além, é claro, da infinidade de sementes que têm se apresentado como alternativas nesse processo, o professor mantém a opinião. Segundo ele, a oleaginosa definitivamente não é a matéria-prima para o biodiesel. O motivo disso é baixa produtividade das sementes que, por sua vez, é uma questão genética. Ou seja, não há muito o que fazer para mudar esse cenário. Em termos técnicos, essas plantas são chamadas C3, que tem uma produtividade menor que as C4, grupo da cana-de-açúcar e milho, entre outras. "Essa baixa produtividade leva a um caráter não econômico e leva o Governo a tirar todos os impostos``, destaca. A conclusão é clara: produzir biodiesel no País, com as fontes que se buscam hoje, só é possível com ajuda de Governo. E todo esse esforço compensa? ``Ninguém vai resolver as questões climáticas produzindo biodiesel no Brasil. O problema está lá fora``, responde. No Brasil, o problema da emissão de gás carbônico (CO2) pode ser resolvido com um controle na queimada das florestas e com o tratamento do lixo que inunda as ruas brasileiras. O grande problema está concentrado nas grandes economias, onde a queima de petróleo é necessária para a obtenção de energia. ``Eles (os países desenvolvidos) não podem deixar de queimar porque, se não, a economia para. Ninguém vai parar a economia para não poluir``, aponta. Ainda com relação à matéria-prima que vai trazer um bom resultado, o professor observa que a soja continua como a melhor alternativa. Ao mesmo tempo, lança a dúvida: ``O complexo da soja é responsável por quase 25% das receitas do agronegócio. Se eu for deixar de ganhar dinheiro com essa divisa para utilizá-la no biodiesel, é um grande contrassenso``. Além da soja, o dendê é uma fonte que tem chamado a atenção de pesquisadores. Contra ele, está o fato de a planta ser nativa da floresta e não ser fácil tirá-la de lá. Para ele, investir nas oleaginosas para a produção do biodiesel é perder dinheiro. ``A gente poderia estar exportando oleaginosa. Os óleos vegetais têm grandes campos de aplicação, como o mercado de alimentos e o emprego químico, com a produção de xampus, por exemplo. Você vai substituindo derivados de petróleo por derivados de óleos vegetais. Para que eu vou colocar o mercado de energia aí dentro?``, questiona. Como possibilidades viáveis, Carioca só vê duas: a biomassa e as microalgas. A primeira exige uma tecnologia de liquefação. A segunda é financeiramente mais rentável e incentivada a partir da liberação de gás carbônico (CO2). ``Existe uma perspectiva muito boa, mas que também ainda está sendo produzida``, observa. (Camille Soares) EMAIS - A matemática não é das mais simples. Das 20 mil toneladas de tilápia produzidas no Ceará, segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), 10% são de vísceras. Dessas 2.000 toneladas de vísceras, 50% resultam em óleo. Do óleo produzido, 90% é biodiesel, o que significa 900 toneladas de biodiesel. - No Estado, o açude de Sítios Novos, em Caucaia, ultrapassou o Castanhão na produção de tilápias. Logo em seguida, está o Castanhão, na cidade de Alto Santo, seguido do Jaibaras, no município de Sobral. - O Nutec aponta que dizer que a tecnologia é cara ou barata é relativo. Um apontamento é feito, por exemplo, com óleo residual. A tecnologia para "purificar`` esse óleo pode ser cara, mas é mais barata que o tratamento de água necessário para limpar esse resíduo despejado nos ralos das residências. - O laboratório tem também pesquisas com resíduos, como o óleo doméstico. Sobre essa matéria-prima eles dão a dica: ``Se a Prefeitura fizesse uma parceria com restaurantes e transformasse o óleo em biodiesel para sua frota cativa, já seria uma solução``. Tilápia é uma alternativa Utilizar as vísceras da tilápia para produzir biodiesel. Essa é uma tecnologia que há cerca de três anos vem sendo estudada pela Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec). Como explica o coordenador do Laboratório de Referência em Biocombustíveis do Nutec (Larbio), Jackson Malveira, essa produção é uma resposta a uma demanda dos próprios piscicultores. ``A tilápia como biodiesel é uma iniciativa aqui do Nutec``, destaca. "A questão da tilápia despertou o interesse a partir do momento que no Castanhão começou a criação em tanques-redes``, lembra Malveira. Vísceras, amparas e nadadeiras eram os resíduos do beneficiamento que, inicialmente, não tinham uma utilidade para os produtores. ``Desde que tivemos essa solicitação da comunidade estamos buscando a melhor maneira de fazer essa estação``, observa. Ao longo desses três anos, Malveira observa que já foi possível ter resultados animadores, inclusive a certeza de um biodiesel de qualidade. O engenheiro químico, mestre em Engenharia Civil e pesquisador do Nutec, Fernando Pedro Dias, complementa, explicando que já é possível dizer que ``não é mais uma brincadeira de pesquisador``. Após testes em geradores de energia, o pesquisador conclui que essa produção é uma certeza, carente apenas de investimento em tecnologia para que seja feita a extração. Para isso, Malveira tem buscado o apoio do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). A ideia é que a instituição financie unidades de extração do óleo. ``Acredito que o BNB tem interesse de ter uma matéria-prima regional``, observa. Esse laboratório daria suporte aos pesquisadores do Estado. Para o coordenador, entretanto, a pesquisa tem esbarrado em um problema, a falta de recursos humanos que se permaneçam na Fundação. Hoje, somente ele faz parte do quadro de funcionários fixo do Larbio. As outras pessoas são bolsistas que, a qualquer momento, são contratados pelo mercado e levam consigo todo o conhecimento das pesquisas. (CS) Tilápia: inclusão social Fernando Pedro Dias. Pesquisador do Nutec, Mestre em Engenharia Civil. Área de concentração: Saneamento Ambiental (UFC) Dentre as mais de 70 espécies de tilápia, a Tilápia-do-Nilo é a mais cultivada no mundo. As tilápias são os peixes mais cultivados no Brasil, correspondendo a 38% do total de peixes produzidos. O Brasil é o sétimo maior produtor de tilápia do mundo, e o Ceará, se destaca por ser o maior produtor nacional de tilápia. O aproveitamento de resíduos de peixes, além de fornecer matéria-prima relativamente barata, diminui o risco de poluição ambiental já que os resíduos gerados pelas indústrias acabam se tornando fontes poluidoras. Atualmente, o desenvolvimento de combustíveis alternativos provenientes de fontes renováveis tem recebido considerável atenção. Uma alternativa para a inclusão social no estado do Ceará é o aproveitamento das vísceras geradas nas industriais de beneficiamento de tilápia, para produção de biodiesel. O biodiesel é um combustível limpo, do ponto de vista ambiental, uma vez que é renovável e menos poluente. Quando queimado no motor a diesel, libera menos material particulado e menos enxofre que o diesel de petróleo, além de ser biodegradável e atóxico. Devido às propriedades físico-químicas semelhantes ao diesel de petróleo, pode ser usado diretamente em motores convencionais, necessitando de mínimas modificações para operar. Também pode ser usado puro ou em mistura, uma vez que se mistura facilmente com o diesel de petróleo, tornando-se um aditivo e não requer armazenamento especial. O biodiesel oferece uma oportunidade para a integração entre indústria, agricultura familiar e combate à pobreza. É uma alternativa sustentável, socialmente justa, ambientalmente correta e economicamente viável. Pesquisas no Pecém Para o professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e presidente do Centro de Energias Alternativas e Meio Ambiente (Cenea), Osvaldo Carioca, as microalgas são a verdadeira matriz do biodiesel. ``É uma coisa estupenda``, entusiasma-se. E o Ceará já se prepara para entrar nessa disputa que, segundo o professor, deve ser acirrada. Carioca desenvolve estudos ligados à Companhia Energética do Ceará (Coelce), com a Usina Termelétrica Endesa, no Pecém. Na prática, o processo usa o gás carbônico para estimular o crescimento das microalgas em uma piscina. O professor aponta que todo o mundo se volta para essa produção. ``O futuro é não mexer na oleaginosa e concentrar na microalga``. Com otimismo, o resultado chega em cinco anos. Uma análise mais criteriosa pode demorar até 10. Em uma comparação, as oleaginosas produzem entre 300 e 500 litros de biodiesel por hectare, enquanto um hectare de alga pode se transformar em 20 mil litros. Somente o pinhão manso e o dendê, alternativas em estudo, podem concorrer com essa produtividade. (CS) | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de janeiro de 2010 |
| EXPORTAÇÃO DE FRUTAS | |
| CE é segundo em exportação de frutas | |
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AVANÇOS
Apesar dos bons resultados, é preciso investir no potencial de novos produtos, como é o caso da seriguela Fortaleza Em 2009, o Ceará alcançou a segunda posição entre os Estados exportadores de frutas no Brasil, com US$ 105 milhões. Perdeu apenas para a Bahia, que atingiu US$ 113 milhões no ano passado. Atualmente, o Ceará contribui com 18,7% das exportações brasileiras de frutas. Para o presidente do Instituto Frutal, isto representa um avanço significativo de um setor que, há 16 anos, contribuía apenas com 0,5% das frutas enviadas pelo País para o mercado exterior. "Conseguimos um avanço significativo com o incremento da irrigação e a construção do Porto do Pecém, que se tornou um dos principais escoadouros da produção nacional", comenta Euvaldo Bringel. Mas para ampliar a produção e alcançar uma posição ainda melhor no ranking da fruticultura nacional, é preciso investir na qualidade dos potenciais produtos de exportação, como é o caso da seriguela, que pode ter um dia a mesma posição de destaque, como a banana e o melão. "A seriguela é uma fruta praticamente desvinculada da questão da seca, cujas possibilidades devem ser melhor aproveitadas. Existe o potencial de casar a produção da seriguela com a criação de abelhas, que apreciam não a flor, mas a fruta. Também é preciso destacar o aspecto agroflorestal, já que o cultivo não envolve o desmatamento de áreas nativas e pode ser plantada de forma consorciada com o pequi e o babaçu". Segundo o presidente do Instituto Frutal, o principal objetivo da pesquisa realizada na região do Cariri é promover e induzir a formação de uma cadeia produtiva da seriguela no Estado, gerando oportunidades de emprego e renda. Recentemente, foi realizado um workshop no auditório do Sebrae do Crato, a fim de apresentar a instituições ligadas ao setor as principais informações levantadas pelo estudo sobre o perfil da produção e comercialização de seriguela no Cariri. A ideia é que a pesquisa seja enviada a várias instituições para servir de base para políticas e outras ações para o setor. "É preciso estruturar um modelo de negócio para a seriguela, abrir linhas de crédito para que os produtores possam aumentar a produção e investir em assistência técnica para chegar a um produto com um padrão apreciado pelo mercado externo. Tivemos discussões e mostramos a seriguela para investidores europeus e eles ficaram muito interessados. Na opinião deles é uma fruta que tem potencial. Mas é necessário que ela chegue com qualidade", avalia Euvaldo Bringel. Ampliação 18,7 É o percentual com que o Ceará contribui na exportação de frutas, estando no segundo lugar no ranking nacional. Há 16 anos, a participação do Estado chegava a apenas 0,5% Alternativa "A seriguela resiste à seca, garantindo renda quando outras colheitas são perdidas" Euvaldo Bringel Presidente do Instituto Frutal MAIS INFORMAÇÕES Instituto Frutal Av. Barão de Studart, 2360 - Sala 1305 Dionísio Torres, Fortaleza (85) 3246.8126 regional@diariodonordeste.com.br Karoline Viana Repórter | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de janeiro de 2010 |
| FRUIT LOGÍSTICA 2010 | |
| FRUIT LOGÍSTICA 2010 - Frutas do Ceará na maior feira do mundo | |
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Neste ano, o Ceará terá estande próprio na Alemanha para mostrar e vender suas frutas aos importadores da Europa
De 3 a 6 de fevereiro, o mundo do comércio internacional hortifruticultor estará reunido em Berlim, na Alemanha, durante a Fruit Logística 2010, a maior feira mundial de hortaliças, frutas frescas e flores. Mais de 2.100 empresas de 80 países dos cinco continentes e cerca de 50 mil pessoas - quase todas produtores, exportadores e importadores - participarão do evento, no qual, pela primeira vez, o Estado do Ceará terá um estande para expor e vender seus produtos. Neste ano, a atmosfera da Fruit Logística será de otimismo, bem diferente do clima que cercou a feira de 2009, que se realizou no auge da crise financeira que sacudiu o mundo e derrubou os negócios de todos os setores, incluindo os da fruticultura. Prova: as exportações do Ceará, que haviam fechado 2008 na marca recorde de US$ 131 milhões, só alcançaram US$ 105 milhões em 2009. Para os cearenses, a Fruit Logística de 2010 terá ainda uma boa novidade, que será o estande exclusivo do Ceará. Instalado pelo Instituto Frutal, que para isso recebeu o apoio financeiro do Sebrae, do Governo do Estado, por meio da Adece, e do Banco do Nordeste, o estande cearense terá 50 metros quadrados de área, na qual será divulgado tudo o que é de interesse do agronegócio do Ceará, principalmente dos setores da fruticultura e floricultura. Cerca de 20 empresários cearenses produtores e exportadores de frutas e flores integrarão a comitiva cearense, que será liderada pelo próprio presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará, Antonio Balhmann. O presidente do Instituto Frutal, Euvaldo Bringel, comandará, pessoalmente, os contatos do estande do Ceará. No dia 2 de fevereiro, véspera da abertura da feira, e também no mesmo local - o Messe Berlim, um dos maiores centros de convenções da Europa - será realizado o 29º Fórum de Frutas e Hortaliças, evento eminentemente técnico, com conferências sobre novas estratégias de vendas. A questão a ser apresentada no seminário é a seguinte: com que estratégias se pode apresentar a oferta de frutas e hortaliças saudáveis ao consumidor a preços que contentem também os produtores? O conferencista será o professor David Hughes, do Imperial College de Londres, há muitas décadas considerado o papa do marketing de frutas e hortaliças. Recentemente, uma missão empresarial cearense visitou a Europa e a África, vendo os grandes projetos de cultivo protegido de hortaliças e frutas, que é uma tendência mundial hoje. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
24 de janeiro de 2010 |
| INDÚSTRIA BRASILEIRA DO AÇO | |
| Mercado Aberto - Resultado | |
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No ano passado, a indústria brasileira do aço apresentou indicadores abaixo dos de 2008, de acordo com os resultados que acabam de ser contabilizados pelo IABr (Instituto Aço Brasil). Mas há sinais de recuperação, segundo a entidade.
RESULTADO 2 A produção acumulada de janeiro a dezembro de 2009 totalizou 26,5 milhões de toneladas de aço bruto, queda de 21,4% sobre o ano anterior. As vendas, de 16,3 milhões de toneladas, tiveram queda de 25,2% ante 2008. IMPULSO Os setores consumidores que registraram menor queda de consumo foram o automotivo e o de utilidades domésticas, ambos impulsionados pelos benefícios fiscais concedidos pelo governo federal, segundo os dados do IABr. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de janeiro de 2010 |
| SEMACE | |
| ENTREVISTA - *Lúcia Maria Teixeira - Para Semace, indígena em Pecém é processo político | |
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* Procuradora do Estado, professora de Direito Ambiental e dirigente da Semace, Lúcia Teixeira não tem medo de cara feia
A Semace é contra o desenvolvimento econômico do Ceará. Isto é falso ou verdadeiro? É falso. O desenvolvimento econômico deve ser sustentável, pelo que deve passar, sempre, pelas questões de natureza ambiental. Um dos princípios constitucionais do desenvolvimento econômico é exatamente a compatibilidade com a preservação ambiental. É isso o que a Semace quer. Há que cumprir a legislação. Vê-se hoje a legislação ambiental como contrária ao desenvolvimento econômico. Pelo contrário, é estratégico. Um desenvolvimento econômico moderno tem de passar por isso. A legislação ambiental não pode ser vista como um óbice, mas como auxiliador. Mas ela não está a impedir que se implantem projetos de interesse do Estado? Não. Uma das coisas contra as quais mais se reclama é a demora nos licenciamentos. Há um costume, no País inteiro, de colocar nas costas dos organismos ambientais a demora dos licenciamentos. Mas, se olharmos com espírito crítico, percebe-se claramente que grande parte, mais de 50% desse tempo, na verdade deve ser debitado na conta dos empreendedores. Por exemplo: obras de engenharia. Uma coisa que poderia encurtar o tempo das obras do Governo, e vou falar do Poder Público, seriam os estudos ambientais que deveriam estar prontos junto com os projetos de engenharia. Um estudo adequado, pronto, em obras complexas como a de uma refinaria de petróleo não demora menos de seis meses. Se demorar, não é bom, porque os estudos são de natureza diversa. Por exemplo: é preciso estudar o solo, é necessário estudar os ecossistemas do entorno, as comunidades, é preciso olhar se há mão de obra capacitada. São necessários, se houver escavações, estudos arqueológicos; é necessário estudo da fauna, da flora. São estudos que dem oram bastante. Há, pois, que haver integração entre os entes públicos e privados. E que esses cronogramas de obras fiquem dentro de um planejamento tal, que não largados sobre os ombros dos órgãos ambientais. Houve, em dezembro, um leilão de energia eólica. Todas as empresas interessadas nele tinham muita pressa. A Semace, para não causar prejuízo aos projetos, apresentou uma condicionante: as empresas vencedoras teriam de apresentar os estudos adequados. Esses estudos, repito, são demorados. Se depender da Semace, o Ceará não produzirá mais camarão. É verdadeiro? Não. É falso, também. Numa reunião recente que eu tive aqui com os consultores, fiz uma brincadeira e disse que não gostava de camarão. Eles entenderam que eu estava me referindo à carcinicultura. Pelo contrário: a Semace teve uma vitória jurídica que há muito não se tinha. Por decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, trouxemos de volta para nós a competência (para o licenciamento de projetos de criação intensiva de camarão). Mas vamos trabalhar bem, exigiremos boas práticas. O que são boas práticas? Significa usar tecnologia moderna, fazer bons estudos, degradar o menor possível, usar do princípio da precaução. Se for estritamente necessários o uso de bens ambientais, que se faça um plano de recuperação. Ou seja, que se cumpra a Lei. Há algum carcinicultor descumprindo a Lei? Eu não sei lhe dizer, neste momento, se eles estão cumprindo a Lei, enquanto não for publicada a decisão da Justiça Federal e a competência (de licenciamento) retorne para nós. O que posso dizer é o seguinte: entre a decisão do TRF e este momento, o Ibama não emitiu uma só licença. Primeiro, porque ele não tem estrutura; segundo, porque é em Brasília. E a Semace só pode licenciar quando a sentença for publicada, o que ainda não aconteceu. Isso significa que os carcinicultores novos estarão provavelmente (na ilegalidade) se resolverem trabalhar. E também os antigos, que precisam renovar suas licenças, estão na ilegalidade porque o Ibama não faz e a Semace (ainda) não pode fazer. Mas há fazendas de camarão que estão em plena produção, não é? É possível. Nós temos que nos preparar, aqui na Semace, para receber isso (o direito de licenciar) de volta. Nós vamos um levantamento. Eu soube que o Ibama também está fazendo um levantamento, inclusive do passivo ambiental que as empresas deixaram - saíram do mercado, degradaram - e eles estão levantando isso. Nós vamos fazer, também. Vamos ver quem está na ilegalidade, chamaremos o pessoal que quer ser licenciado previamente mas não está conseguindo, isso nós faremos. A Semace tem conhecimento, neste Século 21 da presença de índios nos terrenos do Complexo Industrial e Portuário do Pecém? Há pessoas que se auto declaram índios. Uma convenção internacional permite que as pessoas se auto determinem índios. Na área do complexo, há, hoje, pessoas que se declaram Anacé. Na área de Caucaia, já há uma comunidade conhecida de todos, que são os Tapebas. Mas esse povo que se auto declara índio começou a manifestar-se mais publicamente de 2007 para cá - talvez haja nesta opinião uma carga de parcialidade, pois eu estou lá, estou vendo, é minha opinião pessoal. Eu acredito que, desde 207, quando começaram os movimentos concretos para se retomar a política de implantação do Complexo Industrial, aí apareceu com bem mais vigor esse movimento de pessoas que se auto declaram índios Anacé. Eu tenho conhecimento de que, em 2003, houve uma demanda perante a Funai, que foi arquivada exatamente por falta de indícios. Mais recentemente, sim, várias pessoas se auto declararam índios. É uma coisa complexa, porque foi muito repentino e há uma dissensão muito grande, tanto em São Gonçalo do Amarante, quanto em Caucaia. Há casos em que, numa família só, um irmão se diz índio e outro se diz não índio. Quem reconhece é a Funai. E se fosse a Semace? A Semace não tem condição de reconhecer. Eu acho até que talvez seja possível, porque em todo canto há a presença indígena. Nós somos descendentes de índios. O que eu acho que não há, e esta é minha opinião pessoal, é permanência e tradicionalidade, que são dois requisitos importantes, junto com a auto declaração, para que haja a demarcação de terras. Pode haver índio, mas pode não haver a necessária demarcação. Por quê? Porque isso vai depender de um estudo que verá se eles têm tradicionalidade com a terra, se eles viviam como viviam antes, com os costumes, rituais, religiosidade. Na verdade, eu vejo, e digo vejo porque desde 1996 eu conheço o Complexo. Eu, como procuradora do Estado, estive lá desde a primeira pedra do Porto do Pecém. Era minha tarefa fazer as desapropriações. Naquela época, não existia. Até esse cemitério, que se diz hoje indígena, na verdade nós salvamos o cemitério por uma questão de religiosidade. Pessoas como o seu Joaquim, que se valeram de mim na época, diziam ´meus avós estão aqui, não é para desapropriar´, mas nunca houve essa reivindicação do cemitério indígena, que apareceu agora. Havia uma comunidade integrada, sem divisões, todas tinham a dança de São Gonçalo como sendo uma tradição sua; havia uma agricultura de subsistência, gente muito idosa e alguns cânticos, algumas histórias, mas era tudo da comunidade. Então, quando começou a aparecer essa reivindicação - eu estou fazendo uma crítica - es sa auto declaração Anacé, e aí eu acho isso muito ruim, inclusive perigoso, essas pessoas que se dizem indígenas se apropriaram de tradições que eram de todo o povo. E agora, o que a gente vê? Há uma divisão, uma cisão e esse renascimento pela etnia - o povo costuma chamar isso de etnogênese. Na verdade, eu acho que é um processo político, pois eles estão assimilando, tomando para si tradições que eram de todo mundo. E a comunidade agora se sente órfã, e é possível que haja até uma beligerância entre pessoas que se dizem e outras que não. Isso vai inviabilizar o Complexo Industrial e Portuário do Pecém? Se houver uma demarcação, é possível. Mas eu acho muito mais possível que, mesmo que a Funai reconheça essa auto declaração, que o complexo possa conviver. Não há porque não. Porque, se eles não têm permanência na terra, se ficar constatada a tradicionalidade, é perfeitamente possível que eles façam parte do processo. Eu li um estudo feito pela Fundação Darcy Ribeiro e lá eles constataram que o foco de dispersão dessas pessoas que se dizem Anacé em toda aquela área foi fora do complexo. Na verdade, há um local lá chamado de Japuara que as notícias que se tem de indígena naquela área, há muito tempo atrás, na verdade saiu de lá, e essa área não faz parte do complexo. Também não foi mencionado nas ações do Ministério Público que estão saindo agora. A energia eólica é a mais limpa do planeta. Por que demora tanto uma licença ambiental da Semace para esses projetos? Não demora. Pelo menos de seis meses para cá, que é o tempo de minha gestão aqui. Quando eu cheguei aqui, encontrei muitos empreendimentos preparando-se para o leilão (de energia eólica) realizado em dezembro. Os processos haviam sido estudados com a RAS (Relatório Ambiental Simplificado). Como o leilão estava próximo e os investidores precisavam entregar a licença prévia, eles ficaram apavorados, porque, assim que eu cheguei, eu lhes disse: as regras são estas, terá de ser EIA-RIMA (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental). Mas eu expliquei: isso não é da minha cabeça, é da Lei; Todo empreendimento que demande significativo impacto tem de ter EIA e RIMA. Então, eu coloquei como condicionante da licença prévia, que não dá direito a fazer nada, a exigência do EIA-RIMA. Um licenciamento desse tipo demora em média de seis meses até, no máximo, um ano, é o que dia Lei. Mas aqui na Semace está saindo com menos de três meses. Meio ambiente Pronta para a guerra Lúcia Teixeira - uma cearense de Itapipoca, mãe de três filhos - está no comando da Superintendência da Semace há apenas seis meses. Neste tempo, sem perder o permanente sorriso, mostrou suas armas para guerrear contra muitos interesses dos agentes econômicos, todos interessados na obtenção de licença ambiental para a implementação de projetos de geração de energia eólica, de construção de resorts, de condomínios residenciais em zonas urbanas montanhosas e litorâneas, enfim, de empreendimentos imobiliários que dão emprego e geram renda, mas para cuja execução é necessário o cuidado com o meio ambiente. Guerreira, ela reconquistou na Justiça Federa o direito de a Semace licenciar a operação das fazendas de criação intensiva de camarão. "A Lei tem de ser cumprida", diz ela. Lúcia Teixeira Superintendente Estadual do Meio Ambiente do Ceará (Semace) | |
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| O POVO |
24 de janeiro de 2010 |
| DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL | |
| Enquanto isso, aqui na terrinha... | |
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``Pensar globalmente, agir localmente``: era essa a consigna do movimento ecológico, nos chamando a (re)pensar hábitos, modo de vida e consumo, na perspectiva de outra relação & sustentável & com o ambiente natural. Hoje, sabemos que tudo está em conexão: numa visão sistêmica, temos que pensar global e localmente e agir local e globalmente. Não há contradição entre atitudes individuais e lutas por transformações sociais (todas necessárias e urgentes). É por isso que se fala & para a superação da atual crise ecológico-climática global & em mudanças radicais, que vão do modo de vida (consumista e perdulário) ao modo de produção (capitalista), passando pelo modelo de desenvolvimento (produtivista, fundado nas energias fósseis).
Assim, também, não há como separar a luta global por justiça climática, que, recentemente, mobilizou centenas de milhares de pessoas em Copenhague (e milhões, no mundo, que a acompanharam), para salvar a vida na Terra, do que acontece, aqui e agora, em nossa terrinha.... Portanto, lutar contra o superaquecimento do planeta & que, se ultrapassar o limite de acréscimo de 2°C neste século, poderá nos trazer impactos sociais e ambientais catastróficos (como a desertificação do semi-árido, a escassez da água, a elevação do nível do mar etc.) & é lutar pela preservação de nossas áreas verdes, pela mudança da matriz energética, pelo transporte público e ecológico, por um modo de vida social e ecologicamente justo e sustentável. No entanto, o que estamos assistindo hoje & através de políticas públicas e decisões judiciais & vai de encontro a uma nova práxis, fundada na consciência socioambiental sustentável. Veja-se: - O Tribunal de Justiça, por seu presidente, torna sem efeito uma lei municipal que protege 15 ha. de dunas vegetadas milenares no entorno do Parque do Cocó, colocando o direito de construir (de natureza individual) acima do direito ambiental (de natureza coletiva); isto numa cidade que já perdeu quase 90% de sua cobertura vegetal em quarenta anos; - A Semace anuncia que, para regularizar o Parque do Cocó (conquista verde da cidadania), será necessário diminuir a sua área (quando outro órgão, o Conpam, propõe a sua ampliação); - O Governo do Estado patrocina e apoia a construção de usinas (termelétricas, siderúrgicas) movidas a carvão mineral, principal combustível fóssil causador do aquecimento global; - A Prefeitura licencia empreendimentos em áreas de preservação permanente, como no caso do Atacadão, em frente ao Aeroporto de Fortaleza; - A Defensoria Pública do Estado desmonta o Núcleo de Ações Coletivas, retirando dele os defensores que mais atuaram na defesa do meio ambiente como patrimônio da coletividade; - Ambientalistas, missionários, professores, jornalistas, advogados, ativistas e militantes de Direitos Humanos e do Movimento Ecológico são perseguidos com processos de cunho intimidatório. É hora, portanto, da cidadania ativa reagir. É preciso convocar a sociedade civil, os movimentos sociais, parlamentares e cidadão(ãs) para, seguindo o exemplo de Copenhague, barrar esse processo de destruição da natureza e de criminalização de ativistas. Traduzir a luta contra o aquecimento global em medidas que assegurem que as conquistas alcançadas & na luta socioambiental & não sejam revertidas por decisões judiciais e políticas públicas equivocadas. E que possamos lutar juntos pela construção de uma sociedade justa, igualitária, sustentável, a sociedade ecossocialista, no aqui e agora, em nossa terrinha e em nosso planeta. JOÃO ALFREDO TELLES MELO Advogado, professor e vereador pelo Psol em Fortaleza joaoalfredotellesmelo@gmail.com | |
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24 de janeiro de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 - SUCESSÃO FEDERAL | |
| Política - A baixaria começou | |
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Por Kamila Fernandes
Dilma Rousseff (PT) entrou de vez no ringue eleitoral, chamou os tucanos para briga e eles toparam. Uma amostra péssima do que deve acontecer na eleição presidencial que se aproxima, com infindáveis trocas de xingamentos e nenhum conteúdo pertinente à população. Sim, porque dizer que na atualidade não está sendo feito nada de bom para o País, como fizeram os tucanos, é mentir na mesma proporção que os petistas, ao defender que tudo está melhor. Nem de um lado, nem do outro, por favor! A vida melhorou, como mostram as estatísticas, mas há muito o que melhorar, e o que mais a população precisa agora são propostas, não troca de ofensas. Mas, já que é briga o que temos, vamos analisar o discurso de parte a parte: tudo começou com Dilma, que numa fala bem enfática na terça-feira passada, disse num evento público em Minas Gerais, que a oposição ameaça acabar com o PAC. Estratégia muito semelhante à que os tucanos usaram em 2002, naquela eleição vencida por Lula. Sim, porque acredito que ainda esteja bem viva na cabeça da maioria dos eleitores aquela imagem da Regina Duarte, no programa eleitoral de José Serra, dizendo ter “medo” de uma vitória do petista. A estratégia do “medo” é antiga, usada pelos que estão no poder para se manter nele, e como não funcionou naquele momento, creio ser um equívoco imenso usá-la de novo (o eleitor é bem inteligente para perceber que é só uma estratégia discursiva pouco ela borada). MENTIRA DE UM LADO E DO OUTRO Por outro lado, no dia seguinte, os tucanos chamaram a ministra Dilma de “mentirosa”, desqualificando todo o seu passado e o PAC, que consideram uma fraude. Ora, de fato não dá para dizer que o PAC está indo às mil maravilhas, mas também não está parado. São inúmeras ações que demandam tempo para ficar prontas - por aqui, temos a transposição do São Francisco que está caminhando, não a passas largos, mas está, o Metrofor, que voltou a ter obras, inúmeras ações de saneamento. A cobrança para que todo o prometido seja realizado é bem vinda, mas a desqualificação total também não ajuda. Por fim, a pérola do bate-boca. O atual e o próximo presidente da direção nacional do PT, respectivamente Ricardo Berzoini e José Eduardo Dutra, assinaram uma nota em que afirmaram que o pré-candidato tucano, José Serra, é hipócrita por, ao mesmo tempo em que foge do debate eleitoral, usar o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, como um “verdadeiro jagunço da política”. Jagunço, no Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, significa “espécie de chuço ou pau ferrado (...) usada como arma de ataque e defesa popular, especialmente na Bahia e em Pernambuco. Da arma, a palavra jagunço passou a designar quem a utilizava profissionalmente. Jagunço, especialmente na Bahia, passou a ser o guarda-costas de políticos, fazendeiros e senhores de engenho, o capanga”. Guerra, por acaso, é pernambucano. Não dá para ignorar o imenso tom de estereótipo e preconceito embutido na crítica, que acabou por ultrapassar, de longe, o âmbito das desavenças políticas. Cabe um pedido de desculpas dos dois petistas e que toda essa se quência de baixarias vista fique por aqui. NAS TELONAS, POLÍTICA A curiosidade ainda não me levou a ver o filme da família Barreto sobre a vida do presidente Lula, em exibição nos cinemas (Lula, o filho do Brasil). Mas só de ler o que já se escreveu sobre a película, já dá até para imaginar um pouco do seu conteúdo. Tenho cá minhas dúvidas se esse tipo de produto poderia interferir na formação da opinião do público em geral sobre o presidente e mais ainda nas eleições deste ano, até porque Lula já era, muito antes do filme, um herói popular inquestionável, com todos os seus defeitos e todas as suas qualidades. O que preocupa é o uso descarado que petistas tem feito do filme para autopromoção do partido. Sorteio de ingressos do filme aqui (como o deputado estadual Artur Bruno chegou a fazer em seu site), exibição gratuita ali (como o PT cearense anunciou nesta última semana). Não sei se é possível dizer que esse tipo de situação se configura em campanha antecipada, já que o filme não é um produto publicitário, mas cultural (como imagino que seus idealizadores o justificariam), mas não é nada adequado num ano eleitoral esse tipo de comportamento -que, pelos olhos do direito do consumidor,seria taxado de “concorrência desleal”. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
24 de janeiro de 2010 |
| TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO | |
| Descoberta arqueológica para obra no São Francisco | |
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Fragmentos cerâmicos e gravuras rupestres foram achados em canteiro de obras em PE
Trabalho de terraplenagem teve de ser paralisado para que arqueólogos possam catalogar, recolher as peças, e analisar seu valor histórico FÁBIO GUIBU DA AGÊNCIA FOLHA, EM CUSTÓDIA (PE) Um sítio arqueológico com fragmentos cerâmicos e gravuras rupestres foi encontrado em um canteiro de obras da transposição das águas do rio São Francisco, em Custódia (que fica a 350 km de Recife). Os vestígios, que podem ter 9.000 anos, foram achados em uma região de caatinga conhecida por Lage das Onças, no lote 10 da obra, a 40 km da cidade. A descoberta surpreendeu especialistas também por sua conexão com outra região brasileira, esta na Paraíba, onde há pegadas de dinossauros. A área em Pernambuco abriga ainda ruínas de um engenho e até cartuchos de fuzil que podem ter ligação com o cangaço. As gravuras, talhadas em pedra, não se assemelham à forma humana ou animal. Segundo os arqueólogos, os desenhos são de "grafismos puros", que nada representam da vida real. Os fragmentos cerâmicos foram encontrados a aproximadamente cem metros de distância das gravuras, no exato local onde passará o canal do eixo leste da transposição. A descoberta paralisou os trabalhos de terraplenagem numa área de aproximadamente 20 mil metros quadrados. Os tratores se afastaram e todo o trabalho precisou ser suspenso para que os arqueólogos pudessem resgatar as peças e iniciar o trabalho de avaliação do valor histórico do sítio e dos vestígios encontrados. Segundo o Ministério da Integração Nacional, após o recolhimento dos fragmentos, a passagem das máquinas pelo local será retomada. Esse trabalho será monitorado pelos pesquisadores, para evitar que eventuais vestígios não recolhidos sejam destruídos -é um trabalho de monitoramento que pode levar vários meses. O sítio de gravuras rupestres não será afetado pela obra, dizem os arqueólogos. As pedras -algumas com desenhos em forma de pequenos quadrados e com graduações cromáticas- estão localizadas fora do eixo, no curso de um riacho não perene, sobre o paredão de uma pequena queda d'água que se forma em tempos de chuva. Recomendada no Rima (Relatório de Impacto Ambiental) e patrocinada pelo ministério, a prospecção arqueológica abrange os dois eixos da transposição, os canais leste e norte. Na primeira fase da pesquisa, que está acontecendo paralelamente à obra, um grupo de arqueólogos ligados à Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco) já notificou cerca de 80 possíveis achados históricos e pré-históricos. Além dos fragmentos cerâmicos e das gravuras rupestres, eles encontraram objetos e estruturas que remontariam ao período de atividade dos cangaceiros, como as ruínas de um antigo engenho e cartuchos de fuzil datados de 1912 a 1915. As descobertas foram mapeadas, fotografadas, catalogadas e, quando possível, recolhidas, num processo conhecido como "salvamento". Em fevereiro, uma nova equipe de especialistas, do Instituto Nacional de Arqueologia, Paleontologia e Ambiente do Semiárido do Nordeste, assumirá o trabalho de prospecção de toda a área do sítio arqueológico. Os vestígios já encontrados serão estudados. "É uma oportunidade única de pesquisarmos a mais importante rota do Brasil em paleontologia", disse a coordenadora do instituto, a arqueóloga francesa Anne-Marie Pessis. Segundo ela, a região tem conexão -apresenta as mesma condição de clima e solo- com o chamado vale dos dinossauros, localizado em Sousa, município paraibano conhecido por suas inúmeras trilhas de pegadas fossilizadas de animais pré-históricos. O Ministério da Integração Nacional afirma que os sítios serão preservados. saiba mais Projeto deve levar água a 12 milhões no semiárido DA AGÊNCIA FOLHA, EM CUSTÓDIA (PE) O projeto de transposição das águas do rio São Francisco prevê a construção de dois canais para levar água desviada do rio a 12 milhões de moradores do semiárido, em Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. Orçada em cerca de R$ 5 bilhões, a obra é questionada por grupos e entidades, que defendem soluções mais simples e baratas, como a construção de cisternas, além da revitalização do rio. Em protesto contra o projeto, o bispo católico de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, promoveu duas greves de fome, em 2005 e 2007. Em visita à obra em outubro de 2009, o presidente Lula prometeu inaugurar ainda em 2010 o eixo leste, que terá 220 km de extensão e levará água para Pernambuco e Paraíba. O eixo norte, com 400 km, atenderá, além dos dois Estados, Ceará e Rio Grande do Norte. Para levar a água, captada em dois pontos do rio São Francisco, serão implantadas nos percursos nove estações de bombeamento e construídas 30 barragens. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
24 de janeiro de 2010 |
| EMPREGO | |
| Emprego, inflação e juros | |
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AINDA QUE o desempenho do mercado de trabalho em dezembro tenha sido bastante ruim, o Brasil conseguiu fechar 2009 com a criação de quase um milhão de empregos formais. Trata-se de performance notável, considerando-se que o PIB deverá ter crescimento próximo de zero no ano.
A trajetória positiva do emprego refletiu o tipo de reação da economia brasileira à crise internacional que eclodiu em setembro de 2008. Enquanto os investimentos e as exportações foram duramente atingidos, o consumo doméstico, em grande medida impulsionado pela política econômica, logrou manter o dinamismo da atividade produtiva. Os dados relativos a dezembro, porém, sugerem uma perda de fôlego importante do emprego. É verdade que o mês registrou um número grande de dispensas associadas a um crescimento atípico das contratações temporárias nos meses precedentes. No entanto, o saldo negativo de vagas (415 mil) superou em muito as expectativas. Por ora vai se desenhando um cenário em que não se vislumbram pressões inflacionárias significativas o suficiente para justificar aumentos nas taxas de juros, ao contrário das previsões de grande parte dos analistas do mercado financeiro. De fato, além da retração temporária da recuperação do emprego, a capacidade produtiva ainda registra ociosidade em diversos ramos da indústria, particularmente aqueles cuja produção é voltada ao comércio exterior e aos investimentos. Nesse sentido, é crucial que o governo demonstre sensibilidade ao calibrar a política econômica nos próximos meses. Um aumento precoce da taxa de juros contribuirá para inviabilizar investimentos compatíveis com as necessidades de geração de capacidade produtiva, gerando, aí sim, pressões inflacionárias indesejáveis. | |
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