Fortaleza, CE - segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

AIRM - ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- Lêda Maria - Molduras
- Comunicado - Observatório

ADMINISTRAÇÃO FEDERAL
- Governo unifica leis sociais e criará metas de cumprimento

AGRONEGÓCIO
- Diário Político - Prejuízos

COMBUSTÍVEL
- Brasil deve formar estoque regulador de etanol
- Economia - Álcool sobe
- Discussão do pré-sal dominará a agenda em 2010

COMÉRCIO EXTERIOR
- Investimento deve guiar relação, diz analista

ECONOMIA
- Herança maldita
- Comprar dólar em frações dilui risco cambial
- Brasil e EUA definirão taxa de juros na quarta-feira
- Aperto fiscal e contenção de crédito podem segurar alta mais forte do juro
- Déficit já influencia cotação do dólar
- Indicadores Econômicos

EMPREENDEDORISMO
- Vertical S/A - Gastos com supérfluos

EMPRESAS
- Pesquisa mostra melhores empresas para trabalhar

HABITAÇÃO
- Lei do Inquilinato entra em vigor hoje

INFRA-ESTRUTURA
- Localização do estaleiro vai dominar debates na reabertura da Câmara
- Diário Político - Confronto
- Egídio Serpa - Estaleiro bom é na Barra do Ceará
- Egídio Serpa - Trilhos para a CFN
- Cid garante que geração de empregos beneficia região
- Cid propõe debate sobre local do estaleiro

MEIO AMBIENTE
- Empresa preserva meio ambiente
- Política - SEM CORPO MOLE

POLÍTICA
- Lula e partido aumentarão a pressão sobre Ciro
- Diário Político - Indecisão que desorienta
- Diário Político - Avisando
- Eudes ressalta união do PT e PSB
- PMDB vai ficar fora da luta para vice, declara Gerardo Arruda

POLÍTICA SOCIAL
- A formação do jovem

TRABALHO
- Economia - Mais emprego para quem tem ensino médio

TURISMO
- Enotel quer investir no Ceará


DIÁRIO DO NORDESTE

25 de janeiro de 2010

 
REELEIÇÃO DE ROBERTO MACÊDO
Lêda Maria - Molduras
Roberto Macêdo, presidente da Fiec, caminha sereno, como sempre. Na entidade, sua reeleição tem unanimidade.
TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

25 de janeiro de 2010

 
CIC - OBSERVATÓRIO SOCIAL EM EDUCAÇÃO
Comunicado - Observatório
O Centro Industrial do Ceará lança, na quinta-feira (28), na cobertura da Fiec, às 12h30, o portal do Observatório Social em Educação. O objetivo é monitorar o progresso da área no Ceará, buscando também envolver a sociedade civil nas reformas educacionais.
TOPO

FOLHA DE SÃO PAULO

25 de janeiro de 2010

 
LEIS SOCIAIS
Governo unifica leis sociais e criará metas de cumprimento
Inspirada na CLT de Getúlio Vargas, a iniciativa pretende reunir programas de todos os ministérios

SIMONE IGLESIAS
ANGELA PINHO
LARISSA GUIMARÃES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Concebida pelo governo Lula para ser sua herança na área social e alavancar a imagem da candidata Dilma Rousseff no setor, a CLS (Consolidação das Leis Sociais) reunirá programas de todos os ministérios, unificando as leis que já existem, e institucionalizando ações em andamento por força de decreto ou portaria.
Além disso, será criada uma Lei de Responsabilidade Social, com metas de cumprimento e punições para União, Estados e municípios. Mas ainda não há parâmetros tão definidos, como no caso dos programas a serem unificados na CLS.
É o caso do reajuste do Bolsa Família, que, desde que foi criado, é definido por decreto presidencial. Com a CLS, o aumento se tornará anual e corrigido pela inflação.
Outros programas que se tornarão permanentes são Atenção Integral à Família, distribuição de leite, Restaurantes Populares e construção de cisternas no Nordeste.
Na área educacional, a principal vitrine do governo, o ProUni, já está prevista em lei. Mas, com a CLS, serão incluídas na legislação as outras ações previstas no chamado PAC do setor lançado em 2007.
Na saúde, entrarão na CLS programas como o Brasil Sorridente, de atendimento odontológico, e Farmácia Popular, de distribuição de medicamentos.
Na área de segurança pública, o Pronasci, principal bandeira do Ministério da Justiça, também será incorporado.
O projeto da CLS definirá ainda as regras gerais para avaliação dos programas, como metas e perfil dos beneficiados.
Já a Lei de Responsabilidade Social definirá as obrigações de União, Estados e municípios para o setor, como serão feitos repasses e como funcionarão parcerias. Ela deverá estabelecer punições para quando for descumprida, como ocorre na Lei de Responsabilidade Fiscal.
A CLS é inspirada claramente na CLT de Getúlio Vargas, e similar à Lei de Responsabilidade Fiscal de Fernando Henrique Cardoso. Da primeira, emprestou a ideia de unificar várias iniciativas de uma área; da segunda, a ideia de gerar um legado permanente e deixar claras as atribuições de cada esfera de governo.
O presidente Lula reunirá os ministros da área social nesta semana para fechar o pacote de projetos de leis e enviá-lo ao Congresso.
Segundo o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), a Consolidação das Leis Sociais dará fundamentação jurídica aos programas, transformando-os em políticas públicas. O ministro tem restrições à fixação de metas na lei, como defendem setores do governo.
"É importante normatizar, mas há o risco de engessar. O Brasil é um país diferenciado do ponto de vista geográfico, regional e social", afirmou.
Segundo Patrus, o fato de este ano ser eleitoral e os projetos terem que passar pelo Congresso não serão obstáculo para o governo emplacar as leis sociais. Segundo ele, a oposição será "sensível".
Para o economista Marcelo Néri, da FGV, a consolidação pode ser positiva para evitar que os programas sociais sejam afetados por períodos eleitorais. Por outro lado, ele vê pouco risco de descontinuidade na área assistencial e educacional com a eventual vitória de um candidato do PT ou do PSDB.
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O ESTADO

25 de janeiro de 2010

 
FRUTICULTURA
Diário Político - Prejuízos
Por Fernando Maia

Incrível denúncia da Câmara Setorial de Frutas do CE; o setor pode sofrer perdas incalculáveis, devido à falta de fiscais agropecuários federais para a liberação de cargas. Para fiscalizar 220 imensos containers, só há 04 fiscais...
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O ESTADO

25 de janeiro de 2010

 
ETANOL
Brasil deve formar estoque regulador de etanol
Como forma de evitar a alta volatilidade do preço do álcool combustível, agravada nos últimos meses pela oferta apertada do produto, o país deve formar, este ano, um grande estoque regulador. Para financiar a formação desses estoques, o BNDES deve disponibilizar cerca de R$ 2,5 bilhões, informou à Agência Brasil o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. “A partir de abril ou maio o mercado deve se regularizar e acredita-se que venha a sobrar etanol, mesmo que a demanda de açúcar continue forte e que haja a possibilidade de fazer a estocagem, porque deve haver excesso de produção”, afirmou.
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O ESTADO

25 de janeiro de 2010

 
ÁLCOOL
Economia - Álcool sobe
Por Rubens Frota

A redução do percentual de álcool misturado na gasolina ainda não teve o efeito esperado nos preços, de acordo com o levantamento semanal da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), divulgado na sexta feira.

Mais caro em todo país

A pesquisa mostra que o litro do álcool combustível subiu, esta semana, 2,26% na média de todo o país, custando, em média, R$ 1,948. Nas últimas quatro semanas, o álcool ficou 9,75% mais caro, em todo o país.
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DIÁRIO DO NORDESTE

25 de janeiro de 2010

 
PRÉ-SAL
Discussão do pré-sal dominará a agenda em 2010
A expectativa é de que os projetos comecem a ser votados em fevereiro, inclusive o mais polêmico, o da partilha

As votações dos projetos de lei que estabelecem as regras para a exploração do petróleo da camada pré-sal deverão dominar a agenda de votações da Câmara e do Senado em 2010. Com as eleições, o calendário fica apertado e deve se resumir ao primeiro semestre e aos meses de novembro e dezembro.

Para o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), os projetos relacionados ao pré-sal serão as matérias mais importantes do ano. O parlamentar prevê uma "disputa intensa" para a aprovação da matéria, por causa dos interesses dos estados em torno da distribuição dos recursos da exploração e produção.

A expectativa é de que os projetos sejam votados já na primeira quinzena de fevereiro, inclusive o mais polêmico, que trata da partilha. O projeto já teve seu texto principal aprovado pelos deputados, mas falta a análise da principal emenda - proposta pelos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG), que prevê a distribuição dos royalties proporcionalmente a todos os estados e municípios, de acordo com as regras do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

A emenda altera o texto já aprovado em que os estados produtores (Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo) ficam com a maior fatia dos recursos dos royalties e da participação especial. Pela novo modelo de partilha proposto, o Ceará é um dos estados mais beneficiados. O Estado, que detém atualmente uma fatia de 0,12% do bolo dos royalties do petróleo brasileiro, passaria a contar com 12% A receita total anual do Estado do Ceará e seus municípios advinda de royalties e participações especiais pode ser da ordem de R$ 1,9 bilhão, caso a emenda de Ibsen Pinheiro seja aprovada.

Inácio Arruda vê como natural a decisão de que a distribuição dos recursos contemple todos os estados, e não somente uma única região produtora. "O recurso é do Brasil, não é só de um estado", diz o parlamentar. Mas o senador cearense destaca que, antes de definir a distribuição dos recursos, deve-se discutir o modelo de participação do estado na exploração e nos recursos oriundos dela. "O relator já havia colocado uma proposta que beneficia o Nordeste. O ideal é discutir o modelo e definir essa distribuição à parte", diz Arruda.

A proposta do relator reserva uma parcela de 18% dos recursos para os três estados produtores, 6% para os municípios produtores, 44% para os demais estados e municípios (segundo critérios do FPE e FPM) e 30% para a União.

O senador avalia que, se a discussão resultar em acordo na Câmara, isso será melhor para evitar um embate mais acirrado no Senado. "Se não houver acordo na Câmara, a disputa vai ser intensa no Senado", diz. Inácio prevê que a matéria sofra alterações no Senado e que a tendência é ampliar os benefícios para os estados não produtores.

Alto preço

Para a senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), a emenda de Pinheiro e Souto é a mais justa. "É o momento de recuperarmos as diferenças regionais", afirma. Mesmo sendo da base aliada do governo - que tenta não desagradar os estados petrolíferos -, a senadora declara seu apoio à emenda. Segundo Patrícia, o momento é de defender os interesses da região, deixando de lado qualquer orientação governista. "Aqueles que não colocarem os interesses da região em primeiro lugar, vão pagar um preço muito alto por isso. A população e a imprensa vão ter um papel fundamental nisso", diz.

Membro da Câmara, onde a discussão antecede a do Senado, o deputado cearense Eudes Xavier (PT) diz que vai seguir o que ficar definido por seu partido no próximo dia 2. "Em tese, sou favorável à emenda, porque é justo socializar os recursos da União. Mas, como militante, vou seguir o que a bancada definir no dia 2", declara.

Questionado se haveria algum desgaste com a possibilidade de votar contra a emenda, Eudes Xavier diz que acredita em um "bom entendimento" dentro do partido para que a decisão final seja favorável às bases nordestinas. "O PT não rema contra a maré na sua base", afirma. O deputado acredita que se a matéria for ao plenário terá boa possibilidade de sair vitoriosa.

NA CÂMARA
Votação pode ser antes do Carnaval

Brasília O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, disse na última quarta-feira, na saída da reunião do Comitê de Obras Irregulares da Comissão Mista de Orçamento, que é possível que a Casa vote antes do Carnaval os três projetos de lei sobre o pré-sal que permanecem na pauta.

As matérias são o PL 5938/09, que institui o regime de partilha na exploração do petróleo do pré-sal; o PL 5940/09, que cria o fundo social com recursos do pré-sal; e o PL 5941/09, que permite à União vender à Petrobras, sem licitação, o direito de explorar até cinco bilhões de barris de petróleo da área do pré-sal.

Em relação ao projeto de lei que trata da partilha para a exploração do petróleo, falta votar apenas um destaque, a polêmica emenda que muda a divisão dos royalties entre as unidades da Federação. O texto principal, aprovado em dezembro, já prevê aumento de royalties para estados não produtores de petróleo.

Porém, como ressalta o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, também presente na reunião, alguns deputados querem aumentar ainda mais a participação desses estados na receita: "No dia da votação havia quatro ou cinco tabelas diferentes, cada uma com um valor. Agora vai ficar muito claro que o relatório do deputado Henrique Eduardo Alves - que foi aprovado - já traz um aumento significativo para os estados não-produtores", salientou. Ele explica que, durante o recesso parlamentar, o governo pôde verificar os reais valores a serem arrecadados com a exploração do pré-sal. "Agora, teremos a oportunidade de esclarecer esses números".

A votação dos três projetos em fevereiro foi acordada entre as lideranças partidárias em dezembro passado. Naquele mês, a Câmara aprovou o PL 5939/09, que cria a empresa Petro-Sal para gerenciar todos os contratos de exploração e produção de petróleo e de gás na área do pré-sal.

TRAMITAÇÃO
Projetos ainda seguirão para o Senado em regime de urgência

Brasília Com as eleições deste ano, os parlamentares correm contra o relógio para chegar a um bom termo em relação à matéria sobre o pré-sal. Depois de análise pela Câmara dos Deputados, os projetos seguirão para o Senado, onde deverão passar por alterações. Com isso, retornarão à Câmara para nova votação.

O presidente Lula tentou votar os projetos em regime de urgência. Mas recuou diante da promessa de que a Câmara votaria as matérias ainda em 2009 para que fossem apreciadas pelo Senado no início deste ano. Porém, diante da obstrução das votações em plenário, feita por DEM, PSDB e PPS, as votações ficaram atrasadas e os projetos não puderam ter a análise concluída.

Os projetos estão tramitando na Câmara desde setembro do ano passado e só devem ser encaminhados ao Senado em março. Com isso, há a expectativa de que dificilmente sejam votados pelos senadores no primeiro semestre, já que no Senado a oposição tem mais força que na Câmara, e poderá atrasar a análise das propostas.

Mas, segundo o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), para garantir a votação das matérias na Casa antes do segundo semestre, quando serão realizadas as eleições gerais, elas já serão encaminhadas em regime de urgência constitucional, o que garante sua apreciação antes das demais matérias em pauta. "Com certeza será possível finalizar essa discussão porque vou pedir ao presidente o estabelecimento da urgência constitucional. Isso retoma o prazo de 45 dias aqui. Agora, é claro, se houver acordo entre as lideranças, isso pode ser suspenso, como foi suspenso na Câmara", diz.

Embora acredite que o clima eleitoral vá acalorar o debate entre governo e oposição, Jucá diz que a divergência maior será entre regiões. O senador José Nery (PA), líder do PSOL, apoia a visão do Nordeste. "Todos os recursos naturais existentes devem beneficiar a todos os brasileiros, e de forma equânime. Defendo a democratização da distribuição dos recursos, independente de onde se localizarem as jazidas", afirma.

Fique por dentro
O que são os royalties

Royalty é uma compensação financeira paga mensalmente pela exploração de um bem, uma patente, um processo ou uma marca. No caso do petróleo, ele é previsto no artigo 20 da Constituição e é pago pela empresa exploradora aos estados, municípios e a órgãos da administração federal. Em 2008, a Petrobras pagou cerca de R$ 10 bilhões em royalties.

Os royalties, que incidem sobre a produção mensal do campo produtor, são recolhidos mensalmente pelas empresas concessionárias por meio de pagamentos efetuados para a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), até o último dia do mês seguinte àquele em que ocorreu a produção. A STN repassa os royalties aos beneficiários com base nos cálculos efetuados pela Agência Nacional de Petróleo de acordo com o estabelecido pelas Leis nº 9.478/97 e nº 7.990/89, regulamentadas, respectivamente, pelos Decretos nº 2.705/98 e nº 01/91.

A partir da Lei nº 9.478/97, a alíquota dos royalties passou de 5% para até 10% da produção, podendo ser reduzida a um mínimo de 5%, tendo em vista os riscos geológicos, as expectativas de produção e outros fatores pertinentes. Agora, é o momento de criar um novo marco regulatório.

Receita cearense

12

por cento é quanto passaria a representar a fatia destinada ao Ceará dos recursos da exploração do petróleo, caso seja aprovada a emenda, contra os atuais 0,12%

1,9

bilhão de reais seria o valor total anual, destinado ao estado e aos municípios cearenses, segundo o que propõe a emenda dos deputados Ibsen Pinheiro e Humberto Souto

PROTAGONISTA
Pontos de vista da bancada cearense

Deputado federal Eudes Xavier (PT)

O parlamentar petista diz que "em tese" é a favor da emenda da divisão igualitária de recursos do pré-sal porque acredita que esta proposição é a mais justa. Entretanto, vai seguir a orientação de seu partido na votação.

Senadora Patrícia Saboya (PDT)


Mesmo sendo da base aliada do governo, declara apoio à emenda que propõe a divisão igualitária dos recursos entre todos os estados. Para a senadora, o interesse da região está acima da orientação político-partidária.

Senador Inácio Arruda (PCdoB)

Inácio Arruda vê como natural a distribuição dos recursos do pré-sal para todos os estados. Mas acha que antes de definir a distribuição dos recursos deve-se discutir o modelo de participação do estado.

EBENEZER FONTENELE
ESPECIAL PARA A NACIONAL
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FOLHA DE SÃO PAULO

25 de janeiro de 2010

 
BRASIL E CHUNA
Investimento deve guiar relação, diz analista
DE PEQUIM

O desequilíbrio comercial entre Brasil e China, com os brasileiros exportando matéria-prima e importando manufaturados, tem mais a ver com a estrutura produtiva brasileira que com o protecionismo chinês. E o foco das relações bilaterais podem passar das trocas comerciais para os investimentos da China no Brasil.
As opiniões são da historiadora Wu Hongying, diretora do departamento de Estudos Latino-americanos dos Institutos Chineses de Relações Internacionais Contemporâneas (Cicir, da sigla em inglês), criado em 1980.
Com 150 pesquisadores e doutores, divididos em 11 institutos, o Cicir realiza pesquisas encomendadas pelos ministérios e militares chineses, em temas como economia e política mundial, antiterrorismo, Oriente Médio, África, Europa e Japão. Dos dez pesquisadores de América Latina, sete se dedicam ao Brasil. "Nenhum outro país da região merece tanta atenção", diz Wu, que recebeu a reportagem da Folha na sede do Cicir, em Pequim.
Leia a seguir os principais trechos da entrevista. (RJL)






Matérias-primas
As duas economias são complementares, não dá para acusar a China de protecionista, temos uma economia bastante aberta. Que o Brasil nos exporte matérias-primas e a China seja mais competitiva em manufaturas tem a ver com as estruturas econômicas dos dois países. Veja o que o Brasil exporta para o resto do mundo.
Mas acho que a relação comercial não será sustentável se for exclusivamente baseada em matérias-primas, com valores tão flutuantes.

Investimentos
As condições estão dadas para que os investimentos chineses no Brasil se tornem o foco da relação, mais que o comércio. O Conselho de Estado tem pregado há anos a internacionalização das empresas chinesas, que cada vez compram mais ativos no exterior. E buscamos alianças econômicas com contratos mais estáveis com fornecedores de recursos naturais. O empréstimo de US$ 10 bilhões à Petrobras anunciado pelo vice-presidente Xi Jinping em Brasília é prova disso.

Quintal da China
É impossível que a América Latina vire quintal da China. Não queremos competir por influência com os EUA, que possuem profundos laços históricos, culturais e geográficos com a região. Mas o desenvolvimento da China é bom para a América Latina e vice-versa. Os Estados Unidos têm US$ 600 bilhões investidos na América Latina, a Espanha vem em segundo com US$ 300 bilhões, e a China ainda está muito longe disso, mas temos muita capacidade de investir.

África
No ano passado, investimos mais na África que na América Latina, e a atenção da mídia sobre o que a China faz na África é sempre maior. Temos um diálogo mais institucionalizado com a África por conta da União Africana, que é o interlocutor ideal. Há 30 nações na América Latina, mas ainda não há uma única organização indiscutível que represente todas elas. E não há tempo para cúpulas bilaterais todo o tempo. Seria mais fácil com uma única organização, e é por isso que acompanhamos com atenção os esforços para o fortalecimento da Unasul.

Convergências
China e Brasil são dois países que querem proteger seus direitos e ter mais voz nos fóruns multilaterais, além de exercer papéis de liderança em suas regiões, como forças estabilizadoras. Temos muitos interesses em comum. Em Copenhague, o diálogo foi constante e profundo. Aqui no instituto damos mais atenção ao Brasil do que a qualquer outro país latino-americano. A velocidade do comércio bilateral e o status de ambos só cresceram após a crise internacional de 2008.
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FOLHA DE SÃO PAULO

25 de janeiro de 2010

 
DEFICIT EXTERNO
Herança maldita
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Lula se beneficiou de uma taxa de câmbio muito depreciada no início de 2003, mas não soube ser desenvolvimentista
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A MANCHETE do caderno Dinheiro desta Folha no último dia 18 é significativa: "Deficit externo é herança maldita". O Brasil está de volta ao deficit em conta-corrente, que neste ano deverá ser de cerca de US$ 50 bilhões, e volta, portanto, a aumentar uma dívida externa que já causou tantos problemas. Desta maneira, assinala o jornal, o governo Lula deixa para seu sucessor uma "herança maldita" semelhante à deixada por FHC.
Será mesmo "maldita" essa herança? Na matéria, um competente economista, Reinaldo Gonçalves, não tem dúvida quanto a isso. Já dois economistas convencionais supõem que, endividando-se, o Brasil aumenta sua capacidade de investimento. Ledo engano de uma ortodoxia local que aceita os conselhos dos nossos concorrentes ricos para tentarmos crescer através de deficits em conta-corrente. Em vez de aumentar o investimento, o que a poupança externa faz quase sempre é apreciar a moeda local, aumentar o consumo e substituir a poupança interna pela externa. Na política econômica, tanto o novo desenvolvimentismo como a ortodoxia convencional são contra o populismo econômico -gastar mais do que se arrecada- e são contra os deficits públicos crônicos, ou seja, criticam o populismo fiscal. Qual a diferença? Está no populismo cambial, que o novo desenvolvimentismo rejeita e os ortodoxos alegremente esposam ao defenderem deficits em conta-corrente, ou seja, tentar crescer com poupança externa. "Porque assim financiamos o inve
stimento", diz o populista cambial ortodoxo. Na verdade, quando o país incorre em deficit em conta geralmente sua taxa de investimento não aumenta ou pouco aumenta, porque a inevitável apreciação do câmbio provoca o aumento artificial dos salários e do consumo e a substituição da poupança interna pela externa.
Entre 1994 e 1999, por exemplo, o deficit em conta-corrente aumentou de 0,4% para 4,7% do PIB, mas a taxa de investimento, que era de 21,3% em 1994, em vez de subir para 25,6% (mais 4,3% do PIB), como prevê a ortodoxia convencional, baixou para 19,2%. A taxa de substituição da poupança interna pela externa foi de 132%! Em 2006, o Brasil apresentou um superavit corrente de 2,9% do PIB. A diferença entre +2,9 e -4,7%, ou seja, 7,6% do PIB, deveria ser quanto teria diminuído o investimento do país em relação aos 19,2% de 1999.
De fato baixou, mas não para 11,6% do PIB, e sim para 16,5%. Desta vez, enquanto o Brasil crescia com despoupança externa, ocorria o processo inverso de substituição da poupança externa pela interna (a taxa foi de 68%), quando houve uma diminuição relativa de salários e, principalmente, um ajuste fiscal maior.
A manchete, portanto, tem razão. Lula está deixando uma herança maldita para seu sucessor. Ele se beneficiou de uma taxa de câmbio muito depreciada no início de 2003 e de um grande aumento no preço das commodities exportadas pelo Brasil, o que permitiu ter superavits em conta-corrente e taxa de crescimento mais elevadas.
Mas não soube ser desenvolvimentista como os países asiáticos dinâmicos, e voltou ao vício do populismo cambial que tanto interessa aos países ricos porque nos torna menos competitivos internacionalmente, mais frágeis financeiramente, mais obrigados ao "confidence building", mais sujeitos a crises de balanços de pagamentos. Para o político local, o populismo cambial ajuda sua reeleição. Não entendo, porém, para que esse populismo serve ao economista ortodoxo brasileiro.



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LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA , 75, professor emérito da Fundação Getulio Vargas, ex-ministro da Fazenda (governo Sarney), da Administração e Reforma do Estado (primeiro governo FHC) e da Ciência e Tecnologia (segundo governo FHC), é autor de "Globalização e Competição". Internet: www.bresserpereira.org.br

bresserpereira@gmail.com
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FOLHA DE SÃO PAULO

25 de janeiro de 2010

 
DÓLAR
Comprar dólar em frações dilui risco cambial
Diante da imprevisibilidade do dólar, pessoas expostas ao câmbio devem comprar moeda em várias oportunidades

Segundo analistas, aumentou a possibilidade do dólar subir nos próximos meses, mas nada comparado ao passado

TONI SCIARRETTA
DA REPORTAGEM LOCAL

Novamente no patamar de R$ 1,80, o dólar comercial voltou a preocupar na semana passada potenciais turistas, famílias com filhos estudando no exterior e consumidores com dívidas no cartão de crédito internacional.
Diante da imprevisibilidade da trajetória da moeda americana, analistas recomendam que a pessoa física "exposta" ao risco da variação cambial comece a comprar dólares em pequenas quantidades, com o objetivo de fazer um preço médio mais estável, capaz de diluir o risco tanto no cenário de alta como de baixa da moeda dos Estados Unidos.
Se o dólar subir muito, o consumidor terá conseguido comprar uma boa parte do que precisará a um preço menor.
Por outro lado, caso a situação se reverta e o dólar volte a cair -o que não está descartado- também não terá feito um negócio tão ruim e ainda poderá adquirir o restante do que precisa a uma taxa de conversão mais favorável.

US$ 1.000 por mês
Quem pretende, por exemplo, gastar US$ 6.000 nas férias de julho, pode comprar todos os meses US$ 1.000.
Se a moeda americana continuar subindo e chegar a R$ 2,00 naquele mês da viagem, a pessoa terá comprado várias das frações de US$ 1.000 a preços entre R$ 1,80 e R$ 1,90. Já se o dólar voltar a R$ 1,60, não terá comprado muita moeda a R$ 1,80 e ainda poderá reduzir o prejuízo final comprando moeda próximo de R$ 1,60.
Com a instabilidade nos mercados globais ainda presente, a expectativa de piora nas contas externas brasileiras já constatada neste começo de ano e a possibilidade de aumento das taxas de juros nos Estados Unidos e na Europa, aumentaram as apostas de que a moeda americana possa reagir neste ano, após cair 25% e virar uma espécie de "cachorro morto" entre os investimentos financeiros em 2009.

3,3% no ano
Só nos primeiros 15 dias úteis de janeiro, a moeda dos EUA avançou 3,33% -saltou de R$ 1,74 até R$ 1,813, patamar que era esperado pelo mercado para o final do ano.
Para Fabio Colombo, administrador independente de investimentos, é sempre importante que os investidores tenham uma parcela de investimento cambial para que possam se proteger de possíveis solavancos na economia.
O volume apostado no câmbio, no entanto, segundo o especialista, deve variar conforme aumenta a possibilidade dessa expectativa se materializar, além do perfil de risco de cada investidor.
Segundo Colombo, o dólar poderá render mais do que a renda fixa em 2010.
A previsão atual do mercado é que a Selic termine o ano em 11,25%, fazendo com que os fundos DI e de renda fixa tenham um retorno médio no ano na faixa de 10% e 10,5%.
"Da mesma maneira que acho que a Bolsa subiu muito no ano passado, também acho que o dólar caiu muito e provavelmente pode ter um resultado melhor. Infelizmente, o mercado só muda de opinião depois que a coisa acontece", disse Colombo.
Para Sidnei Nehme, especialista em câmbio da corretora NGO, o país não deve enfrentar nenhum problema sério no câmbio capaz de levar o dólar muito além do atual patamar contra o real.
Ele afirma que o debate eleitoral pode trazer algum ruído nas cotações, mas nada que acirre os ânimos, como já aconteceu no passado. "Mas o cenário não será tão tranquilo quando se previa."
"Enquanto o cenário externo estiver incerto e os investidores globais continuarem conservadores em suas posições, como agora, as questões internas do Brasil tendem a se somar para compor um quadro de volatilidade e de pressão sobre o câmbio que, em momentos de maior tensão, pode oscilar mais perto de R$ 1,85 ao longo do ano", disse Mirian Tavares, diretora da corretora de câmbio AGK.
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FOLHA DE SÃO PAULO

25 de janeiro de 2010

 
TAXA DE JUROS
Brasil e EUA definirão taxa de juros na quarta-feira
Expectativa do mercado é que índices se mantenham
DA REPORTAGEM LOCAL

Após uma semana bastante intensa no mercado financeiro internacional, uma série de indicadores vai amparar as decisões dos investidores nos próximos dias. Enquanto a Bovespa estiver fechada por aqui hoje, com o feriado em comemoração ao aniversário de São Paulo, dados serão apresentados nos Estados Unidos, como os de vendas de imóveis usados em dezembro e a atividade manufatureira medida pelo Fed na região de Dallas.
Amanhã é a vez de serem apresentados os números do índice de confiança do consumidor americano, além do indicador de desempenho do setor manufatureiro medido pelo Fed de Richmond.
Mas o dia mais quente da semana será, sem dúvida, a quarta-feira, quando serão realizadas as reuniões dos bancos centrais dos EUA e do Brasil.
A expectativa do mercado é a de que o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) mantenha sua taxa de juros inalterada, na atual faixa de 0% a 0,25% anual.
O que interessa de fato a analistas e investidores é a nota que os dirigentes do Fed irão apresentar após o encontro. Nesse documento, espera-se que haja sinais de quando os juros começarão a ser elevados na maior economia do mundo. Com o arrefecimento da crise econômica, o mercado espera que em um futuro próximo não seja mais necessário o país manter seus juros no atual piso.
Para a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), a expectativa também é de manutenção dos juros. A taxa básica brasileira está em 8,75% ao ano. E, como ocorre em relação ao encontro de política monetária nos EUA, o que interessa aos investidores é saber quando a Selic começará a ser aumentada.
No mercado, há quem conte com o início do ajuste da Selic nos segundo trimestre. Para outros, a taxa básica não vai começar a ser elevada antes do terceiro trimestre.
A expectativa do mercado, sinalizada na pesquisa semanal do BC Focus, é a de que a Selic esteja a 11,25% no fim do ano. Ou seja, bem acima do patamar em que está hoje.
"O Banco Central deve manter a taxa Selic inalterada em 8,75% nesta reunião do Copom, mas esperamos uma alteração no tom do comunicado e da ata, já deixando as portas abertas para uma possível elevação dos juros na reunião de março ou abril", afirma, em relatório, Maristella Ansanelli, economista-chefe do banco Fibra.
"Nosso cenário incorpora alta de 2,5 pontos percentuais na Selic ao longo do ano, com o início do ciclo em abril, mas ressaltamos que os riscos são assimétricos na direção de uma antecipação do movimento de alta ou uma maior magnitude do ciclo de aperto", completa.
Na quinta-feira, a agenda mantém-se agitada. A divulgação do índice de preços IGP-M de janeiro é aguardada com ansiedade. Isso porquê a inflação começa a dar sinais de aceleração, o que pode antecipar o esperado início do processo de alta da Selic. O mercado espera que o IGP-M tenha registrado alta de 0,53% neste primeiro mês do ano, após a retração de 0,26% apontada em dezembro do ano passado.
No Brasil, destaque também para o início da safra de balanços das grandes instituições financeiras. Na quinta-feira, o Bradesco dará início à divulgação dos números referentes a 2009. Um dos pontos que estará no centro das atenções dos investidores é o comportamento das carteiras de crédito, tanto sua expansão quanto o comportamento da inadimplência.
Na sexta, a primeira prévia do PIB dos EUA do 4º trimestre concentrará as atenções.
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VALOR ECONÔMICO

25 de janeiro de 2010

 
JUROS
Aperto fiscal e contenção de crédito podem segurar alta mais forte do juro
Com o forte crescimento da atividade econômica neste ano, um ciclo de alta dos juros é considerado inevitável por boa parte dos analistas, para evitar o descompasso entre oferta e demanda e, com isso, o surgimento de pressões inflacionárias. Há, contudo, instrumentos que podem ao menos diminuir a magnitude do aumento da Selic, como uma política fiscal mais apertada e uma ação menos agressiva dos bancos públicos no crédito. Medidas para restringir financiamentos ao consumo também são sugeridas por alguns economistas, num cenário em que o controle da inflação não deverá contar com a ajuda do câmbio valorizado como em 2009. Nas últimas semanas, o dólar mostrou tendência de alta, superando R$ 1,80.

Analistas ortodoxos veem um forte aquecimento da atividade, recomendando medidas de contenção da demanda. Algumas estimativas apontam para uma alta do PIB superior a 6% neste ano. O ex-ministro Edward Amadeo, sócio da Gávea Investimentos, chama a atenção para a força do mercado de trabalho, marcado pela geração significativa de empregos formais e uma baixa taxa de desemprego. Ele observa que há uma profusão de estímulos na economia - monetários, fiscais e creditícios - que precisam ser revertidos. De janeiro a novembro de 2009, as vendas do varejo ampliado, que incluem veículos e material de construção, cresceram 6% sobre o mesmo período do ano anterior.

Amadeo vê o ciclo de alta da Selic como inevitável, mas diz que a intensidade do movimento pode ser limitada, a depender da orientação que o governo der às contas públicas e aos bancos oficiais. "A política fiscal e a política oficial de crédito, que em 2009 foram corretamente anticíclicas para combater a crise, são hoje pró-cíclicas, o que não faz mais sentido."

Para 2010, a meta de superávit do setor público é de 3,3% do PIB, acima dos cerca de 1,8% a 2% do PIB estimados para 2009. O mercado, porém, aposta que o esforço para pagar os juros da dívida ficará na casa de 2,5% do PIB neste ano. Amadeo diz que o superávit primário dependerá muito do nível de arrecadação, pois há muitos gastos correntes já contratados e o governo tentará acelerar os investimentos. Controlar as despesas de custeio, colocar um ponto final nas desonerações tributárias para bens de consumo e poupar qualquer excesso de receita são medidas importantes, que podem reduzir a extensão do ciclo de aumento dos juros, avalia.

Para o economista Carlos Eduardo Gonçalves, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), "será difícil passar sem um aumento dos juros neste ano", dado o ritmo atual de crescimento. Como Amadeo, ele diz que uma política fiscal mais apertada tiraria parte do peso da política monetária, abrindo mais espaço para o crescimento do consumo e do investimento privados.

Gonçalves, contudo, não vê necessidade de um aperto monetário dos mais fortes, mesmo se não houver grandes mudanças fiscais. Para ele, um aumento de 1,5 ponto percentual da taxa Selic, hoje em 8,75% ao ano, tenderia a ser suficiente. "Não há necessidade de promover uma queda expressiva da inflação, como em 2003, quando ela estava em 12%. Hoje, ela ainda está abaixo do centro da meta [de 4,5%]", afirma ele, para quem a alta do juro poderia ser ainda menor caso houvesse uma política fiscal mais restritiva. Ele acredita, no entanto que o Banco Central será mais duro e elevará a taxa 3 pontos percentuais até o começo de 2011.

O ex-presidente do BC Gustavo Loyola, sócio da Tendências Consultoria Integrada, diz que uma contração fiscal pode ajudar a impedir uma alta mais expressiva dos juros, mas não deverá evitá-la totalmente. Ele espera uma alta da Selic no segundo semestre, provavelmente em setembro.

Analistas heterodoxos têm uma visão diferente. O professor José Luiz Oreiro, da Universidade de Brasília (UnB), acha que a economia de fato cresce a um ritmo forte, com rápida redução da ociosidade. O nível de utilização de capacidade instalada na indústria de transformação, que atingiu 83,8% em dezembro, na série com ajuste sazonal da Fundação Getúlio Vargas (FGV), é um sinal disso. Em fevereiro e março, quando atingiu o nível mais baixo durante a crise, o número ficou em 77,9%.

Para Oreiro, porém, a alta da Selic não é inexorável. Ele diz que seria desejável um aperto fiscal por meio de redução da alta de gastos, mas considera ingênuo apostar nisso num ano eleitoral. O que pode se feito em relação às contas públicas é elevar impostos, como o fim das desonerações tributárias para bens de consumo, avalia. Oreiro tambem defende a contenção do crédito ao consumo por meio da "instituição de um compulsório específico para esse tipo de ativo". É uma atuação seletiva, que não afetaria os empréstimos para a construção civil ou capital de giro, por exemplo. Com essas ações, a alta de juros poderia ser evitada, ou no mínimo atenuada.

Já o professor Paulo Gala, da Escola da Economia de São Paulo (EESP) da FGV, acredita que o crescimento da atividade não é tão forte. Ele vê capacidade ociosa na economia e diz que o nível de produção na indústria segue bem abaixo do que vigorava antes da crise.

Gala acha que seria bastante importante um aumento expressivo do superávit primário, para facilitar a tarefa do país de ter um câmbio mais competitivo e juros mais baixos, combinação favorável à expansão das exportações e do investimento. Mesmo que isso não ocorra, porém, ele não vê necessidade de elevar os juros. "O que me incomoda é que o mercado tem uma fobia quanto à inflação, mas não há preocupação quanto ao aumento do déficit em conta corrente e o câmbio valorizado."

Medidas como o aperto da política fiscal podem ser importantes para ajudar no controle da inflação também porque o câmbio não deverá mais ajudar nessa tarefa. Com as incertezas no cenário externo, o aumento do déficit em conta corrente e a perspectiva de alguma volatilidade provocada pelas eleições, começa a ganhar força a aposta de que os tempos de valorização do real ficaram para trás. Gonçalves acredita que a moeda ficará de R$ 1,80 para cima, podendo se tornar um fator de risco inflacionário em 2010, ainda que ressalte as dificuldades para se projetar o câmbio. Loyola vê um dólar entre R$ 1,75 e R$ 1,80 neste ano, que pode chegar a R$ 1,90 e depois voltar. Para ele, a moeda vai parar de contribuir para segurar os preços, mas não vai provocar pressões inflacionárias graves. Oreiro também não vê inflação mais relevante causada pelo câmbio, a não ser que a moeda supere R$ 1,95.
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O POVO

25 de janeiro de 2010

 
DÉFICIT NA CONTA CORRENTE
Déficit já influencia cotação do dólar
O crescimento do déficit na conta corrente já está influenciando a cotação do dólar, segundo analistas. Em dezembro, o saldo negativo alcançou US$ 5,9 bilhões, um recorde mensal desde que a estatística começou a ser feita, em 1947

O expressivo crescimento do déficit em conta corrente nos últimos meses já influencia a cotação do dólar e deixa o Brasil mais vulnerável aos humores da economia global. Por enquanto, 10 entre 10 analistas avaliam que o rombo pode ser coberto facilmente, o que afasta o risco de uma crise. Mas muitos já alertam que a continuidade do atual ritmo de alargamento do rombo poderá afetar a expansão do País a partir de 2011.

Em dezembro, o saldo negativo alcançou US$ 5,9 bilhões, um recorde mensal desde que a estatística começou a ser feita, em 1947. No ano passado todo, o buraco chegou a US$ 24,3 bilhões, o equivalente a 1,55% do Produto Interno Bruto (PIB). Para 2010, a expectativa do Banco Central (BC) é de que o déficit seja de US$ 40 bilhões. No mercado, porém, há projeções de até US$ 60 bilhões, mais de 3% do PIB.

Hoje, não há problemas, pois o Brasil é o queridinho do mercado financeiro global. Só de Investimento Estrangeiro Direto (IED) o BC espera US$ 45 bilhões em 2010, o que não está muito distante da média do mercado. Há, ainda, outras fontes potenciais de atração de dinheiro, como aplicações em títulos públicos e ações brasileiras. A essas atenuantes devem-se acrescentar as reservas de US$ 241 bilhões.

"O que assistimos hoje é uma expansão de liquidez que proporciona uma oportunidade, infelizmente temporária, para que vários países emergentes tenham um crescimento mais acelerado do que o permitido pelos seus próprios meios``, sintetizou o ex-presidente do BC Affonso Celso Pastore.

O raciocínio do economista toma por base a conjuntura global. Com os países desenvolvidos em crise, com perspectivas de baixo crescimento por vários anos, os emergentes se tornaram os consumidores de última instância do mundo. Significa que, ao menos por ora, não terão problemas para financiar rombos na conta corrente.

"Como vejo uma conta financeira forte em 2010, acredito que novamente haverá sobra de dólares, o que implicará num aumento das reservas internacionais em cerca de US$ 20 bilhões``, afirma o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges. ``Ninguém está discutindo solvência, mas pode haver volatilidade. Por quê? Com três meses seguidos de enfraquecimento da entrada de capitais, haveria pressão no mercado de câmbio``, diz o economista José Roberto Mendonça de Barros, sócio da MB Associados.

O professor da PUC de São Paulo Antonio Corrêa de Lacerda é outro que não vê grande risco no curto prazo. Mas também faz um alerta. ``Deveríamos evitar essa trajetória porque pode não ser problema em 2010, 2011, mas à frente poderá ser.`` O risco é o de que uma mudança nos humores do mercado global reduza o fluxo de capitais. Isso faria o dólar se valorizar, o que provavelmente impactaria a inflação. Para evitar a escalada dos preços, o BC teria de elevar a taxa de juros, o que esfriaria a atividade econômica.

Segundo o economista Sidnei Nehme, sócio da NGO Corretora, a expectativa de volatilidade já se reflete na movimentação dos investidores. Ele dá como exemplo a posição de estrangeiros no mercado futuro de câmbio na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). No fim do ano passado, esses agentes tinham posição líquida comprada em real no valor de US$ 3,25 bilhões. Hoje, são US$ 2 bilhões. Em português, significa que a aposta na valorização do real caiu em quase 40%. "(O déficit) põe o dólar em rota ascendente, apesar das reservas altas", disse. "É sempre um sinal preocupante." (da Agência Estado)


EMAIS

- A conta corrente sintetiza as relações de uma nação com o Exterior. Inclui a balança comercial (exportações menos importações), a balança de serviços (como royalties que multinacionais mandam para suas matrizes) e as transferências unilaterais (dinheiro que estrangeiros que vivem aqui remetem para seus países e brasileiros que moram lá fora mandam para cá) Quando a conta corrente é deficitária, o país precisa financiá-la.

- O histórico brasileiro de crises externas (nas décadas de 70, 80 e 90) faz com que a maioria dos analistas, por aqui, não goste muito da ideia de déficits expressivos na conta corrente. ``Estamos caminhando para uma piora enorme na conta corrente. Já vimos esse filme no passado e ele é muito ruim``, afirma, por exemplo, o sócio da MB Associados José Roberto Mendonça de Barros.

Pico será atingido em 2012, dizem analistas

A equipe de economistas do Itaú Unibanco divulgou no fim do ano passado um estudo segundo o qual o Brasil terá déficits em conta corrente ainda maiores nos próximos anos. Nas estimativas da instituição, o pico seria atingido em 2012, com um rombo equivalente a 4,9% do Produto Interno Bruto (PIB). No ano passado, o porcentual foi de 1,55%.

Ilan Goldfajn, economista-chefe do banco, acredita que o Brasil pode seguir o modelo da Austrália, que há anos registra déficits em conta corrente, sem grandes dificuldades para financiá-los. O economista da PUC de São Paulo Antonio Corrêa de Lacerda vê com reservas essa hipótese. ``O modelo australiano se encaixa no cenário em que o País se tornaria exportador de commodities, que consegue se financiar, mas abre mão da industrialização``, argumentou.

O ex-presidente do Banco Central (BC) Affonso Celso Pastore publicou nas últimas semanas diversas análises em que alerta para os riscos do aprofundamento do déficit. À reportagem, ele disse que ``o aumento do déficit da conta corrente tem benefícios: maior consumo das famílias (maior bem estar e maior popularidade do governo); e um pouco mais de crescimento econômico (mais investimentos)``. ``Mas nem tudo são flores.
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UOL ÚLTIMAS NOTÍCIAS

25 de janeiro de 2010

 
COTAÇÃO
Indicadores Econômicos
Dólar (22/01 - 16h17)

Comercial
Compra 1,8130
Venda 1,8150

Turismo
Compra 1,7800
Venda 1,9300

Paralelo
Compra 1,8500
Venda 2,0000

Dólar (25/01 - 10h49)

Comercial
Compra 1,8160
Venda 1,8180

Turismo
Compra 1,7100
Venda 1,8500

Paralelo
Compra 1,8500
Venda 2,0000


Outros indicadores
TR 0,011%
CDI 8,630%
SELIC 8,75%
IPCA 0,37 dez.09
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O POVO

25 de janeiro de 2010

 
MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL
Vertical S/A - Gastos com supérfluos
Por Ivonildo Lavôr

Os empreendedores individuais têm até a próxima sexta-feira, 29, para entregar a declaração de rendimentos de 2009. A Declaração Anual do Simples Nacional para o Microempreendedor Individual (DASN-MEI) é feita por meio da internet, no portal da Receita Federal do Brasil, no link para o Simples Nacional.

O empreendedor Individual é a figura jurídica que formaliza a figura de empreendedores por conta própria com receita bruta anual de até R$ 36 mil, como costureiras e pipoqueiros. Eles pagam uma taxa fixa mensal e têm a garantia de benefícios como Previdência Social.
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O POVO

25 de janeiro de 2010

 
MELHORES EMPRESAS PARA TRABALHAR
Pesquisa mostra melhores empresas para trabalhar
Parceria do Grupo de Comunicação O POVO com o Instituto Great Place to Work vai lançar publicação com a lista das melhores empresas para trabalhar no Ceará. Objetivo do projeto é difundir a importância do ambiente de trabalho

Qual a melhor empresa para trabalhar no Ceará? A resposta será conhecida em agosto na publicação Melhores Empresas para Trabalhar no Ceará, uma parceria entre o Grupo de Comunicação O POVO e o Great Place to Work Institute. A pesquisa será elaborada por meio da mesma metodologia de outras partes do mundo, sendo possível comparar uma empresa cearense com outra em São Paulo, no Rio Grande do Sul ou nos Estados Unidos.

De acordo com Cliff Villar, diretor de Projetos Especiais do O POVO, o objetivo do projeto é difundir a importância do ambiente de trabalho como ferramenta indispensável à transparência, governança corporativa e a sustentabilidade das empresas. ``Importante ressaltar que as ``melhores`` empresas para trabalhar influenciam o mercado de capitais sendo, hoje, critério adotado na analise de saúde financeira e competitiva das empresas``, ressalta.

Dummar Neto, vice-presidente do Grupo de Comunicação O POVO, lembra que o questionário da pesquisa é aplicado da cúpula da empresa até a base seguindo critérios muito rígidos. ``É um projeto inovador para o Ceará e o resultado funciona como portifólio para futuros negócios. As empresas listadas criam um network entre elas``, explica. ``Para o trabalhador também é uma guia maravilhoso: ele vai poder identificar onde vai querer trabalhar e se desenvolver profissionalmente``, acrescenta.

A iniciativa testa também como está a relação da empresa com os empregados. As empresas ganham também uma ferramenta positiva para estratégias de marketing. O selo tem validade de um ano e pode ser explorados por campanhas institucionais. Dummar Neto diz ainda que a publicação é uma nova forma de avaliar as empresas cearenses. ``Enquanto a revista Delmiro Gouveia avalia o desempenho financeiro das empresas, a GPTW vai avaliar o ambiente corporativo``, afirma.

Ceará
Cliff Villar ressalta ainda que o Ceará será o primeiro do Norte-Nordeste que terá uma lista estadual. ``O Ceará é hoje um dos -players- do Brasil competitivo. Passa por um processo acelerado de industrialização, possui economia diversificada, investe na infraestrutura logística sem abandonar a sua grande vocação para o comercio regional e o turismo. Realizar um projeto que louva a prática de melhoria do ambiente interno de trabalho traz à tona todas as práticas de aperfeiçoamento do mercado interno e porque não dizer da economia estadual como um todo``, analisa. Ele informa que as empresas participantes não terão nenhum custo para a avaliação.


SERVIÇO

As empresas podem se inscrever pelo site: www.gptw.com.br


EMAIS

GREAT PLACE TO WORK

- O Great Place to Work desenvolve listas em 42 países.

- No Brasil, a primeira lista data de 13 anos atrás.

- Os primeiros anos, o parceiro nacional foi a editora Abril por meio da Revista Exame.

- Atualmente a lista é publicada em parceria com a Revista Época da editora Globo.

- A parceria com o Grupo O POVO é a primeira fora do eixo Rio-SP.
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O POVO

25 de janeiro de 2010

 
LEI DO INQUILINATO
Lei do Inquilinato entra em vigor hoje
Uma das principais mudanças na nova Lei do Inquilinato é a facilidade no processo de despejo

Camille Soares
camille@opovo.com.br

Quem está à procura de um imóvel para alugar já vai se deparar, nesta semana, com uma nova legislação que rege os contratos de aluguéis. A partir de hoje, está em vigor a nova Lei do Inquilinato, sancionada dezembro passado. A nova legislação atualiza uma série de questões e dá mais garantia ao proprietário e desonera a figura do fiador. Ao mesmo tempo, promete mais rigor com os inquilinos inadimplentes.

Uma das principais mudanças previstas é a celeridade no processo de despejo. Hoje, segundo o Sindicato de Habitação secção Ceará (Secovi-CE), uma ação de despejo dura cerca de 18 meses, ou seja, um ano e meio. Com as alterações, esse prazo deve cair para seis meses. Isso se deve à simplificação dos trâmites legais no período entre a decisão judicial e a retirada do locatário do imóvel.

Como aponta o presidente do Secovi-CE, Sérgio Porto, esse processo vai estar mais próximo da lógica de mercado. ``Você pode alugar sem fiador, que é a grande novidade, mas você tem que pagar rigorosamente em dia. Se você é bom pagador, tem dinheiro e não tem fiador, você mora a vida toda. Isso é o que eu chamo lógica de mercado``, destaca Porto. Nesses casos em que o contrato não conta com garantia de fiador ou caução, o despejo do inquilino inadimplente terá início em apenas 15 dias.

Oferta
Para Porto, o reflexo dessas mudanças no mercado será claro. A expectativa é de um aumento na oferta, uma vez que muitos proprietários de imóveis preferem manter o espaço fechado a correr o risco de fazer negócio com um inadimplente. O presidente do Secovi-CE não arrisca um número de quantos imóveis estejam hoje nessa situação no Estado, mas afirma que são muitos. ``Outra coisa que essa lei vai criar é a possibilidade de investidores comprarem imóveis só para alugar``, destaca Porto. Nesse grupo de investidores, ele prevê a participação de fundos de investimento e de pensão, além de investidores estrangeiros. "Eles vão estar cobertos de segurança por essa lei``, observa.


PRINCIPAIS MUDANÇAS

FIADOR. Com a nova lei o fiador pode, após o fim do contrato de 30 meses, deixar de ser fiador do imóvel. Nesses casos, cabe ao inquilino apresentar outro fiador ou outra garantia em 30 dias. Mesmo após o desligamento, o fiador permanece responsável pela fiança por 120 dias após a comunicação de desligamento do contrato.

RENOVAÇÃO DO CONTRATO. Encerrado o 30 meses, os envolvidos estão livres para deixar ou pedir o imóvel. Durante esse prazo, o locador não pode reaver o imóvel alugado.

RESCISÃO. O locatário não está mais obrigado a pagar multa estabelecida em contrato. O valor da indenização ao proprietário é proporcional ao tempo que falta para o fim do contrato.
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O ESTADO

25 de janeiro de 2010

 
ESTALEIRO
Localização do estaleiro vai dominar debates na reabertura da Câmara
A discussão a respeito da instalação do estaleiro da Promar, no litoral de Fortaleza, vai predominar, de ponta a ponta, na Câmara Municipal de Fortaleza, logo que encerrado o recesso parlamentar. Quem adverte nesse sentido é o vereador Roberto Mesquita (PV), 3º secretário da Casa e um dos adversários da implantação da obra no Titanzinho ou Serviluz. Mas para o representante do Partido Verde, o que precipitou os fatos foi a conversa do governador Cid com um grupo de vereadores, a quem externou a sua preferência, quase decisão, por aquele local.

Diante dessa situação, o vereador diz que o mais aconselhável seria uma reunião do colégio de líderes da Câmara, no sentido de antecipar uma posição definitiva da Casa em relação ao polêmico assunto. Isso porque, como ele mesmo lembra, a própria prefeita Luizianne Lins já mostrou a sua posição contra o estaleiro naquela praia. Para ele, a Câmara Municipal se encontra diante do assunto mais sério e polêmico da atual legislatura, até porque, se essa polêmica se agravar, corremos o riso de perder um grande benefício, que é um estaleiro para a produção de grandes navios.

CONTRAS
O assunto já havia sido abordado pelo vereador João Alfredo (PSOL), o primeiro parlamentar municipal a alertar para as inconveniências da obra naquela localização. Para ele, além de mais uma agressão desnecessária à natureza, há o agravante de se extinguir um local onde o oceano apresenta rara serenidade, e onde se formam atletas, até campeões internacionais do esporte do surf. Dois argumentos do governador Cid: o estaleiro ali vai gerar mais de 1.000 empregos, e sai em torno de R$ 100 milhões mais barato do que se fosse instalado no Pirambu.

Lembra o vereador Marcelo Mendes (PTC) que não é bem assim que pensa o presidente da Adece, Antonio Balhmann, que defende o Pirambu como espaço ideal para o estaleiro. Para os vereadores da Comissão de Meio Ambiente da CMF, como Eliana Gomes (PCdoB), o fato do estaleiro no Serviluz sair mais barato do que no Pirambu, não compensa as perdas sociais com o desalojamento de centenas de pessoas que ali habitam até há mais de meio século.
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O ESTADO

25 de janeiro de 2010

 
ESTALEIRO
Diário Político - Confronto
Por Fernando Maia

A queda-de-braço que se desenha entre o governador Cid Gomes e a prefeita Luizianne Lins por conta da localização do estaleiro da Promar no Serviluz, deverá eclodir mesmo é na CMF, onde até a oposição apóia a posição da gestora da cidade, que é contra esse idéia.
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DIÁRIO DO NORDESTE

25 de janeiro de 2010

 
ESTALEIRO
Egídio Serpa - Estaleiro bom é na Barra do Ceará
Para o arquiteto José Sales Costa Filho, toda a área do Titanzinho- Serviluz deve ser requalificada do ponto de vista urbano e ambiental, para que seja melhorada a condição de vida de sua população. "O estaleiro naval deve ser construído na foz do rio Ceará, onde existem antigas instalações disponíveis e o custo da obra será bem menor. Ou no Pecém", diz ele.
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DIÁRIO DO NORDESTE

25 de janeiro de 2010

 
TRANSNORDESTINA
Egídio Serpa - Trilhos para a CFN
Informa a Transnordestina Logística: até o fim desta semana, chegará a Fortaleza, importado de Piombino, na província de Livorno, na Itália, mais um carregamento de trilhos para a Ferrovia Transnordestina, em construção.
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O POVO

25 de janeiro de 2010

 
ESTALEIRO DO CEARÁ
Cid garante que geração de empregos beneficia região
O governador Cid Gomes visitou obras do empreendimento turístico Cumbuco Golf Resort. No local, Cid reafirmou sua intenção de instalar o estaleiro na praia do Titanzinho, no Serviluz

Pedro Alves
pedroalves@opovo.com.br

O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), disse no sábado que o bairro Serviluz é a melhor opção para a instalação do estaleiro. Como a região é pobre, segundo o governador, o estaleiro instalado lá poderá trazer desenvolvimento à comunidade local. ``Cerca de 80% da mão-de-obra que será necessária é de baixa qualificação. E a gente pode fazer com que pais e mães de família daquela região sejam treinados para o trabalho lá mesmo``, disse Cid Gomes, sustentando a geração de empregos como um dos benefícios para os moradores do local.

Cid disse ainda que, até agora, ainda não ouviu nenhum ``argumento sério`` contrário à instalação do estaleiro na praia do Titanzinho, no Serviluz. ``Eu queria sinceramente que alguém me mostrasse um argumento contrário à instalação do Estaleiro no Titanzinho, mas que seja um argumento sério``.

Cid deve ser reunir, posteriormente, com a prefeita Luizianne Lins (PT) para conversar sobre o assunto. Luizianne, porém, já declarou publicamente que é contra a instalação do empreendimento naquela região. No último sábado, Cid disse que, até agora, só tem visto desinformação sobre assunto. ``Se as pessoas que têm reserva se abrirem para analisar o projeto perceberão que o estaleiro não provocará problema``.

Plano
Segundo Cid, o Plano Diretor de Fortaleza não diz, em nenhum item, que é proibido a instalação de um empreendimento naquela área. ``O Plano Diretor é uma lei feita dentro de uma determinada realidade. O estaleiro é um fato novo e, diante de um fato novo, qualquer lei pode ser discutida``.

As declarações do governador foram dadas no último sábado, durante visita às obras do empreendimento turístico Cumbuco Golf Resort. Cid Gomes garantiu, ainda, que nenhum família precisará ser removida e que a fábrica artesanal de pranchas de surfe será mantida.
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DIÁRIO DO NORDESTE

25 de janeiro de 2010

 
ESTALEIRO - PORTO DO PECÉM
Cid propõe debate sobre local do estaleiro
A instalação de um estaleiro em Fortaleza deve promover debates entre poder público e a população. Com a possibilidade deste empreendimento no Serviluz, surgiram argumentos contra tal localização. A mais recente foi levantada pelo vereador Acrísio Sena, líder da prefeita na Câmara. "O Plano Diretor de Fortaleza não aceita a construção de um estaleiro dentro da cidade", advertiu.

Ao rebater esta e outras opiniões contrárias ao equipamento naquele local, o governador Cid Gomes defende a realização de debates sobre o projeto. "Como ser contra, se não se conhece o projeto?", questiona.

Neste sentido, o líder do Executivo estadual se reuniu, na semana passada, com sete, dos dez vereadores mais votados, para apresentar o projeto do estaleiro e defender a importância econômica do empreendimento para a comunidade e para o Estado. O governador trabalha para assegurar que o Promar Ceará seja concretizado. O Promar Ceará é um "estaleiro virtual" criado pela PJMR a mesma que criou o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), hoje o maior do hemisfério para participar da licitação da Transpetro.

Cid mostra argumentos

"Se conhecerem o projeto, vão saber que não cria nenhum problema", defende. Sobre o argumento do vereador, Cid Gomes explica: "Plano diretor é feito à luz daquela realidade. O estaleiro é um fato novo. Não seria razoável que já estivesse previsto. O plano diretor de Fortaleza não permite explicitamente, e não proibe explicitamente. Plano diretor é uma lei, pode ser, à luz de um fato novo, examinada. Avaliada com debate. Gostaria de ouvir um argumento contrário. Ouvi até hoje muita desinformação. Ouvi que todas as famílias seriam retiradas e indenizadas por um valor irrisório. Não será retirada nenhuma família. O que permite o surfe é um quebra-mar, então foi intervenção humana, que alterou o ciclo das ondas. O quebra-mar vai ser só estendido. Na frente, terá área para surfe. Tem uma fábrica artesanal de prancha no bairro", continua. "Ninguém vai mexer na fábrica. Dizem que vai aumentar engarrafamento. O navio é feito de chapas de aço, que vão vir por via marítima. Não acrescenta um veículo no tráfego de Forta
leza. Para o movimento de trigo e combustíveis no Porto do Mucuripe, o Dnit tem um projeto de uma ponte no Rio Cocó. O Estado tem projeto para avenida dupla até o anel viário. O Dnit tem projeto para outra avenida. Tudo isso vai gerar um escoamento com folga", defende Cid.

Empregos na região

Para o governador, o grande desafio do Ceará é gerar empregos. Ele aponta uma solução para este problema no Serviluz: "Nenhuma região do Ceará tem tanta miséria e pobreza juntas quanto o Serviluz. Não há no Ceará tanto adensamento de pobreza, falta de perspectiva de oportunidade de trabalho. Um equipamento desse vai gerar 1.200 empregos, 80% das vagas são de baixa qualificação. A empresa pode recrutar no Serviluz. Esse é um dos motivos pelos quais eles querem uma área que tenha adensamento populacional para empregar a mão-de-obra. Vão capacitar, junto com o Estado e a Prefeitura. Sinceramente, qual é o motivo para ser contra?". (CC)

ANACÉ NO CIPP
"Demarcação não inviabiliza projetos"

Enquanto a Funai não se manifesta sobre as prováveis terras de Anacé, refinaria no CIPP continua no papel

A demarcação de terras indígenas, em Caucaia e São Gonçalo do Amarante, não inviabilizaria os projetos previstos para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), como a refinaria e a siderúrgica. Segundo o governador do Ceará, Cid Gomes, se esta possibilidade for concretizada, os projetos seriam compatibilizados com esta nova realidade.

A questão corre na justiça e, também, aguarda estudo da Funai sobre a existência da tribo Anacé no local.

Na justiça, o Ministério Público Federal (MPF) deu entrada em uma ação civil pública defendendo a demarcação das terras da comunidade indígena Anacé, que estão situadas no complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP).

Após os estudos realizados pela Fundação Nacional do Índio (Funai), o MPF, com base em análise de peritos, determinará o que pode ser garantido aos índios, conforme dita a Constituição brasileira.

Sem área definida para instalação da refinaria, a Petrobras afirma que aguarda a solução do problema de terra para poder começar a tocar o empreendimento, orçado, inicialmente, em US$ 11,1 bilhões.

Sem provas

O governador explica que não há nenhum estudo que comprova a existência de índio naquela área. "Há um movimento de algumas lideranças da população lá. Qualquer um pode ir lá e ver se tem algo parecido com um aldeamento. A Funai tem obrigação de reconhecer e respeitar isso. O estudo está sendo feito para identificar a existência da etnia. Se for constatada a possível demarcação, e a União adquirir o terreno, os projeto na área serão compatibilizados com o estudo. Não inviabiliza o complexo", afirma. (CC).
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DIÁRIO DO NORDESTE

25 de janeiro de 2010

 
FLAMAX - RESPONSABILIDADE SÓCIOAMBIENTAL
Empresa preserva meio ambiente
Tema da campanha desenvolvida pela agência PróMover consolida os principais objetivos da Flamax

Preservar o meio ambiente é o principal objetivo da Flamax, empresa especializada em tratar lixos hospitalares e industriais. Fato que justifica o título da sua mais nova campanha publicitária: Flamax Soluções Ambientais, assinada pela agência PróMover Ações Pró Marketing.

Situada no município de Juazeiro do Norte, com 12 anos de experiência na prestação de serviços, a Flamax, detentora do certificado ISO 9001, já atende nos estados de Pernambuco, Ceará, Sergipe e Bahia. No Cariri, a empresa vem expandindo seus negócios nos municípios de Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha e Jardim.

Pioneira no Estado, a empresa se mostra totalmente consciente quanto aos cuidados que devem ser tomados com o meio ambiente. Através de treinamentos e modernização de equipamentos de tratamento de lixos hospitalares, cujo investimento supera o valor de R$ 3 milhões, evidencia a sua responsabilidade social.

Segundo Cícero Rômulo de Melo Alves, diretor da Flamax, o objetivo principal da campanha publicitária, difundida nos diversos veículos de comunicação, é consolidar cada vez mais os seus conceitos dirigidos ao desenvolvimento sustentável, sobretudo do Cariri.

Atualmente, a Flamax possui em sua estrutura o mais moderno incinerador de resíduos hospitalares e industriais do Estado, para a queima de todo o lixo prejudicial ao meio ambiente, tais como resíduos sólidos provenientes da saúde (lixo hospitalar, resíduos oriundos das fábricas de calçados, das indústrias de galvanização, de postos de gasolina, oficinas mecânicas e até mesmo as apreensões de drogas feitas pela polícia.

"Nós fizemos a maior contribuição ao meio ambiente no estado do Ceará, nunca em toda a história cearense existiu uma empresa que se preocupasse tanto com o meio ambiente", declara o diretor da Flamax.
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O POVO

25 de janeiro de 2010

 
DUNAS DO COCÓ
Política - SEM CORPO MOLE
Por Érico Firmo

O titular da Procuradoria Geral do Município (PGM) de Fortaleza, Martônio Mont-Alverne, escreveu à coluna sobre comentário publicado na última segunda-feira, que apontou a pouca disposição demonstrada pela Prefeitura para reverter a decisão judicial que suspende os efeitos da lei que protege as dunas do Cocó. Ele diz, inicialmente, que a PGM não é parte na ação, mas sim a prefeita, Luizianne Lins, e o presidente da Câmara, Salmito Filho. Ainda assim, mesmo sem ser parte e sem que tenha sido mencionado na coluna, ele resolveu se manifestar, pelo que a coluna agradece.

O procurador-geral considerou a nota ``precipitada``, ``destituída de qualquer informação, mesmo superficial``, ``equivocada``, disse que o jornalista ``jamais poderia ter escrito o texto da forma como o fez``, acrescentou que ``a boa estilística e frieza da razão não me parecem recomendar a linguagem empregada por um jornalista de sua reputação``. De objetivo, argumenta que o Município só foi notificado no dia seguinte à publicação da coluna, ficando impossibilitado, portanto, de tomar qualquer medida antes disso.

BUMERANGUE
A coluna registra que em momento algum cobrou que medidas tivessem sido tomadas, já naquele momento, em relação à suspensão dos efeitos da lei que protege as dunas. Registrou apenas que, nas manifestações públicas, e também nos bastidores, há agentes do poder público municipal que não demonstram lá muita disposição para reverter a decisão. Ponto. Só isso. O POVO publicou, inclusive, declaração de secretário, antes da notificação da Prefeitura, já então resignado sobre a possibilidade de a Prefeitura vir a ter de acatar uma eventual decisão de mérito que sepulte a lei. Isso em um momento no qual há apenas uma liminar concedida. E em uma ação da qual, mesmo quando o mérito for julgado, ainda caberá recurso. A postura derrotista é sem precedentes. O que se vê nesses casos são sempre manifestações de confiança na justeza dos argumentos e na obtenção de uma decisão favorável. Talvez o procurador-geral considere tal comportamento uma demonstração inequívoca de empenho. A coluna pensa diferente.

Mont-Alverne fez, na correspondência, outras considerações, em relação ao que escrevi na coluna Menu Político, que mantenho no caderno People, aos domingos, aqui no O POVO. Sobre essas questões, tratarei naquele espaço, no próximo domingo.
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FOLHA DE SÃO PAULO

25 de janeiro de 2010

 
ELEIÇÕES 2010 - CIRO GOMES
Lula e partido aumentarão a pressão sobre Ciro
DA REPORTAGEM LOCAL

Os petistas planejam para esta semana uma forte pressão sobre o PSB, partido do deputado federal Ciro Gomes (CE), terceiro colocado no principal cenário da mais recente pesquisa Datafolha de intenção de voto para o Palácio do Planalto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem encontro marcado com a direção nacional do PSB e, se possível, com o próprio Ciro (que estaria em férias no exterior) nesta quarta-feira. Segundo petistas que participaram do encontro da corrente CNB (Construindo um Novo Brasil) no final de semana em São Roque (SP), Lula fará um último apelo para que Ciro deixe a corrida presidencial e aceite concorrer ao governo do Estado de São Paulo.
No âmbito nacional, a sigla do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, se engajaria formalmente na campanha da ministra Dilma Rousseff.
"Nosso próximo passo é garantir a unidade na eleição", afirmou o presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra. O PSB integra a coalizão de partidos em torno da gestão Lula.
Em setembro do ano passado, Ciro transferiu seu domicílio eleitoral para a capital paulista, o que lhe dá o direito de concorrer ao Bandeirantes.
"Se há um exemplo que devemos tirar da eleição no Chile é o de que o governo não se divide em uma eleição. Em uma campanha, é claro que o candidato governista que está atrás tentará se diferenciar do governista que está na frente. Isso quase sempre se dá com ataques e, no segundo turno, torna-se mais difícil trazer de volta aquele eleitor que ficou para trás", afirmou Dutra.
Nas eleições chilenas, Eduardo Frei, candidato da presidente Michelle Bachelet -avaliada com índices positivos que beiram 80%- perdeu no segundo turno para o empresário de oposição Sebastián Piñera.
No primeiro turno, Frei teve de enfrentar também Marco Enríquez Ominami, que ficou em terceiro com 20%, e fazia parte da Concertación, o mesmo grupo político de Bachelet.
Caso Ciro não aceite liderar uma frente antitucanos em São Paulo, os petistas avaliam que se abrirá no partido uma disputa pela vaga com cinco nomes preferenciais: Marta Suplicy, Aloizio Mercadante, Emidio de Souza, Fernando Haddad e Eduardo Suplicy.
Marta havia afirmado que apoiaria o deputado federal Antonio Palocci, mas, como ele desistiu de concorrer, a ex-prefeita voltou ao páreo, pois sua candidatura, na visão dos petistas, deve garantir a Dilma um palanque estável em São Paulo.
Já Mercadante tem repetido que pretende disputar a reeleição para o Senado, apesar dos apelos do Planalto. (JAB)
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O ESTADO

25 de janeiro de 2010

 
ELEIÇÕES 2010 - SUCESSÃO ESTADUAL
Diário Político - Indecisão que desorienta
Por Fernando Maia

Poucas vezes, no Ceará, um processo pré-eleitoral relativo à sucessão estadual, foi tão marcado pelas indecisões, em relação à chapa governamental, o que desorienta as lideranças e o eleitorado, mesmo da capital, tido como um dos mais politizados do país. Alguns atribuem tal situação à presença do PSDB do senador Tasso Jereissati. O que não devia ser estranhável, já que Tasso garantiu a vitória de Cid Gomes em 2006, mesmo ao preço de uma monumental rasteira aplicada no correto, competente e ético governador Lúcio Alcântara. Àquela época, a penca de partidos, da aliança cidista (PSB, PT, PCdoB, PMDB, PHS, e outros, aplaudia de pé a presença tucana naquela campanha e no triunfo das forças de esquerda. O que confunde as lideranças, principalmente do interior, é que o PT e o PCdoB satanizam agora essa presença. Cid, como já disse, não traçaria o apoio do PT e outros, pelo do PSDB. Mas quem disse que o PSDB desejaria apoiar, sozinho a reeleição de Cid? E quem disse que Cid iria mandar às favas o apoio de Tasso e d
o PSDB? Advertência ao PT e PCdoB: se o PSDB for obrigado a lançar candidato, e com a marcante presença do prefeito de Maracanaú Roberto Pessoa (PR), na disputa, fica difícil impedir um 2º turno. E aí, chegará a vez de se indagar: de quem foi a culpa?
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O ESTADO

25 de janeiro de 2010

 
ELEIÇÕES 2010 - SUCESSÃO ESTADUAL
Diário Político - Avisando
Por Fernando Maia

Socialistas “de dentro” do Palácio Iracema, advertem a quem interessar possa: a indicação do jornalista Waldemir Catanho, “xodó” da prefeita Luizianne, para vice na chapa de Cid Gomes, é assunto descartado por antecipação.
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O ESTADO

25 de janeiro de 2010

 
ELEIÇÕES 2010
Eudes ressalta união do PT e PSB
Segundo o deputado federal petista Eudes Xavier, o PT e toda a base do governo acreditam que o presidente Lula terá condição de fazer o substituto, ou substituta, nas eleições de outubro deste ano. Seu comentário foi uma resposta ao que aconteceu no Chile, cuja presidente Michele Bachelete não fez substituto. Por outro lado, o deputado federal reconheceu que esse caso serviu de alerta para o partido que resolveu trabalhar mais ainda para eleger Dilma Rousseff.
“Nós vamos para as ruas disputar os votos para eleger a nossa candidata. Vamos mostrar ao eleitorado brasileiro que o governo Lula contribuiu fortemente para reduzir a pobreza em grande escala, o que não aconteceu com Fernando Henrique Cardoso”, criticou. Sobre a ministra da casa civil, Eudes Xavier afirmou que ela acorda cedo, dorme tarde e trabalha o dia inteiro tudo em prol de melhores condições para o País.

BOM SENSO
Já sobre o governador Cid Gomes, o deputado acredita que este vai ter o “bom senso” de apoiar a chapa da base do governo do presidente Lula. Ele ainda chega a prever que no máximo daqui a dois meses, o governador, deve declarar apoio à candidatura do ministro José Pimentel ao Senado Federal. “O que nós estamos tentando fazer é um trabalho sintonizado tanto nacional como estadual, porque PT e PSDB sempre andaram juntos e agora não vai ser diferente”, acredita.
Uma troca. Pois segundo Eudes Xavier, o PT está firme e decidido a apoiar a reeleição do governador do Estado, descartando qualquer declaração já feita sobre o partido lançar candidatura própria. Por fim, o deputado assegurou que a prefeita Luizianne Lins vai fazer uma excelente gestão na presidência estadual do PT, elogiando ainda a sua administração por Fortaleza.
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O ESTADO

25 de janeiro de 2010

 
ELEIÇÕES 2010 - SUCESSÃO ESTADUAL
PMDB vai ficar fora da luta para vice, declara Gerardo Arruda
Segundo o deputado federal José Gerardo Arruda (PMDB), o partido não vai entrar na luta para conseguir a vice-governadoria do Estado, porque o acordo que fez com o governador Cid Gomes já lhe rendeu a primeira vaga do Senado da República, que vai ser disputada pelo deputado Eunício Oliveira.

O peemedebista mencionou que existem filiados do partido trabalhando para conseguir a vice-governadoria da chapa majoritária encabeçada pelo governador do Estado, mas acredita que será uma luta inglória, porque o cargo já pertence ao PT. “Cid não vai mudar de idéia, porque não é político de duas palavras”, disse.

Ainda segundo o parlamentar, existem coreligionários que querem trocar o cargo de senador pelo de vice-governador, porém ele não quis citar nomes. “Isso é ser contra Eunício Oliveira que já decidiu postular o cargo e não iria mudar de ideia a não ser que o governador rompesse com o acordo que fez desde o ano passado com o PMDB”, mencionou.

Sem concorrência
Para José Gerardo Arruda, Cid Gomes vai ter muita facilidade de conseguir a reeleição. “Não vejo concorrência forte para impedir essa possibilidade que é total”, opinou.
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DIÁRIO DO NORDESTE

25 de janeiro de 2010

 
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
A formação do jovem
O jornal "Diário do Nordeste", edição de segunda-feira, dia 28 de dezembro último, sob o título "Liberação perniciosa", comenta e reprova, em bem elaborado Editorial, uma mudança no Estatuto da Criança e do Adolescente, aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, segundo a qual seria permitido aos menores de 18 anos, desde que acompanhados dos pais ou responsáveis, assistirem a filmes e espetáculos aprovados apenas para espectadores de maior idade. E após judiciosos comentários sobre as normas que definem a situação de menores ante a exibição de espetáculos e filmes perniciosos, conclui, dizendo que, por mais que sejam enfatizados os ares liberais soprados em nome de uma suposta modernidade, merece um cuidadoso exame a possível permissão para que crianças e adolescentes paguem para ver, com a complacência dos próprios responsáveis, algo que possa causar sérias distorções à formação de seu caráter.

Essa atitude do Senado, para mim não causa surpresa, porque não é o próprio governo que paga milhões de camisinhas e manda distribuir entre os adolescentes, para usar na prática de sexo com as namoradas? E em cada quarteirão de rua, não há um motel, convidando os amorosos para praticar sexo? E quem quiser ver mulher nua, de todos os tipos, não basta ir à praia e vê-las, mostrando os seios e um "fio dental", de um lado, penetrando na bunda, e, no outro, sustentando um pequeno biquíni cobrindo o que exibe, enquanto, nos passeios, os jovens cobiçosos se derretem? E que dizer das exibições comuns de filmes pornográficas, em cinemas, TV, e a Internet para completar? E as fotos exuberantes de mulheres nuas, exibidas em toda parte?

Ainda, pode-se esquecer a proliferação de drogas para tentar os jovens? Em verdade, a formação do caráter da juventude, masculina e feminina, nos dias atuais, está difícil e aumenta a responsabilidade dos pais e daqueles que com eles convivem, para sua formação moral e evitar que não se deixem dominar pelo meio ambiente contaminado.

Luís Cruz de Vasconcelos - Professor e advogado
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O ESTADO

25 de janeiro de 2010

 
POSTOS DE TRABALHO CRIADOS EM 2009
Economia - Mais emprego para quem tem ensino médio
Por Rubens Frota

A maior parte dos postos de trabalho criados em 2009 se destinou a quem tem ensino médio. De acordo com informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, foram abertas 255 mil vagas apenas na região metropolitana de São Paulo para profissionais com esse grau de instrução.
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DIÁRIO DO NORDESTE

25 de janeiro de 2010

 
RESORT - GRUPO ENOTEL
Enotel quer investir no Ceará
Caso se concretize a intenção da Enotel, o Ceará receberá um novo resort com 500 apartamentos

A rede hoteleira portuguesa Enotel aproveitou a visita do governador Cid Gomes às obras do Cumbuco Golf Resort, no último sábado, para anunciar a intenção de investir R$ 210 milhões em outro resort naquela região. Segundo o presidente do grupo Enotel, Estevão Neves, a decisão depende de infraestrutura pronta para receber o empreendimento, como energia, saneamento, água, acesso, além de condições para o desenvolvimento de serviços no entorno, como taxistas, comércio. A rede Enotel está em expansão no Brasil, em Porto de Galinhas (PE) e possui atuação também na Ilha da Madeira, em Portugal. O grupo constrói um segundo hotel em Porto de Galinhas, ampliando a oferta dos atuais 348 apartamentos com mais 700 unidades em 2013. O Ceará receberia um resort com 500 apartamentos, com inauguração em 2014. Já o Cumbuco Golf Resort pertence à rede portuguesa Vila Galé. As obras deste empreendimento estão em estágio avançado.

Inauguração

Iniciado no ano passado, a inauguração está marcada para 21 de agosto deste ano, em evento que finaliza o Rally dos Sertões. O funcionamento para os primeiros hóspedes começa em 5 de outubro, garante o presidente da rede Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida. De frente para o mar, o Cumbuco Golf Resort ocupa 480 hectares, incluindo campo de golfe com 9 buracos e condomínios com cerca de 1.300 apartamentos residenciais turísticos. O empreendimento está instalado a 41 km de Fortaleza. O investimento para a fase inicial do projeto é de R$ 110 milhões, montante que se refere apenas ao Hotel Vila Galé Cumbuco, resort cinco estrelas que ocupa uma área de 100 mil m², além de Clube Náutico, com 200 m², centro de convenções para eventos de grande porte e um SPA. "Será o primeiro grande resort de padrão internacional no Ceará", afirma Almeida. "Será um marco de mudança para o turismo no Estado", ressalta. A experiência do investidor do Vila Galé deve servir para a tomada de decisão de Estevão Neves, do Enotel. "Quero troc
ar impressões com o Jorge Almeida", afirmou Neves. Os dois empresários portugueses conversaram com o governador e relataram suas sugestões para a melhoria do turismo no Estado. Outro incentivo solicitado é a capacitação de trabalhadores para o turismo. Almeida propôs uma parceria com uma escola hoteleira de Portugal. O governador e o secretário de Turismo Bismarck Maia se mostraram interessados na proposta. Estevão Neves explicou que já trabalha com a parceria entre os grupos RUI e TUI, que são os maiores hoteleiros e operadores de viagens da Europa, respectivamente. "A vinda do Enotel daria uma virada no turismo do Ceará", defendeu Almeida, que não se importa com a concorrência.

CAROL DE CASTRO
REPÓRTER
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