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Fortaleza, CE - terça-feira, 31 de janeiro de 2012 |
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| AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| ANTÔNIO VIANA ON LINE |
31 de janeiro de 2012 |
| CNI - BID - FINPYME | |
| Parceria entre CNI e BID ajudará empresas do Ceará a identificar problemas para acesso ao crédito | |
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O Finpyme, que será executado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), terá recursos de US$ 300 mil e beneficiará 40 pequenas e médias empresas do Ceará
A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), por meio do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará (INDI), vai realizar nessa quarat-feira, 1º de fevereiro, a partir das 13h, na cobertura da Casa da Indústria, almoço para apresentação do programa Financiamento Inovador de Empresas de Pequeno e Médio Porte (Finpyme), da Corporação Interamericana de Investimentos (CII), braço do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O Finpyme, que será executado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), terá recursos de US$ 300 mil e beneficiará inicialmente 120 empresas nos estados do Ceará, Paraíba e Pernambuco até o fim de 2013. O programa implementa uma metodologia de identificação e diagnóstico de empresas para melhorar a posição competitiva, bem como o acesso a fontes de financiamento a seus projetos de expansão. De acordo com o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, dentre os principais problemas para as empresas obterem empréstimos para capital de giro ou investimento está a falta de organização, sobretudo, na contabilidade e nas finanças. “Essa organização é necessária para dar mais segurança ao agente financeiro, o que facilita o empréstimo”, explica Fonseca. Segundo ele, além de verificar se estão bem estruturadas para pedir financiamentos, as empresas identificarão os tipos de créditos mais adequados às suas necessidades. Fonseca destaca que é comum, por exemplo, empresas obterem recursos para capital de giro quando há crédito mais barato voltado para investimento. “O intuito é entender o problema das empresas e auxiliá-las em mudanças de políticas e procedimentos que facilitarão a obtenção de recursos”, diz. Para apresentação do Finpyme, o presidente da FIEC, Roberto Proença de Macêdo, recepcionará representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), Banco do Nordeste (BNB) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O encontro busca a interação dos convidados com a equipe da CII, que estará na capital cearense para apresentar o programa. O Ceará, Paraíba e Pernambuco fazem parte dos estados-piloto da iniciativa e servirão de exemplo para outras unidades federativas do país. No Ceará, o programa será aplicado nos sindicatos patronais ligados à FIEC, quando serão identificadas as 40 pequenas e médias empresas que serão beneficiadas com a iniciativa. A parceria vai financiar, sem reembolso, os diagnósticos sobre as gestões das empresas. Na contrapartida, cabe às empresas aceitarem as sugestões e aplicá-las devidamente no cotidiano. Todo o processo terá a duração entre oito e nove meses. “O objetivo é que os empresários despertem o interesse para a melhoria da gestão empresarial no sentido mais amplo. As empresas devem buscar uma gestão de layouts, produtos e inovação, além da gestão financeira. Para isso, o diagnóstico servirá para norteá-las rumo a melhor rentabilidade, competitividade e acesso ao crédito”, diz o diretor geral do INDI, Carlos Matos. “Entendemos que o programa é uma iniciativa integral de serviços de alto valor agregado que garantirá o crescimento das pequenas e médias empresas de forma sustentável, abrindo portas ao conhecimento, à tecnologia, aos mercados e ao financiamento.” Requisitos As companhias a serem selecionadas deverão cumprir os requisitos de estarem em pleno funcionamento no Ceará com três anos de operação, e, de preferência, com balanços financeiros auditados por consultorias independentes. Devem possuir ainda um faturamento anual de no mínimo US$ 500 mil. Estão excluídas aquelas que atuam nos ramos bélicos, tabaco, materiais radioativos, fibras de amianto não aglutinadas e com produtos sujeitos à retirada escalonada. Além disso, devem funcionar em conformidade com as leis locais referentes aos padrões ambientais e de segurança do trabalho. Após a identificação, as empresas vão assinar um termo de adesão ao Finpyme. O objetivo da CNI é estender o projeto para os demais estados e o Distrito Federal, a partir de parcerias com outras instituições financeiras, como o BNDES, que já mostraram interesse na iniciativa. No futuro, a CNI também ajudará empresas a resolverem os problemas apontados nos diagnósticos e desenvolver projetos para obtenção de recursos com agentes financeiros. Além disso, o programa deverá ser incluído nos serviços de consultoria prestados pelos núcleos de acesso ao crédito que serão instalados em federações de indústrias a partir deste ano. Agenda Também no dia 1º de fevereiro, a partir das 14h, os representantes do BID se reunirão com uma equipe técnica da FIEC e membros do BNB, BNDES e CNI. No dia seguinte, será marcado um outro encontro para o compartilhamento de informações para capacitar os consultores contratados e selecionados pela FIEC, sob a gerência do INDI, com a participação das equipes do BID e CNI. | |
| TOPO | |
| O ESTADO |
31 de janeiro de 2012 |
| NÚCLEO EMPRESARIAL DE INOVAÇÃO (NEI-CE) | |
| Cariri ganha Núcleo Empresarial de Inovação | |
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A região do Cariri ganha hoje (31) um Núcleo Empresarial de Inovação (NEI-CE), inaugurado pelo Senai-CE, IEL-CE e pelo Sebrae-CE, a fim de incentivar a inovação nas empresas. A inauguração do Núcleo ocorrerá às 18h30, no Palácio da Microempresa do Sebrae de Juazeiro do Norte.
Na ocasião, será realizada a palestra “Organização e Gestão Estratégica da Inovação”, com Eduardo Seity Toma. Ele é especialista em economia financeira pela Universidade Estadual de Campinas (Unicam), de São Paulo, e trabalha há quatro anos em projetos de novos negócios e gestão de inovação. O Núcleo pretende mobilizar as empresas a aderir à cultura da inovação, por meio do Projeto de Implantação de Planos de Inovação nas Micro e Pequenas Empresas da Cadeia Produtiva Industrial na Região do Cariri, que será apresentado durante o lançamento. O NEI-CE faz parte do Movimento Empresarial pela Inovação (MEI), uma parceria de Confederação Nacional da Indústria e Sebrae Nacional. O núcleo trabalha por meio da sensibilização, desenvolvimento de projetos e implantação de planos de inovação nas empresas, tudo para ampliar a competitividade. | |
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| O POVO |
31 de janeiro de 2012 |
| NÚCLEO EMPRESARIAL DE INOVAÇÃO (NEI-CE) | |
| Núcleo é lançado em Juazeiro | |
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Acontece nesta terça-feira, 31, em Juazeiro do Norte, na região do Cariri, o lançamento do Núcleo Empresarial de Inovação (NEI), uma iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).
O evento é fruto de parceria da Fiec com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/CE), Instituto Euvaldo Lodi (IEL/CE) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/CE). De acordo com a superintendente do IEL/CE, Vera Ilka Meireles Sales, Juazeiro do Norte terá uma extensão do NEI por conta de seu papel de destaque na economia regional e estadual. O evento terá a palestra Organização e Gestão Estratégica da Inovação, com Eduardo Seity Toma, especialista em economia financeira pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), de São Paulo. O NEI tem como objetivo trabalhar a competitividade das micro e pequenas empresas do setor industrial. A ideia é fazer com que os empreendedores tenham mais conhecimento sobre os processos produtivos, estratégias de marketing e de gestão para melhor atuarem no competitivo mercado industrial. O evento de lançamento se dará às 19h, no Pavilhão do Sebrae, no município de Juazeiro do Norte. (Tarso Araújo, do Cariri/Especial para O POVO) | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
31 de janeiro de 2012 |
| CÂMARAS SETORIAIS DO ESTADO | |
| Egídio Serpa - Bom - Cid com câmaras | |
| Por solicitação do governador Cid Gomes, a Adece elabora uma agenda de encontros com cada uma das Câmaras Setoriais do Estado. Cid considera essas câmaras importante aliadas. | |
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| O POVO |
31 de janeiro de 2012 |
| GOVERNO CID GOMES | |
| Folha cresce mais que o dobro da inflação | |
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Enquanto a inflação foi de 30% durante cinco anos de Cid, folha de pessoal teve aumento de 82% desde 2007
A pauta do encontro seria expor as ações do Governo do Estado voltadas para os servidores, mas a greve da Polícia Militar e possíveis de problemas de comunicação do governo foram os assuntos que dominaram a maior parte das discussões. Após analisar o conjunto de medidas adotadas pela gestão do governador Cid Gomes (PSB) em benefício dos servidores públicos, empresários cearenses reunidos com a administração estadual, ontem, questionaram a efetividade de tais ações e apontaram possíveis problemas de comunicação. O secretário do Planejamento e Gestão, Eduardo Diogo, que conduzia a reunião, mostrou que, nos cinco anos da atual gestão, os servidores tiveram um aumento real de remuneração – de 7,05% acima da inflação. Enquanto a inflação, medida pelo IPCA, foi de 30,16% ao longo do governo Cid, os gastos com o pagamento de pessoal subiram 82,69%. Empresários elogiaram as medidas, mas comentaram que tais benefícios possivelmente não estariam sendo percebidos de forma satisfatória pelos trabalhadores. O empresário João Teixeira Júnior perguntou onde o governo errou, já que, mesmo com tantos benefícios ofertados aos servidores, a Polícia Militar entrou em greve e o Ceará viveu dia de “terror” no último 3 de janeiro. Eduardo Diogo citou que o governo teria errado em “não ocupar as ruas”. Ao O POVO, ele esclareceu a resposta, afirmando que considerou insuficiente o efetivo de soldados do Exército e da Força Nacional. Quanto a possível erro do próprio governo, Diogo disse que “a reflexão”, para a atual gestão, será aperfeiçoar o diálogo com os servidores. Os empresários também questionaram a ausência de um pronunciamento oficial no próprio dia. Diogo comentou que faz parte do estilo de Cid agir sem alarde. “Muita gente estava dizendo nas redes sociais que estava fazendo isso e isso, mas não estava fazendo nada. Já o governador estava, de modo silencioso e sereno, cuidando para pacificar”. Benefícios para servidores Criação da Mesa Estadual de Negociação Permanente. Criação da Escola de Gestão Pública. Criação da data-base salarial e, posteriormente, antecipação da data-base para janeiro. Revisão geral de salários: 37,21% entre 2007 e 2011. Aposentadoria em 90 dias. Lei contra o assédio moral. Aumento de 52,18% no salário mínimo estadual, que cresceu de R$ 450 (2007) para R$ 684,80 (2011). Aumento de 112,31% do auxílio-alimentação, que cresceu de R$ 4,71 (2007) para R$ 10 (2011). Aumento de 125,42% no teto salarial para pagamento de auxílio-alimentação, que passou de R$ 1,7 mil (2007) para R$ R$ 4 mil (2011). Inclusão de conjugues e filhos universitários até 24 anos como beneficiários do Instituto de Saúde dos Servidores do Ceará. Nomeação de 13.230 novos servidores. Fonte: Seplag Serviço Secretaria do Planejamento e Gestão Telefone: (85) 3101 3821 e 3101 3822 Fax: (85) 3101 4518 Site: www.seplag.ce.gov.br | |
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| O POVO |
31 de janeiro de 2012 |
| DÍVIDA PÚBLICA FEDERAL | |
| Governo - Dívida pública cresce 10,17% em 2011 com alta de juros | |
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o ano passado, a dívida pública do Governo deu um salto de R$ 172, 31 bilhões e fechou o ano em R$ 1,87 trilhão, com elevação de 10,17%. A alta foi puxada pela expansão da inflação e dos juros no início do ano
Apesar da estratégia do Governo de reduzir os títulos com correção atrelada à taxa Selic, a Dívida Pública Federal (DPF) sofreu em 2011 com a alta da inflação e dos juros no início do ano. Deu um salto de R$ 172, 31 bilhões e fechou o ano em R$ 1,87 trilhão, com elevação de 10,17%. Só por conta do impacto dos juros, o estoque da dívida teve um crescimento de R$ 211,52 bilhões. A dívida não aumentou mais porque o Tesouro Nacional acabou retirando do mercado R$ 39,2 bilhões em títulos. Esses papéis venceram e o Tesouro não refinanciou a dívida por meio da venda de novos títulos ao mercado. Se não fosse esse resgate líquido de títulos, a dívida teria ultrapassado a marca de R$ 1,9 trilhão no ano passado. Além dos juros e da inflação, o endividamento aumentou também por conta do empréstimo de R$ 45 bilhões que o Tesouro liberou ao longo de 2011 ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Esse dinheiro, concedido com taxas subsidiadas, foi usado pelo banco para oferecer empréstimos às empresas voltados a novos investimentos. Depois que o Banco Central (BC) começou a reduzir a Selic, em agosto, o Tesouro acelerou a estratégia de diminuição da venda dos papéis com rentabilidade vinculada aos juros básicos da economia, as LFTs. Mas mesmo assim o volume desses títulos cresceu 5,17%, atingindo R$ 548,66 bilhões em dezembro. Isso porque o estoque dos papéis aumentou com a própria correção dos juros. A participação desses papéis fechou 2011 em 30,14%, dentro da meta estabelecida pelo Governo (28% a 33%), mas ainda longe da faixa considerada confortável por economistas (10% e 20%). Evitar surpresas O Tesouro quer diminuir a parcela das LFTs para não ser pego de surpresa em caso de mudança brusca no rumo da Selic, o que poderia ocorrer por conta de condições do mercado e da economia. Entre 2010 e 2011, a redução foi tímida, de apenas 1,45 ponto porcentual. O Governo conta com um avanço maior entre 2012 e 2014, último ano do governo Dilma Rousseff, para obter avanços significativos, aproveitando a janela de oportunidade de queda da Selic para um dígito. O secretário do Tesouro, Arno Augustin, já antecipou que os gestores dos recursos do FGTS serão obrigados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) a se desfazer dos papéis atrelados a Selic. Em fevereiro, outros fundo, entre eles o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), começam o processo. Por outro lado, a parcela de papéis prefixados (considerados melhores para a gestão da dívida porque têm correção definida na hora do leilão de venda) subiu de 36,63% para 37,22%. A parcela de títulos corrigidos pelo IPCA - também avaliados como favoráveis para o financiamento da dívida - subiu de 26,64% para 28,28%. E agora ENTENDA A NOTÍCIA Para 2012, a expectativa é de que o crescimento da dívida pública desacelere. O Governo está tentando conter os próprios gastos. Além disso, a tendência de inflação, vista no ano passado, por enquanto ainda não assusta. Serviço Confira o Relatório Mensal da Dívida Pública Federal Onde: Site do Ministério da Fazenda na Internet. Outras informações: http://migre.me/7JOHj | |
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| O ESTADO |
31 de janeiro de 2012 |
| MISSÃO À ALEMANHA | |
| AJE mostra experiência de missão à Alemanha | |
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Apresentação ocorrerá, amanhã, às oito horas, no La Maison Buffet. Representantes da entidade farão palestras sobre o tema
Com a proximidade da Copa do Mundo de 2014, o Ceará e os demais estados brasileiros que receberão os jogos precisam correr contra o tempo e preparar-se para receber bem as seleções e um público oriundo de diversas partes do mundo. Nesse processo, conhecer as ações adotadas por países que já receberam a Copa do Mundo com êxito pode contribuir para a elaboração e execução de um plano de ação. Ciente disso, o Sindicato das Empresas Organizadoras de Eventos e Afins do Estado do Ceará (Sindieventos) convidou a Associação de Jovens Empresários de Fortaleza (AJE Fortaleza) para falar sobre os resultados da missão internacional para a Alemanha, realizada em outubro do ano passado. A apresentação ocorrerá na próxima quarta-feira (1º), às 8 horas, no La Maison Buffet. As experiências obtidas durante a missão internacional, bem como as ideias que podem ser adaptadas para o Brasil e o efeito pós-Copa na Alemanha, serão apresentadas pelo coordenador geral da AJE Fortaleza, Carlos Ernesto Holanda, e pelo jornalista da TV Verdes Mares, Paulo César Norões, que acompanhou a missão e realizou uma série de reportagens especiais, exibidas pela emissora no último mês de dezembro. NEGÓCIOS Entre os efeitos de uma Copa do Mundo, estão os negócios realizados com outros países. No caso da Copa de 2014, de acordo com o diretor da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha, Rafael Haddad, a expectativa é que os negócios entre Brasil e Alemanha superem 2 bilhões de euros até 2014. As áreas que devem ser mais beneficiadas pela geração de negócios entre Brasil e Alemanha são: Serviços, Turismo, Hotelaria, Tecnologia e Infraestrutura. “O embaixador do Brasil na Alemanha, Everton Vieira, lembrou que as relações econômicas entre os dois países são sólidas e antigas. Para se ter uma ideia, o maior parque industrial alemão é em São Paulo. Hoje, mais de 1.200 empresas alemãs atuam no Brasil. Vale lembrar que 90% do PIB industrial alemão é de pequenas e médias empresas”, afirma o coordenador geral da AJE Fortaleza, Carlos Ernesto Holanda. A Copa do Mundo de 2014 também criará muitas oportunidades para a realização de eventos, atraindo para o País e para o Ceará um turista diferenciado. “O turista de eventos é mais exigente, é um turista de qualidade, que exige qualidade nos serviços e que deixa mais dinheiro no País”, afirma a presidenta do Sindieventos, Circe Jane Teles da Ponte. “Pesquisas mostram que, por dia, os turistas internacionais de evento gastam, em média, US$ 285,00, enquanto os turistas internacionais de lazer gastam, em média, US$ 65,00”, completa. SERVIÇO Café da manhã do Sindieventos - Apresentação dos resultados da Missão Internacional da AJE Fortaleza para a Alemanha; Data: 1º de fevereiro de 2012; Local: La Maison. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
31 de janeiro de 2012 |
| INFLAÇÃO | |
| Maior preocupação do brasileiro é a inflação | |
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54% acreditam que a inflação aumentará nos próximos seis meses. O indicador está 4,3% pior, ante dezembro
Brasília/Fortaleza A inflação se mantém como a principal preocupação do consumidor brasileiro, mostra pesquisa divulgada ontem pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). O levantamento, que mede a expectativa dos brasileiros em relação à economia, aponta que 54% dos entrevistados responderam que acreditam que a inflação vai aumentar nos próximos seis meses, enquanto que outros 15% afirmam que os preços vão crescer muito. O indicador está 4,3% pior na comparação com o mês passado e 7,4% inferior ao registrado em janeiro de 2011, o que sinaliza aumento do pessimismo com a evolução dos preços. Entre os preocupados com a inflação, está o empresário Angelo Gabriele. "Minha preocupação é porque não consigo entender os índices divulgados para a inflação", explica. "Não acredito que estes sejam os índices reais. Todos os preços sobem acima da inflação. Cesta básica, aluguel, gasolina, mensalidade do colégio, tudo não fica por menos de 10% mais caro. Quando anunciam uma inflação de 6%, é confuso entender". Para driblar os reajustes elevados, Angelo Gabriele diz que a educação financeira é o melhor caminho. "Não compro nada antes de pesquisa os preços", ensina o empresário. "E só compro se não for comprometer o orçamento no fim do mês". A lição foi aprendida com o pai. "Toda a minha família tem esse cuidado", diz. "São tantas ofertas, que precisamos ter cuidado". A sugestão de Angelo é pesquisar além das lojas físicas. "Há sites e aplicativos que compraram preços de um mês produtos", afirma. "A inadimplência decorre também de não saber gastar o dinheiro que ganha. Se não é essencial, porque comprar logo? Tem que esperar, analisar melhor e comprar quando puder pagar sem se endividar além da capacidade financeira". Desemprego Já a preocupação com o desemprego se reduziu em relação a dezembro, já que o índice foi 5,1% maior (quanto maior o índice, menor o medo de ficar desempregado). A expectativa em relação à renda pessoal permaneceu estável na comparação com dezembro, e a avaliação sobre a atual situação financeira e endividamento melhorou, tanto em relação a dezembro quanto na comparação com o mesmo mês de 2011. Consumo Os brasileiros também começaram 2012 menos propensos a consumir do que estavam no começo de 2011. O Inec (Índice Nacional de Expectativa do Consumidor) registrou 113,6 pontos neste mês, alta de 0,2 ponto percentual em relação a dezembro, ou seja, quase estável. É o maior patamar desde março do ano passado. A pesquisa da entidade foi realizada entre 12 e 16 de janeiro, com 2.002 pessoas. | |
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| O POVO |
31 de janeiro de 2012 |
| INFLAÇÃO | |
| Previsão de inflação cai, mas consumidor está com medo | |
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Apesar de pesquisa do BC apontar redução na estimativa de inflação para este ano, uma outra pesquisa, dessa vez da CNI, diz que 54% dos consumidores acreditam em aumento da inflação
Enquanto o consumidor brasileiro acredita que a inflação vai aumentar nos próximos seis meses - segundo pesquisa divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) -, analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central (BC) reduzem, pela nona semana seguida, a estimativa de inflação para 2012, medida através do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De acordo com a pesquisa Focus, do BC, o IPCA deve encerrar o ano com um índice de 5,28%. Na semana passada, essa estimativa era de 5,29% e, há um mês, de 5,32%. Afinal, quem tem razão? O consumidor que sente a elevação dos preços, no dia a dia, ou os analistas de mercado, que calculam os índices de inflação de acordo com as mudanças macroeconômicas? “São duas percepções diferentes. De um lado estão os economistas, que veem o panorama mais global, internacional, onde o mundo cresce menos e a pressão inflacionária é menor. No lado do consumidor, que sente a pressão sobre os preços, há a visão do dia a dia, com uma preocupação com a inflação”, explica o economista Ricardo Eleutério, professor de economia internacional e de mercado de capitais. Para ele, o problema maior, neste momento, não é a inflação, cujo risco de crescimento ele descarta, mas o crescimento. “A própria ação do Banco Central em puxar os juros pra baixo, através das sucessivas reduções da Selic, desde agosto do ano passado, sinaliza isso. A questão, agora, é animar a economia, porque a desaceleração da economia mundial virá”, afirma o economista. Medo histórico Na opinião do presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), Vicente Férrer, há um medo histórico da sociedade brasileira em relação à inflação. Além disso, ele aponta que o medo do retorno desse fantasma também é causado por uma população que está muito endividada e não consegue ainda responder ao consumo, como o Governo deseja. “Todos os grandes conglomerados, analistas, instituições e o meio acadêmico estão apostando que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresça somente 3%. O Governo precisa que o Brasil cresça mais que isso, por isso está estimulando as famílias a comprarem mais, aumentando o crédito e reduzindo a taxa de juros”, analisa. “Quem teve pneumonia, tem medo de qualquer resfriado”, sentencia o consultor econômico e professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Lauro Chaves. Ele explica que, durante quase três décadas, o Brasil experimentou níveis de inflação bastante elevados, o que teria levado a uma cultura inflacionária. “As pessoas têm isso já no inconsciente. Quando vai haver um reajuste, como de condomínio ou de salário, fala-se que tem que repor a inflação do período. Esse medo da inflação é porque o consumidor tem consciência de que o principal prejudicado é o trabalhador assalariado”, argumenta o economista. Por quê ENTENDA A NOTÍCIA Enquanto a pesquisa do BC analisa o cenário econômico nacional e internacional, a pesquisa da CNI trabalha com as expectativas e os anseios do consumidor brasileiro, que, muitas vezes, estão recheados com uma cultura inflacionária Frases Economistas ouvidos por O POVO analisam a expectativa de inflação medida pelo IPCA Não está imune Se a crise da Europa e dos EUA se aprofundar, pode trazer a inflação de volta. O Brasil está mais seguro que os outros países, mas não está imune. Lauro Chaves, consultor econômico e professor da Uece Medidas seguras Acho que não existe o risco de a inflação voltar. Isso aconteceu ano passado e o Governo tomou medidas seguras para conter o problema Vicente Férrer, presidente do Corecon-CE Crescimento A própria ação do BC em puxar os juros para baixo sinaliza que não há risco de inflação. O problema maior passa a ser o crescimento e o secundário, a inflação. Ricardo Eleutério, professor de economia internacional e de mercado de capitais | |
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| O ESTADO |
31 de janeiro de 2012 |
| PRÊMIO CNI DE JORNALISMO | |
| Agenda Verde - Prêmio CNI de jornalismo | |
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Continuam abertas as inscrições para o Prêmio CNI de Jornalismo. Nesta primeira edição, serão contemplados os melhores trabalhos nas categorias jornal, rádio, revista, TV e internet. Promovido e organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Prêmio CNI de Jornalismo tem por objetivo reconhecer o papel da imprensa e seu compromisso com a agenda do desenvolvimento do país. Ao todo, serão distribuídos R$ 240 mil aos vencedores.
Poderão concorrer reportagens publicadas/veiculadas em veículos de empresas jornalísticas entre 1º de abril de 2011 e 31 de março de 2012. Serão considerados os trabalhos cuja pauta tenha relação direta com o setor industrial e com a agenda estratégica definida no documento A Indústria e o Brasil - Uma agenda para Crescer Mais e Melhor (http://www.presidenciaveis.cni.org.br/pdf/2010-industria-e-o-brasil-uma-agenda-para-crescer-mais-e-melhor.pdf). Todas as informações e o regulamento estão no site www.premiocnidejornalismo.com.br | |
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| VALOR ECONÔMICO |
31 de janeiro de 2012 |
| BRASIL E ARGENTINA | |
| Indústria muda plano de vendas à Argentina | |
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Por Marta Watanabe e Arícia Martins | De São Paulo
As novas medidas protecionistas que o governo argentino deve aplicar a partir de quarta-feira causaram incerteza entre as empresas que exportam para o país vizinho. Sem saber o real efeito que as mudanças podem ter nas vendas para a Argentina, algumas empresas começaram a alterar procedimentos de produção e exportação para o país vizinho. A fabricante de calçados West Coast, que tem 30% de sua exportação destinada aos argentinos, diz que após o anúncio das medidas recebeu duas encomendas do país vizinho, mas não colocou os pedidos em produção. A empresa tem 7.000 pares de calçados esperando liberação para desembaraço em território argentino desde outubro. A intenção era que os calçados fossem vendidos no Natal, conta o diretor de mercado da empresa, Eduardo Smaniotto. Segundo ele, outros 30 mil pares devem ser enviados aos argentinos, mas começaram a ser produzidos antes das novas medidas, em novembro. "Ainda não sabemos os efeitos práticos das novas exigências e nem como vão funcionar", diz o diretor, que planeja viajar nos primeiros dias de fevereiro para verificar pessoalmente a aplicação das medidas. Caso elas não afetem ainda mais os embarques para o país vizinho, explica Smaniotto, as encomendas dos argentinos passarão a ter prioridade na linha de produção para que os pedidos sejam atendidos a tempo. A principal mudança anunciada pelo governo argentino é a declaração jurada de importação. No documento, o importador deve declarar o que vai desembarcar e solicitar autorização para as operações. Há receio de que haja atrasos na liberação da importação ou no desembaraço de mercadorias. A Döhler, empresa catarinense que produz têxteis para casa, reduziu a fatia das exportações para 7% do faturamento como estratégia após a valorização do câmbio, mas ainda destina 32% das vendas externas à Argentina. "Já é difícil entender as regras em andamento, quanto mais as novas", comenta Carlos Alexandre Döhler, diretor comercial da empresa, que está tentando ser ágil para minimizar os efeitos da mais nova medida de controle argentina. "Não adianta dar murro em ponta de faca. Estamos tentando descobrir como funciona esse documento. Vamos tentar nos adaptar." O protecionismo argentino já resultou, porém, em ajustes de produção na Döhler. "Um pedido de produto exclusivo que vem da Argentina agora só é processado depois que o nosso cliente consegue a guia de liberação. Depois de aceito, temos que dar preferência a essa encomenda, senão o cliente perde a licença." Além disso, diz Döhler, a área comercial da companhia agora procura exportar mais produtos da linha do mercado brasileiro, mesmo com alguma resistência dos argentinos. "Estamos procurando fugir das exclusividades." Antes dessas mudanças, mercadorias da Döhler já chegaram a ficar cinco meses barradas pela Argentina. O diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, acredita que as exportações mais prejudicadas serão as de produtos exclusivos, já que, caso eles fiquem retidos por um longo prazo, sua reinserção no mercado interno é muito mais difícil. "O mercado argentino é parecido, mas não é igual ao daqui", diz. Ele lembra que o produto brasileiro tem perdido mercado. "Há cinco anos, o Brasil representava cerca de 45% do que a Argentina importava de têxteis e confeccionados, e isso despencou para 23%." A gaúcha Randon, que tem fábrica na cidade argentina de Rosário, possuía uma autorização de licença automática, que permitia à empresa embarcar componentes para o país vizinho sem dificuldades. O benefício, porém, expirou em 18 de janeiro, informa o diretor-executivo da divisão de implementos da Randon, Norberto Fabris. Segundo ele, a empresa espera conseguir manter os desembarques sem problemas na Argentina. Fabris diz que há preocupação com a eventual demora para liberação da declaração de importação. "Se a autorização acontecer em prazo de 10 a 15 dias, não há problema. Mas, se demorar 60 ou 90 dias, ficaremos desabastecidos e teremos de parar a produção na Argentina", diz. A Randon exporta do Brasil cerca de US$ 20 milhões ao ano para a Argentina, entre componentes e implementos não fabricados no país vizinho. A fábrica argentina tem faturamento próximo a US$ 40 milhões. Desse valor, US$ 12 milhões são resultantes de vendas para o Brasil e outros países da América do Sul. O diretor da Randon lembra que em 2011 a empresa investiu US$ 5 milhões na fábrica argentina. Parte dessa aplicação deverá possibilitar a duplicação da capacidade de produção em Rosário. Fabris diz que a fábrica argentina já mantém 80% de nacionalização e emprega 160 pessoas. "Não seria de bom senso a Argentina aplicar uma medida que prejudique os investimentos produtivos." "Ninguém sabe de que forma o governo brasileiro vai reagir. Existe uma grande preocupação", diz Ulrich Kuhn, presidente do Sintex, sindicato que reúne indústrias de tecelagem e vestuário de Blumenau (SC). A região, diz, vende cerca de US$ 40 milhões ao país vizinhos. Com o novo controle, esse comércio pode se reduzir pela metade, avalia ele. "Com restrições maiores, o cliente argentino já pensa duas vezes antes de fazer uma encomenda às nossas indústrias. Ele não sabe se vai receber. É uma compra de brincadeira." Diogo Serafim, gerente institucional da Assintecal, associação que reúne fabricantes de componentes para calçadistas, diz que, paralelamente às negociações dos governos dos dois países, representantes do segmento devem embarcar nos próximos dias para a Argentina para verificar as condições de exportação com as mudanças. A Argentina representa 23% do total exportado pelo segmento. | |
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| O POVO |
31 de janeiro de 2012 |
| NOVOEX | |
| Vertical S/A - Funcionalidade para o exportador | |
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Por Ivonildo Lavor
O Novo Módulo do Siscomex Exportação Web (Novoex) entra em funcionamento pleno a partir de amanhã, 1° de fevereiro. A novidade substitui o processo atual do Siscomex Exportação, lançado ainda em 1993. Até hoje, a nova modalidade de acesso estará operando concomitantemente com o antigo sistema e será desligado definitivamente para novas operações, permanecendo disponível só para consultas, alterações e demais procedimentos nos registros já efetivados. O Novoex pode ser acessado diretamente na internet (http://sistemanovoex.com.br), sem a necessidade de instalação de programas adicionais nos computadores dos usuários. Através dele, os usuários podem gravar os Registros de Exportação (REs) e os Registros de Crédito (RCs), estes últimos feitos para as exportações financiadas com recursos tanto privados como públicos. No Novoex, serão efetuadas apenas as transações comerciais (RE e RC), sendo que todas as operações aduaneiras continuam a ser realizadas da mesma forma nos sistemas da Receita Federal. | |
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| O POVO |
31 de janeiro de 2012 |
| FATURAMENTO DAS MPES | |
| Vertical S/A - FATURAMENTO DOS PEQUENOS | |
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Por Ivonildo Lavor
O Sebrae-CE comemora o surgimento em Fortaleza de mais de 15 mil pequenos empresários nos últimos 12 meses. São empreendedores individuais que formalizaram negócios com venda de roupas, salões de beleza, pequenas lanchonetes etc. A Capital tinha 12 mil empreendedores individuais em janeiro de 2011 e hoje eles já passam de 27 mil. Supondo que eles faturem o máximo previsto em lei, que é R$ 5 mil por mês, eles podem gerar R$ 1,6 bilhão em apenas um ano. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
31 de janeiro de 2012 |
| USINA SOLAR - MPX | |
| MPX investirá em geração solar no NE | |
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Por André Borges | De Brasília
Dona da única usina solar em operação comercial no país - a Solar Tauá, localizada a 360 quilômetros de Fortaleza (CE) -, a MPX se prepara para instalar fazendas solares em novos Estados dos Nordeste. Estudos em fase avançada estão em andamento em regiões de Pernambuco e Paraíba. A expectativa é de que novos empreendimentos sejam iniciados neste ano. "Estamos analisando essas oportunidades. Queremos estar prontos quando a tecnologia solar decolar", diz Marcus Temke, diretor de Implantação e Operação da MPX. Para o empresário Eike Batista, controlador da MPX, investir em energia solar não se restringe apenas à promessa de um negócio que pode se tornar promissor no futuro, mas também porque pode trazer o benefício de ter sua imagem associada à geração de uma energia limpa, com baixa emissão de carbono, muito diferente daquela associada ao carvão. A MPX controla usinas térmicas alimentadas a carvão e neste mês anunciou que irá produzir na Colômbia 5 milhões de toneladas de carvão por ano a partir de 2013 Por enquanto, reconhece Temke, a usina de Tauá é uma geradora de gastos. "Realmente hoje a operação não cobre nossos custos, mas é uma linha de desenvolvimento. Queremos aprender com isso. Estamos pagando o preço do pioneirismo." O projeto de Tauá, que custou R$ 11,5 milhões, terá a sua capacidade duplicada neste ano. A estrutura atual conta com 4.680 painéis instalados numa área de 12 mil metros quadrados. Em operação desde abril do ano passado, a usina gera 1 megawatt (MW) de energia elétrica, o suficiente para abastecer 1,5 mil residências. Neste ano serão investidos mais R$ 7 milhões em Tauá. Cerca de 7 mil painéis fotovoltaicos serão instalados numa nova área de aproximadamente 12 mil metros. Espaço para crescer não falta. "Temos até 600 mil metros de área disponível na região", comenta Temke. Conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN), Tauá recebeu autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para aumentar sua capacidade até 5 MW. No longo prazo, o plano é alcançar 50 MW. A energia elétrica gerada por painéis solares nunca teve um projeto habilitado para participar de leilões de compra de energia. A ambição do governo é fazer com que essa fonte alternativa tenha o mesmo destino trilhado pela eólica, que até cinco anos atrás não passava de mera experiência e hoje já é a segunda fonte mais barata do país, só atrás das hidrelétricas. Hoje o MW/hora da fonte solar custa entre R$ 300 e R$ 500, enquanto as turbinas de vento geram por cerca de 100. Neste mês, a Aneel publicou uma lista de 17 projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) que serão implementados no país nos próximos três anos. Estão previstos investimentos de R$ 395,9 milhões. O maior investimento será feito pela Tractebel Energia, com R$ 60,8 milhões; seguido de Copel, com R$ 58,6 milhões; Furnas, com R$ 48 milhões; e Chesf, com R$ 44 milhões. Em fevereiro, como adiantou o Valor na semana passada, a Aneel quer definir as regras para liberar a microgeração de energia solar. A regulamentação, que também vai permitir a instalação de minitorres eólicas, permite que o cidadão instale um painel solar em sua casa e passe a contabilizar a potência gerada pelos seus painéis solares. | |
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| O POVO |
31 de janeiro de 2012 |
| ENERGIA EÓLICA | |
| Vertical S/A - PAREDÕES DE AEROGERADORES | |
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Por Ivonildo Lavor
Parte do litoral do Ceará está virando um paredão de aerogeradores para a produção de energia eólica. O percurso entre as praias do Fortim e Canoa Quebrada, ambas em Aracati, é apenas um caso. Essas empresas deveriam procurar locais mais altos, nas serras, por exemplo, e deixarem de poluir o visual daquilo que o Ceará tem de mais belo, que são as dunas e o seu litoral. O Governo do Estado está sendo conivente com essa situação. Alguma coisa tem que ser feita urgentemente. PAREDÕES DE AEROGERADORES 2 Sobre isso, o Ceará está indo na contramão das cidades desenvolvidas no mundo. Na Espanha, o governo só permite a implantação de aerogeradores a 8 quilômetros do litoral, e os parques atualmente situados nas praias espanholas estão sendo desmontados. No Nordeste, dá pra sentir que o lobby do pessoal da energia eólica é infinitamente mais forte do que o do turismo. Só que o turismo emprega, gera renda e paga impostos. O outro não gera emprego e ainda recebe subsídio por parte do governo. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
31 de janeiro de 2012 |
| USINA TERMELÉTRICA JOSÉ DE ALENCAR | |
| Atraso em térmica deve gerar multa | |
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Rio de Janeiro. O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, defendeu ontem, no Rio de Janeiro, a punição do Grupo Bertin pelo atraso na implantação da Usina Termelétrica José de Alencar, no Complexo Portuário de Pecém, no Ceará. O Bertin já havia sido multado, no ano passado, pelo atraso, pois a usina deveria estar em funcionamento desde 1º de janeiro de 2011. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve definir, nos próximos dias, se vai cancelar a autorização de funcionamento da termelétrica. Movida a gás natural, a usina terá capacidade de 310 megawatts.
Tolmasquim disse que encaminhou uma correspondência à Aneel declarando sua posição em relação ao assunto, mas a decisão é da agência. "Acho que é importante a gente respeitar os contratos. Respeitar os contratos significa que se você, gerador, atrasou, vai ter uma penalização por isso". Ele explicou que nem o excedente de energia disponível hoje no País pode servir como justificativa para a quebra de contrato. Excedente "Neste momento, há uma sobra de energia, mas no passado, nós já tivemos apertos e poderemos, eventualmente, um dia, precisar desta oferta. Se, a cada momento, por questões conjunturais, você vai abrindo exceções, você fragiliza o modelo". Tolmasquim ainda disse que, apesar de não servir como brecha para quebra de contrato por parte dos geradores, a sobra de energia disponível é uma tranquilidade para o país enfrentar cenários de risco como, por exemplo, um período prolongado de seca. Atualmente, o Brasil vende energia que sobra para Uruguai e Argentina. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
31 de janeiro de 2012 |
| PACOTE HABITACIONAL | |
| Mantega: Minha Casa vai ajudar País a crescer | |
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Até 2014, governo federal espera entregar 2 milhões de moradias por meio do programa habitacional
São Paulo O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o programa Minha Casa, Minha Vida é um elemento muito importante para a expansão do setor habitacional no País. "A missão do governo e do setor privado é viabilizar o Minha casa, Minha Vida 2, com mais dois milhões de unidades (até 2014) e completar o Minha Casa, Minha Vida 1", comentou ontem, após reunião de duas horas com empreendedores do setor privado da construção civil. Segundo Mantega, "o setor é importante para a expansão dos investimentos e do Produto Interno Bruto (PIB) do País, e trabalhamos com a expectativa de crescimento do PIB acima de 4% em 2012", destacou. "Para isso, é importante um grande programa de investimentos em várias áreas. O governo vai viabilizar todas elas e o destaque é para o setor habitacional, um dos programas mais fortes. Serão vários bilhões de reais que estão colocados neste programa, diretamente no Minha Casa e Minha Vida", comentou. O presidente da Caixa, Jorge Hereda, disse que o montante total a ser disponibilizado pela Caixa Econômica Federal em crédito para o setor imobiliário chegará a R$ 90 bilhões neste ano. De acordo com Mantega, o crédito habitacional no País está em plena expansão, pois registrou um crescimento de 44% em 2011. "Neste ano, isso deve ser mantido", diz. Meta A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disse ontem que a meta do programa habitacional Minha Casa Minha Vida é de entregar dois milhões de moradias até 2014. Desse total, cerca de um milhão de habitações já foram entregues. De acordo com Miriam, essas reuniões ocorrem regularmente e visam discutir questões que precisam ser consideradas para que o programa tenha sucesso. A avaliação da ministra é de que essas interlocuções foram importantes para a entrega das moradias já anunciadas. Jorge Hereda informou que, em 2011, o programa Minha Casa, Minha Vida concluiu 700 mil casas, sendo que desse total foram entregues 550 mil no ano passado. Para 2012, a meta é entregar entre 400 mil e 500 mil unidades e firmar 600 mil contratos de novas moradias. Custos Segundo Belchior, foram discutidos alguns dos motivos que elevam o custo dos empreendimentos para as construtoras. Miriam citou, entre eles, o atraso do Habite-se, a instalação de água e luz e o atraso na documentação dos cartórios. A ministra disse que o governo tem bastante espaço para trabalhar na solução desses problemas. Montante "A Caixa Econômica Federal vai dispor de R$ 90 bilhões em recursos para o setor imobiliário neste ano". Jorge Hereda Presidente da Caixa Econômica Federal | |
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| O POVO |
31 de janeiro de 2012 |
| INPI | |
| Vertical S/A - MARCAS E PATENTES | |
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Por Ivonildo Lavor
O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) está reduzindo o prazo médio estimado para análise de patentes no Brasil. Este período foi reduzido de 8,3 anos em 2010 para 5,4 anos em 2011, o que representa uma variação de 35% em apenas um ano. Em 2006, as patentes eram concedidas em até 11,6 anos. NOVIDADE NA ÁREA A propósito, o INPI lança como novidade para este ano o depósito de patente via Internet. Promete facilitar a vida dos empresários brasileiros, especialmente dos pequenos. Com o novo sistema, o usuário poderá preencher todos os formulários e documentos técnicos e enviá-los automaticamente para o instituto. O sistema gera o número oficial do processo, com o qual o usuário poderá acompanhar todo o trâmite via Internet. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
31 de janeiro de 2012 |
| GRUPO AÑON - PECÉM | |
| Laminadora e Itataia podem ter R$ 454 milhões do BNB | |
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Grupo Añon negocia US$ 100 mi (R$ 174 mi) com o banco. Galvani pode ter R$ 280 mi caso licença ambiental saia
O Banco do Nordeste (BNB) deverá financiar a primeira indústria a ser instalada no Ceará a reboque da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). O grupo espanhol Añon negocia com a instituição financeira de fomento um crédito de US$ 100 milhões para erguer a fábrica laminadora que pretende construir no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), cujas obras podem ser iniciadas ainda neste ano. De acordo com o superintendente do BNB no Ceará, Francisco Rivônio de Morais, a diretoria da empresa já teve a primeira reunião com o banco. "A empresa apresentou um investimento inicial de 300 milhões de dólares, do qual nós participaríamos com um terço. Este é um projeto que o banco tem todo o interesse pelo impacto que traz pra região", informou o executivo. A laminadora é a planta que realiza a etapa posterior à da siderúrgica. Deste empreendimento, saem as placas de aço, que, na laminadora, são transformadas em chapas de aço, matéria-prima para a indústria metalmecânica, sendo utilizada para fabricação de veículos, embarcações, eletrodomésticos, entre outros. Polo metalmecânico A instalação de uma planta do tipo vem sendo apontada como essencial para que se possa consolidar um polo metalmecânico no Ceará após a operação da siderúrgica. A possibilidade da vinda do empreendimento espanhol havia sido adiantada ao Diário do Nordeste em outubro último, pelo governador Cid Gomes. De acordo com informações do chefe do executivo estadual na ocasião, o Governo do Estado entraria como sócio do projeto, sendo responsável por 10% do investimento. Um protocolo de intenções entre as partes já estaria assinado. Em dezembro de 2010, o economista e consultor internacional Alcântara Macedo, em entrevista ao Diário, também já tinha informado sobre o interesse de um grupo espanhol em trazer uma unidade de laminação para o Estado. Crédito para Itataia Segundo o superintendente do BNB, este deverá ser um dos principais investimentos do banco em 2012, além do financiamento à empresa Galvani para a construção da usina de urânio e fosfato de Itataia, em Santa Quitéria. O banco já possui projeto aprovado para a Galvani no valor de R$ 560 milhões, que será entregue em duas parcelas. A primeira delas, que seria de R$ 280 milhões, deverá ser paga ainda neste ano, acredita o superintendente. Desde 2009 aprovado, o projeto de financiamento, entretanto, prevê que os valores só sejam entregues após o empreendimento ter garantido o seu licenciamento ambiental. A expectativa é de que o documento possa sair também neste ano. Investimento Em 2012, o BNB possui recursos da ordem de R$ 3,96 bilhões para financiar no Ceará. Historicamente ligado a empréstimos para atividades rurais, o banco vem fortalecendo outras atividades, como a indústria, comércio e serviços. Cerca de 70% dos investimentos neste ano serão em crédito urbano. Copa do Mundo O BNB já está disponibilizando uma linha de R$ 1 bilhão para ser direcionada a empreendimentos ligados ao setor turístico. Estes investimentos deverão beneficiar projetos para a Copa, em especial no setor hoteleiro. De acordo com Rivônio, já existem três pedidos de crédito solicitados no Estado, somando recursos de R$ 45 milhões. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
31 de janeiro de 2012 |
| COPA DO MUNDO DE 2014 | |
| Já existe oferta de aluguel por temporada para a Copa | |
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Imóveis variam entre 15 mil e 20 mil euros, e podem ser encontradas na internet, com várias fotos dos ambientes
"Quero alugar minha casa para a temporada na Copa. Pechincha! Garanta logo que a concorrência é grande". É o que diz um anúncio no site www.olx.com.br. Quem liga se "ainda" faltam 863 dias para o início do Mundial do Brasil? O importante é aproveitar as oportunidades de negócio desde agora. Pelo menos é assim que pensam alguns cearenses como, por exemplo, o comerciante Charles Pinheiro, que colocou o anúncio acima na rede. Ele garante que já obteve contato com estrangeiros. "Se eu não me engano eram italianos. Eles já estavam com um tradutor do lado para facilitar a conversa. Ficaram de me ligar depois. Estão pesquisando", confirma Charles, que pretende deixar a residência livre para os clientes durante os 30 dias do mês de junho de 2014. "Vou levar a família para a casa de um parente. Vai valer a pena. Pretendo investir o dinheiro em terrenos", diz o cearense, que deverá cobrar 15 mil. "Só estou em dúvida se será em dólar ou em euro, por conta dessa crise lá na Europa". Valor máximo O imóvel dele fica no Conjunto Almirante Tamandaré, a poucos minutos do Estádio Castelão. Porém, não é o mais caro encontrado na internet. Por 20 mil euros, o torcedor estrangeiro pode alugar um outro imóvel na Cidade. Apesar de não determinar a localização exata do imóvel, o anúncio informa que a casa é mobiliada, assim como a de Charles, e está "no bairro gastronômico (sic) de Fortaleza, portanto fica próxima de restaurantes e bares, além de farmácias, shoppings, supermercado, estação do metrô de superfície que vai até o Estádio Castelão (VLT), hospitais, praias famosas da cidade, Beira Mar (principal zona turística de Fortaleza)". "Atrativos" Outro trecho interessante desse segundo anúncio é a preocupação em ressaltar a segurança. "A vizinhança é tranquila. Na maioria, são familiares que residem há mais de 20 anos no local. A rua é calma", informa o proprietário que ainda disponibiliza 20 fotos do imóvel no site. Uma terceira oferta vai além. Desta vez, um apartamento também disponível somente durante o mês de junho de 2014, só que por R$ 40 mil. O anúncio destaca três aspectos: o tamanho, 220 metros quadrados; a distância, "a mil metros do Castelão e a 20 Km do Beach Park"; e o conforto, "TV a cabo, DVD, internet wireless, ar condicionado em todos os quartos, todo mobiliado, com ou sem diarista". Em uma quarta oportunidade para os futuros visitantes de Fortaleza, mais uma vez a proximidade do Estádio chama atenção no texto. "Você vê o Castelão da varanda da minha casa". A forma de pagamento também é explicitada. "O contrato será registrado em cartório sendo que o pagamento deverá ser efetuado da seguinte maneira: 50% no ato da assinatura do contrato e 50% quando o locatário receber as chaves do imóvel" . Dinheiro extra Apesar de constar o telefone de contato em todas as ofertas, só Charles Pinheiro, autor do primeiro anúncio, quis falar sobre o assunto com a reportagem. Ele diz que vai antecipar a locação para as Copa das Confederações, em 2013. "Vai ser uma chance de fazer um teste, além de ganhar um dinheiro extra". Tendência Para o presidente da Associação das Administradoras de Imóveis do Ceará (Aadic), Heron Ibiapina, a tendência é que os valores desse imóveis (locados por particulares por temporada) fiquem ainda mais elevados com a aproximação da Copa das Confederações e Copa do Mundo. No entanto, ele explica que o mercado imobiliário de Fortaleza, de uma forma geral, não deverá acompanhar esse aumento nos preços. "Acredito que esse fenômeno não deva influenciar o mercado como um todo. Geralmente, as locações das imobiliárias são de contratos de 30 meses, regidas pela Lei do Inquilinato. Nesse caso, são pessoas físicas alugando por temporada e por um período específico: o evento Copa do Mundo". Heron acrescenta que desconhece os imóveis citados pela reportagem para arriscar um comentário sobre o preço do aluguel cobrado para o Mundial. Destaques 20 quilômetros do Beach Park é o que informa uma das ofertas encontradas na rede. Além do parque aquático, distância para Castelão é enfatizada | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
31 de janeiro de 2012 |
| PECÉM E SUAPE | |
| Egídio Serpa - Pecém e Suape | |
| Além de um laminadora no Complexo do Pecém, no Ceará, a espanhola Añon anuncia que construirá uma fábrica de vergalhões e fios de aço no Complexo de Suape, em Pernambuco. Um grupo de executivos da Añon sobrevoou Pecém, sábado, 27. A Espanha está em crise. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
31 de janeiro de 2012 |
| PORTO DO PECÉM | |
| Egídio Serpa - Livre Mercado | |
| Até antes do mês de maio, o governador Cid Gomes pretende inaugurar o Bloco de Utilidades e Serviços do Porto do Pecém. Neste momento, a Ceará Portos, que administra o terminal, executa as obras de cobertura do edifício, que abrigará agências bancárias, repartições públicas estaduais e federais, como a dos Correios, além de restaurante, lanchonetes e banheiros. "Com esse bloco, resolveremos os mais antigos e chatos problemas enfrentados pelos operadores do Pecém", comentou uma fonte da Cearáportos. | |
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| O POVO |
31 de janeiro de 2012 |
| SUCESSÃO MUNICIPAL - 2012 | |
| PT - Pimentel pode ser opção se houver racha | |
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Possível eleição do senador criaria impasse para Cid. Entraria no lugar de Pimentel o suplente de senador Sérgio Novais, rival do governador
A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, deu sinais de qual deverá ser a estratégia do PT para pressionar o PSB, do governador Cid Gomes, a apoiar o candidato petista na sucessão municipal de 2012. Luizianne disse que, caso não haja acordo entre as siglas para a manutenção da atual aliança, o PT poderá lançar o senador José Pimentel na disputa pela Prefeitura. A situação criaria problema para Cid. Com a saída de Pimentel do Senado, em caso de vitória, entraria em sua vaga o suplente Sérgio Novais (PSB) – hoje, o mais incômodo adversário do governador. “Caso não consigamos a correlação de forças, a política de alianças que a gente quer, precisamos de uma candidatura forte eleitoralmente. Talvez seja aí que entre a candidatura do Pimentel”, declarou Luizianne, na noite de ontem, pouco antes de reunião da executiva estadual do PT. A prefeita disse que conversou com o senador na última sexta-feira e que Pimentel teria se colocado à disposição do partido. Com isso, Cid pode ter de pensar duas vezes antes de resolver negar apoio a um dos cinco petistas cotados para encabeçar a disputa pelo Paço Municipal. Luizianne, no entanto, não fez menção ao possível impasse e utilizou outra justificativa para a estratégia. “Ele (Pimentel) se dispõe a ser um nome que venha unificar o partido. (...) Temos aí cinco nomes, mas se você coloca um senador, é natural que o peso seja muito mais forte”, afirmou, sem citar Novais. Sem interferência Enquanto isso, o PSB prega cautela. Procurado pelo O POVO, o presidente municipal da sigla, Karlo Kardozo, disse que, enquanto o debate com o PT não for iniciado, não cabe ao PSB interferir. “Isso é de ordem interna deles. Ainda nem decidimos se vamos fechar aliança no primeiro turno com o PT. Ainda não tivemos nenhuma conversa com o PT sobre aliança”, disse. O POVO procurou o senador Pimentel para comentar o assunto, mas sua assessoria de imprensa informou que ele não dá entrevista sobre eleições. (Colaborou Lucinthya Gomes) | |
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| O ESTADO |
31 de janeiro de 2012 |
| QUALIDADE DA ÁGUA | |
| Qualidade da água de quase 90% dos recursos hídricos monitorados pela Semace é satisfatória | |
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Mais de 88% dos rios e afluentes monitorados pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) em 2011 tiveram suas águas consideradas satisfatórias. Esse dado é o resultado do Programa de Monitoramento dos Recursos Hídricos do Ceará, que consiste em atividades de acompanhamento sistemático da qualidade ambiental.
Para realizar esse trabalho, a Semace coletou amostras em quatro ocasiões durante o ano, sendo elas nos meses de fevereiro, maio, agosto e novembro. A periodicidade foi definida com a finalidade de ver como os recursos hídricos respondem em épocas distintas, como de chuva e estiagem. Ao todo, são 102 pontos de coletas, nas 11 bacias hidrográficas do Estado. Na oportunidade, são analisados parâmetros físico-químicos e biológicos dos corpos d’água selecionados. De acordo com a titular da Gerência de Análise e Monitoramento (Geamo) da Semace, Magda Kokay, esse trabalho serve para classificar nossos recursos hídricos de acordo com a sua qualidade. Afora isso, vislumbra, também, fomentar políticas públicas de controle e proteção ambiental, bem como recuperar as águas que sofrem com problemas de poluição e eutrofização. Os 11,82% que não atenderam aos padrões de qualidade estão localizados em áreas de grande adensamentos populacionais. A situação encontra-se mais crítica para os rios que cortam a cidade de Fortaleza, como Cocó, Ceará e Maranguapinho. Para o gestor ambiental da Semace, Lincoln Davi Mendes, isso ocorre, principalmente, pela presença de esgotos clandestinos, adensamento urbano e disposição inadequada de lixo às margens dos recursos hídricos. Metas Para 2012, a Semace pretende aumentar o número de pontos monitorados em atendimento à Agência Nacional de Águas (ANA). A ação visa colaborar com o Programa Nacional de Avaliação da Qualidade das Águas (PNQA), que objetiva ampliar o conhecimento sobre a qualidade das águas superficiais do Brasil, com foco nos recursos hídricos utilizados para abastecimento humano, bem como orientar a elaboração de políticas públicas sobre o assunto. Além disso, é de interesse da Semace identificar e quantificar as fontes de poluição hídrica nos diferentes mananciais, criando subsídios para uma análise de risco de eutrofização dos mesmos. | |
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| O POVO |
31 de janeiro de 2012 |
| DENGUE | |
| Casos de dengue diminuem 60% em um ano | |
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Na contramão do restante do País, o Tocantins enfrenta aumento das ocorrências da doença. O Distrito Federal está em situação de alerta. A região com maior risco é o Lago Sul
O número de casos de dengue diminuiu 60% neste mês no Brasil em relação a janeiro do ano passado. De acordo com o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho, houve 40 mil notificações no País em janeiro de 2011, enquanto no mesmo período deste ano, foram registrados 16 mil. Segundo Coelho, em dezembro, o programa repassou R$ 97 milhões a 1.150 municípios para intensificar ações de combate à doença. No início de março, será feita uma avaliação das ações adotadas com esses recursos. Diferentemente dos dados gerais do Brasil, o Estado do Tocantins, por exemplo, enfrenta um aumento das ocorrências da doença. Este mês, foram registrados 1.591 casos, contra 610 que ocorreram em janeiro de 2011. O encarregado de obras Rundiney Cantarim, de 41 anos de idade, contraiu a doença no ano passado. De acordo com ele, havia muitos focos de dengue no local onde fazia uma reforma. “Passaram antibióticos para a dor, mas não houve medicação”, contou. Cantarim acredita que o trabalho de agentes de saúde é importante para que locais como esse fiquem livres do mosquito Aedes aegypti, o transmissor da doença. O estudante Frederico Van Erven Cabala, 25, também sofreu com a doença. Ele foi infectado duas vezes em Itabuna, na Bahia. O município apresenta altos índices de infestação. “Peguei dengue duas vezes, na segunda vez foi pior, foi o tipo dois”, declarou. O estudante lembrou que, à época, em 2009, o município passava por um surto e ele preferiu ir para São Paulo se submeter ao tratamento, já que o hospital estava sem condições de atender todos. “Faziam exame de sangue para ver se era hemorrágica, davam soro e analgésico e mandavam para casa para repousar. Os hospitais estavam muito cheios”, revelou. A Secretaria da Saúde do Distrito Federal informou que Brasília e as cidades-satélites estão em situação de alerta, com índice de infestação predial de 1,8%, medido em janeiro. A região com maior risco de surto na capital federal é o Lago Sul, onde o índice de infestação predial é 6,6%. Pelos dados da secretaria, em 2011, foram confirmados 1.499 casos de dengue e três mortes no Distrito Federal. Em época de chuva, o ambiente fica propício ao aparecimento do mosquito causador da dengue. (das agências de notícias) ENTENDA A NOTÍCIA O governo federal ampliou o repasse de recursos para projetos de combate e prevenção da dengue. Receberão verbas 20% acima do previsto no Teto de Vigilância e Promoção à Saúde 1.159 municípios. Saiba mais No total, o governo Federal destinará R$ 92 milhões do Fundo Nacional de Saúde para 1.159 municípios e o Distrito Federal com vistas ao combate à doença. Os prefeitos, em contrapartida, ficam encarregados de aumentar a vigilância e a prevenção ao mosquito transmissor, melhorar as notificações e a estrutura de atendimento aos pacientes que apresentarem os sintomas O motivo do aumento de recursos é a preocupação do governo com a evolução dos casos de dengue no país durante o verão – período mais propício para a proliferação do mosquito transmissor. Os estados que mais têm municípios incluídos na lista dos que receberão recursos acima do teto são das regiões Nordeste e Sudeste, além do Pará. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
31 de janeiro de 2012 |
| DNOCS | |
| Diretor do Dnocs toma posse hoje | |
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O novo diretor-geral do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), Ramon Rodrigues, toma posse nesta terça-feira, 31, em solenidade marcada para as 9h30 na sede do órgão.
O cearense Ramon, substitui o potiguar Elias Fernandes Neto que deixou o cargo na última quinta-feira, após acusação de ter favorecido seu estado de origem em convênios do órgão. Sua saída foi anunciada por meio de nota oficial divulgada pelo Ministério da Integração Nacional. O ex-deputado pelo Rio Grande do Norte deixou o Dnocs depois de um ano na direção-geral do órgão. A crise foi motivada por reportagens que destacaram o relatório produzido pela Controladoria Geral da União (CGU), apontando suposto favorecimento a sua base eleitoral nos convênios para ações contra desastres naturais. De 47 projetos, o Estado teria recebido 37. A escolha de Ramon para responder interinamente pelo Dnocs teria sido fruto de uma articulação do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), com as bênçãos do Palácio do Planalto. Mas a disputa entre Ceará e Rio Grande do Norte pelo cargo continua. O líder peemedebista na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN) reafirmou ontem que o nome sairá do PMDB potiguar. O senador Eunício Oliveira, no entanto, estaria tentando manter Ramon no cargo usando do seu prestígio com a presidente e o desgaste de Henrique Alves, que peitou o Planalto para tentar manter Elias Fernandes à frente do Dnocs. | |
| TOPO | |
| O POVO |
31 de janeiro de 2012 |
| DNOCS | |
| Dnocs, uma visão histórica | |
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"As ações do Dnocs sempre se posicionaram, de modo adequado e científico, na perspectiva do desenvolvimento socioconômico do Nordeste "
Tenho orgulho de ter participado direta ou indiretamente da briosa e heroica história desse extraordinário organismo do Governo Federal denominado Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). A partir de 1958, quando ingressei no Dnocs passei a me interessar e admirar a corajosa trajetória desse grandioso organismo que tinha como finalidade principal buscar a água para prevenir ou, pelo menos, atenuar os efeitos calcinantes e catastróficos das secas no Nordeste. As ações do Dnocs, embora norteadas no sentido da construção de obras de engenharia, sempre se posicionaram, de modo adequado e científico, na perspectiva do desenvolvimento socioeconômico do Nordeste brasileiro. Causa-me grande admiração por todos aqueles dirigentes e funcionários que no início do século XX, deixando seus lares e familiares no Rio de Janeiro, sede do Dnocs, se aventuravam no inóspito e causticante sertão nordestino com o patriótico amor à causa do povo local, percorrendo longos, maus e incertos caminhos, sem estradas, portanto com grandes dificuldades de transporte, deixando naquela instituição federal normas indeléveis consideradas como padrões sociais de condutas morais e éticas que, ainda hoje, norteiam e servem de exemplo para os que trabalham naquela extraordinária instituição. Outro aspecto que merece grande admiração e respeito nos antigos dirigentes do Dnocs é que esse órgão iniciou suas ações na Região pautando suas atividades dentro dos princípios técnicos e científicos como se pode depreender da conferência pronunciada pelo seu então diretor geral e fundador, Miguel Arrojado Lisboa, pronunciada no dia 28 de agosto de 1913, no Clube de Engenharia do Rio de Janeiro: “Seca, no rigor léxico, significa estiagem, falta de umidade. Da chuva provém a água necessária à vida na terra. O problema das secas, assim encarado, seria simplesmente o problema da água, isto é, do seu suprimento. Mas a palavra “seca” referida a uma porção de território habitado pelo homem tem significação muito mais compreensiva. Com efeito, o fenômeno físico da escassez da chuva influi no homem pela alteração profunda que dela decorre para as condições econômicas da região que, por sua vez, se refletem na ordem social. Assim encarada, a seca é um fenômeno muito vasto, de natureza tanto física como econômica e social. O problema da seca é, portanto, um problema múltiplo. Verdadeiramente não há um problema, há problemas...” (Esta conferência, que aborda temas ainda hoje atuais, tem oito páginas datilografadas e consta nos Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro-Volume XXXV-1913). Cássio Borges borgescassio@hotmail.com Engenheiro civil | |
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| INVEST NE |
31 de janeiro de 2012 |
| SIMAGRAN | |
| Empresas do Ceará buscam parcerias na Vitória Stone Fair | |
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Evento será realizado entre os dias sete e dez de fevereiro, no Espírito Santo
Cerca de 400 expositores, sendo 110 internacionais, se preparam para apresentar no início do próximo mês as novidades no setor de rochas ornamentais. São granitos exóticos de empresas brasileiras, mármores portugueses e egípcios, insumos, máquinas pesadas e equipamentos para beneficiamento de última geração. Tudo isso acontecerá na Vitória Stone Fair 2012, considerada uma das principais feiras do segmento pela sua diversidade de produtos e uma das primeiras do calendário internacional. A 33ª edição será realizada entre os próximos dias sete e dez, no Pavilhão de Carapina, no Espírito Santo, em uma área de 32 mil metros quadrados e previsão de mais de 20 mil visitantes de 65 países e de estados brasileiros. Quarto maior exportador de rochas ornamentais, o Ceará estará presente por meio do Sindicato das Indústrias de Mármores e Granitos do Estado do Ceará (Simagran-CE), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-CE) e das empresas Granos e White Stone Granito, além da presença de empresários do setor que irão como visitantes da feira. Pelos dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), o Brasil exportou em 2011 um montante de US$ 999,6 milhões, registrando o valor mais alto nos últimos quatro anos. Com uma participação de 1,34% das vendas externas brasileiras, o estado do Ceará registrou um valor de US$ 13,4 milhões. Termômetro do mercado Com o mercado brasileiro fortalecido e com a previsão de crescimento, por conta dos investimentos para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016, a feira, que é conhecida mundialmente pela fartura na exposição de pedras ornamentais, exibirá a rica diversidade de granitos clássicos e exóticos brasileiros, mármores, ardósias e quartzitos. “A Vitória Stone Fair é o termômetro do mercado mundial de rochas ornamentais, sendo um espaço de apresentação de novos materiais, produtos, equipamentos e insumos, consolidando ainda mais o desenvolvimento e maturidade do setor. Estamos confiantes no aumento de visitantes”, destaca Cecília Milanez, da empresa organizadora do evento Milanez & Milaneze. O evento conta com o patrocínio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedes), da Prefeitura da Serra, dos Correios e do Governo Federal, com o apoio do Ministério das Relações Exteriores – Departamento de Promoção Comercial e Investimentos, Sistema Findes, Confederação Nacional das Indústrias e Prefeitura de Vitória. A companhia aérea parceira e a TAM e a aliança oficial é a Star Alliance. Mais informações: www.vitoriastonefair.com.br | |
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| O ESTADO |
31 de janeiro de 2012 |
| SINDUSCON | |
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Entrevista - Deodato Ramalho
Secretário Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano | |
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O conflito entre empreendedorismo e meio ambiente, mediado por um gestor público
Empreendedorismo e meio am-ente estão em constante conto. Conciliar os desejos indus-iais e empresariais mediante a preservação ambiental nem sempre é tarefa fácil. Em Fortaleza a situação não é diferente. A Capital cearense, conhecida mundialmente pelas suas belezas naturais, também sofre com ações empreendedoras que, muitas vezes, colocam a natureza em segundo plano em nome do desenvolvimento. Entretanto, apesar das dificuldades causadas por anos de abandono "público", o responsável por coordenar estas duas vertentes tenta realizar um trabalho que requer jogo de cintura, bom^senso e um pouco de paciência. Há cerca de dois anos e meio à frente da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Controle Urbano de Fortaleza (Semam), Deodato Ramalho recebeu a equipe do Jornal O Estado para falar de assuntos polémicos e expor o que Fortaleza está fazendo para entrar de vez na era da sus-tentabilidade. Por outro lado, de uma forma sincera, contou que este desafio não é fácil de ser realizado, pois bate de frente com a cultura social, o setor empresarial e justiça. Em alguns casos, até a sua reputação foi colocada em risco. Isso aconteceu no final do último mês de dezembro, quando foi ameaçado de prisão por tentar, simplesmente, fazer valer a lei. [O Estado Verde] No último dia 29 de dezembro o senhor foi levado à delegacia por embargar a construção de um edifício. O que realmente aconteceu? [Deodato Ramalho] A situação na qual estão envolvidos meio ambiente e empreendedorismo é de aparente conflito. Digo isso porque, infelizmente, os segmentos empresarial e ambientais, muitas vezes, estão impregnados de certa intolerância. Seja no marco do capitalismo ou do socialismo, nós vamos precisar de desenvolvimento económico e melhoria de vida das pessoas. Acredito que não é qualquer sistema político que vai determinar se uma sociedade é mais ou menos engajada com as questões ambientais. Neste caso específico, os fatos levados, pelo empreendedor ao juiz, não eram verdadeiros. O que foi que realmente aconteceu? O empreendimento que já tinha o alvará em 2007 e, pela lei do município, este alvará tem o prazo de validade de dois anos. Quando o in-teressado inicia a obra e não a conclui neste período ele pode pedir a renovação por um prazo de um ano. [O.E. V] A construtora fez isso? [D.R.] Acontece que ele pediu a renovação deste alvará, mas o prazo já estava esgotado. Eles informaram ao juiz que a Semam tinha engavetado o processo e não o tinha despachado. Para se ter uma ideia, este documento foi despachado, diferente do que foi afirmado ao juiz, e a renovação foi negada, em janeiro de 2011, porque não poderia mais ser prorrogada. No caso, eles deveriam ter dado entrada em um novo processo, de acordo com as novas regras do Plano Diretor. Na medida em que o cidadão, o empresário ou a pessoa física dá entrada em um projeto e este vem errado, eles mo podem, depois de um ou dois anos que o processo não saiu, dizerem que o problema foi do órgão ambiental. Isso porque, na maioria das vezes, não é verdade. Quando o projeto chega todo arrumado, ele sai em três ou quatro meses, o que consideramos um prazo razoável. No momento em que os órgãos devem se estruturar para otimizar serviços, os empresários também devem organizar e planejar suas ações. Em segundo lugar, a construtora alegou que entrou com o processo de outro empreendimento e que a Semam não dava encaminhamento. Isso é outra inverdade. Esse é ainda mais surreal porque o processo não existe na Semam. Nos nossos registros não consta à entrada deste processo. O que é uma coisa absurda. Neste segundo momento, inclusive com ameaça de prisão a mim, o alvará teve que sair assinado com área construída e do terreno constando “zero” metros quadrados. Se eu conto isso ninguém acredita. Não tínhamos o que fazer porque não tínhamos qualquer dado. O problema é que, infelizmente, ainda temos maus empresários acostumados com procedimentos do passado. [O.E.V.] E essa política mudou? [D.R.] Quando a prefeita Luizianne Lins assumiu em 2005, encontrou a cidade totalmente abandonada, do ponto de vista do controle urbano e das questões ambientais. Não existia absolutamente nada sobre isso. Hoje temos pouco efetivo, mas antes a situação era ainda pior. Em janeiro de 2005, Fortaleza possuía apenas 60 fiscais. E não estou dizendo apenas da Semam. Digo de toda estrutura da cidade. [O.E. V] Este episódio prejudicou o relacionamento da Semam com o Sinduscon? [D.R] Não. Desde o início sempre tive uma boa relação com o pessoal do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará), sempre tratando os negócios com muita clareza, sinceridade e transparência. Sempre colocando o dedo na ferida, reconhecendo que o órgão ambiental tem dificuldades, sobretudo no que diz respeito ao pouco contingente, mas também dizendo que os empresários devem melhorar os seus projetos. Quanto ao que aconteceu, não tive nenhum problema com o Sinduscon. Até porque, o fato de algum afiliado proceder de forma indevida, eu considero isso uma situação extremamente isolada. Aliás, das grandes empresas, não tenho conhecimento de ações errôneas. Às vezes, o comportamento isolado de um afiliado não pode contaminar ao demais. [O.E.V.] Atualmente, qual a estrutura de fiscais do órgão? [D.R.] Até dezembro de 2010, nós tínhamos sete fiscais. Hoje são 27 e, em breve, assumirão mais seis, somando 32 fiscais. Eles vão cobrir toda a cidade. O maior problema? É que às vezes têm empresários que contam a história pela metade. É verdade que temos dificuldade de gente, agora, é mais verdade ainda que quase 95% dos processos que dão entrada na Semam chegam em desacordo com as normas estabelecidas pelo órgão. Há uma necessidade, neste período de exame, de muitas “idas e vindas”. Entregamos muitas notificações para conserto daquilo que está incorreto. “Infelizmente, os segmentos empresariais e ambientais, muitas vezes, estão impregnados de certa intolerância.” [O.E.V.] A grande maioria da população, usando um termo bem cearense, diz que a cidade está “mal - amanhada”, ou seja, desarrumada, desorganizada. Até que ponto isso é verdade e como a Semam participa dos processos de transformação da Capital, inclusive no que diz respeito à acessibilidade? [D.R] Nessa questão que envolve calçadas e acesso, a Semam não tem responsabilidade. Isso é de competência das Secretarias Executivas Regionais, enquadrando-se na questão do Código de Postura Municipal. Entretanto, neste outro ponto, quando as pessoas têm o sentimento de uma cidade largada, elas devem se atentar de que existe um vício muito forte do discurso de dizer que a culpa é do poder público. Na verdade, acontece que vínhamos de uma situação total de abandono da cidade. É inadmissível, em uma cidade do tamanho de Fortaleza, termos, até dezembro de 2004, um cenário deste. A própria população podia fazer o que bem queria, existia qualquer fiscalização. Para se ter uma ideia, a Semam, na época, existia apenas no papel. Então, é evidente que temos essa dificuldade de formular tudo que está acontecendo de errado e recuperar o tempo perdido. Foram décadas em que a cidade estava jogada. Lembrando que muita gente boa passou pela prefeitura. Não estamos jogando a culpa no passado, mas, infelizmente, não se reconstrói costumes e culturas de uma hora para outra. [O.E.V] Outros grandes problemas da cidade são as poluições visual e sonora. Como a Semam está trabalhando isso? [D.R] Muitas vezes, encontramos situações em que as pessoas batem palma quando a fiscalização está acontecendo no seu vizinho. Quando a fiscalização bate na porta dele, ai a coisa muda. O problema é que, atualmente não podemos avançar em certas situações. Na questão poluição visual, demos um bom salto, tivemos muitas coisas para comemorar, mas, de uns oito meses para cá, ficamos de mãos amarradas porque existem decisões liminares proibindo a Semam de fazer qualquer coisa. O que tenho a dizer é que, hoje, a Semam está proibida de fazer cumprir a lei sob pena de o secretário ser ameaçado de ir novamente para a prisão. E a lei existe, é a número 8.221/98. Estamos em uma situação tão grave, neste sentido, existem empresas de Brasília, que por não poderem fazer este tipo de procedimento, estão vindo para Fortaleza. Sabem que aqui está podendo, por decisão judicial. Aí eu pergunto, onde fica a autonomia dos órgãos políticos-administrativos? No caso da poluição sonora é a mesma coisa. Por exemplo, existe um Buffet, no bairro das Seis Bocas, que estava funcionando sem autorização de utilização de equipamentos sonoros e que estava importunando as residências ao seu redor. Nós embargamos o local, mas, semana passada, recebemos uma liminar onde o juiz pediu que suspendêssemos o embargo e liberássemos o funcionamento. Quer dizer, estou proibido de fiscalizar o Buffet. Nessa hora, a população pensa que não estamos fazendo o nosso trabalho. [O.E.V.] Quer dizer que o Judiciário está atendendo àqueles que estão transgredindo a lei? [D.R] Essa é a questão. O sistema Judiciário está substituindo o legislador. O problema é que as regras legislativas não são, aleatoriamente, colocadas na cabeça de um vereador ou da prefeita. Elas são debatidas e discutidas com todos os segmentos da sociedade, movimentos ambientalistas e empresários, sendo, em seguida, votada na Câmara dos Vereadores. Se essas leis são boas ou ruins, então vamos fazer uma disputa para mudá-las. Mas façamos isso, através dos mecanismos estabelecidos no marco de um estado democrático de direito. Não me prece razoável, quando uma decisão substitui a lei. Uma coisa é interpretá-la, outra é substituí-la. Na verdade minha crítica é a esse sistema, meio perverso, que existe no Brasil, baseado na “judicialização e promotorização” do ato administrativo. Acontece que muitas pessoas, antes de procurar a Semam para resolver qualquer problema, elas se encaminham para outros órgãos. É o famoso jeitinho brasileiro. Mas isso está acabando. [O.E.V.] A Agenda 21 foi uma das principais diretrizes da Eco 92, como mecanismo de construção de cidades mais sustentáveis. Passados 20 anos, como está a Agenda 21 de Fortaleza? [D.R] Temos trabalhado intensamente nisso. Estamos avançados no trabalho de diagnóstico, inclusive com o desenvolvimento do Plano Diretor Arbóreo de Fortaleza, através da assessoria da UECE (Universidade Estadual do Ceará). Quanto ao gerenciamento de resíduos sólidos, que envolve tanto a Agenda como a Política Nacional de Resíduos Sólidos, estamos realizando o plano municipal. Estamos intensificando, duramente a fiscalização destes resíduos, particularmente da construção civil. Também estamos com muita coisa adiantada no que diz respeito coleta seletiva, inclusive negociando um projeto com o BNDS que terá um aporte de R$ 24 milhões e estamos inaugurando ainda outro galpão de triagem de resíduos, no bairro do Bom Sucesso. [O.E.V.] Como Fortaleza está se preparando para participar da Rio 20? [D.R] Estou extremamente animado. Fortaleza vai participar com várias ações, mas quero salientar, particularmente, duas delas. A primeira é o Vila do Mar, localizado no Pirambu, que é o maior aglomerado urbano da América Latina e que sempre foi visto como um problema social e uma área violenta. Não existia Beira Mar no Pirambu e o Vila do Mar resgatou isso. É um projeto de muito orgulho para nós. A segunda são as duas áreas de conservação ambiental da Sabiaguaba. Estamos fazendo um grande estudo que está sendo objeto de pesquisa de ambientalistas estrangeiros. [O.E. V] Deodato Ramalho está sendo um secretário emblemático? [D.R] Isso quem vai avaliar é a população. É claro que posso dizer que estou procurando desempenhar bem o meu papel. Acredito que temos um saldo positivo, mas dizer se sou emblemático ou não, acho que quem vai avaliar é a Cidade. Mas tenho tranquilidade em dizer que estou sendo coerente aos meus discursos. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
31 de janeiro de 2012 |
| EMPREGO | |
| Editorial - Emprego aquecido | |
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Os desequilíbrios econômicos provocados pela crise internacional não afetaram ainda os empregos no Brasil. As estatísticas do Ministério do Trabalho indicam a criação de 1,9 milhão de vagas com carteira assinada, durante o exercício de 2011. A previsão era de um número maior, mas a queda no ritmo de oferta de trabalho, no último semestre, alterou a meta. Ainda assim, no País, a taxa registrada é a segunda maior da série histórica iniciada em 1992, com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.
Quando as economias mais prósperas do mundo enfrentam os desafios da recessão econômica, desde 2008, o País vem conseguindo manter sua estrutura econômica aquecida. Os reflexos negativos importados dão sinais de sua presença na conjuntura econômica, mas sem maiores danos por enquanto. A oferta de postos de trabalho é essencial para aquecer o mercado interno. Preservar seu ritmo significa manter os negócios em ascensão. O Brasil seguiu essa linha a partir de 2003, quando surgiram 800 mil novas oportunidades; 1,7 milhão em 2004; 1,5 milhão em 2005; 1,5 milhão em 2006; 1,9 milhão em 2007; 1,7 milhão em 2008; 1,3 milhão em 2009; e 2,5 milhões em 2010. A previsão inicial para 2011 era de 3 milhões de empregos, interrompida pelo recuo na produção industrial, por fatores sazonais, como a entressafra agrícola e o esgotamento da bolha de consumo, gerando o fechamento de 654 mil postos. Um ganho positivo sobre as ofertas de vagas foi exatamente o vínculo empregatício oferecido pela iniciativa privada. A taxa de desemprego no ano passado manteve-se em patamar nunca alcançado: 6%. Em comparação com os maiores mercados do mundo, ela é considerada razoável, pois, na Zona do Euro, chegou a 10,3%; na Itália, 7,65%; na Rússia, 6,1%; no Chile, 7,2%; nos Estados Unidos da América, 8,3%; na Argentina, 7,2%; na Alemanha, 5,6%; na China, 4,1%; e no Japão, 4,3%. Mesmo com o razoável desempenho, em 2011, o País não foi capaz, ainda, de alcançar o pleno emprego, meta desejada por qualquer governo. Embora a população ocupada tenha alcançado 22,7 milhões de trabalhadores, os desempregados somaram quase 166 mil. Além desse contingente, havia o subemprego e os trabalhadores ocupados, mas sem a proteção da carteira de trabalho assinada. Esse panorama otimista no campo do trabalho está exercendo poder de atração de estrangeiros interessados no mercado nacional de empregos. Eles enxergam mais oportunidades com os jogos da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, além da exploração do pré-sal, tudo isso, sem as crises vividas atualmente por seus países. Essas perspectivas de ganhos estão atraindo, também, as empresas multinacionais de recrutamento, cujos endereços eletrônicos registram a mão de obra disponível. Durante o ano passado, 80 mil estrangeiros cadastraram seus currículos interessados numa vaga aqui. Existem 300 clientes brasileiros dessas empresas de recrutamento interessados em contratações, enquanto a procura por oportunidades já é manifestada por 400 mil candidatos. A preferência inicial tem sido dada aos profissionais altamente qualificados em áreas específicas como serviços geofísicos, geodésicos, petróleo e gás. Esses trabalhadores procedem da América do Norte e da Europa, principalmente. A carência brasileira nas áreas de engenharia terá nessas ofertas de mão de obra externa um caminho para a sua solução. É apenas questão de tempo. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
31 de janeiro de 2012 |
| SALÁRIO DOS BRASILEIROS | |
| 92% planejam dar aumento | |
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São Paulo. O International Business Report (IBR) 2012 da Grant Thornton apontou que 92% dos empresários brasileiros pretendem aumentar o salário dos seus colaboradores nos próximos 12 meses, um aumento de 18 pontos porcentuais na comparação com o terceiro trimestre.
O percentual ficou bem acima da média global, que foi de 66%. A pesquisa engloba mais de 11.500 mil empresas privadas em 40 países. Foram entrevistados CEOs, diretores, presidentes e outros executivos seniores, levando em conta os cargos mais relevantes para cada país. Argentina lidera Entre os países que mais pretendem elevar a remuneração de seus funcionários estão Argentina (100%), México (98%), Suécia (95%), Brasil (92%), Bélgica (90%), Canadá (88%), Índia (87%) e Austrália (85%). Entre os mais pessimistas com relação à remuneração estão Grécia (4%) e Japão (24%), ambos apresentando queda de 16 p.p e 9 p.p em relação ao último trimestre. Dos donos e diretores entrevistados no Brasil que pretendem elevar os salários, 40% disseram que o aumento deve ser acima da inflação, 10 pontos a mais do que no último trimestre. Os empresariados da Tailândia (78%) e do Peru (52%) são os que mais esperam aumentar os salários acima da taxa de inflação. América Latina Regionalmente, a América Latina e os países nórdicos (93% e 86%, respectivamente) apresentam o maior percentual de empresários que devem elevar os salários nos próximos 12 meses. Em seguida aparecem a América do Norte (77%) e países do G7 (Alemanha, França, Itália, Reino Unido, EUA, Canadá e Japão), com 61%. | |
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| O POVO |
31 de janeiro de 2012 |
| IPTU | |
| Contribuinte tem até oito de março para questionar valor do IPTU | |
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Problemas com valores referentes ao pagamento do imposto devem ser questionados na sede da Secretaria de Finanças (Sefin). Após o prazo, contribuinte não terá direito a contestar valores lançados nos boletos
O contribuinte Renato Rocha recebeu o boleto do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e descobriu que o condomínio onde mora possui uma piscina que ele nunca viu. O erro não vem de agora. Segundo ele, em 2011 a Secretaria de Finanças de Fortaleza (Sefin) passou a cobrar R$ 115 a mais dos 40 apartamentos do edifício Vila D’Sintra, no Meireles, por um equipamento que não existe. “Esse edifício foi inaugurado em 2003 pela construtora Placic, sem existência de piscina. Em 2011, recebi uma cobrança referente ao IPTU em que constatava esse equipamento no prédio. Fui à Sefin onde reclamei sobre a cobrança indevida. No mesmo instante foi aberto um processo e enviado um fiscal para a confirmação da não existência da piscina. Para a minha surpresa, recebi o IPTU deste ano e lá estava a cobrança. Fui novamente à Sefin. Após aguardar 4h para ser atendido, o auditor exigiu que fosse aberto um outro processo e que aguardasse a resposta. E agora?”, queixa-se. A síndica do edifício, Lúcia de Fátima Medeiros, diz que na avaliação aérea, a piscina de uma residência atrás do condomínio foi o que gerou a confusão. “O fiscal veio aqui há seis meses. Como não acompanhei o processo, achando que estava resolvido, recebi a cobrança referente a quatro processos que havia aberto. Na Sefin, o responsável corrigiu o erro, mas disse que não poderia fazer dos outros 36 apartamentos naquele momento porque ele não tinha tempo”, admira-se. O gerente da célula de gestão do IPTU, Cristiano Cabral, diz que o prazo para este tipo de reclamação vai só até 08 de março. Para isso, o contribuinte que constatar o lançamento indevido da cobrança deve se dirigir à sede da Sefin (Rua General Bezerril, 755) mas entrando pela Rua do Rosário. “Lá, ele deve protocolar a reclamação para fazermos as devidas verificações. No caso de deferimento (quando comprovado que o contribuinte tem razão) será emitido um novo boleto, inclusive com desconto para pagamento em cota única, caso ele esteja adimplente”, avisa. No caso de condomínio, Cabral sugere que todas as unidades entrem no mesmo processo, bastando que apenas um condômino protocole a reclamação. Os demais assinam conjuntamente pelos seus imóveis, anexando cópia do RG, CPF, comprovante de residência e o boleto do IPTU (ou um documento de propriedade, como a matrícula do imóvel) em nome do proprietário. “Em no máximo 30 dias estaremos enviando um fiscal”. Para quem já pagou, Cabral diz que a restituição ou compensação no IPTU do ano seguinte devem ser requeridas na Sefin, no mesmo local onde foi protocolada a reclamação. “A compensação não é automática, daí a necessidade de requerer. A rigor, quem discorda não deveria pagar o imposto, pois pagando estaria concordando com o valor notificado”, afirma. Reclamações protocoladas após 8/3 não serão mais aceitas. Com isso, o contribuinte perde o direito de questionar o valor do IPTU. Dúvidas podem ser tiradas no Plantão Fiscal: (85)3105-1211. Lançamento Até o exercício de 2010 o item “piscina” não constava no boleto do IPTU. Em 2011, a Sefin iniciou um recadastramento das piscinas nas edificações. “A Prefeitura de Fortaleza contratou em 2010, por meio de licitação internacional, uma empresa que fez fotografias aéreas de todo o município. Nós identificamos a existência de 10.073 piscinas para as quais não havia cadastro”, lembra Cabral. O levantamento ocorreu de agosto de 2010 a dezembro de 2011. “E nós fizemos constar na notificação anual do IPTU em janeiro”. IPVA Hoje é o último dia para os proprietários de veículos pagarem a cota única do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) com desconto de 5%. A partir de 1º de março, a Secretaria da Fazenda já disponibiliza em seu site o boleto do parcelamento que vence dia 16 de fevereiro. O quê ENTENDA A NOTÍCIA Com a chegada dos boletos do IPTU às residências, alguns imóveis estão sendo cobrados pela existência de piscinas que não existem. Proprietários reclamam que, na Sefin, demora e descaso levam muitos a não questionar valores. Sugestão do leitor Esta matéria foi sugerida pelo leitor Renato Rocha Para enviar sua sugestão de matéria 3307 8884 vocefazopovo@opovo.com.br | |
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