Fortaleza, CE - domingo, 06 de junho de 2010

AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- Original da planta
- Fiec recruta: Analista de Informática
- Chics - Premiação
- Negócios & Mercado - Orlando Siqueira é candidato à Fiec
- I Fórum de Deficiência e Acessibilidade
- I Fórum de Deficiência e Acessibilidade
- I Fórum de Deficiência e Acessibilidade
- Economia ecológica e lucrativa
- Medalha do Mérito Industrial
- Medalha do Mérito Industrial
- Cláudio Cabral - Juventude nos 60 (I e ll)
- Pecnordeste 2010

SESI
- Sesi recruta: Professor(a) Nível Superior
- Sesi recruta: Coordenador / Bibliotecário

SENAI
- Senai recruta: Instrutor Educacional
- Cursos - Senai
- Cursos - Senai - CETAFR
- Cursos - SENAI - WDS
- Setor têxtil abre 100 vagas de trabalho por dia
- Mão-de-obra emperra setor têxtil no Ceará
- Pop curso - SENAI – WDS
- Investimento em matrizes energéticas

IEL
- Estágios - IEL
- Pop estágio - IEL/CE

ADMINISTRAÇÃO FEDERAL
- Após o pré-sal

AGRICULTURA
- Agrotóxicos? Embrapa neles!

BANCOS
- Risco ambiental é novo critério do BNDES

CURSOS
- Cursos - SENAI - CFP AUA

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO - CEARÁ
- As armadilhas para o futuro do Ceará
- O risco da aposta em grandes obras

POLÍTICA
- Painel - Cartas na mesa
- Painel - Feridas
- Ceará: o único estado sem competição

TRIBUTAÇÃO
- Editorial: Generosidades dos Refis aumentam a cada ano
- Edilmar Norões - Política fiscal


DIÁRIO DO NORDESTE

06 de junho de 2010

 
FIRESO - ÍNDIOS
Original da planta
Casa pequena e jardim grande. É a natureza falando mais alto na vida de Luzia da Silva Moraes, 47 anos, Tapeba que tem o artesanato como única fonte de renda. Suas criações são todas exclusivas, não seguindo modelos. A única ferramenta é a agulha, utilizada na perfuração das sementes, ainda verdes, para, depois de secas, montar as peças. Faz colares, brincos, pulseiras e até vestimentas.

Quando nasceu, no dia 5 de agosto de 1962, na Lagoa dos Tapeba II, em Caucaia, passou pouco tempo com a família biológica. Foi morar com os pais adotivos, Irene Ferreira da Silva e Luís Ferreira da Silva, no município cearense de Russas. Com 13, já estava casada e, aos 15, teve o primeiro filho. Depois, vieram mais três, todos homens. Solteira e com quatro meninos, Luzia volta para Caucaia, reencontrando-se, assim, com as origens indígenas.

Na época, conheceu João Morais da Silva, com quem se casou e teve mais duas filhas. A união não durou muito e, já separada, Luzia passou a trabalhar numa creche em Fortaleza. Acabou engravidando, dessa vez, de um relacionamento com o filho da patroa. A menina nasceu há 13 anos, com deficiência visual, descoberta aos seis meses de vida. Sem condições financeiras de garantir o sustento da criança, Luzia abriu mão da guarda para a avó paterna.

"Tenho contato com ela. Quando posso, vou visitá-la em Fortaleza", afirma, ressentindo-se da situação. Rapidamente, busca um velho álbum para mostrar a fotografia de Iasmim e dos outros filhos.

Ao longo dos anos, enfrentou vários problemas, dentre eles, a dependência do álcool, do cigarro e também a depressão. "Já bebi muita cachaça, água de Jurema e fumei pé-duro", recorda. Em tratamento no Centro de Atenção Psicossocial de Caucaia, conseguiu passar três anos de abstinência. Infelizmente, teve a recaída pelo cigarro, porém continua na luta solitária contra a bebida, pois parou de frequentar o Caps por desânimo. "É muito difícil de resistir, todo dia tenho vontade de beber uma", confessa.

Apesar das inúmeras dificuldades, Luzia mora em casa própria, adquirida há 20 anos com a ajuda da mãe. A morada, localizada no Jardim do Amor, em Caucaia, era de taipa. Agora é de alvenaria, com quarto- sala e cozinha. O primeiro ambiente tem cama de casal, televisão pequena e várias biojoias penduradas numa corda. Para Luzia, o imóvel está de bom tamanho, pois vive sozinha, cercada apenas de plantas e flores.

O trabalho com artesanato entrou na sua vida há 15 anos, meio por acaso e também necessidade. Deitada em uma rede, passou a observar uma cabaça e logo fez o primeiro experimento artesanal.

Somente, mais tarde, começou a utilizar as sementes, dentre elas, linhaça, jiriquiti, mulungu e flamboiã. As peças podem ser adquiridas na Loja de Artes Indígenas Toré-Torém, localizada junto à Ceart, em Fortaleza, ou mesmo em feiras e eventos étnicos.

Rede

Na sombra de uma das árvores do jardim, Luzia acomoda-se numa rede de dormir e passa horas a fio produzindo artesanato. Envolve-se tanto que, certa vez, engoliu parte de uma agulha quebrada na boca enquanto perfurava as sementes. Lembra ter ficado magrinha. Procurou o médico, tomou remédios e passou a frequentar uma igreja evangélica, tudo na esperança de encontrar a cura. Hoje, está bem, mas a única crença é em Deus.

Artesanato natural nas aldeias Tapeba

Tal mãe, tal filha. O trabalho feito à mão com fibras naturais uniu mais ainda a Tapeba Claudete Bento de Matos, 44 anos, e sua filha caçula, Thalya, 12. Elas integram o grupo de artesanato do Conselho de Desenvolvimento Comunitário Jardim da Natureza, em Caucaia. Jogos americanos, sousplats, caixas e vestimentas indígenas estão entre as peças produzidas.

A especialidade de Thalya são as canetas, revestidas com tucum e buriti. "Aprendi com sete anos. Gosto muito de enfeitá-las com penas e sementes", fala a aluna do 6º ano do Instituto Batista Maria Carmélia Barros, em Caucaia. Tímida, porém simpática, suas declarações se resumiram a essa frase. Ao contrário da mãe, que não para de falar sobre a própria trajetória e a do grupo.

Criada na aldeia da Lagoa dos Tapeba II, Claudete trabalha desde os oito anos, quando foi ser empregada doméstica no Rio de Janeiro. "A família era muito boa comigo, mas não me deu oportunidades de estudar. Só consegui cursar até a 7ª série depois de adulta. Fiquei lá até os 18 anos, quando casei com um filho de português e voltei para minha terra".

Do relacionamento, nasceram três filhos. Depois de separada, Claudete teve mais dois de outro companheiro, que prefere chamar namorado: "Não quero mais viver com ninguém no mesmo teto. Já conquistei minha independência. Meu primeiro marido foi embora para Portugal e não ajuda financeiramente com os filhos".

Além da coordenação do grupo de artesanato, a Tapeba é cabeleireira e possui salão de beleza na casa onde mora, no bairro de Capuan. "Saí da aldeia para facilitar minha vida, pois tinha de andar mais de uma hora a pé para pegar o transporte, contudo nunca me desliguei da luta pelas causas indígenas". Para completar o orçamento, faz bolos confeitados e ovos de chocolate, na época da Páscoa.

No entanto, é no artesanato que mais se realiza. "Recebo encomendas, risco, corto, faço os jogos americanos e bordo as peças com o ´V´ de vitória nas cores vermelha e preta. A importância deste ofício com fibras naturais é porque ele resgata a nossa cultura Tapeba".

FRAGMENTOS Resgate das tradições

O CONSELHO de Desenvolvimento Comunitário Jardim da Natureza atua em quatro aldeias Tapeba em Caucaia: Lagoa dos Tapeba I, Lagoa dos Tapeba II, Jardim do Amor e Tapeba do Trilho. Além de lutar pelos direitos indígenas e melhorias de qualidade de vida para a comunidade, a entidade aposta no artesanato como forma de aumentar a renda das mulheres locais. No início, em 2005, 18 delas participavam das atividades. No entanto, somente oito permanecem. O carro-chefe são as peças com fibras naturais. "Infelizmente, não conseguimos estimular as artesãs, porque o retorno financeiro ainda não é o esperado. Não dá para viver do ofício", diz Claudete Bento de Matos, vice-presidente do Conselho. Segundo ela, a produção é destinada, principalmente, à Loja de Artes Indígenas Toré-Torém, no prédio da Ceart, em Fortaleza. Também recebem encomendas. No ano passado, criaram para o Festival Ibero-americano de Cinema (Cine Ceará), 200 pastas de buriti, com alça de bambu, além de canetas com fibra natural e decoradas com penas e sem
entes.

Uma cultura que aprendeu a resistir
Maria Amélia Leite – Missionária indígena

Um sonho de liberdade e de autoafirmação étnica indígena se alimenta das manifestações culturais tradicionais, inscrições rupestres em pedras, cavernas, sítios arqueológicos - lugares sagrados, nossas conhecidas em inúmeros municípios no Ceará. A espiritualidade - os Encantados, as danças do Torém, do Toré, ao som do maracá, a bebida sagrada - o mocororó, celebram a vida nos rituais. Nada se separa das lutas pela terra e da preservação dos manguezais, da mãe natureza.

A gastronomia, o artesanato, as tradições, incluindo as "redes de travessa" em tear, são passadas de mães e avós para filhas e netas; nas curas das crianças colocam nos seus pulsos ou no seu pescoço, pequenos ossos, sementes, búzios, aos quais atribuem virtudes medicinais.

Nas pinturas, dão-se a novos aprendizados para além do próprio corpo: utilizavam o papel, agora a tela," Instituto Fiec de Ação e Responsabilidade/Social (Fireso) e Senai, uma grande variedade através da sua cosmovisão, tais como: peixes, aves, onças, veados, cobras, plantas, a vida, pinturas que correspondem a situações nas quais os próprios indígenas se consideram inseridos.

A pintura, a arte gráfica e os ornamentos do corpo passaram a ser considerados material visual que identifica a etnia da pessoa seja na arte rupestre, no corpo do indígena, em objetos utilitários e rituais, nas casas, na areia, no papel. O aspecto lúdico e pessoal se revela quando desejam e sentem inspiração.

Entre as mulheres Tremembé, com quem partilhei a vida durante quase dez anos, a partir de 1986, não foi fácil a comercialização do artesanato. Não acreditavam que alguém pudesse comprar a sua produção na cidade. Vieram a Fortaleza para conhecer os diversos locais onde eram vendidos artesanatos, os mais variados, inclusive dos hippies ao redor do Theatro José de Alencar. Andaram também na Avenida Beira-Mar.

Durante anos, organizavam-se com a arte de tecer o algodão, na Mata, em Itarema. Faziam tudo junto. Até a comercialização e o resultado das vendas eram repartidos igual para todas. Celebravam a Festa da Rainha do Algodão, com a indumentária, o cocar, um manto lindo da rainha e das princesas, as jovens e as crianças, tudo com o algodão. As danças e cantos criados por elas mesmas.

No Ceará, viviam 42 povos indígenas. Atualmente, são 17, em 21 municípios. Já são aproximadamente 30 mil indígenas enfrentando perseguições, ameaças de morte, criminalização e racismo. Isso vem de longe. A exemplo, um decreto do presidente da Assembleia Legislativa Provincial, maio de 1863, determinou a extinção dos aldeamentos indígenas no Ceará, visando declarar as terras indígenas desabitadas. Isso ocorreu em todo o Nordeste brasileiro.

Os povos indígenas souberam resistir e se proteger ao longo da História. Foram encorajados por setores importantes da Sociedade e da Igreja: nos anos 1960/1970. A identidade étnica indígena, em defesa de suas pró prias vidas, agora brada aos quatro cantos pelo que há de mais sagrado: a regularização dos seus territórios como condição de reprodução cultural e evolução de sua humanidade. São povos que habitavam essas terras e estão decididos a continuar como indígenas.
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DIÁRIO DO NORDESTE

06 de junho de 2010

 
SELEÇÃO - RECURSOS HUMANOS
Fiec recruta: Analista de Informática
Fiec recruta: Analista de Informática

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O POVO

06 de junho de 2010

 
PRÊMIO GANDHI DE COMUNICAÇÃO
Chics - Premiação
Por Lázaro Medeiros

A Agência da Boa Notícia fez a entrega do Prêmio Gandhi de Comunicação no Auditório Waldir Diogo, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), por ocasião de seu workshop Comunicação e a Notícia da Vida!
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DIÁRIO DO NORDESTE

06 de junho de 2010

 
ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA
Negócios & Mercado - Orlando Siqueira é candidato à Fiec
Por João Ferreira

Surge o primeiro nome à sucessão de Roberto Macêdo na Fiec (Federação das Indústrias do Ceará). Trata-se do industrial Orlando Carneiro de Siqueira, titular da OCS Minerais e Empreendimentos que, sem pedir reservas, anuncia sua candidatura, com a proposta de implementar um conjunto de ações para modernizar a estrutura administrativa da Federação, como forma de fortalecer a participação dos sindicatos nas suas decisões. Conforme o pré-candidato, a sua postulação vem ganhando vários adeptos, em razão da consistência do projeto. As eleições da entidade vão acontecer em agosto próximo.

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O POVO

06 de junho de 2010

 
FÓRUM DE DEFICIÊNCIA E ACESSIBILIDADE
I Fórum de Deficiência e Acessibilidade
I Fórum de Deficiência e Acessibilidade

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O POVO

06 de junho de 2010

 
FÓRUM DE DEFICIÊNCIA E ACESSIBILIDADE
I Fórum de Deficiência e Acessibilidade
I Fórum de Deficiência e Acessibilidade

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O POVO

06 de junho de 2010

 
FÓRUM DE DEFICIÊNCIA E ACESSIBILIDADE
I Fórum de Deficiência e Acessibilidade
I Fórum de Deficiência e Acessibilidade

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O POVO

06 de junho de 2010

 
INVESTIMENTOS EM SUSTENTABILIDADE
Economia ecológica e lucrativa
Diversos setores da economia estão percebendo que investimentos em sustentabilidade dão resultados financeiros. Os bancos de desenvolvimento, por exemplo, cobram os aspectos ambientais como critério para os empréstimos

O planeta precisa amenizar os efeitos de sua degradação. No âmbito econômico, a busca pela lucratividade sem o tratamento adequado às questões do meio ambiente já não são aceitas. A economia ecológica, no entanto, torna-se mais do que modismo e hoje é uma realidade que gera lucros. Com regras ambientais mais rígidas e novas tecnologias disponíveis, setores econômicos assumem o trabalho de implantação da “produção limpa” e conseguem retorno financeiro.

“As empresas cearenses tem avançado muito nas questões ambientais, principalmente as maiores, que ‘importam’ certos conceitos. Mas ainda há muito a ser feito”, alerta o geógrafo Antonio Renato Lima Aragão, gerente do Núcleo de Meio Ambiente (Numa) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).

A adequação das empresas aos novos tempos exige esforço financeiro e de postura. Por isso, é necessário um exercício de sensibilização, além da intervenção nas atividades produtivas.

“A implantação da produção mais limpa (P+L), que num primeiro momento requer certo investimento do industrial, proporciona um retorno que não demora a aparecer”, garante Aragão. Ele cita a dificuldade em sensibilizar os empresários. Entretanto, quem partiu na frente já sente os resultados.

O setor de cerâmicas no Ceará é um dos que se engaja na proposta de P+L. A atividade libera, principalmente, CO2 em suas chaminés, gás tóxico e que causa o efeito estufa na atmosfera. Mas outros segmentos, como o têxtil, de tintas e de águas engarrafada, também já aderiram às práticas em prol do meio ambiente. O gerente do Numa cita a Rigesa do Nordeste, Vicunha, Esmaltec, Santana Textilis, Gerdau Cearense, Cerâmica Torres, Hidracor e a Água Mineral Límpida, etc.

“As pessoas já estão mais conscientes nessas questões, em especial às vantagens do crédito de carbono. No entanto, o processo é extremamente burocrático, longo e caro para o interessado. Além disso, há pouco incentivo público e uma falta de conscientização da população em geral”, critica.

Desenvolvimento
Aliar sustentabilidade e desenvolvimento é um desafio também para a relação das empresas com o poder público. “É perfeitamente possível aliar o crescimento econômico com a preservação ambiental e a justiça social”, comenta o coordenador de Políticas Ambientais da Secretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano de Fortaleza (Semam), Rafael Tomyama.

Para ele, o que não pode haver é o desenvolvimento a qualquer custo. “Temos que pensar nossa cidade em termos de uma visão de futuro, uma compreensão do que nós queremos para nossa vida”, defende.


DICIONÁRIO

SUSTENTABILIDADE No âmbito econômico, refere-se ao crescimento produtivo, mantendo-se em bases consideradas estáveis e seguras para o meio ambiente. Conhecido também como desenvolvimento sustentável.

CRÉDITO DE CARBONO Troca de redução de emissão de gases poluentes na atmosfera por crédito no mercado. Os preços variam no mercado e são, geralmente, cotados em dólar.

EFEITO ESTUFA Fenômeno que ocorre quando parte da radiação solar refletida pela superfície de terra é retida por gases lançados na atmosfera, o que retém o calor e forma uma estufa. O processo é necessário, mas a intensificação desestabiliza o clima e provoca o fenômeno conhecido como aquecimento global.

Ecoturismo tem R$ 120 mi

O Ceará vai receber um investimento de US$ 78 milhões (cerca de R$ 140,4 milhões) para preservação ambiental, no intuito de ampliar a utilização dos atrativos naturais do Estado para o turismo ecológico, informou o secretário do Turismo, Bismarck Maia.


De US$ 250 milhões contratados junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), 18% serão aplicados em ações de preservação do meio ambiente. De US$ 150 milhões captados junto à Corporação de Fomento Andino (CAF), 22% são para projetos ecológicos.“Antes, só vendíamos os atrativos naturais do Ceará, esqueceu-se de preservar nossas dunas, praias, lagoas e mananciais. Tudo isso era atrativo de contemplação, mas nunca se pensou em preservar”, afirmou secretário. (AJ)
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O POVO

06 de junho de 2010

 
MEDALHA DO MÉRITO INDUSTRIAL
Medalha do Mérito Industrial
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O POVO

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MEDALHA DO MÉRITO INDUSTRIAL
Medalha do Mérito Industrial
Medalha do Mérito Industrial

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DIÁRIO DO NORDESTE

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MEDALHA DO MÉRITO INDUSTRIAL
Cláudio Cabral - Juventude nos 60 (I e ll)
Cláudio Cabral - Juventude nos 60 (I e ll)

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DIÁRIO DO NORDESTE

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PECNORDESTE 2010
Pecnordeste 2010
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DIÁRIO DO NORDESTE

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SELEÇÃO - RECURSOS HUMANOS
Sesi recruta: Professor(a) Nível Superior
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SELEÇÃO - RECURSOS HUMANOS
Sesi recruta: Coordenador / Bibliotecário
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SELEÇÃO - RECURSOS HUMANOS
Senai recruta: Instrutor Educacional
Senai recruta: Instrutor Educacional

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CURSOS
Cursos - Senai
Cursos - Senai

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DIÁRIO DO NORDESTE

06 de junho de 2010

 
CURSOS
Cursos - Senai - CETAFR
Av. do Contorno, 1395,
Distrito Industrial - Maracanaú
Tel.: (85) 3421-5005

Pneumática
Período: 28/06 a 09/07/2010
Investimento: R$ 105,00
Informações: é requisito ao candidato ter, no mínimo, 16 anos e possuir Ensino Fundamental completo. Turma das 13h às 17h; a carga é de 40 horas / aula.

Eletropneumática
Período: 21/06 a 29/06/2010
Investimento: R$ 105,00
Informações: candidato deve possuir, no mínimo, 16 anos, Ensino Fundamental completo e curso de Pneumática. Aos interessados, turma das 8h às 12h; a carga é de 30 horas / aula.

Eletrohidráulica
Período: 21/06 a 02/07/2010
Investimento: R$ 105,00
Informações: candidato deve possuir, no mínimo, 16 anos, Ensino Fundamental completo e curso de Hidráulica. Aos interessados, turma disponível das 18h às 21h.

Lubrificação Industrial
Período: 07/06 a 11/06/2010
Investimento: R$ 115,00
Informações: candidato deve possuir, no mínimo, 16 anos e Ensino Fundamental completo. Turma das 13h às 17h; a carga é de 21 horas / aula.

Operações administrativas
Período: 07/06 a 12/07/2010
Investimento: R$ 250,00
Informações: candidato deve possuir, no mínimo, 16 anos e Ensino Fundamental completo. Turma das 18h às 21h.
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DIÁRIO DO NORDESTE

06 de junho de 2010

 
CURSOS
Cursos - SENAI - WDS
Av Fco. Sá, 7221, Barra do Ceara
Tel.: (85) 3421-5500
www.senai-ce.org.br

Ar-condicionado automotivo
Período: 07/06 a 16/06/2010
Investimento: 10x R$ 19,50
Informações: turma das 13h30 às 17h10; a carga é de 32 horas / aula.

Mecânica de motor a álcool e gasolina
Período: 21/06 a 13/08/2010
Investimento: 10x R$ 76,00
Informações: turma das 13h30 às 17h10.

Eletricista de instalações industriais
Período: 14/06 a 06/08/2010
Investimento: 10x R$ 69,50
Informações: turma das 13h30 às 17h10.

Operador de guindauto
Período: 14/06 a 21/06/2010
Investimento: 10x R$ 39,00
Informações: turma das 8h às 11h40 ou da 13h30 às 17h10.
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DIÁRIO DO NORDESTE

06 de junho de 2010

 
SINDITÊXTIL
Setor têxtil abre 100 vagas de trabalho por dia
Sobram oportunidades de emprego qualificado no Estado

Apesar de ter o sexto maior polo produtor de têxtil e de confecção do Brasil, o Ceará não consegue atrair os jovens para trabalhar no setor. Dados do Sine-IDT apontam que estão disponíveis, diariamente, mais de 100 oportunidades para o setor que responde por 16% no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Um exemplo marca o desinteresse pela função de costureira industrial. O Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Ceará (Sinditêxtil-CE) deu curso de capacitação para 500 mulheres, com garantia de contratação imediata. Nenhuma das alunas aceitou causa da carteira assine boa parte alegou que perderiam o benefício do Bolsa Família.
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DIÁRIO DO NORDESTE

06 de junho de 2010

 
SINDITÊXTIL
Mão-de-obra emperra setor têxtil no Ceará
Uma ocupação que já não seduz mais as jovens é fundamental para o desenvolvimento da confecção cearense

Sexto maior polo produtor de têxtil e de confecção do Brasil, o Ceará enfrenta o desafio de conseguir mão-de-obra qualificada para atuar numa das profissões mais tradicionais do ramo: a de costureira industrial. De acordo com o engenheiro Sylvio Tobias Napoli Júnior, gerente de tecnologia da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), este problema atinge não só o Estado, mas se faz sentir de forma mais intensa em território alencarino, onde o setor tem peso preponderante de 16% no Produto Interno Bruto (PIB) da indústria de transformação.

Segundo Napoli, na era digital, são poucas as mulheres que se interessam em seguir o ofício de suas mães e avós. "A costureira é considerada uma profissão hoje tão desvalorizada quando a doméstica", diz. Além do que, admite ele, é um setor que não oferece tantos atrativos salariais e de estrutura de trabalho, em relação às expectativas da população jovem que atualmente ingressa no mercado. Há cerca de dois anos, completa Napoli, o Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Ceará (Sinditêxtil-CE), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-CE) e o Governo do Estado, ofereceu um curso rápido de capacitação para 500 mulheres. Elas receberam treinamento básico de 120 horas/aula em costura industrial, com garantia de contratação imediata, com carteira assinada, pelas indústrias têxteis locais.

Para espanto geral, nenhuma das alunas aceitou. "Muitas alegaram que perderiam o benefício do Bolsa Família, se fossem contratadas formalmente", revela Napoli. Outras, por sua vez, disseram que, trabalhando informalmente em facções, poderiam adequar horários e fazer renda, sem perder a ajuda monetária do Governo Federal. "Já existe um movimento no IBGE, liderado pelo Senai para mudar o termo da função costureira, para que a mulher não se sinta desprestigiada. Seria uma nomenclatura tipo operadora de máquina", adianta Napoli.

Conforme Antenor Tenório, coordenador da Intermediação de Profissionais do Sistema Nacional de Empregos (Sine/IDT), é natural que exista uma demanda por costureiras no setor têxtil cearense, haja vista a rotatividade de mão-de-obra no segmento. "Nos cursos de qualificação, que são gratuitos, com direito ao transporte e ao lanche, além da possibilidade de contratação imediata, a gente não consegue preencher todas as turmas".

Tenório reforça o argumento de Napoli, dizendo que as mulheres mais jovens não se sentem atraídas pelo ofício tradicional. "As estudantes querem uma outra profissão. Isso acontece muito em Fortaleza e na Região Metropolitana. No interior, o problema é menor. Por conta da amplitude do mercado, as mulheres jovens acabam partindo para o comércio e serviços ligados ao turismo", relata.

A cadeia têxtil no Ceará é responsável por cerca de 60 mil empregos diretos e indiretos, incluindo na estatística as vagas geradas na fiação, tecelagem, confecção e até criação de moda. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de geografia e Estatística (IBGE), no primeiro bimestre do ano, o pessoal ocupado assalariado no setor têxtil cearense cresceu 6,4%, ao passo em que, na indústria de vestuário, recuou 5,06%.

SAMIRA DE CASTRO
REPÓRTER

IDT disponibiliza mais de 100 vagas por dia

Diariamente, o Sine-IDT oferta mais de 100 vagas para costureiras. As unidades de atendimento da Barra do Ceará e da Parangaba são as que mais dispõem de oportunidades para estas profissionais. De 2007 a 2009, somente via Sine/IDT, foram contratadas 6.4000 costureiras em todo o Estado. "Quase 79% são mulheres e 21%, homens", comenta Antenor Tenório, coordenador da Intermediação de Profissionais do órgão.

Os setores que mais demandam mão-de-obra são modinha e peça íntima. "E a ocupação mais ofertada é a costureira de máquina industrial confecção em série", comenta Tenório. Ele acrescenta que, no ano passado, aproximadamente 1.300 vagas deixaram de ser preenchidas por falta de qualificação ou de experiência das postulantes.

"A situação destes profissionais é privilegiada", diz Tenório. Isto porque são poucas as ocupações que se tem a possibilidade de escolher o emprego que se quer. "Tem muita vaga disponível e a trabalhadora sai analisando qual empresa é mais interessante para ela trabalhar, vendo a questão de salário e benefícios diretos e indiretos".

De acordo com ele, a força de trabalho jovem hoje só procura cursos de qualificação ligados a área de informática. Um equívoco, já que é preciso estar qualificado para atender a setores que ofertam empregos. "Todo mundo quer fazer curso de informática mas informática não dá emprego a ninguém, é um pré-requisito", argumenta.

Porta de entrada

O trabalho desenvolvido por associações de bairro tem ajudado a qualificar costureiras. A Associação Maria Mãe da Vida, na Barra do Ceará, é um exemplo. Segundo a instrutora Sheila Libério das Chagas, pelo menos 430 adolescentes e jovens, com idade entre 16 e 22 anos, foram empregadas como menores aprendizes em fábricas que mantém convênio com a entidade.

"São moças em situação de risco; muitas delas envolvidas com drogas e prostituição. Aqui, recebem um curso cinco meses, após o qual saem aptas para operar máquina de costura industrial", explica a instrutora. Ela acrescenta que as jovens vêm de família com renda de menos de meio a um salário mínimo por mês. "O curso é a porta de entrada para o mercado de trabalho. Temos 35 alunas por turma", resume.

A Associação tem parceria com a Grendene e a Guararapes. Contratadas como menores aprendizes, as jovens que ingressam na segunda empresa ainda passam por treinamento de uma semana, para que elas vejam se realmente se interessam pela ocupação. "As empresas querem gente com experiência". (SC)

BAIXOS SALÁRIOS
Jovens preferem ocupação moderna

A dificuldade de encontrar pessoas jovens interessadas em costura industrial decorre de dois fatores básicos: o salário e as condições de trabalho. Pelo menos essa é a avaliação de Maria de Santana Costa Lima, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Confecção Feminina e Moda Íntima de Fortaleza (Sindiconfe) - uma das três entidades que representa a categoria no Estado.

"O piso para uma costureira industrial é de R$ 547,00 por 44 horas semanais", comenta a sindicalista. O maior problema, no entanto, são as condições de exercício da atividade. "Muitas jovens são assediadas nas facções. Assim, elas procuram ocupações que lhes rendam um futuro melhor", acrescenta.

No Sindiconfe, a base é de oito mil trabalhadores. "A maioria é costureira", diz.

Conforme Santana, o setor como um todo passará a registrar bons índices de ocupação a partir deste mês. "As vendas de moda praia de roupas íntimas são sazonais: temos pico no Dia das Mães, Dia dos Namorados, férias de julho e no fim do ano. Assim, no segundo semestre, as contratações aumentam por conta do incremento na produção", destaca.

Até março último, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged/MTE), os dois segmentos geraram 509 ocupações formais no Estado. Em 2009, esse número chegou a 3.453 novas ocupações.

No Brasil, o setor têxtil emprega 1,8 milhão de trabalhadores, sendo o grosso deste número no ramo de confecção, que conta com 1,3 milhão de empresas. "É uma mão-de-obra eminentemente feminina e com baixo nível de escolarização, daí a importância social de se criar vagas para este público", diz Antenor Tenório, do IDT.

Segundo dados do Sinditêxtil, o Estado é considerado o 2º maior produtor de lingerie, malharia e tecelagem do Brasil, e já ocupa a quinta posição no ranking do PIB Têxtil da moda brasileira, com 6,6% do mercado. Possui 1.980 empresas distribuídas nos polos de moda e 5.965 estabelecimentos, que empregam algo em torno de 110 mil pessoas. No caso da moda íntima, o Ceará desponta no cenário nacional com a produção de 20 milhões de peças por ano. (SC)

Logística ainda é um entrave ao crescimento

O fortalecimento das pequenas e médias empresas - em especial para o segmento de confecções - e a logística são os principais desafios do setor têxtil e de confecções cearense. Segundo o empresário Ivan Bezerra Filho, presidente da Associação das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Ceará (Sinditêxtil), "a logística é sempre um fator limitante tanto para as confecções que encontram mercado no Sul e Sudeste", quanto para as indústrias que adquirem o algodão de outras localidades.

"Esse é o fator que nos desafia a diminuir os custos do produto e continuar competitivos", afirma. A mão- de- obra qualificada, segundo ele, é deficitária para os dois setores, têxtil e de confecções. "Para amenizar essa dificuldade contamos com a parceria com o Ministério do Trabalho, o Governo do Estado (por meio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social) e o Senai na realização de cursos pelo Plano Setorial de Qualificação (Planseq)".

De acordo com ele, o projeto de capacitação em massa está ainda no início, começando a segunda turma. " Já foram capacitadas 129 pessoas. Serão 2000 pessoas até o fim do ano, tanto para as atividades da confecção como para as do setor têxtil. Importante dizer que o Senai e a STDS têm outros programas de capacitação para os segmentos que fazem a moda".

O mercado interno, continua Filho, está crescente. "E é necessário aproveitar a demanda do Brasil para continuar nos modernizando e termos custos competitivos para enfrentar a entrada de produtos asiáticos que ainda têm um diferencial no mercado, por contar com custos de mão- de-obra, juros e tributos mais baratos. Esse será um grande desafio para a indústria têxtil".

O líder empresarial acrescenta que o empresariado cearense tem buscado constantemente a unidade dos segmentos para o fortalecimento industrial, captando capacitações para os trabalhadores. Ele destaca projetos como o Polo Moda, desenvolvido pelo Sebrae e viabilizado em parceria com o Governo do Estado, por meio da Agência de Desenvolvimento Econômico (Adece), o Senai-CE, o Sindconfecções e o Sinditêxtil. "Há uma boa interlocução do setor com o Governo cearense que juntos têm buscado saídas para o bom desenvolvimento industrial e a empregabilidade".

O Ceará vem, a cada, ano aumentando seu leque de atuação e conquistando mercado, além de se mostrar para o Brasil e para o mundo - avalia Ivan Bezerra Filho. "Estamos muito bem posicionados quanto à tecnologia e desenvolvimento de produtos inovadores", diz.

No Brasil, completa o executivo, o Estado ocupa o sexto lugar no ranking de produtores. "E empregamos, enquanto cadeia produtiva da moda, aproximadamente 60 mil pessoas", acrescenta. Quanto às exportações, ele informa que houve uma diminuição considerável nos últimos anos - em decorrência do dólar e da concorrência com os têxteis asiáticos.

O Ceará tem tido bastante destaque nas confecções de moda íntima, hoje sendo o segundo polo produtor desse segmento no Brasil. Também tem se destacado para produção em malha e jeans. "Na área têxtil, temos uma boa representatividade na fiação, índigo, estes dois sendo campeões em produção no Brasil. Além de um destaque para malharia e entretelas". (SC)

Estado figura como 9º maior exportador

O Ceará é hoje o nono maior exportador têxtil do País, uma posição a mais da que ocupa entre as unidades federadas importadoras. De janeiro a abril deste ano, a venda de produtos têxteis cearenses ao exterior somou US$ 22,8milhões - apenas 3,69% a mais do que no mesmo intervalo de 2009, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). Em volume físico, os embarques foram de 3,6 milhões de toneladas - queda de 8,86%.

No tocante às importações, o Estado registra aumento de 90,33%, tendo comprado US$ 49,7 milhões em itens têxteis. Em volume físico, representa 24,2 milhões de quilos líquidos. Assim, a balança comercial do setor têxtil cearense registra déficit de US$ 26,9 milhões, no intervalo de janeiro a março.

O Estado é o maior produtor de fios de algodão do País e segundo maior em denim. Na parte de confeccionados, de acordo com a Abit, as empresas locais destacam-se na produção de moda praia, íntima e na chamada modinha. O mercado de jeanswear movimenta cerca de R$ 8,2 bilhões por ano no País. A produção nacional é de aproximados 25,7 milhões de metros de denim (tecido do jeans) por mês. Segundo a Abit, os 20 maiores produtores do tecido fabricam cerca de 300 milhões de metros por ano, dos quais apenas 51,4 milhões de metros são exportados. Dos cinco maiores produtores de jeans - Vicunha, Santista, Cedro, Canatiba, Santana Textiles - dois têm unidades no Ceará. João Carlos Lebre, ex-vice-presidente da Associação Brasileira de Técnicos Têxteis (ABTT) acrescenta que, dentro da política de identificação e superação de gargalos da cadeia têxtil, a ABTT realizará, em 2011, o XXIV Congresso Nacional da categoria, em Fortaleza. "Estamos procurando saber as demandas do setor, nacionalmente, para poder debater e apresent
ar trabalhos sobre inovação tecnológica", diz. A meta é superar os cinco mil inscritos da última edição do evento, em 2000. A ABTT é parceira do Grupo FCEM na realização de congressos e feiras voltadas à cadeia têxtil. O grupo já realiza na cidade a Maquintex, que chegará à terceira edição em 2011.

À despeito da falta de trabalhadores qualificados, o confecção cearense está numa nova fase, segundo Marcus Venícius Rocha Silva, presidente do Sindconfecções. "Estamos passando da fase de vender preço e investindo em produtos de moda", afirma. Prova disso é o crescimento das marcas próprias. "As indústrias estão vendendo mais para o varejo, que está menos dependente dos magazines", argumenta. (SC)

ENCARGOS SOCIAIS
Desoneração da folha alavancaria

Um empregado com salário bruto de R$ 1 mil custa ao empregador cerca de R$ 2.100 mensais, diz a Abit

Afinal, qual é o melhor incentivo para que a indústria têxtil nacional possa competir em pé de igualdade com a estrangeira? Na avaliação de Sylvio Napoli, da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), e Reinaldo Rozzatti, presidente da Associação Brasileira de Técnicos Têxteis (ABTT), é preciso desonerar a folha salarial. "Um empregado com salário bruto de R$ 1 mil no setor têxtil representa para o empregador um custo de R$ 2.100", diz o representante da Abit.

No entanto, mesmo tendo mão-de-obra cara, a segunda energia elétrica mais cara do mundo, o Brasil só perde para a Itália em custo de competitividade da cadeia têxtil. "Nosso produto deixa de ser competitivo da porta da fábrica para fora", diz Sylvio Napoli.

Incentivos fiscais

Já Rozzatti acrescenta que o setor necessita de mais incentivos fiscais - federal, estaduais e municipais - para produzir, dado o potencial da atividade como empregadora e geradora de divisas para o Brasil.

"Cerca de 90% da produção têxtil nacional hoje fica no mercado doméstico. Ainda, assim, importamos. E a China vai ter um boom de consumo que pode acarretar em falta de alguns produtos no Brasil", comenta.

O presidente da ABTT acrescenta que, mesmo gerando 1,8 milhão de empregos, as indústrias têxteis ainda estão longe de atingir a sua plena capacidade de produção. "Elas trabalham 12 horas por dia, em apenas dois turnos de produção de seis horas cada. Ampliando a carga horária, poderíamos empregar mais gente e ampliar o consumo", argumenta.

Alta no consumo

Segundo Rozzatti, o brasileiro tem comprado mais roupa e em condições de isonomia. Tanto que, conforme dados da Associação Brasileira, o setor deve crescer 4% este ano, ante um incremento de 6% da indústria de transformação como um todo. No caso da confecção, o crescimento deve chegar 3,7%. Já no varejo, 6,5%.

O faturamento global deve girar em torno de US$ 50 bilhões, pelas contas da Abit e ABTT. No caso dos empregos, a estimativa é de abertura de 40 mil postos de trabalho no Brasil até o fim de 2010. (SC)

DESTAQUE PARA ITAPAJÉ
Moda praia: novo filão tecnológico

Com um litoral superior a oito mil quilômetros, o Brasil é referência em moda praia, produzindo cerca de 274 milhões de peças do segmento por ano. No entanto, apesar do volume de produção, as exportações ainda são muito tímidas: pouco mais de 1% do total produzido no segmento beachwear é enviado a outros países, segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

A entidade estima que existam 2,3 mil empresas voltadas ao segmento de beachwear no País. Parte delas integra os polos brasileiros de moda praia, como o de Itapajé (CE), Natal (RN), Salvador (BA), Brasília (DF), Vila Velha (ES), Rio de Janeiro (RJ), São José (SC) e também Sarandi (PR). Todos os polos produzem, além de sungas, maiôs e biquínis, itens como cangas, saídas de praia e shorts. Este conceito de agregar os produtos a uma necessidade é chamado de "Full Package".

Os investimentos nos artigos de moda praia já rendem frutos. As peças, cada vez com mais valor agregado, se apoiam nos tecidos tecnológicos, com itens anti-bactericidas, anti-celulites; tecidos que secam mais rápido, outros com proteção contra os raios solares UVA e UVB, os que permitem bronzeamento, ou até mesmo os que mudam de cor dependendo do posicionamento da luz. (SC)

FALTA DE PESSOAL
"Passamos uma década sem oferecer treinamento"

A possibilidade de virarem donas do próprio negócio tem levado muitas trabalhadoras a largar o emprego formal na área de confecção. De acordo com Marcus Venícius Rocha Silva, presidente do Sindconfecções, o problema da carência de mão-de-obra, no entanto, resulta de uma década sem treinamentos.

"Passamos uma década sem treinamento e isso está pesando agora", reforça ele. Para resolver o problema Silva lembra que foi firmado convênio entre Sinditêxtil, Sindconfecções, Senai e Sine/IDT, por meio do qual serão treinados dois mil trabalhadores. "Se tem qualificação, a pessoa consegue vaga".

Para Silva, a profissão de costureira industrial não atrai o público jovem porque não tem glamour. "As moças preferem trabalhar como atendentes de telemarketing, que ganha menos do que a costureira, mas está num ambiente de escritório", argumenta.

Além disso, ele credita a possibilidade de trabalhar como autônomo como um freio ao incremento no número de contratações nas fábricas. "Muitas costureiras mais antigas pediram demissão, compraram duas ou três máquinas e passaram a fazer peças e vender nessas feiras de chão, como na José Avelino, engrossando estatísticas de informalidade", comenta.

O líder empresarial diz, ainda, que está havendo migração de empresas menores para o interior do Estado. "As prefeituras estão fazendo treinamento de mão-de-obra. Além disso, no interior, os homens também encaram o desafio de atuar na costura industrial". (SC)

Importado 30% mais barato

O governo brasileiro tem de criar condições para que os produtos têxteis nacionais sejam colocados no mercado doméstico com preços compatíveis aos itens importados. A necessidade surge quando eles se mostram pouco competitivos, sobretudo quando comparados aos países asiáticos, que são, em média, até 30% mais baratos.

Só assim o Brasil reverte o déficit na balança comercial têxtil e de confecção, da ordem de US$ 685,7 milhões, de janeiro a março deste ano, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). Uma reversão que passa pela questão tributária e pela oferta de crédito a juros mais baixos no País.

"Um produto de confecção importado legalmente da Ásia chega a ser 30% mais barato que um similar nacional", reforça Reinaldo Rozzatti, presidente da Associação Brasileira de Técnicos Têxteis (ABTT). Ele foi um dos participantes do Seminário Tecnológico 2010, evento paralelo à segunda edição da Feira de Tecnologias para a Indústria Têxtil (Tecnotêxtil), realizada pelo Grupo FCEM, na Capital de Goiás - estado que registra expansão da confecção.

Balança deficitária

Ainda segundo dados da Abit, de janeiro a março deste ano, em relação a igual período de 2009, as exportações de produtos do setor aumentaram apenas 2,63%. Ao passo em que a compra de importados cresceu 42,56%. Vale ressaltar que, em 2009, a balança comercial do setor têxtil brasileiro fechou com déficit, mas as importações caíram 9,19%. No entanto, as vendas externas despencaram 21,82% no ano passado.

Rozzatti lembra que os importados têxteis, sobretudo da China, paga um frete marítimo elevado, passando 75 dias para chegar ao Brasil. "Isso, sem falar nos impostos de importação". Diante deste quadro, a questão é saber por que a indústria brasileira não tem condições de produzir mais barato que a de países como Taiwan, China e Índia? Uma situação que ele credita à carga tributária nacional, entre outros fatores.

"Hoje, os grandes varejistas brasileiros optaram por produzir lá fora", diz, referindo-se a empresas como C&A, Renner e Colombo, que têm fábricas na China. De acordo com o presidente da ABTT, para internalizar uma máquina têxtil de ponta, o industrial paga 60% a mais do que o valor do equipamento, desestimulando as empresas a adquirirem tecnologia, que lhes daria suporte para ampliar a produção e ganhar escala. "E não conta com juros favoráveis. No exterior, a indústria se financia a taxas de 4% ao ano. No Brasil essa taxa é de 4% ao mês".

Qualidade melhor

Quando se fala em produto importado têxtil, remete-se principalmente aos países asiáticos porque vem daquela região do planeta quase 90% de tudo o que o Brasil compra de fora neste segmento. "O produto chinês é mais barato porque o governo de lá subsidia a produção para garantir empregos", explica Rozzatti.

Antes conhecidos por ter preço baixo e qualidade duvidosa, os têxteis asiáticos hoje atingiram outro patamar. "A qualidade melhorou muito, inclusive do produto chinês", diz João Carlos Lebre, industrial radicado no Ceará e ex-vice presidente da ABTT. "Quando o diferencial de preço de um item importado e um similar nacional ultrapassa 35%, o produto perde a qualidade. Já fui à China e costumo dizer que lá, você recebe pelo que paga", relata. (SC)

ETIQUETAS
Nova lei barra produtos asiáticos

Em vigor desde janeiro de 2009, a lei obriga que se coloque a etiqueta padronizada em fios, tecidos, malhas e roupas

A nova lei das etiquetas, aprovada em 2008 e já em vigor no Brasil, vai ajudar a barrar a entrada de produtos têxteis importados. Na avaliação de Sylvio Tobias Napoli Júnior, do Departamento de Infraestrutura e Capacitação Tecnológica do Sindicato da Indústria Têxtil de São Paulo e gerente da Abit, ao exigir especificações técnicas para a mercadoria fabricada dentro e fora do País, a legislação ajudará a coibir excessos na aquisição de itens importados.

"A lei, em vigor desde janeiro de 2009, obriga que se coloque a etiqueta em fios, tecidos, malhas e roupas e não apenas no produto final da indústria têxtil, como muita gente pensa", explica Napoli. No caso do produto importado, é preciso especificar o país fabricante, entre outros itens. "Valendo-se da lei, conseguimos barrar um carregamento de jaquetas, que entraria no Brasil pelo Porto de Paranaguá, custando US$ 0,27 o quilo de mercadoria", comenta.

De acordo com Napoli, a legislação protege a indústria têxtil brasileira como um todo e foi fruto de um grande esforço da Abit. Mas ainda falta divulgação para que as medidas sejam adotadas por todos os arranjos produtivos locais (APLs), sobretudo de confecção. "Temos o que antes chamávamos de polos e agora trabalhamos com a terminologia APL em cidades de São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso, Bahia, Rio Grande do Sul, paraná, Minas Gerais, Ceará, Pernambuco, entre outros".

Para Napoli, não adianta lutar contra as importações de têxteis com barreiras tarifárias. "A globalização é irreversível e só acarretaria retaliações para as indústrias brasileiras, inclusive de outro segmentos", diz. No entanto, nada impede que haja mais rigor na inspeção do que entra no País. "A Abit mantém, desde março de 2007, convênio com a Receita Federal, que prevê a cooperação técnica para identificação de fraudes fiscais nas importações e exportações durante a fiscalização nos portos e aeroportos". (SC)

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O POVO

06 de junho de 2010

 
CURSOS
Pop curso - SENAI – WDS
Avenida Francisco Sá, 7221, Barra do Ceara – Telefone: (85) 3421.5500 – www.senai-ce.org.br

> Ar condicionado automotivo Data: 7 a 16 de junho - Investimento: 10x R$ 19,50 - Horário: 13h30 às 17h10 - Carga Horária: 32 h/a - Ver Pré-requisitos.

> Mecânica de motor álcool e gasolina Data: 21 de junho a 13 de agosto - Investimento: 10x R$ 76 - Horário: 13h30 às 17h10 - Carga Horária: 160 h/a - Ver Pré-requisitos.

> Eletricista de Intalações Industriais Data: 14 de junho a 6 de agosto - Investimento: 10x R$ 69,50 - Horária: 13h30 às 17h10 - Carga Horária: 160 h/a - Ver Pré-requisitos.

> Operador de Guindauto Data: 14 a 21 de junho - Investimento: 10x R$ 39 - Horário: 8h às 11h40 e 13h30 às 17h10 - Carga Horária: 48 h/a - Ver Pré-requisitos.

> Reciclagem em NR10 Data: 14 a 15 de junho - Investimento: 9x R$ 10 - Horário: 18h30 às 21h45 - Carga Horária: 8 h/a - Ver Pré-requisitos.

> Eletricista de Redes de Distribuição Data: 7 de junho a 28 de julho - Investimento: 10x R$ 98 - Horário: 08h às 11h40 e 13h30 às 17h10 - Carga Horária: 300 h/a - Ver Pré-requisitos.
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O POVO

06 de junho de 2010

 
MATRIZES ENERGÉTICAS
Investimento em matrizes energéticas
Investimento em novas matrizes energéticas, fornos ecológicos e na imagem de sustentabilidade dá novo fôlego às cerâmicas do Grupo Tavares, empresa cearense que investe na negociação de crédito de carbono

Evitar o desmatamento, reaproveitar o lixo, aumentar a eficiência energética e a lucratividade. O investimento de cerca de R$ 200 mil em uma nova política de sustentabilidade não foi à toa. O cearense Grupo Tavares inicia o processo de instalação da produção mais limpa nas suas 21 unidades produtivas, todas na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

A pioneira foi a Cerâmica Assunção, que mudou as matrizes energéticas para deixar de queimar a mata da caatinga, que já mostra indícios de escassez, conforme explica o diretor de marketing do grupo, Marcelo Tavares. “A principal matriz energética no setor ceramista é a lenha nativa. No entanto, com maior rigor na legislação e fiscalização ambiental, ficou inviável usar lenha, de 15 anos para cá”, justifica. A empresa investiu em máquinas vinda do Sudeste, mas não possuía a matéria-prima usada por lá, como cavaco (eucalipto picotado).

A alternativa foi adaptar o equipamento para a utilização da casca de castanha de caju, pó de oiticica, quenga de coco, casca de coco e pó de serragem. “Teve todo um processo de aperfeiçoamento. Com ajuda dos técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), fomos aprimorando o processo produtivo”, conta. A experiência foi se tornando conhecida no setor e a empresa recebeu uma proposta para implantar um projeto de crédito de carbono em 2008.

O resultado foi uma proposta que objetiva a redução de 670 mil toneladas de CO2 em 10 anos só na Cerâmica Assunção, o que equivale a um crédito de 71.036 VERs (Unidades de Redução de Emissões Verificadas). Os primeiros recursos já foram liberados, mas a empresa opta por não divulgar os valores em dinheiro. Marcelo garante: “Valeu a pena!”.

Forno ecológico
A implantação da sustentabilidade incluiu a instalação de um novo forno para a produção de cerâmicas. Com apenas seis messe de operação, o chamado forno ecológico, ao contrário do tradicional, é compartimentado para passar o calor de uma câmera para outra. “Ele nos dá 75% de economia de energia, com a mesma eficiência”, explica Tavares.

O Grupo Tavares, com 31 anos de atuação no mercado de cerâmica e outros negócios, tem capacidade produtiva de um milhão de unidades de cerâmica por mês e emprega mil trabalhadores diretamente, informou. (Andreh Jonathas)

Setor de transporte reduz emissão de CO2, diz ministra

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou, no Rio de Janeiro, que o Brasil reduziu a emissão de gases poluentes nos últimos 20 anos.

“Apesar da frota de veículos leves no Brasil ter aumentado mais de 60%, nós diminuímos a emissão de gás carbônico (CO²) no meio ambiente”.

Ela participou, semana passada, da 10ª Edição do Challenge Bibendum, evento que reúne autoridades, representantes do setor privado e entidades não governamentais para discutir a sustentabilidade dos transporte rodoviários.

No Brasil, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) aponta que o transporte rodoviário é o mais utilizado no País e que cerca de 98% do combustível utilizado pelo modal deriva do petróleo. Como uma alternativa para a redução da poluição, a ministra citou o uso do biodiesel. “Temos que incrementar a participação do biodiesel e do etanol na mistura de combustíveis fósseis para redução das emissões”, defendeu Izabella. (com agências)

Ofício do pai

Enoque Simões, 52, se autodenomina “pedreiro”. Os colegas corrigem: “Ele é mais do que isso. É mestre de obras”. O ofício foi repassado pelo pai e, mesmo com pouco estudo, é especialista em construir fornos para cerâmicas. Diz já ter edificado mais de uma dezena deles. Para o forno ecológico, Enoque visitou um exemplar e logo aprendeu como se faz. “Não anotei nada. Tudo na cabeça”, afirmou. (AJ)
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DIÁRIO DO NORDESTE

06 de junho de 2010

 
ESTÁGIOS
Estágios - IEL
Ensino Médio

Vagas: 01
Remuneração: R$ 200,00
Seleção: IEL
Informações: candidato deve estar cursando entre o 1º e 2º ano. É necessário possuir conhecimento básico em informática e atendimento ao cliente. Vaga das 8h às 12h com direito a auxílio transporte. Aos interessados, empresa localizada na Parangaba.

Administração

Vagas: 01
Remuneração: R$ 450,00
Seleção: IEL
Informações: candidato deve cursar a partir do 4º semestre. É necessário conhecimento em Excel, nível intermediário. A oportunidade é das 8h às 14h; carga de 30 horas semanais. Ainda dá direito a auxílio transporte.

Vagas: 02
Remuneração: R$ 450,00
Seleção: IEL
Informações: oportunidade com carga de 30 horas semanais, das 13h às 18h ou das 16h às 22h; de segunda a sábado. É necessário ao candidato conhecimento básico em informática e atendimento ao público. Estudantes do 1º semestre já podem participar da seleção; ainda dá direito a auxílio transporte.

Vagas: 01
Remuneração: R$ 450,00
Seleção: IEL
Informações: candidato interessado deve cursar a partir do 5º semestre. É necessário conhecimentos em Excel (nível intermediário), rotinas administrativas e contábeis. Oportunidade das 7h30 às 12h30, de segunda a sábado.

Vagas: 01
Remuneração: R$ 400,00
Seleção: IEL
Informações: candidato deve cursar a partir do 3º semestre. A carga é de 30 horas semanais e ainda dá direito a auxílio transporte e auxílio alimentação.

Agronomia

Vagas: 01
Remuneração: R$ 400,00
Seleção: IEL
Informações: é necessário ao candidato conhecimento em estatística e práticas laboratoriais. É desejável que o estudante esteja a um ano de concluir o curso; estágio das 8h às 12h. A oportunidade ainda dá direito a auxílio transporte. Código da vaga: 004-2605-2010-CE.

Engenharia Civil

Vagas: 01
Remuneração: R$ 600,00
Seleção: IEL
Informações: candidato deve cursar a partir do 5º semestre. Vaga exige conhecimento básico no pacote Office e em Auto Cad. Aos interessados, ainda dá direito a auxílio transporte e alimentação no local. Código da vaga: 001-1305/2010-CE.

IEL
Av. Barão de Studart, 1980, Sobreloja, Aldeota - Tel: (85) 3421- 6511
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O POVO

06 de junho de 2010

 
ESTÁGIOS
Pop estágio - IEL/CE
Endereço: avenida Barão de Studart, 1980, Aldeota - Telefone: (85) 3261.6766/ 3421.6510

> Ensino Médio Código: 6305 - Vaga: 1 - Semestre: 1° ou 2º ano - Horário: 8h ás 12h (20horas/semanais) - Bolsa: R$ 200 + auxilio transporte - Conhecimentos: Informática básica e Atendimento ao cliente - Local: Parangaba

> Administração Código: 6318 - Vaga: 1 - Semestre: A partir do 4º - Horário: 8h ás 14h (30horas/semanais) - Bolsa: R$ 450 + auxilio transporte - Conhecimento: Excel Intermediário - Local: Aldeota Código: 001-2805/2010-CE - Vaga: 1 - Semestre: a partir do 5º - Horário: 7h30 ás 12h30 (30 horas/semanais) - Bolsa: R$ 450 + AT - Conhecimentos: Excel Intermediário e rotinas administrativas e contábeis - Local: Centro Código: 002-2605/2010-CE - Vaga: 1 - Semestre: a partir do 2º - Horário: 8h ás 12h (20h/s) - Bolsa: R$ 400 + AT - Conhecimentos: Word, Excel e facilidade em operar sistema gerencial - Local: Aldeota Código: 001-0505/2010-CE - Vaga: 1 - Semestre: A partir do 3º semestre - Horário: 8h ás 14h (30 horas/semanais) - Bolsa: R$ 400 + auxílio Transporte + auxílio alimentação - Requisitos: Pacote office básico, Auto CAD básico - Local: Aldeota

> Administração e Marketing Código: 005-2705/2010-CE - Vagas: 2 - Semestre: a partir do 1º - Horário: 13h ás 18h ou 16 ás 21h segunda à sábado (30horas/semanais) - Bolsa: R$ 450 + AT - Conhecimentos: Informática básica e atendimento ao publico - Local: Centro

> Engenharia Civil e Tecnólogo em construção civil Código: 001-1305/2010-CE - Vaga: 1 - Semestre: A partir do 5º semestre - Horário: à combinar (30 horas/semanais) - Bolsa: R$ 600 + Auxílio Transporte + Alimentação no Local - Requisitos: Auto Cad e Pacote Office Básico - Local: Centro

>Agronomia ou Biologia Código: 004-2605-2010-CE - Vaga: 1 - Semestre: Desejável faltando um ano para concluir - Horário: 8h às 12h - Valor da Bolsa R$ 400 + AT - Conhecimento: Estatística Experiencia e Práticas Laboratoriais - Local: Aldeota CMGB
Rua Leonardo Mota, nº 1515, Aldeota - Telefones: (85) 3878.7300 - Site: www.cmgb.com.br Direito Código: 706 - Vagas: 1 - Bolsa: R$490 + Benefícios - Requisito: Cursando direito 5ª Semestre. > Assistente Administrativo Código: 705 - Vaga: 1 - Bolsa: R$490+ Benefícios - Requisito: Cursando administração do 1ª ao 5ª Semestre.

> Atendimento Código: 702 - Vaga: 1 - Bolsa: R$590 + Benefícios - Requisito: Cursando administração do 1ª ao 5ª Semestre.
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FOLHA DE SÃO PAULO

06 de junho de 2010

 
PRÉ-SAL
Após o pré-sal
Proposta do governo para exploração de petróleo em grandes profundidades tem problemas e deveria ser votada pela nova legislatura

O Congresso está por concluir a votação das leis que vão regular a exploração de petróleo no pré-sal e o destino dos recursos públicos provenientes da atividade. Mas seria melhor que não o fizesse.
Não é conveniente que legislação tão importante e de natureza tão controversa seja reescrita em momento de transição, sob o impacto de disputas eleitorais.
A palavra final sobre as novas leis deveria caber a figuras públicas recém-legitimadas pelas urnas, que terão de lidar com as consequências do que for aprovado.
Está em questão o maior programa de investimentos da história do Brasil. Estão em debate orientações que vão determinar o tamanho relativo de vários setores produtivos e, a depender do sucesso da empreitada, até mesmo redefinir vocações da economia do país.
As novas fontes de receita fiscal poderão servir a um decisivo ordenamento das contas públicas ou se dissolver em favores a clientelas regionais travestidas de defensoras do federalismo.
De resto, não está nada claro se a proposta em debate é a mais adequada ao interesse público. Há duas condições básicas a satisfazer em se tratando de um bem da União: a exploração terá de ser feita da forma mais eficiente e com o maior retorno possível para os fundos públicos.
O regime de partilha, escolhido pelo governo, não incentiva a redução de custos -ou ao menos não o faz por meio de mecanismos de mercado. Pelo proposto, os custos são abatidos da parcela de petróleo (ou equivalente) a ser entregue pela empresa à União. Ou seja, gastos desnecessários não reduzem o ganho das petroleiras.
O controle de custos dependerá de um aparato de fiscalização, seja por meio da nova estatal e/ou da Petrobras -que será operadora e sócia obrigatória de todos os empreendimentos e campos do pré-sal. Além de desperdícios, tal sistema pode redundar em corrupção direta e incentivar acordos questionáveis entre as empresas privadas e a Petrobras. O regime atual permite o incremento da parcela do Estado nos resultados da exploração sem desincentivar os ganhos de eficiência.
Argumenta-se que o aumento da presença estatal seria um requisito para expandir a participação da indústria nacional no setor. Basta, para evidenciar a fragilidade do argumento, citar o fato de que governos do mundo dito desenvolvido, mais ou menos liberais, sempre executaram políticas de incentivo à industria nacional sem necessariamente criar estatais na produção de bens ou serviços -menos ainda monopólios.
Tais estímulos não exigem mudança do marco regulatório.
A definição sobre o que fazer com os royalties também exige debate mais alongado e sereno. De uma maneira geral, eles destinam-se às seguintes finalidades:
1) financiar a renovação ou ampliação da infraestrutura à luz dos impactos econômicos e sociais da exploração;
2) financiar um fundo de desenvolvimento destinado a criar oportunidades econômicas, uma vez que o recurso é finito.
Não deve haver distribuição de royalties que não atenda a esses requisitos. A distribuição per capita ou equalizada por outro fator, como se discute no Congresso, deve ser rechaçada.
Uma outra parcela dos ganhos propiciados pela extração dos recursos naturais deveria ser utilizada com vistas a melhorar o quadro fiscal no presente e no futuro. Num país em que o Estado é deficitário e paga uma conta altíssima de juros, recursos extraordinários, como os do petróleo, poderiam ser empregados para o abatimento imediato das dívidas públicas. Isso diminuiria as despesas e ajudaria a reduzir as taxas de juros.
Os efeitos benéficos dessa medida são óbvios. O Orçamento fiscal primário seria menos pressionado e a queda das taxas reduziria os custos de investimento, o que elevaria a eficiência da economia e limitaria o uso estatal e discricionário dos recursos do pré-sal.
Quanto aos recursos que não fossem utilizados no abatimento da dívida pública, deveriam, em sua maior parte, se destinar a um fundo federal único.
Em primeiro lugar, isso facilitaria a fiscalização do uso do dinheiro. Em segundo, estimularia a concentração de gastos na solução de problemas estruturais do país, como os que se conhecem nas áreas de educação, saneamento, transporte e habitação.
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DIÁRIO DO NORDESTE

06 de junho de 2010

 
AGROTÓXICOS - EMBRAPA
Agrotóxicos? Embrapa neles!
ENTREVISTA- Vitor Hugo de Oliveira

*Chefe-geral da Embrapa agroindústria tropical

Pesquisadores da Embrapa Agroindústria Tropical extraíram de plantas nordestinas óleos essenciais que substituirão os agrotóxicos nas culturas de frutas e hortaliças - anuncia nesta entrevista seu chefe-geral, Vitor Hugo de Oliveira

Depois do cajueiro anão, qual é a nova descoberta da Embrapa Agroindustrial?

Estão em andamento, neste momento, algumas pesquisas bastante promissoras para o agronegócio do Ceará e do Nordeste como um todo. Uma delas relaciona-se a agregação de valor à biodiversidade regional. Algumas espécies nordestinas, bastante conhecidas, que até agora só têm servido para compor a paisagem, nos darão boas alegrias.

É mesmo? Quais são elas?

A carnaúba é uma, a algaroba é outra e a palma é mais outra. Repare a palma: hoje, ela é utilizada basicamente na alimentação animal, daí o nome de palma forrageira. No último levantamento feito pela Embrapa, foi apurado que, somente no Nordeste, há cerca de 500 mil hectares plantados de palma forrageira, utilizada unicamente como ração animal. Isto tem importância, sem dúvida, principalmente se considerarmos que vivemos numa região que depende de chuvas, e a agropecuária é uma atividade dependente do regime hídrico. Mas essa palma pode ter outro aproveitamento econômico mais nobre, que agregue valor a quem a cultiva, para além do seu uso como ração animal.

De que maneira?

Veja: podemos obter da palma forrageira uma série de co-produtos ligados à celulose, à nanocelulose, e a partir destas é ainda possível obtermos produtos como adesivos, bioadesivos, xaropes, bebidas utilizadas em dietas especiais, só para citar alguns exemplos. Nada disso, porém, está sendo aproveitado porque faltam estudos. Esses estudos estão sendo feitos agora pelos pesquisadores da Embrapa Agroindústria Tropical, que dispõe de um Laboratório de Valorização de Resíduos da Biomassa, cuja finalidade principal é agregar valor a essas espécies existentes na região, mas também de descobrir novos usos.

O que a Embrapa está fazendo para agregar valor à algaroba?

Eis aí uma espécie que praticamente não depende de água. A partir de suas sementes, de suas vagens, é possível obter-se uma série de produtos que podem ser utilizados como espessante (substância que aumenta a viscosidade dos alimentos) na fabricação de xaropes e de álcool combustível.

E a carnaúba?

Bem, a carnaúba a gente só conhece pelo aproveitamento do pó que se desprega de suas folhas e do qual se origina a cera e das próprias folhas, muito utilizada pelos artesãos. Mas é possível, a partir de suas raízes, extrair produtos de elevado valor que podem ser utilizados como ingredientes ativos de outros produtos nobres.

As pesquisas mostram isso?

Sim, nós estamos comprovando o que outros países já fazem. Temos o exemplo do México e do Chile, que já agregam valor à palma forrageira, por exemplo, dando-lhe novos usos que não apenas o da alimentação animal. No caso do México, a palma já é usada na indústria de cosmético, na produção de fitoterápicos. Nós, aqui na Embrapa, estamos usando um conceito novo, de biorefinaria, que consiste em utilizar as matérias primas oriundas da biodiversidade ou oriundas de resíduos da agroindústria, aproveitando esses resíduos e transformando-os em novos produtos, dando-lhes novos usos. Veja o exemplo da manga: temos o resíduo que é o próprio caroço e a própria casca da manga. A partir desses resíduos é possível a obtenção de outros produtos. Esse é o conceito de biorefinaria que a Embrapa Agroindústria Tropical está exercitando.

São exigências do mercado tecnificado ou é a Embrapa antecipando o futuro?

O consumidor mundial está, hoje, cada vez mais, exigindo produtos menos agressivos ao meio ambiente, menos nocivos à saúde humana, menos dependentes de ingredientes químicos. Assim, é dentro dessa linha que nós estamos trabalhando. Em meados do próximo ano de 2011, estaremos lançando um corante natural extraído do bagaço do caju.

Esse corante terá uso industrial?

Sim, na indústria de bebidas, na indústria de refrigerantes, na indústria de massas alimentícias. Ele substituirá os corantes artificiais. Será um corante natural amarelo. A maioria dos corantes utilizados no mundo inteiro são corantes artificiais, alguns com comprovados efeitos colaterais, alguns até tidos como cancerígenos. Por causa disso, alguns países da Europa já fixaram datas para a retirada do mercado desses corantes artificiais. O nosso corante natural será um dos raros - não será o único - corantes amarelos do mundo.

Alguma indústria nacional ou estrangeira já se interessou por essa nova descoberta da Embrapa Agroindústria Tropical?

Nós temos uma empresa hoje incubada na Embrapa, uma empresa cearense, que já trabalha na linha de produção de cajuína orgânica. Nós já passamos da fase de pesquisa e agora entramos na fase de desenvolvimento desse novo produto, razão pela qual eu falo que, dentro de um ano, estaremos lançando esse corante natural.

A Embrapa, dona dessa patente, vai vender a tecnologia, é isso?

Sim, pois é assim que as coisas se realizam na área tecnológica. Para além do que isso significará para a saúde do consumidor, ou seja, a substituição de um corante artificial, químico, por outro natural, deve ser levada em conta a importância de que isso agregará ainda mais valor a uma atividade que hoje tem, na amêndoa, o seu principal produto. A cajucultura ainda é o nosso carro chefe. E quando se pensa numa alternativa como esta, de um corante extraído do bagaço do caju, 90% do qual não são aproveitados, estamos diante de algo extraordinário. O mercado mundial de corantes movimenta US$ 1 bilhão por ano.

Como a Europa já está proibindo os corantes químicos, a pergunta é: a indústria europeia já se interessou pelo corante natural da Embrapa?

Sim. No caso específico desse corante, a empresa que faz parceria com a Embrapa tem recebido muitas investidas de empresas brasileiras e estrangeiras interessadas em conhecer a sua tecnologia, o que ela representará, quanto ela custará.

O Ceará já é um grande produtor e o segundo maior exportador brasileiro de frutas. O que o agronegócio cearense pode esperar da Embrapa?

A fruticultura é uma atividade que tem merecido da Embrapa uma especial atenção. No ano passado, dos 5 maiores exportadores de frutas do Brasil, 4 são do Nordeste. E a fruticultura cearense tem crescido em proporção geométrica. Mas ainda há culturas, como a do melão, que ainda enfrentam problemas decorrentes de pragas que são de difícil controle, que exigem uma carga muito grande de inseticidas. Diante disso, a Embrapa trabalha numa linha de pesquisas com o objetivo de substituir esses inseticidas por produtos naturais, oriundos de óleos essenciais. Nosso trabalho aproveita a própria biodiversidade regional, estamos extraindo alguns óleos essenciais de plantas e já estamos testando em laboratório a ação desses óleos sobre algumas pragas que atacam o melão. Alguns resultados têm sido bem promissores. A próxima etapa será levar isso para o campo, pois por enquanto estamos em escala de laboratório. No caso do melão, há um número muito grande de inseticidas. É uma fruta de ciclo muito curto e a carga de inseticid
a é muito grande. Então, nós estamos trabalhando para, no mais curto prazo possível, trocar inseticida por óleos essenciais.

Só para as frutas?

Não! A mesma coisa estamos fazendo com o tomate, na Serra da Ibiapaba. O tomate que hoje é comercializado no Ceará recebe uma carga violentíssima de produtos químicos.

Carga violentíssima?

Sim! Para que se tenha uma ideia do que é isso, basta dizer que se chega a fazer coquetéis, utilizando-se ao mesmo tempo três produtos diferentes. A Embrapa começou esse trabalho em Guaraciaba do Norte e agora estamos em São Benedito, pois essa é uma das regiões abastecedoras de hortifrutigranjeiros de Fortaleza. Graças a esse trabalho da Embrapa Agroindústria Tropical, já conseguimos reduzir em mais de 90% a aplicação, no campo, de inseticidas na cultura do tomate, obtendo inclusive um produto de superior qualidade em termos de aparência, de formato, de peso. Tudo isso sob condições de cultivo protegido. E este é um dado muito importante.

Cultivo protegido quer dizer sob estufas?

Sim, sob estufas. Isso é uma autêntica revolução, pois muda os hábitos, muda a cultura dos pequenos produtores, que começam a livrar-se do contato com os produtos químicos e a cultivar produtos saudáveis, livres de inseticidas.

Centro de excelência
Pesquisar é preciso

Maior concentração de doutores e mestres do serviço público brasileiro e centro de excelência mundial na sua área de atuação, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é a responsável pela invejável posição que o Brasil ocupa hoje: um dos dois maiores produtores de alimento do mundo. Foram de suas pesquisas que nasceram as sementes especiais de soja apropriadas para cada região do País, incluindo o Centro Oeste, onde também se produz , graças à Embrapa, o melhor algodão do planeta. A Embrapa cresceu e ficou do tamanho do Brasil. E Instalou-se em cada uma de suas regiões. No Nordeste, operam com absoluto êxito a Embrapa de Campina Grande, dedicada às pesquisas em torno do algodão; a Embrapa de Sobral, dedicada à melhoria da qualidade genética de caprinos e ovinos; e a Embrapa Agroindústria Tropical, que está sediada em Fortaleza. Foi ela que, no início dos anos 90, descobriu o cajueiro anão, uma árvore de pequeno porte, mas que produz muito mais caju em menos tempo do que o cajueiro antigo, alto
e de copa larga. A tecnologia do cajueiro anão desenvolvida pela Embrapa foi exportada, atravessou oceanos e chegou à Ásia. E o Vietnã, que há 20 anos produzia nada de caju, é hoje o maior produtor dessa fruta. Aqui no Ceará, a Embrapa segue gerando novas pesquisas e boas notícias.
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O POVO

06 de junho de 2010

 
BNDES
Risco ambiental é novo critério do BNDES
Os projetos ambientais e de energias renováveis apresentam hoje mais condições para conseguir financiamentos. Um dos critérios utilizados pelos bancos para financiar projetos é o de risco e de impacto ambiental

O chefe do Departamento de Políticas e Estudos de Meio Ambiente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Márcio Macedo da Costa, falou ao O POVO sobre os critérios ambientais exigidos pelos bancos de fomento.

Para o banco, a cobrança por “negócios ecologicamente corretos” dá ganhos na imagem da empresa, além de gerar novas oportunidades de negócios.

O POVO - Por que os bancos de desenvolvimento econômico estão adotando critérios ambientais para os projetos de financiamento?
Márcio da Costa - Pela natureza de suas atribuições, a de promover o desenvolvimento, os bancos incorporam cada vez mais, em suas políticas e orientações estratégicas, instrumentos de avaliação de risco ambiental de crédito e, principalmente, de promoção de atividades sustentáveis. É nossa obrigação constitucional zelar pelo meio ambiente, ainda mais na posição de importantes financiadores de longo prazo.

O POVO - Quais são exatamente esses critérios?
Márcio da Costa - No caso do BNDES, a base tradicional de avaliação são as licenças ambientais. Mas agora estamos indo um pouco além. Estão em discussão os guias de procedimentos socioambientais para dezenas de setores da economia, que poderão orientar o trabalho dos analistas do banco. Espera-se que seja completada uma lacuna ainda existente acerca do conhecimento detalhado sobre o perfil socioambiental de empresas e setores, tecnologias e procedimentos de gestão adotados. É essencial para o BNDES estimular, apoiar e acompanhar a evolução do desempenho socioambiental das empresas e setores apoiados. No caso do setor de frigoríficos, já existe política específica, com critérios ligados às plantas industriais e à cadeia de fornecedores. No caso das termoelétricas a carvão e óleo, há critérios de emissões atmosféricas e resíduos sólidos. Para o setor de açúcar e álcool, o foco por enquanto é a comprovação de que os fornecedores de cana cumprem o zoneamento groecológico.


O POVO - É mais lucrativo fazer um investimento com pelo ambiental?

Márcio da Costa - Depende. Muitas vezes o investimento ambiental exige valores maiores no momento inicial. Em uma visão de curto prazo, isso pode afetar os retornos. Mas a visão dos bancos de desenvolvimento e de muitas empresas é que hoje a estratégia socioambiental é crucial para a sustentabilidade do próprio negócio. Além disso, há empresas que estão obtendo margens maiores por serem líderes em investimentos ambientais.

O POVO - Por que é mais vantajoso para as empresas ter algum apelo ambiental?

Márcio da Costa - Pela maior capacidade de antecipação das mudanças na legislação, pelos ganhos de imagem e pelas oportuniddes de novos negócios.

O POVO - Ações em prol do meio ambiente já começam a ser lucrativos para as empresas e para os bancos de desenvolvimento ou ainda é uma questão de conceito e de uma onda mundial de preservação do meio ambiente?

Márcio da Costa - Ainda há muito o que fazer no setor financeiro, não apenas nos bancos de desenvolvimento, mas nos bancos comerciais também. O mesmo ocorre nas empresas. Implementar sistemas de gestão ambiental é certamente um trabalho árduo, mas que permite a identificação de desperdícios de energia e materiais, tão prejudiciais à lucratividade.

O POVO - De que forma os bancos de desenvolvimentos podem estimular iniciativas de “negócios ecologicamente corretos”?

Márcio da Costa - Estabelecendo políticas socioambientais setoriais, com critérios para o apoio financeiro e com linhas de financiamento adequadas.

O POVO - Há uma regulamentação específica para financiamento de projetos com ações de preservação do meio ambiente, com produção de energias renováveis, por exemplo?
Márcio da Costa - No BNDES, os projetos ambientais e de energias renováveis têm melhores condições de financiamento. (Andreh Jonathas)

Semiárido é prioritário para BNB

Todas as regiões do país possuem déficits e potencialidades ambientais. O desmatamento, por exemplo, é um problema que atinge todos os biomas brasileiros. No Nordeste, o destaque negativo é na Mata Atlântica, a Caatinga e o Cerrado.

Por ocupar a região semiárida, aproximadamente, 63% da Região, é considerada uma área prioritária para os investimentos ambientais do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), especialmente pelo aumento das áreas desertificadas ou em processo de desertificação, afirma o gerente executivo do Ambiente de Políticas Territoriais, Ambientais e de Inovação do BNB, Tibério Bernardo.

“Considerando que qualquer atividade produtiva causa algum tipo de impacto no meio ambiente, o apoio financeiro a ações que tornem essas atividades mais sustentáveis é sempre desejável, independente do local onde se desenvolva. Em nossa Região, o BNB tem se firmado como o principal financiador da produção de energias renováveis, principalmente a eólica”, comenta.

O BNB disponibiliza várias linhas ambientais de crédito. Foram mais R$ 86 milhões contratados em 2007, e mais de R$ 656 milhões em 2009. A estimativa para o período 2008-2011 é de um total de R$ 2,3 bilhões aplicados no âmbito das linhas ambientais de crédito do BNB. (AJ)
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DIÁRIO DO NORDESTE

06 de junho de 2010

 
SENAI
Cursos - SENAI - CFP AUA
Av. Padre Ibiapina, 1280, Jacarecanga - Tel.: (85) 3421-5300
www.senai-ce.org.br

Informática Básica
Período: 07/06 a 25/06/2010
Investimento: R$ 190,00
Informações: turma disponível das 7h30 às 11h30 ou das 13h às 17h. A carga é de 60 horas / aula. Outra turma está prevista para os dias 21/06 e 19/07/2010; das 18h30 às 21h30. É necessário possuir Ensino Fundamental e ter acima de 16 anos.

Leitura Interpretação de Desenho Técnico Mecânico
Período: 07/06 a 02/07/2010
Investimento: R$ 115,00
Informações: candidato deve possuir Ensino Fundamental e ter acima de 16 anos. Turma disponível das 18h30 às 21h30.

Planejamento e Controle de Manutenção
Período: 28/06 a 09/07/2010
Investimento: R$ 160,00
Informações: é requisito ser da área de manutenção ou possuir conhecimento básico. Também é necessário possuir Ensino Fundamental e ter acima de 16 anos. Turma das 18h30 às 21h30.
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O POVO

06 de junho de 2010

 
CEARÁ PARA 2010
As armadilhas para o futuro do Ceará
Finalizando uma etapa do projeto Eleições 2010, voltada para o debate sobre as perspectivas para o Ceará na próxima década, O POVO reuniu representantes de diferentes segmentos em um debate sobre o desenvolvimento do Estado

Tiago Coutinho
tiagocoutinho@opovo.com.br

Como estará o Ceará em 2020? A aposta de projetar o futuro não é nada fácil, até mesmo para aqueles que se dedicam diariamente a pensar a realidade do Estado.

Ao longo dos três últimos domingos, O POVO mostrou os caminhos possíveis e principais desafios colocados para o Ceará, que tem como principal expectativa a construção de grandes projetos, como política de crescimento econômico e social.

O exercício de olhar para o futuro obriga, necessariamente, um balanço e uma avaliação do presente. Por isso, no dia 16/5, O POVO mostrou a situação que o Ceará ocupa no Brasil e qual o papel que pode passar a exercer. Numa semana depois (23/5), a necessidade de descentralizar a economia e a construção de micropólos ocupou o debate e mostrou como as grandes obras podem descentralizar e desafogar também parte dos problemas sociais de Fortaleza.

No último domingo de maio, as reflexões se concentraram nas principais vocações econômicas do Ceará. O setor de serviço e turismo são dois potenciais que devem ser explorados e contribuem para o crescimento cearense.

Para finalizar o ciclo, O POVO convidou quatro setores para avaliarem o material produzido e apresentarem críticas e/ou aprofundamento às discussões pautadas pelo jornal. Participaram do debate o professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Rui Martinho Rodrigues; um economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (Dieese), Reginaldo de Aguiar; um economista e ex-presidente do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Marcos Holanda e o empresário Paulo Porto.

Este último, por motivo de agenda, não pode participar do debate presencial, mas enviou suas contribuições por uma entrevista realizada por correio eletrônico.

Avaliação
No cerne do debate, os temas que mais chamaram a atenção foram: qualificação da mão de obra; grandes obras e concentração de renda; avaliação do momento vivenciado pelo Ceará e os principais entraves para que o Estado avance e atinja o êxito social e econômico até 2020.

O principal consenso entre os entrevistados é que apenas investimentos em grandes obras não favorecem melhorias de indicadores sociais. O professor Rui Martinho Rodrigues vai além. Ele teme também que não só Ceará, mas como o Brasil, sofra um desequilíbrio econômico, após a Copa do Mundo.

Ele teme uma efervescência momentânea, mas que os investimentos realizados para o evento não tragam retorno posterior e - pior - possam deixar de herança vários elefantes brancos para o País.


QUEM SÃO OS CONVIDADOS

>Rui Martinho Rodrigues. Professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC). Possui graduação em Odontologia, Administração e em Direito. É mestre em Sociologia e doutor em História, No doutorado, estudou o Poder Legislativo cearense e a representação da política para a população. Desenvolve pesquisa na área de educação e formação da sociedade brasileira.

>Reginaldo de Aguiar Silva. Economista e supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos socioeconômico (Dieese). O Departamento foi fundado em 1955 para desenvolver pesquisas que fundamentassem as reivindicações dos trabalhadores por todo o Brasil.

> Marcos Holanda. Ex-presidente do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). Esteve à frente do instituto durante a gestão do ex-governador Lúcio Alcântara (PR) e do atual governador Cid Gomes, até 2008. O Instituto tem como missão elaborar estratégias e propor políticas públicas para o desenvolvimento do Ceará.

> Paulo Porto. Empresário e geógrafo. É diretor da empresa Expresso Guanabara, cujos ônibus percorrem diversas linhas intermunicipais de todo o Ceará.


COPA E OLIMPÍADA
Para o professor Rui Martinho Rodrigues, ao contrário do entusiasmo da maioria dos brasileiros, o fato de o Brasil sediar em sequência a Copa do Mundo e as Olimpíadas pode causar um desequilíbrio econômico para a nação. “Há economistas que dizem que a crise da Grécia é consequência das Olimpíadas (de 2004)”, comenta. O professor teme que estrutura que está sendo construída não seja utilizada em plenitude após a competição, e que o retorno econômico não compense o que for gasto.


LIDERANÇAS E MUDANÇAS
O professor Rui Martinho pondera haver uma preocupação em torno das lideranças pessoais. “Sem nenhuma restrição às lideranças, mas os homens passam e mudam. Os homens podem cair em desgraça”. O Ciro Gomes, segundo o professor, estava muito bem, “caiu em desgraça” de uma hora para outra. “Não se espera que ele tenha um trânsito livre nesse governo, nem no próximo”. Para o professor, é preciso ter metas e persegui-las para o Estado, mesmo que sejam difíceis. “Não se pode renunciar a metas por achar que elas são difíceis”. Ocupando hoje o terceiro lugar no PIB nordestino, Rui Martinho acredita não ser relevante pautar o desenvolvimento econômico, por querer ultrapassar outros estados. “O estado, assim como o atleta, não deve competir com outro atleta. Tem que competir consigo. O potencial de desenvolvimento de um estado não tem nada a ver com o outro”, argumenta. Para Rui, ultrapassar Pernambuco nos próximos 10 anos, é possível, mas trará uma política muito mais concentradora e sem avanços nos indicativos sociai
s do Estado.


AUSÊNCIAS DE METAS O economista Marcos Holanda considera sintomático que nas três matérias publicadas pelo O POVO, o material mostre a lacuna de não haver um foco de metas para o Estado nos próximos 10 anos. “Nenhum participante levantou essa questão. Essa preocupação de fato, está ausente nas pessoas. É uma questão crítica”. No entanto, o economista considera oportuno, trazer a data de 2020 como uma mobilizadora para o Estado que você quer ter. Holanda considera que o Ceará tem potencial agrícola, mas que não se pode denominar que o Ceará seja um estado agrícola, por ser predominante a zona rural. Para ele, rural é tudo que não seja da região metropolitana. “O Interior não pode ser só agrícola. Pode ter indústria, serviço, agricultura familiar”. > O economista avalia que, a exemplo de outras potências, o crescimento tende a ser mais rápido. A Inglaterra levou 200 anos para chegar a uma renda per capita de 10 mil dólares. Os Estados Unidos levou mais de 100 anos. A Coreia levou 30. O Brasil, segundo o economi
sta, hoje está com quase 9 mil dólares de renda per capita.

RENDA
Segundo Reginaldo de Aguiar, durante muito tempo, o Governo do Estado usou a Lei de Responsabilidade Fiscal para inviabilizar reajustes de servidores públicos. O economista considera que não há problemas nos investimentos. “Mas só investimentos por si só e crescimento por si só não causam impacto no cerne do desenvolvimento das pessoas, o mais importante”. Ele, no entanto, considera necessário rever os efeitos dessa lógica. Ele considera haver uma dificuldade da parte empresarial cearense de pagar salários melhores. “Somos vendidos como povo de segunda linha. O argumento colocado é de que a pessoa não tinham empregos, mas hoje têm um salário mínimo”. O argumento, segundo Reginaldo, não avalia a capacidade de produção dos cearenses. “Se a gente não tivesse capacidade, As empresas teriam ido embora. O trabalhador se adapta bem à indústria”. Grandes empresas estão vindo para o Ceará, segundo Reginaldo, mostram balanços maravilhosos. Ele considera importante ter metas de aumento de emprego e da educação.

Necessidade de mão de obra qualificada

No Ceará, de acordo com levantamento feito pelo economista Marcos Holanda, ex-presidente do Ipece, menos de 30% da população possui remuneração maior que dois salários mínimos. De acordo com o economista, se o Ceará chegar a 2020 com indicativos semelhantes, mesmo havendo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), demonstra ter havido poucos avanços sociais.

Outro dado significativo apresentado por Reginaldo de Aguiar, supervisor técnico do Dieese, o Ceará possui a maior taxa de trabalhadores sem carteira assinada do País e o maior percentual de trabalhadores autônomos. “Bate o recorde de emprego informal”, conclui.

Os indicadores apresentados pelos dois economistas demonstram várias consequências. Uma das mais evidentes é da migração de mão de obra para outros estados, que num futuro próximo pode gerar uma escassez de mão de obra.

“Pior tipo de apagão é mão de obra. Hoje é real essa possibilidade. O Ceará precisa olhar para isso. O apagão de mão de obra não se resolve em curto prazo”, avalia Marcos Holanda.

Reginaldo de Aguiar informa que uma mesma empresa dá remuneração inferior para funcionários no Ceará que ocupam o mesmo cargo em outros estados como Minas Gerais e Rio Grande de Sul. A remuneração menor no Ceará favorece ao processo de migração/exportação de mão de obra.

O professor da faculdade de educação da UFC, Rui Martinho Rodrigues, aponta que, na expansão das universidades pelo Interior do Estado, a maioria dos cursos instalados é da área de Humanas, devido ao baixo custo. A expansão universitária, de acordo com Rui Martinho, deve estar em consonância com o desenvolvimento da região. Do contrário, a migração de mão de obra, em vez de ser resolvida, é retardada para depois da formação.

Reginaldo Aguiar lembra também que não pode se investir apenas em ensino superior. Ele acredita que o investimento na área do ensino fundamental pode trazer mais retorno. (TC)

A oportunidade para se desenvolver é agora

O momento, na avaliação dos especialistas consultados, é propício para o crescimento. Porém, o economista Marco Holanda, ex-presidente do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), avalia haver carência de foco nas metas para mudar os indicadores sociais do Ceará. Ele acredita, porém, que o momento propicia quatro eixos de atuação: complexo industrial do Pecém; turismo que não explore apenas as praias, mas também a Capital; investimento em agricultura irrigada e transformar Fortaleza num polo de serviço.

O economista Reginaldo de Aguiar, superintendente estadual do Ceará do Dieese, diagnostica a necessidade de uma sensibilidade do poder empresarial para com a sua mão de obra. Ele diz que o Ceará é apresentado nacionalmente como um estado de baixa remuneração. Os empresários, segundo Reginaldo, não percebem que isso pode produzir um problema mais a frente.

O professor Rui Martinho Rodrigues considera que há uma oportunidade propícia para o momento. A maior quantidade da população brasileira encontra-se na faixa etária entre 25 e 45 anos, a idade mais produtiva.

Por outro lado, se não aproveitar esse momento, poderá trazer outro problema para o Brasil e para o Ceará: um contingente elevado de idosos. Segundo Rui, o País não está preparado, ainda, para cuidar dessa nova conjuntura cearense e brasileira. (TC)
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O POVO

06 de junho de 2010

 
CEARÁ PARA 2010
O risco da aposta em grandes obras
Grandes apostas para o desenvolvimento do Ceará na próxima década, grandes empreendimentos podem não ser a melhor alternativa, apontam especialistas. Pequenas iniciativas poderiam trazer mais retorno com menor custo e distribuindo renda

A decisão de apostar em grandes investimentos, os três especialistas consultados pelo O POVO, pode não ser a panaceia do desenvolvimento do Estado. “Precisaríamos pensar em microempresas. Seja por crédito, renúncia fiscal, desburocratização ou compras governamentais. Sinto falta de setores mais leves. Não só os estruturantes”, avalia o professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Rui Martinho Rodrigues.

A opinião do economista Marcos Holanda é semelhante. Ele julga existir uma ausência de debates sobre as metas e os resultados sociais que essas grandes obras trarão diretamente para o Ceará. A carência dessa discussão é avaliada pelo economista, como um “ponto crítico”.

“O Ceará em 2020 não é o da siderúrgica nem da refinara. Deveria ser: qualidade do emprego gerado, da educação, da saúde, da segurança e da distribuição de riqueza”, alerta Holanda.

A mudança positiva nesses indicadores sociais, segundo Marcos Holanda, será o fator determinante para saber se houve crescimento de fato ou não do Estado. “Obras estruturantes não podem ser vistas como um fim, mas como um meio”, completa.

Para o economista Reginaldo de Aguiar, só emprego industrial não resolve os problemas de uma região. Ele cita como exemplo os municípios de Horizonte, Pacajus (ambos da região metropolitana) e Sobral (240 km de Fortaleza). As cidades se desenvolveram como polos industriais, mas não demonstram avanços estruturais. “Você olha para os municípios e não muda nada. Aquilo incha e você não gera nada de muito positivo. Para esse investimento funcionar precisa ter integração”.

Concentração
Grandes obras, na opinião de Rui Martinho, podem ainda concentrar mais renda em algumas regiões. Ele considera importante diferenciar desconcentração de distribuição de renda. Desconcentração denuncia haver uma concentração de renda, enquanto distribuição dá uma noção de “bondade”. “Há uma preocupação muito centrada nas obras estruturantes. Essas ações roubam a cena e não favorecem a desconcentração”.

Outro problema apontado pelo professor Rui Martinho na prioridade às grandes obras é de justamente elas virem em um momento distante de seus propósitos iniciais. Por virem também minguadas, de acordo, com Rui Martinho, não causarão os impactos ansiados.

Investir em Zonas de Processamento de Exportação (ZPE), segundo Rui, é positivo por atrair capitais. No entanto, “o melhor momento já passou”. Para ele, a competitividade do mercado externo está bem mais acirrada. “Faltou um peso político na federação, para trazer os investimentos. Na competição com Pernambuco não foi para nenhum dos dois estados”, pondera. (Tiago Coutinho)

PARTICIPE
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Construção do Futuro - 16/5
Diante da política adotada atualmente para o Estado, O POVO mostrou que o crescimento cearense depende da sua capacidade de articulação política e da necessidade furar bloqueios nacionais. Precisa-se fomentar novos quadros políticos nacionais. Além disso, mesmo com as grandes obras, há necessidade de ações que favoreçam a distribuição de renda.

Equilíbrio econômico -23/5
Com as grandes obras estruturantes, há possibilidade de o Ceará ter um novo olhar para as cidades do Interior, a fim de potencializar novos eixos econômicos. Essa medida poderá, inclusive, beneficiar a capital cearense.
O POVO mostrou que parte dos problemas de Fortaleza hoje são atribuídos à concentração econômica em uma única cidade.


Para onde se guiar - 30/5
Turismo e serviço são as duas maiores potencialidades e vocações para os investimentos do Ceará. O POVO mostrou que os envolvidos com esses dois setores estão confiantes que o Estado possa dar um salto de qualidade nas duas áreas esquentando ainda mais a economia local. Hoje, serviço corresponde a 70,2% da economia cearense. A indústria atinge hoje 23,6%.

Bate-pronto

Para o empresário Paulo Porto, o momento é para investir na educação e se transformar num centro de excelência

O POVO - Como o senhor avalia a importância das grandes obras, como siderúrgica e refinaria, para o Ceará?
Paulo Porto - Os projetos estruturantes, evidentemente, mudarão o perfil da nossa economia. O atual governo retomou como prioridade e decisão política a concretização desses investimentos, que, além da geração imediata de emprego e renda, serão indutores para novos investimentos.

OP - Há uma queixa de que a falta de mão de obra qualificada no Ceará se dá porque os empregadores oferecem salários baixos. Como o senhor avalia essa situação?
Paulo - No atual momento, em primeiro lugar, não podemos abrir mão do emprego que seja. A justa remuneração está ligada a diversos fatores. O principal deles é a qualificação. O investimento em qualificação nos dará condição de aumento de produtividade e consequentemente melhor remuneração.


Potenciais e desafios a superar

Apesar de várias ponderações, o cenário, na avaliação geral dos especialistas, é favorável para o crescimento do Ceará. De acordo com o professor Rui Martinho Rodrigues, os últimos Censos, realizados pelo IBGE, vêm demonstrando saltos qualitativos em quase todos os dados apresentados sobre o Estado.

Porém, alguns entraves podem embolar o meio de campo, impedindo haver um crescimento mais salutar. Rui Martinho avalia que mesmo que os projetos previstos vinguem, 10 anos não são suficientes para uma mudança significativa.

O professor considera como os dois principais gargalos da realidade cearense: a possível ausência de mão de obra e a questão de infraestrutura, referente principalmente às rodovias.

“A siderúrgica, por exemplo, deve ser em um complexo industrial, mas precisa de mão de obra qualificada. E não há. Tem que trazer mão de obra do Sul e Sudeste”, avalia Rui.

Ele considera necessário um olhar especial para a formação educacional, em especial com a formação técnica. Rui considera que a prestação de serviço oferecida pelos cearenses não mostra qualificação. “Nosso pessoal na área de serviço não é muito bem treinado”, pondera.

Já o economista Marcos Holanda, ex-diretor do Ipece, considera que, para atingir êxito, é preciso haver uma política de maior focalização. “Precisa ter mais competência não só do governo, mas dos empresários e dos trabalhadores”.

Ele considera que está no momento de se estabelecer políticas de Estado que ultrapassem a gestão ou o governo. Isso, para ele, só é possível por meio de uma relação com outros setores.

Marcos Holanda considera ainda que a competitividade do mercado deverá será positiva para a qualidade dos produtos e dos serviços oferecidos. “Com a competitividade, o empresário que não vê o trabalhador como o parceiro vai desaparecer”, considera.

A tecnologia, na avaliação de Reginaldo de Aguiar, deverá ser outro ponto fundamental nesse processo. Ele acredita, ao contrário de Marcos Holanda, que as leis de mercado, por si só, não determinam essa melhoria. Precisa ter uma mão do Estado e dos trabalhadores.

Embora o Brasil ainda não esteja preparado, Rui Martinho, considera necessária uma política de Estado, para que não fique dependente apenas de lideranças políticas. (TC)


OP - Como o senhor avalia o momento hoje da economia cearense? Como o senhor avalia que estará o Ceará em 2020?
Paulo - Acredito que, novamente vivemos um momento de grandes oportunidades. Temos um governo reconhecidamente comprometido com um avanço de qualidade na gestão pública. Porém, o principal investimento que podemos fazer é realmente uma revolução na educação. Só avançaremos com uma educação espetacular. Iniciativas singulares como o ensino médio com a formação técnica integrada e do Centec que faz a gestão da formação técnica para o Estado, podem contribuir para esse objetivo. A Uece deveria compor esse núcleo de excelência de ensino. Investimento em suas estruturas, na formação do seu quadro docente e em pesquisa daria um grande diferencial para o Estado.
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FOLHA DE SÃO PAULO

06 de junho de 2010

 
LULA NO CEARÁ - ELEIÇÕES 2010
Painel - Cartas na mesa
Após a traumática passagem de Dilma Rousseff (PT) pelo Ceará no início da pré-campanha, Lula desembarca em Fortaleza na terça disposto a reforçar o discurso do PT, contrário a um "acordo branco" do governador Cid Gomes (PSB) para facilitar a reeleição do senador Tasso Jereissaiti (PSDB).
O PT não aceita a oferta de indicar o vice de Cid, deixando Eunício Oliveira (PMDB) sair sozinho ao Senado. Os petistas reivindicam que o segundo nome na chapa ao Senado seja o do ex-ministro José Pimentel. Do contrário, já falam inclusive em pular fora.
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FOLHA DE SÃO PAULO

06 de junho de 2010

 
SUCESSÃO PRESIDENCIAL
Painel - Feridas
De volta a Brasília depois de um período de reclusão desde que foi alijado da disputa à Presidência, Ciro Gomes (PSB) será chamado para uma conversa com Dilma. A reaproximação é conduzida pelo governador Eduardo Campos (PSB-PE), autorizado a lhe ofertar um papel na campanha.
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O POVO

06 de junho de 2010

 
ELEIÇÕES 2010
Ceará: o único estado sem competição
Em todo o Brasil, apenas no Ceará não há perspectiva de uma segunda candidatura competitiva ao Governo. Mas as bases dessa hegemonia podem não ser tão sólidas

Érico Firmo
ericofirmo@opovo.com.br

Em nove estados Brasil afora, PSDB e PMDB se enfrentarão na disputa direta pelos governos estaduais. Pelo rumo que tomam as articulações eleitorais, haverá ainda seis confrontos entre candidatos de PT e PSDB e cinco ou seis embates entre PMDB e PT. São as situações que mais se repetem Brasil afora. Mas há também disputas acirradas envolvendo PSB, PDT, PTB, DEM, PP, PV, PSC, PR... Esse é o cenário que se repete em quase todo o Brasil. Quase. Porque há uma exceção. Um único estado no qual, salve uma abrupta mudança de rumos, não há candidatos competitivos que ameacem a hegemonia do atual governador e pré-candidato à reeleição. Esse estado é o Ceará.

Ao contrário do que acontece no resto do País, as principais forças políticas do Brasil travam, no âmbito local, um confronto que não é decidida nas urnas, mas nos gabinetes. PT, PSDB e PMDB, que se enfrentam na busca pelos governos de estados como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Pará, brigam, no Ceará, não por votos, mas por uma vaga no palanque que apoiará a reeleição de Cid Gomes.

O trio está envolvido num jogo de pressão sobre o governador, na tentativa de convencê-lo a acatar a estratégia mais conveniente ao projeto de cada um. Os três partidos orbitam em torno do raio de influência do PSB, partido de Cid, que atraiu ainda para sua base de apoio legendas como PCdoB, PDT, DEM, PHS, PSDC e PV.

O resultado é que há boas chances de estarem, no mesmo palanque estadual, os partidos dos três principais candidatos que disputam a Presidência: o PT de Dilma Rousseff, o PSDB de José Serra e o PV de Marina Silva. Situação sui generis para a disputa federal no Estado.

Riscos
O céu aparentemente de brigadeiro para Cid esconde, contudo, armadilhas. Como mostra a jornalista Kamila Fernandes, na página a seguir, as bases políticas de uma aliança tão ampla são pouco consistentes. Não constituem um eixo duradouro de poder. E dificilmente terão vida longa para além das próximas eleições.

Ou ainda antes. A menos de um mês do fim do prazo para a oficialização das candidaturas, ainda falta estender o quase consenso que envolve a candidatura Cid para as demais posições na chapa. Para o Senado, especificamente. Sem acordo entre o PT de José Pimentel e o PSDB de Tasso Jereissati para a segunda vaga - uma das vagas é do PMDB de Eunício Oliveira - o impasse se arrasta sem perspectiva de solução amigável. Sem acordo, a aparentemente inevitável reeleição de Cid pode ganhar emoção.


DÊ SUA OPINIÃO
Você acha que Cid terá adversário competitivo? opiniao@opovo.com.br


A BATALHA DOS ESTADOS
Enquanto o Ceará não vive a perspectiva de confronto real, confira as principais forças que devem disputar o comando dos estados Brasil afora:


>Acre: PT, PSDB e PMDB

>Alagoas: PSDB, PTB e PDT

>Amapá: PSDB, PSB e PTB

>Amazonas: PR, PSB e PMN

>Bahia: PT, DEM e PMDB

>Distrito Federal: PSC, PT e DEM

>Espírito Santo: PSB e PSDB

>Goiás: PSDB e PMDB

>Maranhão: PDT e PMDB

>Mato Grosso do Sul: PMDB, PT e PSDB

>Mato Grosso: PMDB, PSDB e PSB

>Minas Gerais: PT, PSDB e PMDB

>Pará: PT, PMDB e PSDB

>Paraíba: PMDB e PSB

>Paraná: PDT e PSDB

>Pernambuco: PSB e PMDB

>Piauí: PSDB, PTB e PSB

>Rio de Janeiro: PMDB, PR e PV

>Rio Grande do Norte: DEM, PSB e PDT

>Rio Grande do Sul: PT, PMDB e PSDB

>Rondônia: PSDB, PMDB e PPS

>Roraima: PP, PSDB e PTB

>Santa Catarina: PP, PT e DEM

>São Paulo: PSDB, PT e PSB

>Sergipe: PT e DEM

>Tocantins: PSDB e PMDB
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VALOR ECONÔMICO

06 de junho de 2010

 
REFIS
Editorial: Generosidades dos Refis aumentam a cada ano
Nada menos que 18 das 30 maiores empresas de capital aberto brasileiras aderiram a mais recente versão do Programa de Recuperação Fiscal (Refis), chamado de "Refis da crise", lançado no ano passado para ajudar o setor real da economia a superar os impactos negativos da debacle financeira internacional. O grupo inclui empresas sólidas do porte de uma CSN, Usiminas, Fibria e Ambev, inclusive de controle estrangeiro como TIM e Light, e até estatais como a Sabesp.

Estima-se que 1 milhão de empresas devam aderir ao novo Refis, muito mais do que nos outros três programas de renegociação de dívidas tributárias dos últimos dez anos. Em teoria, podem ser beneficiados débitos no valor de R$ 1,3 trilhão, aproximadamente R$ 700 bilhões em dívida ativa e R$ 500 bilhões em dívidas tributárias, incluindo contribuição previdenciária. O número preciso de adesões e os valores envolvidos serão fechados neste mês, quando as empresas devem confirmar as dívidas que desejam renegociar.

O primeiro Refis, lançado em 2000, teve a participação de 130 mil empresas; o segundo, batizado de Parcelamento Especial (Paes), de 2003, beneficiou 280 mil companhias; e o terceiro, o Parcelamento Excepcional (Paex), 290 mil, em 2006.

Esses três primeiros Refis ficaram estigmatizados como programas de salvação de empresas em má situação financeira e devedores contumazes. O "Refis da crise" deixou de ter essa pecha e tornou-se um excelente negócio, indicado por consultores e auditores, ao oferecer as mais generosas condições de refinanciamento de dívidas tributárias dos últimos anos. Preocupado em neutralizar os efeitos da crise internacional que se abateu sobre o mundo a partir do fim de 2007 e também de olho nas eleições presidenciais deste ano, o governo foi realmente generoso e turbinou as vantagens.

Criado pela Lei 11.941, em maio de 2009, o "Refis da crise" permite o refinanciamento em até 15 anos de todas as obrigações tributárias vencidas até 30 de novembro de 2008, com abatimento de 60% a 100% das multas, dependendo do prazo de pagamento. Não é só: oferece desconto de até 45% nos juros e passa a borracha em todo encargo legal cobrado sobre os débitos da dívida ativa. Podem ser incluídas até dívidas não quitadas que haviam sido renegociadas em outros Refis. E, pela primeira vez, o programa aceitou refinanciamentos parciais, isto é, de parte das dívidas.

Ao aderir ao programa, a empresa deve abrir mão de eventual questionamento jurídico da dívida refinanciada. Mas as condições de renegociação são tão vantajosas que muitos consultores recomendaram às empresas deixar de lado batalhas jurídicas com poucas chances de sucesso e optar pela renegociação. As dívidas com maiores chances de questionamento puderam ficar de fora da renegociação para que o processo tivesse prosseguimento.

As provisões eventualmente feitas para cobrir dívidas questionadas jurídica ou administrativamente puderam ser revertidas, proporcionando uma receita para a compra de matérias-primas ou investimentos. Mais uma generosidade da nova lei foi isentar as provisões revertidas do pagamento de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, que somariam 34%, e PIS e Cofins, mais 9,25%.

Pouco depois de o "Refis da crise" virar lei, suas benesses foram ampliadas ainda mais com a Medida Provisória (MP) 472, uma daquelas editadas em fim de ano com vários assuntos díspares. Uma de suas emendas mais polêmicas amplia a possibilidade de refinanciamento de dívidas de contribuintes com a União. Ela estabelece que dívidas junto a autarquias e fundações públicas federais poderão ser parceladas em até 180 meses.

Várias empresas se beneficiaram ainda de programas de refinanciamento de dívidas tributárias estaduais e municipais, multiplicando os ganhos. O governo também saiu no lucro, uma vez que, ao aderir ao programa, as empresas precisam depositar a primeira parcela de pagamento.

Mas o desafio do governo é não criar a expectativa de que haverá um novo Refis a cada três anos, o que significaria penalizar o bom pagador e incentivar a inadimplência. O alívio da renegociação também não pode esvaziar o projeto de se fazer a reforma tributária há muito tempo necessária. Nada melhor que a força de um novo governo para isso.
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DIÁRIO DO NORDESTE

06 de junho de 2010

 
POLÍTICA FISCAL
Edilmar Norões - Política fiscal
"O fundo de Desenvolvimento do Comércio Varejista deixa a economia cearense numa posição de vanguarda em relação às demais unidades federativas", disse Mauro Filho, sobre o que fala com a autoridade de ex-secretário da Fazenda. E cuja gestão foi responsável pela implementação desse Fundo, que, disse, "dará incentivos de até 75% sobre o incremento do ICMS para a aplicação de novos investimentos em empresas já instaladas no Estado ou em novos empreendimentos no Ceará".

Política fiscal II

O deputado Mauro Filho também disse que "para conseguir o limite na isenção, a empresa precisará atender de maneira plena aos requisitos que lhe são apresentados. E, claro, com as exigências que justifiquem o benefício a ser concedido.
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