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Fortaleza, CE - quarta-feira, 03 de março de 2010 |
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| AIRM - ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
03 de março de 2010 |
| SINDCONFECÇÕES | |
| Egídio Serpa - Bom | |
| No próximo dia 10, às 19 horas, na Fiec, Marcos Venicius Rocha Silva tomará posse da presidência do Sindicato da Indústria de Roupas do Ceará - o Sindiconfecções. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
03 de março de 2010 |
| PORTO DO PECÉM | |
| Ceará preparado para disputar verba do PAC2 | |
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Ampliação do Porto do Pecém e sua integração aos modais ferroviário, aéreo e rodoviário são as prioridades
O Governo do Ceará está preparado para entrar na disputa por recursos de uma possível nova versão do Programa de Aceleração do Crescimento – o PAC 2. Elegendo os investimentos prioritários na área de infraestrutura de logística, o Estado trabalha para ver suas demandas incluídas no Plano Nacional de Logística e Transporte (PNLT), que está em fase de atualização do seu portfólio de investimentos pelo Ministério dos Transportes. A nova ampliação do Porto do Pecém e a sua integração aos modais ferroviário, aéreo e rodoviário são as prioridades do Estado. “O PNLT subsidiará o Plano Plurianual (PPA) da União e, possivelmente, um PAC 2, no qual os estados vão brigar para garantir seus investimentos”, afirmou o secretário adjunto da Infraestrutura do Estado, Otacílio Borges Filho. Ele participou ontem da apresentação do PNLT aos membros de governo e iniciativa privada dos estados do Nordeste Setentrional (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Piauí), promovido pela Secretaria de Política Nacional de Transportes, na Federação da Indústrias (Fiec). De acordo com Borges, somente o Porto do Pecém deve receber investimentos da ordem de R$ 1,6 bilhão, passando por nova ampliação, entre 2012 e 2015. Ele lembra que já estão sendo alocados no porto de São Gonçalo R$ 502 milhões, precisamente nas obras de construção do Terminal de Múltiplo Uso (Tmut) e da correia transportadora de minério. Entre as obras previstas, sempre levando em conta o intervalo de 2012 a 2015, o secretário adjunto também enfatizou a importância da duplicação da BR- 222 até Sobral e do Anel Viário de contorno de Fortaleza. “Há uma demanda nova, de grande impacto que é a construção do Arco Rodoviário, ligando Chorozinho até o Porto do Pecém”, acrescentou. Por todo o mês de abril, segundo Borges, deve ser licitado e contratado o projeto executivo do Arco Rodoviário. Lembrou, ainda, da relevância da ligação ferroviária entre Quixeramobim e Nova Russas, interligada à Transnordestina. Prazo O titular da Secretaria de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes, Marcelo Perrupato e Silva, afirmou que o PNLT deve passar primeiro pelo Ministério do Planejamento, para só então ser levado ao Congresso, para aprovação, incluído no PPA 2012-2015. O encontro realizado ontem faz parte da agenda da Secretaria, que está procedendo, desde janeiro até o fim deste mês, em todos os estados, à atualização do portfólio de investimentos do PNLT. Samira de Castro Repórter | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
03 de março de 2010 |
| PRÊMIO FIEC POR DESEMPENHO AMBIENTAL | |
| Mercado Verde - 7º | |
| Prêmio FIEC por desempenho ambiental está com inscrições abertas, até 16 de abril, no site www.sfiec.org.br/meioambiente, nas categorias Reúso de Água, Produção mais Limpa, Integração com a Sociedade e Educação Ambiental. | |
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| O ESTADO |
03 de março de 2010 |
| PNLT - LOGÍSTICA E TRANSPORTES | |
| Ceará investe R$ 1,6 bilhão em logística e transportes | |
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O secretário adjunto da Seinfra, Otacílio Borges, durante reunião do PNLT (Programa Nacional de Logística e Transportes), ontem, apresentou relatório de intervenções feitas pelo Governo do Estado em parceria com a União no sentido de complementar, com obras locais, a rede de infraestrutura nacional.
O Ceará está recebendo importantes obras para sua infraestrutura nos setores rodoviário, aeroportuário e ferroviário e deverá ter mais demandas atendidas nos próximos anos. Durante o evento, que teve lugar no auditório da Fiec (Federação das Indústrias do Ceará), Otacílio Borges, representando o governador Cid Gomes, apresentou um relatório de intervenções feitas pelo Governo do Estado em parceria com a União, investimentos que atingem mais de R$ 1,6 bilhão. PRINCIPAIS EMPREENDIMENTOS Entre os principais empreendimentos citou a construção e ampliação da malha rodoviária, ampliação do Terminal Portuário do Pecém, onde se destaca a construção do Terminal de Múltiplas Utilidades (TMUT), e a construção de trecho da Transnordestina, no qual o governo do Estado coordena as desapropriações dos trechos em seu território. "São obras muito importantes para o Estado e que terão impactos positivos na nossa economia e da região", destacou, apontando ainda a existência de outras demandas como a duplicação da BR-222 no trecho até Sobral, do anel viário que contorna a Capital e a ligação ferroviária entre Quixeramobim, e Nova Russas entre outras. OBRAS DO MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES O Secretário de Política Nacional de Transportes, do Ministério dos Transportes, Marcelo Perrupa-to, presente à reunião, informou as principais obras implantadas pelo Ministério no Nordeste, ressaltando a participação dos estados em diversos aspectos. O encontro que se estendeu também pelo período da tarde contou ainda com debates sobre as obras implementadas PNLT. Também participaram da reunião representantes da Companhia de Integração Portuária do Ceará (Cearáportos), do Departamento de Edificações e Rodovias (DER), DNIT, Companhia Docas, Marinha do Brasil e Polícia Rodoviária Federal. | |
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| O ESTADO |
03 de março de 2010 |
| MELHORES DE 2009 - ROBERTO MACÊDO | |
| Interior - Melhores de 2009 | |
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Por Antônio Viana
Foi conhecida durante a tarde passada, depois de quase três horas de apuração, a lista dos Melhores da Política e da Administração Pública e Social do Ceará e Brasil (7ª Edição), iniciativa da PPE, Publicidade e Eventos, capitaneada pelo engenheiro e promoter Roberto Farias e seu filho Leonardo. Participaram da Comissão de Apuração os conselheiros-ministros Soraia Victor (TCE), Francisco Aguiar (TCM), Leonardo Farias (PPE) e este colunista. Foram 37 votantes, somados a 1730 votos dados pela Internet. Os escolhidos Na faixa Nacional, os escolhidos foram: Ministro - Dilma Roussef, Governador - José Serra (São Paulo), ambos com 18 votos; Prefeito – Eduardo Paes (Rio de Janeiro, 15 votos) e Executivo Federal – Sérgio Machado, da Transpetro, também com 15 votos. Destaques do Estado - Homenagem Especial - José Pimentel (Ministro da Previdência), Senador – Tasso Jereissati; Deputados Federais - Raimundo Gomes de Matos e Ariosto Holanda; Estaduais - Domingos Filho, Neto Nunes, Heitor Férrer e Roberto Cláudio; Vereadores: Salmito Filho (que obteve 29 dos 37 votos possíveis, a maior votação geral da promoção), Zé do Carmo, Acrísio Sena e Vitor Valim, empatados com 12 votos. Presidente partidário O governador Cid Gomes , que foi votado em três segmentos (Governador, Homenagem Especial e Presidente Partidário), foi escolhido com 13 votos como o Melhor Dirigente Partidário do Ceará, em 2009 e, obviamente, pelos motivos conhecidos de todos. Conseguiu unificar o PSB (históricos e novatos), sem qualquer trauma e parte para formar, provavelmente, uma das maiores coligações em torno do seu nome para disputar a reeleição em outubro vindouro. Secretários Estaduais Foram apontados: Mauro Filho (Fazenda), Fátima Catunda (Trabalho e Desenvolvimento Social), Bismark Maia (Turismo) e Arialdo Pinho (Casa Civil do Governo). Henrique Vieira (Cagece), apontado como o executivo estadual; Waldemir Catanho e Alexandre Cialdini (secretários municipais). Ademar Gondim (AMC), melhor executivo municipal; Antonio Colaço (UVA), o Reitor; Roberto Macêdo (FIEC), Presidente de Entidade Classista; Fundação (Beto Studart), Entidade Filantrópica (Lar Torres de Melo); Dr. Hipólito (Monte Klinikum, Diretor de Hospital); José Liberato (Faculdade); Ênio Silveira (de Colégio), de Empresa de Comunicação – Luciana Dummar e Comunicador - Paulo Oliveira. Numa votação bem menor, em segundo lugar, empatados – este colunista e Ferreira Aragão. (Voltaremos ao assunto). | |
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| ANTÔNIO VIANA ON LINE |
03 de março de 2010 |
| PNLT - LOGÍSTICA E TRANSPORTES | |
| Investimentos em Logística e Transportes no Ceará ultrapassam R$ 1,6 bilhões | |
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O Ceará está recebendo importantes obras para sua infraestrutura nos setores rodoviário, aeroportuário e ferroviário e deverá ter mais demandas atendidas nos próximos anos.
Em reunião do Programa Nacional de Logística e Transportes (PNLT), o secretário adjunto da Seinfra, Otacílio Borges, apresentou relatório de intervenções feitas pelo Governo do Estado em parceria com a União no sentido de complementar com obras locais a rede de infraestrutura nacional. O Ceará está recebendo importantes obras para sua infraestrutura nos setores rodoviário, aeroportuário e ferroviário e deverá ter mais demandas atendidas nos próximos anos. A constatação foi do secretário adjunto da Infraestrutura do Estado, Otacílio Borges Filho, durante a reunião do Programa Nacional de Logística e Transportes (PNLT) nesta terça-feira (2) no auditório da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), e que reuniu o secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes, Marcelo Perrupato, representantes de secretarias estaduais e do setor privado dos Estados do chamado Nordeste Setentrional: Ceará, Piauí, Paraíba e Rio Grande do Norte e Pernambuco. Otacílio Borges, representando o governador Cid Gomes, apresentou na ocasião um relatório de intervenções feitas pelo Governo do Estado em parceria com a União no sentido de complementar com obras locais a rede de infraestrutura nacional, com investimentos que atingem mais de R$ 1,6 bilhão. Entre os principais empreendimentos citou a construção e ampliação da malha rodoviária, ampliação do Terminal Portuário do Pecém, onde se destaca a construção do terminal de Múltiplas Utilidades (TMUT), e a construção de trecho da Transnordestina, no qual o governo do Estado coordena as desapropriações dos trechos em seu território. "São obras muito importantes para o Estado e que terão impactos positivos na nossa economia e da região", salientou, apontando ainda a existência de outras demandas como a duplicação da BR-222 no trecho até Sobral, do anel viário que contorna a Capital e a ligação ferroviária entre Quixeramobim, e Nova Russas entre outras. O Secretário de Política Nacional de Transportes, do Ministério dos Transportes, Marcelo Perrupato, por sua vez destacou as principais obras implantadas pelo Ministério no Nordeste, ressaltando a participação dos Estados em diversos aspectos. O encontro que se estendeu também pelo período da tarde contou ainda com debates sobre as obras implementadas PNLT. Também participaram da reunião representantes da Companhia de Integração Portuária do Ceará (Cearáportos), do Departamento de Edificações e Rodovias (DER), DNIT, Companhia Docas, Marinha do Brasil e Polícia Rodoviária Federal. | |
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| O POVO |
03 de março de 2010 |
| JOSÉ MACÊDO | |
| Sonia Pinheiro - PRESTÍGIO | |
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Veja nos clics que compareceu ao lançamento do livro Parece que Foi Amanhã -as ideias que levaram ao futuro o empresário, patriarca e cidadão José Macêdo. Palco: Livraria Saraiva (Iguatemi). O filho e presidente da FIEC, Roberto Macêdo, apresentou a biografia do pai.
Tânia e Roberto Macêdo Wânia Dummar e Expedito Machado Ministro José Pimentel e Roberto Macêdo Josué de Castro Neto, Edilmar Norões e Josué de Castro Carlos Fujita, Roberto Macêdo e Beto Studart Salmito Filho Luiz Pontes | |
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| O POVO |
03 de março de 2010 |
| GUIA INDUSTRIAL DO CEARÁ 2010 | |
| Guia Industrial do Ceará 2010 | |
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Guia Industrial do Ceará 2010
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| O POVO |
03 de março de 2010 |
| INVESTIMENTOS EM OBRAS | |
| Investimentos no Ceará devem ultrapassar R$ 5 bi | |
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De acordo com a Secretaria de Infraestrutura, mais de R$ 5 bilhões devem ser investidos em obras como construção de aeroportos e duplicação de estradas. Os dados foram apresentados durante reunião com o Ministério dos Transportes
Helaine Oliveira : helaineoliveira@opovo.com.br O Ceará, por meio da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) e do Ministério dos Transportes, deve investir mais de R$ 5 bilhões em logística e transporte até 2015. A informação foi repassada pelo secretário-adjunto da Seinfra, Otacílio Borges, durante a segunda reunião do Programa Nacional de Logística e Transportes (PNLT), que teve a participação de representantes do Ministério dos Transportes, de secretarias estaduais e do setor privado dos estados do chamado Nordeste Setentrional: Ceará, Piauí, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Otacílio apresentou relatório de intervenções feitas pelo Governo do Estado em parceria com a União, no sentido de complementar com obras locais a rede de infraestrutura nacional. Segundo o secretário adjunto, o Ceará está recebendo importantes obras de infraestrutura nos setores rodoviário, aeroportuário e ferroviário e deverá ter mais demandas atendidas nos próximos anos. ``Já investimos R$ 500 milhões no Porto do Pecém, por exemplo, mas precisamos de R$ 1,6 bilhão para a construção do Terminal de Múltiplas Utilidades (TMUT), incluindo um quebra-mar, esteira e um descarregador``, disse. Outra necessidade de investimento apresentada foi com relação à construção do Arco Rodoviário Metropolitano do Ceará, uma rodovia de 90 quilômetros que vai de Chorozinho até o Porto do Pecém, sem passar por Fortaleza. ``A obra irá custar R$ 230 milhões e deve beneficiar os produtores de frutas do Vale do Jaguaribe``, informou Otacílio. Este mês inicia a fase de licitação para a formulação do projeto. Aeroportos De acordo com o secretário-adjunto da Seinfra, está previsto ainda o investimento de R$ 28 milhões para a construção de cinco aeroportos de médio porte nos municípios de Itapipoca, Limoeiro do Norte, Campos Sales, Crateús e Canindé. ``Nosso objetivo é termos um aeroporto a cada 100 quilômetros``, disse. Ainda está em estudo a criação de um aeroporto específico para cargas em São Gonçalo do Amarante. ``Pretendemos ainda ampliar o Aeroporto Internacional Pinto Martins no valor de R$ 410 milhões para aumentarmos a capacidade de 2,5 milhões para oito milhões de passageiros por ano``, destacou o secretário adjunto da Seinfra. As demandas mostradas durante a reunião serão documentadas e encaminhadas ao Ministério dos Transportes em um prazo de até 20 dias. PREVISÃO DE INVESTIMENTOS - Para o Porto do Mucuripe foram solicitados pela Seinfra R$ 160 milhões, incluindo dragagem e construção do terminal de passageiros - De acordo com o estudo, para a duplicação de 116 quilômetros da BR-020, no trecho entre Fortaleza e Canindé, devem ser investidos R$ 232 milhões. - Para a duplicação da BR-116, no trecho entre Pacajus e Boqueirão do Cesário (74 quilômetros), a expectativa é de R$ 198 milhões em investimentos. - De Boqueirão até Jaguaribe estão previstos R$ 575 milhões para a duplicação de 191 quilômetros. - Já no trecho entre Jaguaribe até a fronteira com o estado de Pernambuco foram solicitados R$ 726 milhões para a duplicação de 242 quilômetros da BR 116 - Na BR-222, no trecho entre Umirim e Sobral, estão previstos R$ 307 milhões para a duplicação de 50 quilômetros. - Já no trecho que vai de Sobral a Tianguá, foram solicitados R$ 105 milhões para as obras de adequação de 70 quilômetros. - De Tianguá até a divisa com o estado do Piauí estão previstos R$ 46 milhões em obras de melhoria de 34 quilômetros de estrada. - Na BR-402, no trecho que vai de Umirim até Granja, foram solicitados pela Seinfra junto ao Ministério dos Transportes R$ 230 milhões para adequação de 216 quilômetros de rodovia. - A secretaria também solicitou R$ 95 milhões para a duplicação da CE-085 (Rodovia Estruturante) nos entroncamentos entre as CEs 090 e 341, compreendendo um trecho de 59 quilômetros de estrada - Segundo a Seinfra, o Arco Rodoviário Metropolitano do Ceará deve cortar os municípios de Chorozinho, Barreira, Acarape, Palmácia, Maranguape, Pacatuba e Caucaia (sem passar por Fortaleza), até chegar ao Porto do Pecém. NÚMEROS 5 bilhões DE REAIS É A MÉDIA PREVISTA PELA SECRETARIA DE INFRAESTRUTURA PARA OBRAS NO SETOR DE TRANSPORTE NO CEARÁ. 1,6 bilhão DE REAIS FORAM SOLICITADOS PARA A CONSTRUÇÃO DO TERMINAL DE MÚLTIPLAS UTILIDADES DO PORTO DO PECÉM. 28 milhões DE REAIS É O PREVISTO PARA A CONSTRUÇÃO DE CINCO AEROPORTOS DE MÉDIO PORTE NOS MUNICÍPIOS DE ITAPIPOCA, LIMOEIRO DO NORTE, CAMPOS SALES, CRATEÚS E CANINDÉ. | |
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| ANTÔNIO VIANA ON LINE |
03 de março de 2010 |
| CINE SESI CULTURAL | |
| Secretaria da Cultura do Crato e Cine SESI Cultural promovem nesse final de semana exibição de filmes gratuitos para toda a população | |
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No próximo final de semana, mais precisamente nos dias 5, 6 e 7, sexta, sábado e domingo, no Centro Cultural do Araripe no Largo da RFFSA em Crato, acontecerá o Cine SESI Cultural, um projeto de exibições cinematográficas gratuitas para toda à comunidade. O projeto vem obtendo sucesso em todos os locais onde está sendo exibido. A etapa no Crato, que corresponde aos dias 5, 6 e 7 de março tem o apoio da Prefeitura Municipal, através da Secretaria da Cultura, Esporte e Juventude. Os filmes começarão a ser exibidos as 18 horas e 30 minutos seguindo a programação dessa forma:
Sexta feira 05 de março - Desenho sócio-educativo do Sesi Filme da Oficina Audiovisual realizada no Crato Curta metragem :Vida Maria. Longa metragem:Tapete Vermelho: a emocionante viagem de pai e filho pelo interior em busca do cinema, com Matheus Nathergalle e Gorete Milagres. Sábado 06 de março - Desenho sócio-educativo do Sesi Filme da Oficina Audiovisual realizada em Icó - CE. Curta metragem; Os filmes que não fiz - Longa metragem: Se Eu Fosse Você 2 As loucuras de um casal que tem seus corpos trocados mais uma vez, com Toni Ramos e Gloria Pires. Domingo 07 de março- Desenho sócio-educativo do Sesi Filme da Oficina Audiovisual realizada no Crato Curta metragem : Câmara Viajante. Longa metragem: A Era do Gelo 3: As aventuras de uma turma de bichos bem diferentes em uma nova era. Toda a comunidade cratense está convidada a participar desse momento de diversão e apreciação de arte. | |
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| SENAI OLIMPÍADAS |
03 de março de 2010 |
| OLIMPÍADA DO CONHECIMENTO | |
| Ceará levará 12 competidores para o torneio de educação profissional | |
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O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Ceará (SENAI/CE) levará 12 alunos para a Olimpíada do Conhecimento. Até a véspera do embarque - programado para este fim de semana -, os cearenses cumprirão uma rotina diária de treinos em busca da perfeição, o que garante a formação de trabalhadores com alto nível de qualificação para as indústrias do estado.
Segundo o coordenador regional da Olimpíada do Conhecimento, Jonas Bezerra Rolim, a maioria dos competidores cearenses treina pelo menos oito horas por dia, de segunda a sexta-feira, dedicadas ao desenvolvimento de habilidades, conhecimentos tecnológicos e atitudes. Os jovens participam ainda de sessões de psicologia e de atividades físicas, para enfrentarem a pressão durante as provas. Os 12 alunos do SENAI/CE que irão ao Rio de Janeiro foram selecionados entre mais de 60 jovens na etapa estadual da competição, realizada no ano passado. Eles participarão do torneio em 11 ocupações industriais: mecatrônica, mecânica de manutenção, aplicação de revestimento cerâmico, tornearia, fresagem, construção em alvenaria, mecânica geral, confeitaria, panificação, mecânica de automóveis e instalação e manutenção de redes. Um dos competidores cearenses é Jefferson Lee, de 20 anos. Ele vai disputar com outros 15 concorrentes as medalhas da ocupação de panificação. “A cada dia de treino, aprendo coisas novas. Acredito que terei um grande desempenho”, afirma o jovem, que, nas provas, produzirá itens como massas crocantes, pães especiais e massas doces. A instrutora e avaliadora de panificação no SENAI/CE, Bete Sampaio, diz que a dedicação diária aos treinos para a Olimpíada do Conhecimento aprimora as habilidades pessoais e profissionais de Jefferson. “Não nos atemos apenas à parte técnica, trabalhamos outras habilidades como comportamento, postura e atitude. Ele será um profissional com as competências requeridas pelo mercado de trabalho”, afirma Bete. Na edição anterior da Olimpíada do Conhecimento, em 2008, Bete Sampaio acompanhou o cearense Marco Henrique Mudo, que conquistou a medalha de prata em panificação. Neste ano, ela crê novamente em um grande resultado. “Estamos corrigindo os erros de 2008”, diz. A Olimpíada do Conhecimento é realizada a cada dois anos pelo SENAI e conta com a participação de centenas de alunos das escolas da entidade no país. As provas simulam situações semelhantes às que os jovens encontrarão no ambiente de trabalho. Os competidores precisam dominar as habilidades técnicas da profissão, conhecer novas tecnologias e ter as qualidades pessoais exigidas pelo mercado de trabalho. Neste ano, a Olimpíada do Conhecimento reunirá 562 competidores, que mostrarão suas habilidades pessoais e profissionais em 41 ocupações industriais e cinco do setor de comércio e serviços. Os competidores das ocupações comerciais e de serviços são alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A delegação cearense contará com cinco competidores do Senac. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
03 de março de 2010 |
| PAC | |
| Casa Civil nega ter maquiado atrasos em obras do PAC | |
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Nota afirma que reportagem da Folha "manipulou dados"
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA A Casa Civil da Presidência da República divulgou nota negando ter maquiado os balanços oficiais do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) como forma de esconder atraso em três de cada quatro das principais obras do programa. Conforme reportagem de ontem da Folha, a maioria dessas obras mantém, nos documentos oficiais, o carimbo de "adequado", apesar do atraso. Isso se deve ao fato de o governo ter estendido prazos de entrega. "Se existe "maquiagem" ou tentativa de "esconder" informações em relação ao PAC, ela está na reportagem do jornal. (...) Todas as alterações de cronogramas das ações do PAC estão registradas nos balanços, [que] sempre fizeram referência às ações desenvolvidas dentro do programa", diz a nota, intitulada "Folha de S.Paulo maquia dados sobre o PAC". A partir do segundo balanço oficial do PAC -foram nove até hoje-, as obras que sofreram alteração de cronograma têm listado o novo prazo sem que, na quase totalidade dos casos, faça-se menção ao anterior. A Casa Civil diz ainda que a reportagem manipulou dados "ao selecionar uma amostra parcial de 75 ações do primeiro balanço (de um total de 1.646)". A reportagem deixa claro que se trata das "ações destacadas [pelo próprio governo] no primeiro balanço", além de fazer a checagem em relação às 134 obras citadas pelo governo no primeiro ano do programa -o índice de atraso, nesse caso, é um pouco maior: 77%. "Das 2.471 ações monitoradas, metade foi concluída, 44% estão com ritmo adequado de execução, 5% em atenção e 1% em situação preocupante. Se metade foi concluída, como poderia haver 75% atrasadas?", questiona a Casa Civil. O atraso em 75% das principais obras inclui as que já estão concluídas, mas não foram finalizadas no prazo prometido inicialmente pelo governo. Em relação ao desmembramento de algumas ações, a nota reproduz explicação publicada ontem: que isso se deve "a sua complexidade e visa aprimorar seu monitoramento". Deputados e senadores da oposição, que qualificaram o PAC de "ilusionista", criticaram o governo e Dilma Rousseff pelo atraso. Parlamentares do DEM e do PSDB disseram que o programa está sendo usado para "turbinar" a campanha da ministra da Casa Civil. Dilma Ao discursar ontem em Sorocaba durante inauguração do complexo industrial da Case New Holland, do Grupo Fiat, Dilma afirmou que o PAC "esse ano se acelera mais". A imprensa não teve acesso ao local onde estavam a ministra e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma, pré-candidata do PT à Presidência e apontada pelo governo como a grande gestora do programa, não fez menção à reportagem da Folha. -------------------------------------------------------------------------------- Colaborou MALU DELGADO , enviada a Sorocaba | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
03 de março de 2010 |
| RETOMADA DA ECONOMIA | |
| Lula afirma que fez o "óbvio" para a retomada da economia | |
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GOVERNO
PAULO DE ARAUJO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que fez o "óbvio" para que o país retomasse o crescimento e criticou: "Quando uma criança está com fome, o óbvio é a mãe dar comida. Mas, dependendo da formação da mãe, ela vai arranjar um discurso, vai inventar um jeito para a criança comer sem a presença dela, e a criança pode morrer. Foi o que aconteceu. Não fazíamos o óbvio". Em encontro com dirigentes do setor automotivo em São Paulo, ele disse que, antes de assumir, o Brasil vivia uma situação de país capitalista "sem capital e sem financiamento", com regime de crédito como na URSS. De acordo com ele, o volume de crédito disponível no país passou de R$ 381 bilhões em 2003 -seu primeiro ano de mandato- para R$ 1,4 trilhão atualmente. Para ressaltar a expansão do crédito e outras ações, Lula disse que o brasileiro tem quatro paixões na vida: "Casar com uma mulher bonita, ter casa boa, um carro e um computador. Dê isso ao cidadão e ele não vai nem fazer oposição ao governo". | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
03 de março de 2010 |
| BNB - PROATUR COPA DO MUNDO DE 2014 | |
| BNB lança crédito para Copa | |
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Proatur disponibilizará recursos para a construção, reforma e modernização do trade turístico nordestino
O trade turístico cearense terá, a partir de hoje, mais um incentivo para desenvolver a infraestrutura necessária a fim de suprir a demanda procedente da Copa do Mundo de 2014, da qual Fortaleza será uma das 12 cidades-sedes. O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e o Ministério do Turismo (MTur) lançam, às 10h, o BNB Proatur Copa. O programa de crédito, inserido no Programa de Apoio ao Turismo Regional (Proatur), com recursos advindos do FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste), disponibilizará R$ 100 milhões, apenas este ano, para as empresas privadas do Estado que realizam atividades no segmento turístico. A iniciativa, que conta com a parceria dos governos estaduais do Nordeste, vem com o intuito de financiar investimentos e capital de giro para a construção, ampliação, reforma e modernização dos diversos empreendimentos ligados ao trade turístico, como hotéis, resorts, bares, restaurantes, empresas de transporte, lojas de suvenir´s, organizadoras de feiras e congressos, parques temáticos, museus e restauração de prédios históricos. O BNB Proatur Copa custeia ainda outros itens ligados ao setor, como veículos automotores para o desempenho das atividades; máquinas e equipamentos; móveis e utensílios; aquisição, conversão, modernização, reforma ou reparação de embarcações no transporte turístico de passageiros; além de capacitação de mão-de-obra. A importância do financiamento varia, também, de acordo com o tamanho do negócio. Para as micro e pequenas empresas, o Proatur financia 100% do desígnio, com taxas de juros de 6,75% ao ano. Nos empreendimentos de grande porte, o Banco do Nordeste financia entre 80% e 90% do projeto, aplicando 10% de juros ao ano. Pagamento De acordo com José Sydrião de Alencar, diretor de Gestão do Desenvolvimento do BNB, o pagamento do financiamento poderá ser feito em até cinco anos, no caso de empreendimentos de menor porte, e em vinte anos para grandes projetos, como construção de hotéis e resorts, por exemplo. O prazo para início do pagamento do valor obtido é de seis meses após a liberação do recurso. "A facilidade para se adquirir o financiamento está maior. O banco está realizando isso da forma mais rápida possível, e está facilitando bastante as condições", afirma o diretor de Gestão do Desenvolvimento do banco. No Nordeste, o BNB Proatur Copa disponibilizará R$ 523 milhões este ano, mas os recursos serão crescentes até 2014. As condições operacionais do Proatur serão divulgadas no lançamento do programa, cuja realização será no auditório do Gabinete da presidência do banco, no Passaré. O evento contará com a participarão do presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith, e do ministro do Turismo, Luiz Barreto. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
03 de março de 2010 |
| ROSEANE MEDEIROS | |
| Regina Marshall - Personas | |
Na posse de Roseane Medeiros como presidente do CIC, as presenças de Jorge Parente e Tales de Sá Cavalcante
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| O POVO |
03 de março de 2010 |
| ROSEANE MEDEIROS | |
| Reportagem - Um dos pais do CIC-Moderno... | |
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Por Lúcio Brasileiro
Um dos pais do CIC-Moderno, ensejado pelo grande José Flávio Costa Lima, Tasso compareceu à posse da nova diretoria para ser ressaltado. Sainte Robson Passos de Castro e Silva por exemplo, lhe pagou baita elogio. E ainda fez questão de assinalar ``não se trata de puxasaquismo, é o que realmente penso do nosso senador``. Prefeita Luizianne Lins atrasada, antes tarde etc e tal, e Jorge Parente, outro ex, cedeu seu lugar à mesa. Por sinal que presidente Roseane Medeiros foi bastante prestigiada, Barão de Studart de sala repleta. E ainda teve alegria de ver filho Rafael tocando guitarra ao fundo justo sua música favorita, Smilel. | |
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| O POVO |
03 de março de 2010 |
| ROSEANE MEDEIROS | |
| Vertical S/A - NOVO VERTICAL S/A RECEBE MINISTRO DO TURISMO | |
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Por Jocélio Leal
O ministro do Turismo Luiz Barretto é convidado do Vertical S/A de hoje, na TV O POVO, às 21 horas, ao vivo. Barretto veio ao Ceará cumprir uma agenda de boas notícias. Visita obras feitas em convênios do Ministério com o Governo do Estado. Quem também vai ao programa é a nova presidente do CIC, Roseane Medeiros. Ela fala de planos para a entidade que lançou uma geração de políticos no Ceará. No quadro Agenda Positiva, as reviravoltas da vida de um consultor administrativo que perdeu quase tudo em São Paulo, veio para Fortaleza e teve que trabalhar como frentista pra sobreviver. Das cinzas construiu rede de cafeteria, distribuidora, consultoria e presente em três estados no Nordeste. No Quanto Custa temos um vinho de R$ 9 mil. No quadro Ócio, o empresário da construção civil Manoel Cesário apresenta uma coleção de raridades musicais. Hoje, às 21 horas, na TV O POVO (Canal 48 UHF, 23 NET e 11 TV Show). | |
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| O POVO |
03 de março de 2010 |
| INCUBADORAS | |
| Incubadora recebe R$ 987,3 mil | |
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O Parque de Desenvolvimento Tecnológico da UFC vai distribuir o recurso entre outras cinco incubadoras afiliadas. Juntas, elas ajudam a desenvolver mais de 60 projetos inovadores de empresas recém-formadas
Luar Maria Brandão luar@opovo.com.br Sertão central do Ceará, início dos anos 2000. Na cidade de Quixeramobim, Francisco Antônio Rabelo fabricava nada mais que humildes esculturas e troféus em pedra sabão. Hoje, quase dez anos depois, o artesão vende para o Exterior joias esculpidas em prata e pedras naturais, participa de exposições Brasil afora e às vezes tem que contratar mais gente para atender às demandas. ``Uso até espinho de mandacaru nas minhas peças. Essas joias tiveram uma aceitação fantástica nos mercados de Portugal, da Espanha, Holanda``, conta orgulhoso o proprietário da Ceará Design. A empresa é uma entre várias outras beneficiadas pelos trabalhos de desenvolvimento empresarial executados por centros e parques tecnológicos do Estado, as incubadoras - que já são 14 no Estado. Em março, uma das maiores delas, o Parque de Desenvolvimento Tecnológico (Padetec) da Universidade Federal do Ceará, vai receber o valor de R$ 987.291,37 da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), conforme divulgado ontem na 7ª Reunião do Fórum de Incubadoras e Empresas Incubadas, realizada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece). O dinheiro disponibilizado pela Finep é fruto do Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas (Pappe-Subvenção), lançado em 2006. Vinculado a esse projeto está o Programa Nacional de Incubadoras (PNI), que repassou quase R$ 12 milhões não-reembolsáveis (por isso, subvenção) a cerca de 18 incubadoras âncoras pelo País, em seu primeiro edital. No edital de 2009, que disponibilizou quase R$ 10,5 milhões, o Padetec foi uma das 12 incubadoras âncoras beneficiadas. O benefício de quase R$ 1 milhão deve ser empregado em bolsas-auxílio, materiais de consumo, consultoria e passagens para participação em eventos. Segundo o superintendente financeiro do Padetec, professor Ary Marques, no mínimo, 40% desse dinheiro deve ser aplicado nas cinco incubadoras afiliadas ao Padetec. Cada uma delas, por sua vez, deve destinar no mínimo 80% de sua parcela no suporte às atividades de consultoria e capacitação desenvolvidas nas empresas incubadas. O prazo de utilização do recurso é de dois anos. Berçários ``As instituições incubadoras oferecem as condições para que uma empresa se desenvolva, assim como acontece com os bebês pré-maturos nas maternidades``. A comparação é do coordenador de Ciência, Tecnologia e Inovação da Secitece, Francisco Carvalho. As incubadoras podem ser universidades, centros de pesquisa ou institutos tecnológicos da Região Metropolitana ou do Interior. Essas instituições trabalham o desenvolvimento dos empreendedores dando consultorias e capacitação nas áreas gerenciais, de finanças, mercado e marketing. ``As incubadoras vão oferecer às empresas todas as condições necessárias para que elas se tornem competitivas no mercado de trabalho``, explica Carvalho. Para ter sua empresa incubada, o empreendedor deve montar um plano de negócios inovador em qualquer área e apresentá-lo à incubadora. O Padetec, por exemplo, é uma incubadora de base tecnológica que auxilia mais de nove projetos inovadores, em vários segmentos: alimentos, metalmecânica, telecomunicações, têxtil, hidráulica. Já a Incubadora Tecnológica do Instituto Centec (Intece) tem 50 incubadas pelo Interior. EMAIS - São incubadoras afiliadas ao Padetec (incubadora da UFC): a Incubadora de Software do Ceará (Incubasoft); o Parque Tecnológico do Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Partec); a Incubadora Tecnológica do Instituto Centec (Intece); o Espaço de Desenvolvimento Empresarial Tecnológico da Unifor (Edetec); e a Incubadora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (Incefetce). - O programa Pappe-Subvenção da Finep é considerado modelo de subvenção com funcionamento descentralizado. Programas fomentam atividades O índice de sustentabilidade de empresas recém-saídas de incubadoras é de 80%. Enquanto que essa porcentagem cai para 20% em se tratando de empresas ``aventureiras``. Para manter alto o índice de sobrevivência dessas empresas o Governo do Estado do Ceará desenvolveu o projeto de Apoio à Incubação de Empresas, com a ajuda de parceiros como a Secitece, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Ceará (Sebrae-CE), instituições públicas e privadas de ensino e prefeituras. De acordo com Carvalho, é papel da Secitece articular a comunicação entre organizações fomentadoras de projetos e as incubadoras, como a que aconteceu ontem na 7ª Reunião do Fórum de Incubadoras e Empresas Incubadas. Na ocasião, o chefe do departamento de Apoio à Empresas Nascentes da Finep, Marcelo Camargo, apresentou ainda o programa Prime II, que financia melhorias na área da gestão das empresas, com um recurso no valor de R$ 120 mil para cada uma. Cerca de 25% das empresas beneficiadas são incubadas. O Sebrae também tem editais direcionados às incubadoras. Segundo o articulador da Unidade de Inovação e Tecnologia do Sebrae, Herbart Melo, o edital de 2010 ainda não está pronto, mas para se ter uma ideia o edital do ano passado liberou cerca de R$ 700 mil. ``Os recursos do Sebrae são aplicados na divulgação dos negócios das empresas incubadas, tanto em missões nacionais quanto internacionais, para a captação de informações e novos negócios``, afirma o articulador. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
03 de março de 2010 |
| ALTA NA DEMANDA INDUSTRIAL | |
| Indústria do País prevê alta na demanda | |
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O índice que mede a expectativa passou de 62,9 pontos para 66,2 pontos. Acima de 50 indica crescimento
Brasília Os empresários da indústria brasileira esperam aumento na demanda nos próximos seis meses, segundo revela a pesquisa Sondagem Industrial, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice que mede essa expectativa passou de 62,9 pontos para 66,2 pontos, em que números acima de 50 indicam crescimento. A previsão é de aumento nas exportações no próximo semestre (indicador em 53,5 pontos) e de um aumento nas compras de matérias-primas (63,4 pontos). A indústria brasileira iniciou 2010 com nível de atividade praticamente estável, com pequena redução em relação a dezembro. Na pesquisa, o indicador de atividade ficou em 49,2 pontos. Números abaixo de 50 indicam decréscimo na produção em relação ao mês anterior. "O indicador de evolução da produção em janeiro de 2010 situou-se muito próximo à linha divisória de 50 pontos, o que denota estabilidade em relação ao mês anterior", afirma a confederação, em nota. Já os estoques ficaram abaixo do esperado pelos empresários, o que demonstra boa saída. O indicador ficou em 48,5 pontos (abaixo de 50 pontos significa estoques abaixo do planejado). A utilização do parque industrial ficou abaixo da realizada em meses de janeiro, como o indicador em 48,3 pontos o que, segundo a CNI, aponta ociosidade na capacidade instalada. Veículos O Ministro da Fazenda, Guido Mantega prevê recorde de emplacamentos de veículos neste mês, último com Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido, projetando o emplacamento de 310 mil unidades. "As vendas começaram 2010 bastante boas, contrariando a sazonalidade de começo de ano", afirmou ontem em almoço oferecido pela Anfavea (associação das montadoras), referindo-se à venda de 221 mil automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões em fevereiro, o melhor resultado para o mês da série histórica. Se a marca se concretizar, março ultrapassará o desempenho de setembro passado, que detém o melhor resultado mensal até agora. "O brasileiro deixou de ir para o Carnaval para comprar carro, contrariando a sazonalidade", disse o ministro. Mais uma vez, o discurso de Mantega lembrou a reversão dos efeitos da crise econômica mundial devido às medidas tomadas pelo Governo Federal. "Fomos muito bem sucedidos. Estimulamos crédito, reduzimos tributo e o resultado está aí", completou, ressaltando que o crescimento de 11% nas vendas de automóveis no último ano foi "extraordinário para um ano de crise". O Brasil é atualmente o 5º maior mercado mundial da indústria automobilística e "vamos buscar o 4º lugar", de acordo com o ministro. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
03 de março de 2010 |
| FORTALEZA LIQUIDA - CDL | |
| Fortaleza Liquida começa amanhã | |
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A promoção varejista terá duração de 11 dias, culminando com o show de encerramento do cantor Fábio Jr, no dia 14
Os lojistas que irão participar do Fortaleza Liquida, que começa amanhã, irão contar com um incentivo e tanto do governo do Estado. O pagamento do ICMS do mês de março será dividido em três parcelas: dias 20 de abril, maio e junho. “É um estímulo grande. É um dinheiro que fica dentro da empresa, pois o setor varejista é carente de capital de giro”, afirmou o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza, Freitas Cordeiro. Ele afirmou ainda que as adesões ainda podem ser feitas, inclusive, durante o evento que vai até o dia 14 de março. “Todas as previsões foram superadas. Já ultrapassamos 2 mil pontos de venda e capacitamos 3 mil empregados do comércio para trabalhar no Fortaleza Liquida, a maior promoção do varejo cearense”, comentou Cordeiro. Ele não arriscou dizer quais os percentuais de descontos que serão praticados por conta da extensa variedade de produtos em promoção. “Vai depender de cada mercadoria. Há casos em que 10% representam muita coisa por causa do valor agregado. Podemos garantir que serão excelentes oportunidades para o consumidor fortalezense”, disse o presidente da CDL Fortaleza. Cordeiro frisou que não se trata de “queima” de estoque, e sim de uma redução na margem de lucro dos comerciantes após cálculos planejados. “A intenção é estimular as vendas no mês de março, que é considerado o pior período para o comércio da cidade”, ratificou. Premiações A expectativa da CDL é de incrementar o faturamento do comércio da Capital em 25% em relação a igual período do ano passado. Para isso, o Fortaleza Liquida, além dos descontos, irá promover a premiação de dois carros, 10 motos e 10 notebooks para os consumidores. O cupom será fornecido ao cliente após R$ 25 em compras. O sorteio será realizado no fechamento do Fortaleza Liquida, com show do cantor e compositor Fábio Júnior, no Siará Hall. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
03 de março de 2010 |
| BRASIL E IRÃ | |
| Exportações ao Irã crescem 76% | |
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Apesar da expansão no 1º bimestre do ano, país islâmico compra só 1% das exportações brasileiras
Setor agropecuário puxa a expansão, e Irã deve se tornar neste ano o segundo maior importador de carne bovina "in natura" do país MAURO ZAFALON DA REDAÇÃO O estreitamento de relações políticas entre Brasil e Irã começa a dar resultados comerciais. Num momento em que o governo Lula apoia Teerã em meio à pressão mundial para o isolamento do país islâmico devido ao seu programa nuclear, as exportações brasileiras ao Irã cresceram 76% no primeiro bimestre deste ano em relação a igual período do ano passado. No bimestre, os iranianos já gastaram US$ 217,7 milhões com compras no Brasil, deixando um superavit de US$ 215 milhões para os brasileiros. Fábio Faria, diretor de planejamento da Secretaria de Comércio Exterior, diz que ainda há espaço para crescimento. Os iranianos receberam reforço de caixa com a recuperação dos preços do petróleo e poderão importar mais, diz ele. Hoje, a participação iraniana é de só 1% das exportações brasileiras. As compras dos iranianos têm foco forte no agronegócio, principalmente em carnes, milho, açúcar e soja. O rol de exportações do Brasil inclui, ainda, chassi para veículos, motores elétricos, reatores e papel. O Irã deve se consolidar como o segundo maior importador de carne bovina "in natura" do Brasil neste ano, superando mercados tradicionais como Hong Kong, Venezuela e Egito. As exportações do produto ao Irã em janeiro somaram 15,6 mil toneladas e superaram em 106% as de igual mês de 2009. O interesse iraniano se estende também ao frango. Embora o país seja grande produtor, o consumo per capita dessa proteína subiu de 18 kg em 2004 para 24,1 kg neste ano. A Folha apurou que a ordem que vem do Irã é para que os representantes comerciais do país aumentem as compras por aqui. Com isso, os brasileiros esperam colocar 220 mil toneladas de carne bovina "in natura" no país. Se confirmadas, essas exportações superarão em 68% as de 2009 e em 169% as de 2006. Otávio Cançado, diretor-executivo da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), diz que o Brasil tem, no momento, 40 frigoríficos produzindo carne bovina para os iranianos. Rituais A carne enviada àquele país tem de seguir os rituais islâmicos. Um veterinário, um degolador e um religioso, todos enviados pelo Irã, conferem se o abate segue as exigências religiosas, diz o diretor da Abiec. A participação iraniana no mercado brasileiro é importante principalmente porque as importações são de carne "in natura", com maior valor agregado. Enquanto a Rússia, o líder nas importações de carne brasileira, pagou US$ 2.967 por tonelada de carne em janeiro, os iranianos pagaram US$ 3.926 por tonelada. Frango O setor de frango também espera aumento das exportações. "O problema é que essas compras são sazonais, mas há uma vontade crescente de elevar os negócios por parte do Irã", diz Ricardo Santin, diretor-executivo da Abef (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos). Em busca de uma expansão das vendas no mercado iraniano, a indústria brasileira enviará uma missão comercial ao país nas próximas semanas, segundo Santin. A intenção de compra dos iranianos ficou evidente para os brasileiros em uma feira de alimentação realizada em Dubai (Emirados Árabes) no mês passado, quando a busca de negócios foi grande, segundo os participantes do evento. -------------------------------------------------------------------------------- LEIA MAIS em Brasil e Mundo | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
03 de março de 2010 |
| ANGOLA - MANUEL HIGGINO CARNEIRO | |
| Angola quer expandir relações comerciais | |
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Energia eólica, turismo, agropecuária e piscicultura são as áreas de maior interesse dos angolanos no Ceará
Um encontro realizado, ontem, no Conselho de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Cede), entre o presidente da instituição Ivan Bezerra e o ministro de Obras Públicas de Angola, Manuel Higgino Carneiro, pode ser o início de uma nova fase para o desenvolvimento comercial entre o Estado e aquele País africano, que está interessado em investir, prioritariamente, em turismo, energia eólica, agropecuária e piscicultura. Esta última, segundo o ministro angolano, pode ser posta em prática a curto prazo (nos próximos seis meses), com a vinda de profissionais africanos para o Ceará, em busca de capacitação técnica e equipamentos necessários para por em prática a cultura da criação de peixes. Além disso, outros projetos de médio e longo prazo foram discutidos. "Estamos buscando soluções para atender a demanda do nosso País, principalmente na área de alimentação. Mas também temos uma carência muito grande em produção energética. Queremos comprar equipamentos e produtos fabricados cá, na área de energia eólica, pois é uma forma rápida e segura de instalação e de acúmulo de energia", explicou o angolano. Carneiro disse ainda que se trata de apenas um contato de "estreia" entre Angola e o Estado de muitos outros que estarão por vir. "Pensamos que, agora, estamos a conversar com as pessoas certas. Temos confiança absoluta de que todos os projetos abordados nesta reunião serão concretizados", afirmou. Acompanhado de alguns empresários, o representante angolano sobrevoou de helicóptero parte do litoral cearense, com o objetivo de conhecer potenciais áreas de investimento no setor turístico. "É de encher os olhos. São tantas informações que não há como absorvê-las só neste encontro. O importante é que sabemos o que queremos", admitiu Carneiro. Para o presidente do Cede, Ivan Bezerra, o estreitamento entre o Estado e Angola é importante por diversificar o leque de países que investem no Ceará. "Eles ficaram maravilhados com o potencial do nosso turismo. Também há interesse em calçados, setor têxtil e transformadores de energia. Além disso, querem oferecer incentivos tributários e juros baixos para que empresários daqui se instalem por lá", declarou Bezerra, antecipando que em julho o país africano deverá ser visitado por empresários cearenses. Outro aspecto abordado na reunião foi a possibilidade de se criar uma linha área com voo direto de Fortaleza para Luanda, capital angolana. ILO SANTIAGO JR. ESPECIAL PARA ECONOMIA | |
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| O POVO |
03 de março de 2010 |
| INTERESSES DO NORDESTE | |
| Sonia Pinheiro - UNIÃO PELO NE | |
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Na defesa dos interesses do Nordeste e, em especial, do CE, o último meeting da bancada na Câmara Baixa juntou os deputados federais Raimundo Gomes de Matos e Ariosto Holanda e o alcaide de Maracanaú, Roberto Pessoa, também pré-candidato ao Palácio Iracema.
No encontro, foi hasteada a bandeira em defesa da derrubada dos vetos do presidente Lula na Sudene, que vem inviabilizando o trabalho que se propõe na região; a liberação de recursos para as obras da Transnordestina e a revitalização e transposição das águas do São Francisco; o desenvolvimento científico e tecnológico para o NE e a votação do substitutivo do pré-sal dos deputados federais Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG), com vistas à redução das desigualdades regionais. No flash, pinta o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (convidado do encontro), deputado Zezéu Ribeiro (coordenador da bancada do NE na Câmara), Roberto Pessoa e Raimundo Gomes de Matos. | |
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| UOL ÚLTIMAS NOTÍCIAS |
03 de março de 2010 |
| COTAÇÃO | |
| Indicadores Econômicos | |
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Dólar (02/03 - 16h30)
Comercial Compra 1,781 Venda 1,783 Turismo Compra 1,7100 Venda 1,8500 Paralelo Compra 1,9000 Venda 2,0000 Dólar (03/03 - 10h00) Comercial Compra 1,7900 Venda 1,7920 Turismo Compra 1,7800 Venda 1,8800 Paralelo Compra 1,9000 Venda 2,0000 Outros indicadores Global 40 134,5% TR 0,079% CDI 8,630% SELIC 8,75% IPCA 0,75 jan.10 | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
03 de março de 2010 |
| CAPITALIZAÇÃO DA PETROBRAS | |
| Câmara aprova capitalização da Petrobras | |
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Projeto autoriza União a vender à estatal o direito de explorar até 5 bilhões de barris de petróleo e gás em áreas do pré-sal
Deputados analisam hoje as emendas que podem alterar o texto principal; concluída a votação, o projeto segue para a apreciação do Senado NOELI MENEZES DA SUCURSAL DE BRASÍLIA A Câmara dos Deputados aprovou ontem o texto básico que aumenta o capital do Tesouro na Petrobras. Pelo projeto, a União foi autorizada a vender à estatal, sem licitação, o direito de explorar até 5 bilhões de barris de petróleo e gás natural em áreas ainda não concedidas da camada do pré-sal. O substitutivo do relator da proposta, deputado João Maia (PR-RN), foi aprovado em voto simbólico. Apenas DEM e PSDB foram contra o projeto. Os deputados analisam hoje as emendas que podem alterar o texto principal. Concluída a votação, o projeto segue para o Senado, onde o governo estuda pedir regime de urgência. A proposta precisa ser aprovada até abril para que a Petrobras possa captar recursos nos mercados internacionais até junho, pouco antes das férias de verão no hemisfério Norte. Se houver imprevisto no Congresso, a capitalização só poderá acontecer em setembro, às vésperas das eleições presidenciais, período sujeito a turbulências nos mercados. A operação pode chegar a US$ 50 bilhões e se tornar a maior captação do mundo por meio da venda de ações. O volume que será levantado tem por base o preço de US$ 5 o barril, valor a ser confirmado por consultores independentes. Por esse cálculo, o aporte do governo será de US$ 25 bilhões. Ontem, o relator apresentou parecer favorável à aprovação de 2 dos 15 destaques propostos pelo plenário. Um trata da transparência. A empresa será obrigada a informar anualmente os acionistas sobre a negociação e a valorização das ações. O outro atende à demanda de empresas de pequeno e médio porte que buscam participar da exploração de petróleo em campos maduros. Segundo essa proposta, a Petrobras poderá efetuar parte do pagamento devido à União pela cessão da exploração do pré-sal por meio da devolução de campos terrestres em desenvolvimento ou em produção de petróleo. Na semana que vem, a Câmara vota o mais polêmico dos projetos, o que institui o regime de partilha e distribuição dos royalties oriundos da exploração do petróleo. ANP acha petróleo A ANP (Agência Nacional do Petróleo) descobriu petróleo no pré-sal da bacia de Santos, numa área da União não licitada ainda e cujas reservas serão usadas na capitalização da Petrobras. Segundo a agência, foram achados só "indícios" de petróleo durante a perfuração de um poço e ainda não é possível dimensionar o tamanho do reservatório nem o volume de óleo que pode ser extraído. -------------------------------------------------------------------------------- Colaborou a Sucursal do Rio | |
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| O POVO |
03 de março de 2010 |
| X FEIRA DE CULTURA E NEGÓCIOS | |
| Vertical S/A - Horizonte | |
| A programação do 23º aniversário de emancipação política de Horizonte, hoje e amanhã, terá a X Feira de Cultura e Negócios. Vai reunir as indústrias e empresas do município. Na lista, a Vulcabrás do Nordeste. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
03 de março de 2010 |
| EXPORTAÇÕES DE CAFÉ | |
| Brasil monta estratégia para elevar as exportações de café | |
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Apesar de o Brasil ter ampliado de 30% para 32% sua participação no comércio internacional de café no ano passado - a maior fatia nos últimos 30 anos, com embarques de 30,3 milhões de sacas -, os exportadores querem mais. A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, na sigla em inglês) e a Agência de Promoção das Exportações (Apex) preparam uma ofensiva para elevar ainda mais a presença do produto nacional, principalmente o gourmet, em mercados que importaram menos em 2009 ou que tenham grande potencial de crescimento.
O projeto para promover o café brasileiro conta com R$ 1,5 milhão para serem aplicados neste ano. Na mira dos exportadores já estão pelo menos seis países: China, Japão, Coreia do Sul, Itália, França e Estados Unidos. Cada um desses países deve receber pelo menos uma vez neste ano um grupo de exportadores de cafés especiais do Brasil. Entre os seis principais alvos, quatro já figuram entre grandes importadores do café brasileiro. Os americanos são os maiores consumidores do mundo e o segundo principal cliente brasileiro. Uma em cada quatro doses consumidas em território americano é de café brasileiro. Com uma demanda doméstica de 22,2 milhões de sacas em 2009, os EUA importaram apenas do Brasil 5,9 milhões de sacas no ano passado. "Mesmo com a crise, os Estados Unidos são um importante mercado. Temos qualidade e preço para competir e é o que pretendemos fazer", diz Tulio Junqueira, presidente da BSCA. A produção brasileira de café especial é de aproximadamente 5 milhões de sacas, das quais 80% são exportadas. Terceiro maior destino do café brasileiro, a Itália comprou 14% menos café do Brasil em 2009. Foram embarcadas 2,5 milhões de sacas ante as 2,91 milhões de 2008, fato que justifica uma força maior na promoção do produto. Ainda na Europa, mesmo com toda a tradição em cafeterias, a França é apenas o oitavo destino do café nacional, com vendas de 693 mil sacas. Na Ásia, o Japão é o terceiro maior consumidor mundial e quarto destino das exportações brasileiras. No ano passado, os japoneses compraram 2,1 milhões de sacas do Brasil, fazendo com que a participação do café brasileiro naquele país chegasse a 35%. "O Brasil já tem uma grande participação no Japão, mas os cafés da América Central e da Colômbia representam juntos cerca de 40% naquele mercado. Com a queda na produção desses países, o Brasil tem chance de ocupar uma parcela ainda maior no mercado que melhor paga pelo produto nacional", afirma Guilherme Braga, diretor do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Ainda fora da lista dos principais destinos das vendas do Brasil, Coreia do Sul e China devem ter tratamento especial. Os sul-coreanos são grandes consumidores e importam 100% de suas necessidades. Em 2009, foram consumidas na Coreia 1,5 milhão de sacas de café, mesmo volume consumido por Colômbia e Argentina juntos. "Na China a situação é diferente. Precisamos entender o mercado, descobrir o que eles querem para poder ter uma participação maior", diz Junqueira. Mesmo com a maior população do mundo, o consumo per capita chinês é um dos menores, com modestos 0,02 quilo por habitante/ano. Falta consenso em acordo internacional Representantes da bancada ruralista no Congresso, ligados à cafeicultura, defendem que o Brasil não ratifique o Acordo Internacional do Café (AIC), que está sendo discutido nesta semana na Guatemala, onde acontece a conferência mundial do setor. Os deputados consideram que o acordo não garante uma remuneração adequada aos países produtores. Ontem, o Secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone, leu na Guatemala o discurso escrito pelo deputado José Fernando de Oliveira (PV-MG), relator da comissão do Congresso que avaliou o texto do AIC. "As dificuldades enfrentadas pelo setor cafeeiro no Brasil indicam que a OIC [Organização Internacional do Café] não vem sendo utilizada de modo a garantir remuneração adequada aos países produtores. A OIC tem permitido a existência de um prolongado desequilíbrio entre produtores e consumidores", dizia o texto. O acordo foi criado em 2007, mas até agora não entrou em vigor por não ter obtido a ratificação de pelo menos dois terços dos membros da OIC. "Existe pressa para a ratificação, mas precisamos de propostas concretas de políticas visando a recuperação econômica dos produtores", disse o deputado Carlos Melles (DEM-MG). O novo acordo foi criado em 2007 e foi assinado pelo Brasil em 2008, precisando ser ratificado até setembro deste ano. Uma das maiores críticas a ele é que em nenhum momento a OIC incluiu cláusulas econômicas, como as formas de garantia de renda mencionadas pelos deputados. Essas cláusulas ficaram de fora pois não houve consenso sobre os assunto entre os países consumidores com os produtores. "Muita gente que pede agora essas cláusulas esteve na OIC e aprovou o acordo. O mais razoável seria ratificar aquilo que já está em andamento e fazer uma nova proposta para um novo acordo", afirma uma fonte do setor. (AI) | |
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| O POVO |
03 de março de 2010 |
| MINÉRIO FERRO NO CEARÁ | |
| Crescem 374% pedidos para pesquisa de minério ferro no CE | |
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Quando se acreditou no potencial de explorar as riquezas minerais cearenses, os pedidos de concessão de pesquisa cresceram
O número de pedidos para pesquisa de minério de ferro no Ceará cresceu 374% em pouco mais de dois anos. Havia 150 áreas solicitadas em 2008, frente aos 711 terrenos requeridos até fevereiro deste ano, informou o chefe do distrito do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) no Ceará, Fernando Roberto. As solicitações para pesquisa de minério de ferro no Ceará tornaram-se intensas em 2004, quando áreas ficaram visadas nos municípios de Sobral, Coreaú e Frecheirinha - norte do Estado. Foram quatro pedidos naquele ano. Até então, não se compreendia ser viável economicamente investir nesse produto cearense. Os jazimentos são muitos, mas de pequeno porte. ``Tanto os depósitos de minério de ferro como de manganês são de pequenos volumes. Não temos ainda nenhum depósito com tonelagem superior a 10 milhões de toneladas``, afirmou Fernando Roberto. O maior número de áreas está com requerimento ou autorização de pesquisa para as empresas mineiras Vtech Empreendimentos Minerais e Terrativa Minerais, além da Vale e duas pessoas físicas de São Pualo: Ingo Gustav Wender e Angelito Ancelmo Santana. A Terrativa Minerais aguarda autorização para começar as pesquisas. Conforme Júlio Neves, geólogo da empresa, uma equipe de especialistas foi formada para trabalhar de acordo com os dados do DNPM. ``A gente fez um estudo e requereu a área. A gente visa principalmente minério de ferro, mas também queremos manganês, cobre, chumbo e zinco``, informou. Alguns estudos devem ter início ainda este semestre, garantiu. Conforme Neves, o procedimento está em etapa inicial, mas os trabalhos de escritório já foram iniciados e uma equipe está pronta para vir ao Estado. ``São muitas áreas para pesquisa``, disse, sem dar exatidão de quantidade. Beneficiamento Antes do entendimento atual do Governo do Estado de que o solo cearense tinha uma riqueza mineral economicamente viável, só uma empresa tinha concessão de lavra para explorar o minério de ferro no Ceará. A Libra Ligas do Brasil & do Grupo Carbomil -, atua em Quiterianópolis e Novo Oriente desde 1990, conforme o diretor da empresa, Cândido Quinderé. No entanto, não interessa à empresa exportar o produto bruto. Uma unidade de beneficiamento em Banabuiú transforma o minério em ferroliga, que é vendido para Europa e outros estados no País. ``Nunca tivemos interesse em desenvolver para exportações. Primeiro, por causa das quebras no mercado. Depois, a venda de minério lá fora é em grandes quantidades``, explicou Quinderé. Para ele, a quantidade que se explora é insuficiente para ter um bom lucro. ``Não há interesse. Prefiro dar valor agregado ao produto``, disse. A mina que a Libras extrai tem reservas estimadas em 4 milhões de toneladas de minério de ferro. NO CEARÁ SOLICITAÇÕES. Atualmente, existem no Ceará: 370 requerimentos de pesquisa nos municípios de Viçosa do Ceará, Camocim, Morada Nova, Russas, Quixadá, Ibaretama,Ibicuitinga, Quixeramobim, Banabuiú, Boa Viagem, Santa Quitéria, Catunda; 245 autorizações de pesquisa & alvarás de pesquisa - em Granja, Uruoca, Senador Sá, Quixeramobim, Quixadá, Crateús, Catunda, Santa Quitéria, Novo Oriente, Independência, Sobral, Quiterianópolis,Lavras da Mangabeira e Aurora, além de 93 áreas em disponibilidade para pesquisa. TRAMITAÇÃO. A tramitação do processo de concessão segue os seguintes passos: Requerimento de pesquisa, com áreas máxima de 2 mil hectares por processo, que, após estudo, outorga o Alvará de Autorização de Pesquisa no prazo de três anos prorrogáveis por mais três anos. A finalização se dá com a apresentação de um relatório de pesquisa (positivo ou negativo). Se positivo, os trabalhos de pesquisa são vistoriados por técnicos do DNPM, que concluem por sua aprovação ou não. Caso aprovado, é dado o prazo de um ano para requerer a lavra, com apresentação do Plano de Aproveitamento Econômico (PAE), que termina com a Concessão de Lavra. MANGANÊS. Existem 104 processos com áreas de minério de manganês no Ceará, sendo 59 requerimentos de pesquisa, 44 autorizações de pesquisa e 1 requerimento de lavra, no município de Ocara. Os requerimentos e as autorizações estão concentradas nos municípios de Aracoiaba, Chorozinho, Ocara, Itapiúna, Morada Nova, Paramoti, Ibaretama, Quixadá. Piquet Carneiro, Canindé, Tejuçuoca, General Sampaio, Palmácia e Redenção. As empresas com maior número de processos são: Carbopar, do Grupo Carbomil e Ferroatlântica Mineração, de Minas Gerais. MINAS PEQUENAS. Tanto os depósitos de minério de ferro como de manganês são de pequenos volumes. Até agora, não há depósito com tonelagem superior a 10 milhões. Fonte: Departamento N acional de Produção Mineral (DNPM) NÚMEROS 711 SOLICITAÇÕES DE PESQUISA DE MINÉRIO DE FERRO EM TERRAS CEARENSES OCORRERAM DESDE 2004 300 MIL TONELADAS DE MINÉRIO DE FERRO DO CEARÁ É A INTENÇÃO DE EXPORTAÇÃO DA GLOBEST EM 2010 2,5 MILHÕES DE TONELADAS DE MINÉRIO DE FERRO É QUANTO O DNPM ESTIMA QUE TEM A MINA EXPLORADA PELA GLOBEST | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
03 de março de 2010 |
| PRODUÇÃO DE PNEUS - BRASIL | |
| Auto Stop - Pneus | |
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Por André Marinho
A indústria de pneus está otimista para este ano. A retomada da economia no segundo semestre do ano passado, os bons números da indústria automobilística brasileira, as perspectivas de melhoria e crescimento de infraestrutura e as medidas antidumping contra pneus chineses obtidas no ano passado são os principais fatores que influíram nesta expectativa do setor. Dentre os principais fatos que devem influenciar o setor este ano, o efeito das medidas antidumping obtidas contra pneus chineses no segundo semestre de 2009 deve ter destaque. Informa a associação do setor, ANIP. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
03 de março de 2010 |
| ZANOTTI ELÁSTICOS - PACATUBA | |
| Egídio Serpa - Livre Mercado | |
| Ivan Bezerra, presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará, esclarece: a Zanotti Elásticos, que se implanta am Pacatuba, escolheu uma empresa gaúcha para construir a fábrica porque sua proposta financeira foi muito inferior à da concorrente cearense. Esta cobrou, inicialmente, R$ 13,5 milhões, reduzidos em seguida para R$ 12,5 milhões, mas insuficientes para cobrir a proposta da construtora do Rio Grande do Sul, que fará o serviço por R$ 10,8 milhões. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
03 de março de 2010 |
| ESTALEIRO | |
| Titanzinho: Zona de Proteção Ambiental não permite obras | |
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Um balde de água fria no projeto do estaleiro no CE. Plano Diretor precisa mudar para permitir empreendimento
Mais um capítulo do debate em torno da construção do estaleiro Promar Ceará na Praia do Titanzinho pode afastar, definitivamente, a possibilidade do empreendimento naquele local. De acordo com o secretário de Infraestrutura de Fortaleza, Luciano Feijão, a faixa de praia onde seria construído o Estaleiro, no Titanzinho, é Zona de Preservação Ambiental Não Edificante (ZPA) e, portanto, não prevê a edificação de nenhuma estrutura. "Segundo o Plano Diretor Participativo, a área da Praia do Titanzinho é considerada não-edificante", reiterou. A afirmação foi feita na Câmara dos Vereadores, ontem pela manhã, quando o secretário apresentou o projeto da Prefeitura de requalificação para a área, que prevê a urbanização de uma extensão de 31,8 quilômetros, que vai da Barra do Ceará até a Praia do Futuro. Os projetos "Aldeia da Praia" e o "Prodetur Nacional Fortaleza" trarão investimentos da ordem de US$ 266,5 milhões. No primeiro projeto, que totaliza US$ 166 milhões, haverá a contrapartida do município em 50% e o restante de uma agência internacional de fomento. No Prodetur Nacional, os recursos de US$ 100 milhões virão do Governo Federal, 50%, e o restante da agência de fomento internacional. De acordo com o secretário, entre os dias 15 e 18 deste mês, está prevista a visita de uma missão da Corporação Andina de Fomento (CAF), um dos órgãos financiadores dos projetos, para a homologação do Prodetur. A partir daí, conforme Feijão, terão início as licitações para as obras. Antes da apresentação no Plenário da Câmara, que contou com a participação dos vereadores, o secretário do Meio Ambiente do Município, Deodato Ramalho, disse que o projeto da Prefeitura data de 2005, muito antes da discussão sobre a construção do estaleiro. "Não podemos entrar num vale tudo, onde se decide coisas desse porte ao sabor de cada gestão. A única hipótese para o estaleiro ser instalado onde o governo propõe é mudar o Plano Diretor e isso gera uma grande insegurança, também, do ponto de vista jurídico", explicou Deodato. O secretário de Infraestrutura esclareceu, ainda, que a instalação do estaleiro fere o Estatuto da Cidade, a Lei de Ocupação e Uso do Solo e o próprio projeto da Orla de Fortaleza. "Além disso, não haverá desapropriação na área do Serviluz com a implantação dos projetos Aldeia de Praia e o Prodetur Nacional. Apenas adequações que não mexem com a convivência dos habitantes com a vizinhança", garantiu o secretário. É importante esclarecer, disse Luciano Feijão, que o município não é contra o projeto do estaleiro. Mas os argumentos usados pelo Governo do Estado, reforça o secretário, são insuficientes. O titular da pasta se refere à justificativa de que o estaleiro criaria 1,2 mil empregos e uma possível instalação no Pecém representaria o dobro do custo do empreendimento. "Fortaleza vem se consolidando com uma cidade muito forte na área de comércio e serviços", disse o secretário se referindo aos dados do IBGE de 2007, que apontam Fortaleza como o 2º polo de atração do Brasil na área do entretenimento junto com a cidade do Rio de Janeiro. Feijão ainda corrobora a opinião sobre a impossibilidade do estaleiro no Titanzinho, informando que Fortaleza já possui a maior densidade populacional do País, ultrapassando cidades como Recife e São Paulo. "Temos uma faixa de território muito pequena e um crescimento populacional desordenado que causa essa situação", concluiu o secretário. O projeto da Prefeitura prevê ações no mirante do conjunto Santa Teresinha. Com uma área de 4.072m², terá paisagismo, quiosques, anfiteatro, mirantes, estacionamento, iluminação cênica e mobiliário urbano. Também projeta urbanização da encosta do conjunto Santa Teresinha. Haverá, em área de 40.521m², urbanização e escadarias-mirante de 6m e 10m de largura, emolduradas por vegetação que auxiliará na contenção do morro. A escadaria de 10m dará acesso à futura estação do Veículo Leve sobre Trilhos (Copa 2014). O Jardim da Praia será uma área de convivência para quem visitar o antigo farol. É composto por paisagismo, quadras poliesportivas e áreas de lazer. A faixa de praia será recomposta para dar conforto aos usuários e permitir prática de esportes, em especial o surfe. A Praça do Serviluz será um espaço de convívio, dentro do qual estará a Central da Comunidade. Contará também com projeto paisagístico, quadra poliesportiva, campo de futebol e área de lazer. A Praça do Futuro, atual Praça 31 de março, terá projeto paisagístico, duas quadras de vôlei, quadra poliesportiva, pista de skate, pista de atletismo, área de lazer e espaço coberto para restaurante, lanchonete, sanitários, lojas de artesanato, lan-house, atendimento médico, posto policial e posto salva-vidas. Em frente à praça, será implantado o Portal da Praia do Futuro, com tratamento paisagístico do canteiro central da Av. Santos Dumont e obra de arte que harmoniza com a praça e avenida. AÉCIO SANTIAGO/CAROL DE CASTRO ESPECIAL PARA ECONOMIA/REPÓRTER Vereadores seguem divididos O projeto de requalificação da orla de Fortaleza não tem prazo para ser iniciado. E, segundo o secretário de Infraestrutura Luciano Feijão, após o início das obras, serão cinco anos para finalizar a urbanização do Serviluz, no bairro Cais do Porto. Além desse longo prazo, ainda não há consenso entre sobre o que deve ser feito naquela região. O projeto que a Prefeitura de Fortaleza possui para o Serviluz, apresentado ontem na Câmara Municipal, não convenceu os parlamentares que apostam na ideia da construção do estaleiro no local. O presidente da Casa e defensor do empreendimento naquele local, Salmito Filho (PT), usou a tribuna para reafirmar sua postura. O parlamentar, que em 2008 foi relator do Plano Diretor, chegou a afirmar a possibilidade de mudar o documento para que o estaleiro seja construído. "Se houver entendimento, então avança-se para alterar o Plano Diretor", admitiu. O líder da prefeita Luizianne Lins na Casa, vereador Acrísio Sena (PT), contesta a ideia de Salmito. Ele admite que, como o Executivo ainda não enviou à Câmara o projeto de lei criando o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CMDU), uma mudança do tipo não pode ser feita. O conselho, que já deveria ter sido formado desde o ano passado, precisaria ser consultado para que o Plano Diretor seja alterado. Mesmo após a apresentação e as ponderações dos aliados de Luizianne de que o projeto de requalificação que a prefeitura possui para o Serviluz não pode ser conciliado com a construção do estaleiro, Salmito ainda contestou e explicou que Luizianne pode recuar alterando parte do que está planejado, o que segundo ele, refere-se a 2% da proposta. Salmito apresentou um mapa originado a partir do Plano Diretor para mostrar que não existem impedimentos para que o estaleiro seja construído na praia do Titanzinho. Também munido de um mapa para mostrar que a praia do Titanzinho é uma ZAP, o que Salmito também reconhece, Acrísio Sena afirmou: "Os dois projetos são como água e óleo e não podem ser conciliados". ESCLARECIMENTOS MPF abre procedimento para avaliar projetos Diante de críticas e questionamentos em torno dos projetos Estaleiro Promar Ceará e Aldeia da Praia, o procurador da República no Ceará, Alessander Sales tratou ontem, de jogar um "balde de água fria" nas pretensões do governo do Estado e da Prefeitura de Fortaleza. Segundo ele, ambos os projetos ainda não existem sob os pontos de vistas técnico e jurídico e, portanto, ainda levarão tempo para serem concretizados. Presente à audiência pública na Câmara Municipal de Fortaleza, ele disse que o Ministério Público Federal (MPF) abriu procedimento administrativo para investigar as propostas e conhecer a realidade dos projetos. "O MPF não sabe que projetos são esses, o que será feito na área, nem quem são os seus titulares. Há muitos pontos que carecem ser esclarecidos", alertou o procurador. Pontos definidos Para ele, porém, há alguns pontos que já estão definidos. Sob o aspecto urbanístico, ele disse que cabe à Prefeitura decidir o que será feito na área do Serviluz, enquanto que sob o ponto de vista ambiental, quem irá decidir será o Ibama. "Nem Semam, nem Semace podem tratar das licenças ambientais para a área", avisou. "O Ibama não pode se manifestar, porque ainda não recebeu nenhuma proposta de projeto do Estaleiro", confirmou o superintendente do Ibama, João Juvêncio. Em relação à cessão das áreas para construção do empreendimento, ele enfatizou que caberá à Superintendência do Patrimônio da União realizar licitações públicas ou cessões onerosas, para transferência das áreas federais para o Estado ou à empresa Estaleiro Promar Ceará. Audiência perde o debate e vira bate-boca O que poderia ser um espaço rico para apresentação, conhecimento e debate sobre os projetos do governo do Estado - O Estaleiro Promar Ceará - e o da Prefeitura de Fortaleza - Aldeia da Praia - ambos previstos para instalação no Serviluz, transformou-se em bate-boca, com vaias, gritos e ofensas. A manifestação foi protagonizada pela plateia, formada por moradores da comunidade, contra autoridades públicas municipais e estaduais e políticos. Convidados para expor os projetos em audiência pública, na tarde de ontem na Câmara de Fortaleza (CMF), o presidente da Adece (Agência de Desenvolvimento do Ceará) Antônio Balhmann e o secretário Municipal de Infraestrutura Luciano Feijão pouco puderam explicar sobre os projetos que pretendem empreender na Praia do Titanzinho. Nem mesmo o presidente da Casa, Salmito Filho, conseguiu expor ao final do encontro, ou desencontro, sua opinião, já manifesta, em defesa do projeto. No início da audiência pública, ele bem que tentou, em vão, pôr ordem no auditório, para que os convidados se expressassem. De um lado do auditório, defensores e simpatizantes do Estaleiro Promar Ceará, vestidos com camisas brancas com os dizeres, em verde, "Sim para o Estaleiro" defendiam a chegada do empreendimento, que ainda não passa de um projeto virtual. Do outro lado, moradores do bairro, surfistas e opositores do Estaleiro gritavam, em coro, palavras de ordem: "Não somos forasteiros. Fora estaleiro" e "Lula é Titanzinho", numa disputa de opiniões, que durou cerca de cinco horas. Consenso da discórdia Na passarela central do auditório, o "consenso" da discórdia. "Esse projeto da Prefeitura já foi bombardeado na comunidade", exclamou o presidente do Movimento de Conselhos Tutelares (MCT), Igor Moreira, que também é contra a instalação do Estaleiro no Titanzinho. "A nossa segurança é que o Plano (da Prefeitura) vai ter de passar pelo crivo da comunidade, que está decidida a mudar o projeto da forma com está. Para ser aprovado, precisa estar dentro da Zeis", acrescentou, numa referência ao Aldeia da Praia. "Não vamos apoiar nem o projeto da Prefeitura. Se quiser fazer o projeto lá, terão que convencer a comunidade", alertou Michel Platini, presidente da Associação do Rastro, comunidade na área do Serviluz. Ambos são também terminantemente contra a instalação do estaleiro. Além do temor da perda de moradia, eles preocupam-se com os impactos e agressões ao meio ambiente e dizem não acreditar na geração de empregos na área. "O bairro tem muitas empresas, que pouco aproveitam a mão-de-obra local", criticou Platini. "Se o Projeto Orla já existe há bastante tempo, porque os vereadores não o reivindicaram antes à Prefeitura", questionou o presidente da Escolinha de Surf do Titanzinho, João Carlos, o Fera. Para ele, Estado e Prefeitura estão travando uma disputa política em torno do estaleiro, mas estão esquecendo dos reais interesses do bairro. "A solução para nosso bairro é a geração de emprego, mas isso pode ser resolvido incentivando o turismo na área", defendeu. Abaixo assinado Houve ainda quem fosse a favor da instalação dos dois projetos, já que o do estaleiro tem como âncora principal a geração de 1.200 empregos diretos e 5.000 indiretos na área, enquanto o Aldeia da Praia prevê a requalificação e urbanização do Serviluz e entorno. "Um projeto não exclui o outro. Eles são complementares", defendeu o líder comunitário, Tadeu Fortes. Com um envelope às mãos, ele disse que reuniu três mil assinaturas nas comunidades da Estiva, Titanzinho e Farol, em defesa da instalação do Estaleiro. "Vamos entregar à Prefeitura e ao Estado, na próxima quinta-feira", sinalizou Fortes. À audiência, não faltou nem mesmo o "homem-aranha", personagem do Titanzinho, que esteve fantasiado para chamar a atenção para os problemas e belezas naturais da praia. Amanha à tarde, a discussão sobre o estaleiro no Titanzinho volta à cena do "debate", na Assembleia Legislativa. Enquete Que acha do projeto "A solução para o bairro é emprego, mas isso pode ser feito com apoio ao turismo ecológico na área do Titanzinho" JOÃO CARLOS (FERA) Presidente da Escola de Surf "Somos contra o projeto do estaleiro devido aos impactos ambientais que irá gerar. Esse projeto desacata a comunidade" Michel Platini Líder comunitário "Reunimos três mil assinaturas para mostrar à Prefeitura de Fortaleza e ao Estado, que o povo do Serviluz quer o Estaleiro" TADEU FORTES Líder comunitário BALHMANN REFORÇA Fase é de informar comunidade Presidente da Adece disse que é o momento de tirar dúvidas sobre benefícios que estaleiro vai levar à região Convidado para apresentar o projeto do Estaleiro Promar Ceará e bombardeado por todos os lados, por vereadores, moradores do Mucuripe e até pelo Ministério Público, o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), Antônio Balhman, explicou que a atual fase é a da informação, da exposição e apresentação do projeto à comunidade, para que não tenha dúvidas do benefícios que pode gerar à região. "Esse é um projeto âncora, para geração de empregos no bairro. Ele não exclui o projeto da Prefeitura", defendeu, entre gritos e vaias de populares, contrários ao empreendimento. Em relação às criticas do Procurador da República no Ceará, Alessander Sales, de que ainda não projetos algum para o Titanzinho, Balhmann explicou que o projeto de enrocamento (expansão do espigão) está pronto, porque é o mesmo apresentado há 20 anos atrás, para ampliação do Porto do Mucuripe. "Agora, quando o projeto do estaleiro vier de fato para o Titanzinho, então ele vai apresentar todos os documentos e instrumentos necessários, como o Eia-rima, alvarás da prefeitura e demais exigências legais, serão apresentados de acordo com a legislação brasileira", explicou, dizendo que isso ainda não foi feito porque "o projeto ainda não foi concluído". Diante de tantas reações, ele alertou para a perda de tempo e o risco do Ceará perder o Estaleiro para outro Estado. (CE) CARLOS EUGÊNIO REPÓRTER
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03 de março de 2010 |
| COPA DO MUNDO DE 2014 | |
| Barretto visita as obras do setor no Estado | |
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Amanhã, o ministro do Turismo Luiz Barretto estará no Ceará para acompanhar o andamento de obras com recursos do Ministério e lançar o programa de capacitação turística. A agenda inicia às 8h30no Centro de Turismo. O local, que abriga a antiga Emcetur, enfim, encontra-se com sua reforma em fase final de acabamento, após dois meses de atraso na entrega.
Depois, às 9h30, Barretto vai conhecer o canteiro de obras do Centro de Eventos do Ceará (CEec) e, no auditório do Palácio Iracema, às 11h, lançará o conjunto de ações de qualificação para profissionais e empresários do turismo. No início da tarde, às 14h30, o Ministro e o Secretário de Turismo do Estado, Bismark Maia irão conferir o andamento da obra de duplicação da CE 040, a principal rodovia do Litoral Leste. Haverá um sobrevôo no trecho já duplicado - entre o bairro de Messejana (em Fortaleza), e o entrocamento com a CE 453, na entrada do Iguape - e das obras em andamento da etapa Aquiraz / Beberibe, com pouso em Cascavel. | |
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| O POVO |
03 de março de 2010 |
| COPA DO MUNDO DE 2014 | |
| Vertical - Copa 2014 - Jogo da Capacitação | |
| O Governo do Estado inicia amanhã, de forma concreta, o planejamento gerencial e profissional de olho na Copa do Mundo de 2014. Às 10 horas, no Palácio Iracema, tendo à frente o ministro Luís Barreto (Turismo ), o governador Cid Gomes e o secretário Bismarck Maia (Turismo), será assinado um convênio que aplicará R$ 10 milhões na capacitação de profissionais e gestores do setor turístico do Estado. Os cursos beneficiarão Fortaleza e as regiões do Cariri, Litoral Leste e Litoral Oeste, com o envolvimento direto de 8.470 profissionais e 2.400 gestores, envolvendo 24 municípios. | |
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| O POVO |
03 de março de 2010 |
| ESTALEIRO | |
| Com prazo e recursos incertos, Prefeitura apresenta proposta | |
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Mesmo que as obras começassem hoje, não ficariam prontas no mandato da prefeita Luizianne Lins. Os recursos ainda estão em negociação. Mesmo com todas as dúvidas, a Prefeitura apresentou sua alternativa ao estaleiro
Apesar de não ter prazo para começar e de os recursos serem incertos, a Prefeitura de Fortaleza apresentou ontem, na Câmara Municipal de Fortaleza, o projeto Aldeia da Praia & alternativa de Luizianne Lins (PT) à construção de um estaleiro na praia do Titanzinho, na região do Serviluz. As projeções virtuais apresentadas pelo secretário da Infraestrutura, Luciano Feijão, mostram uma área totalmente urbanizada & o oposto da situação que em que se encontra aquele bairro & com a construção de calçadões, praças, ciclovias, recuperação de ruas e avenidas, reformas e construções de residências e arborização dos ambientes. Especificamente na região da praia do Titanzinho, o projeto prevê a construção de uma área de lazer denominada Jardim da Praia, que deverá ter quadras para a prática de esporte e onde deverá funcionar uma escola de surfe. Segundo a Prefeitura, o entorno do Farol do Mucuripe e o morro Santa Terezinha também serão revitalizados. Todas essas intervenções se incluem no projeto Aldeia da Praia, que prevê a integração do litoral à altura da avenida Beira Mar à Praia do Futuro. Para isso, a estratégia é revitalizar o Serviluz e seu litoral, já que a região se situa entre as duas pontas do projeto - que será executado em juntamente com o Programa de Desenvolvimento de Turismo (Prodetur) de Fortaleza. ``A Prefeitura vai promover a regularização fundiária daquele local, investir em infra-estrutura, pavimentação e drenagem. É um projeto cujo objetivo é promover a inclusão do Serviluz, que hoje é uma área que se encontra isolada da cidade, do ponto de vista espacial e do ponto de vista social``, explicou o secretário. Para a execução do Aldeia da Praia serão necessários US$ 166,5 milhões. Metade desses recursos a Prefeitura espera conseguir com a Comissão Andina de Fomento (CAF), uma organização financeira formada por países andinos e outros países sul-americanos - entre eles, o Brasil - como sócios, que empresta dinheiro à iniciativa pública ou privada visando promover o desenvolvimento regional das nações. A outra metade ficará a cargo da própria Prefeitura de Fortaleza. Já o Prodetur Fortaleza, que prevê ações integradas ao Aldeia da Praia, está orçado em US$ 93,8 - metade dos recursos vindos da CAF e a outra metade e outra metade liberada pelo Ministério do Turismo. Entre os dias 15 de 18 deste mês, uma comissão da CAF estará em Fortaleza para conversar com a prefeita Luizianne Lins e dar a palavra final sobre a liberação dos empréstimos. Incertezas O que o Aldeia da Praia tem de grandioso, porém, tem de incerto, pois não existe nem sequer prazo para o início de qualquer intervenção, segundo admitiu Luciano Feijão. ``O projeto está em fase de captação de recursos, depois vai haver o processo de licitação, tem toda uma burocracia, tanto no Governo Federal, quando no órgão que vai liberar as verbas (CAF)``, justificou ele. O prazo de execução do projeto é de cinco anos, o que torna inviável sua conclusão no mandato da prefeita Luizianne Lins (PT), mesmo que as obras tivessem início hoje. O projeto da Prefeitura prevê ainda a remoção de pelo menos 300 famílias de suas moradias na região do Serviluz, no entorno do Farol do Mucuripe. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Infraestrutura, as famílias serão realocadas dentro da própria comunidade. JARDIM DA PRAIA REMOÇÃO DE FAMÍLIAS Cerca de trezentas famílias vivem hoje no entorno do Farol Mucuripe, que será revitalizado As famílias serão removidas para a construção de uma praça, mas permanecerão na comunidade O POVO ANTECIPOU Em 6 de fevereiro, O POVO publicou entrevista com o secretário Luciano Feijão, antecipando as primeiras informações sobre o projeto que a Prefeitura anunciava para se contrapor à proposta de estaleiro defendida pelo Governo do Estado para o Titanzinho. Ele adiantou as ações previstas e a estimativa de custo. EMAIS REAÇÃO DOS VEREADORES AO PROJETO - Apesar de ser uma das vozes contrárias ao estaleiro naquela região, o vereador Roberto Mesquita (PV) disse que era preciso, primeiro, saber se a Prefeitura tinha alcance político e capacidade técnica para conseguir os recursos e tocar o projeto que acabara de apresentar. Já Ciro Albuquerque (PTC) denominou o projeto de ``obra faraônica``. Eliane Novais (PSB) disse que era importante a realização de um plebiscito e João Alfredo (Psol) disse que deveria haver mais participação popular nesse debate. Prefeitura: área para estaleiro é zona de proteção Segundo o secretário Luciano Feijão, o Plano Diretor define o local previsto para construção do estaleiro como uma Zona de Proteção Ambiental (ZPA) Em meio à polêmica sobre a possível construção de um estaleiro na praia do Titanzinho, a Prefeitura de Fortaleza lança um novo argumento contrário à instalação da indústria naval naquela área. Segundo Luciano Feijão, secretário da Infraestrutura de Fortaleza, a faixa de praia que seria ocupada por ocasião da construção do estaleiro está definida como uma Zona de Proteção Ambiental tipo 2 (ZPA2), em que seria proibido qualquer tipo de edificação. ``Sendo uma Zona de Proteção Ambiental, da forma como determinou o Plano Diretor, naquela área ali tem de ter edificação zero e ocupação zero``, disse Luciano, ontem, durante apresentação do projeto Aldeia da Praia. O vereador Acrísio Sena (PT) comentou nos bastidores que essa foi a ``arma secreta`` da Prefeitura contra a construção do estaleiro. Marcelo Mendes (PTC), defensor do estaleiro, reagiu e disse que, como se trata de uma faixa de praia, a União é a instância legítima para legislar e determinar o uso. ``Essa região da ZPA2 pertence à União e a legislação federal é superior à municipal. O Plano Diretor, nesse caso, não pode dizer o que pode e o que não pode ser feito ali``. O secretário de Meio Ambiente de Fortaleza, Deodato Ramalho, afirmou ao O POVO que, realmente, a faixa de praia pertence à União, mas o gerenciamento do litoral é uma responsabilidade do Município. ``A lei federal não passa por cima do Plano Diretor. Não existe essa hierarquia. Para fazer qualquer empreendimento, é necessário autorização da Prefeitura e da União``. O presidente da Câmarea Municipal, Salmito Filho, disse que, em sua análise, é possível que os dois projetos - tanto o Aldeia da Praia quanto o estaleiro - sejam executados. ``O projeto da Prefeitura se dá em uma faixa extensa de litoral, ela só precisaria ceder cerca de 2% dessa faixa, para a construção do estaleiro``. Feijão afirmou que o Aldeia da Praia não é uma alternativa ao estaleiro, já que vem sendo pensado desde 2005, segundo ele. (Pedro Alves) Hostilidade marca audiência pública O ambiente na audiência pública realizada ontem pela Câmara Municipal para discutir o projeto de implantação do Estaleiro Promar Ceará na praia do Titanzinho foi de hostilidade. "Mentiroso" e "traidor" foram adjetivos comuns vindos da plateia, além das trocas de farpas entre os componentes da mesa. O presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece) e representante do Governo do Estado na audiência, Antônio Balhmann - após ter dificuldade para falar, em meio a vaias - afirmou que a ideia do estaleiro foi discutida inicialmente com informações ``falsas``, o que teria ``atropelado`` o processo. Segundo ele, quando houve a primeira audiência pública na Câmara, no ano passado, ainda não havia elementos para fazer a discussão. Mesmo agora, de acordo com ele, ainda se está ``complementando`` as informações, para que as pessoas tomem uma decisão ``consciente``. Balhmann afirmou que o projeto do estaleiro garantiria à comunidade do Serviluz a capacitação e o acesso aos prometidos 1,2 mil empregos. Ele também voltou a apontar o Titanzinho como ``o único espaço onde é possível o Ceará apresentar uma proposta para que tenhamos um estaleiro``. ``As inverdades que foram colocadas no Titanzinho e no Serviluz são inverdades e nós estamos procurando, na proporção em que explicamos, esclarecer tanto os que se colocam contra como aqueles que se colocam a favor``. Outro representante do Município, o secretário do Meio Ambiente, Deodato Ramalho, disse que o ``rebuliço`` seria ainda maior caso o projeto do estaleiro fosse localizado ``numa área de praia que envolvesse uma área habitada pela alta esfera da sociedade``. ``Imagina o que seria se se tivesse colocado a possibilidade de colocar um estaleiro exatamente onde tem o aterro da Praia de Iracema. Esta cidade estaria pegando fogo``, disse. ``Eu tenho absoluta certeza que despertaria mais em parte da população uma preocupação maior com o tipo de empreendimento desse se ele tivesse sendo discutido pra ser colocado ali``. (Gabriel Bomfim) O cidadão EMPREGO O vendedor ambulante Raimundo Nonato Batista, 55 anos, apoia a construção do estaleiro no Titanzinho, ``se não tirar ninguém``. ``Vai gerar emprego pra muita gente, né? Vai melhorar o bairro. Se não tirar casa nenhuma``. NÃO COMPENSA Alexandre Nascimento, 21 anos, acredita que o estaleiro traria mudanças negativas para o bairro e o ambiente marinho, algo não contrabalanceado pelos empregos. ``Pode ter 20 mil vagas para nós, mas não tem capacitação, então é inválido``. SAIR DO PAPEL Fernando Helder, 30, da União de Jovens do Vicente Pinzón, reclama que quem é contra o estaleiro ``nunca fez nada`` pelo Serviluz. ``Eu quero saber quando esses projetos vão sair do papel. O do Governo está pra sair do papel pra beneficiar a gente``. ATERRO Diretor do Titanzinho Surf Club, Raimundo Cavalcante, 41, critica o aterro que faz parte do projeto do estaleiro. ``É como se derrubasse o Castelão, que é do Fortaleza e do Ceará, que nunca trouxeram nem um título brasileiro para o Ceará``. PASSEIOS Maria Andrea Martins, 24 anos, trabalha com passeios de barco e, apesar de estar se mudando do Serviluz, diz querer ``se engajar`` na geração de empregos e por isso ser a favor do estaleiro. ``Eu acho que é isso, tem que ter melhoria na cidade``. DESCRENTE A dona de casa Auclea Ramos, 38, diz ter ``nascido e se criado`` na praia do Titanzinho e não querer que o estaleiro seja instalado lá, pois ``vai acabar com a população`` do local. ``Tem gente que diz que vai trazer emprego, mas não vai``. DO BARROSO A aposentada Lourdes Silva, 65, afirma que ``andaram nas ruas`` do Barroso convocando ``para vir a favor desse projeto aí``. ``Disseram que era bom pro povo, que ia dar emprego e que não ia prejudicar ninguém. Então a gente achou que podia ser uma boa``. ALTERNATIVAS A universitária Camila Bernardini, 23, duvida que mesmo a prometida geração de empregos do estaleiro traga ``profundos benefícios``. ``Existem várias empresas lá que já poderiam trazer o benefício econômico com geração de empregos na área``. | |
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03 de março de 2010 |
| PROJETO REPENSAR - ISOPOR RECICLADO | |
| Tudo feito com isopor reciclado | |
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A ampliação dos índices de reciclagem de isopor deve fazer com que o setor cresça e o desperdício diminua
Nem todo mundo tem conhecimento de que todo isopor é plástico e que pode ser reciclado, inclusive as bandejinhas (XPS) - embalagens protetoras dos produtos cárneos, laticínios, frutas, verduras e legumes -, e o isopor expandido (EPS) - protetores para eletrodomésticos, eletroeletrônicos, bebidas, etc. O Instituto Socioambiental dos Plásticos (Plastivida) lançou, em 2006, o projeto educativo Repensar, com o objetivo de divulgar a reciclabilidade do isopor (EPS e XPS), as vantagens e benefícios que o produto oferece, desfazer mitos e estimular sua reciclagem. O projeto reúne fabricantes de matéria prima e/ou resinas termoplásticas; empresas que beneficiam e transformam a matéria prima, como a Termotécnica; e empresas que reciclam os resíduos de isopor, como a Proeco/Santa Luzia e a Termotécnica, ou seja, envolve toda a cadeia produtiva do isopor. Para garantir o fornecimento constante de matéria prima, o projeto conta com parceiros empresas/fontes geradoras fornecedoras de resíduos de isopor, como os segmentos de mercado varejista, incluindo Carrefour, Grupo Pão de Açúcar/bandeira Extra e Wal Mart; lojas de departamento, como Magazine Luiza e Casas Bahia; grandes laboratórios, como Roche e distribuidoras; cooperativas de coleta seletiva; a Brasbar, empresa fabricante de artefatos de isopor; e em 2009, o Esporte Clube Pinheiros e a Renault do Brasil/unidade Curitiba. Por questões de logística, o Repensar atua principalmente nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, onde as plantas industriais dos recicladores se encontram. A Proeco/Santa Luzia situa-se respectivamente na região de Campinas (SP) e em Braço do Norte (SC). A Termotecnica, outro reciclador associado à Plastivida, situa-se em Sumaré e Indaiatuba (SP) e Joinville (SC). A Termotecnica tem intenção, neste ano, de abrir operação em Recife (PE) e Rio de Janeiro. Em 2007, o Projeto Repensar coletou em suas fontes geradoras/parceiros e destinou à reciclagem, 32 toneladas de resíduos pós consumo. Em 2008, foram 113 toneladas, transformados em réguas, esquadros, brinquedos, rodapés e perfis para obra civil, molduras para quadros e solados plásticos para calçados. Em 2009 foi ampliada a quantidade de resíduos pós consumo coletado por meio da captação de novos parceiros, chegando a aproximadamente 170 toneladas no ano. O maior ganho vai para o meio ambiente, que está saturado pelo descarte de resíduos de modo geral. Com a volta do isopor ao sistema produtivo gera-se renda e ganha também a sociedade, com produtos reciclados mais econômicos do que os confeccionados com matéria prima virgem. "Acredito que o Brasil seja um dos países que mais reciclam isopor (um dos poucos), visto que os demais, principalmente os desenvolvidos, incineram o material, gerando energia térmica e elétrica", afirma Geraldo Pires, que é coordenador dos projetos socioambientais da Plastivida. Ele explica que pesquisa, realizada em maio de 2007, pela Plastivida, revelou que 90% da nossa sociedade não sabe que isopor é plástico 100% reciclável. " Aproximadamente 21% de tudo que é produzido volta a ser matéria prima, percentual superior ao da União Europeia, que é de 17 a 18%", revela. Fique por dentro Conheça o material O poliestireno expandido e extrudado (EPS e XPS), mais conhecido no Brasil pela marca isopor, é muito usado pela capacidade de isolamento termoacústico; resistência mecânica à dilatação e compressão; leveza e facilidade de manuseio; por não contaminar o solo, a água e o ar; não apodrecer e não mofar; ser atóxico e inodoro e por possui grande estabilidade diante de outros materiais. Assim como os demais plásticos, é 100% reciclável, podendo esta ser mecânica, ao ser transformado em matéria prima para a fabricação de novos produtos. Maristela Crispim Repórter | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
03 de março de 2010 |
| DESMATAMENTO DA CAATINGA | |
| Ceará é segundo estado que mais desmata a Caatinga | |
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O dado está presente num estudo realizado, entre os anos de 2002 e 2008, pelo Ministério do Meio Ambiente
O Ceará ocupa a segunda posição entre os estados onde foram registrados os maiores índices de desmatamento de trechos de Caatinga, entre 2002 e 2008. Entre os 20 municípios que mais desmataram, nesse período, sete estão em território cearense, incluindo Acopiara e Tauá, que ocupam as primeira e segunda posições, respectivamente. Ao todo, o Ceará teve, em seis anos, 0,50% do bioma compreendido em seu território desmatado, o que corresponde a 4.132 quilômetros quadrados de extensão. Juntamente com a Bahia, primeira colocada no ranking do desmatamento da Caatinga, foram desmatados aproximadamente nove mil quilômetros quadrados. Os dados são do Ministério do Meio Ambiente e foram divulgados, ontem, na página do órgão na internet. De acordo com o levantamento, no período pesquisado, a Caatinga teve 16,57 mil quilômetros quadrados desmatados, o que equivale a 2% da área total do bioma no Brasil. A extensão da Caatinga no País, mapeada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), é de 826.411,23 quilômetros quadrados. Desses, 45,39% não existem mais. Para o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o número é muito alto. "Podemos dizer que equivale proporcionalmente à área desmatada na Amazônia se considerarmos que essa região é cinco vezes maior que a Caatinga", disse, durante a apresentação dos dados, em Brasília. Monitoramento A presidente do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente do Estado, Tereza Farias, viu com cautela os dados do Ministério do Meio Ambiente. Ela admitiu que problemas como queimadas e desmatamentos na Caatinga existem, mas questionou os percentuais divulgados. "Antes de qualquer coisa, é preciso levar em consideração o fato de que a Bahia e o Ceará são os estados brasileiros onde a Caatinga está presente na maior parte do território", explicou. "No Ceará, por exemplo, o bioma corresponde a 83% do território total do Estado". Por isso, Tereza revelou que fará uma solicitação de detalhamento do estudo ao ministério. Ela disse que quer saber qual foi a metodologia utilizada no trabalho e, ainda, as causas do desmatamento - fogo acidental, expansão econômica, etc. "Assim, será possível aprimorar tanto o combate ao problema quanto as ações de reflorestamento das áreas degradadas. Só vamos nos pronunciar sobre os dados depois do detalhamento e de visitas de campo". Enquanto isso, Tereza preferiu destacar a atuação de programas como o Previna, que realiza, desde 2002, em parceria com órgãos como a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o monitoramento das ocorrências de queimadas no território do Ceará com o uso de satélites. Pelos números do programa, as áreas com maior incidência de focos de calor, no Estado, são Centro-Sul e Inhamuns. Tereza destacou que, de 2008 para 2009, houve redução de mais de 20% na quantidade de focos nas áreas monitoradas. Em 2008, foram registrados 8.810 e, no ano passado, 4.371. "A maior redução foi nas regiões de maior incidência". Para Tereza, a queda se deveu a medidas como a distribuição de kits de combate a incêndios e ações preventivas. Parte delas integram o projeto Mata Branca, presente em 67 municípios. Ele promove um trabalho de conscientização em muitas comunidades, estimulando práticas agroecológicas. FILIPE PALÁCIO REPÓRTER OPINIÃO DO ESPECIALISTA Degradação do bioma leva à desertificação Márcia Rios Marino Profª. de Eng. Amb. da Unifor A Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro, o que significa um patrimônio biológico endêmico. Ocupa cerca de 11% do território nacional. É considerado o menos conhecido e estudado dos ecossistemas brasileiros, indicando um conhecimento botânico e zoológico bastante precários. Além da importância biológica, a Caatinga apresenta um potencial econômico ainda pouco valorizado e que se encontra ameaçado. A Caatinga, em razão dos processos históricos de uso e ocupação e também pela fragilidade dos seus ambientes naturais, vem sofrendo, ao longo dos últimos cinco séculos, um profundo processo de alteração de suas condições naturais. Essa degradação tem colaborado para o avanço da desertificação em algumas regiões do Nordeste. A exploração feita de forma extrativista, desde a ocupação do semiárido, tem levado a uma rápida degradação. Algumas espécies já figuram na lista das espécies ameaçadas de extinção do Ibama. Felinos, aves, alguns herbívoros e abelhas nativas figuram entre os mais atingidos pela caça predatória e destruição do seu habitat natural. A extensa Caatinga cearense conta com ínfimos 0,45% de preservação, embora represente, em suas variadas formas, grande parte do território estadual. Muito da Caatinga cearense está devastada, e as áreas restantes, apesar de aparentemente conservadas, não passam de formas vegetais secundárias menos ricas e alteradas pela substituição de espécies vegetais. A desertificação avança no Estado e atinge níveis preocupantes. Para reverter esse processo, pesquisas da biodiversidade da Caatinga são necessárias e servirão de subsídios para a elaboração de planos de manejo. Considerando-se a fragilidade natural dos sistemas ambientais no semiárido brasileiro, as Unidades de Conservação da Caatinga são de fundamental importância. É preciso implantar políticas de conservação para esse ecossistema, já que a maioria de suas unidades enfrenta problemas, como a situação fundiária não resolvida.
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03 de março de 2010 |
| DESMATAMENTO - SERRA DO ARARIPE | |
| Desmatamento é embargado | |
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Empresa estava desmatando uma APP, na Serra do Araripe. Sem autorização, ICMBio interrompeu a ação
Crato. O Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICM-Bio) embargou o desmatamento de 230 hectares de mata nativa, no Sítio Jenipapo, distrito de Santa Fé, em cima da Serra do Araripe, localizado na Área de Proteção Ambiental (APA-Araripe), ao lado da "Mata dos Cavalos", onde ocorreu o massacre contra os moradores do Caldeirão do beato José Lourenço. Foi embargada também a perfuração de um poço profundo que estava sendo aberto na Área de Preservação Permanente (APP) pela empresa "Água Viva Poços Artesianos", que vai responder a inquérito administrativo. O proprietário da área devastada é o empresário Albino Callou Barros, residente em Fortaleza, que foi enquadrado no Decreto Federal nº 6.514, de 22 de julho de 2008, Lei de Crimes Ambientais, que pune com multa e sanções administrativas o infrator. De acordo com o auto de infração, assinado pelo técnico ambiental Raimundo Macedo Leite, o desmatamento estava sendo feito sem autorização e sem licença ambiental. O proprietário é acusado de causar danos à unidade de conservação e supressão de vegetação na zona de amortecimento da Floresta Nacional do Araripe. Devastação O desmatamento com a utilização de dois tratadores, equipados com grades, foi iniciado no começo do mês de fevereiro, mas, somente no dia 22, os técnicos do ICM-BIO tomaram conhecimento da devastação. O proprietário do terreno foi notificado para apresentar a documentação que autoriza o que seria um Plano de Manejo para o plantio de capim e criação de gado. Os documentos apresentados, segundo os técnicos, não cumpriram as exigências dos órgãos ambientais. O proprietário apresentou apenas um projeto, a localização, a área a ser utilizada, que era apenas de 59 hectares e uma autorização parcial do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), autorizando o roço do capim já plantado na área. A autorização adverte quanto à necessidade de preservação de árvores de grande porte, a não utilização de fogo e, também, a manutenção da floresta nativa. Quando os técnicos chegaram ao local, encontraram apenas alguns pequizeiros de pé. Os tratores arrancaram e trituraram o que encontraram pela frente. "As árvores maiores foram transformadas em estacas para cerca", diz o engenheiro civil e analista ambiental Pedro Augusto Carlos Monteiro, funcionário do ICM-BIO. Prazo Ele acrescenta que, além dos tratores, um batalhão de operários estava plantando sementes de capim andropogon. O proprietário do local tem um prazo de 20 dias para pagar, ou recorrer da multa, no valor de R$ 20 mil, e, ainda, responder pelas sanções criminais. Pedro Carlos explica que o desmatamento, mesmo na Área de Proteção Ambiental, em propriedade particular, pode ser legal. De acordo com o Código Florestal Brasileiro, 80% da floresta em cada propriedade podem ser utilizadas com uma licença fornecida por órgãos ambientais. "O problema foi à falta de autorização", esclarece ele. e complenta: "no casa do desmatamento em questão, o proprietário ainda pode regularizar a situação", basta cumprir a Lei. A advogada do empresário, Miriane Callou, informou que vai para Fortaleza com o objetivo de colher toda a documentação para provar que o projeto foi executado dentro da Lei. Fique por dentro APA Araripe A Área de Proteção Ambiental do Araripe (APA Araripe) foi criada por Decreto Federal em 04/08/1997, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Possui uma área de 1.063.000ha e um perímetro de 2.658,55km. Está localizada na biorregião do Complexo do Ibiapaba Araripe, que se distribui pelos Estados do Ceará, Pernambuco e Piauí, abrangendo 35 municípios. Segundo os técnicos do ICM-Bio mais de 505ha desta área já foi devastada com a retirada de lenha, carvão, planos de manejo, queimadas e incêndios. O chefe da APA, Willian Brito, reclama da falta de entendimento de órgãos que fiscalizam e fornecem autorizações para planos de manejo. Cada um tem um pensamento diferente sobre o desenvolvimento sustentável. MAIS INFORMAÇÕES APA-Araripe Praça Joaquim Fernandes Teles S/N, Crato, Cariri (88) 3521.5138 | |
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| O POVO |
03 de março de 2010 |
| SEMACE - LÚCIA TEIXEIRA | |
| Vertical - ELEVADOR | |
| SOBE - Lúcia Teixeira, titular da Semace, que vem dando maior transparência às ações do órgão. | |
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03 de março de 2010 |
| RIO SÃO FRANCISCO | |
| Egídio Serpa - Sai hoje a tarifa do São Francisco | |
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Reúne-se hoje e amanhã, em Brasília, o Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH). Seus quase 50 conselheiros decidirão sobre a Proposta de Resolução que aprova os valores de cobrança pelo uso dos recursos hídricos no Nordeste Setentrional. A proposta foi elaborada pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, o mesmo que sempre se posicionou contra o chamado projeto de transposição. Uma Nota Técnica elaborada pela Agência Nacional de Águas (ANA) para subsidiar a decisão do CNRH afirma que a cobrança pelo uso de recursos hídricos do Projeto de Integração do S. Francisco causará um impacto correspondente ao acréscimo na conta mensal de R$ 0,31, para o Eixo Leste, a R$ 0,44, para o Eixo Norte, que vem para o Ceará. O acréscimo é "considerado assimilável" pela ANA. Ficam claros três pontos: 1º) o Projeto de Integração do Rio São Francisco já foi assimilado pelo comitê de sua bacia hidrográfica; 2º) o projeto é irreversível e contempla prioritariamente seu Eixo Leste, que levará água para Pernambuco,
em cujas obras trabalham hoje quase 10 mil pessoas para que possa ser inaugurado pelo presidente Lula no final de setembro; 3º) como o uso da água será pago - e teria de ser assim - espera-se que as tarifas a serem aprovadas hoje pelo CNRH sejam assimiláveis pelo consumidor do semiárido Setentrional. Principalmente pelo consumidor cearense. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
03 de março de 2010 |
| ENCONTRO DE COOPERAÇÃO ENTRE ESTADOS | |
| Vaivém - Sebrae | |
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Por José Maria Melo
O diretor Alcir Porto, do Sebrae, viajou a Foz do Iguaçu, para participar de um encontro de cooperação entre os Estados brasileiros e países de fronteira. Porto aproveita para dar uma palestra sobre a experiência do Sebrae no Ceará com os países africanos: Angola, Cabo Verde e Senegal. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
03 de março de 2010 |
| SINDUSCON | |
| 90 mil esperam o Minha Casa | |
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Apesar da morosidade na liberação dos projetos pela Caixa, acordos de esgotamento pretendem acelerar obras na Capital
Passados oito meses de encerramento das inscrições do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), as 90 mil famílias cadastradas em Fortaleza ainda não sabem se estarão entre as 15 mil que serão selecionadas para adquirir um imóvel. Como a liberação dos projetos é feita pela Caixa Econômica Federal, a lentidão do processo acaba esbarrando na instituição. Na Habitafor, a expectativa é que agora em março, o MCMV comece a acelerar. O presidente do Sinduscon-CE (Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Ceará), Roberto Sérgio Ferreira, acredita que o programa vai ganhar agilidade após acordo fechado com a Cagece. O fato é que, enquanto o Maranhão está com 27 mil casas do programa em execução e a Bahia, 35 mil, o Ceará tem apenas um projeto aprovado de 120 unidades, com obras em andamento em terreno na Barra do Ceará. Em análise na Caixa, o número chega a 10 mil unidades, mas foi autorizada pelo Governo Federal a construção de 15 mil habitações em Fortaleza. No Ceará, a quantidade chega a 51 mil. O banco foi procurado pela reportagem mas informou apenas números nacionais. A demora na definição dos modelos de referência, as pendências ambientais e as exigências do banco são listadas como principais entraves para que o MCMV deslanche no Estado. De acordo com André Montenegro, vice-presidente do Sinduscon -CE, as construtoras estão perdendo R$ 1,5 bilhão - recurso já disponibilizado pelo governo federal - por falta de aprovação de projetos. “Um dos maiores entraves são as pendências ambientais. A maioria dos terrenos está localizada em áreas que não possuem saneamento básico e não tem previsão de atendimento”, comenta. Ele confirmou que existem projetos que englobam 10 mil habitações em análise na Caixa e que somente 120 unidades foram liberadas. “Não é falta de interesse das construtoras. Os empresários estão correndo atrás, inclusive realizando edificações fora do Estado, como há casos em São Luis e Rondônia. Mas no Ceará, o programa não está conseguindo deslanchar”, ressalta. Na opinião de Montenegro, está faltando direcionamento único para impulsionar os projetos com pendência. “É preciso reduzir as exigências de engenharia, para que a construção se adeque ao valor limite do imóvel”. Mesmo diante dos entraves, ele está confiante na reunião de avaliação nacional do Programa que ocorrerá amanhã, em Brasília, com o presidente da Caixa, Jorge Hereda. “Neste encontro, colocaremos todas as dificuldades enfrentadas e indagaremos por que em alguns estados o programa está andando e aqui não”. Segundo o presidente do Sinduscon-CE, Roberto Sérgio Ferreira, em uma reunião com a Cagece na semana passada, ficou acertado que os projetos em áreas com nível 3 (que não têm previsão real de esgoto, somente no projeto) seriam para o MCMV considerados de nível 2 (com previsão para esgotamento em dois anos). Segundo Ferreira, essa medida vai agilizar uma série de terrenos na área 3 que a Caixa não está aceitando. Programa deve acelerar Para Roberto Gomes, secretário da Habitafor, “a partir deste mês, o programa deve acelerar, uma vez que os principais dificuldades foram superadas”. “Por ser um processo inovador, não podemos ter uma postura para apontar responsáveis. Vamos agora entrar numa nova fase, mais acelerada”, reforça. Quanto à lentidão da execução, Gomes disse que o desenho jurídico do MCMV é inovador. “O normal é ser feito tudo pela Prefeitura e Governo, tendo, a Caixa, que liberar os recursos. Nesse caso, o marco zero é a ação da construtora junto à Caixa; não tem licitação”. Isildene Muniz Repórter | |
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| O POVO |
03 de março de 2010 |
| SINDUSCON | |
| Vertical - PELAS BEIRADAS | |
| O programa "Minha Casa , Minha Vida" vai deslanchar a partir deste mês, segundo o presidente do Sinduscon-CE, Roberto Sérgio. ``Com dificuldade de terrenos em Fortaleza, apostaremos na Região Metropolitana``, explica. Na prancheta, Caucaia, Eusébio, Aquiraz e Itaitinga. | |
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| O POVO |
03 de março de 2010 |
| SINDUSCON | |
| Um desafio de todos | |
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Criado para reduzir o déficit habitacional no país, o programa do Governo Lula, Minha Casa, Minha Vida, é a maior ação habitacional da história deste País, nascida para construir um milhão de moradias. O programa traz um conjunto de inovações jurídicas e um novo desenho gerencial na política habitacional que desencadeou uma série de mudanças na condução dos órgãos públicos e entes privados da habitação.
Para famílias residentes em nossa cidade, com renda entre zero e três salários mínimos, o programa tem como meta a construção de 15 mil unidades habitacionais (UHs). A estes benefícios, o Governo Federal liberou cerca de R$ 600 milhões para o setor privado, responsável direto pela construção das moradias, principalmente, por meio de construtoras vinculadas ao Sindicato da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE). Portanto, uma questão merece ressalva: no Minha Casa, Minha Vida não há processo licitatório e a realização de contratos é feita diretamente entre o empresário da construção e a Caixa Econômica Federal (CEF), o que, no nosso entendimento, desburocratiza os processos de construção. Da responsabilidade da Prefeitura de Fortaleza, ficam as tarefas de cadastramento das famílias e de licenciamento urbanístico e ambiental para a construção das UHs. Por dois meses, a Habitafor cadastrou famílias e disponibilizará os beneficiários para a CEF, na medida em que a entrega dos empreendimentos for ocorrendo. Além disso, a Habitafor contratou 36 novos profissionais ligados às áreas de Arquitetura e de Engenharia que estão disponibilizados para as secretarias de Meio Ambiente (Semam) e de Infraestrutura (Seinf) do município para análise dos projetos, acelerando os procedimentos de liberação de obra. Existe, entretanto, um conjunto de desafios a ser superado, parte considerável, no entanto, resolvida pela atuação do Governo do Estado, Sinduscon-CE, CEF e Prefeitura de Fortaleza, que formam o Comitê Gestor do programa. Entraves como a tipologia padrão dos empreendimentos, o estabelecimento de métodos por parte dos órgãos municipal e estadual de fiscalização ambiental e, por último, a infraestrutura de saneamento nas áreas de implantação das obras, dado que Fortaleza é uma metrópole extremamente adensada e com alto valor médio dos terrenos adequados à ocupação urbana. Superados estes desafios, trabalharemos para que o programa Minha Casa, Minha Vida entre numa nova fase. Agora, de apresentação de maior quantidade de projetos para análise na Prefeitura e da realização de assinaturas de contratos entre construtoras e CEF, para que, num prazo curto, possamos realizar o sonho de milhares de cidadãos, através da entrega de moradias com qualidade em Fortaleza. Desta forma, temos ciência da nossa responsabilidade e colocamo-nos aliados aos diversos atores envolvidos para a efetivação do acesso à moradia digna que o Minha Casa, Minha Vida proporcionará. Todos em partilha, mas cada um com seu papel fundamental neste processo primoroso de desenvolvimento habitacional e social. Roberto Gomes - Presidente da Habitafor | |
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| O POVO |
03 de março de 2010 |
| SINDCONFECÇÕES | |
| Sonia Pinheiro - ETC & TAL | |
| José Moreira Sobrinho passará o comando do Sindconfecções a Marcos Venícius Rocha Silva, dia 10, às 19 horas, na Casa da Indústria. | |
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| O POVO |
03 de março de 2010 |
| SINDUSCON-CE | |
| Minha Casa, Minha Vida segue parado | |
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Projetos aguardando aprovação, terrenos aguardando saneamento e cearenses aguardando um lugar para morar. O projeto não decola no Ceará e o Estado está entre os últimos colocados no ranking nacional de número de unidades propostas
Henriette de Salvi henriette@opovo.com.br O tão esperado sonho da casa própria continua empacado no Ceará. O programa federal Minha Casa, Minha Vida, que tem como meta no Estado a construção de mais de 51 mil moradias, só conseguiu até agora aprovar um único projeto de 120 unidades habitacionais. No ranking nacional, o Ceará está em antepenúltimo lugar, perdendo apenas para o Pará e o Amapá, que cumpriram 23,7% e 9,1% suas metas, respectivamente. O total de propostas de unidades recebidas pela Caixa no Estado, até dezembro do ano passado, é de 13.180, o que significa apenas 25,5% da meta. Um número bem distante, por exemplo, da Bahia, que já alcançou 128,8% da meta, com 104.022 unidades. Empecilhos Mas como explicar essa ineficácia num Estado que encontra no setor de construção civil um avanço significativo e observa em cada esquina da Capital um novo empreendimento? De acordo com Roberto Sérgio Ferreira, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) o problema está na aprovação dos projetos apresentados pelas empresas que querem construir as moradias. ``O teto de cada unidade habitacional é de R$45 mil. Para viabilizar a obra é preciso encontrar um terreno compatível com o valor``, explica. O que os empresários do setor afirmam é que os terrenos que podem ser adquiridos com os preços habilitados para os projetos não contam com saneamento básico e por isso não são aprovados pela Caixa. A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) já procura uma solução para o impasse e sugeriu uma forma de baratear o saneamento nos locais. ``Seria um sistema simplificado de saneamento que custa cerca de um terço do valor de um saneamento tradicional``, conta André Facó, diretor de operações da Cagece. Mesmo com os problemas sendo direcionados à análise da Caixa, nenhum superintendente do banco quis se manifestar sobre o assunto. De acordo com a assessoria de comunicação da instituição, ``neste momento a Caixa não está falando sobre o Minha Casa, Minha Vida, somente quanto houver balanço ou alguma novidade sobre o programa``. Recursos Enquanto as famílias que aguardam a possibilidade de finalmente terem a primeira moradia esperam o saneamento do terreno, a aprovação da Caixa e a construção do imóvel, o Ceará tenta manter os recursos da ordem de R$1,7 bilhão do Governo Federal destinado ao Estado. Até agora foram utilizados apenas R$ 5,2 milhões, referente às 120 unidades já aprovadas. Em matéria publicada no dia 21 de janeiro deste ano no O POVO, o superintende da Caixa em Fortaleza, Adalfran Carneiro, declarou que não descartava a hipótese de o Ceará deixar escapar os recursos federais. ``Como é um plano federativo e com o avanço dos trabalhos em outros estados, a verba pode ser realocada. É um fato``, declarou na ocasião. Segundo a assessoria de comunicação do Ministério das Cidades, em Brasília, a realocação dos recursos não é feita de maneira direta. Os valores concedidos para o Estado que não for utilizado são devolvidos para o Tesouro Nacional, que redireciona o dinheiro para outros projetos, que podem estar no mesmo Estado ou não. Como a Bahia, Goiás e Acre já ultrapassaram 100% de suas metas no programa Minha Casa, Minha Vida, os recursos estimados inicialmente já foram superados. E se tem alguém precisando de dinheiro para construir moradia para brasileiros e alguém que tem o dinheiro, mas não está usando, fica fácil prever a possível redistribuição. DÊ SUA OPINIÃO! www.opovo.com.br/negocios O exemplo baiano O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil da Bahia (Sinduscon-BA), Carlos Alberto Vieira Lima, que comemora um índice de 128% da meta proposta de número de habitações, afirma que a dificuldade de terreno encontrada no Ceará é a mesma em todo o País, nas regiões urbanas. Os terrenos estão saneados com valores altos ou sem saneamento, portanto sem a aprovação da Caixa. ``Já sabíamos disso, tanto que nossos projetos foram muito mais focados na Região Metropolitana do que em Salvador``, diz. Além do foco, Vieira Lima conta que o trabalho desenvolvido pelo Sinduscon na Bahia é em conjunto. ``É um trabalho a três mãos. É importante ter ajuda da Caixa, do Governo estadual e municipais, e dos empresários``, explica. ``Não adianta ver quem tem razão, estamos atuando numa linha de somar esforços``, conta. Com a união relatada pelo presidente do Sinduscon baiano, e a estratégia de apostar na Região Metropolitana, a Bahia figura em 1º lugar no ranking brasileiro de maior número de unidades propostas, alcançando 104.022 moradias, mais de 32 mil unidades além da meta inicial. | |
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| O ESTADO |
03 de março de 2010 |
| JORNADA DE TRABALHO - MULHER GRÁVIDA | |
| Jornada de mulher grávida poderá ser reduzida em duas horas | |
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Tramita na Câmara projeto de lei do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que reduz em duas horas a carga horária diária de trabalho da mulher grávida, a partir do sétimo mês de gestação. Se aprovada, a medida será incluída na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43), na parte que trata da proteção à maternidade.
Jovair Arantes afirma que o projeto significa um investimento social de longo alcance, beneficiando a mulher e o bebê. A mulher, diz, terá melhores condições de trabalho nas últimas semanas e poderá aproveitar o tempo livre para se programar para a chegada da criança. “Nas últimas 16 semanas de gravidez, as gestantes costumam ter ganho importante de peso, quando o feto dobra de tamanho e elas carregam uma barriga de pelo menos 5 quilos, incluindo a placenta. É inquestionável o sacrifício físico a que elas se veem submetidas”, observa o deputado. Mudança A medida, diz ainda Arantes, junta-se a outras que também beneficiam a maternidade, como a ampliação da licença de quatro para seis meses, mediante incentivo fiscal às empresas (Lei 11.770/08), e a extensão do direito à licença e ao salário-maternidade à mãe adotiva (Lei 10.421/02). “Temos verificado uma mudança no comportamento da sociedade brasileira em relação às gestantes. Se antes os benefícios concedidos podiam ser vistos como ‘mordomias’, hoje as pessoas já os veem como direitos importantes para preservar a integridade do feto”, afirma o parlamentar. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
03 de março de 2010 |
| RESTRIÇÃO A CIRCULAÇÃO DE CAMINHÕES | |
| Caminhões circulando em avenidas são multados | |
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A restrição do tráfego de veículos pesados deve ocorrer em seis bairros da Capital, como São João do Tauape
A circulação de caminhões com tara acima de 2,5 toneladas em dias úteis, das 6h às 20h, nos bairros Aldeota, Meireles, Dionísio Torres, São João do Tauape, Joaquim Távora e Fátima está proibida desde a última segunda-feira. A Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC) iniciou a fiscalização e já está multando os veículos infratores. O responsável pela Divisão de Operações e Fiscalização do órgão, coronel Gilson Liberato, informou, ontem à tarde, que não números sobre as multas aplicadas, porém disse que a parte educativa da campanha, que antecedeu a operação, foi muito proveitosa. "Foram pouquíssimos caminhões nesses corredores, o que demonstra que as empresas responsáveis por esses veículos aderiram a campanha". A partir de matérias publicadas no Diário do Nordeste, onde foram cobradas tanto do Ministério Público Estadual quanto da AMC soluções para o tráfego na Capital, é que em agosto de 2009, o MPE sugeriu a restrição do tráfego em vias de grande circulação, de veículos que fazem carga e descarga de material em dias úteis, entre 6h e 20h. Sábados de 6 às 13h. Atualmente, é proibida a circulação desses automóveis no quadrilátero da Aldeota, que compreende a Rua João Carvalho/ Padre Antônio Tomaz; Avenida Senador Virgílio Távora; Av. Antônio Justa/Av. Abolição; e Av. Barão de Studart. Segundo a AMC, o quadrilátero e seu entorno concentram 70% do fluxo de veículos na cidade, nos dias e horários úteis. Na Avenida Monsenhor Tabosa a restrição será de segunda a domingo, e em tempo integral. Outros 13 trechos foram contemplados, alguns deles são a Avenida Antônio Sales, Santos Dumont, Costa Barros, Tenente Benévolo, Frederico Borges, Frei Mansueto e Dom Manuel. O motorista Tomás Gomes de Sousa Lúcio, 55 anos, considera que, apesar do pouco tempo, o resultado das ações já podem ser vistos. "Antigamente, neste horário das 17 horas, seria impossível ver uma fluidez como esta no trânsito da Avenida Dom Luiz", declarou. Porém, ele cobra medidas a longo prazo, pois considera que em pouco tempo as vias estarão congestionadas novamente, devido ao aumento gradativo do da frota da Capital. CONGESTIONAMENTO Veículos desrespeitam determinação da AMC Na tarde de ontem, a equipe de reportagem passou quase duas horas circulando no quadrilátero da Aldeota e observou o tráfego de caminhões em vários trechos, muitos causando congestionamento, pois paravam para descarga de produtos. Porém, não foi visto nenhum agente da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania de Fortaleza (AMC) fazendo a fiscalização das vias. Segundo o responsável pela Divisão de Operações e Fiscalização da AMC, coronel Gilson Liberato, serão aplicadas multas médias, no valor de R$ 85,13 aos infratores que forem pegos circulando com caminhões acima de 2,5 toneladas, nos quadrilátero da Aldeota, e nos outros corredores com restrição de circulação de caminhões, como nos bairros de Fátima, Dionísio Torres, Joaquim Távora, São João do Tauape, entre outros. "Três duplas de motos e três carros fazem a fiscalização de toda essa área, que são pontos de entradas destes veículos. Nossa equipe fica em pontos estratégicos". | |
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