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Fortaleza, CE - quinta-feira, 04 de março de 2010 |
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| AIRM - ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| O ESTADO |
04 de março de 2010 |
| CIN - SETOR DE ROCHAS ORNAMENTAIS | |
| Economia - Cresce setor de rochas ornamentais no Ceará | |
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Por Rubens Frota
Segundo dados divulgados pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Ceará (CIN/Fiec), em janeiro de 2010, o setor de rochas ornamentais teve crescimento de 343,7% em relação às exportações do mesmo período no ano passado. Atualmente, o Ceará ocupa o 4° lugar nacional na produção de blocos brutos com um total anual de 430 mil toneladas de granitos. Empresas têm interesse Estudo realizado pelo Departamento Nacional de Produção Mineral em parceria com a Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará, destaca o interesse das empresas do setor de rochas ornamentais e revestimento por granitos do tipo “exóticos”, com característica diferenciada e peculiar no mercado, em contraposição aos chamados materiais clássicos que seguem padrões. | |
| TOPO | |
| INVEST NE |
04 de março de 2010 |
| ROCHAS ORNAMENTAIS | |
| Cresce setor de rochas ornamentais no Ceará | |
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Neste ano setor de rochas ornamentais teve crescimento de 343,7% em relação às exportações do ano passado
Segundo dados divulgados pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Ceará (CIN/Fiec), em janeiro de 2010, o setor de rochas ornamentais teve crescimento de 343,7% em relação às exportações do mesmo período no ano passado. Atualmente, o Ceará ocupa o 4° lugar nacional na produção de blocos brutos com um total anual de 430 mil toneladas de granitos. Estudo realizado pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) em parceria com a Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec), destaca o interesse das empresas do setor de rochas ornamentais e revestimento por granitos do tipo “exóticos”, com característica diferenciada e peculiar no mercado, em contraposição aos chamados materiais clássicos que seguem padrões. Caminho das pedras Atualmente o Ceará oferece condições favoráveis e características passíveis de aproveitamento no setor de rochas ornamentais e revestimento, devido ao condicionamento geológico do Estado. Cerca de 75% do seu território é ocupado pelo embasamento cristalino, com existência de materiais de composição graníticas. A Pesquisa Alguns tipos de rochas começaram a ser pesquisados e explorados principalmente por empresas do Espírito Santo. Os materiais exóticos no Ceará se caracterizam por ocorrerem em maciços, por vezes formando altos topográficos, ou seja, elevações como serrotes e morros. A metodologia de extração é a céu aberto com uso contínuo de fio diamantado, que é a melhor forma de corte preciso e esquadrejamento dos blocos de rochas, já que esses materiais apresentam características naturais. A atividade movimenta recursos significativos, oscilando na faixa entre US$ 1 mil e 1,5 mil dólares por metro cúbico para os materiais de primeira categoria. A relação custo/benefício acaba por fazer com que a exploração seja economicamente viável. Fonte: Governo do Ceará | |
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| O POVO |
04 de março de 2010 |
| MELHORES EMPRESAS PARA SE TRABALHAR | |
| O POVO apresenta parceria com instituto de pesquisa | |
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O POVO iniciou ontem a apresentação da parceria com o Grate Place to Work Institute para escolher as melhores empresas para se trabalhar
Quais os melhores lugares para se trabalhar no Ceará? Em um estudo inédito, o Grupo de Comunicação O POVO firma parceria com o Grate Plece to Work Institute para avaliar o ``clima`` de trabalho das empresas no Estado. O projeto foi apresentado ontem para representantes do setor de recursos humanos de diversas empresas, além do setores de varejo e construção civil. O objetivo do projeto é difundir a importância do ambiente de trabalho como ferramenta indispensável à transparência, governança corporativa e a sustentabilidade das empresas. Conforme o vice-presidente do Grupo de Comunicação O POVO, João Dummar Neto, as entidades de classe estão recebendo bem o proposta. ``As empresas se sentem estimuladas a participar. Só traz benefícios. A empresa vai poder avaliar a custo zero``, disse. ``A receptividade é muito boa. O nível das perguntas e o interesse é muito grande``, comentou Raimundo Padilha, coordenador do projeto. Ele lembrou ainda que a apresentação na Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL) de Fortaleza foi bastante proveitosa. O encontro ocorreu pela manhã e contou com a presença de diretores e sócios da CDL, além dos próprios lojistas. Para o diretor de Relacionamento da Grate Place to Work, Alexandre Bisson, as manifestações espontâneas de interesse para participar da pesquisa demonstra o convencimento das empresas de se ter um bom ambiente de trabalho. ``Está sendo extremamente positivo. Estão todos entusiasmados para fazer o estudo``, afirmou Bisson. Durante a noite, o projeto foi apresentado ao Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sindusco-CE). Grate Place to Work O instituto surgiu para avaliar as práticas trabalhistas nas empresas nos anos de 1980, a partir de um convite ao fundados da entidade Robert Levering. Ele acreditava que poderia contribuir na relação trabalhista com informações de práticas de relacionamento da empresa. Levering é um jornalista norte americano. Ele criou a metodologia para avaliar as melhores práticas, o grau de satisfação do ambiente de trabalho. Elaborou 57 afirmativas para o funcionário responder. Dentro dessas questões, nós avaliamos o nível de confiança que o funcionário tem em relação aos seus líderes. O entendimento é que qualquer empresa, de qualquer tamanho, pode ser um excelente lugar para trabalhar. EMAIS APRESENTAÇÃO A ENTIDADES Amanhã, o projeto que visa escolher as melhores empresas para se trabalhar será apresentada a outras entidades de classe: 7h30min - Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef). Reunião com os associados. Avenida Dom Manuel, 1.020 - Auditório da Pax Corretora 14h30min - Associação dos Hospitais do Estado do Ceará (Ahece). Reunião com os associados de Fortaleza. Rua Pereira Filgueiras, 2.020, 10º Andar 18h30min - Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). Reunião com a diretoria da Fiec e os presidentes dos sindicatos filiados. Avenida Barão de Studart, 1.980 - Auditório do 5º andar. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
04 de março de 2010 |
| AVISO DE LICITAÇÃO | |
| Fiec - Aviso de Licitação | |
Fiec - Aviso de Licitação
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
04 de março de 2010 |
| AVISO DE LICITAÇÃO | |
| Fiec - Aviso de Licitação | |
Fiec - Aviso de Licitação
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
04 de março de 2010 |
| ESTALEIRO - ROBERTO MACÊDO | |
| Comunicado - Estaleiro | |
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"Do ponto de vista do turismo, do meio ambiente e do visual, Fortaleza não terá prejuízos insuperáveis com a construção do estaleiro". Roberto Macêdo, Presidente da Fiec
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
04 de março de 2010 |
| ESTALEIRO | |
| Cid apela por racionalidade | |
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Área onde se pretende construir o estaleiro não é zona residencial ou faixa de praia e pode ser adaptada, afirma Cid
Brasília (Sucursal) O governador do Ceará, Cid Gomes, cobrou ontem, em Brasília, uma análise mais racional sobre a questão da construção do estaleiro Promar Ceará na Praia do Titanzinho. "Temos informações demais. Temos que analisar tudo o que tem de positivo e tudo o que tem de negativo. Temos que ser racionais, não podemos ser passionais", afirmou Cid Gomes que participou de encontro com o presidente Lula da Silva, para apresentar o andamento das obras da Ferrovia Transnordestina. Ainda sobre a questão do estaleiro, Cid afirmou que assim que voltar ao Estado vai buscar se encontrar com a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, para discutir o projeto. "Levar as coisas de forma extrema é ruim. Vamos conversar. O projeto de construção do quebra-mar aproveita a obra de ampliação do Mucuripe. A engenharia do quebra-mar já existe", ponderou Cid Gomes. Possível adaptação Conforme o governador, a área onde se pretende construir o estaleiro não é uma zona residencial ou faixa de praia e, portanto, pode ser adaptada. "O projeto não interfere em projetos já existentes. Lá não tem moradia, é uma faixa de aterro". O governador afirmou que Ceará e Fortaleza precisam de duas coisas: empregos e melhorias habitacionais. "Eu acredito que o projeto do estaleiro vai trazer os empregos. Eu acho que é uma coisa boa", concluiu. Transnordestina Em relação ao seu encontro com o presidente Lula para tratar da Ferrovia Transnordestina, o governador afirmou que este é um encontro regular, no qual o presidente avalia o progresso da obra. "Foi uma reunião grande. Estavam presentes o Ministério dos Transportes, Casa Civil, BNM, o governador do Piauí, Welington Dias e várias outras autoridades ligadas ao projeto. Nós fizemos uma revisão dos prazos e compromissos. Sempre tem um atrasinho aqui, outro atrasinho ali. Mas no Ceará a obra está bem", avaliou Cid Gomes. De acordo com o governador, o Ceará recebeu uma grande partida de trilhos, que deverão ser assentados entre Missão Velha (CE) e Salgueiro (MA). Sobre a reação do presidente em relação aos resultados apresentados, Cid Gomes afirmou: "o presidente está sempre cobrando mais agilidade. É normal", salientou. O governador informou a Lula que haverá a necessidade de retificação do projeto da Transnordestina no Ceará, na região de Quixadá, devido ao tombamento dos monólitos. ANE FURTADO REPÓRTER Luizianne diz não ao estaleiro no Titanzinho A prefeita de Fortaleza Luizianne Lins pôs ontem, um ponto final na discussão em torno da possibilidade de instalação do Estaleiro Promar Ceará, na Praia do Titanzinho, no bairro do Serviluz. "Nós somos contra a instalação do estaleiro na Praia do Titanzinho", reiterou a prefeita, seguidamente, por duas vezes, após solenidade de assinatura de convênios com o Ministério do Turismo (Mtur), para melhoria da infraestrutura de alguns pontos turísticos da Capital cearense. Indagada sobre a possibilidade de o empreendimento ser construído de forma integrada ao Projeto Aldeia da Praia, como pensa o governo do Estado, a prefeita foi enfática e repetiu: "Nós somos contra a instalação do Estaleiro na Praia do Titanzinho, e se perguntar de novo, vou repetir o mesmo mais uma vez". Luizianne disse ainda, que está disposta a utilizar da sua prerrogativa de chefe do Executivo Municipal para barrar a concessão de qualquer alvará ou documento que viabilize o empreendimento na cidade. "Após (o início) o governo Lula, não se pode construir nada na cidade, sem a anuência (alvará de funcionamento) do município", enfatizou. Segundo ela, situação semelhante enfrentou o ex-governador Lúcio Alcântara, quando quis construir o Museu do Mar, na Praia de Iracema. "A carta de anuência (para o Museu do Mar) nós não demos e a mesma coisa vai acontecer com o projeto do estaleiro", sentenciou a prefeita. De acordo do com ela, de nada adiantará o governo do Estado, conseguir a cessão da área do Titanzinho, junto à Superintendência do Patrimônio da União (SPU), que a Prefeitura não irá conceder a licença urbanística necessária para instalação equipamento. Projeto Orla Em entrevista exclusiva ao Diário do Nordeste, na tarde de ontem, a prefeita enfatizou que a proposta do Município para a área é o Projeto Orla. "Apesar dessa polêmica toda na cidade, vamos continuar firmes mantendo o Projeto Orla", asseverou. "Não se trata de um projeto se contrapor ao outro, mas achamos que a orla de Fortaleza não pode desperdiçar um espaço bonito como aquele, de contemplação, que pode ser aproveitado para potencializar o turismo de Fortaleza, e ser obstruída com o equipamento que não tem sentido", defendeu a prefeita. Para ela, o estaleiro é um empreendimento passageiro, que poderá ser transferido após a construção dos oito navios gaseiros licitados pela Transpetro. "Não podemos sacrificar aquela área. E o depois?, questionou, reafirmando que, a gestão das cidade é prerrogativa da Prefeitura municipal. Luizianne disse ainda, que não pretende criar polêmica sobre o assunto, pelo contrário, mas dizer que "a cidade está toda pensada", além do que o empreendimento iria de encontro ao plano diretor da cidade. "Um estaleiro ali desestrutura o planejamento que a gente tem para a orla marítima", disse. Sem recursos Ela confirmou no entanto, que o município ainda não dispõe dos recursos necessários para a construção do Projeto Orla. Disse, porém, que pleito nesse sentido, foi feito ao governo federal desde de 2005, e que através da CAF, pretende conseguir US$ 166 milhões, para a intervenção completa do projeto, o que não impede que ele seja executado por partes. Questionada se conseguirá iniciar as obras antes do fim do atual mandato, concluiu: Espero conseguir dinheiro. Está achando pouco a quantidade de obras? E o Cid? "Temos uma relação muito solidária com o governo do Estado, com o governador, mas no que diz respeito a isso, vamos, no campo da ideias discordar. "Acho que estamos dando um exemplo democrático de que, no campo das ideias, podemos envolver os diversos setores da sociedade, e manter suas posição e continuar aliados, parceiros", ponderou Luizianne Lins. "Não vamos brigar com o governador por conta do estaleiro", concluiu a prefeita. CARLOS EUGÊNIO REPÓRTER Lideranças querem diálogo Diante da afirmação do secretário de infraestrutura do Município, Luciano Feijão, de que a Praia do Titanzinho é uma Zona de Proteção Ambiental e que por isso não comporta a edificação de nenhuma estrutura no local, como o Estaleiro Promar Ceará, lideres classistas voltam a se pronunciar favoráveis ao empreendimento e não acreditam que este seja um entrave para a sua construção naquela área. Embora para que isto se concretize haja a necessidade de alteração do Plano Diretor da Cidade, para eles, com entendimento e vontade política a questão pode ser contornada e o Estado pode, finalmente, ganhar o tão debatido projeto. "Havendo vontade política essa discussão pode ser perfeitamente resolvida. Tudo que é de interesse geral é possível de ser aprovado. O Plano Diretor de Fortaleza levou dez anos para ser finalizado, mas se houver vontade política é perfeitamente possível que ele seja alterado em cinco ou seis meses, mediante, é claro, estudo de impacto ambiental na Praia do Titanzinho, que justifique a alteração", argumenta o superintendente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Ceará (Crea-CE), Fernando Ribeiro de Melo Nunes. Na sua opinião, tanta a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, como o governador do Estado, Cid Gomes, terão sensibilidade suficiente para enxergar os aspectos econômicos e sociais que envolvem a construção do estaleiro no Titanzinho, para entrar em um acordo. "Negar a validade de um projeto como o do estaleiro é negar a realidade do Estado, de que ele precisa de emprego e de crescimento", reforça, Nunes. "Existe um fato novo que é o projeto da Prefeitura para região. O Estaleiro não tem estudo de impacto ambiental, então resta saber se a proposta do Município tem. Assim, tão logo tomemos mais detalhes de ambos os projetos, com certeza eles serão objeto de debate no Crea", emenda. Disposição para dialogar Segundo o vereador Acrísio Sena, líder da Prefeita na Câmara, Luizianne Lins tem disposição para o diálogo e está aguardando que o governador a procure para que possam debater sobre o que se pensa para orla marítima de Fortaleza. "A Prefeitura apresentou a sua proposta para o Titanzinho e não dá para compatibilizá-la com o estaleiro. Além disso, não é a Prefeitura que está inviabilizando o projeto, mas o Plano Diretor, que foi deliberado em congresso com a presença de mais de 700 pessoas e a aprovação de vários representantes da sociedade. Estamos apenas seguindo à risca o que determina o Plano", afirma. Enquete O leitor pode opinar, aqui na nossa página, dizendo se conhece, ou não, o projeto do estaleiro que o governo quer criar no Titanzinho. Frases dos leitores "Fortaleza é densamente povoada e não possui áreas livres para implantação de um estaleiro. Melhor seria no Pecém" Francine da Silveira "É uma vergonha a Prefeitura informar que tem um projeto com data de 2005 e nunca ter feito nada naquela área" Roberto Charles "É lamentável justificar essa briga política baseada em um projeto que já tem cinco anos! Ficará pronto somente em 3014!" Cláudio Cézar "Luciano Feijão deu show de bola com muita propriedade. Tudo o que se vinha planejando me parece que foi exposto" Paulo Garcia "Todos sabem que esse projeto (Aldeia da Praia) não existia e foi feito de última hora só para impedir o estaleiro" Paulo Cézar A. Gurgel "É preciso superar a mentalidade pobre, visão vesga, vaidade e mania de ser do contra para que Estado se desenvolva" Maurício Cruz O que eles pensam Entraves podem ser contornados "Acredito que todos podem se entender e contornar os entraves. A prefeita Luizianne e o governador Cid vão se sentar para resolver a questão e verão que não tem problema. O que não se pode é perder um investimento desse tamanho para o Estado. A Prefeitura não vai querer perdê-lo assim como os empregos. Até porque existe um decreto que diz que ao se tirar a tancagem dali, metade da área fica destinada à indústria, desde que não seja poluente." Francisco Lima Matos, Diretor de Ciência e Tecnologia da FIEC "O Ceará já devia ter um estaleiro desse porte há muito tempo. Há um forte viés político por trás dessa questão, mas espero que haja a possibilidade de entendimento entre a Prefeitura e o Estado para chegar a um acordo e que ideologias ultrapassadas, que procuram inviabilizar o Ceará deixem de existir. É um equipamento importante para um estado pobre. Os habitantes do Titanzinho merecem ser contemplados." Cid Alves, Presidente do Sindicato dos lojistas de fortaleza Projeto ainda é virtual, mas dá o que falar O estaleiro Promar Ceará ainda é virtual, mas muito se debate sobre sua localização, benefícios e impactos. O primeiro aspecto tem motivado as discussões: uns contra e outros a favor da Praia do Titanzinho como destino para o empreendimento. São os benefícios e os impactos que dividem as opiniões, além dos aspectos legais. A condição de virtual deve-se ao processo de licitação para construção de oito navios gaseiros da Transpetro. O resultado, se favorável ao Promar Ceará, pode tornar o projeto uma realidade no Estado. O empreendimento lidera a disputa de preços, seguido pelos projetos do Estaleiro Ilha S/A (Eisa) e Mauá, ambos no Rio de Janeiro. Estes podem construir os gaseiros, se a negociação entre a estatal e investidores do Promar não avançar, conforme prevê o edital de licitação. Entre os benefícios, está a criação de 1.200 empregos diretos e 5.000 indiretos. Na lista de impactos, estão o meio ambiente e a requalificação urbana. Uma questão legal que impediria o projeto é o Plano Diretor, que diz que o local é Zona de Proteção Ambiental. O que eles pensam Conflito de propostas "A Zona de Proteção Ambiental é mais um elemento dificulta- dor para a instalação do esta- leiro no Titanzinho. Será pre- ciso mudar o Plano Diretor. Há conflito no encaminhamento de propostas para o desenvol- vimento da área. A Prefeitura prevê requalificação urbana. O governador quer o estaleiro." Odilo Almeida Presidente do IAB-CE "O estaleiro é importante para a economia do Ceará, pela geração de empregos e pelo desenvolvimento tecnológico. O Titanzinho não deve ser área de proteção ambiental, porque o projeto do estaleiro substitui a ampliação do Porto do Mucuripe, que já estava previsto e tem licenciamento." Edilson Teixeira Júnior Presidente da AEDI | |
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| O POVO |
04 de março de 2010 |
| 1ª MOSTRA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL | |
| Vertical S/A - Social | |
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Por Jocélo Leal
O Sesi-CE promove nos próximos dias 16 e 17, na sede da Fiec, a 1ª Mostra de Responsabilidade Social na Indústria. Haverá apresentação de cases sobre iniciativas sociais de empresas do Estado, além de debates sobre o tema. Um dos convidados é Vitor Seravalli, presidente do comitê brasileiro do Pacto Global, da ONU. | |
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| O POVO |
04 de março de 2010 |
| PREVISÕES INFLACIONÁRIAS | |
| Vertical - SEMPRE ALERTA | |
| O presidente da Fiec, Roberto Macedo, anda preocupado com previsões inflacionárias para o País neste ano. Para ele, o setor produtivo entrou em ritmo de cautela e falta o Governo fazer sua parte: apertar os gastos. Em ano eleitoral? Eis a dúvida. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
04 de março de 2010 |
| ROBERTO MACÊDO - MEIO AMBIENTE | |
| Vaivém - Jatinhas | |
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Por José Maria Melo
O PRESIDENTE da Fiec, Roberto Macedo, no Rio de Janeiro, numa reunião sobre meio ambiente. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
04 de março de 2010 |
| CIC - ROSEANE MEDEIROS | |
| Pompeu Vasconcelos - CIC | |
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Na noite em que Roseane Medeiros foi empossada na presidência do CIC, demos de cara com Alan Beserra e Otílio Ferreira, na Fiec.
Apuramos que o coordenador da AJE - que hoje participa do congresso da Conaje, em Porto Alegre - ouviu de Otílio que a Xp se consolidou, em 2010, como a maior corretora da Bovespa. Otílio Ferreira, que comanda a operação da Xp, em Fortaleza, conta que a corretora acaba de desembarcar em Nova York, mais precisamente no número 445, da Park Avenue.
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| O ESTADO |
04 de março de 2010 |
| SINDUSCON - PQVC | |
| Sinduscon promove inclusão digital em canteiro de obras | |
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Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), desde 2003, desenvolve o Programa de Qualidade de Vida na Construção (PQVC). O PQVC tem como objetivo levar saúde, segurança, capacitação e lazer aos trabalhadores da área, estimulando a autoestima dos mesmos a fim de garantir melhoria na qualidade de vida.
O programa que conta com atividades de atendimento odontológico, alfabetização, vacinação, palestras e oficinas relacionadas a saúde, meio ambiente e uso de equipamentos de segurança, dentre outras já beneficiou cerca de 20 mil operários. Em 2010 através de uma parceria com Serviço Social da Indústria (Sesi), o Sinduscon promove a oficina de Construção Virtual, onde os trabalhadores tem oportunidade de adquirir conhecimentos acerca da leitura, projeção e construção da planta baixa de um imóvel. As oficinas, que acontecem no próprio canteiro de obras onde os operários trabalham, têm duração de uma semana, totalizando cinco horas de capacitação. De acordo com a vice-presidente de sustentabilidade do Sinduscon, Paula Frota, a formação tem em média um público de 50 operários por canteiro. As oficinas, explicou Paula, acontecem no horário de trabalho e conta com a parceria das construtoras que disponibilizam esse tempo para a capacitação dos trabalhadores. Atualmente, cerca de 60 canteiros são atendidos pelo PQVC. Para a vice-presidente, a oficina de Construção Virtual é uma oportunidade para o operário aprender a conceber um projeto. "Esse é um momento de interação entre o trabalhador e o construtor. Buscamos com essas iniciativas trazer novidades e oportunidade de crescimento para os trabalhadores", comentou. CONSTRUÇÃO VIRTUAL A formação virtual teve sua primeira aplicação no canteiro de obras da construtora Mota Machado em fevereiro. Os operários passaram por uma semana de capacitação que ensinou a utilização dos recursos do programa BrOffice Draw. Durante os dois primeiros dias da oficina os operários tiveram noção dos recursos do programa. Nos dias subsequentes, os trabalhadores prepararam um projeto para atender a demanda de elaboração de uma planta de casa ideal para eles mesmos. Encerrando a capacitação eles apresentaram os projetos desenvolvidos em dupla, para serem submetidos a avaliação de técnicos do Sesi. Ao final, os melhores trabalhos seriam premiados. Na última quarta-feira (3), o Sinduscon juntamente com a construtora Mota Machado premiaram a dupla de operários: Manuel Leonardo e Josué Barros, com um notebook para cada um. Na ocasião, o presidente do Sinduscon, Roberto Sérgio Oliveira Ferreira, destacou a importância dessas ações para o trabalhador. "Foi um sucesso a aplicação de uma nova tecnologia no ambiente de trabalho desses profissionais. O objetivo é que eles tenham noção como se faz um projeto e como essa noção vai levá-los a um ótimo caminho", comemorou. TRABALHADORES PREMIADOS O operário Josué Barros afirmou que antes da oficina nunca tinha utilizado um computador. Entretanto, o trabalhador salientou que adorou a experiência. Ele explicou também como foi a concepção do projeto. "Nós tivemos várias ideias. Pensamos em fazer uma casa grande, depois uma casa simples. Tínhamos dificuldades, mas a professora nos orientou e aos poucos fomos conseguindo", contou. Josué revelou que confiava na qualidade do seu projeto, mas não imaginava que iria ser escolhido para o prêmio. Em relação à conquista, ele comentou: "Não vou vender não, vou é usar agora o que aprendi. Com o tempo vou aprendendo cada vez mais", destacou. O segundo trabalhador premiado, Manuel Leonardo, declarou que não tinha perspectiva que seu projeto fosse escolhido. "Como a gente nunca tinha mexido no computador antes, eu achava que não íamos ganhar. Aí investimos em um projeto simples", comentou. Manuel, que atua há 22 anos trabalha na construção civil, admitiu um pouco de restrição logo que a oficina foi oferecida, mas depois, com as orientações dos professores, ele foi gostando. Agora, afirma o operário, vai aproveitar o prêmio para ficar treinando o que aprendeu. "Com o computador em casa posso ficar usando no fim de semana para desenhar outras plantas", frisou. AVALIAÇÃO A orientadora da oficina e técnica do Sesi, Divania Maria do Nascimento, disse que desde o inicio a dupla se mostrou muito participativa e interessada. Como critérios de avaliação das plantas foram levados em conta itens como: uso das ferramentas do programa, justificativas, noções de plano e espaço. "A dupla sempre pareceu interessada e bem disposta. O projeto deles ficou muito bom e mostrou realmente que eles adquiriram um pouco da noção de uso dos recursos e efetivação do projeto", concluiu Divania.
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
04 de março de 2010 |
| SINDUSCON | |
| Operários aprendem sobre construção virtual | |
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Os pedreiros Manuel Leonardo e Josué Barros mostraram os melhores projetos e ganharam um notebook cada
A rotina dos operários da construção civil em Fortaleza mudou. Desde o último dia 1º fevereiro, eles passaram a contar com uma oficina de Construção Virtual, que lhes permite adquirir conhecimentos básicos de leitura, projeção e construção da planta baixa de um imóvel. E já existem trabalhadores ganhando com a iniciativa. É o caso, por exemplo, dos pedreiros Manuel Leonardo e Josué Barros dos Santos, que apresentaram os melhores projetos e cada um levou para casa, ontem, um notebook . Usando os recursos de uma ferramenta de software chamada de BrOffice Draw, eles desenvolveram projetos de casas através do computador. Aprenderam a divisão dos cômodos, através do design interno da casa, até a colocação de mobílias. Durante a 1ª semana de fevereiro, eles encontraram uma atividade diferente no canteiro. O pedreiro Manuel Leonardo, 46, há 20 anos acorda cedo, antes dos dois filhos, e cruza a cidade, do Antônio Bezerra à Aldeota, onde perdeu as contas da quantidade de prédios que ajudou a erguer. "Foi a primeira vez que usei um computador e tive dificuldade no início, mas os professores foram ótimos e ajudaram. Nunca achei que ia conseguir fazer um projeto de uma casa. Achei tudo bom. Vou continuar praticando e me desenvolver mais", afirma. A rotina do pedreiro Josué Barros dos Santos, 42, também não é muito diferente, mas a chegada da informática no canteiro lhe trouxe muita satisfação. "A oficina do computador foi muito boa. Achei difícil, mas me esforcei. Vou continuar estudando e os meus filhos vão gostar muito, porque não tenho computador em casa", explica. Oficinas Promovida pelo Sindicato da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), cada oficina, com turmas em média de 50 operários, tem cinco horas de duração, durante o horário de trabalho, desenvolvida ao longo de uma semana. Para Paula Frota, vice-presidente de sustentabilidade do Sinduscon, "a oficina possibilita que o operário passe a compreender as plantas e projetos, aprimorando mais um conhecimento referente à sua profissão. Promove também uma maior familiaridade do manuseio da informática, visto que desde o ano passado estamos trabalhando oficinas de matemática e português nos canteiros de obras com professores do Sesi, utilizando notebooks e internet". Ela adiantou que o trabalho vai continuar nos canteiros e a ideia é no fim do ano premiar o melhor projeto, também com a entrega de um notebook. "Ao longo do ano queremos realizar a oficina em 60 a 70 canteiros e atender 50 operários por semana. "A iniciativa está sendo bem recebida e levou inclusive, algumas construtoras a manter computadores nos canteiros para os trabalhadores continuarem treinando", pontua Paula Frota. | |
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| INVEST NE |
04 de março de 2010 |
| IV ENCONTRO NACIONAL BROFFICE | |
| Abertas inscrições para o IV Encontro Nacional BrOffice | |
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Encontro é composto de eventos regionais, nacionais e internacionais através de videoconferência
Evento gratuito, de abrangência internacional, apresenta o pacote de programas para edição de textos, imagens, apresentações, planilha de cálculos. Dias 15 e 16 de abril por videoconferência nos 27 estados brasileiros. Os interessados em conhecer melhor o BrOffice.org, pacote de escritório livre, que pode ser baixado e usado gratuitamente por usuários domésticos e corporações, já podem se inscrever para o IV Encontro Nacional BrOffice.org. O evento apresenta as funcionalidades do programa para gestores de TI e administradores que desejam implementar a ferramenta, além de integrar a comunidade de desenvolvedores, usuários e colaboradores do BrOffice.org, suíte de escritórios que já contabiliza cerca de 15 milhões de usuários no Brasil. O IV EnBro acontece nos dias 15 e 16 de abril, unindo os 27 estados brasileiros por meio de videoconferência. As inscrições podem ser feitas no site http://encontro.broffice.org/enbro4. Os participantes devem levar 1kg de alimento não perecível. Os donativos serão doados para entidades assistenciais. O Encontro Nacional BrOffice.org é composto de eventos regionais e integrado nacional e internacionalmente através de videoconferência, promovido pela ONG BrOffice.org em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A organização de cada estado é liderada pelos coordenadores estaduais dos grupos de usuários BrOffice.org (GuBro), em sintonia com a equipe de coordenação nacional. A interatividade é garantida não somente pela videoconferência, mas também por salas de bate papo, em que participantes de cada estado repassam suas impressões, dúvidas e observações instantaneamente, segundo explica um dos coordenadores do IV EnBro, Carlos Braguini. "Desde o início fomos incisivos neste ponto e organizamos o evento para que haja a máxima interação possível, garantindo o objetivo máximo do evento: a integração nacional", explica Braguini. Além disso, em cada um dos pontos de transmissão acontecem atividades exclusivamente locais. Serviço IV Encontro Nacional BrOffice.org 15 e 16 de abril, das 9h às 18h30 (horário de Brasília) Inscrições: http://encontro.broffice.org/enbro4/inscricao Veja também Locais do evento Programação Sobre BrOffice.org Para baixar o pacote | |
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| AGÊNCIA CNI |
04 de março de 2010 |
| OLIMPÍADA DO CONHECIMENTO | |
| SENAI do Ceará levará 12 alunos para a Olimpíada do Conhecimento | |
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Fortaleza - O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Ceará (SENAI/CE) levará 12 alunos para a Olimpíada do Conhecimento, que será realizada, de 9 a 14 de março, no Rio de Janeiro. Um dos competidores é Jefferson Lee, 20 anos, que participará da ocupação Panificação.
O jovem, que produzirá itens como massas crocantes, pães especiais e massas doces, treina oito horas por dia. “A cada dia aprendo mais. Creio que terei um grande desempenho”, disse Lee. A instrutora e avaliadora da ocupação Panificação no SENAI/CE, Bete Sampaio, diz que a dedicação diária aos treinos para a Olimpíada do Conhecimento tem permitido elevar o nível pessoal e profissional de Jefferson. “Não nos atemos apenas à parte técnica, trabalhamos outras habilidades como comportamento, postura e atitude. Ele será um profissional com as competências requeridas pelo mercado”, afirmou. Segundo o coordenador regional da Olimpíada do Conhecimento, Jonas Bezerra Rolim, a maioria dos 12 competidores cearenses cumpre pelo menos oito horas diárias de treino, de segunda-feira a sexta-feira, dedicadas ao desenvolvimento de habilidades, conhecimentos tecnológicos e atitudes. Os jovens também participam de sessões de psicologia e atividades físicas para enfrentar a pressão durante as provas. Os alunos foram selecionados entre mais de 60 jovens que participaram da etapa estadual, realizada no ano passado. Eles disputarão de 11 ocupações industriais: Mecatrônica, Mecânica de Manutenção, Aplicação de Revestimento Cerâmico, Tornearia, Fresagem, Construção em Alvenaria, Mecânica Geral, Confeitaria, Panificação, Mecânica de Automóveis e Instalação e Manutenção de Redes. Neste ano, a Olimpíada do Conhecimento terá 42 ocupações industriais em disputa e quatro modalidades comerciais para estudantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). No total, 562 competidores participarão do evento. Integram a delegação cearense cinco competidores do SENAC/CE. Mais informações pelos telefones (85) 3421-5435 e 3421-5927. Fonte: SENAI/CE | |
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| O ESTADO |
04 de março de 2010 |
| AUMENTO NO BOLSA FAMÍLIA | |
| Lula aprova, mas faz média com projeto de Jereissati | |
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O presidente Lula da Silva elogiou ontem o projeto do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), aprovado na terça-feira, (3) na Comissão de Educação do Senado, que prevê aumento do benefício do programa Bolsa Família para alunos com bom desempenho escolar. “Ora, se todo mal que meu governo puder causar é os meus adversários tentarem aprovar mais política social, ótimo. Porque se eles tivessem feito isso há mais tempo a gente podia estar melhor. Mas a ideia pode ser boa, de criar mecanismo de incentivo a mais para que as crianças estudem”.
O presidente, no entanto, disse que é preciso apontar a fonte de recursos que financiará a proposta. “Eu não vi a decisão deles ainda, mas eu espero que tenham colocado também de onde vai sair o dinheiro”, disse o presidente. Lula aproveitou a oportunidade e chorou a perda, em 2007, da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. “Eles poderiam ter contribuído para melhorar a saúde se não tivessem derrubado a CPMF. Mas a mesquinharia tomou conta da política e eles acharam que iam prejudicar o governo derrubando a CPMF”, afirmou. Repercussão O assunto motivou comentários durante a sessão de ontem na Assembléia Legislativa do Ceará. O deputado João Jaime, líder do PSDB na Casa, comemorou a aprovação do projeto de Tasso Jereissati. Ele acredita que o benefício adicional vai melhorar a educação infantil no país. “Sem educação nada vai para frente. Parabenizo o senador Tasso. Quem o acompanha tem visto o quão importante ele é para o Ceará”, disse Jaime. O parlamentar criticou a postura do Partido dos Trabalhadores, lembrando que o único voto contrário ao projeto foi o da líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC). A senadora justificou seu voto argumentando que o projeto tem motivação eleitoreira. “Ora, um projeto dessa abrangência e que traz benefícios desta natureza ser tachado de eleitoreiro? É um absurdo”, acusou Jaime. Segundo ele, os tucanos votam a favor de projetos importantes sem se importarem com o partido que os apresenta, ao contrário dos petistas. Terrorismo do PT João Jaime acredita que o projeto de Tasso derruba o discurso feito pelo PT de que o PSDB acabaria com o Bolsa Família, caso conquiste a Presidência: “Ontem eu vi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizendo que não quer terrorismo nessa eleição. Engraçado, pois o PT é que fez terrorismo até agora”. O deputado destacou que o programa é oriundo do Bolsa Escola, criado na gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), notando que, na época, havia uma fiscalização do governo federal para manter o aluno na escola. Segundo Jaime, o governo Lula não faz essa fiscalização, o que aumenta a evasão escolar. “Tem crianças na 4ª série que não sabem ler e nem escrever”, comentou. Deputados elogiam Em aparte, parlamentares tucanos reforçaram a relevância do projeto de Tasso. Professor Teodoro declarou que o benefício “contribuirá para que a criança permaneça na escola e se empenhe em aprender”. O deputado Luiz Pontes atacou o posicionamento petista no Senado: “O PT mostra a maneira de ser. Isso é o que tem acontecido ao longo dos anos”. | |
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| O ESTADO |
04 de março de 2010 |
| EMANCIPAÇÃO MUNICIPAL | |
| Política - Municipalização | |
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Por Macário Batista
A convite de Anibal Gomes, o presidente da Assembleia, Domingos Filho, irá nesta sexta-feira,5, conversar com moradores de Almofala, Juritianha e Aranaú, em Aracaú e Itarema. Emancipação. Os três distritos querem a emancipação política e estariam preparados para tal graças aos prefeitos Robério Monteiro,em Itarema e a Duquinha em Acaraú. | |
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| O POVO |
04 de março de 2010 |
| CONTAS DAS PREFEITURAS CEARENSES | |
| Contabilistas pedem tempo para contas municipais | |
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Contabilistas querem mais prazo para prestação de contas do mês de janeiro. Eles apontam erros no sistema de transmissão de dados do Tribunal de Contas do Município (TCM). A queda de braço deve ser decidida até dia 8 de março
Henriette de Salvi henriette@opovo.com.br De um lado contabilistas querendo esticar o prazo para a prestação de contas das prefeituras cearenses. Do outro, o Tribunal de Contas do Município (TCM) afirmando que o prazo é estabelecido em lei e não vai sofrer alterações. No foco da questão está o Sistema de Informações Municipais (SIM), para envio, recepção e manipulação informatizada dos dados relativos às contas municipais. A queda de braço entre contabilistas e TCM vem se arrastando há dias e deve ganhar outros contornos com a aproximação cada vez maior do prazo do dia 8 de março para entrega dos dados pelos contabilistas. ``Não queremos buscar isso na Justiça, mas se for necessário, vamos fazer``, declarou Cassius Coelho, presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Ceará (CRC-CE). Para o presidente do Tribunal de Contas do Município (TCM), Ernesto Sabóia, a data não será alterada porque é prevista em lei. Para Coelho, as leis são constantemente alteradas e datas flexibilizadas. Mas Sabóia não mostra nenhuma sinalização de que isso vai ocorrer. Para ele houve prazo suficiente para que os contabilistas se organizassem para enviar os dados. ``Tivemos uma reunião em novembro. As contas de 2009 já foram fechadas em 31 de janeiro. Não há justificativa para extensão do prazo``, reforça o presidente do TCM. Justificativa Cassius Coelho diz que há justificativa sim. Ele explica que o sistema de transmissão de dados apresentou problemas na hora do preenchimento das informações. ``Até 19 de fevereiro foi ajustado o sistema, o que mostra que tinha erros``, avalia. ``E ainda tem, mas a orientação que os contabilistas recebem é para que alterem alguns dados de categorias para que não dê erro``, diz. Coelho revela que isso ocorre, por exemplo, quando o campo para PIS é preenchido. ``Um dos dígitos não é aceito``, afirma. ``Entendo que os técnicos não queiram dizer que estão errados, mas os erros estão lá``, reafirma Coelho. Ernesto Sabóia não reconhece nenhum erro. Para ele fica claro que o sistema está funcionando, já que pelo menos 30, das 184 prefeituras cearenses já conseguiram enviar os dados. ``Se uma tivesse conseguido já mostraria que é possível``, acredita. Coelho rebate dizendo que os dados são específicos de cada prefeitura e em algumas não é necessário o uso de determinado campo, o que permitiria que apenas poucas prefeituras conseguissem completar o formulário. | |
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| O ESTADO |
04 de março de 2010 |
| BNB | |
| BNB vai financiar importação de máquinas e equipamentos estrangeiros | |
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O Banco do Nordeste firmará parceria internacional para financiar a importação de máquinas e equipamentos estrangeiros, por parte de seus clientes. O acordo será assinado hoje, na sede do BNB, em Fortaleza (Av. Pedro Ramalho, 5.700), por representantes do BNB, da agência de Miami do Espírito Santo Bank, instituição que faz parte do grupo financeiro português multiespecialista BES, criado em 1869, com presença internacional em mais de 18 países e a WPS Consulting Inc., com sede em Miami - Flórida. A meta inicial de aplicação para 2010, no âmbito do acordo, é de US$ 10 milhões, podendo ser alocados mais recursos à medida que haja demanda.
Clientes contemplados Os financiamentos podem contemplar clientes de toda a área de atuação do BNB - Nordeste e norte dos estados do Espírito Santo e de Minas Gerais -, inclusive de suas agências extra-regionais (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília).As operações serão realizadas com recursos do Espírito Santo Bank e garantia dos Bancos de Exportação e Importação dos Estados Unidos, Europa e Ásia, denominados EX-IM BANK. Caberá ao Banco do Nordeste prospectar e orientar clientes sobre as características do programa. A WPS Consulting prestará consultoria integral para o pleno funcionamento da parceria. Estratégia “A iniciativa vai ao encontro da estratégia de realinhamento das fontes de financiamento, na medida em que permite otimizar os recursos do FNE, mediante a realização de cofinanciamento em projetos que prevejam a importação de máquinas e equipamentos”, afirma o superintendente de Operações Financeiras e Mercado de Capitais do BNB, Fernando Passos. Ele ainda lembra que essa é uma ótima oportunidade para as empresas brasileiras atualizarem ou expandirem seus parques industriais por meio da importação de máquinas e equipamentos de última geração, com financiamento adequado, auxiliando assim no cuprimento da missão do BNB. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
04 de março de 2010 |
| BNDES | |
| BNDES prevê a maior oferta pública da história mundial | |
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O maior acionista minoritário da Petrobras, disse que a empresa estatal poderá emitir até US$ 40 bilhões em ações - menos do que previam alguns analistas -, como parte de um plano de troca de ações por petróleo existente na costa brasileira. A capitalização "poderá ser de US$ 35 bilhões a US$ 40 bilhões", disse Luciano Coutinho, presidente do BNDES um dos acionistas da Petrobras. "Será a maior oferta pública da história nos mercados mundiais", disse Coutinho ontem em uma entrevista à TV Bloomberg.
O Credit Suisse, em nota de 10 de fevereiro a clientes, previu que a venda das ações chegaria a atingir US$ 50 bilhões, ficando com o governo o equivalente a US$ 30 bilhões em ações, em troca de 5 bilhões de barris de petróleo sob o mar, e sendo o restante oferecido aos acionistas minoritários. Analistas do JPMorgan Chase previram, em nota divulgada na terça-feira, que o aumento de capital será de US$ 40 bilhões. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, empenhou-se em reforçar o controle estatal sobre as reservas na costa e sobre a Petrobras depois que a empresa descobriu o campo Tupi, a maior reserva de petróleo já encontrada nas Américas desde 1976. A Câmara aprovou um projeto de lei para que o governo troque petróleo por participação acionária, e enviará a medida para apreciação pelo Senado, que terá 45 dias para aprová-la, disse em entrevista o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão. A previsão do BNDES está "dentro das estimativas do mercado", disse Rogério Poppe, que participa da gestão de R$ 9 bilhões (US$ 4,77 bilhões) em ativos na BNY Mellon, no Rio de Janeiro. O valor final de venda das ações dependerá do preço do petróleo que o governo vai vender para a Petrobras. O governo contratará auditores independentes para calcular o valor. "Eu acho que (citar) qualquer número, agora, seria pura suposição; ninguém sabe ao certo quanto valem os barris de petróleo", disse Christian Audi, um analista do Banco Santander, em Nova York. No Rio de Janeiro, a Petrobras está investindo US$ 174,4 bilhões durante cinco anos para aumentar sua produção e extrair petróleo de depósitos ao largo da costa brasileira, na chamada camada do pré-sal. Tupi, um campo descoberto em 2007, pode conter até 8 bilhões de barris, disse a Petrobras. A oferta de ações "é perfeitamente viável", disse Coutinho na entrevista à Bloomberg, em Londres. "Embora se trate de uma oferta bastante grande, acreditamos que há liquidez e existe apetite no mercado para a operação". | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
04 de março de 2010 |
| ROSEANE MEDEIROS | |
| Regina Marshall - FLASHES | |
| Pompeu Vasconcelos assina a primeira ficha de filiação ao CIC da gestão de Roseane Medeiros. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
04 de março de 2010 |
| ROSEANE MEDEIROS | |
| Egídio Serpa - CIC pelas cearenses | |
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Roseane Medeiros, presidente do Centro Industrial do Ceará, levanta também a bandeira: as empresas do Sul que, incentivadas, se implantam aqui devem contratar empresas cearenses na construção de suas fábricas.
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| O ESTADO |
04 de março de 2010 |
| CADEIA PRODUTIVA DO ETANOL | |
| Governo contém estrangeiros na cadeia produtiva do etanol | |
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Preocupado, Palácio do Planalto articula fortalecimento da ETH-Brenco com apoio da Petrobras e BNDES
O governo está preocupado com a “invasão estrangeira” na cadeia de produção de etanol. Para evitar o processo de desnacionalização, o Planalto articula o fortalecimento da recém-criada ETH-Brenco, da qual a Odebrecht é a controladora, via Petrobras e BNDES. A estatal petrolífera negocia fatia de até 40% na sociedade (cerca de R$ 2,8 bilhões, considerando o valor estimado da nova companhia, de R$ 7 bilhões). O BNDESPar (braço de investimento do banco estatal), por sua vez, investirá R$ 300 milhões em aumento de capital para manter participação de 16,6% na empresa (fruto de dívida convertida em ações). Auge da preocupação Além disso, a Petrobras tem planos de adquirir em 2010 outras três usinas de cana, investindo R$ 450 milhões na operação, que se somariam ao patrimônio da ETH. A preocupação do Planalto com o processo de desnacionalização da cadeia do etanol atingiu seu auge no mês passado, quando foi assinado o memorando de entendimento entre a norte-americana Shell e a brasileira Cosan para a criação da líder mundial do setor, avaliada em US$ 12 bilhões. A transação marca a entrada de uma petrolífera na área. E a Petrobras, apesar de ter criado subsidiária para atuar em biocombustíveis e de ter comprado uma usina de cana em dezembro passado por R$ 150 milhões, não produz um litro sequer de etanol no país. Compra do grupo Moema Antes disso, a americana Bunge havia comprado o grupo Moema e as francesas Louis Dreyfus e Tereos adquiriram a Santa Elisa e a Açúcar Guarani, respectivamente, além de outras operações nas quais sempre o capital estrangeiro comprou participação nacional. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
04 de março de 2010 |
| PACOTE DE APOIO AO EXPORTADOR | |
| Mercado Aberto - Exportador não quer "só" ajuda cambial | |
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MARIA CRISTINA FRIAS - cristina.frias@uol.com.br
Os exportadores não estão otimistas com o pacote de apoio ao setor que o governo federal deve anunciar nos próximos dias. As propostas que estão em estudo pelos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento não devem atender às necessidades do setor, segundo a Abracex (Associação Brasileira de Comércio Exterior). "Só uma ajuda ao exportador é pouco. As medidas que virão do governo devem ser na área cambial e em alguma linha de financiamento especial, mas a necessidade é de uma política industrial", afirma Roberto Segatto, presidente da Abracex. Segatto lembra que, no passado, o país tinha uma política industrial comandada pelo Conselho de Desenvolvimento Industrial, que mantinha o Befiex -programa de incentivo fiscal às exportações-, que foi responsável pelo crescimento da indústria brasileira, mas extinto na década de 90. A Abracex encaminhou ao governo na segunda-feira o resultado de duas pesquisas realizadas com cerca de 300 empresários do setor. "O levantamento deixa claro que há necessidade do reaparelhamento do parque fabril brasileiro", diz Segatto. Os principais requisitos apontados pela pesquisa foram: redução da carga tributária sobre a produção e financiamentos especiais para a remodelação do parque industrial. As altas taxas, como Imposto de Importação, IPI, ICMS, e problemas para a obtenção do atestado de similaridade na Abimaq (associação dos fabricantes) foram apontados como os principais entraves para a importação de equipamentos. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
04 de março de 2010 |
| FLUXO DE DÓLARES | |
| Fluxo de dólares fica negativo pela 1ª vez em 11 meses | |
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Decisão de exportador de deixar dinheiro no exterior influencia, e US$ 399 mi saem do país em fevereiro
EDUARDO CUCOLO DA SUCURSAL DE BRASÍLIA A decisão de alguns exportadores de deixar o dinheiro de suas vendas fora do país por mais tempo, por causa da queda recente do dólar, afetou o fluxo de moeda estrangeira para o Brasil em fevereiro. Por outro lado, a economia brasileira continuou a receber investimentos, principalmente de longo prazo, apesar das turbulências no cenário externo. Segundo dados do Banco Central, no mês passado, a saída de dólares do país superou a entrada em US$ 399 milhões. Foi o primeiro resultado negativo em 11 meses, quando a crise financeira deixou de afetar o fluxo de moeda para o Brasil. Esse número é dividido em duas partes. No segmento financeiro, que inclui não só os investimentos estrangeiros em Bolsa e títulos mas também recursos diretos para empresas, o resultado ficou positivo em US$ 1,9 bilhão. Do outro lado da conta, houve saída de recursos. As operações de importação superaram as de exportação em US$ 2,3 bilhões. O número está pior do que o registrado pela balança comercial, já que os contratos de câmbio para comércio exterior não coincidem com as operações de embarque. Segundo analistas, a queda recente do dólar pode ter levado alguns exportadores a adiar a transferência de dinheiro para o país. Por outro lado, importadores aproveitam a taxa favorável para antecipar o fechamento de contratos de câmbio. Para a economista-chefe do banco ING, Zeina Latif, o resultado não representa reversão no fluxo de dinheiro para o país iniciado em abril de 2009. Pelo contrário. O dado positivo na área financeira mostra que o país continua atraindo capitais, principalmente de longo prazo, por conseguir se diferenciar de economias em dificuldade, como a Grécia. "O resultado negativo deve ser transitório, está relacionado à decisão do exportador de manter o dinheiro lá fora e não é nada que mexa com a perspectiva de fluxo de capitais." Enquanto a Bolsa registrou saída de estrangeiros no primeiro bimestre, o indicador do BC para o fluxo de dólares na área financeira, que é mais abrangente, ficou positivo. Uma explicação para isso são os dados divulgados na semana passada sobre as contas externas. Houve em fevereiro aumento no fluxo de dólares para empresas, incluindo empréstimos e novos investimentos. Além disso, as remessas de lucros e o envio de dinheiro para pagamento de juros caíram. O sobe e desce no mercado de câmbio em fevereiro fez o BC praticamente ficar fora das negociações. Foram comprados apenas US$ 350 milhões, a menor intervenção desde que a instituição voltou a atuar para segurar a queda do dólar, em maio do ano passado. | |
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| UOL ÚLTIMAS NOTÍCIAS |
04 de março de 2010 |
| COTAÇÃO | |
| Indicadores Econômicos | |
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Dólar (03/03 - 16h31)
Comercial Compra 1,7880 Venda 1,7900 Turismo Compra 1,7400 Venda 1,9100 Paralelo Compra 1,8000 Venda 2,0000 Dólar (04/03 - 10h04) Comercial Compra 1,7830 Venda 1,7850 Turismo Compra 1,7800 Venda 1,8800 Paralelo Compra 1,8000 Venda 2,0000 Outros indicadores TR 0,072% CDI 8,630% SELIC 8,75% IPCA 0,75 jan.10 | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
04 de março de 2010 |
| EDUCAÇÃO BRASILEIRA | |
| Editoriais - A hora da educação | |
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Relatório do governo revela avanços lentos no ensino na última década; faltam objetivos claros para políticas públicas
É PREOCUPANTE , embora não surpreenda, o balanço apresentado em relatório do governo federal sobre o desempenho da educação brasileira na última década. Encomendado pelo ministro Fernando Haddad, o documento revela que apenas 33% das 294 metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação, de 2001, haviam sido cumpridas em 2008, último ano com dados consolidados no estudo. É um resultado desalentador para uma sociedade que só agora vai alcançando o consenso necessário acerca da importância da educação para enfrentar seus desafios, do potencial de crescimento econômico à violência urbana -ao mesmo tempo em que se dá conta de oportunidades desperdiçadas. Fica claro que o país não foi capaz, nesse período, de diminuir a evasão no ensino médio, conter de maneira satisfatória as taxas de repetência e ampliar tanto quanto seria recomendável o acesso à universidade. Cada uma dessas falhas cobrará o seu preço nos próximos anos, e será mais lento o ritmo em que o país caminhará na direção de melhores condições sociais, com a necessária redução das desigualdades. Ao mesmo tempo foram tantos os objetivos definidos em 2001, que a taxa de cumprimento das metas precisa ser analisada com cautela. Faltou ao plano identificar prioridades, estabelecer metas passíveis de serem acompanhadas por indicadores confiáveis e, em alguns casos, uma perspectiva mais realista. Chama a atenção, por exemplo, o projeto de matricular, em uma década, metade das crianças de zero a três anos em creches. Em relatório de 2005, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que congrega países industrializados, listava apenas Dinamarca e Islândia, em uma lista de 28 nações, como cumpridoras desse louvável objetivo. Esse tipo de irrealismo acaba por obscurecer conquistas do período, quando o país dobrou a parcela de crianças de zero a três anos na escola -de 9% para 18%. Os resultados positivos, no entanto, não são capazes de dissipar a impressão geral negativa propiciada pelo estudo. O Brasil avançou pouco, e por vezes retrocedeu, em índices educacionais importantes. O gasto total com educação ficou estagnado em cerca de 5% do PIB até 2007. A parcela de jovens entre 15 e 17 anos no ensino médio passou de pífios 45,4%, em 2001, para 50,4%, em 2008. É preciso não só melhorar os indicadores, mas fazê-lo em ritmo muito mais intenso. O país discutirá em 2010 seu novo Plano Nacional de Educação, que fixará objetivos para os próximos dez anos. É uma oportunidade para elaborar diretrizes mais precisas, estabelecer prioridades claras e criar incentivos ao cumprimento de metas que possam ser acompanhadas com mais precisão e regularidade. | |
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| O POVO |
04 de março de 2010 |
| JOSÉ MACÊDO | |
| Parece que foi amanhã - José Macêdo | |
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Parece que foi amanhã - José Macêdo
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
04 de março de 2010 |
| ELETROBRÁS | |
| Para se globalizar, Eletrobrás perderá o acento no nome | |
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PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO Não é apenas no desejo de se tornar uma megaempresa global que a Eletrobrás quer seguir os passos da Petrobras: assim como a estatal do petróleo, a companhia de energia perderá o acento agudo do seu nome e ganhará uma nova logomarca -que será única para as 15 subsidiárias do grupo. Previsto nas regras gramaticais da língua portuguesa, o acento cairá por força da internacionalização da companhia, aprovada em lei no ano passado e uma das novas diretrizes dadas pelo governo Lula à estatal. A Petrobras perdeu seu acento em 1994, no governo Itamar Franco, sob o mesmo pretexto. Segundo a companhia, o objetivo central da mudança é reforçar a marca da holding e associá-la às subsidiárias -cada uma hoje com uma identidade visual própria. Na reformulação da marca, o nome de todas as subsidiárias será precedido do da holding Eletrobras. Ou seja, passarão a se chamar, por exemplo, Eletrobras Furnas, Eletrobras Chesf, Eletrobras Eletronorte e Eletrobras Eletronuclear. "Nossas 15 empresas têm vivido uma transformação em larga escala, que já alterou a essência do Sistema Eletrobrás. Hoje, temos empresas que atuam de forma integrada, com um planejamento estratégico único. A marca reflete essa nova realidade", disse à Folha o presidente da companhia, José Antonio Muniz. A estatal gastou R$ 1 milhão em todo o processo de renovação da marca, cifra que inclui pesquisas internas e externas, o redesenho da logomarca e outros investimentos. A nova marca será lançada no dia 22 deste mês. Segundo Muniz, a mudança da marca é mais uma etapa na restruturação da companhia -que lançou ADRs na Bolsa de Nova York, recebeu autorização para atuar no exterior e ganhou capacidade de investimento. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
04 de março de 2010 |
| EXPORTAÇÃO DE MINÉRIO DE FERRO - CHINA | |
| Chuva pode atrasar próximo embarque | |
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O segundo carregamento de minério de ferro cearense para a China, que estava programado para os próximos 60 dias, poderá ser adiado por conta do período de chuvas que se aproxima. A informação é de uma fonte ligada à Globest, empresa chinesa responsável pela exploração do insumo em Sobral.
"A data da próxima carga ainda não está fechada. Vai depender das condições do clima e da intensidade das chuvas no Estado", afirmou a fonte, que adiantou, também, que a empresa estrangeira está satisfeita com o processo-piloto de transporte e de extração do material da mineradora localizada no Distrito São José do Torto, em Sobral. Nesta quinta-feira, o navio Apóstolos deixa o litoral cearense levando as primeiras 70 toneladas de minério de ferro em uma viagem de aproximadamente 40 dias de duração com destino ao País asiático. Trata-se do maior embarque já registrado no Ceará desde 1906, considerando o fluxo de embarcações da Ponte Metálica, Porto do Mucuripe e, mais recentemente, do próprio equipamento portuário do Pecém. Segundo a Companhia de Integração Portuária do Ceará (Cearáportos), responsável pela administração do Porto do Pecém, toda a operação foi feita dentro do prazo planejado e o porto passou a integrar a lista de portos exportadores de granéis sólidos. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
04 de março de 2010 |
| FEIRA DE CULTURA E NEGÓCIOS DE HORIZONTE | |
| Egídio Serpa - Livre Mercado | |
| Termina hoje a X Feira de Cultura e Negócios de Horizonte, munícípio da Região Metropolitana de Fortaleza. Iniciado terça-feira, o evento - que teve exposição de produtos de algumas empresas instaladas em seu distrito industrial, como Vulcabrás do Nordeste, Big Gyn, Codipa, Macavi e O Boticário - integrou a celebração do 23º aniversário de emancipação política de Horizonte. | |
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| O ESTADO |
04 de março de 2010 |
| ESTALEIRO | |
| Editorial - Vitória de Fortaleza e do Ceará | |
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Já vai longe a polêmica sobre a instalação ou não de um estaleiro na área do Titanzinho, no Serviluz, em Fortaleza. O Governo do Estado defende o equipamento como importante para a indústria cearense e, particularmente, como propulsor do desenvolvimento socioeconômico na em uma área carente, prometendo empregos e renda para população local. A Prefeitura de Fortaleza, contrária ao projeto, alega que a construção causará danos ambientais e urbanos à área que, segundo edilidade, pertence a uma Zona de Preservação Ambiental (ZPA).
Para marcar posição nesse embate, a Prefeitura de Fortaleza apresentou, anteontem, uma proposta de revitalização do Titanzinho. Batizado de “Aldeia da Praia”, o conjunto de promessas inclui regularização fundiária e melhorias habitacionais e de infraestrutura. Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento e Infraestrutura, Luciano Feijão, o plano não é uma alternativa ao projeto do Estado. O presidente da Câmara Municipal, vereador Salmito Filho, diz que as duas propostas podem ser conciliadas numa só, aproveitando os melhores pontos de cada. Enfim, posicionamentos equilibrados e sensatos em um debate que, até o momento, careceu de bom senso. Ao que parece, o projeto do estaleiro mexeu com os brios de governantes e as discussões lembram um jogo para a platéia. Mas, o jogo é para valer, e Fortaleza e o Ceará devem sair ganhando. O Governo e a Prefeitura devem, em primeiro lugar, reiniciar a partida, despojados dos uniformes das vaidades políticas e dos interesses eleitorais. Depois, contratar uma consultoria séria e competente, capaz de fazer um diagnóstico técnico imparcial, considerando todos os aspectos envolvidos na montagem de um equipamento desse porte - impacto ambiental, impacto urbano, impacto social, impacto econômico, etc. - definindo o que é melhor para a área, para Fortaleza e para o Ceará. A questão deve ser tratada com a seriedade que requer uma iniciativa dessa envergadura. | |
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| O ESTADO |
04 de março de 2010 |
| ESTALEIRO | |
| CMF vai investigar confusão em audiência | |
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Durante debate sobre o estaleiro, manifestantes causaram tumulto
O presidente da Câmara Municipal, o vereador Salmito Filho (PT), lamentou a manifestação ofensiva da platéia, composta por possíveis moradores da comunidade do Serviluz, contra os parlamentares municipais e estaduais que estiveram presentes na Audiência Pública, anteontem, que discutiu a polêmica instalação de um estaleiro, defendida pelo Governo do Estado, e o projeto de revitalização da Prefeitura para a região do Titanzinho. O vereador também demonstrou indignação quanto às denúncias de compra de militantes para tumultuar a sessão. Apesar das provocações, Salmito esclareceu que o debate foi bem conduzido, possibilitando conhecer os dois projetos – tanto do Estado quanto do Município –, embora tenha sido pouco aproveitado devido à desordem causada pelos manifestantes. Já em relação à suspeita de compra de militantes para interromper o debate, o petista não afastou a possibilidade de investigação, desde que seja feita formalmente por algum vereador. Salmito esclareceu ainda que partiu dele a idéia de entregar camisetas aos participantes da audiência, mas julga “inaceitável” o possível pagamento de R$ 20,00 reais aos manifestantes. Desentendimento O assunto também causou desentendimento entre os vereadores – Magaly Marques (PMDB) e João Alfredo (PSol). A vereadora repudiou a atitude dos manifestantes, na Audiência Pública realizada na tarde da última terça feira, na Câmara, onde foi insultada verbalmente. Ela deixou transparecer que os militantes “baderneiros” foram levados pelo colega parlamentar João Alfredo, que, ofendido com o comentário de Magaly, revidou o ataque. “Não aceito que me responsabilize pelo ocorrido”, advertiu. Segundo João Alfredo, a população do Serviluz apenas rebateu as agressões proferidas. Ele lamentou os exageros cometidos em decorrência da defesa dos pontos de vistas contrários e favoráveis à construção de uma indústria naval no Ceará. Disciplinamento Na tentativa de evitar confrontos durante a realização de Audiências Públicas na Casa, o vereador Carlos Mesquita (PMDB) propôs a possibilidade de um disciplinamento, como a exigência do registro das pessoas que participam das sessões. “De início, proporíamos que sejam cobrados nome, endereço e RG de cada participante desses eventos que subir à tribuna nos debates. Não podemos ver representantes do povo, eleitos por esse povo, serem achincalhados e até ameaçados fisicamente por elementos irresponsáveis”, explicou. De acordo com ele, isso evitará que jovens, menores de idade, desrespeitem os parlamentares, que estão debatendo assuntos importantes para a cidade. O vice-presidente da Câmara, José do Carmo (PSL), acatou de imediato a proposta, tendo em vista, o caos formado na Casa, na última Audiência Pública. Porém, Salmito Filho achou a proposta muito “perigosa”, pois “corre” o risco de ser entendida como censura. “Sou a favor da democracia e da liberdade”, alegou. | |
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| O ESTADO |
04 de março de 2010 |
| ESTALEIRO | |
| Deputados criticam proposta da Prefeitura para o Titanzinho | |
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O deputado Fernando Hugo (PSDB) criticou, ontem, a postura da Prefeitura de Fortaleza contra a construção do estaleiro no Titanzinho: “A Prefeitura de Fortaleza não faz nem deixa fazer”. Como O Estado noticiou ontem, o Município diz que a faixa de praia visada pelo Governo do Estado para montar o estaleiro pertence a uma Zona de Preservação Ambiental Não Edificante (ZPA).
Hugo acusa a Prefeitura de transformar em discussão política o que deveria ser um debate administrativo sobre o projeto: “Se a Prefeitura sabia que era uma ZPA, por que não mostrou a documentação logo? É inaceitável que se passe por cima da razão”. O deputado disse ainda não conhecer uma obra sequer da Prefeitura que tenha sido concluída, citando o Hospital da Mulher, “a maior mentira administrativa postada numa propaganda política”, em suas palavras. Quanto à designação de área de interesse ecológico dada ao Titanzinho, Luiz Pontes (PSDB) questionou: “Ecológico de quê? De miséria, de pobreza, de falta de saneamento, de falta de perspectiva de vida? O que eu vejo é a ausência da prefeitura. Preservar aquilo não é do interesse de quem vive ali”. Ceará fora do mercado Destacando que o Brasil possui 25 estaleiros, movimentando 8 bilhões de dólares anuais, Ely Aguiar (PSDC) afirmou que, por conta da oposição da Prefeitura, o Ceará vai perder este mercado. Para o deputado, “o governador Cid Gomes está dormindo com o inimigo”, e a aliança entre PT e PSB tem “alicerce feito com casca de ovo”. Ely observou um descompasso na relação entre Luizianne Lins e Cid Gomes: “A prefeita deixou o Governo anunciar o projeto e depois disse que quem manda em Fortaleza é ela”. O projeto anunciado pela Prefeitura para requalificar o Titanzinho, batizado de “Aldeia da Praia”, é apenas promessa, segundo Ely: “Ninguém sabe se há recursos para tanto. O maior prejudicado será a população do Ceará, que ficará sem um grande investimento”. O deputado informou que a Bahia já tem um estaleiro em pleno funcionamento. “Faço a defesa deste projeto sem nenhuma paixão partidária, mas porque o Ceará precisa de grandes empreendimentos e vamos perder mais um”, frisou. “Fuxicada” A sociedade, sobretudo os moradores do Titanzinho, precisa de mais informações sobre os projetos do Governo do Estado e da Prefeitura. A queixa é do deputado Welington Landim (PSB): “Acho um erro gravíssimo as histórias estarem saindo só pela imprensa. É preciso que acabe essa fuxicada. O ‘disse me disse’ está deixando a comunidade tonta, está virando coisa de menino”. | |
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| O ESTADO |
04 de março de 2010 |
| TRANSNORDESTINA | |
| Presidente Lula e Cid Gomes discutem Transnordestina | |
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Durante reunião, ficou definido que a fixação dos trilhos no Ceará começará em junho
A fixação dos trilhos da Ferrovia Transnordestina, no trecho que liga Missão Velha, na Região do Cariri, ao Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, começará no próximo mês de junho. A definição da data aconteceu nessa quarta-feira (3), em Brasília, durante reunião do governador Cid Gomes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dos 527 quilômetros cobertos pela Transnordestina no Ceará, cerca de 40% já estão em processo de desapropriação final. Participaram do encontro a ministra-chefe Dilma Rousseff, da Casa Civil; os ministros dos Transportes, Alfredo Nascimento; da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima; o presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith, e o presidente da Transnordestina Logística, Tufi Daher. Segundo o governador, a reunião foi importante para manter o acompanhamento da obra. “O presidente Lula está sempre atento ao andamento da Transnordestina. Todos temos como objetivo manter as obras em um bom ritmo”, afirmou. “O trecho que liga Missão Velha (CE) a Salgueiro (PE) já está todo em obras e andando bem. No trecho que liga Missão Velha ao Pecém, temos 40% dos terrenos já desapropriados”, destacou. Os outros 60% dos terrenos serão desapropriados após uma análise final sobre uma alteração no traçado da ferrovia, que terá que desviar de áreas de preservação ambiental e patrimônio histórico, como os monólitos de Quixadá, no Sertão Central. A ferrovia A Transnordestina terá 1.730 quilômetros e receberá investimento R$ 5,4 bilhões. A ferrovia fará a ligação dos centros de produção de grãos, gesso, avicultura e agricultura irrigada do Semiárido nordestino - área com as maiores dificuldades socioeconômicas do País - aos Portos de Suape, em Pernambuco, e de Pecém, no Ceará. Ele deverá ter ainda uma conexão com a Norte-Sul, de acordo com o Plano Ferroviário. Durante o pico das obras da ferrovia, no segundo semestre, com ação em todos os trechos, deverão ser gerados sete mil empregos diretos. | |
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| O ESTADO |
04 de março de 2010 |
| COPA DO MUNDO DE 2014 | |
| Fortaleza vai receber R$ 36 mi para Copa 2014 | |
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O município de Fortaleza ganhará mais sete obras de infraestrutura turística, já voltadas para os preparativos da Copa de 2014, que contribuirão para o desenvolvimento do setor nos próximos anos. Os convênios, com valor total de R$ 36 milhões, foram assinados na tarde de ontem, no Seara Praia Hotel, pela prefeita Luizianne Lins e o titular do Ministério do Turismo (MTur), Luiz Barreto. Destes convênios, quatro fazem parte do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), o que torna Fortaleza uma das primeiras cidades brasileiras a obter recursos do programa. Conforme o ministro do Turismo, Fortaleza precisa preparar-se para o futuro a fim de não deixar escapar as oportunidades surgidas com a Copa do Mundo. “Fortaleza é um pólo importante para o turismo brasileiro, assim, ajudar a Capital cearense é ajudar o Brasil a se tornar uma porta de entrada para o mundo, dando um enorme salto de qualidade na economia”, destacou o ministro.
Na ocasião, a prefeita Luzianne fez um resgate das ações desenvolvidas pela Prefeitura para o setor turístico, enfatizando a importância de elevar a autoestima da população para que ela possa mudar o olhar que possui sobre a cidade. Para Lins, a cidade encontra-se em um momento muito “virtuoso” e precisa aproveitar as oportunidades para desenvolver um turismo menos predador e mais humano. “A perspectiva de desenvolvimento para Fortaleza é o turismo, não há outra alternativa. A Capital está sendo redescoberta pelo Brasil e nós precisamos aproveitar esse momento. Por isso, estamos trabalhando para conseguir recursos e qualificar o turismo local, criando roteiros turísticos culturais e esportivos, dentre outros”, destacou. Os recursos obtidos com os convênios serão utilizados nas seguintes obras: urbanização da Praça 31 de Março, na Praia do Futuro; reformas da Praça Dr. Moreira de Souza, dos canteiros centrais das avenidas Barão de Studart, Senador Virgílio Távora e avenida Abolição e do Mercado Central; urbanização da Encosta do Conjunto Santa Tereza, fortalecimento institucional da Gestão Municipal do Turismo e a elaboração da Avaliação Ambiental Estratégica. RECURSOS PARA A COPA De acordo com a secretária de Turismo Patrícia Aguiar, os convênios assinados na tarde de ontem representam apenas uma pequena parte dos recursos obtidos pela Prefeitura para a realização de obras visando à Copa do Mundo e ao desenvolvimento turístico do município. “Nós conseguimos recursos da ordem de US$ 100 milhões de dólares do Prodetur somente para a Copa, então nós ainda temos uma reserva financeira muito boa e conseguiremos realizar importantes obras de infraestrutura para Fortaleza. Estamos vivendo um momento de expectativas muito positivas, pois nunca na história de Fortaleza houve um investimento tão forte em turismo quanto nesta gestão”, afirmou. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
04 de março de 2010 |
| TRANSNORDESTINA | |
| Transnordestina vai receber R$ 336 milhões | |
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A Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) aprovou a liberação dos primeiros R$ 336 milhões em debêntures para a ferrovia Nova Transnordestina. Essa é a primeira parcela de uma série de 17 pagamentos em valor total previsto em R$ 2,672 bilhões, aprovados na assembleia de acionistas da empresa no dia 26.
Segundo Claudio Frota, diretor da Sudene responsável pela obra, as demais liberações acompanharão o cumprimento do cronograma do empreendimento. O custo total da ferrovia é previsto em R$ 5,42 bilhões. As obras devem se encerrar em 2012, conforme atraso reconhecido no último balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo explicou Frota, esses recursos aplicados pela Sudene serão destinados a fornecedores da Nova Transnordestina. Para o uso dos recursos, falta apenas a empresa indicar qual seria o fornecedor a receber. A CSN, que lidera o consórcio construtor, subcontratou a Odebrecht para executar parte da obra. A liberação pelo Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), ligado à Sudene, foi autorizada porque a empresa conseguiu comprovar física e financeiramente que já cumpriu mais de 10% das obras no trecho em "Y" entre Trindade, em Pernambuco, Missão Velha, no Ceará, e Suape, em Pernambuco, conectados no município pernambucano de Salgueiro. O trecho, um dos três em que a obra se divide, é o coração da nova ferrovia. Quando aporta os recursos na Nova Transnordestina, o FDNE adquire debêntures que podem ser convertidas até a parcela de 50% em ações do consórcio. O custo dos recursos, para o grupo, é de TJLP mais 1% ao ano. Ontem, ocorreu a segunda das reuniões mensais convocadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois de verificar que o cronograma da obra, incluída no PAC, se desenvolvia em velocidade menor do que a desejada pela Casa Civil. O presidente considerou-se "enganado" pelo consórcio liderado pela CSN. Em dezembro, Lula convocou os empreendedores a prestar contas todo mês sobre o andamento da obra. Apesar disso, o presidente não conseguirá deixar o governo com os portos de Suape e Pecém, no Ceará, conectados. Depois da reunião para tratar da Nova Transnordestina, o presidente encontrou o governador do Piauí, José Wellington Dias (PT). O Piauí, além de Pernambuco, é um Estado onde o início das obras dependia do andamento das desapropriações de moradores promovidas pelos governos, segundo o último balanço do PAC. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
04 de março de 2010 |
| ESTALEIRO | |
| Políticos questionam na AL | |
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A audiência pública para discutir a instalação de um estaleiro na Praia do Titanzinho, acontecerá hoje no plenário da Assembleia Legislativa, porém o debate sobre o empreendimento já começou há algum tempo na Casa. Ontem o tema voltou a ocupar espaço dentre os pronunciamentos dos deputados motivado pela audiência, esta realizada na Câmara Municipal de Fortaleza, na terça-feira.
A notícia de que a área onde poderá será construído o estaleiro é uma Zona de Preservação Ambiental Não Edificante (ZPA), gerou críticas por parte de vários parlamentares que reclamaram o fato de a Prefeitura não ter adiantado essa informação desde o primeiro momento em que se iniciou a discussão sobre o equipamento. "Se a Prefeitura sabia que ali era uma ZPA, por que desde o primeiro instante não acrescentou isso ao debate? Por que não se mostrou a documentação?", questionou o deputado Fernando Hugo (PSDB), primeiro a levantar o assunto na Assembleia. Para o tucano, transformaram um debate administrativo em um debate político. Acreditando que a administração da prefeita Luizianne Lins não cumprirá a promessa de requalificação da área. Para o deputado Luiz Pontes (PSDB), a tomar de exemplos outras obras da Prefeitura, como o Jardim Japonês e o Hospital da Mulher, a requalificação do Titanzinho não será concretizada. O deputado Carlomano Marques (PMDB) também indagou como a Prefeitura fará para conseguir os recursos necessários para o projeto de requalificação que ela pretende aplicar. O líder dos tucanos, deputado João Jaime, diz não vê no Titanzinho elementos para que ele seja considerado uma Zona de Preservação Ambiental, impedindo a construção do estaleiro. | |
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| O POVO |
04 de março de 2010 |
| SETOR TURÍSTICO | |
| Mais crédito reforça setor turístico | |
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BNB lança nova linha de crédito de R$ 312 milhões para construção, reforma e ampliação de empreendimentos turísticos
O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) vai disponibilizar uma linha de crédito de R$ 312 milhões para reforma, ampliação e construção na rede hoteleira, por meio do Proatur-Copa, programa ligado ao Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Segundo o ministro do turismo, Luiz Barreto, que esteve ontem na sede do BNB para o lançamento do projeto, a oferta de crédito local também poderá dobrar, de acordo com a procura. Por estar ligado ao FNE, as verbas também deverão ser utilizadas em obras que vão além da rede hoteleira, como a modernização de barracas de praia e equipamentos próprios ao turismo. O prazo de carência é de cinco anos e o financiamento pode ser quitado em até 20 anos, a juros que variam de 3,5% anuais, para empreendimentos no semiárido, a até 10% ao ano, para obras de grande porte. O limite a ser financiado também varia pelo tamanho dos empreendimentos. Os mini e pequenos terão financiamento de 100% e aporte próprio zero. Os de médio porte entre 85% a 95% e investimento próprio variando de 5% a 15% e os grandes receberão financiamentos de 70% a 90%, com 10% a 30% de alocação de verbas próprias. A secretária do Turismo de Fortaleza, Patrícia Aguiar, qualifica o programa como ímpar. ``Estamos muito engajados em alertar aos pequenos e médios empreendedores que não percam esta oportunidade``, disse. Já o secretário estadual do Turismo, Bismarck Maia, diz que a ideia é fomentar o setor privado à cooperar com o desenvolvimento do setor na Região. O ministro Luiz Barreto fez questão de ressaltar que a linha de financiamento tem sua importância não só na construção, mas também nas reformas de empreendimentos. Ele também lembrou de gargalos, como aeroportos, portos e obras de apoio, como rodovias e transportes ferroviários. Porém, se mostrou otimista quanto ao potencial do País e do Nordeste em executar os projetos dentro do prazo. Barreto comparou o Proatur-Copa como um ponta-pé inicial ``na direção do gol`` do desenvolvimento da hotelaria no Nordeste brasileiro, visando tanto a Copa do Mundo de 2014 como também o pós-evento. Para o ministro, o importante mesmo é o legado que o Mundial deixará no País. O diretor de desenvolvimento do BNB, José Cidrão, concorda que o fundo não é apenas para a Copa e sim todos os setores turísticos. Ele confirma que, se a demanda for grande, os valores podem ser maiores. Prodetur Quanto a outros investimentos em turismo no Ceará e no Nordeste, o ministro lembrou que existe cerca de R$ 1 bilhão do Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (Prodetur). Barreto comentou que existe um plano de mobilidade, de R$ 8 bilhões, no País, e que já está em andamento. ``Mas tudo ao seu tempo, com muitas parcerias público-privadas, com governadores e prefeituras, que têm sua parcela de responsabilidade``, ressaltou. EMAIS - Os empresários locais também podem tomar recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que somam R$ 1 bilhão somente para rede hoteleira. - Segundo o ministro do turismo, Luiz Barreto, o presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Roberto Smith, esteve ontem, em Brasília, para uma audiência de última hora com o presidente da República, Luiz Inácio da Silva, justamente para tratar sobre o crescimento do turismo regional. ``A Região nunca foi um problema para o Governo e sim uma área de crescimento significativo e de desenvolvimento para o País``, disse Barreto. - A Fundação Getúlio Vargas (FGV) fez uma pesquisa com os 80 maiores empresários dos vários ramos do turismo e o resultado aponta uma projeção de crescimento no setor de 14% em 2010, com base em dados concretos de janeiro. Os números são recordes da história brasileira, com 5,6 milhões de desembarques domésticos e 735 mil internacionais. Em comparação com janeiro de 2009 e janeiro de 2010 houve crescimento de 22% nos desembarques domésticos e 12% nos internacionais. AGENDA DO MINISTRO HOJE 8h30min - Visita as obras do Centro de Turismo 9h30min - Barreto conhece o canteiro de obras do Centro de Eventos do Ceará 11 horas - lança um conjunto de ações de qualificação para profissionais e empresários do turismo 14h30min - O ministro ao lado do secretário do Turismo do Ceará sobrevoa as obras do trecho já duplicado do bairro de Messejana até o entroncamento com a CE-453, na entrada do Iguape. | |
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| O POVO |
04 de março de 2010 |
| TRANSNORDESTINA | |
| Lula e Cid discutem ritmo de obras da Transnordestina | |
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Em reunião com o presidente Lula, em Brasília, o governador Cid Gomes informou que o trecho mais longo da obra teve 40% da área desapropriada. A fixação dos trilhos no local será feita a partir de junho
Hébely Rebouças hebely@opovo.com.br Menina dos olhos`` do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e destaque nas propagandas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a obra da ferrovia Transnordestina foi ontem o principal assunto de uma reunião entre o governador Cid Gomes (PSB) e a cúpula do Executivo Federal. Apesar dos sucessivos atrasos da construção & inicialmente prevista para terminar no fim de 2010 &, o balanço de Cid sobre a situação no Ceará foi positivo. Ele informou a Lula que apenas 96 dos 623 quilômetros da obra no Estado serão concluídos entre os anos de 2011 e 2012. A assessoria de imprensa do governador não soube informar o prazo para a finalização dos 527 quilômetros restantes. No trecho mais adiantado, que liga o município de Missão Velha (CE) a Salgueiro (PE), os trilhos da ferrovia já estão sendo colocados. Já a parte mais atrasada, que vai de Missão Velha ao Porto do Pecém, ainda está em fase de desapropriação. Cerca de 40% dessa etapa foi concluída, porcentagem considerada grande por Cid. Segundo a assessoria de imprensa do Governo, a desapropriação dos outros 60% da área depende de mudanças no traçado previsto no projeto inicial. O motivo dessas mudanças? Só recentemente foram localizadas zonas que não podem ser destruídas pela obra, como áreas de preservação ambiental e patrimônio histórico. A fixação dos trilhos nesse trecho deverá começar a partir de junho deste ano. Pressa Iniciada em junho de 2006, a ferrovia Transnordestina é uma das obras que Lula gostaria de ver pronta antes de deixar o Palácio do Planalto. Pelo ritmo dos trabalhos, sairá sem inaugurar um trecho sequer. Este ano, o petista deverá cumprir calendário de acompanhamento aos estados atingidos pela obra. Com 1.730 km de extensão total, a ferrovia receberá investimento de R$ 5,4 bilhões, ligando centros de produção de grãos, gesso, avicultura e agricultura irrigada do semiárido nordestino aos Portos de Suape, em Pernambuco, e de Pecém, no Ceará. NÚMEROS 623 KM É A ÁREA COBERTA PELA TRANSNORDESTINA NO CEARÁ 96 KM É A ÁREA DO TRECHO MAIS ADIANTADO, COM PREVISÃO PARA 2011 40% DO TRECHO QUE LIGA MISSÃO VELHA AO PECÉM JÁ FOI DESAPROPRIADO 2013 É O ANO EM QUE TODA A FERROVIA DEVERÁ SER CONCLUÍDA | |
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| O POVO |
04 de março de 2010 |
| ESTALEIRO DO CEARÁ | |
| PSDB defende estaleiro e tenta jogar Cid contra PT | |
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Enquanto o PT encontra-se dividido quando o assunto é a construção de um estaleiro no Titanzinho, seu principal adversário, o PSDB, mostrou ontem toda sua unidade em prol do equipamento naval. Fiéis ao governador Cid Gomes, eles não pouparam a prefeita Luizianne Lins
Ítalo Coriolano coriolano@opovo.com.br Aproveitando a divergência entre o governador Cid Gomes (PSB) e a prefeita Luizianne Lins (PT) em torno da instalação de um estaleiro na praia do Titanzinho, os deputados do PSDB agiram em bloco para colocar "mais lenha na fogueira" e provar fidelidade ao chefe do Executivo estadual. Na sessão de ontem, os parlamentares tucanos criticaram a postura considerada "intransigente" da prefeita que, segundo eles, "não faz nada e nem deixa ninguém fazer". Coube ao deputado Fernando Hugo dar início ao levante tucano contra Luizianne. Para ele, a petista pecou ao não informar com antecedência que a área onde o Governo pretende construir o polêmico equipamento naval, na verdade, se trata de uma Zona Proteção Ambiental (ZPA) & como define o Plano Diretor -, o que impediria qualquer tipo de edificação. Esse novo argumento, que pode dificultar ainda mais a construção de um estaleiro no Titanzinho, foi apresentado na última terça-feira pelo secretário da Infraestrutura do Município, Luciano Feijão, durante reunião na Câmara Municipal. ``Se a prefeita já sabia que o Titanzinho era uma ZPA, por que, desde o primeiro instante que surgiu o debate, não apresentou a documentação, evitando o crescimento de toda essa expectativa?``, questionou Hugo. Em seguida, mais ataques: ``É inaceitável que se politize e se passe por cima da razão. Quem tem uma carta na mão não blefa``. Aparteando o correligionário, o deputado Luiz Pontes afirmou ser ``lamentável`` o que a prefeita está fazendo para barrar o projeto de Cid. ``O que eu acho mais grave é que a prefeita, com prepotência e incompetência administrativa, procura inviabilizar o projeto``. Ele também disse que Luizianne está querendo evitar qualquer tipo de discussão ao ``jogar`` o projeto de urbanização para o Titanzinho, batizado de ``Aldeia da Praia``. Ele foi tornado público anteontem, e está orçado em US$ 166,5 milhões. Esse projeto, inclusive, não agradou em nada os tucanos. Para o líder do PSDB na Assembleia, deputado João Jaime, trata-se de um projeto ``faraônico`` que dificilmente saíra do papel. Com relação ao argumento de que a área onde está a praia do Titanzinho seria uma Zona de Proteção Ambiental, ele ironiza. ``Vim dizer que lá é uma reserva ecológica? Eu não vejo fauna nem flora lá, mas sim miséria, pobreza e falta de educação``. Durantes os ataques, nenhum deputado da bancada petista se encontrava em plenário. Instigado a avaliar a união do PSDB em prol do estaleiro, enquanto que o PT está dividido, o líder do Governo, deputado Nelson Martins (PT), afirmou que a questão ``não é ideológica`` e nem ``problema de partido``. ``Não há nenhum problema se um membro do PT for contrário e o outro for a favor. Isso não é problema, é natural``. NAVEGUE Leia sobre o projeto da Prefeitura para o Titanzinho em opovo.uol.com.br/opovo/politica/958828.html Leia sobre a Zona de Proteção Ambiental do Titanzinhoem opovo.uol.com.br/opovo/politica/958829.html EMAIS - Reunidos na sede do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), representantes do setor de turismo comentaram a polêmica gerada pela possível instalação de um estaleiro próxima a comunidade do Titanzinho, no bairro Serviluz. - Para o secretário do Turismo do Estado, Bismarck Maia (foto), a eventual construção do estaleiro não trará consequencias negativas. ``De forma alguma. Os dois pontos turísticos mais próximos não terão o equipamento em suas paisagens``, garante. - O ministro do Turismo, Luiz Barreto, prefere se abster de uma opinião mais profunda. ``Não conheço bem a região, mas entendo que a Prefeitura e o Governo vão entrar em acordo``. - Já o diretor da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Ceará, Régis Medeiros, é enfático. ``Preferia que não fosse lá, mas se for a única opção, que seja. O que não pode é o Ceará perder estes investimentos``, ressaltou. NÚMEROS 110 MILHÕES DE DÓLARES É O VALOR TOTAL ESTIMADO PARA A CONSTRUÇÃO DO ESTALEIRO NO TITANZINHO 1,2 MIL EMPREGOS DIRETOS DEVERÃO SER CRIADOS COM A CONSTRUÇÃO DO ESTALEIRO NO TITANZINHO 5 MIL EMPREGOS INDIRETOS DEVERÃO SER CRIADOS COM A CONSTRUÇÃO DO ESTALEIRO Estaleiro ou vida urbana compartilhada? Fausto Nilo. Arquiteto e urbanista As cidades têm características distintas que decorrem da evolução de processos naturais combinados com adaptações culturais. Os resultados desta mistura se traduzem em ruas, edifícios, espaços públicos, pontes, parques, orlas etc. Esses componentes da identidade urbana poderão ser duradouros integrando o inventário de valores, ou não. Cada vez que acrescentamos um novo artefato ao sistema dos espaços urbanos, incrementamos ou subtraímos valor à forma existente. A forma urbana valorizada, matéria principal da técnica urbanística, favorece a imagem da cidade e aumenta suas chances na competitividade econômica do mundo contemporâneo. No âmbito dessa competitividade, as tendências apontam de maneira regular e crescente para os negócios do turismo e sua cadeia relacionada. Por tudo isso, os recursos considerados como sendo aqueles de maior valor estratégico no jogo das competitividades, no caso de cidades costeiras, são suas orlas. São lugares indispensáveis para atrair visitantes em convívio com residentes e, por essa razão, seus usos amigáveis e lucrativos incluem prioritariamente habitações, hotelaria, parques, congressos e convenções etc. Nos dias atuais, uso industrial nas orlas urbanas seria a última hipótese a ser examinada. Há convergências mundiais sobre a necessidade de libertar as orlas da função de ``quintal`` urbano. Isso porque elas favorecem com vantagens os negócios do novo século, principalmente se comparados os volumes de benefícios originados desses negócios com aqueles decorrentes da sucata mecânica do século que passou. O debate sobre a implantação de um estaleiro na praia do Titanzinho mostra que é chegado o momento em que Fortaleza precisa aderir ao padrão universal das boas práticas aplicando as técnicas urbanísticas de controle da alteração de valores com escala estratégica e visão sustentável. Segundo essa visão, um projeto de intervenção no ambiente urbano só deve ser realizado se houver cruzamento balanceado e demonstrável, na obtenção de benefícios econômicos, ambientais e sócio-culturais, a uma só vez. Os estaleiros, juntamente com os portos e suas atividades relacionadas são componentes importantes dos negócios industriais em situação obrigatoriamente costeira. Entretanto, quando situados em zonas de orlas urbanas, não produzem os efeitos cruzados do padrão sustentável. Isso acontece porque predominam entre seus resultados aqueles de caráter econômico. Na literatura urbanística sobre requisitos e efeitos de usos industriais, estaleiros estão classificados como Usos Localmente Indesejáveis. Portanto, se um projeto de estaleiro não pretende comprometer o futuro estratégico do ambiente de uma cidade costeira, a orientação relativa à sua localização será preferencialmente regional e em orla rural. É por demais sabido que alguns usos do solo, ao se agregarem a vizinhanças podem resultar em desigualdade, injustiça, desperdício e até mesmo prejuízos urbanos colossais. Mesmo com a ajuda de recursos tecnológicos atuais, as atividades de um estaleiro resultam em situações perigosas causadas por poluentes, incluindo-se entre estas os restos de cádmio, cromo e chumbo. Por sua própria natureza física, a imagem urbana de um estaleiro com fronteiras fixadas por muralhas não se harmoniza com os espaços públicos de vizinhanças. A poluição sonora é insuportável. O intenso tráfego de cargas produzido pelas atividades relacionadas a ele será inevitável. Ninguém suporta a insalubridade de viver em proximidade de um estaleiro e isso pode ser constatado em todas as situações existentes no mundo. A população fortalezense residente na área de influência da localização pretendida precisa ser informada com clareza sobre a potencial e inevitável alteração negativa de valores que ocorrerá em seus bens materiais e imateriais ao se tornarem vizinhos de um estaleiro naval. Uma vez confirmada a zona do Titanzinho como sítio de implantação do equipamento, gradualmente ela se especializará em um gigantesco distrito industrial pesado de uso único, o grande vilão ambiental das urbanizações metropolitanas. O lamentável paradoxo é que tudo isso ocorre num momento em que a área, com excelência paisagística e alto valor de memória, estaria a demandar exatamente o contrário: livrar-se da penosa destinação de uso do solo industrial. Mais lamentável ainda é que essa proposta do estaleiro venha a ocorrer após tantos recursos investidos no Complexo Industrial Portuário do Pecém, construído exatamente para esse fim. Sobre o bom uso das orlas urbanas, o mundo atual apresenta uma infinidade de bons exemplos. Tomemos apenas o caso de Bilbao, cidade que chegou a ser a mais rica de seu país, por conta de seu porto, da indústria de aço, da mineração e da construção de navios. Hoje, depois de competentes cálculos de alteração positiva de valores sustentáveis, Bilbao é reconhecida por sua audaciosa decisão em promover a renovação urbana dessas áreas. Ela trocou os velhos estaleiros por parques, museu, universidade e transporte avançado, incrementando de maneira notável a atratividade turística da cidade. A partir da remoção já confirmada dos depósitos de combustíveis da zona do Porto do Mucuripe, valeria a pena, isso sim, examinar uma alternativa sustentável de uso do solo para o contexto do Titanzinho: uma vizinhança urbana apoiada na intensidade de intercâmbio, com uma população que pode ser estimada em 40 mil pessoas distribuídas em densidades adequadas. Em conectividade com a Beira Mar reordenada, oferecendo moradias diversificadas em faixas de renda e estilos de vida, suas atividades locais seriam ancoradas em hotelaria, serviços e parques de recreação. O bairro cosmopolita assim formado teria como foco estruturante um porto turístico limpo. Essa obviedade é o que a maioria das cidades costeiras do mundo gostaria de concretizar, mas se sentem impedidas por conta do entulho irremovível de grandes estruturas industriais. Esses bloqueios à regeneração urbana foram implantadas no século da predominância econômica sobre as demandas do ambiente e das pessoas. Seguramente este ainda não é o nosso caso e a oport unidade da escolha ainda é real. Vereadores reclamam de confusão na audiência sobre estaleiro e cobram regras Um grupo de vereadores cobrou ontem do presidente da Câmara, Salmito Filho (PT), uma ação para evitar a confusão em que se transformou a audiência pública sobre a possível construção de um estaleiro na praia do Titanzinho, na última terça-feira. Carlos Mesquita (PMDB) definiu a audiência pública como ``esculhambação`` e disse que mesa diretora precisava regrar a realização das audiências. ``Aquilo foi um desrespeito com todos os vereadores e com as autoridades aqui presentes. Esta Casa foi achincalhada``, disse Mesquita. Marcos Teixeira cobrou do presidente da Casa, Salmito Filho (PT), alguma ação no sentido de evitar que a confusão se repita. Machadinho Neto (DEM) disse que Salmito, como presidente, deveria ter suspenso a audiência. Em resposta, Salmito disse que a audiência ``teve um comando`` e que, apesar dos exageros por parte de algumas pessoas, o debate foi feito. Disse ainda que qualquer mudança nas regras para a realização das audiências públicas poderia ser compreendida como censura. Segundo ele, o clima tenso é natural do debate. Logo no início da sessão de ontem, a vereadora Magaly Marques (PMDB) afirmou ter sido desrespeitada durante a audiência. ``Mentiroso``, ``traidor`` e ``vendido`` foram alguns nomes gritados da plateia contra os vereadores de Fortaleza, na terça-feira. Ela acusou João Alfredo (Psol) de ser o ``responsável maior`` pelo clima acirrado na audiência, por ter levado, segundo ela, ``esse tipo de gente`` para lá. João Alfredo afirmou que os vereadores que mobilizam a comunidade não poderiam ser responsabilizados pela confusão em que se tornou a audiência pública. Segundo ele, o tumulto foi fruto do ``tensionamento`` que se formou durante o debate. Ontem, na Câmara, Magaly e João Alfredo protagonizaram um bate-boca, com direito a gritos no microfone, por causa da audiência. Magaly afirmou que Alfredo tinha dito que havia pessoas no local recebendo R$ 20 para estarem lá gritando a favor da construção do estaleiro. O vereador do Psol afirmou que não fez nenhuma acusação contra ninguém e que a denúncia sobre os pagamentos de R$ 20 às pessoas partiu de um líder comunitário que falou durante a audiência. O bate-boca entre Alfredo e Magaly só foi encerrado pelo presidente da Mesa Diretora, José do Carmo (PSL), que pediu a ambos que ``respeitem o Legislativo``. (Pedro Alves - pedroalves@opovo.com.br) | |
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04 de março de 2010 |
| ESTALEIRO DO CEARÁ | |
| Política - Crise no relacionamento | |
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Por Fábio Campos
Muitos leitores perguntam se o entrevero entre Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (PT) por causa da localização do estaleiro é capaz de provocar o fim da aliança política e administrativa entre os dois governantes. A resposta: sim, é possível. Os dois já foram longe demais em suas posições e as margens para recuo de um ou de outro ficaram muito curtas. Se não for muito bem costurado, recuos podem ser vistos como capitulação, coisa que nenhum político tolera. Como já foi dito aqui, o conflito passou a existir depois que o governador iniciou seu périplo pessoal para emplacar a ideia do estaleiro na praia do Titanzinho. O problema não foi o périplo em si, mas a forma como começou. A prefeita se sentiu atropelada quando o governador convidou vereadores para uma reunião em seu gabinete. O fato é que há uma crise sem precedentes no relacionamento. Porém, há bons bombeiros atuando. Há informações de que a prefeita manteve um encontro com Ivo Gomes, o chefe de Gabinete do governador. Mesmo sob crise, a aliança para as eleições de outubro não sofreu nenhum questionamento público. Nem de um lado, nem de outro. O que se fala é à boca miúda. DEBATE PÚBLICO FERMENTADO A boa notícia é que, do ponto de vista institucional, o relacionamento entre Prefeitura e Governo parece se manter sem abalos. Recentemente, a prefeita assinou um ato cedendo uma valorizada área pública para o Governo construir um moderno centro de expedição de documentos para os cidadãos. Na outra ponta, uma fonte conta que os recursos, na ordem de R$ 20 milhões, que o Governo prometeu para o estádio Presidente Vargas estariam prontos para serem repassados. De fato, no caso do estaleiro, ainda está faltando uma boa conversa entre a prefeita e o governador. Será possível um acerto nesse ponto específico? Do jeito que as coisas estão caminhando, o acerto está cada vez mais difícil. Entre eles, há a fermentação de um debate público, mas sente-se a falta de uma boa formulação técnica que sustente um lado e o outro. O ``achismo`` predomina na maioria dos pontos de vista que está sendo exposto. Para não gerar conflito político, só se for firmado um acordo nos seguintes moldes: isola-se o caso do estaleiro de todo o resto cuidando para que a disputa de posições não contamine a relação. Isso é possível? Sim, mas é difícil. A ORLA É O PATRIMÔNIO A primeira Coluna Política que tratou do estaleiro defendeu a localização do empreendimento no Titanzinho. Hoje, a Coluna expõe um contraponto. O jornalista Plínio Bortolotti ouviu o respeitado urbanista Fausto Nilo em um debate cujo tema foi ``Cidade & A forma do intercâmbio``. A certa altura, o arquiteto discorreu sobre a ideia do estaleiro na orla de Fortaleza. O colega Plínio fez um ótimo resumo em seu blog (http://blogs.opovo.com.br/pliniobortolotti/). Vejam: ``Fausto Nilo disse que o -maior patrimônio estratégico- de qualquer cidade do mundo é a sua orla urbana. Um patrimônio que pode gerar mais riquezas [ambientais, econômicas e sociais] do que um estaleiro. Disse ainda que quem constrói um empreendimento quer ver seu êxito. E que o -êxito- do estaleiro seria uma desgraça maior ainda [palavras minhas], pois se o empreendimento crescer [quem garante que vai parar em oito navios?, pergunta] a indústria será cercada por uma -muralha-, que deixará o bairro do Serviluz -inconvivível-. Fausto diz que, como o trabalho de um estaleiro é cortar, soldar e lixar, o resultado seria -poeira abrasiva- e barulho em larga escala``. MATEMATICAMENTE DEMONSTRÁVEL Mais do blog de Plínio Bortolotti: ``Fausto disse também que toda indústria produz -filhotes- [outras complementares que se formam em seu entorno] o que transformará o bairro em um -distrito de uso único-, algo inconcebível para o local. Segundo Fausto Nilo, com a retirada da área de tancagem da Petrobras, que já está sendo feita, seria possível -botar 40 mil pessoas- no bairro, com moradias diversificadas [para várias classes sociais] e hotéis. Para ele, tem-se de investir no turismo naquela área. Segundo Fausto, hoje existem métodos precisos para -quantificar e fazer a tradução financeira- comparativa entre os empreendimentos & e seria -matematicamente demonstrável- o prejuízo que a instalação de indústrias traria em comparação com o uso misto e turístico do local. Além disso, diz ele, existem valores que -não têm tradução financeira-, que também precisam ser levados em conta. Mas, diz Fausto, -os que decidem- não têm o hábito de discutir os assuntos dessa maneira, apelando para argumentos simplificadores. Por fim, Fausto afirma: -Estaleiro tem que ser longe da cidade, se não tem como fazer [na área rural], então não se faça-. [E lembrou que o Porto do Pecém foi construído para abrigar tais empreendimentos.]``. As ideias de Fausto sobre o estaleiro estão detalhadas em um artigo publicado na página 20 da edição do O POVO de hoje. | |
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04 de março de 2010 |
| TERMINAL PESQUEIRO | |
| Embargado terminal pesqueiro | |
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Semace embarga o Terminal Pesqueiro de Camocim. A obra da União está pronta, mas sem licença e estudo de impacto ambiental
Viviane Gonçalves vivi@opovo.com.br O Terminal Pesqueiro Público de Camocim foi embargado pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) por não apresentar licença ambiental. O empreendimento do Ministério da Pesca e Aquicultura está pronto, mas não pode iniciar suas atividades por falta do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (Rima). O embargo ocorreu dia 9 de fevereiro e a multa para este tipo de infração varia de R$ 500 a R$ 10 milhões. O novo terminal pesqueiro de Camocim recebeu um investimento de R$ 10 milhões do Governo Federal para o beneficiamento e comercialização de peixes na região. Segundo o superintendente estadual do Ministério da Pesca e Aquicultura, Melquíades Carneiro, todo o processo de licenciamento da obra foi realizado em Brasília. ``Houve uma falha, mas que não torna impossível de regularizar``, comenta. A previsão é que em abril tudo esteja regularizado para a inauguração do Terminal Pesqueiro Público de Camocim, que contará com a presença do presidente Lula e do ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin. Só que para iniciar as atividades por lá, o representante do Ministério da Pesca e Aquicultura precisa assinar o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que deve ser concluído próxima semana. ``O EIA/Rima só vale se for feito previamente. Como as obras já foram finalizadas, deve ser incluído ao TAC uma auditoria ambiental, permitindo consulta popular e ao Conselho Estadual do Meio Ambiente``, diferencia o assessor especial da Semace, Breno Carvalho. Ele explica que a área onde está localizado o terminal pesqueiro pertence à União e deveria contar também com laudo do Serviço de Patrimônio da União (SPU). ``Mas eles não apresentaram nada, nenhum tipo de estudo ambiental foi realizado antes das obras``, atesta. E acrescenta que aquela região não poderia ser ocupada por nenhum tipo de empreendimento por ser considerada uma área ambiental sensível. Licenciamento Entre os prejuízos que o terminal pesqueiro pode acarretar na região, está o lançamento de resíduos líquidos e sólidos in natura no mar, prejudicando a qualidade da água e fauna, segundo aponta Breno. Com a assinatura do TAC, o Ministério da Pesca se compromete a requerer o licenciamento ambiental, contratar a auditoria ambiental, entregar o relatório de impacto ambiental e não iniciar as atividades no terminal até a finalização do processo. Melquíades Carneiro justifica que o novo terminal pesqueiro foi construído a partir da ampliação do antigo porto de Camocim, cedido pela Companhia Docas do Ceará. ``Vamos atender toda a demanda de produção de peixes de Camocim. Isso equivale a cerca de 40% da produção do Estado``, destaca. Além disso, ele afirma que o empreendimento contará com uma moderna estação de tratamento de resíduos sólidos e líquidos. O QUE DIZ A LEI >Decreto federal 6514/2008. Artigo 66 - Incorre multa de R$ 500 a R$ 10 milhões quem ``constrói, reforma, amplia, instala ou faz funcionar estabelecimento, obra ou serviço sujeito a licenciamento ambiental localizado em unidade de conservação ou em sua zona de amortecimento, ou em áreas de proteção de mananciais legalmente estabelecidas, sem anuência do respectivo órgão gestor e quem deixa de atender a condicionantes estabelecidas na licença ambiental``. E-Mais > Mesmo com a assinatura do TAC, a multa pela falta de licenciamento ambiental da obra será cobrada. ``A irregularidade foi cometida. Vamos estudar os parâmetros para definir de quanto será o valor da multa``, completa o assessor da Semace, Breno Carvalho. > De acordo com a lei 12.148 de 29 julho de 1993, nos casos de infração administrativa por impacto ambiental deve ser exigida auditoria ambiental. Só após o estudo ambiental, pode ser diagnosticado se os possíveis prejuízos na área seriam aceitos diante do benefício social e econômico para a região. > Camocim terá a mesma estrutura de outros dois terminais pesqueiros, em Itarema e Beberibe. Juntos, os terminais atenderão, segundo o Governo, cerca de 12 mil pescadores. > Com base em projetos similares, a expectativa é de que a produção inicial seja de 35 toneladas de peixes por dia, além de 50 toneladas de gelo. Há a possibilidade para que, no futuro, ocorra o beneficiamento de camarão. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
04 de março de 2010 |
| ESTALEIRO | |
| Egídio Serpa - Para que 41 novos municípios? | |
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Pelo andar da carruagem, o Ceará vai mesmo perder o Estaleiro Promar Ceará. No lugar onde o Governo do Estado pretendia construí-lo - a área dos bairros Titanzinho-Serviluz, na geografia de influência do porto do Mucuripe - a Prefeitura de Fortaleza implementará um projeto social e urbanístico. Para mostrar que é para valer, a PMF apresentou à Câmara de Vereadores o Projeto de Requalificação daquela área, nacionalmente conhecida como escola de surfistas. Enquanto isso, anda a passos de tartaruga o processo de desapropriação das terras que serão ocupadas pela refinaria da Petrobras. São dois projetos intensivos de mão de obra e, mais do que isso, geradores de outros investimentos industriais. Ao mesmo tempo em que isso ocorre, acelera-se na Assembleia Legislativa, a ideia de criação de mais 41 municípios em um Estado que já tem 184, alguns dos quais sem qualquer renda própria. Serão mais 41 prefeitos, 41 caminhonetes do tipo Hilux, 41 vice-prefeitos, 41 chefes de gabinete e seus assessores, várias secretarias
com seus respectivos titulares e assessores, 41 Câmaras de Vereadores - cada uma com no mínimo nove parlamentares e seus assessores - tudo isso pago com recursos de transferências federais e estaduais. Seria risível, se não fosse ridículo. Tudo cabe em ano eleitoral. E em vez de criar 41 novos municípios, por que não qualificar a gestão dos já existentes? | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
04 de março de 2010 |
| PORTO DO PECÉM - CAGECE | |
| Egídio Serpa - Cagece faz licitação para o Pecém | |
| Entregues ontem à Cagece as propostas das empresas interessadas em construir um emissário de efluentes industriais no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. A obra, que terá estação elevatória, coletará águas pré-tratadas da Termelétrica e da Companhia Siderúrgica. Os efluentes percorrerão 11,7 Km em tubos e serão jogados no mar a 1,9 Km da costa. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
04 de março de 2010 |
| COPA DE 2014 - PROATUR - BNB | |
| Pontapé inicial para a Copa | |
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Crédito disponibilizado pelo BNB, para o setor hoteleiro, vai financiar projetos voltados ao setor turístico
O governo federal deu o "pontapé inicial" para assegurar a infraestrutura necessária às cidades sedes da Copa de 2014 no Brasil. Ontem pela manhã, o ministro do Turismo, Luiz Barretto, lançou no BNB Passaré, em Fortaleza, o Programa de Apoio ao Turismo (Proatur) Copa, que coloca à disposição do setor hoteleiro, nas regiões atendidas pelo Banco, R$ 312 milhões oriundos do FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste) para construção, ampliação ou reforma de equipamentos turísticos, que devem estar prontos até 2014 visando atender a demanda turística durante os jogos da Copa do Mundo, conforme antecipou o Diário do Nordeste. Outros R$ 208 mi, também do FNE no âmbito do Proatur, serão disponibilizados para financiar projetos da iniciativa privada voltados à implantação ou revitalização de arenas multiuso nas cidades-sedes e áreas de influência no entorno de onde ocorrerão os jogos. No caso do FNE Proatur, além do aumento no crédito disponível ao setor hoteleiro, os meios de hospedagem no Nordeste ganharão com a ampliação do prazo para pagamento. Tanto os projetos de implantação - anteriormente com prazo de 15 anos para pagar e carência de cinco anos para iniciar o pagamento, como os de reforma ou ampliação, que tinham prazo de 12 anos com quatro de carência, passam a ter 20 anos para serem quitados e carência comum de cinco anos para que o compromisso comece a ser honrado. A dotação destinada à hotelaria, conforme o ministro do Turismo, poderá dobrar de acordo com a demanda existente, a exemplo da linha recém lançada pelo BNDES, que dispõe inicialmente R$ 1 bilhão para a hotelaria em todo o País. "Começamos pelo BNDES, com R$ 1 bi lhão em recursos que podem até dobrar. Aqui, com o FNE Proatur, o BNB já me garantiu que esse montante de R$ 312 milhões também pode dobrar. Basta que existam projetos aprovados para isso. Ainda tem os recursos dos outros fundos. No total são quase R$ 2 bilhões que o governo Lula está dispondo para a hotelaria brasileira". Segundo Barreto, a liberação de crédito ao setor hoteleiro foi apenas o primeiro passo do governo federal para viabilizar a infraestrutura para os jogos de 2014. "A segunda etapa do investimento federal (com foco na infraestrutura para a Copa do Mundo) será a modernização dos aeroportos e portos brasileiros", antecipou. Ceará Conforme o diretor de Gestão do Desenvolvimento do BNB, José Sydrião, vai depender do setor hoteleiro cearense puxar maior volume de recursos para o Ceará. "De acordo com a demanda de projetos apresentados, a hotelaria do Estado pode ficar com R$ 100 milhões ou bem mais que isso. Se os recursos demandados pelos projetos ultrapassarem a faixa dos R$ 312 milhões, o banco pode até dobrar esse valor", afirma. Capacitação Logo mais, às 11h, no Palácio Iracema, o secretário do Turismo, Bismarck Maia, lança o Programa de Capacitação Profissional e Empresarial para o Turismo, o maior conjunto de cursos voltados ao desenvolvimento da cadeia turística já realizado no Estado. ÂNGELA CAVALCANTE REPÓRTER R$ 36 mi em obras na Capital Sem recursos ainda definidos para a realização do Projeto Orla, na Praia do Titanzinho, a Prefeitura de Fortaleza vai, aos poucos, reunindo dinheiro para tocar obras de melhoria da infraestrutura turística, voltadas à preparação da cidade para a Copa do Mundo de 2014. Na tarde de ontem, a prefeita Luizianne Lins e o ministro do Turismo, Luiz Barretto, assinaram termo de transferência de R$ 36 milhões do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) e de emendas da bancada Federal, para a realização de obras turísticas na parte leste da cidade. Celebrados pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Turismo de Fortaleza (Setfor), os convênios preveem a urbanização da Praça 31 de Março, na Praia do Futuro; as reformas da Praça Dr. Moreira de Souza, de parte do Mercado Central e dos canteiros centrais das avenidas Virgílio Távora, Barão de Studart e da Abolição, no que serão aplicados cerca de R$ 7 milhões. Outros R$ 18 milhões serão destinados para dar continuidade às obras de requalificação da Praia de Iracema, iniciadas em fevereiro de 2008, e ainda sem prazo para conclusão. Segundo a titular da Setfor, Patrícia Aguiar, a obra completa da Praia de Iracema consiste no restauro de prédios históricos, de vias de acesso e de passeios e contenção marítima, totalizando 22 intervenções, entre as ruas Almirante Tamandaré e avenida Rui Barbosa. "Ao todo serão aplicados R$ 44 milhões na área", sinalizou a secretária. Outros R$ 10 milhões serão repassados pelo MTur para a urbanização da encosta do Conjunto Santa Terezinha, que ganhará escadarias mirantes, quiosques, áreas esportivas e anfiteatro; enquanto outros R$ 680 mil, serão aplicados no fortalecimento institucional da Gestão Municipal do Turismo no Âmbito do Prodetur e em uma avaliação ambiental estratégica do Prodetur Nacional do município de Fortaleza. A perspectiva da Setfor é a de que as obras sejam iniciadas até o fim deste semestre, após solução de pendências nos projetos, licitação e execução. Oportunidade Para o ministro do Turismo, essas obras são importantes para qualificar a cidade à Copa do Mundo de 2014. "Fortaleza não pode deixar escapar essa oportunidade", alertou Barreto, para quem as quatro cidades - Fortaleza, Natal, Recife e Salvador - devem se integrar à mobilidade urbana para a Copa. Ao fazer um balanço das obras, a prefeita Luizianne Lins disse que esses projetos compõem os seis pontos estratégicos do turismo, traçados pela atual administração: o Centro, a Barra do Ceará, as Praias do Futuro e de e Iracema, Beira Mar e Morro Santa Terezinha. Em alusão ao projeto do Estaleiro, ela disse que a economia de Fortaleza deve ser pensada sob a lógica do turismo e não da industrialização. "Essa é a política econômica da cidade de 30 anos atrás", disse, ressaltando que não irá brigar com o governador Cid Gomes, por isso. CARLOS EUGÊNIO REPÓRTER | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
04 de março de 2010 |
| ACQUARIO - METROFOR | |
| Seplag tenta viabilizar recursos para o Acquario | |
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O secretário de cooperação técnico-financeira da Seplag, Mário Fracalossi, viajou a Brasília, rumo à Secretaria de Assuntos Internacionais, para fazer a entrega de duas cartas consultas. Uma destinada ao programa de valorização turística do litoral Oeste e a outra para o financiamento do Aquário do Ceará.
Fracalossi revelou que o Governo do Estado está avaliando o agente financeiro para o Aquário. Com relação ao projeto de valorização turística, será uma agência de fomento que financia projetos na América do Sul e Caribe. Para o programa de valorização turística, que inclui a duplicação da CE-085 até o município de Paracuru; Aeroporto de Jericoacoara; e saneamento básico das praias de Lagoinha e Flecheiras e de todos os destinos turísticos do Litoral Oeste; o empréstimo será da ordem de R$ 140 milhões, e o do Aquário, de R$ 250 milhões. Mário Fracalossi acompanha ainda o secretário Ferrúcio Feitosa, dos Esportes, para a instalação do Comitê de Responsabilidade da Copa do Mundo 2014. São obras que cabem tanto ao Governo do Estado como à Prefeitura de Fortaleza, além da reforma do Castelão. O governo já está negociando com a Caixa Econômica o projeto de transportes do trecho Mucuripe-Parangaba e o de mais duas estações do metrô (Montese e Padre Cícero), empréstimo de R$ 300 mi e outro de R$ 400 mi, junto ao BNDES. | |
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| O POVO |
04 de março de 2010 |
| TRANSNORDESTINA | |
| Vertical - TRILHOS 2010 | |
| Os trilhos da Ferrovia Transnordestina no trecho Salgueiro-Missão Velha - este no Sul do Ceará, serão instalados a partir de junho, informa o presidente da Transnordestina Logística, Tufi Daher. Ontem, Cid estava em Brasília tratando desse projeto e, claro, de temas políticos de quem tem irmão presidenciável. | |
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| O ESTADO |
04 de março de 2010 |
| DESMATAMENTO NA CAATINGA | |
| Alto desmatamento na Caatinga já era previsto; CE e BA concentram 60% do bioma | |
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Segundo o Ministério do Meio Ambiente, Ceará e Bahia são os estados que mais desmatam a Caatinga, bioma exclusivo do Brasil e que abriga 92% do território cearense. Juntos, eles desmataram quase nove mil quilômetros quadrados do bioma, o equivalente a cerca de 28 cidades do tamanho de Fortaleza. Os dados foram divulgados na última segunda-feira, dia 2, e motivaram o pronunciamento de representantes do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam) e da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). O objetivo era complementar a informação à imprensa local com dados mais específicos sobre a realidade cearense.
Curioso é que Ceará e Bahia também são os únicos estados que desenvolvem o Projeto Mata Branca, que promove ações de preservação e desenvolvimento da cultura da Caatinga e conta com parceria do Banco Mundial, financiador do projeto. Mas a curiosidade não se trata de coincidência. Apenas esses dois estados concentram cerca de 60% da Caatinga, onde residem quase 70% dos cearenses e metade (50%) dos baianos. Isso os torna mais suscetíveis a altos números de degradação. “Esse fato já vinha sendo averiguado, por isso buscaram desenvolver projetos (como o Mata Branca) para recuperar as áreas degradadas”, disse a secretária executiva do Conpam, Goretti de Castro. Além de o número já ser esperado, a projeção para o futuro é de diminuição, mas esses dados ainda não foram atualizados pelo Ministério do Meio Ambiente. “Há projeção de aumento das áreas protegidas no Ceará. Atualmente, temos 21% do total do Estado como área de preservação e queremos chegar a 25%. O aumento parece pequeno, mas não é” – ponderou Goretti. Por sua vez, a assessora técnica Ana Cecy, da Semace, salientou que monitoramento feito pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) indica redução de 20% dos focos de calor no Ceará, indicando que o Estado está menos sujeito às queimadas, o que ajuda na diminuição do desmatamento. Além disso, o Programa de Prevenção, Monitoramento, Controle de Queimadas e Combate aos Incêndios Florestais (Previna), coordenado pelo Conpam, vem capacitando brigadas de incêndios em municípios mais propensos às queimadas, e 124 cidades do interior do Estado já contam com secretarias ou gerências de meio ambiente. | |
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04 de março de 2010 |
| DESTRUIÇÃO DA CAATINGA | |
| Caatinga em perigo | |
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O Brasil possui um bioma único no Mundo - a caatinga - mas não o trata com a atenção merecida, reagindo muito lentamente contra sua destruição
Resultados de estudo realizado entre os anos de 2002 e 2008, pelo Ministério do Meio Ambiente, sobre a situação da caatinga revelaram que o Ceará é o segundo Estado (o primeiro é a Bahia) a realizar o maior desmatamento desse bioma, no período avaliado. Dos 20 municípios que mais desmataram, nesse período, sete estão em território cearense. Na verdade, nesses seis anos observados, o Ceará desmatou 4.132 km² do total de 16.576 km² devastados (correspondentes a 2.152 campos de futebol). A extensão da caatinga, no País, mapeada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), é de 826.411,23 quilômetros quadrados. Desses, quase a metade (45,39%) foram totalmente devastados. Esse descaso para com um bioma exclusivo do Brasil é institucional. Basta ver que a caatinga não foi incluída entre as demais regiões (Floresta Amazônica, Mata Atlântica e Pantanal) contempladas pela Constituição Federal como ``patrimônio nacional``, e, no entanto, se estende por 11% do território brasileiro. Sua importância é fundamental para o Brasil, não só pelo aspecto biológico (flora e fauna específicas), mas pelo potencial econômico ainda pouco valorizado e que se encontra ameaçado. A fragilidade do seu ecossistema torna-o altamente vulnerável aos condicionantes de ordem climática e de intervenção humana. É aí que se concentram os perigos da desertificação. O Ceará tem seu território quase todo situado no Polígono das Secas e a caatinga se estende por 83% de sua área, o que exige cuidados especiais, já que fica muito vulnerável à desertificação. Na verdade, 10,2% do território (15.130 quilômetros quadrados) já estão dominados pela desertificação. O maior fator de destruição da caatinga cearense é a produção de carvão vegetal para olarias, padarias e fogão doméstico. Também o manejo incorreto do solo contribui para a erosão e, consequentemente, desertificação. Combater as causas da desertificação exige o enquadramento dessa realidade social e compreende desde o fornecimento de outro tipo de energia para olarias e padarias, como a implementação de outros meios de garantir o sustento para as populações que dependem da renda originada pela venda de lenha e carvão. Diagnósticos sobre a situação já foram amplamente realizados, bem como a identificação dos meios tecnológicos para o convívio com os desafios do semiárido. O que resta mesmo é vontade política do governo central, do Estado e dos municípios para por em ação os projetos destinados a reverter essa situação. Os meios técnicos e humanos existem, faltam o empenho estratégico e os recursos financeiros para por em funcionamento o que já está disponível.Cabe aos representantes cearenses no Congresso uma ação suprapartidária para sensibilizar Brasília em relação a esse problema, que deve ser encarado como uma questão nacional. | |
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| O POVO |
04 de março de 2010 |
| DESTRUIÇÃO DA CAATINGA | |
| Alento para o vice em desmatamentos | |
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Um dia depois de o Ministério do Meio Ambiente divulgar números da devastação da Caatinga, o Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam) do Governo do Estado apresentou as ações desenvolvidas para preservar o bioma, que cobre 92% do Ceará. Além disso, foram divulgados dados que apontam para uma redução de 83% dos focos de calor no Estado: de 12.694 focos em 2008 para 6.933 em 2009.
Lideram a lista do monitoramento do Governo do Estado os municípios de Acopiara (988 focos de calor), Mombaça (615), Boa Viagem (406), Jucás (357) e Crateús (349). Os municípios de Acopiara, Boa Viagem e Crateús também integram a lista das vinte localidades do Nordeste que mais devastaram a Caatinga entre 2002 e 2008. A medição do Conpam foi feita com metodologia diferente do estudo do Governo Federal, que calcula a devastação em km². Já o satélite estadual registra os focos de calor, que indicam queimadas ou desmatamentos. De acordo com Ministério, o Ceará destruiu 4.527 km² de Caatinga entre 2002 e 2008. A secretária-executiva do Conpam, Goretti Gurgel, avalia como ``extremamente benéfica`` a divulgação dos dados. ``Esse estudo vai fazer com que o Brasil pense estratégias para a Caatinga``. Fiscalização Para Arilo Veras, assessor de padrões, metodologias e estudos ambientais da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), a fiscalização vai ser reforçada quando assumirem, em abril, 62 fiscais aprovados no último concurso da Semace. Atualmente o órgão conta com 60 servidores, divididos nas tarefas de licenciamento, fiscalização e monitoramento. ``Outro processo importante será a interiorização do órgão, com a criação das sedes de Quixadá, Ipú e no Vale do Jaguaribe``, acrescenta. Goretti avalia que a maioria das queimadas são realizadas por pequenos e médios agricultores. ``Na Caatinga, a agricultura familiar é a atividade econômica mais importante e a queimada ainda é a forma mais utilizada de limpar o terreno``, pontua. Outra motivação, segundo Goretti, é a venda da lenha e carvão. E-Mais > O POVO mostrou ontem que o Ceará foi o segundo estado que mais devastou a Caatinga entre 2002 e 2008, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente. Sete municípios cearenses fazem parte da lista dos 20 que mais desmataram. > Acopiara (1º), Tauá (2º), Boa Viagem (5º), Crateús (9º), Santa Quitéria (13º), Barro (15º) e Saboeiro (17º) integram a lista. Acopiara, Boa Viagem e Crateús também fazem parte da lista dos municípios que o Governo do Estado detectou como os de maiores focos de calor. Criação de "corredor ecológico" em análise De acordo com o Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), 600,49 km² de Caatinga estão protegidos no Ceará através de unidades de conservação. Como estratégia de proteção o órgão planeja criar um corredor ecológico nos municípios de Tauá, Quiterianópolis e Independência. O corredor deve interligar as unidades de conservação locais, criando uma área contínua de proteção ambiental. Serão protegidas áreas da Serra da Joaninha e das nascentes dos rios Trici e Carrapateiras. A área total é de 19,58km², e a criação das unidades aguarda aprovação do governador Cid Gomes. Além da iniciativa, desde 2007 os governos da Bahia e do Ceará, com recursos do Banco Mundial, desenvolvem o projeto ``Mata Branca``, de uso sustentável da Caatinga No Ceará, seis municípios recebem intervenções: Crateús, Independência, Novo Oriente, Quiterianópolis, Tauá e Parambu. Nesses municípios, agricultores receberam orientação sobre agricultura sustentável, foram criadas unidades de conservação que protegem a fauna e a flora locais e 1.615 professores foram capacitados em educação ambiental. De acordo com Goretti Gurgel, secretária-executiva Conpam, devem ser desenvolvidos ainda projetos que unam a agricultura a práticas de conservação do solo e estudos sobre matrizes energéticas alternativas. ``As ações priorizam a conservação do homem no campo``, explica. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
04 de março de 2010 |
| CAATINGA | |
| Bioma tem 0,45% de área preservada no CE | |
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Conpam convocou coletiva depois de dados divulgados, no último dia 2, pelo Ministério do Meio Ambiente
A Caatinga, no Ceará, corresponde a uma área de 136.319,55 quilômetros quadrados, ou seja, 92% do Estado é tomado pelo bioma. Desses, apenas cerca de 0,45% corresponde a regiões protegidas. O dado foi divulgado, ontem, pelo Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam). O órgão convocou a imprensa para uma entrevista coletiva depois que o Ministério do Meio Ambiente divulgou um estudo no qual o Estado aparece na segunda posição entre os que mais degradaram a Caatinga, entre os anos de 2002 e 2008. Mesmo assim, segundo a secretária-executiva do Conpam, Goretti Gurgel, o Ceará é um dos estados mais avançados, no País, no que diz respeito à preservação do bioma. Ela destacou ações como o Programa Estadual de Prevenção, Monitoramento, Controle de Queimadas e Combate aos Incêndios Florestais (Previna). Em parceria com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), O Previna realiza, desde 2002, o monitoramento das ocorrências de queimadas em território cearense com o uso de satélites. "O programa, porém, detecta apenas pontos de calor. Portanto, não revela as áreas em que está havendo desmatamento". Para isso, revela Goretti, são feitos trabalho de campo e ações preventivas, dentro do projeto Mata Branca. Aprovada em 2007, a iniciativa está presente em 67 municípios e conta com R$ 5 milhões do Banco Mundial para aplicação na recuperação de áreas degradadas. Segundo Goretti, em alguns municípios, como Tauá, que aparece na lista do ministério entre as cidades cearenses que mais degradaram, existe intervenção direta do Mata Branca, com a implementação de arranjos produtivos locais - nos quais os agricultores desenvolvem atividades sustentáveis e ainda recebem orientações de técnicos do projeto. "Por isso, é preciso saber detalhes do estudo do Ministério do Meio Ambiente. Só assim poderemos emitir uma opinião sobre os dados". Fiscalização Também participou da entrevista o assessor de Padrões, Metodologias e Estudos Ambientais da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), Arilo Veras. Ele ressaltou o trabalho de fiscalização realizado pelo órgão e garantiu que a atividade ganhará reforços em breve. É que serão convocados os 122 aprovados no último concurso promovido pela superintendência, o que elevará seus quadros para quase 200 funcionários. Além disso, a frota de veículos será triplicada e passará a contar com 100 unidades. Ao mesmo tempo, Veras destacou a importância de não apenas investir em fiscalização, mas também na mudança de mentalidade dos pequenos e médios produtores, "principais responsáveis pela degradação da Caatinga no Estado". Recursos 5 milhões de reais é quanto o Banco Mundial destinou ao Ceará para aplicação no combate à degradação e na recuperação da Caatinga no Estado, dentro do projeto Mata Branca FILIPE PALÁCIO REPÓRTER | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
04 de março de 2010 |
| SUCESSÃO PRESIDENCIAL | |
| Serra diz que é candidato e convida Aécio para ser vice | |
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Governador avisa ao partido que disputará Presidência e tenta convencer mineiro
Em jantar, Aécio repete que tentará Senado; em discurso em Brasília, paulista sai em defesa de legado de FHC e afirma ser preciso fazer mais CATIA SEABRA DA REPORTAGEM LOCAL VALDO CRUZ DA SUCURSAL DE BRASÍLIA Em conversas desde a noite de terça-feira, o governador de São Paulo, José Serra, admitiu à cúpula do PSDB que é candidato à Presidência da República. Serra -que até já discute a data para o anúncio oficial da candidatura- deixou clara sua disposição de concorrer num jantar na noite de anteontem com o governador de Minas e vice de seus sonhos, Aécio Neves. No encontro, Serra agiu como candidato ao convidar pela primeira vez de forma direta Aécio para ser companheiro de chapa. Mais uma vez, o mineiro disse não, mas o paulista não desistiu de convencê-lo. Aécio afirmou ontem a interlocutores que não tem mais dúvida da candidatura Serra. "Pode esquecer. O Serra é o candidato", comentou, depois da sessão solene do Senado em homenagem ao centenário de seu avô, Tancredo Neves. Na conversa, que invadiu a madrugada de ontem e contou com a presença do presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), Aécio desencorajou Serra a insistir em seu nome para a vice. Alegando que poderia contribuir mais para o partido concorrendo ao Senado, argumentou que seria prejudicial à campanha criar falsa expectativa. Aécio se comprometeu ainda a obter a vitória do PSDB em Minas e defendeu o nome de Tasso Jereissatti (CE) para vice. Horas depois, numa conversa com os senadores do partido, repetiu seus argumentos. E apelou: "Por favor, não insistam no meu nome para a vice". Serra também demonstrou a intenção de concorrer em diferentes conversas ontem, durante sua passagem por Brasília. Sentado a seu lado, um senador lhe disse que a bancada do PSDB está à espera de sua definição. "Sou candidato. Só espero a data ideal para o anúncio", respondeu Serra, segundo esse senador. Em outra conversa, o tucano reconheceu a hipótese de lançar sua candidatura antes do prazo fatal para o anúncio, 2 de abril. Como a data-limite de desincompatibilização coincide com a Semana Santa, a decisão não teria impacto se formalizada em pleno feriado. Até lá, ele se valerá da exposição como governador de São Paulo. Sinais e discurso O roteiro cumprido em Brasília atende a pedido de PSDB, DEM e PPS para que Serra dê sinais claros de que será candidato, ainda que não anuncie. Aliados do governador admitem que o espaço para um eventual recuo é pequeno, mas ressalvam que ele pode reavaliar a candidatura caso não consiga ter Aécio na vice ou se Dilma Rousseff (PT) ultrapassá-lo em pesquisas antes do prazo de desincompatibilização. Além das conversas internas, o discurso público do governador de São Paulo já toca explicitamente num dos temas centrais da campanha: a comparação entre os governos do PT e do PSDB. Em seu pronunciamento na sessão de homenagem a Tancredo, ele criticou o rótulo de "herança maldita" usado pelo PT para rechaçar um possível retorno tucano ao Palácio do Planalto. "O PT acabou por ser, por paradoxal que pareça, um dos principais beneficiários da eleição do primeiro presidente civil e das conquistas sociais e culturais da Constituição e soube, posteriormente, colher bons frutos de mudanças institucionais e práticas, como o Plano Real, o Proer [programa de ajuda a bancos de FHC] e a Lei de Responsabilidade Fiscal", disse, repetindo trechos de artigo seu na revista "Veja". Ele enalteceu conquistas do governo FHC sem, no entanto, fazer críticas à gestão de Lula. Disse que não se deve negar o passado, e sim "superá-lo, a fim de fazer mais e melhor". Na volta a São Paulo, ainda que demonstrando certa impaciência e desconforto diante da avalanche de perguntas sobre quando definirá se será candidato, Serra deu uma rara declaração: "Eu nunca afastei a possibilidade de vir a ser candidato, coisa que declarei há mais tempo. Existe a possibilidade de eu ser candidato? Existe sim. Ela não foi afastada", disse, após participar de inauguração na unidade neonatal do hospital de Sapopemba (zona leste). Colaboraram a Sucursal de Brasília e a Reportagem Local | |
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| VALOR ECONÔMICO |
04 de março de 2010 |
| SUCESSÃO PRESIDENCIAL | |
| Articulação pela inclusão de Tasso na chapa começou em Minas | |
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O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) deve reunir hoje a cúpula do PSDB e do DEM na festa da inauguração da Cidade Administrativa, a maior obra civil de seu governo, com a perspectiva de ser um dos mentores, e não candidato a vice, da chapa tucana.
De acordo com interlocutores do governador, Aécio há um mês articula o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) como o vice do governador paulista José Serra. A presença de Tasso na chapa poderia beneficiar Serra não apenas pela origem nordestina do parlamentar , mas pelo desestímulo a uma candidatura presidencial de Ciro Gomes (PSB-CE), um antagonista de Serra, mas aliado de Tasso na política cearense. Após a inauguração da Cidade Administrativa, que leva o nome do presidente Tancredo Neves, avô de Aécio e cujo centenário de nascimento se relembra hoje, Aécio deve viajar a São João Del Rey, origem da família Neves, na companhia de Ciro e do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, também do PSB. O governador mineiro argumentou nos últimos dias com aliados que a possibilidade de uma aliança entre PT e PMDB o prende em Minas para alavancar a candidatura de seu sucessor, o vice Antonio Anastasia (PSDB), que assume o governo no fim do mês. Na visão de Aécio, isso não seria possível com uma candidatura a vice na chapa de Serra. Interlocutores do governador afirmam que Aécio demonstra incômodo com as versões de que estaria irritado com as pressões que sofre para ser vice. Insistem que Aécio teria recebido com surpresa o editorial de primeira página publicado pelo "Estado de Minas", ontem, com o título: "Minas a reboque, não!". O "Estado de Minas" apoia abertamente Aécio desde o início de seu governo. Aliados garantem que Aécio já começou a pedir apoio dos prefeitos a Serra. O deputado federal Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) garante ter visto a cena na visita de Aécio ao Vale do Aço, no leste do Estado. No evento de hoje, Aécio não conseguiu o caráter suprapartidário que buscava. A solenidade não contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministros petistas Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Luiz Dulci (secretaria geral da presidência). A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, não foi convidada, por não ter atuação política em Minas, ao contrário de Patrus e Dulci. Do PMDB, estão confirmados os governadores Sérgio Cabral (RJ) e Eduardo Braga (AM). Representando o Judiciário, deverá vir o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Serra deverá chegar junto com Aécio. O jantar inicialmente previsto para ontem entre ambos, no Palácio das Mangabeiras, não havia sido confirmado até a noite de ontem. | |
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| O ESTADO |
04 de março de 2010 |
| SINDUSCON | |
| Diário Político - Deslocamento | |
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Por Fernando Maia
Segundo o Sinduscon, a cidade de Fortaleza terminará no prejuízo em relação ao programa “Minha Casa, Minha Vida”. Devido à escassez de espaços, preços extorsivos e impedimentos legais, os projetos migrarão para os municípios da RMF, onde há terrenos sobrando, e outras vantagens. | |
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| O ESTADO |
04 de março de 2010 |
| SINDUSCON | |
| Anote Já... - Novas Capacitações | |
| Em 2010, o Sinduscon-Ce promoverá mensalmente, em parceria com a Focvs Consultoria, seminários voltados ao Departamento Pessoal e Recursos Humanos das empresas associadas. A iniciativa, que integra o Programa Qualidade de Vida na Construção (PQVC), , tem como objetivo manter os departamentos atualizados sobre os inúmeros assuntos de interesse aos setores específicos dessa área. O primeiro seminário foi realizado no último dia 24 de fevereiro, no auditório do Sinduscon. Na ocasião, foram discutidos o Fator Acidentário de Prevenção (FAP), Contrato de Experiência Unificado, Imposto Sindical e Terceirização. | |
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| O ESTADO |
04 de março de 2010 |
| SINDUSCON | |
| A face feminina do mercado imobiliário e construção civil | |
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Para a corretora, está chegando uma nova ordem social e econômica, que pode ser denominada economia feminina.
A data que marca mundialmente o dia das mulheres se aproxima e o que antes era tratado como momento pontual de comemoração, no cenário atual tem se transformado. Hoje, se caracteriza como período de reflexão acerca da atuação feminina na sociedade. Com o discurso de data comemorativa defasado, o 8 de março registra este ano, o centenário de sua v. No mundo contemporâneo temas como: ações políticas, mercado de trabalho, valorização, igualdade salarial, desempenho profissional e respeito, são alguns dos pontos em questão no cotidiano de cada mulher. Nesse sentido, o dia funciona para pautarmos a atuação profissional feminina no mercado do setor imobiliário. Seja nos cargos de diretoria; em conselhos e sindicatos, ou na construção civil. O campo imobiliário reflete um movimento histórico. Baseado em fatores sociais e econômicos abarca hoje em seu quadro de profissionais, pessoas que se destacam no cotidiano, independente do gênero. Na área imobiliária as profissionais se espalham por várias funções, são: construtoras, pedreiras, engenheiras, arquitetas, corretoras, administradoras, enfim várias profissionais que ilustram um movimento cotidiano de superação de desafios e preconceitos. Essas profissionais, seja de forma consciente ou não, atuam diariamente quebrando barreiras e fomentando a idéia de equidade de gênero na sociedade brasileira. MULHERES NA PRESIDÊNCIA A vice-presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis (Sindimóveis-Ce) Vânia Maria Veras, falando sobre sua profissão apontou que a vontade de trabalhar na área imobiliária nasceu após a graduação em Direito e ter se envolvido com um processo no setor de locação de imóveis. “Eu já era advogada e me surgiu uma ação judicial referente à compra e venda de um imóvel que exigia aprofundamento sobre a matéria. Isso despertou em mim o interesse pela atividade profissional, por entender que a corretagem imobiliária e a advocacia seria um casamento perfeito”, explicou. Atuando como corretora desde 1974, Vânia analisou que antes a presença da mulher nesse mercado de trabalho era praticamente uma raridade. “As mulheres no mercado de trabalho eram praticamente exceções e, mesmo quando estavam presentes, eram vistas com muito receio e até mesmo com certa desconfiança por parte de todos, porque era posta em dúvida a honestidade das mulheres que trabalhavam fora de casa”, recordou. A corretora falou também que nunca teve dificuldades ou contratempos no desenvolvimento de suas atividades profissionais, por conta de ser mulher. “Sou uma pessoa de fácil comunicação, além de sempre trabalhar com ética e responsabilidade em relação aos clientes e colegas. A constante busca de conhecimentos e minha vasta experiência no setor me fazem ser respeitada”, justificou. Vânia ressaltou a importância da emancipação feminina nos últimos tempos. “Trabalhar fora de casa é uma conquista relativamente recente para as mulheres. Ganhar seu próprio dinheiro, ser independente e ainda ter sua competência reconhecida é motivo de orgulho para todas nós”, destacou. No seu dia a dia, a profissional além das atividades de corretora de imóveis desempenha ainda as funções de advogada e sindicalista. Como sindicalista relatou que a cada dia cresce o contingente de mulheres no mercado imobiliário. Entretanto, de acordo com ela, esse contingente deve ser ampliado, e a sociedade deve se conscientizar do papel da mulher na atualidade. “Em todos os sindicatos de corretores de imóveis no Brasil há participação feminina na diretoria, nos mais variados cargos, embora ainda de forma muito restrita”, completou. Ocupando uma função importante em outro sindicato da área imobiliária encontra-se Maria Lúcia Forti, vice-presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis do Ceará (Secovi-Ce). Maria Lúcia comentou que no início de sua carreira, em 1976, havia poucas mulheres trabalhando como corretoras de imóveis. No entanto, destacou a profissional, hoje esse número aumentou e a tendência é crescer cada vez mais. Ela afirmou que a ampliação é baseada nas ótimas perspectivas que o setor imobiliário apresenta para os próximos anos. Sobre a escolha profissional, a corretora explicou que a opção pelo ramo imobiliário partiu do seu interesse pela área social. “A locação sempre me despertou interesse pelo lado social que traduz. Sempre há alguém buscando imóvel para alugar e do outro lado o que pretende dar o seu imóvel em locação e isso deve ser muito bem trabalhado”, analisou. Segundo Maria Lúcia, durante o seu tempo de exercício profissional ela nunca sofreu preconceito ou protagonizou qualquer situação desconfortável pelo fato de ser mulher. “Ao contrário, sempre fui enaltecida por minha família, clientes e companheiros. Da minha família o elogio de ter cumprido o papel de mãe, de avó, dona de casa. Dos clientes o reconhecimento de um trabalho íntegro voltado a atender os seus interesses, e dos meus colegas a certeza de que sou uma corretora que atentou sempre em trabalhar dentro do espírito ético”, destacou. NO SETOR DE LOCAÇÃO A possibilidade de altos ganhos para aumentar a renda familiar foi à motivação que levou Marilena Castro a profissão de corretora de imóveis. De acordo com ela, elementos como respeito, ética e credibilidade são determinantes para consolidação de uma carreira positiva. Para a corretora, está chegando uma nova ordem social e econômica, que pode ser denominada economia feminina. Ela usa o exemplo do setor em que atua. “Para se ter ideia a Rede de Corretores Autônomos (RCA) a qual faço parte, a presença feminina é bem maior do que a masculina”, revelou. Seguindo a mesma linha de pensamento de outras profissionais, Marilena declarou que a participação da mulher no mercado de trabalho cresce a cada ano. “É crescente a presença de mulheres em postos de comando no Brasil, mas ainda é bastante tímida, especialmente em empresas de maior porte. Para que a presença feminina faça a diferença, seja na política, seja nos negócios, é preciso ter uma massa crítica de mulheres tomando decisões”, opinou. Na atual gestão do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci – CE), Edal Costa ocupa o cargo de diretora secretária e simboliza a presença feminina na administração da entidade. Formada em economia pela Universidade Federal do Ceará (UFC) Edal explicou que depois que concluiu a graduação não teve oportunidade de trabalho na área, então foi contratada para trabalhar em um grupo de uma empresa imobiliária. Em seguida foi evoluindo até que em 1982 fez o curso de corretora e logo após abriu seu próprio negócio. Concordando com a ideia já apresentada, Edal confirma que a presença das mulheres no setor locatício só aumenta. “Nesta área temos 993 mulheres atuando, se considerarmos os 8.000 corretores credenciados somos 12,5% e se considerarmos apenas os atuantes teremos 25%. Eu acho uma boa representatividade, principalmente por sermos profissionais de um segmento liderado por homens”, ressaltou. A diretora também falou que as diferenciações em relação ao gênero sempre existiram e continuam se perpetuando no mercado de trabalho. Outro ponto abordado por Edal, diz respeito ao cenário de violência contra a mulher que ainda é muito presente no País. “Sabemos que têm muitas mulheres sofrendo agressões todos os dias e por todos lados”, apontou. ELAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL Com a diversidade de atuação no setor imobiliário, as mulheres não poderiam se limitar a uma área. Por isso, na construção civil a presença feminina é também garantida. A atual vice-presidente de sustentabilidade do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), Paula Frota, é um exemplo dessa ocupação. Há 27 anos ela trabalha no segmento da construção civil e há oito integra o sindicato, da qual foi à primeira diretora mulher. Ela comentou que o motivo que lhe levou ao Sinduscon foi o desejo de estar bem informada sobre o que acontecia no setor. Quando entrou no sindicato fez parte da comissão que coordenava o Programa Qualidade de Vida na Construção (PQVC), ocupando, atualmente, o cargo de coordenadora. Paula relatou que o preconceito com as mulheres que trabalham nessa área ainda existe, mas que as práticas de consolidação do trabalho da mulher nesse setor acabarão com a discriminação. “As pessoas ainda se surpreendem por ver uma mulher atuando na linha de frente como empreiteira, tocadora de obras. Mas, acho que a tendência é esse tipo de visão diminuir cada vez mais, principalmente com a inserção de profissionais no mercado como: pedreiras e pintoras, por exemplo, mudando a realidade de mão de obra do setor que antigamente era totalmente masculino”, observou. O desenvolvimento da construção civil, esclareceu Paula, tem contribuído para a entrada da mulher no setor e diante dos desafios do ramo ela afirma ter obtidos ótimos resultados. “O trabalho do Sinduscon é dar prioridade ao relacionamento com o trabalhador e as ações voltadas para ele, independente do gênero do profissional”, assegurou. No canteiro de obras Ainda na área da construção civil, quebrando a visão machista, encontram-se as profissionais Liduína Arcelino e Maria Darte, ambas atuam como pedreiras no canteiro de obras do Hospital da Mulher e ocupam um espaço predominantemente masculino. A trabalhadora Maria Darte explicou que antes trabalhava como doméstica, porém, não tinha satisfação nas atividades que desenvolvia. A operária ouviu falar sobre a capacitação que a Prefeitura iria realizar através do Centro de Referência e Assistência Social (CRAS) no bairro João Paulo II. A formação era destinada a habilitação de mulheres para trabalhos na construção civil. Maria Darte participou do treinamento e esperou quase um ano até ser chamada para tabalhar como pedreira. No dia a dia são 8 horas de atividades na construção do hospital. “Trabalhamos com alvenaria, acabamento, pisca, construção de vigas, enfim todas essas tarefas”, enumerou. A pedreira, muito entusiasmada ao falar do trabalho que realiza, reiterou que o preconceito ainda existe nesse espaço. “A convivência é normal, mais muitas vezes alguns homens ficam nos desrespeitando. Nós procuramos relevar algumas vezes. Mas quando há assédio ou alguma coisa pesada, nós denunciamos, como uma vez em que houve um caso de denúncia por abuso de autoridade por parte de um funcionário”, recordou. A operária confessou que pretende continuar atuando na área a vida inteira. “Os empresários devem olhar essa ocupação feminina do espaço de trabalho como uma oportunidade de crescimento”, refletiu. A operária Liduína Arcelino comentou que, assim como a colega de trabalho, sempre teve vontade de ser pedreira. “Quando fizemos o curso podíamos escolher entre ser bombeira, pedreira e eletricista, mas sempre quis ser pedreira então aproveitei a chance”, afirmou. A perspectiva da profissional é continuar atuando na construção civil. Ela destacou que deveria haver mais espaço para que outras mulheres pudessem também entrar nesse ramo. Liduína disse que diariamente combate o machismo encontrado em seu ambiente trabalho e conclui: “Eu vou em frente, estamos aqui ocupando nosso espaço, não viemos tomar o lugar de ninguém, só queremos garantir nosso direito”, defende. Atualmente o Programa Mulheres Pedreiras, uma realização da Coordenadoria do Projeto Hospital da Mulher de Fortaleza em parceria com a Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres da Prefeitura e a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), mantém 10 mulheres trabalhando na obra de construção do Hospital da Mulher em Fortaleza. | |
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| O ESTADO |
04 de março de 2010 |
| SINDIMÓVEIS | |
| Fórum imobiliário homenageia corretoras de imóveis | |
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Reconhecido internacionalmente, o dia 8 de março celebra as lutas e conquistas femininas. Na ocasião, o Fórum Imobiliário, composto pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), Sindicato das Empresas de Compra Venda e Locação de Imóveis no Estado do Ceará (Secovi) e Sindicato dos Corretores de Imóveis (Sindimóveis-CE) promoverá um seminário imobiliário, voltado especialmente para as mulheres cearenses, para demonstrar o carinho e o reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelas profissionais da categoria.
Organizado pela corretora de imóveis e diretora da empresa Priscila Eventos, Priscila Cavalcanti, o encontro foi uma ideia decidida, em conjunto, pelas entidades representativas do setor. O tema do evento será: No trabalho, na vida pessoal e na família a mulher buscando sua excelência. Durante o seminário serão abordados assuntos referentes à atuação feminina no meio familiar e profissional, além de questões acerca da saúde da mulher. RECONHECIMENTO Segundo Priscila, a iniciativa de promover uma discussão em tomo da atuação feminina no mercado de trabalho é uma maneira de reverenciar as profissionais. "Isso demonstra a valorização da atuação profissional e também pessoal das trabalhadoras da categoria", destacou a corretora, acrescentando que um levantamento realizado pelo Creci estimou que existem aproximadamente 950 corretoras cadastradas no Conselho. Os dados são corroborados pela vice-presidente do Sindimóveis-CE, Vânia Maria Marques que percebe o crescimento da participação feminina no segmento. "A cada dia cresce o contingente de mulheres no mercado imobiliário", relatou Vânia, ressaltando que o número deve continuar numa escala ascendente. O expressivo número de profissionais credenciadas ao Creci foi o ponto de partida para o planejamento do evento que visa prestigiar e celebrar a atuação das corretoras e funcionárias do segmento em todos os âmbitos. Na ocasião as entidades Creci, Secovi e Sindimóveis serão representadas respectivamente pelas profissionais Edal Costa diretora, Maria Lúcia Forti vice-presidente e Vânia Marques vice-presidente. SEMINÁRIO A palestra "a mulher em ação", ministrada pela Procuradora Geral da Justiça e corretora honorária Socorro França, marcará a abertura solene do Seminário. O evento acontecerá no espaço cultural do Creci. Um panorama sobre saúde feminina será desenhado pelo médio Sérgio Juaçaba que orientará uma discussão sobre câncer de mama. Desmistifícando a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), a delegada Rena Moura ministrará uma palestra sobre os trabalhos realizados pela delegacia especializada no combate à violência contra mulher. Dando continuidade ao evento, haverá a apresentação cultural do repentista Tião Simpatia, que entre suas composições preparou uma espacial sobre a Lei Maria da Penha. Na ocasião o Jornal O Estado distribuirá 150 flores para as convidadas, além de sortear duas assinaturas semestrais do jornal e selecionar três textos feitos por corretoras para serem publicados no caderno especial. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
04 de março de 2010 |
| CENTRAIS SINDICAIS - IMPOSTO SINDICAL | |
| Centrais sindicais obtêm apoio a repasse de verba | |
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DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
As centrais sindicais conseguiram equilibrar o placar no julgamento pelo STF (Supremo Tribunal Federal) da ação que questiona o repasse do imposto sindical às entidades. O julgamento, no entanto, foi suspenso e pode ser retomado hoje. Três ministros da corte já se posicionaram a favor do repasse do imposto sindical para as centrais. A contribuição equivale a um dia de salário do trabalhador. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
04 de março de 2010 |
| SEGURO ACIDENTE DO TRABALHO (SAT) | |
| Justiça considera mudanças no SAT inconstitucionais | |
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Os contribuintes conquistaram um importante precedente contra o Fator Acidentário de Prevenção (FAP), mecanismo adotado pela Previdência Social para aumentar ou reduzir as alíquotas de contribuição ao Seguro Acidente do Trabalho (SAT), com base nos índices de cada empresa. O juiz da 1ª Vara Federal de Florianópolis, Gustavo Dias Barcellos, julgou procedente a ação proposta pelo Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de Santa Catarina (Sindesp- SC) contra as mudanças no cálculo do tributo, que entraram em vigor este ano. A sentença, uma das primeiras que se tem notícia, beneficia 28 empresas associadas à entidade.
O juiz considerou inconstitucional e ilegal o FAP. Ele entendeu que, embora o mecanismo esteja previsto em lei - artigo 10 da Lei nº 10.666, de 2006 -, coube a decreto e resoluções do Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) estabelecer a metodologia de cálculo, o que contraria a Constituição Federal e o Código Tributário Nacional (CTN). "O Fisco só pode exigir ou aumentar um tributo por meio de lei, assim como fixar alíquota e base de cálculo", diz o advogado Aluisio Guedes Pinto, da Guedes Pinto Advogados e Consultores, que defende a entidade. "O juiz entendeu que houve desrespeito ao princípio da estrita legalidade tributária." Para o magistrado, a lei do FAP não cumpriu o dever de estipular a alíquota do tributo, "pois prevê apenas uma mera estipulação de balizas máxima e mínima dentro das quais há de vaguear o percentual efetivo - ficando este ao sabor dos critérios porventura adotados pelo administrador". O FAP varia de 0,5 a dois pontos percentuais, o que significa que a alíquota da contribuição pode ser reduzida à metade ou dobrar, chegando a 6% sobre a folha de salários. A nova metodologia de cálculo do tributo está sendo contestada por várias empresas na Justiça, que reclamam de um aumento na carga tributária. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que, com o reenquadramento das 1.301 atividades econômicas previstas na legislação nas alíquotas do SAT - que variam entre 1% e 3% e levam em consideração estatísticas de acidentes de trabalho, gravidade dos acidentes e custos para a Previdência Social - e a aplicação do FAP, mais da metade das companhias do país passaram a pagar um valor maior de contribuição. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
04 de março de 2010 |
| VOTORANTIM - PROGRAMA JOVENS TÉCNICOS | |
| Stand - Seleção de jovens técnicos | |
| A Votorantim abriu inscrições para seleção de jovens profissionais de nível médio para atuarem nas suas unidades produtivas, inclusive nas fábricas do Ceará. Com duração de 12 meses, o foco do Programa Jovens Técnicos é formar liderança para o futuro. Ao todo, são 43 vagas para a turma de 2010. Para participar, o profissional tem de ter no máximo dois anos de formação e ter concluído o estágio obrigatório. As áreas de interesse são mineração, elétrica, química, mecânica, eletrônica, eletro- mecânica, eletrotécnica, eletroeletrônica. As etapas da seleção são prova de conhecimentos técnicos, dinâmica de grupo e entrevistas individuais. Inscrições até 31 de março no site www.vcimentos.com.br. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
04 de março de 2010 |
| PRÊMIO CONTRIBUINTES CEARÁ | |
| 30 empresas premiadas hoje | |
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Premiação considera volume de ICMS recolhido, pontualidade e relacionamento com o Fisco estadual
Trinta empresas - de grande, médio e pequeno portes (estas últimas, optantes do Simples Nacional) - e seis entidades filantrópicas serão agraciadas hoje com o Prêmio Contribuintes Ceará 2009. A solenidade de outorga aos vencedores, das regiões Central/Quixadá e Centro Sul/Iguatu, acontecerá no BNB Clube de Quixeramobim, às 20h. A festa terá como atrações a dupla Ítalo e Reno e o humorista cearense Alex Nogueira. Iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz), em parceria com o Sistema Verdes Mares (SVM), o Prêmio Contribuintes chega a sua terceira edição, consolidando seu objetivo de auxiliar no desenvolvimento socioeconômico do Ceará. O projeto tem patrocínio do Bradesco, Grupo Schincariol, Moinho Dias Branco, Banco do Nordeste, Petrobras e OI. De acordo com o titular da Sefaz, Mauro Filho, o objetivo maior da premiação é incentivar a postura fiscal responsável dos contribuintes, através do reconhecimento às empresas que realizam o pagamento correto e pontual dos tributos, garantindo ainda a capacidade de investimento do Estado. Consciência "Por entender a importância da arrecadação para a saúde socioeconômica do Ceará, o Sistema Verdes Mares é parceiro nessa causa", afirma o diretor comercial do Diário do Nordeste, Antônio Gomes Vidal. " Temos percebido que, ao longo desses três anos, o Prêmio Contribuintes tem tido como honroso retorno maior consciência por parte dos cidadãos e do empresariado local", ressalta. Critérios adotados A arrecadação dos maiores contribuintes por região foi agrupada por CNPJ básico, considerando a respectiva área, dividida conforme critério adotado pela Sefaz. Assim, o Prêmio Contribuintes abrange as seguintes áreas: Região Metropolitana/Fortaleza, Região Norte/Sobral, Região Sul/Cariri, Região Central/Quixadá e Região Centro-Sul/Iguatu. Da arrecadação das regiões estão excluídos os cinco maiores contribuintes do Estado, bem como os maiores em recolhimento de ICMS nos segmentos da indústria, atacado, varejo, serviços de comunicação e transportes. Estes, são premiados separadamente. Para selecionar os cinco maiores contribuintes regionais dos regimes de recolhimento Empresa de Pequeno Porte (EPP) e Microempresa (ME), considerou-se a situação cadastral da mesma em novembro de 2009, bem como aquelas que tiveram funcionamento regular no período de novembro de 2008 a outubro do ano passado. Mauro Filho destaca que, além do volume de ICMS recolhido, são levados em conta critérios como pontualidade e relacionamento com o Fisco. "Assim, cada região tem os seus dez maiores contribuintes por regime geral, os seus cinco maiores entre os optantes do Simples Nacional e três entidades filantrópicas que mais receberam doações de notas e cupons fiscais por meio do programa Sua Nota Vale Dinheiro", lembra. | |
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| O ESTADO |
04 de março de 2010 |
| CAPACIPAÇÃO PROFISSIONAL | |
| Diário Político - Capacitação | |
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Por Fernando Maia
Ontem, no Palácio Iracema, o secretário do Turismo, Bismark Maia, apresentou, perante o ministro do Turismo Luiz Barreto e o governador Cid Gomes, além de outras autoridades, o maior projeto estadual destinado à capacitação de futuros trabalhadores para esse setor. | |
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| O ESTADO |
04 de março de 2010 |
| CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL | |
| CE investe R$ 9,4 mi em capacitação turística | |
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O Programa de Capacitação Profissional e Empresarial para o Turismo será lançado pelo secretário do Turismo Bismarck Maia hoje, às 11 horas, no Palácio Iracema. Trata-se do maior conjunto de cursos empresariais e profissionais voltados para o desenvolvimento da cadeia turística já realizado no Ceará.
Com a execução do Senac (Serviço Nacional do Comércio) e Sebrae Serviço de Apoio à Micro e Pequenas Empresas) para os cursos profissionais e empresariais, respectivamente, os conteúdos oferecidos são de caráter de aperfeiçoamento e não de formação. As pré inscrições podem ser feitas a partir de 15 de março através dos sites do Sebrae e Senac ou nos escritórios regionais destas instituições. Podem participar profissionais que atuam nas áreas de alimentos e bebidas, meios de hospedagem ou turismo receptivo e proprietários ou gerentes de estabelecimentos para os empresariais. Cursos A partir de abril, vão ser oferecidos 617 cursos e outras ações de capacitação para 10.882 profissionais, gestores e empresários em 24 municípios de todas as regiões cuja atividade turística está consolidada e/ou em ascensão. Divididos em duas etapas, atendem as seguintes áreas geográficas: Litoral Oeste, Fortaleza e Aquiraz e Litoral Leste e Cariri. São eles: Fortaleza, Aquiraz, Amontada, Camocim, Caucaia, Cruz, Itapipoca, Itarema, Jijoca de Jericoacoara, Paracuru, Paraipaba, São Gonçalo do Amarante, Trairi, Viçosa do Ceará, Aracati, Beberibe, Cascavel, Fortim, Icapuí, Barbalha, Crato, Juazeiro do Norte, Nova Olinda e Santana do Cariri. Maior amplitude Este programa é uma continuidade do Prodetur (Programa de Desenvolvimento do Turismo), porém com uma amplitude ainda maior e aporte de recursos do Tesouro do Estado. Ao todo, são R$ 9.509.388,68 oriundos do Ministério do Turismo, Banco Interamericano de Desenvolvimento e Governo do Ceará, além de contrapartidas do Senac e Sebrae, respectivamente R$ 45 mil e R$ 289 mil. Complemento indispensável Para Bismarck, estes treinamentos são um complemento indispensável ao conjunto de “investimentos públicos que hoje são inigualáveis”. “Estamos criando um ambiente diferenciado de outros destinos. Investimos em promoção como o Ceará nunca presenciou antes, aliado a estruturas como construção de dois aeroportos, estradas, saneamento básico nas praias e restauro de patrimônios históricos, por isso temos que melhorar os serviços. O Estado tem que induzir o processo de capacitação para o setor privado assumir essa responsabilidade”. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
04 de março de 2010 |
| FORTALEZA | |
| Edilmar Norões - Turismo: autoestima | |
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Sobre os convênios ontem assinados pela prefeita Luizianne Lins e o ministro do Turismo, Luiz Barreto, a secretária de Turismo Municipal, Patrícia Aguiar, avalia como de "extrema importância para Fortaleza, pois as obras que serão iniciadas irão resolver demandas antigas da cidade". Trata-se, acrescenta ela, "de investimento que não é apenas turístico, mas também é uma forma de elevar a autoestima da população".
Turismo II Pela precária situação em que se acha a Praça 31 de Março, saber que recursos do convênio Prefeitura/Ministério do Turismo se destinam à sua urbanização, por si só, a medida já merece ser considerada. | |
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