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Fortaleza, CE - sábado, 06 de março de 2010 |
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| AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| O POVO |
06 de março de 2010 |
| HOMENAGEM PÓSTUMA À DRA. ZILDA ARNS | |
| Sônia Pinheiro - MEMORY (II) | |
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O deputado federal Raimundo Gomes de Matos tomará a rota do DF na madrugada de segunda-feira.
É que, como um dos requerentes da sessão solene em homenagem póstuma à dra. Zilda Arns, ele fará speech, a partir das 10 horas, com palavras enriquecidas por depoimentos das ex-primeiras-damas do CE, Renata Jereissati e Patrícia Saboya, do ex-governador Tasso Jereissati e do presidente da FIEC, Roberto Macêdo. A data coincide com o Dia Internacional da Mulher, o que para o parlamentar tucano é uma chance de reverenciar a já mítica Arns duplamente, e, em seu nome, todas as women guerreiras que lutam por seus direitos e os do próximo. "Sua partida reflete uma grande perda para o mundo todo. Não tenho dúvida que devemos à ela a redução da mortalidade infantil e da desnutrição no Ceará`` -declarou Gomes de Matos à coluna. Presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Assistência Social na Câmara dos Deputados, Gomes de Matos, que também hasteia a bandeira da ação social, evidenciou que essa homenagem à Zilda Arns soma-se à muitas outras que a coordenadora das Pastorais da Criança e da Pessoa Idosa recebeu em vida e após sua morte (durante o terremoto no Haiti), cuja lacuna ainda é sentida pelos segmentos sociais e famílias assistidas pelas pastorais. ``Um belíssimo trabalho que passou a ser tocado pelo filho e seguidor da reverenciada, Nelson Arns Neumann``. Na foto, Raimundo Gomes de Matos abraça a saudosa médica sanitarista Zilda Arns Neumann, que recebia, à ocasião (ano passado), a Cidadania Cearense, na Assembleia Legislativa do CE. | |
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| O POVO |
06 de março de 2010 |
| SINDUSCON-CE | |
| Editorial - Construção sustentável | |
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A indústria da construção civil no Ceará prepara-se para maior cobrança e fiscalização em relação ao meio ambiente
A adequação da indústria da construção civil, no Ceará, às normas ambientais preconizadas pela Constituição Federal vem sendo motivo de debates entre os órgãos representativos do poder público e representantes do setor. O último deles foi o seminário ``Operação Térmitas``, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), quando membros do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a convite do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), detalharam para empresários todas as questões técnicas para a adequação do setor às regras ambientais, sobretudo, no que se refere ao uso da madeira como insumo. A iniciativa veio no momento preciso em que o Ibama se prepara para uma fiscalização mais intensiva do segmento, e tem em vista a conscientização dos empresários para a necessidade das medidas disciplinadoras. O Brasil segue a tendência internacional ao exigir que o setor leve em conta a escassez dos recursos naturais. Trata-se de buscar um desenvolvimento sustentável que, segundo a ONU, ``tem como meta o desenvolvimento econômico aliado à preservação da natureza e à justiça social``. Protocolos firmados por entidades do setor e governos estaduais, no Brasil, põem em relevo aspectos como o uso racional dos recursos naturais e a utilização de materiais, equipamentos e sistemas construtivos que causem menor impacto ao meio ambiente, dentre outras exigências. Também entram nesse rol a busca da utilização de energia de fontes renováveis, o uso de produtos e equipamentos de baixo consumo de energia e a adoção de conceitos que favoreçam a iluminação e ventilação natural, bem como a economia de água com a utilização de águas pluviais e servidas para uso não potável. Não menos importante é a prioridade na utilização de madeira de reflorestamento, somente recorrendo ao uso de madeiras nativas com o devido certificado de manejo sustentável ou, no mínimo, com a comprovação da procedência legal de origem nativa por meio da autorização emitida pelo órgão competente da União ou dos Estados-membros, atualmente reconhecida como Documento de Origem Florestal (DOF) ou Guia Florestal. No que diz respeito aos resíduos, a ideia é ir reduzindo-os paulatinamente, reutilizá-los, promover a reciclagem e dar-lhes destinação final adequada, de acordo com a legislação em vigor. Assim, o processo de demolições deve ter presente a preocupação com a reutilização e encaminhamento dos resíduos para beneficiadores de resíduos da construção civil licenciados. Não deve faltar também preocupação com a cobertura vegetal. Enfim, essa nova cultura que está sendo absorvida pela construção civil em várias partes do mundo - e no Brasil - começa a se impor também à indústria da construção civil cearense. O que é muito bem-vindo. | |
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| O POVO |
06 de março de 2010 |
| WÂNIA CYSNE DUMMAR | |
| Sonia Pinheiro - ESTREIA | |
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Em festiva noite, prestigiada por intelectuais, Wânia Cysne Dummar foi eleita para a Academia de Letras e Artes do Nordeste.
Escritores, poetas e artistas compuseram a moldura, encabeçada pelo presidente José Telles. No flash, Wânia é emoldurada por Álvaro de Castro Correia, diretor da FIEC, e Dummar Neto. | |
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| O POVO |
06 de março de 2010 |
| WÂNIA DUMMAR | |
| Em nome do Nordeste | |
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Com 30 anos de história, a Academia de Letras e Artes do Nordeste (Alane), com sede em Recife e representação nos demais estados da região, acaba de eleger como integrante a cearense Wânia Dummar
Henrique Gonçalves henriquegonçalves@opovo.com.br A empresária e jornalista Wânia Dummar, também membro do Conselho Editorial do O POVO, foi eleita a mais nova integrante da Academia de Letras e Artes do Nordeste (Alane). Fundada em 27 de janeiro de 1978, a Alane busca promover o desenvolvimento e a preservação dos valores culturais da Região Nordeste do País. Agregando escritores, atores, pintores e musicistas, tem 60 acadêmicos no seu núcleo-sede, no Recife, Pernambuco. Porém, conta com núcleos em outros estados do Nordeste. É presente em Fortaleza desde 1996, onde tem o quórum máximo de 40 membros. Wânia Dummar foi a 40ª membro eleita. O processo de eleição vem da indicação de membros já eleitos, ou por candidatura própria. Indicada por mais de um membro, Wânia Dummar foi escolhida por aclamação unânime, o que significa que todos os outros que aspiravam à vaga retiraram as candidaturas após tomar conhecimento sobre a concorrente, fato até então inédito na entidade. "Buscamos pessoas sérias, artistas e interessados em geral, desde que sejam engajados com o nosso compromisso de estreitar as relações entre os operários das letras e artes do Nordeste``, disse a vice-presidente da Alane, a escritora Lurdinha Leite Barbosa. ``Estamos muito satisfeitos com a eleição dela``, completou. Outra grande madrinha da eleição de Wânia Dummar foi a escritora e membro da Academia Cearense de Letras (ACL), Noêmia Lisa Aderaldo. ``Ela alia o lado intelectual e a retidão de caráter com a preocupação com o social``, relatou, sobre a amiga de infância. ``Como jornalista, ela se envolveu com muitos aspectos de toda a problemática indígena do País, sendo uma lutadora pelos sus direitos. Com certeza, sua presença vai contribuir e melhorar a Academia. Sua vitória na eleição foi esplendida e singular``, atestou. Já a própria eleita preferiu manter a modéstia quando procurada pela reportagem para dizer o que sentia com o resultado. ``Foi muito bom., eu me sinto muito feliz e honrada``, se limitou a dizer, temendo parecer arrogante ao falar sobre uma conquista própria. Casada por 30 anos com Demócrito Dummar, presidente do Grupo de Comunicação O POVO de 1985 a 2008, Wânia Cysne Dummar é cearense de Fortaleza e jornalista com formação pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Foi vice-presidente do Centro Industrial do Ceará (CIC), diretora da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), presidente do Instituto Fiec de Responsabilidade Social e do Conselho Temático de Responsabilidade Social da mesma federação, além de membro do Conselho Permanente de Responsabilidade Social da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Atualmente, é membro do Conselho Editorial do O POVO, e voluntária e articuladora da Associação dos Voluntários da Hospital São José, que acolhe pessoas portadoras do vírus HIV. | |
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| O POVO |
06 de março de 2010 |
| FIEC | |
| Reportagem - AO PÉ DA LETRA | |
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Por Lúcio Brasileiro
Pensando bem, Fiec não deveria ser chamada de ``fieque`` (com Q) porém ``fiece`` (com C), para ser ``fieque`` só se fosse Federação das Indústrias do Estado do Quênia (FIEQ). | |
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| O POVO |
06 de março de 2010 |
| HORIZONTE | |
| O lugar certo para você investir | |
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Com localização privilegiada, topografia plana, excelente infraestrutura e uma população qualificada para o mercado de trabalho, Horizonte destaca-se no cenário cearense como um dos maiores pólos de atração de novos investidores nacionais e internacionais.
O sistema de comunicação em fibra ótica, a disponibilização de gás natural e os incentivos dos governos estadual e municipal completam os atrativos, fazendo com que Horizonte ocupe hoje a quinta posição no ranking estadual de arrecadação do Estado. São 42 indústrias e mais de mil estabelecimentos comerciais que geram, juntos, cerca de 20 mil empregos diretos. Entre as principais empresas que investem em Horizonte estão o Grupo Schincariol, Vulcabras, Ford Motor - Troller, Santana Textiles, Big Gyn, Codipa, Macavi e Mercantil Estrela. Setores Parque industrial de Horizonte com novidades em 2010 Já está em plena operação a Cervejaria Nordeste, do Grupo Big Gyn produzindo cervejas artesanais. Em breve Horizonte terá duas novas fábricas no setor de fiação e confecções a Vectra e a Roppa. O município também será sede da primeira fábrica de painéis e células fotovoltaicas da América Latina, a Energia Solar Brasileira (Esbra). A empresa produz equipamentos que transformam energia solar em energia elétrica. Ficha-técnica de Horizonte - Onde Fica: Região Metropolitana - Distância de Fortaleza: 40,1 km - Vias de acesso: BR-116 - Distritos: Horizonte-Sede, Aningas, Dourado e Queimadas - Área: 159/972 km2 - População: 54 362 / IBGE 2009 - Equipes do Prog. Saúde da Família: 13 - Distância do Aeroporto Pinto Martins: 43 km - Distância do Complexo Portuário do Mucuripe: 47 km - Distância do porto do Pecém: 89km Qualificação da mão-de-obra Para oferecer trabalhadores de alto nível, Horizonte conta com o SESI, o SENAI, o CVT e o Sine/ IDT, além do cursinho gratuito de preparação parai o vestibular. A Prefeitura também disponibiliza cursos de capacitação para a comunidade. Somente o curso de corte e costura qualificou cerca de 500 pessoas no ano passado. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
06 de março de 2010 |
| SETOR PÚBLICO | |
| Melhora nas contas | |
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Resultado do setor público em janeiro indica maior equilíbrio fiscal, mas evolução recente da dívida pede atenção
EMBORA SE REFIRA a um período curto, são auspiciosos os resultados das contas públicas da União, Estados e municípios referentes ao mês de janeiro, divulgados na semana passada. O superavit primário do setor público -economia de receitas deduzidas as despesas com funcionalismo, custeio da máquina e investimentos- atingiu R$ 16,2 bilhões no primeiro mês do ano, quase o dobro do obtido em dezembro de 2009. É o segundo melhor resultado para o mês de janeiro desde 1991, quando a série foi iniciada. A poupança de recursos no mês foi suficiente até para gerar superavit nas contas públicas em termos nominais, ou seja, houve sobra mesmo depois de computadas as despesas com juros e amortização da dívida, o que é pouco usual. Essa melhora do desempenho fiscal é especialmente importante num momento em que o mercado busca um consenso em relação à real capacidade de o governo cumprir os objetivos fiscais estabelecidos para este ano. O resultado indica maior probabilidade de que a meta de superavit primário, de 3,3% do PIB, seja atingida sem a necessidade de ginásticas contábeis semelhantes às adotadas em 2009. Como se sabe, no ano passado o governo retirou os gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do cômputo das despesas no cálculo do superavit primário, garantindo seu cumprimento em termos formais, enquanto as contas registraram evidente piora. Os bons resultados conseguidos em janeiro, entretanto, não devem obscurecer o fato de que a trajetória recente do endividamento do governo requer atenção redobrada daqui para frente. A dívida total do setor público vem sofrendo aumento significativo nos últimos meses -entre dezembro de 2008 e janeiro deste ano saltou de 57,9% para 63,8% do PIB. Parcela considerável dessa elevação decorreu de um empréstimo de R$ 100 bilhões feito pelo Tesouro Nacional ao BNDES com o intuito de reforçar a capacidade de concessão de crédito do banco de fomento. Como se trata de uma operação de financiamento feita pelo Tesouro, acaba não tendo impacto sobre a chamada dívida líquida do setor público, indicador que deduz do endividamento os valores que o governo tem a receber. Assim, a dívida líquida vem registrando queda nos últimos meses apesar de o Tesouro Nacional ter aumentado seu endividamento no mercado para viabilizar a transferência de recursos ao banco público. O alerta em relação a esse tipo de operação se justifica pelo fato de que os critérios adotados pelo BNDES têm se mostrado por vezes discutíveis. O risco reside na possibilidade de o Tesouro Nacional se ver, no futuro, obrigado a novo endividamento para evitar a deterioração da saúde financeira do banco. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
06 de março de 2010 |
| BNB | |
| Egídio Serpa - Bom | |
| Por solicitação do Ministério do Trabalho, o BNB prorrogou até o próximo dia 10 o prazo de inscrição ao concurso para a formação de cadastro de reserva da instituição. | |
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| O POVO |
06 de março de 2010 |
| ROSEANE MEDEIROS | |
| Vertical S/A - VERTICAL S/A NO DOMINGO | |
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Por Jocélio Leal
A reestreia do Vertical S/A, com novo cenário e nova identidade visual, teve a participação do ministro do Turismo, Luiz Barretto, e da presidente do CIC, Roseane Medeiros. O programa exibe o filme que apresenta o Ceará para o mundo no canal exclusivo da Embratur no Youtube. Na véspera do Dia Internacional da Mulher, a primeira presidenta nos 90 anos do CIC revela como será a atuação da entidade neste ano eleitoral. A Agenda Positiva mostra a história do piauense que fracassou em São Paulo, trabalhou como frentista, mas hoje é dono de empresas em três estados. E o quadro Ócio esta imperdível com o construtor Manoel Cesário Mendes. Ele apresenta coleção musical que inclui Dolores Duran, Alceu Valença e Ray Charles. O horário alternativo é neste domingo, 19 horas, na TV O POVO (Canal 48 UHF, 23 NET e 11 TV Show). | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
06 de março de 2010 |
| AUTOSSUFICIÊNCIA EM DIESEL | |
| Autossuficiência em diesel vai atrasar | |
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Petrobras diz agora que essa meta, antes prevista para o final de 2012, só será atingida em setembro de 2013
DA SUCURSAL DO RIO A autossuficiência em diesel, prevista pela Petrobras para o fim de 2012, será atrasada em pelo menos nove meses. O início das operações do Comperj (refinaria e unidade petroquímica, na região metropolitana do Rio) foi adiado para setembro de 2013, disse ontem o diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Em 2008, Costa havia afirmado que a entrada em operação do Comperj em conjunto com a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco -prevista para 2011-, traria autossuficiência em diesel ao país -ou seja, produziríamos todo o diesel consumido internamente. À Folha Costa reconheceu que a autossuficiência ficará para depois. "Fica adiada em troca de redução de custos." Segundo o executivo, o atraso decorreu de renegociações de contratos com empreiteiras e fornecedores de equipamentos e projetos. "Não temos pressa. Tivemos que fazer e refazer propostas e não vamos fazer o projeto a qualquer preço. Ou as empresas apresentam preço compatível com o mercado internacional ou o prazo vai escorregar." Em 2008, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo), o país importou cerca de 100 mil barris por dia. Em 2007, foram 86 mil. Em 2009, a importação foi de apenas 60 mil por dia, já que a crise e a menor necessidade de ligar usinas termelétricas derrubaram o consumo. Mas, com a retomada do crescimento da economia, a tendência é de aumento no consumo. Sócio problema Quatro meses depois da conclusão das negociações para constituição da empresa que vai construir e operar a refinaria Abreu e Lima, a venezuelana PDVSA ainda não aportou dinheiro no projeto, diz Costa. Pelo contrato, a Petrobras terá 60% no projeto, e a PDVSA, 40%. O custo previsto é de R$ 23 bilhões. "Os contratos estão rubricados, ou seja, eles estão de acordo. Só vai ser assinado quando eles entrarem com os recursos financeiros." O executivo diz não ter previsão de quando isso acontecerá. "Estou esperando." (SAMANTHA LIMA) | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
06 de março de 2010 |
| EXIMBANK | |
| Exportação vai ter fomento | |
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São Paulo O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, confirmou ontem, em São Paulo, que a principal medida do novo pacote de apoio aos exportadores será a criação da versão nacional do Eximbank, sigla em inglês para Export-Import Bank - cuja finalidade é financiar o comércio exterior do País.
"Há um Eximbank nas medidas . Vai ser contemplado, vai sair. Até porque esse é um pedido do próprio presidente Lula´´, disse o ministro, em coletiva de imprensa após a assinatura de um contrato de financiamento no valor de R$ 1,2 bilhão entre o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Mercedes-Benz do Brasil. Os Eximbanks existentes hoje em vários países, como Estados Unidos e Japão, são instituições oficiais dos governos orientadas ao apoio de exportadores locais nas transações com importadores. O banco, além de viabilizar operações estruturadas de financiamento de exportações, assume como instituição financeira o risco do país importador. O mecanismo é muito útil em momentos de restrição de crédito, como o enfrentado pelo mundo entre o fim de 2008 e todo o ano passado. Essa tarefa de fomentar as exportações, como uma instituição oficial, tende a reduzir a dependência das empresas exportadoras às oscilações de humor do mercado (bancos privados) de crédito para exportação. O Brasil enfrentou esse problema na crise financeira de 2008/9. O ministro não informou quem irá administrar o banco de fomento ao exportador -se o próprio BNDES ou o Banco do Brasil, hoje o grande financiador das exportações. Anúncio no fim do mês Sobre o conjunto de medidas aos exportadores, Jorge explicou que elas poderão ser anunciadas até o fim deste mês. Antes, a lista de medidas será apresentada ao presidente Lula. Segundo ele, o pacote poderá ajudar o Brasil a, pelo menos, repetir o resultado das exportações de US$ 180 bilhões alcançadas em 2009. "Caso não tenhamos as medidas de apoio às exportações, as metas serão menores. Mas com apoio, acredito que as metas serão melhores. Gostaríamos, apesar de todas as dificuldades do comércio internacional, de, no mínimo, repetir os US$ 180 bilhões de exportações de 2009´´, afirma. Recuperação A meta mais ousada, mas que depende da recuperação da economia mundial, é recuperar o nível de 2008, quando o país exportou o equivalente a US$ 200 bilhões. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
06 de março de 2010 |
| EXIMBANK | |
| Brasil vai criar seu próprio Eximbank | |
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Banco será a grande novidade do pacote pró-exportador, segundo o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge
Para o ministro, pacote poderá ajudar o Brasil a, pelo menos, repetir os US$ 180 bi obtidos com as exportações no ano passado AGNALDO BRITO DA REPORTAGEM LOCAL O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, confirmou ontem, em São Paulo, que a principal medida do novo pacote de apoio aos exportadores será a criação da versão nacional do Eximbank, sigla em inglês para Export-Import Bank -cuja finalidade é financiar o comércio exterior do país. "Há um Eximbank nas medidas [do pacote de incentivo às exportações]. Vai ser contemplado, vai sair. Até porque esse é um pedido do próprio presidente Lula", disse o ministro, em coletiva de imprensa após a assinatura de um contrato de financiamento no valor de R$ 1,2 bilhão entre o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Mercedes-Benz do Brasil. Os Eximbanks existentes hoje em vários países, como Estados Unidos e Japão, são instituições oficiais dos governos orientadas ao apoio de exportadores locais nas transações com importadores. O banco, além de viabilizar operações estruturadas de financiamento de exportações, assume como instituição financeira o risco do país importador. O mecanismo é muito útil em momentos de restrição de crédito, como o enfrentado pelo mundo entre o fim de 2008 e todo o ano passado. Essa tarefa de fomentar as exportações, como uma instituição oficial, tende a reduzir a dependência das empresas exportadoras às oscilações de humor do mercado (bancos privados) de crédito para exportação. O Brasil enfrentou esse problema na crise financeira de 2008/9. O ministro não informou quem irá administrar o banco de fomento ao exportador -se o próprio BNDES ou o Banco do Brasil, hoje o grande financiador das exportações. Sobre o conjunto de medidas aos exportadores, Jorge explicou que elas poderão ser anunciadas até o fim deste mês. Antes, a lista de medidas será apresentada ao presidente Lula. Segundo ele, o pacote poderá ajudar o Brasil a, pelo menos, repetir o resultado das exportações de US$ 180 bilhões alcançado em 2009. "Caso não tenhamos as medidas de apoio às exportações, as metas serão menores. Mas, com apoio, acredito que as metas serão melhores. Gostaríamos, apesar de todas as dificuldades do comércio internacional, de, no mínimo, repetir os US$ 180 bilhões de exportações de 2009", afirma. A meta mais ousada, mas que vai depender da reação da economia mundial, é recuperar o nível de 2008, quando o país exportou o equivalente a US$ 200 bilhões. Congresso descartado Para fugir da trava legislativa, os ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e da Fazenda vão evitar qualquer medida no pacote de apoio aos exportadores que dependa do Congresso. O descarte do Congresso não tem motivações apenas eleitorais. O governo quer evitar a paralisia do Legislativo brasileiro. "[O pacote] não depende [do Congresso], exatamente pelas dificuldades. Independentemente de ser período eleitoral ou não, há dificuldade. Nós procuramos fazer tudo na área infralegal", disse Jorge. INDÚSTRIA: MERCEDES-BENZ TERÁ CRÉDITO DE R$ 1,2 BI DO BNDES A Mercedes-Benz terá um crédito de R$ 1,2 bilhão do BNDES para a expansão da fábrica de caminhões, ônibus e motores em São Bernardo do Campo (SP). Os recursos serão usados para a expansão da capacidade de produção das atuais 65 mil para 75 mil unidades por ano. Em 2010, a montadora promete superar a atual capacidade de produção, atingindo 68 mil unidades. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse que o investimento permitirá a criação de 1.400 empregos. | |
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| O POVO |
06 de março de 2010 |
| MENOR ÍNDICE DE INFLAÇÃO | |
| Fortaleza tem a menor inflação do País | |
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Fortaleza foi a capital brasileira com o menor índice de inflação em fevereiro de 2010. Em ambas as pesquisas aplicadas pelo IBGE para medir os níveis de aumento de preços, a capital cearense foi a que menos inflacionou o mercado
Carlos Henrique Coelho chnerique@opovo.com.br Em comparação com o mês de janeiro, Fortaleza apresentou em fevereiro a menor taxa de inflação entre as onze capitais pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ficou em 0,02%. Já quanto ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em comparação com janeiro, o resultado de fevereiro também foi o mais baixo do País, registrando 0,10%. Segundo o gerente de planejamento e supervisão do IBGE do Ceará, Paulo Cordeiro Duarte, a diferença entre os dois índices está no patamar de ganhos dos pesquisados. ``Enquanto o IPCA trabalha com profissionais que recebem até 40 salários mínimos, o INPC trata de pessoas que recebem até seis mínimos. Esta alteração de rendimentos é refletida nos resultados finais``, avalia. De acordo com a pesquisa do INPC, o que segurou os preços de Fortaleza, comparando os meses de fevereiro com janeiro, foi o setor de saúde e cuidados pessoais, que apresentou deflação de -0,42%, seguido por despesas pessoais, com resultado negativo de -0,28%. Os transportes mostraram queda de -0,24% e a habitação recuou -0,04%. Ainda falando de INPC, o índice que sofreu maior inflação na capital, entre janeiro e fevereiro, foi comunicação, com variação apresentada de 0,78%. No entanto, para os consumidores a inflação apresentada não reflete a realidade. A estudante de farmácia, Anne Aline Magalhães, acha estranho os números divulgados e acredita que os preços estejam em patamares superiores. ``Não vejo nada barato. Pelo contrário, a cada dia o custo de vida está mais caro``, comentou. O servidor público federal, Afonso Wilhames Moreira, também não concorda com a inflação divulgada para o mês de fevereiro. Ele acha que os preços estão crescendo bem acima do que os 0,39% apresentados pelo IBGE. ``Não sei como é feito este controle, mas pelo menos o que a gente compra no dia-a-dia se percebe aumento grande de preços``, disse. O IPCA voltou a acelerar e teve alta de 0,78% em fevereiro no País, informou IBGE. Em janeiro, o índice havia registrado alta de 0,75%. Esta é a maior alta desde maio de 2008, quando a inflação havia subido 0,79%. Em fevereiro de 2009, a inflação havia sido de 0,55%. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 4,83%. No ano, a elevação acumulada é de 1,54%. Os custos com educação pressionaram fortemente o índice, e subiram 4,53%, contribuição de 0,32 p.p (ponto percentual). Somente as mensalidades escolares ficaram 5,38% mais caras, contribuição de 0,26 p.p SAIBA MAIS - O INPC, calculado entre as famílias com renda mensal até seis salários mínimos, teve elevação de 0,70% em fevereiro, ante 0,88% observados no mês anterior No País. Nos 12 meses encerrados em fevereiro, o indicador acumula elevação de 4,77%, acima/abaixo dos 4,36% relativos aos 12 meses imediatamente. O jeito é comprar Do alto dos seus 75 anos, a aposentada Raimunda Dias dos Santos trafega com seu carrinho cheio pelos corredores do supermercado apostando que vai conseguir pagar a conta no fim das compras. "É o jeito né? A gente tem que comprar para viver, não podemos fazer nada", reclama, bem humorada. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
06 de março de 2010 |
| INFLAÇÃO | |
| Inflação avança e é a maior em quase 2 anos | |
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Puxado por reajustes de escolas, alimentos e transporte, IPCA sobe 0,78%, maior variação para um mês de fevereiro desde 2003
Para especialistas, índice já reflete impacto da economia mais aquecida; pressão deve continuar principalmente nos preços dos serviços PEDRO SOARES DA SUCURSAL DO RIO Passada a crise, a economia cresce em ritmo acelerado e já existem indicações de algum nível de contágio nos preços. Um sinal desse cenário é a alta da inflação em fevereiro: o IPCA subiu para 0,78%, resultado pouco acima do 0,75% de janeiro e o maior índice desde maio de 2008. Na comparação com os meses de fevereiro, é a taxa mais alta para tal mês desde 2003, segundo o IBGE. Segundo economistas e o próprio IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), já existem evidências de repasses mais intensos de custos para os preços ao consumidor, ainda que o quadro esteja distante de uma pressão inflacionária generalizada. Tal tendência emerge especialmente dos números dos serviços, itens mais resistentes à inflação e que acompanham de perto o nível de atividade e o poder de compra -inflado pelo reajuste real do salário mínimo. Pelos dados consolidados da LCA, esses itens passaram de uma alta média de 0,61% em janeiro para 1,81% -em boa medida sob impulso de reajustes das mensalidades escolares. Em fevereiro, os colégios subiram 5,38% e puxaram para cima o grupo Educação (4,53%), que, sozinho, correspondeu a 41% do IPCA de fevereiro. "Existem sinais de que o aquecimento da economia está pressionando alguns preços", disse Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE. Isso, diz, explica a alta mais intensa do IPCA neste ano do que em 2009, quando o índice avançou 0,48% em fevereiro, mês que concentra os reajustes de mensalidades escolares. Nunes dos Santos afirmou, porém, que os alimentos estão pressionados por causa principalmente do clima. É que o excesso de chuvas fez subir preços de hortaliças, frutas e legumes. O grupo Alimentação teve alta de 0,96% em fevereiro. Também pressionaram o IPCA em fevereiro os custos com transportes, que avançaram 0,79%, sob impacto dos aumentos dos ônibus (2,5%) e do álcool (3,21%). Descompressão Segundo o economista Fábio Romão, da LCA, há uma "descompressão" em curso dos preços de alimentos e transportes, e a inflação está menos pulverizada do que em janeiro. Ainda assim, diz, há uma nítida influência do nível de atividade econômica sobre alguns itens de serviços. Neste ano, o PIB deve crescer entre 5% e 6% e só não vai pressionar mais a inflação porque o Banco Central deve elevar os juros para conter o consumo e, consequentemente, os preços. Diante desse cenário, consultorias já ajustaram suas previsões para cima, e a maior parte delas estima um IPCA na faixa de 5%, acima do centro da meta do governo -de 4,5%, com intervalo de tolerância de dois pontos percentuais. Juros vão amenizar pressão inflacionária, dizem especialistas Alta da Selic de até 2,5 pontos percentuais é consenso; dúvida é sobre o início da elevação DA SUCURSAL DO RIO Não há, entre especialistas, consenso se o atual cenário de alta da inflação é apenas um choque de oferta ou se o consumo mais intenso estimula reajustes maiores de preços de bens e serviços. A única certeza é que os juros subirão neste ano até 2,5 pontos percentuais. Hoje em 8,75% ao ano, a Selic deve subir para até 11,25% ao final de 2010, segundo previsão de especialistas. Desse modo, não haveria risco de forte pressão inflacionária, e o IPCA tenderia a ficar na casa de 5% -pouco acima do centro da meta de 4,5%. Se há consenso de que os juros vão subir, o mesmo não ocorre sobre quando e por qual período a política agirá. Um grupo de economistas sustenta que a mudança da Selic só deve começar em junho; outro, neste mês ou em abril. Para Fábio Romão, da LCA, a inflação está sob controle -apesar da resistência dos serviços e da pressão pontual de alimentos e transporte- e uma elevação da Selic só deve vir em junho. O aumento será, prevê, em suaves doses, perdurando até o final deste ano. Já Bernardo Wjuniski, da Tendências, diz que o BC vai elevar a Selic já em abril e chegar ao fim do ano com uma alta de 2,5 pontos percentuais. "O BC sabe que a inflação atual é provocada mais por um choque de oferta principalmente por fatores sazonais, como a chuva. Ao sinalizar sua preocupação com a inflação, ele está mais de olho na deterioração das expectativas quanto aos índices futuros, o que pode realimentar a inflação." Ou seja, o BC está mais preocupado com a inflação de 2011 ao apertar a política monetária agora do que com a de 2010. Romão tem a mesma opinião. Já para Felipe Bueno, da Rosenberg e Associados, sem a alta dos juros agora, o aquecimento da economia levaria a inflação a estourar o teto da meta deste ano -de 6,5%. A ação do BC, diz, deve ter início em abril e aumentar em até dois pontos percentuais a Selic. "Isso vai representar, mesmo que com uma defasagem de dois ou três meses, um efeito forte para conter o IPCA neste ano", diz o economista. Na visão dele, a maior fonte de preocupação vem dos preços "indexados" dos serviços. As altas de alimentos e combustíveis, prevê, serão passageiras. Para Romão, o BC foca, de fato, mais a pressão inflacionária de 2011 e está atento principalmente ao comportamento dos serviços. Os preços administrados, diz, e os alimentos não preocupam tanto. O primeiro grupo, pondera, beneficia-se da inflação mais baixa em 2009, que corrige os contratos deste ano. Já o segundo não encontra espaço para subir em razão da ainda combalida economia global, que não permite altas expressivas de commodities. | |
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| O POVO |
06 de março de 2010 |
| ENERGIA SOLAR | |
| Energia solar ainda é inviável comercialmente | |
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A energia solar custa R$ 750 o MW/h, enquanto os demais tipos são comercializados a R$ 140. Entre as estratégias está sendo desenvolvido um fundo para subsidiar preços
Teresa Fernandes teresafernandes@opovo.com.br Ainda este mês vai começar a instalação da usina solar em Tauá, na Região dos Inhamuns. A expectativa é de que as obras sejam concluídas em dezembro deste ano. O projeto piloto de 1 MW de energia vai custar à empresa MPX, responsável pelo empreendimento, R$ 12 milhões. Apesar do investimento, a energia solar ainda não é viável economicamente. "Ela (energia solar) ainda não tem viabilidade econômica. Ainda é muito cara, mas também é muito simbólica``, ressaltou o diretor de novos negócios e meio ambiente da MPX, Paulo Monteiro. Monteiro explicou que enquanto os leilões do energia do Governo Federal comercializam 1 MW/h (megawatts/hora) a R$ 140, o custo para gerar energia solar chega a R$ 750 o MW/h. Como estratégias para baratear o custo da energia solar e viabilizá-la economicamente estão sendo discutidas alternativas como a vinda de outros grupos de investidores para o Estado e a comercialização junto a outros tipos de energia com a finalidade de balancear os preços. Fies Outra estratégia é a implantação do Fundo de Incentivo à Energia Solar do Estado do Ceará (Fies), que deverá subsidiar os preços. ``O fundo é um mecanismo que o Governo criou para garantir ao empresário que vai montar uma unidade de energia solar a diferença no preço da energia``, explicou o presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Antonio Balhmann. Segundo Balhmann, o Fies já foi aprovado e está sendo capitalizado. Os recursos do fundo são provenientes de 0,5% do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) das novas indústrias instaladas no Estado, além de convênios, contratos e doações realizadas por entidades nacionais ou internacionais, públicas ou privadas. ``A contrapartida é montar usina solar no Ceará``, acrescentou lembrando que o fundo é permanente. NÚMEROS 12 MILHÕES É O INVESTIMENTO INICIAL NA USINA DE GERAÇÃO DE ENERGIA SOLAR EM TAUÁ 610 REAIS É A DIFERENÇA ENTRE O CUSTO DOS TIPOS DE ENERGIA COMERCIALIZADOS E O CUSTO DA ENERGIA SOLAR Empresa termosolar em Sobral Além da tecnologia de criação de energia solar, o Ceará já está apto também a receber investimentos de empresas com tecnologia termosolar. Segundo o presidente da Adece, Antonio Balhmann, um grupo de espanhol deve instalar as primeiras usinas desse tipo em Sobral, na região Noroeste do Estado. Com um investimento inicial de R$ 50 milhões próprios, a expectativa é gerar inicialmente 10 MW de energia. As negociações estão avançadas e já no próximo mês os empresários espanhóis deverão vir ao Estado discutir alguns detalhes do projeto. De acordo com Balhmann, já está sendo negociada a vinda de outras corporações estrangeiras. A energia termosolar permite o aproveitamento da energia do sol sob forma de calor para aquecimento de água, secagem de produtos agropecuários, e geração de energia através de processo termodinâmico. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
06 de março de 2010 |
| USINA SOLAR DE TAUÁ | |
| Usina solar da MPX prevista para dia 30 | |
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A MPX aguarda apenas a licença de instalação da Semace, para dar início às obras da usina solar de Tauá
Com uma matriz de energia eólica praticamente consolidada, o Ceará sai mais uma vez na frente e parte para a geração de energia solar, aproveitando a disponibilidade intensa da luz do sol. Com recursos da ordem de R$ 12 milhões, a MPX, empresa do grupo EBX, prevê para o dia 30 deste mês, o início as obras de construção da usina de energia solar de Tauá, para geração inicial de um Megawatt (MW), devendo chegar até cinco MW. A usina será a primeira da América do Sul a operar no mercado comercial livre, ou seja, a ser interligada ao Operador Nacional do Sistema Elétrico" (ONS). "Essa será a primeira usina da América do Sul no gride de usinas interligadas", anunciou na tarde de ontem, o diretor de novos Negócios e Meio Ambiente da MPX, Paulo Monteiro, após visita ao governador Cid Gomes, para marcar a data do início das obras. "As obras começam em março. Aguardamos apenas o governador marcar a data para o início dos trabalhos", informou Monteiro, confirmando matéria divulgada com exclusividade pelo Diário do Nordeste, na edição do dia 1º deste mês. Conforme explicou, há placas solares isoladas, em funcionamento em residências, empresas e hospitais, mas conectadas à rede geral de distribuição é a primeira vez. Marcar posição De acordo com o executivo, nesse projeto piloto serão aplicados R$ 12 milhões, com recursos próprios, financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Ele explica que iniciativa da MPX de investir por conta e risco em um negócio caro e de baixa liquidez, deve-se à política da empresa de marcar posição no mercado, em um negócio emergente. "Isso (o investimento) deflagra um processo de desenvolvimento de energia nessa área no Brasil", justificou o executivo. Apesar de cara, com preço do Megawatt girando em torno de R$ 600,00, ele informa que a iniciativa é importante para que a empresa "marque posição inovadora no mercado e o Ceará, mais uma vez sai na frente". Ele explica que a proposta inicial é ser uma energia complementar, alternativa. No entanto, a perspectiva é a de que no futuro próximo, a solar comece a se tornar competitiva, a exemplo do que acontece com as energias térmicas e eólicas. Atualmente, o MW da energia hidrelétrica custa em torno de R$ 120 e o da térmica, R$ 140. Em uma segunda etapa, a usina poderá ser ampliada até alcançar 5 MW, já autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Para tanto, antecipou Monteiro, a MPX aguarda a definição, pelo governo do Estado, de uma legislação específica para geração de energia solar, o que possibilitará às empresas interessada em investirem no setor, a gozarem de benefícios fiscais e tributários. Para viabilizar o empreendimento, a Prefeitura Municipal de Tauá, cedeu terreno de 204 hectares, dos quais dois serão inicialmente utilizados para instalação das placas fotovoltaicas, que captam a luz do sol, transformando-a em energia elétrica. Além do incentivo municipal, Monteiro explica que Tauá foi escolhido por apresentar um dos maiores índice de insolação - quantidade de radiação solar recebida pela superfície terrestre por uma unidade de área - do País. De acordo ainda com o executivo, "tudo está encaminhado para o início das obras". A MPX já tem a licença prévia da Semace, mas ainda aguarda a licença de instalação . CARLOS EUGÊNIO REPÓRTER | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
06 de março de 2010 |
| MINHA CASA, MINHA VIDA | |
| Subsídio menor para quem aderiu ao Minha Casa | |
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Quem pular de faixa de renda devido ao reajuste do salário mínimo poderá ter subsídios menores neste ano
Brasília Uma parte dos brasileiros que aderirem ao Minha Casa, Minha Vida neste ano poderão receber menos subsídios que os beneficiados em 2009. Outros poderão até ficar fora do programa devido à decisão do governo de não reajustar a renda dos beneficiários conforme a correção do salário mínimo. O programa, lançado em março do ano passado, tem como objetivo atender o público com renda entre zero e 10 salários mínimos. O governo, no entanto, decidiu utilizar neste ano o salário mínimo do ano passado - equivalente a R$ 465 - para calcular as faixas de renda dos beneficiários faz com que muitos brasileiros, com o reajuste do mínimo, mudem de faixa ou ultrapassem o teto de R$ 4. 650,00 - deixando nesse último caso de fazer parte do público alvo do MCMV. Se houvesse atualização do rendimento familiar, o limite de renda do programa passaria para R$ 5.100,00. A lei que criou o MCMV prevê três faixas de beneficiários: famílias com renda até três salários mínimos, de três a seis e de seis a dez salários mínimos mensais. A cada faixa corresponde um nível de subsídio do governo para a compra da casa própria. Quando menor a renda, maior o subsídio. Assim, quem pular de faixa pode receber neste ano subsídio menor. A atualização das faixas de renda exigiria do governo um volume maior de recursos para subsidiar a compra da casa própria. A previsão inicial era que a União desembolsasse R$ 16 bilhões em subsídio à moradia. O ministro das Cidades, Márcio Fortes, disse que a menção de até determinado valor do salário mínimo na legislação serve apenas como uma referência para identificar o público alvo. Ou seja, não há um limite especificado. "O importante é que não estamos deixando de atender as pessoas", disse ele. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, afirmou que a demanda do programa na faixa entre zero e três salários mínimos era de cinco a seis milhões famílias no ano passado. Sem correção da renda conforme o reajuste do mínimo, esse público cai para algo em torno de quatro milhões. Deste total, por enquanto, a previsão do governo é beneficiar 400 mil famílias. Fortes lembrou que, para liberação de recursos para os beneficiários, também é utilizada a regulamentação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que usa valores nominais. Além disso, segundo o ministro, a massa salarial não sofre grandes alterações com o aumento do salário mínimo. Para ele, também "não há justificativa" para que as pessoas entrem na Justiça para questionar a decisão do governo de não reajustar as faixas de renda. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
06 de março de 2010 |
| MINHA CASA, MINHA VIDA | |
| IBGE deve apontar recuo de 4% na construção civil, diz entidade | |
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DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Apesar dos programas do governo federal -PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e Minha Casa, Minha Vida-, os dados do IBGE devem apontar que a construção civil encolheu cerca de 4% em 2009, segundo projeção da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), que discorda da metodologia usada pelo instituto de pesquisa. Para a CBIC, o setor apresentou expansão de 2% a 3% em 2009. O presidente da entidade, Paulo Safady, disse que a queda deverá ser apresentada nos próximos dias, quando o IBGE divulgar os dados do PIB (Produto Interno Bruto) do ano passado. O setor não concorda com a metodologia usada pelo instituto para auferir o desempenho da construção civil e pediu mudanças ao governo. "Estivemos reunidos com o ministro Guido Mantega [Fazenda] e conversamos sobre os números do IBGE, que devem vir muito ruins. Não podemos ver motivo para isso. O modelo do IBGE não é bom. Não considera o valor agregado pelas empresas de construção", disse Safady. As perspectivas da entidade para 2010 é de crescimento de 9% para o setor e de 6% para a economia. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
06 de março de 2010 |
| LICENCIAMENTOS AMBIENTAIS | |
| Egídio Serpa - Ruim | |
| Empresas da construção civil reclamam contra a demora dos licenciamentos ambientais. O Ibama e a Semace dizem que as construtoras não respeito o meio ambiente. | |
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| O POVO |
06 de março de 2010 |
| ESTALEIRO DO CEARÁ | |
| Fora do Ceará, estaleiro poderá ficar em área não urbana | |
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A empresa STX Europe, uma das vencedoras da licitação da Transpetro para a construção de oito navios gaseiro, afirma estar ``cogitando`` a construção do estaleiro na cidade de Quissamã, no Interior do Rio de Janeiro. A alternativa à praia do Titanzinho é uma área não urbana, distante 236 km da Capital
Pedro Alves Especial para O POVO pedroalves@opovo.com.br Uma das empresas investidoras que se uniram para a construção de um estaleiro na praia do Titanzinho, em Fortaleza, admite a possibilidade de instalação da indústria naval em uma região não urbana. Bem longe, porém, do Ceará. Ontem, o chefe do departamento comercial da STX Europe, Guilherme Vieira, informou que a empresa ``cogita`` a construção do estaleiro na cidade de Quissamã, no Rio de Janeiro, a 236 quilômetros da capital do Estado. Com cerca de 16 mil habitantes e economicamente sustentada pela exploração do petróleo, Quissamã poderá abrigar o estaleiro em caso de o empreendimento não ser erguido em Fortaleza. Sobre a construção da indústria naval no Ceará, o governador Cid Gomes (PSB) tem afirmado que, se o estaleiro não for construído na praia do Titanzinho, o Estado ficará sem o empreendimento. Para ele, o Pecém é uma possibilidade descartada. Para as empresas investidoras - STX e PJMR, que venceram a licitação da Transpetro para a construção de oito navios gaseiros -, a instalação do estaleiro no litoral do Interior representa uma alternativa de maior custo. A Prefeitura de Fortaleza, por outro lado, aponta que a faixa da zona costeira no Titanzinho - em que os investidores pretendem construir a fábrica de navios - é uma Zona de Proteção Ambiental (ZPA, tipo 2), definida no Plano Diretor do município como áreas cujos índices de aproveitamento e edificação têm que ser zero. Devido à resistência da Prefeitura ao interesse dos empresários em instalar o estaleiro no Titanzinho, o empreendimento poderá ser construído em outra cidade. Para a região do Titanzinho, a Prefeitura prevê a revitalização de ruas, avenidas e casas, além da construção de praças, calçadões e moradias. Na tarde e noite de ontem, O POVO tentou contato por telefone com o presidente da STX Europe no Brasil, Valdemiro Arantes, e com o presidente da PJMR. Nenhum deles estava em seu respectivo escritório, no Rio de Janeiro. Os números de telefone celular de ambos não foram informados pelos respectivos escritórios. EMAIS TASSO DEFENDE ESTALEIRO, MAS PEDE CUIDADO - Em Sobral e ao lado do governador Cid Gomes (PSB), o senador Tasso Jereissati (PSDB) se manifestou a favor da instalação do estaleiro no Titanzinho. No entanto, reconheceu que não conhece detalhes do empreendimento e pediu cuidado. -``Olha, a princípio eu sou a favor. Eu não conheço bem o projeto, mas, a princípio, como eu disse aqui, tudo aquilo que trás progresso, que traz emprego. Evidentemente que dentro de todos os cuidados, problemas ambientais, hoje cada vez mais importantes, mais fundamentais, levados em consideração. Mas se esforçar não pra impedir, pra viabilizar dentro daqueles cuidados que têm de ser feitos. Ministério Público e Ibama ainda desconhecem projeto O procurador da República Alessander Sales estima que o prazo máximo para a aprovação do projeto do estaleiro, ``caso exista``, pode ser de até um ano. Segundo o procurador, antes da avaliação, o projeto deve ser aprovado pelo Ibama e contar com a anuência do município de Fortaleza. Só assim pode ser feito o pedido de utilização da área. "Só aceitaremos o pedido de licença para o projeto do estaleiro, especificamente. Não aceitaremos qualquer licença anterior, tem que ser especifica para o estaleiro``. Sobre o projeto, Alessander disse que ``para o Ministério Público Federal, o projeto não existe``. "Para nós, o projeto não passa de uma ficção. Até agora não o conhecemos. Não sabemos quem é o empreendedor. Pois quem aparece para defender o empreendimento é o secretário do Governo, Antônio Balhmann (ele é presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado). Desconhecemos até mesmo a medida exata da participação do Estado nesta obra. Se é empreendedor ou sócio``. No Ibama, o responsável pelo Núcleo de Licenciamento Ambiental do Ceará, Djalma Lima Paiva, informou que o órgão não pode se manifestar sobre o projeto do estaleiro, porque até agora ``não foi apresentado nenhum pedido de licença ambiental``. "Desconhecemos o projeto. Não foi dada nenhuma entrada no Núcleo de Licenciamento Ambiental do Ibama Ceará``, disse. Segundo Djalma, para ser aprovado, tal projeto teria de ser analisado e passar por um estudo de impacto ambiental, onde seria feito um relatório do impacto causado pela obra no meio ambiente. (Thiago Paiva, especial para O POVO) | |
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| O POVO |
06 de março de 2010 |
| FERROVIA TRANSNORDESTINA | |
| Trilhos são descarregados no Mucuripe | |
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As obras da Ferrovia Transnordestina devem ganhar um novo impulso com a chegada de um carregamento de trilhos, oriundo da Polônia, na última quinta-feira ao Porto do Mucuripe
Os trilhos da Ferrovia Transnordestina começaram a chegar no Porto do Mucuripe. Na última quinta-feira, o navio Saga Enterprise, vindo da Polônia, atracou trazendo aproximadamente 22 mil toneladas de trilhos. A operação de descarregamento foi iniciada no mesmo dia e deve durar em torno de uma semana, segundo informações da Companhia Docas do Ceará. Para descarregar as peças de aço, cada uma com 24 metros de comprimento e cerca de 1,5 toneladas de peso, estão sendo utilizados os guindastes de bordo, da própria embarcação transportadora, e o MHC do porto. A Ferrovia Transnordestina terá 1.730 quilômetros (km) de extensão divididos entre três estados. Obras O trecho que liga Missão Velha, no Ceará, a Salgueiro, em Pernambuco, já está todo em obras. E a fixação dos trilhos em território cearense terá início em junho, no trecho que liga Missão Velha, na região Região Sul (Cariri), ao Porto do Pecém, no litoral oeste. Atualmente, a ferrovia conta com 3.500 trabalhadores em várias frentes de serviço. A conclusão do empreendimento, que conta com investimento de R$ 1,8 bilhão, está prevista para 2012. Dos 527 quilômetros cobertos pela Transnordestina no Ceará, 40% já estão em processo de desapropriação final. Os outros 60% dos terrenos serão desapropriados após análise final sobre uma alteração no trajeto da ferrovia, que terá que desviar de áreas de preservação ambiental e patrimônio histórico. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
06 de março de 2010 |
| METROFOR | |
| 74% das obras do Metrofor estão prontas, diz governo | |
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Parte das obras civis do metrô está pronta. Das 20 estações previstas, 17 possuem obras iniciadas
Da ideia original surgida na década 1990 à execução da obra, nunca em sua história, o Metrô de Fortaleza se apresentou de maneira tão visível à população. Neste momento, não há exatamente nada pronto e acabado, mas os canteiros, que se estendem da Estação Xico da Silva, no Centro, à Carlito Benevides, em Pacatuba, já apontam sinais do que está por vir. Como num jogo de ligar pontos, faltam alguns dos traços que unem cada estação, mas de acordo com a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), 74% das obras civis do Metrô já estão concluídas. Das 20 estações previstas na Linha Sul, apenas três ainda não possuem obras iniciadas. Nas demais, intervenções no solo e estruturas de concreto já estão sendo feitas. No Benfica, a fase já é de acabamento. Até o fim deste ano, serão concluídos dois estágios do projeto para o início dos testes com os trens elétricos. E, no próximo ano, são mais duas fases para a conclusão total. O cronograma de entrega das obras tem quatro prazos: até setembro, o trecho que vai da Estação Carlito Benevides (antiga Vila das Flores) até Aracapé deve ser concluído. Em dezembro, a companhia deve entregar a outra parte, que vai de Aracapé a Parangaba. Da estação localizada nesse bairro ao Benfica, a previsão é de término em setembro de 2011. Em dezembro, o trecho subterrâneo que vai do Benfica ao Centro, com conclusão total da Linha Sul, informou o assessor da presidência do Metrofor, Fernando Mota. O presidente da companhia, Rômulo Fortes, concorda que, no ano passado, “começou a quebra de um impasse. Finalmente conseguimos destravar um contrato que estava quieto há mais de quatro anos. Entre os anos de 2002 e 2006, o andamento da obra esteve parado, e efetivamente só voltamos a trabalhar em 2007. Outra interrupção, que durou 40 dias, ocorreu em 2009”, pontuou. O presidente refere-se à retenção parcial dos recursos, R$ 65 milhões, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), que afirmou a existência de irregularidades na construção do Metrofor. Durante o tempo em que as obras ficaram paradas, foram gastos, em média, seis milhões de dólares com a manutenção dos canteiros, segurança e monitoramento. Ainda assim, muito material foi perdido, estragado, além de roubos de estruturas de aço, conta Fortes. Em andamento O Metrofor foi incluído entre os projetos prioritários de investimentos em infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal. Isso significa que os recursos para a conclusão da primeira fase, a Linha Sul, estão efetivamente assegurados. Com a verba finalmente liberada, as obras caminham. E como observam os moradores do entorno dos canteiros, desde o ano passado, o concreto se põe, as vigas e passarelas se elevam com celeridade. A Linha Sul contempla 24 km em via dupla, sendo a maior parte, 18 km, em superfície; uma pequena parte subterrânea, 3,8 km, do Benfica ao Centro; e 2,2 km em elevado, nas estações Parangaba e Montese. A garagem de trens, a ser instalada em Pacatuba, no fim da linha, já se configura. Em setembro, já deve receber os veículos elétricos, velozes e não poluentes – pelo menos dois, dos 20 trens comprados de uma empresa italiana. A evolução é tanta que, em cada estação da Linha Sul, podem ser diagnosticadas as fases e a evolução das obras. O trecho entre Carlito Benevides e Esperança, onde devem existir estações em superfície, as obras de infra e superestrutura ferroviárias estão praticamente executadas em toda a extensão. Do Conjunto Esperança até a Parangaba, onde os trabalhos devem ser concluídos até o fim do ano, estão sendo feitas fundações de passarela e estruturas de concreto, fixadas. Da Parangaba até o Benfica, ainda existem alguns entraves a serem resolvidos, entre eles, um desvio de tráfego a ser feito pela Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC). “Será necessária uma interferência nas proximidades da Rua Padre Cícero e Avenida Carapinima. Como é uma artéria muito complicada, precisamos encontrar uma solução adequada, de modo que não haja transtorno. Para isso, já temos reunião marcada no órgão”, adianta Rômulo Fortes. Subterrâneo Na outra ponta da cidade, onde as estações serão subterrâneas, entre o Benfica e o Centro, alguns trechos já estão bastante adiantados. Mas, na Estação Central Xico da Silva (antiga João Felipe), por exemplo, a licitação ainda está em fase de conclusão. Após a homologação do resultado, será assinada a ordem de serviço para o início pleno das obras. Onde, hoje, funciona o Beco da Poeira será construída a Estação José de Alencar. O túnel subterrâneo que vai até o local está sendo escavado, partindo da Estação São Benedito. Outra frente de serviço avança em sentido oposto, da Estação de São Benedito em direção à Rua Castro e Silva. As duas operam em regime 24 horas. Janayde Gonçalves Repórter ENTREVISTA Amíria Brasil* “Impactos positivos serão percebidos só quando o metrô funcionar” Nos últimos dez anos, quais foram as principais interferências que o Metrofor tem trazido para a cidade? O que aconteceu até o momento foi uma demora na conclusão das obras, trazendo muitos transtornos. As obras interditaram ruas, desviaram percursos, enfim, causaram muitos problemas que são comuns a grandes intervenções em áreas urbanas. Quando analisamos o que já está concluído, as principais mudanças acontecem nas áreas de superfície e elevado, ou seja, na maior parte. No bairro da Parangaba, por exemplo, é grande interposição da estrutura do trem, que possui pilares robustos que se distribuem ao longo do percurso, além da estrutura horizontal onde correrá o trilho. Além do incomodo visual, a linha do metrô interfere também no uso do solo, principalmente na chegada dos pilares ao chão. Quais os principais impactos, negativos e positivos? Os impactos positivos serão sentidos somente quando o metrô estiver funcionando, o que vai facilitar o deslocamento de pessoas de outros municípios, Maranguape e Maracanaú principalmente, ou da região Sul da cidade, para o Centro. Esse deslocamento diminuirá o fluxo de veículos automotivos. Entretanto, a Linha Sul não trará muitos benefícios em relação à circulação das pessoas dentro da cidade, o que só será contemplado com a construção dos trechos Leste e Oeste. Os principais impactos negativos se darão nos lugares onde o metrô é de superfície ou elevado. Nesses trechos o metrô se consolida como uma barreira urbana, o que dificulta a relação entre um lado e o outro da linha, sua estrutura de sustentação cria essa sensação de barreira. O projeto teve também conflito com a existência da Estação de Trem da Parangaba, que é de grande importância histórica, visto que foi a partir da linha do trem que o bairro se consolidou. A estação foi tombada como patrimônio histórico municipal e o edifício teve que ser rebaix ado, ficando a estrutura da linha poucos metros acima da cumeeira da estação. A meu ver essa foi uma boa solução, mas desvalorizou bastante a edificação e promoveu um problema que precisará ser solucionado pelo projeto urbanístico, pois a estação atualmente se encontra abaixo do nível da calçada. Após a conclusão dessa obras, surgirão muitas alterações imobiliárias? Além da barreira física, o metrô causa uma enorme poluição visual, alterando fortemente a paisagem. Isso desvaloriza os imóveis residenciais que se localizam nas áreas lindeiras à linha de metrô, que não terão as vantagens locacionais, como os comércios. Qualquer valorização imobiliária acontecerá somente nas áreas próximas às estações, onde a grande circulação de pessoas termina atraindo algumas atividades, como comércio e serviços. *Arquiteta e Urbanista | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
06 de março de 2010 |
| ESTALEIRO DO CEARÁ | |
| Egídio Serpa - Estaleiro x PMF: a virtualidade | |
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Então, ficamos assim: se, até o próximo agosto, o governador Cid Gomes, do PSB, e a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, sua aliada do PT, não tiverem chegado a um acordo político sobre a localização do Estaleiro Promar Ceará, os empreendedores nacionais e estrangeiros envolvidos nesse projeto procurarão outro lugar para implantar sua indústria de construção de navios. "Longe de nós querermos implantar uma empresa onde não somos bem benquistos", declarou ao repórter Carlos Eugênio, do Diário do Nordeste, o presidente da PJMR, sócia da ainda virtual empresa Estaleiro Promar Ceará. Até ontem, essa indústria naval era, para as autoridades da Prefeitura de Fortaleza, a personificação do mal. Algo que acabará com a bela paisagem do Titanzinho- Serviluz, área que, pelos planos da PMF, se tornará novo cartão postal da cidade. Nela, a Prefeitura implementará um programa de investimentos - ainda não precificado - que prevê saneamento básico, principalmente esgotamento sanitário, requalificação urbana, rede escolar d
e qualidade, segurança pública, iluminação e pavimentação. Por enquanto, esse projeto da PMF também é virtual - como o do estaleiro. Mas quem já o viu nas animações computadorizadas afirma: trata-se de algo espetacular, digna de uma cidade de Primeiro Mundo. A intenção da PMF é implanta-lo em três anos, para que fique pronto antes da Copa do Mundo de 2014. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
06 de março de 2010 |
| TRANSNORDESTINA | |
| Egídio Serpa - Steinbruch com Cid | |
| Ricardo Steinbruch, um dos sócios controladores e executivo do Grupo Vicunha, esteve ontem em Fortaleza. Passou a manhã em reunião com o presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Antonio Balhmann. Depois, no Palácio Iracema, foi recebido pelo governador Cid Gomes. Com ambos, tratou de novos projetos da Vicunha para o Ceará. Ricardo Steinbruch garantiu a Cid que está no trilho o cronograma da Transnordestina. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
06 de março de 2010 |
| SIDERÚRGICA | |
| Macrodrenagem em execução | |
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Contratada pelo governo do Estado, a EIT é a empresa responsável pela execução da obra, iniciada em janeiro
O governo do Ceará, por meio da Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), deu início às obras de macrodrenagem na área vizinha ao terreno onde será construída a Companhia Siderúrgica de Pecém (CSP), viabilizando a implantação do empreendimento. A EIT (Empresa Industrial Técnica S/A) foi a empresa contratada pela Seinfra para tocar os trabalhos, iniciados em janeiro último, com a instalação do canteiro de obras no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). O valor total do serviço é de R$ 10,2 milhões e a conclusão está prevista para acontecer dentro de oito meses. Segundo o diretor de Implantação e Expansão do Porto do Pecém, Luiz Hernani, a obra consiste na construção de uma canal de 5.400 metros de extensão, que receberá todas as águas da região e retificará o curso de água de pequenos riachos existentes no local. "A macrodrenagem disciplinará o esgotamento superficial de água do local onde vai ser construída a siderúrgica, dando condições para que a área não tenha problemas, assim como garantias para que não se crie instabilidades como poças entre outros. A obra vai permitir que o terreno esteja sempre estanque", explica. Geração de empregos Apenas para a execução da macrodrenagem, a EIT está gerando 200 empregos diretos e 120 indiretos, o que deve beneficiar a população local nos próximos meses, oportunidades estas que devem crescer e se consolidar com a construção e implantação da CSP. Além da macrodrenagem da área vizinha à siderúrgica, Hernani acrescenta que a EIT é responsável também pela macrodrenagem de todo o CIPP, viabilizando os demais empreendimentos previstos para o local, assim como pelas obras complementares de preservação ambiental e paisagismo do complexo. "Começamos pela siderúrgica, porque esse é o primeiro grande projeto previsto para o CIPP que já está em andamento", justifica. Porém, vale ressaltar que o contrato não inclui a construção da usina. Terraplenagem Ao mesmo tempo em que a macrodrenagem está em execução, a preparação para terraplenagem do terreno que vai abrigar a siderúrgica deve estar concluída em novembro deste ano. A garantia é da empresa carioca encarregada pela obra, a Craft. O serviço está sendo feito em um área de quase 1.000 hectares, que é a dimensão do terreno que vai ser ocupado pela CSP. Próximo ao município de São Gonçalo do Amarante, a 65 quilômetros de Fortaleza, o projeto da siderúrgica está orçado em R$ 15 bilhões, em suas duas fases de implantação. A usina está sendo construída pelo consórcio formado pela mineradora brasileira Vale e pela siderúrgica coreana Dongkuk Steel, com incentivos fiscais, financeiros e de infraestrutura do governo do Ceará. A fase de preparação do terreno está mobilizando dezenas de equipamentos entre tratores, escavadeiras, motoniveladoras, e diversas outras ferramentas especiais para manejo da flora e da fauna locais. No pico dos trabalhos a obra deverá gerar até 2.500 empregos diretos e indiretos. Cerca de 80% da força de trabalho até o momento contratada é oriunda de São Gonçalo do Amarante. Com o avanço dos trabalhos, este porcentual deve subir para 95%. ANCHIETA DANTAS JR. REPÓRTER | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
06 de março de 2010 |
| ESTALEIRO DO CEARÁ | |
| Frustrada entrega de assinaturas pró-estaleiro | |
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A entrega de um abaixo-assinado com 3.000 assinaturas pró-estaleiro ficou para a próxima quinta-feira
Apesar de o governo estadual ter aguardado ontem, apoio formal ao projeto de instalação do estaleiro, por parte do presidente da Câmara Municipal de Fortaleza (CMF), vereador Salmito Filho, o fato não aconteceu. Isso porque, a entrega de um abaixo assinado de moradores do bairro do Serviluz, em apoio à instalação do empreendimento na Praia do Titanzinho, foi adiada para a próxima semana. Somente após o meio-dia é que houve comunicação formal de que teria ocorrido problema na agenda do parlamentar com os líderes comunitários. No entanto, de acordo com Salmito Filho, na verdade, ocorreu engano de sua assessoria ao divulgar que a data do encontro com o governador Cid Gomes seria ontem. "Não era hoje (ontem), a nossa previsão é que ocorra na quinta ou sexta-feira da próxima semana. Houve um erro de comunicação da minha assessoria", justificou. Embora o presidente da Câmara não tenha, segundo ele, atuação política na comunidade do Serviluz, que conta com uma população de 21 mil habitantes, Salmito afirmou que "há um sentimento positivo" no bairro, no que diz respeito ao estaleiro. "Lideranças comunitárias e parlamentares que atuam lá afirmam que a grande maioria é a favor do empreendimento", reforça o vereador. Sem querer precisar o número de nomes já colhidos para o Abaixo Assinado, Salmito disse: "Vamos conseguir o maior número de assinaturas", adiantou. Moradores defendem São muitos os comentários recebidos pela redação do Jornal de moradores que se colocam a favor do estaleiro. É o caso, por exemplo, de Renata Pompeu, que escreveu: "Sou a favor do estaleiro. Devemos construir sim e garantir emprego para os moradores da comunidade. Dessa forma, a Prefeita estará defendendo os interesses da população do local". O leitor Lauro Veiga também se posicionou com relação ao empreendimento: "Sou a favor do estaleiro, pois aqui moramos há 42 anos e nunca fomos incluídos no processo de cidadania apregoado por políticos da hora. Nossos filhos não têm emprego, não temos saneamento básico, não temos urbanização, entre outras coisas". Já Willames Moreira argumenta: "Temos que ver quais as melhorias e os impactos que o estaleiro irá causar. Mas acima de tudo, estaremos olhando para o pulo que nossa cidade irá dar com esse investimento e também será uma benfeitoria para o povo do local, pois se forem dadas essas oportunidades às pessoas, tenho certeza de que muitos irão em vez de roubar, trabalhar. Política sempre barra o avanço do nosso Estado. Já perdemos alguns investimentos, será que agora vamos perder esse também?". Contraponto Por outro lado, várias organizações populares da comunidade do Serviluz e escolas beneficentes assinaram carta aberta contrária à instalação do estaleiro, encaminhada por e-mail ao Jornal. No documento, em parte, eles argumentam que "o empreendimento trará impactos ambientais e sociais... Quanto aos impactos sociais, estes são óbvios - removerá famílias, afetará práticas esportivas e culturais, destruirá ainda mais a identidade e os laços comunitários, inclusive porque o governo aposta na divisão e no confronto na comunidade para fazer valer sua vontade", argumenta o texto enviado. A carta é concluída exigindo o cumprimento da lei: "Pedimos à Prefeitura, à Câmara de Vereadores e ao Ministério Público que defendam o meio ambiente e os direitos conquistados pela comunidade. Estamos prontos para lutar pelo Serviluz que queremos", ressalta". | |
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| O POVO |
06 de março de 2010 |
| RESERVATÓRIOS DO ESTADO | |
| Reserva de água minimiza estiagem | |
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Apesar das chuvas abaixo da média, os reservatórios do Estado mantém nível de água que garante abastecimento por dois anos. O volume atual é de 74,8% do total - muito por conta das boas chuvas do ano passado. Continuação da estiagem não preocupa Cogerh
Thiago Mendes Especial para O POVO thiagomendes@opovo.com.br Num começo de ano com chuvas abaixo da média histórica, o volume de armazenamento dos reservatórios desperta cuidados sobre a situação do abastecimento das cidades e da agricultura irrigada no Ceará. Para a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), porém, não há motivos para preocupação. Os 132 açudes monitorados pelo órgão registram 74.8% do volume total de armazenamento. O Ceará tem capacidade para armazenar 17,83 bilhões de m³ d-água - 6,7 bilhões desse total concentrados apenas no Castanhão, em Alto Santo. Atualmente, os açudes acumulam 13,35 bilhões de m³, o suficiente para abastecer o Estado durante dois anos, de acordo com a Cogerh. ``Em termos de armazenamento, a situação hoje é confortável``, garante Antônio Lima, chefe de gabinete da Cogerh. Segundo ele, mesmo com a continuação da escassez de chuvas, os níveis dos reservatórios devem manter taxas satisfatórias. ``É claro que nós torcemos para que sejam mantidas as médias históricas, pois, com a falta de chuva, o maior prejudicado é o agricultor de sequeiro, que não utiliza irrigação``, pondera. De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia, a probabilidade de que sejam registradas chuvas abaixo da média até o fim de março é de 45%. Outra medida que garante o abastecimento d-água, segundo Lima, é a interligação das bacias hidrográficas do Estado. ``As águas do Castanhão já chegam até Pacajus, o que garante o abastecimento dos açudes da Região Metropolitana``, destaca. Ele lembra que a folga nos níveis de armazenamento não pode motivar desperdícios. ``Nós continuamos defendendo o uso racional da água``, pontua. Evaporação Quem consome mais água no Ceará não é a indústria nem a agricultura irrigada. ``Nosso maior cliente é a evaporação. E ela não paga conta``, brinca Antônio Lima. Segundo ele, em média, cada açude perde dois metros por ano de sua capacidade por causa da evaporação da água, o que representa uma perda de 25% a 30% do total. Lima explica que, em virtude das condições climáticas do semiárido nordestino, taxas entre 70 e 80% da capacidade de armazenamento são consideradas muito boas. ``O Ceará é praticamente todo coberto por solos com alta salinidade, o que dificulta o acúmulo de água``. Apesar dos bons números registrados pela Cogerh, segundo o Exército, aproximadamente 450 mil cearenses ainda dependem de carros-pipa para terem acesso a água, em 66 municípios do Interior abastecidos pelo sistema. O fornecimento de água foi interrompido semana passada por falta de recursos, mas o Exército promete retomar o abastecimento nos próximos dias. Conforme O POVO mostrou ontem, em Aiuaba, comunidades inteiras estão sem água, e em alguns pontos é preciso caminhar 5 km para buscar água para beber. VOLUME DOS RESERVATÓRIOS Bacia Açudes Volume médio Metropolitana 18 72.8% Curu 13 74.4% Litoral 7 67.6% Coreaú 9 64.0% Acaraú 12 75.7% Banabuiú 18 73.5% Rio Parnaíba 10 76.7% Baixo Jaguaribe 1 70.0% Médio Jaguaribe 13 73.6% Alto Jaguaribe 18 81.8% Salgado 13 68.6% Capacidade de armazenamento total: 17,837 bilhões de m³ Volume atual: 13, 344 bilhões de m³ (74.8%) Fonte: Cogerh | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
06 de março de 2010 |
| SINDUSCON | |
| Negócios & Mercado - Salão Imobiliário | |
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Por João Ferreira
A segunda edição do Salão Imobiliário Ceará (SimC), evento que reúne as principais empresas do mercado imobiliário cearense e mostra as novidades e lançamentos de imóveis no Estado, acontecerá entre os dias 24 e 28 de março, no Centro de Convenções do Ceará, em Fortaleza. O evento já fechou parceria com os bancos Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, além de grandes empresas do setor como Viva Imóveis, Mota Machado, Brooksfield Incorporações e Lopes Imobilis. O SimC é promovido e organizado pela 2LA Eventos com apoio do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon/CE) e o Governo do Estado. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
06 de março de 2010 |
| CADEIA TURÍSTICA | |
| Edilmar Norões - Cadeia turística re | |
| É o maior "conjunto de cursos empresariais e profissionais voltados para o desenvolvimento da cadeia turística já realizada no Ceará", disse o secretário Bismark Maia ao anunciar o Programa de Capacitação Profissional e Empresarial para o Turismo. | |
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