Fortaleza, CE - segunda-feira, 08 de março de 2010

AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- Egídio Serpa - Livre Mercado
- Guia Industrial do Ceará 2010
- Fiec - Aviso de Licitação

SENAI
- Egídio Serpa - As costureiras e o Bolsa Família

ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL
- Projeto incentiva desenvolvimento de potenciais

ADMINISTRAÇÃO FEDERAL
- Relatório sobre o Ceará ainda está inconcluso

AGRICULTURA
- Vertical S/A - CAROÇO E AÇÚCAR NA FRUTICULTURA

BANCOS
- BNDES bate recorde de desembolsos à AL

CIC
- Lugar de mulher é no mercado de trabalho
- Liderança compartilhada
- Reportagem - Fitas

COMBUSTÍVEL
- Editorial - Pré-sal mobiliza prefeitos

COMÉRCIO EXTERIOR - BRASIL
- Brasil é terceiro maior exportador agrícola

ECONOMIA
- Inflação no 1º bimestre surpreende, mas IPCA já dá sinais de queda nos preços
- PIB de 2009 e inflação de março são destaques

FONTES ALTERNATIVAS DE ENERGIA
- Vertical S/A - VENTOS E DOCUMENTOS

INDÚSTRIA DO MOBILIÁRIO
- Móveis de aço seguem em expansão no Estado

INDUSTRIALIZAÇÃO - CEARÁ
- Haco investe R$ 6,8 mi no CE

INFRA-ESTRUTURA
- Política - UM ESTALEIRO DE DÚVIDAS
- Salmito quer mostrar estaleiro a moradores

RECURSOS HÍDRICOS
- Vertical - A política das águas no Ceará
- Vertical - HORIZONTAIS

SAÚDE
- Planos de Saúde: cresce número de reclamações

SINDICATO
- Construção quer crescer 9% no País em 2010

TRABALHO
- Reduzir a jornada de trabalho faz mais mal do que bem
- Força Sindical apoia redução progressiva
- Economia - REDUÇÃO PROGRESSIVA DA JORNADA DE TRABALHO


DIÁRIO DO NORDESTE

08 de março de 2010

 
ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA
Egídio Serpa - Livre Mercado
Roberto Macêdo, presidente da Federação das Indústrias (Fiec), pavimenta a estrada da paz para sua reeleição. Ele já conversou com os principais líderes da entidade, entre os quais Ivan Bezerra, Jorge Parente, Beto Studart e Fernando Cirino. Macedo trabalha, agora, na constituição da chapa, algo que requer muito engenho e muita arte. A propósito: hoje, a diretoria da Fiec reúne-se às 18 horas.
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O POVO

08 de março de 2010

 
GUIA INDUSTRIAL DO CEARÁ
Guia Industrial do Ceará 2010
Guia Industrial do Ceará 2010

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DIÁRIO DO NORDESTE

08 de março de 2010

 
AVISO DE LICITAÇÃO
Fiec - Aviso de Licitação
Fiec - Aviso de Licitação

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DIÁRIO DO NORDESTE

08 de março de 2010

 
COSTUREIRAS - BOLSA FAMÍLIA
Egídio Serpa - As costureiras e o Bolsa Família
Há dois anos, o Senai do Ceará qualificou, depois de 120 horas/aula, 500 costureiras, todas, por sugestão do Governo, integrantes do Bolsa Família. Esta coluna apurou que o cadastro das qualificadas costureiras foi encaminhado às indústrias têxteis, que as chamaram para admissão. Surpresa: como perderiam a renda do Bolsa Família, todas rejeitaram o emprego.
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DIÁRIO DO NORDESTE

08 de março de 2010

 
TERRITÓRIO DA CIDADANIA
Projeto incentiva desenvolvimento de potenciais
Governo do Estado repassará para projetos de desenvolvimento no Cariri uma contrapartida média de 10%

Juazeiro do Norte Com a finalidade de debater projetos estratégicos para as populações de menos poder aquisitivo, o Cariri sediou o evento Território da Cidadania, reunindo representantes dos principais municípios do Cariri. O trabalho faz parte de programa do Governo Federal, com contrapartidas do Governo do Estado, que inclui diversos eixos voltados para a melhoria da qualidade de vida das populações de baixo poder aquisitivo no campo, envolvendo investimentos nas vocações de cada município ou território.

Para este ano, foi apresentada uma matriz de investimentos previstos para a região de R$ 585 milhões. O Cariri já está sendo beneficiado este ano com várias unidades produtivas, envolvendo as principais vocações das localidades referenciadas para os projetos.

Algumas cidades já foram contempladas com os projetos, como Crato, com uma unidade de beneficiamento de frutas diversificadas. Cerca de 10 municípios serão beneficiados, já que estarão repassando a produção de pequi. A unidade terá um investimento de R$ 500 mil. No local, serão produzidas polpas de pequi, molho, farinha, óleo refinado, pequi em conserva, além do processamento de outras frutas.

A cidade de Campos Sales será beneficiada com abatedouro de R$ 520 mil. Os recursos já estão na Caixa Econômica e o projeto está sendo finalizado, conforme o delegado. As mulheres do município também serão beneficiadas com uma unidade de beneficiamento de leite de cabra, com investimentos de R$ 280 mil. Em Mauriti, será implantada uma mini-usina de leite, para o processamento de bebidas lácteas, envolvendo a produtividade de oito municípios, num projeto de R$ 500 mil.

Já o município de Araripe receberá uma unidade de empacotamento de farinha de mandioca, para empacotamento, padronização e beneficiamento do produto. Serão investidos no projeto R$ 215 mil. O município está na área de maior produção de mandioca do Estado. Araripe é o segundo, depois de Salitre, município vizinho.

Segundo o prefeito de Araripe, Germano Correia, um dos participantes do debate Territórios da Cidadania, o programa destina recursos voltados para estruturar os territórios. No caso de sua cidade, a unidade, conforme o gestor, vai melhorar a qualidade do produto e agregar valor, com o repasse para os supermercados, beneficiando o produtos, minimizando as dificuldades.

Para o prefeito, a unidade irá receber a farinha dos municípios produtores da área do Cariri Oeste. Os recursos estão previsto para serem investidos até o meio do ano. Ele afirma que esse investimento servirá para dar impulso à produtividade de mandioca. Ele ressalta que a falta de atenção com a semente acabou prejudicando um pouco a produção em seu município, mas a assistência aos produtores tem sido essencial para a retomada da produção, com qualidade, aumentando a área plantada. Uma delas é o projeto que envolve jovens agricultores, uma experiência pioneira em Araripe, com 28 jovens trabalhadores assentados, por meio de projeto do governo.

O Cariri é o maior território do Estado, com a presença de 28 municípios, que poderá ter investimentos diretos dos diversos ministérios. Estão prestes a começar vários empreendimentos na região, voltados para assistir principalmente a população de baixa renda. Para escolha desses investimentos, foi eleito um colegiado paritário, com representações em 50% da sociedade civil e mais 50% do poder público. Segundo o Delegado Federal de Desenvolvimento Agrário, Francisco Sombra Oliveira, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o debate realizado na semana, em Juazeiro do Norte, teve a finalidade de apresentar projetos que serão desenvolvidos na região. Os recursos, conforme ele, já estão em banco para serem repassados devidamente.

Este ano, a discussão com as várias instâncias sociais envolvida no conselho está voltada para sete eixos de desenvolvimento, com o envolvimento de 22 ministérios, e ações coordenadas pela Casa Civil, do Governo Federal. "O principal objetivo desses projetos é levar às populações projetos no intuito de reduzir as desigualdades regionais. São ações focadas na área rural e aos públicos mais específicos, a exemplo das comunidades quilombolas, indígenas e os assentados da Reforma Agrária", explica. No Cariri há o envolvimento é de 3.500 famílias. As áreas da cultura, educação, saneamento, direito e cidadania, regularização fundiária, ações agrárias, ações de infraestrutura, com recursos específico do MDA estão entre os setores de investimento.

O Cariri está dividido em três mini-territórios e ganhará várias unidades, que irão centralizar ações integradas das comunidades e dos municípios. O debate também contou com a participação do secretário de Desenvolvimento Agrário do Estado, Camilo Santana.

ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter


MAIS INFORMAÇÕES

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(85) 3299.1309/9102.3250

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DIÁRIO DO NORDESTE

08 de março de 2010

 
PAC NO CEARÁ
Relatório sobre o Ceará ainda está inconcluso
A suspeita de que está havendo "maquiagem" nas obras do PAC, para esconder atrasos, serve de advertência no CE

Após a notícia de que o Governo Federal teria maquiado os balanços oficiais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com o propósito de esconder atrasos na execução de obras, o deputado Welington Landim (PSB), relator da Comissão especial criada na Assembleia Legislativa para acompanhar as obras do PAC no Ceará, afirma que não deixará isso acontecer no seu relatório, previsto para ser entregue no início de abril.

"Estamos visitando todas as obras, vendo quanto de dinheiro foi recebido, conversando com quem está trabalhando, ou seja, dificilmente isso será maquiado no Ceará a não ser que todo mundo esteja mentindo", analisa o parlamentar.

A suspeita de maquiagem nos balanços oficiais do PAC, foi divulgada pela imprensa brasileira nesta semana. Há desconfiança de que três de cada quatro ações destacadas no primeiro balanço do Programa não foram cumpridas no prazo original. Isso porque, confrontando os dados do último balanço divulgado em fevereiro com o balanço inaugural do PAC, descobriram que parte das obras, cuja conclusão era prevista ainda para o Governo Lula, foram adiadas para a próxima gestão.

A imprensa também revela que o Governo dividiu algumas obras, mantendo com isso, o prazo de entrega de partes de empreendimentos que, tomados por inteiro, atrasariam a meta de conclusão. Foi checado ainda que algumas das ações que, por atraso, acabavam trazendo dados negativos ao balanço, simplesmente sumiram em levantamentos seguintes, dentre outras descobertas.

A possível maquiagem no balanço da PAC poderia influenciar no relatório que a Comissão da Assembleia está fazendo em relação às obras do Programa no Estado, já que o colegiado está colhendo alguma informações, como prazo de execução das obras, com os ministérios.

Mas Welington Landim assevera que todos os dados recebido do Governo Federal estão sendo verificadas in loco, deixando claro que essas informações servem apenas de base. "Não vamos maquiar nada. Se tiver zero de obra, então teremos zero no relatório", atesta.

Landim garante que em relação ao Ceará não temos problemas, ou seja, por enquanto, ele assevera que as informações recebidas dos ministérios não estão destoando com o que a Comissão está percebendo durante as visitas às obras. "No Ceará não temos problemas. Apenas o que foi encontrado de diferente em relação ao relatório divulgado no início de dezembro pela Casa Civil, é que as obras já estavam mais avançadas em termo de execução física do que o relatório tinha colocado", disse.

Atualizar

A Comissão se reuniu a primeira vez este ano na última quinta-feira. Segundo Landim, a ordem agora é atualizar os dados e retomar as visitas que estão faltando para que o relatório seja entregue no máximo no início do próximo mês.

Landim informa que já adiantou o trabalho de atualização de informações enviando às secretarias e aos ministérios, um questionário sobre o início das obras, se elas estão dentro do prazo, quanto já foi executado, quanto de verba já foi liberada, se houve problemas no percurso da obra, dentre outras perguntas. De acordo com o parlamentar, até o dia 30 deste mês, espera receber as respostas.

Landim explica que essa atualização é necessária, pois os dados que a Comissão dispõem foram colhidos ainda em novembro do ano passado e de lá para cá, ele diz que muita coisa avançou, acrescentando que falta visitar ainda10 obras. Dentre elas estão as do Maranguapinho, a ponte da Sabiaguaba e as obras do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas.
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O POVO

08 de março de 2010

 
FRUTICULTURA
Vertical S/A - CAROÇO E AÇÚCAR NA FRUTICULTURA
Por Jocélio Leal

Luiz Roberto Barcelos, diretor da Agrícola Famosa, diz que a safra de melão que está acabando nos próximos dias foi boa, a produtividade foi excelente e o mercado se comportou bem, mas nem tudo tem alto teor de brix. ``O problema, como sempre, está na taxa cambial. Para quem exporta o valor do dólar deveria estar mais perto da casa do R$ 1,90 do que dos R$ 1,70``. Para quem exporta, a cotação atual é amarga. Em todo caso, o setor já começa a negociar a próxima safra. A Famosa trabalha com projeção de crescimento na casa dos 5%, apesar da crise ainda estar forte na Europa. Segundo Luiz, seria muito bem vinda a armadora Hamburg Süd, com um novo serviço para o norte da Europa. Iria atender não apenas a ele, mas a todos os exportadores cearenses e ao Porto do Pecém. Os caroços foram os aumentos de custos portuários. Eles engasgam a negociação.
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FOLHA DE SÃO PAULO

08 de março de 2010

 
BNDES
BNDES bate recorde de desembolsos à AL
Financiamento à exportação de bens e serviços brasileiros na região cresceu 77% em média ao ano no segundo mandato de Lula

Empresa mais beneficiada é a Odebrecht , mas pagamentos do banco correspondem a só 10% do que a construtora recebe por obras no exterior

CLAUDIA ANTUNES
PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO

Em 2009, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) bateu o recorde em sua linha de financiamentos às exportações de serviços e bens brasileiros para a América Latina e o Caribe: desembolsou US$ 726 milhões a países da região, sobretudo para a contratação de obras de infraestrutura, realizadas por empreiteiras brasileiras.
Na média anual do primeiro mandato de Lula (2003 a 2006), os desembolsos ficaram em US$ 352,1 milhões -cifra 26% superior à média do segundo governo FHC. Essa média subiu 77% no segundo mandato de Lula, para US$ 622 milhões, segundo dados compilados a pedido da Folha. Lançada em 1997, a linha especial de crédito já movimentou US$ 4,9 bilhões na América Latina.
O aumento coincide com a ênfase do governo na liderança regional e na internacionalização das empresas brasileiras. Argentina, República Dominicana, Equador, Venezuela e Chile lideram a lista dos tomadores dos empréstimos.
Entre as construtoras, a Odebrecht, há 30 anos no mercado externo, foi a maior beneficiada. Dos cerca de US$ 600 milhões que a empresa recebeu em 2009 dessa linha do BNDES, 80%, ou US$ 480 milhões, foram referentes a contratos na Argentina e na República Dominicana -o restante corresponde a Angola.
De um lado, o programa visa promover exportações de bens e serviços brasileiros -de 50% a 80% do valor da obra é financiado pelo BNDES, para compras de produtos do país. De outro, cobre uma lacuna de crédito em alguns países.
"São esses os nossos clientes. Não dá para ser nem uma Suíça nem uma Dinamarca. Esses não precisam. Ou a gente faz ou não tem ninguém para fazer", disse Luciane Machado, superintendente de Comércio Exterior do BNDES. Os projetos incluem hidrelétricas, gasodutos, rodovias, ônibus e linhas de metrô. O BNDES não financia bens, serviços e mão de obra do país que contrata a obra.
Para Kurt Müller, diretor da Abimaq (associação da indústria de máquinas), o programa "alavanca" as vendas nacionais do setor. Cerca de 40% do valor total das operações, afirma, se refere a bens exportados. "A construtora brasileira sempre prefere levar uma máquina a que já está acostumada."
Luiz Antonio Mameri, presidente da Odebrecht América Latina e Angola, diz que a linha é "extremamente importante", embora o que a empresa recebe do BNDES signifique apenas 10% de seus ingressos por obras em 18 países -um total de entre US$ 6 bilhões e US$ 6,5 bilhões em 2009.
"Há uma interpretação incorreta de que o Brasil financia obra em outro país, quando financia bens e serviços brasileiros, gerando impostos e movimentando a economia aqui", diz Mameri, recém-chegado de Cuba, onde a empresa inicia ampliação de porto financiada pelo BNDES. Segundo ele, nas obras no exterior com outra fonte de financiamento a proporção de bens e serviços brasileiros usados pela Odebrecht cai de cerca de 60% para 5%.
No mercado externo há quatro anos, a OAS já construiu uma rede de gás no Uruguai com recursos do BNDES e articula mais três financiamentos, num total de US$ 1,1 bilhão, para uma rodovia na Bolívia e um aqueduto e uma hidrelétrica na Argentina. "10% do nosso faturamento tem origem no exterior. A meta é chegar a um terço em 2012", afirma Cesar Uzêda, diretor da área internacional da construtora.
Estudo do BNDES qualifica de "altamente competitivo" o mercado internacional de serviços de construção. Na África, quase 50% das empresas contratadas vêm das metrópoles europeias, embora os chineses, agressivos no financiamento, já tenham 21% do mercado.

Riscos
Segundo Machado, do BNDES, a linha de crédito à exportação para a América Latina tem risco menor do que a média do banco porque os contratos são garantidos pelo CCR (Convênio de Crédito Recíproco), sistema de compensação entre bancos centrais.
"Mesmo na moratória argentina, os empréstimos foram pagos. Uma vez o crédito cursado, ele é irrevogável", afirma ela. Cuba, que não está no CCR, deu como garantia conta no exterior que recebe receitas de suas exportações.
Em 13 anos, o BNDES enfrentou somente um contencioso, com o Equador, que contesta em tribunal internacional as condições de financiamento à construção de uma hidrelétrica pela Odebrecht. Apesar da disputa, os pagamentos continuam.
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O ESTADO

08 de março de 2010

 
MULHER NO MERCADO DE TRABALHO
Lugar de mulher é no mercado de trabalho
Às cinco e meia da manhã, toca o despertador toca na casa da personal trainer Danila Berni. Ela acorda, arruma-se e sai para trabalhar. Após algumas horas, ela retorna ao lar, prepara o café da manhã dos três filhos, com idade entre 15 e dois anos, arruma a casa, faz o almoço, leva as crianças para o colégio, dá aula, leva os filhos para casa e vai correndo para a academia, onde trabalha e cuida do próprio corpo. Ufa! É uma rotinha pesada que só acaba por volta das 21 horas, quando ela retorna para casa para finalmente descansar. Separada e sem familiares por perto, Danila precisa se virar para dar conta de educar os filhos e realizar seus sonhos.
Além de desdobrar-se para garantir a renda necessária para sustentar a família, Danila ainda precisa arrumar tempo para ser amiga dos filhos, cuidar da sua saúde e curtir a sua feminilidade. “É difícil, mas o amor que tenho pelos meus filhos faz com que eu encontre forças para dar tudo que eles precisam, ser mãe, pai, empregada, amiga etc. Apesar das dificuldades, minha rotina é muito gratificante”, diz.
Da mesma forma que Danila, inúmeras outras mulheres enfrentam uma rotina pesada em nome da independência financeira e emocional, assumindo, muitas vezes, o papel de chefe de família. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), entre 1998 e 2008, o número de mulheres chefes de família cresceu no Brasil. Em 1998, elas eram responsáveis financeiramente em 25,9% dos lares. Em 2008, o percentual passou para 34,9%. Ainda conforme os dados da organização, em 2008, as mulheres representavam 43,7% das pessoas acima de 16 anos no mercado de trabalho. Ou seja, eram 42,5 milhões entre os 97 milhões de trabalhadores do País.
Na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), as mulheres representam 46,8% da população economicamente ativa da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e 45,9% dos ocupados, sendo 30,8% mulheres negras e 15,1% não-negras. Estima-se que aproximadamente 694 mil mulheres estejam trabalhando na RMF, especialmente nos setores de serviços (42,6%), comércio (19,7%), indústria (18,5%) e nos serviços domésticos (18,3%). Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada em 2009 pelo Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), em parceria com o SINE/CE, STDS, DIEESE e Fundação SEADE.
Apesar de o sexo feminino representar quase a metade das pessoas ocupadas na RMF, o estudo do IDT revela que mais da metade da população desempregada da região é constituída por mulheres (53,1%), o equivalente a 103 mil trabalhadoras, fazendo com que a taxa de desemprego feminina (12,9%) seja superior à masculina (10%).
Com relação aos rendimentos, as mulheres recebem cerca de 30% a menos que os homens: R$ 645 contra R$ 918. A diferença nos rendimentos diminui quando avaliado o rendimento por hora trabalhada, uma vez que as mulheres possuem uma jornada de trabalho semanal menor: 41 horas contra 45 horas dos homens. Mesmo assim o rendimento médio horário das mulheres (R$ 3,68) é 22,9% inferior ao dos homens (R$ 4,77).
“Apesar da histórica luta das trabalhadoras, as mulheres ainda sofrem com as desigualdades no mercado de trabalho, uma vez que são minoria entre os ocupados e a maioria na situação de desemprego, além de ganharem menos do que os homens numa mesma atividade ou função”, destaca o presidente do IDT, Francisco de Assis Diniz.
Segundo o coordenador do Núcleo de Psicologia do Trabalho (Nutra), da Universidade Federal do Ceará (UFC), Adriano Braz, desde a década de 1970, quando houve a grande entrada da mulher no mercado de trabalho, teve início a fragilização dos vínculos empregatícios, prejudicando principalmente o sexo feminino. “A mulher é um dos coletivos que mais tem sido implicado no processo de precarização do trabalho que tem marcado a contemporaneidade. Com relação às perdas das garantias e direitos, elas são as maiores vítimas. Da mulher, exige-se mais qualificação, dedicação, dupla jornada. Ela acumula vários papéis, o que torna a mulher muito mais forte na contemporaneidade”, afirma.
UM SÉCULO DE LUTAS
Há cem anos (história da data), instituiu-se o dia oito de março como o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem a 129 operárias que morreram queimadas no dia oito de março de 1857 durante uma ação da polícia para conter uma manifestação em fábrica de tecidos de Nova York, nos Estados Unidos. As operárias estavam pedindo a diminuição da jornada de trabalho de 14 para 10 horas por dia e o direito à licença-maternidade. Desde então, mulheres de todo o mundo têm lutado pelo fim do preconceito e pela igualdade de direitos. Ao longo desses anos, muitas vitórias foram conquistas, mas ainda há muito a fazer para que homens e mulheres tenham realmente direitos iguais.
“Apesar de todos os avanços conquistados nos últimos cem anos, ainda precisamos conseguir muito mais. A mulher hoje sai de casa para trabalhar, mas paga um preço muito alto por essa conquista, uma vez que acumula dupla e às vezes tripla jornada”, avalia a professora Fátima Sena, coordenadora de Extensão da UFC e mestre em Psicologia Social.
De acordo com a professora Gema Galgani, do Departamento de Economia Doméstica da UFC, a grande luta das mulheres trabalhadoras hoje é pela equiparação salarial, pela creche para os filhos e pelos seis meses de licença-maternidade. “A proposta é que a mulher tenha os seis primeiros meses de licença e o homem os seis meses seguintes. Como a mulher não vai sair do mercado de trabalho e também não pode deixar as atividades domésticas, elas estão discutindo e fortalecendo a ideia do cuidado compartilhado”, afirma.
O QUE ELAS PENSAM
“Eu sempre digo que sou privilegiada, pois nunca senti discriminação de nenhuma espécie. Cresci em uma família que nunca fez diferenciação entre homens e mulheres. Na faculdade de engenharia, onde há muitos homens, também nunca percebi nenhum tratamento diferente. Apesar disso, tenho que reconhecer que existem grandes dificuldades, diferença salarial etc. Acredito que a sociedade está caminhando para a igualdade de gêneros. Os espaços estão abertos para as mulheres, mas as coisas podem demorar mais para acontecer, pois, em determinada época das nossas vidas, priorizamos a família”
Roseane Oliveira de Medeiros - Primeira mulher a ocupar a presidência do Centro Industrial do Ceará (CIC) em 90 anos

“As dificuldades foram grandes para chegar aonde eu cheguei, pois muitas vezes fui barrada pelo fato de ser mulher ao longo desses 30 anos de trabalho. Hoje em dia, a mulher tem que buscar realmente o que ela sonha, ser muito determinada, guerreira, não acomodar-se e conseguir tudo pelo seu trabalho. A sociedade precisa rever preconceitos e limitações”
Fátima Duarte - Proprietária da loja Tentación e vencedora do “Prêmio Mulher Empreendedora” do Sebrae

“Durante a faculdade, eu e mais duas amigas, a Nathalia de Sá e a Morena Garcia, sempre sonhamos em abrir a nossa própria empresa de comunicação. No ano passado, esse sonho tornou-se realidade. Em abril, deixamos nossos empregos e fundamos a Caramelo. A expectativa era que ficássemos dois anos trabalhando em home Office, mas surgiram muitos clientes, então, em agosto, montamos o nosso escritório. Quando começamos, tínhamos muito receio por sermos três mulheres jovens, mas quando abrimos a empresa não tivemos nenhuma dificuldade em relação a isso, o mercado nos aceitou muito bem”
Karol Ximenes - Sócia da Caramelo Comunicação
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O POVO

08 de março de 2010

 
ROSEANE MEDEIROS
Liderança compartilhada
À medida que cresce a presença da mulher no mercado de trabalho e esta por sua vez começa a galgar postos de comando, ampliam-se os questionamentos sobre o jeito feminino de liderar. Em algumas situações, mais do que a competência e a habilidade da mulher para assumir o mais alto cargo de uma empresa ou instituição, entra em jogo o fato de algumas pessoas estarem pouco acostumadas a serem subordinados a uma -chefe-. Isso acontece, sobretudo, nos setores em que os processos decisórios estiveram tradicionalmente em
mãos masculinas.

A discussão sobre o estilo da mulher de liderar ganhou impulso com a publicação, no início dos anos 90, do artigo do professor da Universidade da Califórnia, EUA, Judy Rosener, no Harvard Business Review, sobre as formas de comando de homens e mulheres no mundo corporativo. Para ele, os homens são mais autoritários e usam mais o poder da posição, enquanto as mulheres são mais transformacionais e apoiam-se em suas habilidades interpessoais, usando a liderança interativa em lugar do comando e do controle.

Para o Centro Industrial do Ceará (CIC), que tenho a honra de ser a primeira mulher a chegar à presidência em 90 anos da entidade, não é este tipo de discussão que interessa. Tendo na formação de lideranças um de seus papéis político -institucionais mais importantes, o CIC acredita que o mundo precisa de homens e mulheres compartilhando do poder decisório, com competência e seriedade.

E para que haja esse compartilhamento é preciso que a capacidade de liderança feminina seja valorizada e respeitada, entendendo que, ao lado dos homens, as mulheres têm um grande papel a desempenhar no mundo corporativo e das instituições, e que a sua participação nos cargos estratégicos das organizações é um caminho sem volta. Um caminho, aliás, trilhado de salto alto.

Roseane Medeiros - Presidente do Centro Industrial do Ceará (CIC)
TOPO

O POVO

08 de março de 2010

 
ROSEANE MEDEIROS
Reportagem - Fitas
Por Lúcio Brasileiro

Mal assumiu presidência do CIC Roseane Medeiros já natalicia amanhã.
TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

08 de março de 2010

 
PRÉ-SAL
Editorial - Pré-sal mobiliza prefeitos
A expectativa, nesta quarta-feira, de inclusão na ordem do dia da Câmara dos Deputados da Proposta de Emenda Constitucional nº 387/09, mobiliza os prefeitos dos municípios brasileiros. Eles alimentam a esperança de êxito da PEC apresentada pelos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG), consubstanciando nova partilha dos recursos originários da exploração da camada do pré-sal, dentro da política petrolífera.

A divisão do bolo a ser originado dessa potencial riqueza fossilífera tem provocado conflitos de interesse, envolvendo, de um lado, o Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, Estados maiores produtores de petróleo, e, de outro, o restante dos Estados nacionais em busca ávida de fontes de receitas para o financiamento de seus projetos regionais de desenvolvimento, neles incluídos os municípios.

A União Federal tentou, mais uma vez, encontrar um meio termo, abrindo mão de volume substancial dos valores até então previstos para sua cota-parte, como saída para equilibrar a redistribuição. Essa solução, contudo, não alcançou os efeitos desejados, prosseguindo o ambiente de discórdia em torno da divisão dos recursos da PEC. A plataforma marítima em que se localizam as riquezas do pré-sal não garante exclusividade dos recursos aos Estados produtores, por conta dos questionamentos dos fatores geográficos e geopolíticos.

Ademais, as reservas petrolíferas encontradas na camada do pré-sal pertencem ao País e sua exploração, seguindo critérios de justiça, deveria ser partilhada com todos os Estados e municípios, sem exclusivismo. A partir desse fundamento lógico, os parlamentares autores da PEC nº 387/09 indicaram os critérios constitucionais seguidos para a redivisão dos Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios como os mais consentâneos com a realidade brasileira.

Em síntese, as transferências constitucionais possibilitam, na prática, uma forma de redistribuição de renda, corrigindo as disparidades regionais pela via tributária. Estados e municípios com menor peso nos indicadores de desenvolvimento recebem um quantitativo maior de recursos, enquanto os Estados e municípios do Sudeste e do Sul, principalmente, ocupando elevadas posições no quadro de desenvolvimento nacional, são credores de menores parcelas.

A atuação dos prefeitos exigirá, para ter sucesso, a persuasão de parlamentares com liderança nas bancadas e trânsito livre principalmente na base governista. Os prefeitos têm vínculos políticos com os parlamentares, especialmente em períodos eleitorais, porque trabalham mais próximos das bases físicas onde se encontra o eleitor. O momento é de colocar em destaque a relevância desse futuro suporte financeiro para o financiamento de seus programas públicos. Para tanto, o voto do parlamentar será decisivo.

Se não houver ação coordenada para juntar as forças da maioria, os Estados produtores não cederão essa oportunidade de erradicar a miséria do País. A vitória na Câmara dos Deputados exige negociações sensatas, o engajamento das lideranças e a pressão dos prefeitos.
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O ESTADO

08 de março de 2010

 
EXPORTAÇÃO AGRÍCOLA
Brasil é terceiro maior exportador agrícola
Após ultrapassar o Canadá, o Brasil tornou-se o terceiro maior exportador de produtos agrícolas do mundo. Na última década, o País já havia deixado para trás a Austrália e a China. Hoje, apenas Estados Unidos e União Europeia vendem mais alimentos no planeta que os agricultores e pecuaristas brasileiros.
Dados da Organização Mundial de Comércio (OMC), divulgados neste ano, apontam que o Brasil exportou US$ 61,4 bilhões em produtos agropecuários em 2008, enquanto o Canadá exportou apenas US$ 54 bilhões do Canadá. Em 2007, os canadenses mantinham estreita vantagem, com vendas de US$ 48,7 bilhões, ante US$ 48,3 bilhões do Brasil.
O ritmo de crescimento da produção brasileira de alimentos já deixava claro que a virada estava prestes a ocorrer. Entre 2000 e 2008, as exportações agrícolas do Brasil cresceram em média 18,6% por ano, acima dos 6,3% do Canadá, 6% da Austrália, 8,4% dos Estados Unidos e 11,4% da União Europeia. Em 2000, o país ocupava o sexto lugar no ranking dos exportadores agrícolas.
Uma série de fatores garantiu o avanço da agricultura brasileira nos últimos anos: recursos naturais (solo, água e luz) abundantes, diversidade de produtos, um câmbio relativamente favorável até 2006, o aumento da demanda dos países asiáticos e o crescimento da produtividade das lavouras.
TOPO

VALOR ECONÔMICO

08 de março de 2010

 
INFLAÇÃO
Inflação no 1º bimestre surpreende, mas IPCA já dá sinais de queda nos preços
A alta de preços nos primeiros dois meses do ano foi acima do que esperava o mercado e mesmo do que estimava o Banco Central (BC). Mas a surpresa se deu sobre fatores sazonais - que vieram acima do que se supunha - e sobre choques externos em itens básicos, como o açúcar. No entanto, os dados de alta relativos a fevereiro, mais que acirrarem os ânimos, sinalizam que o arrefecimento pode ocorrer já neste mês.

Em fevereiro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) sofreu elevação de 0,78%, um pouco superior aos 0,75% apurados em janeiro. No relatório de inflação divulgado em dezembro do ano passado, o BC estimava que a inflação medida pelo IPCA iria alcançar 1,5% no primeiro trimestre de 2010. Apenas nos primeiros dois meses, no entanto, a inflação acumulada já alcançou 1,52%. Da mesma forma, o mercado trabalhava com duas altas próximas a 0,5% em janeiro e fevereiro. "O mercado e o BC trabalhavam com a sazonalidade do período, mas foram surpreendidos com altas superiores ao estimado", diz Tatiana Pinheiro, analista do Santander.

Os principais responsáveis pela alta foram os preços de alimentos e bebidas, transportes e educação. Enquanto alimentos e transportes registraram desaceleração em fevereiro frente ao mês anterior, os custos com material escolar deram um salto: saíram de 0,26% em janeiro para 4,52%. "A alta no item educação, no entanto, é puramente sazonal. Só acontece em fevereiro", afirma Fábio Ramos, economista da Quest Investimentos. Mesmo forte, diz Ramos, os custos com educação foram menores neste ano que em 2009, quando, nos primeiros dois meses, acumularam 5,3% e 5,6%, respectivamente.

Outros fatores sazonais, como as altas em tarifas de transporte público, também ficam mais fracos a partir de março. O reajuste de 14,1% no bilhete de ônibus em São Paulo, que representa mais de um terço do item transporte, serviu para puxar o item já em janeiro, quando variou 1,45%, sendo o principal componente da elevação do IPCA verificada naquele mês. Em fevereiro, quando outras capitais, como Salvador, promoveram seus reajustes em tarifas de transporte público, o item ainda veio em alta - 0,79% -, mas, para os analistas, a queda na margem indica que as próximas leituras mensais do IPCA virão com folga em preços relacionados a transportes.

Além de fatores sazonais, contribuiu para a alta da inflação nos primeiros meses do ano o choque nos preços de alguns itens alimentícios, como açúcar e produtos in natura. Problemas climáticos afetaram safras internacionais da cana-de-açúcar, e isso ocorreu "no pior momento possível para o Brasil, uma vez que estávamos na entressafra da cana", avalia Ramos.

Em fevereiro, açúcar e derivados ficaram 7,4% mais caros, em aceleração após alta forte também em janeiro, quando alcançaram 5%. A alta da cana, analisa Ramos, "além de afetar o açúcar, atinge toda a cadeia, alcançando o álcool combustível e mesmo a gasolina". O álcool chegou a subir 11% no IPCA de janeiro e, ainda que tenha diminuído o ritmo em fevereiro, alcançando 3,9%, ainda pressionou o índice geral no mês.

Os preços de produtos in natura, avaliam os economistas, foram afetados pelo excesso de chuvas verificado desde o início do ano. Para Ramos, a tendência é que ambos os choques, no açúcar e nos itens in natura, serão diluídos já a partir deste mês.

Para José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Fator, a alta no IPCA verificada nos primeiros meses do ano não corrobora um aumento nas taxas de juros, por parte do BC, para controlar a inflação. Ao contrário. Segundo avalia Gonçalves, aumenta a probabilidade de que o BC possa esperar mais tempo antes de iniciar o ciclo de alta dos juros. "A alta de educação só acontece em fevereiro. Os preços de transportes não darão o mesmo salto. Os itens administrados não estão pressionando e a queda na leitura do IPCA já virá em março", avalia.

Para o economista, que previa 0,78% para o IPCA de fevereiro, o índice de março deve variar entre 0,3% e 0,4%. Além disso, ressalta Gonçalves, os dados referentes à variação do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado podem alterar as projeções do analistas quanto a uma inflação de preços que seria acelerada por um crescimento da atividade acima do potencial. Na quinta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga os dados do PIB relativos ao quarto trimestre do ano passado. "Se vierem abaixo do que espera o mercado, que trabalha com expansão de 2,5% no trimestre, na margem, os modelos para inflação e crescimento em 2010 serão afetados."
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DIÁRIO DO NORDESTE

08 de março de 2010

 
PIB - INFLAÇÃO
PIB de 2009 e inflação de março são destaques
Com relação ao PIB, são aguardados os resultados do 4º trimestre e do fechamento do ano

Em meio a indicadores de inflação e atividade, o destaque da agenda da próxima semana será o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) referente ao quarto trimestre e também ao fechamento do ano de 2009, que o IBGE divulga no dia 11, quinta-feira. Para o encerramento do ano, a maior parte dos analistas espera um desempenho muito próximo a zero. Ainda que represente uma retração impressionante em relação ao avanço de 5,1% registrado em 2008, esse desempenho pode ser visto de forma positiva, considerando as previsões muito pessimistas verificadas no primeiro semestre do ano passado, quando a crise internacional impunha inúmeras incertezas sobre o rumo da economia.

Mais importante do que o fechamento do ano, o que deve mexer com os ânimos do mercado é o resultado trimestral. Mesmo sendo um dado do passado, a evolução do PIB na margem terá um papel importante na formação dos cenários econômicos, pois dará uma ideia mais clara sobre o ritmo de recuperação da atividade no final do ano passado. E, sobretudo, revelará se a participação do consumo e dos investimentos na aceleração da economia acontece de forma equilibrada, ou se há riscos de descompasso entre oferta e demanda.

Ainda no campo atividade, o IBGE divulgará, na mesma quinta-feira, o resultado das vendas no varejo de janeiro. A expectativa é de que o resultado dessazonalizado mostre crescimento, após um período de acomodação observado no final do ano passado. Em dezembro, as vendas tiveram queda de 0,4%, na série com ajuste sazonal, na comparação com novembro. Essa queda foi considerada uma correção, depois de um período forte de expansão. E, agora, o ritmo de retomada das vendas varejistas dará uma ideia a respeito da intensidade da recuperação da demanda e, como consequência, afinará as apostas para o rumo da política monetária no País.

A indústria já mostrou uma retomada mais robusta no último dado do IBGE, referente a janeiro, quando a produção avançou 1,10% ante dezembro. Essa evolução poderá ser conferida nos indicadores industriais da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) referentes a fevereiro, que serão conhecidos na quinta.

O calendário de inflação desta semana também terá grande importância, com o início da divulgação dos indicadores referentes a março. Em janeiro e fevereiro, os índices de preços dispararam, pressionados por fatores classificados como sazonais Mas, por causa dos núcleos elevados dos índices, muitos analistas começam a considerar que essa alta pode ser mais permanente do que se imaginava. A partir de março, portanto, quando fatores pontuais como reajustes de tarifas de transportes, de Educação e de impostos deixam de influenciar os índices, será possível observar com mais clareza qual é a tendência da inflação. A percepção de que a inflação pode ter subido também por questões de demanda, e não por fatores transitórios, pode reforçar a expectativa de parte do mercado de que o Copom iniciará o aperto monetário no curto prazo. Na lista dos indicadores, estão, por exemplo, o IGP-DI de fevereiro e primeira quadrissemana do IPC-S de março, que saem hoje.
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O POVO

08 de março de 2010

 
ENERGIA EÓLICA
Vertical S/A - VENTOS E DOCUMENTOS
Por Jocélio Leal

O prazo para cadastramento e habilitação técnica de projetos de geração eólica dos interessados no Leilão para Contratação de Energia de Reserva de 2010 (com previsão para o primeiro semestre) foi prorrogado até 15 de abril. A decisão do Ministério de Minas e Energia (MME) saiu no Diário Oficial da União por meio da Portaria MME nº 79/2010. Já o prazo para entrega dos documentos na Empresa de Pesquisa Energética (EPE) acabaria hoje, mas a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) pediu formalmente a prorrogação deste prazo ao Ministério de Minas de Energia e também à EPE.
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DIÁRIO DO NORDESTE

08 de março de 2010

 
MÓVEIS DE AÇO
Móveis de aço seguem em expansão no Estado
A área de educação e de saúde são vistas como novas oportunidades para o incremento do setor neste ano

A estabilidade econômica, o incremento no volume de investimentos dos governos Federal e Estadual e a reorganização estrutural de órgãos públicos, sobretudo do Judiciário e do executivo Estadual, estão gerando impactos positivos em alguns setores da indústria. No Ceará, o segmento de móveis de aço pega carona na nova onda de consumo, deixando para trás as "marolas" da crise.

Com 60 anos no mercado, há dez com nova administração, a empresa Móveis de Aço Confiança é mais um exemplo de que, quem não se deixou abalar pelos rumores da "crise", cresceu bem em 2009. "No ano passado, produzimos entre 90 e 100 toneladas de móveis de aço - estantes, armários, arquivos, móveis para escritórios e escolares - e já projetamos elevar em 50%, o faturamento em 2010", sinaliza com otimismo o empresário Aristênio Canamary Ribeiro.

Com foco no segmento corporativo e em instituições públicas dos três poderes, Ribeiro aponta a área da educação e de saúde como novas oportunidades para o incremento do setor este ano. Ele lembra que somente o governo do Estado do Ceará está construindo 50 novas escolas, dois hospitais e 21 policlínicas, organismos novos que irão precisar de mobiliário resistente e de boa qualidade.

"E isso - qualidade - nós temos", garante o empresário. Ele explica que todos os móveis que produz são com aço fosfatado, pintados com tinta eletrostática a pó e secos à temperatura de 200 graus Celsius, o que confere ao produto final maiores estabilidade, durabilidade e resistência contra ferrugem.

Outro filão interessante, revela, são roupeiros e pequenos armários de aço, muito procurados por academias de ginástica, construtoras e escolas. "Os colégios estão começando adotar esses armários para evitar o leva e traz de livros, pelos alunos", esclarece Ribeiro.

Instalado em área de 40 mil metros quadrados, com oito mil metros de chão de fábrica, em Maracanaú, Ribeiro ressalta que o ano só não será bom se faltar aço. "Este é um problema constante, que vimos resolvendo com formação de estoques maiores. Esse é um insumo que não pode faltar", alerta o empresário, ao informar que toda a matéria-prima adquire aqui mesmo, de empresas cearenses.

Estabilizado e com 150 empregados formais, ele se ressente apenas da falta de apoio financeiro de alguns bancos públicos da região. "Só não crescemos mais por falta de crédito, de recursos para novos investimentos", relata. A exceção do Piauí, a Móveis de Aço Confiança atende a todo o Nordeste.
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DIÁRIO DO NORDESTE

08 de março de 2010

 
HACO
Haco investe R$ 6,8 mi no CE
Recurso é direcionado à ampliação e instalação de uma nova linha de produção na unidade fabril cearense

A Haco Etiquetas está investindo R$ 6,8 milhões na ampliação e instalação de uma nova linha de produção na unidade fabril responsável por atender as regiões Norte e Nordeste, localizada em Eusébio, a 17 quilômetros da Capital cearense.

De acordo com a direção da empresa, estão sendo instalados 22 novos teares para incrementar em 18% a capacidade de produção de etiquetas e cadarços, um investimento de R$ 5 milhões. Paralelamente, ao custo de R$ 1,8 milhão, está sendo criada uma unidade para impressão em flexografia - linha de produção que ainda não existia na unidade fabril do Eusébio -, que será utilizada para produção de materiais gráficos: tags em papel, folders e etiquetas autoadesivas. O espaço reservado para esse empreendimento é de aproximadamente 1.000 metros quadrados.

Segundo Alberto Lowndes, diretor-executivo da empresa catarinense, vários moradores do Eusébio já estão sendo treinados para assumir os postos de trabalho que irão ser criados com essa expansão. "Serão gerados 250 novos empregos. Todos já estão sendo capacitados e 100% deles moram em Eusébio", pontuou.

Conforme a administração da Haco, o investimento se deve ao grande impulso de seus clientes, em especial, os nordestinos, que, praticamente, ignoraram os efeitos da crise financeira e continuaram crescendo. Além disso, o Ceará está localizado numa posição estratégica, que facilita o escoamento dos produtos para o exterior. "Nossa meta para o ano que vem é aumentar o nosso faturamento em um dígito. Contamos com a posição privilegiada da Haco Nordeste para continuar a exportação para os mercados norte-americano e europeu", afirmou Alberto.

De acordo com o diretor-executivo, em 2009, a Haco incrementou em 22% seu faturamento e as perspectivas para 2010 são ainda melhores. "Geralmente, é no 2º semestre que acontece o pico de vendas. Mas, neste ano, em virtude da Copa do Mundo, haverá um equilíbrio com o 1º semestre.

Há muito negócios em torno de bandeiras, artigos de decoração, brasões de times e seleções de futebol. Só o emblema da seleção brasileira, que também produzimos, deve ter uma demanda 10 vezes superior", disse Alberto Lowndes. A Haco Etiquetas possui cerca de dois mil funcionários espalhados em suas cinco fábricas: a Matriz, em Blumenau (SC); Fios, em Massaranduba (SC); unidade Sul, em Criciúma (SC), a Haco Nordeste, em Eusébio (CE) e a fábrica de Portugal, na cidade de Covilhã.
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O POVO

08 de março de 2010

 
ESTALEIRO
Política - UM ESTALEIRO DE DÚVIDAS
Por Érico Firmo

Há um fator surreal em toda a discussão em torno do estaleiro no Titanzinho. Até agora, passadas reuniões e audiências públicas, não veio a público um, ao menos um estudo de impacto ambiental. Sem isso, é impossível aprofundar o debate. Chega a ser irresponsável, em pleno século XXI, aderir à ideia de tal empreendimento industrial, em zona costeira urbana, sem conhecer seus efeitos sobre o meio ambiente. E, mesmo sem o componente meio ambiente ter sido ainda inserido no debate, já há uma forte e bem fundamentada oposição ao empreendimento, com base em seus impactos urbanísticos sobre uma comunidade vulnerável.

QUANTO VALE UM EMPREGO?
O colunista não defende, todavia, que se inviabilize um empreendimento de tal porte, que pode, sim, ser benéfico. Mas há muito a ser esclarecido, e não só com respeito à questão ambiental. Precisa, também, ficar claro o que o Estado tem a ganhar. Essa pergunta foi feita ao governador Cid Gomes e à sua equipe, quando visitaram O POVO em janeiro, para apresentar o empreendimento. A resposta: os 1,2 mil empregos diretos. E ressalvou que os cinco mil indiretos podem ser criados tanto aqui quanto na Coreia, por exemplo. Ora, parece pouco para que se abra mão de uma porção da orla urbana da cidade, demandando ainda investimento público de R$ 60 milhões. Em 2009, a média mensal de empregos gerados no Ceará & mensal & foi quatro vezes maior do que tudo que o estaleiro pretende criar. Também para efeitos de comparação, a Grendene, em Sobral, emprega um número de pessoas 20 vezes maior. Sem mencionar que, no estaleiro de Pernambuco, instalado pelos mesmos empresários que pretendem construir no Titanzinho, apenas pouco
mais da metade dos empregos gerados beneficiou a população do entorno, segundo informa o próprio site do estaleiro. Recentemente, foram trazidos soldadores do Japão. Todas essas contas de perdas e ganhos devem ser feitas com rigor para, aí, discutir-se se vale à pena pagar o preço. Defender a industrialização a qualquer custo é raciocínio do século XIX.
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O POVO

08 de março de 2010

 
ESTALEIRO
Salmito quer mostrar estaleiro a moradores
Presidente da Câmara, um dos defensores do estaleiro, pretende levar comitiva com moradores do Titanzinho para conhecer empreendimento similar em Pernambuco

No centro da disputa pela instalação de uma fábrica de navios na praia do Titanzinho, em Fortaleza, os moradores daquela comunidade poderão até fazer uma viagem à cidade de Ipojuca, em Pernambuco. É lá que fica o estaleiro Atlântico Sul, construído no Complexo Industrial Portuário de Suape.

Ontem, o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Samito Filho (PT) & que defende a construção do equipamento naval no Titanzinho &, disse ao O POVO que estuda uma maneira legal de permitir que a Câmara custeie a viagem de, pelo menos, quatro líderes comunitários do Serviluz a Pernambuco, onde poderão conhecer o estaleiro Atlântico Sul.

``Essa ideia surgiu a partir da audiência pública (realizada na semana passada). Acho que agora, depois do debate, é importante que a gente possa ir lá, para ver se a maior parte dos postos de trabalho é mesmo de baixa qualificação e se essa mão de obra está mesmo vindo do Japão, ou se a capacidade da comunidade local está sendo aproveitada``, justificou. ``Nossa ideia é formar uma comissão de deputados e vereadores e levar, também, dois líderes comunitários contra o estaleiro e dois líderes que se posicionem a favor da construção``. Segundo o vereador, a Câmara cobrirá os custos apenas dos moradores. ``Cada vereador, se quiser ir, vai por conta própria``.

Diferenças
O estaleiro de Ipojuca -cujos donos são os mesmos que pretendem instalar o empreendimento no Titanzinho - está inserido numa realidade diferente de Fortaleza. Lá, a área do estaleiro é uma região industrial, sem moradias por perto. Diferentemente do Titanzinho, que é uma área urbana, cercada por uma comunidade consolidada naquela região - o que motivou toda a polêmica sobre do assunto, colocando em lados opostos o governador Cid Gomes (PSB), favorável ao empreendimento, e a a prefeita Luizianne Lins (PT), que é contra.

O presidente da ONG Serviluz Sem Fronteiras, Pedro Paulo Fernandes, afirmou que, até agora, não tem conhecimento sobre a proposta de conhecer o estaleiro de Pernambuco. Segundo ele, a ONG organiza reuniões para discutir e informar sobre o estaleiro.


EMAIS

- Segundo Salmito Filho (PT), a visita ao estaleiro de Pernambuco poderá servir para mudar sua posição sobre o assunto ou mesmo para consolidá-la. ``Vai depender da realidade que a gente encontrar lá``.

- Pedro Paulo Fernandes, líder da ONG Serviluz Sem Fronteiras, disse que a partir da próxima semana a organização deve se reunir para elaborar uma estratégia de atuação na discussão sobre o estaleiro. ``Já fizemos algumas reuniões com os moradores, mas precisamos avançar``.

- Segundo informações no site do estaleiro Atlântico Sul, o empreendimento gera 5 mil empregos. Desses, 2,8 mil são destinados à população de cinco municípios da região.

Abaixo-assinado inconcluso

O abaixo-assinado em prol da construção do estaleiro na praia do Titanzinho, que deveria ter sido entregue ao governador Cid Gomes (PSB) na última sexta-feira - o que acabou frustrado em cima da hora -, ainda está sendo organizado por um grupo de vereadores, informou ontem o presidente da Câmara Municipal, Salmito Filho (PT).

``Mas a organização está sendo feita em parceria com as pessoas da comunidade``, afirmou o vereador, um dos defensores do projeto. A previsão agora, segundo Salmito, é que o governador receba o documento na próxima quinta ou sexta-feira.

O abaixo-assinado é apenas um das ferramentas que integram a estratégia de ``mobilização`` dos moradores do Serviluz em prol do estaleiro, estratégia que inclui os vereadores mais votados da região. Para isso, diz Salmito, estão ocorrendo reuniões constantes com pessoas da comunidade, inclusive nos gabinetes dos vereadores.

O líder da ONG Serviluz Sem Fronteiras, Pedro Paulo Fernandes, considera ``incorreto`` o abaixo-assinado, pois, segundo ele, as informações não estão chegando de forma correta à população local. (PA)

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O POVO

08 de março de 2010

 
POLÍTICA DAS ÁGUAS NO CEARÁ
Vertical - A política das águas no Ceará
O sistema de abastecimento d’água da Região Metropolitana de Fortaleza está com reservas na ordem de 75%, segundo o secretário estadual dos Recursos Hídricos, César Pinheiro. “Isso garante água por mais dois anos. Mesmo com seca”, diz o secretário. Enquanto isso, o Comando da 10ª Região Militar promete iniciar, nesta semana, a distribuição de água, por meio do carro-pipa, para 66 municípios, atendendo perto de 450 mil cearenses. Isso mostra que ainda falta muito para que o cearense consiga conviver com a estiagem sem tantos traumas. O secretário César Pinheiro diz, porém, que o investimento no Eixão das Águas continua e que os trechos já concluidos (só falta o de Fortaleza-Pecém) amenizam um quadro que poderia ser bem pior. A propósito: como vai a democratização do acesso a essa água?
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O POVO

08 de março de 2010

 
OBRAS DO SETOR HÍDRICO
Vertical - HORIZONTAIS
No próximo dai 19, o governo estadual vai liberar pacote de obras do setor hídrico. No valor de R$ 33 milhões, segundo o secretário Camilo Santana (Desenvolvimento Rural).
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DIÁRIO DO NORDESTE

08 de março de 2010

 
PLANOS DE SAÚDE
Planos de Saúde: cresce número de reclamações
Principais queixas são a negativa de cobertura, reajuste de planos antigos e alteração da rede credenciada

As queixas contra os planos de saúde aumentaram em 2009 ante o ano anterior. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o índice de reclamações passou de 1,92, em 2008, para 3,27, em 2009. O número de clientes de convênios médicos subiu de 52 milhões para 55 milhões no período, representando uma elevação de 5,77%. Considerando esse universo, as reclamações passaram de cerca de 10 mil, em 2008, para cerca de 18 mil, no ano passado (alta de 80%).

De acordo com a ANS, o volume de reclamações tem crescido devido ao aumento do número de usuários dos planos de saúde nos últimos anos.

Entre as empresas classificadas como grandes (com mais de 100 mil clientes) e de maior participação no mercado de saúde suplementar no Estado de São Paulo, por exemplo, a Dix Amico foi a única que teve queda no índice na comparação entre os dois períodos, passando de 4,85 reclamações a cada 10 mil clientes para 4,65. Já as demais analisadas apresentaram aumento do número de queixas, como a Samcil, que teve o índice elevado de 6,80 para 21,24 no período.

Principais queixas

No rol das principais queixas listadas pelos clientes estão a negativa de cobertura - quando a empresa se recusa a realizar um exame ou procedimento indicado pelo médico -, reajuste de planos antigos, alteração da rede credenciada pelo convênio e ainda descumprimento do contrato de prestação de serviço pela operadora.

Para o consultor especializado em saúde suplementar, Pedro Fazio, o crescimento das queixas contra operadoras é a ponta do iceberg de um problema muito mais complexo, que vem se agravando nos últimos anos: a saúde financeira das companhias. "Com encarecimento dos custos das operadoras e a ampliação do rol de procedimentos obrigatórios, a margem de lucro das empresas vem sendo reduzida", diz. "E o problema de caixa se reflete no serviço prestado", emenda.

Fazio reconhece que o número de queixas registradas contra planos de saúde ainda é pequeno se comparado ao recebido por empresas de outros setores (como bancos, por exemplo). Isso levaria as operadoras a minimizar a questão.

"Muitas empresas não reconhecem que a qualidade do atendimento vem caindo e, por isso, não tomam uma atitude para melhorar", constata Fazio. "Porém, é preciso considerar que o número de reclamações na ANS poderia ser bem maior se todo mundo que tivesse um problema fizesse uma queixa formal", argumenta o especialista em saúde complementar.

Canais pouco divulgados

Mas isso não ocorre. Os canais de reclamação continuam a ser pouco divulgados e muitos clientes ficam sem saber como pleitear seus direitos.

Para a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Juliana Ferreira, há uma subnotificação à ANS. "Como a agência nem sempre ajuda diretamente o consumidor, ele não procura o órgão", argumenta.

As empresas Samcil, Medial Saúde, Unimed Paulistana, Porto Seguro e Bradesco Seguro afirmam que investem continuamente na melhoria do atendimento aos clientes.

A Medial ainda ressalta que o número de reclamações caiu 27% do primeiro para o segundo semestre do ano passado.

As demais empresas citadas acima, por outro lado, não se manifestaram.
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DIÁRIO DO NORDESTE

08 de março de 2010

 
SINDUSCON
Construção quer crescer 9% no País em 2010
Este ano, as estimativas favoráveis do setor no Ceará estarão calcadas nas obras públicas e não no MCMV

Brasília/Fortaleza O setor da construção civil, um dos que mais empregam no país, deve registrar um crescimento de 9% neste ano puxado pelas obras do Programa Minha Casa, Minha Vida e pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A previsão é do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão. Essa forte expansão deve contribuir para que o PIB dê um salto de 6% neste ano.

No Ceará, a expectativa de incremento no setor não é tão otimista, se for baseado nesses dois programas. Para Roberto Sérgio, presidente do Sinduscon (Sindicato da Construção Civil do Ceará), "o avanço no Estado deve girar em torno de 6% - o que já é um bom resultado -, mas em cima de obras públicas e outras incorporações tradicionais". "Se depender do MCMV, o setor vai crescer muito próximo a zero. Lamentavelmente, o programa não está fazendo sucesso aqui", afirma.

Com relação ao PAC, Sérgio citou as três obras do programa no Ceará: Metrofor, Transnordestina e ampliação do Porto do Pecém. "O metrô está bem acelerado, até por conta de compromisso do governo estadual de até setembro rodar o primeiro trecho; a ferrovia está muito lenta", explica.

"O percentual de 9%, é muito otimismo - é o dobro da expectativa do crescimento do Brasil. Até acredito que consigamos resultados acima da média País", pontua Roberto Sérgio.

Apesar das estimativas favoráveis para este ano, Safady afirmou que, com base nos números divulgados até o momento pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor deverá fechar 2009 com uma retração entre 3% e 4%. O que para ele não faz sentido.

Na quarta-feira, em reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, Safady sugeriu uma revisão da metodologia do IBGE. Isso porque, na avaliação dele, o instituto não considera em seus cálculos o valor adicionado de cada produto.

Para sustentar essa disparada do setor a partir de 2010, já está sendo alinhado com o governo a segunda etapa do Minha Casa e do PAC.
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VALOR ECONÔMICO

08 de março de 2010

 
REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO
Reduzir a jornada de trabalho faz mais mal do que bem
Ao aumentar o custo do trabalhador, a PEC 231 estimula o aumento da informalidade no mercado de trabalho

Há uma máxima em economia que diz que determinadas políticas públicas, geralmente muito populares e bem intencionadas e que aparentemente melhorariam as condições de vida das pessoas por elas afetadas, acabam por piorá-las. A proposta de redução da jornada semanal de trabalho no Brasil, de 44 para 40 horas, sem a diminuição dos salários, e o pagamento de 75% sobre a hora extra trabalhada, contida na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, parece se enquadrar perfeitamente nesse figurino. À primeira vista, uma jornada menor melhoraria a qualidade de vida dos trabalhadores, dando-lhes mais tempo para o lazer e a família. Além disso, restaria inclusive mais tempo e, com as horas extras, mais renda para consumir, o que estimularia a economia. Por fim, a medida ainda poderia ampliar a criação de empregos, devido à necessidade de novas contratações para compensar a queda de 10% na jornada de trabalho semanal.

No entanto, essa visão só enxerga parte do quadro. Mas o que acontecerá com as empresas que empregam esses trabalhadores? Com certeza, seus custos por trabalhador aumentariam, pois teriam que continuar pagando os mesmos salários por menos horas de trabalho ou pagando valores mais elevados pelas horas extras. Assim, haveria uma perda de competitividade das empresas brasileiras em relação às que operam em suas concorrentes no exterior.

A solução que boa parte das empresas brasileiras de maior porte e com capacidade de investimento tomaria seria a substituição, na medida do possível, de seus trabalhadores por máquinas. As de menor porte e com pouca capacidade de investir, caso típico das pequenas e microempresas, seriam forçadas a reduzir o número de seus empregados. Em ambos os casos, aqueles supostamente beneficiados pela medida seriam prejudicados, gerando um aumento do desemprego, o resultado oposto daquele desejado pela medida.

Alguns podem pensar que isso não faz sentido, pois o país se encontra novamente em um período de forte crescimento econômico, batendo recordes sucessivos de ampliação do emprego. No entanto, essa medida tem o potencial de reduzir dramaticamente a expansão do emprego, mesmo com a economia voltando a crescer acima de 5% ao ano. Além disso, essa medida tira o foco daquilo que deveria ser a principal preocupação do governo em relação ao emprego: a realização de uma corajosa reforma trabalhista, que proporcionasse um aumento significativo dos empregos formais no país. Atualmente, pouco mais da metade dos trabalhadores brasileiros estão na economia formal, restando a informalidade para os demais. Ao aumentar o custo do trabalhador, a PEC 231 se torna mais um ingrediente a estimular o aumento da informalidade no mercado de trabalho brasileiro.

Outro aspecto interessante a ser examinado é que os principais países emergentes, que pertencem ao grupo dos Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), apresentam jornadas de trabalho semanais mais longas que a brasileira. Na China, a média de trabalho semanal na indústria chega a 49 horas, enquanto na Índia alcança a 47 horas, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Em vários países latino americanos, a carga de trabalho semanal também é mais longa do que no Brasil, chegando a 45 horas no México, no Uruguai e na Colômbia.

Mas, quando se compara as horas trabalhadas ao longo do ano, o quadro ainda é mais desalentador. Devido ao período de férias brasileiro, de 30 dias por ano, quando na maioria dos países emergentes gira em torno de 20 dias anuais, e do número de feriados, a jornada anual trabalhada no Brasil é menor do que em boa parte desses países. Portanto, a adoção da jornada de 40 horas semanais no país, sem alterar o período de férias e o número de feriados, iria reduzir ainda mais a competitividade das empresas que atuam aqui.

Por fim, uma série de estudos tem demonstrado que a redução da jornada de trabalho semanal não resultou em aumento de empregos. Na França, a redução da jornada de trabalho de 40 para 35 horas semanais além de não provocar o aumento esperado de empregos, causou uma fuga de investimentos para países da União Europeia com jornadas de trabalho maiores e legislações trabalhistas mais flexíveis, como Espanha e República Tcheca. No caso brasileiro, a redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais, garantida pela Constituição de 1988, não criou mais empregos.

Uma das razões é que a maior parte dos empregos no Brasil é criada por micro e pequenas empresas, que não têm como arcar com a elevação das folhas de pagamento. De acordo com a literatura especializada, o que, de fato, gera mais empregos é a combinação de crescimento econômico elevado e sustentável, maior qualificação dos trabalhadores e uma legislação trabalhista que estimule a contratação de novos trabalhadores.

Em suma, o resultado da aprovação da PEC 231 será o desemprego e a informalidade para muitos brasileiros a quem ela supostamente iria beneficiar. Assim, se o governo não tem condições políticas de realizar uma reforma trabalhista, que estimule a formalização dos trabalhadores, especialmente em um ano eleitoral, ao menos deve evitar adotar tal medida que não contribui em nada para a expansão dos empregos formais no país. O melhor caminho seria o da livre negociação entre sindicatos empresariais e de trabalhadores, como ocorre na maioria dos países emergentes e desenvolvidos, e não através de uma imposição do Estado, que engessaria o tema ao inseri-lo na Constituição. Por sinal, uma série de acordos coletivos entre sindicatos patronais e de trabalhadores no Brasil já estabeleceram 40 horas semanais, sem interferência alguma do Estado. Como a experiência internacional e brasileira, além da própria literatura especializada sobre o tema tem demonstrado, a redução da jornada de trabalho por lei somente iria prejudi
car aqueles que seriam supostamente beneficiados.

José Paulo Dornelles Cairoli é presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul)
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DIÁRIO DO NORDESTE

08 de março de 2010

 
REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO
Força Sindical apoia redução progressiva
São Paulo Em meio ao embate entre empresários e centrais sindicais sobre a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, disse que é possível aprovar a proposta do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), de uma redução progressiva, com 43 horas em 2011 e 42 horas em 2012.

"Eu acho que é possível aprovar essa proposta intermediária. Nós devemos fazer um acordo com o presidente Michel Temer para ela ir a votação", disse Paulinho na inauguração da nova sede da Força Sindical, em São Paulo.

A discussão sobre o tema está na Câmara. As centrais sindicais pressionam Temer para colocar a PEC (proposta de emenda constitucional) com a mudança em pauta. Ainda não há acordo para a votação do texto original, nem mesmo o alternativo.

O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vacarezza (PT-SP), também disse que, como deputado, é favorável a proposta. Como ´ governo´, deve procurar uma solução que seja sustentável para o país.
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O ESTADO

08 de março de 2010

 
REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO
Economia - REDUÇÃO PROGRESSIVA DA JORNADA DE TRABALHO
Por Rubens Frota

Em meio ao embate entre empresários e centrais sindicais sobre a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, disse neste domingo que é possível aprovar a proposta do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), de uma redução progressiva, com 43 horas em 2011 e 42 horas no ano seguinte.

• APOIO DA FORÇA SINDICAL - A discussão sobre o tema está na Câmara. As centrais sindicais pressionam Temer para colocar a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) com a mudança em pauta. Ainda não há acordo para a votação do texto original, nem mesmo o alternativo.
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