Fortaleza, CE - sexta-feira, 12 de março de 2010

AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- Pré-sal: otimismo com partilha
- Lêda Maria - Passarelas
- Federação cearense recebe mostra sobre gestão sustentável na indústria
- Eleições Sindicais - Sindiverde
- Alunos do Senai/CE participam da Olimpíada do Conhecimento
- Guia Industrial do Ceará 2010
- PIB cearense cresce 3,1% em 2009
- Sônia Pinheiro - Memory

IEL
- Desafio Sebrae

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
- Gestores cearenses serão investigados por desvio de verba

AGRICULTURA
- Egídio Serpa - DER vai licitar a "estrada do caju"

BANCOS
- BNDES recebeu R$ 207 bilhões do Tesouro

CIÊNCIA E TECNOLOGIA
- Vertical S/A - Finep distribui R$ 40 mi, mas Ceará está de fora

CNI
- SEM PRESSÃO: RECUPERAÇÃO ECONÔMICA NÃO TRAZ RISCO PARA A INDÚSTRIA, DIZ CNI

COMÉRCIO
- Comércio do CE cresce 13,2%

COMÉRCIO EXTERIOR - CEARÁ
- Egídio Serpa - Apex renova parceria com Nutec
- Diário Político - Fênix

ECONOMIA
- Economia se recupera no final de 2009
- A economia brasileira em 2009
- Investimentos caem ao pior nível desde 96
- Sob Lula, país cresceu mais que nos anos FHC
- Ano fechou com "chave de ouro", afirma Mantega
- Economia começa o ano em ritmo forte
- PIB e varejo aumentam aposta do mercado em alta dos juros
- "Efeito China" atenuou crise em vários países
- Economia do CE cresceu 3,1%, mesmo na crise
- Investimento cresce o triplo do consumo no 4º tri de 2009
- BC vê economia com aceleração "na margem"
- Brasil se sai bem na comparação com desenvolvidos
- País vivia seu 2º maior ciclo de crescimento
- Indicadores Econômicos

EVENTOS
- Vertical S/A - À PORTUGUESA

FECOMÉRCIO
- Vertical - DRIBLE

FEDERAÇÕES DAS INDÚSTRIAS (BRASIL)
- SEGURO ACIDENTE - FIESP SUSPENDE CONTRIBUIÇÃO
- Diário Político - Amém!

HABITAÇÃO
- Sai 2º projeto do Minha Casa
- Vertical S/A - MEU APARTAMENTO, MINHA VIDA

INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL
- Mercado Aberto - PIB da construção está errado, diz setor
- De A a Z - No ranking nacional

INDÚSTRIA NAVAL
- Vereadores buscam informações na Inace

INFRA-ESTRUTURA
- Egídio Serpa - Livre Mercado
- Vereadores vislumbram alternativa para estaleiro

MEIO AMBIENTE
- Variedades - PRÊMIO

POLÍTICA
- Painel - Regras
- Ciro faz crítica a PT por impor aliança regional

RESÍDUOS
- Depois de 19 anos, Câmara aprova lei de resíduos sólidos

SEBRAE
- Sebrae qualifica empreendedores

SECA
- Edilmar Norões - Orçamento de R$ 1 bilhão

TRIBUTOS
- Projeto é contestado pelos tucanos do Ceará


DIÁRIO DO NORDESTE

12 de março de 2010

 
PARTILHA DO PRÉ-SAL
Pré-sal: otimismo com partilha
O Senador Tasso Jereissati defende que o debate sobre a partilha do pré- sal seja amplo, sem pressa

As expectativas quanto à aprovação, no Senado Federal, dos projetos do pré-sal são de otimismo entre os parlamentares cearenses na Casa, o governo do Estado e as entidades representativas de classe. São quatro os textos que serão analisados: o que estabelece o regime de partilha de produção; o que autoriza a capitalização da Petrobras; o que cria a nova estatal, a qual vai gerenciar as reservas; e o do fundo social que receberá os recursos da União.

A favor da nova partilha, a senadora Patrícia Saboya acredita que a aprovação da emenda seria uma forma de recuperar "o tempo que nós (do Norte e Nordeste) perdemos no passado". Outro integrante da bancada cearense no Senado, Inácio Arruda, defende que o dinheiro advindo do pré-sal não deve ficar concentrado nos estados em cujas bacias se encontra o petróleo. Já o também senador Tasso Jereissati prefere destacar a necessidade de um amplo debate acerca do tema, que, segundo ele, não pode ser decidido às pressas. Para Roberto Macedo, presidente da Fiec (Federação das Indústrias do Ceará), "a proposta é uma das bandeiras em que os estados brasileiros estão batalhando, no sentido da repartição nacional desses royalties.

A disputa não é para menos, dados mais recentes da CNM (Confederação Nacional dos Municípios) apontam que a estimativa de arrecadação dos royalties de petróleo, no Ceará, com a emenda do pré-sal subiriam dos atuais R$ 45,35 milhões para R$ 309, 37 milhões. Um ganho de R$ 264,023 milhões. As maiores vantagens financeiras ficariam com Fortaleza (R$ 56 milhões).

Indignado com a possível concretização da emenda, o governador do RJ, Sérgio Cabral foi ás lágrimas, ontem. "Eu acho que foi feito um linchamento contra o Rio de Janeiro", disse. "Não são lágrimas de raiva, são lágrimas de tristeza. O Rio de Janeiro é frequentado por todos. As pessoas querem que o Rio quebre?", indagou o governador carioca.

O que eles pensam
Aprovação na Câmara repercute

"A má postura do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, criou um clima de radicalismo. Ele deveria ter procurado o diálogo antes de se posicionar totalmente contrário à partilha dos royalties do pré-sal. Isso acabou por fazer com que a Câmara dos Deputados aprovasse mais do que se pleiteava. Se o texto for aprovado e sancionado desta forma, será muito positivo para o Ceará, que será o segundo Estado brasileiro que mais royalties da exploração do petróleo receberá."

Cid Gomes
Governador do Ceará

"O texto aprovado na última quarta-feira está em conformidade com os critérios do Fundo de Participação estadual (FPE), que é diretamente proporcional à população e inversamente à renda per capita, o que dá vantagem para o Ceará. Estudos preliminares conduzidos pela Sefaz, quando se começou a discutir o pré-sal e a partilha dos royalties, apontavam para um incremento adicional anual de R$ 414 milhões. Agora, a expectativa é de que o texto passe pelo Senado como está."

Mauro Filho
Secretário da Fazenda do Estado

"Acredito que os municípios cearenses serão beneficiados diretamente. Quem ganha mais recursos do Estado, será mais beneficiado. No caso, Fortaleza, terá a maior fatia. O assunto é tão importante que deverá influenciar, inclusive, nas eleições presidenciais deste ano. Se for sancionada, a emenda deverá fazer com que o partido do presidente Lula perca votos no Rio de Janeiro, que é um grande centro eleitoreiro. Acredito que o presidente fará uma pequena alteração para que o Rio não saia tão prejudicado."

Irineu de Carvalho
Consultor da Aprece

Senadores comentam

"Eu brigaria pelo meu Estado, mas não seria intransigente ao dividir o País entre ricos e pobres"

PATRÍCIA GOMES
Senadora

"Sou contrário ao pedido de urgência do governo, entendendo que se trata de algo de extrema relevância"

Tasso Jereissati
Senador

"O Senado sempre funciona como uma casa revisora e certamente examinará as quatro questões"

Inácio Arruda
Senador


ISILDENE MUNIZ
REPÓRTER
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de março de 2010

 
SENAI/CE - OLÍMPÍADA DO CONHECIMENTO
Lêda Maria - Passarelas
Presidente da Fiec, Roberto Macêdo, esteve na Cidade Maravilhosa, ontem, a convite do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro, conferindo a participação dos 12 alunos do Senai/CE na Olímpíada do Conhecimento. O vice-presidente do Brasil, José Alencar, também abrilhantou o evento.
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AGÊNCIA CNI

12 de março de 2010

 
MOSTRA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL
Federação cearense recebe mostra sobre gestão sustentável na indústria
Fortaleza - Exemplos de atuação socialmente responsável das empresas industriais cearenses e a discussão sobre desafios e tendências do setor bem relação à sustentabilidade estarão em pauta nos dias 16 e 17 de março na 1ª Mostra de Responsabilidade Social na Indústria. O evento, uma realização do Serviço Social da Indústria do Ceará (SESI/CE), ocorrerá na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).

O destaque do primeiro dia será a apresentação de Vitor Seravalli, presidente do comitê brasileiro do Pacto Global, iniciativa das Nações Unidas (ONU), para mostrar a empresários de todo o mundo a necessidade de uma atuação responsável. Ele falará sobre a sustentabilidade empresarial. O segundo dia do evento terá a exposição de cases sobre iniciativas de indústrias locais nas áreas social, ambiental e econômica. Serão três exemplos em cada categoria, precedidos por palestras sobre temas afins. Um dos palestrantes será o sociólogo alemão Peter Pfeiffer, professor universitário na Alemanha, Peru e Brasil.

Segundo a gerente do Núcleo de Responsabilidade Social Empresarial do SESI/CE, Cybelle Borges, a sustentabilidade dos negócios tem como base não apenas o plano econômico, mas também aspectos sociais e ambientais, todos de forma integrada. “A gestão dos negócios com a premissa da sustentabilidade contribui para a permanência dos mesmos, oferecendo um sistema de controle e gerenciamento dos riscos, aspectos e impactos socioambientais”, disse.

No cenário cearense, Cybelle Borges avalia que, embora o número de empresas que operam uma gestão sustentável de forma sistematizada ainda seja reduzido, é crescente a conscientização sobre a importância da adoção destas práticas para a permanência dos negócios. “As indústrias cearenses estão atentas às mudanças globais e já realizam trabalhos exemplares que poderão ser conferidos na mostra”, disse.

Outro atestado da atuação das empresas locais, segundo a gestora do SESI/CE, são os resultados alcançados pelo programa Agentes de Responsabilidade Social. Criada pelo SESI/CE em 2007, a iniciativa consiste na capacitação de representantes do setor empresarial para a atuação integrada em projetos sociais. Atualmente, cerca de 200 agentes capacitados de 142 empresas compõem essa rede.

Fonte: SESI/CE
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de março de 2010

 
SINDIVERDE
Eleições Sindicais - Sindiverde
Eleições Sindicais - Sindiverde

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BLOG ELIOMAR DE LIMA

12 de março de 2010

 
OLIMPÍADA DO CONHECIMENTO
Alunos do Senai/CE participam da Olimpíada do Conhecimento
O presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Roberto Macêdo, está no Rio de Janeiro nesta quinta-feira. Atende a um convite do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro, confere a participação dos 12 alunos do SENAI/CE na Olimpíada do Conhecimento, maior torneio de educação profissional das Américas.

“Essa competição representa uma maneira inovadora para estimular nossos jovens alunos a alcançarem um nível extra de qualificação. Algo imprescindível para o futuro da indústria e do País”, diz Macêdo. Os jovens cearenses passaram por um período superior a seis meses de treinos em busca da perfeição na execução das provas, que simulam situações semelhantes às do ambiente de trabalho.

A Olimpíada do Conhecimento ocorrerá até domingo e reúne alunos das escolas do SENAI em todo o país. O vice-presidente do Brasil, José Alencar também vai conferir o evento na quinta-feira.
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O POVO

12 de março de 2010

 
GUIA INDUSTRIAL DO CEARÁ
Guia Industrial do Ceará 2010
Guia Industrial do Ceará 2010

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O POVO

12 de março de 2010

 
INDI - PIB CEARENSE
PIB cearense cresce 3,1% em 2009
O Produto Interno Bruto (PIB) cearense cresceu 3,1% em 2009, enquanto nacionalmente houve uma redução de 0,2%

O desempenho positivo de setores como comércio e construção civil no ano passado levou o crescimento econômico do Ceará a superar os resultados nacionais. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado cresceu 3,1% em 2009, a soma das riquezas nacionais apresentou retração de 0,2%. A participação do Estado no PIB nacional chega a 2,03%.

O PIB cearense contabilizou R$ 60,79 bilhões. Para o País, o valor foi de R$ 3,1 trilhões. Os números foram divulgados ontem pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O governador Cid Gomes destacou como um avanço a superação da casa dos 2% do PIB nacional. ``É um avanço que demonstra que estamos indo no caminho certo para reduzir diferenças econômicas e sociais históricas``.

O crescimento do PIB cearense é contínuo, de acordo com a titular da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), Desirée Mota. ``O estado do Ceará está tendo um crescimento sustentável``, apontou lembrando que em 2007 o PIB do Estado fechou em 4,1% e em 2008 chegou a 6,5%. Desirée explicou que o Ceará não tem sua economia ligada essencialmente à exportação, mas boa parte de seu desenvolvimento é "voltado para o mercado interno".

A expectativa para 2010 é chegar a um PIB de 6% no Estado. Nacionalmente, o índice deve alcançar 5,7%. ``Enquanto o País espera sair de uma projeção negativa e chegar a 5,7%, nós vamos manter e alavancar o crescimento``, apontou Desirée.

Serviço
Apontado como o setor com maior representatividade no PIB cearense (70,27%), os serviços apresentaram um crescimento de 5,6% levando-se em consideração os valores adicionados a preços básicos, descontando-se os impostos.

Entre os setores, o comércio apresentou o maior destaque com crescimento de 10,9%. Desirée explicou que a elevação foi resultado do aumento das vendas do varejo, mais contratações e ganhos salariais reais, além de medidas anti-crise como a redução de impostos.

O titular da Secretaria da Fazenda (Sefaz), Mauro Filho, apontou como um dos motivos para o crescimento do comércio a política de desoneração fiscal desenvolvida desde 2007. ``Não é uma medida emergencial, mas uma política pública``, destacou lembrando que já foi reduzida a carga de produtos como medicamentos e gêneros agrícolas.

Indústria
Com um crescimento de 1,1% em 2009, o setor industrial teve sua elevação puxada pelo bom desempenho da construção civil. O setor representa 23,61% do PIB do Estado e obteve um crescimento de 4,4% em decorrência principalmente dos investimentos em obras pública.

A retração de 9% no setor agrícola não foi tão significativa para o resultado do Ceará. O setor é responsável por apenas 6,2% do total das riquezas do Estado.

As Frases

“O Ceará tem que buscar obstinamente um crescimento sempre maior do que o do Brasil. Isso por que contamos com cerca de 4% da população brasileira e o PIB ainda está aquém do que deveria ser”
Cid Gomes. Governador do Estado

“O nosso crescimento recente tem sido muito baseado no consumo do mercado interno. É uma velocidade muito grande na resposta econômica”
Alex Araújo. Superintendente do Sistema Fecomércio

“Produção industrial aumentará mais este ano porque o mercado interno está aquecido e as exportações estão aumentando”.
Pedro Jorge Ramos Viana. Coordenador da Unidade de Pesquisas do INDI na Fiec

EMAIS

- O crescimento do PIB cearense está associado com a elevação dos indicadores sociais. Enquanto em 1998, quase 70% da população era considerada pobre por viver com menos de meio salário mínimo por pessoa, o índice caiu para 51% entre 2007 e 2008, com 330.700 pobres a menos.

- O Produto Interno Bruto é um dos principais indicadores de uma economia. Ele revela a soma de todas as riquezas geradas no país.

- O Valor Adicionado a Preços Básicos representa a soma de todos os bens e serviços sem incluir os impostos.

- Apenas quatro estados no País fazem a análise do PIB trimestralmente: Ceará, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. Dos quatro, o Ceará é o único que divulga os resultados no mesmo dia em que o IBGE divulga os dados nacionais. Os demais só mostram o levantamento no fim do mês.

Resultado do País foi "razoável"

O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que o recuo de 0,2% do PIB brasileiro em 2009 foi um resultado ``razoável--, considerando que foi um ano de crise. Ele destacou que o desempenho do Brasil foi um dos melhores do G20 (grupo dos principais países ricos e emergentes).

"O Brasil foi um dos poucos países que teve esse desempenho em 2009, foi um bom desempenho porque a maioria dos países teve um crescimento negativo forte no ano passado. O Brasil teve um resultado razoável levando em conta um cenário de crise".

O ministro ressaltou o crescimento de 2% registrado no quarto trimestre na comparação com o trimestre anterior, puxado principalmente pelo desempenho da indústria e do investimento. Para 2010, Mantega prevê um crescimento acima de 5,7%. "O resultado do PIB no ultimo trimestre mostra que nos fechamos 2009 com chave de ouro", completou.

Crise
Segundo Mantega, Lula está satisfeito com o resultado. ``Ele (Lula) disse que estava satisfeito com os números e que o Brasil teve um excelente desempenho em 2009, um ano de crise``, afirmou Mantega.

Mantega disse ainda que o presidente questionou se a expansão em 2010 é sustentável e o ministro negou que possa gerar inflação. ``O crescimento é sustentável porque tem capacidade instalada no Brasil e tem capacidade para rapidamente reagir``. (FolhaPress)

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O POVO

12 de março de 2010

 
HOMENAGEM A ZILDA ARNS
Sônia Pinheiro - Memory
Teve início com um minuto de silêncio pela morte de todos os brasileiros no Haiti, a expressiva homenagem póstuma que a Câmara dos Deputados prestou, no Dia Internacional da Mulher, à memória da médica - pediatra e sanitarista - Zilda Arns Neumann. Com a família da reverenciada representada pela filha, Heloísa, e as Pastorais da Criança e da Pessoa Idosa, por diversas lideranças que abraçam a causa defendida em vida por essa extraordinária mulher.

Antecedendo o discurso dos parlamentares requerentes do tributo à Arns foi exibido um vídeo com suas imagens e várias frases que proferiu em suas missões pelo País.

Na sua fala, Raimundo Gomes de Matos, autor cearense da homenagem, ressaltou que as crianças e os idosos são os mais vulneráveis e que necessitam de muito mais atenção e acompanhamento médico, e, por isso mesmo, a semente plantada por Zilda Arns deve ser semeada sempre. ``Não fosse o seu trabalho multiplicador, a situação das crianças e dos idosos estaria bem pior. Que o seu exemplo de vida continue expandindo entre as pessoas e melhorando as perspectivas daqueles que ainda se encontram à margem da sociedade``.

Em seu pronunciamento, Gomes de Matos apresentou depoimentos de personagens cearenses sobre Zilda Arns. Bem assim: para a ex-primeira-dama do CE, Renata Jereissati, ``o envolvimento de Arns com a causa da família, das pessoas humildes e necessitadas foi o grande legado de fé e de trabalho que ela deixou para todos nós``. Já na visão de Patrícia Saboya (senadora e ex-primeira dama do CE), ``Um país só pode ser melhor, justo e saudável se nossos filhos estiverem bem criados, tiverem direito a um lar, a uma escola digna e a um sistema de saúde eficiente. Foi por tudo isso que a dra. Zilda Arns lutou``.

Segundo o senador e ex-governador do CE, Tasso Jereissati, ``por sua dedicação e desprendimento, ela vivenciou, pelas suas próprias obras, o grande mandamento divino do amor ao próximo. E é esse o único caminho pelo qual construiremos uma humanidade fundada na base do trabalho, da fraternidade e da paz``. Presidente da Fiec, Roberto Macêdo enfatizou que Arns não se contentava com pouco. ``Conquistou resultados quantitativos de grande expressão, diante das dimensões da nossa realidade social, com o atendimento de cerca de dois milhões de crianças por ano``.

Na foto, os deputados federais Alceni Guerra (DEM-PR), Luís Carlos Hauly (PSDB-PR), Darcísio Perondi (PMDB-RS) e Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE) ladeiam Heloísa Arns Neumann pós-solenidade no Plenário Ulysses Guimarães.

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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de março de 2010

 
DESAFIO SEBRAE
Desafio Sebrae
Desafio Sebrae

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O POVO

12 de março de 2010

 
VERBAS PÚBLICAS
Gestores cearenses serão investigados por desvio de verba
Após a prisão de dez pessoas supostamente ligadas a empresas que teriam fraudado processos licitatórios, a operação encabeçada pelo Ministério Público irá atrás de prefeitos e outros gestores que também estariam envolvidos no caso

Ítalo Coriolano
coriolano@opovo.com.br

O próximo passo da Operação Província, que investiga supostos desvios de verbas públicas através de fraudes licitatórias em mais de 50 municípios cearenses, será detectar os beneficiários desse esquema iniciado, segundo as investigações, há mais de cinco anos, sejam eles agentes públicos ou não. A informação foi divulgada ontem pelo promotor Luiz Alcântara, coordenador da operação conjunta que envolve, além do Ministério Público Estadual, a Polícia Federal, a Receita Federal e os Tribunais de Contas da União e dos Municípios.

"O fato é que, com a documentação que nós temos, cada um dos municípios onde essas empresas atuaram deverá também ser investigado no que diz respeito ao detalhamento desta atuação``, afirmou Alcântara durante entrevista coletiva concedida para apresentar o balanço parcial da ação. Ele fez referência ao conjunto de empresas apontadas como fantasmas que teriam servido de fachada para a atuação da Falcon Construtora e Serviços. Sob o seu comando, estima-se que os chefes do consórcio tenham se apropriado de mais de R$ 30 milhões.

De acordo com as investigações em curso, essas empresas atuariam na frustração do caráter competitivo das licitações. Elas concorreriam, ao mesmo tempo, em diversos procedimentos de licitação, com a anuência dos gestores públicos envolvidos no processo. Dessa forma, conseguiriam garantir a apropriação dos recursos. ``É pouco provável se imaginar que empresas atuassem com tanta facilidade junto as comissões de licitação, atuando numa empresa o esposo, na outra empresa a mulher, numa empresa um irmão, na outra empresa o pai, o tio, o cunhado, e repetidamente, de forma reiterada, sem que nada pudesse ser detectado``, argumenta Alcântara.

Presos confessam
Segundo o promotor Eloílson Landim, que assim como Alcântara integra a Procuradoria de Justiça dos Crimes Contra Administração Pública (Procap) & vinculada ao Ministério Público Estadual &, todas as dez pessoas presas até agora confessaram, durante os depoimentos, envolvimento com o suposto esquema de corrupção. ``Não, não negam (os crimes). Eles reconhecem o que fizeram. Apenas um ou outro tenta minimizar a sua participação, mas ninguém negou, todos confessaram``, garante. A reportagem do O POVO tentou contato com os advogados dos presos, mas não conseguiu identificá-los.

Um deles é o empresário Raimundo Morais Filho. Ele é dono da construtora Falcon e chegou a se candidatar, em 2008, à prefeitura de Madalena. Concorrendo pelo PP, ele ficou a apenas 71 votos do primeiro colocado, o agora prefeito Antônio Wilson de Pinho (PMDB). Em nota, o atual prefeito de Madalena negou qualquer envolvimento com o caso.


COMO FUNCIONARIA O ESQUEMA DE DESVIO DE VERBAS SEGUNDO AS INVESTIGAÇÕES DA OPERAÇÃO PROVÍNCIA

1. Empresas teriam sido constituídas para servir de faixada para a construtora Falcon, que pertence a Raimundo Morais. Para isso, teriam sido usadas pessoas humildes - laranjas - que receberiam R$ 150 por mês.

2. Essas empresas estariam interligadas ou pelo parentesco de seus sócios ou pelos vínculos de subordinação existente entre os sócios. Os órgãos envolvidos na investigação citam as seguintes empresas como fantasmas: Pratika Incorporações Ltda, Daruma Construções e Empreendimentos Ltda,Êxito Construções e Empreendimentos Ltda, Construtora Leandro dos Santos e Master Assessoria e Engenharia Ltda.

3. Quando as prefeituras abriam o processo licitatório, todas essas empresas concorriam ao mesmo tempo. Para dar fé pública às documentações, seriam utilizados selos de autenticação e de reconhecimento de firma expedidos pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará.

4. Entre os municípios que possivelmente tiveram licitações fraudadas e que serão investigados estão Pacajus, Nova Russas, Pentecoste e Trairi. Não foi divulgada a lista completa de municípios com suspeitas.
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de março de 2010

 
FRUTICULTURA - CAJUCULTURA
Egídio Serpa - DER vai licitar a "estrada do caju"
Promete o superintendente do DER, engenheiro Quintino Vieira: ainda neste mês, será licitada a obra de restauração, com pavimentação incluída, dos 45 km da "estrada do caju", entre Cascavel e Cristais, na BR-116. João Batista Pontes, presidente da Associação dos Cajucultores do Ceará, informa que 1/3 da estrada está pronto; nos 2/3 restantes, faltam bueiros.
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VALOR ECONÔMICO

12 de março de 2010

 
BNDES
BNDES recebeu R$ 207 bilhões do Tesouro
Como o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), até poucos anos atrás a principal fonte de recursos do BNDES, está minguando, ao mesmo tempo em que a instituição dobrou de tamanho - passando de um banco de R$ 60 bilhões para R$ 120 bilhões -, o Tesouro Nacional transformou-se na maior fonte de financiamento do banco. Nos últimos três anos o total de empréstimos da União para este fim foi de R$ 207,5 bilhões.

De um orçamento total de R$ 43 bilhões para este ano, o FAT deverá repassar ao BNDES apenas R$ 10,1 bilhões, pouco mais do que os R$ 9,6 bilhões enviados em 2009. Conforme determinação constitucional, o banco recebe 40% do FAT, que se abastece das contribuições do PIS/Pasep. Assegurar novas fontes de recursos para o BNDES será fundamental, segundo fonte graduada que participa das discussões, para equipar o banco para o ciclo de desenvolvimento sustentado que se vislumbra para o país, que demandará pesados investimentos em infraestrutura.

Por uma anomalia do sistema financeiro nacional, o BNDES é único banco no país que financia investimentos de longa maturação. O presidente da instituição, Luciano Coutinho, já conversou com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, sobre a necessidade de se desmontar os mecanismos dos tempos da superinflação que ainda prevalecem no mercado, que induzem os bancos a captar recursos de curto prazo e com liquidez diária. Com isso, o sistema bancário se mantém distante dos financiamentos a projetos de longa maturação, para que não haja um descasamento entre ativos e passivos.

Este, aliás, é um tema relevante para o próximo governo. Meirelles, que deve deixar o Banco Central no fim do mês, não terá mais tempo para tratar do assunto.

A intenção do governo é resolver a situação do BNDES até o fim deste ano, deixando para a próxima administração federal uma instituição mais equipada para encarar os os grandes projetos de infraestrutura. Nesse sentido, a criação de uma empresa estatal para prover seguro de crédito a esses projetos será uma maneira de reduzir o risco BNDES nos seus investimentos.
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O POVO

12 de março de 2010

 
FINEP - SIBRATEC
Vertical S/A - Finep distribui R$ 40 mi, mas Ceará está de fora
Por Jocélio Leal

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, assina hoje 14 convênios do programa Sibratec (Sistema Brasileiro de Tecnologia), do MCT. Nesta primeira fase, estão previstos investimentos de R$ 40 milhões para implantar a Rede de Extensão Tecnológica, um dos três componentes do Sistema. Os outros dois eixos do Sibratec são os Centros de Inovação & para viabilizar comercialmente conhecimentos científicos & e a Rede de Serviços Tecnológicos, para garantir a qualidade dos produtos postos no mercado. Cada componente deverá contar com R$ 40 milhões para as suas atividades. O Sibratec permite aumentar a taxa de inovação das empresas brasileiras.

Ao todo, 14 estados: Amazonas, Rondônia, Tocantins, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiá s e Espírito Santo. E o Ceará? Bem, o Ceará ficou de fora. Quando isso acontece há duas hipóteses. Má vontade de quem financia, o que não parece plausível em se tratando da Finep, reconhecida pelos critérios técnicos, ou falta de vigor da gestão pública da área & no Ceará, a Secitece - para farejar e buscar dinheiro novo. Parabéns aos 14 contemplados!
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FOLHA DE SÃO PAULO

12 de março de 2010

 
RECUPERAÇÃO ECONÔMICA
SEM PRESSÃO: RECUPERAÇÃO ECONÔMICA NÃO TRAZ RISCO PARA A INDÚSTRIA, DIZ CNI
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) disse ontem, por meio de nota, que o aumento da atividade industrial, refletido nos dados do PIB do quarto trimestre, não oferece pressão sobre a capacidade do setor para atender a demanda. Já o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirmou que uma possível elevação dos juros pelo Banco Central seria "absurda". Ele disse que o resultado do PIB não surpreendeu.
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de março de 2010

 
COMÉRCIO VAREJISTA DO CEARÁ
Comércio do CE cresce 13,2%
Estado superou a média de crescimento nacional e começou o ano com bons números no comércio varejista

Na balada de evolução do pós-crise, o comércio varejista do Ceará apresentou crescimento de 13,2% em janeiro, ante o mesmo período de 2009, ultrapassando a alta média do país de 10,4%, indicou pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE). O Estado foi superado apenas por Mato Grosso (18,2%), Acre (17,9%), Amapá (17,1%) e Goiás (15,4%). O avanço do comércio cearense ainda foi superior aos fechados em dezembro (12,8%) e novembro (8,0%). De acordo com Cid Alves, presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Lojista de Fortaleza (Sindilojas), o resultado positivo das vendas no Estado ante janeiro de 2009 já era esperado. Ele lembra que, no último ano, o Brasil, mesmo não sendo afetado pela crise mundial com a mesma intensidade de outros países, sofreu com os efeitos, o que acarretou índices comerciais menores que o usual. Para 2010, segundo ele, as expectativas são de pleno crescimento nas vendas.

Prevendo os resultados de fevereiro, Alves acredita em nova evolução relativa ao igual período do ano passado.

No entanto, destaca que é improvável um crescimento ante janeiro de 2010, em virtude dos poucos dias úteis de fevereiro. "Comparando com janeiro, apenas alguns setores, como a venda de material escolar, vão crescer", antevê.

Brasil em ascensão

No País, as vendas do comércio varejista subiram 2,70% em janeiro em relação a dezembro de 2009, configurando a maior elevação neste tipo de comparação registrada na série histórica do indicador do IBGE, iniciada em janeiro de 2000. Na comparação com janeiro de 2009, as vendas do varejo aumentaram 10,40% em janeiro deste ano. Nesta comparação, as expectativas variavam de 7% a 9,40%.

O resultado de janeiro na comparação com igual mês do ano passado teve importância fundamental do segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, cujo volume de vendas subiu 10,2% ante janeiro do ano passado. O setor já vinha apresentando bons resultados ao longo de 2009, devido a índices positivos de emprego e de renda, que costumam afetar positivamente o segmento.

O volume de vendas de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo em janeiro mostrou resultados positivos em todos os tipos de comparação, e foi um dos destaques do comércio varejista no primeiro mês do ano. Segundo o IBGE, na comparação com janeiro do ano passado, as vendas neste segmento subiram 10,2% em janeiro deste ano. De acordo com o instituto, o segmento foi responsável por 47% da taxa global do varejo na comparação janeiro ante igual mês do ano passado (10,40%). Na avaliação do IBGE, este desempenho foi motivado pelo aumento do poder de compra da população, em virtude do crescimento da massa de rendimento real efetivo dos assalariados.

Em janeiro, outros segmentos também apresentaram resultados positivos nas vendas do comércio varejista ante dezembro do ano passado. É o caso de móveis e eletrodomésticos (+7,9%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (+5,8%); livros, jornais, revistas e papelaria (+3,2%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (+2,5%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+2,0%).
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de março de 2010

 
PEIEX
Egídio Serpa - Apex renova parceria com Nutec
Gol do Nutec - Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará! A Agência de Promoção de Exportação (Apex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, decidiu prorrogar por mais um ano, no Ceará, o seu Projeto de Extensão Industrial Exportadora (Peiex), implementado pelo Nutec. O Peiex, que é um sistema de resolução de problemas técnico-gerenciais e tecnológicos para incrementar a competitividade e promover a cultura exportadora de micro, pequenas e médias empresas, alcançou na Região Metropolitana de Fortaleza, onde foi desenvolvido em 2009, todos os seus objetivos: diagnosticou e executou centenas de ações que melhoraram o desempenho da produção e da gestão das 224 empresas selecionadas, 17 das quais já exportam. Agora, a ApexBrasil, por meio da coordenação nacional do Peiex, não só renovou o convênio com o Nutec, como ampliou para 320 o número das empresas a serem atendidas. O êxito do Peiex no Ceará tem consequência financeira: a Apex aumentou para R$ 300 mil o seu aporte, ao mesmo
tempo em que o Governo do Estado garantiu o mesmo volume de recursos, além dos R$ 150 mil já assegurados pelo Nutec. As empresas atendidas pelo Peiex no Ceará são dos ramos de confecções (6o%), alimentos e bebidas (13%), calçados e artefatos de couro (11%) químico (6%) e metal mecânico (5%). Há, ainda, da agroindústria e móveis.
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O ESTADO

12 de março de 2010

 
ZPE DO CEARÁ
Diário Político - Fênix
Por Fernando Maia

Poderá renascer das cinzas a ZPE do Ceará (lembram-se?) que depois de quase esquecida, deverá entrar na pauta dos ministérios, em Brasília, ainda este mês, mesmo contra os adversários do Sul-Sudeste.
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FOLHA DE SÃO PAULO

12 de março de 2010

 
ECONOMIA BRASILEIRA
Economia se recupera no final de 2009
PIB ficou estagnado no ano passado, com queda de 0,2%, mas avançou 2% no quarto trimestre na comparação com o 3º

Consumo, estimulado por desonerações e crédito, atenuou a crise; queda no investimento e na indústria segurou a economia

PEDRO SOARES
SAMANTHA LIMA
DA SUCURSAL DO RIO

A crise global restringiu investimentos, reduziu exportações, abalou a indústria e desacelerou o consumo em 2009.
A turbulência empurrou a economia brasileira para perto da estagnação: o Produto Interno Bruto (a medida da produção e da renda nacional) registrou variação negativa de 0,2% no ano passado, a primeira contração desde 1992.
Naquele ano, o país vivia ainda sob a hiperinflação de mais de 20% ao mês e se via às voltas com o impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello -evitado pela renúncia do mandatário.
Embora tenha vindo com sinal negativo, o resultado de 2009 é encarado mais como de interrupção do crescimento do que de encolhimento, pelo IBGE. "Variações entre mais meio ponto e menos meio ponto são equivalentes a zero", afirmou Rebeca Palis, gerente de Contas Nacionais do IBGE, ao anunciar o PIB.
A avaliação é compartilhada por analistas. "O fato econômico relevante é que houve estagnação. Essencialmente, a economia em 2009 foi igual à de 2008, ou seja, um ano perdido", disse o economista Armando Castelar, analista da Gávea Investimentos.
Desde o fim do ano passado, o cenário mudou: a economia está aquecida e cresce atualmente num ritmo entre 5% e 6% anuais, segundo especialistas. "Esse crescimento para 2010 está dado até por conta da fraca base de comparação", avaliou Sérgio Vale, economista da MB Associados.
Já no quarto trimestre, o PIB avançou 2% na comparação livre de influências sazonais com o terceiro trimestre. Ante o mesmo período de 2009, o crescimento foi de 4,3%.
Para este ano, está prevista uma forte recuperação da indústria -que teve queda recorde de 5,5% em 2009, a maior da nova série do PIB, iniciada em 1996- e dos investimentos -com retração de 9,9%, também a mais expressiva da nova série.
Olhando para o retrovisor, a economia padeceu em 2009 com a redução extrema do crédito, a fraca demanda mundial e o menor otimismo de empresários -e de consumidores, em menor escala.

Consumo
Medidas como a desoneração de tributos em artigos como carros, geladeiras, fogões e móveis e a expansão do crédito em bancos públicos conseguiram atenuar esses efeitos e impulsionar o consumo das famílias -que cresceu 4,1%, o menor nível desde 2004 (3,8%).
Foi esse consumo, mesmo abaixo da média recente, que impediu uma freada mais forte da economia. O governo também ampliou gastos como forma de fazer política anticíclica: seu consumo aumentou 3,7% em 2009.
Sob a ótica da produção, o setor de serviços, menos sujeito às crises e embalado pelo consumo interno, avançou 2,6% em 2009 e atenuou a queda do PIB.
A crise travou também o comércio exterior do país: as exportações recuaram 10,3%. As importações cederam com mais intensidade: 11,4%. Desse modo, o país teve a primeira contribuição positiva do setor externo para a economia desde 2005, com acréscimo de 0,1 ponto percentual.

Indústria e investimentos
Já a queda da indústria foi tão forte que o setor perdeu peso no PIB: de 27,3% em 2008 para 25,4% em 2009. O mesmo ocorreu com os investimentos -cuja taxa como proporção do PIB cedeu de 18,7% em 2008 para 16,7% em 2009.
No sentido inverso, serviços e consumo das famílias ganharam participação na economia do país.
Para 2010, a indústria e os investimentos devem liderar o crescimento, em boa medida graças à enfraquecida base de comparação.
Nem mesmo a prevista alta da taxa básica de juros, dizem especialistas, vai abortar o crescimento deste ano -seus efeitos, preveem, serão mais notados em 2011.
"O consumo ainda deve permanecer forte, mas não vai sustentar o nível do último trimestre, quando tivemos antecipação de consumo por conta da expectativa do fim dos incentivos fiscais. Permanece elevado, porém, porque vem sustentado por uma classe média emergente, que quer consumir e que não teve a renda abalada pela crise", avalia Bernardo Wjuniski, economista da Tendências Consultoria.
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FOLHA DE SÃO PAULO

12 de março de 2010

 
ECONOMIA BRASILEIRA
A economia brasileira em 2009
LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS

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Se houve uma queda no vazio durante 6 meses, a retomada a partir do 2º trimestre de 2009 foi ainda mais rápida
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A DIVULGAÇÃO do PIB de 2009 pelo IBGE nos permite avaliar de forma mais completa o comportamento da economia durante a cise mundial. Além disso, fornece boas pistas para projetarmos os resultados do último ano do mandato do presidente Lula.
Vamos começar lembrando o passado. O ano se iniciou sob o impacto de uma contração brutal do PIB no último trimestre do ano anterior.
Entre outubro e dezembro de 2008, tivemos uma redução de 14% anuais -ou 3,5% ante o trimestre anterior- na geração de riquezas no Brasil. Não por outra razão vivíamos -sociedade e governo- um pesadelo para o qual não estávamos preparados. Eu mesmo -calejado que sou por mais de 40 anos de atividade profissional- fiquei muito assustado e pessimista com o futuro. Recuperei um pouco de meu sangue-frio ao me lembrar de uma frase dita por um grande e sábio amigo meu: "Não aposte contra o capitalismo, pois você vai quebrar a cara".
Nos primeiros três meses de 2009, o pânico continuou e o PIB se contraiu a uma taxa anualizada de 3,6%. Embora bem menor, continuava a retração da economia. Nos seis meses decorridos desde a quebra do banco Lehman Brothers, a queda do PIB brasileiro havia chegado a uma taxa anualizada de mais de 11%. Se usarmos o consumidor como referência sobre o comportamento do brasileiro naqueles terríveis dias, vamos encontrar -embora mitigado- o mesmo cenário de crise. As vendas do varejo, que vinham crescendo a uma taxa anual de 10%, passaram a se contrair a uma taxa anual de quase 5% ao ano.
No caso dos empresários, o susto foi ainda maior. A redução dos gastos com máquinas e equipamentos foi de mais de 40% anualizados entre o terceiro trimestre de 2008 e os primeiros três meses de 2009. O aumento rápido dos estoques e a redução do crédito bancário levaram a uma quase paralisação da produção em muitos setores e à demissão de funcionários.
Mas os números do IBGE deixam claro que, se houve uma queda no vazio durante o período de seis meses, a recuperação a partir do segundo trimestre foi ainda mais rápida.
As vendas ao varejo voltaram a crescer a taxas da ordem de 12% ao ano a partir de setembro e hoje já são em valor mais de 5% superiores ao que prevalecia antes da crise.
Também está nas estatísticas do PIB a prova de que os empresários retomaram de maneira bem mais lenta seus investimentos. A partir do segundo semestre do ano passado, os gastos com investimentos cresceram rapidamente, mas ainda estão bem abaixo do nível que prevalecia antes da crise. Se considerarmos a demanda privada total, que inclui os gastos com consumo e exportações, os números do IBGE mostram que estávamos no fim de 2009 exatamente no nível anterior à crise.
Por fim, o papel das importações continua a crescer na matriz de oferta de bens no Brasil, o que contribui para ancorar a inflação no segmento de bens industriais e intermediários em um momento de demanda acelerada, ainda que apenas temporariamente.
Para 2010, a equipe de economistas da Quest prevê crescimento de 6%, com inflação crescente e superior ao centro da meta. Nos próximos meses, o Banco Central terá a difícil tarefa de controlá-la sem destruir o otimismo de nossos empresários.



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LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS , 67, engenheiro e economista, é economista-chefe da Quest Investimentos. Foi presidente do BNDES e ministro das Comunicações (governo Fernando Henrique Cardoso).
lcmb2@terra.com.br
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FOLHA DE SÃO PAULO

12 de março de 2010

 
INVESTIMENTOS
Investimentos caem ao pior nível desde 96
Indicador que reflete se os empresários estão confiantes recuou 9,9% no ano; quarto trimestre, contudo, teve forte avanço

Maior retração ocorreu no primeiro semestre de 2009, de 14,5%, refletindo efeitos da crise global; operações do BNDES foram recorde

DA SUCURSAL DO RIO

Assustados com a crise e sufocados pela falta de crédito, empresários engavetaram projetos em 2009, o que resultou na maior queda nos investimentos para a ampliação da capacidade produtiva desde 1996, início da série do IBGE. A compra de máquinas e equipamentos e as construções, identificadas como formação bruta de capital fixo, encolheram 9,9%.
O indicador reflete se os empresários estão seguros com os rumos da economia para investir no aumento da capacidade de produzir. Um país com capacidade produtiva aquém do que o crescimento econômico exige pode enfrentar, adiante, pressão inflacionária.
A maior retração nos investimentos ocorreu no primeiro semestre do ano: -14,5%, reflexo do pessimismo exacerbado.
Mas o sentimento mudou, mostram os dados do quarto trimestre: os investimentos em capacidade produtiva cresceram 6,6% em relação ao terceiro. "Essa taxa equivaleria a crescer 29,6% em um ano", diz o economista Armando Castelar, da Gávea Investimentos.
"São projetos que já estavam para acontecer antes da crise. Haviam sido engavetados e agora serão postos em prática", diz o economista Bernardo Wjuniski, da Tendências.
Com o tombo na formação bruta de capital fixo, a taxa de investimentos (quanto do PIB é destinado à ampliação da produção e criação de infraestrutura) retrocedeu de 19%, em 2008, para 16,7% do PIB. É a menor taxa desde 2006, quando ficou em 16,4%.
"Para sustentar crescimento de 5% ao ano, a taxa de investimento deveria estar na casa de 23%", diz Castelar. No curto prazo, o risco inflacionário é pequeno porque o país ainda está voltando a ocupar a capacidade produtiva que havia ficado ociosa com a crise.
O pior resultado dos últimos 14 anos ocorre no momento em que o BNDES atingiu seu recorde em financiamentos, de R$ 137 bilhões, recurso usado pelo governo como medida para combater a falta de crédito.
A busca por empréstimos para elevar a produção se divide, no banco, em dois momentos. No primeiro semestre, as consultas (primeira etapa de um financiamento) caíram 50%.
A virada para o segundo semestre coincidiu com a melhora na expectativa dos empresários com a oferta, pelo banco, de nova linha de crédito com juros reais próximos a zero para compra de máquinas e equipamentos. Em 2010, o orçamento global do BNDES deverá ser de R$ 120 bilhões. O volume não é revertido integralmente em aumento da capacidade produtiva, diz Castelar.
Primeiro porque boa parte do montante não financia máquinas, mas fusões e aquisições entre empresas. Segundo porque, com os juros mais baixos, empresários transferem para o banco projetos que eles teriam condições de bancar sozinhos, assim reservando o caixa para outras finalidades. (SAMANTHA LIMA E PEDRO SOARES)
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FOLHA DE SÃO PAULO

12 de março de 2010

 
CRESCIMENTO DA ECONOMIA
Sob Lula, país cresceu mais que nos anos FHC
DA SUCURSAL DO RIO

No embate numérico dos PIBs, o crescimento médio da economia durante o período do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) supera o exibido nos anos sob governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) -mesmo com a estagnação econômica de 2009.
No primeiro mandato de FHC (1995-1998), o crescimento médio da economia foi de 2,5% ao ano. O último ano do período teve expansão nula, quase equivalente ao índice registrado em 2009 (-0,2%), segundo dados do IBGE.
Naquele período, a média de crescimento da economia mundial por ano estava em 3,4%, segundo dados do Fundo Monetário Internacional.
Nos quatro anos seguintes, 1999 a 2002, a expansão média anual foi de 2,2% -os maiores impactos foram o racionamento, em 2001 (com PIB de 1,3%), e a crise cambial de 2002 (PIB de 2,7%).
Nesse intervalo, o mundo crescia a 3,4%, segundo o FMI.
Nos primeiros quatro anos de Lula, de 2003 a 2006, a economia cresceu, em média, 3,5% -com destaque para a expansão de 5,7% em 2004. Enquanto isso, o mundo cresceu 4,5% por ano, em média, de acordo com o FMI.
Na média dos três anos decorridos no segundo mandato de Lula, o PIB brasileiro teve expansão de 3,7%. Foi o primeiro mandato em que a economia brasileira superou a expansão mundial, abatida pela crise -que emitiu os primeiros sinais em 2007 e avançou em 2008 (com a quebra do banco Lehman Brothers nos EUA) e 2009. Nesse triênio, a economia mundial deverá ter crescimento de 2,3%, segundo dados do FMI com base em projeções para 2009.
Para o economista Bernardo Wjuniski, da Tendências Consultoria, a comparação não pode desconsiderar as conjunturas brasileira e mundial.
"Fernando Henrique teve que fazer reformas estruturais que deram a Lula condições para que tivesse boa média e avançasse em programas sociais. Não é historicamente justo creditar apenas a Lula o crescimento recente. Ele se beneficiou também da conjuntura externa, antes da crise. Mas seus méritos são inegáveis, porque ele manteve a estabilidade e criou uma nova classe média", afirma Wjuniski.
(SAMANTHA LIMA E PEDRO SOARES)
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FOLHA DE SÃO PAULO

12 de março de 2010

 
ECONOMIA
Ano fechou com "chave de ouro", afirma Mantega
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, considerou o recuo de 0,2% do PIB em 2009 um desempenho razoável, tendo em vista que o ano passado foi marcado pela crise global. Para ele, a recuperação econômica no segundo semestre foi vigorosa o suficiente para compensar as perdas do primeiro.
"O resultado [do último trimestre de 2009, 2% ante o terceiro trimestre] mostra que nós fechamos o ano com chave de ouro."
Segundo o ministro, essa taxa, que anualizada chega a 8,4%, também mostra que o Brasil começou 2010 bem, principalmente em comparação com outros países. Ele destacou o efeito carregamento de 2,7% sobre o PIB de 2010 (crescimento garantido, mesmo que a economia fique estagnada).
"Vamos ter crescimento acima de 5,7% em 2010." A previsão oficial hoje do governo é de 5,2%. Henrique Meirelles, presidente do BC, disse em nota que o crescimento de indústria e investimentos evidenciam a retomada da confiança na economia e sua entrada em fase de expansão.
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FOLHA DE SÃO PAULO

12 de março de 2010

 
ECONOMIA
Economia começa o ano em ritmo forte
Produção industrial cresceu 16% em janeiro; em fevereiro, consumo de energia e produção de carros tiveram também forte alta

Dinamismo da economia é sentido no uso da capacidade instalada das fábricas, que está agora no nível mais alto desde outubro de 2008

FÁTIMA FERNANDES
CLAUDIA ROLLI
DA REPORTAGEM LOCAL

Alguns setores da economia começam 2010 em "ritmo chinês". Em janeiro, a produção industrial cresceu 16% ante igual período do ano passado. E, em fevereiro, o consumo de energia subiu 12,1%; a produção de carros, 23,9%, e o fluxo de caminhões nas estradas, 11,9% ante igual mês de 2009.
É fato que a comparação é com um período em que o país estava sob forte influência da crise mundial. Mas essas taxas de crescimento são tão altas que permitem aos economistas prever forte expansão da economia para este ano.
O dinamismo da economia é verificado ainda nas pesquisas de confiança de empresários e de consumidores, nas vendas do comércio e no uso da capacidade instalada das fábricas, que chegou a 84% em fevereiro deste ano, o nível mais alto desde outubro de 2008.
É resultado, segundo economistas, da queda dos juros, da expansão da oferta de crédito e de prazos de financiamento para pessoas físicas e jurídicas.
Somam-se a isso a redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para eletrodomésticos, carros, móveis e material de construção. Este é também ano de Copa do Mundo, quando cresce a demanda por televisores, DVDs e aparelhos de som, e de eleições, quando o governo gasta mais e, com isso, aumenta a demanda de setores da economia.
"O conjunto de medidas adotadas no ano passado permitiu que a economia retomasse o ritmo de atividade no segundo semestre e entrasse em 2010 com velocidade forte de crescimento. A indústria cresce em ritmo chinês, e a economia, em boa medida, depende do dinamismo da indústria", afirma Fábio Silveira, sócio-diretor da RC Consultores.
O crescimento do PIB no quarto trimestre de 2009 (de 2% ante o terceiro trimestre de 2009 e de 4,3% ante o quarto trimestre de 2008) mostra, segundo Silveira, a recuperação da economia, puxada pela indústria e pelo setor de serviços. "Essa inércia vai ser transferida para este primeiro trimestre."
Se não houver agravamento da crise externa, o país reúne hoje todas as condições para ter bom desempenho econômico neste ano, segundo economistas ouvidos pela Folha.
A produção industrial, segundo estimativa de economistas, deve crescer entre 6,5% e 7% neste ano, depois de cair 7,4% no ano passado. As vendas no comércio devem subir 8,5% neste ano (no ano passado cresceram 5,9%), e o PIB, 5%, após cair 0,2% em 2009.
O que deve puxar o crescimento da economia neste primeiro trimestre são, principalmente, a indústria, o setor de serviços e o da construção civil.
"A construção civil terá crescimento expressivo não só neste ano mas nesta década. O que justifica essa expansão são os investimentos feitos na construção residencial e nas obras de infraestrutura que estão sendo e que serão executadas", afirma Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados.
Outro setor que deve manter resultado positivo neste primeiro trimestre é o comércio. "O consumidor está mais confiante: o desemprego [está] em queda, e a renda, em crescimento. A combinação desses fatores deve estimular o comércio a crescer ainda mais neste ano", afirma Altamiro Carvalho, economista da Fecomercio SP.
Só em janeiro as vendas do comércio varejista cresceram 10,4% ante igual mês do ano passado, segundo dados divulgados ontem pelo IBGE.
O maior destaque foi para a venda de móveis e eletrodomésticos -cresceu 7,9% em janeiro, depois de ter recuado entre novembro e dezembro.
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FOLHA DE SÃO PAULO

12 de março de 2010

 
MERCADO FINANCEIRO
PIB e varejo aumentam aposta do mercado em alta dos juros
EPAMINONDAS NETO
DA FOLHA ONLINE

O mercado financeiro se surpreendeu ontem com o crescimento das vendas do setor varejista e com o desempenho do PIB em 2009. Os números mostraram uma economia mais aquecida do que o esperado. Para muitos, esse cenário pode ser a senha para que o Banco Central eleve os juros ainda neste mês.
Essa percepção ficou clara ontem em um segmento de negócios da BM&F, que movimenta bilhões de reais todos os dias, mas é menos visível que a Bolsa de Valores ou o câmbio: o mercado de juros futuros.
Nesse mercado, grandes gestores de recursos "travam" taxa de juros para 6, 12, 18 meses ou até mais, por meio de contratos negociados diariamente. Ontem, todos os juros futuros subiram. A taxa projetada para outubro foi de 9,95% ao ano para 10%. Para janeiro de 2011, de 10,47% a 10,52%. E, para janeiro de 2012, de 11,60% a 11,67%.
Essas oscilações ocorrem uma semana antes de outra reunião dos diretores do BC para decidir a nova taxa básica de juros do país (a Selic), hoje em 8,75% ao ano. É consenso no mercado que a Selic vai subir. Há dúvidas, no entanto, sobre quando: neste mês ou em abril.
"Se o país crescer nos próximos 12 meses o que cresceu no último trimestre [de 2009], dá algo como uns 8% [de alta do PIB]. Um crescimento chinês. Não há estrada nem porto para isso tudo. É óbvio que os preços vão subir", diz Gustav Penna Dorski, economista-chefe da corretora Geração Futuro.
Para o economista Sérgio Vale, o crescimento da economia, considerando dados setoriais já divulgados, está na faixa "insustentável" de 7% ao ano, bem acima do potencial de expansão do PIB, estimado em 4%. Esse dado ilustra a necessidade de alta dos juros, que, segundo Vale, deve começar em abril.
A LCA diz, porém, que ainda há espaço para crescer sem esbarrar na capacidade produtiva. Ainda assim, prevê uma alta da Selic já na reunião do Copom da próxima semana.
A Bovespa recuou 0,14% ontem. O dólar encerrou o dia cotado a R$ 1,770 (-0,16%).
Analistas mencionaram preocupações com a economia da China para justificar a queda da Bolsa. O país asiático revelou que sua produção industrial aumentou, assim como a inflação. Investidores já temem que Pequim volte a anunciar medidas restritivas à economia.

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Colaborou a Sucursal do Rio
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FOLHA DE SÃO PAULO

12 de março de 2010

 
CRISE ECONÔMICA
"Efeito China" atenuou crise em vários países
ÁLVARO FAGUNDES
DA REDAÇÃO

Com a maioria das grandes economias globais já tendo divulgado o seu resultado no ano passado, a constatação é que o efeito da crise no Brasil foi, apesar de expressivo, menor que o de boa parte dos seus pares e que o avanço da China acabou puxando também vários países.
Ainda que alguns países tenham conseguido crescer em 2009, a maior parte não conseguiu escapar da contração; alguns deles, como a Alemanha , com quedas históricas -no caso do país europeu, o recuo foi o maior desde o fim da Segunda Guerra. Nesse cenário, a queda brasileira foi até branda. Emergentes como Rússia e África do Sul caíram muito mais.
E muitos dos que conseguiram crescer devem parte do resultado à China, que, com seu consumo de matérias-primas e outros bens, serviu como uma espécie de "colchão" para outras economias. O próprio banco central da Austrália apontou o aquecimento da economia chinesa (a terceira maior do mundo) como um dos motivos para aumentar a taxa de juros.
Exportadora de matérias-primas como minério de ferro, a Austrália faz parte dos raros países que chegaram ao fim de 2009 maiores do que em 2008. A demanda chinesa também colaborou para o resultado positivo da vizinha Coreia do Sul e até mesmo do Peru, onde as importações do país asiático cresceram 25% no ano passado, enquanto as vendas gerais peruanas para o exterior caíram 5%.
A Índia, que também cresceu em 2009, tem um ano fiscal diferente (de abril a março) e, por isso, o resultado do seu PIB não pode ser comparado.

Quarto trimestre
O mesmo cenário que ocorreu em todo o ano passado também pode ser traçado para os últimos três meses de 2009. O avanço brasileiro, de 2%, foi maior que o das economias ricas, mas ficou atrás do de alguns emergentes, como Venezuela (alta de 6,6%), que vinha de um resultado muito ruim no terceiro trimestre, o que contribuiu para a expansão.
Outros países em desenvolvimento que tiveram crescimento maior que o brasileiro foram os asiáticos Taiwan, Hong Kong e Tailândia. Não por acaso, esses países, especialmente os dois primeiros, têm economias muito ligadas à chinesa.
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de março de 2010

 
PIB - CEARÁ
Economia do CE cresceu 3,1%, mesmo na crise
O PIB brasileiro registrou um decréscimo de 0,2%. Já a economia do Ceará avançou 3,1%, em 2009 ante 2008.

Em meio à crise internacional, que afetou o País e o Estado no ano passado, a economia cearense surpreendeu e manteve a trajetória de crescimento verificada nos últimos anos. Enquanto o Brasil registrou um decréscimo de 0,2%, em sentido oposto, o Produto Interno Bruto (PIB) estadual avançou 3,1%, em 2009 ante 2008.

No Ceará, a soma das riquezas geradas pelo conjunto dos mais diversos setores chegou a aproximadamente R$ 60,8 bilhões, fazendo com que o Estado superasse, pela primeira vez na história, a casa dos 2% de participação em relação ao indicador nacional.

Busca obstinada

"O Ceará tem que buscar obstinadamente um crescimento sempre maior que o do Brasil. Isso porque contamos com cerca de 4% da população brasileira e o PIB ainda está aquém do que deveria ser. Mas, felizmente, graças aos investimentos que visam o desenvolvimento do Estado, conseguimos superar, pela primeira vez na história, a casa dos 2% em relação ao PIB nacional. Isso é um avanço que demonstra que estamos indo no caminho certo para reduzir diferenças econômicas e sociais históricas", comentou o governador Cid Gomes, ao avaliar o desempenho.

Os números do PIB estadual, calculados pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), foram divulgados na tarde de ontem pela secretária de Planejamento e Gestão, Desirée Mota, pela diretora geral do Ipece, Eveline Barbosa, e pela economista Eloísa Bezerra. Também participou da coletiva o secretário da Fazenda, Mauro Benevides Filho.

Crescimento contínuo

"O resultado alcançado em 2009 revela que o Ceará vem mantendo um crescimento sustentável nos últimos anos, puxado pelo consumo interno", diz, acrescentando que como o Estado não tem um grande eixo exportador, ele sofreu com menos intensidade os efeitos da crise, obtendo esse crescimento", destacou Desirée Mota.

Serviços se destacaram

Representando pouco mais de 70% do PIB do Estado, o setor de serviços, mais uma vez foi o sustentáculo da economia cearense, ao apresentar crescimento de 5,6%, na comparação com o ano anterior. Em seguida veio a Indústria, com 1,1% de expansão. Por outro lado, a agropecuária fechou o ano com queda de 9% sobre 2008.

Peso do comércio

No que se refere aos serviços, o destaque fica para o comércio, que avançou 10,9% no ano passado, influenciado, destacou Desirée Mota, pela conjuntura favorável, como a ampliação do crédito, os salários com ganho real, uma política monetária flexível (redução da Selic), e ainda as medidas anti-crise do governo federal, com a diminuição de impostos, que direta ou indiretamente, contribuíram para alavancar as vendas do varejo.

Redução de impostos

"Foram decisivas ainda para o desempenho do comércio as ações do governo estadual, também por meio da redução de impostos e outros incentivos", disse. Em 2009, explicou Mauro Filho, o governo cearense desonerou produtos como medicamentos, gêneros alimentícios, bebidas quentes, material escolar, higiene pessoal, material de limpeza e da agricultura familiar. "Nós reduzimos a carga tributária e isso se refletiu sobre a renda, aumentando o poder de compra das pessoas. Aliás, trata-se de uma política pública e não de uma medida pontual por conta da crise. Desde 2007, nós estamos reduzindo impostos, o que potencializa esse resultado. Ao mesmo tempo, parcelamos também o ICMS para as empresa, melhorando seu fluxo de caixa", justificou o secretário.

Ainda em relação aos serviços também merecem destaque as atividades de alojamento e alimentação, cujo PIB cresceu 3,4%, revelando o bom desempenho do turismo estadual. Ao mesmo tempo, transportes (+5,6%) e as atividades imobiliárias, aluguéis, finanças e serviços (+ 5,8%) às empresas também apresentaram alta.

No último trimestre

O quarto trimestre de 2009 foi decisivo para que o PIB estadual obtivesse taxa anual de crescimento de 3,1%.

Nos três últimos meses do ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior, a economia cearense cresceu 3,8%, também impulsionada pelos serviços (5,8%) e pela indústria (1,3%). Já a agropecuária registrou a segunda maior taxa negativa do ano (-10,1%).

As atividades que mais se destacaram no 4º trimestre de 2009 foram comércio (14,8%); eletricidade, gás, água (9,1%); e alojamento e alimentação (3,9%), citando as mais expressivas.

DESEMPENHO
Indústria de transformação impediu maior avanço

O desempenho da indústria em relação ao PIB estadual em 2009 (+1,1%) só não foi melhor, por conta da indústria de transformação que registrou variação negativa em relação a 2008 de 3,6%. Os maiores avanços identificados no setor industrial como um todo foram em eletricidade, gás, água e esgoto (+7,7%), sobretudo no consumo de energia elétrica, verificado em todas as categorias de consumidores; e na construção civil, cuja expansão foi de 4,4%.

As maiores contribuições para o recuo da indústria de transformação no Estado foram nos segmentos de alimentos e bebidas (-16,1%), metalurgia básica (-29,1%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-19,3%). Já os segmentos têxtil (+6,7%) e de calçados e artigos de couro (+8%), por outro lado, avançaram em 2009.

Agropecuária

Único setor da economia cearense a registrar desempenho negativo no ano passado (-9%), a agropecuária deve à queda, principalmente, à produção de feijão, milho e arroz, que despencou, respectivamente, em 48,6%, 29% e 4,5%. Vale salientar que essas culturas responderam por 97% do total de grãos do Ceará, em 2009. Porém, fruticultura e produção animal, com destaque para o leite (+22,3%), subiram. (ADJ)


ANCHIETA DANTAS JR.
REPÓRTER

Para 2010, Estado já projeta expansão de 6%

Acreditando na retomada do crescimento da economia brasileira em 2010, com o mercado apontando para um incremento da ordem de 5,5%, as expectativas para a economia cearense também são promissoras. "Devemos continuar crescendo acima da média do País, com um taxa projetada, para este ano, em torno de 6%, destacando o avanço de algumas atividades", justifica a secretária de Planejamento de Gestão, Desirée Mota.

A estimativa é superior, inclusive à anteriormente prevista pelo Ipece (3,5%). Caso esses prognósticos se concretizem, o PIB do Ceará, neste ano, deverá ficar em torno de R$ 65 milhões, com o indicador per capta chegando próximo a R$ 7,9 mil.

De acordo com o Ipece, o setor de serviços deverá continuar puxando o bom desempenho estadual no decorrer deste ano, com a maior taxa de crescimento, destacando-se o comércio varejista, cujos resultados serão positivos em função dos créditos facilitados, vendas de automóveis aquecidas, desoneração de produtos no âmbito estadual e pela ampliação do emprego formal.

Turismo

Ainda no setor de serviços, as atividades turísticas, que foram bastante incentivadas no último ano, têm a perspectiva de continuarem crescendo em 2010, uma vez que está previsto ou sendo executado um conjunto de obras de infraestrutura que beneficiará o setor, incluindo aí a requalificação de equipamentos como o Centro de Convenções e o Mercado Central. Além do que, destaca o Ipece, o Ceará possui um potencial natural ainda a ser explorado.

No entanto, adverte o órgão, isso, por si só, não é suficiente, pois há a necessidade de qualificar esse potencial.

Exportações

No que tange às exportações, os setores que devem impulsionar as vendas são alimentos, agroindústria, máquinas e equipamentos, vestuário, além de cosméticos, calçados e serviços.

Outros eventos que poderão movimentar positivamente a economia brasileira e, consequentemente, a do Ceará são as eleições, assim como a Copa do Mundo, na África do Sul, com previsão de aquecer sobretudo o setor de serviços, a indústria e o mercado de trabalho local ao longo deste ano. Toda essa projeção positiva, justifica o Ipece, pode ser corroborado ainda por meio dos resultados de pesquisas realizadas sobre as expectativas do mercado e de entidades de classe, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que apontam que o mercado doméstico continuará como o principal incentivador do crescimento econômico, impulsionado, sobretudo, pela expansão dos investimentos públicos e do consumo, movido por melhores condições de crédito e aumento da massa salarial.

No entanto, os economistas do Ipece ressaltam que para um prognóstico mais preciso para a economia estadual em 2010, deverão ser levados em consideração, além da recuperação da economia nacional e internacional, os efeitos climáticos, dado que o Estado está inserido no semiárido, com constantes oscilações climáticas, que interferem em sua economia. (ADJ)

Opinião do especialista
Tripé que viabiliza crescimento

Célio Fernando
Economista

Acredito que esse resultado tão positivo do PIB cearense em 2009 deve-se ao tripé: Estado, iniciativa privada e sociedade. Pelo crescimento do comércio, a população manteve o ritmo de consumo. Para isso, os programas sociais como o Bolsa Família deram um impulso. Também observamos o grande volume nos investimentos públicos no Ceará, o que mostra um consumo também do Governo estadual, que manteve os seus investimentos e praticou uma renúncia fiscal para alguns setores, sobretudo em um ano marcado pela crise. Isso foi muito importante. No lado da iniciativa privada, tivemos investimentos fortes de grandes grupos que atuam na área de comércio e serviços. Essas empresas preferiram ganhar fatia de mercado, ao invés de retroceder. Os bancos oficiais, como o Banco do Brasil, o Banco do Nordeste e a Caixa Econômica acabaram criando um forte movimento de liberação de crédito.

PIB do País tem primeira contração desde 1992

Rio A crise global restringiu investimentos, reduziu exportações, abalou a indústria e desacelerou o consumo em 2009.

A turbulência empurrou a economia brasileira para perto da estagnação: o Produto Interno Bruto (a medida da produção e da renda nacional) registrou variação negativa de 0,2% no ano passado, a primeira contração desde 1992. Naquele ano, o País vivia ainda sob a hiperinflação de mais de 20% ao mês e se via às voltas com o impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello - evitado pela renúncia do mandatário. Embora tenha vindo com sinal negativo, o resultado de 2009 é encarado mais como de interrupção do crescimento do que de encolhimento, pelo IBGE. "Variações entre mais meio ponto e menos meio ponto são equivalentes a zero´´, afirmou Rebeca Palis, gerente de Contas Nacionais do IBGE, ao anunciar o PIB.

A avaliação é compartilhada por analistas. "O fato econômico relevante é que houve estagnação. Essencialmente, a economia em 2009 foi igual a 2008, ou seja, um ano perdido´´, disse o economista Armando Castelar. Desde o fim do ano passado, o cenário mudou: a economia está aquecida e cresce atualmente num ritmo entre 5% e 6% anuais, segundo especialistas.

Já no quarto trimestre, o PIB avançou 2% na comparação livre de influências sazonais com o terceiro trimestre. Ante o mesmo período de 2009, o crescimento foi de 4,3%.

Olhando para o retrovisor, a economia padeceu em 2009 com a redução extrema do crédito, a fraca demanda mundial e o menor otimismo de empresários -e de consumidores, em menor escala.

Consumo

Medidas como a desoneração de tributos em artigos como carros, geladeiras, fogões e móveis, e a expansão do crédito em bancos públicos conseguiram atenuar esses efeitos e impulsionar o consumo das famílias - que cresceu 4,1%, o menor nível desde 2004 (3,8%). Foi esse consumo, mesmo abaixo da média recente, que impediu uma freada mais forte da economia.

Sob a ótica da produção, o setor de serviços, menos sujeito às crises e embalados pelo consumo interno, avançou 2,6% em 2009 e atenuaram a queda do PIB.

Indústria e investimentos

Já a queda da indústria foi tão forte que o setor perdeu peso no PIB: de 27,3% em 2008 para 25,4% em 2009. O mesmo ocorreu com os investimentos -cuja taxa como proporção do PIB cedeu de 18,7% em 2008 para 16,7% em 2009.

O que eles pensam
Retomada da confiança

"Os dados de contas nacionais confirmam que, após breve processo recessivo, a economia brasileira entrou em fase de expansão vigorosa, com aceleração na margem. O desempenho evidencia a retomada da confiança nas perspectivas da economia. Pelo lado da oferta, o crescimento da indústria foi o principal destaque do quarto trimestre de 2009. No período, o setor avançou 4% ante o terceiro trimestre do mesmo ano. A expansão foi bastante superior ao observado na agropecuária e serviços"

Henrique Meirelles
Presidente do Banco Central

"O resultado do PIB de 2009 não decepcionou o governo e nem o presidente. Já era esperado um número próximo de zero em relação ao crescimento da economia no ano passado. Diante das expectativas do primeiro semestre de 2009 foi um resultado até bom. Foi um ano com desempenho fraco, mas que teve um resultado ruim no primeiro semestre e um desempenho bastante satisfatório no segundo semestre. O resultado do segundo semestre reforça a expectativa de um crescimento nesse ano de até de 5,5%."

Paulo Bernardo
Ministro do Planejamento

Ritmo de consumo é menor

Rio O consumo das famílias manteve-se em alta, ainda que em ritmo menor, pelo sexto ano seguido, com avanço de 4,1% frente a 2008, o menor número desde 2004 (3,4%).

O resultado confirma a manutenção do aquecimento do mercado interno, que amorteceu a queda do PIB (Produto Interno Bruto) ao longo do ano passado. Em 2008, o consumo das famílias havia crescido 7% em relação ao ano anterior.

No ano passado, a economia brasileira teve retrocesso de 0,2%, primeiro resultado negativo desde 1992. Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No quarto trimestre, houve alta de 7,7% frente aos três últimos meses de 2008. É o incremento mais significativo observado desde o terceiro trimestre de 2008, quando avançou 9,3%. "O consumo das famílias puxou o resultado nesta comparação, voltando a crescer a patamares próximos ao período anterior à crise´´, afirmou a gerente de Contas Trimestrais do IBGE, Rebeca Palis.

No terceiro trimestre de 2009, o consumo das famílias registrou aumento de 3,9% na comparação com igual período no ano anterior. De abril a junho de 2009, o incremento havia sido ainda menor (3%).

Ainda nos três meses finais de 2009, o consumo das famílias apresentou alta de 1,9% em relação ao terceiro trimestre.

O consumo das famílias é relevante na composição do PIB pela ótica da demanda. Por esta visão, foi responsável por 62,8% do PIB em 2009. Ao mesmo tempo, o consumo da administração pública aumentou em 2009, com alta de 3,7%. Em 2008, tal avanço havia sido de 1,6%. No quarto trimestre, o consumo do governo teve elevação de 0,6% frente aos três meses anteriores. O resultado é semelhante ao crescimento que havia sido constatado o terceiro trimestre. Em relação ao quarto trimestre de 2008, houve aumento de 4,9% no consumo da administração pública. Na mesma comparação, o incremento ficara em 1,6%.

PIB AGRADOU
Lula está satisfeito com desempenho brasileiro

Brasília O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou satisfeito com o resultado do PIB registrado em 2009, segundo declarações dos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento). Ambos se reuniram na manhã de ontem com o presidente e apresentaram o resultado divulgado pelo IBGE, que mostrou um recuo de 0,2% em 2009. "Ele disse que estava satisfeito com os números e que o Brasil teve um excelente desempenho em 2009, um ano de crise. Ele se preocupou mais em saber o último trimestre porque tem uma influência forte no presente", afirmou Mantega.

Segundo Bernardo, Lula "não ficou decepcionado" com o resultado pois já esperava algo em torno disso. De acordo com Mantega, a previsão é de crescimento acima de 5,7% em 2010.

Já Bernardo citou uma estimativa menor. "A projeção oficial é de 5,2%, mas tem muita gente que acha que pode ser mais", completou, elevando a previsão para até 5,5%.

NÚMEROS DE 2009
Fraqueza do comércio exterior aparece

Rio Os números do setor externo divulgados ontem, no resultado do PIB confirmaram o que já tinha ficado claro nos dados de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento. As exportações e importações de bens e serviços tiveram um momento muito ruim no ano passado. Segundo os dados do IBGE, as vendas para o exterior caíram 10,3%, e as compras 11,4%.

Apesar desse número, o impacto no PIB foi positivo em 0,1 ponto porcentual, isso porque as importações, que são contabilizadas com sinal negativo, caíram mais que as exportações. Desde 2006, as compras internacionais apresentavam desempenho melhor que as exportações.

Fernando Ribeiro, economista da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), explica que a queda de 5,5% na indústria foi o que puxou para baixo a importação de bens intermediários, que, equivaleu a cerca de 60% de tudo o que vem do exterior.

Economia do Brasil se sai melhor que a maioria

São Paulo/Rio Apesar de o PIB brasileiro ter recuado 0,2% em 2009, o desempenho da economia local ainda se destacou ante os maiores países do planeta, onde a crise financeira global bateu com mais força.

As exceções ficam para dois grandes emergentes, China e Índia, que "nadaram de braçada" e mantiveram os altos índices de crescimento registrados nos últimos anos. Nos Estados Unidos - onde os problemas com as hipotecas "subprime" (de alto risco) se tornaram o cerne da crise financeira-- a economia recuou 2,4% no ano passado, depois de cair 5,5% no primeiro trimestre e mais 1% no segundo trimestre. Na segunda parte do ano veio uma leve recuperação, o que garantiu um fim de ano menos sombrio.

O mesmo não se pode dizer dos europeus. Apesar de uma melhora na situação no segundo semestre, os principais países apresentaram números ruins em 2009. A zona do euro (grupo de 16 países da União Europeia que usam o euro como moeda única) amargou um recuo de 4,1%. A recuperação é tímida, como mostrou o crescimento de apenas 0,1% no quarto trimestre. Entre eles, destaca-se a Alemanha, que viu seu PIB recuar 5% no ano passado. Itália (-5,1%), Espanha (-3,6%) e França (-2,2%) não tiveram destinos muito diferentes. Com uma capacidade quase ímpar de se apoiarem no mercado interno, China e Índia destoaram da grande maioria dos países quando se tratou da economia no ano passado. Os chineses praticamente ignoraram os problemas globais e cresceram 8,7%. A Índia ainda não divulgou seus números, mas espera-se ao menos um avanço de 6%. A mesma demanda interna que "salvou" chineses e indianos foi quem garantiu ao Brasil uma posição mais cômoda.

Brics

Entre os Brics, a Rússia foi quem mais sofreu em 2009. Com uma economia bastante centrada na exportação de petróleo - cujo preço despencou junto com o resto do planeta-, os russos viram o seu PIB recuar 7,9%.

Investimento cai

A queda no investimento no ano passado foi decisiva para que o PIB (Produto Interno Bruto) encolhesse 0,2%. A chamada FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo), que mede o investimento, caiu 9,9% no ano passado, pior resultado da série histórica do IBGE iniciada em 1996. Em valores correntes, os investimentos e a variação de estoques significaram R$ 525,8 bilhões no ano passado. Em 2008, o investimento na economia brasileira havia subido 13,4%, totalizando R$ 560,9 bilhões. O investimento caiu em todos os componentes que formam a FBCF. Os investimentos em máquinas e equipamentos tiveram retração de 13,1% em 2009, depois de subirem 18,2% no ano anterior e 22% em 2007.

Já os investimentos no setor de construção apresentaram redução de 4,4%. Nos anos anteriores, registraram variação positiva de 9% (2008) e de 5,5% (2007). "O investimento não apresentava taxa negativa desde 2003, e perdeu participação dentro do PIB´´, afirmou a gerente de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Reflexo na demanda

O reflexo da queda nos investimentos é verificado diretamente na contribuição negativa de 0,3% que a demanda interna deu ao PIB em 2009. Desde 2003, a demanda interna não tinha impacto negativo sobre a economia. A contribuição de -1,9% dos investimentos dentro do PIB suplantou a influência positiva do consumo das famílias, 2,4% dentro do Produto Interno Bruto, e do governo (0,7%). Ao mesmo tempo, o melhor desempenho das exportações (-10,3% frente a 2008) em relação às importações (-11,4%) fez com que a contribuição do setor externo fechasse o ano de forma positiva (0,1%), a primeira desde 2005. No quarto trimestre, se comparado aos três meses imediatamente anteriores, o investimento cresceu 6,6%. Já em relação a igual trimestre em 2008, o IBGE aponta alta de 3,6%.

Mantega diz que desempenho foi ´razoável´

Brasília O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse ontem que o recuo de 0,2% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2009 foi um resultado "razoável´´, considerando que foi um ano de crise. Ele destacou que o desempenho do Brasil foi um dos melhores do G20 (grupo dos principais países ricos e emergentes).

"O Brasil foi um dos poucos países que teve esse desempenho em 2009, foi um bom desempenho porque a maioria dos países teve um crescimento negativo forte no ano passado. O Brasil teve um resultado razoável levando em conta um cenário de crise´´, afirmou.

O ministro ressaltou o crescimento de 2% registrado no quarto trimestre na comparação com o trimestre anterior, puxado principalmente pelo desempenho da indústria e do investimento. Para 2010, Mantega prevê um crescimento acima de 5,7%. "O resultado do PIB no ultimo trimestre mostra que nos fechamos 2009 com chave de ouro´´, completou. Ele afirmou também que a indústria ainda tem capacidade ociosa e pode crescer 7% ou 8% este ano. "Insisto que o crescimento brasileiro é sustentável", disse Mantega, explicando que a sobra na capacidade produtiva permite que haja expansão sem pressionar os preços.

Fiesp

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) recebeu sem surpresa os dados do PIB de 2009. "Nesse jogo não existia grande animação da torcida, que estava certa de que ele terminaria perto de zero´´, afirmou o diretor do Depecon (Departamento de Pesquisas Econômicas), Paulo Francini.

O número ficou perto das previsões da Fiesp, de queda de 0,4% no ano passado. Apesar da variação negativa, Francini ressaltou que o resultado de 2009 foi bom. "A perspectiva no começo do ano era muito ruim, tínhamos uma visão de um desempenho bastante pior do que aquele que se acabou tendo´´, disse.

"Os dados mostram que 2009 deixou a crise para trás. Estamos em recuperação e não há motivos para que ela não continue´´, afirmou. De acordo com os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o PIB cresceu 2% no quarto trimestre do ano passado, ante os três meses imediatamente anteriores.

Ele ressaltou, porém, que, para isso, o Banco Central precisa "não incomodar´´, em referência a um possível aumento da taxa básica de juros (a Selic, em 8,75% ao ano). O Copom (Comitê de Política Monetária do BC) se reúne na próxima quarta-feira (dia 17) para definir o futuro da taxa Selic.

Força Sindical

Os juros também foram citados pela Força Sindical, em nota para comentar o resultado do PIB. "A exorbitante taxa de juro definida pelo Banco Central foi a grande vilã da economia´´, afirmou Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, presidente da entidade.

Para ele, os juros em patamares estratosféricos foram uma trava para a economia, para o setor produtivo e o crescimento do País. Paulinho da Força ressaltou ainda que a queda não foi maior em 2009 devido às medidas adotadas pelo governo no início de 2009, entre elas a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre diversos produtos e a ampliação das parcelas do seguro-desemprego.

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VALOR ECONÔMICO

12 de março de 2010

 
CONSUMO DAS FAMÍLIAS
Investimento cresce o triplo do consumo no 4º tri de 2009
O consumo das famílias mostrou pequena desaceleração no ritmo de crescimento no quarto trimestre de 2009, registrando alta de 1,9% sobre o terceiro, feito o ajuste sazonal, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dentro da pesquisa referente ao comportamento do Produto Interno Bruto (PIB).

A ligeira perda de fôlego da demanda foi acompanhada de um forte ritmo de alta do investimento - 6,6%. Mesmo assim, essa benéfica combinação de crescimento não deve ser suficiente para que o Banco Central (BC) adie o aumento dos juros - a maioria dos analistas espera que a alta ocorra este mês ou, no máximo, em abril. Um dos riscos de 2010 é o "atraso" da oferta em relação à demanda.

No acumulado de 2009, a economia brasileira encolheu 0,2%, puxada para baixo pela retração de 9,9% do investimento e de 5,5% da indústria. O consumo das famílias serviu como um amortecedor importante para a atividade no ano em que o mundo passou pela maior crise desde os anos 30. Para 2010, as apostas se concentram em uma alta entre 5,5% e 6%, tarefa facilitada pelo forte ritmo de crescimento do fim do ano passado. Pelos dados do IBGE, se a economia não crescer nada em relação ao nível do fim de 2009, o PIB terá alta de 2,7% - o chamado "carry over".

No terceiro trimestre de 2009, o consumo das famílias chegou a apontar um ritmo explosivo - cresceu 2,4% em relação ao segundo trimestre, um número que indicava uma taxa de 10% ao ano, se fosse projetada para 12 meses. Com a alta mais modesta do quarto trimestre, a taxa anual recuou para 8,2%. A melhor notícia do PIB no quarto trimestre, porém, foi o crescimento de 6,6% do investimento, confirmando a aposta firme das empresas na expansão da capacidade produtiva. O PIB total do quarto trimestre teve alta de 2% em relação ao trimestre anterior.

O economista Júlio Callegari, do J.P. Morgan, diz que a economia brasileira mostrou uma expansão robusta no quarto trimestre, observando que o nível do PIB superou - em 0,66% - o patamar alcançado antes do agravamento da crise, no terceiro trimestre de 2008. "Com isso, ficou para trás a fase em que a economia estava se recuperando do tombo sofrido depois da crise", afirma ele, para quem isso significa que não há grande ociosidade de recursos na economia. A alta forte das vendas no varejo em janeiro, de 2,7% em relação a dezembro, feito o ajuste sazonal, confirma que a demanda segue forte, segundo Callegari. Ele espera alta de juros já na próxima semana, mas mesmo assim projeta alta do PIB de 6,2% no ano, com expansão de 17,7% no investimento e de 7% no consumo das famílias.

O economista Juan Jensen, da Tendências Consultoria Integrada, também avalia que o consumo das famílias seguiu em alta bastante forte no quarto trimestre, apesar deste indicador ter crescido a um ritmo inferior ao do PIB total pela primeira vez desde o terceiro trimestre de 2007. "Um ritmo de 1,9% por trimestre, ou quase 8% em termos anualizados, não é sustentável", afirma ele, que espera alta dos juros em abril, especialmente pela piora das expectativas de inflação.

Os investimentos, crescendo três vezes mais que o consumo das famílias, de acordo com os dados do IBGE, estão "atrasados", segundo Fernando de Paula Rocha, sócio da JGP Gestão de Recursos. Para Rocha, os empresários somente voltaram a investir quando perceberam que a demanda estava forte e iria durar. "As empresas viram que o consumo disparou e passaram a correr atrás", avalia. Em 2010, diz Rocha, o BC deve atentar para o descompasso entre oferta e demanda, que deve levar a inflação a estourar o centro da meta de 4,5% perseguida pelo BC. A JGP estima que a inflação deve fechar 2010 em 5,5%, mas, segundo Rocha, "com chances maiores de bater em 6% que recuar a 5%".

O economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, tem uma visão mais benigna da trajetória da economia, com uma moderação do ritmo de crescimento que permitirá ao BC elevar os juros apenas em junho. Ele acredita que a desaceleração do consumo das famílias continuará nos próximos meses, principalmente por conta da antecipação das compras de bens duráveis ocorrida nos trimestres anteriores, quando o consumidor aproveitou a redução das alíquotas do IPI de veículos e eletrodomésticos da linha branca.

Para Borges, a alta das importações deve aliviar pressões inflacionárias na indústria. "Ainda há uma ociosidade residual que permite à economia crescer por mais um tempo acima do seu ritmo potencial [aquele que não gera pressões inflacionárias]". A maturação dos investimentos, para os quais ele projeta alta na casa de 20% neste ano, também ajuda nesse sentido, ao aumentar a capacidade produtiva da economia.

Para Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco, o hiato da economia se fechou entre o fim de 2009 e os primeiros meses deste ano, e mesmo o avanço dos investimentos verificados no período não é suficiente para dar conta da demanda. São duas consequências, diz Goldfajn, "as importações aumentam fortemente, para suprir a oferta interna, e, por outro lado, o BC terá de operar mais cedo para conter pressões inflacionárias". O Itaú Unibanco, que previa 2% de elevação no PIB do quarto trimestre, projeta que haverá déficit de US$ 2 bilhões na balança comercial em 2010. Goldfajn, que foi diretor do BC entre 2000 e 2003, acredita, também, que o Banco Central começará a elevar os juros já na semana que vem.
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VALOR ECONÔMICO

12 de março de 2010

 
ECONOMIA
BC vê economia com aceleração "na margem"
O Ministério da Fazenda e o Banco Central (BC) adotaram posturas diferentes diante do resultado final acerca do comportamento da economia em 2009, apontado pela queda de 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) de 2009. Após qualificar o resultado de " desempenho razoável ", o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a economia brasileira terá crescimento " superior a 5,7% " neste ano. Ele comentou que, apesar do recuo da atividade em 2009, o Brasil ainda teve um dos melhores desempenhos, "não só do G-20, como entre os demais países do mundo " .

O que a Fazenda festejou, o BC contemporizou. "Os dados de contas nacionais divulgados [ontem] pelo IBGE confirmam que, após breve processo recessivo, a economia brasileira entrou em fase de expansão vigorosa, com aceleração na margem. No quarto trimestre de 2009, os destaques foram, pelo lado da oferta, o crescimento da indústria e, pelo da demanda, a expansão do investimento, evidenciando a retomada da confiança nas perspectivas de nossa economia", apontou o comando da instituição em concisa nota divulgada à imprensa.

Segundo Mantega, o crescimento de 2% no quarto trimestre do ano passado sobre o terceiro trimestre, na série com ajuste sazonal, representa um avanço de 8,4% quando projetado para 12 meses. "Fechamos o ano de 2009 com chave de ouro", afirmou o ministro, destacando que, mesmo negativo, o desempenho da economia brasileira foi destacado por gerar quase um milhão de empregos. O ministro ressaltou também a recuperação da indústria e dos investimentos ao fim do ano passado.

Nas projeções do Ministério da Fazenda, o consumo neste ano deve crescer 7,5% sobre 2009, informou Mantega, observando que, em janeiro, houve forte crescimento da demanda". Ele acrescentou que a atividade cresce a um ritmo vigoroso para o início do ano. "Deixamos a crise para trás", reiterou Mantega. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao saber do PIB, estava mais interessado em conhecer o desempenho da economia neste primeiro trimestre de 2010 e perguntou sobre a inflação. "Eu disse a ele que o crescimento é sustentável e não vai gerar pressão inflacionária" , contou.

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, ressaltou a retomada dos investimentos. "Eu imagino que, neste primeiro trimestre de 2010, a taxa do Brasil esteja próxima a 4,5%, ainda uma taxa de crescimento relativamente moderada, que permite uma certa segurança para crescer, especialmente se o crescimento continuar sendo liderado pelos investimentos", disse Coutinho. (Agências noticiosas)
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12 de março de 2010

 
ECONOMIA BRASILEIRA
Brasil se sai bem na comparação com desenvolvidos
O Brasil se saiu razoavelmente bem na comparação com o desempenho de outros países, mesmo com a queda de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Se ficou bem abaixo da alta de 8,7% da China e dos 6,8% alcançados pela Índia, os dois principais motores da economia global, o resultado brasileiro superou com folga o dos países desenvolvidos, que estiveram no epicentro da crise agravada pela quebra do Lehman Brothers, em setembro de 2008. Os EUA viram o PIB encolher 2,4%, enquanto o Reino Unido amargou um tombo de 4,9%, a Alemanha, de 5% e o Japão, de 5,1%.

"Comparado com os outros países, o Brasil teve uma queda muito pequena, que a gente considera praticamente nula. União Europeia, Estados Unidos, México e outros tiveram uma queda no volume do PIB bem mais expressiva que o Brasil", resumiu Rebeca Palis, gerente de contas trimestrais do IBGE.
Entre os países que fazem parte do Bric (o grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China), a Rússia teve de longe o pior desempenho, registrando um tombo de 7,9% no ano passado. O tombo dos preços do petróleo em relação a 2008 derrubou o PIB russo. O México, que tem a economia fortemente ligada à dos EUA, também tomou um tombo feio, com o PIB encolhendo 6,5% no ano passado. O desempenho do Brasil chegou a superar até mesmo o de alguns países asiáticos, que normalmente crescem rápido, como a Tailândia, cujo PIB encolheu 2,3% em 2009.

O Brasil se sai bem melhor na fotografia quando se compara o resultado do quarto trimestre de 2009. A alta de 2% em relação ao terceiro trimestre, feito o ajuste sazonal, equivale a um crescimento anualizado de 8,4%. É um número bastante expressivo, não muito inferior aos 10% registrados pela China e até mesmo superior aos 6% obtidos pela Índia no período.

Nessa base de comparação, vários países desenvolvidos mostraram reação, indicando que a economia global se recupera, ainda que a passos não muito rápidos. Os EUA, por exemplo, tiveram uma expansão de 5,9% do PIB no quarto trimestre do ano passado, ritmo não muito distante dos 5% observados no Canadá. No Japão, o aumento foi de 4,9%

Na Europa, porém, a situação ainda é bastante preocupante. A zona do euro, por exemplo, teve crescimento anualizado de apenas 0,5% nos últimos três meses de 2009 em relação aos três meses anteriores. A economia europeia vive uma crise grave, por causa do temor de um calote da Grécia e das dificuldades fiscais de países como Espanha, Irlanda, Itália e Portugal.

Segundo previsões do J.P. Morgan, o Brasil deve registrar uma das maiores taxas de crescimento do mundo em 2010. O banco projeta alta de 6,2% para o PIB brasileiro neste ano, ritmo de expansão que só deve ser ultrapassado por alguns países asiáticos. Segundo o J.P. Morgan, a economia da China deve avançar 10%, a Índia, 8%, e Taiwan, 7%. Para os EUA, a expectativa do banco é de uma alta de 3,4%. (SL e RR)

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VALOR ECONÔMICO

12 de março de 2010

 
CRESCIMENTO ECONÔMICO BRASILEIRO
País vivia seu 2º maior ciclo de crescimento
A queda observada na variação do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009, de 0,2%, interrompeu o segundo maior ciclo de crescimento econômico brasileiro em mais de cem anos. Foram 16 anos de altas ininterruptas desde o baque de 1992, quando o PIB tombou 0,5%. Pouco antes, em 1990, o país registrara a mais grave recessão em todo o século XX - queda de 4,3%.

Ao contrário dos resultados negativos do começo dos anos 90, quando condições internas explicavam os tombos no PIB - como os efeitos do Plano Collor, em 1990, e a crise do impeachment presidencial, em 1992 - o resultado de 2009 pode ser entendido como uma interiorização das turbulências mundiais eclodidas no fim de 2008, quando os países ricos, Estados Unidos à frente, ingressaram na mais forte crise econômica em quase 30 anos.

O que ocorreu em 2009 pode ser comparado à crise do período 1981-1983. Na época, o choque conhecido como "crise da dívida externa" causou mergulhos no PIB de praticamente todos os países da América Latina, com consequências políticas, inclusive - os regimes ditatoriais da Bolívia e Argentina terminaram em 1982 e 1983, respectivamente, e, em 1985, o brasileiro se esgotou também.

As turbulências econômicas do início dos anos 80 culminaram no fim do maior ciclo de crescimento ininterrupto dos últimos 110 anos, quando o país registrou um crescimento médio de 7,3% ao ano entre 1943 e 1980. No período, o Brasil passou do crescimento pós-depreciação do comércio mundial graças à Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ao desenvolvimento induzido pelo Estado, na segunda metade da década de 70, passando pelos anos de Juscelino Kubitschek e do "milagre econômico" - quando o PIB atingiu sua maior variação: 14,1%, em 1973.

No início dos anos 80, no entanto, o Brasil sofreu as consequências do ajuste promovido pelos Estados Unidos para combater a inflação alta. As altas taxas de juros americanas, que passaram de 8,7%, em 1978, para 17% em 1981, corrigiram as dívidas tomadas pelo governo brasileiro durante os anos 70 - especialmente no período pós-choque do petróleo de 1973. O PIB caiu 4,2% em 1981 e outros 3% em 1983, e o país ingressou num período marcado por hiperinflação - que chegou a 2.477% em 1993 -, moratórias da dívida externa e seis planos econômicos.

Em 1993, no governo interino de Itamar Franco, começou a ser colocado em prática o sétimo plano de combate à hiperinflação em oito anos. A nova moeda, instituída em julho de 1994, alterou a rota do aumento de preços, que passaram a oscilar na casa de um dígito ao ano. A partir do Plano Real, o país passou a crescer ano a ano pelos 16 anos que se seguiram. Até 2009, quando a crise externa afetou o ciclo de investimentos que estava em curso e derrubou o PIB.
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UOL ÚLTIMAS NOTÍCIAS

12 de março de 2010

 
COTAÇÃO
Indicadores Econômicos
Dólar (11/03 - 16h30)

Comercial
Compra 1,7680
Venda 1,7700

Turismo
Compra 1,7000
Venda 1,8400

Paralelo
Compra 1,8500
Venda 1,9500

Dólar (12/03 - 10h02)

Comercial
Compra 1,7600
Venda 1,7620

Turismo
Compra 1,7500
Venda 1,8500

Paralelo
Compra 1,8500
Venda 1,9500


Outros indicadores
TR 0,052%
CDI 8,630%
SELIC 8,75%
IPCA 0,78 fev.10
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O POVO

12 de março de 2010

 
CÂMARA BRASIL-PORTUGAL
Vertical S/A - À PORTUGUESA
Por Jocélio Leal

A Câmara Brasil-Portugal no Ceará promove segunda-feira um almoço com palestra do ex-secretário de Turismo do Governo Português, Luis Correia da Silva. Ele foi um dos organizadores da Eurocopa em Portugal, realizada em 2004. Vai contar as experiências e mostrar quais são os principais entraves, expectativas e oportunidades em eventos de grande porte, como a Copa do Mundo 2014.
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O POVO

12 de março de 2010

 
LUIZ GASTÃO
Vertical - DRIBLE
O presidente da Fecomércio, Luiz Gastão, disputará reeleição para o cargo dia 23 de abril sem adversários. A oposição diz que o edital do pleito, com inscrição de chapas, só saiu no Diário Oficial do Estado.
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FOLHA DE SÃO PAULO

12 de março de 2010

 
FIESP - SEGURO DE ACIDENTES DE TRABALHO
SEGURO ACIDENTE - FIESP SUSPENDE CONTRIBUIÇÃO
A Fiesp conseguiu obter uma liminar no TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região para suspender, para os sindicatos filiados, o pagamento do seguro de acidentes de trabalho segundo a nova metodologia, pelo FAP (Fator Acidentário de Prevenção). O governo diz que as suspensões tendem a ser revogadas e que o pagamento, então, terá de ser feito de modo retroativo.
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O ESTADO

12 de março de 2010

 
FIESP - ELEIÇÕES 2010
Diário Político - Amém!
Por Fernando Maia

Parece que o deputado Ciro (PSB), já pode relaxar em relação ao “abacaxi” da sucessão de São Paulo. O seu correligionário Paulo Skaf, “chefão” da FIESP, está disposto a ir “para o sacrifício”...
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de março de 2010

 
PACOTE HABITACIONAL
Sai 2º projeto do Minha Casa
O contrato para construir 672 imóveis deverá ser assinado, hoje à tarde, na Superintendência da CEF

Aos poucos, o Ceará vai conseguindo dar andamento ao programa federal de habitação popular Minha Casa, Minha Vida (MCMV) no Estado. Será assinado na tarde de hoje, na Superintendência da Caixa Econômica Federal (CEF), o contrato para construção de três conjuntos habitacionais, totalizando 672 imóveis de 45m2 cada, nos bairros de Jaçanaú e Tijuca, no município de Maracanaú.

Serão contempladas pessoas inscritas no programa com faixa de renda até três salários mínimos. "É o maior contrato do MCMV do Estado até agora e o primeiro de Maracanaú. As famílias dos bairros Mucunã, Cágado, Luzardo Viana, Jari, Jaçanaú e Tijuca serão deslocadas em até dois quilômetros de onde moram atualmente, para não se distanciarem do seu habitat natural", disse o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa.

De acordo com o prefeito, já existe água, energia elétrica e transporte público no local onde ficarão as residências. "É próximo da reserva florestal Fazenda Raposa, na CE-065, com acesso fácil de ônibus. A prefeitura vai entrar com a infraestrutura de pavimentação", afirmou.

O prazo para a conclusão das habitações é de 12 meses a partir do início das obras, mas esta data só deve ser definida, hoje, após a assinatura do contrato e o estabelecimento dos prazos pela CEF. A Urban Construções será a responsável por erguer os prédios residenciais que irão receber o nome de Virgílio Távora I, II e III. A filha dele, Tereza Távora estará presente na ocasião da assinatura do contrato.

Déficit é alto

Segundo Roberto Pessoa, o déficit habitacional de Maracanaú gira em torno de 10 mil casas. Ele apontou a coabitação de duas ou mais famílias no mesmo lar como um dos agravantes dos problemas habitacionais. "É uma situação muito presente, por isso é um dos critérios observados para entrega de casas novas. De 2006 pra cá, foram entregues 800 casas pela prefeitura. Em abril, iremos doar mais 82 casas no Distrito de Pajuçara, para 400 famílias que moram em área de risco, às margens do Riacho Salgadinho. Em parceria com o governo serão mais 280 com o projeto Maranguapinho", completou.


ILO SANTIAGO JR.
ESPECIAL PARA ECONOMIA
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O POVO

12 de março de 2010

 
MINHA CASA, MINHA VIDA
Vertical S/A - MEU APARTAMENTO, MINHA VIDA
Por Jocélio Leal

A Urban Construções, por meio da sua incorporadora, a Interpar Participações e Empreendimentos S/A, e a Caixa Econômica Federal assinam, hoje às 15 horas, o contrato dos Residenciais Virgílio Távora I, II e III. Faz parte do Programa Minha Casa, Minha Vida. O residencial, cujo investimento é de R$ 28 milhões, será construído no bairro Jaçanaú, em Maracanaú. Terá 672 apartamentos, a serem entregues em 12 meses. Ao todo, capacidade para abrigar duas mil pessoas. Cada unidade tem valor médio de R$ 45 mil, financiados diretamente pela Caixa no prazo de 10 anos.

Além dos Residenciais Virgílio Távora, estão em fase de aprovação pela Caixa mais 13 empreendimentos da Interpar: Engenheiro José Lino da Silveira I a X, em Caucaia, e Jornalista Demócrito Dummar I, II e III, no Distrito Industrial de Maracanaú. Ao todo, os 16 residenciais oferecem 4.248 novas unidades habitacionais, representando uma carteira de obras no valor total de mais de R$ 180 milhões.

VIRGÍLIO TÁVORA, O MUDANCISTA
A escolha de Virgílio Távora para dar nomes aos primeiros projetos do Minha Casa, Minha Vida, não foi sem justa razão. Manoel Cesário Mendes, o diretor da Urban, tem especial admiração por VT. Quando governador, Virgílio foi o grande indutor do que hoje é Maracanaú, um ex-acanhado distrito de Maranguape. A criação do DI fez do município o segundo maior PIB do Ceará.

Algumas décadas antes do primeiro governo Tasso, referência de modernidade na gestão pública do Ceará, o governador Virgílio Távora (1963 a 1966 e 1979 a 1982) implantou o Plameg & Plano de Metas Governamentais, nas suas respectivas versões I e II. Já na época, reconhecido nacionalmente como planejamento estratégico de vanguarda entre os estados brasileiros. Nos fundamentos, caráter mudancista, tal qual a marca da chamada Geração Cambeba, a partir de 1987.
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FOLHA DE SÃO PAULO

12 de março de 2010

 
PIB DA CONSTRUÇÃO
Mercado Aberto - PIB da construção está errado, diz setor
MARIA CRISTINA FRIAS - cristina.frias@uol.com.br

Uma pequena rebelião sacudiu a construção civil ontem. O setor não aceita a queda de 6,3% no PIB da construção civil, anunciada pelo IBGE.
"A metodologia do instituto está errada. Nunca isso ficou tão claro como agora", reagiu Paulo Simões, presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).
A preocupação do setor é que indicadores equivocados gerem efeitos negativos em decisões de investimento.
Ontem mesmo o conjunto da construção civil brasileira anunciou que pedirá a abertura de uma discussão entre técnicos do IBGE, do governo e do setor para a revisão da metodologia. "Queremos uma discussão com o IBGE. Se o equívoco for nosso, assumimos. Mas tenho absoluta certeza de que estamos certos e queremos a revisão", disse Simões.
O problema, segundo o setor, está nos indicadores usados para o cálculo. Na primeira versão do índice, o IBGE considera a evolução da produção de material de construção, que, de fato, caiu em 2009. "A questão está aí. O IBGE não considera o valor agregado gerado pela cadeia da construção, que, no limite, não é formada só pela produção do material de construção."
Segundo Cláudio Conz, presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), houve crédito e geração de emprego recorde. "Já sabíamos da falha na metodologia, mas esse dado anunciado ontem é um equívoco enorme. A situação agora ficou gritante", disse Conz. A expectativa era de crescimento de 6% e não de queda.
O IBGE refutou a afirmação de que utilize metodologia equivocada. Segundo Cláudia Dionísio, economista de contas nacionais do instituto, o cálculo considerou os dados de produção dos insumos utilizados na construção e esse indicador demonstrou queda em 2009.
Os dados poderão, segundo Dionísio, ser revisados no fim de 2011 com a incorporação de indicadores mais completos, mas "não irão transformar números negativos em positivos".
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O ESTADO

12 de março de 2010

 
PRÊMIO RANKING ITCNET
De A a Z - No ranking nacional
Por Luiz Carlos Martins

Por ter sido incluída como uma das maiores empresas do país em construção por metro quadrado, Valéria e Antônio Câmara, da Cameron, receberam o Prêmio Ranking ITCnet da Construção Civil no Brasil, instituído pela Secovi-SP, esta semana, na capital paulista.
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de março de 2010

 
INACE
Vereadores buscam informações na Inace
A visita foi uma iniciativa do vereador Wellington Sabóia e teve por objetivo conhecer a realidade do setor

Grupo de oito vereadores de Fortaleza - sete dos quais contrários à construção do Estaleiro Promar Ceará, na Praia do Titanzinho, e um ainda com posição indefinida - visitou na tarde de ontem, as instalações da Indústria Naval do Ceará (Inace). Recebidos pelo diretor presidente da Inace, o industrial Antônio Gil Fernandes Bezerra, os parlamentares foram em busca de conhecer o funcionamento e os impactos gerados por uma empresa naval e colher opiniões sobre alternativas de localização do empreendimento.

Há mais de 40 anos à frente da indústria naval no Estado, Gil Bezerra fez, inicialmente, um retrato do setor no País, respondeu, uma a uma, as perguntas dos vereadores e falou dos prós e contras da instalação de um estaleiro no Serviluz.

Para ele, sob o aspecto da profundidade, a Praia do Titanzinho não é a única disponível no Estado, à construção de navios gaseiros do porte dos licitados pela Transpetro, de cerca de 2,5 mil toneladas, mas a mais viável para a expansão do estaleiro. Ele citou a Praia do Pirambu e o Porto do Pecém, mas descartou ambos, por gerarem problemas políticos e urbanos no primeiro e elevados custos na segunda opção.

Conforme explicou, uma área abrigada com cerca de 30 hectares e com profundidade de cinco a oito metros, a exemplo do que conta a Inace, é suficiente para a instalação de um estaleiro para construção de navios gaseiros de médio porte. "Qualquer lugar no Ceará, com um quebra-mar de um quilômetro, atinge-se a profundidade de sete metros, suficiente para instalação do Estaleiro", respondeu.

Ele ressaltou, no entanto, que o interesse dos empreendedores não está apenas nos gaseiros, mas na construção de grandes navios plataformas, denominadas FPSO, cujo preço gira em torno de US$ 1 bilhão. "Só os gaseiros não pagam o investimento anunciado de US$ 100 milhões", disse Gil Bezerra, informando que cada navio desse tipo custa ao construtor, cerca de US$ 60 milhões e são vendidos, por US$ 80 milhões. "O retorno do investimento vai depender do preço do terreno onde for instalado", informou.

Impactos

Além de barulho à vizinhança do estaleiro, o empresário descartou demais impactos ambientais, mas disse que "a praia da Tita (Tavares) terá de ser aterrada" e que o empreendimento inviabiliza a expansão futura do Porto do Mucuripe. Em compensação, ele destacou a geração de empregos, o ingresso de novas tecnologias e o crescimento econômico do Estado como fatores positivos do empreendimento. "Um estaleiro é um centro de formação tecnológica", frisou, após mostrar todas as instalações da Inace aos visitantes.


CARLOS EUGÊNIO
REPÓRTER
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de março de 2010

 
ESTALEIRO
Egídio Serpa - Livre Mercado
Estaleiro Promar Ceará: a Assessoria de Imprensa do Palácio Iracema esclarece sobre nota aqui publicada ontem: o Governo do Estado apenas recebeu das mãos do vereador Salmito Filho, presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, o abaixo assinado de moradores do Serviluz-Titanzinho, a favor da construção ali do Estaleiro Promar Ceará. Por isso, ele nada tem a ver com a autenticidade ou não das assinaturas contidas no documento. A propósito: esta coluna, espaço de divulgação de atos e fatos que dizem respeito, preferencialmente, ao desenvolvimento econômico do Estado do Ceará, tem abrigado as mais diferentes opiniões sobre a localização do estaleiro na área da geografia da Ponta do Mucuripe, contribuindo para estimular o debate em torno da questão. E continuará a fazê-lo. Todavia, pelas informações de que dispõe, opina: muito dificilmente esse empreendimento será construido, como desejam o Governo do Estado e os investidores, na área dos bairros Serviluz-Titanzinho.
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O POVO

12 de março de 2010

 
ESTALEIRO DO CEARÁ
Vereadores vislumbram alternativa para estaleiro
Em visita à Inace, estaleiro instalado em Fortaleza que já produziu embarcações para a Marinha, vereadores concluem que o Titanzinho não é a única opção

Thiago Paiva
Especial para O POVO
thiagopaiva@opovo.com.br

Após visita às instalações da Indústria Naval do Ceará (Inace), estaleiro já instalado em Fortaleza, vereadores da Câmara Municipal chegaram à conclusão de que seria possível pensar em alternativas ao Titanzinho, local que hoje é motivo de divergências sobre a instalação de um empreendimento similar, mas bem maior, para a construção de navios gaseiros.

A conclusão dos vereadores, porém, se dá mesmo sem uma ideia certa de como viabilizar uma mudança de planos para possibilitar que a Inace, que não participou da concorrência da Transpetro, construísse os navios. O estaleiro que deve fazer as embarcações é um empreendimento ainda virtual denominado Promar Ceará, dos mesmos donos do estaleiro Atlântico Sul, já instalado em Pernambuco.

O grupo de vereadores tinha como objetivo avaliar o funcionamento do local e a dimensão dos impactos que um aparelho naval causa em seu entorno. O presidente da Câmara, Salmito Filho (PT) - que subscreveu o requerimento da visita e que defende o estaleiro no Titanzinho - não compareceu.

O presidente da Inace, Antônio Gil Bezerra, afirmou categoricamente que a empresa tem a ``capacidade e autonomia`` para a construção dos navios. Segundo Bezerra, seria necessário um investimento de R$ 50 milhões para a construção dos diques onde atracariam as embarcações para o processo de acabamento. Os custos do estaleiro no Titanzinho podem chegar a R$ 250 milhões.

No local, durante a visita foi possível observar sucatas, entulhos de ferragens, cheiro de ferrugem. Apesar do aparente cenário de degradação, porém, Bezerra garante que os únicos impactos que a indústria causa é ``o barulho e a extinção da praia``.

O vereador Acrísio Sena (PT) definiu o ambiente como ``absolutamente incompatível com o mundo urbano habitável``, mas se disse ``feliz`` com a visita, que possibilitou a ``sinalização de alternativas técnicas dentro de Fortaleza``. ``Ficamos o tempo todo presos a uma discussão dos interesses econômicos de uma empresa, que dizia não haver outra possibilidade``, disse.

O vereador João Alfredo (PSOL) afirmou que a possibilidade ``desmente o discurso oficial``. Alfredo disse que essa informação de que ``alternativas existem`` deve ser levada ao conhecimento da população.



EMAIS

- O vereador João Alfredo (PSol) criticou ontem o posicionamento ``preliminar`` da seccional cearense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE) sobre a possível construção de um estaleiro em Fortaleza. O vereador disse, durante sessão na Câmara Municipal, que a OAB-CE, através de sua atual direção, pode vir a ``indicar os meios jurídicos para viabilizar a construção do estaleiro na praia do Titanzinho``.

- "Eu já vi a OAB em momentos melhores que esse", disparou o vereador.

- Alfredo se referia ao fato de, apesar de o parecer técnico da OAB ainda não ter sido divulgado, o presidente da Ordem, Valdetário Monteiro, ter revelado que a opinião "preliminar" da entidade é favorável à construção do estaleiro no Titanzinho - considerando ``a geração de empregos para uma população necessitada".

- A OAB-CE promete divulgar na próxima terça-feira um parecer sobre o caso estaleiro. Segundo Laércio Noronha, da comissão de urbanismo da entidade, será um parecer "apenas técnico", sem "ideologizar" a discussão.

- O secretário de Meio Ambiente do Município, Deodato Ramalho, enviou ofício à OAB solicitando ter acesso aos estudos que estão sendo feitos para o parecer. Deodato, também advogado, faz oposição ao grupo de Valdetário na entidade e é contrário ao estaleiro no Titanzinho.

Governo apresenta licença ambiental de 1995 ao IAB


O presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-CE), Odilo Almeida, disse ontem que, para o parecer que a entidade prepara sobre a instalação do estaleiro na praia do Titanzinho, teve acesso apenas a um relatório de impacto ambiental e à cópia de uma licença emitida pela Superintendência Estadual de Meio Ambiente (Semace) em 1995. Segundo Almeida, a documentação foi enviada ao IAB pelo gabinete do governador Cid Gomes (PSB).

Tais dados, contudo, poderão não ter mais validade. Conforme O POVO mostrou no último sábado (6), o Ministério Público Federal, representado pelo procurador da República, Alessander Sales, afirmou que o órgão não aceitará pedido de licença anterior ao projeto do estaleiro. ``Tem que ser específica para o estaleiro``, dissera então o procurador.

Almeida afirma que o relatório só não ficou pronto devido a ``grande sobrecarga de atividades`` que a instituição enfrenta.

"Estamos traçando as diretrizes finais para apresentarmos uma posição sobre a análise que será feita. Bem como a proposição de propostas alternativas para o projeto. Cautela não faz mal a ninguém``, declarou. ``Queremos evitar uma análise baseada somente em informações e impressões erradas.`` (TP)
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O ESTADO

12 de março de 2010

 
PRÊMIO CEPIMAR SÓCIO AMBIENTAL
Variedades - PRÊMIO
Por Ian Gomes

As empresas do setor de transporte interessadas em concorrer ao Prêmio Cepimar de Responsabilidade Sócio Ambiental 2009/2010, podem inscrever-se até segunda, 15.
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FOLHA DE SÃO PAULO

12 de março de 2010

 
ELEIÇÕES 2010 - CEARÁ
Painel - Regras
O PMDB, que tudo tem feito na tentativa de facilitar a eleição do deputado Eunício Oliveira (CE) para o Senado, avisou ao PT em reunião na quinta-feira que o governador Cid Gomes (PSB) só abrirá uma vaga para o partido no chapa: os petistas ou terão o vice, ou lançam o ministro José Pimentel ao Senado.
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FOLHA DE SÃO PAULO

12 de março de 2010

 
CIRO GOMES
Ciro faz crítica a PT por impor aliança regional
DA AGÊNCIA FOLHA, EM NOVA LIMA (MG)

O deputado federal e ex-ministro Ciro Gomes (PSB), pré-candidato a presidente, criticou ontem o PT por impor alianças a seus Diretórios Estaduais por conta do acordo nacional entre PT e PMDB.
Ciro citou os casos da governadora Roseana Sarney (MA) e do ministro Hélio Costa (Comunicações), ambos do PMDB.
"O pessoal está mandando o PT votar na Roseana Sarney no Maranhão. Olha que sou amigo deles [da família Sarney], mas a política é outra coisa. O pessoal está mandando o PT votar no Hélio Costa aqui em Minas Gerais. O que é isso?", disse.
Para favorecer eleitoralmente a pré-candidata do PT à Presidência, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), o governo e o PT trabalham para impor arranjos políticos nos Estados.
Em palestra a empresários mineiros promovida pela revista "Viver Brasil", com apoio do grupo Usiminas, Ciro afirmou que a coalizão PT-PMDB não ocorre por "governabilidade, mas por tráfico de minutos de TV, para conservar o poder e despolitizar".
Ele disse que nem Dilma nem o governador José Serra (SP), pré-candidato do PSDB, mudarão isso.
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VALOR ECONÔMICO

12 de março de 2010

 
LEI DE RESÍDUOS SÓLIDOS
Depois de 19 anos, Câmara aprova lei de resíduos sólidos
Após 19 anos de vaivéns legislativos, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou ontem, em votação simbólica, as novas regras de gerenciamento, reutilização e reciclagem para os chamados resíduos sólidos no país.

Sob pressão do governo, o texto final que voltará a ser analisado no Senado evitou a concessão imediata de benefícios fiscais e incentivos de crédito à indústria da reciclagem. "Mas o governo acenou com uma medida provisória para isentar de IPI as aquisições de cooperativas de catadores", diz o coordenador do grupo suprapartidário que analisou o assunto, deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP).

Os empresários também tiveram sucesso no lobby para evitar a adoção do recolhimento ("logística reversa") de produtos eletroeletrônicos e lâmpadas fluorescentes. O projeto obrigará a indústria a "trazer de volta" somente pilhas, baterias, agrotóxicos, pneus, lubrificantes e embalagens. "Será obrigatória a logística reversa para esses produtos. Ocorre que, como não tinham uma resolução específica, eles terão mais tempo de adaptação até a edição de um regulamento pelo Conama", afirma Jardim.

O texto também institui, pela primeira vez, uma referência explícita aos termos de compromisso de ajuste de conduta (TACs), o que pode dar mais amparo legal ao instrumento em acordos promovidos pelo Ministério Público. Responsável por sintetizar 140 propostas do grupo de trabalho, o deputado Sergio Nechar (PP-SP) afirmou que, embora o passivo ambiental brasileiro seja grande, o novo texto será importante para superar impasses históricos por meio de conceitos modernos. "Esse tema já tinha se transformado em um nó legislativo", disse. Quem fizer o produto, por exemplo, terá total responsabilidade sobre ele. "Uma política nacional sem isso não levaria a lugar nenhum", diz o deputado Jardim. A nova lei servirá não apenas para sancionar os desvios, mas para premiar boas práticas. "Não chegamos a algo concreto, como isenção de IPI ou crédito específico, mas demos um sinal claro ao país de que isso vai ocorrer".

O capítulo de instrumentos econômicos, que previa medidas de incentivos, juros menores e novas linhas de crédito para reutilização e aquisição de equipamentos de reciclagem, usou a expressão "poderá instituir" em vez de instituir concretamente os benefícios.

O projeto do Plano Nacional de Resíduos Sólidos também estabeleceu um prazo máximo de quatro anos para a regularização dos chamados lixões em todos os municipios brasileiros. "Lixão será tratado à pau. Só vai ter aterro sanitário, onde serão recebidos apenas rejeitos, e não mais resíduos reutilizáveis", afirmou o deputado.

As lideranças governistas na Câmara também conseguiram concessões no texto para reduzir o alcance do conceito de aproveitamento energético com a incineração de resíduos. Apoiado pelo governo, o movimento de catadores temia uma redução na oferta de matérias-primas com a aplicação mais ampla do conceito. No texto, ficou apenas o conceito para acabar com os lixões e o governo conseguiu proteger os interesses dos catadores. "Como os aterros não poderão receber resíduos reutilizáveis, ficou contemplada a reivindicação dos catadores", argumenta Arnaldo Jardim.
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de março de 2010

 
EMPREENDEDORISMO
Sebrae qualifica empreendedores
Inicialmente, o programa irá realizar 162 cursos para capacitar cerca de 2.400 empresários de 11 municípios do Estado do Ceará

O Ceará está em busca de um diferencial competitivo enquanto destino turístico. Além da promoção dos atrativos naturais e dos investimentos em infraestrutura, o Estado quer se destacar pela qualidade dos serviços. Para isso, lançou um mega programa de qualificação profissional e empresarial. A solenidade de lançamento ocorreu no último dia 4 deste mês, no Palácio Iracema, em Fortaleza, e foi capitaneada pelo secretário do Turismo do Estado, Bismarck Maia. Na ocasião, foram assinados convênios com o Sebrae/CE e com o Senac-CE, que irão executar o treinamento.

O programa contará com um investimento de cerca de R$ 9,5 milhões, com recursos do Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (Prodetur), financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e executado pelo Banco do Nordeste (BNB), além do Ministério do Turismo, Governo do Estado, Sebrae e Senac. Serão 617 cursos para 10.882 profissionais e empreendedores em 24 municípios de todas as regiões do Estado.

O calendário de ações estará disponível a partir de abril, nos sites e escritórios regionais do Sebrae e do Senac, que promovem, respectivamente, capacitações empresariais/gerenciais e profissionais. Os municípios beneficiados e tipos de cursos podem ser acessados no portal da Setur: http://portal.setur.ce.gov.br/noticias/programa-de-capacitacao-turistica.

Pequenas empresas

O Sebrae atua desde o início dos anos 90 no setor de turismo e, a partir daí, já qualificou milhares de empresários e candidatos a empresários, além de gerentes e gestores de todos os segmentos turísticos. Isso se justifica porque 99% das empresas do setor no Ceará são de pequeno porte e essas empresas são responsáveis pela geração de renda e ocupação de milhares de trabalhadores cearenses.

No programa recém lançado, o Sebrae participa realizando 162 cursos em 11 municípios (Aquiraz, Caucaia, Camocim, Fortaleza, Itapipoca, Jijoca de Jericoacoara, Cruz, Paracuru, Paraipaba, São Gonçalo do Amarante e Trairi), com um investimento de contrapartida no valor de R$ 165 mil. Novos convênios, dentro desse mesmo programa, com mais cursos e municípios beneficiados, estão sendo firmados, o que elevará para R$ 289 mil o investimento do Sebrae.

Os empreendedores do turismo estão no alvo do programa porque o empresariado precisa entender a importância do investimento em qualidade para a sobrevivência e o desenvolvimento sustentável do empreendimento no mercado. Esse investimento em qualidade é, muitas vezes, bem simples e pode até não exigir recursos financeiros, bastando, em alguns casos, realizar ações que promovam a melhoria de processos administrativos e gerenciais.

"É necessário capacitar os empresários dos polos turísticos para o desenvolvimento do turismo sustentável, visando um maior nível de qualidade, eficiência e eficácia na prestação de serviços turísticos. Com a capacitação empresarial será dado início a um processo de conscientização e sensibilização dos empresários para a necessidade de envolvimento e participação dos seus funcionários na capacitação profissional, o que possibilitará a profissionalização dos serviços prestados na atividade do turismo e implicará na excelência da qualidade no atendimento ao turista", afirma o superintendente do Sebrae/CE, Carlos Cruz.

Cursos

O treinamento inicial que será desenvolvido pelo Sebrae está dividido em duas modalidades: " Seminários sobre Qualidade Profissional" e "Excelência em Serviços". Na primeira delas, os cursos estão divididos em dois módulos. O módulo I é composto pelo curso "Despertando para a Qualidade", com duração de quatro dias e 16 horas/aula. O segundo módulo são oficinas sobre liderança, gestão de pessoas, gestão de processos, foco no cliente e resultados, ministrado durante cinco dias, com carga horária de 20h/aula.

A modalidade "Excelência em Serviços" é composta pelo seminário sobre "Excelência em Serviços", com duração de quatro dias e 16h/aula, e pelos cursos "Excelência em Serviços na Gestão de Alimentos e Bebidas", "Excelência em Serviços na Gestão de Meios de Hospedagem" e "Desenvolvimento de Competências para Incremento de Negócios". Os cursos duram de 10 a 16 dias e possuem uma carga horária de até 80h/aula.

De acordo com o superintendente do Sebrae/CE, Carlos Cruz, serão beneficiados com esse programa 2.400 empreendedores. "O que pretendemos é incentivar os empresários a implantarem processos de melhoria de qualidade no atendimento, independente do segmento em que atuem", diz. Cruz destaca que o turismo é uma atividade cada vez mais importante para o desenvolvimento econômico e social do Ceará, uma vez que gera emprego e renda a milhares de pessoas.

"O Sebrae tem muito a contribuir na capacitação dos empreendedores, tanto os que já atuam no setor quanto aqueles que possuem vocação empreendedora e desejam montar o seu próprio negócio", declara Cruz.

Para o secretário Bismarck Maia, o programa de qualificação profissional e empresarial é uma necessidade complementar aos investimentos em turismo realizados desde 2007, que somam R$ 1 bilhão. "O setor privado tem essa responsabilidade de capacitação, de oferecer um bom serviço. O Estado, por sua vez, age como indutor desse processo. Por isso, além dos investimentos em macro estrutura, como o Centro de Feiras e Eventos, por exemplo, e em promoção, estamos induzindo a capacitação, cuidando da micro estrutura", relata.
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de março de 2010

 
DNOCS
Edilmar Norões - Orçamento de R$ 1 bilhão
Até julho deste ano, o Dnocs concluirá a segunda etapa do projeto de irrigação de Tabuleiros de Russas e do Baixo Acaraú. Obras, como disse Elias Fernandes, diretor-geral do Dnocs, financiadas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC -. Ao todo o orçamento do Dnocs, para 2010,já sancionado pelo presidente Lula, disporá de r$ 1,02 bilhão.
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de março de 2010

 
RECEITA FEDERAL
Projeto é contestado pelos tucanos do Ceará
Para os governistas o projeto fortalece a Receita, enquanto na visão da oposição, fere princípios democráticos

O deputado Fernando Hugo (PSDB) informou ontem, durante pronunciamento na Assembleia Legislativa, que os deputados federais começam a discutir um projeto, enviado pelo Governo Federal, que garante à Receita Federal poderes hoje atribuído aos juizes. Segundo o parlamentar, a proposta permitir que os fiscais da Fazenda quebrem sigilos, penhore bens, e até fiscalize empresas e residências sem autorização prévia do Judiciário.

"Isso é uma coisa paranormal, inconstitucional, ditatorial e absurda", criticou o tucano. Segundo Fernando Hugo, a proposta cria um sistema de investigação com acesso a todos os dados financeiros e cadastros patrimoniais dos cidadãos.

Ele ainda pontua que o novo sistema de cobrança valerá tanto para a Procuradoria da Fazenda Nacional, responsável pela gestão da dívida ativa da União, quanto para os órgãos similares nos estados e municípios.

Segundo o parlamentar, após 10 meses parada na Câmara, a proposta começa a ser discutida, e para isso, já foi designado um relator, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP). "Se essa matéria for aprovada não sei o que será da cidadania e da Constituição rasgada e jogada ao léu", enfatiza o deputado.

Para o líder dos tucanos na Assembleia, deputado João Jaime (PSDB), essa é uma medida típica de governos ditatoriais. O parlamentar não concorda que um cidadão que não tenha pago um imposto tenha sua casa invadida por fiscais da Fazenda sem ordem judicial.

O deputado Welington Landim (PSB) diz que por enquanto, concorda com os apontamentos feitos por Fernando Hugo. Porém salienta que a matéria será discutida tanto por deputados quanto por senadores, para evitar assim, exageros.

O deputado Artur Bruno (PT) argumentou que tais mudanças contidas no novo pacote tributário do Governo se destina para os grandes sonegadores, como empresários e banqueiros. A intenção do Governo, pontua Bruno, é fazer com que os fiscais da Fazenda tenham mais força para cobrar o que foi sonegado pelos grandes grupos econômicos.
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