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Fortaleza, CE - quinta-feira, 18 de novembro de 2004 |
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| CEDIP - CENTRO DE CONHECIMENTO, EDITORAÇÃO, DOCUMENTAÇÃO E PESQUISA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| O ESTADO |
18 de novembro de 2004 |
| ENCONTRO DE NEGÓCIOS DE SETÚBAL NO CEARÁ | |
| Mr. Tôrres - Encontro de Negócios | |
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O Governo do Estado do Ceará, em parceria com a Federação das Indústrias do Ceará, através do Centro Internacional de Negócios, o Sebrae e o Banco do Nordeste promovem o Encontro de Negócios de Setúbal no Ceará. O evento inicia hoje terminando amanhã, dá continuidade à sua primeira edição, realizada em maio deste ano no distrito de Setúbal (Portugal).
Encontro II Empresas e investidores portugueses virão ao Ceará, para participar de rodadas de negócios, com especial interesse nas áreas de artesanato, carnes, têxteis e confecções, calçados, couro, flores, frutas entre outros. Régis Dias, destaca que o evento marca a consolidação do Convênio de Cooperação Reciproca celebrado pelo Governo do Estado e Associação dos Municípios de Setúbal. | |
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| O ESTADO |
18 de novembro de 2004 |
| ENCONTRO DE NEGÓCIO DE SETÚBAL NO CEARÁ | |
| Macário Batista - Pois pois | |
| Hoje e amanhã o Ceará e a província de Setúbal, em Portugal, retomam os trabalhos de consolidação de uma parceria para o desenvolvimento da economia dos dois pólos. O Encontro de negócio de Setúbal no Ceará será na FIEC. O primeiro ato, presidido pelo governador Lúcio Alcântara, será a assinatura de protocolo de cooperação entre a Ceará Portos e a administração do Porto de Setúbal. Painéis e rodadas de negócios concluirão na sexta o encontro. | |
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| O ESTADO |
18 de novembro de 2004 |
| ENCONTRO DE NEGÓCIOS DE SETÚBAL NO CEARÁ | |
| Régis Dias abre hoje Encontro de Negócios de Setúbal | |
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O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Régis Dias, preside às 9 horas de hoje, na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o Encontro de Negócios de Setúbal no Ceará. O evento é uma promoção do Governo do Estado, em parceria com a Fiec, por meio do CIN-CE (Centro Internacional de Negócios), Sebrae e Banco do Nordeste do Brasil. O encontro, que prossegue até amanhã, dá continuidade à sua primeira edição realizada em maio último no distrito de Setúba1 (Portugal).
No decorrer do encontro, empresas e investidores portugueses virão ao Ceará para participar de rodadas de negócios, com especia1 interesse nas áreas de artesanato, carnes, têxteis e confecções, calçados, construção civil e panificação. Na oportunidade, também será assinado um protocolo de cooperação entre a Ceará Portos, que administra o Porto do Pecém, e a administração do Porto de Setúbal, visando otimizar as operações logísticas entre as duas regiões, especialmente nas áreas de armazenamento de cargas e de disponibilização de linhas regulares de tráfego. Na avaliação do secretário Régis Dias, a iniciativa marca a consolidação do Convênio de Cooperação Recíproca celebrado pelo Governo do Estado e AMDS (Associação dos Municípios do Distrito de Setúbal), em conjunto com a Aerset (Associação de Empresários da Região de Setúbal), em outubro passado. "É resultado de um trabalho planejado e integrado que referenda Portugal como um dos principais mercados para o Ceará", destaca. Além das oportunidades diretas de negócios, o evento também terá painéis de discussão centrados nas possibilidades de investimentos em Setúbal e no Ceará, enfocando detalhes sobre as políticas públicas relacionadas, aspectos legais e financiamentos. "Estamos em busca de uma parceria consolidada com Setúbal, que sem dúvida representa um leque de oportunidades concretas de negócios e também uma porta de entrada para os produtos cearenses no mercado europeu, ao mesmo tempo em que também queremos ser o ponto de partida para o Mereosul", ressalta o superintendente do CIN-CE, Eduardo Bezerra. | |
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| O ESTADO |
18 de novembro de 2004 |
| RESPONSABILIDADE SOCIAL | |
| Responsabilidade social - Fórum Universitário discute o papel das instituições na FA7 | |
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A FA7 (Faculdade Sete de Setembro) encerra hoje o primeiro Fórum Social Universitário, aberto ontem em seu auditório. A iniciativa visa promover um debate interativo sobre o papel dos atores que integram as UES (Instituições de Ensino Superior) no desenvolvimento de projetos de inclusão social. O evento é uma promoção da FA7, em parceria com o Programa Formação Cidadã do Grupo de Responsabilidade Social da FIEC (Federação das Indústrias do Estado do Ceará). Durante a realização do fórum, acontece a I Expo Social/Mostra de voluntariado de experiências vivenciadas pelos alunos dos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Direito, Sistema de Informação, Comunicação Social e Pedagogia.
Outro ponto importante da Expo Social é a apresentação de experiências bem-sucedidas de governos, empresas e ONC's na área de responsabilidade social, como a Casa da Esperança, Projeto de Educação Coração de Estudante, Instituto da Infância, Centro de Defesa da Vida Herbert de Sousa e Comunidade Shalom. O fórum contou com a participação da prefeita eleita de Fortaleza, Luizianne Lins, na solenidade de abertura do evento, do Ministério da Educação, da secretária nacional de Articulação Institucional e de Parcerias do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Fátima Abreu. | |
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| O POVO |
18 de novembro de 2004 |
| FÓRUM DO EMPREENDEDOR DE SOBRAL | |
| Eleição em Sobral | |
| O representante da Fiec, Jocely Dantas Andrade Filho, foi reconduzido ao cargo de coordenador geral municipal do Fórum do Empreendedor de Sobral. A eleição foi realizada no dia 9 último no Centro de Convecções. | |
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| AGÊNCIA NORDESTE |
18 de novembro de 2004 |
| ENCONTRO DE NEGÓCIOS DE SETÚBAL NO CEARÁ | |
| Encontro Ceará-Setubal amplia parceria comercial | |
| FORTALEZA - Com a participação de 133 representantes de entidades e empresas portuguesas e cearenses acontece hoje e amanhã, na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), em Fortaleza, o II Encontro de Negócios Setubla-Ceará. São 71 empresas dos setores da Construção, Pesca, Marketing, Advocacia, Consultoria, Viagens e Tururismo, Hotelaria, Lactínios, Comércio, Telecomunicações, Agropecuária e Indústria, sendo 47 portuguesas e 24 brasileiras. O número de entidades é de 62, sendo 39 de Portugal e 23 do Brasil. O Encontro pretende ampliar o intercâmbio comercial entre Ceará e Setubal, um distrito bastante promissor de Portugal. | |
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| AGÊNCIA CNI |
18 de novembro de 2004 |
| ENCONTRO DE NEGÓCIOS DE SETÚBAL NO CEARÁ | |
| Fiec promove negócios entre Portugal e Ceará | |
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Fortaleza - O governo do Ceará, em parceria com o Centro Internacional de Negócios, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Ceará (Sebrae-CE) e o Banco do Nordeste do Brasil promovem o Encontro de Negócios de Setúbal no Ceará. O encontro começa hoje e prossegue amanhã. A primeira edição foi realizada em maio deste ano, em Setúbal, Portugal.
Durante o encontro, empresas e investidores portugueses participarão de rodadas de negócio nas áreas de artesanato, carnes, têxteis, confecções, calçados, couro, flores, frutas, silvicultura, produtos metal-mecânicos, pescados, construção civil e panificação. Também será assinado um protocolo de cooperação entre a empresa Ceará Portos, que administra o porto do Pecém, e a administração do porto de Setúbal. A finalidade do acordo é otimizar as operações logísticas entre os dois portos nas áreas de armazenamento de cargas e linhas regulares de tráfego. O evento também terá painéis de discussão centrados nas possibilidades de investimentos em Setúbal e no Ceará, voltados para as políticas públicas, aspectos legais e financiamentos. "Queremos estabelecer parceria com Setúbal, que representa um leque de oportunidades concretas de negócios e uma porta de entrada para os produtos cearenses no mercado europeu", diz Eduardo Bezerra, superintendente do Centro Internacional de Negócios. Mais informações pelo telefone (85) 466-5434. | |
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| O POVO |
18 de novembro de 2004 |
| ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL DE FORTALEZA | |
| Vertical - Luizianne vai ao encontro das chaminés | |
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A prefeita eleita de Fortaleza, deputada estadual Luizianne Lins, estará na próxima segunda-feira, a partir das 8 horas, tomando café da manhã com a diretoria da Federação das Indústrias do Ceará. No encontro, segundo o presidente da entidade, Jorge Parente, ela terá a chance de expôr detalhes dos projetos que pretende implantar na Capital cearense, bem como apresentar um perfil do seu secretariado. O presidente da Fiec destaca como importante a presença de Luizianne, ressaltando que, da parte do empresariado, há o sentimento de colaboração. ''Nós sabemos que a prefeita eleita tem boas intenções, é uma jovem séria e de qualidades. Vamos ouvi-la e estamos certos de que poderemos contribuir com sua futura administração naquilo que for possível. Nós torcemos pelo sucesso dela, porque Fortaleza, hoje, mergulhada em graves problemas, precisa de solução'', afirma Parente, que ontem, em Brasília, participou de café da manhã com a bancada federal nordestina, no qual o menu prioritário foram queixas contra as altas ta
xas que o BNB cobra em seus empréstimos na área do FNE. Amanhã, ele fará seu debut, como membro, na primeira reunião do Conselho Superior do Comércio Internacional da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). | |
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| O POVO |
18 de novembro de 2004 |
| CAMPANHA SOS ALEGRIA | |
| Lupe faz show em favor da campanha SOS Alegria | |
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A cantora Lupe Dualibe fez show ontem à noite, no Capitão Mostarda, em prol da campanha SOS Alegria, realizada por funcionários do O POVO. A entrada foi um livro infantil, um quilo de alimento, um brinquedo ou uma roupa que serão doados à Associação de Voluntários do Hospital São José e as creches Pequeno Mundo e Joaquim Alves, entidades que serão agraciadas pela campanha deste ano. Apóiam a campanha o Capitão Mostarda, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e a Skin Line.
Lupe cedeu seu cachê em benefício do SOS alegria. ''São ações como essa que nos dão a sensação de quanto é bom participar de um movimento voluntário em favor de pessoas que tanto precisam'', disse. O evento de ontem também contou com a participação de 12 estilistas e de alunos do curso de Estilismo e Moda da Faculdade Marista que confeccionaram camisetas para serem vendidas. A renda será usada para comprar produtos que serão doados para as entidades beneficiadas. A colunista de moda do O POVO, Cica Calixto, diz se sentir feliz ao ver a moda se integrando a uma ação de solidariedade como a proposta pelo SOS Alegria. ''A gente está acostumado a lidar com pano, beleza e desfiles, mas esse é um momento diferente porque é quando a gente mostra o que tem dentro''. O editor-adjunto da Editoria de Arte do O POVO, Gil Dicelli, um dos coordenadores da campanha, explica que outras atividades estão sendo programadas. No dia 28 está agendado um passeio ciclístico pelas ruas do Centro e Aldeota, com saída marcada no Capitão Mostarda. A inscrição será um quilo de alimento. ''Mas ao longo da campanha, as pessoas podem continuar doando brinquedos, livros, roupas e alimentos''. Informações: 3255.6109 e 3224.9205 | |
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| O POVO |
18 de novembro de 2004 |
| CAMPANHA SOS ALEGRIA | |
| Doações vão fazer o Natal mais alegre | |
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Campanha SOS Alegria, organizada pelos funcionários do O POVO, está arrecadando, até o próximo dia 12 de novembro, livros, brinquedos, roupas e alimentos não perecíveis. A promoção, criada em 2000, vai beneficiar este ano com as doações as associações dos Voluntários do Hospital São José e Pequeno Mundo, além da creche Joaquim Alves
As cerca de 80 crianças atendidas pela Creche Joaquim Alves, no Maracanaú, fazem três refeições no local, estudam e participam de várias atividades pedagógicas. O sonho do diretor da instituição, Bell Outeiral, é conseguir mais apoio para ampliar o número de atendimento e a adesão de pessoas que queiram fazer um trabalho que contribua para a melhoria da qualidade de vida dessas crianças. Essa creche é um das entidades que será beneficiada com a Campanha SOS Alegria, que arrecada até o próximo dia 12, doações de livros, brinquedos, roupas e alimentos não perecíveis. A campanha criada em 2000 por funcionários do O POVO vai ajudar ainda a Associação dos Voluntários do Hospital São José (AVHSJ) e Associação Pequeno Mundo. Bell Outeiral observa que muitas das crianças que ficam na creche são filhas de trabalhadores do lixão do município. ''Se a gente tivesse condições atenderia mais crianças, pois além do espaço, precisamos de alimentação e de pessoas para ajudar''. Faltam condições financeiras e físicas para ampliar o número de crianças assistidas. Para ele, o melhor presente que os organizadores do SOS Alegria podem dar é a divulgação do trabalho realizado pelos que fazem a Creche Joaquim Alves. Outra escolhida pelo SOS Alegria 2004 é a Associação Pequeno Mundo, que nasceu a partir do projeto do mesmo nome, iniciado há 18 anos. Lá, a irmã Leônia Maria de Lima com ajuda de voluntários oferece reforço escolar e oficinas de artesanato, vassoura ecológica e bijuterias. Os cerca de 100 assistidos, na faixa etária de 7 anos a 16 anos, são moradores do bairro do Padre Andrade. Por falta de voluntários, este semestre a entidade teve dificuldade para ofertar aulas de capoeira, dança e teatro. Ela observa que também precisa de psicólogo e assistente social que queiram ser voluntários. ''Estamos precisando muito mesmo é de um computador''. Criada há 10 anos, a AVHSJ desenvolve ações de solidariedade em prol das pessoas portadores do vírus HIV. A associação, que acolhe soropositivos em tratamento em Fortaleza, fornece cestas básicas para aqueles que também estão com tuberculose, já que não há condição de estender o benefício para os demais infectados pelo HIV. Glória Martins, secretária financeira da AVHSJ, diz que qualquer doação é sempre bem recebida, pois são pacientes de baixo poder aquisitivo, que precisam de roupas, calçados, redes, lençol. Os idealizadores da promoção esperam contar com a solidariedade da sociedade e com isso levar um pouco de alegria às crianças assistidas pelas três entidades. Nos dias 18 e 19 de dezembro próximos será feita a entrega das doações. Já foram beneficiadas com a campanha a Tenda de Cristo, que cuida de crianças portadoras do vírus HIV, uma escola da localidade de Antônio Diogo, em Redenção e o SOS Criança. Além do O POVO, são parceiros a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Skin Line e Capitão Mostarda. Serviço: Informações sobre a campanha pelos telefones (85) 3255-6109 e (85)3224.9205 ou ainda pelo site sosalegria.zip.net Para saber onde doar nos postos da Fiec (85) 3466.5845. As doações podem ser feitas ainda na recepção do O POVO e no Capitão Mostarda, na avenida Barão de Studart. | |
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| O POVO |
18 de novembro de 2004 |
| INDÚSTRIA CEARENSE | |
| Indústrias do CE já tiveram seu Natal | |
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As encomendas do varejo às indústrias para as festas de fim de ano começaram em setembro. No setor que trabalha antecipadamente para atender o comércio, praticamente todas as empresas ampliaram a capacidade de produção, com destaque para alimentos, bebidas e embalagens
Manoella Monteiro da Redação Papai Noel passou mais cedo para parte do empresariado cearense. A estimativa da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) é de que a produção da indústria de transformação no Estado contabilize até o fim do ano um crescimento de cerca de 5% em comparação com 2003. Apesar do acumulado em 2004 ser bem superior - 9,9% de janeiro a setembro -, a previsão se explica porque o crescimento no último trimestre do ano é menor, pois a indústria trabalha antecipadamente para atender os pedidos de fim de ano. O pico da produção ocorreu entre setembro e outubro, com rescaldos ainda neste mês. Em dezembro, a maioria delas entra em férias coletivas. Para atender as encomendas do varejo, muitas empresas ampliaram a capacidade de produção a partir de setembro. Foi o caso da Cascaju. Segundo o gerente comercial da empresa, Péricles Leandro, o aquecimento começou em outubro e deve continuar até este mês. A unidade da Cascaju em Cascavel trabalha com 85% de sua capacidade, que é de 40 mil toneladas por ano de castanha in natura. O resultado só não é melhor do que o do ano passado porque a safra não foi suficiente para abastecer todas as fábricas. A linha Royale, de castanha de caju com sabor, tem destaque nesta época do ano. Segundo Péricles Leandro, o produto é bastante usado na composição de cestas natalinas. Os maiores clientes da empresa estão em São Paulo e no Rio de Janeiro. Também para o Sudeste do País segue boa parte da produção têxtil da Vicunha. A empresa trabalha durante todo o ano sua capacidade total de produção, mas é nesta época que não sobram estoques. ''As encomendas são maiores'', afirma o coordenador químico, Sílvio Gurgel. Para atender as encomendas, é preciso compensar os feriados do segundo semestre, como o do dia 15, de Proclamação da República. Funcionários se revezam em três turnos e nos fins de semana, trabalhando também no regime de horas extras até dezembro. As unidades de Maracanaú e Pacajus, que produzem o denim, empregam mais de 3,5 mil pessoas. A produção média conjunta é de 8,5 milhões de metros de tecido acabado por mês. Cerca de 25% da produção seguem para o mercado externo. A Cobape é outra indústria do Distrito de Maracanaú que está trabalhando com todo gás este mês. De acordo com Álvaro César Correia Sobrinho, 95% da capacidade da fábrica está sendo utilizada para atender à demanda deste fim de ano. Houve um incremento de 18% no volume de encomendas. A Cobape produz caixas de papelão que são vendidas para indústrias de alimentos e calçados, principalmente. Metade da produção fica no Ceará e os outros 50% são vendidos para clientes em todo o Nordeste. Um dos clientes locais da Cobape é a empresa de sucos Jandaia. As encomendas das linhas integral e de suco pronto tiveram crescimento de 12% e 15% no período, respectivamente. ''Observamos um aquecimento no mercado em virtude da melhora do poder aquisitivo do consumidor e também de nossos investimentos durante o ano. O segundo semestre tradicionalmente é de vendas maiores, mas este período está melhor do que no ano passado'', afirma o diretor comercial, Eduardo Figueiredo. A indústria, que funciona em Pacajus, está trabalhando com 90% da capacidade. A produção mensal média é de 500 mil caixas de suco (cada uma com 18 unidades em média). Na unidade e no campo, a Jandaia emprega cerca de mil pessoas. Além do Natal, a chegada do verão deve ampliar o faturamento da empresa. Com a maioria dos clientes nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, Eduardo Figueiredo estima que o calor vai ampliar as vendas de sucos nesses locais. ''A tendência é aumentar o consumo até março do ano que vem'', projeta. Moda praia está de olho no verão A chegada do verão e também das férias vai incrementar a produção da indústria cearense de moda praia. Assim espera o proprietário da Corpo D'água, Clésio Franklin. Na opinião dele, até agora o aquecimento do mercado de moda praia não aconteceu e por isso a capacidade de produção de 80 mil peças por mês não foi alcançada. Outra dificuldade da empresa é na aquisição de matéria-prima de boa qualidade e menor preço. O melhor período para o segmento, segundo Clésio Franklin, começa em dezembro e só termina com o carnaval. Durante esses meses, as vendas de biquíinis e maiôs pelo varejo aumentam. Para atender a demanda, a Corpo D'água deve vender 10 mil peças por mês para o varejo até o Carnaval. Para o mercado nacional como um todo, o empresário estima comercializar até 20 mil peças todos os meses. Oitenta por cento da produção da Corpo D'água é vendida para estados do Nordeste. (MM) | |
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| O POVO |
18 de novembro de 2004 |
| PRÊMIO ÊXITO EMPRESARIAL | |
| Vertical S/A - Êxito | |
| O Prêmio Êxito Empresarial, à competitividade das micro e pequenas empresas cearenses, será entregue segunda-feira, às 19 horas, no La Maison Dunas. Em seu primeiro ano, a premiação contou com 84 participantes de várias regiões do Estado. O Êxito é realizado pelo Grupo Gerdau, Sebrae-CE, Fiec, Fecomércio e Governo do Estado, além do apoio do Movimento Brasil Competitivo (MBC). | |
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| O POVO |
18 de novembro de 2004 |
| DIA DA BANDEIRA | |
| Sônia Pinheiro - Dia da Bandeira | |
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MISTURA FINA
Em parceria, 10ª Região Militar e Fiec conduzirão solenidade cívica alusiva ao Dia da Bandeira, amanhã, com start às 8, na Beira Mar, próximo ao Náutico. Anfitriões: general-de-Divisão Júlio Lima Verde Campos de Oliveira e Jorge Parente. | |
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| O POVO |
18 de novembro de 2004 |
| TURISMO | |
| Embarque - Os números do turismo | |
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No balanço econômico de 2003, apresentado quinta última pelo governador Lúcio Alcântara, na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), o turismo mostrou índices vermelhos, fato não muito comum num setor acostumado com dados positivos.
No documento distribuído com os presentes (os dados do turismo não foram citado na palestra do governador), a demanda turística via Fortaleza, acumulada no período de janeiro a dezembro de 2003, decresceu 4,8% em relação ao mesmo período em 2002. O principal motivo, segundo o levantamento, foi a queda no fluxo nacional, mostrado em vermelho com - 6,2%. A redução no número de turistas contribuiu para a diminuição de empregos no setor durante o período, que caiu 0,8%, o mesmo desempenho negativo da ocupação hoteleira. O movimento de passageiro foi a surpresa: despencou 11,5%. Agora é esperar para festejar o balanço de 2004 que, por certo, terá o que comemorar. | |
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| GAZETA MERCANTIL |
18 de novembro de 2004 |
| CATARINENSE DATASUL | |
| Franquia no Ceará impulsiona Datasul no Nordeste. | |
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Fortaleza, 18 de Novembro de 2004 - Na mira, empresas de comunicação, serviços, indústria e agroindústria, com vendas focadas em relação com clientes. A catarinense Datasul, maior empresa brasileira de software de gestão, decidiu reforçar seus negócios no Nordeste, com a abertura de uma unidade franqueada no Ceará, responsável também pelo atendimento no Maranhão e Piauí. A novidade vai ser anunciada pelo Ceo da empresa, Jorge Steffens, que recebe empresários nesta sexta-feira, para um café da manhã no Hotel Vila Gallé. "A Datasul projeta crescimento de 25% para 2005 e responde a demanda com novas franquias de distribuição", justifica. De acordo com o executivo, o mercado aquecido comporta a expansão. A Datasul tem hoje 31 franquias, no total - 28 no Brasil, duas na Argentina e uma no México - número que deverá evoluir em 20% no próximo ano.
Na região, controla unidades franqueadas em Recife (PE), que atende também os Estados do Rio Grande do Norte, Alagoas e Paraíba, e Salvador, com abrangência ainda no Sergipe. O diretor executivo de franquia da Datasul Nordeste, Julio Cezar Falbo, adianta que a empresa está investindo cerca de R$ 300 mil, entre o projeto da nova unidade cearense e reforço de atuação na Bahia. "A meta é crescer 100% em volume de clientes no Ceará, Maranhão e Piauí, no próximo ano", diz. Outros R$ 100 mil serão aplicados no projeto de comunicação para apoio de vendas, envolvendo mídia em rádio, televisão e jornais da Região, no início de 2005. A companhia, que investiu ano passado R$ 10 milhões em desenvolvimento de produtos, diante R$ 7 milhões do exercício anterior, quer alavancar os negócios no Ceará, antes articulados por Recife. Na mira, empresas das áreas de comunicação, serviços, indústria e agroindústria, com vendas focadas em softwares de gestão e de relacionamento de clientes. As perspectivas para o Ceará, segundo o diretor, são as melhores possíveis. Vicunha, Del Monte, Agripec, Alteza, Mallory, Metalic, Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), já fazem parte da lista da empresa que tem cerca de 90 clientes na região - algo em torno de 40 na Bahia. "A cearense Agripec é um exemplo do perfil de clientes que pretendemos conquistar no Ceará", diz Falbo. Agilidade Considerada a maior do setor agroquímicos no País, a Agripec comandada pelo empresário Jorge Alberto Studart, encomendou um pacote de produtos calculado em cerca de R$ 600 mil, que inclui do chão de fábrica até o relacionamento de clientes. Studart, que recentemente negociou 49,9% das ações da empresa com a australiana Nufarm, fabricante de defensivos agrícolas, acordo avaliado em US$ 133 milhões, diz que o mercado exige das empresas agilidade nos processo de administração e de informação. "O Ceará é estratégico nos planos da Datasul", confirma Falbo, que também está de olho nas pequenas empresas - com faturamento superior a R$ 15 milhões/ano e vai concorrer com empresas como a Microsiga e a RM. O Maranhão, com boa performance, abre perspectivas para a expansão também no Pará, já atendido via representante. Manaus, também faz parte dos planos. No início, o escritório cearense comandado por Valcir Venturi, diretor executivo da franquia e sócio local, deverá gerar dez empregos. "Adotamos o sistema home office para nossos consultores." Conforme o executivo, a Datasul Nordeste chega disposta a atender o mercado e abrir frentes, dentro de um estado com economia em expansão. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados esta semana, confirmam crescimento de 21,3% na produção industrial do Ceará, em setembro, considerado igual mês do ano passado - o maior do País. Os indicadores apontam ainda a expansão de 9,9% no acumulado no ano e de 5,9%, na soma dos últimos 12 meses. Os executivos da empresa também vêem boas perspectiva, a partir da meta de exportação de US$ 1 bilhão, até 2006, conforme estima o Centro Internacional de Negócios, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Cin/Fiec). Os investimentos em projetos turísticos - cerca de US$ 1,5 bilhão para os próximos 3 anos, de acordo com a secretaria de Turismo do Estado (Setur) - principalmente de capital português, funcionam como atrativo adicional para a investida da empresa na região. Resultados positivos A Datasul, que faturou no primeiro semestre R$ 69 milhões - sem incluir a rede de franquias - resultado 15% superior ao do mesmo período de 2003, deverá chegar a R$ 145 milhões no ano. A empresa contabilizou aumento de 25% na venda de novas licenças de software, que deverão gerar receita no futuro. O desempenho do período motivou a direção a rever as estimativas de expansão global de faturamento para o exercício, que passou de 15% para 20%. Ano passado, a receita foi de R$ 245 milhões e deverá ficar próxima a R$ 300 milhões, neste 2004. A decisão leva em conta as estratégias adotadas pela empresa e os sinais de reaquecimento da economia, que poderão gerar novos negócios. O Nordeste responde hoje por 15% do faturamento total, índice que poderá evoluir entre 30% e 40%, em 2005, segundo estima o diretor. Com 26 anos de mercado, 80 mil usuários ativos, 1,7 mil clientes em 2 mil sites e 52 mil módulos comercializados, a companhia detém 17% do mercado nacional de sistemas ERP (gestão) e atende setores de alimentos e bebidas, borracha e plástico, químico e petroquímico, metal-mecânico, eletroeletrônico e têxtil. Marca presença nos Estados Unidos, com parceria tecnológica e, no primeiro semestre deste ano, conquistou cerca de 60 novos clientes no Brasil, além de contratos e franquias no México e na Argentina. Para as unidades franqueadas no exterior a expectativa de crescimento é de 50% no próximo ano. A receita internacional representa 4% dos negócios globais, mas a empresa aposta em novos mercados para ganhar espaço na exportação de software. A expectativa vem apoiada nos 100 clientes do Brasil, com operações no México e Argentina. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
18 de novembro de 2004 |
| ENCONTRO DE NEGÓCIOS DE SETÚBAL NO CEARÁ | |
| Comunicado - Reencontro | |
| O Governo do Estado, em parceria com FIEC, Sebrae e Banco do Nordeste promovem, hoje e amanhã, o Encontro de Negócios de Setúbal no Ceará. O evento dá continuidade à sua primeira edição, realizada em maio deste ano, no distrito de Setúbal, em Portugal. Empresas e investidores portugueses estão no Ceará, participando de rodadas de negócio em várias áreas. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
18 de novembro de 2004 |
| ENCONTRO DE NEGÓCIOS DE SETÚBAL NO CEARÁ | |
| Empresários de Setúbal discutem negócios | |
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Com uma estimativa preliminar de reunir 20 portugueses e 40 brasileiros, será aberto hoje, na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), o Encontro de Negócios de Setúbal. As rodadas que prosseguem até amanhã, devem gerar operações de importações e exportações entre o Ceará e a região portuguesa.
Segundo Eduardo Bezerra, superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN), o processo de negociação com Setúbal iniciou em abril do ano passado, quando empresários cearenses visitaram a região. “Agora, é a nossa vez de receber os empresários de lá”, mencionou. “Estamos em busca de uma parceria consolidada com Setúbal, que sem dúvida representa um leque de oportunidades concretas de negócios e também uma porta de entrada para os produtos cearenses no mercado europeu, ao mesmo tempo em que também queremos ser o ponto de partida para o Mercosul”, acrescentou. Bezerra adiantou que um produtor cearense de castanha de caju já quer fechar exportação do LCC para empresas portuguesas que fabricam outros tipos de produtos, tendo como matéria-prima o LCC. Empresas e investidores portugueses participam do encontro de olho nas áreas de artesanato, carnes, têxteis e confecções, calçados, couro, flores, frutas, silvicultura, produtos do setor metal-mecânico, pescados, construção civil e panificação. Régis Dias, secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, disse que o evento marca a consolidação do Convênio de Cooperação Recíproca celebrado pelo governo do Estado e a Associação dos Municípios do Distrito de Setúbal (AMDS), em conjunto com a Associação de Empresários da Região de Setúbal (Aerset), em outubro de 2003. “Esse encontro é resultado de um trabalho planejado e integrado que referenda Portugal como um dos principais mercados para o Ceará”, afirma o secretário. Outro marco do evento é assinatura de um protocolo de cooperação entre a empresa Ceará Portos, que administra o porto do Pecém, e a administração do porto de Setúbal. Seu objetivo é otimizar as operações logísticas entre as duas regiões, particularmente nas áreas de armazenamento de cargas e de disponibilização de linhas regulares de tráfego. Além das oportunidades diretas de negócios, o evento também terá painéis de discussão centrados nas possibilidades de investimentos em Setúbal e no Ceará, enfocando detalhes sobre as políticas públicas relacionadas, aspectos legais e financiamentos. O evento dá continuidade à sua primeira edição, realizada em maio deste ano no distrito de Setúbal (Portugal), que reuniu 133 participantes, entre representantes de entidades, empresários brasileiros e portugueses, com um total de 44 rodadas de negócios realizadas, o que contribuiu para uma divulgação do potencial turístico do Ceará para os investidores portugueses. “O resultado foi bastante positivo”, avalia o superintendente do CIN, Eduardo Bezerra. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
18 de novembro de 2004 |
| NEGÓCIOS DO CE NO EXTERIOR | |
| Diário do Nordeste apresenta negócios do CE no exterior | |
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Foram lançados dois cadernos voltados para o fomento dos negócios no Exterior. O primeiro abordou o desempenho das vendas externas do Ceará, enquanto o segundo teve como foco o setor imobiliário de Fortaleza.
O Diário do Nordeste vem atuando como uma ferramenta de apresentação dos negócios do Estado no mercado internacional. Antenado com as possibilidades de captação de novos investimentos para o Ceará, lançou duas edições voltadas para o fomento dos negócios no Exterior, com ênfase nas relações comerciais com Portugal. Ambas foram bem repercutidas entre o empresariado cearense. No último dia 20 de maio, o jornal editou um caderno especial abordando o desempenho das vendas externas do Ceará e apontando Portugal como um oceano de oportunidades para o mercado cearense. Circulando também em Setúbal (Portugal), a edição mostrou a escalada de resultados do Estado no que diz respeito a exportações, bem como as vendas de produtos cearenses no mercado internacional. Este mês, o jornal editou o suplemento especial Construção Civil, valorizando o setor imobiliário de Fortaleza, cuja perspectiva de crescimento este ano é de 7%. Um total de 3.500 exemplares da publicação circulou no último dia 4 de novembro, simultaneamente em Fortaleza e Lisboa (Portugal), durante a 7ª edição do Salão Imobiliário de Lisboa (SIL). O caderno mostrou o alto nível dos imóveis cearenses e as oportunidades de investimento no Ceará. “Divulgar em outro país o que o setor imobiliário está fazendo é um excelente canal para fomentar os negócios do nosso mercado”, declarou Germano Belchior, vice-presidente de Administração de Imóveis do Sindicato da Habitação (Secovi). Para o diretor de Infra-estrutura e Política da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Alcântara Macedo, “a iniciativa do jornal é de extrema importância para fortalecer o sistema imobiliário cearense”. Já Airton Martins, conselheiro do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Ceará (Creci-CE) e do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), ressaltou que “é muito importante mostrar, numa feira de grande repercussão como essa de Lisboa, o mercado imobiliário cearense”. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
18 de novembro de 2004 |
| ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL DE FORTALEZA | |
| Vaivém - Programa | |
| A prefeita eleita Luizianne Lins irá 2ª feira, pela manhã, à FIEC, expor o seu programa de Governo. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
18 de novembro de 2004 |
| CURSO PRÁTICO VIVENCIAL | |
| Gente de Empresas - No aquecimento | |
| O Sindicato da Indústria de Confecção de Roupas e Chapéus de Senhoras no Estado do Ceará -Sindconfecções, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará, promove no próximo dia 30, na Casa da Indústria, o Curso Prático Vivencial - Para Criar, Produzir e Vender Mais e Melhor. O evento é voltado para empresários e profissionais da moda. Informações pelos fones 3261.1995 e 3466.5457. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
18 de novembro de 2004 |
| JORGE PARENTE | |
| Regina Marshall - Ira e Alexandre Frota | |
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Circulando
Em cenário dos mais belos, Ira e Alexandre Frota festejaram, anteontem, no Barbra´s Cambeba o primeiro aniversário do filho Bruno. Além dos avós Bárbara e Eymard Freire, Nadja e Jorge Parente, estiveram presentes: os Prisco Bezerra, os Olavo Moreira, os Bernardo Campos, os Antônio Costa, os Eduardo Figueiredo, Aline Teles, Claudiane Juaçaba, Eliane Santos, os Sérgio Montezuma, Ane e Léo Alcântara, Lia e Roberto Coelho. | |
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| O POVO |
18 de novembro de 2004 |
| ORQUESTRA DE CÂMARA UFC/SESI | |
| 50 anos da UFC | |
| A sessão solene da Assembléia Legislativa em comemoração aos 50 anos da Universidade Federal do Ceará será hoje, ás 11 horas. A programação terá inicio com a apresentação da Orquestra de Câmara UFC/Sesi. | |
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| AGÊNCIA CNI |
18 de novembro de 2004 |
| CURSOS | |
| SENAI cearense abre inscrições para cursos técnicos | |
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Fortaleza - O Centro de Formação Profissional Antônio Urbano de Almeida, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Ceará (SENAI-CE), está com inscrições abertas para o processo seletivo de alunos para os cursos técnicos e pré-inscrição para os cursos de aprendizagem industrial.
Os interessados podem se inscrever em cursos de técnico em gestão da produção, mecatrônica, manutenção industrial e segurança no trabalho. O período de inscrição para os cursos técnicos vai até 23 de novembro. Para os cursos de aprendizagem industrial, a pré-inscrição se encerra hoje. Mais informações pelo telefone (85) 3214-3026. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
18 de novembro de 2004 |
| PROURB | |
| Gente de Empresas - O local é forte | |
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O Prourb – Projeto de Desenvolvimento Urbano e Gestão de Recursos Hídricos, coordenado pela Secretaria do Desenvolvimento Local e Regional – SDLR, foi incluído no rol das ´boas práticas´ do Programa de Assentamentos Humanos das Nações Unidas – Habitat. Concorrendo com outros 700 projetos de todo o mundo, a inclusão do Prourb, segundo o secretário Alex Araújo, ´significa o reconhecimento internacional a um programa de desenvolvimento urbano com efetiva melhoria da qualidade de vida dos cearenses´. De 1995 a 2003, o Prourb atendeu, em 50 municípios, a mais de 1 milhão e 700 mil pessoas. Foram aplicados R$ 230,8 milhões, financiados pelo Banco Mundial com contrapartida de governos municipais e estadual. Instrumento viabilizador da estruturação urbana para dar suporte ao desenvolvimento econômico, social e ambiental, o Prourb buscou tornar as cidades competitivas para atrair indústrias, impulsionar a agricultura irrigada e incrementar o turismo.
Ganho global Quando se investe na infra-estrutura dos aglomerados urbanos, todo mundo ganha. O saneamento traz mais saúde, evita gastos e atrai o turismo. Foi assim em Jijoca de Jericoacoara, por exemplo, onde o Prourb construiu postos de saúde e policial e permitiu remoção de favela. Investimento na indústria turística. Guaramiranga, hoje vedete turística do Estado, também ganhou. Quixadá, no Sertão Central, tem os monólitos enquadrados num pólo de lazer. Quixeramobim viu o centro comercial ser revitalizado. O Banco Mundial pediu que Alex Araújo falasse dos casos cearenses em convenção, nesta semana, em Hanói, Vietnã. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
18 de novembro de 2004 |
| REFORMA DO JUDICIÁRIO | |
| Congresso aprova reforma do Judiciário após 13 anos | |
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O Senado concluiu ontem a votação da proposta de emenda constitucional da reforma do Judiciário, após quase 13 anos de tramitação. Ela altera a estrutura de funcionamento do Poder para lhe dar mais racionalidade e transparência.
A emenda deverá ser promulgada na próxima semana. A partir de então, começará a correr o prazo de 180 dias para a instalação dos conselhos nacionais da Justiça e do Ministério Público -os órgãos de controle externo das duas instituições. O plenário do Senado iria encerrar ontem apenas a votação em primeiro turno, com o exame de 165 destaques, que são propostas pontuais de alteração no texto básico. Um acordo de líderes dos partidos levou à votação também em segundo turno, pondo fim à sua tramitação. Houve 56 votos a favor e dois contrários ao texto pronto para a promulgação. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), realizou três sessões extraordinárias simbólicas, abrindo e encerrando cada uma sucessivamente, para cumprir exigência do regimento interno sobre o intervalo mínimo entre os dois turnos. O controle externo do Judiciário, aprovado ontem, tem a resistência de parte dos juízes. A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) já anunciou que irá propor ao STF (Supremo Tribunal Federal) ação direta de inconstitucionalidade contra o Conselho Nacional de Justiça. O órgão terá 15 membros, sendo dois deles cidadãos indicados pelo Congresso. As principais tarefas serão fiscalizar juízes corruptos ou negligentes e controlar a execução orçamentária dos tribunais, inclusive os gastos com obras, mas ele não terá o poder de decretar a perda do cargo do magistrado. Um destaque nesse sentido recebeu ontem 24 votos. Eram necessários 49 (três quintos) para a sua aprovação. Grande parte da reforma será promulgada imediatamente. Outra parte terá de retornar à Câmara, inclusive a proposta de ampliação do foro privilegiado, ou seja, da proteção de autoridades contra processos judiciais na primeira instância. No texto que será promulgado na próxima semana está a federalização dos crimes contra direitos humanos, pelo qual julgamentos de acusados de grave violação de direitos humanos poderão ser transferidos da Justiça comum para a Justiça Federal, em busca de mais isenção. Ontem, o ministro Nilmário Miranda (Direitos Humanos) comemorou a decisão, sobretudo a questão da federalização. "O mais importante é que a partir de agora as vítimas desse tipo de crime estarão mais protegidas. Elas terão a possibilidade de justiça quando isso lhes for negada no Estado." Também estão na reforma a extinção dos tribunais de alçada, para eliminar uma instância intermediária da Justiça comum, e a criação do polêmico mecanismo da súmula vinculante, que reduzirá o volume de recursos encaminhados ao STF. Por ele, os juízes das instâncias inferiores ficarão obrigados a seguir a orientação do STF sobre determinados temas, em relação aos quais houver um entendimento consolidado. O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) fizeram forte pressão contra ele. Entretanto houve ontem apenas quatro votos pela sua exclusão. A reforma também contém medidas moralizadoras, como a quarentena dos juízes, que os impedirá de exercer a advocacia no tribunal ou na vara onde atuavam nos três anos após a aposentadoria ou a exoneração. "Nem tudo foi contemplado, mas é uma reforma corajosa", disse o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP). O número de destaques apreciados nos últimos dois dias (165) indica o quanto o tema é polêmico. Entretanto a grande maioria foi rejeitada e não houve nenhuma mudança substancial. Na última hora, o Senado recuou em uma mudança na composição dos tribunais regionais eleitorais, prevista na reforma do Judiciário desde a sua tramitação na Câmara com a finalidade de torná-los mais isentos, ou seja, menos suscetíveis às pressões políticas locais. Ele continuará sendo composto por dois desembargadores, dois juízes de direito, dois advogados e um juiz federal, que têm mandato temporário. A proposta era trocar um desembargador por mais um juiz federal. Ontem à noite, depois da aprovação da reforma, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, comemorou. "Era tudo que eu queria, pelo qual lutei desde 93 na revisão constitucional. As três vitórias e os pontos importantes são o Conselho Nacional de Justiça, a súmula vinculante e a repercussão geral." Segundo Jobim, o conjunto em votação no Congresso seria só um começo, ao qual seriam acrescentados em breve 14 textos de reforma processuais que estão sendo amadurecidos no âmbito do STF e que contarão com a colaboração do Legislativo e do Executivo. -------------------------------------------------------------------------------- Colaboraram LEILA SUWWAN, JULIA DUAILIB, EDUARDO SCOLESE e ANDRÉA MICHAEL, da Sucursal de Brasília | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
18 de novembro de 2004 |
| BNDES | |
| Lessa é "formidável" e "patriótico", diz Alencar | |
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O vice-presidente José Alencar, agora também ministro da Defesa, voltou a criticar a política de juros altos e fez rasgados elogios ao presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Carlos Lessa. Segundo Alencar, ele é "formidável", "patriótico" e "profundamente probo".
Em entrevista à Folha, publicada na sexta-feira passada, Lessa classificou de "pesadelo" a gestão de Henrique Meirelles no Banco Central. Apesar da irritação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ter crescido fortemente a possibilidade de troca de Lessa no BNDES, Alencar tomou partido a seu favor. "O Lessa é formidável. Ele é patriótico, pensa no Brasil e é profundamente probo. Aliás, ele e toda a equipe do BNDES, que vem fazendo um belo trabalho. Eles só decidem com base em projeto, pensando no que é melhor para o país", disse Alencar em conversa informal com dois jornalistas, na noite de terça-feira. Ele está em Quito (Equador) para a 6ª Conferência dos Ministros da Defesa das Américas. "Equivocado" Ao falar sobre a reunião de ontem do Copom (Comitê de Política Monetária do BC, que decide a taxa de juros), antes da decisão (aumento de 0,50 ponto percentual), Alencar disse: "É uma decisão eminentemente técnica, jamais interferi. Só acho que o regime de juros no Brasil é equivocado. Não há como alcançar o objetivo social sem uma economia próspera". Na sua opinião, o principal equívoco da política de juros altos é que retira recursos de investimentos em infra-estrutura, educação e saúde para pagar a dívida. "Há mais de uma década não se investe em estradas, nem mesmo para tapar buracos", disse. Ele defendeu que o custo de capital precisa ser compatível com o dos demais países, lembrou que o BC decide os juros de olho em metas de inflação e comparou com o Fed (o banco central americano): "Além do controle da inflação, eles cuidam do objetivo de crescimento e de gerar o máximo de empregos. Gostaríamos que nós também incluíssemos esses objetivos". Apesar de falar tanto, e com tanta ênfase, Alencar ressalvou: "Além de vice-presidente, eu agora também sou ministro da Defesa, sou subordinado diretamente ao presidente da República e não queria falar mais de juros. Até porque ninguém falou mais nisso do que eu. Todo mundo sabe qual é a minha opinião e sabe que não vai mudar". Ao relatar o encontro que tivera no início da noite de terça-feira com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, Alencar disse que os dois falaram bastante sobre a situação crítica do Haiti, onde o país lidera as tropas de paz da ONU (Organização das Nações Unidas) e vive cobrando a promessa da comunidade internacional de enviar US$ 1 bilhão para o país. Essa promessa foi feita sob o patrocínio americano, incluindo governos e grandes empresas privadas e financeiras, mas tem meses e nunca foi cumprida. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
18 de novembro de 2004 |
| BNDES | |
| Desembolsos do BNDES crescem 45% | |
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Em contra-ofensiva às informações publicadas na imprensa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria insatisfeito com a "ineficiência" do BNDES na gestão de Carlos Lessa, o banco divulgou ontem números na tentativa de mostrar que o seu desempenho é positivo.
"Nos primeiros dez meses deste ano, o BNDES bateu todos os recordes em desembolsos de financiamentos, ao registrar crescimento de 45% em relação ao mesmo período de 2003", diz o texto. "No programa Finame Agrícola, que financia máquinas e equipamentos para a agricultura, o aumento das liberações já é de 65,08% em relação aos dez primeiros meses do ano passado." "Até outubro (...), os desembolsos do BNDES chegaram a R$ 31,8 bilhões", prossegue o documento. "Os desembolsos foram de R$ 29,8 bilhões, representando 20% a mais do que as liberações de financiamentos em todo o exercício de 2003." Os dados são do Boletim de Desempenho de outubro do BNDES, divulgados pelo banco no dia 8. Ao reutilizá-los agora, a cúpula do banco quer contrabalançar o argumento dos adversários de Lessa -de que o banco não conseguirá liberar a totalidade de recursos do orçamento previsto para este ano. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
18 de novembro de 2004 |
| BEC | |
| PRIVATIZAÇÃO - Nova avaliação do BEC deve começar em janeiro | |
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O banco foi federalizado em 1999 e avaliado há dois anos por cerca de R$ 300 milhões. Antes de ser leiloada, a instituição deve ser analisada por duas consultorias internacionais. A Sefaz espera que o leilão ocorra em 2005.
O Banco do Estado do Ceará (BEC) ainda deve ser avaliado por duas consultorias internacionais contratadas pelo Banco Central (BC) antes de ser levado a leilão. A expectativa do secretário da Fazenda do Estado, José Maria Martins Mendes, é que essa análise seja iniciada em janeiro de 2005. “O que se busca é que o banco seja valorizado e que vá para o leilão saneado para que se possa obter o maior valor possível”, explica o secretário. De acordo com ele, questões como o tempo e a forma de utilização da conta única do Estado e a criação de um fundo de contingência para cobrir possíveis débitos da instituição que adquirir o BEC ainda estão sendo discutidas pelo governo do Estado, Secretaria do Tesouro Nacional e Banco Central. “O Estado tem que naturalmente buscar os créditos que são dele em relação à venda do banco e que serão utilizados para amortizar o financiamento que o Estado fez para sanear o BEC”, ressalta o secretário. O banco foi federalizado em 1999 e avaliado há dois anos por cerca de R$ 300 milhões. PRAZO - O secretário da Fazenda hesita em estimar um prazo para que o leilão do BEC finalmente se concretize e prefere não especular sobre qual será o valor dessa venda. “Acho que em 2005, sem dúvida”, diz quanto à data da privatização. “É muito difícil de falar. Leilão o nome já está dizendo pode obter um valor alto e pode não obter”, acrescenta sobre o valor do banco no leilão. CONTA ÚNICA - A proposta orçamentária do Estado para 2005 já inclui o valor de R$ 66,5 milhões em troca da manutenção da conta única do Tesouro Estadual por cinco anos na instituição que comprar o BEC. Apesar disso, José Maria Mendes ressalta que esse montante ainda não está fechado. “Esse valor está em discussão. Na realidade, ainda depende da avaliação de empresas de auditoria independentes”, garante. É por meio da conta única que são movimentados o caixa do governo e os salários de cerca de 120 mil servidores estaduais. De acordo com a Sefaz, por essa conta passam cerca de R$ 6 bilhões anuais. Outra pendência na negociação é referente à garantia que um banco privado teria ao adquirir o BEC, chamada de fundo de contingência. “Caso haja uma dívida, por exemplo, trabalhista que hoje é desconhecida, mas que surgiu após a privatização do banco, teria de haver um fundo para que o comprador do banco não tivesse prejuízo”, explica. José Maria Martins Mendes aponta diferenças entre a privatização do banco cearense e a do Banco do Estado do Maranhão (BEM), que foi realizada mais rapidamente. O BEM foi vendido ao Bradesco em fevereiro deste ano por R$ 78 milhões. “Na realidade cada banco desses tem seu problema diferenciado. O BEC é um banco muito maior (que o do Maranhão) e naturalmente com mais dificuldade de se desenhar o modelo da privatização, mas espero que haja um final feliz”, avalia. | |
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| O POVO |
18 de novembro de 2004 |
| TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO | |
| Vertical S/A - Ceará tenta centro Coréia-Brasil | |
| O Ceará tem chances concretas de sediar em Fortaleza o Centro de Cooperação Brasil-Coréia em Tecnologia da Informação. O secretário da Ciência e Tecnologia do Ceará, Hélio Barros, entregou ofício com a proposta do Governo do Estado ao ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, que deu em mãos cópia do documento ao ministro da Informação e Comunicação da Coréia, Daede Chin. A esperança cearense é pelo fato da Coréia já ter investido em instituições similares no México e Chile, que são centros de pesquisa de porte nacional em tecnologia da informação. Há a expectativa de que na atual visita ao Brasil o presidente coreano, Roh Moo-Hyun, formalize ao presidente Lula a doação deste Centro. A Coréia é referência em conhecimento da tecnologia da informação. | |
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| JORNAL DO BRASIL |
18 de novembro de 2004 |
| TAXA BÁSICA DE JUROS (SELIC) | |
| Nova alta de juros irrita indústria | |
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BRASÍLIA e RIO - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumentou ontem a taxa básica de juros (Selic), de 16,75% para 17,25% ao ano, sem viés. A decisão, unânime, foi anunciada pouco depois das 20h, mais de três horas e meia depois do início da segunda etapa da reunião do comitê, e acompanhou as apostas do mercado. A terceira elevação consecutiva dos juros, às vésperas da injeção de bilhões de reais do 13º salário na economia, irritou empresários.
''A indústria assiste, com preocupação, ao aprofundamento do aperto monetário'', afirmou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro, por meio de nota. ''A alta em seqüência dos juros pode comprometer esse ambiente com impacto negativo para o crescimento futuro''. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, foi na mesma direção: ''A decisão do Copom, mais uma vez, frustra a sociedade brasileira. O aumento da taxa Selic mantém os juros básicos do país em um dos mais altos patamares de todo o mundo'', afirmou, também em nota, cobrando mais austeridade fiscal. ''A única alternativa coerente é o controle de gastos do governo. Analisando dados do Tesouro Nacional, de janeiro a setembro de 2004, a receita aumentou 10,6% acima da inflação e as despesas cresceram 12,6%. É preciso mais controle fiscal, menos alta de juros''. O encontro do Copom marcou a estréia de Rodrigo Azevedo à frente da diretoria de Política Monetária. Ele, em conjunto com os outros sete diretores e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, determinaram os rumos da taxa. O perfil mais conservador de Azevedo e as informações passadas por meio da ata da última reunião do Copom, divulgada no mês passado e que apontava para a continuidade do aperto monetário, ajudaram a alimentar a aposta do mercado de que a alta seria de 0,5 ponto percentual. Com a alta, a taxa volta quase ao mesmo patamar de novembro de 2003, quando estava em 17,5% ao ano. Os motivos alegados para a elevação só serão conhecidos na ata da reunião que será divulgada na quinta-feira da próxima semana. No documento do mês passado, os integrantes do Copom deixaram claro que dariam continuidade ao ''processo de ajuste moderado'' da Selic. A justificativa foi a longa permanência das cotações do petróleo no mercado internacional em patamares mais elevados. Os juros básicos servem como parâmetro para negócios financeiros e são usados pelo BC para desacelerar a economia e controlar a inflação. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, do IBGE, referência oficial de inflação) acumula, no ano, alta de 5,95% - acima do centro da meta estipulada para o período, de 5,5% para 2004. Por isso, a maioria dos economistas crê que o Brasil terminará este ano próximo ao limite máximo da meta, fixado em 8%. Parte dos analistas apostava, no entanto, na possibilidade de o BC promover uma alta de 0,25 nos juros, devido à queda das cotações do petróleo. Mas o impacto do recente aumento dos combustíveis pressionou outro indicador importante, o Índice Geral de Preços 10 (IGP-10), da Fundação Getulio Vargas, que fechou novembro em 0,83%. Em outubro, o IGP-10 tinha ficado em apenas 0,23%. Tanto no varejo como no atacado, os aumentos dos combustíveis pressionaram a inflação. O Índice de Preços por Atacado (IPA, 60% do IGP-10) subiu de 0,25% para 1,02%. - Uma inflação estável seria na casa de 0,4% ao mês no atacado - disse Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas da FGV. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
18 de novembro de 2004 |
| FIESP | |
| Área externa traz polêmica à Fiesp | |
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O novo Conselho de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) inicia suas atividades esta semana discutindo duas questões polêmicas. Uma interna e outra externa. A interna envolve a posição da entidade paulista sobre o futuro do Mercosul. Já a externa diz respeito a qual será o papel da Fiesp como interlocutor do empresariado junto ao governo nas negociações internacionais. A composição do Coscex não está limitada a São Paulo. A exemplo do que já ocorre na Coalizão Empresarial Brasileira (CEB), o novo órgão também conta com integrantes de entidades industriais de outros Estados e com representantes do agronegócio.
Segundo o presidente do Coscex, Rubens Barbosa, a nova administração da entidade ainda não tem posição definida sobre o futuro do Mercosul. Barbosa, que foi embaixador do Brasil nos Estados Unidos, esclareceu que essa questão será discutida amanhã na primeira reunião do conselho. Em entrevista ao Valor, o novo diretor do departamento de Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Gianetti da Fonseca, afirmou que está organizando os empresários para propor ao governo federal "um passo atrás" no Mercosul: transformar o bloco de união aduaneira em área de livre comércio. O objetivo seria liberar o Brasil para acordos bilaterais. Empresários do agronegócio e dos setores de calçados e eletrodomésticos manifestaram apoio à proposta. Barbosa nem referendou, nem combateu a proposta de Gianetti, mas fez questão de dizer que o diretor do Derex falou em "caráter pessoal" e que sua opinião será levada ao conselho e discutida em conjunto com outras propostas. "Cada um tem o direito de emitir opiniões pessoais, mas, em nome da Fiesp, fala o conselho", afirmou o ex-embaixador. Segundo fontes da indústria, as declarações de Gianetti causaram desconforto para a Fiesp junto a representantes da indústria da Argentina. O presidente do Coscex frisou também que o novo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, decidiu transformar o conselho na representação máxima da entidade, responsável pelos posicionamentos políticos, e que a diretoria se tornou apenas um órgão técnico. "O conselho vai estabelecer a interlocução, por delegação do presidente da Fiesp, com o governo federal no tocante às negociações comerciais", disse Barbosa, em entrevista coletiva à imprensa. O Coscex , em conjunto com outros conselhos de áreas como economia ou meio ambiente, é coordenado pelo Instituto Roberto Simonsen, organismo de estudos avançados da Fiesp. Barbosa ressaltou que o objetivo da nova administração é "aumentar a parceria com o governo" e que "a Fiesp terá um papel pró-ativo, participará dos debates e pretende se tornar uma referência na discussão das negociações comerciais". Em 24 de novembro, Skaf estará na Argentina para a segunda reunião da Coalizão Empresarial Brasil-Argentina, criada recentemente com o objetivo de dirimir os conflitos entre os dois principais sócios do Mercosul. "Queremos estabelecer uma interface com governo em alto nível", disse. "Sempre foi função da Fiesp representar os empresários na área econômica. A novidade agora é fazer isso no comércio exterior", completou, ressaltando que poderão ser convidados membros do governo para as reuniões. Criada para organizar o empresariado nas negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), a Coalizão Empresarial, coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), é a responsável pela interlocução do governo com o setor empresarial no que se refere às negociações comerciais. Segundo Barbosa, "a Fiesp vai falar em nome do empresariado de São Paulo e não há qualquer contradição". Dos 30 membros do Coscex, contudo, seis representam empresários de outros Estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Ceará, Amazonas e Goiás. Também há representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Sociedade Rural Brasileira (SRB). O vice-presidente do conselho é Josué Cristiano Gomes da Silva, presidente da Cia de Tecidos do Norte de Minas (Coteminas), com origem em Minas Gerais. "A idéia de Skaf foi convidar regionalmente algumas federações para acompanhar esse debate", justifica. Além de discutir a evolução do Mercosul, às vésperas da comemoração dos 10 anos da assinatura do Tratado de Ouro Preto em meados de dezembro, o Coscex também pretende debater amanhã as principais negociações nas quais o Brasil está envolvido como a Alca e o acordo com a União Européia. Com relação a Alca, que é de especial interesse para a indústria, Barbosa afirmou que é preciso aguardar a substituição ou não do representante de comércio dos Estados Unidos, Roberto Zoellick. | |
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| O POVO |
18 de novembro de 2004 |
| ENERGIAS RENOVÁVEIS | |
| As vantagens das energias renováveis | |
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Desde terça-feira a Organização Não Governamental (ONG) Greenpeace se instalou na avenida Beira Mar, próximo ao Clube Náutico, para promover o uso de energias limpas e renováveis. Hoje é o último dia para o cearense conferir a campanha itinerante ''Energia Positiva'' e tirar as dúvidas sobre o assunto.
A ONG viaja pelo Brasil desde o dia 5 de outubro com um contêiner de 12 metros, onde uma exposição multimídia, explica as utilidades e vantagens das energias renováveis como a solar (sol), eólica (ventos), de biomassa (lixo orgânico), de pequenas hidrelétricas, entre outros. ''Queremos chamar atenção para o potencial que o Brasil tem para produzir este tipo de energia'', explicou Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha. Para provar a eficácia da energia renovável, a eletricidade do local da exposição e do equipamento utilizado para a campanha é conseguida através de placas fotovoltaicas, instaladas na parte superior do contêiner, que transformam a energia solar em 2.400 watts. Quantidade suficiente para alimentar simultaneamente um computador, um aparelho de TV, um DVD, um videocassete e seis lâmpadas fluorescentes. Fortaleza é a décima sexta cidade visitada pela campanha que segue por Teresina (PI), Petrolina e Juazeiro, na Bahia, chegando dia 27 de novembro em Brasília. ''Nós queremos entregar um dossiê ao presidente Lula com uma pesquisa, encomendada pelo Greenpeace, com dados sobre a distribuição de renda no Brasil, realçando o número de empregos que podem ser gerados através da energia positiva e o volume de recursos que pode ser movimentado'', afirmou Gabriela Vuolo. Depois de percorrer 20 estados no Brasil, o Greenpeace encerra a campanha no dia 19 de dezembro em Belém, no Pará. O contêiner utilizado para a divulgação das energias renováveis será doado à Cooperativa Mista dos Produtores Extravistas do Rio Iratapuru, comunidade localizada a 420 quilômetros de Macapá (AP), que trabalha com extração de óleo de castanha. No Brasil, a primeira ação da ONG foi diante da usina nuclear Angra 1 em abril de 1992. Hoje, o Greenpeace promove quatro campanhas no País: preservação da Amazônia, contra as substâncias tóxicas, energia renovável e contra os transgênicos. SERVIÇO Os interessados em ser voluntário ou sócio do Greenpeace podem se inscrever até hoje no contêiner da ONG, localizado na avenida Beira Mar ao lado do Clube Náutico, ou através do site www.greenpeace.org.br. Contra os transgênicos [18 Novembro 02h20min 2004] Hoje, os ativistas da ONG que participam da campanha ''Essa não dá para engolir'', contra os transgênicos, organizam às 11h30min na praça do Ferreira, uma mobilização de conscientização. Eles irão percorrer restaurantes do Centro e abordar passantes para explicar o significado dos transgênicos e distribuir o ''Guia do Consumidor'', contendo a lista de empresas que se comprometeram a não usar transgênicos nos produtos. ''É importante comunicar as pessoas o que elas estão comendo, conscientizar os donos de restaurantes e chamar a todos para a discussão do problema'', explicou Gabriela Couto, coordenadora da campanha. Segundo pesquisa encomendada pelo Greenpeace ao Instituto de Estudos da Religião, em sete capitais do País com 15 mil pessoas, 81,9% dos entrevistados acham que o plantio dos transgênicos não deveriam ser liberados. Na campanha, que começou dia 16 de outubro em Porto Alegre, é abordado também a questão da rotulagem dos alimentos. ''A rotulagem não está sendo cumprida como determina o Código do Defesa do Consumidor e todos tem direito à informação completa'', afirmou Gabriela Couto. | |
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18 de novembro de 2004 |
| CNDI | |
| DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL - CNDI pode anunciar medidas de estímulo ao crescimento em dezembro | |
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Brasília - Novas políticas para estimular a produção e garantir a sustentação do processo de crescimento econômico poderão ser anunciadas em dezembro, na reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), disse ontem o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan. “A reunião do Conselho em dezembro seria uma oportunidade para anunciar as medidas derradeiras natalinas”, comentou, sem adiantar detalhes, “até para não ser desmentido depois”.
As bondades natalinas deverão seguir a mesma lógica das outras 16 medidas adotadas até agora: utilizar parte do excesso de arrecadação para cortar tributos que pesam sobre o investimento e a poupança de longo prazo. Os cortes na tributação, ou bondades, foram feitos para honrar o compromisso do presidente Lula da Silva de não elevar a carga tributária. A arrecadação de tributos federais já superou as estimativas em aproximadamente 1% do PIB, disse Furlan. O cálculo mais recente divulgado pela Receita Federal admite um excesso de R$ 12 bilhões. “Há determinação do presidente e vontade do ministro Palocci de devolver o excesso de arrecadação em políticas de fomento à produção e à sustentabilidade do crescimento”, lembrou Furlan. CARRO - O governo poderá parcelar o recolhimento dos impostos cobrados sobre os automóveis, disse Furlan. “No Brasil, o consumidor paga os impostos todos no momento da aquisição, mas há países em que essa cobrança ocorre ao longo do tempo”, explicou. Essa medida, esclareceu, ainda está em estudo e faz parte de um conjunto de alternativas que estão sendo montadas para estimular o consumo de automóveis. Pela fórmula em estudo, quem comprar um automóvel à vista pagaria um valor menor de imediato porque a parte do preço final correspondente aos tributos seria cobrada depois, de forma parcelada. Essa vantagem também poderá ser oferecida para quem comprar o carro a prazo. Nesse caso, a parcela correspondente aos impostos poderia ser diluída num período ainda mais longo do que o do financiamento, reduzindo o valor da prestação. “Há uma decisão política do presidente de ampliar o mercado interno e fazer com que o automóvel seja mais acessível” disse Furlan. | |
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| O POVO |
18 de novembro de 2004 |
| INDÚSTRIA CEARENSE | |
| Vertical - Indústria do Ceará | |
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ELEVADOR
SUBINDO - Indústria do Ceará, que, em setembro, segundo o IBGE, obteve melhor desempenho nacional. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
18 de novembro de 2004 |
| CONTRIBUIÇÃO SINDICAL | |
| Comissão anula limite a taxa sindical | |
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A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou ontem projeto que suspende os efeitos da portaria nº 160, editada em abril pelo Ministério do Trabalho, que proíbe a cobrança de contribuições confederativa e assistencial de trabalhadores não-sindicalizados.
O projeto de decreto legislativo, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), foi aprovado ontem com o compromisso da comissão de votar hoje um projeto de lei estabelecendo um limite para essa contribuição. Esse projeto, entretanto, ainda terá de ser aprovado no plenário do Senado e depois na Câmara dos Deputados. "Se simplesmente revogarmos a portaria nº 160, isso vai permitir que a prática abusiva da cobrança dessas contribuições continue. Há sindicato cobrando até 42% do salário", disse o líder do governo, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que ficou responsável pela elaboração do projeto de lei. A Folha mostrou em reportagem publicada na última segunda-feira que os sindicatos recolhem no ano -de sócios e de não-sócios- entre 25% e 40% de um salário mensal. O cálculo leva em conta a cobrança do imposto sindical obrigatório (equivale a um dia de trabalho por ano do trabalhador ou 3,3% do salário de um mês), da contribuição assistencial (cobrada como resultado das negociações salariais feitas pelos sindicatos) e da contribuição confederativa (sustenta a estrutura sindical: confederações nacionais, federações estaduais e sindicatos). O levantamento não inclui os valores de mensalidades de sócios. Segundo o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Luiz Marinho, a média cobrada no Brasil é de 25% do salário mensal do trabalhador. Há também situações de categorias cujas contribuições representam uma parcela pequena do salário anual, informa. Limite O limite para as contribuições deve ser fixado em até 1% do salário líquido recebido no ano anterior, mas a questão ainda estava sendo negociada ontem, já que algumas centrais sindicais querem que esse percentual fique em 1,5%, segundo Mercadante. A Folha apurou que o governo considerou alto o percentual de 1,5% reivindicado pelas centrais. O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, disse que a central defende a cobrança de 1,5% durante o prazo de um ano. Após esse período, o percentual passaria para 1%. "Com esses percentuais nesses dois anos, os sindicatos terão um prazo para se adaptar", disse. Segundo o sindicalista, o imposto sindical continuaria a ser recolhido. O governo quer evitar também, segundo a Folha apurou, que as centrais e os sindicatos ganhem, na prática, cinco anos para mudarem a sua forma de sustentação. Dois anos seriam referentes ao decreto proposto no Senado; os outros três, previstos no projeto de reforma sindical. O secretário de Relações do Trabalho, Osvaldo Bargas, disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que não iria comentar um projeto que ainda desconhece. "Entre os interesse dos dirigentes sindicais e os interesses dos trabalhadores, o Ministério do Trabalho pretende ficar do lado dos trabalhadores e acredita que o Congresso fará o mesmo", informou, por meio de sua assessoria. FRASE Entre os interesse dos dirigentes sindicais e os interesses dos trabalhadores, o Ministério do Trabalho pretende ficar do lado dos trabalhadores e acredita que o Congresso fará o mesmo -------------------------------------------------------------------------------- OSVALDO BARGAS secretário de Relações do Trabalho, sobre o projeto que suspende os efeitos da portaria nº 160 | |
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| JORNAL DO BRASIL |
18 de novembro de 2004 |
| REFORMA TRIBUTÁRIA | |
| Palocci promete empenho na reforma tributária | |
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BRASÍLIA - A iniciativa privada amplia o lobby pela aprovação da reforma tributária no Congresso. Desponta como principal demanda dos empresários a isenção total de impostos sobre investimentos. Ontem, em Brasília, representantes da indústria, comércio, bancos, agricultura e transporte fizeram um seminário com o objetivo de forçar a votação do projeto, que está parado na Câmara.
Os empresários estão convencidos de que o momento é propício para retomar o debate, pois a economia está em recuperação. Por outro lado, alegam que a ampliação do crescimento da produção e do emprego depende da redução de tributos. Hoje, mesmo antes de abrir as portas, uma empresa de qualquer ramo começa a ser penalizada com a carga tributária, que vai parar no preço dos produtos, e quem paga é o consumidor final. Os interlocutores das empresas ouviram do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que o Executivo vai se empenhar em convencer as bancadas a apressar a tramitação da proposta. - O governo irá colocar toda sua força na votação da reforma - disse. O homem forte da economia de Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ainda que serão aprovadas de imediato as leis de Falências e Parceria Público-Privadas (PPP), ambas na agenda do governo no Legislativo. - Estamos muito perto de votar - disse Palocci, ao sair da conversa, que reuniu além de empresários, lideranças políticas do Legislativo e os governadores Aécio Neves (MG) e Germano Rigotto (RS). O discurso de Palocci foi acompanhado pelo relator da reforma na Câmara, deputado Virgílio Guimarães (PT-MG) para quem a unificação do ICMS será aprovada até dezembro. - A reforma não está atrasada. Uma mudança tão complicada como essa não pode ser feita no afogadilho. De qualquer forma acredito que até dezembro resolvemos. O ministro Palocci ressaltou ainda que, em relação à reforma do sistema de tributos, ainda falta consenso entre os estados e os municípios, preocupados com perdas de arrecadação. Os governadores assinam a proposta com o Planalto. O governador Aécio Neves (PSDB), no entanto, foi incisivo ao transferir o ônus da demora pela aprovação da reforma tributária no Congresso ao governo federal. Segundo Aécio, quando interessou ao governo, durante a votação da primeira etapa da reforma, a base foi mobilizada. Depois, teriam surgido outras prioridades. - Cabe ao governo dar o primeiro passo. Quando quis, fez. Agora não há a mesma mobilização. Esperamos do governo o mesmo empenho do início - disse, demonstrando ceticismo quanto a votação ainda este ano. Aécio voltou a endurecer o discurso em relação ao governo, ao dizer que a confiança precisa ser restabelecida entre governo e estados. Existiria, segundo ele, uma diferença entre o que se negocia e o que se cumpre, como por exemplo o ressarcimento pelas perdas da Lei Kandir. Apesar disso, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, coordenador da Ação Empresarial, que congrega todas as confederações do empresariado, afirmou que está satisfeito com a posição de Palocci. - Se quisermos manter o crescimento, não temos outra saída que não seja aprovar a reforma tributária. Temos uma estrutura medieval, que cobra impostos antes de produzir - reclama o dono do Grupo Gerdau. Este foi o mesmo mote usado por Armando Monteiro Neto, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), para defender o que chama de ''desoneração dos investimentos'' e outros pontos considerados essenciais na mudança do aparato tributário. Além do debate sobre o cerne das propostas, os empresários dizem ainda que é preciso correr contra o tempo. A expectativa é de que o projeto seja votado até meados de 2005. - Vejo hoje sinais de que o governo quer avançar na reforma. E o Congresso funciona pela pressão - diz o senador Fernando Bezerra, líder do governo no Parlamento. Fala com conhecimento de causa, pois há meses o debate sobre a mudança do ICMS, o principal imposto estadual do país, se arrasta na Câmara. Este é o primeiro passo para a criação do Imposto de Valor Agregado (IVA), em 2007. Ocorre que os governadores não se entendem em torno do assunto e barram a idéia. Outro agravante foi o clima quente da disputa eleitoral, que começa a ser esfriar um pouco entre os partidos. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
18 de novembro de 2004 |
| ICMS | |
| Palocci diz que regulamentação de unificação do ICMS está pronta | |
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O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmou que o governo tem condições de apresentar rapidamente toda a legislação infra-constitucional assim que o Congresso Nacional aprovar a unificação das regras do ICMS, na reforma tributária. "No Ministério da Fazenda, a legislação infra-constitucional sobre esse assunto está praticamente pronta. Só falta fechar alguns detalhes com os governadores", afirmou, em palestra no seminário nacional sobre reforma tributária promovido ontem, em Brasília, pela Ação Empresarial.
Um desses pontos ainda em aberto, sinalizou o ministro, é a possibilidade de os bens de capital serem desonerados desse tributo. "A reformulação do ICMS (proposta na reforma) será feita como um todo; então, uma eventual perda nos bens de capital pode ser equacionada em uma nova tabela de tributos". Para a platéia de empresários, o ministro frisou que um dos principais objetivos da reforma tributária, de maneira geral, é a manutenção do processo de desoneração dos bens de capital. Apesar de ressaltar os avanços em algumas medidas pontuais sobre o tema desenvolvidas nos últimos dois anos - como a desoneração gradual do IPI - , Palocci afirmou que ainda não chegou ao final: "Devemos continuar avançando para que, de fato, o investimento produtivo não seja tributado no Brasil e não haja impeditivos no processo de construção do desenvolvimento econômico". Pressionado para agilizar o processo de unificação do ICMS parado na Câmara, o ministro garantiu que não iria interferir no ritmo do Legislativo. As maiores dificuldades para acelerar os avanços estão nas diferenças regionais, avaliou o ministro. Segundo ele, "todos querem a reforma, mas quando se avança para as medidas, as opiniões não são as mesmas, não são idênticas, não há uma única opinião de como devem ser as mudanças. É uma mudança complexa, que mostra as diferenças no plano regional, em cada setor do Estado; a população tem direitos, as empresas têm suas opiniões. Construir esse arcabouço não é tarefa simples, não é algo que se faça em alguns dias", argumentou. A posição do ministro diverge frontalmente da do governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Para ele, o governo federal deve conduzir a reforma tributária, que está parada na Câmara dos Deputados, e construir a maioria para a sua aprovação. Sob críticas do empresário Jorge Gerdau, que considerou o país "muito atrasado" na criação de um sistema tributário mais moderno e semelhante ao de seus parceiros comerciais, em especial que unifique vários tributos no Imposto sobre Valor Agregado, Palocci respondeu que "aquilo que é reclamado pelas lideranças empresariais, que é a construção de um IVA no Brasil, na linha dos melhores sistemas na Europa, está previsto na reforma em tramitação. Com a aprovação, vamos avançar para uma tributação em linha com as melhores do mundo. A nossa tributação não é completamente imperfeita. Ela tem imperfeições, que estão sendo corrigidas, mas há muito trabalho a fazer". Assim como os empresários, Aécio, o governador gaúcho Germano Rigotto, e o secretário de Fazenda de São Paulo, Eduardo Guardia, defenderam, no seminário, a aprovação, o quanto antes, da emenda constitucional da reforma tributária pela Câmara. A unificação e a redução do número das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS), previstas na proposta, são importantes para dar mais competitividade à economia e acabar com a guerra fiscal entre os Estados, destacaram diversos dos palestrantes. Para Aécio, "por mais que ela possa permitir uma perda ainda maior de autonomia dos Estados na arrecadação do seu principal imposto, ela ao menos inibe de forma muito vigorosa, a guerra fiscal que tem sido extremamente prejudicial ao país". Ele cobra ainda do governo um consenso para que o assunto volte ao debate. "Nessa matéria, se nós formos esperar infinitamente o consenso, muito provavelmente nós não estaremos aqui para assisti-la aprovada. Disse ainda que foi um equívoco a falta de ressarcimento das perdas da Lei Kandir na proposta de Orçamento de 2005 e classificou como "perversa" a ampliação de contribuições - que não são compartilhadas com Estados e municípios. O deputado Paulo Bernardo (PT-PR), que também participou do evento, disse que a proposta está pronta para ir a plenário e pode ser aprovada ainda este ano. Rigotto cobrou do governo federal a recomposição dos valores de compensação dados aos Estados em função das perdas de ICMS decorrentes da Lei Kandir. O nível anual de compensação, que chegou em média a 50% das perdas de 1996 até 2002, caiu no governo Lula. (Com agências noticiosas) | |
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| VALOR ECONÔMICO |
18 de novembro de 2004 |
| COMPLEXO TURÍSTICO DE PORTUGUESES NO CE | |
| Portugueses investem em hotéis no Ceará | |
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No próximo dia 23 será anunciado em São Paulo o lançamento de um complexo turístico de portugueses no Ceará que prevê investimentos de R$ 700 milhões. Será na região de Prainha, a 20 km de Fortaleza. A proposta é construir oito hotéis, casas de praia, bangalôs, além de campo de golfe, quadras de tênis e um centro de convenções em terreno com frente de dois quilômetros para o mar.
Batizado de Village Beach, tem como empreendedores o Ceará Investment Fund, fundo voltado a turismo criado pelo Banco Privado Português, do grupo hoteleiro Dom Pedro, que tem hotéis em Lisboa, no Algarve e na Ilha da Madeira, e também do empresário André Jordan, que criou complexo turístico Praia do Lago, no Algarve. Segundo João Oliveira Rendeiro, presidente do conselho e principal executivo do Banco Privado Português, a intenção é abrir esse investimento para empresários italianos, espanhóis e de outras nacionalidades que tenham estejam buscando oportunidades no país. Os portugueses, em termos de nacionalidade, são o terceiro grupo em visita ao Brasil, depois de argentinos e americanos. De acordo com o presidente do Dom Pedro, Stefano Saviotti, o início das obras está previsto para agosto de 2005. A expectativa é de que complexo turístico crie cinco mil empregos permanentes. "Será uma proposta semelhante à Quinta do Lago, no Algarve, mas a praia do Ceará é a mais bonita que já vi", disse ele que participou ontem em Lisboa do Fórum Brasil, promovido pela Fundação Luso Brasileira. O grupo Dias Branco, do Ceará, que atua na área de alimentos, é o dono da área. Outro investidor é o outro grupo português, o Sal Verde, que atua na área de turismo. Os empresários apostam que os vôos diários Fortaleza - Ilha do Sal (Cabo Verde) - Lisboa possam estimular esse intercâmbio, além do fuso horário. Pode-se almoçar em Lisboa e jantar no Brasil. A estratégia de unir um complexo hoteleiro a um condomínio residencial também vem sendo usada pela Odebrecht, que está erguendo 118 casas na Bahia, ao lado da Costa do Sauípe, resort do qual a construtora já foi sócia. Quase um quarto das residências está vendida para portugueses. O objetivo dos empreendedores ao colocar casas ao lado de hotéis é atrair moradores para uma área que já conta com infra-estrutura. Ao mesmo garante-se uma receita extra aos resorts, já que os moradores dos condomínios pagam para usar a área de lazer dos hotéis. | |
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