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Fortaleza, CE - quarta-feira, 01 de setembro de 2010 |
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| AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| O POVO |
01 de setembro de 2010 |
| AGENDA DA INDÚSTRIA DO CEARÁ - ELEIÇÕES | |
| CIC vai ouvir candidatos a governador. O primeiro é Cid Gomes | |
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O Centro Industrial do Ceará, em parceria com a Federação das Indústrias do Ceará, promoverá, a partir da próxima segunda-feira, às 19 horas, em sua sede, ciclo de debate com os três principais candidatos ao Governo do Estado. O primeiro convidado é o governador Cid Gomes (PSB). Já no dia 8 será a vez do ex-governador Lúcio Alcântara (PR), enquanto Marcos Cals (PSDB) será ouvido no dia 20.
Segundo o presidente da Fiec, Roberto Macedo, o objetivo é entregar aos três o documento Agenda da Indústria do Ceará, que inclui reivindicações e sugestões para a nova gestão. Entre elas, desoneração em alguns segmentos produtivos, incentivo às exportações e mais investimentos em infraestrutura. Indagado sobre o porquê de CIC-Fiec só ouvirem três de sete candidatos, Macedo avisou: “É que não dá mais tempo!”. Tá bom. | |
| TOPO | |
| O ESTADO |
01 de setembro de 2010 |
| AGENDA DA INDÚSTRIA DO CEARÁ - ELEIÇÕES | |
| Candidatos receberão propostas da FIEC | |
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Indústria é responsável por cerca de 70% das exportações do Estado
A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) vai realizar, ao longo deste mês de setembro, encontros com os três candidatos melhor colocados nas pesquisas eleitorais na disputa pelo Governo do Estado com o intuito de conhecer melhor as propostas dos principais postulantes para o setor. Segundo o presidente da entidade, Roberto Macedo, a ideia é, sobretudo, apresentar as sugestões e demandas da indústria cearense aos candidatos e fazê-los assumir os compromissos dos industriários. A série de encontros terá início com o governador Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição, na próxima segunda-feira, 6, às 19 horas, no auditório da Fiec, atendendo ao convite do Centro Industrial Cearense (CIC). Macedo divulgou que no dia 15 de setembro será o ex-governador Lúcio Alcântara (PR) e, no dia 20, será a vez de Marcos Cals (PSDB). Para Macedo, o evento é o momento de trocar projetos, além de formar uma visão aprofundada das propostas de cada candidato. Na ocasião, o setor pretende, seguindo o modelo adotado pelos investidores luso-cearenses e a Federação do Comércio do Estado (Fecomércio), entregar uma plataforma sugestões da indústria cearense para cada concorrente. “Nós gostaríamos que fossem considerados pelos candidatos os tópicos apontados pela classe industrial, principalmente os que concernem ao crescimento da indústria cearense no período de 2011 a 2014 e à geração de mais empregos”, observou Macedo. POSSE Roberto Macedo viajou a Brasília, onde foi participar da reunião da Confederação Nacional da Indústria. Na ocasião, ele apresentará o resultado das eleições da Fiec, realizada no último dia 19, que resultou em sua reeleição. Macedo informou que a posse da nova diretoria deve acontecer no dia 20 de setembro, no entanto, a festa será logo apenas após as eleições de outubro próximo. NÚMEROS Dados do Guia Industrial 2010 indicam que o setor industrial cearense, que em dezembro de 2008 contava com 8.822 estabelecimentos e 215.542 postos de trabalho, tem evoluído ao longo do tempo, qualitativa e quantitativamente, sendo decisivo para a mudança econômica do estado. Atualmente, o parque industrial cearense tem predominância de dois setores: Têxtil, Vestuário e Artefatos de Tecidos (2.984 empresas) e Produtos Alimentícios, Bebidas e Álcool Etílico (1.935 empresas). Esses respondem por 55,76% do número de estabelecimentos e por 48,01% dos empregos. Dados consolidados de 2009 revelam que a indústria foi responsável por 64,9% das exportações totais do estado, com US$ 700.5 milhões. Nos período 2003/2008 ressalta-se que o valor dos produtos industrializados exportados apresentou crescimento sucessivo, enquanto que em 2009 houve forte retração econômica por conta da crise mundial. Ainda em consideração a esse período de cinco anos, verifica-se que a participação do setor industrial no Produto interno Bruto (PIB) cearense aumentou continuamente: em 2003, o PIB industrial representava 21,8% do PIB total; em 2008, este percentual atingiu 23,6%. Em termos de Brasil, no período 2003-2009 o PIB brasileiro cresceu 27,6%, enquanto a economia cearense evoluiu próximo a 35,25%.
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| O POVO |
01 de setembro de 2010 |
| AGENDA DA INDÚSTRIA DO CEARÁ - ELEIÇÕES | |
| Vertical - As chaminés eleitorais | |
| O Centro Industrial do Ceará, em parceria com a Federação das Indústrias do Ceará, promoverá, a partir da próxima segunda-feira, às 19 horas, em sua sede, ciclo de debate com os três principais candidatos ao Governo do Estado. O primeiro convidado é o governador Cid Gomes (PSB). Já no dia 8 será a vez do ex-governador Lúcio Alcântara (PR), enquanto Marcos Cals (PSDB) será ouvido no dia 20. Segundo o presidente da Fiec, Roberto Macedo, o objetivo é entregar aos três o documento Agenda da Indústria do Ceará, que inclui reivindicações e sugestões para a nova gestão. Entre elas, desoneração em alguns segmentos produtivos, incentivo às exportações e mais investimentos em infraestrutura. Indagado sobre o porquê de CIC-Fiec só ouvirem três de sete candidatos, Macedo avisou: “É que não dá mais tempo!”. Tá bom. | |
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| O POVO |
01 de setembro de 2010 |
| FÓRUM BRASIL-CORÉIA DO SUL | |
| Vertical - Abrindo olhos | |
| Uma missão formada por 50 empresários da Coreia desembarca amanhã no Ceará. O objetivo é conhecer o mercado em busca de parcerias em vários segmentos. O grupo percorre alguns Estados brasileiros e se interessou pelo Ceará, que tem destaque no ramo de confecções. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
01 de setembro de 2010 |
| FÓRUM BRASIL-CORÉIA DO SUL | |
| Vaivém - Coreanos | |
| Uma missão da Coreia do Sul desce esta noite em Fortaleza. Ela está conhecendo o Nordeste, atendendo convite do Governo brasileiro, para um maior estreitamento das relações comerciais dos dois países. De acordo com a informação do presidente da Fiec, Roberto Macedo, que passou o dia de ontem no DF, são mais de 50 empresários coreanos. | |
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| O POVO |
01 de setembro de 2010 |
| FÓRUM BRASIL-CORÉIA DO SUL | |
| Vertical S/A - Coréia do Sul | |
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Por: Jocélio Leal
O Brasil sedia pela terceira vez o Fórum Brasil-Coréia do Sul. O deste ano é o quinto realizado entre os dois países e acontece em Fortaleza amanhã e depois, na Fiec. Confirmados estão 100 representantes dos dois países. Ao todo, 24 empresários, pesquisadores e técnicos do governo sul-coreano vieram para o evento. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
01 de setembro de 2010 |
| CRÉDITO PARA INOVAÇÃO | |
| Burocracia dificulta inovação | |
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De 320 empresas consideradas emergentes em inovação, apenas oito estão no Ceará
Elevada burocracia na concessão de recursos à inovação, grande dificuldade das empresas para elaborarem projetos inovadores, além de desconhecimento da existência de linhas de financiamento para tal são alguns dos entraves que ainda inibem o avanço da inovação tecnológica no Estado e no País. De 320 empresas que apresentam perfil de inovação no País, apenas oito do Ceará são consideradas emergentes, ou seja, inovam regularmente e investem em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, serviços e processos com recursos próprios. O diagnóstico consta em levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa e Estudos Aplicados (Ipea), em 2009 e que foi apresentado na tarde de ontem, em seminário na Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), pelo representante da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Carlos Eduardo Flores. Ao avaliar o perfil das empresas inovadoras no País, a pesquisa revelou ainda, que elas se dividem em quatro grupos: As grandes empresas, líderes, que caminham sozinhas; as seguidoras, que são obrigadas a copiar os projetos das grandes, por serem em geral, suas fornecedoras de insumos, materiais ou equipamentos; as empresas frágeis do ponto de vista da inovação e as emergentes. "Como várias empresas não conhecem as linhas (de crédito) e têm problemas de CND (Certidão Negativa de Débito), muitas optam por buscar capital de giro, quando pensam em criar algo novo", explicou Flores. "Capital de giro é um recursos muito caro, é bom para pagar despesas, mas não para aplicar em inovação", alertou Flores, para os participantes do Seminário "Instrumentos de Financiamento para Inovação e Incentivos Fiscais às Empresas com Potencial Inovador". Promovido pela Fiec, por meio do Instituto Euvaldo Lodi, o evento reuniu representantes do BNB, BNDES, Sudene e da Finep, que foram expor as linhas de crédito disponíveis em cada uma das instituições. "De R$ 4,5 bilhões liberados, apenas R$ 1,51 bilhão foram captados nos últimos seis meses para inovação tecnológica", conta o economistas do BNDES, Tagore de Siqueira. "Dinheiro há, o que falta (às empresas) é a cultura da inovação", acrescenta o gerente do BNB, Kennedy Montenegro de Vasconcelos. Para estimulá-las a inovar, a Finep lançou edital nacional de R$ 50 milhões, para instalação de Núcleos de Apoio à Gestão da Inovação nos Estados. "Vamos concorrer", sinaliza a gerente do IEL, Adriana Kellen. | |
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| O POVO |
01 de setembro de 2010 |
| CRÉDITO PARA INOVAÇÃO | |
| Mais crédito para inovação nas empresas | |
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Gestores de pequenas e médias empresas conheceram as principais linhas de crédito para investimento em inovação durante encontro realizado na Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).
De acordo com Carlos Eduardo Flores, técnico da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o seminário faz parte de uma série de encontros realizados em 19 cidades e que teve início em março deste ano. “Através de uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea) ficou constatado que as pequenas e médias empresas apresentam um grande número de inovações, mas feitos com recursos próprios, porque não têm conhecimento de que existem linhas de crédito voltadas para elas”, comentou. De acordo com o estudo, de 322 empresas desse perfil que foram pesquisadas (chamadas de emergentes) no Brasil, 8 estão aqui no Ceará. “Este foi apenas um recorte. Falta chegar mais perto do empresário e mostrar à ele que o crédito existe. Antes existia uma espécie de barreira que impedia isso, agora com a ajuda dos estados, esse processo está ficando mais fácil”, explicou Flores. Para Alexandre Cabral, técnico da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), os empresários podem buscar financiamento para projetos de inovação pela própria Finep. “Inovar não é ir até a lua, é modificar a empresa com coisas simples, mas que agreguem mais crescimento e retorno financeiro”, explicou Cabral, ressaltando que para este ano já estão disponíveis R$ 15 milhões somente para projetos de pequenas e médias empresas no Ceará. “O edital ainda não foi publicado, mas as empresas já podem apresentar os projetos de inovação. Acredito que devam participar de 50 a 100 empresas”, ressaltou. Para participar é só acessar o site da Finep, www.gov.br ou no telefone (21) 2555-0555 ou pelo e-mail seac@finep.gov.br Falta de informação O diretor comercial Alexandre Mota demorou quase oito anos para conseguir financiamento para projetos de inovação da empresa de plástico que fica em Caucaia. “Eu achava que não existiam linhas de crédito para pequena e média empresa, mas na verdade falta informação. Eu demoraria quatro anos para conseguir o recurso que eu obtive em apenas nove meses”, comemora. | |
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| O ESTADO |
01 de setembro de 2010 |
| INCENTIVOS FISCAIS | |
| Sistema Fiec - Incentivos Fiscais | |
Incentivos Fiscais
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| BLOG ELIOMAR DE LIMA |
01 de setembro de 2010 |
| ORQUESTRA DE CÂMARA DO SESI | |
| Pingo de Fortaleza vira Pingo de Sobral | |
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O cantor e compositor Pingo de Fortaleza, juntamente com a Orquestra de Câmara do SESI, fará concerto dentro da festa dos 130 anos de fundação do Teatro São João, em Sobral (Zoina Norte). A apresentação ocorrerá às 19 horas do próximo dia 10. A abertura ficará a cargo da orquestra Estrela da Serra da cidade de Croatá.
Pingo de Fortaleza aproveitará a ocasião para lançar seu mais recente trabalho naquela cidade, “Ressonância Instrumental - Pingo de Fortaleza e Orquestra de Câmara do SESI”, com arranjos e participação especial de Tarcísio José de Lima.
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
01 de setembro de 2010 |
| ORÇAMENTO DE 2011 | |
| Orçamento de 2011 reduz gasto social | |
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Com reajuste menor do mínimo, despesas com assistência social e Previdência cairão como proporção do PIB
Ajuste abre espaço para investimentos em infraestrutura, como o Minha Casa, Minha Vida, a Copa e a Olimpíada GUSTAVO PATU DE BRASÍLIA Principais motores da alta do gasto público ao longo do governo Luiz Inácio Lula da Silva, os programas sociais de transferência de renda perderam espaço no Orçamento proposto para o início da próxima administração. Graças à previsão de reajuste real zero para o salário mínimo, as despesas com Previdência, assistência social e seguro-desemprego cairão no próximo ano como proporção da economia do país e da arrecadação. O Orçamento não prevê reajuste do Bolsa Família nem aumento no número de beneficiados. De acordo com as projeções embutidas no projeto enviado ontem ao Congresso, o mínimo subirá dos atuais R$ 510 para R$ 538,15 no mesmo 1º de janeiro em que será empossado o novo presidente. Pela primeira vez na gestão petista, a elevação proposta não supera a inflação esperada -e o inevitável arredondamento para R$ 540 pouco altera o percentual. Os números não são definitivos, e o futuro do mínimo será motivo de pressões políticas e sindicais, mas o projeto de Orçamento para 2011 sinaliza, ao menos provisoriamente, uma nova orientação para as políticas do governo federal. Nesse cenário, os gastos previdenciários e assistenciais tendem a perder impulso, mantendo-se estáveis ou caindo como proporção do PIB (Produto Interno Bruto). O ajuste abre espaço para a expansão dos investimentos em infraestrutura, incluindo o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida e as obras para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. Na proposta orçamentária, os programas de renda caem de 9,02%, em 2010, para 8,83% do PIB, enquanto o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o Minha Casa sobem de 0,91% para 1,12%. GASTO COM PESSOAL Depois de dois pacotes de reajustes salariais generalizados para o funcionalismo, o gasto com pessoal deve ficar praticamente inalterado como proporção do produto. O Judiciário, no entanto, espera aprovar novos aumentos até o final deste ano. Desde o ano passado, os tributos destinados à área social deixaram de ser suficientes para financiar com segurança as despesas obrigatórias com aposentadorias, auxílios, pensões, benefícios assistenciais, saúde e seguro-desemprego. O governo tem poupado menos receitas para o abatimento da dívida pública, o que pode acontecer novamente no próximo ano, mas essa brecha tem sido usada principalmente para a ampliação dos investimentos, não do gasto social. PRESSÃO DAS CENTRAIS A estratégia de limitar o gasto social para privilegiar a infraestrutura pode ser abalada, no entanto, por demandas já em curso. As centrais sindicais já se articulam, por exemplo, para defender um reajuste real do mínimo equivalente à variação do PIB neste ano, projetada em 7%. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, defendeu a permanência da regra seguida no segundo mandato do presidente Lula, acordada com as centrais, de elevar o mínimo conforme o aumento do PIB de dois anos antes -em 2009, a economia encolheu 0,2%. "Mudar agora fica um pouco casuístico", afirmou o ministro, argumentando que está garantido um reajuste "parrudo" em 2012. Além do mínimo, as centrais também querem elevar acima da inflação as aposentadorias de valor superior. A Força Sindical, por exemplo, defende um reajuste real equivalente a 80% da variação do PIB neste ano. Arrecadação menor contribui para redução DE BRASÍLIA O desempenho abaixo do esperado da arrecadação tributária neste ano contribuiu para a elaboração de um projeto de Orçamento menos ambicioso para 2011. Embora recordes tenham sido batidos no primeiro trimestre, a receita do governo perdeu impulso e não cresceu tanto quanto o governo esperava. Pelas projeções mais recentes, deve terminar 2010 nos mesmos patamares de dois anos antes. Na avaliação reservada da área técnica, pode estar chegando ao fim a expansão quase contínua da arrecadação contabilizada no segundo mandato de Lula -quando, graças à expansão da economia e à formalização de empresas e empregos, a receita pública cresceu acima do PIB mesmo sem alta de impostos. No projeto de Orçamento para este ano, previa-se arrecadação equivalente a 25,67% do PIB, elevados pelo Congresso para 26,28%; hoje, o governo espera 23,98% em 2010 e 24,86% em 2011. A frustração de receitas, não acompanhada na mesma medida pelo controle de despesas, provocou o descumprimento da meta de superavit primário -a poupança orçamentária destinada ao abatimento da dívida pública- em 2009, o que deve se repetir neste ano. Para o próximo ano, a meta de superavit federal é de R$ 81,8 bilhões, que podem ser reduzidos a R$ 49,8 bilhões se a diferença for coberta por gastos incluídos no PAC. Nessa hipótese, a poupança equivalerá a 1,28% do PIB, praticamente a mesma de 2009, o pior resultado desde o início do programa de ajuste fiscal. No projeto de Orçamento enviado ao Congresso, as estatais federais devem produzir outros R$ 7,6 bilhões em superavit primário, mas, conforme a Folha noticiou, as empresas têm descumprido sistematicamente suas metas. As estatais respondem pela grande maioria dos investimentos federais. Enquanto o Tesouro terá R$ 52 bilhões para investir no próximo ano, o orçamento de suas empresas chega a R$ 107,5 bilhões. (GP) | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
01 de setembro de 2010 |
| ORÇAMENTO PARTICIPATIVO | |
| Disparidades: quando o ideal diverge do real | |
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Liderança comunitária considera que os percentuais de execução do OP seriam elevados por demandas genéricas
A existência e continuidade do Orçamento Participativo (OP) de Fortaleza é defendida claramente pela populações que se envolvem na definição das demandas a serem realizadas pela gestão municipal. Entretanto, as disparidades entre o "ideal" e o "real" tem provocado insatisfação por parte de muitas das pessoas que se inserem no processo. Como resultado disso, na última semana, um encontro que seria para pactuar o andamento das demandas relacionadas à pasta de Cultura tornou-se espaço de protesto. Protesto Hoje, conselheiros e delegados do OP estão paralisados nas atividades do programa. Em breve, um ato público, com local e data ainda indefinidos, deverá ser puxado pelos conselheiros para chamar a atenção de que o programa não está andando da forma que esperavam. "O número de participantes nas assembleias tem diminuído. Por que faríamos uma paralisação se tudo estivesse indo bem? O OP está longe de ser, na prática, aquilo que se propõe", critica Márcio Martins, que faz parte do Conselho do Orçamento Participativo (COP) e que mobilizou o protesto. Em entrevista publicada ontem no Diário do Nordeste, a prefeita Luizianne Lins defendeu o programa afirmando que 79% das demandas escolhidas como prioritárias pela população foram atendidas, estando entregues ou em andamento. Contudo, os conselheiros questionam estes dados. "Nós queremos um relatório detalhado desses 79%. Queremos ver os dados da Prefeitura e confrontarmos com o caderno de acompanhamentos das obras que nós temos", reclama. Ele acrescenta que os conselheiros irão preparar um abaixoassinado solicitando o recebimento destes dados. Márcio defende que os percentuais de execução repassados pela coordenação do OP seriam inflados, elevados por demandas consideradas genéricas, e que não estariam claramente executadas. Segundo ele, estas reivindicações representariam a metade, talvez, do total. A prefeita discorda: "Durante a revisão, as demandas "genéricas" foram designadas como concluídas a partir dos dados alcançados que foram apresentados aos conselheiros. E, nessa ocasião, não foram questionadas por nenhum dos participantes das reuniões do COP (Conselho do Orçamento Participativo). As demandas "genéricas" representam um número inexpressivo". Uma outra reivindicação é a transformação do programa em lei, questão que também foi tratada pela prefeita na entrevista. Sobre o assunto, Luizianne afirmou: "Esta é uma discussão com muitos aspectos a se avaliar. E estamos motivados a fazer esse debate. Por um lado, já temos leis que asseguram a realização de processos participativos, como a Constituição Federal, a Lei Orgânica do Município e o Esta tuto das Cidades. Mas o quadro que temos encontrado, é que muitas vezes é necessária pressão popular para que esses processos realmente ocorram. (...) Por outro lado, a formalização dos mecanismos de participação em uma Lei pode engessar esses instrumentos quanto à sua forma. (...) Há pesos e contrapesos que precisamos avaliar. Certamente, conselheiros e conselheiras do OP farão parte deste debate". Diante das divergências na avaliação do programa entre os representantes das comunidades e a Prefeitura, os conselheiros exigem uma reunião com a prefeita para discutirem os obstáculos e soluções para o programa. Antes disso, esperam já ter em mãos o relatório de andamento das obras, para que a discussão seja feita. Segundo Márcio, somente após este encontro as comunidades voltarão a se mobilizar dentro das atividades do OP. SÉRGIO DE SOUSA REPÓRTER | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
01 de setembro de 2010 |
| AGRONEGÓCIO CEARENSE | |
| Agronegócio lista gargalos do setor | |
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Segmento almeja criação de pasta exclusiva para o tema e capacitação para trabalhadores do campo
Com o intuito de delinear o agronegócio cearense nos próximos anos, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec) traçou metas para o desenvolvimento do setor durante o quadriênio 2011-2014. O documento lista uma série de gargalos do segmento e propõe que os mesmos estejam no foco das políticas públicas estaduais. Uma das principais demandas, de acordo com o presidente da Faec, Torres de Melo, é a qualificação dos trabalhadores do campo. "Estão preocupados com centros técnicos para grandes empreendimentos e esquecendo do ensino profissionalizante rural. Como trabalhar se você não tem uma pessoa capaz de entender as metodologias modernas? Precisa-se também de uma educação não só para o trabalho, mas para suprir as necessidades mais próximas dessas pessoas, sem falar da educação básica, que é precária", enumera Torres de Melo. Os grupos da Faec que elaboraram as propostas, composto ainda por profissionais ligados à cajucultura, bovinocultura leiteira, apicultura, aquicultura, piscicultura, carcinicultura, ovinocaprinocultura e avicultura; querem ainda a criação de uma Secretaria de Desenvolvimento do Agronégocio, pasta que, de acordo com o presidente da Federação, estaria mais sintonizada com as demandas do setor. "Nós ficamos com o agronegócio descoberto por órgãos como a Adece (Agência de Desenvolvimento do Ceará) e a SDA (Secretaria de Desenvolvimento Agrário), que é mais focada na agricultura familiar. O problema é institucional. Propomos a criação da secretaria e de um conselho formado por pessoas da área pública e privada para discutir as diretrizes a serem seguidas por essa secretaria", explica. A Faec ainda quer estimular a pesquisa no campo, sendo desenvolvida por outros órgãos e atenta à realidade cearense. "Não podemos deixar a pesquisa do Estado apenas sob a responsabilidade da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Temos que nos integrar ao sistema nacional de pesquisa. As pesquisas na pecuária devem ser feitas no semiárido do Ceará, e não no Mato Grosso, como vem ocorrendo", sugere Torres de Melo. As demandas documentadas pela Faec, cujos tópicos percorrem também temas com a pobreza rural, segurança, infraestrutura, logística, segurança alimentar, entre outros, deverão ser entregues aos candidatos ao Governo do Estado. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
01 de setembro de 2010 |
| BNDES | |
| Distribuição de renda gerou 930 mil vagas, diz BNDES | |
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DO RIO - Estudo realizado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) afirma que a queda na desigualdade de renda no país foi responsável por 6% da criação de postos de trabalho no período de 2001 a 2008.
O impacto é equivalente a 25% das novas vagas criadas em seis regiões metropolitanas no país. Nos cálculos de André Sant'Anna e Beatriz Meirelles, da equipe de Pesquisa Econômica do BNDES, o impacto redistributivo criou 930 mil empregos nesse período, ou 116 mil a cada ano. A conta compara uma expansão com e sem distribuição de renda no mercado de trabalho. Além disso, leva em conta a propensão maior para consumo dos mais pobres. Os 50% de menor rendimento gastam, em média, 122% do que ganham, o que sinaliza o endividamento dessas famílias para consumir. Os 10% mais ricos gastam em média 61% da renda. Os empregos gerados em razão da queda da desigualdade estão ligados principalmente a atividades mais intensivas em trabalho. No período de 2001 a 2008, os 10% mais pobres registraram um crescimento real da renda de 8% ao ano. Na média do país, a expansão foi da ordem de 2,7% ao ano. (JL) | |
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| VALOR ECONÔMICO |
01 de setembro de 2010 |
| BNDES | |
| O BNDES em debate | |
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O ideal seria que o Brasil já pudesse prescindir de um banco como o BNDES, mas a realidade mostra de forma contundente que ainda não é o caso
No debate sobre o papel do BNDES, tem-se misturado a crítica à maneira como o Tesouro vem apoiando o banco nos últimos dois anos ao questionamento da existência propriamente dita da instituição, única fonte de financiamento de longo prazo da economia brasileira. O debate é imprescindível, mas precisa ser realista. Será que o Brasil já pode prescindir de um banco como o BNDES? O ideal seria que sim, mas a realidade mostra de forma contundente que ainda não é o caso. Depois de 16 anos de estabilização, a economia brasileira avançou em várias áreas. A inflação está sob controle, o Estado é solvente, diminuiu-se a vulnerabilidade externa. O país não desenvolveu, no entanto, um mercado de crédito de longo prazo. Há várias explicações para essa deficiência. A população poupa muito pouco. O modelo de desenvolvimento se ampara no consumo presente em detrimento do futuro. Os brasileiros de maior poder aquisitivo - os funcionários públicos - têm estabilidade no emprego e aposentadoria integral, um desincentivo à poupança. O sistema tributário, com taxação excessiva dos investimentos de prazos mais longos, inibe o hábito de poupar. O BNDES cresceu na crise porque o mercado de capitais encolheu. Em 2007, antes da turbulência, foram realizadas no país 86 ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês). No ano seguinte, o da crise, os lançamentos caíram para quatro. Em 2009, a economia voltou aos trilhos, mas os IPOs não retornaram - ocorreram apenas cinco ofertas. Esta é uma realidade: durante as crises, os investidores desaparecem. É natural que seja assim, mas, mesmo em 2010, ano em que o PIB deve crescer acima de 7%, o mercado melhorou de forma bastante tímida - houve somente 11 IPOs até agosto. Alega-se que o gigantismo do BNDES pode estar inibindo o mercado de capitais. É possível, mas certamente essa não é a única explicação. Com os fundamentos em ordem, o Brasil aumenta neste momento o ritmo de crescimento. A taxa de investimento sobe à frente do PIB. As empresas, otimistas, estão demandando crédito para ampliar a capacidade produtiva. O BNDES foi crucial durante a crise para atender a essa demanda e, na falta de outros mecanismos, continuará sendo. Praticamente todos os grandes projetos de investimento previstos para os próximos anos exigem financiamento de longo prazo - estádios de futebol, aeroportos, portos, estradas, transporte urbano, pré-sal etc. Deve o BNDES cruzar os braços e aguardar o esperado desenvolvimento do mercado de capitais? Não faz sentido. Evidentemente, a discussão sobre os custos do apoio do Tesouro ao banco, os impactos do crédito direcionado na política monetária e as escolhas da instituição na concessão de empréstimos é absolutamente necessária. A ideia de que os subsídios do banco não precisam ser informados ao Congresso porque seus empréstimos são garantidos por ativos dos tomadores e, portanto, não afetam a dívida pública líquida, é questionável e antidemocrático. É urgente desenvolver mecanismos de mercado alternativos ao BNDES. A novidade é que esse debate começou a avançar. Governo e setor privado estão discutindo medidas para fomentar o funding de longo prazo, sem o qual, não há crédito longo. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, tem sido o principal articulador dessa discussão. O debate só não pode ignorar um fato: não será o sistema bancário o principal provedor desse tipo de crédito. Os bancos captam a prazos curtos, logo, não têm como operar de forma maciça com financiamentos mais longos. Estes virão do estímulo à poupança, o que não se fará apenas com a adoção de medidas como a redução de tributos e a diminuição de recolhimentos compulsórios. O diabo mora aí. Uma agenda ousada envolve a retomada de reformas institucionais que ficaram pelo caminho, como as da previdência social e do regime próprio dos servidores públicos, as do Estado e da legislação trabalhista, isso sem falar da tributária. É uma agenda destinada a promover o equilíbrio estrutural das contas públicas, com consequências positivas sobre o custo de financiamento do Estado e sobre os níveis de eficiência do setor produtivo. Mas quem, no espectro político, está disposto a levá-la adiante? Questionam-se os empréstimos do BNDES a grandes empresas, que têm condições de acessar outras fontes. De fato, o mercado internacional está líquido e barato. Faz sentido o BNDES despejar, numa só operação, R$ 25 bilhões na Petrobras? Possivelmente, não, mas é bom lembrar que isso foi feito em meio à crise de 2008/2009. O BNDES tem sido criticado também por escolher supostos campeões nacionais. Há uma diferença fundamental entre as operações de crédito do banco e as da BNDESPar, que atua como banco de investimento, em busca de alta rentabilidade para, inclusive, gerar funding para o banco. A verdade é que a escolha de empresas e setores, ou seja, de vencedores, sempre existiu. No governo anterior, por exemplo, o banco trabalhou para expulsar a Odebrecht do setor petroquímico. A avaliação era que a empresa estava excessivamente endividada e, portanto, sem capacidade de investimento. O plano, que acabou não vingando, era fazer do Ultra o campeão nacional. Ignorou-se que a Odebrecht era a maior empresa do setor e que, por investir pesadamente em pesquisa e desenvolvimento, tinha produtos de qualidade atestada pelo mercado - hoje, a Braskem, da Odebrecht, é a maior companhia petroquímica das Américas em resinas termoplásticas. Cristiano Romero é editor-executivo e escreve às quartas-feiras. E-mail cristiano.romero@valor.com.br | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
01 de setembro de 2010 |
| COMPLEXO DO PECÉM | |
| Centro de Treinamento opera em junho de 2011 | |
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Centro de Treinamento Técnico do Ceará (CTTC) deverá qualificar 12 mil pessoas para empreendimentos
O Ceará vive a expectativa de ter no Complexo Industrial Portuário do Pecém (CIPP) empreendimentos importantes como a refinaria, a siderúrgica e a termoelétrica. Para que o Estado atenda à demanda de mão de obra qualificada desses projetos, o Centro de Treinamento Técnico do Ceará (CTTC), que deve treinar 12 mil pessoas por ano, de acordo com Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado (Secitece), já teve as obras iniciadas e deve ficar pronto em 10 meses. O CTTC já tem canteiro de obras instalado e terraplanagem sendo feita. De acordo com o secretário da Secitece, René Barreira, a obra está dentro do prazo previsto. "A previsão é de que em junho de 2011 ela já esteja apta a funcionar", afirma. Para ele, a maior importância do empreendimento é fazer valer o outro lado dos projetos de desenvolvimento do Estado, que é a questão da inclusão social e a diminuição dos contrastes sociais. "Não teriam sentido todos esses projetos se tivéssemos que importar mão de obra. Nosso maior desafio é capacitar com qualidade em todos os níveis para os projetos estruturantes. Por um lado, volta-se para a mão-de-obra básica, mas as nossas universidades já estão voltadas para a formação de nível superior", explica o secretário. O investimento total para a obra é de R$ 26,690.765,22. A empresa vencedora no processo licitatório foi a CG Construções Ltda. São de cerca de R$ 14 milhões para a construção da obra e R$ 11.696.439,80 para a compra de equipamentos. Do montante, R$ 14.700,00 são oriundos de emendas parlamentares pelo Ministério da Ciência e Tecnologia - MCT. O restante do investimento é de responsabilidade do Governo do Estado. Área construída do empreendimento será de 9.277 m² em um terreno de 211.770 m². A estrutura física do CTTC conta com os blocos de Eletromecânica, Construção Civil, Refinaria Química e Petroquímica e blocos de Administração com sala de videoconferência, biblioteca, laboratório de informática, auditório, entre outras instalações. População beneficiada De acordo com a Secitece, os benefícios devem se estender não apenas aos 12 mil que serão treinados anualmente, mas às famílias, perfazendo um valor estimado de 48 mil pessoas. Nesse sentido, a população local deve ser a principal beneficiada com a obra do Governo do Estado. "Em termos de inclusão social, porque vamos ter atenção especial para atrair jovens da região. Isso implica em inclusao social, gerando oportunidades de trabalho, gerando emprego e renda para a população", analisa Barreira. O CTTC oferecerá diversos cursos nas áreas específicas de Construção Civil, Eletromecânica, Química e Petroquímica. Cursos de formação continuada e inicial serão oferecidos nas seguintes áreas: ajudante da construção civil, artífice da construção civil, bombeiro hidráulico, eletricista predial, carpinteiro de formas, armador ferreiro, recursos ambientais, tubulações industriais, eletricista industrial, soldagem, processos de usinagem, ajustador mecânico, torneiro, metrologia dimensional, controle de qualidade em processos de fabricação, leitura e interpretação de desenhos técnicos e mecânico, qualificação em Segurança, Meio-Ambiente e Saúde, geopolítica do petróleo, geologia e viscometria, cromatografia gasosa, análises de certificação e qualificação de petróleo e derivados , normas de certificação - ISO 17025, boas práticas de laboratório, noções de processamento de petróleo. GUSTAVO DE NEGREIROS REPÓRTER | |
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| O POVO |
01 de setembro de 2010 |
| JORGE PARENTE | |
| Reportagem - Ceará emprestou... | |
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Por Lúcio Brasileiro
...Jorge Parente para que informasse empresários paulistanos da principal economia do futuro. Aconteceu na Federação das Indústrias de lá, plateia muito ligada na fala do cearense, por 40 minutos. Que versou sobre Econegócios abrangendo, por exemplo, energia eólica e solar e reciclagem do material jogado fora, tal latas e vasilhames de plástico. Anunciou otimista que novo enveredamento da produção mundial ensejará dois milhões de empregos nos próximos dez anos. Isso, segundo dado exultante dos experts da OIT (Organização Internacional do Trabalho). Quando terminou abraço de regozijo e parabéns do presidente da entidade, Benjamin Steinbruch, substituto de Paulo Skaf, que se licenciou pra disputar governo. | |
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| O POVO |
01 de setembro de 2010 |
| PESQUISA - SITUAÇÃO FINANCEIRA | |
| 64% dos nordestinos estão otimistas | |
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De acordo com pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 64% dos nordestinos acreditam que o presente seja o momento ideal para aquisição de bens duráveis. O número é maior do que a média nacional
Artumira Dutra O brasileiro acredita que a situação financeira dele e do País hoje está melhor do que há um ano e que vai estar ainda melhor daqui a cinco anos. Também tem uma expectativa positiva em relação ao mercado de trabalho. No Brasil, o grupo mais otimista em relação ao futuro é o nordestino: 64% das famílias da Região Nordeste acreditam que o presente seja um momento ideal para a aquisição de bens de consumo duráveis, contra 53% de média brasileira, de acordo com a pesquisa do Índice de Expectativas das Famílias (IEF), divulgada ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O chefe da Assessoria Técnica da Presidência/Ipea, Milko Matijascic, explica que a questão do endividamento do brasileiro não preocupa. Segundo ele, nos países mais ricos da América do Norte e Europa o endividamento ultrapassa 100% do Produto Interno Bruto, enquanto no Brasil não atinge nem 25%. "Os que responderam que não poderiam quitar as dívidas em dois meses o fizeram porque têm dívidas de longo prazo como automóveis, eletrodomésticos", completa, ressaltando que a resposta seria semelhante em outros países. Milko Matijascic resume a pesquisa destacando que as famílias brasileiras estão otimistas com o comportamento socioeconômico nacional, seja no período de um ano, seja para o período mais extens o que atinge cinco anos. O estudo considera ainda que ao contrário do que é imaginado usualmente, não são as categorias de menor renda ou instrução as mais otimistas. “A situação de agosto de 2010 é considerada melhor que a de agosto de 2009 – e com expectativa de que a situação para os próximos 12 meses seja ainda melhor. Melhoria crescente O mestre em economia e professor Ricardo Coimbra observa que existe uma expectativa muito grande dos nordestinos em relação a melhora da situação econômica do País nos próximos 12 meses. "84% acham que a situação financeira da família estará melhor. Isso se dá devido à crença de que hoje a situação deles é bem melhor do que nos anos anteriores", comenta. Coimbra avalia ainda que com a percepção de uma situação financeira melhor do que no ano passado, as famílias nordestinas acreditam ser esse um bom momento para a aquisição de bens de consumo duráveis. Como a maioria não planeja fazer novos empréstimos pode-se acreditar que para a aquisição desses bens parte virá de reservas acumuladas ao longo dos anos. "Observa-se também a percepção de que se teve uma melhoria de sua situação, e diminuiu seu grau de endividamento”, explicou. NÚMEROS 64% DAS FAMÍLIAS NORDESTINAS ACREDITAM QUE O PRESENTE SEJA UM MOMENTO IDEAL PARA A AQUISIÇÃO DE BENS DURÁVEIS 70% DAS FAMÍLIAS ACREDITAM ESTAR POUCO OU NADA ENDIVIDADAS E CERCA DE 90% NÃO POSSUEM A INTENÇÃO DE CONTRAIR DÍVIDAS NOVAS NOS PRÓXIMOS MESES 60 ANOS OU MAIS É A IDADE DOS CONSUMIDORES QUE SURGEM COM MENOS DÍVIDAS E-MAIS >O Índice de Expectativas das Famílias (IEF) é um indicador que reflete a percepção das famílias sobre questões como sua condição financeira em comparação à de um passado recente e expectativas para um futuro de curto a médio prazo. > Por meio da aplicação de 3.772 questionários presenciais nas casas dos entrevistados, são levantadas as expectativas das famílias das cinco regiões brasileiras. >O IEF aponta se as pessoas se sentem seguras na sua ocupação atual e se têm expectativas de alguma melhoria profissional no curto prazo. > O Ipea avalia que o cenário favorável parece estar ligado às expectativas do mercado de trabalho. > Pela pesquisa, cerca de um terço da população espera obter melhorias no trabalho em seis meses. >A maioria das famílias brasileiras (54%) tem dívidas, o valor médio é de R$ 5.427. >Entre as 3.810 famílias entrevistadas em 214 cidades do País, 11,08% disseram estar muito endividadas. Já 26,25% avaliam que suas dívidas são pequenas. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
01 de setembro de 2010 |
| NOVO SALÁRIO MÍNIMO | |
| Salário mínimo previsto para 2011 é de R$ 538,15 | |
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O salário mínimo necessário estimado pelo Dieese durante o mês de julho de 2010 foi de R$ 2.011,03
Brasília/Fortaleza O salário mínimo para 2011 foi fixado em R$ 538,15, segundo a proposta de Orçamento enviada ontem ao Congresso Nacional. O valor, no entanto, não ficará assim, segundo admitiu o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. O aumento de 5,5% em relação aos R$ 510 deste ano corresponde apenas à estimativa de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para este ano. No entanto, está previsto em lei que haverá negociação com as centrais sindicais para conceder aumento real ao mínimo. O mesmo será feito em relação às aposentadorias superiores ao salário mínimo. Essas negociações começarão após as eleições. Bernardo admitiu que o valor do mínimo não ficará como o proposto. Ele observou que o aposentado não teria nem como sacar esse valor num caixa eletrônico. "Se no Congresso alguém propuser arredondar para R$ 540, vou dizer que é sensato", afirmou. "Mas precisa levar em consideração que cada R$ 1 a mais eleva as despesas do governo em R$ 184,1 milhões." Caberá aos parlamentares indicar de onde virão os recursos extras. A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou ontem que vai discutir com as centrais sindicais critérios para o reajuste do salário mínimo. "Eu acho que eles (governo) deram uma proposta de referência. Agora vamos ter de sentar e fazer o mesmo processo que o governo Lula fez com as centrais. Caso eu seja eleita, eu farei isso.", afirmou Dilma, referindo-se ao período que vai de 2011 a 2014. Na avaliação da petista, a atual fórmula de reajuste do salário mínimo é "muito boa e produziu efeitos muito bons", permitindo uma "elevação real do salário mínimo muito significativa". O ministro Bernardo explicou que a proposta para o mínimo seguiu o entendimento que o governo tem desde 2005 com as centrais, pelo qual o mínimo seria sempre corrigido pela inflação mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos atrás. Como em 2009 o PIB caiu 0,2%, o mínimo de 2011 ficou só com a inflação. Ele considerou "precipitadas" as propostas de alguns sindicalistas que querem mudar o critério de cálculo. "Parece casuístico", disse. Além do mais, se a regra for mantida, o mínimo de 2012 terá um aumento real da ordem de 7%. "Vem aí um reajuste parrudo", comentou. O deputado Paulinho da Força (PDT-SP) já avisou que apresentará emenda ao Orçamento para garantir que o mínimo tenha aumento real de 7% já em 2011. As aposentadorias acima do mínimo teriam um ganho da ordem de 5,6%. Necessidade maior Frente ao salário estimado para o ano de 2011, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) estimou o salário mínimo necessário, no mês de julho de 2010, em R$ 2.011,03. De acordo com o departamento, o valor cotado segue o preceito constitucional do salário mínimo fixado em lei que tem de atender às "necessidades vitais básicas" do cidadão, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social. Para Reginaldo Aguiar, supervisor Regional do Dieese no Ceará, "a política de valorização do salário mínimo é uma conquista histórica das centrais sindicais brasileiras", ressalta. No entanto, apesar de reconhecer a importância da negociação entre sindicatos e governos, Reginaldo avalia a política de valorização como "algo ainda muito insuficiente". Ele também ressalta os estudos do Dieese sobre o salário: "Estamos mostrando que tem muito o que avançar ainda sobre essas questões", conclui o analista. DESDE 2003 Lula pode fechar governo com alta de 58,9% Caso confirmado o aumento salarial proposto para 2011, de R$ 538,15, o Governo Lula fechará uma alta de 58,4% (desconsiderando-se a inflação) no volume do salário mínimo desde 2003, quando substituiu a era FHC. Naquele ano, quando Lula chegou ao Palácio do Planalto, o mínimo teve um aumento real de 1,23%, saltando de R$ 200 para R$ 240. No ano seguinte, o salário foi para R$ 260, com aumento de 1,19%. Em 2005, subiu para R$ 300 (+8,23). No ano de 2006, o salário mínimo teve o maior ganho real do governo Lula, com 13,04% de alta, indo a R$ 350. Em abril de 2007 - para um aumento do INPC entre maio de2006 e março de 2007 de 3,30% - o mínimo era de R$ 380 (+5,10%) e passou a R$ 415 (+4,03%) no ano seguinte. No mesmo ano, o salário chegou aos R$ 465 (+5,79). A última elevação, ocorrida no ano passado, deixou o mínimo a R$ 510 desde 1º de janeiro de 2010. Na ocasião do último reajuste do seguro-desemprego, foi injetada a quantia de R$ 1,5 bilhão na economia nacional. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, até o final do ano, o benefício deverá ser recebido por cerca de 6,2 milhões de brasileiros. Pelo mundo Dentre as principais potências do mundo, o Brasil figura em lugar desprestigiado no ranking do salários mínimos, superando apenas Rússia (R$ 496), China (R$ 252) e Índia (R$ 90,50). O Reino Unido lidera a lista, pagando um mínimo de R$ 3.350. França (R$ 2.681,00) e Canadá ((R$ 2.435,00) completam o pódio dos altos pagamentos. Na América do Sul, o salário mínimo brasileiro é maior apenas do que os pagos no Peru, Uruguai e Bolívia. Na Argentina, por exemplo, o valor será reajustado em 2011 e equivalerá a R$ 788,10. Opinião Não dá pra ter luxo com essa renda Luciano Araújo, 24 anos, Frentista Com luxo eu não vivo. Mas dá pra comer. Quando vejo essa diferença entre o salário que a gente ganha (Mínimo de R$ 510) e o salário que é pra ganhar (valor calculado pelo Dieese, de R$ 2.011,03), e se comparar com o aumento que dão a um político desses aí, por exemplo, realmente, a gente ganha muito pouco. Pra ter uma ideia, eu e minha mulher moramos em Caucaia e trabalhamos oito horas por dia, aqui, em Fortaleza. Ela é recepcionista e nós dois recebemos um salário mínimo, cada um. Aqui no posto, trabalho de 14 às 22h, mas de manhã eu ainda faço curso técnico de Segurança do Trabalho, em Maracanaú. De gasto mesmo, o maior é com a comida, material de limpeza... porque energia e água é pouco lá em casa. Fora isso, ainda ganho uma cesta básica aqui no trabalho. Mas ainda não consigo fazer um plano de saúde pra mim e pra minha mulher, que é o que eu mais quero e não tenho condições de pagar agora, desse jeito. Visões "É preciso considerar que a cada R$ 1 a mais, elevam-se as despesas do governo em R$ 184,1 milhões" Paulo Bernardo Ministro do Planejamento "A política de valorização do salário mínimo ainda é algo insuficiente" Reginaldo Aguiar Supervisor Regional do Dieese no Ceará | |
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| UOL ÚLTIMAS NOTÍCIAS |
01 de setembro de 2010 |
| COTAÇÃO | |
| Indicadores Econômicos | |
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Dólar (31/08 - 16h30)
Comercial Compra 1,7550 Venda 1,7570 Turismo Compra 1,7800 Venda 1,8200 Paralelo Compra 1,7500 Venda 1,8500 Dólar (01/09 - 10h12) Comercial Compra 1,7420 Venda 1,7440 Turismo Compra 1,7800 Venda 1,8200 Paralelo Compra 1,7500 Venda 1,8500 Outros indicadores TR 0,106% CDI 10,620% SELIC 10,75% IPCA 0,01% jul.10 | |
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| O POVO |
01 de setembro de 2010 |
| SEMINÁRIO EMPREENDER EM SOBRAL | |
| Investimento em capacitação | |
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Cerca de 500 pessoas participaram do seminário Empreender em Sobral. A prefeitura está investindo ultimamente em dois projetos para incentivar a formalização dos empreendedores
Teresa Fernandes O investimento em capacitação é uma das principais alternativas para garantir que o empreendedor se desenvolva de forma sustentável. A questão foi discutida ontem no Seminário Empreender, em Sobral. Superando as duas etapas anteriores a interiorização, em Itapipoca e Quixadá, o encontro reuniu em média 500 pessoas. O tema geral do evento é “Agora é tempo de crescer”. “Educação é um ponto importantíssimo no desenvolvimento do empreendedorismo”, destacou o prefeito de Sobral, Leônidas Cristino. Ele lembrou que para incentivar a formalização, a prefeitura de Sobral está investindo em dois projetos: Trabalho Pleno para micro e pequenos empresários e Programa de Desenvolvimento Econômico de Sobral (Prodecon) para grandes empresários. O primeiro já capacitou 1.169 empresários e o segundo, 143. Segundo Cristino, as discussões sobre gerenciamento de empresas e oportunidades de negócios desenvolvidas durante o Empreender são fundamentais para impulsionar o espírito empreendedor e a formalização. O compromisso do Empreender é impulsionar essa capacitação, segundo o coordenador do Projeto, Nazareno Albuquerque. “A proposta do Empreender é levar conhecimento de gestão, conhecimento sobre as oportunidades que se apreendem e induzir a formalização”. A costureira Audecélia Felix, 46, tem um negócio próprio com três amigas há quatro anos e pensa em se formalizar. Segundo ela, o Empreender é a oportunidade esperada para discutir as vantagens da formalização. “ Existem muitas vantagens. Eu já vi aqui que formalizado pode emitir nota fiscal, pedir empréstimo com mais facilidade”, destacou. Capacitação Segundo a presidente da Federação das Associações de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Estado do Ceará, (Femicro/CE), Dalvani Mota, a desinformação e a competição de mercado são grandes desafios a serem superados pelos empreendedores, em especial os de pequeno porte. “A saída ainda é o associativismo”, destacou. No Ceará, segundo Dalvani Mota, são 135 mil empresas formais, das quais 96% são micro e pequenas (130). Entre 2009 e 2010 se formalizaram 15 mil pequenos negócios. No entanto, o número de informais ainda é muito grande. Ela disse que há 400 mil empresas informais. A falta de capacitação é um dos grandes gargalos que o empreendedor enfrenta, segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Sobral (ACIS), Jumário Gomes de Medeiros. “Nós sempre estamos envolvidos na discussão de temas ligados aos empresários. O empreendedorismo a gente vem sempre tentando apoiar, mas uma das grandes dificuldades ainda é a capacitação”, destacou. A falta de informação leva também ao mau gerenciamento do negócio, conforme explicou o presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC-CE), Cassius Coelho durante o seminário. “Conhecer o seu negócio e a estrutura dele e saber estimar custos é muito importante para o desenvolvimento dos negócios. Uma das grandes causas de quebra das empresas é a falta de informação”, destacou. Investir em estratégias de inserção no mundo virtual é cada vez mais uma necessidade para os empresários. Segundo o professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) de Sobral, Fabiano Carneiro Ribeiro, é necessário se fazer aparecer na sociedade além do meio físico. “Usando uma ferramenta de inclusão digital, o empresário pode se mostrar de forma mais abrangente para o País e para o mundo”, destacou. O crescimento das empresas é limitado sem inclusão digital, de acordo com Ribeiro. “A empresa vai crescer, mas de um forma muito limitada. Os empresários estão vendo que cada vez mais é uma alternativa de desenvolvimento”, destacou. E-MAIS >A Associação Comercial e Industrial de Sobral (ACIS) conta com 200 empresários participantes. Na cidade, segundo o presidente Jumário Gomes, há muitas empresas que fornecem subsídios para a fábrica de calçados da Grendene, mas a vocação ainda é o comércio. “Sobral é tradicionalmente comercial. A cidade nasceu como um entreposto de passagem”. >O prefeito de Sobral, Leônidas Cristino, destacou que 90% dos empresários de Sobral são micro e pequenos. Em 2009 foram gerados em Sobral quase dez mil novos empregos formais. Além disso, segundo o prefeito “caiu consideravelmente o índice de mortalidade das empresas”. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
01 de setembro de 2010 |
| PETROBRAS | |
| MP permite uso do Fundo Soberano para a capitalização da Petrobras | |
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Manobra prevê repasse de recursos do fundo para que o BNDES participe da operação
Em nota, a Fazenda disse que a medida se justifica para viabilizar iminentes aumentos de capital de estatais VALDO CRUZ SIMONE IGLESIAS LEILA COIMBRA DE BRASÍLIA Um dia antes da reunião que decidirá os detalhes da capitalização da Petrobras, o governo editou medida provisória permitindo o uso do Fundo Soberano (reserva de recursos públicos para investimentos) na operação que elevará o capital da estatal. A manobra permite o repasse de recursos do fundo, hoje na casa dos R$ 15 bilhões, para que o BNDES participe da operação, além de autorizar o Tesouro a antecipar dinheiro para futuros aumentos de capital. O Ministério da Fazenda limitou-se a divulgar nota em que admite que a medida se "justifica para propiciar condições para a execução de operações de iminentes aumentos de capital de empresas estatais". Hoje, durante reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), o presidente Lula deve decidir a data exata da capitalização da estatal -prevista para o próximo dia 30. Será fixado ainda o preço do barril de petróleo que a União usará na operação. Após a reunião do CNPE, o Conselho de Administração da Petrobras se reúne para aprovar a operação. A área técnica chegou a discutir um valor na casa dos US$ 8. Uma das projeções era de US$ 8,50, à qual Lula resiste. Ele prefere um valor mais perto de US$ 10. Até ontem, o governo estava dividido quanto à data exata da operação. Enquanto a equipe econômica e a Petrobras defendem que ela ocorra dentro do cronograma, a área política teme "marolas eleitorais" e prefere que seja feita depois da campanha presidencial. Na semana passada, Lula disse a assessores que estava inclinado a adiar em alguns dias, mas estava sendo convencido pelos técnicos a manter a data original. A estatal alega que precisa realizar a operação o mais rápido possível para captar recursos no mercado e bancar seu plano de investimento. A Petrobras foi autorizada, em assembleia de acionistas, a elevar em até R$ 150 bilhões o seu capital. A estatal precisa da operação para evitar que seu endividamento em relação ao capital, hoje de 34%, supere os 35%. Se isso ocorrer, a Petrobras perde a classificação de empresa de grau de investimento, o que lhe dá condições de tomar empréstimos no sistema financeiro internacional a juros mais baixos. Além disso, a estatal conta com a entrada imediata de recursos com a participação dos acionistas minoritários na operação. Nas primeiras projeções, a empresa estimava arrecadar até US$ 25 bilhões desses acionistas. Da parte da União, porém, não há previsão de entrada de dinheiro no caixa da estatal. O governo vai bancar sua parte no aumento de capital por meio da transferência de até 5 bilhões de barris de petróleo do pré-sal. Hoje, a União detém cerca de 32% do capital total da empresa. MP A medida provisória editada ontem permite também aquisição, alienação, permuta e cessão de ações, inclusive de dividendos. Ela autorizou ainda um reforço de caixa ao Tesouro Nacional de R$ 1,4 bilhão, fruto de uma manobra fiscal. O dinheiro provém de uma triangulação que envolve a transferência ao BNDES de créditos que a União tem direito a receber da Eletrobras. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
01 de setembro de 2010 |
| GERAÇÃO DE EMPREGOS | |
| Salário médio das MPEs do Estado é o pior do País | |
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Má remuneração na indústria e no comércio contribuiu para o baixo desempenho local ante os outros estados
Apesar de ser o terceiro Estado em geração de empregos nas micros e pequenas empresas do Nordeste, com 315.192 trabalhadores, o salário médio pago no Ceará nesses estabelecimentos é o menor da região. Pior: os R$ 544 e os R$ 659 de remuneração média dada ao trabalhador, respectivamente, do micro e do pequeno negócio cearense é a mais baixa de todo o País. Os dados são de 2008 e foram divulgados hoje através do Anuário do Trabalho na Micro e Pequena Empresa 2009, realizado pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) em parceria com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Os reduzidos salários médios das microempresas locais são pagos principalmente pela indústria (R$ 521) e pelo comércio (R$ 517), segmentos que mais gratificam mal em todo o Brasil. A remuneração da construção (R$ 704) e dos serviços (R$ 580), apesar de se posicionar melhor com relação a outros estados, como Paraíba e Sergipe, também é pífia. Se for comparado com o salário pago no País (R$ 797), a situação cearense fica ainda mais alarmante, já que corresponde a apenas 68% da média brasileira. Números desanimadores O desempenho das pequenas empresas também não é nada animador. A média de R$ 659 foi puxada pela indústria (R$ 633), comércio (R$ 644) e serviços (R$ 680), na retaguarda de todos os salários do País. A construção, outra vez, obteve uma posição levemente melhor. Os R$ 741 pagos ao trabalhador desse setor são ainda superiores aos R$ 688 da Paraíba. O salário médio do Estado corresponde a apenas 63% do nacional, que segundo o estudo é de R$ 1.044. Emprego Do universo de 158.072 microempresas instaladas no Ceará, mais de 72% não possuem empregados. De acordo com o levantamento, 114.697 empresas de porte mínimo não geram postos com carteira assinada, enquanto as 43.375 que possuem trabalhadores são responsáveis por gerar 149.150 vagas. O comércio é o maior criador de postos de trabalho nas micros, abocanhando 46,6% dos empregos (69.539). Setores como serviços, indústria e construção detêm, na ordem, 33.395, 36.692 e 9.524 postos de trabalho. O número de trabalhadores nas microempresas é o terceiro maior do Nordeste, na retaguarda de Pernambuco (172.751) e Bahia (262.407). O Ceará também encontra-se na terceira colocação, atrás dos mesmos estados, ante a quantidade de trabalhadores empregados nas pequenas empresas. São 166.042 empregados em 6.878 estabelecimentos. Quase 35% dos trabalhadores (58.060) está empregada no comércio. 30,6% (50.864) atua na indústria, 24,6% (40.904) nos serviços e 9,8% (16.214) na construção civil. DIEGO BORGES ESPECIAL PARA ECONOMIA | |
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| O ESTADO |
01 de setembro de 2010 |
| “CONGRESSO BRAZIL WINDPOWER” | |
| Diário Político - Um recuo inexplicável | |
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Por: Fernando Maia
Teve início ontem, no Rio de Janeiro, o “Congresso Brazil Windpower”, um dos mais importantes eventos mundiais sobre energia eólica, do qual participam especialistas a respeito das tendências do mundo em relação à geração de energias alternativas, entre as quais se sobrepõe a mais limpa e mais barata, e de maiores perspectivas para um futuro próximo. Para os cearenses, esse certame representa decepção e desencanto. Primeiro, porque, sendo o Ceará o estado mais privilegiado do país e do planeta pela força dos ventos permanentes do seu litoral, seria o local mais indicado para o evento, o que não ocorreu, segundo o vice-presidente da ABEEÓLICA – Associação Brasileira de Energia Eólica, Lauro Fiúza, pela total falta de apoio do poder público estadual, cujo titular nem recebeu os representantes daquela entidade, quando se tentava trazer para cá o congresso em andamento no Rio. Não é de admirar, que estado como o vizinho Rio Grande do Norte, com 1/3 da potencialidade do Ceará, tenha assumido a liderança do setor e ólico no Nordeste. Segundo lideranças do setor no Ceará, de nada adiantou ser o estado pioneiro no que se refere a estudos e investimentos nessa área, se o governo não ofereceu apoio suficiente para atrair grandes investidores. Como exemplo, a poderosa empresa multinacional Endesa, dona da Coelce, vai investir pesado no RN, onde existe apoio oficial e motivação, com o que aquele estado vendeu 45% da energia comprada em leilão da Aneel, onde o Ceará não vendeu mais do que 5,4%. Um recuo lamentável e injustificado. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
01 de setembro de 2010 |
| ENERGIA EÓLICA E SOLAR | |
| Egídio Serpa - Sem eólica, Ceará vai a Portugal | |
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Reparem: graças aos novos parques que se instalaram, a capacidade de geração de energia eólica no Brasil chegou, em 2009, aos 660 megawatts (MW) contra os 400 MW de 2008. São números relativos ao primeiro leilão realizado pela Aneel há um ano. O segundo leilão, promovido há uma semana, acrescentou mais 2 mil MW a esse potencial. Como a Aneel fará leilões anuais e como a economia brasileira exige potencial de mais 5 mil MW a cada ano, o universo nacional e estrangeiro de empreendedores e fabricantes de equipamentos de geração de energia movida pela força dos ventos mantém-se excitado. Infelizmente, o Ceará perdeu essa corrida para o Rio Grande do Norte. Há, porém, esperanças consoladoras. Uma delas é a missão cearense de empreendedores de negócios sustentáveis, organizada pelo Instituto Hidroambiental Águas do Brasil (IHAB), presidido pelo geólogo Clodionor Carvalho de Araujo, que viajará segunda-feira, 6, à região do Alentejo, em Portugal, onde verá em operação a maior usina mundial de energia solar. Integrad
a pelo engenheiro Renato Rolim, especialista em energia da Seinfra, e pelo diretor de agronegócios da Adece, Fernando Pessoa, a missão verá como é aproveitar o sol para gerar energia elétrica. Como se sabe, será instalada pela MPX em Tauá, no sertão cearense, a primeira usina comercial brasileira de geração de energia solar. Então, viajar é preciso! | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
01 de setembro de 2010 |
| PRODUÇÃO INDUSTRIAL | |
| Mercado Aberto - Indústria deve desacelerar no 3º trimestre, diz Credit | |
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A esperada aceleração do PIB no terceiro trimestre pode não ser o cenário mais provável para a economia brasileira, de acordo com análise econômica realizada pelo Credit Suisse.
A aceleração do PIB sobre o segundo trimestre demandaria forte crescimento da atividade econômica em agosto e setembro. Porém, o banco prevê desaceleração da produção industrial. "Para que o crescimento da produção industrial no terceiro trimestre seja similar ao do trimestre anterior, de 1,3%, seria necessária uma expansão muito forte em agosto e setembro, o que não parece ser o caso que se apresenta no momento", diz Nilson Teixeira, economista-chefe do Credit. "O cenário mais provável para a produção industrial nos próximos trimestres é de crescimento mais moderado em relação ao do período de recuperação da crise", segundo o relatório. Dados sobre o desempenho de alguns setores reforçam a análise de que uma forte elevação da produção no curto prazo não é o cenário mais provável. "Os estoques de veículos aumentaram de 202,8 mil unidades em março para 330,8 mil em julho, o que equivale a 33 dias de venda ante a média de 24 dias entre 2007 e 2009", afirma. O banco também cita o aumento dos estoques de aço nos distribuidores, que, em julho, estavam no maior nível desde dezembro de 2008. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
01 de setembro de 2010 |
| PRODUÇÃO INDUSTRIAL | |
| Produção da indústria volta a crescer | |
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Em julho, segundo o IBGE, a expansão foi de 0,4% em relação a junho; dado interrompe sequência de quedas
Resultado reforça a expectativa de uma retomada da aceleração da economia do país no terceiro trimestre VERENA FORNETTI DO RIO A produção industrial do país voltou a crescer em julho, após três meses seguidos de queda. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção industrial registrou expansão de 0,4% em julho na comparação com o mês anterior e de 8,7% em relação a julho do ano passado. O dado reforça a expectativa de que a economia voltou a se acelerar no terceiro trimestre na comparação com o segundo -em abril, maio e junho, diversos indicadores haviam revelado acomodação do crescimento "chinês" que o país registrou nos primeiros meses do ano. Porém, essa volta do crescimento no início do terceiro trimestre ocorre em ritmo menor do que o verificado de janeiro a março -no terceiro mês do ano, a expansão havia sido de 3,4% em relação ao mês anterior. O resultado positivo da indústria foi puxado pela produção de veículos automotores, que avançou 3,6% ante junho, e de bens intermediários (compras feitas internamente na indústria), com alta de 0,9% no período. "Em julho, as principais expansões foram registradas em bens intermediários, que são um passo antecedente para a produção de bens finais", disse André Macedo, economista do IBGE. De janeiro a julho, a expansão acumulada da indústria é de 15% -é a maior alta para esse período na série histórica, iniciada em 1991. O crescimento elevado se explica porque a comparação é feita sobre um número depreciado, já que a indústria foi o setor mais afetado pela crise internacional. Macedo diz que o dado de julho intensificou a trajetória ascendente do setor. Segundo o IBGE, a produção da indústria agora está 1,7% abaixo do seu patamar historicamente mais elevado, visto em março último. PERSPECTIVAS Rogério Souza, economista do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), afirma que a indústria terá um crescimento mais equilibrado daqui para a frente. "O crescimento do início do ano era insustentável. Teríamos gargalos", diz. Para o economista, os números do IBGE indicam que os empresários estão em busca de um novo ponto de equilíbrio após o fim dos incentivos fiscais dados pelo governo e da Copa do Mundo, evento que alavancou a produção de eletrônicos. Macedo também destaca que o comportamento da indústria sugere que a taxa básica de juros não deve continuar subindo. A taxa, determinada pelo Banco Central, é um dos principais instrumentos da autoridade monetária para controlar a demanda e a quantidade de moeda em circulação no país. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
01 de setembro de 2010 |
| PRODUÇÃO DA INDÚSTRIA BRASILEIRA | |
| Resultado indica o fim da fase de acomodação, com alta moderada | |
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ANÁLISE
FERNANDO SAMPAIO ESPECIAL PARA A FOLHA Depois de ter atingido um "pico" histórico em março, a partir de abril a produção da indústria brasileira refluiu claramente. Esse refluxo do setor industrial era previsível (embora muitos tenham subestimado a sua intensidade). O dinamismo da produção vinha sendo reforçado por movimentos fortes, porém transitórios, de antecipação de compras de bens de consumo duráveis -induzida pelas reduções de IPI que se encerraram ao final de março- e de recomposição de estoques industriais (que foram drasticamente reduzidos no período em que o crédito se manteve travado). A diluição desses movimentos deve ter levado o PIB da indústria -que no primeiro trimestre cresceu 4,2% sobre o quarto trimestre de 2009 (taxa que corresponde a impressionantes 18% ao ano)- a uma pequena queda no segundo trimestre. A divulgação dos números do PIB do período abril-junho na próxima sexta-feira deverá, portanto, revelar que a indústria liderou a desaceleração da economia (estimamos que o PIB tenha tido alta de 0,7% sobre janeiro-março, bem abaixo dos 2,7% que foram apurados no primeiro trimestre). NOVA FASE A alta de 0,4% da produção da indústria na passagem de junho para julho, para a qual contribuíram 17 dos 27 segmentos industriais contemplados no levantamento do IBGE, sinaliza que o período de "acomodação" da atividade econômica deve ter ficado para trás. Há condições para que o consumo e o investimento sigam em alta, mas a um ritmo bem mais moderado do que se observou na virada de 2009 para 2010. Mudanças na ênfase da política econômica são um dos elementos que apontam para essa perspectiva. O efeito, sobre a demanda interna, dos aumentos de recolhimentos compulsórios e da taxa básica de juros determinados a partir de março ainda não se fez sentir plenamente. E o investimento público, que foi antecipado para o primeiro semestre devido à legislação eleitoral, deverá se desacelerar. Ao lado disso, o ritmo de alta das importações volta a superar amplamente o das exportações, conferindo às operações de comércio exterior relevante impacto contracionista sobre o PIB. -------------------------------------------------------------------------------- FERNANDO SAMPAIO, economista, é sócio-diretor da LCA Consultores. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
01 de setembro de 2010 |
| SONDAGEM CONJUNTURAL | |
| Indústria prepara-se para fim de ano | |
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3,7% dos entrevista- dos ponderam que o nível de atividade de suas fábricas deve ser maior nos próximos três meses
São Paulo - Os dirigentes de indústrias possuem uma boa perspectiva de produção para atender às vendas de fim de ano, aponta a Sondagem Conjuntural do setor manufatureiro realizada pela FGV. Em agosto, 43,7% dos entrevistados ponderam que o nível de atividade de suas fábricas deve ser maior nos próximos três meses, enquanto 12,1% acreditam que será menor, o que gera uma diferença de 36,6 pontos porcentuais. Este intervalo supera os 31,1 pontos apurados em julho, quando 44,5% dos entrevistados acreditavam que os negócios avançariam no trimestre seguinte, enquanto 13,4% apontavam que o ritmo iria baixar. De acordo com o coordenador de sondagens conjunturais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Aloisio Campelo, a expectativa mais favorável para os próximos três meses está relacionada ao cenário de bom movimento das vendas de Natal e ano-novo. O índice Previsão de Produção subiu de 131,1 pontos em julho para 131,6 pontos em agosto. Nos últimos 10 anos, a média do indicador é de 123,3 pontos. A marca de 131,6 pontos de agosto é a mesma da registrada em agosto de 2009, mas ela foi impulsionada pelos incentivos fiscais concedidos pelo governo, especialmente para a compra de produtos duráveis, como carros e eletrodomésticos, a fim de alavancar o consumo e minimizar os efeitos sobre o Brasil da crise internacional deflagrada no final de 2008. "Agora o indicador atingiu a mesma marca, sem aqueles incentivos (tributários)", frisou. Os empresários apontaram na Sondagem Conjuntural da FGV que a situação dos negócios para um horizonte um pouco maior, de seis meses, também é promissora. Em agosto, o índice atingiu 154,1 pontos, acima dos 154 apurados em julho e 152,8 registrados em junho. A média dos últimos dez anos é de 137,8 pontos. Neste mês, 57,1% dos entrevistados acreditam que as vendas vão evoluir no semestre seguinte, marca bem distante dos 3% que esperavam uma piora, uma distância de 54,1 pontos porcentuais. O intervalo é superior aos 54 pontos registrados em julho, obtidos pela diferença entre os 54,7% que estimavam melhora dos negócios contra 0,7% que apostavam na retração das vendas nos seis meses seguintes. Este cenário é coerente com a evolução do nível de atividade desde o ano passado. Em 2009, o PIB registrou retração de 0,2%, enquanto há uma expectativa do governo de que deve subir por volta de 7% neste ano. Os dados da Sondagem Conjuntural, segundo Campelo, mostram que o nível de produção indica uma adequação da atividade fabril, o que repercute no equilíbrio dos estoques. Em agosto, tal indicador atingiu a marca ideal, de 100 pontos, o que significa que não há excesso nem insuficiência de mercadorias armazenadas pelas companhias. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
01 de setembro de 2010 |
| ÍNDICE DE CONFIANÇA DA INDÚSTRIA (ICI) | |
| Queda de confiança | |
| O Índice de Confiança da Indústria (ICI) apresentou a terceira queda consecutiva. Em agosto, marcou 112,9 pontos, depois dos 113,6 pontos de julho e os 115,3 pontos de junho. Os dados são com ajuste sazonal. "Embora ainda elevado em termos históricos, o ICI de agosto é o menor desde novembro de 2009", avaliou a Fundação Getulio Vargas (FGV), O levantamento ouviu 1.173 empresas entre os dias 3 e 26 deste mês. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
01 de setembro de 2010 |
| PRODUÇÃO INDUSTRIAL | |
| Produção industrial no País volta a crescer | |
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Rio - A produção industrial do País voltou a crescer em julho, após três meses seguidos de queda. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção industrial registrou expansão de 0,4% em julho na comparação com o mês anterior e de 8,7% em relação a julho do ano passado.
O dado reforça a expectativa de que a economia voltou a se acelerar no terceiro trimestre na comparação com o segundo -em abril, maio e junho, diversos indicadores haviam revelado acomodação do crescimento "chinês´´ que o País registrou nos primeiros meses do ano. Porém, essa volta do crescimento no início do terceiro trimestre ocorre em ritmo menor do que o verificado de janeiro a março -no terceiro mês do ano, a expansão havia sido de 3,4% em relação ao mês anterior. Veículos puxam O resultado positivo da indústria foi puxado pela produção de veículos automotores, que avançou 3,6% ante junho, e de bens intermediários , com alta de 0,9% no período. "Em julho, as principais expansões foram registradas em bens intermediários, que são um passo antecedente para a produção de bens finais´´, disse André Macedo, economista do IBGE. De janeiro a julho, a expansão acumulada da indústria é de 15% -é a maior alta para esse período na série histórica, iniciada em 1991. O crescimento elevado se explica porque a comparação é feita sobre um número depreciado, já que a indústria foi o setor mais afetado pela crise internacional. Macedo diz que o dado de julho intensificou a trajetória ascendente do setor. Segundo o IBGE, a produção da indústria agora está 1,7% abaixo do seu patamar historicamente mais elevado, visto em março último. Perspectivas Rogério Souza, economista do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), afirma que a indústria terá um crescimento mais equilibrado daqui para a frente. "O crescimento do início do ano era insustentável. Teríamos gargalos´´, diz. Para o economista, os números do IBGE indicam que os empresários estão em busca de um novo ponto de equilíbrio após o fim dos incentivos fiscais dados pelo governo e da Copa do Mundo, evento que alavancou a produção de eletrônicos. Macedo também destaca que o comportamento da indústria sugere que a taxa básica de juros não deve continuar subindo. A taxa, determinada pelo Banco Central, é um dos principais instrumentos da autoridade monetária para controlar a demanda e a quantidade de moeda em circulação no País. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
01 de setembro de 2010 |
| CIMENTO APODI | |
| Egídio Serpa - Cimento Apodi importa moenga | |
| Faltando 2 meses para entrar em operação industrial, a fábrica da cearense Companhia de Cimento Apodi, no Complexo do Pecém, importou da Europa e instala naquele porto, uma moenga de 7 m³ a ser utilizada no descarregamento de clínquer e escória oriundos da China. O primeiro navio com 70 mil toneladas de clínquer já descarregou; o segundo já vem ai. | |
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| O ESTADO |
01 de setembro de 2010 |
| TRIGO | |
| Preço dos alimentos sobe 5% em agosto puxado por alta do trigo | |
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O aumento no preço do trigo provocou uma elevação de 5% no preço internacional dos alimentos em agosto ante julho, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês). Foi o maior avanço em termos de comparação mensal nos últimos 10 meses.
Diante disso, o índice de preços dos alimentos da FAO - que monitora a oscilação nos preços de 55 commodities em todo o mundo - subiu quase nove pontos em agosto ante julho, para 176 pontos, nível mais alto desde setembro de 2008, mas 38% inferior ao pico atingido em junho do mesmo ano. O aumento no preço dos alimentos reflete o avanço acentuado nos preços mundiais dos grãos após um período de seca na região do Mar Negro, que diminuiu a produção local. Os preços do trigo atingiram o maior patamar em dois anos no início de agosto após a Rússia - terceiro maior exportador mundial - suspender as exportações do cereal até o final deste ano. A FAO destacou, no entanto, que os preços dificilmente chegarão ao nível registrado em 2007/08, quando ficaram tão altos que provocaram protestos. “Mesmo neste nível baixo, a produção mundial de cereais em 2010 deve ser a terceira maior já registrada e deve superar a média dos últimos cinco anos”, afirmou o órgão em um comunicado. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
01 de setembro de 2010 |
| PORTOS BRASILEIROS | |
| EDITORIAL - Modernização dos portos | |
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O aquecimento da economia nacional vem proporcionando o aproveitamento dos portos como alternativa viável para a retomada da logística do transporte marítimo. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) priorizou investimentos, até dezembro vindouro, de 9,8 bilhões nas obras de dragagem e de acessos terrestres de 12 portos, dentre os mais movimentados, permitindo-lhes operar, proximamente, com embarcações cargueiras de grande porte.
Entretanto, um diagnóstico procedido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) alinhou a necessidade de ampliar as bases operacionais marítimas, diante dos estágios de defasagem dos ancoradouros nacionais, preconizando um processo de modernização mais amplo, elevando os investimentos para R$ 42,9 bilhões. A proposta do Ipea antevê bacias de evolução de até 18 metros de profundidade para atender, de modo especial, às embarcações chinesas de grande porte. Durante décadas, o País subestimou o papel do transporte marítimo, colocando em escala secundária seu peso na logística de transportes. O mesmo fenômeno ocorreu em relação às ferrovias. A prioridade passou a ser atribuída ao transporte rodoviário, largamente beneficiado com linhas internacionais de empréstimos aos países em desenvolvimento. Os recursos alocados no PAC correspondem apenas a 23% do necessário. Além da dragagem prioritária, alguns portos ganharão instalações para abrigar as novas estações de embarque e desembarque de passageiros. Essa infraestrutura servirá aos projetos para a dinamização dos cruzeiros marítimos, bem assim para o suporte no atendimento dos navios distribuídos pelos portos litorâneos, para atender ao déficit de hospedagem por conta da próxima Copa do Mundo. Os navios suplementariam o potencial de oferta de vagas dos hotéis por ocasião do Campeonato Mundial de Futebol. O estudo do Ipea identifica os embaraços gerados pela falta de acessos aos portos por rodovias e ferrovias. A ausência dessa interligação vem impedindo as exportações da safra agrícola do Centro-Oeste, pelos portos de Santarém e Vila do Conde, no Pará, e Itaqui, no Maranhão. O crescimento do agronegócio no Brasil Central supera todas as expectativas, a partir da produção da soja, cuja projeção prevê incremento de 130% até 2023. Hoje, a saída se processa pelos distantes portos de Santos (SP), e de Paranaguá (PR), com elevados custos. No transporte marítimo, a liderança mundial é da China, seguida por Cingapura, Holanda e Coreia do Sul. O porto de Santos, o maior do País, ocupa a 51ª posição. Os resultados das ampliações dos principais portos brasileiros poderão convencer os planejadores das ações setoriais da necessidade de continuar esse esforço de modernização, oferecendo à cadeia produtiva uma logística de transporte por cabotagem e de longo curto, baseada em tarifas competitivas, por conta do grande volume embarcado. As empresas operadoras dos portos passaram por processos de modernização, esperando-se seja o transporte marítimo incluído entre as prioridades nacionais. Os investimentos iniciais do PAC sinalizam nessa direção. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
01 de setembro de 2010 |
| NOVOS INVESTIMENTOS NO SETOR NAVAL | |
| Estudos para possível estaleiro neste mês | |
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Transpetro segue a diretriz do governo Federal de viabilizar novos investimentos no setor naval
Terão início neste mês de setembro os estudos que avaliarão a viabilidade de implantação de um estaleiro de médio porte no Ceará. A informação é da Transpetro, que patrocinará as pesquisas. A estatal ainda não finalizou, contudo, o processo de licitação que escolherá a empresa a realizar os trabalhos. O prazo previsto para que este resultado fosse anunciado terminou no último dia 12, 30 dias após o início do processo. O estudo in loco analisará todo o litoral cearense, à exceção de Fortaleza, e deve ser concluídos até o fim do ano. Apenas para balisar "As conclusões servirão para balizar potenciais investimentos privados na construção naval, que resultem em projetos no Ceará, tendo em vista o crescimento previsto da demanda por navios petroleiros e gaseiros, através do desenvolvimento da produção de petróleo e gás na camada pré-sal", informara a Transpetro em nota, ao divulgar o início da licitação. Desta forma, a empresa afirma seguir a diretriz do Governo Federal, de viabilizar novos investimentos no setor naval, através do Promef (Programa de Modernização e Expansão da Frota). A decisão de realizar este trabalho se deu após frustrada a implantação do estaleiro Promar Ceará na praia do Titanzinho, no litoral de Fortaleza. Um estudo elaborado pela Prefeitura da Capital mostrou a inviabilidade de instalação deste tipo de equipamento na cidade, e foi apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que garantiu que um novo projeto do tipo seria trazido para o Ceará, em um outro município. Projeto estratégico A instalação de um estaleiro no Ceará é vista como estratégica pelo Governo do Estado, que, inclusive, uniu esforços para garantir a construção do Promar Ceará em Fortaleza. Agora, o governo espera atrair um novo investidor. De acordo com o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado (Adece), Zuza de Oliveira, o volume de investimentos injetados somente na construção do estaleiro pode chegar a US$ 130 milhões. Com o Promar, a expectativa era de geração de 1.200 empregos diretos na edificação e mais 1.500 na construção de navios, números que ainda podem ser garantidos com a prospecção de um novo empreendedor, já que Lula prometeu a vinda de um estaleiro de mesmo porte ao Ceará. Em entrevista ao site PortoGente, o presidente da Adece defendeu o Ceará como Estado propício para a realização deste tipo de investimento: "além de localização geográfica e gestão fiscal equilibrada, o Ceará tem a melhor capacidade de endividamento dentre os estados do Nordeste. No momento, o total recebido via empréstimos gira em torno de R$ 4 bilhões, segundo o líder do governo na Câmara Estadual, Nelson Martins. Ele assegura que o Estado pode se endividar em até R$ 16 bilhões, o que significa que ainda pode-se contrair R$ 12 bilhões". SÉRGIO DE SOUSA REPÓRTER | |
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| O POVO |
01 de setembro de 2010 |
| OBRAS NA BR-116 | |
| Após 25 dias, obras são retomadas na BR-116 | |
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Paralisadas desde 6 de agosto, as obras das alças dos viadutos do Makro e da avenida Oliveira Paiva, na BR-116, foram retomadas. Porém, ainda em ritmo lento. Hoje, Dnit divulga esquema de trabalhos. Construtora diz que entrega tudo em 15 dias
Os montes de areia deixaram de ter como companheiros apenas meninos jogando futebol. Após 25 dias paradas, as obras das alças dos viadutos do Makro e da avenida Oliveira Paiva, na BR-116, foram retomadas pela Delta Construções S/A. Os trabalhos foram suspensos por conta da prisão da cúpula do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Ceará (Dnit-CE), no último dia 6 de agosto. Dentre os detidos pela Polícia Federal estava o ex-superintendente do órgão, Guedes Neto, acusado pela PF de integrar um esquema de desvio de verbas. O rombo ao Tesouro da União já teria ultrapassado os R$ 5 milhões. Ontem pela manhã, o movimento na alça do viaduto do Makro (que leva à avenida Carlos Jereissati (aeroporto) era intenso. Maquinário e homens tentavam recolocar o projeto no ritmo. Mas não conseguiram. Um desnivelamento no terreno impediu avanços nos trabalhos de drenagem. No final da tarde, tudo foi transferido para a alça da Oliveira Paiva. Contudo, nenhuma intervenção chegou a ser feita. “Vamos começar de novo amanhã (hoje). E a ordem é acelerar”, disse o engenheiro da Delta, Fábio Xavier. Segundo ele, a ordem de retomada foi dada pela empresa no último dia 24. Porém, nada voltou de imediato porque pessoal e equipamentos tiveram de ser novamente mobilizados. Funcionários e máquinas só permaneceram no local até a semana subsequente às prisões. Depois, foram recolhidos pela Delta. Ao O POVO, Xavier informou que as duas alças devem ser liberadas em até 15 dias. Ao todo, 30 homens serão mobilizados para as obras. Ficariam faltando ainda as reformas entre os quilômetros zero e 12 da BR. “O Dnit já liberou os fiscais”, acrescentou o engenheiro. Por lei, as execuções só podem acontecer com o acompanhamento de servidores do Departamento. Versão Procurada pela reportagem, a Delta Construções S/A negou que algum projeto de responsabilidade da empresa ainda esteja parado. “Ficaram parados um período, mas já estão todos normais”, argumentou a assessoria, no Rio de Janeiro. Informou ainda que não alterou o cronograma das obras. Por fim, atribuiu a paralisação a uma determinação do Dnit. O Departamento, por sua vez, rebate a informação e diz que em momento algum pediu a interrupção dos trabalhos. Para hoje, o Dnit agendou uma entrevista coletiva do superintendente José Abner de Oliveira Filho. Ele divulgará o esquema de retomada das construções às 9h30min. EMAIS Na posse de José Abner de Oliveira Filho como o novo superintendente do Dnit-CE, em 19 de agosto, o diretor-executivo do Departamento Nacional, José Henrique Sadok, chegou a afirmar que as obras seriam retomadas no dia seguinte. Contudo, os trabalhos só reiniciaram dez dias depois. Dos 24 presos na operação “Mão Dupla”, da Polícia Federal, apenas um permanece preso na carceragem da PF, em Fortaleza. Até agora, somente o ex-superintendente do Dnit-CE, Guedes Neto, foi exonerado do cargo. Os outros dez servidores acusados de envolvimento no esquema de desvio de verba continuam. Mas sete foram afastados. Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), 12 empresas estão sendo investigadas por suposta participação nesse esquema. Contratos ainda não inspecionados pela CGU/PF podem chegar a R$ 200 milhões. A CGU quer que os responsáveis pelos desvios devolvem todo o dinheiro ao Tesouro da União. ENTENDA O CASO 5 DE AGOSTO Polícia Federal prende 11 servidores do Dnit-CE ao deflagrar a operação Mão Dupla. No total, foram 24 pessoas encarceradas, suspeitas de envolvimento num esquema de desvio de verbas. Dentre elas, o ex-superintendente do órgão, Guedes Neto. 9 DE AGOSTO As 24 prisões são prorrogadas pela Justiça. Dnit nacional assume o comando das ações no Ceará. 10 DE AGOSTO O POVO descobre que a investigação no Dnit cearense será ampliada e inspecionará todos os contratos firmados pelo órgão na gestão de Guedes Neto. Ele e outros sete servidores são afastados dos cargos. 12 DE AGOSTO Liminares são concedidas pela Justiça e nove dos 24 presos são liberados, incluindo Guedes Neto. 15 DE AGOSTO Controladoria Geral da União (CGU) exige a retomada das obras. 20 DE AGOSTO Novo superintendente assume. Na posse, José Abner adota cautela. CGU nacional decide instalar-se em Fortaleza. 24 DE AGOSTO Dnit-CE muda o modelo de fiscalização das obras. Equipes de três engenheiros farão o serviço antes realizado por apenas um profissional. O cidadão Medo e transtorno Todo dia, o tormento é o mesmo. Gilvan Holanda, 47, precisa pegar a alça do viaduto do Makro para entrar na avenida do aeroporto e chegar ao trabalho. Mas depara-se com as placas de interdição da via. Só resta seguir pela rua paralela, indicada como acesso pelo Dnit. “O problema é que ela é cheia de buraco e perigosa. Vive tendo assalto. A gente passa com medo”, disse. Em horários de muito fluxo, é preciso uma dose extra de paciência. “Isso aqui está um transtorno”, emendou. | |
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| O POVO |
01 de setembro de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 | |
| Política - O fim do "bloco" para o Senado | |
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Por Fábio Campos
Enfim, começa de fato a esquentar a disputa pelas duas vagas de senador do Ceará. Na noite de ontem, liderado pela prefeita Luizianne Lins, que é presidente do partido, o PT desencadeou um movimento a favor da candidatura de José Pimentel (PT). A ação tem duas motivações: primeiro, é uma resposta ao modelo de campanha que começou a ser adotado por Eunício Oliveira (PMDB), que promoveu atos de campanha descolados de Pimentel. Segundo, trata-se de uma reação aos resultados do O POVO-Datafolha, que, pela primeira vez, mostraram o petista isolado na terceira posição, atrás de Eunício e Tasso Jereissati (PSDB). Os petistas avaliaram que não estava funcionando o modelo de campanha em bloco com Eunício. Trocando em miúdos, as campanhas dos dois governistas tendem agora a ser conduzidas individualmente. Uma visita ao site da candidatura de Eunício Oliveira é reveladora. O peemedebista fez uma variação do slogan que marcou o início da campanha. Em vez de “o senador do Lula”, que continua como a marca do Pimentel, Eun ício usa agora “o senador de todos” em seu material de campanha. Entre esses “todos”, a campanha inclui Lula, Cid e Dilma. FORMATO DIFERE DA TRADIÇÃO Os movimentos individuais das campanhas de Eunício e Pimentel são reflexos do processo político que levou ao lançamento das duas candidaturas. Sabe-se que a candidatura de Pimentel jamais esteve nos planos de Cid Gomes (PSB). Nos últimos quatro anos, o governador, sempre que possível, reafirmou que seu único compromisso era com a candidatura de Eunício. A equação planejada acabou não dando o resultado esperado. Por força das circunstâncias, Cid teve de agregar a candidatura de Pimentel ao seu portfólio de obrigações. É da cultura política que o comitê do governador determine a linha de campanha do conjunto de candidaturas majoritárias. Foi a partir de uma campanha unificada, com linha centralmente definida, que Tasso Jereissati sempre conseguiu eleger seus dois candidatos a senador. Em 1994, bancou com sucesso as difíceis campanhas de Sérgio Machado e Lúcio Alcântara. Em 2002, garantiu com facilidade a sua própria eleição e a de Patrícia Saboya. Agora, no Governo e candidato à reeleição, Cid Gomes parece não ter conseguido manter sob seu controle os comitês de seus candidatos ao Senado. A LINHA DE TASSO O fato é que a campanha de senador do Ceará toma novos rumos. O processo desencadeado inicialmente por Eunício e depois pelo PT deve ser aprofundado, mesmo que o comando petista reafirme que o projeto é eleger os dois candidatos da base aliada e derrotar um dos principais opositores de Lula. A ação de um e a reação de outro indicam a tendência de individualização das campanhas. É difícil prever os desdobramentos. Do seu lado, Tasso faz uma campanha sem ataques no palanque eletrônico. Na TV, o senador faz um discurso leve. Não fala em Cid. Não fala em Lula. Não fala em Dilma. Muito menos em Serra. Em paralelo, no palanque de rua, endurece contra Cid. No O POVO de ontem, o relato de que o senador tucano fez críticas ao governador: “Nos últimos cinco anos, não tem nenhuma indústria nova, de porte, no Ceará. Meu Deus do céu, eu não sei o que está acontecendo. As pessoas anunciam uma refinaria que não existe. Uma siderúrgica que não existe. O Ceará está parado”, reclamou Tasso. É óbvio que quando Tasso elabora ess a linha o objetivo é criar um contraponto a seu favor. O QUE DEPENDE DE CID Pelo tom ontem da primeira ação do “setembro vermelho”, o movimento petista a favor de José Pimentel, o alvo é Tasso Jereissati. Em sua forma mais pura, o petismo vai apostar na propalada rejeição do eleitorado de Fortaleza ao tucano. Em breve, haverá um momento importante para medir até onde os petistas pretendem ir. A agenda diz que Dilma Rousseff (PT) vem ao Ceará no próximo dia 10. Não se sabe ainda se a candidata virá acompanhada de Lula. Não se sabe ainda como o comando nacional da campanha petista tratará da questão local, que envolve uma disputa, que deixou de ser surda, entre dois ex-ministros do presidente. Ainda teremos um mês de campanha. Já se tornou clássico: primeiro o eleitor define seu voto para o presidente e para o Governo. Depois, se preocupa em definir suas opções para o Senado. Em boa parte das eleições, a disputa de senador só firma um vencedor (ou vencedores) na reta de chegada. Porém, o sucesso desse esforço final depende muito da dedicação do candidato que está vencendo a eleição de governador. Em 2006, por exemplo, depois que Cid passou a liderar com folga, houve um trabalho especial para a virada de Inácio Arruda (PCdoB) contra Moroni Torgan. Vamos ver como será agora. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
01 de setembro de 2010 |
| SUCESSÃO PRESIDENCIAL | |
| Dilma diz que mínimo de 2011 será referência | |
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A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou que o valor do salário mínimo - R$ 538 - incluído no Orçamento de 2011 encaminhado ontem pelo governo ao Congresso servirá como uma referência para as futuras negociações com as centrais sindicais. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovada em julho extinguiu o mecanismo de reajuste automático com base na inflação e no PIB de dois anos antes e transferiu a decisão para uma livre negociação entre o governo e os sindicatos. Para Dilma, o formato de reajuste adotado durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva poderá ser mantido em sua gestão, mas ela não quis arriscar valores. "Não posso afirmar isso com segurança sem ter todas as projeções em mãos".
Mesmo assim, ela considera factível a concessão de reajustes reais nos próximos anos. "O Brasil vai crescer no período de 2011-2014, o próprio Ministério da Fazenda projeta já para esse ano um PIB de 7%", afirmou a candidata. Ela não soube dizer se, caso eleita, encaminhará as propostas por medida provisória ou em um novo projeto de lei. Dilma não vê necessidade de uma reforma da Previdência e assegura que esse assunto não está sendo tratado em sua campanha "Todos sabem que estamos diminuindo o déficit da Previdência, graças ao aumento dos empregos com carteira assinada, à formalização das empresas e ao aumento da arrecadação junto aos micro e pequenos empresários por conta do Simples Nacional", completou. "Ao longo do tempo, na medida em que a população ficar mais velha e o ritmo de nascimentos diminuir, poderá ser necessário fazer alguns ajustes, mas pontuais", disse ela. Ela voltou a negar que pretenda fazer um ajuste fiscal severo caso assuma o governo em janeiro de 2011. "Estão querendo dizer que 2002 vai continuar. Sinto informar que isso não existe mais, acabou", declarou Dilma, lembrando que o Brasil possui reservas de mais de US$ 255 bilhões, relação dívida/PIB em queda e inflação controlada. "É um Brasil completamente diferente do Brasil que tínhamos em 2003". Além disso, na visão da candidata, ajuste fiscal representa "olhar apenas o hoje, considerando que o amanhã não existe". Dilma afirmou que não vai cortar investimentos em saneamento e infraestrutura. "Em um cenário de ajuste fiscal, você diminui o Estado investidor e aumenta o Estado fiscalizador, porque o mais importante é fazer caixa. Eu não concordo com isso", disse a candidata do PT. Dilma reuniu-se na manhã de ontem com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, para discutir a baixa qualificação da mão-de-obra brasileira. A candidata admitiu a necessidade de ampliar os cursos técnicos no país, acatando a sugestão de uma dobradinha ensino médio pela manhã e técnico à tarde, como uma maneira de aperfeiçoar o nível dos trabalhadores brasileiros. Além de prometer a construção de escolas técnicas nas cidades pólo e naquelas com mais de 50 mil habitantes, Dilma promete defender a adoção de um sistema semelhante ao Prouni para que alunos carentes ingressem nos cursos técnicos. "Gostei também da proposta trazida pelo Robson para criarmos um ISO de inovação para que as empresas que inovarem tenham uma avaliação melhor que as demais". | |
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| O POVO |
01 de setembro de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 | |
| PT reforça campanha de Pimentel e exclui Eunício | |
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A imagem de Eunício Oliveira (PMDB) é cada vez mais rara no material de José Pimentel (PT), que está mais vermelho nessa nova fase de sua campanha. Petistas negam distanciamento
Hébely Rebouças hebely@opovo.com.br O discurso oficial do PT cearense ainda é o da unidade entre a dupla José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB) na disputa pelo Senado. Ontem, no entanto, as palavras petistas não corresponderam aos fatos. Durante o primeiro ato do movimento “setembro vermelho”, o PT não deixou dúvidas sobre a nova estratégia da campanha e foi com tudo rumo à individualização da candidatura de Pimentel. A partir de agora, Eunício aparecerá de forma mais “discreta”. Até a fotografia dele já foi retirada do site oficial do candidato petista ao Senado. Novos modelos de adesivos, santinhos e panfletos foram confeccionados nas cores vermelha e branca – presentes na bandeira do PT – para identificar o candidato, que está presente no material ao lado apenas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da candidata à sucessão, Dilma Rousseff. Ao longo da caminhada que partiu da Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza, até a sede da sigla, no Benfica, na tarde de ontem, não houve menção ao nome de Eunício. Antes da passeata, o vice-presidente da legenda, deputado federal José Guimarães, deu o recado: “mexeram com os brios do PT! Mas o PT sempre ressurge”, bradou, após ponderar que não houve ruptura com o PMDB. Depois de discursar no palanque montado na sede da legenda, entretanto, Pimentel deu sinais de que a relação com o “colega de dobradinha” já não é a mesma. “Vamos à vitória: Dilma, Cid (Gomes, candidato à reeleição ao Governo do Estado), Pimentel e nossos deputados”, despediu-se, sem citar o peemedebista em seus votos de êxito. União mantida Apesar do afastamento, houve esforços no sentido de manter o discurso em prol da unidade. O painel que decorava a sede petista manteve a imagem de Eunício. A própria prefeita de Fortaleza e presidente estadual do PT, Luizianne Lins, quis deixar claro que a ideia é “trabalhar os dois senadores”. O novo movimento, segundo ela, seria uma forma de não deixar a campanha petista amornar. Questionada se o “setembro vermelho” pode ser interpretado como uma afronta a Eunício, Luizianne rebateu, argumentado que o próprio peemedebista começou a, “naturalmente”, individualizar a campanha. Além dela, tanto Guimarães quanto o vereador Acrísio Sena (PT) minimizaram os possíveis efeitos negativos da nova etapa da campanha petista. “Estaremos juntos nas urnas. Acha pouco?”, brincou Acrísio. E-MAIS SITE DE PIMENTEL “APAGA” EUNÍCIO > A imagem de Eunício Oliveira (PMDB) já não estava mais ontem no alto da página de abertura do site oficial da campanha de José Pimentel (PT), seu companheiro de chapa na disputa pelo Senado (imagem à direita). > Antes, a foto de Eunício aparecia no canto da foto (imagem à esquerda). No canto inferior da mesma página, contudo, permanece a foto com Eunício ao lado ainda de Dilma Rousseff, Pimentel, Lula, Cid Gomes e Luizianne Lins. No site de Eunício, apenas o peemedebista aparece no topo. Na parte inferior, estão Pimentel, Dilma, o próprio Eunício, Lula, Ciro Gomes e Cid. BASTIDORES >Embora um vereador do PT, Guilherme Sampaio, tenha apresentado projeto de lei pelo fim dos “paredões” de som, a caminhada petista do “setembro vermelho” foi acompanhada por um desses equipamentos. >A prefeita Luizianne Lins não participou da passeata, mas apenas do lançamento oficial do movimento na sede do PT. >Ela havia acabado de chegar de Brasília, onde articulou com a coordenação da campanha nacional de Dilma Rousseff a vinda da candidata e do presidente Lula a Fortaleza. Os dois estarão na Capital no próximo dia 15. >Dois dias antes, quem desembarca na cidade é o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra. >Os eventos, segundo Luizianne, têm o objetivo de reforçar a candidatura de Pimentel e Eunício, contra a reeleição do senador Tasso Jereissati (PSDB) >A campanha petista lançou também o “Pimentel Delivery”. Os interessados poderão receber em casa material gráfico do candidato. | |
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| O ESTADO |
01 de setembro de 2010 |
| PEQUENAS EMPRESAS | |
| Sebrae pretende visitar 40 mil pequenas empresas no Ceará até o final do ano | |
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O Sebrae pretende visitar 40 mil pequenas empresas este ano no Ceará para atendimento em assessoria e consultoria. A ideia, segundo informou o diretor da entidade, Alci Porto, é dobrar em 2011 a meta para 80 mil visitas, como forma de ampliar a contribuição para o crescimento do Estado nessa área.
Porto acrescentou que o Sebrae-Ceará está fazendo o que a entidade nacional vem desenvolvendo em todo o País, que é dobrar o atendimento em todos os estados, de acordo com as necessidades. Observou que o órgão vai visitar a cada pequena empresa que esteja em sintonia direta. “Durante essas visitas, vamos tomar conhecimento das necessidades das pequenas empresas do Ceará e orientá-las no que deve ser feito para que tenham um caminho de sucesso em todas as suas ações”, explicou. O diretor do Sebrae-Ceará informou também que o órgão já esteve no Bom Jardim, José Walter e outros bairros. “Estamos promovendo um grande arrastão da micro e pequena empresa e o foco deste trabalho é aproximar o serviço do Sebrae daqueles que estão mais distantes nos bairros, precisando de algum esclarecimento”, comentou, lembrando que o Sebrae não existe apenas para a elite empresarial, mas para todas as empresas. FEIRA DE NEGÓCIOS Conforme Porto, está agendada para a primeira quinzena deste mês, faltando definir o dia exato, a Feira de Negócios de Crateús. O evento vai envolver toda a Região dos Inhamuns, por meio da participação de 11 municípios, quando serão concretizados negócios em diversas áreas. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
01 de setembro de 2010 |
| PLANO PLURIANUAL DO SEBRAE | |
| Vaivém - Plano Plurianual | |
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O diretor Alci Porto encontra-se no DF, onde fatura uma reunião para fechamento do Plano Plurianual do Sebrae para 2011 e das novas metas, que o órgão está estabelecendo para atender às pequenas empresas. "Hoje, no Ceará, nós estamos com uma meta de 40 mil empresas sendo visitadas uma a uma, num trabalho de assessoria e consultoria. A ideia é a de que no ano que vem a gente dobre, de forma que o nosso Estado possa ter um técnico do Sebrae em cada uma dessas empresas, fazendo uma visita in loco, sem necessidade de que seu proprietário se desloque ao Sebrae". Porto informou ainda que estará sendo realizada, este mês, a Feira de Negócios da Região de Crateús.
Na rota do DF, onde participa de negociação, especificamente com a Caixa, porque a data base dos bancários se inicia hoje, 1º de setembro. "Esperamos uma boa negociação para evitar o que aconteceu no ano passado - greve", disse Marcos Saraiva, diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará. | |
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| O ESTADO |
01 de setembro de 2010 |
| SALÁRIO MÍNIMO | |
| Salário mínimo - Aumento custará R$ 1,46 bilhão | |
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O Ministério do Planejamento informou ontem que a correção do salário mínimo dos atuais R$ 510 para R$ 538,15 em janeiro de 2011, com pagamento em fevereiro do ano que vem, conforme proposto pelo governo federal, custará R$ 1,46 bilhão aos cofres públicos.
De acordo com dados do governo federal, a cada R$ 1 de aumento no salário mínimo, o impacto nas contas públicas, por conta do reajuste dos benefícios previdenciários, além do abono e seguro-desemprego, é de R$ 286 milhões. Ao passar de R$ 510 para R$ 538,15, o aumento previsto é de R$ 28,15 em 2011. Segundo informou nesta terça-feira o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, a correção do salário mínimo, em 2011, se dará pela inflação e pelo crescimento do PIB, ou seja, a mesma regra de anos anteriores. Entretanto, explicou que, como o PIB não cresceu em 2009, o governo dará a correção apenas pela taxa inflacionária (5,52% de variação do INPC previsto para 2010). “Mantivemos a regra de correção. Em 2009, o PIB registrou queda [de 0,2% segundo dados do IBGE]. Não teve crescimento. É uma regra coerente. Vai garantir o aumento constante do salário mínimo”, disse o ministro, explicando que em 2012, por exemplo, o salário mínimo subirá mais, uma vez que o crescimento do PIB estimado para 2010 está em cerca de 7% | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
01 de setembro de 2010 |
| EMPREGO FORMAL | |
| Metade da mão de obra formal está nos pequenos negócios | |
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DE BRASÍLIA - Metade da mão de obra formal do país está nas micro e pequenas empresas. Segundo pesquisa divulgada ontem pelo Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), os 13,1 milhões de empregados nessas empresas correspondem a 52,3% das carteiras assinadas do país, que somam 24,9 milhões.
Os pequenos negócios somam 99,2% do total do país -5,7 milhões de pessoas jurídicas. Porém, responderam apenas por 20% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2009. | |
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