Fortaleza, CE - quinta-feira, 02 de setembro de 2010

AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- Fortaleza vai sediar o Fórum Brasil-Coréia do Sul
- RELAÇÕES BILATERAIS - Fórum une Brasil e Coreia no CE
- Egídio Serpa - Coreia tem educação para o Brasil
- Comércio do Estado com a Coreia engatinha
- Vendas da indústria no Estado crescem 17,9% em julho
- Vendas da indústria crescem 17,9% em julho
- Vendas da indústria do CE sobem 11% em julho
- Exportações da indústria cearense crescem 23%
- Sônia Pinheiro - NO DF
- Edilmar Norões - Candidatos questionados

SESI
- Magis Incorporações agora é também construtora

AGRONEGÓCIO
- Egídio Serpa - Agronegócio a favor

BANCOS
- "BNDES é necessário, mas requer mais transparência"
- Egídio Serpa - Bom

CIC
- Diário Político - Cobranças

COMBUSTÍVEL
- Valor do barril do pré-sal fica em US$ 8,51

COMÉRCIO EXTERIOR - BRASIL
- Vertical S/A - Bananas para a Europa
- Egídio Serpa - A China nas calçadas de Fortaleza

COMÉRCIO EXTERIOR - CEARÁ
- Cearenses buscam negócios em Portugal

ECONOMIA
- Banco Central interrompe alta dos juros
- Cresce PIB per capita do brasileiro em 14 anos
- PIB per capita do CE entre os menores
- Indicadores Econômicos

EMPRESAS
- Economia - Lei da Aprendizagem

EVENTOS
- REDES DE DORMIR
- Vertical S/A - Mais frutas

INDÚSTRIA
- Coutinho vê câmbio como um desafio à indústria
- Indústria tem novo formato para o preço

INDÚSTRIA DE LACTICÍNIOS
- Vertical S/A - PARCERIA LATICÍNIA

INFRA-ESTRUTURA
- Agora é que vai ter pressão
- Obras na BR-116 serão concluídas até dezembro
- Egídio Serpa - EUA estudarão portos brasileiros
- Centro de Eventos terá 1ª feira em agosto

INVESTIMENTOS
- BB mira na Copa com oferta de crédito ao setor turístico

MEIO AMBIENTE
- Reportagem - BONS ARES

POLÍTICA
- Dilma lidera em todos os Estados
- Eunício e Pimentel mantêm discurso de unidade
- Tucano contesta tese de federalizar universidades

PUBLICIDADE
- Reação fortalezense

SINDICATO
- Mercado Imobiliário - FGTS para habitação e Infraestrutura

TRABALHO
- Centrais reagem ao aumento do mínimo sugerido pela proposta orçamentária


CEARÁ AGORA

02 de setembro de 2010

 
FÓRUM BRASIL-CORÉIA DO SUL
Fortaleza vai sediar o Fórum Brasil-Coréia do Sul
Por: Roberto Nascimento

Fortaleza será sede, dias dois e três de setembro, do Fórum Brasil-Coréia do Sul. O encontro acontecerá na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), a partrir das 9h 30min.

Durante o evento serão discutidas a situação de Brasil e Coréia no cenário internacional, a situação atual e perspectivas das relações bilaterais, mudanças climáticas, segurança marítima, cooperação em ciência, tecnologia e inovação, cooperação aeroespacial, cooperação em agricultura e acadêmica, intercâmbio acadêmico nas áreas de doutorado e pós-doutorado.

Ao todo, 24 empresários, pesquisadores e membros do governo sul-coreano estarão na capital cearense analisando as perspectivas das relações bilaterais. O acesso ao evento será permitido apenas a convidados previamente credenciados.
TOPO

O ESTADO

02 de setembro de 2010

 
FÓRUM BRASIL-COREIA DO SUL
RELAÇÕES BILATERAIS - Fórum une Brasil e Coreia no CE
Fortaleza sedia hoje e amanhã, na Fiec (Federação das Indústrias do Ceará), o Fórum Brasil-Coreia do Sul, o terceiro realizado no Brasil. O encontro deste ano reúne 100 representantes dos dois países e, pela primeira vez, fica fora do eixo Sudeste-Distrito Federal, o que ressalta a importância das ações conjuntas do governo federal, por meio do Ministério das Relações Exteriores, e do Governo do Estado, através da Adece (Agência de Desenvolvimento do Ceará), na abertura de um canal com potenciais investidores internacionais. Ao todo, 24 empresários, pesquisadores e membros do governo sul-coreano encontram-se na capital cearense analisando as perspectivas das relações bilaterais.

O embaixador José Jerônimo Moscardo de Souza, presidente da Fumag (Fundação Alexandre de Gusmão), instituição vinculada ao Ministério das Relações Exteriores e encarregada de promover a pesquisa e a cooperação na área das relações internacionais, está à frente da comitiva de representantes do governo brasileiro. Por questão de segurança dos convidados, o Itamaraty determinou que o evento será fechado ao público em geral.

AGENDA OFICIAL
A agenda oficial do encontro prevê sessões em que serão discutidas a situação de Brasil e Coreia no cenário internacional, a situação atual e perspectivas das relações bilaterais, mudanças climáticas, segurança marítima, cooperação em ciência, tecnologia e inovação, cooperação aeroespacial, cooperação em agricultura e acadêmica, intercâmbio acadêmico nas áreas de doutorado e pós-doutorado.

Na pauta do segundo dia estão previstos os seguintes assuntos: projeto do trem de alta velocidade, oportunidades de investimentos em biomassa, energia eólica e «smart grid» (redes inteligentes) que facilitariam a transição da matriz energética para fontes renováveis, unindo tecnologias como uso de supercondutividade, preços flexíveis e arquitetura plug-n-play (plugue e use), e oportunidades de investimentos em energia solar. Há ainda proposta de cooperação sobre pesquisa de semicondutores. Os sul- coreanos farão uma apresentação sobre o «Eximbank» coreano, comércio bilateral e cooperação econômica (incluindo o diálogo do Mercosul com a Coréia) e projetos trilaterais na África sobre produção de etanol.
TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

02 de setembro de 2010

 
FORUM BRASIL-COREIA
Egídio Serpa - Coreia tem educação para o Brasil
Se o Brasil, o Ceará no meio, quiser tornar-se uma potência, deve aprender com a Coreia do Sul, que há 25 anos transformou seu sistema de educação, hoje um modelo para o mundo. Não há analfabeto na Coreia. Hoje, na Fiec, reúne-se mais uma vez o Forum Brasil-Coreia. O Brasil tem muito a oferecer à Coreia. Mas só a Coreia tem o segredo de como educar o povo.
TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

02 de setembro de 2010

 
FORUM BRASIL-COREIA
Comércio do Estado com a Coreia engatinha
Apesar de ter crescido mais do que a média nacional, exportações do CE para Coreia do Sul são só 0,1% do total

As exportações brasileiras para a Coreia do Sul cresceram 9,77% de janeiro a julho de 2010 em relação ao sete primeiros meses de 2009. A venda de produtos cearenses para o país asiático subiu 72,1% no mesmo período. Apesar de ter crescido mais do que a média do País, isso representa só 0,1% do que o Ceará exporta.

Para ampliar as relações comerciais com o País, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), em parceria com o Itamaraty e o governo estadual, realiza nos dias 2 e 3 de setembro o Fórum Brasil-Coreia do Sul. São esperados 50 empresários sul-coreanos em Fortaleza. Pela primeira vez o evento será no Nordeste. Em anos anteriores, já foi realizado no Rio de Janeiro (2007) e em Brasília (2005). Em 2006 e 2009, o Fórum foi na Coreia do Sul.

O país responde por 1,89% das exportações do Brasil em 2010. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) indicam que, de 2008 para 2009, a Coreia do Sul passou da 12ª para a 7ª posição como parceiro comercial do Brasil.

"As relações com o Ceará hoje são incipientes, mas têm condição especialíssima de crescer num ritmo rápido. Nos próximos cinco anos, serão muito diferentes do que existe hoje", diz o superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEC, Eduardo Bezerra. Em 2009, as exportações do Ceará para a Coreia do Sul representaram 0,1% do total vendido para o exterior no período.

Siderúrgica no CE

Para Bezerra, a parceria de empresas coreanas na construção da siderúrgica tem chamado a atenção dos empresários do país asiático para o Ceará. A Dongkuk Steel e a Posco, empresas sul-coreanas, estão entre as que têm participação no projeto da Companhia Siderúrgica do Pecém. "Os coreanos estão vendo que o Ceará é um lugar atraente, onde os custos são mais baixos do que em outros estados", explica.

Em 2009, a Coreia do Sul foi o sétimo maior importador de mercadorias cearenses, segundo dados do Mdic. O valor total exportado pelo Ceará para os sul-coreanos quase quintuplicou em relação ao de 2008, passando de US$ 8,31 milhões para US$ 48,89 milhões. Os principais produtos exportados pelo estado em 2009 foram couros bovinos, ceras e calçados.

Principais áreas

As principais áreas de interesse dos coreanos no mercado local são energias renováveis, turismo, tecnologia da informação e intercâmbio acadêmico.

Apesar de a Coreia do Sul não estar entre os 30 destinos que mais compram produtos do Ceará, segundo dados do Mdic, as exportações do Ceará para o País aumentaram 149% de 2008 para 2009. De acordo com dados do Centro Internacional de Negócios, entre 2008 e 2009, as exportações do Ceará saltaram de US$ 405,08 milhões para US$ 1,01 bilhão. Da Coreia, os principais produtos importados em 2009 pelo Ceará foram laminados de ferro e aço.

CRISTIANE BONFIM
REPÓRTER

TOPO

O ESTADO

02 de setembro de 2010

 
VENDAS DA INDÚSTRIA CEARENSE
Vendas da indústria no Estado crescem 17,9% em julho
Indústria de transformação continua a apresentar resultados positivos, em consequência do aumento do poder aquisitivo de cearense.
TOPO

O ESTADO

02 de setembro de 2010

 
VENDAS DA INDÚSTRIA CEARENSE
Vendas da indústria crescem 17,9% em julho
A indústria de transformação do Estado do Ceará continua a apresentar resultados positivos. Em julho, as vendas totais cresceram 17,98% em relação a junho, sinalizando que o aumento do poder aquisitivo da população tem gerado bons resultados na demanda por produtos industrializados. As informações são da pesquisa Indicadores Industriais, divulgada ontem (01) pelo Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará (Indi), da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).

“Tradicionalmente, o mês de julho apresenta uma ampliação das vendas da indústria, mas esse crescimento significativo, maior que 17%, mostra que houve uma expansão do mercado consumidor, o que foi possível devido ao crescimento da economia como um todo. Assim, houve uma intensificação das vendas tanto no mercado interno, quanto no mercado externo”, explica o coordenador da Unidade de Economia e Estatística do Indi, Pedro Jorge Viana.

Nos sete primeiros meses de 2010, todas as variáveis medidas pela pesquisa apresentaram crescimento superior a 8% quando comparadas ao mesmo período do ano anterior, com destaque para vendas totais (15,25%), exportações de produtos industrializados (18,88%) e massa salarial real (13,51%). “Esses resultados são muito positivos e mostram que não só a indústria cearense está crescendo razoavelmente bem, mas toda a economia”, destaca o coordenador do Indi.

US$ 73,83 MI EM EXPORTAÇÕES
O levantamento do Indi mostra que, em julho, as exportações de produtos industrializados alcançaram a marca de US$ 73,83 milhões, uma expansão de 14,94% em relação ao total registrado em junho, e de 22,99% frente ao resultado de julho de 2009. Desta forma, as exportações de manufaturados alcançaram US$ 487,62 milhões nos primeiros meses de 2010, representando 68,91% das exportações totais do Ceará no período analisado.

EMPREGOS
O número de pessoas empregadas na indústria cearense no mês de julho registrou expansão de 0,90% em relação a junho, com destaque para os setores Químico, Calçados, Têxtil, Vestuário e Metalúrgico. No mesmo período, o número de horas trabalhadas na indústria cresceu 4,05%. Já a massa salarial real teve expansão de 3,51%, com seis dos sete setores pesquisados apresentando variação positiva.

CAPACIDADE INSTALADA
Por outro lado, o índice de utilização da capacidade instalada experimentou redução em julho, situando-se em 88,10% frente 90,86% apresentados no mês anterior. Para Pedro Jorge Viana, a redução não é motivo de preocupação para o setor, pois o índice continua alto e as demais variáveis apresentam resultados positivos. “Em junho, a indústria estava muito acelerada. Houve apenas uma diminuição do ritmo no mês seguinte”, afirma.


TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

02 de setembro de 2010

 
VENDAS DA INDÚSTRIA CEARENSE
Vendas da indústria do CE sobem 11% em julho
Setor, que soma crescimento de 15,25% de janeiro a julho, foi impelido pelo acentuado avanço nas exportações

A indústria de transformação cearense registrou, em julho, um incremento de 11,09% nas vendas ante igual período de 2009, de acordo com levantamento divulgado ontem pelo Indi (Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará), ligado à Fiec. No comparativo com o mês imediatamente anterior, o crescimento do setor foi ainda superior: 17,98%. Conforme o coordenador do Indi, Pedro Jorge Ramos Viana, o avanço significativo de julho é justificado pelo aquecimento da economia e pela sazonalidade. "No nosso histórico, notamos que o mês de julho é sempre um período interessante. Normalmente, começa-se a repor os estoques já com os lucros do Dia das Mães e também já se inicia a produção visando o fim do ano", explica.

Com os números anotados em julho, conforme o Indi, o faturamento da indústria acumula avanço de 15,25% nos sete primeiros meses de 2010 ante igual época do ano passado.

O principal avanço percentual nas vendas foi celebrado pelo setor químico, com um faturamento 33,85% maior. A metalurgia teve incremento de 21,46%, ligeiramente maior que o registrado pelo setor alimentício (21,22%).

Para o coordenador do Indi, o oitavo mês do ano também trará cifras otimistas para a economia cearense: "Agosto deverá apresentar dados positivos em todas as variáveis, ainda que sejam menores que os de julho".

Exportações

As Exportações de Produtos Industrializados alcançaram US$ 73.83 milhões em julho, representando expansão de 14,94% em relação ao total registrado em junho e de 22,99% frente ao resultado de igual mês de 2009. Com o crescimento, as exportações de manufaturados alcançaram US$ 487.62 milhões nos sete primeiros meses de 2010, representando 68,91% das exportações totais do Ceará no período analisado, ante 64,85% obtido no total de 2009.

De acordo com Viana, o avanço demonstrado nas exportações teve forte influência no resultado final das vendas da indústria cearense.

Os empregos gerados pela indústria cresceram 5,49% em julho ante igual período do ano passado. Só o setor calçadista assinalou alta de 15,92% nos postos de trabalho. O indicador soma avanço de 10,92% nos sete meses iniciais de 2010.

TOPO

O POVO

02 de setembro de 2010

 
EXPORTAÇÕES DA INDÚSTRIA CEARENSE
Exportações da indústria cearense crescem 23%
De acordo com o Indi, a evolução é resultado de retomada do crescimento dos países parceiros afetados pela crise mundial do ano passado
Helaine Oliveira
As exportações de produtos industrializados no Ceará alcançaram US$ 73.83 milhões em julho deste ano, apresentando um crescimento de 23%, se comparado com o mesmo mês em 2009. Os dados são do Instituto de Desenvolvimento Industrial (Indi).


No acumulado dos sete primeiros meses do ano, as exportações de manufaturados cresceram 18,88%, alcançando o patamar de US$ 487.62 milhões. O somatório representa 68,91% das exportações totais do Ceará no período analisado, contra 64,85% obtido no total do ano de 2009.


De acordo com Pedro Ramos Viana, coordenador da Unidade de Economia e Estatística do Indi, a evolução é resultado da retomada do crescimento dos países parceiros afetados pela crise mundial do ano passado. “Esses países estão recuperando o desenvolvimento que foi afetado pela crise econômica em 2009”, ressaltou.


Vendas totais
Ainda segundo o estudo, as vendas totais da indústria apresentaram um aumento de 15,25% nos sete primeiros meses do ano, se comparado ao mesmo período de 2009. De julho a junho de 2010 o crescimento foi de 17,98%. Para Viana, os números são acima da média histórica e representam aumento do poder aquisitivo da população. “Parte desta variação pode ser explicada pelo fator sazonal, uma vez que o faturamento das indústrias cresce historicamente neste período. Entretanto, o crescimento apresentado situa-se acima da média histórica, sinalizando que o aumento do poder aquisitivo da população tem gerado resultados positivos na demanda por produtos industrializados do Ceará”, comentou Viana.


Quanto ao número de pessoal empregado, a indústria aumentou 10,92% no acumulado de 2010, com destaque para os setores de Calçados (29,09%), Químico (13,88%) e Têxtil (4,26%).

NÚMEROS


15,25
POR CENTO FOI O CRESCIMENTO NAS VENDAS DE JANEIRO A JULHO DE 2010

10,92
POR CENTO FOI O CRESCIMENTO NO NÚMERO DE EMPREGADOS NO ACUMULADO
TOPO

O POVO

02 de setembro de 2010

 
ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA
Sônia Pinheiro - NO DF
Presidente reeleito da Fiec -quadriênio 2010-2014- Roberto Macêdo apresentou, anteontem, à diretoria da Confederação Nacional da Indústria resuminho do pleito histórico, na Casa da Indústria, palco da primeira eleição direta de Federação de Indústria no país para a escolha de seus líderes (Miguel Ângelo clicou).

TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

02 de setembro de 2010

 
AGENDA POSITIVA
Edilmar Norões - Candidatos questionados
Em oportunas manifestações, através de e-mails, leitores cobram dos candidatos ao governo do Estado discussão sobre questões essenciais e fundamentais, como educação. No entendimento desses leitores que, é importante dizer, também são eleitores, os candidatos, ao invés de apenas ficar criticando sobre políticas para a educação, deveriam ocupar os espaços em seus programas eleitorais, mostrando programas e projetos que elaboraram(?) com vistas a oferecer um nível da educação como o que a sociedade vem cobrando dos governos em suas diversas instâncias: federal, estadual e municipal.

Ouvir

Ainda bem que, se não elaboraram propostas sobre questões de interesse público, como educação, setores da sociedade civil assim o fizeram. Daí a iniciativa de entidades como Fiec, Fecomércio, Jovens Empresários, ouvindo e discutindo com candidatos.

Agenda positiva

Em Brasília, como já tivemos oportunidade dizer, propostas sobre educação foram elaboradas para, durante evento no Conselho Nacional de Educação, serem submetidas para aprovação dos candidatos à presidência.
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O ESTADO

02 de setembro de 2010

 
MAGIS INCORPORAÇÕES
Magis Incorporações agora é também construtora
A Magis Incorporações que há três anos atua no mercado imobiliário cearense a partir desse semestre passará a trabalhar também como construtora. De acordo com a empresa, a decisão de ampliação das atividades foi baseada no entendimento de que para haver manutenção do padrão de qualidade dos produtos imobiliários é preciso participar do processo de consolidação dos mesmos como um todo.

Para a Magis, é necessário estar atento a todas as fases do procedimento, desde a compra do terreno, passando pelo projeto, a venda, a construção e a entrega, para assim conquistar e fidelizar um sólido espaço no mercado imobiliário. Dessa forma, a incorporadora, agora também construtora, acredita que é possível proporcionar mais segurança aos clientes que desejam realizar o sonho da casa própria.

Segundo a superintendente de marketing da Magis, Luciana Vilas Boas, a importância de manter um padrão de qualidade em um mercado aquecido como o do Ceará que motivou a empresa a buscar participação em todo o processo e, assim, garantir empreendimentos de sucesso.

MUDANÇAS
A Magis que trabalha atualmente com empreendimentos residenciais, realizando sonhos de moradia, segundo a superintendente, iniciará as atividades como construtora a partir desse segundo semestre.

Executando mais de oito obras, a empresa atuará como construtora no Edifício José Martins, empreendimento de alto padrão, conhecido no mercado como sucesso de vendas no ano passado.
Para essa ampliação a Magis aumentará o quadro de funcionários do setor administrativo, que terá mais de 3.000 profissionais, somando administrativo e obras. Outras modificações também serão feitas em departamentos, como o Recursos Humanos, que é mais atuante nos canteiros de obras, isso em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi). Ferramentas administrativas internas, como é o caso da comunicação interna, também serão estendidas a esse novo público, informa a empresa.

HISTÓRICO
A empresa de incorporação nasceu a partir da visão de mercado do empresário Deda Studart. Em meados de 2007, surgiu no mercado cearense, a Magis que atua na incorporação de empreendimentos do segmento econômico e também alto padrão, atingindo clientes de diferentes classes sociais em diversas regiões de Fortaleza.

Em 2008, a Magis firmou uma forte parceria com a MRV Engenharia, empresa com 28 anos de atuação no mercado de incorporação no segmento econômico, parceria que garantiu a Magis atuar no mercado imobiliário com foco na classe econômica. Nesse mesmo ano, a incorporadora também começou a investir em empreendimentos de alto padrão, consolidando outra parceria, desta vez com a empresa BS Participações.

A superintendente, Luciana Vilas Boas, ressaltou que essas parcerias, que a Magis cultiva desde o seu início, são elementos preponderantes para o sucesso crescente e constante da empresa.
Em junho deste ano, a Magis completou três anos de atuação.

Nesse tempo já foram mais de 15 empreendimentos lançados com mais de dois mil clientes atendidos.
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DIÁRIO DO NORDESTE

02 de setembro de 2010

 
AGRONEGÓCIO CEARENSE
Egídio Serpa - Agronegócio a favor
Luiz Roberto Barcelos, empresário paulista controlador da Agrícola Famosa, maior produtora e exportadora de melão do Ceará, considera as Câmaras Setoriais da Adece "um ponto a favor do agronegócio neste Estado".
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FOLHA DE SÃO PAULO

02 de setembro de 2010

 
BNDES
"BNDES é necessário, mas requer mais transparência"
Especialistas discutem capitalização do banco com recursos do Tesouro

Especialistas reunidos pela Folha para discutir a polêmica recente em torno da capitalização do BNDES com recursos do Tesouro Nacional e seu papel atual concordam que o banco estatal é fundamental para manter os financiamentos de longo prazo no país.
Mas, além de apontar a existência de um custo para a sociedade com essas operações, que acabariam subsidiando os negócios de algumas empresas, há críticas em relação à "falta de transparência" do BNDES.
O argumento é que são limitadas as explicações do governo e do banco sobre limites e custos de envolver dinheiro dos contribuintes (via Tesouro) na capitalização. E sobre como é determinada a escolha dos grupos empresariais que recebem os empréstimos.
De 2009 para cá, o Tesouro Nacional injetou R$ 180 bilhões no BNDES para sustentar seus financiamentos. Muitos veem subsídio na operação, pois o custo de captação desse dinheiro para o Tesouro é medido pela taxa Selic do Banco Central (10,75% ao ano). Mas o BNDES empresta os recursos cobrando 6% ao ano.

FERNANDO CANZIAN
DE SÃO PAULO

O debate sobre o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) foi promovido anteontem na sede do jornal.
O evento teve a participação do ex-presidente do BNDES (1995 a 1998) e ex-ministro das Comunicações (1998), Luiz Carlos Mendonça de Barros, e dos economistas Samuel Pessoa, da FGV-RJ, e Antonio Corrêa de Lacerda, da PUC-SP. A mediação foi do repórter especial da Folha Ricardo Balthazar.
Sem muitas alternativas de mercado, como financiamentos privados de bancos e via mercado de capitais (Bolsa) para grandes projetos, grupos nacionais e estrangeiros têm recorrido cada vez mais ao BNDES para financiar planos de expansão.
O volume de dinheiro emprestado pelo banco estatal deu saltos nos últimos anos. Passou de R$ 35,1 bilhões em 2003 para R$ 137 bilhões no ano passado (atingindo o equivalente a 11 vezes o orçamento do Bolsa Família).
É consenso entre os debatedores que, enquanto o Brasil não conseguir resolver questões estruturais que incentivem o setor privado a conceder financiamentos de longo prazo (e as empresas a tomá-los, dependendo do custo), o BNDES continuará tendo papel crucial no incentivo a investimentos.
Para ampliar esse poder de fogo, o Tesouro injetou recentemente R$ 180 bilhões no banco estatal.
Para Samuel Pessoa, não é só esse valor que trará subsídio aos beneficiários dos empréstimos do BNDES.
Ele lembra que 40% dos recursos arrecadados via impostos pelo FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) vão diretamente para o BNDES.
"É uma receita que entra via impostos, que poderiam abater a dívida pública. Logo, o custo desse dinheiro também é a Selic."
Pessoa calcula que, se há R$ 350 bilhões hoje no balanço do BNDES, o subsídio às empresas que tomam os empréstimos chega a R$ 13 bilhões ao ano (o equivalente a quase o orçamento anual do Bolsa Família).
Essa seria a diferença entre o custo de captação do dinheiro via Selic (10,75% ao ano, que corrige a dívida pública do Tesouro) e os 6% que são cobrados nos empréstimos às empresas com base na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) do BNDES.
Corrêa de Lacerda tem uma visão diferente, embora defenda maior "transparência" nas operações do banco.
"É importante calcular o custo, mas precisamos considerar também os resultados. Qual teria sido o custo lá na frente se o investimento de determinada empresa ou setor não tivesse sido feito?"
Ele ressalta que países como China e Coreia do Sul financiam os investimento de suas empresas com taxas de juro "próximas a zero".

AÇÃO ESTATAL
"Já no Brasil, o custo de crédito é absurdo. O prêmio para se financiar a dívida pública é enorme (10,75% ao ano), o que desestimula o banco a correr o risco de fazer financiamentos a empresas."
O economista da PUC-SP também destacou o papel que o BNDES e outras estatais, como o Banco do Brasil e a CEF, tiveram na crise financeira de 2008/2009.
Para Mendonça de Barros, além do problema do que reconhece ser subsídio, o fato de "não haver limites" para que o BNDES tome dinheiro do Tesouro tem o potencial de "acabar destruindo as contas públicas do Brasil".
"Se racionalizarmos que não há um subsídio, podemos ir ao infinito com essa política." Sem limites, diz, é "a roda da fortuna".
No comentário de Pessoa, o economista da PUC-RJ disse acreditar que "esse limite já foi extrapolado de longe" com a injeção dos R$ 180 bilhões do Tesouro no banco.
Para Mendonça de Barros, outro problema seria "a falta de transparência" nas operações do BNDES e as escolhas do banco na hora de conceder empréstimos.
"Tenho urticária ao ouvir que R$ 16 bilhões estão sendo emprestados para que frigoríficos se transformem em campeões mundiais. Isso no momento em que a grande questão é mais tecnologia."
Ele lembra que foram os empréstimos do BNDES que transformaram a Embraer em uma das mais sofisticadas do Brasil.

Para Coutinho, não há excesso de repasses
DE BRASÍLIA

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou que o R$ 1,4 bilhão triangulado entre o banco, o Tesouro e a Eletrobras, por meio da medida provisória 500, faz parte dos esforços para que, em 2011, "o sistema financeiro privado compartilhe" com o governo o incentivo aos investimentos.
Para Coutinho, não há excesso de repasses ao banco. O presidente do BNDES disse ainda que a MP 500 "é interessante" para o banco porque, ao comprar dividendos da Eletrobras, terá, no longo prazo, mais recursos.
Ele participou de um seminário do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) na manhã de ontem. Afirmou, na palestra, que o governo está "suprindo a Petrobras em uma grande empreitada".
"Temos um grande setor de infraestrutura elétrica que se ocupa com as três maiores usinas do mundo [Santo Antonio, Jirau e Belo Monte], além de um grande número de centrais elétricas e outras alternativas. O país precisa de logística, portos, estradas e da forte concentração de esforços nesse sentido", declarou.
No ano passado, o BNDES repassou R$ 25 bilhões para a Petrobras.
Segundo o presidente do banco, o governo trabalhou para estimular a economia e, assim, minimizou os efeitos da crise financeira internacional. "Em 2002, as classes A e B representavam 58% do consumo, estavam no topo. Em 2010, são as classes C e D que estão no topo. A classe C representa 31% do consumo, e a D, 28%." (THAIS BILENKY)
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DIÁRIO DO NORDESTE

02 de setembro de 2010

 
BNB
Egídio Serpa - Bom
Tornaram-se parceiros o BNB e a Prefeitura de Maracanaú. O primeiro estruturará Parcerias Público-Privadas e garantirá recursos à segunda para projetos urbanos. Gol!
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O ESTADO

02 de setembro de 2010

 
ELEIÇÕES 2010
Diário Político - Cobranças
Por: Fernando Maia

Segunda, no CIC, debate com o governador Cid. Entre as cobranças: desoneração de setores produtivos e apoio aos exportadores.
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FOLHA DE SÃO PAULO

02 de setembro de 2010

 
BARRIL DO PRÉ-SAL
Valor do barril do pré-sal fica em US$ 8,51
Minoritários queriam US$ 6 e Lula defendia maior valor possível para barris cedidos pela União; capitalização é dia 30

Quanto maior o valor, mais ações a União pode comprar para aumentar participação do governo na estatal, hoje de 32%

SOFIA FERNANDES
LEILA COIMBRA
VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA

Aguardada como uma das maiores operações do mercado internacional, a capitalização da Petrobras teve seu cronograma definido ontem pelo governo Lula, que fixou em US$ 8,51 o valor médio do barril de óleo equivalente (petróleo e gás) que a União irá usar no negócio.
Com isso, o governo federal entrará com US$ 42,533 bilhões (R$ 74,808 bilhões) na capitalização da Petrobras, valor dos 4,999 bilhões de barris de petróleo que a União usará como sua parte no aumento de capital da empresa.
Além de bancar sua parte na operação, a estratégia do governo é aumentar sua parcela no capital da empresa, hoje em torno de 32%. Para isso, conta com o valor mais alto do barril. Quanto maior esse preço, mais ações a União pode comprar.
Estatal e acionistas minoritários foram derrotados na definição do valor do barril. Eles queriam um preço na casa dos US$ 6, enquanto o presidente Lula sempre defendeu o maior valor possível na operação, mantida para o dia 30 de setembro.
O governo definiu ainda que serão usados na capitalização sete reservatórios do pré-sal de propriedade da União. O de maior volume é o de Franco, com reservas de 3,058 bilhões de barris, cujo preço unitário foi estimado em US$ 9,04.
O volume das reservas foi motivo de disputa entre o governo e a estatal. Enquanto a Petrobras estimava em 2,5 bilhões o potencial de Franco, a União calculava em 4,5 bilhões de barris.

CONTEÚDO NACIONAL
Os demais reservatórios são Tupi Sul (US$ 7,85), Florim (US$ 9,01), Tupi Nordeste (US$ 8,54), Peroba (US$ 8,53), Guará (US$ 7,94) e Iara (US$ 5,82). A área de Peroba será utilizada caso a produção dos outros seis não atinja a quantidade de 4,999 bilhões de barris necessária.
O valor total da operação, incluindo os minoritários, não foi divulgado. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que mais detalhes estarão no prospecto da operação, que será publicado amanhã na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Durante reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), que definiu as regras da capitalização, ficou decidido que será exigido um conteúdo nacional mínimo de 37% nos equipamentos a serem usados na fase inicial de exploração. Na de implantação, o índice médio de nacionalização será de 65%.
Derrotada no preço, a estatal venceu a área política do governo, que defendia um novo adiamento da capitalização para depois das eleições. A operação deveria ter ocorrido em julho e foi transferida para o final de setembro -data confirmada ontem em fato relevante encaminhado à CVM.
O próprio presidente Lula chegou a admitir o adiamento por conta de riscos de "marolas eleitorais", mas foi convencido pela área técnica e pela estatal a manter o cronograma. O primeiro passo, agora, será fazer um "road show" pelo mercado internacional nas próximas semanas para apresentar as regras da capitalização.
A estatal precisa fazer a operação para captar recursos no mercado e bancar seu plano de investimento, de cerca de US$ 220 bilhões até 2014.
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O POVO

02 de setembro de 2010

 
EXPORTAÇÃO DE BANANAS PARA A EUROPA
Vertical S/A - Bananas para a Europa
Por: Jocélio Leal

O embaixador-chefe do Itamaraty nas negociações do Acordo de Livre Comércio Mercosul/União Europeia, Evandro de Sampaio, confirmou para a semana de 11 a 15 de outubro em Bruxelas (Bélgica) nova rodada de negociações entre os blocos. É mais um esforço mútuo para o tão sonhado acordo de livre comércio, na pauta de ambos há pelo menos 12 anos. Falta pouco para acabar o atual Governo, mas é sonho do presidente Lula conseguir entregar algo de concreto. Daí a esperança de pelo menos algum fruto imediato. A propósito, um dos frutos mais desejados é a banana.

Hoje a banana brasileira entra tarifada na Europa pagando 176 euros por tonelada. Caso as conversas deem certo, esta tarifa seria zerada. Na prática, 3 euros por caixa. Seria o melhor dos mundos para o Brasil. Embora a concessão refira-se ao bloco inteiro, apenas o Brasil produz banana no Mercosul. Para o gerente de relações corporativas da Del Monte, Newton Assunção, que vai ao evento, estaria garantida uma compensação importante diante do câmbio deteriorado, ou seja, menos reais no caixa dos produtores. Ademais, diz, Newton, também presidente da Câmara Setorial da Fruticultura do Ceará, o País ganha vantagem frente a mercados competidores, como América Central e Caribe.

O Brasil já chegou a exportar 100 mil toneladas para a Europa, mas inundações no Rio Grande do Norte e a desvantagem cambial, fez cair. Hoje está na casa das 60 mil toneladas/ano. Caso caia a tarifa, Newton aposta em aumento para até 250 mil toneladas/ano. “Em um ano e meio já dobraria, gerando 10 mil empregos”. E com forte impacto no Ceará. A norte-americana Del Monte é uma gigante do setor, assim como a irlandesa Banesa, ambas na região de Limoeiro do Norte.
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DIÁRIO DO NORDESTE

02 de setembro de 2010

 
RISCO DE DESINDUSTRIALIZAÇÃO
Egídio Serpa - A China nas calçadas de Fortaleza
Para o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, o Brasil não corre o risco de desindustrialização. O empresário brasileiro que fabrica tecidos, roupas, calçados, brinquedos, splits de ar condicionado, automóveis, televisores, lâmpadas, computadores, aviões e mil e uma outras coisas responde ao ministro: como não corremos esse risco, se há uma invasão de produtos da China em todas as calçadas, em todos os supermercados e em todas as redes de lojas das cidades deste País? Pior: uma invasão que junta os negócios formais e o contrabando. A China não é - como, lamentavelmente, o reconheceu o Governo do Brasil - uma economia de mercado. Há um modelo exótico, e único, movendo a economia daquele gigante asiático, que já é a segunda maior do mundo. Tudo na China é superlativo, do ponto de vista econômico. Mas quase tudo ainda é caótico, do ponto de vista social. Cearenses que viajam a negócios à China voltam trazendo opiniões divergentes: alguns juram ter visitado fábrica de tecidos co
m 1.500 operários, para os quais há um só banheiro usado por homens e mulheres; outros, sob o mesmo juramento, revelam que isso não é mais assim e que a classe média chinesa, que nem existia, já tem 800 milhões de incluídos. Quem quiser saber do que se trata aqui, é só passar pelas calçadas do Centro de Fortaleza. A indústria da China está lá!
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O ESTADO

02 de setembro de 2010

 
CEARÁ E PORTUGAL
Cearenses buscam negócios em Portugal
A fim de promover o intercâmbio cultural e econômico entre o Ceará e Portugal, o Instituto Hidroambiental Águas do Brasil (IHAB), em parceria com a Câmara Municipal de Moura (Portugal), organizou a primeira Comitiva Cearense de Empreendedorismo, Negócios Sustentáveis e Geminação, que embarcará para a Europa no próximo dia seis de setembro, visitando as cidades de Lisboa, Moura e Aveiro. A comitiva, composta por cerca de 20 pessoas, terá representantes do IHAB, Sebrae, Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará, Câmara Brasil-Portugal, Secretaria de Infraestrutura do Estado, Secretaria de Turismo do Ceará e Secretaria do Turismo de Fortaleza, dentre outras instituições.

Na oportunidade, a comitiva participará da tradicional Feira de Setembro, realizada anualmente em Moura, onde são expostos os principais produtos locais. O evento será realizado entre os dias 9 e 12 deste mês. Os integrantes da comitiva também se reunirão com entidades e lideranças locais para discutir formas de cooperação e captar negócios para o Ceará, além de visitarem importantes empreendimentos da região, como a Barragem de Alqueva, considerada o maior lago artificial da Europa, e a Estação Solar Fotovoltaica de Amareleja.

“A missão proporcionará a troca de experiências entre Brasil e Portugal nos setores de indústria, comércio, serviços, cultura e turismo; abrirá negociações para investimentos econômicos e sociais sustentáveis no interior cearense; e aprimorará para realização das iniciativas junto à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)”, afirma o presidente do IHAB, Clodionor Araújo, acrescentando que a comitiva pretende, ainda, estimular o avanço de vários setores do agronegócio e trazer para o Ceará experiências bem sucedidas em Portugal. A ideia é estimular no Estado a produção de leite de gado e de cabra em pasto, de queijos especiais nas regiões de Tauá e do Vale do Jaguaribe, azeite de oliva e espumantes, bem como captar para indústrias de equipamentos solares.

GEMINAÇÃO
Na viagem, os municípios de Tauá (Ceará) e Moura (Portugal) irão iniciar negociações com vistas ao projeto de geminação, parceria que objetiva criar relações e mecanismos protocolares, essencialmente a nível econômico e cultural, e estabelecer laços de cooperação entre as duas cidades. Geralmente, as cidades geminadas têm características semelhantes. Tauá e Moura, por exemplo, possuem em comum o clima quente, o tipo de solo e as atividades do agronegócio como produção de mel, queijo, criação de caprinos e projetos em infraestrutura.

ENERGIA SOLAR
Conforme Clodionor Araújo, a visita à Estação Solar Fotovoltaica de Amareleja, que possui capacidade instalada de 46,41 megawatts, será muito importante para os representantes de Tauá que compõem a comitiva, uma vez que o município ganhará em breve uma usina solar.

“A unidade em Tauá será a maior do Hemisfério Sul e a primeira da América do Sul e terá capacidade, no primeiro momento, de gerar 1 megawatts de energia, potência que chegará a 5 megawatts, já autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)”, explica o presidente do IHAB. O projeto-piloto receberá um investimento de R$ 12 milhões, com apoio do Governo do Estado, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Prefeitura de Tauá. A unidade será concluída até o final de 2010.
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FOLHA DE SÃO PAULO

02 de setembro de 2010

 
TAXA BÁSICA DE JUROS
Banco Central interrompe alta dos juros
Após três altas consecutivas, Copom mantém taxa Selic em 10,75%, refletindo desaceleração do segundo trimestre

Para analistas, Selic não deve sofrer alterações até o fim de 2011, com a decisão ficando para o próximo governo

EDUARDO CUCOLO
DE BRASÍLIA

MARIANA SCHREIBER
DE SÃO PAULO

O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu ontem manter a taxa básica de juros, a Selic, em 10,75% ao ano.
A decisão foi unânime e interrompe o último ciclo de aperto monetário do governo Lula. A taxa Selic começou a subir em abril. Na época, estava em 8,75% ao ano, menor nível da história recente.
A expectativa do mercado financeiro, no entanto, é que o BC deixe de herança para o próximo governo a tarefa de promover uma nova rodada de aumento, em 2011, para segurar a inflação.
A decisão de ontem era esperada pela maioria dos economistas. A previsão agora é que os juros terminem 2011 em 11,50% ao ano.
O Copom ainda tem duas reuniões neste ano, em outubro e dezembro, mas não há expectativas de mudanças.
A Selic serve de base para o custo dos empréstimos a empresas e consumidores.
Para especialistas, o cenário agora é de estabilidade nos juros bancários, pois a alta esperada para a taxa básica no próximo ano deve ser compensada pela queda nos custos ligados à inadimplência, entre outros fatores.
Na nota divulgada após a reunião, o Copom diz que "não espera que o nível de inflação registrado nos últimos meses se mantenha em um futuro próximo". Diz ainda que observa continuação do processo de redução de risco para o cenário inflacionário.
A decisão de manter a taxa básica reflete a avaliação do BC de que a economia brasileira teve forte desaceleração no segundo trimestre, quando cresceu a uma taxa próxima de 1%, abaixo dos quase 3% vistos no início do ano.
O dado oficial sobre o PIB do segundo trimestre será divulgado amanhã pelo IBGE.
Também pesaram na decisão a queda da inflação, devido ao recuo no preço dos alimentos, e à fraca recuperação da economia global.
Ao contrário do que ocorreu na reunião de julho, não houve divergências entre o discurso do Banco Central sobre a inflação e a decisão do Copom, segundo avaliação do mercado financeiro.

ANALISTAS
Com a decisão do Copom de manter os juros, os economistas Roberto Padovani, do banco WestLB, e Bráulio Borges, da LCA Consultores, acreditam que a Selic não sofrerá mais alterações até o final de 2011.
Para Padovani, o BC deu sinais de que a alta de dois pontos percentuais da Selic entre abril e julho é suficiente para conter a inflação e trazê-la para próximo do centro da meta (4,5%) em 2011.
Segundo o mais recente IPCA divulgado, a inflação acumulada em 12 meses estava em 4,6% em julho. Padovani prevê que fechará o ano em 5%. A LCA Consultores projeta 4,9% para 2010 e 4,6% para o ano seguinte.

Borges afirma que a inflação deve ficar sob controle até 2011 devido à recente alta da Selic, à competição de preços com produtos importados e à alta menor do salário mínimo em 2010.
A Fiesp disse em nota que o Copom deveria pedir desculpas pela recente elevação da Selic: "Tivemos uma desnecessária alta de juros e, agora, essa tendência é suspensa".
A associação das indústria do Rio defendeu ajuste fiscal para permitir a retomada da queda da taxa.
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O ESTADO

02 de setembro de 2010

 
PIB BRASILEIRO
Cresce PIB per capita do brasileiro em 14 anos
O PIB (Produto Interno Bruto) per capita - que indica o nível médio de renda da população - do Brasil cresceu 21,7% entre 1995 e 2009, de acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A pesquisa “Indicadores de Desenvolvimento Sustentável” aponta que, em 14 anos, o valor passou de R$ 4.441 para R$ 5.405.

O valor leva em consideração o PIB a preços constantes de 1995 (ou seja, sem o efeito da inflação), que, em 2009, seria de R$ 1,03 trilhão, segundo o IBGE, e a população residente estimada para 1º de julho do ano em questão (191,481 milhões, no caso do ano passado).

O crescimento no período foi puxado pelo maior ritmo de aumento nos anos finais, chegando a R$ 5.469 em 2008 (alta de 4,1% ante 2007). Em 2009, porém, o PIB do país caiu 0,2% por conta da crise internacional, fazendo com que o produto per capita registrasse redução de 1,17%, para R$ 5.405.

Considerando os dados de 2007 --os últimos disponibilizados pelo IBGE--, sem ajuste de preços, o PIB per capita brasileiro foi de R$ 14.465. Entre as regiões, o Sudeste lidera o ranking do produto por habitante, com R$ 19.277, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 17.844. O Sul (R$ 16.564) fica com o terceiro lugar, seguido pelo Norte (9.135) e, finalmente, pelo Nordeste (6.749).

CRESCIMENTO ENTRE ESTADOS
As maiores taxas de crescimento entre os Estados, porém, foram registradas no Norte, Centro-Oeste e Sul, de acordo com o IBGE. Os dados disponibilizados são de 2007.

Considerando as Unidades da Federação, o Distrito Federal tem o maior produto por habitante do país, com R$ 40.696, bem acima de São Paulo, que aparece em seguida, com R$ 22.667. Na outra ponta, Maranhão e Piauí são os Estados com menor nível de renda da população, com PIB per capita de R$ 4.662 e R$ 5.165, respectivamente.

O IBGE cita ainda que é no Norte e Centro-Oeste que têm sido registrados os maiores incrementos populacionais. “Esses movimentos vêm determinando alterações discretas na posição relativa das Unidades da Federação em relação ao indicador de PIB per capita, mas revelam a crescente interiorização da atividade econômica do País”, afirma o estudo.

INVESTIMENTOS
O estudo aponta ainda que as taxas de investimento no Brasil ainda estão bem abaixo das apontadas pelos economistas como ideais para países em desenvolvimento. De acordo com o IBGE, os números têm flutuado em torno de menos de 20%. “Tais patamares da taxa de investimento sinalizam debilidade na expansão ou recomposição do parque produtivo para o futuro”, diz o texto.

O instituto ressalta, no entanto, que o crescimento verificado nos três últimos anos da série indica bons sinais com relação ao crescimento no nível de atividade corrente, “posto que o investimento é considerado um componente decisivo de sustentação da demanda agregada.” Entre 1995 e 2008, a taxa oscilou entre 15,3% (o ponto mais baixo, em 2003) e 18,7% (em 2008, o máximo alcançado no período).
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O POVO

02 de setembro de 2010

 
PIB PER CAPITA DO CE
PIB per capita do CE entre os menores
O Ceará ainda tem um dos menores níveis de renda do País. O PIB per capita do Estado é de R$ 6.149, o quinto pior do País, em 2009. Os estados com piores resultados que o Ceará também são nordestinos

Teresa Fernandes - Da Redação


Apesar dos avanços na geração de empregos e no crescimento econômico, o Ceará ainda tem um do menores níveis de renda do País. O Produto Interno Bruto per capita (PIB per capita) do Estado é de R$ 6.149, o quinto pior entre os estados brasileiros, em 2009. O valor é o resultado da divisão da soma das riquezas (PIB) pela população.


Os números foram divulgados ontem pela pesquisa "Indicadores de Desenvolvimento Sustentável", divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Em 2009, o PIB cearense cresceu 3,1% em 2009 na comparação com 2008, somando R$ 60,79 bilhões. O resultado ficou acima do PIB nacional, com decréscimo de -0,2%. A população do Estado é de R$ 8,3 milhões de habitantes.


“O PIB per capita é um indicador de desenvolvimento econômico. O valor reduzido mostra que a economia ainda não está gerando riquezas suficientes para o volume da população”, analisou o economista e professor da Universidade de Fortaleza (Unifor), Ricardo Eleutério Rocha.


Segundo o professor, é necessário que a geração de riquezas cresça a uma taxa ainda mais elevada. “O PIB per capita mostra a riqueza gerada pela população. O que faz o valor aumentar é o crescimento da economia a uma taxa elevada e o avanço da população em um ritmo menor”.


O professor explicou que embora o PIB do Estado tenha crescido, o valor per capita continua historicamente mais baixo que outros estados.


Segundo a economista do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Eloísa Bezerra, o resultado do PIB per capita é devido ao grande volume de população na comparação com a soma das riquezas.


“O Ceará realmente tem um PIB per capita baixo porque tem uma população muito grande. O Estado tem a 12ª economia do País e a oitava maior população”.


Eloísa Bezerra disse ainda que o PIB per capita não é o melhor índice para medir a renda da população. “É um índice frágil para qualificar a população porque é muito geral”, explicou. Segundo Eloísa, o índice de Gini é um indicador mais indicado. O índice mede o grau de desigualdade existente na distribuição de indivíduos segundo a renda domiciliar per capita.


Piores estados
Os estados com piores resultados que o Ceará também são nordestinos. O menor PIB per capita foi encontrado no Piauí (R$ 4.662,00), seguido por Maranhão (R$ 5.165,00), Alagoas (R$ 5.858,00) e Paraíba (R$ 6.097,00).


Nacionalmente, o PIB per capita foi contabilizado em R$ 5.405,00 em 2009. O valor representa um crescimento de 21,7% nos últimos 14 anos. Em 1995, o valor era de R$ 4.44,00.


O instituto revela que, em 2009, influenciado pela crise global, o PIB per capita do País caiu 1,17% na comparação com 2008, quando registrava R$ 5.469,00. Entre as regiões, com dados de 2007, o maior PIB per capita do País foi do Sudeste (R$ 19.277,00), seguido pelo Centro-Oeste (R$ 17.844,00), pelo Sul (R$ 16.564,00), pelo Norte (R$ 9.135,00) e pelo Nordeste (R$ 6.749,00).

EMAIS


PIB NACIONAL
Entre as unidades federativas do Brasil, o destaque positivo do PIB per capita ficou com o Distrito Federal, o maior PIB per capita do País (R$ 40.696), quase o dobro do Estado de São Paulo (R$ 22.667), que obteve o segundo lugar. O Rio de Janeiro ocupa a terceira posição (R$ 19.245,00), seguido por Espírito Santo (R$ 18 003) e Santa Catarina (R$ 17.834).

A taxa de investimento do País tem "flutuado" em torno de valores inferiores a 20% de 1995 a 2008 e mostrou tendência. O índice mede o incremento da capacidade produtiva da economia como participação do Produto Interno Bruto (PIB).

O IBGE apontou que em três anos até 2008, a taxa de investimento mostrou crescimento, com resultados de 16,4% para 2006 e de 17,4% para 2007. A taxa de investimento em 2008 foi 18,7% do PIB, um pouco acima do apurado em 1995, quando foi de 18,3%.

Em 2008, quatro em cada dez domicílios brasileiros eram inadequados, ou seja, não tinham alguns dos indicadores considerados essenciais para a moradia. No ano, eram 25 milhões de domicílios nesta situação. No entanto, o IBGE informou que, em termos porcentuais, 57% dos domicílios brasileiros poderiam ser considerados adequados para moradia.

Renda desigual entre municípios
Na distribuição de riquezas entre as cidades cearenses é possível verificar a distorção no nível de renda da população, segundo a economista do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Eloísa Bezerra.


Apenas em quinto lugar no índice do PIB per capita aparece Fortaleza (R$ 10.066). Apesar da colocação, a cidade possui o maior PIB total (R$ 24,4 bilhões) e a maior população (2,43 milhão de pessoas).


Segundo dados de 2007 fornecidos pelo Instituto, Eusébio é a cidade com maior índice Per capita (R$ 20.250), com PIB total de R$ 773,3 milhões e população de 38.189 habitantes.


“Não é necessariamente verdade que a população vive bem. O município tem um PIB relativamente grande para uma população bem pequena”, explicou Eloísa Bezerra.


Na sequência aparece São Gonçalo do Amarante (R$ 13.714), Maracanaú (R$ 13.240) e Horizonte (R$ 12.479).


Segundo dados do Anuário do Ceará (2009/2010), os 50% mais pobres ficam com 15% da renda. Enquanto isso, os 1% mais ricos concentram 13% da renda.


No quesito educação, 34% estudaram menos de cinco anos e 42% estudaram até o Ensino Fundamental Completo. Apenas 5% cursaram o Ensino Superior completo.


“Os dados revelam avanços, mas quando você olha para o ranking nacional nós ainda continuamos na incômoda posição histórica”, explicou o economista Ricardo Eleutério Rocha. Ele apontou que a desigualdade ainda é muito elevada no Ceará enquanto os níveis de educação são deficientes. (Teresa Fernandes)

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UOL ÚLTIMAS NOTÍCIAS

02 de setembro de 2010

 
COTAÇÃO
Indicadores Econômicos
Dólar (01/09 - 16h30)

Comercial
Compra 1,7450
Venda 1,7470

Turismo
Compra 1,6900
Venda 1,8600

Paralelo
Compra 1,7500
Venda 1,8500

Dólar (02/09 - 10h12)

Comercial
Compra 1,7410
Venda 1,7430

Turismo
Compra 1,6900
Venda 1,8600

Paralelo
Compra 1,7500
Venda 1,8500

Outros indicadores
TR 0,079%
CDI 10,620%
SELIC 10,75%
IPCA 0,01% jul.10
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O ESTADO

02 de setembro de 2010

 
LEI DA APRENDIZAGEM
Economia - Lei da Aprendizagem
Por: Rubens Frota

O Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) denuncia que as empresas não estão cumprindo a Lei da Aprendizagem, que obriga as empresas de médio e grande porte a contratarem jovens aprendizes para ocupar de 5% a 15% do seu quadro de pessoal. O alerta foi feito com base em balanço que mostra que há 6,5 mil empresas cadastradas e 20 mil contratações no projeto Aprendiz Legal, no Rio. A lei tem dez anos de vigência.

frotarubens@gmail.com
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O POVO

02 de setembro de 2010

 
EXPOSIÇÃO - INDÚSTRIA DE REDES
REDES DE DORMIR
Começa no próximo sábado, dia 4 de setembro, a I Exposição do Arranjo Produtivo Local de Jaguaruana que vai mostrar a cultura da fabricação de redes de dormir no município. O público pode visitar a exposição até terça-feira, 7 (feriado do Dia da Independência do Brasil), das 19 horas às 22 horas, na praça em frente ao prédio da prefeitura do município. A atividade é promovida pela Associação dos Fabricantes de Redes de Jaguaruana, que atualmente congrega 200 trabalhadores dessa área.
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O POVO

02 de setembro de 2010

 
FRUTAL
Vertical S/A - Mais frutas
Por: Jocélio Leal

A 17ª Semana Internacional da Fruticultura, Floricultura e Agroindústria (Frutal) - www.frutal.org.br - vai de 13 e 16, no Centro de Convenções. O tema é “Educação e CT&I Como Indutores do Desenvolvimento”. O presidente da Frutal, Euvaldo Bringel, lança o evento dia 9 em café da manhã no Hotel Luzeiros.
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VALOR ECONÔMICO

02 de setembro de 2010

 
TAXA DE CÂMBIO
Coutinho vê câmbio como um desafio à indústria
Cristiano Romero, de Brasília

A apreciação da taxa de câmbio é um desafio para o desenvolvimento da capacidade de inovação e de competição da indústria brasileira, bem como para o aumento de sua presença internacional. A afirmação consta de apresentação feita ontem, durante encontro nacional do Sebrae, pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.

Cotado para ser ministro da Fazenda numa possível gestão Dilma Rousseff, Coutinho fez um balanço sobre o desempenho da economia nos últimos anos, expôs os desafios de longo prazo e afirmou que a expectativa do governo é que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça, em média, 5,7% ao ano entre 2011 e 2014, ante média de 3,6% entre 2003 e 20008, e de 1,7% entre 1998 e 2002.

Coutinho fez sua apresentação por meio de slides. O último quadro fala dos desafios de longo prazo. Nele, Coutinho menciona a necessidade de "recuperar e qualificar o planejamento de longo prazo (energia, logística, ambiente, infraestrutura de TI [tecnologia da informação])". Em seguida, cita o "desenvolvimento da capacidade de inovar e competir da indústria manufatureira e de sua presença internacional (vs. desafio problematizado pela apreciação da taxa de câmbio)".

Durante a conferência, Coutinho tomou o cuidado de não falar abertamente do tema cambial, que ficou restrito ao texto da apresentação. "Não estou aqui fazendo previsões sobre câmbio", afirmou, acrescentando que era preciso ficar "claro" que ele não faz comentários sobre política monetária e cambial, especialmente em dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Na palestra, o presidente do BNDES disse que, no ciclo atual, a economia brasileira está crescendo liderada pela demanda interna, que, segundo estimativa do Ministério da Fazenda, deve fechar o ano com alta de 9,1% em relação a 2009. A demanda está sendo puxada pelo consumo das famílias, pelo setor habitacional e pela produção de bens duráveis. A massa salarial real média, de acordo com números do IBGE, cresceu 32,7% entre dezembro de 2004 e junho de 2010.

Coutinho revelou que as classes C e D já superam a classe B em poder de consumo. Em 2002, a classe C tinha 21% de participação na massa de renda, e a D, 15%. Em 2010, elas passaram a ter, respectivamente, 31% e 28%. A classe B encolheu sua participação, no mesmo período, de 28% para 24%, e a classe A, de 30% para 16%.

No cenário apresentado por Coutinho, a taxa de investimento da economia, medida pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), deve fechar 2010 com estoque de 18,8% do PIB. O presidente do BNDES acredita que ela atingirá 22,2% do PIB em 2014, uma taxa ainda pequena, na sua opinião. Segundo ele, o investimento será dinamizado por cinco vetores: petróleo e gás, energia elétrica, logística, construção habitacional e agronegócio.

Entre 2005 e 2008, o setor industrial investiu R$ 344 bilhões. No período que vai de 2010 a 2013, aplicará R$ 549 bilhões, de acordo com estimativa do BNDES, um salto de 74,7% quando comparado à fase anterior. O setor de petróleo e gás lidera os investimentos do período atual, com desembolso previsto de R$ 340 bilhões.

No caso do setor de infraestrutura, foram investidos R$ 199 bilhões entre 2005 e 2008 e estão previstos R$ 310 bilhões para 2010-2013, uma alta de 55,3%. Coutinho lembrou que o Brasil está realizando, neste momento, os três maiores investimentos em geração de energia elétrica do planeta - a construção das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, e de Belo Monte, no Pará.

Durante rápida entrevista, após a apresentação, Coutinho defendeu a operação, autorizada pela Medida Provisória 500, que permitiu transferir ao banco R$ 1,4 bilhão em participação acionária do Tesouro na Eletrobras. À medida que a estatal pagar dividendos adiante, o BNDES receberá uma parte dos recursos.

Segundo assessores do banco, o BNDES vai aproveitar o momento para fazer um ajuste de posições na sua carteira de investimentos, que está muito exposta em aplicações no setor elétrico. "É uma operação interessante", declarou o presidente do banco.

Coutinho esquivou-se de fazer comentários sobre a capitalização da Petrobras, lembrando que é um dos integrantes do Conselho de Administração da empresa. No passado, no entanto, ele deu declarações informando que o BNDES participará da capitalização. (Com agências noticiosas)
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VALOR ECONÔMICO

02 de setembro de 2010

 
INDÚSTRIA E VAREJO - PREÇO
Indústria tem novo formato para o preço
Um ponto sensível na relação entre indústria e varejo, a prática de estampar o preço ao consumidor na embalagem do produto, ganha novos formatos. A expressão "preço sugerido", que precede o valor carimbado pela indústria em vários tipos de produtos, de iogurte a xampu, está sendo substituído por "preço especial" e "a partir de". A aparente singeleza na troca tem o objetivo de reduzir conflitos com varejistas, dando-lhes mais flexibilidade para alterar preços e, ao mesmo tempo, tentar mostrar ao consumidor o valor pretendido pelo fabricante.

Em um mês começa a chegar nos supermercados a nova fralda Pampers Supersec, da Procter & Gamble. Na campanha promocional, a ser veiculada na TV em rede nacional, a embalagem de dez unidades virá com o carimbo "a partir de R$ 5,99". O valor pode variar de acordo com a região do país. Em hipermercados Extra e Carrefour, visitados pela reportagem do Valor, xampus e condicionadores para cabelo da marca Seda, da Unilever, e Gold, da Niely, são vendidos em "ilhas" no meio dos corredores com a informação "preço especial" impressa em letras garrafais nas embalagens, com o símbolo do cifrão em destaque.

Nesses casos, não surge a expressão "preço sugerido", frequentemente grafada nas mercadorias. A substituição pretende chamar a a atenção do consumidor e reduzir conflitos com varejistas. "A gente sabe que varejo não gosta muito disso [da sugestão do valor no produto]. Com o 'a partir de', deixamos claro um piso de preço possível, e não um único valor como referência", diz Fernando Bueno, gerente de produto de Pampers.

Ferramenta em pleno uso pela indústria brasileira desde meados dos anos 2000, a sugestão do preço pelo fornecedor tem sido ponto nevrálgico nas relações entre supermercadistas e fabricantes. O Valor levantou uma série de dez produtos que , nos últimos doze meses, passaram a estampar na embalagem o "preço sugerido". Há refrigerante de menos de R$ 1 a odorizador de ambiente por quase R$ 25. E os efeitos da expansão dessa prática já chegaram aos escritórios de advocacia.

"Cresceu a procura de clientes que precisam de um trabalho de consultoria sobre a questão do preço sugerido", diz o advogado José Del Chiaro, ex-secretário de Direito Econômico. Ele atende clientes nas áreas de cerveja e de produtos de higiene pessoal. "[Essas empresas] buscam entender como se proteger nos casos em que o varejo pratica preços abaixo ou acima do valor sugerido. E se cabe alguma ação a respeito do efeito disso para a marca", diz Del Chiaro.

Quando a embalagem traz a sugestão de preço, e mesmo um piso mínimo (como o "a partir de R$"), normalmente há uma tentativa de reposicionar o produto. "A indústria faz isso porque quer proteger a sua mercadoria de fortes variações no preço. Ela pode querer se focar numa nova classe [social], por exemplo, e preço é parte crucial desse plano", diz Eugênio Foganholo, sócio da Mixxer Consultoria.

A Danone é um exemplo, na sua tentativa de popularizar o consumo do iogurte Activia. A bandeja com seis iogurtes é vendida a R$ 4,74 ("ou só R$ 0,79 por unidade", diz a embalagem) porque é "parte importante da estratégia da Danone oferecer preços mais acessíveis ao produto e isso garante mais ganhos aos varejistas", diz a companhia, em nota. A Ambev faz o mesmo com o Guaraná (de 237 ml), com preço sugerido de R$ 0,99.

A questão começa a se complicar quando o preço na etiqueta do varejista fica abaixo do valor sugerido. O Guaraná é vendido pelo Extra em São Paulo a R$ 0,95. "A rede pode até tirar isso da sua margem. De qualquer maneira, é essa guerra de preços que as marcas tentam evitar com a tática do preço mínimo ou sugerido", diz Alexandre Horta, sócio da GS&MD.
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O POVO

02 de setembro de 2010

 
DANONE
Vertical S/A - PARCERIA LATICÍNIA
Por: Jocélio Leal

O Sebrae Ceará e a Danone vão aplicar no Ceará uma metodologia de origem mineira. O programa Educampo busca capacitação de grupos de produtores rurais. Amanhã haverá a primeira reunião com produtores rurais e fornecedores da Danone para apresentar o programa e organizar o grupo do projeto piloto no Ceará. O coordenador geral do Educampo em Minas Gerais, Rogério Nunes, vem explicar. No piloto haverá entre 35 e 40 produtores, divididos em dois grupos, mas a meta é chegar a 180.
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O POVO

02 de setembro de 2010

 
COPA DO MUNDO 2014
Agora é que vai ter pressão
Dirigentes da Federação Internacional de Futebol (Fifa) chegam ao Brasil na próxima semana, para começar os trabalhos para a Copa de 2014. Em pauta, cobrança total para evitar atrasos nas obras

Faltando quatro anos para a Copa do Mundo no Brasil, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) foca a partir de agora suas atenções sobre a preparação do País para o evento. Na próxima semana, a entidade desembarca no Brasil para começar a fase crucial dos trabalhos de preparação, em uma relação que se tornará permanente até 2014.

O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, fará nos próximos dias sua primeira viagem ao Brasil depois de terminada a Copa do Mundo da África do Sul. Seu gabinete garante que a viagem marca o início da nova fase nas relações entre a Fifa, Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o governo brasileiro e de uma cobrança total sobre o País para evitar atrasos.



Em Zurique, na Suíça, a Copa no Brasil já está sendo calculada como a que irá gerar a maior renda na história dos Mundiais. A Fifa espera uma receita de US$ 3,8 bilhões (cerca de R$ 6,4 bilhões) com o evento no Brasil, US$ 600 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) a mais do que a África do Sul gerou e três vezes mais que a renda com a Copa da Alemanha, em 2006.



Em sua agenda na próxima semana, Valcke promete tratar com prioridade da questão dos estádios e, principalmente, cobrará uma definição rápida sobre São Paulo. Um dos pontos será o de conhecer de forma detalhada o projeto para o estádio do Corinthians, que serviria para a abertura da Copa do Mundo.



Abertura

A Fifa não entende como, três anos depois de receber o direito de organizar a Copa, o Brasil ainda não definiu onde será a abertura do Mundial e nem onde ficará o centro de transmissão dos jogos.

A entidade criará uma empresa que terá sede no Rio de Janeiro e atuará como a organizadora das atividades. O escritório da Fifa no Brasil pode consumir até US$ 70 milhões nos próximos quatro anos. Não pagará impostos, nem no Brasil e nem na Suíça. (da Folhapress)

NÚMEROS

12

CIDADES BRASILEIRAS RECEBERÃO JOGOS DA COPA DO MUNDO DE 2014
SITUAÇÃO DAS SEDES


Porto Alegre: Obras do Beira Rio iniciadas em julho, pela cobertura. Permanece aberto.



Curitiba: Arena da Baixada ainda é questionada como estádio da cidade.



São Paulo: A aposta está com o estádio do Corinthians, confirmado pelo presidente do clube, mesmo ainda sem confirmação da Fifa.



Rio de Janeiro: Obras iniciadas no Maracanã. Anel inferior foi interditado e retirada das cadeiras segue. O estádio será fechado no dia 8.



Belo Horizonte: Obras no Mineirão iniciadas com reforço na estrutura e rebaixamento do campo. O gramado já foi todo retirado, bem como parte das cadeiras inferiores.



Brasília: Obras de demolição do Mané Garrincha foram iniciadas, mas suspensas após escândalo no Governo do DF.



Cuiabá: Primeiro estádio a começar as obras. A demolição do Verdão foi concluída e rebaixamento iniciado.



Salvador: Demolição mecanizada do anel inferior da Fonte Nova concluída. Implosão do anel superior ocorreu no domingo.


Recife: As desapropriações da Cidade da Copa, onde será construído o estádio, já foram concluídas e o canteiro de obras está sendo instalado.

Manaus: Demolição do Vivaldão concluída e início do rebaixamento do gramado.

Natal: Situação mais complicada, pois não lançou edital de licitação do Arena das Dunas.

Fortaleza: Na espera do encerramento da licitação para início das obras no Castelão.
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DIÁRIO DO NORDESTE

02 de setembro de 2010

 
OBRAS NA BR-116
Obras na BR-116 serão concluídas até dezembro
O novo diretor do órgão, José Abner de Oliveira Filho, disse que o cronograma de trabalho não será alterado

A conclusão das obras de recuperação da BR-116, no perímetro de Fortaleza, deverá estar concluído até dezembro próximo. O cronograma de trabalho fica mantido, apesar dos serviços interrompidos por 28 dias, por conta de denúncia de corrupção envolvendo empreiteiras e diretores do órgão.

Além da retomada das atividades operacionais desde o começo desta semana, o novo diretor do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), José Abner de Oliveira Filho, disse, ontem, em entrevista coletiva, que a obra terá continuidade, não obstante haver um inquérito ainda não concluído na Polícia Federal.

Ele informou também que, atualmente, o Ministério dos Transportes, através do Dnit, mantém 42 obras no Ceará, sendo que algumas não foram suspensas por ocasião da instalação do inquérito policial, que tramita em segredo de Justiça. "Não sabemos como as empresas deverão proceder para recuperar os dias parados, mas o contrato fica mantido para até o final de dezembro deste ano", disse José Abner.

Sobre o destino dos servidores afastados diante das denúncias, ele informou que qualquer medida administrativa somente será tomada após a conclusão do inquérito e julgamento. Por enquanto, uma auditoria interna está avaliando os contratos sobre suspeição e requerendo à Corregedoria da União que não haja mais suspensão de pagamentos até que exista uma posição do Judiciário.

"Não queremos que a população passe por mais transtornos do que os já sofridos. Daí que mantemos o cronograma e vamos garantir o pagamento para aqueles que prestaram os serviços, conforme as cláusulas contratuais", disse o superintendente regional do Dnit.

O inquérito foi responsável pelo afastamento de funcionários, chefes de escritórios e até do ex-diretor do Departamento, Guedes Neto, por denúncia de um possível favorecimento a empreiteiras em quatro contratos.

Ponte da Sabiaguaba

Um deles é o da Ponte da Sabiaguaba, já concluída. Outros três são a construção da ponte sobre o Rio Jaguaribe, em Aracati, e a BR-116, que, a exemplo da ponte, tem prazo de conclusão mantido para dezembro de 2010. Já a recuperação de trechos da BR-020, também sob suspeita, pode estender-se até 2011.

Durante a coletiva, também esteve presente o auditor-chefe do Dnit, em Brasília, Éder Noronha. Ele informou que dos quatro contratos suspeitos, dois já haviam sido constatados irregularidades e requeridas respostas da gestão anterior.

SAIBA MAIS

Ponte da Sabiaguaba
Situação: Já concluída

BR-116
Situação: Em andamento, com previsão para o fim de 2010

Br-020
Situação: Em andamento, com previsão para conclusão em 2011

Ponte sobre o rio Jaguaribe, em Aracati
Situação: em andamento. Conclusão prevista para dezembro de 2010

Fonte: Dnit

MARCUS PEIXOTO
REPÓRTER
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DIÁRIO DO NORDESTE

02 de setembro de 2010

 
PORTOS BRASILEIROS
Egídio Serpa - EUA estudarão portos brasileiros
Informa o ministro Pedro Brito: sua Secretaria de Portos e a Agência para o Comércio e Desenvolvimento dos Estados Unidos celebraram acordo para a realização de estudos que implantarão novos sistemas de gerenciamento de tráfego de navios. Serão beneficiados os portos do Rio de Janeiro, Itaguaí, Rio Grande e Aratu. É o segundo acordo entre as partes.
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DIÁRIO DO NORDESTE

02 de setembro de 2010

 
CENTRO DE EVENTOS
Centro de Eventos terá 1ª feira em agosto
Empreendimento, com custos de R$ 306 milhões, abrirá as portas no dia 12 de agosto para a Maquintex

O Centro de Eventos do Ceará já tem data confirmada para receber a primeira grande feira de negócios. No dia 12 de agosto, o empreendimento, que custará cerca de R$ 306 milhões aos cofres públicos, abre as portas para empresários e técnicos da indústria têxtil de todo o Brasil que participarão da Maquintex e, em paralelo, a 14ª edição do Congresso Nacional de Técnicos Têxteis (CNTT).

A decisão foi anunciada após reunião de autoridades do setor têxtil, representantes da Secretaria de Turismo do Estado (Setur-CE) e do consórcio Galvão Engenharia/ Andrade Mendonça, responsáveis pela obra. Nela, a entrega da obra do centro foi garantida para junho do próximo ano, segundo o presidente do grupo FCEM (empresa que organizará a Maquintex), Hélvio Roberto Pompeo Madeira.

De acordo com o presidente, que também esteve presente na reunião, a confirmação do evento como o primeiro do Centro de Eventos do Ceará, considerado como o maior da América Latina, representa um marco para o setor de eventos no Nordeste. "Para nos é muito importante, uma feira de máquinas, onde teremos acesso a pavilhões, energia, estrutura de ar comprimido. Isso vai ser um marco não só para nossa feira, mas vai trazer desenvolvimento para o Ceará. Vai ser um fomento muito grande para o turismo de negócios", avalia.

A confirmação da feira no Centro de Eventos do Ceará fez com que a organização da Maquintex repensasse o evento de forma a utilizar todo o espaço disponibilizado para o novo empreendimento.

Atrações internacionais

Com isso, a feira deve trazer atrações internacionais. "Já estamos organizando um novo layout. Países como Itália, Japão, Portugal estão vindo. Com o Centro de Eventos, a feira será ampliada pela possibilidade de trazer mais empresas. Podemos ter equipamentos gigantescos no evento", revela Madeira. A Maquintex tem se consolidado como importante evento da indústria têxtil do Nordeste. Na edição 2007, foram mais de 320 marcas expositoras, distribuídas em cerca de 80 estandes que receberam a visita de mais de 12 mil pessoas. Em 2009, foram cerca de 400 marcas, em 120 estandes e 16.440 mil visitantes. Para Madeira, o evento no ano que vem deve superar as expectativas. "Saímos de uma feira recentemente com 1900 marcas e cerca de R$ 1,5 bilhão em equipamentos comercializados. São números que não garantimos que vão ocorrer no Nordeste, mas perspectivas são excelentes de crescimento e de comercialização", projeta Roberto Madeira.

DEFICIÊNCIA
Importação de máquinas ainda é problema

Apesar de estar situado entre os maiores produtores de têxteis do Brasil, o Estado do Ceará, como o resto do País, se insere em uma realidade em que a balança comercial se mostra desfavorável. O Ceará fechou o primeiro semestre do ano com déficit de US$ 51,326 milhões. A cifra resulta da diferença entre os US$ 33,342 milhões exportados e os US$ 84,668 milhões importados pelo segmento. Os números - disponibilizados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) - mostram que o montante vendido pelo Estado ao mercado internacional é menos da metade daquilo que foi comprado, de janeiro a junho de 2010.

No Brasil, a importação de produtos têxteis e confeccionados, de janeiro a julho de 2010, aumentou 47%, contra alta de 20,9% nas exportações brasileiras. O déficit nos primeiros sete meses do ano já chega a US$ 1,88 bilhão, com um crescimento de 62,30% em relação a igual período de 2009. Se o déficit se mantiver neste patamar, deverá alcançar mais de US$ 3 bilhões até dezembro, um saldo histórico negativo para o setor.

A forte concorrência com a matéria finalizada vinda da Ásia, principalmente da China, é um desafio para o setor. Para João Carlos Lebre, o produto brasileiro, em termos de qualidade, leva vantagem. "Ha cada dez empresas asiáticas, duas tem qualidade. Elas não conseguem fazer frente ao mercado brasileiro", avalia.

GUSTAVO DE NEGREIROS
REPÓRTER
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DIÁRIO DO NORDESTE

02 de setembro de 2010

 
COPA 2014
BB mira na Copa com oferta de crédito ao setor turístico
Com taxas de juros mais acessíveis e prazos mais elásticos, Banco do Brasil foca os micros e pequenos para crescer

Empreendedores individuais, bares e restaurantes e ainda empresas do segmento turístico são o foco das novas linhas de crédito do Banco do Brasil (BB) para atender aqueles que desejam se preparar para as oportunidades de negócios que surgirão com a realização da Copa do Mundo de 2014 em Fortaleza. De acordo com o setor, as taxas variam a partir de 0,69% ao mês, com prazos que podem chegar a 120 meses e carência de até 30 meses para começar pagar o valor do financiamento

"Um evento como a Copa do Mundo não se resume às obras em estádios ou aquelas de mobilidade urbana. É preciso perceber o que um evento com este atrai. O Estado estará sob os holofotes, o que trará muitos turistas para a Fortaleza durante e depois de sua realização. Beneficia desde o taxista ao proprietário de um hotel, por exemplo. Então, existe essa preocupação do banco de auxiliar aqueles que desejam se preparar", argumenta o superintendente do BB no Estado, Luís Carlos Moscardi. Ele lembra ainda a vocação natural do Ceará para o turismo, o que só reforça a oferta desses produtos pelo banco.

Empreendedor Individual

Aos empreendedores individuais que querem aproveitar a oportunidade para se formalizar e se preparar para a realização do Mundial de Futebol na Capital Cearense, a instituição preparou um portfólio específico, composto por pacote de serviços, Cartão Ourocard Empreendedor e BB Giro Rápido compartilhado com o cartão. "Tratam-se de produtos e serviços diferenciados, mais adequados ao negócio do empreendedor individual, principalmente quando comparamos os custos que ele tem como pessoa física", destaca Moscardi.

Ele explica que as necessidades de capital de giro, por exemplo, serão atendidas por meio do BB Giro Rápido, linha de crédito com taxas de juros a partir de 2,42% ao mês e pagamento em até 24 meses, com carência de 89 dias para o pagamento da primeira prestação.

Dessa forma, profissionais como costureiras, sapateiros, manicures, barbeiros, tapioqueiras, fotógrafos, promotores de eventos, ambulantes entre muitos outros poderão ser beneficiados com a iniciativa.

Turismo e entretenimento

Além disso, desde agosto deste ano, os olhares do banco se voltaram também para o segmento de bares e restaurantes. O BB lançou uma linha de capital de giro específica para negócios dessa natureza. Trata-se do FAT Giro Setorial pós-fixado, para atender as necessidades de micros e pequenas empresas de serviço e alimentação e bebidas, cadastrados no Ministério do Turismo. Podem se habilitar estabelecimentos com faturamento bruto anual de até R$ 5 milhões. Os encargos financeiros incidentes sobre a operação são de TJLP (Taxa de Juros de Longo de Prazo), atualmente em 6% ao ano mais 3,73% ao ano e teto financiável de até R4 100 mil por cliente. O prazo de pagamento é de até 24 meses, incluída carência de até cinco meses.

Já com recursos do Proger Turismo Investimento, as empresas do segmento turístico, com faturamento bruto anual também de até R$ 5 milhões poderão financiar a reforma de suas instalações ou a compra de bens e equipamentos.

Com essa linha de crédito, o cliente poderá financiar até 90% do valor do projeto com taxas de juros a partir da TJLP mais 2,5% efetivos ao ano, o que equivale a 0,69% ao mês e teto financiável de até R$ 200 mil, com prazo de pagamento de até 120 meses e carência de até 30 meses para começar a quitar as prestações.

Informais

Outra opção ofertada pelo banco é a linha BB Microcrédito Desenvolvimento Regional Sustentável para atender empreendedores informais. O valor máximo do empréstimo é de R$ 5 mil, com juros de 0,95% ao mês e 60 para pagar.

EM 12 MESES
Financiamento para pessoa física salta 30% no Estado

Nos 12 meses anteriores a junho deste ano, o volume emprestado pelo Banco do Brasil (BB) para a pessoa física no Ceará cresceu 30% na comparação com os 12 meses imediatamente anteriores, atingindo R$ 1,6 bilhão ao fim do primeiro semestre de 2010. Nos primeiros seis meses do ano, o incremento foi de 11,7%. No entanto, "a expectativa é de que o a instituição encerre o exercício fiscal, findo em dezembro próximo, com elevação de 30%", estima o superintendente do BB no Ceará, Luís Carlos Moscardi. Entre as linhas de crédito mais relevantes, o destaque fica para o crédito consignado.

Já no segmento pessoa jurídica, a alta foi de 39% nos 12 meses anteriores a junho de 2010, totalizando R$ 1,74 bilhão. No primeiros seis meses do ano, a majoração já atinge a casa dos 10%. Segundo Moscardi, a previsão do banco é de que o segmento encerre o ano com crescimento de 25%.

"Os resultados foram surpreendentes. Ainda tínhamos dúvidas se o Brasil e o mundo haviam se libertado da crise econômica de 2008 e mesmo com a crise da Grécia no primeiro semestre de 2010, provamos que passamos forte diante de mais esta ameaça. Além disso, os indicadores são bastante favoráveis, com o emprego e a massa salarial crescendo. As pessoas estão consumindo e as empresas, por sua vez, estão produzindo e crescendo", justifica.

Micros e pequenas empresas

De acordo com Moscardi, o crédito à micro e pequena empresa tem puxado a carteira da pessoa física do BB no Ceará, correspondendo a mais de 65%. Nessa fatia, houve crescimento de 25% no volume contratado nos últimos 12 meses, anteriores a junho, apresentando saldo de aproximadamente de R$ 1,14 bilhão ao fim do semestre. O destaque fica para as operações de capital de giro. Para garantir o acesso, explica, a instituição vem utilizando o Fundo de Garantia de Operações. A economia chega a 30% no custo do financiamento.

AGÊNCIAS E MODERNIZAÇÃO
R$ 10 mi para atendimento

Até 2012, o Banco do Brasil (BB) investirá R$ 10 milhões na ampliação da rede agências e modernização dos serviços no Estado. Serão 31 novas agências e 18 novos pontos, o que elevará a atual rede de atendimento em 12%, saindo de 405 pontos para 454 em todo Ceará. Presente em 157 municípios cearenses (85%), a meta é de até 2014, o banco manter pelo menos uma agência em cada uma das 184 cidades do Estado.

Com o incremento, a expectativa do banco é de que o quadro funcional da instituição financeira também cresça, aumentando em 20%. Atualmente, o BB emprega, localmente, 2.157 funcionários.

Na avaliação de Luís Carlos Moscardi, superintendente do BB no Ceará, a percepção de aumento da população economicamente ativa, aliada à ampliação das classes emergentes no mercado de consumo e de crédito, fez com que o banco apostasse no crescimento das operações no Estado.

Capacitação

"E o investimento não está sendo apenas no aumento e na melhoria das instalações. Também estamos investindo muito na capacitação de pessoal e nos sistemas de informação. Para se ter uma ideia, de 2009 até agora, 70% dos funcionários do BB no Ceará foram treinados em crédito e vendas", destaca o superintendente do BB no Estado.

De acordo com ele, quatro agências já se encontram em processo de instalação, sendo uma na Capital, no bairro Messejana, e as demais nos municípios de Aiuaba, Frecheirinha e Juazeiro do Norte.

Considerando a quantidade de agências dos bancos em operação no Ceará, o BB, segundo o Banco central, segue na liderança, com 36% da rede.

ANCHIETA DANTAS JR.
REPÓRTER
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O POVO

02 de setembro de 2010

 
PRÊMIO CHICO MENDES - ECOFOR
Reportagem - BONS ARES
Por Lúcio Brasileiro

Ecofor, grupo Marquise, ganhou Prêmio Chico Mendes do Instituto do mesmo nome, mediante programa ambiental Eco-Cidadão.
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VALOR ECONÔMICO

02 de setembro de 2010

 
SUCESSÃO PRESIDENCIAL
Dilma lidera em todos os Estados
A disparada de Dilma Rousseff nas pesquisas divulgadas no fim de semana, além de desenhar uma vitória governista no primeiro turno, revela um fenômeno pouco previsível até o início da campanha. A candidata desconhecida da maioria da população, que nunca concorreu a um cargo eletivo, mas foi escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sucedê-lo, já teria hoje uma votação maior do que a de seu padrinho político. Mais: a candidatura Dilma retomou todos os Estados perdidos para a oposição na eleição de 2006, numa repetição da chamada "onda vermelha" de 2002, só que ainda mais forte. De acordo com levantamento feito pelo Valor, na maioria dos Estados nordestinos, por exemplo, o PT está aumentando largamente a vantagem sobre o PSDB obtida nas eleições de 2002 e 2006, num desempenho mais semelhante a uma bola de neve do que ao de uma onda.

Com os 59% de preferência dos votos válidos, verificados na última pesquisa Ibope, Dilma Rousseff - projetados os índices estáveis de comparecimento e votos válidos das últimas eleições - já teria pelo menos 60 milhões de votos. No segundo turno de 2006, Lula amealhou 58.295.042 de votos, marca histórica em disputas presidenciais no país.

Se a eleição fosse hoje - considerando um total de 101.853.325 de votos válidos (equivalente à taxa verificada nos últimos pleitos, de 75% do total de aptos a votar, que serão 135.804.433) - Dilma ultrapassaria o recorde, com 60.093.462 de votos. Seria um feito, mesmo considerando que houve crescimento do eleitorado, pois a petista obteria a marca já no primeiro turno, quando há mais concorrentes na disputa.

A façanha pode ser ainda maior em termos percentuais. Neste caso, o apoio a Lula no segundo turno, em 2006, foi de 60,8% e, em 2002, ainda maior, de 61,3%. Dilma Rousseff está com 59%, mas, segundo o Ibope, 12% do eleitorado ainda não sabe que a candidata é apoiada pelo presidente. Ou seja, há uma margem de crescimento que poria Dilma à frente de seu fiador.

Isso mostra que a ex-ministra-chefe da Casa Civil, apesar da inexperiência política e da falta de recall eleitoral, não atrapalhou a transferência de apoio de Lula para a sua candidatura. Pelo contrário. A tão debatida capacidade de o presidente transferir votos para sua apadrinhada ocorre numa escala que supera qualquer prognóstico feito no ano passado.

É o que se verifica quando são analisados os dados referentes às intenções de voto para a candidata do governo e para seu adversário da oposição, José Serra (PSDB), em relação aos resultados das disputas entre petistas e tucanos, em cada unidade da federação, nas últimas eleições.

Lula, Dilma, PT e a aliança reforçada agora pelo PMDB estão retomando regiões inteiras perdidas no pleito pós-mensalão de 2006. É o caso dos Estados do Sul e do Centro-Oeste, e de São Paulo. Nestas regiões, grandes desvantagens de votos de Lula para o então candidato do PSDB, Geraldo Alckmin - algumas de até 23 pontos percentuais, como em Santa Catarina - podem se converter, de acordo com as últimas pesquisas do Ibope nos estados, em dianteira de 13 pontos percentuais, em Goiás, e de até 25, como no Distrito Federal.

Em São Paulo, a desvantagem de 17 pontos percentuais entre Lula e Alckmin, em 2006 - que representou uma diferença de quase 4 milhões de votos - agora gira em torno de 8 pontos a favor de Dilma em relação a Serra.

Nestes Estados, há uma virada do jogo em territórios tradicionalmente mais férteis ao PSDB. Já no Nordeste, a candidatura Dilma está ampliando fortemente o apoio já obtido nas eleições de 2002 e 2006. Alagoas é um caso exemplar. Única unidade da federação vencida pelos tucanos em 2002, por uma pequena margem de diferença, de menos de um ponto percentual, o Estado, quatro anos depois, deu uma vantagem de 8,8% para Lula. Agora, a candidatura Dilma já abre uma diferença de 42 pontos em relação a Serra. Em outros Estados, como Bahia, Pernambuco e Piauí, a petista tem a perspectiva de ampliar em mais de 10 pontos o apoio recebido por Lula em 2006.

No Rio de Janeiro, a vantagem para os tucanos aumentou de 20 para 50 pontos. Em Minas Gerais, a diferença subiu de 10 para 31.

Continuísmo atinge eleição para governador
A maré favorável ao PT e aos aliados se reproduz nas eleições para governador. Candidatos apoiados pelo governo federal lideram em 13 estados. Concorrentes oposicionistas estão à frente em sete disputas e em outros sete estados a situação é de empate.

Na maior parte dos Estados, há uma correspondência entre a eleição presidencial e as regionais. Onde Dilma tem preferência maior do eleitorado, candidatos apoiados pelo governo federal estão liderando. As exceções mais notáveis são o Pará, onde Simão Jatene (PSDB) está à frente e desafia a reeleição de Ana Julia Carepa (PT), e o Rio Grande do Norte, onde Rosalba Ciarlini (DEM) está batendo nas pesquisas Iberê (PSB), também candidato à reeleição.

Estas, no entanto, também são exceções quando se observa como estão as chances dos atuais mandatários. A maioria dos governadores que tentam a reeleição deve confirmar o favoritismo. Além de Iberê, apenas Yeda Crusius (PSDB), no Rio Grande do Sul, tem chances remotas. Dos 20 governadores que tentam novo mandato, 10 lideram com folga e outros oito estão numa disputa mais acirrada pela manutenção da cadeira.

Dos 10 com larga vantagem para a reeleição, cinco são do PMDB - Roseana Sarney (MA), André Puccinelli (MS), José Maranhão (PB), Sérgio Cabral (RJ) e Carlos Gaguim (TO) -; outros dois são do PT - Jaques Wagner (BA) e Marcelo Déda (SE) - e dois são do PSB - Cid Gomes (CE) e Eduardo Campos (PE).

Mas é o PSDB o partido que aparece mais bem posicionado nas disputas estaduais. Além de também ter cinco candidatos liderando com folga, o partido tem mais seis com boas chances, em disputas apertadas. É o caso de Minas Gerais, onde o governador Antonio Anastasia ultrapassou Hélio Costa (PMDB), na maior arrancada até agora nas brigas estaduais. Justamente no Estado em que a poderosa aliança entre PT e PMDB foi uma questão de honra.

É mais um exemplo do clima de continuidade que paira nestas eleições e um contraponto à maré vermelha. Mas, juntos, os dois fenômenos parecem acelerar a construção da maioria: 17 disputas devem terminar já no primeiro turno. (CK)
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O POVO

02 de setembro de 2010

 
ELEIÇÕES 2010
Eunício e Pimentel mantêm discurso de unidade
Mesmo em caminhos distintos, comitês dos governistas dizem que candidaturas seguem unificadas. Mas petistas já admitem que há militantes que pretendem votar em Pimentel e anular segundo voto para senador

André Teixeira
andretb@opovo.com.br
Pedro Alves

Um dia depois de o PT lançar uma campanha isolada para tentar eleger José Pimentel (PT) senador, os dois lados da coligação governista para o Senado trataram de negar que haja racha e de assegurar que as duas candidaturas seguem oficialmente unidas.

Questionado sobre a estratégia-solo dos aliados, Eunício dirigiu a pergunta ao partido do colega de aliança. “O que é que eu tenho a dizer sobre isso? Você tem que perguntar ao pessoal do PT”, disse ao O POVO. No entanto, negou mal-estar com a estratégia pró-Pimentel. “Eu não me incomodo de jeito nenhum”, afirmou.

Coordenador da campanha à reeleição do irmão e governador Cid Gomes (PSB), o deputado federal Ciro Gomes (PSB) atribuiu à imprensa a responsabilidade pela divisão das estratégias de Pimentel e Eunício. “Rapaz, essa intriga de você não vai pegar, não”, disse, ao ser questionado pelo O POVO.

Um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff (PT) no Ceará, o vereador Acrísio Sena (PT) disse que, mesmo trabalhando separadamente para Pimentel, a estratégia ainda é tentar eleger os candidatos governistas para as duas vagas que estão em disputa no Senado. E, “por tabela”, derrotar o “candidato do PSDB”, referindo-se a Tasso Jereissati, líder nas pesquisas.

Ele explica que o chamado “setembro vermelho”, lançado na última terça-feira, é uma estratégia do PT de mostrar que tem candidato. “Nós fizemos uma pesquisa em Fortaleza que atesta que 42% da população de Fortaleza tem preferência espontânea pelo PT. Mas a ampla maioria não sabe que o PT tem candidato”, explicou.

O petista, ligado à presidente do PT estadual e prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, reconhece, entretanto, que há setores do partido que pretendem votar apenas em Pimentel e anular o segundo voto para o Senado. “Não é a regra. Isso é uma coisa isolada. Isso não é uma tática do partido. São militantes que podem se achar nesse direito”, apressou-se em explicar Acrísio. O vereador disse ainda que, apesar de estarem realizado atividades separadas, na reta final da campanha “converge tudo”.

A assessoria de Pimentel disse que os dois mantêm uma “linha de candidatura unificada”, mas esporadicamente participam de eventos isolados. Informou ainda que o objetivo do movimento petista é assegurar a eleição do candidato do PT e eleger Eunício como segundo senador.

Fontes próximas a Cid Gomes informam que o governador está tranquilo com relação à disputa entre os dois candidatos ao Senado da coligação.

Cid ainda estaria pregando por aí que a unidade é boa para ele e para a “futura” presidente Dilma Rousseff (PT), a quem apoia. “Em Assaré, o prefeito do PSDB pediu desculpas porque é Tasso e Eunício, mas o governador pediu que ele repensasse, porque a unidade é bom pra ele. Pediu voto para os dois senadores, porque a futura presidente precisa. O governador tem sido muito claro”, informou a fonte.

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DIÁRIO DO NORDESTE

02 de setembro de 2010

 
ELEIÇÕES 2010
Tucano contesta tese de federalizar universidades
O candidato ao Governo do Estado pelo PSDB, Marcos Cals, garantiu que caso seja eleito, não vai defender a federalização da Universidade Estadual do Ceará (Uece), ao contrário, vai fortalecer as universidades estaduais. A promessa foi feita a universitários que participaram, ontem de manhã, de um café no comitê de campanha do tucano.

Marcos Cals afirma que recebeu algumas reivindicações de estudantes, principalmente da Uece, contra a probabilidade da Universidade ser federalizada. A ideia é defendida pelo atual governador, Cid Gomes (PSB), que apoia a federalização das três universidades estaduais, além da Uece, UVA e Urca.

O tucano criticou a proposta do seu concorrente entendendo que é preciso investir nas universidades estaduais já que elas são as responsáveis por fomentar o conhecimento no Estado. "Querem se livrar das universidades estaduais entregando para o Governo Federal", definiu.

Marcos Cals diz que o motivo pelo qual Cid Gomes quer federalizar a Uece é porque os gastos com a Universidade são altos, mas discorda de tal argumento, salientando que é preciso levar em consideração o custo benefício. "Onde que o custo é alto para difundir conhecimento? Ter metade dos jovens de 15 a 17 anos fora da sala de aula, isso sim é que representa um custo alto para o Estado", ponderou.

Fortalecimento

De acordo com Marcos Cals, uma das medidas de fortalecimento das universidades estaduais será o concurso público para professores, mas não especificou quantas vagas planeja abrir para a categoria. Ele também pretende instalar parques tecnológicos nas regiões do Cariri e Zona Norte.

Outra iniciativa é fazer convênio com as universidades para que os universitários trabalhem nas comunidades. A ideia é que os estudantes passem a dar aulas de reforço nas 100 escolas integrais que o tucano espera implantar se for governador. Ele também promete abrir espaço para os universitários do curso de Educação Física para proporcionar esporte nas escolas.

O candidato a vice-governador, Pedro Fiuza (PSDB), também deu seu recado, pontuando que uma das preocupações é em relação ao grande número de professores substitutos, por isso a necessidade do concurso.

Em relação à federalização da Uece, Pedro Fiuza alegou que o Governo quer repassar à União a responsabilidade de administrar a Universidade, como fez com as 87 creches que entregou para a Prefeitura. Contudo não explicou que o ensino infantil é de responsabilidade dos municípios.

Apesar do tema central do encontro ser a discussão de propostas para as universidades, Marcos Cals também destacou outros assuntos e não poupou críticas a atual administração. O tucano salientou o fato da siderúrgica e da refinaria ainda não terem saído do papel e mesmo assim o Governo anunciar essas obras como se já tivessem sendo finalizadas. "Não posso anunciar uma coisa que não é verdade, sou um homem público", explicou.

Outra crítica foi em relação ao estaleiro que seria instalado no Ceará. Para o candidato, faltou planejamento e um estudo aprofundado do Governo para contestar junto à Prefeitura, a importância desse equipamento vir para o Estado. Questionado por um estudante se o Governo "baixou a cabeça para a Prefeitura", Marcos Cals confirmou e respondeu, "o Governo não deveria abrir mão de quatro mil empregos, 1500 diretos e 2500 indiretos".

Aberto as perguntas para os universitários nenhum deles aprofundou as propostas apresentadas pelo candidato, como também não perguntaram sobre educação.
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O POVO

02 de setembro de 2010

 
MERCADO PUBLICITÁRIO DE FORTALEZA
Reação fortalezense
O mercado publicitário de Fortaleza mostra reação depois do sofrer com resquícios de um ano de crises e registra crescimento de 16% no primeiro semestre de 2010

Henriette de Salvi

Mais de R$ 800 milhões em investimentos. Esse foi o total movimentado no mercado publicitário de Fortaleza no primeiro semestre deste ano. O montante significa que houve um crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2009. Os dados foram divulgados pelo Ibope Mídia com dados consolidados de julho de 2010.

Tatiana Lima, mídia da Agência Íntegra, acredita que no ano passado o mercado sofreu impactos da crise financeira mundial. “Muitos clientes trabalham com importação e exportação e ficaram preocupados”, avalia. Ela diz que tanto os pequenos anunciantes, como os grandes, fizeram redução em 2009, mas agora voltaram a investir em publicidade.

Já para Herbert Costa, mídia da Bolero Comunicação, o final de 2009 já mostrava que 2010 seria bom. “Ficamos preocupados, mas nossos clientes não recuaram e muitos inauguram lojas neste ano”, conta.

Deste total, 55% forma investidos em mídia televisiva, representando um total de R$443 milhões, apontando um crescimento de 22% em relação ao ano passado. Esse investimento deixa Fortaleza como a terceira capital nordestina a receber o maior volume de investimentos, ficando atrás somente de Salvador e Recife, que tiveram R$750 milhões e R$660 milhões respectivamente investidos neste tipo de mídia.

Em Fortaleza o Ibope registrou mais de 243 mil inserções neste semestre. Na capital cearense os investimentos em TV representam 17% do total aplicado na região. Herbert, da Bolero, acredita que os clientes já conseguem perceber que precisam direcionar suas mídias para o público alvo, mas vê o crescimento da classe C como um dos fatores que explicam o alto investimento em TV. “Para massificar a publicidade tem que ser TV”, avalia. Tatiana Lima, da Íntegra, explica que a TV ainda é a primeira mídia que os clientes procuram. “Sejam iniciantes ou experientes”, revela.

Setor

Entre os setores que mais investiram no mercado publicitário no primeiro semestre de 2010 está o de comércio e varejo, que registrou 32% de participação, de acordo com os dados da pesquisa. A parcela equivale a R$140 milhões. O Ibope apontou ainda que os investimentos são direcionados, em sua maioria, aos programas jornalísticos, que absorvem 24% da verba ou R$ 105 milhões em números absolutos.

NÚMEROS


802
milhões de reais foi quanto o mercado publicitário em Fortaleza movimentou no 1º semestre de 2010

16%
foi o crescimento em relação ao mesmo período do ano passado

55%
deste montante foi aplicado em TV
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O ESTADO

02 de setembro de 2010

 
SINDUSCON
Mercado Imobiliário - FGTS para habitação e Infraestrutura
- Cerca de R$ 6 bilhões serão injetados nos programas de habitação popular e infraestrutura urbana no Brasil. A decisão foi tomada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS). Com o aumento dos repasses, o orçamento para a habitação popular passa de R$ 20 bilhões para R$ 23 bilhões e o de infra-estrutura urbana de R$ 8 bilhões para R$ 11 bilhões. Assim, na habitação, será possível o financiamento de 75 mil unidades. E com os recursos para infra-estrutura, o PAC – Programa de Aceleração do Crescimento – será beneficiado no Programa de Infra-estrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana - Pró-Transporte, que permitirá a inclusão de projetos de Pavimentação e Qualificação de Vias Urbanas. Fonte:sinduscon-ce.org.br.
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VALOR ECONÔMICO

02 de setembro de 2010

 
SALÁRIO MÍNIMO
Centrais reagem ao aumento do mínimo sugerido pela proposta orçamentária
As seis maiores centrais sindicais do país fecharam um acordo ontem que determina início "imediato" de negociações com o governo para definir o valor do salário mínimo que entrará em vigor a partir de janeiro. Em reunião realizada no sindicato dos hoteleiros, no centro de São Paulo, os dirigentes das seis centrais rechaçaram a ideia do governo de reajustar o salário mínimo apenas pela inflação deste ano - enquanto que a proposta do governo enviada ao Congresso na segunda-feira prevê piso nacional de R$ 538,15, as centrais propõem R$ 560. E vão além: manifestações de rua podem ocorrer.

"O reajuste real do salário mínimo não pode ser perdido. Foi esse aumento que permitiu o crescimento do país nos últimos anos", diz João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical, após a reunião. Segundo Juruna, as passeatas que ocorrerão em 07/10 - cinco dias após a realização do primeiro turno eleitoral - pelo trabalho decente, promovidas pela Confederação Sindical Internacional poderão ser aproveitadas para manifestações pelo aumento real do salário mínimo.

Desde 2007, o aumento anual do salário mínimo segue uma regra negociada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as centrais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST e CGTB, que prevê reajuste baseado na soma da inflação apurada no ano anterior e a variação do Produto Interno Bruto (PIB) registrada dois anos antes. Os fortes resultados verificados no PIB desde então - 6,1%, em 2007, e 5,1%, em 2008 - permitiu reajustes de dois dígitos no salário mínimo.

Na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, entregou ao Congresso no início da semana, a regra está mantida - como o PIB registrou queda de 0,2% em 2009, o governo propôs reajuste apenas pela inflação de 2010, estimada em 5,3%.

Segundo apurou o Valor, os dirigentes das centrais já tinham acertado em junho com o senador Tião Viana (PT-AC), relator da LDO, que a proposta de Orçamento que seria enviada ao Congresso seguiria a regra acordada em 2007 à risca. Apenas depois de realizada as eleições as centrais se reuniriam com o governo para definir o aumento real. Numa das reuniões com Viana, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, deputado federal pelo PDT-SP candidato à reeleição, afirmou ao senador petista que a concessão de aumento real no ano que vem seria "simbólica", ao representar a última alta no salário mínimo promovida pelo governo Lula.

"Mas a pressão do noticiário ligou o alerta das centrais, que agora estão temendo que o acordo fechado em junho não seja cumprido para não gerar atritos políticos", diz uma fonte ligada aos sindicalistas. As centrais acertaram alta de 3,8% acima da inflação, valor que representa a média do PIB registrado entre 2006 e 2009.
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