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Fortaleza, CE - quinta-feira, 18 de junho de 2004 |
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| CEDIP - CENTRO DE CONHECIMENTO, EDITORAÇÃO, DOCUMENTAÇÃO E PESQUISA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| O POVO |
17 de junho de 2004 |
| OAB | |
| Sônia Pinheiro - OAB-CE | |
| O Seminário Especial Sociedades de Advogados: uma exigência da profissão no mercado globalizado, que a OAB-CE realiza no dia 25, no auditório da Fiec será aberto por Horácio Bernardes Neto, presidente do Centro de Estudos das Sociedades de Advogados de São Paulo. | |
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| O ESTADO |
17 de junho de 2004 |
| PORTO DO PECÉM | |
| Parente rebate denúncias feitas por João Alfedo | |
O presidente da Fiec, Jorge Parente, rebateu ontem as denúncias do deputado federal João Alfredo sobre supostas irregularidades no Porto do Pecém. Segundo Parente, este tipo de afirmação representa um "desserviço" para a economia cearense. Ele também ressaltou a importância econômica do porto para o Estado.
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| O POVO |
17 de junho de 2004 |
| JORGE PARENTE | |
| Sônia Pinheiro - Jorge Parente e Marina Silva | |
Jorge Parente em encontro com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
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| O ESTADO |
17 de junho de 2004 |
| PORTO DO PECÉM | |
| Fiec rebate denúncias sobre Porto do Pecém | |
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O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, Jorge Parente, rebateu ontem as denúncias do deputado federal João Alfredo sobre supostas irregularidades no Porto do Pecém. Segundo Parente, este tipo de denúncias representam um "desserviço" para a economia cearense. "Qualquer coisa que venha prejudicar nossa economia vai ser ruim. O Ceará tem de agradecer pelo fato de ter dois portos como os nossos. Estas acusações prestam um desserviço à economia cearense", disse.
Na ocasião, o presidente da Fiec ressaltou a importância econômica do porto para o Estado. Em 2003, US$ 302 milhões foram exportados através do Porto do Pecém. Ele informa, que com esse resultado, o Pecém já é o quarto em valores de exportação, ficando atrás apenas dos portos de Salvador (BA), Itaqui (MA) e Aratu (BA). De acordo com Parente, a vantagem competitiva do porto cearense está fazendo com que muitas embarcações passem a operar no Ceará, ao invés dos Estados vizinhos. No ano passado, 289 navios atracaram no Pecém, um crescimento de 73%, se comparado a 2002. A sua capacidade máxima é de mais de 450 embarcações por ano. O volume de cargas também aumentou, de 386.990 toneladas, em 2002, para 695.625 toneladas, em 2003. Parente acredita que o porto já está cumprindo sua missão na economia do Estado, apesar de estar operando há apenas dois anos. Além disso, Parente afirma que será preciso ampliar o terminal, assim que a nova siderúrgica for implantada no Ceará, que já contaria com um arranjo financeiro e a garantia de fontes de energia necessárias para a sua construção. Entre os principais produtos exportados pelo Porto do Pecém estão: frutas, produtos siderúrgicos, granito e mármore, castanha de caju camarão, melão, calçados e têxteis. Jorge Parente viaja no sábado, para Stutgartt, onde participará de um encontro anual entre empresários brasileiros e alemães. Os produtos cearenses serão apresentados durante o evento. A energia eólica, uma das especialidades dos alemães, também estará na pauta de negociações. A União Européia representou, em 2003, 26% dos destinos das exportações cearenses. Em 2002, esse número era de apenas 13%. > Denúncias. O deputado João Alfredo encaminhou à Corregedoria-Geral da União uma denúncia de que o contrato firmado entre o Ministério dos Transportes e a Ceará Portos, proprietária do Porto do Pecém, estaria sendo "desrespeitado". Entre as irregularidades cometidas no porto, estariam o descumprimento da Lei dos Portos em relação à contratação de funcionários, a precariedade das condições sanitárias e o desvio da finalidade do terminal. | |
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| O ESTADO |
17 de junho de 2004 |
| PECNORDESTE | |
| Sanidade animal em debate na Pecnordeste | |
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VIII Seminário Nordestino de Pecuária visa conscientizar da importância da sanidade para o sucesso do setor
O secretário de Agricultura e Pecuária do Ceará, Carlos Matos Lima, presidiu ontem a solenidade de abertura do VIII Seminário Nordestino de Pecuária (PecNordeste 2004), no Centro de Convenções Edson Queiroz. O evento foi prestigiado ainda pelo presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Antônio Ernesto de Salvo; o superintendente do Sebrae-CE, Sérgio Alcântara; o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, Jorge Parente e o coordenador geral do PecNordeste 2004, Wilson de Pinho, além de membros de entidades do meio agropecuário e do Governo. Em discurso na abertura do seminário, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará ( FAEC ), José Ramos Torres de Melo Filho, destacou que ainda é muito frágil a conscientização dos pecuaristas, da importância da sanidade animal, tendo em vista as medidas coercitivas que tiveram de ser adotadas em alguns Estados para que fossem atingidos os índices de vacina ção contra a febre aftosa. "O Ceará, felizmente, está praticamente atingindo a meta de 80% na campanha de vacinação para erradicação da febre", ressaltou. O seminário tem como tema principal "Sanidade animal sobrevivência e competitividade da Pecuária". Até amanhã (18), cerca de 3,2 mil inscritos estarão participando de palestras setoriais em 11 segmentos: apicultura, bovinicultura, carcinicultura, estrutiocultura, piscicultura, caprinocultura, eqüinocultura, ovinocultura, suinocultura, turismo rural e avicultura (ministrada pelo Simpósio da Associação dos Técnicos Avícolas-Acetav), totalizando 104 palestras técnicas. Já a VIII Feira de Produtos e de Serviços Agropecuários é aberta ao público, com funcionamento das 8h às 21h, apresentando avenidas de cadeias produtivas, produtos para agricultura e pecuária, clínicas tecnológicas, feiras de artesanato, exposição de animais e uma fazenda experimental apresentada pelo Sebrae-Ceará. A feira reúne cerca de 54 expositores e mais de 160 estandes. O PecNordeste 2004 é promovido pela Federação da Agricultura do Ceará (FAEC), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). O patrocínio é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Governo do Ceará, Secretaria de Agricultura do Ceará, Sebrae-Ceará, DNOCS, e BNB. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
17 de junho de 2004 |
| SEMINÁRIO ELEITORAL | |
| Edilmar Norões - Seminário eleitoral | |
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Outro evento, envolvendo a mídia e o processo eleitoral, é o Seminário, a partir das 10 horas de amanhã, na Fiec, numa iniciativa da Abert e da Acert. Nesse encontro radiodifusores de Fortaleza e do interior do Ceará, participarão de uma ampla discussão sobre o papel que as emissoras desenvolverão no período eleitoral.
Quem é quem Além do presidente do TRE, desembargador, Fernando Ximenes, falarão no Seminário Eleitoral o superintendente e o assessor jurídico da Abert, respectivamente, Oscar Piconez e Alexandre Jobim. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
17 de junho de 2004 |
| OAB | |
| Gente de Empresas - Seminário OAB | |
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“Sociedade de Advogados — uma exigência da profissão no mercado globalizado” é o tema do seminário especial que a OAB/CE vai realizar no próximo dia 25, das 8 às 18 horas, no auditório da Fiec. O objetivo do evento é fornecer subsídios para o advogado avaliar estrategicamente seu posicionamento profissional, situando-o no concorrido mercado de trabalho; e orientá-lo quanto a criação e funcionamento das sociedades de advogados, notadamente no que se refere aos aspectos gerenciais, trabalhistas, fiscais, de marketing e recursos humanos. Informações: 262 1433.
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
17 de junho de 2004 |
| EXPORTAÇÕES CEARENSES | |
| EXPORTAÇÕES MANTÊM CRESCIMENTO - Infra-estrutura garante desempenho | |
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O bom desempenho das exportações é reflexo da implantação de infra-estrutura para o desenvolvimento do setor. O Porto do Pecém vem sendo a âncora desse crescimento.
As exportações cearenses continuam andando mais rápido do que as do Brasil. Em três anos — contados a partir de 2000 — o Estado já acumula 39,9% de incremento em suas vendas externas, contra os 21,1% que correspondem à média nacional, no mesmo intervalo de tempo. Os dados apurados pelo setor comprovam o que se pode classificar de curva ascendente: no primeiro quadrimestre deste ano — que equivale aos meses de janeiro a abril —, o produto “made in Ceará” rendeu à economia local US$ 267,62 milhões. O crescimento contabilizado sobre o mesmo período de 2003 é da ordem de 25,6%. E a expansão está numa base de comparação alta, já que o desempenho no ano passado apontou evolução de 40% sobre 2002. De acordo com informações do Centro de Negócios Internacionais (CIN), da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), quatro produtos da pauta cearense vêm mantendo, este ano, crescimento expressivo. O setor coureiro/calçadista já expandiu seus negócios em 33,7%, no primeiro quadrimestre de 2004; castanha de caju aparece com incremento de 29,5%, no período; e as fábricas de confecções exportaram 51% a mais de janeiro a abril deste ano sobre os mesmos meses de 2003. O grande destaque, no entanto, é o segmento de móveis, que vendeu 480,7% a mais para o mercado internacional. “O produto cearense está mais competitivo”, sintetizou o presidente da Fiec, Jorge Parente, em entrevista coletiva concedida ontem, na Casa da Indústria. Para atingir este patamar de competitividade, a indústria e outros segmentos exportadores precisaram superar gargalos importantes que, há alguns anos, emperravam o desenvolvimento do comércio exterior. O pulo-do-gato de uma performance tão boa está na associação da iniciativa dos próprios exportadores à implementação de infra-estrutura capaz de garantir o funcionamento da cadeia produtiva. Grande parte do resultado obtido pelo setor exportador cearense é conseqüência direta de uma atuação integrada dos agentes produtivos e esferas governamentais, para implantar os meios necessários para viabilizar as exportações. “Este não foi um esforço isolado; mas sim uma estratégia compartilhada”, explica Parente. PORTO - Um dos pontos decisivos desta mudança de paradigma é a construção do Porto do Pecém. Segundo o presidente da Fiec, havia uma demanda de equipamentos de escoamento da produção para o mercado externo que acabava barrando o crescimento das exportações locais. Jorge Parente ainda citou os custos portuários como um dos principais gargalos do setor. “O Porto do Pecém tem sido a âncora desse desempenho. As exportações deslancharam em 2003. Foram 695.625 toneladas, com crescimento de 80% sobre 2002. O porto operou 289 navios no ano passado, contra 167 de 2002. O aumento é de 73%. Sem dúvida, a partir da implantação do Porto do Pecém, passamos a ter mais competitividade”, atesta. COMPLEMENTARES - Segundo o presidente da Fiec, o Ceará é privilegiado por ter dois portos com características distintas e capazes de alavancar a economia local. “Pecém e Mucuripe são complementares. O primeiro oferece melhores condições para navios de carga maiores e o segundo continua sendo importante como pólo de trigo e tem grande potencial para o turismo”, avalia. Parente também chama a atenção para o fato de 75% dos navios que chegam ao Pecém terem calados superiores a 10 metros. Hoje, 60,1% das exportações cearenses passam pelo Porto do Pecém. E mais: dos US$ 274 milhões em vendas totais de frutas do País, no ano passado, US$ 85 milhões deixaram o País, via Pecém. “Esse porto tem importância estratégica para a economia”, finaliza Parente.
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| O POVO |
17 de junho de 2004 |
| CIC | |
| Vertical - CIC entra na caça às propostas | |
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Centro Industrial do Ceará vai promover, a partir do próximo mês, no auditório da Federação das Indústrias do Estado (Fiec), um ciclo de debates com os candidatos a prefeito de Fortaleza. A informação é do presidente do CIC, Alexandre Pereira. Além da Fiec, o evento tem o apoio da Associação dos Jovens Empresários (AJE), Federação da Agricultura do Estado (Faec), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado (Sinduscon) e da Federação das Associações do Comércio, Indústria e Agropecuária do Estado (Facic). ''Queremos ouvir as propostas de cada um e apresentar nossas sugestões'', afirma Pereira. O ciclo será aberto à sociedade civil. Em agosto próximo, conforme o presidente do CIC, haverá um grande debate reunindo todos os candidatos.
Esse tipo de evento é mais do que salutar e, sem dúvida, contribuirá para que o CIC reforce sua posição de destaque no processo de discussão ampla e democrática sobre o contexto político-econômico cearense. | |
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| O POVO |
17 de junho de 2004 |
| EXPORTAÇÕES CEARENSES | |
| Ceará exportou o dobro do Brasil no ano passado | |
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Dados divulgados ontem pela Fiec, mostram que as exportações cearenses cresceram 40%, mais que a média do País
Pedro Paulo Ribeiro da Redação As exportações cearenses cresceram, em 2003, cerca de 40%, em relação a 2002, saltando de US$ 543 milhões para US$ 761 milhões. Esse índice representa o dobro do crescimento das exportações brasileiras, que, no mesmo ano, aumentaram 21,1%. Os números já alcançados em 2004 indicam um desempenho ainda melhor, uma vez que só no primeiro quadrimestre (janeiro a abril), o Estado já exportou US$ 267,2 milhões, contra 212,7 milhões no ano passado, o que sitgnifica um acréscimo de 25,6%. Os dados são da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e foram revelado ontem, em entrevista coletiva, pelo presidente da entidade, Jorge Parente. Mesmo com o crescimento alcançado em 2003, os produtos de quatro setores importantes da pauta de exportações cearenses conseguiram se destacar no primeiro quadrimestre de 2004. Destacando-se dos demais, o setor de móveis teve um incremento de 480,7%, vindo, em seguida, os setores de confecções, com 51%, o coureiro-calçadista, com 33%, e o de castanha de caju, com 29,5%. O salto significativo do setor de móveis é parte dos resultados dos esforços que a Fiec, os industriais e o governo estadual vem desenvolvendo para aumentar as exportações, afirma Parente. Na sua avaliação, com os esforços para aumentar as vendas para a União Européia (UE), Estados Unidos e Cabo Verde (África), as exportações de móveis podem chegar a US$ 2 milhões. Somente pelo Porto do Pecém, o Estado exportou, em 2003, 695.625 toneladas de mercadorias, número que representa um crescimento, em relação a 2002, de 80%. Em quantidade de navios, foram registradas operações com 289 embarcações, contra 167 no ano anterior, o que representa um crescimento relativpo de 73%. De acordo com os dados da Fiec, em abril deste ano, o Porto do Pecém também bateu o recorde em número de operações de containers por hora, bem superior ao índice médio registrado no País. Enquanto o índice médio dos portos brasileiros ficou em 20 containers/hora, o do Pecém atingiu 59 containers/hora. ''E tempo é dinheiro'', observa Parente, acrescentando que esse desempenho vem dando competitividade às empresas exportadoras cearenses. É que, quanto mais tempo o navio fica parado no porto, mais o empresário paga para exportar. No momento, O Porto do Pecém já opera 57% das exportações do Estado e 60,1% em tonelagem. Para o presidente da Fiec, o Porto do Pecém representa a alavancagem das exportações cearense, representada não só pelo aumento do número de navios que atracam no Estado, mas porque ofereceu mais competitividade em relação a custos. Na sua opinião, grande parte dos números que as exportações cearenses alcançaram hoje deve-se ao Pecém, com o qual o Estado deve alcançar US$ 1 bilhão em exportações, até o fim do seu mandato á frente da Fiec, em 2006. Parente observa que ao destacar a importância do Porto do Pecém não está criticando a importância do Porto do Mucuripe, porque acha que são postos complementares. O Mucuripe só tem 10 metros de calado e, por isso, 75% dos navios que atracam no Pecém não poderiam vir para o Estado, porque não poderiam atracar naquele terminal portuário, avalia. Parente critica parlamentares O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Jorge Parente, criticou, ontem, movimento que teria surgido em Brasília com denúncia de que o Porto do Pecém é um porto irregular. A crítica se refere a declarações de parlamentares da bancada federal cearense que estariam apontando irregularidades e problemas operacionais do porto. Na opinião de Parente, o movimento poderá prejudicar e arrefecer as exportações do Estado, principalmente agora que há um esforço compartilhado dos industriais e do governo estadual para melhorar as exportações cearenses. Parente defende que, juntamente com as autoridade portuárias, todos devem Fortalecê-lo, tendo em vista que é um porto moderno, que tornou a grande âncora do crescimento da economia cearense. Ele explica que, teoricamente, não era para o Nordeste ter quatro portos competindo, como estão Itaqui no Maranhão, Pecém no Ceará, Aratú na Bahia e Suape em Pernambuco. Segundo ele, o Pecém tem vantagem competitiva em relação a outros portos do Nordeste. (PPR) EXPORTAÇÕES CEARENSES - Valor exportado em 2003: US$ 761 milhões - Valor exportado em 2002: US$ 543 milhões - Crescimento em 2003: 40% - Crescimento médio brasileiro: 21,1% - Valor exportado de janeiro a abril de 2004: US$ 267,2 milhões - Valor exportado de janeiro a abril de 2003: US$ 212,7 milhões - Crescimento no primeiro quadrimestre de 2004: 25,6% - Setores de destaque no primeiro quadrimestre de 2004: móveis (480,7%), confecções (51%), coureiro-calçadista (33%), castanha de caju (29,5%) - Exportações pelo Porto do Pecém: 695.625 toneladas Fonte: Fiec
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| AGÊNCIA CNI |
17 de junho de 2004 |
| CURSOS | |
| SENAI do Ceará e Würth oferecem curso de energia solar | |
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Fortaleza – A empresa Würth, em parceria com o Serviço nacional de Aprendizagem Industrial do Ceará (SENAI-CE), capacitou Marcos César Pinto de Aragão, instrutor do Centro de Educação Tecnológica (CFP) Alexandre Figueira Rodrigues, em Maracanaú. O instrutor foi habilitado para ministrar aulas de energia solar aos alunos de cursos de eletricidade oferecidos pela instituição.
"A empresa nos cedeu equipamentos para geração de energia solar, em regime de comodato, para utilização como material didático. Ensino a instalação, manutenção e solução de problemas de painéis solares dentro do curso convencional de eletricidade," disse Marcos César. Mais informações pelo telefone (85) 215-3026. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
17 de junho de 2004 |
| SALÁRIO MÍNIMO | |
| Lula entra na articulação, e mínimo deve ser votado hoje | |
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou ontem na articulação para convencer os senadores a aprovar o salário mínimo de R$ 260. Ligou para senadores e fez duas reuniões com líderes da base no dia em que parte do PMDB aproveitou a insegurança do governo para aumentar o tom das cobranças.
Após a reunião de ontem à noite de Lula com os ministros Antônio Palocci (Fazenda), Aldo Rebelo (Coordenação Política), José Dirceu (Casa Civil) e os líderes de partidos aliados no Senado, o governo decidiu tentar aprovar hoje o mínimo de R$ 260. Antes da votação, porém, os próprios ministros Aldo, Palocci e Dirceu devem ir ao Senado para um último corpo-a-corpo com senadores. Na reunião, foi feita uma avaliação da situação nas bancadas partidárias e Aldo mostrou confiança na aprovação da medida provisória. O governo espera convencer senadores contrários a se ausentar. A contabilidade do governo passa pelo PMDB, partido da base com a maior bancada -22 senadores. Ontem, um princípio de rebelião entre senadores do PMDB complicou o quadro para a votação do mínimo. Por isso Lula ligou para senadores -principalmente os peemedebistas. O movimento foi encabeçado por Ney Suassuna (PMDB-PB), que ameaçou entregar o cargo de vice-líder do governo e deixar de apoiar o Planalto. A crise foi contornada pelo ministro Aldo, mas a oposição estava confiante na aprovação do mínimo de R$ 275 e também quer a votação hoje. Mesmo sem contar com os rebelados, PFL e PSDB contabilizavam 47 votos contra os R$ 260, incluindo 11 da base aliada (5 do PMDB, 2 do PT, 2 do PSB e 2 do PL). O petista Paulo Paim (RS) fez ontem um discurso em tom de despedida do partido, antecipando-se a uma eventual expulsão por votar contra o mínimo de R$ 260: "Os governos tendem a vincular o exercício da lealdade à submissão. A essa concepção de lealdade não me subordino". Para tentar conter a crise no PMDB, Aldo almoçou com senadores do partido alinhados ao Palácio do Planalto e ouviu reclamações do tratamento dado à sigla. De acordo com o relato de senadores, o ministro afirmou que o PT "nunca governou e pensa que pode governar sozinho". Senadores do PFL, do PSDB e do PMDB concordavam ontem que o ministro Dirceu teria trabalhado de fato pela derrota do governo nesse caso para desgastar Aldo. Aliados de Dirceu negam. A conclusão foi tirada pela análise do comportamento do grupo mais próximo a Dirceu, como Roseana Sarney (PFL-MA). Todo o grupo ligado ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), promete votar contra os R$ 260. Dirceu apoiou a emenda que possibilitaria a reeleição de Sarney. Aldo foi contra, com Renan Calheiros (AL), líder do PMDB, que quer suceder Sarney. Aldo conseguiu um "voto de confiança" de Suassuna, que definiu a reunião como um "muro de lamentações". Ele e o outro senador do PMDB da Paraíba, José Maranhão, queixaram-se do fato de o governador Cássio Cunha Lima (PSDB) ter indicado os diretores do Instituto Nacional do Semi-Árido. Também reclamaram que ministros estiveram no Estado sem sequer avisá-los e prestigiando a oposição. Os senadores do PMDB Gilberto Mestrinho (AM) e Valmir Amaral (DF) disseram a Aldo que lhes foram solicitadas indicações para cargos na Infraero, mas que outras pessoas foram nomeadas. Maguito Vilela (PMDB-GO) afirmou ter perdido cargos federais no Estado e que o governo prestigia apenas o PSDB do governador Marconi Perillo. Alberto Silva (PMDB-PI) disse que não teve emendas orçamentárias suas liberadas, ao contrário de Mão Santa (PMDB-PI), senador que faz oposição veemente ao Planalto. (RAQUEL ULHÔA, KENNEDY ALENCAR E GABRIELA ATHIAS) | |
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| O POVO |
17 de junho de 2004 |
| ALEXANDRE PEREIRA | |
| Presidente do CIC | |
| O Presidente do CIC, Alexandre Pereira, ministra hoje, às 18h40min, palestra sobre "A Visão Pública e Privada para o Desenvolvimento do Estado do Ceará", no auditório da UVA, em Sobral. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
17 de junho de 2004 |
| JUROS | |
| SELIC - Alexandre Pereira, presidente do CIC | |
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“Uma decisão muito tímida do governo Lula. Os juros nominais, por parte do Copom, não têm reflexo sobre a economia: os spreads bancários não têm diminuído; os empresários continuam não tendo acesso a esse juro. As médias empresas pagam 30% de juros/ano, as pequenas, 50% a.a., as micro, 60% a.a., e as pessoas físicas, 120% com os juros do cartão de crédito e cheque especial”.
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| O ESTADO |
17 de junho de 2004 |
| EXPORTAÇÃO DA CARNE DE JUMENTO | |
| Abatedouro de Santa Quitéria vai exportar carne de jumento | |
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O município de Santa Quitéria poderá, em breve, iniciar o abate de jumentos para exportação da carne para a Bélgica e Ásia. Isso vai ser possível com a ativação do Frigorífico Conap que está parado há 25 anos e agora poderá ser reativado. O prefeito Tomás Figueiredo assegurou que estão sendo tomadas as providências para não haver extinção da espécie. Tomás Figueiredo disse, também, que está pleiteando a reeleição do seu mandato, mas observou que a definição está a cargo do seu partido, o PSDB e na necessidade do aval do governador Lúcio Alcântara.
Cidades. Houve perda de safra no município? Tomás Figueiredo. A nossa safra agrícola este ano teve uma perda de cerca de 60% e isso aconteceu devido à alta concentração de chuvas em janeiro, faltando depois as precipitações para a sustentação da plantação de feijão, milho e outras culturas que representam a alimentação básica da população, principalmente a mais pobre. Cidades. O inverno irregular teve algum benefício? Tomás Figueiredo. Teve seu ponto positivo que foi encher todos os reservatórios, principalmente o açude Serrote que abastece a cidade. Esse reservatório há seis anos não sangrava e existiam açudes particulares na região que há dez anos também não sangravam. Assim, nós temos água para abastecer a cidade pelo menos por três anos e isso é uma despreocupação e uma felicidade. Cidades. O que significa essa garantia de água para o município? Tomás Figueiredo. Com essa garantia de abastecimento d'água nós vamos ter uma economia em carro pipa nos próximos três anos. De 30 a 40 mil quilômetros deixarão de ser percorridos em um ano. A nossa agricultura será reativada. Em algumas áreas contaremos com irrigação, o que melhora o perfil da safra. Cidades. Há mais alguma vantagem nesse inverno irregular? Tomás Figueiredo. Este ano vai ser muito bom para a produção de mel, porque a floração está forte e isso serve de meio de vida para muita gente. Em alguns açudes poderá ser desenvolvida a criação de tilápias, porque essa já é tuna questão concreta em outros municípios, principalmente no açude Jaibaras, em Sobral, o que serve de incentivo para o município. Cidades. Como está a área de assentamento no município? Tomás Figueiredo. Nós temos um assentamento na localidade de Saco do Belém que abriga em torno de 380 famílias. Nesse ambiente ainda faltam ser atendidas com energia cerca de 285 famílias. Esse assentamento tem 23 anos e ainda falta ser construído um açude e levar para lá uma adutora, porque falta água em alguns setores. Por isso, acho que é preciso ser feita uma avaliação nos assentamentos, não só do nosso município, mas de todo o Ceará. Cidades. Só tem assentamento no Saco do Belém? Tomás Figueiredo. Ao todo nós temos 1500 famílias em assentamentos. Então, é necessário que o Incra e o Idace façam uma avaliação e que o que falta de infra-estruturas nos assentamentos realmente seja concluída e que tenham prioridade de investimento. Os assentamentos rurais estão começando a ser esvaziados e no município já existem famílias indo embora devido à morosidade da infra-estrutura. Cidades. A população do município está indo para a zona urbana? Tomás Figueiredo. Nós podemos dizer que o nosso município é privilegiado, porque na zona urbana tem 20 mil habitantes e a zona rural 23 mil. Em Nova Russas dois terços da população já está na zona urbana. Esse processo do esvaziamento na zona rural tem que ser combatido e o remédio é a criação de infra-estrutura, principalmente nos assentamentos rurais, como já foi falado. Cidades. Há obras para inaugurar na município? Tomás Figueiredo. Nós estamos com alguns projetos. Um com parceria com o Governo do Estado, no distrito de Lisier que é a maior concentração urbana no município. Serão cerca de mil residências nesse distrito onde está sendo feito investimento em abastecimento d'água da ordem de R$ 1,2 milhão. O sonho dessa população é ter água fácil e isso vai ser possível logo mais. Cidades. Como está a questão da energia no município? Tomás Figueiredo. Temos alguns projetos nessa área e um deles é no Saco do Belém onde há 380 famílias assentadas. Para lá deve ir o Projeto Luz para Todos que está para começar beneficiando as famílias assentadas que não têm energia ainda. Também estamos com a reativação do Frigorífico Conap, que há 25 anos estava parado e que vai servir para o abatimento de jumentos, cavalos e burros que não servem mais para o trabalho. Cidades. Como vai funcionar esse abatedouro? Tomás Figueiredo. Como já disse, a sua principal finalidade é abater esses tipos de animas, podendo abater cerca de três mil por mês, trazendo, assim, 150 empregos diretos. A carne desses animais vai ser toda exportada, significando divisas não só para o município, mas para o Estado e o Brasil. Cidades. Não é proibido abater esses animais? Tomás Figueiredo. Há uma grande discussão em relação ao abatimento, principalmente de jumento, devido a extinção da espécie. O Ceará detém, hoje, 200 mil jumentos e o Nordeste 1,2 milhão. O abate no município, quando começar será de 36 mil jumentos por ano, não havendo nenhum perigo de extinção da espécie. Cidades. Para onde vai a carne do jumento? Tomás Figueiredo. Será exportada para a Bélgica Ásia e especialmente para a China. O couro do jumento é aproveitado e os ossos do mesmo jeito, fazendo componente de fosfato de ração animal. As víceras do jumento são utilizadas para fios cirúrgicos e de violino. O sangue do jumento poderá ser aproveitado na biodigestão. O aproveitamento do jumento é quase total. Cidades. O senhor vai postular a reeleição a que tem direito? Tomás Figueiredo. Isso vai ficar a critério do meu partido, o PSDB. Acho que essa questão será resolvida logo. Espero o aval do governador Lúcio Alcântara, liderança maior da nossa sigla. | |
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| GAZETA MERCANTIL |
17 de junho de 2004 |
| EXPORTAÇÕES CEARENSES DE FLORES | |
| Aumenta a exportação de flores para a Europa | |
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Estado fecha parceria com gigante europeu do setor para adicionar à Frutal 2004 a marca internacional Agriflor. O Ceará começa a internacionalizar a sua produção de flores aproveitando o aumento de 352% na exportação do produto para Europa desde 2002. Com isso, a Semana Internacional da Fruticultura, Floricultura e Agroindústria (Frutal 2004) programada para 13 a 16 de setembro, no Centro de Convenções Edson Queiroz, em Fortaleza, ganha mais peso e atrai os olhos dos estrangeiros.
O primeiro resultado desse interesse é a adição ao nome da Frutal 2004 da marca Agriflor, fruto de uma parceria realizada com a holandesa HPP Worldwide, empresa comandada por Dick Van Ramsdonk. Ele é um dos promotores da Hortifair e da Agriflor (evento que acontece em Amsterdã, na Holanda, na primeira semana de novembro), que reúne 900 expositores e recebe 55 mil visitantes de cerca de 50 países A HPP realiza edições na Rússia, Estados Unidos, Equador, Quênia, Japão e China, onde adota o nome de Agriflor, que é considerada a maior do setor no mundo. A negociação para criar a Agriflor brasileira envolveu a Secretaria da Agricultura e Pecuária do Ceará (Seagri) e o Instituto Frutal e começou a ser articulada há cerca de três anos. A exportações cearenses de flores somaram algo em torno de US$ 442 mil s em 2002 e evoluíram para US$ l,088 milhão, ano passado, As estimativas para 2004 sinalizam vendas de US$ 2,2 milhões, de acordo com o presidente do Instituto Frutal, Euvaldo Bringel Olinda. Até abril, foram cerca de US$ 551 milhões em flores e, desse total, US$ 410 milhões corresponderam a exportações de rosas, informa Rubens Aguiar, gerente de floricultura da Seagri. O maior volume segue para a Europa - a Holanda responde por cerca de 72%. O Projeto Flores, desenvolvido pela secretaria, que capacitou 303 produtores e técnicos, vem sendo apontado como um dos grandes responsáveis pelo incremento do setor no estado. Pólo exportador Bringel diz que a Frutal-Agriflor Brasil 2004, reunindo produtores de rosas e plantas ornamentais do País e exterior, abre caminhos para que o Ceará se torne um dos maiores exportadores do setor no País, atraindo também novos investidores. A conquista representa a inclusão do estado no circuito mundial de eventos do setor e contempla a possibilidade de atrair importadores e empresas de produtos e serviços, como observa o gerente de floricultura da Seagri, Rubens Aguiar. A localização estratégica em relação aos centros compradores da Europa, em especial, clima favorável e organização, segundo Bringel, garantem competitividade ao setor. "O Ceará tem excelente infra-estrutura, caso do Terminal do Pecém, e do aeroporto Internacional Pinto Martins, que ganhou câmara frigorífica, específica para rosas, e poderá gerar empregos, além de saldo na balança comercial", afirma. Bringel lembra que o setor de agronegócio vem apresentando crescimento substancial nas vendas externas. As exportações do setor de fruticultura evoluíram do patamar de US$ 831 mil, em 1998, para US$ 21,5 milhões, resultado de 2003 e devem chegar a US$ 30 milhões neste exercício, conforme dados da Seagri. Crédito e tecnologia De qualquer maneira, ainda precisa otimizar fatores importantes ao desenvolvimento como tecnologias, mercados, crédito adequado e, sobretudo, informação, conforme observa o coordenador-geral e diretor do instituto, Afonso Aquino. Bringel acrescenta que o entrave no crédito deve ser solucionado. Nas contas do presidente da Frutal, foram investidos perto de R$ 1 bilhão, entre projetos como o do açude Castanhão e os pólos de Tabuleiros de Russas, Baixo Acaraú, Jaguaribe-Apodi e Araras Norte, correspondendo a 22 mil hectares irrigados nos próximos cinco anos, que precisam de retorno em emprego e desenvolvimento. "Já tivemos uma reunião com o Banco do Nordeste do Brasil, a partir da demanda de produtores do Baixo Acaraú, e estamos preparando um documento completo para encaminhar ao ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes e ao BNB", adianta. Segundo Bringel, os problemas de financiamento para as áreas ocorrem em função dos baixos valores iniciais das terras, que ficam em torno de R$ 2 mil o hectare, quando a produção exige cerca de R$ 15 mil, considerando o investimento e custeio no prazo de 3 anos, o que inviabiliza a tomada de recursos. "Um produtor com 60 a 80 hectares, consegue financiar apenas 30% da área", afirma. Pelas regras atuais, no Baixo Acaraú, por exemplo, com 8,2 mil hectares, somente cerca 3 mil hectares deverão ser explorados, inicialmente. Projeto comprador A Frutal, que recebeu algo em torno de 36 mil visitantes no ano passado deve chegar a 37 mil nesta 11a. edição, reforçada por ações como a presença na Hortitec, Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensiva, em Holambra, São Paulo, entre hoje e o dia 19. A exemplo do trabalho já realizado na Alemanha, Holanda, Equador e Miami, Bringel também vai divulgar o encontro. O espaço de 15 mil m² do Centro de Convenções exibe ainda produtos da Amazônia e a mostra da Flor Pará, realizada em Belém. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
17 de junho de 2004 |
| JUROS | |
| Unânime, Copom mantém juros em 16% | |
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O Banco Central decidiu ontem manter os juros em 16% ao ano por mais um mês. A decisão, tomada pelo Copom (Comitê de Política Monetária do BC), já era esperada por analistas de mercado e pela cúpula do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
Em curta nota divulgada logo após o fim da reunião, o BC se limitou a informar que manteve os juros depois de avaliar "o cenário macroeconômico e as perspectivas para inflação". A decisão foi unânime, ao contrário do mês passado, quando três dos nove membros da diretoria do BC haviam votado pela redução da taxa, mantida devido ao voto dos outros seis. Foi a primeira reunião do Copom depois da divulgação do resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a economia cresceu 1,6% nesse período, na comparação com os últimos três meses de 2003. O resultado -o mais elevado desde 1999- foi comemorado pelo governo e fortaleceu a idéia de que não seriam mais necessários cortes agressivos nos juros para estimular o crescimento econômico. Na semana passada, o ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda) chegou a afirmar que "as taxas de juros já cumpriram seu papel na retomada da atividade", o que foi entendido como uma indicação de que a taxa Selic deve permanecer no atual patamar por mais algum tempo. Um dia depois, porém, o ministro José Dirceu (Casa Civil) disse que a redução da taxa de juros era importante para estimular a economia. A recuperação das vendas na indústria e no comércio também foi entendida como uma sinalização de que a recuperação da economia está se consolidando. Se por um lado é menor a pressão por uma redução dos juros para reativar a economia, por outro o pessimismo em relação ao comportamento da inflação tem aumentado. Em tese, isso justificaria o conservadorismo do BC, pois juros mais baixos estimulariam o nível de atividade, mas podem favorecer o aumento de preços. No mês passado, pela primeira vez, o BC admitiu que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deste ano deve ficar acima dos 5,5% fixados pela meta do governo -apesar de as projeções continuarem dentro da margem de tolerância de 2,5 pontos percentuais para cima ou para baixo. O reajuste dos combustíveis é um dos fatores de incerteza sobre a inflação. Na segunda-feira, a Petrobras anunciou aumento de 10,8% da gasolina e de 10,6% do diesel, ambos nas refinarias. Ainda há dúvidas sobre o repasse dessa elevação ao consumidor. Nas contas do BC, o preço da gasolina deve subir 9,5% ao longo do ano. Com a Selic em 16% ao ano, os juros ao consumidor devem permanecer estáveis. No cheque especial, por exemplo, a taxa média em maio foi de 160,05% ao ano, segundo a Anefac (associação dos executivos de finanças). No caso da média cobrada para empresas, a taxa foi de 68,81%. Mercado A manutenção da taxa básica não deve trazer agitação ao mercado financeiro hoje, pois os investidores já esperavam o resultado. À espera da decisão do Copom, que só foi anunciada após o fechamento dos mercados, a Bovespa subiu 2,06%. O dólar fechou com alta de 0,45%, vendido a R$ 3,139. Na Bolsa de Valores de São Paulo, que registrou número recorde de negócios em um dia (92,1 mil), o volume movimentado foi inflado pelos vencimentos de Ibovespa futuro e de opções e totalizou R$ 2,989 bilhões. -------------------------------------------------------------------------------- Colaborou a Reportagem Local | |
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| FINANCIAL TIMES |
17 de junho de 2004 |
| EMPRESAS BRASILEIRAS | |
| Empresas do Brasil têm que melhorar administração, diz IIF | |
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O Brasil deve melhorar consideravelmente a governança empresarial se quiser atrair mais investimentos e garantir um crescimento econômico acelerado, disse ontem o Instituto de Finanças Internacionais (IIF na sigla em inglês). Com exceção de um punhado de empresas de nível mundial, muitas companhias brasileiras carecem de suficientes transparência, garantias jurídicas e controle independente para atrair investimentos, disse o grupo baseado em Washington.
A má governança corporativa aumenta os altos prêmios do risco-país, limitando ainda mais o acesso das empresas brasileiras aos mercados de capital. Os altos custos financeiros significam que até as diversas companhias com vantagem comparativa acham difícil competir internacionalmente. "O Brasil carece de uma cultura societária de base ampla e tem um mercado de ações ralo", diz Roberto Egydio Setubal, vice-presidente do IIF e presidente do Banco Itaú, o segundo maior do país. "Essas situações precisam mudar para permitir que nossas empresas se tornem totalmente competitivas ao atrair capital." Enquanto os executivos culpam as altas taxas de juros por muitos de seus problemas, o relatório do IIF diz que muitos deles fazem pouco para reduzir o risco de crédito. Somente seis em cerca de 330 companhias listadas estão no nível 2 ou no mercado novo, as duas categorias da Bolsa de São Paulo com as mais estritas exigências de governança corporativa. "Tentamos convencê-los, mas eles mesmos precisam perceber que estão sendo penalizados pela falta de reformas", disse Maria Helena Santana, chefe de relações empresariais da Bovespa, a bolsa brasileira. Uma queixa central é que os acionistas minoritários não têm direito a voto e de "tag-along", o que significa que não têm influência na administração da empresa nem recebem tratamento igual ao dos acionistas controladores. Para melhorar as coisas, o IIF recomenda que as empresas deveriam ter de abrir seus conselhos administrativos a diretores independentes e instalar comitês de compensação, nomeação e auditoria. O problema subjacente, segundo o estudo, é o constante controle familiar das empresas. Das cem principais companhias não-financeiras, 52% são controladas por famílias, segundo uma pesquisa citada no relatório. Os acionistas majoritários detêm o controle, limitando o acesso de membros não-familiares a ações com direito a voto, tendo conselhos "complacentes" e indicando membros da família para as principais posições administrativas", diz o estudo do IIF. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
17 de junho de 2004 |
| PECNORDESTE | |
| PECNORDESTE - Volume de negócios deve crescer até 25% | |
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O volume de negócios e o número de participantes no PecNordeste 2004 (Seminário Nordestino de Pecuária) — aberto ontem — deve crescer entre 20% e 25% em relação ao ano passado. A estimativa é de Wilson de Pinho, coordenador do evento, que fala com entusiasmo da boa repercussão que a feira, em sua 7ª edição, traz para o agronegócio no Ceará.
Segundo Pinho, um dos diferenciais desse ano, é a realização do I Simpósio dos Técnicos de Avicultura. Embora o setor sempre estivesse presente, é a primeira vez que agrega a exposição em estandes com palestras técnicas. “Nós sabemos que o simpósio é de suma importância, até porque o setor de avicultura representa 25% do agronegócio cearense”, comentou. Com o tema “Sanidade Animal – A sobrevivência e a competitividade da Pecuária”, o PecNordeste está ocupando todo o Centro de Convenções Edson Queiroz com os 160 estantes ali montados em três pavilhões temáticos: institucional, cadeia produtiva e mercado de tecnologia. Conta ainda com a participação de caravanas de todo o Nordeste, além do Rio de Janeiro e Tocantins. “Somente do Interior do Estado, estamos recebendo 26 caravanas até sexta-feira, quando se encerra o evento”, adiantou o coordenador do PecNordeste. A Feira de Produtos e de Serviços Agropecuários apresenta produtos para agricultura e pecuária, clínicas tecnológicas, artesanato, exposição de animais e centro gastronômico. O evento é aberto ao publico e o horário é das 8 às 20 horas. FAZENDA RURAL — Numa iniciativa pioneira nos eventos de agronegócios no Ceará, o Sebrae resolveu inovar e montou uma fazenda rural num espaço de 200 m², no Centro de Convenções. São oito animais representantes da ovinocaprinocultura, 12 galinhas caipiras adultas, 300 pintos e uma incubadora produzindo a cada seis horas, 100 pintinhos, ao vivo. O visitante vai encontrar também modelos de apicultura, maricultura (coleta e industrialização de ostra e algas marinhas, e aqüicultura (tilápia e camarão). E ainda, um estande dentro da fazenda com consultores de turismo e associativismo rural, do projeto IPGNA (Indústria de Pequenos e Grandes Negócios Agronegócios), voltado para revitalização e implantação de financiamento de castanha e pedúnculo de caju, e qualidade total no campo. | |
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| O POVO |
17 de junho de 2004 |
| PECNORDESTE | |
| PECNORDESTE - Apicultura decola e exportações crescem | |
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Em 2003, o Ceará exportou 2.342 toneladas de mel, no valor de US$ 5.642, representando 12,4% da exportação nacional. Esse é um dos exemplos de sucesso de atividade sustentável que estão sendo mostrados no VIII Seminário Nordestino de Pecuária (PecNordeste) e VIII Feira de Produtos e de Serviços Agropecuários que acontecem no Centro de Convenções de Fortaleza até amanhã. Cerca de 3,2 mil produtores/criadores e técnicos - incluindo caravanas de outros estados - devem participar do evento que é aberto ao público. A expectativa é que cerca de 25 mil pessoas visitem a feira.
Segundo o supervisor do Núcleo de Pecuária da Secretaria da Agricultura e Pecuária do Ceará (Seagri), Raimundo Reis, o setor está com novo ânimo, principalmente nas atividades de bovinocultura leiteira, apicultura, pesca e aqüicultura. ''Do ano passado para cá estamos vendo um movimento para investimento na produção do leite devido o bom preço pago no mercado, em média, R$ 0,55 e R$ 0,57 no Estado'', comenta. Acrescenta que hoje o Estado tem 1,4 milhão de cabeças de gado de leite que produzem de 900 a um milhão de litros de leite por dia. Como o consumo do Estado é de dois milhões, esse volume representa apenas 50% da necessidade. ''Existe, portanto um mercado em expansão com as condições de acúmulo de água que outros estados não tem'', considera. O que está animando o setor também são os projetos ''Leite é Saúde'' e ''Pasto Verde''. No primeiro caso o projeto do Governo do Estado, em parceria com o Fome Zero, já está adquirindo 20 mil litros de leite por dia de pequenos produtores. O produto pasteurizado e distribuído com crianças e gestantes desnutridas em 42 municípios. Além de garantir o preço de R$ 0,57 a R$ 0,63 para o litro do produto, o valor vai depender do custo do transporte, o projeto vai ser ampliado, devendo chegar a 54 mil litros/dia em outubro deste ano. Já o ''Pasto Verde'' está difundindo, entre os produtores organizados em grupos, o sistema de produção de leite com o manejo do gado em pastagem irrigada. Os 378 produtores inseridos em uma área de 500 hectares já estão produzindo com maior eficiência e competitividade, 25 mil litros de leite/dia. A ''Fazenda Sebrae'', montada pela unidade do órgão no Ceará, mostra outras atividades rentáveis que podem ser desenvolvidas de forma consorciada, de preferência. O Agente de Desenvolvimento Rural (ADR) também está levando aos produtores a assistência técnica para criação de ovinos e caprinos, de galinha caipira, de peixes, ostras e até de projetos na área de turismo rural. SERVIÇO: O PecNordeste 2004 e a VIII Feira de Produtos e de Serviços Agropecuários, feira de artesanato podem ser visitados, gratuitamente, até amanhã no Centro de Convenções, das 8 às 21 horas. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
17 de junho de 2004 |
| FIESP | |
| Painel S.A - Registro da chapa | |
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"Isso cheira...
Paulo Skaf, Benjamin Steinbruch e Josué Gomes da Silva (filho do vice-presidente José Alencar) estiveram ontem com Horacio Lafer Piva (Fiesp). Os três foram dizer que o prazo para o registro da chapa para as eleições da Fiesp tinha se encerrado na terça, o que definiria antecipadamente as eleições na Fiesp em favor de Paulo Skaf. ...a tapetão" Piva disse, no entanto, que o prazo para o encerramento do registro da chapa vencia ontem, dia em que Claudio Vaz registrou sua chapa. Piva achou estranha a visita dos três: "Há 40 anos que a data é essa. Isso me cheira a tapetão". | |
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| VALOR ECONÔMICO |
17 de junho de 2004 |
| FIESP | |
| Claudio Vaz registra chapa para eleição na Fiesp | |
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O empresário Claudio Vaz registrou ontem a chapa com a qual vai disputar a eleição para presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Seu adversário, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Paulo Skaf, inscreveu sua chapa há uma semana e divulgou-a na internet na terça-feira. Vaz promete divulgar os nomes de sua lista hoje.
A eleição está marcada para agosto e é a mais disputada dos últimos anos na entidade. Há muita insatisfação entre os empresários com a gestão do atual presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva, e com a perda de prestígio sofrida pela entidade nos últimos tempos. Esse descontentamento ajudou Skaf a reunir um grande número de adesões. Ligado à indústria de autopeças, Vaz é o candidato apoiado por Piva. Participam da eleição 122 sindicatos patronais e é necessário o apoio de pelo menos 62 deles para vencer a eleição. A chapa de Skaf juntou gente de 79 sindicatos, mas alguns não têm direito a voto por questões legais e outros ainda não decidiram em quem votar. É provável que sindicatos com delegados na chapa de Skaf também estejam na lista de Vaz. Estão nessa situação o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) e o Sindicato da Indústria de Máquinas (Sindimaq), que estão divididos entre os dois candidatos e vão realizar consultas internas para decidir em quem votar em agosto. Nos cálculos de Vaz, há dúvidas sobre o voto de 27 dos 79 sindicatos representados na chapa de Skaf. Se Vaz estiver certo, seu adversário teria apenas 52 votos garantidos, número insuficiente para lhe assegurar a vitória. Pode ser um exagero. Skaf reconhece que nem todos os sindicatos de sua chapa representam votos e que podem ocorrer mudanças até agosto, mas duvida que Vaz consiga lhe tirar votos em número suficiente para derrotá-lo. Segundo um assessor de Vaz, há representantes de cerca de 70 sindicatos na chapa que ele inscreveu ontem. Mas só hoje será possível saber quantos entre eles têm direito a voto e condições de garantir que esse voto será de Vaz. Um dos delegados que participam da campanha do empresário disse ao Valor no início da semana que dificilmente a chapa reuniria delegados com voto definido em número suficiente para dissipar as dúvidas que existem sobre o desfecho da disputa. A situação parece mais clara na eleição do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), que também renovará sua diretoria em agosto. Segundo um assessor de Vaz, a chapa do candidato indica o apoio de 38 dos 41 diretores regionais do Ciesp. O Ciesp tem cerca de 8 mil empresários associados, mas estima-se que menos da metade vai comparecer às urnas em agosto. | |
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| AGÊNCIA NORDESTE |
17 de junho de 2004 |
| REFINARIA | |
| Ceará não desiste da refinaria de petróleo | |
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FORTALEZA - O Ceará não desiste de ter uma refinaria de petróleo, apesar do adiamento dos planos da Petrobras para instalação. O secretário cearense de Desenvolvimento Econômico, Régis Dias, disse à Agência Nordeste que "apesar da Petrobras está projetando a refinaria para daqui a 10 anos, em função da estagnação do consumo de combustíveis, o Ceará mantém o contato com seus parceiros". Dias afirmou o local ideal da refinaria é o Ceará "porque temos logística, localização e a melhor proposta".
Para o secretário, a refinaria tem que vir para a Região Nordeste porque a Região é responsável por 25% do consumo de combustível e só produz basicamente 9% no Sul da Bahia. “É fundamental investir numa refinaria para atender o Norte e Nordeste". | |
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| AGÊNCIA NORDESTE |
17 de junho de 2004 |
| PETRÓLEO | |
| Lula anuncia plataforma de Petróleo na Bahia | |
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BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia agora pela manhã, em solenidade no Palácio do Planalto, investimentos na ordem de R$ 6,3 bilhões para a construção de quatro plataformas para a exploração de petróleo que entrarão em operação nos próximos dois anos. Do Nordeste, a Bahia foi escolhida para abrigar uma das plataformas. O governador Paulo Souto (PFL), presente na cerimônia, disse que esta é uma grande oportunidade para que o Estado retome a construção naval. "A Bahia tem alguns pontos com características naturais muito apropriadas para esse tipo de canteiro", disse.
De acordo com o secretário de Indústria da Bahia, Otto Alencar, os investimentos para a construção da Plataforma de Autônoma (PRA-1) serão de R$ 300 milhões. Ele explicou que após ser construída, a plataforma será levada para a Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. A obra deve gerar três mil empregos no estado. A Bahia foi escolhida porque tem uma das áreas para construção naval mais adequadas do País. O secretário espera que a partir deste projeto, a Petrobras passe a construir suas plataformas no Estado. "O Rio de Janeiro tem condições boas, mas está saturado", disse. A produção de petróleo no Estado é de cerca de 54 mil barris por dia. A Bahia é, ao lado de Sergipe, o segundo maior produtor do Nordeste, atrás do Rio Grande do Norte e à frente do Ceará. As demais plataformas são: a P-51 e P-54, no Rio de Janeiro, e a P-34, no Espírito Santo. No total, a Petrobras estima que serão criados 42 mil empregos nos estados beneficiados. | |
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| O POVO |
17 de junho de 2004 |
| BIODIESEL | |
| Vertical S/A - Biodiesel: Lula já teria decidido | |
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O coordenador do Grupo Interministerial do Biodiesel, Rodrigo Augusto Rodrigues, dizia ontem em Brasília que o presidente Lula já autorizou a regulamentação da mistura de até 2% de óleos vegetais ao diesel. Segundo ele, o Ministério de Minas e Energia vai instituir uma Portaria sobre a questão até o final do ano. O biodiesel a ser misturado ao diesel é um aditivo para motores de combustão interna derivado de fontes renováveis como babaçu, girassol, palma, mamona, soja e dendê. A aposta é de que o crescimento da produção do biodiesel no Brasil gere mais emprego e renda, com inclusão social em grande escala. Em todo caso, a adição de 2% de óleo vegetal no diesel brasileiro depende ainda do aumento da produção. Segundo Augusto, seriam necessários 800 milhões de litros de óleo vegetal por ano para fazer a mistura.
Para o deputado Ariosto Holanda (PSDB-CE), que integra o Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara, a primeira iniciativa do Governo Federal deveria ser a capacitação, implantação de tecnologias para transformar a matéria prima em óleo vegetal, além de incentivos ao pequeno agricultor. Ele defende a transferência do conhecimento sobre o novo combustível em programas de extensão rural. ''É preciso fazer um grande programa de difusão dessas tecnologias''. Já tramita na Câmara projeto de lei (PL 3368/04) que torna obrigatória a mistura de 2% a 5% de óleos vegetais ao diesel. O texto prevê a isenção de tributos federais para os agricultores familiares que cultivarem oleaginosas e tiverem capacidade de produzir até 100 toneladas por ano de biodiesel. O projeto determina ainda que as empresas distribuidoras de combustíveis criem uma reserva de mercado, comprando, pelo menos, 50% do biodiesel produzido. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
17 de junho de 2004 |
| JUROS | |
| Para indústria, decisão foi "medrosa" | |
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Representantes do setor produtivo criticaram ontem o "excesso de zelo" no comando da política econômica e classificaram a decisão de manutenção da taxa de juros de "medrosa". Líderes do comércio foram além: consideraram que a medida poderá "abortar o tênue crescimento econômico já verificado neste ano". Representantes de entidade financeiras, por sua vez, elogiaram a decisão.
Em nota, o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Horacio Lafer Piva, fez até um esforço para tentar entender a posição do Copom. "É provável que a meta de inflação fixada para 2005, por ser um ponto percentual abaixo da deste ano, já esteja influenciando as decisões do Banco Central e adicionando uma dose extra de conservadorismo", informa. Para Sérgio Haberfeld, presidente do Conselho de Administração da Dixie Toga, a decisão do Copom mostra "que o governo está mantendo uma política monetária medrosa, apesar de a economia dar sinais de recuperação". Para ter efeito sobre a economia, a Selic teria de cair de dois a três pontos percentuais, na avaliação de Haberfeld. Na análise de Abram Szajman, presidente da Fecomercio SP, "a manutenção da taxa pode abortar o tênue crescimento econômico já verificado neste início de ano", informa em nota. Segundo ele, a posição sinaliza "cautela, inibindo o consumo e os investimentos do setor empresarial, fatores fundamentais para se gerar mais empregos e renda". A manutenção dos juros pelo Copom já era tão esperada pelo mercado que, ontem, analistas e operadores nem demonstraram a tensão comum dos dias que antecedem a reunião. "Tanto o mercado como o Banco Central julgavam a mesma coisa: que o momento era de acomodação", diz Octavio de Barros, economista-chefe do Bradesco. Em nota divulgada depois do anúncio, o presidente da Federação Nacional das Empresas de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi), José Arthur Assunção, ressaltou a tendência de alta de juros nos Estados Unidos e na Europa e elogiou a decisão do BC: "O Brasil não pode andar na contramão do mundo, sob pena de ocorrer uma indesejável fuga de capitais, que poderia desestabilizar a economia", afirma trecho da nota. Para Luiz Marinho, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), a decisão "prossegue frustrando o conjunto da sociedade". Em nota, ele afirma que, se "continuar com essa fórmula mensal de definição de juros, o Brasil continuará patinando". Para o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, "é lamentável a insensibilidade social do governo, que insiste em privilegiar os especuladores em detrimento da produção e do emprego", afirmou. "Conservar a taxa básica em 16% é o mesmo que ser contrário a qualquer projeto de estímulo de crescimento econômico." | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
17 de junho de 2004 |
| INDÚSTRIA PAULISTA | |
| Emprego na indústria registra nova alta | |
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A indústria paulista de transformação criou 5.810 vagas em maio, o que corresponde a uma elevação de 0,38% no nível de emprego em relação ao mês anterior, segundo pesquisa divulgada ontem pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
Esse foi o melhor resultado para o mês desde 1995, ano em que a entidade começou a disponibilizar os dados para os meses de maio. A federação considera, entretanto, que a comparação deve ser feita a partir de 2000, quando o nível de emprego foi de 0,22%. Isso porque houve uma mudança significativa no perfil da indústria, com o ajuste cambial em 1999. A partir do resultado positivo do mês passado, atribuído ao desempenho das exportações, a Fiesp alterou a previsão mínima de crescimento do nível de emprego em 2004 -antes de 1,5%. "Agora, esperamos um crescimento de pelo menos 2% sustentado pelas exportações", disse o diretor do Departamento de Pesquisas Econômicas da Fiesp, Claudio Vaz. Com exceção de abril, todos os meses de 2004 registraram crescimento no emprego na indústria paulista. Desde o início deste ano, foram criados 17.967 postos de trabalho no Estado, o que representa alta de 1,18% no nível de emprego. Dos 47 setores pesquisados pela Fiesp, 27 contrataram mais do que demitiram em maio. Em 13 setores, as demissões superaram as admissões e em outros sete o nível de emprego ficou estável. Os principais responsáveis por esse crescimento foram os setores ligados às indústrias automobilísticas. "Quase um terço das contratações feitas em maio foi efetuado pelas montadoras e pelas empresas fornecedoras de autopeças", disse Vaz. Entre os segmentos que mais se destacaram na cadeia automotiva estão: materiais plásticos (aumento de 2,41%), parafusos, porcas e rebites (1,87%), fundição (1,42%), forjaria (0,98%), máquinas (0,93%), componentes para veículos (0,77%) e "autoveículos" (0,61%). O diretor da Fiesp ressaltou que a produção de veículos para o mercado interno cresceu 8% neste ano e que as exportações tiveram alta de 60%. Também registraram crescimento em maio os setores de bebidas em geral (2,41%) -destaque para a cachaça, tanto no mercado interno como para as exportações- e o de malharia e meias (1,62%). "O inverno antecipado, nesse caso, explica o bom resultado", afirmou Vaz. O diretor da Fiesp explicou que os setores que mais dependem de recuperação do poder aquisitivo dos trabalhadores são aqueles que registram os piores resultados no nível de emprego. A maior queda ocorreu no setor de congelados e supercongelados (-4,82%). Nesse caso, ainda há o impacto do fim do verão -com o fechamento de vagas nas indústrias de sorvete, por exemplo. Recuperação Para Vaz, a economia -que já dá sinais de aquecimento desiguais e pontuais- só vai se recuperar com a continuidade da queda nos juros. "Se o governo cortasse, por exemplo, meio ponto percentual na taxa de juros, haveria espanto no primeiro momento, mas isso representaria mais emprego e crescimento econômico", disse o diretor da Fiesp. Ele ressaltou que existem condições para o governo manter a redução dos juros. "No passado, não reduziram a taxa porque temiam a inflação, que acabou não aparecendo", afirmou. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
17 de junho de 2004 |
| PARCERIAS PÚBLICO PRIVADA | |
| BID anuncia US$ 75 mi para projetos da PPP | |
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O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) anunciou ontem a criação de um fundo de financiamento para os projetos de PPP (Parceria Público-Privada), com recursos de US$ 75 milhões. O ministro do Planejamento, Guido Mantega, já havia informado que o BID teria cerca de US$ 1 bilhão para apoiar os projetos de PPP -que ainda nem existem legalmente.
Questionado sobre o valor, o presidente do BID, Enrique Iglesias, disse que o total disponibilizado é o "máximo" que o organismo pode oferecer agora por causa de outros desembolsos. "Podemos chegar a US$ 1 bilhão, mas é preciso ter bons projetos", disse. A PPP é um novo mecanismo para a realização de obras de infra-estrutura no qual o setor privado se responsabiliza pela construção e o setor público garante uma rentabilidade mínima. O projeto de lei que cria o mecanismo, porém, ainda está em discussão no Senado. Iglesias explicou que o objetivo é atrair investidores institucionais, como os fundos de pensão, para que o fundo chegue a US$ 575 milhões. Ele ressaltou a necessidade de desenvolver os mercados de capitais locais. "O país tem que criar seus próprios recursos." O fundo de financiamento pagará aos investidores a rentabilidade dos projetos que serão financiados e será gerido por uma instituição privada independente. Sobre a vantagem do fundo em relação aos de renda fixa, Mantega disse que a rentabilidade dos últimos está caindo por causa da queda da taxa básica de juros. Outros US$ 425 milhões do BID serão utilizados para financiamentos diretos ao setor privado. Mantega disse que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) já se comprometeu a criar um outro fundo com o mesmo valor do que o a ser criado pelo BID. Iglesias também anunciou que o BID tem US$ 5 bilhões para investimentos no Brasil até 2006. No último triênio, o total disponibilizado foi de US$ 3,5 bilhões. O Planejamento informou que 70% do total foi executado. Iglesias estava acompanhado do economista João Sayad, ex-secretário de Finanças da Prefeitura de São Paulo. Sayad foi nomeado ontem para uma das vice-presidências do BID em Washington no lugar de Paulo Paiva, ex-ministro do Trabalho no governo Fernando Henrique Cardoso. | |
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| O ESTADO |
17 de junho de 2004 |
| PPS | |
| Coluna do Fernando Maia - O confuso PPS | |
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Está confuso o quadro do PPS. O partido quer se definir mas está preso a democracia interna atacada pelo desencontro Roberto Freire-Ciro Gomes. O pernambucano, sempre contundente nas suas declarações quer o partido fora do Planalto, e Ciro defende ponto de vista contrário. Deixar um ministério não está nas suas pretensões de momento. O PPS deve sair mas não imediatamente. Acusado de querer rachar o partido o Ministro se defende afirmando que seguirá a maioria, e insinua que Roberto Freire quer impor a sua vontade que não é a mesma do partido. Acompanhando de perto uma administração que está se firmando vagarosamente, o Ministro da Integração sabe que não é hora de abandonar o barco. O Governo Lula sofre avarias mas está no caminho certo. Não seria possível a qualquer ocupante do Palácio do Planalto, consertar o país da noite para o dia, principalmente depois da herança recebida de FHC. A economia dá sinais de revitalização com o setor primário carregando o país nas costas com exportações de carne e grãos, dif
erente da indústria dominada pelos pelêgos da FIE SP impondo ao restante do Brasil a força paulista a custa de gordos incentivos fiscais. Deixar o ministério, porque? Pelo fato do sr. Roberto Freire só saber fazer política na oposição? Enquanto perdurar a crise interna do PPS, Inácio Arruda vai viver angustiantes momentos de expectativa. | |
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| GAZETA MERCANTIL |
17 de junho de 2004 |
| IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS | |
| Editorial - Mais prazo no recolhimento dos tributos | |
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Segundo informações oficiosas, o governo federal estaria disposto a dilatar os prazos de recolhimento de tributos, nos moldes definidos recentemente para o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Antiga reivindicação dos empresários, que remonta ao fim da era em que a taxa de inflação mensal chegava a dois dígitos, a medida entraria em vigor ainda neste ano, encontrando-se a Receita encarregada de elaborar o novo cronograma. "Teremos novos prazos de recolhimento já no segundo semestre", informa o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro, que diz ter obtido a palavra do ministro Antônio Palocci.
A mudança, se confirmada, é a primeira, dentre as de caráter tributário, que viria ao encontro das expectativas dos empresários, segundo expressas no documento intitulado "Agenda pró-crescimento", no qual se pleiteia a melhoria no ambiente de negócios no País e que foi entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em abril. Prazos exíguos de recolhimento de tributos e elevadas multas tributárias e previdenciárias são observados em economias que experimentam processo inflacionário agudo, no qual a moeda perde rapidamente valor, sem que a indexação consiga compensá-lo. À parte tais circunstâncias, das quais a economia brasileira felizmente se afastou, não há justificativa para manter a severidade de tais exações. Lembre-se que na época de inflação alta os prazos foram encurtados sob a justificativa de que o estado de desfalecimento crônico das finanças públicas não suportaria uma sangria induzida pela perda de valores reais na arrecadação. E como sói ocorrer à sociedade dos contribuintes, em todos os tempos e sob governos de quaisquer matizes ideológicos, a causa que motivou o encurtamento dos prazos se foi, com a inflação finalmente controlada, mas a sua exigüidade permanece, a testemunhar que governo algum está disposto a serrar o galho em que se encontra agarrado. Advinda a estabilidade, as empresas, que antes evitavam a prática de vendas a prazo, em resposta defensiva à investida inflacionária contra o valor dos ativos, voltaram a alongar os prazos de venda, pois estes se tornaram possíveis, além de atraentes para os compradores, justamente por força da estabilidade. É quando a percepção do contribuinte se dá conta da magnitude do contraste entre os dois movimentos em sentidos opostos - as vendas com prazos cada vez mais dilatados e o recolhimento de tributos com prazos percebidos como cada vez mais curtos, pelo efeito subjetivo da relatividade dos tempos e da subtração efetiva do capital de giro à disposição das empresas, que se recolhe do mercado para os cofres da Receita justamente em tempos de juros elevadíssimos e de retomada dos investimentos. A sensação, com certeza já experimentada por todos, é de se estar sujeito a um odioso regime de confisco, com resultados perversos sobre a produção e o emprego. Ora, o desafio da hora atual e dos anos vindouros é a elevação da taxa de investimento, condição de sustentabilidade do crescimento. Isso não é possível num ambiente tributário impregnado de motivações antiinvestimento, tais como as mencionadas. Bem-vinda, pois, a anunciada disposição, também por abrir em princípio a possibilidade de que os governadores venham a aceitar, por sua vez, a ampliação do prazo de recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Como se sabe, cada estado dispõe de sua própria sistemática de cobrança do tributo e, na média, prevalece o prazo de recolhimento de cerca de 30 dias. No passado, a dilação do recolhimento do ICMS chegou a 60 dias. A exemplo do que ocorreu no caso do IPI, o alongamento dos prazos se daria segundo uma progressividade estabelecida em cronograma, para evitar sobressaltos nos responsáveis pela administração da Receita. Sopesadas as vantagens e desvantagens da medida, observa-se que as partes têm somente a ganhar. Assim, por exemplo, além de conciliar o calendário de financiamento das vendas com o dos prazos de recolhimento - restabelecendo-se a racionalidade nas relações entre a administração pública e os negócios -, as empresas passariam a dispor de mais recursos de capital de giro, induzindo a uma baixa nos spreads cobrados nos empréstimos bancários. Por se tratar de medida de administração tributária, a sua aprovação depende somente do Poder Executivo, não havendo necessidade de que seja submetida ao Congresso Nacional. É bom saber também que, na Câmara dos Deputados, parlamentares mobilizam-se para derrubar a MP 183, que aumentaria em R$ 4 bilhões a carga tributária da indústria de alimentação. | |
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| GAZETA MERCANTIL |
17 de junho de 2004 |
| PRODETUR II | |
| Normas ambientais abrem recursos para dez estados | |
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Técnicos de dez estados, especialistas do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Ministério do Turismo debateram esta semana, Fortaleza, os aspectos ambientais para a execução do Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (Prodetur/NE II), que prevê recursos da ordem de US$ 400 milhões, divididos entre os nove estados nordestinos, parte de Minas Gerais e do Espírito Santo.
Até junho de 2005, os estados deverão ter recebido os primeiros empréstimos da segunda fase - que contempla novos conceitos e mecanismos, caso do processo de planejamento setorial integrado e participativo e do fortalecimento da capacidade municipal de gerenciamento ambiental, administrativo e fiscal. Envolve ainda os pólos integrados de turismo, com representação de forma paritária, via Conselhos formados por integrantes das áreas pública, privada e do terceiro setor. O programa propõe a melhoria da qualidade de vida da população e embute o aumento da renda do turismo e da capacidade de estados e municípios para gerir receita. Na primeira etapa do Prodetur, os investimentos somaram US$ 750 milhões, incluindo na soma os recursos do BNB, com financiamento do BID, e contrapartida dos governos estadual e federal. A gerente Ofélia Amorim, da Central Operacional de Projetos de Infra-Estrutura e Fortalecimento Institucional do BNB, unidade responsável pela parte operacional do programa, diz que o encontro possibilitou a troca de experiências entre os atores envolvidos na execução do Prodetur/NE II. "Esse primeiro encontro possibilitou debater a melhor forma de condução dos projetos, sem deixar passivos ambientais", esclarece. Unidades executoras, entidades ambientais estaduais e municipais e os órgãos financiadores discutiram estratégias de implementação de projetos, aspectos ambientais dos Programas de Desenvolvimento Integrado de Turismo Sustentável (PDITS), auditorias socioambientais, planos de reassentamentos, participação social. De acordo com Ofélia, existe um regulamento a ser observado e a preocupação é encontrar formas para o bom desempenho do programa. "Devemos ter os cuidados necessários para que, ao final, se tenha uma boa avaliação geral", diz. Técnicos e especialistas evitar que órgãos ambiental inviabilizem os investimentos. | |
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