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Sábado, 04/02/2012

 

    
Câmara Brasil Portugal no Ceará
- Indústria, Comércio e Turismo -
 
 
CLIPPING DE NOTÍCIAS BRASIL/PORTUGAL
MAIO-2002
              
 


Vice-Presidente da CBP CE participa de workshop. O Vice-Presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Turismo Brasil-Portugal, Rômulo Alexandre Soares, participou como expositor no workshop "Alternativas de Fomento às Exportações das Pequenas e Médias Empresas", realizado no Iate Plaza Fortaleza. O evento foi uma iniciativa da SM Factoring, Sebrae Ceará, Veirano & Advogados Associados e Banco do Nordeste. Soares frisou que existem várias vantagens direcionadas as micro e pequenas empresas que não são utilizadas por falta de informação: "Temos as ferramentas e não as utilizamos", lamentou. Para Vice-Presidente da CBP CE, além de outras dificuldades de caráter interno, também é importante sanar as questões tarifárias: "A redução do custo Brasil é importante, mas o gargalo das exportações brasileiras são as barreiras alfandegárias. As pequenas empresas não conhecem o Sistema Geral de Preferências (SGP), da Organização Mundial do Comercio, que as isenta de barreiras tarifárias". Também participaram como expositores o Presidente da SM Factoring, Sérgio Melo, e a consultora do Sebrae/CE, Marta Campêlo. Fonte: CBP CE.

Portugal continua como o 4º destino das exportações cearenses. Portugal continua a se destacar como destino das exportações cearenses em 2002. De acordo com dados do informativo Ceará em Comex, mantido e atualizado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEC, o país ibérico se manteve como o 4º principal comprador dos produtos cearenses, atrás somente de EUA, Holanda e Itália, já tradicionais importadores de nossos produtos. Os investimentos portugueses perfizeram o total de US$ 671.435,00 em abril , o que aumentou para US$ 5.207.514,00 o total FOB exportado para Portugal em 2002. Fonte: CBP CE.

Ceará terá um Eurocentro. Começa a operar este ano, a partir do segundo semestre, em Fortaleza, o primeiro centro de captação de negócios entre o Ceará e os 15 países membros da União Européia (UE), a maior parceira comercial do Brasil. A confirmação do Estado como sede de um Eurocentro foi feita ao O POVO pela Delegação da Comissão Européia no Brasil - entidade com status de embaixada que é sediada no Distrito Federal. A aceitação oficial deve ocorrer ainda este mês e o gerenciamento das operações será feito pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), através do Instituto Euvaldo Lodi (IEL). A Fiec vai bancar os custos (ainda não revelados da infra-estrutura) e a Comissão fica responsável pelo desenvolvimento inicial do suporte tecnológico para o funcionamento do escritório. Sediar um Eurocentro é estar tecnicamente em vantagem para abrir possibilidades comerciais entre as empresas cearenses e as empresas de toda a União Européia. No Brasil existem hoje sete deles que serão 15 até o final do ano. O núcleo funciona como um captador de negócios internacionais interligado. Quando o do Ceará estiver funcionando, ele poderá estar associado ao da Bahia e desenvolver uma ação conjunta com empresas de Munique (Alemanha) e Milão (Itália), por exemplo, para atrair turistas que poderão vir aos dois estados brasileiros a partir de um mesmo acerto. Havendo interesse mútuo, os negócios são previamente pactuados e todas as partes saem ganhando e recuperam rápido o investimento. ''As empresas trabalham as agendas previamente combinadas. Os custos são bancados pelos interessados diretamente'', afirma Stefano Gatto, conselheiro de negócios da Comissão Européia no Brasil e gerenciador do sistema Eurocentro. Ele confirma que existirão 40 rodadas de negociações feitas por Eurocentros até dezembro próximo. Essa é uma estratégia para aumentar o volume total de negócios firmados entre Brasil e UE. Em 2001 foram quase US$ 30 bilhões o intercâmbio entre nós e eles, volume superior ao que é negociado com os Estados Unidos, mentor da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), que, funcionando a partir de 2005, sepultará oficialmente com o Mercosul. Hoje, o já virtual fim do Mercosul com a quebradeira argentina, e a complicada implantação da Alca, são possibilidades consideradas, mas não declaradas, pela União Européia. Até agora os números jogam a favor da manutenção da parceria com os europeus. De tudo o que produzimos mandamos 27% para lá. E eles exportam 26% do que produzem para nossos portos e aeroportos para serem comprados no mercado interno. ''No comércio agrícola já compramos mais da metade do que o Brasil exporta. E nesta área os Estados Unidos importam quatro vezes menos'', provoca Stefano Gatto. Em Fortaleza, o Eurocentro estará atrelado à estrutura do Instituto Euvaldo Lodi. ''Temos um bom conhecimento nessa área de transferência de tecnologia. É assim que iremos atuar. Esse Eurocentro nos abrirá para o mundo. Estaremos mais ágeis e nossas relações ficarão mais rápidas a partir de agora'', diz a superintendente do IEL no Ceará, Vera Ilka Sales. A existência desse novo núcleo de negócios vai ter a parceria do Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Sebrae-CE e da secretaria estadual do desenvolvimento econômico (SDE). Fonte: O Povo, 16/05/02

Mercosul e UE definem redução da burocracia. Mercosul e União Européia devem anunciar um pacote de medidas para desburocratizar as operações de comércio entre as duas regiões. Negociado desde o início do ano, o acordo tomou como base as sugestões contidas em um documento elaborado pelo fórum que reúne empresários dos dois blocos. O entendimento abrange cerca de 40 pontos, divididos em quatro áreas: direitos alfandegários, comércio eletrônico, medidas fitossanitárias e regulamentos técnicos. O anúncio provavelmente será feito na cúpula Mercosul-UE, no dia 17, em Madri. A intenção dos dois lados é começar a aplicar as medidas imediatamente, sem a necessidade de que se espere a conclusão de um acordo de livre comércio. Fonte: Valor Econômico, 08/05/02.

Nova Câmara de Comércio Luso-Brasileira. Um conjunto de 57 empresários portugueses e brasileiros criaram recentemente a Câmara Luso-Brasileira de Comércio da Bahia. Das 57 empresas representadas na reunião, a maioria são pequenas e médias, presentes na indústria, comércio e até agricultura e agro-pecuária. Dos grandes grupos de capital português estava a Cimpor, cuja facturação atingiu em 2001 os 800 milhões de reais (cerca de 400 milhões de euros), e o Espírito Santo, presentes nos sectores financeiro, industrial, agrícola e agro-pecuário, parte das quais (café) no sul da Bahia. Algumas destas companhias ainda nem se instalaram no Estado, como a Portucel, companhia de papel e celulose associada ao grupo brasileiro Suzano. A Edifer, no ramo das construções, também ainda não se instalou, mas já definiu um mega projecto para a construção da futura sede do Esporte Clube Vitória, com um estádio para 30 mil pessoas. Para o Cônsul-Geral de Portugal na Bahia, Óscar Ribeiro Felipe, os investimentos de portugueses no estado, assim como os de luso-brasileiros, já justificavam a existência da nova Câmara de Comércio. O presidente do Conselho das Câmaras Luso-Brasileiras de Comércio, António de Bacelar Carrelhas, também director do grupo Espírito Santo, disse que essas entidades têm o papel de aglutinar os empresários e facilitar entendimentos de negócios. Embora ainda dependa de constituição jurídica e não tenha sede definitiva, tarefas que ficaram a cargo de comissão formada durante a reunião, a Câmara da Bahia será a nona associação desse género no Brasil. Das existentes, três ficam no Nordeste. Estão em funcionamento as Câmaras dos Estados de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul, Paraná, Pará, de Pernambuco e do Ceará. Na América do Sul existem, agora, 12 câmaras luso-brasileiras na Argentina, no Chile e Uruguai. Há, ainda, uma em Lisboa. A Câmara Luso-Argentina, em Buenos Aires, vai realizar um encontro de 13 e 15 de maio para discutir saídas para as dificuldades económicas do país. Fonte: CBP CE.

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Wokshop busca atrair turistas portugueses para o Brasil. Entre os dias 14 e 16 de maio foi realizado, em Portugal, nas cidades de Lisboa e do Porto, o workshop "O Brasil é de Vocês", organizado pela Embratur. O evento contou com o apoio da embaixada do Brasil naquele país. O objetivo do workshop é aumentar o número de turistas portugueses no Brasil. Durante o evento, 50 empresas de turismo brasileiras puderam expor e vender seus produtos aos agentes de viagens e operadores portugueses. De acordo com um levantamento feito pela Embratur, dos 5,3 milhões de turistas estrangeiros que estiveram no Brasil em 2001, pouco mais de 150 mil (3%) vieram de Portugal. Este número foi superado pelos turistas europeus vindos da Alemanha (5%) e da Itália (4%), e igualado pelos turistas provenientes da França. De acordo com o superintendente da Embratur no Rio, Nilo Sergio Felix, é incompreensível que, "com os laços que nos unem a Portugal, os números sejam tão tímidos. Vamos reforçar as ações de marketing no mercado português", explicou ele.Fonte: O Povo, 07/05/02

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Ceará terá Resort de R$500 milhões. Mais um protocolo de intenções, desta vez para a instalação de um projeto turístico no Ceará, foi assinado pelo governo estadual, Prefeitura de Aquiraz e investidores brasileiros e portugueses. O resort Praia Bela Resort Village, que será construído na praia do Presídio, deverá consumir R$ 500 milhões em investimentos, sem contar com a infra-estrutura disponibilizada pelo Estado. O presidente do Banco Privado Português, que coordena o empreendimento em parceria com o Grupo Villa Galé, também de Portugal, e que já tem um hotel no Ceará , João Rendeiro, afirma que é o maior investimento turístico em andamento no Brasil. Só para se ter uma idéia da dimensão do projeto, os investimentos portugueses feitos no Ceará, somados, totalizam R$ 102 milhões, 20% do que deve ser gasto com o novo empreendimento. As obras deverão iniciar no começo do próximo ano e demandarão três anos para a conclusão. O empresário cearense Ivens Dias Branco entrará com 50% dos recursos, e o restante será dividido entre os investidores portugueses Grupo Villa Galé, Hotéis D. Pedro, Solverde Hotéis, André Jordan e Ceará Investment Fund. Este último é um fundo de investimentos formado por investidores internacionais interessados em implantar projetos imobiliários e turísticos no Estado. Rendeiro, que também é diretor do fundo, calcula em US$ 30 milhões o que já foi gasto em outros dois empreendimentos. Em 280 hectares (aproximadamente 280 quadras de 10 mil metros quadrados), o Praia Bela será construído de frente para o mar, com oito hotéis, seis pousadas temáticas, um campo de golfe com 18 buracos, um spa, um centro de convenções, uma academia de tênis, um centro hípico, um centro de treinamento desportivo, igreja, heliponto, praça central de 60 mil metros e restaurantes. ''É, sem dúvidas, o mais importante protocolo assinado na área de hotelaria pelo governo'', ressalta o secretário estadual de Turismo, Raimundo Viana. A expectativa é de que 3 mil empregos diretos sejam gerados. João Rendeiro diz que parte do dinheiro será financiada pelo Banco Privado Português e por outros bancos brasileiros, ainda sendo sondados. Segundo ele, os estudos ambientais para a construção do resort já foram iniciados e deverão respeitar todas as exigências. ''Preservaremos ao máximo a área verde existente e plantaremos mais árvores em outros espaços'', assegura. A taxa de ocupação da área é de 30% e os edifícios terão no máximo nove metros de altura (dois pavimentos). Além disso, o campo de golfe e área verde respondem 40% do total do terreno. As metas dos investidores são ambiciosas. Dando prioridade aos turistas europeus, mas, como garante Rendeiro, com padrão para atender mercados como o Japão e Estados Unidos, a expectativa é de uma ocupação média anual de 70% nos 300 quartos. ''Vamos negociar com operadores turísticos europeus a vinda de mais vôos charters para o Ceará'', observa Rendeiro, lembrando que o governo entrará com a infra-estrutura e incentivos fiscais.Fonte: O Povo, 03/05/02.

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Ilhas de Portugal, a Europa mais perto de nós. Abra um mapa-múndi e tente imaginá-lo sem o continente americano, fazendo de conta que ele não existe. O que seriam, então, aqueles nove pedacinhos de terra que formam o Arquipélago dos Açores, se não o fim do mundo? As ilhas açorianas já constavam de mapas genoveses da primeira metade do século 14, embora antes das Grandes Navegações ninguém tivesse o mínimo interesse em tomar posse delas. Açores só foi "descoberto" oficialmente dez anos mais tarde quando,definitivamente, já se tinha a certeza de que aquilo estava mais para a ponte para o Novo Mundo do que para o fim dele. Enquanto a Madeira se transformou em ponto de abastecimento para os navios a caminho das Américas, os Açores recebiam os que regressavam à Europa. E, da mesma forma que as naus traziam o progresso para essas ilhas, levavam consigo descrições de paisagens quase míticas, desenhadas por erupções vulcânicas, cobertas por uma vegetação densa e antiquíssima. Depois, a fama dessas ilhas correu o mundo. No século passado, a Madeira se tornou o lugar para chefes de Estado, reis e rainhas tirar férias do duro inverno europeu. Já os Açores recebiam cientistas para estudar os vulcões ainda ativos da região. Em comum, os dois arquipélagos têm, naturalmente, a língua portuguesa - mesmo assim com diferenças consideráveis no modo de falar - e o fato de a maioria da população ter ao menos um primo no Brasil. Se você é descendente de portugueses, a chance de seus ancestrais terem vindo dessas ilhas é enorme. Esse parentesco com o Brasil é um ótimo motivo para você conhecer as ilhas portuguesas, mas não é o único. Afinal em raros lugares encontra-se uma combinação de paisagens extraordinárias, um folclore que ainda se mantém vivo, uma história que nos diz respeito e uma língua que é a nossa. Fonte: Próxima Viagem, Ed.31, Maio de 2002.

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