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Câmara
Brasil Portugal no Ceará -
Indústria, Comércio e Turismo - CLIPPING
DE NOTÍCIAS BRASIL/PORTUGAL
MAIO-2002
Vice-Presidente
da CBP CE participa de workshop. O Vice-Presidente
da Câmara de Comércio, Indústria e Turismo Brasil-Portugal,
Rômulo Alexandre Soares, participou como expositor no
workshop "Alternativas de Fomento às Exportações das
Pequenas e Médias Empresas", realizado no Iate Plaza
Fortaleza. O evento foi uma iniciativa da SM Factoring,
Sebrae Ceará, Veirano & Advogados Associados e Banco
do Nordeste. Soares frisou que existem várias vantagens
direcionadas as micro e pequenas empresas que não são
utilizadas por falta de informação: "Temos as ferramentas
e não as utilizamos", lamentou. Para Vice-Presidente
da CBP CE, além de outras dificuldades de caráter interno,
também é importante sanar as questões tarifárias: "A
redução do custo Brasil é importante, mas o gargalo
das exportações brasileiras são as barreiras alfandegárias.
As pequenas empresas não conhecem o Sistema Geral de
Preferências (SGP), da Organização Mundial do Comercio,
que as isenta de barreiras tarifárias". Também participaram
como expositores o Presidente da SM Factoring, Sérgio
Melo, e a consultora do Sebrae/CE, Marta Campêlo. Fonte:
CBP CE.
Portugal
continua como o 4º destino das exportações cearenses.
Portugal continua a se destacar como destino das exportações
cearenses em 2002. De acordo com dados do informativo
Ceará em Comex, mantido e atualizado pelo Centro Internacional
de Negócios (CIN) da FIEC, o país ibérico se manteve
como o 4º principal comprador dos produtos cearenses,
atrás somente de EUA, Holanda e Itália, já tradicionais
importadores de nossos produtos. Os investimentos portugueses
perfizeram o total de US$ 671.435,00 em abril , o que
aumentou para US$ 5.207.514,00 o total FOB exportado
para Portugal em 2002. Fonte:
CBP CE.
Ceará
terá um Eurocentro. Começa a operar este ano, a
partir do segundo semestre, em Fortaleza, o primeiro
centro de captação de negócios entre o Ceará e os 15
países membros da União Européia (UE), a maior parceira
comercial do Brasil. A confirmação do Estado como sede
de um Eurocentro foi feita ao O POVO pela Delegação
da Comissão Européia no Brasil - entidade com status
de embaixada que é sediada no Distrito Federal. A aceitação
oficial deve ocorrer ainda este mês e o gerenciamento
das operações será feito pela Federação das Indústrias
do Estado do Ceará (Fiec), através do Instituto Euvaldo
Lodi (IEL). A Fiec vai bancar os custos (ainda não revelados
da infra-estrutura) e a Comissão fica responsável pelo
desenvolvimento inicial do suporte tecnológico para
o funcionamento do escritório. Sediar um Eurocentro
é estar tecnicamente em vantagem para abrir possibilidades
comerciais entre as empresas cearenses e as empresas
de toda a União Européia. No Brasil existem hoje sete
deles que serão 15 até o final do ano. O núcleo funciona
como um captador de negócios internacionais interligado.
Quando o do Ceará estiver funcionando, ele poderá estar
associado ao da Bahia e desenvolver uma ação conjunta
com empresas de Munique (Alemanha) e Milão (Itália),
por exemplo, para atrair turistas que poderão vir aos
dois estados brasileiros a partir de um mesmo acerto.
Havendo interesse mútuo, os negócios são previamente
pactuados e todas as partes saem ganhando e recuperam
rápido o investimento. ''As empresas trabalham as agendas
previamente combinadas. Os custos são bancados pelos
interessados diretamente'', afirma Stefano Gatto, conselheiro
de negócios da Comissão Européia no Brasil e gerenciador
do sistema Eurocentro. Ele confirma que existirão 40
rodadas de negociações feitas por Eurocentros até dezembro
próximo. Essa é uma estratégia para aumentar o volume
total de negócios firmados entre Brasil e UE. Em 2001
foram quase US$ 30 bilhões o intercâmbio entre nós e
eles, volume superior ao que é negociado com os Estados
Unidos, mentor da Área de Livre Comércio das Américas
(Alca), que, funcionando a partir de 2005, sepultará
oficialmente com o Mercosul. Hoje, o já virtual fim
do Mercosul com a quebradeira argentina, e a complicada
implantação da Alca, são possibilidades consideradas,
mas não declaradas, pela União Européia. Até agora os
números jogam a favor da manutenção da parceria com
os europeus. De tudo o que produzimos mandamos 27% para
lá. E eles exportam 26% do que produzem para nossos
portos e aeroportos para serem comprados no mercado
interno. ''No comércio agrícola já compramos mais da
metade do que o Brasil exporta. E nesta área os Estados
Unidos importam quatro vezes menos'', provoca Stefano
Gatto. Em Fortaleza, o Eurocentro estará atrelado à
estrutura do Instituto Euvaldo Lodi. ''Temos um bom
conhecimento nessa área de transferência de tecnologia.
É assim que iremos atuar. Esse Eurocentro nos abrirá
para o mundo. Estaremos mais ágeis e nossas relações
ficarão mais rápidas a partir de agora'', diz a superintendente
do IEL no Ceará, Vera Ilka Sales. A existência desse
novo núcleo de negócios vai ter a parceria do Banco
do Nordeste, Banco do Brasil, Sebrae-CE e da secretaria
estadual do desenvolvimento econômico (SDE). Fonte:
O Povo, 16/05/02
Mercosul
e UE definem redução da burocracia. Mercosul e União
Européia devem anunciar um pacote de medidas para desburocratizar
as operações de comércio entre as duas regiões. Negociado
desde o início do ano, o acordo tomou como base as sugestões
contidas em um documento elaborado pelo fórum que reúne
empresários dos dois blocos. O entendimento abrange cerca
de 40 pontos, divididos em quatro áreas: direitos alfandegários,
comércio eletrônico, medidas fitossanitárias e regulamentos
técnicos. O anúncio provavelmente será feito na cúpula
Mercosul-UE, no dia 17, em Madri. A intenção dos dois
lados é começar a aplicar as medidas imediatamente, sem
a necessidade de que se espere a conclusão de um acordo
de livre comércio. Fonte: Valor
Econômico, 08/05/02.
Nova
Câmara de Comércio Luso-Brasileira. Um conjunto
de 57 empresários portugueses e brasileiros criaram
recentemente a Câmara Luso-Brasileira de Comércio da
Bahia. Das 57 empresas representadas na reunião, a maioria
são pequenas e médias, presentes na indústria, comércio
e até agricultura e agro-pecuária. Dos grandes grupos
de capital português estava a Cimpor, cuja facturação
atingiu em 2001 os 800 milhões de reais (cerca de 400
milhões de euros), e o Espírito Santo, presentes nos
sectores financeiro, industrial, agrícola e agro-pecuário,
parte das quais (café) no sul da Bahia. Algumas destas
companhias ainda nem se instalaram no Estado, como a
Portucel, companhia de papel e celulose associada ao
grupo brasileiro Suzano. A Edifer, no ramo das construções,
também ainda não se instalou, mas já definiu um mega
projecto para a construção da futura sede do Esporte
Clube Vitória, com um estádio para 30 mil pessoas. Para
o Cônsul-Geral de Portugal na Bahia, Óscar Ribeiro Felipe,
os investimentos de portugueses no estado, assim como
os de luso-brasileiros, já justificavam a existência
da nova Câmara de Comércio. O presidente do Conselho
das Câmaras Luso-Brasileiras de Comércio, António de
Bacelar Carrelhas, também director do grupo Espírito
Santo, disse que essas entidades têm o papel de aglutinar
os empresários e facilitar entendimentos de negócios.
Embora ainda dependa de constituição jurídica e não
tenha sede definitiva, tarefas que ficaram a cargo de
comissão formada durante a reunião, a Câmara da Bahia
será a nona associação desse género no Brasil. Das existentes,
três ficam no Nordeste. Estão em funcionamento as Câmaras
dos Estados de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas
Gerais, do Rio Grande do Sul, Paraná, Pará, de Pernambuco
e do Ceará. Na América do Sul existem, agora, 12 câmaras
luso-brasileiras na Argentina, no Chile e Uruguai. Há,
ainda, uma em Lisboa. A Câmara Luso-Argentina, em Buenos
Aires, vai realizar um encontro de 13 e 15 de maio para
discutir saídas para as dificuldades económicas do país.
Fonte: CBP CE.
TOPO
Wokshop
busca atrair turistas portugueses para o Brasil.
Entre os dias 14 e 16 de maio foi realizado, em Portugal,
nas cidades de Lisboa e do Porto, o workshop "O Brasil
é de Vocês", organizado pela Embratur. O evento contou
com o apoio da embaixada do Brasil naquele país. O objetivo
do workshop é aumentar o número de turistas portugueses
no Brasil. Durante o evento, 50 empresas de turismo
brasileiras puderam expor e vender seus produtos aos
agentes de viagens e operadores portugueses. De acordo
com um levantamento feito pela Embratur, dos 5,3 milhões
de turistas estrangeiros que estiveram no Brasil em
2001, pouco mais de 150 mil (3%) vieram de Portugal.
Este número foi superado pelos turistas europeus vindos
da Alemanha (5%) e da Itália (4%), e igualado pelos
turistas provenientes da França. De acordo com o superintendente
da Embratur no Rio, Nilo Sergio Felix, é incompreensível
que, "com os laços que nos unem a Portugal, os números
sejam tão tímidos. Vamos reforçar as ações de marketing
no mercado português", explicou ele.Fonte:
O Povo, 07/05/02
TOPO
Ceará
terá Resort de R$500 milhões. Mais um protocolo de
intenções, desta vez para a instalação de um projeto turístico
no Ceará, foi assinado pelo governo estadual, Prefeitura
de Aquiraz e investidores brasileiros e portugueses. O
resort Praia Bela Resort Village, que será construído
na praia do Presídio, deverá consumir R$ 500 milhões em
investimentos, sem contar com a infra-estrutura disponibilizada
pelo Estado. O presidente do Banco Privado Português,
que coordena o empreendimento em parceria com o Grupo
Villa Galé, também de Portugal, e que já tem um hotel
no Ceará , João Rendeiro, afirma que é o maior investimento
turístico em andamento no Brasil. Só para se ter uma idéia
da dimensão do projeto, os investimentos portugueses feitos
no Ceará, somados, totalizam R$ 102 milhões, 20% do que
deve ser gasto com o novo empreendimento. As obras deverão
iniciar no começo do próximo ano e demandarão três anos
para a conclusão. O empresário cearense Ivens Dias Branco
entrará com 50% dos recursos, e o restante será dividido
entre os investidores portugueses Grupo Villa Galé, Hotéis
D. Pedro, Solverde Hotéis, André Jordan e Ceará Investment
Fund. Este último é um fundo de investimentos formado
por investidores internacionais interessados em implantar
projetos imobiliários e turísticos no Estado. Rendeiro,
que também é diretor do fundo, calcula em US$ 30 milhões
o que já foi gasto em outros dois empreendimentos. Em
280 hectares (aproximadamente 280 quadras de 10 mil metros
quadrados), o Praia Bela será construído de frente para
o mar, com oito hotéis, seis pousadas temáticas, um campo
de golfe com 18 buracos, um spa, um centro de convenções,
uma academia de tênis, um centro hípico, um centro de
treinamento desportivo, igreja, heliponto, praça central
de 60 mil metros e restaurantes. ''É, sem dúvidas, o mais
importante protocolo assinado na área de hotelaria pelo
governo'', ressalta o secretário estadual de Turismo,
Raimundo Viana. A expectativa é de que 3 mil empregos
diretos sejam gerados. João Rendeiro diz que parte do
dinheiro será financiada pelo Banco Privado Português
e por outros bancos brasileiros, ainda sendo sondados.
Segundo ele, os estudos ambientais para a construção do
resort já foram iniciados e deverão respeitar todas as
exigências. ''Preservaremos ao máximo a área verde existente
e plantaremos mais árvores em outros espaços'', assegura.
A taxa de ocupação da área é de 30% e os edifícios terão
no máximo nove metros de altura (dois pavimentos). Além
disso, o campo de golfe e área verde respondem 40% do
total do terreno. As metas dos investidores são ambiciosas.
Dando prioridade aos turistas europeus, mas, como garante
Rendeiro, com padrão para atender mercados como o Japão
e Estados Unidos, a expectativa é de uma ocupação média
anual de 70% nos 300 quartos. ''Vamos negociar com operadores
turísticos europeus a vinda de mais vôos charters para
o Ceará'', observa Rendeiro, lembrando que o governo entrará
com a infra-estrutura e incentivos fiscais.Fonte:
O Povo, 03/05/02.
TOPO
Ilhas
de Portugal, a Europa mais perto de nós. Abra um mapa-múndi
e tente imaginá-lo sem o continente americano, fazendo
de conta que ele não existe. O que seriam, então, aqueles
nove pedacinhos de terra que formam o Arquipélago dos
Açores, se não o fim do mundo? As ilhas açorianas já constavam
de mapas genoveses da primeira metade do século 14, embora
antes das Grandes Navegações ninguém tivesse o mínimo
interesse em tomar posse delas. Açores só foi "descoberto"
oficialmente dez anos mais tarde quando,definitivamente,
já se tinha a certeza de que aquilo estava mais para a
ponte para o Novo Mundo do que para o fim dele. Enquanto
a Madeira se transformou em ponto de abastecimento para
os navios a caminho das Américas, os Açores recebiam os
que regressavam à Europa. E, da mesma forma que as naus
traziam o progresso para essas ilhas, levavam consigo
descrições de paisagens quase míticas, desenhadas por
erupções vulcânicas, cobertas por uma vegetação densa
e antiquíssima. Depois, a fama dessas ilhas correu o mundo.
No século passado, a Madeira se tornou o lugar para chefes
de Estado, reis e rainhas tirar férias do duro inverno
europeu. Já os Açores recebiam cientistas para estudar
os vulcões ainda ativos da região. Em comum, os dois arquipélagos
têm, naturalmente, a língua portuguesa - mesmo assim com
diferenças consideráveis no modo de falar - e o fato de
a maioria da população ter ao menos um primo no Brasil.
Se você é descendente de portugueses, a chance de seus
ancestrais terem vindo dessas ilhas é enorme. Esse parentesco
com o Brasil é um ótimo motivo para você conhecer as ilhas
portuguesas, mas não é o único. Afinal em raros lugares
encontra-se uma combinação de paisagens extraordinárias,
um folclore que ainda se mantém vivo, uma história que
nos diz respeito e uma língua que é a nossa. Fonte:
Próxima Viagem, Ed.31, Maio de 2002.
TOPO
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