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Ceará - Impacto
da alta do dólar será percebido daqui três meses
Especialistas de comércio exterior acreditam que os primeiros
impactos da alta do dólar na balança comercial cearense só
serão percebidos dentro de três meses. As empresas exportadoras
que não necessitam de financiamento externo poderão ter
resultados melhores do que as dependentes de Castanha de caju,
tecido de algodão, calçados de couro natural e de borracha,
couros e peles
bovinos. Na teoria, esses seriam os segmentos no Ceará mais
beneficiados com a alta da moeda americana registrada nos últimos
dias porque produzem em reais e vendem em dólar. São as cinco
categorias mais exportadas pelo Estado, de acordo com dados do
Centro Internacional de Negócios (CNI).
No outro lado da lógica do comércio exterior, os importadores
saem perdendo com a desvalorização da moeda brasileira porque
compram mais caro (em dólar) e têm que vender mais barato (em
reais).
De acordo com o levantamento do CNI, os produtos mais importados
pelo Ceará são o trigo e os combustíveis como a querosene, o
óleo bruto e o diesel. Para as importadoras, o economista José
Sydrião Alencar Júnior acha que o prejuízo virá no curto
prazo.
Quanto às empresas exportadoras, ele explica que existem dois
casos. ''Para as que têm independência a alta é excelente, mas
as que precisam de financiamento externo para exportar terão mais
dificuldades porque as linhas de crédito para o Brasil estão
fechando'', disse. De uma forma ou de outra, os resultados, na
opinião do economista, só serão percebidos a partir de agosto.
E na equação exportação menos importações igual a saldo
comercial o resultado poderá ser positivo.
Para o superintendente do CNI, Eduardo Bezerra Neto, será preciso
três meses para se calcular os impactos da alta do dólar na
economia cearense. O saldo comercial de julho, que não deve ser
muito expressivo positivamente, será mais um resultado da cautela
geral do mercado com relação ao
Brasil do que uma conseqüência da desvalorização do Real, na
opinião do superintendente. O mesmo prazo de 90 dias é sugerido
pelo presidente do Centro Industrial do Ceará (CIC), Marcos
Pinheiro. Mas ele afirma que independente de possíveis ganhos de
algumas empresas, a alta do dólar é negativa para o setor
industrial, o mercado consumidor e a economia brasileira de uma
maneira geral. ''A sustentação do dólar neste patamar vai gerar
uma pressão enorme por aumento de preços e reajuste de
salários'', disse. Fonte: O Povo - 01/08/02
Ceará - Massas já conta prejuízo
Trabalhando com 100% do trigo importado, o setor das indústrias
de massa no Ceará foi um dos primeiros a apresentar prejuízos
depois do aumento de quase 50% no preço da farinha. A tonelada do
trigo em grãos passou de R$ 120 para R$ 190. De acordo com o
vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Massas
Alimentícias (Abima), Alexandre Sales, o setor trabalhava com
planilha de operação baseada no dólar cotado em R$ 2,30. ''Foi
um impacto violentíssimo'', resume.
Segundo ele, as indústrias estão vendendo sem margem de lucro.
''Pode-se até dizer que estão vendendo no prejuízo'', lamenta.
A saída foi repassar o aumento para o consumidor. Além do
aumento de 15% no preço do pão carioquinha e de 12% no
macarrão, ainda virá um aumento no preço dos biscoitos. Segundo
Alexandre Sales, no entanto, o índice de reajuste não está
definido e nem
tem data para acontecer. O setor quer que o governo federal retire
o imposto de importação do trigo europeu, para reduzir os
custos. Fonte: O Povo - 01/08/02
CE exporta menos
4,5% no primeiro semestre
As exportações cearenses registraram uma queda de 4,5% nos seis
primeiros meses deste ano em relação a igual período de 2001. O
Ceará exportou US$ 249,2 milhões, de janeiro até junho,
significando um decréscimo de US$ 11,7 milhões na comparação
com o volume acumulado no mesmo período do ano passado, quando
foram embarcados pelo porto cearense, com destino aos países
estrangeiros, US$ 261,031 milhões.
Para o superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN),
Eduardo Bezerra, a retração das exportações cearenses foi bem
menor do que a registrada em estados, como São Paulo, Rio Grande
do Sul, Minas Gerais e Paraná. Nesses quatro estados,
considerados os grandes exportadores brasileiros, as exportações
caíram em média 15%. "O resultado do Ceará demonstra o
esforço criativo dos nossos empresários exportadores",
salientou.
De janeiro até junho, as exportações globais do País tiveram
um decréscimo de 13%, ao atingir o montante de US$ 25,051
bilhões. No mesmo período de 2001, o Brasil exportou US$ 28,9
bilhões. No ranking nacional, o Ceará ocupa a 13ª posição e a
terceira a nível regional, perdendo apenas para a Bahia e o
Maranhão. O primeiro colocado na Região Nordeste, que acumula
exportações da ordem de US$ 915,2 milhões teve uma queda de 20%
no período, enquanto o Maranhão, que exportou 281,9 milhões,
apresentou um declínio de 8%.
Na opinião de Eduardo Bezerra, a queda nas exportações
cearenses e brasileiras são atribuídas às turbulências
internacionais, principalmente a crise que está atravessando a
economia norte-americana. "Os Estados Unidos não estão
comprando", declarou o superintendente do CIN. Segundo ele, a
retração norte-americana afeta diretamente os exportadores
brasileiros, uma vez que os Estados Unidos é o principal parceiro
comercial do Ceará e, nesses seis meses, foram responsáveis por
49% do total dos produtos vendidos no exterior.
Com a instabilidade no mercado internacional, o dólar disparou,
ultrapassando a casa dos R$ 3,00. A subida do dólar é ruim para
as importações, mas favorece as exportações. O efeito do
dólar, segundo Eduardo Bezerra, ainda não aconteceu. Ele
acredita que dentro de três meses o cenário deve mudar e,
"poderemos sentir o reflexo positivo do dólar em alta nas
exportações", prevê. Fonte: Diário do Nordeste -
30/07/02
Importações cearenses tiveram queda de 68,1%
A balança comercial cearense fechou junho com um saldo positivo
de US$ 10,1 milhões devido a queda de 68,1% nas importações,
que atingiram um volume de US$ 32,055 milhões, enquanto foram
exportados US$ 42,2 milhões. Mesmo com um declínio de -5% nas
exportações o resultado final foi positivo.
Na análise dos seis primeiros meses deste ano, a queda na
balança comercial aponta para um saldo negativo de US$ 65,4
milhões,visto que as importações. totalizaram US$ 414,6
milhões.
Na comparação com maio, as exportações do Ceará também foram
menores, uma vez que foram exportados para o comércio exterior
US$ 44,4 milhões, algo em torno de US$ 2,1 milhões a mais que
junho.
Verificando os países destinos, os Estados Unidos continua na
liderança, respondendo por 49,8% das exportações totais. De
janeiro até junho, o mercado norte-americano já importou US$
124,023 milhões de produtos cearenses. A diferença para o
segundo lugar, ocupado pela Holanda é grande, já que as vendas
para este país atingiram US$ 14,8 milhões. Os Estados Unidos
ficam com o primeiro lugar, com uma larga diferença de US$ 109,1
milhões.O terceiro mercado exportador do Ceará é a Itália. De
janeiro até junho, foram enviados para o mercado italiano US$
13,8 milhões, o quarto lugar fica para Portugal, que comprou US$
7,3 milhões e em quinto lugar, classifica-se a Espanha que
importou do Ceará, US$ 7,3 milhões. Volume quase igualado pelo
Canadá, em sexto lugar, com US$ 7,2 milhões. Mais uma vez, a
Argentina não aparece na lista dos principais compradores
cearenses. Fonte: Diário do Nordeste - 30/07/02
Turismo e
fruticultura no Ceará chamam atenção de britânicos
Os setores de turismo e fruticultura foram os que mais chamaram a
atenção no Ceará de Matt Evans, executivo britânico que
realiza no Brasil um business tour pelos principais estados do
País. A informação foi prestada pelo Superintendente do Centro
Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do
Estado do Ceará (FIEC), Eduardo Bezerra Neto. Segundo ele, a
intenção da Grã-Bretanha é investir em setores vocacionados do
País.
Matt Evans fez mais de 50 contatos nas cidades de São Paulo, Rio
de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Belo
Horizonte, Manaus e, por último, Fortaleza. Vice-Presidente
executivo da BAE Systems, maior empresa européia atuando nos
setores aeroespacial e de defesa, Evans está trabalhando em
projeto do governo britânico que visa identificar as perspectivas
de investimentos no Brasil, traçando estratégias para ajudar
investidores a localizarem oportunidades aqui.
"De janeiro a outubro de 2001, o Reino Unido investiu US$ 247
milhões no Brasil. Tal número poderia facilmente chegar aos
bilhões em um ambiente mais receptivo para negócios. Nossa meta
é fazer com que mais empresas britânicas de médio e pequeno
portes construam, comprem ou invistam em fábricas no Brasil,
além de trabalhar em conjunto com firmas locais objetivando o
sucesso para todos os envolvidos", explica Evans. Fonte:
Agência CNI - 19/07/02
Canadá quer estreitar laços com Ceará
Para estreitar as relações comerciais entre o Estado do Ceará e
o Canadá, mais precisamente com a província de Ontário, o
consultor gaúcho Marcos José de Almeida Duarte proferiu palestra
na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC),
a convite do Centro Internacional de Negócios (CIN/FIEC) e do
Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Ceará
(Sebrae-CE).
Além de mostrar as características do mercado canadense aos
exportadores cearenses, Duarte também agendou encontros para
prospecção de negócios com empresários dos setores
metal-mecânico e de software.
Da agenda do representante da província de Ontário, fazem parte
ainda reuniões com secretarias de governo, a exemplo das de
Infra-Estrutura, Agricultura Irrigada e Desenvolvimento
Econômico. Além de fomentar os negócios entre Ceará e
Ontário, Duarte também apresenta uma lista de áreas onde os
canadenses querem investir, entre elas energia, saneamento,
mineração, metal-mecânica, telecomunicações e transportes. Fonte:
Agência CNI - 19/07/02
Ceará - Terminal
portuário movimenta mais de 27 mil toneladas em junho
De acordo com as estatísticas do Terminal Portuário do Pecém, o
mês de junho registrou 13 navios, proporcionando uma
movimentação de 27.302 toneladas de carga geral e 2.016 TEU´s
(unidades equivalentes a um conteiner de 20 pés) entre
exportações e importações. De janeiro até junho, atracaram no
Terminal mais de 52 navios, dos quais 63% operaram com calado
superior a 10 metros, tendo como total acumulado a movimentação
de 134.229 toneladas e 8.968 TEU´s. Atualmente, são atendidas
seis linhas regulares de longo curso, sendo quatro com destino aos
Estados Unidos e duas com destino a portos da Europa. Fonte:
Nordeste Econômico - 17/07/02
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